1
O quanto se espraiara a imensa luz
Por sobre este oceano do passado
O manto em novos tons adivinhado
Ainda se formando em contraluz,
Reparo com detalhes onde pus
O barco há tanto tempo avariado,
E sinto o vento amargo e desolado
Rondando este cenário que compus
Nas tramas mais audazes, no infinito,
E quando a tal vazio em vão credito
Os erros costumeiros; vejo então
O porto aonde um dia preveria
A dita noutra forma, novo dia,
Restando desta luz a escuridão.
2
Um mar aonde há tempos poderia
Singrar com tal ternura, e hoje revela
A turbulência plena da procela
E nela toda a sorte em agonia,
O quanto dos sonhos, utopia
O vergalhão adentra, corta e sela
A dita noutro rumo e trama a cela
Aonde se tentara a fantasia,
Gananciosamente não disfarça
A falta de esperança, a rota esparsa
E a noite em trevas tantas se aproxima.
O mundo sem o cais aonde eu veja
Uma alma se mostrando mais andeja
Procura pelo menos a auto-estima.
3
O quanto se esfumara a vida em vão
Depois de ter teimado em luz escassa,
O tempo na verdade se desfaça
Moldando noutro tempo a negação,
Dos rastros nem os restos se virão
Enquanto a própria face não se traça
Na sorte onde o caminho me trespassa
E adentra sem sentido e solução.
Duvido dos meus versos, canto alheio
Ao quanto ainda sinto e se receio
O amanhecer em brumas não se nega
Vivendo em plena dor, na mendicância
Do sonho com a vida, a discrepância
Deixando uma alma amarga, fria e cega.
4
Além deste horizonte tão extenso
O quanto poderia haver de sol,
A imensidade entranha este farol
E nem sequer da sombra eu me convenço,
O dia se transforma e em tom intenso
Minha alma se isolando, vil atol,
Entranho a solução de um caracol,
E bebo deste vinho amargo e tenso.
E resolutamente inda prossigo
Embora a cada passo outro castigo
O verme se arrastando sobre o chão,
No parto sonegado da promessa
A vida noutra senda se endereça
Restando agora mesmo o etéreo não.
5
Avista-se distante deste olhar
O raio que inda possa me trazer
Na farta inconseqüência, o bem querer
E a sorte novamente a vasculhar,
Qual fora mera estrela que a vagar
Procura algum instante, posso ver
Do todo onde tentara me envolver
Apenas este vão especular.
E traço meu caminho em tal desdita
Porquanto a vida teima inda acredita
Nas curvas tão constantes e venais,
De tanto acreditar felicidade
Vivendo insofismável crueldade
Em dias corriqueiros, sempre iguais.
6
Um nevoeiro imenso toma os céus
E beijo a discrepante fantasia
No quanto num clarão inda podia
Talvez quem sabe mesmo em fogaréus
Restando sobre nós diversos véus
E neles outra sorte se teria
A noite não seria mais sombria
Nem mesmo os pensamentos toscos, léus,
Resisto o que mais posso, mas sei bem
O quanto o mesmo nada inda contém
E o passo rumo ao farto sonegado,
Depois de tantos anos, sempre assim,
A história na verdade não tem fim,
A morte dando em trevas seu recado.
7
Quem dera inda tivesse alguma ponte
Trazendo-me deveras a esperança
Ao menos nos teus olhos confiança
No quanto a realidade em medo aponte,
Resumo o meu caminho no horizonte
Aonde sem sentido o tempo lança
A dita e não redime em temperança
O quanto na verdade não desponte,
Assisto aos meus momentos derradeiros
E tento discernir entre os canteiros
Aqueles onde eu possa cultivar
Sem a árida presença deste estio,
Nem mesmo um ar duro e sombrio
Roubando alguma frágua do luar.
8
Minha alma dos teus sonhos, forasteira
Rasgando este caminho em treva e dor,
No quanto ainda posso nova cor
Mudando com certeza esta bandeira
A sorte na verdade em vão se esgueira
E trama noutro espaço o sofredor
Detalhe de quem tanto quis se por
E nada nem desdém inda me queira.
O fato de seguir contra as marés
Porquanto imaginando e sei quem és
Não deixa mais em mim a cicatriz
Que o tempo preconiza a cada ausência
E tendo no final por penitência
Um sonho bem diverso do que eu quis.
9
As asas libertárias deste que
Procura alguma luz onde não resta
Sequer desta alegria a menor fresta
E apenas devorando o quanto vê
De todos os meus dias, sem cadê
Cadenciado passo inda se presta
Aquém da noite em sonhos, rara festa,
E o todo que buscara não se crê.
Participando assim deste momento
O quanto na verdade me atormento
E tento a mais completa sensação
Do passo rumo ao farto e se negando
O tempo noutro instante transformando
Negando deste quando algum verão.
10
Num mar eterno e vago procurasse
Vencer as tempestades costumeiras
E quanto mais decerto ainda queiras
A vida não se mostra e se desgrace
O passo rumo ao nada, e neste impasse
Além dos meus olhares, as ladeiras
Por onde noutro tempo ainda esgueiras
E mostras com terror a turva face
Da vida aonde possa até saber
Do raro e desmedido bem querer
Ausente dos meus dias já faz tempo.
O passo rumo ao quanto inda teimara
Em noite turbulenta, nunca clara
Acumulando apenas contratempo.
11
A vida penetrando o seu inverno
Trazendo a cada passo a neve e o frio
E quanto mais dos sonhos me esvazio
Adentro sem temor teu duro inferno,
Por vezes mal disfarço e tento e hiberno
O mundo gera em tolo rodopio
No olhar mais traiçoeiro e mesmo esguio
Aonde poderia bem mais terno,
Resumo o meu caminho em discordantes
Temores mesmo quando me adiantes
E traces noutro instante algum clarão,
Vencido pelos erros, meus engodos
Penetro o pensamento nestes lodos
E sinto o meu caminho turvo e vão.
12
Bebesse cada gole
Do rum ou da aguardente
Enquanto se apresente
A fúria onde se engole
O temporal assole
E mude o penitente
Caminho aonde sente
O farto e roto fole,
Ausentam-se esperanças
E quando ao não te lanças
As lanças que me dás
Não mostram na verdade
O quanto ainda brade
Distante qualquer paz.
13
Talhado para o fim
Somente e nada mais
Sem ter no olhar jamais
O quanto quis enfim,
Vivendo sempre assim
Ausente de algum cais
Imerso em vendavais
Não resta nada em mim
Somente a luz sombria
E nela se traria
A porta de outro rumo,
Mas quando sem saída
Encontro a despedida
Nas vagas eu me escumo.
14
Grandezas que sonhara
Na tola juventude
Enquanto a vida ilude,
Por vezes sendo clara,
No todo se amiúde
O passo em amplitude
Gerada pela escara,
Restando do que fora,
A sorte tentadora
Assenta esta poeira,
Assim ao mesmo enquanto
Inutilmente eu canto
Minha alma se incendeia.
15
Tentando no crescer
Dos sonhos entre luzes
Vencer as várias urzes
E ter algum prazer,
Depois de me envolver
Nas rotas onde cruzes
Diversos sonhos, cruzes
Traçando o meu viver.
Resumo do fastio
E tento enquanto crio
Planeta imaginável
Um dia mais suave
Aonde nada agrave
Um passo suportável.
16
Ainda quis criar
Um mundo onde eu pudera
Conter a dura fera
Gerando outro lugar,
E imerso num luar
Na etérea primavera,
A fúria não se espera,
Domada devagar,
Ainda sim não creio
Sequer se existe um meio
Por onde este caminho
Descrito em tolo sonho
Refaça o que componho
Em pedra, dor e espinho.
17
Tentando além subir
E ver por sobre os montes
O quanto inda despontes
Promessas de um por vir
E tanto a se exibir
Tomando os horizontes
E quando em vão me apontes
O rumo sem sentir
Nevando dentro da alma,
A solidão me acalma
O parto reinstala
A fome de futuro,
Mas quando me procuro
Vazios, quarto e sala.
18
Um novo amanhecer
Aonde nada havia
A senda não traria
Sequer o meu querer
Pergunto sem saber
Da tola fantasia
Espúria alegoria
Mortalha do prazer,
Restando dentro em mim
Apenas este fim
E nele o desvalido
Mergulho no oceano
Imenso desengano
Sem paz e sem sentido.
19
Buscando neste mundo
Apenas o cenário
Aonde em necessário
Delírio me aprofundo,
Olhar mais tosco e imundo,
Tomando itinerário
Gerando em torpe erário
O canto vagabundo,
Transcendo ao que pudesse
Ainda em mera prece
E resolutamente
Não tendo outra vontade
Apenas a que invade
A cada passo mente.
20
Músculos e cortes
Dores e temores
Aonde tu te fores
Verás somente mortes,
Os passos já sem nortes,
Os olhos sem amores
Ausentes tantas flores,
Sem ter quem mais confortes
Ao fim da tarde opaca
A sorte entranha e atraca
O barco em falso cais,
Do todo que pudera,
Apenas degenera
A vida em vendavais.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
terça-feira, 8 de junho de 2010
35811 até 35820
A estúpida presença de uma vida
Em mornas excrescências poderia
Trazer ao sonhador a alegoria
Já tanto sem sentido e em vão perdida,
Mas quando o próprio passo se duvida
E a noite permanece bem mais fria,
O quanto de verdade não se via
Desdita desta forma a ser cumprida.
Gerenciando um passo rumo ao nada,
No quanto vira ausente a renovada
Manhã que imaginara dentro em mim,
Preparo a cada dia os funerais
E sinto se aproxima o imenso cais
E dele tão somente vejo o fim.
Esgoto o meu caminho em ermo vago
E tento relançar a voz enquanto
Ao menos não cevara mais o encanto
E o tempo noutro tanto não mais trago,
Razões existem várias, mas o lago
Em aridez somente, não me espanto
Apenas se salgando no meu pranto
Porquanto em mera luz ainda afago
Os restos decompostos da existência
E bebo sem sequer querer clemência,
A morte não se foge dos meus olhos,
Canteiros entre tantos, solo agreste
E quando em luz terrível tu vieste
Sementes que cevaste? Só de abrolhos.
Pereço enquanto luto inutilmente
Tentando ainda ouvir a voz macia
Do tempo que deveras não seria
O quanto em realidade se apresente.
No vasto caminhar, olhar descrente
Ausente do que fora fantasia,
Seara em tom final já se cumpria
E o corte na raiz a vida sente.
Não posso me entregar aos fúteis passos
Nem mesmo me entranhar de tolos laços
E neles reviver cada segundo
Do todo se perdendo em voz amarga,
Aos poucos velha roupa já se larga,
E na mortalha gris eu me aprofundo.
4
Opacas tardes tomam o horizonte,
E nada mais teria deste brilho
Enquanto a realidade em brumas trilho,
Sem ter sequer a lua em que se aponte
Do nada com o nada a velha ponte
E quando sob os raios me polvilho
De uma esperança torpe, este andarilho
Secando na nascente qualquer fonte
O vandalismo escracho de uma ausência
E nele não se vendo competência
Que possa me mostrar algum futuro,
Do velho mais turrão que se apresenta
Na face tanto atroz quão violenta
Dos ermos de um final eu me asseguro.
5
Pereceria em mim qualquer resquício
Do quanto houvera há tempos noutra face
Ainda quando em vão meu tempo passe
Não quero desvendar tal precipício,
As ondas entre cordas desde o início
Aonde o pensamento já não grasse,
Resume a tentação em vago impasse
E dele se apresenta o precipício.
Aprofundando abismos e entranhando
Um abissal destino desde quando
Resumo de uma estúpida promessa,
A vida noutro tanto se amortalha
Adiantando ao corte, esta navalha
E nela a realidade já tropeça.
6
Acordos descumpridos pela vida
Apodrecendo os ermos que inda tenho,
No quanto em busca fútil o desempenho
Demonstra a falsa imagem distorcida
Percalços encarando na comprida
E imensa solidão e nela venho
Contendo o que pudesse e não convenho
Alimentando assim velha ferida.
O ponto de partida se desnuda
Na face mais atroz, dura e miúda
Do corte envolto em trevas, nada mais.
O corriqueiro dia se tempera
Na ansiedade amarga da quimera
Gestando apenas ermos vendavais.
7
A angústia de um viver sem resultados
Os dias repetidos, velha cena
Nem mesmo alguma luz inda serena
Os olhos pelos tempos maltratados,
Resultam na verdade vãos recados
Do quanto a sorte ampara e me envenena
Assim a torpe imagem concatena
Detalhes de outras vidas, meros fados.
Peçonha costumeira se entranhando
No quarto aonde durmo e vejo em bando
As rapineiras corjas mais vulgares
E delas o prenúncio deste infarto
E o sonho a cada passo eu já descarto
Ao destruir em nós, podres altares.
8
Alcovas do passado, lupanares
Entranham meus olhares e inda vejo
A solidão mordaz deste desejo
Diverso do que tanto provocares,
Navego por caminhos ermos, bares,
E quando alguma luz inda prevejo
No bojo do viver, mero lampejo
Aonde na verdade não tocares
Resulto de um vazio e tão somente
Restando o quanto posso e se apresente
Na face desdenhosa e mais sutil,
Matando esta promessa em raro aborto
E o quanto se pensara em algum porto
Apenas o vazio se reviu.
9
Parábolas diversas, lucidez,
O tempo não tramita em outros tantos
Negando a quem pudesse velhos cantos,
A sorte noutra senda se desfez,
E quando na verdade nada crês
Ourives da ilusão sei desencantos
E bebo os mais terríveis, ledos prantos
Tentando ainda ter esta altivez
A gélida presença de uma luz
Nefasta turbulência onde reluz
A ausência de esperança ao fim da estrada,
Permito-me vagar por ermos campos,
Do quanto quis estrelas, pirilampos,
Dos dias mais felizes, resta o nada.
10
Na porta dos meus sonhos nada trago
Senão mesmo caminho em luz sombria
E quando se percebe esta heresia
O peso do passado toma o lago,
O fardo de sonhar eu mesmo drago
E gero desta face o que podia
Singrar sem ter ao menos a sangria
Nas ânsias em que tanto em vão me alago,
Esparsos passos traço inutilmente
E vejo em todo instante mais ausente
O fato de sonhar, escasso brilho,
E tento novamente acreditar
Embora não perceba mais luar
Nos ermos onde teimo e inda palmilho.
Em mornas excrescências poderia
Trazer ao sonhador a alegoria
Já tanto sem sentido e em vão perdida,
Mas quando o próprio passo se duvida
E a noite permanece bem mais fria,
O quanto de verdade não se via
Desdita desta forma a ser cumprida.
Gerenciando um passo rumo ao nada,
No quanto vira ausente a renovada
Manhã que imaginara dentro em mim,
Preparo a cada dia os funerais
E sinto se aproxima o imenso cais
E dele tão somente vejo o fim.
Esgoto o meu caminho em ermo vago
E tento relançar a voz enquanto
Ao menos não cevara mais o encanto
E o tempo noutro tanto não mais trago,
Razões existem várias, mas o lago
Em aridez somente, não me espanto
Apenas se salgando no meu pranto
Porquanto em mera luz ainda afago
Os restos decompostos da existência
E bebo sem sequer querer clemência,
A morte não se foge dos meus olhos,
Canteiros entre tantos, solo agreste
E quando em luz terrível tu vieste
Sementes que cevaste? Só de abrolhos.
Pereço enquanto luto inutilmente
Tentando ainda ouvir a voz macia
Do tempo que deveras não seria
O quanto em realidade se apresente.
No vasto caminhar, olhar descrente
Ausente do que fora fantasia,
Seara em tom final já se cumpria
E o corte na raiz a vida sente.
Não posso me entregar aos fúteis passos
Nem mesmo me entranhar de tolos laços
E neles reviver cada segundo
Do todo se perdendo em voz amarga,
Aos poucos velha roupa já se larga,
E na mortalha gris eu me aprofundo.
4
Opacas tardes tomam o horizonte,
E nada mais teria deste brilho
Enquanto a realidade em brumas trilho,
Sem ter sequer a lua em que se aponte
Do nada com o nada a velha ponte
E quando sob os raios me polvilho
De uma esperança torpe, este andarilho
Secando na nascente qualquer fonte
O vandalismo escracho de uma ausência
E nele não se vendo competência
Que possa me mostrar algum futuro,
Do velho mais turrão que se apresenta
Na face tanto atroz quão violenta
Dos ermos de um final eu me asseguro.
5
Pereceria em mim qualquer resquício
Do quanto houvera há tempos noutra face
Ainda quando em vão meu tempo passe
Não quero desvendar tal precipício,
As ondas entre cordas desde o início
Aonde o pensamento já não grasse,
Resume a tentação em vago impasse
E dele se apresenta o precipício.
Aprofundando abismos e entranhando
Um abissal destino desde quando
Resumo de uma estúpida promessa,
A vida noutro tanto se amortalha
Adiantando ao corte, esta navalha
E nela a realidade já tropeça.
6
Acordos descumpridos pela vida
Apodrecendo os ermos que inda tenho,
No quanto em busca fútil o desempenho
Demonstra a falsa imagem distorcida
Percalços encarando na comprida
E imensa solidão e nela venho
Contendo o que pudesse e não convenho
Alimentando assim velha ferida.
O ponto de partida se desnuda
Na face mais atroz, dura e miúda
Do corte envolto em trevas, nada mais.
O corriqueiro dia se tempera
Na ansiedade amarga da quimera
Gestando apenas ermos vendavais.
7
A angústia de um viver sem resultados
Os dias repetidos, velha cena
Nem mesmo alguma luz inda serena
Os olhos pelos tempos maltratados,
Resultam na verdade vãos recados
Do quanto a sorte ampara e me envenena
Assim a torpe imagem concatena
Detalhes de outras vidas, meros fados.
Peçonha costumeira se entranhando
No quarto aonde durmo e vejo em bando
As rapineiras corjas mais vulgares
E delas o prenúncio deste infarto
E o sonho a cada passo eu já descarto
Ao destruir em nós, podres altares.
8
Alcovas do passado, lupanares
Entranham meus olhares e inda vejo
A solidão mordaz deste desejo
Diverso do que tanto provocares,
Navego por caminhos ermos, bares,
E quando alguma luz inda prevejo
No bojo do viver, mero lampejo
Aonde na verdade não tocares
Resulto de um vazio e tão somente
Restando o quanto posso e se apresente
Na face desdenhosa e mais sutil,
Matando esta promessa em raro aborto
E o quanto se pensara em algum porto
Apenas o vazio se reviu.
9
Parábolas diversas, lucidez,
O tempo não tramita em outros tantos
Negando a quem pudesse velhos cantos,
A sorte noutra senda se desfez,
E quando na verdade nada crês
Ourives da ilusão sei desencantos
E bebo os mais terríveis, ledos prantos
Tentando ainda ter esta altivez
A gélida presença de uma luz
Nefasta turbulência onde reluz
A ausência de esperança ao fim da estrada,
Permito-me vagar por ermos campos,
Do quanto quis estrelas, pirilampos,
Dos dias mais felizes, resta o nada.
10
Na porta dos meus sonhos nada trago
Senão mesmo caminho em luz sombria
E quando se percebe esta heresia
O peso do passado toma o lago,
O fardo de sonhar eu mesmo drago
E gero desta face o que podia
Singrar sem ter ao menos a sangria
Nas ânsias em que tanto em vão me alago,
Esparsos passos traço inutilmente
E vejo em todo instante mais ausente
O fato de sonhar, escasso brilho,
E tento novamente acreditar
Embora não perceba mais luar
Nos ermos onde teimo e inda palmilho.
35801 até 35810
Porquanto incrivelmente me desfiz
Das velhas roupas, marcas que entranhara
E quando a fantasia se fez clara
A dita deste estúpido aprendiz
Vivera tão distante do que eu quis
E apenas turva senda desvendara
Aonde a realidade desampara
Proposta de outras eras, infeliz.
Expulso este demônios sigo além
Do quanto ainda resta e não convém
Na amputação dos ermos mais audazes,
E ao ver a gelidez de um ledo outono,
As vestes mais espúrias abandono
Enquanto muito aquém tu te desfazes.
Não pude e nem talvez mesmo inda possa
Vibrar com velhas toscas emoções
Ao ver neste horizonte as dispersões
Fadado ao nada ter, revivo em troça
O quanto imaginara e se destroça
Marcando com revolta, ebulições
E aprendo a cada tempo tais lições
Na escassa realidade que se apossa
Do verso e da senzala onde alimento
E libertando assim o sentimento
Eu vejo este gradil dilacerado,
Aporto no futuro e me desnudo
Decerto e com razão não mais me iludo
Vivendo tolas marcas de um passado.
Ouvir a minha voz e perceber
O quanto se perdera dia a dia,
No olhar que se entornou melancolia
Agora o nada além eu posso ver
A sorte desabriga o velho ser
No quanto ainda houvera, alegoria
E o canto noutra face se faria
Trazendo até que enfim o envelhecer.
Resulto destas frágeis sensações
Por onde tantas vezes me compões
Em faces discordantes e venais,
O porto se deixando mais distante
O mundo noutra face se adiante
E o que inda acalentara, nunca mais.
4
Ocasionaste a queda deste império
E sinto enfim em ti a utilidade
Porquanto ao desnudar esta verdade
Desvenda-se o que fora algum mistério.
A vida refazendo algum critério
No quanto a própria história se degrade
Não tendo do que fora mais saudade,
Liberto coração já sem mistério,
No ministério frágil da ilusão
Ouvira tão somente a negação
Alegações de tempos mais remotos,
O fardo se alivia e posso enfim,
Cevar o derradeiro e bom jardim
Alheio aos mais espúrios terremotos.
5
Incauto viajante da promessa
Aonde se fizera alguma luz
A face desdenhosa reproduz
O passo onde o caminho não começa
Além do que pudera e já sem pressa,
Cenário aonde o torpe reproduz
Na face mais bisonha se me pus
O norte noutro tanto não tropeça;
Vagasse infindamente em turbulência
Talvez o que restasse, uma excrescência
E o carma não seria assim cumprido,
Ao fim da tarde vejo ausente lua
E enquanto a realidade em mim atua
Os restos decompostos, neste olvido.
