Teus carinhos... Ah! Tantos teus carinhos...
Nossas bocas sedentas se tocando,
Nos carinhos que tocam nossos ninhos
Dos desejos que temos, se trocando...
Carinhos do teu beijo tão suave,
Na vontade gostosa de se dar.
De tirar dos caminhos um entrave
E seguir simplesmente, tanto amar...
Teus carinhos, na noite que persigo,
E já faz tanto tempo, meu amor...
Deste amor que é profano e tão amigo,
Deixa-se seduzir e é sedutor...
Meu amor, como é bom ter-te a meu lado,
Teus carinhos, meus sonhos acordado...
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
A SUA VOZ
Ouvindo na janela, a sua voz,
Longínqua e tão distante, como um eco.
Surgindo do passado, manso, atroz.
Tal qual se fora um baque, meio seco.
O som se repetia claramente
Chamava por meu nome, me assustei.
De tanto que sonhara, num repente,
Um sinal de quem tanto, tanto amei...
Só meu nome dizia nada mais,
Numa doce armadilha da saudade...
Como a dizer do amor que foi demais,
Como a falar em toda eternidade...
A voz do meu amor, meus desenganos,
A voz de quem morreu, há tantos anos...
Longínqua e tão distante, como um eco.
Surgindo do passado, manso, atroz.
Tal qual se fora um baque, meio seco.
O som se repetia claramente
Chamava por meu nome, me assustei.
De tanto que sonhara, num repente,
Um sinal de quem tanto, tanto amei...
Só meu nome dizia nada mais,
Numa doce armadilha da saudade...
Como a dizer do amor que foi demais,
Como a falar em toda eternidade...
A voz do meu amor, meus desenganos,
A voz de quem morreu, há tantos anos...
EPOPEIA DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e Marcos Loures
EPOPEIA DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e Marcos Loures
“O mundo que tu queres eu, proponho...”
Aceita, amigo, é viável tua idéia:
que se realiza sem prosopopeia
porque nos cansa ver-se tão bisonho
o ser deste pais e a centopeia
dos muitos males, máxime o medonho
meter a mão,do qual eu me envergonho.
Escreva, amigo, urgente, a epopéia
dos Bandeirantes, tais quais navegantes
navegaram por terra e não por mares
mas quais desbravadores são gigantes
Para circunscrever tua missão
possa inspirar-te Raposo Tavares.
Motiva esta nação a ser Nação.
Diógenes Pereira de Araújo
O povo espoliado a cada dia
Sangrado pelas tantas sanguessugas
Aos trinta já tomado pelas rugas
O tempo noutro tempo é agonia,
Enquanto se transforma o que haverias
Tentando imaginar diversas fugas,
Noutro momento, amigo sei que plugas.
E o mundo com certeza em paz seria,
Mas tenho uma esperança, ao fim do jogo,
Ainda que se pense em brando fogo,
A sorte se mostrasse mais sublime,
Porém tanta sangria continua,
Vagando um pária povo em plena rua,
Enquanto por vingança, bala e crime...
“O mundo que tu queres eu, proponho...”
Aceita, amigo, é viável tua idéia:
que se realiza sem prosopopeia
porque nos cansa ver-se tão bisonho
o ser deste pais e a centopeia
dos muitos males, máxime o medonho
meter a mão,do qual eu me envergonho.
Escreva, amigo, urgente, a epopéia
dos Bandeirantes, tais quais navegantes
navegaram por terra e não por mares
mas quais desbravadores são gigantes
Para circunscrever tua missão
possa inspirar-te Raposo Tavares.
Motiva esta nação a ser Nação.
Diógenes Pereira de Araújo
O povo espoliado a cada dia
Sangrado pelas tantas sanguessugas
Aos trinta já tomado pelas rugas
O tempo noutro tempo é agonia,
Enquanto se transforma o que haverias
Tentando imaginar diversas fugas,
Noutro momento, amigo sei que plugas.
E o mundo com certeza em paz seria,
Mas tenho uma esperança, ao fim do jogo,
Ainda que se pense em brando fogo,
A sorte se mostrasse mais sublime,
Porém tanta sangria continua,
Vagando um pária povo em plena rua,
Enquanto por vingança, bala e crime...
MEUS OLHOS TE PROCURAM
Meus olhos te procuram... Minha amada.
Em meio a tantos olhos, quero o teu.
Nas ruas, nas esquinas, bares, nada...
Onde foi que esse olhar o meu perdeu?
Muitas vezes pensava ser sozinho,
Nos meus dias total obscuridade.
Cansado de viver sem um carinho,
Trazendo a solidão sem ter saudade...
Meus olhos em teus olhos, de repente...
Os brilhos refletidos, espelhados.
O mundo, num segundo, diferente;
Trazendo tantos sonhos... Rios, prados...
Porém tu foste embora... O quê que eu faço
Sem ter os olhos teus, por onde passo?
Em meio a tantos olhos, quero o teu.
Nas ruas, nas esquinas, bares, nada...
Onde foi que esse olhar o meu perdeu?
Muitas vezes pensava ser sozinho,
Nos meus dias total obscuridade.
Cansado de viver sem um carinho,
Trazendo a solidão sem ter saudade...
Meus olhos em teus olhos, de repente...
Os brilhos refletidos, espelhados.
O mundo, num segundo, diferente;
Trazendo tantos sonhos... Rios, prados...
Porém tu foste embora... O quê que eu faço
Sem ter os olhos teus, por onde passo?
EU QUERO O TEU PERFUME
Eu quero teu perfume, doce rosa,
Florinda num jardim que é todo teu.
De tantos descaminhos verso e prosa,
Amar assim demais, a quem se deu...
Eu quero uma esperança em desventura
Trazendo uma tristeza delicada.
Mostrando uma alegria sempre pura
Na rosa que se mostra apaixonada...
Eu quero ir morrendo nos teus braços
Depois de tantas horas de prazer,
Colhendo nosso amor nos teus abraços,
Vivendo em plenitude, amanhecer.
Eu quero teu amor, fragilidade,
Roubando em teu perfume, eternidade!
Florinda num jardim que é todo teu.
De tantos descaminhos verso e prosa,
Amar assim demais, a quem se deu...
Eu quero uma esperança em desventura
Trazendo uma tristeza delicada.
Mostrando uma alegria sempre pura
Na rosa que se mostra apaixonada...
Eu quero ir morrendo nos teus braços
Depois de tantas horas de prazer,
Colhendo nosso amor nos teus abraços,
Vivendo em plenitude, amanhecer.
Eu quero teu amor, fragilidade,
Roubando em teu perfume, eternidade!
DOCE TERNURA
De uma doce ternura em tanto amor.
Imagem tão gentil e sedutora
Na santidade insana a nos compor...
vontades sem limites tentadora
Eu te amo com meus lábios e teu cheiro,
Nos livros e nas cartas, nos poemas...
Vontade de me dar, de ser inteiro
Fazendo deste amor, os meus dilemas...
Amar quem tanto adoro, bela e nua,
Deitada no meu colo se esqueceu
Das horas, meses, dias... E flutua
Com leveza de quem sempre se deu...
Eu te amo com ventura e com paixão,
Nas loucas tempestades de verão...
X
Imagem tão gentil e sedutora
Na santidade insana a nos compor...
vontades sem limites tentadora
Eu te amo com meus lábios e teu cheiro,
Nos livros e nas cartas, nos poemas...
Vontade de me dar, de ser inteiro
Fazendo deste amor, os meus dilemas...
Amar quem tanto adoro, bela e nua,
Deitada no meu colo se esqueceu
Das horas, meses, dias... E flutua
Com leveza de quem sempre se deu...
Eu te amo com ventura e com paixão,
Nas loucas tempestades de verão...
X
DISTÂNCIAS
Distâncias alongadas que me tramas
Em versos e desejos mais ciganos
Que sonham dividir milhões de camas,
Com planos e armadilhas soberanos.
Amor sem ter remédio me vicia
E torna nossa vida num inferno...
De todo grande amor se propicia
Os lumes que incendeiam meu inverno...
Amor que sempre trama uma esperança
Nas horas mais difíceis, nunca falha...
Amor que persevera sempre alcança
Mesmo depois de tempos em batalha.
Portanto minha amada não mais tema,
Amar sem ter limites, o meu lema!
Eu te amo, minha amada sonhadora;
Em versos e desejos mais ciganos
Que sonham dividir milhões de camas,
Com planos e armadilhas soberanos.
Amor sem ter remédio me vicia
E torna nossa vida num inferno...
De todo grande amor se propicia
Os lumes que incendeiam meu inverno...
Amor que sempre trama uma esperança
Nas horas mais difíceis, nunca falha...
Amor que persevera sempre alcança
Mesmo depois de tempos em batalha.
Portanto minha amada não mais tema,
Amar sem ter limites, o meu lema!
Eu te amo, minha amada sonhadora;
TEU PERFUME
O cheiro que me traz o teu perfume...
O vento calmamente sopra manso.
Acendo no teu fogo todo o lume
Buscando este teu colo, calmo avanço...
Sussurro meu desejo em teus ouvidos,
As bocas iniciam seus festins,
Os dedos explorando, decididos.
Encontram seus destinos e seus fins...
A língua que passeia nesta rosa,
Nas pétalas macias e dolentes...
Meu rumo, nos teus seios , vaidosa,
Encontram belas fontes duras, quentes...
Jorrando esse prazer que é tão divino,
Nas bocas, tantas bocas, me alucino...
O vento calmamente sopra manso.
Acendo no teu fogo todo o lume
Buscando este teu colo, calmo avanço...
Sussurro meu desejo em teus ouvidos,
As bocas iniciam seus festins,
Os dedos explorando, decididos.
Encontram seus destinos e seus fins...
A língua que passeia nesta rosa,
Nas pétalas macias e dolentes...
Meu rumo, nos teus seios , vaidosa,
Encontram belas fontes duras, quentes...
Jorrando esse prazer que é tão divino,
Nas bocas, tantas bocas, me alucino...
NOSSOS JARDINS
NOSSOS JARDINS
Num jardim tão repleto de outras flores
E cores que não posso traduzir
No canto desses pássaros, amores,
Procuro meu amor, venho pedir.
As horas mais doridas que hoje passo
São passos que perdi na longa estrada
Deitando meu cansaço em teu cansaço,
Depois de certo tempo, quase nada...
Bem sei que tanto insistes em dizer
Das dores que penamos na distância,
Agora, meu amor, eu não vou crer
Nos medos que tramaram discrepância...
As flores tão formosas no jardim,
Amores machucando tanto em mim...
Num jardim tão repleto de outras flores
E cores que não posso traduzir
No canto desses pássaros, amores,
Procuro meu amor, venho pedir.
As horas mais doridas que hoje passo
São passos que perdi na longa estrada
Deitando meu cansaço em teu cansaço,
Depois de certo tempo, quase nada...
Bem sei que tanto insistes em dizer
Das dores que penamos na distância,
Agora, meu amor, eu não vou crer
Nos medos que tramaram discrepância...
As flores tão formosas no jardim,
Amores machucando tanto em mim...
EM TUA VIDA
Cheguei de tua vida neste passo
Que passo no compasso mais ligeiro
Procuro pelo espaço sem cansaço
E pego num abraço, o corpo inteiro...
Nem tento nem disfarço mas te quero
No verso que diverso tanto fiz...
Vencido pelo canto que venero
Espero que viver seja feliz
Me diz por ondas foste ver o mar
Amar é se saber tão manso e forte.
Armando minha rede no luar
Na pesca deste amor terei mais sorte..
Brincando nessas rédeas sou corcel
Procuro nossa estrela em nosso céu...
Que passo no compasso mais ligeiro
Procuro pelo espaço sem cansaço
E pego num abraço, o corpo inteiro...
Nem tento nem disfarço mas te quero
No verso que diverso tanto fiz...
Vencido pelo canto que venero
Espero que viver seja feliz
Me diz por ondas foste ver o mar
Amar é se saber tão manso e forte.
Armando minha rede no luar
Na pesca deste amor terei mais sorte..
Brincando nessas rédeas sou corcel
Procuro nossa estrela em nosso céu...
TEUS BEIJOS DE AMOR
TEUS BEIJOS DE AMOR
Eu quero em teu amor a claridade
Que envolve e que traz felicidade
No canto mais suave e mais arguto.
Nos beijos encantados da princesa
Solar, encontro sempre tal beleza
No som deste teu mar que em mim escuto.
Eu quero esse lampejo verdadeiro
Que é lume que me guia, companheiro
Dos versos que te faço noite e dia.
Nos olhos deste sol que é minha estrela
A noite se incendeia quero vê-la
E vejo-te no ritmo da alegria.
No céu em todo azul deste teu mar,
Quem sabe deve sempre e mais amar
Nos versos da canção que recomeça.
Não deixe que as estrelas neste zinco,
Forrando nosso amor com tanto afinco
Terminem naufragando na promessa...
Eu quero em teu amor a claridade
Que envolve e que traz felicidade
No canto mais suave e mais arguto.
Nos beijos encantados da princesa
Solar, encontro sempre tal beleza
No som deste teu mar que em mim escuto.
Eu quero esse lampejo verdadeiro
Que é lume que me guia, companheiro
Dos versos que te faço noite e dia.
Nos olhos deste sol que é minha estrela
A noite se incendeia quero vê-la
E vejo-te no ritmo da alegria.
No céu em todo azul deste teu mar,
Quem sabe deve sempre e mais amar
Nos versos da canção que recomeça.
Não deixe que as estrelas neste zinco,
Forrando nosso amor com tanto afinco
Terminem naufragando na promessa...
UM PASSAGEIRO
Amando quem vivera em agonia
Na busca tão amarga pela vida.
A noite se promete tão vazia
Vivendo em cada canto a despedida...
Um passageiro triste não suporta
A dor de se saber bem mais sozinho,
Amor quando demais arromba a porta
Revolve totalmente um velho ninho...
Nas sombras e nos troncos do carvalho
Na proteção dos galhos da figueira,
Por tanto tempo trago um fundo talho
Que brota da paixão, a derradeira...
Não sei se me diviso com a sorte
Que leva, finalmente, à minha morte!
Na busca tão amarga pela vida.
A noite se promete tão vazia
Vivendo em cada canto a despedida...
Um passageiro triste não suporta
A dor de se saber bem mais sozinho,
Amor quando demais arromba a porta
Revolve totalmente um velho ninho...
Nas sombras e nos troncos do carvalho
Na proteção dos galhos da figueira,
Por tanto tempo trago um fundo talho
Que brota da paixão, a derradeira...
Não sei se me diviso com a sorte
Que leva, finalmente, à minha morte!
EM TANTOS TRILHOS
Procuro pelo amor em tantos trilhos
Sem ter sequer notícia desespero...
Durante meu caminho, os empecilhos
Tornaram tal procura um gesto fero...
Amor nunca encontrei nessas viagens
Em busca dos meus sonhos, só quimeras,
São secas essas sendas e paragens,
Que sempre me negaram primaveras...
Os olhos enlutados, sem destino,
A voz tão embargada nega o canto.
O mundo se desaba em desatino,
Cessando de uma vez qualquer encanto...
Amor que procurei, alegre ou triste,
Restando perguntar: será que existe?
Sem ter sequer notícia desespero...
Durante meu caminho, os empecilhos
Tornaram tal procura um gesto fero...
Amor nunca encontrei nessas viagens
Em busca dos meus sonhos, só quimeras,
São secas essas sendas e paragens,
Que sempre me negaram primaveras...
Os olhos enlutados, sem destino,
A voz tão embargada nega o canto.
O mundo se desaba em desatino,
Cessando de uma vez qualquer encanto...
Amor que procurei, alegre ou triste,
Restando perguntar: será que existe?
CABISBAIXO
Caminho cabisbaixo, vou cismando
Buscando teu retrato, bem guardado
A vida pouco a pouco vai passando,
Meu peito em sofrimento, torturado...
Meus males são reféns do nosso amor
De tantas amarguras que carrego.
Dizendo que te encontro em cada dor
Que tento e não consigo, nunca nego.
Desdéns colecionados pela vida,
Nos temporais ferozes que enfrentei,
Minha alma sem sonhar segue sofrida
Por campos e montanhas que nevei
Com lágrimas e frio, vento forte,
Sentindo esse bafio, minha morte!
Buscando teu retrato, bem guardado
A vida pouco a pouco vai passando,
Meu peito em sofrimento, torturado...
Meus males são reféns do nosso amor
De tantas amarguras que carrego.
Dizendo que te encontro em cada dor
Que tento e não consigo, nunca nego.
Desdéns colecionados pela vida,
Nos temporais ferozes que enfrentei,
Minha alma sem sonhar segue sofrida
Por campos e montanhas que nevei
Com lágrimas e frio, vento forte,
Sentindo esse bafio, minha morte!
VERTER-TE EM PRAZER
Beijar teus seios doces delicados,
Roçando o meu desejo... pele nua.
Verter-te este prazer extasiado,
Vivendo tal loucura; alma flutua...
Nesta suavidade, toda tua,
Amor se fez caminho, vida e fado.
A noite em mil vertentes continua,
Tanto assim como havias esperado.
Só quero ser feliz, mulher amada,
Meu sonho é ter teu corpo junto ao meu,
Vencendo toda a noite, a madrugada...
Na insensatez profusa e merecida
De quem ao se encontrar já se perdeu
Neste amor que bem vale toda a vida
Roçando o meu desejo... pele nua.
Verter-te este prazer extasiado,
Vivendo tal loucura; alma flutua...
Nesta suavidade, toda tua,
Amor se fez caminho, vida e fado.
A noite em mil vertentes continua,
Tanto assim como havias esperado.
Só quero ser feliz, mulher amada,
Meu sonho é ter teu corpo junto ao meu,
Vencendo toda a noite, a madrugada...
Na insensatez profusa e merecida
De quem ao se encontrar já se perdeu
Neste amor que bem vale toda a vida
DIVINO PENSAMENTO
Celebrando divino pensamento
Que me embaça qualquer nova empreitada
Levando meu canto sem tormento
Passeando sem rumo pela estrada
Que me guia sem planos de partida
Nas celestes visões angelicais,
Caminhando porquanto longa vida
Embalando meus sonhos no teu cais.
Neste caos absoluto, sem amor,
Num momento fiando minha história
Na procura de ter novo sabor,
Encontrando amor em plena glória.
Descrendo te encontrar após distância,
Mas amor que se preza, traz constância!
Que me embaça qualquer nova empreitada
Levando meu canto sem tormento
Passeando sem rumo pela estrada
Que me guia sem planos de partida
Nas celestes visões angelicais,
Caminhando porquanto longa vida
Embalando meus sonhos no teu cais.
