41
Não mais me caberia uma surpresa
Tampouco a sorte traz outro momento
A vida que deveras sempre tento
Expressa a solidão da frágil presa,
Expondo as cartas todas sobre a mesa,
No fim o que pudesse desalento,
E vago sem saber quanto sangrento
O mundo se desnuda em tal vileza.
Arcando com meus erros costumeiros,
Jogado pelos cantos, sigo em frente,
E mesmo quando possa ou não enfrente,
Os olhos buscam flores e canteiros,
No fim o que se encontra nos desdiz
E a face se transborda; uma infeliz.
42
Não quero que se faça de tal forma
A vida como fosse um mar de rosa,
A luta noutro tempo é pegajosa
E o medo nos derrama e nos transforma,
A sorte se desnuda e não conforma
Enquanto a solidão já se antegoza
Na fúria que pudera majestosa
E nisto qualquer passo dita a norma.
Sem norte, sem suporte sem que note,
Quilates tão diversos, vida e morte,
O preço se transforma e se denote
A frágil sensação do fino pote
Que nada mais deveras o comporte
Enquanto a solidão amor aborte.
43
Escusas pediria a quem se ofende
E tente acreditar num pueril
Momento aonde o quanto se pediu
Transforma no que agora se desprende.
Atrelo o meu caminho ao teu caminho
E sigo o velho rabo do cometa,
Ainda que deveras se prometa
No fim o passo segue mais mesquinho,
Vacante coração deste idiota,
Há tanto desejara algum alento,
E quando na verdade mesmo tento,
A solidão decerto isto denote.
No verso sem firmeza em lento fluxo,
Amor se traduzira em tal refluxo.
44
Ocasionando a queda de quem busca
Vencer a solidão tão costumeira
A sorte não seria o que se queira
Nem mesmo esta emoção viesse brusca,
Artífice do sonho em agonia,
A luta na verdade não se traz
Somente o que pudera ser capaz
Agora noutro tom não viveria.
No fato que consome cada passo,
No passo que desanda sem sentido,
O todo noutro espaço agora olvido
E vivo tão somente o quanto traço,
Emparelhando a vida de tal sorte
Que nem a poesia me conforte.
45
Jamais imaginasse a mesma cena
Ousada entre cenários mais diversos
E os olhos que vagassem universos
Na sorte quando a quis serena e plena,
O tanto que se traz e me envenena
Nos sonhos entre sonhos tais, dispersos,
Tateio e busco além dos já submersos
Caminhos o que possa e a vida acena.
Mantras que ainda escuto, a voz suave
De quem tanto pudera e não se entrave
Vencendo os mais diversos desencantos,
Erguendo o meu olhar noutro horizonte,
Ainda que esta lua não desponte,
Valesse até por tantos belos cantos.
46
Xamãs de vários mundos que trouxeste,
Num rito que anuncia a liberdade,
O verso se transcende e quando invade
Expressa a maravilha em ser celeste,
O quanto deste todo agora empreste
À vida este momento em claridade,
Na tântrica expressão, felicidade,
Mais firme que qualquer forte cipreste.
Assim o meu anseio se completa,
Na face mais suave e mais dileta
De quem já me ensinara o ser liberto,
E quando em poesia o mal deserto,
Adentro este infinito feito em paz,
E o mundo se transforma além, capaz...
47
Escuto a voz do vento me chamando
E bebo a cristalina água da fonte
E sei do quanto possa e já desponte
O mundo sem querer saber nem quando,
Este universo agora desvendando
E nele todo o sonho ora se aponte
Marcando com ternura este horizonte,
E um sol novo e sutil se revelando,
No prisma iridescente dos teus olhos,
Deixara para trás medos e abrolhos,
Neste cevar da imensa liberdade,
Amando e sem sentir qualquer temor,
Trazendo dentro da alma a fina flor
Que exala por si só felicidade.
48
Um cântico em louvor à deusa Terra,
Que possa nos trazer sempre o caminho
Aonde se desenhe o nosso ninho,
Beleza sem igual que ela descerra,
A sábia mesmo rude jamais erra,
O ser que se mostrara mais daninho,
Erguendo o seu olhar turvo e mesquinho,
Uma esperança mata, e o sonho encerra.
Porém quando tratada em mansidão,
Reflete toda enorme dimensão
Da nave que nos guia e nos carrega,
A sorte se prolongue imensamente,
Por isso cada sonho se sustente
No espaço enquanto a mãe Terra navega.
49
Não quero o desafeto dos antigos
Tampouco do presente este vazio,
O quanto a cada instante desafio
Expressa o quanto possam bons amigos,
E neles entendendo tais abrigos
No desfilar suave de algum rio,
Invisto cada passo que recrio
Sabendo do caminho e seus perigos.
Assola-me o terror de quem se fez
Na frágil e mais rude insensatez
Gerado pelo ocaso de alguma era
Que agora se abandona pouco a pouco,
E mesmo que pareça mais um louco,
O sonho noutro mundo a paz espera.
50
Resisto ao quanto venhas; desafeto,
Trazendo em sua face esta desdita,
A luta que deveras se acredita
Proclama o seu caminho predileto,
E quando na verdade eu me completo,
Deixando para trás esta alma aflita
Lapido com ternura uma pepita
E sei que desta luz eu me repleto.
O vento traz suave mansidão,
A brisa anunciando esta emoção
Que vença qualquer medo, doravante.
Meu tempo se apresenta em sincronia,
E vivo o quanto possa e mais queria,
No todo que deveras me agigante.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
terça-feira, 28 de junho de 2011
31
Não mais comportaria esta “verdade”
Cerzida pela espúria burguesia
Vendendo a cada instante a putaria
Qual fosse, no final, a liberdade,
Ousando acreditar no quanto agrade
A vaga sensação da luz sombria
Que gere noutro instante e mostraria
Resquício da fatal prosperidade,
Não quero e nem pedisse mais arrego,
Vislumbro tão somente este morcego
Hematófaga face burocrata,
E que se foda o mundo simplesmente
Ainda que deveras se apresente
A mesma velha face escravocrata.
32
Verdade se mostrasse feito a bunda
Da velha macilenta e sem pudor,
Ainda quando tento em desamor
A solidão profana me aprofunda,
E sei do quanto a farsa é mais imunda,
O mundo se presume sem calor
E seja da maneira como for
A sorte se desenha vagabunda.
As putas na calçada, a noite passa,
A farsa se demonstra mais devassa
Assim caminha a velha humanidade,
No transitar de carros e piranhas,
Travecos e vadias que tu ganhas
Trazendo qualquer luz nesta cidade.
33
O esgoto que frequentas – social-
Políticos e novos vagabundos
Os olhos entre ritos mais fecundos
Traduzem o que fosse mais venal,
E manda para inferno o ser igual,
E nestes tantos versos oriundos
Dos cálices que embora os sinta imundos
São ricas velharias de cristal.
Num brinde ao despudor e ao mau caráter
A faca penetrasse a dura-mater,
Deixando sempre exposta esta medula,
A vaca de presépio, o voto em branco,
O tempo se mostrando e se desanco
O verso quem puder que tente e engula.
34
Os préstimos cobrados com tais juros
E os dias mais sutis em teu puteiro,
Trazendo o sonho rude e verdadeiro
Envolto nos remendos mais escuros,
Anseio por saber aonde os furos
Levassem ao naufrágio derradeiro
Da besta que despenca do poleiro
E vive tão somente em tais apuros.
Recebo sem sentido esta facada
E vomitando além da demarcada
Noção que se apresente em rudimento,
A cada nova cena outro jumento
Na farsa muitas vezes desenhada
A luta se transforma; uma cagada.
35
Que foda-se a ventura que não veio,
Que foda-se o país que me vendeste,
O caso na verdade não sei deste
E o peso traça o torque em puro anseio.
Que foda-se o momento onde incendeio
O tanto que decerto percebeste
Na vaga solidão quando venceste,
O próprio desafeto em vil receio.
Que foda-se decerto a poesia,
A puta solitária esta vadia
Formando dentro da alma uma inocência,
E foda-se deveras todo mundo,
Se eu já não me chamasse mais Raimundo
A morte não seria coincidência.
36
A sorte desfilando sem pudores
Abrindo as suas pernas, vagabunda,
Gerando o que pudera e se aprofunda
Aonde quer que comes se tu fores,
Não quero suportar mais os horrores
Da solidão nem mesmo desta imunda
Visão que se permite e ora fecunda
A luta sem saber de alguns pendores.
A dama que resguarda uma xereca
No fundo quando o pau adentra, peca,
E espera pelo orgasmo que não vem,
Assim fodendo a minha paciência
Expressa com pudor e dá ciência
Que o quanto mais deseja, traz ninguém...
37
Moça cocainômana, sutil,
Vagando pelos bares, fungadora,
Espera na verdade o quanto fora
E a mando para a puta que pariu,
Não sei se possa ser bem mais hostil,
E a vaca se mostrara sonhadora,
Até que tendo a bunda tentadora,
Merece alguma chance. Isso se viu.
Nas tramas destas camas e motéis
Diversas emoções, mesmos bordéis,
E sei quanto valesse uma trepada,
O pó que a porra funga sem parar,
O gozo que só faz dissimular,
No fim já não merece mesmo nada.
38
Sarrando qualquer uma, tanto faz,
A vida segue em frente e me fodi,
O tanto que esperava estava aqui,
Levando para sempre o que foi paz.
Romântico palhaço já não traz
Sequer o que deseja em frenesi,
Imensa babaquice eu descobri,
Enquanto quis ser sempre mais capaz.
Que vá tomar no cu esta piranha,
E quando num puteiro se arreganha
Espera algo melhor, com mais dinheiro,
Fumando um baseado no banheiro,
Topando qualquer porra noite afora,
Vagaba num momento te devora.
39
Somando o que se fez e repartisse
Em glúteas emoções, bela donzela,
No quanto tão vadia se revela
O resto não passasse de tolice,
A vida noutro tom se refletisse
Marcando com ternura a velha cela,
O prazo terminando e esta cadela
É o que melhor traduz porralouquice.
Eu sei que posso até ser orgulhoso,
Mas não achei no lixo e não encaro,
Além do seu miché ser muito caro,
A porra não garante nem um gozo,
No mínimo se vê que esta mocreia,
Dará como presente gonorreia...
40
Beatifica a dama do boteco,
E coma mais um pouco desta xana,
A moça com certeza é mais sacana
E sei que com santinha nunca peco,
Apenas noutra entrada já sapeco,
E faço desta puta a soberana,
Vagaba sem igual, quenga profana,
Eu quero como brinde um repeteco.
Depois vai para a Igreja, culto ou missa,
Livrar-se dos pecados, mas, omissa,
De noite volta sempre à putaria,
Amanhã encontrando algum irmão,
Garante com certeza a salvação,
E fode na primeira sacristia...
Não mais comportaria esta “verdade”
Cerzida pela espúria burguesia
Vendendo a cada instante a putaria
Qual fosse, no final, a liberdade,
Ousando acreditar no quanto agrade
A vaga sensação da luz sombria
Que gere noutro instante e mostraria
Resquício da fatal prosperidade,
Não quero e nem pedisse mais arrego,
Vislumbro tão somente este morcego
Hematófaga face burocrata,
E que se foda o mundo simplesmente
Ainda que deveras se apresente
A mesma velha face escravocrata.
32
Verdade se mostrasse feito a bunda
Da velha macilenta e sem pudor,
Ainda quando tento em desamor
A solidão profana me aprofunda,
E sei do quanto a farsa é mais imunda,
O mundo se presume sem calor
E seja da maneira como for
A sorte se desenha vagabunda.
As putas na calçada, a noite passa,
A farsa se demonstra mais devassa
Assim caminha a velha humanidade,
No transitar de carros e piranhas,
Travecos e vadias que tu ganhas
Trazendo qualquer luz nesta cidade.
33
O esgoto que frequentas – social-
Políticos e novos vagabundos
Os olhos entre ritos mais fecundos
Traduzem o que fosse mais venal,
E manda para inferno o ser igual,
E nestes tantos versos oriundos
Dos cálices que embora os sinta imundos
São ricas velharias de cristal.
Num brinde ao despudor e ao mau caráter
A faca penetrasse a dura-mater,
Deixando sempre exposta esta medula,
A vaca de presépio, o voto em branco,
O tempo se mostrando e se desanco
O verso quem puder que tente e engula.
34
Os préstimos cobrados com tais juros
E os dias mais sutis em teu puteiro,
Trazendo o sonho rude e verdadeiro
Envolto nos remendos mais escuros,
Anseio por saber aonde os furos
Levassem ao naufrágio derradeiro
Da besta que despenca do poleiro
E vive tão somente em tais apuros.
Recebo sem sentido esta facada
E vomitando além da demarcada
Noção que se apresente em rudimento,
A cada nova cena outro jumento
Na farsa muitas vezes desenhada
A luta se transforma; uma cagada.
35
Que foda-se a ventura que não veio,
Que foda-se o país que me vendeste,
O caso na verdade não sei deste
E o peso traça o torque em puro anseio.
Que foda-se o momento onde incendeio
O tanto que decerto percebeste
Na vaga solidão quando venceste,
O próprio desafeto em vil receio.
Que foda-se decerto a poesia,
A puta solitária esta vadia
Formando dentro da alma uma inocência,
E foda-se deveras todo mundo,
Se eu já não me chamasse mais Raimundo
A morte não seria coincidência.
36
A sorte desfilando sem pudores
Abrindo as suas pernas, vagabunda,
Gerando o que pudera e se aprofunda
Aonde quer que comes se tu fores,
Não quero suportar mais os horrores
Da solidão nem mesmo desta imunda
Visão que se permite e ora fecunda
A luta sem saber de alguns pendores.
A dama que resguarda uma xereca
No fundo quando o pau adentra, peca,
E espera pelo orgasmo que não vem,
Assim fodendo a minha paciência
Expressa com pudor e dá ciência
Que o quanto mais deseja, traz ninguém...
37
Moça cocainômana, sutil,
Vagando pelos bares, fungadora,
Espera na verdade o quanto fora
E a mando para a puta que pariu,
Não sei se possa ser bem mais hostil,
E a vaca se mostrara sonhadora,
Até que tendo a bunda tentadora,
Merece alguma chance. Isso se viu.
Nas tramas destas camas e motéis
Diversas emoções, mesmos bordéis,
E sei quanto valesse uma trepada,
O pó que a porra funga sem parar,
O gozo que só faz dissimular,
No fim já não merece mesmo nada.
38
Sarrando qualquer uma, tanto faz,
A vida segue em frente e me fodi,
O tanto que esperava estava aqui,
Levando para sempre o que foi paz.
Romântico palhaço já não traz
Sequer o que deseja em frenesi,
Imensa babaquice eu descobri,
Enquanto quis ser sempre mais capaz.
Que vá tomar no cu esta piranha,
E quando num puteiro se arreganha
Espera algo melhor, com mais dinheiro,
Fumando um baseado no banheiro,
Topando qualquer porra noite afora,
Vagaba num momento te devora.
39
Somando o que se fez e repartisse
Em glúteas emoções, bela donzela,
No quanto tão vadia se revela
O resto não passasse de tolice,
A vida noutro tom se refletisse
Marcando com ternura a velha cela,
O prazo terminando e esta cadela
É o que melhor traduz porralouquice.
Eu sei que posso até ser orgulhoso,
Mas não achei no lixo e não encaro,
Além do seu miché ser muito caro,
A porra não garante nem um gozo,
No mínimo se vê que esta mocreia,
Dará como presente gonorreia...
40
Beatifica a dama do boteco,
E coma mais um pouco desta xana,
A moça com certeza é mais sacana
E sei que com santinha nunca peco,
Apenas noutra entrada já sapeco,
E faço desta puta a soberana,
Vagaba sem igual, quenga profana,
Eu quero como brinde um repeteco.
Depois vai para a Igreja, culto ou missa,
Livrar-se dos pecados, mas, omissa,
De noite volta sempre à putaria,
Amanhã encontrando algum irmão,
Garante com certeza a salvação,
E fode na primeira sacristia...
31
Não mais comportaria esta “verdade”
Cerzida pela espúria burguesia
Vendendo a cada instante a putaria
Qual fosse, no final, a liberdade,
Ousando acreditar no quanto agrade
A vaga sensação da luz sombria
Que gere noutro instante e mostraria
Resquício da fatal prosperidade,
Não quero e nem pedisse mais arrego,
Vislumbro tão somente este morcego
Hematófaga face burocrata,
E que se foda o mundo simplesmente
Ainda que deveras se apresente
A mesma velha face escravocrata.
32
Verdade se mostrasse feito a bunda
Da velha macilenta e sem pudor,
Ainda quando tento em desamor
A solidão profana me aprofunda,
E sei do quanto a farsa é mais imunda,
O mundo se presume sem calor
E seja da maneira como for
A sorte se desenha vagabunda.
As putas na calçada, a noite passa,
A farsa se demonstra mais devassa
Assim caminha a velha humanidade,
No transitar de carros e piranhas,
Travecos e vadias que tu ganhas
Trazendo qualquer luz nesta cidade.
33
O esgoto que frequentas – social-
Políticos e novos vagabundos
Os olhos entre ritos mais fecundos
Traduzem o que fosse mais venal,
E manda para inferno o ser igual,
E nestes tantos versos oriundos
Dos cálices que embora os sinta imundos
São ricas velharias de cristal.
Num brinde ao despudor e ao mau caráter
A faca penetrasse a dura-mater,
Deixando sempre exposta esta medula,
A vaca de presépio, o voto em branco,
O tempo se mostrando e se desanco
O verso quem puder que tente e engula.
34
Os préstimos cobrados com tais juros
E os dias mais sutis em teu puteiro,
Trazendo o sonho rude e verdadeiro
Envolto nos remendos mais escuros,
Anseio por saber aonde os furos
Levassem ao naufrágio derradeiro
Da besta que despenca do poleiro
E vive tão somente em tais apuros.
Recebo sem sentido esta facada
E vomitando além da demarcada
Noção que se apresente em rudimento,
A cada nova cena outro jumento
Na farsa muitas vezes desenhada
A luta se transforma; uma cagada.
35
Que foda-se a ventura que não veio,
Que foda-se o país que me vendeste,
O caso na verdade não sei deste
E o peso traça o torque em puro anseio.
Que foda-se o momento onde incendeio
O tanto que decerto percebeste
Na vaga solidão quando venceste,
O próprio desafeto em vil receio.
Que foda-se decerto a poesia,
A puta solitária esta vadia
Formando dentro da alma uma inocência,
E foda-se deveras todo mundo,
Se eu já não me chamasse mais Raimundo
A morte não seria coincidência.
36
A sorte desfilando sem pudores
Abrindo as suas pernas, vagabunda,
Gerando o que pudera e se aprofunda
Aonde quer que comes se tu fores,
Não quero suportar mais os horrores
Da solidão nem mesmo desta imunda
Visão que se permite e ora fecunda
A luta sem saber de alguns pendores.
A dama que resguarda uma xereca
No fundo quando o pau adentra, peca,
E espera pelo orgasmo que não vem,
Assim fodendo a minha paciência
Expressa com pudor e dá ciência
Que o quanto mais deseja, traz ninguém...
37
Moça cocainômana, sutil,
Vagando pelos bares, fungadora,
Espera na verdade o quanto fora
E a mando para a puta que pariu,
Não sei se possa ser bem mais hostil,
E a vaca se mostrara sonhadora,
Até que tendo a bunda tentadora,
Merece alguma chance. Isso se viu.
Nas tramas destas camas e motéis
Diversas emoções, mesmos bordéis,
E sei quanto valesse uma trepada,
O pó que a porra funga sem parar,
O gozo que só faz dissimular,
No fim já não merece mesmo nada.
38
Sarrando qualquer uma, tanto faz,
A vida segue em frente e me fodi,
O tanto que esperava estava aqui,
Levando para sempre o que foi paz.
Romântico palhaço já não traz
Sequer o que deseja em frenesi,
Imensa babaquice eu descobri,
Enquanto quis ser sempre mais capaz.
Que vá tomar no cu esta piranha,
E quando num puteiro se arreganha
Espera algo melhor, com mais dinheiro,
Fumando um baseado no banheiro,
Topando qualquer porra noite afora,
Vagaba num momento te devora.
39
Somando o que se fez e repartisse
Em glúteas emoções, bela donzela,
No quanto tão vadia se revela
O resto não passasse de tolice,
A vida noutro tom se refletisse
Marcando com ternura a velha cela,
O prazo terminando e esta cadela
É o que melhor traduz porralouquice.
Eu sei que posso até ser orgulhoso,
Mas não achei no lixo e não encaro,
Além do seu miché ser muito caro,
A porra não garante nem um gozo,
No mínimo se vê que esta mocreia,
Dará como presente gonorreia...
40
Beatifica a dama do boteco,
E coma mais um pouco desta xana,
A moça com certeza é mais sacana
E sei que com santinha nunca peco,
Apenas noutra entrada já sapeco,
E faço desta puta a soberana,
Vagaba sem igual, quenga profana,
Eu quero como brinde um repeteco.
Depois vai para a Igreja, culto ou missa,
Livrar-se dos pecados, mas, omissa,
De noite volta sempre à putaria,
Amanhã encontrando algum irmão,
Garante com certeza a salvação,
E fode na primeira sacristia...
Não mais comportaria esta “verdade”
Cerzida pela espúria burguesia
Vendendo a cada instante a putaria
Qual fosse, no final, a liberdade,
Ousando acreditar no quanto agrade
A vaga sensação da luz sombria
Que gere noutro instante e mostraria
Resquício da fatal prosperidade,
Não quero e nem pedisse mais arrego,
Vislumbro tão somente este morcego
Hematófaga face burocrata,
E que se foda o mundo simplesmente
Ainda que deveras se apresente
A mesma velha face escravocrata.
