Apenas aprendendo com a vida
A cada nova face desvendada
A história se revela ou não diz nada
Enquanto traça a sorte distraída.
A luta pela ausência está vencida
E o corpo noutro espaço se degrada,
Aonde poderia haver a escada
Somente a mesma estância consumida.
Vagasse pela noite impunemente
Tentando o quanto reste e se apresente
No ocaso que se faz a cada passo,
Apreços e carinhos vida afora,
O tanto que pudesse e não demora
Deixando este querer agora escasso.
2
Não creio no que possa ser diverso
Do verso que apresento como fosse
O rustico cenário em que se trouxe
A velha sensação do ser disperso,
Em rumos tão profanos, ledos erros,
E as tramas espalhando desconcertos,
Os dias entre tantos desacertos,
Trazendo no final velhos desterros.
Procuro vez ou outra novo sol,
E a queda anunciada não viria,
Ousando acreditar na fantasia
Que toma com certeza este arrebol,
Vagando pela vida sem descanso,
Apenas outro sonho agora alcanço.
3
Falar do quanto possa em empreitada
Tentando adivinhar o que não venha,
A cada novo fato, outra ferrenha
Vontade de seguir o mesmo nada.
Palavra sem sentido ou decifrada
Na trama que deveras nos contenha,
A sorte se desnuda e não retenha
A velha tempestade anunciada.
Num pendular cenário, altas e baixas,
O quanto na ilusão, amor te encaixas
Presume o fim do jogo em leda face,
Porém sobrevivendo a cada queda,
No fim a minha luta se envereda
Aonde o meu anseio já cessasse.
4
Jornada após jornada a vida segue
E o quanto tento e nada me seduz
Sequer a própria fonte em força e luz
Detendo o meu caminho e não prossegue.
Vasculho cada canto e sigo entregue
Aos tantos endereços onde pus
O sonho sem juízo e se me opus
O mundo na verdade sempre negue.
O cântico servindo como amparo,
O tanto que desejo e não declaro,
Amargamente a vida não traria,
Sequer o quanto tenho ou inda resta,
Fartando-se da sorte que, indigesta,
Somente descarrila a poesia.
5
Não quero acreditar noutra façanha
E mesmo a que se faz, aqui se paga,
Procuro em cada canto desta plaga,
O todo que deveras não mais ganha,
A morte se aproxima e desta sanha,
A luta sem juízo, não afaga,
Tampouco o que pudesse o tempo estraga
Arcando com o vento na montanha.
Premias com total tom de arrogância
O pouco que pudesse em tal instância
Trazer algum alento a quem procura,
Vencido pelo infausto e pelo tédio,
Acrescentando enfim qualquer remédio
Amor não se propõe à simples cura.
6
Prenunciando o fim de cada encanto
Num tétrico e vacante coração,
A sobra se transforma em dimensão
Diversa da que tento, ou mais espanto,
Ainda que no fim encontre o pranto,
Resumos de outros dias, negação,
Olhando para trás, nesta amplidão,
O corte se anuncia noutro canto.
Mergulho nos meus erros e sei bem
Que a noite sem defesas sempre vem
E traça o que pudesse ser alheio,
Meu prazo terminando, nada tendo,
O quanto desejei ser estupendo,
Decerto por preguiça nunca veio.
7
Alegações diversas que inda faça
Uma alma sem sentido e sem proveito,
Apresentando logo este defeito
Desfila dissabores pela praça.
A vida como fosse esta fumaça
Invade e toma tudo, e me aproveito,
Do sonho que deveras vi desfeito,
Tomando outra garrafa de cachaça.
Percebo que tu vens e me confundo,
O quanto desejava deste mundo
Traduz o meu caminho sem saída,
E bravamente esqueço o meu passado,
Enquanto outro caminho; agora invado,
Deixando para trás a própria vida.
8
Apresentando a queda após o sonho,
Jamais me interessasse por saber
Que o tempo num diverso percorrer
Trouxesse além do tom quase enfadonho.
Amor é tudo aquilo que proponho,
Embora já não tenha mais prazer,
A vida segue sem jamais vencer
A dura sensação à qual me oponho.
Não vejo mais o tempo aonde um dia,
Vestira o que tanto mais queria,
Pousando nos umbrais desta esperança.
Meu canto se percebe mais distante,
E nada do que busque se garante
Enquanto a solidão ainda avança.
9
Não possa acreditar em falsos guizos
De quem se fez até velho bufão,
A vida não traria a solução
E os passos não seriam mais precisos,
Os olhos entre tantos desavisos,
As sortes noutra farsa desde então,
Os olhos com certeza não verão,
Sequer os meus anseios tão concisos.
Reparo o que pudesse redimir
Enganos onde o tanto que há de vir
Gerasse novo prazo e dele enfim
Vagasse com firmeza em noite mansa,
Mas sei que quem procura sempre cansa
Vencido pelo quanto resta em mim...
10
Num ato em militância procurasse
Vencer os desacordos desta sorte,
Que tanto para alguns sempre conforte
E mostre na verdade nova face.
O método trazendo cada impasse
O verso na procura já comporte
A teima se moldando noutro norte
Enquanto a solidão venha e me abrace.
Não quero o teu calor, falso e discreto,
Tampouco outro cenário mais concreto
Errático cometa, eu continuo.
Apresentando o rosto em tantas cãs,
Não quero desvendar novas manhãs
A vida se prepara em tal recuo.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Apenas aprendendo com a vida
A cada nova face desvendada
A história se revela ou não diz nada
Enquanto traça a sorte distraída.
A luta pela ausência está vencida
E o corpo noutro espaço se degrada,
Aonde poderia haver a escada
Somente a mesma estância consumida.
Vagasse pela noite impunemente
Tentando o quanto reste e se apresente
No ocaso que se faz a cada passo,
Apreços e carinhos vida afora,
O tanto que pudesse e não demora
Deixando este querer agora escasso.
2
Não creio no que possa ser diverso
Do verso que apresento como fosse
O rustico cenário em que se trouxe
A velha sensação do ser disperso,
Em rumos tão profanos, ledos erros,
E as tramas espalhando desconcertos,
Os dias entre tantos desacertos,
Trazendo no final velhos desterros.
Procuro vez ou outra novo sol,
E a queda anunciada não viria,
Ousando acreditar na fantasia
Que toma com certeza este arrebol,
Vagando pela vida sem descanso,
Apenas outro sonho agora alcanço.
3
Falar do quanto possa em empreitada
Tentando adivinhar o que não venha,
A cada novo fato, outra ferrenha
Vontade de seguir o mesmo nada.
Palavra sem sentido ou decifrada
Na trama que deveras nos contenha,
A sorte se desnuda e não retenha
A velha tempestade anunciada.
Num pendular cenário, altas e baixas,
O quanto na ilusão, amor te encaixas
Presume o fim do jogo em leda face,
Porém sobrevivendo a cada queda,
No fim a minha luta se envereda
Aonde o meu anseio já cessasse.
4
Jornada após jornada a vida segue
E o quanto tento e nada me seduz
Sequer a própria fonte em força e luz
Detendo o meu caminho e não prossegue.
Vasculho cada canto e sigo entregue
Aos tantos endereços onde pus
O sonho sem juízo e se me opus
O mundo na verdade sempre negue.
O cântico servindo como amparo,
O tanto que desejo e não declaro,
Amargamente a vida não traria,
Sequer o quanto tenho ou inda resta,
Fartando-se da sorte que, indigesta,
Somente descarrila a poesia.
5
Não quero acreditar noutra façanha
E mesmo a que se faz, aqui se paga,
Procuro em cada canto desta plaga,
O todo que deveras não mais ganha,
A morte se aproxima e desta sanha,
A luta sem juízo, não afaga,
Tampouco o que pudesse o tempo estraga
Arcando com o vento na montanha.
Premias com total tom de arrogância
O pouco que pudesse em tal instância
Trazer algum alento a quem procura,
Vencido pelo infausto e pelo tédio,
Acrescentando enfim qualquer remédio
Amor não se propõe à simples cura.
6
Prenunciando o fim de cada encanto
Num tétrico e vacante coração,
A sobra se transforma em dimensão
Diversa da que tento, ou mais espanto,
Ainda que no fim encontre o pranto,
Resumos de outros dias, negação,
Olhando para trás, nesta amplidão,
O corte se anuncia noutro canto.
Mergulho nos meus erros e sei bem
Que a noite sem defesas sempre vem
E traça o que pudesse ser alheio,
Meu prazo terminando, nada tendo,
O quanto desejei ser estupendo,
Decerto por preguiça nunca veio.
7
Alegações diversas que inda faça
Uma alma sem sentido e sem proveito,
Apresentando logo este defeito
Desfila dissabores pela praça.
A vida como fosse esta fumaça
Invade e toma tudo, e me aproveito,
Do sonho que deveras vi desfeito,
Tomando outra garrafa de cachaça.
Percebo que tu vens e me confundo,
O quanto desejava deste mundo
Traduz o meu caminho sem saída,
E bravamente esqueço o meu passado,
Enquanto outro caminho; agora invado,
Deixando para trás a própria vida.
8
Apresentando a queda após o sonho,
Jamais me interessasse por saber
Que o tempo num diverso percorrer
Trouxesse além do tom quase enfadonho.
Amor é tudo aquilo que proponho,
Embora já não tenha mais prazer,
A vida segue sem jamais vencer
A dura sensação à qual me oponho.
Não vejo mais o tempo aonde um dia,
Vestira o que tanto mais queria,
Pousando nos umbrais desta esperança.
Meu canto se percebe mais distante,
E nada do que busque se garante
Enquanto a solidão ainda avança.
9
Não possa acreditar em falsos guizos
De quem se fez até velho bufão,
A vida não traria a solução
E os passos não seriam mais precisos,
Os olhos entre tantos desavisos,
As sortes noutra farsa desde então,
Os olhos com certeza não verão,
Sequer os meus anseios tão concisos.
Reparo o que pudesse redimir
Enganos onde o tanto que há de vir
Gerasse novo prazo e dele enfim
Vagasse com firmeza em noite mansa,
Mas sei que quem procura sempre cansa
Vencido pelo quanto resta em mim...
10
Num ato em militância procurasse
Vencer os desacordos desta sorte,
Que tanto para alguns sempre conforte
E mostre na verdade nova face.
O método trazendo cada impasse
O verso na procura já comporte
A teima se moldando noutro norte
Enquanto a solidão venha e me abrace.
Não quero o teu calor, falso e discreto,
Tampouco outro cenário mais concreto
Errático cometa, eu continuo.
Apresentando o rosto em tantas cãs,
Não quero desvendar novas manhãs
A vida se prepara em tal recuo.
A cada nova face desvendada
A história se revela ou não diz nada
Enquanto traça a sorte distraída.
A luta pela ausência está vencida
E o corpo noutro espaço se degrada,
Aonde poderia haver a escada
Somente a mesma estância consumida.
Vagasse pela noite impunemente
Tentando o quanto reste e se apresente
No ocaso que se faz a cada passo,
Apreços e carinhos vida afora,
O tanto que pudesse e não demora
Deixando este querer agora escasso.
2
Não creio no que possa ser diverso
Do verso que apresento como fosse
O rustico cenário em que se trouxe
A velha sensação do ser disperso,
Em rumos tão profanos, ledos erros,
E as tramas espalhando desconcertos,
Os dias entre tantos desacertos,
Trazendo no final velhos desterros.
Procuro vez ou outra novo sol,
E a queda anunciada não viria,
Ousando acreditar na fantasia
Que toma com certeza este arrebol,
Vagando pela vida sem descanso,
Apenas outro sonho agora alcanço.
3
Falar do quanto possa em empreitada
Tentando adivinhar o que não venha,
A cada novo fato, outra ferrenha
Vontade de seguir o mesmo nada.
Palavra sem sentido ou decifrada
Na trama que deveras nos contenha,
A sorte se desnuda e não retenha
A velha tempestade anunciada.
Num pendular cenário, altas e baixas,
O quanto na ilusão, amor te encaixas
Presume o fim do jogo em leda face,
Porém sobrevivendo a cada queda,
No fim a minha luta se envereda
Aonde o meu anseio já cessasse.
4
Jornada após jornada a vida segue
E o quanto tento e nada me seduz
Sequer a própria fonte em força e luz
Detendo o meu caminho e não prossegue.
Vasculho cada canto e sigo entregue
Aos tantos endereços onde pus
O sonho sem juízo e se me opus
O mundo na verdade sempre negue.
O cântico servindo como amparo,
O tanto que desejo e não declaro,
Amargamente a vida não traria,
Sequer o quanto tenho ou inda resta,
Fartando-se da sorte que, indigesta,
Somente descarrila a poesia.
5
Não quero acreditar noutra façanha
E mesmo a que se faz, aqui se paga,
Procuro em cada canto desta plaga,
O todo que deveras não mais ganha,
A morte se aproxima e desta sanha,
A luta sem juízo, não afaga,
Tampouco o que pudesse o tempo estraga
Arcando com o vento na montanha.
Premias com total tom de arrogância
O pouco que pudesse em tal instância
Trazer algum alento a quem procura,
Vencido pelo infausto e pelo tédio,
Acrescentando enfim qualquer remédio
Amor não se propõe à simples cura.
6
Prenunciando o fim de cada encanto
Num tétrico e vacante coração,
A sobra se transforma em dimensão
Diversa da que tento, ou mais espanto,
Ainda que no fim encontre o pranto,
Resumos de outros dias, negação,
Olhando para trás, nesta amplidão,
O corte se anuncia noutro canto.
Mergulho nos meus erros e sei bem
Que a noite sem defesas sempre vem
E traça o que pudesse ser alheio,
Meu prazo terminando, nada tendo,
O quanto desejei ser estupendo,
Decerto por preguiça nunca veio.
7
Alegações diversas que inda faça
Uma alma sem sentido e sem proveito,
Apresentando logo este defeito
Desfila dissabores pela praça.
A vida como fosse esta fumaça
Invade e toma tudo, e me aproveito,
Do sonho que deveras vi desfeito,
Tomando outra garrafa de cachaça.
Percebo que tu vens e me confundo,
O quanto desejava deste mundo
Traduz o meu caminho sem saída,
E bravamente esqueço o meu passado,
Enquanto outro caminho; agora invado,
Deixando para trás a própria vida.
8
Apresentando a queda após o sonho,
Jamais me interessasse por saber
Que o tempo num diverso percorrer
Trouxesse além do tom quase enfadonho.
Amor é tudo aquilo que proponho,
Embora já não tenha mais prazer,
A vida segue sem jamais vencer
A dura sensação à qual me oponho.
Não vejo mais o tempo aonde um dia,
Vestira o que tanto mais queria,
Pousando nos umbrais desta esperança.
Meu canto se percebe mais distante,
E nada do que busque se garante
Enquanto a solidão ainda avança.
9
Não possa acreditar em falsos guizos
De quem se fez até velho bufão,
A vida não traria a solução
E os passos não seriam mais precisos,
Os olhos entre tantos desavisos,
As sortes noutra farsa desde então,
Os olhos com certeza não verão,
Sequer os meus anseios tão concisos.
Reparo o que pudesse redimir
Enganos onde o tanto que há de vir
Gerasse novo prazo e dele enfim
Vagasse com firmeza em noite mansa,
Mas sei que quem procura sempre cansa
Vencido pelo quanto resta em mim...
10
Num ato em militância procurasse
Vencer os desacordos desta sorte,
Que tanto para alguns sempre conforte
E mostre na verdade nova face.
O método trazendo cada impasse
O verso na procura já comporte
A teima se moldando noutro norte
Enquanto a solidão venha e me abrace.
Não quero o teu calor, falso e discreto,
Tampouco outro cenário mais concreto
Errático cometa, eu continuo.
Apresentando o rosto em tantas cãs,
Não quero desvendar novas manhãs
A vida se prepara em tal recuo.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Tão longa e tão bem cuidada,
A vereda da esperança
Traz o quanto já se alcança
Noutra sorte desejada,
Mesmo quando não há nada
Outro passo sempre avança
E produz esta lembrança
Da certeza imaginada,
Vendo os erros de outras eras
Das perdidas primaveras
Esperando o quanto venha
De um momento mais suave
Mesmo sendo o que me entrave
Nada mais, pois se desdenha.
A vereda da esperança
Traz o quanto já se alcança
Noutra sorte desejada,
Mesmo quando não há nada
Outro passo sempre avança
E produz esta lembrança
Da certeza imaginada,
Vendo os erros de outras eras
Das perdidas primaveras
Esperando o quanto venha
De um momento mais suave
Mesmo sendo o que me entrave
Nada mais, pois se desdenha.
domingo, 26 de junho de 2011
Amizade, companheira
Traz a rara fantasia
Onde a vida já se inteira
Do caminho onde teria
A palavra derradeira
Ou quem sabe esta alegria
Traduzida por bandeira,
No que possa e mais queria,
Versejando com o sonho
Sensação que ora proponho
Ao compor esse momento
Quando o quanto desejara
Noutro tempo, outra seara
Molda o que ora em paz eu tento.
Traz a rara fantasia
Onde a vida já se inteira
Do caminho onde teria
A palavra derradeira
Ou quem sabe esta alegria
Traduzida por bandeira,
No que possa e mais queria,
Versejando com o sonho
Sensação que ora proponho
Ao compor esse momento
Quando o quanto desejara
Noutro tempo, outra seara
Molda o que ora em paz eu tento.
sábado, 25 de junho de 2011
Abraçada com a própria Eternidade
A minha sombra há de ficar aqui!
Augusto dos Anjos
Apenas a palavra, vaga sombra,
Resistindo ao demônio que nos leva
Além do quanto surja em plena treva,
E neste desenhar, nada me alfombra.
O quanto na verdade dita e assombra
A lúdica impressão de doce ceva
No fundo traz a angústia tão longeva
O solo apodrecido, nossa alfombra.
E sem sequer qualquer discernimento
Ser decomposto e informe, nome ao vento,
Há tanto transformado em verme e inseto,
Do quanto fui e sou; nada mais resta,
Somente esta palavra mera fresta,
Metamorfoseado: analfabeto.
A minha sombra há de ficar aqui!
Augusto dos Anjos
Apenas a palavra, vaga sombra,
Resistindo ao demônio que nos leva
Além do quanto surja em plena treva,
E neste desenhar, nada me alfombra.
O quanto na verdade dita e assombra
A lúdica impressão de doce ceva
No fundo traz a angústia tão longeva
O solo apodrecido, nossa alfombra.
E sem sequer qualquer discernimento
Ser decomposto e informe, nome ao vento,
Há tanto transformado em verme e inseto,
Do quanto fui e sou; nada mais resta,
Somente esta palavra mera fresta,
Metamorfoseado: analfabeto.
Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
Augusto dos Anjos
Enquanto esta iguaria majestosa
Em farsa irracional se desvendando,
Imagem de um planeta degradando
Espinho dilacera qualquer rosa.
A fúria em tal partilha caprichosa,
O mundo noutro tom mordaz e infando,
Cratera pouco a pouco se formando
Nesta alma sem pudor, rude e lodosa.
A queda deste império a cada dia
Expressa na verdade movediça
E o quanto em tal poder tudo cobiça
O micromundo então devoraria,
Desvendando-se então a eternidade
Supernidade então já se degrade...
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
Augusto dos Anjos
Enquanto esta iguaria majestosa
Em farsa irracional se desvendando,
Imagem de um planeta degradando
Espinho dilacera qualquer rosa.
A fúria em tal partilha caprichosa,
O mundo noutro tom mordaz e infando,
Cratera pouco a pouco se formando
Nesta alma sem pudor, rude e lodosa.
A queda deste império a cada dia
Expressa na verdade movediça
E o quanto em tal poder tudo cobiça
O micromundo então devoraria,
Desvendando-se então a eternidade
Supernidade então já se degrade...
A incógnita alma, avoenga e elementar
Dos teus antepassados vemiformes.
Augusto dos Anjos
Desfilas tua empáfia pelas ruas
Não volves nem sequer o tosco olhar,
Na majestosa forma a desfilar
Imagens deformadas, rudes, nuas.
Na pútrida vereda quando afluas
E na superna forma a se moldar,
O templo que decerto a se arruinar
Demonstrará tais cernes, carnes cruas,
E ao fim retornarás- disforme diva-
Do solo esta asquerosa alma cativa
Nem vestígios vermiformes, nem o caos,
E quando tão soberba foste em vida
Em rudes elementos, construída,
Expressarás teus últimos degraus.
Dos teus antepassados vemiformes.
Augusto dos Anjos
Desfilas tua empáfia pelas ruas
Não volves nem sequer o tosco olhar,
Na majestosa forma a desfilar
Imagens deformadas, rudes, nuas.
Na pútrida vereda quando afluas
E na superna forma a se moldar,
O templo que decerto a se arruinar
Demonstrará tais cernes, carnes cruas,
E ao fim retornarás- disforme diva-
Do solo esta asquerosa alma cativa
Nem vestígios vermiformes, nem o caos,
E quando tão soberba foste em vida
Em rudes elementos, construída,
Expressarás teus últimos degraus.
Porção de minha plásmica substância,
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!
Augusto dos Anjos
Esgoto em pleno incenso, a farsa trama,
A velha sensação do natimorto
Anseio que pudera ser o porto,
Ou mesmo o quanto a vida em vão reclama,
E decompondo cada senso em drama
Diverso do que eu possa. O desconforto
Produz noutra faceta o mesmo aborto
Enquanto a sordidez avança e clama.
Inexistência traça o dia a dia
Do que pensara além e mal sabia
Dos ratos invadindo cada canto,
E tudo o quanto resta em vil carniça
Expressa a realidade movediça
E cubro o seu cadáver com tal manto.
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!
Augusto dos Anjos
Esgoto em pleno incenso, a farsa trama,
A velha sensação do natimorto
Anseio que pudera ser o porto,
Ou mesmo o quanto a vida em vão reclama,
E decompondo cada senso em drama
Diverso do que eu possa. O desconforto
Produz noutra faceta o mesmo aborto
Enquanto a sordidez avança e clama.
