211
Não quero soluções
Diversas da que pude
E vendo as dimensões
Do sonho em atitude
Dispersa aonde pões
O que já desilude,
Medonha face vejo
De quem tanto quisera
E sei do duro ensejo
Matando a primavera,
O quanto em vão porejo
Expressa a vida austera.
Resulto deste nada,
E morro em voz velada.
212
Vestindo a fantasia
Que tanto pude outrora
A luta não teria
Sequer a nova aurora
E sei da mais sombria
Paisagem e me devora.
Pousando mansamente
Nas tramas do infinito
O mundo sempre mente
E nisto necessito
Viver o que se tente
Em novo e claro rito,
Depois do passo atroz,
Invisto o nada em nós.
212
Não pude acreditar
E nem mesmo que queira
A luta sem lutar
A morte onde se inteira
Presença de um luar
Em luta derradeira.
Reparo com o farto
Cenário o que se fez
E sei e não comparto
A frágil lucidez,
E sei que a cada parto
Meu mundo se desfez,
Na parte me cabe
Resumo o que desabe.
213
Perfeitamente o cais
Tentasse ora acolher
Em meio aos vendavais
O barco a se perder
E nada sei a mais
Do que pude saber.
O ranço de um passado
O verso sem provento
O tempo degradado
Esta emoção ao vento,
E quanto mais eu brado
Maior o sofrimento.
Medonhamente vejo
O fim do meu desejo.
214
Agindo de tal forma
Que quem já nos agride
Apenas não conforma
Quem tanto ora divide
O risco da reforma
No nada agora incide
E vejo de tal monta
O mundo que pudera
Viver e não remonta
Ao canto em leda esfera
E sei do quanto apronta
A vida e destempera
Marcando com o fim
O quanto resta em mim.
215
Bebendo mais um gole
Desta aguardente: a vida,
A sorte nos engole
E trama a despedida
Enquanto o rumo assole
E gere a desprovida
Noção onde consolo
O mundo sem proveito
E sei do velho dolo
Enquanto nada aceito
Buscasse novo solo,
E sei do meu direito.
Ainda que se queira,
A sorte não me inteira.
216
Negar o que se traça
Em verso mesmo rude,
O vento na fumaça
Espalha em atitude
O quanto nos desgraça
Resume o que transmude
Vestindo a minha luta
E nada mais se espera
Da força que reluta
E também degenera
Marcando em força bruta
A vida mais austera.
Não tento nova luz
E bebo a velha cruz.
217
Negar o que se tenha
Ou mesmo não pudesse
Depois da velha ordenha
O corpo se apodrece
E gera o que convenha
Aquém da rude prece.
Não posso e não se tente
Viver outro momento,
E sei do impertinente
Cenário aonde invento
O rumo que aparente
O duro sofrimento.
Jamais o que contive
Expressa o quanto me cative.
218
Não meço com meu passo
O fato de viver
E nada do que traço
Expressa o conhecer
E neste meu cansaço
Apenas o morrer
Traria qualquer paz
A quem tanto batalha
No canto mais audaz,
O corte da navalha
E o verso que é mordaz
Deveras traça a falha.
O peso de uma vida
Já tanto desprovida.
219
Não pude e não se sabe
Sequer a dimensão
Do mundo onde desabe
Fatal transformação
E sei do quanto acabe
Em rota dimensão,
O manto se puindo
O corte desenhado
O tempo outrora infindo
Agora derrotado
Demonstra o que deslindo
No rumo em duro enfado.
E bebo sem saber
O quanto é vão sofrer.
220
Não pude e não viera
Aposentando o resto
Do mundo aonde a fera
Em tom rude e funesto
Gerando o que se espera
Expressa o quanto empesto
Meu mundo no vazio
E sem sentido algum
O passo onde recrio
Entoa o ser nenhum,
E bebo em desvario
Mais um gole de rum,
E tateando em vão
Encontro a solidão…
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quarta-feira, 30 de março de 2011
201
Jamais tentasse além
Do quanto reina em nós
Apenas o que vem
Trazendo em tom atroz
A sorte e sem ninguém
O mundo é mais feroz.
Resulto deste caos
E nada se anuncia
Alçando outros degraus
A luta em agonia
Os olhos rudes, maus.
A sorte não teria.
Esqueço o que inda veja
Uma alma em vã peleja.
202
Não tendo outra vontade
Senão sobreviver
O que deveras brade
Gerasse algum prazer,
No canto onde se evade
A luta a se perder,
Reinando sem sentido
O quanto quis e vejo
O mundo desprovido
A cada novo ensejo
E sei e não duvido
Do passo onde porejo.
O preço a se pagar
Não posso suportar.
203
Bastando para mim
Um verso em vento brando,
Mas quando chega ao fim
O todo desabando
O mundo de onde vim,
Esqueço-o desde quando.
O método sutil,
O vândalo tormento
O canto presumiu
O quanto agora tento
E nada mais gentil
Que o imenso e rude vento,
Abraço o turbilhão
E vivo a solidão.
204
Negociando o quanto
Eu pude e talvez tenha
A luta em desencanto
No fundo traz a ordenha
Do que se fez e canto
Embora nada venha.
Mecânicas diversas
Enredo discordante
As horas vãs e imersas
Negando o que adiante
O passo enquanto versas
No rumo degradante.
O canto sem sentido,
Na morte ora envolvido.
205
Na porta que se abrira
Em meio aos vendavais
A sorte acerta a mira
E assim tão cedo esvais
Sem nada que prefira
Viver um pouco mais.
Resvalo no que tento
Invento a dimensão
De cada sentimento
Em rude distensão,
A luta em desalento
Produz a solidão,
Não quero outro vestígio
Do quanto foi litígio.
206
Bastasse alguma sorte
Diversa da que dás
E o mundo com aporte
Teria enfim a paz,
Mas sei do quanto corte
A luta mais tenaz,
Encontro a cada engano
O quanto agora enfado
E bebo e já me dano
No tempo desenhado
Marcando o soberano
Caminho desolado.
Em dor e tédio e medo
E ao nada me concedo.
207
Quisera pelo menos
Um dia mais tranquilo
Embora rotos, plenos
Os rumos e vacilo,
Vestindo os mais serenos
Anseios e desfilo
Pousando nos venenos
Enquanto o vão destilo.
Reparo cada passo
Sem nada por fazer,
E sei do descompasso
Marcando em desprazer
O que sequer eu faço
Sem nada recolher.
208
A boca se entreabrira
E o tempo não trouxera
Além desta mentira
A sorte que se espera,
O verso se retira
E o medo destempera.
O canto se perdendo
Sem ter onde se acolha,
A luta noutro adendo
Expressa cada folha
E nisto o que remendo
Impede o que recolha.
A vida sem segredo
Enfrenta este rochedo.
209
Bastando para tal
Apenas um sorriso
E o vento desigual
Aonde o que matizo
Presume um ritual
Que venha sem aviso,
Negar o que se quer
E ter no olhar o medo,
O rosto da mulher
Envolto em sonho ledo
Não deixa mais sequer
O canto que concedo.
Esqueço o descaminho
E sigo mais sozinho.
210
Nefasta noite rude
Aonde não viera
O quanto nos ilude
A sorte em vã quimera,
O prazo se amiúde
E mate quem se espera.
Reparo muito bem
O vento em tom atroz
E sei do que contém
A angústia dentro em nós,
Depois de ser ninguém,
A vida cala a voz,
E sigo em compromisso
O tempo movediço.
Jamais tentasse além
Do quanto reina em nós
Apenas o que vem
Trazendo em tom atroz
A sorte e sem ninguém
O mundo é mais feroz.
Resulto deste caos
E nada se anuncia
Alçando outros degraus
A luta em agonia
Os olhos rudes, maus.
A sorte não teria.
Esqueço o que inda veja
Uma alma em vã peleja.
202
Não tendo outra vontade
Senão sobreviver
O que deveras brade
Gerasse algum prazer,
No canto onde se evade
A luta a se perder,
Reinando sem sentido
O quanto quis e vejo
O mundo desprovido
A cada novo ensejo
E sei e não duvido
Do passo onde porejo.
O preço a se pagar
Não posso suportar.
203
Bastando para mim
Um verso em vento brando,
Mas quando chega ao fim
O todo desabando
O mundo de onde vim,
Esqueço-o desde quando.
O método sutil,
O vândalo tormento
O canto presumiu
O quanto agora tento
E nada mais gentil
Que o imenso e rude vento,
Abraço o turbilhão
E vivo a solidão.
204
Negociando o quanto
Eu pude e talvez tenha
A luta em desencanto
No fundo traz a ordenha
Do que se fez e canto
Embora nada venha.
Mecânicas diversas
Enredo discordante
As horas vãs e imersas
Negando o que adiante
O passo enquanto versas
No rumo degradante.
O canto sem sentido,
Na morte ora envolvido.
205
Na porta que se abrira
Em meio aos vendavais
A sorte acerta a mira
E assim tão cedo esvais
Sem nada que prefira
Viver um pouco mais.
Resvalo no que tento
Invento a dimensão
De cada sentimento
Em rude distensão,
A luta em desalento
Produz a solidão,
Não quero outro vestígio
Do quanto foi litígio.
206
Bastasse alguma sorte
Diversa da que dás
E o mundo com aporte
Teria enfim a paz,
Mas sei do quanto corte
A luta mais tenaz,
Encontro a cada engano
O quanto agora enfado
E bebo e já me dano
No tempo desenhado
Marcando o soberano
Caminho desolado.
Em dor e tédio e medo
E ao nada me concedo.
207
Quisera pelo menos
Um dia mais tranquilo
Embora rotos, plenos
Os rumos e vacilo,
Vestindo os mais serenos
Anseios e desfilo
Pousando nos venenos
Enquanto o vão destilo.
Reparo cada passo
Sem nada por fazer,
E sei do descompasso
Marcando em desprazer
O que sequer eu faço
Sem nada recolher.
208
A boca se entreabrira
E o tempo não trouxera
Além desta mentira
A sorte que se espera,
O verso se retira
E o medo destempera.
O canto se perdendo
Sem ter onde se acolha,
A luta noutro adendo
Expressa cada folha
E nisto o que remendo
Impede o que recolha.
A vida sem segredo
Enfrenta este rochedo.
209
Bastando para tal
Apenas um sorriso
E o vento desigual
Aonde o que matizo
Presume um ritual
Que venha sem aviso,
Negar o que se quer
E ter no olhar o medo,
O rosto da mulher
Envolto em sonho ledo
Não deixa mais sequer
O canto que concedo.
Esqueço o descaminho
E sigo mais sozinho.
210
Nefasta noite rude
Aonde não viera
O quanto nos ilude
A sorte em vã quimera,
O prazo se amiúde
E mate quem se espera.
Reparo muito bem
O vento em tom atroz
E sei do que contém
A angústia dentro em nós,
Depois de ser ninguém,
A vida cala a voz,
E sigo em compromisso
O tempo movediço.
191
Não quero outro momento
Tampouco busco a paz
Ainda se me alento
O verso tão mordaz
Tomando o sentimento
Deveras nada traz.
Soubesse deste fato
Ainda quando vivo
Pudesse e não constato
O quanto fora altivo
E vejo este retrato
Enquanto em vão me privo.
Nas sendas mais vorazes
Os dias vagam fases.
192
Marcando em descompasso
Potencializando
O medo onde em traço
Num ato mais nefando,
Negando cada espaço
Ou mesmo desolando
O verso sem sentido
O tempo sem proveito
E quanto mais divido
E nada então aceito
Esqueço o desprovido
Momento em rude leito,
Apressando o meu verso
Apenas me disperso.
193
Não quero e não pudesse
Tramar nova esperança
A vida não se esquece
Da rude temperança
E vaga enquanto tece
A sorte e em vão se lança;
Resulto deste incauto
Momento em dom temível
Quem dera fosse lauto
O prazo inatingível
Do tempo onde me assalto
Vagando em dor incrível
E turbulência eu vejo
No sonho a cada ensejo.
194
Não quero e não se veja
A luta sem a paz
No fim desta peleja
O rumo se desfaz
E quanto mais se almeja
O mundo antes tenaz
Encontra o sonho vago
E mata o que se quis
Vivendo em tal afago
O jamais ser feliz,
E sei quando divago
Apenas aprendiz.
Resumos de outras eras
E nelas desesperas.
195
Não pude ter no olhar
O quanto se transforma
E bebo a divagar
A ausência de reforma
E quando navegar
Espero o que deforma.
Meu mundo nada imune
Ao que se faz tormento,
A vida que me pune
Também dita o fomento
E sei do que desune
Em todo vão momento.
Respaldos de um passado,
Já tanto desolado.
196
Não pude ter por perto
Sequer o que inda reste
Da vida em tal deserto
Em mundo mais agreste,
E quando assim desperto
Não vejo o que se empreste
Ao sonho mais sutil
E tanto não se quer
No vento onde se viu
O anseio da mulher
Que a vida não previu
Sem ter sonho qualquer,
Reparo em todo caos,
Momentos rudes, maus.
197
Não pude acreditar
Nas tramas do caminho
E vejo sem lutar
O mundo mais mesquinho
E sem qualquer lugar
A morte se faz ninho.
O preço que se paga
A vida não presume
E o tempo em cada plaga
Repara em ledo lume
E a sorte não afaga
Sequer qualquer costume.
Proventos sem ternura
A luta em vão perdura.
198
Escrito nas estrelas
Os nomes, esperanças
E quando pude vê-las
A vida traz em lanças
O quanto não detê-las
E nada tu alcanças.
Reparo cada engano
E vejo o que se quis
O mundo onde me dano
Traduz a cicatriz
E o passo soberano
Não dita o ser feliz.
Respaldos do passado
No verso derrocado.
199
Na sorte sem sentido
No olvido que se dera
O tempo revolvido
Ausenta a primavera
E o mundo resumido
Na face mais austera.
Esqueço de onde vim
E vigorosamente
A vida morta em mim
Expressa imprevidente
Cenário e sei que o fim,
Enfim já se apresente.
Reparo com meus erros
Os claros, vãos desterros.
200
Esqueço quaisquer medos
E sigo contra a fúria
Dos velhos desenredos
E sei desta penúria
E tento nos segredos
Apenas a lamúria.
Resplandece no peito
A luz que não mais veio
E sei do quanto aceito
E sinto o toque alheio
Ao todo onde me deito
E marco em tal receio
Somente esta verdade
Que tanto desagrade.
Não quero outro momento
Tampouco busco a paz
Ainda se me alento
O verso tão mordaz
Tomando o sentimento
Deveras nada traz.
Soubesse deste fato
Ainda quando vivo
Pudesse e não constato
O quanto fora altivo
E vejo este retrato
Enquanto em vão me privo.
Nas sendas mais vorazes
Os dias vagam fases.
192
Marcando em descompasso
Potencializando
O medo onde em traço
Num ato mais nefando,
Negando cada espaço
Ou mesmo desolando
O verso sem sentido
O tempo sem proveito
E quanto mais divido
E nada então aceito
Esqueço o desprovido
Momento em rude leito,
Apressando o meu verso
Apenas me disperso.
193
Não quero e não pudesse
Tramar nova esperança
A vida não se esquece
Da rude temperança
E vaga enquanto tece
A sorte e em vão se lança;
Resulto deste incauto
Momento em dom temível
Quem dera fosse lauto
O prazo inatingível
Do tempo onde me assalto
Vagando em dor incrível
E turbulência eu vejo
No sonho a cada ensejo.
194
Não quero e não se veja
A luta sem a paz
No fim desta peleja
O rumo se desfaz
E quanto mais se almeja
O mundo antes tenaz
Encontra o sonho vago
E mata o que se quis
Vivendo em tal afago
O jamais ser feliz,
E sei quando divago
Apenas aprendiz.
Resumos de outras eras
E nelas desesperas.
195
Não pude ter no olhar
O quanto se transforma
E bebo a divagar
A ausência de reforma
E quando navegar
Espero o que deforma.
Meu mundo nada imune
Ao que se faz tormento,
A vida que me pune
Também dita o fomento
E sei do que desune
Em todo vão momento.
Respaldos de um passado,
Já tanto desolado.
196
Não pude ter por perto
Sequer o que inda reste
Da vida em tal deserto
Em mundo mais agreste,
E quando assim desperto
Não vejo o que se empreste
Ao sonho mais sutil
E tanto não se quer
No vento onde se viu
O anseio da mulher
Que a vida não previu
Sem ter sonho qualquer,
Reparo em todo caos,
Momentos rudes, maus.
197
Não pude acreditar
Nas tramas do caminho
E vejo sem lutar
O mundo mais mesquinho
E sem qualquer lugar
A morte se faz ninho.
O preço que se paga
A vida não presume
E o tempo em cada plaga
Repara em ledo lume
E a sorte não afaga
Sequer qualquer costume.
Proventos sem ternura
A luta em vão perdura.
198
Escrito nas estrelas
Os nomes, esperanças
E quando pude vê-las
A vida traz em lanças
O quanto não detê-las
E nada tu alcanças.
Reparo cada engano
E vejo o que se quis
O mundo onde me dano
Traduz a cicatriz
E o passo soberano
Não dita o ser feliz.
Respaldos do passado
No verso derrocado.
199
Na sorte sem sentido
No olvido que se dera
O tempo revolvido
Ausenta a primavera
E o mundo resumido
Na face mais austera.
Esqueço de onde vim
E vigorosamente
A vida morta em mim
Expressa imprevidente
Cenário e sei que o fim,
Enfim já se apresente.
Reparo com meus erros
Os claros, vãos desterros.
200
Esqueço quaisquer medos
E sigo contra a fúria
Dos velhos desenredos
E sei desta penúria
E tento nos segredos
Apenas a lamúria.
Resplandece no peito
A luz que não mais veio
E sei do quanto aceito
E sinto o toque alheio
Ao todo onde me deito
E marco em tal receio
Somente esta verdade
Que tanto desagrade.
181
Já não cabe nem pudesse
Ser diverso do que um dia
Ao mostrar a rude prece
Na verdade não viria,
Entretanto me enlouquece
A verdade em ironia,
Nada mais se vendo ao lado
Do que pude acreditar
O cenário desolado
Já não deixa mais olhar
O que tento e se me evado
Nada resta em seu lugar.
O mergulho no vazio
Traz o vento amargo e frio.
182
No momento mais atroz
O meu verso se presume
E se possa ter na foz
Outro rumo, o de costume
Mostra a queda mais veloz,
E deveras não aprume.
O versar sobre o que tente
O saber do mais venal
Onde fora impertinente
Em suor, sangria e sal,
A verdade se apresente
Neste termo hoje fatal.
A manhã não se deslinda
E o que resta? Vida finda...
183
No meu passo sem proveito
No meu tempo sem caminho
Onde possa ser aceito
Outra queda em tom mesquinho,
O meu mundo em preconceito
Já não traz o mais daninho
Desenhar onde se tente
Desvendar o que não tenho,
A palavra num repente
Traz o fim deste desenho;
E tanto se apresente
O mundo em vago empenho,
Não pude ter no olhar
Sequer o que sonhar.
184
Não quero a sorte assaz
Vestida em tédio e morte,
Apenas o que traz
No fundo não conforte
E vendo o mais audaz
Anseio não suporte,
A luta sem proveito
O rumo sem sentido
O quanto não aceito
Expressa o dividido
O rio onde este leito
Há tanto destruído
Vestindo o desalinho
Presume o ser sozinho.
185
Não cabe no meu verso
Sequer o que inda tenha
Do tempo aonde imerso
A vida trama a lenha
E abraso e desconverso
A sorte onde se empenha
Navego contra tudo
E sei dos tantos lodos,
Meus passos quando iludo
Deveras sempre todos,
Entranham e nada mudo
Senão meus velhos lodos.
Arejo com a morte
O que já não comporte.
186
No caos que se aproxima
No medo sem proveito
O tempo em rude clima
O verso sem direito
Ao quanto subestima
O que jamais aceito,
Não quero outro caminho
Senão meu próprio fim,
Teu canto ora mesquinho
Destrói qualquer jardim
E quando em vão me alinho
Mergulho aonde eu vim.
Negar o que se tenta
Em turva e vã tormenta.
187
Não pude acreditar
Nos ermos de que tanto
Pudera no vagar
Gerar o desencanto,
Morrendo devagar,
A cada desencanto,
Florescesse um futuro
E nada mais se vendo
Apenas me torturo
E bebo o ser horrendo
E quando me asseguro
O todo irei perdendo,
Negado algum aporte
De quem tanto se importe.
188
Não quis e não vivesse
Sequer o que se tente
E sei do que perdesse
A cada imprevidente
Momento e não me esquece
Do verso impertinente.
Apenas o meu canto
Sem caos e sem sentido
O prazo em desencanto
O mundo enquanto olvido,
O rude encantamento
No sonho subvertido,
No cerne da questão
A velha solidão.
189
No meu velho castelo
Aonde quis mudança
O quanto já revelo
Ao fogo enfim me lança
Um dia se fez belo,
Porém logo se cansa.
Depois do caos o corte
E nada se anuncia
Negando algum aporte
E quando se esvazia
O verso onde se aborte
O sonho da alegria,
Arcando com enganos
Os dias são profanos.
190
Vagando sem saber
Aonde possa um porto,
O mundo a se tecer
Esquece o velho aborto
E sei que em tal sofrer
Melhor estar já morto.
Resumo o meu anseio
E nada se permite
O tempo enquanto veio
E nada necessite
Do mundo onde rodeio
Aquém deste limite,
Sofrendo a dor intensa
A luta não compensa...
Já não cabe nem pudesse
Ser diverso do que um dia
Ao mostrar a rude prece
Na verdade não viria,
Entretanto me enlouquece
A verdade em ironia,
Nada mais se vendo ao lado
Do que pude acreditar
O cenário desolado
Já não deixa mais olhar
O que tento e se me evado
Nada resta em seu lugar.
O mergulho no vazio
Traz o vento amargo e frio.