32
Verdade se mostrasse feito a bunda
Da velha macilenta e sem pudor,
Ainda quando tento em desamor
A solidão profana me aprofunda,
E sei do quanto a farsa é mais imunda,
O mundo se presume sem calor
E seja da maneira como for
A sorte se desenha vagabunda.
As putas na calçada, a noite passa,
A farsa se demonstra mais devassa
Assim caminha a velha humanidade,
No transitar de carros e piranhas,
Travecos e vadias que tu ganhas
Trazendo qualquer luz nesta cidade.
33
O esgoto que frequentas – social-
Políticos e novos vagabundos
Os olhos entre ritos mais fecundos
Traduzem o que fosse mais venal,
E manda para inferno o ser igual,
E nestes tantos versos oriundos
Dos cálices que embora os sinta imundos
São ricas velharias de cristal.
Num brinde ao despudor e ao mau caráter
A faca penetrasse a dura-mater,
Deixando sempre exposta esta medula,
A vaca de presépio, o voto em branco,
O tempo se mostrando e se desanco
O verso quem puder que tente e engula.
34
Os préstimos cobrados com tais juros
E os dias mais sutis em teu puteiro,
Trazendo o sonho rude e verdadeiro
Envolto nos remendos mais escuros,
Anseio por saber aonde os furos
Levassem ao naufrágio derradeiro
Da besta que despenca do poleiro
E vive tão somente em tais apuros.
Recebo sem sentido esta facada
E vomitando além da demarcada
Noção que se apresente em rudimento,
A cada nova cena outro jumento
Na farsa muitas vezes desenhada
A luta se transforma; uma cagada.
35
Que foda-se a ventura que não veio,
Que foda-se o país que me vendeste,
O caso na verdade não sei deste
E o peso traça o torque em puro anseio.
Que foda-se o momento onde incendeio
O tanto que decerto percebeste
Na vaga solidão quando venceste,
O próprio desafeto em vil receio.
Que foda-se decerto a poesia,
A puta solitária esta vadia
Formando dentro da alma uma inocência,
E foda-se deveras todo mundo,
Se eu já não me chamasse mais Raimundo
A morte não seria coincidência.
36
A sorte desfilando sem pudores
Abrindo as suas pernas, vagabunda,
Gerando o que pudera e se aprofunda
Aonde quer que comes se tu fores,
Não quero suportar mais os horrores
Da solidão nem mesmo desta imunda
Visão que se permite e ora fecunda
A luta sem saber de alguns pendores.
A dama que resguarda uma xereca
No fundo quando o pau adentra, peca,
E espera pelo orgasmo que não vem,
Assim fodendo a minha paciência
Expressa com pudor e dá ciência
Que o quanto mais deseja, traz ninguém...
37
Moça cocainômana, sutil,
Vagando pelos bares, fungadora,
Espera na verdade o quanto fora
E a mando para a puta que pariu,
Não sei se possa ser bem mais hostil,
E a vaca se mostrara sonhadora,
Até que tendo a bunda tentadora,
Merece alguma chance. Isso se viu.
Nas tramas destas camas e motéis
Diversas emoções, mesmos bordéis,
E sei quanto valesse uma trepada,
O pó que a porra funga sem parar,
O gozo que só faz dissimular,
No fim já não merece mesmo nada.
38
Sarrando qualquer uma, tanto faz,
A vida segue em frente e me fodi,
O tanto que esperava estava aqui,
Levando para sempre o que foi paz.
Romântico palhaço já não traz
Sequer o que deseja em frenesi,
Imensa babaquice eu descobri,
Enquanto quis ser sempre mais capaz.
Que vá tomar no cu esta piranha,
E quando num puteiro se arreganha
Espera algo melhor, com mais dinheiro,
Fumando um baseado no banheiro,
Topando qualquer porra noite afora,
Vagaba num momento te devora.
39
Somando o que se fez e repartisse
Em glúteas emoções, bela donzela,
No quanto tão vadia se revela
O resto não passasse de tolice,
A vida noutro tom se refletisse
Marcando com ternura a velha cela,
O prazo terminando e esta cadela
É o que melhor traduz porralouquice.
Eu sei que posso até ser orgulhoso,
Mas não achei no lixo e não encaro,
Além do seu miché ser muito caro,
A porra não garante nem um gozo,
No mínimo se vê que esta mocreia,
Dará como presente gonorreia...
40
Beatifica a dama do boteco,
E coma mais um pouco desta xana,
A moça com certeza é mais sacana
E sei que com santinha nunca peco,
Apenas noutra entrada já sapeco,
E faço desta puta a soberana,
Vagaba sem igual, quenga profana,
Eu quero como brinde um repeteco.
Depois vai para a Igreja, culto ou missa,
Livrar-se dos pecados, mas, omissa,
De noite volta sempre à putaria,
Amanhã encontrando algum irmão,
Garante com certeza a salvação,
E fode na primeira sacristia...
21
Espírito ocupado em ledo fardo
Caminho pelas sendas que deixaste,
A solidão expressa este contraste
Enquanto o passo enfim, mesmo retardo,
A sórdida noção deste petardo
Marcando o que pudera e não notaste,
Vencido navegante; naufragaste,
E nisto novo tempo em vão aguardo.
Resguardo algum alento que não veio,
E sigo sem sentido e mesmo alheio
Ao quanto ora incendeias, falsa luz.
O verso veiculado no vazio,
À sombra do que tanto desafio,
A vida noutra face não seduz.
22
Remordendo-me penso no que um dia
Pousasse noutro tema mais sutil
E o quanto na verdade não se viu
Gerasse novamente esta agonia,
Ao ver quanto se traça em rebeldia
O céu jamais se fez de novo anil,
O prazo se mostrasse mais hostil,
E o todo noutro instante se perdia.
Reparo cada espaço e vejo aquém
Do tanto que lutara e nada tem
Somente esta faceta vã, satânica,
A vida obedecendo tal mecânica,
Nascer, lutar, morrer acreditando,
No eterno após o fim se revelando.
23
Mendigo algum carinho, mas sei quanto
O tempo não presume alguma sorte,
E quando a realidade se comporte
Expressa tão somente o desencanto,
No fim apenas isso basta e o pranto
Revela a dor que sei audaz e forte,
No pânico gerado não se aporte
A luta que desenho e não garanto.
Amar e ter nas mãos a redenção?
Olhando para trás nada viceja
E sei do quanto pude enquanto é vão,
O prato sobre a mesa, a farsa e o tédio,
Aprendendo diversa esta peleja,
E o tanto que se faz em louco assédio.
24
Amar e ser feliz, um sonho ausente
Dos olhos que procuram pelo olhar
De quem pudesse ao menos navegar
Lutando contra a fúria da corrente.
O todo no final não apresente
Sequer o quanto pude imaginar,
Vagando a cada instante sem pensar
Ousando acreditar ser a semente.
Negar o quanto rege em tom atroz,
E o manto se recobre e sobre nós
Apenas expressasse esta vontade,
Mas quando se presume o fim de tudo,
O passo sem cansaço eu tento e mudo,
Enquanto esta ilusão avança e invade.
25
Não guardaria mesmo algum rancor,
Nem mesmo relembrasse qualquer fato
Traçando o que deveras mal constato
Gerado pelo tosco desamor,
Apenas noutro tom o refletor
Gestasse o que deveras não retrato,
E quando fosse a sorte o que maltrato,
O tempo não seria o condutor.
Acolho os velhos trajes de quem sonha
E bebo em cada noite outro cenário,
O sonho se fizera necessário,
E mesmo quando a vida além se enfronha,
Blindando com a farsa mais constante,
O mundo noutro vão não se garante.
26
Acrescentar o pouco que inda resta
De toda esta fartura quando a quis,
Navego contra o tempo, este infeliz,
E a sorte se apresenta mais funesta.
Resumo o meu caminho nesta orquestra
Que possa em noite clara dar o tom
Do amor que se moldara no neon,
Porém a vida segue tão canhestra.
O rumo se perdera há tantos anos,
E o vértice se fez em mero ocaso,
E quando noutro passo sempre atraso,
Acumulando apenas desenganos,
Esqueço simplesmente desta luz
Que agora noutro espaço se conduz.
27
Quisera acreditar no que não veio
Nem mesmo até pudesse adivinhar
O prazo quando a vida dá lugar
Ao tanto que se queira sem receio,
Olhando para trás, sonho eu grampeio,
E bebo da esperança em cada bar,
Na sorte que pudera divisar
Embora seja mero devaneio.
O caos se aproximando de quem dita
As tramas entre chamas e temores,
Ainda que puderes e te fores,
A luta na verdade é mais aflita
O rumo se perdendo neste instante
Sorriso já se molda provocante.
28
Não quero que se veja após a queda
As marcas mais atrozes, doloridas,
E sei das minhas lendas resumidas
Nas tramas onde o tempo me envereda.
Aproximando o caos, nada me seda,
Sementes sobre o solo, despedidas,
Versões das mesmas rotas e avenidas,
A sorte me domina e me empareda.
No féretro dos sonhos, abandono,
O quanto me pergunto e desabono
Atravessando as ruas sem olhar,
Assino o que pudera sem dissídio
E tento sem sucesso o suicídio,
Quem sabe noutro instante, outro lugar...
29
Apenas um momento aonde eu possa
Deixar o que inda trago sendo exposto,
O vento toca em fúria cada rosto,
Presença da esperança fosse nossa.
A gélida expressão agora apossa
Do quanto se fizera em tal desgosto,
Resumo o meu caminho e sigo oposto
Ao todo que não trame extensa fossa.
Esgoto o meu anseio neste bar,
E brindo ao que pudera desenhar
Artífice poeta, um tolo a mais.
Arquétipos de vidas tão diversas
E sei quando deveras além versas
Mesmo que inda se vejam temporais.
30
Findando o que me resta em tal momento
O lúdico presume o farto gozo,
Mas sei do quanto pude majestoso
Viver o mais completo desalento,
Até que acreditar, quem sabe, eu tento,
E nisto o meu tormento pedregoso
Gerasse outro cenário caprichoso,
Exposto sem defesa a qualquer vento.
Acolho entre os pecados e inocências
As tramas em diversas penitências
Marcadas pelo engodo costumeiro.
Não quero acreditar no que não vira,
A vida se prepara em tal mentira,
Adubo com meus sonhos tal canteiro...
Espírito ocupado em ledo fardo
Caminho pelas sendas que deixaste,
A solidão expressa este contraste
Enquanto o passo enfim, mesmo retardo,
A sórdida noção deste petardo
Marcando o que pudera e não notaste,
Vencido navegante; naufragaste,
E nisto novo tempo em vão aguardo.
Resguardo algum alento que não veio,
E sigo sem sentido e mesmo alheio
Ao quanto ora incendeias, falsa luz.
O verso veiculado no vazio,
À sombra do que tanto desafio,
A vida noutra face não seduz.
22
Remordendo-me penso no que um dia
Pousasse noutro tema mais sutil
E o quanto na verdade não se viu
Gerasse novamente esta agonia,
Ao ver quanto se traça em rebeldia
O céu jamais se fez de novo anil,
O prazo se mostrasse mais hostil,
E o todo noutro instante se perdia.
Reparo cada espaço e vejo aquém
Do tanto que lutara e nada tem
Somente esta faceta vã, satânica,
A vida obedecendo tal mecânica,
Nascer, lutar, morrer acreditando,
No eterno após o fim se revelando.
23
Mendigo algum carinho, mas sei quanto
O tempo não presume alguma sorte,
E quando a realidade se comporte
Expressa tão somente o desencanto,
No fim apenas isso basta e o pranto
Revela a dor que sei audaz e forte,
No pânico gerado não se aporte
A luta que desenho e não garanto.
Amar e ter nas mãos a redenção?
Olhando para trás nada viceja
E sei do quanto pude enquanto é vão,
O prato sobre a mesa, a farsa e o tédio,
Aprendendo diversa esta peleja,
E o tanto que se faz em louco assédio.
24
Amar e ser feliz, um sonho ausente
Dos olhos que procuram pelo olhar
De quem pudesse ao menos navegar
Lutando contra a fúria da corrente.
O todo no final não apresente
Sequer o quanto pude imaginar,
Vagando a cada instante sem pensar
Ousando acreditar ser a semente.
Negar o quanto rege em tom atroz,
E o manto se recobre e sobre nós
Apenas expressasse esta vontade,
Mas quando se presume o fim de tudo,
O passo sem cansaço eu tento e mudo,
Enquanto esta ilusão avança e invade.
25
Não guardaria mesmo algum rancor,
Nem mesmo relembrasse qualquer fato
Traçando o que deveras mal constato
Gerado pelo tosco desamor,
Apenas noutro tom o refletor
Gestasse o que deveras não retrato,
E quando fosse a sorte o que maltrato,
O tempo não seria o condutor.
Acolho os velhos trajes de quem sonha
E bebo em cada noite outro cenário,
O sonho se fizera necessário,
E mesmo quando a vida além se enfronha,
Blindando com a farsa mais constante,
O mundo noutro vão não se garante.
26
Acrescentar o pouco que inda resta
De toda esta fartura quando a quis,
Navego contra o tempo, este infeliz,
E a sorte se apresenta mais funesta.
Resumo o meu caminho nesta orquestra
Que possa em noite clara dar o tom
Do amor que se moldara no neon,
Porém a vida segue tão canhestra.
O rumo se perdera há tantos anos,
E o vértice se fez em mero ocaso,
E quando noutro passo sempre atraso,
Acumulando apenas desenganos,
Esqueço simplesmente desta luz
Que agora noutro espaço se conduz.
27
Quisera acreditar no que não veio
Nem mesmo até pudesse adivinhar
O prazo quando a vida dá lugar
Ao tanto que se queira sem receio,
Olhando para trás, sonho eu grampeio,
E bebo da esperança em cada bar,
Na sorte que pudera divisar
Embora seja mero devaneio.
O caos se aproximando de quem dita
As tramas entre chamas e temores,
Ainda que puderes e te fores,
A luta na verdade é mais aflita
O rumo se perdendo neste instante
Sorriso já se molda provocante.
28
Não quero que se veja após a queda
As marcas mais atrozes, doloridas,
E sei das minhas lendas resumidas
Nas tramas onde o tempo me envereda.
Aproximando o caos, nada me seda,
Sementes sobre o solo, despedidas,
Versões das mesmas rotas e avenidas,
A sorte me domina e me empareda.
No féretro dos sonhos, abandono,
O quanto me pergunto e desabono
Atravessando as ruas sem olhar,
Assino o que pudera sem dissídio
E tento sem sucesso o suicídio,
Quem sabe noutro instante, outro lugar...
29
Apenas um momento aonde eu possa
Deixar o que inda trago sendo exposto,
O vento toca em fúria cada rosto,
Presença da esperança fosse nossa.
A gélida expressão agora apossa
Do quanto se fizera em tal desgosto,
Resumo o meu caminho e sigo oposto
Ao todo que não trame extensa fossa.
Esgoto o meu anseio neste bar,
E brindo ao que pudera desenhar
Artífice poeta, um tolo a mais.
Arquétipos de vidas tão diversas
E sei quando deveras além versas
Mesmo que inda se vejam temporais.
30
Findando o que me resta em tal momento
O lúdico presume o farto gozo,
Mas sei do quanto pude majestoso
Viver o mais completo desalento,
Até que acreditar, quem sabe, eu tento,
E nisto o meu tormento pedregoso
Gerasse outro cenário caprichoso,
Exposto sem defesa a qualquer vento.
Acolho entre os pecados e inocências
As tramas em diversas penitências
Marcadas pelo engodo costumeiro.
Não quero acreditar no que não vira,
A vida se prepara em tal mentira,
Adubo com meus sonhos tal canteiro...
21
Espírito ocupado em ledo fardo
Caminho pelas sendas que deixaste,
A solidão expressa este contraste
Enquanto o passo enfim, mesmo retardo,
A sórdida noção deste petardo
Marcando o que pudera e não notaste,
Vencido navegante; naufragaste,
E nisto novo tempo em vão aguardo.
Resguardo algum alento que não veio,
E sigo sem sentido e mesmo alheio
Ao quanto ora incendeias, falsa luz.
O verso veiculado no vazio,
À sombra do que tanto desafio,
A vida noutra face não seduz.
22
Remordendo-me penso no que um dia
Pousasse noutro tema mais sutil
E o quanto na verdade não se viu
Gerasse novamente esta agonia,
Ao ver quanto se traça em rebeldia
O céu jamais se fez de novo anil,
O prazo se mostrasse mais hostil,
E o todo noutro instante se perdia.
Reparo cada espaço e vejo aquém
Do tanto que lutara e nada tem
Somente esta faceta vã, satânica,
A vida obedecendo tal mecânica,
Nascer, lutar, morrer acreditando,
No eterno após o fim se revelando.
23
Mendigo algum carinho, mas sei quanto
O tempo não presume alguma sorte,
E quando a realidade se comporte
Expressa tão somente o desencanto,
No fim apenas isso basta e o pranto
Revela a dor que sei audaz e forte,
No pânico gerado não se aporte
A luta que desenho e não garanto.
Amar e ter nas mãos a redenção?
Olhando para trás nada viceja
E sei do quanto pude enquanto é vão,
O prato sobre a mesa, a farsa e o tédio,
Aprendendo diversa esta peleja,
E o tanto que se faz em louco assédio.
24
Amar e ser feliz, um sonho ausente
Dos olhos que procuram pelo olhar
De quem pudesse ao menos navegar
Lutando contra a fúria da corrente.
O todo no final não apresente
Sequer o quanto pude imaginar,
Vagando a cada instante sem pensar
Ousando acreditar ser a semente.
Negar o quanto rege em tom atroz,
E o manto se recobre e sobre nós
Apenas expressasse esta vontade,
Mas quando se presume o fim de tudo,
O passo sem cansaço eu tento e mudo,
Enquanto esta ilusão avança e invade.
25
Não guardaria mesmo algum rancor,
Nem mesmo relembrasse qualquer fato
Traçando o que deveras mal constato
Gerado pelo tosco desamor,
Apenas noutro tom o refletor
Gestasse o que deveras não retrato,
E quando fosse a sorte o que maltrato,
O tempo não seria o condutor.
Acolho os velhos trajes de quem sonha
E bebo em cada noite outro cenário,
O sonho se fizera necessário,
E mesmo quando a vida além se enfronha,
Blindando com a farsa mais constante,
O mundo noutro vão não se garante.
26
Acrescentar o pouco que inda resta
De toda esta fartura quando a quis,
Navego contra o tempo, este infeliz,
E a sorte se apresenta mais funesta.
Resumo o meu caminho nesta orquestra
Que possa em noite clara dar o tom
Do amor que se moldara no neon,
Porém a vida segue tão canhestra.
O rumo se perdera há tantos anos,
E o vértice se fez em mero ocaso,
E quando noutro passo sempre atraso,
Acumulando apenas desenganos,
Esqueço simplesmente desta luz
Que agora noutro espaço se conduz.
27
Quisera acreditar no que não veio
Nem mesmo até pudesse adivinhar
O prazo quando a vida dá lugar
Ao tanto que se queira sem receio,
Olhando para trás, sonho eu grampeio,
E bebo da esperança em cada bar,
Na sorte que pudera divisar
Embora seja mero devaneio.
O caos se aproximando de quem dita
As tramas entre chamas e temores,
Ainda que puderes e te fores,
A luta na verdade é mais aflita
O rumo se perdendo neste instante
Sorriso já se molda provocante.
28
Não quero que se veja após a queda
As marcas mais atrozes, doloridas,
E sei das minhas lendas resumidas
Nas tramas onde o tempo me envereda.
Aproximando o caos, nada me seda,
Sementes sobre o solo, despedidas,
Versões das mesmas rotas e avenidas,
A sorte me domina e me empareda.
No féretro dos sonhos, abandono,
O quanto me pergunto e desabono
Atravessando as ruas sem olhar,
Assino o que pudera sem dissídio
E tento sem sucesso o suicídio,
Quem sabe noutro instante, outro lugar...
29
Apenas um momento aonde eu possa
Deixar o que inda trago sendo exposto,
O vento toca em fúria cada rosto,
Presença da esperança fosse nossa.
A gélida expressão agora apossa
Do quanto se fizera em tal desgosto,
Resumo o meu caminho e sigo oposto
Ao todo que não trame extensa fossa.
Esgoto o meu anseio neste bar,
E brindo ao que pudera desenhar
Artífice poeta, um tolo a mais.
Arquétipos de vidas tão diversas
E sei quando deveras além versas
Mesmo que inda se vejam temporais.
30
Findando o que me resta em tal momento
O lúdico presume o farto gozo,
Mas sei do quanto pude majestoso
Viver o mais completo desalento,
Até que acreditar, quem sabe, eu tento,
E nisto o meu tormento pedregoso
Gerasse outro cenário caprichoso,
Exposto sem defesa a qualquer vento.
Acolho entre os pecados e inocências
As tramas em diversas penitências
Marcadas pelo engodo costumeiro.
Não quero acreditar no que não vira,
A vida se prepara em tal mentira,
Adubo com meus sonhos tal canteiro...
Espírito ocupado em ledo fardo
Caminho pelas sendas que deixaste,
A solidão expressa este contraste
Enquanto o passo enfim, mesmo retardo,
A sórdida noção deste petardo
Marcando o que pudera e não notaste,
Vencido navegante; naufragaste,
E nisto novo tempo em vão aguardo.
Resguardo algum alento que não veio,
E sigo sem sentido e mesmo alheio
Ao quanto ora incendeias, falsa luz.
O verso veiculado no vazio,
À sombra do que tanto desafio,
A vida noutra face não seduz.
22
Remordendo-me penso no que um dia
Pousasse noutro tema mais sutil
E o quanto na verdade não se viu
Gerasse novamente esta agonia,
Ao ver quanto se traça em rebeldia
O céu jamais se fez de novo anil,
O prazo se mostrasse mais hostil,
E o todo noutro instante se perdia.
Reparo cada espaço e vejo aquém
Do tanto que lutara e nada tem
Somente esta faceta vã, satânica,
A vida obedecendo tal mecânica,
Nascer, lutar, morrer acreditando,
No eterno após o fim se revelando.