Neste caos absoluto, sem amor,
Num momento fiando minha história
Na procura de ter novo sabor,
Encontrando amor em plena glória.
Descrendo te encontrar após distância,
Mas amor que se preza, traz constância!
08/11
O quanto tantas vezes fui feliz,
Jamais reproduzisse novo intento
E sei deste cenário quando eu tento
Vencer o quanto a vida contradiz.
O mundo anunciando a tarde gris
O verso se perdendo em rude vento
A sorte se traduz no pensamento
Versando sobre o quanto nada diz.
Navego sem sentido e direção
Tentando nesta sorte a dimensão
Que possa traduzir alguma luz.
Restando muito pouco ou quase nada
A luta no vazio desenhada
Apenas falsa face reproduz.
2
O gosto alvissareiro da amizade
O verso mais suave que pudesse
A vida nos trazendo esta benesse
Aos poucos alegria nos invade.
E sei da mais dispersa tempestade
E nela todo o sonho que obedece
Restando muito além da mera prece
Prevendo no final a claridade.
Tramara em ilusão cada segundo
E quando de verdades eu me inundo
Respaldos encontrando fortemente.
A vida não recende ao meu passado
E cada novo sonho que ora invado
Traduz o quanto a sorte tanto sente.
O quanto tantas vezes fui feliz,
Jamais reproduzisse novo intento
E sei deste cenário quando eu tento
Vencer o quanto a vida contradiz.
O mundo anunciando a tarde gris
O verso se perdendo em rude vento
A sorte se traduz no pensamento
Versando sobre o quanto nada diz.
Navego sem sentido e direção
Tentando nesta sorte a dimensão
Que possa traduzir alguma luz.
Restando muito pouco ou quase nada
A luta no vazio desenhada
Apenas falsa face reproduz.
2
O gosto alvissareiro da amizade
O verso mais suave que pudesse
A vida nos trazendo esta benesse
Aos poucos alegria nos invade.
E sei da mais dispersa tempestade
E nela todo o sonho que obedece
Restando muito além da mera prece
Prevendo no final a claridade.
Tramara em ilusão cada segundo
E quando de verdades eu me inundo
Respaldos encontrando fortemente.
A vida não recende ao meu passado
E cada novo sonho que ora invado
Traduz o quanto a sorte tanto sente.
TANTO AMOR
TANTO AMOR
Eu quero tanto amor com tal carinho
Que seja sempre assim, tão bem amada,.
Sabendo que vivi assim sozinho,
Te busco na manhã, cada jornada...
Desejo tua pele em meu calor,
Vasculhar teu corpo por inteiro
Depois de tantas ondas deste amor,
Fazer do teu prazer meu derradeiro,
Bebendo teu licor em plena fonte,
Cobrindo-te de beijos tão vorazes,
Abrindo as belas portas do horizonte
Salivas e desejos mais audazes...
E dormir sobre teu corpo, minha amada,
A noite em pleno gozo, tão cansada...
Eu quero tanto amor com tal carinho
Que seja sempre assim, tão bem amada,.
Sabendo que vivi assim sozinho,
Te busco na manhã, cada jornada...
Desejo tua pele em meu calor,
Vasculhar teu corpo por inteiro
Depois de tantas ondas deste amor,
Fazer do teu prazer meu derradeiro,
Bebendo teu licor em plena fonte,
Cobrindo-te de beijos tão vorazes,
Abrindo as belas portas do horizonte
Salivas e desejos mais audazes...
E dormir sobre teu corpo, minha amada,
A noite em pleno gozo, tão cansada...
MARES...
Os peixes escondidos neste mar
Depois das tempestades, maremotos,
São restos de esperança de voltar.
Amores que se foram tão remotos...
Depois de tanto tempo sem sonhar,
Vivendo meus amores sempre rotos
Buscando nos teus olhos encontrar
O quando que vivemos boquirrotos.
Não deixe que se torne mais incrível
Repasto que deixei tão simplesmente.
Amando o que parece mais possível,
Derramo meus desejos totalmente,
Vivendo tanto sonho mais cabível,
Meu canto que suprimo, de repente...
Depois das tempestades, maremotos,
São restos de esperança de voltar.
Amores que se foram tão remotos...
Depois de tanto tempo sem sonhar,
Vivendo meus amores sempre rotos
Buscando nos teus olhos encontrar
O quando que vivemos boquirrotos.
Não deixe que se torne mais incrível
Repasto que deixei tão simplesmente.
Amando o que parece mais possível,
Derramo meus desejos totalmente,
Vivendo tanto sonho mais cabível,
Meu canto que suprimo, de repente...
ESTRELAS SE ESPALHANDO...
Estrelas se esparramam pelo chão
Acompanham teus passos na calçada,
Ao ver a estrela guia, com emoção,
Vislumbro a minha vida iluminada.
Nos olhos, a completa perfeição,
A boca em carmesim, adocicada,
No corpo, a maravilha em tentação
Brilhante, deslumbrando toda a estrada
Amor abençoado te acompanha,
Com olhos desejosos e sutis.
A lua que surgindo na montanha
Faz loas em luares para ti,
Poder estar contigo é ser feliz,
É muito mais que, um dia, eu mereci...
Acompanham teus passos na calçada,
Ao ver a estrela guia, com emoção,
Vislumbro a minha vida iluminada.
Nos olhos, a completa perfeição,
A boca em carmesim, adocicada,
No corpo, a maravilha em tentação
Brilhante, deslumbrando toda a estrada
Amor abençoado te acompanha,
Com olhos desejosos e sutis.
A lua que surgindo na montanha
Faz loas em luares para ti,
Poder estar contigo é ser feliz,
É muito mais que, um dia, eu mereci...
AMORES...
Não deixo o pensamento mais liberto
Pois trama sutilezas que não caio.
Esfinge que se finge mais esperto
Depois de tantos planos eu me espraio.
E peço tanto mel por solução
Em vastas amplitudes mais sensatas,
Se quero receber o teu perdão,
Aceno com centenas vãs erratas.
Agora não me deixe mais dolente
Que busco natural uma armadura.
Indo como qualquer um ser vivente,
Respiro meu segredo em mata escura...
No canto mais gentil que me reservas
Amores que guardaste nas conservas...
Pois trama sutilezas que não caio.
Esfinge que se finge mais esperto
Depois de tantos planos eu me espraio.
E peço tanto mel por solução
Em vastas amplitudes mais sensatas,
Se quero receber o teu perdão,
Aceno com centenas vãs erratas.
Agora não me deixe mais dolente
Que busco natural uma armadura.
Indo como qualquer um ser vivente,
Respiro meu segredo em mata escura...
No canto mais gentil que me reservas
Amores que guardaste nas conservas...
AMANDO QUEM ME AMOU
De tanto que sem canto nada encanto
No pranto que rolamos nada tenho...
Amor que sem amor nunca sou santo,
Mas trago tanto amor d’aonde venho...
Amor vai num crescendo que me assusta
Não cabem mais angústias nem tristezas,
Amor quando se tem medida justa
Invade vários rios, correntezas...
Não deixo mais ficar no pensamento
As farsas que este amor me preparou.
Amar é sempre ter merecimento,
Amado vou amando quem amou.
Buscando tanto amor com liberdade
Vivendo deste amor tranqüilidade...
No pranto que rolamos nada tenho...
Amor que sem amor nunca sou santo,
Mas trago tanto amor d’aonde venho...
Amor vai num crescendo que me assusta
Não cabem mais angústias nem tristezas,
Amor quando se tem medida justa
Invade vários rios, correntezas...
Não deixo mais ficar no pensamento
As farsas que este amor me preparou.
Amar é sempre ter merecimento,
Amado vou amando quem amou.
Buscando tanto amor com liberdade
Vivendo deste amor tranqüilidade...
MOLEQUE SACANA
MOLEQUE SACANA
Cupido que é moleque bem sacana
Apronta suas artes e não pára.
De vez em quando chega e logo espana
E nada de livrar nem minha cara...
Cansado de tamanhas traquinagens
Eu falo com menino prá parar.
Useiro contumaz em sacanagens,
Disparando outra seta sem mirar.
Atinge o atingido coração
Que fica paranóico de verdade.
É tanta e tanta flecha meu irmão,
Como posso ter tranqüilidade?
Tá bom que sempre eu viva para amar.
Aliás, manda flecha sem parar!
Cupido que é moleque bem sacana
Apronta suas artes e não pára.
De vez em quando chega e logo espana
E nada de livrar nem minha cara...
Cansado de tamanhas traquinagens
Eu falo com menino prá parar.
Useiro contumaz em sacanagens,
Disparando outra seta sem mirar.
Atinge o atingido coração
Que fica paranóico de verdade.
É tanta e tanta flecha meu irmão,
Como posso ter tranqüilidade?
Tá bom que sempre eu viva para amar.
Aliás, manda flecha sem parar!
SONETO DA ESPERANÇA MÁRCIA TIGANI e marcos loures
SONETO DA ESPERANÇA MÁRCIA TIGANI e marcos loures
Espero-te ,amor meu,e nessa espera
Renasço para a vida e para o amor
Esse amor que resiste à toda era
E nem o tempo rouba a sua cor.
Espero-te no murmúrio do vento
E no entardecer,nas ondas do mar
À ti o meu amor e sentimento
Amor que tem poder de transformar!
E na agonia dessa louca espera
Do amor interminável e tardio
Seja eterna a paixão que a noite encerra
Seja a esperança mais que uma quimera
Ao fim exato dessa longa espera
Como agua do mar encontrando o rio.
Marcia Tigani
O quanto se luzisse em esperança
Traçando desde já novo cenário
Aonde o coração, velho corsário,
Sem medo do que possa enfim se lança,
A vida se traduz na confiança
Que possa convencer um adversário
Gerando a cada dia o solidário
Momento aonde o todo em paz avança,
O amor interminável mesmo quando
O passo noutro rumo se mostrando,
Tardasse, temporã felicidade,
Vagando sobre pedras, brasa e espinho,
Aonde houver amor ali me aninho,
E o sonho mansamente em paz invade...
Espero-te ,amor meu,e nessa espera
Renasço para a vida e para o amor
Esse amor que resiste à toda era
E nem o tempo rouba a sua cor.
Espero-te no murmúrio do vento
E no entardecer,nas ondas do mar
À ti o meu amor e sentimento
Amor que tem poder de transformar!
E na agonia dessa louca espera
Do amor interminável e tardio
Seja eterna a paixão que a noite encerra
Seja a esperança mais que uma quimera
Ao fim exato dessa longa espera
Como agua do mar encontrando o rio.
Marcia Tigani
O quanto se luzisse em esperança
Traçando desde já novo cenário
Aonde o coração, velho corsário,
Sem medo do que possa enfim se lança,
A vida se traduz na confiança
Que possa convencer um adversário
Gerando a cada dia o solidário
Momento aonde o todo em paz avança,
O amor interminável mesmo quando
O passo noutro rumo se mostrando,
Tardasse, temporã felicidade,
Vagando sobre pedras, brasa e espinho,
Aonde houver amor ali me aninho,
E o sonho mansamente em paz invade...
LIVRE PASSARINHO
Amor voava livre, passarinho...
Em busca de quem fosse mais ligeiro,
O canto que esperava ser sozinho,
Depois de tanto tempo em cativeiro...
Chegaste num momento mais azado,
O vôo desse pássaro, tão lento,
Depois de se sentir de novo asado
Liberto das anilhas do tormento...
Não foi um passatempo que tiveste?
Procura suas asas onde estão?
Da plena fantasia se reveste,
As penas espalhadas pelo chão...
Sem penas não consegue mais voar,
Apenas tantas penas para amar!
Em busca de quem fosse mais ligeiro,
O canto que esperava ser sozinho,
Depois de tanto tempo em cativeiro...
Chegaste num momento mais azado,
O vôo desse pássaro, tão lento,
Depois de se sentir de novo asado
Liberto das anilhas do tormento...
Não foi um passatempo que tiveste?
Procura suas asas onde estão?
Da plena fantasia se reveste,
As penas espalhadas pelo chão...
Sem penas não consegue mais voar,
Apenas tantas penas para amar!
NADA.
Ventura que busquei, não achei nada...
Somente o mesmo vento sem demora,
Que vai que vem que volta, em revoada...
Vontade de ficar e de ir embora...
Mas tenho uma esperança, nem te conto...
Numa leveza breve até flutuo
Amor? Conheço a fera ponto a ponto.
Embora muitas vezes inda me suo.
Mas amo-te querida, esteja certa...
Embora muitas vezes não decidas
Às vezes vou mandando meu alerta
No fundo, está em jogo nossas vidas.
Preciso do teu braço, mas bem forte.
Não quero ter amor sem rumo e norte...
Somente o mesmo vento sem demora,
Que vai que vem que volta, em revoada...
Vontade de ficar e de ir embora...
Mas tenho uma esperança, nem te conto...
Numa leveza breve até flutuo
Amor? Conheço a fera ponto a ponto.
Embora muitas vezes inda me suo.
Mas amo-te querida, esteja certa...
Embora muitas vezes não decidas
Às vezes vou mandando meu alerta
No fundo, está em jogo nossas vidas.
Preciso do teu braço, mas bem forte.
Não quero ter amor sem rumo e norte...
EU AMO VOCÊ
Eu amo você, sabes bem disso,
Porém são tantas coisas que magoam...
Palavras escolhidas, compromisso...
As aves sem gaiola sempre voam...
Mas tenho tanto amor que não se acaba...
Meu sonho tem as asas que preciso...
Embora tanta coisa, assim, desaba,
Não canso de buscar o paraíso...
Entendo tanto medo assim da vida,
Entendo a solidão, é camarada...
Mas saiba que busquei em si querida,
O cheiro da manhã toda orvalhada...
Senti tantas promessas em você,
Diga-me, por favor, amor cadê?
Porém são tantas coisas que magoam...
Palavras escolhidas, compromisso...
As aves sem gaiola sempre voam...
Mas tenho tanto amor que não se acaba...
Meu sonho tem as asas que preciso...
Embora tanta coisa, assim, desaba,
Não canso de buscar o paraíso...
Entendo tanto medo assim da vida,
Entendo a solidão, é camarada...
Mas saiba que busquei em si querida,
O cheiro da manhã toda orvalhada...
Senti tantas promessas em você,
Diga-me, por favor, amor cadê?
SONHAR CONTIGO
És tão bonita amor de minha vida...
Teus olhos irradiam tanta paz
Tão bom sonhar contigo, enfim, querida...
O canto que prometo noite traz.
E beija minha boca, manso vento,
Deitada do meu lado, assim desnuda,
Procuro por teu colo em pensamento,
A noite sem resposta, fica muda...
Amada como é bom falar teu nome,
Embora tantas vezes sem resposta.
Depois vem alvorada e tudo some,
Apenas no meu peito a mesa posta
Procuro te encontrar em cada verso
Nas ondas deste mar, neste universo...
Teus olhos irradiam tanta paz
Tão bom sonhar contigo, enfim, querida...
O canto que prometo noite traz.
E beija minha boca, manso vento,
Deitada do meu lado, assim desnuda,
Procuro por teu colo em pensamento,
A noite sem resposta, fica muda...
Amada como é bom falar teu nome,
Embora tantas vezes sem resposta.
Depois vem alvorada e tudo some,
Apenas no meu peito a mesa posta
Procuro te encontrar em cada verso
Nas ondas deste mar, neste universo...
FÊNIX DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e marcos loures
FÊNIX
DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e marcos loures
“Quem sabe terei sorte por um triz?”,
perguntas, meu amigo, eu te asseguro
terás sorte aos montões, isto é seguro,
pois sabes versejar, isto é motriz
de sorte em abundância; com apuro
dá a teus versos sempre a diretriz
do bem e da beleza: qual raiz
isto há de ser a planta de um futuro
feliz pra ti, feliz pra muita gente;
firmando sempre os passos na verdade
poderás caminhar com liberdade
e afinal, de maneira diligente,
poderás ir plantando aonde for
o ideal mais sublime que é o amor.
Diógenes Pereira de Araújo
A paz que tanto busco qual falena
Que bebe cada gota em claridade
Deveras quando toca e nos invade
Expressa esta verdade rara e plena,
O quanto desta sorte me serena
O peso mais audaz, felicidade,
Tramasse muito além da liberdade
O todo que se quer em cada cena,
Vivermos o futuro no presente
E quando se apresente cada passo,
No fato mais sublime tento e traço
Vencendo o escasso mundo que se sente,
Vagando em torno à lâmpada do sonho,
O mundo que tu queres, eu proponho...
DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e marcos loures
“Quem sabe terei sorte por um triz?”,
perguntas, meu amigo, eu te asseguro
terás sorte aos montões, isto é seguro,
pois sabes versejar, isto é motriz
de sorte em abundância; com apuro
dá a teus versos sempre a diretriz
do bem e da beleza: qual raiz
isto há de ser a planta de um futuro
feliz pra ti, feliz pra muita gente;
firmando sempre os passos na verdade
poderás caminhar com liberdade
e afinal, de maneira diligente,
poderás ir plantando aonde for
o ideal mais sublime que é o amor.
Diógenes Pereira de Araújo
A paz que tanto busco qual falena
Que bebe cada gota em claridade
Deveras quando toca e nos invade
Expressa esta verdade rara e plena,
O quanto desta sorte me serena
O peso mais audaz, felicidade,
Tramasse muito além da liberdade
O todo que se quer em cada cena,
Vivermos o futuro no presente
E quando se apresente cada passo,
No fato mais sublime tento e traço
Vencendo o escasso mundo que se sente,
Vagando em torno à lâmpada do sonho,
O mundo que tu queres, eu proponho...
OLHAR PARA FRENTE
OLHAR PARA FRENTE
O quanto se procura em paz e luz
Liberta o coração aprisionado
O tempo tantas vezes desolado,
O sonho que deveras não reluz,
A imensidão porquanto nos seduz,
Expressa o quanto houvera no passado,
O brilho do que fora hoje é notado,
Somente o já vivido reproduz.
Olhar para adiante é necessário
E nisto outro horizonte, itinerário,
Que possa nos trazer um novo porto,
E ao renascer das cinzas, novamente,
O tanto que se quer e se apresente
Deixando o quanto houvera outrora, morto...
O quanto se procura em paz e luz
Liberta o coração aprisionado
O tempo tantas vezes desolado,
O sonho que deveras não reluz,
A imensidão porquanto nos seduz,
Expressa o quanto houvera no passado,
O brilho do que fora hoje é notado,
Somente o já vivido reproduz.
