1
Soltando o coração
Inversos caminhares
E quando tu notares
Diversa direção
Verás o mesmo não
Reinando nos altares
Gerando lupanares
Aonde é solidão,
Depois de tantos dias
Aonde poderias
Diversa claridade
Apenas o vazio
Tomando em desafio
Aos poucos nos degrade.
2
Já não pudera crer
Nas ânsias contumazes
E quando a vida trazes
Tentando recolher
O quanto pude ter
Ou mesmo sem os ases
As horas são capazes
De nada me esconder,
Ausculto o que pudera
Atravessar a fera
E crer noutro momento,
Diversidade dita
O quanto da infinita
Manhã não alimento.
3
Ouvir a voz de quem
Pudesse me trazer
Além do desprazer
O tempo em raro bem,
Mas quando nada vem
Nem mesmo o bem querer
O quanto a se perder
Traduz mesmo ninguém,
Apenas morte e dor,
Aonde quis sublime
E o nada me redime
Ainda como for,
Gerando o que se prime
Da imensa e bela flor.
4
A sorte é passageira
Do bonde da esperança
E quando além se lança
Pudesse e até não queira
Ousar noutra bandeira
Imersa em confiança
Deixando na lembrança
A rota derradeira,
Após o que não veio
A vida em tal anseio
Produz outro cenário,
E o tempo sem alento
Enquanto ainda tento
Mostrasse temerário.
5
Já não cabia o sonho
A quem se fez bastante
E gera doravante
Momento enquanto o ponho
Nas ânsias que componho
O passo me garante
O rumo galopante
E o tétrico enfadonho.
Marcar com virulência
Após velha ciência
Que nada me traria,
Eu bebo mais um gole
Saudade vem e bole
Tornando a noite fria.
6
Liberto pensamento
Sem nada mais conter
O quanto do prazer
Pudesse e mesmo tento
Vencendo o sofrimento
Apenas pude ver
A morte a se tecer
Em turvo e espúrio vento,
Depois do todo, o nada
E a noite alvoroçada
Manhã se aproximando
E o corte se instalasse
Aonde algum impasse
Tentasse um tempo brando.
7
Não tive mais a chance
De crer neste neon
O mundo sendo bom
Ou no vazio lance
Enquanto tenta e avance
Gerando um mesmo dom,
Realizando o dom
De ter cada nuance
Diverso do passado
Aonde inteiro eu brado
Ou calo a minha voz,
Depois do que se fez
A sorte em altivez
O mundo dentro em nós.
8
Lavar a minha mágoa
Nos olhos de quem amo,
E a vida em novo tramo
A sorte aquém deságua,
Acende a velha frágua
O nada inda reclamo
E o passo quando o tramo
No fim expressando água,
Na cálida esperança
A sorte não avança
E rege o mesmo fim,
O mundo compartilho
E sei do velho trilho
Brilhando dentro em mim.
9
Visão da mortuária
Faceta, prostituta
A vida não reluta
E nem é temerária
A sorte sendo vária
Ainda quando astuta
Jamais infausta luta
E marca a luminária
No olhar inebriado
O tempo desfiado
O tanto gera o quando,
O frio nos domina
A nossa rara sina,
Num todo se moldando.
51010
A gélida manhã
A noite sem proveito
E quando aquém me deito
Da sorte mesmo vã
Procuro noutro afã
O quanto quis direito
E o verso aonde feito
Espalha em faces, cã;
As rugas dominando
O tempo desde quando
No fundo não teria
Sequer outro caminho
E assim eu me avizinho
Da dita mais sombria.
11
Não pude comportar
Sequer o quanto cabe
Bem antes que se acabe
A vida sem lutar
O passo a divagar
Mergulha aonde sabe
O todo em mim desabe
E nada irá restar,
Somente a mente opaca
A luta não se aplaca
E o verso não decide
O quanto do viver
Pudesse merecer
Aonde o vago incide.
12
Lutar inutilmente
E crer numa vitória
Ainda merencória
E nisto a luz se tente
Atento ao que presente
Expressa a leda escória
Guardando na memória
O nada que freqüente.
Meu rumo se tornando
Apenas onde e quando
O mundo não soubera
Vencer o descaminho
E agora vou sozinho
Tentando a primavera.
13
Não pude e não devia
Sentir qualquer alento
E quando o pensamento
Invade o dia a dia
Matando esta euforia
E nela sou o vento
Singrando aonde tento
O passo não veria,
Esqueço a minha sorte
E nada mais comporte
Um prazo que se finda
Imagem mais audaz
Já nada mais se faz
A sorte não nos blinda.
14
Respondo a quem puder
O todo que não tenho
E quando em vago empenho
A luta e se qualquer
Caminho inda quiser
Vencer em tal desenho,
Do tempo aonde eu venho
O todo não se quer,
Senzalas entre facas
E nada mais aplacas
Somente o medo instaura
A noite dentro da alma
E o quanto não me acalma
Transforma a dor em aura.
15
Alegres caminhadas
Em meio aos temporais
E neste ausente cais
As sortes desenhadas,
As horas demarcadas
Em atos tão banais
Os medos são iguais
E as rústicas estradas.
O peso não se preza
A vida quando reza
Nos ermos da emoção
Traduz o medo quando
A luta desenhando
Nos vales que virão.
16
Não pude e nem tentara
Apenas soluções
Diversas emoções
Adentram tal seara
A porta se escancara
E gera entre lições
As rudes direções
E a porta onde declara
A morte sem sentido
O tempo desvalido
E o rústico momento
Aonde quero o canto
Cerzindo o que garanto
E nisto o tempo eu tento.
17
Não mais coubera crer
No todo ou mesmo em parte
A vida se reparte
E gera algum poder,
Na luta o não vencer
Decerto se comparte
Tutela negando a arte
Amor dita o prazer?
Já não me caberia
Ousar em poesia
O quanto não mais sei,
Apenas vago só
E sei do quanto em pó
Esvai-se a leda grei.
18
Mergulho neste abismo
Aonde a sorte dita
A luta mais finita
O tempo aonde cismo,
E a cada cataclismo
O rumo delimita
A sorte que palpita
E nisto novo sismo,
Esmago todo passo
E sei do quanto faço
Ou mesmo não faria
Vestindo a sorte amarga
A vida então se embarga
E mata em letargia.
19
Já não me cabe apenas
O riso, o siso e o medo,
Aonde me concedo
Também tu me condenas,
As horas sendo plenas
O mundo em desenredo
O tanto que procedo
As sortes que envenenas
Marcando com terror
O quanto ainda for
Após o nada em mim,
Depois de certo caos
Os dias sendo maus
A vida traz meu fim.
51020
Somar o que não veio
E ter além do nada
A sorte degradada
O mundo em tom alheio,
Mergulho num anseio
E beijo a velha estrada
A luta desenhada
E nisto em devaneio,
Esqueço cada passo
E nisto quando traço
O medo noutro olhar
Apenas pude ver
O amor a se perder
No sonho a nos tocar.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
50981/51000
81
As ninfas mais formosas
A sílfide que tento
Vencer em pensamento
Ousando em raras rosas
Vestindo as caprichosas
Noções em raro vento
Deveras sigo atento
Às horas majestosas,
Esbarro nos meus erros
E sei que além nos cerros
Fronteiras penetrando
E o todo se desenha
Além do quanto venha
Em passo audaz e brando.
82
Habitas o meu sonho
E sei de cada passo
Aonde sempre traço
Momento mais risonho,
E assim quando me enfronho
Vencendo este cansaço
Deixando o tempo escasso
Marcado em tom medonho,
Não mais conseguiria
Ousar na fantasia
E ser feliz, porquanto
A sorte se ditara
Na luz desta seara
E nisto em paz eu canto.
83
As pedras lapidadas
Diamantino rumo
Aonde onde me esfumo
Traduz novas estadas
As horas desenhadas
Toando além resumo,
E nisto se me aprumo
Percebo as alvoradas,
Esqueço cada engano
E quando aquém me dano
Eu vejo a luz imensa,
Do todo que pudera
Vencer qualquer quimera
A sorte então compensa.
84
Colunas em firmeza
São bases do meu canto
E o quanto desencanto
Seguindo esta alma ilesa
Na forte correnteza
O prazo se faz tanto
E o medo onde garanto
Jamais dita surpresa,
O caos dentro de mim,
O vento dita o fim
E o mundo não sacia
Marcando o quanto possa
Rondando a velha troça
Matando a fantasia.
85
Embevecida voz
Gerasse novamente
O quanto ainda mente
E busca a mesma foz,
O mundo mesmo após
A sorte tão premente
No fundo nada sente
Sequer o tom atroz
De quem se fez apenas
Vivendo onde condenas
E mata cada sonho,
O medo se aproxima
E gera sem estima
Cenário mais bisonho.
86
Diversas moradias
Aonde pude ver
O raro amanhecer
Em novos claros dias,
E nada mais trarias
Senão tal desprazer
Toando em cada ser
Em luzes mais sombrias,
E nada mais se traz
Apenas o mordaz
Da vida sem proveito,
E quando já cansado
Deitando assim de lado,
Enfim a morte aceito.
87
Em dias reluzentes
Ou mesmo em tempestades
No quanto me degrades
A faca entre teus dentes ,
assim nada desmentes
E matas claridades
Gerando as inverdades
Em ritos mais dementes,
Esqueço cada verso
E logo desconverso
Apenas por sentir
O mundo sem caminho
E sei quanto sozinho
Matasse algum porvir.
88
Habitas cada sonho
Aonde pude ter
Além de algum querer
O todo onde componho,
Um verso e se me ponho
Nas ânsias do prazer
A vida eu passo a ver
Em rumo mais risonho,
Esqueço dos enganos
E bebo dos profanos
Caminhos que me deste,
Do todo sem sentido
Apenas dilapido
O mundo em vão e agreste.
89
Sustentas com teus versos
Os pensamentos vãos
E sei dos velhos grãos
Em solos quando imersos
E os passos mais dispersos
Ou mesmo em toscos chãos,
Usando fortes mãos
Expressam universos,
Medonha face exposta
De quem tanto se gosta
E agita cada passo,
O manto se perdendo
Num ato mais horrendo
Aonde eu me desfaço.
50990
Lavrando em solo duro
Jamais colheitas tendo,
O canto mais horrendo
O dia mais escuro
E quanto em vão procuro
O tempo diz remendo
E assim sem novo adendo
A morte eu asseguro,
Um pária na sarjeta
Ao nada se prometa
E morre sem valia,
O tempo se desfaz
Do quanto fui capaz
Na infausta fantasia.
91
Irmãos desta mesma horda
Andando pareados
Os dias em pecados
A luta não aborda
E o quanto se recorda
Dos ermos degradados
Os passos quando em fados
Rebentam cada corda,
E o medo se aproxima
Do caos, generaliza
E a sorte outrora em brisa
Mudando todo o clima
Explode em temporais
E gera os tons fatais.
92
Em telas distorcidas
A vida se apresenta
E morre na sangrenta
Noção em despedidas,
Assim mal percebidas
As luas na tormenta
O corte que apascenta
Aumenta tais feridas,
O prazo se findando,
O mundo tão infando
nauseabunda luz
Já não mais poderia
Traçar um novo dia
E à morte me conduz.
93
Aparto-me do sonho
E bebo o pesadelo
E quanto mais bebê-lo
Mais vejo este medonho
Cenário onde componho
Ainda com tal zelo
Somente o poder vê-lo
Sem ter o que proponho.
Esqueço dos meus passos
E sigo os teus devassos
Escassa noite em paz,
Assim ao me entranhar
Na morte a divagar
O tempo é mais tenaz.
94
Inculta fantasia
Gerada a cada engodo
O mundo neste todo
Já nada valeria,
E o quanto em lama e lodo
Pudesse e não veria
Sequer uma utopia
Renega algum denodo,
Após o caos eu sinto
O sonho sendo extinto
Nas ânsias de um futuro
Sem nexo e sem caminho
Seguindo aquém sozinho
A morte eu asseguro.
95
Exposto em tal nudez
O verso dita o rumo
Do quanto eu não resumo
Do tempo onde se fez
A luta em lucidez
A vida sem ter prumo,
Negando o mero sumo,
Calando a minha vez,
Escuto em noite vaga
O tempo que divaga
Matando o quanto resta
E nesta bruma intensa
O fim que recompensa
Dos ermos, fina festa.
96
Das mágoas que inda trago
Não vejo mais sinais
E sei dos temporais
E nisto mato afago,
Encontro o sonho vago
E bebo estes fatais
Caminhos desiguais
E neles eu me alago,
Espero apenas isto,
E sei quando desisto
Cansado desta luta
E a sorte sendo alheia
Apenas me rodeia
Diversa, amarga e bruta.
97
Jamais a piedade
Pudesse traduzir
O quanto hei de sentir
Aonde se degrade
O passo em liberdade,
Distante do porvir,
No fundo a resumir
O que enfim me invade,
Esqueço cada rota
E a vida me amarrota
Trazendo em ledo dano
O mundo onde disperso
Caminho no universo
Aonde em vão me engano.
98
Aonde sem louvores
A vida não pudesse
Traçar a nova messe
E nisto aonde fores
E sei dos meus horrores
Aonde o tempo tece
E o nada se obedece
Gerando novas flores.
Esqueço cada passo
E quando enfim eu traço
Meu rumo sem sentido,
Apenas o que trago
Expressa o mundo vago
E assim me dilapido.
99
A vida não pondera
Sequer novo cenário
E o tempo originário
Do vago marca a fera
E o tanto que se espera
No caos imaginário
Ou mesmo noutro horário
Pudesse e destempera,
Esqueço cada prazo
E quando enfim me atraso
Espero tão somente
Do mundo sem valia
O todo em agonia
E a noite ainda tente.
51000
Das variantes tais
Aonde o mundo dita
A sorte mais finita
Expressa os seus cristais
E sei do quanto mais
A lua tão bonita
Deveras necessita
Dos brilhos magistrais,
Esqueço cada prazo
E sei do quanto atraso
Ocasos entre medos,
E os dias mais audazes
Enquanto tu me trazes
Transformam sonhos ledos.
As ninfas mais formosas
A sílfide que tento
Vencer em pensamento
Ousando em raras rosas
Vestindo as caprichosas
Noções em raro vento
Deveras sigo atento
Às horas majestosas,
Esbarro nos meus erros
E sei que além nos cerros
Fronteiras penetrando
E o todo se desenha
Além do quanto venha
Em passo audaz e brando.
82
Habitas o meu sonho
E sei de cada passo
Aonde sempre traço
Momento mais risonho,
E assim quando me enfronho
Vencendo este cansaço
Deixando o tempo escasso
Marcado em tom medonho,
Não mais conseguiria
Ousar na fantasia
E ser feliz, porquanto
A sorte se ditara
Na luz desta seara
E nisto em paz eu canto.
83
As pedras lapidadas
Diamantino rumo
Aonde onde me esfumo
Traduz novas estadas
As horas desenhadas
Toando além resumo,
E nisto se me aprumo
Percebo as alvoradas,
Esqueço cada engano
E quando aquém me dano
Eu vejo a luz imensa,
Do todo que pudera
Vencer qualquer quimera
A sorte então compensa.
84
Colunas em firmeza
São bases do meu canto
E o quanto desencanto
Seguindo esta alma ilesa
Na forte correnteza
O prazo se faz tanto
E o medo onde garanto
Jamais dita surpresa,
O caos dentro de mim,
O vento dita o fim
E o mundo não sacia
Marcando o quanto possa
Rondando a velha troça
Matando a fantasia.
85
Embevecida voz
Gerasse novamente
O quanto ainda mente
E busca a mesma foz,
O mundo mesmo após
A sorte tão premente
No fundo nada sente
Sequer o tom atroz
De quem se fez apenas
Vivendo onde condenas
E mata cada sonho,
O medo se aproxima
E gera sem estima
Cenário mais bisonho.
86
Diversas moradias
Aonde pude ver
O raro amanhecer
Em novos claros dias,
E nada mais trarias
Senão tal desprazer
Toando em cada ser
Em luzes mais sombrias,
E nada mais se traz
Apenas o mordaz
Da vida sem proveito,
E quando já cansado
Deitando assim de lado,
Enfim a morte aceito.
87
Em dias reluzentes
Ou mesmo em tempestades
No quanto me degrades
A faca entre teus dentes ,
assim nada desmentes
E matas claridades
Gerando as inverdades
Em ritos mais dementes,
Esqueço cada verso
E logo desconverso
Apenas por sentir
O mundo sem caminho
E sei quanto sozinho
Matasse algum porvir.
88
Habitas cada sonho
Aonde pude ter
Além de algum querer
O todo onde componho,
Um verso e se me ponho
Nas ânsias do prazer
A vida eu passo a ver
Em rumo mais risonho,
Esqueço dos enganos
E bebo dos profanos
Caminhos que me deste,
Do todo sem sentido
Apenas dilapido
O mundo em vão e agreste.
89
Sustentas com teus versos
Os pensamentos vãos
E sei dos velhos grãos
Em solos quando imersos
E os passos mais dispersos
Ou mesmo em toscos chãos,
Usando fortes mãos
Expressam universos,
Medonha face exposta
De quem tanto se gosta
E agita cada passo,
O manto se perdendo
Num ato mais horrendo
Aonde eu me desfaço.
50990
Lavrando em solo duro
Jamais colheitas tendo,
O canto mais horrendo
O dia mais escuro
E quanto em vão procuro
O tempo diz remendo
E assim sem novo adendo
A morte eu asseguro,
Um pária na sarjeta
Ao nada se prometa
E morre sem valia,
O tempo se desfaz
Do quanto fui capaz
Na infausta fantasia.
91
Irmãos desta mesma horda
Andando pareados
Os dias em pecados
A luta não aborda
E o quanto se recorda
Dos ermos degradados
Os passos quando em fados
Rebentam cada corda,
E o medo se aproxima
Do caos, generaliza
E a sorte outrora em brisa
Mudando todo o clima
Explode em temporais
E gera os tons fatais.
92
Em telas distorcidas
A vida se apresenta
E morre na sangrenta
Noção em despedidas,
Assim mal percebidas
As luas na tormenta
O corte que apascenta
Aumenta tais feridas,
O prazo se findando,
O mundo tão infando
nauseabunda luz
Já não mais poderia
Traçar um novo dia
E à morte me conduz.
93
Aparto-me do sonho
E bebo o pesadelo
E quanto mais bebê-lo
Mais vejo este medonho
Cenário onde componho
Ainda com tal zelo
Somente o poder vê-lo
Sem ter o que proponho.
Esqueço dos meus passos
E sigo os teus devassos
Escassa noite em paz,
Assim ao me entranhar
Na morte a divagar
O tempo é mais tenaz.
94
Inculta fantasia
Gerada a cada engodo
O mundo neste todo
Já nada valeria,
E o quanto em lama e lodo
Pudesse e não veria
Sequer uma utopia
Renega algum denodo,
Após o caos eu sinto
O sonho sendo extinto
Nas ânsias de um futuro
Sem nexo e sem caminho
Seguindo aquém sozinho
A morte eu asseguro.
95
Exposto em tal nudez
O verso dita o rumo
Do quanto eu não resumo
Do tempo onde se fez
A luta em lucidez
A vida sem ter prumo,
Negando o mero sumo,
Calando a minha vez,
Escuto em noite vaga
O tempo que divaga
Matando o quanto resta
E nesta bruma intensa
O fim que recompensa
Dos ermos, fina festa.
96
Das mágoas que inda trago
Não vejo mais sinais
E sei dos temporais
E nisto mato afago,
Encontro o sonho vago
E bebo estes fatais
Caminhos desiguais
E neles eu me alago,
Espero apenas isto,
E sei quando desisto
Cansado desta luta
E a sorte sendo alheia
Apenas me rodeia
Diversa, amarga e bruta.
97
Jamais a piedade
Pudesse traduzir
O quanto hei de sentir
Aonde se degrade
O passo em liberdade,
Distante do porvir,
No fundo a resumir
O que enfim me invade,
Esqueço cada rota
E a vida me amarrota
Trazendo em ledo dano
O mundo onde disperso
Caminho no universo
Aonde em vão me engano.
98
Aonde sem louvores
A vida não pudesse
Traçar a nova messe
E nisto aonde fores
E sei dos meus horrores
Aonde o tempo tece
E o nada se obedece
Gerando novas flores.
Esqueço cada passo
E quando enfim eu traço
Meu rumo sem sentido,
Apenas o que trago
Expressa o mundo vago
E assim me dilapido.
99
A vida não pondera
Sequer novo cenário
E o tempo originário
Do vago marca a fera
E o tanto que se espera
No caos imaginário
Ou mesmo noutro horário
Pudesse e destempera,
Esqueço cada prazo
E quando enfim me atraso
Espero tão somente
Do mundo sem valia
O todo em agonia
E a noite ainda tente.
51000
Das variantes tais
Aonde o mundo dita
A sorte mais finita
Expressa os seus cristais
E sei do quanto mais
A lua tão bonita
Deveras necessita
Dos brilhos magistrais,
Esqueço cada prazo
E sei do quanto atraso
Ocasos entre medos,
E os dias mais audazes
Enquanto tu me trazes
Transformam sonhos ledos.
50961/80
50961
Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam.