6
Adentro os meus anseios e percebo
O quanto não se deve prosseguir
Buscando desta vida um elixir
Que sei ser muito menos que um placebo,
E quando algum sorriso inda recebo,
Irônica presença a se sentir
Matando o que pudesse ainda vir
E deste amargo fato não mais bebo.
Cadenciando o passo neste outono,
As sensações dispersas abandono
E sigo sem pensar no olhar pra trás,
Não tendo à minha frente um horizonte
A cada passo a vida não remonte
Ao quanto imaginara outrora audaz.
7
O ledo passo dado em noite escusa
Jamais reproduzira qualquer fato
E quando deste passo além desato
Num átimo uma sombra, mera, cruza
O espaço aonde a vida é mais confusa
E sei quanto no fundo me maltrato,
Refém da mera imagem de um regato,
Defesa que alma em vão decerto acusa.
As farpas que trocamos vida afora,
A lua de outros tempos não decora
Nem deixa que se veja em plenitude
O pacto descumprido da esperança
E quando ao nada ter a alma se lança
Já não suporto mais quem tente e ajude.
8
Pacatos dias morrem sem sentido,
O quarto se negando à própria luz,
No vandalismo exposto em pedra e cruz
Meu erro novamente presumido,
No pantanal em mim ao ser erguido
Refeito em vaga imagem, farto pus,
O peso da esperança reproduz
O quanto já não pode ser cumprido.
Restando ao menos sombras do que um dia
Vestira em luzes frágeis, mas teria
Ao fim de certo tempo a negação,
Esgoto os meus caminhos nestes ledos
Olhares disfarçando tantos medos
Marcando os dias grises que virão.
9
Serpentes entre os vagos Edens; vejo
E delas as maiores inclemências
No quanto; mortas, vejo as inocências
No olhar ambíguo e torpe de um desejo,
Ainda muito além busco e prevejo
Envolto pelos ermos das clemências
E os dias não seriam coincidências
Ao menos dirimindo qualquer pejo.
Resulto do que um dia bem pudesse
E sinto o caminhar quando se esquece
Das tramas inauditas e vorazes,
Servis olhares morrem dentro em mim
Especular caminho trama o fim,
No inenarrável mundo em tolas fases.
10
Arranco o que pudesse haver ainda
De um turvo caminheiro em desatino,
E quando noutro passo me domino,
O fado na verdade se deslinda,
Resulto do que a vida não mais brinda,
E tendo meu olhar mais cristalino
Nas ânsias mais vorazes do destino
Sorvendo cada gota enquanto finda
A história em turbilhões espúrios quando
O dia novamente se nublando
Já não mais verá sol, talvez a lua.
Assim no anoitecer ausente traço
Do amanhecer sobejo e me desfaço
Do sonho mais espúrio que inda atua.
Das velhas roupas, marcas que entranhara
E quando a fantasia se fez clara
A dita deste estúpido aprendiz
Vivera tão distante do que eu quis
E apenas turva senda desvendara
Aonde a realidade desampara
Proposta de outras eras, infeliz.
Expulso este demônios sigo além
Do quanto ainda resta e não convém
Na amputação dos ermos mais audazes,
E ao ver a gelidez de um ledo outono,
As vestes mais espúrias abandono
Enquanto muito aquém tu te desfazes.
Não pude e nem talvez mesmo inda possa
Vibrar com velhas toscas emoções
Ao ver neste horizonte as dispersões
Fadado ao nada ter, revivo em troça
O quanto imaginara e se destroça
Marcando com revolta, ebulições
E aprendo a cada tempo tais lições
Na escassa realidade que se apossa
Do verso e da senzala onde alimento
E libertando assim o sentimento
Eu vejo este gradil dilacerado,
Aporto no futuro e me desnudo
Decerto e com razão não mais me iludo
Vivendo tolas marcas de um passado.
Ouvir a minha voz e perceber
O quanto se perdera dia a dia,
No olhar que se entornou melancolia
Agora o nada além eu posso ver
A sorte desabriga o velho ser
No quanto ainda houvera, alegoria
E o canto noutra face se faria
Trazendo até que enfim o envelhecer.
Resulto destas frágeis sensações
Por onde tantas vezes me compões
Em faces discordantes e venais,
O porto se deixando mais distante
O mundo noutra face se adiante
E o que inda acalentara, nunca mais.
4
Ocasionaste a queda deste império
E sinto enfim em ti a utilidade
Porquanto ao desnudar esta verdade
Desvenda-se o que fora algum mistério.
A vida refazendo algum critério
No quanto a própria história se degrade
Não tendo do que fora mais saudade,
Liberto coração já sem mistério,
No ministério frágil da ilusão
Ouvira tão somente a negação
Alegações de tempos mais remotos,
O fardo se alivia e posso enfim,
Cevar o derradeiro e bom jardim
Alheio aos mais espúrios terremotos.
5
Incauto viajante da promessa
Aonde se fizera alguma luz
A face desdenhosa reproduz
O passo onde o caminho não começa
Além do que pudera e já sem pressa,
Cenário aonde o torpe reproduz
Na face mais bisonha se me pus
O norte noutro tanto não tropeça;
Vagasse infindamente em turbulência
Talvez o que restasse, uma excrescência
E o carma não seria assim cumprido,
Ao fim da tarde vejo ausente lua
E enquanto a realidade em mim atua
Os restos decompostos, neste olvido.
6
Adentro os meus anseios e percebo
O quanto não se deve prosseguir
Buscando desta vida um elixir
Que sei ser muito menos que um placebo,
E quando algum sorriso inda recebo,
Irônica presença a se sentir
Matando o que pudesse ainda vir
E deste amargo fato não mais bebo.
Cadenciando o passo neste outono,
As sensações dispersas abandono
E sigo sem pensar no olhar pra trás,
Não tendo à minha frente um horizonte
A cada passo a vida não remonte
Ao quanto imaginara outrora audaz.
7
O ledo passo dado em noite escusa
Jamais reproduzira qualquer fato
E quando deste passo além desato
Num átimo uma sombra, mera, cruza
O espaço aonde a vida é mais confusa
E sei quanto no fundo me maltrato,
Refém da mera imagem de um regato,
Defesa que alma em vão decerto acusa.
As farpas que trocamos vida afora,
A lua de outros tempos não decora
Nem deixa que se veja em plenitude
O pacto descumprido da esperança
E quando ao nada ter a alma se lança
Já não suporto mais quem tente e ajude.
8
Pacatos dias morrem sem sentido,
O quarto se negando à própria luz,
No vandalismo exposto em pedra e cruz
Meu erro novamente presumido,
No pantanal em mim ao ser erguido
Refeito em vaga imagem, farto pus,
O peso da esperança reproduz
O quanto já não pode ser cumprido.
Restando ao menos sombras do que um dia
Vestira em luzes frágeis, mas teria
Ao fim de certo tempo a negação,
Esgoto os meus caminhos nestes ledos
Olhares disfarçando tantos medos
Marcando os dias grises que virão.
9
Serpentes entre os vagos Edens; vejo
E delas as maiores inclemências
No quanto; mortas, vejo as inocências
No olhar ambíguo e torpe de um desejo,
Ainda muito além busco e prevejo
Envolto pelos ermos das clemências
E os dias não seriam coincidências
Ao menos dirimindo qualquer pejo.
Resulto do que um dia bem pudesse
E sinto o caminhar quando se esquece
Das tramas inauditas e vorazes,
Servis olhares morrem dentro em mim
Especular caminho trama o fim,
No inenarrável mundo em tolas fases.
10
Arranco o que pudesse haver ainda
De um turvo caminheiro em desatino,
E quando noutro passo me domino,
O fado na verdade se deslinda,
Resulto do que a vida não mais brinda,
E tendo meu olhar mais cristalino
Nas ânsias mais vorazes do destino
Sorvendo cada gota enquanto finda
A história em turbilhões espúrios quando
O dia novamente se nublando
Já não mais verá sol, talvez a lua.
Assim no anoitecer ausente traço
Do amanhecer sobejo e me desfaço
Do sonho mais espúrio que inda atua.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
35791 até 35800
1
A neve entranha uma alma em desvario
E traz no inverno atroz que agora enfrento
O medo em mortalha e se inda tento
Desvendar os segredos deste rio,
Enquanto cada passo desafio
E bebo com furor ainda o vento,
Rendido nestas tramas, sofrimento,
O meu caminho perde o tênue fio.
Tecido pelas ânsias do passado
O corte a cada instante aprofundando
Gerando dentro em mim imensa chaga,
Assim ao me mostrar bem mais desnudo,
Decerto, e com razões jamais desnudo
Uma alma cuja sombra espúria afaga.
2
Um vago tremular entorpecendo
O olhar neste horizonte em brumas feito,
E quando meu caminho segue o leito
Do atroz passo ao que nunca mais desvendo
No quanto ainda teimo me excedendo
Mortalha se tecendo e me deleito
Da pútrida vontade em que me deito,
Olhando para trás, um mero adendo.
E perco a direção dos passos quando
O olhar noutra seara acumulando
Fatídicas e lúbricas verdades
E assim do quanto fora libertário
O sonho de um passado, hoje um corsário
Do qual a cada saque mais agrades;
3
A minha senda perde qualquer brilho
Enquanto perpetuo a solitária
Manhã em fúria vaga e temerária
Porquanto me concebo este andarilho
E quando em excrescências eu palmilho,
Minha alma etérea e tola procelária
Ainda se mostrando necessária
Roubando o que me resta de algum brilho.
Amordaçando enfim a minha voz,
Na pálida incerteza, o mesmo algoz
Revive a desmedida hipocrisia
E quando me concebo em verso amargo
As luzes mesmo frágeis; teimo e largo
Matando o que pudesse ser um dia.
4
Minha alma se perdendo em asas pobres
Vagando pela espúria imensidão
Sem ter sequer caminho nem noção
Vivendo deste manto em que me cobres,
E quando de soslaio tu descobres
A face mesmo amarga, solidão,
Resumo novos tempos onde estão
Os sinos que decerto em trevas dobres.
Alcanço esta terrível derrocada
E ao ver; assim, findada a tola estada
De um corpo pela vida espoliado,
Eu tento num sorriso, ainda mero
Mostrar novo caminho, mas só quero
O olhar entorpecido do passado.
5
As rosas entranhando com espinhos
A pele aonde um dia se quis clara,
O cântico em louvor já desampara
Os dias que virão bem sei mesquinhos,
Roubando da esperança frágeis ninhos,
A sorte se propõe noutra seara
E o verso a todo instante semeara
Alheios caminhares, mais sozinhos.
Na bem querência tola eu posso ver
Apenas desenhado o desprazer
E dele cada parto já se aborta,
O feto se transforma em podridão,
Apenas as mortalhas cobrirão
Rapinas nas janelas, pela porta...
6
Nevando sobre as portas onde entrara
A solidão decerto em ar sombrio,
O quanto dos meus dias os recrio
Moldando a frágil luz nesta seara
E bebo do fantoche aonde a apara
Percebe-se ou decerto ainda esguio
Olhar descendo alheio pelo rio,
Aonde toda mágoa desaguara.
E resolutamente sigo ao fim,
Matando pouco a pouco o que há de mim
Nas faces mais decrépitas, saudades.
E quando me percebo em tal estrada
A porta pelas neves entranhada
Enquanto em invernal também invades.
7
As cenas entre gozos fartos, risos,
Apenas desviando o velho rumo
E quando na verdade eu me acostumo
Ausentes passos largos e precisos,
Somando os mais terríveis prejuízos
Aos poucos me perdendo em vago fumo,
Somente nos meus sonhos inda aprumo
Os dias noutros tantos. Vis granizos.
Rendido ao temporal e já sabendo
Do corpo em cada ausência apodrecendo
Marcado pelas vagas, vãs tenazes.
Do todo em absoluta e até pretensa
Verdade aonde o nada mais compensa
Esgoto cada sonho que inda trazes.
8
Minha alma em turbulência agora queda
E todo o meu passado se aflorando
No olhar desta medonha ameaçando
Pagando com cruel, mesma moeda,
Do todo aonde a vida em vão se veda
O corte mais audaz, decerto é quando
O rumo noutro tanto desviando
Na espúria escuridão já se envereda.
Apático poeta, um aprendiz,
Que um dia além do todo bem mais quis
E agora se tornando a garatuja
Do quanto poderia e se abortara,
A morte aonde em glória cultivara
Das minhas emoções ora se suja.
9
A garra destes anos se aprofunda
Na carne deste estúpido poeta,
E quando no vazio se repleta
Uma alma sem caminho, mera e imunda,
O todo se transforma em moribunda
Presença que deveras me completa,
Penetra-me com fúria intensa a seta
Na face mais audaz e nauseabunda.
Efêmera ilusão domina a cena
De quem em tolo amor já se apequena
E volta o seu olhar para o vazio,
Cenário aonde eu vejo últimos atos
Os dias se mostrando mais ingratos,
E mesmo assim em mim, tolo, os recrio.
10
Após a minha morte o que viria?
A sorte de saber o desengano
Da vida em cada passo, e me profano
Bebendo desta imunda hipocrisia,
O olhar se transcendendo em rebeldia
Puindo da esperança o ledo pano,
Arcando com meus erros se me dano,
O todo noutra face mostraria
Apenas o resgate do medonho
Caminho aonde vago e me proponho
Sabendo do final tempestuoso,
E tento ao desvendar o meu tormento
O mero e tão sofrível que acalento
Num ar até quem sabe, mais jocoso?
A neve entranha uma alma em desvario
E traz no inverno atroz que agora enfrento
O medo em mortalha e se inda tento
Desvendar os segredos deste rio,
Enquanto cada passo desafio
E bebo com furor ainda o vento,
Rendido nestas tramas, sofrimento,
O meu caminho perde o tênue fio.
Tecido pelas ânsias do passado
O corte a cada instante aprofundando
Gerando dentro em mim imensa chaga,
Assim ao me mostrar bem mais desnudo,
Decerto, e com razões jamais desnudo
Uma alma cuja sombra espúria afaga.
2
Um vago tremular entorpecendo
O olhar neste horizonte em brumas feito,
E quando meu caminho segue o leito
Do atroz passo ao que nunca mais desvendo
No quanto ainda teimo me excedendo
Mortalha se tecendo e me deleito
Da pútrida vontade em que me deito,
Olhando para trás, um mero adendo.
E perco a direção dos passos quando
O olhar noutra seara acumulando
Fatídicas e lúbricas verdades
E assim do quanto fora libertário
O sonho de um passado, hoje um corsário
Do qual a cada saque mais agrades;
3
A minha senda perde qualquer brilho
Enquanto perpetuo a solitária
Manhã em fúria vaga e temerária
Porquanto me concebo este andarilho
E quando em excrescências eu palmilho,
Minha alma etérea e tola procelária
Ainda se mostrando necessária
Roubando o que me resta de algum brilho.
Amordaçando enfim a minha voz,
Na pálida incerteza, o mesmo algoz
Revive a desmedida hipocrisia
E quando me concebo em verso amargo
As luzes mesmo frágeis; teimo e largo
Matando o que pudesse ser um dia.
4
Minha alma se perdendo em asas pobres
Vagando pela espúria imensidão
Sem ter sequer caminho nem noção
Vivendo deste manto em que me cobres,
E quando de soslaio tu descobres
A face mesmo amarga, solidão,
Resumo novos tempos onde estão
Os sinos que decerto em trevas dobres.
Alcanço esta terrível derrocada
E ao ver; assim, findada a tola estada
De um corpo pela vida espoliado,
Eu tento num sorriso, ainda mero
Mostrar novo caminho, mas só quero
O olhar entorpecido do passado.
5
As rosas entranhando com espinhos
A pele aonde um dia se quis clara,
O cântico em louvor já desampara
Os dias que virão bem sei mesquinhos,
Roubando da esperança frágeis ninhos,
A sorte se propõe noutra seara
E o verso a todo instante semeara
Alheios caminhares, mais sozinhos.
Na bem querência tola eu posso ver
Apenas desenhado o desprazer
E dele cada parto já se aborta,
O feto se transforma em podridão,
Apenas as mortalhas cobrirão
Rapinas nas janelas, pela porta...
6
Nevando sobre as portas onde entrara
A solidão decerto em ar sombrio,
O quanto dos meus dias os recrio
Moldando a frágil luz nesta seara
E bebo do fantoche aonde a apara
Percebe-se ou decerto ainda esguio
Olhar descendo alheio pelo rio,
Aonde toda mágoa desaguara.
E resolutamente sigo ao fim,
Matando pouco a pouco o que há de mim
Nas faces mais decrépitas, saudades.
E quando me percebo em tal estrada
A porta pelas neves entranhada
Enquanto em invernal também invades.
7
As cenas entre gozos fartos, risos,
Apenas desviando o velho rumo
E quando na verdade eu me acostumo
Ausentes passos largos e precisos,
Somando os mais terríveis prejuízos
Aos poucos me perdendo em vago fumo,
Somente nos meus sonhos inda aprumo
Os dias noutros tantos. Vis granizos.
Rendido ao temporal e já sabendo
Do corpo em cada ausência apodrecendo
Marcado pelas vagas, vãs tenazes.
Do todo em absoluta e até pretensa
Verdade aonde o nada mais compensa
Esgoto cada sonho que inda trazes.
8
Minha alma em turbulência agora queda
E todo o meu passado se aflorando
No olhar desta medonha ameaçando
Pagando com cruel, mesma moeda,
Do todo aonde a vida em vão se veda
O corte mais audaz, decerto é quando
O rumo noutro tanto desviando
Na espúria escuridão já se envereda.
Apático poeta, um aprendiz,
Que um dia além do todo bem mais quis
E agora se tornando a garatuja
Do quanto poderia e se abortara,
A morte aonde em glória cultivara
Das minhas emoções ora se suja.
9
A garra destes anos se aprofunda
Na carne deste estúpido poeta,
E quando no vazio se repleta
Uma alma sem caminho, mera e imunda,
O todo se transforma em moribunda
Presença que deveras me completa,
Penetra-me com fúria intensa a seta
Na face mais audaz e nauseabunda.
Efêmera ilusão domina a cena
De quem em tolo amor já se apequena
E volta o seu olhar para o vazio,
Cenário aonde eu vejo últimos atos
Os dias se mostrando mais ingratos,
E mesmo assim em mim, tolo, os recrio.
10
Após a minha morte o que viria?
A sorte de saber o desengano
Da vida em cada passo, e me profano
Bebendo desta imunda hipocrisia,
O olhar se transcendendo em rebeldia
Puindo da esperança o ledo pano,
Arcando com meus erros se me dano,
O todo noutra face mostraria
Apenas o resgate do medonho
Caminho aonde vago e me proponho
Sabendo do final tempestuoso,
E tento ao desvendar o meu tormento
O mero e tão sofrível que acalento
Num ar até quem sabe, mais jocoso?
35781 até 35790
1
O fardo se pesando quando atroz
A imensa ventania se apresenta
Por vezes a saída é tão violenta
Transforma em turbulência a calma foz,
E o verso se mostrando qual algoz
No quanto; a própria luz inda atormenta
Minha alma em tom amargo, enfim sangrenta
Bebendo deste farto ausente em voz.
Penando a passos largos inda creio
No quanto a vida mostre qualquer meio
Cevando enfim além desta saudade
E possa com vigor a fantasia
E nela tal seara se recria
Enquanto sigo alheio à realidade.
2
Quisera simplesmente ser amado,
Talvez a vida fosse bem diversa
E quando o caminhar além dispersa
O passo num caminho malfadado,
Percebo da esperança algum recado
E tento novamente uma alma imersa
No sonho em luz imensa, mas perversa
A realidade nega o passo dado.
O mundo discordante em que penetro
Vagando qual um rei sem reino ou cetro
Somente se traçando em solidão,
Mortalhas da tristeza em desabrigo,
E quando alguma luz inda persigo
Encontro novamente a escuridão.
3
O mundo poderia ser tão meu
Aonde nada vejo além do não,
E quando novos dias mostrarão
O quanto deste passo se perdeu,
Eu vejo e revivendo o amargo breu
No tempo onde a mortalha e a solidão
Desenha com firmeza a negação
Meu canto noutro fado pereceu.
E o verso se amargando em mel intenso,
Olhando para além cedo convenço
O coração da alheia realidade,
Por tanto caminhar inutilmente
Sem ter a solução que se apresente
Ainda que esperança atroz degrade.
4
Revejo em teu olhar tanto desdém
Por onde ainda cria ser plausível
O fato de sonhar, hoje impossível
E o quanto deste amargo me contém,
Mas sei que novos dias sempre vêm
E neles o caminho mais incrível
Gerado pela luz hoje intangível
Jazendo do meu lado um novo alguém.
O fardo se dilui e o contratempo
Jamais resistiria assim ao tempo,
E o quanto se renova traz ainda
O farto desejar mesmo em sombria
Diversa realidade fantasia
Uma alma aonde o sonho se deslinda.
5
Porque bem sei da vida quando traço
O meu caminho imerso em luz distante,
Por vezes outra sorte mais constante
Ocupa no horizonte um largo espaço,
Mas sei o quanto mesmo me desfaço
No fato aonde o nada se agigante
E quantas vezes sinto o degradante
Delírio aonde o dia perde o passo.
O corte incoerente e mais vulgar
A vida noutro tanto a desenhar
A solução que busco para o tanto
Do qual ao me inundar eu poderia
Vislumbrar numa noite mera e fria
Apenas o constante desencanto.
6
São vastos céus aqueles onde eu posso
Traçar novos caminhos mesmo quando
O mundo noutro olhar se debruçando
Diverso deste mero mesmo nosso.
O fado se moldando enquanto endosso
Meu erro no teu erro mais nefando,
E o meu desejo eu sinto se esgotando
Gerando dos meus sonhos tal destroço.
