441
A verdade que se ofusca
No caminho mais sutil
Quando a sorte se faz brusca
Na verdade nada viu
Discernir o que se tenta
Vencer mesmo a tempestade
O momento em tal tormenta
Pouco a pouco desagrade
E das grades costumeiras
Outras tantas; reproduzes
E se tanto não me queiras
Escoltando em turvas luzes
O que possa em derradeiras
Noites ledas não produzes.
442
Bebo em gole sempre farto
O que tanto mais quisera
E se disto já me aparto
Apresento a vã quimera
Meu caminho ora comparto
Com quem nega alguma espera
E se possa hoje eu descarto
Solidão em louca esfera.
Resumindo o que se veja
Onde a sorte traz peleja
E deixasse para trás
O que tanto quis e muda
Direção atroz que iluda
Passo rústico e mordaz.
443
Redimindo o caos em mim,
Navegando contra o vento,
O que possa dita o fim
Onde o sonho em vão invento
Bebo o quanto resta e assim
Na verdade o que fomento
Gera sempre o tom ruim
Entre tanto sofrimento,
Sigo alheio ao que pudera
E se vejo mais um tanto
O que possa a rude fera
Noutro dito em desencanto
Expressando a vã quimera
E no fim em vão me espanto.
444
Apresento com meu verso
As escusas costumeiras
E se tanto ora disperso
Meu caminho em tais ladeiras
O momento mais perverso
Onde sei que não me queiras,
Vivo em sonho, sigo emerso
Entre rotas derradeiras.
Cotizando o que interessa
Vida além ou mesmo rude,
O que possa já sem pressa
Na verdade desilude
E se tanto recomeça
O meu mundo nada o mude.
445
Levaria a vida toda
Para crer no que não veio,
O cenário em leda boda
O momento diz receio,
A palavra sem sentido
O momento em lavra atroz,
O que possa e sempre olvido
Rege a vida mais feroz,
E bebendo o que se tenta
Na palavra mais atenta
Outra voz não mais se ouvia,
O meu mundo em tez sangrenta
Invadindo esta tormenta
Nada mais simularia.
446
Apresento o fim de tudo
E se possa ser diverso
Meu caminho no universo
Com certeza em tom agudo,
Expressando onde me iludo
E se posso ou mesmo verso
Ouso além do que disperso
Quando muito me transmudo.
Bebo então tua saliva
A vontade sobreviva
Ao que possa em negação
Mergulhando no vazio
O meu mundo desafio
E procuro esta amplidão.
447
Nada mais se vendo após
O que tanto quis um dia
Ao sentir esta ironia
Reduzindo o tom da voz,
E seguindo traços, nós
O que tento e não podia
Vivo em dura fantasia
O momento mais feroz,
O cenário eu capacito
E tateio no infinito
Meu aflito cortejar,
Sem saber qual a razão
Outros dias moldarão
A certeza a divagar.
448
Na incerteza de quem tenta
Loucamente um dia em paz
A verdade violenta
O que possa e satisfaz,
Nesta senda mais sangrenta
O cenário se desfaz
E o que busco e tanto alenta
Gera o sonho mais audaz,
Nada mais pudesse ver
E se tanto amanhecer
Entre trevas, brumas, medo
O meu canto em novo tom,
O momento audaz e bom,
Onde o verso em paz concedo.
449
Navegando em medo eu pude
Ter no olhar a dimensão
Do que tanto em amplitude
Dita os dias que verão
O caminho aonde é rude
O tormento em negação
E se possa o quanto mude
Outras sortes moldarão
O momento mais atroz
E no canto sendo algoz
Voz expressa a tempestade,
Redimisse cada engano
E se tanto ora me dano,
Nada resta da verdade.
450
O meu tempo já passou
E deveras o que resta
Traz o tanto quanto sou
Nesta vida mais funesta,
O meu verso ora se empesta
E o que bebo mergulhou
No vazio desta festa
Onde o nada me entranhou.
Bordejando enquanto possa
Transforma minha palhoça
No palácio prometido,
Do momento onde a carroça
Ultrapassa qualquer fossa,
Meu caminho faz sentido.
451
Nada mais pudesse ter
Em sensata sensação
Do que trace em dimensão
Mais diversa este querer,
E tentando amanhecer
Entre as sombras que verão
A temida solidão
Ou talvez dite prazer.
Nada mais pudesse enquanto
O que possa e não garanto
Traz apenas o vazio,
Meu cenário costumeiro
O meu verso derradeiro
Onde o nada ora recrio.
452
Nas tormentas onde tento
Disfarçar o que receio
O meu mundo em devaneio
O meu passo desatento,
Outra vez exposto ao vento
Que deveras quando veio
Traz apenas o que anseio
E moldura alheamento.
Nada mais se vendo após
O que pude em tom feroz
Desvendar dentro do peito,
Cada vez que mergulhasse
Nesta sorte em rude impasse
Tão somente o fim aceito.
453
Não se vendo qualquer luz
Onde a vida renegando
O desejo reproduz
Um momento desde quando
O caminho já faz jus
Ao que tento desvendando
O mistério que seduz,
Ou vazio me tocando,
Arco mesmo com meu erro
E se possa em tal desterro
Vago insana e loucamente,
O meu sórdido cenário
Noutro tom e itinerário
Tantas vezes teima e mente.
454
Não perdesse o que inda trago
Dos meus dias mais sutis
E se possa em tom tão vago
Desejar o ser feliz,
Nada mais quando divago
Resumindo o que ora fiz,
Esperando o tom que indago
Procurando o que não quis.
Esperando após o medo
O cenário em desenredo
Desde cedo nada via,
Sou apenas a semente
Que este chão duro desmente
E traduz em agonia.
455
Não viera após o fato
Onde o mundo se fizesse
Na esperança o que constato
Resgatando esta quermesse,
O meu passo nega o prato
E o meu verso não se esquece
Do caminho onde retrato
O que possa e não se tece.
Receando o quanto venha
Na palavra em rude senha
Das ordenhas do vazio,
O meu canto desencanta
E se tanto expõe tal manta
Aguardando o tempo frio.
456
Ousaria noutro passo
Ser o quanto ainda tenho
E fechando cedo o cenho
Novo sonho ora desfaço,
E marcando em descompasso
O que possa em vil desenho
O meu mundo agora empenho
Noutro rumo mais devasso,
Esperasse qualquer lua
E se possa não cultua
A esperança em rude infausto,
O meu canto se previsse
Na verdade em tal mesmice
Sendo o sonho um holocausto.
457
Bebes toda a sorte quando
Não garanto algum sinal
E o meu mundo desabando
Neste passo desigual,
A verdade se moldando
Onde o tom se faz fatal
O caminho transtornando
Esvazia este bornal.
Apresento o fim do jogo
E se possa em pleno fogo
Traduzir o que degrade,
O meu verso não permite
O que possa em tal limite
Sem saber da liberdade.
458
Apresenta a sorte atroz
Quem deveras não soubera
Quanto é dura tal quimera
Num momento feita algoz
O meu passo mais veloz,
O caminho em leda espera
A verdade destempera
E traz o rumo em torpe voz.
O meu canto sem sentido
O tamanho decidido
No versar em tempestade,
O meu manto se resume
Na verdade em tal ardume
Que deveras nos invade.
459
Bebo o quanto pude ver
Do meu mundo ora insensato
E se bebo o que constato
Não tivera algum prazer,
Nada mais a conceber
O que possa em vão retrato
E se tanto ora resgato
Nada mais irei saber,
O meu prazo determina
O que possa em cristalina
Noite em sonho, mesmo falso,
Do meu tempo sem promessa
A verdade recomeça
E traduz em cadafalso.
460
No caminho em tal desdita
No veneno a cada olhar
A palavra necessita
Onde mesmo decorar
A esperança onde palpita
O que pude caminhar
Entre a sorte atroz e aflita
Sem saber onde encontrar.
O versar sem mais proveito
O meu mundo quando aceito
O que venha em ledo tom,
Esperança não traduz
O meu verso em rude luz
O meu canto em tosco som.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quinta-feira, 31 de março de 2011
431
Apenas entre as perdas do caminho
As pedras que talvez mesmo tentasse
Vencer o quando veja em duro enlace,
E sei do meu anseio até mesquinho.
E tanto quanto em rude desalinho
O medo noutro tanto se moldasse
E nisto o que pudesse modulasse
Marcando com terror enquanto alinho.
Espero qualquer dia aonde eu veja
Somente o desenredo em vã peleja
E seja como for, como puder,
O mundo em desafeto, o sonho rude,
E nada do que eu possa ainda ilude
Na justa sensação do que aprouver.
432
Amortalhando o verso aonde enfrente
O mundo sem temor ou mesmo quando
O verso noutro tom se desenhando
Matando o que pudera, ora inclemente.
Peçonhas tão diversas e a serpente
Mostrara o que se tente e desabando
O mundo noutro já definhando
O quanto se presume e se apresente.
O verso sem sentido, o medo em vão
A luta na soberba dimensão
Apresentando ao fim o que não veio,
Coleto dos meus versos a esperança
E o peso transcorrendo enquanto avança
Meu mundo nas entranhas de um receio.
433
Asperges os insanos complementos
E bebes cada gota até que exangue
Meu mundo transformando mar em mangue
Expressa tão somente desalentos;
Aviso ao que pudesse em horda e gangue
O tempo entre diversos sentimentos,
E vivo sem saber dos tais tormentos
Perdendo o que me reste em ralo sangue.
Não quero prosseguir e não se tente
Vencer o que pudera impertinente
Momentos em ter enganos, nada mais,
Os olhos sem saber deste horizonte
Aonde o que se perde desaponte
Os ermos entre tantos terminais.
434
Não chore a derrota
A sorte se faz
E quando se nota
O canto é voraz
E sei que desbota
A luta onde traz
A morte se esgota
E nega esta paz,
Rondando o passado
Presente vazio
Futuro negado
Vestindo este estio.
E quando me evado
O mar desafio.
435
O verso sem rumo
O canto sem eira
A luta estradeira
O prazo consumo,
E se me perfumo
Mergulho onde queira
A sorte primeira
E nisto o resumo
De um tempo perdido
E nele me olvido
Do quanto já quis,
O verso sem nexo
O olhar vão, perplexo
Fatal chamariz.
436
Bebendo o vazio
E sei do que encante
A vida adiante
O tempo sombrio,
E se desafio
Viver doravante
O que noutro instante
Expressa este fio,
Apelos em rudes
Promessas e mudes
O verso afinal,
Depois do que reste
A luta em agreste
Momento é fatal.
437
Não quero a peçonha
De quem não me quer
E quando em qualquer
Caminho deponha,
A luta envergonha
Quem sabe e vier
Ousar sem sequer
A senda enfadonha.
Espero o que possa
Traçar nesta fossa
A farsa incontida
E sendo tenaz
O passo desfaz
Qualquer leda vida.
438
De tantas façanhas
A vida se faz
E sei do mordaz
Cenário em que entranhas
Além das montanhas
O tempo desfaz
O que nada traz
Senão tais barganhas,
A luta que tento
Vencer sofrimento
Num tempo mais calmo,
Aprendo e revelo
Qual fosse algum salmo
O sonho mais belo.
439
Premissas que trago
No canto mais rude
E sei do que ilude,
E nisto este afago
Deveras divago
Em tal atitude
O prazo se mude
Invade este lago,
O canto sem paz
A sede voraz
E o fim sem proveito,
Do quanto quisera
Apenas a fera
Deveras aceito.
440
Presumo o vazio
E bebo o final
Onde desafio
Qualquer ritual,
Ainda desfio
Momento fatal,
Resumo em sombrio
Tormento em geral,
O beco a saída
A luta temida
A vida sonega
A morte se vendo
Apenas remendo?
A sorte tão cega...
Apenas entre as perdas do caminho
As pedras que talvez mesmo tentasse
Vencer o quando veja em duro enlace,
E sei do meu anseio até mesquinho.
E tanto quanto em rude desalinho
O medo noutro tanto se moldasse
E nisto o que pudesse modulasse
Marcando com terror enquanto alinho.
Espero qualquer dia aonde eu veja
Somente o desenredo em vã peleja
E seja como for, como puder,
O mundo em desafeto, o sonho rude,
E nada do que eu possa ainda ilude
Na justa sensação do que aprouver.
432
Amortalhando o verso aonde enfrente
O mundo sem temor ou mesmo quando
O verso noutro tom se desenhando
Matando o que pudera, ora inclemente.
Peçonhas tão diversas e a serpente
Mostrara o que se tente e desabando
O mundo noutro já definhando
O quanto se presume e se apresente.
O verso sem sentido, o medo em vão
A luta na soberba dimensão
Apresentando ao fim o que não veio,
Coleto dos meus versos a esperança
E o peso transcorrendo enquanto avança
Meu mundo nas entranhas de um receio.
433
Asperges os insanos complementos
E bebes cada gota até que exangue
Meu mundo transformando mar em mangue
Expressa tão somente desalentos;
Aviso ao que pudesse em horda e gangue
O tempo entre diversos sentimentos,
E vivo sem saber dos tais tormentos
Perdendo o que me reste em ralo sangue.
Não quero prosseguir e não se tente
Vencer o que pudera impertinente
Momentos em ter enganos, nada mais,
Os olhos sem saber deste horizonte
Aonde o que se perde desaponte
Os ermos entre tantos terminais.
434
Não chore a derrota
A sorte se faz
E quando se nota
O canto é voraz
E sei que desbota
A luta onde traz
A morte se esgota
E nega esta paz,
Rondando o passado
Presente vazio
Futuro negado
Vestindo este estio.
E quando me evado
O mar desafio.
435
O verso sem rumo
O canto sem eira
A luta estradeira
O prazo consumo,
E se me perfumo
Mergulho onde queira
A sorte primeira
E nisto o resumo
De um tempo perdido
E nele me olvido
Do quanto já quis,
O verso sem nexo
O olhar vão, perplexo
Fatal chamariz.
436
Bebendo o vazio
E sei do que encante
A vida adiante
O tempo sombrio,
E se desafio
Viver doravante
O que noutro instante
Expressa este fio,
Apelos em rudes
Promessas e mudes
O verso afinal,
Depois do que reste
A luta em agreste
Momento é fatal.
437
Não quero a peçonha
De quem não me quer
E quando em qualquer
Caminho deponha,
A luta envergonha
Quem sabe e vier
Ousar sem sequer
A senda enfadonha.
Espero o que possa
Traçar nesta fossa
A farsa incontida
E sendo tenaz
O passo desfaz
Qualquer leda vida.
438
De tantas façanhas
A vida se faz
E sei do mordaz
Cenário em que entranhas
Além das montanhas
O tempo desfaz
O que nada traz
Senão tais barganhas,
A luta que tento
Vencer sofrimento
Num tempo mais calmo,
Aprendo e revelo
Qual fosse algum salmo
O sonho mais belo.
439
Premissas que trago
No canto mais rude
E sei do que ilude,
E nisto este afago
Deveras divago
Em tal atitude
O prazo se mude
Invade este lago,
O canto sem paz
A sede voraz
E o fim sem proveito,
Do quanto quisera
Apenas a fera
Deveras aceito.
440
Presumo o vazio
E bebo o final
Onde desafio
Qualquer ritual,
Ainda desfio
Momento fatal,
Resumo em sombrio
Tormento em geral,
O beco a saída
A luta temida
A vida sonega
A morte se vendo
Apenas remendo?
A sorte tão cega...
421
O canto onde desdenho qualquer rota
E possa sem sentido em previsão
Diversa da suprema dimensão
Aonde o meu caminho traz derrota,
A luta aonde a morte agora brota
O tempo sem sentido é sempre em vão
E o quanto mergulhasse na amplidão
Exprime o que se tente em claro chão,
Capacitando a vida aonde eu pude
Trazer o quanto possa em atitude
Dispersa aonde o tempo não reluz,
Acolho com certeza o que se vê
No canto aonde o nada sem por que
Reflete a mais espúria e torpe luz.
422
A vida se moldando em tais penhascos
Apenas desenhando em leda penha
O quanto na verdade mais convenha
Gerando este vazio, velhos frascos
O mundo se aproxima e nos fiascos
Somente a solidão inda detenha
O passo que presume o quanto tenha
A morte noutros dias, rudes ascos.
Espreito o fim do jogo e não prorrogo
O todo desenhando enquanto logo
O término anuncia a tempestade,
O caos onde se entranha o desvalido
Momento noutro tempo empedernido
Aonde o que me resta em vão degrade.
423
Presumo o que pudera desdenhado
Nos transes costumeiros e venais
Ainda quando tente ou muito mais
O preço traz o quanto a ser cobrado,
Resumo do meu mundo o velho enfado
E bebo os mais diversos temporais,
Ao menos poderia sem jamais
Saber deste momento desolado,
Conheço os descaminhos e percebes
As tramas mais doridas em tais sebes
E bebes o que possa nos salvar,
Apresentando apenas o momento
Aonde o que se veja em desalento
Encontre o quanto pude desejar.
424
Bebendo dos teus olhos claridade,
O tempo se recende ao quanto pude
E verso sobre a leda juventude
Enquanto o meu caminho agora evade
E tento resolver em liberdade
O muito que tentara em plenitude
O verso se anuncia e sendo rude
O tanto quanto quero me degrade.
O preço a se pagar em tanto juro
O mundo sem sentido o configuro
E brindo com somenos importância,
O que inda poderia ser bem mais
E nisto nos espaços siderais
O sonho se desenha em clara estância.
425
A vida em penitência a cada passo
O mundo aonde o verso não redime
O quanto da esperança dita o crime
Exprime o que viesse em ledo laço,
Meu canto em desencanto logo traço
E bebo deste sonho e já suprime
O tanto quanto pude crer sublime
O vento aonde o rumo eu embaraço.
Esqueço tão somente o que perfuma
Minha alma sem saber aonde ruma
Sem ter sequer um rito em esperança
Meu passo se perdendo sem sequer
Sentir o quanto possa e se vier
Somente no vazio ora me lança.
426
A sorte nesta morte resumida
Depreciando o quanto quis e nada
Do tempo se desenha em alvorada
Apresentando enfim a leda vida,
Açoda-me saber da despedida
E bebo o que pudera em tal guinada
E quanto mais se vira desdenhada
A sorte não traduz esta avenida,
O medo onde arremeto o passo em vão,
A luta sem saber da dimensão
Na qual o manto apenas se sagrando,
O peso do meu mundo sem fastio,
E bebo o que pudera em tom sombrio
E o sonho sem sentido algum, sangrando.
427
Meus olhos não mais tendo onde ancorar
Ausentam do horizonte sem saber
O muito que pudera conceber
Mergulha no vazio a se mostrar,
O rústico cenário emoldurar
A vaga sensação em desprazer,
O tanto quanto possa perecer
Enfrenta cada dia a divagar,
O verso sendo rude ou mais atroz
Impede o que se tente em viva voz,
E o vértice transforma em perigeu,
O peso de uma vida sem proveito
E nisto quanto mais além me deito
O mundo se anuncia em rude breu.
428
A vida traz presente este licor
E nele o que pudesse ser diverso
E sigo cada ponta do universo
Ousando acreditar no raro amor,
Seduzes com teu verso e sem rancor
Ainda que se veja o tom perverso
Enquanto nos teus braços sigo imerso
Apresentando a vida em tal valor,
Vestígios de momentos mais sutis
E nada do que possa ainda fiz
Na desditosa senda sem sentido,
O muito que pudera em tom maior
Sabendo consagrar o que, de cor,
Deveras noutro tom jamais duvido.
429
A vida tão atroz não mais permite
O quanto quis ou mesmo poderia,
Opondo cada sonho em agonia
O céu se desenhando em tal limite,
O vento na verdade necessite
Do canto tantas vezes, na harmonia
E bebo da mais dura fantasia
Sangria que deveras se acredite.
Pousando mansamente no infinito
E sei do quanto possa e necessito
Ousar entre meus dias mais sublimes,
E sendo de tal forma o que carrego
O tempo se desenha num nó cego
E nada do que possa ora redimes.
430
A terra insatisfeita quer bem mais
Que meras carnes podres, e se tento
Vencer o que permite tem sofrimento
Momentos entre rudes canibais
E o tempo entre diversos abissais
Ou mesmo desenhando alheamento
O quanto se transcorre em desalento
Mergulha sem sequer saber sinais
Dos dias entre versos onde eu pude
Trazer no meu olhar o canto rude
Audaciosamente feito em medo,
O tanto quanto possa não concedo
E vivo entre temores, morta a luz,
Apenas o que tente e não supus.
O canto onde desdenho qualquer rota
E possa sem sentido em previsão
Diversa da suprema dimensão
Aonde o meu caminho traz derrota,
A luta aonde a morte agora brota
O tempo sem sentido é sempre em vão
E o quanto mergulhasse na amplidão
Exprime o que se tente em claro chão,
Capacitando a vida aonde eu pude
Trazer o quanto possa em atitude
Dispersa aonde o tempo não reluz,
Acolho com certeza o que se vê
No canto aonde o nada sem por que
Reflete a mais espúria e torpe luz.