Inexistência traça o dia a dia
Do que pensara além e mal sabia
Dos ratos invadindo cada canto,
E tudo o quanto resta em vil carniça
Expressa a realidade movediça
E cubro o seu cadáver com tal manto.
Caminhando assim, ao léu
Sem paragem nem destino
Onde quer e me domino
Vejo imenso e raro céu,
A esperança traz o véu
E recobre o que fascino
Bebo o sonho cristalino
Explodindo em gozo e mel,
Nada mais pudesse ter
Se não fosse o bem querer
Que transforma o dia a dia,
Noutro instante mergulhando
Num momento bem mais brando
Quando a sorte em mim queria.
Sem paragem nem destino
Onde quer e me domino
Vejo imenso e raro céu,
A esperança traz o véu
E recobre o que fascino
Bebo o sonho cristalino
Explodindo em gozo e mel,
Nada mais pudesse ter
Se não fosse o bem querer
Que transforma o dia a dia,
Noutro instante mergulhando
Num momento bem mais brando
Quando a sorte em mim queria.
E, em vez de achar a luz que os Céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!
Augusto dos Anjos
Morrendo a cada dia na esperança
Da vida após a vida noutro plano,
Somente em torpe passo, ora me engano,
E ao fim sem perceber, o dia avança.
Do nada ao nada volto sem lembrança
Germinando em bactérias, no metano,
A fátua natureza, o soberano,
Expressa na carniça o quanto alcança.
Um brinde aos meus engodos, meus reinados,
Os ventos não desviam velhos fados
E quando enfim naufrago, se percebe,
A rústica matéria destroçada
E a carne pela vida devorada
O “rei”, nobre iguaria para a plebe.
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!
Augusto dos Anjos
Morrendo a cada dia na esperança
Da vida após a vida noutro plano,
Somente em torpe passo, ora me engano,
E ao fim sem perceber, o dia avança.
Do nada ao nada volto sem lembrança
Germinando em bactérias, no metano,
A fátua natureza, o soberano,
Expressa na carniça o quanto alcança.
Um brinde aos meus engodos, meus reinados,
Os ventos não desviam velhos fados
E quando enfim naufrago, se percebe,
A rústica matéria destroçada
E a carne pela vida devorada
O “rei”, nobre iguaria para a plebe.
E o Lázaro caminha em seu destino
Para um fim que ele mesmo desconhece!
Augusto dos Anjos
Caminho para hostil e ledo espaço
Ausente do que possa em esperança
E quanto mais além o passo avança,
A vida se desfaz, corte e cansaço.
No sórdido cenário que ora traço,
Engodos são fiéis desta balança
Enquanto eu me disfarço com pujança,
Sou pútrida expressão de um corpo lasso.
O fim se aproximando, será mesmo?
E quando solitário, eu ensimesmo,
Apreensões divagando sobre o nada,
E desconheço o fim da torpe escada
Que leve ao infinito ou mero grão,
Só tenho uma certeza: a podridão.
Para um fim que ele mesmo desconhece!
Augusto dos Anjos
Caminho para hostil e ledo espaço
Ausente do que possa em esperança
E quanto mais além o passo avança,
A vida se desfaz, corte e cansaço.
No sórdido cenário que ora traço,
Engodos são fiéis desta balança
Enquanto eu me disfarço com pujança,
Sou pútrida expressão de um corpo lasso.
O fim se aproximando, será mesmo?
E quando solitário, eu ensimesmo,
Apreensões divagando sobre o nada,
E desconheço o fim da torpe escada
Que leve ao infinito ou mero grão,
Só tenho uma certeza: a podridão.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
O vento que tão manso me tocava
Tramando muitas vezes doces brisas
Em tantas tempestades, não me avisas
Derramas teu olhar, intensa lava,
A sorte se desenha e anunciava
Enquanto com certeza ora divisas
Com todas as mortalhas que, imprecisas
Traduzem o que a vida nos moldava.
Vestindo esta verdade em ironia,
A luta começava e se faria
Diversa da que tanto desejasse
Assim num tão diverso delirar
O todo se perdera devagar,
Ainda que na noite, o desenlace...
Tramando muitas vezes doces brisas
Em tantas tempestades, não me avisas
Derramas teu olhar, intensa lava,
A sorte se desenha e anunciava
Enquanto com certeza ora divisas
Com todas as mortalhas que, imprecisas
Traduzem o que a vida nos moldava.
Vestindo esta verdade em ironia,
A luta começava e se faria
Diversa da que tanto desejasse
Assim num tão diverso delirar
O todo se perdera devagar,
Ainda que na noite, o desenlace...
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Meu amigo, como é bom,
O saber que vens agora,
Quando a fúria desancora
Meu saveiro noutro tom,
A verdade, raro dom,
Que em teu peito sempre aflora
Gera o tempo que decora
Fantasia em alto som,
Nada ou tanto que se faça
Esvaindo na trapaça
De uma sórdida lembrança,
Mas ao ter uma amizade,
Que se mostra em claridade,
Nossa vida em paz, avança.
O saber que vens agora,
Quando a fúria desancora
Meu saveiro noutro tom,
A verdade, raro dom,
Que em teu peito sempre aflora
Gera o tempo que decora
Fantasia em alto som,
Nada ou tanto que se faça
Esvaindo na trapaça
De uma sórdida lembrança,
Mas ao ter uma amizade,
Que se mostra em claridade,
Nossa vida em paz, avança.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Amor em pura essência, na verdade
Traduz o quanto quero ou poderia
Vagando sem sentido em noite fria
Apenas a lembrança em vão me invade,
Vivendo pelos ermos da saudade
A sorte com certeza moldaria
O todo que pudera e em alegria
Vislumbro no teu corpo a liberdade,
De um tempo mais assíduo e sonhador
Ao quanto se tentara em teu louvor
Ousando acreditar por mais um tempo,
Na vida sem saber do imenso tédio
Vestindo o que tentara em vão remédio
Sem medo do cenário ou contratempo.
Traduz o quanto quero ou poderia
Vagando sem sentido em noite fria
Apenas a lembrança em vão me invade,
Vivendo pelos ermos da saudade
A sorte com certeza moldaria
O todo que pudera e em alegria
Vislumbro no teu corpo a liberdade,
De um tempo mais assíduo e sonhador
Ao quanto se tentara em teu louvor
Ousando acreditar por mais um tempo,
Na vida sem saber do imenso tédio
Vestindo o que tentara em vão remédio
Sem medo do cenário ou contratempo.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Num momento mais sublime
Qualquer sorte poderia
Tentações em agonia
Ou momento onde se estime
O que possa além do crime
Noutro tom, mera utopia
Gerações onde teria
O que nada mais oprime,
Versejando sobre o tanto
Quanto pude imaginar
Sem saber o que garanto
Nem tentando algum lugar
Onde esconda o velho pranto,
Que não canso de enxugar.
Qualquer sorte poderia
Tentações em agonia
Ou momento onde se estime
O que possa além do crime
Noutro tom, mera utopia
Gerações onde teria
O que nada mais oprime,
Versejando sobre o tanto
Quanto pude imaginar
Sem saber o que garanto
Nem tentando algum lugar
Onde esconda o velho pranto,
Que não canso de enxugar.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Se meu sonho já me põe
Contra tudo o que tentara
Vejo apenas na seara
O que a vida decompõe
E se nada mais expõe
Coração que desampara
A verdade mostra a cara
E o meu tempo não repõe
A palavra que bendigo
O meu mundo em desabrigo
O meu vórtice devora
Todo porto que haveria
Retornando em agonia
O meu sonho desancora.
Contra tudo o que tentara
Vejo apenas na seara
O que a vida decompõe
E se nada mais expõe
Coração que desampara
A verdade mostra a cara
E o meu tempo não repõe
A palavra que bendigo
O meu mundo em desabrigo
O meu vórtice devora
Todo porto que haveria
Retornando em agonia
O meu sonho desancora.
domingo, 19 de junho de 2011
Refazendo o que compus
Entre trevas e temores
Onde queres tantas cores
Vejo apenas frágil luz,
O que outrora me conduz
Ao caminho e se tu fores
Cada passo reproduz
O que em sonho desejara
Nesta noite bem mais clara,
Plenilúnio da esperança.
Mas pressinto o fim do jogo
Quando apenas este fogo
Numa treva mal se lança.
Entre trevas e temores
Onde queres tantas cores
Vejo apenas frágil luz,
O que outrora me conduz
Ao caminho e se tu fores
Cada passo reproduz
O que em sonho desejara
Nesta noite bem mais clara,
Plenilúnio da esperança.
Mas pressinto o fim do jogo
Quando apenas este fogo
Numa treva mal se lança.
sábado, 18 de junho de 2011
Noite afora, adentra a sala
A verdade que não vinha
Da esperança que foi minha
E hoje em medo me avassala
A saudade que se cala
A loucura onde se aninha,
Sei da sorte tão mesquinha
Minha vida foi de gala...
Mas agora tão somente
Resistindo bravamente
Nada traz deste momento,
E sem rumo, sem destino
Quando muito me alucino
Ou decerto um mundo eu tento.
A verdade que não vinha
Da esperança que foi minha
E hoje em medo me avassala
A saudade que se cala
A loucura onde se aninha,
Sei da sorte tão mesquinha
Minha vida foi de gala...
Mas agora tão somente
Resistindo bravamente
Nada traz deste momento,
E sem rumo, sem destino
Quando muito me alucino
Ou decerto um mundo eu tento.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A lâmpada que traz
Relevo em noite escura,
Enquanto se procura
A face mais tenaz,
O risco tão audaz
Da sorte em que amargura,
Ou mesmo na ternura
O quanto se desfaz,
Vagando sem destino
Agora em cristalino
Momento te encontrando,
Apenas ilusão?
Prossigo, mesmo em vão,
Meu sonho naufragando.
2
A beleza dos lençóis
Os teus seios, tuas pernas
Nossas horas são eternas
Tanto encanto que constróis
Dominando os arrebóis
Se teus olhos são lanternas
As palavras mansas, ternas
Nestas noites, plenos sóis
Revestindo a fantasia
Que tanto nos poderia
Traduzir a sensação
Desta rara fantasia
Matando uma solidão
Minha antiga companhia
3
Nos olhos raro brilho
Vontade de seguir
A cada novo trilho
Somente pudesse ir,
Ousando no estribilho
Do amor que ao redimir
Encantos que palmilho
Traduzem meu sentir.
Esgoto cada senso
E quanto mais eu penso
Não peno, apenas vivo,
Num turbilhão de cores
Aonde quer e fores
Contigo sigo altivo.
4
No sonho, mal contendo
O todo que ora anseio,
O mundo cede e veio
Além deste remendo,
Que a vida em dividendo
Trouxesse em tom alheio,
Ao todo que rodeio
No encanto se sorvendo,
E bebo em goles fartos
O amor em nobres partos
Gerando eternidade,
O verso se anuncia
Na noite em alegria
Que em paz já nos invade.
5
Luar nos toca agora
E traz a sensação
Que enquanto nos devora
Traduz a dimensão
Do quanto em mim se ancora
A sorte, esta impressão
Do tempo sem demora
Ou mesmo a negação
Do dia mais sutil,
Do quanto a gente viu
Vagando no infinito,
Vencido o que se tenta
Além da tez sangrenta
O amor que necessito.
6
Concebo no horizonte
A lua que se dera
Mais bela em rara fonte
Vivendo a primavera
E nisto já se aponte
O tanto que se espera
Enquanto agora conte
Com vasta e bela esfera.
Gerando outro momento
Aonde o canto ecoa,
Palavra que ora tento,
Traduz a sorte, boa
E vejo o quanto atento
O pensamento voa.
7
Olhares, heliantos
Em plena claridade
Procuram pelos cantos
A intensa liberdade
E seguem já sem prantos
O passo que em verdade
Os dias fossem tantos
E neles a saudade
Daquela que desfila
Seu corpo em belos tons,
A noite se perfila
Em raros, bons neons,
Amar; fazer da argila
O sonho em raros dons.
8
Clarão já se entornando
O quanto pude e tento
Ousando o pensamento
Apenas bem mais brando,
O mundo vai rodando
E sigo a força e o vento,
Buscando algum alento
Aonde houvera e quando,
Já nada caberia
Nem sórdida tristeza
Nem mesmo esta agonia
Ou lenta correnteza,
Vivendo o que teria
Além da mera presa.
9
Veredas tropicais
Que penetro em dia claro,
Os sonhos que declaro
O senso enquanto esvais
Ousando no que amparo,
Gerando o que preparo
Em rudes vendavais.
Negando cada ocaso,
Vivendo o quanto atraso
Meu passo mesmo em vão,
O tanto que me enlaço
Nas ânsias do cansaço
Presumem negação.
10
Momentos mais diversos
Que a vida nos prepara
A sorte mesmo amara
Traduz meus universos,
Apenas vão submersos
Na senda, tal seara
Que nada mais ampara
Senão meus velhos versos
Que tento sem ter sorte
Levar o que conforte
A quem sofresse tanto,
Somente me levanto
E bebo o fim da cena
Enquanto a voz condena.
Relevo em noite escura,
Enquanto se procura
A face mais tenaz,
O risco tão audaz
Da sorte em que amargura,
Ou mesmo na ternura
O quanto se desfaz,
Vagando sem destino
Agora em cristalino
Momento te encontrando,
Apenas ilusão?
Prossigo, mesmo em vão,
Meu sonho naufragando.
2
A beleza dos lençóis
Os teus seios, tuas pernas
Nossas horas são eternas
Tanto encanto que constróis
Dominando os arrebóis
Se teus olhos são lanternas
As palavras mansas, ternas
Nestas noites, plenos sóis
Revestindo a fantasia
Que tanto nos poderia
Traduzir a sensação
Desta rara fantasia
Matando uma solidão
Minha antiga companhia
3
Nos olhos raro brilho
Vontade de seguir
A cada novo trilho
Somente pudesse ir,
Ousando no estribilho
Do amor que ao redimir
Encantos que palmilho
Traduzem meu sentir.
Esgoto cada senso
E quanto mais eu penso
Não peno, apenas vivo,
Num turbilhão de cores
Aonde quer e fores
Contigo sigo altivo.
4
No sonho, mal contendo
O todo que ora anseio,
O mundo cede e veio
Além deste remendo,
Que a vida em dividendo
Trouxesse em tom alheio,
Ao todo que rodeio
No encanto se sorvendo,
E bebo em goles fartos
O amor em nobres partos
Gerando eternidade,
O verso se anuncia
Na noite em alegria
Que em paz já nos invade.
5
Luar nos toca agora
E traz a sensação
Que enquanto nos devora
Traduz a dimensão
Do quanto em mim se ancora
A sorte, esta impressão
Do tempo sem demora
Ou mesmo a negação
Do dia mais sutil,
Do quanto a gente viu
Vagando no infinito,
Vencido o que se tenta
Além da tez sangrenta
O amor que necessito.
6
Concebo no horizonte
A lua que se dera
Mais bela em rara fonte
Vivendo a primavera
E nisto já se aponte
O tanto que se espera
Enquanto agora conte
Com vasta e bela esfera.
Gerando outro momento
Aonde o canto ecoa,
Palavra que ora tento,
Traduz a sorte, boa
E vejo o quanto atento
O pensamento voa.
7
Olhares, heliantos
Em plena claridade
Procuram pelos cantos
A intensa liberdade
E seguem já sem prantos
O passo que em verdade
Os dias fossem tantos
E neles a saudade
Daquela que desfila
Seu corpo em belos tons,
A noite se perfila
Em raros, bons neons,
Amar; fazer da argila
O sonho em raros dons.
8
Clarão já se entornando
O quanto pude e tento
Ousando o pensamento
Apenas bem mais brando,
O mundo vai rodando
E sigo a força e o vento,
Buscando algum alento
Aonde houvera e quando,
Já nada caberia
Nem sórdida tristeza
Nem mesmo esta agonia
Ou lenta correnteza,
Vivendo o que teria
Além da mera presa.
9
Veredas tropicais
Que penetro em dia claro,
Os sonhos que declaro
O senso enquanto esvais
Ousando no que amparo,
Gerando o que preparo
Em rudes vendavais.
Negando cada ocaso,
Vivendo o quanto atraso
Meu passo mesmo em vão,
O tanto que me enlaço
Nas ânsias do cansaço
Presumem negação.
10
Momentos mais diversos
Que a vida nos prepara
A sorte mesmo amara
Traduz meus universos,
Apenas vão submersos
Na senda, tal seara
Que nada mais ampara
Senão meus velhos versos
Que tento sem ter sorte
Levar o que conforte
A quem sofresse tanto,
Somente me levanto
E bebo o fim da cena
Enquanto a voz condena.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
O meu canto se perdera
Nesta sorte mais cruel
Vaga à noite o carrossel
O pavio aceso, a cera
A palavra que tecera
O momento perde ao léu
O inaudito e vão corcel
Noutro tanto se esquecera
Da palavra que riscara
Desta agenda, solidão,
Ouso crer na mesma escara
Ou quem sabe em dimensão
Bem diversa se prepara
A temida negação.
Nesta sorte mais cruel
Vaga à noite o carrossel
O pavio aceso, a cera
A palavra que tecera
O momento perde ao léu
O inaudito e vão corcel
Noutro tanto se esquecera
Da palavra que riscara
Desta agenda, solidão,
Ouso crer na mesma escara
Ou quem sabe em dimensão
Bem diversa se prepara
A temida negação.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Vivendo o dia a dia sempre atento,
Depois de tantas dores coletadas
As sortes muitas vezes desenhadas
Moldando tão somente o sofrimento,
Ainda que pudesse, quando o vento
Trazendo esta poeira em vãs estradas
As horas já perdidas, maltratadas
O mundo se anuncia em vil tormento,
Bebendo gota a gota este infinito,
O quanto poderia e não imito
O verso sem sentido e sem razão
Presumo cada queda que se veja
Aonde a vida trama esta peleja
Marcando os dias turvos que virão.
Depois de tantas dores coletadas
As sortes muitas vezes desenhadas
Moldando tão somente o sofrimento,
Ainda que pudesse, quando o vento
Trazendo esta poeira em vãs estradas
As horas já perdidas, maltratadas
O mundo se anuncia em vil tormento,
Bebendo gota a gota este infinito,
O quanto poderia e não imito
O verso sem sentido e sem razão
Presumo cada queda que se veja
Aonde a vida trama esta peleja
Marcando os dias turvos que virão.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Não fosse um pormenor, a poesia,
O tempo se faria bem diverso
Do quanto merecesse cada verso
Ou mesmo o que inda trago todo dia;
O todo noutra face moldaria
O rústico cenário do universo
Por vezes tão audaz quanto disperso
Matando em nascedouro a fantasia.
Jamais imaginei ser tão feliz
Ou mesmo desenhando o quanto eu quis
Pudesse num instante em raro abono,
Viver a claridade e prenuncio
Além do que mostrara mais sombrio
A face do demônio que abandono.
O tempo se faria bem diverso
Do quanto merecesse cada verso
Ou mesmo o que inda trago todo dia;
O todo noutra face moldaria
O rústico cenário do universo
Por vezes tão audaz quanto disperso
Matando em nascedouro a fantasia.
Jamais imaginei ser tão feliz
Ou mesmo desenhando o quanto eu quis
Pudesse num instante em raro abono,
Viver a claridade e prenuncio
Além do que mostrara mais sombrio
A face do demônio que abandono.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Num porto mais alegre e mais seguro,
Tentasse ancoradouro da esperança,
Vivendo tão somente esta lembrança
De um tempo que decerto inda procuro,
Vagando sem saber do quanto escuro
Meu tempo noutro instante agora avança
E sei desta loucura onde a fiança
Cobrada dita o todo que amarguro.
A cada gestação, novo vazio
E o mundo sem sentido ora recrio
Vagando pelos ermos do não ser
No tempo que desnuda esta palavra
Minha alma inutilmente sempre lavra
E nada da colheita aparecer.
2
Se eu pudesse ancorar, teria a paz?
Já nada mais sustenta tal versão
E bebo desde agora, desde então
O corte que jamais me satisfaz
O verso se mostrara mais audaz
O tempo sonegando outra estação
Os dias com certeza moldarão
O quanto se pudera ser tenaz.
Renunciando ao verso que não veio,
O peso do passado segue alheio
Ao quanto de minha alma não se fez
Jogado sobre as pedras, meu saveiro
O sonho quando o tento, derradeiro
E nele se desenha a estupidez.
3
O amor que na verdade, diga encanto
Pudera resumir o quanto quero
E sei quando tentara ser sincero
O verso noutro fato mal garanto,
O mundo em falso enredo eu agiganto
E bebo o que deveras destempero,
Ousando muito mais do quanto espero
Rendido ao quanto trace em belo manto.
Meu sonho se embotando, o pesadelo,
O canto sem poder sequer sabê-lo
Desvelos tão comuns de um trovador
Que enamorando a lua sertaneja
Apenas calmaria ora deseja
E sabe do que possa em tal louvor.
4
Aquele que deveras permitisse
Um dia mais tranquilo em meio a tantos
Que possam transformam em desencantos
Os dias que a palavra não se ouvisse,
Apenas poderia ser tolice
Ousando acreditar em velhos mantos
Os ermos de minha alma, seus espantos,
A sorte se fizera esta crendice.
Negar cada momento que inda venha
E ter nas mãos o todo que convenha
Ao velho sonhador, novo repente,
Um gole de café, um pão de queijo
Somente da morena quero um beijo
Traindo a solidão que se pressente.
5
Seguindo desta forma, torpe e avesso,
O mundo não traria melhor sorte
E sei do quanto possa e num tropeço
O todo se traduz em leda morte,
O quanto da esperança ora mereço,
O vento se desenha bem mais forte
E sei do que pudera em adereço
Ainda quando a noite já nos corte.
Não tive nem pensei em liberdade
Somente o quanto a vida desagrade
O tempo não promete e nem traria
Sequer o que este luto programara
Mantendo bem mais viva cada escara
Gerando dentro da alma esta agonia.