Resumo em ambrosias entre féis
Os cortes mais audazes e cruéis,
Ou mera fantasia e nada mais.
Somente não devoro este funesto
Imenso festival onde me empresto
Depois de vislumbrar dias banais.
7
De todos os reinados da razão
Os olhos procurando algum bom senso
Aonde na verdade em nada penso
Nem mesmo se percebo a solidão,
No quanto a própria vida em divisão
Persiste noutro fardo mais intenso
O gesto tão banal jamais compenso
No farto desviar desta atenção.
Uma emoção gerada por fastio
Revolve o mais atroz e turvo rio,
Matando qualquer luz onde deságua
Ferrenha madrugada em tom venal,
O parto anunciado, desigual,
Gestara do vazio a imensa mágoa.
8
Apóio-me deveras no que um dia
Talvez inda pudesse desvendar
Do tanto e mero e escasso caminhar
Nesta vereda amarga em fantasia,
O rastro que deixaste se esvazia
O manto a cada instante a destroçar
O roto onde a verdade dita o par
Parindo esta inconstância em agonia.
Prenunciando assim o vendaval
O risco se mostrando sempre igual
E nele nada vejo senão caos,
Partícipe da tétrica verdade
Aonde o meu caminho se degrade
Os olhos embotados morrem. Maus.
9
Pisando nas floridas ilusões
E nelas outras cenas se veriam
Nem mesmo os dias turvos serviriam
Enquanto noutro esgoto tu te expões,
O mérito dos dias, negações
Dos quantos ou nem tanto poderiam
Ou mesmo dos meus féis se embeberiam
Os corpos em terríveis podridões.
No pântano que existe dentro em mim,
A seca destroçando algum jardim
Medonha tempestade se apresenta,
Porquanto fora há tempos mais audaz,
E agora nem a morte satisfaz
Uma alma de si mesma mais sedenta.
10
Propostas mais complexas eu teria
Se tudo fosse apenas ilusão
Dos dias onde as luzes não verão
Sequer a menor sombra, poesia.
O parto se traduz melancolia
Meu pensamento alheio, solidão,
O corte se repete e rouba o chão
Aonde nem o caos se cevaria.
Opaca luz desprende-se de ti
E volvo a imaginar o que senti
Ao ver quanto decerto és mais espúria
Noctâmbulo fantasma em pária senda
No quanto a realidade se desvenda,
Esta alma em puro estado de penúria.
O fardo se pesando quando atroz
A imensa ventania se apresenta
Por vezes a saída é tão violenta
Transforma em turbulência a calma foz,
E o verso se mostrando qual algoz
No quanto; a própria luz inda atormenta
Minha alma em tom amargo, enfim sangrenta
Bebendo deste farto ausente em voz.
Penando a passos largos inda creio
No quanto a vida mostre qualquer meio
Cevando enfim além desta saudade
E possa com vigor a fantasia
E nela tal seara se recria
Enquanto sigo alheio à realidade.
2
Quisera simplesmente ser amado,
Talvez a vida fosse bem diversa
E quando o caminhar além dispersa
O passo num caminho malfadado,
Percebo da esperança algum recado
E tento novamente uma alma imersa
No sonho em luz imensa, mas perversa
A realidade nega o passo dado.
O mundo discordante em que penetro
Vagando qual um rei sem reino ou cetro
Somente se traçando em solidão,
Mortalhas da tristeza em desabrigo,
E quando alguma luz inda persigo
Encontro novamente a escuridão.
3
O mundo poderia ser tão meu
Aonde nada vejo além do não,
E quando novos dias mostrarão
O quanto deste passo se perdeu,
Eu vejo e revivendo o amargo breu
No tempo onde a mortalha e a solidão
Desenha com firmeza a negação
Meu canto noutro fado pereceu.
E o verso se amargando em mel intenso,
Olhando para além cedo convenço
O coração da alheia realidade,
Por tanto caminhar inutilmente
Sem ter a solução que se apresente
Ainda que esperança atroz degrade.
4
Revejo em teu olhar tanto desdém
Por onde ainda cria ser plausível
O fato de sonhar, hoje impossível
E o quanto deste amargo me contém,
Mas sei que novos dias sempre vêm
E neles o caminho mais incrível
Gerado pela luz hoje intangível
Jazendo do meu lado um novo alguém.
O fardo se dilui e o contratempo
Jamais resistiria assim ao tempo,
E o quanto se renova traz ainda
O farto desejar mesmo em sombria
Diversa realidade fantasia
Uma alma aonde o sonho se deslinda.
5
Porque bem sei da vida quando traço
O meu caminho imerso em luz distante,
Por vezes outra sorte mais constante
Ocupa no horizonte um largo espaço,
Mas sei o quanto mesmo me desfaço
No fato aonde o nada se agigante
E quantas vezes sinto o degradante
Delírio aonde o dia perde o passo.
O corte incoerente e mais vulgar
A vida noutro tanto a desenhar
A solução que busco para o tanto
Do qual ao me inundar eu poderia
Vislumbrar numa noite mera e fria
Apenas o constante desencanto.
6
São vastos céus aqueles onde eu posso
Traçar novos caminhos mesmo quando
O mundo noutro olhar se debruçando
Diverso deste mero mesmo nosso.
O fado se moldando enquanto endosso
Meu erro no teu erro mais nefando,
E o meu desejo eu sinto se esgotando
Gerando dos meus sonhos tal destroço.
Resumo em ambrosias entre féis
Os cortes mais audazes e cruéis,
Ou mera fantasia e nada mais.
Somente não devoro este funesto
Imenso festival onde me empresto
Depois de vislumbrar dias banais.
7
De todos os reinados da razão
Os olhos procurando algum bom senso
Aonde na verdade em nada penso
Nem mesmo se percebo a solidão,
No quanto a própria vida em divisão
Persiste noutro fardo mais intenso
O gesto tão banal jamais compenso
No farto desviar desta atenção.
Uma emoção gerada por fastio
Revolve o mais atroz e turvo rio,
Matando qualquer luz onde deságua
Ferrenha madrugada em tom venal,
O parto anunciado, desigual,
Gestara do vazio a imensa mágoa.
8
Apóio-me deveras no que um dia
Talvez inda pudesse desvendar
Do tanto e mero e escasso caminhar
Nesta vereda amarga em fantasia,
O rastro que deixaste se esvazia
O manto a cada instante a destroçar
O roto onde a verdade dita o par
Parindo esta inconstância em agonia.
Prenunciando assim o vendaval
O risco se mostrando sempre igual
E nele nada vejo senão caos,
Partícipe da tétrica verdade
Aonde o meu caminho se degrade
Os olhos embotados morrem. Maus.
9
Pisando nas floridas ilusões
E nelas outras cenas se veriam
Nem mesmo os dias turvos serviriam
Enquanto noutro esgoto tu te expões,
O mérito dos dias, negações
Dos quantos ou nem tanto poderiam
Ou mesmo dos meus féis se embeberiam
Os corpos em terríveis podridões.
No pântano que existe dentro em mim,
A seca destroçando algum jardim
Medonha tempestade se apresenta,
Porquanto fora há tempos mais audaz,
E agora nem a morte satisfaz
Uma alma de si mesma mais sedenta.
10
Propostas mais complexas eu teria
Se tudo fosse apenas ilusão
Dos dias onde as luzes não verão
Sequer a menor sombra, poesia.
O parto se traduz melancolia
Meu pensamento alheio, solidão,
O corte se repete e rouba o chão
Aonde nem o caos se cevaria.
Opaca luz desprende-se de ti
E volvo a imaginar o que senti
Ao ver quanto decerto és mais espúria
Noctâmbulo fantasma em pária senda
No quanto a realidade se desvenda,
Esta alma em puro estado de penúria.
35771 até 35780
1
Imagens dolorosas de outros dias
Aonde poderia acreditar
Ainda alguma luz a me guiar
Por entre noites toscas e sombrias,
E quando a cada passo percebias
O quanto é necessário inda lutar
Para poder enfim saber luar
E acreditar em novas fantasias,
O mundo se renega e nada vejo
Senão a mera ausência do desejo
Amortalhando enfim este caminho
E bebo cada gota da penumbra
Nem mesmo alguma luz já vislumbra
Persisto sem destino e vou sozinho.
2
Acreditava enfim em fartas rosas
Aonde se espalhara esta semente
E agora tal cenário se apresente
Em turvas tardes frias e penosas,
O quanto deste sonho não mais gozas,
O todo se desnuda plenamente
E o quanto do viver de mim se ausente
Porquanto as horas morrem dolorosas,
E tantas ilusões a vida traz,
O sonho mais feliz, hoje mordaz
Apenas uma vã caricatura
Do todo desnudado em tua ausência
Sem ter neste canteiro a florescência
A solidão adentra e me amargura.
3
Acreditara outrora em cada afago
Da vida aonde vejo agora o vão
E sei da incontestável solidão
No dia mais atroz por onde vago,
Vivera com certeza um manso lago
E quando se chegara a previsão
Do tempo numa tétrica estação
Apenas meu olhar ausente eu trago
E vejo tão somente a realidade
No passo se transborda esta verdade
E dela nada vejo no horizonte
Porquanto fora um dia mais feliz,
O olhar em turbulência contradiz
Negando cada brilho que desponte.
4
O frêmito das ondas sobre a areia
Delineando a vida em outra face,
Sem ter o quanto possa; o nada eu trace
No quanto a sorte em mim morrendo alheia
O olhar ausente agora delineia
O tanto desnudado em duro impasse
Vivendo a solidão nela embarace
O passo aonde a morte se incendeia.
Assim ao preceder o verso amargo
As ânsias de um futuro, enfim eu largo
E sigo para ausência e nada mais,
Sombria realidade dominando
Num ar quase terrível e nefando
Sonega plenamente qualquer cais.
5
As lágrimas rolando neste rosto
Esgotam o que fora uma esperança
E quando trespassada em mim tal lança
O mundo noutra face vejo exposto,
O quanto poderia ser proposto
E agora nada trama em confiança
Gerando este vazio aonde avança
O olhar para o não ser seguindo oposto
E quantas vezes pude acreditar
Na fonte iridescente, mas galgar
Apenas no meu peito esta incerteza
Gestando a solidão cruel e vã,
O olhar procura inútil u’a manhã
Aonde não se veja só tristeza.
6
Ansiosamente eu busco após a noite
Alguma luz e nela se sacia
O olhar onde vivera a fantasia
E tão somente vira tal açoite,
No quanto a realidade se apresenta
E mostra sem as máscaras de outrora
A face desdenhosa onde se aflora
A inútil e mordaz, louca tormenta,
Eu vejo desvendada a realidade
E nisto a solidão que se pintara
Mostrando na verdade a crua escara
Por onde tão somente a morte invade,
Mas sei do quando rege uma esperança
E em plena tempestade, a vida avança.
7
Palavras misteriosas traduzidas
Nas ânsias solitárias e ferozes,
Ouvindo do passado vivas vozes
Mostrando luas pálidas, sofridas,
Ao renascer em mim diversas vidas
E nelas outras tantas buscam fozes
Porquanto se esvaindo em vãos e atrozes
Caminhos eu encontro tais saídas
Nas vagas sensações desta esperança
Que quando sem pedir agora alcança
Por mais que na verdade isto me ilude
Revivo neste instante e tão somente
O quando ainda vivo tal semente
E nela um ar em rara plenitude.
8
Ousando na palavra tal buril
Que possa permitir um passo além
Sabendo deste encanto e nele vêm
As sortes onde nunca se previu,
O tanto deste passo mais sutil
E nele a realidade me convém
Sentindo tão distante ainda o bem
Embora um ar se mostre mais gentil,
Esperançosamente ora prossigo
E mesmo quando ausente algum abrigo
Consigo vislumbrar belo horizonte
Aonde esta mortalha se desfaça
E novo amanhecer sem a fumaça
De outrora o meu olhar ainda aponte.
9
Pudesse ter em mim o que perdi
E ter em minhas mãos esta certeza
Da vida com real, rara leveza
Que um dia eu conhecera, amor, em si.
Agora ao perceber quanto eu sorvi
Da faca mais amarga da vileza
Embora inda persista a sutileza
Saudade dominando tudo aqui,
E sendo assim a vida se amortalha
Num campo tão cruel, venal batalha
Espalha no horizonte em tom brumoso
Agrisalhando o passo rumo ao nada,
A sorte noutra senda já selada,
Revivo o tempo claro e majestoso...
10
Num passado feliz e até sincero
O dia transformado em luz serena,
Agora a realidade se envenena
Distante do que pensa ou mesmo quero,
O verso se transborda em tom mais fero
A própria realidade me apequena
E vejo a cada instante a mesma cena
No amor mais belo e raro que inda espero
Revisitando a casa aonde outrora
A sorte desta feita não demora,
E tudo se renova em vã saudade,
Olhando para além e nada existe
O coração decerto embora triste
Dos brilhos do que fora ora se invade.
Imagens dolorosas de outros dias
Aonde poderia acreditar
Ainda alguma luz a me guiar
Por entre noites toscas e sombrias,
E quando a cada passo percebias
O quanto é necessário inda lutar
Para poder enfim saber luar
E acreditar em novas fantasias,
O mundo se renega e nada vejo
Senão a mera ausência do desejo
Amortalhando enfim este caminho
E bebo cada gota da penumbra
Nem mesmo alguma luz já vislumbra
Persisto sem destino e vou sozinho.
2
Acreditava enfim em fartas rosas
Aonde se espalhara esta semente
E agora tal cenário se apresente
Em turvas tardes frias e penosas,
O quanto deste sonho não mais gozas,
O todo se desnuda plenamente
E o quanto do viver de mim se ausente
Porquanto as horas morrem dolorosas,
E tantas ilusões a vida traz,
O sonho mais feliz, hoje mordaz
Apenas uma vã caricatura
Do todo desnudado em tua ausência
Sem ter neste canteiro a florescência
A solidão adentra e me amargura.
3
Acreditara outrora em cada afago
Da vida aonde vejo agora o vão
E sei da incontestável solidão
No dia mais atroz por onde vago,
Vivera com certeza um manso lago
E quando se chegara a previsão
Do tempo numa tétrica estação
Apenas meu olhar ausente eu trago
E vejo tão somente a realidade
No passo se transborda esta verdade
E dela nada vejo no horizonte
Porquanto fora um dia mais feliz,
O olhar em turbulência contradiz
Negando cada brilho que desponte.
4
O frêmito das ondas sobre a areia
Delineando a vida em outra face,
Sem ter o quanto possa; o nada eu trace
No quanto a sorte em mim morrendo alheia
O olhar ausente agora delineia
O tanto desnudado em duro impasse
Vivendo a solidão nela embarace
O passo aonde a morte se incendeia.
Assim ao preceder o verso amargo
As ânsias de um futuro, enfim eu largo
E sigo para ausência e nada mais,
Sombria realidade dominando
Num ar quase terrível e nefando
Sonega plenamente qualquer cais.
5
As lágrimas rolando neste rosto
Esgotam o que fora uma esperança
E quando trespassada em mim tal lança
O mundo noutra face vejo exposto,
O quanto poderia ser proposto
E agora nada trama em confiança
Gerando este vazio aonde avança
O olhar para o não ser seguindo oposto
E quantas vezes pude acreditar
Na fonte iridescente, mas galgar
Apenas no meu peito esta incerteza
Gestando a solidão cruel e vã,
O olhar procura inútil u’a manhã
Aonde não se veja só tristeza.
6
Ansiosamente eu busco após a noite
Alguma luz e nela se sacia
O olhar onde vivera a fantasia
E tão somente vira tal açoite,
No quanto a realidade se apresenta
E mostra sem as máscaras de outrora
A face desdenhosa onde se aflora
A inútil e mordaz, louca tormenta,
Eu vejo desvendada a realidade
E nisto a solidão que se pintara
Mostrando na verdade a crua escara
Por onde tão somente a morte invade,
Mas sei do quando rege uma esperança
E em plena tempestade, a vida avança.
7
Palavras misteriosas traduzidas
Nas ânsias solitárias e ferozes,
Ouvindo do passado vivas vozes
Mostrando luas pálidas, sofridas,
Ao renascer em mim diversas vidas
E nelas outras tantas buscam fozes
Porquanto se esvaindo em vãos e atrozes
Caminhos eu encontro tais saídas
Nas vagas sensações desta esperança
Que quando sem pedir agora alcança
Por mais que na verdade isto me ilude
Revivo neste instante e tão somente
O quando ainda vivo tal semente
E nela um ar em rara plenitude.
8
Ousando na palavra tal buril
Que possa permitir um passo além
Sabendo deste encanto e nele vêm
As sortes onde nunca se previu,
O tanto deste passo mais sutil
E nele a realidade me convém
Sentindo tão distante ainda o bem
Embora um ar se mostre mais gentil,
Esperançosamente ora prossigo
E mesmo quando ausente algum abrigo
Consigo vislumbrar belo horizonte
Aonde esta mortalha se desfaça
E novo amanhecer sem a fumaça
De outrora o meu olhar ainda aponte.
9
Pudesse ter em mim o que perdi
E ter em minhas mãos esta certeza
Da vida com real, rara leveza
Que um dia eu conhecera, amor, em si.
Agora ao perceber quanto eu sorvi
Da faca mais amarga da vileza
Embora inda persista a sutileza
Saudade dominando tudo aqui,
E sendo assim a vida se amortalha
Num campo tão cruel, venal batalha
Espalha no horizonte em tom brumoso
Agrisalhando o passo rumo ao nada,
A sorte noutra senda já selada,
Revivo o tempo claro e majestoso...
10
Num passado feliz e até sincero
O dia transformado em luz serena,
Agora a realidade se envenena
Distante do que pensa ou mesmo quero,
O verso se transborda em tom mais fero
A própria realidade me apequena
E vejo a cada instante a mesma cena
No amor mais belo e raro que inda espero
Revisitando a casa aonde outrora
A sorte desta feita não demora,
E tudo se renova em vã saudade,
Olhando para além e nada existe
O coração decerto embora triste
Dos brilhos do que fora ora se invade.
35761 até 35770
1
Aonde no princípio mero tédio
A vida agora em nova face expõe
O mundo aonde o ausente se dispõe
Diverso deste sonho em claro assédio,
Erguendo da ilusão sobejo prédio
E nele a intensidade onde dispõe
A força incomparável e se põe
De todos os temores, o remédio.
Eclodem maravilhas neste templo
E nele cada brilho hoje eu contemplo
Na pura tradução do farto amor,
E tendo esta beleza sobre nós
No quanto se pensara ser atroz
Um raro amanhecer a se propor.
2
Tu que penetraste em todo sonho
E dominaste sem mesmo saber
Ao espalhar em mim o florescer
De um tempo mais feliz, raro e risonho,
Aonde num passado tão medonho
Havia tão somente o desprazer
Nesta semente farta; o bem querer,
Um novo caminhar; quero e componho
Nas noites onde outrora a solidão
Reinara, agora imenso este clarão
Da lua se deitando sobre mim,
Ao lado em envolvente maravilha
A deusa dos meus sonhos, minha diva
Mantendo esta esperança sempre viva
E em raios florescentes me polvilha.
3
Tu que penetraste em todo sonho
E dominaste sem mesmo saber
Ao espalhar em mim o florescer
De um tempo mais feliz, raro e risonho,
Aonde num passado tão medonho
Havia tão somente o desprazer
Nesta semente farta; o bem querer,
Um novo caminhar; quero e componho
Nas noites onde outrora a solidão
Reinara, agora imenso este clarão
Da lua se deitando sobre mim,
Ao lado em envolvente maravilha
A deusa dos meus sonhos, minha diva
Mantendo esta esperança sempre viva
E em raios florescentes me polvilha.
4
A ver a velha sombra nos rondando
De um tempo aonde a sorte se mostrara
Deveras dolorida e mais amara,
Um ar quase terrível vago e infando,
Agora noutra face se moldando
A vida aonde o passo já se ampara
E nela a fantasia realizara
Aquele cujo sonho fora brando,
E tendo onde pudesse ver a foz
Do amor reinando intenso sobre nós
Eu vejo esta sombria face amarga,
Porém ao perceber tua presença
No brilho inconfundível me convença
Da benção; cujo olhar já não me larga.
5
Olhar sem horizonte, ao léu e insano
Durante tanto tempo havia em mim,
Apenas a tortura e já sem fim
A dor se transformando em perda e dano,
O quanto agora sigo o soberano
Caminho feito em glória e sei que enfim
Eu possa vislumbrar d’aonde eu vim
Um mundo se mostrando em claro plano,
Do tão puído pano da ilusão
Agora em mais completa sensação
O amor domina o espaço e doma em paz
Lutando por um dia ser feliz,
Percebo nos teus olhos o que eu quis
Na intensa claridade imensa, audaz.
6
O luto aonde outrora perfazia
A vida em dor sem tréguas, sem descanso,
Porém no teu caminho me esperanço
E vejo iluminado um novo dia
E nele tanto brilho em alegria
E assim rumo ao futuro ainda avanço
E quanto mais audaz o passo eu lanço
Maior percebo em nós esta harmonia,
Amar-te é como um sonho realizado
O céu deveras belo e irradiado
No brilho incontestável deste encanto,
E tendo esta certeza a cada passo
O amor ocupa assim qualquer espaço
E a dor em solidão, de mim espanto.
7
Vislumbro em teu olhar a mansa lua
Deitando seu clarão sobre quem passa,
A vida quando outrora em vã trapaça
Deveras dominara a sorte atua
E toma as plenas rédeas deste sonho,
Porquanto encontre em ti o que procuro
Trazendo a claridade a um céu escuro
Dourando o que pensara tão medonho;
Assim ao se mostrar intensamente
O amor domina o passo e se pressente
O novo aonde outrora houvera o nada,
E o quanto te desejo se revela
Ao perfazer a messe em rara tela
Nas ânsias deste amor sendo tramada.
