50541
Donde venho eu posso
Traçar o desvario
E sei que desafio
O quanto não endosso,
E sendo este destroço
Apenas já desfio
O que jamais eu crio
E nisto me remoço.
Recolho cada engano
E quando enfim me dano
Bebendo amargamente
A pútrida noção
Da vida sem razão
Enquanto o todo mente.
50542
A vida mais remota
Nos ermos do infinito
Apenas acredito
Na sorte em velha rota
A luta se denota
E disto necessito
Ainda quando um grito
Somente aquém se nota,
Esquivo sonhador
Gerando aonde for
O passo em turbulência
A vida não traria
Nem mesmo a poesia
Sequer a consciência.
50543
Além destas substâncias
Herdadas do passado
Aonde o nada invado
Marcando tais estâncias
As sortes, discrepâncias
Do todo onde inundado
Presumo este pecado
Em rústicas instâncias.
Esquivo companheiro
No canto derradeiro
Ousando algum sinal,
Matando dentro em pouco
O quanto me treslouco
Num ato mais banal.
50544
Num ato elementar
Pudesse discernir
As horas sem porvir
A vida sem lugar
Já nada a se moldar
O preço a se sentir
No quanto inda há de vir
Na noite sem luar,
Lutando pela sorte
Que quando me conforte
Gerasse a fantasia,
Depois do desalento
Aonde o mundo eu tento
O fim iludiria.
50545
O tempo aonde infindo
Pudesse ter encanto
Diverso do que canto
Do lodo se emergindo,
O sonho ora evadindo
Deixando este recanto
Aonde o que garanto
Com sorte jamais blindo,
Ousasse em novo passo
O quanto sei escasso
O rumo em tom atroz,
De toda a podridão
Desta alma se verão
Os cantos deste algoz.
50546
As horas mais diversas
Na cósmica loucura
A vida nos tortura
Em ânsias tão perversas
E quando aquém tu versas
Marcando esta procura
No todo em amargura
Histórias que dispersas,
Esqueço o rumo quando
Meu mundo se moldando
Apenas no vazio,
Carcaça da esperança
Meu sonho também cansa
Do ledo desafio.
50547
Nos termos da matéria
O nada se viria
E o tempo em agonia
A sorte em tal miséria,
A luta sendo séria
Bem mais do que seria
O todo em agonia
Apenas sou bactéria
E vejo este momento
Aonde ainda tento
Um novo itinerário
Nanômetros apenas
Enquanto me condenas
Mero protozoário
50548
Do nada quando venho
Apenas a carniça
Que a vida jamais viça
E mata a cada empenho,
O tanto em tal desenho
Marcado por cobiça
Na sorte mais mortiça
O corte trago e tenho
Espero alguma luz
E nada reproduz
Cenário onde buscara
Além da minha luta
A marca amarga e bruta
Da vida mais amara.
50549
Os sonhos mais visíveis
Os tempos entre nadas
E quando tu te evadas
A sorte noutros níveis
Pudessem mais incríveis
Audazes tais jornadas
E nisto anunciadas
As mãos jamais plausíveis
O mundo palatável
O campo aonde arável
Tentara acreditar
No fruto que deveras
Esboça em primaveras
Vontade de sonhar.
50550
Um canto em profusão
A luta não cessara
E sei desta seara
Aonde não verão
E desta alegação
O manto se prepara
E nada se escancara
Tornando o passo vão,
Esvaio num segundo
E quando ora me inundo
Profundo delirar,
A carne apodrecida
A morte dita vida
Tocando-a devagar.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
sábado, 20 de novembro de 2010
50531 a 50540
50531
Já não pudera mais
Pousar meu pensamento
Ainda quando enfrento
Os velhos vendavais
E nada nem jamais
Houvera algum alento
E sei do sofrimento
E nele tu me trais,
Resplende dentro da alma
A lua que me calma
Argêntea maravilha,
Mas quando a sorte evade
Matando a claridade
O nada em mim polvilha.
50532
Os velhos sentimentos
Dos sonhos são tiranos
E trazem desenganos
Aonde em desalentos
Adentre os pensamentos
Os cantos noutros planos
E disto após mil anos
Ainda sinto os ventos,
Vestígios do que fora
Uma alma sonhadora
Jogada no porão
Apenas noutro engodo
O mundo diz do todo
Em medo e profusão.
50533
Além do quanto sei
O rumo sem sentido
O tempo decidido
Mantendo a velha lei
E o manto que entranhei
Ou mesmo ora duvido
Do quanto não divido
E nisto eu vejo a grei,
Cerzindo a discordância
A vida numa instância
Diversa da que eu pude
Trazer no olhar sem luz,
Ausência reproduz
A farsa em atitude.
50534
Além da vida o quanto
Pudesse ser diverso
Vagando no universo
Em pleno desencanto
Aonde eu me quebranto
E sei quando disperso
Meu rumo em todo verso
Gerado em rude manto,
Negando algum anseio
O todo que receio
Esboça o ledo fim,
Arcando com engano
Enquanto hoje me dano,
Mortalha viva em mim.
50535
Além do medo e caos
A sorte não trouxera
O quanto em rude espera
Anseia em tais degraus,
As rotas, velhas naus,
A morta primavera
A vida amarga e fera,
Momentos rudes, maus.
Gerando do vazio
Apenas desafio
A luta já perdida,
Batalhas entre tantas
E quando desencantas
A morte nos convida.
50536
Além de qualquer fato
Não pude constatar
Sequer o caminhar
Aonde o não resgato,
A luta neste ingrato
Cenário a torturar
Pudesse devagar,
Porém só me maltrato.
Exponho em verso e prosa
A noite majestosa
E nela apenas isso,
O corte na raiz
Matando o que já quis
E agora não cobiço.
50537
Além do sortilégio
Da vida sem paragem
Enquanto sempre ultrajem
O medo em privilégio
O canto outrora régio
Mudando a paisagem
Gerando esta miragem
Aonde quis egrégio.
Apenas na verdade
O todo se degrade
E nada mais viria
Somente o caos e o fim
E quando diz de mim
Só resta a fantasia.
50538
Além do mais diverso
Caminho em noite fria
O todo não traria
Um passo onde submerso
Ao nada sempre verso
E gestas a utopia
Matando a sintonia
Negando este universo,
Amar e ser além
Do quanto sempre vem
Reinando sobre nós
O prazo determina
A luta é nossa sina
A morte, nossa foz.
50539
Além do descuidado
Canteiro da esperança
Meu passo não avança
E o resto é desolado,
O corte anunciado
O medo em aliança
Aonde quis pujança
Apenas eu me enfado.
Esqueço o descaminho
E sei de cada espinho
Senzalas de minha alma,
Depois de tanto medo
O quanto eu me concedo
Jamais enfim me acalma.
50540
Além do verso e fato
O mar não mais diria
Da sorte em fantasia
Ou mesmo não constato
Sequer algum regato
Em noite amarga e fria,
A leda poesia
O passo não resgato,
Escravo do futuro
Ainda me asseguro
Nas lendas do passado
E quando se apresente
O fato mais freqüente
Demonstra o amargo fado.
Já não pudera mais
Pousar meu pensamento
Ainda quando enfrento
Os velhos vendavais
E nada nem jamais
Houvera algum alento
E sei do sofrimento
E nele tu me trais,
Resplende dentro da alma
A lua que me calma
Argêntea maravilha,
Mas quando a sorte evade
Matando a claridade
O nada em mim polvilha.
50532
Os velhos sentimentos
Dos sonhos são tiranos
E trazem desenganos
Aonde em desalentos
Adentre os pensamentos
Os cantos noutros planos
E disto após mil anos
Ainda sinto os ventos,
Vestígios do que fora
Uma alma sonhadora
Jogada no porão
Apenas noutro engodo
O mundo diz do todo
Em medo e profusão.
50533
Além do quanto sei
O rumo sem sentido
O tempo decidido
Mantendo a velha lei
E o manto que entranhei
Ou mesmo ora duvido
Do quanto não divido
E nisto eu vejo a grei,
Cerzindo a discordância
A vida numa instância
Diversa da que eu pude
Trazer no olhar sem luz,
Ausência reproduz
A farsa em atitude.
50534
Além da vida o quanto
Pudesse ser diverso
Vagando no universo
Em pleno desencanto
Aonde eu me quebranto
E sei quando disperso
Meu rumo em todo verso
Gerado em rude manto,
Negando algum anseio
O todo que receio
Esboça o ledo fim,
Arcando com engano
Enquanto hoje me dano,
Mortalha viva em mim.
50535
Além do medo e caos
A sorte não trouxera
O quanto em rude espera
Anseia em tais degraus,
As rotas, velhas naus,
A morta primavera
A vida amarga e fera,
Momentos rudes, maus.
Gerando do vazio
Apenas desafio
A luta já perdida,
Batalhas entre tantas
E quando desencantas
A morte nos convida.
50536
Além de qualquer fato
Não pude constatar
Sequer o caminhar
Aonde o não resgato,
A luta neste ingrato
Cenário a torturar
Pudesse devagar,
Porém só me maltrato.
Exponho em verso e prosa
A noite majestosa
E nela apenas isso,
O corte na raiz
Matando o que já quis
E agora não cobiço.
50537
Além do sortilégio
Da vida sem paragem
Enquanto sempre ultrajem
O medo em privilégio
O canto outrora régio
Mudando a paisagem
Gerando esta miragem
Aonde quis egrégio.
Apenas na verdade
O todo se degrade
E nada mais viria
Somente o caos e o fim
E quando diz de mim
Só resta a fantasia.
50538
Além do mais diverso
Caminho em noite fria
O todo não traria
Um passo onde submerso
Ao nada sempre verso
E gestas a utopia
Matando a sintonia
Negando este universo,
Amar e ser além
Do quanto sempre vem
Reinando sobre nós
O prazo determina
A luta é nossa sina
A morte, nossa foz.
50539
Além do descuidado
Canteiro da esperança
Meu passo não avança
E o resto é desolado,
O corte anunciado
O medo em aliança
Aonde quis pujança
Apenas eu me enfado.
Esqueço o descaminho
E sei de cada espinho
Senzalas de minha alma,
Depois de tanto medo
O quanto eu me concedo
Jamais enfim me acalma.
50540
Além do verso e fato
O mar não mais diria
Da sorte em fantasia
Ou mesmo não constato
Sequer algum regato
Em noite amarga e fria,
A leda poesia
O passo não resgato,
Escravo do futuro
Ainda me asseguro
Nas lendas do passado
E quando se apresente
O fato mais freqüente
Demonstra o amargo fado.
50521 a 50530
50521
O quanto é mais sombria
A tarde dentro em mim,
O tempo diz do fim
E o mundo não se adia,
A vida em agonia
E nunca traz enfim
Porém o mundo assim
A leda fantasia.
O caos já não trouxera
Ainda a primavera
Do tanto quanto pude
Vencendo a tempestade
O mundo ora se evade
E mata a juventude.
50522
O quanto em voz imensa
A sorte se aproxima
E muda todo o clima
Aonde não compensa
A sina não convença
Quem tanto ora se prima
No verso enquanto estima
A rústica e vã crença.
Depois do caos o fato
E enquanto mal constato
O quanto inda virá
A sorte se desenha
E nada mais contenha
A luta desde já.
50523
O quanto se tortura
Nas ânsias mais atrozes
Procuro meus algozes
Nos ermos da loucura
E nada em amargura
Desenha novas fozes
E trazes os velozes
Caminhos já sem cura,
A voz não mais se ouvira
A luta diz mentira
E a pira se apagando,
A chama na verdade
Enquanto se degrade
Transforma o mundo infando.
50524
O quanto excelso e claro
Cenário aonde um dia
A luta moldaria
O mar onde declaro
O prazo em desamparo
A marca em poesia
A sorte esta arredia
Esgota um mundo raro,
Espelhas neste olhar
O nada a se moldar
Nas ânsias de quem sonha,
Vagando sem destino
Aos poucos determino
A sorte vã, medonha...
50525
O quanto a companheira
Trouxesse em doce alento
A vida enquanto tento
Aos poucos já se esgueira
Amar mera bandeira
Exposta ao forte vento
E gera o sofrimento
Além do que se queira,
Não pude e nem devia
Ousar em fantasia
Aonde o nada rege
Somente o passo em vão
A leda direção
No encanto de um herege.
50526
O quanto do trabalho
Expressa a luta e a paz,
A guerra não compraz
Nem mesmo o que batalho,
E quando além espalho
O canto mais mordaz
Jamais se satisfaz
Um dia amargo e falho,
Esqueço cada verso
E bebo ou me disperso
Acolho novo engano,
Depois de tanta luta
A sorte mais astuta
Traduz onde me dano.
50527
O quanto a vida esquece
Do dia que passaste
Gerando no contraste
Aquém da velha prece
O rumo onde se tece
O tanto em vão desgaste
E nada mais legaste
A quem nada merece,
Esqueço os meus enganos
São rotos toscos planos
E mortas ilusões,
Deveras sem limites
Aonde não permites
Tampouco o sonho expões.
50528
O quanto em recompensa
Pudesse imaginar
Ao ver novo luar
A sorte me convença
Do quanto seja tensa
A senda além do mar,
E nada mais que amar
Talvez em desavença.
Escravo da ilusão
Os olhos não verão
Verões nem primaveras,
Apenas neste inferno
A luta em pleno inverno
Alimentando feras.
50529
O quanto perde o viço
A vida sem a glória
E sendo merencória
Num solo movediço,
Trazendo um desserviço
A quem leda memória
Revela a vaga história
Em tom atroz, mortiço
Escrevo em verso frágil
O dia quando em ágil
Desenho poderia,
Depois de certo tempo
Envolto em contratempo
Matasse a fantasia.
50530
O quanto deste bem
Jamais sonegaria
A rude fantasia
E nada mais convém
Audácia segue além
Do quanto poderia
E nesta alegoria
Do sonho sou refém,
Perdera algum sentido
E sinto e dilapido
Meu verso sem razões
E nada mais pudera
Ainda enquanto a espera
Não dá mais soluções.
O quanto é mais sombria
A tarde dentro em mim,
O tempo diz do fim
E o mundo não se adia,
A vida em agonia
E nunca traz enfim
Porém o mundo assim
A leda fantasia.
O caos já não trouxera
Ainda a primavera
Do tanto quanto pude
Vencendo a tempestade
O mundo ora se evade
E mata a juventude.
50522
O quanto em voz imensa
A sorte se aproxima
E muda todo o clima
Aonde não compensa
A sina não convença
Quem tanto ora se prima
No verso enquanto estima
A rústica e vã crença.
Depois do caos o fato
E enquanto mal constato
O quanto inda virá
A sorte se desenha
E nada mais contenha
A luta desde já.
50523
O quanto se tortura
Nas ânsias mais atrozes
Procuro meus algozes
Nos ermos da loucura
E nada em amargura
Desenha novas fozes
E trazes os velozes
Caminhos já sem cura,
A voz não mais se ouvira
A luta diz mentira
E a pira se apagando,
A chama na verdade
Enquanto se degrade
Transforma o mundo infando.
50524
O quanto excelso e claro
Cenário aonde um dia
A luta moldaria
O mar onde declaro
O prazo em desamparo
A marca em poesia
A sorte esta arredia
Esgota um mundo raro,
Espelhas neste olhar
O nada a se moldar
Nas ânsias de quem sonha,
Vagando sem destino
Aos poucos determino
A sorte vã, medonha...
50525
O quanto a companheira
Trouxesse em doce alento
A vida enquanto tento
Aos poucos já se esgueira
Amar mera bandeira
Exposta ao forte vento
E gera o sofrimento
Além do que se queira,
Não pude e nem devia
Ousar em fantasia
Aonde o nada rege
Somente o passo em vão
A leda direção
No encanto de um herege.
50526
O quanto do trabalho
Expressa a luta e a paz,
A guerra não compraz
Nem mesmo o que batalho,
E quando além espalho
O canto mais mordaz
Jamais se satisfaz
Um dia amargo e falho,
Esqueço cada verso
E bebo ou me disperso
Acolho novo engano,
Depois de tanta luta
A sorte mais astuta
Traduz onde me dano.
50527
O quanto a vida esquece
Do dia que passaste
Gerando no contraste
Aquém da velha prece
O rumo onde se tece
O tanto em vão desgaste
E nada mais legaste
A quem nada merece,
Esqueço os meus enganos
São rotos toscos planos
E mortas ilusões,
Deveras sem limites
Aonde não permites
Tampouco o sonho expões.
50528
O quanto em recompensa
Pudesse imaginar
Ao ver novo luar
A sorte me convença
Do quanto seja tensa
A senda além do mar,
E nada mais que amar
Talvez em desavença.
Escravo da ilusão
Os olhos não verão
Verões nem primaveras,
Apenas neste inferno
A luta em pleno inverno
Alimentando feras.
50529
O quanto perde o viço
A vida sem a glória
E sendo merencória
Num solo movediço,
Trazendo um desserviço
A quem leda memória
Revela a vaga história
Em tom atroz, mortiço
Escrevo em verso frágil
O dia quando em ágil
Desenho poderia,
Depois de certo tempo
Envolto em contratempo
Matasse a fantasia.
50530
O quanto deste bem
Jamais sonegaria
A rude fantasia
E nada mais convém
Audácia segue além
Do quanto poderia
E nesta alegoria
Do sonho sou refém,
Perdera algum sentido
E sinto e dilapido
Meu verso sem razões
E nada mais pudera
Ainda enquanto a espera
Não dá mais soluções.
50511 a 50520
50511
O quanto um carniceiro
Caminho se desenha
Aonde nada venha
E o tempo é derradeiro
E tento outro luzeiro
A vida dita a lenha
E nada mais convenha
A quem se fez cordeiro,
Jamais eu pude crer
No raro amanhecer
Em meio às tempestades
Destarte já não trazes
Sequer as duras fases
E em vão vazia, evades.
50512
O quanto diz a guerra
Sem ter sequer motivo
E quando enfim me privo
A solidão desterra
O corte onde se encerra
O tempo este cativo,
Nos erros que cultivo
O passo em vão se emperra.
Já nada mais tivesse
Sequer a sorte em messe
Ou nova garantia
Apenas o vazio
E sei do quando crio
Ou nada mais teria.
50513
O quanto me ameaça
O passo sem sentido
E nisto ora duvido
Da sorte em vã fumaça,
A luta sendo escassa
O corte presumido
Aonde resumido
O medo rege e traça,
Acasos entre fúrias
Esperas; tais incúrias
Expressam solidão,
E sobra tão somente
A dor onde se sente
O verso em negação.
50514
O quanto da verdade
Pudesse ser diverso
Do todo onde disperso
O passo em falsidade,
Velha tranqüilidade
Apenas desconverso
E sei deste perverso
Cenário onde se evade
A luta sem fastio,
O corte onde recrio
O medo sem senti-lo
Ainda se eu pudera
Apascentar a fera
E ser bem mais tranquilo.
50515
O quanto a vida humilha
Quem busca libertário
Caminho, itinerário
Distante em nova trilha,
A luta compartilha
O tempo necessário
E rege o temerário
Momento onde se pilha
A nossa noite traz
Apenas o mordaz
Cenário aonde eu pude
Traçar a desventura
E o nada me assegura
Da vida amarga e rude.
50516
O quanto diz da crença
A sorte que não veio
E o tempo em devaneio
Já nada mais convença
A luta em desavença
O canto sem receio
O prazo onde rodeio
O todo que me vença
Navego em mar atroz
E nada diz da foz
Sem prazo e sem vontade,
Ainda quando luto
Apenas trago o luto
E a dor agora invade.
50517
O quanto me torturas
Com medos e tormentas
As horas mais sangrentas
As noites/amarguras,
O prazo onde procuras
As noites que tu tentas
Vencer as turbulentas
Vontades em loucuras,
Esqueço o passo e tento
Apenas um momento
De paz ou de calor,
Ainda mergulhara
Nas ânsias desta amara
Verdade a decompor.
50518
O quanto se renova
E nada mais pudera
Ousando sem espera
A sorte dita a cova,
E o medo gera a sova
Errática quimera
Marcando com a fera
A luta e nada aprova
Sequer o quanto pude
Embora seja rude,
Atrocidade imensa,
A luta se presume
Enquanto a cada ardume
Fortuna não compensa.
50519
O quanto em cativeiro
A vida nos traria
Matando a poesia
Num sonho costumeiro
E sinto alvissareiro
Desenho onde veria
A luta em agonia
Sequer sem um luzeiro,
Apenas nada tendo
Cenário diz remendo
E o vago nos domina,
O prazo determina
O quanto noutro adendo
Secara a velha mina.
50520
O quanto em turbilhão
Trouxesse algum alento
E quando o fim invento
Gerando imprecisão
Os dias não verão
Além do sofrimento
E neste meu tormento
Os cantos? Negação.
Aprazo algum descanso
E quanto mais avanço
Maior a queda em mim,
Depois de tantos anos
Apenas desenganos
O tempo dita o fim.
O quanto um carniceiro
Caminho se desenha
Aonde nada venha
E o tempo é derradeiro
E tento outro luzeiro
A vida dita a lenha
E nada mais convenha
A quem se fez cordeiro,
Jamais eu pude crer
No raro amanhecer
Em meio às tempestades
Destarte já não trazes
Sequer as duras fases
E em vão vazia, evades.
50512
O quanto diz a guerra
Sem ter sequer motivo
E quando enfim me privo
A solidão desterra
O corte onde se encerra
O tempo este cativo,
Nos erros que cultivo
O passo em vão se emperra.
Já nada mais tivesse
Sequer a sorte em messe
Ou nova garantia
Apenas o vazio
E sei do quando crio
Ou nada mais teria.
50513
O quanto me ameaça
O passo sem sentido
E nisto ora duvido
Da sorte em vã fumaça,
A luta sendo escassa
O corte presumido
Aonde resumido
O medo rege e traça,
Acasos entre fúrias
Esperas; tais incúrias
Expressam solidão,
E sobra tão somente
A dor onde se sente
O verso em negação.