6
Algozes encontrando a cada dia
A face mais cruel, realidade
O tempo não se mostra em liberdade
Enquanto mantém viva a fantasia,
O vento na verdade não traria
O quanto desejara em claridade,
Nem mesmo o quanto quis felicidade
Num verso mais suave viveria.
Sedento beduíno num deserto,
Apenas o que possa a descoberto
Encontro nesta ausência que nos toma
Ainda multiplico meu passado
E vejo que somente este legado
Traduz o que pudera em rude soma.
7
O verso que talvez não traduzisse
O mundo quando muito o desejei
O tanto que se fez na dura grei
Ou mesmo se moldara em tal tolice
A vida se mostrando em tal crendice
Enquanto no vazio eu mergulhei
Dos erros costumeiros escapei
E a noite em sonho rude contradisse.
Presumo cada engano e tão somente
O mundo noutro fato se apresente
Mostrando a velha cena em dor e tédio,
Meu canto sem razão já não ecoa
A sorte que pensara calma e boa
Agora se perdeu, e sem remédio.
8
Servindo como norma ou mesmo ausência
Do tanto quanto tento e nada vejo
Num tempo tão cruel e malfazejo
A sorte se produz na inconsistência
Do temporal do qual já sem ciência
O manto que recobre em azulejo
Traduz sem ter firmeza o que desejo
Traçando a mais sutil impertinência.
Vacante coração em noite fria,
Ausenta de meus olhos, poesia
E nada mais se vendo senão isto
Resumo meu passado num só verso
E neste caminhar agora imerso,
Apenas já cansado, ora desisto.
9
E os erros que não faço, nem aceito,
Apenas o que vejo dita o fim,
E bebo cada gole e sei que vim,
Tramando o que deveras nega o pleito
A sorte desejosa toma o leito
E bebe este cenário sempre assim,
Marcando o quanto resta vivo em mim,
Na solidão da qual não me deleito,
Vagando em lua clara, noite imensa
A sorte noutro tanto busca e pensa
Vencida a tempestade, na bonança;
Porém nova faceta da procela
Aos poucos sem sentido algum revela
A fúria que decerto nos alcança.
10
Pedindo o teu perdão, nada tivesse
Sequer algum momento mais suave
A vida se moldando aonde agrave
Não admitindo ao menos mera prece
O verso que deveras não se esquece
A liberdade feita na alma, esta ave
Que segue sempre além, qual fosse nave
Quando sequer uma ordem obedece,
Presume a claridade da manhã
E sei da própria sorte neste afã
Gerado pelo imenso delirar,
Vestígios do passado? Nem pensar,
Não quero alimentar mais esta cã
Somente noutro instante divagar...
Tentasse ancoradouro da esperança,
Vivendo tão somente esta lembrança
De um tempo que decerto inda procuro,
Vagando sem saber do quanto escuro
Meu tempo noutro instante agora avança
E sei desta loucura onde a fiança
Cobrada dita o todo que amarguro.
A cada gestação, novo vazio
E o mundo sem sentido ora recrio
Vagando pelos ermos do não ser
No tempo que desnuda esta palavra
Minha alma inutilmente sempre lavra
E nada da colheita aparecer.
2
Se eu pudesse ancorar, teria a paz?
Já nada mais sustenta tal versão
E bebo desde agora, desde então
O corte que jamais me satisfaz
O verso se mostrara mais audaz
O tempo sonegando outra estação
Os dias com certeza moldarão
O quanto se pudera ser tenaz.
Renunciando ao verso que não veio,
O peso do passado segue alheio
Ao quanto de minha alma não se fez
Jogado sobre as pedras, meu saveiro
O sonho quando o tento, derradeiro
E nele se desenha a estupidez.
3
O amor que na verdade, diga encanto
Pudera resumir o quanto quero
E sei quando tentara ser sincero
O verso noutro fato mal garanto,
O mundo em falso enredo eu agiganto
E bebo o que deveras destempero,
Ousando muito mais do quanto espero
Rendido ao quanto trace em belo manto.
Meu sonho se embotando, o pesadelo,
O canto sem poder sequer sabê-lo
Desvelos tão comuns de um trovador
Que enamorando a lua sertaneja
Apenas calmaria ora deseja
E sabe do que possa em tal louvor.
4
Aquele que deveras permitisse
Um dia mais tranquilo em meio a tantos
Que possam transformam em desencantos
Os dias que a palavra não se ouvisse,
Apenas poderia ser tolice
Ousando acreditar em velhos mantos
Os ermos de minha alma, seus espantos,
A sorte se fizera esta crendice.
Negar cada momento que inda venha
E ter nas mãos o todo que convenha
Ao velho sonhador, novo repente,
Um gole de café, um pão de queijo
Somente da morena quero um beijo
Traindo a solidão que se pressente.
5
Seguindo desta forma, torpe e avesso,
O mundo não traria melhor sorte
E sei do quanto possa e num tropeço
O todo se traduz em leda morte,
O quanto da esperança ora mereço,
O vento se desenha bem mais forte
E sei do que pudera em adereço
Ainda quando a noite já nos corte.
Não tive nem pensei em liberdade
Somente o quanto a vida desagrade
O tempo não promete e nem traria
Sequer o que este luto programara
Mantendo bem mais viva cada escara
Gerando dentro da alma esta agonia.
6
Algozes encontrando a cada dia
A face mais cruel, realidade
O tempo não se mostra em liberdade
Enquanto mantém viva a fantasia,
O vento na verdade não traria
O quanto desejara em claridade,
Nem mesmo o quanto quis felicidade
Num verso mais suave viveria.
Sedento beduíno num deserto,
Apenas o que possa a descoberto
Encontro nesta ausência que nos toma
Ainda multiplico meu passado
E vejo que somente este legado
Traduz o que pudera em rude soma.
7
O verso que talvez não traduzisse
O mundo quando muito o desejei
O tanto que se fez na dura grei
Ou mesmo se moldara em tal tolice
A vida se mostrando em tal crendice
Enquanto no vazio eu mergulhei
Dos erros costumeiros escapei
E a noite em sonho rude contradisse.
Presumo cada engano e tão somente
O mundo noutro fato se apresente
Mostrando a velha cena em dor e tédio,
Meu canto sem razão já não ecoa
A sorte que pensara calma e boa
Agora se perdeu, e sem remédio.
8
Servindo como norma ou mesmo ausência
Do tanto quanto tento e nada vejo
Num tempo tão cruel e malfazejo
A sorte se produz na inconsistência
Do temporal do qual já sem ciência
O manto que recobre em azulejo
Traduz sem ter firmeza o que desejo
Traçando a mais sutil impertinência.
Vacante coração em noite fria,
Ausenta de meus olhos, poesia
E nada mais se vendo senão isto
Resumo meu passado num só verso
E neste caminhar agora imerso,
Apenas já cansado, ora desisto.
9
E os erros que não faço, nem aceito,
Apenas o que vejo dita o fim,
E bebo cada gole e sei que vim,
Tramando o que deveras nega o pleito
A sorte desejosa toma o leito
E bebe este cenário sempre assim,
Marcando o quanto resta vivo em mim,
Na solidão da qual não me deleito,
Vagando em lua clara, noite imensa
A sorte noutro tanto busca e pensa
Vencida a tempestade, na bonança;
Porém nova faceta da procela
Aos poucos sem sentido algum revela
A fúria que decerto nos alcança.
10
Pedindo o teu perdão, nada tivesse
Sequer algum momento mais suave
A vida se moldando aonde agrave
Não admitindo ao menos mera prece
O verso que deveras não se esquece
A liberdade feita na alma, esta ave
Que segue sempre além, qual fosse nave
Quando sequer uma ordem obedece,
Presume a claridade da manhã
E sei da própria sorte neste afã
Gerado pelo imenso delirar,
Vestígios do passado? Nem pensar,
Não quero alimentar mais esta cã
Somente noutro instante divagar...
domingo, 12 de junho de 2011
O amor nos transformando a cada dia
Transcende ao que pudera ser diverso
E sei do quanto veja no universo
Aonde reina em paz a poesia,
Vergando sob o peso da euforia
O mundo se anuncia mais disperso
E quando para além do sonho eu verso
Meu tempo traduzisse uma alegria,
E vendo tão somente a mesma cena
Que tanto nos seduz quanto condena
E gera o que não pode ser além
Do todo disfarçando cada passo,
E sei que na verdade o que ora traço
Expressa o que saudade ora contém.
Transcende ao que pudera ser diverso
E sei do quanto veja no universo
Aonde reina em paz a poesia,
Vergando sob o peso da euforia
O mundo se anuncia mais disperso
E quando para além do sonho eu verso
Meu tempo traduzisse uma alegria,
E vendo tão somente a mesma cena
Que tanto nos seduz quanto condena
E gera o que não pode ser além
Do todo disfarçando cada passo,
E sei que na verdade o que ora traço
Expressa o que saudade ora contém.
sábado, 11 de junho de 2011
Já não pude e nem tentasse
Desvendar cada momento
Onde a vida sem impasse
Traz o tanto quanto invento
Demonstrando o desenlace
Que gerasse este tormento
Nada mais se transmudasse
Nem sequer o que acrescento.
Bebo a sorte que não veio
Vejo o tempo mais fugaz
E se possa enquanto traz
A palavra em devaneio
Nada mais pude ou receio
Tão somente o verso audaz.
Desvendar cada momento
Onde a vida sem impasse
Traz o tanto quanto invento
Demonstrando o desenlace
Que gerasse este tormento
Nada mais se transmudasse
Nem sequer o que acrescento.
Bebo a sorte que não veio
Vejo o tempo mais fugaz
E se possa enquanto traz
A palavra em devaneio
Nada mais pude ou receio
Tão somente o verso audaz.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Há pessoas, no mundo que; sem alma,
apenas desenhando o seu desdém
Vagando aonde o nada sempre vem
Expressam no final angústia e trauma
O tanto quanto a vida nos acalma
Ou mesmo algum momento em dor contém
Não deixa que se pense em mais ninguém,
Sequer quando tentasse ao menos calma,
A senda mais diversa que se creia
A luta noutro trâmite presume
A ausência contumaz de algum perfume
E a tosca sensação, ausente e alheia.
Espero pelo menos o que possa
Deixar no desalento medo e troça.
apenas desenhando o seu desdém
Vagando aonde o nada sempre vem
Expressam no final angústia e trauma
O tanto quanto a vida nos acalma
Ou mesmo algum momento em dor contém
Não deixa que se pense em mais ninguém,
Sequer quando tentasse ao menos calma,
A senda mais diversa que se creia
A luta noutro trâmite presume
A ausência contumaz de algum perfume
E a tosca sensação, ausente e alheia.
Espero pelo menos o que possa
Deixar no desalento medo e troça.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Andarilha esperança que se acerca
Do quanto desejei felicidade
E o passo que de fato se degrade
Ousando acreditar além da cerca
E quando na verdade ora se perca
Traçando o que pudera ser verdade
Navego contra a fúria e a liberdade
Na morte com certeza já se esterca.
E sei do meu momento mais tenaz
Enquanto a própria vida se desfaz
Gerando nova vida em tom diverso,
Tentando acreditar no ser eterno,
Enfrento da esperança o rude inverno
Teimando novamente em tolo verso.
Do quanto desejei felicidade
E o passo que de fato se degrade
Ousando acreditar além da cerca
E quando na verdade ora se perca
Traçando o que pudera ser verdade
Navego contra a fúria e a liberdade
Na morte com certeza já se esterca.
E sei do meu momento mais tenaz
Enquanto a própria vida se desfaz
Gerando nova vida em tom diverso,
Tentando acreditar no ser eterno,
Enfrento da esperança o rude inverno
Teimando novamente em tolo verso.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Nesta amizade imensa que dedicas
A quem se fez além da plenitude
O passo na verdade não transmude
Sequer o que pudesses e complicas
O rumo se perdendo e não explicas
Ou mesmo quando a estrada se faz rude
Vencer o que tentasse em plenitude
Ousando nas palavras, rimas ricas.
O tempo se anuncia de tal forma
Que nada neste intuito nos transforma
Ou gera novo tempo ou mesmo até
Presume cada passo rumo ao quanto
Tentasse e deveras se me espanto
Ousasse perpetrar além da fé.
A quem se fez além da plenitude
O passo na verdade não transmude
Sequer o que pudesses e complicas
O rumo se perdendo e não explicas
Ou mesmo quando a estrada se faz rude
Vencer o que tentasse em plenitude
Ousando nas palavras, rimas ricas.
O tempo se anuncia de tal forma
Que nada neste intuito nos transforma
Ou gera novo tempo ou mesmo até
Presume cada passo rumo ao quanto
Tentasse e deveras se me espanto
Ousasse perpetrar além da fé.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Durante tanto tempo sem um norte
Somente desenhando a negação
Os tempos novamente moldarão
O quanto sem sentido não suporte,
A vida não traduz um laço forte
E trama sempre a vaga dimensão
Dos dias que talvez tragam verão
Ou mesmo esta esperança já se aborte.
O vento não transcende ao que pudera
Gerando dentro em nós cada quimera
Vestígios de um passado mais sombrio,
O quanto imaginasse em tom diverso
Vagando sem sentido no universo
Trazendo tão completo desvario.
Somente desenhando a negação
Os tempos novamente moldarão
O quanto sem sentido não suporte,
A vida não traduz um laço forte
E trama sempre a vaga dimensão
Dos dias que talvez tragam verão
Ou mesmo esta esperança já se aborte.
O vento não transcende ao que pudera
Gerando dentro em nós cada quimera
Vestígios de um passado mais sombrio,
O quanto imaginasse em tom diverso
Vagando sem sentido no universo
Trazendo tão completo desvario.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
06/06/2011
Quando a vida se prepara
E se mostra num instante
O caminho segue para
O que possa e não garante
A verdade desdenhara
Que ousasse num rompante
Desejar o quanto ampara
O tormento, doravante.
Delirante companheiro
Do que pude imaginar
Noutro tempo sou inteiro
E tentasse divagar
Contra a fúria em derradeiro
E temível desdenhar.
Quando a vida se prepara
E se mostra num instante
O caminho segue para
O que possa e não garante
A verdade desdenhara
Que ousasse num rompante
Desejar o quanto ampara
O tormento, doravante.
Delirante companheiro
Do que pude imaginar
Noutro tempo sou inteiro
E tentasse divagar
Contra a fúria em derradeiro
E temível desdenhar.
domingo, 5 de junho de 2011
05/06/2011
Que sei, irão na certa já surgir
Momentos discrepantes do que trago
A vida se mostrando sem afago
O tempo não tramando algum porvir
E venho tão somente te pedir
O mesmo coração que tanto alago
Com sonhos quando possa e não divago
Sabendo pelo menos resistir.
A fúria do abandono nos domina
Ousando perpetrar em rude sina
Vestígios de uma vida sem ternura,
A luta se anuncia a cada passo,
E sei do que tentara e não mais traço
Seque o quanto veja e me amargura.
Que sei, irão na certa já surgir
Momentos discrepantes do que trago
A vida se mostrando sem afago
O tempo não tramando algum porvir
E venho tão somente te pedir
O mesmo coração que tanto alago
Com sonhos quando possa e não divago
Sabendo pelo menos resistir.
A fúria do abandono nos domina
Ousando perpetrar em rude sina
Vestígios de uma vida sem ternura,
A luta se anuncia a cada passo,
E sei do que tentara e não mais traço
Seque o quanto veja e me amargura.
sábado, 4 de junho de 2011
04/06/2011
Imprevistos no caminho
São constantes, disso eu sei,
A esperança dita a grei,
Mas prossigo tão sozinho
Vago em mundo que daninho
Nega o quanto eu esperei
Do passado onde sonhei
E deveras lá me alinho,
Vagamente tive o fato
E se tanto ora constato
O momento que não veio,
Vastos sonhos, ledo sol,
Nada tendo no arrebol
Prosseguindo sempre alheio.
Imprevistos no caminho
São constantes, disso eu sei,
A esperança dita a grei,
Mas prossigo tão sozinho
Vago em mundo que daninho
Nega o quanto eu esperei
Do passado onde sonhei
E deveras lá me alinho,
Vagamente tive o fato
E se tanto ora constato
O momento que não veio,
Vastos sonhos, ledo sol,
Nada tendo no arrebol
Prosseguindo sempre alheio.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Procurando algum afeto
Onde nada mais se visse
Senão tendo em tal tolice
O momento em que repleto
Outro verso predileto
Ou quem sabe contradisse
O que possa em tal crendice,
Mesmo quando me completo,
Vejo apenas o passado
Refletindo o que viria,
Noutro tempo desenhado
A já morta poesia,
E o que tente e agora evado
Traz o quanto não se via.
Onde nada mais se visse
Senão tendo em tal tolice
O momento em que repleto
Outro verso predileto
Ou quem sabe contradisse
O que possa em tal crendice,
Mesmo quando me completo,
Vejo apenas o passado
Refletindo o que viria,
Noutro tempo desenhado
A já morta poesia,
E o que tente e agora evado
Traz o quanto não se via.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Já não cabe no meu sonho
A diversa fantasia
Que talvez quando a componho
Noutro tempo se esvaía
A palavra em tom risonho
Outra senda mostraria
O que agora te proponho,
Mesmo em lúdica utopia
A verdade se reflete
No que possa sempre igual
Na ponta do canivete
Noutro espaço em ritual,
O que tento se repete
Em constante vendaval.
A diversa fantasia
Que talvez quando a componho
Noutro tempo se esvaía
A palavra em tom risonho
Outra senda mostraria
O que agora te proponho,
Mesmo em lúdica utopia
A verdade se reflete
No que possa sempre igual
Na ponta do canivete
Noutro espaço em ritual,
O que tento se repete
Em constante vendaval.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Nada posso sequer noutro momento
Sendo a vida cruel enquanto veja
O que possa mostrar cada peleja
Ou deveras num farto desalento,
A versão que deveras mesmo tento
Desenhando o que tanto se deseja
Transformando o cenário onde se esteja
Ou bebendo o caminho, desatento.
Rudemente vivesse tal verdade
E se molda o tormento que degrade
O meu verso pudera em novo tempo,
Mas no fim nada resta nem o sonho
E se tanto a palavra eu decomponho,
Noutro verso diverso contratempo.
Sendo a vida cruel enquanto veja
O que possa mostrar cada peleja
Ou deveras num farto desalento,
A versão que deveras mesmo tento
Desenhando o que tanto se deseja
Transformando o cenário onde se esteja
Ou bebendo o caminho, desatento.
Rudemente vivesse tal verdade
E se molda o tormento que degrade
O meu verso pudera em novo tempo,
Mas no fim nada resta nem o sonho
E se tanto a palavra eu decomponho,
Noutro verso diverso contratempo.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Nada posso contra o vento
Que espalhasse cada sonho
E trazendo em movimento
Muito além do que proponho,
Na incerteza o desalento
Traduzindo onde me oponho
Trama o velho esquecimento
Num anseio onde me enfronho,
Vagamente merecesse
O que tanto desejei,
Gentileza se esquecesse
Sendo injusta a rude lei,
Que talvez mesmo tecesse
O caminho onde vaguei.
Que espalhasse cada sonho
E trazendo em movimento
Muito além do que proponho,
Na incerteza o desalento
Traduzindo onde me oponho
Trama o velho esquecimento
Num anseio onde me enfronho,
Vagamente merecesse
O que tanto desejei,
Gentileza se esquecesse
Sendo injusta a rude lei,
Que talvez mesmo tecesse
O caminho onde vaguei.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
1
Gira a roda da esperança
E procuro novo encanto
Onde a vida faz seu tanto
E o passado em vão se lança
O que possa em confiança
Desenhando o roto manto
Do caminho em que garanto
Solidão decerto avança.
Não pudera com pureza
Ter no olhar esta certeza
De quem tanto se procura,
Enveredo nos meus erros
Seduzindo em meus desterros
Pelo horror, farta loucura.
2
Haveria qualquer sonho
E talvez mesmo pudesse
Desenhar nova benesse
Ou o tanto que proponho,
Na verdade este enfadonho
Caminhar onde se esquece
Desta estrada que se tece
Noutro passo, mais medonho.
Resumindo o verso em mim
O que pude e sei enfim
Nada mais me serviria
O tormento se adianta
Na palavra rude e quanta
Emoção a cada dia.
3
Jorram d’olhos as certezas
Que pudessem me trazer
Tão somente este querer
Ou quem sabe mais surpresas.
Os meus dias, meras presas,
A vontade de saber
O que possa mesmo ser
Outro fardo em velhas mesas.
Ansiosamente vejo
O que tente num lampejo
Desenhando em claridade,
A versão que se aprofunda
Mesmo na alma vagabunda
O terror agora invade.
4
Levo além do que podia
Todo o sonho de um passado
Ao viver esta agonia
Noutro tanto desenhado,
Pouco a pouco não veria
O momento desejado
E se fosse esta utopia
Onde o tanto é sonegado.
Verso sobre o nada ter
E procuro calmamente
O que possa me trazer
O caminho que apresente
A vontade de viver
Revogando a dor, demente.
5
Longamente vejo a vida
De tal forma que se possa
Traduzir a despedida
Que se molda em rude troça
Na esperança a ser cumprida
Na verdade que se endossa
Outra cena repetida,
Traduzindo a sorte; nossa.
Já não pude mergulhar
Nos anseios da esperança
E seguindo sem lugar
O meu passo nada alcança
Sei apenas divagar
Entre as fúrias da lembrança.
6
Cravo os olhos no passado
E procuro algum momento
Onde o tempo anunciado
Traduzisse o quanto alento
Deste mundo decorado
Pela essência de um tormento
Que deveras quando evado
Trago ou pelo menos tento.
Vendo a fonte iridescente
O cenário se apresente
Num instante ou pouco além
Do que trama em rude passo,
Quando possa e nada faço,
Com certeza, nada vem.
7
Vagamente acreditara
Nas verdades mais cruéis
Se esta noite se fez clara
Meus anseios são corcéis
Que procuram na seara
Doces sonhos, tantos méis
E se possa e se escancara
O que vejo em carrosséis.