Olhar para adiante é necessário
E nisto outro horizonte, itinerário,
Que possa nos trazer um novo porto,
E ao renascer das cinzas, novamente,
O tanto que se quer e se apresente
Deixando o quanto houvera outrora, morto...
EU QUERO AMAR
EU QUERO AMAR
Eu quero amar liberto das amarras
Sem farras sem ter tramas sem entranhas...
Amar tão livremente sem ter garras,
Apenas nossas noites pouco estranhas...
Amar com gosto leve da maçã
Com cheiro dessa terra já molhada,
Sem medo se terá um amanhã.
Apenas ser amado, minha amada...
Eu quero amor que traga a fantasia
Suave desse canto sem promessa.
No riso se estampando uma alegria
De ser assim somente sem ter pressa...
Eu quero um grande amor que me acompanhe
Que sempre esteja aqui, nem perca ou ganhe...
Eu quero amar liberto das amarras
Sem farras sem ter tramas sem entranhas...
Amar tão livremente sem ter garras,
Apenas nossas noites pouco estranhas...
Amar com gosto leve da maçã
Com cheiro dessa terra já molhada,
Sem medo se terá um amanhã.
Apenas ser amado, minha amada...
Eu quero amor que traga a fantasia
Suave desse canto sem promessa.
No riso se estampando uma alegria
De ser assim somente sem ter pressa...
Eu quero um grande amor que me acompanhe
Que sempre esteja aqui, nem perca ou ganhe...
FANTASIAS DE AMOR
FANTASIAS DE AMOR
Ditoso caminheiro, tanto engano!
As pernas andam bambas, disso eu sei...
Renovo a cada dia um velho plano...
Fantasias de amor? APOSENTEI!
Quem faz de sua vida uma promessa
De sonhos que não pode mais cumprir
Depois de tanta vida se confessa
O resto do que fui, e não quis ir...
Mas amiga, te peço uma atenção,
A vida noutra vida se revela.
Meu velho estropiado coração,
Sem dentes vai ficando mais banguela...
Mas trago uma esperança sem malícia,
Viver amor intenso? Que delícia!
Ditoso caminheiro, tanto engano!
As pernas andam bambas, disso eu sei...
Renovo a cada dia um velho plano...
Fantasias de amor? APOSENTEI!
Quem faz de sua vida uma promessa
De sonhos que não pode mais cumprir
Depois de tanta vida se confessa
O resto do que fui, e não quis ir...
Mas amiga, te peço uma atenção,
A vida noutra vida se revela.
Meu velho estropiado coração,
Sem dentes vai ficando mais banguela...
Mas trago uma esperança sem malícia,
Viver amor intenso? Que delícia!
OSTRA
OSTRA
Na briga da parede com o mar
Não quero ser uma ostra na parede...
Só tenho mais pancadas pra tomar,
Morrendo no final, de frio e sede...
Maré quando subia me avisava
Cai fora qu’uma noite não é nada,
Teimoso, bicho burro, que ficava,
Se não morrer agora, madrugada.
Não quero mais ficar exposto tanto
E tomo meu partido, tô partindo...
Mas, pena que te amei, prá teu espanto...
Uma onda arrebentando vem surgindo...
Depois de tanto tempo sem amor,
Destino inda me faz esse favor!
Na briga da parede com o mar
Não quero ser uma ostra na parede...
Só tenho mais pancadas pra tomar,
Morrendo no final, de frio e sede...
Maré quando subia me avisava
Cai fora qu’uma noite não é nada,
Teimoso, bicho burro, que ficava,
Se não morrer agora, madrugada.
Não quero mais ficar exposto tanto
E tomo meu partido, tô partindo...
Mas, pena que te amei, prá teu espanto...
Uma onda arrebentando vem surgindo...
Depois de tanto tempo sem amor,
Destino inda me faz esse favor!
BÊBADO DE AMOR
Bebendo cada gota do desejo
Brindando nossa sorte com a luz
Beijando toda a cena aonde eu pus
Beleza sem igual, raro lampejo
Buscara no passado, noutro ensejo
Brincando com o tempo, faço jus
Bisonha tempestade, morta a cruz,
Brasões de outros cenários; nada levo
Bastando para mim o amor longevo
Benéfico delírio aonde encontro
Benesses sem igual, amor me traz
Beirando ao caminhar bem mais audaz,
Bradando contra o medo e o desencontro.
Bebendo cada gota do desejo
Brindando nossa sorte com a luz
Beijando toda a cena aonde eu pus
Beleza sem igual, raro lampejo
Buscara no passado, noutro ensejo
Brincando com o tempo, faço jus
Bisonha tempestade, morta a cruz,
Brasões de outros cenários; nada levo
Bastando para mim o amor longevo
Benéfico delírio aonde encontro
Benesses sem igual, amor me traz
Beirando ao caminhar bem mais audaz,
Bradando contra o medo e o desencontro.
AMOR E SOLIDÃO
AMOR E SOLIDÃO
Subindo por montanhas mais distantes
Amor e solidão, meus companheiros,
Buscando por meus sonhos mais constantes
Se amaram, com carinhos verdadeiros...
Deixado pelo amor e solidão
Por onde sigo agora sem sonhar?
Vivendo sem qualquer uma emoção
Procuro por sereias, pleno mar...
Parecem com teu peito sempre aflito
Metade vai querendo me levar
Mas quando sonho, enfim, vem o conflito,
Outra metade, nada vai deixar...
Depois de caminhar tamanha trilha,
De amor e solidão, sereia é filha!
Subindo por montanhas mais distantes
Amor e solidão, meus companheiros,
Buscando por meus sonhos mais constantes
Se amaram, com carinhos verdadeiros...
Deixado pelo amor e solidão
Por onde sigo agora sem sonhar?
Vivendo sem qualquer uma emoção
Procuro por sereias, pleno mar...
Parecem com teu peito sempre aflito
Metade vai querendo me levar
Mas quando sonho, enfim, vem o conflito,
Outra metade, nada vai deixar...
Depois de caminhar tamanha trilha,
De amor e solidão, sereia é filha!
A CHUVA
A CHUVA
A chuva disparando nesta tarde
Inunda tantas ruas, tantos sonhos...
A cor do meu amor, decerto encarde,
Meus olhos nessa chuva estão medonhos!
São olhos tão perdidos, de quimera...
Olhando sempre a esmo, sem sentido.
A morte deste amor em primavera
Deixando uma saudade, triste olvido...
Mas sei que a tempestade passará
Trazendo uma bonança em alegria.
O sol do novo dia me trará
Uma explosão de cores, fantasia...
A chuva, quando forte, faz limpeza
Minha alma renovada quer clareza!
A chuva disparando nesta tarde
Inunda tantas ruas, tantos sonhos...
A cor do meu amor, decerto encarde,
Meus olhos nessa chuva estão medonhos!
São olhos tão perdidos, de quimera...
Olhando sempre a esmo, sem sentido.
A morte deste amor em primavera
Deixando uma saudade, triste olvido...
Mas sei que a tempestade passará
Trazendo uma bonança em alegria.
O sol do novo dia me trará
Uma explosão de cores, fantasia...
A chuva, quando forte, faz limpeza
Minha alma renovada quer clareza!
ESPINHOS
ESPINHOS
Procuro por meu bem em meio a flores
As cores se misturam, nada vejo...
O tempo que me engana sem amores,
Apenas uma flor inda desejo...
Mas nada dessa flor no meu jardim...
Procuro por perfumes, reconheço,
Naquela densa moita, estás enfim.
Sentindo teu aroma te obedeço...
Mas quando chego perto... Que surpresa!
Estava diferente a mansa flor...
Agora se vestia em tal nobreza
Que espantava meu triste e velho amor...
Descubro; minha sina é ser sozinho,
Aroma que senti? Somente espinho..
Procuro por meu bem em meio a flores
As cores se misturam, nada vejo...
O tempo que me engana sem amores,
Apenas uma flor inda desejo...
Mas nada dessa flor no meu jardim...
Procuro por perfumes, reconheço,
Naquela densa moita, estás enfim.
Sentindo teu aroma te obedeço...
Mas quando chego perto... Que surpresa!
Estava diferente a mansa flor...
Agora se vestia em tal nobreza
Que espantava meu triste e velho amor...
Descubro; minha sina é ser sozinho,
Aroma que senti? Somente espinho..
SOLIDÃO
SOLIDÃO
De tanto que tramei em solidão
O verso vai saindo qual espirro,
Falar de poesia e de perdão
Só serve quando, amor, eu já me embirro...
Teimoso como um asno que se empaca
Não deixo mais chegar a ventania...
Nos gumes que conheço dessa faca
Sentidos que se perdem, poesia...
Vagando nas vacantes cercanias,
Cerrando tais fileiras com a sorte,
Encaro assim, portanto as alegrias,
Como um belo prenúncio para a morte...
No fundo faço versos por fazer,
Buscando um bom motivo pra viver!
De tanto que tramei em solidão
O verso vai saindo qual espirro,
Falar de poesia e de perdão
Só serve quando, amor, eu já me embirro...
Teimoso como um asno que se empaca
Não deixo mais chegar a ventania...
Nos gumes que conheço dessa faca
Sentidos que se perdem, poesia...
Vagando nas vacantes cercanias,
Cerrando tais fileiras com a sorte,
Encaro assim, portanto as alegrias,
Como um belo prenúncio para a morte...
No fundo faço versos por fazer,
Buscando um bom motivo pra viver!
TEIMOSIA
TEIMOSIA
De tanto que tramei em solidão
O verso vai saindo qual espirro,
Falar de poesia e de perdão
Só serve quando, amor, eu já me embirro...
Teimoso como um asno que se empaca
Não deixo mais chegar a ventania...
Nos gumes que conheço dessa faca
Sentidos que se perdem, poesia...
Vagando nas vacantes cercanias,
Cerrando tais fileiras com a sorte,
Encaro assim, portanto as alegrias,
Como um belo prenúncio para a morte...
No fundo faço versos por fazer,
Buscando um bom motivo pra viver!
De tanto que tramei em solidão
O verso vai saindo qual espirro,
Falar de poesia e de perdão
Só serve quando, amor, eu já me embirro...
Teimoso como um asno que se empaca
Não deixo mais chegar a ventania...
Nos gumes que conheço dessa faca
Sentidos que se perdem, poesia...
Vagando nas vacantes cercanias,
Cerrando tais fileiras com a sorte,
Encaro assim, portanto as alegrias,
Como um belo prenúncio para a morte...
No fundo faço versos por fazer,
Buscando um bom motivo pra viver!
OS TEUS PASSOS
OS TEUS PASSOS
Fiei-me no traçado que legaste
Aos olhos que seguiram os teus passos.
Amor que não se erguia nem guindaste
Consegue te elevar aos meus espaços...
Mas quero teu amor do mesmo jeito
Sem asas e sem sonhos terra a terra...
Amor eu sempre soube insatisfeito
Mas sempre tá ligado ao fio terra...
As asas que proponho são reais
Nos sonhos que tu tramas, liberdade,
Mas sei que liberdade em ti, jamais.
És crua e tão sensata na verdade...
Teu canto tem beleza como o quê,
No fundo te procuro mas cadê?
Fiei-me no traçado que legaste
Aos olhos que seguiram os teus passos.
Amor que não se erguia nem guindaste
Consegue te elevar aos meus espaços...
Mas quero teu amor do mesmo jeito
Sem asas e sem sonhos terra a terra...
Amor eu sempre soube insatisfeito
Mas sempre tá ligado ao fio terra...
As asas que proponho são reais
Nos sonhos que tu tramas, liberdade,
Mas sei que liberdade em ti, jamais.
És crua e tão sensata na verdade...
Teu canto tem beleza como o quê,
No fundo te procuro mas cadê?
FAXINAR O CORAÇÃO
FAXINAR O CORAÇÃO
Preciso faxinar meu coração!
Os restos que ficaram dão trabalho...
Depois de tanto tempo em solidão
Agora que vivi já me amortalho...
Também não tem juízo, paga caro.
Pior de tudo é sempre ser teimoso.
Não tenho para amor o menor faro,
Vivendo minha vida sem ter gozo...
Gozando cada dia que se passa
Das sombras que deixei na caminhada...
O resto que vier, faz uva passa,
E joga nessa mistura frita, assada...
Mas deixe um bocadinho prá gelar,
Quem sabe voltarei de novo amar?
Preciso faxinar meu coração!
Os restos que ficaram dão trabalho...
Depois de tanto tempo em solidão
Agora que vivi já me amortalho...
Também não tem juízo, paga caro.
Pior de tudo é sempre ser teimoso.
Não tenho para amor o menor faro,
Vivendo minha vida sem ter gozo...
Gozando cada dia que se passa
Das sombras que deixei na caminhada...
O resto que vier, faz uva passa,
E joga nessa mistura frita, assada...
Mas deixe um bocadinho prá gelar,
Quem sabe voltarei de novo amar?
CORAÇÃO TAMANHO TREM
CORAÇÃO TAMANHO TREM
Batuca o coração tamanho trem
Que sobra tanto espaço não se cansa.
Às vezes a saudade vai e vem,
Mas chega num momento não me alcança.
Nascido de Mercúrio com Iansã
Sou rápido e trovejo meu caminho.
Renasço em minha luz toda manhã,
Pior, nunca temi andar sozinho...
Bebendo a tempestade abrindo o peito
Vou sempre sem sequer olhar prá trás.
Na dor e na saudade já dei jeito,
Agora vou caçando a santa paz...
Por isso minha amada me perdoa,
O tempo que voei, tomado à toa...
Batuca o coração tamanho trem
Que sobra tanto espaço não se cansa.
Às vezes a saudade vai e vem,
Mas chega num momento não me alcança.
Nascido de Mercúrio com Iansã
Sou rápido e trovejo meu caminho.
Renasço em minha luz toda manhã,
Pior, nunca temi andar sozinho...
Bebendo a tempestade abrindo o peito
Vou sempre sem sequer olhar prá trás.
Na dor e na saudade já dei jeito,
Agora vou caçando a santa paz...
Por isso minha amada me perdoa,
O tempo que voei, tomado à toa...
CRIANDO ASAS
CRIANDO ASAS
Quem manda passarinho criar asas?
Voando sem gaiola que detenha
Pisando calmamente sobre brasas
No vento que ventava fogo e lenha...
Sou parte do conjunto de mim mesmo
Não faço do meu canto liberdade
Liberto já nasci vivendo a esmo
Levando minha própria claridade.
Desculpe-me se mostro tantos dentes
No sorriso que engana minha boca
Nascendo meus amores no poente
A vida se mostrando muito louca...
Não paro um só momento de sonhar,
As asas continuam no lugar...
Quem manda passarinho criar asas?
Voando sem gaiola que detenha
Pisando calmamente sobre brasas
No vento que ventava fogo e lenha...
Sou parte do conjunto de mim mesmo
Não faço do meu canto liberdade
Liberto já nasci vivendo a esmo
Levando minha própria claridade.
Desculpe-me se mostro tantos dentes
No sorriso que engana minha boca
Nascendo meus amores no poente
A vida se mostrando muito louca...
Não paro um só momento de sonhar,
As asas continuam no lugar...
AUTONOMIA
AUTONOMIA
Não penses que estarei sempre sozinho...
Meus passos são gigantes como a lua.
Em Marte construí meu novo ninho,
Minha alma tão serena já flutua...
Não quero que revolvas céu e mar
Apenas não desejo o sofrimento.
Sorria novo canto para amar
Que eu sigo esse meu mar em movimento...
Esculpi meu sorriso de Carrara
No mármore mais duro que conheço,
No meu tombo, minha asa me antepara,
Por isso nunca temo meu tropeço.
As asas que roubei da poesia,
Permitem no meu vôo, autonomia...
Não penses que estarei sempre sozinho...
Meus passos são gigantes como a lua.
Em Marte construí meu novo ninho,
Minha alma tão serena já flutua...
Não quero que revolvas céu e mar
Apenas não desejo o sofrimento.
Sorria novo canto para amar
Que eu sigo esse meu mar em movimento...
Esculpi meu sorriso de Carrara
No mármore mais duro que conheço,
No meu tombo, minha asa me antepara,
Por isso nunca temo meu tropeço.
As asas que roubei da poesia,
Permitem no meu vôo, autonomia...
DESENGANOS
DESENGANOS
Os desenganos todos que já tive
Em terrível coleta pela vida.
São marcas que ficaram donde estive
Cada qual tramando uma ferida
Envolto nestas trevas sem ter fim,
Vencido por tamanha insanidade
Vivendo simplesmente vou assim
Vou buscando encontrar a liberdade...
Meus passos tropeçando nos teus passos
Espaços que não cabem mais nós dois.
No fundo desta estrada sem abraços
Morrendo pouco a pouco sem depois...
Mas sonho com um tempo mais feliz
Quem sabe terei sorte por um triz?
Os desenganos todos que já tive
Em terrível coleta pela vida.
São marcas que ficaram donde estive
Cada qual tramando uma ferida
Envolto nestas trevas sem ter fim,
Vencido por tamanha insanidade
Vivendo simplesmente vou assim
Vou buscando encontrar a liberdade...
Meus passos tropeçando nos teus passos
Espaços que não cabem mais nós dois.
No fundo desta estrada sem abraços
Morrendo pouco a pouco sem depois...
Mas sonho com um tempo mais feliz
Quem sabe terei sorte por um triz?
AURORA
Destoucando os cabelos tão dourados
Em raios tão divinos vem aurora,
Transformando esses sonhos esperados
Em prisão mais dorida e tentadora...
Acorda minha amada com seus raios
Lembrando que é chegada essa partida.
Cavalos esperando, mansos baios,
De novo recomeça a nossa vida...
O tempo que tivemos já passou,
Meu canto continua tanto quanto
Aquele que em espanto já cantou,
Não resta nem a sombra do quebranto.
Assim amor, renasce nossa vida,
Na aurora que marcou a despedida...
Em raios tão divinos vem aurora,
Transformando esses sonhos esperados
Em prisão mais dorida e tentadora...
Acorda minha amada com seus raios
Lembrando que é chegada essa partida.
Cavalos esperando, mansos baios,
De novo recomeça a nossa vida...
O tempo que tivemos já passou,
Meu canto continua tanto quanto
Aquele que em espanto já cantou,
Não resta nem a sombra do quebranto.
Assim amor, renasce nossa vida,
Na aurora que marcou a despedida...
MADRUGADA
MADRUGADA
A roupa que trazias vai jogada
Num canto deste quarto onde estivemos.
Varando sem ter tréguas, madrugada,
Do amor que tantas vezes nós fizemos...
Eu me lembro de teu corpo sobre o meu
Nesse jogo que excita e dá prazer
Do tanto que sonhamos, flor morreu,
Regada em outras mãos, quis esquecer...