422
A vida se moldando em tais penhascos
Apenas desenhando em leda penha
O quanto na verdade mais convenha
Gerando este vazio, velhos frascos
O mundo se aproxima e nos fiascos
Somente a solidão inda detenha
O passo que presume o quanto tenha
A morte noutros dias, rudes ascos.
Espreito o fim do jogo e não prorrogo
O todo desenhando enquanto logo
O término anuncia a tempestade,
O caos onde se entranha o desvalido
Momento noutro tempo empedernido
Aonde o que me resta em vão degrade.
423
Presumo o que pudera desdenhado
Nos transes costumeiros e venais
Ainda quando tente ou muito mais
O preço traz o quanto a ser cobrado,
Resumo do meu mundo o velho enfado
E bebo os mais diversos temporais,
Ao menos poderia sem jamais
Saber deste momento desolado,
Conheço os descaminhos e percebes
As tramas mais doridas em tais sebes
E bebes o que possa nos salvar,
Apresentando apenas o momento
Aonde o que se veja em desalento
Encontre o quanto pude desejar.
424
Bebendo dos teus olhos claridade,
O tempo se recende ao quanto pude
E verso sobre a leda juventude
Enquanto o meu caminho agora evade
E tento resolver em liberdade
O muito que tentara em plenitude
O verso se anuncia e sendo rude
O tanto quanto quero me degrade.
O preço a se pagar em tanto juro
O mundo sem sentido o configuro
E brindo com somenos importância,
O que inda poderia ser bem mais
E nisto nos espaços siderais
O sonho se desenha em clara estância.
425
A vida em penitência a cada passo
O mundo aonde o verso não redime
O quanto da esperança dita o crime
Exprime o que viesse em ledo laço,
Meu canto em desencanto logo traço
E bebo deste sonho e já suprime
O tanto quanto pude crer sublime
O vento aonde o rumo eu embaraço.
Esqueço tão somente o que perfuma
Minha alma sem saber aonde ruma
Sem ter sequer um rito em esperança
Meu passo se perdendo sem sequer
Sentir o quanto possa e se vier
Somente no vazio ora me lança.
426
A sorte nesta morte resumida
Depreciando o quanto quis e nada
Do tempo se desenha em alvorada
Apresentando enfim a leda vida,
Açoda-me saber da despedida
E bebo o que pudera em tal guinada
E quanto mais se vira desdenhada
A sorte não traduz esta avenida,
O medo onde arremeto o passo em vão,
A luta sem saber da dimensão
Na qual o manto apenas se sagrando,
O peso do meu mundo sem fastio,
E bebo o que pudera em tom sombrio
E o sonho sem sentido algum, sangrando.
427
Meus olhos não mais tendo onde ancorar
Ausentam do horizonte sem saber
O muito que pudera conceber
Mergulha no vazio a se mostrar,
O rústico cenário emoldurar
A vaga sensação em desprazer,
O tanto quanto possa perecer
Enfrenta cada dia a divagar,
O verso sendo rude ou mais atroz
Impede o que se tente em viva voz,
E o vértice transforma em perigeu,
O peso de uma vida sem proveito
E nisto quanto mais além me deito
O mundo se anuncia em rude breu.
428
A vida traz presente este licor
E nele o que pudesse ser diverso
E sigo cada ponta do universo
Ousando acreditar no raro amor,
Seduzes com teu verso e sem rancor
Ainda que se veja o tom perverso
Enquanto nos teus braços sigo imerso
Apresentando a vida em tal valor,
Vestígios de momentos mais sutis
E nada do que possa ainda fiz
Na desditosa senda sem sentido,
O muito que pudera em tom maior
Sabendo consagrar o que, de cor,
Deveras noutro tom jamais duvido.
429
A vida tão atroz não mais permite
O quanto quis ou mesmo poderia,
Opondo cada sonho em agonia
O céu se desenhando em tal limite,
O vento na verdade necessite
Do canto tantas vezes, na harmonia
E bebo da mais dura fantasia
Sangria que deveras se acredite.
Pousando mansamente no infinito
E sei do quanto possa e necessito
Ousar entre meus dias mais sublimes,
E sendo de tal forma o que carrego
O tempo se desenha num nó cego
E nada do que possa ora redimes.
430
A terra insatisfeita quer bem mais
Que meras carnes podres, e se tento
Vencer o que permite tem sofrimento
Momentos entre rudes canibais
E o tempo entre diversos abissais
Ou mesmo desenhando alheamento
O quanto se transcorre em desalento
Mergulha sem sequer saber sinais
Dos dias entre versos onde eu pude
Trazer no meu olhar o canto rude
Audaciosamente feito em medo,
O tanto quanto possa não concedo
E vivo entre temores, morta a luz,
Apenas o que tente e não supus.
411
Ao imitar a vida sem sucesso
Vencido caminhante da esperança
Aonde o meu passado em vão se lança
Apenas procurando algum progresso
E sendo de tal forma o que ora expresso
Vestindo com ternura a temperança
A luta se moldara em vã pujança
Do tempo onde o vazio ora professo.
Encontro nos acordos mais venais
Os dias que pudessem, mas me trais
E nada se aproveita disto tudo,
E sendo de tal forma um ser herético
Aonde me quisera até profético
No tempo ora inexato já me iludo.
412
Chegando ao que pudera em novo tom
Vencer os mais doridos sonhos rudes
E sei que na verdade quando iludes
O tempo se mostrara mesmo bom,
E vendo o que pudesse em sonho e dom,
Acordo os meus fantasmas e já mudes
Os dias mais mordazes, plenitudes
Marcando cada passo em seu neon.
Ousando acreditar no que se faz
O prazo desenhando onde é mordaz
Mordaças entre luzes e quimeras,
No quanto poderia ser feliz
Apenas o meu mundo contradiz
E ceva sem sentido o quanto esperas.
413
Levando para além da sepultura
A sorte sem sentido em desvario,
O tempo quando muito o desafio,
Apenas desenhado a vã cultura,
E o prazo na verdade se depura
E trama no final além do rio
A sorte num momento mais sombrio
Ainda que pudesse em desventura.
Esculpo com meus sonhos, meu buril,
O quanto esta esperança não previu
E mesmo que talvez já redimisse,
O prazo sem sentido e sem razão
A luta na diversa dimensão,
Apenas refletindo esta tolice.
414
O velho boquirroto não se cala
E o tempo não presume novo fim,
E sei do que resguardo e morto enfim
A luta me prepara outra senzala
Ao ver em discordância esta vassala
Vontade de viver e ter em mim
O cântico suave, mas se eu vim
Apenas o momento em dor já fala.
E o vértice no vórtice moldando
O dia noutro tom duro e nefando,
Cadenciando o passo rumo ao nada,
E sei deste finito caminhar
Aonde poderia trafegar
Deixando para trás a velha estrada.
415
Ousando acreditar que nos meus dedos
Pudesse transformar em panacéia
A vida se perdendo em rude idéia
Vagando entre os diversos desenredos,
Ainda que se vejam bem mais ledos,
Os dias em terríveis assembléias
E nisto se desenham vãs platéias
Tentando desvendar rudes segredos.
Servindo do que possa ser diverso
Em doidivanas noites nada resta
Senão a sensação dura e funesta
Pousando na incerteza, e se disperso
Meu tempo se perdendo aonde vês
Traçando novamente a insensatez.
416
Cozendo o coração em fogo brando
O medo não traria algum alento
E quando mais um pouco busco e tento,
O mundo noutro tanto desabando,
O verso se mostrara em ledo bando
E o corte se anuncia em tal tormento
E vejo do que possa e não aguento
Cenário mais sutil em tom nefando.
Realço no final a desventura
E ocaso sem sentido configura
O prazo que findasse qualquer sonho,
Meu dia se inundando sem ter tréguas
Distando da esperança várias léguas
Somente no vazio eu me componho.
417
Idílios mais diversos, sonho rude,
E o canto sem saber aonde viva
A luta na verdade traz cativa
A voz que tantas vezes desilude,
Ainda quanto mais extenso eu pude,
Viver e subverter o que se priva
Da senda mais atroz que sei esquiva
E sinto a dura face em magnitude.
Esqueço o que versando tente após
Meu passo no vazio tendo a foz,
Exprime o que pudera ser diverso,
E bebo do momento mais agudo,
E nisto com certeza não me iludo,
Apenas neste anseio aquém, eu verso.
418
Acrescentar o fim ao que tentei
E nada mais vislumbro senão isto,
E sei do quanto possa e não resisto
Marcando com terror a leda grei.
No passo sem sentido onde provei
O que inda não teria e em vão consisto
Por vezes a mortalha, eu mal despisto
E sigo o que jamais esquecerei.
Avisos entre rotas mais sutis
E sei do quanto possa e nada diz
Somente da semente apodrecida,
O solo não presume o que se quer
A luta adentra então sem ter sequer
Uma esperança feita em rude vida.
419
Mapeias com a fúria costumeira
Cenários entre enganos e vazios,
Os dias com certeza mais sombrios,
A morte delimita esta fronteira.
A sorte mesmo sendo passageira,
Entranha dentro da alma velhos rios
E bebo do que possa em desvarios
Na luta tantas vezes corriqueira.
Ligeiramente estúpida quimera
Aonde o que se possa destempera
Marcando com terror o dia a dia,
A morte se aproxima e nada vejo,
Senão cada momento em medo ou pejo
Matando o quanto quis ou mais queria.
420
Inimitável sonho em sorte rude,
O preço a se pagar não mais compensa
A vida que pudera ser imensa
Não traz o quanto quis em magnitude
O verso na verdade desilude
E marca com terror a sorte extensa
E nada do que possa recompensa
A marca mais audaz em plenitude,
Meu verso sem sentido e sem proveito
O tanto quanto possa e não aceito
Esqueço o que viera após a queda
E o prazo determina o fim do jogo
Apenas ensaiando em meio ao fogo
O meu caminho agora a vida veda.
Ao imitar a vida sem sucesso
Vencido caminhante da esperança
Aonde o meu passado em vão se lança
Apenas procurando algum progresso
E sendo de tal forma o que ora expresso
Vestindo com ternura a temperança
A luta se moldara em vã pujança
Do tempo onde o vazio ora professo.
Encontro nos acordos mais venais
Os dias que pudessem, mas me trais
E nada se aproveita disto tudo,
E sendo de tal forma um ser herético
Aonde me quisera até profético
No tempo ora inexato já me iludo.
412
Chegando ao que pudera em novo tom
Vencer os mais doridos sonhos rudes
E sei que na verdade quando iludes
O tempo se mostrara mesmo bom,
E vendo o que pudesse em sonho e dom,
Acordo os meus fantasmas e já mudes
Os dias mais mordazes, plenitudes
Marcando cada passo em seu neon.
Ousando acreditar no que se faz
O prazo desenhando onde é mordaz
Mordaças entre luzes e quimeras,
No quanto poderia ser feliz
Apenas o meu mundo contradiz
E ceva sem sentido o quanto esperas.
413
Levando para além da sepultura
A sorte sem sentido em desvario,
O tempo quando muito o desafio,
Apenas desenhado a vã cultura,
E o prazo na verdade se depura
E trama no final além do rio
A sorte num momento mais sombrio
Ainda que pudesse em desventura.
Esculpo com meus sonhos, meu buril,
O quanto esta esperança não previu
E mesmo que talvez já redimisse,
O prazo sem sentido e sem razão
A luta na diversa dimensão,
Apenas refletindo esta tolice.
414
O velho boquirroto não se cala
E o tempo não presume novo fim,
E sei do que resguardo e morto enfim
A luta me prepara outra senzala
Ao ver em discordância esta vassala
Vontade de viver e ter em mim
O cântico suave, mas se eu vim
Apenas o momento em dor já fala.
E o vértice no vórtice moldando
O dia noutro tom duro e nefando,
Cadenciando o passo rumo ao nada,
E sei deste finito caminhar
Aonde poderia trafegar
Deixando para trás a velha estrada.
415
Ousando acreditar que nos meus dedos
Pudesse transformar em panacéia
A vida se perdendo em rude idéia
Vagando entre os diversos desenredos,
Ainda que se vejam bem mais ledos,
Os dias em terríveis assembléias
E nisto se desenham vãs platéias
Tentando desvendar rudes segredos.
Servindo do que possa ser diverso
Em doidivanas noites nada resta
Senão a sensação dura e funesta
Pousando na incerteza, e se disperso
Meu tempo se perdendo aonde vês
Traçando novamente a insensatez.
416
Cozendo o coração em fogo brando
O medo não traria algum alento
E quando mais um pouco busco e tento,
O mundo noutro tanto desabando,
O verso se mostrara em ledo bando
E o corte se anuncia em tal tormento
E vejo do que possa e não aguento
Cenário mais sutil em tom nefando.
Realço no final a desventura
E ocaso sem sentido configura
O prazo que findasse qualquer sonho,
Meu dia se inundando sem ter tréguas
Distando da esperança várias léguas
Somente no vazio eu me componho.
417
Idílios mais diversos, sonho rude,
E o canto sem saber aonde viva
A luta na verdade traz cativa
A voz que tantas vezes desilude,
Ainda quanto mais extenso eu pude,
Viver e subverter o que se priva
Da senda mais atroz que sei esquiva
E sinto a dura face em magnitude.
Esqueço o que versando tente após
Meu passo no vazio tendo a foz,
Exprime o que pudera ser diverso,
E bebo do momento mais agudo,
E nisto com certeza não me iludo,
Apenas neste anseio aquém, eu verso.
418
Acrescentar o fim ao que tentei
E nada mais vislumbro senão isto,
E sei do quanto possa e não resisto
Marcando com terror a leda grei.
No passo sem sentido onde provei
O que inda não teria e em vão consisto
Por vezes a mortalha, eu mal despisto
E sigo o que jamais esquecerei.
Avisos entre rotas mais sutis
E sei do quanto possa e nada diz
Somente da semente apodrecida,
O solo não presume o que se quer
A luta adentra então sem ter sequer
Uma esperança feita em rude vida.
419
Mapeias com a fúria costumeira
Cenários entre enganos e vazios,
Os dias com certeza mais sombrios,
A morte delimita esta fronteira.
A sorte mesmo sendo passageira,
Entranha dentro da alma velhos rios
E bebo do que possa em desvarios
Na luta tantas vezes corriqueira.
Ligeiramente estúpida quimera
Aonde o que se possa destempera
Marcando com terror o dia a dia,
A morte se aproxima e nada vejo,
Senão cada momento em medo ou pejo
Matando o quanto quis ou mais queria.
420
Inimitável sonho em sorte rude,
O preço a se pagar não mais compensa
A vida que pudera ser imensa
Não traz o quanto quis em magnitude
O verso na verdade desilude
E marca com terror a sorte extensa
E nada do que possa recompensa
A marca mais audaz em plenitude,
Meu verso sem sentido e sem proveito
O tanto quanto possa e não aceito
Esqueço o que viera após a queda
E o prazo determina o fim do jogo
Apenas ensaiando em meio ao fogo
O meu caminho agora a vida veda.
401
Banhando aonde a vida
Pudesse num instante
O quanto, revolvida
A sorte não garante
A luta presumida,
O passo deslumbrante
Invisto na partida
De quem já se adiante.
E vedo qualquer luz
Em leda escuridão,
O mundo reproduz
As sortes desde então,
E o quanto me seduz,
Expressa o vago não.
402
Deste vagão perdendo
A luta em tal fastio,
O verso mais horrendo
O tempo sempre frio,
E sei do que colhendo
Apenas desafio
Meu canto num remendo
O tanto ora sombrio.
Espero após o fato
Somente prosseguir
E sei do que constato
E busco resumir
O canto onde retrato
No sonho que há de vir.
403
Visões diversas; tenho
E sei do que pudesse
Ainda num desenho
Envolto no que tece
O mundo enquanto ordenho
Meu canto em rude prece,
O prazo sem empenho
No fim nada merece,
Ousando acreditar
No tempo sem proveito
Tentando adivinhar
O canto insatisfeito
Versando sem parar,
Em vão tento e me deito.
404
Jamais acreditei
No passo sem sentido
E tanto mergulhei
Aonde ora envolvido
Espero em nova grei
Meu canto resumido
E nisto o que terei
Decerto ora duvido,
Encontro tão somente
O que se faz atroz
Cevando esta semente
Colheita rara após
O tempo não desmente
E segue em mansa foz.
405
No reticente passo
No fim de cada dia
O corte aonde traço
O que jamais viria,
Apenas no cansaço
A velha alegoria
Ousando sem espaço
Em dura fantasia,
Esqueço o que provenha
Da luta sem descanso,
E quanto mais contenha
O passo aonde avanço,
O medo se desdenha
E em nada enfim me lanço.
406
Acordo e sem talvez
Ainda ter um canto
O mundo agora vês
Reinando em desencanto
E sei da insensatez
E nada mais garanto
Sequer o que se fez
Em ledo e rude espanto,
O verso se desmembra
E a vida não traduz
O quanto não relembra
E segue em frágil luz
A sorte escassa lembra
Somente desta cruz.
407
Não vejo o que se quer
E quero o não vejo,
Apenas sem qualquer
Vontade, eu vivo em pejo
O tempo que vier
E nele em cada ensejo
O rosto da mulher
Que tanto em vão desejo.
Somente poderia
Ousar noutro tormento,
A vida em agonia
Expressa o sofrimento
E tanto quanto havia
Decerto busco e tento.
408
O peso de uma vida
Sem ter a dimensão
Há tanto proferida
E sempre sendo em vão,
Apresenta a ferida
A fúria em provisão
Do quanto já duvida
A luta em tal senão,
Apresentando o rude
Caminho aonde eu tento
Viver mais do que pude,
Sem ter alheamento,
A sorte desilude,
E sigo contra o vento.
409
Não quero o que se fez
Em lenta sintonia
A vida, estupidez,
O medo não veria,
O mundo aonde vês
O que jamais teria
Senão sem lucidez
Na morte, uma iguaria.
O preço a se pagar
O rumo sem sentido
Vontade de chegar
Aonde mal divido
O passo sem lutar,
O canto em ledo olvido.
410
Não quero o que se faz
Sem tempo de esperança
A vida mais mordaz
O passo não avança
E o peso tão fugaz
Expressa esta lembrança
E sei do quanto traz
Apenas a vingança
Resulto deste caos
E bebo em gole farto,
Os dias sendo maus
O tempo onde comparto,
Invisto em vários graus,
Porém sonego o parto.
Banhando aonde a vida
Pudesse num instante
O quanto, revolvida
A sorte não garante
A luta presumida,
O passo deslumbrante
Invisto na partida
De quem já se adiante.
E vedo qualquer luz
Em leda escuridão,
O mundo reproduz
As sortes desde então,
E o quanto me seduz,
Expressa o vago não.
402
Deste vagão perdendo
A luta em tal fastio,
O verso mais horrendo
O tempo sempre frio,
E sei do que colhendo
Apenas desafio
Meu canto num remendo
O tanto ora sombrio.
Espero após o fato
Somente prosseguir
E sei do que constato
E busco resumir
O canto onde retrato
No sonho que há de vir.
403
Visões diversas; tenho
E sei do que pudesse
Ainda num desenho
Envolto no que tece
O mundo enquanto ordenho
Meu canto em rude prece,
O prazo sem empenho
No fim nada merece,
Ousando acreditar
No tempo sem proveito
Tentando adivinhar
O canto insatisfeito
Versando sem parar,
Em vão tento e me deito.
404
Jamais acreditei
No passo sem sentido
E tanto mergulhei
Aonde ora envolvido
Espero em nova grei
Meu canto resumido
E nisto o que terei
Decerto ora duvido,
Encontro tão somente
O que se faz atroz
Cevando esta semente
Colheita rara após
O tempo não desmente
E segue em mansa foz.
405
No reticente passo
No fim de cada dia
O corte aonde traço
O que jamais viria,
Apenas no cansaço
A velha alegoria
Ousando sem espaço
Em dura fantasia,
Esqueço o que provenha
Da luta sem descanso,
E quanto mais contenha
O passo aonde avanço,
O medo se desdenha
E em nada enfim me lanço.
406
Acordo e sem talvez
Ainda ter um canto
O mundo agora vês
Reinando em desencanto
E sei da insensatez
E nada mais garanto
Sequer o que se fez
Em ledo e rude espanto,
O verso se desmembra
E a vida não traduz
O quanto não relembra
E segue em frágil luz
A sorte escassa lembra
Somente desta cruz.
407
Não vejo o que se quer
E quero o não vejo,
Apenas sem qualquer
Vontade, eu vivo em pejo
O tempo que vier
E nele em cada ensejo
O rosto da mulher
Que tanto em vão desejo.
Somente poderia
Ousar noutro tormento,
A vida em agonia
Expressa o sofrimento
E tanto quanto havia
Decerto busco e tento.
408
O peso de uma vida
Sem ter a dimensão
Há tanto proferida
E sempre sendo em vão,
Apresenta a ferida
A fúria em provisão
Do quanto já duvida
A luta em tal senão,
Apresentando o rude
Caminho aonde eu tento
Viver mais do que pude,
Sem ter alheamento,
A sorte desilude,
E sigo contra o vento.