Nada mais pudera quando
A saudade me domasse,
Outro tempo mais nefando
Resumindo o velho impasse
A minha alma se moldando
Onde o todo em paz se trace.
8
Bravamente vejo o rumo
Discernindo o que viria
E se possa e já resumo
Meu cantar em poesia,
A palavra que consumo
Traz engodo a cada dia,
Levemente em teu aprumo,
Resta apenas fantasia.
Não tivera melhor sorte
Nem tampouco mesmo a luz
Que deveras nos conforte
Noutro instante me conduz
Ao que possa ser um norte
Onde o sonho, eu sempre pus.
9
Navegando em mar distante
Do que outrora fora meu,
O caminho deslumbrante
A verdade me escondeu,
O tormento se garante
Estendendo ao ledo breu
O que pude num instante
Ou talvez neste apogeu,
Resumindo o que interessa
Na vontade mais sutil,
Vou seguindo sem ter pressa
O que o sonho não reviu,
Deste amor, leda promessa,
Mas a sorte se faz vil.
10
Apresento cada verso
Como fosse uma emoção
Noutro tempo mais disperso
Ouso até na negação,
Do que possa e desconverso
Sem saber da solução
Que pudera em tom diverso
Desenhar além do não.
Resumisse minha vida
No que tente acreditar
Ou se trama esta saída
Ou desenha algum lugar
Na certeza que lapida
O que tento adivinhar.
11
Brincadeiras desta sorte
Que em revés se faz presente
No caminho onde se tente
Nada mais tanto conforte,
O momento rude e forte
O cenário imprevidente
Outro tanto impertinente
Pousa além e não suporte.
Tento apenas o que vejo
E se possa num lampejo
Desenhara em noite escura,
A vontade se dilui
E o meu sonho não mais flui
Quando a sorte se amargura.
12
Cravejando de esperanças
O que tanto poderia
Onde tu deveras lanças
A verdade em sintonia,
Nada vejo quando avanças
Percorrendo em poesia
Enfrentando tais mudanças
Ou gerando esta agonia.
Nada tendo de meu nisto,
A certeza quando insisto
Molda em versos o caminho,
Noutro tempo se mostrara
A beleza da seara
Ou o sonho mais daninho.
13
Dividindo cada encanto
Com meus erros contumazes
Sei que além tanto me trazes
A verdade que garanto
Noutro tom sempre adianto,
Derrotado por tenazes
Delirantes, loucas fases
Do momento em raro espanto.
Novidade? Nada disso,
O meu mundo sempre fora
A palavra que cobiço
Numa sorte tentadora,
Mas ao fundo em falso viço
Alma segue sofredora.
14
Esperando qualquer fonte
Do que fora num segundo
O que tanto ora aprofundo
Na certeza que desponte,
O meu tempo não aponte
O que vejo em ledo mundo,
A certeza em que me inundo,
O viver noutro horizonte,
Sem saber o que viria
O momento se reflete
E se possa a cada dia
Noutro tom já me compete
Discernir da fantasia
O que a dor sempre repete.
15
Vejo a sorte diversa do momento
Onde o todo pudera desenhar
A verdade se trama a divagar
No caminho onde busco novo alento,
O meu canto derrama o sentimento
E se pude num rumo trafegar,
O cenário moldando devagar
Traz apenas o velho sofrimento,
Nos enganos que pude conceber
O tormento se mostra soberano,
Quero mais e tentasse perceber
O momento diverso onde me dano,
A palavra traduz o quanto veio,
Permitindo quem sabe, o devaneio...
Gira a roda da esperança
E procuro novo encanto
Onde a vida faz seu tanto
E o passado em vão se lança
O que possa em confiança
Desenhando o roto manto
Do caminho em que garanto
Solidão decerto avança.
Não pudera com pureza
Ter no olhar esta certeza
De quem tanto se procura,
Enveredo nos meus erros
Seduzindo em meus desterros
Pelo horror, farta loucura.
2
Haveria qualquer sonho
E talvez mesmo pudesse
Desenhar nova benesse
Ou o tanto que proponho,
Na verdade este enfadonho
Caminhar onde se esquece
Desta estrada que se tece
Noutro passo, mais medonho.
Resumindo o verso em mim
O que pude e sei enfim
Nada mais me serviria
O tormento se adianta
Na palavra rude e quanta
Emoção a cada dia.
3
Jorram d’olhos as certezas
Que pudessem me trazer
Tão somente este querer
Ou quem sabe mais surpresas.
Os meus dias, meras presas,
A vontade de saber
O que possa mesmo ser
Outro fardo em velhas mesas.
Ansiosamente vejo
O que tente num lampejo
Desenhando em claridade,
A versão que se aprofunda
Mesmo na alma vagabunda
O terror agora invade.
4
Levo além do que podia
Todo o sonho de um passado
Ao viver esta agonia
Noutro tanto desenhado,
Pouco a pouco não veria
O momento desejado
E se fosse esta utopia
Onde o tanto é sonegado.
Verso sobre o nada ter
E procuro calmamente
O que possa me trazer
O caminho que apresente
A vontade de viver
Revogando a dor, demente.
5
Longamente vejo a vida
De tal forma que se possa
Traduzir a despedida
Que se molda em rude troça
Na esperança a ser cumprida
Na verdade que se endossa
Outra cena repetida,
Traduzindo a sorte; nossa.
Já não pude mergulhar
Nos anseios da esperança
E seguindo sem lugar
O meu passo nada alcança
Sei apenas divagar
Entre as fúrias da lembrança.
6
Cravo os olhos no passado
E procuro algum momento
Onde o tempo anunciado
Traduzisse o quanto alento
Deste mundo decorado
Pela essência de um tormento
Que deveras quando evado
Trago ou pelo menos tento.
Vendo a fonte iridescente
O cenário se apresente
Num instante ou pouco além
Do que trama em rude passo,
Quando possa e nada faço,
Com certeza, nada vem.
7
Vagamente acreditara
Nas verdades mais cruéis
Se esta noite se fez clara
Meus anseios são corcéis
Que procuram na seara
Doces sonhos, tantos méis
E se possa e se escancara
O que vejo em carrosséis.
Nada mais pudera quando
A saudade me domasse,
Outro tempo mais nefando
Resumindo o velho impasse
A minha alma se moldando
Onde o todo em paz se trace.
8
Bravamente vejo o rumo
Discernindo o que viria
E se possa e já resumo
Meu cantar em poesia,
A palavra que consumo
Traz engodo a cada dia,
Levemente em teu aprumo,
Resta apenas fantasia.
Não tivera melhor sorte
Nem tampouco mesmo a luz
Que deveras nos conforte
Noutro instante me conduz
Ao que possa ser um norte
Onde o sonho, eu sempre pus.
9
Navegando em mar distante
Do que outrora fora meu,
O caminho deslumbrante
A verdade me escondeu,
O tormento se garante
Estendendo ao ledo breu
O que pude num instante
Ou talvez neste apogeu,
Resumindo o que interessa
Na vontade mais sutil,
Vou seguindo sem ter pressa
O que o sonho não reviu,
Deste amor, leda promessa,
Mas a sorte se faz vil.
10
Apresento cada verso
Como fosse uma emoção
Noutro tempo mais disperso
Ouso até na negação,
Do que possa e desconverso
Sem saber da solução
Que pudera em tom diverso
Desenhar além do não.
Resumisse minha vida
No que tente acreditar
Ou se trama esta saída
Ou desenha algum lugar
Na certeza que lapida
O que tento adivinhar.
11
Brincadeiras desta sorte
Que em revés se faz presente
No caminho onde se tente
Nada mais tanto conforte,
O momento rude e forte
O cenário imprevidente
Outro tanto impertinente
Pousa além e não suporte.
Tento apenas o que vejo
E se possa num lampejo
Desenhara em noite escura,
A vontade se dilui
E o meu sonho não mais flui
Quando a sorte se amargura.
12
Cravejando de esperanças
O que tanto poderia
Onde tu deveras lanças
A verdade em sintonia,
Nada vejo quando avanças
Percorrendo em poesia
Enfrentando tais mudanças
Ou gerando esta agonia.
Nada tendo de meu nisto,
A certeza quando insisto
Molda em versos o caminho,
Noutro tempo se mostrara
A beleza da seara
Ou o sonho mais daninho.
13
Dividindo cada encanto
Com meus erros contumazes
Sei que além tanto me trazes
A verdade que garanto
Noutro tom sempre adianto,
Derrotado por tenazes
Delirantes, loucas fases
Do momento em raro espanto.
Novidade? Nada disso,
O meu mundo sempre fora
A palavra que cobiço
Numa sorte tentadora,
Mas ao fundo em falso viço
Alma segue sofredora.
14
Esperando qualquer fonte
Do que fora num segundo
O que tanto ora aprofundo
Na certeza que desponte,
O meu tempo não aponte
O que vejo em ledo mundo,
A certeza em que me inundo,
O viver noutro horizonte,
Sem saber o que viria
O momento se reflete
E se possa a cada dia
Noutro tom já me compete
Discernir da fantasia
O que a dor sempre repete.
15
Vejo a sorte diversa do momento
Onde o todo pudera desenhar
A verdade se trama a divagar
No caminho onde busco novo alento,
O meu canto derrama o sentimento
E se pude num rumo trafegar,
O cenário moldando devagar
Traz apenas o velho sofrimento,
Nos enganos que pude conceber
O tormento se mostra soberano,
Quero mais e tentasse perceber
O momento diverso onde me dano,
A palavra traduz o quanto veio,
Permitindo quem sabe, o devaneio...
domingo, 29 de maio de 2011
1
Desses sonhos mais audazes
O que tanto se buscasse
Ao vencer qualquer impasse
Noutro tanto tu me trazes.
Os anseios mais tenazes
Outro tempo que se trace
A verdade onde embarace
Louco amor em raras fases.
A vereda se adentrando
Numa espécie de desejo
Traduzindo manso e brando
O caminho onde prevejo
O meu mundo me apontando
Pouco mais que este lampejo.
2
O momento me permita
Consolar os erros tantos
E se possa em desencantos
Ter a luta mesmo aflita,
No cenário que reflita
Os diversos vãos quebrantos
Recobrando velhos mantos
Onde a sorte se acredita.
Nada mais pudesse ver
Senão isto e mesmo assim,
O que possa dar prazer
Traduzindo o mero fim
Tanto pude conhecer
Quanto vive dentro em mim.
3
Não me cabe mais falar
Do vazio que deixaste
E se possa caminhar
Entremeio tal desgaste
Onde tanto quis sonhar
E deveras mal notaste
O que teime em delirar
E deveras já se afaste.
Novo tempo, velho rumo,
Este verso que presumo
Tenta apenas novo tom,
De um cenário sem encanto
Do momento onde garanto
A esperança em ledo dom.
4
Quero apenas descobrir
Os anseios mais vulgares
E se tanto ora notares
Pouca coisa inda há de vir,
No momento a resumir
Nossos templos nos altares
Respirando antigos ares
Do que tente redimir.
Nas versões mais inconstantes
O que tanto me adiantes
Não permite qualquer passo,
Da esperança em tal proveito
O caminho a ser aceito
Já não trama o quanto faço.
5
Esperasse alguma sorte
Bem diversa da que vejo
O meu sonho se comporte
Ou talvez trace o desejo
De quem possa contra o corte
Ou no amor, um raro ensejo,
O cenário que conforte
E traduz além lampejo,
Vagamente sei do tanto
Que se fez indispensável
O caminho onde me espanto
Com o tempo interminável
E se possa ter tal pranto,
O meu verso, inconsolável.
6
Recebendo com carinho
Cada termo que se trama
Onde a vida acende a chama
Da esperança que adivinho,
Bebo um gole e se mesquinho
O meu verso nada exclama
Desenhando o mesmo drama
Procurando além do ninho,
Na incerteza que se tente
Mal prossegue o penitente
Entre os ermos de minha alma
A palavra se traduz
No que possa em própria luz
E deveras não me acalma.
7
Trago apenas a certeza
De um momento aonde a sorte
Mais diversa se comporte
Colocando-a sobre a mesa,
A palavra sem dureza
Outro canto aonde aporte
A vontade sem o corte
Esperança sem surpresa.
Nada mais quero sentir
E pudera ter em mente
O que tanto já se sente
Num anseio que há de vir
Traduzindo plenamente
Deste amor doce porvir.
8
Única verdade eu sinto
Na expressão que nos condena
A incerteza a cada cena
O tormento em raro instinto,
E se bebo deste absinto
A vontade se faz plena
E o que possa e não se acena
Traz o olhar enquanto minto.
Traduzindo cada frase
No que tanto ora defase
Meu momento se perdendo,
O meu verso sem proveito
No final eu sempre aceito,
Mesmo sendo vago e horrendo.
9
Imolasse cada sonho
Envolvido nesta bruma
A vacante luz apruma
O que possa e não componho
Outro tanto mais bisonho,
A saudade já se esfuma
E pudesse ser tal pluma
O momento onde proponho,
Versos feitos neste ocaso
E se tanto ora me atraso
Nada vejo após a curva,
A visão se mostra turva
E o meu canto em ressonância
Traz em si a velha estância.
10
Ouço o vento nos chamando,
Mansamente tento além
Do que possa e já convém
A quem sabe ser mais brando;
Ou deveras revoando
Quando o nada sempre vem
Traduzindo estar aquém
Do que possa em novo bando.
O meu verso sem paragem
O meu tempo em leda aragem
O meu mundo se perdendo.
O caminho que pudera
Ter a sorte mais sincera
Traz a dor em dividendo.
11
Pouco a pouco se desfaz
O que possa o coração
Entre a velha redenção
E o que fora outrora em paz,
Não se molda o que se traz
Nem sublime dimensão
Outros dias moldarão
O momento mais capaz,
Nada vejo e não teria
Mesmo em vida mais sombria
Sem saber do que se busca
Tentativas sem sucesso
E deveras, se eu regresso
A passada se faz brusca.
12
Aprendendo vagamente
Ao que possa nos trazer
Muito além de algum prazer
O que tanto se acrescente
Ao anseio impertinente
Ou quem saber mesmo ver
O caminho a percorrer
Noutro clima ora envolvente.
Resumindo o que me basta
A palavra mais nefasta
O cenário sem efeitos,
O meu dia se nublando
Outro tempo desenhando
Muito além dos meus direitos.
13
Sigo as tramas como um rastro
Do que eu possa inda viver
Na palavra a se tolher
No caminho onde me alastro
Neste espaço vejo um astro
Teu anseio, eu posso ver
Noutro tempo onde o não crer
Moldaria um firme lastro.
Quem me dera ser feliz.
O mergulho no passado
Diz do tempo iluminado,
Mas meu todo ora desfiz,
E bebendo gole a gole
Nada mais ora console.
14
Devo apenas te falar
Do que possa noutro engano
Provocando o que sonhar
Sem saber do velho plano
Onde tento caminhar
E decerto se eu me dano
Nada vejo a desenhar
Tão somente o ser insano,
Vagamente pude até
Noutro tempo em rumo à fé
Traduzir esta versão
Do meu canto sem paragem
Do vazio da bagagem
Desta turva solidão.
15
Faz um tempo que eu quero te dizer
Dos momentos felizes que esperava
A minha alma da tua sendo escrava
O meu canto se molda em teu prazer,
Na verdade pudesse recolher
A explosão que deveras me tocava
Noutro instante vislumbro a velha clava
Numa angústia diversa a se trazer.
Vejo apenas o quanto poderia
A palavra sensata em primavera,
O meu mundo decerto destempera
Quando a noite se molda mais sombria
E se vejo o que tanto não queria
Alimento a verdade mais sincera.
Desses sonhos mais audazes
O que tanto se buscasse
Ao vencer qualquer impasse
Noutro tanto tu me trazes.
Os anseios mais tenazes
Outro tempo que se trace
A verdade onde embarace
Louco amor em raras fases.
A vereda se adentrando
Numa espécie de desejo
Traduzindo manso e brando
O caminho onde prevejo
O meu mundo me apontando
Pouco mais que este lampejo.
2
O momento me permita
Consolar os erros tantos
E se possa em desencantos
Ter a luta mesmo aflita,
No cenário que reflita
Os diversos vãos quebrantos
Recobrando velhos mantos
Onde a sorte se acredita.
Nada mais pudesse ver
Senão isto e mesmo assim,
O que possa dar prazer
Traduzindo o mero fim
Tanto pude conhecer
Quanto vive dentro em mim.
3
Não me cabe mais falar
Do vazio que deixaste
E se possa caminhar
Entremeio tal desgaste
Onde tanto quis sonhar
E deveras mal notaste
O que teime em delirar
E deveras já se afaste.
Novo tempo, velho rumo,
Este verso que presumo
Tenta apenas novo tom,
De um cenário sem encanto
Do momento onde garanto
A esperança em ledo dom.
4
Quero apenas descobrir
Os anseios mais vulgares
E se tanto ora notares
Pouca coisa inda há de vir,
No momento a resumir
Nossos templos nos altares
Respirando antigos ares
Do que tente redimir.
Nas versões mais inconstantes
O que tanto me adiantes
Não permite qualquer passo,
Da esperança em tal proveito
O caminho a ser aceito
Já não trama o quanto faço.
5
Esperasse alguma sorte
Bem diversa da que vejo
O meu sonho se comporte
Ou talvez trace o desejo
De quem possa contra o corte
Ou no amor, um raro ensejo,
O cenário que conforte
E traduz além lampejo,
Vagamente sei do tanto
Que se fez indispensável
O caminho onde me espanto
Com o tempo interminável
E se possa ter tal pranto,
O meu verso, inconsolável.
6
Recebendo com carinho
Cada termo que se trama
Onde a vida acende a chama
Da esperança que adivinho,
Bebo um gole e se mesquinho
O meu verso nada exclama
Desenhando o mesmo drama
Procurando além do ninho,
Na incerteza que se tente
Mal prossegue o penitente
Entre os ermos de minha alma
A palavra se traduz
No que possa em própria luz
E deveras não me acalma.
7
Trago apenas a certeza
De um momento aonde a sorte
Mais diversa se comporte
Colocando-a sobre a mesa,
A palavra sem dureza
Outro canto aonde aporte
A vontade sem o corte
Esperança sem surpresa.
Nada mais quero sentir
E pudera ter em mente
O que tanto já se sente
Num anseio que há de vir
Traduzindo plenamente
Deste amor doce porvir.
8
Única verdade eu sinto
Na expressão que nos condena
A incerteza a cada cena
O tormento em raro instinto,
E se bebo deste absinto
A vontade se faz plena
E o que possa e não se acena
Traz o olhar enquanto minto.
Traduzindo cada frase
No que tanto ora defase
Meu momento se perdendo,
O meu verso sem proveito
No final eu sempre aceito,
Mesmo sendo vago e horrendo.
9
Imolasse cada sonho
Envolvido nesta bruma
A vacante luz apruma
O que possa e não componho
Outro tanto mais bisonho,
A saudade já se esfuma
E pudesse ser tal pluma
O momento onde proponho,
Versos feitos neste ocaso
E se tanto ora me atraso
Nada vejo após a curva,
A visão se mostra turva
E o meu canto em ressonância
Traz em si a velha estância.
10
Ouço o vento nos chamando,
Mansamente tento além
Do que possa e já convém
A quem sabe ser mais brando;
Ou deveras revoando
Quando o nada sempre vem
Traduzindo estar aquém
Do que possa em novo bando.
O meu verso sem paragem
O meu tempo em leda aragem
O meu mundo se perdendo.
O caminho que pudera
Ter a sorte mais sincera
Traz a dor em dividendo.
11
Pouco a pouco se desfaz
O que possa o coração
Entre a velha redenção
E o que fora outrora em paz,
Não se molda o que se traz
Nem sublime dimensão
Outros dias moldarão
O momento mais capaz,
Nada vejo e não teria
Mesmo em vida mais sombria
Sem saber do que se busca
Tentativas sem sucesso
E deveras, se eu regresso
A passada se faz brusca.
12
Aprendendo vagamente
Ao que possa nos trazer
Muito além de algum prazer
O que tanto se acrescente
Ao anseio impertinente
Ou quem saber mesmo ver
O caminho a percorrer
Noutro clima ora envolvente.
Resumindo o que me basta
A palavra mais nefasta
O cenário sem efeitos,
O meu dia se nublando
Outro tempo desenhando
Muito além dos meus direitos.
13
Sigo as tramas como um rastro
Do que eu possa inda viver
Na palavra a se tolher
No caminho onde me alastro
Neste espaço vejo um astro
Teu anseio, eu posso ver
Noutro tempo onde o não crer
Moldaria um firme lastro.
Quem me dera ser feliz.
O mergulho no passado
Diz do tempo iluminado,
Mas meu todo ora desfiz,
E bebendo gole a gole
Nada mais ora console.
14
Devo apenas te falar
Do que possa noutro engano
Provocando o que sonhar
Sem saber do velho plano
Onde tento caminhar
E decerto se eu me dano
Nada vejo a desenhar
Tão somente o ser insano,
Vagamente pude até
Noutro tempo em rumo à fé
Traduzir esta versão
Do meu canto sem paragem
Do vazio da bagagem
Desta turva solidão.
15
Faz um tempo que eu quero te dizer
Dos momentos felizes que esperava
A minha alma da tua sendo escrava
O meu canto se molda em teu prazer,
Na verdade pudesse recolher
A explosão que deveras me tocava
Noutro instante vislumbro a velha clava
Numa angústia diversa a se trazer.
Vejo apenas o quanto poderia
A palavra sensata em primavera,
O meu mundo decerto destempera
Quando a noite se molda mais sombria
E se vejo o que tanto não queria
Alimento a verdade mais sincera.
sábado, 28 de maio de 2011
1
Se eu pudesse simplesmente
Encontrar a tradução
Do que possa em dimensão
Tão diversa num repente
Outro tanto que se invente
Procurando a direção
Dos caminhos que virão
Envolvendo o tom frequente
Das masmorras da esperança
Onde o nada se entranhando
Leva ao verso que se lança
Noutro tanto mesmo quando
O que gere confiança
Pouco a pouco destoando.