Mas tenho uma lembrança bem feliz
Do tempo em que tivemos nossa lua.
Agora que embrenhaste outro matiz,
A noite sem ter lua continua...
Mas sei que amanhecendo um outro dia,
De novo vou amar a poesia...
A roupa que trazias vai jogada
Num canto deste quarto onde estivemos.
Varando sem ter tréguas, madrugada,
Do amor que tantas vezes nós fizemos...
Eu me lembro de teu corpo sobre o meu
Nesse jogo que excita e dá prazer
Do tanto que sonhamos, flor morreu,
Regada em outras mãos, quis esquecer...
Mas tenho uma lembrança bem feliz
Do tempo em que tivemos nossa lua.
Agora que embrenhaste outro matiz,
A noite sem ter lua continua...
Mas sei que amanhecendo um outro dia,
De novo vou amar a poesia...
AS FLORES DOLORIDAS DA SAUDADE
Há tempos que ventura me domina
A mesma que te trouxe junto a mim.
A vida quando boa me alucina
E brota novamente em meu jardim
As flores doloridas das saudades
Murchando não permitem mais um canto.
Porém depois dos sonhos, liberdades,
Trazendo nossas vidas novo encanto...
Viver sem ter amor não é u’a farsa
Espelha teu retrato na parede...
Amor quando em amor sempre se esparsa
De tanto amor na vida tenho sede.
A sede do que trama essa emoção
Infarta qualquer dia: coração!
A mesma que te trouxe junto a mim.
A vida quando boa me alucina
E brota novamente em meu jardim
As flores doloridas das saudades
Murchando não permitem mais um canto.
Porém depois dos sonhos, liberdades,
Trazendo nossas vidas novo encanto...
Viver sem ter amor não é u’a farsa
Espelha teu retrato na parede...
Amor quando em amor sempre se esparsa
De tanto amor na vida tenho sede.
A sede do que trama essa emoção
Infarta qualquer dia: coração!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
GUARDADA NO MEU PEITO
Guardada no meu peito tal fortuna
Que sempre se posou de soberana.
A noite que te trouxe tão soturna
Espera nosso amor numa cabana...
Despisto mas não posso me calar...
O canto que promete não me alcança
Memória bem podia se matar
Assim não cairia noutra dança...
Meu sentimento espera nova vida
Na vida que se mostra mais sensata
Agora que esperança não duvida
Amor quer embrenhar por outra mata...
Vivendo o sofrimento de saber
Que amor demais já faz amor morrer...
Que sempre se posou de soberana.
A noite que te trouxe tão soturna
Espera nosso amor numa cabana...
Despisto mas não posso me calar...
O canto que promete não me alcança
Memória bem podia se matar
Assim não cairia noutra dança...
Meu sentimento espera nova vida
Na vida que se mostra mais sensata
Agora que esperança não duvida
Amor quer embrenhar por outra mata...
Vivendo o sofrimento de saber
Que amor demais já faz amor morrer...
MUDANÇA
Amar quando foi doce, já faz tempo
Agora me amargando tanto engana
Forjando uma esperança, contratempo,
Que sempre se demonstra soberana.
Soberba desse amor que tramo tanto.
Deságua na tristeza deste mar.
Que morre sem saber de amor que espanto
Nas ondas e na areia sem parar...
Quem pensa que esse amor já traz mudança
Se cansa, na verdade, magoado...
Amar quando não some da lembrança
Melhor deixar ficar lá no passado.
Passados tantos anos sem te ter,
Amor me acostumei, que vou fazer?
X
Agora me amargando tanto engana
Forjando uma esperança, contratempo,
Que sempre se demonstra soberana.
Soberba desse amor que tramo tanto.
Deságua na tristeza deste mar.
Que morre sem saber de amor que espanto
Nas ondas e na areia sem parar...
Quem pensa que esse amor já traz mudança
Se cansa, na verdade, magoado...
Amar quando não some da lembrança
Melhor deixar ficar lá no passado.
Passados tantos anos sem te ter,
Amor me acostumei, que vou fazer?
X
CORAÇÃO
Coração quis isenta uma saudade
Nos versos que compunha em ousadia
Viver sem conhecer a liberdade
Que mata e que morde todo dia...
Coração se despede do meu peito
E voa sem saber para onde vai
Agora coração ‘stá satisfeito
Mas se fizer besteira logo cai,
Depois não reclama coração,
Moleque tão traquinas bem levado...
Agüenta com firmeza essa emoção
E nada de ficar meio de lado...
Agora que procura sempre amor
Não venha reclamar se espinha a flor!
Nos versos que compunha em ousadia
Viver sem conhecer a liberdade
Que mata e que morde todo dia...
Coração se despede do meu peito
E voa sem saber para onde vai
Agora coração ‘stá satisfeito
Mas se fizer besteira logo cai,
Depois não reclama coração,
Moleque tão traquinas bem levado...
Agüenta com firmeza essa emoção
E nada de ficar meio de lado...
Agora que procura sempre amor
Não venha reclamar se espinha a flor!
OLHOS FORMOSOS,
Olhos formosos belos luz e lume.
São cores dos amores mais profanos.
Das flores dos desejos teu perfume
Dos sonhos e dos cantos, desenganos...
Por vezes te desejo toda nua
Deitada em minha cama, tão bonita,
Porém o que fazer se continua
A boca em tua boca sempre agita...
Mas temo que isso seja só um tema
Não seja amor tão verdadeiro assim...
Trazendo a cor do amor no teu emblema
A fome de te amar morre no fim...
Olhos formosos roubam sanidade
Mergulho nesses olhos a saudade...
São cores dos amores mais profanos.
Das flores dos desejos teu perfume
Dos sonhos e dos cantos, desenganos...
Por vezes te desejo toda nua
Deitada em minha cama, tão bonita,
Porém o que fazer se continua
A boca em tua boca sempre agita...
Mas temo que isso seja só um tema
Não seja amor tão verdadeiro assim...
Trazendo a cor do amor no teu emblema
A fome de te amar morre no fim...
Olhos formosos roubam sanidade
Mergulho nesses olhos a saudade...
FERIDO POR CUPIDO
Ferido por Cupido, num vacilo,
A flecha bem de perto ele atirou,
Contágio sempre feito por bacilo
Amor de tanto amor já me pegou...
Vacina que deixei lá na gaveta
Achando minha idade protegia.
Agora esse menino com a seta
Mirando no meu peito a fantasia...
Doente dessa praga quero cura
Mas vejo que não tenho mais remédio
Achando triste cada noite escura
Vivendo em teu prazer sem ter mais tédio...
Porém logo percebo, estou neurótico.
Solução? Vou tomar antibiótico!
A flecha bem de perto ele atirou,
Contágio sempre feito por bacilo
Amor de tanto amor já me pegou...
Vacina que deixei lá na gaveta
Achando minha idade protegia.
Agora esse menino com a seta
Mirando no meu peito a fantasia...
Doente dessa praga quero cura
Mas vejo que não tenho mais remédio
Achando triste cada noite escura
Vivendo em teu prazer sem ter mais tédio...
Porém logo percebo, estou neurótico.
Solução? Vou tomar antibiótico!
TEMPESTADE DE VERÃO
TEMPESTADE DE VERÃO
Amor que desde tempos mais antigos
Caminha com amor que sempre quis
Vivendo dos amores dois abrigos
Nas camas e nas tramas fui feliz...
Efêmeros segredos que disponho
Não ponho mais meu barco no teu mar.
Amar quem tanto amei durante o sonho,
Durante muito tempo quis amar...
Mas foste tempestade de verão,
Achavas meu amor de brincadeira
Verdades que vive com emoção
Os sonhos dessa vida assim inteira...
Não deixe mais o sol que tanto ardia
Morrer completamente em fantasia...
Amor que desde tempos mais antigos
Caminha com amor que sempre quis
Vivendo dos amores dois abrigos
Nas camas e nas tramas fui feliz...
Efêmeros segredos que disponho
Não ponho mais meu barco no teu mar.
Amar quem tanto amei durante o sonho,
Durante muito tempo quis amar...
Mas foste tempestade de verão,
Achavas meu amor de brincadeira
Verdades que vive com emoção
Os sonhos dessa vida assim inteira...
Não deixe mais o sol que tanto ardia
Morrer completamente em fantasia...
ME DÁ UM BEIJO
ME DÁ UM BEIJO
Quem dera primavera retornasse.
Talvez assim seria mais feliz...
Olhando meu espelho sem disfarce
A pele vai mudando de matiz...
Os olhos antes vivos, tão sem vida,
A boca vai perdendo seu turgor,
De todas as entregas desta vida
O preço vou pagando com rancor.
Não tenho mais os braços que sonhara
Na cama que queria fosse minha...
Amar, amar, amar, palavra amara,
Deixando uma esperança mais sozinha...
Mas tenho dentro d’alma tanto desejo...
Morena vem depressa e dá um beijo!
Quem dera primavera retornasse.
Talvez assim seria mais feliz...
Olhando meu espelho sem disfarce
A pele vai mudando de matiz...
Os olhos antes vivos, tão sem vida,
A boca vai perdendo seu turgor,
De todas as entregas desta vida
O preço vou pagando com rancor.
Não tenho mais os braços que sonhara
Na cama que queria fosse minha...
Amar, amar, amar, palavra amara,
Deixando uma esperança mais sozinha...
Mas tenho dentro d’alma tanto desejo...
Morena vem depressa e dá um beijo!
SEM O TEU CARINHO
SEM O TEU CARINHO
Nas asas deste pobre passarinho
As dores que carrego na minha alma.
Vivendo sem poder ter o meu ninho
Nem mesmo essa saudade já me acalma...
Eu quero seu carinho mas cadê?
Preciso de seu colo, minha amada,
Vivendo tanto tempo sem você
Esqueço, em minha vida, quase nada...
Amada eu sempre quis o seu amor,
Mas sei por isso nunca mais vou ter...
Não quero mais sofrer de tanta dor.
Amada nos seus braços sem viver.
O que me resta enfim, amor apenas...
Se passarinho eu sou, troco de penas...
X
Nas asas deste pobre passarinho
As dores que carrego na minha alma.
Vivendo sem poder ter o meu ninho
Nem mesmo essa saudade já me acalma...
Eu quero seu carinho mas cadê?
Preciso de seu colo, minha amada,
Vivendo tanto tempo sem você
Esqueço, em minha vida, quase nada...
Amada eu sempre quis o seu amor,
Mas sei por isso nunca mais vou ter...
Não quero mais sofrer de tanta dor.
Amada nos seus braços sem viver.
O que me resta enfim, amor apenas...
Se passarinho eu sou, troco de penas...
X
AMORES ARDENTES
AMORES ARDENTES
Falando dos amores mais ardentes
Que sempre me trouxeram perdição
Agora que não tenho nem mais dentes
Amores que vieram? Solidão!
Mas tenho tanta sorte em minha vida,
Que mesmo assim depois de tanta dor
A noite que temia adormecida
Sem juras ou promessas de um amor;
Vazia como tudo o que vivera
Sem jamais ter sequer uma esperança
Que faça vir, enfim, a primavera,
Resquícios que ficaram na lembrança...
Depois de tantas noites tão tristonho,
Te encontro, meu amor, a vida em sonho...
Falando dos amores mais ardentes
Que sempre me trouxeram perdição
Agora que não tenho nem mais dentes
Amores que vieram? Solidão!
Mas tenho tanta sorte em minha vida,
Que mesmo assim depois de tanta dor
A noite que temia adormecida
Sem juras ou promessas de um amor;
Vazia como tudo o que vivera
Sem jamais ter sequer uma esperança
Que faça vir, enfim, a primavera,
Resquícios que ficaram na lembrança...
Depois de tantas noites tão tristonho,
Te encontro, meu amor, a vida em sonho...
MEUS VERSOS
MEUS VERSOS
meus versos que serão meus companheiros
quando, ao fim desta jornada não restar
nem sombra dos amores verdadeiros
e nem mesmo um amigo eu encontrar...
meus versos são parceiros mais fiéis
fiando nestas letras que misturam
meu barco se perdendo sem convés
as cores com que tramo não me curam
amores simplesmente são falsários
demonstram um sorriso tão jocoso,
depois se transformam noutros vários,
não deixam nem sequer sombra do gozo.
amada, deixo o canto que não fiz,
dizendo que em teus braços fui feliz...
meus versos que serão meus companheiros
quando, ao fim desta jornada não restar
nem sombra dos amores verdadeiros
e nem mesmo um amigo eu encontrar...
meus versos são parceiros mais fiéis
fiando nestas letras que misturam
meu barco se perdendo sem convés
as cores com que tramo não me curam
amores simplesmente são falsários
demonstram um sorriso tão jocoso,
depois se transformam noutros vários,
não deixam nem sequer sombra do gozo.
amada, deixo o canto que não fiz,
dizendo que em teus braços fui feliz...
07/11
E a glória de viver de novo expressa
O tanto que se quer e não viera
Deixando para trás a primavera
A vida no vazio vai sem pressa.
A sorte se traduz e recomeça
Ousando acreditar na mesma espera
Que tanto seduzisse e sei quem era
Mordaz esta esperança, vã promessa.
E o peso de um passado em minhas costas
Sabendo da verdade enquanto apostas
Os dados sobre a mesa mentem tanto.
E sigo sem sentido e sem proveito
O tanto que pudera e não aceito
Gerando este vazio em vão quebranto.
2
Deixando para trás pedras diversas
A vida não traria mais o sonho
E quando alguma luz; inda proponho
Somente neste nada agora versas,
Vestígios das antigas e dispersas
Manhãs enquanto o tanto decomponho,
O verso se moldara mais risonho
E nisto já não vejo vãs conversas.
O rude delirar expressaria
Apenas o que possa a fantasia
Jogada noutro rude emaranhado,
Meu tempo se mostrara desvairado
E sei do quanto busco noutro rumo
E mesmo os meus enganos logo assumo.
E a glória de viver de novo expressa
O tanto que se quer e não viera
Deixando para trás a primavera
A vida no vazio vai sem pressa.
A sorte se traduz e recomeça
Ousando acreditar na mesma espera
Que tanto seduzisse e sei quem era
Mordaz esta esperança, vã promessa.
E o peso de um passado em minhas costas
Sabendo da verdade enquanto apostas
Os dados sobre a mesa mentem tanto.
E sigo sem sentido e sem proveito
O tanto que pudera e não aceito
Gerando este vazio em vão quebranto.
2
Deixando para trás pedras diversas
A vida não traria mais o sonho
E quando alguma luz; inda proponho
Somente neste nada agora versas,
Vestígios das antigas e dispersas
Manhãs enquanto o tanto decomponho,
O verso se moldara mais risonho
E nisto já não vejo vãs conversas.
O rude delirar expressaria
Apenas o que possa a fantasia
Jogada noutro rude emaranhado,
Meu tempo se mostrara desvairado
E sei do quanto busco noutro rumo
E mesmo os meus enganos logo assumo.
A ALMA FLUTUA
A ALMA FLUTUA
Neste silêncio audaz tão envolvente
Rebrilhas sob os raios desta lua,
A camisola branca transparente,
Nesta seminudez alma flutua...
E te desejo mais e mais querida...
Os teus cabelos soltos, sonho insano,
Depois de ter sonhado toda a vida,
Agora no teu corpo sem engano...
A boca que me molha e me tortura
Deixando um belo rastro de prazer...
Cavalgo nosso amor, tanta fartura
Dos gozos e delírios vou colher...
E mostras quando dormes, num sorriso,
A glória de viver no paraíso!
Neste silêncio audaz tão envolvente
Rebrilhas sob os raios desta lua,
A camisola branca transparente,
Nesta seminudez alma flutua...
E te desejo mais e mais querida...
Os teus cabelos soltos, sonho insano,
Depois de ter sonhado toda a vida,
Agora no teu corpo sem engano...
A boca que me molha e me tortura
Deixando um belo rastro de prazer...
Cavalgo nosso amor, tanta fartura
Dos gozos e delírios vou colher...
E mostras quando dormes, num sorriso,
A glória de viver no paraíso!
AINDA TE AMO
AINDA TE AMO
De toda essa vontade de te ter
Tão pouco me restou, só a saudade.
Que cisma a cada instante renascer
E destruir qualquer felicidade...
Fomos tão eternos, mas morremos,
Da triste solidão, que vivo agora.
Talvez, noutros braços, buscaremos
O brilho e o prazer que a vida implora...
Vazio, um sentimento me domina,
O canto que cantava se perdeu...
A lágrima caindo, cristalina,
Em rubra solidão se converteu...
Porém num grito amargo te reclamo.
E saibas meu amor, eu inda te amo!
De toda essa vontade de te ter
Tão pouco me restou, só a saudade.
Que cisma a cada instante renascer
E destruir qualquer felicidade...
Fomos tão eternos, mas morremos,
Da triste solidão, que vivo agora.
Talvez, noutros braços, buscaremos
O brilho e o prazer que a vida implora...
Vazio, um sentimento me domina,
O canto que cantava se perdeu...
A lágrima caindo, cristalina,
Em rubra solidão se converteu...
Porém num grito amargo te reclamo.
E saibas meu amor, eu inda te amo!
SEM OS OLHOS TEUS
SEM OS OLHOS TEUS
Como farei sem ter os olhos teus?
As trilhas que percorro, tão nubladas,
Envoltas nestas trevas, negros breus,
Por medos e torturas assombradas,
Começam, de repente, a renascer...
Sem teus braços, as pernas que vacilam,
Nos passos que esqueci como aprender.
As dores que em minha alma se perfilam...
Os medos que ressurgem bem mais fortes...
A fria solidão já mostra as caras.
Das cicatrizes brotam novos cortes,
Formando dentro da alma mil escaras...
Amada me responda, por favor,
O que farei da vida, sem amor!
Como farei sem ter os olhos teus?
As trilhas que percorro, tão nubladas,
Envoltas nestas trevas, negros breus,
Por medos e torturas assombradas,
Começam, de repente, a renascer...
Sem teus braços, as pernas que vacilam,
Nos passos que esqueci como aprender.
As dores que em minha alma se perfilam...
Os medos que ressurgem bem mais fortes...
A fria solidão já mostra as caras.
Das cicatrizes brotam novos cortes,
Formando dentro da alma mil escaras...
Amada me responda, por favor,
O que farei da vida, sem amor!
MAIOR QUE O SENTIMENTO
MAIOR QUE O SENTIMENTO
Não há nada no mundo meu amor,
Maior que o sentimento que me traz.
A vida se renova no sabor
Que só um grande amor é bem capaz...