Antoine de Saint-Exupéry
Nem sempre uma vitória
Traduz algum sucesso
E quanto me confesso
Na face mais inglória
A história merencória
Ditando algum regresso
Ao fim eu me endereço
E mato esta memória,
Porém também eu vejo
Num ato mais sobejo
Derrota que me ensina,
Destarte a vida traça
Além da mera taça
A sorte cristalina.
2
As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto é necessário
Respostas num momento
Aonde às vezes tento
O tempo em tal cenário
Diverso ou temporário
E nisto o sofrimento
Domina o pensamento
E gera o temerário.
Pudesse de tal forma
Viver o que transforma
Sem medo e em tal proveito
Ousando sem resposta
A vida sendo exposta
Qual rio em manso leito.
3
Os regulamentos assemelham-se aos ritos de uma religião, que parecem absurdos, mas moldam os homens.
Antoine de Saint-Exupéry
Por mais que seja espúria
A lei que nos domina
No tanto desatina
E gera esta penúria,
O passo em tal incúria
Gestando nova sina
Enquanto cristalina
Loucura traz a fúria.
E sendo deste jeito
Aonde em vão me deito
Nem sempre se apresenta
Além de mero ocaso
E quando enfim me atraso
A vida é turbulenta.
4
Ser homem é ser responsável. É sentir que colabora na construção do mundo.
Antoine de Saint-Exupéry
Ousar na construção
De um novo amanhecer
E ter em tal prazer
Da vida uma razão
Os dias que virão
Tomando cada ser
Em raro e bem querer
Suave dimensão,
Assim tanto poria
Trazendo além sombria
A imensa claridade,
E assim se aproximando
Ou mesmo em contrabando
Sem nada que degrade.
5
Um canto traduzisse
Além da mesquinhez
Aonde se desfez
O todo em vã crendice
Ainda que eu cobice
Diversos, novos ninhos
Em tantos desalinhos
A mesma e vã tolice
Traduzo em verso e sonho
O quanto decomponho
Após cada partida,
Destarte a solidão
Expressa a tradução
Da luta já perdida.
6
Apenas se desenha
A vida sem sentido
E quando não duvido
Ainda quando venha
Traduz o quanto tenha
E disto não lapido
Sequer algum sentido
E a sorte se desdenha,
Resumo do passado
Há tanto relegado
A um plano inferior
Pudesse ser diverso
Ousando noutro verso
Um passo redentor.
7
Refém da hipocrisia
O quanto pude ver
Refaz em cada ser
O todo em agonia,
Marcante fantasia
Pudesse arrefecer
E nisto sem querer
A luta se faria,
Mas vejo desde então
A tola solidão
E nada mais responde,
A sorte se aproxima
Sem ter sequer aonde
Ousasse em nova estima.
8
O quanto eu trago dita
A sorte mais atroz
Calando o quanto após
Vibrasse em tal desdita
Uma alma necessita
De novos firmes nós
E o passo mais atroz
Negando o que explicita
Na sorte aonde eu pude
Saber da plenitude
Que tanto me extasia,
A luta não termina
E o quanto em leda sina
Traduz melancolia.
9
Quisera alguma luz
Aonde nada existe
E o passo audaz e triste
Ao nada me conduz,
Veneno reproduz
O pouco onde consiste
O lento cais resiste
E morre enquanto o pus,
Vestindo a solidão
Os dias me trarão
Somente a solitária
Manhã em tez sombria
E o quanto poderia
Jamais é necessária.
50970
Querendo muito além
Do quanto cabe em mim
Regendo desde o fim
O pouco que inda vem,
Mergulho em tal desdém
E vejo o meu jardim
Sem flor, morrendo assim,
Do nada sou refém,
Apenas poderia
Saber do que floria
Em luz tão desigual,
Seguindo aonde fores
Matando únicas flores
Num ar quase infernal.
1
Queimando cada etapa
Da vida sem sucesso
O quanto em retrocesso
A sorte não escapa
E gera o quanto encapa
Da morte onde endereço
Meu passo e num progresso
Diverso nega a capa,
Esqueço o que pudera
E vejo a vida fera
Sem paz e nem descanso
E quando me entregara
Ao fim desta seara
Não vejo algum remanso.
2
Espero qualquer sonho
Querendo um novo mundo
E quando me aprofundo
Apenas decomponho
Cenário mais bisonho
Gerando o vagabundo
Momento; aonde inundo
Meu cais em tom medonho,
Espero qualquer messe
E nada se oferece
A quem tentara a sorte,
Somente o desatino
E nisto determino
A vida sem aporte.
3
Espero alguma luz
Queimando este pavio,
E o todo desafio
E nada se produz,
Zarpando me conduz
Aquém do imenso rio
E sei quando desfio
Meu mundo em contraluz,
Esqueço cada rumo
E bebo inteiro o sumo,
Vagando sem sentido,
E nisto poderia
Na paz de um novo dia,
Mas tudo eu dilapido.
4
Espero um novo porto
Aonde nada existe
E o tempo toma em riste
A sorte sem conforto,
Pudesse semimorto
Viver o que persiste
E nada mais resiste
Ao quanto sigo torto,
E sei do descaminho
Ousando mais daninho
Momento sem proveito
Destarte o que inda resta
Ao fundo dita a fresta
Aonde em vão me aceito.
5
Espero algum alento
Aonde nada houvera
Sequer a primavera
Nem mesmo um manso vento,
O todo em provimento
Expressa esta quimera
E nada mais se espera
Além do alheamento,
Esqueço o quanto pude
Num tempo atroz e rude
A juventude morta
E o tempo dita o rumo
E quando ao fim assumo
Encontro a velha porta.
6
Espero qualquer ponte
E nada mais teria
Sequer a fantasia
Aonde o nada aponte
E o medo no horizonte
Gerindo esta sombria
Vontade que esvazia
Dos sonhos cada fonte,
Mergulho neste caos
E sei dos dias maus
E neles me alimento,
Depois de certo engano
O novo tempo dano
E mato o sentimento.
7
Espero qualquer fato
Que possa redimir
Ousando num porvir
Aonde não constato
Sequer o que retrato
E tento o quanto vir
Morrendo sem sentir
Senão tal desacato,
Expresso em verso e prosa
A luta em polvorosa
E o medo sem sentido,
Depois de cada passo
O mundo mais escasso
Traduz o que duvido.
8
Querendo novamente
Vencer o quanto pude
Traçar nova atitude
E nisto o mundo mente,
Vagando num repente
Alheia juventude
Matando desilude
Aonde o que se tente
Deságua logo após
O quanto vive em nós
E nada mais se vira
Sequer a face escusa
E enquanto a vida abusa
Gerando esta mentira.
9
Meu mundo sem sentido
A morte um manso cais
E nisto sei dos pais
E o passo presumido,
Aonde não me olvido
Dos dias abismais
E busco em abissais
O tempo ora perdido,
Mortalha que previsse
Bem mais que uma mesmice
E nela a vida gira
Marcando em dissonância
A sorte em discordância
Errando esta erma mira.
50980
Apenas o que vejo
Na face mais real
Traduz o mesmo mal
E o tempo em tal negrejo,
O mundo mais sobejo
Pudesse desigual
Reinando, mas fatal
O sonho onde o desejo.
Esquadras e fragatas
Aonde me arrebatas
E matas cada sonho,
Do todo que pudera
Somente esta quimera
Em tom turvo e medonho.
Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam.
Antoine de Saint-Exupéry
Nem sempre uma vitória
Traduz algum sucesso
E quanto me confesso
Na face mais inglória
A história merencória
Ditando algum regresso
Ao fim eu me endereço
E mato esta memória,
Porém também eu vejo
Num ato mais sobejo
Derrota que me ensina,
Destarte a vida traça
Além da mera taça
A sorte cristalina.
2
As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto é necessário
Respostas num momento
Aonde às vezes tento
O tempo em tal cenário
Diverso ou temporário
E nisto o sofrimento
Domina o pensamento
E gera o temerário.
Pudesse de tal forma
Viver o que transforma
Sem medo e em tal proveito
Ousando sem resposta
A vida sendo exposta
Qual rio em manso leito.
3
Os regulamentos assemelham-se aos ritos de uma religião, que parecem absurdos, mas moldam os homens.
Antoine de Saint-Exupéry
Por mais que seja espúria
A lei que nos domina
No tanto desatina
E gera esta penúria,
O passo em tal incúria
Gestando nova sina
Enquanto cristalina
Loucura traz a fúria.
E sendo deste jeito
Aonde em vão me deito
Nem sempre se apresenta
Além de mero ocaso
E quando enfim me atraso
A vida é turbulenta.
4
Ser homem é ser responsável. É sentir que colabora na construção do mundo.
Antoine de Saint-Exupéry
Ousar na construção
De um novo amanhecer
E ter em tal prazer
Da vida uma razão
Os dias que virão
Tomando cada ser
Em raro e bem querer
Suave dimensão,
Assim tanto poria
Trazendo além sombria
A imensa claridade,
E assim se aproximando
Ou mesmo em contrabando
Sem nada que degrade.
5
Um canto traduzisse
Além da mesquinhez
Aonde se desfez
O todo em vã crendice
Ainda que eu cobice
Diversos, novos ninhos
Em tantos desalinhos
A mesma e vã tolice
Traduzo em verso e sonho
O quanto decomponho
Após cada partida,
Destarte a solidão
Expressa a tradução
Da luta já perdida.
6
Apenas se desenha
A vida sem sentido
E quando não duvido
Ainda quando venha
Traduz o quanto tenha
E disto não lapido
Sequer algum sentido
E a sorte se desdenha,
Resumo do passado
Há tanto relegado
A um plano inferior
Pudesse ser diverso
Ousando noutro verso
Um passo redentor.
7
Refém da hipocrisia
O quanto pude ver
Refaz em cada ser
O todo em agonia,
Marcante fantasia
Pudesse arrefecer
E nisto sem querer
A luta se faria,
Mas vejo desde então
A tola solidão
E nada mais responde,
A sorte se aproxima
Sem ter sequer aonde
Ousasse em nova estima.
8
O quanto eu trago dita
A sorte mais atroz
Calando o quanto após
Vibrasse em tal desdita
Uma alma necessita
De novos firmes nós
E o passo mais atroz
Negando o que explicita
Na sorte aonde eu pude
Saber da plenitude
Que tanto me extasia,
A luta não termina
E o quanto em leda sina
Traduz melancolia.
9
Quisera alguma luz
Aonde nada existe
E o passo audaz e triste
Ao nada me conduz,
Veneno reproduz
O pouco onde consiste
O lento cais resiste
E morre enquanto o pus,
Vestindo a solidão
Os dias me trarão
Somente a solitária
Manhã em tez sombria
E o quanto poderia
Jamais é necessária.
50970
Querendo muito além
Do quanto cabe em mim
Regendo desde o fim
O pouco que inda vem,
Mergulho em tal desdém
E vejo o meu jardim
Sem flor, morrendo assim,
Do nada sou refém,
Apenas poderia
Saber do que floria
Em luz tão desigual,
Seguindo aonde fores
Matando únicas flores
Num ar quase infernal.
1
Queimando cada etapa
Da vida sem sucesso
O quanto em retrocesso
A sorte não escapa
E gera o quanto encapa
Da morte onde endereço
Meu passo e num progresso
Diverso nega a capa,
Esqueço o que pudera
E vejo a vida fera
Sem paz e nem descanso
E quando me entregara
Ao fim desta seara
Não vejo algum remanso.
2
Espero qualquer sonho
Querendo um novo mundo
E quando me aprofundo
Apenas decomponho
Cenário mais bisonho
Gerando o vagabundo
Momento; aonde inundo
Meu cais em tom medonho,
Espero qualquer messe
E nada se oferece
A quem tentara a sorte,
Somente o desatino
E nisto determino
A vida sem aporte.
3
Espero alguma luz
Queimando este pavio,
E o todo desafio
E nada se produz,
Zarpando me conduz
Aquém do imenso rio
E sei quando desfio
Meu mundo em contraluz,
Esqueço cada rumo
E bebo inteiro o sumo,
Vagando sem sentido,
E nisto poderia
Na paz de um novo dia,
Mas tudo eu dilapido.
4
Espero um novo porto
Aonde nada existe
E o tempo toma em riste
A sorte sem conforto,
Pudesse semimorto
Viver o que persiste
E nada mais resiste
Ao quanto sigo torto,
E sei do descaminho
Ousando mais daninho
Momento sem proveito
Destarte o que inda resta
Ao fundo dita a fresta
Aonde em vão me aceito.
5
Espero algum alento
Aonde nada houvera
Sequer a primavera
Nem mesmo um manso vento,
O todo em provimento
Expressa esta quimera
E nada mais se espera
Além do alheamento,
Esqueço o quanto pude
Num tempo atroz e rude
A juventude morta
E o tempo dita o rumo
E quando ao fim assumo
Encontro a velha porta.
6
Espero qualquer ponte
E nada mais teria
Sequer a fantasia
Aonde o nada aponte
E o medo no horizonte
Gerindo esta sombria
Vontade que esvazia
Dos sonhos cada fonte,
Mergulho neste caos
E sei dos dias maus
E neles me alimento,
Depois de certo engano
O novo tempo dano
E mato o sentimento.
7
Espero qualquer fato
Que possa redimir
Ousando num porvir
Aonde não constato
Sequer o que retrato
E tento o quanto vir
Morrendo sem sentir
Senão tal desacato,
Expresso em verso e prosa
A luta em polvorosa
E o medo sem sentido,
Depois de cada passo
O mundo mais escasso
Traduz o que duvido.
8
Querendo novamente
Vencer o quanto pude
Traçar nova atitude
E nisto o mundo mente,
Vagando num repente
Alheia juventude
Matando desilude
Aonde o que se tente
Deságua logo após
O quanto vive em nós
E nada mais se vira
Sequer a face escusa
E enquanto a vida abusa
Gerando esta mentira.
9
Meu mundo sem sentido
A morte um manso cais
E nisto sei dos pais
E o passo presumido,
Aonde não me olvido
Dos dias abismais
E busco em abissais
O tempo ora perdido,
Mortalha que previsse
Bem mais que uma mesmice
E nela a vida gira
Marcando em dissonância
A sorte em discordância
Errando esta erma mira.
50980
Apenas o que vejo
Na face mais real
Traduz o mesmo mal
E o tempo em tal negrejo,
O mundo mais sobejo
Pudesse desigual
Reinando, mas fatal
O sonho onde o desejo.
Esquadras e fragatas
Aonde me arrebatas
E matas cada sonho,
Do todo que pudera
Somente esta quimera
Em tom turvo e medonho.
50951/60
51
Conhecer não é demonstrar nem explicar, é ascender à visão.
Antoine de Saint-Exupéry
Abrindo o coração
Olhar do sentimento
Deveras me alimento
Da imensa cognição
E os dias mostrarão
Além do alheamento
E nisto o novo eu tento
E busco a solução.
O conhecer se faz
No dia mais audaz
Em paz e calmaria,
E nisto se percebe
Além da própria sebe
O quanto se veria.
52
O escravo constrói o seu orgulho em função do ardor do patrão.
Antoine de Saint-Exupéry
Domínios traçam rumo
Diverso quando a sorte
Trazendo quem conforte
Mantém em mesmo prumo,
E quando me acostumo
Buscando um novo norte
Aonde se suporte
O passo em todo o sumo,
Deveras percebendo
Além do caos horrendo
A libertária senda
Mistérios mais profundos
Em novos, claros mundos
O olhar livre desvenda.
53
A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens: não há senão um verdadeiro luxo e esse é o das relações humanas.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto nos unisse
Em mesma direção
Ousando desde então
Vencer qualquer tolice,
Além de uma crendice
Traçada sem razão
Os dias se verão
Bem mais do que se visse.
E neste mesmo passo
A vida quando a faço
Presume consistente
Caminho para o qual
Em trama mais igual,
O amor sempre contente.
54
Ao reencontrar os amigos, todos nós já provamos o encanto das más lembranças.
Antoine de Saint-Exupéry
Rever nosso passado
Em erros, desenganos
Mostrando os rudes planos
Num tempo mal traçado
E quando assim invado
Os mais puídos panos,
Somando os tantos danos
O velho é relembrado
E traz o que passamos
Ousando em velhos ramos
Moldando nova fronde,
Depois de certo tempo
A vida em contratempo
Mais dura nos responde.
55
Tenho o direito de exigir obediência, porque as minhas ordens são sensatas.
Antoine de Saint-Exupéry
Apenas sensatez
Domina e pode dar
Além de algum lugar
O quanto ainda crês,
E vendo sem talvez
O todo a se mostrar
No claro desnudar
A rara lucidez,
Mas quando se traduz
A vida em parca luz
Ou mesmo no non sense,
não tendo outra visão
Somente a negação
Ao fim de tudo vence.
56
É o espírito que conduz o mundo e não a inteligência.
Antoine de Saint-Exupéry
O velho timoneiro
Ousando em sentimento
Além do provimento
De um passo mais ligeiro
E nisto se me inteiro
Entregue ao forte vento,
O rumo em paz eu tento,
Bem mais que o costumeiro,
Permito-me deveras
Vivendo entre quimeras
Sonhar com liberdade,
E assim a cada passo,
Um rumo em paz eu traço
Aonde amor invade.
57
A verdade não é, de modo algum, aquilo que se demonstra, mas aquilo que se simplifica.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto se permite
Ao menos se entender
Produz em cada ser
Além de algum limite
Bem mais que algum palpite
E sei que ao proceder
No inteiro conhecer
A paz se necessite.
Pousar com mansidão
Presume a solução
Sem tanta divergência
Destarte uma alma rica
Decerto simplifica
E gere com ciência.
58
Também somos ricos das nossas misérias.
Antoine de Saint-Exupéry
Riqueza se cultiva
No interior do ser
E quando perceber
Sem ser mera e cativa
Ainda em paz se criva
E traz no amanhecer
O todo a enaltecer
A sorte audaz e viva,
Assim ao se entregar
Na sorte deste mar
O quanto se gestasse
De um aprender diário
Domando itinerário
Moldando a nobre face.
9
O que nos salva é dar um passo e outro ainda.
Antoine de Saint-Exupéry
O mundo se transforma
E gera novo rumo
Aonde eu já presumo
Uma sobeja forma,
E mesmo quando informa
Do todo ou pleno sumo,
Além deste resumo
Ditando nova norma
Assim se apresentando
E sendo bem mais brando
O dia se permite
Além de meramente
O quanto se apresente
Dentro de algum limite.
50960
Apenas se vê bem com o coração, pois nas horas graves os olhos ficam cegos.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto se apresenta
Ao sentimento diz
Bem mais do que já quis
A face mais sangrenta,
Na luta turbulenta
O todo por um triz
A sorte em cicatriz
E o mundo em paz se tenta,
Atento caminhante
Percebo e se adiante
Meu passo com firmeza
Assim ao me entregar
No coração, notar
A vida em tal grandeza.
Conhecer não é demonstrar nem explicar, é ascender à visão.
Antoine de Saint-Exupéry
Abrindo o coração
Olhar do sentimento
Deveras me alimento
Da imensa cognição
E os dias mostrarão
Além do alheamento
E nisto o novo eu tento
E busco a solução.
O conhecer se faz
No dia mais audaz
Em paz e calmaria,
E nisto se percebe
Além da própria sebe
O quanto se veria.
52
O escravo constrói o seu orgulho em função do ardor do patrão.
Antoine de Saint-Exupéry
Domínios traçam rumo
Diverso quando a sorte
Trazendo quem conforte
Mantém em mesmo prumo,
E quando me acostumo
Buscando um novo norte
Aonde se suporte
O passo em todo o sumo,
Deveras percebendo
Além do caos horrendo
A libertária senda
Mistérios mais profundos
Em novos, claros mundos
O olhar livre desvenda.
53
A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens: não há senão um verdadeiro luxo e esse é o das relações humanas.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto nos unisse
Em mesma direção
Ousando desde então
Vencer qualquer tolice,
Além de uma crendice
Traçada sem razão
Os dias se verão
Bem mais do que se visse.
E neste mesmo passo
A vida quando a faço
Presume consistente
Caminho para o qual
Em trama mais igual,
O amor sempre contente.
54
Ao reencontrar os amigos, todos nós já provamos o encanto das más lembranças.
Antoine de Saint-Exupéry
Rever nosso passado
Em erros, desenganos
Mostrando os rudes planos
Num tempo mal traçado
E quando assim invado
Os mais puídos panos,
Somando os tantos danos
O velho é relembrado
E traz o que passamos
Ousando em velhos ramos
Moldando nova fronde,
Depois de certo tempo
A vida em contratempo
Mais dura nos responde.
55
Tenho o direito de exigir obediência, porque as minhas ordens são sensatas.
Antoine de Saint-Exupéry
Apenas sensatez
Domina e pode dar
Além de algum lugar
O quanto ainda crês,
E vendo sem talvez
O todo a se mostrar
No claro desnudar
A rara lucidez,
Mas quando se traduz
A vida em parca luz
Ou mesmo no non sense,
não tendo outra visão
Somente a negação
Ao fim de tudo vence.
56
É o espírito que conduz o mundo e não a inteligência.
