221
A vaidade é o caminho mais curto para o paraíso da satisfação,porém ela é, ao mesmo tempo, o solo onde a burrice melhor se desenvolve.
Augusto Cury
Hedônico caminho se resume
Em atos que no fim traçando a dor
Impedem que se veja a imensa flor
Ousando noutro passo por costume,
E quando não se sente tal perfume,
Narcísico cenário a se compor
Transborda de tal forma em vão valor
Que ao fim transborda na alma um vago estrume,
Poder acreditar nesta falácia
Bem mais do que talvez a mera audácia
Transforma a vida em leda paisagem
Sonega o que melhor podia haver
Na falsa sensação deste prazer
O gozo se desdenha em vil miragem.
222
O passado é uma cortina de vidro.
Felizes os que observam o passado para poder caminhar no futuro.
Augusto Cury
Retrovisor por vezes nos ajuda
Enquanto a direção não se abandona
E quando o que vivemos vêm à tona
A sorte noutro instante se transmuda,
Uma alma se; entretanto queda muda
E apenas do vazio ora se adona
No fundo a cada engodo desabona
O quanto poderia e nada acuda.
O ser e o já ter sido no será
Transformação diversa nos trará
E ao fim de certo tempo, o quanto existe
Ainda que pudesse ser diverso
Gerando dentro em nós tal universo
Mutável, movediço, amável, triste;
223
Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.
Augusto Cury
Por vezes é preciso estar sozinho
E nisto se evolui para o Nirvana
Destarte a própria vida nos engana
E traz cada roseira em ledo espinho,
O manto se mostrara em descaminho
E a luta na verdade mais profana
Expressa o quanto o todo ora se dana
Num ato sem sentido e mais mesquinho,
A fuga para o tanto nega o quanto
E neste desenhar nada garanto,
Somente a solidão que por ventura
Traduz evolução em alma e passo,
Assim cada momento aonde eu traço
A luta se transforma e já perdura.
224
Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultivá-las.
Augusto Cury
A mão que arando a terra purifica
E gera nova vida após o grão
Do todo mais sublime uma expressão
Da vida por si mesma rara e rica,
O quanto dentro em nós isto edifica
Traçando com firmeza a direção
Presume nesta eterna floração
A sólida beleza que assim fica.
O corte dos espinhos vale o aroma
E o tanto se mostrara além da soma
Multiplicando o todo num só rumo,
E quando dos estrumes vejo a vida
Brotando, cicatriza tal ferida
E traz de uma existência o raro sumo.
225
Os inimigos que não perdoamos dormirão em nossa cama e perturbarão o nosso sono.
Augusto Cury
Perdão nos alivia e nos permite
A paz que tantas vezes procuramos,
E assim viver sem servos, donos, amos
Ultrapassando em paz qualquer limite,
No quanto é necessário e se acredite
Os olhos com firmeza e caminhamos
Ousando noutros passos, novos ramos
Frondosa maravilha não se evite;
E sendo de tal forma costumeira
A sorte noutra sorte já se inteira
Deixando para trás o quanto dói.
O sentimento espúrio e sem proveito
Negando a calmaria quando deito
Apenas e somente nos corrói.
226
Nunca alguém tão grande se fez tão pequeno para tornar grandes os pequenos.
Augusto Cury
Ao nivelar por baixo o que se tenta
Gerando em consonância a pequenez
É como cultivar a estupidez
Tentando ver a paz numa tormenta,
A vida noutra face estando atenta
Precisa muito mais do que se fez
E nisto se desenha a lucidez
O passo com firmeza me alimenta,
Jogar perlas aos porcos? Nada disto,
Apenas onde possa agora insisto
E sei de uma resposta que procuro,
Melhor do que tentar caminho vago
Enquanto sem sentido algum divago
Andando sem destino em rumo escuro.
227
O maior líder é aquele que reconhece sua pequenez, extrai força de sua humildade e experiência da sua fragilidade.
Augusto Cury
O quanto se desenha em liderança
Expressa falsa imagem e somente
O tolo num momento impertinente
Ao desejar além cego, se lança,
O passo com firmeza sempre avança
E compartilha até cada semente
Senão por mais que busque e sempre atente
A sorte se perdendo sem fiança.
O passo se mostrar titubeante
Ao fim da caminhada nos garante
Apenas outra queda e nada mais,
Ousar e ter no olhar uma partilha
Traçando o que deveras tanto brilha
Explode em ritos claros, divinais.
228
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros.
Augusto Cury
No ser, a sanguessuga em emoções
Jamais se poderia prosseguir
Sem ter com quem pensar e repartir
Ousando em libertárias expressões,
O quanto de tua alma não expões
Renega qualquer sonho num porvir
E o engodo se moldando a redimir
Causando dentro da alma as explosões,
Os erros nos ensinam a vencer
A luta que se possa conhecer
Embora custe tanto a se aceitar
Saber reconhecer fragilidade
Um passo para a imensa claridade
Aonde se aprendera a caminhar.
229
Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.
Augusto Cury
Seria muito bom se em nossas mãos
Tivéssemos poder de decisão,
Porém ao se mostrar a distorção
Dos fatos em diversos solos, grãos,
E os dias são diversos tantos nãos
Os sonhos da esperança em provisão,
Sonegam cada rumo e direção
Trançando entre os caminhos vários vãos,
Apenas um cordeiro e nada mais,
Não quero ter estradas siderais
E não mais necessito de mentiras
Nem frases que me enganem, pois resisto
E sei do quanto sou e até por isto
O pouco que inda tenho; não retiras.
230
Leve os jovens a enxergar os singelos momentos, a força que surge nas perdas, a segurança que brota no caos, a grandeza que emana dos pequenos gestos!!!
Augusto Cury
Acreditar no vago e crer possível
Após o temporal farta bonança
Além do quanto possa e mesmo avança
A vida se desenha em novo nível,
A cena se moldando em tom sofrível
A luta se mostrara sem pujança
Restando tão somente na lembrança
Um mundo sem moral e corruptível,
Assisto à derrocada desta súcia
E vejo com terror o quanto a astúcia
Domina cada passo em horas vãs,
Do peito juvenil já nada resta
Somente a solidão adentra a fresta
E o sol realça na alma as minhas cãs.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
sábado, 27 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
51211/20
211
A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram...
Augusto Cury
Aonde se conhece o todo em precisão
Moldando cada passo em rumo ao farto,
Destarte num momento onde reparto
Resumo novos dias que trarão
Além do que pudesse em sensação
Marcando este caminho enquanto eu parto
E a cada novo instante um raro parto
Traçando dias novos que verão,
Além do quanto pude ver e crer
Gerando dentro da alma o amanhecer
Ensolarado céu dentro de mim,
Reinando sobre tudo o que pudera
Apascentando enfim a torpe fera
Na imensa florescência em meu jardim.
212
As grandes idéias surgem da observação dos pequenos detalhes.
Augusto Cury
O quanto do detalhe diz do todo
Enquanto se percebe com cuidado,
O mundo neste enorme emaranhado
Vencendo com ternura e com denodo,
A sorte desenhada noutro engodo
Traduz o quanto pôde em nosso fado
E quando a fantasia em paz invado
Deixando para trás o medo e o lodo,
Refaço do detalhe esta amplitude
E tudo quanto possa se transmude
Moldando um novo dia mais sobejo,
O mor se originando do pequeno
E assim se vendo um dia mais ameno
Realizando em paz o que desejo.
213
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury
O ser feliz, mutável sensação
Aonde o que me importa na verdade
Deveras envolvendo em claridade
Traçando novo rumo e direção,
Aonde se pudera desde então
Romper a dolorosa e tosca grade
Vibrando em consonância, a liberdade
Nos dias mais serenos que virão;
Felicidade é sempre momentânea
E nesta solução contemporânea
Uma expressão deveras mais fugaz,
Talvez noutro momento mude a sorte,
Porém o quanto resta nos conforte
Gerando mesmo frágil farta paz.
214
Violência gera violência, os fracos julgam e condenam, porêm os fortes perdoam e compreendem.
Augusto Cury
A Cesar o que a Cesar pertencia,
Justiça não traduz mera vingança
E quando a precisão a vida alcança
Não traz no olhar suave uma agonia,
A morte não redime e nem traria
De novo o que a verdade ao fim já lança,
Mas quando se desenha com pujança
Condenação decerto salvaria.
Perdoa quem concebe a divindade,
Porém a punição é necessária
Somente não se faça temerária
Nem mesmo o ser humano enfim degrade,
A sorte é variável e sutil,
E nela um mundo em paz jamais se viu.
215
A vida é um grande espetáculo. Só não consegue homenageá-la quem nunca penetrou dentro de seu próprio ser e perceber como é fantástica a construção da sua inteligência.
Augusto Cury
Quem dera se esta vida fosse assim
Desenhos quase mágicos, sinceros
Porém os dias sendo duros, feros
Estio toma conta do jardim,
O quanto desejara morto em mim,
Os tempos são mordazes tanto austeros
E os tantos que desejo sendo meros
No templo desabando dita o fim,
A vida se permite a quem dá
E nisto se presume este maná
E bebo em profusão a paz e a sorte,
Mas quando no final já se apresenta
A imagem mais real e turbulenta
O sonho sonegando o vago aporte.
216
Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.
Augusto Cury
Saber reconhecer o seu limite
E crer noutro momento desde quando
A vida em rumo leve se tomando
Transborda no que tanto se acredite,
Destarte muito além do que permite
O mundo noutro rumo desenhando,
Apenas o que possa em contrabando
Enquanto uma ilusão tanto palpite,
Espero apenas isso e nada mais
Aos olhos mais doridos desiguais
A fome se espalhando em injustiça
Desnudo o coração e busco além
Do quanto na verdade a vida tem
Cenário em turbulência jamais viça.
217
Os problemas nunca vão desaparecer, mesmo na mais bela existência. Problemas existem para serem resolvidos, e não para perturbar-nos.
Augusto Cury
O quanto se resolve ou mais dissolve
A face mais atroz da realidade
Num mundo morto em tosca liberdade
O preço do viver em vão envolve
E o cais se apresentando em inseguro
Momento aonde o nada configura
A morte desenhando em desventura
O quanto noutro ocaso ora perduro,
Os erros do passado, um alimento
Que possa renovar o dia a dia
E nesta luz que a vida nos traria
Abrindo e libertando o pensamento,
A crise amadurece e nos ensina
Enquanto a negação secasse a mina.
218
Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: Não tenho medo de vivê-la.
Augusto Cury
A vida na verdade não retalha
Tampouco gera a guerra, e traz a fonte
Aonde o que se quer tanto se aponte
E mesmo que enfrentasse esta navalha
A luta sem sentido não espalha
E o corte com certeza nega a ponte,
E a luz envolta em brumas no horizonte
Traduz desta esperança cada falha,
E o prazo se extinguindo a cada dia,
Aonde novo tempo mais queria
Sem nada que pudesse me envolver
A vida em avidez já se sonega
E a luta se desenha mera e cega
Gerando ao fim de tudo o desprazer.
219
Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história...
Quantos projetos você deixou para trás?
Quantas vezes seus temores bloquearam seus sonhos?
Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la.
Augusto Cury
O mundo que se quer em perfeição
Não mais omitiria qualquer queda.
Mas quando este caminho a vida veda
Transforma os dias tolos que virão,
E disto se desenha a negação,
Aonde no vazio se envereda
A o quanto se presume e se depreda
Matando o próprio sonho em embrião.
Lutar contra as marés inutilmente
Ainda que deveras teime e tente
No fundo traduzisse uma derrota
Assim ao me mostrar inteiro e vago
O tempo se desenha e nada trago
Sequer o que pudesse em nova rota.
220
Não duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver, em fim, de tudo que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo que a compromete. Duvide do controle que a miséria, ansiedade, egoísmo, intolerância e irritabilidade exercem sobre você. Use a dúvida como ferramenta para fazer uma higiene no delicado palco da sua mente com o mesmo empenho com que você faz higiene bucal.
Augusto Cury
A vida em utopia nos trouxesse
A sorte bem maior do que percebe
Quem anda nesta amarga e dura sebe
Na espera tão inútil pela messe,
O quando do vazio já se tece
E a dita neste infausto ora se embebe
O canto na verdade não concebe
O quanto cada ser vivo merece,
Abrir uma esperança pode ser
Início deste rumo a se verter
Na face mais atroz, realidade,
E o passo sem sentido ou direção
Marcando a vida inteira num senão
Aonde o dia a dia se degrade.
A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram...
Augusto Cury
Aonde se conhece o todo em precisão
Moldando cada passo em rumo ao farto,
Destarte num momento onde reparto
Resumo novos dias que trarão
Além do que pudesse em sensação
Marcando este caminho enquanto eu parto
E a cada novo instante um raro parto
Traçando dias novos que verão,
Além do quanto pude ver e crer
Gerando dentro da alma o amanhecer
Ensolarado céu dentro de mim,
Reinando sobre tudo o que pudera
Apascentando enfim a torpe fera
Na imensa florescência em meu jardim.
212
As grandes idéias surgem da observação dos pequenos detalhes.
Augusto Cury
O quanto do detalhe diz do todo
Enquanto se percebe com cuidado,
O mundo neste enorme emaranhado
Vencendo com ternura e com denodo,
A sorte desenhada noutro engodo
Traduz o quanto pôde em nosso fado
E quando a fantasia em paz invado
Deixando para trás o medo e o lodo,
Refaço do detalhe esta amplitude
E tudo quanto possa se transmude
Moldando um novo dia mais sobejo,
O mor se originando do pequeno
E assim se vendo um dia mais ameno
Realizando em paz o que desejo.
213
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury
O ser feliz, mutável sensação
Aonde o que me importa na verdade
Deveras envolvendo em claridade
Traçando novo rumo e direção,
Aonde se pudera desde então
Romper a dolorosa e tosca grade
Vibrando em consonância, a liberdade
Nos dias mais serenos que virão;
Felicidade é sempre momentânea
E nesta solução contemporânea
Uma expressão deveras mais fugaz,
Talvez noutro momento mude a sorte,
Porém o quanto resta nos conforte
Gerando mesmo frágil farta paz.
214
Violência gera violência, os fracos julgam e condenam, porêm os fortes perdoam e compreendem.
Augusto Cury
A Cesar o que a Cesar pertencia,
Justiça não traduz mera vingança
E quando a precisão a vida alcança
Não traz no olhar suave uma agonia,
A morte não redime e nem traria
De novo o que a verdade ao fim já lança,
Mas quando se desenha com pujança
Condenação decerto salvaria.
Perdoa quem concebe a divindade,
Porém a punição é necessária
Somente não se faça temerária
Nem mesmo o ser humano enfim degrade,
A sorte é variável e sutil,
E nela um mundo em paz jamais se viu.
215
A vida é um grande espetáculo. Só não consegue homenageá-la quem nunca penetrou dentro de seu próprio ser e perceber como é fantástica a construção da sua inteligência.
Augusto Cury
Quem dera se esta vida fosse assim
Desenhos quase mágicos, sinceros
Porém os dias sendo duros, feros
Estio toma conta do jardim,
O quanto desejara morto em mim,
Os tempos são mordazes tanto austeros
E os tantos que desejo sendo meros
No templo desabando dita o fim,
A vida se permite a quem dá
E nisto se presume este maná
E bebo em profusão a paz e a sorte,
Mas quando no final já se apresenta
A imagem mais real e turbulenta
O sonho sonegando o vago aporte.
216
Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.
Augusto Cury
Saber reconhecer o seu limite
E crer noutro momento desde quando
A vida em rumo leve se tomando
Transborda no que tanto se acredite,
Destarte muito além do que permite
O mundo noutro rumo desenhando,
Apenas o que possa em contrabando
Enquanto uma ilusão tanto palpite,
Espero apenas isso e nada mais
Aos olhos mais doridos desiguais
A fome se espalhando em injustiça
Desnudo o coração e busco além
Do quanto na verdade a vida tem
Cenário em turbulência jamais viça.
217
Os problemas nunca vão desaparecer, mesmo na mais bela existência. Problemas existem para serem resolvidos, e não para perturbar-nos.
Augusto Cury
O quanto se resolve ou mais dissolve
A face mais atroz da realidade
Num mundo morto em tosca liberdade
O preço do viver em vão envolve
E o cais se apresentando em inseguro
Momento aonde o nada configura
A morte desenhando em desventura
O quanto noutro ocaso ora perduro,
Os erros do passado, um alimento
Que possa renovar o dia a dia
E nesta luz que a vida nos traria
Abrindo e libertando o pensamento,
A crise amadurece e nos ensina
Enquanto a negação secasse a mina.
218
Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: Não tenho medo de vivê-la.
Augusto Cury
A vida na verdade não retalha
Tampouco gera a guerra, e traz a fonte
Aonde o que se quer tanto se aponte
E mesmo que enfrentasse esta navalha
A luta sem sentido não espalha
E o corte com certeza nega a ponte,
E a luz envolta em brumas no horizonte
Traduz desta esperança cada falha,
E o prazo se extinguindo a cada dia,
Aonde novo tempo mais queria
Sem nada que pudesse me envolver
A vida em avidez já se sonega
E a luta se desenha mera e cega
Gerando ao fim de tudo o desprazer.
219
Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história...
Quantos projetos você deixou para trás?
Quantas vezes seus temores bloquearam seus sonhos?
Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la.
Augusto Cury
O mundo que se quer em perfeição
Não mais omitiria qualquer queda.
Mas quando este caminho a vida veda
Transforma os dias tolos que virão,
E disto se desenha a negação,
Aonde no vazio se envereda
A o quanto se presume e se depreda
Matando o próprio sonho em embrião.
Lutar contra as marés inutilmente
Ainda que deveras teime e tente
No fundo traduzisse uma derrota
Assim ao me mostrar inteiro e vago
O tempo se desenha e nada trago
Sequer o que pudesse em nova rota.
220
Não duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver, em fim, de tudo que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo que a compromete. Duvide do controle que a miséria, ansiedade, egoísmo, intolerância e irritabilidade exercem sobre você. Use a dúvida como ferramenta para fazer uma higiene no delicado palco da sua mente com o mesmo empenho com que você faz higiene bucal.
Augusto Cury
A vida em utopia nos trouxesse
A sorte bem maior do que percebe
Quem anda nesta amarga e dura sebe
Na espera tão inútil pela messe,
O quando do vazio já se tece
E a dita neste infausto ora se embebe
O canto na verdade não concebe
O quanto cada ser vivo merece,
Abrir uma esperança pode ser
Início deste rumo a se verter
Na face mais atroz, realidade,
E o passo sem sentido ou direção
Marcando a vida inteira num senão
Aonde o dia a dia se degrade.
51201/10
51200
Inspirações diversas
Em noites desumanas
E quanto mais me enganas
As horas desconversas
E sei que quando versas
Em noites soberanas
As horas mais profanas
Deveras tu dispersas
E bebo cada gole
Do todo onde se bole
Rocio da esperança
Nesta orvalhada senda
Prazer que se desvenda
Ao largo a vida alcança
201
Sonhar sempre permite
Um passo mais além
E o tanto quanto vem
Não traz nenhum limite
E aonde se acredite
No todo onde contém,
Ou mesmo sendo aquém
Do quanto delimite
Expressa o amanhecer
E gera com prazer
Um dia mais suave,
E assim o quanto trago
Deveras num afago,
Do encanto é rara nave.
202
É necessário o sono
E o sonho nos faz bem
E quando a sorte vem
Depois de um abandono
O quanto ora me adono
E sei do que convém
Ousando sem desdém
Do todo ora me adono,
E sinto muito mais
Que os dias tão banais
Em erros, desenganos
Renova-se esperança
Enquanto a alma descansa
E gera novos planos.
203
É necessário ver
O medo como apoio
Gerando após o joio
O trigo com prazer,
E sei e posso crer
Da paz em ledo arroio,
E o mundo em tal comboio
Aprende a se verter
Atravessando além
Do quanto cedo vem
Deserto da esperança
E sendo de tal forma
O quanto em paz se informa
Aos poucos longe avança.
204
O quanto se procura
A perfeição não cansa
E nada em tal pujança
Trouxesse uma amargura
A vida em tal ternura
No quanto seja mansa
E vence em temperança
A sorte onde perdura,
Os laços mais sutis
E neles tanto eu quis
Apenas liberdade,
Vencer o que inda resta
Gerando o sonho em festa
No quanto sempre agrade.
205
Um toque cuidadoso
Gerando muito além
Do quanto ainda tem
Em tempo caprichoso,
Diverso e fabuloso
Caminho me convém
E sei que sem ninguém
O fim pernicioso,
Espero alguma sorte
E nada me comporte
Senão a mesma senda
Aonde o que inda pude
Vestindo imagem rude
Deveras não me atenda.
206
Trabalho gera o fruto
E o sonho uma semente
Aonde o todo tente
E ao fim nada desfruto,
E quanto mais reluto
A vida sempre mente
E gera tão somente
O passo atroz e bruto,
Mergulho no meu eu
E sei do quanto é meu
Podendo ser além
Do tanto que se empenha
A sorte enquanto venha
Traduz a luz que tem.
207
A queda é natural
E não nos glorifica
Porém o que edifica
Um dia em face tal
Persiste em desigual
Caminho e a sorte explica
A cena audaz e rica
Num ato divinal.
Ousando noutro passo
O quanto em luz eu traço
Permite que levante
E o mundo se renova
E sinto à toda prova
Amor que em paz garante.
208
Só vence quem respeita
Quem tanto o desafia
A sorte em fantasia
Deveras não se aceita,
E o quanto a vida deita
Além da noite fria
Perdendo em utopia
A messe onde se espreita
Tocaias são diversas
E nelas desconversas
Confessas tais enganos,
E sinto mais distante
O quanto me garante
A vida em ermos danos.
