sábado, 21 de maio de 2011

1

Não cansei da caminhada
Cujo tempo desdenhara
Outra sorte desenhada
No final gerando a escara
A verdade degradada
Outra luta dita a amara
Sensação do etéreo nada
Que deveras desampara.
Gera apenas o abandono
E se possa ou já me adono
Dos meus erros costumeiros
Bebo as tramas do passado
E se mostra ledo enfado
O cenário entre canteiros.

2


Tantas vezes a tristeza
Dominando este cenário
Traz a vida em tal surpresa
No caminho temerário
E se possa em correnteza
Noutro rumo, itinerário,
Cartas soltas sobre a mesa
Versejando em tom mais vário.
Nada mais pudesse ser
Senão isto que apresento
O meu mundo sem prazer
O momento enquanto tento
Mergulhar nalgum querer
Ou gerir meu pensamento.


3

Mas a sorte se permita
Muito mais que meramente
A verdade quando dita
O que possa e não desmente
A palavra mais bendita
Envolvendo corpo e mente
Na esperança agora aflita
O que muitas vezes tente.
Nada possa contra o fato
Do que tento resgatar
Meu anseio ora constato
E procuro algum lugar
Onde o sonho que resgato
Não pudera imaginar.

4


Amortiza este veneno
A saudade que domina
Outro tempo eu concateno
Numa sorte cristalina,
Na verdade me condeno
Ao que possa e me fascina
Meu amor pudesse pleno,
Mas audaz tudo extermina,
Vicejando no meu peito
O rosal que eu merecia
Quando sigo satisfeito
Bebo a sorte a cada dia,
O meu verso sem efeito
Nem um sonho em paz teria.


5

Vou singrando em novos mares
Tão diversos do que anseio
E se vejo e assim notares
O que tanto traz alheio
O cenário onde em lugares
Diferentes não mais veio
Procurando nos altares
O sentido que receio,
Bebo sempre o mesmo instante
E deveras não garante
Nem sequer o que pudera
Transformando em penitência
O que fora em inclemência
A verdade mais austera.



6


Respirando em outros traços
Os momentos mais diversos
Procurando por espaços
Emolduro velhos versos
Os meus dias seguem lassos
E deveras são perversos
Mesmo quanto mais escassos
Outros ermos vão imersos.
Nada pude ou tentaria
Vendo o quanto desilude
O que gere a fantasia
Transformando em plenitude
O que tanto se recria
Amortalha a juventude.


7

Em distantes noites vago,
Procurando algum descanso
E se tanto busco afago
Na verdade não alcanço
A pureza deste lago
Noutro engano ora me lanço
O momento em que divago
Na esperança de um remanso.
Ouso até pensar no quanto
Minha vida ora garanto
Sem saber da tempestade
Que decerto me derrote
Revelando ao velho mote
O caminho em que se evade.

8


Céus em plena mansidão
Pós tormenta, esta bonança
Que deveras já se alcança
E promove a dimensão
Dos caminhos que virão
Transformando em confiança
A verdade em tal mudança
Do vazio em geração.
Nada pude e nem tentasse
A verdade dita impasse
E o mergulho trama a queda
Outro tempo em desenlace
Traz o tanto que tramasse
A incerteza ora envereda.

9

Mas, te falo e te asseguro
Do que pude em realidade
No que possa ser mais duro
O momento não agrade
Tendo aquém do que procuro
Nada tento na verdade
E se siga em céu escuro
Nada bebo em claridade,
O meu verso se destoa
A palavra se revela
A versão que fosse boa
Outro tempo trama a cela
A minha alma em vão revoa
Sofrimento enfim revela.

10

Por mais triste que pareça
O momento traz sutil
O cenário que se esqueça
Ou talvez; já nem se viu
Roda além minha cabeça
E se possa ser gentil
Antes que tudo enlouqueça
Quem tal sorte não sentiu.
Sendo audácia tão constante
No caminho de quem erra
A palavra não garante
O cenário em alta serra
Na verdade doravante
O meu passo nada encerra.

11

A alegria salta o muro
E procura algum remanso
Onde o verso que procuro
Noutro tempo mesmo alcanço
No momento mais seguro
Outro tanto quando avanço
Traz o manto e neste auguro
A verdade diz descanso.
O que pude e não viera
A certeza desta fera
Que espreitasse tão somente
O meu mundo se apresenta
Na emoção leda se sangrenta
E decerto sempre mente.


12

Nos braços de uma amizade
Que pudera garantir
O caminho em liberdade
A vontade que há por vir
Traz o sonho que degrade
A palavra a redimir
O que trama uma verdade
Noutro passo a se exigir.
Nada vejo do que fomos
E se possa em tantos gomos
Somos mesmo sempre assim,
O tormento se anuncia
E rondando o dia a dia
Preconiza o mero fim,



13



De sermos mais felizes, por um dia
O quanto se pudera acreditar
Na sorte que imagino a nos rondar
Marcando o que deveras poderia
O cerne da questão dita a alegria
O mundo se perdendo a divagar
Ousando noutro instante a meditar
A tarde se desenha mais sombria.
Versando sobre o tempo onde pudera
Apascentar distante e rude fera
Tramando qualquer queda após o fato
E bebo em goles fartos o que trace
A vida se moldando em desenlace
Diverso do que quero e até constato.


14

As lágrimas nem sempre são vertidas
No olhar de quem se fez um sonhador
Seguindo de tal forma aonde eu for
Vivendo entre tormentos e avenidas
As horas renegadas, divididas
O mundo sem saber do quanto amor
Pudesse noutro instante em nova cor
Ousando além das dores refletidas.
O medo me atormenta e posso ver
O quanto se deseja em tal prazer
Enquanto a vida trama outro final
O que inda me restara é muito pouco
E sei do caminhar diverso e louco
De quem se desenhasse sempre igual.


15

Marcadas por tristezas e lamentos
As noites que entranhei nada trouxeram
Sequer os meus momentos vãos esperam
O soluçar diverso destes ventos.
Os olhos que persistem mais atentos
Os dias entre enganos degeneram
E quando noutro rumo destemperam
Os versos são além dos elementos.
O medo não traria melhor sorte
Nem mesmo quando muito o que conforte
Traduza o que pudesse ser maior
O rumo sem sentido se versando
O tempo noutro tanto desde quando
O anseio que procuro sei de cor.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

1


Nas águas tão profundas, num abismo,
Em abissal caminho me encontrando
O tempo noutro tempo mais infando
Enquanto no vazio ainda cismo
E mesmo quando houvesse o cataclismo
O mundo novamente se moldando
Num ávido lutar se desenhando
Matando cada anseio noutro sismo.
Vencendo o quanto pude imaginar
E tendo apenas isso a me tocar
A luta se desvenda em rude fim,
Soubera da promessa não cumprida
De ter além da morte nova vida,
Marcando o quanto possa haver em mim.



2

Em busca da possível aliança
Que a vida não pudera renegar
O tempo se moldando enquanto avança
Gerando o quanto tente desejar
Não vendo solução a se mostrar
Movendo cada farsa na lembrança
O mundo se traçando a divagar
Enquanto o dia a dia sempre cansa.
Não tenho qualquer tom de ansiedade
E bebo com certeza esta saudade
Em goles bem mais fartos, fantasia...
O quanto não se faz em ledo sonho
Apenas ao final eu me proponho
Tramando o quanto pude e não teria.

3


Que venha sem trazer qualquer mentira
A senda mais audaz que imaginasse
O tempo se transforma em nova face
E o todo noutro passo se retira
O quanto da verdade ora interfira
Marcando o dia a dia neste impasse
Vencendo o quanto possa e se mostrasse
Enquanto o próprio tempo avança e gira;
Não quero ter nas mãos a farsa e a queda
Aonde se pagando em tal moeda
A luta desengana quem tentara
Vestir a fantasia e não viesse
Singrando sem saber qualquer benesse
Da glória tão distante quanto rara.


4

A vida faz promessas não cumpridas
E traz esta ilusão que ora alimento
Ardor em sensações, o sentimento
Expressa tantas fontes desprovidas
E sei que mesmo quando tu duvidas
O tanto que se molda alheamento,
Pousando noutro fato desatento
Cevando aonde visse tais feridas,
Negando melhor sorte a quem tentara
Sentir a mansidão que já não veio,
O passo se moldando em tal receio
A rede de emoções me desampara
E sinto se esvaindo o sonho em mim
E toda esta incerteza traz meu fim.


5

O meu canto em liberdade
O meu sonho mais audaz
O que possa da saudade
Na verdade o tempo traz
E se molda em claridade
O que quero ter em paz
Ao saber felicidade
Da esperança sou capaz.
Mas não tendo outro caminho
Sigo só e nada vem,
Outro tempo mais mesquinho
Mostra a sorte com desdém
E se possa a cada espinho
O vazio me convém.


6


Vai buscando a cada passo
O que tanto poderia
Na verdade o que ora faço
Dita apenas fantasia
E se o mundo não mais traço
No que possa em alegria
A vereda em sonho lasso
Outro tom se moldaria,
Vejo apenas o que possa
Traduzir cada cenário
Do que fosse imaginário
À certeza que foi nossa
O tormento anunciado
Trama a fúria do legado.


7

Que distante, eu reconheço
Já não posso nem falar
Do que vendo em tal tropeço
Torna a vida a se moldar,
Onde pude em adereço
Num estranho caminhar
O momento enquanto esqueço
Do que atente ao me entregar,
Verso sobre o que divirjo
E se possa e não convirjo
Para a mesma direção,
Onde o tempo anunciasse
Turbilhão em desenlace
Noutra sorte, outro senão.

8


Misturando a fantasia
Que decerto tanto pude
Transformar e não teria
Mais a doce plenitude
De quem teima em poesia
Mesmo em tempo bem mais rude
Ou versando a cada dia,
No final se desilude.
Vejo o todo e me alimento
O momento mais sutil
Quando a sorte se previu
Solto e livre pensamento
Trama o corte em desvario
E meu mundo desafio.



9


Com pitadas de emoção
Onde o nada se moldara
A verdade diz do não
E transforma esta seara
A palavra em divisão
A incerteza bem mais clara
Novos sonhos se farão
Quando a vida desampara.
Esperasse pelo menos
Os anseios mais serenos
Depois desta iniqüidade
O meu tempo que destróis
Procurando vãos faróis
E incerteza agora invade.

10


Na ilusão desta promessa
Que jamais se possa ver
O que tanto recomeça
Noutro rumo a se perder,
O meu passo ora tropeça
Nos anseios do querer
E a verdade prega a peça
Só gerando o desprazer.
Numa sórdida presença
O que pude há tanto e nada
Outra noite se convença
Da incerteza desta estrada
Quando há lua a recompensa
Tantas vezes desejada.

11

Não deixando mais tropeço
Nem sequer o quanto aborta
Outro enredo desconheço
E mantendo aberta a porta
Sei da vida em adereço
O que tanto agora importa
Traz a sorte em recomeço
Ou desenha a antiga, morta.
Vejo o mundo como fosse
Este cenário já perdido
O momento presumido
Muitas vezes quero-o doce,
Mas sei bem do desvario
Que deveras desafio.