Vivendo simplesmente só por ti...
Sem ter um pensamento que não seja
De ter eternamente o que vivi
É tudo que minha alma já deseja...
Assim nem sinto o frio, nem o medo...
A noite se transcorre em pleno gozo.
Entrego meu amor, não tem segredo,
De tudo que vivemos, orgulhoso.
Eu tenho tanto amor, tanto querer...
E digo, eu nunca mais vou te esquecer...
Não há nada no mundo meu amor,
Maior que o sentimento que me traz.
A vida se renova no sabor
Que só um grande amor é bem capaz...
Vivendo simplesmente só por ti...
Sem ter um pensamento que não seja
De ter eternamente o que vivi
É tudo que minha alma já deseja...
Assim nem sinto o frio, nem o medo...
A noite se transcorre em pleno gozo.
Entrego meu amor, não tem segredo,
De tudo que vivemos, orgulhoso.
Eu tenho tanto amor, tanto querer...
E digo, eu nunca mais vou te esquecer...
A ROSA
A ROSA
A rosa que trouxeste em pensamento
Vibrando como a flor mais desejada.
Sabendo que viver cada momento
É ser por toda a vida mais amada...
Aromas que procuro em cada flor,
Recendem nesta rosa em meu jardim.
Mostrando que a beleza deste amor
Ressurge de repente sempre, enfim...
Eu quero este perfume que exalavas
Nas horas mais divinas minha rosa...
Vulcânicas delícias, tantas lavas,
Abriam tuas pétalas, vaidosa...
Mas sinto que perdi os meus caminhos,
Nas garras tão cruéis dos teus espinhos...
A rosa que trouxeste em pensamento
Vibrando como a flor mais desejada.
Sabendo que viver cada momento
É ser por toda a vida mais amada...
Aromas que procuro em cada flor,
Recendem nesta rosa em meu jardim.
Mostrando que a beleza deste amor
Ressurge de repente sempre, enfim...
Eu quero este perfume que exalavas
Nas horas mais divinas minha rosa...
Vulcânicas delícias, tantas lavas,
Abriam tuas pétalas, vaidosa...
Mas sinto que perdi os meus caminhos,
Nas garras tão cruéis dos teus espinhos...
ALMAS GEMINADAS
ALMAS GEMINADAS
Quando te pressenti, no mesmo instante,
A vida em multicores renasceu...
Vivendo, dos amores, tão distante,
Percebo a claridade em pleno breu...
No primeiro momento, te garanto,
Já percebera a força da promessa
De terminar enfim, todo o meu pranto,
Amor que me avassala se confessa...
Inebriado, tonto, em desatino,
Passei a te buscar sem ter sossego...
Sentia que talvez o meu destino
Pudesse te encontrar, com todo apego...
Vejo que estava certo minha amada...
Minha alma de tua alma geminada...
Quando te pressenti, no mesmo instante,
A vida em multicores renasceu...
Vivendo, dos amores, tão distante,
Percebo a claridade em pleno breu...
No primeiro momento, te garanto,
Já percebera a força da promessa
De terminar enfim, todo o meu pranto,
Amor que me avassala se confessa...
Inebriado, tonto, em desatino,
Passei a te buscar sem ter sossego...
Sentia que talvez o meu destino
Pudesse te encontrar, com todo apego...
Vejo que estava certo minha amada...
Minha alma de tua alma geminada...
TE QUERO
TE QUERO
Te quero e não duvides minha amada,
Se sonho com teus braços todo dia...
Queimando –me na brasa que emanada
De teu corpo, promete essa magia...
Amor que me tortura e que me acalma,
Vivemos nossos sonhos mais bonitos.
Amor que penetrando por minha alma
Transforma teu prazer em nossos ritos...
Amor que não pergunta nem pergunto
Invade simplesmente qual posseiro...
Amar que traz saudade, mesmo junto.
Rebrilha em nossos olhos, qual luzeiro...
Te quero, não duvides meu amor...
Carrego-te em meu peito aonde eu for...
Te quero e não duvides minha amada,
Se sonho com teus braços todo dia...
Queimando –me na brasa que emanada
De teu corpo, promete essa magia...
Amor que me tortura e que me acalma,
Vivemos nossos sonhos mais bonitos.
Amor que penetrando por minha alma
Transforma teu prazer em nossos ritos...
Amor que não pergunta nem pergunto
Invade simplesmente qual posseiro...
Amar que traz saudade, mesmo junto.
Rebrilha em nossos olhos, qual luzeiro...
Te quero, não duvides meu amor...
Carrego-te em meu peito aonde eu for...
SENTIR O TEU PRAZER
SENTIR O TEU PRAZER
Ah! Como eu te queria agora, amor...
Poder estar contigo junto a mim,
Sentir o teu prazer, o teu calor...
E tudo o que mereço, creio, enfim...
Poder cariciar teu corpo todo,
Beijar tão mansamente a tua boca...
Depois de tanta dor, de tanto engodo,
A vida se promete livre e louca...
Delírios e desejos se completam
Em cada movimento novo brilho...
Amores em prazeres se repletam
E formam nossos sonhos, nosso trilho...
Ah! Como eu te queria aqui, amada...
Entregue, se sabendo desejada...
Ah! Como eu te queria agora, amor...
Poder estar contigo junto a mim,
Sentir o teu prazer, o teu calor...
E tudo o que mereço, creio, enfim...
Poder cariciar teu corpo todo,
Beijar tão mansamente a tua boca...
Depois de tanta dor, de tanto engodo,
A vida se promete livre e louca...
Delírios e desejos se completam
Em cada movimento novo brilho...
Amores em prazeres se repletam
E formam nossos sonhos, nosso trilho...
Ah! Como eu te queria aqui, amada...
Entregue, se sabendo desejada...
LOUCO DELÍRIO
LOUCO DELÍRIO
Viajo por teu corpo lentamente
Buscando em cada poro, meu desejo...
Na tarde que promete ser mais quente
Em cada reentrância dar um beijo...
Teu colo, teu pescoço, nos teus seios,
As mãos tão calejadas desta vida,
Esquecem dos antigos, vãos receios,
E criam fantasia mais querida...
Um artesão divino quem te fez
Pantera, rosa, lua, jóia rara...
Mergulho tantos sonhos de uma vez,
Meu coração enfim já se dispara...
Deparo com meu porto e já me atiro,
No cais pleno em prazer, louco, deliro!!!!
Viajo por teu corpo lentamente
Buscando em cada poro, meu desejo...
Na tarde que promete ser mais quente
Em cada reentrância dar um beijo...
Teu colo, teu pescoço, nos teus seios,
As mãos tão calejadas desta vida,
Esquecem dos antigos, vãos receios,
E criam fantasia mais querida...
Um artesão divino quem te fez
Pantera, rosa, lua, jóia rara...
Mergulho tantos sonhos de uma vez,
Meu coração enfim já se dispara...
Deparo com meu porto e já me atiro,
No cais pleno em prazer, louco, deliro!!!!
TUAS PÉTALAS
TUAS PÉTALAS
Lambendo tuas pétalas, ó rosa,
Aos poucos descobrindo teus anseios.
Espinhos escondidos, tudo aflora,
Na mansidão suave sem receios...
Nas hastes, no botão, no teu perfume,
Sabendo transformar tudo em prazer;
Fazendo deste sonho um bom costume,
Renova teu frescor, amanhecer...
O sol queimando lento te enlanguesce
E deitas tuas pétalas serena.
Um anjo disfarçado aos poucos desce
E entranha teu aroma em vida plena...
A rosa desejosa, vai se abrindo,
E o orvalho delicado, vem surgindo...
Lambendo tuas pétalas, ó rosa,
Aos poucos descobrindo teus anseios.
Espinhos escondidos, tudo aflora,
Na mansidão suave sem receios...
Nas hastes, no botão, no teu perfume,
Sabendo transformar tudo em prazer;
Fazendo deste sonho um bom costume,
Renova teu frescor, amanhecer...
O sol queimando lento te enlanguesce
E deitas tuas pétalas serena.
Um anjo disfarçado aos poucos desce
E entranha teu aroma em vida plena...
A rosa desejosa, vai se abrindo,
E o orvalho delicado, vem surgindo...
NOCIVO E SALVADOR
NOCIVO E SALVADOR
Nesse amor que sonhamos para nós,
Nocivo e delicado, salvador.
Atamos, desatamos tantos nós
Que tecem nossas teias, nosso amor...
Pois quando te procuro não duvide
Que a noite se anuncia toda nossa.
Amor quando em amor tudo decide
Entranha se deseja e já se empoça.
Vasculho cada canto e cada encanto,
Desejo teu amor sem penitência
Na pura entrega mansa sem espanto.
Mistura de carinho, impaciência...
A noite vai passando sem saber,
Nestas mágicas rédeas do prazer...
Nesse amor que sonhamos para nós,
Nocivo e delicado, salvador.
Atamos, desatamos tantos nós
Que tecem nossas teias, nosso amor...
Pois quando te procuro não duvide
Que a noite se anuncia toda nossa.
Amor quando em amor tudo decide
Entranha se deseja e já se empoça.
Vasculho cada canto e cada encanto,
Desejo teu amor sem penitência
Na pura entrega mansa sem espanto.
Mistura de carinho, impaciência...
A noite vai passando sem saber,
Nestas mágicas rédeas do prazer...
UM DOCE BEIJO
UM DOCE BEIJO
Sentindo estes teus lábios me roçando
No toque de carinho e de desejo,
Aos poucos mil viagens sussurrando
A língua delicada em doce beijo...
Estar mais atrevido e te sonhar,
Aos poucos desnudar –te calmamente,
Tantas palavras loucas, murmurar,
Numa explosão de cores, de repente...
Pedindo que não mais a noite acabe,
Sonhando o que acordado já é sonho.
De tanto amor fizemos que não cabe
Mas mesmo assim, em sonho te proponho,
E a vida se renova em cada dia,
Vivendo deste amor, em fantasia..
Sentindo estes teus lábios me roçando
No toque de carinho e de desejo,
Aos poucos mil viagens sussurrando
A língua delicada em doce beijo...
Estar mais atrevido e te sonhar,
Aos poucos desnudar –te calmamente,
Tantas palavras loucas, murmurar,
Numa explosão de cores, de repente...
Pedindo que não mais a noite acabe,
Sonhando o que acordado já é sonho.
De tanto amor fizemos que não cabe
Mas mesmo assim, em sonho te proponho,
E a vida se renova em cada dia,
Vivendo deste amor, em fantasia..
NIRVANA
NIRVANA
Nosso corpo doído em nossa cama
Nossa chama que queima, nessa brasa,
A vida que se passa não reclama
Amada te desejo amor que abrasa
E rola de prazer sem ter segredos,
A mão que acaricia, tu desejas.
Os olhos te vasculham, mansos, ledos,
Por todas tuas bocas, tu me beijas...
E mansa, se declina pro meu lado,
Sorrindo do cansaço do depois.
Vivendo nesse sonho mais amado,
A noite que sonhamos prá nós dois...
Sentidos desmaiados, eu descanso
Depois que este Nirvana nosso, alcanço...
Nosso corpo doído em nossa cama
Nossa chama que queima, nessa brasa,
A vida que se passa não reclama
Amada te desejo amor que abrasa
E rola de prazer sem ter segredos,
A mão que acaricia, tu desejas.
Os olhos te vasculham, mansos, ledos,
Por todas tuas bocas, tu me beijas...
E mansa, se declina pro meu lado,
Sorrindo do cansaço do depois.
Vivendo nesse sonho mais amado,
A noite que sonhamos prá nós dois...
Sentidos desmaiados, eu descanso
Depois que este Nirvana nosso, alcanço...
domingo, 6 de novembro de 2011
NOSSOS BEIJOS
No beijo que trocamos, pensamentos..
Molhado, sedutor, tão furioso,
Desejos descobrindo violentos
Explodem no carinho mais fogoso...
Desperta calmamente a emoção
Contida, que se esconde em nossa mente,
Depois de tanto tempo em solidão,
O beijo que sonhamos a dor, desmente.
Queimando nossa brasa verte chama
Que invade todo o mundo de prazer,
Os corpos se procuram nessa cama,
Vontade de gritar e de morrer...
Morrer nestes teus braços já diviso
Entrada do sonhado paraíso!
Molhado, sedutor, tão furioso,
Desejos descobrindo violentos
Explodem no carinho mais fogoso...
Desperta calmamente a emoção
Contida, que se esconde em nossa mente,
Depois de tanto tempo em solidão,
O beijo que sonhamos a dor, desmente.
Queimando nossa brasa verte chama
Que invade todo o mundo de prazer,
Os corpos se procuram nessa cama,
Vontade de gritar e de morrer...
Morrer nestes teus braços já diviso
Entrada do sonhado paraíso!
ENCANTO COM TEU CANTO SOL FIGUEIREDO e marcos loures
ENCANTO COM TEU CANTO
SOL FIGUEIREDO e marcos loures
Em ti quero assim me espelhar,
Trazendo um amor de verdade,
Será sim com total liberdade,
Sentimento tão puro a espalhar!
De certo, que tu estás bem longe,
Mesmo com toda dificuldade,
Te quero hoje e na eternidade,
Sem qualquer dúvida no que tange!
Amor para toda uma vida,
Por ti ficar enfim tão perdida,
De prazer de estar só contigo!
São tantas coisas para te dizer,
Com palavras e versos a escrever,
Sou feliz por estar bem, amigo!
Sol Figueiredo
Ouvindo a tua voz eu me apascento
E tanto que sofrera em rude vida
Ao ver a minha sorte já perdida
Jogada sem sentido ao forte vento,
Assim quando me entranha o pensamento
A luta noutra face desmedida
O canto que deveras se lapida
Expressa o quanto tente o sentimento,
Restauro os meus caminhos pós as quedas
E quando noutro passo ora enveredas
Marcantes ilusões ditando o sonho,
De fato o que pudesse ser além
Ainda na verdade o canto tem
Moldando o quanto quero e te proponho...
SOL FIGUEIREDO e marcos loures
Em ti quero assim me espelhar,
Trazendo um amor de verdade,
Será sim com total liberdade,
Sentimento tão puro a espalhar!
De certo, que tu estás bem longe,
Mesmo com toda dificuldade,
Te quero hoje e na eternidade,
Sem qualquer dúvida no que tange!
Amor para toda uma vida,
Por ti ficar enfim tão perdida,
De prazer de estar só contigo!
São tantas coisas para te dizer,
Com palavras e versos a escrever,
Sou feliz por estar bem, amigo!
Sol Figueiredo
Ouvindo a tua voz eu me apascento
E tanto que sofrera em rude vida
Ao ver a minha sorte já perdida
Jogada sem sentido ao forte vento,
Assim quando me entranha o pensamento
A luta noutra face desmedida
O canto que deveras se lapida
Expressa o quanto tente o sentimento,
Restauro os meus caminhos pós as quedas
E quando noutro passo ora enveredas
Marcantes ilusões ditando o sonho,
De fato o que pudesse ser além
Ainda na verdade o canto tem
Moldando o quanto quero e te proponho...
LUTAS TOSCAS
O mundo sem sentir o quanto tenha
Depois de lutas toscas e vazias
Aonde na verdade me trarias
A sorte que desejo, mais ferrenha,
A vida com certeza não contenha
As tramas mais sutis, mesmo sombrias,
E galgue muito além das fantasias
O quanto se propôs e nos convenha,
Restauro os meus momentos mais difíceis
Atravessando céus balas e mísseis
Vacilo entre o que possa ou não haver,
E quando se fizera mais explícito
O sonho se moldara quase ilícito
Seguindo o seu caminho ao bel prazer.
Depois de lutas toscas e vazias
Aonde na verdade me trarias
A sorte que desejo, mais ferrenha,
A vida com certeza não contenha
As tramas mais sutis, mesmo sombrias,
E galgue muito além das fantasias
O quanto se propôs e nos convenha,
Restauro os meus momentos mais difíceis
Atravessando céus balas e mísseis
Vacilo entre o que possa ou não haver,
E quando se fizera mais explícito
O sonho se moldara quase ilícito
Seguindo o seu caminho ao bel prazer.
TEU CANTO ME ENCANTA! SOL FIGUEIREDO e marcos loures
TEU CANTO ME ENCANTA! SOL FIGUEIREDO e marcos loures
Em teu canto tu falaste em amor,
Mesmo em simples palavras te digo,
Ninguém te ama mais que eu, amigo,
Seja lá do jeito qualquer que for!
Antes que amanhecesse esse dia,
Tu estavas em meu pensamento,
Sinto-te em mim a todo momento,
Quero-te aqui, em minha companhia!
Sonho o teu sonho, com total prazer,
Fazer tudo para ficar contigo,
Grita alto que sou teu bem querer!
Faz de mim teu ancoradouro,
Que seja então teu doce abrigo,
Não negue esse amor que vale ouro!
Sol Figueiredo
Encanta-me saber do quanto um canto
Que possa transmitir tranquilidade
Expressa a mais sublime claridade
E nisto se vencesse algum quebranto,
O amor que se fizera neste tanto
Aonde se anuncia e sempre agrade
Ao todo que traduza a liberdade
Que a cada novo verso eu adianto,
Ecoa mais distante esta certeza
Da rara maravilha em tal beleza
Sintonizando em claras sintonias,
E sei do quanto possa num segundo
Vagar porquanto quero e assim me inundo
Do verso que deveras tu trarias...
Em teu canto tu falaste em amor,
Mesmo em simples palavras te digo,
Ninguém te ama mais que eu, amigo,
Seja lá do jeito qualquer que for!
Antes que amanhecesse esse dia,
Tu estavas em meu pensamento,
Sinto-te em mim a todo momento,
Quero-te aqui, em minha companhia!
Sonho o teu sonho, com total prazer,
Fazer tudo para ficar contigo,
Grita alto que sou teu bem querer!
Faz de mim teu ancoradouro,
Que seja então teu doce abrigo,
Não negue esse amor que vale ouro!
Sol Figueiredo
Encanta-me saber do quanto um canto
Que possa transmitir tranquilidade
Expressa a mais sublime claridade
E nisto se vencesse algum quebranto,
O amor que se fizera neste tanto
Aonde se anuncia e sempre agrade
Ao todo que traduza a liberdade
Que a cada novo verso eu adianto,
Ecoa mais distante esta certeza
Da rara maravilha em tal beleza
Sintonizando em claras sintonias,
E sei do quanto possa num segundo
Vagar porquanto quero e assim me inundo
Do verso que deveras tu trarias...
