31786
Sem você eu vou morrer,
Pois retratos que ora vejo
São apenas o desejo
Do que tanto pude crer
Mesmo quando sem saber
Das estâncias nem lampejo
E se ainda não prevejo
O que possa me trazer
Tanta insânia em posse e medo,
Quando ao nada eu me concedo
Busco o todo em contra-senso,
E se vejo este reflexo
Num momento em que perplexo,
No talvez me recompenso.
31787
A nossa separação
Expressada em dor e riso,
Noutro tanto se preciso
Novos dias me trarão,
Mas a mesma embarcação
Dita o ganho e o prejuízo
Neste alento qualquer siso
Já não vê satisfação,
Ao sentir ondas em mares,
E se quando procurares
Nas angústias, tons diversos,
O viver se transcendendo
Ao que pode revolvendo
No sabor dos próprios versos...
31788
O que fiz pra merecer
Se talvez ainda creia
Adentrando cada veia
Outra forma, noutro ser,
Revirando o que é poder
Quando a vida se receia
E deveras siga alheia
Do que tanto merecer,
Lavo os olhos no passado
Feito em sobras, destinado
Ao que um dia ainda quis,
Vou seguindo em pleno abismo,
E se tanto ainda cismo,
Minha queda é por um triz.
31789
Derretendo dia a dia,
O quanto percebera
Na verdade é como a cera
Que jamais se moldaria
Noutra igual. A fantasia
Mesmo quando percebera
Ser diversa revolvera
Os porões desta heresia.
Certamente quem procura
Nova escora, em amargura
Refazendo o mesmo passo,
No que tanto me pertença
Sem saber do que convença
Noutro vão retenho e faço.
31790
Coração amanteigado,
Resta em líquida figura
Quando bebe da ternura
Ou deveras dita o fado
Entre tanto e vão recado
Do vazio se assegura,
E se quer qualquer brandura,
Não revive o seu passado.
Esgueirando pelas frestas
Do que nada ainda atestas
Jamais posso refazer
Qualquer cena que sonhara,
Revivendo cada apara
Podo o sonho a me perder...
31791
Sem você, eu fico louco
E talvez ainda possa
Ter a sorte sua e nossa,
Mas distante me treslouco,
O que tanto quero é pouco
Perto mesmo que endossa
Caminhando além da fossa,
O meu canto ainda rouco,
Nascerá de novo tempo
Onde ausente contratempo
Poderá trazer ao menos
Dias calmos onde a sorte
Arremeta bem mais forte
Dias claros e serenos.
31792
Toda vez que a noite chega
Adentrando o quarto eu penso
Neste encanto outrora tenso,
E se encontro em minha adega
Outra sorte onde navega
Coração que quis imenso,
E se em nada recompenso,
A palavra já sonega,
Rego em dores o canteiro
E se um dia por inteiro
Não pudesse mais sentir
O que tanto quero agora,
Da diversa e rara flora
Só daninhas no porvir.
31793
Começou a maltratar
A figura de um passado
Onde o sonho abandonado
Não consigo desvendar
E sem nada no lugar
Vejo o quanto é desolado
O caminho mal traçado
Pela angústia a demonstrar
As diversas estações
Entre invernos e verões
Extremados fatos, fardo
Que recende ao próprio cardo,
Quando amor não se provê
No final nem um por que.
31794
E se foi melancolia
Mero aporte de uma vida
Onde busco a despedida
A mortalha se recria,
Vendo assim mera agonia
Quando tudo não duvida
A saudade sendo urdida
Noutra cena se irradia,
Riscos tantos, rastros vagos,
E se ainda quero afagos
Trago apenas solidão,
Cercanias mais diversas
Entre os medos ora versas
Não terei jamais verão...
31795
Que jamais ia deixar
O caminho preferido
Mesmo quando já ferido
Refletindo algum lugar
Dissonância a se recriar
Traz os ermos da libido,
Outro passo distraído
Noutro tanto a se mostrar,
Cada verso sendo vão
A palavra é podridão,
E decerto o esquecimento,
Se não pude discernir
Qualquer noite sem porvir,
Não trará mais um alento...
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
terça-feira, 4 de maio de 2010
31780 até 31785
31781
Ao preencher este vazio
Eu encontro o seu retrato
E se ainda me maltrato
Todo o tempo eu desafio
Cada verso em que desfio
O que outrora fora um fato
Ao sentir noutro regato
Mansidão de um belo rio,
Resistindo aos meus anseios
Adentrando pelos veios
Que me levem ao eterno,
Sendo assim inusitado
O caminho já traçado
Permitindo um sonho terno...
31782
Eu te quero bela e nua
Desnudando a tua prata
E por sobre terra e mata,
A tua alma já flutua
E se à noite assim atua
Com ternura enquanto me ata
Aos delírios e arrebata
Plena e clara imensa lua,
Serenatas preparando
Ou deveras me encantando
Sinto em ti a eternidade,
Éter feito em claro véu,
A rainha deste céu,
Que em ternura agora invade...
31783
Invernando medo e frio
O que um dia imaginara
Muito além da fonte amara
Que em meu verso desafio,
Desafeto e desvario,
Ronda a sorte e desampara.
Mas meu passo se prepara
E percorre cada fio,
Pirilampos e falenas,
Onde as noites me serenas
Entregando-te bem mansa,
Assim tendo esta ternura
Vejo o quanto a alma procura
E decerto agora alcança...
31784
Minha pele sem a tua
O meu sonho sem o teu,
Onde tanto concebeu
A verdade não atua,
E mergulho em plena rua,
Noutro encanto percebeu
Quem deveras fora ateu
Nova fé ora cultua
E recebe neste alento
O carinho de um provento
Vendavais já não conhece,
E se amar é ter nas mãos
Os olhares feitos grãos,
O meu canto é minha prece...
31785
Não vejo outra solução
E se tanto inda pudesse
Procurar qualquer benesse
Adentrando este verão
Novos sonhos mostrarão
O que tanto se merece
Quem dos sonhos faz a prece
Desta forma: redenção.
Não pudera acreditar
Noutro tempo, ou noutro mar
Onde tudo se renova,
Quando amor dita o futuro,
Quando encontro o que procuro,
Minha lua é sempre nova...
Ao preencher este vazio
Eu encontro o seu retrato
E se ainda me maltrato
Todo o tempo eu desafio
Cada verso em que desfio
O que outrora fora um fato
Ao sentir noutro regato
Mansidão de um belo rio,
Resistindo aos meus anseios
Adentrando pelos veios
Que me levem ao eterno,
Sendo assim inusitado
O caminho já traçado
Permitindo um sonho terno...
31782
Eu te quero bela e nua
Desnudando a tua prata
E por sobre terra e mata,
A tua alma já flutua
E se à noite assim atua
Com ternura enquanto me ata
Aos delírios e arrebata
Plena e clara imensa lua,
Serenatas preparando
Ou deveras me encantando
Sinto em ti a eternidade,
Éter feito em claro véu,
A rainha deste céu,
Que em ternura agora invade...
31783
Invernando medo e frio
O que um dia imaginara
Muito além da fonte amara
Que em meu verso desafio,
Desafeto e desvario,
Ronda a sorte e desampara.
Mas meu passo se prepara
E percorre cada fio,
Pirilampos e falenas,
Onde as noites me serenas
Entregando-te bem mansa,
Assim tendo esta ternura
Vejo o quanto a alma procura
E decerto agora alcança...
31784
Minha pele sem a tua
O meu sonho sem o teu,
Onde tanto concebeu
A verdade não atua,
E mergulho em plena rua,
Noutro encanto percebeu
Quem deveras fora ateu
Nova fé ora cultua
E recebe neste alento
O carinho de um provento
Vendavais já não conhece,
E se amar é ter nas mãos
Os olhares feitos grãos,
O meu canto é minha prece...
31785
Não vejo outra solução
E se tanto inda pudesse
Procurar qualquer benesse
Adentrando este verão
Novos sonhos mostrarão
O que tanto se merece
Quem dos sonhos faz a prece
Desta forma: redenção.
Não pudera acreditar
Noutro tempo, ou noutro mar
Onde tudo se renova,
Quando amor dita o futuro,
Quando encontro o que procuro,
Minha lua é sempre nova...
31775 até 31780
31776
Destino que selamos dia a dia
Por vezes podem ser mais traiçoeiros
Aonde quis roseiras, espinheiros
Aonde quis verdade, fantasia
E nesta maravilha se porfia
Momentos tão diversos, verdadeiros
E neles os meus versos corriqueiros
Prismática e sutil dicotomia.
Assim ao sermos vários num só quarto,
O quanto deste anseio já reparto
E partes noutras tantas ilusões,
Unidas as metades, confluência
Do que se fez em vida divergência
Complementares mundos que compões...
31777
A saudade me assassina
Tanto quanto me alivia
E transporta ao dia a dia
Divergência que domina
E se temos nova mina
Onde a sorte se recria
Noutra tanta, a fantasia
Perfazendo a mesma sina,
Assistindo ao que não somos
E se ainda em vários gomos
Um só fruto amadurece,
Das sementes que criamos,
Sem escravos, donos, amos,
O futuro aos poucos tece...
31778
Sem você minha querida,
Nada posso resgatar
Do que tanto quis amar
E sacia esta ferida,
Vida em vida senda urdida,
Retornando a um só lugar
Bebo o raio do luar
Encontrando esta guarida
Mesmo em pleno temporal,
Outro dia desigual,
Mas idêntica vontade,
Neste sol em carrosséis
São diversos os papéis.
Mas traduzem a unidade.
31779
Sem te ter, minha menina
Sem poder acreditar
No que possa transformar
O que outrora fora sina
Nova estrela determina
Em delírio constelar
Outro tempo a se criar,
Quando a sorte desatina,
Residentes de um planeta
Onde a vida não cometa
Heresias tão banais,
E vivemos contra tudo,
Se também porquanto iludo,
Ilusões eu quero mais.
31780
O que me restou da vida
Foi apenas a certeza
De saber da correnteza
Mesmo ainda sem saída,
Outra sorte engrandecida
E se tento uma surpresa,
Não querendo caça ou presa,
Nossa senda é dividida.
Não te creio deusa e diva,
Mas apenas sempre-viva
Rosa imensa em meu canteiro,
Água, sol, cuidado e amor,
Quando sendo lavrador
Sigo além de um espinheiro.
Destino que selamos dia a dia
Por vezes podem ser mais traiçoeiros
Aonde quis roseiras, espinheiros
Aonde quis verdade, fantasia
E nesta maravilha se porfia
Momentos tão diversos, verdadeiros
E neles os meus versos corriqueiros
Prismática e sutil dicotomia.
Assim ao sermos vários num só quarto,
O quanto deste anseio já reparto
E partes noutras tantas ilusões,
Unidas as metades, confluência
Do que se fez em vida divergência
Complementares mundos que compões...
31777
A saudade me assassina
Tanto quanto me alivia
E transporta ao dia a dia
Divergência que domina
E se temos nova mina
Onde a sorte se recria
Noutra tanta, a fantasia
Perfazendo a mesma sina,
Assistindo ao que não somos
E se ainda em vários gomos
Um só fruto amadurece,
Das sementes que criamos,
Sem escravos, donos, amos,
O futuro aos poucos tece...
31778
Sem você minha querida,
Nada posso resgatar
Do que tanto quis amar
E sacia esta ferida,
Vida em vida senda urdida,
Retornando a um só lugar
Bebo o raio do luar
Encontrando esta guarida
Mesmo em pleno temporal,
Outro dia desigual,
Mas idêntica vontade,
Neste sol em carrosséis
São diversos os papéis.
Mas traduzem a unidade.
31779
Sem te ter, minha menina
Sem poder acreditar
No que possa transformar
O que outrora fora sina
Nova estrela determina
Em delírio constelar
Outro tempo a se criar,
Quando a sorte desatina,
Residentes de um planeta
Onde a vida não cometa
Heresias tão banais,
E vivemos contra tudo,
Se também porquanto iludo,
Ilusões eu quero mais.
31780
O que me restou da vida
Foi apenas a certeza
De saber da correnteza
Mesmo ainda sem saída,
Outra sorte engrandecida
E se tento uma surpresa,
Não querendo caça ou presa,
Nossa senda é dividida.
Não te creio deusa e diva,
Mas apenas sempre-viva
Rosa imensa em meu canteiro,
Água, sol, cuidado e amor,
Quando sendo lavrador
Sigo além de um espinheiro.
31771 até 31775
31771
Mostrando quanto é bom o amor sem fim
Eu tento perceber ainda um sonho,
Embora a cada dia mais tristonho
As lágrimas regando o meu jardim,
Em solilóquio chego e tento enfim
Viver o quanto ainda em vão proponho,
Sidéreo caminhar se inda componho
O mundo desabando sobre mim.
Não pude acreditar em só palavra
E quando esta esperança tola lavra
Colheita indefinida se prevê
Sonetos e sonetos, eis a vida
De quem já sabe ausente uma saída
Do tempo sem saber como e por que.
31772
Atado nos teus braços, a alegria
Ausente do que um dia quis em paz,
A morte com ternura mais audaz
Talvez seja que ainda restaria
Ao velho navegante que porfia
Batalha pela vida é tão tenaz,
Mas quando nem o sonho satisfaz,
É hora de partir, busco a saída.
A praia se aproxima e nela a areia
Enquanto me fascina e me incendeia
Permite pelo menos mansidão;
Penhascos? São comuns a quem tentara
Viver a poesia mansa e clara
E teve em troca amarga escuridão.
31773
Encontro o meu caminho e sigo assim,
Envolto nas brumosas madrugadas,
Ainda que se vejam disfarçadas
As horas do viver chegando ao fim,
Perfilo cada noite e de onde eu vim,
As sensações há tanto degradadas
Pudesse acreditar e ter estradas
Que levem ao princípio, mas enfim,
O quanto resta a quem tanto procura
Exaurido batalho em terra dura,
Tanta amargura dita esta agonia,
Pudesse num sorriso, mas sem tê-lo.
Acolhe-me diverso pesadelo,
O clímax da mortalha o tempo adia...
31774
Vivendo a mais perfeita fantasia
Durante tantos anos, pobre ser,
E quando se tentara amanhecer
O tempo com terror se escurecia,
E nada me traduz a fantasia
Aonde pude inútil, me embeber,
Restando a cada ausência o nada ter
E nele a sorte teima ou mais se adia.
Joguete entre penhascos e oceanos,
A sorte se tramando em tolos danos,
E os planos sonegados simplesmente;
Refaço a caminhada aonde pude
Viver o que me resta em juventude.
Mas mesmo esta ilusão saudável, mente.
31775
Regando a bela planta do jardim,
Com lágrimas; inúteis prantos, perco
Noção do que pudera ser um cerco
Abençoando o quanto existe em mim,
Meu canto sei deveras mais chinfrim,
A poesia nega o próprio esterco
E quando novamente não me acerco
Do todo que pudesse vejo o fim.
Ecléticos momentos, luas novas
E quantas vezes teimas e renovas
Os ermos mais doridos que inda vejo,
Dessedentando a vida em torpe fonte.
Porquanto no final, o nada aponte,
Somente do que eu quis, mero lampejo.
Mostrando quanto é bom o amor sem fim
Eu tento perceber ainda um sonho,
Embora a cada dia mais tristonho
As lágrimas regando o meu jardim,
Em solilóquio chego e tento enfim
Viver o quanto ainda em vão proponho,
Sidéreo caminhar se inda componho
O mundo desabando sobre mim.
Não pude acreditar em só palavra
E quando esta esperança tola lavra
Colheita indefinida se prevê
Sonetos e sonetos, eis a vida
De quem já sabe ausente uma saída
Do tempo sem saber como e por que.
31772
Atado nos teus braços, a alegria
Ausente do que um dia quis em paz,
A morte com ternura mais audaz
Talvez seja que ainda restaria
Ao velho navegante que porfia
Batalha pela vida é tão tenaz,
Mas quando nem o sonho satisfaz,
É hora de partir, busco a saída.
A praia se aproxima e nela a areia
Enquanto me fascina e me incendeia
Permite pelo menos mansidão;
Penhascos? São comuns a quem tentara
Viver a poesia mansa e clara
E teve em troca amarga escuridão.
31773
Encontro o meu caminho e sigo assim,
Envolto nas brumosas madrugadas,
Ainda que se vejam disfarçadas
As horas do viver chegando ao fim,
Perfilo cada noite e de onde eu vim,
As sensações há tanto degradadas
Pudesse acreditar e ter estradas
Que levem ao princípio, mas enfim,
O quanto resta a quem tanto procura
Exaurido batalho em terra dura,
Tanta amargura dita esta agonia,
Pudesse num sorriso, mas sem tê-lo.
Acolhe-me diverso pesadelo,
O clímax da mortalha o tempo adia...
31774
Vivendo a mais perfeita fantasia
Durante tantos anos, pobre ser,
E quando se tentara amanhecer
O tempo com terror se escurecia,
E nada me traduz a fantasia
Aonde pude inútil, me embeber,
Restando a cada ausência o nada ter
E nele a sorte teima ou mais se adia.
Joguete entre penhascos e oceanos,
A sorte se tramando em tolos danos,
E os planos sonegados simplesmente;
Refaço a caminhada aonde pude
Viver o que me resta em juventude.
Mas mesmo esta ilusão saudável, mente.
31775
Regando a bela planta do jardim,
Com lágrimas; inúteis prantos, perco
Noção do que pudera ser um cerco
Abençoando o quanto existe em mim,
Meu canto sei deveras mais chinfrim,
A poesia nega o próprio esterco
E quando novamente não me acerco
Do todo que pudesse vejo o fim.
Ecléticos momentos, luas novas
E quantas vezes teimas e renovas
Os ermos mais doridos que inda vejo,
Dessedentando a vida em torpe fonte.
Porquanto no final, o nada aponte,
Somente do que eu quis, mero lampejo.
31766 até 31770
31766
Entrando pela sala e pelo quarto,
A imagem de quem tanto já tivera
O face ao mesmo tempo mansa e fera
E tendo neste instante o olhar mais farto,
Enquanto se prepara novo parto,
Gerando com terror outra quimera,
Perece com ternura, onde pudera
Viver a fantasia que descarto.
Negar o passo rumo ao que talvez
Transcenda ao tanto ou pouco que desfez
Mergulhos em momentos mais atrozes,
Percorro esta alameda dita em vida,
E ainda que procure dividida
Unidas neste vão as nossas vozes.
31767
O verso que chegando me ilumina
Transcende à própria vida em atos, ritos,
E quando os dias fossem infinitos
O amor não mais seria mera mina,
Ainda que ilusão tome e domina,
Os temporais invadem, tolos gritos,
E corações deveras mais aflitos,
Não deixam que esta história mude a sina,
É claro que entre ocasos, o poeta
No todo ou pelo menos se completa
E vaga entre as estrelas. Natural.
Porém a realidade agora doma
E transformando ausência em tola soma
Reflete outro momento desigual.
31768
Um acalanto breve em sonho farto
Permite acreditar noutro momento,
Aonde ensimesmado eu me acalento,
A lua se transforma em claro parto,
E mesmo sem ter nada inda reparto
O sonho com quem sabe o seguimento
Da vida com ternura e sofrimento
Eternizando assim o que descarto
Do pouco aonde ainda cevaria
Outro tormento feito em noite fria
E adio com ternura ou desencanto,
E sendo mais cruel o que me espera,
Vencer esta inclemência, vida fera,
Somente quando escuto este acalanto.
31769
Ninado pelo amor desta menina
Eu pude adormecer entre os demônios
Que ainda com terríveis pandemônios
O que fora verdade determina
O passo que deveras alucina
Gerado em profusão pelos hormônios,
Sabendo serem fúteis patrimônios
Os que ora herdei da dor, tal concubina.
Será de minha ignóbil competência
Seguir ou discernir a dura essência
Da vida renovando o desalento
E quando se progride rumo ao quanto
Pudera, insanamente ainda canto,
Ou pelo menos finjo ou mesmo tento.
31770
Trazendo uma esperança para mim
Depois de ter vencido os meus enganos,
A vida refazendo engodos, planos,
Chegando em tom solene agora ao fim.
Pudesse ainda crer, mas sempre assim,
Assisto à derrocada, em desenganos
Percebo quão são fúteis os humanos
Da terra destruída, um estopim.
Apelo à sanidade que não vejo,
E sei o quanto inútil tal desejo,
No olhar de quem somente se sacia
Com, todo este poder custe o que custe
Eu sei que amor não passa de um embuste
Assim como é volúvel a alegria...
Entrando pela sala e pelo quarto,
A imagem de quem tanto já tivera
O face ao mesmo tempo mansa e fera
E tendo neste instante o olhar mais farto,
Enquanto se prepara novo parto,
Gerando com terror outra quimera,
Perece com ternura, onde pudera
Viver a fantasia que descarto.
Negar o passo rumo ao que talvez
Transcenda ao tanto ou pouco que desfez
Mergulhos em momentos mais atrozes,
Percorro esta alameda dita em vida,
E ainda que procure dividida
Unidas neste vão as nossas vozes.
31767
O verso que chegando me ilumina
Transcende à própria vida em atos, ritos,
E quando os dias fossem infinitos
O amor não mais seria mera mina,
Ainda que ilusão tome e domina,
Os temporais invadem, tolos gritos,
E corações deveras mais aflitos,
Não deixam que esta história mude a sina,
É claro que entre ocasos, o poeta
No todo ou pelo menos se completa
E vaga entre as estrelas. Natural.
Porém a realidade agora doma
E transformando ausência em tola soma
Reflete outro momento desigual.
31768
Um acalanto breve em sonho farto
Permite acreditar noutro momento,
Aonde ensimesmado eu me acalento,
A lua se transforma em claro parto,
E mesmo sem ter nada inda reparto
O sonho com quem sabe o seguimento
Da vida com ternura e sofrimento
Eternizando assim o que descarto
Do pouco aonde ainda cevaria
Outro tormento feito em noite fria
E adio com ternura ou desencanto,
E sendo mais cruel o que me espera,
Vencer esta inclemência, vida fera,
Somente quando escuto este acalanto.
31769
Ninado pelo amor desta menina
Eu pude adormecer entre os demônios
Que ainda com terríveis pandemônios
O que fora verdade determina
O passo que deveras alucina
Gerado em profusão pelos hormônios,
Sabendo serem fúteis patrimônios
Os que ora herdei da dor, tal concubina.
Será de minha ignóbil competência
Seguir ou discernir a dura essência
Da vida renovando o desalento
E quando se progride rumo ao quanto
Pudera, insanamente ainda canto,
Ou pelo menos finjo ou mesmo tento.
31770
Trazendo uma esperança para mim
Depois de ter vencido os meus enganos,
A vida refazendo engodos, planos,
Chegando em tom solene agora ao fim.
Pudesse ainda crer, mas sempre assim,
Assisto à derrocada, em desenganos
Percebo quão são fúteis os humanos
Da terra destruída, um estopim.
Apelo à sanidade que não vejo,
E sei o quanto inútil tal desejo,
No olhar de quem somente se sacia
Com, todo este poder custe o que custe
Eu sei que amor não passa de um embuste
Assim como é volúvel a alegria...