209
A vida se transcorre
De baixo para cima
E o quanto se redima
Além do que socorre
Demora e quando escorre
Num novo e claro clima
Gestando o que se estima
E sei que nunca morre,
Vencer os meus enganos
Ousar em novos planos
Deixando para trás
O errático cenário
De um tempo atroz e vário
Que a vida sempre traz.
210
Futuro nem passado
Apenas o presente
E nele se apresente
O quanto em paz me agrado,
A sorte dita em fado
O corte impertinente
A vida num repente
O tempo desenhado,
E assim se sobrepondo
O tempo onde respondo
O todo em nova espera,
Acende esta fogueira
Além do que se queira
E a luta em paz tempera.
Inspirações diversas
Em noites desumanas
E quanto mais me enganas
As horas desconversas
E sei que quando versas
Em noites soberanas
As horas mais profanas
Deveras tu dispersas
E bebo cada gole
Do todo onde se bole
Rocio da esperança
Nesta orvalhada senda
Prazer que se desvenda
Ao largo a vida alcança
201
Sonhar sempre permite
Um passo mais além
E o tanto quanto vem
Não traz nenhum limite
E aonde se acredite
No todo onde contém,
Ou mesmo sendo aquém
Do quanto delimite
Expressa o amanhecer
E gera com prazer
Um dia mais suave,
E assim o quanto trago
Deveras num afago,
Do encanto é rara nave.
202
É necessário o sono
E o sonho nos faz bem
E quando a sorte vem
Depois de um abandono
O quanto ora me adono
E sei do que convém
Ousando sem desdém
Do todo ora me adono,
E sinto muito mais
Que os dias tão banais
Em erros, desenganos
Renova-se esperança
Enquanto a alma descansa
E gera novos planos.
203
É necessário ver
O medo como apoio
Gerando após o joio
O trigo com prazer,
E sei e posso crer
Da paz em ledo arroio,
E o mundo em tal comboio
Aprende a se verter
Atravessando além
Do quanto cedo vem
Deserto da esperança
E sendo de tal forma
O quanto em paz se informa
Aos poucos longe avança.
204
O quanto se procura
A perfeição não cansa
E nada em tal pujança
Trouxesse uma amargura
A vida em tal ternura
No quanto seja mansa
E vence em temperança
A sorte onde perdura,
Os laços mais sutis
E neles tanto eu quis
Apenas liberdade,
Vencer o que inda resta
Gerando o sonho em festa
No quanto sempre agrade.
205
Um toque cuidadoso
Gerando muito além
Do quanto ainda tem
Em tempo caprichoso,
Diverso e fabuloso
Caminho me convém
E sei que sem ninguém
O fim pernicioso,
Espero alguma sorte
E nada me comporte
Senão a mesma senda
Aonde o que inda pude
Vestindo imagem rude
Deveras não me atenda.
206
Trabalho gera o fruto
E o sonho uma semente
Aonde o todo tente
E ao fim nada desfruto,
E quanto mais reluto
A vida sempre mente
E gera tão somente
O passo atroz e bruto,
Mergulho no meu eu
E sei do quanto é meu
Podendo ser além
Do tanto que se empenha
A sorte enquanto venha
Traduz a luz que tem.
207
A queda é natural
E não nos glorifica
Porém o que edifica
Um dia em face tal
Persiste em desigual
Caminho e a sorte explica
A cena audaz e rica
Num ato divinal.
Ousando noutro passo
O quanto em luz eu traço
Permite que levante
E o mundo se renova
E sinto à toda prova
Amor que em paz garante.
208
Só vence quem respeita
Quem tanto o desafia
A sorte em fantasia
Deveras não se aceita,
E o quanto a vida deita
Além da noite fria
Perdendo em utopia
A messe onde se espreita
Tocaias são diversas
E nelas desconversas
Confessas tais enganos,
E sinto mais distante
O quanto me garante
A vida em ermos danos.
209
A vida se transcorre
De baixo para cima
E o quanto se redima
Além do que socorre
Demora e quando escorre
Num novo e claro clima
Gestando o que se estima
E sei que nunca morre,
Vencer os meus enganos
Ousar em novos planos
Deixando para trás
O errático cenário
De um tempo atroz e vário
Que a vida sempre traz.
210
Futuro nem passado
Apenas o presente
E nele se apresente
O quanto em paz me agrado,
A sorte dita em fado
O corte impertinente
A vida num repente
O tempo desenhado,
E assim se sobrepondo
O tempo onde respondo
O todo em nova espera,
Acende esta fogueira
Além do que se queira
E a luta em paz tempera.
51181/51200
51181
Amar sendo deveras
Uma arte sem igual
Num toque sensual
Enfrenta as tantas feras
E quando além tu geras
Num rito divinal
O passo noutro astral
Aonde em paz temperas,
Versando sobre o fato
Do quanto em ti constato
Do ser que em mim propago,
Resumos de outros dias
Imersas alegrias
Em cada doce afago.
82
Em versos e promessas
A vida traz o rumo
Aonde eu me acostumo
Bem mais do que professas
E nisto te endereças
Ao todo em raro prumo
Bebendo assim o sumo
Das horas que confessas
Amante em tal ternura
Bebendo esta procura
E nela sei do quanto
Meu passo se redime
E traça outro sublime
E nisto o amor garanto.
83
As velas singram mares
E nada mais detém
O passo sem desdém
Nem mesmo os procelares
Cenários mais vulgares
E quando a noite vem
Do sonho sou refém
E verto em teus altares
Razões para viver
Viver para sonhar
E quando navegar
O mar dentro do ser
Gerando esta tormenta
Aos poucos me apascenta.
84
Amor regendo uma arte
E nela se transforma
Gerando então a norma
Aonde se comparte
O todo em cada parte
E nisto a rara forma
Deveras quando informa
Expressa o que reparte,
Sem ter um disparate
O todo me arrebate
E leve para além
Do sonho em mero brilho
Amor quando o palmilho
Meu mundo traz e tem.
85
As naves mais ligeiras
Adentram o oceano
E sei quando me dano
E mesmo quando queiras
As horas derradeiras
Gestando cada plano
E nisto soberano
Enfrento as corredeiras,
Espero pelo menos
Momentos mais serenos
Depois da tempestade,
A o canto em harmonia
Deveras me traria
A intensa liberdade.
86
Amor guiando os passos
De quem se fez além
Do todo quando tem
Momentos mais escassos,
E sei de velhos traços
No quanto sou refém
Da vida sem desdém
Cerzindo novos laços;
Encontro plenamente
O quanto se apresente
A cada novo instante
A vida de tal forma
Aos poucos nos transforma
E a paz enfim garante.
87
Ousando no manejo
Dos sonhos mais audazes
Ainda quando os trazes
O todo ora desejo
E sei o quanto vejo
Em dias mais falazes
E mesmo que inda atrases
Meu canto é mais sobejo
Expresso em dor e pranto
O medo onde garanto
Apenas o final
De um rito sem tamanho
A vida enquanto entranho
Um templo em vago astral.
88
Chorosa noite em vão
Incerta fantasia
E nisto esta agonia
Viceja desde então
Matando algum verão
E nada mais teria
Senão a galhardia
De leda dimensão,
Esqueço o quanto pude
E sei desta amplitude
Sem nexo e sem apoio,
Do imenso caminhar
Apenas mergulhar
No raso e tosco arroio.
89
Desentoada prece
Já não mais me traria
Ainda se viria
O quanto não se tece,
E o rumo onde obscurece
O trâmite; agonia
A noite mais vadia
O sonho que entorpece
Um pária em tal sarjeta
Ainda que prometa
No fim nada se vendo,
Do sonho em desatino
Aos poucos me amofino
E sou mero remendo.
51190
Beleza não trazendo
Sequer o que pudesse
E neste tom a prece
Aos poucos percorrendo
Cenário aonde horrendo
O rumo vago esquece
Do prazo e não merece
Sequer outro remendo,
Matar uma esperança
Enquanto a vida cansa
E gera apenas caos,
Os olhos no horizonte
O quanto desaponte
E traz ledos degraus.
91
Aonde sem brandura
A faca se afiara
Marcando esta seara
Em dor, tanta amargura
O nada se perdura
E o corte dita escara
A morte se prepara
E nega esta candura,
Apenas humanóide
Ou mesmo um asteróide
Sem órbita, ao relento
O mundo que pedira
Ardente em velha pira
Decerto ainda invento.
92
O quanto fora urdido
Do sonho sem proveito
E nisto se deleito
O tempo agora olvido
Meu passo resumido
E neste vão eu deito
Matando qualquer pleito
O tanto já perdido,
Esqueço o que inda trago
E quando aquém me alago
Dos erros contumazes
O rumo sem tal prumo
Já nada mais resumo
Seque o que me trazes.
93
Desventurada senda
Aonde o nada faço
E o manto mais escasso
Aos poucos não atenda
Quem tanto quer a lenda
E nisto sendo um traço
O mundo que hoje faço
Em mera e frágil tenda,
O prazo terminando
O tempo se moldando
Sem prumo e sem valia
Do quanto quero e sinto
Amor ao vê-lo extinto
Não resta a poesia.
94
A noite sendo baça
A vida não pudera
Apascentar quimera
E o todo gera e traça
A sorte mais devassa
E quando destempera
A fúria sem espera
O tempo em vão já grassa,
Esqueço o quanto pude
E sei do ser mais rude
Que ainda trago em mim,
Destarte o meu caminho
Deveras mais sozinho
Traçando agora o fim.
95
O canto envenenado
Nos ermos da esperança
E a noite outrora mansa
Agora noutro fado
Expressa o quando invado
E mata a confiança
Aonde em aliança
O tanto é desolado,
Esqueço cada dia
E mato o que viria
Vestindo a farsa em dor,
Assíduo caminheiro
Matando o meu canteiro
Ausento em nós a flor.
96
No claro esquecimento
Da vida sem sentido
O quando é resumido
O passo aonde eu tento
Vencer cada excremento
E nisto não duvido
Do parto prometido
E solto em ledo vento,
Escassas noites vêm
E sendo então refém
Do pouco que me resta
A boca se fechando
O mundo desde quando
Apenas gera a fresta.
97
A vida em sepultura
Gerando nova vida
Na face destruída
Dos sonhos a cultura
E quando em escultura
Pudesse distraída
Gestar na despedida
A sorte me emoldura
E sigo cada rito
Aonde eu acredito
Num éter que não veio,
No caos dito em metano
Aos poucos eu me dano
E sigo sempre alheio.
98
Ditosos camaradas
Em ares tão diversos
Pousando em universos
Ou mesmo nas estradas
Aonde em escaladas
As tantas em dispersos
Momentos sigo imersos
Nas sombras mal traçadas
Esqueço o quanto possa
Da sorte sempre nossa
Ou mesmo de um detalhe
E quando o meu caminho
Mostrasse mais daninho
O amor já me retalhe.
99
Ler-te e em polvorosa
Louvar cada momento
E quando em vão tormento
A sorte sempre glosa
Matando a velha rosa
E nisto o mal fomento
Farto deslumbramento
Em noite caprichosa,
O canto sem valia
O mundo não traria
Sequer o quanto busco,
Meu passo se indigesto
Apenas eu me empresto
Ao quanto sou mais brusco.
51200
Inspirações diversas
Em noites desumanas
E quanto mais me enganas
As horas desconversas
E sei que quando versas
Em noites soberanas
As horas mais profanas
Deveras tu dispersas
E bebo cada gole
Do todo onde se bole
Rocio da esperança
Nesta orvalhada senda
Prazer que se desvenda
Ao largo a vida alcança
Amar sendo deveras
Uma arte sem igual
Num toque sensual
Enfrenta as tantas feras
E quando além tu geras
Num rito divinal
O passo noutro astral
Aonde em paz temperas,
Versando sobre o fato
Do quanto em ti constato
Do ser que em mim propago,
Resumos de outros dias
Imersas alegrias
Em cada doce afago.
82
Em versos e promessas
A vida traz o rumo
Aonde eu me acostumo
Bem mais do que professas
E nisto te endereças
Ao todo em raro prumo
Bebendo assim o sumo
Das horas que confessas
Amante em tal ternura
Bebendo esta procura
E nela sei do quanto
Meu passo se redime
E traça outro sublime
E nisto o amor garanto.
83
As velas singram mares
E nada mais detém
O passo sem desdém
Nem mesmo os procelares
Cenários mais vulgares
E quando a noite vem
Do sonho sou refém
E verto em teus altares
Razões para viver
Viver para sonhar
E quando navegar
O mar dentro do ser
Gerando esta tormenta
Aos poucos me apascenta.
84
Amor regendo uma arte
E nela se transforma
Gerando então a norma
Aonde se comparte
O todo em cada parte
E nisto a rara forma
Deveras quando informa
Expressa o que reparte,
Sem ter um disparate
O todo me arrebate
E leve para além
Do sonho em mero brilho
Amor quando o palmilho
Meu mundo traz e tem.
85
As naves mais ligeiras
Adentram o oceano
E sei quando me dano
E mesmo quando queiras
As horas derradeiras
Gestando cada plano
E nisto soberano
Enfrento as corredeiras,
Espero pelo menos
Momentos mais serenos
Depois da tempestade,
A o canto em harmonia
Deveras me traria
A intensa liberdade.
86
Amor guiando os passos
De quem se fez além
Do todo quando tem
Momentos mais escassos,
E sei de velhos traços
No quanto sou refém
Da vida sem desdém
Cerzindo novos laços;
Encontro plenamente
O quanto se apresente
A cada novo instante
A vida de tal forma
Aos poucos nos transforma
E a paz enfim garante.
87
Ousando no manejo
Dos sonhos mais audazes
Ainda quando os trazes
O todo ora desejo
E sei o quanto vejo
Em dias mais falazes
E mesmo que inda atrases
Meu canto é mais sobejo
Expresso em dor e pranto
O medo onde garanto
Apenas o final
De um rito sem tamanho
A vida enquanto entranho
Um templo em vago astral.
88
Chorosa noite em vão
Incerta fantasia
E nisto esta agonia
Viceja desde então
Matando algum verão
E nada mais teria
Senão a galhardia
De leda dimensão,
Esqueço o quanto pude
E sei desta amplitude
Sem nexo e sem apoio,
Do imenso caminhar
Apenas mergulhar
No raso e tosco arroio.
89
Desentoada prece
Já não mais me traria
Ainda se viria
O quanto não se tece,
E o rumo onde obscurece
O trâmite; agonia
A noite mais vadia
O sonho que entorpece
Um pária em tal sarjeta
Ainda que prometa
No fim nada se vendo,
Do sonho em desatino
Aos poucos me amofino
E sou mero remendo.
51190
Beleza não trazendo
Sequer o que pudesse
E neste tom a prece
Aos poucos percorrendo
Cenário aonde horrendo
O rumo vago esquece
Do prazo e não merece
Sequer outro remendo,
Matar uma esperança
Enquanto a vida cansa
E gera apenas caos,
Os olhos no horizonte
O quanto desaponte
E traz ledos degraus.
91
Aonde sem brandura
A faca se afiara
Marcando esta seara
Em dor, tanta amargura
O nada se perdura
E o corte dita escara
A morte se prepara
E nega esta candura,
Apenas humanóide
Ou mesmo um asteróide
Sem órbita, ao relento
O mundo que pedira
Ardente em velha pira
Decerto ainda invento.
92
O quanto fora urdido
Do sonho sem proveito
E nisto se deleito
O tempo agora olvido
Meu passo resumido
E neste vão eu deito
Matando qualquer pleito
O tanto já perdido,
Esqueço o que inda trago
E quando aquém me alago
Dos erros contumazes
O rumo sem tal prumo
Já nada mais resumo
Seque o que me trazes.
93
Desventurada senda
Aonde o nada faço
E o manto mais escasso
Aos poucos não atenda
Quem tanto quer a lenda
E nisto sendo um traço
O mundo que hoje faço
Em mera e frágil tenda,
O prazo terminando
O tempo se moldando
Sem prumo e sem valia
Do quanto quero e sinto
Amor ao vê-lo extinto
Não resta a poesia.
94
A noite sendo baça
A vida não pudera
Apascentar quimera
E o todo gera e traça
A sorte mais devassa
E quando destempera
A fúria sem espera
O tempo em vão já grassa,
Esqueço o quanto pude
E sei do ser mais rude
Que ainda trago em mim,
Destarte o meu caminho
Deveras mais sozinho
Traçando agora o fim.
95
O canto envenenado
Nos ermos da esperança
E a noite outrora mansa
Agora noutro fado
Expressa o quando invado
E mata a confiança
Aonde em aliança
O tanto é desolado,
Esqueço cada dia
E mato o que viria
Vestindo a farsa em dor,
Assíduo caminheiro
Matando o meu canteiro
Ausento em nós a flor.
96
No claro esquecimento
Da vida sem sentido
O quando é resumido
O passo aonde eu tento
Vencer cada excremento
E nisto não duvido
Do parto prometido
E solto em ledo vento,
Escassas noites vêm
E sendo então refém
Do pouco que me resta
A boca se fechando
O mundo desde quando
Apenas gera a fresta.
97
A vida em sepultura
Gerando nova vida
Na face destruída
Dos sonhos a cultura
E quando em escultura
Pudesse distraída
Gestar na despedida
A sorte me emoldura
E sigo cada rito
Aonde eu acredito
Num éter que não veio,
No caos dito em metano
Aos poucos eu me dano
E sigo sempre alheio.
98
Ditosos camaradas
Em ares tão diversos
Pousando em universos
Ou mesmo nas estradas
Aonde em escaladas
As tantas em dispersos
Momentos sigo imersos
Nas sombras mal traçadas
Esqueço o quanto possa
Da sorte sempre nossa
Ou mesmo de um detalhe
E quando o meu caminho
Mostrasse mais daninho
O amor já me retalhe.
99
Ler-te e em polvorosa
Louvar cada momento
E quando em vão tormento
A sorte sempre glosa
Matando a velha rosa
E nisto o mal fomento
Farto deslumbramento
Em noite caprichosa,
O canto sem valia
O mundo não traria
Sequer o quanto busco,
Meu passo se indigesto
Apenas eu me empresto
Ao quanto sou mais brusco.
51200
Inspirações diversas
Em noites desumanas
E quanto mais me enganas
As horas desconversas
E sei que quando versas
Em noites soberanas
As horas mais profanas
Deveras tu dispersas
E bebo cada gole
Do todo onde se bole
Rocio da esperança
Nesta orvalhada senda
Prazer que se desvenda
Ao largo a vida alcança
51171/80
71
O tempo desbotando cada sonho
Traduz apenas medo e nada mais
E quando a vida traça em tons venais
Cenário solitário e tão medonho,
Aonde noutro passo eu me proponho
Estendo as fantasias nos varais
E cevo minha sorte em vãos florais
Vagando sem sentido, mais tristonho,
Espero após a chuva algum momento
Liberto dos meus erros e se tento
Vencer o quanto pude e não soubera
Alimentando apenas o vazio
O quanto dentro da alma desafio
Gerando tão somente a dor mais fera.
72
Decresce a cada instante esta esperança
E o nada não redime o quanto pude
Viver sabendo morta a juventude
A sorte no vazio então se lança
O passo sem destino e sem pujança
A morte se trazendo em plenitude
Sequer a fantasia ainda ilude
E nada desta luz agora alcança,
O rústico cenário se deslinda
E quando poderia haver ainda
A chance se perdendo um pouco mais,
Expondo o que deveras inda sinto
Meu sonho há muito tempo em vão distinto
Esbarra nos cenários mais venais.
73
Os jovens aproximam do futuro
E o tempo se renova, quedo atrás
O todo que pudera e não se faz
Tornando este caminho atroz e duro,
As sombras do que fui tento e procuro
Meu canto se mostrasse mais mordaz
E o prazo se extinguindo nada traz
Somente este cenário e me amarguro,
Ainda depurasse algum alento
E nisto outro caminho enquanto invento
Transforma a minha herança em quase nada
A sorte sem sentido e sem razão
A vida sem sequer ter direção
A morte a cada engano desenhada.
74
Memórias de outras eras mais distantes
E nada além do tempo eu poderia
Ousar neste momento em fantasia
E sei que no final nada garantes,
Somente o quanto pude por instantes
E o tempo rege o canto em agonia
Amar e ser feliz? Uma utopia
E nisto vejo os dias torturantes,
Vestígios de momentos mais felizes
Aonde o que inda resta contradizes
Matando qualquer luz que exista em mim,
Depois de certo tempo sendo assim
Os olhos procurando teus deslizes
O todo se desdenha e traz o fim.
75
No lindo olhar de quem desejo tanto
O rebrilhar de um sonho sem igual
O mundo se aproxima e sensual
Momento aonde o passo ora garanto,
E nisto com firmeza me agiganto
Ousando neste raro ritual
De um mundo tantas vezes capital
Vencendo com ternura o desencanto,
Saber o discernir de cada passo
Aonde o meu delírio quero e traço
Vagando sem cansaço além do mar,
E vindo em direção aos teus alentos
Os dias deixam longe os sofrimentos
E aprendo com certeza o bem de amar.
75
Quisera ser amigo de quem tanto
Pudesse ser amante num gentil
Momento aonde o todo se previu
E nisto cada passo ora garanto,
E sei que embora só ainda canto
O coração jamais será servil
E o tempo noutro instante se reviu
Gestando dentro da alma este acalanto,
Viceja a primavera dentro em mim
E trago cada instante este jardim
Ousando ser deveras a crisálida
Minha alma libertária e sem ter freio
O quanto no desejo devaneio
Expressa esta vontade assaz tão cálida.