409
Não quero o que se fez
Em lenta sintonia
A vida, estupidez,
O medo não veria,
O mundo aonde vês
O que jamais teria
Senão sem lucidez
Na morte, uma iguaria.
O preço a se pagar
O rumo sem sentido
Vontade de chegar
Aonde mal divido
O passo sem lutar,
O canto em ledo olvido.
410
Não quero o que se faz
Sem tempo de esperança
A vida mais mordaz
O passo não avança
E o peso tão fugaz
Expressa esta lembrança
E sei do quanto traz
Apenas a vingança
Resulto deste caos
E bebo em gole farto,
Os dias sendo maus
O tempo onde comparto,
Invisto em vários graus,
Porém sonego o parto.
391
Aonde nada mais a vida poderia
Traçando sem sentido o quanto não se veja
A luta se desenha e molda a fantasia
Aonde o que se possa expressa esta peleja
O tempo ora cerzindo o mundo onde se guia
E desta solução já nada me azuleja
Invisto no que tento e tanto quis saber
O mundo num detalhe ao menos sem sentido
O verso noutro canto, envolto num querer
Que possa se fazer em tom bem mais sortido
O tempo a se moldar e nisto possa ver
A luta sem descanso aonde não duvido
Medonha claridade invade cada instante
E deste pantanal o fim já se adiante.
392
No canto onde tento
Vencer o tormento
E nada apascenta
O que se apresenta
Após o lamento
E noutro momento
A vida sangrenta
Expressa o que inventa
Inverto meu passo
E sei do cansaço
E nada mais tendo
Apenas refaço
O dia em tal traço
Até sendo horrendo.
393
Não quero incerteza
Nem mesmo a promessa
Da vida em surpresa
Da sorte sem pressa,
A luta traz presa
O quanto começa
E nesta leveza
O todo me engessa.
O rumo se colhe
Enquanto não tento
Vencer o que acolhe
Em tom violento,
E a vida recolhe
O quanto eu invento.
394
Negar o que tanto
Desejo e sem rumo
Bebendo este canto
Aos poucos presumo
O verso onde encanto
Trouxesse este sumo
E nada garanto
Sequer qualquer prumo.
Entoa este sonho
Sangrias e medos
E quando proponho
Os vãos desenredos,
O dia medonho,
Expressa arremedos.
395
Mapeio o caminho
E vejo o que possa
Trazer do mesquinho
A sorte se é nossa
Vencer o daninho
Momento que endossa
A vida sem ninho
O mundo em vil fossa,
Repare o cansaço
E veja o que trago
E sei do que faço
Embora do estrago
Apenas um traço
Traduz onde eu vago.
396
Acordo e não vejo
Caminhos gentis
E sei do lampejo
Aonde se quis
Viver o desejo
De ser mais feliz,
E nisto prevejo
Os ermos tão vis.
Viceja esperança
Em tom movediço
E quando se lança
O quanto cobiço
Expressa em tal lança
O mundo mortiço.
397
Apresento a sorte
Conforme se queira
No manto que aporte
Luta verdadeira
Aonde este corte
Traduz vez primeira
E nada suporte
A paz derradeira,
O manto puído
O tempo redime
E sei do esquecido
Cenário sublime
E já desprovido
O preço suprime.
398
Lateja o cansaço
Aonde se fez
A cada mormaço
O sonho qual rês
Ousando onde traço
O passo que vês
No verso, o regaço
E nele talvez
Mergulho tão manso
E quando eu quisera
Apenas alcanço
A vida esta fera
E quanto afianço
O que destempera.
399
Além do vazio
O tempo sutil,
Enquanto sombrio
Momento se viu,
Descendo este rio
O marco sutil
Do quanto desfio
O que não previu.
O passo que em falso
Expresse o final
E tento em percalço
Vencer o banal
Cenário onde calço
O sonho fatal.
400
Não tendo quem sabe
O que não pudesse
A vida desabe
E mostre em vã messe
O quanto que cabe
E nada se esquece
Senão quando acabe
E enfim recomece.
O preço que pago
O verso sem rumo,
O tempo já vago
O corte, o consumo,
E a morte onde alago
Meu mundo em vil sumo.
Aonde nada mais a vida poderia
Traçando sem sentido o quanto não se veja
A luta se desenha e molda a fantasia
Aonde o que se possa expressa esta peleja
O tempo ora cerzindo o mundo onde se guia
E desta solução já nada me azuleja
Invisto no que tento e tanto quis saber
O mundo num detalhe ao menos sem sentido
O verso noutro canto, envolto num querer
Que possa se fazer em tom bem mais sortido
O tempo a se moldar e nisto possa ver
A luta sem descanso aonde não duvido
Medonha claridade invade cada instante
E deste pantanal o fim já se adiante.
392
No canto onde tento
Vencer o tormento
E nada apascenta
O que se apresenta
Após o lamento
E noutro momento
A vida sangrenta
Expressa o que inventa
Inverto meu passo
E sei do cansaço
E nada mais tendo
Apenas refaço
O dia em tal traço
Até sendo horrendo.
393
Não quero incerteza
Nem mesmo a promessa
Da vida em surpresa
Da sorte sem pressa,
A luta traz presa
O quanto começa
E nesta leveza
O todo me engessa.
O rumo se colhe
Enquanto não tento
Vencer o que acolhe
Em tom violento,
E a vida recolhe
O quanto eu invento.
394
Negar o que tanto
Desejo e sem rumo
Bebendo este canto
Aos poucos presumo
O verso onde encanto
Trouxesse este sumo
E nada garanto
Sequer qualquer prumo.
Entoa este sonho
Sangrias e medos
E quando proponho
Os vãos desenredos,
O dia medonho,
Expressa arremedos.
395
Mapeio o caminho
E vejo o que possa
Trazer do mesquinho
A sorte se é nossa
Vencer o daninho
Momento que endossa
A vida sem ninho
O mundo em vil fossa,
Repare o cansaço
E veja o que trago
E sei do que faço
Embora do estrago
Apenas um traço
Traduz onde eu vago.
396
Acordo e não vejo
Caminhos gentis
E sei do lampejo
Aonde se quis
Viver o desejo
De ser mais feliz,
E nisto prevejo
Os ermos tão vis.
Viceja esperança
Em tom movediço
E quando se lança
O quanto cobiço
Expressa em tal lança
O mundo mortiço.
397
Apresento a sorte
Conforme se queira
No manto que aporte
Luta verdadeira
Aonde este corte
Traduz vez primeira
E nada suporte
A paz derradeira,
O manto puído
O tempo redime
E sei do esquecido
Cenário sublime
E já desprovido
O preço suprime.
398
Lateja o cansaço
Aonde se fez
A cada mormaço
O sonho qual rês
Ousando onde traço
O passo que vês
No verso, o regaço
E nele talvez
Mergulho tão manso
E quando eu quisera
Apenas alcanço
A vida esta fera
E quanto afianço
O que destempera.
399
Além do vazio
O tempo sutil,
Enquanto sombrio
Momento se viu,
Descendo este rio
O marco sutil
Do quanto desfio
O que não previu.
O passo que em falso
Expresse o final
E tento em percalço
Vencer o banal
Cenário onde calço
O sonho fatal.
400
Não tendo quem sabe
O que não pudesse
A vida desabe
E mostre em vã messe
O quanto que cabe
E nada se esquece
Senão quando acabe
E enfim recomece.
O preço que pago
O verso sem rumo,
O tempo já vago
O corte, o consumo,
E a morte onde alago
Meu mundo em vil sumo.
381
Jamais pudera
Viver após
O quanto em nós
Desperta a fera
Marcante espera
Da vida em foz
O meu algoz
Em torpe esfera.
Resumo o sonho
E me proponho
Ao menos nisto,
E se inda vejo
O meu desejo
Não mais insisto.
382
Ausente passo
De quem se fez
Na insensatez
Por onde traço
O mundo escasso
De lucidez
E se tu vês
Cada pedaço
Embevecido
Momento em luz,
Tanto produz
Falso sentido,
Até duvido
Do que reluz.
383
Apresentar
A queda enquanto
O desencanto
A se mostrar
Traz no lugar
O medo e canto
Ousando pranto
Pudesse amar.
Apenas pude
Viver o rude
Anseio em vão,
Espreito e sigo
Em desabrigo
Sem direção.
384
Não vejo
Senão
O não
Desejo
O pejo
Em vão
Então
Porejo
A luta
Astuta
Reluto
Após
O algoz
Mais bruto.
385
Meu verso traço
Onde pudesse
Talvez em messe
Ousar no escasso
Cenário faço
E nesta prece
O que se tece
Marcante espaço.
Vagando lento
O que ora invento
Bebesse em mel
A sorte em paz,
Mas nada traz
Sequer meu céu.
386
Navegações
Em rumos tais
Em tons mortais
Indagações,
E se propões
Entre cristais
Dias banais,
Trago tufões,
E sinto morta
Estreita porta
Aonde vivo
Sem ter somente
O que apresente
Em lenitivo.
387
Não quero a lua
Que não viria
Em fantasia
Imensa e nua,
Onde flutua
Alma vadia
Em ironia
Entranha a rua,
Desta sarjeta
Algum cometa
Pudesse além,
Do que arremeta
E se prometa,
Mas nada vem.
388
Ar constelar
Aonde um dia
Vencer a fria
Noção de amar,
Já sem lugar
Lutar traria
A melodia
A se tramar,
Negar o passo
E sendo escasso
O verso em vão,
O meu delírio
Antes martírio,
Em solidão.
389
Acolho o sol
E vejo as cãs
Minhas manhãs
Neste arrebol,
Algum farol
Em horas vãs
Sendas irmãs
Sou girassol,
E bebo o quanto
Pudera mais
E se garanto
E já me trais.
Em raro espanto
Dias venais.
390
Aprendo quando
O tempo ensina,
Mão assassina
Já demonstrando
O ser nefando
Onde destina
O que alucina
Mesmo matando.
Apresso o passo
Apreço traço
Sem preço, a paz,
Neste adereço
O que mereço
A vida traz?
Jamais pudera
Viver após
O quanto em nós
Desperta a fera
Marcante espera
Da vida em foz
O meu algoz
Em torpe esfera.
Resumo o sonho
E me proponho
Ao menos nisto,
E se inda vejo
O meu desejo
Não mais insisto.
382
Ausente passo
De quem se fez
Na insensatez
Por onde traço
O mundo escasso
De lucidez
E se tu vês
Cada pedaço
Embevecido
Momento em luz,
Tanto produz
Falso sentido,
Até duvido
Do que reluz.
383
Apresentar
A queda enquanto
O desencanto
A se mostrar
Traz no lugar
O medo e canto
Ousando pranto
Pudesse amar.
Apenas pude
Viver o rude
Anseio em vão,
Espreito e sigo
Em desabrigo
Sem direção.
384
Não vejo
Senão
O não
Desejo
O pejo
Em vão
Então
Porejo
A luta
Astuta
Reluto
Após
O algoz
Mais bruto.
385
Meu verso traço
Onde pudesse
Talvez em messe
Ousar no escasso
Cenário faço
E nesta prece
O que se tece
Marcante espaço.
Vagando lento
O que ora invento
Bebesse em mel
A sorte em paz,
Mas nada traz
Sequer meu céu.
386
Navegações
Em rumos tais
Em tons mortais
Indagações,
E se propões
Entre cristais
Dias banais,
Trago tufões,
E sinto morta
Estreita porta
Aonde vivo
Sem ter somente
O que apresente
Em lenitivo.
387
Não quero a lua
Que não viria
Em fantasia
Imensa e nua,
Onde flutua
Alma vadia
Em ironia
Entranha a rua,
Desta sarjeta
Algum cometa
Pudesse além,
Do que arremeta
E se prometa,
Mas nada vem.
388
Ar constelar
Aonde um dia
Vencer a fria
Noção de amar,
Já sem lugar
Lutar traria
A melodia
A se tramar,
Negar o passo
E sendo escasso
O verso em vão,
O meu delírio
Antes martírio,
Em solidão.
389
Acolho o sol
E vejo as cãs
Minhas manhãs
Neste arrebol,
Algum farol
Em horas vãs
Sendas irmãs
Sou girassol,
E bebo o quanto
Pudera mais
E se garanto
E já me trais.
Em raro espanto
Dias venais.
390
Aprendo quando
O tempo ensina,
Mão assassina
Já demonstrando
O ser nefando
Onde destina
O que alucina
Mesmo matando.
Apresso o passo
Apreço traço
Sem preço, a paz,
Neste adereço
O que mereço
A vida traz?
371
Jamais quisera ver
A queda após o sonho
E sei que merecer
Traduz o quanto eu ponho
Meu mundo a se perder
E nisto o mais risonho
Momento a se verter
Traduz o que componho,
Versando sobre o quanto
A vida se renega
Deixando o desencanto
E nisto o que navega
Produz o quanto espanto
Em noite audaz e cega.
372
No quanto pudera
Vencer o meu medo
Apenas concedo
A sorte que espera
Gerar desta esfera
Sem ter um segredo
O tom de um enredo
Em voz insincera,
Apresento o corte
E nada se visse
Aonde o suporte
Recende a tolice
E sei que sem norte
Mais nada previsse.
373
O verso sem rumo
O canto sem rima
A vida se estima
Aonde consumo
O medo e presumo
O mundo onde o clima
Trouxesse o que prima
Por ser meu resumo,
Dos dias venais
Dos ermos que trago
Apenas jamais
Vivesse este afago
Em vis vendavais,
A chuva, outro estrago.
374
Depois do que trace
O mundo sem medo,
A vida em degredo
Tramando em impasse
E nisto moldasse
Qualquer novo enredo
E sei que procedo
Enquanto moldasse
Um passo sutil
Em meio ao tormento
O prazo que viu
O que tanto tento,
E ser mais gentil,
Promete um alento.
375
Ouvindo este mar
Deitando na areia
A velha sereia
Querendo encantar
No quanto o cantar
Pudesse e incendeia
A vida rodeia
Sem nada tramar,
Somente o que tente
A luta frequente
Em ondas e sonhos,
E bebo o que havia
Em tal fantasia,
Em medos risonhos.
376
Não vejo o que possa
Trazer novo passo
Aonde não traço
A vida remoça
Ou mesmo destroça
O que jamais caço
Vagando no espaço
Buscando a palhoça
A luta se faz
De tal forma e quando
O mundo rodando
Em passo tenaz
Espera o que trame
Diverso ditame.
377
Preciso falar
Dos dias sutis
E sei do que quis
Aonde encontrar
A luta a moldar
Os dias senis
O céu sempre gris
Sem nada a aportar
O verso mais belo
E quando revelo
Ausência de luz,
Somente o vazio
Em tom mais sombrio
Meu canto traduz.
378
No prazo que tente
Vestir esperança
A vida me lança
E sei do batente
Por vezes alente
O que confiança
Gerasse e não trança
No mundo demente,
Envolto na trama
Que tanto reclama
Da vida sem paz,
Domino o vazio
Num mundo sombrio
Meu passo é tenaz.
379
Apressando o passo
O verso conheço
E sei do tropeço
Enquanto embaraço
Meu mundo no escasso
Cenário e mereço
O velho adereço
Enquanto inda o traço,
Respaldos diversos
Em dias dispersos
Matando o que um dia
Pudesse talvez
Trazer sensatez,
E nada veria.
380
Não vejo o que tens
E nada reflete
O quanto compete
Aos dias e bens,
Sem medo tu vens
A paz canivete
Ao todo arremete
E traz os desdéns,
Apresento o rumo
E quando o consumo
Bebendo este sal,
Amargo regresso,
O quanto confesso
Expressa este mal.
Jamais quisera ver
A queda após o sonho
E sei que merecer
Traduz o quanto eu ponho
Meu mundo a se perder
E nisto o mais risonho
Momento a se verter
Traduz o que componho,
Versando sobre o quanto
A vida se renega
Deixando o desencanto
E nisto o que navega
Produz o quanto espanto
Em noite audaz e cega.
372
No quanto pudera
Vencer o meu medo
Apenas concedo
A sorte que espera
Gerar desta esfera
Sem ter um segredo
O tom de um enredo
Em voz insincera,
Apresento o corte
E nada se visse
Aonde o suporte
Recende a tolice
E sei que sem norte
Mais nada previsse.
373
O verso sem rumo
O canto sem rima
A vida se estima
Aonde consumo
O medo e presumo
O mundo onde o clima
Trouxesse o que prima
Por ser meu resumo,
Dos dias venais
Dos ermos que trago
Apenas jamais
Vivesse este afago
Em vis vendavais,
A chuva, outro estrago.
374
Depois do que trace
O mundo sem medo,
A vida em degredo
Tramando em impasse
E nisto moldasse
Qualquer novo enredo
E sei que procedo
Enquanto moldasse
Um passo sutil
Em meio ao tormento
O prazo que viu
O que tanto tento,
E ser mais gentil,
Promete um alento.
375
Ouvindo este mar
Deitando na areia
A velha sereia
Querendo encantar
No quanto o cantar
Pudesse e incendeia
A vida rodeia
Sem nada tramar,
Somente o que tente
A luta frequente
Em ondas e sonhos,
E bebo o que havia
Em tal fantasia,
Em medos risonhos.
376
Não vejo o que possa
Trazer novo passo
Aonde não traço
A vida remoça
Ou mesmo destroça
O que jamais caço
Vagando no espaço
Buscando a palhoça
A luta se faz
De tal forma e quando
O mundo rodando
Em passo tenaz
Espera o que trame
Diverso ditame.
377
Preciso falar
Dos dias sutis
E sei do que quis
Aonde encontrar
A luta a moldar
Os dias senis
O céu sempre gris
Sem nada a aportar
O verso mais belo
E quando revelo
Ausência de luz,
Somente o vazio
Em tom mais sombrio
Meu canto traduz.
378
No prazo que tente
Vestir esperança
A vida me lança
E sei do batente
Por vezes alente
O que confiança
Gerasse e não trança
No mundo demente,
Envolto na trama
Que tanto reclama
Da vida sem paz,
Domino o vazio
Num mundo sombrio
Meu passo é tenaz.
379
Apressando o passo
O verso conheço
E sei do tropeço
Enquanto embaraço
Meu mundo no escasso
Cenário e mereço
O velho adereço
Enquanto inda o traço,
Respaldos diversos
Em dias dispersos
Matando o que um dia
Pudesse talvez
Trazer sensatez,
E nada veria.
380
Não vejo o que tens
E nada reflete
O quanto compete
Aos dias e bens,
Sem medo tu vens
A paz canivete
Ao todo arremete
E traz os desdéns,
Apresento o rumo
E quando o consumo
Bebendo este sal,
Amargo regresso,
O quanto confesso
Expressa este mal.
361
O momento rude se desenha
E envolve o coração sem mais cuidado
E seja da maneira como venha
Meu canto noutro rumo desolado,
A luta se anuncia e desta penha
Apenas o cenário destroçado,
O verso invadisse o meu anseio
E nada do que possa tento ver
Olhando para além em devaneio
O corte se anuncia em desprazer,
Quem dera percorrendo o velho veio
Pudesse vislumbrar o amanhecer.
Reparo o quanto venha a cada sol,
Roubando dos teus olhos o farol.
362
Não pude e não tivera qualquer chance
De ver após a queda algum instante
Aonde o meu passo sempre avance
E molde outro cenário deslumbrante,
Respaldos onde pude e já se lance
A vida que buscara num rompante,
E sigo o que se deixa acreditar
Nos ermos de uma noite solitária
Ainda quando beba algum luar
A luta se desenha temerária,
E o corte num momento aprofundar
Gerando a sorte amarga e temporária.
Escusas entre medos e mais nada
Traduz o que pudesse em escalada.
363
A morte já redime o sofrimento
E traz no olhar impávido sossego,
O quanto que tentara e mesmo tento
Sem ter da vida algum atroz apego,
E quando se espalhando em pleno vento,
Meu canto se desenha em rude emprego.
Vagasse sem destino noite e dia,
Cansado de lutar e nada ter,
Ainda que pudesse moldaria
A vida num audaz amanhecer,
A sorte se mostrara mais sombria
Sem nada que tentasse obedecer.
O mundo se anuncia em medo e tédio
E nada prenuncia algum remédio.
364
Escondo dos meus olhos este brilho
Diverso do que tanto procurei,
A luta se desenha enquanto a trilho
Tentando desvendar superna grei,
E quando na verdade enfim palmilho
O verso aonde o nada eu encontrei.
Restauro com a fúria de quem ama
A sorte sem sentido do passado,
E tento anunciar em nova chama
O mundo com seu canto sem enfado,
E tanto quanto a vida ora me clama
O tempo se desenha enquanto evado.
Esqueço dos meus dias entre enganos
E bebo dos anseios mais profanos.
365
Não pude desejar a melhor sorte
A quem se fez aquém do quanto a quis,
O mundo se traduz enquanto aborte
O sonho que tentara ser feliz,
E quando se anuncia em ledo norte,
Seguindo a velha estrada por um triz.