31761 até 31766
31761
O canto da saudade me marcou
Durante a caminhada entre a montanha
E abismo natural no perde e ganha
Que a estrada a cada dia decorou,
E tendo esta certeza ser/não sou
O peso que se mostra e nos apanha
E ronda com terror a imensa sanha
Se nela ainda tento o que restou.
Atento aos meus anseios e promessas
Enquanto os mesmos ermos recomeças
Tropeço e nos tropéis imaginários
Vagando os infinitos, nada existe,
E quando me percebes bem mais triste,
Momentos solitários: necessários...
31762
Não deixo nem sequer pegada ou rastro,
Apenas desafio o dia a dia,
E tendo qual cinzel a poesia,
A cada novo tempo mais alastro
E finjo ser além de mero mastro
Aonde a vela enfrenta a ventania,
Porém com negações eu percebia
Que falta ao navegante ainda o lastro,
E assisto aos meus momentos terminais
Vivendo o que talvez pudesse ou mais
Tentasse após saber deste vazio,
E teimo contra a força da maré
Atado eternamente à vil galé
Que em todo não atroz, cedo recrio.
31763
Seguindo pelos céus morrendo em astros
Distante do que pude acreditar
O passo a cada instante sonegar
E ter bem mais distante os alabastros
Deixando sem saber ainda os rastros
Que areia com o tempo irá levar
Brumosas as manhãs onde solar
Eu quis momentos firmes, claros mastros,
Venéreas ilusões, cada sirena
Ainda mal se vê enquanto acena
Naufrágio deste sonho entre penedos,
Meu verso não tem mais a força intensa
E quando se percebe em desavença
Os sonhos noutros portos, bem mais ledos.
31764
Seguindo cada raio, ao amor parto
E tento desvendar mistérios quando
O tempo noutro tempo transformando
Deixando o coração deveras farto,
E sendo assim do cais quando eu me aparto
Não posso permitir se inda desando,
Vencido pelo medo, deserdando
O mundo que entre mundos já reparto;
As cartas sobre a mesa, nada tenho,
E sendo tão terrível desempenho
De quem se imaginara algum poeta,
Cerzindo esta mortalha agora rota,
O quanto me perdi e gota a gota
O pote da ilusão não se completa...
31765
Estrela divinal e vespertina
Anunciando a noite em lua cheia,
Mas tudo que pudesse e me incendeia
Aos poucos nesta ausência se extermina,
A voz não se sustenta ou mais fascina
E bebo da ilusão, tola sereia
Voltando vez em quando à mesma areia
Reflexos desta lua que domina,
E vejo numa estrela, num cavalo,
Apenas das que eu quero imitações,
E os passos rumo ao éter negações
Cortando a minha pele, aprofundando,
Assino uma alforria? Nada disto,
Somente por saber que ainda existo,
Persisto contra tudo, caminhando...
O canto da saudade me marcou
Durante a caminhada entre a montanha
E abismo natural no perde e ganha
Que a estrada a cada dia decorou,
E tendo esta certeza ser/não sou
O peso que se mostra e nos apanha
E ronda com terror a imensa sanha
Se nela ainda tento o que restou.
Atento aos meus anseios e promessas
Enquanto os mesmos ermos recomeças
Tropeço e nos tropéis imaginários
Vagando os infinitos, nada existe,
E quando me percebes bem mais triste,
Momentos solitários: necessários...
31762
Não deixo nem sequer pegada ou rastro,
Apenas desafio o dia a dia,
E tendo qual cinzel a poesia,
A cada novo tempo mais alastro
E finjo ser além de mero mastro
Aonde a vela enfrenta a ventania,
Porém com negações eu percebia
Que falta ao navegante ainda o lastro,
E assisto aos meus momentos terminais
Vivendo o que talvez pudesse ou mais
Tentasse após saber deste vazio,
E teimo contra a força da maré
Atado eternamente à vil galé
Que em todo não atroz, cedo recrio.
31763
Seguindo pelos céus morrendo em astros
Distante do que pude acreditar
O passo a cada instante sonegar
E ter bem mais distante os alabastros
Deixando sem saber ainda os rastros
Que areia com o tempo irá levar
Brumosas as manhãs onde solar
Eu quis momentos firmes, claros mastros,
Venéreas ilusões, cada sirena
Ainda mal se vê enquanto acena
Naufrágio deste sonho entre penedos,
Meu verso não tem mais a força intensa
E quando se percebe em desavença
Os sonhos noutros portos, bem mais ledos.
31764
Seguindo cada raio, ao amor parto
E tento desvendar mistérios quando
O tempo noutro tempo transformando
Deixando o coração deveras farto,
E sendo assim do cais quando eu me aparto
Não posso permitir se inda desando,
Vencido pelo medo, deserdando
O mundo que entre mundos já reparto;
As cartas sobre a mesa, nada tenho,
E sendo tão terrível desempenho
De quem se imaginara algum poeta,
Cerzindo esta mortalha agora rota,
O quanto me perdi e gota a gota
O pote da ilusão não se completa...
31765
Estrela divinal e vespertina
Anunciando a noite em lua cheia,
Mas tudo que pudesse e me incendeia
Aos poucos nesta ausência se extermina,
A voz não se sustenta ou mais fascina
E bebo da ilusão, tola sereia
Voltando vez em quando à mesma areia
Reflexos desta lua que domina,
E vejo numa estrela, num cavalo,
Apenas das que eu quero imitações,
E os passos rumo ao éter negações
Cortando a minha pele, aprofundando,
Assino uma alforria? Nada disto,
Somente por saber que ainda existo,
Persisto contra tudo, caminhando...
31756 até 31760
31756
As águas dos meus olhos onde eu lavo
Em lágrimas descendo rios, fozes,
E trazem nos meus prantos os ferozes
Caminhos em que tanto fora bravo
O mar em que salguei com medos, cravo,
E perco os meus destinos, pois atrozes
Os ritos perpetuam tais algozes
Mantendo da emoção um peito escravo.
Amares e marés, montes e abismos,
Ferrenho caminheiro do vazio,
Enquanto são comuns os cataclismos,
A face sempre escusa deste mundo
Ao qual eu tolamente desafio,
E mesmo sem defesa eu me aprofundo...
31757
De tudo na verdade, o que restou,
Apenas mera sombra do passado,
O fogo muitas vezes ateado
Ainda quando a cena dominou
Gestando outro caminho aonde eu vou
Buscar o que seria meu legado,
Porquanto tanta vez andei errado,
Agora no final já se aprumou.
Negar a própria sorte é juvenil
E o tempo quando enfim tudo previu
Jogado pelos ermos, nos porões
Aflora com vigor no outono imenso,
Preparo a cada dia assim meu lenço
Os trens já percebera em estações...
31758
Num mar em tempestade, forte e bravo.
O quanto poderia ser ainda
O cais ao mais distante não deslinda
Essencialmente o passo; ainda travo,
E levo com certeza o desagravo
E tento a solução, mas vida finda
Espreita atocaiando e a morte brinda
Recendendo ao terror de lírio e cravo.
Não pude mais lutar e isso me basta
A cena que pensara ser nefasta
Apenas me trazendo a mansidão.
Amadureço em ermos e temores,
Assim ao aprender com tantas dores,
Preparo a minha sina em podridão.
31759
No fundo de meus sonhos penetrou,
As cenas de Alfonsina em pleno mar,
E tanto posso vê-la caminhar
Por entre os caracóis que desejou,
A morte não existe, e o que restou
Aprendo a cada sonho eternizar
Na mágica expressão cada sonhar
Vivenciando o quanto ainda sou.
Dos mares que adentrei entre cenários
Sobejos e por vezes temerários,
A poesia traça a minha dita,
Soando como imensa turbulência
Aquilo aonde vês a penitência
Traduz imagem clara e até bendita.
Para Alfonsina Stormi.
31760
Tornando cada verso meu o escravo
Do pensamento torpe e mesmo assim,
Ainda que pudesse ver ao fim
O quanto de desfez em tolo agravo,
Cercando o dia a dia, cada cravo
Penetra em minha pele e sei enfim,
Residem tantos seres dentro em mim
E deles me liberto enquanto lavo,
E sei dicotomias corriqueiras
Embora paralelos rumos, têm
A face refletida deste quem
Usando personagens verdadeiras
Nas bodas impossíveis, desunidos
Transcendem aos meus eu mal traduzidos.
As águas dos meus olhos onde eu lavo
Em lágrimas descendo rios, fozes,
E trazem nos meus prantos os ferozes
Caminhos em que tanto fora bravo
O mar em que salguei com medos, cravo,
E perco os meus destinos, pois atrozes
Os ritos perpetuam tais algozes
Mantendo da emoção um peito escravo.
Amares e marés, montes e abismos,
Ferrenho caminheiro do vazio,
Enquanto são comuns os cataclismos,
A face sempre escusa deste mundo
Ao qual eu tolamente desafio,
E mesmo sem defesa eu me aprofundo...
31757
De tudo na verdade, o que restou,
Apenas mera sombra do passado,
O fogo muitas vezes ateado
Ainda quando a cena dominou
Gestando outro caminho aonde eu vou
Buscar o que seria meu legado,
Porquanto tanta vez andei errado,
Agora no final já se aprumou.
Negar a própria sorte é juvenil
E o tempo quando enfim tudo previu
Jogado pelos ermos, nos porões
Aflora com vigor no outono imenso,
Preparo a cada dia assim meu lenço
Os trens já percebera em estações...
31758
Num mar em tempestade, forte e bravo.
O quanto poderia ser ainda
O cais ao mais distante não deslinda
Essencialmente o passo; ainda travo,
E levo com certeza o desagravo
E tento a solução, mas vida finda
Espreita atocaiando e a morte brinda
Recendendo ao terror de lírio e cravo.
Não pude mais lutar e isso me basta
A cena que pensara ser nefasta
Apenas me trazendo a mansidão.
Amadureço em ermos e temores,
Assim ao aprender com tantas dores,
Preparo a minha sina em podridão.
31759
No fundo de meus sonhos penetrou,
As cenas de Alfonsina em pleno mar,
E tanto posso vê-la caminhar
Por entre os caracóis que desejou,
A morte não existe, e o que restou
Aprendo a cada sonho eternizar
Na mágica expressão cada sonhar
Vivenciando o quanto ainda sou.
Dos mares que adentrei entre cenários
Sobejos e por vezes temerários,
A poesia traça a minha dita,
Soando como imensa turbulência
Aquilo aonde vês a penitência
Traduz imagem clara e até bendita.
Para Alfonsina Stormi.
31760
Tornando cada verso meu o escravo
Do pensamento torpe e mesmo assim,
Ainda que pudesse ver ao fim
O quanto de desfez em tolo agravo,
Cercando o dia a dia, cada cravo
Penetra em minha pele e sei enfim,
Residem tantos seres dentro em mim
E deles me liberto enquanto lavo,
E sei dicotomias corriqueiras
Embora paralelos rumos, têm
A face refletida deste quem
Usando personagens verdadeiras
Nas bodas impossíveis, desunidos
Transcendem aos meus eu mal traduzidos.
31751 até 3755
31751
\"Amo-te quanto em largo, alto e profundo\"
Prazeres que viajam em outro astral...
Vou ao Céu e a profundeza abissal
Um pé no chão, outro n’outro mundo.
Amo-te! Sei que teu amor permite
Adocicado, amargo, com muito, pouco sal
Que tanto faz, nas cinzas; no carnaval,
A medida de te amar, não tem limite.
Amo-te, sem ter que precisar convite
Pra festa que teu amor insiste;
Amar-te é dançar frevo e bolero.
Sussurros às vezes manso, outras fero,
Somando as paixões nos vamos fundo,
Neste poço, de prazeres, tão profundo.
Josérobertopalácio
Amar e ter decerto este caminho
Aonde se mostrando mais suave
Porquanto o dia a dia mesmo agrave
Ainda que do sonho em que me alinho
Persista o caminheiro em vão sozinho
Sabendo deste encanto, fonte e nave,
E aonde esta esperança já se lave
Moldando pouco a pouco um sacro ninho,
Espúrias tentativas do passado,
E nelas inda tendo qual legado
O risco de sonhar inutilmente.
Aprofundando a voz adentro em cismas
E perco a direção quando te abismas
Nestes recônditos sutis da mente...
31752
Atrás do intenso brilho de um farol,
Seguindo cada passo vida afora
O quanto da saudade se demora
Embora amenizada a cada sol,
O preço do sonhar é ser atol
Num oceano imenso, aonde ancora
O barco da ilusão a qualquer hora
A cada praia busco o caracol
Distante dos meus olhos, esta estrela
Que tanto em céu e mar, domina tudo,
E quando poderia, mais me iludo,
Somente por querer cedo revê-la,
Assim em noite e dia, mesma vida,
Repete a mesma história, em vão, perdida..
31753
Qual fora uma falena em noite escura
Sem ter ponto de apoio, nada vejo
Sequer o que pudesse algum lampejo
Vazia e sem sentido a alma procura,
Encontro refletida esta amargura
E nada satisfaz cada desejo,
O quanto deste mundo ainda almejo
A lua se escondendo, não perdura,
E busco fluorescências onde a ausência
Impede tão somente uma clemência
A quem deseja tanto a claridade,
A morte se prepara a cada não,
E sem ter luz não resta a direção
E o desespero aos poucos tudo invade.
31754
Amor que para ti foi passatempo,
Da minha vida fora além de tudo
O ponto de chegada e o contratempo,
Delírio que domina e em vão me iludo,
A vida demarcando em curto tempo
Caminho doloroso em que transmudo
O passo rumo ao quanto poderia
E nada conseguindo, sigo só,
Aonde perfilara a fantasia,
Não vejo nada além do mero pó
Estrela tão fugaz que ora me guia
Nem mesmo dos meus versos tem mais dó.
Essencialmente quis tranqüilidade
Um porto de chegada que me agrade...
31755
O rosto que beijaste há tanto tempo,
Sulcando cicatrizes dentro da alma,
Nem mesmo esta lembrança leda acalma
E gera a cada ausência o contratempo,
Pudesse ser feliz, quem sabe um dia,
Pudesse recolher cada momento,
E quando me percebo em desalento,
Meu sonho ao nada ser bem sei se alia.
Sonego esta verdade que se expõe
E tento disfarçar com falso brilho,
A cada passo vejo este empecilho
E ao próprio caminhar, o amor se opõe
Repito a mesma história costumeira
Sem ter quem mesmo ainda em vão me queira.
\"Amo-te quanto em largo, alto e profundo\"
Prazeres que viajam em outro astral...
Vou ao Céu e a profundeza abissal
Um pé no chão, outro n’outro mundo.
Amo-te! Sei que teu amor permite
Adocicado, amargo, com muito, pouco sal
Que tanto faz, nas cinzas; no carnaval,
A medida de te amar, não tem limite.
Amo-te, sem ter que precisar convite
Pra festa que teu amor insiste;
Amar-te é dançar frevo e bolero.
Sussurros às vezes manso, outras fero,
Somando as paixões nos vamos fundo,
Neste poço, de prazeres, tão profundo.
Josérobertopalácio
Amar e ter decerto este caminho
Aonde se mostrando mais suave
Porquanto o dia a dia mesmo agrave
Ainda que do sonho em que me alinho
Persista o caminheiro em vão sozinho
Sabendo deste encanto, fonte e nave,
E aonde esta esperança já se lave
Moldando pouco a pouco um sacro ninho,
Espúrias tentativas do passado,
E nelas inda tendo qual legado
O risco de sonhar inutilmente.
Aprofundando a voz adentro em cismas
E perco a direção quando te abismas
Nestes recônditos sutis da mente...
31752
Atrás do intenso brilho de um farol,
Seguindo cada passo vida afora
O quanto da saudade se demora
Embora amenizada a cada sol,
O preço do sonhar é ser atol
Num oceano imenso, aonde ancora
O barco da ilusão a qualquer hora
A cada praia busco o caracol
Distante dos meus olhos, esta estrela
Que tanto em céu e mar, domina tudo,
E quando poderia, mais me iludo,
Somente por querer cedo revê-la,
Assim em noite e dia, mesma vida,
Repete a mesma história, em vão, perdida..
31753
Qual fora uma falena em noite escura
Sem ter ponto de apoio, nada vejo
Sequer o que pudesse algum lampejo
Vazia e sem sentido a alma procura,
Encontro refletida esta amargura
E nada satisfaz cada desejo,
O quanto deste mundo ainda almejo
A lua se escondendo, não perdura,
E busco fluorescências onde a ausência
Impede tão somente uma clemência
A quem deseja tanto a claridade,
A morte se prepara a cada não,
E sem ter luz não resta a direção
E o desespero aos poucos tudo invade.
31754
Amor que para ti foi passatempo,
Da minha vida fora além de tudo
O ponto de chegada e o contratempo,
Delírio que domina e em vão me iludo,
A vida demarcando em curto tempo
Caminho doloroso em que transmudo
O passo rumo ao quanto poderia
E nada conseguindo, sigo só,
Aonde perfilara a fantasia,
Não vejo nada além do mero pó
Estrela tão fugaz que ora me guia
Nem mesmo dos meus versos tem mais dó.
Essencialmente quis tranqüilidade
Um porto de chegada que me agrade...
31755
O rosto que beijaste há tanto tempo,
Sulcando cicatrizes dentro da alma,
Nem mesmo esta lembrança leda acalma
E gera a cada ausência o contratempo,
Pudesse ser feliz, quem sabe um dia,
Pudesse recolher cada momento,
E quando me percebo em desalento,
Meu sonho ao nada ser bem sei se alia.
Sonego esta verdade que se expõe
E tento disfarçar com falso brilho,
A cada passo vejo este empecilho
E ao próprio caminhar, o amor se opõe
Repito a mesma história costumeira
Sem ter quem mesmo ainda em vão me queira.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
31741 até 31750
31741
Lambuzas-me dos méis mais desejados,
E assim vamos fazendo o que se busca
Na própria natureza e mansa ou brusca
As sendas mais gostosas, nossos fados
Porém os guardiões destes “pecados”
Aonde se pudesse com patusca
Mentira quando a vida assim se ofusca
Mantendo estes desejos mais safados
Debaixo das batinas, resguardando
Apenas para os pobres indefesos,
Pensando após os atos quando ilesos
Ou protegidos mesmo pela Cúria
Não posso acreditar “tempos modernos”
Nas velhas heresias, dos infernos
Gerados sobre os frágeis sem lamúria.
31742
E estendo o meu prazer em tuas sanhas,
Sabendo a divindade deste fato,
O sexo no motel, no morro ou mato,
Permite que as partidas sejam ganhas
Assim se deste vale vês montanhas
No gozo um Deus sublime eu já retrato,
Cumprindo a eternidade num doce ato
Deixando para trás tolas patranhas,
E tendo esta certeza aqui ou longe,
Não posso compreender um frei, um monge
Querendo deste tanto qualquer naco,
Que façam destes seres, vis, malucos,
Se tanto querem isso, pois eunucos
Cortando desde o início pinto e saco.
31743
Bebendo do teu néctar me inebrio
E sei que é necessário ser assim,
O amor quando demais e não tem fim
Não deixa qualquer sombra ou desafio,
Descendo com firmeza qualquer rio,
Encontro nesta foz por onde eu vim
O mundo desvendando dentro em mim
O encanto que em meu verso ora desfio,
Não posso acreditar desvio feito
Na marra sem juízo em tolo afeto,
E quando um ser humano que é incompleto
Capado desde cedo em seminário
Permite-se falar de amor? É duro.
Não tendo onde espelhar, o que procuro
É sempre isso eu garanto: temerário.
31744
Adentro por teus vales e montanhas
E sinto-te materna maravilha,
E sei que quando o sonho em ti já trilha
Vencendo e conhecendo tais entranhas
As horas com certeza não estranhas
E sabes deste amor que se polvilha
Enquanto sobre ti o homem palmilha
E sabe preservar naturais lanhas,
Mas quando prostituem tua face,
Porquanto sobre ti o terror grasse,
Matando o que Pai, Javé, Alá,
O que restando em ti é morte e frio,
Amar sem destruir é desafio?
Até que ponto, enfim, resistirá?
31745
Exploro os teus relevos e teus vales,
E sinto-te perfeita embora veja
No olhar da furiosa fera andeja
Terror que em mais terror e agora fales
Com toda fúria expressa nos teus xales
A velha cobertura que foi sobeja
Agora se rebela, pois deseja
Vencer com mais horror terríveis males,
E assim também Igrejas se tornando
Um antro mais feroz, duro e nefando
Matando o que deveras eu espero,
E sendo mais sincero lanço um brado
Num tempo mais atroz e malfadado
É necessário sim: OUTRO LUTERO!
31746
Num ato de carinho e de partilha
Milagre feito em peixe e feito em pão
Há tanto nos mostrara esta lição
Do amor que em pleno amor, amores trilha.
Mas vejo agora em cada ser uma ilha
Tramando solitária direção
E quanto mais se afasta, a negação
Amordaçando a vida, uma armadilha.
Desejo manter vivo em mim o Cristo
Sabendo que por isso eu já resisto
E tento com meu verso este Evangelho,
Soltando a minha voz sem ter proventos,
Fazendo dos meus cantos alimentos
Assim na pregação divina eu já me espelho.
31747
Amor iluminando a nossa trilha,
Permite que se possa repartir
O quanto recebi e no porvir
A sorte noutra sorte já palmilha,
Assim cada palavra que se encilha
Traçada com cuidado e ao cerzir
Tecendo algum alento, possa vir
Trazendo a quem padece a maravilha,
Evangelização? Creio ser isto,
E tendo como exemplo o próprio Cristo,
Não creio nos “cantores do Senhor”
Vendendo o que de Graça lhes foi dado,
Não venham me dizer: “abençoado”
Num espetacular show de “louvor”.
31748
“Amo-te, com o doer das velhas penas”
Que riscam minha dor por estes versos
Que tentam nos dizeres mais diversos
Usar destas palavras mais amenas.
Te busco, amor, por todas as antenas
Pra nos ligar num belo recomeço
Pois tudo que eu peço, é teu apreço...
Minhas noites sem te ter, são tão pequenas!
Tua ausência castiga este esteta!
A dor é companheira predileta,
Mas sigo a tecer os nossos laços
E vou amor, trazer-te aos meus braços,
Fazer surgir pra nós u\'a nova vida
E a dor envergonhada, fuja perdida.
Josérobertopalácio
Amar e ser além, isso é que eu tento
Vencendo com ternura qualquer fúria
E quando se percebe tal incúria
No amor que é sacrossanto, o meu provento,
Deliciosamente quando invento
Momento que pareça ser de incúria,
Gerado após a vida em vã penúria,
Do todo em maravilha eu me alimento,
Sangrentos dias noites desumanas,
E quantas vezes mesmo, tu te enganas
Pensando ser alento o que pudera
Abençoar os dias que virão
No amor quando se vê a solução
Esgota-se em si mesmo uma quimera...
31749
Tu és o raio intenso, claro sol
E por saber do amor inextinguível
De quem se fez o pai em força incrível
Trazendo a cada instante este farol,
O canto que eu desejo agora em prol
Do amor maior e sendo imperecível
Transcende à própria vida em qualquer nível
Por si já me alimenta; um girassol.
Riscando a vida inteira em cada fase,
No tanto que me amaste já se embase
A vida de quem sabe em Ti, o Pai,
Perdoe se exagero ou mesmo engano,
Entrego-me deveras ao Teu plano
Negando a consciência que em si trai.