50514
O quanto da verdade
Pudesse ser diverso
Do todo onde disperso
O passo em falsidade,
Velha tranqüilidade
Apenas desconverso
E sei deste perverso
Cenário onde se evade
A luta sem fastio,
O corte onde recrio
O medo sem senti-lo
Ainda se eu pudera
Apascentar a fera
E ser bem mais tranquilo.
50515
O quanto a vida humilha
Quem busca libertário
Caminho, itinerário
Distante em nova trilha,
A luta compartilha
O tempo necessário
E rege o temerário
Momento onde se pilha
A nossa noite traz
Apenas o mordaz
Cenário aonde eu pude
Traçar a desventura
E o nada me assegura
Da vida amarga e rude.
50516
O quanto diz da crença
A sorte que não veio
E o tempo em devaneio
Já nada mais convença
A luta em desavença
O canto sem receio
O prazo onde rodeio
O todo que me vença
Navego em mar atroz
E nada diz da foz
Sem prazo e sem vontade,
Ainda quando luto
Apenas trago o luto
E a dor agora invade.
50517
O quanto me torturas
Com medos e tormentas
As horas mais sangrentas
As noites/amarguras,
O prazo onde procuras
As noites que tu tentas
Vencer as turbulentas
Vontades em loucuras,
Esqueço o passo e tento
Apenas um momento
De paz ou de calor,
Ainda mergulhara
Nas ânsias desta amara
Verdade a decompor.
50518
O quanto se renova
E nada mais pudera
Ousando sem espera
A sorte dita a cova,
E o medo gera a sova
Errática quimera
Marcando com a fera
A luta e nada aprova
Sequer o quanto pude
Embora seja rude,
Atrocidade imensa,
A luta se presume
Enquanto a cada ardume
Fortuna não compensa.
50519
O quanto em cativeiro
A vida nos traria
Matando a poesia
Num sonho costumeiro
E sinto alvissareiro
Desenho onde veria
A luta em agonia
Sequer sem um luzeiro,
Apenas nada tendo
Cenário diz remendo
E o vago nos domina,
O prazo determina
O quanto noutro adendo
Secara a velha mina.
50520
O quanto em turbilhão
Trouxesse algum alento
E quando o fim invento
Gerando imprecisão
Os dias não verão
Além do sofrimento
E neste meu tormento
Os cantos? Negação.
Aprazo algum descanso
E quanto mais avanço
Maior a queda em mim,
Depois de tantos anos
Apenas desenganos
O tempo dita o fim.
50501 a 50510
50501
O quanto nada diz
Do pouco ou mesmo até
Dos vários tons da fé
O ser/não ser feliz,
E o caos se por um triz
Gerasse por quem é
O todo sem galé
Liberta geratriz.
O canto sem proveito
Momento onde me deito
Nos ermos do talvez,
Quem sabe ao fim de tudo
Enquanto desiludo
Já nada ainda vês.
50502
O quanto pude ou não
Gerar dentro do sonho
Um mar onde componho
Diversa embarcação
As horas não verão
Sequer o que proponho
Ousando aonde exponho
A mesma direção
Meu tempo se dilui
E o todo não influi
Na parte que me cabe,
Ouvindo o mar em mim
O tanto diz do fim
E o sonho em paz desabe.
50503
O quanto desta vida
Pudesse ainda ter
No encanto a se perder
A sorte desprovida
E o tanto que duvida
Da lida em tal querer
Pudesse amanhecer
Seara dividida.
Esqueço o descaminho
E quando aquém me alinho
Ouvindo este marulho
Dos sonhos mais sutis
Pudesse ser quem quis
E disto ter orgulho.
50504
O quanto o tempo dita
E gera após o caos
Momentos mesmo os maus
Traçando esta infinita
Noção em que explicita
A sorte em vários graus,
Pudesse em minhas naus
Vencer esta desdita
Recebo em meu caminho
O tanto aonde aninho
Ocasos sem sentido
E o canto se resume
Aonde em tal ardume
O mundo eu dilapido.
50505
O quanto quero e nada
Da sorte se mostrasse
Oferecendo a face
À dita aonde enfada
Meu passo em alvorada
Aonde demonstrasse
O todo sonegasse
A luta encarniçada.
Vencido pelo medo
Enquanto me concedo
Ao tanto quanto quis
O mundo não permite
Além de algum limite
Gerando a cicatriz.
50506
O quanto a vida traz
E nada mais pudera
Ousando a velha fera
Num passo mais mordaz,
A sorte segue atrás
Da velha e vã quimera
E tudo degenera
Aquém do que se faz
Mergulho neste ocaso
E quando em vão me atraso
Meu medo não se vendo
Além da mesma história
Apenas merencória
Memória em turvo adendo.
50507
O quanto em olivais
Pudesse imaginar
Etéreo divagar
Vencendo os temporais,
A vida sem jamais
Ousar e devagar
Seguir a me embalar
Em dias magistrais,
Ocasos de uma sorte
Enquanto não aporte
Ao todo em direção
Aos ermos de minha alma
A luta gera o trauma
E trama a solidão.
50508
O quanto se domina
De um tempo sem juízo
Ainda onde matizo
O corte dita a sina,
A noite em rara mina
O vento mais preciso
Do quanto aromatizo
A luta não termina,
Vestindo de esperança
O nada agora avança
Domando o passo lento,
E quando a sorte emana
A noite soberana
Traçasse o desalento.
50509
O quanto desabara
A senda mais sutil
E nisto não se viu
Sequer nova seara,
A vida não prepara
E o todo mais gentil
Aonde fosse vil
A luta tão amara,
Esqueço o verso em vício
E volto ao precipício
Propício caminhar
Neste abissal cenário
O canto é temerário,
Imenso e turvo mar.
50510
O quanto ora se adensa
A vida sem segredos
Os dias morrem ledos
A sorte sendo tensa,
E tendo a luz intensa
E nela outros enredos,
Cerzindo além dos medos
O sonho que convença
Resumos de passados
Diversos e entranhados
Nos passos mais doridos
Destinos entre quedas
E nada mais enredas
Além dos teus sentidos.
O quanto nada diz
Do pouco ou mesmo até
Dos vários tons da fé
O ser/não ser feliz,
E o caos se por um triz
Gerasse por quem é
O todo sem galé
Liberta geratriz.
O canto sem proveito
Momento onde me deito
Nos ermos do talvez,
Quem sabe ao fim de tudo
Enquanto desiludo
Já nada ainda vês.
50502
O quanto pude ou não
Gerar dentro do sonho
Um mar onde componho
Diversa embarcação
As horas não verão
Sequer o que proponho
Ousando aonde exponho
A mesma direção
Meu tempo se dilui
E o todo não influi
Na parte que me cabe,
Ouvindo o mar em mim
O tanto diz do fim
E o sonho em paz desabe.
50503
O quanto desta vida
Pudesse ainda ter
No encanto a se perder
A sorte desprovida
E o tanto que duvida
Da lida em tal querer
Pudesse amanhecer
Seara dividida.
Esqueço o descaminho
E quando aquém me alinho
Ouvindo este marulho
Dos sonhos mais sutis
Pudesse ser quem quis
E disto ter orgulho.
50504
O quanto o tempo dita
E gera após o caos
Momentos mesmo os maus
Traçando esta infinita
Noção em que explicita
A sorte em vários graus,
Pudesse em minhas naus
Vencer esta desdita
Recebo em meu caminho
O tanto aonde aninho
Ocasos sem sentido
E o canto se resume
Aonde em tal ardume
O mundo eu dilapido.
50505
O quanto quero e nada
Da sorte se mostrasse
Oferecendo a face
À dita aonde enfada
Meu passo em alvorada
Aonde demonstrasse
O todo sonegasse
A luta encarniçada.
Vencido pelo medo
Enquanto me concedo
Ao tanto quanto quis
O mundo não permite
Além de algum limite
Gerando a cicatriz.
50506
O quanto a vida traz
E nada mais pudera
Ousando a velha fera
Num passo mais mordaz,
A sorte segue atrás
Da velha e vã quimera
E tudo degenera
Aquém do que se faz
Mergulho neste ocaso
E quando em vão me atraso
Meu medo não se vendo
Além da mesma história
Apenas merencória
Memória em turvo adendo.
50507
O quanto em olivais
Pudesse imaginar
Etéreo divagar
Vencendo os temporais,
A vida sem jamais
Ousar e devagar
Seguir a me embalar
Em dias magistrais,
Ocasos de uma sorte
Enquanto não aporte
Ao todo em direção
Aos ermos de minha alma
A luta gera o trauma
E trama a solidão.
50508
O quanto se domina
De um tempo sem juízo
Ainda onde matizo
O corte dita a sina,
A noite em rara mina
O vento mais preciso
Do quanto aromatizo
A luta não termina,
Vestindo de esperança
O nada agora avança
Domando o passo lento,
E quando a sorte emana
A noite soberana
Traçasse o desalento.
50509
O quanto desabara
A senda mais sutil
E nisto não se viu
Sequer nova seara,
A vida não prepara
E o todo mais gentil
Aonde fosse vil
A luta tão amara,
Esqueço o verso em vício
E volto ao precipício
Propício caminhar
Neste abissal cenário
O canto é temerário,
Imenso e turvo mar.
50510
O quanto ora se adensa
A vida sem segredos
Os dias morrem ledos
A sorte sendo tensa,
E tendo a luz intensa
E nela outros enredos,
Cerzindo além dos medos
O sonho que convença
Resumos de passados
Diversos e entranhados
Nos passos mais doridos
Destinos entre quedas
E nada mais enredas
Além dos teus sentidos.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
50491 a 50500
50491
Ainda quando possa em aquarela
Ousar novo momento, a minha vida
De todo descaminho desprovida
Apenas o vazio ora revela
E sendo de tal forma a velha tela
A sorte noutra luta mais sentida
Expressa a solidão e não duvida
Do quanto dia a dia em vão se atrela
Presentear a dita com tal fato
Aonde sem sentido algum constato
Retrato discordante do futuro
Meu mundo discorrendo sobre o nada
A luta a cada passo foi selada
Somente pelo cais mais inseguro.
50492
Não vejo qualquer fonte de esperança
Sequer outro momento aonde um dia
Mergulho no vazio e em tez sombria
A sorte em desenredo ora se lança
O sortilégio dita esta mudança
Matando o quanto houvera e ora jazia
Matando dentro em mim a melodia
Tornando sem sentido o que me alcança,
Esquivo-me dos erros no abandono
E quando noutro caos eu já me adono
Expresso a solidão e nada vejo
Senão a solução bem mais distante
E o passo na tormenta não garante
Talvez a menor sombra de um desejo.
50493
Amor já não seria mais teórico
Nem mesmo outro sinal me orientasse
Gerando em discordância novo impasse
Aonde poderia estar eufórico
Um passo noutro instante, meteórico
O rústico cenário se mostrasse
Aonde sem defesas modulasse
O tempo noutro encanto mais retórico
O prazo determina o fim de tudo
E quando no final me desiludo
Apenas não conheço o tempo em paz
Assisto a derrocada deste sonho
E sei do quanto pude ser tristonho
E neste delirar já nada faz.
50494
O prazo terminando, a vida rege
O quanto não sabia nem buscava
Minha alma da emoção a mera escrava
O passo se anuncia quase herege,
E o tanto quanto pude não me traz
Sequer algum caminho em providência
A vida se mostrara sem ciência
E o medo noutra face é mais voraz
Acolho cada engodo em nova luta
Ainda quando a sorte em vão reluta
Desanimado sigo sem saber
O quanto do meu canto pude ver
A noite se anuncia bem mais bruta
E a morte se desenha, entardecer.
50495
Jogado sobre as pedras e somente
Vestindo o quanto pude não se quis
O tempo na verdade contradiz
O que meu coração apenas mente,
E soma do passado esta semente
Gerando dentro em nós o tempo gris
Mergulho aonde o nada me desdiz
E o verso se mostrara imprevidente
Um verso libertário não pudesse
Reger minha emoção em nova prece
Tampouco desenhar novo momento
E sem sentido algum já nada marca
A luta aonde o tempo dita a parca
Vontade em tal diverso complemento
50496
Vestígios de outros tempos na verdade
Expressam o que tento e não consigo
Ainda dentro da alma o desabrigo
Aonde o meu caminho se degrade
E quanto se traduz em realidade
E deixo para lá ou não prossigo
Vencido caminheiro em tal perigo
O prazo se mostrara em falsidade
Esqueço do meu mundo e me percebo
E quando noutro sonho este placebo
Desenha o que inda rege esta esperança
Marcando em tom atroz o que me resta
A vida adentra então em leda fresta
E o nada noutro passo não se alcança.
50497
Aprendo com apenas outro engano
E sei do quanto pude e não viera
Marcando o que deveras destempera
Gerando noutro passo o velho dano,
E não pudesse mais seguir profano
Trazendo no vazio esta quimera
E a luta sem sentido algum não gera
Sequer o quanto quero e não explano
O medo se mostrara mais constante
E nada do que possa se garante
Após a tempestade mais feroz,
Dos erros e delírios costumeiros
Apenas os cenários sem canteiros
E o rio se perdendo dentro em nós.
50498
Bebesse cada gole
Da vida em aguardente
Ainda se ressente
do quanto sempre bole
E o tempo no assole
Matando o imprevidente
Caminho onde se sente
A vida e já se atole
Engodos são comuns
Momentos sei de alguns
E nada me consola
Apenas meu vazio
Enquanto desafio
A dor entra de sola
50499
Bramindo com a fúria
De quem se fez audaz
A sorte não me traz
Senão farta penúria
E o todo desta incúria
Gerasse o que se faz
Matando o passo atrás
Da vida em tal lamúria
Perdendo a direção
Dos dias que verão
Apenas descaminhos
Meus passos sem sentido
O todo resumido
Em traços tão daninhos.
50500
Não quero novamente
Sentir o que se possa
E mesmo sendo nossa
A vida tanto mente
E a lua pertinente
Ousando além da roça
Vestindo esta palhoça
De prata iridescente,
Vestígios de outras eras
E quando me temperas
Com todo o teu encanto
Apenas o vazio
No fundo desafio
E o medo não garanto.
Ainda quando possa em aquarela
Ousar novo momento, a minha vida
De todo descaminho desprovida
Apenas o vazio ora revela
E sendo de tal forma a velha tela
A sorte noutra luta mais sentida
Expressa a solidão e não duvida
Do quanto dia a dia em vão se atrela
Presentear a dita com tal fato
Aonde sem sentido algum constato
Retrato discordante do futuro
Meu mundo discorrendo sobre o nada
A luta a cada passo foi selada
Somente pelo cais mais inseguro.
50492
Não vejo qualquer fonte de esperança
Sequer outro momento aonde um dia
Mergulho no vazio e em tez sombria
A sorte em desenredo ora se lança
O sortilégio dita esta mudança
Matando o quanto houvera e ora jazia
Matando dentro em mim a melodia
Tornando sem sentido o que me alcança,
Esquivo-me dos erros no abandono
E quando noutro caos eu já me adono
Expresso a solidão e nada vejo
Senão a solução bem mais distante
E o passo na tormenta não garante
Talvez a menor sombra de um desejo.
50493
Amor já não seria mais teórico
Nem mesmo outro sinal me orientasse
Gerando em discordância novo impasse
Aonde poderia estar eufórico
Um passo noutro instante, meteórico
O rústico cenário se mostrasse
Aonde sem defesas modulasse
O tempo noutro encanto mais retórico
O prazo determina o fim de tudo
E quando no final me desiludo
Apenas não conheço o tempo em paz
Assisto a derrocada deste sonho
E sei do quanto pude ser tristonho
E neste delirar já nada faz.
50494
O prazo terminando, a vida rege
O quanto não sabia nem buscava
Minha alma da emoção a mera escrava
O passo se anuncia quase herege,
E o tanto quanto pude não me traz
Sequer algum caminho em providência
A vida se mostrara sem ciência
E o medo noutra face é mais voraz
Acolho cada engodo em nova luta
Ainda quando a sorte em vão reluta
Desanimado sigo sem saber
O quanto do meu canto pude ver
A noite se anuncia bem mais bruta
E a morte se desenha, entardecer.
50495
Jogado sobre as pedras e somente
Vestindo o quanto pude não se quis
O tempo na verdade contradiz
O que meu coração apenas mente,
E soma do passado esta semente
Gerando dentro em nós o tempo gris
Mergulho aonde o nada me desdiz
E o verso se mostrara imprevidente
Um verso libertário não pudesse
Reger minha emoção em nova prece
Tampouco desenhar novo momento
E sem sentido algum já nada marca
A luta aonde o tempo dita a parca
Vontade em tal diverso complemento
50496
Vestígios de outros tempos na verdade
Expressam o que tento e não consigo
Ainda dentro da alma o desabrigo
Aonde o meu caminho se degrade
E quanto se traduz em realidade
E deixo para lá ou não prossigo
Vencido caminheiro em tal perigo
O prazo se mostrara em falsidade
Esqueço do meu mundo e me percebo
E quando noutro sonho este placebo
Desenha o que inda rege esta esperança
Marcando em tom atroz o que me resta
A vida adentra então em leda fresta
E o nada noutro passo não se alcança.
50497
Aprendo com apenas outro engano
E sei do quanto pude e não viera
Marcando o que deveras destempera
Gerando noutro passo o velho dano,
E não pudesse mais seguir profano
Trazendo no vazio esta quimera
E a luta sem sentido algum não gera
Sequer o quanto quero e não explano
O medo se mostrara mais constante
E nada do que possa se garante
Após a tempestade mais feroz,
Dos erros e delírios costumeiros
Apenas os cenários sem canteiros
E o rio se perdendo dentro em nós.
50498
Bebesse cada gole
Da vida em aguardente
Ainda se ressente
do quanto sempre bole
E o tempo no assole
Matando o imprevidente
Caminho onde se sente
A vida e já se atole
Engodos são comuns
Momentos sei de alguns
E nada me consola
Apenas meu vazio
Enquanto desafio
A dor entra de sola
50499
Bramindo com a fúria
De quem se fez audaz
A sorte não me traz
Senão farta penúria
E o todo desta incúria
Gerasse o que se faz
Matando o passo atrás
Da vida em tal lamúria
Perdendo a direção
Dos dias que verão
Apenas descaminhos
Meus passos sem sentido
O todo resumido
Em traços tão daninhos.
50500
Não quero novamente
Sentir o que se possa
E mesmo sendo nossa
A vida tanto mente
E a lua pertinente
Ousando além da roça
Vestindo esta palhoça
De prata iridescente,
Vestígios de outras eras
E quando me temperas
Com todo o teu encanto
Apenas o vazio
No fundo desafio
E o medo não garanto.
50481 a 50490
50481
A vida não pudera ser assim
E o tempo desenhasse novo rumo
Aonde com certeza eu não me aprumo
E morro um pouco mais dentro de mim,
O vento se moldara e sei que enfim
Da sorte sem caminho eu já consumo
Apenas o vazio e me resumo
No canto sem saber do quanto eu vim,
Em nada se garante o amanhecer
De quem já conhecendo o desprazer
Pudesse adivinhar outro lamento,
E quando mergulhasse no teu mar
Ainda quando pude navegar
O coração entregue inteiro ao vento.
50482
Ungida maravilha feita em glória
Presença de um amor que sem fronteiras
Desenha aonde o todo sempre queiras
Sem nada mais do quanto fosse escória,
Marcando cada passo na memória
Da luta entre diversas vãs bandeiras
E o marco mais audaz noutras roseiras
Gerando no final cor merencória,
Aromas em constante mutação
Os olhos na verdade não verão
Sequer a menor luz neste horizonte
E tanto se pudera ser assim
Matando o quanto resta dentro em mim
Ainda quando o tempo em vão desponte.
50483
Tentáculos da sorte nos tocando
E o prazo determina o fim de tudo
E quando no final me desiludo
O gesto noutro caos se anunciando
O mundo se desenha desde quando
O corte se anuncia e não desgrudo
Do ocaso aonde houvesse um tempo mudo
E nada mais pudesse desolando,
O cândido caminho não se dera
Jogando para longe a primavera
Marcando em consistência mais sombria
O todo desejado e nunca visto,
A sorte na verdade ora desisto
E apenas o tormento me traria.
50484
Respondes a quem tanto quis um mundo
Diverso do que existe ou mesmo crê
A vida se anuncia sem por que
E nisto em todo engodo eu me aprofundo
O velho coração de um vagabundo
A sorte sem juízo nada vê
E o tempo se mostrara sem um quê
De sorte ou de alegria, nauseabundo.
Escassas noites dizem do abandono
E o canto aonde enfim me desabono
Moldara dentro em nós o sentimento,
Audaciosamente sigo em frente
Ainda quanto mais a sorte eu tente
Apenas o vazio experimento.
50485
Jamais eu poderia acreditar
Em tantas ironias do destino
E sei do quanto possa e não domino
Sequer algum instante o céu e o mar,
Vagando sem saber onde ancorar
O prazo determina o que no ensino
Expressa o doloroso desatino
E mata a cada instante devagar,
Apresentando assim minhas escusas
Ainda quando em vão decerto abusas
Esqueço o meu passado e sigo a ti,
Do todo que eu quisera nada vindo
Apenas o momento enquanto blindo
O amor que bem já sei, não mereci.
50486
Sonhara com momento mais diverso
Do quanto poderia noutro sonho
E quando este tormento decomponho
Ousando neste passo em universo
A sorte desdenhosa hoje eu disperso
E bebo do cenário mais bisonho
Repare cada passo e quando enfronho
Esqueço ou mesmo alheio, desconverso.
Desprezas cada lavra do meu solo
E nada no final ainda assolo
Gerando a solidão invés da luz,
Apresentando ao fim de certo tempo
Somente o que inda trago em contratempo
E a sorte na verdade não traduz.