2
Já não traga melhor sorte
O que possa ser diverso
Do caminho que comporte
Cada sonho ou louco verso
A verdade não aporte
Outro tempo mais disperso
Do que possa em ledo norte
Ou decerto desconverso,
Vejo apenas o vazio
Que traduza o dia a dia
A vereda desafio
E se possa moldaria
Procurando em cada fio
O que possa a fantasia.
3
Nada tenho dentro em mim
Que falasse do passado
E se tento ou mesmo vim
Desta forma já me evado,
O momento chega ao fim
E mergulho neste enfado
O tormento diz que enfim
Não serei tão desolado.
Versifico o quanto possa
E procuro nesta areia
A certeza que foi nossa
E o vazio ora rodeia
Encontrando mera troça
Quando o sol já me incendeia.
4
Sigo angustiadamente
Lancetado pelo medo
E se possa e não desmente
Minha vida ora concedo
Inda vejo esta semente
Onde o todo que procedo
Traz apenas em tal mente
A vontade noutro enredo.
Justifico cada passo
E procuro nova luz
O momento que inda traço
Leva ao quanto reproduz
O caminho em mim desfaço
E ao vazio eu faço jus.
5
São palavras, nada mais
O que pude de tal forma
Na verdade os temporais
Onde a vida se transforma
Procurasse qualquer cais
Ou seguisse antiga norma
Nos cenários desiguais
A palavra nos deforma,
A certeza não combina
E deveras não combate
O que fora cristalina
Sensação de mero abate
Onde há sorte e me fascina
Esperança diz resgate.
6
Já não vejo como esteja
O que tento acreditar
Na palavra que se almeja
Ou nos sonhos de um luar,
Pouco a pouco esta peleja
Possa em nada desvendar
O que fora e se deseja
Noutro tom, rumo e lugar,
Visto o quanto poderia
Noutro canto ter somente
O meu mundo em agonia
A incerteza não desmente
Numa noite amarga e fria
O tormento se pressente.
7
Beijo o sonho e na morena
A certeza realizada
A palavra que serena
Traz a sorte emoldurada
No que tanto fora amena
A verdade desejada
O caminho se condena
Ou traduz a velha estrada
Nada tento contra tudo
E se possa como eu quis
O momento onde me iludo
Superando a cicatriz
Quando tento e tanto mudo
Não me faço mais feliz.
8
Resta apenas o que trago
Neste olhar em busca vã
O que possa num afago
Traz a sorte tão malsã
No teu colo hoje divago
E fazendo-o meu divã
Cada sonho antigo; o apago
Num amor sem amanhã.
Tento crer na liberdade
E deveras não consigo,
Onde o tempo se degrade
Encontrando o velho abrigo
Superando qualquer grade
Separando joio e trigo.
9
Liberdade trama a luz
Que pudesse em meu caminho
Quando o tempo nos conduz
Na verdade se mesquinho
Combinando faço jus
Ao que possa em desalinho
Navegando não me pus
Nem pudera no teu ninho.
Versejando sem descanso
O meu prazo determina
O que possa e não alcanço
Quando a sorte, dita e sina
Traz o canto outrora manso
Hoje em voz rude assassina.
10
Tendo na alma este deserto
Que cultivo a cada queda
A palavra não acerto
O momento se segreda
Na verdade o templo aberto
Traz a rústica moeda
E se possa e já desperto
Noutro tanto a vida veda,
Enveredo neste espaço
Que espolia cada instante
Deste anseio que ora traço
No final nada garante
Tão somente o meu cansaço
Ou o quanto se adiante.
11
Nada tenho mais de meu
Nem teria se pudesse,
A incerteza em apogeu
A mortalha já se tece
O caminho se perdeu
No cenário em tal benesse
E o que possa se esqueceu
Ou também ora enlouquece.
Vagamente tendo a sorte
Que pudera vez em quando
O meu mundo me conforte
Mesmo quando desabando
Faz do canto o novo forte
Enfrentando o velho bando.
12
Já não posso mais lutar
Contra os erros da razão
A vontade a desfilar
No final esta emoção
O caminho a divagar
Sobre os tempos que virão
Outro céu, novo luar
Nesta rude escuridão
A incerteza me domina
E não traz um só caminho
Quando a sorte é cristalina
Prosseguindo mais sozinho
A loucura desatina
E meu passo é tão mesquinho.
13
São terríveis os enganos
Que deveras tu trouxeste
Neste sonho tantos danos
Velho solo mais agreste
E se possa em novos planos
A vereda se reveste
Dos momentos mais insanos
Ou do tempo em paz, celeste.
Simplesmente o que te trago
Trama o quanto nada tem,
O momento onde divago
Traz o medo e tudo bem,
Vou seguindo e se me alago
Procurasse novo alguém.
14
Regiamente desenhando
O meu tempo de viver
No que possa em contrabando
Mesmo até me convencer
Do momento mais infando
Que pudera conceber
No cenário desde quando
Ensinaste o perceber.
O meu tempo se esvaíra
Noutro tempo tão diverso
E se trago esta mentira
Noutro canto também verso
E se possa ou interfira
Sem razões eu desconverso.
15
Num momento feroz em tempestade
A vontade de ser quem mais pudera
Desenhando a verdade em rude fera
Ou talvez tendo enfim felicidade,
O meu tempo deveras à vontade
Não traduz o que fora longa espera
A incerteza domina e destempera
Mesmo quando a loucura nos agrade.
Não quisera sentir o quanto pude
Na palavra que tanto desilude
O meu barco garante qualquer porto,
Mas não sabe sequer o que virá
A vontade desenha desde já
O cenário tão vago de um aborto.
Se eu pudesse simplesmente
Encontrar a tradução
Do que possa em dimensão
Tão diversa num repente
Outro tanto que se invente
Procurando a direção
Dos caminhos que virão
Envolvendo o tom frequente
Das masmorras da esperança
Onde o nada se entranhando
Leva ao verso que se lança
Noutro tanto mesmo quando
O que gere confiança
Pouco a pouco destoando.
2
Já não traga melhor sorte
O que possa ser diverso
Do caminho que comporte
Cada sonho ou louco verso
A verdade não aporte
Outro tempo mais disperso
Do que possa em ledo norte
Ou decerto desconverso,
Vejo apenas o vazio
Que traduza o dia a dia
A vereda desafio
E se possa moldaria
Procurando em cada fio
O que possa a fantasia.
3
Nada tenho dentro em mim
Que falasse do passado
E se tento ou mesmo vim
Desta forma já me evado,
O momento chega ao fim
E mergulho neste enfado
O tormento diz que enfim
Não serei tão desolado.
Versifico o quanto possa
E procuro nesta areia
A certeza que foi nossa
E o vazio ora rodeia
Encontrando mera troça
Quando o sol já me incendeia.
4
Sigo angustiadamente
Lancetado pelo medo
E se possa e não desmente
Minha vida ora concedo
Inda vejo esta semente
Onde o todo que procedo
Traz apenas em tal mente
A vontade noutro enredo.
Justifico cada passo
E procuro nova luz
O momento que inda traço
Leva ao quanto reproduz
O caminho em mim desfaço
E ao vazio eu faço jus.
5
São palavras, nada mais
O que pude de tal forma
Na verdade os temporais
Onde a vida se transforma
Procurasse qualquer cais
Ou seguisse antiga norma
Nos cenários desiguais
A palavra nos deforma,
A certeza não combina
E deveras não combate
O que fora cristalina
Sensação de mero abate
Onde há sorte e me fascina
Esperança diz resgate.
6
Já não vejo como esteja
O que tento acreditar
Na palavra que se almeja
Ou nos sonhos de um luar,
Pouco a pouco esta peleja
Possa em nada desvendar
O que fora e se deseja
Noutro tom, rumo e lugar,
Visto o quanto poderia
Noutro canto ter somente
O meu mundo em agonia
A incerteza não desmente
Numa noite amarga e fria
O tormento se pressente.
7
Beijo o sonho e na morena
A certeza realizada
A palavra que serena
Traz a sorte emoldurada
No que tanto fora amena
A verdade desejada
O caminho se condena
Ou traduz a velha estrada
Nada tento contra tudo
E se possa como eu quis
O momento onde me iludo
Superando a cicatriz
Quando tento e tanto mudo
Não me faço mais feliz.
8
Resta apenas o que trago
Neste olhar em busca vã
O que possa num afago
Traz a sorte tão malsã
No teu colo hoje divago
E fazendo-o meu divã
Cada sonho antigo; o apago
Num amor sem amanhã.
Tento crer na liberdade
E deveras não consigo,
Onde o tempo se degrade
Encontrando o velho abrigo
Superando qualquer grade
Separando joio e trigo.
9
Liberdade trama a luz
Que pudesse em meu caminho
Quando o tempo nos conduz
Na verdade se mesquinho
Combinando faço jus
Ao que possa em desalinho
Navegando não me pus
Nem pudera no teu ninho.
Versejando sem descanso
O meu prazo determina
O que possa e não alcanço
Quando a sorte, dita e sina
Traz o canto outrora manso
Hoje em voz rude assassina.
10
Tendo na alma este deserto
Que cultivo a cada queda
A palavra não acerto
O momento se segreda
Na verdade o templo aberto
Traz a rústica moeda
E se possa e já desperto
Noutro tanto a vida veda,
Enveredo neste espaço
Que espolia cada instante
Deste anseio que ora traço
No final nada garante
Tão somente o meu cansaço
Ou o quanto se adiante.
11
Nada tenho mais de meu
Nem teria se pudesse,
A incerteza em apogeu
A mortalha já se tece
O caminho se perdeu
No cenário em tal benesse
E o que possa se esqueceu
Ou também ora enlouquece.
Vagamente tendo a sorte
Que pudera vez em quando
O meu mundo me conforte
Mesmo quando desabando
Faz do canto o novo forte
Enfrentando o velho bando.
12
Já não posso mais lutar
Contra os erros da razão
A vontade a desfilar
No final esta emoção
O caminho a divagar
Sobre os tempos que virão
Outro céu, novo luar
Nesta rude escuridão
A incerteza me domina
E não traz um só caminho
Quando a sorte é cristalina
Prosseguindo mais sozinho
A loucura desatina
E meu passo é tão mesquinho.
13
São terríveis os enganos
Que deveras tu trouxeste
Neste sonho tantos danos
Velho solo mais agreste
E se possa em novos planos
A vereda se reveste
Dos momentos mais insanos
Ou do tempo em paz, celeste.
Simplesmente o que te trago
Trama o quanto nada tem,
O momento onde divago
Traz o medo e tudo bem,
Vou seguindo e se me alago
Procurasse novo alguém.
14
Regiamente desenhando
O meu tempo de viver
No que possa em contrabando
Mesmo até me convencer
Do momento mais infando
Que pudera conceber
No cenário desde quando
Ensinaste o perceber.
O meu tempo se esvaíra
Noutro tempo tão diverso
E se trago esta mentira
Noutro canto também verso
E se possa ou interfira
Sem razões eu desconverso.
15
Num momento feroz em tempestade
A vontade de ser quem mais pudera
Desenhando a verdade em rude fera
Ou talvez tendo enfim felicidade,
O meu tempo deveras à vontade
Não traduz o que fora longa espera
A incerteza domina e destempera
Mesmo quando a loucura nos agrade.
Não quisera sentir o quanto pude
Na palavra que tanto desilude
O meu barco garante qualquer porto,
Mas não sabe sequer o que virá
A vontade desenha desde já
O cenário tão vago de um aborto.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
1
O momento mais fugaz
Traça apenas solidão
E se vejo desde então
O que a vida ora desfaz
Noutro tempo tento a paz
E se possa em tal versão
Ver a mesma dimensão
Do meu passo mais audaz,
Nada mais teria quando
O meu mundo se disfarça
E talvez já desabando
O que fora outrora a farsa
Quantas vezes noite rude
Traz o quanto agora ilude.
2
Não se tente pelo menos
Desejar outro cenário
Sigo em tempo temerário
Ou talvez dias amenos,
Envolvendo nos venenos
O meu canto em sonho vário
Trago olhar imaginário
Entre engodos, mesmo plenos.
Variando em cada fato
Onde pude ser feliz
O que quer e já retrato
Mal resgata o quanto eu quis
E se possa e não constato,
Resta na alma a cicatriz.
3
Nada mais pudesse ver
Ou talvez inda restasse
A verdade noutro impasse
Onde possa recolher
A incerteza de viver
Em temido desenlace
Ou se mostre a velha face
Que me faça renascer,
Vejo apenas no futuro
O que tanto em vão procuro
E desenho logo após
Resoluto cavaleiro
Que vivesse o derradeiro
Caminhar em ledos nós.
4
Outro tanto se desdenha
Quando a vida trama a sorte
Tão diversa que comporte
Emoção que não mais venha
A incerteza desta ordenha
A vontade nos aporte
Deste tanto que se importe
Com o quanto não convenha.
Régio tom em nova estada
A notícia se espalhando
Onde possa demonstrada
A noção de um tempo brando
Geração do mesmo nada
Noutro tom se desenhando.
5
Nada trago de outros dias
Entre enganos mais frequentes
E se tanto agora sentes
O que sei em sintonias
Tão diversas, e querias
O que possa e mesmo ausentes
Dos instantes eloqüentes
Entre enganos, fantasia.
Contrarresta esta verdade
Feita em duro desengano
O que mude cada plano
Noutro tempo se degrade
A versão moldando o dano
Onde o todo desagrade.
6
Navegando em eloquência
Ou tentando melhor sorte
A verdade não conforte
Quem se mostra em anuência
Outro passo dá ciência
Do caminho em vida ou morte
Da janela o que se importe
Traz a mera coincidência.
Novamente quero o fato
Que deveras já constato
Resumindo o meu passado,
Noutro tempo que se veja
A palavra diz peleja
E meu sonho o velho brado.
7
Nada mais pudesse até
Quando a vida se desenha
E se trama em rude fé
O que possa e não mais venha
E talvez por quem em pé
Trace o quanto não contenha
A verdade diz quem é
E se molda em nova senha.
Dos entraves costumeiros
Outros tomam os canteiros
E anunciam este fim,
O meu verso sem segredo
O caminho que concedo
Traz a morte dentro em mim.
8
O meu tempo se esvaíra
Nas tormentas costumeiras
E se tanto quanto queiras
Trazes na alma esta mentira
A incerteza que interfira
Derrubando tais barreiras
Entre tantas derradeiras
O meu mundo ledo gira
Nada tendo mais de meu
O que fora não voltara
O meu canto se perdeu
Na ferida, dura escara,
O momento em apogeu
A verdade se escancara.
9
Nada mais do que pudesse
Ter nas mãos inutilmente,
A verdade que apresente
Outro tempo dita a prece
E se a sorte se merece
Ou deveras também mente
O que possa longamente
Noutro engodo se confesse,
Não teria qualquer sorte
Quem se faz tão arrogante
A palavra que conforte
No vazio se garante
E produz o ledo norte
Que seguimos doravante.
10
Romanesco caminhar
Entre sendas mais diversas
Ou se possas e dispersas
O que tanto faz sonhar,
Só queria este luar
E deveras quando versas
As palavras vão imersas
Neste longo delirar
O meu mundo se perdendo
Noutro tom ou mesmo após
O que possa ser horrendo
Ou quem sabe em tom atroz
Novamente ora prevendo
A passada mais veloz.
11
Numa sorte diversa e sem limites
O caminho traduz a imperfeição
Outros dias deveras nos verão
Mesmo quando em vazio te permites
O que possa e decerto necessites
Traz da morte a perfeita dimensão
Ouso até presumir no mesmo não
O que vejo e talvez não acredites,
A senzala que tanto conheci,
O momento em loucura e frenesi
O meu verso se perde num instante
E não tento seguir rumo diverso
O cenário que em paz já não disperso
Outro fato por certo se garante.
12
Outra vez mal desejara
Qualquer sonho que não veio
E seguindo sem rodeio
O caminho se prepara
Lua bela e noite clara
Nada mais tento ou receio
Da esperança em tom alheio
O que possa e se escancara
Versejando impunemente
O que tantas vezes tente
Desenhasse uma paragem
Meu anseio; não mais pude
Mesmo sendo a vida rude
E emoção, mera miragem.
13
Quando a sorte se pondera
E presume novo fim
Desabando tudo em mim
A palavra mais austera
O caminho que se espera
O momento tão ruim
O vazio dita enfim
O final da primavera.
Num ocaso sem proveito
O que possa e não aceito
Trama a voz em dor e tédio
Já não sigo mansamente
Onde quer que se apresente
A ilusão em livre assédio.
14
Nada mais teria quando
A verdade se apresenta
Enfrentar outra tormenta
Ou no quanto desabando
A ilusão se transformando
Numa senda mais sangrenta
A palavra virulenta
Outro tempo renegando.
O meu verso se aproxima
Do que possa imaginar
E se vejo em velha estima
O que tente desenhar
Nada mais moldasse o clima
Que buscara a divagar.
15
Num caminho insensato e tão atroz
Nada resta do quanto poderia
A palavra se mostra em agonia
O meu mundo não tendo nada após
A esperança ditando em rude voz
A certeza que nada mais veria
Expressão da diversa poesia
Que moldara este sonho como algoz,
Um verdugo apenas, nada mais
Tanto amor se perdera no caminho,
E se agora deveras tu te esvais
No teu passo sem rumo enfim me alinho
E mergulho em temíveis temporais
Num cenário que possa ser mesquinho.
O momento mais fugaz
Traça apenas solidão
E se vejo desde então
O que a vida ora desfaz
Noutro tempo tento a paz
E se possa em tal versão
Ver a mesma dimensão
Do meu passo mais audaz,
Nada mais teria quando
O meu mundo se disfarça
E talvez já desabando
O que fora outrora a farsa
Quantas vezes noite rude
Traz o quanto agora ilude.
2
Não se tente pelo menos
Desejar outro cenário
Sigo em tempo temerário
Ou talvez dias amenos,
Envolvendo nos venenos
O meu canto em sonho vário
Trago olhar imaginário
Entre engodos, mesmo plenos.
Variando em cada fato
Onde pude ser feliz
O que quer e já retrato
Mal resgata o quanto eu quis
E se possa e não constato,
Resta na alma a cicatriz.
3
Nada mais pudesse ver
Ou talvez inda restasse
A verdade noutro impasse
Onde possa recolher
A incerteza de viver
Em temido desenlace
Ou se mostre a velha face
Que me faça renascer,
Vejo apenas no futuro
O que tanto em vão procuro
E desenho logo após
Resoluto cavaleiro
Que vivesse o derradeiro
Caminhar em ledos nós.
4
Outro tanto se desdenha
Quando a vida trama a sorte
Tão diversa que comporte
Emoção que não mais venha
A incerteza desta ordenha
A vontade nos aporte
Deste tanto que se importe
Com o quanto não convenha.
Régio tom em nova estada
A notícia se espalhando
Onde possa demonstrada
A noção de um tempo brando
Geração do mesmo nada
Noutro tom se desenhando.
5
Nada trago de outros dias
Entre enganos mais frequentes
E se tanto agora sentes
O que sei em sintonias
Tão diversas, e querias
O que possa e mesmo ausentes
Dos instantes eloqüentes
Entre enganos, fantasia.
Contrarresta esta verdade
Feita em duro desengano
O que mude cada plano
Noutro tempo se degrade
A versão moldando o dano
Onde o todo desagrade.
6
Navegando em eloquência
Ou tentando melhor sorte
A verdade não conforte
Quem se mostra em anuência
Outro passo dá ciência
Do caminho em vida ou morte
Da janela o que se importe
Traz a mera coincidência.
Novamente quero o fato
Que deveras já constato
Resumindo o meu passado,
Noutro tempo que se veja
A palavra diz peleja
E meu sonho o velho brado.
7
Nada mais pudesse até
Quando a vida se desenha
E se trama em rude fé
O que possa e não mais venha
E talvez por quem em pé
Trace o quanto não contenha
A verdade diz quem é
E se molda em nova senha.
Dos entraves costumeiros
Outros tomam os canteiros
E anunciam este fim,
O meu verso sem segredo
O caminho que concedo
Traz a morte dentro em mim.
8
O meu tempo se esvaíra
Nas tormentas costumeiras
E se tanto quanto queiras
Trazes na alma esta mentira
A incerteza que interfira
Derrubando tais barreiras
Entre tantas derradeiras
O meu mundo ledo gira
Nada tendo mais de meu
O que fora não voltara
O meu canto se perdeu
Na ferida, dura escara,
O momento em apogeu
A verdade se escancara.
9
Nada mais do que pudesse
Ter nas mãos inutilmente,
A verdade que apresente
Outro tempo dita a prece
E se a sorte se merece
Ou deveras também mente
O que possa longamente
Noutro engodo se confesse,
Não teria qualquer sorte
Quem se faz tão arrogante
A palavra que conforte
No vazio se garante
E produz o ledo norte
Que seguimos doravante.
10
Romanesco caminhar
Entre sendas mais diversas
Ou se possas e dispersas
O que tanto faz sonhar,
Só queria este luar
E deveras quando versas
As palavras vão imersas
Neste longo delirar
O meu mundo se perdendo
Noutro tom ou mesmo após
O que possa ser horrendo
Ou quem sabe em tom atroz
Novamente ora prevendo
A passada mais veloz.
11
Numa sorte diversa e sem limites
O caminho traduz a imperfeição
Outros dias deveras nos verão
Mesmo quando em vazio te permites
O que possa e decerto necessites
Traz da morte a perfeita dimensão
Ouso até presumir no mesmo não
O que vejo e talvez não acredites,
A senzala que tanto conheci,
O momento em loucura e frenesi
O meu verso se perde num instante
E não tento seguir rumo diverso
O cenário que em paz já não disperso
Outro fato por certo se garante.
12
Outra vez mal desejara
Qualquer sonho que não veio
E seguindo sem rodeio
O caminho se prepara
Lua bela e noite clara
Nada mais tento ou receio
Da esperança em tom alheio
O que possa e se escancara
Versejando impunemente
O que tantas vezes tente
Desenhasse uma paragem
Meu anseio; não mais pude
Mesmo sendo a vida rude
E emoção, mera miragem.