182
No momento mais atroz
O meu verso se presume
E se possa ter na foz
Outro rumo, o de costume
Mostra a queda mais veloz,
E deveras não aprume.
O versar sobre o que tente
O saber do mais venal
Onde fora impertinente
Em suor, sangria e sal,
A verdade se apresente
Neste termo hoje fatal.
A manhã não se deslinda
E o que resta? Vida finda...
183
No meu passo sem proveito
No meu tempo sem caminho
Onde possa ser aceito
Outra queda em tom mesquinho,
O meu mundo em preconceito
Já não traz o mais daninho
Desenhar onde se tente
Desvendar o que não tenho,
A palavra num repente
Traz o fim deste desenho;
E tanto se apresente
O mundo em vago empenho,
Não pude ter no olhar
Sequer o que sonhar.
184
Não quero a sorte assaz
Vestida em tédio e morte,
Apenas o que traz
No fundo não conforte
E vendo o mais audaz
Anseio não suporte,
A luta sem proveito
O rumo sem sentido
O quanto não aceito
Expressa o dividido
O rio onde este leito
Há tanto destruído
Vestindo o desalinho
Presume o ser sozinho.
185
Não cabe no meu verso
Sequer o que inda tenha
Do tempo aonde imerso
A vida trama a lenha
E abraso e desconverso
A sorte onde se empenha
Navego contra tudo
E sei dos tantos lodos,
Meus passos quando iludo
Deveras sempre todos,
Entranham e nada mudo
Senão meus velhos lodos.
Arejo com a morte
O que já não comporte.
186
No caos que se aproxima
No medo sem proveito
O tempo em rude clima
O verso sem direito
Ao quanto subestima
O que jamais aceito,
Não quero outro caminho
Senão meu próprio fim,
Teu canto ora mesquinho
Destrói qualquer jardim
E quando em vão me alinho
Mergulho aonde eu vim.
Negar o que se tenta
Em turva e vã tormenta.
187
Não pude acreditar
Nos ermos de que tanto
Pudera no vagar
Gerar o desencanto,
Morrendo devagar,
A cada desencanto,
Florescesse um futuro
E nada mais se vendo
Apenas me torturo
E bebo o ser horrendo
E quando me asseguro
O todo irei perdendo,
Negado algum aporte
De quem tanto se importe.
188
Não quis e não vivesse
Sequer o que se tente
E sei do que perdesse
A cada imprevidente
Momento e não me esquece
Do verso impertinente.
Apenas o meu canto
Sem caos e sem sentido
O prazo em desencanto
O mundo enquanto olvido,
O rude encantamento
No sonho subvertido,
No cerne da questão
A velha solidão.
189
No meu velho castelo
Aonde quis mudança
O quanto já revelo
Ao fogo enfim me lança
Um dia se fez belo,
Porém logo se cansa.
Depois do caos o corte
E nada se anuncia
Negando algum aporte
E quando se esvazia
O verso onde se aborte
O sonho da alegria,
Arcando com enganos
Os dias são profanos.
190
Vagando sem saber
Aonde possa um porto,
O mundo a se tecer
Esquece o velho aborto
E sei que em tal sofrer
Melhor estar já morto.
Resumo o meu anseio
E nada se permite
O tempo enquanto veio
E nada necessite
Do mundo onde rodeio
Aquém deste limite,
Sofrendo a dor intensa
A luta não compensa...
171
Se eu quisesse pelo menos
Num alento ter o brilho
De tais dias mais serenos
Onde apenas mal palmilho,
O que possa em tais venenos
Traça o rumo do andarilho.
Sem saber qualquer descanso,
Sem saber qualquer paragem,
O que tanto num remanso
Traduzisse tal aragem,
O caminho eu não alcanço
E findando esta viagem.
Nada mais se poderia
Transformar em alegria.
172
Sordidez de um ser qualquer
Onde o tempo perde o sumo,
Seja agora o que aprouver
E no fim nada resumo,
Encontrando o quanto houver
Deste mundo enquanto rumo.
Nada tendo em esperança
Nem sequer algum momento
Onde o passo ora se lança
E produz no alheamento
O meu verso ora balança
Entranhado em ledo vento,
Enfrentando o que não veio,
Sem destino, a morte anseio.
173
Ao abrir mão do futuro
Sem saber do que inda reste
O meu mundo eu configuro
De tal modo mais agreste
Que se possa em triste auguro
Vejo apenas o que empeste
Marcas com as garras, presas
A verdade onde pude
Ao vencer as vis surpresas
Transformar em atitude
Ânsias tantas, quando ilesas
No caminho bem mais rude.
Espalhando o tom amargo
Aonde a voz, decerto embargo.
174
Não pudesse de tal forma
Desejar o que não veio,
O meu mundo se conforma
Com o medo em raro anseio
E se possa ter em norma
O caminho em devaneio
Nada mais se vendo após
O que morto salvaria
A verdade mesmo atroz
Reina a cada novo dia,
E se possa mais veloz
Esta vã selvageria.
A incerteza se modula
Envolvida em dor e gula.
175
Não quisera ter além
Do momento mais cruel,
E se o mundo nada tem
O que resta, sempre ao léu
Caminhar sem ter alguém
Neste espaço em ferro e fel.
O meu mundo não procede
Nem o prazo determina
O que tanto a vida enrede
E renegue qualquer mina,
O momento onde se mede
No final já se extermina.
Vestimentas rudes, tendo
O cenário torpe e horrendo.
176
Nada mais se vendo enquanto
O que veja não permite
O meu mundo enquanto canto
A verdade sem limite,
E se possa em desencanto
O meu passo tanto grite.
Vestimentas variadas
Noites vagas, estrelares
E se possas, madrugadas
Entre tantos vis lugares,
As angústias deflagradas
Destroçando teus altares.
Resta apenas a incerteza
Desta morte sobre a mesa.
177
Nada mais pudera ver
Nem tampouco inda queria,
Ao sentir o desprazer
Marco em dor a fantasia,
O meu mundo a se tecer
Gera apenas a agonia.
O meu canto sem refrão
O refrão inutilmente
Estribilha em direção
Ao que possa e mesmo tente
Resumindo a redenção
Na incerteza que se sente,
Ousaria crer na paz,
Mas o tempo não a traz.
178
Comprimidos, morte e gozo,
Nada mais se faz além
Do caminho caprichoso
Onde o mundo nada tem,
E se fosse majestoso
O meu rumo em tal desdém
Nada mais se vendo enquanto
Num equânime caminho
Esperasse o que garanto
Não traduza o ser daninho
E se possa em dor e pranto
Traduzisse cada espinho.
Dos abrolhos que cultivas
As palavras corrosivas.
179
Nada mais se vendo após
O que tanto desejara
A verdade toma a voz
E resgata cada apara
Do que pude e mais feroz,
Noutro canto desprepara.
Versejando sem proveito
O meu mundo não teria
O que possa ser aceito
E sequer a fantasia,
Onde tolo eu já me deito
Vejo a noite mais sombria,
Desta lua nem sinais,
Tão somente os vendavais...
180
Resumindo o que se queira
Sem saber da qualidade
Desta sorte, a derradeira
Que deveras já degrade
A incerteza da ladeira
Traz a queda em realidade,
Ouso apenas no vazio
E não pude ter além
Do que tente em desafio
E no fundo nada tem,
Sem saber o desvario
Meu caminho diz ninguém.
Onde tive a lua em mim,
Mato em fúria este jardim.
Se eu quisesse pelo menos
Num alento ter o brilho
De tais dias mais serenos
Onde apenas mal palmilho,
O que possa em tais venenos
Traça o rumo do andarilho.
Sem saber qualquer descanso,
Sem saber qualquer paragem,
O que tanto num remanso
Traduzisse tal aragem,
O caminho eu não alcanço
E findando esta viagem.
Nada mais se poderia
Transformar em alegria.
172
Sordidez de um ser qualquer
Onde o tempo perde o sumo,
Seja agora o que aprouver
E no fim nada resumo,
Encontrando o quanto houver
Deste mundo enquanto rumo.
Nada tendo em esperança
Nem sequer algum momento
Onde o passo ora se lança
E produz no alheamento
O meu verso ora balança
Entranhado em ledo vento,
Enfrentando o que não veio,
Sem destino, a morte anseio.
173
Ao abrir mão do futuro
Sem saber do que inda reste
O meu mundo eu configuro
De tal modo mais agreste
Que se possa em triste auguro
Vejo apenas o que empeste
Marcas com as garras, presas
A verdade onde pude
Ao vencer as vis surpresas
Transformar em atitude
Ânsias tantas, quando ilesas
No caminho bem mais rude.
Espalhando o tom amargo
Aonde a voz, decerto embargo.
174
Não pudesse de tal forma
Desejar o que não veio,
O meu mundo se conforma
Com o medo em raro anseio
E se possa ter em norma
O caminho em devaneio
Nada mais se vendo após
O que morto salvaria
A verdade mesmo atroz
Reina a cada novo dia,
E se possa mais veloz
Esta vã selvageria.
A incerteza se modula
Envolvida em dor e gula.
175
Não quisera ter além
Do momento mais cruel,
E se o mundo nada tem
O que resta, sempre ao léu
Caminhar sem ter alguém
Neste espaço em ferro e fel.
O meu mundo não procede
Nem o prazo determina
O que tanto a vida enrede
E renegue qualquer mina,
O momento onde se mede
No final já se extermina.
Vestimentas rudes, tendo
O cenário torpe e horrendo.
176
Nada mais se vendo enquanto
O que veja não permite
O meu mundo enquanto canto
A verdade sem limite,
E se possa em desencanto
O meu passo tanto grite.
Vestimentas variadas
Noites vagas, estrelares
E se possas, madrugadas
Entre tantos vis lugares,
As angústias deflagradas
Destroçando teus altares.
Resta apenas a incerteza
Desta morte sobre a mesa.
177
Nada mais pudera ver
Nem tampouco inda queria,
Ao sentir o desprazer
Marco em dor a fantasia,
O meu mundo a se tecer
Gera apenas a agonia.
O meu canto sem refrão
O refrão inutilmente
Estribilha em direção
Ao que possa e mesmo tente
Resumindo a redenção
Na incerteza que se sente,
Ousaria crer na paz,
Mas o tempo não a traz.
178
Comprimidos, morte e gozo,
Nada mais se faz além
Do caminho caprichoso
Onde o mundo nada tem,
E se fosse majestoso
O meu rumo em tal desdém
Nada mais se vendo enquanto
Num equânime caminho
Esperasse o que garanto
Não traduza o ser daninho
E se possa em dor e pranto
Traduzisse cada espinho.
Dos abrolhos que cultivas
As palavras corrosivas.
179
Nada mais se vendo após
O que tanto desejara
A verdade toma a voz
E resgata cada apara
Do que pude e mais feroz,
Noutro canto desprepara.
Versejando sem proveito
O meu mundo não teria
O que possa ser aceito
E sequer a fantasia,
Onde tolo eu já me deito
Vejo a noite mais sombria,
Desta lua nem sinais,
Tão somente os vendavais...
180
Resumindo o que se queira
Sem saber da qualidade
Desta sorte, a derradeira
Que deveras já degrade
A incerteza da ladeira
Traz a queda em realidade,
Ouso apenas no vazio
E não pude ter além
Do que tente em desafio
E no fundo nada tem,
Sem saber o desvario
Meu caminho diz ninguém.
Onde tive a lua em mim,
Mato em fúria este jardim.
161
Jamais pude acreditar
Em tamanho desenredo
E procuro algum lugar
Onde tendo este segredo
Eu pudesse caminhar
Mesmo quando em vão procedo,
Jaz nesta alma outro vazio
E o meu canto se resume
No que possa em desafio
E deveras em vago lume
Presumindo o que desfio
Traz a dor, velho costume.
Restaurando o meu caminho?
Se de novo eu sou mesquinho...
162
Nada mais pudesse ter
Nem sequer o quanto eu quis.
Se esta vida é desprazer
Não seria então feliz,
O meu mundo a se perder
Sem a força geratriz,
O resumo deste fato
Quando em vão tal sobressalto
Terminando o que constato
Esperando enquanto salto
Na verdade o que retrato
Traz o mundo atroz e incauto.
Versifico com meu sonho,
Mas decerto o decomponho.
163
Se meu mundo fosse assim
Tão diverso do que eu quis
O cenário em tal jardim
Não seria mais feliz
Vicejando este jasmim,
Meu amor quer o que diz
Vento brando, vida mansa
A palavra não traz rumo
E se possa quando alcança
A vontade num resumo
Outro passo em temperança
Rege o canto aonde esfumo.
Nada mais pudera ter
Quem quisera algum prazer.
164
Nada mais traz o que um dia
Poderia ser diverso,
Onde o tempo se faria
O meu canto ora disperso
E se bebo a fantasia
Não me resta mais o verso.
Versifico com a luz
Que pudesse ser maior.
O meu passo me conduz
Ao caminho em que, de cor
O tormento faça jus
Ao que perco em tal suor.
Da esperança sem sentido,
Nenhum um som a ser ouvido.
165
Na manhã ensolarada
A visão se entorpecendo
A viola noutra estrada
O cantar, velho remendo,
A palavra desvendada
O meu mundo agora horrendo.
Mergulhasse em claras águas
Deste mar sutil e belo,
Onde outrora minhas mágoas
Destroçaram meu castelo
E sem medo tu deságuas
Neste amor que claro, atrelo.
Verso sobre este vazio
E deveras desafio.
166
Não vencesse o que inda trago
Nem pudesse ser assim,
O meu mundo sem afago
O vazio dentro em mim,
E se bebo neste lago
Inebrio e chego ao fim.
A palavra sem o senso
Outro imenso caminhar
Na incerteza do que penso
A vontade de lutar
No cenário bem mais tenso
Onde o pude cultivar.
Resumisse o que não tenho
Neste frágil desempenho.
167
O meu canto em dor e medo
O meu medo em desencanto
Tento em paz um novo enredo
E presumo o que garanto
Sem saber qualquer segredo
Resta apenas outro espanto.
Marcas desta sensatez
Que jamais fora meu forte
E se tanto agora vês
O que outrora desconforte
Meu anseio se desfez
Noutro passo, sem o norte.
Merecesse qualquer canto,
Mas o nada hoje eu garanto.
168
Esquecendo o meu tormento
Aprendendo a me perder
O que tente e mesmo alento
Não pudesse refazer
Onde solto o sentimento
Eu prefiro até morrer.
Nada mais se tendo em paz,
O cenário se resume
No sentido mais mordaz
Vida expressa em tal curtume
O veneno mais audaz
E ao vazio agora rume.
Esclareço o que se trama
Na verdade em ledo drama.
169
Respirando com temor
Espreitando o que inda venha
No meu mundo este rancor
Com certeza já desdenha
A verdade aonde a por
Sem saber sequer se a tenha.
Não querendo melhor sorte
Nem o corte que se faz,
O momento bem mais forte
Não rondando nunca a paz
O que sei e me conforte
Mata o quanto a vida traz;
Jogo as mãos e tento apenas
Onde sei que me condenas.
170
A mortalha que me deste
De presente, na verdade
Traz o solo mais agreste
E o caminho se degrade,
Onde o tempo se reveste
Já não vejo liberdade,
Esperando o que se queira
Noutro rumo sem sentido,
Desvendando uma ladeira
Onde a queda dita o olvido
E se possa verdadeira
A palavra a dilapido.
Acordando sem sentir
O que possa no porvir.
Jamais pude acreditar
Em tamanho desenredo
E procuro algum lugar
Onde tendo este segredo
Eu pudesse caminhar
Mesmo quando em vão procedo,
Jaz nesta alma outro vazio
E o meu canto se resume
No que possa em desafio
E deveras em vago lume
Presumindo o que desfio
Traz a dor, velho costume.
Restaurando o meu caminho?
Se de novo eu sou mesquinho...
162
Nada mais pudesse ter
Nem sequer o quanto eu quis.
Se esta vida é desprazer
Não seria então feliz,
O meu mundo a se perder
Sem a força geratriz,
O resumo deste fato
Quando em vão tal sobressalto
Terminando o que constato
Esperando enquanto salto
Na verdade o que retrato
Traz o mundo atroz e incauto.
Versifico com meu sonho,
Mas decerto o decomponho.
163
Se meu mundo fosse assim
Tão diverso do que eu quis
O cenário em tal jardim
Não seria mais feliz
Vicejando este jasmim,
Meu amor quer o que diz
Vento brando, vida mansa
A palavra não traz rumo
E se possa quando alcança
A vontade num resumo
Outro passo em temperança
Rege o canto aonde esfumo.
Nada mais pudera ter
Quem quisera algum prazer.
164
Nada mais traz o que um dia
Poderia ser diverso,
Onde o tempo se faria
O meu canto ora disperso
E se bebo a fantasia
Não me resta mais o verso.
Versifico com a luz
Que pudesse ser maior.
O meu passo me conduz
Ao caminho em que, de cor
O tormento faça jus
Ao que perco em tal suor.
Da esperança sem sentido,
Nenhum um som a ser ouvido.
165
Na manhã ensolarada
A visão se entorpecendo
A viola noutra estrada
O cantar, velho remendo,
A palavra desvendada
O meu mundo agora horrendo.
Mergulhasse em claras águas
Deste mar sutil e belo,
Onde outrora minhas mágoas
Destroçaram meu castelo
E sem medo tu deságuas
Neste amor que claro, atrelo.
Verso sobre este vazio
E deveras desafio.
166
Não vencesse o que inda trago
Nem pudesse ser assim,
O meu mundo sem afago
O vazio dentro em mim,
E se bebo neste lago
Inebrio e chego ao fim.
A palavra sem o senso
Outro imenso caminhar
Na incerteza do que penso
A vontade de lutar
No cenário bem mais tenso
Onde o pude cultivar.
Resumisse o que não tenho
Neste frágil desempenho.
167
O meu canto em dor e medo
O meu medo em desencanto
Tento em paz um novo enredo
E presumo o que garanto
Sem saber qualquer segredo
Resta apenas outro espanto.
Marcas desta sensatez
Que jamais fora meu forte
E se tanto agora vês
O que outrora desconforte
Meu anseio se desfez
Noutro passo, sem o norte.
Merecesse qualquer canto,
Mas o nada hoje eu garanto.
168
Esquecendo o meu tormento
Aprendendo a me perder
O que tente e mesmo alento
Não pudesse refazer
Onde solto o sentimento
Eu prefiro até morrer.
Nada mais se tendo em paz,
O cenário se resume
No sentido mais mordaz
Vida expressa em tal curtume
O veneno mais audaz
E ao vazio agora rume.
Esclareço o que se trama
Na verdade em ledo drama.
169
Respirando com temor
Espreitando o que inda venha
No meu mundo este rancor
Com certeza já desdenha
A verdade aonde a por
Sem saber sequer se a tenha.
Não querendo melhor sorte
Nem o corte que se faz,
O momento bem mais forte
Não rondando nunca a paz
O que sei e me conforte
Mata o quanto a vida traz;
Jogo as mãos e tento apenas
Onde sei que me condenas.
170
A mortalha que me deste
De presente, na verdade
Traz o solo mais agreste
E o caminho se degrade,
Onde o tempo se reveste
Já não vejo liberdade,
Esperando o que se queira
Noutro rumo sem sentido,
Desvendando uma ladeira
Onde a queda dita o olvido
E se possa verdadeira
A palavra a dilapido.
Acordando sem sentir
O que possa no porvir.
151
Onde quis felicidade
Nada mais eu pude ver
O caminho se degrade
E negando algum prazer
Onde houvera claridade
Bem mais cedo, escurecer.
Resumisse noutro passo
O que tanto quis e, nada
O meu verso onde o desfaço
Traz a velha madrugada
E se posso ou se não possa
A esperança é sonegada.
Versifico enquanto sonho,
Mesmo quando aquém me ponho.
152
Bem pudera imaginar
Novo rumo ou mesmo até
O que tento navegar
Sem saber da velha fé
Que transforma todo o mar
E renega outra maré.
Teu retrato na parede
Tua fome em fonte atroz,
Onde mate minha sede
Num anseio dentro em nós
E deitando numa rede
Tento a calma logo após.
Apostando no que tente
Meu caminho: impertinente…
153
Restaurando o que inda veja
Do passado e não presumo
O meu mundo em tal peleja
Este tempo em vão consumo,
E conforme sempre seja
Na esperança o supra-sumo.
Versifico com a sorte
E pudera imaginar
O que tanto me conforte
Ou desabe, devagar
Onde quis a vida forte
Nada resta em seu lugar.
Esperando o que não veio,
Envolvido em vão receio.
154
Na palavra que redime
Na esperança quando doma
O que fora quase um crime
Hoje envolto em tal redoma,
No final mais nada estime
Relegando ao vão a soma,
Esperasse mais um dia
Ou quem sabe eternidade,
Provocando o que viria
E deveras já degrade
Nada mais em poesia
Trace a amada liberdade.
No clarão aonde tento
Outro passo: sofrimento.
155
Resolvendo cada fato
Onde o nada se aproveita
Do que possa e se retrato
Expressando esta maleita
A verdade ora constato
Mal decerto em vão se deita;
Assumindo o desengano
Pouso manso no que um dia
Enfrentando o velho dano
Relegasse em poesia
Ao caminho que profano
Marca atroz em ironia.
Sem vestígios deste enredo
Meu anseio se faz ledo.
156
Bebo um gole de esperança
E jamais pudera ter
Onde quer, a vida alcança
O cansaço de viver
E sem ter qualquer mudança
Nada mais tentasse ver.
Cada passo outro tentáculo
Cada engano novo tombo,
A verdade do espetáculo
Traz a porta aonde arrombo
E tentando um novo oráculo
Escondido atrás; biombo,
Esgarçando uma ilusão
Sem meus dias, sigo em vão.
