A sórdida presença de um passado
Voracidade exposta na tocaia,
O sangue que deveras já se esvaia
E o verso sobre o fato consumado,
Meu canto que se faça desolado,
O medo não pudera e nem se espraia
A fúria que invadisse cada praia,
O peso destruindo campo e prado,
Devastações em tantas ilusões
E nisto este cenário que compões
Expressa o fim do jogo e nada mais,
Meu verso se entranhando no vazio
E quando sem astúcia desafio,
Eu bebo os teus diversos vendavais.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
SIMPLESMENTE SOBREVIVO
Sem ter qualquer desculpa, sigo aquém,
Do tanto que se faça mais presente
A vida de tal forma se apresente
E o mundo com certeza nada tem.
Meu canto desenhando este desdém,
O luto se desenha imprevidente,
O sonho mais sutil, mesmo envolvente,
Versando sobre o fato nunca vem.
O passo mais audaz e a mão ligeira
Enquanto na esperança que se queira
O vento se espalhasse sem motivo,
O vago caminheiro sem destino
Ainda quando possa mal domino,
E sei que simplesmente sobrevivo.
Do tanto que se faça mais presente
A vida de tal forma se apresente
E o mundo com certeza nada tem.
Meu canto desenhando este desdém,
O luto se desenha imprevidente,
O sonho mais sutil, mesmo envolvente,
Versando sobre o fato nunca vem.
O passo mais audaz e a mão ligeira
Enquanto na esperança que se queira
O vento se espalhasse sem motivo,
O vago caminheiro sem destino
Ainda quando possa mal domino,
E sei que simplesmente sobrevivo.
NOTÍCIAS
Olhando para as trágicas notícias
Que tingem a esperança em rubra tez,
O quanto poderia e não se fez,
A vida se desenha em tais sevícias,
Os olhos procurando vãs carícias
E o tempo se desenha insensatez
Vagando quanto possa e sem talvez
Vivendo de alegrias tão fictícias,
Os passos procurando algum apoio,
Os dias se aglutinam num comboio
E o vento se transforma em face escusa,
Versando sobre o quanto inda me resta,
A vida penetrando cada fresta,
Meu passo com vazios intercruza.
Que tingem a esperança em rubra tez,
O quanto poderia e não se fez,
A vida se desenha em tais sevícias,
Os olhos procurando vãs carícias
E o tempo se desenha insensatez
Vagando quanto possa e sem talvez
Vivendo de alegrias tão fictícias,
Os passos procurando algum apoio,
Os dias se aglutinam num comboio
E o vento se transforma em face escusa,
Versando sobre o quanto inda me resta,
A vida penetrando cada fresta,
Meu passo com vazios intercruza.
AS TEIAS DE UMA VIDA
Resumos de entrelaces mais fugazes
Enveredando as teias de uma vida,
Há tanto noutro ponto convencida
Deixando que se veja enfim tais ases,
E nisto o quanto possa e não me trazes
A sorte de tal forma sendo urdida,
Encontro o quanto tenha em tal saída,
Restando estes momentos contumazes.
Não quero e nem pudesse ser diverso
E quando sem defesas tento e verso
Disperso este universo feito em luz,
O medo se aproxima, mansamente,
E o quanto da verdade se apresente
Transforma o que se queira e me conduz.
Enveredando as teias de uma vida,
Há tanto noutro ponto convencida
Deixando que se veja enfim tais ases,
E nisto o quanto possa e não me trazes
A sorte de tal forma sendo urdida,
Encontro o quanto tenha em tal saída,
Restando estes momentos contumazes.
Não quero e nem pudesse ser diverso
E quando sem defesas tento e verso
Disperso este universo feito em luz,
O medo se aproxima, mansamente,
E o quanto da verdade se apresente
Transforma o que se queira e me conduz.
AMIZADE.
Uma amizade é feita dia a dia
E nada mais vencera esta união
O canto se moldando desde então
E nisto todo o sonho que eu teria,
Pousando contra a luta em ironia,
Traçando o quanto possa em solução
E vendo os dias fartos que virão
Ainda quando reste uma agonia,
Olhando para frente este horizonte
A vida noutro instante já me aponte
O mundo se desenha de tal forma
Que o cálice mostrando este preciso
Momento enquanto além eu me matizo,
Vivendo o que de fato nos transforma.
E nada mais vencera esta união
O canto se moldando desde então
E nisto todo o sonho que eu teria,
Pousando contra a luta em ironia,
Traçando o quanto possa em solução
E vendo os dias fartos que virão
Ainda quando reste uma agonia,
Olhando para frente este horizonte
A vida noutro instante já me aponte
O mundo se desenha de tal forma
Que o cálice mostrando este preciso
Momento enquanto além eu me matizo,
Vivendo o que de fato nos transforma.
LUA AZUL
Lua azul, clareando meu inverno,
Não quero ter sentido nem senão,
Quebrando essa cadeia, beijo o chão...
Nem sei mais qual o corte do meu terno.
Sabia que tentava desse inferno,
Buscar a melodia num grotão,
Mas quebrando uma corrente, digo não
Nem me importa ser velho ou ser moderno...
A tua gravidez é, na verdade,
Um resto de sincera lealdade.
Mas quem sabe de tudo bem se cala.
As vozes que transtornam, paranóicas,
A vida tem antenas parabólicas,
Permitindo teu retrato em minha sala...
Não quero ter sentido nem senão,
Quebrando essa cadeia, beijo o chão...
Nem sei mais qual o corte do meu terno.
Sabia que tentava desse inferno,
Buscar a melodia num grotão,
Mas quebrando uma corrente, digo não
Nem me importa ser velho ou ser moderno...
A tua gravidez é, na verdade,
Um resto de sincera lealdade.
Mas quem sabe de tudo bem se cala.
As vozes que transtornam, paranóicas,
A vida tem antenas parabólicas,
Permitindo teu retrato em minha sala...
O MUNDO MAIS DIVERSO
Aponta-se decerto numa esquina
O mundo mais diverso do que pude
Tramar o quanto reste em juventude,
E nisto outro caminho me domina,
A vida se presume e se destina
No quanto se desenha bem mais rude,
E o tanto quanto queira e se transmude
Vagando sem sentido, me alucina,
O quanto não quisera sem temores
E sei que prosseguindo enquanto fores
Vencer o dia a dia a cada instante,
Resumos de momentos mais diversos
Ousando acreditar em novos versos
Aonde o que virá já se garante.
O mundo mais diverso do que pude
Tramar o quanto reste em juventude,
E nisto outro caminho me domina,
A vida se presume e se destina
No quanto se desenha bem mais rude,
E o tanto quanto queira e se transmude
Vagando sem sentido, me alucina,
O quanto não quisera sem temores
E sei que prosseguindo enquanto fores
Vencer o dia a dia a cada instante,
Resumos de momentos mais diversos
Ousando acreditar em novos versos
Aonde o que virá já se garante.
APÓS O NADA
Ainda que se veja após o nada
Algum clarão que possa nos trazer
Qualquer momento feito em tal prazer
Deixando para trás a alma lavada,
A sorte noutra farsa desenhada,
O mundo aproximando do meu ser,
O quanto se desenha em tal poder,
Vagando pelos rumos desta estrada.
Ousasse vacilante companheiro,
Aonde na incerteza se me esgueiro
Encontro os meus temores contumazes,
E assim que perceberes o final,
A vida segue em tosco ritual
Traçando o que deveras sei que trazes.
Algum clarão que possa nos trazer
Qualquer momento feito em tal prazer
Deixando para trás a alma lavada,
A sorte noutra farsa desenhada,
O mundo aproximando do meu ser,
O quanto se desenha em tal poder,
Vagando pelos rumos desta estrada.
Ousasse vacilante companheiro,
Aonde na incerteza se me esgueiro
Encontro os meus temores contumazes,
E assim que perceberes o final,
A vida segue em tosco ritual
Traçando o que deveras sei que trazes.
MELHOR TRAMA
Já não mais me coubera melhor trama
Que a velha conhecida desde outrora,
O tempo de tal forma me apavora
Negando o que pudesse ser a flama,
O tanto que se perde enquanto clama
Vagando aonde o rumo desancora,
O sonho com certeza sem ter hora,
Agora não expressa qualquer drama,
Melancolicamente a vida segue
E o tanto que se tente não consegue
Vencer as dissonâncias mais frequentes
Os rumos entrelaçam, curvas, retas,
Palavras são deveras incompletas,
Ainda que outro passo, inútil, tentes.
Que a velha conhecida desde outrora,
O tempo de tal forma me apavora
Negando o que pudesse ser a flama,
O tanto que se perde enquanto clama
Vagando aonde o rumo desancora,
O sonho com certeza sem ter hora,
Agora não expressa qualquer drama,
Melancolicamente a vida segue
E o tanto que se tente não consegue
Vencer as dissonâncias mais frequentes
Os rumos entrelaçam, curvas, retas,
Palavras são deveras incompletas,
Ainda que outro passo, inútil, tentes.
O VERSO MAIS AUDAZ
Não mais que meramente quis a sorte
Diversa da que tanto conhecera,
A vida se esvaindo, frágil cera,
O tempo não se tente nem comporte,
A vinda do que seja além do corte,
A porta do caminho se tecera
E o verso de tal forma obedecera
O todo que pudesse e não conforte,
Suporto as ventanias e pressinto
O quanto se mostrara quase extinto
Dos ácidos momentos quando os tive,
O verso mais audaz, o canto inútil,
O sonho muito embora sendo fútil,
Traduz o quanto na alma sobrevive...
Diversa da que tanto conhecera,
A vida se esvaindo, frágil cera,
O tempo não se tente nem comporte,
A vinda do que seja além do corte,
A porta do caminho se tecera
E o verso de tal forma obedecera
O todo que pudesse e não conforte,
Suporto as ventanias e pressinto
O quanto se mostrara quase extinto
Dos ácidos momentos quando os tive,
O verso mais audaz, o canto inútil,
O sonho muito embora sendo fútil,
Traduz o quanto na alma sobrevive...
O LICOR DO SOFRIMENTO
Quem fora precipício fez-se monte.
Na minha sinfonia repetida,
Amanhecer resume-se na vida;
Meu passado, futuro, velha ponte...
Coração preparado pro desmonte;
Nem ponte de safena, essa ferida
Consegue desfazer. Vive caída,
Não sabe nem sequer; origem, fonte...
Bebi desse licor do sofrimento,
Embriagado, tantas vezes, tento;
Mas a risada mostra foi em vão!
Chega de teimosia, vê se manca,
Toda essa poesia me desanca...
Enquanto não tiver o teu perdão...
Na minha sinfonia repetida,
Amanhecer resume-se na vida;
Meu passado, futuro, velha ponte...
Coração preparado pro desmonte;
Nem ponte de safena, essa ferida
Consegue desfazer. Vive caída,
Não sabe nem sequer; origem, fonte...
Bebi desse licor do sofrimento,
Embriagado, tantas vezes, tento;
Mas a risada mostra foi em vão!
Chega de teimosia, vê se manca,
Toda essa poesia me desanca...
Enquanto não tiver o teu perdão...
Algemas
Trinca ferro cantando no quintal,
A minha mãe chamando pro almoço,
Água boa, trazida desse poço,
O sol quarando roupas no varal...
Minha irmã, procurando pelo sal,
A saudade fazendo um alvoroço;
Coração mergulhando no tal fosso
Dos castelos sonhados, bem e mal!
Como pude perder minha inocência,
Minhas tardes, envoltas nos problemas,
Pai, pedirei então, Vossa clemência!
Pois voltar, se pudesse, a ser criança,
Seria libertar-me das algemas,
Presas em tais fantasmas da lembrança...
A minha mãe chamando pro almoço,
Água boa, trazida desse poço,
O sol quarando roupas no varal...
Minha irmã, procurando pelo sal,
A saudade fazendo um alvoroço;
Coração mergulhando no tal fosso
Dos castelos sonhados, bem e mal!
Como pude perder minha inocência,
Minhas tardes, envoltas nos problemas,
Pai, pedirei então, Vossa clemência!
Pois voltar, se pudesse, a ser criança,
Seria libertar-me das algemas,
Presas em tais fantasmas da lembrança...
ACÁCIAS
Me recordo, criança temerária;
Acácias no jardim da minha casa...
A dor dessa saudade; vem, arrasa
Quem fora, um dia, vida libertária.
A saudade voando, procelária,
Me traz a sensação cruel da brasa;
O trem da juventude, já s’atrasa,
Deixando tão somente essa cor vária.
Nas flores tão singelas dessa acácia,
Seus cachos amarelos, numa fáscia
Dos sentimentos, cortam, fundo talho...
Quem soube de meus dias, já se vai.
A tarde d’existência, triste, cai...
Sobrando do meu mundo, um só retalho...
Saudades das acácias que perdi,
Quando era tão feliz, por ser criança,
As acácias não saem da lembrança;
São marcas desse tempo que vivi!
Acácias no jardim da minha casa...
A dor dessa saudade; vem, arrasa
Quem fora, um dia, vida libertária.
A saudade voando, procelária,
Me traz a sensação cruel da brasa;
O trem da juventude, já s’atrasa,
Deixando tão somente essa cor vária.
Nas flores tão singelas dessa acácia,
Seus cachos amarelos, numa fáscia
Dos sentimentos, cortam, fundo talho...
Quem soube de meus dias, já se vai.
A tarde d’existência, triste, cai...
Sobrando do meu mundo, um só retalho...
Saudades das acácias que perdi,
Quando era tão feliz, por ser criança,
As acácias não saem da lembrança;
São marcas desse tempo que vivi!
12/10/2011
Descendo para o Sul eu encontrei
A sorte que buscara há tantos anos,
A vida se moldando em desenganos
O tempo ora nublando toda a grei,
Quem dera se este amor traçasse a lei
Mudando a direção dos velhos planos
Tornando os corações bem mais humanos
Marcando quantas vezes desejei.
Não pude acreditar quando vieste,
A sorte sempre fora tão agreste
E o mundo se desnuda em verso e dor.
Na trágica expressão mais solitária
A luta mesmo sendo necessária
Jamais traria a paz, senão rancor.
2
Nas margens do Guaíba uma sereia,
Ou mesmo a divindade feita em gente,
A sorte se moldando plenamente
Enquanto esta emoção sempre incendeia,
A luta do passado se permeia
Com toda esta emoção que uma alma sente,
Vivendo tanto amor e fartamente
Seguindo cada estrela e a lua cheia.
O verso não alcança seus ouvidos,
Seus cantos entre tantos reunidos
Confundem-se com trânsito, buzinas.
Mas mesmo de tal forma ora me encanto,
Até não mais ouvindo o raro canto,
Sereia; com certeza me fascinas.
3
O quanto deste todo sempre traz
Alguma solução e não soubera
Deixando para trás a vida fera
Bebendo cada gota feita em paz,
Na vida tanta coisa satisfaz,
Porém novo caminho degenera
E deixa para trás em rota esfera
O todo que julgasse mais audaz.
No sanguinário tempo feito em ódio
Qualquer batalha traz em louro, o pódio
E o verso perde até qualquer sentido,
Porém no libertário pensamento
O sonho mais sublime que ora tento,
Trazendo farto amor quando o lapido.
Descendo para o Sul eu encontrei
A sorte que buscara há tantos anos,
A vida se moldando em desenganos
O tempo ora nublando toda a grei,
Quem dera se este amor traçasse a lei
Mudando a direção dos velhos planos
Tornando os corações bem mais humanos
Marcando quantas vezes desejei.
Não pude acreditar quando vieste,
A sorte sempre fora tão agreste
E o mundo se desnuda em verso e dor.
Na trágica expressão mais solitária
A luta mesmo sendo necessária
Jamais traria a paz, senão rancor.
2
Nas margens do Guaíba uma sereia,
Ou mesmo a divindade feita em gente,
A sorte se moldando plenamente
Enquanto esta emoção sempre incendeia,
A luta do passado se permeia
Com toda esta emoção que uma alma sente,
Vivendo tanto amor e fartamente
Seguindo cada estrela e a lua cheia.
O verso não alcança seus ouvidos,
Seus cantos entre tantos reunidos
Confundem-se com trânsito, buzinas.
Mas mesmo de tal forma ora me encanto,
Até não mais ouvindo o raro canto,
Sereia; com certeza me fascinas.
3
O quanto deste todo sempre traz
Alguma solução e não soubera
Deixando para trás a vida fera
Bebendo cada gota feita em paz,
Na vida tanta coisa satisfaz,
Porém novo caminho degenera
E deixa para trás em rota esfera
O todo que julgasse mais audaz.
No sanguinário tempo feito em ódio
Qualquer batalha traz em louro, o pódio
E o verso perde até qualquer sentido,
Porém no libertário pensamento
O sonho mais sublime que ora tento,
Trazendo farto amor quando o lapido.
A ALMA DAS ÁRVORES
Procuro a alma das árvores, floresta;
Encontro tão somente esse lamento.
Quisera perceber um só momento,
Do duvidoso tempo que me resta...
Sentidos tão banais, a vida atesta
Que nunca mais terei um só tormento,
Nas falsas esperanças em que tento,
Viver das alegrias, finjo festa...
Nas almas dessas matas, sou machado;
Podando o que puder ter encontrado.
Na seiva que seringo, sangra a vida.
Viver? Quem dera! Sigo sem sentido,
Meu mundo vai girando, estou perdido,
Minha alma qual das árvores, ferida...
Encontro tão somente esse lamento.
Quisera perceber um só momento,
Do duvidoso tempo que me resta...
Sentidos tão banais, a vida atesta
Que nunca mais terei um só tormento,
Nas falsas esperanças em que tento,
Viver das alegrias, finjo festa...
Nas almas dessas matas, sou machado;
Podando o que puder ter encontrado.
Na seiva que seringo, sangra a vida.
Viver? Quem dera! Sigo sem sentido,
Meu mundo vai girando, estou perdido,
Minha alma qual das árvores, ferida...
Tempo Perdido
Eu vi teu nome exposto na manchete.
Procurei encontrar um resto teu,
Um resquício qualquer, tudo morreu!
Muitas vezes, pensei, onde anda Bete?
Nas ruas, caminhando, téte e téte,
Com quem, eu sei, jamais te conheceu,
Buscava em cada rosto; um resto teu...
Agora, simplesmente, isso repete
A mesma sensação: total vazio!
Novas manchetes tolo, prenuncio;
No obituário da alma vais estar.
Quem fora a sensação de viva luz,
Num nada, simples nada, se reduz.
Tanto tempo perdido, a procurar!
Procurei encontrar um resto teu,
Um resquício qualquer, tudo morreu!
Muitas vezes, pensei, onde anda Bete?
Nas ruas, caminhando, téte e téte,
Com quem, eu sei, jamais te conheceu,
Buscava em cada rosto; um resto teu...
Agora, simplesmente, isso repete
A mesma sensação: total vazio!
Novas manchetes tolo, prenuncio;
No obituário da alma vais estar.
Quem fora a sensação de viva luz,
Num nada, simples nada, se reduz.
Tanto tempo perdido, a procurar!
THE PRIEST
Father Raimundo Nonato, pastor of the Viscount of Rio Branco, a town near my hometown, it was a traditional priest, using his relentless cassock, but had a good humor priceless.
Mulatto means pro obese, had taken a few that made us all, regardless of the mood that we presented before his arrival, we were quickly at ease with life.
It was you "win" the day.
I remember that one day, visiting my parents, who had gone to St. Paul College in teaching, even in Muriaé there, the priest seemed Nonato, unlike usual, the mood a bit different, even through moody, so to speak.
When asked by my father about why such a bad mood, the priest frown, talked about something else, trying at all costs to change the topic of conversation.
In vain, my father worried about his friend did not leave in peace, always wondering what was happening.
There are so many purchases, Nonato Father could no longer take the pressure and said:
-Mark, I'm kind of sorry for what I said the other day when Viscount of Rio Branco, in the hour of mass.
My father, he already knew his old friend, promptly changed the facies, the concern has a sly expression of who were expecting something.
- What happened, Father? He asked my father, who is half laughing.
- Well, I was performing the Mass when, you know these brand new pews, made of wood more resistant?
Well, the community had tried so hard to buy a new bank because the others were in a petition of misery, already eroded by termites and time. The new banks were beautiful, very beautiful, but I do not know what on earth one wag decided to scribble on the bench.
Scribble was still little, wrote a word of those ...
Then in the middle of the sermon, could not resist and said:
"Well, my brothers, worst of all was the word that this unhappy man wrote. So ugly I'm ashamed to say. But just to give you an idea: It is the woman, above the knee and below the navel! "
Mulatto means pro obese, had taken a few that made us all, regardless of the mood that we presented before his arrival, we were quickly at ease with life.
It was you "win" the day.
I remember that one day, visiting my parents, who had gone to St. Paul College in teaching, even in Muriaé there, the priest seemed Nonato, unlike usual, the mood a bit different, even through moody, so to speak.
When asked by my father about why such a bad mood, the priest frown, talked about something else, trying at all costs to change the topic of conversation.
In vain, my father worried about his friend did not leave in peace, always wondering what was happening.
There are so many purchases, Nonato Father could no longer take the pressure and said:
-Mark, I'm kind of sorry for what I said the other day when Viscount of Rio Branco, in the hour of mass.
My father, he already knew his old friend, promptly changed the facies, the concern has a sly expression of who were expecting something.
- What happened, Father? He asked my father, who is half laughing.
- Well, I was performing the Mass when, you know these brand new pews, made of wood more resistant?
Well, the community had tried so hard to buy a new bank because the others were in a petition of misery, already eroded by termites and time. The new banks were beautiful, very beautiful, but I do not know what on earth one wag decided to scribble on the bench.
Scribble was still little, wrote a word of those ...
Then in the middle of the sermon, could not resist and said:
"Well, my brothers, worst of all was the word that this unhappy man wrote. So ugly I'm ashamed to say. But just to give you an idea: It is the woman, above the knee and below the navel! "
Padre Raimundo Nonato
Padre Raimundo Nonato, parroco della visconte di Rio Branco, una cittadina vicino alla mia città natale, era un prete tradizionale, utilizzando la tonaca implacabile, ma era di buon umore inestimabile.
Mulato obesi, avevano alcune storie che ha lasciato tutti noi, indipendentemente dal clima che abbiamo presentato prima del suo arrivo, siamo stati rapidamente a suo agio con la vita.
Sei stato tu "vincere" la giornata.
Mi ricordo che un giorno, visitando i miei genitori, che erano andati a St. Paul College di insegnamento, anche in Muriaé lì, il sacerdote sembrava Nonato, a differenza di consueto, lo stato d'animo un po 'diverso, anche attraverso lunatico, per così dire.
Quando è stato chiesto da mio padre sul perché un tale cattivo umore, il cipiglio sacerdote, ha parlato di qualcosa d'altro, cercando a tutti i costi cambiare l'argomento di conversazione.
Invano, mio padre preoccupato per il suo amico non ha lasciato in pace, sempre chiedersi cosa stava accadendo.
Ci sono così tanti acquisti, Padre Nonato non poteva più prendere la pressione e ha detto:
-Mark, sono un po 'dispiaciuto per quello che ho detto l'altro giorno quando Visconte di Rio Branco, nell'ora della massa.
Mio padre, che già conosceva il suo vecchio amico, prontamente cambiato la facies, la preoccupazione è una espressione furba di chi si aspettava qualcosa.
- Cosa è successo, padre? Ha chiesto a mio padre, che sta ridendo metà.
- Beh, stava eseguendo la Messa quando, sai questi banchi nuovo di zecca, fatta di legno più resistente?
Ebbene, la comunità aveva cercato così duramente di acquistare una nuova banca perché gli altri erano in una petizione di miseria, già eroso dalle termiti e di tempo. Le nuove banche erano belle, molto belle, ma non so cosa diavolo uno burlone ha deciso di scarabocchiare in panchina.