31750
Minha alma a todo tempo te procura,
E chamo-te de ti e não de vós,
Assim se aproximando a nossa voz,
Respeito-te no amor que sana e cura,
E tendo em teu olhar tanta brandura,
Embora contra os torpes é atroz,
Sabendo deste encanto, cada algoz
Quando incessantemente te tortura
Com tais promessas falas e milagres,
Enquanto noutra face te consagres
Não vêm que vieste em redenção
Não meramente assim de um corpo vão
Porém mais importante uma alma eterna
Que encontra na palavra esta lanterna...
Lambuzas-me dos méis mais desejados,
E assim vamos fazendo o que se busca
Na própria natureza e mansa ou brusca
As sendas mais gostosas, nossos fados
Porém os guardiões destes “pecados”
Aonde se pudesse com patusca
Mentira quando a vida assim se ofusca
Mantendo estes desejos mais safados
Debaixo das batinas, resguardando
Apenas para os pobres indefesos,
Pensando após os atos quando ilesos
Ou protegidos mesmo pela Cúria
Não posso acreditar “tempos modernos”
Nas velhas heresias, dos infernos
Gerados sobre os frágeis sem lamúria.
31742
E estendo o meu prazer em tuas sanhas,
Sabendo a divindade deste fato,
O sexo no motel, no morro ou mato,
Permite que as partidas sejam ganhas
Assim se deste vale vês montanhas
No gozo um Deus sublime eu já retrato,
Cumprindo a eternidade num doce ato
Deixando para trás tolas patranhas,
E tendo esta certeza aqui ou longe,
Não posso compreender um frei, um monge
Querendo deste tanto qualquer naco,
Que façam destes seres, vis, malucos,
Se tanto querem isso, pois eunucos
Cortando desde o início pinto e saco.
31743
Bebendo do teu néctar me inebrio
E sei que é necessário ser assim,
O amor quando demais e não tem fim
Não deixa qualquer sombra ou desafio,
Descendo com firmeza qualquer rio,
Encontro nesta foz por onde eu vim
O mundo desvendando dentro em mim
O encanto que em meu verso ora desfio,
Não posso acreditar desvio feito
Na marra sem juízo em tolo afeto,
E quando um ser humano que é incompleto
Capado desde cedo em seminário
Permite-se falar de amor? É duro.
Não tendo onde espelhar, o que procuro
É sempre isso eu garanto: temerário.
31744
Adentro por teus vales e montanhas
E sinto-te materna maravilha,
E sei que quando o sonho em ti já trilha
Vencendo e conhecendo tais entranhas
As horas com certeza não estranhas
E sabes deste amor que se polvilha
Enquanto sobre ti o homem palmilha
E sabe preservar naturais lanhas,
Mas quando prostituem tua face,
Porquanto sobre ti o terror grasse,
Matando o que Pai, Javé, Alá,
O que restando em ti é morte e frio,
Amar sem destruir é desafio?
Até que ponto, enfim, resistirá?
31745
Exploro os teus relevos e teus vales,
E sinto-te perfeita embora veja
No olhar da furiosa fera andeja
Terror que em mais terror e agora fales
Com toda fúria expressa nos teus xales
A velha cobertura que foi sobeja
Agora se rebela, pois deseja
Vencer com mais horror terríveis males,
E assim também Igrejas se tornando
Um antro mais feroz, duro e nefando
Matando o que deveras eu espero,
E sendo mais sincero lanço um brado
Num tempo mais atroz e malfadado
É necessário sim: OUTRO LUTERO!
31746
Num ato de carinho e de partilha
Milagre feito em peixe e feito em pão
Há tanto nos mostrara esta lição
Do amor que em pleno amor, amores trilha.
Mas vejo agora em cada ser uma ilha
Tramando solitária direção
E quanto mais se afasta, a negação
Amordaçando a vida, uma armadilha.
Desejo manter vivo em mim o Cristo
Sabendo que por isso eu já resisto
E tento com meu verso este Evangelho,
Soltando a minha voz sem ter proventos,
Fazendo dos meus cantos alimentos
Assim na pregação divina eu já me espelho.
31747
Amor iluminando a nossa trilha,
Permite que se possa repartir
O quanto recebi e no porvir
A sorte noutra sorte já palmilha,
Assim cada palavra que se encilha
Traçada com cuidado e ao cerzir
Tecendo algum alento, possa vir
Trazendo a quem padece a maravilha,
Evangelização? Creio ser isto,
E tendo como exemplo o próprio Cristo,
Não creio nos “cantores do Senhor”
Vendendo o que de Graça lhes foi dado,
Não venham me dizer: “abençoado”
Num espetacular show de “louvor”.
31748
“Amo-te, com o doer das velhas penas”
Que riscam minha dor por estes versos
Que tentam nos dizeres mais diversos
Usar destas palavras mais amenas.
Te busco, amor, por todas as antenas
Pra nos ligar num belo recomeço
Pois tudo que eu peço, é teu apreço...
Minhas noites sem te ter, são tão pequenas!
Tua ausência castiga este esteta!
A dor é companheira predileta,
Mas sigo a tecer os nossos laços
E vou amor, trazer-te aos meus braços,
Fazer surgir pra nós u\'a nova vida
E a dor envergonhada, fuja perdida.
Josérobertopalácio
Amar e ser além, isso é que eu tento
Vencendo com ternura qualquer fúria
E quando se percebe tal incúria
No amor que é sacrossanto, o meu provento,
Deliciosamente quando invento
Momento que pareça ser de incúria,
Gerado após a vida em vã penúria,
Do todo em maravilha eu me alimento,
Sangrentos dias noites desumanas,
E quantas vezes mesmo, tu te enganas
Pensando ser alento o que pudera
Abençoar os dias que virão
No amor quando se vê a solução
Esgota-se em si mesmo uma quimera...
31749
Tu és o raio intenso, claro sol
E por saber do amor inextinguível
De quem se fez o pai em força incrível
Trazendo a cada instante este farol,
O canto que eu desejo agora em prol
Do amor maior e sendo imperecível
Transcende à própria vida em qualquer nível
Por si já me alimenta; um girassol.
Riscando a vida inteira em cada fase,
No tanto que me amaste já se embase
A vida de quem sabe em Ti, o Pai,
Perdoe se exagero ou mesmo engano,
Entrego-me deveras ao Teu plano
Negando a consciência que em si trai.
31750
Minha alma a todo tempo te procura,
E chamo-te de ti e não de vós,
Assim se aproximando a nossa voz,
Respeito-te no amor que sana e cura,
E tendo em teu olhar tanta brandura,
Embora contra os torpes é atroz,
Sabendo deste encanto, cada algoz
Quando incessantemente te tortura
Com tais promessas falas e milagres,
Enquanto noutra face te consagres
Não vêm que vieste em redenção
Não meramente assim de um corpo vão
Porém mais importante uma alma eterna
Que encontra na palavra esta lanterna...
31731 até 31740
31731
Eu já fiz minha varanda
Com os raios desta lua
Que se vendo seminua
Noutra cena já desanda
E se tendo quando manda
Incerteza dura e crua
Fortaleza continua
Onde a vida fora branda,
Sendo assim eu já consumo
Do vazio todo o sumo
E procuro soluções,
Nada atesta algum sinal
E o momento magistral
Perco em tolas ilusões...
31732
Cativo de teu fogo eu me escravizo
E tento soluções mesmo sabendo
Que nada se traduz em doce adendo
Durante toda a noite em vil granizo,
E quando preparava ainda um riso,
O tempo sonegando e se perdendo,
Mortalhas da ilusão tudo tecendo
Deixando o coração em prejuízo;
Fagulhas do que fora sentimento
Amortecendo a queda quando em vez
E tudo o que pudera se desfez
Deixando no passado algum alento,
Riscando a realidade deste mapa
Nem mesmo a fantasia ainda escapa.
31733
E preso, não desejo a liberdade,
Nos braços de quem tanto quis um dia,
O tempo me trará uma alforria
Enquanto o próprio amar já se degrade,
Assim com a fatal obscuridade
O mundo irá secando a fantasia,
E o quanto de prazer a vida urdia
Perdida noutra senda, realidade.
Mas quando isto vier, esteja pronta,
Amar e ser feliz, um faz de conta
Entre princesas, fadas e castelo.
Porquanto a vida mesma me envenena
Mesmo que seja apenas mera cena,
Momento que passamos, sempre é belo.
31734
Qual fosse alguma espécie de tenaz
Tocando com firmeza a minha pele
Ainda que a vontade enfim repele
O tempo se mostrara mais audaz,
E sei quando esta vida já desfaz
Amor aonde o quadro se revele,
No peso de sonhar, a dor atrele
E mude este caminho rumo à paz.
Vencido pelas ânsias de quem tenta
Suprir com calmaria uma tormenta
E nada encontrará sequer faróis,
E tendo esta certeza que domina,
O passo aonde a vida é mais ladina
Impede qualquer sonho em arrebóis.
31735
As pernas me prendendo e assim conténs
Os passos que julgara necessários
Vencendo os meus tormentos, tais corsários
Alentem com terror tantos desdéns,
E sei que não concebo novos bens
E neles os momentos temerários
Gerando a cada engano os adversários
E deles as tormentas que inda tens.
Alegro-me ao saber mesmo possível
Ainda se moldando em tom incrível
Residual caminho após o nada,
Vencida cada etapa a vida segue,
E mesmo quando o nada se consegue
Valeu bandeira rota desfraldada...
31736
Aplacas minha sede, aporto o cais,
E tento discernir qualquer paragem
Sabendo ser cruel esta ancoragem
Imersa entre os diversos vendavais,
Não posso sonegar quanto é demais
Viver e acreditar noutra paisagem
E tanto poderia nesta aragem
Singrar novos momentos, desiguais
De tantas turbulências, timoneiro
Já não consigo mais sentir delícias
Aonde se mostraram mais fictícias
Passagens por caminhos mais diversos
E tendo nos meus olhos, costumeiro
Destino são inúteis os meus versos...
31737
E amansas as loucuras, desvarios
Daqueles que se pensam maiorais
E dizem as asneiras mais boçais
E poluindo até seus próprios rios,
Aonde se tentassem desafios,
Mas cedem com as poses de cristais
Morrendo nas palavras desiguais
Perdendo em labirintos, próprios fios.
Asneira tem limite, cai o pano
E a Lee se vê a face caricata
Da estúpida vestida de gaiata.
Betânia não merece um tolo mano,
E em meio a tal besteira a arte se aninha
No cérebro daquela surfistinha...
31738
Meu corpo no teu corpo imerso agarras
E atando nossos nós estou atento
E quando adentro em paz o pensamento
Lembrando do passado, tantas farras,
As horas desvendando o sofrimento
E quando deste tanto me alimento,
Depois de certo tempo vejo as garras.
Somente o que se vê depois da curva
É noite tão amarga ou mesmo turva
E nela se retrata a face escusa
De quem não percebendo a caricata
Figura aonde a sorte já maltrata
E ainda da palavra escura abusa.
31739
Na noite feita orgia, com furor
As cenas se repetem pós as festas
E quando se percebem pelas frestas
A face do demônio muda a cor,
Aonde se pensara no rubor,
O tempo apara sempre tais arestas,
Agora são mais doces, quando restas
Deitando em sacrossanto e belo andor.
Peçonha se transforma em heresia,
E quando vejo em muita sacristia
Os erros costumeiros, desatinos.
Quando o Pai falou, em claras linhas,
“Vinde para mim, as criancinhas”
Não era pra comer os pequeninos...
31740
Riscando minha pele, unhas e presas,
Assim a cada instante a fera vem
E tendo este delírio e sem ninguém
Não quero ser banquete nestas mesas,
As luzes da emoção decerto acesas,
E sempre olhando em volta, algum desdém,
Não posso desta fúria ser refém,
Nem mesmo vendo as cenas indefesas.
E quando se percebe novamente
O quanto do passado ainda mente
Mudando a direção do que virá,
A face decomposta da verdade
Por mais que ainda aos tolos, vis, agrade,
Percebo e demonizo desde já.
Eu já fiz minha varanda
Com os raios desta lua
Que se vendo seminua
Noutra cena já desanda
E se tendo quando manda
Incerteza dura e crua
Fortaleza continua
Onde a vida fora branda,
Sendo assim eu já consumo
Do vazio todo o sumo
E procuro soluções,
Nada atesta algum sinal
E o momento magistral
Perco em tolas ilusões...
31732
Cativo de teu fogo eu me escravizo
E tento soluções mesmo sabendo
Que nada se traduz em doce adendo
Durante toda a noite em vil granizo,
E quando preparava ainda um riso,
O tempo sonegando e se perdendo,
Mortalhas da ilusão tudo tecendo
Deixando o coração em prejuízo;
Fagulhas do que fora sentimento
Amortecendo a queda quando em vez
E tudo o que pudera se desfez
Deixando no passado algum alento,
Riscando a realidade deste mapa
Nem mesmo a fantasia ainda escapa.
31733
E preso, não desejo a liberdade,
Nos braços de quem tanto quis um dia,
O tempo me trará uma alforria
Enquanto o próprio amar já se degrade,
Assim com a fatal obscuridade
O mundo irá secando a fantasia,
E o quanto de prazer a vida urdia
Perdida noutra senda, realidade.
Mas quando isto vier, esteja pronta,
Amar e ser feliz, um faz de conta
Entre princesas, fadas e castelo.
Porquanto a vida mesma me envenena
Mesmo que seja apenas mera cena,
Momento que passamos, sempre é belo.
31734
Qual fosse alguma espécie de tenaz
Tocando com firmeza a minha pele
Ainda que a vontade enfim repele
O tempo se mostrara mais audaz,
E sei quando esta vida já desfaz
Amor aonde o quadro se revele,
No peso de sonhar, a dor atrele
E mude este caminho rumo à paz.
Vencido pelas ânsias de quem tenta
Suprir com calmaria uma tormenta
E nada encontrará sequer faróis,
E tendo esta certeza que domina,
O passo aonde a vida é mais ladina
Impede qualquer sonho em arrebóis.
31735
As pernas me prendendo e assim conténs
Os passos que julgara necessários
Vencendo os meus tormentos, tais corsários
Alentem com terror tantos desdéns,
E sei que não concebo novos bens
E neles os momentos temerários
Gerando a cada engano os adversários
E deles as tormentas que inda tens.
Alegro-me ao saber mesmo possível
Ainda se moldando em tom incrível
Residual caminho após o nada,
Vencida cada etapa a vida segue,
E mesmo quando o nada se consegue
Valeu bandeira rota desfraldada...
31736
Aplacas minha sede, aporto o cais,
E tento discernir qualquer paragem
Sabendo ser cruel esta ancoragem
Imersa entre os diversos vendavais,
Não posso sonegar quanto é demais
Viver e acreditar noutra paisagem
E tanto poderia nesta aragem
Singrar novos momentos, desiguais
De tantas turbulências, timoneiro
Já não consigo mais sentir delícias
Aonde se mostraram mais fictícias
Passagens por caminhos mais diversos
E tendo nos meus olhos, costumeiro
Destino são inúteis os meus versos...
31737
E amansas as loucuras, desvarios
Daqueles que se pensam maiorais
E dizem as asneiras mais boçais
E poluindo até seus próprios rios,
Aonde se tentassem desafios,
Mas cedem com as poses de cristais
Morrendo nas palavras desiguais
Perdendo em labirintos, próprios fios.
Asneira tem limite, cai o pano
E a Lee se vê a face caricata
Da estúpida vestida de gaiata.
Betânia não merece um tolo mano,
E em meio a tal besteira a arte se aninha
No cérebro daquela surfistinha...
31738
Meu corpo no teu corpo imerso agarras
E atando nossos nós estou atento
E quando adentro em paz o pensamento
Lembrando do passado, tantas farras,
As horas desvendando o sofrimento
E quando deste tanto me alimento,
Depois de certo tempo vejo as garras.
Somente o que se vê depois da curva
É noite tão amarga ou mesmo turva
E nela se retrata a face escusa
De quem não percebendo a caricata
Figura aonde a sorte já maltrata
E ainda da palavra escura abusa.
31739
Na noite feita orgia, com furor
As cenas se repetem pós as festas
E quando se percebem pelas frestas
A face do demônio muda a cor,
Aonde se pensara no rubor,
O tempo apara sempre tais arestas,
Agora são mais doces, quando restas
Deitando em sacrossanto e belo andor.
Peçonha se transforma em heresia,
E quando vejo em muita sacristia
Os erros costumeiros, desatinos.
Quando o Pai falou, em claras linhas,
“Vinde para mim, as criancinhas”
Não era pra comer os pequeninos...
31740
Riscando minha pele, unhas e presas,
Assim a cada instante a fera vem
E tendo este delírio e sem ninguém
Não quero ser banquete nestas mesas,
As luzes da emoção decerto acesas,
E sempre olhando em volta, algum desdém,
Não posso desta fúria ser refém,
Nem mesmo vendo as cenas indefesas.
E quando se percebe novamente
O quanto do passado ainda mente
Mudando a direção do que virá,
A face decomposta da verdade
Por mais que ainda aos tolos, vis, agrade,
Percebo e demonizo desde já.
31721 at/e 31730
31721
Roseiral então se abriu
Neste peito que tentara
Noite imensa bela e clara
Onde outrora em tempo vil
E pudera ser gentil
Da ferida que escancara
Toda a sorte demonstrara
O que nunca se previu
E sentindo esta beleza
Que decerto pondo a mesa
Não deixando mais restar
Qualquer sombra do passado
Traça um dia iluminado
Eternizando este luar.
31722
Como a lua iluminando,
Caminhar em noite imensa
Sem ter nada que convença
De outro rumo ou novo prado,
O meu verso delicado
A minha alma embora tensa
Não suporta desavença
E nem quer o desolado,
Sigo em frente mesmo quando
O meu mundo desabando,
Dos escombros me refaço.
Tendo em ti porto seguro
Garantindo o meu futuro,
Ao seguir-te passo a passo.
31723
Que na varanda surgiu,
Dominando este cenário
Onde o amor é necessário
E se mostra mais gentil,
O que tanto se sentiu
Noutro tempo, este corsário
Coração que é temerário
E jamais se fez servil,
Encontrando agora a paz
Onde o quanto satisfaz
Espalhara a claridade,
Vendo o quanto se merece
Quem dos sonhos faz a prece,
Nesta luz que agora o invade.
31724
Sendo culpa da sereia
Do seu canto extasiante
Um momento fascinante
Adentrando praia e areia,
Quando a lua se faz cheia
Mesmo quando se levante
Dos neons num novo instante
Mais ainda ela clareia.
Dominando cada passo
E se ainda teimo e faço
Do meu verso este louvor,
Qual Catulo, enamorado,
Num cenário enluarado
Vejo as mãos do Redentor.
31725
Tão pesado, anda de banda
Coração aventureiro
Nele cabe o mundo inteiro
Mesmo quando já desanda
Esta vida ora nefanda
Com as tintas de um tinteiro
Sendo o sonho corriqueiro
Tendo a lua na varanda
Palmilhando cada senda
Onde tudo que se atenda
Permitindo um raro brilho,
Do passado que condenas
Nem sinais sequer, apenas
A ilusão que inda polvilho...
31726
Morre na praia, na areia,
O sentido de um viver
Que se tanto quis querer
Hoje apenas incendeia
E se a vida me rodeia
E transporta o que eu quis ser
Noutro tanto posso ver,
Ilusão mesmo que alheia,
Riscos tantos riso farto,
E se agora mesmo eu parto
Procurando algum sentido,
O meu vasto caminhar
Não se vê onde aportar
O meu tempo está perdido...
31727
Coração quando desanda
E não sabe desvendar
Os segredos do luar
Nem procura esta varanda
Onde outrora uma ciranda
Tão gostosa de lembrar
Nada resta em seu lugar,
Outra vida, ora nefanda.
Riscos tantos nada tenho
Fora inútil farto empenho,
E vazia a noite quando
O meu mundo se desfez
E total insensatez
Cada cena deformando.
31728
Que decerto me incendeia
A certeza de outro tanto
Onde pude em qualquer canto
Desvendar a dor alheia,
E se o medo inda rodeia
Quem se fez em turvo pranto,
Não podendo em desencanto
Encontrar da sorte a teia,
Renegando cada passo
Entre tantos me desfaço
E se eu vejo retratado
O que um dia fora meu
Outro rumo se perdeu
Onde houvera desejado.
31729
Meu amor, louca ciranda
Que deveras nada vê
E sentindo sem o quê
Poderia noutra banda
Encontrar o que desanda
E se tanto ainda crê
No que nunca mais revê
Gira a vida e em vão desmanda,
Relicários do que um dia
Sendo atroz a fantasia
Louvaria cada engodo,
Mas restando a quem sonhara
Tão somente a dura escara
Preparando para o lodo.
31730
Olhando pra lua cheia
Sertanejo coração
Ao tocar esta emoção
Nada mais ainda anseia,
A beleza desta teia
Onde vejo uma ilusão
E deveras direção
Para a sorte que incendeia
Cada verso ainda eu faço
Com certeza deste espaço
Preparado para o nada,
O risonho caminhante
Vendo assim a cada instante
Outra lua degradada...
Roseiral então se abriu
Neste peito que tentara
Noite imensa bela e clara
Onde outrora em tempo vil
E pudera ser gentil
Da ferida que escancara
Toda a sorte demonstrara
O que nunca se previu
E sentindo esta beleza
Que decerto pondo a mesa
Não deixando mais restar
Qualquer sombra do passado
Traça um dia iluminado
Eternizando este luar.
31722
Como a lua iluminando,
Caminhar em noite imensa
Sem ter nada que convença
De outro rumo ou novo prado,
O meu verso delicado
A minha alma embora tensa
Não suporta desavença
E nem quer o desolado,
Sigo em frente mesmo quando
O meu mundo desabando,
Dos escombros me refaço.
Tendo em ti porto seguro
Garantindo o meu futuro,
Ao seguir-te passo a passo.
31723
Que na varanda surgiu,
Dominando este cenário
Onde o amor é necessário
E se mostra mais gentil,
O que tanto se sentiu
Noutro tempo, este corsário
Coração que é temerário
E jamais se fez servil,
Encontrando agora a paz
Onde o quanto satisfaz
Espalhara a claridade,
Vendo o quanto se merece
Quem dos sonhos faz a prece,
Nesta luz que agora o invade.
31724
Sendo culpa da sereia
Do seu canto extasiante
Um momento fascinante
Adentrando praia e areia,
Quando a lua se faz cheia
Mesmo quando se levante
Dos neons num novo instante
Mais ainda ela clareia.
Dominando cada passo
E se ainda teimo e faço
Do meu verso este louvor,
Qual Catulo, enamorado,
Num cenário enluarado
Vejo as mãos do Redentor.
31725
Tão pesado, anda de banda
Coração aventureiro
Nele cabe o mundo inteiro
Mesmo quando já desanda
Esta vida ora nefanda
Com as tintas de um tinteiro
Sendo o sonho corriqueiro
Tendo a lua na varanda
Palmilhando cada senda
Onde tudo que se atenda
Permitindo um raro brilho,
Do passado que condenas
Nem sinais sequer, apenas
A ilusão que inda polvilho...