8
Olhando muito além, para o infinito
Viceja dentro em mim esta esperança
Aonde cada brilho ainda alcança
Cenário se mostrando mais bonito,
E quando se percebe eu não evito
E sinto com fulgor onde se lança
O mundo em paz e nele esta aliança
Gerando o amanhecer em claro rito,
Recebo intensamente neste olhar
Beleza sem igual a dominar
O todo se gestando a cada brilho
E quando se imagina novo templo
A sombra do passado; inda contemplo
E a realidade atroz; viva, palmilho.
9
Envolto em plena treva eu vejo apenas
Os rituais sombrios de uma vida
Aonde se pensara percebida
Não tendo na verdade novas cenas,
O quanto deste tanto me apequenas
Nesta ânsia tão feroz e dolorida
Pudesse ainda crer numa saída
E nela novas sendas mais serenas,
O fato de sonhar impediria
O que pensara ainda em fantasia
Gestando muito além do que se vê
Na face inconseqüente de um amor,
E nele se perdendo o brilho e a cor,
O todo se apresente sem por que.
10
O peito aonde outrora havia a sensação
De um novo amanhecer iridescente
Agora em plena treva se apresente
Negando o que restara de um verão
O passo se moldando em simples não
No quanto ainda resta do aparente
Desejo mais audaz, nada se sente
Somente o fardo amargo e a solidão.
Resíduos de um caminho aonde outrora
A sorte iluminara, mas se aflora
Apenas o sombrio e nada mais,
O todo se dilui em mera sombra
O rosto de uma fera atroz assombra
Gerando os mais terríveis temporais.
Aonde no princípio mero tédio
A vida agora em nova face expõe
O mundo aonde o ausente se dispõe
Diverso deste sonho em claro assédio,
Erguendo da ilusão sobejo prédio
E nele a intensidade onde dispõe
A força incomparável e se põe
De todos os temores, o remédio.
Eclodem maravilhas neste templo
E nele cada brilho hoje eu contemplo
Na pura tradução do farto amor,
E tendo esta beleza sobre nós
No quanto se pensara ser atroz
Um raro amanhecer a se propor.
2
Tu que penetraste em todo sonho
E dominaste sem mesmo saber
Ao espalhar em mim o florescer
De um tempo mais feliz, raro e risonho,
Aonde num passado tão medonho
Havia tão somente o desprazer
Nesta semente farta; o bem querer,
Um novo caminhar; quero e componho
Nas noites onde outrora a solidão
Reinara, agora imenso este clarão
Da lua se deitando sobre mim,
Ao lado em envolvente maravilha
A deusa dos meus sonhos, minha diva
Mantendo esta esperança sempre viva
E em raios florescentes me polvilha.
3
Tu que penetraste em todo sonho
E dominaste sem mesmo saber
Ao espalhar em mim o florescer
De um tempo mais feliz, raro e risonho,
Aonde num passado tão medonho
Havia tão somente o desprazer
Nesta semente farta; o bem querer,
Um novo caminhar; quero e componho
Nas noites onde outrora a solidão
Reinara, agora imenso este clarão
Da lua se deitando sobre mim,
Ao lado em envolvente maravilha
A deusa dos meus sonhos, minha diva
Mantendo esta esperança sempre viva
E em raios florescentes me polvilha.
4
A ver a velha sombra nos rondando
De um tempo aonde a sorte se mostrara
Deveras dolorida e mais amara,
Um ar quase terrível vago e infando,
Agora noutra face se moldando
A vida aonde o passo já se ampara
E nela a fantasia realizara
Aquele cujo sonho fora brando,
E tendo onde pudesse ver a foz
Do amor reinando intenso sobre nós
Eu vejo esta sombria face amarga,
Porém ao perceber tua presença
No brilho inconfundível me convença
Da benção; cujo olhar já não me larga.
5
Olhar sem horizonte, ao léu e insano
Durante tanto tempo havia em mim,
Apenas a tortura e já sem fim
A dor se transformando em perda e dano,
O quanto agora sigo o soberano
Caminho feito em glória e sei que enfim
Eu possa vislumbrar d’aonde eu vim
Um mundo se mostrando em claro plano,
Do tão puído pano da ilusão
Agora em mais completa sensação
O amor domina o espaço e doma em paz
Lutando por um dia ser feliz,
Percebo nos teus olhos o que eu quis
Na intensa claridade imensa, audaz.
6
O luto aonde outrora perfazia
A vida em dor sem tréguas, sem descanso,
Porém no teu caminho me esperanço
E vejo iluminado um novo dia
E nele tanto brilho em alegria
E assim rumo ao futuro ainda avanço
E quanto mais audaz o passo eu lanço
Maior percebo em nós esta harmonia,
Amar-te é como um sonho realizado
O céu deveras belo e irradiado
No brilho incontestável deste encanto,
E tendo esta certeza a cada passo
O amor ocupa assim qualquer espaço
E a dor em solidão, de mim espanto.
7
Vislumbro em teu olhar a mansa lua
Deitando seu clarão sobre quem passa,
A vida quando outrora em vã trapaça
Deveras dominara a sorte atua
E toma as plenas rédeas deste sonho,
Porquanto encontre em ti o que procuro
Trazendo a claridade a um céu escuro
Dourando o que pensara tão medonho;
Assim ao se mostrar intensamente
O amor domina o passo e se pressente
O novo aonde outrora houvera o nada,
E o quanto te desejo se revela
Ao perfazer a messe em rara tela
Nas ânsias deste amor sendo tramada.
8
Olhando muito além, para o infinito
Viceja dentro em mim esta esperança
Aonde cada brilho ainda alcança
Cenário se mostrando mais bonito,
E quando se percebe eu não evito
E sinto com fulgor onde se lança
O mundo em paz e nele esta aliança
Gerando o amanhecer em claro rito,
Recebo intensamente neste olhar
Beleza sem igual a dominar
O todo se gestando a cada brilho
E quando se imagina novo templo
A sombra do passado; inda contemplo
E a realidade atroz; viva, palmilho.
9
Envolto em plena treva eu vejo apenas
Os rituais sombrios de uma vida
Aonde se pensara percebida
Não tendo na verdade novas cenas,
O quanto deste tanto me apequenas
Nesta ânsia tão feroz e dolorida
Pudesse ainda crer numa saída
E nela novas sendas mais serenas,
O fato de sonhar impediria
O que pensara ainda em fantasia
Gestando muito além do que se vê
Na face inconseqüente de um amor,
E nele se perdendo o brilho e a cor,
O todo se apresente sem por que.
10
O peito aonde outrora havia a sensação
De um novo amanhecer iridescente
Agora em plena treva se apresente
Negando o que restara de um verão
O passo se moldando em simples não
No quanto ainda resta do aparente
Desejo mais audaz, nada se sente
Somente o fardo amargo e a solidão.
Resíduos de um caminho aonde outrora
A sorte iluminara, mas se aflora
Apenas o sombrio e nada mais,
O todo se dilui em mera sombra
O rosto de uma fera atroz assombra
Gerando os mais terríveis temporais.
35751 até 35760
Nas estrelas escrito
O teu nome posso ler
Cada brilho irá trazer
Muito além deste infinito
O que tanto dá prazer
e se ao menos neste rito
onde além de um mero mito
poderia enfim saber
do caminho rumo ao tanto
onde mesmo me agiganto
no que possa ou mesmo não
encontrando o que buscara
noite intensa bela e clara
onde sonhos se virão
bebo o sonho mais audaz
e teimando contra a fúria
que traduz a farta incúria
onde o silêncio se faz
já não tendo nem a paz
muito embora sem lamúria
bem distante da penúria
onde ausência não se traz
num olhar clarividente
toda a sorte se apresente
noutra face em sensatez
meu caminho rumo ao tanto
quando vejo e não me espanto
muito aquém do que tu vês
resumindo cada fato
no que possa traduzir
um caminho que há de vir
onde tanto me retrato
na verdade se maltrato
o meu tempo sem sentir
a verdade há de impedir
onde tanto me desato
rumo ao tanto mas já farto
do que possa parecer
outra noite sem prazer
solidão adentra o quarto
impedindo novo dia
mera e frágil fantasia
levo a vida desta forma
sem caminho e sem paragem
procurando nova aragem
onde o tudo se transforma
e deveras tal reforma
permitira esta miragem
onde o tempo diz viagem
sem ter regra nega a norma
e portanto em liberdade
quando a vida já degrade
impedindo o caminhar
possa ser feito um cometa
sem ter rumo e sem ter meta
nos espaços a vagar
onde vai literatura
onde nada concretiza
esperança è leda brisa
tantas vezes se procura
numa noite tão escura
e se a sorte desavisa
este solo não se pisa
quando muito me amargura
o que peço è tão somente
que se mude num repente
o caminho já sem rumo
verso livre alma presa
não se vê qualquer surpresa
tudo pronto pro consumo
a minha alma brasileira
procurando qualquer trilho
onde tanto este andarilho
busca a face verdadeira
mesmo contra o que não queira
rebentando este espartilho
repetindo este estribilho
reformando esta bandeira
onde o verde vira gris
onde tudo se desdiz
E deveras se acredita
num futuro que não vem
da esperança muito aquém
noutra senda mais bonita
desvairado caminhar
entre pedras farto espinho
num cenário tão mesquinho
onde teimo em procurar
qualquer brilho de um luar
muito embora vá sozinho
nestas lendas do caminho
onde quisera encontrar
a verdade impunemente
mas sabendo o que se sente
noutra face mais comum
do que tanto desejara
a certeza desampara
chegando a lugar nenhum
faces velhas da verdade
muito embora corriqueiras
mostram vidas sem fronteiras
esperança rompe a grade
mas se tanto se degrade
entre fases costumeiras
muito além do que inda queiras
vai distante a liberdade
a certeza de um futuro
onde possa e me asseguro
do vazio que virá
nada resta nem a sombra
e a verdade se me assombra
noutra face mostrará
onde soltam barcos velas
navegando sem destino
se decerto eu me fascino
quando o sonho em mim atrelas
noites claras calmas belas
coração velho menino
que deveras se me nino
decifrando raras telas
tecelã de clara luz
lua plena me conduz
acendendo a lamparina
quando tudo se escurece
o seu brilho farto tece
e o cenário se ilumina
Que dizes do viver em sonho apenas
Rondando este mistério incomparável
Vibrando num caminho impenetrável
Aonde sem saber tu te serenas,
E quando as noites forem mais amenas
O amor a velha fonte renovável
E nele cada dia incomparável
Vivendo perecíveis, toscas cenas.
No templo em que vê tal amplidão
E dela nova senda ou estação
Formada pelas luzes onde a gente
Vislumbre a poesia a cada passo,
E quando desta forma o sonho eu faço
Um claro amanhecer nos apresente.
O teu nome posso ler
Cada brilho irá trazer
Muito além deste infinito
O que tanto dá prazer
e se ao menos neste rito
onde além de um mero mito
poderia enfim saber
do caminho rumo ao tanto
onde mesmo me agiganto
no que possa ou mesmo não
encontrando o que buscara
noite intensa bela e clara
onde sonhos se virão
bebo o sonho mais audaz
e teimando contra a fúria
que traduz a farta incúria
onde o silêncio se faz
já não tendo nem a paz
muito embora sem lamúria
bem distante da penúria
onde ausência não se traz
num olhar clarividente
toda a sorte se apresente
noutra face em sensatez
meu caminho rumo ao tanto
quando vejo e não me espanto
muito aquém do que tu vês
resumindo cada fato
no que possa traduzir
um caminho que há de vir
onde tanto me retrato
na verdade se maltrato
o meu tempo sem sentir
a verdade há de impedir
onde tanto me desato
rumo ao tanto mas já farto
do que possa parecer
outra noite sem prazer
solidão adentra o quarto
impedindo novo dia
mera e frágil fantasia
levo a vida desta forma
sem caminho e sem paragem
procurando nova aragem
onde o tudo se transforma
e deveras tal reforma
permitira esta miragem
onde o tempo diz viagem
sem ter regra nega a norma
e portanto em liberdade
quando a vida já degrade
impedindo o caminhar
possa ser feito um cometa
sem ter rumo e sem ter meta
nos espaços a vagar
onde vai literatura
onde nada concretiza
esperança è leda brisa
tantas vezes se procura
numa noite tão escura
e se a sorte desavisa
este solo não se pisa
quando muito me amargura
o que peço è tão somente
que se mude num repente
o caminho já sem rumo
verso livre alma presa
não se vê qualquer surpresa
tudo pronto pro consumo
a minha alma brasileira
procurando qualquer trilho
onde tanto este andarilho
busca a face verdadeira
mesmo contra o que não queira
rebentando este espartilho
repetindo este estribilho
reformando esta bandeira
onde o verde vira gris
onde tudo se desdiz
E deveras se acredita
num futuro que não vem
da esperança muito aquém
noutra senda mais bonita
desvairado caminhar
entre pedras farto espinho
num cenário tão mesquinho
onde teimo em procurar
qualquer brilho de um luar
muito embora vá sozinho
nestas lendas do caminho
onde quisera encontrar
a verdade impunemente
mas sabendo o que se sente
noutra face mais comum
do que tanto desejara
a certeza desampara
chegando a lugar nenhum
faces velhas da verdade
muito embora corriqueiras
mostram vidas sem fronteiras
esperança rompe a grade
mas se tanto se degrade
entre fases costumeiras
muito além do que inda queiras
vai distante a liberdade
a certeza de um futuro
onde possa e me asseguro
do vazio que virá
nada resta nem a sombra
e a verdade se me assombra
noutra face mostrará
onde soltam barcos velas
navegando sem destino
se decerto eu me fascino
quando o sonho em mim atrelas
noites claras calmas belas
coração velho menino
que deveras se me nino
decifrando raras telas
tecelã de clara luz
lua plena me conduz
acendendo a lamparina
quando tudo se escurece
o seu brilho farto tece
e o cenário se ilumina
Que dizes do viver em sonho apenas
Rondando este mistério incomparável
Vibrando num caminho impenetrável
Aonde sem saber tu te serenas,
E quando as noites forem mais amenas
O amor a velha fonte renovável
E nele cada dia incomparável
Vivendo perecíveis, toscas cenas.
No templo em que vê tal amplidão
E dela nova senda ou estação
Formada pelas luzes onde a gente
Vislumbre a poesia a cada passo,
E quando desta forma o sonho eu faço
Um claro amanhecer nos apresente.
35741 até 35750
fosse um campeador
nestas sendas mais agrestes
da maneira que viestes
num instante sonhador
coração tramando amor
onde em sombra me revestes
tantas vezes não contestes
outro rumo em turva cor
nos delírios da emoção
os martírios costumeiros
e bebesse nos ribeiros
desta farta sensação
aflorando em versos vários
dias turvos temerários
delineias a pousada
de quem tente algum alento
e se tanto ainda tento
perceber na mera estrada
outra sombra desvendada
entranhando o pensamento
muito embora o sofrimento
rege a fúria dita o nada
sou assim e sendo disto
o caminho em que persisto
sem ter rumo ou sequer trama
a verdade diz do quando
coração atroz nefando
na verdade ainda clama
vem chegando à minha porta
a emoção que já pudera
desvendar qualquer espera
onde o sonho enfim se aborta
no cenário em que conforta
apascenta qualquer fera
e delira noutra esfera
tanta luz quando comporta
a verdade por si só
reduzindo qualquer messe
onde nada se obedece
onde o sonho vira pó
encontrando bem cerrada
a esperança noutra senda
sem ter nada que me atenda
ou talvez demonstre estrada
muito além da decifrada
onde tudo já se entenda
como sorte que se estenda
noutra face desnudada
rompo o tempo e ganho a sorte
do que tanto me conforte
ou deveras me sacia
a certeza neste olhar
dita cada caminhar
procurando um novo dia
nada além do velho medo
onde possa desfiar
a esperança de um lugar
onde seja disto e ledo
cada parte que concedo
noutra tanta a demonstrar
o que possa imaginar
sem decerto algum segredo
desta forma vejo o quanto
entretanto não me espanto
nem sequer já poderia
vendo a vida desta forma
onde o nada se deforma
e transforma o dia a dia
sendo mais além e assim
o que possa imaginar
ao beber deste lutar
noutra senda já se fim
desvendando ao que ora vim
penetrando devagar
ou se ainda hei de vagar
procurando ver em mim
o brilhar de uma esperança
onde o todo não avança
deixa o lodo para trás
e mergulho no vazio
onde mesmo me recrio
no que o tempo não me traz
sei que tanto se quebranta
a verdade noutra cena
onde o tempo me serena
onde a voz deveras canta
esperança se agiganta
e vagando sem a pena
mesmo quando me envenena
eu procuro e nada espanta
quem se sabe muito mais
do que tanto poderia
ou deveras a ousadia
perpetua vendavais
neles sorvo cada gota
noutra face atroz e rota
amor quando a vida gela
e transcende algum outono
o caminho aonde adono
a certeza dita a vela
e se bebo e se revela
o quando deste abandono
na verdade não abono
nem tampouco em mim se atrela
a certeza mais sutil
onde nada se previu
a não ser esta incerteza
bebo gota após o farto
e se nem sequer me aparto
luto contra a correnteza
quando abrisse a porta então
serviria como alento
o render do pensamento
noutra face e direção
onde bebo a servidão
não aquieta o sofrimento
e se tanto inda lamento
outros dias que virão
servindo de luminária
contra a fonte procelária
do vazio que se estende
no caminho mais sobejo
tanto quanto não prevejo
pouca coisa se desvende
a porta que se abrindo
trará dor e perdão
ao mesmo tempo em vão
deveras se eu deslindo
caminho já ruindo
em frágil direção
no quanto inda virão
os dias em quer brindo
na glória de um amor
em plena liberdade
e quando a dor invade
buscando o redentor
mas no gozo e prazer
mais fácil o esquecer
nestas sendas mais agrestes
da maneira que viestes
num instante sonhador
coração tramando amor
onde em sombra me revestes
tantas vezes não contestes
outro rumo em turva cor
nos delírios da emoção
os martírios costumeiros
e bebesse nos ribeiros
desta farta sensação
aflorando em versos vários
dias turvos temerários
delineias a pousada
de quem tente algum alento
e se tanto ainda tento
perceber na mera estrada
outra sombra desvendada
entranhando o pensamento
muito embora o sofrimento
rege a fúria dita o nada
sou assim e sendo disto
o caminho em que persisto
sem ter rumo ou sequer trama
a verdade diz do quando
coração atroz nefando
na verdade ainda clama
vem chegando à minha porta
a emoção que já pudera
desvendar qualquer espera
onde o sonho enfim se aborta
no cenário em que conforta
apascenta qualquer fera
e delira noutra esfera
tanta luz quando comporta
a verdade por si só
reduzindo qualquer messe
onde nada se obedece
onde o sonho vira pó
encontrando bem cerrada
a esperança noutra senda
sem ter nada que me atenda
ou talvez demonstre estrada
muito além da decifrada
onde tudo já se entenda
como sorte que se estenda
noutra face desnudada
rompo o tempo e ganho a sorte
do que tanto me conforte
ou deveras me sacia
a certeza neste olhar
dita cada caminhar
procurando um novo dia
nada além do velho medo
onde possa desfiar
a esperança de um lugar
onde seja disto e ledo
cada parte que concedo
noutra tanta a demonstrar
o que possa imaginar
sem decerto algum segredo
desta forma vejo o quanto
entretanto não me espanto
nem sequer já poderia
vendo a vida desta forma
onde o nada se deforma
e transforma o dia a dia
sendo mais além e assim
o que possa imaginar
ao beber deste lutar
noutra senda já se fim
desvendando ao que ora vim
penetrando devagar
ou se ainda hei de vagar
procurando ver em mim
o brilhar de uma esperança
onde o todo não avança
deixa o lodo para trás
e mergulho no vazio
onde mesmo me recrio
no que o tempo não me traz
sei que tanto se quebranta
a verdade noutra cena
onde o tempo me serena
onde a voz deveras canta
esperança se agiganta
e vagando sem a pena
mesmo quando me envenena
eu procuro e nada espanta
quem se sabe muito mais
do que tanto poderia
ou deveras a ousadia
perpetua vendavais
neles sorvo cada gota
noutra face atroz e rota
amor quando a vida gela
e transcende algum outono
o caminho aonde adono
a certeza dita a vela
e se bebo e se revela
o quando deste abandono
na verdade não abono
nem tampouco em mim se atrela
a certeza mais sutil
onde nada se previu
a não ser esta incerteza
bebo gota após o farto
e se nem sequer me aparto
luto contra a correnteza
quando abrisse a porta então
serviria como alento
o render do pensamento
noutra face e direção
onde bebo a servidão
não aquieta o sofrimento
e se tanto inda lamento
outros dias que virão
servindo de luminária
contra a fonte procelária
do vazio que se estende
no caminho mais sobejo
tanto quanto não prevejo
pouca coisa se desvende
a porta que se abrindo
trará dor e perdão
ao mesmo tempo em vão
deveras se eu deslindo
caminho já ruindo
em frágil direção
no quanto inda virão
os dias em quer brindo
na glória de um amor
em plena liberdade
e quando a dor invade
buscando o redentor
mas no gozo e prazer
mais fácil o esquecer
35731 até 35740
em alta voz eu clamo
buscando itinerário
porquanto necessário
o rumo que ora tramo
sem escravos nem amo
nem mesmo o temerário
caminho em que corsário
o mundo quando bramo
num tempo em que talvez
ao qual no quanto crês
se veja a solidão
ditando a imprecisão
da qual se tanto escapo
gestando em mim farrapo
uma ferida imensa
na farta noite em vão
pudesse noutro chão
restar o que convença
no passo que compensa
infausta solução
traçando a direção
onde em nada se pensa
somente no fastio
do vago e imenso rio
e dele vejo a foz
resumo que pudera
da ausente primavera
ainda viva em voz
aos pés de quem pudesse
tramar algum caminho
no quanto sou mesquinho
ausente em mim a messe
na qual tudo se esquece
e bebo deste vinho
no quanto sou sozinho
o peso em que se tece
as mãos já superpostas
diversas do que em postas
a vida já cortara
eu sinto a mesma dor
e busco a morta flor
em fonte tosca e amara
na dança mortal desde que a vida
tramara novo tempo eu posso crer
na face desdenhosa do querer
ausenta de meus olhos a saída
e vejo novamente sendo urdida
em mágoas simplesmente o desprazer
e quando sinto o outono a me tolher
a sorte noutra face decidida
resumos do que tanto desejara
em noite costumeira e se prepara
a sorte noutra face desdenhosa<
assim o meu caminho se decora
na face que deveras me devora
e nela esta verdade que se glosa
o mundo aonde tanto poderia
haver a salvação de quem se dera
singrando farto mar em tola espera
no cais onde decerto a vida fia
envolto pelas sombras da alegria
e neste renascer o quanto gera
da vida novamente destempera