Antoine de Saint-Exupéry
O velho timoneiro
Ousando em sentimento
Além do provimento
De um passo mais ligeiro
E nisto se me inteiro
Entregue ao forte vento,
O rumo em paz eu tento,
Bem mais que o costumeiro,
Permito-me deveras
Vivendo entre quimeras
Sonhar com liberdade,
E assim a cada passo,
Um rumo em paz eu traço
Aonde amor invade.
57
A verdade não é, de modo algum, aquilo que se demonstra, mas aquilo que se simplifica.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto se permite
Ao menos se entender
Produz em cada ser
Além de algum limite
Bem mais que algum palpite
E sei que ao proceder
No inteiro conhecer
A paz se necessite.
Pousar com mansidão
Presume a solução
Sem tanta divergência
Destarte uma alma rica
Decerto simplifica
E gere com ciência.
58
Também somos ricos das nossas misérias.
Antoine de Saint-Exupéry
Riqueza se cultiva
No interior do ser
E quando perceber
Sem ser mera e cativa
Ainda em paz se criva
E traz no amanhecer
O todo a enaltecer
A sorte audaz e viva,
Assim ao se entregar
Na sorte deste mar
O quanto se gestasse
De um aprender diário
Domando itinerário
Moldando a nobre face.
9
O que nos salva é dar um passo e outro ainda.
Antoine de Saint-Exupéry
O mundo se transforma
E gera novo rumo
Aonde eu já presumo
Uma sobeja forma,
E mesmo quando informa
Do todo ou pleno sumo,
Além deste resumo
Ditando nova norma
Assim se apresentando
E sendo bem mais brando
O dia se permite
Além de meramente
O quanto se apresente
Dentro de algum limite.
50960
Apenas se vê bem com o coração, pois nas horas graves os olhos ficam cegos.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto se apresenta
Ao sentimento diz
Bem mais do que já quis
A face mais sangrenta,
Na luta turbulenta
O todo por um triz
A sorte em cicatriz
E o mundo em paz se tenta,
Atento caminhante
Percebo e se adiante
Meu passo com firmeza
Assim ao me entregar
No coração, notar
A vida em tal grandeza.
50491/50
1
O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo.
Antoine de Saint-Exupéry
A força só se vê
Num ato mais audaz
E quando assim se faz
A vida num por que
Ao todo enfim se crê
Gerando além da paz
O passo tão tenaz
Uma alma então se lê.
Ao ver um desafio
Deveras eu desfio
Quem sou; e vejo, enfim
Do quanto possa em vida
Traçar ou não partida
Olhando dentro em mim.
2
A ordem não cria a vida.
Antoine de Saint-Exupéry
A vida se fazendo
A cada instante quando
O todo renovando
Supera algum remendo,
O que pareça horrendo
Aos poucos transformando
Até que do nefando
O raro se tecendo.
Um passo em ordem vária
A luta é necessária
E gera o que virá,
Destarte algum futuro
Desenho claro/escuro
Não vejo desde já.
3
Os homens compram tudo pronto nas lojas... Mas como não há lojas de amigos, os homens não têm amigos.
Antoine de Saint-Exupéry
Uma amizade é feita
A cada novo dia
E nisto se faria
Aonde além da espreita
A sorte ronda e deita
Bem mais que a fantasia,
Gerando em harmonia
A luta onde se estreita.
Passadas tão constantes
E nisto o que garantes
Deveras nos traçando
Momento mais diverso
Imerso em sonho e verso,
Bem mais que mero bando.
4
O progresso do homem não é mais do que uma descoberta gradual de que as suas perguntas não têm significado.
Antoine de Saint-Exupéry
O que seria claro
Ou mesmo até plausível
Deveras sendo incrível
No nada enfim declaro,
Terreno que preparo
Ao ver grande desnível,
O todo mais possível
Expressa o desamparo,
A quanto mais procuro
Um porto tão seguro
A vida é movediça
Destarte ao mergulhar
Neste infindável mar,
A sorte é vã, mortiça.
5
Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior: há sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros atraem-nos como uma vertigem.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto nos atraia
O tanto onde diverso
Caminho do universo
Aos poucos já se esvaia,
E o todo sempre traia
Marcando com disperso
Cenário cada verso
Fugindo desta praia
E quando além provocas
Procuro pelas rocas
E esqueço o manso cais,
Aonde pude em paz,
O tempo mais mordaz
Expressa os temporais.
6
A grandeza da oração reside principalmente no fato de não ter resposta, do que resulta que essa troca não inclui qualquer espécie de comércio.
Antoine de Saint-Exupéry
A verdadeira prece
Não quer qualquer resgate
E nisto se constate
O quanto se oferece,
Não tendo por benesse
A sorte que retrate
Gerando de tal arte
Além do que se tece,
Porém quando se pensa
Na leda recompensa
De que vale oração?
O passo sem valia
Transborda em ironia,
Matando a redenção.
7
Sacrifício não significa nem amputação nem penitência. (...) Ele é uma oferta de nós próprios ao Ser a que recorremos.
Antoine de Saint-Exupéry
O dar-se sem cobrança
Nem mesmo sacrifício
Da perda em precipício
Aonde em vão se lança
A morte da esperança
O corte num ofício
E o tempo noutro início
Enquanto a vida avança.
Oferta da alma pura
No fundo me assegura
De ser também cordeiro,
E o passo que se desse
No encanto em rito e prece
Do amor mais verdadeiro.
8
Os ritos são no tempo o mesmo que o domicílio é no espaço.
Antoine de Saint-Exupéry
Um porto que proteja
Em tantos vendavais
Da vida onde os sinais
Da sorte benfazeja
Aonde se deseja
Ou quero muito mais
Os dias desiguais
A sorte se preveja,
Marcando cada passo
Enquanto em paz eu traço
O tempo nascedouro,
Assim ao me mostrar
E tendo onde ancorar,
Encontro este tesouro.
9
Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.
Antoine de Saint-Exupéry
Caminhos pareados
Permitem muito além
Do que na vida tem
Em atos isolados,
Amar em passos dados
Sem medo e sem desdém
Jamais estando aquém
Em traços compassados.
Vicejar de tal forma
Que nada mais deforma
O caminhante em paz,
E nisto se permite
Além de algum limite
Ser sempre mais audaz.
50950
Amem quem vos comanda. Mas sem lhes dizer.
Antoine de Saint-Exupéry
O amor que silencia
E gera em paz justiça
Impede esta cobiça
Renova uma alegria,
E sem supremacia
O todo de uma liça
Aos poucos já nos viça
E traz a alegoria
Seguir em mesmo passo
Aonde o quanto traço
Presume diferenças,
Mas nisto não se vendo
O fato atroz e horrendo
Que gere desavenças.
O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo.
Antoine de Saint-Exupéry
A força só se vê
Num ato mais audaz
E quando assim se faz
A vida num por que
Ao todo enfim se crê
Gerando além da paz
O passo tão tenaz
Uma alma então se lê.
Ao ver um desafio
Deveras eu desfio
Quem sou; e vejo, enfim
Do quanto possa em vida
Traçar ou não partida
Olhando dentro em mim.
2
A ordem não cria a vida.
Antoine de Saint-Exupéry
A vida se fazendo
A cada instante quando
O todo renovando
Supera algum remendo,
O que pareça horrendo
Aos poucos transformando
Até que do nefando
O raro se tecendo.
Um passo em ordem vária
A luta é necessária
E gera o que virá,
Destarte algum futuro
Desenho claro/escuro
Não vejo desde já.
3
Os homens compram tudo pronto nas lojas... Mas como não há lojas de amigos, os homens não têm amigos.
Antoine de Saint-Exupéry
Uma amizade é feita
A cada novo dia
E nisto se faria
Aonde além da espreita
A sorte ronda e deita
Bem mais que a fantasia,
Gerando em harmonia
A luta onde se estreita.
Passadas tão constantes
E nisto o que garantes
Deveras nos traçando
Momento mais diverso
Imerso em sonho e verso,
Bem mais que mero bando.
4
O progresso do homem não é mais do que uma descoberta gradual de que as suas perguntas não têm significado.
Antoine de Saint-Exupéry
O que seria claro
Ou mesmo até plausível
Deveras sendo incrível
No nada enfim declaro,
Terreno que preparo
Ao ver grande desnível,
O todo mais possível
Expressa o desamparo,
A quanto mais procuro
Um porto tão seguro
A vida é movediça
Destarte ao mergulhar
Neste infindável mar,
A sorte é vã, mortiça.
5
Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior: há sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros atraem-nos como uma vertigem.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto nos atraia
O tanto onde diverso
Caminho do universo
Aos poucos já se esvaia,
E o todo sempre traia
Marcando com disperso
Cenário cada verso
Fugindo desta praia
E quando além provocas
Procuro pelas rocas
E esqueço o manso cais,
Aonde pude em paz,
O tempo mais mordaz
Expressa os temporais.
6
A grandeza da oração reside principalmente no fato de não ter resposta, do que resulta que essa troca não inclui qualquer espécie de comércio.
Antoine de Saint-Exupéry
A verdadeira prece
Não quer qualquer resgate
E nisto se constate
O quanto se oferece,
Não tendo por benesse
A sorte que retrate
Gerando de tal arte
Além do que se tece,
Porém quando se pensa
Na leda recompensa
De que vale oração?
O passo sem valia
Transborda em ironia,
Matando a redenção.
7
Sacrifício não significa nem amputação nem penitência. (...) Ele é uma oferta de nós próprios ao Ser a que recorremos.
Antoine de Saint-Exupéry
O dar-se sem cobrança
Nem mesmo sacrifício
Da perda em precipício
Aonde em vão se lança
A morte da esperança
O corte num ofício
E o tempo noutro início
Enquanto a vida avança.
Oferta da alma pura
No fundo me assegura
De ser também cordeiro,
E o passo que se desse
No encanto em rito e prece
Do amor mais verdadeiro.
8
Os ritos são no tempo o mesmo que o domicílio é no espaço.
Antoine de Saint-Exupéry
Um porto que proteja
Em tantos vendavais
Da vida onde os sinais
Da sorte benfazeja
Aonde se deseja
Ou quero muito mais
Os dias desiguais
A sorte se preveja,
Marcando cada passo
Enquanto em paz eu traço
O tempo nascedouro,
Assim ao me mostrar
E tendo onde ancorar,
Encontro este tesouro.
9
Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.
Antoine de Saint-Exupéry
Caminhos pareados
Permitem muito além
Do que na vida tem
Em atos isolados,
Amar em passos dados
Sem medo e sem desdém
Jamais estando aquém
Em traços compassados.
Vicejar de tal forma
Que nada mais deforma
O caminhante em paz,
E nisto se permite
Além de algum limite
Ser sempre mais audaz.
50950
Amem quem vos comanda. Mas sem lhes dizer.
Antoine de Saint-Exupéry
O amor que silencia
E gera em paz justiça
Impede esta cobiça
Renova uma alegria,
E sem supremacia
O todo de uma liça
Aos poucos já nos viça
E traz a alegoria
Seguir em mesmo passo
Aonde o quanto traço
Presume diferenças,
Mas nisto não se vendo
O fato atroz e horrendo
Que gere desavenças.
50931/40
1
É nos momentos de decisão que o seu destino é traçado.
Anthony Robbins
O fato de existir
E mesmo estar além
Do quanto ainda vem
E traça o que há por vir
Depende deste agir
Sem medo e sem desdém,
Do nada ser refém
Impede o prosseguir.
A cada instante vejo
As sombras de um desejo
Tomando todo espaço,
Depois de certo ocaso,
E mesmo com atraso
O sol virá, sobejo?
2
O encontro da preparação com a oportunidade gera o rebento que chamamos sorte.
Anthony Robbins
Ao preparar a casa
E o tempo se exato,
Assim quando o constato
O todo nos embasa,
E a vida então se abrasa
Gerando um novo fato
Qual fosse algum retrato
Da sorte que me apraza.
Vencer os descaminhos
E crer mesmo em daninhos
Momentos, no futuro,
E quanto mais tenaz
Maior amor se faz
E nisto eu me asseguro.
3
O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.
Antoine de Saint-Exupéry
Amor cumulativo
É retroalimentável
E um solo mais arável
Aonde em paz cultivo
Presume o quanto crivo
Do sonho imaginável
Gerando inesgotável
Cenário mais altivo,
Porém um lenitivo resta
Se a face em leda festa
Apenas momentânea
A vida de tal forma
Deveras se transforma
Numa foto instantânea.
4
Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto se apresente
Ao nosso olhar não diz
Verdade e por um triz
Nos trai frequentemente
Assim se num repente
O todo já não quis
Nem mesmo há cicatriz
Foi feito inutilmente,
Porém o que nos rege
Até mesmo se herege
Tocando o sentimento,
Deveras desigual
Se torna essencial
Em furioso vento.
5
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
Antoine de Saint-Exupéry
Cuidar com mais denodo
Do quanto cativaste,
Embora com desgaste
Aos poucos não é todo,
A vida traz no engodo
Diversa e frágil haste,
Mas quando mal notaste
Andavas pelo lodo.
O mundo este mutante
A cada novo instante
Traduz outra saída,
Porém ao restar preso
Não soltes o teu peso,
É tua a tua vida.
6
O Homem distingui-se dos homens. Nada se diz de essencial acerca da catedral se apenas falarmos das pedras. Nada se diz de essencial a respeito do Homem se procurarmos defini-lo pelas qualidades humanas.
Antoine de Saint-Exupéry
O ser e o parecer
Trazem diversidade
E o quanto nos agrade
E mesmo dá prazer
No fundo esvaecer
Gerando a falsidade
Aonde a claridade
Não deixa mais se ver,
A transparência da alma,
Vontade que me acalma,
O risco de sonhar.
Disperso meu caminho
E aonde em paz alinho,
Ali é meu lugar.
7
Mulher: a mais nua das carnes vivas e aquela cujo brilho é o mais suave.
Antoine de Saint-Exupéry
Beleza feminina
Em formas, mil anseios
Caminhos, devaneios
O todo onde fascina
E gera a cristalina
Imagem, colos, seios,
E quando em raros veios
Descobre a fonte e a mina,
Um brilho sem igual
Num toque sensual
O sal, o sol, o sonho,
E vendo-te desnuda
A sorte inteira muda
E um Éden eu componho.
8
A terra ensina-nos mais acerca de nós próprios do que todos os livros. Porque ela nos resiste.
Antoine de Saint-Exupéry
Nesta imutável terra
O mundo num instante
Moldando o ser constante
Jamais após se encerra,
E o tempo não desterra
Nem traz o que garante
O fim ou doravante
A face onde se emperra,
O rústico cenário
Não sendo temporário
Desenha a eternidade,
Enquanto o conhecer
Aos poucos fenecer
Renova-se ou degrade.
9
Cada um é responsável por todos. Cada um é o único responsável. Cada um é o único responsável por todos.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto somos um
E unindo nossos passos
Vencemos com escassos
O todo, sendo algum,
Porém se sou nenhum
Os dias são devassos
E rotos nossos laços
Um ser ledo e comum.
Ao perceber o quanto
Contigo eu me agiganto
Alio pensamentos
E venço sem temores
Os dias onde fores
E enfrento quaisquer ventos.
50940
Se a vida não tem preço, nós comportamo-nos sempre como se alguma coisa ultrapassasse, em valor, a vida humana... Mas o quê?
Antoine de Saint-Exupéry
Apenas vemos quanto
A vida em plenitude
Trará mais do que pude
Em raro e belo encanto,
Somente em tal quebranto
Que em morte, na atitude
Transforma e desilude
Gerando o ledo espanto
Enquanto poderia
Não ser mera e sombria
Realidade atroz,
Assim ao se entender
O amor a oferecer
Um mundo novo após.
É nos momentos de decisão que o seu destino é traçado.
Anthony Robbins
O fato de existir
E mesmo estar além
Do quanto ainda vem
E traça o que há por vir
Depende deste agir
Sem medo e sem desdém,
Do nada ser refém
Impede o prosseguir.
A cada instante vejo
As sombras de um desejo
Tomando todo espaço,
Depois de certo ocaso,
E mesmo com atraso
O sol virá, sobejo?
2
O encontro da preparação com a oportunidade gera o rebento que chamamos sorte.
Anthony Robbins
Ao preparar a casa
E o tempo se exato,
Assim quando o constato
O todo nos embasa,
E a vida então se abrasa
Gerando um novo fato
Qual fosse algum retrato
Da sorte que me apraza.
Vencer os descaminhos
E crer mesmo em daninhos
Momentos, no futuro,
E quanto mais tenaz
Maior amor se faz
E nisto eu me asseguro.
3
O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.
Antoine de Saint-Exupéry
Amor cumulativo
É retroalimentável
E um solo mais arável
Aonde em paz cultivo
Presume o quanto crivo
Do sonho imaginável
Gerando inesgotável
Cenário mais altivo,
Porém um lenitivo resta
Se a face em leda festa
Apenas momentânea
A vida de tal forma
Deveras se transforma
Numa foto instantânea.
4
Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto se apresente
Ao nosso olhar não diz
Verdade e por um triz
Nos trai frequentemente
Assim se num repente
O todo já não quis
Nem mesmo há cicatriz
Foi feito inutilmente,
Porém o que nos rege
Até mesmo se herege
Tocando o sentimento,
Deveras desigual
Se torna essencial
Em furioso vento.
5
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
Antoine de Saint-Exupéry
Cuidar com mais denodo
Do quanto cativaste,
Embora com desgaste
Aos poucos não é todo,
A vida traz no engodo
Diversa e frágil haste,
Mas quando mal notaste
Andavas pelo lodo.
O mundo este mutante
A cada novo instante
Traduz outra saída,
Porém ao restar preso
Não soltes o teu peso,
É tua a tua vida.
6
O Homem distingui-se dos homens. Nada se diz de essencial acerca da catedral se apenas falarmos das pedras. Nada se diz de essencial a respeito do Homem se procurarmos defini-lo pelas qualidades humanas.
Antoine de Saint-Exupéry
O ser e o parecer
Trazem diversidade
E o quanto nos agrade
E mesmo dá prazer
No fundo esvaecer
Gerando a falsidade
Aonde a claridade
Não deixa mais se ver,
A transparência da alma,
Vontade que me acalma,
O risco de sonhar.
Disperso meu caminho
E aonde em paz alinho,
Ali é meu lugar.
7
Mulher: a mais nua das carnes vivas e aquela cujo brilho é o mais suave.
Antoine de Saint-Exupéry
Beleza feminina
Em formas, mil anseios
Caminhos, devaneios
O todo onde fascina
E gera a cristalina
Imagem, colos, seios,
E quando em raros veios
Descobre a fonte e a mina,
Um brilho sem igual
Num toque sensual
O sal, o sol, o sonho,
E vendo-te desnuda
A sorte inteira muda
E um Éden eu componho.
8
A terra ensina-nos mais acerca de nós próprios do que todos os livros. Porque ela nos resiste.
Antoine de Saint-Exupéry
Nesta imutável terra
O mundo num instante
Moldando o ser constante
Jamais após se encerra,
E o tempo não desterra
Nem traz o que garante
O fim ou doravante
A face onde se emperra,
O rústico cenário
Não sendo temporário
Desenha a eternidade,
Enquanto o conhecer
Aos poucos fenecer
Renova-se ou degrade.
9
Cada um é responsável por todos. Cada um é o único responsável. Cada um é o único responsável por todos.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto somos um
E unindo nossos passos
Vencemos com escassos
O todo, sendo algum,
Porém se sou nenhum
Os dias são devassos
E rotos nossos laços
Um ser ledo e comum.
Ao perceber o quanto
Contigo eu me agiganto
Alio pensamentos
E venço sem temores
Os dias onde fores
E enfrento quaisquer ventos.
50940
Se a vida não tem preço, nós comportamo-nos sempre como se alguma coisa ultrapassasse, em valor, a vida humana... Mas o quê?
Antoine de Saint-Exupéry
Apenas vemos quanto
A vida em plenitude
Trará mais do que pude
Em raro e belo encanto,
Somente em tal quebranto
Que em morte, na atitude
Transforma e desilude
Gerando o ledo espanto
Enquanto poderia
Não ser mera e sombria
Realidade atroz,
Assim ao se entender
O amor a oferecer
Um mundo novo após.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
50921/30
1
Eu acordo toda manhã. Abro os olhos e penso: lá vamos nós de novo.
Andy Warhol
A vida em tal rotina
Traduz o quanto pude
E sei da juventude
Aonde determina
O passo noutra sina
E o medo desilude,
Mas tomo outra atitude
E o passo não termina,
Bebendo cada gota
Da vida mesmo rota
Esqueço o quanto possa,
Vencer a mesma luta
Ainda já reluta
A sorte que foi nossa.
2
Todo dia é um novo dia...
Todo dia É um novo dia. Amanhã não é tão importante, ontem não foi tão importante.
Andy Warhol
O dia após o dia
Já andasse na procura
Do quanto se assegura
E nada mais traria,
Apenas fantasia?
Ou mesmo esta amargura
Pudesse uma loucura
De nada serviria.
Ousando aonde pouso
E sei que sem repouso
Jamais se vê o fim,
E mato em discordância
A vida em discrepância
Traçando o nada enfim.
3
Quando EU me olho no espelho, só sei que não me vejo como os outros me vêem.
Andy Warhol
Espelho modifica
A face mais real
E sei deste quintal
Aonde frutifica
A face atroz ou rica
Mutável e é normal,
O quanto bem ou mal,
Apenas o que fica.