Scribble era ancora piccolo, ha scritto una parola di quelle ...
Poi, nel bel mezzo della predica, non ha potuto resistere e ha detto:
"Beh, i miei fratelli, peggio di tutto era la parola che quest'uomo ha scritto infelice. Così brutto mi vergogno di dire. Ma solo per darvi un'idea: è la donna, sopra il ginocchio e sotto l'ombelico! "
Mulato obesi, avevano alcune storie che ha lasciato tutti noi, indipendentemente dal clima che abbiamo presentato prima del suo arrivo, siamo stati rapidamente a suo agio con la vita.
Sei stato tu "vincere" la giornata.
Mi ricordo che un giorno, visitando i miei genitori, che erano andati a St. Paul College di insegnamento, anche in Muriaé lì, il sacerdote sembrava Nonato, a differenza di consueto, lo stato d'animo un po 'diverso, anche attraverso lunatico, per così dire.
Quando è stato chiesto da mio padre sul perché un tale cattivo umore, il cipiglio sacerdote, ha parlato di qualcosa d'altro, cercando a tutti i costi cambiare l'argomento di conversazione.
Invano, mio padre preoccupato per il suo amico non ha lasciato in pace, sempre chiedersi cosa stava accadendo.
Ci sono così tanti acquisti, Padre Nonato non poteva più prendere la pressione e ha detto:
-Mark, sono un po 'dispiaciuto per quello che ho detto l'altro giorno quando Visconte di Rio Branco, nell'ora della massa.
Mio padre, che già conosceva il suo vecchio amico, prontamente cambiato la facies, la preoccupazione è una espressione furba di chi si aspettava qualcosa.
- Cosa è successo, padre? Ha chiesto a mio padre, che sta ridendo metà.
- Beh, stava eseguendo la Messa quando, sai questi banchi nuovo di zecca, fatta di legno più resistente?
Ebbene, la comunità aveva cercato così duramente di acquistare una nuova banca perché gli altri erano in una petizione di miseria, già eroso dalle termiti e di tempo. Le nuove banche erano belle, molto belle, ma non so cosa diavolo uno burlone ha deciso di scarabocchiare in panchina.
Scribble era ancora piccolo, ha scritto una parola di quelle ...
Poi, nel bel mezzo della predica, non ha potuto resistere e ha detto:
"Beh, i miei fratelli, peggio di tutto era la parola che quest'uomo ha scritto infelice. Così brutto mi vergogno di dire. Ma solo per darvi un'idea: è la donna, sopra il ginocchio e sotto l'ombelico! "
A MISA
A MISA
Padre Raimundo Nonato, pastor de la Vizconde de Río Branco, una ciudad cercana a mi ciudad natal, fue un sacerdote tradicional, con la sotana implacable, pero había un estado de ánimo inolvidable.
Mulato medio obeso, había algunas historias que nos dejó a todos, independientemente del estado de ánimo que hemos presentado antes de su llegada, de forma rápida y feliz.
Encontrarlo fue una fiesta.
Recuerdo que un día, visitando a mis padres, que habían ido a enseñar en St. Paul College, en Muriaé, el sacerdote parecía Nonato, a diferencia de costumbre, con un humor un tanto diferente, de mal humor a medio camino , por así decirlo.
Cuando se le preguntó por mi padre por qué de tan mal humor, el ceño sacerdote, habló de otra cosa, tratando a toda costa de cambiar el tema de conversación.
En vano, mi padre preocupado por su amigo no se fue en paz, siempre se pregunta lo que estaba sucediendo.
Nonato padre ya no podía aguantar la presión y dijo:
-Mark, estoy un poco apenado por lo que dijo el otro día cuando Vizconde de Río Branco, en el momento del sermón.
Mi padre, que ya conocía a su viejo amigo, pronto cambió la facies, la preocupación tiene una expresión astuta de lo que estaban esperando algo.
- ¿Qué sucedió, padre? -Le preguntó mi padre, que se está riendo de la mitad.
- Bueno, yo estaba llevando a cabo la misa, cuando sabe que estos bancos de nuevo, hecho de madera más resistente?
Pues bien, la comunidad había intentado tan duro para comprar un banco nuevo, porque los demás estaban en una petición de la miseria, ya erosionado por las termitas y el tiempo. Los nuevos bancos eran hermosas, muy hermosas, pero no sé qué en la tierra un bromista decidido a hacer garabatos en el banquillo.
La escritura era aún poco, escribió una palabra obscena.
Luego, en el medio del sermón, no pudo resistir y le dijo:
"Bueno, mis hermanos, lo peor de todo fue la palabra que escribió este hombre infeliz. Tan feo que me da vergüenza decirlo. Pero sólo para darle una idea: Es la mujer, por encima de la rodilla y por debajo del ombligo! "
Padre Raimundo Nonato, pastor de la Vizconde de Río Branco, una ciudad cercana a mi ciudad natal, fue un sacerdote tradicional, con la sotana implacable, pero había un estado de ánimo inolvidable.
Mulato medio obeso, había algunas historias que nos dejó a todos, independientemente del estado de ánimo que hemos presentado antes de su llegada, de forma rápida y feliz.
Encontrarlo fue una fiesta.
Recuerdo que un día, visitando a mis padres, que habían ido a enseñar en St. Paul College, en Muriaé, el sacerdote parecía Nonato, a diferencia de costumbre, con un humor un tanto diferente, de mal humor a medio camino , por así decirlo.
Cuando se le preguntó por mi padre por qué de tan mal humor, el ceño sacerdote, habló de otra cosa, tratando a toda costa de cambiar el tema de conversación.
En vano, mi padre preocupado por su amigo no se fue en paz, siempre se pregunta lo que estaba sucediendo.
Nonato padre ya no podía aguantar la presión y dijo:
-Mark, estoy un poco apenado por lo que dijo el otro día cuando Vizconde de Río Branco, en el momento del sermón.
Mi padre, que ya conocía a su viejo amigo, pronto cambió la facies, la preocupación tiene una expresión astuta de lo que estaban esperando algo.
- ¿Qué sucedió, padre? -Le preguntó mi padre, que se está riendo de la mitad.
- Bueno, yo estaba llevando a cabo la misa, cuando sabe que estos bancos de nuevo, hecho de madera más resistente?
Pues bien, la comunidad había intentado tan duro para comprar un banco nuevo, porque los demás estaban en una petición de la miseria, ya erosionado por las termitas y el tiempo. Los nuevos bancos eran hermosas, muy hermosas, pero no sé qué en la tierra un bromista decidido a hacer garabatos en el banquillo.
La escritura era aún poco, escribió una palabra obscena.
Luego, en el medio del sermón, no pudo resistir y le dijo:
"Bueno, mis hermanos, lo peor de todo fue la palabra que escribió este hombre infeliz. Tan feo que me da vergüenza decirlo. Pero sólo para darle una idea: Es la mujer, por encima de la rodilla y por debajo del ombligo! "
UNA MISA
Padre Raimundo Nonato, pastor de la Vizconde de Río Branco, una ciudad cercana a mi ciudad natal, fue un sacerdote tradicional, con la sotana implacable, pero tenía un buen humor no tiene precio.
Mulato medio obeso, había algunas historias que nos dejó a todos, independientemente del estado de ánimo que hemos presentado antes de su llegada a la paz con la vida.
Se ahorra el día que fue.
Recuerdo que un día, visitando a mis padres, que habían ido a St. Paul College, en la enseñanza, incluso en Muriaé allí, el sacerdote fue Nonato, a diferencia de costumbre, con el humor un tanto diferente, a medio camino de mal humor, por así decirlo.
Cuando se le preguntó por mi padre por qué de tan mal humor, el ceño sacerdote, habló de otra cosa, tratando a toda costa de cambiar el tema de conversación.
En vano, mi padre preocupado por su amigo no se fue en paz, siempre se pregunta lo que estaba sucediendo.
Hasta que el padre Nonato ya no podía aguantar la presión y dijo:
-Mark, estoy un poco apenado por lo que dijo el otro día cuando Vizconde de Río Branco, en la hora de la masa.
Mi padre, que ya conocía a su viejo amigo, pronto cambió la facies, la preocupación tiene una expresión astuta de lo que estaban esperando algo.
- ¿Qué sucedió, padre? -Le preguntó mi padre, que se está riendo de la mitad.
- Bueno, yo estaba llevando a cabo la misa, cuando sabe que estos bancos de nuevo, hecho de madera más resistente?
Pues bien, la comunidad había intentado tan duro para comprar un banco nuevo, porque los demás estaban en una petición de la miseria, ya erosionado por las termitas y el tiempo. Los nuevos bancos eran hermosas, muy hermosas, pero no sé qué en la tierra un bromista decidido a hacer garabatos en el banquillo.
La escritura era aún poco, escribió una palabra horrible blasfemia.
Luego, en el medio del sermón, no pudo resistir y le dijo:
"Bueno, mis hermanos, lo peor de todo fue la palabra que escribió este hombre infeliz. Tan feo que me da vergüenza decirlo. Pero sólo para darle una idea: Es la mujer, por encima de la rodilla y por debajo del ombligo! "
Mulato medio obeso, había algunas historias que nos dejó a todos, independientemente del estado de ánimo que hemos presentado antes de su llegada a la paz con la vida.
Se ahorra el día que fue.
Recuerdo que un día, visitando a mis padres, que habían ido a St. Paul College, en la enseñanza, incluso en Muriaé allí, el sacerdote fue Nonato, a diferencia de costumbre, con el humor un tanto diferente, a medio camino de mal humor, por así decirlo.
Cuando se le preguntó por mi padre por qué de tan mal humor, el ceño sacerdote, habló de otra cosa, tratando a toda costa de cambiar el tema de conversación.
En vano, mi padre preocupado por su amigo no se fue en paz, siempre se pregunta lo que estaba sucediendo.
Hasta que el padre Nonato ya no podía aguantar la presión y dijo:
-Mark, estoy un poco apenado por lo que dijo el otro día cuando Vizconde de Río Branco, en la hora de la masa.
Mi padre, que ya conocía a su viejo amigo, pronto cambió la facies, la preocupación tiene una expresión astuta de lo que estaban esperando algo.
- ¿Qué sucedió, padre? -Le preguntó mi padre, que se está riendo de la mitad.
- Bueno, yo estaba llevando a cabo la misa, cuando sabe que estos bancos de nuevo, hecho de madera más resistente?
Pues bien, la comunidad había intentado tan duro para comprar un banco nuevo, porque los demás estaban en una petición de la miseria, ya erosionado por las termitas y el tiempo. Los nuevos bancos eran hermosas, muy hermosas, pero no sé qué en la tierra un bromista decidido a hacer garabatos en el banquillo.
La escritura era aún poco, escribió una palabra horrible blasfemia.
Luego, en el medio del sermón, no pudo resistir y le dijo:
"Bueno, mis hermanos, lo peor de todo fue la palabra que escribió este hombre infeliz. Tan feo que me da vergüenza decirlo. Pero sólo para darle una idea: Es la mujer, por encima de la rodilla y por debajo del ombligo! "
CRÔNICAS - GEOGRAFIA E MISSA
Padre Raimundo Nonato, pároco de Visconde de Rio Branco, cidadezinha próxima a minha cidade natal; Mareai, era um padre tradicional, usando sua inexorável batina, mas tinha um bom humor impagável.
Mulato meio que pro obeso, tinha umas tiradas que nos deixava a todos, independentemente do humor que apresentávamos antes de sua chegada, rapidamente ficávamos de bem com a vida.
Encontra-lo era “ganhar” o dia.
Recordo-me que, certa feita, em visita aos meus pais, de quem fora colega de magistério no Colégio São Paulo, lá mesmo em Muriaé, o padre Nonato parecia estar, ao contrário de sempre, com o humor um tanto quanto diferente, até meio sorumbático, por assim dizer.
Interrogado pelo meu pai sobre o motivo de tal mau-humor, o padre desconversava; falava sobre outro assunto, tentava a todo custo mudar o tema da conversa.
Em vão, meu pai preocupado não deixava o amigo em paz; perguntando sempre o que estava acontecendo.
Lá pras tantas, Padre Nonato não agüentou mais a pressão e disse:
-Marcos, eu estou meio arrependido do que falei outro dia em Visconde do Rio Branco, na hora da missa.
Meu pai, já conhecendo o velho amigo, prontamente mudou a fácies; de preocupada passou a uma expressão sorrateira de quem já esperava alguma coisa.
- O quê que aconteceu, Padre? Perguntou meu pai, já meio que rindo.
- Pois bem, eu estava realizando a missa quando, sabe esses bancos de Igreja novinhos, feitos de madeira mais resistente?
Pois é, a comunidade tinha se esforçado tanto para poder comprar uns bancos novos, pois que os outros estavam em petição de miséria, já carcomidos pelos cupins e pelo tempo. Os bancos novos eram uma beleza, muito bonitos, mas, não sei por que cargas d’água um gaiato resolvera rabiscar no banco.
Rabiscar ainda era pouco, escrevera um palavrão daqueles...
Então, no meio do sermão, não resisti e falei:
“Pois bem, meus irmãos, o pior de tudo foi o palavrão que esse infeliz escreveu. De tão feio tenho até vergonha de pronunciar. Mas só para vocês terem uma idéia: Fica na mulher, ACIMA DO JOELHO E ABAIXO DO UMBIGO!”
CAI O PANO RAPIDINHO...
Mulato meio que pro obeso, tinha umas tiradas que nos deixava a todos, independentemente do humor que apresentávamos antes de sua chegada, rapidamente ficávamos de bem com a vida.
Encontra-lo era “ganhar” o dia.
Recordo-me que, certa feita, em visita aos meus pais, de quem fora colega de magistério no Colégio São Paulo, lá mesmo em Muriaé, o padre Nonato parecia estar, ao contrário de sempre, com o humor um tanto quanto diferente, até meio sorumbático, por assim dizer.
Interrogado pelo meu pai sobre o motivo de tal mau-humor, o padre desconversava; falava sobre outro assunto, tentava a todo custo mudar o tema da conversa.
Em vão, meu pai preocupado não deixava o amigo em paz; perguntando sempre o que estava acontecendo.
Lá pras tantas, Padre Nonato não agüentou mais a pressão e disse:
-Marcos, eu estou meio arrependido do que falei outro dia em Visconde do Rio Branco, na hora da missa.
Meu pai, já conhecendo o velho amigo, prontamente mudou a fácies; de preocupada passou a uma expressão sorrateira de quem já esperava alguma coisa.
- O quê que aconteceu, Padre? Perguntou meu pai, já meio que rindo.
- Pois bem, eu estava realizando a missa quando, sabe esses bancos de Igreja novinhos, feitos de madeira mais resistente?
Pois é, a comunidade tinha se esforçado tanto para poder comprar uns bancos novos, pois que os outros estavam em petição de miséria, já carcomidos pelos cupins e pelo tempo. Os bancos novos eram uma beleza, muito bonitos, mas, não sei por que cargas d’água um gaiato resolvera rabiscar no banco.
Rabiscar ainda era pouco, escrevera um palavrão daqueles...
Então, no meio do sermão, não resisti e falei:
“Pois bem, meus irmãos, o pior de tudo foi o palavrão que esse infeliz escreveu. De tão feio tenho até vergonha de pronunciar. Mas só para vocês terem uma idéia: Fica na mulher, ACIMA DO JOELHO E ABAIXO DO UMBIGO!”
CAI O PANO RAPIDINHO...
terça-feira, 11 de outubro de 2011
A VELHA MÚSICA
Ouvindo a velha música que fiz,
Homenagem vadia a quem não ama;
Esqueci que vivi sem tua chama,
Mas, falando a verdade, fui feliz.
E brincaste também, assim o quis;
Cúmplices eu sei, fomos dessa trama
Rolávamos, incautos, mesma grama,
Mas, quem dera, pudesse tentar bis.
Bisonhos tais desejos, mas sinceros.
Ouvindo a melodia dessa valsas,
Sentimentos tão falsos, soam veros...
Fustigando, por certo, tal remendo
Que usei, pra disfarçar, nas minhas calças
Dos meus medos. Sofrer, me protegendo...
Homenagem vadia a quem não ama;
Esqueci que vivi sem tua chama,
Mas, falando a verdade, fui feliz.
E brincaste também, assim o quis;
Cúmplices eu sei, fomos dessa trama
Rolávamos, incautos, mesma grama,
Mas, quem dera, pudesse tentar bis.
Bisonhos tais desejos, mas sinceros.
Ouvindo a melodia dessa valsas,
Sentimentos tão falsos, soam veros...
Fustigando, por certo, tal remendo
Que usei, pra disfarçar, nas minhas calças
Dos meus medos. Sofrer, me protegendo...
NOS VARAIS DA SAUIDADE
Nos varais da saudade, quarei Rita.
Pendurei no cabide, minhas dores.
Na tábua de passar, os meus amores;
No concreto da vida, foste brita...
Nas mentiras do tempo, vento agita;
Vem trazendo essas cinzas, seu odores,
Desmatando o jardim, deixei as flores;
Garimpeiro da sorte, nem pepita...
Desfraldando a bandeira do meu sonho,
Procurando a rasteira que tomei;
Esfolando o joelho, me envergonho.
Metade da metade da certeza,
Não cabe nesse mundo onde fui rei.
Meu amor, eu fiz voto de pobreza...
Pendurei no cabide, minhas dores.
Na tábua de passar, os meus amores;
No concreto da vida, foste brita...
Nas mentiras do tempo, vento agita;
Vem trazendo essas cinzas, seu odores,
Desmatando o jardim, deixei as flores;
Garimpeiro da sorte, nem pepita...
Desfraldando a bandeira do meu sonho,
Procurando a rasteira que tomei;
Esfolando o joelho, me envergonho.
Metade da metade da certeza,
Não cabe nesse mundo onde fui rei.
Meu amor, eu fiz voto de pobreza...
O que tenho com isso?
Nessas horas vagantes, sou procela,
Num sentido senil que tanto arvora...
Nessa fila de banco, uma demora
No final dessa rua, Rua Bela.
Quando fiz papagaio, da janela
Lateral do meu quarto, quis a flora...
Mas nessas tentativas, perco a hora
Da consulta marcada por Gisela.
Fingi que não queria beber cloro,
Tomar um formicida, dar risada.
Nesses vários papéis que mal decoro,
Existe verdadeiro compromisso:
O de nunca ser tudo ao menos nada...
O que tenho, pergunto então, com isso?
Num sentido senil que tanto arvora...
Nessa fila de banco, uma demora
No final dessa rua, Rua Bela.
Quando fiz papagaio, da janela
Lateral do meu quarto, quis a flora...
Mas nessas tentativas, perco a hora
Da consulta marcada por Gisela.
Fingi que não queria beber cloro,
Tomar um formicida, dar risada.
Nesses vários papéis que mal decoro,
Existe verdadeiro compromisso:
O de nunca ser tudo ao menos nada...
O que tenho, pergunto então, com isso?
NUNCA MAIS
Nunca mais poderei dizer ao vento,
Deste sonho deixado num verão;
Minha velha quimera, solidão,
Nunca me permitiu esquecimento...
Tantas vezes deixei meu sentimento
Coberto pelas luas do sertão;
Descobrindo o sentido do perdão,
Acaricio feras, sem ungüento!
Meus dentes que sangravam, já caídos,
Meu tempo que julguei ser aliado,
Deixaram os meus nervos contraídos.
Percebi, no final dessa jornada,
Que nunca medi, cada passo dado.
Minha vida, no fundo, não foi nada!
Deste sonho deixado num verão;
Minha velha quimera, solidão,
Nunca me permitiu esquecimento...
Tantas vezes deixei meu sentimento
Coberto pelas luas do sertão;
Descobrindo o sentido do perdão,
Acaricio feras, sem ungüento!
Meus dentes que sangravam, já caídos,
Meu tempo que julguei ser aliado,
Deixaram os meus nervos contraídos.
Percebi, no final dessa jornada,
Que nunca medi, cada passo dado.
Minha vida, no fundo, não foi nada!
Resquícios
Quando esperei saudade encontrei riso.
Quando procurei vida, achei distância...
Quando quis a vontade, eis inconstância!
Nas vezes em que louco; fui preciso...
Quando só busquei guerra, paraíso...
Se quis maturidade, tive infância.
Nesse mar que sonhei, só sei estância...
Quanto mais me escondia; mais aviso.
A saudade brincando foi criança,
Na mortalha infinita do teu canto.
Quem sempre procurava, não avança.
Nos meus sonhos serranos, precipícios;
No que quis ser vadio, resta o pranto;
De teu amor, nada resta, nem resquícios!
Quando procurei vida, achei distância...
Quando quis a vontade, eis inconstância!
Nas vezes em que louco; fui preciso...
Quando só busquei guerra, paraíso...
Se quis maturidade, tive infância.
Nesse mar que sonhei, só sei estância...
Quanto mais me escondia; mais aviso.
A saudade brincando foi criança,
Na mortalha infinita do teu canto.
Quem sempre procurava, não avança.
Nos meus sonhos serranos, precipícios;
No que quis ser vadio, resta o pranto;
De teu amor, nada resta, nem resquícios!
La juventud perdida
La juventud perdida, ya que duele,
Los abusos de todos los días, sin penalización,
La distancia cruel, atrae desde lejos.
La memoria del hambre, corroe ...
Yo estaba feliz de que no lo sabía, se destruye
Pensamiento para la búsqueda de las escenas de edad,
Trato de encontrar, pero la safena
Implantado en el pecho no exime al miedo.
Caso, se refiere a un infarto,
Miedo sutil de la muerte, me aterra ...
Tratando de ser feliz, me voy en el espacio,
Pero que espera que yo, cínicos sudario,
Que a pesar de que me escapé ahora;
llegando al final a reír.
Los abusos de todos los días, sin penalización,
La distancia cruel, atrae desde lejos.
La memoria del hambre, corroe ...
Yo estaba feliz de que no lo sabía, se destruye
Pensamiento para la búsqueda de las escenas de edad,
Trato de encontrar, pero la safena
Implantado en el pecho no exime al miedo.
Caso, se refiere a un infarto,
Miedo sutil de la muerte, me aterra ...
Tratando de ser feliz, me voy en el espacio,
Pero que espera que yo, cínicos sudario,
Que a pesar de que me escapé ahora;
llegando al final a reír.
Juventude perdida
Juventude perdida como dói,
Maltrata cada dia, sem ter pena,
A distância cruel, de longe acena.
A memória sedenta, se corrói...
Fui feliz não sabia, se destrói
O pensamento busca a velha cena,
Procuro te encontrar, mas a safena
Implantada no peito, como sói
Acontecer, remete ao velho enfarte,
Medo sutil da morte, m’apavora...
Tentando ser feliz, vou até Marte;
Mas quem me espera, cínico catarro,
Que por mais que eu fugisse disso agora;
A velhice emergente tira um sarro...
Maltrata cada dia, sem ter pena,
A distância cruel, de longe acena.
A memória sedenta, se corrói...
Fui feliz não sabia, se destrói
O pensamento busca a velha cena,
Procuro te encontrar, mas a safena
Implantada no peito, como sói
Acontecer, remete ao velho enfarte,
Medo sutil da morte, m’apavora...
Tentando ser feliz, vou até Marte;
Mas quem me espera, cínico catarro,
Que por mais que eu fugisse disso agora;
A velhice emergente tira um sarro...
Procurando o meu caminho
Fui andando para o norte
Procurando o meu caminho,
Dei azar, nunca dei sorte,
Por isso estou tão sozinho,
Nas curvas do bem querer,
Eu me perdi de você...
Não quero saber mais nada,
Tenho minhas mãos cansadas,
Mulher, quanto mais amada,
Mais duras, as nossas estradas...