deixando para trás a fantasia
querendo a liberdade a cada passo
e sendo a vida a mais do que inda traço
e trago neste verso em voz sofrida
assim eu mergulhando neste vago
procuro qualquer forma enquanto trago
as ânsias costumeiras desta vida
beleza é necessária frente a vida
que tantas vezes fere e nos maltrata
no belo desenhar de cada mata
na bela sensação da sorte urdida
na paz e na vontade se aguerrida
no corte que deveras nos resgata
na face da verdade mesmo ingrata
na porta em que se vê uma saída
na fonte inusitada em fado e dor
no porte incomparável da ilusão
nos dias entre chuvas no perdão
no amor a cada instante a se compor
Lacrando o que pudesse
ainda me trazer
a sorte posso ver
no quanto se obedece
o passo que ora tece
a vida noutro ser
e gera este prazer
e dela sorte e messe
resgato o meu passado
e sinto este legado
em nova face exposto
sentindo em harmonia
o vento que traria
da vida suave gosto
o vento desordena
o tempo reproduz
a falta de uma luz
a voz que se envenena
a vida sendo plena
ao tanto quanto opus
caminho em paz se pus
ainda me serena
adentro temporais
e vejo muito mais
que mera imprevidência
buscando novo rumo
o quanto ainda aprumo
e tento esta clemência
os olhos em janeiros
diversos se moldando
no quanto surge quando
afloram-se canteiros
e sinto derradeiros
os dias revelando
o tempo se esgotando
em sonhos vis rasteiros
o quanto do desejo
ainda se rastejo
lampejos adivinho
no todo se mostrara
a vida desampara
se nela sou mesquinho
buscando itinerário
porquanto necessário
o rumo que ora tramo
sem escravos nem amo
nem mesmo o temerário
caminho em que corsário
o mundo quando bramo
num tempo em que talvez
ao qual no quanto crês
se veja a solidão
ditando a imprecisão
da qual se tanto escapo
gestando em mim farrapo
uma ferida imensa
na farta noite em vão
pudesse noutro chão
restar o que convença
no passo que compensa
infausta solução
traçando a direção
onde em nada se pensa
somente no fastio
do vago e imenso rio
e dele vejo a foz
resumo que pudera
da ausente primavera
ainda viva em voz
aos pés de quem pudesse
tramar algum caminho
no quanto sou mesquinho
ausente em mim a messe
na qual tudo se esquece
e bebo deste vinho
no quanto sou sozinho
o peso em que se tece
as mãos já superpostas
diversas do que em postas
a vida já cortara
eu sinto a mesma dor
e busco a morta flor
em fonte tosca e amara
na dança mortal desde que a vida
tramara novo tempo eu posso crer
na face desdenhosa do querer
ausenta de meus olhos a saída
e vejo novamente sendo urdida
em mágoas simplesmente o desprazer
e quando sinto o outono a me tolher
a sorte noutra face decidida
resumos do que tanto desejara
em noite costumeira e se prepara
a sorte noutra face desdenhosa<
assim o meu caminho se decora
na face que deveras me devora
e nela esta verdade que se glosa
o mundo aonde tanto poderia
haver a salvação de quem se dera
singrando farto mar em tola espera
no cais onde decerto a vida fia
envolto pelas sombras da alegria
e neste renascer o quanto gera
da vida novamente destempera
deixando para trás a fantasia
querendo a liberdade a cada passo
e sendo a vida a mais do que inda traço
e trago neste verso em voz sofrida
assim eu mergulhando neste vago
procuro qualquer forma enquanto trago
as ânsias costumeiras desta vida
beleza é necessária frente a vida
que tantas vezes fere e nos maltrata
no belo desenhar de cada mata
na bela sensação da sorte urdida
na paz e na vontade se aguerrida
no corte que deveras nos resgata
na face da verdade mesmo ingrata
na porta em que se vê uma saída
na fonte inusitada em fado e dor
no porte incomparável da ilusão
nos dias entre chuvas no perdão
no amor a cada instante a se compor
Lacrando o que pudesse
ainda me trazer
a sorte posso ver
no quanto se obedece
o passo que ora tece
a vida noutro ser
e gera este prazer
e dela sorte e messe
resgato o meu passado
e sinto este legado
em nova face exposto
sentindo em harmonia
o vento que traria
da vida suave gosto
o vento desordena
o tempo reproduz
a falta de uma luz
a voz que se envenena
a vida sendo plena
ao tanto quanto opus
caminho em paz se pus
ainda me serena
adentro temporais
e vejo muito mais
que mera imprevidência
buscando novo rumo
o quanto ainda aprumo
e tento esta clemência
os olhos em janeiros
diversos se moldando
no quanto surge quando
afloram-se canteiros
e sinto derradeiros
os dias revelando
o tempo se esgotando
em sonhos vis rasteiros
o quanto do desejo
ainda se rastejo
lampejos adivinho
no todo se mostrara
a vida desampara
se nela sou mesquinho
35721 até 35731
pudesse sem desdém
vencer os meus tormentos
diversos sentimentos
no quanto ainda vem
disperso de algum bem
e nele tantos ventos
adentram pensamentos
no quanto sei também
do verso inesperado
do corte anunciado
na morte mais precoce
e sei que no final
penetro em desigual
caminho que me acosse
o quanto sempre choro
na ausência do que um dia
pensara em alegria
e agora em vão deploro
no quanto me decoro
de luz e poesia
sorvendo o que viria
enquanto revigoro
o passo rumo ao tanto
e bebo deste encanto
em luzes mais sublimes
buscando tão somente
o quanto se pressente
enquanto inda me estimes
na dureza do verso
inclemência se traz
e a voz por ser audaz
no quanto mesmo adverso
permito estar imerso
nas ânsias desta paz
aonde tanto faz
o ser outro universo
vagando em noite plena
a lua mais serena
bebendo este regato
e nela se fartando
o sonho doce e brando
e nele me retrato
volvendo num instante
a face mais suave
sem nada que me agrave
ou mesmo na estressante
viagem onde encante
o quanto nada trave
o passo que se crave
na face degradante
restando um passo atroz
e quando busco a foz
encontro outro caminho
e nesta profusão
de senda e direção
do todo me avizinho
falaria tanta vez
quanto fosse necessária
noutra face temerária
ou na plena sensatez
e deveras quando vês
noutro tanto a procelária
sendo uma alma esta alimária
onde gesta a lucidez
bebo em goles fartos vida
e se tanto sei saída
onde nunca imaginasse
o caminho se porfia
noutro tempo em fantasia
demonstrando nova face
nunca mais irei calar
o que sinto e me liberta
porta em cena agora aberta
permitindo navegar
entre tantas diz luar
e se ainda posso alar
coração em hora incerta
a verdade não deserta
quem sonhara e quer sonhar
vagas noites do passado
novo tempo anunciado
no perdão e liberdade
onde amor gerando o passo
na verdade não desfaço
o que mostre a claridade
quando envio em sonho e riso
o meu manto assim cerzido
bebo as sombras do esquecido
e diverso paraíso
noutro tanto se indeciso
entre as sendas da libido
beijo o corpo se envolvido
no caminho mais preciso
tento alhures sei e já
o que tanto se fará
na verdade que liberta
a palavra soberana
com certeza não se engana
nesta porta sempre aberta
o meu dia dita o dano
onde posso e me transforma
alma rota nova forma
e se tanto ainda engano
o meu passo em desengano
desenhando rumo e norma
necessária outra reforma
de um amor mais soberano
feito em tanta luz perdão
e buscando a direção
que deveras nos liberta
muito mais do que palavra
interessa sempre a lavra
desvendando a descoberta
uma fonte bela e clara
onde tantas vezes vejo
muito mais do que um lampejo
o caminho se declara
e se a vida dita a rara
caminhada em que prevejo
neste véu feito azulejo
verdejando o que pudesse
no poder de qualquer prece
a verdade tão sublime
rende farta majestade
a quem ama a liberdade
dos grilhões já nos redime
não ser amado e desejar
quem tanto procurei e não sabia
que a cada novo passo em fantasia
bebera cada raio de um luar
distante do meu tanto navegar
na noite muitas vezes leda e fria
gerando dentro em mim tal agonia
aonde poderia desvendar
caminho mais diverso em luz intensa
aonde cada passo mais convença
do dia mais atroz que se apresenta
do amor que tanto quis e não se vê
o mundo prosseguindo sem por que
somente bebo enfim vaga e tormenta
vencer os meus tormentos
diversos sentimentos
no quanto ainda vem
disperso de algum bem
e nele tantos ventos
adentram pensamentos
no quanto sei também
do verso inesperado
do corte anunciado
na morte mais precoce
e sei que no final
penetro em desigual
caminho que me acosse
o quanto sempre choro
na ausência do que um dia
pensara em alegria
e agora em vão deploro
no quanto me decoro
de luz e poesia
sorvendo o que viria
enquanto revigoro
o passo rumo ao tanto
e bebo deste encanto
em luzes mais sublimes
buscando tão somente
o quanto se pressente
enquanto inda me estimes
na dureza do verso
inclemência se traz
e a voz por ser audaz
no quanto mesmo adverso
permito estar imerso
nas ânsias desta paz
aonde tanto faz
o ser outro universo
vagando em noite plena
a lua mais serena
bebendo este regato
e nela se fartando
o sonho doce e brando
e nele me retrato
volvendo num instante
a face mais suave
sem nada que me agrave
ou mesmo na estressante
viagem onde encante
o quanto nada trave
o passo que se crave
na face degradante
restando um passo atroz
e quando busco a foz
encontro outro caminho
e nesta profusão
de senda e direção
do todo me avizinho
falaria tanta vez
quanto fosse necessária
noutra face temerária
ou na plena sensatez
e deveras quando vês
noutro tanto a procelária
sendo uma alma esta alimária
onde gesta a lucidez
bebo em goles fartos vida
e se tanto sei saída
onde nunca imaginasse
o caminho se porfia
noutro tempo em fantasia
demonstrando nova face
nunca mais irei calar
o que sinto e me liberta
porta em cena agora aberta
permitindo navegar
entre tantas diz luar
e se ainda posso alar
coração em hora incerta
a verdade não deserta
quem sonhara e quer sonhar
vagas noites do passado
novo tempo anunciado
no perdão e liberdade
onde amor gerando o passo
na verdade não desfaço
o que mostre a claridade
quando envio em sonho e riso
o meu manto assim cerzido
bebo as sombras do esquecido
e diverso paraíso
noutro tanto se indeciso
entre as sendas da libido
beijo o corpo se envolvido
no caminho mais preciso
tento alhures sei e já
o que tanto se fará
na verdade que liberta
a palavra soberana
com certeza não se engana
nesta porta sempre aberta
o meu dia dita o dano
onde posso e me transforma
alma rota nova forma
e se tanto ainda engano
o meu passo em desengano
desenhando rumo e norma
necessária outra reforma
de um amor mais soberano
feito em tanta luz perdão
e buscando a direção
que deveras nos liberta
muito mais do que palavra
interessa sempre a lavra
desvendando a descoberta
uma fonte bela e clara
onde tantas vezes vejo
muito mais do que um lampejo
o caminho se declara
e se a vida dita a rara
caminhada em que prevejo
neste véu feito azulejo
verdejando o que pudesse
no poder de qualquer prece
a verdade tão sublime
rende farta majestade
a quem ama a liberdade
dos grilhões já nos redime
não ser amado e desejar
quem tanto procurei e não sabia
que a cada novo passo em fantasia
bebera cada raio de um luar
distante do meu tanto navegar
na noite muitas vezes leda e fria
gerando dentro em mim tal agonia
aonde poderia desvendar
caminho mais diverso em luz intensa
aonde cada passo mais convença
do dia mais atroz que se apresenta
do amor que tanto quis e não se vê
o mundo prosseguindo sem por que
somente bebo enfim vaga e tormenta
35691 até 35720
1
O amor dita esperança
No peito de quem sonha
E se nele proponha
A vida em temperança
Na paz, rara aliança
Na face mais risonha
De quem nunca se oponha
Enquanto a vida avança
Em glória e plenitude
No amor a juventude
E nela a liberdade
Que seja a direção
Aonde a redenção
Supere qualquer grade.
2
Detrás de cada passo
Nas fases desta lua
A sorte continua
Caminhos novos traço
E tento enquanto eu faço
Uma alma clara e nua
E plena ela flutua
Galgando etéreo espaço
O verso dita a norma
Do quanto se transforma
Em luzes bem mais fortes
Prateia toda a estrada
Na cena enluarada
Moldando nossas sortes.
3
O luar do sertão
A sorte desairosa
Beijando cada rosa
Encontro a solução
E vejo desde então
A senda majestosa
Embora caprichosa
Domina o coração
Resisto o quanto posso
Ao canto todo nosso
Intensa maravilha
Enquanto a lua cheia
Do amor conhece a teia
E além mais forte brilha.
4
Branqueia-se no outono
Os olhos no horizonte
Do inverno sei a fonte
E dela já me adono
No quanto posso e abono
O passo gera a ponte
E quanto mais aponte
Negando um abandono
Eu vivo o cobre em folhas
Enquanto tu recolhas
As sortes mansas sendas
Sinais do quanto venha
Mantendo acesa em lenha
A brasa em que se estendas.
5
Nos olhos imortais
De um Deus que dera a vida
Seara a ser vencida
Enfrento os vendavais
E beijo os triunfais
Caminhos desta lida
No amor viva saída
No entanto é muito mais
Perdão ditando o rumo
Enquanto o bem assumo
E o tempo em paz invade,
Maior, porém que o canto
Sem medo nem quebranto
A força em liberdade.
6
O fulgor deste sol
Dourando amanhecer
Ditando este prazer
Reinando em arrebol
A vida seguem em prol
Do que pudesse crer
No quanto pude ver
Enquanto girassol,
Assim me entranho em vida
E vejo a ser cumprida
A sina da labuta
E quando ouvindo o dia
A voz em harmonia
O coração escuta.
7
Por toda a parte vejo
As sombras do que fui
No rio quando flui
As ânsias do desejo
No olhar, vivo lampejo
No passo aonde influi
No tempo que dilui
No coração andejo,
Reparto o que coleto
E quando o predileto
Caminho se adivinha
A sorte repartida
Porquanto fosse vida
É tua é nossa é minha.
8
A terra hospitaleira
O coração também
No quanto ainda vem
Além do que se queira
Vagando em corredeira
O amor ditando o bem
Sem perguntar a quem
Alçando esta bandeira
E nela este horizonte
No quanto já desponte
A luz que trago em mim
Brindando ao que vê
E sem saber por que
Até que chegue ao fim.
9
Honrando a nossa glória
De ter o coração
Aberto sem senão
E nisso ver vitória
Mantendo viva a história
Aos novos que virão
Cevando este vulcão
Revisto na memória
O tempo diz do quanto
Ainda ouvindo o canto
Do outrora pro amanhã
Assim revivo o dia
E quanto mais o via
Cumprira o meu afã.
10
Um soneto em chave de ouro
A certeza de um momento
Onde todo o sofrimento
Já não tendo ancoradouro
Tendo o sol onde me douro
Libertário pensamento
Nele cada passo invento
Desde um claro nascedouro
Tanto amor nesta fartura
Noite clara, bela e pura
Lua cheia no sertão
Nos meus olhos, claridade
Nos anseios da saudade
Dominando o coração.
11
Neste monumento à vida
A beleza tão sublime
Cada engodo se redime
Dos meus medos, a saída
Uma estrada a ser cumprida
Cada curva que se estime
A certeza que suprime
Erro em tom de despedida,
Vejo além deste horizonte
Forte brilho que me aponte
Onde encontro o paraíso,
Neste edênico caminho
Já não sigo mais sozinho
Tendo o amor que mais preciso.
12
Em total deslumbramento
Vejo a vida sem igual
Sigo um rito triunfal
Nos meus sonhos me alimento
E deveras pensamento
Num cenário magistral
Ganha espaço sideral
Desta vida, o seu fomento
Vejo então, em mim certeza
De deitar em tal leveza
Cada verso que eu fizer
Nos teus braços, o meu colo,
No teu corpo o farto solo
E o cultivo que se quer.
13
Na beleza do meu sonho
Encontrei a tua face
Quando a vida em luzes passe
Cada verso que componho
Sendo assim bem mais risonho
Pelo medo nunca grasse
Nos anseios sempre trace
A certeza onde me ponho
Muito mais que a fantasia
Que decerto sempre havia
Nos meus olhos de poeta
Ao beber de tua pele
O delírio que atropele
Minha vida se completa
14
nos meus dias tanto sonho
ilusões se repetindo
outro tempo quando brindo
neste canto mais risonho
deixo atrás dia enfadonho
num cenário bem mais lindo
e se tanto quero infindo
o caminho que proponho
vivo sem saber da dor
e nem mesmo do vazio
e se ainda fantasio
com ternura e com fulgor
espalhando a poesia
dia e noite e noite e dia
15
entre ruas e cidades
a vontade não se cala
a minha alma se è vassala
nos meus antros quando invades
espalhando tempestades
neste sonho que avassala
adentrando quarto e sala
entre fartas claridades
risco o tempo e ganho a sorte
que deveras me comporte
e me trague a poesia
sendo assim jamais me canso
coração batendo manso
entranhado de alegria
16
deslumbrando o meu olhar
adentrando na retina
a lembrança da menina
que teimei em tanto amar
a beleza a me tocar
na verdade já domina
tanto quanto me alucina
não me deixa nem pensar
adentrando noite afora
tal imagem me devora
e se entorna a cada instante
no que posso ter em mente
este amor não se desmente
num olhar mais fascinante
17
nos meus olhos a gerais
toma viva cada instante
e se ainda segue avante
enfrentando temporais
bebo a sorte e quero mais
noutro fato se adiante
dos meus olhos vai distante
mas no peito seus cristais
tomam conta e sem espaço
vou vivendo sem cansaço
cada espaço que inda possa
ao lavrar cada palavra
cultivando rara lavra
nos meus olhos trago a roça
18
o tempo que me socorre
na verdade não desnuda
esta sorte que me iluda
e deveras nunca morre
se decerto estou de porre
a saudade em mim se gruda
e se fosse tão miúda
pr’outras bandas já não corre
vivo assim e não me calo
coração criando calo
de tanto querer alguém
quando a noite se apresenta
para uma alma tão sedenta
nem a sombra ainda vem
19
sem saber de quem viria
nem tampouco adivinhasse
do caminho novo impasse
impedindo um claro dia
e o quando se poderia
ao mostrar uma outra face
no caminho que inda grasse
venço toda esta ironia
de quem sabe e não pergunta
a minha alma já se ajunta
aos caminhos mais sutis
e se tento outro momento
neste sonho me alimento
e deveras sou feliz
20
tu me viste enfim chorando
depois desta noite fria
onde tanta poesia
se mostrara em ar mais brando
o meu peito desnudando
onde vivo esta alegria
e se tenho uma agonia
nada mais se faz infando
e percebo o quanto posso
neste mundo todo nosso
feito em luz e claridade
o meu verso se completa
na minha alma de poeta
vou cevando a liberdade
21
não permito zombaria
onde amor pudesse ser
o que tanto deu prazer
e me trouxe esta agonia
o meu verso em cantoria
na viola o bem querer
invadindo amanhecer
continua noutro dia
venço o medo do passado
e se estou acompanhado
coração deste mineiro
palpitando de vontade
não se cansa na verdade
de ser sempre seresteiro
22
minha aldeia tem pastores
e decerto farto gado
coração iluminado
trilha o céu em tantas cores
esquecendo dissabores
deixo o resto no passado
o meu sonho decifrado
dita enfim fartos amores
neles sei a direção
onde possa acreditar
nas estrelas no luar
nesta imensa dimensão
deste mundo sem limites
onde em luzes acredites
23
sem saber da companhia
de quem tanto quis agora
o meu mundo se demora
noutra senda mais vazia
e decerto se recria
o que o tempo já devora
entre tantas se decora
com a imensa fantasia
de quem busca a liberdade
e portanto mais agrade
a quem dita a redenção
novo tempo se apresenta
neste amor que me apascenta
e nas sendas do perdão
24
como um peixe fora dӇgua
o meu sonho sem o teu
adentrando em pleno breu
alimenta a vida em mágoa
e deveras sem a frágua
o meu mundo escureceu
este coração perdeu
o caminho onde deságua
sendo assim tão discrepante
o que tanto se levante
e permita outra saída
eu já vejo a minha estada
sem sentido ou quase nada
despedindo-se da vida
25
como pode um ser pensante
viver sem a companhia
de quem tanto poderia
ajudar a cada instante
um cenário fascinante
tanto amor sempre recria
e deveras a alegria
como fosse um diamante
preparado para a feste
onde tudo já se empresta
à beleza do viver
sendo assim eu não me canso
procurando este remanso
onde existe o bem querer
26
no meio do mar imenso
tantas vezes me perdi
e me vendo agora aqui
neste amor somente eu penso
cada dia me convenço
deste cais que encontro em ti
onde tanto persisti
hoje mesmo me compenso
do sofrimento que insiste
neste coração tão triste
sem saber de ancoradouro
mas se tenho esta promessa
o meu barco já se apressa
e desvenda este tesouro
27
no teu porto poderia
o meu barco ter a messe
quando o sonho assim se tece
nas entranhas da alegria
outro tempo surgiria
e decerto se obedece
o caminho não se esquece
rumo ao cais da fantasia
vendo ao longe estes sinais
que permitam crer no cais
bem mais perto que eu pensara
a verdade me tocando
mesmo em vento manso e brando
a esperança tudo aclara
28
deste mar feito em procela
o meu cais bem mais distante
no que tanto se adiante
abro o peito solto a vela
e a verdade se revela
num momento fascinante
onde a vida a cada instante
no teu porto já se atrela
vendo assim o meu destino
na verdade não domino
a vontade de chegar
minha volta necessária
muito embora a procelária
já não vejo descansar
29
o vento segurando
e a vontade de chegar
nesta casa meu lugar
coração em contrabando
esperança me tomando
com vontade de beijar
quem desejo tanto amar
sem saber nem como ou quando
o meu barco em vendaval
esperando algum sinal
onde encontre um manso cais
dominando esta esperança
cada instante mais avança
30
depreciando o passo rumo ao quanto
ainda poderia desde quando
o mundo noutro instante se forrando
deixando para trás o desencanto
e quando mais distante me adianto
procuro noutro espaço navegando
em mar bem mais suave ameno brando
calando dentro em mim temor e pranto
gestando esta ilusão que ainda possa
gerar dentro de mim temor e fossa
escuto sempre ao longe este marulho
e tento quanto mais possa viver
searas desejosas de um querer
aonde inutilmente em vão mergulho
O amor dita esperança
No peito de quem sonha
E se nele proponha
A vida em temperança
Na paz, rara aliança
Na face mais risonha
De quem nunca se oponha
Enquanto a vida avança
Em glória e plenitude
No amor a juventude
E nela a liberdade
Que seja a direção
Aonde a redenção
Supere qualquer grade.