Apresentando assim
O tanto vivo em mim
Ou morto desde quando
O mundo se perdera
E nada mais da cera
Ainda se queimando.
4
Se alguma coisa é decepcionante eu sei que essa coisa não é "nada", porque o "nada" não é decepcionante.
Andy Warhol
O nada na verdade
Traduz o quanto existe
E sendo alegre ou triste
Aponta a realidade,
E quando já se evade
O todo não resiste
E o passo enfim consiste
Na voz que desagrade,
Espero tão somente
Que o vago se apresente
E tome este cenário,
E quando existe um fato,
No fundo o que constato
É sempre temporário.
5
Eu quero morrer de jeans.
Andy Warhol
Não quero o sobretudo
Nem mesmo um paletó
Nasci do mesmo pó
Aonde me transmudo,
E sei do quanto mudo
Pudesse e vindo só
Não quero pena ou dó,
Apenas não me iludo,
Jogado nalgum canto
Do asilo ou deste quarto,
No findo quando parto,
Somente o que garanto
É o nada de onde vim,
E traz ali meu fim.
6
Assim que você para de querer alguma coisa, você consegue aquilo.
Andy Warhol
O quanto desejava
Agora desconheço
E vira um adereço
Aonde a sorte trava
Vontade sendo escrava
Errando este endereço
Traduz novo tropeço
E o fim já se mostrava,
Um passo resoluto
Ainda quando luto
Não traz felicidade
E quando não concebo
O quanto disto bebo
Agora desagrade.
7
As pessoas têm muitos problemas com amor.
Andy Warhol
Amor é solução?
Eu sei ser empecilho
E quando ali eu trilho
Perdendo o meu timão
Os dias mostrarão
Apenas ledo brilho
Meu canto num gatilho
Prepara uma explosão,
Depois volta ao normal
E sendo bem ou mal,
Amor não mais traria
Sequer a luz que quero
E sendo sempre fero
Matando a poesia.
8
Devia haver um curso no primeiro grau de amor.
Andy Warhol
Amor se mostra além
Do quanto a vida traz
E sempre se é capaz
De ser simples refém
Olhando-o com desdém
Do todo mais audaz
Deixando para trás
O quanto não convém,
Aprendo com a queda
E quando se envereda
Pousando noutro sonho
A cada novo engano
Mudando sempre um plano
Aos poucos decomponho.
9
As atrações mais excitantes são entre dois opostos que nunca se encontram.
Andy Warhol
O ser e o mais querer
Diverso do que temos
Traduz diversos demos
E neles o prazer,
Pudesse percorrer
O mundo em tantos remos
E nada mais veremos
Senão o que não ter,
Esqueço meu caminho
E bebo do daninho
E nisto me extasio
Amar e ser feliz
Bem mais do que eu já quis
É enorme desafio.
50930
As pessoas fazem um grande estardalhaço sobre o amor pessoal. Não precisa se uma coisa tão grande. Igual a viver - as pessoas fazem um grande estardalhaço sobre isso também.
Andy Warhol
O amor gera tormenta
Maior do que precisa
A sorte que matiza
Por vezes virulenta
Ao fim já se apresenta
E traz ainda em brisa
A luta que se avisa
Deveras turbulenta,
Cenário mais discreto
Pudesse de concreto
Traçar felicidade,
Mas tanta confusão
No fim por tradução
Apenas tempestade.
Eu acordo toda manhã. Abro os olhos e penso: lá vamos nós de novo.
Andy Warhol
A vida em tal rotina
Traduz o quanto pude
E sei da juventude
Aonde determina
O passo noutra sina
E o medo desilude,
Mas tomo outra atitude
E o passo não termina,
Bebendo cada gota
Da vida mesmo rota
Esqueço o quanto possa,
Vencer a mesma luta
Ainda já reluta
A sorte que foi nossa.
2
Todo dia é um novo dia...
Todo dia É um novo dia. Amanhã não é tão importante, ontem não foi tão importante.
Andy Warhol
O dia após o dia
Já andasse na procura
Do quanto se assegura
E nada mais traria,
Apenas fantasia?
Ou mesmo esta amargura
Pudesse uma loucura
De nada serviria.
Ousando aonde pouso
E sei que sem repouso
Jamais se vê o fim,
E mato em discordância
A vida em discrepância
Traçando o nada enfim.
3
Quando EU me olho no espelho, só sei que não me vejo como os outros me vêem.
Andy Warhol
Espelho modifica
A face mais real
E sei deste quintal
Aonde frutifica
A face atroz ou rica
Mutável e é normal,
O quanto bem ou mal,
Apenas o que fica.
Apresentando assim
O tanto vivo em mim
Ou morto desde quando
O mundo se perdera
E nada mais da cera
Ainda se queimando.
4
Se alguma coisa é decepcionante eu sei que essa coisa não é "nada", porque o "nada" não é decepcionante.
Andy Warhol
O nada na verdade
Traduz o quanto existe
E sendo alegre ou triste
Aponta a realidade,
E quando já se evade
O todo não resiste
E o passo enfim consiste
Na voz que desagrade,
Espero tão somente
Que o vago se apresente
E tome este cenário,
E quando existe um fato,
No fundo o que constato
É sempre temporário.
5
Eu quero morrer de jeans.
Andy Warhol
Não quero o sobretudo
Nem mesmo um paletó
Nasci do mesmo pó
Aonde me transmudo,
E sei do quanto mudo
Pudesse e vindo só
Não quero pena ou dó,
Apenas não me iludo,
Jogado nalgum canto
Do asilo ou deste quarto,
No findo quando parto,
Somente o que garanto
É o nada de onde vim,
E traz ali meu fim.
6
Assim que você para de querer alguma coisa, você consegue aquilo.
Andy Warhol
O quanto desejava
Agora desconheço
E vira um adereço
Aonde a sorte trava
Vontade sendo escrava
Errando este endereço
Traduz novo tropeço
E o fim já se mostrava,
Um passo resoluto
Ainda quando luto
Não traz felicidade
E quando não concebo
O quanto disto bebo
Agora desagrade.
7
As pessoas têm muitos problemas com amor.
Andy Warhol
Amor é solução?
Eu sei ser empecilho
E quando ali eu trilho
Perdendo o meu timão
Os dias mostrarão
Apenas ledo brilho
Meu canto num gatilho
Prepara uma explosão,
Depois volta ao normal
E sendo bem ou mal,
Amor não mais traria
Sequer a luz que quero
E sendo sempre fero
Matando a poesia.
8
Devia haver um curso no primeiro grau de amor.
Andy Warhol
Amor se mostra além
Do quanto a vida traz
E sempre se é capaz
De ser simples refém
Olhando-o com desdém
Do todo mais audaz
Deixando para trás
O quanto não convém,
Aprendo com a queda
E quando se envereda
Pousando noutro sonho
A cada novo engano
Mudando sempre um plano
Aos poucos decomponho.
9
As atrações mais excitantes são entre dois opostos que nunca se encontram.
Andy Warhol
O ser e o mais querer
Diverso do que temos
Traduz diversos demos
E neles o prazer,
Pudesse percorrer
O mundo em tantos remos
E nada mais veremos
Senão o que não ter,
Esqueço meu caminho
E bebo do daninho
E nisto me extasio
Amar e ser feliz
Bem mais do que eu já quis
É enorme desafio.
50930
As pessoas fazem um grande estardalhaço sobre o amor pessoal. Não precisa se uma coisa tão grande. Igual a viver - as pessoas fazem um grande estardalhaço sobre isso também.
Andy Warhol
O amor gera tormenta
Maior do que precisa
A sorte que matiza
Por vezes virulenta
Ao fim já se apresenta
E traz ainda em brisa
A luta que se avisa
Deveras turbulenta,
Cenário mais discreto
Pudesse de concreto
Traçar felicidade,
Mas tanta confusão
No fim por tradução
Apenas tempestade.
50911/20
1
O preço da perfeição é a prática constante.
Andrew Carnegie
A cada novo instante
Aprendo um pouco mais
A vida em desiguais
Caminhos; já garante
O quanto doravante
Pudesse sem jamais
Voltar enquanto esvais
Num ato degradante,
Vencer com persistência
E ter assim ciência
Do quanto conseguira,
Ousando noutro rumo,
O todo aonde aprumo
Expressa a etérea pira.
2
O milionário devia envergonhar-se de morrer rico.
Andrew Carnegie
O fato de se ter
E não fazer justiça
Olhando se cobiça
O rude amanhecer
Depois, apodrecer
Na terra movediça
Na cena mais mortiça
Sem nada a oferecer,
Expressa enquanto ponha
O passo em tal vergonha
E a negação da vida,
Deveras o que possa
Trazer além da fossa
É carne apodrecida.
3
Dois importantes factos, nesta vida, saltam aos olhos; primeiro, que cada um de nós sofre inevitavelmente derrotas temporárias, de formas diferentes, nas ocasiões mais diversas. Segundo, que cada adversidade traz consigo a semente de um benefício equivalente. Ainda não encontrei homem algum bem-sucedido na vida que não houvesse antes sofrido derrotas temporárias. Sempre que um homem supera os reveses, torna-se mental e espiritualmente mais forte... É assim que aprendemos o que devemos à grande lição da adversidade.
Andrew Carnegie
A queda nos ensina
Além, na cordilheira
A imagem verdadeira
Que tanto nos fascina,
Verdade cristalina
Aonde tanto queira
Traduz esta bandeira
E o passo determina,
Emana dentro em nós
Bem mais que a leda luz
O quanto nos conduz
E gera logo após
Momento aonde verso
Ousando outro universo.
4
"À medida que vou amadurecendo, presto menos atenção ao que os homens dizem. Simplesmente vejo o que fazem." -
Andrew Carnegie
O ver bem mais que ouvir
Traduz a realidade,
O quanto já degrade
Matando o que há de vir,
Não possa permitir
Inteira a claridade,
E sem a liberdade
A morte a redimir,
Enganos mais audazes
E neles já desfazes
O quanto ora disseste
O todo noutro prumo
Aonde em vão eu rumo
Desenha um cais agreste.
5
Aqui jaz um homem que soube ter junto a si homens que eram mais inteligentes que ele
Andrew Carnegie
Aonde se procura
Apoio dia a dia
Traduz o que seria
A vida em tal fartura,
A noite diz ternura
E a vida fantasia
Ousando em poesia
Matando esta amargura
Assegurando além
O quanto sempre tem
Uma alma que se dá,
E sabe conceber
Num raro amanhecer
A sorte qual maná.
6
Acho que tenho uma interpretação muito livre de trabalho, porque penso que estar vivo já dá tanto trabalho que não queremos fazer mais nada.
Andy Warhol
A vida por si só
Traduz as variantes
Aonde me adiantes
Bem mais que o simples pó,
O canto noutra face
Pudesse transcender
Ao quanto de um prazer
A vida nos mostrasse,
Ser mais do que se busca
Ou mesmo perto disto,
No fato onde persisto
Gerando a noite brusca
Presume o que afinal
Não dita o bem nem mal.
7
No futuro toda a gente será famosa durante quinze minutos.
Andy Warhol
O mundo em rapidez
Impede a qualidade
E gera a tempestade
Aonde o nada vês,
Assim na insensatez
O quanto se degrade
Deveras tanto agrade
A mera estupidez,
E a fama se aproxima
De quem em novo clima
Traduz a velharia,
E o manto se puindo
Gerando o quanto findo
O nada que se via.
8
A arte suprema é o negócio.
Andy Warhol
Valor é quanto custa?
Medida sem medida
E assim a própria vida
Jamais seria justa
Imagem mais robusta
Transforma o que duvida
E traz desprevenida
O quanto não se ajusta,
Assim a cada passo
O todo que inda faço
Já não tem mais valor
Senão tal monetário
Caminho temporário
Sem luz e sem calor.
9
Um artista é alguém que produz coisas de que as pessoas não têm necessidade, mas que ele - por qualquer razão - pensa que seria uma boa ideia dá-las a elas.
Andy Warhol
A forma com que vês
Aquilo que se faz
Traduz um passo audaz
Da vida sem talvez,
Mutável sensatez
Expressa o mais tenaz
E aonde houvera a paz
A luta então se fez,
Gestando o que se aborta
Ou traz em nova porta
A face deste não,
O prazo o preço e o rumo
Gerando o que consumo
Em tola imprecisão.
50920
“Dizem que o tempo muda as coisas, mas é você quem tem de mudá-las”
Andy Warhol
O mundo não se vê
No quanto poderia
Sequer em harmonia
Ou mesmo num por que,
A vida se repete
Ou muda num instante
Aonde o que garante
Somente não reflete
O todo sem valor
A paz não representa
Imagem mais sedenta
Ou mesmo sem amor,
No cais o caos ecoas
Palavras tolas. Boas?
O preço da perfeição é a prática constante.
Andrew Carnegie
A cada novo instante
Aprendo um pouco mais
A vida em desiguais
Caminhos; já garante
O quanto doravante
Pudesse sem jamais
Voltar enquanto esvais
Num ato degradante,
Vencer com persistência
E ter assim ciência
Do quanto conseguira,
Ousando noutro rumo,
O todo aonde aprumo
Expressa a etérea pira.
2
O milionário devia envergonhar-se de morrer rico.
Andrew Carnegie
O fato de se ter
E não fazer justiça
Olhando se cobiça
O rude amanhecer
Depois, apodrecer
Na terra movediça
Na cena mais mortiça
Sem nada a oferecer,
Expressa enquanto ponha
O passo em tal vergonha
E a negação da vida,
Deveras o que possa
Trazer além da fossa
É carne apodrecida.
3
Dois importantes factos, nesta vida, saltam aos olhos; primeiro, que cada um de nós sofre inevitavelmente derrotas temporárias, de formas diferentes, nas ocasiões mais diversas. Segundo, que cada adversidade traz consigo a semente de um benefício equivalente. Ainda não encontrei homem algum bem-sucedido na vida que não houvesse antes sofrido derrotas temporárias. Sempre que um homem supera os reveses, torna-se mental e espiritualmente mais forte... É assim que aprendemos o que devemos à grande lição da adversidade.
Andrew Carnegie
A queda nos ensina
Além, na cordilheira
A imagem verdadeira
Que tanto nos fascina,
Verdade cristalina
Aonde tanto queira
Traduz esta bandeira
E o passo determina,
Emana dentro em nós
Bem mais que a leda luz
O quanto nos conduz
E gera logo após
Momento aonde verso
Ousando outro universo.
4
"À medida que vou amadurecendo, presto menos atenção ao que os homens dizem. Simplesmente vejo o que fazem." -
Andrew Carnegie
O ver bem mais que ouvir
Traduz a realidade,
O quanto já degrade
Matando o que há de vir,
Não possa permitir
Inteira a claridade,
E sem a liberdade
A morte a redimir,
Enganos mais audazes
E neles já desfazes
O quanto ora disseste
O todo noutro prumo
Aonde em vão eu rumo
Desenha um cais agreste.
5
Aqui jaz um homem que soube ter junto a si homens que eram mais inteligentes que ele
Andrew Carnegie
Aonde se procura
Apoio dia a dia
Traduz o que seria
A vida em tal fartura,
A noite diz ternura
E a vida fantasia
Ousando em poesia
Matando esta amargura
Assegurando além
O quanto sempre tem
Uma alma que se dá,
E sabe conceber
Num raro amanhecer
A sorte qual maná.
6
Acho que tenho uma interpretação muito livre de trabalho, porque penso que estar vivo já dá tanto trabalho que não queremos fazer mais nada.
Andy Warhol
A vida por si só
Traduz as variantes
Aonde me adiantes
Bem mais que o simples pó,
O canto noutra face
Pudesse transcender
Ao quanto de um prazer
A vida nos mostrasse,
Ser mais do que se busca
Ou mesmo perto disto,
No fato onde persisto
Gerando a noite brusca
Presume o que afinal
Não dita o bem nem mal.
7
No futuro toda a gente será famosa durante quinze minutos.
Andy Warhol
O mundo em rapidez
Impede a qualidade
E gera a tempestade
Aonde o nada vês,
Assim na insensatez
O quanto se degrade
Deveras tanto agrade
A mera estupidez,
E a fama se aproxima
De quem em novo clima
Traduz a velharia,
E o manto se puindo
Gerando o quanto findo
O nada que se via.
8
A arte suprema é o negócio.
Andy Warhol
Valor é quanto custa?
Medida sem medida
E assim a própria vida
Jamais seria justa
Imagem mais robusta
Transforma o que duvida
E traz desprevenida
O quanto não se ajusta,
Assim a cada passo
O todo que inda faço
Já não tem mais valor
Senão tal monetário
Caminho temporário
Sem luz e sem calor.
9
Um artista é alguém que produz coisas de que as pessoas não têm necessidade, mas que ele - por qualquer razão - pensa que seria uma boa ideia dá-las a elas.
Andy Warhol
A forma com que vês
Aquilo que se faz
Traduz um passo audaz
Da vida sem talvez,
Mutável sensatez
Expressa o mais tenaz
E aonde houvera a paz
A luta então se fez,
Gestando o que se aborta
Ou traz em nova porta
A face deste não,
O prazo o preço e o rumo
Gerando o que consumo
Em tola imprecisão.
50920
“Dizem que o tempo muda as coisas, mas é você quem tem de mudá-las”
Andy Warhol
O mundo não se vê
No quanto poderia
Sequer em harmonia
Ou mesmo num por que,
A vida se repete
Ou muda num instante
Aonde o que garante
Somente não reflete
O todo sem valor
A paz não representa
Imagem mais sedenta
Ou mesmo sem amor,
No cais o caos ecoas
Palavras tolas. Boas?
50901/10
1
Que a importância esteja no teu olhar, não naquilo que olhas.
André Gide
A forma com que vês
O quanto se apresenta
Traduz a mais sedenta
Vontade em tais porquês
E sei que assim talvez
A vida se apascenta
E mesmo em turbulenta
Essência muda a tez,
Destarte ao ver no olhar
O quanto a se moldar
Percebo muito além
Do tanto quanto pude
Embora às vezes rudes
Saber o que inda vem.
2
Tudo quanto nós próprios descobrimos ou voltamos a descobrir são verdades vivas; a tradição convida-nos a aceitar somente os cadáveres da verdade.
André Gide
A tradição matando
O novo e o pensamento
Aonde sem fomento
O mundo é mais infando,
O tempo transformando
Enquanto o novo eu tento
E sigo mais atento
O manto desnudando
Permite que se veja
A sorte mais sobeja
Em benfazeja luz,
Assim ao renovar
O passo algum lugar
Deveras já reluz.
3
Não gosto dos homens, gosto do que os devora.
André Gide
A face mais atroz
Que possa desenhar
O todo a se mostrar
Desnudo dentro em nós
Gerando em nova voz
A dor onde entranhar
E vejo em tal lugar
Dos sonhos o tanto após.
Em postos variados
Os dias desenhados
Expressam solidão,
E assim ao me sentir
No todo sem porvir
As portas se abrirão.
4
Toda criatura indica Deus, nenhuma o revela"
André Gide
O ser ou não ser Deus
Já não mais caberia
Ao ver tanta harmonia
Em noites, sóis e breus,
A vida dita adeus
E gera a fantasia
E nisto uma agonia
Transcende aos erros meus,
Pudesse de tal forma
Saber o quanto informa
À vida cada passo,
E quanto mais audaz
Certeza já se faz
No mundo que ora traço.
5
A personalidade dos grandes homens faz-se das suas incompreensões.
André Gide
Jamais aceitaria
Somente pela crença
E quando assim se pensa
Gerando o novo dia,
Matando a fantasia
O todo recompensa
E a sorte mais intensa
Explode em harmonia,
Não quero ser apenas
Cordeiro ou leda ovelha
Do todo uma centelha
Não traz as tantas cenas
E quando se adivinha
A dita é mais daninha.
6
O valor de uma coisa só depende da importância que damos a ela.
Andrè Gide
O quanto valeria
Dependo deste olhar
E nele a divagar
Percebo a cada dia
Imagem que faria
O mundo desabar
Ou mesmo se notar
Inútil fantasia.
Escalo as cordilheiras
E nelas tu me inteiras
Dos vales mais mordazes,
Destarte sendo assim,
Início dita o fim,
E a vida trama em fases.
7
A sabedoria não reside na razão; mas no amor
André Gide
Bem mais que o pensamento
Pudesse transformar
O quanto a se tocar
Resume em sentimento
E estando mais atento
Percebo em tal lugar
As ânsias deste mar
E o gozo deste vento,
Não pude e nem pudera
Ousar em primavera
Se a neve vive em mim,
E o tanto quanto inverno
Jamais seria terno
O prazo dita o fim.
8
As coisas mais belas são as que inspiram a loucura e escrevem a razão.
André Gide
O sonho é necessário,
Porém sem a razão
Traduz a negação
E gera o temerário
Dos cantos sou corsário
Os mares que virão
Na velha embarcação
Mudando itinerário,
Presumo após o porto
Ou mesmo quando morto
Apenas cais em dor,
Mas sei do quanto possa
A sorte nunca nossa
Negar tal refletor.
9
Tudo já foi dito uma vez, mas como ninguém escuta é preciso dizer de novo.