23
Mendigo algum carinho, mas sei quanto
O tempo não presume alguma sorte,
E quando a realidade se comporte
Expressa tão somente o desencanto,
No fim apenas isso basta e o pranto
Revela a dor que sei audaz e forte,
No pânico gerado não se aporte
A luta que desenho e não garanto.
Amar e ter nas mãos a redenção?
Olhando para trás nada viceja
E sei do quanto pude enquanto é vão,
O prato sobre a mesa, a farsa e o tédio,
Aprendendo diversa esta peleja,
E o tanto que se faz em louco assédio.
24
Amar e ser feliz, um sonho ausente
Dos olhos que procuram pelo olhar
De quem pudesse ao menos navegar
Lutando contra a fúria da corrente.
O todo no final não apresente
Sequer o quanto pude imaginar,
Vagando a cada instante sem pensar
Ousando acreditar ser a semente.
Negar o quanto rege em tom atroz,
E o manto se recobre e sobre nós
Apenas expressasse esta vontade,
Mas quando se presume o fim de tudo,
O passo sem cansaço eu tento e mudo,
Enquanto esta ilusão avança e invade.
25
Não guardaria mesmo algum rancor,
Nem mesmo relembrasse qualquer fato
Traçando o que deveras mal constato
Gerado pelo tosco desamor,
Apenas noutro tom o refletor
Gestasse o que deveras não retrato,
E quando fosse a sorte o que maltrato,
O tempo não seria o condutor.
Acolho os velhos trajes de quem sonha
E bebo em cada noite outro cenário,
O sonho se fizera necessário,
E mesmo quando a vida além se enfronha,
Blindando com a farsa mais constante,
O mundo noutro vão não se garante.
26
Acrescentar o pouco que inda resta
De toda esta fartura quando a quis,
Navego contra o tempo, este infeliz,
E a sorte se apresenta mais funesta.
Resumo o meu caminho nesta orquestra
Que possa em noite clara dar o tom
Do amor que se moldara no neon,
Porém a vida segue tão canhestra.
O rumo se perdera há tantos anos,
E o vértice se fez em mero ocaso,
E quando noutro passo sempre atraso,
Acumulando apenas desenganos,
Esqueço simplesmente desta luz
Que agora noutro espaço se conduz.
27
Quisera acreditar no que não veio
Nem mesmo até pudesse adivinhar
O prazo quando a vida dá lugar
Ao tanto que se queira sem receio,
Olhando para trás, sonho eu grampeio,
E bebo da esperança em cada bar,
Na sorte que pudera divisar
Embora seja mero devaneio.
O caos se aproximando de quem dita
As tramas entre chamas e temores,
Ainda que puderes e te fores,
A luta na verdade é mais aflita
O rumo se perdendo neste instante
Sorriso já se molda provocante.
28
Não quero que se veja após a queda
As marcas mais atrozes, doloridas,
E sei das minhas lendas resumidas
Nas tramas onde o tempo me envereda.
Aproximando o caos, nada me seda,
Sementes sobre o solo, despedidas,
Versões das mesmas rotas e avenidas,
A sorte me domina e me empareda.
No féretro dos sonhos, abandono,
O quanto me pergunto e desabono
Atravessando as ruas sem olhar,
Assino o que pudera sem dissídio
E tento sem sucesso o suicídio,
Quem sabe noutro instante, outro lugar...
29
Apenas um momento aonde eu possa
Deixar o que inda trago sendo exposto,
O vento toca em fúria cada rosto,
Presença da esperança fosse nossa.
A gélida expressão agora apossa
Do quanto se fizera em tal desgosto,
Resumo o meu caminho e sigo oposto
Ao todo que não trame extensa fossa.
Esgoto o meu anseio neste bar,
E brindo ao que pudera desenhar
Artífice poeta, um tolo a mais.
Arquétipos de vidas tão diversas
E sei quando deveras além versas
Mesmo que inda se vejam temporais.
30
Findando o que me resta em tal momento
O lúdico presume o farto gozo,
Mas sei do quanto pude majestoso
Viver o mais completo desalento,
Até que acreditar, quem sabe, eu tento,
E nisto o meu tormento pedregoso
Gerasse outro cenário caprichoso,
Exposto sem defesa a qualquer vento.
Acolho entre os pecados e inocências
As tramas em diversas penitências
Marcadas pelo engodo costumeiro.
Não quero acreditar no que não vira,
A vida se prepara em tal mentira,
Adubo com meus sonhos tal canteiro...
28/06/11
Amizade se faz no dia a dia,
Nada mais poderia contra o fato
Que agora tantas vezes já constato
E nova sorte; eu sinto, moldaria
O tanto quanto possa a fantasia
E nisto tão somente o que resgato
Transcende na nascente este regato
E faz surgir a vida em alegria,
Não tive e nem teria outro caminho,
Porquanto o dia seja mais mesquinho
O vinho destilado na esperança
Traduz este ebriedade que conquista
E nisto toda sorte tão benquista
Ao mundo sem temor ora me lança.
Amizade se faz no dia a dia,
Nada mais poderia contra o fato
Que agora tantas vezes já constato
E nova sorte; eu sinto, moldaria
O tanto quanto possa a fantasia
E nisto tão somente o que resgato
Transcende na nascente este regato
E faz surgir a vida em alegria,
Não tive e nem teria outro caminho,
Porquanto o dia seja mais mesquinho
O vinho destilado na esperança
Traduz este ebriedade que conquista
E nisto toda sorte tão benquista
Ao mundo sem temor ora me lança.
Pudesse desvendar alguns mistérios
Que amor nos apresenta a cada instante,
Quem sabe no final o que garante
Expresse a frialdade dos minérios.
Ainda quando ousasse em tais critérios
Diversos do caminho doravante,
Pousando noutro encanto delirante
Gerando no vazio meus impérios.
Resulto deste ocaso e nada trago
Senão a mesma face aonde o estrago
Traduz a valentia de um palhaço,
Matilhas esboçando reações
E as hordas que deveras tu me expões
Deixando o sonho, agora, mais escasso.
12
Na parte que me cabe, o quanto tenho,
O vento dissipando o que restasse,
No fundo o meu caminho a cada impasse
Traduz a luta em vão desenho,
Caminho pela vida sem empenho,
Tentando apenas manso desenlace,
Porém o quanto em sonho se moldasse,
Não traz o que decerto ora retenho.
Amar é consagrar ao sonho a voz,
E ter esta impressão do quanto após
A vida se refaz e nos renasça,
O medo de viver sonega a sorte,
Inevitavelmente vem a morte,
Mas não se entregue vivo ao mofo e à traça.
13
Um gole de otimismo e bom humor,
Não deixa que se beba tão somente
Da rude e delirante decadente
Noção de meramente desamor.
Sem prazo ou validade, e sem temor,
Ousando neste solo outra semente,
A vida muitas vezes nos desmente,
E traz no olhar um brilho redentor.
É claro que isto passa. Assim também
A dor deveras volta e quando vem
Derruba este castelo que é de areia,
Porém ao refazê-lo se procura
Vencer a mesma face da amargura
Que tanto me angustia e me rodeia.
14
Inconstante horizonte; é necessário,
A vida não seria diferente
Tampouco noutro instante, este afluente,
Seria tão venal se solitário...
No encanto deste canto algum canário
Traria o quanto quero e, pertinente,
Meu mundo de tal forma se apresente,
Ainda que isto seja temporário.
Sobrepujando à dor tão costumeira,
Minha alma na verdade tanto queira
Apenas um momento feito em paz,
Porém no balançar de tantas ondas,
Ainda que te veja, ora te escondas,
Mas sei que tudo após volve e refaz.
15
A queda não traduz somente o fim,
Realça o que virá, tenho a certeza,
Não vejo tal momento com vileza,
Nem mesmo estio eterno no jardim,
O passo se renasce dentro em mim,
E sigo com ardor a correnteza,
Atento ao que puder com sutileza
Viver o quanto reste, sempre assim.
Não mato esta esperança embora seja
Apenas enganosa muitas vezes,
Não tendo a vocação de tantas reses,
A cada desafio, outra peleja,
Olhando para trás é que eu aprendo,
Ou mesmo noutro passo em paz remendo.
16
Não és melhor, apenas diferente,
Tampouco tu demonstras pequenez
A vida se apresenta como vês
Não adianta olhar tão imponente,
E mesmo que decerto o que apresente
Divirja como fosse insensatez,
A queda anunciando estupidez
O olhar não se permite ser potente.
Diversos e irmanados os destinos,
Nas sombras, no abandono, noutro rumo,
O quanto do meu ser em ser consumo?
No fim, mesmo dobrar dos velhos sinos...
Ao lapidar deveras cada gema,
Um tesouro rompendo a tola algema.
17
Amar não é somente o se entregar,
É mais que a base, é toda a construção,
De um mundo aonde possa em solução
Outro cenário raro se moldar.
Aprendendo decerto o libertar,
Ousando acreditar noutra estação
Antecipando os dias que virão,
Tocados pelos raios de um luar.
Um velho que se ilude? Não sei bem,
Só sinto ser possível e quando vem
A vida não pergunta, invade e pronto.
E quando com tal cena ora confronto
Esbarro nos enganos, sei bem disto,
Porém – um sonhador? – tento e persisto.
18
Atentamente busco alguma fonte
Que possa me trazer em manso passo,
O tanto quanto quero e mesmo traço,
Ainda que o futuro mal desponte,
Não tendo outro caminho que se aponte,
O olhar se demonstrando sempre lasso,
O velho caminhar em turvo espaço,
Ainda acreditando em horizonte.
Talvez seja reflexo destas cãs
Que teimam crer nos sóis em amanhãs
Diversos do que tanto concebi
Mas sei que acreditar é necessário,
A vida segue noutro itinerário
Divergindo do quanto eu vira aqui.
19
Não quero acreditar que o velho corte
Expresse tão somente a realidade,
O mundo se transforma e na verdade,
O barco procurando sempre o norte,
Não vejo outro caminho que suporte
E rompa do vazio a dura grade,
No fim de cada luz, tranquilidade,
Que a própria solidão, a vida aborte.
Não sendo de tal forma o que seria?
A eternidade dura um mero dia?
As tramas entrelaçam novas luzes,
Andando sobre o solo do passado,
Encontro o mesmo pão embolorado,
Invés do brilho farto, ledas cruzes.
20
Jamais acreditei que o tempo fosse
Somente alguma luz a se perder
Nem mesmo concebera algum prazer
No fato do viver tão agridoce.
Acolho os meus receios e sei bem
O tanto que isto pesa em meu costado,
E quando no final de tudo evado,
O mundo com certeza sempre vem.
E sigo, mesmo contra estas marés,
Ousando acreditar na raça humana,
E sei que na verdade tanto engana,
Matando uma esperança de viés.
Mas logo se renasce outra vertente,
Ainda que somente nos alente...
Que amor nos apresenta a cada instante,
Quem sabe no final o que garante
Expresse a frialdade dos minérios.
Ainda quando ousasse em tais critérios
Diversos do caminho doravante,
Pousando noutro encanto delirante
Gerando no vazio meus impérios.
Resulto deste ocaso e nada trago
Senão a mesma face aonde o estrago
Traduz a valentia de um palhaço,
Matilhas esboçando reações
E as hordas que deveras tu me expões
Deixando o sonho, agora, mais escasso.
12
Na parte que me cabe, o quanto tenho,
O vento dissipando o que restasse,
No fundo o meu caminho a cada impasse
Traduz a luta em vão desenho,
Caminho pela vida sem empenho,
Tentando apenas manso desenlace,
Porém o quanto em sonho se moldasse,
Não traz o que decerto ora retenho.
Amar é consagrar ao sonho a voz,
E ter esta impressão do quanto após
A vida se refaz e nos renasça,
O medo de viver sonega a sorte,
Inevitavelmente vem a morte,
Mas não se entregue vivo ao mofo e à traça.
13
Um gole de otimismo e bom humor,
Não deixa que se beba tão somente
Da rude e delirante decadente
Noção de meramente desamor.
Sem prazo ou validade, e sem temor,
Ousando neste solo outra semente,
A vida muitas vezes nos desmente,
E traz no olhar um brilho redentor.
É claro que isto passa. Assim também
A dor deveras volta e quando vem
Derruba este castelo que é de areia,
Porém ao refazê-lo se procura
Vencer a mesma face da amargura
Que tanto me angustia e me rodeia.
14
Inconstante horizonte; é necessário,
A vida não seria diferente
Tampouco noutro instante, este afluente,
Seria tão venal se solitário...
No encanto deste canto algum canário
Traria o quanto quero e, pertinente,
Meu mundo de tal forma se apresente,
Ainda que isto seja temporário.
Sobrepujando à dor tão costumeira,
Minha alma na verdade tanto queira
Apenas um momento feito em paz,
Porém no balançar de tantas ondas,
Ainda que te veja, ora te escondas,
Mas sei que tudo após volve e refaz.
15
A queda não traduz somente o fim,
Realça o que virá, tenho a certeza,
Não vejo tal momento com vileza,
Nem mesmo estio eterno no jardim,
O passo se renasce dentro em mim,
E sigo com ardor a correnteza,
Atento ao que puder com sutileza
Viver o quanto reste, sempre assim.
Não mato esta esperança embora seja
Apenas enganosa muitas vezes,
Não tendo a vocação de tantas reses,
A cada desafio, outra peleja,
Olhando para trás é que eu aprendo,
Ou mesmo noutro passo em paz remendo.
16
Não és melhor, apenas diferente,
Tampouco tu demonstras pequenez
A vida se apresenta como vês
Não adianta olhar tão imponente,
E mesmo que decerto o que apresente
Divirja como fosse insensatez,
A queda anunciando estupidez
O olhar não se permite ser potente.
Diversos e irmanados os destinos,
Nas sombras, no abandono, noutro rumo,
O quanto do meu ser em ser consumo?
No fim, mesmo dobrar dos velhos sinos...
Ao lapidar deveras cada gema,
Um tesouro rompendo a tola algema.
17
Amar não é somente o se entregar,
É mais que a base, é toda a construção,
De um mundo aonde possa em solução
Outro cenário raro se moldar.
Aprendendo decerto o libertar,
Ousando acreditar noutra estação
Antecipando os dias que virão,
Tocados pelos raios de um luar.
Um velho que se ilude? Não sei bem,
Só sinto ser possível e quando vem
A vida não pergunta, invade e pronto.
E quando com tal cena ora confronto
Esbarro nos enganos, sei bem disto,
Porém – um sonhador? – tento e persisto.
18
Atentamente busco alguma fonte
Que possa me trazer em manso passo,
O tanto quanto quero e mesmo traço,
Ainda que o futuro mal desponte,
Não tendo outro caminho que se aponte,
O olhar se demonstrando sempre lasso,
O velho caminhar em turvo espaço,
Ainda acreditando em horizonte.
Talvez seja reflexo destas cãs
Que teimam crer nos sóis em amanhãs
Diversos do que tanto concebi
Mas sei que acreditar é necessário,
A vida segue noutro itinerário
Divergindo do quanto eu vira aqui.
19
Não quero acreditar que o velho corte
Expresse tão somente a realidade,
O mundo se transforma e na verdade,
O barco procurando sempre o norte,
Não vejo outro caminho que suporte
E rompa do vazio a dura grade,
No fim de cada luz, tranquilidade,
Que a própria solidão, a vida aborte.
Não sendo de tal forma o que seria?
A eternidade dura um mero dia?
As tramas entrelaçam novas luzes,
Andando sobre o solo do passado,
Encontro o mesmo pão embolorado,
Invés do brilho farto, ledas cruzes.
20
Jamais acreditei que o tempo fosse
Somente alguma luz a se perder
Nem mesmo concebera algum prazer
No fato do viver tão agridoce.
Acolho os meus receios e sei bem
O tanto que isto pesa em meu costado,
E quando no final de tudo evado,
O mundo com certeza sempre vem.
E sigo, mesmo contra estas marés,
Ousando acreditar na raça humana,
E sei que na verdade tanto engana,
Matando uma esperança de viés.
Mas logo se renasce outra vertente,
Ainda que somente nos alente...
Pudesse desvendar alguns mistérios
Que amor nos apresenta a cada instante,
Quem sabe no final o que garante
Expresse a frialdade dos minérios.
Ainda quando ousasse em tais critérios
Diversos do caminho doravante,
Pousando noutro encanto delirante
Gerando no vazio meus impérios.
Resulto deste ocaso e nada trago
Senão a mesma face aonde o estrago
Traduz a valentia de um palhaço,
Matilhas esboçando reações
E as hordas que deveras tu me expões
Deixando o sonho, agora, mais escasso.
12
Na parte que me cabe, o quanto tenho,
O vento dissipando o que restasse,
No fundo o meu caminho a cada impasse
Traduz a luta em vão desenho,
Caminho pela vida sem empenho,
Tentando apenas manso desenlace,
Porém o quanto em sonho se moldasse,
Não traz o que decerto ora retenho.
Amar é consagrar ao sonho a voz,
E ter esta impressão do quanto após
A vida se refaz e nos renasça,
O medo de viver sonega a sorte,
Inevitavelmente vem a morte,
Mas não se entregue vivo ao mofo e à traça.
13
Um gole de otimismo e bom humor,
Não deixa que se beba tão somente
Da rude e delirante decadente
Noção de meramente desamor.
Sem prazo ou validade, e sem temor,
Ousando neste solo outra semente,
A vida muitas vezes nos desmente,
E traz no olhar um brilho redentor.
É claro que isto passa. Assim também
A dor deveras volta e quando vem
Derruba este castelo que é de areia,
Porém ao refazê-lo se procura
Vencer a mesma face da amargura
Que tanto me angustia e me rodeia.
14
Inconstante horizonte; é necessário,
A vida não seria diferente
Tampouco noutro instante, este afluente,
Seria tão venal se solitário...
No encanto deste canto algum canário
Traria o quanto quero e, pertinente,
Meu mundo de tal forma se apresente,
Ainda que isto seja temporário.
Sobrepujando à dor tão costumeira,
Minha alma na verdade tanto queira
Apenas um momento feito em paz,
Porém no balançar de tantas ondas,
Ainda que te veja, ora te escondas,
Mas sei que tudo após volve e refaz.
15
A queda não traduz somente o fim,
Realça o que virá, tenho a certeza,
Não vejo tal momento com vileza,
Nem mesmo estio eterno no jardim,
O passo se renasce dentro em mim,
E sigo com ardor a correnteza,
Atento ao que puder com sutileza
Viver o quanto reste, sempre assim.
Não mato esta esperança embora seja
Apenas enganosa muitas vezes,
Não tendo a vocação de tantas reses,
A cada desafio, outra peleja,
Olhando para trás é que eu aprendo,
Ou mesmo noutro passo em paz remendo.
16
Não és melhor, apenas diferente,
Tampouco tu demonstras pequenez
A vida se apresenta como vês
Não adianta olhar tão imponente,
E mesmo que decerto o que apresente
Divirja como fosse insensatez,
A queda anunciando estupidez
O olhar não se permite ser potente.
Diversos e irmanados os destinos,
Nas sombras, no abandono, noutro rumo,
O quanto do meu ser em ser consumo?
No fim, mesmo dobrar dos velhos sinos...
Ao lapidar deveras cada gema,
Um tesouro rompendo a tola algema.
17
Amar não é somente o se entregar,
É mais que a base, é toda a construção,
De um mundo aonde possa em solução
Outro cenário raro se moldar.
Aprendendo decerto o libertar,
Ousando acreditar noutra estação
Antecipando os dias que virão,
Tocados pelos raios de um luar.
Um velho que se ilude? Não sei bem,
Só sinto ser possível e quando vem
A vida não pergunta, invade e pronto.
E quando com tal cena ora confronto
Esbarro nos enganos, sei bem disto,
Porém – um sonhador? – tento e persisto.
18
Atentamente busco alguma fonte
Que possa me trazer em manso passo,
O tanto quanto quero e mesmo traço,
Ainda que o futuro mal desponte,
Não tendo outro caminho que se aponte,
O olhar se demonstrando sempre lasso,
O velho caminhar em turvo espaço,
Ainda acreditando em horizonte.
Talvez seja reflexo destas cãs
Que teimam crer nos sóis em amanhãs
Diversos do que tanto concebi
Mas sei que acreditar é necessário,
A vida segue noutro itinerário
Divergindo do quanto eu vira aqui.
19
Não quero acreditar que o velho corte
Expresse tão somente a realidade,
O mundo se transforma e na verdade,
O barco procurando sempre o norte,
Não vejo outro caminho que suporte
E rompa do vazio a dura grade,
No fim de cada luz, tranquilidade,
Que a própria solidão, a vida aborte.
Não sendo de tal forma o que seria?
A eternidade dura um mero dia?
As tramas entrelaçam novas luzes,
Andando sobre o solo do passado,
Encontro o mesmo pão embolorado,
Invés do brilho farto, ledas cruzes.
20
Jamais acreditei que o tempo fosse
Somente alguma luz a se perder
Nem mesmo concebera algum prazer
No fato do viver tão agridoce.
Acolho os meus receios e sei bem
O tanto que isto pesa em meu costado,
E quando no final de tudo evado,
O mundo com certeza sempre vem.
E sigo, mesmo contra estas marés,
Ousando acreditar na raça humana,
E sei que na verdade tanto engana,
Matando uma esperança de viés.
Mas logo se renasce outra vertente,
Ainda que somente nos alente...
Que amor nos apresenta a cada instante,
Quem sabe no final o que garante
Expresse a frialdade dos minérios.
Ainda quando ousasse em tais critérios
Diversos do caminho doravante,
Pousando noutro encanto delirante
Gerando no vazio meus impérios.
Resulto deste ocaso e nada trago
Senão a mesma face aonde o estrago
Traduz a valentia de um palhaço,
Matilhas esboçando reações
E as hordas que deveras tu me expões
Deixando o sonho, agora, mais escasso.