12

Tantas coisas que passei
Erros fartos, simplesmente
O que possa e se apresente
Dita o quanto eu esperei
Na verdade a dura lei
Que decerto impertinente
Traz o todo que se atente
E a vereda onde entranhei.
Nada mais pudesse crer
Nem sequer no que viria
Ouso até mesmo em poder
Desenhar o que teria
Nas entranhas do prazer
Ou quem sabe em novo dia.

13

Tanta lágrima rolando
Deste olhar agora ausente
O que possa ser mais brando
No final não se apresente
O que vejo desabando
O momento que se sente
O tormento me inundando
Noutro verso, previdente
O meu caso não diz nada
Nem do quanto visse em paz
A verdade sonegada
O caminho se desfaz
E ao chegar nova alvorada
O segredo nada traz.

14

Mas agora eu me percebo
Entre as pedras do caminho
E se possa o que concebo
Na verdade sou daninho
Esperança; eu já não bebo
E tampouco ali me alinho,
O meu sonho, este placebo
Sem sequer saber do ninho.
Enveredo no passado
E se tento ser diverso
O que mostra tanto enfado
Desenhasse o mais disperso
Delirar onde me evado
E decerto eu desconverso.


15

Num caminho mais sereno
Poderia imaginar
Outro tempo onde condeno
Outro sonho a me marcar
A verdade em tom ameno
A vontade de chegar
E sabendo do veneno
Nada possa em tal lugar,
A vereda que se forma
A palavra sonegasse
E deveras se deforma
O que tento em nova face
Outro tanto sem a norma
Que pudesse e não se trace.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

1

Sem certeza do quanto mais pudera
Noutro engano diverso a vida segue
Já não tendo sequer o que prossegue
Não se vendo nem mesmo o quanto espera
Quem deseja a palavra mais sincera
Na ilusão que decerto em mim consegue
O momento feroz onde se embebe
A palavra tornada dura, austera.
Não querendo talvez o que me iluda
A minha persiste amarga e muda
No caminho que tanto se pensara
Outro tom se divisa e na verdade
O meu canto presume a falsidade
Espalhando o não ser nesta seara.

2


Eu quisera somente ter nas mãos
Outro dia diverso do que veio,
A palavra que tanto diz receio
Os momentos marcando velhos chãos
Apresentem decerto mortos grãos
O meu passo se mostre mesmo alheio
Ao que possa viver e não rodeio
Já sabendo faz tempo destes vãos.
Mergulhando no ocaso onde pudesse
Ter apenas o quanto a vida tece
Seduzido por erros tão comuns,
Os meus versos se dizem ilusórios,
Meus momentos são ritos tão inglórios
Da esperança, restando só alguns.


3

Eu não tenho mais o quanto
Poderia acreditar
Noutro tempo a desnudar
O que nada enfim garanto,
Vejo a sorte e me adianto
Ao que tente desvendar
Nada mais irá mudar
O caminho em desencanto
Outro sonho se decide
Na verdade que inda incide
Sobre nós e nos domina,
O que tento noutro fato
Com certeza não constato
Fonte outrora cristalina




4

Jamais se vendo a vida de tal forma
Que nada mais pudesse além do quanto
O tempo se anuncia em desencanto
E o mundo no vazio se transforma,
Ousasse acreditar no quanto a vida
Trouxesse muito mais do que pudera
O tanto quanto resta nessa esfera
Tramando a velha sorte, distraída.
Numa esperança tola, o mesmo algoz
Que quando poderia me negara
A sorte mais airosa, bela e rara
Ao elevar além a nossa voz.
Vivesse cada instante mais feliz
Singrando o quanto possa e tanto quis.

5


Um áspero caminho e nada mais
O tanto se anuncia após a queda
E quando se desenha e não se enreda
A vida entre diversos rituais,
Os olhos enfrentando vendavais
A sorte na verdade se envereda
Trazendo toda a dor como moeda,
Moldando do bastante o nunca mais.
Pousando tão somente aonde pude
Vencer o que se mostre em amplitude
Diversa da que um dia imaginara,
A noite se desenha mais escura
E nada quanto eu creia me assegura
Que um dia volverá suave e clara.

6

Não quero esta palavra sem a qual
O mundo talvez fosse interessante,
O tempo de viver não se garante
Na morte que desenha o ritual,
O sonho que pudesse ser banal
O quanto resta apenas doravante
Mudando este caminho a todo instante
Marcando cada sombra em tom fatal.
Não posso e nem tentara mesmo após
A luta desejada em rude foz
Mortalha que se tece a cada dia,
Seara tão diversa da que tento
E sei do quanto atroz o sofrimento
E nada contra a fúria eu poderia.

7



É bom saber que existes; minha amiga!
A vida se apresenta de tal forma
Que tudo o quanto possa nos transforma
Ainda que a saudade em vão prossiga.
O tempo quando muito desabriga
E nada se moldando em tal reforma
Do tanto quanto a sorte nos deforma
E gera o que pudera em rude liga.
Vestindo a hipocrisia deste sonho
Que tanto imaginara e não viera,
A senda a se moldar demais austera
O canto noutro tom eu te proponho
Vagando sem saber cada viela,
A velha solidão já se revela.




8

Na luta tão difícil pela vida
O quanto poderia cada instante
Traçar outro momento doravante
Deixando bem distante a despedida.
Aumenta esta esperança qual ferida
Que gera este final tão fascinante
Ousando no caminho que garante
O tempo e sem saber; sequer, saída.
O tanto quanto quero e não percebo
Amor que se moldara e não recebo
De quem já poderia ser além
Do verso que deveras fragiliza
Tentando acreditar que venha a brisa
Aonde tempestade ora contém.


9

Que tantas vezes vem e já não traz
Sequer o quanto pude desejar
O tempo se perdendo num vagar
Aonde se mostrara mais audaz.
O verso noutro tom jamais se faz
Pousando neste sonho devagar,
E tendo ou não caminho onde rogar
O todo se desenha aquém da paz.
Já não comportaria qualquer sorte
Que ao menos no final tanto conforte
Quem luta simplesmente e nada mais,
Pousando dentro da alma esta esperança
A vida num momento em vão se lança
Enquanto sem sentido tu me trais.

10


Saber que estás aí, querida amada
Tramando o quanto possa noutro instante
Vagando pelo mundo deslumbrante
Trazendo no final o mesmo nada.
A sorte se moldando em cada estrada
O passo se mostrara doravante
O quanto na verdade se garante
Deixando a noite calma, enluarada.
Vestígios do que fora uma esperança
Agora no vazio a voz se lança
E nada mais trouxera a paz que eu quis
Pudera imaginar novo momento,
E sei do que decerto busco ou tento
Eterno marinheiro, um aprendiz.



11

Tantas vezes sozinho, busco o mar
Tentando acreditar nalgum cenário
Ainda que deveras solitário
Sem ter sequer um canto onde ancorar,
O corte se mostrara a divagar
O tempo se moldando solidário
Meu verso se anuncia temerário
E o corte; o sinto sempre aprofundar.
Vestindo a velha sorte que não trama
Sequer o que pudera em ledo drama
Matando o sonho mesmo quando possa
Traçar outra verdade que não venha
Buscando no infinito a rara senha
Que impeça a penitência atroz e nossa.


12

Distante mar que nunca mais eu vi
Depositando o sonho no vazio
E sei do quanto possa ou fantasio
E bebo a sorte em tanto frenesi.
Volvendo num momento chego a ti
E sei do que se faz em desafio
O verso prenuncia o desvario
E o todo que tentara não senti.
Vagasse contra as fúrias deste rumo
Ousando acreditar ser o oceano
E sei do quanto possa quando escumo
O tempo num completo desengano
Versando sobre o mundo que não vejo,
Amor nunca passando de um desejo.

13

Cismando, sou teimoso, vagando além
Do quanto poderia imaginar
A sorte noutro rumo a se tomar
E sei que no final não há ninguém
O tempo na verdade não contém
E sabe o quanto possa desejar
Marcando cada passo devagar
Deixando para trás único bem.
Jamais imaginara novamente
O quanto cada passo represente
Mergulhos na ilusão, torpe ou serena
O preço a ser cobrado não garante
O dia que deveras fascinante
Infelizmente ao nada nos condena.

14


Nas ondas deste mar onde tentara
Vencer uma procela tão feroz,
A vida desenhando dentro em nós
A sensação atroz de corte e escara,
A luta se aproxima e desejara
Apenas um descanso logo após,
Mas nada do que possa tão veloz
Domina o quanto a morte ora escancara.
Eu visse meu olhar ora perdido
O verso com cuidado, o dilapido
E tento acreditar no que veria,
O olhar bem mais tranquilo de quem sonha
E tenta acreditar noutra risonha
Vontade desfilando em poesia.

15

Pensava descobrir uma esperança
Nos olhos de quem tanto acreditasse
Na vida superando algum impasse
E a sorte que ao vazio ora se lança
Marcasse cada dia em confiança
E neste duro e rude desenlace
O mundo sem sentido se moldasse
E nada mais pudera ou já descansa.
A cena se repete a cada queda
E sei que na verdade o que me seda
Expressa o turvo olhar impertinente.
Não pude e não seria de outra forma
O próprio amanhecer já nos transforma
E novo caminhar a vida atente.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

1

Não me importa saber do quanto veio
Nem tampouco da rara divisão
A verdade tecendo em tal senão
O caminho do qual me devaneio,
O momento seria em tom alheio
A saudade expressando a dimensão
Do meu verso moldando desde então
O que possa e deveras incendeio.
Não queria pensar no meu passado
Nem tampouco desenho o que ora brado
Num cenário sem rumo e tão atroz
Que pudera gerar outra esperança
O meu verso se mostra e não alcança
Nem sequer o que possa vivo em nós.

2

O que possa viver em plenitude
Nas imagens dos sonhos mais profanos
Outros ritos deveras mais humanos
Ou quem sabe no fim tudo transmude,
A verdade de fato não ilude
O meu mundo ao passar dos tantos anos,
A saudade deixando velhos planos
Desengano se mostra em magnitude.
Onde um dia pudera ser diverso
Do caminho mordaz que agora verso,
Transformando o meu mundo no vazio,
Encontrando pedaços da esperança
Na certeza o que tanto a vida avança
Não permite sequer o quanto eu crio.

3

Nos amores de tanto falso brilho
Perolada expressão de solidão,
O momento se mostra mesmo vão
E deveras no espaço nu eu trilho,
Vagamente pudesse este andarilho
Noutro tempo moldar a dimensão
Recebendo da sorte a imprevisão
Do cenário onde tento e me polvilho,
Galgaria quem sabe novo espaço
E pudesse tramar o quanto traço
Sem ter medo sequer de teu veneno,
Mas a vida não traz sortes e risos
Acumulo somente prejuízos
O meu mundo jamais se fez sereno.

4

Sem saber da verdade que nos rege
Ou transforma esta luta em decadência
O meu tempo se molda em vã ciência
E a palavra sem nexo já se elege.
O meu verso podendo ser herege
Não teria afinal tal ascendência
O que pude sentir mata inocência
De quem busca a esperança e em dor lateje,
O meu mundo não cabe dentro em mim,
O final se aproxima e sendo assim
A saudade relata cada engodo
Desta vida sem nexo, ora insensata
O que possa traçar e se arrebata
Joga o sonho por certo em podre lodo.