76
Apenas te quisesse e nada mais
Vestindo esta ilusão, amor intenso
E quando nos teus olhos quero e penso
Reinando sobre dias sensuais
Os passos na verdade desiguais
O rumo aonde o todo em paz compenso
Traduz o meu caminho em dom imenso
Momentos entre tantos, principais,
Esqueço os desenganos e procuro
Vencer o quanto fora mais escuro
De um mundo sem sentido rumo e nexo,
Dos sonhos mais argutos que me trazes
A vida em avidez reparte em fases
Gerando em todo o sonho o teu reflexo.
77
O amor gerando amor, bem poderia
Trazer para meus olhos o horizonte
Aonde na verdade já desponte
Além da mera luz em fantasia
O todo onde meu passo se irradia
E traz cada momento em nova fonte
O medo se traduz e desaponte
Quem tanto mera paz sempre queria,
Vestindo a imensidão de um céu sem fim,
O todo se acumula dentro em mim
E o prazo determina a eternidade,
Destarte ser feliz, tudo o que eu quero
Bastando para tanto ser sincero
Gerando dentro da alma o quanto agrade.
78
O olhar de quem se fez bem mais esquiva
Mostrando uma amplitude em pensamento
E quando no vazio eu me alimento
Minha alma sobre tudo sobreviva
A sorte se transforma e mais altiva
Cessando qualquer dor e sofrimento
Mergulho nos teus braços eu me alento
Jamais a poesia é vã, cativa
Somente amor que tanto nos liberta
Gerando a fantasia em hora incerta
Beijando o etéreo tom de um céu suave,
A luta não se cansa e mesmo assim,
O mundo se resume e dentro em mim
Apenas a incerteza que se agrave.
79
Imagem distorcida do que possa
Traçar novo caminho e já não vejo
Apenas mera sombra de um desejo
E nisto se desenha a velha troça
E o quanto da esperança apenas roça
Gerando muito além de algum lampejo
O mundo aonde busco e me azulejo
Impede o que pudera e já destroça
A sorte se produz a cada enfado
E quando um sonho em paz agora evado
Vestindo o sortilégio rude e atroz
Apenas mergulhando em tal abismo
Sem rumo e sem destino quando eu cismo,
A vida não permite mais a voz.
51180
Uma ilusão apenas.
O mundo não me traz
Sequer o mais audaz
Momento onde condenas
As horas mais amenas
O tempo tanto faz
E o quanto fui tenaz
Expressa ledas cenas,
A sorte não traria
Nem mais esta alegria
Renega a imensa luz
E o passo se transforma
E quanto a velha forma
O nada reproduz.
O tempo desbotando cada sonho
Traduz apenas medo e nada mais
E quando a vida traça em tons venais
Cenário solitário e tão medonho,
Aonde noutro passo eu me proponho
Estendo as fantasias nos varais
E cevo minha sorte em vãos florais
Vagando sem sentido, mais tristonho,
Espero após a chuva algum momento
Liberto dos meus erros e se tento
Vencer o quanto pude e não soubera
Alimentando apenas o vazio
O quanto dentro da alma desafio
Gerando tão somente a dor mais fera.
72
Decresce a cada instante esta esperança
E o nada não redime o quanto pude
Viver sabendo morta a juventude
A sorte no vazio então se lança
O passo sem destino e sem pujança
A morte se trazendo em plenitude
Sequer a fantasia ainda ilude
E nada desta luz agora alcança,
O rústico cenário se deslinda
E quando poderia haver ainda
A chance se perdendo um pouco mais,
Expondo o que deveras inda sinto
Meu sonho há muito tempo em vão distinto
Esbarra nos cenários mais venais.
73
Os jovens aproximam do futuro
E o tempo se renova, quedo atrás
O todo que pudera e não se faz
Tornando este caminho atroz e duro,
As sombras do que fui tento e procuro
Meu canto se mostrasse mais mordaz
E o prazo se extinguindo nada traz
Somente este cenário e me amarguro,
Ainda depurasse algum alento
E nisto outro caminho enquanto invento
Transforma a minha herança em quase nada
A sorte sem sentido e sem razão
A vida sem sequer ter direção
A morte a cada engano desenhada.
74
Memórias de outras eras mais distantes
E nada além do tempo eu poderia
Ousar neste momento em fantasia
E sei que no final nada garantes,
Somente o quanto pude por instantes
E o tempo rege o canto em agonia
Amar e ser feliz? Uma utopia
E nisto vejo os dias torturantes,
Vestígios de momentos mais felizes
Aonde o que inda resta contradizes
Matando qualquer luz que exista em mim,
Depois de certo tempo sendo assim
Os olhos procurando teus deslizes
O todo se desdenha e traz o fim.
75
No lindo olhar de quem desejo tanto
O rebrilhar de um sonho sem igual
O mundo se aproxima e sensual
Momento aonde o passo ora garanto,
E nisto com firmeza me agiganto
Ousando neste raro ritual
De um mundo tantas vezes capital
Vencendo com ternura o desencanto,
Saber o discernir de cada passo
Aonde o meu delírio quero e traço
Vagando sem cansaço além do mar,
E vindo em direção aos teus alentos
Os dias deixam longe os sofrimentos
E aprendo com certeza o bem de amar.
75
Quisera ser amigo de quem tanto
Pudesse ser amante num gentil
Momento aonde o todo se previu
E nisto cada passo ora garanto,
E sei que embora só ainda canto
O coração jamais será servil
E o tempo noutro instante se reviu
Gestando dentro da alma este acalanto,
Viceja a primavera dentro em mim
E trago cada instante este jardim
Ousando ser deveras a crisálida
Minha alma libertária e sem ter freio
O quanto no desejo devaneio
Expressa esta vontade assaz tão cálida.
76
Apenas te quisesse e nada mais
Vestindo esta ilusão, amor intenso
E quando nos teus olhos quero e penso
Reinando sobre dias sensuais
Os passos na verdade desiguais
O rumo aonde o todo em paz compenso
Traduz o meu caminho em dom imenso
Momentos entre tantos, principais,
Esqueço os desenganos e procuro
Vencer o quanto fora mais escuro
De um mundo sem sentido rumo e nexo,
Dos sonhos mais argutos que me trazes
A vida em avidez reparte em fases
Gerando em todo o sonho o teu reflexo.
77
O amor gerando amor, bem poderia
Trazer para meus olhos o horizonte
Aonde na verdade já desponte
Além da mera luz em fantasia
O todo onde meu passo se irradia
E traz cada momento em nova fonte
O medo se traduz e desaponte
Quem tanto mera paz sempre queria,
Vestindo a imensidão de um céu sem fim,
O todo se acumula dentro em mim
E o prazo determina a eternidade,
Destarte ser feliz, tudo o que eu quero
Bastando para tanto ser sincero
Gerando dentro da alma o quanto agrade.
78
O olhar de quem se fez bem mais esquiva
Mostrando uma amplitude em pensamento
E quando no vazio eu me alimento
Minha alma sobre tudo sobreviva
A sorte se transforma e mais altiva
Cessando qualquer dor e sofrimento
Mergulho nos teus braços eu me alento
Jamais a poesia é vã, cativa
Somente amor que tanto nos liberta
Gerando a fantasia em hora incerta
Beijando o etéreo tom de um céu suave,
A luta não se cansa e mesmo assim,
O mundo se resume e dentro em mim
Apenas a incerteza que se agrave.
79
Imagem distorcida do que possa
Traçar novo caminho e já não vejo
Apenas mera sombra de um desejo
E nisto se desenha a velha troça
E o quanto da esperança apenas roça
Gerando muito além de algum lampejo
O mundo aonde busco e me azulejo
Impede o que pudera e já destroça
A sorte se produz a cada enfado
E quando um sonho em paz agora evado
Vestindo o sortilégio rude e atroz
Apenas mergulhando em tal abismo
Sem rumo e sem destino quando eu cismo,
A vida não permite mais a voz.
51180
Uma ilusão apenas.
O mundo não me traz
Sequer o mais audaz
Momento onde condenas
As horas mais amenas
O tempo tanto faz
E o quanto fui tenaz
Expressa ledas cenas,
A sorte não traria
Nem mais esta alegria
Renega a imensa luz
E o passo se transforma
E quanto a velha forma
O nada reproduz.
51161/70
61
Amor sonega e nega
E traz enquanto possa
A vida além da troça
E sendo sempre cega
Paixão nunca sossega
E quando em vão se apossa
Presume queda e fosse
No fim jamais se entrega,
Vencer o vencedor
Ousar em raro amor
E ter felicidade,
Pudesse num momento
O quanto ainda alento
E aos poucos já se evade;
62
Bebendo com fartura
Dos sonhos onde pude
Viver a juventude
Aonde o não perdura,
A sorte me tortura
E tanto desilude
Enquanto em sonho rude
Desenha esta loucura,
Apresentando o passo
E tanto quero e traço
Ousando numa rota
Diversa da que tinha
E sendo agora minha
A luta diz derrota.
63
Amar e crer no fato
Aonde o mundo gera
Apenas a quimera
Onde este vão constato,
A vida num retrato
Expressa o que se dera
Gerando além da espera
O mundo em tosco prato
Jogado pelo chão
Trazendo esta emoção
E nada mais pudesse
Quem vence o dissabor
E tenta num amor
A sorte em reza e prece.
64
Cimento esta esperança
Nas bases da moldura
Tecendo uma brandura
Aonde a vida lança
Ousando na aliança
Com tanta e vã ternura
A sorte se procura
E a morte enfim avança
Regendo cada dito
Aonde necessito
Bem mais que algum alento
Depois de tantos anos
A vida em desenganos
Deveras busco e invento.
65
Amar já não seria
O quanto pude outrora
O todo que apavora
A noite mais sombria
A rude fantasia
Alegoria implora
E marca onde devora
O tanto que eu queria,
Escassa luz deserta
A porta estando aberta
Jamais consigo ver
Além do mesmo enredo
O tanto onde concedo
A vida sem prazer.
66
Em mares mais diversos
Pudesse um timoneiro
Ousar o tempo inteiro
Rasgando os universos,
E sei dos tão dispersos
Caminhos num canteiro
Aonde o jasmineiro
Traduziria em versos
O aroma delicado
Que tanto busco e brado
Num sonho sem igual,
Amar e ter no olhar
Intenso este luar,
Na noite sensual.
67
Dos seres onde eu possa
Trazer farta certeza
E sendo sem surpresa
A vida inteira nossa,
A lua quando roça
Restando em natureza
Diversa correnteza
Do todo em paz se apossa,
Reinando em claro céu
Aonde fui cruel
Apenas noutro fato
O rumo se desenha
E a sorte dita a senha
E nela amor constato.
68
Querendo muito mais
Do quanto pude outrora
Ao passo onde se ancora
A vida em dias tais
Vencendo atemporais
Momentos, sorte aflora
E segue sem demora
Ao som destes cristais,
Vestir a rara luz
Que tanto nos seduz
E gesta a cada instante
Um lúdico cometa
Aonde se prometa
O amor que nos garante.
69
Jamais se finde o sonho
Nem mesmo o quanto traz
A sorte mais audaz
Ou mesmo o par bisonho,
O tempo aonde o ponho
E o quanto satisfaz
Pudesse ter a paz
E nisto o que proponho,
Vestindo em sorte e luz
Ainda se produz
Momento em tal clarão
Os dias sendo assim
O todo dentro em mim
Do amor é tradução.
50170
A rosa em bela face
Deitando o seu aroma
Além de mera soma
No todo se mostrasse
E sendo o que se trace
A sorte que nos doma,
A vida enfim já toma
E vence algum impasse,
Depois de tanta luta
Fortuna não reluta
E dita um fado em paz,
Aonde quis o todo,
A lida sem engodo
Momento raro traz.
Amor sonega e nega
E traz enquanto possa
A vida além da troça
E sendo sempre cega
Paixão nunca sossega
E quando em vão se apossa
Presume queda e fosse
No fim jamais se entrega,
Vencer o vencedor
Ousar em raro amor
E ter felicidade,
Pudesse num momento
O quanto ainda alento
E aos poucos já se evade;
62
Bebendo com fartura
Dos sonhos onde pude
Viver a juventude
Aonde o não perdura,
A sorte me tortura
E tanto desilude
Enquanto em sonho rude
Desenha esta loucura,
Apresentando o passo
E tanto quero e traço
Ousando numa rota
Diversa da que tinha
E sendo agora minha
A luta diz derrota.
63
Amar e crer no fato
Aonde o mundo gera
Apenas a quimera
Onde este vão constato,
A vida num retrato
Expressa o que se dera
Gerando além da espera
O mundo em tosco prato
Jogado pelo chão
Trazendo esta emoção
E nada mais pudesse
Quem vence o dissabor
E tenta num amor
A sorte em reza e prece.
64
Cimento esta esperança
Nas bases da moldura
Tecendo uma brandura
Aonde a vida lança
Ousando na aliança
Com tanta e vã ternura
A sorte se procura
E a morte enfim avança
Regendo cada dito
Aonde necessito
Bem mais que algum alento
Depois de tantos anos
A vida em desenganos
Deveras busco e invento.
65
Amar já não seria
O quanto pude outrora
O todo que apavora
A noite mais sombria
A rude fantasia
Alegoria implora
E marca onde devora
O tanto que eu queria,
Escassa luz deserta
A porta estando aberta
Jamais consigo ver
Além do mesmo enredo
O tanto onde concedo
A vida sem prazer.
66
Em mares mais diversos
Pudesse um timoneiro
Ousar o tempo inteiro
Rasgando os universos,
E sei dos tão dispersos
Caminhos num canteiro
Aonde o jasmineiro
Traduziria em versos
O aroma delicado
Que tanto busco e brado
Num sonho sem igual,
Amar e ter no olhar
Intenso este luar,
Na noite sensual.
67
Dos seres onde eu possa
Trazer farta certeza
E sendo sem surpresa
A vida inteira nossa,
A lua quando roça
Restando em natureza
Diversa correnteza
Do todo em paz se apossa,
Reinando em claro céu
Aonde fui cruel
Apenas noutro fato
O rumo se desenha
E a sorte dita a senha
E nela amor constato.
68
Querendo muito mais
Do quanto pude outrora
Ao passo onde se ancora
A vida em dias tais
Vencendo atemporais
Momentos, sorte aflora
E segue sem demora
Ao som destes cristais,
Vestir a rara luz
Que tanto nos seduz
E gesta a cada instante
Um lúdico cometa
Aonde se prometa
O amor que nos garante.
69
Jamais se finde o sonho
Nem mesmo o quanto traz
A sorte mais audaz
Ou mesmo o par bisonho,
O tempo aonde o ponho
E o quanto satisfaz
Pudesse ter a paz
E nisto o que proponho,
Vestindo em sorte e luz
Ainda se produz
Momento em tal clarão
Os dias sendo assim
O todo dentro em mim
Do amor é tradução.
50170
A rosa em bela face
Deitando o seu aroma
Além de mera soma
No todo se mostrasse
E sendo o que se trace
A sorte que nos doma,
A vida enfim já toma
E vence algum impasse,
Depois de tanta luta
Fortuna não reluta
E dita um fado em paz,
Aonde quis o todo,
A lida sem engodo
Momento raro traz.
51151/60
51
Um bom começo é a metade.
Aristóteles
Somente uma verdade
Mantendo o mesmo norte
Além deste suporte
Traduz a liberdade,
O quanto inda se brade
E nisto me conforte,
Bem mais do que tal sorte
Viceja em realidade,
O passo quando tento
Vencer o alheamento
Gerasse noutro instante
Um rumo mais gentil
Aonde o que se viu
No todo se garante.
52
A primeira qualidade do estilo é a clareza.
Aristóteles
Clareza no que dizes
Traçando em pensamento
Além do que alimento
Vencendo estes deslizes
Supera as tantas crises
E sem qualquer tormento
O mundo mais atento
Não deixa cicatrizes,
O passo com firmeza
Vencendo a correnteza
Jamais titubeando
O todo se aproxima
E quanto mais se estima,
A vida sabe o quando.
53
O belo é o esplendor da ordem.
Aristóteles
O belo traduzira
Além de simplesmente
O quanto a vida tente
E nisto em rara mira,
A vida que interfira
Gerando outra semente
A sorte plenamente
Supera uma mentira
O todo se desenha
E gera além da ordenha
O raro deste fato
Aonde o que pudesse
Bem mais do que uma prece
Traduz quanto constato.
54
A cultura é o melhor conforto para a velhice.
Aristóteles
Conhecimento trama
Razão para lutar
E mesmo divagar
Aonde a vida chama
No todo além do drama
Invado o imenso mar,
E sei do navegar
Vencendo o quanto clama,
A sorte se traduz
Na força em plena luz
Trazendo aqui seu porto,
Após os descaminhos
Encontro em raros ninhos
Prazer deste conforto.
55
O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança.
Aristóteles
A vida sem um freio
Descarrilando a sorte
Traduz a viva morte
E nisto eu me incendeio,
Meu canto em devaneio
Moldando em novo norte
O quanto não comporte
E traça um mero veio
Gerando após o todo
Somente o ledo engodo
E o caos dentro do peito,
Aonde poderia
O tempo em agonia
Expande o torpe pleito.
56
Ter muitos amigos é não ter nenhum.
Aristóteles
Amigos? Poucos tenho
E sei de cada engano
Aonde o passo em dano
Traduz o vago empenho,
Meu mundo onde convenho
Negando cada plano,
Aos poucos soberano
O rumo não contenho,
E sei do fim de tudo
E quando aquém me iludo
Somente um ato falho,
Amigos? Sei de algum?
Um fato que incomum
Em vão quero e batalho.
57
O historiador e o poeta não se distinguem um do outro pelo fato de o primeiro escrever em prosa e o segundo em verso. Diferem entre si, porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que poderia ter acontecido.
Aristóteles
O fato quando fora
Ou mesmo imaginara
Mudando a mesma cara
Deveras sonhadora
Marcando a tentadora
Noção de uma seara
Em noite bela e rara
E mesmo sofredora,
Vencer os desafetos
Em dias mais repletos
De sonho ou de verdade,
No quanto se mostrasse
Diversa ou mesma face
E o tempo já degrade.
58
Todos os trabalhos pagos absorvem e degradam o espírito.
Aristóteles
A libertária senda
Jamais se compraria
E nisto dia a dia
O amor nunca se entenda
Conforme mera lenda
Em tola fantasia
Gestando esta agonia
E ao sonho nunca atenda.
O ser profissional
Aonde passional
A vida se exigira
É como caminhar
Na esfera de um lugar
Exposto a tal mentira.
59
O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.
Aristóteles
Falar sem refletir
É como se perder
Num tempo a recolher
Ausência de porvir,
O todo que há por vir
Reinando sobre o ser
Negando o amanhecer
Impede o prosseguir,
O pensamento rege
Além do tolo herege
Também o sábio quando
O mundo se aproxima
Do quanto numa estima
Eu venho me entregando.
51160
A alma é a causa eficiente e o princípio organizador do corpo vivente.
Aristóteles
Uma alma dita o quanto
O corpo se liberta
E nisto a porta aberta
No tempo em paz garanto
E quando em novo canto
A sorte não deserta
E o mundo nos desperta
Gerando além do espanto,
O rumo se transforma
E toa em rara forma
Beleza sem igual,
Deveras acredito
No dom deste infinito
Cenário magistral.
Um bom começo é a metade.
Aristóteles
Somente uma verdade
Mantendo o mesmo norte
Além deste suporte
Traduz a liberdade,
O quanto inda se brade
E nisto me conforte,
Bem mais do que tal sorte
Viceja em realidade,
O passo quando tento
Vencer o alheamento
Gerasse noutro instante
Um rumo mais gentil
Aonde o que se viu
No todo se garante.
52
A primeira qualidade do estilo é a clareza.
Aristóteles
Clareza no que dizes
Traçando em pensamento
Além do que alimento
Vencendo estes deslizes
Supera as tantas crises
E sem qualquer tormento
O mundo mais atento
Não deixa cicatrizes,
O passo com firmeza
Vencendo a correnteza
Jamais titubeando
O todo se aproxima
E quanto mais se estima,
A vida sabe o quando.
53
O belo é o esplendor da ordem.
Aristóteles
O belo traduzira
Além de simplesmente
O quanto a vida tente
E nisto em rara mira,
A vida que interfira
Gerando outra semente
A sorte plenamente
Supera uma mentira
O todo se desenha
E gera além da ordenha
O raro deste fato
Aonde o que pudesse
Bem mais do que uma prece
Traduz quanto constato.
54
A cultura é o melhor conforto para a velhice.
Aristóteles
Conhecimento trama
Razão para lutar
E mesmo divagar
Aonde a vida chama
No todo além do drama
Invado o imenso mar,
E sei do navegar
Vencendo o quanto clama,
A sorte se traduz
Na força em plena luz
Trazendo aqui seu porto,
Após os descaminhos
Encontro em raros ninhos
Prazer deste conforto.
55
O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança.
Aristóteles
A vida sem um freio
Descarrilando a sorte
Traduz a viva morte
E nisto eu me incendeio,
Meu canto em devaneio
Moldando em novo norte
O quanto não comporte
E traça um mero veio
Gerando após o todo
Somente o ledo engodo
E o caos dentro do peito,
Aonde poderia
O tempo em agonia
Expande o torpe pleito.
56
Ter muitos amigos é não ter nenhum.
Aristóteles
Amigos? Poucos tenho
E sei de cada engano
Aonde o passo em dano
Traduz o vago empenho,
Meu mundo onde convenho
Negando cada plano,
Aos poucos soberano
O rumo não contenho,
E sei do fim de tudo
E quando aquém me iludo
Somente um ato falho,
Amigos? Sei de algum?
Um fato que incomum
Em vão quero e batalho.