12
Na parte que me cabe, o quanto tenho,
O vento dissipando o que restasse,
No fundo o meu caminho a cada impasse
Traduz a luta em vão desenho,
Caminho pela vida sem empenho,
Tentando apenas manso desenlace,
Porém o quanto em sonho se moldasse,
Não traz o que decerto ora retenho.
Amar é consagrar ao sonho a voz,
E ter esta impressão do quanto após
A vida se refaz e nos renasça,
O medo de viver sonega a sorte,
Inevitavelmente vem a morte,
Mas não se entregue vivo ao mofo e à traça.
13
Um gole de otimismo e bom humor,
Não deixa que se beba tão somente
Da rude e delirante decadente
Noção de meramente desamor.
Sem prazo ou validade, e sem temor,
Ousando neste solo outra semente,
A vida muitas vezes nos desmente,
E traz no olhar um brilho redentor.
É claro que isto passa. Assim também
A dor deveras volta e quando vem
Derruba este castelo que é de areia,
Porém ao refazê-lo se procura
Vencer a mesma face da amargura
Que tanto me angustia e me rodeia.
14
Inconstante horizonte; é necessário,
A vida não seria diferente
Tampouco noutro instante, este afluente,
Seria tão venal se solitário...
No encanto deste canto algum canário
Traria o quanto quero e, pertinente,
Meu mundo de tal forma se apresente,
Ainda que isto seja temporário.
Sobrepujando à dor tão costumeira,
Minha alma na verdade tanto queira
Apenas um momento feito em paz,
Porém no balançar de tantas ondas,
Ainda que te veja, ora te escondas,
Mas sei que tudo após volve e refaz.
15
A queda não traduz somente o fim,
Realça o que virá, tenho a certeza,
Não vejo tal momento com vileza,
Nem mesmo estio eterno no jardim,
O passo se renasce dentro em mim,
E sigo com ardor a correnteza,
Atento ao que puder com sutileza
Viver o quanto reste, sempre assim.
Não mato esta esperança embora seja
Apenas enganosa muitas vezes,
Não tendo a vocação de tantas reses,
A cada desafio, outra peleja,
Olhando para trás é que eu aprendo,
Ou mesmo noutro passo em paz remendo.
16
Não és melhor, apenas diferente,
Tampouco tu demonstras pequenez
A vida se apresenta como vês
Não adianta olhar tão imponente,
E mesmo que decerto o que apresente
Divirja como fosse insensatez,
A queda anunciando estupidez
O olhar não se permite ser potente.
Diversos e irmanados os destinos,
Nas sombras, no abandono, noutro rumo,
O quanto do meu ser em ser consumo?
No fim, mesmo dobrar dos velhos sinos...
Ao lapidar deveras cada gema,
Um tesouro rompendo a tola algema.
17
Amar não é somente o se entregar,
É mais que a base, é toda a construção,
De um mundo aonde possa em solução
Outro cenário raro se moldar.
Aprendendo decerto o libertar,
Ousando acreditar noutra estação
Antecipando os dias que virão,
Tocados pelos raios de um luar.
Um velho que se ilude? Não sei bem,
Só sinto ser possível e quando vem
A vida não pergunta, invade e pronto.
E quando com tal cena ora confronto
Esbarro nos enganos, sei bem disto,
Porém – um sonhador? – tento e persisto.
18
Atentamente busco alguma fonte
Que possa me trazer em manso passo,
O tanto quanto quero e mesmo traço,
Ainda que o futuro mal desponte,
Não tendo outro caminho que se aponte,
O olhar se demonstrando sempre lasso,
O velho caminhar em turvo espaço,
Ainda acreditando em horizonte.
Talvez seja reflexo destas cãs
Que teimam crer nos sóis em amanhãs
Diversos do que tanto concebi
Mas sei que acreditar é necessário,
A vida segue noutro itinerário
Divergindo do quanto eu vira aqui.
19
Não quero acreditar que o velho corte
Expresse tão somente a realidade,
O mundo se transforma e na verdade,
O barco procurando sempre o norte,
Não vejo outro caminho que suporte
E rompa do vazio a dura grade,
No fim de cada luz, tranquilidade,
Que a própria solidão, a vida aborte.
Não sendo de tal forma o que seria?
A eternidade dura um mero dia?
As tramas entrelaçam novas luzes,
Andando sobre o solo do passado,
Encontro o mesmo pão embolorado,
Invés do brilho farto, ledas cruzes.
20
Jamais acreditei que o tempo fosse
Somente alguma luz a se perder
Nem mesmo concebera algum prazer
No fato do viver tão agridoce.
Acolho os meus receios e sei bem
O tanto que isto pesa em meu costado,
E quando no final de tudo evado,
O mundo com certeza sempre vem.
E sigo, mesmo contra estas marés,
Ousando acreditar na raça humana,
E sei que na verdade tanto engana,
Matando uma esperança de viés.
Mas logo se renasce outra vertente,
Ainda que somente nos alente...
Apenas aprendendo com a vida
A cada nova face desvendada
A história se revela ou não diz nada
Enquanto traça a sorte distraída.
A luta pela ausência está vencida
E o corpo noutro espaço se degrada,
Aonde poderia haver a escada
Somente a mesma estância consumida.
Vagasse pela noite impunemente
Tentando o quanto reste e se apresente
No ocaso que se faz a cada passo,
Apreços e carinhos vida afora,
O tanto que pudesse e não demora
Deixando este querer agora escasso.
2
Não creio no que possa ser diverso
Do verso que apresento como fosse
O rustico cenário em que se trouxe
A velha sensação do ser disperso,
Em rumos tão profanos, ledos erros,
E as tramas espalhando desconcertos,
Os dias entre tantos desacertos,
Trazendo no final velhos desterros.
Procuro vez ou outra novo sol,
E a queda anunciada não viria,
Ousando acreditar na fantasia
Que toma com certeza este arrebol,
Vagando pela vida sem descanso,
Apenas outro sonho agora alcanço.
3
Falar do quanto possa em empreitada
Tentando adivinhar o que não venha,
A cada novo fato, outra ferrenha
Vontade de seguir o mesmo nada.
Palavra sem sentido ou decifrada
Na trama que deveras nos contenha,
A sorte se desnuda e não retenha
A velha tempestade anunciada.
Num pendular cenário, altas e baixas,
O quanto na ilusão, amor te encaixas
Presume o fim do jogo em leda face,
Porém sobrevivendo a cada queda,
No fim a minha luta se envereda
Aonde o meu anseio já cessasse.
4
Jornada após jornada a vida segue
E o quanto tento e nada me seduz
Sequer a própria fonte em força e luz
Detendo o meu caminho e não prossegue.
Vasculho cada canto e sigo entregue
Aos tantos endereços onde pus
O sonho sem juízo e se me opus
O mundo na verdade sempre negue.
O cântico servindo como amparo,
O tanto que desejo e não declaro,
Amargamente a vida não traria,
Sequer o quanto tenho ou inda resta,
Fartando-se da sorte que, indigesta,
Somente descarrila a poesia.
5
Não quero acreditar noutra façanha
E mesmo a que se faz, aqui se paga,
Procuro em cada canto desta plaga,
O todo que deveras não mais ganha,
A morte se aproxima e desta sanha,
A luta sem juízo, não afaga,
Tampouco o que pudesse o tempo estraga
Arcando com o vento na montanha.
Premias com total tom de arrogância
O pouco que pudesse em tal instância
Trazer algum alento a quem procura,
Vencido pelo infausto e pelo tédio,
Acrescentando enfim qualquer remédio
Amor não se propõe à simples cura.
6
Prenunciando o fim de cada encanto
Num tétrico e vacante coração,
A sobra se transforma em dimensão
Diversa da que tento, ou mais espanto,
Ainda que no fim encontre o pranto,
Resumos de outros dias, negação,
Olhando para trás, nesta amplidão,
O corte se anuncia noutro canto.
Mergulho nos meus erros e sei bem
Que a noite sem defesas sempre vem
E traça o que pudesse ser alheio,
Meu prazo terminando, nada tendo,
O quanto desejei ser estupendo,
Decerto por preguiça nunca veio.
7
Alegações diversas que inda faça
Uma alma sem sentido e sem proveito,
Apresentando logo este defeito
Desfila dissabores pela praça.
A vida como fosse esta fumaça
Invade e toma tudo, e me aproveito,
Do sonho que deveras vi desfeito,
Tomando outra garrafa de cachaça.
Percebo que tu vens e me confundo,
O quanto desejava deste mundo
Traduz o meu caminho sem saída,
E bravamente esqueço o meu passado,
Enquanto outro caminho; agora invado,
Deixando para trás a própria vida.
8
Apresentando a queda após o sonho,
Jamais me interessasse por saber
Que o tempo num diverso percorrer
Trouxesse além do tom quase enfadonho.
Amor é tudo aquilo que proponho,
Embora já não tenha mais prazer,
A vida segue sem jamais vencer
A dura sensação à qual me oponho.
Não vejo mais o tempo aonde um dia,
Vestira o que tanto mais queria,
Pousando nos umbrais desta esperança.
Meu canto se percebe mais distante,
E nada do que busque se garante
Enquanto a solidão ainda avança.
9
Não possa acreditar em falsos guizos
De quem se fez até velho bufão,
A vida não traria a solução
E os passos não seriam mais precisos,
Os olhos entre tantos desavisos,
As sortes noutra farsa desde então,
Os olhos com certeza não verão,
Sequer os meus anseios tão concisos.
Reparo o que pudesse redimir
Enganos onde o tanto que há de vir
Gerasse novo prazo e dele enfim
Vagasse com firmeza em noite mansa,
Mas sei que quem procura sempre cansa
Vencido pelo quanto resta em mim...
10
Num ato em militância procurasse
Vencer os desacordos desta sorte,
Que tanto para alguns sempre conforte
E mostre na verdade nova face.
O método trazendo cada impasse
O verso na procura já comporte
A teima se moldando noutro norte
Enquanto a solidão venha e me abrace.
Não quero o teu calor, falso e discreto,
Tampouco outro cenário mais concreto
Errático cometa, eu continuo.
Apresentando o rosto em tantas cãs,
Não quero desvendar novas manhãs
A vida se prepara em tal recuo.
A cada nova face desvendada
A história se revela ou não diz nada
Enquanto traça a sorte distraída.
A luta pela ausência está vencida
E o corpo noutro espaço se degrada,
Aonde poderia haver a escada
Somente a mesma estância consumida.
Vagasse pela noite impunemente
Tentando o quanto reste e se apresente
No ocaso que se faz a cada passo,
Apreços e carinhos vida afora,
O tanto que pudesse e não demora
Deixando este querer agora escasso.
2
Não creio no que possa ser diverso
Do verso que apresento como fosse
O rustico cenário em que se trouxe
A velha sensação do ser disperso,
Em rumos tão profanos, ledos erros,
E as tramas espalhando desconcertos,
Os dias entre tantos desacertos,
Trazendo no final velhos desterros.
Procuro vez ou outra novo sol,
E a queda anunciada não viria,
Ousando acreditar na fantasia
Que toma com certeza este arrebol,
Vagando pela vida sem descanso,
Apenas outro sonho agora alcanço.
3
Falar do quanto possa em empreitada
Tentando adivinhar o que não venha,
A cada novo fato, outra ferrenha
Vontade de seguir o mesmo nada.
Palavra sem sentido ou decifrada
Na trama que deveras nos contenha,
A sorte se desnuda e não retenha
A velha tempestade anunciada.
Num pendular cenário, altas e baixas,
O quanto na ilusão, amor te encaixas
Presume o fim do jogo em leda face,
Porém sobrevivendo a cada queda,
No fim a minha luta se envereda
Aonde o meu anseio já cessasse.
4
Jornada após jornada a vida segue
E o quanto tento e nada me seduz
Sequer a própria fonte em força e luz
Detendo o meu caminho e não prossegue.
Vasculho cada canto e sigo entregue
Aos tantos endereços onde pus
O sonho sem juízo e se me opus
O mundo na verdade sempre negue.
O cântico servindo como amparo,
O tanto que desejo e não declaro,
Amargamente a vida não traria,
Sequer o quanto tenho ou inda resta,
Fartando-se da sorte que, indigesta,
Somente descarrila a poesia.
5
Não quero acreditar noutra façanha
E mesmo a que se faz, aqui se paga,
Procuro em cada canto desta plaga,
O todo que deveras não mais ganha,
A morte se aproxima e desta sanha,
A luta sem juízo, não afaga,
Tampouco o que pudesse o tempo estraga
Arcando com o vento na montanha.
Premias com total tom de arrogância
O pouco que pudesse em tal instância
Trazer algum alento a quem procura,
Vencido pelo infausto e pelo tédio,
Acrescentando enfim qualquer remédio
Amor não se propõe à simples cura.
6
Prenunciando o fim de cada encanto
Num tétrico e vacante coração,
A sobra se transforma em dimensão
Diversa da que tento, ou mais espanto,
Ainda que no fim encontre o pranto,
Resumos de outros dias, negação,
Olhando para trás, nesta amplidão,
O corte se anuncia noutro canto.
Mergulho nos meus erros e sei bem
Que a noite sem defesas sempre vem
E traça o que pudesse ser alheio,
Meu prazo terminando, nada tendo,
O quanto desejei ser estupendo,
Decerto por preguiça nunca veio.
7
Alegações diversas que inda faça
Uma alma sem sentido e sem proveito,
Apresentando logo este defeito
Desfila dissabores pela praça.
A vida como fosse esta fumaça
Invade e toma tudo, e me aproveito,
Do sonho que deveras vi desfeito,
Tomando outra garrafa de cachaça.
Percebo que tu vens e me confundo,
O quanto desejava deste mundo
Traduz o meu caminho sem saída,
E bravamente esqueço o meu passado,
Enquanto outro caminho; agora invado,
Deixando para trás a própria vida.
8
Apresentando a queda após o sonho,
Jamais me interessasse por saber
Que o tempo num diverso percorrer
Trouxesse além do tom quase enfadonho.
Amor é tudo aquilo que proponho,
Embora já não tenha mais prazer,
A vida segue sem jamais vencer
A dura sensação à qual me oponho.
Não vejo mais o tempo aonde um dia,
Vestira o que tanto mais queria,
Pousando nos umbrais desta esperança.
Meu canto se percebe mais distante,
E nada do que busque se garante
Enquanto a solidão ainda avança.
9
Não possa acreditar em falsos guizos
De quem se fez até velho bufão,
A vida não traria a solução
E os passos não seriam mais precisos,
Os olhos entre tantos desavisos,
As sortes noutra farsa desde então,
Os olhos com certeza não verão,
Sequer os meus anseios tão concisos.
Reparo o que pudesse redimir
Enganos onde o tanto que há de vir
Gerasse novo prazo e dele enfim
Vagasse com firmeza em noite mansa,
Mas sei que quem procura sempre cansa
Vencido pelo quanto resta em mim...
10
Num ato em militância procurasse
Vencer os desacordos desta sorte,
Que tanto para alguns sempre conforte
E mostre na verdade nova face.
O método trazendo cada impasse
O verso na procura já comporte
A teima se moldando noutro norte
Enquanto a solidão venha e me abrace.
Não quero o teu calor, falso e discreto,
Tampouco outro cenário mais concreto
Errático cometa, eu continuo.
Apresentando o rosto em tantas cãs,
Não quero desvendar novas manhãs
A vida se prepara em tal recuo.
Apenas aprendendo com a vida
A cada nova face desvendada
A história se revela ou não diz nada
Enquanto traça a sorte distraída.
A luta pela ausência está vencida
E o corpo noutro espaço se degrada,
Aonde poderia haver a escada
Somente a mesma estância consumida.
Vagasse pela noite impunemente
Tentando o quanto reste e se apresente
No ocaso que se faz a cada passo,
Apreços e carinhos vida afora,
O tanto que pudesse e não demora
Deixando este querer agora escasso.
2
Não creio no que possa ser diverso
Do verso que apresento como fosse
O rustico cenário em que se trouxe
A velha sensação do ser disperso,
Em rumos tão profanos, ledos erros,
E as tramas espalhando desconcertos,
Os dias entre tantos desacertos,
Trazendo no final velhos desterros.
Procuro vez ou outra novo sol,
E a queda anunciada não viria,
Ousando acreditar na fantasia
Que toma com certeza este arrebol,
Vagando pela vida sem descanso,
Apenas outro sonho agora alcanço.
3
Falar do quanto possa em empreitada
Tentando adivinhar o que não venha,
A cada novo fato, outra ferrenha
Vontade de seguir o mesmo nada.
Palavra sem sentido ou decifrada
Na trama que deveras nos contenha,
A sorte se desnuda e não retenha
A velha tempestade anunciada.
Num pendular cenário, altas e baixas,
O quanto na ilusão, amor te encaixas
Presume o fim do jogo em leda face,
Porém sobrevivendo a cada queda,
No fim a minha luta se envereda
Aonde o meu anseio já cessasse.
4
Jornada após jornada a vida segue
E o quanto tento e nada me seduz
Sequer a própria fonte em força e luz
Detendo o meu caminho e não prossegue.
Vasculho cada canto e sigo entregue
Aos tantos endereços onde pus
O sonho sem juízo e se me opus
O mundo na verdade sempre negue.
O cântico servindo como amparo,
O tanto que desejo e não declaro,
Amargamente a vida não traria,
Sequer o quanto tenho ou inda resta,
Fartando-se da sorte que, indigesta,
Somente descarrila a poesia.
5
Não quero acreditar noutra façanha
E mesmo a que se faz, aqui se paga,
Procuro em cada canto desta plaga,
O todo que deveras não mais ganha,
A morte se aproxima e desta sanha,
A luta sem juízo, não afaga,
Tampouco o que pudesse o tempo estraga
Arcando com o vento na montanha.
Premias com total tom de arrogância
O pouco que pudesse em tal instância
Trazer algum alento a quem procura,
Vencido pelo infausto e pelo tédio,
Acrescentando enfim qualquer remédio
Amor não se propõe à simples cura.
6
Prenunciando o fim de cada encanto
Num tétrico e vacante coração,
A sobra se transforma em dimensão
Diversa da que tento, ou mais espanto,
Ainda que no fim encontre o pranto,
Resumos de outros dias, negação,
Olhando para trás, nesta amplidão,
O corte se anuncia noutro canto.
Mergulho nos meus erros e sei bem
Que a noite sem defesas sempre vem
E traça o que pudesse ser alheio,
Meu prazo terminando, nada tendo,
O quanto desejei ser estupendo,
Decerto por preguiça nunca veio.
7
Alegações diversas que inda faça
Uma alma sem sentido e sem proveito,
Apresentando logo este defeito
Desfila dissabores pela praça.
A vida como fosse esta fumaça
Invade e toma tudo, e me aproveito,
Do sonho que deveras vi desfeito,
Tomando outra garrafa de cachaça.
Percebo que tu vens e me confundo,
O quanto desejava deste mundo
Traduz o meu caminho sem saída,
E bravamente esqueço o meu passado,
Enquanto outro caminho; agora invado,
Deixando para trás a própria vida.
8
Apresentando a queda após o sonho,
Jamais me interessasse por saber
Que o tempo num diverso percorrer
Trouxesse além do tom quase enfadonho.
Amor é tudo aquilo que proponho,
Embora já não tenha mais prazer,
A vida segue sem jamais vencer
A dura sensação à qual me oponho.
Não vejo mais o tempo aonde um dia,
Vestira o que tanto mais queria,
Pousando nos umbrais desta esperança.
Meu canto se percebe mais distante,
E nada do que busque se garante
Enquanto a solidão ainda avança.
9
Não possa acreditar em falsos guizos
De quem se fez até velho bufão,
A vida não traria a solução
E os passos não seriam mais precisos,
Os olhos entre tantos desavisos,
As sortes noutra farsa desde então,
Os olhos com certeza não verão,
Sequer os meus anseios tão concisos.
Reparo o que pudesse redimir
Enganos onde o tanto que há de vir
Gerasse novo prazo e dele enfim
Vagasse com firmeza em noite mansa,
Mas sei que quem procura sempre cansa
Vencido pelo quanto resta em mim...
10
Num ato em militância procurasse
Vencer os desacordos desta sorte,
Que tanto para alguns sempre conforte
E mostre na verdade nova face.
O método trazendo cada impasse
O verso na procura já comporte
A teima se moldando noutro norte
Enquanto a solidão venha e me abrace.
Não quero o teu calor, falso e discreto,
Tampouco outro cenário mais concreto
Errático cometa, eu continuo.
Apresentando o rosto em tantas cãs,
Não quero desvendar novas manhãs
A vida se prepara em tal recuo.
A cada nova face desvendada
A história se revela ou não diz nada
Enquanto traça a sorte distraída.
A luta pela ausência está vencida
E o corpo noutro espaço se degrada,
Aonde poderia haver a escada
Somente a mesma estância consumida.
Vagasse pela noite impunemente
Tentando o quanto reste e se apresente
No ocaso que se faz a cada passo,
Apreços e carinhos vida afora,
O tanto que pudesse e não demora
Deixando este querer agora escasso.
2
Não creio no que possa ser diverso
Do verso que apresento como fosse
O rustico cenário em que se trouxe
A velha sensação do ser disperso,
Em rumos tão profanos, ledos erros,
E as tramas espalhando desconcertos,
Os dias entre tantos desacertos,
Trazendo no final velhos desterros.
Procuro vez ou outra novo sol,
E a queda anunciada não viria,
Ousando acreditar na fantasia
Que toma com certeza este arrebol,
Vagando pela vida sem descanso,
Apenas outro sonho agora alcanço.
3
Falar do quanto possa em empreitada
Tentando adivinhar o que não venha,
A cada novo fato, outra ferrenha
Vontade de seguir o mesmo nada.
Palavra sem sentido ou decifrada
Na trama que deveras nos contenha,
A sorte se desnuda e não retenha
A velha tempestade anunciada.