André Gide
O quanto se perdendo
Enquanto não se escuta
Traduz a força bruta
Num ato mais horrendo
E aos poucos percebendo
Mesmo se seja astuta
A vida sem batuta
No todo ora é remendo.
Ausente deste passo
O tempo sendo escasso
Já nada mais traduz,
E assim ao me sentir
Sem nada no porvir
Faltara enfim a luz.
50910
A obra de arte é o exagero da idéia. (“The work of art is the exaggeration of the idea.”)
Andre Gide
A idéia se transforma
E gera além do todo
Bem mais do que este engodo
Aonde vejo a forma
Do quanto pude e tento
Singrar em novo passo,
E assim enquanto o faço
Liberto o pensamento,
Vestindo este cenário
Diverso na inconstância
Gerando a cada estância
Um templo temporário,
O tempo desafio
E o tanto quero e crio.
Que a importância esteja no teu olhar, não naquilo que olhas.
André Gide
A forma com que vês
O quanto se apresenta
Traduz a mais sedenta
Vontade em tais porquês
E sei que assim talvez
A vida se apascenta
E mesmo em turbulenta
Essência muda a tez,
Destarte ao ver no olhar
O quanto a se moldar
Percebo muito além
Do tanto quanto pude
Embora às vezes rudes
Saber o que inda vem.
2
Tudo quanto nós próprios descobrimos ou voltamos a descobrir são verdades vivas; a tradição convida-nos a aceitar somente os cadáveres da verdade.
André Gide
A tradição matando
O novo e o pensamento
Aonde sem fomento
O mundo é mais infando,
O tempo transformando
Enquanto o novo eu tento
E sigo mais atento
O manto desnudando
Permite que se veja
A sorte mais sobeja
Em benfazeja luz,
Assim ao renovar
O passo algum lugar
Deveras já reluz.
3
Não gosto dos homens, gosto do que os devora.
André Gide
A face mais atroz
Que possa desenhar
O todo a se mostrar
Desnudo dentro em nós
Gerando em nova voz
A dor onde entranhar
E vejo em tal lugar
Dos sonhos o tanto após.
Em postos variados
Os dias desenhados
Expressam solidão,
E assim ao me sentir
No todo sem porvir
As portas se abrirão.
4
Toda criatura indica Deus, nenhuma o revela"
André Gide
O ser ou não ser Deus
Já não mais caberia
Ao ver tanta harmonia
Em noites, sóis e breus,
A vida dita adeus
E gera a fantasia
E nisto uma agonia
Transcende aos erros meus,
Pudesse de tal forma
Saber o quanto informa
À vida cada passo,
E quanto mais audaz
Certeza já se faz
No mundo que ora traço.
5
A personalidade dos grandes homens faz-se das suas incompreensões.
André Gide
Jamais aceitaria
Somente pela crença
E quando assim se pensa
Gerando o novo dia,
Matando a fantasia
O todo recompensa
E a sorte mais intensa
Explode em harmonia,
Não quero ser apenas
Cordeiro ou leda ovelha
Do todo uma centelha
Não traz as tantas cenas
E quando se adivinha
A dita é mais daninha.
6
O valor de uma coisa só depende da importância que damos a ela.
Andrè Gide
O quanto valeria
Dependo deste olhar
E nele a divagar
Percebo a cada dia
Imagem que faria
O mundo desabar
Ou mesmo se notar
Inútil fantasia.
Escalo as cordilheiras
E nelas tu me inteiras
Dos vales mais mordazes,
Destarte sendo assim,
Início dita o fim,
E a vida trama em fases.
7
A sabedoria não reside na razão; mas no amor
André Gide
Bem mais que o pensamento
Pudesse transformar
O quanto a se tocar
Resume em sentimento
E estando mais atento
Percebo em tal lugar
As ânsias deste mar
E o gozo deste vento,
Não pude e nem pudera
Ousar em primavera
Se a neve vive em mim,
E o tanto quanto inverno
Jamais seria terno
O prazo dita o fim.
8
As coisas mais belas são as que inspiram a loucura e escrevem a razão.
André Gide
O sonho é necessário,
Porém sem a razão
Traduz a negação
E gera o temerário
Dos cantos sou corsário
Os mares que virão
Na velha embarcação
Mudando itinerário,
Presumo após o porto
Ou mesmo quando morto
Apenas cais em dor,
Mas sei do quanto possa
A sorte nunca nossa
Negar tal refletor.
9
Tudo já foi dito uma vez, mas como ninguém escuta é preciso dizer de novo.
André Gide
O quanto se perdendo
Enquanto não se escuta
Traduz a força bruta
Num ato mais horrendo
E aos poucos percebendo
Mesmo se seja astuta
A vida sem batuta
No todo ora é remendo.
Ausente deste passo
O tempo sendo escasso
Já nada mais traduz,
E assim ao me sentir
Sem nada no porvir
Faltara enfim a luz.
50910
A obra de arte é o exagero da idéia. (“The work of art is the exaggeration of the idea.”)
Andre Gide
A idéia se transforma
E gera além do todo
Bem mais do que este engodo
Aonde vejo a forma
Do quanto pude e tento
Singrar em novo passo,
E assim enquanto o faço
Liberto o pensamento,
Vestindo este cenário
Diverso na inconstância
Gerando a cada estância
Um templo temporário,
O tempo desafio
E o tanto quero e crio.
50891/900
1
As coisas apenas valem pela importância que lhes damos.
André Gide
Variantes diversas
As coisas tanto têm
Que quando num desdém
Aquém do todo versas
Depois já desconversas
Aonde novo alguém
Pudesse e não mais vem
Em sendas mais dispersas.
Porém quando se dera
À face mesmo fera
Momento mais sereno,
O tanto em tez atroz
Moldando nossa voz
Esquece algum veneno.
2
Quando já não me indignar, terei começado a envelhecer.
André Gide
Aceitar o que seja
E mesmo se cruel
Tentar noutro papel
A vida mais sobeja
O quanto não poreja
Em mim do amargo fel,
Mudando sempre ao léu
A sorte não dardeja
E mata o quanto pude
Na minha juventude
Ainda ser liberto,
E o passo sem proveito
No quando em vão me deito
Gerasse este deserto.
3
Nada torna um rosto mais impenetrável do que a máscara da bondade.
André Gide
O ser ou parecer
Protege quem te engana
A face soberana
Esconde o rude ser,
O quanto pude ver
E o tanto onde se dana
A luta mais insana
Gerando o desprazer,
Mascara cada passo
E quando assim eu traço
A rústica faceta
Embora verdadeira
De quem se fez primeira
E agora o fim cometa.
4
A experiência ensina mais seguramente que o conselho.
André Gide
O dia a dia ensina
Bem mais que a teoria,
A sorte moldaria
A face cristalina
E nela se domina
Ou não esta alegria
E mesmo uma agonia
Explode em rara mina,
O prazo terminando
O tempo mais infando
E o corte sem sentido,
Já não mais cabe o tanto
Aonde em vão me espanto
E o fim em dor lapido.
5
Quem não sabe ser feliz em nada pode contribuir para a felicidade.
André Gide
Palavra solta ao vento
Não traz qualquer detalhe
Do quanto se retalhe
A vida em sofrimento,
E quando o novo eu tento
Ainda que ora espalhe
O mundo onde se falhe
Sonega o sentimento,
Mergulho no meu ego
E quando ali trafego
Não vejo qualquer cais,
Destarte a vida traça
A sorte mais escassa
Em ermos temporais.
6
Encontrar uma boa fórmula não basta, trata-se de não a abandonar.
André Gide
A persistência dita
O quanto em resultado
Ainda tento e brado
Ousando além desdita,
E a noite mais bonita
A sorte num traçado
Diverso e mais ousado,
A vida necessita,
E o canto em harmonia
O tempo me traria
Além do mero fato,
E nada mais se vendo
Apenas um remendo
Após e em vão constato.
7
Acredito na virtude dos pequenos números, o mundo será salvo por um punhado de homens.
André Gide
Os poucos escolhidos
Em tantos que chamaste
No fundo em tal contraste
Trazendo em seus sentidos
Momentos decididos
E nisto ao ser uma haste
Supera qualquer traste
Sem passos vãos, contidos.
O todo se apresenta
Na face de somente
Quem tanto se pressente
E vence a turbulenta
Vontade que degrade
Matando a liberdade.
8
Só o ateísmo pode pacificar o mundo de hoje.
André Gide
As ânsias de poder
A face mais atroz
De quem tanto feroz
Só pensa no seu ser,
Negando o amanhecer
Matando além a foz
Calando a nossa voz,
Regida pelo TER.
Negando essencialmente
O amor que tanto tente
Traçado por um Deus
Destarte um mundo imundo
Ao ser nauseabundo
Explode em tons ateus.
50899
Nada embriaga como o vinho da infelicidade.
André Gide
O ser feliz ou não
Traduz o quanto espero
De um mundo sempre fero
Em vago turbilhão
Os dias que virão,
Marcando o mais sincero
No todo onde tempero
Negando esta visão,
Expresso em voz macia
O quanto poderia
E nada mais virá,
Felicidade? Um sonho
E quando eu me proponho
Nada mais sobrará.
50900
Sinto em mim a imperiosa obrigação de ser feliz, mas toda felicidade obtida às custas dos outros me parece odiosa
André Gide
O ser feliz somente
Traduz noutro caminho
Aonde em paz me alinho
E o tanto se apresente
Vencendo este potente
Cenário sendo espinho
Apenas eu me aninho
Num canto pertinente,
Felicidade é justa
Enquanto nada custa
Nem gera o dissabor,
Senão apenas traz
A face mais mordaz,
Em pleno desamor.
As coisas apenas valem pela importância que lhes damos.
André Gide
Variantes diversas
As coisas tanto têm
Que quando num desdém
Aquém do todo versas
Depois já desconversas
Aonde novo alguém
Pudesse e não mais vem
Em sendas mais dispersas.
Porém quando se dera
À face mesmo fera
Momento mais sereno,
O tanto em tez atroz
Moldando nossa voz
Esquece algum veneno.
2
Quando já não me indignar, terei começado a envelhecer.
André Gide
Aceitar o que seja
E mesmo se cruel
Tentar noutro papel
A vida mais sobeja
O quanto não poreja
Em mim do amargo fel,
Mudando sempre ao léu
A sorte não dardeja
E mata o quanto pude
Na minha juventude
Ainda ser liberto,
E o passo sem proveito
No quando em vão me deito
Gerasse este deserto.
3
Nada torna um rosto mais impenetrável do que a máscara da bondade.
André Gide
O ser ou parecer
Protege quem te engana
A face soberana
Esconde o rude ser,
O quanto pude ver
E o tanto onde se dana
A luta mais insana
Gerando o desprazer,
Mascara cada passo
E quando assim eu traço
A rústica faceta
Embora verdadeira
De quem se fez primeira
E agora o fim cometa.
4
A experiência ensina mais seguramente que o conselho.
André Gide
O dia a dia ensina
Bem mais que a teoria,
A sorte moldaria
A face cristalina
E nela se domina
Ou não esta alegria
E mesmo uma agonia
Explode em rara mina,
O prazo terminando
O tempo mais infando
E o corte sem sentido,
Já não mais cabe o tanto
Aonde em vão me espanto
E o fim em dor lapido.
5
Quem não sabe ser feliz em nada pode contribuir para a felicidade.
André Gide
Palavra solta ao vento
Não traz qualquer detalhe
Do quanto se retalhe
A vida em sofrimento,
E quando o novo eu tento
Ainda que ora espalhe
O mundo onde se falhe
Sonega o sentimento,
Mergulho no meu ego
E quando ali trafego
Não vejo qualquer cais,
Destarte a vida traça
A sorte mais escassa
Em ermos temporais.
6
Encontrar uma boa fórmula não basta, trata-se de não a abandonar.
André Gide
A persistência dita
O quanto em resultado
Ainda tento e brado
Ousando além desdita,
E a noite mais bonita
A sorte num traçado
Diverso e mais ousado,
A vida necessita,
E o canto em harmonia
O tempo me traria
Além do mero fato,
E nada mais se vendo
Apenas um remendo
Após e em vão constato.
7
Acredito na virtude dos pequenos números, o mundo será salvo por um punhado de homens.
André Gide
Os poucos escolhidos
Em tantos que chamaste
No fundo em tal contraste
Trazendo em seus sentidos
Momentos decididos
E nisto ao ser uma haste
Supera qualquer traste
Sem passos vãos, contidos.
O todo se apresenta
Na face de somente
Quem tanto se pressente
E vence a turbulenta
Vontade que degrade
Matando a liberdade.
8
Só o ateísmo pode pacificar o mundo de hoje.
André Gide
As ânsias de poder
A face mais atroz
De quem tanto feroz
Só pensa no seu ser,
Negando o amanhecer
Matando além a foz
Calando a nossa voz,
Regida pelo TER.
Negando essencialmente
O amor que tanto tente
Traçado por um Deus
Destarte um mundo imundo
Ao ser nauseabundo
Explode em tons ateus.
50899
Nada embriaga como o vinho da infelicidade.
André Gide
O ser feliz ou não
Traduz o quanto espero
De um mundo sempre fero
Em vago turbilhão
Os dias que virão,
Marcando o mais sincero
No todo onde tempero
Negando esta visão,
Expresso em voz macia
O quanto poderia
E nada mais virá,
Felicidade? Um sonho
E quando eu me proponho
Nada mais sobrará.
50900
Sinto em mim a imperiosa obrigação de ser feliz, mas toda felicidade obtida às custas dos outros me parece odiosa
André Gide
O ser feliz somente
Traduz noutro caminho
Aonde em paz me alinho
E o tanto se apresente
Vencendo este potente
Cenário sendo espinho
Apenas eu me aninho
Num canto pertinente,
Felicidade é justa
Enquanto nada custa
Nem gera o dissabor,
Senão apenas traz
A face mais mordaz,
Em pleno desamor.
50881/90
81
Invejar a felicidade alheia é loucura: não nos saberíamos servir dela. A felicidade não se quer de confecção, mas sob medida.
André Gide
Felicidade é feita
De vária forma e tez
E quantas vezes vês
A sorte onde deita
Deveras sendo aceita
Por tola insensatez
E nisto a estupidez
Decerto se deleita,
A face mais sombria
Num outro poderia
Traçar raro apogeu,
Caminho variado
Desenho; aonde invado
O mundo todo meu.
2
A maior necessidade deste mundo é de confiança e amor.
André Gide
O ter onde confio
Num ato em pleno amor
Traria o redentor
Caminho em desafio,
E quando sigo o fio
E vejo além da dor
O canto promissor
Jamais torpe e sombrio,
Escuto a própria voz
De quem se fez feroz
E agora me apascenta,
Amar e ter certeza
Do quanto sobre a mesa
A vida em paz alenta.
3
O eu é odioso, dizeis. Não o meu.
André Gide
O quanto fosse meu
Diverso do que um dia
O tempo mostraria
Ou mesmo se perdeu,
Ousando no apogeu
Tanto mergulharia
Na sorte mais vazia
Ou neste espúrio breu,
Resumos de outras eras
E nada mais esperas
Senão cada momento
E vendo a face escusa
Da dita que entrecruza
Gerando alheamento.
4
A arte é a recaída de um fervor.
André Gide
Além do quanto pude
A fúria do querer
Domina todo o ser
E doma a juventude,
E mesmo o que me ilude
Num claro amanhecer
Gestasse este poder
Em paz, nobre atitude,
E venço os meus temores
Seguindo aonde fores
Sem medo do que eu veja
A sorte de tal forma
Por vezes se deforma
E traça malfazeja.
5
Quando um filósofo completa uma resposta, já ninguém se lembra qual foi a pergunta.
André Gide
O tempo desolando
O todo em novo rumo,
Deveras quando aprumo
O nada diz do quando
Pudera em contrabando
Ousar em novo sumo
O tanto que consumo
Aos poucos me tomando,
Depois o que se vê
Já não traduz por que
O quanto imaginara,
Das mutações diversas
Ainda quando versas
Esqueces a seara.
6
Para bem julgarmos é preciso afastarmo-nos daquilo que julgamos, depois de havermos estimado. Isto é verdade quanto aos países, aos seres e nós próprios.
André Gide
O julgamento feito
Nas ânsias de uma estima
Mudando logo o clima
Jamais será perfeito
E quando assim aceito
O todo não redima
A sorte se sublima
E gera um falso pleito,
Não posso me envolver
No quanto irei beber
Envolto na injustiça
Assim as variantes
Perdendo por instantes
A flor em vão se viça.
7
Só nas horas de ócio se fazem coisas excelentes.
André Gide
A precisão do passo
Causando algum anseio
Impede o devaneio
E muda qualquer traço
Aonde o novo faço
Depois do que ora veio,
Mudando sem receio
O tanto em novo espaço,
Assim sem a pressão
Eu vejo a solução
Que mesmo não se via,
Ousando em calmaria
Os dias que virão
Além da fantasia.
8
Passamos três quartos da vida a preparar a felicidade. Mas quantos gozam o último quarto?.
André Gide
A vida nos ensina
A cada nova fase
O quanto que se embase
A noite onde fascina,
A face cristalina
Porquanto não se atrase
E gera o que defase
Na sorte mais canina,
Depois em pleno inverno
Aonde eu poderia
Viver em harmonia,
O tempo enquanto interno
O medo e a insegurança
Somente o nada alcança.
9
É em nome da fé que se mata.
André Gide
A morte ensandecida
Ao se justificar
Na força de um amar
Ousando em prol da vida,
No quanto se decida
A pátria, algum lugar
A fé a desenhar
A sorte ora perdida,
Vagando sem partilha
A luta onde se pilha
A frágil criatura
Em nome de algum deus
Matando assim os seus
Deseja uma alma pura.
50890
É próprio do amor (...) ser obrigado a aumentar, sob pena de enfraquecer.
André Gide
O amor que fortalece
E gera após a queda
Caminho onde envereda
Traçando a rara messe,
No quanto se obedece
E o passo já não veda,
Pagar noutra moeda
O sonho que entorpece,
Vasculho cada ponto
E quanto mais apronto
Presumo ao fim do dia,
Imensa maravilha
E nisto se polvilha
Sem tréguas fantasia.
Invejar a felicidade alheia é loucura: não nos saberíamos servir dela. A felicidade não se quer de confecção, mas sob medida.
André Gide
Felicidade é feita
De vária forma e tez
E quantas vezes vês
A sorte onde deita
Deveras sendo aceita
Por tola insensatez
E nisto a estupidez
Decerto se deleita,
A face mais sombria
Num outro poderia
Traçar raro apogeu,
Caminho variado
Desenho; aonde invado
O mundo todo meu.
2
A maior necessidade deste mundo é de confiança e amor.
André Gide
O ter onde confio
Num ato em pleno amor
Traria o redentor
Caminho em desafio,
E quando sigo o fio
E vejo além da dor
O canto promissor
Jamais torpe e sombrio,
Escuto a própria voz
De quem se fez feroz
E agora me apascenta,
Amar e ter certeza
Do quanto sobre a mesa
A vida em paz alenta.
3
O eu é odioso, dizeis. Não o meu.
André Gide
O quanto fosse meu
Diverso do que um dia
O tempo mostraria
Ou mesmo se perdeu,
Ousando no apogeu
Tanto mergulharia
Na sorte mais vazia
Ou neste espúrio breu,
Resumos de outras eras
E nada mais esperas
Senão cada momento
E vendo a face escusa
Da dita que entrecruza
Gerando alheamento.
4
A arte é a recaída de um fervor.
André Gide
Além do quanto pude
A fúria do querer
Domina todo o ser
E doma a juventude,
E mesmo o que me ilude
Num claro amanhecer
Gestasse este poder
Em paz, nobre atitude,
E venço os meus temores
Seguindo aonde fores
Sem medo do que eu veja
A sorte de tal forma
Por vezes se deforma
E traça malfazeja.
5
Quando um filósofo completa uma resposta, já ninguém se lembra qual foi a pergunta.
André Gide
O tempo desolando
O todo em novo rumo,
Deveras quando aprumo
O nada diz do quando
Pudera em contrabando
Ousar em novo sumo
O tanto que consumo
Aos poucos me tomando,
Depois o que se vê
Já não traduz por que
O quanto imaginara,
Das mutações diversas
Ainda quando versas
Esqueces a seara.
6
Para bem julgarmos é preciso afastarmo-nos daquilo que julgamos, depois de havermos estimado. Isto é verdade quanto aos países, aos seres e nós próprios.
André Gide
O julgamento feito
Nas ânsias de uma estima
Mudando logo o clima
Jamais será perfeito
E quando assim aceito
O todo não redima
A sorte se sublima
E gera um falso pleito,
Não posso me envolver
No quanto irei beber
Envolto na injustiça
Assim as variantes
Perdendo por instantes
A flor em vão se viça.
7
Só nas horas de ócio se fazem coisas excelentes.
André Gide
A precisão do passo
Causando algum anseio
Impede o devaneio
E muda qualquer traço
Aonde o novo faço
Depois do que ora veio,
Mudando sem receio
O tanto em novo espaço,
Assim sem a pressão
Eu vejo a solução
Que mesmo não se via,
Ousando em calmaria
Os dias que virão
Além da fantasia.
8
Passamos três quartos da vida a preparar a felicidade. Mas quantos gozam o último quarto?.