31726
Morre na praia, na areia,
O sentido de um viver
Que se tanto quis querer
Hoje apenas incendeia
E se a vida me rodeia
E transporta o que eu quis ser
Noutro tanto posso ver,
Ilusão mesmo que alheia,
Riscos tantos riso farto,
E se agora mesmo eu parto
Procurando algum sentido,
O meu vasto caminhar
Não se vê onde aportar
O meu tempo está perdido...
31727
Coração quando desanda
E não sabe desvendar
Os segredos do luar
Nem procura esta varanda
Onde outrora uma ciranda
Tão gostosa de lembrar
Nada resta em seu lugar,
Outra vida, ora nefanda.
Riscos tantos nada tenho
Fora inútil farto empenho,
E vazia a noite quando
O meu mundo se desfez
E total insensatez
Cada cena deformando.
31728
Que decerto me incendeia
A certeza de outro tanto
Onde pude em qualquer canto
Desvendar a dor alheia,
E se o medo inda rodeia
Quem se fez em turvo pranto,
Não podendo em desencanto
Encontrar da sorte a teia,
Renegando cada passo
Entre tantos me desfaço
E se eu vejo retratado
O que um dia fora meu
Outro rumo se perdeu
Onde houvera desejado.
31729
Meu amor, louca ciranda
Que deveras nada vê
E sentindo sem o quê
Poderia noutra banda
Encontrar o que desanda
E se tanto ainda crê
No que nunca mais revê
Gira a vida e em vão desmanda,
Relicários do que um dia
Sendo atroz a fantasia
Louvaria cada engodo,
Mas restando a quem sonhara
Tão somente a dura escara
Preparando para o lodo.
31730
Olhando pra lua cheia
Sertanejo coração
Ao tocar esta emoção
Nada mais ainda anseia,
A beleza desta teia
Onde vejo uma ilusão
E deveras direção
Para a sorte que incendeia
Cada verso ainda eu faço
Com certeza deste espaço
Preparado para o nada,
O risonho caminhante
Vendo assim a cada instante
Outra lua degradada...
31711 até 31720
31711
Nas artura lá do cé,
Incontrei quanto tanto eu quis
Coração bate feliz
Na presença da muié
Onde a sorte tem quem qué
Percizão tanto me diz
Dos oiá sem cicatriz
Das vontade qui quisé
Toda a sorte desejosa
Di quem vive e sempe goza
Das beleza dessa vida,
Outro tempo póde vi
E se tanto amô em ti
Ninguém pode i nem duvida.
31712
Nas grilage da esperança,
Nas beleza da morena
Otro dia sempe acena
Quando a voiz mais arto lança
Nu meu peito essa lembrança
Toda a históra se serena
E a sôdáde se invenena
Com certez já se cansa
E o passarim cantadô
Traduzino o bem do amô
Toda a tarde na janela,
Vem fazeno uma arruaça
Onde a vida feiz disgraça
Novo tempo se revela.
31713
Faiz o dia sê bendito
Esse amô maió do mundo
Coração tão vagabundo
Sabe a sorte desse grito
E se tanto em cé bunito
Já num teme um só segundo
Neste már u sonho inundo
E num sô jamais afrito
Teno os óio nu futuro
Tanto brío eu já percuro
Nos oiá di quem desejo
E se a vida recomeça
Dos prazê já tenho pressa
Na sodáde desse bêjo.
31714
Qui junto co a passarada
Atraveis do entardecê
Aprindi a conhecê
Os canto da namorada
Quando chega uma alvorada
Deste sór belo a nascê
Nos seus óio eu posso vê
Outra históra iluminada
Percebeno essa aligria
Onde univo a canturia
Eu cridito nesse amô
E si posso sê filiz
Coração agora diz
Desse peito cantadô.
31715
Cumpanhera di jornada
Essa lua mais brilhante
Quano lembro a cada instante
Da muié moça encantada
Minha históra desvendada
Nessa terra dislumbrante
Quano o canarim já cante
Relembrano dessa istrada
Pelo sór mais fascinante
Percebeno ansim a sorte
De quem sabe quanto a morte
Dolorida na tocaia
Impedindo cada sonho,
O meu mundo mais medonho,
Noutro tempo não se espraia.
31716
Todo amor já ressuscita
Novo encanto sem ter hora
A saudade ora se aflora
Sendo assim sempre infinita
E desvenda nossa dita
Onde amor eu sei se ancora
Quando a sorte se demora
A tormenta esta desdita
Diz do quando a poesia
Já não forma alegoria
E produz outra tormenta.
Mas o sonho cristalino
Revivendo este menino
Onde o mundo me apascenta;
31717
Que matando de prazer,
Onde a dor já não encontra
Toda a vida sendo contra
As desditas do querer,
Noutro mundo posso ver
E assim uma alma pronta
Sendo quando a sorte apronta
Novo e claro amanhecer
Ao sentir felicidade
Mato aos poucos a saudade,
E não deixo nem sinal
Do que tanto poderia
Se distante da alegria
Eu preparo um novo astral.
31718
Da sereia tão bonita
Que já foi para alto mar
A saudade vai buscar
Cada sonho em que se agita
Coração sanha maldita
E deveras sem lugar
Inda pensa em ancorar
Noutro porto, noutra dita,
Resumindo a minha história
Entre os sonhos de vitória
Praia agora movediça
Meu olhar neste horizonte
Sem sereia que desponte,
Tanto gozo inda cobiça.
31719
Já não sei o que fazer
Quando busco esta verdade
Que ditando a realidade
Nada tem sequer prazer,
Onde quis algum poder
Cada passo não agrade
Ao gerar de novo a grade
E com ela a se perder
A vontade mais audaz
E se tanto não se faz
Ausentando uma esperança
O meu canto segue assim,
E se tanto busco o fim,
Nenhum verso enfim alcança.
31720
Tanto amor chegando em bando
Dominando o dia a dia,
Onde houvera poesia
Outro tempo deformando
O que a vida quis o quando
Inda fosse de alegria,
Mas o mundo desfaria
Cada passo deformando
Assim vejo a realidade
Deste sonho que me invade
E desfaz o que era certo,
Bagunçando o meu coreto,
Se eu ainda me arremeto,
O meu eu quieto desperto.
Nas artura lá do cé,
Incontrei quanto tanto eu quis
Coração bate feliz
Na presença da muié
Onde a sorte tem quem qué
Percizão tanto me diz
Dos oiá sem cicatriz
Das vontade qui quisé
Toda a sorte desejosa
Di quem vive e sempe goza
Das beleza dessa vida,
Outro tempo póde vi
E se tanto amô em ti
Ninguém pode i nem duvida.
31712
Nas grilage da esperança,
Nas beleza da morena
Otro dia sempe acena
Quando a voiz mais arto lança
Nu meu peito essa lembrança
Toda a históra se serena
E a sôdáde se invenena
Com certez já se cansa
E o passarim cantadô
Traduzino o bem do amô
Toda a tarde na janela,
Vem fazeno uma arruaça
Onde a vida feiz disgraça
Novo tempo se revela.
31713
Faiz o dia sê bendito
Esse amô maió do mundo
Coração tão vagabundo
Sabe a sorte desse grito
E se tanto em cé bunito
Já num teme um só segundo
Neste már u sonho inundo
E num sô jamais afrito
Teno os óio nu futuro
Tanto brío eu já percuro
Nos oiá di quem desejo
E se a vida recomeça
Dos prazê já tenho pressa
Na sodáde desse bêjo.
31714
Qui junto co a passarada
Atraveis do entardecê
Aprindi a conhecê
Os canto da namorada
Quando chega uma alvorada
Deste sór belo a nascê
Nos seus óio eu posso vê
Outra históra iluminada
Percebeno essa aligria
Onde univo a canturia
Eu cridito nesse amô
E si posso sê filiz
Coração agora diz
Desse peito cantadô.
31715
Cumpanhera di jornada
Essa lua mais brilhante
Quano lembro a cada instante
Da muié moça encantada
Minha históra desvendada
Nessa terra dislumbrante
Quano o canarim já cante
Relembrano dessa istrada
Pelo sór mais fascinante
Percebeno ansim a sorte
De quem sabe quanto a morte
Dolorida na tocaia
Impedindo cada sonho,
O meu mundo mais medonho,
Noutro tempo não se espraia.
31716
Todo amor já ressuscita
Novo encanto sem ter hora
A saudade ora se aflora
Sendo assim sempre infinita
E desvenda nossa dita
Onde amor eu sei se ancora
Quando a sorte se demora
A tormenta esta desdita
Diz do quando a poesia
Já não forma alegoria
E produz outra tormenta.
Mas o sonho cristalino
Revivendo este menino
Onde o mundo me apascenta;
31717
Que matando de prazer,
Onde a dor já não encontra
Toda a vida sendo contra
As desditas do querer,
Noutro mundo posso ver
E assim uma alma pronta
Sendo quando a sorte apronta
Novo e claro amanhecer
Ao sentir felicidade
Mato aos poucos a saudade,
E não deixo nem sinal
Do que tanto poderia
Se distante da alegria
Eu preparo um novo astral.
31718
Da sereia tão bonita
Que já foi para alto mar
A saudade vai buscar
Cada sonho em que se agita
Coração sanha maldita
E deveras sem lugar
Inda pensa em ancorar
Noutro porto, noutra dita,
Resumindo a minha história
Entre os sonhos de vitória
Praia agora movediça
Meu olhar neste horizonte
Sem sereia que desponte,
Tanto gozo inda cobiça.
31719
Já não sei o que fazer
Quando busco esta verdade
Que ditando a realidade
Nada tem sequer prazer,
Onde quis algum poder
Cada passo não agrade
Ao gerar de novo a grade
E com ela a se perder
A vontade mais audaz
E se tanto não se faz
Ausentando uma esperança
O meu canto segue assim,
E se tanto busco o fim,
Nenhum verso enfim alcança.
31720
Tanto amor chegando em bando
Dominando o dia a dia,
Onde houvera poesia
Outro tempo deformando
O que a vida quis o quando
Inda fosse de alegria,
Mas o mundo desfaria
Cada passo deformando
Assim vejo a realidade
Deste sonho que me invade
E desfaz o que era certo,
Bagunçando o meu coreto,
Se eu ainda me arremeto,
O meu eu quieto desperto.
31701 até 3710
31701
Ao verdadeiro céu, ao Paraíso
Qual fora um novo Olimpo aonde Zeus
Com seus poderes dita cada adeus
Num passo muitas vezes impreciso,
A cada novo instante outro juízo
Pecados corriqueiros teus e meus,
Na renovável face de um só Deus
Tramando tanto lucro ou prejuízo
Maria travestida hoje de Juno
Enfrenta com palavras sorrateiras
E tenta levantar novas bandeiras
Aonde com vigor não coaduno,
Chicote ao se esconder por entre as pernas
Em paralelas cenas, ora eternas...
31702
Levado neste jogo, eu vou feliz,
Sabendo dos pudores marginais
E aonde se pensara nos astrais
Montanha lá da Grécia também diz,
Os paralelos mostram cicatriz
E assim entre diversos bacanais
O sexo ora banido em sempre iguais
Momentos que a verdade contradiz;
Vivemos semideuses cafetões
E até de certa forma trambiqueiros,
Diversos os cenários, mas inteiros
Os ritos das comuns adorações,
A vela substitui o sacrifício,
Mas vejo sempre assim o mesmo ofício.
31703
Cativo de teu fogo, me escravizo
E vejo em Prometeu este retrato
Do vingativo pai que ao desacato
Transforma o tempo claro num granizo,
E assim de punição em punição
História se repete idêntico ato
Diversa imagem dita igual contrato,
Olimpo ou mesmo o Éden: paraíso?
A face punitiva Zeus, Javé
Barbudos dominando a mesma fé
Serpentes entre semideuses vejo,
O ser humano em lama construído
Gerando do impossível tal sentido,
Cortando com furor cada desejo...
31704
Tanta aligria na vida
Apois tem quem ama canto
Coração em desecanto
Notra históra ripitida,
Mas se amô dis dispidida
Nos meus óio tanto pranto
E se é seco quano pranto
No finár num côio nada,
Mas ansim cum peito aberto
Num importa mais deserto,
Lavradô sabe das manha
E a verdade mostra bem
Qui no amô ansim tombêm
Quem mais cuida sempe ganha...
31705
É qui pude apercebê
As beleza do sertão
Quano vem a froração
I eu me lembro di vancê
Coração passa a batê
Cum tamanha agitação
Percebeno a direção
Onde o sór irá nascê
Tantas veiz apaxonado,
Nesse campo inluarado,
Chei de sonho, na viola
Puntiano cum ternura
Teno o sonho que pércura
Prá sôdade nem dô bóla.
31706
Ansim andano cocê
Já incontrei u meu caminho
Cuns os óio du um passarinho
Aprendi a pode vê
A beleza do sabê
Dus encanto do carinho
E num sigo mais sozinho,
Pércurano o amanhecê
Cum o brío desse sór
Coarção bate miór
Vivo entonce essa aligria
Onde posso sem mintira
Percebê que a terra gira
Preparano a poesia.
31707
Móde a vida resorvê
Us pobrêma cumpricado
O meu peito apaxonado
Aprendendo logo a vê
No luá tanto prazê
Nesse sonho inluarado.
Pois amô num é pecado,
E nem memo argum prazê
Nessas terra, meu grotão
Bate forte o coração
I tumbém a arma punteia
Quano as córda diz sodade
Como vê feliciade
Se essa nunca é cheia?
31708
Feita em mucha concordânça
A sordádi diz do quanto
Noutros canto mi adianto
Com a tár dessa isperança
Onde o sonho num arcança
E se o mundo que hoje canto
Num troxesse tanto ispanto
Nada eu tinha na lembrança
Vórta e meia vejo a vida
Cum a sorte cunfundida
E gerano tempestade
Nas palavra mais bunita
Coração num sonho grita
Vai morreno di sodáde.
31709
I tombem uma aliança
Qui nos dexe vê o dia
Feito em sór, mucha aligria
E se tanto as isperança
Na verdade o sonho arcança
Num se cansa a puisia
De vivê o que quiria.
Vida carma noite mansa
Nos luá mais benfazejo
A verdade do desejo
Transformada im tanto encanto
Cum ternura e sem tristeza
Vô venceno a correnteza
E di noite im paiz eu canto.
31710
É pércizo tanta fé
Pra quem tem sua labuta
A sôdade sempe escuta
U qui o coração mais qué
E ao vivê chegano até
Onde vejo tanta luta
E a vontade num reluta
Cum sôdáde da muié
Qui já fora a garantia
Dôtro sonho aonde eu via
O luá tomando tudo
Vivo as coisa do passado,
E se ansim apaxonado
Hoje, em paiz eu num me iludo.
Ao verdadeiro céu, ao Paraíso
Qual fora um novo Olimpo aonde Zeus
Com seus poderes dita cada adeus
Num passo muitas vezes impreciso,
A cada novo instante outro juízo
Pecados corriqueiros teus e meus,
Na renovável face de um só Deus
Tramando tanto lucro ou prejuízo
Maria travestida hoje de Juno
Enfrenta com palavras sorrateiras
E tenta levantar novas bandeiras
Aonde com vigor não coaduno,
Chicote ao se esconder por entre as pernas
Em paralelas cenas, ora eternas...
31702
Levado neste jogo, eu vou feliz,
Sabendo dos pudores marginais
E aonde se pensara nos astrais
Montanha lá da Grécia também diz,
Os paralelos mostram cicatriz
E assim entre diversos bacanais
O sexo ora banido em sempre iguais
Momentos que a verdade contradiz;
Vivemos semideuses cafetões
E até de certa forma trambiqueiros,
Diversos os cenários, mas inteiros
Os ritos das comuns adorações,
A vela substitui o sacrifício,
Mas vejo sempre assim o mesmo ofício.
31703
Cativo de teu fogo, me escravizo
E vejo em Prometeu este retrato
Do vingativo pai que ao desacato
Transforma o tempo claro num granizo,
E assim de punição em punição
História se repete idêntico ato
Diversa imagem dita igual contrato,
Olimpo ou mesmo o Éden: paraíso?
A face punitiva Zeus, Javé
Barbudos dominando a mesma fé
Serpentes entre semideuses vejo,
O ser humano em lama construído
Gerando do impossível tal sentido,
Cortando com furor cada desejo...
31704
Tanta aligria na vida
Apois tem quem ama canto
Coração em desecanto
Notra históra ripitida,
Mas se amô dis dispidida
Nos meus óio tanto pranto
E se é seco quano pranto
No finár num côio nada,
Mas ansim cum peito aberto
Num importa mais deserto,
Lavradô sabe das manha
E a verdade mostra bem
Qui no amô ansim tombêm
Quem mais cuida sempe ganha...
31705
É qui pude apercebê
As beleza do sertão
Quano vem a froração
I eu me lembro di vancê
Coração passa a batê
Cum tamanha agitação
Percebeno a direção
Onde o sór irá nascê
Tantas veiz apaxonado,
Nesse campo inluarado,
Chei de sonho, na viola
Puntiano cum ternura
Teno o sonho que pércura
Prá sôdade nem dô bóla.
31706
Ansim andano cocê
Já incontrei u meu caminho
Cuns os óio du um passarinho
Aprendi a pode vê
A beleza do sabê
Dus encanto do carinho
E num sigo mais sozinho,
Pércurano o amanhecê
Cum o brío desse sór
Coarção bate miór
Vivo entonce essa aligria
Onde posso sem mintira
Percebê que a terra gira
Preparano a poesia.
31707
Móde a vida resorvê
Us pobrêma cumpricado
O meu peito apaxonado
Aprendendo logo a vê
No luá tanto prazê
Nesse sonho inluarado.
Pois amô num é pecado,
E nem memo argum prazê
Nessas terra, meu grotão
Bate forte o coração
I tumbém a arma punteia
Quano as córda diz sodade
Como vê feliciade
Se essa nunca é cheia?
31708
Feita em mucha concordânça
A sordádi diz do quanto
Noutros canto mi adianto
Com a tár dessa isperança
Onde o sonho num arcança
E se o mundo que hoje canto
Num troxesse tanto ispanto
Nada eu tinha na lembrança
Vórta e meia vejo a vida
Cum a sorte cunfundida
E gerano tempestade
Nas palavra mais bunita
Coração num sonho grita
Vai morreno di sodáde.
31709
I tombem uma aliança
Qui nos dexe vê o dia
Feito em sór, mucha aligria
E se tanto as isperança
Na verdade o sonho arcança
Num se cansa a puisia
De vivê o que quiria.
Vida carma noite mansa
Nos luá mais benfazejo
A verdade do desejo
Transformada im tanto encanto
Cum ternura e sem tristeza
Vô venceno a correnteza
E di noite im paiz eu canto.
31710
É pércizo tanta fé
Pra quem tem sua labuta
A sôdade sempe escuta
U qui o coração mais qué
E ao vivê chegano até
Onde vejo tanta luta
E a vontade num reluta
Cum sôdáde da muié
Qui já fora a garantia
Dôtro sonho aonde eu via
O luá tomando tudo
Vivo as coisa do passado,
E se ansim apaxonado
Hoje, em paiz eu num me iludo.
domingo, 2 de maio de 2010
31690 até 31700
31691
Teu amor e quero mais
Do que simples bem querer
Quero em ti o conhecer
De outros dias magistrais
Mesmo quando em temporais
Do teu lado quero ter
Tanto a dor quanto o prazer,
Sentimentos desiguais,
Mas unidos na verdade
Quando a treva nos invade
Imagino-te comigo,
E ao viver o dia a dia,
Cada tom, dicotomia,
Ser amante e ser amigo.
31692
Toda noite eu sempre espero,
Encontrar quem já se fora
A minha alma sonhadora
Neste sonho mais sincero,
Toda a sorte que bem quero
E que possa redentora
Ter na mão reveladora
Mesmo em tom amargo e austero,
Mas notícias ninguém traz,
E se tanto busco a paz,
Sou capaz de qualquer sonho,
Porém todo amor se esvai
Quando o pensamento trai
Novo rumo; então, proponho...
31693
Este amor que tu me dás
É decerto a redenção
De quem teve a vida em vão
E procura ao menos paz
Outro tempo se desfaz
Neste quando a solução
Percebida a direção
Onde amor conduza audaz
Tendo em mim esta certeza,
Nada tendo sobre a mesa,
Ilusão transforma em dor
O que tanto desejara,
Sorte agora bem mais rara,
Tanta luz renova a flor.
31694
Menina, eu sempre venero
Todo encanto que tu tens
E se tanto outros desdéns
Tu me dizes, sou sincero,
Tudo aquilo que eu espero
Encontrando quando vens
Novos dias mesmos bens
Neles sempre me tempero,
Vivo assim por ter nas mãos
As certezas destes nãos
Que o passado me trouxera
E quanto encontrei em ti
Todo o amor eu decidi
Renovar a primavera.
31695
Teu amor; o meu farol
Tua vida a redenção
De quem busca a direção
Como fora um girassol
E se tendo amor em prol
Do caminho em divisão
Encontrando a solução
Neste encanto qual farol,
Faroleiro da esperança
Quando amor em paz se lança
Trama dias mais felizes,
Muito embora em tantos dias
Mortos sonhos, fantasias
Novos medos, outras crises.
31696
O teu caminho é meu trilho
E por ser assim semente
Deste bem tão envolvente
Nos teus braços eu palmilho,
Caminheiro, um andarilho
Que vivera ultimamente
Tão distante e mais ausente
Na certeza ainda brilho,
E ser teu ao menos traz
Um delírio feito em paz
Sou capaz de flutuar
Ao saber bem junto a mim,
A alegria de um jardim
Que aprendera a cultivar.
31697
De uma estrela, lua e sol,
De um momento mais audaz,
O caminho que se faz
Dominando este arrebol
Recendendo ao girassol
Teu olhar brilho me traz
E se tento ser capaz
De viver raro farol,
Encontrando finalmente
Todo o gozo que se sente
Mergulhando em plena luz,
Ao saber felicidade
Sem ter nada que degrade
O meu sonho a ti conduz.
31698
Meu amor tu tens o brilho
Que deveras procurei
Dominando toda a grei
Cada sonho em que polvilho
Tal momento e logo encilho
Meu corcel e galopei
Entre estrelas procurei
Deste encanto cada trilho
E sabendo-te veloz,
Mal ouvindo a tua voz,
Mergulhei sem nem pensar,
E colhendo esta certeza
Rumo agora a tal beleza
Feita em raios de luar...
31699
E a fogueira se renova
Com a brasa deste amor
Da maneira como for,
Toda lua, mesmo a nova
Clareando à toda prova
Com seu brilho redentor
Se percebe sedutor
Raro encanto que comprova
Todo gozo mais feliz
De quem sabe o mais quis
E não teve outro momento
Senão este em que me entrego,
Quem outrora fora cego
Nos teus raios me apresento.
31700
Mas o coração atiço
Nestas tramas onde a sorte
Que decerto nos conforte
Mesmo em solo movediço
Já sabendo mesmo disso,
Vivo assim em ti meu norte
E supero qualquer corte,
Tendo tudo o que eu cobiço.
Verso feito em claridade
Noite clara que me invade
Decorando o céu imenso
E se tanto foste minha
Alma em ti querida aninha,
Pois és tudo o que ora penso.