Num pendular cenário, altas e baixas,
O quanto na ilusão, amor te encaixas
Presume o fim do jogo em leda face,
Porém sobrevivendo a cada queda,
No fim a minha luta se envereda
Aonde o meu anseio já cessasse.
4
Jornada após jornada a vida segue
E o quanto tento e nada me seduz
Sequer a própria fonte em força e luz
Detendo o meu caminho e não prossegue.
Vasculho cada canto e sigo entregue
Aos tantos endereços onde pus
O sonho sem juízo e se me opus
O mundo na verdade sempre negue.
O cântico servindo como amparo,
O tanto que desejo e não declaro,
Amargamente a vida não traria,
Sequer o quanto tenho ou inda resta,
Fartando-se da sorte que, indigesta,
Somente descarrila a poesia.
5
Não quero acreditar noutra façanha
E mesmo a que se faz, aqui se paga,
Procuro em cada canto desta plaga,
O todo que deveras não mais ganha,
A morte se aproxima e desta sanha,
A luta sem juízo, não afaga,
Tampouco o que pudesse o tempo estraga
Arcando com o vento na montanha.
Premias com total tom de arrogância
O pouco que pudesse em tal instância
Trazer algum alento a quem procura,
Vencido pelo infausto e pelo tédio,
Acrescentando enfim qualquer remédio
Amor não se propõe à simples cura.
6
Prenunciando o fim de cada encanto
Num tétrico e vacante coração,
A sobra se transforma em dimensão
Diversa da que tento, ou mais espanto,
Ainda que no fim encontre o pranto,
Resumos de outros dias, negação,
Olhando para trás, nesta amplidão,
O corte se anuncia noutro canto.
Mergulho nos meus erros e sei bem
Que a noite sem defesas sempre vem
E traça o que pudesse ser alheio,
Meu prazo terminando, nada tendo,
O quanto desejei ser estupendo,
Decerto por preguiça nunca veio.
7
Alegações diversas que inda faça
Uma alma sem sentido e sem proveito,
Apresentando logo este defeito
Desfila dissabores pela praça.
A vida como fosse esta fumaça
Invade e toma tudo, e me aproveito,
Do sonho que deveras vi desfeito,
Tomando outra garrafa de cachaça.
Percebo que tu vens e me confundo,
O quanto desejava deste mundo
Traduz o meu caminho sem saída,
E bravamente esqueço o meu passado,
Enquanto outro caminho; agora invado,
Deixando para trás a própria vida.
8
Apresentando a queda após o sonho,
Jamais me interessasse por saber
Que o tempo num diverso percorrer
Trouxesse além do tom quase enfadonho.
Amor é tudo aquilo que proponho,
Embora já não tenha mais prazer,
A vida segue sem jamais vencer
A dura sensação à qual me oponho.
Não vejo mais o tempo aonde um dia,
Vestira o que tanto mais queria,
Pousando nos umbrais desta esperança.
Meu canto se percebe mais distante,
E nada do que busque se garante
Enquanto a solidão ainda avança.
9
Não possa acreditar em falsos guizos
De quem se fez até velho bufão,
A vida não traria a solução
E os passos não seriam mais precisos,
Os olhos entre tantos desavisos,
As sortes noutra farsa desde então,
Os olhos com certeza não verão,
Sequer os meus anseios tão concisos.
Reparo o que pudesse redimir
Enganos onde o tanto que há de vir
Gerasse novo prazo e dele enfim
Vagasse com firmeza em noite mansa,
Mas sei que quem procura sempre cansa
Vencido pelo quanto resta em mim...
10
Num ato em militância procurasse
Vencer os desacordos desta sorte,
Que tanto para alguns sempre conforte
E mostre na verdade nova face.
O método trazendo cada impasse
O verso na procura já comporte
A teima se moldando noutro norte
Enquanto a solidão venha e me abrace.
Não quero o teu calor, falso e discreto,
Tampouco outro cenário mais concreto
Errático cometa, eu continuo.
Apresentando o rosto em tantas cãs,
Não quero desvendar novas manhãs
A vida se prepara em tal recuo.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Tão longa e tão bem cuidada,
A vereda da esperança
Traz o quanto já se alcança
Noutra sorte desejada,
Mesmo quando não há nada
Outro passo sempre avança
E produz esta lembrança
Da certeza imaginada,
Vendo os erros de outras eras
Das perdidas primaveras
Esperando o quanto venha
De um momento mais suave
Mesmo sendo o que me entrave
Nada mais, pois se desdenha.
A vereda da esperança
Traz o quanto já se alcança
Noutra sorte desejada,
Mesmo quando não há nada
Outro passo sempre avança
E produz esta lembrança
Da certeza imaginada,
Vendo os erros de outras eras
Das perdidas primaveras
Esperando o quanto venha
De um momento mais suave
Mesmo sendo o que me entrave
Nada mais, pois se desdenha.
domingo, 26 de junho de 2011
Amizade, companheira
Traz a rara fantasia
Onde a vida já se inteira
Do caminho onde teria
A palavra derradeira
Ou quem sabe esta alegria
Traduzida por bandeira,
No que possa e mais queria,
Versejando com o sonho
Sensação que ora proponho
Ao compor esse momento
Quando o quanto desejara
Noutro tempo, outra seara
Molda o que ora em paz eu tento.
Traz a rara fantasia
Onde a vida já se inteira
Do caminho onde teria
A palavra derradeira
Ou quem sabe esta alegria
Traduzida por bandeira,
No que possa e mais queria,
Versejando com o sonho
Sensação que ora proponho
Ao compor esse momento
Quando o quanto desejara
Noutro tempo, outra seara
Molda o que ora em paz eu tento.
sábado, 25 de junho de 2011
Abraçada com a própria Eternidade
A minha sombra há de ficar aqui!
Augusto dos Anjos
Apenas a palavra, vaga sombra,
Resistindo ao demônio que nos leva
Além do quanto surja em plena treva,
E neste desenhar, nada me alfombra.
O quanto na verdade dita e assombra
A lúdica impressão de doce ceva
No fundo traz a angústia tão longeva
O solo apodrecido, nossa alfombra.
E sem sequer qualquer discernimento
Ser decomposto e informe, nome ao vento,
Há tanto transformado em verme e inseto,
Do quanto fui e sou; nada mais resta,
Somente esta palavra mera fresta,
Metamorfoseado: analfabeto.
A minha sombra há de ficar aqui!
Augusto dos Anjos
Apenas a palavra, vaga sombra,
Resistindo ao demônio que nos leva
Além do quanto surja em plena treva,
E neste desenhar, nada me alfombra.
O quanto na verdade dita e assombra
A lúdica impressão de doce ceva
No fundo traz a angústia tão longeva
O solo apodrecido, nossa alfombra.
E sem sequer qualquer discernimento
Ser decomposto e informe, nome ao vento,
Há tanto transformado em verme e inseto,
Do quanto fui e sou; nada mais resta,
Somente esta palavra mera fresta,
Metamorfoseado: analfabeto.
Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
Augusto dos Anjos
Enquanto esta iguaria majestosa
Em farsa irracional se desvendando,
Imagem de um planeta degradando
Espinho dilacera qualquer rosa.
A fúria em tal partilha caprichosa,
O mundo noutro tom mordaz e infando,
Cratera pouco a pouco se formando
Nesta alma sem pudor, rude e lodosa.
A queda deste império a cada dia
Expressa na verdade movediça
E o quanto em tal poder tudo cobiça
O micromundo então devoraria,
Desvendando-se então a eternidade
Supernidade então já se degrade...
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
Augusto dos Anjos
Enquanto esta iguaria majestosa
Em farsa irracional se desvendando,
Imagem de um planeta degradando
Espinho dilacera qualquer rosa.
A fúria em tal partilha caprichosa,
O mundo noutro tom mordaz e infando,
Cratera pouco a pouco se formando
Nesta alma sem pudor, rude e lodosa.
A queda deste império a cada dia
Expressa na verdade movediça
E o quanto em tal poder tudo cobiça
O micromundo então devoraria,
Desvendando-se então a eternidade
Supernidade então já se degrade...
A incógnita alma, avoenga e elementar
Dos teus antepassados vemiformes.
Augusto dos Anjos
Desfilas tua empáfia pelas ruas
Não volves nem sequer o tosco olhar,
Na majestosa forma a desfilar
Imagens deformadas, rudes, nuas.
Na pútrida vereda quando afluas
E na superna forma a se moldar,
O templo que decerto a se arruinar
Demonstrará tais cernes, carnes cruas,
E ao fim retornarás- disforme diva-
Do solo esta asquerosa alma cativa
Nem vestígios vermiformes, nem o caos,
E quando tão soberba foste em vida
Em rudes elementos, construída,
Expressarás teus últimos degraus.
Dos teus antepassados vemiformes.
Augusto dos Anjos
Desfilas tua empáfia pelas ruas
Não volves nem sequer o tosco olhar,
Na majestosa forma a desfilar
Imagens deformadas, rudes, nuas.
Na pútrida vereda quando afluas
E na superna forma a se moldar,
O templo que decerto a se arruinar
Demonstrará tais cernes, carnes cruas,
E ao fim retornarás- disforme diva-
Do solo esta asquerosa alma cativa
Nem vestígios vermiformes, nem o caos,
E quando tão soberba foste em vida
Em rudes elementos, construída,
Expressarás teus últimos degraus.
Porção de minha plásmica substância,
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!
Augusto dos Anjos
Esgoto em pleno incenso, a farsa trama,
A velha sensação do natimorto
Anseio que pudera ser o porto,
Ou mesmo o quanto a vida em vão reclama,
E decompondo cada senso em drama
Diverso do que eu possa. O desconforto
Produz noutra faceta o mesmo aborto
Enquanto a sordidez avança e clama.
Inexistência traça o dia a dia
Do que pensara além e mal sabia
Dos ratos invadindo cada canto,
E tudo o quanto resta em vil carniça
Expressa a realidade movediça
E cubro o seu cadáver com tal manto.
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!
Augusto dos Anjos
Esgoto em pleno incenso, a farsa trama,
A velha sensação do natimorto
Anseio que pudera ser o porto,
Ou mesmo o quanto a vida em vão reclama,
E decompondo cada senso em drama
Diverso do que eu possa. O desconforto
Produz noutra faceta o mesmo aborto
Enquanto a sordidez avança e clama.
Inexistência traça o dia a dia
Do que pensara além e mal sabia
Dos ratos invadindo cada canto,
E tudo o quanto resta em vil carniça
Expressa a realidade movediça
E cubro o seu cadáver com tal manto.
Caminhando assim, ao léu
Sem paragem nem destino
Onde quer e me domino
Vejo imenso e raro céu,
A esperança traz o véu
E recobre o que fascino
Bebo o sonho cristalino
Explodindo em gozo e mel,
Nada mais pudesse ter
Se não fosse o bem querer
Que transforma o dia a dia,
Noutro instante mergulhando
Num momento bem mais brando
Quando a sorte em mim queria.
Sem paragem nem destino
Onde quer e me domino
Vejo imenso e raro céu,
A esperança traz o véu
E recobre o que fascino
Bebo o sonho cristalino
Explodindo em gozo e mel,
Nada mais pudesse ter
Se não fosse o bem querer
Que transforma o dia a dia,
Noutro instante mergulhando
Num momento bem mais brando
Quando a sorte em mim queria.
E, em vez de achar a luz que os Céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!
Augusto dos Anjos
Morrendo a cada dia na esperança
Da vida após a vida noutro plano,
Somente em torpe passo, ora me engano,
E ao fim sem perceber, o dia avança.
Do nada ao nada volto sem lembrança
Germinando em bactérias, no metano,
A fátua natureza, o soberano,
Expressa na carniça o quanto alcança.
Um brinde aos meus engodos, meus reinados,
Os ventos não desviam velhos fados
E quando enfim naufrago, se percebe,
A rústica matéria destroçada
E a carne pela vida devorada
O “rei”, nobre iguaria para a plebe.
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!
Augusto dos Anjos
Morrendo a cada dia na esperança
Da vida após a vida noutro plano,
Somente em torpe passo, ora me engano,
E ao fim sem perceber, o dia avança.
Do nada ao nada volto sem lembrança
Germinando em bactérias, no metano,
A fátua natureza, o soberano,
Expressa na carniça o quanto alcança.
Um brinde aos meus engodos, meus reinados,
Os ventos não desviam velhos fados
E quando enfim naufrago, se percebe,
A rústica matéria destroçada
E a carne pela vida devorada
O “rei”, nobre iguaria para a plebe.
E o Lázaro caminha em seu destino
Para um fim que ele mesmo desconhece!
Augusto dos Anjos
Caminho para hostil e ledo espaço
Ausente do que possa em esperança
E quanto mais além o passo avança,
A vida se desfaz, corte e cansaço.
No sórdido cenário que ora traço,
Engodos são fiéis desta balança
Enquanto eu me disfarço com pujança,
Sou pútrida expressão de um corpo lasso.
O fim se aproximando, será mesmo?
E quando solitário, eu ensimesmo,
Apreensões divagando sobre o nada,
E desconheço o fim da torpe escada
Que leve ao infinito ou mero grão,
Só tenho uma certeza: a podridão.
Para um fim que ele mesmo desconhece!
Augusto dos Anjos
Caminho para hostil e ledo espaço
Ausente do que possa em esperança
E quanto mais além o passo avança,
A vida se desfaz, corte e cansaço.
No sórdido cenário que ora traço,
Engodos são fiéis desta balança
Enquanto eu me disfarço com pujança,
Sou pútrida expressão de um corpo lasso.
O fim se aproximando, será mesmo?
E quando solitário, eu ensimesmo,
Apreensões divagando sobre o nada,
E desconheço o fim da torpe escada
Que leve ao infinito ou mero grão,
Só tenho uma certeza: a podridão.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
O vento que tão manso me tocava
Tramando muitas vezes doces brisas
Em tantas tempestades, não me avisas
Derramas teu olhar, intensa lava,
A sorte se desenha e anunciava
Enquanto com certeza ora divisas
Com todas as mortalhas que, imprecisas
Traduzem o que a vida nos moldava.
Vestindo esta verdade em ironia,
A luta começava e se faria
Diversa da que tanto desejasse
Assim num tão diverso delirar
O todo se perdera devagar,
Ainda que na noite, o desenlace...
Tramando muitas vezes doces brisas
Em tantas tempestades, não me avisas
Derramas teu olhar, intensa lava,
A sorte se desenha e anunciava
Enquanto com certeza ora divisas
Com todas as mortalhas que, imprecisas
Traduzem o que a vida nos moldava.
Vestindo esta verdade em ironia,
A luta começava e se faria
Diversa da que tanto desejasse
Assim num tão diverso delirar
O todo se perdera devagar,
Ainda que na noite, o desenlace...
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Meu amigo, como é bom,
O saber que vens agora,
Quando a fúria desancora
Meu saveiro noutro tom,
A verdade, raro dom,
Que em teu peito sempre aflora
Gera o tempo que decora
Fantasia em alto som,
Nada ou tanto que se faça
Esvaindo na trapaça
De uma sórdida lembrança,
Mas ao ter uma amizade,
Que se mostra em claridade,
Nossa vida em paz, avança.
O saber que vens agora,
Quando a fúria desancora
Meu saveiro noutro tom,
A verdade, raro dom,
Que em teu peito sempre aflora
Gera o tempo que decora
Fantasia em alto som,
Nada ou tanto que se faça
Esvaindo na trapaça
De uma sórdida lembrança,
Mas ao ter uma amizade,
Que se mostra em claridade,
Nossa vida em paz, avança.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Amor em pura essência, na verdade
Traduz o quanto quero ou poderia
Vagando sem sentido em noite fria
Apenas a lembrança em vão me invade,
Vivendo pelos ermos da saudade
A sorte com certeza moldaria
O todo que pudera e em alegria
Vislumbro no teu corpo a liberdade,
De um tempo mais assíduo e sonhador
Ao quanto se tentara em teu louvor
Ousando acreditar por mais um tempo,
Na vida sem saber do imenso tédio
Vestindo o que tentara em vão remédio
Sem medo do cenário ou contratempo.
Traduz o quanto quero ou poderia
Vagando sem sentido em noite fria
Apenas a lembrança em vão me invade,
Vivendo pelos ermos da saudade
A sorte com certeza moldaria
O todo que pudera e em alegria
Vislumbro no teu corpo a liberdade,
De um tempo mais assíduo e sonhador
Ao quanto se tentara em teu louvor
Ousando acreditar por mais um tempo,
Na vida sem saber do imenso tédio
Vestindo o que tentara em vão remédio
Sem medo do cenário ou contratempo.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Num momento mais sublime
Qualquer sorte poderia
Tentações em agonia
Ou momento onde se estime
O que possa além do crime
Noutro tom, mera utopia
Gerações onde teria
O que nada mais oprime,
Versejando sobre o tanto
Quanto pude imaginar
Sem saber o que garanto
Nem tentando algum lugar
Onde esconda o velho pranto,
Que não canso de enxugar.
Qualquer sorte poderia
Tentações em agonia
Ou momento onde se estime
O que possa além do crime
Noutro tom, mera utopia
Gerações onde teria
O que nada mais oprime,
Versejando sobre o tanto
Quanto pude imaginar
Sem saber o que garanto
Nem tentando algum lugar
Onde esconda o velho pranto,
Que não canso de enxugar.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Se meu sonho já me põe
Contra tudo o que tentara
Vejo apenas na seara
O que a vida decompõe
E se nada mais expõe
Coração que desampara
A verdade mostra a cara
E o meu tempo não repõe
A palavra que bendigo
O meu mundo em desabrigo
O meu vórtice devora
Todo porto que haveria
Retornando em agonia
O meu sonho desancora.
Contra tudo o que tentara
Vejo apenas na seara
O que a vida decompõe
E se nada mais expõe
Coração que desampara
A verdade mostra a cara
E o meu tempo não repõe
A palavra que bendigo
O meu mundo em desabrigo
O meu vórtice devora
Todo porto que haveria
Retornando em agonia
O meu sonho desancora.
domingo, 19 de junho de 2011
Refazendo o que compus
Entre trevas e temores
Onde queres tantas cores
Vejo apenas frágil luz,
O que outrora me conduz
Ao caminho e se tu fores
Cada passo reproduz
O que em sonho desejara
Nesta noite bem mais clara,
Plenilúnio da esperança.
Mas pressinto o fim do jogo
Quando apenas este fogo
Numa treva mal se lança.
Entre trevas e temores
Onde queres tantas cores
Vejo apenas frágil luz,
O que outrora me conduz
Ao caminho e se tu fores
Cada passo reproduz
O que em sonho desejara
Nesta noite bem mais clara,
Plenilúnio da esperança.
Mas pressinto o fim do jogo
Quando apenas este fogo
Numa treva mal se lança.
sábado, 18 de junho de 2011
Noite afora, adentra a sala
A verdade que não vinha
Da esperança que foi minha
E hoje em medo me avassala
A saudade que se cala
A loucura onde se aninha,
Sei da sorte tão mesquinha
Minha vida foi de gala...
Mas agora tão somente
Resistindo bravamente
Nada traz deste momento,
E sem rumo, sem destino
Quando muito me alucino
Ou decerto um mundo eu tento.
A verdade que não vinha
Da esperança que foi minha
E hoje em medo me avassala
A saudade que se cala
A loucura onde se aninha,
Sei da sorte tão mesquinha
Minha vida foi de gala...
Mas agora tão somente
Resistindo bravamente
Nada traz deste momento,
E sem rumo, sem destino
Quando muito me alucino
Ou decerto um mundo eu tento.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A lâmpada que traz
Relevo em noite escura,
Enquanto se procura
A face mais tenaz,
O risco tão audaz
Da sorte em que amargura,
Ou mesmo na ternura
O quanto se desfaz,
Vagando sem destino
Agora em cristalino
Momento te encontrando,
Apenas ilusão?
Prossigo, mesmo em vão,
Meu sonho naufragando.
2
A beleza dos lençóis
Os teus seios, tuas pernas
Nossas horas são eternas
Tanto encanto que constróis
Dominando os arrebóis
Se teus olhos são lanternas
As palavras mansas, ternas
Nestas noites, plenos sóis
Revestindo a fantasia
Que tanto nos poderia
Traduzir a sensação
Desta rara fantasia
Matando uma solidão
Minha antiga companhia
3
Nos olhos raro brilho
Vontade de seguir
A cada novo trilho
Somente pudesse ir,
Ousando no estribilho
Do amor que ao redimir
Encantos que palmilho
Traduzem meu sentir.
Esgoto cada senso
E quanto mais eu penso
Não peno, apenas vivo,
Num turbilhão de cores
Aonde quer e fores
Contigo sigo altivo.
4
No sonho, mal contendo
O todo que ora anseio,
O mundo cede e veio
Além deste remendo,
Que a vida em dividendo
Trouxesse em tom alheio,
Ao todo que rodeio
No encanto se sorvendo,
E bebo em goles fartos
O amor em nobres partos
Gerando eternidade,
O verso se anuncia
Na noite em alegria
Que em paz já nos invade.
5
Luar nos toca agora
E traz a sensação
Que enquanto nos devora
Traduz a dimensão
Do quanto em mim se ancora
A sorte, esta impressão
Do tempo sem demora
Ou mesmo a negação
Do dia mais sutil,
Do quanto a gente viu
Vagando no infinito,
Vencido o que se tenta
Além da tez sangrenta
O amor que necessito.
6
Concebo no horizonte
A lua que se dera
Mais bela em rara fonte
Vivendo a primavera
E nisto já se aponte
O tanto que se espera
Enquanto agora conte
Com vasta e bela esfera.
Gerando outro momento
Aonde o canto ecoa,
Palavra que ora tento,
Traduz a sorte, boa
E vejo o quanto atento
O pensamento voa.
7
Olhares, heliantos
Em plena claridade
Procuram pelos cantos
A intensa liberdade
E seguem já sem prantos
O passo que em verdade
Os dias fossem tantos
E neles a saudade
Daquela que desfila
Seu corpo em belos tons,
A noite se perfila
Em raros, bons neons,
Amar; fazer da argila
O sonho em raros dons.