André Gide
A vida nos ensina
A cada nova fase
O quanto que se embase
A noite onde fascina,
A face cristalina
Porquanto não se atrase
E gera o que defase
Na sorte mais canina,
Depois em pleno inverno
Aonde eu poderia
Viver em harmonia,
O tempo enquanto interno
O medo e a insegurança
Somente o nada alcança.
9
É em nome da fé que se mata.
André Gide
A morte ensandecida
Ao se justificar
Na força de um amar
Ousando em prol da vida,
No quanto se decida
A pátria, algum lugar
A fé a desenhar
A sorte ora perdida,
Vagando sem partilha
A luta onde se pilha
A frágil criatura
Em nome de algum deus
Matando assim os seus
Deseja uma alma pura.
50890
É próprio do amor (...) ser obrigado a aumentar, sob pena de enfraquecer.
André Gide
O amor que fortalece
E gera após a queda
Caminho onde envereda
Traçando a rara messe,
No quanto se obedece
E o passo já não veda,
Pagar noutra moeda
O sonho que entorpece,
Vasculho cada ponto
E quanto mais apronto
Presumo ao fim do dia,
Imensa maravilha
E nisto se polvilha
Sem tréguas fantasia.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
50871/80
50871
O mal nunca está no amor.
André Gide
Amor que glorifica
E gera novo passo
Aonde o quanto traço
Imagem bem mais rica,
Ainda multiplica
O quanto fora escasso
E neste raro espaço
A sorte não se explica,
O corte se transforma
E toda a velha forma
No fundo não traduz
A luta onde pudera
Vencer em nova esfera
Distando desta cruz.
50872
As ações mais decisivas das nossas vidas são muitas vezes ações inconsideradas.
André Gide
As tantas direções
Por onde eu poderia
Ousar em novo dia
Diverso do que expões
Marcantes decisões
Não mesmo se veria
Após leda agonia
E nisto tais ações,
Os ermos do caminho
O passo mais daninho
A sorte discordante,
E nisto se presume
O sonho em tal ardume
E o canto a cada instante.
50873
É preciso ter espirito para falar bem; para ouvir bem basta a inteligência.
André Gide
Ouvir traduz bem mais
Do que capacidade
E gera onde se agrade
Momentos divinais
E sei dos magistrais
Caminhos, realidade
Aonde a liberdade
Expressa os seus sinais,
E nisto ser além
Do quanto a vida tem
E nada mais prossegue
O quanto pude ver
E sei do meu prazer
Além de onde navegue.
4
A melancolia não passa de um entusiasmo que arrefece.
André Gide
Após a tempestade
A imensa calmaria
Tanta melancolia
Deveras nos invade,
E a sorte que se evade
Já nada mais traria
Somente esta sombria
E turva realidade,
Marcando cada passo
Aonde tento e traço
A nova dimensão,
Os dias são diversos
E vago em universos
Na ingrata imprevisão.
5
Não se pode, ao mesmo tempo, ser sincero e parecê-lo.
André Gide
Sinceridade dita
Real momento aonde
O quanto não se esconde
Presume a mais bendita
Da forma em que acredita
A luta corresponde
Ao quanto sei e sonde
Meu mundo enquanto agita,
Agindo com consonância
A vida nesta estância
Estanca uma sangria,
E quando tenho e quero
O fato mais sincero
Encontro a poesia.
6
Não se descobrem novas terras sem se largar da vista a costa durante muito tempo.
André Gide
O novo se apresenta
Apenas num instante
E quando se garante
Além desta tormenta
A vida turbulenta
A morte se adiante
E mostre doravante
A face mais sangrenta,
O passo onde me afasto
Enquanto se é nefasto
Ou mesmo sedutor,
Jamais algo traria
Sequer a fantasia
Muito menos o amor.
7
O apetite de saber nasce da dúvida. Deixa de acreditar e instrui-te!
André Gide
Apenas aprendemos
O quanto duvidamos
E destes tantos ramos
São feitos nossos remos,
Alimentamos Demos
E nisto nos moldamos
Sem servos, donos, amos
Jamais nos perderemos,
A nova aprendizagem
Traduz uma miragem
E nela se acredita
E sendo sempre assim,
Início diz do fim
E o passo nos excita.
8
Tantas pessoas que escrevem e tão poucas que lêem!
André Gide
Palavra solta ao vento
Momento desigual
E nisto o ser fatal
Traduz o alheamento,
Liberto o pensamento
E busco noutra nau
Um passo capital,
Mas nada mais alento,
Expresso em verso e prosa
A sorte caprichosa
E nada me responde
O quanto poderia
Ainda em fantasia
Perdendo há tanto o bonde.
9
Um bom mestre tem sempre esta preocupação: ensinar o aluno a desenvencilhar-se sozinho.
André Gide
Ensinar a pensar
É tudo o que se quer
E nisto um dom sequer
Pudesse desdenhar
A luz deste luar
O olhar de uma mulher
Se a solidão vier
Sabendo navegar
Jamais me perderia
E sei que a fantasia
Deveras me sustenta
Vencendo com saber
O quanto possa ver
Em face mais sangrenta.
50880
As coisas mais belas são as que a loucura sopra e que a razão escreve.
André Gide
Traduzir a loucura
Produz rara beleza
E sei desta certeza
Aonde se assegura
A vida que procura
E traz a lua já presa
No quanto em correnteza
A sorte se emoldura.
Vagando muito além
E sei do que inda tem
O passo mais audaz,
Assim já sem segredo
Ao todo me concedo
E busco o que se traz.
O mal nunca está no amor.
André Gide
Amor que glorifica
E gera novo passo
Aonde o quanto traço
Imagem bem mais rica,
Ainda multiplica
O quanto fora escasso
E neste raro espaço
A sorte não se explica,
O corte se transforma
E toda a velha forma
No fundo não traduz
A luta onde pudera
Vencer em nova esfera
Distando desta cruz.
50872
As ações mais decisivas das nossas vidas são muitas vezes ações inconsideradas.
André Gide
As tantas direções
Por onde eu poderia
Ousar em novo dia
Diverso do que expões
Marcantes decisões
Não mesmo se veria
Após leda agonia
E nisto tais ações,
Os ermos do caminho
O passo mais daninho
A sorte discordante,
E nisto se presume
O sonho em tal ardume
E o canto a cada instante.
50873
É preciso ter espirito para falar bem; para ouvir bem basta a inteligência.
André Gide
Ouvir traduz bem mais
Do que capacidade
E gera onde se agrade
Momentos divinais
E sei dos magistrais
Caminhos, realidade
Aonde a liberdade
Expressa os seus sinais,
E nisto ser além
Do quanto a vida tem
E nada mais prossegue
O quanto pude ver
E sei do meu prazer
Além de onde navegue.
4
A melancolia não passa de um entusiasmo que arrefece.
André Gide
Após a tempestade
A imensa calmaria
Tanta melancolia
Deveras nos invade,
E a sorte que se evade
Já nada mais traria
Somente esta sombria
E turva realidade,
Marcando cada passo
Aonde tento e traço
A nova dimensão,
Os dias são diversos
E vago em universos
Na ingrata imprevisão.
5
Não se pode, ao mesmo tempo, ser sincero e parecê-lo.
André Gide
Sinceridade dita
Real momento aonde
O quanto não se esconde
Presume a mais bendita
Da forma em que acredita
A luta corresponde
Ao quanto sei e sonde
Meu mundo enquanto agita,
Agindo com consonância
A vida nesta estância
Estanca uma sangria,
E quando tenho e quero
O fato mais sincero
Encontro a poesia.
6
Não se descobrem novas terras sem se largar da vista a costa durante muito tempo.
André Gide
O novo se apresenta
Apenas num instante
E quando se garante
Além desta tormenta
A vida turbulenta
A morte se adiante
E mostre doravante
A face mais sangrenta,
O passo onde me afasto
Enquanto se é nefasto
Ou mesmo sedutor,
Jamais algo traria
Sequer a fantasia
Muito menos o amor.
7
O apetite de saber nasce da dúvida. Deixa de acreditar e instrui-te!
André Gide
Apenas aprendemos
O quanto duvidamos
E destes tantos ramos
São feitos nossos remos,
Alimentamos Demos
E nisto nos moldamos
Sem servos, donos, amos
Jamais nos perderemos,
A nova aprendizagem
Traduz uma miragem
E nela se acredita
E sendo sempre assim,
Início diz do fim
E o passo nos excita.
8
Tantas pessoas que escrevem e tão poucas que lêem!
André Gide
Palavra solta ao vento
Momento desigual
E nisto o ser fatal
Traduz o alheamento,
Liberto o pensamento
E busco noutra nau
Um passo capital,
Mas nada mais alento,
Expresso em verso e prosa
A sorte caprichosa
E nada me responde
O quanto poderia
Ainda em fantasia
Perdendo há tanto o bonde.
9
Um bom mestre tem sempre esta preocupação: ensinar o aluno a desenvencilhar-se sozinho.
André Gide
Ensinar a pensar
É tudo o que se quer
E nisto um dom sequer
Pudesse desdenhar
A luz deste luar
O olhar de uma mulher
Se a solidão vier
Sabendo navegar
Jamais me perderia
E sei que a fantasia
Deveras me sustenta
Vencendo com saber
O quanto possa ver
Em face mais sangrenta.
50880
As coisas mais belas são as que a loucura sopra e que a razão escreve.
André Gide
Traduzir a loucura
Produz rara beleza
E sei desta certeza
Aonde se assegura
A vida que procura
E traz a lua já presa
No quanto em correnteza
A sorte se emoldura.
Vagando muito além
E sei do que inda tem
O passo mais audaz,
Assim já sem segredo
Ao todo me concedo
E busco o que se traz.
50861/70
50861
O homem sensato é aquele que se surpreende com tudo.
André Gide
A vida tem a face
Que tanto ora transcende
E nisto não depende
Do quanto se mostrasse
E gera enquanto trace
A paz que ora surpreende
No fato aonde rende
Bem mais que algum impasse,
Destarte prosseguindo
Aonde fora infindo
Momento desigual,
O quanto em sensatez
Dizendo o que não fez
Tramando o bem e o mal.
50862
Todas as obras de arte são de acesso bastante difícil. Se um leitor as julga fáceis é porque não soube penetrar no coração da obra.
André Gide
O que se vê deveras
Nem sempre é o que traduz
Dicotomia em luz
Produz novas esferas
E assim tanto temperas
O quanto reproduz
E quanta vez eu pus
Meu passo em vãs quimeras,
Ousando ser diverso
A cada novo verso
Sentidos diferentes
E nestas mil facetas
Apenas me arremetas
E nisto além já tentes.
50863
Há aquilo que se sabe e há aquilo que se ignora. Entre uma coisa e outra está aquilo que se supõe.
André Gide
O quanto se supõe
No fundo não traduz
Sequer escuro ou luz
E nisto se compõe
O passo onde se põe
E quando se faz jus
Ao todo que produz
E assim tudo se expõe,
Marcando com diverso
Caminho quando verso
Mudando a cada instante
O quanto pude e trago
Além do mero afago
O novo se adiante.
50864
Não te convenças de que a tua verdade possa ser encontrada por qualquer outro.
André Gide
Verdade, a variante
Da qual já não concebes
As diferentes sebes
Que tento a cada instante,
Mudando o que garante
E nisto não percebes
O quanto ora recebes
Ou mesmo se agigante,
A mesma face é vista
Deveras por artista
Que faz desta visão
Diversa maravilha
E quando além já trilha
As tramas mudarão.
50865
Se um jovem escritor conseguisse abster-se de escrever, não deveria hesitar em o fazer.
André Gide
O novo traz o engano
E gera após o quanto
Apenas desencanto
E nisto enfim me dano,
E quando novo plano
Pudesse onde garanto
Marcar em raro canto
O rumo soberano
Aí conseguiria
Ousar na fantasia
E ter com mais firmeza
Meus pés por sobre o solo
Aonde agora assolo
E inverto a correnteza.
50866
Os bons trabalhadores têm sempre a ideia de que ainda poderiam trabalhar mais.
André Gide
Além do que já fiz
Pudesse muito mais
Em atos desiguais
O ser/não ser feliz,
E a cada cicatriz
Provando dos venais
Caminhos onde esvais
Vagando por um triz,
Resplandecendo em mim
Apenas o que vim
Trazer em tom suave,
Ainda quando vejo
A sorte em tal desejo
O nada mais me entrave.
50867
Chamo jornalismo a tudo o que será menos interessante amanhã do que hoje.
André Gide
O mundo se transforma
E nada modifica
Imagem bem mais rica
Outrora noutra forma
Agora se deforma
E quando se edifica
O nada purifica
E gera espúria norma,
O velho diz do agora
E o quanto enfim aflora
Traduz o que já fora,
E nisto a minha sorte
Aonde não comporte
Decerto é sonhadora.
50868
Como não falaria eu com dificuldade? Tenho coisas novas a dizer.
André Gide
O novo dita o quanto
A cada instante eu possa
Trazer além da nossa
As sortes, desencanto,
E assim nada garanto
Embora se me apossa
Do rumo além da troça
Vibrando em ledo espanto,
No fim eu mergulhasse
E tanto nesta face
Diversa da que vira,
Pudesse desenhar
O quanto irei tocar
Mudando sempre a mira.
50869
Em geral, consideram-se sinceros todos os rapazes com convicções e incapazes de criticar.
André Gide
Sinceridade aonde
O mundo não se muda?
Ousando sem ajuda
O nada que responde
Enquanto corresponde
Ao todo e não acuda
Quem segue esta alma muda
Apenas lá se esconde,
O discordar permite
Ultrapassar limite
E renovar uma alma,
Assim o quanto pude
Além da juventude
Vencer o que me acalma.
50870
Não há problemas; apenas há soluções. O espírito de homem, depois, inventa o problema.
André Gide
Problema se renova
Povoa o quanto dita
A sorte se exercita
Na lua quando nova,
E sendo o que se aprova
À parte tal desdita
Quisera mais bendita
O quanto se comprova,
Depois renasce em nós
O rio noutra foz
E nisto se presume
A imensa cordilheira
Bem mais do que se queira
Gerando um novo cume.
O homem sensato é aquele que se surpreende com tudo.
André Gide
A vida tem a face
Que tanto ora transcende
E nisto não depende
Do quanto se mostrasse
E gera enquanto trace
A paz que ora surpreende
No fato aonde rende
Bem mais que algum impasse,
Destarte prosseguindo
Aonde fora infindo
Momento desigual,
O quanto em sensatez
Dizendo o que não fez
Tramando o bem e o mal.
50862
Todas as obras de arte são de acesso bastante difícil. Se um leitor as julga fáceis é porque não soube penetrar no coração da obra.
André Gide
O que se vê deveras
Nem sempre é o que traduz
Dicotomia em luz
Produz novas esferas
E assim tanto temperas
O quanto reproduz
E quanta vez eu pus
Meu passo em vãs quimeras,
Ousando ser diverso
A cada novo verso
Sentidos diferentes
E nestas mil facetas
Apenas me arremetas
E nisto além já tentes.
50863
Há aquilo que se sabe e há aquilo que se ignora. Entre uma coisa e outra está aquilo que se supõe.
André Gide
O quanto se supõe
No fundo não traduz
Sequer escuro ou luz
E nisto se compõe
O passo onde se põe
E quando se faz jus
Ao todo que produz
E assim tudo se expõe,
Marcando com diverso
Caminho quando verso
Mudando a cada instante
O quanto pude e trago
Além do mero afago
O novo se adiante.
50864
Não te convenças de que a tua verdade possa ser encontrada por qualquer outro.
André Gide
Verdade, a variante
Da qual já não concebes
As diferentes sebes
Que tento a cada instante,
Mudando o que garante
E nisto não percebes
O quanto ora recebes
Ou mesmo se agigante,
A mesma face é vista
Deveras por artista
Que faz desta visão
Diversa maravilha
E quando além já trilha
As tramas mudarão.
50865
Se um jovem escritor conseguisse abster-se de escrever, não deveria hesitar em o fazer.
André Gide
O novo traz o engano
E gera após o quanto
Apenas desencanto
E nisto enfim me dano,
E quando novo plano
Pudesse onde garanto
Marcar em raro canto
O rumo soberano
Aí conseguiria
Ousar na fantasia
E ter com mais firmeza
Meus pés por sobre o solo
Aonde agora assolo
E inverto a correnteza.
50866
Os bons trabalhadores têm sempre a ideia de que ainda poderiam trabalhar mais.
André Gide
Além do que já fiz
Pudesse muito mais
Em atos desiguais
O ser/não ser feliz,
E a cada cicatriz
Provando dos venais
Caminhos onde esvais
Vagando por um triz,
Resplandecendo em mim
Apenas o que vim
Trazer em tom suave,
Ainda quando vejo
A sorte em tal desejo
O nada mais me entrave.
50867
Chamo jornalismo a tudo o que será menos interessante amanhã do que hoje.
André Gide
O mundo se transforma
E nada modifica
Imagem bem mais rica
Outrora noutra forma
Agora se deforma
E quando se edifica
O nada purifica
E gera espúria norma,
O velho diz do agora
E o quanto enfim aflora
Traduz o que já fora,
E nisto a minha sorte
Aonde não comporte
Decerto é sonhadora.
50868
Como não falaria eu com dificuldade? Tenho coisas novas a dizer.
André Gide
O novo dita o quanto
A cada instante eu possa
Trazer além da nossa
As sortes, desencanto,
E assim nada garanto
Embora se me apossa
Do rumo além da troça
Vibrando em ledo espanto,
No fim eu mergulhasse
E tanto nesta face
Diversa da que vira,
Pudesse desenhar
O quanto irei tocar
Mudando sempre a mira.
50869
Em geral, consideram-se sinceros todos os rapazes com convicções e incapazes de criticar.
André Gide
Sinceridade aonde
O mundo não se muda?
Ousando sem ajuda
O nada que responde
Enquanto corresponde
Ao todo e não acuda
Quem segue esta alma muda
Apenas lá se esconde,
O discordar permite
Ultrapassar limite
E renovar uma alma,
Assim o quanto pude
Além da juventude
Vencer o que me acalma.
50870
Não há problemas; apenas há soluções. O espírito de homem, depois, inventa o problema.
André Gide
Problema se renova
Povoa o quanto dita
A sorte se exercita
Na lua quando nova,
E sendo o que se aprova
À parte tal desdita
Quisera mais bendita
O quanto se comprova,
Depois renasce em nós
O rio noutra foz
E nisto se presume
A imensa cordilheira
Bem mais do que se queira
Gerando um novo cume.
50851/60
50851
Sinto-me em casa em qualquer sitio; e é sempre o desejo que me manda embora.
André Gide
Jamais sossegaria
Um coração em fúria
E sei de cada incúria
Aonde em agonia
A sorte dia a dia
Já traz viva penúria
E quando esta lamúria
Festeja em fantasia,
Situo meu caminho
Enquanto eu me avizinho
Do quanto pude ou não
Destarte o ledo traço
Dizendo deste escasso
Cenário em turbilhão.
52
Já escrevi e estou sempre disposto a voltar a escrever o seguinte, que se me afigura de uma evidente verdade: «É com os bons sentimentos que se faz a má literatura». Nunca disse, nem pensei, que só se fazia boa literatura com maus sentimentos.
André Gide
A dor gera a beleza
E amor noutra faceta
Aonde se cometa
Maior que esta incerteza
As cartas sobre a mesa
A vida qual cometa
No todo se arremeta
E traz sempre a surpresa,
No quanto pude ou não
Vibrar e desde então
A vida se renega,
O prazo determina
O sonho em leda sina
A luz é sempre cega.
53
Como é que se vê que o fruto está maduro? Quando ele cai do ramo.
André Gide
Maturidade dita
O fim da vida em nós
E o manto mais atroz
Na face tão maldita
Gerando esta desdita
Rondando a velha foz
Marcando em leda voz
O quanto se acredita,
Presumo o fim de tudo
E nada mais iludo
Num passo convergente,
Embora tente ao menos
Vencer velhos venenos
A morte se apresente.
54
Aquilo a que chamo fadiga é a velhice, de que a morte constitui o único repouso.
André Gide
Após farta batalha
O fim se aproximando
Tornando bem mais brando
Cenário onde se espalha
No fio da navalha
A luta em solo infando
O mundo desenhando
O passo a cada falha,
Expresso no final
O ledo ritual
Na renovável luz,
E o quanto ainda resta
Embora em leda fresta
O nada reproduz.
55
Cada desejo enriqueceu-me mais do que a posse sempre falsa do objecto do meu desejo.
André Gide
Imagem mais distante
E tanto desejada
Traduz bem mais que o nada
E o quanto não garante
Assim e doravante
A luta onde se brada
O todo em vão evada
Matando o diamante,
Não pude e nem tentara
Vicejar tal seara
Diversa da que eu possa,
Após a queda eu tenho
Certeza do desenho
Amargo desta troça.
56
As adolescências muito castas fazem as velhices dissolutas.
André Gide
O dia se anuncia
Em vária face quando
Aos poucos desenhando
A cena em agonia
A vaga alegoria
O mundo em contrabando
O tempo se formando
Aonde não viria
E neste caos total
A luta é desigual
E gera outro tormento,
Assim poeira toma
A vida em leda soma
Enquanto em vão me assento.