2
Detrás de cada passo
Nas fases desta lua
A sorte continua
Caminhos novos traço
E tento enquanto eu faço
Uma alma clara e nua
E plena ela flutua
Galgando etéreo espaço
O verso dita a norma
Do quanto se transforma
Em luzes bem mais fortes
Prateia toda a estrada
Na cena enluarada
Moldando nossas sortes.
3
O luar do sertão
A sorte desairosa
Beijando cada rosa
Encontro a solução
E vejo desde então
A senda majestosa
Embora caprichosa
Domina o coração
Resisto o quanto posso
Ao canto todo nosso
Intensa maravilha
Enquanto a lua cheia
Do amor conhece a teia
E além mais forte brilha.
4
Branqueia-se no outono
Os olhos no horizonte
Do inverno sei a fonte
E dela já me adono
No quanto posso e abono
O passo gera a ponte
E quanto mais aponte
Negando um abandono
Eu vivo o cobre em folhas
Enquanto tu recolhas
As sortes mansas sendas
Sinais do quanto venha
Mantendo acesa em lenha
A brasa em que se estendas.
5
Nos olhos imortais
De um Deus que dera a vida
Seara a ser vencida
Enfrento os vendavais
E beijo os triunfais
Caminhos desta lida
No amor viva saída
No entanto é muito mais
Perdão ditando o rumo
Enquanto o bem assumo
E o tempo em paz invade,
Maior, porém que o canto
Sem medo nem quebranto
A força em liberdade.
6
O fulgor deste sol
Dourando amanhecer
Ditando este prazer
Reinando em arrebol
A vida seguem em prol
Do que pudesse crer
No quanto pude ver
Enquanto girassol,
Assim me entranho em vida
E vejo a ser cumprida
A sina da labuta
E quando ouvindo o dia
A voz em harmonia
O coração escuta.
7
Por toda a parte vejo
As sombras do que fui
No rio quando flui
As ânsias do desejo
No olhar, vivo lampejo
No passo aonde influi
No tempo que dilui
No coração andejo,
Reparto o que coleto
E quando o predileto
Caminho se adivinha
A sorte repartida
Porquanto fosse vida
É tua é nossa é minha.
8
A terra hospitaleira
O coração também
No quanto ainda vem
Além do que se queira
Vagando em corredeira
O amor ditando o bem
Sem perguntar a quem
Alçando esta bandeira
E nela este horizonte
No quanto já desponte
A luz que trago em mim
Brindando ao que vê
E sem saber por que
Até que chegue ao fim.
9
Honrando a nossa glória
De ter o coração
Aberto sem senão
E nisso ver vitória
Mantendo viva a história
Aos novos que virão
Cevando este vulcão
Revisto na memória
O tempo diz do quanto
Ainda ouvindo o canto
Do outrora pro amanhã
Assim revivo o dia
E quanto mais o via
Cumprira o meu afã.
10
Um soneto em chave de ouro
A certeza de um momento
Onde todo o sofrimento
Já não tendo ancoradouro
Tendo o sol onde me douro
Libertário pensamento
Nele cada passo invento
Desde um claro nascedouro
Tanto amor nesta fartura
Noite clara, bela e pura
Lua cheia no sertão
Nos meus olhos, claridade
Nos anseios da saudade
Dominando o coração.
11
Neste monumento à vida
A beleza tão sublime
Cada engodo se redime
Dos meus medos, a saída
Uma estrada a ser cumprida
Cada curva que se estime
A certeza que suprime
Erro em tom de despedida,
Vejo além deste horizonte
Forte brilho que me aponte
Onde encontro o paraíso,
Neste edênico caminho
Já não sigo mais sozinho
Tendo o amor que mais preciso.
12
Em total deslumbramento
Vejo a vida sem igual
Sigo um rito triunfal
Nos meus sonhos me alimento
E deveras pensamento
Num cenário magistral
Ganha espaço sideral
Desta vida, o seu fomento
Vejo então, em mim certeza
De deitar em tal leveza
Cada verso que eu fizer
Nos teus braços, o meu colo,
No teu corpo o farto solo
E o cultivo que se quer.
13
Na beleza do meu sonho
Encontrei a tua face
Quando a vida em luzes passe
Cada verso que componho
Sendo assim bem mais risonho
Pelo medo nunca grasse
Nos anseios sempre trace
A certeza onde me ponho
Muito mais que a fantasia
Que decerto sempre havia
Nos meus olhos de poeta
Ao beber de tua pele
O delírio que atropele
Minha vida se completa
14
nos meus dias tanto sonho
ilusões se repetindo
outro tempo quando brindo
neste canto mais risonho
deixo atrás dia enfadonho
num cenário bem mais lindo
e se tanto quero infindo
o caminho que proponho
vivo sem saber da dor
e nem mesmo do vazio
e se ainda fantasio
com ternura e com fulgor
espalhando a poesia
dia e noite e noite e dia
15
entre ruas e cidades
a vontade não se cala
a minha alma se è vassala
nos meus antros quando invades
espalhando tempestades
neste sonho que avassala
adentrando quarto e sala
entre fartas claridades
risco o tempo e ganho a sorte
que deveras me comporte
e me trague a poesia
sendo assim jamais me canso
coração batendo manso
entranhado de alegria
16
deslumbrando o meu olhar
adentrando na retina
a lembrança da menina
que teimei em tanto amar
a beleza a me tocar
na verdade já domina
tanto quanto me alucina
não me deixa nem pensar
adentrando noite afora
tal imagem me devora
e se entorna a cada instante
no que posso ter em mente
este amor não se desmente
num olhar mais fascinante
17
nos meus olhos a gerais
toma viva cada instante
e se ainda segue avante
enfrentando temporais
bebo a sorte e quero mais
noutro fato se adiante
dos meus olhos vai distante
mas no peito seus cristais
tomam conta e sem espaço
vou vivendo sem cansaço
cada espaço que inda possa
ao lavrar cada palavra
cultivando rara lavra
nos meus olhos trago a roça
18
o tempo que me socorre
na verdade não desnuda
esta sorte que me iluda
e deveras nunca morre
se decerto estou de porre
a saudade em mim se gruda
e se fosse tão miúda
pr’outras bandas já não corre
vivo assim e não me calo
coração criando calo
de tanto querer alguém
quando a noite se apresenta
para uma alma tão sedenta
nem a sombra ainda vem
19
sem saber de quem viria
nem tampouco adivinhasse
do caminho novo impasse
impedindo um claro dia
e o quando se poderia
ao mostrar uma outra face
no caminho que inda grasse
venço toda esta ironia
de quem sabe e não pergunta
a minha alma já se ajunta
aos caminhos mais sutis
e se tento outro momento
neste sonho me alimento
e deveras sou feliz
20
tu me viste enfim chorando
depois desta noite fria
onde tanta poesia
se mostrara em ar mais brando
o meu peito desnudando
onde vivo esta alegria
e se tenho uma agonia
nada mais se faz infando
e percebo o quanto posso
neste mundo todo nosso
feito em luz e claridade
o meu verso se completa
na minha alma de poeta
vou cevando a liberdade
21
não permito zombaria
onde amor pudesse ser
o que tanto deu prazer
e me trouxe esta agonia
o meu verso em cantoria
na viola o bem querer
invadindo amanhecer
continua noutro dia
venço o medo do passado
e se estou acompanhado
coração deste mineiro
palpitando de vontade
não se cansa na verdade
de ser sempre seresteiro
22
minha aldeia tem pastores
e decerto farto gado
coração iluminado
trilha o céu em tantas cores
esquecendo dissabores
deixo o resto no passado
o meu sonho decifrado
dita enfim fartos amores
neles sei a direção
onde possa acreditar
nas estrelas no luar
nesta imensa dimensão
deste mundo sem limites
onde em luzes acredites
23
sem saber da companhia
de quem tanto quis agora
o meu mundo se demora
noutra senda mais vazia
e decerto se recria
o que o tempo já devora
entre tantas se decora
com a imensa fantasia
de quem busca a liberdade
e portanto mais agrade
a quem dita a redenção
novo tempo se apresenta
neste amor que me apascenta
e nas sendas do perdão
24
como um peixe fora dӇgua
o meu sonho sem o teu
adentrando em pleno breu
alimenta a vida em mágoa
e deveras sem a frágua
o meu mundo escureceu
este coração perdeu
o caminho onde deságua
sendo assim tão discrepante
o que tanto se levante
e permita outra saída
eu já vejo a minha estada
sem sentido ou quase nada
despedindo-se da vida
25
como pode um ser pensante
viver sem a companhia
de quem tanto poderia
ajudar a cada instante
um cenário fascinante
tanto amor sempre recria
e deveras a alegria
como fosse um diamante
preparado para a feste
onde tudo já se empresta
à beleza do viver
sendo assim eu não me canso
procurando este remanso
onde existe o bem querer
26
no meio do mar imenso
tantas vezes me perdi
e me vendo agora aqui
neste amor somente eu penso
cada dia me convenço
deste cais que encontro em ti
onde tanto persisti
hoje mesmo me compenso
do sofrimento que insiste
neste coração tão triste
sem saber de ancoradouro
mas se tenho esta promessa
o meu barco já se apressa
e desvenda este tesouro
27
no teu porto poderia
o meu barco ter a messe
quando o sonho assim se tece
nas entranhas da alegria
outro tempo surgiria
e decerto se obedece
o caminho não se esquece
rumo ao cais da fantasia
vendo ao longe estes sinais
que permitam crer no cais
bem mais perto que eu pensara
a verdade me tocando
mesmo em vento manso e brando
a esperança tudo aclara
28
deste mar feito em procela
o meu cais bem mais distante
no que tanto se adiante
abro o peito solto a vela
e a verdade se revela
num momento fascinante
onde a vida a cada instante
no teu porto já se atrela
vendo assim o meu destino
na verdade não domino
a vontade de chegar
minha volta necessária
muito embora a procelária
já não vejo descansar
29
o vento segurando
e a vontade de chegar
nesta casa meu lugar
coração em contrabando
esperança me tomando
com vontade de beijar
quem desejo tanto amar
sem saber nem como ou quando
o meu barco em vendaval
esperando algum sinal
onde encontre um manso cais
dominando esta esperança
cada instante mais avança
30
depreciando o passo rumo ao quanto
ainda poderia desde quando
o mundo noutro instante se forrando
deixando para trás o desencanto
e quando mais distante me adianto
procuro noutro espaço navegando
em mar bem mais suave ameno brando
calando dentro em mim temor e pranto
gestando esta ilusão que ainda possa
gerar dentro de mim temor e fossa
escuto sempre ao longe este marulho
e tento quanto mais possa viver
searas desejosas de um querer
aonde inutilmente em vão mergulho
domingo, 6 de junho de 2010
35681 até 35690
1
A vontade que me doma
De saber felicidade
Cada dia já me invade
E deveras sempre soma
Poderia nesta soma
Encontrar totalidade
Deste verso que em verdade
Sem perguntas sonhos toma
Vivo assim cada momento
E se nele me alimento
Os tormentos esquecidos
Entregando-me decerto
O caminho sempre aberto
Entranhando os meus sentidos.
2
Fico feliz e sinto
O sabor desejado
Do beijo se roubado
Do amor outrora extinto
E tanto te pressinto
Vivendo lado a lado
Num sonho do passado
Aonde inda me pinto
Ao perceber o sol
Domino este arrebol
Entregue em teu caminho
Bebo a luz deste olhar
Onde enfim mergulhar
Nunca mais ser sozinho.
3
Tento a sorte diversa
Onde possa ir além
Do que tanto também
Nosso amor sempre versa
Beijo a lua dispersa
E se tudo me contém
Procurando este alguém
A alma seguindo imersa
Vontade já se expressa
Onde tudo vai sem pressa
No começo até o fim
O meu mundo só quer
Um caminho qualquer
Mais vivo dentro em mim.
4
Entre flores e palmeiras
Entre luas e sertões
Busco velhas direções
Se por elas tu mais queiras
Horas duras derradeiras
Procurando as divisões
Entre medos e senões
Vou alçando tais bandeiras
Onde a sorte já se lança
E voltando a ser criança
Cultivando o amanhecer
Noutra face deslumbrando
O meu tempo em contrabando
Nas escoras do querer.
5
Fitando esta luz distante
No horizonte além do caos
Vejo novos dias, naus
Onde o peito navegante
Encontrara triunfante
A esperança dos degraus
Dias bons entre outros maus
Cada passo que adiante
Permitindo vislumbrar
Outro raio do luar
Entre nuvens escondido,
O meu tempo segue assim
Num brilhar intenso em mim
Muito além mal refletido.
6
Minha casa no cerrado
Meu olhar buscando além
Tanta coisa já contém
Coração pesa de lado
O meu tempo anunciado
Outro dia que inda vem
Cabe tudo, medo e trem
Num bater agalopado,
Vejo o quanto poderia
No nascer de cada dia
No reinado da esperança
Minha casa esta palhoça
Onde o mundo em paz adoça
No horizonte que se alcança.
7
Negrumes desta senda
Aonde se veria
A lua mais sombria
Aonde não se estenda
O braço que me atenda
Nem mesmo a sorte e o dia
Entendo a fantasia
E dela sem contenda
Vencendo esta mortalha
No fio da navalha
No olhar que se acostume
Buscando após a luz
Que possa e me conduz
Em meio a tal negrume.
8
Olhar que tão profundo
Invade plenamente
Domina corpo e mente
E dele se me inundo
Conheço o vasto mundo
Por mais que ainda tente
Prevejo o onipotente
Caminho em que aprofundo.
Gerado a cada espaço
No tanto em que me enlaço
No farto em que me dou,
Resumo noutra fase
O etéreo céu que embase
O passo rumo ao sou.
9
Olhar em negritude
O passo que se vê
No quanto onde se crê
O todo já se mude
Voltando à juventude
Revivo este clichê
Se nele sem cadê
O mundo em atitude
Diversa e sem constância
Agora em consonância
Reflete o que há em mim,
Sorvendo sem limite
O quanto se acredite
Teimando até o fim.
10
A dor nasce do quanto
Pudesse acreditar
Nas sortes a vagar
No tempo aonde eu canto
A vida ceva o manto
E toma devagar
O quanto procurar
Procuro em cada canto.
Resumo o meu caminho
No quanto teimo e aninho
O passo rumo ao farto
Dos tantos que conheço
Além deste adereço
Dos sonhos não me aparto.
A vontade que me doma
De saber felicidade
Cada dia já me invade
E deveras sempre soma
Poderia nesta soma
Encontrar totalidade
Deste verso que em verdade
Sem perguntas sonhos toma
Vivo assim cada momento
E se nele me alimento
Os tormentos esquecidos
Entregando-me decerto
O caminho sempre aberto
Entranhando os meus sentidos.
2
Fico feliz e sinto
O sabor desejado
Do beijo se roubado
Do amor outrora extinto
E tanto te pressinto
Vivendo lado a lado
Num sonho do passado
Aonde inda me pinto
Ao perceber o sol
Domino este arrebol
Entregue em teu caminho
Bebo a luz deste olhar
Onde enfim mergulhar
Nunca mais ser sozinho.
3
Tento a sorte diversa
Onde possa ir além
Do que tanto também
Nosso amor sempre versa
Beijo a lua dispersa
E se tudo me contém
Procurando este alguém
A alma seguindo imersa
Vontade já se expressa
Onde tudo vai sem pressa
No começo até o fim
O meu mundo só quer
Um caminho qualquer
Mais vivo dentro em mim.
4
Entre flores e palmeiras
Entre luas e sertões
Busco velhas direções
Se por elas tu mais queiras
Horas duras derradeiras
Procurando as divisões
Entre medos e senões
Vou alçando tais bandeiras
Onde a sorte já se lança
E voltando a ser criança
Cultivando o amanhecer
Noutra face deslumbrando
O meu tempo em contrabando
Nas escoras do querer.
5
Fitando esta luz distante
No horizonte além do caos
Vejo novos dias, naus
Onde o peito navegante
Encontrara triunfante
A esperança dos degraus
Dias bons entre outros maus
Cada passo que adiante
Permitindo vislumbrar
Outro raio do luar
Entre nuvens escondido,
O meu tempo segue assim
Num brilhar intenso em mim
Muito além mal refletido.
6
Minha casa no cerrado
Meu olhar buscando além
Tanta coisa já contém
Coração pesa de lado
O meu tempo anunciado
Outro dia que inda vem
Cabe tudo, medo e trem
Num bater agalopado,
Vejo o quanto poderia
No nascer de cada dia
No reinado da esperança
Minha casa esta palhoça
Onde o mundo em paz adoça
No horizonte que se alcança.
7
Negrumes desta senda
Aonde se veria
A lua mais sombria
Aonde não se estenda
O braço que me atenda
Nem mesmo a sorte e o dia
Entendo a fantasia
E dela sem contenda
Vencendo esta mortalha
No fio da navalha
No olhar que se acostume
Buscando após a luz
Que possa e me conduz
Em meio a tal negrume.
8
Olhar que tão profundo
Invade plenamente
Domina corpo e mente
E dele se me inundo
Conheço o vasto mundo
Por mais que ainda tente
Prevejo o onipotente
Caminho em que aprofundo.
Gerado a cada espaço
No tanto em que me enlaço
No farto em que me dou,
Resumo noutra fase
O etéreo céu que embase
O passo rumo ao sou.
9
Olhar em negritude
O passo que se vê
No quanto onde se crê
O todo já se mude
Voltando à juventude
Revivo este clichê
Se nele sem cadê
O mundo em atitude
Diversa e sem constância
Agora em consonância
Reflete o que há em mim,
Sorvendo sem limite
O quanto se acredite
Teimando até o fim.
10
A dor nasce do quanto
Pudesse acreditar
Nas sortes a vagar
No tempo aonde eu canto
A vida ceva o manto
E toma devagar
O quanto procurar
Procuro em cada canto.
Resumo o meu caminho
No quanto teimo e aninho
O passo rumo ao farto
Dos tantos que conheço
Além deste adereço
Dos sonhos não me aparto.
35671 até 35680
1
À minha alma já servia
O que tanto procurara
Numa noite bem mais clara
A certeza de outro dia
Onde alheia a fantasia
Dita a sorte que me ampara
E deveras tal seara
Nela vejo em sintonia
Passo além do que pudera
Eternizo a primavera
Onde a sorte se assemelha
Ao que tanto inda rodeio
Coração de sonhos cheio
Nos teus olhos já se espelha
2
Neste cavalo alazão
Galopando sem destino
Cada instante me fascino
Bebo nova direção
Entranhando o coração
Velho sonho de menino
Rumo claro e cristalino
Molda os dias que virão
E versáteis luas vejo
Nestas tramas do desejo
Muito mais que algum tropel
Estrelares cavalgadas
Adentrando madrugadas
Libertário o meu corcel.
3
Vai domando o pensamento
A vontade de saber
Onde possa merecer
Desta vida algum alento
E se tanto me atormento
Noutras sendas posso ver
O sobejo amanhecer
Entranhado em raro vento,
Ou deveras acredito
Neste amor quase infinito
De almas puras que se vêm
E desvendo este caminho
Onde em paz quero e me aninho
Sem temor e sem desdém.
4
Eu passava a minha vida
Nesta espera sem sucesso
Quando ao nada se regresso
Outra face diz saída
E percebo a velha lida
Nela as sendas do progresso
E deveras recomeço
Mesma história concebida
No passado e no presente
No caminho em que se sente
Solidária companhia
Desta noite itinerante
Onde veja a cada instante
O raiar de um belo dia.
5
Tu decerto me esqueceste
E não vejo mais sequer
Este amor que tanto quer
E deveras percebeste
Noutro tanto e se além deste
O momento que vier
No teu colo de mulher
O carinho concebeste
Com ternura e com afeto
Nos teus dias me completo
Predileto caminhar
Desvendando toda a lua
Nesta face clara e nua
Engravido-me em luar.
6
Já não posso mais saber
Do que ainda demonstrasse
Quando amor novo encontrasse
E desvendo o bem querer
Onde mesmo posso crer
Noutro intento o mesmo impasse
Ao sentir o vento trace
Novo tempo a percorrer
Num cenário alucinante
E decerto me agigante
Todo passo rumo ao tanto
E se sou assim e sigo
Procurando um colo amigo
Nos teus braços eu me encanto.