Quero saber de seu colo,
Lhe deitar, mansa, no solo...
Tenho calos nos meus pés,
De tanto que caminhei,
Fui em frente, de viés,
Meu caminho eu já errei...
Mas não passo de idiota,
Perdendo meu rumo e rota...
Vi nas travas do destino,
O olhar dessa quimera,
Meu amor é de menino,
Mas ela é uma pantera.
Tenho sede, um copo dágua...
Para aplacar minha mágoa.
Sei que não teria cento,
Por isso quis a dezena,
Meu amor o seu assento,
Com jeitinho, me envenena.
Quis ter beijo da mulata,
Seu ciúme me maltrata...
Nas bugigangas da vida,
Encontrei o seu retrato,
Minha dor na despedida,
Coração pagando o pato...
Vem pra casa meu amor...
Faz frio quero calor.
Batendo o queixo de frio,
Procurei por meu amor,
Coração bate vazio,
Esperando o cobertor...
Vem pra cá minha menina,
Coração bate em surdina...
No gole desse conhaque,
Vou acabar meu enredo,
Meu amor não é de araque
Sem você, vivo com medo...
Medo de ter solidão,
Sem você não vivo não...
Meu sapato já furou,
Minha calça está rasgada.
Seu amor foi que ficou,
Sem você não tenho nada,
Vi a curva desse vento,
No meio d’esquecimento...
Fui pescar lá no riacho,
Uma sereia peguei,
Bananeira já deu cacho,
Todo menino é um rei...
Quis saber de sua boca,
Acabou, dormi de touca...
Usei isca de primeira,
Pra pegar peixe mulher,
Mas caí, tomei rasteira,
Agora, ninguém me quer...
Não sei mais falar bonito,
Tanto sofro quanto grito...
Joguei rede pra pescar,
Agarrou no meio fio,
Quando a noite é de luar,
Coração bate de frio...
Nas curvas dessa saudade,
Eu só encontrei maldade...
Vou buscar um curativo,
Pra curar minha ferida,
Amorzinho, fica ativo,
Seu amor nem Deus duvida,
Amor bicho interesseiro,
Procura outro travesseiro...
Fiz a cama no terraço,
Esperando pela lua,
Meu amor me deu cansaço,
Minha luta continua...
Procurando por Maria,
Encontrei quem não queria...
Vendo espaço lá no céu,
Quem quiser pode comprar,
Deixa levantar o véu,
Espera o que vou mostrar...
De carroça capotei,
Duas pernas eu quebrei...
Procurei a minha chave,
Não achei nem fechadura,
Ciúme é como um entrave,
Tem gente que não atura...
Quero o gosto da maçã,
O perfume d’hortelã...
Minhas dores são do parto,
Meus amores são de fé,
Vou lhe propor mais um trato
Acho que esse vai dar pé,
Você canta seu bolero,
Eu imito o quero quero...
Quis um beijo me negou
Quis carinho, não me deu,
Andando por onde vou,
Não vai nem ela nem eu...
Meu amor me disse não,
Acabou todo meu chão...
Vou terminar essa joça,
Não tenho mais paciência,
Vou me deitar na palhoça,
O resto é coincidência...
Fiz um verso pra você,
Mas você não quis nem ler...
Procurando o meu caminho,
Dei azar, nunca dei sorte,
Por isso estou tão sozinho,
Nas curvas do bem querer,
Eu me perdi de você...
Não quero saber mais nada,
Tenho minhas mãos cansadas,
Mulher, quanto mais amada,
Mais duras, as nossas estradas...
Quero saber de seu colo,
Lhe deitar, mansa, no solo...
Tenho calos nos meus pés,
De tanto que caminhei,
Fui em frente, de viés,
Meu caminho eu já errei...
Mas não passo de idiota,
Perdendo meu rumo e rota...
Vi nas travas do destino,
O olhar dessa quimera,
Meu amor é de menino,
Mas ela é uma pantera.
Tenho sede, um copo dágua...
Para aplacar minha mágoa.
Sei que não teria cento,
Por isso quis a dezena,
Meu amor o seu assento,
Com jeitinho, me envenena.
Quis ter beijo da mulata,
Seu ciúme me maltrata...
Nas bugigangas da vida,
Encontrei o seu retrato,
Minha dor na despedida,
Coração pagando o pato...
Vem pra casa meu amor...
Faz frio quero calor.
Batendo o queixo de frio,
Procurei por meu amor,
Coração bate vazio,
Esperando o cobertor...
Vem pra cá minha menina,
Coração bate em surdina...
No gole desse conhaque,
Vou acabar meu enredo,
Meu amor não é de araque
Sem você, vivo com medo...
Medo de ter solidão,
Sem você não vivo não...
Meu sapato já furou,
Minha calça está rasgada.
Seu amor foi que ficou,
Sem você não tenho nada,
Vi a curva desse vento,
No meio d’esquecimento...
Fui pescar lá no riacho,
Uma sereia peguei,
Bananeira já deu cacho,
Todo menino é um rei...
Quis saber de sua boca,
Acabou, dormi de touca...
Usei isca de primeira,
Pra pegar peixe mulher,
Mas caí, tomei rasteira,
Agora, ninguém me quer...
Não sei mais falar bonito,
Tanto sofro quanto grito...
Joguei rede pra pescar,
Agarrou no meio fio,
Quando a noite é de luar,
Coração bate de frio...
Nas curvas dessa saudade,
Eu só encontrei maldade...
Vou buscar um curativo,
Pra curar minha ferida,
Amorzinho, fica ativo,
Seu amor nem Deus duvida,
Amor bicho interesseiro,
Procura outro travesseiro...
Fiz a cama no terraço,
Esperando pela lua,
Meu amor me deu cansaço,
Minha luta continua...
Procurando por Maria,
Encontrei quem não queria...
Vendo espaço lá no céu,
Quem quiser pode comprar,
Deixa levantar o véu,
Espera o que vou mostrar...
De carroça capotei,
Duas pernas eu quebrei...
Procurei a minha chave,
Não achei nem fechadura,
Ciúme é como um entrave,
Tem gente que não atura...
Quero o gosto da maçã,
O perfume d’hortelã...
Minhas dores são do parto,
Meus amores são de fé,
Vou lhe propor mais um trato
Acho que esse vai dar pé,
Você canta seu bolero,
Eu imito o quero quero...
Quis um beijo me negou
Quis carinho, não me deu,
Andando por onde vou,
Não vai nem ela nem eu...
Meu amor me disse não,
Acabou todo meu chão...
Vou terminar essa joça,
Não tenho mais paciência,
Vou me deitar na palhoça,
O resto é coincidência...
Fiz um verso pra você,
Mas você não quis nem ler...
A MARCA DO BATOM
Nas guimbas dos cigarros que fumei,
A marca do batom que lá deixaste,
É parte do que temo, no contraste
Do que sou e pensava, mas errei...
Teus lábios tão vermelhos que provei,
São como a fantasia que queimaste,
Deixando tão somente, um simples traste.
No lugar de quem ousa ser teu rei...
Vieste, no calor dessa batalha,
Onde fomos unidos nada existe...
A boca transportando essa navalha
Decepa o que já tive d’ilusão...
Teimoso, meu amor então resiste,
Enquanto me restar um coração!
A marca do batom que lá deixaste,
É parte do que temo, no contraste
Do que sou e pensava, mas errei...
Teus lábios tão vermelhos que provei,
São como a fantasia que queimaste,
Deixando tão somente, um simples traste.
No lugar de quem ousa ser teu rei...
Vieste, no calor dessa batalha,
Onde fomos unidos nada existe...
A boca transportando essa navalha
Decepa o que já tive d’ilusão...
Teimoso, meu amor então resiste,
Enquanto me restar um coração!
Pantera
Bicho preguiça, quero só teu colo,
Deitado no remanso, curva do rio...
Conhecer teu amor, de pólo a pólo...
Deixar meu coração bater vadio...
Quando estirada estás, no mesmo solo,
Vagabundo procuro, quero o fio
Que me possa prender, dentes amolo
Pronto para morder, quero teu cio...
A pantera cruel, de firmes garras,
Cravando no meu peito, as suas presas.
Nas suas serenatas, as guitarras
Deliciosamente dissonantes,
Refletem teu gemido. Vão acesas
As luzes que refletes, ofuscantes...
Deitado no remanso, curva do rio...
Conhecer teu amor, de pólo a pólo...
Deixar meu coração bater vadio...
Quando estirada estás, no mesmo solo,
Vagabundo procuro, quero o fio
Que me possa prender, dentes amolo
Pronto para morder, quero teu cio...
A pantera cruel, de firmes garras,
Cravando no meu peito, as suas presas.
Nas suas serenatas, as guitarras
Deliciosamente dissonantes,
Refletem teu gemido. Vão acesas
As luzes que refletes, ofuscantes...
PEDÁGIO
Quando pensas fingir, sei do teu jogo...
Disfarças não enganas quem conhece
Teus beijos, alegria duma prece.
Quando finjo temer, peço, num rogo
Que perdoes meus erros, queima o fogo
Ardendo meus sentidos, ator cresce
Nos engodos, mentiras, como houvesse,
Realmente tristezas. Como o sorgo
Cultivo tais mentira, que me dizes.
Nos meus portos, procuro por veleiros,
Mas, insana, por vezes, contradizes
O que sempre parece meu naufrágio,
Mas, no fundo, jamais são verdadeiros.
Mas compensa pagar esse pedágio...
Disfarças não enganas quem conhece
Teus beijos, alegria duma prece.
Quando finjo temer, peço, num rogo
Que perdoes meus erros, queima o fogo
Ardendo meus sentidos, ator cresce
Nos engodos, mentiras, como houvesse,
Realmente tristezas. Como o sorgo
Cultivo tais mentira, que me dizes.
Nos meus portos, procuro por veleiros,
Mas, insana, por vezes, contradizes
O que sempre parece meu naufrágio,
Mas, no fundo, jamais são verdadeiros.
Mas compensa pagar esse pedágio...
desnudez
desnudez
Así que voy a exponer, en un solo poema,
sangrado por todos los poros
Mostrar mi cara, me hice ateo
Pero no sé nada, no más sueños te prometo
Volviendo a mi pasado, me remito
En el comienzo de la vida, pero murió
¿Cuál fue la oscuridad, me siento vacío
Tomando cada crimen que cometen ...
Dolorosa sensación, causando asfixia ...
Mi incienso de iluminación, el alma está en calma,
Buscar renace de sus propia mala suerte
Pero, ¿quién conoce mi manera débil,
Lo que se esconde, la tabla completa
Poner en las mesas de lino blanco de mi alma
Así que voy a exponer, en un solo poema,
sangrado por todos los poros
Mostrar mi cara, me hice ateo
Pero no sé nada, no más sueños te prometo
Volviendo a mi pasado, me remito
En el comienzo de la vida, pero murió
¿Cuál fue la oscuridad, me siento vacío
Tomando cada crimen que cometen ...
Dolorosa sensación, causando asfixia ...
Mi incienso de iluminación, el alma está en calma,
Buscar renace de sus propia mala suerte
Pero, ¿quién conoce mi manera débil,
Lo que se esconde, la tabla completa
Poner en las mesas de lino blanco de mi alma
Nudez
Eu vou me expondo assim, num só soneto,
Deixando sangrar cada poro meu;
Mostrando minha face, quis ateu
Mas nada sei, nem sonhos mais prometo.
Voltando ao meu passado, me remeto
Ao princípio da noite, mas morreu
O que foram as trevas, sinto o breu
Tomando cada crime que cometo...
Asmático sentido, me sufoca...
Acendo incensos, alma fica quieta,
Procura renascer da própria toca...
Mas quem sabe meu pálido caminho,
Que se disfarça, a mesa vai completa,
Posta sobre toalhas, branco linho...
Deixando sangrar cada poro meu;
Mostrando minha face, quis ateu
Mas nada sei, nem sonhos mais prometo.
Voltando ao meu passado, me remeto
Ao princípio da noite, mas morreu
O que foram as trevas, sinto o breu
Tomando cada crime que cometo...
Asmático sentido, me sufoca...
Acendo incensos, alma fica quieta,
Procura renascer da própria toca...
Mas quem sabe meu pálido caminho,
Que se disfarça, a mesa vai completa,
Posta sobre toalhas, branco linho...
MINHA VIDA PASSANDO NUM SEGUNDO
Minha vida passando num segundo,
Traz na tela cinema e fantasia.
Quem me dera morrer por mais um dia,
E ressurgir, nos braços do teu mundo...
Meu coração vagando, vagabundo...
Um cais de porto, tempo, ventania.
Quero poder sangrar, na nossa orgia.
De tantos sentimentos, vou, me inundo...
Minha vida, recebo teu bafejo;
Desde que sei, fugaz enquanto tempo...
Nas alfazemas, lírios, percevejo...
No resto da cantiga não sei mimo.
No resto do meu tempo, contratempo,
Com certeza, quem amo, sempre rimo...
Traz na tela cinema e fantasia.
Quem me dera morrer por mais um dia,
E ressurgir, nos braços do teu mundo...
Meu coração vagando, vagabundo...
Um cais de porto, tempo, ventania.
Quero poder sangrar, na nossa orgia.
De tantos sentimentos, vou, me inundo...
Minha vida, recebo teu bafejo;
Desde que sei, fugaz enquanto tempo...
Nas alfazemas, lírios, percevejo...
No resto da cantiga não sei mimo.
No resto do meu tempo, contratempo,
Com certeza, quem amo, sempre rimo...
Usted conmigo
Usted conmigo aquí, trajo la vida.
Puse ese beso en mi mar ...
Dime ahora, pues, dónde encontrar
El beso fue dado, adiós ...
Sin ti, me estoy muriendo, simplemente
¿Qué debo hacer, mi amor, yo no sé nadar;
Si hubiera sabido entonces cómo voy a encontrar
si no traducir una salida
La gema más cara que vio
La sirena un beso suave,
no es nada si no ha llegado,
El dolor es terrible, si yo no veo,
que es puro deseo,
y el tiempo ha llevado a la mar ...
Puse ese beso en mi mar ...
Dime ahora, pues, dónde encontrar
El beso fue dado, adiós ...
Sin ti, me estoy muriendo, simplemente
¿Qué debo hacer, mi amor, yo no sé nadar;
Si hubiera sabido entonces cómo voy a encontrar
si no traducir una salida
La gema más cara que vio
La sirena un beso suave,
no es nada si no ha llegado,
El dolor es terrible, si yo no veo,
que es puro deseo,
y el tiempo ha llevado a la mar ...
VOCÊ COMIGO
Você aqui comigo, trouxe vida.
Guardei aquele beijo no meu mar...
Me diga agora então, onde encontrar
O beijo que foi dado, despedida...
Sem você, vou morrendo na partida,
Que farei, meu amor, não sei nadar;
Se soubesse então, como irei achar
se nada traduzisse uma saída,
A pérola mais cara que ele viu,
O beijo mais suave da sereia,
Perto do seu é vulgo, quase vil...
Tanto tormento, dores são marinas...
Depois de tanto sonho, nessa areia,
Morrer, nas mãos amadas, assassinas!
Guardei aquele beijo no meu mar...
Me diga agora então, onde encontrar
O beijo que foi dado, despedida...
Sem você, vou morrendo na partida,
Que farei, meu amor, não sei nadar;
Se soubesse então, como irei achar
se nada traduzisse uma saída,
A pérola mais cara que ele viu,
O beijo mais suave da sereia,
Perto do seu é vulgo, quase vil...
Tanto tormento, dores são marinas...
Depois de tanto sonho, nessa areia,
Morrer, nas mãos amadas, assassinas!
A fera
Embora eu reconheça ser a fera
Que traz em seu olhar esta expressão
Da imensa e tão temida solidão,
Que a vida noutra face degenera,
Eu tento, da maneira mais sincera,
Ousar e mesmo até pedir perdão,
Os erros que cometo, o passo em vão,
Matando desde sempre a primavera,
O velho coração deste poeta,
Buscando o que decerto ora o repleta
Adentra estes caminhos intrincados,
E tenta, mesmo em dor, sobreviver,
A fera que pudesse ao menos ter
Da bela os teus sorrisos delicados.
Que traz em seu olhar esta expressão
Da imensa e tão temida solidão,
Que a vida noutra face degenera,
Eu tento, da maneira mais sincera,
Ousar e mesmo até pedir perdão,
Os erros que cometo, o passo em vão,
Matando desde sempre a primavera,
O velho coração deste poeta,
Buscando o que decerto ora o repleta
Adentra estes caminhos intrincados,
E tenta, mesmo em dor, sobreviver,
A fera que pudesse ao menos ter
Da bela os teus sorrisos delicados.
SENHOR MEU
Meu Senhor, me perdoe se não posso
Ter minhas mãos tão limpas quanto quero.
Perdi meu tempo, busco amor sincero,
Muitas vezes, percebo, quase roço,
Outras tantas, procuro pelo Vosso
Amor, mas não prossigo. Sei tão fero
Quem me propôs viver, quem dera, vero
Sentimento que, nunca mais endosso...
Nos meus caminhos, tortos e sem nexo,
Busco as mudas gentis dos sentimentos.
Tantas noites, amor dizia sexo...
Agora mais cansado, nada busco.
Eu nem sei de torturas, nem lamentos...
Só sei que na luz, teimo ser tão fusco...
Ter minhas mãos tão limpas quanto quero.
Perdi meu tempo, busco amor sincero,
Muitas vezes, percebo, quase roço,
Outras tantas, procuro pelo Vosso
Amor, mas não prossigo. Sei tão fero
Quem me propôs viver, quem dera, vero
Sentimento que, nunca mais endosso...
Nos meus caminhos, tortos e sem nexo,
Busco as mudas gentis dos sentimentos.
Tantas noites, amor dizia sexo...
Agora mais cansado, nada busco.
Eu nem sei de torturas, nem lamentos...
Só sei que na luz, teimo ser tão fusco...
TUA BELEZA
Tua beleza, crime sem castigo,
Me fascina qual fora meu pecado;
Quero viver somente um doce fado,
Poder estar pra sempre, no perigo
Que representa amar, viver contigo;
Cada momento assim, desesperado,
Esperando poder ter encontrado,
Enfim, para essas dores, meu abrigo...
Mas, tantas vezes, foges, sem por que...
Na tua fuga, busco por meus olhos;
Em vão, pois os carregas, tento ver
Mas não enxergarei nem mais um brilho,
A vida aproximando-se, seus molhos
Carrega pelos campos onde trilho...
Me fascina qual fora meu pecado;
Quero viver somente um doce fado,
Poder estar pra sempre, no perigo
Que representa amar, viver contigo;
Cada momento assim, desesperado,
Esperando poder ter encontrado,
Enfim, para essas dores, meu abrigo...
Mas, tantas vezes, foges, sem por que...
Na tua fuga, busco por meus olhos;
Em vão, pois os carregas, tento ver
Mas não enxergarei nem mais um brilho,
A vida aproximando-se, seus molhos
Carrega pelos campos onde trilho...
SEM SEGREDOS
Quando nada mais disso me restar,
Seguindo no deserto dos sentidos;
Não sobrar nem sequer os meus olvidos.
Quero poder morrer em denso mar,
Na certeza cruel de não vagar,
Nem por onde andaria, nos relidos
Momentos infelizes, são perdidos
Meus olhos, procurando seu olhar.
O meu caminho, a esmo, sem futuro,
Busco na manhã, cega, sem você.
Não lhe encontro, senão no triste muro
Da solidão, guardado nos meus medos,
Como poderei, livro que se lê,
Simplesmente vazio, sem segredos...
Seguindo no deserto dos sentidos;
Não sobrar nem sequer os meus olvidos.
Quero poder morrer em denso mar,
Na certeza cruel de não vagar,
Nem por onde andaria, nos relidos
Momentos infelizes, são perdidos
Meus olhos, procurando seu olhar.
O meu caminho, a esmo, sem futuro,
Busco na manhã, cega, sem você.
Não lhe encontro, senão no triste muro
Da solidão, guardado nos meus medos,
Como poderei, livro que se lê,
Simplesmente vazio, sem segredos...
DESERTO DOS SENTIDOS
Quando nada mais disso me restar,
Seguindo no deserto dos sentidos;
Não sobrar nem sequer os meus olvidos.
Quero poder morrer em denso mar,
Na certeza cruel de não vagar,
Nem por onde andaria, nos relidos
Momentos infelizes, são perdidos
Meus olhos, procurando seu olhar.
O meu caminho, a esmo, sem futuro,
Busco na manhã, cega, sem você.
Não lhe encontro, senão no triste muro
Da solidão, guardado nos meus medos,
Como poderei, livro que se lê,
Simplesmente vazio, sem segredos...
Seguindo no deserto dos sentidos;
Não sobrar nem sequer os meus olvidos.
Quero poder morrer em denso mar,
Na certeza cruel de não vagar,
Nem por onde andaria, nos relidos
Momentos infelizes, são perdidos
Meus olhos, procurando seu olhar.
O meu caminho, a esmo, sem futuro,
Busco na manhã, cega, sem você.
Não lhe encontro, senão no triste muro
Da solidão, guardado nos meus medos,
Como poderei, livro que se lê,
Simplesmente vazio, sem segredos...
O PERFUME DAS FLORES
Não quero mais conter tal tempestade.
Recebendo das flores seu perfume...
Vou perseguindo estrelas, vaga-lume,
Quem sabe então, terei felicidade...
Fechando tantos bares, na cidade,
Bebendo muito além que de costume,
Sussurro tão somente esse queixume.
Busquei em meio a sonhos, qualidade...
Não encontrei talvez, nenhum resquício,
D’outra coisa qualquer, senão meu vício.
A cabeça rodando, traz respostas...
Minha vida passando, as mãos impostas
Vou sentindo essas garras, minhas costas
Marcadas pelas garras, precipício...
Recebendo das flores seu perfume...
Vou perseguindo estrelas, vaga-lume,
Quem sabe então, terei felicidade...
Fechando tantos bares, na cidade,
Bebendo muito além que de costume,
Sussurro tão somente esse queixume.
Busquei em meio a sonhos, qualidade...
Não encontrei talvez, nenhum resquício,
D’outra coisa qualquer, senão meu vício.
A cabeça rodando, traz respostas...
Minha vida passando, as mãos impostas
Vou sentindo essas garras, minhas costas
Marcadas pelas garras, precipício...
Sou cornudo, mas sou feliz...
Quero a vida bem de manso,
Nunca quero me estressar.
Na cadeira de balanço,
Vivo de papo pro ar .
Quando chove mato a sede,
Deitado na minha rede...
Pingo d’água na goteira,
Não deixou meu bem dormir,
De segunda a sexta feira,
Meu amor, estou aqui.
No sábado e no domingo,
Desse amor quero respingo.
Coisa chata é trabalhar ,
Já dizia meu avô;
Andando de lá pra cá,
Faço o que meu vô falou;
Trabalho cansa demais,
No trabalho perco a paz...
Aprendi somente rima,
Eu nem sei tocar viola.
Minha vida vale a prima,
Mesmo fugido da escola,
Aprendi fazer meu verso,
Olhando para o universo...
Já viu que coisa bonita,
É a flor na primavera.
Bela moça, laço, fita,
Fosse minha, quem me dera...
Mas quê que eu posso fazer?
Só tenho amor pra viver...
Chove chuva pequenina,
Vem molhar o meu chapéu,
A chuva trouxe a menina,
O castigo vem do céu...
Gostei tanto dessa moça,
De chorar, fiz uma poça...
A porta do tempo bate,
Vento batendo na porta.
Amor azul e escarlate,
Teu amor é que me importa...
Arco íris cobre tudo,
Sem teu amor, fico mudo...
Mas não posso ter segredo,
Nem posso falar a verdade.