50487
Himeneu dos sonhos, fantasia
Gerando esta esperança sem sentido
E quando na verdade inda duvido
Do tempo aonde o nada mais viria
A luta se desenha em noite fria
O corte noutro passo resumido,
O prazo determina o distraído
Cenário aonde o canto se esvaía.
Bagagens que carrego dentro em mim
O tanto quanto possa traz no fim
Ultrizes cicatrizes de quem tanto
Vencido pelo ocaso em noite rude
Aos poucos com certeza desilude
Amordaçada voz já não garanto.
50488
Jogado pelas ruas, um mendigo
Apenas ledo pária não espera
Sequer quanto trouxe a vida fera
E nisto outro momento em vão maldigo,
Espreito e na verdade não prossigo
Ousando muito além do que pudera
Marcando a vida quando destempera
E gera após o medo o desabrigo,
Esqueço dos meus dias e permito
A vida se mostrando no finito
Caminho; aonde o pude desenhar
Depois de cada passo a se mostrar
No tempo mais audaz, duro granito
Trazido pelo sonho, devagar.
50489
A pútrida faceta da verdade
Sem nada que pudesse me trazer
Algum momento feito em tal prazer
E nisto o quanto resta a vida evade,
E o passo se desenha em claridade
No tanto sem sentido a se colher,
Ainda noutro rumo eu posso ver
O todo sem destino ou liberdade,
Alçasse dentro em nós novo momento
E quando no final ainda tento
Vencer a solidão e não consigo
Meu verso se calando sem sentido
O prazo determina o quanto olvido
E marco o sentimento em desabrigo.
50490
Não quero mais sentir a solidão
Nem mesmo outro momento tão venal
O corte se mostrara em ritual
Matando em nascedouro a geração
Os erros na verdade mostrarão
Apenas o caminho sem degrau
E o tanto que pudesse bem ou mal
Gerara no meu peito indecisão,
Ouvindo em noite clara um bandolim
O tempo se desenha dentro em mim
E visto a fantasia de um passado
Aonde fui feliz e não pensara
Na sorte mais audaz e a vida rara
Por onde sem temor e em paz invado.
A vida não pudera ser assim
E o tempo desenhasse novo rumo
Aonde com certeza eu não me aprumo
E morro um pouco mais dentro de mim,
O vento se moldara e sei que enfim
Da sorte sem caminho eu já consumo
Apenas o vazio e me resumo
No canto sem saber do quanto eu vim,
Em nada se garante o amanhecer
De quem já conhecendo o desprazer
Pudesse adivinhar outro lamento,
E quando mergulhasse no teu mar
Ainda quando pude navegar
O coração entregue inteiro ao vento.
50482
Ungida maravilha feita em glória
Presença de um amor que sem fronteiras
Desenha aonde o todo sempre queiras
Sem nada mais do quanto fosse escória,
Marcando cada passo na memória
Da luta entre diversas vãs bandeiras
E o marco mais audaz noutras roseiras
Gerando no final cor merencória,
Aromas em constante mutação
Os olhos na verdade não verão
Sequer a menor luz neste horizonte
E tanto se pudera ser assim
Matando o quanto resta dentro em mim
Ainda quando o tempo em vão desponte.
50483
Tentáculos da sorte nos tocando
E o prazo determina o fim de tudo
E quando no final me desiludo
O gesto noutro caos se anunciando
O mundo se desenha desde quando
O corte se anuncia e não desgrudo
Do ocaso aonde houvesse um tempo mudo
E nada mais pudesse desolando,
O cândido caminho não se dera
Jogando para longe a primavera
Marcando em consistência mais sombria
O todo desejado e nunca visto,
A sorte na verdade ora desisto
E apenas o tormento me traria.
50484
Respondes a quem tanto quis um mundo
Diverso do que existe ou mesmo crê
A vida se anuncia sem por que
E nisto em todo engodo eu me aprofundo
O velho coração de um vagabundo
A sorte sem juízo nada vê
E o tempo se mostrara sem um quê
De sorte ou de alegria, nauseabundo.
Escassas noites dizem do abandono
E o canto aonde enfim me desabono
Moldara dentro em nós o sentimento,
Audaciosamente sigo em frente
Ainda quanto mais a sorte eu tente
Apenas o vazio experimento.
50485
Jamais eu poderia acreditar
Em tantas ironias do destino
E sei do quanto possa e não domino
Sequer algum instante o céu e o mar,
Vagando sem saber onde ancorar
O prazo determina o que no ensino
Expressa o doloroso desatino
E mata a cada instante devagar,
Apresentando assim minhas escusas
Ainda quando em vão decerto abusas
Esqueço o meu passado e sigo a ti,
Do todo que eu quisera nada vindo
Apenas o momento enquanto blindo
O amor que bem já sei, não mereci.
50486
Sonhara com momento mais diverso
Do quanto poderia noutro sonho
E quando este tormento decomponho
Ousando neste passo em universo
A sorte desdenhosa hoje eu disperso
E bebo do cenário mais bisonho
Repare cada passo e quando enfronho
Esqueço ou mesmo alheio, desconverso.
Desprezas cada lavra do meu solo
E nada no final ainda assolo
Gerando a solidão invés da luz,
Apresentando ao fim de certo tempo
Somente o que inda trago em contratempo
E a sorte na verdade não traduz.
50487
Himeneu dos sonhos, fantasia
Gerando esta esperança sem sentido
E quando na verdade inda duvido
Do tempo aonde o nada mais viria
A luta se desenha em noite fria
O corte noutro passo resumido,
O prazo determina o distraído
Cenário aonde o canto se esvaía.
Bagagens que carrego dentro em mim
O tanto quanto possa traz no fim
Ultrizes cicatrizes de quem tanto
Vencido pelo ocaso em noite rude
Aos poucos com certeza desilude
Amordaçada voz já não garanto.
50488
Jogado pelas ruas, um mendigo
Apenas ledo pária não espera
Sequer quanto trouxe a vida fera
E nisto outro momento em vão maldigo,
Espreito e na verdade não prossigo
Ousando muito além do que pudera
Marcando a vida quando destempera
E gera após o medo o desabrigo,
Esqueço dos meus dias e permito
A vida se mostrando no finito
Caminho; aonde o pude desenhar
Depois de cada passo a se mostrar
No tempo mais audaz, duro granito
Trazido pelo sonho, devagar.
50489
A pútrida faceta da verdade
Sem nada que pudesse me trazer
Algum momento feito em tal prazer
E nisto o quanto resta a vida evade,
E o passo se desenha em claridade
No tanto sem sentido a se colher,
Ainda noutro rumo eu posso ver
O todo sem destino ou liberdade,
Alçasse dentro em nós novo momento
E quando no final ainda tento
Vencer a solidão e não consigo
Meu verso se calando sem sentido
O prazo determina o quanto olvido
E marco o sentimento em desabrigo.
50490
Não quero mais sentir a solidão
Nem mesmo outro momento tão venal
O corte se mostrara em ritual
Matando em nascedouro a geração
Os erros na verdade mostrarão
Apenas o caminho sem degrau
E o tanto que pudesse bem ou mal
Gerara no meu peito indecisão,
Ouvindo em noite clara um bandolim
O tempo se desenha dentro em mim
E visto a fantasia de um passado
Aonde fui feliz e não pensara
Na sorte mais audaz e a vida rara
Por onde sem temor e em paz invado.
50471 até 50480
50471
Ninguém já me traria algum sentido
Ao quanto se perdera sem alcance
E quando se percebe num nuance
O passo noutro encanto presumido,
Além do quanto pude e não duvido
O mundo se desenha e nunca avance
Ainda quando invento e já me canse
O resto se desenha desprovido,
Ocasionando a queda de quem tanto
Pudesse desejar o que garanto
Ser mais que meramente o caos e o fim,
Já nada mais comporta o velho sonho,
Apenas o que tanto decomponho,
Matando o quanto resta vivo em mim.
50472
Na ponta desta faca o fio, o corte
E o sangue se escorrendo a todo medo
E quando no final eu me concedo
Apenas o vazio se suporte,
Não pude mais conter a velha sorte
E o tempo desenhando em desenredo
O caos onde se vendo o mundo ledo
Sem nada que deveras me conforte,
Ainda quando pude acreditar
Nas ânsias e no tempo a se mostrar
Desnuda realidade em desafio,
O quanto se renega e nada vem
A sorte se apresenta muito aquém
Trazendo este momento mais sombrio.
50473
Há tanto o que fazer e nada tento
Somente perguntando a direção
Dos dias sem motivo que trarão
O velho e contumaz alheamento,
Mergulho noutro engodo e, desatento
A sorte se transcorre em negação
Depois de outros momentos se verão
O prazo em mais completo esgotamento,
A luta não termina e sei do quanto
Pudesse caminhar e se me espanto
A morte desdenhando algum futuro
Já nada mais conforta quem sonhara
E traz a solidão em noite amara
O tempo mais diverso além procuro.
50474
Contentamento igual já não veria
Quem tanto quis a paz e se aproxima
Da sorte mais diversa noutro clima
E morre a cada ausência em agonia,
A porta se mostrando sem valia
A vida não suporta o quanto prima
E gesta no final sem auto estima
A velha e mais cruel hipocrisia,
O verso sem sentido o tempo curto
O medo se deduz e quando encurto
O sonho em cenário degradante
A luta se aproxima do final,
Ainda se desenha em virtual
Caminho o que sequer a paz garante.
50475
Julgasse outro momento aonde eu tente
Vencer o quanto possa em rumo atroz
A vida se desenha e cala a voz
Daquele que pudera impertinente,
Vagando noutro instante, num repente
O mundo se desenha dentro em nós
O tempo desvendando a velha foz
Ainda quando o canto ora se invente.
Vencido pelo caos tão corriqueiro
As horas neste tempo, o derradeiro
Evadem dos meus olhos tantos sonhos
E os erros se acumulam neste fato
Destarte o descaminho hoje constato
Em dias mais ferozes e enfadonhos.
50476
Guardando-me do medo aonde um dia
O tanto quanto eu quis não mais sentira
A vida se propõe, dita a mentira
E o corte na verdade se veria,
A morte da mais bela fantasia
Espreita o passo atroz e nos retira
Do canto aonde a morte se prefira
Detendo com olhar em agonia,
Espero apenas isso e nada mais,
Ainda quando possa em temporais
Usar desta palavra: liberdade.
Meu mundo se aproxima deste ocaso
E o canto noutro tempo em vão atraso
E a solidão decerto nos invade.
50477
Havendo qualquer tom diverso e alheio
Vagando entre as escoras do passado
Meu dia noutro tempo já degrado
E o canto sem sentido não receio,
Espero a solidão e quando veio
O sonho num enredo desdenhado
Apresentando o caos no renegado
Cenário aonde em vão me devaneio,
Escusas não prometem novo canto
E o todo se mostrara e não garanto
Sequer alguma paz dentro de mim,
E assim ao me mostrar completamente
Aonde outro momento busque e tente
O rastro se seguindo até o fim.
50478
Já não mais caberia alguma sorte
A quem se fez aquém do quanto eu quis
E o tempo desenhando a cicatriz
Aonde o desvario não comporte
Apenas o meu mundo não conforte
Quem tanto se perdera onde desfiz
O corte da emoção pela raiz
E o vento se aproxima e dita o norte,
Apresentando o caos dentro do peito
Ainda que pudesse satisfeito
Negara qualquer rumo em desafio,
E nada mais tentara senão isto
E quantas vezes tento e assim desisto
Num átimo sem rumo em céu sombrio.
50479
A vida se desenha onde desarme
O passo ou mesmo o sonho em desencanto
E quando no final nada garanto
O todo se moldara em falso alarme,
A luta sem sentido ao revelar-me
Momento aonde o mundo dita o pranto
Resulto deste medo em desencanto
Sem nada que pudesse contentar-me.
Apenas o meu canto sem proveito
E nisto com certeza eu me deleito
Gestando a solidão dentro de mim,
Depois de tantos anos sigo só
Voltando ao mesmo estágio sendo o pó
Trazido pelo vento em pleno fim.
50480
Quisera apenas ter mais um minuto
E nada se veria de tal forma
Aonde a solidão já nos conforma
E nisto sem defesas não reluto,
O corte desenhando o medo e o luto
O prazo sem valia se deforma
E marca sem sentido a velha norma
E o canto poderia ser astuto,
Resulto deste insulto, solidão
E sei dos meus momentos que virão
Negando cada passo a quem se dera
Ousando ser feliz onde não há
Sequer outro caminho e desde já
Matando dentro em nós a primavera.
Ninguém já me traria algum sentido
Ao quanto se perdera sem alcance
E quando se percebe num nuance
O passo noutro encanto presumido,
Além do quanto pude e não duvido
O mundo se desenha e nunca avance
Ainda quando invento e já me canse
O resto se desenha desprovido,
Ocasionando a queda de quem tanto
Pudesse desejar o que garanto
Ser mais que meramente o caos e o fim,
Já nada mais comporta o velho sonho,
Apenas o que tanto decomponho,
Matando o quanto resta vivo em mim.
50472
Na ponta desta faca o fio, o corte
E o sangue se escorrendo a todo medo
E quando no final eu me concedo
Apenas o vazio se suporte,
Não pude mais conter a velha sorte
E o tempo desenhando em desenredo
O caos onde se vendo o mundo ledo
Sem nada que deveras me conforte,
Ainda quando pude acreditar
Nas ânsias e no tempo a se mostrar
Desnuda realidade em desafio,
O quanto se renega e nada vem
A sorte se apresenta muito aquém
Trazendo este momento mais sombrio.
50473
Há tanto o que fazer e nada tento
Somente perguntando a direção
Dos dias sem motivo que trarão
O velho e contumaz alheamento,
Mergulho noutro engodo e, desatento
A sorte se transcorre em negação
Depois de outros momentos se verão
O prazo em mais completo esgotamento,
A luta não termina e sei do quanto
Pudesse caminhar e se me espanto
A morte desdenhando algum futuro
Já nada mais conforta quem sonhara
E traz a solidão em noite amara
O tempo mais diverso além procuro.
50474
Contentamento igual já não veria
Quem tanto quis a paz e se aproxima
Da sorte mais diversa noutro clima
E morre a cada ausência em agonia,
A porta se mostrando sem valia
A vida não suporta o quanto prima
E gesta no final sem auto estima
A velha e mais cruel hipocrisia,
O verso sem sentido o tempo curto
O medo se deduz e quando encurto
O sonho em cenário degradante
A luta se aproxima do final,
Ainda se desenha em virtual
Caminho o que sequer a paz garante.
50475
Julgasse outro momento aonde eu tente
Vencer o quanto possa em rumo atroz
A vida se desenha e cala a voz
Daquele que pudera impertinente,
Vagando noutro instante, num repente
O mundo se desenha dentro em nós
O tempo desvendando a velha foz
Ainda quando o canto ora se invente.
Vencido pelo caos tão corriqueiro
As horas neste tempo, o derradeiro
Evadem dos meus olhos tantos sonhos
E os erros se acumulam neste fato
Destarte o descaminho hoje constato
Em dias mais ferozes e enfadonhos.
50476
Guardando-me do medo aonde um dia
O tanto quanto eu quis não mais sentira
A vida se propõe, dita a mentira
E o corte na verdade se veria,
A morte da mais bela fantasia
Espreita o passo atroz e nos retira
Do canto aonde a morte se prefira
Detendo com olhar em agonia,
Espero apenas isso e nada mais,
Ainda quando possa em temporais
Usar desta palavra: liberdade.
Meu mundo se aproxima deste ocaso
E o canto noutro tempo em vão atraso
E a solidão decerto nos invade.
50477
Havendo qualquer tom diverso e alheio
Vagando entre as escoras do passado
Meu dia noutro tempo já degrado
E o canto sem sentido não receio,
Espero a solidão e quando veio
O sonho num enredo desdenhado
Apresentando o caos no renegado
Cenário aonde em vão me devaneio,
Escusas não prometem novo canto
E o todo se mostrara e não garanto
Sequer alguma paz dentro de mim,
E assim ao me mostrar completamente
Aonde outro momento busque e tente
O rastro se seguindo até o fim.
50478
Já não mais caberia alguma sorte
A quem se fez aquém do quanto eu quis
E o tempo desenhando a cicatriz
Aonde o desvario não comporte
Apenas o meu mundo não conforte
Quem tanto se perdera onde desfiz
O corte da emoção pela raiz
E o vento se aproxima e dita o norte,
Apresentando o caos dentro do peito
Ainda que pudesse satisfeito
Negara qualquer rumo em desafio,
E nada mais tentara senão isto
E quantas vezes tento e assim desisto
Num átimo sem rumo em céu sombrio.
50479
A vida se desenha onde desarme
O passo ou mesmo o sonho em desencanto
E quando no final nada garanto
O todo se moldara em falso alarme,
A luta sem sentido ao revelar-me
Momento aonde o mundo dita o pranto
Resulto deste medo em desencanto
Sem nada que pudesse contentar-me.
Apenas o meu canto sem proveito
E nisto com certeza eu me deleito
Gestando a solidão dentro de mim,
Depois de tantos anos sigo só
Voltando ao mesmo estágio sendo o pó
Trazido pelo vento em pleno fim.
50480
Quisera apenas ter mais um minuto
E nada se veria de tal forma
Aonde a solidão já nos conforma
E nisto sem defesas não reluto,
O corte desenhando o medo e o luto
O prazo sem valia se deforma
E marca sem sentido a velha norma
E o canto poderia ser astuto,
Resulto deste insulto, solidão
E sei dos meus momentos que virão
Negando cada passo a quem se dera
Ousando ser feliz onde não há
Sequer outro caminho e desde já
Matando dentro em nós a primavera.
50461 a 50470
50461
Dos sonhos de esperança um peregrino
Adentra nas desérticas entranhas
E quando se percebem velhas sanhas
O tempo sem domínio desatino,
E perco a direção do cristalino
Cenário entre as diversas, grãs montanhas
E sei do quanto podes e já ganhas
Sabendo que me verdade eu me fascino,
Sem ter qualquer lugar onde ancorar
O parto se revela a desvendar
Ocasos entre casos, caos e medo
E quase ser feliz é o que pudera
Sentir em turbilhão a vida fera
O manto desvalido alheio e ledo.
50462
Efêmera vontade me assolando
E sei que no final já nada resta
Sequer o quanto pude noutra fresta
Tentar saber agora como e quando,
O mundo num instante desabando
O verso sem sentido não se empresta
Ao corte mais audaz e quando gesta
Os pensamentos vagam como um bando,
Pudesse discernir qualquer razão
Nos templos que os meus dias mudarão
Cenário iridescente sem proveito,
No quando poderia e não aceito
Apenas outro dia dita o não
E neste desenhar enfim me deito.
50463
O tempo traz a todo passageiro
O mesmo itinerário vida e morte,
No quanto se diverge então a sorte
Momento sem o qual tudo é ligeiro,
O caos neste tormento derradeiro
Aonde se desenha o nosso aporte,
Vasculho cada enredo onde suporte
As ânsias de meu canto costumeiro
Já não me negaria a ter além
Do pouco que em verdade sei que tem
A vida sem motivos ou razão,
Após a tempestade de verão
O outono se transforma em calmaria
E o fim após o inverno se veria.
50464
Deleitas com meus erros, e sei disso,
O manto se puindo a cada dia
Aonde novo passo se teria
O mundo traz este ar mais movediço
Apenas a alegria ora cobiço,
Embora seja simples fantasia
O tanto quanto eu pude e não viria
A vida perde aos poucos o seu viço.
Jogado nalgum canto desta sala
O tempo na incerteza me avassala
E gera tão somente a solidão,
Os tempos se aproximam do final,
O passo sem saber do ritual
Traduz diversidades da emoção.
50465
Num céu iridescente, esta esperança
Rondando cada estrela em brilho farto,
Aonde todo o sonho em vão descarto
E o tempo no vazio já nos lança,
A solidão deveras nos alcança
E tento o quanto possa e não reparto,
Ainda que pudesse novo parto
A vida não se livra da lembrança,
Aprendo com momentos mais diversos
E sei dos infinitos universos
Que a palma desta mão inda contém,
Depois de tanto tempo em solitária
Ausência de quem tanto se fez vária
Somente o nada ser nos faz refém.
50466
Desfazes cada passo que eu pudera
Ousar noutro momento sem sentido,
E o quanto se apresenta e já duvido
Marcando em sortilégio a primavera,
A noite noutra face destempera
E gera tão somente o que ora olvido,
O mundo noutro canto repartido
A luta sem temor dominando a era,
Esqueço dos meus cantos, sou lacaio
Do sonho e por ventura me distraio
Arcando com as pedras do caminho,
Ausência de esperança ou quase tanto,
Sementes do vazio hoje garanto,
Num velho e vão cenário tão daninho.
50467
Origens mais diversas, sentimento
Transcende ao quanto quis e não podia
A vida se transforma dia a dia
E um novo amanhecer suave, eu tento,
E quando no final eu me alimento
Do sonho feito em luz e fantasia
O quanto deste canto tocaria
O que em verdade sinto e até fomento,
Atormentando o passo sem poder
Arcar com o que pude merecer
Vencido pelo ocaso e pela dor,
Já nada poderia sendo assim
Iniciando agora o próprio fim
Sem nada que pudesse redentor.
50468
Passando pelos olhos de quem sonha
A vida se desenha de tal forma
Enquanto a cada dia se transforma
Por vezes mais feroz, mesmo bisonha,
E quando no passado o passo enfronha
A luta se denota em nova norma
E o peso a cada dia nos deforma
Sem nada que decerto ora envergonha
Quem tanto quis apenas liberdade
E o pranto no final mais forte brade
Mesquinhas noites dizem do futuro,
E o parto se negando em duro aborto
O canto se mostrara agora morto,
E apenas o vazio eu asseguro.