Teu amor e quero mais
Do que simples bem querer
Quero em ti o conhecer
De outros dias magistrais
Mesmo quando em temporais
Do teu lado quero ter
Tanto a dor quanto o prazer,
Sentimentos desiguais,
Mas unidos na verdade
Quando a treva nos invade
Imagino-te comigo,
E ao viver o dia a dia,
Cada tom, dicotomia,
Ser amante e ser amigo.
31692
Toda noite eu sempre espero,
Encontrar quem já se fora
A minha alma sonhadora
Neste sonho mais sincero,
Toda a sorte que bem quero
E que possa redentora
Ter na mão reveladora
Mesmo em tom amargo e austero,
Mas notícias ninguém traz,
E se tanto busco a paz,
Sou capaz de qualquer sonho,
Porém todo amor se esvai
Quando o pensamento trai
Novo rumo; então, proponho...
31693
Este amor que tu me dás
É decerto a redenção
De quem teve a vida em vão
E procura ao menos paz
Outro tempo se desfaz
Neste quando a solução
Percebida a direção
Onde amor conduza audaz
Tendo em mim esta certeza,
Nada tendo sobre a mesa,
Ilusão transforma em dor
O que tanto desejara,
Sorte agora bem mais rara,
Tanta luz renova a flor.
31694
Menina, eu sempre venero
Todo encanto que tu tens
E se tanto outros desdéns
Tu me dizes, sou sincero,
Tudo aquilo que eu espero
Encontrando quando vens
Novos dias mesmos bens
Neles sempre me tempero,
Vivo assim por ter nas mãos
As certezas destes nãos
Que o passado me trouxera
E quanto encontrei em ti
Todo o amor eu decidi
Renovar a primavera.
31695
Teu amor; o meu farol
Tua vida a redenção
De quem busca a direção
Como fora um girassol
E se tendo amor em prol
Do caminho em divisão
Encontrando a solução
Neste encanto qual farol,
Faroleiro da esperança
Quando amor em paz se lança
Trama dias mais felizes,
Muito embora em tantos dias
Mortos sonhos, fantasias
Novos medos, outras crises.
31696
O teu caminho é meu trilho
E por ser assim semente
Deste bem tão envolvente
Nos teus braços eu palmilho,
Caminheiro, um andarilho
Que vivera ultimamente
Tão distante e mais ausente
Na certeza ainda brilho,
E ser teu ao menos traz
Um delírio feito em paz
Sou capaz de flutuar
Ao saber bem junto a mim,
A alegria de um jardim
Que aprendera a cultivar.
31697
De uma estrela, lua e sol,
De um momento mais audaz,
O caminho que se faz
Dominando este arrebol
Recendendo ao girassol
Teu olhar brilho me traz
E se tento ser capaz
De viver raro farol,
Encontrando finalmente
Todo o gozo que se sente
Mergulhando em plena luz,
Ao saber felicidade
Sem ter nada que degrade
O meu sonho a ti conduz.
31698
Meu amor tu tens o brilho
Que deveras procurei
Dominando toda a grei
Cada sonho em que polvilho
Tal momento e logo encilho
Meu corcel e galopei
Entre estrelas procurei
Deste encanto cada trilho
E sabendo-te veloz,
Mal ouvindo a tua voz,
Mergulhei sem nem pensar,
E colhendo esta certeza
Rumo agora a tal beleza
Feita em raios de luar...
31699
E a fogueira se renova
Com a brasa deste amor
Da maneira como for,
Toda lua, mesmo a nova
Clareando à toda prova
Com seu brilho redentor
Se percebe sedutor
Raro encanto que comprova
Todo gozo mais feliz
De quem sabe o mais quis
E não teve outro momento
Senão este em que me entrego,
Quem outrora fora cego
Nos teus raios me apresento.
31700
Mas o coração atiço
Nestas tramas onde a sorte
Que decerto nos conforte
Mesmo em solo movediço
Já sabendo mesmo disso,
Vivo assim em ti meu norte
E supero qualquer corte,
Tendo tudo o que eu cobiço.
Verso feito em claridade
Noite clara que me invade
Decorando o céu imenso
E se tanto foste minha
Alma em ti querida aninha,
Pois és tudo o que ora penso.
31681 até 31690
31681
Coração anda com pressa,
Quando está enamorado
E se tanto emocionado
Minha vida recomeça
Quanto em ti o amor tropeça
E desdiz todo o passado,
Noutro tempo desolado
A saudade não confessa
Hoje a vida se traduz
Por sobeja e clara luz
Quando agora se concebe
Navegando em céu imenso
No farol eu recompenso
Tanto tempo em outra sebe.
31682
Meu amor venha ligeiro
Transformar a minha vida
Onde outrora dolorida
Quando amor é jardineiro
Ceva em glória este canteiro
E percebe agora ungida
Cada sorte hoje florida
Neste amor mais verdadeiro,
Deixando pra trás o espinho
Já não posso ir mais sozinho
Se decerto em ti eu vejo
Muita paz e muita luz
Tanto amor que reproduz
As searas do desejo.
31683
Vem comigo, vem depressa,
Nada impede o caminhar
De quem sabe quanto amar
É preciso e se confessa
Deste amor que é bom à beça
E encontrando o seu lugar
Onde tanto quis sonhar
E deveras já começa
Novo tempo em nova história
E sabendo da vitória
Que este amor ora traduz,
Ao viver felicidade
Não encontro algema ou grade
Onde amor traz sua luz...
31684
O meu peito sonhador
Já desvenda este cenário
Onde amar é necessário
E garante o redentor
Caminhar em claro andor
Sem ser louco ou temerário
Dos meus sonhos o corsário
O maior navegador
Onde tive a clara sorte
Deste cais aonde aporte
O desejo interminável
De ser teu e nada mais,
Sem temer os vendavais,
Nessa messe incomparável...
31685
A minha alma apaixonada,
Sabe deste bom ponteio
E se em tanto amor eu creio
Perfilando em mesma estrada
Outra sorte desvendada
Onde o céu em paz rodeio
Navegando sem receio
Vejo a noite enluarada
Sertanejo coração
Sabe da consagração
Feita em luz na noite imensa
E se tanto vive em paz,
Este amor sempre me traz
Nos seus braços recompensa...
31686
Na porteira de um amor
A saudade toma conta
Abre e fecha e já desconta
Da maneira como for
Procurando algum sabor,
Olhar pronto sempre apronta
E se tanto ainda aponta
Neste encanto sedutor,
Amar sem ter nem fronteiras
Tanto quanto ainda queiras
Sem ninguém poder falar
Deste instante em que me faço
E seguindo cada traço
Adentrando o teu luar.
31687
De manhã, o tempo inteiro
Pensamento não se cansa
E mantém viva esperança
Com cuidado, um jardineiro
Vai cevando o verdadeiro
Caminhar onde se lança
Minha voz em temperança
Muito além do corriqueiro,
Sabe tanto quanto deve
Enfrentando chuva e neve
Nada doma o coração
Quando está enamorado,
Sem futuro e sem passado,
Não tem outra direção.
31688
Toda noite, madrugada,
Todo dia sem pensar
Novo tempo a imaginar
Sobre a mesma bela estrada
Vez ou por outra maltratada
Pedra a sempre lapidar
E um brilhante caminhar,
Conseguindo a rara estada
Desejada neste peito,
E se tanto quando deito
Não descanso nem no sono,
Neste encanto sou escravo,
Tanto teimo enquanto cavo,
Não pensando em abandono...
31689
Que vou ser teu companheiro,
Nisto eu creio e faço fé,
Andarilho mesmo a pé
Não me importa este espinheiro,
Vou seguindo e vou ligeiro,
O caminho eu sei qual é,
Desvendando o rumo até
Encontrar o meu canteiro,
Onde ceve esta esperança
Em perpétua ebulição
Minha voz agora alcança
Onde mora o coração
E Cupido com a lança
Acertando a direção...
31690
Eu te juro minha amada
Nada impede o que se sonha,
Mesmo quando a vida oponha
Esta rota decorada,
Não permite nova estrada
Vez por outra até medonha,
O que queima e se proponha
Já não diz mais quase nada,
Sendo assim fiel a ti,
Todo mundo sabe quanto
É motivo do meu canto,
Meu amor eu percebi
Dominando este horizonte,
Com o Céu, perfeita ponte...
Coração anda com pressa,
Quando está enamorado
E se tanto emocionado
Minha vida recomeça
Quanto em ti o amor tropeça
E desdiz todo o passado,
Noutro tempo desolado
A saudade não confessa
Hoje a vida se traduz
Por sobeja e clara luz
Quando agora se concebe
Navegando em céu imenso
No farol eu recompenso
Tanto tempo em outra sebe.
31682
Meu amor venha ligeiro
Transformar a minha vida
Onde outrora dolorida
Quando amor é jardineiro
Ceva em glória este canteiro
E percebe agora ungida
Cada sorte hoje florida
Neste amor mais verdadeiro,
Deixando pra trás o espinho
Já não posso ir mais sozinho
Se decerto em ti eu vejo
Muita paz e muita luz
Tanto amor que reproduz
As searas do desejo.
31683
Vem comigo, vem depressa,
Nada impede o caminhar
De quem sabe quanto amar
É preciso e se confessa
Deste amor que é bom à beça
E encontrando o seu lugar
Onde tanto quis sonhar
E deveras já começa
Novo tempo em nova história
E sabendo da vitória
Que este amor ora traduz,
Ao viver felicidade
Não encontro algema ou grade
Onde amor traz sua luz...
31684
O meu peito sonhador
Já desvenda este cenário
Onde amar é necessário
E garante o redentor
Caminhar em claro andor
Sem ser louco ou temerário
Dos meus sonhos o corsário
O maior navegador
Onde tive a clara sorte
Deste cais aonde aporte
O desejo interminável
De ser teu e nada mais,
Sem temer os vendavais,
Nessa messe incomparável...
31685
A minha alma apaixonada,
Sabe deste bom ponteio
E se em tanto amor eu creio
Perfilando em mesma estrada
Outra sorte desvendada
Onde o céu em paz rodeio
Navegando sem receio
Vejo a noite enluarada
Sertanejo coração
Sabe da consagração
Feita em luz na noite imensa
E se tanto vive em paz,
Este amor sempre me traz
Nos seus braços recompensa...
31686
Na porteira de um amor
A saudade toma conta
Abre e fecha e já desconta
Da maneira como for
Procurando algum sabor,
Olhar pronto sempre apronta
E se tanto ainda aponta
Neste encanto sedutor,
Amar sem ter nem fronteiras
Tanto quanto ainda queiras
Sem ninguém poder falar
Deste instante em que me faço
E seguindo cada traço
Adentrando o teu luar.
31687
De manhã, o tempo inteiro
Pensamento não se cansa
E mantém viva esperança
Com cuidado, um jardineiro
Vai cevando o verdadeiro
Caminhar onde se lança
Minha voz em temperança
Muito além do corriqueiro,
Sabe tanto quanto deve
Enfrentando chuva e neve
Nada doma o coração
Quando está enamorado,
Sem futuro e sem passado,
Não tem outra direção.
31688
Toda noite, madrugada,
Todo dia sem pensar
Novo tempo a imaginar
Sobre a mesma bela estrada
Vez ou por outra maltratada
Pedra a sempre lapidar
E um brilhante caminhar,
Conseguindo a rara estada
Desejada neste peito,
E se tanto quando deito
Não descanso nem no sono,
Neste encanto sou escravo,
Tanto teimo enquanto cavo,
Não pensando em abandono...
31689
Que vou ser teu companheiro,
Nisto eu creio e faço fé,
Andarilho mesmo a pé
Não me importa este espinheiro,
Vou seguindo e vou ligeiro,
O caminho eu sei qual é,
Desvendando o rumo até
Encontrar o meu canteiro,
Onde ceve esta esperança
Em perpétua ebulição
Minha voz agora alcança
Onde mora o coração
E Cupido com a lança
Acertando a direção...
31690
Eu te juro minha amada
Nada impede o que se sonha,
Mesmo quando a vida oponha
Esta rota decorada,
Não permite nova estrada
Vez por outra até medonha,
O que queima e se proponha
Já não diz mais quase nada,
Sendo assim fiel a ti,
Todo mundo sabe quanto
É motivo do meu canto,
Meu amor eu percebi
Dominando este horizonte,
Com o Céu, perfeita ponte...
31671 até 31681
31671
Sacio minha fome em mil carícias,
E sinto-te decerto saciada,
Assim até surgir esta alvorada
Co’o sol trazendo em si novas notícias,
A vida se repete em tais delícias
E nelas outra vida demonstrada
A sorte noutra tanta aonde o nada
Fizera no passado em vis sevícias
O quanto de desejo nós sabemos
E desta maravilha concebemos
Momentos prazerosos todo dia,
Até que quando em nós já traduzimos
Do amor este delírio que sentimos
E deles nasce cada poesia.
31672
O pranto nunca mais assim rolou
Nos olhos de quem tanto em vão pensara
Que a vida não teria mais a cara
Do quanto no passado desejou,
E quando esta verdade se mostrou
Em fúria, noutra tanto escancara
A porta que a ventura em vão trancara
O mundo neste instante deslumbrou
O abrir destas comportas sendo assim
Inundação tomando até o fim
Cenário transbordando num anseio,
E após ter descoberto o paraíso
O passo com certeza mais preciso
Sabendo desvendar do gozo o veio...
31673
Quebrantos eu não temo, o tempo clareou
Trazendo para mim momento mais feliz
E tanto poderia ainda enquanto eu quis
Viver felicidade imensa que chegou,
Tomando com carinho este ar e nele estou
Ao traduzir a luz o amor nunca desdiz
O quanto poderia e sei ser aprendiz
Deixando no passado a dor que me tomou,
Riscando assim do mapa a tétrica presença
Do desencanto em vida e nele esta doença
Gerada pelo medo, anseio insaciável
O tempo reproduz apenas o que planto
E quando o dia a dia ausente um espanto
Eu posso no teu braço, enfim fazê-lo arável.
31674
Permite que eu me esqueça antigos; maus deslizes
Após a tempestade a luz em mim já trace
E mostra abençoada a bela e mansa face
Deixando para trás apenas cicatrizes
E quando outro momento em tanto alento dizes
Mostrando este caminho além de algum impasse
Traçando a realidade e nela o amor que grasse
Moldando esta alegria: eternos aprendizes
Do amor em plenitude aonde se traçara
Manhã maravilhosa e sempre bem mais clara
Vivendo este momento e nele se renova
A sorte divinal encontra o seu alento,
Tomando com clareza inteiro o pensamento
E todo amor sincero eu sinto agora à prova.
31675
Meu canto se mostrando assim, apaixonado
Permite que se creia em amor mais sincero
Vivendo a cada instante o quanto sempre espero
Do gozo em vida feito e nele desvendado
Desejo mais audaz e sempre esperado
Eu posso te falar o quanto em ti eu quero
Momento mais feliz e quanto mais tempero
A vida com anseio eu sinto decifrado
O rumo preferido e tanto quanto eu pude
Saber da bela e rara em nossa juventude
Seara desejada e tanto procurada,
Trazendo ao meu olhar a força da alvorada
E nela se concebe eternidade quando
Eu sinto nosso amor em tudo nos tomando.
31676
Percebo em nosso céu os mais belos matizes
Trazendo ao dia a dia o canto mais suave
E nada do que eu possa ainda mais agrave
O mundo solitário exposto aos vãos deslizes
Vivido por quem tanta enquanto em cicatrizes
Perdendo o seu caminho em dura e torpe trave,
Aonde se pudera ainda ver uma ave
Liberta e soberana aonde tu desdizes
O amor que nada nega e nada negaria
Nem mesmo se pudesse além da poesia
Viver cada momento e nele acreditar
Sabendo ter nas mãos um mundo bem melhor
Estrada que eu conheço e sei até de cor,
Traçando o dia a dia e nele este luar.
31677
Deixando para trás as dores do passado
O amor que tanto eu quero expressa esta vontade
Ao traduzir em paz amor, felicidade,
Tramando a cada passo um outro mais ousado,
Vislumbro o quanto posso e sem ter o que invade
Amar e ser feliz transcende ao esperado
Vital cada momento aonde eu possa amado
Vivenciar a glória e nela a claridade
Do canto em que eu percorro o mundo mais audaz,
O amor se traduzindo agora em plena paz
Explica o dia a dia em luzes descoberto,
Gerando o que pudesse ainda em plena luz
No passo que ora dou, o quanto reproduz
Caminho em paz superna agora em nós aberto.
31678
Ventura deslumbrante, em versos mais felizes
Sensacional momento aonde o amor se fez
E nega qualquer medo e torpe insensatez
Por mais que se perceba em meio às tantas crises
Os dias são sutis e traçam sem deslizes
O quanto poderia em nós a lucidez
Vivendo em plena paz assim o amor desfez
Qualquer medo ou tempesta e dela contradizes
Com amor e ternura o quanto em dor se trama
Vivenciando a glória e dela acesa a chama
Interminável messe aonde amor se traz,
E quando se percebe eternidade em gozo
O todo se transporta e sinto o majestoso
Caminho que me leva enfim à plena paz.
31679
Encontro meu prazer andando do teu lado,
E sendo mais fiel ao grande amor que vivo
E nele e só por ele agora eu sobrevivo
O quanto eu posso crer e ser abençoado
Vivenciando em paz o tanto já traçado
Sabendo-me liberto enquanto sou cativo,
E toda a poesia aonde em paz me crivo
Gritando em plenitude o verso decifrado
Gerando a cada instante o encanto que pudesse
Trazer em luz suprema a imensa e enorme messe
Da qual eu me alimento insaciavelmente
E todo o caminhar transcende ao próprio amor
E trama o que puder e nele recompor
O quando em dor se fora e ainda se apresente...
31680
Doidim pra te dar um cheiro
Com jeitim e com cuidado,
Tanto amor já desvendado
Por ser claro e verdadeiro
Traz o gozo costumeiro
Quantas vezes desejado
E decerto adivinhado
Neste encanto o jardineiro
Cultivando uma esperança
Onde em paz amor se lança
Permitindo a plenitude
Do que tanto procurara
E se nela eu me encontrara
Que deveras tudo mude.
Sacio minha fome em mil carícias,
E sinto-te decerto saciada,
Assim até surgir esta alvorada
Co’o sol trazendo em si novas notícias,
A vida se repete em tais delícias
E nelas outra vida demonstrada
A sorte noutra tanta aonde o nada
Fizera no passado em vis sevícias
O quanto de desejo nós sabemos
E desta maravilha concebemos
Momentos prazerosos todo dia,
Até que quando em nós já traduzimos
Do amor este delírio que sentimos
E deles nasce cada poesia.
31672
O pranto nunca mais assim rolou
Nos olhos de quem tanto em vão pensara
Que a vida não teria mais a cara
Do quanto no passado desejou,
E quando esta verdade se mostrou
Em fúria, noutra tanto escancara
A porta que a ventura em vão trancara
O mundo neste instante deslumbrou
O abrir destas comportas sendo assim
Inundação tomando até o fim
Cenário transbordando num anseio,
E após ter descoberto o paraíso
O passo com certeza mais preciso
Sabendo desvendar do gozo o veio...
31673
Quebrantos eu não temo, o tempo clareou
Trazendo para mim momento mais feliz
E tanto poderia ainda enquanto eu quis
Viver felicidade imensa que chegou,
Tomando com carinho este ar e nele estou
Ao traduzir a luz o amor nunca desdiz
O quanto poderia e sei ser aprendiz
Deixando no passado a dor que me tomou,
Riscando assim do mapa a tétrica presença
Do desencanto em vida e nele esta doença
Gerada pelo medo, anseio insaciável
O tempo reproduz apenas o que planto
E quando o dia a dia ausente um espanto
Eu posso no teu braço, enfim fazê-lo arável.
31674
Permite que eu me esqueça antigos; maus deslizes
Após a tempestade a luz em mim já trace
E mostra abençoada a bela e mansa face
Deixando para trás apenas cicatrizes
E quando outro momento em tanto alento dizes
Mostrando este caminho além de algum impasse
Traçando a realidade e nela o amor que grasse
Moldando esta alegria: eternos aprendizes
Do amor em plenitude aonde se traçara
Manhã maravilhosa e sempre bem mais clara
Vivendo este momento e nele se renova
A sorte divinal encontra o seu alento,
Tomando com clareza inteiro o pensamento
E todo amor sincero eu sinto agora à prova.
31675
Meu canto se mostrando assim, apaixonado
Permite que se creia em amor mais sincero
Vivendo a cada instante o quanto sempre espero
Do gozo em vida feito e nele desvendado
Desejo mais audaz e sempre esperado
Eu posso te falar o quanto em ti eu quero
Momento mais feliz e quanto mais tempero
A vida com anseio eu sinto decifrado
O rumo preferido e tanto quanto eu pude
Saber da bela e rara em nossa juventude
Seara desejada e tanto procurada,
Trazendo ao meu olhar a força da alvorada
E nela se concebe eternidade quando
Eu sinto nosso amor em tudo nos tomando.
31676
Percebo em nosso céu os mais belos matizes
Trazendo ao dia a dia o canto mais suave
E nada do que eu possa ainda mais agrave
O mundo solitário exposto aos vãos deslizes
Vivido por quem tanta enquanto em cicatrizes
Perdendo o seu caminho em dura e torpe trave,
Aonde se pudera ainda ver uma ave
Liberta e soberana aonde tu desdizes
O amor que nada nega e nada negaria
Nem mesmo se pudesse além da poesia
Viver cada momento e nele acreditar
Sabendo ter nas mãos um mundo bem melhor
Estrada que eu conheço e sei até de cor,
Traçando o dia a dia e nele este luar.
31677
Deixando para trás as dores do passado
O amor que tanto eu quero expressa esta vontade
Ao traduzir em paz amor, felicidade,
Tramando a cada passo um outro mais ousado,
Vislumbro o quanto posso e sem ter o que invade
Amar e ser feliz transcende ao esperado
Vital cada momento aonde eu possa amado
Vivenciar a glória e nela a claridade
Do canto em que eu percorro o mundo mais audaz,
O amor se traduzindo agora em plena paz
Explica o dia a dia em luzes descoberto,
Gerando o que pudesse ainda em plena luz
No passo que ora dou, o quanto reproduz
Caminho em paz superna agora em nós aberto.
31678
Ventura deslumbrante, em versos mais felizes
Sensacional momento aonde o amor se fez
E nega qualquer medo e torpe insensatez
Por mais que se perceba em meio às tantas crises
Os dias são sutis e traçam sem deslizes
O quanto poderia em nós a lucidez
Vivendo em plena paz assim o amor desfez
Qualquer medo ou tempesta e dela contradizes
Com amor e ternura o quanto em dor se trama
Vivenciando a glória e dela acesa a chama
Interminável messe aonde amor se traz,
E quando se percebe eternidade em gozo
O todo se transporta e sinto o majestoso
Caminho que me leva enfim à plena paz.