157
Não se faz a vida assim
Nem tampouco quero o brilho
O meu passo e de onde vim
Reduzindo o que palmilho
Se eu pudesse mandarim,
Se eu tentasse um andarilho
Renegar o que inda vejo
Ou talvez mesmo sentisse
No cenário malfazejo
É decerto uma tolice
E se tento ou não almejo
Meu sonhar se contradisse.
Cevo em solo duro, o grão,
A colheita espero, em vão.
158
Nada mais se vendo enquanto
O momento não desvenda
O que possa e não garanto
Ser além desta contenda
Quando olhando aquém eu canto,
Todo o sonho rege a lenda.
Meu anseio sem futuro
Meu presente em tal receio
O caminho configuro
Muito aquém do quanto veio,
E este tempo agora escuro
Dita o sonho em devaneio.
Na verdade, nada tenho
E esperança. Um mau desenho.
159
Terminando cada etapa
De uma vida sem sentido
O meu mundo não escapa
E transborda em ledo olvido
O que possa além do mapa
Noutro canto resumido
Aspergindo uma ilusão
Onde nada mais se visse
Os caminhos que virão
Mostrarão mesma crendice
E o que resta em solidão
Desenhando esta tolice.
Aturdida e francamente
A saudade me desmente.
160
Não quisesse ter nas mãos
Outros dias tão iguais
E pudesse em tantos vãos
Dias ermos e banais
Já cansado de teus nãos,
Quero o sim e muito mais.
Mas bem sei que nada disto
Traduzisse alguma luz
E se eu posso e até resisto
Esvaindo em corte e pus,
O que possa e não desisto
Cada passo ora faz jus,
Justamente o que se quis
Alimenta a cicatriz.
Onde quis felicidade
Nada mais eu pude ver
O caminho se degrade
E negando algum prazer
Onde houvera claridade
Bem mais cedo, escurecer.
Resumisse noutro passo
O que tanto quis e, nada
O meu verso onde o desfaço
Traz a velha madrugada
E se posso ou se não possa
A esperança é sonegada.
Versifico enquanto sonho,
Mesmo quando aquém me ponho.
152
Bem pudera imaginar
Novo rumo ou mesmo até
O que tento navegar
Sem saber da velha fé
Que transforma todo o mar
E renega outra maré.
Teu retrato na parede
Tua fome em fonte atroz,
Onde mate minha sede
Num anseio dentro em nós
E deitando numa rede
Tento a calma logo após.
Apostando no que tente
Meu caminho: impertinente…
153
Restaurando o que inda veja
Do passado e não presumo
O meu mundo em tal peleja
Este tempo em vão consumo,
E conforme sempre seja
Na esperança o supra-sumo.
Versifico com a sorte
E pudera imaginar
O que tanto me conforte
Ou desabe, devagar
Onde quis a vida forte
Nada resta em seu lugar.
Esperando o que não veio,
Envolvido em vão receio.
154
Na palavra que redime
Na esperança quando doma
O que fora quase um crime
Hoje envolto em tal redoma,
No final mais nada estime
Relegando ao vão a soma,
Esperasse mais um dia
Ou quem sabe eternidade,
Provocando o que viria
E deveras já degrade
Nada mais em poesia
Trace a amada liberdade.
No clarão aonde tento
Outro passo: sofrimento.
155
Resolvendo cada fato
Onde o nada se aproveita
Do que possa e se retrato
Expressando esta maleita
A verdade ora constato
Mal decerto em vão se deita;
Assumindo o desengano
Pouso manso no que um dia
Enfrentando o velho dano
Relegasse em poesia
Ao caminho que profano
Marca atroz em ironia.
Sem vestígios deste enredo
Meu anseio se faz ledo.
156
Bebo um gole de esperança
E jamais pudera ter
Onde quer, a vida alcança
O cansaço de viver
E sem ter qualquer mudança
Nada mais tentasse ver.
Cada passo outro tentáculo
Cada engano novo tombo,
A verdade do espetáculo
Traz a porta aonde arrombo
E tentando um novo oráculo
Escondido atrás; biombo,
Esgarçando uma ilusão
Sem meus dias, sigo em vão.
157
Não se faz a vida assim
Nem tampouco quero o brilho
O meu passo e de onde vim
Reduzindo o que palmilho
Se eu pudesse mandarim,
Se eu tentasse um andarilho
Renegar o que inda vejo
Ou talvez mesmo sentisse
No cenário malfazejo
É decerto uma tolice
E se tento ou não almejo
Meu sonhar se contradisse.
Cevo em solo duro, o grão,
A colheita espero, em vão.
158
Nada mais se vendo enquanto
O momento não desvenda
O que possa e não garanto
Ser além desta contenda
Quando olhando aquém eu canto,
Todo o sonho rege a lenda.
Meu anseio sem futuro
Meu presente em tal receio
O caminho configuro
Muito aquém do quanto veio,
E este tempo agora escuro
Dita o sonho em devaneio.
Na verdade, nada tenho
E esperança. Um mau desenho.
159
Terminando cada etapa
De uma vida sem sentido
O meu mundo não escapa
E transborda em ledo olvido
O que possa além do mapa
Noutro canto resumido
Aspergindo uma ilusão
Onde nada mais se visse
Os caminhos que virão
Mostrarão mesma crendice
E o que resta em solidão
Desenhando esta tolice.
Aturdida e francamente
A saudade me desmente.
160
Não quisesse ter nas mãos
Outros dias tão iguais
E pudesse em tantos vãos
Dias ermos e banais
Já cansado de teus nãos,
Quero o sim e muito mais.
Mas bem sei que nada disto
Traduzisse alguma luz
E se eu posso e até resisto
Esvaindo em corte e pus,
O que possa e não desisto
Cada passo ora faz jus,
Justamente o que se quis
Alimenta a cicatriz.
141
Procurara no passado
Qualquer porto mais seguro,
Mas o barco naufragado
Noutro engodo configuro,
Visto o sonho sombreado
E o que possa não conjuro,
A verdade em vário tom
Ao momento se sagrando
Coração em rude dom
Pouco a pouco vai sangrando
E desanda em vago som
No vazio mais infando.
Bandos ledos, entremeio
O momento em vão receio.
142
Nada mais pudesse até
Entregar ao vento o verso
E se busco a mesma fé
Onde o tempo eu desconverso,
No final saber quem é
Expressasse o tom diverso.
Resumindo o que procuro
Noutro tanto sem sentido,
O meu passo neste escuro
Traz o quanto dilapido
E se possa sobre o muro
O meu canto é dividido.
Resta apenas o tormento
Onde vivo o sofrimento.
143
Na palavra mais sutil
Ou no verso sem proveito
O que tanto ora se viu
Explorando o que ora aceito
Resumindo onde gentil
Meu momento, ora desfeito.
Jaz desta alma alguma luz
E se pude discernir
A vontade reproduz
O que nega o que há de vir,
No caminho onde me pus
O tormento irá luzir.
Versejando sem sentido
Todo o rumo agora olvido.
144
Quis hedônica manhã
Nos teus braços, redentores,
Mas a vida mesmo vã
Não presume aonde fores,
O caminho, e tão malsã
Minha sorte mata as flores.
Nada mais se vendo após
O que pude e não quisera,
Prosseguindo rumo à foz
Apresento a mais sincera
Emoção em tom atroz,
E meu canto desespera.
Não se vendo novo rumo,
Os meus erros; logo assumo.
145
Apresento no final
Do espetáculo o vazio
E se possa em raro estral
Desfilar o que inda crio
Noutro toque mais banal
Sou somente o céu sombrio.
Mal pudesse de um amor
Traduzir felicidade.
Seja lá o quanto for
Não resume lealdade
E o meu mundo sem rancor
Busca ainda a liberdade.
Verso sobre o que teria
Se eu pudesse em sintonia.
146
Dos cometas que percebo
Neste céu tão deslumbrante
Cada amor onde o concebo
Traz o mundo e me garante
Mesmo sendo algum placebo
Outro rumo se adiante
Vagamente em tom suave
O que pude e não se visse,
Traduzindo a sorte, agrave
A verdade em tal mesmice.
Coração libertando a ave
No final tudo desdisse.
Realmente nada fiz
E sequer serei feliz.
147
Acolhendo cada engano
Onde o tempo se desfia,
Verso dita imenso dano
E esta sorte ora vazia,
No que possa em soberano
Caminhar mais nada havia,
O meu passo sem proveito
O meu mundo sem razão
Esperando o quanto aceito
Da sublime dimensão
Do meu verso contrafeito
Mergulhando neste vão.
Esquecendo o que me resta
Adentrando a mera fresta.
148
Das feridas que carrego
Dos anseios onde eu pus
O meu mundo sempre cego
O meu canto sem tal luz
Versejando não emprego
O que tanto me conduz
Na verdade o tempo veda
Qualquer chance de mudança
E pagar com tal moeda
No final ao nada lança
O caminho onde envereda
Sem saber qualquer fiança.
Nada mais se pode ver
Onde o tempo a se perder.
149
Nada mais se vendo enquanto
Pousaria a solidão
Entre o verso em desencanto
E a dorida sensação
Do meu mundo aonde o canto
Não traria a solução.
Resta pouco ou quase nada
Do momento mais atroz,
A verdade noutra estrada
Discordando desta voz
Traz enfim esta alvorada
Pondo o sonho em rude foz.
Escoltando o que se via
Nada tenho em alegria.
150
Bebo um gole do passado
Adivinho o meu futuro
O caminho desolado
Traz o quanto configuro
Do veneno desejado
Ou de um passo mais seguro.
Resumindo o que se faz
Onde o tempo se definha,
A verdade contumaz
No final já desalinha
O caminho mais mordaz
Rompe além a frágil linha.
E bebendo mais um gole
Solidão não se console.
Procurara no passado
Qualquer porto mais seguro,
Mas o barco naufragado
Noutro engodo configuro,
Visto o sonho sombreado
E o que possa não conjuro,
A verdade em vário tom
Ao momento se sagrando
Coração em rude dom
Pouco a pouco vai sangrando
E desanda em vago som
No vazio mais infando.
Bandos ledos, entremeio
O momento em vão receio.
142
Nada mais pudesse até
Entregar ao vento o verso
E se busco a mesma fé
Onde o tempo eu desconverso,
No final saber quem é
Expressasse o tom diverso.
Resumindo o que procuro
Noutro tanto sem sentido,
O meu passo neste escuro
Traz o quanto dilapido
E se possa sobre o muro
O meu canto é dividido.
Resta apenas o tormento
Onde vivo o sofrimento.
143
Na palavra mais sutil
Ou no verso sem proveito
O que tanto ora se viu
Explorando o que ora aceito
Resumindo onde gentil
Meu momento, ora desfeito.
Jaz desta alma alguma luz
E se pude discernir
A vontade reproduz
O que nega o que há de vir,
No caminho onde me pus
O tormento irá luzir.
Versejando sem sentido
Todo o rumo agora olvido.
144
Quis hedônica manhã
Nos teus braços, redentores,
Mas a vida mesmo vã
Não presume aonde fores,
O caminho, e tão malsã
Minha sorte mata as flores.
Nada mais se vendo após
O que pude e não quisera,
Prosseguindo rumo à foz
Apresento a mais sincera
Emoção em tom atroz,
E meu canto desespera.
Não se vendo novo rumo,
Os meus erros; logo assumo.
145
Apresento no final
Do espetáculo o vazio
E se possa em raro estral
Desfilar o que inda crio
Noutro toque mais banal
Sou somente o céu sombrio.
Mal pudesse de um amor
Traduzir felicidade.
Seja lá o quanto for
Não resume lealdade
E o meu mundo sem rancor
Busca ainda a liberdade.
Verso sobre o que teria
Se eu pudesse em sintonia.
146
Dos cometas que percebo
Neste céu tão deslumbrante
Cada amor onde o concebo
Traz o mundo e me garante
Mesmo sendo algum placebo
Outro rumo se adiante
Vagamente em tom suave
O que pude e não se visse,
Traduzindo a sorte, agrave
A verdade em tal mesmice.
Coração libertando a ave
No final tudo desdisse.
Realmente nada fiz
E sequer serei feliz.
147
Acolhendo cada engano
Onde o tempo se desfia,
Verso dita imenso dano
E esta sorte ora vazia,
No que possa em soberano
Caminhar mais nada havia,
O meu passo sem proveito
O meu mundo sem razão
Esperando o quanto aceito
Da sublime dimensão
Do meu verso contrafeito
Mergulhando neste vão.
Esquecendo o que me resta
Adentrando a mera fresta.
148
Das feridas que carrego
Dos anseios onde eu pus
O meu mundo sempre cego
O meu canto sem tal luz
Versejando não emprego
O que tanto me conduz
Na verdade o tempo veda
Qualquer chance de mudança
E pagar com tal moeda
No final ao nada lança
O caminho onde envereda
Sem saber qualquer fiança.
Nada mais se pode ver
Onde o tempo a se perder.
149
Nada mais se vendo enquanto
Pousaria a solidão
Entre o verso em desencanto
E a dorida sensação
Do meu mundo aonde o canto
Não traria a solução.
Resta pouco ou quase nada
Do momento mais atroz,
A verdade noutra estrada
Discordando desta voz
Traz enfim esta alvorada
Pondo o sonho em rude foz.
Escoltando o que se via
Nada tenho em alegria.
150
Bebo um gole do passado
Adivinho o meu futuro
O caminho desolado
Traz o quanto configuro
Do veneno desejado
Ou de um passo mais seguro.
Resumindo o que se faz
Onde o tempo se definha,
A verdade contumaz
No final já desalinha
O caminho mais mordaz
Rompe além a frágil linha.
E bebendo mais um gole
Solidão não se console.
131
Quem me dera ser poeta
E poder dizer do encanto
Onde a vida se completa
E deveras tento e canto
A palavra predileta
Noutro enredo, cesse o pranto.
Vestimentas de um passado
Onde a sorte me cabia,
Hoje sigo abandonado
Sem saber da hipocrisia
Que desvenda cada lado
Demarcando esta agonia.
Presumindo o fim de tudo
Vagamente, desiludo.
132
Investindo o que se faz
No vazio impertinente
O momento mais audaz
Invadindo a minha mente
No que possa, deixo atrás
O cenário descontente,
Versejando sobre o fim
No meu canto, sem saber
Nem sequer enquanto eu vim
Desvendando algum prazer,
O meu sonho mais chinfrim
Tu devias conhecer,
Apesar do que ora pense,
Nada mais me recompense.
133
Esbravejo contra tudo
E não pude desenhar
Onde quer e desiludo
A vontade de lutar,
O meu peito segue mudo
Entranhando o rude mar.
Na palavra que resume
O momento; aonde o vivo,
Sei da sorte em vago ardume,
E procuro um lenitivo
Sem saber deste costume,
Tão somente eu sobrevivo;
Nada mais se apresentando
Onde o mundo é mais infando.
134
Dos jazigos da esperança
Pouco tenho vivo na alma,
O meu passo aonde avança
Sem sinal algum diz trauma
E o passado em dura lança
Renegando sorte e calma,
Resumisse nesta luta
Tantas vezes sem proveito
A verdade mais astuta
Onde tento e enfim me deito,
Seduzindo o que se escuta
Noutro passo ora desfeito.
Reparando bem a sorte
O que resta desconforte.
135
Pouco a pouco terminando
O caminho que em desenho
Trouxe o todo desde quando
Eu mostrara enquanto venho
O cenário desabando,
O meu canto em vago empenho
Restaurasse pelo menos
Algo mais que a dor e o tédio,
Entre dias mais amenos,
Nada vejo em tal remédio
Sem saber dos erros plenos,
Esperança nega o assédio.
Galvanizas no presente
O futuro que se tente.
136
Levo os olhos, oferenda
A quem tanto quis saber
Do caminho que desvenda
As angústias de um querer
Onde o prazo não se estenda
Nem presume o quanto ter
Poderia transformar
O meu verso mais audaz
E o que tento desenhar
No final deixo pra trás
O meu mundo a divagar
Com certeza nada traz.
Resplandece uma esperança
Onde enfim o nada alcança.
137
Mais um verso e novo canto,
Mais um canto em tom diverso,
E se bebo o que ora espanto
Noutro tom eu me disperso
O momento se faz tanto
Dominando este universo.
Resumindo o dia quando
Outro dia se fez claro,
A verdade desabando
Quando amor tento e declaro,
O meu rumo noutro bando,
Co’o vazio eu me deparo
E percebo sem alento
Tão atroz o que ora tento.
138
Não mergulho no passado
E tampouco do futuro
Vendo o sonho embolorado
O momento eu configuro
Revivendo no traçado
Este solo amargo e duro.
Resumindo o que inda tenho
Não pudesse ser além
Do que possa em desempenho
Tão diverso e não convém
Transformar enquanto venho
Meu caminho em teu desdém,
Apresento o fim de tudo
E decerto em vão me iludo.
139
Acordando desde cedo
Sem saber o que tenta
A verdade onde a concedo
Expressando esta tormenta,
Invadindo em desenredo
O momento desalenta,
Já não pude ter no olhar
A vontade de uma vida
Tantas vezes desenhar
Onde vejo já perdida
A loucura a me tomar
Preparando a despedida.
Reunindo o quanto resta,
Esta imagem: vã, funesta.
140
Resumir cada momento
Onde nada pude ver
O que sei e mesmo tento
Não traria algum prazer
Solto o coração ao vento
E me perco sem saber.
Resumindo a velha história
No momento que pudesse
Encontrar a clara glória
De quem sabe e se oferece
Revolvendo a merencória
Luz aonde morre a prece.
Demarcando cada espaço
Com seu claro ou rude traço.
Quem me dera ser poeta
E poder dizer do encanto
Onde a vida se completa
E deveras tento e canto
A palavra predileta
Noutro enredo, cesse o pranto.
Vestimentas de um passado
Onde a sorte me cabia,
Hoje sigo abandonado
Sem saber da hipocrisia
Que desvenda cada lado
Demarcando esta agonia.
Presumindo o fim de tudo
Vagamente, desiludo.
132
Investindo o que se faz
No vazio impertinente
O momento mais audaz
Invadindo a minha mente
No que possa, deixo atrás
O cenário descontente,
Versejando sobre o fim
No meu canto, sem saber
Nem sequer enquanto eu vim
Desvendando algum prazer,
O meu sonho mais chinfrim
Tu devias conhecer,
Apesar do que ora pense,
Nada mais me recompense.
133
Esbravejo contra tudo
E não pude desenhar
Onde quer e desiludo
A vontade de lutar,
O meu peito segue mudo
Entranhando o rude mar.
Na palavra que resume
O momento; aonde o vivo,
Sei da sorte em vago ardume,
E procuro um lenitivo
Sem saber deste costume,
Tão somente eu sobrevivo;
Nada mais se apresentando
Onde o mundo é mais infando.
134
Dos jazigos da esperança
Pouco tenho vivo na alma,
O meu passo aonde avança
Sem sinal algum diz trauma
E o passado em dura lança
Renegando sorte e calma,
Resumisse nesta luta
Tantas vezes sem proveito
A verdade mais astuta
Onde tento e enfim me deito,
Seduzindo o que se escuta
Noutro passo ora desfeito.
Reparando bem a sorte
O que resta desconforte.
135
Pouco a pouco terminando
O caminho que em desenho
Trouxe o todo desde quando
Eu mostrara enquanto venho
O cenário desabando,
O meu canto em vago empenho
Restaurasse pelo menos
Algo mais que a dor e o tédio,
Entre dias mais amenos,
Nada vejo em tal remédio
Sem saber dos erros plenos,
Esperança nega o assédio.
Galvanizas no presente
O futuro que se tente.
136
Levo os olhos, oferenda
A quem tanto quis saber
Do caminho que desvenda
As angústias de um querer
Onde o prazo não se estenda
Nem presume o quanto ter
Poderia transformar
O meu verso mais audaz
E o que tento desenhar
No final deixo pra trás
O meu mundo a divagar
Com certeza nada traz.
Resplandece uma esperança
Onde enfim o nada alcança.
137
Mais um verso e novo canto,
Mais um canto em tom diverso,
E se bebo o que ora espanto
Noutro tom eu me disperso
O momento se faz tanto
Dominando este universo.
Resumindo o dia quando
Outro dia se fez claro,
A verdade desabando
Quando amor tento e declaro,
O meu rumo noutro bando,
Co’o vazio eu me deparo
E percebo sem alento
Tão atroz o que ora tento.
138
Não mergulho no passado
E tampouco do futuro
Vendo o sonho embolorado
O momento eu configuro
Revivendo no traçado
Este solo amargo e duro.
Resumindo o que inda tenho
Não pudesse ser além
Do que possa em desempenho
Tão diverso e não convém
Transformar enquanto venho
Meu caminho em teu desdém,
Apresento o fim de tudo
E decerto em vão me iludo.
139
Acordando desde cedo
Sem saber o que tenta
A verdade onde a concedo
Expressando esta tormenta,
Invadindo em desenredo
O momento desalenta,
Já não pude ter no olhar
A vontade de uma vida
Tantas vezes desenhar
Onde vejo já perdida
A loucura a me tomar
Preparando a despedida.
Reunindo o quanto resta,
Esta imagem: vã, funesta.
140
Resumir cada momento
Onde nada pude ver
O que sei e mesmo tento
Não traria algum prazer
Solto o coração ao vento
E me perco sem saber.
Resumindo a velha história
No momento que pudesse
Encontrar a clara glória
De quem sabe e se oferece
Revolvendo a merencória
Luz aonde morre a prece.
Demarcando cada espaço
Com seu claro ou rude traço.
121
Já não pude perceber
O que um dia fosse além
Do caminho onde o querer
Na verdade nada tem
E o meu passo a se perder
Neste rumo diz de alguém
Onde tanto quis a sorte
Que jamais eu poderia
No momento onde conforte
Com ternura e com magia
O meu rumo sem suporte
E tomado em heresia
Se eu sou tão beligerante,
O que tento agora espante.