50469
Amor que contentasse um sonhador
Gerando dentro da alma a enorme paz
E quantas vezes sito onde faz
O tempo noutro rumo um escultor
Seguindo da maneira como for,
O passo desenhado mais audaz
E o coração deveras tão falaz
Gestando dentro da alma a fina flor.
Pendões entre diversas formas belas
E nisto a fantasia onde revelas
Traduz o quanto pude e mais queria,
Depois de certo tempo, sem mais nada
A sorte se mostrando desenhada
Aonde se renasce a fantasia.
50470
Ocupas todo o imenso pensamento
E sigo cada rastro que te visse
Amar e ter nas mãos esta crendice
Aonde o meu caminho eu alimento,
Entregue ao que se pôde em raro vento
Jamais outro momento inda se ouvisse
E nisto cada canto onde cobice
A sorte se propõe num raro alento,
Escuto este marulho e nos convida
Ao quanto se entregasse inteira a vida
Gerando dentro da alma a luz serena,
O tempo a cada instante, este mutável
Traduz o quanto possa ser arável
Embora seja agreste a vaga arena.
Dos sonhos de esperança um peregrino
Adentra nas desérticas entranhas
E quando se percebem velhas sanhas
O tempo sem domínio desatino,
E perco a direção do cristalino
Cenário entre as diversas, grãs montanhas
E sei do quanto podes e já ganhas
Sabendo que me verdade eu me fascino,
Sem ter qualquer lugar onde ancorar
O parto se revela a desvendar
Ocasos entre casos, caos e medo
E quase ser feliz é o que pudera
Sentir em turbilhão a vida fera
O manto desvalido alheio e ledo.
50462
Efêmera vontade me assolando
E sei que no final já nada resta
Sequer o quanto pude noutra fresta
Tentar saber agora como e quando,
O mundo num instante desabando
O verso sem sentido não se empresta
Ao corte mais audaz e quando gesta
Os pensamentos vagam como um bando,
Pudesse discernir qualquer razão
Nos templos que os meus dias mudarão
Cenário iridescente sem proveito,
No quando poderia e não aceito
Apenas outro dia dita o não
E neste desenhar enfim me deito.
50463
O tempo traz a todo passageiro
O mesmo itinerário vida e morte,
No quanto se diverge então a sorte
Momento sem o qual tudo é ligeiro,
O caos neste tormento derradeiro
Aonde se desenha o nosso aporte,
Vasculho cada enredo onde suporte
As ânsias de meu canto costumeiro
Já não me negaria a ter além
Do pouco que em verdade sei que tem
A vida sem motivos ou razão,
Após a tempestade de verão
O outono se transforma em calmaria
E o fim após o inverno se veria.
50464
Deleitas com meus erros, e sei disso,
O manto se puindo a cada dia
Aonde novo passo se teria
O mundo traz este ar mais movediço
Apenas a alegria ora cobiço,
Embora seja simples fantasia
O tanto quanto eu pude e não viria
A vida perde aos poucos o seu viço.
Jogado nalgum canto desta sala
O tempo na incerteza me avassala
E gera tão somente a solidão,
Os tempos se aproximam do final,
O passo sem saber do ritual
Traduz diversidades da emoção.
50465
Num céu iridescente, esta esperança
Rondando cada estrela em brilho farto,
Aonde todo o sonho em vão descarto
E o tempo no vazio já nos lança,
A solidão deveras nos alcança
E tento o quanto possa e não reparto,
Ainda que pudesse novo parto
A vida não se livra da lembrança,
Aprendo com momentos mais diversos
E sei dos infinitos universos
Que a palma desta mão inda contém,
Depois de tanto tempo em solitária
Ausência de quem tanto se fez vária
Somente o nada ser nos faz refém.
50466
Desfazes cada passo que eu pudera
Ousar noutro momento sem sentido,
E o quanto se apresenta e já duvido
Marcando em sortilégio a primavera,
A noite noutra face destempera
E gera tão somente o que ora olvido,
O mundo noutro canto repartido
A luta sem temor dominando a era,
Esqueço dos meus cantos, sou lacaio
Do sonho e por ventura me distraio
Arcando com as pedras do caminho,
Ausência de esperança ou quase tanto,
Sementes do vazio hoje garanto,
Num velho e vão cenário tão daninho.
50467
Origens mais diversas, sentimento
Transcende ao quanto quis e não podia
A vida se transforma dia a dia
E um novo amanhecer suave, eu tento,
E quando no final eu me alimento
Do sonho feito em luz e fantasia
O quanto deste canto tocaria
O que em verdade sinto e até fomento,
Atormentando o passo sem poder
Arcar com o que pude merecer
Vencido pelo ocaso e pela dor,
Já nada poderia sendo assim
Iniciando agora o próprio fim
Sem nada que pudesse redentor.
50468
Passando pelos olhos de quem sonha
A vida se desenha de tal forma
Enquanto a cada dia se transforma
Por vezes mais feroz, mesmo bisonha,
E quando no passado o passo enfronha
A luta se denota em nova norma
E o peso a cada dia nos deforma
Sem nada que decerto ora envergonha
Quem tanto quis apenas liberdade
E o pranto no final mais forte brade
Mesquinhas noites dizem do futuro,
E o parto se negando em duro aborto
O canto se mostrara agora morto,
E apenas o vazio eu asseguro.
50469
Amor que contentasse um sonhador
Gerando dentro da alma a enorme paz
E quantas vezes sito onde faz
O tempo noutro rumo um escultor
Seguindo da maneira como for,
O passo desenhado mais audaz
E o coração deveras tão falaz
Gestando dentro da alma a fina flor.
Pendões entre diversas formas belas
E nisto a fantasia onde revelas
Traduz o quanto pude e mais queria,
Depois de certo tempo, sem mais nada
A sorte se mostrando desenhada
Aonde se renasce a fantasia.
50470
Ocupas todo o imenso pensamento
E sigo cada rastro que te visse
Amar e ter nas mãos esta crendice
Aonde o meu caminho eu alimento,
Entregue ao que se pôde em raro vento
Jamais outro momento inda se ouvisse
E nisto cada canto onde cobice
A sorte se propõe num raro alento,
Escuto este marulho e nos convida
Ao quanto se entregasse inteira a vida
Gerando dentro da alma a luz serena,
O tempo a cada instante, este mutável
Traduz o quanto possa ser arável
Embora seja agreste a vaga arena.
50451a 50460
50451
Ainda não pudera ver além
Do caos gerado em nós pelo vazio
E quando novo passo eu desafio
A vida se desenha em tal desdém
E o quanto na verdade não mais vem
Deixando para trás o desvario
O sonho se mostrasse mais sombrio
Marcando os dias todos que o contém,
Não tento adivinhar o que viria
E sei do meu caminho em agonia
Matando pouco a pouco o que me resta
Da sorte sem sentido nem razão
Alheio aos dias tantos que virão
Visão que inda carrego, mais funesta.
50452
O medo se aproxima de quem tenta
Sentir outro momento em festa e luz
E o quanto do meu passo não conduz
Senão à fantasia mais sangrenta
A luta se mostrara tão sedenta
Gerando no final o farto pus
E quando noutro rumo eu já me opus
A sorte se transforma e violenta,
Apenas poderia ser diverso
Do quanto acreditasse e sempre verso
Nos ermos de minha alma sem valia,
Ainda que tivesse algum alento
Produzo na verdade o alheamento
E o corte a cada instante se veria.
50453
Querendo caminhar em meio ao nada
Espero pelo menos algum cais
E sei dos desencantos, são normais
E a luta a cada instante desagrada,
Matando no que possa esta alvorada
Exposto aos mais terríveis vendavais
Os cantos noutros rumos mais banais
O errático momento dita a forma
Do quanto sem sentido a vida informa
E marca com terror o que mais pude,
Vestindo esta quimera, a solidão,
Apenas outros erros mostrarão
Caminho sem ter paz, audaz e rude.
50454
Exercitando o sonho nada veio
Sequer alguma imagem do futuro
E quando na verdade eu me asseguro
O mundo se desenha em devaneio,
O porte mais atroz dita o receio
E nisto a todo instante, mais escuro
O tempo com certeza não perduro
E bebo este sentido ou sigo alheio,
Escárnios entre risos e chacotas
E quando no final mais nada notas
Assentas dentro da alma a solidão,
Espúrio sentimento dita o quanto
E nisto noutro sonho não garanto
Sequer outros momentos que virão.
50455
Responde ao que pudesse sem sentido
E o nada se adensando no meu peito
E quando no final já não me aceito
O tempo a cada engano dilapido,
Cansado de lutar, nunca duvido
E sei da solidão quando me deito
Rondando sem sentido o ledo leito
Meu canto de esperanças desprovido.
O prazo sem prazer e neste ocaso,
A luta sem vitória e já me atraso
Resulto do que tanto desejara,
A lua se aproxima e rege o mar,
Aonde poderia caminhar
Apenas a emoção atroz, amara.
50456
Dos víveres diversos, prateleira
Dos sonhos não me trouxe este alimento
E quando no final ainda tento
Palavra aonde o nada enfim se queira,
A luta sem sentido, aventureira
Manhã enquanto possa em provimento
Do ledo desenhar escasso vento,
E nada se aproxima onde é ligeira
A lida não permite algum descanso
E quando no final a morte alcanço
Esvaio num segundo e sendo assim,
Depois de tanta noite em desafio,
A sorte diz do tempo mais sombrio
Ditame prenuncia o amargo fim.
50457
Tentara pelo menos um momento
De paz aonde nada mais havia,
Nem mesmo algum cenário em fantasia,
O mundo noutro passo desalento,
Esqueço o que pudesse pensamento
E morro a cada engano, poesia,
Navego pelo caos do dia a dia
E disto não cerzira o sentimento,
Apresentando ao fim o quanto trago
Dos erros procurando um mero afago
Divago sobre os tantos que inda vêm,
A luta se desenha em vã promessa
E o quanto na verdade recomeça
Apenas dita em nós tanto desdém.
50458
Unindo nossos passos eu pudera
Apascentar um pouco o quanto tenho,
A vida noutro rumo ou desempenho
Desenha com certeza amarga fera,
Gerando dentro em pouco o que se espera
E nada mais pudera enquanto venho
Presumo outro cenário e se desdenho
Meu canto na emoção atroz e fera
Repare cada estrela e veja além
O todo que em verdade sempre tem
Imenso sortilégio em poder crer
No errático caminho onde se vira
Apenas esta farsa, esta mentira
Matando num momento o amanhecer.
50459
Já nada poderia quem provenha
A vida em nova face ou mesmo ainda
Enquanto na verdade o tempo blinda
A sorte desenhando nova senha,
E quando com certeza não convenha
Marcar o que decerto ora se finda,
Risonho caminhar não mais deslinda
E o tempo a cada passo não contenha,
Esbarro nos meus erros contumazes
E sei que no final nada me trazes
Senão a mesma ausência de esperança
O caos se apresentando dentro em mim,
Meu barco naufragando dita o fim
Do quanto cada cais já não se alcança.
50460
Levasse algum alento a quem sofria
Talvez a minha vida já mudasse
E nesta nova fase, clara face
Do quanto se traduz em sintonia,
O prazo no final nada traria
Sequer o que pudesse e se notasse
Ainda que deveras desnudasse
A sorte noutra face, em fantasia,
Esqueço dos meus dias mais atrozes
E sei dos desafetos, ledas fozes
Resumos de outros tantos sem segredo,
E o manto se puindo nada traz
Sequer o que pudesse ser audaz,
E ao fim de cada passo eu me concedo.
Ainda não pudera ver além
Do caos gerado em nós pelo vazio
E quando novo passo eu desafio
A vida se desenha em tal desdém
E o quanto na verdade não mais vem
Deixando para trás o desvario
O sonho se mostrasse mais sombrio
Marcando os dias todos que o contém,
Não tento adivinhar o que viria
E sei do meu caminho em agonia
Matando pouco a pouco o que me resta
Da sorte sem sentido nem razão
Alheio aos dias tantos que virão
Visão que inda carrego, mais funesta.
50452
O medo se aproxima de quem tenta
Sentir outro momento em festa e luz
E o quanto do meu passo não conduz
Senão à fantasia mais sangrenta
A luta se mostrara tão sedenta
Gerando no final o farto pus
E quando noutro rumo eu já me opus
A sorte se transforma e violenta,
Apenas poderia ser diverso
Do quanto acreditasse e sempre verso
Nos ermos de minha alma sem valia,
Ainda que tivesse algum alento
Produzo na verdade o alheamento
E o corte a cada instante se veria.
50453
Querendo caminhar em meio ao nada
Espero pelo menos algum cais
E sei dos desencantos, são normais
E a luta a cada instante desagrada,
Matando no que possa esta alvorada
Exposto aos mais terríveis vendavais
Os cantos noutros rumos mais banais
O errático momento dita a forma
Do quanto sem sentido a vida informa
E marca com terror o que mais pude,
Vestindo esta quimera, a solidão,
Apenas outros erros mostrarão
Caminho sem ter paz, audaz e rude.
50454
Exercitando o sonho nada veio
Sequer alguma imagem do futuro
E quando na verdade eu me asseguro
O mundo se desenha em devaneio,
O porte mais atroz dita o receio
E nisto a todo instante, mais escuro
O tempo com certeza não perduro
E bebo este sentido ou sigo alheio,
Escárnios entre risos e chacotas
E quando no final mais nada notas
Assentas dentro da alma a solidão,
Espúrio sentimento dita o quanto
E nisto noutro sonho não garanto
Sequer outros momentos que virão.
50455
Responde ao que pudesse sem sentido
E o nada se adensando no meu peito
E quando no final já não me aceito
O tempo a cada engano dilapido,
Cansado de lutar, nunca duvido
E sei da solidão quando me deito
Rondando sem sentido o ledo leito
Meu canto de esperanças desprovido.
O prazo sem prazer e neste ocaso,
A luta sem vitória e já me atraso
Resulto do que tanto desejara,
A lua se aproxima e rege o mar,
Aonde poderia caminhar
Apenas a emoção atroz, amara.
50456
Dos víveres diversos, prateleira
Dos sonhos não me trouxe este alimento
E quando no final ainda tento
Palavra aonde o nada enfim se queira,
A luta sem sentido, aventureira
Manhã enquanto possa em provimento
Do ledo desenhar escasso vento,
E nada se aproxima onde é ligeira
A lida não permite algum descanso
E quando no final a morte alcanço
Esvaio num segundo e sendo assim,
Depois de tanta noite em desafio,
A sorte diz do tempo mais sombrio
Ditame prenuncia o amargo fim.
50457
Tentara pelo menos um momento
De paz aonde nada mais havia,
Nem mesmo algum cenário em fantasia,
O mundo noutro passo desalento,
Esqueço o que pudesse pensamento
E morro a cada engano, poesia,
Navego pelo caos do dia a dia
E disto não cerzira o sentimento,
Apresentando ao fim o quanto trago
Dos erros procurando um mero afago
Divago sobre os tantos que inda vêm,
A luta se desenha em vã promessa
E o quanto na verdade recomeça
Apenas dita em nós tanto desdém.
50458
Unindo nossos passos eu pudera
Apascentar um pouco o quanto tenho,
A vida noutro rumo ou desempenho
Desenha com certeza amarga fera,
Gerando dentro em pouco o que se espera
E nada mais pudera enquanto venho
Presumo outro cenário e se desdenho
Meu canto na emoção atroz e fera
Repare cada estrela e veja além
O todo que em verdade sempre tem
Imenso sortilégio em poder crer
No errático caminho onde se vira
Apenas esta farsa, esta mentira
Matando num momento o amanhecer.
50459
Já nada poderia quem provenha
A vida em nova face ou mesmo ainda
Enquanto na verdade o tempo blinda
A sorte desenhando nova senha,
E quando com certeza não convenha
Marcar o que decerto ora se finda,
Risonho caminhar não mais deslinda
E o tempo a cada passo não contenha,
Esbarro nos meus erros contumazes
E sei que no final nada me trazes
Senão a mesma ausência de esperança
O caos se apresentando dentro em mim,
Meu barco naufragando dita o fim
Do quanto cada cais já não se alcança.
50460
Levasse algum alento a quem sofria
Talvez a minha vida já mudasse
E nesta nova fase, clara face
Do quanto se traduz em sintonia,
O prazo no final nada traria
Sequer o que pudesse e se notasse
Ainda que deveras desnudasse
A sorte noutra face, em fantasia,
Esqueço dos meus dias mais atrozes
E sei dos desafetos, ledas fozes
Resumos de outros tantos sem segredo,
E o manto se puindo nada traz
Sequer o que pudesse ser audaz,
E ao fim de cada passo eu me concedo.
50441 a 50450
50441
O canto da esperança não atinge
O sonho de quem fora mais atroz
E quando não se escuta a menor voz
O amor se desenhando qual esfinge,
Apenas do vazio ora se tinge
E segue sem destino, busca a foz
E o quanto poderia haver em nós
Sem ter qualquer alento, apenas finge.
Não veja mais o olhar de quem pudera
Numa expressão real e mais sincera
Pousar noutro momento mais tranquilo,
O quase se desenha noutro rumo,
E sei que no final tanto consumo
Enquanto solitário e em vão desfilo.
50442
O canto mais audaz e mais sublime
Moldando uma esperança plena e viva
A sorte noutro engodo já nos priva
Do quanto poderia e não redime,
Ainda quando o tempo quer e estime
A luta se mostrara mais altiva
E o nada no final tanto suprime.
Vagando sem destino por aí,
O todo sem saber eu já perdi
Mergulhos dentro da alma, reticente.
O prazo determina o fim de tudo
E quando sem sentido desiludo,
Apenas a tristeza enfim se sente.
50443
O canto poderia ser diverso
E nesta sintonia presumir
O todo noutro encanto num porvir
Gerado pelo amor, novo universo,
E quantas vezes tento ou mais disperso
Meu passo sem sentido a permitir
A queda que no fim sempre há de vir;
No caos gerado após último verso.
Avesso ao que pudesse novidade,
Ainda quando a vida se degrade
Sem medo do que possa e não teria,
A luta se desenha sempre ingrata
E o corte no final tanto maltrata
Enquanto gera inútil fantasia.
50444
Ao menos poderia acreditar
Nos tantos caminhares noite afora,
E o passo se apresenta sem demora
Mudando cada estrela de lugar,
Vencido pelas lendas ao luar
O vento num instante nos devora
E o verso sem sentido desancora
O barco aonde pude naufragar.
Restando muito pouco ou quase nada,
Esta alma noutro infausto também brada
E gera em discordância o quanto veio,
Ousasse acreditar noutro cenário
A luta num momento temerário
Traduz dentro de nós um tosco anseio.
50445
Nascendo do vazio, sigo vago
E tento caminhar entre tormentas
E quando no final não me apresentas
Sequer o que pudesse e já não trago,
Aonde se tentara algum afago
As horas são deveras violentas
E nestas fantasias mais sangrentas
O amor presume o fim, e assim divago.
Vestígios de outras eras? Não mais tenho,
O mundo se perdendo em ledo empenho,
Amortalhando o passo rumo ao nada,
A morte se aproxima e dita o quanto
Do todo poderia e não garanto
Senão a mesma luta que degrada.
50446
Negar qualquer alento a quem pudera
Sentir este momento em paz ou quieto
Ainda quando nada em mim completo
Matando a sorte turva e mesmo fera,
Ainda que pudesse ser sincera
A luta sem sentido dita o veto
De quem se fez atroz e em desafeto
Apenas o vazio então espera
Ao integralizar o sentimento
E neste descaminho eu também tento
Pousando levemente noutro rumo,
Aos poucos sem saber da melhor sorte
Sem ter quem no final já me conforte
Sementes da ilusão em vão consumo.
50447
No prazo aonde a vida determina
O quanto poderia e nunca veio,
Apenas desenhando este receio
O velho coração matando a sina
De quem já não conhece e se extermina
Pousando noutro engodo em devaneio,
O canto se aproxima e sem rodeio,
A luta na verdade não termina,
Esqueço os meus acordes e harmonia
O quanto no final já não teria
Acena com vazios dentro em mim,
O caos se gera então e nada vindo,
O todo que pudera ser infindo
Chegando sem defesas ao seu fim.
50448
Abrindo esta porteira: solidão
Ao menos pude ver alguma luz
E nada do que eu possa reproduz
Os dias que deveras volverão
Marcando dentro da alma a ingratidão
E quando na verdade assim me opus
O mundo desenhara em leda cruz
Somente as fantasias de verão,
O pranto se escorrendo a cada olhar
Pudesse na verdade imaginar
O rumo mais atroz e reticente,
Do prazo aonde o nada dita a regra
A luta a cada engodo desintegra
Cenário que deveras não desmente.
50449
O tempo já sem tempo não pudera
Adicionar o sonho a quem se deu
Vencendo dentro em pouco o que foi meu
Não tendo nem sequer o quanto espera
A vida se desenha mais austera
E o passo se aproxima mais ateu
E o quanto do meu sonho se perdeu,
Marcando com terror cada quimera,
Ainda quando pude acreditar
Nos ermos de minha alma a me tocar
Rondando o que inda tenho por viver,
Apresentando o caos a cada instante
A sorte sem saber nada garante
Nem mesmo o quanto pude amanhecer.
50450
Navego contra a fúria das marés
E sei dos descaminhos mais frequentes
Aonde na verdade tu te ausentes
E sigo tantas vezes de viés,
Apenas recolhendo estas galés
E nisto meus destinos já pressentes
Marcando com ternura em evidentes
Momentos a ventura por quem és,
E sei do prazo apenas limitado
E quando no final aquém me evado,
Espero novamente algum momento.
Perdido e sem sentido mais algum,
O todo se adensando traz nenhum
Cenário enquanto o sonho ainda tento.
O canto da esperança não atinge
O sonho de quem fora mais atroz
E quando não se escuta a menor voz
O amor se desenhando qual esfinge,
Apenas do vazio ora se tinge
E segue sem destino, busca a foz
E o quanto poderia haver em nós
Sem ter qualquer alento, apenas finge.