Jamais imaginasse qualquer passo
Aonde o que molda dita além
Domino mansamente o meu cansaço
E sei do quanto a vida sempre tem,
Cerzindo com terror o que desfaço
Vagando sem sentido, e nada vem.
Apenas apresento o que queira
Marcando a minha sorte derradeira.
366
Além do roto espaço que se veja
O tempo não presume liberdade,
E sei do quanto vale esta peleja
Enquanto o dia a dia nos degrade,
O mundo de tal forma se deseja
Ausenta dos meus olhos, claridade.
Esboço uma pergunta e sem resposta
A morte se aproxima claramente
E tanto quanto a vida me desgosta
Memória vez em quando volta e mente,
O caos ousando em face decomposta,
Atando dia a dia esta corrente.
Jamais se emoldurasse o que não traço
Num mundo sem sentido e tão escasso.
367
Erguendo o mesmo brinde, blindo a vida
E tento acreditar noutra esperança
A vida sem sentido desprovida
Do tempo aonde o nada nos alcança
A lenta caminhada decidida
Nos ermos de uma vaga confiança.
Mergulho nos entulhos de um passado
Aonde o que se fez não mais teria
Sequer o que carrego do meu lado
Na noite tão atroz quanto sombria
E vejo o que inda trago e se me evado
Não mais pudesse ver o claro dia.
Esboço reações e inutilmente
O tempo de outro tanto agora ausente.
368
Bebendo cada gole desta luta
Sangrenta noite invade o que se fez
E sei da solidão deveras bruta
E nisto o meu caminho insensatez,
A sorte sem proveito não reluta
E o tanto que se quer ora não vês,
Realço com meu medo o que se tente
Vagando sem descanso céu e mar,
E mesmo que se molda imprevidente
Cansado de deveras divagar,
O mundo de meus olhos já se ausente
E o tempo bota as coisas no lugar.
Expando com meu sonho o que contive,
E esta alma sem sentido, sobrevive.
369
Não tendo qualquer luz aonde um dia
Versando sobre o medo não trouxera
Senão a mesma face em agonia
Deixando para trás qualquer quimera
A vida na verdade desafia
E cada novo passo destemera.
Versando sobre o nada que inda trago
Galgando o que pudera ser além
A vida se anuncia em rude estrago
E bebo do passado o que ele tem
Jamais imaginasse onde divago
Verdugo desta vida em vão desdém,
Realces entre quedas e tormentas
Dos sonhos tantos vãos ora alimentas.
370
Nadando contra a fúria das marés
E sendo de tal forma comedido,
O passo se moldando num revés
O canto noutro engodo o dilapido,
A vida se apresenta em tal viés
E vejo o meu caminho resumido,
Não pude acreditar no que se quis
E mesmo se tentasse não veria
A luta desenhada em céu mais gris
O corte traz a face mais sombria,
E sei do que pudera em cicatriz
Marcando com terror em agonia
A vida aonde o medo traduzisse
Apenas tão somente esta mesmice.
O momento rude se desenha
E envolve o coração sem mais cuidado
E seja da maneira como venha
Meu canto noutro rumo desolado,
A luta se anuncia e desta penha
Apenas o cenário destroçado,
O verso invadisse o meu anseio
E nada do que possa tento ver
Olhando para além em devaneio
O corte se anuncia em desprazer,
Quem dera percorrendo o velho veio
Pudesse vislumbrar o amanhecer.
Reparo o quanto venha a cada sol,
Roubando dos teus olhos o farol.
362
Não pude e não tivera qualquer chance
De ver após a queda algum instante
Aonde o meu passo sempre avance
E molde outro cenário deslumbrante,
Respaldos onde pude e já se lance
A vida que buscara num rompante,
E sigo o que se deixa acreditar
Nos ermos de uma noite solitária
Ainda quando beba algum luar
A luta se desenha temerária,
E o corte num momento aprofundar
Gerando a sorte amarga e temporária.
Escusas entre medos e mais nada
Traduz o que pudesse em escalada.
363
A morte já redime o sofrimento
E traz no olhar impávido sossego,
O quanto que tentara e mesmo tento
Sem ter da vida algum atroz apego,
E quando se espalhando em pleno vento,
Meu canto se desenha em rude emprego.
Vagasse sem destino noite e dia,
Cansado de lutar e nada ter,
Ainda que pudesse moldaria
A vida num audaz amanhecer,
A sorte se mostrara mais sombria
Sem nada que tentasse obedecer.
O mundo se anuncia em medo e tédio
E nada prenuncia algum remédio.
364
Escondo dos meus olhos este brilho
Diverso do que tanto procurei,
A luta se desenha enquanto a trilho
Tentando desvendar superna grei,
E quando na verdade enfim palmilho
O verso aonde o nada eu encontrei.
Restauro com a fúria de quem ama
A sorte sem sentido do passado,
E tento anunciar em nova chama
O mundo com seu canto sem enfado,
E tanto quanto a vida ora me clama
O tempo se desenha enquanto evado.
Esqueço dos meus dias entre enganos
E bebo dos anseios mais profanos.
365
Não pude desejar a melhor sorte
A quem se fez aquém do quanto a quis,
O mundo se traduz enquanto aborte
O sonho que tentara ser feliz,
E quando se anuncia em ledo norte,
Seguindo a velha estrada por um triz.
Jamais imaginasse qualquer passo
Aonde o que molda dita além
Domino mansamente o meu cansaço
E sei do quanto a vida sempre tem,
Cerzindo com terror o que desfaço
Vagando sem sentido, e nada vem.
Apenas apresento o que queira
Marcando a minha sorte derradeira.
366
Além do roto espaço que se veja
O tempo não presume liberdade,
E sei do quanto vale esta peleja
Enquanto o dia a dia nos degrade,
O mundo de tal forma se deseja
Ausenta dos meus olhos, claridade.
Esboço uma pergunta e sem resposta
A morte se aproxima claramente
E tanto quanto a vida me desgosta
Memória vez em quando volta e mente,
O caos ousando em face decomposta,
Atando dia a dia esta corrente.
Jamais se emoldurasse o que não traço
Num mundo sem sentido e tão escasso.
367
Erguendo o mesmo brinde, blindo a vida
E tento acreditar noutra esperança
A vida sem sentido desprovida
Do tempo aonde o nada nos alcança
A lenta caminhada decidida
Nos ermos de uma vaga confiança.
Mergulho nos entulhos de um passado
Aonde o que se fez não mais teria
Sequer o que carrego do meu lado
Na noite tão atroz quanto sombria
E vejo o que inda trago e se me evado
Não mais pudesse ver o claro dia.
Esboço reações e inutilmente
O tempo de outro tanto agora ausente.
368
Bebendo cada gole desta luta
Sangrenta noite invade o que se fez
E sei da solidão deveras bruta
E nisto o meu caminho insensatez,
A sorte sem proveito não reluta
E o tanto que se quer ora não vês,
Realço com meu medo o que se tente
Vagando sem descanso céu e mar,
E mesmo que se molda imprevidente
Cansado de deveras divagar,
O mundo de meus olhos já se ausente
E o tempo bota as coisas no lugar.
Expando com meu sonho o que contive,
E esta alma sem sentido, sobrevive.
369
Não tendo qualquer luz aonde um dia
Versando sobre o medo não trouxera
Senão a mesma face em agonia
Deixando para trás qualquer quimera
A vida na verdade desafia
E cada novo passo destemera.
Versando sobre o nada que inda trago
Galgando o que pudera ser além
A vida se anuncia em rude estrago
E bebo do passado o que ele tem
Jamais imaginasse onde divago
Verdugo desta vida em vão desdém,
Realces entre quedas e tormentas
Dos sonhos tantos vãos ora alimentas.
370
Nadando contra a fúria das marés
E sendo de tal forma comedido,
O passo se moldando num revés
O canto noutro engodo o dilapido,
A vida se apresenta em tal viés
E vejo o meu caminho resumido,
Não pude acreditar no que se quis
E mesmo se tentasse não veria
A luta desenhada em céu mais gris
O corte traz a face mais sombria,
E sei do que pudera em cicatriz
Marcando com terror em agonia
A vida aonde o medo traduzisse
Apenas tão somente esta mesmice.
351
O caminho aonde eu traço
O que tanto quis outrora
Noutro rumo o velho laço
Tão somente desancora,
E se possa mais escasso
O momento sem demora,
O cenário não reflete
O que esta alma desejara
Num alarme o que compete
Traduzisse em noite amara,
Nos olhos o canivete,
O vazio desampara.
O meu mundo sem sustento
Não refaz o quanto tento.
352
Ousaria acreditar
Nos medonhos dias. Vago
Sem saber sequer chegar
Nas entranhas deste afago,
E o meu mundo, morto o mar
Traz apenas mais um trago.
E se bebo do veneno
Que trouxeste, mansamente
Pouco a pouco eu me condeno
Onde o verso não atente
Para o tempo onde sereno,
Outro rumo se apresente.
O meu prazo em desencanto
Nada mais possa ou garanto.
353
Esbravejo contra a sorte
Que talvez inda mostrasse
O que possa ou não suporte,
E se dita em desenlace
Bem diverso do que corte
E transcende à rude face.
Expressões diversas, medo
Excrescências entre vãos
Os momentos que concedo
Em tormentos feitos nãos
Os meus dias sem segredo,
Mortos; vejo os velhos grãos.
A sensata luz que havia
Hoje morre atroz, sombria.
354
Nas palavras mais gentis
Ou nos ermos de minha alma
O que possa e já não quis
Tantas vezes nega a calma,
Conhecendo o céu tão gris
Por inteiro, sonho e palma,
Na insensata noite escusa
O meu verso não presume
O que tanto a vida abusa
E moldando em vago estrume
Esta sorte mais confusa
Procurando qualquer lume.
Esperando após a queda
O que tanto a sorte veda.
355
Não mereço nova chance
E talvez ainda veja
Onde o sonho não alcance
Revertendo esta peleja,
O meu tempo ora se lance
No que possa e não poreja.
Apresento o caos e bebo
O que pude imaginar
Amor sendo um vão placebo
Nesta angústia a se mostrar,
E do pouco que recebo
Mal pudesse caminhar.
Nada mais se vendo após
Desfilamos sobre os pós.
356
Não se vendo qualquer luz
Onde o quanto fora pouco
O meu tempo onde o propus
Traz o ritmo quase louco,
E gritando sem ter jus
O meu verso morre rouco.
Adentrando este vazio
Onde o manto se remete
Ao que possa e não recrio
Na incerteza me arremete
Num insano e longo estio.
E meu verso ora repete.
Vagão sem locomotiva
A esperança sobreviva?
357
Num anseio onde não veja
A incerteza dita a regra
E se possa enquanto seja
A verdade desintegra
O caminho não poreja
O que possa; dor integra.
A velhaca sensação
Desmontando o quanto havia
Na diversa imprevisão
Da tormenta dia a dia,
Outros temos me trarão
O que fora fantasia.
Nada mais restando em mim,
Bebo a morte e sei meu fim.
358
Na verdade o que se quer
Expressasse o quanto veio
Sem saber e se vier
Encontrando o mundo alheio,
Versejando sem sequer
Esboçar um devaneio.
Outra vez nada se tente
Nem ausente em vaga luz,
O meu passo imprevidente
Na verdade não conduz
Ao que possa impertinente
Refletir o que faz jus.
Nesta areia movediça
Novo tempo já não viça.
359
Marcas frias de uma vida
Desenhada a ferro e fogo,
Uma estrada destruída
Outro tempo em ledo rogo,
Nesta ausência presumida
Perco a essência deste jogo
Arrogantemente a sorte
Sem saber o que inda tenha
No final já desconforte
E deveras não convenha
Resumindo cada corte
Onde a sorte não mais venha.
Vejo o caos e sei do quanto
Meu momento em vão espanto.
360
Jorra em pútrida lembrança
A verdade mais atroz
E se tanto a vida alcança
No vazio sei a foz,
E quem dera em esperança
Procurar ir logo após,
O meu verso ora inaudito
O que tanto se presume,
Na verdade necessito
Tão somente de algum lume
O meu mundo onde acredito
Mata o sonho em vago ardume.
Dos cardumes em terrores
Outros ermos onde fores.
O caminho aonde eu traço
O que tanto quis outrora
Noutro rumo o velho laço
Tão somente desancora,
E se possa mais escasso
O momento sem demora,
O cenário não reflete
O que esta alma desejara
Num alarme o que compete
Traduzisse em noite amara,
Nos olhos o canivete,
O vazio desampara.
O meu mundo sem sustento
Não refaz o quanto tento.
352
Ousaria acreditar
Nos medonhos dias. Vago
Sem saber sequer chegar
Nas entranhas deste afago,
E o meu mundo, morto o mar
Traz apenas mais um trago.
E se bebo do veneno
Que trouxeste, mansamente
Pouco a pouco eu me condeno
Onde o verso não atente
Para o tempo onde sereno,
Outro rumo se apresente.
O meu prazo em desencanto
Nada mais possa ou garanto.
353
Esbravejo contra a sorte
Que talvez inda mostrasse
O que possa ou não suporte,
E se dita em desenlace
Bem diverso do que corte
E transcende à rude face.
Expressões diversas, medo
Excrescências entre vãos
Os momentos que concedo
Em tormentos feitos nãos
Os meus dias sem segredo,
Mortos; vejo os velhos grãos.
A sensata luz que havia
Hoje morre atroz, sombria.
354
Nas palavras mais gentis
Ou nos ermos de minha alma
O que possa e já não quis
Tantas vezes nega a calma,
Conhecendo o céu tão gris
Por inteiro, sonho e palma,
Na insensata noite escusa
O meu verso não presume
O que tanto a vida abusa
E moldando em vago estrume
Esta sorte mais confusa
Procurando qualquer lume.
Esperando após a queda
O que tanto a sorte veda.
355
Não mereço nova chance
E talvez ainda veja
Onde o sonho não alcance
Revertendo esta peleja,
O meu tempo ora se lance
No que possa e não poreja.
Apresento o caos e bebo
O que pude imaginar
Amor sendo um vão placebo
Nesta angústia a se mostrar,
E do pouco que recebo
Mal pudesse caminhar.
Nada mais se vendo após
Desfilamos sobre os pós.
356
Não se vendo qualquer luz
Onde o quanto fora pouco
O meu tempo onde o propus
Traz o ritmo quase louco,
E gritando sem ter jus
O meu verso morre rouco.
Adentrando este vazio
Onde o manto se remete
Ao que possa e não recrio
Na incerteza me arremete
Num insano e longo estio.
E meu verso ora repete.
Vagão sem locomotiva
A esperança sobreviva?
357
Num anseio onde não veja
A incerteza dita a regra
E se possa enquanto seja
A verdade desintegra
O caminho não poreja
O que possa; dor integra.
A velhaca sensação
Desmontando o quanto havia
Na diversa imprevisão
Da tormenta dia a dia,
Outros temos me trarão
O que fora fantasia.
Nada mais restando em mim,
Bebo a morte e sei meu fim.
358
Na verdade o que se quer
Expressasse o quanto veio
Sem saber e se vier
Encontrando o mundo alheio,
Versejando sem sequer
Esboçar um devaneio.
Outra vez nada se tente
Nem ausente em vaga luz,
O meu passo imprevidente
Na verdade não conduz
Ao que possa impertinente
Refletir o que faz jus.
Nesta areia movediça
Novo tempo já não viça.
359
Marcas frias de uma vida
Desenhada a ferro e fogo,
Uma estrada destruída
Outro tempo em ledo rogo,
Nesta ausência presumida
Perco a essência deste jogo
Arrogantemente a sorte
Sem saber o que inda tenha
No final já desconforte
E deveras não convenha
Resumindo cada corte
Onde a sorte não mais venha.
Vejo o caos e sei do quanto
Meu momento em vão espanto.
360
Jorra em pútrida lembrança
A verdade mais atroz
E se tanto a vida alcança
No vazio sei a foz,
E quem dera em esperança
Procurar ir logo após,
O meu verso ora inaudito
O que tanto se presume,
Na verdade necessito
Tão somente de algum lume
O meu mundo onde acredito
Mata o sonho em vago ardume.
Dos cardumes em terrores
Outros ermos onde fores.
341
Mapeio esta sorte
Moldada do nada
E quanto comporte
Gerando a virada
Do tempo onde o norte
Não traga esta alçada
Vestígios do peso
Vergando o costado,
E estando surpreso
Meu mundo calado,
Com certo desprezo
O passo vedado.
Mal posso sentir
O quanto há de vir.
342
Não vejo o que tente
Sequer o cenário
E mesmo descrente
Vagar solitário
Presume o que ausente
Do tempo o sol vário,
Acendo o pavio
E bebo este lume
A luta desfio
E nada presume
Somente o vazio
Em rude costume,
O preço a pagar
Já não há lugar.
343
Não quero o que um dia
Pudesse ir além
Da sorte sombria
Envolto em desdém,
A morte me guia
E nada convém.
O marco feroz
Do que se fez vida,
Ausência de voz
A sorte remida
O canto este algoz
Aumenta a ferida,
E sei do que temo
Em medo supremo.
344
Não tento outro atento
Caminho onde o mundo
Transido no vento
Enquanto aprofundo,
Viver desalento
E sei deste imundo
Cenário vacante
Aonde não veja
O que não garante
Nem mesmo deseja
A luta outro instante
Expressa a peleja
Cansado da guerra
Meu tempo se encerra.
345
Não pude sentir
Sequer qualquer luz
E sem ter porvir
O tanto reduz
O quanto há de vir
E nada produz,
Cerzindo o passado,
O verso se alenta
Canto embolorado
Adentro a tormenta
E bebo o que evado
Em noite sangrenta.
Reparo este engano
Enquanto me dano.
346
Marcando o compasso
Aonde não resta
Sequer menor traço
Da luta funesta
E sei que desfaço
A vida sem festa,
A morte aproxima
Redime os enganos
E sei deste clima
Em dias profanos,
O mundo se estima
Em versos e danos.
Esqueço o que trago,
Apenas o estrago.
347
Não mais quero o canto
Aonde pudera
Vencer desencanto
E sei da insincera
Versão e garanto
O tempo não gera
Sequer o bravio
Momento em tal fúria
O quanto desvio
Traduz a penúria
E neste pavio,
A luta é incúria.
O verso não traz
Sequer mesmo a paz.
348
Resumo do fato
Que possa deixar
E quando constato
Ausente luar
A vida eu retrato
Sem nada escoltar.
Vagar sem sentido
Ou mesmo fronteira
Trazer o que olvido
Quer queira ou não queira
O que dilapido
Aos poucos se esgueira.
Reparo este engano
E sei que me dano.
349
No verso sem rumo
No tempo perverso,
O quanto acostumo
Deveras disperso
E tento este insumo
Enquanto aquém verso,
Esqueço meu tempo
E vivo o vazio,
Onde há passatempo
Não mais desafio
Viver contratempo
Resvala onde o crio.
Navego sem senso
Num mar mero e denso.
350
Marcante vontade
De quem se fez tanto
O quanto em invade
Deveras garanto,
Fatal sanidade,
Expressa este espanto.
O mundo em redoma
Implode o que trago
E sei do que toma
A vida em estrago,
Marcando esta soma,
Enquanto divago.
O preço sonega
A sorte tão cega.
Mapeio esta sorte
Moldada do nada
E quanto comporte
Gerando a virada
Do tempo onde o norte
Não traga esta alçada
Vestígios do peso
Vergando o costado,
E estando surpreso
Meu mundo calado,
Com certo desprezo
O passo vedado.
Mal posso sentir
O quanto há de vir.
342
Não vejo o que tente
Sequer o cenário
E mesmo descrente
Vagar solitário
Presume o que ausente
Do tempo o sol vário,
Acendo o pavio
E bebo este lume
A luta desfio
E nada presume
Somente o vazio
Em rude costume,
O preço a pagar
Já não há lugar.
343
Não quero o que um dia
Pudesse ir além
Da sorte sombria
Envolto em desdém,
A morte me guia
E nada convém.
O marco feroz
Do que se fez vida,
Ausência de voz
A sorte remida
O canto este algoz
Aumenta a ferida,
E sei do que temo
Em medo supremo.
344
Não tento outro atento
Caminho onde o mundo
Transido no vento
Enquanto aprofundo,
Viver desalento
E sei deste imundo
Cenário vacante
Aonde não veja
O que não garante
Nem mesmo deseja
A luta outro instante
Expressa a peleja
Cansado da guerra
Meu tempo se encerra.
345
Não pude sentir
Sequer qualquer luz
E sem ter porvir
O tanto reduz
O quanto há de vir
E nada produz,
Cerzindo o passado,
O verso se alenta
Canto embolorado
Adentro a tormenta
E bebo o que evado
Em noite sangrenta.
Reparo este engano
Enquanto me dano.
346
Marcando o compasso
Aonde não resta
Sequer menor traço
Da luta funesta
E sei que desfaço
A vida sem festa,
A morte aproxima
Redime os enganos
E sei deste clima
Em dias profanos,
O mundo se estima
Em versos e danos.
Esqueço o que trago,
Apenas o estrago.