122
Das diversas barricadas
Entre tanques e canhões
Devastando tais estradas
Em diversas dimensões
Onde as horas malfadadas
Não trariam soluções
Ergo os olhos e presumo
O que tanto quis e sinto
Da expressão em ledo sumo
O momento quase extinto,
Procurando novo rumo,
O meu canto eu não desminto,
Vivo apenas por saber
Talvez novo amanhecer.
123
Viperina decisão
Entre tantas que trouxeste
A incerteza deste chão
Que se fez em medo e peste,
Onde os dias moldarão
O que tanto já não preste.
Restaurando cada passo
Nem sentido se tivera
Mundo rude e mesmo escasso
Desenhando a leda espera
E se tento e não me faço,
A palavra destempera.
Resplandece este vazio
Num momento em desafio.
124
Reparando muito bem
O que tanto desejei
O caminho sem ninguém
A vontade em nova grei,
O que agora me retém
Nem eu mesmo imaginei.
Espreitando o que viria
Outro rumo e nada mais,
A palavra mais sombria
O destino em dias tais
Marcam nossa fantasia
Feita em tons consensuais
Nada mais do que pudesse
Traz no olhar além da prece.
125
O momento deste bote
Anuncia o fim do jogo
E por mais que se denote
Sem saber do manso rogo,
O meu canto ora derrote
O que fora audaz em fogo,
Nada mais se permitisse
Nem o quanto quero em vão
Sendo amor mera tolice
Ou tal chuva de verão
O que tanto contradisse
Muda a velha dimensão,
Arejando ou sufocando,
Meramente, sempre ou quando.
126
Na palavra que se tenta
Vestimentas variadas
Expressão mais violenta
Entre tantas desenhadas,
As loucuras onde alenta
A incerteza das estradas.
Curva além e a capotagem
Outro insano desejar
Do que possa, quando ultrajem
A vontade de lutar,
Coração segue sem pajem
Sem lugar onde aportar.
Resumindo o meu cansaço
Nada tenho ou mesmo faço.
127
Ao beber o canto em paz
Alma cede sem tormento
E se mostra o mais tenaz
Desejar enquanto enfrento
O que pude e já se faz
Mesmo embora contra o vento.
Resplandece esta verdade
E o meu mundo não se trama
No que possa e se degrade
Com certeza em rota rama,
O meu sonho em liberdade
Pouco a pouco vira um drama.
Sonegando algum futuro
Nada mais tento e asseguro.
128
Mergulhasse no vazio
Entre abismos, precipícios,
Os cenários deste estio
Propiciam velhos vícios
E se possa e desafio
Não encontro meus ofícios,
A fortuna é leda história
O meu canto sem sentido
A palavra na memória
Traz apenas o que olvido
E se bebo falsa glória
No final me dilapido.
Visto apenas a ilusão
Sem saber qual direção.
129
Acolhendo este arvoredo
Entre tantas noites rudes,
O possa e não concedo
Exprimindo aonde iludes
Desde quando muito cedo
Verso em tolas atitudes.
Reparando com meu verso
O que pude desenhar
Onde adentro desconverso
Já cansado de lutar,
O momento mais perverso
Inda mesmo há de chegar.
No vazio desta noite,
A saudade nos açoite.
130
Jamais vivo alguma luz
Onde o tempo não presume
O que tanto reproduz
Da esperança o vão costume,
E o meu peito feito em pus
Na verdade gera estrume.
Instrumento o meu caminho
Com a luta que não veio,
Onde tanto sou mesquinho
Bebo o quanto mais anseio,
E perdendo o velho ninho,
Mergulhando em devaneio.
Resta apenas disto tudo
Onde apenas desiludo.
Já não pude perceber
O que um dia fosse além
Do caminho onde o querer
Na verdade nada tem
E o meu passo a se perder
Neste rumo diz de alguém
Onde tanto quis a sorte
Que jamais eu poderia
No momento onde conforte
Com ternura e com magia
O meu rumo sem suporte
E tomado em heresia
Se eu sou tão beligerante,
O que tento agora espante.
122
Das diversas barricadas
Entre tanques e canhões
Devastando tais estradas
Em diversas dimensões
Onde as horas malfadadas
Não trariam soluções
Ergo os olhos e presumo
O que tanto quis e sinto
Da expressão em ledo sumo
O momento quase extinto,
Procurando novo rumo,
O meu canto eu não desminto,
Vivo apenas por saber
Talvez novo amanhecer.
123
Viperina decisão
Entre tantas que trouxeste
A incerteza deste chão
Que se fez em medo e peste,
Onde os dias moldarão
O que tanto já não preste.
Restaurando cada passo
Nem sentido se tivera
Mundo rude e mesmo escasso
Desenhando a leda espera
E se tento e não me faço,
A palavra destempera.
Resplandece este vazio
Num momento em desafio.
124
Reparando muito bem
O que tanto desejei
O caminho sem ninguém
A vontade em nova grei,
O que agora me retém
Nem eu mesmo imaginei.
Espreitando o que viria
Outro rumo e nada mais,
A palavra mais sombria
O destino em dias tais
Marcam nossa fantasia
Feita em tons consensuais
Nada mais do que pudesse
Traz no olhar além da prece.
125
O momento deste bote
Anuncia o fim do jogo
E por mais que se denote
Sem saber do manso rogo,
O meu canto ora derrote
O que fora audaz em fogo,
Nada mais se permitisse
Nem o quanto quero em vão
Sendo amor mera tolice
Ou tal chuva de verão
O que tanto contradisse
Muda a velha dimensão,
Arejando ou sufocando,
Meramente, sempre ou quando.
126
Na palavra que se tenta
Vestimentas variadas
Expressão mais violenta
Entre tantas desenhadas,
As loucuras onde alenta
A incerteza das estradas.
Curva além e a capotagem
Outro insano desejar
Do que possa, quando ultrajem
A vontade de lutar,
Coração segue sem pajem
Sem lugar onde aportar.
Resumindo o meu cansaço
Nada tenho ou mesmo faço.
127
Ao beber o canto em paz
Alma cede sem tormento
E se mostra o mais tenaz
Desejar enquanto enfrento
O que pude e já se faz
Mesmo embora contra o vento.
Resplandece esta verdade
E o meu mundo não se trama
No que possa e se degrade
Com certeza em rota rama,
O meu sonho em liberdade
Pouco a pouco vira um drama.
Sonegando algum futuro
Nada mais tento e asseguro.
128
Mergulhasse no vazio
Entre abismos, precipícios,
Os cenários deste estio
Propiciam velhos vícios
E se possa e desafio
Não encontro meus ofícios,
A fortuna é leda história
O meu canto sem sentido
A palavra na memória
Traz apenas o que olvido
E se bebo falsa glória
No final me dilapido.
Visto apenas a ilusão
Sem saber qual direção.
129
Acolhendo este arvoredo
Entre tantas noites rudes,
O possa e não concedo
Exprimindo aonde iludes
Desde quando muito cedo
Verso em tolas atitudes.
Reparando com meu verso
O que pude desenhar
Onde adentro desconverso
Já cansado de lutar,
O momento mais perverso
Inda mesmo há de chegar.
No vazio desta noite,
A saudade nos açoite.
130
Jamais vivo alguma luz
Onde o tempo não presume
O que tanto reproduz
Da esperança o vão costume,
E o meu peito feito em pus
Na verdade gera estrume.
Instrumento o meu caminho
Com a luta que não veio,
Onde tanto sou mesquinho
Bebo o quanto mais anseio,
E perdendo o velho ninho,
Mergulhando em devaneio.
Resta apenas disto tudo
Onde apenas desiludo.
111
Não me cabe conduzir
Este mundo de tal forma
Que tentando outro porvir
Encontrara em vã reforma
O caminho a prosseguir
Nesta angústia que deforma.
Reunindo o quanto possa
E talvez já nada reste
O meu mundo, a sorte nossa
O cenário mais agreste
Onde quis e nada endossa
A visão clara e celeste.
E se vejo ou não o quanto
Bebo apenas desencanto.
112
Na palavra mais venal
No sentido onde disperso
O resumo tal e qual
Tento ousar em tom diverso
Do que pude em ritual
Em tormentos, quando verso.
Resumindo o meu caminho
Onde nada se fez tanto
O meu passo mais daninho
Garantindo o ledo pranto
E bebendo deste vinho,
Sei do todo em vão quebranto
Resplandece esta ilusão
Em sobeja dimensão.
113
Nada mais se vendo enquanto
O que pude não viera
A verdade aonde espanto
Derradeira primavera,
O meu verso noutro canto,
A palavra mais sincera.
Resumindo o que não vivo
E sequer possa encontrar
Num momento onde me privo
Da vontade de chegar
O meu passo mais altivo
Já não tem qualquer lugar,
E sem porto, o meu navio
Segue em louco desvario.
114
Marcas destas noites vãs
Entre tantas que busquei
As angústias tão malsãs
Entre os rumos mal tomei
As palavras mais louçãs
Dominando a velha grei.
No momento onde a clausura
Dita o rumo e nada traz,
A verdade que tortura
Deixa a sorte para trás.
E a incerteza se perdura
Mostra um rumo atroz, mordaz,
Restaurando o que se quis
Já não possa ser feliz.
115
Destes louros da vitória
Que sonhara no passado,
Emoção se torna escória
E o meu tempo desolado,
Não redime esta memória
Nem progride; então me evado.
Esquecera qualquer sonho
E vagando em noite escassa
A palavra onde a proponho
Na verdade nada traça
Tão somente este enfadonho
Caminhar em leda praça.
Marcas de outras eras trago
E cultivo cada estrago.
116
Arremato cada verso
Onde pude ser além
Do cenário mais disperso
Quando o nada nos convém
E se possa eu desconverso
O vazio sem meu bem.
Restaurando o que inda pude
Apresenta-se o final
E meu canto mesmo rude,
Desarvora bem ou mal,
E tentando outra atitude
Vejo a antiga, tão banal.
Escusando quem me fira,
Apagando a torpe mira.
117
Marejando sem cuidado
Com a fúria do oceano,
Onde louco, agora invado,
E mostrasse novo dano,
O meu canto desolado,
Dele mesmo não me ufano.
Resta apenas o que eu traga
No meu peito sem temer,
A explosão audaz e vaga
Noutro rumo a me perder,
Afiando cada adaga
E sabendo ora prever
O momento sem palavra
Onde o tempo a morte lavra.
118
Na medida do possível
Tento acreditar no sonho,
E se fosse tão mais crível
O cenário que componho,
Num momento mais plausível
Outro enredo ora proponho.
Versifico quando busco
Dos meus ermos um sinal,
Que pudera ser tão brusco
E deveras sensual,
Novamente se me ofusco
Tento um novo ritual.
Esquecendo o que não levo
Meu amor não foi longevo.
119
Açodando o que vivera
Com palavras mais sutis
O pavio aceso e a cera
Pouco a pouco já desfiz,
Onde a sorte concedera
Eu jamais serei feliz.
Expressando em verso atroz
O que nunca mais se visse,
Espalhando ao longe a voz,
Anuncia-se a mesmice
E o meu canto em ledos nós
Nem sequer o sonho ouvisse.
Resplandece o meu futuro
Onde em nada me asseguro.
120
Bebo e tento num instante
Desvendar este infinito
O meu passo não garante
Nem sequer o velho rito
E se molda num rompante
O que possa e necessito.
Esbarrando no vazio
No momento mais cruel
Onde o rumo em desafio
Faz a vida em carrossel,
Tramo o quanto ora desvio
Num sombrio e ledo céu.
A palavra não nos cura,
Traz somente esta tortura...
Não me cabe conduzir
Este mundo de tal forma
Que tentando outro porvir
Encontrara em vã reforma
O caminho a prosseguir
Nesta angústia que deforma.
Reunindo o quanto possa
E talvez já nada reste
O meu mundo, a sorte nossa
O cenário mais agreste
Onde quis e nada endossa
A visão clara e celeste.
E se vejo ou não o quanto
Bebo apenas desencanto.
112
Na palavra mais venal
No sentido onde disperso
O resumo tal e qual
Tento ousar em tom diverso
Do que pude em ritual
Em tormentos, quando verso.
Resumindo o meu caminho
Onde nada se fez tanto
O meu passo mais daninho
Garantindo o ledo pranto
E bebendo deste vinho,
Sei do todo em vão quebranto
Resplandece esta ilusão
Em sobeja dimensão.
113
Nada mais se vendo enquanto
O que pude não viera
A verdade aonde espanto
Derradeira primavera,
O meu verso noutro canto,
A palavra mais sincera.
Resumindo o que não vivo
E sequer possa encontrar
Num momento onde me privo
Da vontade de chegar
O meu passo mais altivo
Já não tem qualquer lugar,
E sem porto, o meu navio
Segue em louco desvario.
114
Marcas destas noites vãs
Entre tantas que busquei
As angústias tão malsãs
Entre os rumos mal tomei
As palavras mais louçãs
Dominando a velha grei.
No momento onde a clausura
Dita o rumo e nada traz,
A verdade que tortura
Deixa a sorte para trás.
E a incerteza se perdura
Mostra um rumo atroz, mordaz,
Restaurando o que se quis
Já não possa ser feliz.
115
Destes louros da vitória
Que sonhara no passado,
Emoção se torna escória
E o meu tempo desolado,
Não redime esta memória
Nem progride; então me evado.
Esquecera qualquer sonho
E vagando em noite escassa
A palavra onde a proponho
Na verdade nada traça
Tão somente este enfadonho
Caminhar em leda praça.
Marcas de outras eras trago
E cultivo cada estrago.
116
Arremato cada verso
Onde pude ser além
Do cenário mais disperso
Quando o nada nos convém
E se possa eu desconverso
O vazio sem meu bem.
Restaurando o que inda pude
Apresenta-se o final
E meu canto mesmo rude,
Desarvora bem ou mal,
E tentando outra atitude
Vejo a antiga, tão banal.
Escusando quem me fira,
Apagando a torpe mira.
117
Marejando sem cuidado
Com a fúria do oceano,
Onde louco, agora invado,
E mostrasse novo dano,
O meu canto desolado,
Dele mesmo não me ufano.
Resta apenas o que eu traga
No meu peito sem temer,
A explosão audaz e vaga
Noutro rumo a me perder,
Afiando cada adaga
E sabendo ora prever
O momento sem palavra
Onde o tempo a morte lavra.
118
Na medida do possível
Tento acreditar no sonho,
E se fosse tão mais crível
O cenário que componho,
Num momento mais plausível
Outro enredo ora proponho.
Versifico quando busco
Dos meus ermos um sinal,
Que pudera ser tão brusco
E deveras sensual,
Novamente se me ofusco
Tento um novo ritual.
Esquecendo o que não levo
Meu amor não foi longevo.
119
Açodando o que vivera
Com palavras mais sutis
O pavio aceso e a cera
Pouco a pouco já desfiz,
Onde a sorte concedera
Eu jamais serei feliz.
Expressando em verso atroz
O que nunca mais se visse,
Espalhando ao longe a voz,
Anuncia-se a mesmice
E o meu canto em ledos nós
Nem sequer o sonho ouvisse.
Resplandece o meu futuro
Onde em nada me asseguro.
120
Bebo e tento num instante
Desvendar este infinito
O meu passo não garante
Nem sequer o velho rito
E se molda num rompante
O que possa e necessito.
Esbarrando no vazio
No momento mais cruel
Onde o rumo em desafio
Faz a vida em carrossel,
Tramo o quanto ora desvio
Num sombrio e ledo céu.
A palavra não nos cura,
Traz somente esta tortura...
101
Vou fazer deste meu sonho
O que possa ou mesmo não
Onde veja o tom medonho
Desta torpe solidão,
E deveras onde enfronho
Novos dias não verão
O meu canto sem proveito
O sentido mais atroz
E se tanto hoje me aceito
Não encontro nada após,
Na verdade este conceito
Gera a fúria viva em nós.
O caminho se desanda
Coração anda de banda.
102
Nada mais pudesse ter
Senão erros mais constantes
E podendo perceber
O que tento e não garantes
Os momentos de prazer,
Já não são tão deslumbrantes.
Quando errático eu caminho
Vendo as ondas deste mar,
Onde possa ter um ninho
Não consigo descansar,
E se vejo ou sou mesquinho,
Delirante num vagar.
Inconstante como a vida
Tantas vezes corroída.
103
Aprendendo esta lição
Onde o corte nos ensina
A verdade em tal versão
Poderia cristalina,
Mas na imensa solidão,
Todo o sonho se extermina.
Vendo o quanto não resisto
E se possa ser feliz,
Entranhando o quanto insisto
Revivendo o que não quis,
Meu caminho molda nisto
O cenário em cicatriz,
Verso além do que pudera
Expressando a rude fera.
104
Basta mesmo de promessas,
Os meus erros são constantes
E se possa e além tropeças
Entre estrelas deslumbrantes
Os meus dias entre peças
Resumindo o quanto espantes.
Nada mais se veja além
Do momento em sortilégio,
O meu mundo num desdém
Não conhece o privilégio
E se mostra o quanto vem
Num instante outrora régio,
E sem saber o que inda tem.
Resumindo cada verso
Tenho na alma este universo.
105
Na marcante sintonia
Entre o ser e o não se visse
O momento em heresia
Resumindo esta mesmice,
No caminho, não viria
Transformar mera tolice.
Apresento qualquer passo
E se queira ser assim,
O cenário aonde o traço
Dita apenas o meu fim,
E envolvido em tal cansaço
Nada mais resiste em mim,
Tão somente o que se queira
Noutra estrada, corriqueira.
106
Já nada mais se faz
Onde o tempo dita o rumo
Sem saber do contumaz
Desejar e quando assumo
O meu mundo busca a paz
E se possa em raro sumo.
O versar onde se fez
Alegria de um poeta
Que no canto em lucidez
Na esperança não completa
A total insensatez
Onde a vida muda a meta.
Nada mais eu quis enquanto
O meu passo, eu não garanto.
107
Entre tantas noites sigo
Vencedor ou já vencido,
Aproxima-se o perigo
E deveras convencido
Do que possa em desabrigo,
Ter o sonho empedernido.
Resta pouco ou quase nada
Do que tanto quis um dia
A verdade desolada
Esperança não se via
Nem sequer uma alvorada
Noutro tempo bordaria
Num cenário aonde quis,
Ledamente ser feliz.
108
Versejar e nada ter
A não ser a solidão
O caminho a se tecer
Noutro passo em redenção
A verdade diz querer
Onde vejo em procissão,
Embotando cada passo
No tormento que se dá
O meu mundo, se o desfaço
Recomeço desde já
A moldar em novo traço
O que o sonho me trará
Versejando ou mais tentando
Contra a sorte em contrabando.
109
Na palavra que me acolhe
No momento aonde eu pude
Reparar o quanto colhe
Todo passo em plenitude,
O meu mundo hoje recolhe
O que possa e não me ilude.
O metódico caminho
Entre os ermos da esperança
Onde fora mais daninho
Meu momento em temperança
O que tento com carinho
No final a sorte alcança
Restaurando dia a dia
O que tanto se queria.
110
Já não posso ter no olhar
Qualquer sombra de um momento
Onde a vida a se mostrar
Traz o quanto ora fomento,
Sem temer o navegar
Outro sonho leva o vento,
E resumo do que fomos
Esperanças sem proveito,
E se posso entre os mil gomos,
Desenhando aonde aceito
Os anseios entre os tomos,
No momento onde me deito.
Resumindo enquanto vaga
Minha sorte nesta plaga.
Vou fazer deste meu sonho
O que possa ou mesmo não
Onde veja o tom medonho
Desta torpe solidão,
E deveras onde enfronho
Novos dias não verão
O meu canto sem proveito
O sentido mais atroz
E se tanto hoje me aceito
Não encontro nada após,
Na verdade este conceito
Gera a fúria viva em nós.
O caminho se desanda
Coração anda de banda.
102
Nada mais pudesse ter
Senão erros mais constantes
E podendo perceber
O que tento e não garantes
Os momentos de prazer,
Já não são tão deslumbrantes.
Quando errático eu caminho
Vendo as ondas deste mar,
Onde possa ter um ninho
Não consigo descansar,
E se vejo ou sou mesquinho,
Delirante num vagar.
Inconstante como a vida
Tantas vezes corroída.
103
Aprendendo esta lição
Onde o corte nos ensina
A verdade em tal versão
Poderia cristalina,
Mas na imensa solidão,
Todo o sonho se extermina.
Vendo o quanto não resisto
E se possa ser feliz,
Entranhando o quanto insisto
Revivendo o que não quis,
Meu caminho molda nisto
O cenário em cicatriz,
Verso além do que pudera
Expressando a rude fera.
104
Basta mesmo de promessas,
Os meus erros são constantes
E se possa e além tropeças
Entre estrelas deslumbrantes
Os meus dias entre peças
Resumindo o quanto espantes.
Nada mais se veja além
Do momento em sortilégio,
O meu mundo num desdém
Não conhece o privilégio
E se mostra o quanto vem
Num instante outrora régio,
E sem saber o que inda tem.
Resumindo cada verso
Tenho na alma este universo.
105
Na marcante sintonia
Entre o ser e o não se visse
O momento em heresia
Resumindo esta mesmice,
No caminho, não viria
Transformar mera tolice.
Apresento qualquer passo
E se queira ser assim,
O cenário aonde o traço
Dita apenas o meu fim,
E envolvido em tal cansaço
Nada mais resiste em mim,
Tão somente o que se queira
Noutra estrada, corriqueira.
106
Já nada mais se faz
Onde o tempo dita o rumo
Sem saber do contumaz
Desejar e quando assumo
O meu mundo busca a paz
E se possa em raro sumo.
O versar onde se fez
Alegria de um poeta
Que no canto em lucidez
Na esperança não completa
A total insensatez
Onde a vida muda a meta.
Nada mais eu quis enquanto
O meu passo, eu não garanto.