Não veja mais o olhar de quem pudera
Numa expressão real e mais sincera
Pousar noutro momento mais tranquilo,
O quase se desenha noutro rumo,
E sei que no final tanto consumo
Enquanto solitário e em vão desfilo.
50442
O canto mais audaz e mais sublime
Moldando uma esperança plena e viva
A sorte noutro engodo já nos priva
Do quanto poderia e não redime,
Ainda quando o tempo quer e estime
A luta se mostrara mais altiva
E o nada no final tanto suprime.
Vagando sem destino por aí,
O todo sem saber eu já perdi
Mergulhos dentro da alma, reticente.
O prazo determina o fim de tudo
E quando sem sentido desiludo,
Apenas a tristeza enfim se sente.
50443
O canto poderia ser diverso
E nesta sintonia presumir
O todo noutro encanto num porvir
Gerado pelo amor, novo universo,
E quantas vezes tento ou mais disperso
Meu passo sem sentido a permitir
A queda que no fim sempre há de vir;
No caos gerado após último verso.
Avesso ao que pudesse novidade,
Ainda quando a vida se degrade
Sem medo do que possa e não teria,
A luta se desenha sempre ingrata
E o corte no final tanto maltrata
Enquanto gera inútil fantasia.
50444
Ao menos poderia acreditar
Nos tantos caminhares noite afora,
E o passo se apresenta sem demora
Mudando cada estrela de lugar,
Vencido pelas lendas ao luar
O vento num instante nos devora
E o verso sem sentido desancora
O barco aonde pude naufragar.
Restando muito pouco ou quase nada,
Esta alma noutro infausto também brada
E gera em discordância o quanto veio,
Ousasse acreditar noutro cenário
A luta num momento temerário
Traduz dentro de nós um tosco anseio.
50445
Nascendo do vazio, sigo vago
E tento caminhar entre tormentas
E quando no final não me apresentas
Sequer o que pudesse e já não trago,
Aonde se tentara algum afago
As horas são deveras violentas
E nestas fantasias mais sangrentas
O amor presume o fim, e assim divago.
Vestígios de outras eras? Não mais tenho,
O mundo se perdendo em ledo empenho,
Amortalhando o passo rumo ao nada,
A morte se aproxima e dita o quanto
Do todo poderia e não garanto
Senão a mesma luta que degrada.
50446
Negar qualquer alento a quem pudera
Sentir este momento em paz ou quieto
Ainda quando nada em mim completo
Matando a sorte turva e mesmo fera,
Ainda que pudesse ser sincera
A luta sem sentido dita o veto
De quem se fez atroz e em desafeto
Apenas o vazio então espera
Ao integralizar o sentimento
E neste descaminho eu também tento
Pousando levemente noutro rumo,
Aos poucos sem saber da melhor sorte
Sem ter quem no final já me conforte
Sementes da ilusão em vão consumo.
50447
No prazo aonde a vida determina
O quanto poderia e nunca veio,
Apenas desenhando este receio
O velho coração matando a sina
De quem já não conhece e se extermina
Pousando noutro engodo em devaneio,
O canto se aproxima e sem rodeio,
A luta na verdade não termina,
Esqueço os meus acordes e harmonia
O quanto no final já não teria
Acena com vazios dentro em mim,
O caos se gera então e nada vindo,
O todo que pudera ser infindo
Chegando sem defesas ao seu fim.
50448
Abrindo esta porteira: solidão
Ao menos pude ver alguma luz
E nada do que eu possa reproduz
Os dias que deveras volverão
Marcando dentro da alma a ingratidão
E quando na verdade assim me opus
O mundo desenhara em leda cruz
Somente as fantasias de verão,
O pranto se escorrendo a cada olhar
Pudesse na verdade imaginar
O rumo mais atroz e reticente,
Do prazo aonde o nada dita a regra
A luta a cada engodo desintegra
Cenário que deveras não desmente.
50449
O tempo já sem tempo não pudera
Adicionar o sonho a quem se deu
Vencendo dentro em pouco o que foi meu
Não tendo nem sequer o quanto espera
A vida se desenha mais austera
E o passo se aproxima mais ateu
E o quanto do meu sonho se perdeu,
Marcando com terror cada quimera,
Ainda quando pude acreditar
Nos ermos de minha alma a me tocar
Rondando o que inda tenho por viver,
Apresentando o caos a cada instante
A sorte sem saber nada garante
Nem mesmo o quanto pude amanhecer.
50450
Navego contra a fúria das marés
E sei dos descaminhos mais frequentes
Aonde na verdade tu te ausentes
E sigo tantas vezes de viés,
Apenas recolhendo estas galés
E nisto meus destinos já pressentes
Marcando com ternura em evidentes
Momentos a ventura por quem és,
E sei do prazo apenas limitado
E quando no final aquém me evado,
Espero novamente algum momento.
Perdido e sem sentido mais algum,
O todo se adensando traz nenhum
Cenário enquanto o sonho ainda tento.
50431 a 50440
50431
Não pude controlar esta vontade
De crer e de saber se ainda vem
O tempo mais audaz, mesmo em desdém,
Aquém do quanto possa na verdade,
A luta se desenha em ansiedade
O risco com certeza sempre tem,
E o passo se aproxima sem alguém
Que possa traduzir felicidade.
Expresso com ternura o verso e o sonho,
E o quanto de minha alma decomponho
Ousando noutro escasso caminhar;
Pudesse ser diverso do que somos,
A vida se desenha em vários gomos
E o mundo vejo aos poucos desabar.
50432
Não pude desejar senão a sorte
A quem se fez atroz e até mordaz,
A vida na verdade nada traz
Nem mesmo garantisse algum suporte,
Aonde houvesse o sonho como aporte
Deixando uma esperança para trás
O canto se apresenta mais tenaz
E o vento anunciando cada corte.
Numa expressão deveras promissora
A luta não traduz aonde fora
O quanto se quisesse e não podia,
Vencendo os meus enganos sigo em frente
E a cada novo passo que apresente
Eu passo a crer no amor qual regalia.
50433
Não pude nem sequer saber teu nome,
A sorte se escondendo a cada instante
O amor quando no fim nada garante
Aos poucos, sem defesas no consome,
E o todo se aproxima e nada dome
O ledo caminhar que doravante
Marcasse meu anseio degradante
E nisto esta emoção aos pouco some,
O caos gerado em nós, vazia rota
A luta no final já se denota
E noto este vazio dentro em nós,
A vida não permite outra saída
E quanto mais da dita se duvida
O rio se perdendo noutra foz.
50434
Não pude e nem decerto eu poderia
A luta na verdade em vão se queira
Amor ao se perder, leda poeira
Marcando com angústia a fantasia,
O todo se desenha em agonia
O corte anunciando esta bandeira
E nada do que pude ainda esgueira
Matando pouco a pouco em agonia,
A morte se aproxima e dela eu sinto
Apenas o calor em ledo instinto
Um ato sem proveito e necessário,
A marca da esperança tatuada
Na face desde quando em alvorada
O mundo muda o etéreo itinerário.
50435
Não pude desenhar sequer o quanto
Amor já me traria novo passo,
E quando algum momento ainda traço
O todo se apresenta em desencanto,
Ainda quando muito não garanto
Sequer o que pudera em tal cansaço,
Destarte este caminho que hoje faço
Escancarando o peito dita o pranto,
Mergulho nos vazios costumeiros
Tentando conservar velhos canteiros
E nada do que pude ainda trago,
A luta sem porvir, o medo e a queda
O passo sem destino hora se veda
E gera dentro da alma um canto vago.
50436
Não pude acreditar quando vieste
Trazendo em teu olhar a hipocrisia
O quanto deste sonho poderia
Ainda no final sincero e agreste,
O sonho noutro prumo não se empreste
Apenas nos restando a fantasia
A sorte se desenha, alegoria
De um templo feito em luz, claro e celeste,
Ocasionando a queda de quem tanto
Pudera noutro passo e se me espanto
Aproximando apenas do meu fim,
Esgoto o meu caminho em nada ser,
Marcando com temor e desprazer
O resto ainda vivo dentro em mim.
50437
Não pude nem sentir o teu perfume,
A noite não deixara qualquer marca
E o tempo quando o todo não abarca
Ao nada com certeza sempre rume,
E mesmo que pudesse por costume
Vencer a solidão, a vida é parca,
E quantas vezes; nada mais embarca
Sequer o quanto possa ou me acostume,
Esqueço os meus anseios, sigo só,
Do tempo sem ter tempo sou o pó,
A morte se aproxima lentamente,
E o tanto quanto quis e nada havia
Somente uma emoção em agonia
E a sorte num instante muda e mente.
50438
Não pude ter nos olhos horizonte
Diverso do que tanto procurei
Ao ver a mais sofrível, leda grei
Aonde meu caminho desaponte,
Resgato cada sonho em nova fonte,
E o tanto quanto quis e não terei
Ainda se marcando em regra e lei
Ousando noutro passo onde se apronte
Meu canto sem destino ou desafio,
Acende dentro da alma o mais sombrio
Cenário sem proveito e sensatez,
Destarte tantas vezes me perdi
Tentando inutilmente ver em ti
O quanto deste encanto amor não fez.
50439
Não pude nem sequer tentar a luz
Aonde o medo dita a escuridão,
As horas no futuro mostrarão
Apenas o que o vago reproduz,
O sonho sem saber nem mesmo o pus
Nos cantos mais audazes, velho chão
Tentando desenhar aos poucos grão
Do tempo sem destino, faço jus.
Não amo e nem sequer pudesse ver
Após o meu caminho esmorecer
Um átimo diverso do que tenho,
E quando neste engodo meu empenho
Açoda cada passo rumo ao farto,
O tempo sem ter nexo; ao fim comparto.
50440
Não pude e nem devesse ver além
Do quanto se quisera noutro engano
E sei que no final se me profano
Os erros do passado sempre vêm,
E o manto se desenha e segue quem
Traduz o mesmo corte em novo pano,
A morte na verdade um soberano
Caminho sem temor, medo ou desdém,
Esqueço dos meus dias quando tento
Vencer a profusão do imenso vento
E tanto quanto pude e nada veio,
Apenas reconduzo o passo aonde
O todo com certeza; jamais sonde
Além do mero ocaso em vão receio.
Não pude controlar esta vontade
De crer e de saber se ainda vem
O tempo mais audaz, mesmo em desdém,
Aquém do quanto possa na verdade,
A luta se desenha em ansiedade
O risco com certeza sempre tem,
E o passo se aproxima sem alguém
Que possa traduzir felicidade.
Expresso com ternura o verso e o sonho,
E o quanto de minha alma decomponho
Ousando noutro escasso caminhar;
Pudesse ser diverso do que somos,
A vida se desenha em vários gomos
E o mundo vejo aos poucos desabar.
50432
Não pude desejar senão a sorte
A quem se fez atroz e até mordaz,
A vida na verdade nada traz
Nem mesmo garantisse algum suporte,
Aonde houvesse o sonho como aporte
Deixando uma esperança para trás
O canto se apresenta mais tenaz
E o vento anunciando cada corte.
Numa expressão deveras promissora
A luta não traduz aonde fora
O quanto se quisesse e não podia,
Vencendo os meus enganos sigo em frente
E a cada novo passo que apresente
Eu passo a crer no amor qual regalia.
50433
Não pude nem sequer saber teu nome,
A sorte se escondendo a cada instante
O amor quando no fim nada garante
Aos poucos, sem defesas no consome,
E o todo se aproxima e nada dome
O ledo caminhar que doravante
Marcasse meu anseio degradante
E nisto esta emoção aos pouco some,
O caos gerado em nós, vazia rota
A luta no final já se denota
E noto este vazio dentro em nós,
A vida não permite outra saída
E quanto mais da dita se duvida
O rio se perdendo noutra foz.
50434
Não pude e nem decerto eu poderia
A luta na verdade em vão se queira
Amor ao se perder, leda poeira
Marcando com angústia a fantasia,
O todo se desenha em agonia
O corte anunciando esta bandeira
E nada do que pude ainda esgueira
Matando pouco a pouco em agonia,
A morte se aproxima e dela eu sinto
Apenas o calor em ledo instinto
Um ato sem proveito e necessário,
A marca da esperança tatuada
Na face desde quando em alvorada
O mundo muda o etéreo itinerário.
50435
Não pude desenhar sequer o quanto
Amor já me traria novo passo,
E quando algum momento ainda traço
O todo se apresenta em desencanto,
Ainda quando muito não garanto
Sequer o que pudera em tal cansaço,
Destarte este caminho que hoje faço
Escancarando o peito dita o pranto,
Mergulho nos vazios costumeiros
Tentando conservar velhos canteiros
E nada do que pude ainda trago,
A luta sem porvir, o medo e a queda
O passo sem destino hora se veda
E gera dentro da alma um canto vago.
50436
Não pude acreditar quando vieste
Trazendo em teu olhar a hipocrisia
O quanto deste sonho poderia
Ainda no final sincero e agreste,
O sonho noutro prumo não se empreste
Apenas nos restando a fantasia
A sorte se desenha, alegoria
De um templo feito em luz, claro e celeste,
Ocasionando a queda de quem tanto
Pudera noutro passo e se me espanto
Aproximando apenas do meu fim,
Esgoto o meu caminho em nada ser,
Marcando com temor e desprazer
O resto ainda vivo dentro em mim.
50437
Não pude nem sentir o teu perfume,
A noite não deixara qualquer marca
E o tempo quando o todo não abarca
Ao nada com certeza sempre rume,
E mesmo que pudesse por costume
Vencer a solidão, a vida é parca,
E quantas vezes; nada mais embarca
Sequer o quanto possa ou me acostume,
Esqueço os meus anseios, sigo só,
Do tempo sem ter tempo sou o pó,
A morte se aproxima lentamente,
E o tanto quanto quis e nada havia
Somente uma emoção em agonia
E a sorte num instante muda e mente.
50438
Não pude ter nos olhos horizonte
Diverso do que tanto procurei
Ao ver a mais sofrível, leda grei
Aonde meu caminho desaponte,
Resgato cada sonho em nova fonte,
E o tanto quanto quis e não terei
Ainda se marcando em regra e lei
Ousando noutro passo onde se apronte
Meu canto sem destino ou desafio,
Acende dentro da alma o mais sombrio
Cenário sem proveito e sensatez,
Destarte tantas vezes me perdi
Tentando inutilmente ver em ti
O quanto deste encanto amor não fez.
50439
Não pude nem sequer tentar a luz
Aonde o medo dita a escuridão,
As horas no futuro mostrarão
Apenas o que o vago reproduz,
O sonho sem saber nem mesmo o pus
Nos cantos mais audazes, velho chão
Tentando desenhar aos poucos grão
Do tempo sem destino, faço jus.
Não amo e nem sequer pudesse ver
Após o meu caminho esmorecer
Um átimo diverso do que tenho,
E quando neste engodo meu empenho
Açoda cada passo rumo ao farto,
O tempo sem ter nexo; ao fim comparto.
50440
Não pude e nem devesse ver além
Do quanto se quisera noutro engano
E sei que no final se me profano
Os erros do passado sempre vêm,
E o manto se desenha e segue quem
Traduz o mesmo corte em novo pano,
A morte na verdade um soberano
Caminho sem temor, medo ou desdém,
Esqueço dos meus dias quando tento
Vencer a profusão do imenso vento
E tanto quanto pude e nada veio,
Apenas reconduzo o passo aonde
O todo com certeza; jamais sonde
Além do mero ocaso em vão receio.
50421 a 50430
50421
Acende no meu peito esta esperança
Qual fosse tão somente a luminária
Aonde a vida mostre necessária
Enquanto esta canção agora amansa
O velho coração traz na lembrança
A vida noutra face temporária
E quanto poderia ser mais vária
A sorte se mostrara em aliança
Escassas horas dizem do futuro
E quanto mais deveras me asseguro
Do incauto caminhar em noite rude,
Apresentando apenas solidão
Os dias se desenham desde então
Aquém do que tentara ou mesmo pude.
50422
Acendo esta fogueira em noite fria
Junina maravilha em rara lua,
Ainda quando possa ou já flutua
Meu passo na verdade não viria
Deixando no passado a fantasia
Enquanto a sorte atroz não continua
Marcando cada passo além cultua
Gestando dentro em nós a poesia,
Aprendo com meus erros e somente
O próprio desvario não desmente
O rumo sem sentido nem proveito
Destarte sendo assim apenas isso,
O mundo mais audaz quando o cobiço
Traduz esta loucura onde me deito.
50423
Acendes esta lua no meu peito
E bebes da esperança mais sutil
O quanto na verdade não se viu
E nem sequer decerto ainda aceito,
Esqueço o meu caminho e me deleito
Aonde poderia ser gentil,
Embora a própria vida seja vil,
No fundo deste poço, enfim me deito.
Acordo sem saber da direção
Dos passos que talvez já não verão
Sequer a luz do sol, porão desta alma,
E o medo se anuncia após a queda,
E quando no vazio se envereda,
Incrível que pareça: isso me acalma.
50424
Acende dentro em nós esta vontade
De ser ou de tentar acreditar
Neste diverso mundo a nos tocar
Enquanto a própria sorte se degrade,
Apenas poderia em liberdade
Alçando novo tempo devagar,
Ao quanto pude então mesmo vagar
O sonho se transforma em tempestade,
Audaz momento diz deste futuro
Aonde o nada em nós eu asseguro,
Amortalhado sonho em tom venal,
Depois de cada instante sem saber
Do quanto a vida expressa algum prazer,
Meu canto se apresenta como um mal.
50425
Acendo os meus cenários neste gris
Momento aonde a vida não se traz
Senão numa faceta mais mordaz
Matando desde já o quanto eu quis,
Pudesse na verdade ser feliz,
E o corte se transforma e já se faz
Apenas o que possa e sigo atrás
Da sorte quando o tempo ora desfiz.
No foco da emoção, meu sentimento
Expressa o quanto quero e até provento
Fomentos do vazio deste engodo,
Somando os meus anseios e verdades
Ao mesmo tempo sinto quanto evades
Somente mera parte deste todo.
50426
Acesa dentro em nós velha emoção
Não mais nos caberia qualquer fuga
A sorte noutro passo em cada ruga
Do tanto quanto quis, mera expressão,
Os dias que decerto inda virão,
A solidão enquanto nos aluga
O tempo sanguessuga já nos suga
E deixa para trás o imenso vão,
Acordo após o tanto que sonhara
E vendo a noite imensa, intensa e clara
Razões para lutar encontro em nós
Do passo sem sentido me aproximo
E o quanto se desenha em alto cimo
Gerasse novamente um vento atroz.
50427
Acendendo o sonho, uma esperança
De um tempo bem melhor, já não vivido
Ainda quando pude sem olvido
Vagar enquanto a vida ao longe lança
A sorte desenhada em temperança
O passo sem saber se desprovido
Do canto com certeza dividido
Aguardo dentro da alma esta mudança
E o prazo terminando nada traz
Senão este caminho mais tenaz
E resolutamente sigo só,
O corte se anuncia a cada instante
E a vida no final nada garante
Futuro se resume em lodo e pó.
50428
Acesas as noturnas fantasias
Aprendo com meus erros, mas prossigo
E tento caminhar longe, contigo
Enquanto novos tempos me trarias,
Ousando nas diversas fantasias
O joio se espalhando neste trigo,
Desejo pelo menos um abrigo
E nada na verdade mostrarias,
Resulto deste vago pensamento
E quando no final ainda tento
Seguir sem ter sequer algum segredo,
Ao passo mais sublime não me nego
Embora prosseguisse quase cego
Aos sonhos mais audazes me concedo.
50429
Acendendo o pavio em noite escura
O ledo de uma sorte se adivinha
Aonde poderias ser só minha
A sorte noutra face se procura,
A vida no final não assegura
E mata o quanto pode e não mais tinha
Esqueça da esperança mais daninha
E trace a vida em luta, em amargura.
Acordos a cumprir diversas metas
E quando noutra cena me completas
Com toda esta certeza feita em luz,
Ao menos cri no tempo que viria
E nele ao me embeber de poesia
O passo noutro passo reproduz.
50430
Acendeste uma vontade aonde outrora
Já nada mais havia, nem momento
Aonde se pudesse o pensamento
E a sorte desditosa me apavora,
O quanto deste sonho não aflora
Gerando tão somente este tormento
E quando noutra fato em vão eu tento
A própria solidão já nos devora.
O caos se presumindo enquanto fiz
O rústico cenário, a cicatriz
Marcada a ferro e fogo, sem proveito.
Ao fim de certo tempo nada tendo,
Retalhos desenhando este remendo
E apenas no vazio eu me deleito.
Acende no meu peito esta esperança
Qual fosse tão somente a luminária
Aonde a vida mostre necessária
Enquanto esta canção agora amansa
O velho coração traz na lembrança
A vida noutra face temporária
E quanto poderia ser mais vária
A sorte se mostrara em aliança
Escassas horas dizem do futuro
E quanto mais deveras me asseguro
Do incauto caminhar em noite rude,
Apresentando apenas solidão
Os dias se desenham desde então
Aquém do que tentara ou mesmo pude.
50422
Acendo esta fogueira em noite fria
Junina maravilha em rara lua,
Ainda quando possa ou já flutua
Meu passo na verdade não viria
Deixando no passado a fantasia
Enquanto a sorte atroz não continua
Marcando cada passo além cultua
Gestando dentro em nós a poesia,
Aprendo com meus erros e somente
O próprio desvario não desmente
O rumo sem sentido nem proveito
Destarte sendo assim apenas isso,
O mundo mais audaz quando o cobiço
Traduz esta loucura onde me deito.
50423
Acendes esta lua no meu peito
E bebes da esperança mais sutil
O quanto na verdade não se viu
E nem sequer decerto ainda aceito,
Esqueço o meu caminho e me deleito
Aonde poderia ser gentil,
Embora a própria vida seja vil,
No fundo deste poço, enfim me deito.