5

Não me cabe falar do que não veio
E sequer poderia mesmo vir
O caminho se mostra em tom alheio
Impedindo saber o que sentir
Baixa o pano e demonstra em vão recreio
O momento diverso a perseguir
O que possa tramar já não anseio
Na incerteza do quanto irei ouvir.
Decidindo meu passo no futuro
O cenário que trace onde perduro
Reunisse esperanças mais diversas
E tentasse sentir completamente
O tormento que mesmo se apresente
Quando além dos caminhos rudes, versas.

6

Respeitando o que possa mesmo ou não
A verdade não dita novo passo,
E vivendo sem ter o quanto traço
Esperando quem sabe esta expressão
Vagamente o que possa desde então
Traduzindo somente o meu cansaço,
Noutro rumo modera o que inda faço
E presume afinal tal direção,
Já não quero saber do quanto veio
Nem tampouco que venha novamente
O cenário deveras se desmente
E prossigo num tom calado, alheio
Vivendo do que possa em plenitude
Quando amor sem verdades desilude.

7


Quando pude perceber
O final da velha peça
Onde o sonho em vão tropeça
Procurando algum prazer
Revigora todo o ser
Sem ter nada que me impeça
De viver o que interessa
A quem tudo possa crer.
Já não cabe tal momento
E se tanto agora invento
Qualquer dom pudesse em nós
Transferir este final
Tão comum, mesmo banal.


8

Já coubera desvendar
O meu mundo quando o fato
Que deveras mal constato
Toma todo este lugar,
O que pude desvendar
Meu momento ora retrato
No vazio que resgato
Ou quem sabe noutro mar,
A verdade se mostrando
E meu tempo fora brando,
Mas diverso do que insiste
Em tramóias e mentiras
Que decerto tu prefiras
Mesmo a vida sendo triste.

9


Já não vejo solução
Nem pudera num instante
O que a vida não garante
Nem traduz em dimensão
Mais diversa desde então
O que possa e me adiante
Transformando doravante
A incerteza de um senão
No tormento mais comum,
Se deveras sou nenhum
Nada tenho a demonstrar
O que possa noutro rumo
Na verdade não consumo
O que tente imaginar.

10

Já não vejo sequer cais
E tentasse além do sonho
A verdade que ora exponho
Dita velhos temporais
Os meus dias desiguais
Num anseio mais bisonho
E se possa e já me enfronho
Procurando ou nunca mais,
A loucura, a insanidade
O meu mundo se degrade
Numa velha turbulência
Cabe na alma este vazio,
Onde possa e desafio
Meu amor, velha ciência...

11

Num delírio que permita
O que tanto desejara
Noutro tempo, vida amara
Sorte atroz, audaz e aflita
Sem saber sequer reflita
Ou desenha e desprepara
O que nunca se notara
E de fato não se evita.
Revelando cada instante
O que possa e não garante
Sequer sombra de esperança
O meu mundo não traduz
Nem sequer presume a luz
Que decerto o nada alcança.

12


Já não pude ter em mente
O que tanto desejara
A esperança sendo cara
Traça o sonho plenamente.
Mas deveras se desmente
E no todo não se ampara
Falsamente ora escancara
Torna a sorte uma demente,
O vazio se mostrasse
Onde quer que num impasse
Verso veja o que não veio
Sigo o rumo e sei do quanto
Na verdade desencanto
E produzo o meu anseio.

13


Resumindo cada fato
No que tanto desejasse
O meu mundo em desenlace
Que deveras já constato,
Nada pude e neste ingrato
Caminhar o que se trace
Desenhando o que embarace
O meu passo em vão retrato.
Já não guardo do passado
Nem sequer menor lembrança
O meu tempo desvendado
E deveras quando avança
Sigo a vida lado a lado
Gero além a confiança;

14

Mal me cabe o que viria
Noutro tom deveras rude
A palavra que me ilude
Outro tom em agonia
Versejando dia a dia
O meu mundo em atitude
Revelando o quanto mude
E de fato moldaria
Quando a luz audaz incide
No momento onde decide
O final que nunca veio,
Expressando uma quimera
Que talvez na mesma esfera
Traz o quanto em vão rodeio.

15


Transcrevendo o fogaréu
Que minha alma coletasse
Noutro rumo, mesmo impasse
Novamente sou o réu
E o caminho atroz, cruel
Que esperança nunca trace
Na verdade que gerasse
Ilusão em claro véu
Azulejos do passado
Onde tanto desvendado
Meu momento sendo rude
Trama o quanto poderia
Noutro tom, velha utopia
Tanto amor de fato ilude.

terça-feira, 17 de maio de 2011

1

Quando se desenha em uniforme
Caminho a mesma face ou mesmo até
Aquela que deveras nos conforme
Ou gere a insensatez de cada fé,
E quando em solidão meu peito dorme
Vagando sem saber mais por quem é
A face se mostrando mais disforme
Traduz o quanto a vida segue a pé
Vestindo a mesma velha inconseqüência
Ousando acreditar na competência
De quem jamais se fez além do vago,
Invisto cada passo no futuro
E tanto quanto possa, configuro
O tempo; aonde sempre em vão divago.

2


Teologias várias me trariam
Talvez algum alento ao fim de tudo,
O quanto na verdade me transmudo
No quanto velhos sonhos poderiam.
Vassalos da esperança moldariam
O enredo; aonde eu tanto desiludo
Porquanto siga só, alheio ou mudo
Os dias entre enganos seguiriam,
Versando sobre o que inda me restara
A noite se mostrara em prata rara
Num plenilúnio intenso e mavioso,
Mas quando me avizinho do vazio
Reparo o quanto sigo ora sombrio
Tornando o meu caminho pedregoso.

3

Ou quando se mostrara em tal miséria
O mundo desnudado rudemente
No todo que deseja agora mente
E sabe a franca face da matéria,
O verso noutro tanto, a voz mais séria
Enquanto o que pudesse plenamente
Apresentando o corte e sem semente
A vida não tecendo a sorte; espere-a.
Decerto o caminhar se moldaria
No tanto que se inunda em poesia
O versejar suave e soberano
O vento nos tocando devagar
Uma esperança eu sinto a divagar,
Porém o meu anseio diz engano.

4


O tempo mudando a sorte
De quem tanto poderia
Procurar qualquer aporte
Noutro tom sem ironia,
O cenário que conforte
A verdade e a fantasia
Noutro dia mesmo o corte
Nada mais alegaria,
Verso sobre o que pudera
E se vejo viva a fera
Que alimenta-se de entranhas
O meu sonho se desfaz
Num momento onde mordaz
Outros erros; tanto assanhas...

5

Percebo este ser obscuro
Que alimenta o pensamento
E se tanto quero ou tento
Noutro passo me asseguro,
O que possa e já procuro
Outro fato onde lamento
O meu verso em sofrimento,
Solidão trama e perduro,
Navegando no vazio
Onde o quanto desafio
Traça enganos tão somente,
A verdade não se omita
Quando a sorte traz aflita
A esperança que ora mente.

6

Não queria acreditar
Nos engodos mais comuns
Meus momentos; sei de alguns
Onde houvera algum luar
Vou vertendo num vagar
Busco sonhos incomuns
Aguardentes, vinhos runs
E o meu mundo a naufragar.
Na esperança que não veio
No caminho sempre alheio
No cenário sem descanso,
Onde possa ter a sorte
Que deveras me comporte
Na verdade não alcanço.

7


Brindo ao sonho que partira
Noutro rumo de tal forma
Que a palavra que reforma
Traz apenas a mentira
E deveras já prefira
Caminhar enquanto a norma
Não trouxesse o que deforma
Nem matasse insana pira.
Versejando sobre o nada
A certeza destroçada
A verdade não se traz
Onde o vento me inundasse
Ao vencer qualquer impasse
Outro rumo, mais audaz.

8

Divagando sobre o fato
De viver o quanto pude
Mesmo sendo em atitude
Tão diversa, ora constato,
O momento mais ingrato
A palavra dura e rude
Velha flor da juventude,
Outra face em vão retrato.
Jamais tento acreditar
No que possa caminhar
Neste rumo, mais incerto.
Já não quero o mero sonho,
O que tenho decomponho
E alimento este deserto.

9

Ao falar do pleno amor
Que deveras nos guiasse
Onde quer que a vida trace
Mesmo engano sem pudor,
Caminhando aonde eu for
A verdade em desenlace
Trama o quanto desejasse
A palavra sem a dor,
O meu mundo se discerne
Procurando pelo cerne
Da questão que ora apresento,
Mas sabendo do que trago
Não supondo algum afago
Da esperança sigo isento.

10

Exorcizo esta ilusão
E desejo novo rumo,
Onde possa e não me aprumo
Novos dias não verão
A terrível solidão
Que pudera em mero sumo
A palavra que resumo
Nesta vasta imensidão.
Ousaria acreditar
No que possa algum luar
Espalhando em luz suave,
O caminho que se cria
Trama a imensa fantasia
Que decerto nada agrave.

11


Já não possa perceber
O que a vida me ensinara
Desde quando a sorte amara
Desdenhara o meu viver,
E se tento agora ver
Outra luta se prepara
E navego em vã seara
Sem sequer me perceber,
O vazio que entranhasse
Traça o rude desenlace
De uma vida sem proveito,
Galgo os sonhos, mas a queda
No tormento se envereda
E deliro, mas aceito.

12


Não me cabe decidir
Sobre o fato que não veio
Sigo o mundo sempre alheio
Ao que tanto há no porvir,
A verdade a perseguir
O momento onde rodeio
O caminho em devaneio
Dos meus sonhos me excluir.
Ver somente o que interessa
E deveras já sem pressa
Procurar algum alento,
Mas pudesse ser enfim
O que trago dentro em mim
Ou deveras mesmo tento.

13

Nada mais se vendo após
O caminho sem seu norte
O que possa e não conforte
Traduzindo a velha voz
Do momento nosso algoz,
Desenhando o quanto corte
Sei somente desta morte
Num anseio mais feroz.
Resumindo cada verso
Onde tanto sigo imerso
Vago além do pensamento
Outro fato se repete
Na verdade o canivete
Corta fundo em tom sangrento.

14

Presumisse outro final
A verdade se veria
Muito embora a fantasia
Molda o verso mais banal,
E seguindo o ritual
Bebo apenas a ironia
E se possa em alegria
Com certeza é menos mal.
O meu passo em retrocesso
O que possa e não confesso
Sem sentido e sem razão,
Ouso mesmo quando dano
O meu mundo em desengano
Ou os dias que virão.

15

Visto o sonho e nada mais
Do que possa acreditar
No meu verso a desenhar
Seus diversos temporais,
Outro tempo é crer jamais
Não restando céu ou mar
Nem tampouco algum lugar
Que pudesse ser meu cais,
Vejo apenas o que pude
Num momento em plenitude
Ou após em livre queda,
Refazendo o que tentara
Noite em paz, coisa tão rara,
Solidão, cara moeda...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

1

No desejo infinito de te ter
Entre sonhos diversos, meu engano,
Porquanto na verdade se me dano,
No fim não restará sequer prazer
Do quanto na verdade mais quis ser
E a vida com seu ar duro e profano
Criando este abandono, traça um plano
Contrário ao que pudera conceber,
O velho coração em apatia
O tempo se reduz ao que não via
E na avidez do encanto se desfez
A morte sinaliza de tal forma
Que todo o meu cenário se deforma
Neste desejo feito insensatez.