107
Entre tantas noites sigo
Vencedor ou já vencido,
Aproxima-se o perigo
E deveras convencido
Do que possa em desabrigo,
Ter o sonho empedernido.
Resta pouco ou quase nada
Do que tanto quis um dia
A verdade desolada
Esperança não se via
Nem sequer uma alvorada
Noutro tempo bordaria
Num cenário aonde quis,
Ledamente ser feliz.
108
Versejar e nada ter
A não ser a solidão
O caminho a se tecer
Noutro passo em redenção
A verdade diz querer
Onde vejo em procissão,
Embotando cada passo
No tormento que se dá
O meu mundo, se o desfaço
Recomeço desde já
A moldar em novo traço
O que o sonho me trará
Versejando ou mais tentando
Contra a sorte em contrabando.
109
Na palavra que me acolhe
No momento aonde eu pude
Reparar o quanto colhe
Todo passo em plenitude,
O meu mundo hoje recolhe
O que possa e não me ilude.
O metódico caminho
Entre os ermos da esperança
Onde fora mais daninho
Meu momento em temperança
O que tento com carinho
No final a sorte alcança
Restaurando dia a dia
O que tanto se queria.
110
Já não posso ter no olhar
Qualquer sombra de um momento
Onde a vida a se mostrar
Traz o quanto ora fomento,
Sem temer o navegar
Outro sonho leva o vento,
E resumo do que fomos
Esperanças sem proveito,
E se posso entre os mil gomos,
Desenhando aonde aceito
Os anseios entre os tomos,
No momento onde me deito.
Resumindo enquanto vaga
Minha sorte nesta plaga.
91
No bonde da esperança
Ao perder a direção
Trago viva a fonte a lança
Em terrível provisão,
Outro tempo em tal mudança
Não traria a solução
Se este passo já me cansa,
Novo rumo diz o não,
Acordado entre tais partes
Mecanismo não se exponha
E se posso ora compartes
A verdade mais medonha
Amar crendo em velhas artes
Amargando o que eu proponha.
92
Cadencio a minha vida
Entre os tantos que não vira
A palavra já perdida
A esperança apaga a pira,
Dando a sorte por vencida,
A metade se retira
Do caminho em despedida
Longe mesmo desta mira,
Resumindo cada fato
Onde o tanto diz menor
O momento onde constato
Minha vida em vão suor,
Seca a fonte e sem regato
É inútil meu suor.
93
Bastaria crer no quanto
Resta na alma do infeliz.
E se possa num espanto
Traduzir o que mais quis,
Onde fora o campo santo
Vejo apenas céu tão gris,
E resumo e não garanto
Minha vida por um triz.
Esquecendo o que viria,
Outro engodo e nada mais,
A verdade em agonia
Noutros dias, tu te esvais
E matando uma alegria
Entre versos tão venais.
94
Não pudesse ser além
Do que tanto desejei,
O meu mundo sem ninguém,
O caminho aonde eu sei
Poderia e não contém
Esperança de ser rei
E o meu passo nada tem
E decerto não terei.
Sensações diversas trago
Na fortuna mais dorida,
E se tramo em rude afago
O que fora a minha vida,
Cada frágua, agora a apago
Preparando a despedida.
Nas metáforas o sonho
Expressasse liberdade,
Mas deveres decomponho
O que possa em tal verdade
Reduzir o quanto ponho
Do meu mundo após a grade.
95
Não mergulho no vazio
Destes braços sem sentido,
Desfilando onde desfio
O caminho presumido,
No meu canto mais sombrio,
Outro tanto não duvido,
E se vejo em duro estio
O que agora não divido.
Esquecendo o verso quando
A verdade não viera
Transcrever o que se dando
Novamente destempera,
A palavra se moldando
Nesta face ora insincera.
96
Viperina noite atroz
Onde nada pude e quero
O momento feito em nós
Traz o mundo amargo e fero,
O que possa logo após
Sem certeza, o destempero
E se moldo o mais veloz
Caminhar me desespero.
Resumos desta palidez
Onde a queda se anuncia
E meu mundo se desfez
Sem saber da garantia
Que trouxesse a insensatez
Com certeza mais sombria.
97
Na manhã que não se faz
Em tal rara claridade,
O meu dia mais mordaz
Traz o quanto em luz se evade,
No final ser incapaz
Transformando a realidade,
Deixo tudo para trás
E procuro a liberdade.
Na palavra que redime
Na expressão aonde eu pude
Transforma o mais sublime
Num cenário amargo e rude,
Nesta sensação de crime,
O meu passo ora se ilude.
98
Negocio com o sonho
Qualquer passo aonde eu possa
Transformar o mais risonho
Caminhar em nova roça
E cerzindo onde me ponho
Vejo a vida em tal palhoça
Refazendo o que reponho
A verdade se destroça
Nada mais se visse enquanto
O que bebo não moldara
Tão somente o desencanto
Invadindo esta seara
Seca a sorte a cada pranto
Para a morte me prepara.
99
Laços firmes, nós mais fortes
Onde a vida se fez mansa,
Entre tantos vis aportes
O vazio não se cansa
Mesmo quando agora abortes
O que fora confiança
Melindrosa mente em cortes
Desenhando sem pujança
A verdade mais cruel
E deveras sem saber
Percorrendo cada céu
Noutro passo a me perder,
O momento dita o fel
Que teimasse ora beber.
100
Não me diga do futuro
Nem tampouco do passado
O presente; configuro
Num momento abandonado
Sem saber do mais seguro
Caminhar. E embolorado
O meu verso sempre duro
Traz no fim tosco recado.
Esbarrando no que sou
E talvez já não quisesse,
Nada mais redime e esquece
O cenário onde restou
Desvairando cada prece
Onde o mundo desancou.
No bonde da esperança
Ao perder a direção
Trago viva a fonte a lança
Em terrível provisão,
Outro tempo em tal mudança
Não traria a solução
Se este passo já me cansa,
Novo rumo diz o não,
Acordado entre tais partes
Mecanismo não se exponha
E se posso ora compartes
A verdade mais medonha
Amar crendo em velhas artes
Amargando o que eu proponha.
92
Cadencio a minha vida
Entre os tantos que não vira
A palavra já perdida
A esperança apaga a pira,
Dando a sorte por vencida,
A metade se retira
Do caminho em despedida
Longe mesmo desta mira,
Resumindo cada fato
Onde o tanto diz menor
O momento onde constato
Minha vida em vão suor,
Seca a fonte e sem regato
É inútil meu suor.
93
Bastaria crer no quanto
Resta na alma do infeliz.
E se possa num espanto
Traduzir o que mais quis,
Onde fora o campo santo
Vejo apenas céu tão gris,
E resumo e não garanto
Minha vida por um triz.
Esquecendo o que viria,
Outro engodo e nada mais,
A verdade em agonia
Noutros dias, tu te esvais
E matando uma alegria
Entre versos tão venais.
94
Não pudesse ser além
Do que tanto desejei,
O meu mundo sem ninguém,
O caminho aonde eu sei
Poderia e não contém
Esperança de ser rei
E o meu passo nada tem
E decerto não terei.
Sensações diversas trago
Na fortuna mais dorida,
E se tramo em rude afago
O que fora a minha vida,
Cada frágua, agora a apago
Preparando a despedida.
Nas metáforas o sonho
Expressasse liberdade,
Mas deveres decomponho
O que possa em tal verdade
Reduzir o quanto ponho
Do meu mundo após a grade.
95
Não mergulho no vazio
Destes braços sem sentido,
Desfilando onde desfio
O caminho presumido,
No meu canto mais sombrio,
Outro tanto não duvido,
E se vejo em duro estio
O que agora não divido.
Esquecendo o verso quando
A verdade não viera
Transcrever o que se dando
Novamente destempera,
A palavra se moldando
Nesta face ora insincera.
96
Viperina noite atroz
Onde nada pude e quero
O momento feito em nós
Traz o mundo amargo e fero,
O que possa logo após
Sem certeza, o destempero
E se moldo o mais veloz
Caminhar me desespero.
Resumos desta palidez
Onde a queda se anuncia
E meu mundo se desfez
Sem saber da garantia
Que trouxesse a insensatez
Com certeza mais sombria.
97
Na manhã que não se faz
Em tal rara claridade,
O meu dia mais mordaz
Traz o quanto em luz se evade,
No final ser incapaz
Transformando a realidade,
Deixo tudo para trás
E procuro a liberdade.
Na palavra que redime
Na expressão aonde eu pude
Transforma o mais sublime
Num cenário amargo e rude,
Nesta sensação de crime,
O meu passo ora se ilude.
98
Negocio com o sonho
Qualquer passo aonde eu possa
Transformar o mais risonho
Caminhar em nova roça
E cerzindo onde me ponho
Vejo a vida em tal palhoça
Refazendo o que reponho
A verdade se destroça
Nada mais se visse enquanto
O que bebo não moldara
Tão somente o desencanto
Invadindo esta seara
Seca a sorte a cada pranto
Para a morte me prepara.
99
Laços firmes, nós mais fortes
Onde a vida se fez mansa,
Entre tantos vis aportes
O vazio não se cansa
Mesmo quando agora abortes
O que fora confiança
Melindrosa mente em cortes
Desenhando sem pujança
A verdade mais cruel
E deveras sem saber
Percorrendo cada céu
Noutro passo a me perder,
O momento dita o fel
Que teimasse ora beber.
100
Não me diga do futuro
Nem tampouco do passado
O presente; configuro
Num momento abandonado
Sem saber do mais seguro
Caminhar. E embolorado
O meu verso sempre duro
Traz no fim tosco recado.
Esbarrando no que sou
E talvez já não quisesse,
Nada mais redime e esquece
O cenário onde restou
Desvairando cada prece
Onde o mundo desancou.
81
Nada mais pudesse crer
Quem se fez em tempestade
O que possa dar prazer
Tantas vezes nos degrade,
A vontade de vencer
Enfrentar realidade,
E o meu mundo a se perder
Onde nada mais agrade,
Resumindo cada fato
Em palavras inconstantes
O que tanto ora constato
Com certeza não garantes,
E se bebo o que retrato
Meus anseios agigantes.
82
Embarcando neste sonho
Onde o mundo se fez belo,
Na verdade o quanto o ponho
Resumisse num castelo,
Sendo o verso mais bisonho
O que possa e não revelo
Traz o tempo aonde enfronho
Meu tormento e tento e velo.
Nada pude ou mesmo quis
Nada tenho e sei do engano
Sendo assim a cicatriz
Prometendo novo dano,
Propagando o que não fiz,
E matando o quanto ufano.
83
Nada mais pudesse ver
O que tanto se quisera
Na verdade o que colher
Traz no olhar a velha fera
Ansiosa por verter
Em sanguínea cada espera,
O meu mundo tente crer
Na palavra mais sincera,
Mas austera a noite expressa
O vazio e sem proveito
Onde o todo recomeça
E se mostra o quanto aceito,
Na verdade já sem pressa,
Abro e rasgo o velho peito.
84
Sem pruridos sigo a vida
Depois da calamidade,
A esperança em despedida
O momento em vaidade,
O que possa na ferida
Novamente desagrade,
Acendendo a despedida
Cada passo desagrade.
Barco ao mar, e nada resta
Nem saber se existe cais,
A palavra mais honesta
Noutra igual já descontrais
E marcando o quanto empesta
Em diversos vendavais.
85
Num anseio sem proveito
Num proveito sem razão
A verdade tem seu pleito
Onde houvesse imprecisão
O caminho aonde aceito
Movo mundos, dimensão
Tão diversa deste leito
Em total transformação;
Acionando este gatilho
Ousaria ser além
Do que possa e mesmo trilho
Ao saber já sem ninguém
Que permita o que polvilho
Nas estâncias de algum bem.
86
Avidez traduz somente
O que eu tente e mesmo após
Conseguir cada semente
Volto em tempo mais feroz,
O momento vivo em nós
A palavra não desmente
E o que possa ser atroz
Atropela indiferente.
Resumindo o meu anseio
No momento mais fiel,
O meu canto sem receio
Adentrando inteiro o céu,
Entre as sombras, devaneio,
Mas retorno sempre ao léu.
87
Não me desse qualquer chance
Nem sequer o que se quis
O meu passo não alcance
O que a vida traz; atriz,
Cada instante outro nuance,
Resumindo o quanto eu fiz
Num momento onde se lance
A verdade em tal matiz,
Divergindo do que pude
E talvez já nem tentasse,
Resultando quando ilude
O meu mundo em tal impasse,
O cenário atroz e rude,
A incerteza mostra a face.
88
Não podendo ser além
Do que tanto desejei,
O meu mundo quando vem
Distorcendo regra e lei,
Traz somente este desdém
E se nele eu me entranhei.
O que a vida agora tem
Nega o quanto em vão cevei.
Apresento o fim do jogo
E não quero mais sentir
O que possa em duro rogo
E jamais irei ouvir,
Envolvido pelo fogo,
Sem ter nem como partir.
89
Abriria este portal
Onde adentra a primavera
Meu caminho, bem ou mal
Dita a dura e vaga espera,
O momento mais venal
Com certeza destempera
E refaz o ritual
Onde a vida traz a fera.
Esperança tão somente
Mente e molda o que não veio,
O meu canto se apresente
Sem temor, mero receio,
Deste sonho outra vertente
Deste encanto; um vão rodeio.
90
Já não pude acreditar
E sequer temer o fato
Onde envolto em céu e mar,
Novo tempo eu mal constato,
E se eu possa navegar
Começando no regato
Outro tanto a se mostrar
Rude passo onde o retrato.
Sem recato e sem revolta,
A minha alma em amargura,
Quando em sonhos quer e solta
Procurando o que assegura,
Solidão reforça escolta
E este sonho não perdura.
Nada mais pudesse crer
Quem se fez em tempestade
O que possa dar prazer
Tantas vezes nos degrade,
A vontade de vencer
Enfrentar realidade,
E o meu mundo a se perder
Onde nada mais agrade,
Resumindo cada fato
Em palavras inconstantes
O que tanto ora constato
Com certeza não garantes,
E se bebo o que retrato
Meus anseios agigantes.
82
Embarcando neste sonho
Onde o mundo se fez belo,
Na verdade o quanto o ponho
Resumisse num castelo,
Sendo o verso mais bisonho
O que possa e não revelo
Traz o tempo aonde enfronho
Meu tormento e tento e velo.
Nada pude ou mesmo quis
Nada tenho e sei do engano
Sendo assim a cicatriz
Prometendo novo dano,
Propagando o que não fiz,
E matando o quanto ufano.
83
Nada mais pudesse ver
O que tanto se quisera
Na verdade o que colher
Traz no olhar a velha fera
Ansiosa por verter
Em sanguínea cada espera,
O meu mundo tente crer
Na palavra mais sincera,
Mas austera a noite expressa
O vazio e sem proveito
Onde o todo recomeça
E se mostra o quanto aceito,
Na verdade já sem pressa,
Abro e rasgo o velho peito.
84
Sem pruridos sigo a vida
Depois da calamidade,
A esperança em despedida
O momento em vaidade,
O que possa na ferida
Novamente desagrade,
Acendendo a despedida
Cada passo desagrade.
Barco ao mar, e nada resta
Nem saber se existe cais,
A palavra mais honesta
Noutra igual já descontrais
E marcando o quanto empesta
Em diversos vendavais.
85
Num anseio sem proveito
Num proveito sem razão
A verdade tem seu pleito
Onde houvesse imprecisão
O caminho aonde aceito
Movo mundos, dimensão
Tão diversa deste leito
Em total transformação;
Acionando este gatilho
Ousaria ser além
Do que possa e mesmo trilho
Ao saber já sem ninguém
Que permita o que polvilho
Nas estâncias de algum bem.
86
Avidez traduz somente
O que eu tente e mesmo após
Conseguir cada semente
Volto em tempo mais feroz,
O momento vivo em nós
A palavra não desmente
E o que possa ser atroz
Atropela indiferente.
Resumindo o meu anseio
No momento mais fiel,
O meu canto sem receio
Adentrando inteiro o céu,
Entre as sombras, devaneio,
Mas retorno sempre ao léu.
87
Não me desse qualquer chance
Nem sequer o que se quis
O meu passo não alcance
O que a vida traz; atriz,
Cada instante outro nuance,
Resumindo o quanto eu fiz
Num momento onde se lance
A verdade em tal matiz,
Divergindo do que pude
E talvez já nem tentasse,
Resultando quando ilude
O meu mundo em tal impasse,
O cenário atroz e rude,
A incerteza mostra a face.
88
Não podendo ser além
Do que tanto desejei,
O meu mundo quando vem
Distorcendo regra e lei,
Traz somente este desdém
E se nele eu me entranhei.
O que a vida agora tem
Nega o quanto em vão cevei.
Apresento o fim do jogo
E não quero mais sentir
O que possa em duro rogo
E jamais irei ouvir,
Envolvido pelo fogo,
Sem ter nem como partir.
89
Abriria este portal
Onde adentra a primavera
Meu caminho, bem ou mal
Dita a dura e vaga espera,
O momento mais venal
Com certeza destempera
E refaz o ritual
Onde a vida traz a fera.
Esperança tão somente
Mente e molda o que não veio,
O meu canto se apresente
Sem temor, mero receio,
Deste sonho outra vertente
Deste encanto; um vão rodeio.
90
Já não pude acreditar
E sequer temer o fato
Onde envolto em céu e mar,
Novo tempo eu mal constato,
E se eu possa navegar
Começando no regato
Outro tanto a se mostrar
Rude passo onde o retrato.
Sem recato e sem revolta,
A minha alma em amargura,
Quando em sonhos quer e solta
Procurando o que assegura,
Solidão reforça escolta
E este sonho não perdura.
71
Já não cabe ao caminheiro
Ter certezas sobre o quando
De roseira e de espinheiro
Neste passo se moldando,
Onde outrora fora brando
Vejo agora o derradeiro
Desenhar já desabando
E tentando outro canteiro.
Navegar é necessário
E deveras mais um dia
Poderia solidário
Transbordar em alegria,
Mas amor sendo um corsário
Cada sonho impediria.
72
Não pudesse ser além
Do que tanto quis e, nada.
A verdade não convém
Desviando a velha estrada,
E se o passo traz desdém,
Esta sorte maltratada
Tanto quanto possa e tem
No final já depravada.
O meu canto se aproxima
Deste imenso paroxismo,
E se possa neste clima
Caminhar, viver o abismo,
A palavra não estima
E decerto em vão eu cismo.
73
Na medida do possível
Vou levando cada engano
E se possa ser mais crível
No final somando o dano,
Meu momento indivisível
Expressasse o soberano
Caminhar em novo nível
E por certo nada explano,
São palavras, atos, rumos
E se tento destes cantos
Outros dias em resumos,
Jogo a sorte em desencantos,
E dos claros, doces sumos,
Sobram ermos em vis prantos.
74
Nada mais se aproximando
Do momento tão agudo
O meu dia desde quando
Noutro passo me transmudo,
A verdade diz do infando
Caminhar onde me iludo,
E se possa deformando
No final percebo tudo.
Deposito uma esperança
Onde a lança penetrasse
A incerteza já nos lança
Sem saber do quanto trace
E se a vida em aliança
Gera apenas vivo impasse.
75
Não pudesse ser assim,
Ou quem sabe até devesse,
O meu mundo chega ao fim
Sem que a sorte eu merecesse,
Do cenário de onde eu vim,
Com certeza não vivesse
Florescência de um jardim
Onde a fúria me envolvesse.
Recebendo de tal sorte
O que nunca mais teria
A verdade não conforte
E nem trame a fantasia,
O meu canto já sem norte,
Só a morte enfim veria.
76
Largo os olhos no infinito
E procuro alguma luz
No horizonte mais bonito
O cenário reproduz
O que tanto necessito
E deveras me seduz,
Mas sabendo deste rito,
Meu caminho em dor o pus.
A certeza do que um dia
Mostraria novo canto,
A saudade ora me guia
E transforma em desencanto
Esta aguda sintonia
Onde aprazo e não me espanto.
77
Vicejasse toda rosa
Neste tom primaveril,
A verdade é caprichosa
E deveras sei que é vil,
O que traz a melindrosa
Sensação que se previu,
Espalhando pedregosa
Emoção num tom sutil.
Restaurando o que se fez
Resumindo o meu cansaço,
Esta dura insensatez
O momento onde desfaço
O que sinto já não vês
E não tramas novo traço.
78
Esbravejo contra a sorte
Que pudera ser bem mais,
O meu mundo não comporte
Outros dias tão iguais,
E se possa ser mais forte,
Resumindo em rituais
Onde adentra o fino corte,
Vejo os passos tão venais.
Invernando dentro em nós
O passado noutro estio,
Entremeio a cada voz
Um momento onde recrio,
Caminhando logo após,
Envolvendo em desafio.
79
Não mereça qualquer verso
Quem se fez em tal clausura
A verdade eu desconverso
E traduzo esta amargura,
Quando vejo o monstro emerso
Paisagem me tortura,
Mas pudesse ser diverso,
Quem me dera, com brandura.
No farnel nada carrego
Senão sonhos e promessas
O meu passo em rumo cego,
Onde as dores, tu não meças
O meu canto onde trafego
Embaralha velhas peças.
80
Na palavra mais audaz
Na esperança que se tenta
Se a verdade ora desfaz
Bebo as sagas da tormenta,
E o meu canto nada traz
Só a fonte virulenta
Onde vivo este tenaz
Delirar que me sustenta.
Restaurando o que se fez
Sem saber da precisão,
Nesta mansa insensatez
Enfrentando outro leão,
O caminho enquanto vês
Traz do sonho, exposição.
Já não cabe ao caminheiro
Ter certezas sobre o quando
De roseira e de espinheiro
Neste passo se moldando,
Onde outrora fora brando
Vejo agora o derradeiro
Desenhar já desabando
E tentando outro canteiro.
Navegar é necessário
E deveras mais um dia
Poderia solidário
Transbordar em alegria,
Mas amor sendo um corsário
Cada sonho impediria.