Acordo sem saber da direção
Dos passos que talvez já não verão
Sequer a luz do sol, porão desta alma,
E o medo se anuncia após a queda,
E quando no vazio se envereda,
Incrível que pareça: isso me acalma.
50424
Acende dentro em nós esta vontade
De ser ou de tentar acreditar
Neste diverso mundo a nos tocar
Enquanto a própria sorte se degrade,
Apenas poderia em liberdade
Alçando novo tempo devagar,
Ao quanto pude então mesmo vagar
O sonho se transforma em tempestade,
Audaz momento diz deste futuro
Aonde o nada em nós eu asseguro,
Amortalhado sonho em tom venal,
Depois de cada instante sem saber
Do quanto a vida expressa algum prazer,
Meu canto se apresenta como um mal.
50425
Acendo os meus cenários neste gris
Momento aonde a vida não se traz
Senão numa faceta mais mordaz
Matando desde já o quanto eu quis,
Pudesse na verdade ser feliz,
E o corte se transforma e já se faz
Apenas o que possa e sigo atrás
Da sorte quando o tempo ora desfiz.
No foco da emoção, meu sentimento
Expressa o quanto quero e até provento
Fomentos do vazio deste engodo,
Somando os meus anseios e verdades
Ao mesmo tempo sinto quanto evades
Somente mera parte deste todo.
50426
Acesa dentro em nós velha emoção
Não mais nos caberia qualquer fuga
A sorte noutro passo em cada ruga
Do tanto quanto quis, mera expressão,
Os dias que decerto inda virão,
A solidão enquanto nos aluga
O tempo sanguessuga já nos suga
E deixa para trás o imenso vão,
Acordo após o tanto que sonhara
E vendo a noite imensa, intensa e clara
Razões para lutar encontro em nós
Do passo sem sentido me aproximo
E o quanto se desenha em alto cimo
Gerasse novamente um vento atroz.
50427
Acendendo o sonho, uma esperança
De um tempo bem melhor, já não vivido
Ainda quando pude sem olvido
Vagar enquanto a vida ao longe lança
A sorte desenhada em temperança
O passo sem saber se desprovido
Do canto com certeza dividido
Aguardo dentro da alma esta mudança
E o prazo terminando nada traz
Senão este caminho mais tenaz
E resolutamente sigo só,
O corte se anuncia a cada instante
E a vida no final nada garante
Futuro se resume em lodo e pó.
50428
Acesas as noturnas fantasias
Aprendo com meus erros, mas prossigo
E tento caminhar longe, contigo
Enquanto novos tempos me trarias,
Ousando nas diversas fantasias
O joio se espalhando neste trigo,
Desejo pelo menos um abrigo
E nada na verdade mostrarias,
Resulto deste vago pensamento
E quando no final ainda tento
Seguir sem ter sequer algum segredo,
Ao passo mais sublime não me nego
Embora prosseguisse quase cego
Aos sonhos mais audazes me concedo.
50429
Acendendo o pavio em noite escura
O ledo de uma sorte se adivinha
Aonde poderias ser só minha
A sorte noutra face se procura,
A vida no final não assegura
E mata o quanto pode e não mais tinha
Esqueça da esperança mais daninha
E trace a vida em luta, em amargura.
Acordos a cumprir diversas metas
E quando noutra cena me completas
Com toda esta certeza feita em luz,
Ao menos cri no tempo que viria
E nele ao me embeber de poesia
O passo noutro passo reproduz.
50430
Acendeste uma vontade aonde outrora
Já nada mais havia, nem momento
Aonde se pudesse o pensamento
E a sorte desditosa me apavora,
O quanto deste sonho não aflora
Gerando tão somente este tormento
E quando noutra fato em vão eu tento
A própria solidão já nos devora.
O caos se presumindo enquanto fiz
O rústico cenário, a cicatriz
Marcada a ferro e fogo, sem proveito.
Ao fim de certo tempo nada tendo,
Retalhos desenhando este remendo
E apenas no vazio eu me deleito.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
50411 a 50420
50411
Ascendo ao quanto tento noutro instante
E a luta se aproxima do final
Ainda que pudesse em desigual
Caminho muitas vezes degradante,
A cada novo sonho se agigante
O tempo desejado, outro degrau
Regendo o que pudesse, menos mal
Verter noutro sentido doravante,
O prazo determina esta sortida
Vontade desdenhando inteira a vida
E mostra a mais sutil vontade enquanto
O todo se aproxima do medonho
Momento aonde o nada hoje componho
E apenas o vazio em mim garanto.
50412
Ascendes ao que possa parecer
Eternamente quando na verdade
A cada novo dia mais degrade
Negando o quanto pôde amanhecer,
O sonho se perdendo posso ver
O quadro se moldando em realidade
Bebendo a mais dorida tempestade
O todo se transforma em desprazer,
Arranco dos meus olhos o cenário
E neste tolo encanto, temerário
Vestira a minha roupa de bufão,
A porta se entreabrindo, nada vindo
Somente este momento atroz e findo
Ditando a mais diversa direção.
50413
Ascendendo ao que possa, imenso véu
Aonde o meu caminho se percebe
Vagando sem sentido algum a sebe
Desenho de outro mundo mais cruel,
Entranho nos meus dias medo e fel
O quanto se produz nada concebe
A lua de meus sonhos já se embebe
Tocando em maravilha um raro céu,
Apenas pude crer noutro segundo
E disto se desenha onde aprofundo
Meu passo sem talvez saber do quanto
O corte se apresenta sem limite
E mesmo que deveras se acredite
A cada novo engano eu me quebranto.
50414
Ascendo aos teus anseios, cumes vários
Das tantas cordilheiras da esperança
E o passo sem sentido nos alcança
Marcando dias turvos, temerários,
Nos ermos de meus cantos, relicários
E os olhos se perdendo em confiança
Aonde poderia uma aliança
Os tempos são deveras meus corsários.
Esqueço do passado e sigo em frente
E nisto cada passo se apresente
Moldando a eternidade de um momento,
Ao pé desta montanha nada traço
Senão cada tormento em vão cansaço
E deste delirar eu me alimento.
50415
Ascendes ao que tanto quis um dia
E chegas ao etéreo sideral
A vida se desenha em ritual
Aonde o quase nada ainda havia
E o preço a se pagar: soberania
O caos se transformando, no geral,
Arcaica melodia em madrigal
A vida se traduz em vilania,
O prazo determina o fim de tudo
E quando no final me desiludo
Esqueço dos meus erros e presumo
A morte da esperança no vazio
E quantas vezes teimo e desafio
Tentando da emoção seu supra-sumo.
50416
Ascendera ao mais diverso do infinito
O pensamento dita a velha rota
E quando a solidão tanto desbota
Apenas um sorriso eu necessito,
Amor que se perdera em tosco rito
A luta se transcende além da cota,
E o manto da alegria ora desbota
E sem sentido algum, vazio eu grito;
Espero após o todo algum albor
E tento novo passo redentor
Dos tantos que pudera no passado,
E quando se aproxima do final
A vida se transforma em desigual
Cenário aonde o nada foi traçado.
50417
Ascendeste ao momento mais supremo
E neste caminhar quase sem rumo,
O quanto poderia e não aprumo
Chegando ao quanto quero e não mais temo,
Nos ermos deste sonho se eu me algemo
O passo resumindo o quanto em sumo
Pudesse desvendar e me perfumo
Dos erros costumeiros ou me esfumo,
Meteórico ocaso em tom sombrio
Ainda quando possa além do rio
Traçar em mar imenso a bela foz,
O prazo determina o quanto pude
Vestindo esta emoção atroz e rude
Deixando para trás o mar feroz.
50418
Ascender ao que tanto desejara
Gestando cada instante em luz imensa
A vida no final sempre compensa
E dominando enfim a noite clara
A sorte noutro rumo se escancara
E nada do que eu tente recompensa
A luta sem porvir, portanto tensa
Sendo emoção deveras bem mais rara,
Acolho cada engano e sigo em frente
Aonde o meu delírio se apresente
Matando o que restara dentro em mim,
Do todo sem sentido esta promessa
Aos poucos noutro encanto recomeça
Traçando além do cais o mar enfim.
50419
Ascenda ao quanto possa esta emoção
E gere com ternura novo passo
Vencendo o que pudera em tal cansaço
Mostrar a inteira vida em profusão,
Apenas outros dias se verão
E nisto o quanto quero e sempre traço
Marcando a vida inteira num compasso
Diverso dos que tanto dizem não,
O velho paraíso prometido
O tanto quanto possa e não lapido
Diamantina sorte de quem ama,
Ainda quando veja após o caos
Momentos entre tantos vis degraus
Mantendo acesa em nós a intensa chama
50420
Ascendera ao que pude num momento
Vencendo os meus temores mais sutis
E o tempo se desenha aonde o quis
E nisto a vida traz o sentimento
Aonde com certeza se me alento
Bebendo desta sorte e tento em bis
Ousar o quanto pude ser feliz
Vivendo sem sequer alheamento
A paz que na verdade nos provém
Do mundo sem saber de algum desdém
Gerando outro caminho em rude face
Prefiro tão somente acreditar
No engano tão diverso e caminhar
Aonde a solidão não se mostrasse.
Ascendo ao quanto tento noutro instante
E a luta se aproxima do final
Ainda que pudesse em desigual
Caminho muitas vezes degradante,
A cada novo sonho se agigante
O tempo desejado, outro degrau
Regendo o que pudesse, menos mal
Verter noutro sentido doravante,
O prazo determina esta sortida
Vontade desdenhando inteira a vida
E mostra a mais sutil vontade enquanto
O todo se aproxima do medonho
Momento aonde o nada hoje componho
E apenas o vazio em mim garanto.
50412
Ascendes ao que possa parecer
Eternamente quando na verdade
A cada novo dia mais degrade
Negando o quanto pôde amanhecer,
O sonho se perdendo posso ver
O quadro se moldando em realidade
Bebendo a mais dorida tempestade
O todo se transforma em desprazer,
Arranco dos meus olhos o cenário
E neste tolo encanto, temerário
Vestira a minha roupa de bufão,
A porta se entreabrindo, nada vindo
Somente este momento atroz e findo
Ditando a mais diversa direção.
50413
Ascendendo ao que possa, imenso véu
Aonde o meu caminho se percebe
Vagando sem sentido algum a sebe
Desenho de outro mundo mais cruel,
Entranho nos meus dias medo e fel
O quanto se produz nada concebe
A lua de meus sonhos já se embebe
Tocando em maravilha um raro céu,
Apenas pude crer noutro segundo
E disto se desenha onde aprofundo
Meu passo sem talvez saber do quanto
O corte se apresenta sem limite
E mesmo que deveras se acredite
A cada novo engano eu me quebranto.
50414
Ascendo aos teus anseios, cumes vários
Das tantas cordilheiras da esperança
E o passo sem sentido nos alcança
Marcando dias turvos, temerários,
Nos ermos de meus cantos, relicários
E os olhos se perdendo em confiança
Aonde poderia uma aliança
Os tempos são deveras meus corsários.
Esqueço do passado e sigo em frente
E nisto cada passo se apresente
Moldando a eternidade de um momento,
Ao pé desta montanha nada traço
Senão cada tormento em vão cansaço
E deste delirar eu me alimento.
50415
Ascendes ao que tanto quis um dia
E chegas ao etéreo sideral
A vida se desenha em ritual
Aonde o quase nada ainda havia
E o preço a se pagar: soberania
O caos se transformando, no geral,
Arcaica melodia em madrigal
A vida se traduz em vilania,
O prazo determina o fim de tudo
E quando no final me desiludo
Esqueço dos meus erros e presumo
A morte da esperança no vazio
E quantas vezes teimo e desafio
Tentando da emoção seu supra-sumo.
50416
Ascendera ao mais diverso do infinito
O pensamento dita a velha rota
E quando a solidão tanto desbota
Apenas um sorriso eu necessito,
Amor que se perdera em tosco rito
A luta se transcende além da cota,
E o manto da alegria ora desbota
E sem sentido algum, vazio eu grito;
Espero após o todo algum albor
E tento novo passo redentor
Dos tantos que pudera no passado,
E quando se aproxima do final
A vida se transforma em desigual
Cenário aonde o nada foi traçado.
50417
Ascendeste ao momento mais supremo
E neste caminhar quase sem rumo,
O quanto poderia e não aprumo
Chegando ao quanto quero e não mais temo,
Nos ermos deste sonho se eu me algemo
O passo resumindo o quanto em sumo
Pudesse desvendar e me perfumo
Dos erros costumeiros ou me esfumo,
Meteórico ocaso em tom sombrio
Ainda quando possa além do rio
Traçar em mar imenso a bela foz,
O prazo determina o quanto pude
Vestindo esta emoção atroz e rude
Deixando para trás o mar feroz.
50418
Ascender ao que tanto desejara
Gestando cada instante em luz imensa
A vida no final sempre compensa
E dominando enfim a noite clara
A sorte noutro rumo se escancara
E nada do que eu tente recompensa
A luta sem porvir, portanto tensa
Sendo emoção deveras bem mais rara,
Acolho cada engano e sigo em frente
Aonde o meu delírio se apresente
Matando o que restara dentro em mim,
Do todo sem sentido esta promessa
Aos poucos noutro encanto recomeça
Traçando além do cais o mar enfim.
50419
Ascenda ao quanto possa esta emoção
E gere com ternura novo passo
Vencendo o que pudera em tal cansaço
Mostrar a inteira vida em profusão,
Apenas outros dias se verão
E nisto o quanto quero e sempre traço
Marcando a vida inteira num compasso
Diverso dos que tanto dizem não,
O velho paraíso prometido
O tanto quanto possa e não lapido
Diamantina sorte de quem ama,
Ainda quando veja após o caos
Momentos entre tantos vis degraus
Mantendo acesa em nós a intensa chama
50420
Ascendera ao que pude num momento
Vencendo os meus temores mais sutis
E o tempo se desenha aonde o quis
E nisto a vida traz o sentimento
Aonde com certeza se me alento
Bebendo desta sorte e tento em bis
Ousar o quanto pude ser feliz
Vivendo sem sequer alheamento
A paz que na verdade nos provém
Do mundo sem saber de algum desdém
Gerando outro caminho em rude face
Prefiro tão somente acreditar
No engano tão diverso e caminhar
Aonde a solidão não se mostrasse.
50401 a 50410
50401
Aberto o pensamento, espreito o cais
E tento discernir o que inda venha
A vida se aproxima em leda senha
E gera dentro da alma dias banais,
Escuto a solidão aonde esvais
E o tanto quanto pude, frágua e lenha
Ainda quando a dita se desdenha
Fortuna tão diversa diz jamais.
Organizando a vida de tal forma
Que o tanto quanto possa me conforma
Marcando outros momentos além disto,
Percebo a solidão e me alimento
Do tanto sem limites, pensamento
Encara cada passo onde persisto.
50402
Aberto o peito ao quanto inda virá
Amar e ter no olhar nova esperança
Do todo que decerto ainda avança
Gerando tanto enfado desde já,
Pudesse ter nas mãos raro maná
E o tempo desenhado em temperança,
Mas quando a realidade enfim se cansa,
O tanto quanto eu possa a moldará,
Escasseando as noites dentro da alma,
Somente este vazio agora acalma
E gesta o que pudesse redimir.
Ousando novo tempo onde não resta
Sequer desta esperança a mera fresta
Trazendo em minhas mãos o meu porvir.
50403
Abertas velas dizem do futuro
No porto desejado e mais tranquilo
Aonde com ternura ora desfilo
Ousando nesta rota em pleno escuro,
O tempo se mostrasse mais seguro
E nada do que eu possa sem vacilo
Trouxesse a fantasia em raro estilo,
Marcando cada instância em raro apuro.
Esqueço dos meus dias sem sucesso
E quando me aproximo a ti confesso
Os ermos de minha alma sem proveito,
Após cada momento em voz atroz
O que seria então enfim de nós?
Apenas o que tento e mesmo aceito.
50404
Aberta a temporada de emoções
Diversas das que tanto conheci,
O quanto se aproxima assim de ti
Trazendo cada passo aonde expões
Os ritos em propostas, dimensões
Ousando noutro rumo, eu me perdi,
Vagando sem sinal algum aqui
Os ermos tomam novas direções,
Ocasos entre casos, caos e medo
Ainda quando possa em vão concedo
E gero dos engodos novo passo,
Aonde na verdade o que vê
É vida sem sequer saber por que
O tempo se desenha mais escasso.
50405
Aberto ao que virá e ao que não veio
O pensamento traça outro momento
E quando alguma sorte eu alimento
Apenas desvendando este receio
E quando nos teus braços eu rodeio
O todo sem sentido ou provimento
Das lendas do passado, o sedimento
Expressa da emoção tal devaneio.
Arcando com meus erros desde então
Os tempos necessários moldarão
O encanto mais feliz que tanto pude
Após o termo audaz remessas fartas,
Dos dias mais mordazes tu te apartas
Matando o quanto em ti conheço rude.
50406
Aberta esta porteira, nada resta
Senão a mesma face, estupidez
Aonde o tanto amor já se desfez
E apenas o vazio nega a festa
A cada novo tempo o sonho atesta
E marca em consonância o que não vês
E deste desenhar em palidez
A luta sem sentido nada gesta.
Respondes aos meus vários desafios
E sei dos meus amores, desvarios
Enquanto a luta apenas começara,
Assim ao me entranhar neste cenário
O quanto poderia temerário
Domina plenamente a vã seara.
50407
Abertos olhos miram no horizonte
As tantas emoções que já não sinto,
Amor há tanto tempo quase extinto
Da sorte sem saber matando a fonte,
No senso sem igual aonde aponte
Gestando este caminho onde me tinto
Numa explosão sem par, o mesmo instinto
Traduz das ilusões a imensa ponte,
Reparo cada passo e nada tendo
Somente este temor em raro adendo
O ledo caminhar evade o passo
E nisto se presume o nada ser,
Ao quanto poderia parecer
Momento mais sublime agora eu traço.
50408
Aberto o céu deixando nua a lua
Explode em prata imensa divinal,
Ainda quando a vejo sideral
Minha alma sem temores já flutua
Aonde esta beleza se cultua
O preço se desenha bem ou mal,
E o passo se aproxima em ritual
Deitando a luz intensa sobre a rua,
O canto se desdenha e nada traça
Enquanto novo rumo em sorte escassa
Presume o quanto audaz se faz o rumo,
Meu medo não seria em empecilho
E quando no vazio ainda trilho
O todo noutro passo em vão consumo.
50409
Abertos os caminhos de quem ama
A luta não se cansa do porvir
E o medo a se mostrar o quanto vir
E nada manteria a velha chama,
Ainda quando a sorte nos reclama
O passo se presume no sentir
Disperso do cenário a permitir
O todo quando a sorte em vão se trama
Espero a sorte quando não viria
E tanto se pudera a fantasia
O sonho demonstrando realidade
E quando a solidão invade a noite
Embora a tempestade nos açoite
O tempo noutro engano já degrade.
50410
Abertas as fronteiras da esperança
Os erros de quem tanto quis além
Marcando cada dia quando vem
A noite sem sentido nos alcança
E o prazo se demonstra em aliança
Da teimosia sendo algum refém
O ledo caminhar dita o desdém
E o todo sem ternura não avança
Mergulho nos meus erros e te vejo
Ousando muito mais do que um desejo
Cerzindo outro momento em paz e glória
A luta não pudera ser diversa
E quando a própria vida desconversa
A sorte se desenha merencória.
Aberto o pensamento, espreito o cais
E tento discernir o que inda venha
A vida se aproxima em leda senha
E gera dentro da alma dias banais,
Escuto a solidão aonde esvais
E o tanto quanto pude, frágua e lenha
Ainda quando a dita se desdenha
Fortuna tão diversa diz jamais.
Organizando a vida de tal forma
Que o tanto quanto possa me conforma
Marcando outros momentos além disto,
Percebo a solidão e me alimento
Do tanto sem limites, pensamento
Encara cada passo onde persisto.
50402
Aberto o peito ao quanto inda virá
Amar e ter no olhar nova esperança
Do todo que decerto ainda avança
Gerando tanto enfado desde já,
Pudesse ter nas mãos raro maná
E o tempo desenhado em temperança,
Mas quando a realidade enfim se cansa,
O tanto quanto eu possa a moldará,
Escasseando as noites dentro da alma,
Somente este vazio agora acalma
E gesta o que pudesse redimir.
Ousando novo tempo onde não resta
Sequer desta esperança a mera fresta
Trazendo em minhas mãos o meu porvir.
50403
Abertas velas dizem do futuro
No porto desejado e mais tranquilo
Aonde com ternura ora desfilo
Ousando nesta rota em pleno escuro,
O tempo se mostrasse mais seguro
E nada do que eu possa sem vacilo
Trouxesse a fantasia em raro estilo,
Marcando cada instância em raro apuro.
Esqueço dos meus dias sem sucesso
E quando me aproximo a ti confesso
Os ermos de minha alma sem proveito,
Após cada momento em voz atroz
O que seria então enfim de nós?
Apenas o que tento e mesmo aceito.
50404
Aberta a temporada de emoções
Diversas das que tanto conheci,
O quanto se aproxima assim de ti
Trazendo cada passo aonde expões
Os ritos em propostas, dimensões
Ousando noutro rumo, eu me perdi,
Vagando sem sinal algum aqui
Os ermos tomam novas direções,
Ocasos entre casos, caos e medo
Ainda quando possa em vão concedo
E gero dos engodos novo passo,
Aonde na verdade o que vê
É vida sem sequer saber por que
O tempo se desenha mais escasso.
50405
Aberto ao que virá e ao que não veio
O pensamento traça outro momento
E quando alguma sorte eu alimento
Apenas desvendando este receio
E quando nos teus braços eu rodeio
O todo sem sentido ou provimento
Das lendas do passado, o sedimento
Expressa da emoção tal devaneio.