347
Não mais quero o canto
Aonde pudera
Vencer desencanto
E sei da insincera
Versão e garanto
O tempo não gera
Sequer o bravio
Momento em tal fúria
O quanto desvio
Traduz a penúria
E neste pavio,
A luta é incúria.
O verso não traz
Sequer mesmo a paz.
348
Resumo do fato
Que possa deixar
E quando constato
Ausente luar
A vida eu retrato
Sem nada escoltar.
Vagar sem sentido
Ou mesmo fronteira
Trazer o que olvido
Quer queira ou não queira
O que dilapido
Aos poucos se esgueira.
Reparo este engano
E sei que me dano.
349
No verso sem rumo
No tempo perverso,
O quanto acostumo
Deveras disperso
E tento este insumo
Enquanto aquém verso,
Esqueço meu tempo
E vivo o vazio,
Onde há passatempo
Não mais desafio
Viver contratempo
Resvala onde o crio.
Navego sem senso
Num mar mero e denso.
350
Marcante vontade
De quem se fez tanto
O quanto em invade
Deveras garanto,
Fatal sanidade,
Expressa este espanto.
O mundo em redoma
Implode o que trago
E sei do que toma
A vida em estrago,
Marcando esta soma,
Enquanto divago.
O preço sonega
A sorte tão cega.
331
O tempo não pára
Tampouco se vê
A sorte em apara
E tento um por que,
Mas sei desta rara
Visão que se crê
Talvez mesmo possa
Mudar o caminho
E sei desta fossa
Aonde me alinho
E quando destroça
Eu sigo sozinho.
Sem nada adiante
Um vago farsante.
332
Não pude sentir
Sequer este vento
E sem o porvir
Viver sentimento
Diverso a remir
O quanto ora tento.
Aprendo com nada
E navego ao fim
Da velha escalada
Marcada em jardim
Matando esta estrada
E nela antes vim.
Ousar neste ocaso
O quanto me atraso.
333
Não possa prever
O quanto se sente
A vida a perder
O rumo demente
E sei do viver
Sempre tolamente.
O prazo findando
O tempo sem nexo
O mundo que abrando
Com total reflexo
Espero outro quando
Meu verso é perplexo.
O peso da vida
Na sorte estendida.
334
Esqueço o passado
E tento o futuro,
O verso onde invado
Marcante, torturo
E bebo tal fado
Num tempo rude e escuro.
A luta em fastio
O mundo sem termo
Pousando vazio
Aonde este enfermo
Pudera sombrio
Viver sem ser ermo.
Jazigo do sonho
Meu verso componho.
335
A morte rondando
A casa de quem
Já tanto lutando
Enfrenta o desdém
E sabe até quando
O nada convém,
Esqueço o meu rude
Cenário em fastio,
O tanto que ilude,
O mar mais bravio,
O mundo, a atitude
Atroz desafio.
Negar o que resta
Em noite funesta.
336
Sorvendo o veneno
Que um dia me deste
E quando sereno
A vida se empeste.
O prazo onde aceno
Não suporta o teste.
Respaldos que tento
Ou mesmo pudera
Vencer desatento
Cenário onde a fera
Marcando no vento
A lida ora austera.
A senda distante
Já nada garante.
337
Não quero seguir.
Cansado da luta
O quanto há de vir
Expressa e reluta
O que no porvir
Traduz força bruta.
A morte me ronda
E bebendo um gole
A vida em tal onda
No passo onde atole
A sorte não sonda
Enquanto me assole.
O verso sem lume
A vida o resume.
338
Não pude prever
O que inda teria
Total desprazer
Na noite vazia
O mundo a colher
A sorte sombria.
O vento onde apenas
As cenas repito,
E quando condenas
O mar infinito
Expressa e envenenas
Meu tempo que omito.
Repare o vazio
E nele outro estio.
339
O verso que um dia
Pudesse sorver
Em tal agonia
Matar e morrer
Na sorte que guia
O quanto quis ter,
O mundo sem nexo
O canto sem rumo
O tanto complexo
Meu mundo consumo
E sigo perplexo
Envolto em vão sumo,
Somando o jamais
Não vejo outro cais.
340
Acasos e casos
Diversos e rudes
E quanto em descasos
Também tu me iludes,
As sortes e atrasos
Fatais atitudes,
No parto negado
No aborto onde veja
O mundo ora evado
E sinto a peleja
No corpo marcado
A morte se almeja.
O marco voraz
O verso mordaz.
O tempo não pára
Tampouco se vê
A sorte em apara
E tento um por que,
Mas sei desta rara
Visão que se crê
Talvez mesmo possa
Mudar o caminho
E sei desta fossa
Aonde me alinho
E quando destroça
Eu sigo sozinho.
Sem nada adiante
Um vago farsante.
332
Não pude sentir
Sequer este vento
E sem o porvir
Viver sentimento
Diverso a remir
O quanto ora tento.
Aprendo com nada
E navego ao fim
Da velha escalada
Marcada em jardim
Matando esta estrada
E nela antes vim.
Ousar neste ocaso
O quanto me atraso.
333
Não possa prever
O quanto se sente
A vida a perder
O rumo demente
E sei do viver
Sempre tolamente.
O prazo findando
O tempo sem nexo
O mundo que abrando
Com total reflexo
Espero outro quando
Meu verso é perplexo.
O peso da vida
Na sorte estendida.
334
Esqueço o passado
E tento o futuro,
O verso onde invado
Marcante, torturo
E bebo tal fado
Num tempo rude e escuro.
A luta em fastio
O mundo sem termo
Pousando vazio
Aonde este enfermo
Pudera sombrio
Viver sem ser ermo.
Jazigo do sonho
Meu verso componho.
335
A morte rondando
A casa de quem
Já tanto lutando
Enfrenta o desdém
E sabe até quando
O nada convém,
Esqueço o meu rude
Cenário em fastio,
O tanto que ilude,
O mar mais bravio,
O mundo, a atitude
Atroz desafio.
Negar o que resta
Em noite funesta.
336
Sorvendo o veneno
Que um dia me deste
E quando sereno
A vida se empeste.
O prazo onde aceno
Não suporta o teste.
Respaldos que tento
Ou mesmo pudera
Vencer desatento
Cenário onde a fera
Marcando no vento
A lida ora austera.
A senda distante
Já nada garante.
337
Não quero seguir.
Cansado da luta
O quanto há de vir
Expressa e reluta
O que no porvir
Traduz força bruta.
A morte me ronda
E bebendo um gole
A vida em tal onda
No passo onde atole
A sorte não sonda
Enquanto me assole.
O verso sem lume
A vida o resume.
338
Não pude prever
O que inda teria
Total desprazer
Na noite vazia
O mundo a colher
A sorte sombria.
O vento onde apenas
As cenas repito,
E quando condenas
O mar infinito
Expressa e envenenas
Meu tempo que omito.
Repare o vazio
E nele outro estio.
339
O verso que um dia
Pudesse sorver
Em tal agonia
Matar e morrer
Na sorte que guia
O quanto quis ter,
O mundo sem nexo
O canto sem rumo
O tanto complexo
Meu mundo consumo
E sigo perplexo
Envolto em vão sumo,
Somando o jamais
Não vejo outro cais.
340
Acasos e casos
Diversos e rudes
E quanto em descasos
Também tu me iludes,
As sortes e atrasos
Fatais atitudes,
No parto negado
No aborto onde veja
O mundo ora evado
E sinto a peleja
No corpo marcado
A morte se almeja.
O marco voraz
O verso mordaz.
321
Negar o que possa
Após o tormento
Aonde se esboça
Vital sofrimento
A vida em tal fossa
Deveras eu tento,
Mas sei que no rude
Momento sem rumo,
Tanto desilude
E quando me aprumo
Marcar a atitude
Num vago resumo.
Apenas terei
A ausência de lei.
322
Ousando em cinzel
Tentar transformar
A vida em cruel
Cenário a moldar
Aonde quis céu,
Mudando o lugar
Vazio farnel
E nada a traçar;
Depois do que tanto
Pudesse sentir
O mundo garanto
Sem me redimir
No caos onde espanto
Ausente porvir,
O tempo se esgota
Sem nexo e sem rota.
323
Apresento o fim
Do quanto pudesse
Vencer dentro em mim
Sem medos e prece
Traçando o motim
Aonde se esquece,
A vida não traz
Sementes ou grão,
E sei do tenaz
Caminho ora em vão,
A sorte sem paz,
Total turbilhão,
Bebendo este fel,
O vento cruel.
324
Não pude e nem tento
Saber do que um dia
Vivesse em momento
Real fantasia
A luta, o tormento
Jamais mudaria.
O caos se adentrando
Aonde quisera
A vida em tom brando,
Mas sei quanto austera
A sorte moldando
O bote da fera;
Um pária somente
Negasse a semente.
325
Sonetos diversos
Em versos que tento
Ousando universos
Buscando este alento
E sei dos perversos
Cenários ao vento.
Reparo este engano
E bebo o vazio
E sei que me dano
Quando eu desafio
O canto profano
Ou tento e desfio
Vencer sem sucesso,
O que mais confesso.
326
Não tive tal sorte
E nem se a quisesse
Se a vida conforte,
Talvez numa prece
Pudesse ser forte
E o tempo se esquece,
Do vento no rosto
Do canto sem trama
E sendo composto
Meu mundo já clama
Vencer tal desgosto
Aplacando a chama.
Nos dramas sutis
Meu mundo desdiz.
327
Levasse adiante
O plano que um dia
Pudesse e garante
O quanto viria
Da vida, a farsante
Em leda agonia.
O prazo se finda
A luta prossegue
O quanto me blinda
No fim não consegue,
Vencer mesmo ainda
O que me persegue.
Resumo em talvez
O quanto não vês.
328
Escrevo teu nome
Nas tramas, cometa
E o quanto consome
No fim não prometa
Sequer o que some
Ou mesmo arremeta,
Vestígios de vida
Aonde a mortalha
Deveras tecida
Em nada se espalha
A sorte perdida,
É fogo de palha.
O canto redima
A vida em vil clima.
329
Um pouco de luz
Em meio ao sombrio
Caminho onde pus
O que desafio,
E ao nada conduz
Deveras tal fio,
O rústico passo
O velho cenário
Aonde não traço
Meu canto, corsário
Entregue ao cansaço
Sem medo e sem páreo.
O prazo findasse
Torpe desenlace.
330
Não quero outro canto
Sequer poderia
A vida eu garanto
Matando outro dia
O medo onde espanto
A noite sombria,
Calando no peito
O verso que oprima
E quando me deito
Desvendo este clima
E em vão me deleito
Sem ter auto-estima.
Morrer, solução?
Igual solidão...
Negar o que possa
Após o tormento
Aonde se esboça
Vital sofrimento
A vida em tal fossa
Deveras eu tento,
Mas sei que no rude
Momento sem rumo,
Tanto desilude
E quando me aprumo
Marcar a atitude
Num vago resumo.
Apenas terei
A ausência de lei.
322
Ousando em cinzel
Tentar transformar
A vida em cruel
Cenário a moldar
Aonde quis céu,
Mudando o lugar
Vazio farnel
E nada a traçar;
Depois do que tanto
Pudesse sentir
O mundo garanto
Sem me redimir
No caos onde espanto
Ausente porvir,
O tempo se esgota
Sem nexo e sem rota.
323
Apresento o fim
Do quanto pudesse
Vencer dentro em mim
Sem medos e prece
Traçando o motim
Aonde se esquece,
A vida não traz
Sementes ou grão,
E sei do tenaz
Caminho ora em vão,
A sorte sem paz,
Total turbilhão,
Bebendo este fel,
O vento cruel.
324
Não pude e nem tento
Saber do que um dia
Vivesse em momento
Real fantasia
A luta, o tormento
Jamais mudaria.
O caos se adentrando
Aonde quisera
A vida em tom brando,
Mas sei quanto austera
A sorte moldando
O bote da fera;
Um pária somente
Negasse a semente.
325
Sonetos diversos
Em versos que tento
Ousando universos
Buscando este alento
E sei dos perversos
Cenários ao vento.
Reparo este engano
E bebo o vazio
E sei que me dano
Quando eu desafio
O canto profano
Ou tento e desfio
Vencer sem sucesso,
O que mais confesso.
326
Não tive tal sorte
E nem se a quisesse
Se a vida conforte,
Talvez numa prece
Pudesse ser forte
E o tempo se esquece,
Do vento no rosto
Do canto sem trama
E sendo composto
Meu mundo já clama
Vencer tal desgosto
Aplacando a chama.
Nos dramas sutis
Meu mundo desdiz.
327
Levasse adiante
O plano que um dia
Pudesse e garante
O quanto viria
Da vida, a farsante
Em leda agonia.
O prazo se finda
A luta prossegue
O quanto me blinda
No fim não consegue,
Vencer mesmo ainda
O que me persegue.
Resumo em talvez
O quanto não vês.
328
Escrevo teu nome
Nas tramas, cometa
E o quanto consome
No fim não prometa
Sequer o que some
Ou mesmo arremeta,
Vestígios de vida
Aonde a mortalha
Deveras tecida
Em nada se espalha
A sorte perdida,
É fogo de palha.
O canto redima
A vida em vil clima.
329
Um pouco de luz
Em meio ao sombrio
Caminho onde pus
O que desafio,
E ao nada conduz
Deveras tal fio,
O rústico passo
O velho cenário
Aonde não traço
Meu canto, corsário
Entregue ao cansaço
Sem medo e sem páreo.
O prazo findasse
Torpe desenlace.
330
Não quero outro canto
Sequer poderia
A vida eu garanto
Matando outro dia
O medo onde espanto
A noite sombria,
Calando no peito
O verso que oprima
E quando me deito
Desvendo este clima
E em vão me deleito
Sem ter auto-estima.
Morrer, solução?
Igual solidão...
311
Eu quero saber
Do tempo sem volta
A via a perder
Traduz a revolta
Minha alma sem crer
No quanto se escolta
Do peso da vida
Que enverga quem sonha,
A luta servida
Em noite enfadonha,
Anseio esta lida
Assaz tão medonha.
Resumo do nada
Ausência de estrada...
312
Não quero o que possa
Trazer a ventura
A noite se é nossa
A paz já procura,
Mas quando se apossa
Gerando a tortura.
Marcando o vazio
Aonde pudera
A noite em tal frio
A vida se esmera
E gera o sombrio
Quando destempera.
O preço que cobra
Não permite sobra.
313
Vivendo sem rumo
Rimando o não ser
Aonde resumo
O quanto temer
No sonho em consumo
A morte faz ver
O fim do caminho
A lenta esperança
O verso daninho
O medo onde avança
O rito mesquinho
Em vã temperança
Sentido tão vago
E em vão eu divago.
314
Na sorte cruel
No verso que tramo,
O mundo em seu véu
Enquanto ora clamo
Vivo carrossel,
Sem rumo e sem amo,
Esbarro no fim
Do quanto quisesse
A vida que em mim
Não traz boa messe
E versando assim,
Já nada obedece.
O prazo findando
E o mundo é nefando.
315
Brasões onde outrora
Condados; terias,
A vida devora
Em noites vazias
A sorte se ancora
Fatais fantasias.
Meu passo sem norte
O tempo não resta
Depois do que corte
A noite me empesta
E quando a suporte
Vejo-a desonesta.
Somente demarco
O nada onde abarco.
316
No canto calado
O verso sem medo
O mundo que evado
O tempo eu concedo
E sei deste prado
Ausente segredo,
Esqueço o que tanto
Pudera diverso
E se não garanto
Sequer outro verso,
Apenas no espanto
Meu sonho disperso,
Perceba o resgate
Do quanto maltrate.
317
Negar o que tento
Ou mesmo persigo,
Enfrentando o vento
Em tal desabrigo,
A vida em tormento,
Sem nada prossigo.
Espero outro risco
E vivo sem ter
Além do confisco
O mundo a verter
Sinal onde arisco
Perdera o prazer.
Meu prazo se finda
E nada deslinda.
318
Aprendo com tanta
Loucura que trazes
A vida se espanta
Em ver tantas fases
Diversas e canta
Momentos mordazes,
Não pude e quem sabe
Jamais poderia
Ousar onde cabe
A noite sombria,
E quando desabe
A morte eu veria.
Sem ter um alento,
Vital sofrimento.
319
Choroso palmilho
Em sendas atrozes
Querendo algum brilho
Em dias ferozes,
Porém neste trilho
Sequer ouço as vozes.
Jamais pude ver
O quanto se tenta
A vida a verter
A rude tormenta
O mundo a perder
O quanto sustenta.
Apenas reflito
Meu sonho ora aflito.
320
Não quero caminho
Diverso e sensato
Aonde mesquinho
Meu mundo retrato
Vencendo o daninho
Momento, o desato.
Gravando no nada
A luta sem nexo,
A sorte negada
O mundo é reflexo
Da vida marcada
Em tom mais complexo,
Apenas teria
A noite sombria.
Eu quero saber
Do tempo sem volta
A via a perder
Traduz a revolta
Minha alma sem crer
No quanto se escolta
Do peso da vida
Que enverga quem sonha,
A luta servida
Em noite enfadonha,
Anseio esta lida
Assaz tão medonha.
Resumo do nada
Ausência de estrada...
312
Não quero o que possa
Trazer a ventura
A noite se é nossa
A paz já procura,
Mas quando se apossa
Gerando a tortura.
Marcando o vazio
Aonde pudera
A noite em tal frio
A vida se esmera
E gera o sombrio
Quando destempera.
O preço que cobra
Não permite sobra.
313
Vivendo sem rumo
Rimando o não ser
Aonde resumo
O quanto temer
No sonho em consumo
A morte faz ver
O fim do caminho
A lenta esperança
O verso daninho
O medo onde avança
O rito mesquinho
Em vã temperança
Sentido tão vago
E em vão eu divago.
314
Na sorte cruel
No verso que tramo,
O mundo em seu véu
Enquanto ora clamo
Vivo carrossel,
Sem rumo e sem amo,
Esbarro no fim
Do quanto quisesse
A vida que em mim
Não traz boa messe
E versando assim,
Já nada obedece.
O prazo findando
E o mundo é nefando.
315
Brasões onde outrora
Condados; terias,
A vida devora
Em noites vazias
A sorte se ancora
Fatais fantasias.
Meu passo sem norte
O tempo não resta
Depois do que corte
A noite me empesta
E quando a suporte
Vejo-a desonesta.
Somente demarco
O nada onde abarco.
316
No canto calado
O verso sem medo
O mundo que evado
O tempo eu concedo
E sei deste prado
Ausente segredo,
Esqueço o que tanto
Pudera diverso
E se não garanto
Sequer outro verso,
Apenas no espanto
Meu sonho disperso,
Perceba o resgate
Do quanto maltrate.
317
Negar o que tento
Ou mesmo persigo,
Enfrentando o vento
Em tal desabrigo,
A vida em tormento,
Sem nada prossigo.
Espero outro risco
E vivo sem ter
Além do confisco
O mundo a verter
Sinal onde arisco
Perdera o prazer.
Meu prazo se finda
E nada deslinda.
318
Aprendo com tanta
Loucura que trazes
A vida se espanta
Em ver tantas fases
Diversas e canta
Momentos mordazes,
Não pude e quem sabe
Jamais poderia
Ousar onde cabe
A noite sombria,
E quando desabe
A morte eu veria.
Sem ter um alento,
Vital sofrimento.
319
Choroso palmilho
Em sendas atrozes
Querendo algum brilho
Em dias ferozes,
Porém neste trilho
Sequer ouço as vozes.
Jamais pude ver
O quanto se tenta
A vida a verter
A rude tormenta
O mundo a perder
O quanto sustenta.
Apenas reflito
Meu sonho ora aflito.
320
Não quero caminho
Diverso e sensato
Aonde mesquinho
Meu mundo retrato
Vencendo o daninho
Momento, o desato.
Gravando no nada
A luta sem nexo,
A sorte negada
O mundo é reflexo
Da vida marcada
Em tom mais complexo,
Apenas teria
A noite sombria.
301
Já não pude conceber
Outro rumo em minha vida,
A vontade de saber
Desta senda em despedida,
Noutro passo tento ver
A verdade resumida
No caminho entremeado
De momentos mais cruéis,
Velejando sempre ao lado
De quem tenta em carrosséis
Novo rumo desenhado,
Invertendo estes papéis,
O que fora sonhador,
Hoje explode em vão temor.
302
Não se quer saber do fato
Sem sentido e sem proveito
Onde bebo o que constato
Noutro rumo e não aceito
Nem sequer o mais ingrato
Caminhar em ledo pleito,
Nada mais pudesse quando
O meu mundo fora assim,
Outro tempo desenhando
A verdade morta em mim,
O meu sonho desabando
Já traçando o ledo fim,
Nesta estrada sem sentido,
O meu rumo está perdido.
303
Nada mais
Do que quero
Vendavais
Onde espero,
Mas esvais,
Rude e fero.
Ouço o vento
Bebo a porta
E se tento
Sorte morta,
Sem provento
Sonho aborta.
Sigo aquém
Sem ninguém...