72
Não pudesse ser além
Do que tanto quis e, nada.
A verdade não convém
Desviando a velha estrada,
E se o passo traz desdém,
Esta sorte maltratada
Tanto quanto possa e tem
No final já depravada.
O meu canto se aproxima
Deste imenso paroxismo,
E se possa neste clima
Caminhar, viver o abismo,
A palavra não estima
E decerto em vão eu cismo.
73
Na medida do possível
Vou levando cada engano
E se possa ser mais crível
No final somando o dano,
Meu momento indivisível
Expressasse o soberano
Caminhar em novo nível
E por certo nada explano,
São palavras, atos, rumos
E se tento destes cantos
Outros dias em resumos,
Jogo a sorte em desencantos,
E dos claros, doces sumos,
Sobram ermos em vis prantos.
74
Nada mais se aproximando
Do momento tão agudo
O meu dia desde quando
Noutro passo me transmudo,
A verdade diz do infando
Caminhar onde me iludo,
E se possa deformando
No final percebo tudo.
Deposito uma esperança
Onde a lança penetrasse
A incerteza já nos lança
Sem saber do quanto trace
E se a vida em aliança
Gera apenas vivo impasse.
75
Não pudesse ser assim,
Ou quem sabe até devesse,
O meu mundo chega ao fim
Sem que a sorte eu merecesse,
Do cenário de onde eu vim,
Com certeza não vivesse
Florescência de um jardim
Onde a fúria me envolvesse.
Recebendo de tal sorte
O que nunca mais teria
A verdade não conforte
E nem trame a fantasia,
O meu canto já sem norte,
Só a morte enfim veria.
76
Largo os olhos no infinito
E procuro alguma luz
No horizonte mais bonito
O cenário reproduz
O que tanto necessito
E deveras me seduz,
Mas sabendo deste rito,
Meu caminho em dor o pus.
A certeza do que um dia
Mostraria novo canto,
A saudade ora me guia
E transforma em desencanto
Esta aguda sintonia
Onde aprazo e não me espanto.
77
Vicejasse toda rosa
Neste tom primaveril,
A verdade é caprichosa
E deveras sei que é vil,
O que traz a melindrosa
Sensação que se previu,
Espalhando pedregosa
Emoção num tom sutil.
Restaurando o que se fez
Resumindo o meu cansaço,
Esta dura insensatez
O momento onde desfaço
O que sinto já não vês
E não tramas novo traço.
78
Esbravejo contra a sorte
Que pudera ser bem mais,
O meu mundo não comporte
Outros dias tão iguais,
E se possa ser mais forte,
Resumindo em rituais
Onde adentra o fino corte,
Vejo os passos tão venais.
Invernando dentro em nós
O passado noutro estio,
Entremeio a cada voz
Um momento onde recrio,
Caminhando logo após,
Envolvendo em desafio.
79
Não mereça qualquer verso
Quem se fez em tal clausura
A verdade eu desconverso
E traduzo esta amargura,
Quando vejo o monstro emerso
Paisagem me tortura,
Mas pudesse ser diverso,
Quem me dera, com brandura.
No farnel nada carrego
Senão sonhos e promessas
O meu passo em rumo cego,
Onde as dores, tu não meças
O meu canto onde trafego
Embaralha velhas peças.
80
Na palavra mais audaz
Na esperança que se tenta
Se a verdade ora desfaz
Bebo as sagas da tormenta,
E o meu canto nada traz
Só a fonte virulenta
Onde vivo este tenaz
Delirar que me sustenta.
Restaurando o que se fez
Sem saber da precisão,
Nesta mansa insensatez
Enfrentando outro leão,
O caminho enquanto vês
Traz do sonho, exposição.
61
Já nada quis e tento
Após o não mais ter
Sequer o provimento
Audaz de algum prazer,
A cada movimento
Um pouco a me perder
E bebo o forte vento
Sem nada a recolher,
Vivendo o quanto pude
Em tanto frenesi
Deixando a juventude
Aonde não mais vi,
A vida em atitude?
Nem mais a conheci.
62
Jamais pude tentar
Outro caminho quando
O mundo a se entregar
Presume o já moldando
O verso a se tramar
O prazo dilatando
O canto sem lugar
Meu canto mais infando,
Em referências tais
Aonde nada vejo,
Somente os mais boçais
Anseios e pelejo
Ousando querer mais
Que a vida em vão desejo.
63
Na parte que nos cabe
Nos ermos que eu carrego
O vento não desabe
O verso agora cego,
E o mesmo que se sabe
Diria o que não nego,
Cravando o que se acabe
Ao destroçar meu ego.
Esgares em diversos
Momentos desta lida,
Pudesse nos meus versos
Achar qualquer saída,
E sinto os mais perversos
Temores; despedida.
64
Os ecos de uma luta
Sem ter proveito, trago
E bebo desta bruta
Vontade onde me alago,
E quando assim reluta,
O passo ora divago,
Marcando o que se escuta
Aonde o quis tão mago
E magro se percebe
O rústico cenário,
Na sorte em leda sebe
O mundo necessário
E nele se concebe
Um tom imaginário.
65
Não pude imaginar
Nem mesmo qualquer sonho
Aonde sem lugar
O que inda mais proponho
Expressa o navegar
E nada mais componho
Senão tanto vagar
Num ar mais enfadonho.
O tempo que se passa
O verso sem proveito
O amor feito em fumaça
A luta, enquanto aceito
A fonte mais escassa,
Tomando o velho leito.
66
Dos repentes que faço
Assonetando o verso,
O manto onde desfaço
O canto mais perverso,
Seguindo traço a traço
Um rumo mais disperso
Daquele que o cansaço
Moldasse em ar submerso.
Navegar contra a fúria
De todos os tormentos,
Ainda em tal penúria
Enfrento tantos ventos
E bebo desta fúria
Em frios desalentos.
67
Não pude e não tivera
Qualquer momento em paz,
E sei da primavera
Que o tempo já desfaz,
Na fúria da quimera,
Pudesse ser tenaz,
E nada do que espera
Expressa o que se faz.
Resulto deste enredo
Diverso e sem promessa
Aonde o que concedo
Jamais se recomeça
A vida sem segredo,
O tempo vai depressa.
68
Embarco no saveiro
E tento imenso mar,
O dia derradeiro
Tomando este lugar,
O passo, o timoneiro
O canto a sonegar,
A paz deste Cordeiro,
A luz a cada olhar,
Resumos de uma história
Já tanto desolada,
Na fuga da memória
Não resta quase nada,
Somente a luta inglória
Deveras tatuada.
69
Ao menos pude ver
Depois do quanto quis
A sorte de um prazer
O tempo este infeliz,
Gerando o bem querer
E tanto quanto o fiz,
Mudando sem saber
Da imensa cicatriz;
No preço que se paga
Na plaga mais distante
A vida dita a adaga
E a fúria se garante,
Enquanto imensa vaga
Apenas se adiante.
70
Depositando em fés
Os tempos mais agudos,
E nisto de viés
Os versos morrem mudos,
Cabendo por quem és
Aos dias tão miúdos
Tentando além dos pés
Cerzir novos escudos.
Reparo o que se fez
Na luta envilecida,
O mundo, a lucidez
A farsa feita em vida
E o quanto agora vês
Processa a despedida.
Já nada quis e tento
Após o não mais ter
Sequer o provimento
Audaz de algum prazer,
A cada movimento
Um pouco a me perder
E bebo o forte vento
Sem nada a recolher,
Vivendo o quanto pude
Em tanto frenesi
Deixando a juventude
Aonde não mais vi,
A vida em atitude?
Nem mais a conheci.
62
Jamais pude tentar
Outro caminho quando
O mundo a se entregar
Presume o já moldando
O verso a se tramar
O prazo dilatando
O canto sem lugar
Meu canto mais infando,
Em referências tais
Aonde nada vejo,
Somente os mais boçais
Anseios e pelejo
Ousando querer mais
Que a vida em vão desejo.
63
Na parte que nos cabe
Nos ermos que eu carrego
O vento não desabe
O verso agora cego,
E o mesmo que se sabe
Diria o que não nego,
Cravando o que se acabe
Ao destroçar meu ego.
Esgares em diversos
Momentos desta lida,
Pudesse nos meus versos
Achar qualquer saída,
E sinto os mais perversos
Temores; despedida.
64
Os ecos de uma luta
Sem ter proveito, trago
E bebo desta bruta
Vontade onde me alago,
E quando assim reluta,
O passo ora divago,
Marcando o que se escuta
Aonde o quis tão mago
E magro se percebe
O rústico cenário,
Na sorte em leda sebe
O mundo necessário
E nele se concebe
Um tom imaginário.
65
Não pude imaginar
Nem mesmo qualquer sonho
Aonde sem lugar
O que inda mais proponho
Expressa o navegar
E nada mais componho
Senão tanto vagar
Num ar mais enfadonho.
O tempo que se passa
O verso sem proveito
O amor feito em fumaça
A luta, enquanto aceito
A fonte mais escassa,
Tomando o velho leito.
66
Dos repentes que faço
Assonetando o verso,
O manto onde desfaço
O canto mais perverso,
Seguindo traço a traço
Um rumo mais disperso
Daquele que o cansaço
Moldasse em ar submerso.
Navegar contra a fúria
De todos os tormentos,
Ainda em tal penúria
Enfrento tantos ventos
E bebo desta fúria
Em frios desalentos.
67
Não pude e não tivera
Qualquer momento em paz,
E sei da primavera
Que o tempo já desfaz,
Na fúria da quimera,
Pudesse ser tenaz,
E nada do que espera
Expressa o que se faz.
Resulto deste enredo
Diverso e sem promessa
Aonde o que concedo
Jamais se recomeça
A vida sem segredo,
O tempo vai depressa.
68
Embarco no saveiro
E tento imenso mar,
O dia derradeiro
Tomando este lugar,
O passo, o timoneiro
O canto a sonegar,
A paz deste Cordeiro,
A luz a cada olhar,
Resumos de uma história
Já tanto desolada,
Na fuga da memória
Não resta quase nada,
Somente a luta inglória
Deveras tatuada.
69
Ao menos pude ver
Depois do quanto quis
A sorte de um prazer
O tempo este infeliz,
Gerando o bem querer
E tanto quanto o fiz,
Mudando sem saber
Da imensa cicatriz;
No preço que se paga
Na plaga mais distante
A vida dita a adaga
E a fúria se garante,
Enquanto imensa vaga
Apenas se adiante.
70
Depositando em fés
Os tempos mais agudos,
E nisto de viés
Os versos morrem mudos,
Cabendo por quem és
Aos dias tão miúdos
Tentando além dos pés
Cerzir novos escudos.
Reparo o que se fez
Na luta envilecida,
O mundo, a lucidez
A farsa feita em vida
E o quanto agora vês
Processa a despedida.
51
Juntos; vamos nesta senda
Onde o tanto não teria
Mais sequer o quanto atenda
Noite amarga e tão sombria,
E se desenho em tal contenda
Marca o que não poderia
No final já não se entenda,
E se faz em poesia
Navegando contra a fúria
Deste mar que nada cessa
A verdade desta incúria
Renegando uma promessa
Na premissa, esta penúria
Dita o caos onde se meça.
52
Vida traça, num repente,
Muito além do enquadrasse,
O que possa e já se sente
Não permite um desenlace
Na verdade indiferente
Onde tanto se moldasse
O que veja e mesmo crente
Mais em nada redundasse
A não ser nos meus enganos
Demarcados pela vida
Tantas vezes em seus danos
Sem defesas; consumida,
Volto a crer nestes insanos
Traços rumo à despedida.
53
Não mergulho no que um dia
Esperava ser meu mar,
A verdade não viria
Tantas vezes me ajudar,
Envolvendo a poesia
Sob as tramas de um luar
Que deveras poderia
Tão somente me levar
Sem destino e sem provento
Ao que pude e não soubera
Coração expondo ao vento
Uma fase mais sincera,
Revivendo o quanto tento,
Mal me sobra nova espera.
54
Revolvendo toda a sorte
De palavras, sentimento,
O que pense e me conforte
Na verdade sigo atento,
Encontrando no meu norte
O cenário em tal tormento,
Sem saber do quanto aporte
Solidão adentra o vento.
Se eu pudesse e mesmo quis
Desejar diverso sonho,
O que tanto fez feliz
Hoje é fato que enfadonho,
Leva a vida e por um triz,
Nova queda; enfim, componho.
55
Refrigérios de uma vida
Tantas vezes infernal
A palavra despedida
Guardo sempre no bornal,
E se possa ou se duvida
Do que seja sempre igual,
Jogo fora esta partida
Em diverso ritual.
Levemente inebriado
Outras vezes mais sutil,
O meu canto desejado
No final jamais se viu,
Lembro as marcas do passado,
Mas a ficha não caiu.
56
Já vencido ou mesmo quase
Marco com a dor o quanto
Poderia e já se atrase
Noutro rumo sem encanto
O meu mundo a cada fase
Anuncia um novo canto
E pudera e não me espanto
Se ao final tanto defase.
Ouso mesmo acreditar
Nas tamanhas e vãs loucuras
Onde pude me encontrar
Novos rumos tu procuras
E se possa algum lugar
Sem temor tu me torturas.
57
Servidão de quem se fez
Muito mais do que devia
Na completa insensatez
Outro prazo em agonia,
Novamente o quanto vês
Presumindo o que não via
Depois disto, nova rês
Perde o rumo dia a dia,
Não adio o passo em vão
E nem remo contra a fúria
Da maré em inflação
Da verdade em tal lamúria
Os meus dias matarão
Ilusões feitas luxúria.
58
Ousaria acreditar
E cerzir novo desenho
Onde possa e sei que o mar
Traz o sonho onde provenho,
O meu mundo sem lugar,
Na verdade não retenho,
Galgo as sendas e a vagar
No final já nada tenho.
Sigo atento e me percebes
Entre as tramas mais diversas
Caminhar por entre sebes
Onde tentas e se versas
No final o que concebes
Noutro instante desconversas.
59
Renascer do mesmo não
E tentar novo caminho,
Onde possa em dimensão
Tão diversa e se me alinho
Encontrando a solução
Da esperança; ser vizinho,
E se tento outra versão
Cada passo irei sozinho.
Nada mais pudesse ver
Em momentos discordantes
O que tanto se faz crer
Expressasse o que adiantes
No cenário a se perder
Entre enganos torturantes.
60
Torturando o que se queira
Nos enganos mais sutis,
A palavra derradeira
Não me deixa mais feliz,
Sendo nó desta madeira,
O meu caos é por um triz,
O vencer quando se inteira
Do passado bebe o bis.
Arrependo-me de fato
E deveras nada pude,
O que tanto ora constato
Refletindo o que amiúde
Na incerteza o mais ingrato
Passo nega a plenitude.
Juntos; vamos nesta senda
Onde o tanto não teria
Mais sequer o quanto atenda
Noite amarga e tão sombria,
E se desenho em tal contenda
Marca o que não poderia
No final já não se entenda,
E se faz em poesia
Navegando contra a fúria
Deste mar que nada cessa
A verdade desta incúria
Renegando uma promessa
Na premissa, esta penúria
Dita o caos onde se meça.
52
Vida traça, num repente,
Muito além do enquadrasse,
O que possa e já se sente
Não permite um desenlace
Na verdade indiferente
Onde tanto se moldasse
O que veja e mesmo crente
Mais em nada redundasse
A não ser nos meus enganos
Demarcados pela vida
Tantas vezes em seus danos
Sem defesas; consumida,
Volto a crer nestes insanos
Traços rumo à despedida.
53
Não mergulho no que um dia
Esperava ser meu mar,
A verdade não viria
Tantas vezes me ajudar,
Envolvendo a poesia
Sob as tramas de um luar
Que deveras poderia
Tão somente me levar
Sem destino e sem provento
Ao que pude e não soubera
Coração expondo ao vento
Uma fase mais sincera,
Revivendo o quanto tento,
Mal me sobra nova espera.
54
Revolvendo toda a sorte
De palavras, sentimento,
O que pense e me conforte
Na verdade sigo atento,
Encontrando no meu norte
O cenário em tal tormento,
Sem saber do quanto aporte
Solidão adentra o vento.
Se eu pudesse e mesmo quis
Desejar diverso sonho,
O que tanto fez feliz
Hoje é fato que enfadonho,
Leva a vida e por um triz,
Nova queda; enfim, componho.
55
Refrigérios de uma vida
Tantas vezes infernal
A palavra despedida
Guardo sempre no bornal,
E se possa ou se duvida
Do que seja sempre igual,
Jogo fora esta partida
Em diverso ritual.
Levemente inebriado
Outras vezes mais sutil,
O meu canto desejado
No final jamais se viu,
Lembro as marcas do passado,
Mas a ficha não caiu.
56
Já vencido ou mesmo quase
Marco com a dor o quanto
Poderia e já se atrase
Noutro rumo sem encanto
O meu mundo a cada fase
Anuncia um novo canto
E pudera e não me espanto
Se ao final tanto defase.
Ouso mesmo acreditar
Nas tamanhas e vãs loucuras
Onde pude me encontrar
Novos rumos tu procuras
E se possa algum lugar
Sem temor tu me torturas.
57
Servidão de quem se fez
Muito mais do que devia
Na completa insensatez
Outro prazo em agonia,
Novamente o quanto vês
Presumindo o que não via
Depois disto, nova rês
Perde o rumo dia a dia,
Não adio o passo em vão
E nem remo contra a fúria
Da maré em inflação
Da verdade em tal lamúria
Os meus dias matarão
Ilusões feitas luxúria.
58
Ousaria acreditar
E cerzir novo desenho
Onde possa e sei que o mar
Traz o sonho onde provenho,
O meu mundo sem lugar,
Na verdade não retenho,
Galgo as sendas e a vagar
No final já nada tenho.
Sigo atento e me percebes
Entre as tramas mais diversas
Caminhar por entre sebes
Onde tentas e se versas
No final o que concebes
Noutro instante desconversas.
59
Renascer do mesmo não
E tentar novo caminho,
Onde possa em dimensão
Tão diversa e se me alinho
Encontrando a solução
Da esperança; ser vizinho,
E se tento outra versão
Cada passo irei sozinho.
Nada mais pudesse ver
Em momentos discordantes
O que tanto se faz crer
Expressasse o que adiantes
No cenário a se perder
Entre enganos torturantes.
60
Torturando o que se queira
Nos enganos mais sutis,
A palavra derradeira
Não me deixa mais feliz,
Sendo nó desta madeira,
O meu caos é por um triz,
O vencer quando se inteira
Do passado bebe o bis.
Arrependo-me de fato
E deveras nada pude,
O que tanto ora constato
Refletindo o que amiúde
Na incerteza o mais ingrato
Passo nega a plenitude.
terça-feira, 29 de março de 2011
41
Quando nada eu poderia
Procurar em meio ao sonho
O meu mundo em ironia
Tantas vezes recomponho
Na esperança rota e fria
Outro termo onde me enfronho
Esperança não viria
Transformar algo enfadonho.
Rutilantes caminhadas
Pelos ermos de que tanto
Na poeira das estradas
Desenhassem tal encanto
E não vendo iluminadas,
As searas: desencanto.
42
Rente ao chão vagando em tons
Tão diversos, versa a vida
Entre os tantos raros dons
A esperança descumprida
E se escuto acres sons,
Na verdade não divida
Minha sorte em vãos neons
Uma estrada ora perdida.
Respirando com ternura
O que pude e não se fez,
Onda além já se procura
Neste mar da insensatez
E o que fosse clara cura
Desde outrora não mais vês.
43
Ao versar sobre o que resta
De uma vida sem proveito
Aprendendo em cada festa
O que possa ter direito,
No momento onde se empresta
Quanto mais eu me deleito
Raro amor adentra a fresta
Quando infesta inteiro o peito.
Jamais pude na incerteza
A verdade que não veio,
Sigo contra a correnteza
Neste passo mais alheio
Ao que possa sendo a presa
Desenhada em devaneio.
44
Bebo as tramas do passado
Vejo o sonho que não tende
Sem caber no desolado
Delirar onde se estende
O meu mundo eu deixo ao lado
E meu passo não desprende
Nem sequer o anunciado
Sonho enquanto o vão remende,
Atendendo ao que pudera
Noutro rumo ou mesmo enquanto
O meu verso traz na espera
O que possa e tento ou canto
A saudade mais sincera
Produzida em desencanto.
45
Acordando o que não vira
Desde o tanto quanto possa
A verdade se prefira
Sendo a história imensa e nossa,
Depois disso o quanto roça
Do passado o que retira
Expressão que sempre endossa
Dia a dia em vã mentira.
Emoldura nesta tela
O meu tempo sem proveito
Meu caminho se revela
Tanto enquanto eu sempre aceito,
A verdade imensa e bela
Naufragando em duro leito.
46
Bravamente quis o dia
Onde nada pude e, nisto
O meu passo não se adia
Mesmo quando ora desisto,
A verdade em ironia
Tento e mesmo mal despisto
Procurando em agonia
O cenário onde persisto.
Localizo cada ponto
Neste mar tenso e bravio
E se possa estando pronto
Provocando o desvario,
O meu canto sem desconto
Traz o quanto o desafio.
47
Traços outros, vida soma
E permite em cada queda
O sentido deste coma
E se tanto a sorte veda,
O meu rumo tenta Roma,
Na verdade não enreda
O tormento aonde doma
O momento em dores seda.
Aventuras entre as tais
Ousaria muito mais
E teria esta certeza
Do infinito sem proveito
Caminhando enquanto aceito
Não ser mais a tua presa.
48
Calorosa e tolamente
O meu prazo determina
O que a vida tanto mente
E deveras nesta mina
A verdade se apresente
Muito além do que domina
Esperança esta nubente
Que sem nexo me alucina,
Vivo em tramas tão complexas
E se possa estar contigo,
Minhas luzes quando anexas
Desprezando o que persigo,
Coração exposto às flechas
Delirante e bom perigo.