Arcando com meus erros desde então
Os tempos necessários moldarão
O encanto mais feliz que tanto pude
Após o termo audaz remessas fartas,
Dos dias mais mordazes tu te apartas
Matando o quanto em ti conheço rude.
50406
Aberta esta porteira, nada resta
Senão a mesma face, estupidez
Aonde o tanto amor já se desfez
E apenas o vazio nega a festa
A cada novo tempo o sonho atesta
E marca em consonância o que não vês
E deste desenhar em palidez
A luta sem sentido nada gesta.
Respondes aos meus vários desafios
E sei dos meus amores, desvarios
Enquanto a luta apenas começara,
Assim ao me entranhar neste cenário
O quanto poderia temerário
Domina plenamente a vã seara.
50407
Abertos olhos miram no horizonte
As tantas emoções que já não sinto,
Amor há tanto tempo quase extinto
Da sorte sem saber matando a fonte,
No senso sem igual aonde aponte
Gestando este caminho onde me tinto
Numa explosão sem par, o mesmo instinto
Traduz das ilusões a imensa ponte,
Reparo cada passo e nada tendo
Somente este temor em raro adendo
O ledo caminhar evade o passo
E nisto se presume o nada ser,
Ao quanto poderia parecer
Momento mais sublime agora eu traço.
50408
Aberto o céu deixando nua a lua
Explode em prata imensa divinal,
Ainda quando a vejo sideral
Minha alma sem temores já flutua
Aonde esta beleza se cultua
O preço se desenha bem ou mal,
E o passo se aproxima em ritual
Deitando a luz intensa sobre a rua,
O canto se desdenha e nada traça
Enquanto novo rumo em sorte escassa
Presume o quanto audaz se faz o rumo,
Meu medo não seria em empecilho
E quando no vazio ainda trilho
O todo noutro passo em vão consumo.
50409
Abertos os caminhos de quem ama
A luta não se cansa do porvir
E o medo a se mostrar o quanto vir
E nada manteria a velha chama,
Ainda quando a sorte nos reclama
O passo se presume no sentir
Disperso do cenário a permitir
O todo quando a sorte em vão se trama
Espero a sorte quando não viria
E tanto se pudera a fantasia
O sonho demonstrando realidade
E quando a solidão invade a noite
Embora a tempestade nos açoite
O tempo noutro engano já degrade.
50410
Abertas as fronteiras da esperança
Os erros de quem tanto quis além
Marcando cada dia quando vem
A noite sem sentido nos alcança
E o prazo se demonstra em aliança
Da teimosia sendo algum refém
O ledo caminhar dita o desdém
E o todo sem ternura não avança
Mergulho nos meus erros e te vejo
Ousando muito mais do que um desejo
Cerzindo outro momento em paz e glória
A luta não pudera ser diversa
E quando a própria vida desconversa
A sorte se desenha merencória.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
50391 até 50400
391
Não sei do quanto possa o sentimento
E tento novo dia após a queda
Aonde o meu caminho se envereda
E um sonho mais audaz eu alimento,
No quanto poderia o pensamento
Traçar a vida enquanto o passo veda
E gesta esta ilusão enquanto enreda
O tanto quanto pude, alheamento,
Bebendo em tua boca a divindade
E nisto cada passo sempre agrade
A quem se fez aquém da dor e medo
Não tento vicejar qual primavera
Ousando neste passo aonde espera
Apenas um tormento atroz e ledo.
50392
Não tinha esta certeza, mas quem visse
O quanto desta vida se apresenta
Vencendo a solidão, velha tormenta
Marcando com ternura esta mesmice,
A luta na verdade, em tal crendice
Enquanto esta poeira enfim se assenta
A morte noutro fato se incrementa
E deixa para trás o que se disse.
Não resta deste encanto nada mais
Sequer os dias claros quais cristais
E os antros da expressão renego agora,
O medo se apodera em cada passo
Ainda quando o todo ora desfaço
A sorte noutra face me apavora.
50393
Não uso da palavra quando tento
Sentir nova expressão em sonho após
A vida desenhada mais feroz
Roubando da alegria este fomento,
Apenas no passado me atormento
E sei do descaminho em leda foz
Ainda que pudesse ouvir a voz
Embora o coração enfrente o vento,
Acasos entre casos e mentiras
Os passos onde tanto ora interfiras
Marcantes emoções e nada além
Do passo sem saber qualquer destino
E quando no final me desatino
O tempo na verdade nada tem.
50394
Não vejo mais sequer o quanto possa
Vencer a tempestade e ter no olhar
A sorte que pudesse desejar
E dela me entranhar além da fossa,
A melodia viva sendo nossa
Expressa o que tentasse imaginar
E deste mais superno caminhar
A luta noutro fato nos endossa,
E o verso se perdendo sem sentido
Aonde se pensara e não duvido
Esqueço do meu canto em canto alheio,
E após o descaminho aonde pude
Traçar este cenário mesmo rude,
O vento noutro infausto hoje rodeio.
50395
Não zelas por quem tanto te queria
E a vida não traduz felicidade
Ainda quando a sorte nos degrade
Marcando com temor a fantasia,
O todo se presume em agonia
O corte reduzindo a claridade,
A luta se mostrara em qualidade
Diversa que tanto poderia.
Escassas luzes dizem do vazio
E quando novamente eu desafio
O passo se aproxima do final,
Acrescentando o nada ao quanto tenho,
A vida se mostrara em tal empenho
Matando este momento mais venal.
50396
Espero qualquer dia aonde venha
A vida com sorriso mais sutil,
E o quanto da verdade se previu
Ainda com certeza se desdenha,
A luta se transforma em nova senha
E gera o quanto possa ser mais vil,
Ao passo em que meu mundo já não viu
A sorte aonde o nada desempenha
A forte sensação de um novo tempo
Vencendo o quanto houvera em contratempo
E neste desenhar hoje me encampo
Do sonho que pudesse ter nas mãos
Além de meramente toscos grãos
A imensidão de um pleno e raro campo.
50397
Espero a solução que nunca veio
E o corte traduzindo o que carrego
A vida se desenha num nó cego
E trago no meu peito este receio
Ainda que pudesse ser alheio
Ao mar quando em verdade não navego
O transitar demonstra onde trafego
Ousando noutro tanto sem recreio,
Acolho com palavras, atos, versos
Momentos mais sublimes e diversos
E neles desenhara a sorte em paz,
Assim ao mergulhar num raro abismo
Aonde sem caminho eu tento e cismo
A luta no final nada me traz.
50398
Espero amanhecer de uma esperança
Enquanto a vida rege este abandono
E quando na verdade desabono
Meu passo sem sentido algum se cansa
A vida se desenha qual criança
E nisto mergulhando em raro sono,
O tempo se transforma e já me adono
Do quanto poderia em confiança
Nas asas dessa sorte em liberdade
Aonde cada passo sempre agrade
A quem se fez além do sonhador,
Escusas não escuto nem permito
E quando no final sendo finito
O passo de outro engano refletor.
50399
Espero brilhos fartos onde o nada
Expressa o quanto pude e não soubera
Marcando com terror a leda espera
E nisto a vida sempre destroçada,
Acolho com palavra a desvairada
Vontade mais atroz, sem primavera
A vida no final já degenera
E trama a mesma história desolada,
Ainda quando pude ver ao fim
O todo se aproxima então de mim,
Mortalha traduzindo o dia a dia,
A luta não se vendo em tal proveito
O resultado enfim atroz aceito
E o canto noutro canto não viria.
50400
Espero cada lance da partida
E o tempo não permite novo enredo
E quando no final sempre concedo
A sorte a quem deveras já duvida
A luta se desenha em nossa vida
E nisto não se vê qualquer segredo
O passo se transforma em desenredo
E a marca noutra senda diz ferida,
Aproveitando o fato costumeiro
Ainda que pudesse num luzeiro
Traçar o amanhecer em raro sol,
A porta se trancando para a dita
O canto na verdade necessita
Do amor como se fosse algum farol.
Não sei do quanto possa o sentimento
E tento novo dia após a queda
Aonde o meu caminho se envereda
E um sonho mais audaz eu alimento,
No quanto poderia o pensamento
Traçar a vida enquanto o passo veda
E gesta esta ilusão enquanto enreda
O tanto quanto pude, alheamento,
Bebendo em tua boca a divindade
E nisto cada passo sempre agrade
A quem se fez aquém da dor e medo
Não tento vicejar qual primavera
Ousando neste passo aonde espera
Apenas um tormento atroz e ledo.
50392
Não tinha esta certeza, mas quem visse
O quanto desta vida se apresenta
Vencendo a solidão, velha tormenta
Marcando com ternura esta mesmice,
A luta na verdade, em tal crendice
Enquanto esta poeira enfim se assenta
A morte noutro fato se incrementa
E deixa para trás o que se disse.
Não resta deste encanto nada mais
Sequer os dias claros quais cristais
E os antros da expressão renego agora,
O medo se apodera em cada passo
Ainda quando o todo ora desfaço
A sorte noutra face me apavora.
50393
Não uso da palavra quando tento
Sentir nova expressão em sonho após
A vida desenhada mais feroz
Roubando da alegria este fomento,
Apenas no passado me atormento
E sei do descaminho em leda foz
Ainda que pudesse ouvir a voz
Embora o coração enfrente o vento,
Acasos entre casos e mentiras
Os passos onde tanto ora interfiras
Marcantes emoções e nada além
Do passo sem saber qualquer destino
E quando no final me desatino
O tempo na verdade nada tem.
50394
Não vejo mais sequer o quanto possa
Vencer a tempestade e ter no olhar
A sorte que pudesse desejar
E dela me entranhar além da fossa,
A melodia viva sendo nossa
Expressa o que tentasse imaginar
E deste mais superno caminhar
A luta noutro fato nos endossa,
E o verso se perdendo sem sentido
Aonde se pensara e não duvido
Esqueço do meu canto em canto alheio,
E após o descaminho aonde pude
Traçar este cenário mesmo rude,
O vento noutro infausto hoje rodeio.
50395
Não zelas por quem tanto te queria
E a vida não traduz felicidade
Ainda quando a sorte nos degrade
Marcando com temor a fantasia,
O todo se presume em agonia
O corte reduzindo a claridade,
A luta se mostrara em qualidade
Diversa que tanto poderia.
Escassas luzes dizem do vazio
E quando novamente eu desafio
O passo se aproxima do final,
Acrescentando o nada ao quanto tenho,
A vida se mostrara em tal empenho
Matando este momento mais venal.
50396
Espero qualquer dia aonde venha
A vida com sorriso mais sutil,
E o quanto da verdade se previu
Ainda com certeza se desdenha,
A luta se transforma em nova senha
E gera o quanto possa ser mais vil,
Ao passo em que meu mundo já não viu
A sorte aonde o nada desempenha
A forte sensação de um novo tempo
Vencendo o quanto houvera em contratempo
E neste desenhar hoje me encampo
Do sonho que pudesse ter nas mãos
Além de meramente toscos grãos
A imensidão de um pleno e raro campo.
50397
Espero a solução que nunca veio
E o corte traduzindo o que carrego
A vida se desenha num nó cego
E trago no meu peito este receio
Ainda que pudesse ser alheio
Ao mar quando em verdade não navego
O transitar demonstra onde trafego
Ousando noutro tanto sem recreio,
Acolho com palavras, atos, versos
Momentos mais sublimes e diversos
E neles desenhara a sorte em paz,
Assim ao mergulhar num raro abismo
Aonde sem caminho eu tento e cismo
A luta no final nada me traz.
50398
Espero amanhecer de uma esperança
Enquanto a vida rege este abandono
E quando na verdade desabono
Meu passo sem sentido algum se cansa
A vida se desenha qual criança
E nisto mergulhando em raro sono,
O tempo se transforma e já me adono
Do quanto poderia em confiança
Nas asas dessa sorte em liberdade
Aonde cada passo sempre agrade
A quem se fez além do sonhador,
Escusas não escuto nem permito
E quando no final sendo finito
O passo de outro engano refletor.
50399
Espero brilhos fartos onde o nada
Expressa o quanto pude e não soubera
Marcando com terror a leda espera
E nisto a vida sempre destroçada,
Acolho com palavra a desvairada
Vontade mais atroz, sem primavera
A vida no final já degenera
E trama a mesma história desolada,
Ainda quando pude ver ao fim
O todo se aproxima então de mim,
Mortalha traduzindo o dia a dia,
A luta não se vendo em tal proveito
O resultado enfim atroz aceito
E o canto noutro canto não viria.
50400
Espero cada lance da partida
E o tempo não permite novo enredo
E quando no final sempre concedo
A sorte a quem deveras já duvida
A luta se desenha em nossa vida
E nisto não se vê qualquer segredo
O passo se transforma em desenredo
E a marca noutra senda diz ferida,
Aproveitando o fato costumeiro
Ainda que pudesse num luzeiro
Traçar o amanhecer em raro sol,
A porta se trancando para a dita
O canto na verdade necessita
Do amor como se fosse algum farol.
50381 até 50390
50381
Não há qualquer momento além do caos
E nisto se desenha sem temor
Ainda quando a sorte em nova cor
Produz noutro momento estes degraus,
Apenas se mostrassem ledos, maus
E o canto se moldara redentor
Traçando muito além da própria dor
E nisto se desvenda minhas naus.
Pudesse pelo menos ser diverso
Do quanto neste fato sigo imerso
Vestindo este cenário em ilusão
Dos tantos descaminhos vejo a sorte
Dispersa em desconversa que comporte
Os dias mais atrozes que virão.
50382
Não imaginas quanto poderia
Ousar noutro momento em plena paz,
Ainda se pudesse ser capaz
De discernir enfim a fantasia
E nisto todo o sonho ora se adia
E marca com ternura o quanto traz
Da vida sem sentido ou mais audaz
Matando desde sempre a poesia.
Já nada mais permite cada engodo
E apenas entranhando enfim o lodo
Viceja dentro em nós vaga esperança
O canto em desacordo continua
Deitando sobre nós argêntea lua
E assim esta alegria nos alcança.
50383
Não jogue tanta sorte pelo chão
E beba da esperança um pouco mais
Ainda quando além do passo vais
O tempo se mostrara em tal senão
Os sonhos noutro rumo tomarão
Os ermos entre vários vendavais
Vencidos outros vastos madrigais
A vida em avidez e ostentação,
Açoda-me a vontade de saber
O quanto poderia em teu prazer
Audaciosamente ser feliz
E o antro mais atroz onde se vira
A sorte em forma audaz, gera a mentira
E nisto a própria lida contradiz.
50384
Não levo desta vida quase nada
Senão as minhas dores e temores
Os sonhos de outros tantos refletores
Numa expressão atroz já demarcada
Aonde a solidão decerto invada
E seja da maneira como pores
Os tempos entre tantos tentadores
A luta se aproxima em nova estada,
Esgoto meus alentos sem sentido
E sei do quanto possa e não duvido
Das ânsias contumazes e ferozes
Hercúlea fantasia dita a sorte
E nada do que possa me conforte
Nem ouço do passado as ledas vozes.
50385
Não marcas com as garras minha pele
Apenas entranhando o sentimento
E nisto a cada passo outro tormento
Aonde a própria vida nos repele,
O quanto do vazio ora se sele
E quando novo encanto sempre tento,
Apenas caberia um pensamento
Enquanto a solidão ao fim compele,
Esqueço cada passo e mergulhando
No todo sem sentido desde quando
O mundo se fizera mais sutil,
Andeja sensação de quem se fez
Além do quanto pôde em sensatez
Assim o descaminho em mim se viu.
50386
Não necessitas mais de alguma luz
E sei do quanto possa num instante
Vibrando com ternura em consonante
Caminho aonde o nada reproduz
O todo se desenha em corpos nus
E o prazo com certeza se adiante,
E nada do que eu quero hoje garante
Ou mesmo num rompante nos faz jus.
Alheio ao quanto pude e não soubera
Ainda se desenha na alma a fera
E tantas vezes tento outro caminho,
Depois de certo tempo, nada tendo
Apenas o momento em dividendo
E nele sou deveras mais mesquinho.
50387
Nunca olvide cada passo rumo ao quanto
Pudesse imaginar em raro fato,
Aonde o meu cenário em vão resgato
Marcando com terror e desencanto,
Ainda quando muito mal garanto
O todo noutro manto e não retrato
Sequer o que pudesse sem maltrato
Vencer a solidão, temido pranto,
E o verso se implodindo dita o quase
E nisto cada passo se defase
Gerando depois disto a sorte atroz,
A noite se nublando, morta a lua
Apenas o vazio continua
Tocando sem defesas todos nós.
50388
Não passa de um momento o quanto eu quis
Depois da tempestade esta bonança
A vida na verdade não descansa
Mantendo a intensa força geratriz,
A cada ausência sinto a cicatriz
E nesta solidão, desesperança
Marcando cada dia sem mudança
E nada do que possa ainda fiz,
Escudos onde outrora se pudera
Gerar a solução leda quimera
E tanto quanto pude não restara
Sequer a melhor forma de sonhar
Matando cada passo devagar
Aprofundando em nós a rude escara.
50389
Não quero qualquer tom diverso e rude
Ainda quando a vida se fizesse
Do todo noutro fato que entristece
E nisto cada passo já transmude
O rumo sem sentido em plenitude
Ousando na emoção superna prece
Da qual outra razão a sorte tece,
E ao fim sem mais caminho desilude.
Escaldas com teu fel o dia a dia
E nada mais deveras poderia
Quem sabe e só procura ainda um fim
Do caos gerado na alma, a solidão
Expressa dias turvos que virão
Matando o quanto resta dentro em mim.
50390
Não resta do meu mundo quase nada
Sequer a menor sombra de outro fado
E o marco neste todo desdenhado
A sorte com certeza mal traçada,
A luta se desenha e já degrado
A noite que não fora enluarada
O quanto sobrevoa a velha estrada
E o dia não virá ensolarado,
Apenas outro ocaso e nada mais
Exposto aos mais diversos vendavais
Vagando pela noite sem juízo
O rumo desdenhoso se mostrando
E o tempo noutro rumo desde quando
Apenas no vazio eu me matizo.
Não há qualquer momento além do caos
E nisto se desenha sem temor
Ainda quando a sorte em nova cor
Produz noutro momento estes degraus,
Apenas se mostrassem ledos, maus
E o canto se moldara redentor
Traçando muito além da própria dor
E nisto se desvenda minhas naus.
Pudesse pelo menos ser diverso
Do quanto neste fato sigo imerso
Vestindo este cenário em ilusão
Dos tantos descaminhos vejo a sorte
Dispersa em desconversa que comporte
Os dias mais atrozes que virão.
50382
Não imaginas quanto poderia
Ousar noutro momento em plena paz,
Ainda se pudesse ser capaz
De discernir enfim a fantasia
E nisto todo o sonho ora se adia
E marca com ternura o quanto traz
Da vida sem sentido ou mais audaz
Matando desde sempre a poesia.
Já nada mais permite cada engodo
E apenas entranhando enfim o lodo
Viceja dentro em nós vaga esperança
O canto em desacordo continua
Deitando sobre nós argêntea lua
E assim esta alegria nos alcança.
50383
Não jogue tanta sorte pelo chão
E beba da esperança um pouco mais
Ainda quando além do passo vais
O tempo se mostrara em tal senão
Os sonhos noutro rumo tomarão
Os ermos entre vários vendavais
Vencidos outros vastos madrigais
A vida em avidez e ostentação,
Açoda-me a vontade de saber
O quanto poderia em teu prazer
Audaciosamente ser feliz
E o antro mais atroz onde se vira
A sorte em forma audaz, gera a mentira
E nisto a própria lida contradiz.
50384
Não levo desta vida quase nada
Senão as minhas dores e temores
Os sonhos de outros tantos refletores
Numa expressão atroz já demarcada
Aonde a solidão decerto invada
E seja da maneira como pores
Os tempos entre tantos tentadores
A luta se aproxima em nova estada,
Esgoto meus alentos sem sentido
E sei do quanto possa e não duvido
Das ânsias contumazes e ferozes
Hercúlea fantasia dita a sorte
E nada do que possa me conforte
Nem ouço do passado as ledas vozes.
50385
Não marcas com as garras minha pele
Apenas entranhando o sentimento
E nisto a cada passo outro tormento
Aonde a própria vida nos repele,
O quanto do vazio ora se sele
E quando novo encanto sempre tento,
Apenas caberia um pensamento
Enquanto a solidão ao fim compele,
Esqueço cada passo e mergulhando
No todo sem sentido desde quando
O mundo se fizera mais sutil,
Andeja sensação de quem se fez
Além do quanto pôde em sensatez
Assim o descaminho em mim se viu.
50386
Não necessitas mais de alguma luz
E sei do quanto possa num instante
Vibrando com ternura em consonante
Caminho aonde o nada reproduz
O todo se desenha em corpos nus
E o prazo com certeza se adiante,
E nada do que eu quero hoje garante
Ou mesmo num rompante nos faz jus.
Alheio ao quanto pude e não soubera
Ainda se desenha na alma a fera
E tantas vezes tento outro caminho,
Depois de certo tempo, nada tendo
Apenas o momento em dividendo
E nele sou deveras mais mesquinho.
50387
Nunca olvide cada passo rumo ao quanto
Pudesse imaginar em raro fato,
Aonde o meu cenário em vão resgato
Marcando com terror e desencanto,
Ainda quando muito mal garanto
O todo noutro manto e não retrato
Sequer o que pudesse sem maltrato
Vencer a solidão, temido pranto,
E o verso se implodindo dita o quase
E nisto cada passo se defase
Gerando depois disto a sorte atroz,
A noite se nublando, morta a lua
Apenas o vazio continua
Tocando sem defesas todos nós.