13
Quando a sorte se pondera
E presume novo fim
Desabando tudo em mim
A palavra mais austera
O caminho que se espera
O momento tão ruim
O vazio dita enfim
O final da primavera.
Num ocaso sem proveito
O que possa e não aceito
Trama a voz em dor e tédio
Já não sigo mansamente
Onde quer que se apresente
A ilusão em livre assédio.
14
Nada mais teria quando
A verdade se apresenta
Enfrentar outra tormenta
Ou no quanto desabando
A ilusão se transformando
Numa senda mais sangrenta
A palavra virulenta
Outro tempo renegando.
O meu verso se aproxima
Do que possa imaginar
E se vejo em velha estima
O que tente desenhar
Nada mais moldasse o clima
Que buscara a divagar.
15
Num caminho insensato e tão atroz
Nada resta do quanto poderia
A palavra se mostra em agonia
O meu mundo não tendo nada após
A esperança ditando em rude voz
A certeza que nada mais veria
Expressão da diversa poesia
Que moldara este sonho como algoz,
Um verdugo apenas, nada mais
Tanto amor se perdera no caminho,
E se agora deveras tu te esvais
No teu passo sem rumo enfim me alinho
E mergulho em temíveis temporais
Num cenário que possa ser mesquinho.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A manhã é companheira
Do que possa acreditar
Noutro tempo a divagar
Onde o rumo ora se queira
Na palavra derradeira
Numa ausência de lugar
Já cansado de lutar
Tendo o vão como bandeira
Acenando desde quando
A verdade não se cala
Outra vida emoldurando
Adentrando a minha sala
Meu caminho outrora brando
Sem sentido me avassala.
2
Sem sentido me avassala
A esperança que pudera
Traduzir além da fera
O que possa e nada fala
Aportando em rara gala
Superando a velha espera
O que tanto degenera
Respeitando a viva escala
Dos enganos mais frequentes
Onde siga sendo rude
E se tanto agora tentes
O caminho onde se ilude
Na verdade não inventes
Outra amarga juventude.
3
Outra amarga juventude
Mostra a face tentadora
De quem sempre segue e fora
Na expressão que nada mude,
Ouso ver nesta atitude
O que possa a sonhadora
Sensação tão redentora
Onde o tanto nunca pude,
Versos soltos sigo ao vento
E procuro algum descanso
Mesmo quando alheio eu tento
E deveras não alcanço
Prosseguindo em sofrimento
Só querendo algum remanso.
4
Só querendo algum remanso
Que pudera me trazer
Outro sonho enquanto lanço
O meu canto a se perder
Já não levo qualquer ranço
Do que pude conceber
E se tento e ora balanço
Nova queda posso ver,
Resumindo cada fato
Nada mais trouxesse enquanto
O meu mundo que constato
Traz apenas desencanto
Se meu sonho ora resgato
Noutro rumo eu me garanto.
5
Noutro rumo eu me garanto
E pudesse sempre assim
O que trago dentro em mim
Geraria algum espanto
Onde o todo quis e tanto
Noutro traço quando eu vim
Expressasse sempre o fim
Que deveras adianto,
Não teria solução
Nem sequer outro momento
Nesta luta mesmo em vão
O caminho que fomento
Traz em nova dimensão
Muito além de um sentimento.
6
Muito além de um sentimento
A incerteza dita a sorte
E deveras não conforte
O que insano sempre tento,
Expressando contra o vento
Este tanto que suporte
O vazio deste corte
O meu velho sofrimento,
Nada pude e nem teria
Nem sequer a paz que siga
O meu canto em alegria
Numa voz imensa e amiga,
Outro tempo não veria
Mesmo quando em dor prossiga.
7
Mesmo quando em dor prossiga
A verdade traz o quanto
Noutro fato onde me espanto
Revivesse cada viga
A palavra que não diga
O momento em que garanto
A certeza deste pranto
Que decerto desabriga,
O meu verso se perdera
Noutro tanto ou mesmo quase
O que agora concebera
Trama o quanto a vida abrase
A expressão que se tecera
Na surpresa de outra fase.
8
Na surpresa de outra fase
O meu verso em desafeto
Onde quer que não se embase
Traz o tempo predileto
E gerando o quanto atrase
Noutro rumo eu me completo
Ou versando em cada frase
Do momento antes dileto.
Nada mais pudesse então
Nem sequer a sorte em paz
A incerteza traz o não
E o tormento se desfaz
Na verdade sem senão
O meu canto nada traz.
9
O meu canto nada traz
Nem pudera desejar
O que tanto sendo audaz
Não encontra um só lugar
E o sentido não se faz
Onde pude declinar
No meu verso mais tenaz
Sem saber sequer lutar.
Sei das sendas mais atrozes
E dos dias mais sutis
Entremeio velhas vozes
Com o sonho que já quis
Os anseios são algozes
O meu verso, este infeliz.
10
O meu verso, este infeliz
Nada entende de abandono
E procuro em raro abono
Este amor que ora desfiz,
Vejo apenas cicatriz
E decerto em vão me adono
Desta noite já sem sono
Outro tempo trama o bis
De quem pôde marinheiro
Ao vagar no mundo inteiro
Na esperança de outro bem
A saudade toma a cena
E se possa e me condena
Com certeza nada vem.
11
Com certeza nada vem
E decerto não viria
Nem sequer saber de alguém
Onde viva a fantasia
E se sei o sonho tem
O que nunca mais teria
Quem vagando no desdém
Mata logo a poesia.
Mergulhando no passado
Noutro tempo mais sutil,
O que tanto agora brado,
Na verdade não previu
O meu mundo em raro enfado
Onde fora mais gentil.
12
Onde fora mais gentil
A palavra se perdendo,
O meu sonho este remendo
Que deveras se reviu
No caminho redimiu
Cada fardo mais horrendo
E sem ter um dividendo
Segue em rumo atroz e vil,
Nada tendo dentro da alma
Nem sequer o que se quer
O meu tempo não acalma
Nem quadris desta mulher
Provocando a fúria em calma
Sem me dar prazer sequer.
13
Sem me dar prazer sequer
A verdade não tramasse
Outro tempo em tom qualquer
A incerteza em desenlace
Venha logo o que vier
Noutro tom se demonstrasse
A beleza da mulher
Que moldara a nova face
De um desejo mais audaz,
Poesia determina
O que possa e já me traz
Nesta senda cristalina
O que tente e satisfaz
Aflorando em rara mina.
14
Aflorando em rara mina
A certeza se renova
E deixando determina
O que a vida ora comprova
Nada mais já me fascina
E se tento verso e trova
A verdade dita a prova
E deveras me alucina,
Nada mais que se vivesse
Outro tom jamais se queira
A palavra que volvesse
Ao momento onde se esgueira
E do sol que se tecesse
A manhã é companheira.
15
Num momento de glória no passado
Ao instante feroz que agora vejo
O tormento se mostra num lampejo
Meu caminho num tom mais elevado,
O sentido no qual decerto eu brado
Versejando nas sendas do desejo
O meu mundo deveras eu prevejo
Onde quero o cenário iluminado,
A senzala que sinto inda a carrego
No vazio de um templo sonhador
E prossigo sabendo sempre cego
Este rumo deveras feito amor,
Neste mar sem sentido que navego
Teu olhar, meu farol, o condutor.
Do que possa acreditar
Noutro tempo a divagar
Onde o rumo ora se queira
Na palavra derradeira
Numa ausência de lugar
Já cansado de lutar
Tendo o vão como bandeira
Acenando desde quando
A verdade não se cala
Outra vida emoldurando
Adentrando a minha sala
Meu caminho outrora brando
Sem sentido me avassala.
2
Sem sentido me avassala
A esperança que pudera
Traduzir além da fera
O que possa e nada fala
Aportando em rara gala
Superando a velha espera
O que tanto degenera
Respeitando a viva escala
Dos enganos mais frequentes
Onde siga sendo rude
E se tanto agora tentes
O caminho onde se ilude
Na verdade não inventes
Outra amarga juventude.
3
Outra amarga juventude
Mostra a face tentadora
De quem sempre segue e fora
Na expressão que nada mude,
Ouso ver nesta atitude
O que possa a sonhadora
Sensação tão redentora
Onde o tanto nunca pude,
Versos soltos sigo ao vento
E procuro algum descanso
Mesmo quando alheio eu tento
E deveras não alcanço
Prosseguindo em sofrimento
Só querendo algum remanso.
4
Só querendo algum remanso
Que pudera me trazer
Outro sonho enquanto lanço
O meu canto a se perder
Já não levo qualquer ranço
Do que pude conceber
E se tento e ora balanço
Nova queda posso ver,
Resumindo cada fato
Nada mais trouxesse enquanto
O meu mundo que constato
Traz apenas desencanto
Se meu sonho ora resgato
Noutro rumo eu me garanto.
5
Noutro rumo eu me garanto
E pudesse sempre assim
O que trago dentro em mim
Geraria algum espanto
Onde o todo quis e tanto
Noutro traço quando eu vim
Expressasse sempre o fim
Que deveras adianto,
Não teria solução
Nem sequer outro momento
Nesta luta mesmo em vão
O caminho que fomento
Traz em nova dimensão
Muito além de um sentimento.
6
Muito além de um sentimento
A incerteza dita a sorte
E deveras não conforte
O que insano sempre tento,
Expressando contra o vento
Este tanto que suporte
O vazio deste corte
O meu velho sofrimento,
Nada pude e nem teria
Nem sequer a paz que siga
O meu canto em alegria
Numa voz imensa e amiga,
Outro tempo não veria
Mesmo quando em dor prossiga.
7
Mesmo quando em dor prossiga
A verdade traz o quanto
Noutro fato onde me espanto
Revivesse cada viga
A palavra que não diga
O momento em que garanto
A certeza deste pranto
Que decerto desabriga,
O meu verso se perdera
Noutro tanto ou mesmo quase
O que agora concebera
Trama o quanto a vida abrase
A expressão que se tecera
Na surpresa de outra fase.
8
Na surpresa de outra fase
O meu verso em desafeto
Onde quer que não se embase
Traz o tempo predileto
E gerando o quanto atrase
Noutro rumo eu me completo
Ou versando em cada frase
Do momento antes dileto.
Nada mais pudesse então
Nem sequer a sorte em paz
A incerteza traz o não
E o tormento se desfaz
Na verdade sem senão
O meu canto nada traz.
9
O meu canto nada traz
Nem pudera desejar
O que tanto sendo audaz
Não encontra um só lugar
E o sentido não se faz
Onde pude declinar
No meu verso mais tenaz
Sem saber sequer lutar.
Sei das sendas mais atrozes
E dos dias mais sutis
Entremeio velhas vozes
Com o sonho que já quis
Os anseios são algozes
O meu verso, este infeliz.
10
O meu verso, este infeliz
Nada entende de abandono
E procuro em raro abono
Este amor que ora desfiz,
Vejo apenas cicatriz
E decerto em vão me adono
Desta noite já sem sono
Outro tempo trama o bis
De quem pôde marinheiro
Ao vagar no mundo inteiro
Na esperança de outro bem
A saudade toma a cena
E se possa e me condena
Com certeza nada vem.
11
Com certeza nada vem
E decerto não viria
Nem sequer saber de alguém
Onde viva a fantasia
E se sei o sonho tem
O que nunca mais teria
Quem vagando no desdém
Mata logo a poesia.
Mergulhando no passado
Noutro tempo mais sutil,
O que tanto agora brado,
Na verdade não previu
O meu mundo em raro enfado
Onde fora mais gentil.
12
Onde fora mais gentil
A palavra se perdendo,
O meu sonho este remendo
Que deveras se reviu
No caminho redimiu
Cada fardo mais horrendo
E sem ter um dividendo
Segue em rumo atroz e vil,
Nada tendo dentro da alma
Nem sequer o que se quer
O meu tempo não acalma
Nem quadris desta mulher
Provocando a fúria em calma
Sem me dar prazer sequer.
13
Sem me dar prazer sequer
A verdade não tramasse
Outro tempo em tom qualquer
A incerteza em desenlace
Venha logo o que vier
Noutro tom se demonstrasse
A beleza da mulher
Que moldara a nova face
De um desejo mais audaz,
Poesia determina
O que possa e já me traz
Nesta senda cristalina
O que tente e satisfaz
Aflorando em rara mina.
14
Aflorando em rara mina
A certeza se renova
E deixando determina
O que a vida ora comprova
Nada mais já me fascina
E se tento verso e trova
A verdade dita a prova
E deveras me alucina,
Nada mais que se vivesse
Outro tom jamais se queira
A palavra que volvesse
Ao momento onde se esgueira
E do sol que se tecesse
A manhã é companheira.
15
Num momento de glória no passado
Ao instante feroz que agora vejo
O tormento se mostra num lampejo
Meu caminho num tom mais elevado,
O sentido no qual decerto eu brado
Versejando nas sendas do desejo
O meu mundo deveras eu prevejo
Onde quero o cenário iluminado,
A senzala que sinto inda a carrego
No vazio de um templo sonhador
E prossigo sabendo sempre cego
Este rumo deveras feito amor,
Neste mar sem sentido que navego
Teu olhar, meu farol, o condutor.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
1
Refaz a nossa vida
Esperança sutil
Que tanto ora se viu
Sem mesmo a despedida
A luta presumida
O passo mais gentil
O verso que seguiu
A senda ora perdida,
Vestígios do passado
O tempo segue em paz
O quanto agora brado
O verso mais capaz
Do canto desolado
E nisto o sonho audaz.
2
A queda ou mesmo o medo,
Tramando a solidão
De quem tentando em vão
O quanto não concedo
Ao mundo sem segredo
Na farsa desde então
A sorte em dimensão
Diversa deste enredo.
Já nada caberia
Jazida de esperança
O quanto a vida cansa
Em torpe fantasia
Ao fim ora se lança
E nada mais veria.
3
E quando assim pudera
Além do que me cabe
O todo que desabe
A sensação sincera
Da vida em leda fera
Ou mesmo quando acabe
O quanto que não gabe
Trazendo a longa espera,
Vacância se adivinha
Na sorte que foi minha
E nada mais se trame
Na vida sem sentido
No tempo consumido
No engodo de um ditame.
4
No quanto não permita
A sorte de tal forma
Que tudo se transforma
Na senda mais maldita,
Pudesse e não repita
O que jamais informa
O passo se deforma
Tramando esta desdita.
A vida que se esgota
Perdendo cada cota
Do quanto fora além,
O prazo determina
A lenta e vaga sina
No duro e atroz desdém.
5
Ou mesmo agora aceito
Ou não pudesse crer,
Na vida deste jeito
Na ausência do querer
Vivendo o quanto em pleito
Pudesse conceber
O mundo adentra o peito,
O nada eu posso ver.
E sendo sempre assim,
O início trama o engano,
Aonde sei que vim
A sorte em novo plano
O tempo segue em mim
Tramando o rude plano.
6
O risco, o tempo atroz,
A sorte que não veio
O tempo mais feroz
O quanto em vão anseio
Seguindo até a foz
O pensamento alheio
Ao tanto quanto após
Pudesse em devaneio.
Vagando sem sentido
Sem norte em dimensão
Diversa, ora duvido
Dos sonhos que verão
Enquanto dilapido
O tempo sem razão.
7
Não tendo outro momento
Apenas poderia
Ousar enquanto tento
Vencer esta agonia
O dia que lamento
A noite amarga e fria
O verso em provimento
Ao quanto mais queria.
O tempo ora desfaz
O que deixara em luz
E nada desta paz
Ao sonho me conduz,
Deixando para trás
O que já não reluz.
8
Não vejo mais a sorte
Que tanto imaginara
E sei que me conforte
Nesta dura seara.
O medo não comporte
A vida não prepara
A luta segue forte
E gera nova escara,
Matando mansamente
O quanto ainda havia
Tomando o que se sente
Na dura alegoria
Meu verso se ressente
Na espúria poesia.
9
Tristeza diz do medo
Que tanto me entranhasse
Ousando não mais cedo
E nem mostrasse a face
Que possa no degredo
Ou mesmo num impasse,
Vagando não concedo
O sonho que se trace.
Resumo todo verso
No tanto que não veio
Seguindo sempre imerso
O tempo diz receio
E sei que me disperso
Num tom diverso, alheio.
10
E quando não se traga
A vida em liberdade
A sorte noutra plaga
O tempo se degrade,
A morte em justa paga
Ousando em claridade
Vencendo cada vaga
Da imensa tempestade.
No fim me acostumando
Ao que jamais tivera
Nem mesmo como e quando
A solidão austera
O mundo desabando
Aos poucos nada gera.
11
O tempo traz no sonho
A marca de outras sendas
E sei do que proponho
E mesmo além desvendas
O tanto mais risonho
Momento onde te estendas
Vagando onde proponho
A sorte em simples tendas.
Não pude com certeza
Vencer o dia a dia
E pondo sobre a mesa
O pouco que cabia
Mergulho em correnteza
E tento a fantasia…
12
O vasto caminhar
Durante a noite escura
Já não tendo lugar
Um porto em paz procura
E sei do imaginar
Além desta loucura
Pudesse desenhar
A sorte mais segura,
O verso não segreda
O quanto pude outrora
Preparo para a queda
Que tanto já se aflora
E a morte se envereda
Tomando sem demora.
13
Agora sem saber
O quanto poderia
A vida sem prazer
O tempo em agonia
Vivendo em teu poder
A sorte não veria
O quanto posso crer,
Decerto ainda havia.
Meu tempo se transforma
E bebo cada gota
A luta em cada forma
Tramando a bancarrota
A senda se deforma
Agora a vejo rota.
14
O fim já reproduz
Imagem de outras eras
Aonde degeneras
Ou negas; plena luz
O tempo traz a cruz
E tanto quanto esperas
Marcantes primaveras
O sonho não seduz,
Vencido pelo ocaso
Traçando cada engano
O mundo dita o prazo
E enfim sempre me dano,
Gerando o velho atraso,
Matando um vento insano.
15
No jamais que inda tivesse
A palavra mais sutil
O cenário que se viu
Não traria esta benesse,
O que possa e já me apresse
O tormento atroz e vil
Ou o vento mais gentil
No que a sorte se obedece.
Cada farsa representa
Nascedouro de outra farsa
A palavra desatenta
Outro tempo não disfarça
Muito embora o que se tenta
Traz a vida sempre esparsa.
Refaz a nossa vida
Esperança sutil
Que tanto ora se viu
Sem mesmo a despedida
A luta presumida
O passo mais gentil
O verso que seguiu
A senda ora perdida,
Vestígios do passado
O tempo segue em paz
O quanto agora brado
O verso mais capaz
Do canto desolado
E nisto o sonho audaz.
2
A queda ou mesmo o medo,
Tramando a solidão
De quem tentando em vão
O quanto não concedo
Ao mundo sem segredo
Na farsa desde então
A sorte em dimensão
Diversa deste enredo.
Já nada caberia
Jazida de esperança
O quanto a vida cansa
Em torpe fantasia
Ao fim ora se lança
E nada mais veria.
3
E quando assim pudera
Além do que me cabe
O todo que desabe
A sensação sincera
Da vida em leda fera
Ou mesmo quando acabe
O quanto que não gabe
Trazendo a longa espera,
Vacância se adivinha
Na sorte que foi minha
E nada mais se trame
Na vida sem sentido
No tempo consumido
No engodo de um ditame.
4
No quanto não permita
A sorte de tal forma
Que tudo se transforma
Na senda mais maldita,
Pudesse e não repita
O que jamais informa
O passo se deforma
Tramando esta desdita.
A vida que se esgota
Perdendo cada cota
Do quanto fora além,
O prazo determina
A lenta e vaga sina
No duro e atroz desdém.
5
Ou mesmo agora aceito
Ou não pudesse crer,
Na vida deste jeito
Na ausência do querer
Vivendo o quanto em pleito
Pudesse conceber
O mundo adentra o peito,
O nada eu posso ver.
E sendo sempre assim,
O início trama o engano,
Aonde sei que vim
A sorte em novo plano
O tempo segue em mim
Tramando o rude plano.
6
O risco, o tempo atroz,
A sorte que não veio
O tempo mais feroz
O quanto em vão anseio
Seguindo até a foz
O pensamento alheio
Ao tanto quanto após
Pudesse em devaneio.
Vagando sem sentido
Sem norte em dimensão
Diversa, ora duvido
Dos sonhos que verão
Enquanto dilapido
O tempo sem razão.
7
Não tendo outro momento
Apenas poderia
Ousar enquanto tento
Vencer esta agonia
O dia que lamento
A noite amarga e fria
O verso em provimento
Ao quanto mais queria.
O tempo ora desfaz
O que deixara em luz
E nada desta paz
Ao sonho me conduz,
Deixando para trás
O que já não reluz.
8
Não vejo mais a sorte
Que tanto imaginara
E sei que me conforte
Nesta dura seara.
O medo não comporte
A vida não prepara
A luta segue forte
E gera nova escara,
Matando mansamente
O quanto ainda havia
Tomando o que se sente
Na dura alegoria
Meu verso se ressente
Na espúria poesia.
9
Tristeza diz do medo
Que tanto me entranhasse
Ousando não mais cedo
E nem mostrasse a face
Que possa no degredo
Ou mesmo num impasse,
Vagando não concedo
O sonho que se trace.
Resumo todo verso
No tanto que não veio
Seguindo sempre imerso
O tempo diz receio
E sei que me disperso
Num tom diverso, alheio.
10
E quando não se traga
A vida em liberdade
A sorte noutra plaga
O tempo se degrade,
A morte em justa paga
Ousando em claridade
Vencendo cada vaga
Da imensa tempestade.
No fim me acostumando
Ao que jamais tivera
Nem mesmo como e quando
A solidão austera
O mundo desabando
Aos poucos nada gera.
11
O tempo traz no sonho
A marca de outras sendas
E sei do que proponho
E mesmo além desvendas
O tanto mais risonho
Momento onde te estendas
Vagando onde proponho
A sorte em simples tendas.