2

Verter nosso prazer em caudalosas
Vontades num momento irradiante,
O tempo na verdade não garante
Nem mesmo primavera traz tais rosas.
O quanto se deseja em majestosas
Loucuras nada mais já se adiante
E sei do que pudesse doravante
E tanto quanto podes; caprichosa.
A luta se desenha de tal sorte
Que nada mais deveras nos conforte
Somente esta vontade insaciada,
A luta se anuncia mais febril
No instante que este amor já se reviu
Moldando num momento nossa estrada.

3


Não quero ter pudores ao dizer
Do quanto nosso mundo possa além
Da vida que decerto já contém
Imensidão desnuda em tal prazer,
O que inda poderia mesmo ver
Disfarça sem sentido o que detém
O passo modulando o raro bem
Que um dia tentaria conceber,
Nas tramas desta insânia sigo logo
E quando de esperanças vãs me afogo
Presumo o fim do jogo, mas tu vens
Tomando com firmeza este timão,
E doma a mais diversa direção
Transformas dias rudes; raros bens...

4

Ardendo neste jogo em fogaréu
O tento mais perfeito em harmonia
O verso que pudera e não se via
Translada para a terra todo o céu,
Vagando como fosse um carrossel
O sonho dita o tom da fantasia
E traça o que tentara em alegria
Desfolha da esperança último véu.
E sei do quanto é rude a caminhada
De quem sabendo as curvas desta estrada
Desata os velhos nós de um mau destino,
O canto se anuncia noutro espaço
O que teimara em ver se eu mesmo traço
O corte se aproxima e me alucino.

5


Do amor que a gente faz, sem mais juízo
O todo se entranhando dentro em mim,
O verso traduzindo o quanto enfim
Tivera num momento mais conciso,
O passo se traduz em tom preciso,
E sei da florescência de um jardim
Vivendo o quanto resta até o fim,
Não importando mais se existe siso.
Revigorando o passo que pudera
Trazer para meus olhos primavera
Versando sobre o tanto que a desejo,
Vestígios do passado? Nunca mais...
Os dias são diversos, mas banais,
O tempo transmudando a cada ensejo.

6


Pudesse enfim te ter, mas nada disto
A vida me permite desde quando
O tempo noutro instante se moldando
Traduz o quanto quero e não desisto,
Mas sei que na verdade não existo
Apenas vou seguindo em contrabando
Ou mesmo noutro instante agora ousando
Aonde quis bem mais e inda persisto.
Jamais eu poderia acreditar
No quanto a vida traz e em tal lugar
O verso se anuncia sem promessa
A vida não teria novo gosto
O olhar desenha o medo e segue exposto
Ao quanto poderia e não começa.

7


Nas sanhas desta vida em tal sentido
O vento não pudera me trazer
Sequer o quanto tento em teu prazer
Ou mesmo mergulhasse num olvido,
O tanto que desejo e não duvido
Moldando toda a sorte deste ser
E traz o quanto veja em bem querer
No fato mais sincero e presumido.
Ousasse penetrar no pensamento
E sei que na verdade estando atento
Talvez até consiga a liberdade
E sei do que pensara em qualidade
Ou mesmo caminhando contra o vento
Tentando adivinhar a claridade.

8


Jamais pudera crer no que viesse
Sem ter qualquer momento venturoso
O tempo se traduz em farto gozo,
A vida traz a trama que enlouquece
A sorte se promete em rara messe
E o verso se mostrara majestoso
O canto tantas vezes desairoso
O fim em descaminho ora se tece.
Vestindo hipocrisias do passado,
O tanto quanto fora anunciado
Morrendo num instante sem ter paz,
Trazendo no meu peito a velha adaga
A morte mansamente quando afaga
A mórbida esperança, enfim me traz.

9


As mãos que te estendera num momento
Enquanto a sorte fosse mais diversa,
Agora quando o tempo tergiversa
O canto vira apenas desalento,
Aonde poderia e sei que tento
Vencer a sensação que em dores versa
Gerando o descaminho vai submersa
Expondo o coração ao duro vento,
Não tive nem teria novo anseio
Apenas o que possa e sei que veio
Reinando sobre os dias mais suaves,
E tendo este caminho feito em paz
Do quanto poderia ser audaz
Embora no final enfrente as traves.

10


Meu canto sem sentido e sem razão
A luta se mostrando com freqüência
Aonde se tentara em eloquência
Perdera da esperança uma noção,
Vagando neste imenso turbilhão
A vida se mostrara em inclemência
Meu passo traz no fundo a penitência
Gerado pelas fúrias de um tufão,
Resumo cada verso no futuro
Que tanto quanto possa até procuro
Vestindo meu momento mais gentil,
O todo se transforma e nada deixa
Senão a sensação de velha queixa
Que até algum sentido não se viu.

11

O que possa ser diverso
Do que tanto desejei
Na verdade não terei
Nem porquanto ao nada verso
E seguindo mais disperso
Deste todo fosse um rei
Ou quem sabe desenhei
Um alento mais perverso,
Beberia com prazer
Toda a sorte a me envolver
Nos dissídios da ilusão,
Mas apenas prosseguindo
Sem saber me dividindo
Entre as tramas que virão.

12

Nada trago senão isso
E pudera ser bem menos,
Os meus dias mais amenos
Perdem todo o velho viço,
O momento onde cobiço
Enfrentando os teus venenos
Entre engodos claros, plenos
Neste solo movediço.
Revoando sem paragem
O que trago na bagagem
Não permite qualquer sonho,
Sou somente o velho não
E se tento a dimensão
Noutro engodo a decomponho.

13


Nada mais pudesse enquanto
Meu momento fosse assim
O que vive dentro em mim
Na verdade não garanto
E se possa saber tanto
Traduzindo ao quanto vim
O meu mundo seja enfim
O cenário sem quebranto,
Mas o todo se dilui
O meu mundo agora rui
E o que pude nada traz,
Sou apenas o vazio
E se tento ou me recrio,
Perco e nada satisfaz.

14


Já não pude mais sentir
O que tanto desejara,
A verdade se prepara
No caminho que há de vir,
O momento a se sentir
A vagar nesta seara
Noite imensa, lua clara
Dia belo a presumir.
Atormento meu passado
E vagando em ledo prado
Verso sobre o que pensava
De uma vida mais suave,
Mas o quanto agora agrave
Torna a sorte dura escrava.

15


Nada mais pudera ter
Senão erros tão frequentes
E deveras onde tentes
Saiba deste desprazer
Quantas vezes quis querer
Entre enganos renitentes
Outros dias não inventes
Nem pudesse perceber,
O sentido sem razão
O momento em divisão
Onde o nada se aproxima
E domina o que inda resta
Adentrando em breve fresta
Resumindo o velho clima.

domingo, 15 de maio de 2011

1

Onde possa viver tranquilamente
O que reste da vida dura e atroz
Transformando e rompendo velhos nós
Outro passo se trama e se apresente,
O que versa no sonho imprevidente
Caminhando entre tantos; mais veloz
Muda sempre o cenário desta foz
Que já fora diverso e impertinente.
O meu mundo se torna num anseio
Tantas vezes dorido e sem cuidado,
A palavra trazendo em cada brado
O momento feroz que também veio
Na incerteza que torna a sorte rude,
O que possa deveras desilude...

2


Nada tenho destes sonhos
Cuja força ora me engana
A palavra mais profana
Outros dias mais bisonhos,
Os momentos enfadonhos
Sem vontade soberana
A certeza que nos dana,
Mata dias mais risonhos.
Renegando qualquer tom
Do que outrora fora bom,
Mas agora se perdera,
A incerteza desta sorte
Sem trazer o que conforte
No final, nada tecera.

3

Sendo rude a caminhada
De quem tenta nova vida
Já não tendo uma saída
Não sobrando quase nada,
A incerteza desenhada
Outra parte dividida
Constatando esta feria
Que julguei cicatrizada.
No que possa imaginar
Novo sonho a se moldar
Ou quem sabe o mesmo falso,
Cada dia se apresenta
A verdade virulenta
Preparando o cadafalso.

4

Não queria tal cenário
Muito menos ter nas mãos
A certeza destes nãos
Noutro tempo, imaginário
No meu canto solitário
Nada vejo e sem irmãos
Os meus erros, velhos, vãos
O meu tempo atroz e vário.
Nada pude perceber
Nem quisera de tal fato
O que tente e se constato
Molde apenas meu prazer
Na vontade sem igual,
Outro tempo. Irracional.

5

Versejando sobre a sorte
Que pudera ter no olhar
Horizonte onde se aporte
O meu duro desenhar
Entre o tempo, rude corte
O que possa mergulhar
Já no fim nada suporte
Nem trouxesse novo mar.
Vejo a sorte soberana
A palavra onde se dana
O momento sem futuro,
O meu passo se perdendo
Num cenário sempre horrendo
Aonde morto perduro.

6

Já não posso ou não devia
Crer nos erros de quem sonha,
A palavra mais bisonha
Alimenta a fantasia
E o que tanto poderia
Noutro tempo já se enfronha
Só deixando esta vergonha
Feita apenas agonia.
O meu verso se perdendo
No cenário mais horrendo
Na verdade que se trama
Deste mundo sem razão
Quem me dera a solução
Muito além de mero drama.

7

Nada tenho já de meu
Nem pudera acreditar
Jogo as cartas, a vagar
Se este sonho ora perdeu,
O caminho no apogeu
Ou no imenso e rude mar
Do que possa desenhar
Outro tanto se esqueceu,
Vago apenas neste escuro
E presumo ou mesmo aturo
Qualquer erro que inda vejo,
E se possa noutro passo
O cenário que ora traço
Já não fora mais sobejo.



8

Não queria de tal forma
Este mundo que me trazes,
Dias duros e mordazes
Sonho em pesadelo forma
O caminho onde se informa
Os momentos mais tenazes
Outros tantos já desfazes
Ou decerto ora deforma.
Cada encanto que não sorvo
Renovando o mesmo corvo
Agourenta luz disforme
Onde pude no passado
Crer ser fato consumado
Esta dor sem fim, enorme,

9

Luto contra o que viria
Transformando cada passo
Num momento mais escasso
Sem sequer a poesia
Ou talvez em agonia
Cada instante, velho laço,
O meu mundo que ora traço
Outro tanto me traria.
Na verdade o quanto é rude
Neste fato que me ilude
A verdade que não traz
O que possa ser expresso,
E se tanto ora tropeço
Ausentando-me da paz.

10

O que siga cada engano
E moldasse novo mundo
Outro tanto onde me dano
Ou do medo me aprofundo,
Nada mais enquanto inundo
O momento noutro plano
Vago sem saber do imundo
Desenhar tão desumano.
Vestiria a melhor sorte
Que deveras me conforte
Ou me traga algum alento,
Outro rumo; já não vejo,
Sigo apenas meu desejo,
Pelo menos sei que tento.