50388
Não passa de um momento o quanto eu quis
Depois da tempestade esta bonança
A vida na verdade não descansa
Mantendo a intensa força geratriz,
A cada ausência sinto a cicatriz
E nesta solidão, desesperança
Marcando cada dia sem mudança
E nada do que possa ainda fiz,
Escudos onde outrora se pudera
Gerar a solução leda quimera
E tanto quanto pude não restara
Sequer a melhor forma de sonhar
Matando cada passo devagar
Aprofundando em nós a rude escara.
50389
Não quero qualquer tom diverso e rude
Ainda quando a vida se fizesse
Do todo noutro fato que entristece
E nisto cada passo já transmude
O rumo sem sentido em plenitude
Ousando na emoção superna prece
Da qual outra razão a sorte tece,
E ao fim sem mais caminho desilude.
Escaldas com teu fel o dia a dia
E nada mais deveras poderia
Quem sabe e só procura ainda um fim
Do caos gerado na alma, a solidão
Expressa dias turvos que virão
Matando o quanto resta dentro em mim.
50390
Não resta do meu mundo quase nada
Sequer a menor sombra de outro fado
E o marco neste todo desdenhado
A sorte com certeza mal traçada,
A luta se desenha e já degrado
A noite que não fora enluarada
O quanto sobrevoa a velha estrada
E o dia não virá ensolarado,
Apenas outro ocaso e nada mais
Exposto aos mais diversos vendavais
Vagando pela noite sem juízo
O rumo desdenhoso se mostrando
E o tempo noutro rumo desde quando
Apenas no vazio eu me matizo.
50371 até 50380
50371
A face mais audaz desta emoção
Gerasse novo encanto onde não há
Sequer o quanto pude desde já
Vencer ou ter nas mãos este timão,
Meu canto sem sentido e direção
O corte se aprofunda e tomará
A sorte que deveras tocará
A luta sem porvir nem dimensão,
Escassos dias dizem do que somos
E a vida se traduz em ledos gomos
Ousando na verdade ou mesmo em fé,
Ao ver o descaminho aonde eu pude
Traçar este cenário atroz e rude,
A morte se desdenha em vã galé.
50372
Não pude e não devia acreditar
Sequer nos descaminhos mais ferozes
E sei dos meus cenários noutras vozes
Rondando a minha vida devagar,
Ainda que entranhasse em pleno mar,
Os olhos são deveras meus algozes
E os tempos se desenham tão velozes
Tentando a cada engano um novo altar.
Espero a melhor sorte e sei que o quando
Pudesse ser além e demonstrando
Apenas sortilégios entre ocaso
O rumo sem proveito nem razões
E nisto tantos erros tu me expões
Enquanto o passo aquém do teu atraso.
50373
Não quero acreditar neste impossível
Momento feito em dor e desencanto
Ainda quando a sorte eu adianto
O mundo se mostrasse bem mais crível
O tempo desdenhado em novo nível
O prazo determina o quando e o quanto
O rude caminhar em ledo pranto
Expressa a solidão mais incabível,
Ousasse noutro passo e poderia
Viver o quanto resta em fantasia
Atravessando o tempo e sendo assim
O canto mais suave se desenha
E a vida noutro fato nega ordenha
Dos sonhos que inda trago dentro em mim.
50374
Não alço meus caminhos, queda à vista
O preço a se pagar é muito caro
E quando no final já sem preparo
A sorte com certeza ora desista,
O manto se negando traz e avista
O passo aonde o peso eu escancaro,
Ainda que pudesse ter o faro
Marcando esta emoção sempre benquista,
O peso de uma vida sem razão
Os cantos noutros tempos me trarão
Somente este vazio e nada mais,
Depois do furioso entardecer
A vida sem sentido nem prazer
Exposta aos descaminhos mais banais.
50375
Não busco nem sequer outro momento
Espero apenas isto e nada vem
A sorte se produz em tal desdém
E nisto com terror eu me atormento,
Bebendo a solidão em pensamento
Dos sonhos sou deveras um refém
E o marco se desenha quando tem
O prazo sem sequer algum fomento,
Alheio aos desenganos mais nefastos
Os dias entre tantos sendo gastos
Nos erros costumeiros de quem ama
O tanto quanto acolhe cada passo
Ainda que pudesse sendo escasso
O sonho desejado além do drama.
50376
Não cinzelando a vida de tal forma
Aonde se esculpisse a eternidade,
O passo quando muito se degrade
E a luta a cada engano nos deforma,
A vida sem sentido algum informa
Do quanto poderia e a sorte invade
Rompendo do passado a velha grade
E nisto outro caminho expressa a norma.
Medonha face expondo a fantasia
E o todo sem sentido não traria
Sequer algum alento a quem pudera
Seguir em consonância o seu destino,
Apenas noutro passo eu determino
A dita sem proveito em leda espera.
50377
Não deixe pra depois o quanto agora
É tanto necessário quão urgente
E mesmo que decerto inda se tente
A solidão atroz já nos devora,
E o corte noutro fato me apavora
Gerando o que pudesse num repente
A luta sem sentido não atente
E o medo do seguir não mais demora,
O prazo determina o fim de tudo
E quando com terror me desiludo
Escudos não resolvem tal problema
Ainda quando a vida se apresenta
Na face mais atroz dura tormenta
A poesia apenas nos algema.
50378
Não esperava mais qualquer cenário
Aonde pude crer nesta ilusão
Vestindo a sutileza desde então
O canto noutro rumo é necessário,
O vasto desenhar no itinerário
Diverso dos caminhos que virão
Traçando sem destino a solução
E neste delirar mais temerário,
O prazo determina o fim do sonho
E quando no final nada componho
Reponho os meus anseios noutro enfado,
E o pranto me envolvendo num segundo
Da velha solidão enquanto inundo
Apenas deste altar do amor me evado.
50379
Não falo do que possa acreditar
Nem mesmo do passado reticente
E o quanto da verdade se apresente
Impede qualquer tom a nos tocar,
Pudesse novamente caminhar
E crer noutro cenário impertinente
E o prazo com ternura não se sente
Depois de cada noite em vão lutar.
Reparo os meus erráticos cometas
E quando novo mundo me prometas
Esqueço do passado e neste fato
O caos se desenhando aonde eu pude
Singrar este cenário atroz e rude
Enquanto a dor intensa, enfim retrato.
50380
Não gera novo tempo o mais antigo
Momento aonde a vida se pudera
Traçar dentro do peito a primavera
E nela todo o sonho que persigo,
O corte se transforma em desabrigo
E o tempo desenhando em mim a espera
A sorte no final se degenera
O canto traduzindo este perigo,
A lua se esvaindo num instante
E o pranto no final nada garante
Senão a mesma voz em consistência
Diversa da que tanto pude ver
Sabendo dentro da alma; o esvaecer
Deixando no passado tal ciência.
A face mais audaz desta emoção
Gerasse novo encanto onde não há
Sequer o quanto pude desde já
Vencer ou ter nas mãos este timão,
Meu canto sem sentido e direção
O corte se aprofunda e tomará
A sorte que deveras tocará
A luta sem porvir nem dimensão,
Escassos dias dizem do que somos
E a vida se traduz em ledos gomos
Ousando na verdade ou mesmo em fé,
Ao ver o descaminho aonde eu pude
Traçar este cenário atroz e rude,
A morte se desdenha em vã galé.
50372
Não pude e não devia acreditar
Sequer nos descaminhos mais ferozes
E sei dos meus cenários noutras vozes
Rondando a minha vida devagar,
Ainda que entranhasse em pleno mar,
Os olhos são deveras meus algozes
E os tempos se desenham tão velozes
Tentando a cada engano um novo altar.
Espero a melhor sorte e sei que o quando
Pudesse ser além e demonstrando
Apenas sortilégios entre ocaso
O rumo sem proveito nem razões
E nisto tantos erros tu me expões
Enquanto o passo aquém do teu atraso.
50373
Não quero acreditar neste impossível
Momento feito em dor e desencanto
Ainda quando a sorte eu adianto
O mundo se mostrasse bem mais crível
O tempo desdenhado em novo nível
O prazo determina o quando e o quanto
O rude caminhar em ledo pranto
Expressa a solidão mais incabível,
Ousasse noutro passo e poderia
Viver o quanto resta em fantasia
Atravessando o tempo e sendo assim
O canto mais suave se desenha
E a vida noutro fato nega ordenha
Dos sonhos que inda trago dentro em mim.
50374
Não alço meus caminhos, queda à vista
O preço a se pagar é muito caro
E quando no final já sem preparo
A sorte com certeza ora desista,
O manto se negando traz e avista
O passo aonde o peso eu escancaro,
Ainda que pudesse ter o faro
Marcando esta emoção sempre benquista,
O peso de uma vida sem razão
Os cantos noutros tempos me trarão
Somente este vazio e nada mais,
Depois do furioso entardecer
A vida sem sentido nem prazer
Exposta aos descaminhos mais banais.
50375
Não busco nem sequer outro momento
Espero apenas isto e nada vem
A sorte se produz em tal desdém
E nisto com terror eu me atormento,
Bebendo a solidão em pensamento
Dos sonhos sou deveras um refém
E o marco se desenha quando tem
O prazo sem sequer algum fomento,
Alheio aos desenganos mais nefastos
Os dias entre tantos sendo gastos
Nos erros costumeiros de quem ama
O tanto quanto acolhe cada passo
Ainda que pudesse sendo escasso
O sonho desejado além do drama.
50376
Não cinzelando a vida de tal forma
Aonde se esculpisse a eternidade,
O passo quando muito se degrade
E a luta a cada engano nos deforma,
A vida sem sentido algum informa
Do quanto poderia e a sorte invade
Rompendo do passado a velha grade
E nisto outro caminho expressa a norma.
Medonha face expondo a fantasia
E o todo sem sentido não traria
Sequer algum alento a quem pudera
Seguir em consonância o seu destino,
Apenas noutro passo eu determino
A dita sem proveito em leda espera.
50377
Não deixe pra depois o quanto agora
É tanto necessário quão urgente
E mesmo que decerto inda se tente
A solidão atroz já nos devora,
E o corte noutro fato me apavora
Gerando o que pudesse num repente
A luta sem sentido não atente
E o medo do seguir não mais demora,
O prazo determina o fim de tudo
E quando com terror me desiludo
Escudos não resolvem tal problema
Ainda quando a vida se apresenta
Na face mais atroz dura tormenta
A poesia apenas nos algema.
50378
Não esperava mais qualquer cenário
Aonde pude crer nesta ilusão
Vestindo a sutileza desde então
O canto noutro rumo é necessário,
O vasto desenhar no itinerário
Diverso dos caminhos que virão
Traçando sem destino a solução
E neste delirar mais temerário,
O prazo determina o fim do sonho
E quando no final nada componho
Reponho os meus anseios noutro enfado,
E o pranto me envolvendo num segundo
Da velha solidão enquanto inundo
Apenas deste altar do amor me evado.
50379
Não falo do que possa acreditar
Nem mesmo do passado reticente
E o quanto da verdade se apresente
Impede qualquer tom a nos tocar,
Pudesse novamente caminhar
E crer noutro cenário impertinente
E o prazo com ternura não se sente
Depois de cada noite em vão lutar.
Reparo os meus erráticos cometas
E quando novo mundo me prometas
Esqueço do passado e neste fato
O caos se desenhando aonde eu pude
Singrar este cenário atroz e rude
Enquanto a dor intensa, enfim retrato.
50380
Não gera novo tempo o mais antigo
Momento aonde a vida se pudera
Traçar dentro do peito a primavera
E nela todo o sonho que persigo,
O corte se transforma em desabrigo
E o tempo desenhando em mim a espera
A sorte no final se degenera
O canto traduzindo este perigo,
A lua se esvaindo num instante
E o pranto no final nada garante
Senão a mesma voz em consistência
Diversa da que tanto pude ver
Sabendo dentro da alma; o esvaecer
Deixando no passado tal ciência.
50361 até 50370
50361
A rústica vontade de se ter
Além do quanto pude e não viesse
Fortuna se ditando em nova messe
Traçando dentro da alma o amanhecer
Pudesse desvendar e conhecer
A luta aonde o todo em vão se esquece
Bem antes que o futuro recomece
A sorte se desenha sem querer,
Ocasos deste encanto cristalino
E quando noutro passo eu me declino
Encontro a solidão como um amparo,
E bebo deste cálice: ilusão
Sabendo de outros tempos que virão
E todo o peito em lágrima; escancaro.
50362
A senda procurada e nunca vista
O trago em noite vaga ou mesmo até
Pousando noutro encanto, e sei quem é
Quem canta seu momento e não despista,
Aonde a solidão decerto avista
E bebe da inconstância da maré
Ousando na verdade noutra fé
Palavra tantas vezes mais benquista.
Espero qualquer luz e vejo além
O tanto quanto possa e nunca vem
Marcando com ternura o que teria
A sorte de saber o que não sei
Mudando a cada estrofe a velha lei
Moldada nas entranhas da alegria.
50363
A tanta fantasia aonde eu pude
Vencer os mais diversos desalentos
E sinto com firmeza os pensamentos
E nisto se moldando esta atitude
Aonde na verdade tanto ilude
Adentro sem defesa velhos tentos
E os dias que pudessem mais atentos
Detento da emoção atroz e rude,
Escândalos enquanto a vida dita
A vândala expressão bebe a desdita
E ronda cada passo além do todo,
Depois de certo tempo nada havendo
Destino noutro tanto cego e horrendo
Gerando novamente um torpe engodo.
50364
A única expressa que poderia
Ousar noutro momento ou mesmo após
A vida desenhar dentro de nós
Cenário em dor imensa, em agonia,
E quando se presume novo dia
A luta se apresenta mais feroz
E o canto de quem ama sendo atroz
Gerasse noutro encanto a fantasia.
Vestígios de uma vida sem proveito
E quantas vezes teimo e não aceito
Sequer algum sinal em claro tom,
O todo se renega a cada instante
E mesmo sem sentido se garante
Apenas o vazio, espúrio dom....
50365
A vida se promete além do quanto
O mundo desejara novo enredo
E quando de tal forma eu me concedo
Apenas o não ser inda garanto,
E a cada novo tempo o desencanto
Gestando o quanto pude em tal segredo
Vencido pela audácia deste medo
O caos gerando assim novo quebranto;
Assola-me a vontade de seguir
Ousando noutro passo sem sentido
E o todo se mostrara desprovido
Matando em nascedouro algum porvir
Vivendo de tal forma a solidão
Meus olhos outros campos não verão.
50366
A alma se entregado sem defesas
Não pude controlar meu sentimento
E quando algum instante novo tento
Dos templos do passado somos presas,
E vejo o renascer em incertezas
Gerando o mais complexo pensamento
E disto se moldando alheamento
Tentando preservar as gentilezas,
Surpresas desta vida sem descanso
E quanto mais o tempo em paz alcanço
Esplendorosa sorte se imagina,
No parto renegado, a morte em nós
O rio se perdendo em nova foz,
A vida não seria cristalina...
50367
A barca dos meus sonhos naufragara
Marcando com terríveis ironias
O quanto na verdade não trarias
Nem mesmo sendo a vida agora cara,
A luta enquanto ao nada se prepara
A sorte dita em nós tais heresias
E vago pelas noites duras, frias
A morte se espalhando me escancara,
Acordos sem limites, prazo infindo
O quanto poderia e não deslindo
Domina o sentimento de quem tenta
Vencer o quanto resta dentro em si,
No fim de cada passo eu percebi
A dita tantas vezes mais sangrenta.
50368
A cor dos olhos belos da morena
A luz irradiada pelo encanto
Aonde com fineza o bem garanto
E a sorte desejada em paz acena,
O manto com beleza não condena
E nisto se espalhando além o canto
O rumo se moldara e sem espanto
A luta se mostrando mais serena.
Amar é conceber um novo mundo
E neste desenhar eu me aprofundo
Marcando com ternura o quanto possa,
Ousando perceber tanta meiguice
E nada do que busque contradisse
A sensação da vida inteira e nossa.
50369
A dor de ser tão só e não saber
Sequer algum momento de alegria
E nisto se perdendo a fantasia
A sorte desditosa sem prazer
O quanto poderia conhecer
Do mundo em raros tons, bela harmonia
A luta na verdade não se adia
E gera após o nada algum querer,
Seguindo passo a passo rumo ao todo
A vida não permite algum engodo
E o canto se presume sem sentido
Ainda quando eu possa imaginar
A sorte noutro enredo a me tocar
O todo se apresenta e em vão me agrido.
50370
A esperança domina cada passo
Enquanto poderia acreditar
Nas ânsias mais supremas de um luar
Rondando sem destino pelo espaço
O tempo se aproxima e assim eu traço
O quanto pude outrora imaginar
Gestando a sorte intensa a desnudar
O rumo aonde o tempo fora escasso,
Esqueço qualquer luz e nada vejo
Somente o meu caminho e sendo andejo
Um andarilho sonho dita o rumo,
No canto da esperança sem proveito
No errático cenário eu me deleito
Enquanto os erros todos sempre assumo.
A rústica vontade de se ter
Além do quanto pude e não viesse
Fortuna se ditando em nova messe
Traçando dentro da alma o amanhecer
Pudesse desvendar e conhecer
A luta aonde o todo em vão se esquece
Bem antes que o futuro recomece
A sorte se desenha sem querer,
Ocasos deste encanto cristalino
E quando noutro passo eu me declino
Encontro a solidão como um amparo,
E bebo deste cálice: ilusão
Sabendo de outros tempos que virão
E todo o peito em lágrima; escancaro.
50362
A senda procurada e nunca vista
O trago em noite vaga ou mesmo até
Pousando noutro encanto, e sei quem é
Quem canta seu momento e não despista,
Aonde a solidão decerto avista
E bebe da inconstância da maré
Ousando na verdade noutra fé
Palavra tantas vezes mais benquista.
Espero qualquer luz e vejo além
O tanto quanto possa e nunca vem
Marcando com ternura o que teria
A sorte de saber o que não sei
Mudando a cada estrofe a velha lei
Moldada nas entranhas da alegria.
50363
A tanta fantasia aonde eu pude
Vencer os mais diversos desalentos
E sinto com firmeza os pensamentos
E nisto se moldando esta atitude
Aonde na verdade tanto ilude
Adentro sem defesa velhos tentos
E os dias que pudessem mais atentos
Detento da emoção atroz e rude,
Escândalos enquanto a vida dita
A vândala expressão bebe a desdita
E ronda cada passo além do todo,
Depois de certo tempo nada havendo
Destino noutro tanto cego e horrendo
Gerando novamente um torpe engodo.
50364
A única expressa que poderia
Ousar noutro momento ou mesmo após
A vida desenhar dentro de nós
Cenário em dor imensa, em agonia,
E quando se presume novo dia
A luta se apresenta mais feroz
E o canto de quem ama sendo atroz
Gerasse noutro encanto a fantasia.
Vestígios de uma vida sem proveito
E quantas vezes teimo e não aceito
Sequer algum sinal em claro tom,
O todo se renega a cada instante
E mesmo sem sentido se garante
Apenas o vazio, espúrio dom....
50365
A vida se promete além do quanto
O mundo desejara novo enredo
E quando de tal forma eu me concedo
Apenas o não ser inda garanto,
E a cada novo tempo o desencanto
Gestando o quanto pude em tal segredo
Vencido pela audácia deste medo
O caos gerando assim novo quebranto;
Assola-me a vontade de seguir
Ousando noutro passo sem sentido
E o todo se mostrara desprovido
Matando em nascedouro algum porvir
Vivendo de tal forma a solidão
Meus olhos outros campos não verão.
50366
A alma se entregado sem defesas
Não pude controlar meu sentimento
E quando algum instante novo tento
Dos templos do passado somos presas,
E vejo o renascer em incertezas
Gerando o mais complexo pensamento
E disto se moldando alheamento
Tentando preservar as gentilezas,
Surpresas desta vida sem descanso
E quanto mais o tempo em paz alcanço
Esplendorosa sorte se imagina,
No parto renegado, a morte em nós
O rio se perdendo em nova foz,
A vida não seria cristalina...
50367
A barca dos meus sonhos naufragara
Marcando com terríveis ironias
O quanto na verdade não trarias
Nem mesmo sendo a vida agora cara,
A luta enquanto ao nada se prepara
A sorte dita em nós tais heresias
E vago pelas noites duras, frias
A morte se espalhando me escancara,
Acordos sem limites, prazo infindo
O quanto poderia e não deslindo
Domina o sentimento de quem tenta
Vencer o quanto resta dentro em si,
No fim de cada passo eu percebi
A dita tantas vezes mais sangrenta.
50368
A cor dos olhos belos da morena
A luz irradiada pelo encanto
Aonde com fineza o bem garanto
E a sorte desejada em paz acena,
O manto com beleza não condena
E nisto se espalhando além o canto
O rumo se moldara e sem espanto
A luta se mostrando mais serena.
Amar é conceber um novo mundo
E neste desenhar eu me aprofundo
Marcando com ternura o quanto possa,
Ousando perceber tanta meiguice
E nada do que busque contradisse
A sensação da vida inteira e nossa.
50369
A dor de ser tão só e não saber
Sequer algum momento de alegria
E nisto se perdendo a fantasia
A sorte desditosa sem prazer
O quanto poderia conhecer
Do mundo em raros tons, bela harmonia
A luta na verdade não se adia
E gera após o nada algum querer,
Seguindo passo a passo rumo ao todo
A vida não permite algum engodo
E o canto se presume sem sentido
Ainda quando eu possa imaginar
A sorte noutro enredo a me tocar
O todo se apresenta e em vão me agrido.
50370
A esperança domina cada passo
Enquanto poderia acreditar
Nas ânsias mais supremas de um luar
Rondando sem destino pelo espaço
O tempo se aproxima e assim eu traço
O quanto pude outrora imaginar
Gestando a sorte intensa a desnudar
O rumo aonde o tempo fora escasso,
Esqueço qualquer luz e nada vejo
Somente o meu caminho e sendo andejo
Um andarilho sonho dita o rumo,
No canto da esperança sem proveito
No errático cenário eu me deleito
Enquanto os erros todos sempre assumo.
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