7
Ao te ver num só momento
Muito mais do que paixão
Dominando a sensação
De saber raro provento
Neste claro envolvimento
Ao domar a direção
Tantas vezes sem senão
Bebo a luz e me alimento
Das searas mais profundas
Onde em luzes tu me inundas
Neste olhar claro e sincero
Ao te ver eu percebi
Todo amor que bebo em ti
Muito além do quanto quero.
8
O solo se abrindo em mim
Permitindo que se aflore
Novo dia já demore
E florindo este jardim
Esperança dita o fim
Onde tudo se decore
Coração, pois comemore
Todo encanto de onde vim
Resoluto camarada
Alma inteira e libertada
Num amor tão magistral
Vivo em plena sensação
Muito além deste perdão
Num liberto ritual.
9
Minha vida em tanto engano
Muito mais do que pensara
Nesta noite bela e rara
Onde amor dita seu dano
Se deveras me profano
Ou talvez sorte declara
Outro olhar já se escancara
Invadindo o meu humano
Resumindo na palavra
O que o peito teima e lavra
Nas angústias costumeiras
Entre flores mais diversas
Amor dita tais conversas
Cultivando estas roseiras.
10
Não falasse mais contigo
Deste encanto que me traz
Muito além do quanto audaz
Poderia em tal abrigo
No caminho que persigo
Encontrando enfim a paz
O desejo satisfaz
Quando teimo e me castigo
Riscos tantos e medonhos
Adentrando raros sonhos
Dominando o pensamento
Muito embora solitário
Outro tempo é necessário
Nele o quanto ainda tento.
À minha alma já servia
O que tanto procurara
Numa noite bem mais clara
A certeza de outro dia
Onde alheia a fantasia
Dita a sorte que me ampara
E deveras tal seara
Nela vejo em sintonia
Passo além do que pudera
Eternizo a primavera
Onde a sorte se assemelha
Ao que tanto inda rodeio
Coração de sonhos cheio
Nos teus olhos já se espelha
2
Neste cavalo alazão
Galopando sem destino
Cada instante me fascino
Bebo nova direção
Entranhando o coração
Velho sonho de menino
Rumo claro e cristalino
Molda os dias que virão
E versáteis luas vejo
Nestas tramas do desejo
Muito mais que algum tropel
Estrelares cavalgadas
Adentrando madrugadas
Libertário o meu corcel.
3
Vai domando o pensamento
A vontade de saber
Onde possa merecer
Desta vida algum alento
E se tanto me atormento
Noutras sendas posso ver
O sobejo amanhecer
Entranhado em raro vento,
Ou deveras acredito
Neste amor quase infinito
De almas puras que se vêm
E desvendo este caminho
Onde em paz quero e me aninho
Sem temor e sem desdém.
4
Eu passava a minha vida
Nesta espera sem sucesso
Quando ao nada se regresso
Outra face diz saída
E percebo a velha lida
Nela as sendas do progresso
E deveras recomeço
Mesma história concebida
No passado e no presente
No caminho em que se sente
Solidária companhia
Desta noite itinerante
Onde veja a cada instante
O raiar de um belo dia.
5
Tu decerto me esqueceste
E não vejo mais sequer
Este amor que tanto quer
E deveras percebeste
Noutro tanto e se além deste
O momento que vier
No teu colo de mulher
O carinho concebeste
Com ternura e com afeto
Nos teus dias me completo
Predileto caminhar
Desvendando toda a lua
Nesta face clara e nua
Engravido-me em luar.
6
Já não posso mais saber
Do que ainda demonstrasse
Quando amor novo encontrasse
E desvendo o bem querer
Onde mesmo posso crer
Noutro intento o mesmo impasse
Ao sentir o vento trace
Novo tempo a percorrer
Num cenário alucinante
E decerto me agigante
Todo passo rumo ao tanto
E se sou assim e sigo
Procurando um colo amigo
Nos teus braços eu me encanto.
7
Ao te ver num só momento
Muito mais do que paixão
Dominando a sensação
De saber raro provento
Neste claro envolvimento
Ao domar a direção
Tantas vezes sem senão
Bebo a luz e me alimento
Das searas mais profundas
Onde em luzes tu me inundas
Neste olhar claro e sincero
Ao te ver eu percebi
Todo amor que bebo em ti
Muito além do quanto quero.
8
O solo se abrindo em mim
Permitindo que se aflore
Novo dia já demore
E florindo este jardim
Esperança dita o fim
Onde tudo se decore
Coração, pois comemore
Todo encanto de onde vim
Resoluto camarada
Alma inteira e libertada
Num amor tão magistral
Vivo em plena sensação
Muito além deste perdão
Num liberto ritual.
9
Minha vida em tanto engano
Muito mais do que pensara
Nesta noite bela e rara
Onde amor dita seu dano
Se deveras me profano
Ou talvez sorte declara
Outro olhar já se escancara
Invadindo o meu humano
Resumindo na palavra
O que o peito teima e lavra
Nas angústias costumeiras
Entre flores mais diversas
Amor dita tais conversas
Cultivando estas roseiras.
10
Não falasse mais contigo
Deste encanto que me traz
Muito além do quanto audaz
Poderia em tal abrigo
No caminho que persigo
Encontrando enfim a paz
O desejo satisfaz
Quando teimo e me castigo
Riscos tantos e medonhos
Adentrando raros sonhos
Dominando o pensamento
Muito embora solitário
Outro tempo é necessário
Nele o quanto ainda tento.
35661 até 35670
1
O amor dita esperança
No peito de quem sonha
E se nele proponha
A vida em temperança
Na paz, rara aliança
Na face mais risonha
De quem nunca se oponha
Enquanto a vida avança
Em glória e plenitude
No amor a juventude
E nela a liberdade
Que seja a direção
Aonde a redenção
Supere qualquer grade.
2
No amor insofismável que eterniza
E gera nova luz e se transcende
Ao todo que deveras não depende
Sequer do temporal ou mesmo brisa
No olhar de quem a vida suaviza
E esta fogueira em paz agora acende
No quanto em alegria já recende
Aonde o Redentor sempre matiza
Permita-me saber do Criador
Nas ânsias mais profundas deste amor
E nele reproduza cada passo
Gerado pela intensa claridade
Ourives do viver em liberdade
Que agora em versos simples teimo e traço.
3
No meu olhar apenas a certeza
De um tempo aonde eu possa acreditar
Nas mais sublimes pratas do luar
Descendo sobre nós rara beleza,
Assim ao perceber a natureza
E nela novo templo desenhar
Nesta divina força a emoldurar
O passo dado em paz e com destreza,
Não tendo mais caminhos discordantes
Os nossos passos claros, radiantes
Traçando uma real felicidade
No amor e no perdão, o intenso brilho
Maior ainda quando enfim palmilho
Caminhos que me trazem liberdade.
4
Em todos seres vejo a Tua imagem
E nela se reflete a eternidade
Do quanto em puro amor ora me invade
Dourando com certeza esta paisagem
Traçando neste bem a nova aragem
Da velha não sentindo mais saudade
No olhar apenas luz e liberdade
Dispersa desta vândala pilhagem,
Eu quero ter em mim o Teu caminho
E sei quando em Teus braços eu me aninho
Encontro esta verdade que liberta
No rumo envolto em bela fantasia
No amor que novo amor já geraria
Palavra com firmeza dita; certa.
5
No Amor que nos salvando traça a luz
E dela novo tempo de viver
Aonde se esculpindo em bem querer
Distante da vendida e tosca cruz
No corpo já desfeito em sangue e pus
A sorte doma o rumo do poder
E tento na verdade ainda ver
No torpe emaranhado a que me opus
Cenário aonde eu possa enfim sentir
O quanto ainda em Bem irei de ouvir
Na voz de quem concebe o verdadeiro
E puro em holocausto aprisionado
No olhar do sacro amor abençoado
Um novo e libertário carpinteiro.
6
Quem sabe desvendar os seus enredos
E bebe da esperança costumeira
Ousando ter em Cristo uma bandeira
Contando esta fortuna entre seus dedos
Vendendo com tal lucro vis segredos
Da forma mais audaz e traiçoeira
Depois de certo tempo enfim se esgueira
Adentrando valores torpes,ledos
Rendendo-se ao valor do capital
Pior do que o pecado mais venal
Enquanto no Senhor aumenta as rugas
No fundo do cadáver feito em cruz
Da imagem do bom Cristo,de Jesus
Enriquecendo imundas sanguessugas.
7
Nesta festa onde solene
Coração adentra e sente
Muito mais do que freqüente
O meu canto quando acene
E deveras ora drene
O terror já me apresente
De outra forma consistente
Ou no pouco concatene
Novo rumo em face igual
Sendo além do trivial
Num caminho delirante
Quero mesmo é ser feliz
Mesmo quando se desdiz
O viver mero e inconstante
8
Com o olhar sob a ameaça
Do que possa ser ainda
O meu sonho já me brinda
Sem saber qualquer trapaça
Deste tempo quando passa
E decerto não mais finda
Onde tudo se deslinda
Muito além desta fumaça
Quando imensa tempestade
Sobre tudo toma e invade
Nada resta no meu sonho
A não ser esta visão
Do que seja a solidão
Em seu ar cruel, medonho
9
O vagar deste cigano
Coração em galhardia
Tanto sonho poderia
Ser além do desengano
E se ainda enfim me dano
Procurando a fantasia
Bebo a inteira poesia
Tendo roto o velho pano,
Sigo assim sem ter mais medo
Desvendado outro segredo
Muito mais do que pudesse
Tendo olhar neste caminho
Onde em sonhos me avizinho
Desvendando a rara messe.
10
Sem os riscos do passado
Sem os medos do futuro
Caminhando em tempo escuro
Pelo amor iluminado
Noutro dia já traçado
Tanta sorte que procuro
Salto sobre um alto muro
Esperança é meu legado,
Dia além do que mais pude
Eterniza a juventude
Onde possa ter sem medo
O que tanto desejei
Sendo apenas norma e lei
Este amor que te concedo.
O amor dita esperança
No peito de quem sonha
E se nele proponha
A vida em temperança
Na paz, rara aliança
Na face mais risonha
De quem nunca se oponha
Enquanto a vida avança
Em glória e plenitude
No amor a juventude
E nela a liberdade
Que seja a direção
Aonde a redenção
Supere qualquer grade.
2
No amor insofismável que eterniza
E gera nova luz e se transcende
Ao todo que deveras não depende
Sequer do temporal ou mesmo brisa
No olhar de quem a vida suaviza
E esta fogueira em paz agora acende
No quanto em alegria já recende
Aonde o Redentor sempre matiza
Permita-me saber do Criador
Nas ânsias mais profundas deste amor
E nele reproduza cada passo
Gerado pela intensa claridade
Ourives do viver em liberdade
Que agora em versos simples teimo e traço.
3
No meu olhar apenas a certeza
De um tempo aonde eu possa acreditar
Nas mais sublimes pratas do luar
Descendo sobre nós rara beleza,
Assim ao perceber a natureza
E nela novo templo desenhar
Nesta divina força a emoldurar
O passo dado em paz e com destreza,
Não tendo mais caminhos discordantes
Os nossos passos claros, radiantes
Traçando uma real felicidade
No amor e no perdão, o intenso brilho
Maior ainda quando enfim palmilho
Caminhos que me trazem liberdade.
4
Em todos seres vejo a Tua imagem
E nela se reflete a eternidade
Do quanto em puro amor ora me invade
Dourando com certeza esta paisagem
Traçando neste bem a nova aragem
Da velha não sentindo mais saudade
No olhar apenas luz e liberdade
Dispersa desta vândala pilhagem,
Eu quero ter em mim o Teu caminho
E sei quando em Teus braços eu me aninho
Encontro esta verdade que liberta
No rumo envolto em bela fantasia
No amor que novo amor já geraria
Palavra com firmeza dita; certa.
5
No Amor que nos salvando traça a luz
E dela novo tempo de viver
Aonde se esculpindo em bem querer
Distante da vendida e tosca cruz
No corpo já desfeito em sangue e pus
A sorte doma o rumo do poder
E tento na verdade ainda ver
No torpe emaranhado a que me opus
Cenário aonde eu possa enfim sentir
O quanto ainda em Bem irei de ouvir
Na voz de quem concebe o verdadeiro
E puro em holocausto aprisionado
No olhar do sacro amor abençoado
Um novo e libertário carpinteiro.
6
Quem sabe desvendar os seus enredos
E bebe da esperança costumeira
Ousando ter em Cristo uma bandeira
Contando esta fortuna entre seus dedos
Vendendo com tal lucro vis segredos
Da forma mais audaz e traiçoeira
Depois de certo tempo enfim se esgueira
Adentrando valores torpes,ledos
Rendendo-se ao valor do capital
Pior do que o pecado mais venal
Enquanto no Senhor aumenta as rugas
No fundo do cadáver feito em cruz
Da imagem do bom Cristo,de Jesus
Enriquecendo imundas sanguessugas.
7
Nesta festa onde solene
Coração adentra e sente
Muito mais do que freqüente
O meu canto quando acene
E deveras ora drene
O terror já me apresente
De outra forma consistente
Ou no pouco concatene
Novo rumo em face igual
Sendo além do trivial
Num caminho delirante
Quero mesmo é ser feliz
Mesmo quando se desdiz
O viver mero e inconstante
8
Com o olhar sob a ameaça
Do que possa ser ainda
O meu sonho já me brinda
Sem saber qualquer trapaça
Deste tempo quando passa
E decerto não mais finda
Onde tudo se deslinda
Muito além desta fumaça
Quando imensa tempestade
Sobre tudo toma e invade
Nada resta no meu sonho
A não ser esta visão
Do que seja a solidão
Em seu ar cruel, medonho
9
O vagar deste cigano
Coração em galhardia
Tanto sonho poderia
Ser além do desengano
E se ainda enfim me dano
Procurando a fantasia
Bebo a inteira poesia
Tendo roto o velho pano,
Sigo assim sem ter mais medo
Desvendado outro segredo
Muito mais do que pudesse
Tendo olhar neste caminho
Onde em sonhos me avizinho
Desvendando a rara messe.
10
Sem os riscos do passado
Sem os medos do futuro
Caminhando em tempo escuro
Pelo amor iluminado
Noutro dia já traçado
Tanta sorte que procuro
Salto sobre um alto muro
Esperança é meu legado,
Dia além do que mais pude
Eterniza a juventude
Onde possa ter sem medo
O que tanto desejei
Sendo apenas norma e lei
Este amor que te concedo.
35651 até 35660
1
Pudesse no olhar triste
Sentir a indiferença
De quem não se convença
Do amor farto que existe
E quando assim assiste
Ao todo já compensa
A vida em glória imensa
Que ainda em paz resiste
E vejo a cada passo
Aonde teimo e traço
Um mundo mais feliz
No amor sem ter medida
Na glória desta vida
O quanto nos bendiz.
2
Ouvindo esta canção
Que toca mais profundo
E quando dela inundo
Inteiro o coração
Alçando esta emoção
Que reine sobre o mundo
Porquanto fora imundo
O fardo da ilusão
Vivendo por viver
Sabendo do prazer
Que possa ainda em mim
Ditar o dia a dia
Domara a poesia
No amor que não tem fim.
3
O quando inda suspira
O coração de quem
Já sabe e assim contém
Do amor intensa pira
A terra inteira gira
E o quando ainda vem
No encanto em raro bem
E dele já se admira
O passo rumo ao quanto
Pudesse enquanto canto
Vibrar em emoções
No tanto que percebo
A luz onde me embebo
Em tantas direções.
4
As honras sendo tuas
As sortes sendo nossas
Além do que inda possas
Vislumbro raras luas
E assim quando flutuas
O tanto que te apossas
Ou mesmo quando adoças
As almas, continuas
Reinando sobre nós
E tendo a intensa voz
Onde nada se cala,
Amar e ser feliz
Vibrando o quanto quis
A dita esta vassala.
5
O mar em raras ondas
Adentra a fina areia
A fúria que incendeia
As horas em que rondas
As tardes, os momentos
As glórias e os caminhos
E neles seus espinhos
Diversos e sedentos,
Riscando deste mapa
O quanto ainda trago
Do amor em raro afago
Enquanto a luz me encapa
E bebo o privilégio
Da paz sem sortilégio.
6
A vida sem adeus
O tempo de sonhar,
O claro do luar
Além dos tantos breus
Os dias em que Deus
Ensinando este amar
Adentrando o vagar
Os passos teus e meus,
Os ritos, gritos, medos
Os tantos dias ledos,
Os olhos no horizonte,
Assim ao me saber
Imerso em tal prazer
Aonde o amor se aponte.
7
Rendido em paz e vida
O mundo poderia
Trazer em novo dia
A dita decidida
Na glória sendo urdida
A bela poesia
A luz onde irradia
Ausente despedida,
O bem que se proclama
Supere qualquer drama
E nos redima enfim,
O amor mor, principal
E nele o magistral
Caminho sem ter fim.
8
A vida, imensa nau
Aonde se aportasse
Mostrando noutra face
Além do bem e mau
O quanto sem igual
Caminho inda se trace
E nele sempre grasse
A paz fenomenal
Gerada no momento
E nele me apascento
Em paz e poesia
Tramando com ternura
O quanto se procura
A redenção de um dia.
9
A lua imensa e cheia
Domina este cenário
No amor seu estuário
Que tanto nos rodeia
A vida segue alheia
Ao mal desnecessário
E vejo imaginário
Delírio onde incendeia
O passo sempre além
Do quanto inda contém
Na glória de ser teu,
Vibrando em flórea senda
O amor que nos entenda
E nunca se perdeu.
10
Tivesse ainda a glória
De crer neste momento
Aonde me apresento
Bebendo esta vitória
E nela de memória
Adentro o forte vento
E quando me apascento
Mudando a minha história
Sabendo a imensidão
Sem par deste perdão
Que possa me trazer
Enfim depois da morte
A vida que conforte
Em pleno e bom querer.
Pudesse no olhar triste
Sentir a indiferença
De quem não se convença
Do amor farto que existe
E quando assim assiste
Ao todo já compensa
A vida em glória imensa
Que ainda em paz resiste
E vejo a cada passo
Aonde teimo e traço
Um mundo mais feliz
No amor sem ter medida
Na glória desta vida
O quanto nos bendiz.
2
Ouvindo esta canção
Que toca mais profundo
E quando dela inundo
Inteiro o coração
Alçando esta emoção
Que reine sobre o mundo
Porquanto fora imundo
O fardo da ilusão
Vivendo por viver
Sabendo do prazer
Que possa ainda em mim
Ditar o dia a dia
Domara a poesia
No amor que não tem fim.
3
O quando inda suspira
O coração de quem
Já sabe e assim contém
Do amor intensa pira
A terra inteira gira
E o quando ainda vem
No encanto em raro bem
E dele já se admira
O passo rumo ao quanto
Pudesse enquanto canto
Vibrar em emoções
No tanto que percebo
A luz onde me embebo
Em tantas direções.
4
As honras sendo tuas
As sortes sendo nossas
Além do que inda possas
Vislumbro raras luas
E assim quando flutuas
O tanto que te apossas
Ou mesmo quando adoças
As almas, continuas
Reinando sobre nós
E tendo a intensa voz
Onde nada se cala,
Amar e ser feliz
Vibrando o quanto quis
A dita esta vassala.
5
O mar em raras ondas
Adentra a fina areia
A fúria que incendeia
As horas em que rondas
As tardes, os momentos
As glórias e os caminhos
E neles seus espinhos
Diversos e sedentos,
Riscando deste mapa
O quanto ainda trago
Do amor em raro afago
Enquanto a luz me encapa
E bebo o privilégio
Da paz sem sortilégio.
6
A vida sem adeus
O tempo de sonhar,
O claro do luar
Além dos tantos breus
Os dias em que Deus
Ensinando este amar
Adentrando o vagar
Os passos teus e meus,
Os ritos, gritos, medos
Os tantos dias ledos,
Os olhos no horizonte,
Assim ao me saber
Imerso em tal prazer
Aonde o amor se aponte.
7
Rendido em paz e vida
O mundo poderia
Trazer em novo dia
A dita decidida
Na glória sendo urdida
A bela poesia
A luz onde irradia
Ausente despedida,
O bem que se proclama
Supere qualquer drama
E nos redima enfim,
O amor mor, principal
E nele o magistral
Caminho sem ter fim.
8
A vida, imensa nau
Aonde se aportasse
Mostrando noutra face
Além do bem e mau
O quanto sem igual
Caminho inda se trace
E nele sempre grasse
A paz fenomenal
Gerada no momento
E nele me apascento
Em paz e poesia
Tramando com ternura
O quanto se procura
A redenção de um dia.
9
A lua imensa e cheia
Domina este cenário
No amor seu estuário
Que tanto nos rodeia
A vida segue alheia
Ao mal desnecessário
E vejo imaginário
Delírio onde incendeia
O passo sempre além
Do quanto inda contém
Na glória de ser teu,
Vibrando em flórea senda
O amor que nos entenda
E nunca se perdeu.
10
Tivesse ainda a glória
De crer neste momento
Aonde me apresento
Bebendo esta vitória
E nela de memória
Adentro o forte vento
E quando me apascento
Mudando a minha história
Sabendo a imensidão
Sem par deste perdão
Que possa me trazer
Enfim depois da morte
A vida que conforte
Em pleno e bom querer.
35641 até 35650
1
Servido em rara taça
O amor brindando à vida
Por mais que destruída
Entregue à mera traça
Enquanto o tempo passa
Ao ver assim ungida
Palavra traduzida
Na glória onde se traça
Caminho ao expoente
Maior que se apresente
Nas mãos de um Jesus Cristo,
Vivê-lo em plenitude
Deveras tudo mude,
Por isso é que eu INSISTO!