Tal amor foi meu enredo,
Resultou felicidade.
Quero saber de teu beijo,
Onde está nosso desejo?
Eleição tem nesse ano,
Eu já tenho candidato.
Na terra do desengano,
Eu não vou pagar o pato.
Você governa meu peito,
O seu amor tá eleito...
Vinha na curva do rio,
Quando na margem avistei,
Chamei para o desafio,
Na sua terra fui rei.
A vida andando tão boa,
Nos braços dessa coroa...
Na montanha dos prazeres,
Meu amor encontro fé,
Na placa tem os dizeres,
Minha casa é de sapé.
Tem a moeda dois lados,
Nossos casos separados...
Vim de tarde sem magia,
Procurei por Madalena,
Encontrei só a Maria,
Sem amores, sem ter pena...
Veneno de jararaca,
Se for ela, a vida empaca...
Fui levar o meu amor,
No cinema, prá ver fita.
Nem bem ela lá chegou,
Quis tomar uma birita.
Moça pinguça de fato,
O filme acabou no mato...
Depois dessa choradeira,
De neném no meu ouvido.
Acabou-se a brincadeira,
A vida perdeu sentido,
Todo dia bem cedinho,
Me levanto sem carinho...
A coisa tá diferente,
Já não tenho mais sossego,
Todo dia no batente,
Tenho que estar lá n’emprego...
Patrão é coisa do demo,
Levando o barco com remo...
Cineminha sem vergonha,
Acabou com minha paz.
‘Tô parecendo um pamonha,
Ninguém me conhece mais...
De tarde já ‘tô cansado,
Levando vida de gado...
A cachaça é que tem sido,
Minha leal companheira.
Só ela me dá ouvido,
O resto todo é besteira.
Bebo sim, e bebo tudo,
Nada falo, fico mudo...
A danada da mulher,
Fica em casa o dia todo.
Faz tudo o que bem quer,
Não anda, criando lodo...
Me restou só essa pinga,
Mas um dia, a gente vinga...
Me mandaram um recado,
Pro trabalho seu doutor.
Tinha um cabra bem safado,
Debaixo do cobertor.
Agora virei chifrudo.
É bom que acabo com tudo...
Tão os dois aqui do lado,
Veja que coisa bonita.
Ela nua ele pelado,
Olha a cara da maldita.
Eu é que fiquei feliz,
Tome essa meretriz...
Seu delegado desculpe,
Não quero mais complicar.
Por favor não mais me culpe,
Nunca mais vou trabalhar...
Eu já pedi demissão,
Libertei meu coração!
Nunca quero me estressar.
Na cadeira de balanço,
Vivo de papo pro ar .
Quando chove mato a sede,
Deitado na minha rede...
Pingo d’água na goteira,
Não deixou meu bem dormir,
De segunda a sexta feira,
Meu amor, estou aqui.
No sábado e no domingo,
Desse amor quero respingo.
Coisa chata é trabalhar ,
Já dizia meu avô;
Andando de lá pra cá,
Faço o que meu vô falou;
Trabalho cansa demais,
No trabalho perco a paz...
Aprendi somente rima,
Eu nem sei tocar viola.
Minha vida vale a prima,
Mesmo fugido da escola,
Aprendi fazer meu verso,
Olhando para o universo...
Já viu que coisa bonita,
É a flor na primavera.
Bela moça, laço, fita,
Fosse minha, quem me dera...
Mas quê que eu posso fazer?
Só tenho amor pra viver...
Chove chuva pequenina,
Vem molhar o meu chapéu,
A chuva trouxe a menina,
O castigo vem do céu...
Gostei tanto dessa moça,
De chorar, fiz uma poça...
A porta do tempo bate,
Vento batendo na porta.
Amor azul e escarlate,
Teu amor é que me importa...
Arco íris cobre tudo,
Sem teu amor, fico mudo...
Mas não posso ter segredo,
Nem posso falar a verdade.
Tal amor foi meu enredo,
Resultou felicidade.
Quero saber de teu beijo,
Onde está nosso desejo?
Eleição tem nesse ano,
Eu já tenho candidato.
Na terra do desengano,
Eu não vou pagar o pato.
Você governa meu peito,
O seu amor tá eleito...
Vinha na curva do rio,
Quando na margem avistei,
Chamei para o desafio,
Na sua terra fui rei.
A vida andando tão boa,
Nos braços dessa coroa...
Na montanha dos prazeres,
Meu amor encontro fé,
Na placa tem os dizeres,
Minha casa é de sapé.
Tem a moeda dois lados,
Nossos casos separados...
Vim de tarde sem magia,
Procurei por Madalena,
Encontrei só a Maria,
Sem amores, sem ter pena...
Veneno de jararaca,
Se for ela, a vida empaca...
Fui levar o meu amor,
No cinema, prá ver fita.
Nem bem ela lá chegou,
Quis tomar uma birita.
Moça pinguça de fato,
O filme acabou no mato...
Depois dessa choradeira,
De neném no meu ouvido.
Acabou-se a brincadeira,
A vida perdeu sentido,
Todo dia bem cedinho,
Me levanto sem carinho...
A coisa tá diferente,
Já não tenho mais sossego,
Todo dia no batente,
Tenho que estar lá n’emprego...
Patrão é coisa do demo,
Levando o barco com remo...
Cineminha sem vergonha,
Acabou com minha paz.
‘Tô parecendo um pamonha,
Ninguém me conhece mais...
De tarde já ‘tô cansado,
Levando vida de gado...
A cachaça é que tem sido,
Minha leal companheira.
Só ela me dá ouvido,
O resto todo é besteira.
Bebo sim, e bebo tudo,
Nada falo, fico mudo...
A danada da mulher,
Fica em casa o dia todo.
Faz tudo o que bem quer,
Não anda, criando lodo...
Me restou só essa pinga,
Mas um dia, a gente vinga...
Me mandaram um recado,
Pro trabalho seu doutor.
Tinha um cabra bem safado,
Debaixo do cobertor.
Agora virei chifrudo.
É bom que acabo com tudo...
Tão os dois aqui do lado,
Veja que coisa bonita.
Ela nua ele pelado,
Olha a cara da maldita.
Eu é que fiquei feliz,
Tome essa meretriz...
Seu delegado desculpe,
Não quero mais complicar.
Por favor não mais me culpe,
Nunca mais vou trabalhar...
Eu já pedi demissão,
Libertei meu coração!
RECOMPENSAS
Seu moço me dê licença,
Vou contar para você,
A vida traz recompensa,
Já não quero mais morrer,
Quero o gosto da partida,
Tudo de bom nessa vida;
Não deixa nem um sinal,
No ranço dessa saudade,
Corro meu canavial,
Vou voltar para a cidade,
Nas ondas do rio mar,
Sem ter hora pra voltar...
Quero o desejo da moça,
Na boca que tanto quis,
Não me interessa essa poça,
Eu só quero ser feliz...
Tenho duas mãos cansadas,
Nas carícias, bem treinadas...
Tenho os pés para pular,
Nas mantiqueiras da vida,
Nem preciso mais voar,
Trago dor já bem curtida,
No couro que Deus me deu,
Quem sabe de mim, sou eu...
Quis ver a banda passar,
Cantando coisa d’amor,
Meu amor deixei por lá,
Chora um peito sofredor,
Pelas bandas do sertão,
Eu deixei meu coração...
Nosso amor que eu não esqueço,
E também teve valia,
Tanta dor que não mereço,
Dói de noite, dói de dia.
Mas agora vou de lado,
Esqueci do teu recado...
Tudo em volta era tristeza,
Eu deixei tudo pra trás,
Agora busquei beleza,
Agora eu só quero paz...
Já não quero mais a morte,
Encontrei saúde e sorte...
Nos braços dessa morena,
Foi a minha solução,
Amor demais me dá pena,
Bate firme coração...
No canto da sabiá,
Meu coração bate lá...
Fiz um verso pra Maria,
Joana quem quis ouvir,
Meu amor, bem que queria,
Meu amor eu bem te vi...
Mas não quero mais mentira,
Nem amarras nem embira...
Caprichoso e nordestino,
Fui seguindo meu caminho,
No meu mundo, meu destino,
Antes só que ser sozinho,
Tenho o canto do tié,
Eu canto, canta você...
Já podeis da terra, filho...
Lembrar dessa cigana,
Da vida sei estribilho,
Ela nunca mais me engana...
Sorte cigana cruel,
Muito amargo, traz o mel...
Eu plantei o meu roçado,
Deu formiga comeu tudo,
Nem fiquei preocupado,
Entrou calado sai mudo...
Formiga tanto que deu,
No seu roçado sou eu...
Meu amor troce de Minas,
Ouro em pó e muita rês,
Nas pernas dessas meninas
Enrosco tudo de vez,
Queria ter meu balanço,
Colado contigo, danço...
Faz frio quero teu colo,
Vem comigo se aninhar,
Eu vou te deitar no solo,
Tanto amor pra se amar...
Não reclame dessa sina,
Relaxe minha menina...
Quis um beijo não me deu,
Um abraço me negou,
Meu amor, então morreu,
Nem quer saber mais quem sou...
Chorei, um choro fingido,
É melhor que eu ter morrido...
A lua é de São Jorge,
O cavalo e o dragão;
A saudade em meu alforje,
Vai pesando o coração...
De banda, então eu caminho,
Já não ando mais sozinho...
Quis ter medo nada tive,
Meu segredo sei de cor,
Tanta dor que me contive,
Não quero viver mais só,
Preciso de companhia,
Seja de noite ou de dia...
Vagabundo coração,
Bate tanto sem ter senso;
Meu amor peço perdão,
Noutra coisa já não penso...
Quero a vida divertida,
Nos teus braços quero a vida...
Meu carro perdeu a roda,
Ao subir nessa alameda,
Vou cantando minha moda,
Queimando na labareda...
Faz assim um só carinho,
Coração apressadinho...
Meu amor, quando se gosta,
Não sei rezar outra prece;
Até mesmo um vira bosta,
Cantando nunca se esquece...
Quero teu carinho amada,
Toda noite e madrugada...
Meu amor tem um cadinho
De tudo que posso ter,
Machucando, vagarinho,
Matando sem perceber...
Amor trouxe novidade.
Agora? Maternidade!
Na fumaça do cigarro,
Amor fez as espirais;
No ronco desse meu carro,
Não te esquecerei jamais...
És a rosa na janela,
Tens o lume dessa vela...
Mas um amor pirilampo,
Não merece essa atenção;
É forte como relampo,
Mas num firma o brilho não...
Acendendo e apagando,
Meu coração vai matando...
Amor tem que ter saudade,
Já dizia esse poeta;
Um grande amor, na verdade,
Que é nossa principal meta,
Tem que deixar ess’azedo,
Certeza cheirando a medo...
Terminando meu cantar,
Eu falarei com clareza;
Não dá nem pra comparar,
É no mundo a realeza...
Bem maior, digo a verdade,
Que todo amor, a amizade!
Vou contar para você,
A vida traz recompensa,
Já não quero mais morrer,
Quero o gosto da partida,
Tudo de bom nessa vida;
Não deixa nem um sinal,
No ranço dessa saudade,
Corro meu canavial,
Vou voltar para a cidade,
Nas ondas do rio mar,
Sem ter hora pra voltar...
Quero o desejo da moça,
Na boca que tanto quis,
Não me interessa essa poça,
Eu só quero ser feliz...
Tenho duas mãos cansadas,
Nas carícias, bem treinadas...
Tenho os pés para pular,
Nas mantiqueiras da vida,
Nem preciso mais voar,
Trago dor já bem curtida,
No couro que Deus me deu,
Quem sabe de mim, sou eu...
Quis ver a banda passar,
Cantando coisa d’amor,
Meu amor deixei por lá,
Chora um peito sofredor,
Pelas bandas do sertão,
Eu deixei meu coração...
Nosso amor que eu não esqueço,
E também teve valia,
Tanta dor que não mereço,
Dói de noite, dói de dia.
Mas agora vou de lado,
Esqueci do teu recado...
Tudo em volta era tristeza,
Eu deixei tudo pra trás,
Agora busquei beleza,
Agora eu só quero paz...
Já não quero mais a morte,
Encontrei saúde e sorte...
Nos braços dessa morena,
Foi a minha solução,
Amor demais me dá pena,
Bate firme coração...
No canto da sabiá,
Meu coração bate lá...
Fiz um verso pra Maria,
Joana quem quis ouvir,
Meu amor, bem que queria,
Meu amor eu bem te vi...
Mas não quero mais mentira,
Nem amarras nem embira...
Caprichoso e nordestino,
Fui seguindo meu caminho,
No meu mundo, meu destino,
Antes só que ser sozinho,
Tenho o canto do tié,
Eu canto, canta você...
Já podeis da terra, filho...
Lembrar dessa cigana,
Da vida sei estribilho,
Ela nunca mais me engana...
Sorte cigana cruel,
Muito amargo, traz o mel...
Eu plantei o meu roçado,
Deu formiga comeu tudo,
Nem fiquei preocupado,
Entrou calado sai mudo...
Formiga tanto que deu,
No seu roçado sou eu...
Meu amor troce de Minas,
Ouro em pó e muita rês,
Nas pernas dessas meninas
Enrosco tudo de vez,
Queria ter meu balanço,
Colado contigo, danço...
Faz frio quero teu colo,
Vem comigo se aninhar,
Eu vou te deitar no solo,
Tanto amor pra se amar...
Não reclame dessa sina,
Relaxe minha menina...
Quis um beijo não me deu,
Um abraço me negou,
Meu amor, então morreu,
Nem quer saber mais quem sou...
Chorei, um choro fingido,
É melhor que eu ter morrido...
A lua é de São Jorge,
O cavalo e o dragão;
A saudade em meu alforje,
Vai pesando o coração...
De banda, então eu caminho,
Já não ando mais sozinho...
Quis ter medo nada tive,
Meu segredo sei de cor,
Tanta dor que me contive,
Não quero viver mais só,
Preciso de companhia,
Seja de noite ou de dia...
Vagabundo coração,
Bate tanto sem ter senso;
Meu amor peço perdão,
Noutra coisa já não penso...
Quero a vida divertida,
Nos teus braços quero a vida...
Meu carro perdeu a roda,
Ao subir nessa alameda,
Vou cantando minha moda,
Queimando na labareda...
Faz assim um só carinho,
Coração apressadinho...
Meu amor, quando se gosta,
Não sei rezar outra prece;
Até mesmo um vira bosta,
Cantando nunca se esquece...
Quero teu carinho amada,
Toda noite e madrugada...
Meu amor tem um cadinho
De tudo que posso ter,
Machucando, vagarinho,
Matando sem perceber...
Amor trouxe novidade.
Agora? Maternidade!
Na fumaça do cigarro,
Amor fez as espirais;
No ronco desse meu carro,
Não te esquecerei jamais...
És a rosa na janela,
Tens o lume dessa vela...
Mas um amor pirilampo,
Não merece essa atenção;
É forte como relampo,
Mas num firma o brilho não...
Acendendo e apagando,
Meu coração vai matando...
Amor tem que ter saudade,
Já dizia esse poeta;
Um grande amor, na verdade,
Que é nossa principal meta,
Tem que deixar ess’azedo,
Certeza cheirando a medo...
Terminando meu cantar,
Eu falarei com clareza;
Não dá nem pra comparar,
É no mundo a realeza...
Bem maior, digo a verdade,
Que todo amor, a amizade!
NA SENSACIÓN D'AMOR
Nos meus antros sentido vai confuso,
Non sei das diferenzas nin dos feitos,
Eu quero converter o meu recato,
Na sensación d 'amor farto e profuso ...
Quen sabe poderei, vivir incluso,
O meu mundo tan recluído rompa o trato,
Nesas covas cavadas, son un rato,
Non coñezo nin sequera, nin roca e fuso ...
As miñas solucións son máis problemas,
Non podo sentir que os dilemas
Que poden vir, sandar as miñas lendas ...
Cuberto no deserto, non sei tendas,
A vida nunca souben das axendas
Perdidas nese espazo, sen algemas ...
Non sei das diferenzas nin dos feitos,
Eu quero converter o meu recato,
Na sensación d 'amor farto e profuso ...
Quen sabe poderei, vivir incluso,
O meu mundo tan recluído rompa o trato,
Nesas covas cavadas, son un rato,
Non coñezo nin sequera, nin roca e fuso ...
As miñas solucións son máis problemas,
Non podo sentir que os dilemas
Que poden vir, sandar as miñas lendas ...
Cuberto no deserto, non sei tendas,
A vida nunca souben das axendas
Perdidas nese espazo, sen algemas ...
MINHAS SOLUÇÕES
Nos meus antros sentido vai confuso,
Não sei das diferenças nem dos fatos,
Eu quero converter os meus recatos,
Na sensação d’amor farto e profuso...
Quem sabe poderei, viver incluso,
Meu mundo tão recluso rompa o trato,
Nessas covas cavadas, sou um rato,
Não conheço sequer, nem roca e fuso...
As minhas soluções são mais problemas,
Não consigo sentir quais os dilemas
Que podem vir, sanar as minhas lendas...
Coberto no deserto, não sei tendas,
A vida nunca soube das agendas
Perdidas nesse espaço, sem algemas...
Não sei das diferenças nem dos fatos,
Eu quero converter os meus recatos,
Na sensação d’amor farto e profuso...
Quem sabe poderei, viver incluso,
Meu mundo tão recluso rompa o trato,
Nessas covas cavadas, sou um rato,
Não conheço sequer, nem roca e fuso...
As minhas soluções são mais problemas,
Não consigo sentir quais os dilemas
Que podem vir, sanar as minhas lendas...
Coberto no deserto, não sei tendas,
A vida nunca soube das agendas
Perdidas nesse espaço, sem algemas...
VIENE DE MI TIERRA
VIENE DE MI TIERRA
He estado allí, en el interior de mi tierra;
Donde los pájaros cantan secretos
Allí, donde el sol y la luna hacen sus nidos,
Donde el calor que brota, ven y gritar.
En los suspiros sutil, la noche se cierra
Los ojos y le permite a uno mil caricias,
De los grillos y lechuzas nos alineamos
Sentimientos, la vida nueva, viejo corazón
Traer a mis esperanzas demasiado frágil
fue como un sueño de un niño
La renovación de los secretos de mi alma ...
Tal vez por eso, tan tranquila;
La naturaleza sabe, como la palma
de la mano que acaricia, pero que va!
He estado allí, en el interior de mi tierra;
Donde los pájaros cantan secretos
Allí, donde el sol y la luna hacen sus nidos,
Donde el calor que brota, ven y gritar.
En los suspiros sutil, la noche se cierra
Los ojos y le permite a uno mil caricias,
De los grillos y lechuzas nos alineamos
Sentimientos, la vida nueva, viejo corazón
Traer a mis esperanzas demasiado frágil
fue como un sueño de un niño
La renovación de los secretos de mi alma ...
Tal vez por eso, tan tranquila;
La naturaleza sabe, como la palma
de la mano que acaricia, pero que va!
VINDO DA MINHA TERRA
Vindo lá, do sertão, da minha terra;
Onde cantam segredos, passarinhos...
Lá, onde sol e lua fazem ninhos,
Onde o cio brotando, vem e berra.
Nos gemidos sutis, a noite cerra
Os olhos e permite mil carinhos,
Dos grilos e corujas nos alinhos
Noturnos, nova vida, velha a serra...
Trazendo minha rústica esperança,
Lavada a cada sonho de criança.
Renovando segredos de minh’alma...
Talvez seja por isso, tanta calma;
Natureza conheço, como a palma
Da mão que acaricia, mas avança!
Onde cantam segredos, passarinhos...
Lá, onde sol e lua fazem ninhos,
Onde o cio brotando, vem e berra.
Nos gemidos sutis, a noite cerra
Os olhos e permite mil carinhos,
Dos grilos e corujas nos alinhos
Noturnos, nova vida, velha a serra...
Trazendo minha rústica esperança,
Lavada a cada sonho de criança.
Renovando segredos de minh’alma...
Talvez seja por isso, tanta calma;
Natureza conheço, como a palma
Da mão que acaricia, mas avança!
Lavo os olhos na saudade
Lavo os olhos na saudade,
Meu caminho segue o mar
No mote que eu encontrar,
Minha sorte de verdade
É saber da claridade,
É não poder mais ver morte,
Nem cruzar o pólo norte,
Nem sanar essa ferida,
Nem cuidar da despedida.
Nem reclamar dessa sorte...
Minha lida foi marcada,
Pela curva desse vento,
Meu maior, grande provento;
É não saber mais de nada,
Não ser boi nem ser manada,
Nem usar cabeça baixa,
Tanto amor, a gente acha,
Na serra dessa esperança,
Que maltrata essa criança
Cuja morte não se encaixa...
Quero sentir teu perfume,
Acalentar o teu pranto,
Esconder-te em meu recanto,
Não quero mais teu queixume
Não cabe mais teu ciúme...
Quero te dar, namorada,
A minha mão cansada,
Para poder descansar,
A vida inteira, te amar,
Sem ter mais medo de nada...
E quando, enfim, a saudade,
Bater forte sem descanso,
Pensa então nesse remanso;
No lago azul, claridade,
Que te amei, com tal verdade,
Que nunca, alguém amaria,
Te desejei todo dia,
A cada instante sem medo.
De Deus já sei o segredo,
Tanto bem que te queria...
Meu caminho segue o mar
No mote que eu encontrar,
Minha sorte de verdade
É saber da claridade,
É não poder mais ver morte,
Nem cruzar o pólo norte,
Nem sanar essa ferida,
Nem cuidar da despedida.
Nem reclamar dessa sorte...
Minha lida foi marcada,
Pela curva desse vento,
Meu maior, grande provento;
É não saber mais de nada,
Não ser boi nem ser manada,
Nem usar cabeça baixa,
Tanto amor, a gente acha,
Na serra dessa esperança,
Que maltrata essa criança
Cuja morte não se encaixa...
Quero sentir teu perfume,
Acalentar o teu pranto,
Esconder-te em meu recanto,
Não quero mais teu queixume
Não cabe mais teu ciúme...
Quero te dar, namorada,
A minha mão cansada,
Para poder descansar,
A vida inteira, te amar,
Sem ter mais medo de nada...
E quando, enfim, a saudade,
Bater forte sem descanso,
Pensa então nesse remanso;
No lago azul, claridade,
Que te amei, com tal verdade,
Que nunca, alguém amaria,
Te desejei todo dia,
A cada instante sem medo.
De Deus já sei o segredo,
Tanto bem que te queria...
Salmo 9
Senhor, eu te louvarei,
Com todo meu coração,
Suas maravilhas são,
As coisas que contarei,
Eu, em Ti, me alegrarei.
E saltarei de prazer,
Cantarei louvor, por crer,
Ao teu nome, Meu Senhor.
Meus inimigos, com dor,
Viste todos, perecer!
Meu direito tem sustento,
A minha causa, também,
Injustiças? Sei não tem,
No tribunal, seu assento;
Justiça é o teu provento!
O ímpio, tu destruíste;
Pois seu nome não resiste,
Para o sempre, eternamente.
Meu Senhor, perpetuamente,
Assentado, sempre existe!
As cidades arrasadas,
Teu Tribunal preparado,
Para julgares qual fardo,
Terão as vidas erradas,
Serão, enfim, alcançadas,
A justiça e a retidão.
Oprimidos, lá terão,
Um refúgio abençoado,
E para o angustiado,
Encontrará firme chão!
Os que teu nome conhecem,
Nunca estão desamparados,
Louvores serão cantados,
Dos aflitos que padecem,
Teus olhos nunca se esquecem!
Misericórdia Senhor!
Repare bem minha dor,
Causada por quem m’odeia,
Levanta então tua teia,
Para que eu cante louvor!