RONDA
Não quero simplesmente o mesmo engano
Que tanto nos fizera perceber
A tétrica expressão do desprazer
Mudando a direção de cada plano,
O mundo que se pense soberano
A sorte noutro tanto a se perder,
O canto num silêncio sem poder
Marcar o que não seja tão insano,
Quando orgulhosamente a mente ronda
E sigo o maremoto em qualquer onda,
Afundo meus anseios nesta vaga,
Certezas de que o mar se apresentasse
Maior que todo sonho ou desenlace
Enquanto a minha sorte em vão se apaga...
Que tanto nos fizera perceber
A tétrica expressão do desprazer
Mudando a direção de cada plano,
O mundo que se pense soberano
A sorte noutro tanto a se perder,
O canto num silêncio sem poder
Marcar o que não seja tão insano,
Quando orgulhosamente a mente ronda
E sigo o maremoto em qualquer onda,
Afundo meus anseios nesta vaga,
Certezas de que o mar se apresentasse
Maior que todo sonho ou desenlace
Enquanto a minha sorte em vão se apaga...
PEDAÇOS DO QUE FUI
Mergulho nos vazios que deixaste
Enquanto a casa cai, nada mais vejo,
Sequer a menor sombra de um desejo
A vida traz em si tanto contraste,
E sei que na verdade mal notaste
O tempo sem sentido, em tanto pejo,
Vagando sem saber qual novo ensejo
Pudesse transformar o quanto baste,
O verso se transforma na navalha,
A farpa se entranhando e se batalha
Apenas por um resto, este retalho,
O corte na garganta a fome e a fúria,
O tempo se desvenda e sem lamúria
Pedaços do que fui ao longe espalho...
Enquanto a casa cai, nada mais vejo,
Sequer a menor sombra de um desejo
A vida traz em si tanto contraste,
E sei que na verdade mal notaste
O tempo sem sentido, em tanto pejo,
Vagando sem saber qual novo ensejo
Pudesse transformar o quanto baste,
O verso se transforma na navalha,
A farpa se entranhando e se batalha
Apenas por um resto, este retalho,
O corte na garganta a fome e a fúria,
O tempo se desvenda e sem lamúria
Pedaços do que fui ao longe espalho...
TU RETIRAS
O prazo determina o fim do jogo
E o vento assola quanto poderia
Viver a mais diversa sintonia
Ou mesmo me perder em pleno fogo,
O quanto se tentara inutilmente
Depois do que pudera ser diverso
Ainda quando além do sonho eu verso
A vida sem sentido não desmente,
Ocasionando quedas, altos prédios,
Incendiando tudo o que se vê
A sorte não traduz algum porque,
Nem mesmo me trouxesse além dos tédios
Assédios entre enganos e mentiras
E o que restou do sonho, tu retiras...
E o vento assola quanto poderia
Viver a mais diversa sintonia
Ou mesmo me perder em pleno fogo,
O quanto se tentara inutilmente
Depois do que pudera ser diverso
Ainda quando além do sonho eu verso
A vida sem sentido não desmente,
Ocasionando quedas, altos prédios,
Incendiando tudo o que se vê
A sorte não traduz algum porque,
Nem mesmo me trouxesse além dos tédios
Assédios entre enganos e mentiras
E o que restou do sonho, tu retiras...
PERPLEXO
Já não me caberia mais falar de um tempo
Diverso do que tanto desejei,
Apontando deveras nova grei
Vencido no caminho, um contratempo,
Pisando em tantos cacos, vidros, corte,
A vida se fizera de tal forma
Que quando se deseja além da norma,
Apenas o vazio nos comporte,
Vagando entre as estrelas, pensamento,
Trouxesse esta lembrança que alimenta
Uma alma muito além da vã tormenta
E nisto outro cenário sempre tento,
Beijando tua boca, seios, sexo,
Por vezes tresloucado, até perplexo...
Diverso do que tanto desejei,
Apontando deveras nova grei
Vencido no caminho, um contratempo,
Pisando em tantos cacos, vidros, corte,
A vida se fizera de tal forma
Que quando se deseja além da norma,
Apenas o vazio nos comporte,
Vagando entre as estrelas, pensamento,
Trouxesse esta lembrança que alimenta
Uma alma muito além da vã tormenta
E nisto outro cenário sempre tento,
Beijando tua boca, seios, sexo,
Por vezes tresloucado, até perplexo...
DURAS CAMINHADAS
Nas duras caminhadas pela vida
Às vezes pedregulhos urze, espinho
Porém quando se mostra mais querida
A mão onde perfeito amor aninho,
Sabendo preparar uma saída
Não deixa um caminhante andar sozinho.
Nos laços bem mais firmes da amizade
Enfrento qualquer dor em tempestade...
Às vezes pedregulhos urze, espinho
Porém quando se mostra mais querida
A mão onde perfeito amor aninho,
Sabendo preparar uma saída
Não deixa um caminhante andar sozinho.
Nos laços bem mais firmes da amizade
Enfrento qualquer dor em tempestade...
NOSSOS CANTOS
Somando os nossos cantos, liberdade,
Decifrando hieróglifos, sinais.
Partilhas que prometem claridade,
Espelhos de outros tempos, divinais.
A voz de um cantador, a Terra invade,
Nos versos tão sonoros, magistrais,
O Pai ao encontrar felicidade,
No enlevo dos suaves madrigais
Transborda em sol imenso, esta alvorada,
Aurora dos vestais, bardos poetas.
Nas mãos, tintas serenas e diletas
Profética alegria anunciada
Visão inesquecível doce e terna,
Tornando a poesia; enfim, Eterna...
Decifrando hieróglifos, sinais.
Partilhas que prometem claridade,
Espelhos de outros tempos, divinais.
A voz de um cantador, a Terra invade,
Nos versos tão sonoros, magistrais,
O Pai ao encontrar felicidade,
No enlevo dos suaves madrigais
Transborda em sol imenso, esta alvorada,
Aurora dos vestais, bardos poetas.
Nas mãos, tintas serenas e diletas
Profética alegria anunciada
Visão inesquecível doce e terna,
Tornando a poesia; enfim, Eterna...
Os olhos da menina
Os olhos da menina
Falar destas noites passadas, em meio a tantas tempestades sem futuro, sem esperanças...
Vivíamos o pesadelo do não ter ou do que é pior, perder-se o que tem...
Não tínhamos sequer expectativas de mudanças, a noite parecia interminável e arrogantemente interminável...
De repente, uma luz acende no final do túnel, difícil e policrômica, mas uma luz.
No prisma passamos do breu noturno para a claridade do dia, mesmo que, como disse antes, difícil e rancorosa.
A menina dos olhos ou os olhos da menina, brilham e pedem por um novo dia, mais claro e mais iluminado.
Acontece que, a noite ameaça o retorno e, pior, um retorno tempestuoso e nublado. Os raios e relâmpagos anunciam a tempestade que poderá vir, para desespero da menina com os dentes apodrecidos e o sorriso esperançoso..
É meu dever, creio que de todos os que podem evitar que a nossa gente retorne aos dias sombrios deste inverno longo e doloroso.
A menina dos olhos e os olhos da menina agradecem o verde da esperança e o canto de alegria que vem do sertão...
Falar destas noites passadas, em meio a tantas tempestades sem futuro, sem esperanças...
Vivíamos o pesadelo do não ter ou do que é pior, perder-se o que tem...
Não tínhamos sequer expectativas de mudanças, a noite parecia interminável e arrogantemente interminável...
De repente, uma luz acende no final do túnel, difícil e policrômica, mas uma luz.
No prisma passamos do breu noturno para a claridade do dia, mesmo que, como disse antes, difícil e rancorosa.
A menina dos olhos ou os olhos da menina, brilham e pedem por um novo dia, mais claro e mais iluminado.
Acontece que, a noite ameaça o retorno e, pior, um retorno tempestuoso e nublado. Os raios e relâmpagos anunciam a tempestade que poderá vir, para desespero da menina com os dentes apodrecidos e o sorriso esperançoso..
É meu dever, creio que de todos os que podem evitar que a nossa gente retorne aos dias sombrios deste inverno longo e doloroso.
A menina dos olhos e os olhos da menina agradecem o verde da esperança e o canto de alegria que vem do sertão...
TEMPOS...
Nossos desejos são noturnos hinos.
Pérolas negras, dois fantasmas... Treva...
E, com certeza, a misturar desatinos,
Por mais calor que parecer, já neva.
As labaredas, olhos, dentes finos.
Por mais que nunca fomos, vil caterva
Amaldiçoa, marca e cospe. Tinos
Perdidos... Rios, bagre, mar, cambeva...
Coxas se entrelaçando, orgasmos vindo...
Espumas do prazer rebentam, praia...
Ausência de temores, tremor... Lindo!
Dois corpos que procuram mesmo espaço
Depois de tantos beijos, mesmo traço.
Nas dúbias sensações tão prazerosas
Vertigens se sucedem, tire a saia...
A dor de misturar espinhos, rosas!
Pérolas negras, dois fantasmas... Treva...
E, com certeza, a misturar desatinos,
Por mais calor que parecer, já neva.
As labaredas, olhos, dentes finos.
Por mais que nunca fomos, vil caterva
Amaldiçoa, marca e cospe. Tinos
Perdidos... Rios, bagre, mar, cambeva...
Coxas se entrelaçando, orgasmos vindo...
Espumas do prazer rebentam, praia...
Ausência de temores, tremor... Lindo!
Dois corpos que procuram mesmo espaço
Depois de tantos beijos, mesmo traço.
Nas dúbias sensações tão prazerosas
Vertigens se sucedem, tire a saia...
A dor de misturar espinhos, rosas!
SEGREDOS...
Marinho segredo
Escondes em ti.
Ledo medo cedo
Tive todo contratempo
Mas prossigo
Com olhos de abandono,
Sono e sonares
Ao soares sonhos
Somos os mesmos...
Agentes e ungidos.
Sementes goradas
Do que se fora
O que não forma
E se deforma
Nas ondas deste mar...
Trago o trago mal dado,
A fumaça engasgada
O gás exalado
A mata queimada
O amor desandado
O dado rolado
E o fim da esperança.
Nebulosamente
Mente
Benevolências
E soluções
Bares e altares
Misturas
De santos e sonsos.
Non sense
Incenso...
Serei o que sou
Serás o que és
Sereias à parte.
Pateticamente fiz meu cobertor
Das ondas do mar...
Agora querida,
Quem vai me afogar?
O amor
O mar
A romã
O aroma?
Só sei que seria
O que não mais sou
Restou o silicato
O sindicato
O desacato
Que me fez grão
Sem semente,
Sem mente
Serpente...
Na areia infecunda...
Escondes em ti.
Ledo medo cedo
Tive todo contratempo
Mas prossigo
Com olhos de abandono,
Sono e sonares
Ao soares sonhos
Somos os mesmos...
Agentes e ungidos.
Sementes goradas
Do que se fora
O que não forma
E se deforma
Nas ondas deste mar...
Trago o trago mal dado,
A fumaça engasgada
O gás exalado
A mata queimada
O amor desandado
O dado rolado
E o fim da esperança.
Nebulosamente
Mente
Benevolências
E soluções
Bares e altares
Misturas
De santos e sonsos.
Non sense
Incenso...
Serei o que sou
Serás o que és
Sereias à parte.
Pateticamente fiz meu cobertor
Das ondas do mar...
Agora querida,
Quem vai me afogar?
O amor
O mar
A romã
O aroma?
Só sei que seria
O que não mais sou
Restou o silicato
O sindicato
O desacato
Que me fez grão
Sem semente,
Sem mente
Serpente...
Na areia infecunda...
OS SEGREDOS DO AMOR
OS SEGREDOS DO AMOR
Estendo estrelas
Num tapete de sonhos.
Caminhas entre nuvens.
Chuvas, fogaréus...
Brasas, asas,
Sombras.
Teu vestido azul
Rendas
Sedas
Cetins.
Fim de noite
Arcos, barcos
Becos.
Ecos
De nós dois
Pelas vielas
Velas e vigas
Comovidos
Movidos
Ávidos
Vívidos.
Cadê lucidez?
Acidez
Aridez
Cada vez
Mais próximos
Dos últimos
Segredos
Do amor...
Estendo estrelas
Num tapete de sonhos.
Caminhas entre nuvens.
Chuvas, fogaréus...
Brasas, asas,
Sombras.
Teu vestido azul
Rendas
Sedas
Cetins.
Fim de noite
Arcos, barcos
Becos.
Ecos
De nós dois
Pelas vielas
Velas e vigas
Comovidos
Movidos
Ávidos
Vívidos.
Cadê lucidez?
Acidez
Aridez
Cada vez
Mais próximos
Dos últimos
Segredos
Do amor...
OLHOS ATEUS
Minha vida faz sentido,
Somente se for você
Quem, comigo, for viver.
Senão, meu mundo perdido,
Perde todo o colorido.
O azul dos olhos seus,
Que, quem dera, fossem meus,
Seriam a salvação,
Pediria, por perdão,
Esses meus olhos ateus!
Somente se for você
Quem, comigo, for viver.
Senão, meu mundo perdido,
Perde todo o colorido.
O azul dos olhos seus,
Que, quem dera, fossem meus,
Seriam a salvação,
Pediria, por perdão,
Esses meus olhos ateus!
ÁGUA CRISTALINA
A vida te trouxe a sina
De ser água cristalina
De ser bela criatura
De não ter sequer defeito
De viver em tal brandura,
De ser ente perfeito!
Semente dos meus sonhares,
És fruto dos meus pomares,
Amores que não têm fim...
És manto mais delicado,
Pois és sempre o vero sim
Coração apaixonado...
Os olhos são dois brilhantes,
De brilhos raros, constantes,
Orientam meu caminho
Clareiam todo meu rumo,
Mirando-me dão carinho,
Acertam a vida e prumo...
Os olhos desta princesa
Hinos à delicadeza,
Faróis que guiam meu barco
Em meio a tais tempestades,
Se sou seta, são meu arco,
Refletem as claridades...
Olhos distantes, serenos,
De ternura são mais plenos,
Esmeraldinas manhãs,
Solar espelho traduzem,
Sem eles como são vãs,
Meus amores não reluzem...
Os olhos da minha amada,
Auroram na madrugada,
Roubam todo belo astral,
Mergulham claro desejo
No brilho imitam cristal,
Neles, a beleza vejo...
Olhos pacificadores,
Os olhos dos meus amores,
Doce chuva calmaria,
Mansas águas deste lago...
Repetem-me todo dia
Todo esse profundo afago...
Prelúdio de mansidão
Penetram meu coração,
Não deixam nada sem brilho,
Nem me permitem tristeza,
Com eles acerto o trilho,
São os marcos da beleza...
Sonatas tentei compor,
Homenageando amor,
Amor que trazes nos olhos,
As rosas que já colhi,
Carregando em belos molhos,
Nos teus olhos me perdi...
Nas serenatas que faço,
De teus olhos busco o traço,
O canto que quero dar,
Nos caminhos que percorro,
Os raios deste luar,
Sem eles, peço socorro...
A saudade ninguém planta,
Teu olhar já me levanta
Não me deixa nem sonhar.
Prá quê que eu quero o sonhado,
Se o melhor vou encontrar
Estando assim acordado!
Teus olhos deixam felizes
Os olhos destas matizes
Que nunca mais encontrei.
Nem princesa nem rainha,
No meu reinado sem lei,
Meu olhar no teu se aninha...
Olhos verdes desta mata,
Onde derramas cascata
Onde produzem esperas,
Dominando toda flora
Toda fauna e tantas feras,
Sem teu olhar, lua chora...
Olhar hipnotizador,
Refletindo meu amor,
Me deixou sem ter saída,
De que vale todo mundo,
De que vale minha vida,
Sem o teu olhar profundo...
Mas, ontem pensei depressa,
Mudando nossa conversa,
Estava deitado na rede,
Quando pude reparar
Nos olhos da cobra verde,
Encontrei o teu olhar...
Reparei neste momento,
Começou o meu tormento,
Esperei o tempo inteiro
Para poder descansar,
O teu olhar traiçoeiro,
Não me deixa respirar...
Eu não tenho mais saída,
Nada de meu nessa vida,
Nada mais posso fazer,
Estou perdido e não nego,
Te peço pra compreender,
Furei meus olhos, sou cego!
De ser água cristalina
De ser bela criatura
De não ter sequer defeito
De viver em tal brandura,
De ser ente perfeito!
Semente dos meus sonhares,
És fruto dos meus pomares,
Amores que não têm fim...
És manto mais delicado,
Pois és sempre o vero sim
Coração apaixonado...
Os olhos são dois brilhantes,
De brilhos raros, constantes,
Orientam meu caminho
Clareiam todo meu rumo,
Mirando-me dão carinho,
Acertam a vida e prumo...
Os olhos desta princesa
Hinos à delicadeza,
Faróis que guiam meu barco
Em meio a tais tempestades,
Se sou seta, são meu arco,
Refletem as claridades...
Olhos distantes, serenos,
De ternura são mais plenos,
Esmeraldinas manhãs,
Solar espelho traduzem,
Sem eles como são vãs,
Meus amores não reluzem...
Os olhos da minha amada,
Auroram na madrugada,
Roubam todo belo astral,
Mergulham claro desejo
No brilho imitam cristal,
Neles, a beleza vejo...
Olhos pacificadores,
Os olhos dos meus amores,
Doce chuva calmaria,
Mansas águas deste lago...
Repetem-me todo dia
Todo esse profundo afago...
Prelúdio de mansidão
Penetram meu coração,
Não deixam nada sem brilho,
Nem me permitem tristeza,
Com eles acerto o trilho,
São os marcos da beleza...
Sonatas tentei compor,
Homenageando amor,
Amor que trazes nos olhos,
As rosas que já colhi,
Carregando em belos molhos,
Nos teus olhos me perdi...
Nas serenatas que faço,
De teus olhos busco o traço,
O canto que quero dar,
Nos caminhos que percorro,
Os raios deste luar,
Sem eles, peço socorro...
A saudade ninguém planta,
Teu olhar já me levanta
Não me deixa nem sonhar.
Prá quê que eu quero o sonhado,
Se o melhor vou encontrar
Estando assim acordado!
Teus olhos deixam felizes
Os olhos destas matizes
Que nunca mais encontrei.
Nem princesa nem rainha,
No meu reinado sem lei,
Meu olhar no teu se aninha...
Olhos verdes desta mata,
Onde derramas cascata
Onde produzem esperas,
Dominando toda flora
Toda fauna e tantas feras,
Sem teu olhar, lua chora...
Olhar hipnotizador,
Refletindo meu amor,
Me deixou sem ter saída,
De que vale todo mundo,
De que vale minha vida,
Sem o teu olhar profundo...