2
Amor que nos embebe
Em glória divinal
Na face magistral
Domina toda a sebe,
E quando se percebe
O intenso e maioral
Caminho sem igual
No quanto se concebe
A vida após a vida
Entregue à luz urdida
No nosso dia a dia,
Eu posso enfim cantar
A sorte deste amar
Na paz que o gera e guia.
3
Os lábios carmesins
Os olhos brilhos tantos
São vários teus encantos
Imensos tais jardins,
E sinto querubins
Em raros, belos cantos
Cobrindo com seus mantos
Os tantos raros fins
Aonde se proclama
O amor; eterna chama
Que nos mantém e dita
A sorte mais sublime
E nela se redime
Mesmo a maior desdita.
4
Um anjo e nada mais
O quanto é necessário
Além do imaginário
O amor em vendavais
Domando sem jamais
Saber de um adversário
E nele um sonho vário
Tramando em paz o cais
Por onde possa vir
O quanto do porvir
Traçado em claridade,
Assim ao vê-lo em paz,
A voz que satisfaz
Ditando a liberdade.
5
Diversas utopias
Caminhos que procuro
Aonde mesmo escuro
O sol tanto irradias
Tomando novos dias
Acima deste muro,
O passo onde perduro
As raras melodias,
E beijo o eterno quando
Aos poucos me entornando
Em versos amorosos
Encontro o libertário
Caminho flóreo e vário
Nos tons mais majestosos.
6
No oceano divino
A paz que se procura
A vida em tal ternura
Aonde me fascino
E quando meu destino
Adentra sem ternura
A sorte da brandura
Na qual nada domino,
Resido além do quanto
Pudesse e não espanto
Apenas me entregando
Ao dia mais sublime
Que em paz tudo redime,
No amor sempre reinando.
7
Um velho moribundo
Apenas um retalho
O tempo amargo e falho
Traçando assim o mundo,
E quando me aprofundo
No quanto inda batalho
Procuro cada atalho
E o talho mais imundo
Resulta na verdade
Da ausente liberdade
Do passo rumo ao nada
A sorte noutra face
Sem nada que a desgrace
Por Deus iluminada.
8
Ouvindo esta cantiga
Que possa me trazer
De novo o bem querer
Mesmo que não consiga
No coração abriga
A sorte do prazer
Do tanto a se saber
Imagem sempre amiga
Dos fardos desta vida
O quanto é dividida
A carga entre nós dois
Percebo a plenitude
Do Amor que tudo mude
No agora e no depois.
9
Dos sonhos mero nauta
Vagando sem destino
O quanto não domino
Do amor a imensa pauta
A mesa sendo lauta
Assim quando fascino
O passo do menino
Na noite outrora incauta
Encontra esta firmeza
E nela tal beleza
Que possa me trazer
Além da imensidão
Do amor em direção
Ao raro amanhecer.
10
Imagem pressentida
De um tempo mais feliz
Vivendo o que mais quis
Além da própria vida
A dita assim sentida
Nas mãos deste aprendiz
Ausente cicatriz
No quanto o amor diz lida
E sendo assim, portanto
Aqui quando inda canto
Procuro esta harmonia
Gerada pelo sonho,
E nele este risonho
Caminho ao claro dia.
Servido em rara taça
O amor brindando à vida
Por mais que destruída
Entregue à mera traça
Enquanto o tempo passa
Ao ver assim ungida
Palavra traduzida
Na glória onde se traça
Caminho ao expoente
Maior que se apresente
Nas mãos de um Jesus Cristo,
Vivê-lo em plenitude
Deveras tudo mude,
Por isso é que eu INSISTO!
2
Amor que nos embebe
Em glória divinal
Na face magistral
Domina toda a sebe,
E quando se percebe
O intenso e maioral
Caminho sem igual
No quanto se concebe
A vida após a vida
Entregue à luz urdida
No nosso dia a dia,
Eu posso enfim cantar
A sorte deste amar
Na paz que o gera e guia.
3
Os lábios carmesins
Os olhos brilhos tantos
São vários teus encantos
Imensos tais jardins,
E sinto querubins
Em raros, belos cantos
Cobrindo com seus mantos
Os tantos raros fins
Aonde se proclama
O amor; eterna chama
Que nos mantém e dita
A sorte mais sublime
E nela se redime
Mesmo a maior desdita.
4
Um anjo e nada mais
O quanto é necessário
Além do imaginário
O amor em vendavais
Domando sem jamais
Saber de um adversário
E nele um sonho vário
Tramando em paz o cais
Por onde possa vir
O quanto do porvir
Traçado em claridade,
Assim ao vê-lo em paz,
A voz que satisfaz
Ditando a liberdade.
5
Diversas utopias
Caminhos que procuro
Aonde mesmo escuro
O sol tanto irradias
Tomando novos dias
Acima deste muro,
O passo onde perduro
As raras melodias,
E beijo o eterno quando
Aos poucos me entornando
Em versos amorosos
Encontro o libertário
Caminho flóreo e vário
Nos tons mais majestosos.
6
No oceano divino
A paz que se procura
A vida em tal ternura
Aonde me fascino
E quando meu destino
Adentra sem ternura
A sorte da brandura
Na qual nada domino,
Resido além do quanto
Pudesse e não espanto
Apenas me entregando
Ao dia mais sublime
Que em paz tudo redime,
No amor sempre reinando.
7
Um velho moribundo
Apenas um retalho
O tempo amargo e falho
Traçando assim o mundo,
E quando me aprofundo
No quanto inda batalho
Procuro cada atalho
E o talho mais imundo
Resulta na verdade
Da ausente liberdade
Do passo rumo ao nada
A sorte noutra face
Sem nada que a desgrace
Por Deus iluminada.
8
Ouvindo esta cantiga
Que possa me trazer
De novo o bem querer
Mesmo que não consiga
No coração abriga
A sorte do prazer
Do tanto a se saber
Imagem sempre amiga
Dos fardos desta vida
O quanto é dividida
A carga entre nós dois
Percebo a plenitude
Do Amor que tudo mude
No agora e no depois.
9
Dos sonhos mero nauta
Vagando sem destino
O quanto não domino
Do amor a imensa pauta
A mesa sendo lauta
Assim quando fascino
O passo do menino
Na noite outrora incauta
Encontra esta firmeza
E nela tal beleza
Que possa me trazer
Além da imensidão
Do amor em direção
Ao raro amanhecer.
10
Imagem pressentida
De um tempo mais feliz
Vivendo o que mais quis
Além da própria vida
A dita assim sentida
Nas mãos deste aprendiz
Ausente cicatriz
No quanto o amor diz lida
E sendo assim, portanto
Aqui quando inda canto
Procuro esta harmonia
Gerada pelo sonho,
E nele este risonho
Caminho ao claro dia.
35631 até 35640
1
O coração ateia
Imenso fogaréu
No amor bom ou cruel
A mesma imensa teia,
No quanto da sereia
Olhar em mel e fel,
O verso segue ao léu
A lua ainda é cheia,
O canto poderia
Traçar em harmonia
O quanto mais desejo.
Porém na solidão
Apenas este não
Ainda agora vejo.
2
Empíreo caminhar
Na busca itinerante
Por quanto se adiante
O passo rumo ao mar
Aprendendo que amar
Deveras agigante
Quem tanto em fascinante
Estrada quis sonhar
Certeza muito embora
O tempo não demora,
A vida é mesmo assim
Princípio de emoção
Depois, o ledo não,
E tudo chega ao fim.
3
Ao longe derramando
Imensa claridade
Aonde há liberdade
O tempo se faz brando
Mas desde mesmo quando
A fúria nos invade
O todo se degrade
Em nada se formando,
O rosto pacifista
Agora não se avista
Apenas o terror
De um mundo sem decência
Sem paz e sem clemência
Sem vida e sem amor.
4
A nuvem que nos ronda
Tomando o céu imenso
E quando em ti eu penso
Exposto em louca ronda
A morte também sonda
E nada mais intenso
Do quanto recompenso
Meu mar em frágil onda,
Resisto o mais que posso,
E quando ainda endosso
O rumo com meu sonho,
O cais já não se vê
A vida sem por que
O olhar mero e tristonho.
5
A vida mais solene
No quanto pode ou deve
E sendo feita em neve
O quanto não serene
E tanto me envenene
No coração mais breve
O amor que não se atreve
O corte que não drene,
A vida segue assim
E do começo ao fim
Em trancos e barrancos
Os dias são diversos,
Porém bons ou perversos
Meus sonhos seguem mancos.
6
Tivesse mais idéias
E nelas eu pudesse
Traçar em rumo e prece
As várias alcatéias
Enquanto em assembléias
A sorte nega a messe
E o coração padece
Apenas nas platéias,
Resumo o verso quando
No olhar se transbordando
A lágrima domina,
Pudesse ter nas mãos
Além dos dias vãos
Uma alma tão menina.
7
As horas ditas santas
As velhas ironias
E quando te recrias
Tentando enquanto cantas
Disfarces, velhas tantas
Manhãs em agonias
E ausentes fantasias
Ao longe desencantas,
Realça com engodo
O passo em pleno lodo
O todo se dizima,
E a vida que pudera
Ser sempre primavera
Agora muda o clima.
8
A sorte que me embala
O medo de perder
O rumo sem querer
A vida da vassala
Vergonha dita a sala
E gera outro poder
No quanto posso ver
Do todo alma não fala,
Resumo de uma luz
Se tanto já me opus
E busco direção
Talvez seja melhor
Redimir no suor
A farta ingratidão.
9
O mero sonhador
Procura nova senda
Aonde ainda estenda
O grande imenso amor,
Cevando cada flor
E nela sempre entenda
A vida sem contenda
Sem guerra, em paz sem dor.
Vivendo este possível
Caminho mesmo incrível
Nas mãos de quem nos ama,
Mantendo esta esperança
A liberdade avança
E acende a etérea chama.
10
São meras fantasias
Os passos que se dão
Em frágil direção
Ausentes alegrias,
O quando inda querias
E sei já não virão
Momentos de verão
Em plenas agonias
Utópica beleza
Tomando esta certeza
E o prazo já se finda,
A sorte que tentara
Agora em face amara,
Porém não morta. Ainda...
O coração ateia
Imenso fogaréu
No amor bom ou cruel
A mesma imensa teia,
No quanto da sereia
Olhar em mel e fel,
O verso segue ao léu
A lua ainda é cheia,
O canto poderia
Traçar em harmonia
O quanto mais desejo.
Porém na solidão
Apenas este não
Ainda agora vejo.
2
Empíreo caminhar
Na busca itinerante
Por quanto se adiante
O passo rumo ao mar
Aprendendo que amar
Deveras agigante
Quem tanto em fascinante
Estrada quis sonhar
Certeza muito embora
O tempo não demora,
A vida é mesmo assim
Princípio de emoção
Depois, o ledo não,
E tudo chega ao fim.
3
Ao longe derramando
Imensa claridade
Aonde há liberdade
O tempo se faz brando
Mas desde mesmo quando
A fúria nos invade
O todo se degrade
Em nada se formando,
O rosto pacifista
Agora não se avista
Apenas o terror
De um mundo sem decência
Sem paz e sem clemência
Sem vida e sem amor.
4
A nuvem que nos ronda
Tomando o céu imenso
E quando em ti eu penso
Exposto em louca ronda
A morte também sonda
E nada mais intenso
Do quanto recompenso
Meu mar em frágil onda,
Resisto o mais que posso,
E quando ainda endosso
O rumo com meu sonho,
O cais já não se vê
A vida sem por que
O olhar mero e tristonho.
5
A vida mais solene
No quanto pode ou deve
E sendo feita em neve
O quanto não serene
E tanto me envenene
No coração mais breve
O amor que não se atreve
O corte que não drene,
A vida segue assim
E do começo ao fim
Em trancos e barrancos
Os dias são diversos,
Porém bons ou perversos
Meus sonhos seguem mancos.
6
Tivesse mais idéias
E nelas eu pudesse
Traçar em rumo e prece
As várias alcatéias
Enquanto em assembléias
A sorte nega a messe
E o coração padece
Apenas nas platéias,
Resumo o verso quando
No olhar se transbordando
A lágrima domina,
Pudesse ter nas mãos
Além dos dias vãos
Uma alma tão menina.
7
As horas ditas santas
As velhas ironias
E quando te recrias
Tentando enquanto cantas
Disfarces, velhas tantas
Manhãs em agonias
E ausentes fantasias
Ao longe desencantas,
Realça com engodo
O passo em pleno lodo
O todo se dizima,
E a vida que pudera
Ser sempre primavera
Agora muda o clima.
8
A sorte que me embala
O medo de perder
O rumo sem querer
A vida da vassala
Vergonha dita a sala
E gera outro poder
No quanto posso ver
Do todo alma não fala,
Resumo de uma luz
Se tanto já me opus
E busco direção
Talvez seja melhor
Redimir no suor
A farta ingratidão.
9
O mero sonhador
Procura nova senda
Aonde ainda estenda
O grande imenso amor,
Cevando cada flor
E nela sempre entenda
A vida sem contenda
Sem guerra, em paz sem dor.
Vivendo este possível
Caminho mesmo incrível
Nas mãos de quem nos ama,
Mantendo esta esperança
A liberdade avança
E acende a etérea chama.
10
São meras fantasias
Os passos que se dão
Em frágil direção
Ausentes alegrias,
O quando inda querias
E sei já não virão
Momentos de verão
Em plenas agonias
Utópica beleza
Tomando esta certeza
E o prazo já se finda,
A sorte que tentara
Agora em face amara,
Porém não morta. Ainda...
35621 até 35630
1
Até nossa cor verde foi roubada
Na falta de esperança sobre a Terra
Aonde mais ao longe se descerra
A face desta imagem desolada
Não sobra deste muito quase nada
A não ser o vazio em vale e serra
E quando a fantasia assim se encerra
A sorte noutra senda destroçada,
Dói quando se imagina no passado
O solo em pleno verde esperançado
Agora em grises tons, nada mais resta
Aonde se vê apenas o vazio
A turva água domina cada rio
Deserto aonde houvera uma floresta.
2
Da terra prometida somos nada,
Apenas vaga imagem do que um dia
Talvez inda reinasse em alegria
E agora não se vê; abandonada.
O amor que traduzisse uma alvorada
E dele a mais sublime melodia
O tempo com certeza não traria
No quanto a dor invade cada estrada,
Perdão aonde a guerra sempre existe
O coração audaz, agora triste
E o mundo a cada passo se degrade
Distante deste canto feito em luz,
No incomparável brilho de Jesus
Amor feito em perdão e liberdade.
3
O sangue respingando em nossa história
Aonde poderia haver de fato
O amor onde decerto eu me retrato
E nele com ternura a plena glória
O encanto que se guarda na memória
Depois de toda instância em desacato,
A fonte já sedenta sem regato
E o corpo abandonado sem vitória,
A falta de horizonte, a dor intensa
E nela nenhum brilho que convença
Ao passageiro o fim desta viagem,
Apenas reina em nós a escuridão
Formada pelo passo sempre em vão
Tornando mais obscura esta paisagem.
4
Na certeza de nunca mais ter paz
Após esta cantiga feita em luz
O mundo abandonado entregue à cruz
Que aos poderosos dita e satisfaz
No quanto se pensara em tom mordaz
No corpo ensangüentado de Jesus,
Ao qual ninguém decerto inda faz jus
Amor já desolado agora jaz
E teimo em canto inglório e sem descanso
Sabendo que ao vazio enfim me lanço
Tentando apenas isso; liberdade
Que a cada novo tempo se transforma
Enquanto a dor domina em tosca forma
E apenas o terror por certo invade.
5
Nos destinos do povo esfomeados
As faces discrepantes da verdade
E quando se percebe a insanidade
Em frases ou caminhos já vedados,
Olhando os mesmo cães dos vãos passados
Na face aonde a vida dita a grade
Quando se espera além a liberdade
Os rumos entre espinhos desolados.
Assim se imaginando alguma chance
Da vida que deveras nos alcance
Em turbulência e lástima somente,
No quanto poderia ser diverso
O mundo continua mais perverso
E neste caminhar o fim pressente.
6
Do imenso cataclismo
Da fúria sem igual
A paz tão magistral
Mergulha num abismo
E quando ainda cismo
Num tolo ritual
Bebendo este venal
Caminho em dor e sismo,
Cinismo tão somente
É tudo que apresente
Quem canta em Vosso nome,
Reinando sobre a terra
Apenas dor e guerra
E a incontrolável fome.
7
Enquanto a ventania
Domina este cenário
O quanto é necessário
E nada se veria
Senão esta utopia
No olhar de algum corsário
Vencido e temerário
Marcado em fantasia,
No amor em paz e em Cristo
Decerto ainda insisto
Tentando acreditar
Que um dia seja além
Do quanto em vão contém
O falso e torpe altar.
8
Ao longe se levanta
O olhar de quem procura
Em noite mesmo escura
A voz onde se encanta
Tomado pela manta
Dos sonhos em ternura,
A sorte se amargura
E a própria luz se espanta,
Viessem de outros mundos
Não fôssemos imundos
Talvez fosse diverso
Do quanto somos vãos
E dizemos cristãos
No inferno mais disperso.
9
Além deste horizonte
Que possa ver agora
O mundo onde se aflora
E nele não desponte
Sequer a glória e a fonte
A fera nos devora
E o medo não tem hora
O corte sempre aponte
No rumo mais ingrato
E quando me maltrato
Numa ânsia insaciada
Eu vejo muito bem
O quanto ainda vem,
Apenas, mero nada.
10
Tomando este arrebol
A velha fantasia
Aonde se recria
Intenso e enorme sol,
A vida segue em prol
Da dor em agonia,
Porém tanto queria
Somente um girassol,
Vagando mansamente
E quando se apresente
A fera insaciável,
O turvo caminhar
Na ausência do luar
Num mundo incontrolável.
Até nossa cor verde foi roubada
Na falta de esperança sobre a Terra
Aonde mais ao longe se descerra
A face desta imagem desolada
Não sobra deste muito quase nada
A não ser o vazio em vale e serra
E quando a fantasia assim se encerra
A sorte noutra senda destroçada,
Dói quando se imagina no passado
O solo em pleno verde esperançado
Agora em grises tons, nada mais resta
Aonde se vê apenas o vazio
A turva água domina cada rio
Deserto aonde houvera uma floresta.
2
Da terra prometida somos nada,
Apenas vaga imagem do que um dia
Talvez inda reinasse em alegria
E agora não se vê; abandonada.
O amor que traduzisse uma alvorada
E dele a mais sublime melodia
O tempo com certeza não traria
No quanto a dor invade cada estrada,
Perdão aonde a guerra sempre existe
O coração audaz, agora triste
E o mundo a cada passo se degrade
Distante deste canto feito em luz,
No incomparável brilho de Jesus
Amor feito em perdão e liberdade.
3
O sangue respingando em nossa história
Aonde poderia haver de fato
O amor onde decerto eu me retrato
E nele com ternura a plena glória
O encanto que se guarda na memória
Depois de toda instância em desacato,
A fonte já sedenta sem regato
E o corpo abandonado sem vitória,
A falta de horizonte, a dor intensa
E nela nenhum brilho que convença
Ao passageiro o fim desta viagem,
Apenas reina em nós a escuridão
Formada pelo passo sempre em vão
Tornando mais obscura esta paisagem.
4
Na certeza de nunca mais ter paz
Após esta cantiga feita em luz
O mundo abandonado entregue à cruz
Que aos poderosos dita e satisfaz
No quanto se pensara em tom mordaz
No corpo ensangüentado de Jesus,
Ao qual ninguém decerto inda faz jus
Amor já desolado agora jaz
E teimo em canto inglório e sem descanso
Sabendo que ao vazio enfim me lanço
Tentando apenas isso; liberdade
Que a cada novo tempo se transforma
Enquanto a dor domina em tosca forma
E apenas o terror por certo invade.
5
Nos destinos do povo esfomeados
As faces discrepantes da verdade
E quando se percebe a insanidade
Em frases ou caminhos já vedados,
Olhando os mesmo cães dos vãos passados
Na face aonde a vida dita a grade
Quando se espera além a liberdade
Os rumos entre espinhos desolados.
Assim se imaginando alguma chance
Da vida que deveras nos alcance
Em turbulência e lástima somente,
No quanto poderia ser diverso
O mundo continua mais perverso
E neste caminhar o fim pressente.
6
Do imenso cataclismo
Da fúria sem igual
A paz tão magistral
Mergulha num abismo
E quando ainda cismo
Num tolo ritual
Bebendo este venal
Caminho em dor e sismo,
Cinismo tão somente
É tudo que apresente
Quem canta em Vosso nome,
Reinando sobre a terra
Apenas dor e guerra
E a incontrolável fome.
7
Enquanto a ventania
Domina este cenário
O quanto é necessário
E nada se veria
Senão esta utopia
No olhar de algum corsário
Vencido e temerário
Marcado em fantasia,
No amor em paz e em Cristo
Decerto ainda insisto
Tentando acreditar
Que um dia seja além
Do quanto em vão contém
O falso e torpe altar.
8
Ao longe se levanta
O olhar de quem procura
Em noite mesmo escura
A voz onde se encanta
Tomado pela manta
Dos sonhos em ternura,
A sorte se amargura
E a própria luz se espanta,
Viessem de outros mundos
Não fôssemos imundos
Talvez fosse diverso
Do quanto somos vãos
E dizemos cristãos
No inferno mais disperso.
9
Além deste horizonte
Que possa ver agora
O mundo onde se aflora
E nele não desponte
Sequer a glória e a fonte
A fera nos devora
E o medo não tem hora
O corte sempre aponte
No rumo mais ingrato
E quando me maltrato
Numa ânsia insaciada
Eu vejo muito bem
O quanto ainda vem,
Apenas, mero nada.
10
Tomando este arrebol
A velha fantasia
Aonde se recria
Intenso e enorme sol,
A vida segue em prol
Da dor em agonia,
Porém tanto queria
Somente um girassol,
Vagando mansamente
E quando se apresente
A fera insaciável,
O turvo caminhar
Na ausência do luar
Num mundo incontrolável.
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