M’alegre essa salvação,
Os gentios, enterrados,
Nas covas de pés atados,
Pelo Senhor do Sião,
Ao inferno, eles irão!
Como, também, as nações,
Que, de Deus, e seus portões,
Fecharam a sua entrada.
A necessidade azada
Terá suas provisões...
O homem não prevalecerá.
Aos gentios, julgamento,
Que padeçam do tormento,
O Pai amedrontará,
Em todo temor que há!
Para que saibam, verdades,
Que essas nações e cidades,
São por homens nada mais,
Que julgam ser demais,
No fundo, são veleidades...
Com todo meu coração,
Suas maravilhas são,
As coisas que contarei,
Eu, em Ti, me alegrarei.
E saltarei de prazer,
Cantarei louvor, por crer,
Ao teu nome, Meu Senhor.
Meus inimigos, com dor,
Viste todos, perecer!
Meu direito tem sustento,
A minha causa, também,
Injustiças? Sei não tem,
No tribunal, seu assento;
Justiça é o teu provento!
O ímpio, tu destruíste;
Pois seu nome não resiste,
Para o sempre, eternamente.
Meu Senhor, perpetuamente,
Assentado, sempre existe!
As cidades arrasadas,
Teu Tribunal preparado,
Para julgares qual fardo,
Terão as vidas erradas,
Serão, enfim, alcançadas,
A justiça e a retidão.
Oprimidos, lá terão,
Um refúgio abençoado,
E para o angustiado,
Encontrará firme chão!
Os que teu nome conhecem,
Nunca estão desamparados,
Louvores serão cantados,
Dos aflitos que padecem,
Teus olhos nunca se esquecem!
Misericórdia Senhor!
Repare bem minha dor,
Causada por quem m’odeia,
Levanta então tua teia,
Para que eu cante louvor!
M’alegre essa salvação,
Os gentios, enterrados,
Nas covas de pés atados,
Pelo Senhor do Sião,
Ao inferno, eles irão!
Como, também, as nações,
Que, de Deus, e seus portões,
Fecharam a sua entrada.
A necessidade azada
Terá suas provisões...
O homem não prevalecerá.
Aos gentios, julgamento,
Que padeçam do tormento,
O Pai amedrontará,
Em todo temor que há!
Para que saibam, verdades,
Que essas nações e cidades,
São por homens nada mais,
Que julgam ser demais,
No fundo, são veleidades...
EU TEMO OS TEUS SEGREDOS
Eu temo teus segredos, pois são meus...
Cada vez que fugia proutros braços,
Eu sempre me encontrava em teus abraços.
Comparsas, tantas vezes, meros breus!
Em todos os pecados, bem ateus,
Vivíamos correndo os olhos baços,
Cruzando esses limites sem cansaços,
E sem temer, ao menos, sequer Deus...
Não podes confessar, pois, a ninguém,
O que tanto tramamos, nossa história...
Fingimos comportar querermos bem.
Mas, em verdade, fomos essa escória.
Fazíamos da noite, uma refém.
Por isso, por favor, cegue a memória...
Cada vez que fugia proutros braços,
Eu sempre me encontrava em teus abraços.
Comparsas, tantas vezes, meros breus!
Em todos os pecados, bem ateus,
Vivíamos correndo os olhos baços,
Cruzando esses limites sem cansaços,
E sem temer, ao menos, sequer Deus...
Não podes confessar, pois, a ninguém,
O que tanto tramamos, nossa história...
Fingimos comportar querermos bem.
Mas, em verdade, fomos essa escória.
Fazíamos da noite, uma refém.
Por isso, por favor, cegue a memória...
Velha Praga
O seu caminhar célere na sala;
Passando por qualquer novo orifício,
Demonstra o quanto audaz, no seu ofício.
Perturba totalmente, e sequer fala...
Não respeitando nada, sal ou bala,
Qualquer coisa servindo como vício;
Nas mais altas montanhas, precipício,
Vive qualquer lugar, mesmo na vala...
Com certeza não sabe ser amiga,
Companheira de todos, tão antiga.
No campo, na cidade vem, estraga,
Seu nome representa vera praga;
Roubando, produzindo velha chaga
Não posso suportar essa formiga...
Passando por qualquer novo orifício,
Demonstra o quanto audaz, no seu ofício.
Perturba totalmente, e sequer fala...
Não respeitando nada, sal ou bala,
Qualquer coisa servindo como vício;
Nas mais altas montanhas, precipício,
Vive qualquer lugar, mesmo na vala...
Com certeza não sabe ser amiga,
Companheira de todos, tão antiga.
No campo, na cidade vem, estraga,
Seu nome representa vera praga;
Roubando, produzindo velha chaga
Não posso suportar essa formiga...
Não temo trem nem tremor
Não temo trem nem tremor,
Nem quero vintém, tostão...
Nem amoras nem amor,
Violência e violão...
Nem quero vintém, tostão...
Nem amoras nem amor,
Violência e violão...
Mar trazendo maresia
Mar trazendo maresia,
Vida trazendo vingança.
Desse pó a poesia,
Da minha espera, esperança...
Vida trazendo vingança.
Desse pó a poesia,
Da minha espera, esperança...
Na metade do caminho
Na metade do caminho,
Cama dei para Luzia,
Ninho para meu benzinho,
O resto deixei pra Lia...
Cama dei para Luzia,
Ninho para meu benzinho,
O resto deixei pra Lia...
A beleza que não salta
A beleza que não salta,
Nem revolta quem não é;
A tristeza quando assalta,
Acaba com toda fé...
Nem revolta quem não é;
A tristeza quando assalta,
Acaba com toda fé...
As teias vou ateando
As teias vou ateando,
No campo das azaléias;
Nessas atas vou atando,
As asas dessas atéias...
No campo das azaléias;
Nessas atas vou atando,
As asas dessas atéias...
Vida traz tal saliência
Vida traz tal saliência,
Que revela o bem querer;
Não vem me falar clemência,
O meu amor é você!
Que revela o bem querer;
Não vem me falar clemência,
O meu amor é você!
Tenho cais, quero navio
Tenho cais, quero navio,
Tenho luta, quero guerra,
Tenho luz, quero pavio,
Quem tem seu amor não berra!
Tenho luta, quero guerra,
Tenho luz, quero pavio,
Quem tem seu amor não berra!
João Polino e a Caixa de Cedro
João Polino e a Caixa de Cedro
Aquela caixinha de madeira era uma das coisas mais importantes que João Polino tinha.
Uma das mais não, a mais importante. Guardada a sete chaves não mostrava para ninguém a não ser para a sua amada Rita, mesmo assim depois de que essa jurou por todos os santos que não iria nunca revelar a existência de tal tesouro.
Não era muito bonita nem apresentava detalhes e nem entalhes, era uma pequena caixa feita de cedro, de forma quadrada com mais ou menos um palmo de altura.
Dentro dela nada havia sendo, por assim dizer, uma caixa rústica e comum; mas raríssima, ao mesmo tempo.
Não pela qualidade ou pela beleza da caixa, nem pela caixa ao menos, o que transformava tal objeto em peça única será explicado a seguir:
Nos idos de 1940, João Polino se tornara caixeiro viajante como pudemos relatar anteriormente.
Nas suas andanças pelo interior de Minas e do Espírito Santo, conhecera um turco, conhecido como Salim, embora seu nome provavelmente fosse outro, que vendia roupas e tecidos para as mocinhas curiosas e elegantes desse interior afora.
Um dia, por uma dessas desventuras que atingem-nos de vez em quando, a vida se tornara extremamente difícil para Salim. Envolvido em dívidas impagáveis, precisava urgentemente de dinheiro. E isso não era fácil, pois estamos falando de uma região decente, mas pobre, muito pobre...
Ao saber que João estava economizando dinheiro para comprar uma casinha onde iria compartilhar o amor de sua vida; Salim resolveu chorar suas mágoas com o velho amigo e pedir algum dinheiro emprestado.
João, como tinha um coração extremamente suscetível e gostava, realmente, do amigo turco, não pestanejou e emprestou cinco contos de réis a Salim.
Essa quantia era extremamente vultosa para os parâmetros da época e do lugar. Uma verdadeira fortuna!
Passados quase dois anos do empréstimo, nada de Salim falar em pagamento e, pelas vestimentas usadas por ele e, principalmente depois da compra de um carrinho, usado é verdade, pelo caixeiro, João começou a ter vontade de cobrar a dívida.
Quando falou em pagamento, Salim desconversou e alegando novas dívidas se disse impossibilitado de pagar o que devia.
João, ao perceber que tinha sido passado para trás, esperneou e falou mais alto, prometendo que iria receber o dinheiro a qualquer preço.
Sabendo da fama de brigão e bom de sela do companheiro, Salim fez uma proposta:
Já que não tinha dinheiro iria pagar com a coisa mais importante que possuía na vida, herança de seus antepassados libaneses: uma caixa.
Mas não era uma caixa qualquer, era uma caixinha de cedro feita pelo maior carpinteiro de todos os tempos.
Ele, Ele mesmo, Jesus Cristo!
Ao saber disso, sem pensar duas vezes, nosso herói aceitou tal objeto sagrado e único como forma de pagamento do empréstimo.
E, todas as noites, rezava defronte àquela relíquia com toda a fé e devoção.
Passou-se o tempo, recomeçou a ajuntar dinheiro, casou-se, mobiliou a casa e teve os filhos, um após o outro até completar seis com o nascimento da caçulinha Ritinha e a adoção do sétimo, nosso amigo Gilberto, a imagem espelhar de João Polino.
Gilberto era muito curioso e não respeitava nada dentro da casa, ainda mais que, por ser mais novo que os netos mais velhos de João e Rita, tinha os privilégios que somente os netos têm.
Um dia, sem mais nem menos, Gilberto pegou a caixa, semi apodrecida pelo tempo e corre pela sala mostrando a todos a sua nova descoberta.
A caixa de madeira, orgulho de João Polino. Ao ver o menino com aquele objeto na mão, dona Rita gritou para que ele a desse antes que João chegasse pois, senão a coisa ia pegar.
Gilberto, assustado com o grito inesperado de dona Rita deixou a caixa cair. O estrago foi imediato, com uma enorme fratura na madeira, deixando uma rachadura de ponta a ponta no objeto sagrado.
Dona Rita entrou em desespero, o que iria dizer para o marido, como impedir que esse desse uma sova em Gilberto, o que iria fazer?
Até que, num momento de serenidade, Loza, sua cunhada, teve uma brilhante idéia.
Levar a caixa até um carpinteiro conhecido em Iúna, cidade próxima, que daria jeito em dois tempos.
Combinaram que levariam a caixa para ser consertada no dia seguinte.
Chegando à carpintaria do “Seu” Juca, tiveram uma decepção gigantesca quando esse disse que não adiantaria tentar consertar o que não tinha mais conserto, devido ao fato de que a madeira estava totalmente apodrecida e não agüentaria nem uma meia sola.
Dona Rita, então, num gesto desesperado, contou a história da aquisição do objeto por João sem omitir sequer os detalhes da origem e raridade do mesmo.
Ao que, Juca não pestanejou e respondeu rápido:
“Dona Rita, o carpinteiro que fez essa caixa pode ser até Jésus mas, jamais Jesus”.
“Repare aqui no canto inferior da caixa”.
Ao que, entre decepcionada e aliviada dona Rita leu : “Fabricado em Ubá MG”.
Aquela caixinha de madeira era uma das coisas mais importantes que João Polino tinha.
Uma das mais não, a mais importante. Guardada a sete chaves não mostrava para ninguém a não ser para a sua amada Rita, mesmo assim depois de que essa jurou por todos os santos que não iria nunca revelar a existência de tal tesouro.
Não era muito bonita nem apresentava detalhes e nem entalhes, era uma pequena caixa feita de cedro, de forma quadrada com mais ou menos um palmo de altura.
Dentro dela nada havia sendo, por assim dizer, uma caixa rústica e comum; mas raríssima, ao mesmo tempo.
Não pela qualidade ou pela beleza da caixa, nem pela caixa ao menos, o que transformava tal objeto em peça única será explicado a seguir:
Nos idos de 1940, João Polino se tornara caixeiro viajante como pudemos relatar anteriormente.
Nas suas andanças pelo interior de Minas e do Espírito Santo, conhecera um turco, conhecido como Salim, embora seu nome provavelmente fosse outro, que vendia roupas e tecidos para as mocinhas curiosas e elegantes desse interior afora.
Um dia, por uma dessas desventuras que atingem-nos de vez em quando, a vida se tornara extremamente difícil para Salim. Envolvido em dívidas impagáveis, precisava urgentemente de dinheiro. E isso não era fácil, pois estamos falando de uma região decente, mas pobre, muito pobre...
Ao saber que João estava economizando dinheiro para comprar uma casinha onde iria compartilhar o amor de sua vida; Salim resolveu chorar suas mágoas com o velho amigo e pedir algum dinheiro emprestado.
João, como tinha um coração extremamente suscetível e gostava, realmente, do amigo turco, não pestanejou e emprestou cinco contos de réis a Salim.
Essa quantia era extremamente vultosa para os parâmetros da época e do lugar. Uma verdadeira fortuna!
Passados quase dois anos do empréstimo, nada de Salim falar em pagamento e, pelas vestimentas usadas por ele e, principalmente depois da compra de um carrinho, usado é verdade, pelo caixeiro, João começou a ter vontade de cobrar a dívida.
Quando falou em pagamento, Salim desconversou e alegando novas dívidas se disse impossibilitado de pagar o que devia.
João, ao perceber que tinha sido passado para trás, esperneou e falou mais alto, prometendo que iria receber o dinheiro a qualquer preço.
Sabendo da fama de brigão e bom de sela do companheiro, Salim fez uma proposta:
Já que não tinha dinheiro iria pagar com a coisa mais importante que possuía na vida, herança de seus antepassados libaneses: uma caixa.
Mas não era uma caixa qualquer, era uma caixinha de cedro feita pelo maior carpinteiro de todos os tempos.
Ele, Ele mesmo, Jesus Cristo!
Ao saber disso, sem pensar duas vezes, nosso herói aceitou tal objeto sagrado e único como forma de pagamento do empréstimo.
E, todas as noites, rezava defronte àquela relíquia com toda a fé e devoção.
Passou-se o tempo, recomeçou a ajuntar dinheiro, casou-se, mobiliou a casa e teve os filhos, um após o outro até completar seis com o nascimento da caçulinha Ritinha e a adoção do sétimo, nosso amigo Gilberto, a imagem espelhar de João Polino.
Gilberto era muito curioso e não respeitava nada dentro da casa, ainda mais que, por ser mais novo que os netos mais velhos de João e Rita, tinha os privilégios que somente os netos têm.
Um dia, sem mais nem menos, Gilberto pegou a caixa, semi apodrecida pelo tempo e corre pela sala mostrando a todos a sua nova descoberta.
A caixa de madeira, orgulho de João Polino. Ao ver o menino com aquele objeto na mão, dona Rita gritou para que ele a desse antes que João chegasse pois, senão a coisa ia pegar.
Gilberto, assustado com o grito inesperado de dona Rita deixou a caixa cair. O estrago foi imediato, com uma enorme fratura na madeira, deixando uma rachadura de ponta a ponta no objeto sagrado.
Dona Rita entrou em desespero, o que iria dizer para o marido, como impedir que esse desse uma sova em Gilberto, o que iria fazer?
Até que, num momento de serenidade, Loza, sua cunhada, teve uma brilhante idéia.
Levar a caixa até um carpinteiro conhecido em Iúna, cidade próxima, que daria jeito em dois tempos.
Combinaram que levariam a caixa para ser consertada no dia seguinte.
Chegando à carpintaria do “Seu” Juca, tiveram uma decepção gigantesca quando esse disse que não adiantaria tentar consertar o que não tinha mais conserto, devido ao fato de que a madeira estava totalmente apodrecida e não agüentaria nem uma meia sola.
Dona Rita, então, num gesto desesperado, contou a história da aquisição do objeto por João sem omitir sequer os detalhes da origem e raridade do mesmo.
Ao que, Juca não pestanejou e respondeu rápido:
“Dona Rita, o carpinteiro que fez essa caixa pode ser até Jésus mas, jamais Jesus”.
“Repare aqui no canto inferior da caixa”.
Ao que, entre decepcionada e aliviada dona Rita leu : “Fabricado em Ubá MG”.
Minha lábia foi pro brejo
Minha lábia foi pro brejo,
Meu olhar fugiu de ti;
Meu amor morreu no Tejo,
Desde o dia em que nasci...
Meu olhar fugiu de ti;
Meu amor morreu no Tejo,
Desde o dia em que nasci...
Fiz meu ninho na mortalha
Fiz meu ninho na mortalha,
Das dores fiz o meu mar.
Meu amor não me atrapalha,
Senão falha esse cantar...
Das dores fiz o meu mar.
Meu amor não me atrapalha,
Senão falha esse cantar...
Meus velhos penduricalhos
Meus velhos penduricalhos,
Carrego sem ter mais dó;
Dessas árvores, seus galhos,
Vão me deixando tão só...
Carrego sem ter mais dó;
Dessas árvores, seus galhos,
Vão me deixando tão só...
PROPOSTAS
Recebi tantas propostas
Para conhecer a lua.
Se não me deres resposta,
Minha vida será tua...
Para conhecer a lua.
Se não me deres resposta,
Minha vida será tua...
Nas cercanias da vida
Nas cercanias da vida,
Encontrei a minha sorte;
Se não sei da despedida,
Como irei saber da morte?
Encontrei a minha sorte;
Se não sei da despedida,
Como irei saber da morte?
Ostra traz na sua dor
Ostra traz na sua dor,
A riqueza delirante,
Tanto quanto meu amor,
Traz a dor a cada instante...
A riqueza delirante,
Tanto quanto meu amor,
Traz a dor a cada instante...
Medo trago na bagagem
Medo trago na bagagem,
Na barragem do segredo,
De enredo sei a coragem,
Na aragem do meu degredo...
Na barragem do segredo,
De enredo sei a coragem,
Na aragem do meu degredo...
BOLERO
Num bolero, dançando com Teresa,
Nossa noite transcorre macia,
As costas semi-nuas, melodia
Transformando, levito em tal beleza...
O perfume Gardênia, traz leveza,
A mão mais audaz, lúdica, vadia...
Quem me dera morresse nesse dia...
Minha alma espalharia natureza...
Nesse ritmo frenético da dança,
A noite sem sentirmos, mansa, avança...
Flutuando, seus passos são divinos,
Procuro me conter, meus desatinos;
Trago felicidade de meninos,
E ao beijar esses lábios, esperança!
Nossa noite transcorre macia,
As costas semi-nuas, melodia
Transformando, levito em tal beleza...
O perfume Gardênia, traz leveza,
A mão mais audaz, lúdica, vadia...
Quem me dera morresse nesse dia...
Minha alma espalharia natureza...
Nesse ritmo frenético da dança,
A noite sem sentirmos, mansa, avança...
Flutuando, seus passos são divinos,
Procuro me conter, meus desatinos;
Trago felicidade de meninos,
E ao beijar esses lábios, esperança!
Amor Rebaixado
A minha amada Maria,
Depois de muita conversa,
Todo dia me exigia,
Casamento assim depressa...
Por um motivo banal,
Não pude nem ofertar,
Sem dinheiro, o principal,
Como vou poder casar?
Maria me disse sentida,
Isso né motivo não,
As coisas boas da vida,
Moram no meu coração...
Pensando nessa verdade,
Olhei pra cima, pro céu,
Reparei na claridade,
Maria, bela com véu...
Ofereci pra beldade,
Um lugar para morar,
Falei, sem falsidade,
O que dava pra comprar...
Lhe disse: que tal Mercúrio,
Ela olhou bem diferente,
O lugar é bem espúrio,
Eta lugarzinho quente!
Sem dinheiro, o que é de menos,
Eu falei em procurar,
Um terreno lá em Vênus,
Nem me deixou completar...
Cheio de carinho e arte,
Belo tom avermelhado,
Eu fui falando de Marte,
Me disse não, é gelado...
Olhei um olhar soturno,
Minha voz, coloquei mel,
Como é lindo esse Saturno!
Nem Saturno, nem anel...
Falei, agora com medo,
Júpiter é maioral!
Foi me contando um segredo,
Muito grande, passo mal...
Pensei, mudando de plano,
Num terreno mais distante,
Fui pensando em Urano,
Me disse: passe adiante...
De nós dois virarmos uno,
Tanto sonho nessa vida,
Nem pude dizer Netuno,
Me falou em despedida...
Mas agora estou ferrado,
Não posso falar Plutão,
Tal qual como estou, rebaixado,
Não é planeta mais não!
Depois de muita conversa,
Todo dia me exigia,
Casamento assim depressa...
Por um motivo banal,
Não pude nem ofertar,
Sem dinheiro, o principal,
Como vou poder casar?
Maria me disse sentida,
Isso né motivo não,
As coisas boas da vida,
Moram no meu coração...
Pensando nessa verdade,
Olhei pra cima, pro céu,
Reparei na claridade,
Maria, bela com véu...
Ofereci pra beldade,
Um lugar para morar,
Falei, sem falsidade,
O que dava pra comprar...
Lhe disse: que tal Mercúrio,
Ela olhou bem diferente,
O lugar é bem espúrio,
Eta lugarzinho quente!
Sem dinheiro, o que é de menos,
Eu falei em procurar,
Um terreno lá em Vênus,
Nem me deixou completar...
Cheio de carinho e arte,
Belo tom avermelhado,
Eu fui falando de Marte,
Me disse não, é gelado...
Olhei um olhar soturno,
Minha voz, coloquei mel,
Como é lindo esse Saturno!
Nem Saturno, nem anel...
Falei, agora com medo,
Júpiter é maioral!
Foi me contando um segredo,
Muito grande, passo mal...
Pensei, mudando de plano,
Num terreno mais distante,
Fui pensando em Urano,
Me disse: passe adiante...
De nós dois virarmos uno,
Tanto sonho nessa vida,
Nem pude dizer Netuno,
Me falou em despedida...
Mas agora estou ferrado,
Não posso falar Plutão,
Tal qual como estou, rebaixado,
Não é planeta mais não!
SAUDADE- MULHER AMADA
Saudade – mulher amada,
Dos nossos beijos roubados,
Saudade dos tempos passados,
Na noite, na madrugada,
Da tua boca molhada,
Dos corpos entrelaçados,
Dos desejos mais molhados,
Desse tempo que não volta,
E, por não voltar, revolta,
Corações apaixonados...
Saudade da minha infância,
Onde vivi felicidade,
Trazendo tanta saudade,
A quem não teve constância,
Da sorte teve distância,
Mas foi feliz por um dia,
Vivendo da fantasia,
Que nunca mais voltará,
Saudades torrada e chá,
Que minha mãe me trazia...
Saudades da minha terra,
Que ficou no meu passado,
Olho o tempo, vou de lado,
O coração não encerra,
Pesando daquela serra,
Inclinado vai andando,
Tanto lugar se mostrando,
Nas curvas da existência,
Mas, saudade, diz clemência,
Num retrato, recordando...
Saudade da juventude,
Onde não tinha nem medo,
A força era meu segredo,
Onde sempre quis não pude,
Amar assim, amiúde,
Quem nunca mais queria,
Mas a vida era vadia;
Nem sonhava recompensa,
Vida leve, breve, densa,
Saudade faz melodia...
Saudades do grande amigo,
Que ficou lá no sertão,
Seguindo por outro chão,
Nunca mais terei comigo,
No conselho, paz, abrigo...
Na vontade de ser rei,
Tantas vezes que eu errei,
Tive o braço companheiro,
Hoje sei do mundo inteiro,
Mas saudade também sei...