11


Nada mais seria o quanto
Trago na alma em transparência
A verdade traz ciência
Do caminho que adianto,
Sem saber o mero encanto
Do que dita a consciência
Não suporto esta ingerência
E meu verso rasga o manto
Que pudera ser além
Do cenário que ora vem
Desolado e tão mordaz,
Onde tive o desalento
Outro rumo mesmo invento,
Mas no fim nada se faz.

12

Quando a vida trouxe infarto
Noutro instante comecei
A pensar na dura lei
E meu sonho; enfim, descarto,
Poesia que comparto
Velho tempo que busquei,
No momento o que trarei
Não traduz o antigo parto
De quem teve em pensamento
O caminho que alimento
Procurando meramente
O que possa ser bem mais
E no fundo em funerais
Traz o quanto se apresente.

13


No cenário que emolduro
Velho tom em fantasia
O que possa e não traria
Dita o rumo mais escuro,
O momento onde perduro
Noutro tanto em agonia
Gera apenas o que um dia
Fosse além de um solo duro,
Nada tendo em vã resposta
A palavra sendo exposta
No expoente da ilusão
Vago sem saber do quanto
Poderia e não garanto
Nem sequer a direção.

14


Não queria que este fato
Transbordasse noutro enredo,
E se tanto me concedo
Na verdade não resgato
O que possa e nem contato
O que quero desde cedo,
Meu momento em vão segredo
Ilusão expondo o trato.
Somos parte deste todo
Que deveras se moldando
Num cenário outrora brando
Invadido em mangue e lodo,
Trama apenas desventura
E no nada se emoldura.

15


Numa sorte diversa e tão mesquinha
A palavra se mostra em consonância
A verdade trouxesse noutra estância
A certeza que fora toda minha,
Mas o tempo deveras desalinha
E procura sem paz a concordância,
Vago sempre sem ter qualquer distância
Nem pretendo o que agora se avizinha,
Vejo o corte tramado neste ocaso
O tormento citando o quanto atraso
Noutro engodo que possa resumir
O vazio no palco da esperança
O meu mundo sem rumo ora se lança
Já matando este encanto que há de vir...

sábado, 14 de maio de 2011

1




Deitando sobre a praia a bela lua
Meu canto sem sentido e sem razão
O tempo se moldando em dimensão
Ainda quando a sorte vã cultua,
O passo se envereda e continua
Moldando novamente outra estação
E a vida se desenha neste vão
Que tanto quanto a sorte volta à rua.
Vencido caminheiro do passado,
O tempo noutro tanto desolado
E o corte se tramando sem segredo,
O quanto se pudesse adivinhar
O todo se derrama em tal luar
Que traz o quanto quero e me concedo.

2

O quanto desejasse e nada tenho
Senão a mesma falta de esperança
E a vida paulatina mente e avança
Deixando para trás qualquer empenho,
O tempo que traduz o quanto venho
Tentando qualquer forma de mudança,
O passo se perdendo sem fiança
Um ato mais gentil, mero desenho...
Não pude ser feliz, fazer o que?
No olhar a dura sorte que se vê
Representando a velha realidade
Do marco que adentrando o meu passado
O verso noutro termo sonegado
E a velha solidão que tanto brade.

3

Já não pudera mais acreditar
Nos ermos desta vida sem paragem,
O canto se moldando em tal visagem
Pudesse novo encanto desvendar,
Mas sem saber sequer se há algum lugar
Vazia há tanto tempo esta bagagem,
Vislumbro tão somente uma miragem
Aonde imaginasse sol e mar.
O tanto que se esvai a cada engodo,
Não tendo o que pensara ser um todo,
E meramente vejo o ledo fim,
Cenário tão diverso do que eu cria
Somente o que traduza fantasia
Vivendo sem respostas dentro em mim.

4


Não pude nem devesse de tal forma
Seguir o que ditasse uma emoção
Sabendo do caminho amargo e vão,
A vida pouco a pouco se transforma,
Apenas solidão que agora informa
Da vida em mais dorida sensação,
Traçando simplesmente o mesmo não,
Qual fosse indubitável, rude norma,
Não quero outro momento, mas somente
Fugir do que deveras se apresente
Tortura feita a cada novo dia,
O sonho se pudesse transmudá-lo...
Porém nada vivendo, sou vassalo
Do que dita a diversa fantasia.

5


Num tanto que se molde a cada passo
O verso se transforma soberano
E possa desvendar em novo engano
O quanto deste todo ora desfaço,
Negando da esperança qualquer traço,
Puindo com certeza todo plano,
O vento traz apenas mesmo dano,
E sei que na verdade há descompasso,
Vertentes tão diversas da esperança
Os dias quando o sonho em vão se lança
Marcando o temporal que nos domina,
A luta sem sentido nem razão,
O medo toma a vida em direção
Ao quanto fosse sorte cristalina.

6


Não mais se tente crer neste vazio
Que a vida nos trazendo em tom solene
Demonstra com seu passo e nos condene
Vagando sem sentido em tom sombrio,
Descendo da ilusão imenso rio
O quanto se tentara e concatene,
Presumo o que perdera e não me acene
A sorte como fosse um desvario.
Mergulho sem respostas noutro caos
Os dias com certeza sendo maus
Trariam tão somente a negação,
Do que mais poderia se tivesse
Ao menos com ternura qualquer messe
Moldando deste mundo outro senão.

7


Eu não quero a solidão
Que decerto me trarás,
Outros tempos mostrarão
O caminho tão mordaz
Onde sei que o que se faz
Dita em turva dimensão
A palavra mais voraz,
Ou quem sabe, o mesmo não.
Quero apenas crer no olhar
De quem fora e não voltara
Outro sonho, outra seara,
Nada trama o que moldar,
Sendo assim, jamais me importa
O diabo atrás da porta.

8


Não queria ter comigo
O que pude já prever
E talvez tentasse ver
Qualquer sorte em claro abrigo,
Mas no fundo, se nem ligo
Dominando o velho ser
A alegria do poder
Trazer tudo que eu consigo.
Versejando em tom macio,
Ouso e mesmo desafio
Tão comum hipocrisia,
Mediana mente traça
Mesma face agora escassa
Do que tanto em paz queria.,

9


Não queria ter nas mãos
Esta decisão temida,
Apontar uma saída,
Perceber os vários vãos,
Enfrentar os velhos nãos
Outra sorte se divida
E o que possa nesta vida
Já matasse em solo, os grãos.
Nada mais eu quero além
Que o caminho que hoje vem
Refletindo esta janela
Ao abrir este infinito
Transformando qualquer rito
No que em nada se revela.

10

Represento o que não vejo
Ou talvez sinta distante
O que a vida num lampejo
Noutro rumo me garante
O momento mais sobejo
Outra sorte delirante
Quando o velho e bom desejo
Mostre um rumo radiante.
Nada tendo além do sonho
O que tento e te proponho
Talvez seja fantasia,
Mas tentara ter além
Do que em raro mundo tem
Ou ao menos deveria.

11

São diversas as razões
De quem sonha e não permite
Que se veja num limite
O que agora tu me expões,
A verdade em dimensões
Ultrapassa o que acredite,
E decerto necessite
Outras velhas negações.
Resumindo cada fato
Onde o todo que constato
Não traria a paz que quero,
O meu tempo sem paragem
Vai vazia esta bagagem
Num silêncio tão austero.

12

Nada mais se faz presente
Nem tampouco poderia
Numa imagem leda e fria
O caminho se pressente
O momento indiferente
Sem saber da poesia
Que deveras me traria
Um anseio persistente,
Vago além desta promessa
No que possa e recomeça
Numa cena mais diversa.
Já não tendo tanta pressa
A palavra se confessa
E meu mundo desconversa.

13

Nada mais eu pude crer
Nem teria por anseio
O que tanto tente ver
Dita em tom diverso e alheio
O momento de viver
Sem temor e sem rodeio,
O caminho do prazer
Gera apenas devaneio.
Nada tenho hoje de meu
Bebo apenas solidão,
O que tanto se perdeu
Deste encanto, tradução
Esperando o mero breu
Ou quem sabe a solução?

14


Vivo apenas o que pude
Num momento mais sutil
Outro tanto se previu
Sendo nova esta atitude,
Num fomento o passo rude,
Noutro rumo permitiu
O que a vida trouxe, vil
E negasse em plenitude
Vejo a queda deste encanto
Vejo o tempo e quando canto
Tramo sortes onde a luta
Não pudesse definir
O caminho a prosseguir
E ninguém de fato escuta.

15

Numa sorte diversa e tão profana
Caminhando envolvido pela bruma
O que tento deveras já se esfuma
E palavra sem nexo nos engana,
A versão que pudesse; soberana
Pensamento vagando não se apruma
E transforma o que possa nesta espuma
Da versão insensata, que se explana.
O meu tempo se perde no vazio
E por certo o que tento é desvario
De um poeta que possa ter no olhar
Mesmo em trevas o quanto desejar
Vagamente o que pensa se faria
No buril de uma tosca poesia.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

1

Quando veja talvez nada pressinta
A verdade que tanto te pareça
E versando quem sabe já se esqueça
Da saudade deveras quase extinta,
O que possa traze e mesmo minta
Confundindo o que possa esta cabeça
Na certeza do quanto se obedeça
A esperança se mostre mais faminta.
O meu canto semeia o que inda quero
Na colheita que nunca mais terei,
O que vejo desenha nesta grei
O momento quem sabe mais austero,
Outro tempo; no fim, recolherei,
Mesmo sendo o caminho bem mais fero.

2


É preciso bem mais do se ver,
O sentir desta essência em primavera,
O momento decerto degenera
O caminho sem paz a percorrer,
Outro tanto pudesse amanhecer
Na vontade que vem e já se espera,
Noutro tanto o todo nada gera
Sem menores anseios do prazer.
Enxergar e sentir, além do toque
Paladar e o que odor tanto provoque,
Sem temor mergulhando agora em paz
No que a vida se trama diferente
A verdade traduz o que se sente
Quando o vasto decerto em luz nos traz.

3


Não pergunte nem como e nem por que
Viva o tempo sem nada mais além
A verdade que o todo já contém
No final tão somente não se vê,
O que possa e nos traz o que se crê
Navegando no sonho de outro alguém
Muitas vezes nós vemos com desdém,
Porém tudo decerto o sonho lê.
Não transforme num ato de arrogância
O que tente seguir com tal constância
O que venha também já nos transforma
Muito embora fujamos deste fato,
O caminho aonde o tanto ora constato
Vai moldando deveras nova forma.

4


Somos seres diversos, na verdade,
Não existe quem tenha tal razão
Outro tanto trazendo a sensação
Que deveras nos toma e nos invade,
O que possa tramar a tempestade
Muitas vezes domina este timão,
Outros tempos decerto moverão
O que fosse diversa claridade.
O meu tempo se mostra mais diverso
E se possa também já desconverso
Versando sobre o tempo que passara.
A lua mesmo sendo em tantas fases
Traduz o que por certo sei que fazes,
Porém eternamente se vê clara...

5



Não feche esta janela sobre o mundo
Que tudo se fará queira ou não queira,
O tempo não nos mostra a derradeira
Verdade pela qual luto e me inundo.
O verso mais audaz e vagabundo,
A sorte no invernal de outra geleira
Também a imensidão desta fogueira
Mergulho neste abismo, mais profundo.
E sei que no caminho tanto espinho,
O vento possa vir e se amesquinho
Meu tanto se transforma em muito pouco.
O que fora em passado libertário
Agora se demonstra solitário
Talvez amanhã se faça louco.