31679
Encontro meu prazer andando do teu lado,
E sendo mais fiel ao grande amor que vivo
E nele e só por ele agora eu sobrevivo
O quanto eu posso crer e ser abençoado
Vivenciando em paz o tanto já traçado
Sabendo-me liberto enquanto sou cativo,
E toda a poesia aonde em paz me crivo
Gritando em plenitude o verso decifrado
Gerando a cada instante o encanto que pudesse
Trazer em luz suprema a imensa e enorme messe
Da qual eu me alimento insaciavelmente
E todo o caminhar transcende ao próprio amor
E trama o que puder e nele recompor
O quando em dor se fora e ainda se apresente...
31680
Doidim pra te dar um cheiro
Com jeitim e com cuidado,
Tanto amor já desvendado
Por ser claro e verdadeiro
Traz o gozo costumeiro
Quantas vezes desejado
E decerto adivinhado
Neste encanto o jardineiro
Cultivando uma esperança
Onde em paz amor se lança
Permitindo a plenitude
Do que tanto procurara
E se nela eu me encontrara
Que deveras tudo mude.
31661 até 31670
31661
E bebo de teu corpo com fartura
Enquanto a vida traça esta delícia
O amor já comporta mais sevícia
E a dor somente o gozo em festa cura,
Deixando para trás tanta amargura,
Não quero do passado nem notícia
Tocando o corpo inteiro com carícia
Assim se perfazendo esta loucura,
Gerando novamente outro momento
Num renovável sonho em que me alento
Dos dias doloridos que eu tivera,
Assim ao me entregar de corpo e de alma
Presença delicada já me acalma,
Mas quando é necessário mostra a fera...
31662
Nos mostra seu sorriso sedutor
A vida quando feita em sonho farto,
Enquanto adentras nua pelo quarto,
É como fosse um rito de louvor,
Cevara com cuidado cada flor,
E agora da colheita não me aparto,
E sendo assim sobejo e nobre parto,
Jamais descarto o sonho feito amor,
E tantas vezes tive em minhas mãos
A ausência mais completa destes grãos
E assim nesta aridez, um solo triste,
Porém quem tanto luta pela vida,
Não vendo num momento uma saída,
Jamais entrega os pontos, não desiste...
31663
Rondando nossa cama, o bom prazer
Não deixa prá depois o que deseja
E assim desta maneira mais sobeja
Bebendo cada gota, posso ver
E crer noutro superno amanhecer
Aonde toda a sorte se preveja
E quando esta vontade já verdeja
Colheita preparada eu posso ter.
E assim agricultor das ilusões
O amor no quanto queres e me expões
Repõe cada momento em tez sublime,
Vivendo sem temor, em glória tanta
Uma alma enamorada agora canta,
No quanto quer o amor e tanto o estime.
31664
Em noite de carinhos, pleno amor
Jamais se perguntando como e quando,
Caminho com ternuras se traçando
Mostrando esta alvorada em raro albor,
E assim ao se trazer sobeja flor,
O encanto cada vez se vislumbrando
E nele toda a voz se deslumbrando
Com toda ansiedade a se propor
Além de meramente um tolo instante,
A vida noutra vida inebriante
Proposta que se faz a cada dia,
E tens esta certeza de um futuro
Que também com amor eu asseguro,
E a cada novo tempo se recria.
31665
Com sede e mil vontades de te ter,
Jamais me cansaria desta lida
E quando em ti se vê sorte cumprida
Trazendo a quem sonhara o bom prazer,
Nas ânsias delicadas do querer
Encontro neste caso a paz urdida
E nela se percebe a própria vida
Divina majestade e posso crer
Que enfim ao desvendar cada segredo
Ao grande amor decerto eu me concedo,
Sem ter sequer mais nada a perguntar,
Vivendo por viver e nada mais,
Carinho vence em paz os temporais,
Numa âncora divina que é o amar...
31666
Num sonho tão gostoso e desejado
Apenas por vivê-lo e tão somente
Assim se preparando esta semente
Que possa renovar o velho prado,
O olhar por vezes sinto mais cansado
E tendo esta loucura que eminente
Não deixa qualquer dúvida e pressente
Um dia finalmente iluminado,
Rendido aos teus caprichos e vontades,
Embora preservando as liberdades
Não tenho mais perguntas e mergulho,
Na ausência de tempestas e procelas
Divinas horas claras me revelas
Tirando do caminho um pedregulho.
31667
Meu passo com teus passos acertado,
Levando ao que sonhara, rara glória
Mudando com ternura a velha história
Deixando qualquer treva no passado,
Assim ao se traçar em paz o Fado,
A noite não seria merencória
Tampouco noutro instante da memória
O mundo atroz agora abandonado,
Vivendo cada instante sem perguntas
As almas que deveras andam juntas
Já não conseguem mais ver outro instante
Ausente do calor que as alimenta
E assim quando de ti a alma sedenta
Prepara este momento fascinante...
31668
Num vício que me toma em raro encanto
Sabendo usufruir desta deidade
Não tendo nem perguntas, qualidade
De vida se transforma em belo canto,
Não posso mais lembrar do luto, e o manto
Aonde no passado se degrade
O sonho agora vivo em claridade,
Traduz outro momento sacrossanto,
Singrando este oceano em ti aberto,
Vencendo os meus tormentos costumeiros
Os dias passam a ser alvissareiros
Deixando para trás qualquer deserto,
Qual fora tão somente uma miragem
O amor domina inteiro esta paisagem...
31669
Inebriado sigo por delícias
Que tanto me ofereces, meu prazer
É sempre cada gole recolher
Do quanto se permitem as carícias
A vida do passado em vis notícias
As trágicas loucuras do querer,
As pálidas manhãs não posso ver,
As glórias eram meras ou fictícias,
Agora quando em ti eu mergulhei,
Sabendo da divina e rara grei
Colhendo cada fruto com ternura,
A ceva feita em luz e galhardia
Transcende à própria vida e em poesia
Amor quando demais sempre perdura.
31670
Viajo minha boca em cada canto
Vagando por teu corpo incandescente
E toda esta delícia que se sente
Gerando com ternura mais encanto
E retroalimentando enquanto o quanto
Além do que talvez já se apresente
Vibrando num delírio persistente
Gerindo com loucura e sem espanto,
E quando em tuas mãos eu me entregara
Sabia desta jóia bela e rara
Que trazes nos teus olhos, perlas onde
O amor que tanto quero eu descobri
E sei deste tesouro vivo em ti
E nele a eternidade já se esconde....
E bebo de teu corpo com fartura
Enquanto a vida traça esta delícia
O amor já comporta mais sevícia
E a dor somente o gozo em festa cura,
Deixando para trás tanta amargura,
Não quero do passado nem notícia
Tocando o corpo inteiro com carícia
Assim se perfazendo esta loucura,
Gerando novamente outro momento
Num renovável sonho em que me alento
Dos dias doloridos que eu tivera,
Assim ao me entregar de corpo e de alma
Presença delicada já me acalma,
Mas quando é necessário mostra a fera...
31662
Nos mostra seu sorriso sedutor
A vida quando feita em sonho farto,
Enquanto adentras nua pelo quarto,
É como fosse um rito de louvor,
Cevara com cuidado cada flor,
E agora da colheita não me aparto,
E sendo assim sobejo e nobre parto,
Jamais descarto o sonho feito amor,
E tantas vezes tive em minhas mãos
A ausência mais completa destes grãos
E assim nesta aridez, um solo triste,
Porém quem tanto luta pela vida,
Não vendo num momento uma saída,
Jamais entrega os pontos, não desiste...
31663
Rondando nossa cama, o bom prazer
Não deixa prá depois o que deseja
E assim desta maneira mais sobeja
Bebendo cada gota, posso ver
E crer noutro superno amanhecer
Aonde toda a sorte se preveja
E quando esta vontade já verdeja
Colheita preparada eu posso ter.
E assim agricultor das ilusões
O amor no quanto queres e me expões
Repõe cada momento em tez sublime,
Vivendo sem temor, em glória tanta
Uma alma enamorada agora canta,
No quanto quer o amor e tanto o estime.
31664
Em noite de carinhos, pleno amor
Jamais se perguntando como e quando,
Caminho com ternuras se traçando
Mostrando esta alvorada em raro albor,
E assim ao se trazer sobeja flor,
O encanto cada vez se vislumbrando
E nele toda a voz se deslumbrando
Com toda ansiedade a se propor
Além de meramente um tolo instante,
A vida noutra vida inebriante
Proposta que se faz a cada dia,
E tens esta certeza de um futuro
Que também com amor eu asseguro,
E a cada novo tempo se recria.
31665
Com sede e mil vontades de te ter,
Jamais me cansaria desta lida
E quando em ti se vê sorte cumprida
Trazendo a quem sonhara o bom prazer,
Nas ânsias delicadas do querer
Encontro neste caso a paz urdida
E nela se percebe a própria vida
Divina majestade e posso crer
Que enfim ao desvendar cada segredo
Ao grande amor decerto eu me concedo,
Sem ter sequer mais nada a perguntar,
Vivendo por viver e nada mais,
Carinho vence em paz os temporais,
Numa âncora divina que é o amar...
31666
Num sonho tão gostoso e desejado
Apenas por vivê-lo e tão somente
Assim se preparando esta semente
Que possa renovar o velho prado,
O olhar por vezes sinto mais cansado
E tendo esta loucura que eminente
Não deixa qualquer dúvida e pressente
Um dia finalmente iluminado,
Rendido aos teus caprichos e vontades,
Embora preservando as liberdades
Não tenho mais perguntas e mergulho,
Na ausência de tempestas e procelas
Divinas horas claras me revelas
Tirando do caminho um pedregulho.
31667
Meu passo com teus passos acertado,
Levando ao que sonhara, rara glória
Mudando com ternura a velha história
Deixando qualquer treva no passado,
Assim ao se traçar em paz o Fado,
A noite não seria merencória
Tampouco noutro instante da memória
O mundo atroz agora abandonado,
Vivendo cada instante sem perguntas
As almas que deveras andam juntas
Já não conseguem mais ver outro instante
Ausente do calor que as alimenta
E assim quando de ti a alma sedenta
Prepara este momento fascinante...
31668
Num vício que me toma em raro encanto
Sabendo usufruir desta deidade
Não tendo nem perguntas, qualidade
De vida se transforma em belo canto,
Não posso mais lembrar do luto, e o manto
Aonde no passado se degrade
O sonho agora vivo em claridade,
Traduz outro momento sacrossanto,
Singrando este oceano em ti aberto,
Vencendo os meus tormentos costumeiros
Os dias passam a ser alvissareiros
Deixando para trás qualquer deserto,
Qual fora tão somente uma miragem
O amor domina inteiro esta paisagem...
31669
Inebriado sigo por delícias
Que tanto me ofereces, meu prazer
É sempre cada gole recolher
Do quanto se permitem as carícias
A vida do passado em vis notícias
As trágicas loucuras do querer,
As pálidas manhãs não posso ver,
As glórias eram meras ou fictícias,
Agora quando em ti eu mergulhei,
Sabendo da divina e rara grei
Colhendo cada fruto com ternura,
A ceva feita em luz e galhardia
Transcende à própria vida e em poesia
Amor quando demais sempre perdura.
31670
Viajo minha boca em cada canto
Vagando por teu corpo incandescente
E toda esta delícia que se sente
Gerando com ternura mais encanto
E retroalimentando enquanto o quanto
Além do que talvez já se apresente
Vibrando num delírio persistente
Gerindo com loucura e sem espanto,
E quando em tuas mãos eu me entregara
Sabia desta jóia bela e rara
Que trazes nos teus olhos, perlas onde
O amor que tanto quero eu descobri
E sei deste tesouro vivo em ti
E nele a eternidade já se esconde....
31651 até 31661
31651
No vento que te traz, santo amor tem
E sendo assim percebo quantas vezes
O sonho que alimento, e sei, há meses
Vencendo com ternura algum desdém,
Resiste e se em verdade inda contém
Apesar dos terríveis vãos reveses
Momentos delicados, pós as teses
Realidade traça o que convém,
Assim ao se entender a plenitude
Do quanto mais ou mesmo quando pude
Vestir a fantasia mais feliz,
Não deixe que esta chama já se apague
O amor com tanto amor, deveras pague,
E enfim terás o mesmo que hoje eu quis.
31652
Espera uma alegria derradeira
Aquele navegante do vazio
E quando cada sonho é desafio
O barco sem destino e sem bandeira,
Amor não reconhece uma fronteira
E adentra enquanto ao mesmo já desfio
Traçando com ternura o desvario,
E sabe muito além do que se queira,
Risonho enquanto enfrenta temporais,
Sagrando com doçura quando o cais
Já se apresenta em plena tempestade,
Não tendo nem sequer qualquer temor,
Assim eu já percebo o sacro amor
Que agora sem perguntas doma e invade...
31653
Aguardo o teu sorriso como quem
Já sabe da ventura que virá
E sei desse momento e desde já
A sorte traça tudo o que contém
O coração esboça o mundo e vem
Vivendo cada raio e brilhará
Tomando esta alegria e tocará
Os céus com a alegria de quem tem
Certeza dessa glória e redenção
As luzes deste encanto mostrarão
Um mundo que eu sonhara há tantos anos,
E assim ao vencer dores, desenganos
Os dias rumo à clara direção
Mudando com ternura os velhos planos.
31654
Apenas teu carinho, a paz me traz
E sendo assim um servo deste sonho,
Um mundo mais feliz em ti componho
Sabendo de algum passo mais audaz,
Amar e ser da sorte enfim capaz
Traçando este futuro mais risonho,
Assim a cada dia eu te proponho
Deixando uma tristeza para trás.
Sentir o benfazejo vento enquanto
O tempo se trajando em nobre manto
Cobrindo com estrelas cada noite,
Das trevas costumeiras, nem a sombra,
Nem mesmo a tempestade mais assombra
Quem se sabe distante de um açoite.
31655
Sou teu, somente teu e nada mais
E basta de perguntas, a resposta
A cada nova noite estando exposta
Nos gozos tão diversos, magistrais
E sendo assim em ti os sensuais
Momentos delicados, recomposta
A vida que perdera e em rara aposta
Mergulho com ternura em abissais
Vagando pelas sendas onde eu possa
Viver a fantasia minha e nossa,
Arcando com possíveis vis percalços,
Porquanto os diamantes que hoje trazes
Diversos dos passados tão mordazes
São verdadeiros sonhos, nunca falsos...
31656
No amor que me ensandece, mas sacia
Eu vejo desvendado este mistério
E quando no passado sem critério
Eu via se esvaindo a poesia,
Agora renascendo em alegria
O tempo que se fora duro e sério,
Sabendo deste amor, duro minério
Jamais se transformando aleivosia,
Arrisco-me a dizer que sou feliz
Vencendo este terror aonde eu fiz
Tecida com a dor cada mortalha
E sei aposentada, pois o inverno
Ausente de meus olhos, ledo inferno
Já não porfia tanto e nem batalha...
31657
Meu mundo, nos teus braços, eu refiz,
Sabendo ser agora mais tocante
Um tempo aonde a sorte se adiante
Vencendo qualquer medo ou cicatriz,
Singrando um mar imenso já não quis
Sentir o duro vento torturante,
O quanto este futuro é deslumbrante
Do amor eternamente um aprendiz,
Eu sinto cada instante e dele eu crio
Um mundo sem terror nem desvario
Matando a minha sede de ventura,
A vida nos teus braços traduzindo
Um dia mais feliz, decerto lindo,
O que uma alma deseja e mais procura.
31658
É ter uma certeza de alegria
Sentir tua presença abençoada
A vida muitas vezes não diz nada,
Porém em tanto amor já se recria
E trama a cada sonho a alegoria
Da qual se faz mais bela uma alvorada
E tendo nos teus braços minha estrada
Levando à plena glória em fantasia,
Vestir este momento e ser assim
Chegando do começo ao próprio fim
Sabendo desde aqui um paraíso
E nele mergulhando sem defesa
Deixando me levar na correnteza.
Vibrando com teu gozo tão preciso.
31659
Amar-te além de tudo, é ser feliz,
E ter esta certeza que alimenta
Uma alma muitas vezes tão sangrenta
Sedenta de paixão, conforme eu quis
Singrando este oceano, um aprendiz
Enquanto ensina e aprende ainda tenta
Viver cada momento e se apascenta
No quanto a vida agora não desdiz
O sonho em que deveras tantos dias,
Vivera como fossem fantasias
Na ausência de porvir um triste enfado,
Mas quando esta certeza nos tempera,
A vida renovando a primavera,
Eternizando um tempo abençoado.
31660
Até chegar às raias da loucura
Vencendo os meus momentos mais cruéis
A vida se apresenta em carrosséis
Momento de paixão em ti perdura,
E nunca mais eu vi tal amargura
Acostumado estava aos tantos féis
Agora se inverteram os papéis
E vejo a cada instante outra ternura,
Depois de tanto tempo insânia e dor,
Ao ter esta certeza sem se opor
Vivendo com delírio cada instante
O mundo amortalhado do passado
Em ti é felizmente abandonado
E em troca sinto em tempo fascinante...
No vento que te traz, santo amor tem
E sendo assim percebo quantas vezes
O sonho que alimento, e sei, há meses
Vencendo com ternura algum desdém,
Resiste e se em verdade inda contém
Apesar dos terríveis vãos reveses
Momentos delicados, pós as teses
Realidade traça o que convém,
Assim ao se entender a plenitude
Do quanto mais ou mesmo quando pude
Vestir a fantasia mais feliz,
Não deixe que esta chama já se apague
O amor com tanto amor, deveras pague,
E enfim terás o mesmo que hoje eu quis.
31652
Espera uma alegria derradeira
Aquele navegante do vazio
E quando cada sonho é desafio
O barco sem destino e sem bandeira,
Amor não reconhece uma fronteira
E adentra enquanto ao mesmo já desfio
Traçando com ternura o desvario,
E sabe muito além do que se queira,
Risonho enquanto enfrenta temporais,
Sagrando com doçura quando o cais
Já se apresenta em plena tempestade,
Não tendo nem sequer qualquer temor,
Assim eu já percebo o sacro amor
Que agora sem perguntas doma e invade...
31653
Aguardo o teu sorriso como quem
Já sabe da ventura que virá
E sei desse momento e desde já
A sorte traça tudo o que contém
O coração esboça o mundo e vem
Vivendo cada raio e brilhará
Tomando esta alegria e tocará
Os céus com a alegria de quem tem
Certeza dessa glória e redenção
As luzes deste encanto mostrarão
Um mundo que eu sonhara há tantos anos,
E assim ao vencer dores, desenganos
Os dias rumo à clara direção
Mudando com ternura os velhos planos.
31654
Apenas teu carinho, a paz me traz
E sendo assim um servo deste sonho,
Um mundo mais feliz em ti componho
Sabendo de algum passo mais audaz,
Amar e ser da sorte enfim capaz
Traçando este futuro mais risonho,
Assim a cada dia eu te proponho
Deixando uma tristeza para trás.
Sentir o benfazejo vento enquanto
O tempo se trajando em nobre manto
Cobrindo com estrelas cada noite,
Das trevas costumeiras, nem a sombra,
Nem mesmo a tempestade mais assombra
Quem se sabe distante de um açoite.
31655
Sou teu, somente teu e nada mais
E basta de perguntas, a resposta
A cada nova noite estando exposta
Nos gozos tão diversos, magistrais
E sendo assim em ti os sensuais
Momentos delicados, recomposta
A vida que perdera e em rara aposta
Mergulho com ternura em abissais
Vagando pelas sendas onde eu possa
Viver a fantasia minha e nossa,
Arcando com possíveis vis percalços,
Porquanto os diamantes que hoje trazes
Diversos dos passados tão mordazes
São verdadeiros sonhos, nunca falsos...
31656
No amor que me ensandece, mas sacia
Eu vejo desvendado este mistério
E quando no passado sem critério
Eu via se esvaindo a poesia,
Agora renascendo em alegria
O tempo que se fora duro e sério,
Sabendo deste amor, duro minério
Jamais se transformando aleivosia,
Arrisco-me a dizer que sou feliz
Vencendo este terror aonde eu fiz
Tecida com a dor cada mortalha
E sei aposentada, pois o inverno
Ausente de meus olhos, ledo inferno
Já não porfia tanto e nem batalha...
31657
Meu mundo, nos teus braços, eu refiz,
Sabendo ser agora mais tocante
Um tempo aonde a sorte se adiante
Vencendo qualquer medo ou cicatriz,
Singrando um mar imenso já não quis
Sentir o duro vento torturante,
O quanto este futuro é deslumbrante
Do amor eternamente um aprendiz,
Eu sinto cada instante e dele eu crio
Um mundo sem terror nem desvario
Matando a minha sede de ventura,
A vida nos teus braços traduzindo
Um dia mais feliz, decerto lindo,
O que uma alma deseja e mais procura.
31658
É ter uma certeza de alegria
Sentir tua presença abençoada
A vida muitas vezes não diz nada,
Porém em tanto amor já se recria
E trama a cada sonho a alegoria
Da qual se faz mais bela uma alvorada
E tendo nos teus braços minha estrada
Levando à plena glória em fantasia,
Vestir este momento e ser assim
Chegando do começo ao próprio fim
Sabendo desde aqui um paraíso
E nele mergulhando sem defesa
Deixando me levar na correnteza.
Vibrando com teu gozo tão preciso.
31659
Amar-te além de tudo, é ser feliz,
E ter esta certeza que alimenta
Uma alma muitas vezes tão sangrenta
Sedenta de paixão, conforme eu quis
Singrando este oceano, um aprendiz
Enquanto ensina e aprende ainda tenta
Viver cada momento e se apascenta
No quanto a vida agora não desdiz
O sonho em que deveras tantos dias,
Vivera como fossem fantasias
Na ausência de porvir um triste enfado,
Mas quando esta certeza nos tempera,
A vida renovando a primavera,
Eternizando um tempo abençoado.
31660
Até chegar às raias da loucura
Vencendo os meus momentos mais cruéis
A vida se apresenta em carrosséis
Momento de paixão em ti perdura,
E nunca mais eu vi tal amargura
Acostumado estava aos tantos féis
Agora se inverteram os papéis
E vejo a cada instante outra ternura,
Depois de tanto tempo insânia e dor,
Ao ter esta certeza sem se opor
Vivendo com delírio cada instante
O mundo amortalhado do passado
Em ti é felizmente abandonado
E em troca sinto em tempo fascinante...
31641 até 31650
31641
Sentir o teu perfume em cada verso
É tudo o que eu queria num momento
Aonde com ternura ainda tento
Viver o que pensara em tom disperso,
Assim ao penetrar neste universo
E dele cada instante em doce alento
Matando o que tivera em sofrimento,
E quando a dor enfim eu desconverso
Sagrando com ternura o que já fora
Uma alma tantas vezes sofredora
E tendo no final este delírio
Do amor onde sacio os meus anseios,
Tocando mansamente belos seios,
Deixando no passado algum martírio...
31642
É não ter mais direito ao paraíso
Se não puder sentir o teu perfume
E quando esta incerteza vem e assume
Tornando o meu viver mais impreciso
Pressinto enfim temível prejuízo
Aonde um caminhar sobejo aprume
A sorte de um passado não mais rume
Mudando com ternura amargo siso.
Ascendo ao que pudesse ser assim
Chegando mansamente ao claro fim
E tento discernir outro cenário
E nele se perceba este motivo
E dele com certeza eu sobrevivo
Sabendo quanto amor é necessário.