Não pude com certeza
Vencer o dia a dia
E pondo sobre a mesa
O pouco que cabia
Mergulho em correnteza
E tento a fantasia…
12
O vasto caminhar
Durante a noite escura
Já não tendo lugar
Um porto em paz procura
E sei do imaginar
Além desta loucura
Pudesse desenhar
A sorte mais segura,
O verso não segreda
O quanto pude outrora
Preparo para a queda
Que tanto já se aflora
E a morte se envereda
Tomando sem demora.
13
Agora sem saber
O quanto poderia
A vida sem prazer
O tempo em agonia
Vivendo em teu poder
A sorte não veria
O quanto posso crer,
Decerto ainda havia.
Meu tempo se transforma
E bebo cada gota
A luta em cada forma
Tramando a bancarrota
A senda se deforma
Agora a vejo rota.
14
O fim já reproduz
Imagem de outras eras
Aonde degeneras
Ou negas; plena luz
O tempo traz a cruz
E tanto quanto esperas
Marcantes primaveras
O sonho não seduz,
Vencido pelo ocaso
Traçando cada engano
O mundo dita o prazo
E enfim sempre me dano,
Gerando o velho atraso,
Matando um vento insano.
15
No jamais que inda tivesse
A palavra mais sutil
O cenário que se viu
Não traria esta benesse,
O que possa e já me apresse
O tormento atroz e vil
Ou o vento mais gentil
No que a sorte se obedece.
Cada farsa representa
Nascedouro de outra farsa
A palavra desatenta
Outro tempo não disfarça
Muito embora o que se tenta
Traz a vida sempre esparsa.
terça-feira, 24 de maio de 2011
1
Desenganos permitem aprender
Os erros nos ensinam muito mais
Que os dias tão comuns, mornos, banais
Sem ter qualquer espécie de prazer,
Seguindo tão somente por viver
E sem coragem frente aos vendavais
As horas se repetem, são iguais
E nisto se perdendo algum querer,
Insisto no caminho que me traga
A imensa sensação da vaga plaga
Distante de meus braços, noutro tom,
A luta se emoldura no vazio
O quanto possa mesmo desafio
Ouvindo dos engodos claro som.
2
Que nem sempre teremos afeição
Por tanto quanto a vida nos maltrata
A sorte no final se torna ingrata
Marcando com tormenta a direção
Dos dias que deveras moldarão
A velha sensação que se resgata
Na fonte que ilusão já desbarata
Tramando a mesma farsa em solidão.
Não pude adivinhar aonde o tempo
Vencendo qualquer medo ou contratempo
Trouxera a dimensão de um novo sol,
A luta se desenha sem descanso
O que mais desejava; eu não alcanço
Ousando na esperança, um vão farol.
3
Embora uma amizade traga tanto
Podendo transformar o dia a dia,
O tempo noutro instante não viria
Ousar no mais suave e doce canto.
Aonde com certeza desencanto
O sonho desenhado em luz sombria
Gerando dentro da alma esta utopia
Que ao fim de certo tempo mal garanto.
Escuto a voz do vento me clamando
O amor que desejara bem mais brando
Apenas desfolhando em outonais.
Meu verso não traduz felicidade
O quanto em agonia se degrade
Trazendo tão somente o nunca mais.
4
Tantas vezes ganhamos em perder
O rumo mais atroz ou mesmo fero,
Apenas traduzindo o que ora espero
A sorte dominando inteiro o ser.
Já não pudera nada conceber
E sendo de tal forma mais sincero
Meu verso noutro tempo degenero
E o rumo pouco a pouco a se perder.
Não tive melhor sorte nem pudesse
O tempo desenhando a rude prece
Que a vida nos ensina amortalhando
O quanto poderia ser feliz
Agora traz somente o que não quis
Tornando o dia a dia mais infando.
5
Melhor caminho livre sem enganos,
Quem sabe no final já se pressinta
E sei da solidão que traz em tinta
Algozes e momentos entre danos.
Os dias se repetem, são insanos,
A fúria que julgara morta, extinta
Ainda quando muito nada sinta
Caminhos são deveras desumanos.
Ousando acreditar noutro cenário
O verso se moldando solitário
O tanto quanto quis e nada veio.
Somente traduzisse nova mente
E o passo dia a dia não desmente
O todo que procuro em devaneio.
6
Tropeços fazem parte desta vida;
Mas nada que me impeça a caminhada
Vagando pelos ermos desta estrada
Que há tanto imaginara enfim perdida.
A sorte noutro tempo não duvida
E gera após o sonho o quase nada
A faca sendo além desafiada
A morte se presume, despedida.
Vencendo o que pudesse ser diverso
Do quanto na verdade teimo e verso
Tentando acreditar no que não seja
Além do meu caminho ora se espalha
A furiosa senda em tal batalha
Na eterna sensação, morte e peleja.
7
Amizade que se foi noutro momento
Deixando para trás o quanto havia
Agora se explodindo em agonia
Apenas trama o quanto ora lamento,
Se a vida me permite o quanto alento
Marcando o tempo em dura fantasia
A morte se aproxima e não teria
Sequer uma esperança, um sentimento.
Ocaso de uma senda aonde há tanto
Quisera e na verdade até garanto
Sonhara ser possível nova luz,
Mas quando se anuncia este vazio
O tempo noutro tempo não adio
E o quanto nunca fora em vão reluz.
8
Não cabe no futuro esta esperança
Que tanto poderia me alentar
E sei quando perdido a se negar
O mundo no vazio ora se lança
E perde a direção e nada alcança
Vagando sem sequer onde aportar
A luta se anuncia num vagar
Tramando o que pudera em tal mudança,
Resumos de outras eras dentro em nós
O quanto se anuncia logo após
Regendo com temor esta ilusão,
Meu canto não teria a lira exata
A sorte tantas vezes nos maltrata
Ao deformar decerto este timão.
9
Amigo que não sabe que o perdão
Deveras se mostrara ser o rumo
Aonde o coração em firme prumo
Expande o quanto possa em solução.
Embora a própria vida diga não
Essencialmente o sonho que consumo
Trazendo toda a luz quando a presumo
Ousando acreditar noutro senão.
A luta após a queda não se trava
Uma alma se explodindo traz em lava
Apenas o que pude resgatar
Das ânsias de um passado tão distante
Somente este cenário se garante
Moldando a minha morte em avatar.
10
Portanto não conhece pleno amor
Quem trama o medo e mostra esta incerteza
A vida se desenha sem surpresa
Cenário tão sutil em multicor,
A sorte que pudera um refletor
Expondo cada carta sobre a mesa
A senda mais audaz, agora é presa
Do quanto poderia em tanta dor.
Expresso com meu verso o quanto quis
Depois de certo tempo ser feliz
E a vida não trouxera mais a paz.
O preço a se pagar não mais importa
Abrindo com certeza cada porta
O quanto imaginei já se desfaz.
11
Em vida destilando seu veneno
O amor não mais pudera ser assim,
Trazendo dentro da alma a morte enfim
Ousando acreditar no que condeno.
O sonho se mostrara quase pleno
O tempo traz o nada de onde eu vim,
E sei do quanto possa sem em mim
Haver o que inda fosse mais ameno.
Resumos de outras eras, nada além
E sei quanta esperança me contém
Vagando pelas ruas noite afora,
Depois de ter nas mãos o mesmo nada
A fonte tantas vezes desejada
No engodo costumeiro, em dor se aflora.
12
Depois de tanto mel, vem amargar
O sonho quando pude ter nas mãos
Os dias sem tormentas, erros vãos
E nada se moldando sem marcar
O tempo na verdade a se mostrar
Matando com certeza velhos grãos
Ousando ser além dos tantos nãos
Que a sorte mal pudera imaginar.
Vacante coração ditando o norte
De quem tanto pudera e não comporte
Sequer a menor chance de beber
Um gole desta doce fantasia
Que há tanto noutro engano moldaria
O quanto não consigo perceber.
13
Quem fora companheiro, nos traindo,
Gerasse a turbulência que nos rege
O passo desta turba; súcia herege
Deixando este cenário morto e findo.
O tempo noutro engano se esvaindo
A sorte na verdade não elege
Quem tanto em ilusões já se protege
O engodo de tal sorte presumindo.
Não quero acreditar e não viria
Viver dentro do sonho a fantasia
Sutil que se perdera pouco a pouco,
A vida se desenha em dura venda
E quando a solidão além se estenda
Sem ter qualquer apoio eu me treslouco.
14
Nos mostra quanto a vida é tão instável;
O fato que talvez inda resuma
O engano além da mera e vaga espuma,
Tormento trama a vida ora intragável,
O encanto se mostrara então mutável
E nada do que possa me acostuma
Aos dias onde o todo ora se esfuma
E molda este caminho intolerável.
Não quero simplesmente o desengano,
Apenas se me perco e enfim me dano
Expresso com as lágrimas a queda,
A luta se anuncia em passo falso
E o sonho preparando o cadafalso
Aonde o dia a dia se envereda.
15
Amizade, nem sempre é presumida
Nas tramas mais diversas do que tive
Ousando na palavra não retive
Sequer uma ilusão a mais na vida,
Apátrida emoção tão consumida
A luta nos meus braços não contive
E sei desta emoção que sobrevive
A todo o sentimento, nossa ermida.
Vestígios do passado dentro da alma
A vida noutro tom jamais acalma
E traça a desventura mais sutil,
O prazo determina o fim do jogo
O sonho se perdendo em pleno fogo
Aquém do que esperança em vão previu.
Desenganos permitem aprender
Os erros nos ensinam muito mais
Que os dias tão comuns, mornos, banais
Sem ter qualquer espécie de prazer,
Seguindo tão somente por viver
E sem coragem frente aos vendavais
As horas se repetem, são iguais
E nisto se perdendo algum querer,
Insisto no caminho que me traga
A imensa sensação da vaga plaga
Distante de meus braços, noutro tom,
A luta se emoldura no vazio
O quanto possa mesmo desafio
Ouvindo dos engodos claro som.
2
Que nem sempre teremos afeição
Por tanto quanto a vida nos maltrata
A sorte no final se torna ingrata
Marcando com tormenta a direção
Dos dias que deveras moldarão
A velha sensação que se resgata
Na fonte que ilusão já desbarata
Tramando a mesma farsa em solidão.
Não pude adivinhar aonde o tempo
Vencendo qualquer medo ou contratempo
Trouxera a dimensão de um novo sol,
A luta se desenha sem descanso
O que mais desejava; eu não alcanço
Ousando na esperança, um vão farol.
3
Embora uma amizade traga tanto
Podendo transformar o dia a dia,
O tempo noutro instante não viria
Ousar no mais suave e doce canto.
Aonde com certeza desencanto
O sonho desenhado em luz sombria
Gerando dentro da alma esta utopia
Que ao fim de certo tempo mal garanto.
Escuto a voz do vento me clamando
O amor que desejara bem mais brando
Apenas desfolhando em outonais.
Meu verso não traduz felicidade
O quanto em agonia se degrade
Trazendo tão somente o nunca mais.
4
Tantas vezes ganhamos em perder
O rumo mais atroz ou mesmo fero,
Apenas traduzindo o que ora espero
A sorte dominando inteiro o ser.
Já não pudera nada conceber
E sendo de tal forma mais sincero
Meu verso noutro tempo degenero
E o rumo pouco a pouco a se perder.
Não tive melhor sorte nem pudesse
O tempo desenhando a rude prece
Que a vida nos ensina amortalhando
O quanto poderia ser feliz
Agora traz somente o que não quis
Tornando o dia a dia mais infando.
5
Melhor caminho livre sem enganos,
Quem sabe no final já se pressinta
E sei da solidão que traz em tinta
Algozes e momentos entre danos.
Os dias se repetem, são insanos,
A fúria que julgara morta, extinta
Ainda quando muito nada sinta
Caminhos são deveras desumanos.
Ousando acreditar noutro cenário
O verso se moldando solitário
O tanto quanto quis e nada veio.
Somente traduzisse nova mente
E o passo dia a dia não desmente
O todo que procuro em devaneio.
6
Tropeços fazem parte desta vida;
Mas nada que me impeça a caminhada
Vagando pelos ermos desta estrada
Que há tanto imaginara enfim perdida.
A sorte noutro tempo não duvida
E gera após o sonho o quase nada
A faca sendo além desafiada
A morte se presume, despedida.
Vencendo o que pudesse ser diverso
Do quanto na verdade teimo e verso
Tentando acreditar no que não seja
Além do meu caminho ora se espalha
A furiosa senda em tal batalha
Na eterna sensação, morte e peleja.
7
Amizade que se foi noutro momento
Deixando para trás o quanto havia
Agora se explodindo em agonia
Apenas trama o quanto ora lamento,
Se a vida me permite o quanto alento
Marcando o tempo em dura fantasia
A morte se aproxima e não teria
Sequer uma esperança, um sentimento.
Ocaso de uma senda aonde há tanto
Quisera e na verdade até garanto
Sonhara ser possível nova luz,
Mas quando se anuncia este vazio
O tempo noutro tempo não adio
E o quanto nunca fora em vão reluz.
8
Não cabe no futuro esta esperança
Que tanto poderia me alentar
E sei quando perdido a se negar
O mundo no vazio ora se lança
E perde a direção e nada alcança
Vagando sem sequer onde aportar
A luta se anuncia num vagar
Tramando o que pudera em tal mudança,
Resumos de outras eras dentro em nós
O quanto se anuncia logo após
Regendo com temor esta ilusão,
Meu canto não teria a lira exata
A sorte tantas vezes nos maltrata
Ao deformar decerto este timão.
9
Amigo que não sabe que o perdão
Deveras se mostrara ser o rumo
Aonde o coração em firme prumo
Expande o quanto possa em solução.
Embora a própria vida diga não
Essencialmente o sonho que consumo
Trazendo toda a luz quando a presumo
Ousando acreditar noutro senão.
A luta após a queda não se trava
Uma alma se explodindo traz em lava
Apenas o que pude resgatar
Das ânsias de um passado tão distante
Somente este cenário se garante
Moldando a minha morte em avatar.
10
Portanto não conhece pleno amor
Quem trama o medo e mostra esta incerteza
A vida se desenha sem surpresa
Cenário tão sutil em multicor,
A sorte que pudera um refletor
Expondo cada carta sobre a mesa
A senda mais audaz, agora é presa
Do quanto poderia em tanta dor.
Expresso com meu verso o quanto quis
Depois de certo tempo ser feliz
E a vida não trouxera mais a paz.
O preço a se pagar não mais importa
Abrindo com certeza cada porta
O quanto imaginei já se desfaz.
11
Em vida destilando seu veneno
O amor não mais pudera ser assim,
Trazendo dentro da alma a morte enfim
Ousando acreditar no que condeno.
O sonho se mostrara quase pleno
O tempo traz o nada de onde eu vim,
E sei do quanto possa sem em mim
Haver o que inda fosse mais ameno.
Resumos de outras eras, nada além
E sei quanta esperança me contém
Vagando pelas ruas noite afora,
Depois de ter nas mãos o mesmo nada
A fonte tantas vezes desejada
No engodo costumeiro, em dor se aflora.
12
Depois de tanto mel, vem amargar
O sonho quando pude ter nas mãos
Os dias sem tormentas, erros vãos
E nada se moldando sem marcar
O tempo na verdade a se mostrar
Matando com certeza velhos grãos
Ousando ser além dos tantos nãos
Que a sorte mal pudera imaginar.
Vacante coração ditando o norte
De quem tanto pudera e não comporte
Sequer a menor chance de beber
Um gole desta doce fantasia
Que há tanto noutro engano moldaria
O quanto não consigo perceber.
13
Quem fora companheiro, nos traindo,
Gerasse a turbulência que nos rege
O passo desta turba; súcia herege
Deixando este cenário morto e findo.
O tempo noutro engano se esvaindo
A sorte na verdade não elege
Quem tanto em ilusões já se protege
O engodo de tal sorte presumindo.
Não quero acreditar e não viria
Viver dentro do sonho a fantasia
Sutil que se perdera pouco a pouco,
A vida se desenha em dura venda
E quando a solidão além se estenda
Sem ter qualquer apoio eu me treslouco.
14
Nos mostra quanto a vida é tão instável;
O fato que talvez inda resuma
O engano além da mera e vaga espuma,
Tormento trama a vida ora intragável,
O encanto se mostrara então mutável
E nada do que possa me acostuma
Aos dias onde o todo ora se esfuma
E molda este caminho intolerável.
Não quero simplesmente o desengano,
Apenas se me perco e enfim me dano
Expresso com as lágrimas a queda,
A luta se anuncia em passo falso
E o sonho preparando o cadafalso
Aonde o dia a dia se envereda.
15
Amizade, nem sempre é presumida
Nas tramas mais diversas do que tive
Ousando na palavra não retive
Sequer uma ilusão a mais na vida,
Apátrida emoção tão consumida
A luta nos meus braços não contive
E sei desta emoção que sobrevive
A todo o sentimento, nossa ermida.
Vestígios do passado dentro da alma
A vida noutro tom jamais acalma
E traça a desventura mais sutil,
O prazo determina o fim do jogo
O sonho se perdendo em pleno fogo
Aquém do que esperança em vão previu.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
1
Não quero mais valentia
Numa vida sem juízo
O caminho ora impreciso
Noutro tempo se veria
O que possa e não teria
A certeza de um conciso
Desenhar sem prejuízo
Novo tempo moldaria,
A beleza de uma sorte
Que de fato nos conforte
E nos traga a plena paz,
O que pude noutro instante
Sem surpresa não garante
O meu verso mais audaz.
2
Nem tampouco tempestade
Traz o quanto desenhasse
Noutro tempo o mesmo impasse
A certeza se degrade
O momento em liberdade
Esperança muda a face
E se tanto amor se trace
Busco ainda a claridade,
Navegante sem destino
O que possa e me alucino
Trama noites mais serenas,
Porém vendo o quanto tenho
O meu mundo em vão desenho
Sem ter nada me envenenas.
3
No tanto que me coubera
Desta vida sem ter paz
A palavra mais sincera
Na verdade não me traz
O que possa em noite austera
Ou deveras mais tenaz
O que vejo destempera
A mortalha onde se faz.
Enveredo tais caminhos
E se possa em tão mesquinhos
Rudes termos da ilusão
Presumindo tais espinhos
Em tormentos mais daninhos
Mesmos erros se verão.
4
Só cabe nossa incerteza
Onde tanto desejei
Outro fato em realeza
Ou mudasse a velha lei
Que gerasse em correnteza
O que tanto procurei
A minha alma segue presa
Do caminho em que vaguei.
Nada vendo e mesmo assim
O que fazes diz de mim
Que não tive melhor sorte
Do caminho mais audaz
A verdade que se faz
Não traz nada que conforte.
5
Meu amigo já te conto
O que possa a nossa vida
Noutro tempo, sigo pronto
Esperando a despedida,
E se possa ponto a ponto
Desejasse a mais temida
Sorte quando desaponto
E moldasse em mim a ermida
Vagamente quero a luta
E decerto nada escuta
A não ser o quanto veio,
Do meu mundo em tal fastio
O que possa e desafio
Traduzindo este receio.
6
De tudo o que já vivi
Numa vida sem sentido
O momento em frenesi
Atiçasse esta libido
O que possa e nunca ouvi
O tormento dividido
O meu mundo lá e aqui
Traz o quanto não lapido
Deste sonho mais audaz
E a versão mais acanhada
Do que possa e satisfaz
Mergulhando nesta estrada
Encontrando o mundo em paz
Mesmo quando não há nada.
7
Sofrimento foi a paga
Desta vida em vão tormento
Quando sigo noutra plaga
Procurando estar atento
Ao que o coração divaga
E meu verso eu alimento
Na esperança que se traga
Noutro caos, pressentimento.
Erros tantos vez em quando
E meu mundo se anuncia
Onde houvera transmudando
Tal cenário, a fantasia
Procurando um sonho brando
Na verdade nada havia.
8
De todo amor que possa
Traduzir o quanto resta
Da palavra que foi nossa
Hoje soa mais funesta
O meu tempo já se endossa
No que possa e sei da fresta
Onde aberta a velha fossa
Dita o quanto não se presta
Gestos tantos, medo atroz
E sementes desperdiço
O que tente logo após
Noutro engodo não cobiço
Desenhando sempre em nós
Um cenário mais mortiço.
9
Companheiro não me esqueço
Do que possa ser a trama
Da verdade em adereço
Quando a sorte se reclama
Quando a vida tem seu preço
Outro tanto acende a chama
Deste amor quando enlouqueço
Revelando o velho drama.
Não seria de bom tom
O que tanto se quisera
A esperança tem tal dom
Mesmo sendo tão austera
Minha lua de neon
Refletindo a primavera.
10
Das palavras que dizia
Ou deveras cobiçasse
O que tanto em teimosia
Noutro tempo sonegasse
A verdade não viria
Demonstrar em ledo impasse
A versão feita agonia
Que meu passo nada trace.
Vejo o quanto resta na alma
E produzo a sensação
Do que tanto ora me acalma
Ou propaga esta versão
Vai mantendo vivo o trauma
E moldando o dia em vão.
11
Esse amor eu não tivesse
Sendo a sorte de tal forma
Que a loucura quando tece
A verdade se deforma
E vagando em leda messe
O que possa se deforma
E o caminho trama em prece
A expressão que não reforma.
Vejo apenas o que um dia
Poderia ser diverso
O meu canto em harmonia
Ou de fato um fútil verso
O que possa e não teria
Ronda além noutro universo.
12
Mas custando a acreditar
No que possa desde agora
A vontade a se mostrar
Quando a vida além se aflora
Tento em noites o luar
E se possa sem demora
O que tanto a divagar
Já percebo, foi embora.
O meu tempo se revela
Na expressão dura e venal
Percebendo a velha cela
Outro instante desigual
A palavra sempre vela
Um momento em ritual.
13
Moço pobre, moça rica,
Onde tudo começara
A verdade não se explica
Numa sorte bem mais rara,
A palavra se complica
E transgride o quanto ampara
O cenário quando implica
No vagar desta seara,
No momento mais bravio
O que possa se silente
O que agora desafio
Noutro instante mais demente
Traduzindo o desvario
Que deveras se apresente.