57
Se não fizeres isto, quem o fará? Se não o fazes logo, quando será?.
André Gide
Quem sabe faz agora
Não deixa que o sublime
Caminho não se estime
E o tempo se demora,
O corte que apavora
O templo onde redime
O mundo me aproxime
Do quanto a sorte ancora,
Vencer cada momento
O medo de seguir
Trazendo o que há por vir
E nisto sempre atento
Vestindo desde já
O todo que virá.
58
O mundo só poderá ser salvo, caso o possa ser, pelos insubmissos.
André Gide
Quem cala e não diz nada
Lavando as suas mãos
Deveras nega os grãos
A terra desolada,
O sonho onde se evada
As horas noutros chãos,
Traçando velhos vãos
Matando cada estrada,
O passo mais audaz
Loucura sempre traz
E gera novo enredo,
Assim ao me entregar
Sem medo e sem vagar
Ao todo eu me concedo.
59
A maior infelicidade dos que são bafejados pela felicidade, é não saberem dizer: basta!
André Gide
Felicidade um dia
Termina e quando vem
A vida com desdém
Matando a fantasia
Gerando a mais sombria
Noção da qual não tem
Sequer o que convém
E mesmo merecia,
Ao fim de certo tempo
Apenas contratempo
Vislumbro no horizonte,
O gozo diz da dor
E nisto o redentor
Caminho desaponte.
50860
O que há de mais precioso de nós mesmos é o que fica por dizer.
André Gide
O quanto poderia
E não consigo agora
Deveras me devora
E marca em agonia
A sorte sem valia
O corte que apavora
O tempo sem ter hora
A vida em tal sangria,
Faltando o que pudera
Apascentar a fera
Traçando em plena paz
O quanto inda terei,
Ou morta a velha grei
Decerto, um incapaz.
Sinto-me em casa em qualquer sitio; e é sempre o desejo que me manda embora.
André Gide
Jamais sossegaria
Um coração em fúria
E sei de cada incúria
Aonde em agonia
A sorte dia a dia
Já traz viva penúria
E quando esta lamúria
Festeja em fantasia,
Situo meu caminho
Enquanto eu me avizinho
Do quanto pude ou não
Destarte o ledo traço
Dizendo deste escasso
Cenário em turbilhão.
52
Já escrevi e estou sempre disposto a voltar a escrever o seguinte, que se me afigura de uma evidente verdade: «É com os bons sentimentos que se faz a má literatura». Nunca disse, nem pensei, que só se fazia boa literatura com maus sentimentos.
André Gide
A dor gera a beleza
E amor noutra faceta
Aonde se cometa
Maior que esta incerteza
As cartas sobre a mesa
A vida qual cometa
No todo se arremeta
E traz sempre a surpresa,
No quanto pude ou não
Vibrar e desde então
A vida se renega,
O prazo determina
O sonho em leda sina
A luz é sempre cega.
53
Como é que se vê que o fruto está maduro? Quando ele cai do ramo.
André Gide
Maturidade dita
O fim da vida em nós
E o manto mais atroz
Na face tão maldita
Gerando esta desdita
Rondando a velha foz
Marcando em leda voz
O quanto se acredita,
Presumo o fim de tudo
E nada mais iludo
Num passo convergente,
Embora tente ao menos
Vencer velhos venenos
A morte se apresente.
54
Aquilo a que chamo fadiga é a velhice, de que a morte constitui o único repouso.
André Gide
Após farta batalha
O fim se aproximando
Tornando bem mais brando
Cenário onde se espalha
No fio da navalha
A luta em solo infando
O mundo desenhando
O passo a cada falha,
Expresso no final
O ledo ritual
Na renovável luz,
E o quanto ainda resta
Embora em leda fresta
O nada reproduz.
55
Cada desejo enriqueceu-me mais do que a posse sempre falsa do objecto do meu desejo.
André Gide
Imagem mais distante
E tanto desejada
Traduz bem mais que o nada
E o quanto não garante
Assim e doravante
A luta onde se brada
O todo em vão evada
Matando o diamante,
Não pude e nem tentara
Vicejar tal seara
Diversa da que eu possa,
Após a queda eu tenho
Certeza do desenho
Amargo desta troça.
56
As adolescências muito castas fazem as velhices dissolutas.
André Gide
O dia se anuncia
Em vária face quando
Aos poucos desenhando
A cena em agonia
A vaga alegoria
O mundo em contrabando
O tempo se formando
Aonde não viria
E neste caos total
A luta é desigual
E gera outro tormento,
Assim poeira toma
A vida em leda soma
Enquanto em vão me assento.
57
Se não fizeres isto, quem o fará? Se não o fazes logo, quando será?.
André Gide
Quem sabe faz agora
Não deixa que o sublime
Caminho não se estime
E o tempo se demora,
O corte que apavora
O templo onde redime
O mundo me aproxime
Do quanto a sorte ancora,
Vencer cada momento
O medo de seguir
Trazendo o que há por vir
E nisto sempre atento
Vestindo desde já
O todo que virá.
58
O mundo só poderá ser salvo, caso o possa ser, pelos insubmissos.
André Gide
Quem cala e não diz nada
Lavando as suas mãos
Deveras nega os grãos
A terra desolada,
O sonho onde se evada
As horas noutros chãos,
Traçando velhos vãos
Matando cada estrada,
O passo mais audaz
Loucura sempre traz
E gera novo enredo,
Assim ao me entregar
Sem medo e sem vagar
Ao todo eu me concedo.
59
A maior infelicidade dos que são bafejados pela felicidade, é não saberem dizer: basta!
André Gide
Felicidade um dia
Termina e quando vem
A vida com desdém
Matando a fantasia
Gerando a mais sombria
Noção da qual não tem
Sequer o que convém
E mesmo merecia,
Ao fim de certo tempo
Apenas contratempo
Vislumbro no horizonte,
O gozo diz da dor
E nisto o redentor
Caminho desaponte.
50860
O que há de mais precioso de nós mesmos é o que fica por dizer.
André Gide
O quanto poderia
E não consigo agora
Deveras me devora
E marca em agonia
A sorte sem valia
O corte que apavora
O tempo sem ter hora
A vida em tal sangria,
Faltando o que pudera
Apascentar a fera
Traçando em plena paz
O quanto inda terei,
Ou morta a velha grei
Decerto, um incapaz.
50841/50
50841
Todos os seres derivam de outros seres mais antigos por transformações sucessivas.
Anaximandro de Mileto
A vida se renova e modifica
O passo que virá já não garante
O todo quanto perde num instante
E a sorte de tal forma se edifica,
A imagem que decerto ainda fica
Não diz o quanto venha doravante
E o prazo se moldando não espante
Esta imaginação deveras rica.
Assim em tais mutantes harmonias
Os tempos onde tanto poderias
Deságuam noutros tais que inda não vês,
E desta maravilha, evolução
Os dias do futuro mostrarão
A imprecisão dos tantos e porquês.
80842
Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram.
André Gide
Verdade tão mutável
A cada novo passo
O quanto já desfaço
Em tempo interminável
Negar o que é palpável
Ou mesmo sendo escasso
O rumo noutro espaço
Deveras palatável,
Assim não mais se vendo
O que se fez adendo
Remendos de outras eras,
Bem mais do que se creia
A vida a cada teia
Traduz o quanto esperas?
80843
Os pensamentos são como as flores, aquelas que apanhamos de manhã mantêm-se muito mais tempo viçosas.
André Gide
O aprendizado traça
A vida em cada fase
E o quanto se defase
Expressa esta fumaça,
Porém no quanto embaça
O dito quando em quase
Mudando cada frase
No fundo nunca passa,
E sei do quanto pude
Em viva juventude
E morto agora vejo,
Apenas um cenário,
Aonde temporário
Ainda é mais sobejo.
80844
As coisas pertencem a quem sabe desfrutá-las.
André Gide
O quanto fosse meu
Ou não depende disto,
E quando assim persisto
Meu mundo percebeu
E sei que se perdeu
Aonde não insisto
E sinto que resisto
Diverso, não sendo eu.
O gozo se permite
Enquanto em tal limite
A vida dita posse
E tanto quanto trago
Apenas sei do vago
Caminho onde me aposse.
80845
A dificuldade na vida é tomarmos a sério a mesma coisa durante tempo de mais.
André Gide
A vida em variantes
Imagens se transforma
E quando em nova forma
Traduz o que garantes
Ou mesmo me adiantes
Ousando noutra norma
E assim já se deforma
O quanto se fez antes
No ser e no será
O todo desde já
Diverge do que fora,
Assim em tom diverso
Enquanto além eu verso
Mudança é redentora.
80846
Na vida, nada se resolve, tudo continua. Permanecemos na incerteza; e chegaremos ao fim sem sabermos com o que podemos contar.
André Gide
O nada que sei dita
O quanto não soubera
Nem mesmo o que se espera
E nada mais se evita
A sorte da pepita
Ou mesmo desta fera
Aos poucos degenera
E trama o que acredita,
Vestindo a face vária
A luta temerária
Jamais terminaria
Incerto caminhar
Imerso em céu e mar,
Diversa esta harmonia.
80847
Posso duvidar da realidade de tudo, mas não da realidade da minha dúvida.
André Gide
Jamais aprenderia
Ao ter uma certeza
E sei da correnteza
Deveras mais sombria
Mudando a cada dia
E nisto esta surpresa
Supera esta represa
E traça o que viria.
Realidade? Um sonho
E quando me proponho
Ousando acreditar,
Na mesma dimensão
Eu vejo a solução
Depressa a transmudar.
80848
Toda a teoria só é boa na condição de que, utilizando-a, se vá mais além.
André Gide
O passo que permite
Ultrapassar o fato
Aonde e já constato
Apenas um limite
Ao todo se acredite
E nisto me retrato
Ousando onde resgato
O bem que eu necessite,
A luta não me cansa
Nem mata esta esperança
Porquanto sigo em frente
E sei que em teoria
Além eu poderia
Viver, e assim se tente.
80849
Cada um quer apoderar-se daquilo que só pertence a todos.
André Gide
Ousar dizer que é meu
O quanto universal
Gerindo o desigual
Aonde se verteu
Enquanto concebeu
A vida um ritual
Diverso bem ou mal
Do todo que sorveu,
A luta não traria
Sequer esta utopia
E sendo de tal forma,
Poder já não me cabe
Bem antes que se acabe
O quanto nos reforma.
50850
A virtude é o que de melhor os indivíduos podem obter de si próprios.
André Gide
Melhor que qualquer bem
O bom diz quase tudo
E sei que quando mudo
A sorte ao longe vem
Dourando sem desdém
O quanto não me iludo
E sinto o quanto ajudo
O passo muito além,
Vencer as minhas dores
E sei por onde fores
As horas mais constantes
E nisto se percebe
A luta em cada sebe
Enquanto a luz garantes.
Todos os seres derivam de outros seres mais antigos por transformações sucessivas.
Anaximandro de Mileto
A vida se renova e modifica
O passo que virá já não garante
O todo quanto perde num instante
E a sorte de tal forma se edifica,
A imagem que decerto ainda fica
Não diz o quanto venha doravante
E o prazo se moldando não espante
Esta imaginação deveras rica.
Assim em tais mutantes harmonias
Os tempos onde tanto poderias
Deságuam noutros tais que inda não vês,
E desta maravilha, evolução
Os dias do futuro mostrarão
A imprecisão dos tantos e porquês.
80842
Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram.
André Gide
Verdade tão mutável
A cada novo passo
O quanto já desfaço
Em tempo interminável
Negar o que é palpável
Ou mesmo sendo escasso
O rumo noutro espaço
Deveras palatável,
Assim não mais se vendo
O que se fez adendo
Remendos de outras eras,
Bem mais do que se creia
A vida a cada teia
Traduz o quanto esperas?
80843
Os pensamentos são como as flores, aquelas que apanhamos de manhã mantêm-se muito mais tempo viçosas.
André Gide
O aprendizado traça
A vida em cada fase
E o quanto se defase
Expressa esta fumaça,
Porém no quanto embaça
O dito quando em quase
Mudando cada frase
No fundo nunca passa,
E sei do quanto pude
Em viva juventude
E morto agora vejo,
Apenas um cenário,
Aonde temporário
Ainda é mais sobejo.
80844
As coisas pertencem a quem sabe desfrutá-las.
André Gide
O quanto fosse meu
Ou não depende disto,
E quando assim persisto
Meu mundo percebeu
E sei que se perdeu
Aonde não insisto
E sinto que resisto
Diverso, não sendo eu.
O gozo se permite
Enquanto em tal limite
A vida dita posse
E tanto quanto trago
Apenas sei do vago
Caminho onde me aposse.
80845
A dificuldade na vida é tomarmos a sério a mesma coisa durante tempo de mais.
André Gide
A vida em variantes
Imagens se transforma
E quando em nova forma
Traduz o que garantes
Ou mesmo me adiantes
Ousando noutra norma
E assim já se deforma
O quanto se fez antes
No ser e no será
O todo desde já
Diverge do que fora,
Assim em tom diverso
Enquanto além eu verso
Mudança é redentora.
80846
Na vida, nada se resolve, tudo continua. Permanecemos na incerteza; e chegaremos ao fim sem sabermos com o que podemos contar.
André Gide
O nada que sei dita
O quanto não soubera
Nem mesmo o que se espera
E nada mais se evita
A sorte da pepita
Ou mesmo desta fera
Aos poucos degenera
E trama o que acredita,
Vestindo a face vária
A luta temerária
Jamais terminaria
Incerto caminhar
Imerso em céu e mar,
Diversa esta harmonia.
80847
Posso duvidar da realidade de tudo, mas não da realidade da minha dúvida.
André Gide
Jamais aprenderia
Ao ter uma certeza
E sei da correnteza
Deveras mais sombria
Mudando a cada dia
E nisto esta surpresa
Supera esta represa
E traça o que viria.
Realidade? Um sonho
E quando me proponho
Ousando acreditar,
Na mesma dimensão
Eu vejo a solução
Depressa a transmudar.
80848
Toda a teoria só é boa na condição de que, utilizando-a, se vá mais além.
André Gide
O passo que permite
Ultrapassar o fato
Aonde e já constato
Apenas um limite
Ao todo se acredite
E nisto me retrato
Ousando onde resgato
O bem que eu necessite,
A luta não me cansa
Nem mata esta esperança
Porquanto sigo em frente
E sei que em teoria
Além eu poderia
Viver, e assim se tente.
80849
Cada um quer apoderar-se daquilo que só pertence a todos.
André Gide
Ousar dizer que é meu
O quanto universal
Gerindo o desigual
Aonde se verteu
Enquanto concebeu
A vida um ritual
Diverso bem ou mal
Do todo que sorveu,
A luta não traria
Sequer esta utopia
E sendo de tal forma,
Poder já não me cabe
Bem antes que se acabe
O quanto nos reforma.
50850
A virtude é o que de melhor os indivíduos podem obter de si próprios.
André Gide
Melhor que qualquer bem
O bom diz quase tudo
E sei que quando mudo
A sorte ao longe vem
Dourando sem desdém
O quanto não me iludo
E sinto o quanto ajudo
O passo muito além,
Vencer as minhas dores
E sei por onde fores
As horas mais constantes
E nisto se percebe
A luta em cada sebe
Enquanto a luz garantes.
50831/40
50831
Os homens brigam com mais frequência por via das palavras. É por palavras que eles matam e se fazem matar com maior empenho.
Anatole France
Palavras quando em armas
Transformas, são venais
E nisto muito mais
Do quanto inda desarmas
A vida; entre os alarmas
Expressam dias tais
E nestes tempos vais
Mudando velhos carmas.
O quanto poderia
E o quanto se apresenta
No fim a mais sangrenta
Traduz esta agonia
E a cada vã tormenta
Matando a fantasia.
32
As grandes obras deste mundo foram sempre realizadas por doidos.
Anatole France
A lucidez impede
O novo em face clara,
E quando se prepara
O todo não se pede,
E nisto agora enrede
O passo onde se ampara
E toma outra seara
E nada mais o vede,
O rústico cenário
Aonde o temerário
Produz o magistral
Expressa após o nada
A sorte desenhada
Em passo genial.
33
Pois a mulher é a grande educadora do homem: ensina-lhe as virtudes encantadoras, a polidez, a discrição e essa altivez que teme ser importuna. Ela mostra a alguns a arte de agradar, a todos a arte útil de não desagradar.
Anatole France
O quanto que se vendo
Num ato feminino
Trazendo o cristalino
Cenário sem adendo,
E o caso ora prevendo
E nisto determino
O quanto do destino
Supera algum remendo,
Assisto a tua sorte
E sei quanto conforte
Saber que estás aqui,
Diverso do que fora
Minha alma sonhadora,
Em vão eu me perdi.
34
Antes de ter amado um animal, parte da nossa alma parmanece desacordada.
Anatole France
Amar o quanto possa
Gerar novo momento
E nisto eu me alimento
Supero qualquer fossa,
A vida além de nossa
Traduz o sentimento
E rege o pensamento
Aonde a sorte adoça,
Vestindo a plenitude
Do amor que nunca ilude
E nada mais se traz
Deixando a face obscura
Da inválida procura
Num tempo mais mordaz.
35
Nada é mais poderoso do que a palavra: o encadeamento de razões fortes e de elevados pensamentos
Anatole France
O quanto a vida traça
E gera em consonância
Mudando em discrepância
O tempo em vã fumaça
Assim a vida passa
E nesta nova estância
A sorte em concordância
Jamais, pois se esfumaça;
Palavra traz poder
E dita outro destino
E quando me alucino
No raro amanhecer
Percebo o que virá
E o quero desde já.
36
"Para realizar grandes conquistas, devemos não apenas agir, mas também sonhar; não apenas planejar, mas também acreditar."
Anatole France
É necessário o sonho
E dele outro momento
Aonde eu me alimento
Do todo que proponho
E sei do mais bisonho
E duro alheamento
Regendo o pensamento
Enquanto além componho,
Meu passo sem temores
Seguindo aonde fores
Primaveril imagem
Do todo que buscara
Na sorte bela e rara
Reinando qual miragem.
37
"As razões de nossos atos são obscuras e os impulsos que nos impelem para a ação ficam profundamente ocultos."
Anatole France
A vida sem por que
O tempo não traduz
A imensa e clara luz
Que tanto não se vê
Além do que se crê
O corte já produz
O todo e traz em jus
Sem mesmo algum cadê
Expressa o que em verdade
Jamais mostra e me invade
Com claridade apenas,
Assim onde pudera
A vida traz a fera
E ao fim tu me condenas.
38
O que mais assusta em um insano, é a sua conversa sã.
Anatole France
A coerência assusta
E traz nova faceta
Do quanto se arremeta
E nada mais se ajusta
A vida ora robusta
Gerando o que prometa
No todo comprometa
O quanto fora justa,
Assim ao desnudar
Loucura se apresenta
Aonde a sorte tenta
Deveras demarcar
Um passo muito além
Do que a desdita tem.
39
Os felizes pouco conhecem da vida:
a dor é grande mestra dos homens.
Anatole france
A dor que nos protege
E ensina cada passo
Aonde o todo eu traço
Embora seja herege,
O canto onde se rege
O mundo sem espaço
O verso sempre lasso
Saber nos desprotege,
Vencer os meus anseios
E ver em devaneios
Momentos mais diversos,
Destarte esta ignorância
Promove em discrepância
Serenos universos.
80840
Viva como aconselhas, diga o que fazes, faça o que dizes.
Anatole France
O ser quem tanto dizes
No fundo traz bem mais
Que dias desiguais
Em tantas velhas crises,
E os passos mais felizes
Enfrentam vendavais
E nisto teus cristais
Superam cicatrizes,
A vida é coerente
Somente pra quem tente
Vencer os seus pudores,
E ser tão libertário
Dos sonhos, qual corsário
Sem medo do que fores.
Os homens brigam com mais frequência por via das palavras. É por palavras que eles matam e se fazem matar com maior empenho.
Anatole France
Palavras quando em armas
Transformas, são venais
E nisto muito mais
Do quanto inda desarmas
A vida; entre os alarmas
Expressam dias tais
E nestes tempos vais
Mudando velhos carmas.
O quanto poderia
E o quanto se apresenta
No fim a mais sangrenta
Traduz esta agonia
E a cada vã tormenta
Matando a fantasia.
32
As grandes obras deste mundo foram sempre realizadas por doidos.
Anatole France
A lucidez impede
O novo em face clara,
E quando se prepara
O todo não se pede,
E nisto agora enrede
O passo onde se ampara
E toma outra seara
E nada mais o vede,
O rústico cenário
Aonde o temerário
Produz o magistral
Expressa após o nada
A sorte desenhada
Em passo genial.
33
Pois a mulher é a grande educadora do homem: ensina-lhe as virtudes encantadoras, a polidez, a discrição e essa altivez que teme ser importuna. Ela mostra a alguns a arte de agradar, a todos a arte útil de não desagradar.
Anatole France
O quanto que se vendo
Num ato feminino
Trazendo o cristalino
Cenário sem adendo,
E o caso ora prevendo
E nisto determino
O quanto do destino
Supera algum remendo,
Assisto a tua sorte
E sei quanto conforte
Saber que estás aqui,
Diverso do que fora
Minha alma sonhadora,
Em vão eu me perdi.
34
Antes de ter amado um animal, parte da nossa alma parmanece desacordada.