8
Clarão já se entornando
O quanto pude e tento
Ousando o pensamento
Apenas bem mais brando,
O mundo vai rodando
E sigo a força e o vento,
Buscando algum alento
Aonde houvera e quando,
Já nada caberia
Nem sórdida tristeza
Nem mesmo esta agonia
Ou lenta correnteza,
Vivendo o que teria
Além da mera presa.
9
Veredas tropicais
Que penetro em dia claro,
Os sonhos que declaro
O senso enquanto esvais
Ousando no que amparo,
Gerando o que preparo
Em rudes vendavais.
Negando cada ocaso,
Vivendo o quanto atraso
Meu passo mesmo em vão,
O tanto que me enlaço
Nas ânsias do cansaço
Presumem negação.
10
Momentos mais diversos
Que a vida nos prepara
A sorte mesmo amara
Traduz meus universos,
Apenas vão submersos
Na senda, tal seara
Que nada mais ampara
Senão meus velhos versos
Que tento sem ter sorte
Levar o que conforte
A quem sofresse tanto,
Somente me levanto
E bebo o fim da cena
Enquanto a voz condena.
Relevo em noite escura,
Enquanto se procura
A face mais tenaz,
O risco tão audaz
Da sorte em que amargura,
Ou mesmo na ternura
O quanto se desfaz,
Vagando sem destino
Agora em cristalino
Momento te encontrando,
Apenas ilusão?
Prossigo, mesmo em vão,
Meu sonho naufragando.
2
A beleza dos lençóis
Os teus seios, tuas pernas
Nossas horas são eternas
Tanto encanto que constróis
Dominando os arrebóis
Se teus olhos são lanternas
As palavras mansas, ternas
Nestas noites, plenos sóis
Revestindo a fantasia
Que tanto nos poderia
Traduzir a sensação
Desta rara fantasia
Matando uma solidão
Minha antiga companhia
3
Nos olhos raro brilho
Vontade de seguir
A cada novo trilho
Somente pudesse ir,
Ousando no estribilho
Do amor que ao redimir
Encantos que palmilho
Traduzem meu sentir.
Esgoto cada senso
E quanto mais eu penso
Não peno, apenas vivo,
Num turbilhão de cores
Aonde quer e fores
Contigo sigo altivo.
4
No sonho, mal contendo
O todo que ora anseio,
O mundo cede e veio
Além deste remendo,
Que a vida em dividendo
Trouxesse em tom alheio,
Ao todo que rodeio
No encanto se sorvendo,
E bebo em goles fartos
O amor em nobres partos
Gerando eternidade,
O verso se anuncia
Na noite em alegria
Que em paz já nos invade.
5
Luar nos toca agora
E traz a sensação
Que enquanto nos devora
Traduz a dimensão
Do quanto em mim se ancora
A sorte, esta impressão
Do tempo sem demora
Ou mesmo a negação
Do dia mais sutil,
Do quanto a gente viu
Vagando no infinito,
Vencido o que se tenta
Além da tez sangrenta
O amor que necessito.
6
Concebo no horizonte
A lua que se dera
Mais bela em rara fonte
Vivendo a primavera
E nisto já se aponte
O tanto que se espera
Enquanto agora conte
Com vasta e bela esfera.
Gerando outro momento
Aonde o canto ecoa,
Palavra que ora tento,
Traduz a sorte, boa
E vejo o quanto atento
O pensamento voa.
7
Olhares, heliantos
Em plena claridade
Procuram pelos cantos
A intensa liberdade
E seguem já sem prantos
O passo que em verdade
Os dias fossem tantos
E neles a saudade
Daquela que desfila
Seu corpo em belos tons,
A noite se perfila
Em raros, bons neons,
Amar; fazer da argila
O sonho em raros dons.
8
Clarão já se entornando
O quanto pude e tento
Ousando o pensamento
Apenas bem mais brando,
O mundo vai rodando
E sigo a força e o vento,
Buscando algum alento
Aonde houvera e quando,
Já nada caberia
Nem sórdida tristeza
Nem mesmo esta agonia
Ou lenta correnteza,
Vivendo o que teria
Além da mera presa.
9
Veredas tropicais
Que penetro em dia claro,
Os sonhos que declaro
O senso enquanto esvais
Ousando no que amparo,
Gerando o que preparo
Em rudes vendavais.
Negando cada ocaso,
Vivendo o quanto atraso
Meu passo mesmo em vão,
O tanto que me enlaço
Nas ânsias do cansaço
Presumem negação.
10
Momentos mais diversos
Que a vida nos prepara
A sorte mesmo amara
Traduz meus universos,
Apenas vão submersos
Na senda, tal seara
Que nada mais ampara
Senão meus velhos versos
Que tento sem ter sorte
Levar o que conforte
A quem sofresse tanto,
Somente me levanto
E bebo o fim da cena
Enquanto a voz condena.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
O meu canto se perdera
Nesta sorte mais cruel
Vaga à noite o carrossel
O pavio aceso, a cera
A palavra que tecera
O momento perde ao léu
O inaudito e vão corcel
Noutro tanto se esquecera
Da palavra que riscara
Desta agenda, solidão,
Ouso crer na mesma escara
Ou quem sabe em dimensão
Bem diversa se prepara
A temida negação.
Nesta sorte mais cruel
Vaga à noite o carrossel
O pavio aceso, a cera
A palavra que tecera
O momento perde ao léu
O inaudito e vão corcel
Noutro tanto se esquecera
Da palavra que riscara
Desta agenda, solidão,
Ouso crer na mesma escara
Ou quem sabe em dimensão
Bem diversa se prepara
A temida negação.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Vivendo o dia a dia sempre atento,
Depois de tantas dores coletadas
As sortes muitas vezes desenhadas
Moldando tão somente o sofrimento,
Ainda que pudesse, quando o vento
Trazendo esta poeira em vãs estradas
As horas já perdidas, maltratadas
O mundo se anuncia em vil tormento,
Bebendo gota a gota este infinito,
O quanto poderia e não imito
O verso sem sentido e sem razão
Presumo cada queda que se veja
Aonde a vida trama esta peleja
Marcando os dias turvos que virão.
Depois de tantas dores coletadas
As sortes muitas vezes desenhadas
Moldando tão somente o sofrimento,
Ainda que pudesse, quando o vento
Trazendo esta poeira em vãs estradas
As horas já perdidas, maltratadas
O mundo se anuncia em vil tormento,
Bebendo gota a gota este infinito,
O quanto poderia e não imito
O verso sem sentido e sem razão
Presumo cada queda que se veja
Aonde a vida trama esta peleja
Marcando os dias turvos que virão.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Não fosse um pormenor, a poesia,
O tempo se faria bem diverso
Do quanto merecesse cada verso
Ou mesmo o que inda trago todo dia;
O todo noutra face moldaria
O rústico cenário do universo
Por vezes tão audaz quanto disperso
Matando em nascedouro a fantasia.
Jamais imaginei ser tão feliz
Ou mesmo desenhando o quanto eu quis
Pudesse num instante em raro abono,
Viver a claridade e prenuncio
Além do que mostrara mais sombrio
A face do demônio que abandono.
O tempo se faria bem diverso
Do quanto merecesse cada verso
Ou mesmo o que inda trago todo dia;
O todo noutra face moldaria
O rústico cenário do universo
Por vezes tão audaz quanto disperso
Matando em nascedouro a fantasia.
Jamais imaginei ser tão feliz
Ou mesmo desenhando o quanto eu quis
Pudesse num instante em raro abono,
Viver a claridade e prenuncio
Além do que mostrara mais sombrio
A face do demônio que abandono.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Num porto mais alegre e mais seguro,
Tentasse ancoradouro da esperança,
Vivendo tão somente esta lembrança
De um tempo que decerto inda procuro,
Vagando sem saber do quanto escuro
Meu tempo noutro instante agora avança
E sei desta loucura onde a fiança
Cobrada dita o todo que amarguro.
A cada gestação, novo vazio
E o mundo sem sentido ora recrio
Vagando pelos ermos do não ser
No tempo que desnuda esta palavra
Minha alma inutilmente sempre lavra
E nada da colheita aparecer.
2
Se eu pudesse ancorar, teria a paz?
Já nada mais sustenta tal versão
E bebo desde agora, desde então
O corte que jamais me satisfaz
O verso se mostrara mais audaz
O tempo sonegando outra estação
Os dias com certeza moldarão
O quanto se pudera ser tenaz.
Renunciando ao verso que não veio,
O peso do passado segue alheio
Ao quanto de minha alma não se fez
Jogado sobre as pedras, meu saveiro
O sonho quando o tento, derradeiro
E nele se desenha a estupidez.
3
O amor que na verdade, diga encanto
Pudera resumir o quanto quero
E sei quando tentara ser sincero
O verso noutro fato mal garanto,
O mundo em falso enredo eu agiganto
E bebo o que deveras destempero,
Ousando muito mais do quanto espero
Rendido ao quanto trace em belo manto.
Meu sonho se embotando, o pesadelo,
O canto sem poder sequer sabê-lo
Desvelos tão comuns de um trovador
Que enamorando a lua sertaneja
Apenas calmaria ora deseja
E sabe do que possa em tal louvor.
4
Aquele que deveras permitisse
Um dia mais tranquilo em meio a tantos
Que possam transformam em desencantos
Os dias que a palavra não se ouvisse,
Apenas poderia ser tolice
Ousando acreditar em velhos mantos
Os ermos de minha alma, seus espantos,
A sorte se fizera esta crendice.
Negar cada momento que inda venha
E ter nas mãos o todo que convenha
Ao velho sonhador, novo repente,
Um gole de café, um pão de queijo
Somente da morena quero um beijo
Traindo a solidão que se pressente.
5
Seguindo desta forma, torpe e avesso,
O mundo não traria melhor sorte
E sei do quanto possa e num tropeço
O todo se traduz em leda morte,
O quanto da esperança ora mereço,
O vento se desenha bem mais forte
E sei do que pudera em adereço
Ainda quando a noite já nos corte.
Não tive nem pensei em liberdade
Somente o quanto a vida desagrade
O tempo não promete e nem traria
Sequer o que este luto programara
Mantendo bem mais viva cada escara
Gerando dentro da alma esta agonia.
6
Algozes encontrando a cada dia
A face mais cruel, realidade
O tempo não se mostra em liberdade
Enquanto mantém viva a fantasia,
O vento na verdade não traria
O quanto desejara em claridade,
Nem mesmo o quanto quis felicidade
Num verso mais suave viveria.
Sedento beduíno num deserto,
Apenas o que possa a descoberto
Encontro nesta ausência que nos toma
Ainda multiplico meu passado
E vejo que somente este legado
Traduz o que pudera em rude soma.
7
O verso que talvez não traduzisse
O mundo quando muito o desejei
O tanto que se fez na dura grei
Ou mesmo se moldara em tal tolice
A vida se mostrando em tal crendice
Enquanto no vazio eu mergulhei
Dos erros costumeiros escapei
E a noite em sonho rude contradisse.
Presumo cada engano e tão somente
O mundo noutro fato se apresente
Mostrando a velha cena em dor e tédio,
Meu canto sem razão já não ecoa
A sorte que pensara calma e boa
Agora se perdeu, e sem remédio.
8
Servindo como norma ou mesmo ausência
Do tanto quanto tento e nada vejo
Num tempo tão cruel e malfazejo
A sorte se produz na inconsistência
Do temporal do qual já sem ciência
O manto que recobre em azulejo
Traduz sem ter firmeza o que desejo
Traçando a mais sutil impertinência.
Vacante coração em noite fria,
Ausenta de meus olhos, poesia
E nada mais se vendo senão isto
Resumo meu passado num só verso
E neste caminhar agora imerso,
Apenas já cansado, ora desisto.
9
E os erros que não faço, nem aceito,
Apenas o que vejo dita o fim,
E bebo cada gole e sei que vim,
Tramando o que deveras nega o pleito
A sorte desejosa toma o leito
E bebe este cenário sempre assim,
Marcando o quanto resta vivo em mim,
Na solidão da qual não me deleito,
Vagando em lua clara, noite imensa
A sorte noutro tanto busca e pensa
Vencida a tempestade, na bonança;
Porém nova faceta da procela
Aos poucos sem sentido algum revela
A fúria que decerto nos alcança.
10
Pedindo o teu perdão, nada tivesse
Sequer algum momento mais suave
A vida se moldando aonde agrave
Não admitindo ao menos mera prece
O verso que deveras não se esquece
A liberdade feita na alma, esta ave
Que segue sempre além, qual fosse nave
Quando sequer uma ordem obedece,
Presume a claridade da manhã
E sei da própria sorte neste afã
Gerado pelo imenso delirar,
Vestígios do passado? Nem pensar,
Não quero alimentar mais esta cã
Somente noutro instante divagar...
Tentasse ancoradouro da esperança,
Vivendo tão somente esta lembrança
De um tempo que decerto inda procuro,
Vagando sem saber do quanto escuro
Meu tempo noutro instante agora avança
E sei desta loucura onde a fiança
Cobrada dita o todo que amarguro.
A cada gestação, novo vazio
E o mundo sem sentido ora recrio
Vagando pelos ermos do não ser
No tempo que desnuda esta palavra
Minha alma inutilmente sempre lavra
E nada da colheita aparecer.
2
Se eu pudesse ancorar, teria a paz?
Já nada mais sustenta tal versão
E bebo desde agora, desde então
O corte que jamais me satisfaz
O verso se mostrara mais audaz
O tempo sonegando outra estação
Os dias com certeza moldarão
O quanto se pudera ser tenaz.
Renunciando ao verso que não veio,
O peso do passado segue alheio
Ao quanto de minha alma não se fez
Jogado sobre as pedras, meu saveiro
O sonho quando o tento, derradeiro
E nele se desenha a estupidez.
3
O amor que na verdade, diga encanto
Pudera resumir o quanto quero
E sei quando tentara ser sincero
O verso noutro fato mal garanto,
O mundo em falso enredo eu agiganto
E bebo o que deveras destempero,
Ousando muito mais do quanto espero
Rendido ao quanto trace em belo manto.
Meu sonho se embotando, o pesadelo,
O canto sem poder sequer sabê-lo
Desvelos tão comuns de um trovador
Que enamorando a lua sertaneja
Apenas calmaria ora deseja
E sabe do que possa em tal louvor.
4
Aquele que deveras permitisse
Um dia mais tranquilo em meio a tantos
Que possam transformam em desencantos
Os dias que a palavra não se ouvisse,
Apenas poderia ser tolice
Ousando acreditar em velhos mantos
Os ermos de minha alma, seus espantos,
A sorte se fizera esta crendice.
Negar cada momento que inda venha
E ter nas mãos o todo que convenha
Ao velho sonhador, novo repente,
Um gole de café, um pão de queijo
Somente da morena quero um beijo
Traindo a solidão que se pressente.
5
Seguindo desta forma, torpe e avesso,
O mundo não traria melhor sorte
E sei do quanto possa e num tropeço
O todo se traduz em leda morte,
O quanto da esperança ora mereço,
O vento se desenha bem mais forte
E sei do que pudera em adereço
Ainda quando a noite já nos corte.
Não tive nem pensei em liberdade
Somente o quanto a vida desagrade
O tempo não promete e nem traria
Sequer o que este luto programara
Mantendo bem mais viva cada escara
Gerando dentro da alma esta agonia.
6
Algozes encontrando a cada dia
A face mais cruel, realidade
O tempo não se mostra em liberdade
Enquanto mantém viva a fantasia,
O vento na verdade não traria
O quanto desejara em claridade,
Nem mesmo o quanto quis felicidade
Num verso mais suave viveria.
Sedento beduíno num deserto,
Apenas o que possa a descoberto
Encontro nesta ausência que nos toma
Ainda multiplico meu passado
E vejo que somente este legado
Traduz o que pudera em rude soma.
7
O verso que talvez não traduzisse
O mundo quando muito o desejei
O tanto que se fez na dura grei
Ou mesmo se moldara em tal tolice
A vida se mostrando em tal crendice
Enquanto no vazio eu mergulhei
Dos erros costumeiros escapei
E a noite em sonho rude contradisse.
Presumo cada engano e tão somente
O mundo noutro fato se apresente
Mostrando a velha cena em dor e tédio,
Meu canto sem razão já não ecoa
A sorte que pensara calma e boa
Agora se perdeu, e sem remédio.
8
Servindo como norma ou mesmo ausência
Do tanto quanto tento e nada vejo
Num tempo tão cruel e malfazejo
A sorte se produz na inconsistência
Do temporal do qual já sem ciência
O manto que recobre em azulejo
Traduz sem ter firmeza o que desejo
Traçando a mais sutil impertinência.
Vacante coração em noite fria,
Ausenta de meus olhos, poesia
E nada mais se vendo senão isto
Resumo meu passado num só verso
E neste caminhar agora imerso,
Apenas já cansado, ora desisto.
9
E os erros que não faço, nem aceito,
Apenas o que vejo dita o fim,
E bebo cada gole e sei que vim,
Tramando o que deveras nega o pleito
A sorte desejosa toma o leito
E bebe este cenário sempre assim,
Marcando o quanto resta vivo em mim,
Na solidão da qual não me deleito,
Vagando em lua clara, noite imensa
A sorte noutro tanto busca e pensa
Vencida a tempestade, na bonança;
Porém nova faceta da procela
Aos poucos sem sentido algum revela
A fúria que decerto nos alcança.
10
Pedindo o teu perdão, nada tivesse
Sequer algum momento mais suave
A vida se moldando aonde agrave
Não admitindo ao menos mera prece
O verso que deveras não se esquece
A liberdade feita na alma, esta ave
Que segue sempre além, qual fosse nave
Quando sequer uma ordem obedece,
Presume a claridade da manhã
E sei da própria sorte neste afã
Gerado pelo imenso delirar,
Vestígios do passado? Nem pensar,
Não quero alimentar mais esta cã
Somente noutro instante divagar...
domingo, 12 de junho de 2011
O amor nos transformando a cada dia
Transcende ao que pudera ser diverso
E sei do quanto veja no universo
Aonde reina em paz a poesia,
Vergando sob o peso da euforia
O mundo se anuncia mais disperso
E quando para além do sonho eu verso
Meu tempo traduzisse uma alegria,
E vendo tão somente a mesma cena
Que tanto nos seduz quanto condena
E gera o que não pode ser além
Do todo disfarçando cada passo,
E sei que na verdade o que ora traço
Expressa o que saudade ora contém.
Transcende ao que pudera ser diverso
E sei do quanto veja no universo
Aonde reina em paz a poesia,
Vergando sob o peso da euforia
O mundo se anuncia mais disperso
E quando para além do sonho eu verso
Meu tempo traduzisse uma alegria,
E vendo tão somente a mesma cena
Que tanto nos seduz quanto condena
E gera o que não pode ser além
Do todo disfarçando cada passo,
E sei que na verdade o que ora traço
Expressa o que saudade ora contém.
sábado, 11 de junho de 2011
Já não pude e nem tentasse
Desvendar cada momento
Onde a vida sem impasse
Traz o tanto quanto invento
Demonstrando o desenlace
Que gerasse este tormento
Nada mais se transmudasse
Nem sequer o que acrescento.
Bebo a sorte que não veio
Vejo o tempo mais fugaz
E se possa enquanto traz
A palavra em devaneio
Nada mais pude ou receio
Tão somente o verso audaz.
Desvendar cada momento
Onde a vida sem impasse
Traz o tanto quanto invento
Demonstrando o desenlace
Que gerasse este tormento
Nada mais se transmudasse
Nem sequer o que acrescento.
Bebo a sorte que não veio
Vejo o tempo mais fugaz
E se possa enquanto traz
A palavra em devaneio
Nada mais pude ou receio
Tão somente o verso audaz.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Há pessoas, no mundo que; sem alma,
apenas desenhando o seu desdém
Vagando aonde o nada sempre vem
Expressam no final angústia e trauma
O tanto quanto a vida nos acalma
Ou mesmo algum momento em dor contém
Não deixa que se pense em mais ninguém,
Sequer quando tentasse ao menos calma,
A senda mais diversa que se creia
A luta noutro trâmite presume
A ausência contumaz de algum perfume
E a tosca sensação, ausente e alheia.
Espero pelo menos o que possa
Deixar no desalento medo e troça.
apenas desenhando o seu desdém
Vagando aonde o nada sempre vem
Expressam no final angústia e trauma
O tanto quanto a vida nos acalma
Ou mesmo algum momento em dor contém
Não deixa que se pense em mais ninguém,
Sequer quando tentasse ao menos calma,
A senda mais diversa que se creia
A luta noutro trâmite presume
A ausência contumaz de algum perfume
E a tosca sensação, ausente e alheia.
Espero pelo menos o que possa
Deixar no desalento medo e troça.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Andarilha esperança que se acerca
Do quanto desejei felicidade
E o passo que de fato se degrade
Ousando acreditar além da cerca
E quando na verdade ora se perca
Traçando o que pudera ser verdade
Navego contra a fúria e a liberdade
Na morte com certeza já se esterca.
E sei do meu momento mais tenaz
Enquanto a própria vida se desfaz
Gerando nova vida em tom diverso,
Tentando acreditar no ser eterno,
Enfrento da esperança o rude inverno
Teimando novamente em tolo verso.
Do quanto desejei felicidade
E o passo que de fato se degrade
Ousando acreditar além da cerca
E quando na verdade ora se perca
Traçando o que pudera ser verdade
Navego contra a fúria e a liberdade
Na morte com certeza já se esterca.
E sei do meu momento mais tenaz
Enquanto a própria vida se desfaz
Gerando nova vida em tom diverso,
Tentando acreditar no ser eterno,
Enfrento da esperança o rude inverno
Teimando novamente em tolo verso.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Nesta amizade imensa que dedicas
A quem se fez além da plenitude
O passo na verdade não transmude
Sequer o que pudesses e complicas
O rumo se perdendo e não explicas
Ou mesmo quando a estrada se faz rude
Vencer o que tentasse em plenitude
Ousando nas palavras, rimas ricas.