Mas, ontem pensei depressa,
Mudando nossa conversa,
Estava deitado na rede,
Quando pude reparar
Nos olhos da cobra verde,
Encontrei o teu olhar...
Reparei neste momento,
Começou o meu tormento,
Esperei o tempo inteiro
Para poder descansar,
O teu olhar traiçoeiro,
Não me deixa respirar...
Eu não tenho mais saída,
Nada de meu nessa vida,
Nada mais posso fazer,
Estou perdido e não nego,
Te peço pra compreender,
Furei meus olhos, sou cego!
Amo teus pés.
Amo teus pés.
Pés delicados e metatatarsicamente perfeitos.
Pés que passearam por terras distantes
E testemunharam teus amores
Escondidos algumas vezes
Ou expostos em sacrificantes saltos.
Na ponta dos teus dedos equilibristas
Teus dias que se foram
E as promessas dos que virão.
Obviamente amo-te inteira,
Seios, boca, pernas, coxas
E bunda magnífica.
Mas os teus pés...
Não que eu seja podólatra.
Não, não sou.
Aliás nunca reparei
Em unha bem feita
Em desfeita à dona dos pés.
Não amo os teus pés pelo formato
E nem pelo perfume mantido
Suave à duras penas.
Nem pelos esmaltes
Ou cutículas.
Isso não.
Mas tão somente pelos castelos
De areia e terremotos
Dos quais eles participaram
Silenciosamente.
Pés delicados e metatatarsicamente perfeitos.
Pés que passearam por terras distantes
E testemunharam teus amores
Escondidos algumas vezes
Ou expostos em sacrificantes saltos.
Na ponta dos teus dedos equilibristas
Teus dias que se foram
E as promessas dos que virão.
Obviamente amo-te inteira,
Seios, boca, pernas, coxas
E bunda magnífica.
Mas os teus pés...
Não que eu seja podólatra.
Não, não sou.
Aliás nunca reparei
Em unha bem feita
Em desfeita à dona dos pés.
Não amo os teus pés pelo formato
E nem pelo perfume mantido
Suave à duras penas.
Nem pelos esmaltes
Ou cutículas.
Isso não.
Mas tão somente pelos castelos
De areia e terremotos
Dos quais eles participaram
Silenciosamente.
06/11
Sentindo mansamente os teus carinhos
Depois de tanto tempo em solidão
A sorte se moldando desde então
E nisto sei das dores entre espinhos,
Os dias são deveras mais mesquinhos
E sei das noites frias que virão
Tocando com terror esta ilusão
Gerada por momentos vãos, daninhos.
Apresentando enfim a minha face
Que tanto na verdade se moldasse
Diversamente e nada mais veria
Somente o que pudesse noutro rumo
E bebo do fantasma que resumo
Ousando ter diversa sincronia.
2
Renova-se no peito esta loucura
Gerada pela insânia de um momento
E quando me pergunto ou mesmo tento
A vida sem sentido me tortura.
Restando muito pouco, esta amargura
Traduz o mais diverso sofrimento
E quantas vezes; ledo sentimento
Transcende ao que fato se procura.
Não tive e nem teria a menor chance
Sabendo do vazio que me alcance
Restando muito pouco ou quase nada.
A sorte tantas vezes enganada
A vida noutro passo não avance
Jamais receberá clara alvorada.
Sentindo mansamente os teus carinhos
Depois de tanto tempo em solidão
A sorte se moldando desde então
E nisto sei das dores entre espinhos,
Os dias são deveras mais mesquinhos
E sei das noites frias que virão
Tocando com terror esta ilusão
Gerada por momentos vãos, daninhos.
Apresentando enfim a minha face
Que tanto na verdade se moldasse
Diversamente e nada mais veria
Somente o que pudesse noutro rumo
E bebo do fantasma que resumo
Ousando ter diversa sincronia.
2
Renova-se no peito esta loucura
Gerada pela insânia de um momento
E quando me pergunto ou mesmo tento
A vida sem sentido me tortura.
Restando muito pouco, esta amargura
Traduz o mais diverso sofrimento
E quantas vezes; ledo sentimento
Transcende ao que fato se procura.
Não tive e nem teria a menor chance
Sabendo do vazio que me alcance
Restando muito pouco ou quase nada.
A sorte tantas vezes enganada
A vida noutro passo não avance
Jamais receberá clara alvorada.
OS OLHOS DA PANTERA
Os olhos da pantera
Num brilho incomparável
Aguçam os sentidos
Verdejam esperanças.
Esmeraldas
Que recolho a cada novo dia.
Um Eldorado inesgotável...
Num brilho incomparável
Aguçam os sentidos
Verdejam esperanças.
Esmeraldas
Que recolho a cada novo dia.
Um Eldorado inesgotável...
OLHOS...
Olhos
Faróis
Nos
Quais
Girassóis
Os meus se perderam.
Num trilho
Que encontro
Total maravilha
Que trilha
Esperanças
E traz alegrias
Menina dos olhos
Menina morena
Amor sem abrolhos
Sempre vale a pena.
De longe se acena
Os olhos de quem
Na luz que é tão plena
Reflete meu bem...
Faróis
Nos
Quais
Girassóis
Os meus se perderam.
Num trilho
Que encontro
Total maravilha
Que trilha
Esperanças
E traz alegrias
Menina dos olhos
Menina morena
Amor sem abrolhos
Sempre vale a pena.
De longe se acena
Os olhos de quem
Na luz que é tão plena
Reflete meu bem...
OTIMISMO
O pessimista vê a dificuldade em cada oportunidade; o otimista, a oportunidade em cada dificuldade. Albert Flanders
Cada vez que procuras pelo sol
Esqueces deste brilho que há em ti.
Por tantas violências que sofri,
Nunca deixei de crer em um farol.
O brilho das estrelas te magoa,
Pois achas que jamais verás a lua.
Pois saibas nossa vida continua
Embora o nosso canto vá à toa...
Não creia nas quimeras nem nas dores,
Um dia, ao perceber, estás curada.
Depois de tanta dor o quase nada
Assim como também falsos amores...
O vento da mudança sempre vem
Trazendo nossas vidas mais serenas.
As chuvas que virão, bem mais amenas.
Depois de tanto tempo sem ninguém
Tu verás que jamais andou sozinha,
Procura a companhia que precisas
Em meio a tantas luzes imprecisas
Saberás que em teu reino és a rainha.
Nasceste só, assim tu morrerás,
Nasceste nua assim irás ao céu.
A roupa que tu vestes, simples véu,
A tua alma jamais a vestirá!
Te falo desse amor que sempre faz
Da vida uma seara de esperança.
A mão que traz a seta e traz a lança
Depois de tanta guerra pede paz...
Não queiras as riquezas mais profanas
Nem mesmo quem bajule e que te agrade.
Te perderás nas travas desta grade.
Não se esqueça, na terra és soberana!
O temor interposto com a sorte
Não permite que renasça o belo dia.
Entretanto, conheça a fantasia,
Ela ameniza a dor do duro corte.
Não sigas as saudades pois morreram,
Beije-as como se fossem um retrato,
A vida nunca volta, isso é um fato.
As horas que se foram, se perderam...
Mas saiba que a manhã sempre retorna
E traz uma certeza que não falha.
Por mais que seja dura essa batalha
No fim de tudo o louro sempre adorna
Pois és vitoriosa, minha amiga
O fato de existires nos gloria
Sem ti a nossa vida é sempre fria
Da humanidade inteira és uma liga
E sem a qual jamais serei feliz,
Das tristezas escrevas teu futuro
Todo lume precisa que esse escuro
Venha, senão cadê a diretriz?
Toda dificuldade traz ensino
Mas aprender nem sempre vem sem dor.
Do barro, sem sentido e por amor,
Fomos feitos num sonho mais divino!
Cada vez que procuras pelo sol
Esqueces deste brilho que há em ti.
Por tantas violências que sofri,
Nunca deixei de crer em um farol.
O brilho das estrelas te magoa,
Pois achas que jamais verás a lua.
Pois saibas nossa vida continua
Embora o nosso canto vá à toa...
Não creia nas quimeras nem nas dores,
Um dia, ao perceber, estás curada.
Depois de tanta dor o quase nada
Assim como também falsos amores...
O vento da mudança sempre vem
Trazendo nossas vidas mais serenas.
As chuvas que virão, bem mais amenas.
Depois de tanto tempo sem ninguém
Tu verás que jamais andou sozinha,
Procura a companhia que precisas
Em meio a tantas luzes imprecisas
Saberás que em teu reino és a rainha.
Nasceste só, assim tu morrerás,
Nasceste nua assim irás ao céu.
A roupa que tu vestes, simples véu,
A tua alma jamais a vestirá!
Te falo desse amor que sempre faz
Da vida uma seara de esperança.
A mão que traz a seta e traz a lança
Depois de tanta guerra pede paz...
Não queiras as riquezas mais profanas
Nem mesmo quem bajule e que te agrade.
Te perderás nas travas desta grade.
Não se esqueça, na terra és soberana!
O temor interposto com a sorte
Não permite que renasça o belo dia.
Entretanto, conheça a fantasia,
Ela ameniza a dor do duro corte.
Não sigas as saudades pois morreram,
Beije-as como se fossem um retrato,
A vida nunca volta, isso é um fato.
As horas que se foram, se perderam...
Mas saiba que a manhã sempre retorna
E traz uma certeza que não falha.
Por mais que seja dura essa batalha
No fim de tudo o louro sempre adorna
Pois és vitoriosa, minha amiga
O fato de existires nos gloria
Sem ti a nossa vida é sempre fria
Da humanidade inteira és uma liga
E sem a qual jamais serei feliz,
Das tristezas escrevas teu futuro
Todo lume precisa que esse escuro
Venha, senão cadê a diretriz?
Toda dificuldade traz ensino
Mas aprender nem sempre vem sem dor.
Do barro, sem sentido e por amor,
Fomos feitos num sonho mais divino!
PROMESSA
PROMESSA
Em cada dia a promessa
Do novo dia que vem
E nova vida
E novo mundo
A lua é nova
O céu é velho
Mas sempre agradece.
Na promessa da lua nova
O plenilúnio...
Antegozo e fantasia
Seja otimista!
Basicamente otimista
Ótimo e otimismo
Tudo a haver
Tudo ver
E não temer o que virá.
Verá que a vera vida se faz em canto e esperança.
Esperança espera-alcança espera-avança e espera-aliança
Pois sozinho não dá pé.
Aliás, nada sozinho é algo, vira nada
E depois como se vira?
As ondas se recuperam
E voltam,
Mesmo que pareça difícil
Um dia vencem as falésias...
Por mais altas e duras que sejam.
Maria será minha como é minha a poesia
Que trouxe Maria e não traria se esquecesse...
A manga traz o doce e o que foi-se que se dane
Não me engane, se não ama não me beija
Se me beija não me ame, e se ama não reclama
Que essa lua dá tesão!
E haja otimismo,
Senão o abismo
Tanto cismo
Tanto sismo
E não tenho sismógrafo!
Amor é nata
Será nata?
Serenata
E renata a lua
Renata nua
E tudo continua...
Se refaz
No regaço, do cansaço.
Deste amasso.
Velho traço nem disfarço
E daí cama...
Cama e chama
Novo plano e nova plaina
Tanta faina e tanto brio
Carregado neste cio
Mergulho sem orgulho
Não vejo pedregulho
E daí recomeçamos...
Em cada dia a promessa
Do novo dia que vem
E nova vida
E novo mundo
A lua é nova
O céu é velho
Mas sempre agradece.
Na promessa da lua nova
O plenilúnio...
Antegozo e fantasia
Seja otimista!
Basicamente otimista
Ótimo e otimismo
Tudo a haver
Tudo ver
E não temer o que virá.
Verá que a vera vida se faz em canto e esperança.
Esperança espera-alcança espera-avança e espera-aliança
Pois sozinho não dá pé.
Aliás, nada sozinho é algo, vira nada
E depois como se vira?
As ondas se recuperam
E voltam,
Mesmo que pareça difícil
Um dia vencem as falésias...
Por mais altas e duras que sejam.
Maria será minha como é minha a poesia
Que trouxe Maria e não traria se esquecesse...
A manga traz o doce e o que foi-se que se dane
Não me engane, se não ama não me beija
Se me beija não me ame, e se ama não reclama
Que essa lua dá tesão!
E haja otimismo,
Senão o abismo
Tanto cismo
Tanto sismo
E não tenho sismógrafo!
Amor é nata
Será nata?
Serenata
E renata a lua
Renata nua
E tudo continua...
Se refaz
No regaço, do cansaço.
Deste amasso.
Velho traço nem disfarço
E daí cama...
Cama e chama
Novo plano e nova plaina
Tanta faina e tanto brio
Carregado neste cio
Mergulho sem orgulho
Não vejo pedregulho
E daí recomeçamos...
PROMESSA
PROMESSA
Em cada dia a promessa
Do novo dia que vem
E nova vida
E novo mundo
A lua é nova
O céu é velho
Mas sempre agradece.
Na promessa da lua nova
O plenilúnio...
Antegozo e fantasia
Seja otimista!
Basicamente otimista
Ótimo e otimismo
Tudo a haver
Tudo ver
E não temer o que virá.
Verá que a vera vida se faz em canto e esperança.
Esperança espera-alcança espera-avança e espera-aliança
Pois sozinho não dá pé.
Aliás, nada sozinho é algo, vira nada
E depois como se vira?
As ondas se recuperam
E voltam,
Mesmo que pareça difícil
Um dia vencem as falésias...
Por mais altas e duras que sejam.
Maria será minha como é minha a poesia
Que trouxe Maria e não traria se esquecesse...
A manga traz o doce e o que foi-se que se dane
Não me engane, se não ama não me beija
Se me beija não me ame, e se ama não reclama
Que essa lua dá tesão!
E haja otimismo,
Senão o abismo
Tanto cismo
Tanto sismo
E não tenho sismógrafo!
Amor é nata
Será nata?
Serenata
E renata a lua
Renata nua
E tudo continua...
Se refaz
No regaço, do cansaço.
Deste amasso.
Velho traço nem disfarço
E daí cama...
Cama e chama
Novo plano e nova plaina
Tanta faina e tanto brio
Carregado neste cio
Mergulho sem orgulho
Não vejo pedregulho
E daí recomeçamos...
Em cada dia a promessa
Do novo dia que vem
E nova vida
E novo mundo
A lua é nova
O céu é velho
Mas sempre agradece.
Na promessa da lua nova
O plenilúnio...
Antegozo e fantasia
Seja otimista!
Basicamente otimista
Ótimo e otimismo
Tudo a haver
Tudo ver
E não temer o que virá.
Verá que a vera vida se faz em canto e esperança.
Esperança espera-alcança espera-avança e espera-aliança
Pois sozinho não dá pé.
Aliás, nada sozinho é algo, vira nada
E depois como se vira?
As ondas se recuperam
E voltam,
Mesmo que pareça difícil
Um dia vencem as falésias...
Por mais altas e duras que sejam.
Maria será minha como é minha a poesia
Que trouxe Maria e não traria se esquecesse...
A manga traz o doce e o que foi-se que se dane
Não me engane, se não ama não me beija
Se me beija não me ame, e se ama não reclama
Que essa lua dá tesão!
E haja otimismo,
Senão o abismo
Tanto cismo
Tanto sismo
E não tenho sismógrafo!
Amor é nata
Será nata?
Serenata
E renata a lua
Renata nua
E tudo continua...
Se refaz
No regaço, do cansaço.
Deste amasso.
Velho traço nem disfarço
E daí cama...
Cama e chama
Novo plano e nova plaina
Tanta faina e tanto brio
Carregado neste cio
Mergulho sem orgulho
Não vejo pedregulho
E daí recomeçamos...
ESPADA DA ESPERANÇA
Ostento em minhas mãos a reluzente
Espada da esperança redentora,
Delírios que carrego em minha mente
Na dor que penetrante, vem e aflora.
Encontro-me à deriva, naufragando
Nos ermos da ilusão, velha parceira.
As emoções partindo em louco bando,
A vida preparando esta rasteira
Tropeços comumente disfarçados
Nos olhos femininos e gentis.
Momentos de prazer são relembrados
Dizendo: falsamente; fui feliz.
Esgoto minhas forças; vou sem rumo.
Porém os meus engodos; os assumo.
Espada da esperança redentora,
Delírios que carrego em minha mente
Na dor que penetrante, vem e aflora.
Encontro-me à deriva, naufragando
Nos ermos da ilusão, velha parceira.
As emoções partindo em louco bando,
A vida preparando esta rasteira
Tropeços comumente disfarçados
Nos olhos femininos e gentis.
Momentos de prazer são relembrados
Dizendo: falsamente; fui feliz.
Esgoto minhas forças; vou sem rumo.
Porém os meus engodos; os assumo.
SAUDADE
“Saudade, palavra triste”
Que machuca um bem querer,
Saudade é tudo que existe
De saudade vou morrer...
Nos braços dessa saudade,
Vida virando maldade...
Estrelas brilham no céu
Não me importando mais nada
A noite descobre o véu
Faz nascer a madrugada
A minha vida, nessa hora
Quer namorar essa aurora!
Estrela que foi se embora
Só me deixando saudade...
No meu peito tudo chora,
A vida dói, de verdade...
Não posso saber beleza
No coração, só tristeza...
Procuro pela clareza
Dessa lua e nada tenho...
Descendo na correnteza,
Morto de saudade, venho
Esperando teu sorriso
Que é tudo o que mais preciso...
Se procurei paraíso
Só inferno eu encontrei
Saudade perco o juízo
Tanta dor que já passei...
Esse mundo é meu destino,
Viver nesse desatino!!!
Se já perdi o meu tino,
Saudade foi capitã,
Meu coração pequenino
Espera nova manhã
Minha vida vale nada
Sem ter você, minha amada...
Perdido vou, quero estrada
Não encontrei meu caminho
Saudade é carta marcada,
Vou morrer assim sozinho,
Meu barco está naufragando,
A minha vida acabando...
Eu te pergunto até quando?
Saudade vai residir
O meu peito está sangrando,
Outro dia inda há de vir
Nas ondas desse meu mar
Outro amor vou encontrar...
Preciso novo lugar
Para deixar o meu barco.
Saudade vai me matar
Meu coração virou caco
Tanta dor trago no peito
Como vou viver direito?
Meu amar não é defeito
Saudade vem latejada,
Eu não fiz nenhum malfeito
Pra me perseguir, danada.
A roda do mundo gira
Tanta dor assim me atira
Por mais que essa noite fira
Nada mais vai me conter
Saudade dança catira
Eu não consigo entender
Como pode essa maldade
Da diaba da saudade!