6

Já nada mais veria nem tampouco
Pudesse acreditar no que não vem,
A senda no final trama o desdém
E o sonho deste espúrio mundo louco,
A porta que me cabe, o sonho mouco
E o canto se fazendo onde não tem
Sequer o que pudera noutro alguém
O quanto na verdade é muito pouco.
Vestígios de outras eras tão expressas
No quanto logo após já recomeças
Vagando sem sentido ou dimensão
Na força que se mostre esta inexata
Versão do que por certo ora constata
As tramas mais diversas que virão.

7


O que já nos pareça de tal jeito
Que nada mudará, é tão mutável...
Assim como o de certo confiável
Agora com certeza não aceito,
E variando o rio, curso e leito,
O solo se mostrara ou não arável,
E o tempo que pudera memorável
Morrendo sem ter forma, noutro pleito.
Deformações diversas; sonho em vão,
A luta se mostrando em dimensão
Suprindo cada engodo de tal forma
Que tudo quanto eu visse se transforma
E cria novo tempo ou velho espaço
E toda esta certeza ora desfaço.

8


O velho sofrimento que persiga
Aquele que não vendo mais motivo
Apenas no final se sobrevivo
A sorte de tal forma é mais antiga,
Quebrando na verdade a velha viga
O manto se traduz em lenitivo
Do quanto poderia e já me crivo
Dos medos, da palavra que consiga.
O tempo se moldando após o tanto
Que possa resumir novo caminho,
Não tendo quase nada, não garanto
Senão que seguirei, mesmo sozinho,
Levado pelas ondas do oceano,
Aos poucos noutro engodo, desengano...


9

Jamais acreditando em tantas regras
Que possam desvendar felicidade,
O quanto se traduz onde degrade
Talvez no dia a dia o nada; integras
E quantas vezes quando tu te alegras
Expressas noutro tom diversidade
Do quanto poderia em liberdade
Ou mesmo noutro instante reintegras,
Apenas o que vejo não traduz
Sequer o quanto possa haver em luz
Ao fim de cada túnel, simplesmente
A vida não suporta invariáveis
E sei dos passos tantos permutáveis
O quanto agora afirmas, também mentes.

10


Tentar acreditar no quanto existe
Do mundo em real ou falsa luta
A sorte na verdade que se escuta
Aponta a direção, co’o dedo em riste
Não quero nem pudera se persiste
O tempo aonde o todo já reluta
Vagando sobre a estrada mais astuta
Ou mesmo tendo a voz amarga e triste.
Se da janela vês o que não vejo,
Quem sabe esta esperança num lampejo,
Almejo qualquer tom que não viria,
E sigo sem saber o quanto resta
Da vida que penetra cada fresta
Ousando até seguir em fantasia.

11


Jamais imaginei qualquer momento
Diverso do que tanto poderia
Pousando na dispersa alegoria
Que mostra a solidão quando a invento,
Pudesse estar quem sabe mais atento,
Ou ver noutro cenário o que teria
A sorte sem fatal melancolia
Palavra se perdendo em ledo vento.
Não tente adivinhar o quanto venha
Versando sobre o fato ou mesmo até
No canto que se espanto sei quem é
O mundo aonde o sonho não se empenha,
Vestígios do que fomos; no passado,
Ousando noutro tanto e de bom grado.

12


Já não vejo a liberdade
Que deveras procurava
A palavra traz a lava
E o momento se degrade,
O caminho em claridade,
A esperança sem a trava
O tesouro que se cava
A versão que desagrade,
O tormento sem sentido
O que tanto dilapido
E permito noutro engodo,
Do veneno costumeiro,
Cada praga no canteiro
Transbordando em lama e lodo.

13


Ascendência sobre o sonho?
Quem pudera ter de fato
O que nada mais componho
Traz o quanto não constato,
E se possa em tal retrato
O momento mais bisonho
Realiza tal contrato
E decerto enfim me oponho.
Nada mais eu poderei
O que sinto pouco importa
O meu mundo em rude lei,
A esperança há tempos morta
E se tanto cultivei
A palavra já se aborta.

14


Nada tenho contra a sorte
Que se molda em verso e dor,
Mas pudera quem conforte
Noutro passo, redentor,
A verdade não comporte
O que possa em desamor
Sem saber de qualquer norte
No final, nada a propor.
Sigo aquém da fantasia
Que deveras já se cria
E desfila em tal momento,
O meu passo sedimenta
Esta angústia que a tormenta
Traz enquanto desalento.

15


Reparando cada passo
Do que possa ser diverso
Onde gera o mais disperso
Caminhar já me desfaço,
O momento que ora traço
Noutro tempo quando verso,
Gera sonhos no universo
Resumindo cada laço,
Preservando este cenário
Outro tanto imaginário
A verdade representa
O que possa ser talvez
O que tanto agora vês
Numa sorte virulenta.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

1


Permita cada sonho que se trace
E veja tão somente o que asseguro
Não quero e não pudesse em tempo escuro
Vencer cada momento em vago impasse,
O tempo que se molda e não se enlace
Noutra vereda após do que procuro
Ousando totalmente onde asseguro
O que se demonstrasse noutra face.
A sorte se moldando de tal forma
Que toda a solução que a vida informa
Gerasse a redenção do que pudera,
Não tente acreditar noutro momento
E sei do que se veja enquanto assento
A sorte mesmo quando rude e fera.




Não posso acreditar no que não venha
Tramando qualquer sorte mais diversa
E sei o quanto a vida desconversa
E traz o que pudera ser a senha,
O quanto na verdade me convenha
Somática palavra se dispersa
E quando a poesia teima e versa
Tentando alimentar a velha lenha.
Somassem tantos erros do passado
O verso noutro encanto desdenhado
O prazo determina o fim do jogo
E sei do quanto pude acreditar
Teimando nas entranhas deste mar
Ousando acreditar em luz e fogo.

7


Jogado sobre as pedras e rochedos
Pousando na vertente mais atroz
O tempo se desenha como algoz
Tramando o desespero em meus degredos,
Ousando acreditar em vários medos
O tanto que se perde dita em nós
O que inda mais pudesse ser feroz
Traçando sem sentido tais segredos.
Meu rumo nada tem do que viria
Apenas desenhando em agonia
O tempo mais suave aonde ilude
O verso sem sentido e sem proveito
E quando no vazio me deleito
Eu vejo o dia a dia bem mais rude.

8


Não tento acreditar no que se visse
Apenas como sombra e nada mais
O tempo quando além m demonstrais
Traduz o que já fora uma crendice.
O muito quanto quero contradisse
Vencendo os meus anseios desiguais
E sei do que pudera em tais sinais
Marcar o desenhar, rude tolice
Saber o quanto possa e me traria
A vida noutro rumo se moldara
E tendo esta incerteza atroz e clara
O verso noutro ponto, uma agonia.

9
Não tento acreditar no que viesse
Trazendo qualquer dia ou mesmo o sonho,
Meu mundo noutro rumo decomponho
E sei do que pudera em rude messe,
Ainda quando a vida já se esquece
Tramando o que deveras mais proponho
Ousando no sentido que enfadonho
Aos poucos sem ternura me enlouquece
Servir a quem se fez plenipotente
E ter o quanto quero e já se sente
Astuciosamente a vida traz
O salto que procuro ter em paz,
Mas quando esta esperança não freqüente
Meu verso sem vontade nada faz.

10

Jogado sobre o nada sigo em busca
Da sorte que se fez em tempestade
A luta que se mostra sempre brusca
E versa sobro o quanto nos agrade.
A sorte que pudera nos ofusca
Negando o quanto fora em claridade,
Verdade que se fez velha e patusca,
Trazendo no final a qualidade.
O vento ora adentrando cada campo,
Meu mundo noutro engodo agora encampo
E vago sem saber qualquer detalhe,
Ainda que pudesse ser diverso
Vagando sobre o quanto não mais verso
Traduz o que deveras nos retalhe.

11


O mundo não traria sequer a solução
Enquanto quanto tento no mundo se veria
Pousando mansamente em rara companhia
Moldando novos dias que nunca mais verão
O tempo se traduz e toma a dimensão
Do quanto na verdade o tempo não adia
Matando pouco a pouco a leda fantasia
Gerando o descaminho em rude sensação.
Um tempo mais agudo em sorte mais diversa
Aonde exista o sonho meu tempo já se versa
Traçando novo rumo em paz e simplesmente
marcando com ternura o que não mais tivera
Enquanto a solidão expressa a velha fera
E o tempo trama e mente

12

Bebesse novamente o quanto quis
Graduas com teus versos o meu sonho,
edito cada frase que componho
Sabendo ser no fim, mero aprendiz.
o rumo se desenha e por um triz
O quanto me resume não proponho
E quando no final me decomponho
Vivendo o que pudera em céu mais gris.
o canto sem sentido e verso rude,
O mundo na verdade desilude
E gera tão somente a vaga história
De quem se fez além da tempestade,
E quando no final tudo degrade
O sonho se perdendo em vã memória.

13

Olhando mansamente para trás
Aprenderia a crer noutro momento
E quando do passado me alimento
A vida pouco a pouco se desfaz
E gera outro tormento mais fugaz
Movendo o que trouxera o sofrimento
Vencendo o dia a dia em pleno vento,
Na sorte que deveras satisfaz.
O tempo não se trama de tal forma
E vejo o que pudera e se transforma
Sentindo este cenário dentro da alma,
A luta se desdenha a cada engodo,
E tanto quanto posso traz o todo
E a sorte noutro sonho já me acalma.

14


Jamais esqueceria cada passo
E vendo o que veria em novo rumo
Aonde o que pensara já consumo
enquanto esta verdade teimo e traço,
A luta se fizera em mundo escasso
E bebo da esperança todo o sumo,
Depois do que tentara me acostumo
Ousando com certeza noutro espaço.
vestindo cada sorte mais audaz,
O tanto que pudesse cedo traz
Bagagens que carrego na alma em luz,
E sei do quanto tente ser diverso
O tempo mais voraz trama disperso
O passo que ao vazio me conduz.

15

Erguendo meu olhar sobre montanhas
E delas desvendando o nevoeiro
O tempo se mostrando corriqueiro
Enquanto na verdade nada ganhas,
A vida se apresenta em raras sanhas
E bebo o que pudera quando esgueiro
Do passo que se fez o derradeiro,
marcando com terror dores tamanhas.
Espero alguma luz após o todo
E sei do que decerto traz o engodo
E nada mais pudesse ser assim,
apenas o vazio me domina
Na noite que sonhara cristalina
O tempo se aproxima já do fim.


2

Verdades absolutas? Tantas; ouço...
No fundo são mentiras, nada mais
E quando me encontrando em temporais
Apenas vejo à frente o calabouço;
O quanto que já trouxe e não servisse,
O tempo sem remédio não me deixa
Ousar além de ter na própria queixa
Um pouco ou mesmo até plena tolice
Meu mundo que em tamanha dor viera
Tentando acreditar no que partilha,
O sonho se transforma em armadilha
E retroalimentando a velha fera.
Não quero qualquer sorte que não veja
A franca fantasia em vã peleja.