31643
Perder-te é como, enfim, perder o siso,
E sem ter qualquer sonho, um lenitivo
Se tanto deste encanto assim me crivo
A morte não seria um prejuízo,
Vencido pela insânia se conciso
Caminho vou traçando enquanto vivo,
Rasgando o céu imenso nunca privo
Meu mundo deste mundo onde eu matizo
A sorte de ser teu e ter assim
Certeza de um momento dentro em mim
Cevado com ternura e com encanto,
Perder-te? Nada disso, sigo em frente
E quando alguma nuvem se pressente
Meu verso feito em prece então eu canto.
31644
Curando-me de dores tão insanas.
Vencendo os meus terrores, naturais,
Eu quero ter em ti bem mais que o cais
Embora tantas vezes tu me enganas,
As horas são deveras mais profanas
E nelas beijo sonhos magistrais
Riscando do meu mapa os ancestrais
Terrores em mortalhas desumanas,
E assim ao prosseguir enfrento o vento
Sem perguntar, somente por vivê-lo
Deixando para trás o pesadelo,
Sabendo nos teus braços meu alento,
Assisto ao que se possa acreditar
No amor onde mergulho sem pensar...
31645
Adoças em ternura, o meu viver,
E deixas minha vida mais tranquila
A sorte quando em sorte se destila
Traçando com meiguice o bem querer
Permite que se possa então beber
A glória onde o sonho já desfila,
Na benfazeja luz a clara argila
Aonde se formara o próprio ser.
Já não percebo a dor e longe dela
Beleza incomparável se revela
Mudando este traçado em que eu tivera
Além da imensidão vil solitária,
Agora a vida outrora temerária
Ascende à mais superna primavera...
31646
Raiado no meu quarto, persianas
Abertas permitindo ao belo sol
Tocar a minha pele e um girassol
Enquanto imagens tuas soberanas
Deitando sobre mim loucas profanas
Vontades dominando este arrebol,
E tendo tanto amor raro farol,
Porquanto delicadas as insanas
Delícias que adivinho em ti e bebo,
O amor já não seria algum placebo
E desta maravilha me inebrio,
O quanto se pudesse acreditar
Na intensa claridade a se mostrar
Tocando com ternura este rocio...
31647
Ser teu em cada novo amanhecer,
Deixando para trás qualquer tristeza
Assim ao se tentar em nobre mesa
Beleza sem igual, e perceber
A divindade imensa do querer,
Sabendo deste amor, rara surpresa,
Vivenciando assim com tal clareza
A doce maravilha e poder ter
Além deste momento incomparável,
Um templo com carinho interminável
Erguido sobre escombros do passado,
Da escória, mero pária que já fui,
Agora nova cena em paz influi
Num novo amanhecer tão desejado.
31648
Amor em liberdade se revela.
A solução maior para os problemas
E quando em qualquer luz ou treva algemas
Impedes dos teus barcos forte vela,
Assim uma alma escrava já se atrela
E torna-se servil enquanto as gemas
Que fossem lapidadas, diademas
Traçados com ternura em bela tela,
Pudessem dar a mim esta beldade
Do amor que se transforma enquanto invade
Trazendo a liberdade mais querida,
Porquanto libertário seja o canto
E dele se tecendo o nobre manto
No qual e pelo qual persiste a vida...
31649
No pássaro pousado na janela,
No encanto de um jardim sempre florido
O passo rumo ao tanto decidido
Enquanto a poesia em paz revela
Realidade agora bem mais bela
E cada vez percebo em duro olvido
O quanto do passado foi sentido,
Porquanto este presente em paz se sela,
Vencida cada cela e o cadafalso,
Não vejo mais a sombra de um percalço
E alheio aos meus anseios mais cruéis
Desvendo claramente o passo audaz
No amor que tanta glória ora me traz
Gerando após o amargo, raros méis.
31650
Promessa de uma vida alvissareira.
Transido coração agora sente
O quanto do futuro quer e tente
Trazendo puro amor como a bandeira
Aonde a sorte amarga já se esgueira
Moldando outro momento e tendo em mente
Que toda a realidade se apresente
Conforme a sorte seja companheira,
Resisto aos meus momentos mais doridos
E penso noutros tantos já sentidos
Em paz e mansidão, porquanto em glória
O mundo em tanto amor que ao sonho atenda
Mudando este passado traçado em venda,
Transcende ao que pensa em ser vitória.
Sentir o teu perfume em cada verso
É tudo o que eu queria num momento
Aonde com ternura ainda tento
Viver o que pensara em tom disperso,
Assim ao penetrar neste universo
E dele cada instante em doce alento
Matando o que tivera em sofrimento,
E quando a dor enfim eu desconverso
Sagrando com ternura o que já fora
Uma alma tantas vezes sofredora
E tendo no final este delírio
Do amor onde sacio os meus anseios,
Tocando mansamente belos seios,
Deixando no passado algum martírio...
31642
É não ter mais direito ao paraíso
Se não puder sentir o teu perfume
E quando esta incerteza vem e assume
Tornando o meu viver mais impreciso
Pressinto enfim temível prejuízo
Aonde um caminhar sobejo aprume
A sorte de um passado não mais rume
Mudando com ternura amargo siso.
Ascendo ao que pudesse ser assim
Chegando mansamente ao claro fim
E tento discernir outro cenário
E nele se perceba este motivo
E dele com certeza eu sobrevivo
Sabendo quanto amor é necessário.
31643
Perder-te é como, enfim, perder o siso,
E sem ter qualquer sonho, um lenitivo
Se tanto deste encanto assim me crivo
A morte não seria um prejuízo,
Vencido pela insânia se conciso
Caminho vou traçando enquanto vivo,
Rasgando o céu imenso nunca privo
Meu mundo deste mundo onde eu matizo
A sorte de ser teu e ter assim
Certeza de um momento dentro em mim
Cevado com ternura e com encanto,
Perder-te? Nada disso, sigo em frente
E quando alguma nuvem se pressente
Meu verso feito em prece então eu canto.
31644
Curando-me de dores tão insanas.
Vencendo os meus terrores, naturais,
Eu quero ter em ti bem mais que o cais
Embora tantas vezes tu me enganas,
As horas são deveras mais profanas
E nelas beijo sonhos magistrais
Riscando do meu mapa os ancestrais
Terrores em mortalhas desumanas,
E assim ao prosseguir enfrento o vento
Sem perguntar, somente por vivê-lo
Deixando para trás o pesadelo,
Sabendo nos teus braços meu alento,
Assisto ao que se possa acreditar
No amor onde mergulho sem pensar...
31645
Adoças em ternura, o meu viver,
E deixas minha vida mais tranquila
A sorte quando em sorte se destila
Traçando com meiguice o bem querer
Permite que se possa então beber
A glória onde o sonho já desfila,
Na benfazeja luz a clara argila
Aonde se formara o próprio ser.
Já não percebo a dor e longe dela
Beleza incomparável se revela
Mudando este traçado em que eu tivera
Além da imensidão vil solitária,
Agora a vida outrora temerária
Ascende à mais superna primavera...
31646
Raiado no meu quarto, persianas
Abertas permitindo ao belo sol
Tocar a minha pele e um girassol
Enquanto imagens tuas soberanas
Deitando sobre mim loucas profanas
Vontades dominando este arrebol,
E tendo tanto amor raro farol,
Porquanto delicadas as insanas
Delícias que adivinho em ti e bebo,
O amor já não seria algum placebo
E desta maravilha me inebrio,
O quanto se pudesse acreditar
Na intensa claridade a se mostrar
Tocando com ternura este rocio...
31647
Ser teu em cada novo amanhecer,
Deixando para trás qualquer tristeza
Assim ao se tentar em nobre mesa
Beleza sem igual, e perceber
A divindade imensa do querer,
Sabendo deste amor, rara surpresa,
Vivenciando assim com tal clareza
A doce maravilha e poder ter
Além deste momento incomparável,
Um templo com carinho interminável
Erguido sobre escombros do passado,
Da escória, mero pária que já fui,
Agora nova cena em paz influi
Num novo amanhecer tão desejado.
31648
Amor em liberdade se revela.
A solução maior para os problemas
E quando em qualquer luz ou treva algemas
Impedes dos teus barcos forte vela,
Assim uma alma escrava já se atrela
E torna-se servil enquanto as gemas
Que fossem lapidadas, diademas
Traçados com ternura em bela tela,
Pudessem dar a mim esta beldade
Do amor que se transforma enquanto invade
Trazendo a liberdade mais querida,
Porquanto libertário seja o canto
E dele se tecendo o nobre manto
No qual e pelo qual persiste a vida...
31649
No pássaro pousado na janela,
No encanto de um jardim sempre florido
O passo rumo ao tanto decidido
Enquanto a poesia em paz revela
Realidade agora bem mais bela
E cada vez percebo em duro olvido
O quanto do passado foi sentido,
Porquanto este presente em paz se sela,
Vencida cada cela e o cadafalso,
Não vejo mais a sombra de um percalço
E alheio aos meus anseios mais cruéis
Desvendo claramente o passo audaz
No amor que tanta glória ora me traz
Gerando após o amargo, raros méis.
31650
Promessa de uma vida alvissareira.
Transido coração agora sente
O quanto do futuro quer e tente
Trazendo puro amor como a bandeira
Aonde a sorte amarga já se esgueira
Moldando outro momento e tendo em mente
Que toda a realidade se apresente
Conforme a sorte seja companheira,
Resisto aos meus momentos mais doridos
E penso noutros tantos já sentidos
Em paz e mansidão, porquanto em glória
O mundo em tanto amor que ao sonho atenda
Mudando este passado traçado em venda,
Transcende ao que pensa em ser vitória.
31621 até 31640
31621
Bem sei que não me querias,
E deveras da certeza
Estampada sem surpresa
Muito aquém das fantasias
Entre tantos claros dias
Ao sentir a correnteza
Esbarrando com firmeza
Sorvo enfim tais heresias,
Vejo a sorte se perdendo
Onde outrora quis adendo
Hoje vendo este final,
A saudade dita a norma
Cada dia já me informa
Desta queda sem igual.
31622
Quando quis viver contigo,
Mal sabia deste fato
Onde o nada já retrato
Tento a paz e não consigo,
Ao sorver o desabrigo
Novamente me maltrato
E se tento ou mesmo em ato
Cada hiato diz perigo,
Recebera por herança
Esta tola e vã lembrança
De um momento bem diverso,
Caminhando sem destino,
Cada passo em dor ensino,
São as letras do meu verso.
31623
Meus olhos se perdendo no horizonte
Ainda que pudessem ter a luz
Solar onde a verdade reproduz
Da sorte desejada imensa fonte,
E quando a cada engano já se aponte
Caminho feito em mágoa, medo e cruz,
Vergando na verdade não me opus
E sei do quanto a vida desaponte
Quem vive da esperança e nada além
E quando a realidade torpe vem
Recende ao que já fora no passado,
Assim noturno sonho em pesadelo,
E quando tenho a sorte de sabê-lo
A vida noutra vida, mesmo enfado...
31624
Acende da paixão, pavio e chama.
Quem sabe discernir medo de glória
Remodelando assim a sua história
No fato de tentar em nova trama
Sabendo do vazio onde reclama
A sorte em dor imensa e merencória
Viver a fantasia mais inglória
Enquanto a dor deveras sempre clama,
A lama, o drama o não eternizado
O vento se aproxima do sobrado
E nada do que fora algum suporte
Resiste ao mais terrível vendaval,
E tendo a minha vida sempre igual
Preparo este caminho rumo à morte.
31625
Inesquecível sonho de quem ama,
O gozo mais feliz de quem pudera
Vencer com a ternura esta quimera
E sabe quantas vezes fora o drama
O velho companheiro e se trama
Após o duro inverno a primavera,
O quanto deste todo destempera
E a vida novamente apaga a chama,
E sendo intermitente a sorte quando
O mundo se pudesse desviando
A velha correnteza costumeira,
Quem tem desta esperança algum relance
Ainda que ao vazio já se lance,
Persiste com ternura, vã bandeira...
31626
Refeita nesta tela, uma beleza
Que há tempos eu sabia não mais ver,
E quando vejo o tempo a se perder
Seguindo com terror esta incerteza,
Porquanto poderia em tal grandeza
Viver ou mesmo até sobreviver
E nada do que penso hoje colher
Daria do temor esta dureza,
Traçando com ternura um amanhã
Porquanto a vida traça mesmo vã
Momento de esperança que me alente,
Assim ainda mesmo persistindo
Sabendo quanto a vida em tempo findo
Pudesse, ainda em sonho, ser ardente.
31627
Uma esperança surge e toma assento
Aonde desabara este barranco
E quando na verdade sendo franco
Momento mais tranqüilo busco ou tento,
O quanto deste tanto em desalento,
Medonha face mostra em duro arranco
E o medo se mostrara onde me espanco
Da cicatriz que eu gero, me alimento.
Restara apenas isso deste todo
Aonde se moldara cada engodo
Resiste dentro em mim a fantasia,
Audaciosamente sigo em vão,
E quando novas chuvas mostrarão
O tempo feito em dor, tanta heresia.
31628
Passeia pelo reino, uma princesa,
Ditando com ternura alguma messe
E quem desvenda assim o que se tece
Já sabe do vazio sobre a mesa,
Aonde se pudesse esta incerteza
Viver qualquer momento em que obedece
À paz o amor sincero, mas se esquece
A vida renovando a correnteza.
E presa do vazio, nada trago
Somente quando em dor bebendo o afago,
Dos lagos antes límpidos eu vejo
Apenas o que resta dentro em mim,
Fartura imaginária? Chega ao fim,
E a sorte fora mero e vão lampejo...
31629
Montada em seu corcel, cabelo ao vento,
Percorre estas searas de um reinado
Há tanto tão somente imaginado
E agora se mostrando em sofrimento,
Vencida cada etapa, este momento
Traduz um caminhar enlameado,
E a vida vai cumprindo o seu legado,
E nela eu me retrato e me atormento.
Pudesse ter nas mãos o meu futuro
Quem sabe novo tempo, mas eu juro
Que tudo não seria assim ao léu,
Princesa já desnuda num tropel,
E neste sonho claro, intenso e puro,
Cavalga a liberdade em seu corcel.
31630
Amor nosso, sincero e verdadeiro
Ainda em face mansa e cristalina
Enquanto se aproxima e me domina
Transforma o meu caminho por inteiro,
E sendo assim, cigano e aventureiro
A sorte se transborda em louca sina
A parte que me cabe ora fascina
E mostra seu sentido bandoleiro,
Vencendo as tempestades e batalhas
Aonde em rara luz decerto espalhas
O nobre sentimento e se anuncia
Sobeja claridade sem igual,
Passado doloroso e marginal
Agora traduzindo um raro dia...
31631
Futuro, do teu lado, alvissareiro,
Enquanto o dia a dia adia o sonho
Que tanto poderia ser risonho
E agora se traduz num espinheiro
Medonha face mostra o verdadeiro
Caminho bem diverso e se me oponho
Enquanto a solução tento e proponho,
O mundo em que me vejo é traiçoeiro.
Restando tão somente perceber
Inúteis ânsias domam o prazer
E quando inda procuro e mal respiro
Ainda sinto viva a dor imensa
Aonde se pensara em ser propensa
A sorte se traduz em bala, em tiro.
31632
Em busca de manhãs mais soberanas
Lutara contra os medos e se existo
O quanto poderia ou mesmo insisto
Enquanto de outro lado tu me enganas.
E sendo tão comum quando te danas
Sabendo desde sempre um pouco disto
Das sendas mais doridas não me disto,
Vestindo as fantasias desumanas.
Capacho tão somente e nada mais,
Assim ao me entregar aos anormais
Desejos de quem tenta novo rumo,
Os erros partilhados, eu assumo
E quando percebendo os rituais
Mais tétricos na verdade assim me esfumo.
31633
Os passos que encetamos, decididos
Vagando pelos ermos deste sonho,
Porquanto se apresente assim tristonho,
Os corpos sobre as camas estendidos,
Falando tão somente das libidos
E nelas toda a sorte em que proponho
Um dia mais tranqüilo, e nada ponho
Somente dos desejos mais sentidos.
Fartura de prazeres sem afeto,
Assim o nosso amor sendo incompleto
Não deixa que se enfrente a correnteza
Da vida tantas vezes sendo urdida
Nas sortes dolorosas. Distraída
A vejo olhando além, qual mera presa.
31634
A tais censuras más, por certo insanas
Não dando uma atenção, pois não merecem
Desejos aos anseios se obedecem
Em noites poderosas e profanas,
No quanto muitas vezes tu te enganas
E quando novos dias tolos tecem
Cenários em que as dores aparecem,
Verdade noutra senda ainda emanas,
E risos entre festas, sendo hedônico
Caminho que pensara mais harmônico
Este oceano em milhas de loucura
Não sendo por si só satisfatório
Porém longe de ser por certo inglório
Apenas mitigando, nunca cura...
31635
Seguirmos, par a par sem dar ouvidos
E mesmo quando tentam outra história
A sorte se selando na vitória
Não deixa dias tristes pressentidos,
Vencendo assim tormentas, decididos,
Caminhos entre os quais sem ter vanglória
A senda que já fora merencória
Agora em novos tempos merecidos
Permite que se veja além do sonho
E quando assim contigo um bem componho
Não tendo mais motivos senão esses
Que agora te apresento em voz macia,
O amor quando demais já mostraria
A colcha em emoções que agora teces.
31636
Mulher que dá prazer e me completa
Transcende ao próprio sonho e muito além
Vencendo qualquer dor tanto convém
Na cena cristalina e predileta,
Sabendo deste encanto, nossa meta
Traduz felicidade e sempre vem
Trazendo com ternura e em si contém
Além do simples arco, a rara seta
E sendo dos teus passos, escudeiro
Vivendo assim um mundo alvissareiro
Jamais eu poderia renegar
A messe maviosa de saber
Em ti bem mais que simples bom prazer,
Futuro desde agora a navegar...
31637
Tu és a poesia predileta,
E sendo assim, amante e companheira
A vida nos teus braços já se inteira
E traça com ventura linha reta
Quem dera se pudesse ser poeta
E ter palavra certa, a mensageira
Do sonho que se fez nossa bandeira
Aonde a própria luz já se completa
Enquanto eu mergulhara no vazio
Num tempo mais atroz o desafio
Seria ter alguém que inda trouxesse
Neste outonal caminho alguma luz
E quando o amor completa e já faz jus
Encontro finalmente este benesse...
31638
O canto mais sublime da magia
Trazendo em voz suave este amanhã
E nele se percebe um talismã
Aonde a dor ainda desafia
Mudando a face vejo um novo dia
E assim ao procurar bela manhã
Desvendo a sorte imensa deste afã
E dele se alimenta a poesia,
Resisto aos meus antigos sofrimentos
E tento com ternura tais proventos
Bebendo a me fartar desta certeza
Sentindo-me feliz por ter por perto
Quem tanto procurara em rumo incerto
E agora se desvenda em tal nobreza.
31639
É como perceber deste universo
Sentido aonde outrora não houvera
A solidão que sei cruel quimera
Aonde meu passado vira imerso
E ser força motriz de cada verso
Por mais que a vida às vezes degenera
A sorte traduzindo o que se espera
Transcende ao próprio ser ledo e disperso
Que tanto no passado se mostrara
E agora esta certeza me escancara
Portal de um mais provável paraíso,
E sendo assim vassalo deste encanto
A cada novo instante me agiganto
Num passo mais audaz, firme e preciso.
31640
Tu fazes me trazendo uma alegria
Um mundo bem melhor de se viver
E ascendo ao mais sobejo e bel prazer
No quanto a sorte às vezes desafia
Quem tenta caminhar na fantasia
E sabe do que pode o amanhecer
Em claro desfilar do bem querer
E tanta força sorve ou irradia,
Assim perpetuando esta ventura
Encontro o que decerto se procura
No amor, em luz sublime, e da alvorada
Tecida neste meu imaginário
Agora se percebe um relicário
Traçado pela senda tão sonhada...
Bem sei que não me querias,
E deveras da certeza
Estampada sem surpresa
Muito aquém das fantasias
Entre tantos claros dias
Ao sentir a correnteza
Esbarrando com firmeza
Sorvo enfim tais heresias,
Vejo a sorte se perdendo
Onde outrora quis adendo
Hoje vendo este final,
A saudade dita a norma
Cada dia já me informa
Desta queda sem igual.
31622
Quando quis viver contigo,
Mal sabia deste fato
Onde o nada já retrato
Tento a paz e não consigo,
Ao sorver o desabrigo
Novamente me maltrato
E se tento ou mesmo em ato
Cada hiato diz perigo,
Recebera por herança
Esta tola e vã lembrança
De um momento bem diverso,
Caminhando sem destino,
Cada passo em dor ensino,
São as letras do meu verso.
31623
Meus olhos se perdendo no horizonte
Ainda que pudessem ter a luz
Solar onde a verdade reproduz
Da sorte desejada imensa fonte,
E quando a cada engano já se aponte
Caminho feito em mágoa, medo e cruz,
Vergando na verdade não me opus
E sei do quanto a vida desaponte
Quem vive da esperança e nada além
E quando a realidade torpe vem
Recende ao que já fora no passado,
Assim noturno sonho em pesadelo,
E quando tenho a sorte de sabê-lo
A vida noutra vida, mesmo enfado...
31624
Acende da paixão, pavio e chama.
Quem sabe discernir medo de glória
Remodelando assim a sua história
No fato de tentar em nova trama
Sabendo do vazio onde reclama
A sorte em dor imensa e merencória
Viver a fantasia mais inglória
Enquanto a dor deveras sempre clama,
A lama, o drama o não eternizado
O vento se aproxima do sobrado
E nada do que fora algum suporte
Resiste ao mais terrível vendaval,
E tendo a minha vida sempre igual
Preparo este caminho rumo à morte.
31625
Inesquecível sonho de quem ama,
O gozo mais feliz de quem pudera
Vencer com a ternura esta quimera
E sabe quantas vezes fora o drama
O velho companheiro e se trama
Após o duro inverno a primavera,
O quanto deste todo destempera
E a vida novamente apaga a chama,
E sendo intermitente a sorte quando
O mundo se pudesse desviando
A velha correnteza costumeira,
Quem tem desta esperança algum relance
Ainda que ao vazio já se lance,
Persiste com ternura, vã bandeira...
31626
Refeita nesta tela, uma beleza
Que há tempos eu sabia não mais ver,
E quando vejo o tempo a se perder
Seguindo com terror esta incerteza,
Porquanto poderia em tal grandeza
Viver ou mesmo até sobreviver
E nada do que penso hoje colher
Daria do temor esta dureza,
Traçando com ternura um amanhã
Porquanto a vida traça mesmo vã
Momento de esperança que me alente,
Assim ainda mesmo persistindo
Sabendo quanto a vida em tempo findo
Pudesse, ainda em sonho, ser ardente.
31627
Uma esperança surge e toma assento
Aonde desabara este barranco
E quando na verdade sendo franco
Momento mais tranqüilo busco ou tento,
O quanto deste tanto em desalento,
Medonha face mostra em duro arranco
E o medo se mostrara onde me espanco
Da cicatriz que eu gero, me alimento.