49
Mergulhando no vazio
E sem ter onde apoiar
Quem me dera ter o rio
E beber inteiro o mar,
O que possa em desafio
Já nem tente navegar,
Ouso mais que o calafrio
Na vertente a me levar.
Vagamente o quanto resta
Noutro encanto, nosso passo,
Adentrando cada fresta
O meu mundo sem cansaço
Procurando clara festa
Outro sonho em ti o traço.
50
Levaria para além
O versar em mansos dias,
E se tanto o tempo tem
Noutros tempos, ventanias,
E o que possa sem ninguém
Na verdade sempre adias,
Marco os olhos com desdém
Onde quis tais fantasias;
Redimindo o que se traz
Num engano contumaz
Mais que eu tente; o nada resta
O meu canto se perdendo
Onde o todo diz remendo
E o futuro se detesta.
Quando nada eu poderia
Procurar em meio ao sonho
O meu mundo em ironia
Tantas vezes recomponho
Na esperança rota e fria
Outro termo onde me enfronho
Esperança não viria
Transformar algo enfadonho.
Rutilantes caminhadas
Pelos ermos de que tanto
Na poeira das estradas
Desenhassem tal encanto
E não vendo iluminadas,
As searas: desencanto.
42
Rente ao chão vagando em tons
Tão diversos, versa a vida
Entre os tantos raros dons
A esperança descumprida
E se escuto acres sons,
Na verdade não divida
Minha sorte em vãos neons
Uma estrada ora perdida.
Respirando com ternura
O que pude e não se fez,
Onda além já se procura
Neste mar da insensatez
E o que fosse clara cura
Desde outrora não mais vês.
43
Ao versar sobre o que resta
De uma vida sem proveito
Aprendendo em cada festa
O que possa ter direito,
No momento onde se empresta
Quanto mais eu me deleito
Raro amor adentra a fresta
Quando infesta inteiro o peito.
Jamais pude na incerteza
A verdade que não veio,
Sigo contra a correnteza
Neste passo mais alheio
Ao que possa sendo a presa
Desenhada em devaneio.
44
Bebo as tramas do passado
Vejo o sonho que não tende
Sem caber no desolado
Delirar onde se estende
O meu mundo eu deixo ao lado
E meu passo não desprende
Nem sequer o anunciado
Sonho enquanto o vão remende,
Atendendo ao que pudera
Noutro rumo ou mesmo enquanto
O meu verso traz na espera
O que possa e tento ou canto
A saudade mais sincera
Produzida em desencanto.
45
Acordando o que não vira
Desde o tanto quanto possa
A verdade se prefira
Sendo a história imensa e nossa,
Depois disso o quanto roça
Do passado o que retira
Expressão que sempre endossa
Dia a dia em vã mentira.
Emoldura nesta tela
O meu tempo sem proveito
Meu caminho se revela
Tanto enquanto eu sempre aceito,
A verdade imensa e bela
Naufragando em duro leito.
46
Bravamente quis o dia
Onde nada pude e, nisto
O meu passo não se adia
Mesmo quando ora desisto,
A verdade em ironia
Tento e mesmo mal despisto
Procurando em agonia
O cenário onde persisto.
Localizo cada ponto
Neste mar tenso e bravio
E se possa estando pronto
Provocando o desvario,
O meu canto sem desconto
Traz o quanto o desafio.
47
Traços outros, vida soma
E permite em cada queda
O sentido deste coma
E se tanto a sorte veda,
O meu rumo tenta Roma,
Na verdade não enreda
O tormento aonde doma
O momento em dores seda.
Aventuras entre as tais
Ousaria muito mais
E teria esta certeza
Do infinito sem proveito
Caminhando enquanto aceito
Não ser mais a tua presa.
48
Calorosa e tolamente
O meu prazo determina
O que a vida tanto mente
E deveras nesta mina
A verdade se apresente
Muito além do que domina
Esperança esta nubente
Que sem nexo me alucina,
Vivo em tramas tão complexas
E se possa estar contigo,
Minhas luzes quando anexas
Desprezando o que persigo,
Coração exposto às flechas
Delirante e bom perigo.
49
Mergulhando no vazio
E sem ter onde apoiar
Quem me dera ter o rio
E beber inteiro o mar,
O que possa em desafio
Já nem tente navegar,
Ouso mais que o calafrio
Na vertente a me levar.
Vagamente o quanto resta
Noutro encanto, nosso passo,
Adentrando cada fresta
O meu mundo sem cansaço
Procurando clara festa
Outro sonho em ti o traço.
50
Levaria para além
O versar em mansos dias,
E se tanto o tempo tem
Noutros tempos, ventanias,
E o que possa sem ninguém
Na verdade sempre adias,
Marco os olhos com desdém
Onde quis tais fantasias;
Redimindo o que se traz
Num engano contumaz
Mais que eu tente; o nada resta
O meu canto se perdendo
Onde o todo diz remendo
E o futuro se detesta.
31
A verdade não se nega
Nem renega quem a quer
Ponho o sonho nesta adega
Seja lá como puder.
A verdade se carrega
Nas vontades da mulher
Expressão audaz e cega
Onde o dom se faz qualquer,
Na palavra que se tenta
Outro rumo ou mesmo até
O desenho aonde ostenta
O cenário feito em fé,
Enfrentar nova tormenta?
Prosseguindo sempre a pé.
32
Balas cruzam cada céu
E o que fosse uma esperança
Desprezando o seu papel
No vazio ora se lança
O meu mundo em carrossel,
Novamente não avança
E seguindo sempre ao léu
Quem batalha ao fim se cansa.
Revestindo cada noite
Com angústias e tormentas
Onde a vida nos açoite
Tantas vezes não aguentas,
E se possa enquanto acoitei
Ilusões que ora alimentas.
33
Há momentos nesta vida
Que a palavra não se diz,
E se molda outra ferida
Onde o tempo este aprendiz
Rege a sorte em despedida,
Ou decerto contradiz,
Alma morta noutra ermida,
E não sei ser mais feliz,
O marcante sonho invade
E jamais se possa crer
Além desta tempestade
A vontade de viver,
Noutro enredo a claridade
Nem mais tento conceber.
34
Restaurando cada fase
De uma vida sem proveito,
Onde quer e tanto atrase
O momento onde foi feito
O cenário já sem base
E talvez seja direito
Noutro passo o que defase,
Ou moldasse em rude peito.
Nada mais se poderia
Quando a vida disse não,
E se tento em alegria
O que nega vinho e pão
Meu caminho se faria
Na total escuridão.
35
Bebo um gole de cicuta
E se tanto pude crer
Nesta vida que reluta
E não deixa mais se ver
A palavra que ora escuta
Traduzisse o não querer,
Adentrando grota e gruta
Enfurnando o desprazer.
Nas entranhas do Eldorado
O meu tempo não seria
O que tenta do passado
Renovar em dia a dia
Deixo a sorte e sigo ao lado
Da dispersa fantasia.
36
Brava gente? Nada disso
O meu verso se perdeu
Onde tanto o que cobiço
Jamais fora um dia meu,
Meus espinhos, velho ouriço,
Eriçando o quanto ateu
Ansiar foi movediço
E deveras trouxe o breu.
Condizendo com a lavra
Que produza em tal palavra
A incerteza de um futuro,
Não seria e não viesse
O que tento em clara messe,
Mas no fim não asseguro.
37
No viver já sem cuidado
No momento que não pude
Desenhar o doce fado
E tentar a plenitude,
Não seria feito em gado
E se possa e já me ilude,
O momento desejado
Muda sempre de atitude.
Restaurando passo a passo
O que tente e não viera,
O delírio onde me faço
A certeza mais sincera
De quem segue sendo escasso
E não sabe a primavera.
38
Resultado do que influi
Nos meus dias mais sutis
O caminho se reflui
E os meus olhos onde os quis
No conluio aonde rui
O cenário onde desfiz
Se esta vida ora não flui
Vivo apenas cicatriz.
Retenções em ermos fatos,
Ouso até não ter nas mãos,
Nem sequer velhos retratos
Dos ingratos ledos sóis
E se sei dos tantos nãos
Os meus sonhos tu destróis.
39
Não percebo outra saída
E se vejo o que inda resta
Da palavra feita em vida
Da incerteza feita em festa,
A verdade construída
No que tanto ora me empresta
Com a sorte em despedida,
Cada sonho se detesta.
Navegar quando é preciso,
Mas no cais permanecer,
E se tento e me matizo
Dos anseios de um querer
Cada passo sem aviso,
Poderia percorrer.
40
Na verdade o quanto tenho
De uma senda sem proveito
Onde possa e se desdenho
Traço o rumo onde me deito,
E não tendo o desempenho
Vivo dentro do meu peito,
Olho além fechando o cenho
E sei ser algum direito,
Navegando mansamente
Sem saber se existe cais
O momento não desmente
Onde a vida em vão esvais,
No meu canto iridescente,
Nem sequer velhos sinais.
A verdade não se nega
Nem renega quem a quer
Ponho o sonho nesta adega
Seja lá como puder.
A verdade se carrega
Nas vontades da mulher
Expressão audaz e cega
Onde o dom se faz qualquer,
Na palavra que se tenta
Outro rumo ou mesmo até
O desenho aonde ostenta
O cenário feito em fé,
Enfrentar nova tormenta?
Prosseguindo sempre a pé.
32
Balas cruzam cada céu
E o que fosse uma esperança
Desprezando o seu papel
No vazio ora se lança
O meu mundo em carrossel,
Novamente não avança
E seguindo sempre ao léu
Quem batalha ao fim se cansa.
Revestindo cada noite
Com angústias e tormentas
Onde a vida nos açoite
Tantas vezes não aguentas,
E se possa enquanto acoitei
Ilusões que ora alimentas.
33
Há momentos nesta vida
Que a palavra não se diz,
E se molda outra ferida
Onde o tempo este aprendiz
Rege a sorte em despedida,
Ou decerto contradiz,
Alma morta noutra ermida,
E não sei ser mais feliz,
O marcante sonho invade
E jamais se possa crer
Além desta tempestade
A vontade de viver,
Noutro enredo a claridade
Nem mais tento conceber.
34
Restaurando cada fase
De uma vida sem proveito,
Onde quer e tanto atrase
O momento onde foi feito
O cenário já sem base
E talvez seja direito
Noutro passo o que defase,
Ou moldasse em rude peito.
Nada mais se poderia
Quando a vida disse não,
E se tento em alegria
O que nega vinho e pão
Meu caminho se faria
Na total escuridão.
35
Bebo um gole de cicuta
E se tanto pude crer
Nesta vida que reluta
E não deixa mais se ver
A palavra que ora escuta
Traduzisse o não querer,
Adentrando grota e gruta
Enfurnando o desprazer.
Nas entranhas do Eldorado
O meu tempo não seria
O que tenta do passado
Renovar em dia a dia
Deixo a sorte e sigo ao lado
Da dispersa fantasia.
36
Brava gente? Nada disso
O meu verso se perdeu
Onde tanto o que cobiço
Jamais fora um dia meu,
Meus espinhos, velho ouriço,
Eriçando o quanto ateu
Ansiar foi movediço
E deveras trouxe o breu.
Condizendo com a lavra
Que produza em tal palavra
A incerteza de um futuro,
Não seria e não viesse
O que tento em clara messe,
Mas no fim não asseguro.
37
No viver já sem cuidado
No momento que não pude
Desenhar o doce fado
E tentar a plenitude,
Não seria feito em gado
E se possa e já me ilude,
O momento desejado
Muda sempre de atitude.
Restaurando passo a passo
O que tente e não viera,
O delírio onde me faço
A certeza mais sincera
De quem segue sendo escasso
E não sabe a primavera.
38
Resultado do que influi
Nos meus dias mais sutis
O caminho se reflui
E os meus olhos onde os quis
No conluio aonde rui
O cenário onde desfiz
Se esta vida ora não flui
Vivo apenas cicatriz.
Retenções em ermos fatos,
Ouso até não ter nas mãos,
Nem sequer velhos retratos
Dos ingratos ledos sóis
E se sei dos tantos nãos
Os meus sonhos tu destróis.
39
Não percebo outra saída
E se vejo o que inda resta
Da palavra feita em vida
Da incerteza feita em festa,
A verdade construída
No que tanto ora me empresta
Com a sorte em despedida,
Cada sonho se detesta.
Navegar quando é preciso,
Mas no cais permanecer,
E se tento e me matizo
Dos anseios de um querer
Cada passo sem aviso,
Poderia percorrer.
40
Na verdade o quanto tenho
De uma senda sem proveito
Onde possa e se desdenho
Traço o rumo onde me deito,
E não tendo o desempenho
Vivo dentro do meu peito,
Olho além fechando o cenho
E sei ser algum direito,
Navegando mansamente
Sem saber se existe cais
O momento não desmente
Onde a vida em vão esvais,
No meu canto iridescente,
Nem sequer velhos sinais.
21
Já pudesse ser assim
Com total suavidade
O que trago dentro em mim
No final tanto degrade
O meu passo diz do fim,
Nega o rumo e na verdade
O que possa em vil motim
Gera a fúria e frágil brade.
Resvalando o que inda possa
Desejar e não ter medo,
A palavra é rude e grossa,
Transformando em desenredo
O que tanto em dor se aposso,
E sem tréguas sigo ledo.
22
Enfrentar o que restasse
Destas tantas noites vãs
E no mundo em desenlace
Coletando novas cãs,
O que possa e não mostrasse
Transferindo nas manhãs
O cenário onde calasse
O meu mundo em tais afãs.
Restam poucas horas; sigo
Meu destino sem temer
O que possa ser perigo
O que tente ser prazer,
No momento onde se ter
É deter-se em desabrigo.
23
Não permita quem se dera
Noutro engodo novamente,
E se a vida fora austera
Sombras trago e nada tente
Desvendar o que me espera,
Ou rondar a velha mente
De quem sabe e destempera
O passado que apresente.
Não vivesse mais um dia
E se pude ser talvez
O que tanto não queria
E deveras não mais vês
O meu mundo em agonia,
Mostra a minha pequenez.
24
Deus permita a caminhada
De tal forma que inda seja
A verdade deste nada
Outra noite sem peleja,
E meu canto em voz velada
O que possa e já dardeja
Expressão tão desolada
Entregando de bandeja.
O medonho ser que sou
O que vendo se restou
No prazer de ser diverso.
Ouso mesmo na esperança
De quem tanto ora se cansa,
Fugidio, eu desconverso.
25
Na manhã de um novo enredo
Temporais após o vento
O desenho aonde cedo
O meu sonho, o pensamento,
Vicejando em desenredo
Pouco a pouco o que ora tento,
Enfrentando este penedo
Já não possa, sentimento.
Resultando do que fomos
Esta luta não se cansa
E o meu mundo em velhos pomos,
Resta aquém desta esperança
Minha história em ermos tomos,
No vazio onde se lança.
26
Na incerteza do que venha
No momento em tal mormaço
O caminho se desdenha
Onde o nada agora traço,
Só restando o que inda tenha
Sem saber deste cansaço.
Tento erguer além da penha
Delirante e duro passo.
Já não fiz do meu momento
Nem sequer o quanto queira
A verdade em desalento,
A palavra derradeira,
Enfrentando que ora enfrento,
Cada sonho, outra ladeira.
27
Mesmo quando a noite caia
Entre sombras, sem a lua,
A maré que inunda a praia
A beleza se cultua,
Mas o quanto se distraia
Traz a sorte seminua,
Esperança além desmaia,
E o vazio continua.
Depois disto nada mais
Do que tanto ainda invisto
Nos anseios desiguais,
E sabendo sempre nisto
O que possam vendavais,
Mesmo em trevas, não desisto.
28
Esperar o que viesse
Sem lutar e sem buscar
A palavra traz na prece
O que possa nos salvar,
Mas o tanto já se esquece
Do caminho a me encontrar
O meu verso ora padece
Desta ausência de lugar.
Nada pude e nem que um dia
Outro rumo se mostrasse
Minha luz não mais traria
Qualquer sonho em desenlace,
O meu mundo em fantasia,
Nada mais, pois me restasse.
29
Versejando sobre o quanto
Jamais pude e não se erguera
No caminho aonde encanto
Demonstrasse a sina em cera
Pouco a pouco me quebranto
E se a vida obedecera
O cenário onde me espanto,
Da verdade eu padecera.
Ousaria ter no olhar
Qualquer brilho reticente,
E pudesse adivinhar
O que a vida também sente,
No momento a desnudar
Entregando corpo e mente.
30
Escarrando sobre o prato
Onde houvera uma iguaria
Real anseio retrato
E jamais me esqueceria,
De viver em raro estrato
Outro sonho em ironia,
Mas o quanto hoje retrato
Com certeza o perderia,
Vagamente a mente vaga
E invadindo qualquer plaga
Aplacando o quanto atroz
Desvendando o que não vinha
A saudade sendo minha,
Ninguém ouve a sua voz.
Já pudesse ser assim
Com total suavidade
O que trago dentro em mim
No final tanto degrade
O meu passo diz do fim,
Nega o rumo e na verdade
O que possa em vil motim
Gera a fúria e frágil brade.
Resvalando o que inda possa
Desejar e não ter medo,
A palavra é rude e grossa,
Transformando em desenredo
O que tanto em dor se aposso,
E sem tréguas sigo ledo.
22
Enfrentar o que restasse
Destas tantas noites vãs
E no mundo em desenlace
Coletando novas cãs,
O que possa e não mostrasse
Transferindo nas manhãs
O cenário onde calasse
O meu mundo em tais afãs.
Restam poucas horas; sigo
Meu destino sem temer
O que possa ser perigo
O que tente ser prazer,
No momento onde se ter
É deter-se em desabrigo.
23
Não permita quem se dera
Noutro engodo novamente,
E se a vida fora austera
Sombras trago e nada tente
Desvendar o que me espera,
Ou rondar a velha mente
De quem sabe e destempera
O passado que apresente.
Não vivesse mais um dia
E se pude ser talvez
O que tanto não queria
E deveras não mais vês
O meu mundo em agonia,
Mostra a minha pequenez.
24
Deus permita a caminhada
De tal forma que inda seja
A verdade deste nada
Outra noite sem peleja,
E meu canto em voz velada
O que possa e já dardeja
Expressão tão desolada
Entregando de bandeja.
O medonho ser que sou
O que vendo se restou
No prazer de ser diverso.
Ouso mesmo na esperança
De quem tanto ora se cansa,
Fugidio, eu desconverso.
25
Na manhã de um novo enredo
Temporais após o vento
O desenho aonde cedo
O meu sonho, o pensamento,
Vicejando em desenredo
Pouco a pouco o que ora tento,
Enfrentando este penedo
Já não possa, sentimento.
Resultando do que fomos
Esta luta não se cansa
E o meu mundo em velhos pomos,
Resta aquém desta esperança
Minha história em ermos tomos,
No vazio onde se lança.
26
Na incerteza do que venha
No momento em tal mormaço
O caminho se desdenha
Onde o nada agora traço,
Só restando o que inda tenha
Sem saber deste cansaço.
Tento erguer além da penha
Delirante e duro passo.
Já não fiz do meu momento
Nem sequer o quanto queira
A verdade em desalento,
A palavra derradeira,
Enfrentando que ora enfrento,
Cada sonho, outra ladeira.
27
Mesmo quando a noite caia
Entre sombras, sem a lua,
A maré que inunda a praia
A beleza se cultua,
Mas o quanto se distraia
Traz a sorte seminua,
Esperança além desmaia,
E o vazio continua.
Depois disto nada mais
Do que tanto ainda invisto
Nos anseios desiguais,
E sabendo sempre nisto
O que possam vendavais,
Mesmo em trevas, não desisto.
28
Esperar o que viesse
Sem lutar e sem buscar
A palavra traz na prece
O que possa nos salvar,
Mas o tanto já se esquece
Do caminho a me encontrar
O meu verso ora padece
Desta ausência de lugar.
Nada pude e nem que um dia
Outro rumo se mostrasse
Minha luz não mais traria
Qualquer sonho em desenlace,
O meu mundo em fantasia,
Nada mais, pois me restasse.
29
Versejando sobre o quanto
Jamais pude e não se erguera
No caminho aonde encanto
Demonstrasse a sina em cera
Pouco a pouco me quebranto
E se a vida obedecera
O cenário onde me espanto,
Da verdade eu padecera.
Ousaria ter no olhar
Qualquer brilho reticente,
E pudesse adivinhar
O que a vida também sente,
No momento a desnudar
Entregando corpo e mente.
30
Escarrando sobre o prato
Onde houvera uma iguaria
Real anseio retrato
E jamais me esqueceria,
De viver em raro estrato
Outro sonho em ironia,
Mas o quanto hoje retrato
Com certeza o perderia,
Vagamente a mente vaga
E invadindo qualquer plaga
Aplacando o quanto atroz
Desvendando o que não vinha
A saudade sendo minha,
Ninguém ouve a sua voz.
11
O passado representa
O portal por onde vejo
A impressão desta tormenta
Num anseio malfazejo,
E se possa e não se inventa
Outro tanto em azulejo
Na verdade o que alimenta
O delírio onde pelejo.
Juramentos quando os fiz
Já sabia nada ter
O que pude ao ser feliz
Desvendando o desprazer
E o meu mundo por um triz,
No final a se perder.
12
Retirando o quanto pus
De esperança nesta senda
O que agora se faz jus
Na verdade não se estenda
Ao caminho feito em cruz
Envolvendo em tal contenda,
Minha luta onde a compus
No final nada desvenda.
Resistindo ao que se queira
Num deserto dentro em mim,
A palavra derradeira
Tanto faz e dela eu vim
Espalhando a verdadeira
Sensação rude em motim.
13
São diversos os meus dias
E também as horas rudes
E se posso e não virias
Onde tanto desiludes,
Ao mudar vicissitudes
Entre várias heresias,
O buscar entre atitudes
Minha luz nas cercanias.