57
O historiador e o poeta não se distinguem um do outro pelo fato de o primeiro escrever em prosa e o segundo em verso. Diferem entre si, porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que poderia ter acontecido.
Aristóteles
O fato quando fora
Ou mesmo imaginara
Mudando a mesma cara
Deveras sonhadora
Marcando a tentadora
Noção de uma seara
Em noite bela e rara
E mesmo sofredora,
Vencer os desafetos
Em dias mais repletos
De sonho ou de verdade,
No quanto se mostrasse
Diversa ou mesma face
E o tempo já degrade.
58
Todos os trabalhos pagos absorvem e degradam o espírito.
Aristóteles
A libertária senda
Jamais se compraria
E nisto dia a dia
O amor nunca se entenda
Conforme mera lenda
Em tola fantasia
Gestando esta agonia
E ao sonho nunca atenda.
O ser profissional
Aonde passional
A vida se exigira
É como caminhar
Na esfera de um lugar
Exposto a tal mentira.
59
O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.
Aristóteles
Falar sem refletir
É como se perder
Num tempo a recolher
Ausência de porvir,
O todo que há por vir
Reinando sobre o ser
Negando o amanhecer
Impede o prosseguir,
O pensamento rege
Além do tolo herege
Também o sábio quando
O mundo se aproxima
Do quanto numa estima
Eu venho me entregando.
51160
A alma é a causa eficiente e o princípio organizador do corpo vivente.
Aristóteles
Uma alma dita o quanto
O corpo se liberta
E nisto a porta aberta
No tempo em paz garanto
E quando em novo canto
A sorte não deserta
E o mundo nos desperta
Gerando além do espanto,
O rumo se transforma
E toa em rara forma
Beleza sem igual,
Deveras acredito
No dom deste infinito
Cenário magistral.
51541/50
41
Eu digo sempre que das três virtudes teologais chamadas, eu sou fraco na fé e fraco na qualidade, só me resta a esperança. Eu sou o homem da esperança.
Ariano Suassuna
O que mantém acesa
Minha alma em tom suave
Aonde quis uma ave
Somente mera presa,
A luta mais coesa
A vida enquanto agrave
A sorte imensa trave
Na forte correnteza
O frágil cantador
O mundo em multicor
Desenha onde se lança,
Do todo que podia
Apenas fantasia
Restando em esperança.
42
… que é muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.
Ariano Suassuna
O mundo sem fronteiras?
Aonde a fome doma
Não resta sequer soma
E nem velhas bandeiras
E mesmo que tu queiras
A sorte diz redoma
E gera outra Sodoma
Trazendo as carpideiras,
O corpo que se estende
O mundo ora depende
Apenas de justiça,
Mas quanto mais se vive
O tempo, o sonho prive
E a Terra é movediça.
43
Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo
sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas"
Ariano Suassuna
Não perco a fantasia
De crer sempre plausível
Um toque mais possível
Gerando esta utopia,
O tempo não traria
Sequer o quanto é crível
Mudar e ter mesmo cabível
A sorte que eu queria,
O mundo se transforma
E em cada nova forma
Resulta onde degrade,
Ainda mesmo assim,
Procuro dentro em mim
Sonhar com a amizade.
44
O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.
Ariano Suassuna
Não crer no que viria
Ou mesmo me entregar
Sem medo a divagar
Em tola fantasia,
Deveras poderia
Apenas caminhar
E crer noutro lugar
Em noite clara ou fria,
O quanto realista
Não nega uma esperança
Aonde o que se avista
Traçando onde se lança
Permite uma conquista
E nisto a sorte alcança.
45
Não troco o meu "oxente" pelo "ok" de ninguém!
Ariano Suassuna
Ser e permanecer
Após cada momento
E nisto quando assento
Já nada a me perder
O tanto quanto ver
O rumo em pensamento
Vivendo o sentimento
Imenso do prazer,
Não vejo outro caminho
Sequer onde me aninho
Minha alma e berço e cais,
Depois de tantos anos
A vida traz os danos,
Mas venço os temporais.
46
A inteligência é a insolência educada.
Aristóteles
O negar traz à luz
O quanto poderia
Vencer a letargia
E nisto nos conduz
Ao fato onde reluz
Além na mais sombria
Vontade em harmonia
Ou mesmo amarga cruz,
O ser e não ceder
Ao quanto parecer
E nisto ter em mente
O tempo sem medida
Regendo cada vida
Aguando esta semente.
47
Alguns pensam que para se ser amigo basta querê-lo, como se para se estar são bastasse desejar a saúde...
Aristóteles
Amor de uma amizade
Um fato a conquistar
E neste caminhar
Sem nada que o degrade
Ainda em claridade
Vestir raro luar
E neste navegar
Rumando à liberdade,
O passo mais audaz
O todo onde se faz
Bem mais do que um momento,
Singrando este oceano
Vencendo cada engano
Abrindo o peito ao vento.
48
Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.
Aristóteles
O quanto repetimos
Em atos, pensamentos
Trazendo nos momentos
Além dos velhos limos
Moldando mais que mimos
E nisto os sentimentos
Tramando em tais alentos
E assim nós dividimos.
Tornar a liberdade
Um hábito e vencer
O quanto aparecer
E mesmo quando invade
A noite em brumas feita,
No sonho em paz se deita.
49
O homem solitário é uma besta ou um deus.
Aristóteles
A solidão permite
O livre pensamento,
Porém noutro momento
A vida já limite,
E o corte necessite
Do farto tratamento
E sem alheamento
Num rumo se acredite,
Ousando com ternura
A sorte que procura
Terá como resposta
O todo quando quis
Bem mais que a cicatriz
Agora aberta e exposta.
51150
O que é um amigo? Uma única alma habitando dois corpos.
Aristóteles
Uma alma em consonância
Gerando esta harmonia
Aonde poderia
Em rara concordância
Ousar na mesma estância
E nisso se veria
Além do dia a dia
O todo em abundância.
Uma amizade dita
A sorte que infinita
Povoa o pensamento,
Destarte o caminhar
Rumando a um só lugar
Enfrenta qualquer vento.
Eu digo sempre que das três virtudes teologais chamadas, eu sou fraco na fé e fraco na qualidade, só me resta a esperança. Eu sou o homem da esperança.
Ariano Suassuna
O que mantém acesa
Minha alma em tom suave
Aonde quis uma ave
Somente mera presa,
A luta mais coesa
A vida enquanto agrave
A sorte imensa trave
Na forte correnteza
O frágil cantador
O mundo em multicor
Desenha onde se lança,
Do todo que podia
Apenas fantasia
Restando em esperança.
42
… que é muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.
Ariano Suassuna
O mundo sem fronteiras?
Aonde a fome doma
Não resta sequer soma
E nem velhas bandeiras
E mesmo que tu queiras
A sorte diz redoma
E gera outra Sodoma
Trazendo as carpideiras,
O corpo que se estende
O mundo ora depende
Apenas de justiça,
Mas quanto mais se vive
O tempo, o sonho prive
E a Terra é movediça.
43
Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo
sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas"
Ariano Suassuna
Não perco a fantasia
De crer sempre plausível
Um toque mais possível
Gerando esta utopia,
O tempo não traria
Sequer o quanto é crível
Mudar e ter mesmo cabível
A sorte que eu queria,
O mundo se transforma
E em cada nova forma
Resulta onde degrade,
Ainda mesmo assim,
Procuro dentro em mim
Sonhar com a amizade.
44
O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.
Ariano Suassuna
Não crer no que viria
Ou mesmo me entregar
Sem medo a divagar
Em tola fantasia,
Deveras poderia
Apenas caminhar
E crer noutro lugar
Em noite clara ou fria,
O quanto realista
Não nega uma esperança
Aonde o que se avista
Traçando onde se lança
Permite uma conquista
E nisto a sorte alcança.
45
Não troco o meu "oxente" pelo "ok" de ninguém!
Ariano Suassuna
Ser e permanecer
Após cada momento
E nisto quando assento
Já nada a me perder
O tanto quanto ver
O rumo em pensamento
Vivendo o sentimento
Imenso do prazer,
Não vejo outro caminho
Sequer onde me aninho
Minha alma e berço e cais,
Depois de tantos anos
A vida traz os danos,
Mas venço os temporais.
46
A inteligência é a insolência educada.
Aristóteles
O negar traz à luz
O quanto poderia
Vencer a letargia
E nisto nos conduz
Ao fato onde reluz
Além na mais sombria
Vontade em harmonia
Ou mesmo amarga cruz,
O ser e não ceder
Ao quanto parecer
E nisto ter em mente
O tempo sem medida
Regendo cada vida
Aguando esta semente.
47
Alguns pensam que para se ser amigo basta querê-lo, como se para se estar são bastasse desejar a saúde...
Aristóteles
Amor de uma amizade
Um fato a conquistar
E neste caminhar
Sem nada que o degrade
Ainda em claridade
Vestir raro luar
E neste navegar
Rumando à liberdade,
O passo mais audaz
O todo onde se faz
Bem mais do que um momento,
Singrando este oceano
Vencendo cada engano
Abrindo o peito ao vento.
48
Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.
Aristóteles
O quanto repetimos
Em atos, pensamentos
Trazendo nos momentos
Além dos velhos limos
Moldando mais que mimos
E nisto os sentimentos
Tramando em tais alentos
E assim nós dividimos.
Tornar a liberdade
Um hábito e vencer
O quanto aparecer
E mesmo quando invade
A noite em brumas feita,
No sonho em paz se deita.
49
O homem solitário é uma besta ou um deus.
Aristóteles
A solidão permite
O livre pensamento,
Porém noutro momento
A vida já limite,
E o corte necessite
Do farto tratamento
E sem alheamento
Num rumo se acredite,
Ousando com ternura
A sorte que procura
Terá como resposta
O todo quando quis
Bem mais que a cicatriz
Agora aberta e exposta.
51150
O que é um amigo? Uma única alma habitando dois corpos.
Aristóteles
Uma alma em consonância
Gerando esta harmonia
Aonde poderia
Em rara concordância
Ousar na mesma estância
E nisso se veria
Além do dia a dia
O todo em abundância.
Uma amizade dita
A sorte que infinita
Povoa o pensamento,
Destarte o caminhar
Rumando a um só lugar
Enfrenta qualquer vento.
50131/40
51131
O maior pensar da criatura humana é comer; desde que o homem nasce até que morre anda a procurar o pão para a boca.
António Vieira
Sobreviver primeiro,
Depois o pensamento
E nisto quando tento
Cevar este canteiro
Talvez o derradeiro
Exposto ao vário vento,
E nisto o meu alento
Pudesse verdadeiro
Ousando a liberdade
Enquanto o cerco invade
E gera tão somente
A mera escravidão,
Os dias que virão
Trarão nova semente?
2
Quem quer mais que lhe convém, perde o que quer e o que tem.
António Vieira
O olhar não seja quem
Domina o teu desejo
E quando assim eu vejo
O nada sempre vem
E toma com desdém
O quanto além almejo
E sei deste sobejo
Caminho e sou refém
Do passo sem sentido
Do mundo onde duvido
Que possa haver bem mais
Que ledas tempestades
E quanto mais te evades,
Maiores temporais.
3
Quem tem seis asas e voa só com duas, sempre voa e canta. Quem tem duas asas e quer voar com seis, cansará logo e chorará.
António Vieira
O quanto necessite
É tudo o que se deve
E quando além se atreve
Tentando outro limite,
A vida não permite
E gera então a breve
Vazão por onde ceve
O nada que acredite,
Vislumbro após o tanto
A vida onde garanto
Apenas o que pude,
Destarte nada posso
Senão no quanto é nosso,
Tomar nova atitude.
4
A ausência é o remédio do amor.
António Vieira
Distante no horizonte
Expresso da visão
Os dias mostrarão
Aonde não desponte
O quanto ainda aponte
A leda sensação
Tomando esta emoção
Qual fosse frágil ponte
Destarte o prosseguir
Trazendo no porvir
Um novo rumo em nós
Aumenta a cada passo
Enquanto em sonho eu traço
O todo e o logo após.
5
Não há alegria neste mundo tão privilegiada, que não pague pensão à tristeza.
António Vieira
Uma alegria traz
Contigo uma certeza
Da imensa e vã tristeza
No quanto fosse audaz,
E o mundo trama e faz
A sorte em correnteza
Gerando com surpresa
O todo até tenaz,
E o rumo se perdendo
Aonde num adendo
Pudesse plenamente,
Felicidade trama
Além da luz, o drama
E nisto se alimente.
6
Há homens que são como as velas; sacrificam-se, queimando-se para dar luz aos outros.
António Vieira
A vida se renova
E gera em claridade
O quanto não se evade
E vive sempre à prova
O todo dita a nova
Manhã em tal vontade
Gerando a liberdade
E bebe o quanto aprova,
O risco de sonhar
Desejo de encontrar
A luz de um novo dia,
No todo em sacrifício
Do imenso precipício
À enorme fantasia.
7
Mais afronta a mesura de um adulador, que uma bofetada de um inimigo.
António Vieira
Verdade se escondida
Nos antros da mentira
Traduz quando interfira
Aquém da nossa vida,
A sorte repartida
O todo se retira
E quando errônea mira
Expressa a despedida,
Pudesse muito mais
Que meros dias tais
Aonde o nada invade
Sedento da razão
Suporto o bofetão,
Mas bebo a liberdade.
8
“O bem ou é presente, ou passado,
ou futuro: se é presente, causa gosto; se é passado, causa saudade; se é
futuro, causa desejo.”
Antonio Vieira
O quanto inda virá
E o todo que hoje vejo
Passado mais sobejo
Futuro me trará?
Só sei que desde já
O todo em paz almejo
E bebo este azulejo
Aonde brilhará,
Vagando sem destino
O quanto determino
Traduz o novo em mim,
Depois de certo atraso
O tanto quanto aprazo
Determinando o fim.
9
A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.
Ariano Suassuna
Mediocridade dita
O quanto se apresenta
Na face mais sangrenta
Portanto mais finita,
E quando necessita
Vencer a turbulenta
Razão que me atormenta
A sorte, uma desdita,
Razão para lutar
E crer no renovar
Além do mero passo,
Diverso do comum,
Melhor não ter nenhum
Do que somente o escasso.
50140
Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa.
Ariano Suassuna
Arte em compra e venda
Deveras não traduz
A imensa e clara luz,
Gerando apenas lenda
E quando esta contenda
Somente assim traduz
O quanto e aonde pus
Somente olhar em venda,
O mundo não se traça
Nas ânsias de quem passa
Mercante e turva face,
No tempo sem valia
Rude mercadoria
Aos poucos destroçasse.
O maior pensar da criatura humana é comer; desde que o homem nasce até que morre anda a procurar o pão para a boca.
António Vieira
Sobreviver primeiro,
Depois o pensamento
E nisto quando tento
Cevar este canteiro
Talvez o derradeiro
Exposto ao vário vento,
E nisto o meu alento
Pudesse verdadeiro
Ousando a liberdade
Enquanto o cerco invade
E gera tão somente
A mera escravidão,
Os dias que virão
Trarão nova semente?
2
Quem quer mais que lhe convém, perde o que quer e o que tem.
António Vieira
O olhar não seja quem
Domina o teu desejo
E quando assim eu vejo
O nada sempre vem
E toma com desdém
O quanto além almejo
E sei deste sobejo
Caminho e sou refém
Do passo sem sentido
Do mundo onde duvido
Que possa haver bem mais
Que ledas tempestades
E quanto mais te evades,
Maiores temporais.
3
Quem tem seis asas e voa só com duas, sempre voa e canta. Quem tem duas asas e quer voar com seis, cansará logo e chorará.
António Vieira
O quanto necessite
É tudo o que se deve
E quando além se atreve
Tentando outro limite,
A vida não permite
E gera então a breve
Vazão por onde ceve
O nada que acredite,
Vislumbro após o tanto
A vida onde garanto
Apenas o que pude,
Destarte nada posso
Senão no quanto é nosso,
Tomar nova atitude.
4
A ausência é o remédio do amor.
António Vieira
Distante no horizonte
Expresso da visão
Os dias mostrarão
Aonde não desponte
O quanto ainda aponte
A leda sensação
Tomando esta emoção
Qual fosse frágil ponte
Destarte o prosseguir
Trazendo no porvir
Um novo rumo em nós
Aumenta a cada passo
Enquanto em sonho eu traço
O todo e o logo após.
5
Não há alegria neste mundo tão privilegiada, que não pague pensão à tristeza.
António Vieira
Uma alegria traz
Contigo uma certeza
Da imensa e vã tristeza
No quanto fosse audaz,
E o mundo trama e faz
A sorte em correnteza
Gerando com surpresa
O todo até tenaz,
E o rumo se perdendo
Aonde num adendo
Pudesse plenamente,
Felicidade trama
Além da luz, o drama
E nisto se alimente.
6
Há homens que são como as velas; sacrificam-se, queimando-se para dar luz aos outros.
António Vieira
A vida se renova
E gera em claridade
O quanto não se evade
E vive sempre à prova
O todo dita a nova
Manhã em tal vontade
Gerando a liberdade
E bebe o quanto aprova,
O risco de sonhar
Desejo de encontrar
A luz de um novo dia,
No todo em sacrifício
Do imenso precipício
À enorme fantasia.
7
Mais afronta a mesura de um adulador, que uma bofetada de um inimigo.
António Vieira
Verdade se escondida
Nos antros da mentira
Traduz quando interfira
Aquém da nossa vida,
A sorte repartida
O todo se retira
E quando errônea mira
Expressa a despedida,
Pudesse muito mais
Que meros dias tais
Aonde o nada invade
Sedento da razão
Suporto o bofetão,
Mas bebo a liberdade.
8
“O bem ou é presente, ou passado,
ou futuro: se é presente, causa gosto; se é passado, causa saudade; se é
futuro, causa desejo.”
Antonio Vieira
O quanto inda virá
E o todo que hoje vejo
Passado mais sobejo
Futuro me trará?
Só sei que desde já
O todo em paz almejo
E bebo este azulejo
Aonde brilhará,
Vagando sem destino
O quanto determino
Traduz o novo em mim,
Depois de certo atraso
O tanto quanto aprazo
Determinando o fim.
9
A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto médio.
Ariano Suassuna
Mediocridade dita
O quanto se apresenta
Na face mais sangrenta
Portanto mais finita,
E quando necessita
Vencer a turbulenta
Razão que me atormenta
A sorte, uma desdita,
Razão para lutar
E crer no renovar
Além do mero passo,
Diverso do comum,
Melhor não ter nenhum
Do que somente o escasso.
50140
Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa.
Ariano Suassuna
Arte em compra e venda
Deveras não traduz
A imensa e clara luz,
Gerando apenas lenda
E quando esta contenda
Somente assim traduz
O quanto e aonde pus
Somente olhar em venda,
O mundo não se traça
Nas ânsias de quem passa
Mercante e turva face,
No tempo sem valia
Rude mercadoria
Aos poucos destroçasse.
51121/30
51121
Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras.
António Vieira
Palavras? Vento leva
E nada mais se faz
Além do mais audaz
Mordaz caminho em treva,
Mas quando a sorte ceva
E gera em nós a paz,
O todo nos compraz
E a sorte é mais longeva,
Ao coração tocando
As obras demonstrando
O quanto poderia
Tornando a vida assim
Intensa dentro em mim,
Em glória e em alegria.
2
O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.
António Vieira
Ao ler olhos abrindo
Ouvidos se despertam
Os nadas nos desertam
E o mundo agora infindo
O passo se sentindo
Aonde nos alertam
Palavras que consertam
Um erro e além deslindo,
O tempo se ultrapassa
E a vida sem trapaça
Gerando novo tempo
Vencendo o quanto outrora
Ainda nos devora
Em dor e contratempo.
3
Não basta que as coisas que se dizem sejam grandes, se quem as diz não é grande. Por isso os ditos que alegamos se chamam autoridade, por que o autor é o que lhe dá o crédito e lhe concilia o respeito.
António Vieira
O quanto não bastasse
E muito além do fato
O todo onde constato
Em variada face
Aos poucos se mostrasse
Bem mais do que um retrato,
E o dia onde resgato
Ultrapassando o impasse,
O dito quando é feito
Por quem se faz aceito
Presume outro caminho,
Mas quando em tola voz
Perdendo logo após
Transforma-se daninho.
4
Três mais há neste mundo pelos quais anelam, pelos quais morrem e pelos quais matam os homens: mais fazenda; mais honra; mais vida.
António Vieira
Poder, honra e prazer
Ditames de uma vida
Aonde esta ferida
Consigo perceber
Dominam cada ser
E nisto não duvida
Quem sabe a despedida
E o todo a se perder,
Gerando após o canto
Apenas eu garanto
Momento em tom diverso,
E quando mergulhara
Na luta em tal seara
Vivesse este universo.
5
A nossa alma rende-se muito mais pelos olhos, do que pelos ouvidos.
António Vieira
O quanto se ouve dita
A sorte, porém quando
O tempo se mostrando
No olhar onde palpita
O todo se acredita
E nisto nos tocando
O quanto fora brando
Agora nos excita
É ver para poder
Acreditar no fato,
Assim então constato
Razão em cada ser
E o passo com firmeza
Atinge esta certeza.
6
Pouco fez, ou baixamente avalia as suas ações, quem cuida que lhas podiam pagar os homens.
António Vieira
Ao homem poderia
Saber bem muito além
Do quanto já contém
A vida em luz sombria
O todo se avalia
Na face onde o desdém
Trouxesse muito aquém
Do que se poderia,
Ousar noutro momento
Enquanto o sonho eu tento
Vencendo o meu temor,
Presumo cada ocaso
E sei que quanto aprazo
Gerasse apenas dor.