14
Quando a coisa se danasse
Numa história bem diversa
Da que tanto em ledo enlace
Poderia e desconversa
A palavra se mostrasse
Muitas vezes mais perversa
E se tenho em nova face
A expressão que em nada versa.
O meu tempo se anuncia
No final da brincadeira
A palavra fantasia
A esperança derradeira
E meu tempo em agonia
Trama a sorte costumeira.
15
O dinheiro tem valor,
Mas não posso acreditar
Que talvez um grande amor
Tenha tanto a nos cobrar
A palavra trama a cor
Do que possa este lugar
O cenário redentor
Não pudera desenhar
Vendo enfim o quanto valho
Meu caminho mesmo falho
Expressando este vazio
Que se faz em abandono
E gerando o que me abono
Vejo o dia mais sombrio.
Não quero mais valentia
Numa vida sem juízo
O caminho ora impreciso
Noutro tempo se veria
O que possa e não teria
A certeza de um conciso
Desenhar sem prejuízo
Novo tempo moldaria,
A beleza de uma sorte
Que de fato nos conforte
E nos traga a plena paz,
O que pude noutro instante
Sem surpresa não garante
O meu verso mais audaz.
2
Nem tampouco tempestade
Traz o quanto desenhasse
Noutro tempo o mesmo impasse
A certeza se degrade
O momento em liberdade
Esperança muda a face
E se tanto amor se trace
Busco ainda a claridade,
Navegante sem destino
O que possa e me alucino
Trama noites mais serenas,
Porém vendo o quanto tenho
O meu mundo em vão desenho
Sem ter nada me envenenas.
3
No tanto que me coubera
Desta vida sem ter paz
A palavra mais sincera
Na verdade não me traz
O que possa em noite austera
Ou deveras mais tenaz
O que vejo destempera
A mortalha onde se faz.
Enveredo tais caminhos
E se possa em tão mesquinhos
Rudes termos da ilusão
Presumindo tais espinhos
Em tormentos mais daninhos
Mesmos erros se verão.
4
Só cabe nossa incerteza
Onde tanto desejei
Outro fato em realeza
Ou mudasse a velha lei
Que gerasse em correnteza
O que tanto procurei
A minha alma segue presa
Do caminho em que vaguei.
Nada vendo e mesmo assim
O que fazes diz de mim
Que não tive melhor sorte
Do caminho mais audaz
A verdade que se faz
Não traz nada que conforte.
5
Meu amigo já te conto
O que possa a nossa vida
Noutro tempo, sigo pronto
Esperando a despedida,
E se possa ponto a ponto
Desejasse a mais temida
Sorte quando desaponto
E moldasse em mim a ermida
Vagamente quero a luta
E decerto nada escuta
A não ser o quanto veio,
Do meu mundo em tal fastio
O que possa e desafio
Traduzindo este receio.
6
De tudo o que já vivi
Numa vida sem sentido
O momento em frenesi
Atiçasse esta libido
O que possa e nunca ouvi
O tormento dividido
O meu mundo lá e aqui
Traz o quanto não lapido
Deste sonho mais audaz
E a versão mais acanhada
Do que possa e satisfaz
Mergulhando nesta estrada
Encontrando o mundo em paz
Mesmo quando não há nada.
7
Sofrimento foi a paga
Desta vida em vão tormento
Quando sigo noutra plaga
Procurando estar atento
Ao que o coração divaga
E meu verso eu alimento
Na esperança que se traga
Noutro caos, pressentimento.
Erros tantos vez em quando
E meu mundo se anuncia
Onde houvera transmudando
Tal cenário, a fantasia
Procurando um sonho brando
Na verdade nada havia.
8
De todo amor que possa
Traduzir o quanto resta
Da palavra que foi nossa
Hoje soa mais funesta
O meu tempo já se endossa
No que possa e sei da fresta
Onde aberta a velha fossa
Dita o quanto não se presta
Gestos tantos, medo atroz
E sementes desperdiço
O que tente logo após
Noutro engodo não cobiço
Desenhando sempre em nós
Um cenário mais mortiço.
9
Companheiro não me esqueço
Do que possa ser a trama
Da verdade em adereço
Quando a sorte se reclama
Quando a vida tem seu preço
Outro tanto acende a chama
Deste amor quando enlouqueço
Revelando o velho drama.
Não seria de bom tom
O que tanto se quisera
A esperança tem tal dom
Mesmo sendo tão austera
Minha lua de neon
Refletindo a primavera.
10
Das palavras que dizia
Ou deveras cobiçasse
O que tanto em teimosia
Noutro tempo sonegasse
A verdade não viria
Demonstrar em ledo impasse
A versão feita agonia
Que meu passo nada trace.
Vejo o quanto resta na alma
E produzo a sensação
Do que tanto ora me acalma
Ou propaga esta versão
Vai mantendo vivo o trauma
E moldando o dia em vão.
11
Esse amor eu não tivesse
Sendo a sorte de tal forma
Que a loucura quando tece
A verdade se deforma
E vagando em leda messe
O que possa se deforma
E o caminho trama em prece
A expressão que não reforma.
Vejo apenas o que um dia
Poderia ser diverso
O meu canto em harmonia
Ou de fato um fútil verso
O que possa e não teria
Ronda além noutro universo.
12
Mas custando a acreditar
No que possa desde agora
A vontade a se mostrar
Quando a vida além se aflora
Tento em noites o luar
E se possa sem demora
O que tanto a divagar
Já percebo, foi embora.
O meu tempo se revela
Na expressão dura e venal
Percebendo a velha cela
Outro instante desigual
A palavra sempre vela
Um momento em ritual.
13
Moço pobre, moça rica,
Onde tudo começara
A verdade não se explica
Numa sorte bem mais rara,
A palavra se complica
E transgride o quanto ampara
O cenário quando implica
No vagar desta seara,
No momento mais bravio
O que possa se silente
O que agora desafio
Noutro instante mais demente
Traduzindo o desvario
Que deveras se apresente.
14
Quando a coisa se danasse
Numa história bem diversa
Da que tanto em ledo enlace
Poderia e desconversa
A palavra se mostrasse
Muitas vezes mais perversa
E se tenho em nova face
A expressão que em nada versa.
O meu tempo se anuncia
No final da brincadeira
A palavra fantasia
A esperança derradeira
E meu tempo em agonia
Trama a sorte costumeira.
15
O dinheiro tem valor,
Mas não posso acreditar
Que talvez um grande amor
Tenha tanto a nos cobrar
A palavra trama a cor
Do que possa este lugar
O cenário redentor
Não pudera desenhar
Vendo enfim o quanto valho
Meu caminho mesmo falho
Expressando este vazio
Que se faz em abandono
E gerando o que me abono
Vejo o dia mais sombrio.
domingo, 22 de maio de 2011
De tais adubos fétidos, as rosas
Transformam em beleza o que se faz
Deveras tão atroz e já nos traz
As sortes tantas vezes caprichosas,
Vencendo o quanto possas antegozas
O quanto se moldara em mundo audaz
Deixando este cenário para trás
As ermas noites são voluptuosas.
Vagando entre nuas paisagens
A lua desenhando tais miragens
Que possam permitir um sonho a mais
Trouxesse a mansidão que inda procuro
O tanto quanto possa ser seguro
Ainda que enfrentasse vendavais.
2
Fazem-se vigorosas e mais belas
As sendas em eterna primavera,
O quanto deste todo já espera
A luta quando nela tu revelas
Deixando para trás toscas procelas
O canto sem sentido degenera
Ousando acreditar em tais esfera
Aonde a lucidez domina as velas
E o barco penetrando em mar imenso
Tramando o que decerto quero e penso
Invisto meu anseio neste mar
Que possa novamente ter nas ondas
O quanto da esperança correspondas
Moldando a clara estrela a divagar
3
Das ostras frágeis nascem ricas jóias
E vejo a vida assim em fato e tese
O quanto na verdade se despreze
Traduz o que sonega tais tramóias
E quando no infinito nadas, bóias
O tempo noutro tanto já se preze
E mesmo quando inútil verso reze
Os passos sem descanso não apóias.
Espero esta incerteza que domina
A face mais audaz da nossa sina
Sentindo o que presume nova mente
O vento toma a praia e traz à areia
O quanto da saudade me incendeia
E espalha para além uma semente.
4
E dos vermes obscuros renascendo
A vida que se perde noutro instante
Meu tempo na verdade se adiante
Marcando o que perdera em vão remendo.
Apenas o que tento e agora entendo
A sorte se moldara entediante
E o passo noutro rumo, vacilante
O medo se anuncia e a dor desvendo.
Resulto deste ocaso aonde o todo
Trouxera simplesmente o que não veio,
Adentro esta esperança e sem receio
Nefasto caminhar imerso em lodo
Gerando o que pudera e não soubesse
Negando o quanto quero em vã benesse.
5
Assim a vida mostra que em verdade
O tempo não traduz o quanto quis
O verso se moldando mais feliz
Ou mesmo a fantasia que te agrade,
Anseio desvendar realidade
E nisto sou deveras aprendiz
Proponho muito além do quanto fiz
E sei que sorveria a claridade.
Não possa descrever o quanto reste
Do mundo que se mostre sempre agreste
Funérea sensação que me domina
Do todo que produz o mesmo nada
A sorte no vazio desenhada
A face demarcado esta assassina.
6
Riquezas que encontramos no caminho
São meramente enganos, nada mais
Os dias entre tantos vendavais
O canto se mostrando sem carinho,
Aonde em solidão tanto me alinho
Vencido por momentos tão venais
Enfrento os velhos erros virtuais
Sabendo do final turvo e mesquinho,
Apenas encontrando novo engano
O mundo se desenha em tom diverso
E sei quando em verdade ora me dano,
Tentando adivinhar o quanto verso
Montando este cenário mais prosaico
De um tempo quase morto, tosco, arcaico.
7
Formados por verdades e mentiras
Os dias que vivemos no passado
Aos poucos traduzindo cada brado
Tramando o que deveras já retiras
As sortes entre tantas interfiras
O quanto poderia ser alado
O verso noutro canto recobrado
Ainda quando tentas e me firas.
Aceno com meus erros e percebo
A vida como fosse um novo enredo
E tento quando muito e já me embebo
Ao tanto que pudera e não concedo,
O nada traduzindo o que recebo
O mundo se perdera desde cedo.
8
A proteção emana lealdade
E traça o que pudera desta forma
A vida noutro tempo se transforma
E gera o quanto pode ou mesmo agrade.
Quisera ter somente a liberdade
Sabendo da vontade que reforma
Um mundo sem sentido, onde deforma
A sorte que se molda ansiedade.
Vencido pelo quanto desejei
O amor que na verdade não viria,
Tentando simplesmente a alegoria
No quanto neste mar eu naufraguei
Ousando crer na dura fantasia
Fazendo da esperança, norma e lei.
9
Tu sabes, valorizo-te demais
Embora mesmo quando não vieste
Num mundo sem sentido ou mesmo agreste
Enquanto noutro enredo tu te esvais,
Vacante coração em temporais
A vida não traria o tom celeste
E sei do que pudera e se reveste
Na ausência do que possa ser bem mais.
O verso se desenha deste jeito
E tanto quanto tente e mesmo aceito
Vencido pelos erros contumazes,
As sortes que em verdade não mais trazes
Os olhos noutro enredo libertário
O sonho se mostrara temerário.
10
Pois sei de tua força e teu carinho
E embora tantas vezes, sonegaste
A vida se desenha em tal contraste
E neste desejar nada adivinho,
O quanto se pudera ser mesquinho
Ousando na esperança sem desgaste,
E possa traduzir o que tramaste
Gerando no vazio o velho ninho.
Apenas sei do quanto pude agora
E sinto o que de fato já se aflora
Moldando sem demora algum momento
Entregue sem saber o quanto dói
O mundo pouco a pouco se destrói
Enquanto a salvação, por certo eu tento.
11
Jamais permitirás que o sofrimento
Rondando o dia a dia de quem sonha
Trazendo a mesma face tão medonha
E nela o que se fez em desalento,
Ainda quando o todo agora invento
A sorte de tal forma se componha
Ousando merecer sorte que enfronha
Nos ermos do meu vago pensamento.
Mereço alguma sorte mais diversa
E sei do quanto o tempo desconversa
E gera outro cenário dentro em nós.
Meu passo se perdendo vai sem rumo,
E quanto da esperança ora consumo
Mesmo sem nada ver, decerto após.
12
Atinja destruindo o quanto pude
Traçar entre diversas caminhadas
A sorte quando tentas, finges, bradas
O corte se mostrando em magnitude
Apenas desenhando esta atitude
As sendas até quando iluminadas
Gerando a sensação que desoladas
Veredas na verdade nos ilude.
A porta se entreabria permitindo
O quanto se mostrara quase infindo
Agora desenhado no vazio,
Reinando sobre todo este tormento
O mundo que deveras eu invento
Traduz o quanto possa e não recrio.
13
Eu agradeço à sorte mais sutil
Ousando acreditar no que viria
Tentando elucidar tal fantasia
Enquanto o sonho em paz se perseguiu
O todo que se mostre tão gentil
A luta se moldando dia a dia
A noite noutro tom gera a harmonia
O medo com certeza não se viu.
Reparo cada fato e me concedo
Apenas o que possa mesmo ledo
Trazer outro momento em que eu pudera
Vencer os sortilégios desta luta
A noite na verdade não reluta
Alimentando enfim a dura fera.
14
Embora nunca a tenha conhecido
Percebo que talvez viesse logo
Gerando o que pudesse e quando rogo
O tempo se mostrara dividido,
O quanto se desenha sem sentido
As lágrimas nos sonhos eu afogo
E tanto quanto possa sempre jogo
O todo que deveras dilapido.
Não pude perpetrar este caminho
Que deva me trazer um tom daninho
Pousando noutro caos, a vida inútil,
O verso se mostrara bem mais fútil
Restando muito pouco ou mesmo nada
Da dita tantas vezes desenhada.
15
O fruto que ela teve em perfeição,
A vida se mostrara mais precisa
E sei da correnteza em leve brisa
Ou mesmo deste engano em precisão.
O tempo traz os dias que virão
E neles a palavra não divisa
A sorte que gerasse a mais concisa
Certeza do que possa desde então.
Renego cada engano, porém sei
Que tanto nesta vida eu já errei
E permaneço errado te buscando,
O tempo se desenha mais infando
E nisto prenuncio desde quando
A solidão se fez em regra e lei.
Transformam em beleza o que se faz
Deveras tão atroz e já nos traz
As sortes tantas vezes caprichosas,
Vencendo o quanto possas antegozas
O quanto se moldara em mundo audaz
Deixando este cenário para trás
As ermas noites são voluptuosas.
Vagando entre nuas paisagens
A lua desenhando tais miragens
Que possam permitir um sonho a mais
Trouxesse a mansidão que inda procuro
O tanto quanto possa ser seguro
Ainda que enfrentasse vendavais.
2
Fazem-se vigorosas e mais belas
As sendas em eterna primavera,
O quanto deste todo já espera
A luta quando nela tu revelas
Deixando para trás toscas procelas
O canto sem sentido degenera
Ousando acreditar em tais esfera
Aonde a lucidez domina as velas
E o barco penetrando em mar imenso
Tramando o que decerto quero e penso
Invisto meu anseio neste mar
Que possa novamente ter nas ondas
O quanto da esperança correspondas
Moldando a clara estrela a divagar
3
Das ostras frágeis nascem ricas jóias
E vejo a vida assim em fato e tese
O quanto na verdade se despreze
Traduz o que sonega tais tramóias
E quando no infinito nadas, bóias
O tempo noutro tanto já se preze
E mesmo quando inútil verso reze
Os passos sem descanso não apóias.
Espero esta incerteza que domina
A face mais audaz da nossa sina
Sentindo o que presume nova mente
O vento toma a praia e traz à areia
O quanto da saudade me incendeia
E espalha para além uma semente.
4
E dos vermes obscuros renascendo
A vida que se perde noutro instante
Meu tempo na verdade se adiante
Marcando o que perdera em vão remendo.
Apenas o que tento e agora entendo
A sorte se moldara entediante
E o passo noutro rumo, vacilante
O medo se anuncia e a dor desvendo.
Resulto deste ocaso aonde o todo
Trouxera simplesmente o que não veio,
Adentro esta esperança e sem receio
Nefasto caminhar imerso em lodo
Gerando o que pudera e não soubesse
Negando o quanto quero em vã benesse.
5
Assim a vida mostra que em verdade
O tempo não traduz o quanto quis
O verso se moldando mais feliz
Ou mesmo a fantasia que te agrade,
Anseio desvendar realidade
E nisto sou deveras aprendiz
Proponho muito além do quanto fiz
E sei que sorveria a claridade.
Não possa descrever o quanto reste
Do mundo que se mostre sempre agreste
Funérea sensação que me domina
Do todo que produz o mesmo nada
A sorte no vazio desenhada
A face demarcado esta assassina.
6
Riquezas que encontramos no caminho
São meramente enganos, nada mais
Os dias entre tantos vendavais
O canto se mostrando sem carinho,
Aonde em solidão tanto me alinho
Vencido por momentos tão venais
Enfrento os velhos erros virtuais
Sabendo do final turvo e mesquinho,
Apenas encontrando novo engano
O mundo se desenha em tom diverso
E sei quando em verdade ora me dano,
Tentando adivinhar o quanto verso
Montando este cenário mais prosaico
De um tempo quase morto, tosco, arcaico.
7
Formados por verdades e mentiras
Os dias que vivemos no passado
Aos poucos traduzindo cada brado
Tramando o que deveras já retiras
As sortes entre tantas interfiras
O quanto poderia ser alado
O verso noutro canto recobrado
Ainda quando tentas e me firas.
Aceno com meus erros e percebo
A vida como fosse um novo enredo
E tento quando muito e já me embebo
Ao tanto que pudera e não concedo,
O nada traduzindo o que recebo
O mundo se perdera desde cedo.
8
A proteção emana lealdade
E traça o que pudera desta forma
A vida noutro tempo se transforma
E gera o quanto pode ou mesmo agrade.
Quisera ter somente a liberdade
Sabendo da vontade que reforma
Um mundo sem sentido, onde deforma
A sorte que se molda ansiedade.
Vencido pelo quanto desejei
O amor que na verdade não viria,
Tentando simplesmente a alegoria
No quanto neste mar eu naufraguei
Ousando crer na dura fantasia
Fazendo da esperança, norma e lei.
9
Tu sabes, valorizo-te demais
Embora mesmo quando não vieste
Num mundo sem sentido ou mesmo agreste
Enquanto noutro enredo tu te esvais,
Vacante coração em temporais
A vida não traria o tom celeste
E sei do que pudera e se reveste
Na ausência do que possa ser bem mais.
O verso se desenha deste jeito
E tanto quanto tente e mesmo aceito
Vencido pelos erros contumazes,
As sortes que em verdade não mais trazes
Os olhos noutro enredo libertário
O sonho se mostrara temerário.
10
Pois sei de tua força e teu carinho
E embora tantas vezes, sonegaste
A vida se desenha em tal contraste
E neste desejar nada adivinho,
O quanto se pudera ser mesquinho
Ousando na esperança sem desgaste,
E possa traduzir o que tramaste
Gerando no vazio o velho ninho.
Apenas sei do quanto pude agora
E sinto o que de fato já se aflora
Moldando sem demora algum momento
Entregue sem saber o quanto dói
O mundo pouco a pouco se destrói
Enquanto a salvação, por certo eu tento.
11
Jamais permitirás que o sofrimento
Rondando o dia a dia de quem sonha
Trazendo a mesma face tão medonha
E nela o que se fez em desalento,
Ainda quando o todo agora invento
A sorte de tal forma se componha
Ousando merecer sorte que enfronha
Nos ermos do meu vago pensamento.
Mereço alguma sorte mais diversa
E sei do quanto o tempo desconversa
E gera outro cenário dentro em nós.
Meu passo se perdendo vai sem rumo,
E quanto da esperança ora consumo
Mesmo sem nada ver, decerto após.
12
Atinja destruindo o quanto pude
Traçar entre diversas caminhadas
A sorte quando tentas, finges, bradas
O corte se mostrando em magnitude
Apenas desenhando esta atitude
As sendas até quando iluminadas
Gerando a sensação que desoladas
Veredas na verdade nos ilude.
A porta se entreabria permitindo
O quanto se mostrara quase infindo
Agora desenhado no vazio,
Reinando sobre todo este tormento
O mundo que deveras eu invento
Traduz o quanto possa e não recrio.
13
Eu agradeço à sorte mais sutil
Ousando acreditar no que viria
Tentando elucidar tal fantasia
Enquanto o sonho em paz se perseguiu
O todo que se mostre tão gentil
A luta se moldando dia a dia
A noite noutro tom gera a harmonia
O medo com certeza não se viu.
Reparo cada fato e me concedo
Apenas o que possa mesmo ledo
Trazer outro momento em que eu pudera
Vencer os sortilégios desta luta
A noite na verdade não reluta
Alimentando enfim a dura fera.
14
Embora nunca a tenha conhecido
Percebo que talvez viesse logo
Gerando o que pudesse e quando rogo
O tempo se mostrara dividido,
O quanto se desenha sem sentido
As lágrimas nos sonhos eu afogo
E tanto quanto possa sempre jogo
O todo que deveras dilapido.
Não pude perpetrar este caminho
Que deva me trazer um tom daninho
Pousando noutro caos, a vida inútil,
O verso se mostrara bem mais fútil
Restando muito pouco ou mesmo nada
Da dita tantas vezes desenhada.
15
O fruto que ela teve em perfeição,
A vida se mostrara mais precisa
E sei da correnteza em leve brisa
Ou mesmo deste engano em precisão.
O tempo traz os dias que virão
E neles a palavra não divisa
A sorte que gerasse a mais concisa
Certeza do que possa desde então.
Renego cada engano, porém sei
Que tanto nesta vida eu já errei
E permaneço errado te buscando,
O tempo se desenha mais infando
E nisto prenuncio desde quando
A solidão se fez em regra e lei.
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