Saudade do Botafogo,
De Garrincha e de Didi,
Do melhor time que vi,
Não tinha nem pena e rogo,
Brincando, ganhava jogo,
Nas pernas tortas e loucas,
Vozes delirando roucas,
No Maracanã da vida,
Pena que vai esquecida,
As lembranças são bem poucas...
De minha mãe a saudade,
Dói essa dor tão cruel,
Mãe na terra, mãe do céu,
Simbolizas claridade,
Se a vida traz falsidade,
A verdade em ti está,
Onde eu estiver, é lá,
Que teus olhos estarão,
Nesse imundo mundo cão,
És um porto mais seguro,
Se me escondo nesse escuro,
Representas o clarão...
Saudades desse meu filho,
Ceifado logo bem cedo,
Deixando meu grande medo,
Novo enredo que hoje eu trilho,
Sua dor, meu estribilho,
Entoando todo dia,
Martiriza a noite fria,
A saudade rasga o peito,
Pergunto qual meu direito!
Vou vivendo essa agonia...
Saudades dessa esperança,
De viver um mundo justo,
De respeitarem arbusto,
De respirar nova dança,
De teimar em ser criança,
De ter um mundo melhor,
Sem diferenças e guerras,
Nossa Terra, tantas terras,
Nosso sonho ser maior,
Justiça saber de cor...
Saudade trazendo um laço,
Prendendo o que for saudade,
Saindo da realidade,
A vida acolhendo meu passo,
Descansar esse cansaço,
Duns olhos de sertanejo,
Na campina, no desejo,
Do trabalho, lindo sonho,
Minha saudade, te ponho,
No canto dum realejo...
Saudade dessa mulher,
Saudade dessa criança,
Saudade dessa festança,
Saudade, jovem, me quer.
Saudade, jogo qualquer...
Saudade tão companheira
Saudade dor parideira,
Saudade doce Natal,
Saudade desse ideal,
Saudade da vida, inteira...
Dos nossos beijos roubados,
Saudade dos tempos passados,
Na noite, na madrugada,
Da tua boca molhada,
Dos corpos entrelaçados,
Dos desejos mais molhados,
Desse tempo que não volta,
E, por não voltar, revolta,
Corações apaixonados...
Saudade da minha infância,
Onde vivi felicidade,
Trazendo tanta saudade,
A quem não teve constância,
Da sorte teve distância,
Mas foi feliz por um dia,
Vivendo da fantasia,
Que nunca mais voltará,
Saudades torrada e chá,
Que minha mãe me trazia...
Saudades da minha terra,
Que ficou no meu passado,
Olho o tempo, vou de lado,
O coração não encerra,
Pesando daquela serra,
Inclinado vai andando,
Tanto lugar se mostrando,
Nas curvas da existência,
Mas, saudade, diz clemência,
Num retrato, recordando...
Saudade da juventude,
Onde não tinha nem medo,
A força era meu segredo,
Onde sempre quis não pude,
Amar assim, amiúde,
Quem nunca mais queria,
Mas a vida era vadia;
Nem sonhava recompensa,
Vida leve, breve, densa,
Saudade faz melodia...
Saudades do grande amigo,
Que ficou lá no sertão,
Seguindo por outro chão,
Nunca mais terei comigo,
No conselho, paz, abrigo...
Na vontade de ser rei,
Tantas vezes que eu errei,
Tive o braço companheiro,
Hoje sei do mundo inteiro,
Mas saudade também sei...
Saudade do Botafogo,
De Garrincha e de Didi,
Do melhor time que vi,
Não tinha nem pena e rogo,
Brincando, ganhava jogo,
Nas pernas tortas e loucas,
Vozes delirando roucas,
No Maracanã da vida,
Pena que vai esquecida,
As lembranças são bem poucas...
De minha mãe a saudade,
Dói essa dor tão cruel,
Mãe na terra, mãe do céu,
Simbolizas claridade,
Se a vida traz falsidade,
A verdade em ti está,
Onde eu estiver, é lá,
Que teus olhos estarão,
Nesse imundo mundo cão,
És um porto mais seguro,
Se me escondo nesse escuro,
Representas o clarão...
Saudades desse meu filho,
Ceifado logo bem cedo,
Deixando meu grande medo,
Novo enredo que hoje eu trilho,
Sua dor, meu estribilho,
Entoando todo dia,
Martiriza a noite fria,
A saudade rasga o peito,
Pergunto qual meu direito!
Vou vivendo essa agonia...
Saudades dessa esperança,
De viver um mundo justo,
De respeitarem arbusto,
De respirar nova dança,
De teimar em ser criança,
De ter um mundo melhor,
Sem diferenças e guerras,
Nossa Terra, tantas terras,
Nosso sonho ser maior,
Justiça saber de cor...
Saudade trazendo um laço,
Prendendo o que for saudade,
Saindo da realidade,
A vida acolhendo meu passo,
Descansar esse cansaço,
Duns olhos de sertanejo,
Na campina, no desejo,
Do trabalho, lindo sonho,
Minha saudade, te ponho,
No canto dum realejo...
Saudade dessa mulher,
Saudade dessa criança,
Saudade dessa festança,
Saudade, jovem, me quer.
Saudade, jogo qualquer...
Saudade tão companheira
Saudade dor parideira,
Saudade doce Natal,
Saudade desse ideal,
Saudade da vida, inteira...
A CADA TEMPO
No tempo do meu sonhar,
Tempo que vai tão distante,
Procurando a todo instante,
Por tempo, espaço e lugar,
Acreditando passar,
A temporada da vida,
Numa luta divertida
No meio da tempestade,
Trazendo amor de verdade,
Sem ter lágrima sentida...
Tempo me traz essa brisa,
Onde o coqueiro balança.
Traz um guerreiro com lança;
A mão nesse mar que alisa,
O riso da Mona Lisa,
O medo de não prosseguir,
Meu tempo de tempo vir,
Nos contratempos sem medo,
A vida faz arremedo,
Do tempo que já perdi...
Não sei dessas temporadas,
Que a criança guardou,
No tempo que era d’amor,
Agora são massacradas,
Bandas da vida, guinadas,
Nas grinaldas me lancei,
Tanto tempo eu já passei,
Mas não me deixaste em paz,
Tanto tempo fui capaz,
De tentar o que não sei...
Versos trago sem tempo ter,
Tempo tenho pra sonhar,
Temporais para chegar,
Onde teimo me entreter,
Saberia sem saber.
Não vivo sem temporais,
Quero muito e tento mais,
Não sossego com tão pouco,
Tampouco gritando rouco,
Tempo, preciso demais...
Na curva da temporada,
Que passei lá nas Gerais,
Tempo templo até me traz,
O que julguei emperrada,
A sorte já vai danada,
A morte é mote sem fim,
Quero tempo para, enfim,
Firmar o meu pensamento,
Que transforma todo vento,
Tempo que pedi pra mim...
Meus cadernos tão antigos,
Me perco nas espirais,
Num jazigo, aonde jaz,
Os meus sonhos são castigos,
Tempo me aponta os perigos,
Curvando nesse meu lago,
Onde meu tempo eu afago,
Onde não tenho porque,
Quero já ver e vencer,
O meu tempo anda tão vago...
Teimoso sei não caço,
Rãs perdidas no brejo,
Amores lá d’Além Tejo,
Nas vilas perdi meu laço,
Vencendo enfim, meu cansaço,
Quero fazer o meu canto,
Trazendo com tempo encanto,
Nos vales quero profundos,
O melhor de tantos mundos,
Teve tempo pro meu pranto...
Um desejo trem gigante,
Que na vida tem tempero,
Fazer amor com esmero,
Pela vida radiante,
Estando só por instante,
Nos braços da minha amada,
Passando essa temporada,
Deixando o tempo prá trás,
Meu tempo de não ter paz,
Procurando nova estrada...
Tempo de ser mais feliz,
Tempo de ter esperança.
Tempo de ser tão criança.
Tempo que o tempo não diz,
Tempo de ser aprendiz...
Tempo de não ter mais medo,
Tempo de guardar segredo,
Tempo de se ter saudades,
Tempo de dizer verdades.
Tempo que faz meu enredo...
Tempo que vai tão distante,
Procurando a todo instante,
Por tempo, espaço e lugar,
Acreditando passar,
A temporada da vida,
Numa luta divertida
No meio da tempestade,
Trazendo amor de verdade,
Sem ter lágrima sentida...
Tempo me traz essa brisa,
Onde o coqueiro balança.
Traz um guerreiro com lança;
A mão nesse mar que alisa,
O riso da Mona Lisa,
O medo de não prosseguir,
Meu tempo de tempo vir,
Nos contratempos sem medo,
A vida faz arremedo,
Do tempo que já perdi...
Não sei dessas temporadas,
Que a criança guardou,
No tempo que era d’amor,
Agora são massacradas,
Bandas da vida, guinadas,
Nas grinaldas me lancei,
Tanto tempo eu já passei,
Mas não me deixaste em paz,
Tanto tempo fui capaz,
De tentar o que não sei...
Versos trago sem tempo ter,
Tempo tenho pra sonhar,
Temporais para chegar,
Onde teimo me entreter,
Saberia sem saber.
Não vivo sem temporais,
Quero muito e tento mais,
Não sossego com tão pouco,
Tampouco gritando rouco,
Tempo, preciso demais...
Na curva da temporada,
Que passei lá nas Gerais,
Tempo templo até me traz,
O que julguei emperrada,
A sorte já vai danada,
A morte é mote sem fim,
Quero tempo para, enfim,
Firmar o meu pensamento,
Que transforma todo vento,
Tempo que pedi pra mim...
Meus cadernos tão antigos,
Me perco nas espirais,
Num jazigo, aonde jaz,
Os meus sonhos são castigos,
Tempo me aponta os perigos,
Curvando nesse meu lago,
Onde meu tempo eu afago,
Onde não tenho porque,
Quero já ver e vencer,
O meu tempo anda tão vago...
Teimoso sei não caço,
Rãs perdidas no brejo,
Amores lá d’Além Tejo,
Nas vilas perdi meu laço,
Vencendo enfim, meu cansaço,
Quero fazer o meu canto,
Trazendo com tempo encanto,
Nos vales quero profundos,
O melhor de tantos mundos,
Teve tempo pro meu pranto...
Um desejo trem gigante,
Que na vida tem tempero,
Fazer amor com esmero,
Pela vida radiante,
Estando só por instante,
Nos braços da minha amada,
Passando essa temporada,
Deixando o tempo prá trás,
Meu tempo de não ter paz,
Procurando nova estrada...
Tempo de ser mais feliz,
Tempo de ter esperança.
Tempo de ser tão criança.
Tempo que o tempo não diz,
Tempo de ser aprendiz...
Tempo de não ter mais medo,
Tempo de guardar segredo,
Tempo de se ter saudades,
Tempo de dizer verdades.
Tempo que faz meu enredo...
MEU MAIOR VÍCIO
Nesse mundo fugaz, meu maior vício,
As minhas mãos descem marginais,
Te buscando na veia, quero mais...
És o princípio, desde meu início...
Amor que não se julga, sei fictício,,
Aquele de promessa do jamais,
Aquele que enfim, tanto fez e faz...
Não deixando restar nem mesmo indício...
Viciado, portanto, sem ter cura,
A mão divina deixa a mata escura.
Eu tenho essa criança dentro em mim...
Porém sem aconchego do carmim
Dos lábios que beijei, num sem ter fim...
A tua ausência, amada, me tortura...
As minhas mãos descem marginais,
Te buscando na veia, quero mais...
És o princípio, desde meu início...
Amor que não se julga, sei fictício,,
Aquele de promessa do jamais,
Aquele que enfim, tanto fez e faz...
Não deixando restar nem mesmo indício...
Viciado, portanto, sem ter cura,
A mão divina deixa a mata escura.
Eu tenho essa criança dentro em mim...
Porém sem aconchego do carmim
Dos lábios que beijei, num sem ter fim...
A tua ausência, amada, me tortura...
O TEMPERO DO AMOR
Se tempero enfim, faltou,
Perdão te peço, querida.
Tanto amor que temperou,
Temperando minha vida...
Perdão te peço, querida.
Tanto amor que temperou,
Temperando minha vida...
Pimenta do reino
Pimenta do reino traz,
Sabor a mais no salame;
Meu amor vou ser capaz,.
De tudo desde que m’ame...
Sabor a mais no salame;
Meu amor vou ser capaz,.
De tudo desde que m’ame...
COENTRO
Se quiser, coentro, te trago;
Ajuda no temperar,
Quero a paz desse teu lago,
Aprender, nele, nadar...
Ajuda no temperar,
Quero a paz desse teu lago,
Aprender, nele, nadar...
LIMÃO
Um limão cai bem no peixe,
Dá um sabor delicado;
Meu amor nunca me deixe,
O resto deixa de lado...
Dá um sabor delicado;
Meu amor nunca me deixe,
O resto deixa de lado...
Catchup
Todo Catchup tem seu gosto,
Por demais adocicado;
Me deixa beijar teu rosto,
Deixando, fico empolgado...
Por demais adocicado;
Me deixa beijar teu rosto,
Deixando, fico empolgado...
Mostarda
Mostarda na minha pizza,
Naquela de quatro queijos.
Meu amor vê se m’atiça
Na delícia dos teus beijos...
Naquela de quatro queijos.
Meu amor vê se m’atiça
Na delícia dos teus beijos...
Erva doce
Erva doce dá tempero,
Na broa fica um encanto.
Amorzim, me dá um chêro,
Senão vai rolar meu pranto...
Na broa fica um encanto.
Amorzim, me dá um chêro,
Senão vai rolar meu pranto...
Pimenta
Pimenta deixa arretada,
Qualquer comida baiana,
Meu amor, de madrugada,
É gostoso, se sacana...
Qualquer comida baiana,
Meu amor, de madrugada,
É gostoso, se sacana...
Noz moscada
Noz moscada é o seguinte,
A comida fica boa,
Tem mulher pra mais de vinte,
Tem menina e tem coroa...
A comida fica boa,
Tem mulher pra mais de vinte,
Tem menina e tem coroa...
A cebola no meu bife
A cebola no meu bife,
Dá um gosto especial,
Não me chame de patife,
Esqueça esse carnaval...
Dá um gosto especial,
Não me chame de patife,
Esqueça esse carnaval...
Alho com beijo na boca
Alho com beijo na boca,
Não combinam na verdade,
Amor al dente, faz louca,
Aquela tranqüilidade...
Não combinam na verdade,
Amor al dente, faz louca,
Aquela tranqüilidade...
Da salsinha que tempera
Da salsinha que tempera,
Dá sabor para a comida;
Coração batendo fera,
Temperando nossa vida...
Dá sabor para a comida;
Coração batendo fera,
Temperando nossa vida...
11/10/11
Alegra do começo até o fim
O sentimento feito em emoção
E nisto novos sóis transformarão
Tomando com certeza tudo em mim.
O tempo noutro tempo dita enfim
Mudança que traduz outra estação,
Porém ao resistir, o coração
Refloresce com força este jardim.
Irrigo com sanguínea fantasia
Oxigenando o sonho que nos guia
Trazendo à própria vida este alimento.
E quando após a queda recomeço;
O passo sem temor; busco e confesso
E nesta sensação, raro fomento.
2
O sonho que me trouxe para ti
Expressa muito bem o quanto a quero,
Sabendo do momento mais sincero
Vivendo o quanto outrora já perdi,
Assim neste cenário eu percebi
O tanto que se verte e mesmo espero
O amor que com amor ora tempero,
Reinando sobre nós tal frenesi.
Restauro cada fase, mas prossigo
E sei do quanto possa se contigo,
E nada mais contém um sonhador,
Que traça seu caminho em desvario,
E a própria lucidez eu desafio
Em nome do que vejo ser amor.
3
Se o São Francisco eu trago das Gerais,
Gaiolas entre margens tão distantes,
Meus olhos em teus olhos radiantes
Vontade de ficar. Voltar? Jamais...
Os dias sem te ver são tão iguais
As noites que puderam fascinantes
Agora nada trazem nos instantes
Aonde imaginei ser muito mais.
E resolutamente me aproximo,
Vencendo a solidão. Medo eu suprimo
E sigo até quem sabe ver a foz.
Ousando em cachoeiras e cascatas,
Enquanto noutra face me maltratas,
Encontro esta esperança viva em nós.
Alegra do começo até o fim
O sentimento feito em emoção
E nisto novos sóis transformarão
Tomando com certeza tudo em mim.
O tempo noutro tempo dita enfim
Mudança que traduz outra estação,
Porém ao resistir, o coração
Refloresce com força este jardim.
Irrigo com sanguínea fantasia
Oxigenando o sonho que nos guia
Trazendo à própria vida este alimento.
E quando após a queda recomeço;
O passo sem temor; busco e confesso
E nesta sensação, raro fomento.
2
O sonho que me trouxe para ti
Expressa muito bem o quanto a quero,
Sabendo do momento mais sincero
Vivendo o quanto outrora já perdi,
Assim neste cenário eu percebi
O tanto que se verte e mesmo espero
O amor que com amor ora tempero,
Reinando sobre nós tal frenesi.
Restauro cada fase, mas prossigo
E sei do quanto possa se contigo,
E nada mais contém um sonhador,
Que traça seu caminho em desvario,
E a própria lucidez eu desafio
Em nome do que vejo ser amor.
3
Se o São Francisco eu trago das Gerais,
Gaiolas entre margens tão distantes,
Meus olhos em teus olhos radiantes
Vontade de ficar. Voltar? Jamais...
Os dias sem te ver são tão iguais
As noites que puderam fascinantes
Agora nada trazem nos instantes
Aonde imaginei ser muito mais.
E resolutamente me aproximo,
Vencendo a solidão. Medo eu suprimo
E sigo até quem sabe ver a foz.
Ousando em cachoeiras e cascatas,
Enquanto noutra face me maltratas,
Encontro esta esperança viva em nós.
11/10/11
Alegra do começo até o fim
O sentimento feito em emoção
E nisto novos sóis transformarão
Tomando com certeza tudo em mim.
O tempo noutro tempo dita enfim
Mudança que traduz outra estação,
Porém ao resistir, o coração
Refloresce com força este jardim.
Irrigo com sanguínea fantasia
Oxigenando o sonho que nos guia
Trazendo à própria vida este alimento.
E quando após a queda recomeço;
O passo sem temor; busco e confesso
E nesta sensação, raro fomento.
2
O sonho que me trouxe para ti
Expressa muito bem o quanto a quero,
Sabendo do momento mais sincero
Vivendo o quanto outrora já perdi,
Assim neste cenário eu percebi
O tanto que se verte e mesmo espero
O amor que com amor ora tempero,
Reinando sobre nós tal frenesi.
Restauro cada fase, mas prossigo
E sei do quanto possa se contigo,
E nada mais contém um sonhador,
Que traça seu caminho em desvario,
E a própria lucidez eu desafio
Em nome do que vejo ser amor.
3
Se o São Francisco eu trago das Gerais,
Gaiolas entre margens tão distantes,
Meus olhos em teus olhos radiantes
Vontade de ficar. Voltar? Jamais...
Os dias sem te ver são tão iguais
As noites que puderam fascinantes
Agora nada trazem nos instantes
Aonde imaginei ser muito mais.
E resolutamente me aproximo,
Vencendo a solidão. Medo eu suprimo
E sigo até quem sabe ver a foz.
Ousando em cachoeiras e cascatas,
Enquanto noutra face me maltratas,
Encontro esta esperança viva em nós.
Alegra do começo até o fim
O sentimento feito em emoção
E nisto novos sóis transformarão
Tomando com certeza tudo em mim.
O tempo noutro tempo dita enfim
Mudança que traduz outra estação,
Porém ao resistir, o coração
Refloresce com força este jardim.
Irrigo com sanguínea fantasia
Oxigenando o sonho que nos guia
Trazendo à própria vida este alimento.
E quando após a queda recomeço;
O passo sem temor; busco e confesso
E nesta sensação, raro fomento.
2
O sonho que me trouxe para ti
Expressa muito bem o quanto a quero,
Sabendo do momento mais sincero
Vivendo o quanto outrora já perdi,
Assim neste cenário eu percebi
O tanto que se verte e mesmo espero
O amor que com amor ora tempero,
Reinando sobre nós tal frenesi.
Restauro cada fase, mas prossigo
E sei do quanto possa se contigo,
E nada mais contém um sonhador,
Que traça seu caminho em desvario,
E a própria lucidez eu desafio
Em nome do que vejo ser amor.
3
Se o São Francisco eu trago das Gerais,
Gaiolas entre margens tão distantes,
Meus olhos em teus olhos radiantes
Vontade de ficar. Voltar? Jamais...
Os dias sem te ver são tão iguais
As noites que puderam fascinantes
Agora nada trazem nos instantes
Aonde imaginei ser muito mais.
E resolutamente me aproximo,
Vencendo a solidão. Medo eu suprimo
E sigo até quem sabe ver a foz.
Ousando em cachoeiras e cascatas,
Enquanto noutra face me maltratas,
Encontro esta esperança viva em nós.
Um maço de cebolinha
Um maço de cebolinha
Temperou o nosso amor,
Depois ela vem, s’aninha,
Esquentando meu calor...
Temperou o nosso amor,
Depois ela vem, s’aninha,
Esquentando meu calor...
O sabor de cheiro verde
O sabor de cheiro verde,
Temperando essa morena;
Depois deitado na rede,
Tanto bole que envenena
Temperando essa morena;
Depois deitado na rede,
Tanto bole que envenena
Tem a delícia do sal
Tem a delícia do sal,
No tempero do churrasco.
Bolinho de bacalhau,
Por essa moça eu me lasco...
No tempero do churrasco.
Bolinho de bacalhau,
Por essa moça eu me lasco...
Eu só quero seu tempero
Eu só quero seu tempero,
Misturado na panela.
Meu amor é verdadeiro,
Tanto amor tenho por ela...
Misturado na panela.
Meu amor é verdadeiro,
Tanto amor tenho por ela...
MONTANHA DE DESEJOS
Quando a minha montanha de desejos,
Num momento infeliz, desmoronou;
Nada, a não ser entulho, me sobrou.
Como fora gentil saber teus beijos!
Mas dessa sinfonia, poucos arpejos,
Nem isso mais resta, tudo acabou!
Depois que tudo acaba, quem sou?
Procuro, perguntando aos realejos...
Morenos, os teus olhos, vão sem rastro;
Pergunto por teu colo d’alabastro,
A resposta, nem vento, sabe dar...
Quem dera Deus, pudesse te encontrar,
Mas nem o pó d’estrada, nem o ar,
Meu mundo vai perdido, sem seu astro...
Num momento infeliz, desmoronou;
Nada, a não ser entulho, me sobrou.
Como fora gentil saber teus beijos!
Mas dessa sinfonia, poucos arpejos,
Nem isso mais resta, tudo acabou!
Depois que tudo acaba, quem sou?
Procuro, perguntando aos realejos...
Morenos, os teus olhos, vão sem rastro;
Pergunto por teu colo d’alabastro,
A resposta, nem vento, sabe dar...
Quem dera Deus, pudesse te encontrar,
Mas nem o pó d’estrada, nem o ar,
Meu mundo vai perdido, sem seu astro...
MONTANHA DE DESEJOS
Quando a minha montanha de desejos,
Num momento infeliz, desmoronou;
Nada, a não ser entulho, me sobrou.
Como fora gentil saber teus beijos!
Mas dessa sinfonia, poucos arpejos,
Nem isso mais resta, tudo acabou!
Depois que tudo acaba, quem sou?
Procuro, perguntando aos realejos...
Morenos, os teus olhos, vão sem rastro;
Pergunto por teu colo d’alabastro,
A resposta, nem vento, sabe dar...
Quem dera Deus, pudesse te encontrar,
Mas nem o pó d’estrada, nem o ar,
Meu mundo vai perdido, sem seu astro...