7
Amor e ódio são os dois mais poderosos afectos da vontade humana.
António Vieira
Amor/ódio/poder
São sentimentos tais
Que mostram desiguais
Caminhos a perder,
E o todo a se prever
Marcando muito mais
Dos ermos em fatais
Momentos desprazer
O tanto que pudera
Ousar além da fera
E mergulhar no escuro,
Expresso em voz dispersa
O quanto desconversa
O porto antes seguro.
8
A admiração é filha da ignorância, porque ninguém se admira senão das coisas que ignora, principalmente se são grandes; e mãe da ciência, porque admirados os homens das coisas que ignoram, inquirem e investigam as causas delas até as alcançar, e isto é o que se chama ciência.
António Vieira
Acreditar no quanto
Pudesse e não mais sei
Ousando noutra lei
Apenas eu garanto
A sorte em desencanto
E nisto não terei
Sequer o que busquei
Em ledo e raro canto,
Agora se apresenta
A lida mais sangrenta
E nada mais veria
Senão cada momento
Que em vão eu alimento
Teimando em fantasia.
9
Muitos cuidam da reputação, mas não da consciência.
António Vieira
O parecer se faz
Diverso do que rege
A vida de um herege
Deveras mais audaz,
No quanto feita em paz
Traçando o que se inveje
No fundo nos protege
E nunca satisfaz,
O fato de se ser
Bem mais que parecer
É coisa sem valia,
Vendemos na verdade
Invés da realidade
Apenas fantasia.
51130
A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.
António Vieira
O quanto se apresenta
Em rara educação
Traduz a dimensão
Da vida onde se tenta
A luz que me apascenta
E mesmo se verão
Momentos onde o não,
Explode em vã tormenta,
Mas quando se aproxima
A vida noutro clima
Expressa outro caminho,
E assim ao me mostrar
Inteiro sem negar
Em paz sempre me alinho.
Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras.
António Vieira
Palavras? Vento leva
E nada mais se faz
Além do mais audaz
Mordaz caminho em treva,
Mas quando a sorte ceva
E gera em nós a paz,
O todo nos compraz
E a sorte é mais longeva,
Ao coração tocando
As obras demonstrando
O quanto poderia
Tornando a vida assim
Intensa dentro em mim,
Em glória e em alegria.
2
O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.
António Vieira
Ao ler olhos abrindo
Ouvidos se despertam
Os nadas nos desertam
E o mundo agora infindo
O passo se sentindo
Aonde nos alertam
Palavras que consertam
Um erro e além deslindo,
O tempo se ultrapassa
E a vida sem trapaça
Gerando novo tempo
Vencendo o quanto outrora
Ainda nos devora
Em dor e contratempo.
3
Não basta que as coisas que se dizem sejam grandes, se quem as diz não é grande. Por isso os ditos que alegamos se chamam autoridade, por que o autor é o que lhe dá o crédito e lhe concilia o respeito.
António Vieira
O quanto não bastasse
E muito além do fato
O todo onde constato
Em variada face
Aos poucos se mostrasse
Bem mais do que um retrato,
E o dia onde resgato
Ultrapassando o impasse,
O dito quando é feito
Por quem se faz aceito
Presume outro caminho,
Mas quando em tola voz
Perdendo logo após
Transforma-se daninho.
4
Três mais há neste mundo pelos quais anelam, pelos quais morrem e pelos quais matam os homens: mais fazenda; mais honra; mais vida.
António Vieira
Poder, honra e prazer
Ditames de uma vida
Aonde esta ferida
Consigo perceber
Dominam cada ser
E nisto não duvida
Quem sabe a despedida
E o todo a se perder,
Gerando após o canto
Apenas eu garanto
Momento em tom diverso,
E quando mergulhara
Na luta em tal seara
Vivesse este universo.
5
A nossa alma rende-se muito mais pelos olhos, do que pelos ouvidos.
António Vieira
O quanto se ouve dita
A sorte, porém quando
O tempo se mostrando
No olhar onde palpita
O todo se acredita
E nisto nos tocando
O quanto fora brando
Agora nos excita
É ver para poder
Acreditar no fato,
Assim então constato
Razão em cada ser
E o passo com firmeza
Atinge esta certeza.
6
Pouco fez, ou baixamente avalia as suas ações, quem cuida que lhas podiam pagar os homens.
António Vieira
Ao homem poderia
Saber bem muito além
Do quanto já contém
A vida em luz sombria
O todo se avalia
Na face onde o desdém
Trouxesse muito aquém
Do que se poderia,
Ousar noutro momento
Enquanto o sonho eu tento
Vencendo o meu temor,
Presumo cada ocaso
E sei que quanto aprazo
Gerasse apenas dor.
7
Amor e ódio são os dois mais poderosos afectos da vontade humana.
António Vieira
Amor/ódio/poder
São sentimentos tais
Que mostram desiguais
Caminhos a perder,
E o todo a se prever
Marcando muito mais
Dos ermos em fatais
Momentos desprazer
O tanto que pudera
Ousar além da fera
E mergulhar no escuro,
Expresso em voz dispersa
O quanto desconversa
O porto antes seguro.
8
A admiração é filha da ignorância, porque ninguém se admira senão das coisas que ignora, principalmente se são grandes; e mãe da ciência, porque admirados os homens das coisas que ignoram, inquirem e investigam as causas delas até as alcançar, e isto é o que se chama ciência.
António Vieira
Acreditar no quanto
Pudesse e não mais sei
Ousando noutra lei
Apenas eu garanto
A sorte em desencanto
E nisto não terei
Sequer o que busquei
Em ledo e raro canto,
Agora se apresenta
A lida mais sangrenta
E nada mais veria
Senão cada momento
Que em vão eu alimento
Teimando em fantasia.
9
Muitos cuidam da reputação, mas não da consciência.
António Vieira
O parecer se faz
Diverso do que rege
A vida de um herege
Deveras mais audaz,
No quanto feita em paz
Traçando o que se inveje
No fundo nos protege
E nunca satisfaz,
O fato de se ser
Bem mais que parecer
É coisa sem valia,
Vendemos na verdade
Invés da realidade
Apenas fantasia.
51130
A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.
António Vieira
O quanto se apresenta
Em rara educação
Traduz a dimensão
Da vida onde se tenta
A luz que me apascenta
E mesmo se verão
Momentos onde o não,
Explode em vã tormenta,
Mas quando se aproxima
A vida noutro clima
Expressa outro caminho,
E assim ao me mostrar
Inteiro sem negar
Em paz sempre me alinho.
51111/20
11
O ponto de encontro entre a criação artística e a vida vivida talvez esteja naquele espaço privilegiado que é o sonho.
Antonio Tabucchi
O sonho nos liberta
E cria um novo espaço
Aonde o quanto traço
Mantém a mente aberta
E gera o que deserta
O ledo de um cansaço
E marca cada passo,
E nada nos alerta,
Vagando muito além
Do quanto nos convém
Gerando um novo mundo,
Assim a fantasia
E nela a poesia
Ditame onde me inundo.
12
Errar é humano: mais humano ainda é atribuir o erro aos outros.
Anton Tchekhov
Ao renegar meu erro
Em face mais humana
Ao todo não se engana
Aquém do imenso cerro,
E nisto este desterro
Gerando o que me dana,
A luta mais profana
E nisto enfim me aterro,
E finjo uma inocência
Buscando uma clemência
Que sei não salvará,
Porém a mansa brisa
Deveras ameniza
O todo e desde já.
3
O homem só se tornará um ser melhor quando mostrardes a ele como é feito.
Anton Tchekhov
Olhar o próprio rosto
Sem ter a distorção
Pura imaginação
Num ar extremo e exposto,
Do quanto sou composto
Da mesma podridão
E nela se verão
Sintomas de um desgosto,
Vagando sem saber
O quanto possa ser
Além do nada em mim,
Do todo desenhado
O risco enquanto invado
Traduz em si meu fim.
4
A boa educação não está tanto no fato de não derramar molho sobre a toalha de mesa, mas em não perceber se outra pessoa o faz.
Anton Tchekhov
Aonde um incidente
Pudesse disfarçar
E nisto caminhar
Além do quanto tente
E ser enquanto atente
O todo a desnudar
A face de um lugar
Por vezes pertinente,
Olhar e nada ver
Transforma em bem querer
O quanto poderia
Sem tola providência
Aonde em evidência
Provoca uma agonia.
5
Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre.
Anton Tchekhov
O amor nos permitira
Além do ocasional
Um fato sem igual
Bem mais que mera pira,
E quando se interfira
No todo em ritual
Expressa no final,
Bem mais do que a mentira,
Sublime fantasia
Aonde se irradia
A humanidade em peso,
Vagando sem temer
O quanto perceber
E estar após, ileso.
6
Não permitais à língua ultrapassar o pensamento.
Anton Tchekhov
Guardando o pensamento
Contendo o que pudera
Traçar a vida fera
E nisto o desalento
Aonde o novo eu tento
E o velho destempera,
A sorte esta quimera
Traduz o sofrimento,
Vencer o descaminho
E ser além do espinho
O quanto acolheria,
No todo onde me calo,
Não sou mero vassalo
Da dor em agonia.
7
O vinho e a música sempre foram para mim um magnífico saca-rolhas.
Anton Tchekhov
O quanto me liberto
Dos eus que ledos, trago
Permitem cada afago
E nisto sem deserto
Num passo bem mais certo
Além do que divago
Eu bebo o mundo mago
E assim eu me desperto,
Ousando acreditar
No quanto caminhar
E ser bem mais feliz,
A sorte variada
A noite enluarara
O amor que eu tanto quis.
8
A universidade desenvolve todas as capacidades, inclusive a estupidez.
Anton Tchekhov
Numa expansão sem fim
Daquilo que nós somos
Diversos vários gomos
Desnudos dentro em mim,
Traduzem o jardim
E nele os velhos tomos
Gerando em ledos cromos
Transcendem ao que vim,
E em tal superlativo
O quanto fora altivo
Ou mesmo até banal,
A face multiplica
E o nada agora explica
O fato mais venal.
9
As mulheres nunca perdoam os fracos.
Anton Tchekhov
Fragilidade dita
A face mais temida
De quem procura a vida
Na sorte que infinita,
E quando a noite irrita
E gesta outra avenida
Aonde vai perdida
A luta que acredita,
O ser e o parecer
Mais tosco e mais atroz
Negando a nossa voz,
Matando sem saber
Afasta a proteção
E traz a negação.
51120
Quando as pessoas são felizes, não reparam se é Inverno ou Verão.
Anton Tchekhov
Felicidade expressa
Bem mais que algum momento
E mesmo em neve e vento
Traduz rara promessa
E o tempo recomeça
E nisto sempre tento
Bebendo deste alento,
A noite não tem pressa,
E o risco se desnuda
Na face mais aguda
E mesmo na mortalha,
A vida se presume
Aonde adentra o cume
E ali, em paz se espalha.
O ponto de encontro entre a criação artística e a vida vivida talvez esteja naquele espaço privilegiado que é o sonho.
Antonio Tabucchi
O sonho nos liberta
E cria um novo espaço
Aonde o quanto traço
Mantém a mente aberta
E gera o que deserta
O ledo de um cansaço
E marca cada passo,
E nada nos alerta,
Vagando muito além
Do quanto nos convém
Gerando um novo mundo,
Assim a fantasia
E nela a poesia
Ditame onde me inundo.
12
Errar é humano: mais humano ainda é atribuir o erro aos outros.
Anton Tchekhov
Ao renegar meu erro
Em face mais humana
Ao todo não se engana
Aquém do imenso cerro,
E nisto este desterro
Gerando o que me dana,
A luta mais profana
E nisto enfim me aterro,
E finjo uma inocência
Buscando uma clemência
Que sei não salvará,
Porém a mansa brisa
Deveras ameniza
O todo e desde já.
3
O homem só se tornará um ser melhor quando mostrardes a ele como é feito.
Anton Tchekhov
Olhar o próprio rosto
Sem ter a distorção
Pura imaginação
Num ar extremo e exposto,
Do quanto sou composto
Da mesma podridão
E nela se verão
Sintomas de um desgosto,
Vagando sem saber
O quanto possa ser
Além do nada em mim,
Do todo desenhado
O risco enquanto invado
Traduz em si meu fim.
4
A boa educação não está tanto no fato de não derramar molho sobre a toalha de mesa, mas em não perceber se outra pessoa o faz.
Anton Tchekhov
Aonde um incidente
Pudesse disfarçar
E nisto caminhar
Além do quanto tente
E ser enquanto atente
O todo a desnudar
A face de um lugar
Por vezes pertinente,
Olhar e nada ver
Transforma em bem querer
O quanto poderia
Sem tola providência
Aonde em evidência
Provoca uma agonia.
5
Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre.
Anton Tchekhov
O amor nos permitira
Além do ocasional
Um fato sem igual
Bem mais que mera pira,
E quando se interfira
No todo em ritual
Expressa no final,
Bem mais do que a mentira,
Sublime fantasia
Aonde se irradia
A humanidade em peso,
Vagando sem temer
O quanto perceber
E estar após, ileso.
6
Não permitais à língua ultrapassar o pensamento.
Anton Tchekhov
Guardando o pensamento
Contendo o que pudera
Traçar a vida fera
E nisto o desalento
Aonde o novo eu tento
E o velho destempera,
A sorte esta quimera
Traduz o sofrimento,
Vencer o descaminho
E ser além do espinho
O quanto acolheria,
No todo onde me calo,
Não sou mero vassalo
Da dor em agonia.
7
O vinho e a música sempre foram para mim um magnífico saca-rolhas.
Anton Tchekhov
O quanto me liberto
Dos eus que ledos, trago
Permitem cada afago
E nisto sem deserto
Num passo bem mais certo
Além do que divago
Eu bebo o mundo mago
E assim eu me desperto,
Ousando acreditar
No quanto caminhar
E ser bem mais feliz,
A sorte variada
A noite enluarara
O amor que eu tanto quis.
8
A universidade desenvolve todas as capacidades, inclusive a estupidez.
Anton Tchekhov
Numa expansão sem fim
Daquilo que nós somos
Diversos vários gomos
Desnudos dentro em mim,
Traduzem o jardim
E nele os velhos tomos
Gerando em ledos cromos
Transcendem ao que vim,
E em tal superlativo
O quanto fora altivo
Ou mesmo até banal,
A face multiplica
E o nada agora explica
O fato mais venal.
9
As mulheres nunca perdoam os fracos.
Anton Tchekhov
Fragilidade dita
A face mais temida
De quem procura a vida
Na sorte que infinita,
E quando a noite irrita
E gesta outra avenida
Aonde vai perdida
A luta que acredita,
O ser e o parecer
Mais tosco e mais atroz
Negando a nossa voz,
Matando sem saber
Afasta a proteção
E traz a negação.
51120
Quando as pessoas são felizes, não reparam se é Inverno ou Verão.
Anton Tchekhov
Felicidade expressa
Bem mais que algum momento
E mesmo em neve e vento
Traduz rara promessa
E o tempo recomeça
E nisto sempre tento
Bebendo deste alento,
A noite não tem pressa,
E o risco se desnuda
Na face mais aguda
E mesmo na mortalha,
A vida se presume
Aonde adentra o cume
E ali, em paz se espalha.
51101/10
51101
Nada hipnotiza e inebria mais do que o dinheiro: quando ele é muito, o mundo parece melhor do que é.
Anton Tchekhov
Poder gera visão
Que deturpando a sorte
Deveras nos conforte
E mude a direção
Os sonhos desde então
Ainda noutro norte
Gerasse o que se importe
Marcante imprecisão,
Vestindo novo rumo
E nele me consumo
Morrendo em tons sutis,
E quando imaginara
Maior esta seara
Aos poucos me desfiz.
2
Festejou-se o aniversário de um homem muito modesto. E apenas no final do banquete é que se percebeu que alguém não tinha sido convidado: o festejado.
Anton Tchekhov
A festa pela festa
Motivo? Não precisa,
A vida se imprecisa
Adentra em leda fresta
E quando o fim se empresta
Ao mundo em que matiza
A luta não divisa
Sequer o quanto presta,
Restando do passado
Apenas desolado
Caminho sem ter volta,
O canto em tom atroz
Sonega a velha voz
E o pensamento solta.
3
Vamos, vamos pela escada que se atribui ao progresso, à civilização e à cultura. Mas aonde se vai? Realmente, não sei..
Anton Tchekhov
Aonde nos levasse
O ser e o conhecer
Pudesse perceber
Além de algum impasse
A vida noutra face
Difícil de saber
Vencendo o que é poder
A luta se travasse,
E após qualquer vitória
Mudando cada história
O rumo não presumo,
Apenas transmudando
Ou mesmo em contrabando
Mantendo o mesmo sumo.
4
Pensais honestamente, e por isso odiais o mundo todo. Detestais os crentes porque a fé é um indicador de estupidez e de ignorância; e detestais os descrentes porque não têm fé nem ideal. Odiais os velhos pelas suas mentalidades ultrapassadas, e os novos pelo seu liberalismo.
Anton Tchekhov
O novo te assustando
E o velho já te afasta
E nisto o tempo arrasta
O mundo desde quando
A sorte se moldando
Na imagem nova ou gasta
Da luta que nefasta
Expressa qualquer bando,
Assim ao se sentir
No quanto ainda vir
Ou vendo o que passaste,
A luta não termina
E o quanto em cristalina
Manhã, noite desgaste?
5
Um casamento feliz pode existir apenas entre um marido surdo e uma mulher cega.
Anton Tchekhov
Ouvir o que interessa
E não ver o que vejo
Permite noutro ensejo
A vida sem ter pressa,
E o quanto recomeça
Num ato mais sobejo
Traçando em azulejo
A luta em tal promessa,
Destarte meu caminho
Enquanto em ti me aninho
Exprime o que pudera
Vencer qualquer engodo,
E ao superar o lodo,
A vida sem quimera.
6
Que sorte possuir uma grande inteligência: nunca te faltam asneiras para dizer.
Anton Tchekhov
A vida se repleta
De enganos entre quedas
E quando te enveredas
Nas sortes como meta,
Perceba a velha seta
E nela o quanto vedas
Das frases que depredas
Na face mais completa,
Banalidades tantas
E nisto me garantas
A falsa serventia
Do mundo em que se vê
A sorte sem por que
E a messe que se adia.
7
Nós não somos felizes, e a felicidade não existe; apenas podemos desejá-la.
Anton Tchekhov
O ser feliz deveras
Não posso imaginar
Cenário a se mostrar
Imerso em tantas feras,
E nisto desesperas
Procurando ancorar
Aonde o imenso mar
Decerto destemperas,
Mergulho no vazio
E sei que ora desfio
A sensação primeira
E tendo o temporário
Caminho solidário,
A vida além se esgueira.
8
Uma pessoa boa sente vergonha até diante de um cão.
Anton Tchekhov
Ao ver já retratada
A face mais humana
Encontro onde se dana
A sorte desenhada,
Do todo dito em nada
A luta mais profana
Enquanto nos engana
Moldando a velha estrada,
Esqueço o quanto pude
E sei da plenitude
Em vária direção,
Felicidade? Sonho.
E quanto mais me ponho
Descarrilo o vagão.
9
Faço um brinde à ciência: enquanto ela não fizer mal ao povo.
Anton Tchekhov
O bem que se gerasse
No ser e no saber
Mostrando em tal poder
A vida sem impasse,
E quando se mostrasse
O sonho a se verter
Tramando um novo ter
Aonde houvera impasse,
Mas quando se percebe
A queda em leda sebe
Do quanto pude outrora,
O que se fez tão bem
No fundo agora vem
E cego, nos devora.
51110
A originalidade de um autor depende menos do seu estilo do que da sua maneira de pensar.
Anton Tchekhov
O ser original
Traduz livre pensar
E o quanto caminhar
Em mundo desigual,
Vertendo bem ou mal
O todo a se traçar
No passo a se moldar
E nisto nova nau
Adentra porto e cais
Enfrenta vendavais
E tenta novo rumo,
Assim ao ser diverso
Ousando em universo
Distante de um resumo.
Nada hipnotiza e inebria mais do que o dinheiro: quando ele é muito, o mundo parece melhor do que é.
Anton Tchekhov
Poder gera visão
Que deturpando a sorte
Deveras nos conforte
E mude a direção
Os sonhos desde então
Ainda noutro norte
Gerasse o que se importe
Marcante imprecisão,
Vestindo novo rumo
E nele me consumo
Morrendo em tons sutis,
E quando imaginara
Maior esta seara
Aos poucos me desfiz.
2
Festejou-se o aniversário de um homem muito modesto. E apenas no final do banquete é que se percebeu que alguém não tinha sido convidado: o festejado.
Anton Tchekhov
A festa pela festa
Motivo? Não precisa,
A vida se imprecisa
Adentra em leda fresta
E quando o fim se empresta
Ao mundo em que matiza
A luta não divisa
Sequer o quanto presta,
Restando do passado
Apenas desolado
Caminho sem ter volta,
O canto em tom atroz
Sonega a velha voz
E o pensamento solta.
3
Vamos, vamos pela escada que se atribui ao progresso, à civilização e à cultura. Mas aonde se vai? Realmente, não sei..
Anton Tchekhov
Aonde nos levasse
O ser e o conhecer
Pudesse perceber
Além de algum impasse
A vida noutra face
Difícil de saber
Vencendo o que é poder
A luta se travasse,
E após qualquer vitória
Mudando cada história
O rumo não presumo,
Apenas transmudando
Ou mesmo em contrabando
Mantendo o mesmo sumo.
4
Pensais honestamente, e por isso odiais o mundo todo. Detestais os crentes porque a fé é um indicador de estupidez e de ignorância; e detestais os descrentes porque não têm fé nem ideal. Odiais os velhos pelas suas mentalidades ultrapassadas, e os novos pelo seu liberalismo.