304
Meu canto perdido
Nas noites vazias
O tempo cedido
Enquanto querias
O sonho sentido
Nas horas vadias,
Acasos e quedas
Anseios e medo
E quando me enredas
Apenas concedo
As tramas que sedas
Marcando o degredo,
Não pude e talvez
Já nem mesmo crês.
305
O mundo se faz
Da forma cruel,
Aonde o mordaz
Presume tal véu
E matando a paz,
Reduz meu papel,
Encontro o farsante
Além numa esquina
O que se garante
Deveras termina
Matar num instante
E o nada germina,
Na podre semente
O tempo só mente.
306
Versar sobre o canto
Encantos e risos
O passo em quebranto
Vitais e concisos
Os dias; e espanto
Sem crer nos avisos.
O medo prossegue
E nada se faz
Aonde carregue
Ausência de paz,
O mundo sonegue
O sonho ora audaz.
Enquanto prossigo,
Envolto em perigo.
307
Não quero saber
Tampouco se pense
No mundo a perder
O tempo em non sense
Melhor é morrer
Enquanto compense,
Vestindo ironia
Ou mesmo tormento
O quanto viria
Traduz sentimento
E nada teria,
Nem mesmo o que alento.
Arcando com erros,
Somemos desterros.
308
Versificações
Em toques sutis
E quando me expões
O tempo que eu quis
Buscando os verões,
Mera cicatriz.
O medo não traz
Sequer esperança
E sem ter a paz
A vida se lança
No risco mordaz
Em turva pujança
Levantando a lebre
Só resta o casebre.
309
Andei pelas sendas
Das noites vazias
E sei quando estendas
Em tais ironias,
Vencendo estas prendas
E nelas terias
Meu verso cansado
Meu tempo sem nexo,
O quanto ora evado
No fim nada anexo
Somente o cevado
No canto em reflexo,
Nada mais importa,
Em vida tão torta.
310
Bebendo o vazio
Da noite sem rumo,
O quanto esvazio
Do tempo e resumo
Meu mundo em sombrio
Cenário, onde esfumo.
Espero na espreita
Tocaias diversas
E sei quanto aceita
A vida onde versas
Na rua que estreita
Os sonhos, dispersas.
Reparando bem,
Além nada tem.
Já não pude conceber
Outro rumo em minha vida,
A vontade de saber
Desta senda em despedida,
Noutro passo tento ver
A verdade resumida
No caminho entremeado
De momentos mais cruéis,
Velejando sempre ao lado
De quem tenta em carrosséis
Novo rumo desenhado,
Invertendo estes papéis,
O que fora sonhador,
Hoje explode em vão temor.
302
Não se quer saber do fato
Sem sentido e sem proveito
Onde bebo o que constato
Noutro rumo e não aceito
Nem sequer o mais ingrato
Caminhar em ledo pleito,
Nada mais pudesse quando
O meu mundo fora assim,
Outro tempo desenhando
A verdade morta em mim,
O meu sonho desabando
Já traçando o ledo fim,
Nesta estrada sem sentido,
O meu rumo está perdido.
303
Nada mais
Do que quero
Vendavais
Onde espero,
Mas esvais,
Rude e fero.
Ouço o vento
Bebo a porta
E se tento
Sorte morta,
Sem provento
Sonho aborta.
Sigo aquém
Sem ninguém...
304
Meu canto perdido
Nas noites vazias
O tempo cedido
Enquanto querias
O sonho sentido
Nas horas vadias,
Acasos e quedas
Anseios e medo
E quando me enredas
Apenas concedo
As tramas que sedas
Marcando o degredo,
Não pude e talvez
Já nem mesmo crês.
305
O mundo se faz
Da forma cruel,
Aonde o mordaz
Presume tal véu
E matando a paz,
Reduz meu papel,
Encontro o farsante
Além numa esquina
O que se garante
Deveras termina
Matar num instante
E o nada germina,
Na podre semente
O tempo só mente.
306
Versar sobre o canto
Encantos e risos
O passo em quebranto
Vitais e concisos
Os dias; e espanto
Sem crer nos avisos.
O medo prossegue
E nada se faz
Aonde carregue
Ausência de paz,
O mundo sonegue
O sonho ora audaz.
Enquanto prossigo,
Envolto em perigo.
307
Não quero saber
Tampouco se pense
No mundo a perder
O tempo em non sense
Melhor é morrer
Enquanto compense,
Vestindo ironia
Ou mesmo tormento
O quanto viria
Traduz sentimento
E nada teria,
Nem mesmo o que alento.
Arcando com erros,
Somemos desterros.
308
Versificações
Em toques sutis
E quando me expões
O tempo que eu quis
Buscando os verões,
Mera cicatriz.
O medo não traz
Sequer esperança
E sem ter a paz
A vida se lança
No risco mordaz
Em turva pujança
Levantando a lebre
Só resta o casebre.
309
Andei pelas sendas
Das noites vazias
E sei quando estendas
Em tais ironias,
Vencendo estas prendas
E nelas terias
Meu verso cansado
Meu tempo sem nexo,
O quanto ora evado
No fim nada anexo
Somente o cevado
No canto em reflexo,
Nada mais importa,
Em vida tão torta.
310
Bebendo o vazio
Da noite sem rumo,
O quanto esvazio
Do tempo e resumo
Meu mundo em sombrio
Cenário, onde esfumo.
Espero na espreita
Tocaias diversas
E sei quanto aceita
A vida onde versas
Na rua que estreita
Os sonhos, dispersas.
Reparando bem,
Além nada tem.
291
Do cantar em liberdade
Nada mais pudesse ver
Tão somente o que degrade
Cada forma de viver,
Onde quis felicidade
Na verdade, o nada ter.
Escorraço cada engano
E se possa de tal sorte
Desenhar o velho plano
E meu mundo não suporte
O que seja mais um dano
Presumindo novo corte,
Abraçando este vazio,
Cada tempo o desafio.
292
Nada mais pudesse ou tento
Quando a vida se faz leda
A palavra, o verso, o vento
Numa sórdida alameda
E o que possa em sentimento
Cada encanto ora conceda,
Nos meus dias mais sutis
E nos versos mais profanos
Quando outrora um sonho eu quis
Acenando em velhos danos,
Os meus olhos num matiz
Entre traços desumanos,
Apresentando o final
Do meu mundo em tom venal.
293
Acordando para o quanto
Na verdade não viera,
Esperando o desencanto
De uma vida mais austera.
E se nada mais garanto
O meu prazo destempera,
Vendo o prédio desabando,
Vendo a vida se perdendo,
O meu canto em contrabando
O cenário vão e horrendo,
Pouco a pouco me negando
E decerto hoje morrendo.
E crocita o velho corvo
Envolvido em vago estorvo.
294
Navegar contra tais ondas
E sentir a força em luta
Onde a vida tu me escondas
A verdade não refuta
E se mostra em velhas sondas
Esta cena atroz e bruta.
O meu passo se desvenda
O meu canto se aproxima
Do que fosse mais que lenda
Dominando o velho clima,
A verdade ora se estenda
Onde a luz não me redima.
Esperando pelo fim,
Mato o quanto existe em mim.
295
Na verdade que liberta
E maltrata tanta vez,
A palavra não deserta
Quem tentara e já não vês
Acenando onde desperta
A dorida insensatez.
Repetindo este bordão
Com temor cada estribilho,
Sem saber da dimensão
Do caminho aonde eu trilho
Entoando a negação,
No vazio ora me pilho.
Esperando pelo bote,
A serpente me derrote.
296
Esbarrando nos enganos
De quem tanto quis diverso
Caminhar em rotos panos
Planos claros do universo,
E se possa mais insanos,
Sobre o nada agora verso.
Invertendo a direção
Do meu passo e do que tente
A verdade em tal versão
Se mostrando imprevidente,
No final desunião
Nesta morte audaz e urgente.
Nada levo e levaria
Nem sequer a poesia.
297
Na palavra sem medida
Na medida quase exata
De quem nega a própria vida
E deveras já se mata,
O meu canto em voz perdida
Resumindo outra bravata.
Aprendendo com a queda
Com o verso sem sentido
Esperança, a porta veda
E já vejo consumido
O cenário onde se enreda
O tormento onde o lapido.
Apressando o que não veio
Sou somente o vão receio.
298
Basta já de tanta farsa
A verdade não suporta
O que possa e já se esgarça
Renegando enfim a porta,
Libertária e bela garça,
Mas o tempo não se importa,
Apresento o fim da peça
Abaixando o pano quando
O momento se confessa
Noutro tanto desabando,
O meu mundo recomeça
E o final determinando
O que pude e não se veja
Desvendando tal peleja.
299
Resta pouco ou quase nada
Do que um dia se pensara
Ser além da mera estrada
Outra vida bem mais clara,
A palavra já cansada,
No final nada declara,
Resumindo o fim da festa
Neste tiro em rara mira,
A verdade adentra a fresta
E deveras interfira
O meu canto já se infesta
Do que tanto se retira
Do mergulho em abissais,
Em momentos desiguais.
300
Ao perder a direção
Do que tanto poderia
Marco a mesma sensação
Entre a dor e a fantasia,
Noutra rude dimensão,
Na verdade nada havia.
Averiguo o meu passado
Vejo o tempo sem proveito
E carrego do meu lado
O que tanto não aceito,
O meu verso embolorado
O caminho em ermo leito.
Nada mais pudesse ter
Esperando só morrer...
Do cantar em liberdade
Nada mais pudesse ver
Tão somente o que degrade
Cada forma de viver,
Onde quis felicidade
Na verdade, o nada ter.
Escorraço cada engano
E se possa de tal sorte
Desenhar o velho plano
E meu mundo não suporte
O que seja mais um dano
Presumindo novo corte,
Abraçando este vazio,
Cada tempo o desafio.
292
Nada mais pudesse ou tento
Quando a vida se faz leda
A palavra, o verso, o vento
Numa sórdida alameda
E o que possa em sentimento
Cada encanto ora conceda,
Nos meus dias mais sutis
E nos versos mais profanos
Quando outrora um sonho eu quis
Acenando em velhos danos,
Os meus olhos num matiz
Entre traços desumanos,
Apresentando o final
Do meu mundo em tom venal.
293
Acordando para o quanto
Na verdade não viera,
Esperando o desencanto
De uma vida mais austera.
E se nada mais garanto
O meu prazo destempera,
Vendo o prédio desabando,
Vendo a vida se perdendo,
O meu canto em contrabando
O cenário vão e horrendo,
Pouco a pouco me negando
E decerto hoje morrendo.
E crocita o velho corvo
Envolvido em vago estorvo.
294
Navegar contra tais ondas
E sentir a força em luta
Onde a vida tu me escondas
A verdade não refuta
E se mostra em velhas sondas
Esta cena atroz e bruta.
O meu passo se desvenda
O meu canto se aproxima
Do que fosse mais que lenda
Dominando o velho clima,
A verdade ora se estenda
Onde a luz não me redima.
Esperando pelo fim,
Mato o quanto existe em mim.
295
Na verdade que liberta
E maltrata tanta vez,
A palavra não deserta
Quem tentara e já não vês
Acenando onde desperta
A dorida insensatez.
Repetindo este bordão
Com temor cada estribilho,
Sem saber da dimensão
Do caminho aonde eu trilho
Entoando a negação,
No vazio ora me pilho.
Esperando pelo bote,
A serpente me derrote.
296
Esbarrando nos enganos
De quem tanto quis diverso
Caminhar em rotos panos
Planos claros do universo,
E se possa mais insanos,
Sobre o nada agora verso.
Invertendo a direção
Do meu passo e do que tente
A verdade em tal versão
Se mostrando imprevidente,
No final desunião
Nesta morte audaz e urgente.
Nada levo e levaria
Nem sequer a poesia.
297
Na palavra sem medida
Na medida quase exata
De quem nega a própria vida
E deveras já se mata,
O meu canto em voz perdida
Resumindo outra bravata.
Aprendendo com a queda
Com o verso sem sentido
Esperança, a porta veda
E já vejo consumido
O cenário onde se enreda
O tormento onde o lapido.
Apressando o que não veio
Sou somente o vão receio.
298
Basta já de tanta farsa
A verdade não suporta
O que possa e já se esgarça
Renegando enfim a porta,
Libertária e bela garça,
Mas o tempo não se importa,
Apresento o fim da peça
Abaixando o pano quando
O momento se confessa
Noutro tanto desabando,
O meu mundo recomeça
E o final determinando
O que pude e não se veja
Desvendando tal peleja.
299
Resta pouco ou quase nada
Do que um dia se pensara
Ser além da mera estrada
Outra vida bem mais clara,
A palavra já cansada,
No final nada declara,
Resumindo o fim da festa
Neste tiro em rara mira,
A verdade adentra a fresta
E deveras interfira
O meu canto já se infesta
Do que tanto se retira
Do mergulho em abissais,
Em momentos desiguais.
300
Ao perder a direção
Do que tanto poderia
Marco a mesma sensação
Entre a dor e a fantasia,
Noutra rude dimensão,
Na verdade nada havia.
Averiguo o meu passado
Vejo o tempo sem proveito
E carrego do meu lado
O que tanto não aceito,
O meu verso embolorado
O caminho em ermo leito.
Nada mais pudesse ter
Esperando só morrer...
281
Já não resta quase nada
Nem sequer algum sinal
Desta sorte imaginada
Destroçada em tom fatal,
E se entranho a madrugada
O meu canto atroz e mau.
Nas estâncias mais distantes
Outras tantas; desenhei
E se o quanto me garantes
Estraçalha o que busquei
Minha sorte em tais instantes
Tece em dor a minha grei.
O restante do que tenho;
Na parede, um vão desenho.
282
Nada mais se tendo enquanto
Minha vida fora assim,
O momento aonde espanto
O que resta vivo em mim,
E se tento, o desencanto
Rega as plantas do jardim,
E sem ter uma esperança
Nada mais pudesse ver,
Onde a vida em vão se lança
Não conheço amanhecer,
E sem ter mais confiança
É melhor então morrer.
Nas tramóias da existência
Nada resta em consciência.
283
Jogos tantos, medo vário
Ouço o vento convocando
O que tenha em adversário
Num anseio me tomando,
Erro sempre itinerário
E meu sonho em contrabando,
Nada mais se poderia
Sem ter quase a dimensão
Do que a vida não traria
Nem os dias moldarão,
Acenando em ironia
Mato o sim e vivo o não.
Nada pude e nem se queira
Nesta sanha, a derradeira.
284
Respondendo ao que não veio,
Lacrimejo sem saber
O que possa em tal receio
Desvendar em desprazer,
O meu mundo ora permeio
Nas entranhas do querer.
Conhecendo o que se tente
Após nada conseguir,
O caminho persistente
Renegando algum porvir,
O meu verso desalente
O que tento redimir.
Mas a morte doma e vem,
Depois dela; mais ninguém...
285
Já não quero acreditar
Em diversas fantasias
Onde mesmo ao mergulhar
Ouço sonhos de outros dias,
Após tanto navegar,
Nada mais inda trarias,
A verdade é que não resta
Nem sequer qualquer alento,
Invadindo a mera fresta
Tão somente alheamento,
No falsário que se empesta
Onde inútil, me atormento.
Vago sem saber de um canto
Em completo e vão quebranto.
286
Nesta estrada o fim se vendo
O momento não resume
O que fora mais horrendo
Nesta dor, ledo costume,
E meu mundo se tecendo
Gera apenas vago lume;
Pressentindo o fim do jogo
Presumindo o que não venha,
O meu mundo em vago rogo
A verdade que convenha
A quem sabe deste fogo
E se faz em brasa e lenha,
Nada mais se tendo além
Do tão pouco que convém.
287
As palavras mais sutis.
Os anseios mais diversos,
Entre o quanto se desdiz
Ouso apenas nos meus versos
Caminhando e por um triz,
Vejo os dias vãos, perversos.
Nada resta do que um dia
Pude ver e sem sentido,
Outro tanto não veria
Nem sequer o quanto olvido,
A verdade em agonia,
O meu caos, manso o lapido.
Vejo do abandono as tramas
Envolvido em ermas chamas.
288
Nada mais se vendo quando
O meu canto se perdendo
Deste rústico e nefando
Desejar em ledo adendo,
O passado se tornando
Tão somente algum remendo.
Repetindo a velha história
Nada mais se poderia
Ouso ter em vã memória
O que possa a fantasia,
Hoje sou a mera escória,
Escombros em luz sombria.
Respirando a pestilência
O meu passo em inclemência.
289
Nada mais eu pude ver
Nem sinais de novo espaço
Onde a vida a se perder
Já não deixa qualquer traço
Do que possa ser prazer
E deveras me embaraço.
Resto aquém deste finito
Desenhar em tom maior,
O que busco a cada rito
Transpirando em vão suor
E se enfim eu acredito,
Cada açoite eu sei de cor,
Mas no fundo da questão
Perco a minha dimensão.
290
Nos instantes derradeiros
Nos meus dias mais doridos
Outros sonhos, meus canteiros
Outros passos presumidos
E os cenários costumeiros
Pelo fogo, consumidos.
Resoluta e claramente
O que possa se renega,
A saudade se apresente
Mesmo sendo quase cega,
Mata mesmo mansamente
E ao diabo me carrega.
Verifico o que inda tento,
Trago apenas sofrimento...
Já não resta quase nada
Nem sequer algum sinal
Desta sorte imaginada
Destroçada em tom fatal,
E se entranho a madrugada
O meu canto atroz e mau.
Nas estâncias mais distantes
Outras tantas; desenhei
E se o quanto me garantes
Estraçalha o que busquei
Minha sorte em tais instantes
Tece em dor a minha grei.
O restante do que tenho;
Na parede, um vão desenho.
282
Nada mais se tendo enquanto
Minha vida fora assim,
O momento aonde espanto
O que resta vivo em mim,
E se tento, o desencanto
Rega as plantas do jardim,
E sem ter uma esperança
Nada mais pudesse ver,
Onde a vida em vão se lança
Não conheço amanhecer,
E sem ter mais confiança
É melhor então morrer.
Nas tramóias da existência
Nada resta em consciência.
283
Jogos tantos, medo vário
Ouço o vento convocando
O que tenha em adversário
Num anseio me tomando,
Erro sempre itinerário
E meu sonho em contrabando,
Nada mais se poderia
Sem ter quase a dimensão
Do que a vida não traria
Nem os dias moldarão,
Acenando em ironia
Mato o sim e vivo o não.
Nada pude e nem se queira
Nesta sanha, a derradeira.
284
Respondendo ao que não veio,
Lacrimejo sem saber
O que possa em tal receio
Desvendar em desprazer,
O meu mundo ora permeio
Nas entranhas do querer.
Conhecendo o que se tente
Após nada conseguir,
O caminho persistente
Renegando algum porvir,
O meu verso desalente
O que tento redimir.
Mas a morte doma e vem,
Depois dela; mais ninguém...
285
Já não quero acreditar
Em diversas fantasias
Onde mesmo ao mergulhar
Ouço sonhos de outros dias,
Após tanto navegar,
Nada mais inda trarias,
A verdade é que não resta
Nem sequer qualquer alento,
Invadindo a mera fresta
Tão somente alheamento,
No falsário que se empesta
Onde inútil, me atormento.
Vago sem saber de um canto
Em completo e vão quebranto.
286
Nesta estrada o fim se vendo
O momento não resume
O que fora mais horrendo
Nesta dor, ledo costume,
E meu mundo se tecendo
Gera apenas vago lume;
Pressentindo o fim do jogo
Presumindo o que não venha,
O meu mundo em vago rogo
A verdade que convenha
A quem sabe deste fogo
E se faz em brasa e lenha,
Nada mais se tendo além
Do tão pouco que convém.
287
As palavras mais sutis.
Os anseios mais diversos,
Entre o quanto se desdiz
Ouso apenas nos meus versos
Caminhando e por um triz,
Vejo os dias vãos, perversos.
Nada resta do que um dia
Pude ver e sem sentido,
Outro tanto não veria
Nem sequer o quanto olvido,
A verdade em agonia,
O meu caos, manso o lapido.
Vejo do abandono as tramas
Envolvido em ermas chamas.
288
Nada mais se vendo quando
O meu canto se perdendo
Deste rústico e nefando
Desejar em ledo adendo,
O passado se tornando
Tão somente algum remendo.
Repetindo a velha história
Nada mais se poderia
Ouso ter em vã memória
O que possa a fantasia,
Hoje sou a mera escória,
Escombros em luz sombria.
Respirando a pestilência
O meu passo em inclemência.
289
Nada mais eu pude ver
Nem sinais de novo espaço
Onde a vida a se perder
Já não deixa qualquer traço
Do que possa ser prazer
E deveras me embaraço.
Resto aquém deste finito
Desenhar em tom maior,
O que busco a cada rito
Transpirando em vão suor
E se enfim eu acredito,
Cada açoite eu sei de cor,
Mas no fundo da questão
Perco a minha dimensão.
290
Nos instantes derradeiros
Nos meus dias mais doridos
Outros sonhos, meus canteiros
Outros passos presumidos
E os cenários costumeiros
Pelo fogo, consumidos.