O tempo se anuncia de tal forma
Que nada neste intuito nos transforma
Ou gera novo tempo ou mesmo até
Presume cada passo rumo ao quanto
Tentasse e deveras se me espanto
Ousasse perpetrar além da fé.
A quem se fez além da plenitude
O passo na verdade não transmude
Sequer o que pudesses e complicas
O rumo se perdendo e não explicas
Ou mesmo quando a estrada se faz rude
Vencer o que tentasse em plenitude
Ousando nas palavras, rimas ricas.
O tempo se anuncia de tal forma
Que nada neste intuito nos transforma
Ou gera novo tempo ou mesmo até
Presume cada passo rumo ao quanto
Tentasse e deveras se me espanto
Ousasse perpetrar além da fé.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Durante tanto tempo sem um norte
Somente desenhando a negação
Os tempos novamente moldarão
O quanto sem sentido não suporte,
A vida não traduz um laço forte
E trama sempre a vaga dimensão
Dos dias que talvez tragam verão
Ou mesmo esta esperança já se aborte.
O vento não transcende ao que pudera
Gerando dentro em nós cada quimera
Vestígios de um passado mais sombrio,
O quanto imaginasse em tom diverso
Vagando sem sentido no universo
Trazendo tão completo desvario.
Somente desenhando a negação
Os tempos novamente moldarão
O quanto sem sentido não suporte,
A vida não traduz um laço forte
E trama sempre a vaga dimensão
Dos dias que talvez tragam verão
Ou mesmo esta esperança já se aborte.
O vento não transcende ao que pudera
Gerando dentro em nós cada quimera
Vestígios de um passado mais sombrio,
O quanto imaginasse em tom diverso
Vagando sem sentido no universo
Trazendo tão completo desvario.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
06/06/2011
Quando a vida se prepara
E se mostra num instante
O caminho segue para
O que possa e não garante
A verdade desdenhara
Que ousasse num rompante
Desejar o quanto ampara
O tormento, doravante.
Delirante companheiro
Do que pude imaginar
Noutro tempo sou inteiro
E tentasse divagar
Contra a fúria em derradeiro
E temível desdenhar.
Quando a vida se prepara
E se mostra num instante
O caminho segue para
O que possa e não garante
A verdade desdenhara
Que ousasse num rompante
Desejar o quanto ampara
O tormento, doravante.
Delirante companheiro
Do que pude imaginar
Noutro tempo sou inteiro
E tentasse divagar
Contra a fúria em derradeiro
E temível desdenhar.
domingo, 5 de junho de 2011
05/06/2011
Que sei, irão na certa já surgir
Momentos discrepantes do que trago
A vida se mostrando sem afago
O tempo não tramando algum porvir
E venho tão somente te pedir
O mesmo coração que tanto alago
Com sonhos quando possa e não divago
Sabendo pelo menos resistir.
A fúria do abandono nos domina
Ousando perpetrar em rude sina
Vestígios de uma vida sem ternura,
A luta se anuncia a cada passo,
E sei do que tentara e não mais traço
Seque o quanto veja e me amargura.
Que sei, irão na certa já surgir
Momentos discrepantes do que trago
A vida se mostrando sem afago
O tempo não tramando algum porvir
E venho tão somente te pedir
O mesmo coração que tanto alago
Com sonhos quando possa e não divago
Sabendo pelo menos resistir.
A fúria do abandono nos domina
Ousando perpetrar em rude sina
Vestígios de uma vida sem ternura,
A luta se anuncia a cada passo,
E sei do que tentara e não mais traço
Seque o quanto veja e me amargura.
sábado, 4 de junho de 2011
04/06/2011
Imprevistos no caminho
São constantes, disso eu sei,
A esperança dita a grei,
Mas prossigo tão sozinho
Vago em mundo que daninho
Nega o quanto eu esperei
Do passado onde sonhei
E deveras lá me alinho,
Vagamente tive o fato
E se tanto ora constato
O momento que não veio,
Vastos sonhos, ledo sol,
Nada tendo no arrebol
Prosseguindo sempre alheio.
Imprevistos no caminho
São constantes, disso eu sei,
A esperança dita a grei,
Mas prossigo tão sozinho
Vago em mundo que daninho
Nega o quanto eu esperei
Do passado onde sonhei
E deveras lá me alinho,
Vagamente tive o fato
E se tanto ora constato
O momento que não veio,
Vastos sonhos, ledo sol,
Nada tendo no arrebol
Prosseguindo sempre alheio.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Procurando algum afeto
Onde nada mais se visse
Senão tendo em tal tolice
O momento em que repleto
Outro verso predileto
Ou quem sabe contradisse
O que possa em tal crendice,
Mesmo quando me completo,
Vejo apenas o passado
Refletindo o que viria,
Noutro tempo desenhado
A já morta poesia,
E o que tente e agora evado
Traz o quanto não se via.
Onde nada mais se visse
Senão tendo em tal tolice
O momento em que repleto
Outro verso predileto
Ou quem sabe contradisse
O que possa em tal crendice,
Mesmo quando me completo,
Vejo apenas o passado
Refletindo o que viria,
Noutro tempo desenhado
A já morta poesia,
E o que tente e agora evado
Traz o quanto não se via.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Já não cabe no meu sonho
A diversa fantasia
Que talvez quando a componho
Noutro tempo se esvaía
A palavra em tom risonho
Outra senda mostraria
O que agora te proponho,
Mesmo em lúdica utopia
A verdade se reflete
No que possa sempre igual
Na ponta do canivete
Noutro espaço em ritual,
O que tento se repete
Em constante vendaval.
A diversa fantasia
Que talvez quando a componho
Noutro tempo se esvaía
A palavra em tom risonho
Outra senda mostraria
O que agora te proponho,
Mesmo em lúdica utopia
A verdade se reflete
No que possa sempre igual
Na ponta do canivete
Noutro espaço em ritual,
O que tento se repete
Em constante vendaval.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Nada posso sequer noutro momento
Sendo a vida cruel enquanto veja
O que possa mostrar cada peleja
Ou deveras num farto desalento,
A versão que deveras mesmo tento
Desenhando o que tanto se deseja
Transformando o cenário onde se esteja
Ou bebendo o caminho, desatento.
Rudemente vivesse tal verdade
E se molda o tormento que degrade
O meu verso pudera em novo tempo,
Mas no fim nada resta nem o sonho
E se tanto a palavra eu decomponho,
Noutro verso diverso contratempo.
Sendo a vida cruel enquanto veja
O que possa mostrar cada peleja
Ou deveras num farto desalento,
A versão que deveras mesmo tento
Desenhando o que tanto se deseja
Transformando o cenário onde se esteja
Ou bebendo o caminho, desatento.
Rudemente vivesse tal verdade
E se molda o tormento que degrade
O meu verso pudera em novo tempo,
Mas no fim nada resta nem o sonho
E se tanto a palavra eu decomponho,
Noutro verso diverso contratempo.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Nada posso contra o vento
Que espalhasse cada sonho
E trazendo em movimento
Muito além do que proponho,
Na incerteza o desalento
Traduzindo onde me oponho
Trama o velho esquecimento
Num anseio onde me enfronho,
Vagamente merecesse
O que tanto desejei,
Gentileza se esquecesse
Sendo injusta a rude lei,
Que talvez mesmo tecesse
O caminho onde vaguei.
Que espalhasse cada sonho
E trazendo em movimento
Muito além do que proponho,
Na incerteza o desalento
Traduzindo onde me oponho
Trama o velho esquecimento
Num anseio onde me enfronho,
Vagamente merecesse
O que tanto desejei,
Gentileza se esquecesse
Sendo injusta a rude lei,
Que talvez mesmo tecesse
O caminho onde vaguei.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
1
Gira a roda da esperança
E procuro novo encanto
Onde a vida faz seu tanto
E o passado em vão se lança
O que possa em confiança
Desenhando o roto manto
Do caminho em que garanto
Solidão decerto avança.
Não pudera com pureza
Ter no olhar esta certeza
De quem tanto se procura,
Enveredo nos meus erros
Seduzindo em meus desterros
Pelo horror, farta loucura.
2
Haveria qualquer sonho
E talvez mesmo pudesse
Desenhar nova benesse
Ou o tanto que proponho,
Na verdade este enfadonho
Caminhar onde se esquece
Desta estrada que se tece
Noutro passo, mais medonho.
Resumindo o verso em mim
O que pude e sei enfim
Nada mais me serviria
O tormento se adianta
Na palavra rude e quanta
Emoção a cada dia.
3
Jorram d’olhos as certezas
Que pudessem me trazer
Tão somente este querer
Ou quem sabe mais surpresas.
Os meus dias, meras presas,
A vontade de saber
O que possa mesmo ser
Outro fardo em velhas mesas.
Ansiosamente vejo
O que tente num lampejo
Desenhando em claridade,
A versão que se aprofunda
Mesmo na alma vagabunda
O terror agora invade.
4
Levo além do que podia
Todo o sonho de um passado
Ao viver esta agonia
Noutro tanto desenhado,
Pouco a pouco não veria
O momento desejado
E se fosse esta utopia
Onde o tanto é sonegado.
Verso sobre o nada ter
E procuro calmamente
O que possa me trazer
O caminho que apresente
A vontade de viver
Revogando a dor, demente.
5
Longamente vejo a vida
De tal forma que se possa
Traduzir a despedida
Que se molda em rude troça
Na esperança a ser cumprida
Na verdade que se endossa
Outra cena repetida,
Traduzindo a sorte; nossa.
Já não pude mergulhar
Nos anseios da esperança
E seguindo sem lugar
O meu passo nada alcança
Sei apenas divagar
Entre as fúrias da lembrança.
6
Cravo os olhos no passado
E procuro algum momento
Onde o tempo anunciado
Traduzisse o quanto alento
Deste mundo decorado
Pela essência de um tormento
Que deveras quando evado
Trago ou pelo menos tento.
Vendo a fonte iridescente
O cenário se apresente
Num instante ou pouco além
Do que trama em rude passo,
Quando possa e nada faço,
Com certeza, nada vem.
7
Vagamente acreditara
Nas verdades mais cruéis
Se esta noite se fez clara
Meus anseios são corcéis
Que procuram na seara
Doces sonhos, tantos méis
E se possa e se escancara
O que vejo em carrosséis.
Nada mais pudera quando
A saudade me domasse,
Outro tempo mais nefando
Resumindo o velho impasse
A minha alma se moldando
Onde o todo em paz se trace.
8
Bravamente vejo o rumo
Discernindo o que viria
E se possa e já resumo
Meu cantar em poesia,
A palavra que consumo
Traz engodo a cada dia,
Levemente em teu aprumo,
Resta apenas fantasia.
Não tivera melhor sorte
Nem tampouco mesmo a luz
Que deveras nos conforte
Noutro instante me conduz
Ao que possa ser um norte
Onde o sonho, eu sempre pus.
9
Navegando em mar distante
Do que outrora fora meu,
O caminho deslumbrante
A verdade me escondeu,
O tormento se garante
Estendendo ao ledo breu
O que pude num instante
Ou talvez neste apogeu,
Resumindo o que interessa
Na vontade mais sutil,
Vou seguindo sem ter pressa
O que o sonho não reviu,
Deste amor, leda promessa,
Mas a sorte se faz vil.
10
Apresento cada verso
Como fosse uma emoção
Noutro tempo mais disperso
Ouso até na negação,
Do que possa e desconverso
Sem saber da solução
Que pudera em tom diverso
Desenhar além do não.
Resumisse minha vida
No que tente acreditar
Ou se trama esta saída
Ou desenha algum lugar
Na certeza que lapida
O que tento adivinhar.
11
Brincadeiras desta sorte
Que em revés se faz presente
No caminho onde se tente
Nada mais tanto conforte,
O momento rude e forte
O cenário imprevidente
Outro tanto impertinente
Pousa além e não suporte.
Tento apenas o que vejo
E se possa num lampejo
Desenhara em noite escura,
A vontade se dilui
E o meu sonho não mais flui
Quando a sorte se amargura.
12
Cravejando de esperanças
O que tanto poderia
Onde tu deveras lanças
A verdade em sintonia,
Nada vejo quando avanças
Percorrendo em poesia
Enfrentando tais mudanças
Ou gerando esta agonia.
Nada tendo de meu nisto,
A certeza quando insisto
Molda em versos o caminho,
Noutro tempo se mostrara
A beleza da seara
Ou o sonho mais daninho.
13
Dividindo cada encanto
Com meus erros contumazes
Sei que além tanto me trazes
A verdade que garanto
Noutro tom sempre adianto,
Derrotado por tenazes
Delirantes, loucas fases
Do momento em raro espanto.
Novidade? Nada disso,
O meu mundo sempre fora
A palavra que cobiço
Numa sorte tentadora,
Mas ao fundo em falso viço
Alma segue sofredora.
14
Esperando qualquer fonte
Do que fora num segundo
O que tanto ora aprofundo
Na certeza que desponte,
O meu tempo não aponte
O que vejo em ledo mundo,
A certeza em que me inundo,
O viver noutro horizonte,
Sem saber o que viria
O momento se reflete
E se possa a cada dia
Noutro tom já me compete
Discernir da fantasia
O que a dor sempre repete.
15
Vejo a sorte diversa do momento
Onde o todo pudera desenhar
A verdade se trama a divagar
No caminho onde busco novo alento,
O meu canto derrama o sentimento
E se pude num rumo trafegar,
O cenário moldando devagar
Traz apenas o velho sofrimento,
Nos enganos que pude conceber
O tormento se mostra soberano,
Quero mais e tentasse perceber
O momento diverso onde me dano,
A palavra traduz o quanto veio,
Permitindo quem sabe, o devaneio...
Gira a roda da esperança
E procuro novo encanto
Onde a vida faz seu tanto
E o passado em vão se lança
O que possa em confiança
Desenhando o roto manto
Do caminho em que garanto
Solidão decerto avança.
Não pudera com pureza
Ter no olhar esta certeza
De quem tanto se procura,
Enveredo nos meus erros
Seduzindo em meus desterros
Pelo horror, farta loucura.
2
Haveria qualquer sonho
E talvez mesmo pudesse
Desenhar nova benesse
Ou o tanto que proponho,
Na verdade este enfadonho
Caminhar onde se esquece
Desta estrada que se tece
Noutro passo, mais medonho.
Resumindo o verso em mim
O que pude e sei enfim
Nada mais me serviria
O tormento se adianta
Na palavra rude e quanta
Emoção a cada dia.
3
Jorram d’olhos as certezas
Que pudessem me trazer
Tão somente este querer
Ou quem sabe mais surpresas.
Os meus dias, meras presas,
A vontade de saber
O que possa mesmo ser
Outro fardo em velhas mesas.
Ansiosamente vejo
O que tente num lampejo
Desenhando em claridade,
A versão que se aprofunda
Mesmo na alma vagabunda
O terror agora invade.
4
Levo além do que podia
Todo o sonho de um passado
Ao viver esta agonia
Noutro tanto desenhado,
Pouco a pouco não veria
O momento desejado
E se fosse esta utopia
Onde o tanto é sonegado.
Verso sobre o nada ter
E procuro calmamente
O que possa me trazer
O caminho que apresente
A vontade de viver
Revogando a dor, demente.
5
Longamente vejo a vida
De tal forma que se possa
Traduzir a despedida
Que se molda em rude troça
Na esperança a ser cumprida
Na verdade que se endossa
Outra cena repetida,
Traduzindo a sorte; nossa.
Já não pude mergulhar
Nos anseios da esperança
E seguindo sem lugar
O meu passo nada alcança
Sei apenas divagar
Entre as fúrias da lembrança.
6
Cravo os olhos no passado
E procuro algum momento
Onde o tempo anunciado
Traduzisse o quanto alento
Deste mundo decorado
Pela essência de um tormento
Que deveras quando evado
Trago ou pelo menos tento.
Vendo a fonte iridescente
O cenário se apresente
Num instante ou pouco além
Do que trama em rude passo,
Quando possa e nada faço,
Com certeza, nada vem.
7
Vagamente acreditara
Nas verdades mais cruéis
Se esta noite se fez clara
Meus anseios são corcéis
Que procuram na seara
Doces sonhos, tantos méis
E se possa e se escancara
O que vejo em carrosséis.
Nada mais pudera quando
A saudade me domasse,
Outro tempo mais nefando
Resumindo o velho impasse
A minha alma se moldando
Onde o todo em paz se trace.
8
Bravamente vejo o rumo
Discernindo o que viria
E se possa e já resumo
Meu cantar em poesia,
A palavra que consumo
Traz engodo a cada dia,
Levemente em teu aprumo,
Resta apenas fantasia.
Não tivera melhor sorte
Nem tampouco mesmo a luz
Que deveras nos conforte
Noutro instante me conduz
Ao que possa ser um norte
Onde o sonho, eu sempre pus.
9
Navegando em mar distante
Do que outrora fora meu,
O caminho deslumbrante
A verdade me escondeu,
O tormento se garante
Estendendo ao ledo breu
O que pude num instante
Ou talvez neste apogeu,
Resumindo o que interessa
Na vontade mais sutil,
Vou seguindo sem ter pressa
O que o sonho não reviu,
Deste amor, leda promessa,
Mas a sorte se faz vil.
10
Apresento cada verso
Como fosse uma emoção
Noutro tempo mais disperso
Ouso até na negação,
Do que possa e desconverso
Sem saber da solução
Que pudera em tom diverso
Desenhar além do não.
Resumisse minha vida
No que tente acreditar
Ou se trama esta saída
Ou desenha algum lugar
Na certeza que lapida
O que tento adivinhar.
11
Brincadeiras desta sorte
Que em revés se faz presente
No caminho onde se tente
Nada mais tanto conforte,
O momento rude e forte
O cenário imprevidente
Outro tanto impertinente
Pousa além e não suporte.
Tento apenas o que vejo
E se possa num lampejo
Desenhara em noite escura,
A vontade se dilui
E o meu sonho não mais flui
Quando a sorte se amargura.
12
Cravejando de esperanças
O que tanto poderia
Onde tu deveras lanças
A verdade em sintonia,
Nada vejo quando avanças
Percorrendo em poesia
Enfrentando tais mudanças
Ou gerando esta agonia.
Nada tendo de meu nisto,
A certeza quando insisto
Molda em versos o caminho,
Noutro tempo se mostrara
A beleza da seara
Ou o sonho mais daninho.
13
Dividindo cada encanto
Com meus erros contumazes
Sei que além tanto me trazes
A verdade que garanto
Noutro tom sempre adianto,
Derrotado por tenazes
Delirantes, loucas fases
Do momento em raro espanto.
Novidade? Nada disso,
O meu mundo sempre fora
A palavra que cobiço
Numa sorte tentadora,
Mas ao fundo em falso viço
Alma segue sofredora.
14
Esperando qualquer fonte
Do que fora num segundo
O que tanto ora aprofundo
Na certeza que desponte,
O meu tempo não aponte
O que vejo em ledo mundo,
A certeza em que me inundo,
O viver noutro horizonte,
Sem saber o que viria
O momento se reflete
E se possa a cada dia
Noutro tom já me compete
Discernir da fantasia
O que a dor sempre repete.
15
Vejo a sorte diversa do momento
Onde o todo pudera desenhar
A verdade se trama a divagar
No caminho onde busco novo alento,
O meu canto derrama o sentimento
E se pude num rumo trafegar,
O cenário moldando devagar
Traz apenas o velho sofrimento,
Nos enganos que pude conceber
O tormento se mostra soberano,
Quero mais e tentasse perceber
O momento diverso onde me dano,
A palavra traduz o quanto veio,
Permitindo quem sabe, o devaneio...
domingo, 29 de maio de 2011
1
Desses sonhos mais audazes
O que tanto se buscasse
Ao vencer qualquer impasse
Noutro tanto tu me trazes.
Os anseios mais tenazes
Outro tempo que se trace
A verdade onde embarace
Louco amor em raras fases.
A vereda se adentrando
Numa espécie de desejo
Traduzindo manso e brando
O caminho onde prevejo
O meu mundo me apontando
Pouco mais que este lampejo.
2
O momento me permita
Consolar os erros tantos
E se possa em desencantos
Ter a luta mesmo aflita,
No cenário que reflita
Os diversos vãos quebrantos
Recobrando velhos mantos
Onde a sorte se acredita.
Nada mais pudesse ver
Senão isto e mesmo assim,
O que possa dar prazer
Traduzindo o mero fim
Tanto pude conhecer
Quanto vive dentro em mim.
3
Não me cabe mais falar
Do vazio que deixaste
E se possa caminhar
Entremeio tal desgaste
Onde tanto quis sonhar
E deveras mal notaste
O que teime em delirar
E deveras já se afaste.
Novo tempo, velho rumo,
Este verso que presumo
Tenta apenas novo tom,
De um cenário sem encanto
Do momento onde garanto
A esperança em ledo dom.
4
Quero apenas descobrir
Os anseios mais vulgares
E se tanto ora notares
Pouca coisa inda há de vir,
No momento a resumir
Nossos templos nos altares
Respirando antigos ares
Do que tente redimir.
Nas versões mais inconstantes
O que tanto me adiantes
Não permite qualquer passo,
Da esperança em tal proveito
O caminho a ser aceito
Já não trama o quanto faço.
5
Esperasse alguma sorte
Bem diversa da que vejo
O meu sonho se comporte
Ou talvez trace o desejo
De quem possa contra o corte
Ou no amor, um raro ensejo,
O cenário que conforte
E traduz além lampejo,
Vagamente sei do tanto
Que se fez indispensável
O caminho onde me espanto
Com o tempo interminável
E se possa ter tal pranto,
O meu verso, inconsolável.