Anton Tchekhov
O novo te assustando
E o velho já te afasta
E nisto o tempo arrasta
O mundo desde quando
A sorte se moldando
Na imagem nova ou gasta
Da luta que nefasta
Expressa qualquer bando,
Assim ao se sentir
No quanto ainda vir
Ou vendo o que passaste,
A luta não termina
E o quanto em cristalina
Manhã, noite desgaste?
5
Um casamento feliz pode existir apenas entre um marido surdo e uma mulher cega.
Anton Tchekhov
Ouvir o que interessa
E não ver o que vejo
Permite noutro ensejo
A vida sem ter pressa,
E o quanto recomeça
Num ato mais sobejo
Traçando em azulejo
A luta em tal promessa,
Destarte meu caminho
Enquanto em ti me aninho
Exprime o que pudera
Vencer qualquer engodo,
E ao superar o lodo,
A vida sem quimera.
6
Que sorte possuir uma grande inteligência: nunca te faltam asneiras para dizer.
Anton Tchekhov
A vida se repleta
De enganos entre quedas
E quando te enveredas
Nas sortes como meta,
Perceba a velha seta
E nela o quanto vedas
Das frases que depredas
Na face mais completa,
Banalidades tantas
E nisto me garantas
A falsa serventia
Do mundo em que se vê
A sorte sem por que
E a messe que se adia.
7
Nós não somos felizes, e a felicidade não existe; apenas podemos desejá-la.
Anton Tchekhov
O ser feliz deveras
Não posso imaginar
Cenário a se mostrar
Imerso em tantas feras,
E nisto desesperas
Procurando ancorar
Aonde o imenso mar
Decerto destemperas,
Mergulho no vazio
E sei que ora desfio
A sensação primeira
E tendo o temporário
Caminho solidário,
A vida além se esgueira.
8
Uma pessoa boa sente vergonha até diante de um cão.
Anton Tchekhov
Ao ver já retratada
A face mais humana
Encontro onde se dana
A sorte desenhada,
Do todo dito em nada
A luta mais profana
Enquanto nos engana
Moldando a velha estrada,
Esqueço o quanto pude
E sei da plenitude
Em vária direção,
Felicidade? Sonho.
E quanto mais me ponho
Descarrilo o vagão.
9
Faço um brinde à ciência: enquanto ela não fizer mal ao povo.
Anton Tchekhov
O bem que se gerasse
No ser e no saber
Mostrando em tal poder
A vida sem impasse,
E quando se mostrasse
O sonho a se verter
Tramando um novo ter
Aonde houvera impasse,
Mas quando se percebe
A queda em leda sebe
Do quanto pude outrora,
O que se fez tão bem
No fundo agora vem
E cego, nos devora.
51110
A originalidade de um autor depende menos do seu estilo do que da sua maneira de pensar.
Anton Tchekhov
O ser original
Traduz livre pensar
E o quanto caminhar
Em mundo desigual,
Vertendo bem ou mal
O todo a se traçar
No passo a se moldar
E nisto nova nau
Adentra porto e cais
Enfrenta vendavais
E tenta novo rumo,
Assim ao ser diverso
Ousando em universo
Distante de um resumo.
51091/100
51091
As obras de arte dividem-se em duas categorias: as de que gosto e as de que não gosto. Não conheço outro critério.
Anton Tchekhov
Ou gosto ou não a quero
A vida traz diversa
A imagem que se versa
E nisto sou sincero,
O quanto além espero
O tempo desconversa
E gera a sorte imersa
Em rumo mais austero,
Dizer do que viria
Ou mesmo em fantasia
Já não me cabe agora,
A sorte se transmuda
E quando uma alma muda
Aos poucos desancora.
2
Marido e mulher amavam os hóspedes, porque sem eles acabavam por brigar.
Anton Tchekhov
A luz de vário lume
Permite apascentar
Além deste luar
Aonde o olhar já rume,
Aos poucos me acostume
Caminhos desviar
E tendo outro lugar
Expresso em tal perfume
A sorte variante
E sei que noutro instante
Pudera ter diverso
O mundo sem sangria
E a rude fantasia
Traduz todo universo.
3
Nada une tão fortemente como o ódio - nem o amor, nem a amizade, nem a admiração.
Anton Tchekhov
O quanto nos unisse
O passo que odioso
Transforma em pleno gozo
A vida sem mesmice,
Assim qualquer tolice
Num ato majestoso
Gerando o pavoroso
Momento contradisse,
E negação da sorte?
Enquanto nos comporte
E gere nova face
A mesma sensação
Do amor e do perdão,
Além já se moldasse.
4
Eles são honestos: não mentem sem necessidade.
Anton Tchekhov
Mentira tanta vez
Presume honestidade
Em tal necessidade
O tanto que tu vês
Resume a realidade
E traz a claridade
Em pura sensatez,
Diverso do que pensas
As várias, vãs ofensas
São ditas com firmeza,
Honestamente é fato
Que em vida ora constato
Cartas? Em qual mesa?
5
A felicidade é uma recompensa para quem não a procura.
Anton Tchekhov
Procurar ser feliz
É ter esta certeza
Do quanto em correnteza
O mundo a contradiz,
No passo por um triz,
Na luta sem defesa
A morte sobre a mesa,
O céu pesado e gris,
Porém quando se esquece
Da sorte e da benesse
A vida recompensa
E traz na calmaria
O quanto se queria
Enquanto em nada pensa.
6
Quando temos sede parece-nos que poderíamos beber todo um oceano: é a fé; e quando bebemos, bebemos um copo ou dois: é a ciência.
Anton Tchekhov
Ciência e fé, diversas
Imagens tão iguais
Caminhos pelos quais
Expressas quando versas,
E nestas vejo imersas
Em ledos rituais
Imagens virtuais
Em tais faces submersas.
Medidas diferentes
Em rotas eferentes
Ousando em mesmo tom,
Raro superlativo
De um tempo relativo
Pousando num só dom.
7
Confia no teu cão até o último momento, mas na tua mulher ou no teu marido, apenas até a primeira ocasião.
Anton Tchekhov
O quanto confiaste
Em quem está contigo
Traçando este perigo
No amor feito em desgaste
Apodrecendo esta haste
Aos poucos não consigo
Vencer qualquer perigo
E vejo em tal desgaste
A face mais nefasta
Que tanto ora se afasta
Do quanto poderia,
E assim ao se trazer
Um mundo a se perder
Um pouco dia a dia.
8
Valoriza-te para mais: os outros ocupar-se-ão em baixar o preço.
Anton Tchekhov
A natureza humana
Impede algum planar
Além do que tocar
E nisto desengana,
A sorte mais mundana
O corte sem luar,
A vida a se mostrar
Deveras já nos dana.
E a paz que tanto eu quis
Aos poucos cicatriz
Gerada do vazio
Expressa o quanto pude,
Na farsa em atitude
Enquanto o vão recrio.
9
Todos nós sabemos o que é uma ação desonesta, mas o que é a honestidade, isso, ninguém sabe.
Anton Tchekhov
O ser honesto dita
Momento e na verdade
A frágil claridade
Expressa-se finita
Enquanto se acredita
E mata a realidade,
Ousando aonde brade
A luta em tal desdita
E a vida não traduz
Constante e rara luz,
Apenas num lampejo
Destarte o verdadeiro
É leve e não inteiro
E momentâneo o vejo.
51100
Onde não estamos é que estamos bem. Já não estamos no passado, e então ele parece-nos belíssimo.
Anton Tchekhov
O quanto fora outrora
Agora não se vendo
Num tempo foi horrendo,
Porém noutro se aflora
Gerando sem demora
O tanto num adendo
E aos poucos descrevendo
O quanto nos ancora,
A sorte sendo assim
Traçando além, no fim,
Imagem distorcida
Expressa em tal falseta
Apenas me arremeta
Deixando atrás a vida.
As obras de arte dividem-se em duas categorias: as de que gosto e as de que não gosto. Não conheço outro critério.
Anton Tchekhov
Ou gosto ou não a quero
A vida traz diversa
A imagem que se versa
E nisto sou sincero,
O quanto além espero
O tempo desconversa
E gera a sorte imersa
Em rumo mais austero,
Dizer do que viria
Ou mesmo em fantasia
Já não me cabe agora,
A sorte se transmuda
E quando uma alma muda
Aos poucos desancora.
2
Marido e mulher amavam os hóspedes, porque sem eles acabavam por brigar.
Anton Tchekhov
A luz de vário lume
Permite apascentar
Além deste luar
Aonde o olhar já rume,
Aos poucos me acostume
Caminhos desviar
E tendo outro lugar
Expresso em tal perfume
A sorte variante
E sei que noutro instante
Pudera ter diverso
O mundo sem sangria
E a rude fantasia
Traduz todo universo.
3
Nada une tão fortemente como o ódio - nem o amor, nem a amizade, nem a admiração.
Anton Tchekhov
O quanto nos unisse
O passo que odioso
Transforma em pleno gozo
A vida sem mesmice,
Assim qualquer tolice
Num ato majestoso
Gerando o pavoroso
Momento contradisse,
E negação da sorte?
Enquanto nos comporte
E gere nova face
A mesma sensação
Do amor e do perdão,
Além já se moldasse.
4
Eles são honestos: não mentem sem necessidade.
Anton Tchekhov
Mentira tanta vez
Presume honestidade
Em tal necessidade
O tanto que tu vês
Resume a realidade
E traz a claridade
Em pura sensatez,
Diverso do que pensas
As várias, vãs ofensas
São ditas com firmeza,
Honestamente é fato
Que em vida ora constato
Cartas? Em qual mesa?
5
A felicidade é uma recompensa para quem não a procura.
Anton Tchekhov
Procurar ser feliz
É ter esta certeza
Do quanto em correnteza
O mundo a contradiz,
No passo por um triz,
Na luta sem defesa
A morte sobre a mesa,
O céu pesado e gris,
Porém quando se esquece
Da sorte e da benesse
A vida recompensa
E traz na calmaria
O quanto se queria
Enquanto em nada pensa.
6
Quando temos sede parece-nos que poderíamos beber todo um oceano: é a fé; e quando bebemos, bebemos um copo ou dois: é a ciência.
Anton Tchekhov
Ciência e fé, diversas
Imagens tão iguais
Caminhos pelos quais
Expressas quando versas,
E nestas vejo imersas
Em ledos rituais
Imagens virtuais
Em tais faces submersas.
Medidas diferentes
Em rotas eferentes
Ousando em mesmo tom,
Raro superlativo
De um tempo relativo
Pousando num só dom.
7
Confia no teu cão até o último momento, mas na tua mulher ou no teu marido, apenas até a primeira ocasião.
Anton Tchekhov
O quanto confiaste
Em quem está contigo
Traçando este perigo
No amor feito em desgaste
Apodrecendo esta haste
Aos poucos não consigo
Vencer qualquer perigo
E vejo em tal desgaste
A face mais nefasta
Que tanto ora se afasta
Do quanto poderia,
E assim ao se trazer
Um mundo a se perder
Um pouco dia a dia.
8
Valoriza-te para mais: os outros ocupar-se-ão em baixar o preço.
Anton Tchekhov
A natureza humana
Impede algum planar
Além do que tocar
E nisto desengana,
A sorte mais mundana
O corte sem luar,
A vida a se mostrar
Deveras já nos dana.
E a paz que tanto eu quis
Aos poucos cicatriz
Gerada do vazio
Expressa o quanto pude,
Na farsa em atitude
Enquanto o vão recrio.
9
Todos nós sabemos o que é uma ação desonesta, mas o que é a honestidade, isso, ninguém sabe.
Anton Tchekhov
O ser honesto dita
Momento e na verdade
A frágil claridade
Expressa-se finita
Enquanto se acredita
E mata a realidade,
Ousando aonde brade
A luta em tal desdita
E a vida não traduz
Constante e rara luz,
Apenas num lampejo
Destarte o verdadeiro
É leve e não inteiro
E momentâneo o vejo.
51100
Onde não estamos é que estamos bem. Já não estamos no passado, e então ele parece-nos belíssimo.
Anton Tchekhov
O quanto fora outrora
Agora não se vendo
Num tempo foi horrendo,
Porém noutro se aflora
Gerando sem demora
O tanto num adendo
E aos poucos descrevendo
O quanto nos ancora,
A sorte sendo assim
Traçando além, no fim,
Imagem distorcida
Expressa em tal falseta
Apenas me arremeta
Deixando atrás a vida.
51081/90
51081
A devota crê nos devotos, a não-devota crê nos filósofos; mas ambas são igualmente crédulas.
Antoine Rivarol
A crença, uma constante
Presume o caminhar
Aqui, noutro lugar,
O tanto que garante
Embora variante
Expressa algum luar,
De brilho a se moldar
Por certo provocante.
Os ângulos diversos
Os vários universos
E a sensação de ter,
Aonde na verdade
O que sempre me invade,
É vontade de crer.
2
Os reis continuarão a perder a cabeça enquanto trouxerem a coroa mais sobre os olhos do que sobre a fronte.
Antoine Rivarol.
Soberba superando
O quanto o pensamento
Pudesse sem tormento
Gerar um mundo brando,
E quando além eu tento,
O mundo transformando
O calmo em mais infando,
Adentro o sofrimento,
Meu passo sem certezas
Entregue às correntezas
Traçadas pelo anseio
De ter em minhas mãos
Domínios mesmos vãos,
Em tolo devaneio.
3
Há virtudes que só se podem exercer quando se é rico.
Antoine Rivarol
Virtudes ilusórias
Trazidas por poder
Gestando o parecer
Moldando vãs histórias
E delas as vanglórias
Aonde o pertencer
Supera o próprio ser
E reina sobre escórias.
Virtudes sem valia
E nelas me faria
Além do que em verdade
A vida me arremete,
E o quanto se promete
No fundo desagrade.
4
Quando uma pessoa má pratica o bem, pode avaliar-se por tal esforço todo o mal que prepara.
Antoine Rivarol
Serpente acaricia?
O bote se prepara,
E o fim desta seara
Em cena mais sombria,
Do quanto em agonia
A vida se escancara
Mostrando logo a cara
Atroz, audaz e fria.
O mundo se transforma,
Mas quando em mesma forma
Com prismas diferentes
Apenas um mosaico
Em ar bem mais prosaico
Do que decerto atentes.
5
Um pouco de filosofia afasta-nos da religião; muita filosofia faz-nos voltar a ela.
Antoine Rivarol
O pensamento dita
Diversa direção,
E quando em profusão
A sorte esta infinita
Além já se permita
Mudando uma estação
Nos dias que virão
O todo não repita.
E vendo deste jeito
Enquanto em vão me deito
Distante de uma crença,
Mas quando me aprofundo
E invado o raro mundo,
No Eterno amor se pensa.
6
O avaro faz troça do pródigo, o pródigo do avaro.
Antoine Rivarol
Tocando-se os opostos
Em face desigual,
Caminho pelo qual
Refazem velhos postos,
E os ermos da distância
Transportam para o centro
E nisto me concentro
Gerando a minha estância,
Do quanto poderia
Diversa realidade,
Aonde o que te agrade
Não mais me agradaria,
No fundo, o mesmo engodo,
Idêntico tal lodo.
7
Quando os povos deixam de ter estima, deixam de obedecer. Regra geral as nações que os reis reúnem ou consultam começam por votos e acabam por vontades.
Antoine Rivarol
Ao fim de certos anos
Aonde houvera estima
A sorte noutro clima
Provoca em desenganos
Puídos, rotos planos
E nada mais se prima
Sem força que redima,
Expondo velhos danos,
Destarte o que se vira
Nos olhos da mentira
Gerando a falsa imagem,
E o quanto pôde outrora
Agora desancora
E gesta esta miragem.
8
Existem duas verdades que nunca podem ser separadas neste mundo: 1ª que a soberania reside no povo; 2ª que o povo nunca deve exercê-la.
Antoine Rivarol
O povo sendo o dono
Do seu próprio destino,
Enquanto não domino
O traço em abandono,
Aos poucos desabono
O que tanto fascino
E mato em desatino
Retorno ao vão carbono,
E sei do quanto pude
Ou possa desde então
A minha plenitude
Matando esta visão
Que tanto desilude
E torna o mundo vão.
9
É mais fácil para a imaginação compor um inferno com a dor, que um paraíso com o prazer.
Antoine Rivarol
O ser mais otimista
No fundo é mero sonho,
O mundo que proponho,
O tempo não resista
E sempre enquanto assista
O fato mais bisonho
Presume o quão medonho
Cenário ora se avista,
O caos gerando em nós
A solidão por foz
Na voz em tal constância
Grassando no vazio
Matando em desafio
A sorte em leda estância.
51090
Não ter feito nada é certamente uma grande vantagem, mas não se deve abusar.
Antoine Rivarol
O quanto nunca fiz
Evita os desalentos
E sei que os pensamentos
Gerando a cicatriz,
Transformam por um triz
E vagam pelos ventos
Roubam pressentimentos
E o nada tanto diz.
Vestindo este vazio
O quanto ora desfio
No fio da navalha
Expressa a solidão,
E os dias que virão
Pensar tanto atrapalha.
A devota crê nos devotos, a não-devota crê nos filósofos; mas ambas são igualmente crédulas.
Antoine Rivarol
A crença, uma constante
Presume o caminhar
Aqui, noutro lugar,
O tanto que garante
Embora variante
Expressa algum luar,
De brilho a se moldar
Por certo provocante.
Os ângulos diversos
Os vários universos
E a sensação de ter,
Aonde na verdade
O que sempre me invade,
É vontade de crer.
2
Os reis continuarão a perder a cabeça enquanto trouxerem a coroa mais sobre os olhos do que sobre a fronte.
Antoine Rivarol.
Soberba superando
O quanto o pensamento
Pudesse sem tormento
Gerar um mundo brando,
E quando além eu tento,
O mundo transformando
O calmo em mais infando,
Adentro o sofrimento,
Meu passo sem certezas
Entregue às correntezas
Traçadas pelo anseio
De ter em minhas mãos
Domínios mesmos vãos,
Em tolo devaneio.
3
Há virtudes que só se podem exercer quando se é rico.
Antoine Rivarol
Virtudes ilusórias
Trazidas por poder
Gestando o parecer
Moldando vãs histórias
E delas as vanglórias
Aonde o pertencer
Supera o próprio ser
E reina sobre escórias.
Virtudes sem valia
E nelas me faria
Além do que em verdade
A vida me arremete,
E o quanto se promete
No fundo desagrade.
4
Quando uma pessoa má pratica o bem, pode avaliar-se por tal esforço todo o mal que prepara.
Antoine Rivarol
Serpente acaricia?
O bote se prepara,
E o fim desta seara
Em cena mais sombria,
Do quanto em agonia
A vida se escancara
Mostrando logo a cara
Atroz, audaz e fria.
O mundo se transforma,
Mas quando em mesma forma
Com prismas diferentes
Apenas um mosaico
Em ar bem mais prosaico
Do que decerto atentes.
5
Um pouco de filosofia afasta-nos da religião; muita filosofia faz-nos voltar a ela.
Antoine Rivarol
O pensamento dita
Diversa direção,
E quando em profusão
A sorte esta infinita
Além já se permita
Mudando uma estação
Nos dias que virão
O todo não repita.
E vendo deste jeito
Enquanto em vão me deito
Distante de uma crença,
Mas quando me aprofundo
E invado o raro mundo,
No Eterno amor se pensa.
6
O avaro faz troça do pródigo, o pródigo do avaro.
Antoine Rivarol
Tocando-se os opostos
Em face desigual,
Caminho pelo qual
Refazem velhos postos,
E os ermos da distância
Transportam para o centro
E nisto me concentro
Gerando a minha estância,
Do quanto poderia
Diversa realidade,
Aonde o que te agrade
Não mais me agradaria,
No fundo, o mesmo engodo,
Idêntico tal lodo.
7
Quando os povos deixam de ter estima, deixam de obedecer. Regra geral as nações que os reis reúnem ou consultam começam por votos e acabam por vontades.
Antoine Rivarol
Ao fim de certos anos
Aonde houvera estima
A sorte noutro clima
Provoca em desenganos
Puídos, rotos planos
E nada mais se prima
Sem força que redima,
Expondo velhos danos,
Destarte o que se vira
Nos olhos da mentira
Gerando a falsa imagem,
E o quanto pôde outrora
Agora desancora
E gesta esta miragem.
8
Existem duas verdades que nunca podem ser separadas neste mundo: 1ª que a soberania reside no povo; 2ª que o povo nunca deve exercê-la.
Antoine Rivarol
O povo sendo o dono
Do seu próprio destino,
Enquanto não domino
O traço em abandono,
Aos poucos desabono
O que tanto fascino
E mato em desatino
Retorno ao vão carbono,
E sei do quanto pude
Ou possa desde então
A minha plenitude
Matando esta visão
Que tanto desilude
E torna o mundo vão.
9
É mais fácil para a imaginação compor um inferno com a dor, que um paraíso com o prazer.
Antoine Rivarol
O ser mais otimista
No fundo é mero sonho,
O mundo que proponho,
O tempo não resista
E sempre enquanto assista
O fato mais bisonho
Presume o quão medonho
Cenário ora se avista,
O caos gerando em nós
A solidão por foz
Na voz em tal constância
Grassando no vazio
Matando em desafio
A sorte em leda estância.
51090
Não ter feito nada é certamente uma grande vantagem, mas não se deve abusar.
Antoine Rivarol
O quanto nunca fiz
Evita os desalentos
E sei que os pensamentos
Gerando a cicatriz,
Transformam por um triz
E vagam pelos ventos
Roubam pressentimentos
E o nada tanto diz.