Resoluta e claramente
O que possa se renega,
A saudade se apresente
Mesmo sendo quase cega,
Mata mesmo mansamente
E ao diabo me carrega.
Verifico o que inda tento,
Trago apenas sofrimento...
261
Não tento melhor sorte
Nem mesmo poderia
A vida traz na morte
O que me redimia
Do vento atroz e forte
Em leda fantasia
Ourives do vazio
Segredos sei de cor,
O tempo desafio
E sendo em sal suor,
O canto onde desfio
Jamais se fez maior.
Apenas reproduz
A velha e leda cruz.
262
Não quero qualquer rumo
E nem felicidade
O tanto onde resumo
Deveras me degrade
E bebo inteiro o sumo
Ausente liberdade.
Esquento o meu caminho
Em ledos, vários sóis
E quando me avizinho
Deveras tu destróis
O quanto fosse ninho
Em rotos, vis lençóis
E sei do que se tente
Em tom duro e frequente.
263
Acolho o que se fez
Em lenta hipocrisia
A velha insensatez
Matando a cada dia
O que já não mais vês,
Domina a fantasia,
E bebo o que se possa
Em aguardente e tédio
A luta gera a fossa
E sem qualquer remédio,
O mundo não endossa
A vida em lento assédio.
Ocasionando a queda
Aonde a morte seda.
264
Ao emplastar o risco
Em dores e temores
O prazo onde confisco
As tramas em rancores,
O mundo mais arisco
Expressa o que inda fores.
Primaveril vontade
Não traz o que desejo
O mundo se degrade
E nada mais prevejo
Somente a velha grade
E nela inda pelejo.
Restando o que inda leva
Esta alma feita em treva.
265
Andando sem saber
O quanto pude e tente
Vagando a me perder
Inútil penitente,
O marco a se verter
Deveras não me atente,
Acolho cada engano
E bebo o que não vivo
Somente se me dano
Ao ser mero cativo
O passo mais profano
Apenas lenitivo.
Acolho o que recolha
A sorte em leda folha.
266
Não quero nem saber
O que inda mais jazia
Da vida sem prazer
Em tons de hipocrisia,
E passo a recolher
O quanto não havia
Do mundo sem provento
Da luta sem sentido.
E quando me alimento
Do canto aonde olvido
O dia em tal tormento
E nisto dilapido
O prazo sem caminho
Carinho vão, mesquinho.
267
Navego contra a fúria
De um mar que não se faz
Além desta penúria
Enquanto nada traz
Somente cada injúria
Em tom ledo e mordaz.
Espero o que se agita
No encanto sem desejo
E sei desta pepita
Aonde a cada ensejo
O mundo enquanto grita
Proteja o que não vejo,
Apresentando o rude
Caminho onde se ilude.
268
Negociando o fato
Aonde o que se quis
Trouxesse o que constato
Em torpe e vão matiz,
O mundo onde o retrato
Refuga o que já fiz.
Mergulho sem saber
O quanto a cada traço
Diverge do querer
E nada mais refaço
E sei do que irei ter
Em tosco e rude espaço,
Avesso ao que inda venha
O mundo não convenha.
269
Não quero de tal forma
O mundo aonde um dia
Vencendo o que transforma
Gerasse em ironia
Apenas a reforma
Que tudo impediria;
Repare cada engano
E veja o que se quer
Negando onde me dano
Nas tramas da mulher
Em cada novo plano
O quanto Deus quiser,
Mas colho com a morte
O que já me conforte.
270
Não quero e não teria
A sensação completa
Da luta em poesia
A vida mais discreta
Aonde a sintonia
Aos poucos me repleta.
O verso sem sentido
Atento e sem proveito,
O mundo resumido
Aonde em vão me deito,
Já vejo dividido
O que se fez direito.
O caos entremeando
O tempo mais infando.
271
Mal pude acreditar
Nas tramas de um anseio
E sei que devagar
Invado o mundo alheio
E bebo a me fartar
E nisto o meu recreio.
Rescendo ao que não pude
E nada mais teria
Senão a voz que rude
Expresse esta agonia
E quando em magnitude
Matasse o novo dia,
Repito o que não veja
Uma alma em vã peleja.
272
No caos aonde eu possa
Trazer a vida em riste,
A sorte nega a roça
E sei quanto persiste,
Marcando o que se endossa
No verso amargo e triste,
Ainda sem sentir
O quanto pude em vão
Apenas o porvir
Indica a dimensão
Do quanto resistir
Expresse a negação,
E dos porões da vida
A sorte em despedida.
273
Negar o que não veio
Anseio que não tento
Ao menos se receio
Bebendo inteiro o vento,
O mundo segue alheio
Ao vão contentamento.
E possa noutro engodo
No lamaçal desta alma
Ao mergulhar no lodo
A vida não se acalma
E sei que deste todo,
Apenas resta o trauma,
E nada se aproveita
Enfim desta colheita.
274
Debulhando o canto
Envolto em treva e medo
O que pudera tanto
Agora não concedo,
Resumo o desencanto
E nisto o meu segredo.
Evade-se do rumo
Aonde quis um riso,
E sei do que consumo
E nisto me matizo
A vida em ledo sumo
A morte sem aviso
E o passo aonde eu tente
Viver, imprevidente.
275
Não mais se vendo o canto
Aonde vejo o fim,
E bebo o desencanto
Guardado dentro em mim,
O prazo eu não garanto,
Acendo este estopim.
O mundo desabando
A banda apodrecida
O corte desde quando
A carne envilecida
Aos poucos se formando
Em luta sem guarida.
Espero o quanto reste
Do tempo exposto em peste.
276
Mapeio com meu medo
O que não pude ter
E sei deste arvoredo
E o vejo apodrecer,
O mundo sem segredo
O tempo a se verter,
Na fonte mais atroz
Que tanto poderia
Ousar dentro de nós
Em torpe sintonia
Vencido e já sem voz,
Em vão eu morreria.
Marcante derrocada
Traduz o mesmo nada.
277
Anunciando a morte
De quem se fez gentil,
O tempo não comporte
O quanto não se viu,
O verso sem aporte
Aborte o que previu,
O manto se desnuda
E nada possa ver
Senão a dor aguda
E nela o receber
Ausenta alguma ajuda
E mata sem saber.
O medo não se cala
E toma esta senzala.
278
No marco em dor, remendo
O caos se mostra quando
O tanto que desvendo
Presume o mais infando
Cenário me revendo
E nisto desabando.
Reparo cada engano
E bebo o fim de tudo,
Enquanto ora me dano
Eu sei do quanto iludo,
Vestindo o mais profano
Caminho eu sigo mudo.
O verso sem sentido
E o tempo revolvido.
279
Não pude ter no olhar
Sequer algum apoio
E sei do caminhar
E mesmo num comboio
O tempo a se traçar
Expande o velho arroio
E o tempo não se faz
Além do quanto eu pude,
O mundo mais mordaz
A cena atroz e rude,
O canto contumaz
Ausente juventude;
E sei do que se busca
Em noite alheia e brusca.
280
Espero qualquer tom
E nada mais se visse,
Versando em rude dom
O quanto da mesmice
Trouxesse o que foi bom
E nada mais se disse,
Somente o que repare
O canto em desatino.
E nada mais ampare
O que jamais domino,
O marco não separe
O teto e determino
O mundo em vã centelha
E à morte me assemelha.
Não tento melhor sorte
Nem mesmo poderia
A vida traz na morte
O que me redimia
Do vento atroz e forte
Em leda fantasia
Ourives do vazio
Segredos sei de cor,
O tempo desafio
E sendo em sal suor,
O canto onde desfio
Jamais se fez maior.
Apenas reproduz
A velha e leda cruz.
262
Não quero qualquer rumo
E nem felicidade
O tanto onde resumo
Deveras me degrade
E bebo inteiro o sumo
Ausente liberdade.
Esquento o meu caminho
Em ledos, vários sóis
E quando me avizinho
Deveras tu destróis
O quanto fosse ninho
Em rotos, vis lençóis
E sei do que se tente
Em tom duro e frequente.
263
Acolho o que se fez
Em lenta hipocrisia
A velha insensatez
Matando a cada dia
O que já não mais vês,
Domina a fantasia,
E bebo o que se possa
Em aguardente e tédio
A luta gera a fossa
E sem qualquer remédio,
O mundo não endossa
A vida em lento assédio.
Ocasionando a queda
Aonde a morte seda.
264
Ao emplastar o risco
Em dores e temores
O prazo onde confisco
As tramas em rancores,
O mundo mais arisco
Expressa o que inda fores.
Primaveril vontade
Não traz o que desejo
O mundo se degrade
E nada mais prevejo
Somente a velha grade
E nela inda pelejo.
Restando o que inda leva
Esta alma feita em treva.
265
Andando sem saber
O quanto pude e tente
Vagando a me perder
Inútil penitente,
O marco a se verter
Deveras não me atente,
Acolho cada engano
E bebo o que não vivo
Somente se me dano
Ao ser mero cativo
O passo mais profano
Apenas lenitivo.
Acolho o que recolha
A sorte em leda folha.
266
Não quero nem saber
O que inda mais jazia
Da vida sem prazer
Em tons de hipocrisia,
E passo a recolher
O quanto não havia
Do mundo sem provento
Da luta sem sentido.
E quando me alimento
Do canto aonde olvido
O dia em tal tormento
E nisto dilapido
O prazo sem caminho
Carinho vão, mesquinho.
267
Navego contra a fúria
De um mar que não se faz
Além desta penúria
Enquanto nada traz
Somente cada injúria
Em tom ledo e mordaz.
Espero o que se agita
No encanto sem desejo
E sei desta pepita
Aonde a cada ensejo
O mundo enquanto grita
Proteja o que não vejo,
Apresentando o rude
Caminho onde se ilude.
268
Negociando o fato
Aonde o que se quis
Trouxesse o que constato
Em torpe e vão matiz,
O mundo onde o retrato
Refuga o que já fiz.
Mergulho sem saber
O quanto a cada traço
Diverge do querer
E nada mais refaço
E sei do que irei ter
Em tosco e rude espaço,
Avesso ao que inda venha
O mundo não convenha.
269
Não quero de tal forma
O mundo aonde um dia
Vencendo o que transforma
Gerasse em ironia
Apenas a reforma
Que tudo impediria;
Repare cada engano
E veja o que se quer
Negando onde me dano
Nas tramas da mulher
Em cada novo plano
O quanto Deus quiser,
Mas colho com a morte
O que já me conforte.
270
Não quero e não teria
A sensação completa
Da luta em poesia
A vida mais discreta
Aonde a sintonia
Aos poucos me repleta.
O verso sem sentido
Atento e sem proveito,
O mundo resumido
Aonde em vão me deito,
Já vejo dividido
O que se fez direito.
O caos entremeando
O tempo mais infando.
271
Mal pude acreditar
Nas tramas de um anseio
E sei que devagar
Invado o mundo alheio
E bebo a me fartar
E nisto o meu recreio.
Rescendo ao que não pude
E nada mais teria
Senão a voz que rude
Expresse esta agonia
E quando em magnitude
Matasse o novo dia,
Repito o que não veja
Uma alma em vã peleja.
272
No caos aonde eu possa
Trazer a vida em riste,
A sorte nega a roça
E sei quanto persiste,
Marcando o que se endossa
No verso amargo e triste,
Ainda sem sentir
O quanto pude em vão
Apenas o porvir
Indica a dimensão
Do quanto resistir
Expresse a negação,
E dos porões da vida
A sorte em despedida.
273
Negar o que não veio
Anseio que não tento
Ao menos se receio
Bebendo inteiro o vento,
O mundo segue alheio
Ao vão contentamento.
E possa noutro engodo
No lamaçal desta alma
Ao mergulhar no lodo
A vida não se acalma
E sei que deste todo,
Apenas resta o trauma,
E nada se aproveita
Enfim desta colheita.
274
Debulhando o canto
Envolto em treva e medo
O que pudera tanto
Agora não concedo,
Resumo o desencanto
E nisto o meu segredo.
Evade-se do rumo
Aonde quis um riso,
E sei do que consumo
E nisto me matizo
A vida em ledo sumo
A morte sem aviso
E o passo aonde eu tente
Viver, imprevidente.
275
Não mais se vendo o canto
Aonde vejo o fim,
E bebo o desencanto
Guardado dentro em mim,
O prazo eu não garanto,
Acendo este estopim.
O mundo desabando
A banda apodrecida
O corte desde quando
A carne envilecida
Aos poucos se formando
Em luta sem guarida.
Espero o quanto reste
Do tempo exposto em peste.
276
Mapeio com meu medo
O que não pude ter
E sei deste arvoredo
E o vejo apodrecer,
O mundo sem segredo
O tempo a se verter,
Na fonte mais atroz
Que tanto poderia
Ousar dentro de nós
Em torpe sintonia
Vencido e já sem voz,
Em vão eu morreria.
Marcante derrocada
Traduz o mesmo nada.
277
Anunciando a morte
De quem se fez gentil,
O tempo não comporte
O quanto não se viu,
O verso sem aporte
Aborte o que previu,
O manto se desnuda
E nada possa ver
Senão a dor aguda
E nela o receber
Ausenta alguma ajuda
E mata sem saber.
O medo não se cala
E toma esta senzala.
278
No marco em dor, remendo
O caos se mostra quando
O tanto que desvendo
Presume o mais infando
Cenário me revendo
E nisto desabando.
Reparo cada engano
E bebo o fim de tudo,
Enquanto ora me dano
Eu sei do quanto iludo,
Vestindo o mais profano
Caminho eu sigo mudo.
O verso sem sentido
E o tempo revolvido.
279
Não pude ter no olhar
Sequer algum apoio
E sei do caminhar
E mesmo num comboio
O tempo a se traçar
Expande o velho arroio
E o tempo não se faz
Além do quanto eu pude,
O mundo mais mordaz
A cena atroz e rude,
O canto contumaz
Ausente juventude;
E sei do que se busca
Em noite alheia e brusca.
280
Espero qualquer tom
E nada mais se visse,
Versando em rude dom
O quanto da mesmice
Trouxesse o que foi bom
E nada mais se disse,
Somente o que repare
O canto em desatino.
E nada mais ampare
O que jamais domino,
O marco não separe
O teto e determino
O mundo em vã centelha
E à morte me assemelha.
quarta-feira, 30 de março de 2011
251
Navego contra a fúria
Intensa das marés
E o tempo sem lamúria
Expressa o que não és
E vejo nesta incúria
Corrente atando os pés
Respostas que buscara
Na sórdida expressão
Tomando esta seara
Em passo rude e vão
Marcando cada apara
Com turva sensação
Ousando em saber
O quanto possa ter.
252
Marcando com a morte
O que se fez um dia
Em tanto claro norte
E não mais poderia
Vencer o que deporte
Meu verso em agonia,
A manta se desfaz
E o tempo não tramita
Aonde o mais audaz
Cenário ora reflita
A voz tênue e mordaz
Deveras mais aflita.
Reparo o que se quer
Na fúria em tom qualquer.
253
Jogado sobre o nada
Ainda que se possa
Traçar a madrugada
Na sorte em leda fossa,
A manta desfraldada
A vida não endossa,
E o caos que se permite
Não traz felicidade
O quanto em tal limite
Deveras se degrade
E quando necessite
Ausenta-se a verdade,
Medonha face trama
A vida em rude drama.
254
Acolho com meus versos
Os dias mais sutis
E sei dos tons perversos
E nada outrora quis
Vagando em tons diversos
Ousando por um triz,
Reparo a fonte rude
E nada mais presume
O quanto em atitude
A vida não aprume,
E sei do que me ilude
Ausenta cada lume,
Aos poucos se me afasto
O mundo é vão, nefasto.
255
Embolorando a vida
Depois do temporal
Nesta úmida partida
O fato ocasional
O amor em despedida
Em tom quase venal,
O canto se presume
E nada mais se veja
Aonde este perfume
Transcende esta peleja
E bebo o de costume
Maldita vida seja
Vestígios de uma rota
Sem nada que a denota.
256
Bebendo cada gole
Do fim da minha história
O tempo quando engole
Não deixa na memória
E o prazo me degole,
Enquanto sou escória
Um pária e nada além
Do verso sem sentido,
O vento quando vem
É tudo destruído,
O mundo com desdém
Traduz o presumido
Caminho onde eu rodeio
O fim em vil anseio.
257
Não pude acreditar
Nas tramas em cetim,
Das sedas ao luar
Do sol que existe enfim
E o mundo a desnudar
A morte dentro em mim.
O beijo traiçoeiro
O verso sem cadência
Meu passo derradeiro
Não tem qualquer ciência
Do quanto por inteiro
Ousasse em inclemência.
Acolho cada sonho
Enquanto o não componho.
258
Apresentando o corte
Aonde aprofundasse
A vida dita a morte
E gera novo impasse
E sei que desconforte
O que não se mostrasse
Na face mais atroz
E nada a se dizer
Ousando dentro em nós
O rumo em desprazer
Apenas vejo após
O que não quero ver,
Não posso acreditar
Que reste algum lugar.
259
Apresentando o canto
Em medo e turbulência
A vida em desencanto
O mundo em ingerência
Diversa e do quebranto
A luta em vã ciência.
Restauro o que se queira
Na fúria mais sutil,
O mundo em corriqueira
Vontade se previu
E sei da vida inteira
Aonde o nada viu
Vivendo sem sentido,
Meu sonho o dilapido.
260
Não quero outro caminho,
Cansado da viagem
Enquanto fiz meu ninho
A vida em tal barragem
Levasse o tom mesquinho
Tramando outra miragem,
Na senda mais sutil,
O prazo determina
O quanto se sentiu
E mata a cristalina
Vontade que previu
A ausência desta mina,
A fúria onde se espalha
Expressa a rude falha.
Navego contra a fúria
Intensa das marés
E o tempo sem lamúria
Expressa o que não és
E vejo nesta incúria
Corrente atando os pés
Respostas que buscara
Na sórdida expressão
Tomando esta seara
Em passo rude e vão
Marcando cada apara
Com turva sensação
Ousando em saber
O quanto possa ter.
252
Marcando com a morte
O que se fez um dia
Em tanto claro norte
E não mais poderia
Vencer o que deporte
Meu verso em agonia,
A manta se desfaz
E o tempo não tramita
Aonde o mais audaz
Cenário ora reflita
A voz tênue e mordaz
Deveras mais aflita.
Reparo o que se quer
Na fúria em tom qualquer.
253
Jogado sobre o nada
Ainda que se possa
Traçar a madrugada
Na sorte em leda fossa,
A manta desfraldada
A vida não endossa,
E o caos que se permite
Não traz felicidade
O quanto em tal limite
Deveras se degrade
E quando necessite
Ausenta-se a verdade,
Medonha face trama
A vida em rude drama.
254
Acolho com meus versos
Os dias mais sutis
E sei dos tons perversos
E nada outrora quis
Vagando em tons diversos
Ousando por um triz,
Reparo a fonte rude
E nada mais presume
O quanto em atitude
A vida não aprume,
E sei do que me ilude
Ausenta cada lume,
Aos poucos se me afasto
O mundo é vão, nefasto.
255
Embolorando a vida
Depois do temporal
Nesta úmida partida
O fato ocasional
O amor em despedida
Em tom quase venal,
O canto se presume
E nada mais se veja
Aonde este perfume
Transcende esta peleja
E bebo o de costume
Maldita vida seja
Vestígios de uma rota
Sem nada que a denota.
256
Bebendo cada gole
Do fim da minha história
O tempo quando engole
Não deixa na memória
E o prazo me degole,
Enquanto sou escória
Um pária e nada além
Do verso sem sentido,
O vento quando vem
É tudo destruído,
O mundo com desdém
Traduz o presumido
Caminho onde eu rodeio
O fim em vil anseio.
257
Não pude acreditar
Nas tramas em cetim,
Das sedas ao luar
Do sol que existe enfim
E o mundo a desnudar
A morte dentro em mim.
O beijo traiçoeiro
O verso sem cadência
Meu passo derradeiro
Não tem qualquer ciência
Do quanto por inteiro
Ousasse em inclemência.
Acolho cada sonho
Enquanto o não componho.
258
Apresentando o corte
Aonde aprofundasse
A vida dita a morte
E gera novo impasse
E sei que desconforte
O que não se mostrasse
Na face mais atroz
E nada a se dizer
Ousando dentro em nós
O rumo em desprazer
Apenas vejo após
O que não quero ver,
Não posso acreditar
Que reste algum lugar.
259
Apresentando o canto
Em medo e turbulência
A vida em desencanto
O mundo em ingerência
Diversa e do quebranto
A luta em vã ciência.
Restauro o que se queira
Na fúria mais sutil,
O mundo em corriqueira
Vontade se previu
E sei da vida inteira
Aonde o nada viu
Vivendo sem sentido,
Meu sonho o dilapido.
260
Não quero outro caminho,
Cansado da viagem
Enquanto fiz meu ninho
A vida em tal barragem
Levasse o tom mesquinho
Tramando outra miragem,
Na senda mais sutil,
O prazo determina
O quanto se sentiu
E mata a cristalina
Vontade que previu
A ausência desta mina,
A fúria onde se espalha
Expressa a rude falha.