Restara apenas isso deste todo
Aonde se moldara cada engodo
Resiste dentro em mim a fantasia,
Audaciosamente sigo em vão,
E quando novas chuvas mostrarão
O tempo feito em dor, tanta heresia.
31628
Passeia pelo reino, uma princesa,
Ditando com ternura alguma messe
E quem desvenda assim o que se tece
Já sabe do vazio sobre a mesa,
Aonde se pudesse esta incerteza
Viver qualquer momento em que obedece
À paz o amor sincero, mas se esquece
A vida renovando a correnteza.
E presa do vazio, nada trago
Somente quando em dor bebendo o afago,
Dos lagos antes límpidos eu vejo
Apenas o que resta dentro em mim,
Fartura imaginária? Chega ao fim,
E a sorte fora mero e vão lampejo...
31629
Montada em seu corcel, cabelo ao vento,
Percorre estas searas de um reinado
Há tanto tão somente imaginado
E agora se mostrando em sofrimento,
Vencida cada etapa, este momento
Traduz um caminhar enlameado,
E a vida vai cumprindo o seu legado,
E nela eu me retrato e me atormento.
Pudesse ter nas mãos o meu futuro
Quem sabe novo tempo, mas eu juro
Que tudo não seria assim ao léu,
Princesa já desnuda num tropel,
E neste sonho claro, intenso e puro,
Cavalga a liberdade em seu corcel.
31630
Amor nosso, sincero e verdadeiro
Ainda em face mansa e cristalina
Enquanto se aproxima e me domina
Transforma o meu caminho por inteiro,
E sendo assim, cigano e aventureiro
A sorte se transborda em louca sina
A parte que me cabe ora fascina
E mostra seu sentido bandoleiro,
Vencendo as tempestades e batalhas
Aonde em rara luz decerto espalhas
O nobre sentimento e se anuncia
Sobeja claridade sem igual,
Passado doloroso e marginal
Agora traduzindo um raro dia...
31631
Futuro, do teu lado, alvissareiro,
Enquanto o dia a dia adia o sonho
Que tanto poderia ser risonho
E agora se traduz num espinheiro
Medonha face mostra o verdadeiro
Caminho bem diverso e se me oponho
Enquanto a solução tento e proponho,
O mundo em que me vejo é traiçoeiro.
Restando tão somente perceber
Inúteis ânsias domam o prazer
E quando inda procuro e mal respiro
Ainda sinto viva a dor imensa
Aonde se pensara em ser propensa
A sorte se traduz em bala, em tiro.
31632
Em busca de manhãs mais soberanas
Lutara contra os medos e se existo
O quanto poderia ou mesmo insisto
Enquanto de outro lado tu me enganas.
E sendo tão comum quando te danas
Sabendo desde sempre um pouco disto
Das sendas mais doridas não me disto,
Vestindo as fantasias desumanas.
Capacho tão somente e nada mais,
Assim ao me entregar aos anormais
Desejos de quem tenta novo rumo,
Os erros partilhados, eu assumo
E quando percebendo os rituais
Mais tétricos na verdade assim me esfumo.
31633
Os passos que encetamos, decididos
Vagando pelos ermos deste sonho,
Porquanto se apresente assim tristonho,
Os corpos sobre as camas estendidos,
Falando tão somente das libidos
E nelas toda a sorte em que proponho
Um dia mais tranqüilo, e nada ponho
Somente dos desejos mais sentidos.
Fartura de prazeres sem afeto,
Assim o nosso amor sendo incompleto
Não deixa que se enfrente a correnteza
Da vida tantas vezes sendo urdida
Nas sortes dolorosas. Distraída
A vejo olhando além, qual mera presa.
31634
A tais censuras más, por certo insanas
Não dando uma atenção, pois não merecem
Desejos aos anseios se obedecem
Em noites poderosas e profanas,
No quanto muitas vezes tu te enganas
E quando novos dias tolos tecem
Cenários em que as dores aparecem,
Verdade noutra senda ainda emanas,
E risos entre festas, sendo hedônico
Caminho que pensara mais harmônico
Este oceano em milhas de loucura
Não sendo por si só satisfatório
Porém longe de ser por certo inglório
Apenas mitigando, nunca cura...
31635
Seguirmos, par a par sem dar ouvidos
E mesmo quando tentam outra história
A sorte se selando na vitória
Não deixa dias tristes pressentidos,
Vencendo assim tormentas, decididos,
Caminhos entre os quais sem ter vanglória
A senda que já fora merencória
Agora em novos tempos merecidos
Permite que se veja além do sonho
E quando assim contigo um bem componho
Não tendo mais motivos senão esses
Que agora te apresento em voz macia,
O amor quando demais já mostraria
A colcha em emoções que agora teces.
31636
Mulher que dá prazer e me completa
Transcende ao próprio sonho e muito além
Vencendo qualquer dor tanto convém
Na cena cristalina e predileta,
Sabendo deste encanto, nossa meta
Traduz felicidade e sempre vem
Trazendo com ternura e em si contém
Além do simples arco, a rara seta
E sendo dos teus passos, escudeiro
Vivendo assim um mundo alvissareiro
Jamais eu poderia renegar
A messe maviosa de saber
Em ti bem mais que simples bom prazer,
Futuro desde agora a navegar...
31637
Tu és a poesia predileta,
E sendo assim, amante e companheira
A vida nos teus braços já se inteira
E traça com ventura linha reta
Quem dera se pudesse ser poeta
E ter palavra certa, a mensageira
Do sonho que se fez nossa bandeira
Aonde a própria luz já se completa
Enquanto eu mergulhara no vazio
Num tempo mais atroz o desafio
Seria ter alguém que inda trouxesse
Neste outonal caminho alguma luz
E quando o amor completa e já faz jus
Encontro finalmente este benesse...
31638
O canto mais sublime da magia
Trazendo em voz suave este amanhã
E nele se percebe um talismã
Aonde a dor ainda desafia
Mudando a face vejo um novo dia
E assim ao procurar bela manhã
Desvendo a sorte imensa deste afã
E dele se alimenta a poesia,
Resisto aos meus antigos sofrimentos
E tento com ternura tais proventos
Bebendo a me fartar desta certeza
Sentindo-me feliz por ter por perto
Quem tanto procurara em rumo incerto
E agora se desvenda em tal nobreza.
31639
É como perceber deste universo
Sentido aonde outrora não houvera
A solidão que sei cruel quimera
Aonde meu passado vira imerso
E ser força motriz de cada verso
Por mais que a vida às vezes degenera
A sorte traduzindo o que se espera
Transcende ao próprio ser ledo e disperso
Que tanto no passado se mostrara
E agora esta certeza me escancara
Portal de um mais provável paraíso,
E sendo assim vassalo deste encanto
A cada novo instante me agiganto
Num passo mais audaz, firme e preciso.
31640
Tu fazes me trazendo uma alegria
Um mundo bem melhor de se viver
E ascendo ao mais sobejo e bel prazer
No quanto a sorte às vezes desafia
Quem tenta caminhar na fantasia
E sabe do que pode o amanhecer
Em claro desfilar do bem querer
E tanta força sorve ou irradia,
Assim perpetuando esta ventura
Encontro o que decerto se procura
No amor, em luz sublime, e da alvorada
Tecida neste meu imaginário
Agora se percebe um relicário
Traçado pela senda tão sonhada...
31601 até 31620
31611
Da morte sei a sentença
E se tanto inda pudesse
Não resolve qualquer prece
Do que tanto não convença
Quem espera a recompensa
Que deveras não se tece
Da verdade já se esquece
Mesmo quando mor e imensa,
Vou seguindo cada trilha
Onde o sonho enfim palmilha
Percorrendo as emoções
E os meus versos podem ser
Qualquer forma de prazer
Mesmo quando o não me expões.
31612
Nessa arte de procurar
Na magia de outro encanto
O que ainda em algum tanto
Em qualquer outro lugar
Eu pudesse desvendar
E deixando sem espanto
O caminho em que levanto
Novo sol, tento brilhar.
Resistindo ao que pudera
Assistindo à tal quimera
Que não cansa e inda porfia,
Meu momento se transforma
E deveras torpe forma
Inda tem sua magia...
31613
Sou deveras, meio bruxo,
Quem não é não é poeta
Quando a gente se completa
Meio em lixo meio em luxo,
Tantas vezes num repuxo
Caminhara em linha reta
E depois quando incompleta
Pro outro lado quero e puxo,
Nesta forma de viver
Meio em dor meio em prazer
Poesia eu sinto viva,
Sem ter nada que me impeça
Onde fora só promessa
A verdade sobreviva.
31614
Bala de todo lugar,
Aflorando qual daninha
Onde a rua fosse minha
Já não posso caminhar
O que tanto procurar
Quando a dor já se avizinha
E a tormenta só continha
A vontade de escapar,
Nada resta do que fora
Numa sorte redentora
Novo tempo, desde quando
O meu mundo transformado
Bebe as sendas do passado
E percebo-o desabando.
31615
Carregando meu cartucho
Com as sobras da ilusão
Novos dias não verão
Da esperança em qualquer luxo,
Se deveras fosse bruxo
E pudesse a solução
Ou ter numa antevisão
Um momento sem repuxo
Poderia navegar
Calmaria não impede
Muitas vezes se concede
Seja em terra, céu ou mar
O cais tanto desejado,
Que ora vive em meu passado.
31616
Quis meu tempo de reinar
Sobre todos os sentidos,
Mas agora já perdidos
Nada existe em seu lugar,
A vontade de lutar,
Os caminhos mais sofridos
Entre tantos divididos
O mergulho em alto mar
A saudade do que fora
E devora a redentora
Luz que tanto acreditara,
Mas sem ter qualquer encanto,
Inda tento, busco e canto
A manhã tranquila e clara...
31617
Desse medo que vivia
Tantas vezes bala e fogo,
Ao perder encontro o rogo
E deveras fantasia
Renovando a cada dia,
Mas perdido cedo o jogo,
Cada lei que ora revogo
Logo mata a poesia,
Redimindo o que tivera
Ao saber da dor tão fera
Leda espera atocaiada,
Do que às vezes imagino,
Outra sorte, outro destino,
Traduzindo enfim o nada.
31618
A certeza do perigo,
Cada vez bem mais presente
Da esperança mais ausente
Muitas vezes eu não ligo,
Mas se tento e até consigo
Quem deveras sonho alente
Noutra senda esta aguardente
Onde ainda em paz prossigo,
Caminhar entre espinheiros
Entre os sonhos derradeiros
Pouco resta da verdade,
Hoje sou a mera sombra
Que se tanto ainda assombra,
Dia a dia se degrade.
31619
Traz em suas cercanias,
As angústias que conheço
Onde tanto reconheço
Armadilhas que tu crias
Nada resta, as agonias
Reconhecem o endereço
E cobrando caro preço,
Dominando em dor meus dias,
Eu busquei belo horizonte
Mesmo quando desaponte
O que tanto quis em paz,
A verdade é dolorosa,
Mas deveras também goza
Deste fel que satisfaz.
31620
Meu amor, de tão antigo,
Envelhece mais ainda
Quando a vida se deslinda
E condena ao desabrigo,
Toda a sorte que persigo
Noutra cena bem mais linda,
Ao se ver quanto é infinda
Só se perde e não consigo,
Resistir até quem sabe
Tanta luz inda me cabe,
Mas distante esta lanterna
O meu mundo se obscurece
Mesmo quando a paz confesse,
Alma torpe já se inverna...
31601
Amores; sei de verdade.
E também os enganosos
Novos dias caprichosos,
Mas o velho sempre invade
Para ter felicidade
É preciso nestes gozos,
Os caminhos prazerosos
Onde ausente esta saudade
Não permita o desalento
Quando ainda teimo e tento,
Nada resta senão isso,
O futuro em desalinho,
Entre pedra, dor e espinho,
Cada passo é movediço.
31602
Vivendo minha tristeza,
O que resta desde então
Preparando a negação
Atormenta e com certeza
O saber de uma surpresa
Noutro tempo, evolução
Transformando a viração
Preparando farta mesa.
Quantas vezes poderia
Ter apenas alegria,
Mas o mundo sonegando
Resta em mim somente o frio,
E se ainda desafio,
Mesmo em futuro nefando.
31603
Sua melhor qualidade,
É sonhar e crer no sonho,
Quando vejo e assim proponho
Cada sonho que me invade
Vai cevando a realidade
Num ar calmo e até risonho,
Se em verdade não me oponho
Conheci a liberdade.
Resistindo às tentações
Novos tempos soluções
Para enganos do passado.
Mas a vida não traduz
O que ainda existe em luz,
E percebo sempre ao lado...
31604
Tanta vida essa incerteza
Construindo um novo dia
Onde viva a fantasia
Persistindo em correnteza,
Nada quero fera ou presa,
Tão somente eu poderia
Encarnar uma alegria
E sentir tanta pureza
Que irradias neste olhar,
E deveras desvendar
Os mistérios de uma vida,
Onde a sorte dita a senda
E decerto sempre atenda
Esperança em paz e ungida.
31605
E também sei da saudade,
Em que deveras construí
O que tanto persegui
E por certo nega a grade,
Na certeza que me invade
De outro dia vivo em ti
O melhor estando aqui
Onde amor é realidade,
Mas não posso me esquecer
Deste tempo em que o querer
Nada fora além do vão,
Os enganos permitindo
Novo tempo em paz e infindo
Primavera diz verão.
31606
Carne irá virando estrume
Neste ciclo inevitável
Outro solo sendo arável
Pelo quanto a vida esfume,
Nada resta em tal perfume
Tão somente o degradável
E se tanto interminável
Vida repete um costume
Que já fora abandonado
Futuro bebe passado
Renascendo em mesmo porto
O que tanto fora vida,
Sendo assim restituída
Esperança em sonho morto.
31607
Não vai morrer de doença,
Nem tampouco de tormenta
Quando a vida se apresenta
Noutro tanto em que convença
Da mortalha amarga e tensa
Densa sorte violenta
O que ainda não ausenta,
Mesmo quando segue intensa,
Sendo assim onde pudera
Perceber a primavera,
Novo rumo não se vê
Reafirmo a cada verso
Insondável universo
Sem saber mesmo um por que.
31608
Nem que meu revólver fume,
Nem assim resolveria
O que trança em agonia
E deveras acostume
Com a ausência de algum lume
Onde a luz transformaria
E se tento em poesia
Nada além de algum costume,
Revitalizando assim
O que tanto já perdera,
O pavio aceso e a cera
Vai queimando até o fim,
E depois a parafina
Outra forma determina.
31609
Não conheço quem convença
Este velho caminheiro
Do vazio em que me esgueiro
Ultrapasso a sorte tensa
E se ainda tenho a crença
Nela vejo outro espinheiro,
O meu mundo é verdadeiro
Mesmo quando em dores pensa.
Reincido nos enganos
E se tanto faço planos
Nada tenho em garantia,
Desta incerta noite vã
Revivendo outra manhã
Perfilando um novo dia.
31610
E também sei o perfume
Dos rosais de uma esperança
Quando a voz ao nada lança
Alegria de costume,
Não perdendo quem aprume
Novamente a vida avança
E tentando da aliança
O que ainda trame o lume,
Navegando sem o leme
Quem porfia e nada teme
Vencerá qualquer embate,
Mas se tanto assim combate
Com si próprio, nada vem,
Continua sem ninguém...
Da morte sei a sentença
E se tanto inda pudesse
Não resolve qualquer prece
Do que tanto não convença
Quem espera a recompensa
Que deveras não se tece
Da verdade já se esquece
Mesmo quando mor e imensa,
Vou seguindo cada trilha
Onde o sonho enfim palmilha
Percorrendo as emoções
E os meus versos podem ser
Qualquer forma de prazer
Mesmo quando o não me expões.
31612
Nessa arte de procurar
Na magia de outro encanto
O que ainda em algum tanto
Em qualquer outro lugar
Eu pudesse desvendar
E deixando sem espanto
O caminho em que levanto
Novo sol, tento brilhar.
Resistindo ao que pudera
Assistindo à tal quimera
Que não cansa e inda porfia,
Meu momento se transforma
E deveras torpe forma
Inda tem sua magia...
31613
Sou deveras, meio bruxo,
Quem não é não é poeta
Quando a gente se completa
Meio em lixo meio em luxo,
Tantas vezes num repuxo
Caminhara em linha reta
E depois quando incompleta
Pro outro lado quero e puxo,
Nesta forma de viver
Meio em dor meio em prazer
Poesia eu sinto viva,
Sem ter nada que me impeça
Onde fora só promessa
A verdade sobreviva.
31614
Bala de todo lugar,
Aflorando qual daninha
Onde a rua fosse minha
Já não posso caminhar
O que tanto procurar
Quando a dor já se avizinha
E a tormenta só continha
A vontade de escapar,
Nada resta do que fora
Numa sorte redentora
Novo tempo, desde quando
O meu mundo transformado
Bebe as sendas do passado
E percebo-o desabando.
31615
Carregando meu cartucho
Com as sobras da ilusão
Novos dias não verão
Da esperança em qualquer luxo,
Se deveras fosse bruxo
E pudesse a solução
Ou ter numa antevisão
Um momento sem repuxo
Poderia navegar
Calmaria não impede
Muitas vezes se concede
Seja em terra, céu ou mar
O cais tanto desejado,
Que ora vive em meu passado.
31616
Quis meu tempo de reinar
Sobre todos os sentidos,
Mas agora já perdidos
Nada existe em seu lugar,
A vontade de lutar,
Os caminhos mais sofridos
Entre tantos divididos
O mergulho em alto mar
A saudade do que fora
E devora a redentora
Luz que tanto acreditara,
Mas sem ter qualquer encanto,
Inda tento, busco e canto
A manhã tranquila e clara...
31617
Desse medo que vivia
Tantas vezes bala e fogo,
Ao perder encontro o rogo
E deveras fantasia
Renovando a cada dia,
Mas perdido cedo o jogo,
Cada lei que ora revogo
Logo mata a poesia,
Redimindo o que tivera
Ao saber da dor tão fera
Leda espera atocaiada,
Do que às vezes imagino,
Outra sorte, outro destino,
Traduzindo enfim o nada.
31618
A certeza do perigo,
Cada vez bem mais presente
Da esperança mais ausente
Muitas vezes eu não ligo,
Mas se tento e até consigo
Quem deveras sonho alente
Noutra senda esta aguardente
Onde ainda em paz prossigo,
Caminhar entre espinheiros
Entre os sonhos derradeiros
Pouco resta da verdade,
Hoje sou a mera sombra
Que se tanto ainda assombra,
Dia a dia se degrade.
31619
Traz em suas cercanias,
As angústias que conheço
Onde tanto reconheço
Armadilhas que tu crias
Nada resta, as agonias
Reconhecem o endereço
E cobrando caro preço,
Dominando em dor meus dias,
Eu busquei belo horizonte
Mesmo quando desaponte
O que tanto quis em paz,
A verdade é dolorosa,
Mas deveras também goza
Deste fel que satisfaz.
31620
Meu amor, de tão antigo,
Envelhece mais ainda
Quando a vida se deslinda
E condena ao desabrigo,
Toda a sorte que persigo
Noutra cena bem mais linda,
Ao se ver quanto é infinda
Só se perde e não consigo,
Resistir até quem sabe
Tanta luz inda me cabe,
Mas distante esta lanterna
O meu mundo se obscurece
Mesmo quando a paz confesse,
Alma torpe já se inverna...
31601
Amores; sei de verdade.
E também os enganosos
Novos dias caprichosos,
Mas o velho sempre invade
Para ter felicidade
É preciso nestes gozos,
Os caminhos prazerosos
Onde ausente esta saudade
Não permita o desalento
Quando ainda teimo e tento,
Nada resta senão isso,
O futuro em desalinho,
Entre pedra, dor e espinho,
Cada passo é movediço.
31602
Vivendo minha tristeza,
O que resta desde então
Preparando a negação
Atormenta e com certeza
O saber de uma surpresa
Noutro tempo, evolução
Transformando a viração
Preparando farta mesa.
Quantas vezes poderia
Ter apenas alegria,
Mas o mundo sonegando
Resta em mim somente o frio,
E se ainda desafio,
Mesmo em futuro nefando.
31603
Sua melhor qualidade,
É sonhar e crer no sonho,
Quando vejo e assim proponho
Cada sonho que me invade
Vai cevando a realidade
Num ar calmo e até risonho,
Se em verdade não me oponho
Conheci a liberdade.
Resistindo às tentações
Novos tempos soluções
Para enganos do passado.
Mas a vida não traduz
O que ainda existe em luz,
E percebo sempre ao lado...
31604
Tanta vida essa incerteza
Construindo um novo dia
Onde viva a fantasia
Persistindo em correnteza,
Nada quero fera ou presa,
Tão somente eu poderia
Encarnar uma alegria
E sentir tanta pureza
Que irradias neste olhar,
E deveras desvendar
Os mistérios de uma vida,
Onde a sorte dita a senda
E decerto sempre atenda
Esperança em paz e ungida.
31605
E também sei da saudade,
Em que deveras construí
O que tanto persegui
E por certo nega a grade,
Na certeza que me invade
De outro dia vivo em ti
O melhor estando aqui
Onde amor é realidade,
Mas não posso me esquecer
Deste tempo em que o querer
Nada fora além do vão,
Os enganos permitindo
Novo tempo em paz e infindo
Primavera diz verão.
31606
Carne irá virando estrume
Neste ciclo inevitável
Outro solo sendo arável
Pelo quanto a vida esfume,
Nada resta em tal perfume
Tão somente o degradável
E se tanto interminável
Vida repete um costume
Que já fora abandonado
Futuro bebe passado
Renascendo em mesmo porto
O que tanto fora vida,
Sendo assim restituída
Esperança em sonho morto.
31607
Não vai morrer de doença,
Nem tampouco de tormenta
Quando a vida se apresenta
Noutro tanto em que convença
Da mortalha amarga e tensa
Densa sorte violenta
O que ainda não ausenta,
Mesmo quando segue intensa,
Sendo assim onde pudera
Perceber a primavera,
Novo rumo não se vê
Reafirmo a cada verso
Insondável universo
Sem saber mesmo um por que.
31608
Nem que meu revólver fume,
Nem assim resolveria
O que trança em agonia
E deveras acostume
Com a ausência de algum lume
Onde a luz transformaria
E se tento em poesia
Nada além de algum costume,
Revitalizando assim
O que tanto já perdera,
O pavio aceso e a cera
Vai queimando até o fim,
E depois a parafina
Outra forma determina.
31609
Não conheço quem convença
Este velho caminheiro
Do vazio em que me esgueiro
Ultrapasso a sorte tensa
E se ainda tenho a crença
Nela vejo outro espinheiro,
O meu mundo é verdadeiro
Mesmo quando em dores pensa.
Reincido nos enganos
E se tanto faço planos
Nada tenho em garantia,
Desta incerta noite vã
Revivendo outra manhã
Perfilando um novo dia.
31610
E também sei o perfume
Dos rosais de uma esperança
Quando a voz ao nada lança
Alegria de costume,
Não perdendo quem aprume
Novamente a vida avança
E tentando da aliança
O que ainda trame o lume,
Navegando sem o leme
Quem porfia e nada teme
Vencerá qualquer embate,
Mas se tanto assim combate
Com si próprio, nada vem,
Continua sem ninguém...
Assinar:
Postagens (Atom)