Vestindo este vazio
O quanto ora desfio
No fio da navalha
Expressa a solidão,
E os dias que virão
Pensar tanto atrapalha.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
51071/80
71
Em campos mais tranquilos
A vida poderia
Ousar em alegria
Mudando tais estilos
E os dias em que a sorte
Gerasse plena paz
Do amor que a vida traz
O todo nos conforte,
Bebendo sem cansaço
Prazer, esqueço as cãs
E as noites frias vãs
Agora não mais traço
E vivo em plenitude
O amor que tudo mude.
72
Em cristalina fonte
Os lábios de quem quero
O tempo outrora fero
Agora já desponte
Gerando no horizonte
Um brilho mais sincero
E assim enquanto espero
O todo em paz aponte
Momento sem igual
De um tempo magistral
Em sonho desenhado,
Amar e ser amado
Do mundo este ideal
Aonde em paz invado.
73
O tempo traduzisse
O quanto te desejo
E sei de cada ensejo
Diverso da crendice
E nisto tanto visse
O mundo em azulejo
Vagando onde prevejo
A luta sem tolice,
Esqueço dos enganos
E sei dos soberanos
Caminhos onde pude
Viver com toda a glória
Mudando a minha história
Em paz e plenitude.
74
Felicidade! É inútil buscá-la em qualquer outro lugar que não seja no calor das relações humanas... Só um bom amigo pode levar-nos pela mão e nos libertar.
(Terra dos Homens - 1939)
Antoine de Saint-Exupéry
Amar é libertar
E trazer noutro instante
O quanto nos garante
A sorte a nos domar,
E quando imenso mar
Pudesse doravante
Traçar o radiante
Caminho a navegar
Nos braços de quem amo
O tempo traça o ramo
Em fronde inigualável
Tornando o dia a dia
Maior do que podia
Em solo mais arável.
75
Foi o tempo que investiste em tua rosa que fez tua rosa tão importante
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto te dedicas
Ao todo que desejas
Em horas mais sobejas
Traçando cenas ricas
E quando ali tu ficas
E nisto sempre vejas
Das tortas as cerejas
No amor quando edificas,
Espero a cada passo
O quanto agora traço
E sinto o que virá
Depois de todo o fato
O amor que ora constato
Trazendo este maná.
76
Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia
ser achado numa só rosa.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto que se quer
Em tanta quantidade
Deveras nos invade
No olhar de uma mulher,
Sem ter outra qualquer
A rara qualidade
Supera em realidade
O tanto que vier.
E o rumo se desenha
Aonde a vida empenha
O sol em claros tons
Amar e ser feliz,
É tudo o que se quis
Em momentos tão bons.
77
Não chore por ter perdido o pôr do sol, pois as lágrimas te impedirão de contemplar as estrelas.
Antoine de Saint-Exupéry
A vida se renova
E traz a cada instante
Cenário deslumbrante
Que a eternidade prova,
Gerando a lua nova
Ou mesmo doravante
O quanto se garante
No amor que se comprova
Viceja dentro da alma
O tanto que me acalma
E trama novo rumo,
Assim ao me sentir
Nas sendas do porvir
Meu mundo além resumo.
78
O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.
Antoine de Saint-Exupèry
Amor nada pedindo
Apenas se oferece
Qual fosse rara prece
Momento mais infindo,
E sei do quanto é lindo
O ter a imensa messe
E nisto se apetece
Cenário reluzindo,
Somente o descaminho
Gerasse o mais daninho
Em louca turbulência,
Porém o vero amor,
Sem nada a se propor
Apenas consciência.
79
"O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quando o destino."
Antoine de Saint-Exupery
Futuro não existe
Por si e tão somente
Portanto se o alimente
Gerando o tempo em riste
Aonde fora triste
Da sorte em tal semente
O novo se apresente
E assim claro persiste,
O todo que pudera
Apascentar a fera
E trazer esperança
Ao quanto se entregara
Tornando a vida clara
Aos poucos sempre avança.
51080
"Preparar o futuro significa fundamentar o presente."
Antoine de Saint-Exupery
Futuro tem por base
O quanto vejo agora
Dali o que se aflora
Deveras nunca atrase
E gere após a fase
Um novo que decora
A vida e sem demora
Nos traz a paz que embase,
O rumo noutra senda
Aonde se desvenda
A clara sutileza
Do mundo aonde impera
A rara primavera
E nela uma alma presa.
Em campos mais tranquilos
A vida poderia
Ousar em alegria
Mudando tais estilos
E os dias em que a sorte
Gerasse plena paz
Do amor que a vida traz
O todo nos conforte,
Bebendo sem cansaço
Prazer, esqueço as cãs
E as noites frias vãs
Agora não mais traço
E vivo em plenitude
O amor que tudo mude.
72
Em cristalina fonte
Os lábios de quem quero
O tempo outrora fero
Agora já desponte
Gerando no horizonte
Um brilho mais sincero
E assim enquanto espero
O todo em paz aponte
Momento sem igual
De um tempo magistral
Em sonho desenhado,
Amar e ser amado
Do mundo este ideal
Aonde em paz invado.
73
O tempo traduzisse
O quanto te desejo
E sei de cada ensejo
Diverso da crendice
E nisto tanto visse
O mundo em azulejo
Vagando onde prevejo
A luta sem tolice,
Esqueço dos enganos
E sei dos soberanos
Caminhos onde pude
Viver com toda a glória
Mudando a minha história
Em paz e plenitude.
74
Felicidade! É inútil buscá-la em qualquer outro lugar que não seja no calor das relações humanas... Só um bom amigo pode levar-nos pela mão e nos libertar.
(Terra dos Homens - 1939)
Antoine de Saint-Exupéry
Amar é libertar
E trazer noutro instante
O quanto nos garante
A sorte a nos domar,
E quando imenso mar
Pudesse doravante
Traçar o radiante
Caminho a navegar
Nos braços de quem amo
O tempo traça o ramo
Em fronde inigualável
Tornando o dia a dia
Maior do que podia
Em solo mais arável.
75
Foi o tempo que investiste em tua rosa que fez tua rosa tão importante
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto te dedicas
Ao todo que desejas
Em horas mais sobejas
Traçando cenas ricas
E quando ali tu ficas
E nisto sempre vejas
Das tortas as cerejas
No amor quando edificas,
Espero a cada passo
O quanto agora traço
E sinto o que virá
Depois de todo o fato
O amor que ora constato
Trazendo este maná.
76
Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia
ser achado numa só rosa.
Antoine de Saint-Exupéry
O quanto que se quer
Em tanta quantidade
Deveras nos invade
No olhar de uma mulher,
Sem ter outra qualquer
A rara qualidade
Supera em realidade
O tanto que vier.
E o rumo se desenha
Aonde a vida empenha
O sol em claros tons
Amar e ser feliz,
É tudo o que se quis
Em momentos tão bons.
77
Não chore por ter perdido o pôr do sol, pois as lágrimas te impedirão de contemplar as estrelas.
Antoine de Saint-Exupéry
A vida se renova
E traz a cada instante
Cenário deslumbrante
Que a eternidade prova,
Gerando a lua nova
Ou mesmo doravante
O quanto se garante
No amor que se comprova
Viceja dentro da alma
O tanto que me acalma
E trama novo rumo,
Assim ao me sentir
Nas sendas do porvir
Meu mundo além resumo.
78
O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.
Antoine de Saint-Exupèry
Amor nada pedindo
Apenas se oferece
Qual fosse rara prece
Momento mais infindo,
E sei do quanto é lindo
O ter a imensa messe
E nisto se apetece
Cenário reluzindo,
Somente o descaminho
Gerasse o mais daninho
Em louca turbulência,
Porém o vero amor,
Sem nada a se propor
Apenas consciência.
79
"O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quando o destino."
Antoine de Saint-Exupery
Futuro não existe
Por si e tão somente
Portanto se o alimente
Gerando o tempo em riste
Aonde fora triste
Da sorte em tal semente
O novo se apresente
E assim claro persiste,
O todo que pudera
Apascentar a fera
E trazer esperança
Ao quanto se entregara
Tornando a vida clara
Aos poucos sempre avança.
51080
"Preparar o futuro significa fundamentar o presente."
Antoine de Saint-Exupery
Futuro tem por base
O quanto vejo agora
Dali o que se aflora
Deveras nunca atrase
E gere após a fase
Um novo que decora
A vida e sem demora
Nos traz a paz que embase,
O rumo noutra senda
Aonde se desvenda
A clara sutileza
Do mundo aonde impera
A rara primavera
E nela uma alma presa.
51061/70
61
Sentir a cada instante
Vontades mais diversas
E quando além tu versas
O mundo se garante
Podendo doravante
Traçar entre as dispersas
Vontades onde emersas
Tais sortes; agigante.
Meu mundo no teu passo
O rumo quando traço
Expressa a claridade
Amor se traduzindo
Num sentimento infindo
Aos poucos tudo invade.
62
A dor que se fez mor
E nada consolasse
No quanto o tempo passe
A história sei de cor,
Marcando com suor
O todo noutro impasse
Ainda se notasse
No corte, bem pior,
Ausento do passado
E bebo do futuro
Aonde me asseguro
E vejo o desolado
Caminho onde afiguro
O prazo em que me evado.
63
Numa hora mais sutil
O todo se transcorre
E nada mais socorre
O quanto se previu,
A vida sendo vil
O mundo eterno porre
O todo jamais morre
E o caos o tempo viu,
Apenas vagamente
A sorte tanto mente
E marca sem sentido
O manto consagrando
O tempo desde quando
Passado atroz olvido.
64
Deixara em seu lugar
O todo que pensei
Domina a turva grei
E faz tudo brotar,
A noite a divagar
O mundo onde entranhei
Meu passo sendo a lei
O quanto possa amar,
Vagando sem destino
Ainda me alucino
Ousando muito além
Do todo sem proveito
E quando aquém me deito
O sonho nunca vem.
65
No quanto maior fora
O sonho de quem ama,
A sorte dita o drama,
Aonde é promissora,
A luta redentora
Mantendo a velha chama
E nisto se reclama
A vida tentadora,
Escusas entre ocasos
E sei dos meus atrasos
Em prazos mais diversos,
E quando me persigo
Ousando em tal perigo
Invento o mundo em versos.
66
Passando a contragosto
O tempo que pudera
Apascentar quimera
Ou mesmo tendo exposto
O olhar em novo rosto
A morte me tempera
E o vento degenera
E assim eu sou deposto,
Vagando sem sentido
Aonde o resumido
Caminho nega o fim,
Escadas e degraus
Momentos onde o caos
Traduz o resto em mim.
67
No duvidoso passo
Aonde o nada diz
Pousando por um triz
Enquanto o nada traço,
A vida sem espaço
O rumo não mais quis
E sei quanto infeliz
Delírio diz cansaço,
Espero após a sorte
Quem tanto me conforte
Ou mesmo aplaque o medo
E assim sem mais saída
A luta é resolvida
No amor que te concedo.
68
Amar e ter certeza
Do quanto pude e possa
A sorte sendo nossa
Maior, rara beleza
Sem ter esta leveza
A vida gera a fossa
E o quando não se apossa
Marcara em tal surpresa
Supero qualquer medo
E sei do mundo ledo
Enredos mais diversos
Ousando ser feliz
A luta em céu mais gris
Gerasse claros versos.
69
Quem nunca mais deixara
De crer no amor sincero
Vivendo o quanto quero
Tomando esta seara,
A noite bela e clara
Amor quando o venero
Gerando o que inda espero
E toma e se escancara,
Apenas resumindo
O quanto fosse infindo
Meu mundo junto ao teu,
Meu passo sem cansaço
A vida atento eu faço
E nada se perdeu.
51070
A ninfa em plenitude
Domina com firmeza
O quanto da grandeza
O passo não ilude,
E quando fosse rude
Ou mesmo com fineza
Gerasse esta surpresa
Aonde o todo pude,
Esqueço o meu passado
E bebo do futuro
No passo mais seguro
O tanto quando brado
Expressa a dimensão
Do imenso coração.
Sentir a cada instante
Vontades mais diversas
E quando além tu versas
O mundo se garante
Podendo doravante
Traçar entre as dispersas
Vontades onde emersas
Tais sortes; agigante.
Meu mundo no teu passo
O rumo quando traço
Expressa a claridade
Amor se traduzindo
Num sentimento infindo
Aos poucos tudo invade.
62
A dor que se fez mor
E nada consolasse
No quanto o tempo passe
A história sei de cor,
Marcando com suor
O todo noutro impasse
Ainda se notasse
No corte, bem pior,
Ausento do passado
E bebo do futuro
Aonde me asseguro
E vejo o desolado
Caminho onde afiguro
O prazo em que me evado.
63
Numa hora mais sutil
O todo se transcorre
E nada mais socorre
O quanto se previu,
A vida sendo vil
O mundo eterno porre
O todo jamais morre
E o caos o tempo viu,
Apenas vagamente
A sorte tanto mente
E marca sem sentido
O manto consagrando
O tempo desde quando
Passado atroz olvido.
64
Deixara em seu lugar
O todo que pensei
Domina a turva grei
E faz tudo brotar,
A noite a divagar
O mundo onde entranhei
Meu passo sendo a lei
O quanto possa amar,
Vagando sem destino
Ainda me alucino
Ousando muito além
Do todo sem proveito
E quando aquém me deito
O sonho nunca vem.
65
No quanto maior fora
O sonho de quem ama,
A sorte dita o drama,
Aonde é promissora,
A luta redentora
Mantendo a velha chama
E nisto se reclama
A vida tentadora,
Escusas entre ocasos
E sei dos meus atrasos
Em prazos mais diversos,
E quando me persigo
Ousando em tal perigo
Invento o mundo em versos.
66
Passando a contragosto
O tempo que pudera
Apascentar quimera
Ou mesmo tendo exposto
O olhar em novo rosto
A morte me tempera
E o vento degenera
E assim eu sou deposto,
Vagando sem sentido
Aonde o resumido
Caminho nega o fim,
Escadas e degraus
Momentos onde o caos
Traduz o resto em mim.
67
No duvidoso passo
Aonde o nada diz
Pousando por um triz
Enquanto o nada traço,
A vida sem espaço
O rumo não mais quis
E sei quanto infeliz
Delírio diz cansaço,
Espero após a sorte
Quem tanto me conforte
Ou mesmo aplaque o medo
E assim sem mais saída
A luta é resolvida
No amor que te concedo.
68
Amar e ter certeza
Do quanto pude e possa
A sorte sendo nossa
Maior, rara beleza
Sem ter esta leveza
A vida gera a fossa
E o quando não se apossa
Marcara em tal surpresa
Supero qualquer medo
E sei do mundo ledo
Enredos mais diversos
Ousando ser feliz
A luta em céu mais gris
Gerasse claros versos.
69
Quem nunca mais deixara
De crer no amor sincero
Vivendo o quanto quero
Tomando esta seara,
A noite bela e clara
Amor quando o venero
Gerando o que inda espero
E toma e se escancara,
Apenas resumindo
O quanto fosse infindo
Meu mundo junto ao teu,
Meu passo sem cansaço
A vida atento eu faço
E nada se perdeu.
51070
A ninfa em plenitude
Domina com firmeza
O quanto da grandeza
O passo não ilude,
E quando fosse rude
Ou mesmo com fineza
Gerasse esta surpresa
Aonde o todo pude,
Esqueço o meu passado
E bebo do futuro
No passo mais seguro
O tanto quando brado
Expressa a dimensão
Do imenso coração.
51051/60
51
Tudo que poderia
A bela natureza
Gerando outra certeza
Em noite mais sombria
A sorte moldaria
Além da correnteza
O tanto sem surpresa
A vida em alegria
Ousando noutro rumo
O quanto em paz assumo
Resumos do passado
Destarte sendo assim
Vibrando dentro em mim
O passo quando o invado.
52
Imensa variedade
Das cores e matizes
E nisto contradizes
O todo que degrade
Ausente liberdade
Gerando cicatrizes
Momentos mais felizes
Aonde o nada invade,
E tome com astúcia
A vida com argúcia
E tudo se fizera
Diverso do que pude
Amar, rara atitude
Tramada em louca esfera.
53
O não te ver traduz
A mágoa dentro em mim
E quando além eu vim
Buscando a rara luz,
O tempo fazendo jus
Aos tons deste jardim,
O mundo traz no fim,
O sonho em que conduz
Meu passo sem cansaço
O quanto tento e traço
Vagando no infinito,
O tanto de transcende
E nisto a vida acende
O sol raro e bonito.
54
Sem ti já nada sinto
Nem mesmo esta vontade
Do sonho que me invade
E gera aonde extinto
O mundo em tal absinto
Diversa variedade
Do manto em liberdade
Aonde em paz me pinto,
Ousasse noutro instante
No todo onde garante
A vida sem temores,
E sei do quanto pude
Viver a juventude
Ausentes vãos pudores.
55
Perpetuando o riso
Aonde a sorte traça
O mundo em rara praça
Expressa o Paraíso
E sem o prejuízo
Da vida em vã fumaça
A luta não embaça
E o rumo é mais preciso,
Vencer o quanto tema
Gerando sem algema
Um passo libertário,
Destarte e sendo assim
Bebendo deste gim
O amor é meu fadário.
56
Maiores alegrias
Pudesse ter além
Do quanto sempre vem
E nada mais dirias
Sequer as agonias
E nelas o refém
Traduz oi novo alguém
Aonde não virias
Sementes de ilusão
Os dias me trarão
E o chão se aduba em festa
E o tanto quanto quero
Deveras mais sincero
Ainda a vida gesta.
57
Cruel fortuna trama
A vida em solidão,
E os sonhos desde então
São meras, vaga chama
E o quanto dita o drama
Ausente este verão
Momento em decisão
No todo a vida trama,
E sei da solitude
E nisto tanto ilude
Caminho sem paragem
O medo se desenha
Aonde o todo venha
Mudando a tosca aragem.
58
Quantas dores traz
Quem ama e não sacia
O mundo em alegria
Ou mesmo em plena paz,
O passo mais audaz
Deveras deveria
Traçar a fantasia
E nisto ser capaz,
Mas nada do meu mundo
Aonde em vão me inundo
Permite um novo passo,
E sendo a vida assim
Ainda bebo o fim
Enquanto o todo eu traço.
59
O tempo desenhando
O quanto pude outrora
A sede me apavora
E o mundo em tom infando
Aos poucos me tocando
E nada mais ancora
O barco que assenhora
A luta desnudando,
Esqueço qualquer messe
E nada mais se tece
Senão cada tormento,
Aonde o que já fiz
Agora por um triz
Em sonhos alimento,
51060
Aonde descansasse
Do todo sem certeza
A vida por surpresa
Traçando nova face
Aonde se pousasse
O mundo em sutileza
A luta dita a presa
E nisto novo impasse
Mergulho no teu braço
E quando o sonho eu traço
Encontro a paz em nós,
Meu mundo se transforma
E traz no sonho a norma
Diversa em nova voz.
Tudo que poderia
A bela natureza
Gerando outra certeza
Em noite mais sombria
A sorte moldaria
Além da correnteza
O tanto sem surpresa
A vida em alegria
Ousando noutro rumo
O quanto em paz assumo
Resumos do passado
Destarte sendo assim
Vibrando dentro em mim
O passo quando o invado.
52
Imensa variedade
Das cores e matizes
E nisto contradizes
O todo que degrade
Ausente liberdade
Gerando cicatrizes
Momentos mais felizes
Aonde o nada invade,
E tome com astúcia
A vida com argúcia
E tudo se fizera
Diverso do que pude
Amar, rara atitude
Tramada em louca esfera.
53
O não te ver traduz
A mágoa dentro em mim
E quando além eu vim
Buscando a rara luz,
O tempo fazendo jus
Aos tons deste jardim,
O mundo traz no fim,
O sonho em que conduz
Meu passo sem cansaço
O quanto tento e traço
Vagando no infinito,
O tanto de transcende
E nisto a vida acende
O sol raro e bonito.
54
Sem ti já nada sinto
Nem mesmo esta vontade
Do sonho que me invade
E gera aonde extinto
O mundo em tal absinto
Diversa variedade
Do manto em liberdade
Aonde em paz me pinto,
Ousasse noutro instante
No todo onde garante
A vida sem temores,
E sei do quanto pude
Viver a juventude
Ausentes vãos pudores.
55
Perpetuando o riso
Aonde a sorte traça
O mundo em rara praça
Expressa o Paraíso
E sem o prejuízo
Da vida em vã fumaça
A luta não embaça
E o rumo é mais preciso,
Vencer o quanto tema
Gerando sem algema
Um passo libertário,
Destarte e sendo assim
Bebendo deste gim
O amor é meu fadário.
56
Maiores alegrias
Pudesse ter além
Do quanto sempre vem
E nada mais dirias
Sequer as agonias
E nelas o refém
Traduz oi novo alguém
Aonde não virias
Sementes de ilusão
Os dias me trarão
E o chão se aduba em festa
E o tanto quanto quero
Deveras mais sincero
Ainda a vida gesta.
57
Cruel fortuna trama
A vida em solidão,
E os sonhos desde então
São meras, vaga chama
E o quanto dita o drama
Ausente este verão
Momento em decisão
No todo a vida trama,
E sei da solitude
E nisto tanto ilude
Caminho sem paragem
O medo se desenha
Aonde o todo venha
Mudando a tosca aragem.
58
Quantas dores traz
Quem ama e não sacia
O mundo em alegria
Ou mesmo em plena paz,
O passo mais audaz
Deveras deveria
Traçar a fantasia
E nisto ser capaz,
Mas nada do meu mundo
Aonde em vão me inundo
Permite um novo passo,
E sendo a vida assim
Ainda bebo o fim
Enquanto o todo eu traço.