231
Não pude e não tivesse
A chance de seguir
E quando a vida tece
O quanto que há de vir
O manto se obscurece
E gera este elixir.
O caos dentro do peito
O verso sem sentido
E quanto mais desfeito
O passo resumido
No mundo onde me deito
E bebo o ledo olvido,
Reparto com vazios
Os torpes, ledos fios.
232
Apenas apresento
O fim de cada peça
No quanto apenas tento
Vencer o que tropeça
Sem nada mais atento
Aonde o caos se meça
Resumo de outra sorte
Somando ao que não veio
Apenas se comporte
O toque em tal receio
Vencido pelo corte
Em tom mordaz e alheio,
O centro da atenção
Explode em negação.
233
Acolho cada engano
E bebo sem saber
O quanto me profano
E vivo o que há de ser
No prazo onde me dano
Na morte a se tecer
O canto sem sentido
O verso não se traz
Aonde resumido
Vibrasse em tom mordaz
O manto revolvido
O corte mais tenaz,
Não tendo o que se queira
A sorte é derradeira.
234
Apresentando enfim
O jogo onde perdera
A luta dentro em mim
E nisto obedecera
Ao quanto trago e assim
A sorte em vão tecera,
Apenas o que resta
Da luta sem proveito
A venda mais funesta
O mundo não aceito
E o tempo tenta a fresta
Enquanto em vão me deito.
Não pude e não se faz
Sequer a mera paz.
235
No canto sem sentido
No verso já perdendo
O tanto que inda olvido
E sei mero remendo
O mundo resumido
Expressa o tom horrendo.
Reparo cada passo
Aonde nada houvera
Somente o descompasso
E nele a luta fera
Marcando o que ora traço
Enquanto destempera.
O prazo se esgotando
Num mundo mais nefando.
236
Apresentar apenas
Os erros costumeiros
E envolto em tantas cenas
Matando os meus canteiros
Enquanto me condenas
Espero os derradeiros
Momentos onde o vento
Pudesse se aplacar
O que deveras tento
Não pude sufocar
Sem ter no pensamento
Sequer algum lugar,
Meu mundo se aproxima
Da luta em vaga estima.
237
Acolho cada passo
Que um dia poderia
Trazer fora o cansaço
Aonde a fantasia
Bebendo cada traço
No fim nada faria.
Resulto do meu caos
E canto sem sentido
Os dias sendo maus
O sonho repartido
Os versos em degraus
Traduzem o que olvido,
Não quero mais apenas
O quanto em vão condenas.
238
Vestisse a hipocrisia
E nada mais tivesse
Além do dia a dia
A vida aonde a prece
Decerto não valia
E nisto se oferece
O rústico cenário
E nele o que se queira
Produz itinerário
Diverso em derradeira
Vontade, e solitário
Meu mundo em vão se inteira.
Não pude ser feliz,
E o canto nada diz.
239
Não quero qualquer tom
Diverso da esperança,
Mas sei do raro dom
Aonde o vão se lança
E marco cada som
Em turva confiança
Matando o que se quer
E nada mais promete
O sonho em malmequer
O corte em canivete
E o vasto onde puder
Ao nada me arremete.
Espero no final
A sorte mais venal.
240
Ao menos eu tentei
E sei que no final
O rumo onde entranhei
Expressa o tom venal.
Do mundo em leda grei
Ou mesmo em vão degrau.
Não pude e não vivesse
Ainda o que se queira
O canto sendo em prece
A sorte derradeira
No tanto que se esquece
Da morte mensageira
Versando sobre o nada
Matando a rude estrada
241
Não quero nem um sonho
Apenas prosseguir
Em mundo mais bisonho
Sem ter qualquer porvir,
E o quanto decomponho
Impede o conseguir.
Somente me apresento
Ao léu e nada vejo
Ainda neste vento
O sórdido desejo
Tramando este excremento
Aonde o vão almejo,
Esqueço algum atalho
E apenas me retalho.
242
Não quero a sorte amarga
De quem se fez aquém
Da sorte que me larga
E sei já não mais vem,
E a luta traz e embarga
Marcando com desdém,
O verso sem sentido
O prazo desumano,
O mundo desprovido
Do quanto enfim me dano,
Vencido e convencido
Do medo onde me explano
Espero alguma luz
Aonde a sorte é cruz.
243
Mapeio o que me trazes
Com o quanto restasse
A vida em novas fases
Expressa o desenlace
E neste os mais audazes
Cenários, rude face.
O caos se aproximando
Do verso sem sentido
O tempo desabando
E nisto o que divido
Não deixa em contrabando
O mundo desprovido.
Esqueço o que se fez
Em tola estupidez.
244
Realço o que não veio
E bebo o fim do jogo,
O mundo segue alheio
Ao que se fez em rogo,
E quando devaneio
Adentro o rude fogo,
Esqueço o meu caminho
E sei do que não trace
O tempo mais mesquinho
Moldando a rude face
Enquanto em vão me alinho
O mundo me desgrace;
E resolutamente
A vida invade e mente.
245
Apenas a sangria
Presente que ofertaste
A quem não poderia
Em duro e vão desgaste
Morrendo a cada dia
Em meio ao que negaste,
Repare cada passo
Seguindo sem proveito
O tanto quanto traço
Não fosse meu direito,
E sem qualquer espaço
A morte serve de leito,
Não quero qualquer luz
Somente o medo e o pus.
246
Não vejo o que viera
Nem mesmo se tentasse
Vagando sem a espera
E neste desenlace
O que me destempera
Espreita o que desgrace
Resulto deste nada
E nisto se aproxima
A vida desolada
Em rara e leda estima
Depois da turva estrada
O tempo em duro clima.
O medo traz sinais
Dos dias infernais.
247
Não vejo qualquer sonho
E ponho o meu anseio
Enquanto o que proponho
Propaga em ledo veio,
O canto mais bisonho,
E nisto em vão passeio,
Marcando com terror
O verso sem sentido,
A vida em desamor
O canto revestido
Mostrando a ausente cor
E o tempo resumido.
Ainda se fizera
No olhar a rude fera.
248
Apresentando ainda
O manto sem ternura,
A história já se finda
Envolta em tal tortura,
A morte agora blinda
E é tudo o que procura
Após o medo em vão
Imerso no infinito
Resumo da estação
Que tanto necessito
E sei da dimensão
Expressa em novo grito,
O peso desta vida
Na fonte subvertida.
249
Reparo o que inda tento
Após o quanto em risco
Pudesse ser atento
Embora siga arisco,
O nome em pensamento,
Agora além confisco.
E bebo a sordidez
Sem ser sequer potável
O mundo se desfez
Num tom quase intragável
E sei que já não crês
No quanto imaginável
Meu mundo se resume
Nas tramas deste ardume.
250
Não mais se vendo a sorte
Querendo pelo menos
O quanto me conforte
Em dias mais serenos,
Vagando em ledo norte
Bebendo tais venenos.
Esqueça cada engano
E trame o que não venha,
E quanto mais me dano,
Decerto não convenha
Viver em desumano
Cenário onde contenha
Semente que exaurisse
O sonho em tal tolice.
Não pude e não tivesse
A chance de seguir
E quando a vida tece
O quanto que há de vir
O manto se obscurece
E gera este elixir.
O caos dentro do peito
O verso sem sentido
E quanto mais desfeito
O passo resumido
No mundo onde me deito
E bebo o ledo olvido,
Reparto com vazios
Os torpes, ledos fios.
232
Apenas apresento
O fim de cada peça
No quanto apenas tento
Vencer o que tropeça
Sem nada mais atento
Aonde o caos se meça
Resumo de outra sorte
Somando ao que não veio
Apenas se comporte
O toque em tal receio
Vencido pelo corte
Em tom mordaz e alheio,
O centro da atenção
Explode em negação.
233
Acolho cada engano
E bebo sem saber
O quanto me profano
E vivo o que há de ser
No prazo onde me dano
Na morte a se tecer
O canto sem sentido
O verso não se traz
Aonde resumido
Vibrasse em tom mordaz
O manto revolvido
O corte mais tenaz,
Não tendo o que se queira
A sorte é derradeira.
234
Apresentando enfim
O jogo onde perdera
A luta dentro em mim
E nisto obedecera
Ao quanto trago e assim
A sorte em vão tecera,
Apenas o que resta
Da luta sem proveito
A venda mais funesta
O mundo não aceito
E o tempo tenta a fresta
Enquanto em vão me deito.
Não pude e não se faz
Sequer a mera paz.
235
No canto sem sentido
No verso já perdendo
O tanto que inda olvido
E sei mero remendo
O mundo resumido
Expressa o tom horrendo.
Reparo cada passo
Aonde nada houvera
Somente o descompasso
E nele a luta fera
Marcando o que ora traço
Enquanto destempera.
O prazo se esgotando
Num mundo mais nefando.
236
Apresentar apenas
Os erros costumeiros
E envolto em tantas cenas
Matando os meus canteiros
Enquanto me condenas
Espero os derradeiros
Momentos onde o vento
Pudesse se aplacar
O que deveras tento
Não pude sufocar
Sem ter no pensamento
Sequer algum lugar,
Meu mundo se aproxima
Da luta em vaga estima.
237
Acolho cada passo
Que um dia poderia
Trazer fora o cansaço
Aonde a fantasia
Bebendo cada traço
No fim nada faria.
Resulto do meu caos
E canto sem sentido
Os dias sendo maus
O sonho repartido
Os versos em degraus
Traduzem o que olvido,
Não quero mais apenas
O quanto em vão condenas.
238
Vestisse a hipocrisia
E nada mais tivesse
Além do dia a dia
A vida aonde a prece
Decerto não valia
E nisto se oferece
O rústico cenário
E nele o que se queira
Produz itinerário
Diverso em derradeira
Vontade, e solitário
Meu mundo em vão se inteira.
Não pude ser feliz,
E o canto nada diz.
239
Não quero qualquer tom
Diverso da esperança,
Mas sei do raro dom
Aonde o vão se lança
E marco cada som
Em turva confiança
Matando o que se quer
E nada mais promete
O sonho em malmequer
O corte em canivete
E o vasto onde puder
Ao nada me arremete.
Espero no final
A sorte mais venal.
240
Ao menos eu tentei
E sei que no final
O rumo onde entranhei
Expressa o tom venal.
Do mundo em leda grei
Ou mesmo em vão degrau.
Não pude e não vivesse
Ainda o que se queira
O canto sendo em prece
A sorte derradeira
No tanto que se esquece
Da morte mensageira
Versando sobre o nada
Matando a rude estrada
241
Não quero nem um sonho
Apenas prosseguir
Em mundo mais bisonho
Sem ter qualquer porvir,
E o quanto decomponho
Impede o conseguir.
Somente me apresento
Ao léu e nada vejo
Ainda neste vento
O sórdido desejo
Tramando este excremento
Aonde o vão almejo,
Esqueço algum atalho
E apenas me retalho.
242
Não quero a sorte amarga
De quem se fez aquém
Da sorte que me larga
E sei já não mais vem,
E a luta traz e embarga
Marcando com desdém,
O verso sem sentido
O prazo desumano,
O mundo desprovido
Do quanto enfim me dano,
Vencido e convencido
Do medo onde me explano
Espero alguma luz
Aonde a sorte é cruz.
243
Mapeio o que me trazes
Com o quanto restasse
A vida em novas fases
Expressa o desenlace
E neste os mais audazes
Cenários, rude face.
O caos se aproximando
Do verso sem sentido
O tempo desabando
E nisto o que divido
Não deixa em contrabando
O mundo desprovido.
Esqueço o que se fez
Em tola estupidez.
244
Realço o que não veio
E bebo o fim do jogo,
O mundo segue alheio
Ao que se fez em rogo,
E quando devaneio
Adentro o rude fogo,
Esqueço o meu caminho
E sei do que não trace
O tempo mais mesquinho
Moldando a rude face
Enquanto em vão me alinho
O mundo me desgrace;
E resolutamente
A vida invade e mente.
245
Apenas a sangria
Presente que ofertaste
A quem não poderia
Em duro e vão desgaste
Morrendo a cada dia
Em meio ao que negaste,
Repare cada passo
Seguindo sem proveito
O tanto quanto traço
Não fosse meu direito,
E sem qualquer espaço
A morte serve de leito,
Não quero qualquer luz
Somente o medo e o pus.
246
Não vejo o que viera
Nem mesmo se tentasse
Vagando sem a espera
E neste desenlace
O que me destempera
Espreita o que desgrace
Resulto deste nada
E nisto se aproxima
A vida desolada
Em rara e leda estima
Depois da turva estrada
O tempo em duro clima.
O medo traz sinais
Dos dias infernais.
247
Não vejo qualquer sonho
E ponho o meu anseio
Enquanto o que proponho
Propaga em ledo veio,
O canto mais bisonho,
E nisto em vão passeio,
Marcando com terror
O verso sem sentido,
A vida em desamor
O canto revestido
Mostrando a ausente cor
E o tempo resumido.
Ainda se fizera
No olhar a rude fera.
248
Apresentando ainda
O manto sem ternura,
A história já se finda
Envolta em tal tortura,
A morte agora blinda
E é tudo o que procura
Após o medo em vão
Imerso no infinito
Resumo da estação
Que tanto necessito
E sei da dimensão
Expressa em novo grito,
O peso desta vida
Na fonte subvertida.
249
Reparo o que inda tento
Após o quanto em risco
Pudesse ser atento
Embora siga arisco,
O nome em pensamento,
Agora além confisco.
E bebo a sordidez
Sem ser sequer potável
O mundo se desfez
Num tom quase intragável
E sei que já não crês
No quanto imaginável
Meu mundo se resume
Nas tramas deste ardume.
250
Não mais se vendo a sorte
Querendo pelo menos
O quanto me conforte
Em dias mais serenos,
Vagando em ledo norte
Bebendo tais venenos.
Esqueça cada engano
E trame o que não venha,
E quanto mais me dano,
Decerto não convenha
Viver em desumano
Cenário onde contenha
Semente que exaurisse
O sonho em tal tolice.
221
Jamais eu poderia
Ousar noutro momento
A vida é mais sombria
E traz em sofrimento
O quanto dia a dia
Deveras atormento,
Não pude e nem quisera
Pensar no que se tente
Ainda sendo a fera
O que decerto atente
O passo destempera
E torna-me um demente.
Vestígios de uma lenda
Aonde o vão se estenda.
222
Não quero e não pudesse
Apenas bendizer
O que se faz e tece
Aquém o bem querer,
Navego em rude prece
Aguardo enfim morrer.
E sei do meu anseio
Vazio sem proveito
E quando o tempo veio
Num rumo aonde deito
O prazo em devaneio
O corte não aceito,
Esqueço o que se quer
Não tendo alguém, sequer.
223
Na escala que se tenta
Chegar ao infinito
O mundo em foz sangrenta
Presume o que não grito
E sei desta tormenta
E sempre a necessito,
Da nitroglicerina
Ao mundo nuclear
A vida é mais ferina
E canso de lutar,
Sem ter o que domina
Adentro em rude mar,
Jogado para as feras
As horas são quimeras...
224
Não tendo solução
Expresso o que não vejo
Num sonho em dimensão
Diversa do desejo
E sei que a negação
Expõe onde porejo
O prazo se extinguindo
O caos dentro do peito
O mundo não deslindo
E morro insatisfeito,
Do quanto me traindo
Deveras nada aceito,
Esqueço o meu passado
E volto ao velho enfado.
225
Bramisse o imenso mar
E nada mais se visse
Senão poder voltar
E mesmo em tal mesmice
A fúria a me tomar
O rumo contradisse,
Não quero e nem mais pude
Viver a luta atroz
Carpindo o tom mais rude,
Ninguém escuta a voz
Do que em atitude
Traduza os velhos nós
Reparo cada engano
E sei que ao fim me dano.
226
Não permitindo o fato
Enquanto sou assim,
O que sei e constato
Matando o meu jardim
Não deixa este regato
Na foz dentro de mim,
Elementar cenário
Aonde em turbilhão
O verso temerário
Não traz a sensação
Do quanto é solitário
O tempo em negação,
Apressando o final,
O turvo ritual.
227
Acolho com meu medo
Os dias mais venais
E bebo este segredo
Em termos desiguais,
Matando este arvoredo
Enquanto tu me trais,
Repare cada espanto
E nada mais servisse
Senão meu desencanto
Ou mesmo esta tolice
Aonde o que garanto
Jamais alguém ouvisse.
Persisto contra a sorte
Bebendo em paz a morte.
228
Não quero nem sinal
Do velho sentimento
E sei do sideral
Delírio aonde eu tento
Restando outro degrau
Exposto ao rude vento.
Não mais se quer a vida
Em tom diverso e rude,
Ainda desprovida
Do quanto já me ilude,
A luta ora perdida,
Em sórdida atitude.
O caos aonde o rumo
Expressa o que resumo.
229
Bebendo cada sonho
Aonde o nada veio,
E tanto recomponho
A vida em devaneio,
O marco mais bisonho
Expressa o vão receio
Apresentar enfim
O que não mais teria
Matando o meu jardim,
Ausente poesia,
O luto vivo em mim
A sorte em agonia,
O prazo determina
E seca a antiga mina
230
Acendo este vazio
Venal e sem proveito
E quando me recrio
Espero e não aceito
Sequer o desafio
Enquanto em vão me deito.
Reparo cada engano
E bebo o que não traça
A luta onde me dano
A vida em tal fumaça
Restando o velho pano
E nele a imensa traça,
O prazo se findando
E o mundo desabando.
Jamais eu poderia
Ousar noutro momento
A vida é mais sombria
E traz em sofrimento
O quanto dia a dia
Deveras atormento,
Não pude e nem quisera
Pensar no que se tente
Ainda sendo a fera
O que decerto atente
O passo destempera
E torna-me um demente.
Vestígios de uma lenda
Aonde o vão se estenda.
222
Não quero e não pudesse
Apenas bendizer
O que se faz e tece
Aquém o bem querer,
Navego em rude prece
Aguardo enfim morrer.
E sei do meu anseio
Vazio sem proveito
E quando o tempo veio
Num rumo aonde deito
O prazo em devaneio
O corte não aceito,
Esqueço o que se quer
Não tendo alguém, sequer.
223
Na escala que se tenta
Chegar ao infinito
O mundo em foz sangrenta
Presume o que não grito
E sei desta tormenta
E sempre a necessito,
Da nitroglicerina
Ao mundo nuclear
A vida é mais ferina
E canso de lutar,
Sem ter o que domina
Adentro em rude mar,
Jogado para as feras
As horas são quimeras...
224
Não tendo solução
Expresso o que não vejo
Num sonho em dimensão
Diversa do desejo
E sei que a negação
Expõe onde porejo
O prazo se extinguindo
O caos dentro do peito
O mundo não deslindo
E morro insatisfeito,
Do quanto me traindo
Deveras nada aceito,
Esqueço o meu passado
E volto ao velho enfado.
225
Bramisse o imenso mar
E nada mais se visse
Senão poder voltar
E mesmo em tal mesmice
A fúria a me tomar
O rumo contradisse,
Não quero e nem mais pude
Viver a luta atroz
Carpindo o tom mais rude,
Ninguém escuta a voz
Do que em atitude
Traduza os velhos nós
Reparo cada engano
E sei que ao fim me dano.
226
Não permitindo o fato
Enquanto sou assim,
O que sei e constato
Matando o meu jardim
Não deixa este regato
Na foz dentro de mim,
Elementar cenário
Aonde em turbilhão
O verso temerário
Não traz a sensação
Do quanto é solitário
O tempo em negação,
Apressando o final,
O turvo ritual.
227
Acolho com meu medo
Os dias mais venais
E bebo este segredo
Em termos desiguais,
Matando este arvoredo
Enquanto tu me trais,
Repare cada espanto
E nada mais servisse
Senão meu desencanto
Ou mesmo esta tolice
Aonde o que garanto
Jamais alguém ouvisse.
Persisto contra a sorte
Bebendo em paz a morte.
228
Não quero nem sinal
Do velho sentimento
E sei do sideral
Delírio aonde eu tento
Restando outro degrau
Exposto ao rude vento.
Não mais se quer a vida
Em tom diverso e rude,
Ainda desprovida
Do quanto já me ilude,
A luta ora perdida,
Em sórdida atitude.
O caos aonde o rumo
Expressa o que resumo.
229
Bebendo cada sonho
Aonde o nada veio,
E tanto recomponho
A vida em devaneio,
O marco mais bisonho
Expressa o vão receio
Apresentar enfim
O que não mais teria
Matando o meu jardim,
Ausente poesia,
O luto vivo em mim
A sorte em agonia,
O prazo determina
E seca a antiga mina
230
Acendo este vazio
Venal e sem proveito
E quando me recrio
Espero e não aceito
Sequer o desafio
Enquanto em vão me deito.
Reparo cada engano
E bebo o que não traça
A luta onde me dano
A vida em tal fumaça
Restando o velho pano
E nele a imensa traça,
O prazo se findando
E o mundo desabando.
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