3


Não quero o que pudesse transformar
Meu mundo num momento sem beleza
Tampouco conceber a natureza
Avanço meus sentidos, bebo o mar.
E quando me pensara em tal lugar
Somente realçando com franqueza
O quanto poderia ser a presa
Na sorte que se esconde em tal vagar
O medo em consonância dita o quando,
O temo noutro tanto se moldando,
Tramasse qualquer coisa que não venha,
Do sonho mais agudo ou mais atroz,
O quanto se perdera logo após
Não tendo nem sequer quem o contenha.

4


Já não mais conseguira qualquer passo
E nem sequer tentara acreditar
Nas tantas ilusões deste lugar
Que em meros pensamentos, tento e traço.
Meu verso se moldando em rude laço,
O ranço do que pude desenhar
Numa alma tanta vez rudimentar,
No tempo mais audaz, porém escasso.
Resulto deste nada que pudesse
Tramar além do quanto em cada prece
A vida me traria a solução
Dos erros costumeiros e banais
O tempo se transforma e nunca mais
Meus olhos outro espaço em paz verão.


5

Não vejo mais saída e nem buscava
Sequer o que pudesse ser assim,
O todo se desenha dentro em mim
E expele toda a fúria em densa lava,
A sorte que se possa ser escrava
Do sonho que chegara ao ledo fim,
Tramando cada passo de onde eu vim,
Negando do caminho a mera trava,
O verso se enviesa e se perdendo
Apenas traz do encanto algum remendo
E no arremedo rude, dito vida
A senda que julgara mais florida
Desnuda em aridez o turvo solo
E neste mundo em vão me desconsolo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Não tendo nem sequer uma esperança
Cansado desta luta sem razão
O tempo se demonstra em negação
Enquanto no vazio ora se lança
O sonho na verdade não alcança
O mundo sem saber da dimensão
Do quanto se traduz em solução
Se a vida inda pudesse ser mais mansa.
Vencida a tempestade nada veio
O risco se mostrasse sem receio
E bebo a solução que não se veja
O tanto quanto expressa a realidade
Demonstra o que se mostra na verdade
E nada traduzisse outra peleja.

2

Meu mundo se perdendo a cada instante
Moldando sem sentido o que viria
Marcar o que pudera a fantasia
E nisto cada passo se garante
O todo que tentasse doravante
Tocando o que teimasse e não veria
A luta se desenha a cada dia
E mesmo este ar sombrio me agigante.
O quanto se perdera num segundo
Tramando o que se queira e me aprofundo
Nos ermos da emoção que não traduz
O quanto recebeste em franca luz
E o medo não permite novo sonho,
Aonde o que decerto mais se quis
Transcende ao quanto possa ser feliz
Num mundo devastado e tão medonho.

3

Jamais acreditei no que talvez
Moldasse novo passo em frente à vida,
A sorte que deveras já não vês
Expressa a mesma história ora perdida,
Não quero acreditar e se desfez
A luta noutra morte resumida,
A lua que se entrega, insensatez
Mergulha na esperança em despedida.
Vestígios de uma dita tão escusa,
A lenta caminhada agora abusa
Do velho patamar que não viria,
Ousando acreditar no meu passado
O tempo se demonstra desolado,
Matando em nascedouro a poesia.

4


Eu não quero qualquer sorte
Que pudesse desenhar
O que tanto nos conforte
Mesmo em céu, imenso mar,
O que trama e se suporte
Molda todo o caminhar
Entre o rumo, velho norte
Que pudesse desvendar
Não mereço qualquer brilho
Nem pudesse noutro engodo,
Caminhar feito andarilho,
Mangue, charco, lama e lodo
E deveras quando trilho
Não encontro mais o todo.

5

Nunca tive a sensação
Da verdade mais sutil,
O que tanto se previu
Traz a velha negação,
O meu mundo em solidão,
O momento que se viu
Já pudera ser gentil
Ou moldar novo senão.
A palavra mais audaz
A verdade não traria
O que possa e se desfaz
Gera sempre esta utopia
Do meu mundo que é capaz,
Mas deveras não veria...

6

Bebo em goles a esperança
E talvez felicidade
O que possa em unidade
Noutro rumo ora se lança
Vejo a velha temperança
O meu tempo se degrade
No que pude em claridade
E no fim já nada alcança;
Verso mesmo sendo rude
Transformando o quanto pude
Em sensata dimensão
O meu mundo se perdendo
Neste tempo em ledo adendo
Transcorrendo em negação.

7

Não teria melhor sorte
Se eu pudesse acreditar
No que tanto me conforte,
Mas não possa me entregar
Entre as sendas deste norte
Que permite o caminhar
Entre o medo, o corte a morte
Sem poder nem descansar.
Vejo a queda e logo após
O que houvesse dentro em nós
Noutro tempo poderia
Transformar em rumo e cais
O que tanto já distrais
E matasse a fantasia.

8

O verso que me ilude não consegue
Seguindo a procissão, leda esperança
O tempo na verdade não alcança
Somente concebendo o quanto negue,
A vida que deveras se renegue
O passo que somente ora me cansa
Ousando crer na força em aliança
Meu mundo contra todos já prossegue.
Reparo cada engano e sigo em frente
Aonde o que pudesse se apresente
Marcando com ternura o que virá,
O tempo sem temor algum se trama
E a vida se desenha em leda chama
Morrendo pouco a pouco e desde já.

9

Eu não quero a solidão
Nem tampouco poderia
Noutro tempo em solidão
A verdade dura e fria,
O que versa sobre o não
Tanto faz e não traria
O meu mundo em dimensão
Retocando a fantasia.
Quem se faz além ou sente
O que tanto mansamente
Presumindo outro cenário,
O caminho se traduz
E buscando nova luz
O meu sonho? Imaginário...

10

Nada mais pudesse ver
Quem se faz além do dano
E se tanto já me engano
Nas entranhas do querer
A verdade passo a ter
No caminho onde meu plano
Mostra um tempo soberano
Desdenhando em desprazer,
Vejo o sonho e quando o sinto
O meu verso num instinto
Seduzido em luz e glória
Modifica o que pudera
E gerando em si a fera
Renovasse minha história.

11


O meu mundo se mostra na verdade
Demarcado por erros tão freqüentes
E se possa no fundo quanto sentes
Destroçar o que foi felicidade;
O meu canto no tempo já se evade
E traduz velhos sonhos mais presentes
E se tente viver o que pressentes
No final não mais vejo a liberdade.
O meu tempo pudera ser diverso
Do que tanto quisera cada verso
Nos anseios de um pobre sonhador
O que vejo no fim já desanima
O momento em verdade cristalina
Sonegando o que fora o grande amor.

12

O meu mundo se desperta
E gerando o que não veio
Traz apenas tal receio
Da porteira sempre aberta
Se o meu sonho já deserta
E seguindo em rumo alheio
O momento em devaneio
A palavra nos alerta.
O que pude e não tivesse
Na verdade qualquer messe
Que trouxesse plena paz,
A verdade não se cala
O meu corpo exposto em sala
Num cenário atroz, mordaz.

13
Nada mais eu poderia
Nem tampouco se soubesse
Da verdade em rara messe
Ou da vida em agonia,
O que posso e não teria
Noutro rumo já se tece
O caminho que obedece
Gera apenas fantasia.
O meu tempo não tem tempo
E se morre em contratempo
Nada traz além do nada,
A verdade que procuro
Neste mundo amargo e duro
Traz a sorte renegada.

14

Nada mais quisesse ter
Nem tampouco poderia
O caminho a percorrer
A verdade em agonia,
A vontade de vencer
O momento em utopia,
O cenário a se prever
Onde o nada mais teria
Tão somente o mesmo caos
Dias rudes sonhos maus
E naufrágios tão somente.
A ilusão se desnudando
O meu mundo outrora brando
Pouco a pouco se desmente.

15

Não vivesse qualquer sonho
Nem tampouco pude ter
No que possa conceber
O que agora te proponho,
Vejo o fim deste medonho
Caminhar e sem saber
Do que tente reverter
Diz do quanto ora componho.
Nada tenho dentro da alma
Nem o medo que me acalma
Nem o verso que pudera
Traduzir qualquer momento
Onde o medo que ora invento
Traz a sorte mais sincera.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

1

Não quero acreditar no que talvez
Pudesse discernir quando sonhasse
A vida se vencendo a cada impasse
Moldando na verdade o que ora vês
O mundo se desenha em seus porquês
E mesmo que o futuro nada trace
Ousando acreditar na rude face
Aonde a vida trama a insensatez.
O canto se perdendo noutro instante
Somente este vazio se garante
E gera o que pudesse ser diverso,
Acreditando mesmo na promessa
Que a cada novo tempo recomeça
Expresso o quanto pude em cada verso.

2


Não tento acreditar no que se sabe
Diverso do que tanto procurei,
Adentro esta esperança, leda grei
E sei do que deveras já não cabe.
Bem antes que meu sonho enfim acabe
O tempo noutro tanto desenhei,
E sendo o que decerto imaginei
Não tenho e nem terei do que me gabe.
O término dos passos traz o fim
Do quanto poderia ser mais forte,
E nada do que tente ora conforte,
Trazendo o pouco ou nada que há em mim.
Vertendo como fosse algum riacho,
Apenas o vazio em mim eu acho.

3


Não poderei seguir a procissão
Embora tantas vezes me imagine
Aonde se tentasse e se examine
A vida noutro fardo e dimensão,
Os dias entre tantos poderão
Por mais que a própria história desatine
Falar do que se tente e já se incline
Trazendo novamente a solidão.
Enquanto imaginasse nova luz
A sorte se perdendo não produz
Sequer algum lampejo e sigo após
Somente o que vivera num momento
E quando novo cais procuro ou tento
O mundo se perdendo em falsa foz.

4

Um copo de aguardente, a noite e o bar
O vento me açoitando sem descanso
E sei do que pudera e não alcanço
Sequer o que tentasse desejar,
O medo noutro instante a se mostrar
O rude caminhar onde me lanço
Buscando simplesmente algum remanso
Aonde possa em paz, pois caminhar.
O vento bate manso no meu rosto,
A vida traz o sonho agora exposto
No nada ou na incerteza mais fugaz
O corte se aprofunda simplesmente
E sei do quanto a vida sempre mente
E o tempo no vazio se desfaz.

5

Não tenho mais sequer o que pudesse
Viver ou mesmo crer em liberdade,
O tempo pouco a pouco se degrade
E traz do descaminho a rude messe,
Ainda que talvez mesmo tivesse
O verso noutro enredo que em verdade
Trouxesse tão somente a realidade
E nela o que meu mundo ora padece.
Arrancas do jardim minhas roseiras
E vejo as minhas horas derradeiras
Marcadas pelo nada que produzo,
O mundo sem certeza de futuro
Depositando a sorte em solo duro
Traduz um dia a dia mais confuso.