Num momento infeliz, desmoronou;
Nada, a não ser entulho, me sobrou.
Como fora gentil saber teus beijos!
Mas dessa sinfonia, poucos arpejos,
Nem isso mais resta, tudo acabou!
Depois que tudo acaba, quem sou?
Procuro, perguntando aos realejos...
Morenos, os teus olhos, vão sem rastro;
Pergunto por teu colo d’alabastro,
A resposta, nem vento, sabe dar...
Quem dera Deus, pudesse te encontrar,
Mas nem o pó d’estrada, nem o ar,
Meu mundo vai perdido, sem seu astro...
The power of multiplication.
The power of multiplication.
Josiah was a working man, honest and faithful, very faithful to God and his beloved Jane. Pretty girl, a gorgeous brunette, about twenty years younger than Josiah.
In Santa Martha, Josiah worked as a shoemaker, a famous artist, sought by many customers from nearby and even Cachoeiro ..
It turns out that, for some time now, attending the church that Josiah began to realize that that old faithful had disappeared.
Josiah started drinking, first alone and in secret, then more often and every day with less modesty. Until, one day, the bar appeared in Gilbert, a meeting point rather flirtatious girl in the district.
His debut was memorable; destroying the entire stock of Sao Paulo who had fire in the bar. Around four o'clock in the morning was taken home. Totally drunk.
The summary expulsion from the Church was, especially after the day, and sleep during the Sunday service decided to make the leg of a pastor makeshift urinal.
The scandal has gripped the community, between scared and playful.
Who did not like it was Joan, the beautiful brunette is seen, from night to day, a victim of the most shameful and vicious jokes in the community.
But the situation was going from bad to worse, and despite all the prayers, oaths and promises made for the salvation of our friend, everything was as before the barracks of Abrantes, Abrantes Josiah, that was the full name of our shoemaker .
The girls and boys of St. Martha were already feeling the lack of our exponent in the noble art of shoemaking, now half-soles and repairs impossible had to be made elsewhere, to the prejudice of pockets and the quality of services provided.
Joan, at the beginning, still remained faithful to our alcoholic but as the door where the misery comes out love, could not resist for long ...
At that time, the Government of the Holy Spirit was hiring new police officers and Maximilian was one of those. Crowded in Santa Martha, had arrived a short time in the quiet location.
John Polino was his instructor on the souls santamartenses but because of an oversight, forgot to talk about Josiah. But not needed, so the insignificance of the poor drunk ...
Gilberto, sorry for Joanna, now no longer sells alcohol to the cobbler, but no avail. Drank alcohol to clean and, if bobeassem, empty fuel tank.
In the freezing night in July of that relentless, Maximilian made his first round at night when, without waiting, trying to find a citizen in any way, hit the key in the lock.
It helped him open the door but for the duty of the office and not knowing that citizen, asked if he was living there.
When asked, Josiah was blunt: "Of course I live, come with me and you will see."
When entering the house, Josiah was just saying, "See that guy lying on the couch? It's my brother. "
"Come with me I'll show you something: That woman is lying here in my fourth wife, and that fellow lying beside her I am."
When the guard, with nothing to ask, said goodbye and walked away.
Josiah lay in bed and telling his feet, he had noticed something strange:
One foot, two feet, three, four, five, six feet.
Oops! There's something weird! But then, to calm down, got up and went to the foot of the bed and retold: one, two, three, four!
Two women and two mine!
Yeah, I have to stop drinking it!
Josiah was a working man, honest and faithful, very faithful to God and his beloved Jane. Pretty girl, a gorgeous brunette, about twenty years younger than Josiah.
In Santa Martha, Josiah worked as a shoemaker, a famous artist, sought by many customers from nearby and even Cachoeiro ..
It turns out that, for some time now, attending the church that Josiah began to realize that that old faithful had disappeared.
Josiah started drinking, first alone and in secret, then more often and every day with less modesty. Until, one day, the bar appeared in Gilbert, a meeting point rather flirtatious girl in the district.
His debut was memorable; destroying the entire stock of Sao Paulo who had fire in the bar. Around four o'clock in the morning was taken home. Totally drunk.
The summary expulsion from the Church was, especially after the day, and sleep during the Sunday service decided to make the leg of a pastor makeshift urinal.
The scandal has gripped the community, between scared and playful.
Who did not like it was Joan, the beautiful brunette is seen, from night to day, a victim of the most shameful and vicious jokes in the community.
But the situation was going from bad to worse, and despite all the prayers, oaths and promises made for the salvation of our friend, everything was as before the barracks of Abrantes, Abrantes Josiah, that was the full name of our shoemaker .
The girls and boys of St. Martha were already feeling the lack of our exponent in the noble art of shoemaking, now half-soles and repairs impossible had to be made elsewhere, to the prejudice of pockets and the quality of services provided.
Joan, at the beginning, still remained faithful to our alcoholic but as the door where the misery comes out love, could not resist for long ...
At that time, the Government of the Holy Spirit was hiring new police officers and Maximilian was one of those. Crowded in Santa Martha, had arrived a short time in the quiet location.
John Polino was his instructor on the souls santamartenses but because of an oversight, forgot to talk about Josiah. But not needed, so the insignificance of the poor drunk ...
Gilberto, sorry for Joanna, now no longer sells alcohol to the cobbler, but no avail. Drank alcohol to clean and, if bobeassem, empty fuel tank.
In the freezing night in July of that relentless, Maximilian made his first round at night when, without waiting, trying to find a citizen in any way, hit the key in the lock.
It helped him open the door but for the duty of the office and not knowing that citizen, asked if he was living there.
When asked, Josiah was blunt: "Of course I live, come with me and you will see."
When entering the house, Josiah was just saying, "See that guy lying on the couch? It's my brother. "
"Come with me I'll show you something: That woman is lying here in my fourth wife, and that fellow lying beside her I am."
When the guard, with nothing to ask, said goodbye and walked away.
Josiah lay in bed and telling his feet, he had noticed something strange:
One foot, two feet, three, four, five, six feet.
Oops! There's something weird! But then, to calm down, got up and went to the foot of the bed and retold: one, two, three, four!
Two women and two mine!
Yeah, I have to stop drinking it!
La puissance de multiplication.
La puissance de multiplication.
Josias était un homme travaillant, honnête et fidèle, très fidèle à Dieu et à sa bien-aimée Jeanne. Jolie fille, une brune magnifique, une vingtaine d'années plus jeune que Josias.
A Santa Martha, Josias a travaillé comme cordonnier, un artiste célèbre, recherché par de nombreux clients de proximité et même Cachoeiro ..
Il s'avère que, depuis quelque temps maintenant, assister à l'église que Josias a commencé à réaliser que ce bon vieux avaient disparu.
Josias a commencé à boire, d'abord seul et en secret, alors le plus souvent et chaque jour avec moins de modestie. Jusqu'à ce que, un jour, la barre paru dans Gilbert, fille de un point de rencontre plutôt coquette dans le quartier.
Ses débuts a été mémorable; détruire la totalité du stock de Sao Paulo qui avait le feu dans le bar. Vers quatre heures du matin a été prise à la maison. Totalement ivre.
L'expulsion sommaire de l'Eglise a été, surtout après la journée, et dormir pendant le service du dimanche a décidé de faire de la jambe d'un urinoir pasteur improvisé.
Le scandale s'est emparée de la communauté, entre peur et ludique.
Qui n'a pas comme si c'était Jeanne, la belle brune est vu, la nuit au jour, une victime des blagues les plus honteux et vicieux dans la communauté.
Mais la situation allait de mal en pis, et malgré toutes les prières, des serments et des promesses faites pour le salut de notre ami, tout était comme avant la caserne d'Abrantes, Abrantes Josias, qui était le nom complet de notre cordonnier .
Les filles et les garçons de Sainte-Marthe étaient déjà sentir le manque de nos exposants dans le noble art de la cordonnerie, maintenant demi-semelles et les réparations impossibles a dû être faite ailleurs, au préjudice de poches et de la qualité des services fournis.
Jeanne, au début, toujours resté fidèle à notre alcoolique mais que la porte où la misère sort l'amour, ne pouvait pas résister longtemps ...
A cette époque, le gouvernement du Saint-Esprit a été l'embauche de nouveaux policiers et de Maximilien était un de ces. Crowded à Santa Martha, était arrivé peu de temps dans l'endroit calme.
John Polino été son instructeur sur le santamartenses âmes, mais à cause d'un oubli, oublié de parler de Josias. Mais ce n'est pas nécessaire, donc l'insignifiance des pauvres bu ...
Gilberto, désolé pour Joanna, désormais ne vend plus d'alcool pour le cordonnier, mais en vain. Bu de l'alcool pour nettoyer et, si bobeassem, réservoir de carburant vide.
Dans la nuit glaciale en Juillet de cette implacable, Maximilien a fait sa première ronde de nuit quand, sans attendre, en essayant de trouver un citoyen de quelque manière, frapper la clé dans la serrure.
Il l'a aidé à ouvrir la porte mais pour le devoir du bureau et ne sachant pas que le citoyen, lui a demandé s'il y vivent.
Lorsqu'on lui a demandé, Josias a été brutale: «Bien sûr, je suis vivant, venez avec moi et vous verrez."
Lorsque vous entrez dans la maison, Josias était juste en disant: "Voir ce gars allongé sur le divan? C'est mon frère. "
«Viens avec moi je vais vous montrer quelque chose:. Cette femme est couchée dans mon quatrième épouse, et cet homme couché à côté d'elle, je suis"
Quand le gardien, sans rien demander, dit au revoir et s'éloigna.
Josias au lit et de raconter ses pieds, il avait remarqué quelque chose d'étrange:
Un pied, deux pieds, trois, quatre, cinq, six pieds.
Oops! Il ya quelque chose de bizarre! Mais alors, de se calmer, se leva et alla au pied du lit et redit: un, deux, trois, quatre!
Deux femmes et deux mines!
Ouais, je dois cesser de le boire!
Josias était un homme travaillant, honnête et fidèle, très fidèle à Dieu et à sa bien-aimée Jeanne. Jolie fille, une brune magnifique, une vingtaine d'années plus jeune que Josias.
A Santa Martha, Josias a travaillé comme cordonnier, un artiste célèbre, recherché par de nombreux clients de proximité et même Cachoeiro ..
Il s'avère que, depuis quelque temps maintenant, assister à l'église que Josias a commencé à réaliser que ce bon vieux avaient disparu.
Josias a commencé à boire, d'abord seul et en secret, alors le plus souvent et chaque jour avec moins de modestie. Jusqu'à ce que, un jour, la barre paru dans Gilbert, fille de un point de rencontre plutôt coquette dans le quartier.
Ses débuts a été mémorable; détruire la totalité du stock de Sao Paulo qui avait le feu dans le bar. Vers quatre heures du matin a été prise à la maison. Totalement ivre.
L'expulsion sommaire de l'Eglise a été, surtout après la journée, et dormir pendant le service du dimanche a décidé de faire de la jambe d'un urinoir pasteur improvisé.
Le scandale s'est emparée de la communauté, entre peur et ludique.
Qui n'a pas comme si c'était Jeanne, la belle brune est vu, la nuit au jour, une victime des blagues les plus honteux et vicieux dans la communauté.
Mais la situation allait de mal en pis, et malgré toutes les prières, des serments et des promesses faites pour le salut de notre ami, tout était comme avant la caserne d'Abrantes, Abrantes Josias, qui était le nom complet de notre cordonnier .
Les filles et les garçons de Sainte-Marthe étaient déjà sentir le manque de nos exposants dans le noble art de la cordonnerie, maintenant demi-semelles et les réparations impossibles a dû être faite ailleurs, au préjudice de poches et de la qualité des services fournis.
Jeanne, au début, toujours resté fidèle à notre alcoolique mais que la porte où la misère sort l'amour, ne pouvait pas résister longtemps ...
A cette époque, le gouvernement du Saint-Esprit a été l'embauche de nouveaux policiers et de Maximilien était un de ces. Crowded à Santa Martha, était arrivé peu de temps dans l'endroit calme.
John Polino été son instructeur sur le santamartenses âmes, mais à cause d'un oubli, oublié de parler de Josias. Mais ce n'est pas nécessaire, donc l'insignifiance des pauvres bu ...
Gilberto, désolé pour Joanna, désormais ne vend plus d'alcool pour le cordonnier, mais en vain. Bu de l'alcool pour nettoyer et, si bobeassem, réservoir de carburant vide.
Dans la nuit glaciale en Juillet de cette implacable, Maximilien a fait sa première ronde de nuit quand, sans attendre, en essayant de trouver un citoyen de quelque manière, frapper la clé dans la serrure.
Il l'a aidé à ouvrir la porte mais pour le devoir du bureau et ne sachant pas que le citoyen, lui a demandé s'il y vivent.
Lorsqu'on lui a demandé, Josias a été brutale: «Bien sûr, je suis vivant, venez avec moi et vous verrez."
Lorsque vous entrez dans la maison, Josias était juste en disant: "Voir ce gars allongé sur le divan? C'est mon frère. "
«Viens avec moi je vais vous montrer quelque chose:. Cette femme est couchée dans mon quatrième épouse, et cet homme couché à côté d'elle, je suis"
Quand le gardien, sans rien demander, dit au revoir et s'éloigna.
Josias au lit et de raconter ses pieds, il avait remarqué quelque chose d'étrange:
Un pied, deux pieds, trois, quatre, cinq, six pieds.
Oops! Il ya quelque chose de bizarre! Mais alors, de se calmer, se leva et alla au pied du lit et redit: un, deux, trois, quatre!
Deux femmes et deux mines!
Ouais, je dois cesser de le boire!
Il potere di moltiplicazione
Il potere di moltiplicazione.
Giosia era un uomo di lavoro, onesto e fedele, molto fedele a Dio e la sua amata Jane. Bella ragazza, una brunetta bellissima, circa venti anni più giovane di Giosia.
A Santa Marta, Giosia lavorato come calzolaio, un famoso artista, ricercato da molti clienti dalla vicina e anche Cachoeiro ..
Si scopre che, da qualche tempo, frequentando la chiesa che Giosia ha cominciato a rendersi conto che che i fedeli vecchio era scomparso.
Josiah iniziato a bere, prima da solo e in segreto, poi più spesso e ogni giorno con meno pudore. Finché, un giorno, la barra apparsa a Gilbert, ragazza un punto di incontro piuttosto civettuola nel distretto.
Il suo debutto è stato memorabile, distruggendo l'intero stock di San Paolo che aveva il fuoco al bar. Verso le quattro del mattino era portato a casa. Completamente ubriaco.
L'espulsione riassunto dalla Chiesa è stato, soprattutto dopo il giorno e dormire durante il servizio di Domenica ha deciso di fare una gamba di un orinatoio pastore di fortuna.
Lo scandalo ha colpito la comunità, tra paura e giocoso.
Che non come se fosse Joan, si vede la bella bruna, dalla notte al giorno, vittima degli scherzi più vergognoso e vizioso in comunità.
Ma la situazione stava andando di male in peggio, e nonostante tutte le preghiere, giuramenti e promesse fatte per la salvezza del nostro amico, tutto era come prima della caserma di Abrantes, Abrantes Giosia, che era il nome completo del nostro calzolaio .
Le ragazze ei ragazzi di S. Marta era già sentire la mancanza del nostro esponente nella nobile arte della calzatura, ora a metà suole e riparazione impossibile doveva essere fatta altrove, a danno delle tasche e della qualità dei servizi forniti.
Joan, all'inizio, ancora rimasti fedeli al nostro alcoliche, ma come la porta dove la miseria viene fuori l'amore, non ha potuto resistere a lungo ...
A quel tempo, il governo dello Spirito Santo stava assumendo nuovi agenti di polizia e Massimiliano era uno di quelli. Affollato di Santa Marta, era arrivato un breve periodo in un ambiente tranquillo.
Giovanni Polino era il suo istruttore sul santamartenses anime, ma a causa di una svista, dimenticato di parlare di Giosia. Ma non serve, così l'insignificanza dei poveri ubriaco ...
Gilberto, dispiace per Giovanna, ora non vende più alcol per il ciabattino, ma senza alcun risultato. Bevuto alcolici da pulire e, se bobeassem, serbatoio vuoto.
Nella notte congelamento nel luglio dello stesso implacabile, Massimiliano ha fatto il suo primo turno di notte quando, senza aspettare, cercando di trovare un cittadino in alcun modo, ha colpito la chiave nella serratura.
E lo ha aiutato a aprire la porta, ma per dovere di ufficio e non sapere che il cittadino, ha chiesto se stava vivendo lì.
Quando è stato chiesto, Giosia era schietto: "Naturalmente io vivo, vieni con me e vedrete".
Quando si entra in casa, Giosia ha appena detto: "Vedi quel ragazzo sdraiato sul divano? E 'mio fratello. "
"Vieni con me ti faccio vedere una cosa:. Quella donna è sdraiata, qui nella mia quarta moglie, e quel tizio sdraiato accanto a lei Io sono"
Quando la guardia, senza nulla da chiedere, ha salutato e se ne andò.
Giosia era a letto e raccontare i suoi piedi, aveva notato qualcosa di strano:
Un piede, due piedi, tre, quattro, cinque, sei metri.
Oops! C'è qualcosa di strano! Ma poi, di calmarsi, si alzò e andò ai piedi del letto e ridetta: uno, due, tre, quattro!
Due donne e due miei!
Sì, devo smettere di berlo!
Giosia era un uomo di lavoro, onesto e fedele, molto fedele a Dio e la sua amata Jane. Bella ragazza, una brunetta bellissima, circa venti anni più giovane di Giosia.
A Santa Marta, Giosia lavorato come calzolaio, un famoso artista, ricercato da molti clienti dalla vicina e anche Cachoeiro ..
Si scopre che, da qualche tempo, frequentando la chiesa che Giosia ha cominciato a rendersi conto che che i fedeli vecchio era scomparso.
Josiah iniziato a bere, prima da solo e in segreto, poi più spesso e ogni giorno con meno pudore. Finché, un giorno, la barra apparsa a Gilbert, ragazza un punto di incontro piuttosto civettuola nel distretto.
Il suo debutto è stato memorabile, distruggendo l'intero stock di San Paolo che aveva il fuoco al bar. Verso le quattro del mattino era portato a casa. Completamente ubriaco.
L'espulsione riassunto dalla Chiesa è stato, soprattutto dopo il giorno e dormire durante il servizio di Domenica ha deciso di fare una gamba di un orinatoio pastore di fortuna.
Lo scandalo ha colpito la comunità, tra paura e giocoso.
Che non come se fosse Joan, si vede la bella bruna, dalla notte al giorno, vittima degli scherzi più vergognoso e vizioso in comunità.
Ma la situazione stava andando di male in peggio, e nonostante tutte le preghiere, giuramenti e promesse fatte per la salvezza del nostro amico, tutto era come prima della caserma di Abrantes, Abrantes Giosia, che era il nome completo del nostro calzolaio .
Le ragazze ei ragazzi di S. Marta era già sentire la mancanza del nostro esponente nella nobile arte della calzatura, ora a metà suole e riparazione impossibile doveva essere fatta altrove, a danno delle tasche e della qualità dei servizi forniti.
Joan, all'inizio, ancora rimasti fedeli al nostro alcoliche, ma come la porta dove la miseria viene fuori l'amore, non ha potuto resistere a lungo ...
A quel tempo, il governo dello Spirito Santo stava assumendo nuovi agenti di polizia e Massimiliano era uno di quelli. Affollato di Santa Marta, era arrivato un breve periodo in un ambiente tranquillo.
Giovanni Polino era il suo istruttore sul santamartenses anime, ma a causa di una svista, dimenticato di parlare di Giosia. Ma non serve, così l'insignificanza dei poveri ubriaco ...
Gilberto, dispiace per Giovanna, ora non vende più alcol per il ciabattino, ma senza alcun risultato. Bevuto alcolici da pulire e, se bobeassem, serbatoio vuoto.
Nella notte congelamento nel luglio dello stesso implacabile, Massimiliano ha fatto il suo primo turno di notte quando, senza aspettare, cercando di trovare un cittadino in alcun modo, ha colpito la chiave nella serratura.
E lo ha aiutato a aprire la porta, ma per dovere di ufficio e non sapere che il cittadino, ha chiesto se stava vivendo lì.
Quando è stato chiesto, Giosia era schietto: "Naturalmente io vivo, vieni con me e vedrete".
Quando si entra in casa, Giosia ha appena detto: "Vedi quel ragazzo sdraiato sul divano? E 'mio fratello. "
"Vieni con me ti faccio vedere una cosa:. Quella donna è sdraiata, qui nella mia quarta moglie, e quel tizio sdraiato accanto a lei Io sono"
Quando la guardia, senza nulla da chiedere, ha salutato e se ne andò.
Giosia era a letto e raccontare i suoi piedi, aveva notato qualcosa di strano:
Un piede, due piedi, tre, quattro, cinque, sei metri.
Oops! C'è qualcosa di strano! Ma poi, di calmarsi, si alzò e andò ai piedi del letto e ridetta: uno, due, tre, quattro!
Due donne e due miei!
Sì, devo smettere di berlo!
El poder de la multiplicación.
El poder de la multiplicación.
Josías era un hombre trabajador, honesto y fiel, muy fiel a Dios y su amada Jane. Muchacha bonita, una morena preciosa, unos veinte años más joven que Josías.
En Santa Marta, Josías trabajó como zapatero, un artista famoso, solicitada por muchos clientes de los alrededores e incluso Cachoeiro ..
Resulta que, desde hace algún tiempo, asistiendo a la iglesia que Josías empezó a darse cuenta de que los fieles de edad había desaparecido.
Josías comenzó a beber, primero solo y en secreto, y luego con más frecuencia y cada día con menos pudor. Hasta que un día, el bar apareció en Gilbert, una chica coqueta punto de encuentro y no en el distrito.
Su debut fue memorable, la destrucción de las existencias de Sao Paulo que había fuego en el bar. Alrededor de las cuatro de la mañana fue llevado a su casa. Totalmente borracho.
La expulsión sumaria de la Iglesia fue, sobre todo después del día, y dormir durante el servicio dominical decidió hacer que la pierna de un urinario improvisado pastor.
El escándalo se ha apoderado de la comunidad, entre asustada y divertida.
Que no le gustaba que era Joan, la bella morena se ve, de la noche al día, una víctima de las bromas más vergonzosa y cruel en la comunidad.
Pero la situación iba de mal en peor, ya pesar de todas las oraciones, juramentos y promesas hechas por la salvación de nuestro amigo, todo era como antes el cuartel de Abrantes, Abrantes Josías, que era el nombre completo de nuestro zapatero .
Los niños y niñas de Santa Marta ya estaban sintiendo la falta de nuestros exponentes en el noble arte de la fabricación de zapatos, ahora la mitad de las suelas y las reparaciones imposible tenía que hacerse en otros lugares, en perjuicio de los bolsillos y la calidad de los servicios prestados.
Joan, al principio, sigue siendo fiel a nuestra alcohólicas, pero como la puerta donde la miseria llega a amar, no pudo resistir por mucho tiempo ...
En ese momento, el Gobierno del Espíritu Santo fue la contratación de nuevos policías y Maximiliano fue uno de esos. Lleno de gente en Santa Marta, había llegado poco tiempo en una zona tranquila.
John Polino fue su instructor en el santamartenses almas, sino por un descuido, se olvidó de hablar de Josías. Pero no es necesario, por lo que la insignificancia de los pobres borrachos ...
Gilberto, lo siento por Joanna, que ahora ya no se vende alcohol al zapatero, pero no disponibles. Bebió alcohol para limpiar y, si bobeassem, tanque de combustible vacío.