Anatole France
Amar o quanto possa
Gerar novo momento
E nisto eu me alimento
Supero qualquer fossa,
A vida além de nossa
Traduz o sentimento
E rege o pensamento
Aonde a sorte adoça,
Vestindo a plenitude
Do amor que nunca ilude
E nada mais se traz
Deixando a face obscura
Da inválida procura
Num tempo mais mordaz.
35
Nada é mais poderoso do que a palavra: o encadeamento de razões fortes e de elevados pensamentos
Anatole France
O quanto a vida traça
E gera em consonância
Mudando em discrepância
O tempo em vã fumaça
Assim a vida passa
E nesta nova estância
A sorte em concordância
Jamais, pois se esfumaça;
Palavra traz poder
E dita outro destino
E quando me alucino
No raro amanhecer
Percebo o que virá
E o quero desde já.
36
"Para realizar grandes conquistas, devemos não apenas agir, mas também sonhar; não apenas planejar, mas também acreditar."
Anatole France
É necessário o sonho
E dele outro momento
Aonde eu me alimento
Do todo que proponho
E sei do mais bisonho
E duro alheamento
Regendo o pensamento
Enquanto além componho,
Meu passo sem temores
Seguindo aonde fores
Primaveril imagem
Do todo que buscara
Na sorte bela e rara
Reinando qual miragem.
37
"As razões de nossos atos são obscuras e os impulsos que nos impelem para a ação ficam profundamente ocultos."
Anatole France
A vida sem por que
O tempo não traduz
A imensa e clara luz
Que tanto não se vê
Além do que se crê
O corte já produz
O todo e traz em jus
Sem mesmo algum cadê
Expressa o que em verdade
Jamais mostra e me invade
Com claridade apenas,
Assim onde pudera
A vida traz a fera
E ao fim tu me condenas.
38
O que mais assusta em um insano, é a sua conversa sã.
Anatole France
A coerência assusta
E traz nova faceta
Do quanto se arremeta
E nada mais se ajusta
A vida ora robusta
Gerando o que prometa
No todo comprometa
O quanto fora justa,
Assim ao desnudar
Loucura se apresenta
Aonde a sorte tenta
Deveras demarcar
Um passo muito além
Do que a desdita tem.
39
Os felizes pouco conhecem da vida:
a dor é grande mestra dos homens.
Anatole france
A dor que nos protege
E ensina cada passo
Aonde o todo eu traço
Embora seja herege,
O canto onde se rege
O mundo sem espaço
O verso sempre lasso
Saber nos desprotege,
Vencer os meus anseios
E ver em devaneios
Momentos mais diversos,
Destarte esta ignorância
Promove em discrepância
Serenos universos.
80840
Viva como aconselhas, diga o que fazes, faça o que dizes.
Anatole France
O ser quem tanto dizes
No fundo traz bem mais
Que dias desiguais
Em tantas velhas crises,
E os passos mais felizes
Enfrentam vendavais
E nisto teus cristais
Superam cicatrizes,
A vida é coerente
Somente pra quem tente
Vencer os seus pudores,
E ser tão libertário
Dos sonhos, qual corsário
Sem medo do que fores.
50821/30
21
Os poetas ajudam-nos a amar: só servem para isso.
Anatole France
O amor em poesia
Transcende à realidade
E o quanto nos invade
Deveras poderia
Ousar em alegria
Ou mesmo em realidade
No tanto em liberdade
A imensa fantasia,
Assim se vendo além
Do todo quando vem
Marcando novo passo,
Ainda quando tento
Vencer o sofrimento,
Amor em sonhos traço.
2
O que seriam os desertos da vida sem as brilhantes miragens dos nossos pensamentos!
Anatole France
O pensamento traz
Além da realidade
Diversa qualidade
De um tempo mais audaz,
E sei que satisfaz
O quanto nos invade
E mesmo que degrade
Gerasse enfim a paz,
Olhar e ver além
O todo que não tem
E sei quanto o queria,
Gerindo com ternura
O quanto se procura
E traça em poesia.
3
Pois todas as nossas misérias verdadeiras são íntimas e causadas por nós mesmos. Acreditamos erradamente que elas vêm de fora, mas formamo-las dentro de nós, da nossa própria substância.
Anatole France
Minha alma traduzindo
A dor que hoje carrego
Alimentando este ego
Em medo quase infindo,
Aonde não deslindo
O mar que não navego
Rumando em passo cego
O medo permitindo,
Escuto a voz do vento
E sei do quanto tento
Vencer o que não vira,
A luta sem final
A face desigual
Traçando outra mentira.
4
O povo faz bem as línguas. Fá-las imaginosas e claras, vivas e expressivas. Se fossem os sábios a fazê-las, elas seriam baças e pesadas.
Anatole France
O linguajar suave
Que traz em concordância
A vida noutra estância
Sem nada que inda agrave,
O passo sobre a trave
A sorte em elegância
E nisto a discrepância
Tomando a nova nave,
Ocasionando assim
O todo tem por fim
Facilitar o rumo,
Destarte o que se soma
Transforma este idioma
Num sonho onde o resumo.
5
A majestosa igualdade das leis, que proíbe tanto o rico como o pobre de dormir sob as pontes, de mendigar nas ruas e de roubar pão.
Anatole France
A lei se faz igual
Em desigual momento
E nisto outro provento
Matando este ideal,
O corte mais venal
E nisto quando o tento
Traduz em sofrimento
Tormento mais banal,
A fome e a gula então
Têm mesma tradução
E ditam mesmo rumo?
No passo sem sentido
O quanto enfim me olvido
Expressa amargo sumo.
6
Não tenho ilusões sobre os homens, e, para não os odiar, desprezo-os.
Anatole France
Olhando para mim
No espelho do meu ser
A cada amanhecer
Desejo então meu fim,
O nada vive enfim
Aonde apodrecer
Pudesse não trazer
O quanto trago assim,
Expresso em tom atroz
A imunda e turva foz
Da qual eu me alimento,
A pútrida verdade
No fundo já degrade
O todo quando o tento.
7
As ideias de ontem fazem os costumes de amanhã.
Anatole France
O mundo se renova
E traz a cada instante
O quanto já garante
Acima desta prova,
A luta se comprova
E nada doravante
Gestando o que adiante
Traduza outra desova,
A leda persistência
Ainda sem ciência
Do quanto venha ou tem,
Apenas no fastio
O nada que desfio
Traduz tanto desdém.
8
A pobreza é indispensável à riqueza, a riqueza é necessária à pobreza. Esses dois males engendram-se um ao outro e sustentam-se um ao outro. O que é preciso não é melhorar a condição dos pobres, mas acabar com ela.
Anatole France
A fome já sacia
Quem tanto tem e quer
Bem mais do que qualquer
Momento em fantasia,
E nisto esta sangria
Do jeito que vier
Traduz onde sequer
Houvesse uma alegria,
A sanguessuga traça
Na face mais devassa
A luta sem defesas,
E sinto ao fim de tudo
O quanto em vão me iludo
Ao ver diversas mesas.
9
Sem se iludir, a humanidade pereceria de desespero e de tédio.
Anatole France
O quanto da ilusão
Traduz felicidade
E impede a realidade
Em turva dimensão
Nos dias que virão
O todo que degrade
Apenas velha grade
Em tanta imprecisão,
Medonha face traz
Aquém do mais audaz
Momento onde pudera
Vencer o descaminho
E vendo a dura fera
Buscar um novo ninho.
50830
Não há governos populares. Governar é descontentar.
Anatole France
O fato mais atroz
Permite a liberdade,
E o quanto assim invade
Mudando o tom de voz
Traduz em tantos pós
A leda realidade
E quando desagrade
Gerando nova foz,
Expressa a variante
Aonde se adiante
Um passo rumo ao farto,
Depois de certo fato,
O quanto não retrato
Tampouco em paz reparto.
Os poetas ajudam-nos a amar: só servem para isso.
Anatole France
O amor em poesia
Transcende à realidade
E o quanto nos invade
Deveras poderia
Ousar em alegria
Ou mesmo em realidade
No tanto em liberdade
A imensa fantasia,
Assim se vendo além
Do todo quando vem
Marcando novo passo,
Ainda quando tento
Vencer o sofrimento,
Amor em sonhos traço.
2
O que seriam os desertos da vida sem as brilhantes miragens dos nossos pensamentos!
Anatole France
O pensamento traz
Além da realidade
Diversa qualidade
De um tempo mais audaz,
E sei que satisfaz
O quanto nos invade
E mesmo que degrade
Gerasse enfim a paz,
Olhar e ver além
O todo que não tem
E sei quanto o queria,
Gerindo com ternura
O quanto se procura
E traça em poesia.
3
Pois todas as nossas misérias verdadeiras são íntimas e causadas por nós mesmos. Acreditamos erradamente que elas vêm de fora, mas formamo-las dentro de nós, da nossa própria substância.
Anatole France
Minha alma traduzindo
A dor que hoje carrego
Alimentando este ego
Em medo quase infindo,
Aonde não deslindo
O mar que não navego
Rumando em passo cego
O medo permitindo,
Escuto a voz do vento
E sei do quanto tento
Vencer o que não vira,
A luta sem final
A face desigual
Traçando outra mentira.
4
O povo faz bem as línguas. Fá-las imaginosas e claras, vivas e expressivas. Se fossem os sábios a fazê-las, elas seriam baças e pesadas.
Anatole France
O linguajar suave
Que traz em concordância
A vida noutra estância
Sem nada que inda agrave,
O passo sobre a trave
A sorte em elegância
E nisto a discrepância
Tomando a nova nave,
Ocasionando assim
O todo tem por fim
Facilitar o rumo,
Destarte o que se soma
Transforma este idioma
Num sonho onde o resumo.
5
A majestosa igualdade das leis, que proíbe tanto o rico como o pobre de dormir sob as pontes, de mendigar nas ruas e de roubar pão.
Anatole France
A lei se faz igual
Em desigual momento
E nisto outro provento
Matando este ideal,
O corte mais venal
E nisto quando o tento
Traduz em sofrimento
Tormento mais banal,
A fome e a gula então
Têm mesma tradução
E ditam mesmo rumo?
No passo sem sentido
O quanto enfim me olvido
Expressa amargo sumo.
6
Não tenho ilusões sobre os homens, e, para não os odiar, desprezo-os.
Anatole France
Olhando para mim
No espelho do meu ser
A cada amanhecer
Desejo então meu fim,
O nada vive enfim
Aonde apodrecer
Pudesse não trazer
O quanto trago assim,
Expresso em tom atroz
A imunda e turva foz
Da qual eu me alimento,
A pútrida verdade
No fundo já degrade
O todo quando o tento.
7
As ideias de ontem fazem os costumes de amanhã.
Anatole France
O mundo se renova
E traz a cada instante
O quanto já garante
Acima desta prova,
A luta se comprova
E nada doravante
Gestando o que adiante
Traduza outra desova,
A leda persistência
Ainda sem ciência
Do quanto venha ou tem,
Apenas no fastio
O nada que desfio
Traduz tanto desdém.
8
A pobreza é indispensável à riqueza, a riqueza é necessária à pobreza. Esses dois males engendram-se um ao outro e sustentam-se um ao outro. O que é preciso não é melhorar a condição dos pobres, mas acabar com ela.
Anatole France
A fome já sacia
Quem tanto tem e quer
Bem mais do que qualquer
Momento em fantasia,
E nisto esta sangria
Do jeito que vier
Traduz onde sequer
Houvesse uma alegria,
A sanguessuga traça
Na face mais devassa
A luta sem defesas,
E sinto ao fim de tudo
O quanto em vão me iludo
Ao ver diversas mesas.
9
Sem se iludir, a humanidade pereceria de desespero e de tédio.
Anatole France
O quanto da ilusão
Traduz felicidade
E impede a realidade
Em turva dimensão
Nos dias que virão
O todo que degrade
Apenas velha grade
Em tanta imprecisão,
Medonha face traz
Aquém do mais audaz
Momento onde pudera
Vencer o descaminho
E vendo a dura fera
Buscar um novo ninho.
50830
Não há governos populares. Governar é descontentar.
Anatole France
O fato mais atroz
Permite a liberdade,
E o quanto assim invade
Mudando o tom de voz
Traduz em tantos pós
A leda realidade
E quando desagrade
Gerando nova foz,
Expressa a variante
Aonde se adiante
Um passo rumo ao farto,
Depois de certo fato,
O quanto não retrato
Tampouco em paz reparto.
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O Estado é como o corpo humano. Nem todas as funções que desempenha são nobres.
Anatole France
Nem tudo o que se faz
Nem mesmo o que se trama
Permite além do drama
O canto mais audaz,
O gesto feito em paz
A luta em velha chama
Do todo quando clama
A face mais mordaz,
Gerindo cada fato
Aonde o que constato
Em variáveis dias
Transformam cada ponto
Aonde o que desponto
Expressa o quão varias.
12
A compaixão é que nos torna verdadeiramente humanos e impede que nos transformemos em pedra, como os monstros de impiedade das lendas.
Anatole France
O ser e crer-se humano
Traduz em compaixão
A vária decisão
E nisto não me engano,
Pousando o soberano
Olhar em dimensão
Traçando os que virão
Além do mero dano,
Vagando pelo astral
O rumo desigual
Permite outra pousada,
E a cena se mostrara
Diversa esta seara,
Às vezes desolada.
13
É-se rebelde quando se é vencido. Os vitoriosos nunca são rebeldes.
Anatole France
Vitória traz a luz
E obscurecendo quem
No fundo também tem
Motivo que o conduz,
Na sorte se traduz
O quanto sou refém
Da luta enquanto aquém
Do todo onde produz
O fato é que a verdade
Mutável se desenha
E quando agora venha
E tanto nos degrade,
Marcante imprecisão,
Diversa dimensão.
14
Sabendo sofrer, sofre-se menos.
Anatole France
O sofrimento em arte
Acalentando a dor,
Do quanto é tradutor
E quando se reparte,
Traduz a melhor parte
Num fato redentor
Ou mesmo é refletor
Da vida noutro aparte,
Espero sempre mais
E sei dos desiguais
Caminhos que ora tento
E sinto a variante
Aonde o que garante
Ascende ao sofrimento.
15
As verdades descobertas pela inteligência são estéreis. Apenas o coração é capaz de fecundar os seus sonhos.
Anatole France
O fato em emoção
Sobrepujando ao quanto
Pudesse em desencanto
Traçar a direção,
Momentos que virão
E nisto se me espanto
Esqueço o ledo pranto
E bebo a sensação,
Do todo aonde pude
Viver embora rude
Caminho discordante
Imerso em sentimento
O novo eu alimento
A cada raro instante.
16
Muito aprendeu quem bem conheceu o sofrimento.
Anatole France
A dor bem mais que sina
É mestra e nos transforma
E quando em nova forma
O tanto determina,
Destarte desta mina
A luta não deforma
E gera o que reforma
Enquanto nos ensina,
Saber a cada engodo
Um pouco deste todo
Vestindo a face exata
Do quanto poderia
E sei que a fantasia
Deveras não constata.
17
A ignorância é a condição necessária da felicidade dos homens, e é preciso reconhecer que as mais das vezes a satisfazem bem.
Anatole France
O não saber aplaca
A dor de procurar
E nada mais notar
Senão a mesma estaca
O quanto a vida empaca
E gera outro lugar
Aonde o caminhar
Traduz e não emplaca,
Apenas por saber
O quanto diz sofrer
Expresso em verso e medo,
Maior felicidade
A que sonega e invade
Além do que procedo.
18
A fome e o amor são os dois sexos do mundo. A humanidade gira toda sobre o amor e a fome.
Anatole France
Desejo, amor e fome
Ainda que pudesses
São verdadeiras preces
Aonde se consome,
O todo que nos dome
E nisto recomeces
Vagando sobre as messes
Enquanto o todo some,
Negar a direção
Dos sonhos que virão
E mudarão tal rumo,
Já nada caberia
Sequer a fantasia
Enquanto eu não me aprumo.
19
Todos os homens que não sabem o que fazer desta vida desejam outra, que nunca acabe.
Anatole France
A vida já se basta
E nada mais precisa
Do quanto se matiza
E além não se desgasta,
A sorte mais nefasta
Negando a própria brisa
No fundo não divisa
O quanto em luz se afasta,
Adentro os meus caminhos
Se bons ou se daninhos,
Deveras são tão meus
E o passo que resume
O vale, a queda e o cume,
Termina num adeus.
50820
O que a juventude tem de melhor é ser capaz de admirar sem compreender.
Anatole France
O quanto poderia
Olhar e não saber
E mesmo assim beber
A imensa fantasia
Gerando esta alegria
Apenas por viver
E nisto possa ver
O que ninguém veria
O tempo tudo muda
E a sorte sem ajuda
Não dita o que percebe,
Na variável sebe
Recebe a claridade
E nisto tanto agrade.
O Estado é como o corpo humano. Nem todas as funções que desempenha são nobres.
Anatole France
Nem tudo o que se faz
Nem mesmo o que se trama
Permite além do drama
O canto mais audaz,
O gesto feito em paz
A luta em velha chama
Do todo quando clama
A face mais mordaz,
Gerindo cada fato
Aonde o que constato
Em variáveis dias
Transformam cada ponto
Aonde o que desponto
Expressa o quão varias.
12
A compaixão é que nos torna verdadeiramente humanos e impede que nos transformemos em pedra, como os monstros de impiedade das lendas.
Anatole France
O ser e crer-se humano
Traduz em compaixão
A vária decisão
E nisto não me engano,
Pousando o soberano
Olhar em dimensão
Traçando os que virão
Além do mero dano,
Vagando pelo astral
O rumo desigual
Permite outra pousada,
E a cena se mostrara
Diversa esta seara,
Às vezes desolada.
13
É-se rebelde quando se é vencido. Os vitoriosos nunca são rebeldes.
Anatole France
Vitória traz a luz
E obscurecendo quem
No fundo também tem
Motivo que o conduz,
Na sorte se traduz
O quanto sou refém
Da luta enquanto aquém
Do todo onde produz
O fato é que a verdade
Mutável se desenha
E quando agora venha
E tanto nos degrade,
Marcante imprecisão,
Diversa dimensão.
14
Sabendo sofrer, sofre-se menos.
Anatole France
O sofrimento em arte
Acalentando a dor,
Do quanto é tradutor
E quando se reparte,
Traduz a melhor parte
Num fato redentor
Ou mesmo é refletor
Da vida noutro aparte,
Espero sempre mais
E sei dos desiguais
Caminhos que ora tento
E sinto a variante
Aonde o que garante
Ascende ao sofrimento.
15
As verdades descobertas pela inteligência são estéreis. Apenas o coração é capaz de fecundar os seus sonhos.
Anatole France
O fato em emoção
Sobrepujando ao quanto
Pudesse em desencanto
Traçar a direção,
Momentos que virão
E nisto se me espanto
Esqueço o ledo pranto
E bebo a sensação,
Do todo aonde pude
Viver embora rude
Caminho discordante
Imerso em sentimento
O novo eu alimento
A cada raro instante.
16
Muito aprendeu quem bem conheceu o sofrimento.
Anatole France
A dor bem mais que sina
É mestra e nos transforma
E quando em nova forma
O tanto determina,
Destarte desta mina
A luta não deforma
E gera o que reforma
Enquanto nos ensina,
Saber a cada engodo
Um pouco deste todo
Vestindo a face exata
Do quanto poderia
E sei que a fantasia
Deveras não constata.
17
A ignorância é a condição necessária da felicidade dos homens, e é preciso reconhecer que as mais das vezes a satisfazem bem.
Anatole France
O não saber aplaca
A dor de procurar
E nada mais notar
Senão a mesma estaca
O quanto a vida empaca
E gera outro lugar
Aonde o caminhar
Traduz e não emplaca,
Apenas por saber
O quanto diz sofrer
Expresso em verso e medo,
Maior felicidade
A que sonega e invade
Além do que procedo.
18
A fome e o amor são os dois sexos do mundo. A humanidade gira toda sobre o amor e a fome.
Anatole France
Desejo, amor e fome
Ainda que pudesses
São verdadeiras preces
Aonde se consome,
O todo que nos dome
E nisto recomeces
Vagando sobre as messes
Enquanto o todo some,
Negar a direção
Dos sonhos que virão
E mudarão tal rumo,
Já nada caberia
Sequer a fantasia
Enquanto eu não me aprumo.
19
Todos os homens que não sabem o que fazer desta vida desejam outra, que nunca acabe.
Anatole France
A vida já se basta
E nada mais precisa
Do quanto se matiza
E além não se desgasta,
A sorte mais nefasta
Negando a própria brisa
No fundo não divisa
O quanto em luz se afasta,
Adentro os meus caminhos
Se bons ou se daninhos,
Deveras são tão meus
E o passo que resume
O vale, a queda e o cume,
Termina num adeus.
50820
O que a juventude tem de melhor é ser capaz de admirar sem compreender.
Anatole France
O quanto poderia
Olhar e não saber
E mesmo assim beber
A imensa fantasia
Gerando esta alegria
Apenas por viver
E nisto possa ver
O que ninguém veria
O tempo tudo muda
E a sorte sem ajuda
Não dita o que percebe,
Na variável sebe
Recebe a claridade
E nisto tanto agrade.
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