Resumindo o verso e o tom
Em dispersa dimensão,
Outro encanto triste ou bom
Traz do tempo tradução
E se possa em claro som,
Reverter a solidão.
14
Na manhã que encontraria
O caminho sem sentido,
Outro tempo em novo dia,
Meu anseio presumido,
Acolhendo em agonia
O cenário a ser cumprido,
Vento toca em ironia
Meu passo desprevenido.
Arredondo o verso quando
Com diversa sensação
Vejo o todo desabando
Numa frágil direção,
E se o tempo se nublando
Amor: chuva de verão?
15
São terríveis descaminhos
Que me levam ao non sense
De quem sabe tais mesquinhos
Dias quando não compense
Recolher somente espinhos,
E se possa não convence
Misturados ou sozinhos;
Cada luta se repense.
Mas podendo ter em mente
O que tanto se apresente
Num anseio mais comum,
Dos desejos mais sutis
O viver e ser feliz
Fosse apenas, pois mais um.
16
Já fechando então a cena
Ato derradeiro eu venho,
Onde a vida não serena
Procurar com manso empenho
O que possa e não condena
O momento aonde eu tenho,
A verdade mais amena
Relegando o desempenho
Ao vazio ou mesmo ao insano
Desejar onde não resta
Nem sequer onde me dano,
No pavio feito em fresta
O meu mundo abaixa o pano
E a saudade agora empesta.
17
Na verdade o que se fez
Entre enganos e promessas
Na loucura e insensatez,
Outras fases tu começas
E o que agora sei que vês
Expressando velhas peças
No momento em lucidez
Meus enganos; não impeças.
São retratos de uma vida
Entre tantas se alojando
Numa sorte decidida
No caminho mais infando,
Não se vendo esta perdida
Sensação; sigo a negando.
18
Quando o circo já chegara
Na cidade do passado,
Onde a festa se prepara
Outro rumo desenhado,
Sob a lona ora escancara
O que trago do meu lado,
E podando cada apara,
Espetáculo ansiado.
Sei do quanto sou bufão
Sei do encanto da serpente,
Sei da velha dimensão
Sei que a vida sempre mente,
Sei também que ácido chão
Abortara outra semente.
19
Meninote que talvez
Inda exista no ancião
E o que agora também vês
Refletindo a negação
Gera invés da lucidez
A verdade em turbilhão,
Na medida em que se fez
Outro encanto: a solidão.
Lavando a alma de quem busca
Pelo menos a verdade
O que possa em realidade,
Traz a vida mais ofusca
E o meu mundo não teria
Nem a sombra da alegria.
20
Quixotesco delirar
De quem tanto busca além
Do caminho a se mostrar
Do vazio que ora vem,
Tanto pude imaginar,
Mas a sorte em seu desdém
Nada deixa no lugar,
Nem sequer o que inda tem.
Dulcinéias: ilusões
Que no fundo ora ironizas
Entre as sortes que me expões
Esperanças que agonizas
Entre os vastos turbilhões,
Em verdade: mansas brisas.
O passado representa
O portal por onde vejo
A impressão desta tormenta
Num anseio malfazejo,
E se possa e não se inventa
Outro tanto em azulejo
Na verdade o que alimenta
O delírio onde pelejo.
Juramentos quando os fiz
Já sabia nada ter
O que pude ao ser feliz
Desvendando o desprazer
E o meu mundo por um triz,
No final a se perder.
12
Retirando o quanto pus
De esperança nesta senda
O que agora se faz jus
Na verdade não se estenda
Ao caminho feito em cruz
Envolvendo em tal contenda,
Minha luta onde a compus
No final nada desvenda.
Resistindo ao que se queira
Num deserto dentro em mim,
A palavra derradeira
Tanto faz e dela eu vim
Espalhando a verdadeira
Sensação rude em motim.
13
São diversos os meus dias
E também as horas rudes
E se posso e não virias
Onde tanto desiludes,
Ao mudar vicissitudes
Entre várias heresias,
O buscar entre atitudes
Minha luz nas cercanias.
Resumindo o verso e o tom
Em dispersa dimensão,
Outro encanto triste ou bom
Traz do tempo tradução
E se possa em claro som,
Reverter a solidão.
14
Na manhã que encontraria
O caminho sem sentido,
Outro tempo em novo dia,
Meu anseio presumido,
Acolhendo em agonia
O cenário a ser cumprido,
Vento toca em ironia
Meu passo desprevenido.
Arredondo o verso quando
Com diversa sensação
Vejo o todo desabando
Numa frágil direção,
E se o tempo se nublando
Amor: chuva de verão?
15
São terríveis descaminhos
Que me levam ao non sense
De quem sabe tais mesquinhos
Dias quando não compense
Recolher somente espinhos,
E se possa não convence
Misturados ou sozinhos;
Cada luta se repense.
Mas podendo ter em mente
O que tanto se apresente
Num anseio mais comum,
Dos desejos mais sutis
O viver e ser feliz
Fosse apenas, pois mais um.
16
Já fechando então a cena
Ato derradeiro eu venho,
Onde a vida não serena
Procurar com manso empenho
O que possa e não condena
O momento aonde eu tenho,
A verdade mais amena
Relegando o desempenho
Ao vazio ou mesmo ao insano
Desejar onde não resta
Nem sequer onde me dano,
No pavio feito em fresta
O meu mundo abaixa o pano
E a saudade agora empesta.
17
Na verdade o que se fez
Entre enganos e promessas
Na loucura e insensatez,
Outras fases tu começas
E o que agora sei que vês
Expressando velhas peças
No momento em lucidez
Meus enganos; não impeças.
São retratos de uma vida
Entre tantas se alojando
Numa sorte decidida
No caminho mais infando,
Não se vendo esta perdida
Sensação; sigo a negando.
18
Quando o circo já chegara
Na cidade do passado,
Onde a festa se prepara
Outro rumo desenhado,
Sob a lona ora escancara
O que trago do meu lado,
E podando cada apara,
Espetáculo ansiado.
Sei do quanto sou bufão
Sei do encanto da serpente,
Sei da velha dimensão
Sei que a vida sempre mente,
Sei também que ácido chão
Abortara outra semente.
19
Meninote que talvez
Inda exista no ancião
E o que agora também vês
Refletindo a negação
Gera invés da lucidez
A verdade em turbilhão,
Na medida em que se fez
Outro encanto: a solidão.
Lavando a alma de quem busca
Pelo menos a verdade
O que possa em realidade,
Traz a vida mais ofusca
E o meu mundo não teria
Nem a sombra da alegria.
20
Quixotesco delirar
De quem tanto busca além
Do caminho a se mostrar
Do vazio que ora vem,
Tanto pude imaginar,
Mas a sorte em seu desdém
Nada deixa no lugar,
Nem sequer o que inda tem.
Dulcinéias: ilusões
Que no fundo ora ironizas
Entre as sortes que me expões
Esperanças que agonizas
Entre os vastos turbilhões,
Em verdade: mansas brisas.
1
A princesa que eu sonhara
Nos grotões do meu sertão
Numa sorte bem mais clara
Toma em paz o coração,
Mas a vida desprepara
Quem vivendo uma ilusão
Para o que já se prepara
Sabe a mesma direção
Dos caminhos doloridos
E das estrelas me guiando
Os meus sonhos preferidos
Esperança venha em bando
Toca em paz os meus sentidos.
2
A lembrança de um passado
Tantas vezes tão sofrido,
Coração acelerado
Onde o todo faz sentido,
Deixo as tristezas de lado,
Vivo o quanto é permitido
Ao sonhar o mundo invado
Meu dever em paz cumprido.
O saber felicidade
O que pude noutros dias,
E talvez desta saudade
Vejo os rastros que trarias
Ao meu canto sempre agrade
Tanto amor quanto sentias.
3
Das lembranças vou vivendo
E conforme deus-dará.
Uma vida quase emendo
Onde a sorte se fará
No cenário mais horrendo
O que possa e me trará
O quanto não mais contendo
Esperasse e voltará.
O meu canto atravessando
Os desertos das Gerais,
O meu verso desde quando
Procurasse os meus cristais,
Mas a mina desabando
Respondendo: nunca mais.
4
Minha sorte é traiçoeira
Como qualquer sorte seja
Onde mostra a derradeira
Face nunca benfazeja
Levantasse uma poeira,
Mas talvez o que se veja
No infinito dá rasteira
E o que resta não mais queira.
Vencer mesmo os mais diversos
Insensatos corações
Só restando então meus versos
E sem rumos, direções.
Busco em sonhos já dispersos
Esta vida em seus senões.
5
Nas estradas mais compridas
Nos vazios da existência
Onde houvesse tantas vidas
Já não tenho a resistência
De lutar guerras perdidas
E buscar na imprevidência
O que fossem despedidas
E não vendo esta evidência
De uma sina mais tranquila
Caminhando no espinheiro,
Nem sequer assim vacila,
Mas já sabe o derradeiro
Perceber em longa fila
Este vão desfiladeiro.
6
Num instante eu pude ver
O que tanto procurei
No constante perceber
Ser vazia a minha grei,
O meu canto a se perder,
Desencanto aonde eu sei
Que, entretanto por não ter,
Qualquer pranto eu derramei.
E quarando uma saudade
Entre as trevas do passado
O que foi felicidade
E trazia do meu lado
Pouco a pouco já se evade
Deixa um corte tatuado.
7
Na medida do que posso
Caminhar contra o que um dia
Não tentara, pois destroço
Outra chance não teria,
Tão somente quando endosso
Meu sonhar com heresia,
Vivo e nada mais remoço
Só a morte e a poesia.
No sentido mais audaz
Da palavra que se lança
O meu mundo não me traz
Nem os restos da esperança
O que possa e nada faz
Trama o que jamais me alcança.
8
Deixo a vida para trás
E procuro a paz de um porto,
Meu caminho sempre traz
A lembrança de um aborto,
E o que fora mais audaz
Hoje vejo turvo e torto,
Não pudesse olhar pra trás
Meu passado segue morto.
Esfaqueia a sensação
Do vazio que me toca,
O meu mundo sempre em vão
O meu passo rumo à toca
Onde um dia este vulcão
Erupção atroz provoca.
9
Não me resta mais sequer
Cada passo que eu buscava
E haja tudo o que vier
O tormento feito em trava
Não deixando conhecer
O caminho onde desbrava
As angústias de um querer
Que nem mesmo eu me lembrava.
Amordaço a minha voz
Tento o resto que não veio,
O meu mundo segue após
Sem saber qualquer receio,
E o momento vivo em nós
Mesmo o vendo, sigo alheio.
10
Tanta luta sem motivo
Vivo apenas por viver
O que seja lenitivo
Noutro passo recolher,
E se em sonhos sou cativo,
Liberdade me faz crer,
Num momento aonde o privo
Da vontade de saber.
Ousaria ter além
E decerto poderia
Traduzir o que não vem
Em possível ironia,
Mas a noite de meu bem,
Derramando esta agonia.
A princesa que eu sonhara
Nos grotões do meu sertão
Numa sorte bem mais clara
Toma em paz o coração,
Mas a vida desprepara
Quem vivendo uma ilusão
Para o que já se prepara
Sabe a mesma direção
Dos caminhos doloridos
E das estrelas me guiando
Os meus sonhos preferidos
Esperança venha em bando
Toca em paz os meus sentidos.
2
A lembrança de um passado
Tantas vezes tão sofrido,
Coração acelerado
Onde o todo faz sentido,
Deixo as tristezas de lado,
Vivo o quanto é permitido
Ao sonhar o mundo invado
Meu dever em paz cumprido.
O saber felicidade
O que pude noutros dias,
E talvez desta saudade
Vejo os rastros que trarias
Ao meu canto sempre agrade
Tanto amor quanto sentias.
3
Das lembranças vou vivendo
E conforme deus-dará.
Uma vida quase emendo
Onde a sorte se fará
No cenário mais horrendo
O que possa e me trará
O quanto não mais contendo
Esperasse e voltará.
O meu canto atravessando
Os desertos das Gerais,
O meu verso desde quando
Procurasse os meus cristais,
Mas a mina desabando
Respondendo: nunca mais.
4
Minha sorte é traiçoeira
Como qualquer sorte seja
Onde mostra a derradeira
Face nunca benfazeja
Levantasse uma poeira,
Mas talvez o que se veja
No infinito dá rasteira
E o que resta não mais queira.
Vencer mesmo os mais diversos
Insensatos corações
Só restando então meus versos
E sem rumos, direções.
Busco em sonhos já dispersos
Esta vida em seus senões.
5
Nas estradas mais compridas
Nos vazios da existência
Onde houvesse tantas vidas
Já não tenho a resistência
De lutar guerras perdidas
E buscar na imprevidência
O que fossem despedidas
E não vendo esta evidência
De uma sina mais tranquila
Caminhando no espinheiro,
Nem sequer assim vacila,
Mas já sabe o derradeiro
Perceber em longa fila
Este vão desfiladeiro.
6
Num instante eu pude ver
O que tanto procurei
No constante perceber
Ser vazia a minha grei,
O meu canto a se perder,
Desencanto aonde eu sei
Que, entretanto por não ter,
Qualquer pranto eu derramei.
E quarando uma saudade
Entre as trevas do passado
O que foi felicidade
E trazia do meu lado
Pouco a pouco já se evade
Deixa um corte tatuado.
7
Na medida do que posso
Caminhar contra o que um dia
Não tentara, pois destroço
Outra chance não teria,
Tão somente quando endosso
Meu sonhar com heresia,
Vivo e nada mais remoço
Só a morte e a poesia.
No sentido mais audaz
Da palavra que se lança
O meu mundo não me traz
Nem os restos da esperança
O que possa e nada faz
Trama o que jamais me alcança.
8
Deixo a vida para trás
E procuro a paz de um porto,
Meu caminho sempre traz
A lembrança de um aborto,
E o que fora mais audaz
Hoje vejo turvo e torto,
Não pudesse olhar pra trás
Meu passado segue morto.
Esfaqueia a sensação
Do vazio que me toca,
O meu mundo sempre em vão
O meu passo rumo à toca
Onde um dia este vulcão
Erupção atroz provoca.
9
Não me resta mais sequer
Cada passo que eu buscava
E haja tudo o que vier
O tormento feito em trava
Não deixando conhecer
O caminho onde desbrava
As angústias de um querer
Que nem mesmo eu me lembrava.
Amordaço a minha voz
Tento o resto que não veio,
O meu mundo segue após
Sem saber qualquer receio,
E o momento vivo em nós
Mesmo o vendo, sigo alheio.
10
Tanta luta sem motivo
Vivo apenas por viver
O que seja lenitivo
Noutro passo recolher,
E se em sonhos sou cativo,
Liberdade me faz crer,
Num momento aonde o privo
Da vontade de saber.
Ousaria ter além
E decerto poderia
Traduzir o que não vem
Em possível ironia,
Mas a noite de meu bem,
Derramando esta agonia.
segunda-feira, 28 de março de 2011
41
O quanto se procura
Após cada momento
Ainda em senda escura
Enquanto o mal fomento
A sorte não perdura
Em ledo firmamento
No passo esta amargura
Espalha-se no vento,
O preço se cobrando
Em ágios mais sutis
O tempo desde quando
Traduz o que não fiz,
Meu mundo desabando,
Escapo? Por um triz...
42
Acrescentar ao nada
O nada que me deste
O tempo em escalada
Jamais será celeste
A vida desolada
Em solo mais agreste
No quanto desenhada
Traduz o que deteste,
Invisto em sonho e tento
Vagar sem mais cuidado,
O mundo em sentimento
Transcende ao quanto evado
Do marco num momento
Já tanto desolado.
43
Cadenciando o passo
Escassa dimensão
Aonde o meu compasso
Expressa a solidão
E vejo quanto faço
Na vida num senão,
E sei do meu cansaço
E mato outro verão,
Não possa de tal forma
Seguir num passo audaz
A vida não reforma
O quanto não mais traz
E sei do que deforma
A norma atroz, mordaz.
44
Acasos entre enredos
Diversos e temidos,
A vida tem degredos
E neles esquecidos
Apenas velhos medos
Ou mesmo corroídos
Caminhos em segredos
Deveras mal vividos.
Não pude e nem teria
Sequer a menor chance
A sorte em agonia
Ao fim agora lance
A lenta fantasia
Que nada mais alcance.
45
Presumo o que não trago
Nem tenha como fato
E nisto sempre pago
Conforme o quanto trato,
Depois do velho estrago
Vazio segue o prato,
E o canto em que me alago
Afagos não retrato.
Apenas quis um sonho
E nada mais se visse,
O que tanto componho
Talvez seja tolice,
Porém mundo medonho
Somente o que me ouvisse.
46
Nascendo dentro da alma
A fúria de quem tenta
Saber que o quanto acalma
Também traz a tormenta,
Respiro o que se possa
E nada mais veria
Senão a mesma troça
Malsã em ironia,
Vacante coração
Cansado de esperar
E sempre o mesmo não
A vida sem lugar
O preço em turbilhão
A morte a aproximar.
47
Ousar saber do fato
Ou mesmo crer no dito
E sei do que resgato
E tanto necessito,
Vencer o que retrato
No tempo mais aflito,
Medonho desacato
Inútil todo grito,
Resulto do tumulto
E quando se percebe
A senda neste vulto
Rondando a velha sebe
O quanto agora insulto,
O sonho não concebe.
48
Bebendo o mesmo nada
Aonde o medo rege
A vida relegada
Ao quanto nada elege,
O passo em madrugada
No sonho onde lateje
Traduz a anunciada
Imagem deste herege.
O canto em cada canto
O medo neste olhar
E sei do desencanto
Aonde mergulhar
Moldasse novo pranto
Sem nada a se mostrar.
49
Acolho com meus versos
O que recolho em ti
E bebo dos diversos
Caminhos que vivi,
E sei dos universos
Versando aonde eu vi
Cenários mais perversos.
Por isto estou aqui.
Tentando a solução
Dos dias mais sutis,
Quem sabe em direção
Convirja o ser feliz
E desta solidão
Renasço como eu quis?
50
O passo sem proveito
O tempo em tal fastio,
E quando enfim me deito
Presumo este vazio,
Sem ser sequer aceito.
Eu busco e desafio
O mundo mais perfeito
Jamais se faz sombrio,
E quando em meu caderno
Estrelas rutilantes
Ousando num eterno
Cenário em diamantes
Esqueço o próprio inferno
Nos céus que me garantes.
O quanto se procura
Após cada momento
Ainda em senda escura
Enquanto o mal fomento
A sorte não perdura
Em ledo firmamento
No passo esta amargura
Espalha-se no vento,
O preço se cobrando
Em ágios mais sutis
O tempo desde quando
Traduz o que não fiz,
Meu mundo desabando,
Escapo? Por um triz...
42
Acrescentar ao nada
O nada que me deste
O tempo em escalada
Jamais será celeste
A vida desolada
Em solo mais agreste
No quanto desenhada
Traduz o que deteste,
Invisto em sonho e tento
Vagar sem mais cuidado,
O mundo em sentimento
Transcende ao quanto evado
Do marco num momento
Já tanto desolado.
43
Cadenciando o passo
Escassa dimensão
Aonde o meu compasso
Expressa a solidão
E vejo quanto faço
Na vida num senão,
E sei do meu cansaço
E mato outro verão,
Não possa de tal forma
Seguir num passo audaz
A vida não reforma
O quanto não mais traz
E sei do que deforma
A norma atroz, mordaz.
44
Acasos entre enredos
Diversos e temidos,
A vida tem degredos
E neles esquecidos
Apenas velhos medos
Ou mesmo corroídos
Caminhos em segredos
Deveras mal vividos.
Não pude e nem teria
Sequer a menor chance
A sorte em agonia
Ao fim agora lance
A lenta fantasia
Que nada mais alcance.
45
Presumo o que não trago
Nem tenha como fato
E nisto sempre pago
Conforme o quanto trato,
Depois do velho estrago
Vazio segue o prato,
E o canto em que me alago
Afagos não retrato.
Apenas quis um sonho
E nada mais se visse,
O que tanto componho
Talvez seja tolice,
Porém mundo medonho
Somente o que me ouvisse.
46
Nascendo dentro da alma
A fúria de quem tenta
Saber que o quanto acalma
Também traz a tormenta,
Respiro o que se possa
E nada mais veria
Senão a mesma troça
Malsã em ironia,
Vacante coração
Cansado de esperar
E sempre o mesmo não
A vida sem lugar
O preço em turbilhão
A morte a aproximar.
47
Ousar saber do fato
Ou mesmo crer no dito
E sei do que resgato
E tanto necessito,
Vencer o que retrato
No tempo mais aflito,
Medonho desacato
Inútil todo grito,
Resulto do tumulto
E quando se percebe
A senda neste vulto
Rondando a velha sebe
O quanto agora insulto,
O sonho não concebe.
48
Bebendo o mesmo nada
Aonde o medo rege
A vida relegada
Ao quanto nada elege,
O passo em madrugada
No sonho onde lateje
Traduz a anunciada
Imagem deste herege.
O canto em cada canto
O medo neste olhar
E sei do desencanto
Aonde mergulhar
Moldasse novo pranto
Sem nada a se mostrar.
49
Acolho com meus versos
O que recolho em ti
E bebo dos diversos
Caminhos que vivi,
E sei dos universos
Versando aonde eu vi
Cenários mais perversos.
Por isto estou aqui.
Tentando a solução
Dos dias mais sutis,
Quem sabe em direção
Convirja o ser feliz
E desta solidão
Renasço como eu quis?
50
O passo sem proveito
O tempo em tal fastio,
E quando enfim me deito
Presumo este vazio,
Sem ser sequer aceito.
Eu busco e desafio
O mundo mais perfeito
Jamais se faz sombrio,
E quando em meu caderno
Estrelas rutilantes
Ousando num eterno
Cenário em diamantes
Esqueço o próprio inferno
Nos céus que me garantes.
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