6
Recebendo com carinho
Cada termo que se trama
Onde a vida acende a chama
Da esperança que adivinho,
Bebo um gole e se mesquinho
O meu verso nada exclama
Desenhando o mesmo drama
Procurando além do ninho,
Na incerteza que se tente
Mal prossegue o penitente
Entre os ermos de minha alma
A palavra se traduz
No que possa em própria luz
E deveras não me acalma.
7
Trago apenas a certeza
De um momento aonde a sorte
Mais diversa se comporte
Colocando-a sobre a mesa,
A palavra sem dureza
Outro canto aonde aporte
A vontade sem o corte
Esperança sem surpresa.
Nada mais quero sentir
E pudera ter em mente
O que tanto já se sente
Num anseio que há de vir
Traduzindo plenamente
Deste amor doce porvir.
8
Única verdade eu sinto
Na expressão que nos condena
A incerteza a cada cena
O tormento em raro instinto,
E se bebo deste absinto
A vontade se faz plena
E o que possa e não se acena
Traz o olhar enquanto minto.
Traduzindo cada frase
No que tanto ora defase
Meu momento se perdendo,
O meu verso sem proveito
No final eu sempre aceito,
Mesmo sendo vago e horrendo.
9
Imolasse cada sonho
Envolvido nesta bruma
A vacante luz apruma
O que possa e não componho
Outro tanto mais bisonho,
A saudade já se esfuma
E pudesse ser tal pluma
O momento onde proponho,
Versos feitos neste ocaso
E se tanto ora me atraso
Nada vejo após a curva,
A visão se mostra turva
E o meu canto em ressonância
Traz em si a velha estância.
10
Ouço o vento nos chamando,
Mansamente tento além
Do que possa e já convém
A quem sabe ser mais brando;
Ou deveras revoando
Quando o nada sempre vem
Traduzindo estar aquém
Do que possa em novo bando.
O meu verso sem paragem
O meu tempo em leda aragem
O meu mundo se perdendo.
O caminho que pudera
Ter a sorte mais sincera
Traz a dor em dividendo.
11
Pouco a pouco se desfaz
O que possa o coração
Entre a velha redenção
E o que fora outrora em paz,
Não se molda o que se traz
Nem sublime dimensão
Outros dias moldarão
O momento mais capaz,
Nada vejo e não teria
Mesmo em vida mais sombria
Sem saber do que se busca
Tentativas sem sucesso
E deveras, se eu regresso
A passada se faz brusca.
12
Aprendendo vagamente
Ao que possa nos trazer
Muito além de algum prazer
O que tanto se acrescente
Ao anseio impertinente
Ou quem saber mesmo ver
O caminho a percorrer
Noutro clima ora envolvente.
Resumindo o que me basta
A palavra mais nefasta
O cenário sem efeitos,
O meu dia se nublando
Outro tempo desenhando
Muito além dos meus direitos.
13
Sigo as tramas como um rastro
Do que eu possa inda viver
Na palavra a se tolher
No caminho onde me alastro
Neste espaço vejo um astro
Teu anseio, eu posso ver
Noutro tempo onde o não crer
Moldaria um firme lastro.
Quem me dera ser feliz.
O mergulho no passado
Diz do tempo iluminado,
Mas meu todo ora desfiz,
E bebendo gole a gole
Nada mais ora console.
14
Devo apenas te falar
Do que possa noutro engano
Provocando o que sonhar
Sem saber do velho plano
Onde tento caminhar
E decerto se eu me dano
Nada vejo a desenhar
Tão somente o ser insano,
Vagamente pude até
Noutro tempo em rumo à fé
Traduzir esta versão
Do meu canto sem paragem
Do vazio da bagagem
Desta turva solidão.
15
Faz um tempo que eu quero te dizer
Dos momentos felizes que esperava
A minha alma da tua sendo escrava
O meu canto se molda em teu prazer,
Na verdade pudesse recolher
A explosão que deveras me tocava
Noutro instante vislumbro a velha clava
Numa angústia diversa a se trazer.
Vejo apenas o quanto poderia
A palavra sensata em primavera,
O meu mundo decerto destempera
Quando a noite se molda mais sombria
E se vejo o que tanto não queria
Alimento a verdade mais sincera.
Desses sonhos mais audazes
O que tanto se buscasse
Ao vencer qualquer impasse
Noutro tanto tu me trazes.
Os anseios mais tenazes
Outro tempo que se trace
A verdade onde embarace
Louco amor em raras fases.
A vereda se adentrando
Numa espécie de desejo
Traduzindo manso e brando
O caminho onde prevejo
O meu mundo me apontando
Pouco mais que este lampejo.
2
O momento me permita
Consolar os erros tantos
E se possa em desencantos
Ter a luta mesmo aflita,
No cenário que reflita
Os diversos vãos quebrantos
Recobrando velhos mantos
Onde a sorte se acredita.
Nada mais pudesse ver
Senão isto e mesmo assim,
O que possa dar prazer
Traduzindo o mero fim
Tanto pude conhecer
Quanto vive dentro em mim.
3
Não me cabe mais falar
Do vazio que deixaste
E se possa caminhar
Entremeio tal desgaste
Onde tanto quis sonhar
E deveras mal notaste
O que teime em delirar
E deveras já se afaste.
Novo tempo, velho rumo,
Este verso que presumo
Tenta apenas novo tom,
De um cenário sem encanto
Do momento onde garanto
A esperança em ledo dom.
4
Quero apenas descobrir
Os anseios mais vulgares
E se tanto ora notares
Pouca coisa inda há de vir,
No momento a resumir
Nossos templos nos altares
Respirando antigos ares
Do que tente redimir.
Nas versões mais inconstantes
O que tanto me adiantes
Não permite qualquer passo,
Da esperança em tal proveito
O caminho a ser aceito
Já não trama o quanto faço.
5
Esperasse alguma sorte
Bem diversa da que vejo
O meu sonho se comporte
Ou talvez trace o desejo
De quem possa contra o corte
Ou no amor, um raro ensejo,
O cenário que conforte
E traduz além lampejo,
Vagamente sei do tanto
Que se fez indispensável
O caminho onde me espanto
Com o tempo interminável
E se possa ter tal pranto,
O meu verso, inconsolável.
6
Recebendo com carinho
Cada termo que se trama
Onde a vida acende a chama
Da esperança que adivinho,
Bebo um gole e se mesquinho
O meu verso nada exclama
Desenhando o mesmo drama
Procurando além do ninho,
Na incerteza que se tente
Mal prossegue o penitente
Entre os ermos de minha alma
A palavra se traduz
No que possa em própria luz
E deveras não me acalma.
7
Trago apenas a certeza
De um momento aonde a sorte
Mais diversa se comporte
Colocando-a sobre a mesa,
A palavra sem dureza
Outro canto aonde aporte
A vontade sem o corte
Esperança sem surpresa.
Nada mais quero sentir
E pudera ter em mente
O que tanto já se sente
Num anseio que há de vir
Traduzindo plenamente
Deste amor doce porvir.
8
Única verdade eu sinto
Na expressão que nos condena
A incerteza a cada cena
O tormento em raro instinto,
E se bebo deste absinto
A vontade se faz plena
E o que possa e não se acena
Traz o olhar enquanto minto.
Traduzindo cada frase
No que tanto ora defase
Meu momento se perdendo,
O meu verso sem proveito
No final eu sempre aceito,
Mesmo sendo vago e horrendo.
9
Imolasse cada sonho
Envolvido nesta bruma
A vacante luz apruma
O que possa e não componho
Outro tanto mais bisonho,
A saudade já se esfuma
E pudesse ser tal pluma
O momento onde proponho,
Versos feitos neste ocaso
E se tanto ora me atraso
Nada vejo após a curva,
A visão se mostra turva
E o meu canto em ressonância
Traz em si a velha estância.
10
Ouço o vento nos chamando,
Mansamente tento além
Do que possa e já convém
A quem sabe ser mais brando;
Ou deveras revoando
Quando o nada sempre vem
Traduzindo estar aquém
Do que possa em novo bando.
O meu verso sem paragem
O meu tempo em leda aragem
O meu mundo se perdendo.
O caminho que pudera
Ter a sorte mais sincera
Traz a dor em dividendo.
11
Pouco a pouco se desfaz
O que possa o coração
Entre a velha redenção
E o que fora outrora em paz,
Não se molda o que se traz
Nem sublime dimensão
Outros dias moldarão
O momento mais capaz,
Nada vejo e não teria
Mesmo em vida mais sombria
Sem saber do que se busca
Tentativas sem sucesso
E deveras, se eu regresso
A passada se faz brusca.
12
Aprendendo vagamente
Ao que possa nos trazer
Muito além de algum prazer
O que tanto se acrescente
Ao anseio impertinente
Ou quem saber mesmo ver
O caminho a percorrer
Noutro clima ora envolvente.
Resumindo o que me basta
A palavra mais nefasta
O cenário sem efeitos,
O meu dia se nublando
Outro tempo desenhando
Muito além dos meus direitos.
13
Sigo as tramas como um rastro
Do que eu possa inda viver
Na palavra a se tolher
No caminho onde me alastro
Neste espaço vejo um astro
Teu anseio, eu posso ver
Noutro tempo onde o não crer
Moldaria um firme lastro.
Quem me dera ser feliz.
O mergulho no passado
Diz do tempo iluminado,
Mas meu todo ora desfiz,
E bebendo gole a gole
Nada mais ora console.
14
Devo apenas te falar
Do que possa noutro engano
Provocando o que sonhar
Sem saber do velho plano
Onde tento caminhar
E decerto se eu me dano
Nada vejo a desenhar
Tão somente o ser insano,
Vagamente pude até
Noutro tempo em rumo à fé
Traduzir esta versão
Do meu canto sem paragem
Do vazio da bagagem
Desta turva solidão.
15
Faz um tempo que eu quero te dizer
Dos momentos felizes que esperava
A minha alma da tua sendo escrava
O meu canto se molda em teu prazer,
Na verdade pudesse recolher
A explosão que deveras me tocava
Noutro instante vislumbro a velha clava
Numa angústia diversa a se trazer.
Vejo apenas o quanto poderia
A palavra sensata em primavera,
O meu mundo decerto destempera
Quando a noite se molda mais sombria
E se vejo o que tanto não queria
Alimento a verdade mais sincera.
sábado, 28 de maio de 2011
1
Se eu pudesse simplesmente
Encontrar a tradução
Do que possa em dimensão
Tão diversa num repente
Outro tanto que se invente
Procurando a direção
Dos caminhos que virão
Envolvendo o tom frequente
Das masmorras da esperança
Onde o nada se entranhando
Leva ao verso que se lança
Noutro tanto mesmo quando
O que gere confiança
Pouco a pouco destoando.
2
Já não traga melhor sorte
O que possa ser diverso
Do caminho que comporte
Cada sonho ou louco verso
A verdade não aporte
Outro tempo mais disperso
Do que possa em ledo norte
Ou decerto desconverso,
Vejo apenas o vazio
Que traduza o dia a dia
A vereda desafio
E se possa moldaria
Procurando em cada fio
O que possa a fantasia.
3
Nada tenho dentro em mim
Que falasse do passado
E se tento ou mesmo vim
Desta forma já me evado,
O momento chega ao fim
E mergulho neste enfado
O tormento diz que enfim
Não serei tão desolado.
Versifico o quanto possa
E procuro nesta areia
A certeza que foi nossa
E o vazio ora rodeia
Encontrando mera troça
Quando o sol já me incendeia.
4
Sigo angustiadamente
Lancetado pelo medo
E se possa e não desmente
Minha vida ora concedo
Inda vejo esta semente
Onde o todo que procedo
Traz apenas em tal mente
A vontade noutro enredo.
Justifico cada passo
E procuro nova luz
O momento que inda traço
Leva ao quanto reproduz
O caminho em mim desfaço
E ao vazio eu faço jus.
5
São palavras, nada mais
O que pude de tal forma
Na verdade os temporais
Onde a vida se transforma
Procurasse qualquer cais
Ou seguisse antiga norma
Nos cenários desiguais
A palavra nos deforma,
A certeza não combina
E deveras não combate
O que fora cristalina
Sensação de mero abate
Onde há sorte e me fascina
Esperança diz resgate.
6
Já não vejo como esteja
O que tento acreditar
Na palavra que se almeja
Ou nos sonhos de um luar,
Pouco a pouco esta peleja
Possa em nada desvendar
O que fora e se deseja
Noutro tom, rumo e lugar,
Visto o quanto poderia
Noutro canto ter somente
O meu mundo em agonia
A incerteza não desmente
Numa noite amarga e fria
O tormento se pressente.
7
Beijo o sonho e na morena
A certeza realizada
A palavra que serena
Traz a sorte emoldurada
No que tanto fora amena
A verdade desejada
O caminho se condena
Ou traduz a velha estrada
Nada tento contra tudo
E se possa como eu quis
O momento onde me iludo
Superando a cicatriz
Quando tento e tanto mudo
Não me faço mais feliz.
8
Resta apenas o que trago
Neste olhar em busca vã
O que possa num afago
Traz a sorte tão malsã
No teu colo hoje divago
E fazendo-o meu divã
Cada sonho antigo; o apago
Num amor sem amanhã.
Tento crer na liberdade
E deveras não consigo,
Onde o tempo se degrade
Encontrando o velho abrigo
Superando qualquer grade
Separando joio e trigo.
9
Liberdade trama a luz
Que pudesse em meu caminho
Quando o tempo nos conduz
Na verdade se mesquinho
Combinando faço jus
Ao que possa em desalinho
Navegando não me pus
Nem pudera no teu ninho.
Versejando sem descanso
O meu prazo determina
O que possa e não alcanço
Quando a sorte, dita e sina
Traz o canto outrora manso
Hoje em voz rude assassina.
10
Tendo na alma este deserto
Que cultivo a cada queda
A palavra não acerto
O momento se segreda
Na verdade o templo aberto
Traz a rústica moeda
E se possa e já desperto
Noutro tanto a vida veda,
Enveredo neste espaço
Que espolia cada instante
Deste anseio que ora traço
No final nada garante
Tão somente o meu cansaço
Ou o quanto se adiante.
11
Nada tenho mais de meu
Nem teria se pudesse,
A incerteza em apogeu
A mortalha já se tece
O caminho se perdeu
No cenário em tal benesse
E o que possa se esqueceu
Ou também ora enlouquece.
Vagamente tendo a sorte
Que pudera vez em quando
O meu mundo me conforte
Mesmo quando desabando
Faz do canto o novo forte
Enfrentando o velho bando.
12
Já não posso mais lutar
Contra os erros da razão
A vontade a desfilar
No final esta emoção
O caminho a divagar
Sobre os tempos que virão
Outro céu, novo luar
Nesta rude escuridão
A incerteza me domina
E não traz um só caminho
Quando a sorte é cristalina
Prosseguindo mais sozinho
A loucura desatina
E meu passo é tão mesquinho.
13
São terríveis os enganos
Que deveras tu trouxeste
Neste sonho tantos danos
Velho solo mais agreste
E se possa em novos planos
A vereda se reveste
Dos momentos mais insanos
Ou do tempo em paz, celeste.
Simplesmente o que te trago
Trama o quanto nada tem,
O momento onde divago
Traz o medo e tudo bem,
Vou seguindo e se me alago
Procurasse novo alguém.
14
Regiamente desenhando
O meu tempo de viver
No que possa em contrabando
Mesmo até me convencer
Do momento mais infando
Que pudera conceber
No cenário desde quando
Ensinaste o perceber.
O meu tempo se esvaíra
Noutro tempo tão diverso
E se trago esta mentira
Noutro canto também verso
E se possa ou interfira
Sem razões eu desconverso.
15
Num momento feroz em tempestade
A vontade de ser quem mais pudera
Desenhando a verdade em rude fera
Ou talvez tendo enfim felicidade,
O meu tempo deveras à vontade
Não traduz o que fora longa espera
A incerteza domina e destempera
Mesmo quando a loucura nos agrade.
Não quisera sentir o quanto pude
Na palavra que tanto desilude
O meu barco garante qualquer porto,
Mas não sabe sequer o que virá
A vontade desenha desde já
O cenário tão vago de um aborto.
Se eu pudesse simplesmente
Encontrar a tradução
Do que possa em dimensão
Tão diversa num repente
Outro tanto que se invente
Procurando a direção
Dos caminhos que virão
Envolvendo o tom frequente
Das masmorras da esperança
Onde o nada se entranhando
Leva ao verso que se lança
Noutro tanto mesmo quando
O que gere confiança
Pouco a pouco destoando.
2
Já não traga melhor sorte
O que possa ser diverso
Do caminho que comporte
Cada sonho ou louco verso
A verdade não aporte
Outro tempo mais disperso
Do que possa em ledo norte
Ou decerto desconverso,
Vejo apenas o vazio
Que traduza o dia a dia
A vereda desafio
E se possa moldaria
Procurando em cada fio
O que possa a fantasia.
3
Nada tenho dentro em mim
Que falasse do passado
E se tento ou mesmo vim
Desta forma já me evado,
O momento chega ao fim
E mergulho neste enfado
O tormento diz que enfim
Não serei tão desolado.
Versifico o quanto possa
E procuro nesta areia
A certeza que foi nossa
E o vazio ora rodeia
Encontrando mera troça
Quando o sol já me incendeia.
4
Sigo angustiadamente
Lancetado pelo medo
E se possa e não desmente
Minha vida ora concedo
Inda vejo esta semente
Onde o todo que procedo
Traz apenas em tal mente
A vontade noutro enredo.
Justifico cada passo
E procuro nova luz
O momento que inda traço
Leva ao quanto reproduz
O caminho em mim desfaço
E ao vazio eu faço jus.
5
São palavras, nada mais
O que pude de tal forma
Na verdade os temporais
Onde a vida se transforma
Procurasse qualquer cais
Ou seguisse antiga norma
Nos cenários desiguais
A palavra nos deforma,
A certeza não combina
E deveras não combate
O que fora cristalina
Sensação de mero abate
Onde há sorte e me fascina
Esperança diz resgate.
6
Já não vejo como esteja
O que tento acreditar
Na palavra que se almeja
Ou nos sonhos de um luar,
Pouco a pouco esta peleja
Possa em nada desvendar
O que fora e se deseja
Noutro tom, rumo e lugar,
Visto o quanto poderia
Noutro canto ter somente
O meu mundo em agonia
A incerteza não desmente
Numa noite amarga e fria
O tormento se pressente.
7
Beijo o sonho e na morena
A certeza realizada
A palavra que serena
Traz a sorte emoldurada
No que tanto fora amena
A verdade desejada
O caminho se condena
Ou traduz a velha estrada
Nada tento contra tudo
E se possa como eu quis
O momento onde me iludo
Superando a cicatriz
Quando tento e tanto mudo
Não me faço mais feliz.
8
Resta apenas o que trago
Neste olhar em busca vã
O que possa num afago
Traz a sorte tão malsã
No teu colo hoje divago
E fazendo-o meu divã
Cada sonho antigo; o apago
Num amor sem amanhã.
Tento crer na liberdade
E deveras não consigo,
Onde o tempo se degrade
Encontrando o velho abrigo
Superando qualquer grade
Separando joio e trigo.
9
Liberdade trama a luz
Que pudesse em meu caminho
Quando o tempo nos conduz
Na verdade se mesquinho
Combinando faço jus
Ao que possa em desalinho
Navegando não me pus
Nem pudera no teu ninho.
Versejando sem descanso
O meu prazo determina
O que possa e não alcanço
Quando a sorte, dita e sina
Traz o canto outrora manso
Hoje em voz rude assassina.
10
Tendo na alma este deserto
Que cultivo a cada queda
A palavra não acerto
O momento se segreda
Na verdade o templo aberto
Traz a rústica moeda
E se possa e já desperto
Noutro tanto a vida veda,
Enveredo neste espaço
Que espolia cada instante
Deste anseio que ora traço
No final nada garante
Tão somente o meu cansaço
Ou o quanto se adiante.
11
Nada tenho mais de meu
Nem teria se pudesse,
A incerteza em apogeu
A mortalha já se tece
O caminho se perdeu
No cenário em tal benesse
E o que possa se esqueceu
Ou também ora enlouquece.
Vagamente tendo a sorte
Que pudera vez em quando
O meu mundo me conforte
Mesmo quando desabando
Faz do canto o novo forte
Enfrentando o velho bando.
12
Já não posso mais lutar
Contra os erros da razão
A vontade a desfilar
No final esta emoção
O caminho a divagar
Sobre os tempos que virão
Outro céu, novo luar
Nesta rude escuridão
A incerteza me domina
E não traz um só caminho
Quando a sorte é cristalina
Prosseguindo mais sozinho
A loucura desatina
E meu passo é tão mesquinho.
13
São terríveis os enganos
Que deveras tu trouxeste
Neste sonho tantos danos
Velho solo mais agreste
E se possa em novos planos
A vereda se reveste
Dos momentos mais insanos
Ou do tempo em paz, celeste.
Simplesmente o que te trago
Trama o quanto nada tem,
O momento onde divago
Traz o medo e tudo bem,
Vou seguindo e se me alago
Procurasse novo alguém.
14
Regiamente desenhando
O meu tempo de viver
No que possa em contrabando
Mesmo até me convencer
Do momento mais infando
Que pudera conceber
No cenário desde quando
Ensinaste o perceber.
O meu tempo se esvaíra
Noutro tempo tão diverso
E se trago esta mentira
Noutro canto também verso
E se possa ou interfira
Sem razões eu desconverso.
15
Num momento feroz em tempestade
A vontade de ser quem mais pudera
Desenhando a verdade em rude fera
Ou talvez tendo enfim felicidade,
O meu tempo deveras à vontade
Não traduz o que fora longa espera
A incerteza domina e destempera
Mesmo quando a loucura nos agrade.
Não quisera sentir o quanto pude
Na palavra que tanto desilude
O meu barco garante qualquer porto,
Mas não sabe sequer o que virá
A vontade desenha desde já
O cenário tão vago de um aborto.
Assinar:
Postagens (Atom)