6


Não vejo e não teria qualquer chance
Sequer de imaginar novo caminho
Aonde com certeza ora me alinho
Ainda que meu mundo não alcance
O verso se mostrando num nuance
Marcando o que pudesse sem carinho,
O tempo mais atroz, rude e mesquinho
Negando qualquer tom, velho romance.
O mundo se anuncia sem sentido
E o manto pela vida já puído
O corte se mostrando mais profundo.
O tanto quanto resta não permite
O passo que se faz neste limite
Enquanto do vazio ora me inundo.

7


Não tendo qualquer sonho senão este
Que tanto se perdera no passado,
O verso muitas vezes delicado
Decerto no final não mais teceste,
O quanto se percebe e concebeste
No vento tantas vezes desolado,
O corte se moldando aprofundado
Amor aonde tolo me embebeste.
O canto sem proveito em tal discórdia
A vida se desenha em tal mixórdia
No tempo sem sentido e sem promessas.
Aonde na verdade não se venha
A luta não traria nova senha
E cada novo engodo recomeças.

8

Já nada mais pudesse acreditar
Somente na semente que se aborta
A vida ronda inútil velha porta
E traz o que teimasse imaginar,
O verso que tentara desvendar
O rumo sem sentido não importa,
A voz que em solidão tanto comporta
Não deixa quase nada em seu lugar.
Lutando contra a fúria de uma sorte
Que tanto nos maltrate e não conforte
Quem luta inutilmente vida afora,
O corte se mostrando mais profundo,
E quando no vazio ora me inundo
A própria resistência me apavora.

9

O meu verso não teria
Sem motivos um segundo
Do que tanto em alegria
Na verdade me aprofundo
Coração que não se guia
Segue sempre vagabundo
E procura a poesia
Desenhando em rude mundo
O que tanto acreditei
Ser além de meramente
O meu sonho eu esperei
E tomando a minha mente
Onde fora reino e rei,
Toda a sorte ora desmente.

10


Não pudera e nem se tenta
Ter no olhar a liberdade
Ao vencer qualquer tormenta
Procurando a claridade,
O meu mundo se alimenta
Do que tanto se degrade,
Mergulhando no que inventa
E deveras não mais brade,
Vejo apenas meus escombros
Sol se eleva sobre os ombros
E traduz o que desejo,
Mas o mundo se perdendo
Num momento mais horrendo
Traz a sorte num lampejo.

11

Resumindo cada verso
Na palavra mais sutil
Vou reinando no universo
Onde todo amor se viu,
O momento mais disperso
Traz o canto até gentil,
E o que trame em tom diverso
Na verdade fosse vil.
Ouso crer na tempestade
E bebendo temporais
Do que possa e se degrade
Na verdade quero mais,
Bebo toda a claridade,
E desfaço o quanto trais.

12

Não pudera jamais ter tal momento
Nem mesmo se quisesse qualquer tom
Diverso do que possa em teu batom
O beijo que deveras inda tento,
Ousando numa sorte em raro alento
A vida se transforma em claro dom,
O quanto desejara ser tão bom
Perdendo qualquer sonho em vão provento.
Negando cada passo rumo ao quanto
Meu mundo se presume em desencanto
Matando uma esperança dia a dia,
O verso sem sentido e sem razão
A noite na completa escuridão
Nos olhos o que sei jamais veria.

13

Momentos diversos aprendendo agora
A luta se mostra dispersa da paz
O quanto pudera viver mais audaz
O tempo não pára somente devora,
O barco que cede palavra que ancora
Expressa outro rumo teimoso e tenaz,
A vida se perde no quanto se traz
E o vento trazendo já tanto apavora.
O manto sem prumo marcante cenário
Vivendo o passado mudo itinerário
Negando o que venha sentido cruel
Restando algum sonho diverso e sutil,
O quanto tivera ninguém mais previu,
Deixando meu sonho, mortalha infiel...

14

Eu não quero esta verdade
Que deveras me domina
O meu corpo, noutra esquina
A certeza se degrade,
Noutro tom, felicidade
Muitas vezes me alucina
E no fim a cristalina
Noite traz a claridade.
O meu mundo não mais cabe
No que possa acreditar
E sem ter o quanto acabe
Bebo o raio mais audaz
Que esta noite em paz me traz
Nos anseios do luar.

15


Bebo a sorte que engalana
Vejo o tempo e já desenho
O que possa quando venho
Na esperança soberana,
Nada mais o mundo engana
E se possa em desempenho
Outro tanto traz no cenho
Na palavra mais profana.
O meu mundo desabando
O meu tempo sem receio,
Vou seguindo em contrabando
Desenhando o quanto veio
Deste mundo se moldando
Nos meus sonhos, devaneio...

domingo, 8 de maio de 2011

Quem sabe eu tivesse qualquer otimismo
Vestindo esperança que nada sufoque
A vida mudando por vezes de enfoque
Traduz o caminho no qual sempre cismo,
Vencendo o que possa terrível abismo,
A sorte quem sabe no fundo provoque
O que na verdade guardasse no estoque
Do mundo que penso vital cataclismo
Chegando mansinho no sonho que trago
A sorte provoca e sei deste estrago
Que tanto permite cenário diverso
Ousando no quanto percebo em teu verso
O mundo que tento quando ora divago
Sem rumo e sem nexo, num mundo disperso.

2

Num martelo que faço em pensamentos
O momento diverso, mas audaz
A verdade no tempo se desfaz
E traduz tão somente os sofrimentos
Procurasse no fim raros alentos
O cenário que tanto satisfaz
Ao gerar num anseio pertinaz
O que possam traçar velhos tormentos.
A saudade não deixa p’ra depois
O que trazem nos olhos de nós dois,
A saudade se mostra soberana
E permite outro sonho, em ledo engano
O caminho no qual sempre me dano,
Transformando uma luta vã, profana.


3

Não pudesse mais sentir
O que tanto se quisesse
O momento que há de vir
Renegando qualquer messe,
No final a resumir
O que possa e já se esquece
No final ao resumir
Cada sonho em vão se tece
A palavra que redima
Modifica todo o clima
E gerando a negação
Expressando qualquer dia
Onde o pouco poderia
Explodir em louca ação.

4

Resumindo cada ponto
Do que tanto quis um dia
O que possa e não apronto
Traz a sorte em agonia,
O meu mundo sem desconto
Gera apenas a agonia
E se tanto sei do conto
Morro aquém da fantasia.
Visto o rude pensamento
Nada mais eu pude ver
O meu mundo segue e tento
No final algum prazer
Visto apenas desalento
E a vontade de morrer.

5

Não quero outro tempo nem talvez mereça
A sorte traindo quem tentara tanto
Ousar na noite traduzindo o canto
Que invadindo toma conta da cabeça.
O quanto que se possa na incerteza aqueça
Renegando apenas o que se fez pranto
Mergulhando em nada, puro desencanto
Não tendo nem mesmo quem decerto esqueça
O vento mais forte, temporais da vida
A sorte que se mostra nova despedida
Gerando apenas a vereda nobre
Que todo esse tempo se fizesse além
Do quanto decerto na verdade tem
E somente a morte no final recobre.
6

Eu não quero esta demência
Nem tampouco o que viria
Ouso até na alegoria
Que pudesse em inclemência
Produzir nova cadência
Ou quem sabe me traria
O que tanto se queria
E gerasse a resistência.
O meu canto desencanta
A palavra sendo tanta
No final nada me traz,
Visto a sorte mais cruel
E bebendo o fogo e fel
Torna o tempo mais mordaz.

7

Se eu já não tenho certeza
Do que venha após o medo
O meu canto sem surpresa
À saudade me concedo
E percebo com firmeza
O que possa e me enveredo
Na palavra com rudeza
No momento em desenredo,
Venço o tempo que se veja
Na saudade do que um dia
Entregando de bandeja
O que possa ou não viria,
Mais um gole de cerveja
Falsos tons desta alegria.

8


Não sendo um moralista
Que se mostra em caradura
A verdade que se avista
Não permite outra ventura
E se possa realista
O que vejo sem procura
Não mostrasse o que se assista
Mesmo em tempos de amargura.
Democrática versão
Não traduz realidade
Quando a sorte em dimensão
Tão diversa se degrade
Não se compra a solução
Para a tola humanidade.

9

O tempo que passa jamais retornando
Pudesse quem sabe trazer outra voz
E sei do que tente viver, mesmo atroz
Caminho se feito sem como nem quando
A vida percebe cenário moldando
O quanto pudera viver dentro em nós
O manto puído num mundo feroz
Aonde o meu canto sinto desabando
Vagando sem rumo, momentos ausentes
E nisto o que venha deveras pressentes
E segues calada mergulhas no nada
E tanto se queira vencer outra estada
Na lua que volta tons iridescentes
Ainda se a sorte diversa ora brada.

10

Já não quero falar do dia a dia
Nem tampouco da dor que me deixaste
O meu mundo marcado em tal desgaste
A palavra decerto não viria,
Nem tampouco quem sabe a poesia
Poderia viver cada contraste
E se tanto soubesse do que afaste
O meu sonho em completa hipocrisia.
Vendo a lua deitando em raios nobres
A beleza que assim logo descobres
Numa prata que possa dominar
O cenário qual fosse deusa e diva,
A minha alma se mostra então cativa
Da grandeza de um raio de luar...

11


Nada mais se pudesse desde quando
O meu mundo perdendo a direção
Noutro tanto que possa sem razão
Mergulhar no vazio naufragando
O que perco no tempo desejando
Um momento em descanso e solução
Representa os tormentos que virão
Numa sorte deveras se negando.
versos tantos caminhos imprecisos,
E deveras em tempos mais sutis
Não mais tendo em verdade o quanto quis
Acumulo diversos prejuízos
Meu anseio se faz a cada instante
E o meu sonho no fim nada garante.

12


Recebendo este vento no meu rosto
Abrandando o momento mais sutil,
O que possa em verdade não se viu
No caminho que segue ora proposto,
E se vejo somente o meu desgosto
Onde a vida se mostre bem mais vil,
O cenário que a vida permitiu
Traz o sonho num sonho já composto.
Cada frase traduz realidade
E se mostra meu canto em liberdade
Já não pode falar do que viria,
O meu mundo não cabe dentro da alma
E se possa viver o que me acalma
Meramente desvendo a fantasia.

13


No momento mais audaz
A palavra que se tenta
Molda enfim cada tormenta
Que este tempo agora traz,
Não pudesse ser capaz
De vencer a violenta
Sedução rara e sangrenta
Num anseio contumaz.
A verdade não teria
O que possa em poesia
Outro canto mais sutil,
O meu verso se percebe
Invadindo cada sebe
Traduzindo o que ora viu.
14


Trovador enamorado
Nada tenho da esperança
O meu tempo desdenhado
O passado então se lança
E mergulho ou mesmo invado
Rude e louca temperança
O caminho desenhado
Molda a sorte que me alcança.
A mudança não se vendo
Onde o tempo se traria
O que possa ser remendo
Na verdade é fantasia
E o meu mundo se tecendo
No fantasma da alegria.

15


Nada mais pudesse ter

Quem jamais se fez presente
O que possa merecer
Noutro canto se apresente
Invadindo cada ser
O que vivo plenamente
Esperando o renascer
Que domina toda a mente.
Nada vendo do passado
Nada vejo em meu futuro
O que possa lado a lado,
Traz o quanto configuro,
Desenhando o degradado
Nem meu sonho eu asseguro...