En la noche helada en julio de ese implacable, Maximiliano hizo su primera ronda de noche, cuando, sin esperar, tratando de encontrar un ciudadano de cualquier manera, golpear la llave en la cerradura.
Que le ayudó a abrir la puerta, pero el deber de la oficina y sin saber que los ciudadanos, se le preguntó si vivía allí.
Cuando se le preguntó, Josías fue contundente: "Por supuesto que yo vivo, ven conmigo y verás."
Al entrar en la casa, Josías estaba diciendo: "Mira, chico tumbado en el sofá? Es mi hermano ".
"Ven conmigo te voy a mostrar algo:. Esa mujer está mintiendo aquí en mi cuarta esposa, y ese hombre acostado a su lado yo soy"
Cuando el guardia, sin nada que hacer, se despidió y se fue.
Josías estaba en la cama y decirle a sus pies, había notado algo extraño:
Un pie, dos pies, tres, cuatro, cinco, seis pies.
Oops! Hay algo raro! Pero entonces, para calmarse, se levantó y se fue a los pies de la cama y volvió a contar: uno, dos, tres, cuatro!
Dos mujeres y dos míos!
Sí, tengo que dejar de beber!
Josías era un hombre trabajador, honesto y fiel, muy fiel a Dios y su amada Jane. Muchacha bonita, una morena preciosa, unos veinte años más joven que Josías.
En Santa Marta, Josías trabajó como zapatero, un artista famoso, solicitada por muchos clientes de los alrededores e incluso Cachoeiro ..
Resulta que, desde hace algún tiempo, asistiendo a la iglesia que Josías empezó a darse cuenta de que los fieles de edad había desaparecido.
Josías comenzó a beber, primero solo y en secreto, y luego con más frecuencia y cada día con menos pudor. Hasta que un día, el bar apareció en Gilbert, una chica coqueta punto de encuentro y no en el distrito.
Su debut fue memorable, la destrucción de las existencias de Sao Paulo que había fuego en el bar. Alrededor de las cuatro de la mañana fue llevado a su casa. Totalmente borracho.
La expulsión sumaria de la Iglesia fue, sobre todo después del día, y dormir durante el servicio dominical decidió hacer que la pierna de un urinario improvisado pastor.
El escándalo se ha apoderado de la comunidad, entre asustada y divertida.
Que no le gustaba que era Joan, la bella morena se ve, de la noche al día, una víctima de las bromas más vergonzosa y cruel en la comunidad.
Pero la situación iba de mal en peor, ya pesar de todas las oraciones, juramentos y promesas hechas por la salvación de nuestro amigo, todo era como antes el cuartel de Abrantes, Abrantes Josías, que era el nombre completo de nuestro zapatero .
Los niños y niñas de Santa Marta ya estaban sintiendo la falta de nuestros exponentes en el noble arte de la fabricación de zapatos, ahora la mitad de las suelas y las reparaciones imposible tenía que hacerse en otros lugares, en perjuicio de los bolsillos y la calidad de los servicios prestados.
Joan, al principio, sigue siendo fiel a nuestra alcohólicas, pero como la puerta donde la miseria llega a amar, no pudo resistir por mucho tiempo ...
En ese momento, el Gobierno del Espíritu Santo fue la contratación de nuevos policías y Maximiliano fue uno de esos. Lleno de gente en Santa Marta, había llegado poco tiempo en una zona tranquila.
John Polino fue su instructor en el santamartenses almas, sino por un descuido, se olvidó de hablar de Josías. Pero no es necesario, por lo que la insignificancia de los pobres borrachos ...
Gilberto, lo siento por Joanna, que ahora ya no se vende alcohol al zapatero, pero no disponibles. Bebió alcohol para limpiar y, si bobeassem, tanque de combustible vacío.
En la noche helada en julio de ese implacable, Maximiliano hizo su primera ronda de noche, cuando, sin esperar, tratando de encontrar un ciudadano de cualquier manera, golpear la llave en la cerradura.
Que le ayudó a abrir la puerta, pero el deber de la oficina y sin saber que los ciudadanos, se le preguntó si vivía allí.
Cuando se le preguntó, Josías fue contundente: "Por supuesto que yo vivo, ven conmigo y verás."
Al entrar en la casa, Josías estaba diciendo: "Mira, chico tumbado en el sofá? Es mi hermano ".
"Ven conmigo te voy a mostrar algo:. Esa mujer está mintiendo aquí en mi cuarta esposa, y ese hombre acostado a su lado yo soy"
Cuando el guardia, sin nada que hacer, se despidió y se fue.
Josías estaba en la cama y decirle a sus pies, había notado algo extraño:
Un pie, dos pies, tres, cuatro, cinco, seis pies.
Oops! Hay algo raro! Pero entonces, para calmarse, se levantó y se fue a los pies de la cama y volvió a contar: uno, dos, tres, cuatro!
Dos mujeres y dos míos!
Sí, tengo que dejar de beber!
Matemática e Aguardente
Josias era um homem trabalhador, honesto e fiel, muito fiel a Deus e a sua querida Joana. Moça bonita, uma morena exuberante, cerca de vinte anos mais jovem que Josias.
Em Santa Martha, Josias trabalhava como sapateiro, um artista famoso, procurado por vários clientes oriundos das redondezas e até da Cachoeiro..
Acontece que, de uns tempos para cá, a Igreja que Josias freqüentava começara a perceber que aquele antigo fiel tinha desaparecido.
Josias começara a beber, primeiramente sozinho e às escondidas, depois cada vez mais frequentemente e a cada dia com menos recato. Até que, um dia, apareceu no barzinho do Gilberto, ponto de encontro da meninada assaz namoradeira do distrito.
A sua estréia foi inesquecível; acabando com todo o estoque de fogo paulista que tinha no bar. Lá pelas quatro horas da manhã foi levado para casa. Totalmente embriagado.
A expulsão da Igreja foi sumária, principalmente depois do dia em que, além de dormir durante o culto dominical resolveu fazer da perna do pastor um urinol improvisado.
O escândalo tomou conta da comunidade, entre assustada e brincalhona.
Quem não gostou nada disso foi Joana, a bela morena se viu, da noite para o dia, vítima das mais indecorosas e maldosas piadas da comunidade.
Mas, a situação estava indo de mal para pior e, apesar de todas as orações, juras e promessas feitas para a salvação do nosso amigo, tudo estava como dantes no quartel de Abrantes, Josias Abrantes, que esse era o nome completo do nosso sapateiro.
As moças e os rapazes de Santa Martha já estavam sentindo a falta do nosso expoente na nobre arte da sapataria, agora as meia-solas e os consertos impossíveis teriam que ser feitos em outro lugar, para prejuízo dos bolsos e da qualidade dos serviços prestados.
Joana, no começo, ainda se manteve fiel ao nosso alcoólatra mas, como, na porta onde entra a miséria sai o amor; não resistiu por muito tempo...
Naquela época, o Governo do Espírito Santo estava contratando novos policiais e Maximiliano era um desses. Lotado em Santa Martha, tinha chegado a pouco tempo na pacata localidade.
João Polino foi o seu instrutor sobre as almas santamartenses mas, por causa de um descuido, se esqueceu de falar sobre Josias. Mas nem precisava, tal a insignificância do pobre bêbado...
Gilberto, com pena de Joana, passou a não vender mais bebida alcoólica para o sapateiro mas, nada disso adiantava. Bebia até álcool puro e, se bobeassem, esvaziaria tanque de combustível.
Na noite gélida daquele julho implacável, Maximiliano fazia a sua primeira ronda noturna quando, sem esperar, encontrou um cidadão tentando, de qualquer modo, acertar a chave na fechadura.
Ajudou-o a abrir a porta mas, por dever do ofício e por desconhecer aquele cidadão, perguntou se era ele mesmo que morava ali.
Diante da pergunta, Josias foi incisivo: “Claro que moro, entra comigo e você vai ver”.
Ao adentrar pela casa, Josias foi logo falando: “Tá vendo aquele cara deitado no sofá? É meu cunhado”.
“Vem cá comigo que eu vou te mostrar uma coisa: Aquela mulher deitada aqui no quarto é minha esposa, e aquele camarada deitado ao lado dela; sou eu”.
Ao que o guarda, sem mais nada a perguntar, se despediu e foi-se embora.
Josias deitou-se na cama e ao contar os pés, reparou que havia algo de estranho:
Um pé, dois pés, três, quatro, cinco, seis pés.
Epa! Tem algo estranho! Mas depois, para se tranqüilizar, se levantou e foi até ao pé da cama e recontou: um, dois, três, quatro!
Dois da mulher e dois meus!
É, eu tenho que parar de beber mesmo!
Em Santa Martha, Josias trabalhava como sapateiro, um artista famoso, procurado por vários clientes oriundos das redondezas e até da Cachoeiro..
Acontece que, de uns tempos para cá, a Igreja que Josias freqüentava começara a perceber que aquele antigo fiel tinha desaparecido.
Josias começara a beber, primeiramente sozinho e às escondidas, depois cada vez mais frequentemente e a cada dia com menos recato. Até que, um dia, apareceu no barzinho do Gilberto, ponto de encontro da meninada assaz namoradeira do distrito.
A sua estréia foi inesquecível; acabando com todo o estoque de fogo paulista que tinha no bar. Lá pelas quatro horas da manhã foi levado para casa. Totalmente embriagado.
A expulsão da Igreja foi sumária, principalmente depois do dia em que, além de dormir durante o culto dominical resolveu fazer da perna do pastor um urinol improvisado.
O escândalo tomou conta da comunidade, entre assustada e brincalhona.
Quem não gostou nada disso foi Joana, a bela morena se viu, da noite para o dia, vítima das mais indecorosas e maldosas piadas da comunidade.
Mas, a situação estava indo de mal para pior e, apesar de todas as orações, juras e promessas feitas para a salvação do nosso amigo, tudo estava como dantes no quartel de Abrantes, Josias Abrantes, que esse era o nome completo do nosso sapateiro.
As moças e os rapazes de Santa Martha já estavam sentindo a falta do nosso expoente na nobre arte da sapataria, agora as meia-solas e os consertos impossíveis teriam que ser feitos em outro lugar, para prejuízo dos bolsos e da qualidade dos serviços prestados.
Joana, no começo, ainda se manteve fiel ao nosso alcoólatra mas, como, na porta onde entra a miséria sai o amor; não resistiu por muito tempo...
Naquela época, o Governo do Espírito Santo estava contratando novos policiais e Maximiliano era um desses. Lotado em Santa Martha, tinha chegado a pouco tempo na pacata localidade.
João Polino foi o seu instrutor sobre as almas santamartenses mas, por causa de um descuido, se esqueceu de falar sobre Josias. Mas nem precisava, tal a insignificância do pobre bêbado...
Gilberto, com pena de Joana, passou a não vender mais bebida alcoólica para o sapateiro mas, nada disso adiantava. Bebia até álcool puro e, se bobeassem, esvaziaria tanque de combustível.
Na noite gélida daquele julho implacável, Maximiliano fazia a sua primeira ronda noturna quando, sem esperar, encontrou um cidadão tentando, de qualquer modo, acertar a chave na fechadura.
Ajudou-o a abrir a porta mas, por dever do ofício e por desconhecer aquele cidadão, perguntou se era ele mesmo que morava ali.
Diante da pergunta, Josias foi incisivo: “Claro que moro, entra comigo e você vai ver”.
Ao adentrar pela casa, Josias foi logo falando: “Tá vendo aquele cara deitado no sofá? É meu cunhado”.
“Vem cá comigo que eu vou te mostrar uma coisa: Aquela mulher deitada aqui no quarto é minha esposa, e aquele camarada deitado ao lado dela; sou eu”.
Ao que o guarda, sem mais nada a perguntar, se despediu e foi-se embora.
Josias deitou-se na cama e ao contar os pés, reparou que havia algo de estranho:
Um pé, dois pés, três, quatro, cinco, seis pés.
Epa! Tem algo estranho! Mas depois, para se tranqüilizar, se levantou e foi até ao pé da cama e recontou: um, dois, três, quatro!
Dois da mulher e dois meus!
É, eu tenho que parar de beber mesmo!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Minhas mãos
O frio traz Regina e chocolate,
Minhas mãos procurando por você,
Somente encontram vagos sem por que,
Esse frio aumentando, tudo abate...
Só queria saber, a vida late,
Desavisada a mente me faz crer,
Que nunca mais irei, ao menos, ter
Os carinhos que esquentam, nem chá mate,
Nem os lábios suaves de Regina.
Grávido dos desejos, abortados...
Queria, lhe procuro, pelos lados.
Sua mão que eu queria, mão divina,
Perdida nessa gélida matina,
Somente deixam sonhos congelados...
Minhas mãos procurando por você,
Somente encontram vagos sem por que,
Esse frio aumentando, tudo abate...
Só queria saber, a vida late,
Desavisada a mente me faz crer,
Que nunca mais irei, ao menos, ter
Os carinhos que esquentam, nem chá mate,
Nem os lábios suaves de Regina.
Grávido dos desejos, abortados...
Queria, lhe procuro, pelos lados.
Sua mão que eu queria, mão divina,
Perdida nessa gélida matina,
Somente deixam sonhos congelados...
Música ao longe
Música ao longe, canto tão suave;
Noite perpetua-se mais tranqüila,
Nem os grilos entoam nessa vila;
A música distante , lá do vale,
Chega para os ouvidos, traz a chave
Que poderá afinal, fazer d’argila,
Aquela que pensei ser a pupila
Que me fará ver, luzes dessa nave
Que navegado a esmo, pensei morta...
A música atravessa a linha torta,
Deixando a solidão lado de fora...
Quem me dera pudesse crer outrora,
Nesse momento santo que s’aflora,
Música te trouxesse à minha porta...
Noite perpetua-se mais tranqüila,
Nem os grilos entoam nessa vila;
A música distante , lá do vale,
Chega para os ouvidos, traz a chave
Que poderá afinal, fazer d’argila,
Aquela que pensei ser a pupila
Que me fará ver, luzes dessa nave
Que navegado a esmo, pensei morta...
A música atravessa a linha torta,
Deixando a solidão lado de fora...
Quem me dera pudesse crer outrora,
Nesse momento santo que s’aflora,
Música te trouxesse à minha porta...
Eu queria ser livre
Eu queria ser livre eternamente,
Livre do tédio dessa longa espera.
Livre para tentar uma nova era,
Livre como a criança que não mente,
Apenas sonha. Quero simples mente,
Sem as perguntas tantas, vida impera
Sobre essas vastidões, dúvida fera,
Eu quero a liberdade, simplesmente...
No marfim dessa lua que me cobre,
Não queria jamais ser o que sobre,
Nem perceber vergonha em tantos medos.
Queria conhecer tantos segredos,
Mas não me restariam nem meus dedos,
Ao olhar o teu rosto, d’ouro e cobre....
Livre do tédio dessa longa espera.
Livre para tentar uma nova era,
Livre como a criança que não mente,
Apenas sonha. Quero simples mente,
Sem as perguntas tantas, vida impera
Sobre essas vastidões, dúvida fera,
Eu quero a liberdade, simplesmente...
No marfim dessa lua que me cobre,
Não queria jamais ser o que sobre,
Nem perceber vergonha em tantos medos.
Queria conhecer tantos segredos,
Mas não me restariam nem meus dedos,
Ao olhar o teu rosto, d’ouro e cobre....
MEU CORPO AO CHÃO
Minha certeza sofre com mentiras,
Não quero mais colher tal dividendo
Quando o sonho de belo, fica horrendo
A vida sangra, passa toda em tiras...
Meu corpo ao chão, jogado, quando estiras,
Não sei mais se terei, nem bem pretendo...
Passarei a sentir meu mundo, lendo
No carrossel de lendas onde giras...
Nas legendas da sorte, fiz a rima,
Onde tentei poder jogar esgrima,
Com a tenda que cobre meu tesouro;
Meu moinho quebrando, trigo e ouro,
Na tentativa audaz, salvar meu couro,
Procuro a cura, tanta que redima...
Não quero mais colher tal dividendo
Quando o sonho de belo, fica horrendo
A vida sangra, passa toda em tiras...
Meu corpo ao chão, jogado, quando estiras,
Não sei mais se terei, nem bem pretendo...
Passarei a sentir meu mundo, lendo
No carrossel de lendas onde giras...
Nas legendas da sorte, fiz a rima,
Onde tentei poder jogar esgrima,
Com a tenda que cobre meu tesouro;
Meu moinho quebrando, trigo e ouro,
Na tentativa audaz, salvar meu couro,
Procuro a cura, tanta que redima...
MINHA VERDADE
Falando minha verdade,
Buscando novo cantar,
Procuro tanto teu mar,
Mares dessa saudade;
Reviver a liberdade...
Quero a boca que me nega;
Que nunca, jamais , sossega...
Quero tentar ter amor;
Desses prados sei a flor,
Flores que a lágrima rega...
Falta minha temporada,
A primavera da vida;
Onde não sei despedida,
Na mais feliz alvorada,
Por amores inundada...
Quero ser tua semana,
Uma esperança que emana
De cada novo cantar,
Horizontes por voar...
Minha luta mais temprana...
Turbilhão de sentimentos,
Não queria tempestade,
Mas tudo isso me invade,
Em todos novos momentos,
Tantos velhos tormentos...
A sombra do que já fui,
Nada mais tenho, se exclui
O que tive, o que passei;
Nos braços aonde errei,
Meu mundo se queda, rui...
Num silêncio vou solene,
Buscando por minha luz,
Carregando velha cruz,
Não há dor que não me empene;
Amor que sonhei perene.
Perante tanta vergonha,
Tudo de bom que se sonha,
Passa para pesadelo,
No frio que corta, gelo;
Restará só dor medonha...
Pus meu barco nesse rumo,
Sem leme, o barco virou;
Do nada que me restou,
A saudade dá seu prumo,
Minha vida virou grumo,
Recebi trato da morte,
Não quero ter essa sorte,
Nem quero mais solavanco,
Assisti tudo no banco,
Na arquibancada dei bote...
Fiz a casa desse barro,
Feito de sangue e pudim,
O que mais quero pra mim
É saber que, se me esbarro,
Nas tristezas qu’hoje varro,
Foi revés, mas eu reverto,
Minha dor vive em aperto,
Carteada do destino,
Se tem dor, logo me empino,
No final terei conserto...
Nas matas nos pinheirais,
Tudo que for machadada.
Tudo que suar enxada,
São coisas que pedem mais,
A violência que traz paz,
O corte dessa esperança,
A morte vem de criança,
Nos braços dessa parteira,
Sangrando essa terra inteira,
Engorda a pança se dança...
Desculpe tanta flechada,
Acenderei teu pavio,
Secarei esse teu rio,
Não terás mata fechada,
Não te restarás mais nada,
Nem sombra de natureza,
Quem sabe, sem ter beleza,
Sem ter água pra beber,
Poderá, pois, conceber,
Meu amor em tua mesa...
Buscando novo cantar,
Procuro tanto teu mar,
Mares dessa saudade;
Reviver a liberdade...
Quero a boca que me nega;
Que nunca, jamais , sossega...
Quero tentar ter amor;
Desses prados sei a flor,
Flores que a lágrima rega...
Falta minha temporada,
A primavera da vida;
Onde não sei despedida,
Na mais feliz alvorada,
Por amores inundada...
Quero ser tua semana,
Uma esperança que emana
De cada novo cantar,
Horizontes por voar...
Minha luta mais temprana...
Turbilhão de sentimentos,
Não queria tempestade,
Mas tudo isso me invade,
Em todos novos momentos,
Tantos velhos tormentos...
A sombra do que já fui,
Nada mais tenho, se exclui
O que tive, o que passei;
Nos braços aonde errei,
Meu mundo se queda, rui...
Num silêncio vou solene,
Buscando por minha luz,
Carregando velha cruz,
Não há dor que não me empene;
Amor que sonhei perene.
Perante tanta vergonha,
Tudo de bom que se sonha,
Passa para pesadelo,
No frio que corta, gelo;
Restará só dor medonha...
Pus meu barco nesse rumo,
Sem leme, o barco virou;
Do nada que me restou,
A saudade dá seu prumo,
Minha vida virou grumo,
Recebi trato da morte,
Não quero ter essa sorte,
Nem quero mais solavanco,
Assisti tudo no banco,
Na arquibancada dei bote...
Fiz a casa desse barro,
Feito de sangue e pudim,
O que mais quero pra mim
É saber que, se me esbarro,
Nas tristezas qu’hoje varro,
Foi revés, mas eu reverto,
Minha dor vive em aperto,
Carteada do destino,
Se tem dor, logo me empino,
No final terei conserto...
Nas matas nos pinheirais,
Tudo que for machadada.
Tudo que suar enxada,
São coisas que pedem mais,
A violência que traz paz,
O corte dessa esperança,
A morte vem de criança,
Nos braços dessa parteira,
Sangrando essa terra inteira,
Engorda a pança se dança...
Desculpe tanta flechada,
Acenderei teu pavio,
Secarei esse teu rio,
Não terás mata fechada,
Não te restarás mais nada,
Nem sombra de natureza,
Quem sabe, sem ter beleza,
Sem ter água pra beber,
Poderá, pois, conceber,
Meu amor em tua mesa...
TRAGO ESSE AMOR
Trago esse amor sentido sobre a mesa,
Degustas sem ter pena cada gota...
Minha alma foi pro fundo caiu rota,
Nem lágrima, restou por sobremesa...
Tentei permanecer qual vela acesa,
O vento e tempestade foram vis,
Nos dias em que,tolo,cri feliz,
Foram os de maior, grande tristeza...
Não quero mais saber de sina e sorte,
Nem procuro mais luzes onde cria,
Amor sem ter certezas, fantasia;
Fantasmas que perseguem e sei morte...
Não sinto medo, cálice sem vinho,
Nem trafego tão trôpego, vacilo.
Da morte foste lívido bacilo,
Meu Deus porque me deixas tão sozinho!?
Não haverá perguntas sem respostas,
Tampouco tenho lúdicas manhãs,
Acolho restos, fétidas e vãs,
A vida retalhada nessas postas...
Cheguei a crer, estúpido que eu era,
Que foste minha métrica, meus versos,
Agora sei, restou dos universos,
Um só poema, lúbrica quimera...
Minha certeza, vaga e tão serena,
Não poderia lírica e fatal,
Acreditar n’amor tão abissal,
Mas que mal se descuida, me envenena...
Das carteiras, cigarros são tragados,
Num sem sentido, nexo faz falta,
A dor me inclui vazio, nessa malta,
Quem dera não tivesse abandonado...
Degustas sem ter pena cada gota...
Minha alma foi pro fundo caiu rota,
Nem lágrima, restou por sobremesa...
Tentei permanecer qual vela acesa,
O vento e tempestade foram vis,
Nos dias em que,tolo,cri feliz,
Foram os de maior, grande tristeza...
Não quero mais saber de sina e sorte,
Nem procuro mais luzes onde cria,
Amor sem ter certezas, fantasia;
Fantasmas que perseguem e sei morte...
Não sinto medo, cálice sem vinho,
Nem trafego tão trôpego, vacilo.
Da morte foste lívido bacilo,
Meu Deus porque me deixas tão sozinho!?
Não haverá perguntas sem respostas,
Tampouco tenho lúdicas manhãs,
Acolho restos, fétidas e vãs,
A vida retalhada nessas postas...
Cheguei a crer, estúpido que eu era,
Que foste minha métrica, meus versos,
Agora sei, restou dos universos,
Um só poema, lúbrica quimera...
Minha certeza, vaga e tão serena,
Não poderia lírica e fatal,
Acreditar n’amor tão abissal,
Mas que mal se descuida, me envenena...
Das carteiras, cigarros são tragados,
Num sem sentido, nexo faz falta,
A dor me inclui vazio, nessa malta,
Quem dera não tivesse abandonado...
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