59
O tempo desenhando
O quanto pude outrora
A sede me apavora
E o mundo em tom infando
Aos poucos me tocando
E nada mais ancora
O barco que assenhora
A luta desnudando,
Esqueço qualquer messe
E nada mais se tece
Senão cada tormento,
Aonde o que já fiz
Agora por um triz
Em sonhos alimento,
51060
Aonde descansasse
Do todo sem certeza
A vida por surpresa
Traçando nova face
Aonde se pousasse
O mundo em sutileza
A luta dita a presa
E nisto novo impasse
Mergulho no teu braço
E quando o sonho eu traço
Encontro a paz em nós,
Meu mundo se transforma
E traz no sonho a norma
Diversa em nova voz.
51041/50
41
Morrer de tanto amor...
E nada mais se sente
Senão esta freqüente
Vontade de compor
Um mundo em rara cor
E nisto me apresente
O todo que envolvente
Trouxesse a fina flor,
Meu passo rumo ao tanto
E quando outro garanto
Encontro a liberdade
E nisto poderia
Ousar em fantasia
Bem mais do que me invade.
42
Marcando cada passo
Com todo o sentimento
Aonde busco e tento
A vida em novo traço
E sendo o mundo escasso
De sonho e de fomento
No todo enquanto invento
Um canto em paz eu faço.
E sei deste cenário
E mesmo temerário
No fundo me entregara
Sem ter qualquer defesa
Do canto sendo presa
Em noite imensa e clara.
43
“A fresca formosura”
Da sílfide perfeita
Aonde alma deleita
E o canto se moldura
Gerando após procura
A lua onde se deita
O brilho que se aceita
E nega a noite escura,
Vagando por teu porto
Meu mundo em tal conforto
Alfombras encontrara,
E tendo esta beleza
Seguindo a correnteza
Sublime esta seara.
44
A sombra do arvoredo
Aonde a vida traz
O quanto quero em paz
E em luz teimo e concedo,
Bebendo este segredo
Deveras sou audaz
E sei do quanto faz
O mundo outrora ledo,
Viceja esta esperança
E o passo aonde alcança
A mansa imensidão
Explode num momento
E sorvo o quanto tento
Em nova dimensão.
45
Caminho claro e manso
Em meio aos vendavais
E sei dos magistrais
Cenários onde alcanço,
Meu tempo já sem ranço
Cenários desiguais
Ainda quando vais
A ti querida avanço
E bebo em tua pele
O quanto me compele
Anseio de um amor,
Vacante coração
Em nova direção
Desvenda a rara flor.
46
Tristeza dominando
O olhar do solitário
Aonde é necessário
Um mundo bem mais brando,
O canto em contrabando
O passo temerário
O risco este fadário
Meu fim se desenhando,
Pudera acreditar
No quanto imaginar
Momento sem igual,
Deveras sendo assim
O todo dentro em mim
Teu corpo, cais e nau.
47
O mar em seu marulho
Avisa da sereia
Que quando devaneia
Deveras traz o orgulho
E sei quanto vasculho
E invado a mansa areia
E nisto me incendeia
A sorte num mergulho
Invado os abissais
Caminhos em que vais
Vencer os teus temores
E sei que de tal forma
A vida nos transforma
E gera em nós mil cores.
48
O sol ao se esconder
Em brumas, fim da tarde
A vida não resguarde
E trace com prazer
O tanto do querer
Ainda que retarde
O sonho sempre aguarde
Caminho a se verter,
Vencendo o que pudesse
Trazendo como messe
A glória mais audaz,
Assim ao me sentir
No todo e presumir
No amor encontro a paz.
49
O recolher do sonho
E nisto se desenha
A vida aonde venha
O todo que componho,
Amor que te proponho
A luta desempenha
Mantendo acesa a lenha
No quanto eu não me oponho.
Viceja dentro da alma
O tanto que me acalma
Gerando muito além
Do mundo em harmonia
O quanto eu te queria
E o quanto a quero bem.
51050
Das nuvens neste céu
Aonde quis clarão
As horas mostrarão
Caminho mais cruel,
E sigo sempre ao léu
Buscando a direção
E sei da dimensão
Do tempo feito em fel,
Assíduo sonhador
Nos ermos de um amor,
Eu bebo eternidade
E sei do quanto possa
Vivendo a sorte nossa
E nisto a luz me invade.
Morrer de tanto amor...
E nada mais se sente
Senão esta freqüente
Vontade de compor
Um mundo em rara cor
E nisto me apresente
O todo que envolvente
Trouxesse a fina flor,
Meu passo rumo ao tanto
E quando outro garanto
Encontro a liberdade
E nisto poderia
Ousar em fantasia
Bem mais do que me invade.
42
Marcando cada passo
Com todo o sentimento
Aonde busco e tento
A vida em novo traço
E sendo o mundo escasso
De sonho e de fomento
No todo enquanto invento
Um canto em paz eu faço.
E sei deste cenário
E mesmo temerário
No fundo me entregara
Sem ter qualquer defesa
Do canto sendo presa
Em noite imensa e clara.
43
“A fresca formosura”
Da sílfide perfeita
Aonde alma deleita
E o canto se moldura
Gerando após procura
A lua onde se deita
O brilho que se aceita
E nega a noite escura,
Vagando por teu porto
Meu mundo em tal conforto
Alfombras encontrara,
E tendo esta beleza
Seguindo a correnteza
Sublime esta seara.
44
A sombra do arvoredo
Aonde a vida traz
O quanto quero em paz
E em luz teimo e concedo,
Bebendo este segredo
Deveras sou audaz
E sei do quanto faz
O mundo outrora ledo,
Viceja esta esperança
E o passo aonde alcança
A mansa imensidão
Explode num momento
E sorvo o quanto tento
Em nova dimensão.
45
Caminho claro e manso
Em meio aos vendavais
E sei dos magistrais
Cenários onde alcanço,
Meu tempo já sem ranço
Cenários desiguais
Ainda quando vais
A ti querida avanço
E bebo em tua pele
O quanto me compele
Anseio de um amor,
Vacante coração
Em nova direção
Desvenda a rara flor.
46
Tristeza dominando
O olhar do solitário
Aonde é necessário
Um mundo bem mais brando,
O canto em contrabando
O passo temerário
O risco este fadário
Meu fim se desenhando,
Pudera acreditar
No quanto imaginar
Momento sem igual,
Deveras sendo assim
O todo dentro em mim
Teu corpo, cais e nau.
47
O mar em seu marulho
Avisa da sereia
Que quando devaneia
Deveras traz o orgulho
E sei quanto vasculho
E invado a mansa areia
E nisto me incendeia
A sorte num mergulho
Invado os abissais
Caminhos em que vais
Vencer os teus temores
E sei que de tal forma
A vida nos transforma
E gera em nós mil cores.
48
O sol ao se esconder
Em brumas, fim da tarde
A vida não resguarde
E trace com prazer
O tanto do querer
Ainda que retarde
O sonho sempre aguarde
Caminho a se verter,
Vencendo o que pudesse
Trazendo como messe
A glória mais audaz,
Assim ao me sentir
No todo e presumir
No amor encontro a paz.
49
O recolher do sonho
E nisto se desenha
A vida aonde venha
O todo que componho,
Amor que te proponho
A luta desempenha
Mantendo acesa a lenha
No quanto eu não me oponho.
Viceja dentro da alma
O tanto que me acalma
Gerando muito além
Do mundo em harmonia
O quanto eu te queria
E o quanto a quero bem.
51050
Das nuvens neste céu
Aonde quis clarão
As horas mostrarão
Caminho mais cruel,
E sigo sempre ao léu
Buscando a direção
E sei da dimensão
Do tempo feito em fel,
Assíduo sonhador
Nos ermos de um amor,
Eu bebo eternidade
E sei do quanto possa
Vivendo a sorte nossa
E nisto a luz me invade.
50131/40
31
Amar sem ter juízo
E crer noutro momento
Aonde busco e tento
Num ato mais conciso
Viver onde matizo
Além do pensamento
Liberto sentimento
Que vem sem dar aviso,
Depois de tantos erros
Momentos em desterros
Silenciando o sonho
Ao ver-te aqui comigo,
O encanto que persigo
Decerto eu já enfronho.
32
No corpo sensual
Da deusa seminua
Beleza sob a lua
Num ato sem igual,
Vestindo em ritual
A vida onde cultua
A sorte continua
Reinando magistral,
Teu corpo se aproxima
E nesta rara estima
O clima se incendeia
Amar e ter além
Desejo enquanto vem
E invade cada veia.
33
Amante da esperança
No quanto pude crer
Ousando amanhecer
Ao lado de quem trança
O passo e sempre avança
No gozo de um prazer
Gerado em bem querer
Trazendo a confiança
Pudera ser bem mais
Do quanto em sonhos tais
A vida se promete
E o todo sem limites
Aonde mais permites
Num gozo se complete.
34
A boca mais suave
Sensualidade intensa
E quando se compensa
A vida sem entrave
Teus seios, corpo e nave
Aonde o que se vença
Deveras nos convença
Da vida onde se trave
Os cantos mais gentis
E o todo onde mais quis
Viver sem ter temores,
Seguindo cada passo
E nisto o sonho eu traço
Imerso em teus amores.
35
Amar após a morte
E crer neste infinito
Ousando, necessito
Do corpo que conforte
E gere como norte
O sonho mais bonito
Traçando a cada rito
No mar que nos suporte,
Vencer as tempestades
Beber das ventanias
E ser o que querias
E nisto sei que agrades
Momentos divinais
Em toques sensuais.
36
Teus seios rijos, belos
Delírios de uma diva
A vida nos cativa
E gera seus castelos,
Unindo em tais anelos
Sem nada que nos priva
Da luta mais altiva
Cultivos e rastelos,
Anseios e temores
Alheios aos pudores
Vagando sem destino,
O quanto mais desejo
Num ato em azulejo
Decerto eu não domino.
37
As pernas torneadas
Morena sensual,
Teu corpo em sol e sal
Adentra as alvoradas
E as horas desenhadas
Num toque magistral
A vida sem igual
As horas ansiadas,
Espero cada toque
Aonde se provoque
Fantástica erupção
E um corpo se entregando
Num mundo audaz e brando
Vibrando em emoção.
38
Eu te amo e pouco importa
O quanto sentirias
Se nada além dos dias
Adentra em nossa porta,
O sonho não se aborta
E as horas mais sombrias
Vivendo em fantasias
No canto em paz aporta,
Resumos de outras eras
E quanto mais esperas
Verás quanto te quero,
E sei que sendo assim,
Meu mundo vive em mim
Um ato mais sincero.
39
Na luta que não cansa
Por tanta emoção
Os dias que virão
Tomados de esperança
Aonde o amor nos lança
Em clara direção
Imensa dimensão
Do todo em que se avança,
Regendo o meu caminho
Teu corpo onde aninho
Traduz felicidade
E o tanto que se quer
Sem medo algum, sequer
É tudo o que me agrade.
50140
Amantes noite afora
Os corpos se tocando
E sei que desde quando
A sorte nos ancora,
O passo não demora
E gera em raro bando
O todo desenhando
A luta onde se aflora,
Bebendo cada gota
Da vida, mesmo rota
A rota se desenha,
E o quanto no horizonte
Amor decerto aponte
Etéreo, nos convenha.
Amar sem ter juízo
E crer noutro momento
Aonde busco e tento
Num ato mais conciso
Viver onde matizo
Além do pensamento
Liberto sentimento
Que vem sem dar aviso,
Depois de tantos erros
Momentos em desterros
Silenciando o sonho
Ao ver-te aqui comigo,
O encanto que persigo
Decerto eu já enfronho.
32
No corpo sensual
Da deusa seminua
Beleza sob a lua
Num ato sem igual,
Vestindo em ritual
A vida onde cultua
A sorte continua
Reinando magistral,
Teu corpo se aproxima
E nesta rara estima
O clima se incendeia
Amar e ter além
Desejo enquanto vem
E invade cada veia.
33
Amante da esperança
No quanto pude crer
Ousando amanhecer
Ao lado de quem trança
O passo e sempre avança
No gozo de um prazer
Gerado em bem querer
Trazendo a confiança
Pudera ser bem mais
Do quanto em sonhos tais
A vida se promete
E o todo sem limites
Aonde mais permites
Num gozo se complete.
34
A boca mais suave
Sensualidade intensa
E quando se compensa
A vida sem entrave
Teus seios, corpo e nave
Aonde o que se vença
Deveras nos convença
Da vida onde se trave
Os cantos mais gentis
E o todo onde mais quis
Viver sem ter temores,
Seguindo cada passo
E nisto o sonho eu traço
Imerso em teus amores.
35
Amar após a morte
E crer neste infinito
Ousando, necessito
Do corpo que conforte
E gere como norte
O sonho mais bonito
Traçando a cada rito
No mar que nos suporte,
Vencer as tempestades
Beber das ventanias
E ser o que querias
E nisto sei que agrades
Momentos divinais
Em toques sensuais.
36
Teus seios rijos, belos
Delírios de uma diva
A vida nos cativa
E gera seus castelos,
Unindo em tais anelos
Sem nada que nos priva
Da luta mais altiva
Cultivos e rastelos,
Anseios e temores
Alheios aos pudores
Vagando sem destino,
O quanto mais desejo
Num ato em azulejo
Decerto eu não domino.
37
As pernas torneadas
Morena sensual,
Teu corpo em sol e sal
Adentra as alvoradas
E as horas desenhadas
Num toque magistral
A vida sem igual
As horas ansiadas,
Espero cada toque
Aonde se provoque
Fantástica erupção
E um corpo se entregando
Num mundo audaz e brando
Vibrando em emoção.
38
Eu te amo e pouco importa
O quanto sentirias
Se nada além dos dias
Adentra em nossa porta,
O sonho não se aborta
E as horas mais sombrias
Vivendo em fantasias
No canto em paz aporta,
Resumos de outras eras
E quanto mais esperas
Verás quanto te quero,
E sei que sendo assim,
Meu mundo vive em mim
Um ato mais sincero.
39
Na luta que não cansa
Por tanta emoção
Os dias que virão
Tomados de esperança
Aonde o amor nos lança
Em clara direção
Imensa dimensão
Do todo em que se avança,
Regendo o meu caminho
Teu corpo onde aninho
Traduz felicidade
E o tanto que se quer
Sem medo algum, sequer
É tudo o que me agrade.
50140
Amantes noite afora
Os corpos se tocando
E sei que desde quando
A sorte nos ancora,
O passo não demora
E gera em raro bando
O todo desenhando
A luta onde se aflora,
Bebendo cada gota
Da vida, mesmo rota
A rota se desenha,
E o quanto no horizonte
Amor decerto aponte
Etéreo, nos convenha.
51021/30
21
Amar-te além do amor
E crer na eternidade
Do quanto nos invade
E ser teu refletor
Ousando em multicor
Caminho, claridade
Vagando em realidade
Seguindo aonde for,
O tempo sem cansaço
O mundo quando o traço
Expressa amor maior,
E sei de cada passo,
Vagando pelo espaço
Que agora sei de cor.
22
Amar cada momento
E crer no que virá
A sorte, este maná
Aonde eu me alimento
Traduz o pensamento
De quem só brilhará
E nisto, e desde já
Expresso o mais atento
Desejo que pudera
Trazer em primavera
A luz e a maciez
Apenas concebendo
A vida num adendo
Aonde amor se fez.
23
Amar e ter no olhar
Este horizonte imenso
Aonde o que ora penso
Pudesse imaginar,
Vagando sem cansar
E nisto um sonho intenso
E quando me convenço
Dos raios de um luar
Beijando a tua pele
Ao todo me compele
Anseio sem limite,
E sei do quanto possa
Enquanto a vida é nossa
Do sonho eu necessite.
24
Amante cavaleiro
Em noite enluarada
Ousando após o nada
Traçar o mundo inteiro
E quando além me esgueiro
A sorte desenhada
Deveras toma e brada
Marcando este canteiro,
Floradas na minha alma
O vento em paz acalma
Na brisa matinal,
Aromas e perfumes
Aonde quer que rumes,
Caminho sensual.
25
Amar e ter nas mãos
Os dias mais felizes
E nisto não desdizes
Os raros belos grãos
E sei dos fartos chãos
Sem medos, cicatrizes
Sem quedas e deslizes,
Unindo nossas mãos,
Adentro a maravilha
Que o sonho em paz já trilha
E traz a cada instante
O quanto poderia
Ousar na fantasia
E o amor em paz garante.
26
Amar é se expandir
Além do quanto possa
Vivendo a sorte nossa
E dela o que há de vir,
O tempo a redimir
O corte não se endossa
A luta aonde apossa
O templo a presumir,
Cenário mais diverso
Aonde sigo imerso
E bebo deste absinto
Nos lábios de quem ama,
Mantendo viva a chama
Do amor que agora sinto.
27
Amante imagem trago
De quem tanto se dera
Ousando além da espera
No todo em raro afago,
O amor já não divago
E sinto a primavera
Tramando o que tempera
O passo outrora vago,
Encontro em teu olhar
O quanto quis amar
E nada mais pudesse
Ainda que talvez
A vida não se fez
Sequer como uma messe.
28
Amante dos enganos
Um caos a cada passo
E quando sei escasso
O mundo em tantos danos
Ousando noutros planos
Apenas sinto e traço
O rústico cansaço
E nisto desumanos
Cenários se adivinham
E quantas vezes tinham
Além da mera queda
O todo onde se perca
A vida aquém da cerca
Que o rumo sempre veda.
29
Amar e ter no olhar
Um horizonte além,
Do quanto não contém
Sequer o que pensar,
Jogado sobre o mar
O barco não mais vem
Traçando sem ninguém
O quanto imaginar,
Apresentando enfim
O todo vivo em mim,
Mortalhas entre medos
E os dias mais audazes
Agora não mais trazes
Sabendo quão são ledos.
51030
Amar o que pudesse
Vencer a tempestade
E quando nos invade
A vida além da prece
Ao sonho se oferece
O quanto nos resguarde
E o todo em claridade
Presume o que se tece,
Amante da ilusão
Poeta desde o vão
Traduz além e tenta
Em paz ou em sangria
Ousando em poesia
Vencer cada tormenta.
Amar-te além do amor
E crer na eternidade
Do quanto nos invade
E ser teu refletor
Ousando em multicor
Caminho, claridade
Vagando em realidade
Seguindo aonde for,
O tempo sem cansaço
O mundo quando o traço
Expressa amor maior,
E sei de cada passo,
Vagando pelo espaço
Que agora sei de cor.
22
Amar cada momento
E crer no que virá
A sorte, este maná
Aonde eu me alimento
Traduz o pensamento
De quem só brilhará
E nisto, e desde já
Expresso o mais atento
Desejo que pudera
Trazer em primavera
A luz e a maciez
Apenas concebendo
A vida num adendo
Aonde amor se fez.
23
Amar e ter no olhar
Este horizonte imenso
Aonde o que ora penso
Pudesse imaginar,
Vagando sem cansar
E nisto um sonho intenso
E quando me convenço
Dos raios de um luar
Beijando a tua pele
Ao todo me compele
Anseio sem limite,
E sei do quanto possa
Enquanto a vida é nossa
Do sonho eu necessite.
24
Amante cavaleiro
Em noite enluarada
Ousando após o nada
Traçar o mundo inteiro
E quando além me esgueiro
A sorte desenhada
Deveras toma e brada
Marcando este canteiro,
Floradas na minha alma
O vento em paz acalma
Na brisa matinal,
Aromas e perfumes
Aonde quer que rumes,
Caminho sensual.
25
Amar e ter nas mãos
Os dias mais felizes
E nisto não desdizes
Os raros belos grãos
E sei dos fartos chãos
Sem medos, cicatrizes
Sem quedas e deslizes,
Unindo nossas mãos,
Adentro a maravilha
Que o sonho em paz já trilha
E traz a cada instante
O quanto poderia
Ousar na fantasia
E o amor em paz garante.
26
Amar é se expandir
Além do quanto possa
Vivendo a sorte nossa
E dela o que há de vir,
O tempo a redimir
O corte não se endossa
A luta aonde apossa
O templo a presumir,
Cenário mais diverso
Aonde sigo imerso
E bebo deste absinto
Nos lábios de quem ama,
Mantendo viva a chama
Do amor que agora sinto.
27
Amante imagem trago
De quem tanto se dera
Ousando além da espera
No todo em raro afago,
O amor já não divago
E sinto a primavera
Tramando o que tempera
O passo outrora vago,
Encontro em teu olhar
O quanto quis amar
E nada mais pudesse
Ainda que talvez
A vida não se fez
Sequer como uma messe.
28
Amante dos enganos
Um caos a cada passo
E quando sei escasso
O mundo em tantos danos
Ousando noutros planos
Apenas sinto e traço
O rústico cansaço
E nisto desumanos
Cenários se adivinham
E quantas vezes tinham
Além da mera queda
O todo onde se perca
A vida aquém da cerca
Que o rumo sempre veda.
29
Amar e ter no olhar
Um horizonte além,
Do quanto não contém
Sequer o que pensar,
Jogado sobre o mar
O barco não mais vem
Traçando sem ninguém
O quanto imaginar,
Apresentando enfim
O todo vivo em mim,
Mortalhas entre medos
E os dias mais audazes
Agora não mais trazes
Sabendo quão são ledos.
51030
Amar o que pudesse
Vencer a tempestade
E quando nos invade
A vida além da prece
Ao sonho se oferece
O quanto nos resguarde
E o todo em claridade
Presume o que se tece,
Amante da ilusão
Poeta desde o vão
Traduz além e tenta
Em paz ou em sangria
Ousando em poesia
Vencer cada tormenta.
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