Que machuca um bem querer,
Saudade é tudo que existe
De saudade vou morrer...
Nos braços dessa saudade,
Vida virando maldade...
Estrelas brilham no céu
Não me importando mais nada
A noite descobre o véu
Faz nascer a madrugada
A minha vida, nessa hora
Quer namorar essa aurora!
Estrela que foi se embora
Só me deixando saudade...
No meu peito tudo chora,
A vida dói, de verdade...
Não posso saber beleza
No coração, só tristeza...
Procuro pela clareza
Dessa lua e nada tenho...
Descendo na correnteza,
Morto de saudade, venho
Esperando teu sorriso
Que é tudo o que mais preciso...
Se procurei paraíso
Só inferno eu encontrei
Saudade perco o juízo
Tanta dor que já passei...
Esse mundo é meu destino,
Viver nesse desatino!!!
Se já perdi o meu tino,
Saudade foi capitã,
Meu coração pequenino
Espera nova manhã
Minha vida vale nada
Sem ter você, minha amada...
Perdido vou, quero estrada
Não encontrei meu caminho
Saudade é carta marcada,
Vou morrer assim sozinho,
Meu barco está naufragando,
A minha vida acabando...
Eu te pergunto até quando?
Saudade vai residir
O meu peito está sangrando,
Outro dia inda há de vir
Nas ondas desse meu mar
Outro amor vou encontrar...
Preciso novo lugar
Para deixar o meu barco.
Saudade vai me matar
Meu coração virou caco
Tanta dor trago no peito
Como vou viver direito?
Meu amar não é defeito
Saudade vem latejada,
Eu não fiz nenhum malfeito
Pra me perseguir, danada.
A roda do mundo gira
Tanta dor assim me atira
Por mais que essa noite fira
Nada mais vai me conter
Saudade dança catira
Eu não consigo entender
Como pode essa maldade
Da diaba da saudade!
NAS CURVAS DO BEM QUERER
NAS CURVAS DO BEM QUERER
Fui andando para o norte
Procurando o meu caminho,
Dei azar, nunca dei sorte,
Por isso estou tão sozinho,
Nas curvas do bem querer,
Eu me perdi de você...
Não quero saber mais nada,
Tenho minhas mãos cansadas,
Mulher, quanto mais amada,
Mais duras, as nossas estradas...
Quero saber de seu colo,
Lhe deitar, mansa, no solo...
Tenho calos nos meus pés,
De tanto que caminhei,
Fui em frente, de viés,
Meu caminho eu já errei...
Mas não passo de idiota,
Perdendo meu rumo e rota...
Vi nas travas do destino,
O olhar dessa quimera,
Meu amor é de menino,
Mas ela é uma pantera.
Tenho sede, um copo dágua...
Para aplacar minha mágoa.
Sei que não teria cento,
Por isso quis a dezena,
Meu amor o seu assento,
Com jeitinho, me envenena.
Quis ter beijo da mulata,
Seu ciúme me maltrata...
Nas bugigangas da vida,
Encontrei o seu retrato,
Minha dor na despedida,
Coração pagando o pato...
Vem pra casa meu amor...
Faz frio quero calor.
Batendo o queixo de frio,
Procurei por meu amor,
Coração bate vazio,
Esperando o cobertor...
Vem pra cá minha menina,
Coração bate em surdina...
No gole desse conhaque,
Vou acabar meu enredo,
Meu amor não é de araque
Sem você, vivo com medo...
Medo de ter solidão,
Sem você não vivo não...
Meu sapato já furou,
Minha calça está rasgada.
Seu amor foi que ficou,
Sem você não tenho nada,
Vi a curva desse vento,
No meio d’esquecimento...
Fui pescar lá no riacho,
Uma sereia peguei,
Bananeira já deu cacho,
Todo menino é um rei...
Quis saber de sua boca,
Acabou, dormi de touca...
Usei isca de primeira,
Pra pegar peixe mulher,
Mas caí, tomei rasteira,
Agora, ninguém me quer...
Não sei mais falar bonito,
Tanto sofro quanto grito...
Joguei rede pra pescar,
Agarrou no meio fio,
Quando a noite é de luar,
Coração bate de frio...
Nas curvas dessa saudade,
Eu só encontrei maldade...
Vou buscar um curativo,
Pra curar minha ferida,
Amorzinho, fica ativo,
Seu amor nem Deus duvida,
Amor bicho interesseiro,
Procura outro travesseiro...
Fiz a cama no terraço,
Esperando pela lua,
Meu amor me deu cansaço,
Minha luta continua...
Procurando por Maria,
Encontrei quem não queria...
Vendo espaço lá no céu,
Quem quiser pode comprar,
Deixa levantar o véu,
Espera o que vou mostrar...
De carroça capotei,
Duas pernas eu quebrei...
Procurei a minha chave,
Não achei nem fechadura,
Ciúme é como um entrave,
Tem gente que não atura...
Quero o gosto da maçã,
O perfume d’hortelã...
Minhas dores são do parto,
Meus amores são de fé,
Vou lhe propor mais um trato
Acho que esse vai dar pé,
Você canta seu bolero,
Eu imito o quero quero...
Quis um beijo me negou
Quis carinho, não me deu,
Andando por onde vou,
Não vai nem ela nem eu...
Meu amor me disse não,
Acabou todo meu chão...
Vou terminar essa joça,
Não tenho mais paciência,
Vou me deitar na palhoça,
O resto é coincidência...
Fiz um verso pra você,
Mas você não quis nem ler..
Fui andando para o norte
Procurando o meu caminho,
Dei azar, nunca dei sorte,
Por isso estou tão sozinho,
Nas curvas do bem querer,
Eu me perdi de você...
Não quero saber mais nada,
Tenho minhas mãos cansadas,
Mulher, quanto mais amada,
Mais duras, as nossas estradas...
Quero saber de seu colo,
Lhe deitar, mansa, no solo...
Tenho calos nos meus pés,
De tanto que caminhei,
Fui em frente, de viés,
Meu caminho eu já errei...
Mas não passo de idiota,
Perdendo meu rumo e rota...
Vi nas travas do destino,
O olhar dessa quimera,
Meu amor é de menino,
Mas ela é uma pantera.
Tenho sede, um copo dágua...
Para aplacar minha mágoa.
Sei que não teria cento,
Por isso quis a dezena,
Meu amor o seu assento,
Com jeitinho, me envenena.
Quis ter beijo da mulata,
Seu ciúme me maltrata...
Nas bugigangas da vida,
Encontrei o seu retrato,
Minha dor na despedida,
Coração pagando o pato...
Vem pra casa meu amor...
Faz frio quero calor.
Batendo o queixo de frio,
Procurei por meu amor,
Coração bate vazio,
Esperando o cobertor...
Vem pra cá minha menina,
Coração bate em surdina...
No gole desse conhaque,
Vou acabar meu enredo,
Meu amor não é de araque
Sem você, vivo com medo...
Medo de ter solidão,
Sem você não vivo não...
Meu sapato já furou,
Minha calça está rasgada.
Seu amor foi que ficou,
Sem você não tenho nada,
Vi a curva desse vento,
No meio d’esquecimento...
Fui pescar lá no riacho,
Uma sereia peguei,
Bananeira já deu cacho,
Todo menino é um rei...
Quis saber de sua boca,
Acabou, dormi de touca...
Usei isca de primeira,
Pra pegar peixe mulher,
Mas caí, tomei rasteira,
Agora, ninguém me quer...
Não sei mais falar bonito,
Tanto sofro quanto grito...
Joguei rede pra pescar,
Agarrou no meio fio,
Quando a noite é de luar,
Coração bate de frio...
Nas curvas dessa saudade,
Eu só encontrei maldade...
Vou buscar um curativo,
Pra curar minha ferida,
Amorzinho, fica ativo,
Seu amor nem Deus duvida,
Amor bicho interesseiro,
Procura outro travesseiro...
Fiz a cama no terraço,
Esperando pela lua,
Meu amor me deu cansaço,
Minha luta continua...
Procurando por Maria,
Encontrei quem não queria...
Vendo espaço lá no céu,
Quem quiser pode comprar,
Deixa levantar o véu,
Espera o que vou mostrar...
De carroça capotei,
Duas pernas eu quebrei...
Procurei a minha chave,
Não achei nem fechadura,
Ciúme é como um entrave,
Tem gente que não atura...
Quero o gosto da maçã,
O perfume d’hortelã...
Minhas dores são do parto,
Meus amores são de fé,
Vou lhe propor mais um trato
Acho que esse vai dar pé,
Você canta seu bolero,
Eu imito o quero quero...
Quis um beijo me negou
Quis carinho, não me deu,
Andando por onde vou,
Não vai nem ela nem eu...
Meu amor me disse não,
Acabou todo meu chão...
Vou terminar essa joça,
Não tenho mais paciência,
Vou me deitar na palhoça,
O resto é coincidência...
Fiz um verso pra você,
Mas você não quis nem ler..
Os Três Burros
Os Três Burros
A vida de um burro é muito difícil e se presta a cada situação no mínimo delicada.
Assim não era diferente a vida de Manhoso, um burrico de idade já meio adiantada, como posso dizer, no outono de uma sofrida vida de trabalhos e de raríssimas recompensas.
Depois de tantas desditas e sofrimentos, aliviados apenas por algumas folhas de uma grama não muito degustável já que, na maioria das vezes vinha acrescida por doses generosas de agrotóxicos usados na lavoura; Manhoso trocara de dono.
O preço de um burro caiu muito nos últimos anos pois a motocicleta substituiu com vantagens o trabalho executado pelos pobres animais.
A moto, além de ser mais rápida, acaba sendo menos custosa e menos trabalhosa já que é mais fácil abastecer um tanque de gasolina do que um estômago de gramíneas, principalmente na época da seca.
Por isso estão desaparecendo os rastros deixados pelos eqüinos, tanto das patas quanto das fezes...
Como havia dito antes, por ser um burro e além de burro, um burro velho, Manhoso foi parar nas mãos de um sujeito meio estranho lá para as bandas do Limo Verde, município de Divino de São Lourenço, no interior do Espírito Santo.
João Traçado, o atual dono do burrico era conhecido por seus porres homéricos e fama de encrenqueiro, tendo tido algumas desavenças com seus vizinhos de propriedade por motivos vários. Somente João Polino, no alto de seus oitenta anos de muita experiência e de autoridade exemplar conseguia dar algum freio às loucuras de João.
Nas redondezas havia um camarada que, entre tapas, pescoções e bebedeiras, tinha um relacionamento estreito com João. Bem mais novo que este, era um rapaz até que bem apessoado mas, como bebia muito e criava tantas confusões quanto o seu companheiro, estava também à margem da pequena e conservadora sociedade do distrito.
Zequinha, como era conhecido, num dia de setembro apostou com João que sabia conduzir com maestria uma carroça.
Ao ver que este duvidava resolveu a questão de uma forma simples.
Pegou “emprestado” uma carroça de um proprietário vizinho e atrelou o pobre do Manhoso ao arremedo de carroça que havia conseguido.
Falo arremedo porque a estrutura desta estava de tal forma deturpada
que, se ninguém dissesse o que era e não reparasse nas rodas nunca imaginaria que se poderia usar aquilo como meio de transporte.
Pois bem, ao ver que o burro estava pacificamente à espera do comando, Zequinha, totalmente embriagado e incapaz de dirigir as próprias pernas, começou a puxar as rédeas de uma maneira totalmente desordenada.
Ao ver que as ordens recebidas eram totalmente incoerentes, o pobre burro que, afinal, não era tão burro como quem o tentava fazer sair do lugar, começou a trocar as patas sem saber se iria à direita, à esquerda ou em frente, ou se voltava, além de tentar decifrar alguns comandos que nunca tinha recebido na sua longa vida de cavalgadura.
Após várias tentativas, João começara a perceber que o seu amigo não entendia patavina de montaria e muito menos das artes de como se comandar uma carroça e começou a sacanear o colega, além de cobrar a aposta que tinha como ganha.
A cada cobrança Zequinha se desesperava mais e mais e com isso virava as rédeas em todas as posições possíveis e imaginárias.
Manhoso que era burro, mas nem tanto, estava exasperado com essa confusa desordem e, cansado da burrice alheia, empacou.
Com o empacamento do burro, os dois bêbados começaram a tentar achar um meio de fazer o bicho sair do lugar, já que o dono da geringonça a essa altura deveria estar começando a dar pela falta dela.
E chama pra cá e rédea pra lá e nada do burro sair do lugar, estava cansado daquela confusão toda.
Até que Zequinha apelou e começou a bater nas ancas do burro.
Cada vez que batia, mais o burro empacava, e neste vai e vem, o dono do burro deu uma pedrada com força.
Ou pela pedrada ou por ter avistado, ao longe, uma moita de capim gordura extremamente apetitosa, Manhoso resolveu sair do lugar.
E começou a correr, num galope inesperado para um velho burro.
Acontece que, ou por um ato de inteligência inesperado ou por uma destas coincidências animalescas, o destino do galope foi a propriedade do dono da carroça que, ao ver aquela cena e reconhecer a geringonça atrelada ao velho burro não pestanejou.
O tiro de garrucha atingiu um burro.
A pergunta que fica é a seguinte:
Qual dos três?
A vida de um burro é muito difícil e se presta a cada situação no mínimo delicada.
Assim não era diferente a vida de Manhoso, um burrico de idade já meio adiantada, como posso dizer, no outono de uma sofrida vida de trabalhos e de raríssimas recompensas.
Depois de tantas desditas e sofrimentos, aliviados apenas por algumas folhas de uma grama não muito degustável já que, na maioria das vezes vinha acrescida por doses generosas de agrotóxicos usados na lavoura; Manhoso trocara de dono.
O preço de um burro caiu muito nos últimos anos pois a motocicleta substituiu com vantagens o trabalho executado pelos pobres animais.
A moto, além de ser mais rápida, acaba sendo menos custosa e menos trabalhosa já que é mais fácil abastecer um tanque de gasolina do que um estômago de gramíneas, principalmente na época da seca.
Por isso estão desaparecendo os rastros deixados pelos eqüinos, tanto das patas quanto das fezes...
Como havia dito antes, por ser um burro e além de burro, um burro velho, Manhoso foi parar nas mãos de um sujeito meio estranho lá para as bandas do Limo Verde, município de Divino de São Lourenço, no interior do Espírito Santo.
João Traçado, o atual dono do burrico era conhecido por seus porres homéricos e fama de encrenqueiro, tendo tido algumas desavenças com seus vizinhos de propriedade por motivos vários. Somente João Polino, no alto de seus oitenta anos de muita experiência e de autoridade exemplar conseguia dar algum freio às loucuras de João.
Nas redondezas havia um camarada que, entre tapas, pescoções e bebedeiras, tinha um relacionamento estreito com João. Bem mais novo que este, era um rapaz até que bem apessoado mas, como bebia muito e criava tantas confusões quanto o seu companheiro, estava também à margem da pequena e conservadora sociedade do distrito.
Zequinha, como era conhecido, num dia de setembro apostou com João que sabia conduzir com maestria uma carroça.
Ao ver que este duvidava resolveu a questão de uma forma simples.
Pegou “emprestado” uma carroça de um proprietário vizinho e atrelou o pobre do Manhoso ao arremedo de carroça que havia conseguido.
Falo arremedo porque a estrutura desta estava de tal forma deturpada
que, se ninguém dissesse o que era e não reparasse nas rodas nunca imaginaria que se poderia usar aquilo como meio de transporte.
Pois bem, ao ver que o burro estava pacificamente à espera do comando, Zequinha, totalmente embriagado e incapaz de dirigir as próprias pernas, começou a puxar as rédeas de uma maneira totalmente desordenada.
Ao ver que as ordens recebidas eram totalmente incoerentes, o pobre burro que, afinal, não era tão burro como quem o tentava fazer sair do lugar, começou a trocar as patas sem saber se iria à direita, à esquerda ou em frente, ou se voltava, além de tentar decifrar alguns comandos que nunca tinha recebido na sua longa vida de cavalgadura.
Após várias tentativas, João começara a perceber que o seu amigo não entendia patavina de montaria e muito menos das artes de como se comandar uma carroça e começou a sacanear o colega, além de cobrar a aposta que tinha como ganha.
A cada cobrança Zequinha se desesperava mais e mais e com isso virava as rédeas em todas as posições possíveis e imaginárias.
Manhoso que era burro, mas nem tanto, estava exasperado com essa confusa desordem e, cansado da burrice alheia, empacou.
Com o empacamento do burro, os dois bêbados começaram a tentar achar um meio de fazer o bicho sair do lugar, já que o dono da geringonça a essa altura deveria estar começando a dar pela falta dela.
E chama pra cá e rédea pra lá e nada do burro sair do lugar, estava cansado daquela confusão toda.
Até que Zequinha apelou e começou a bater nas ancas do burro.
Cada vez que batia, mais o burro empacava, e neste vai e vem, o dono do burro deu uma pedrada com força.
Ou pela pedrada ou por ter avistado, ao longe, uma moita de capim gordura extremamente apetitosa, Manhoso resolveu sair do lugar.
E começou a correr, num galope inesperado para um velho burro.
Acontece que, ou por um ato de inteligência inesperado ou por uma destas coincidências animalescas, o destino do galope foi a propriedade do dono da carroça que, ao ver aquela cena e reconhecer a geringonça atrelada ao velho burro não pestanejou.
O tiro de garrucha atingiu um burro.
A pergunta que fica é a seguinte:
Qual dos três?
REDENÇÃO
REDENÇÃO
O amor que nos unisse em liberdade
Mostrando ser maior a cada instante
Enquanto a redenção busca e garante
Traduz este valor que nos invade,
Vestindo a mais sublime claridade
Na paz que se anuncia e doravante
Presume o quanto venha fascinante,
Trazendo o que se quer, felicidade.
Amor dito em perdão expressa o brilho
Que tanto desejasse enquanto trilho
Vagando sem temer qualquer batalha,
A vida se anuncia mais tranquila
Enquanto esta emoção, amor desfila,
E nisso a redenção enfim se espalha...
O amor que nos unisse em liberdade
Mostrando ser maior a cada instante
Enquanto a redenção busca e garante
Traduz este valor que nos invade,
Vestindo a mais sublime claridade
Na paz que se anuncia e doravante
Presume o quanto venha fascinante,
Trazendo o que se quer, felicidade.
Amor dito em perdão expressa o brilho
Que tanto desejasse enquanto trilho
Vagando sem temer qualquer batalha,
A vida se anuncia mais tranquila
Enquanto esta emoção, amor desfila,
E nisso a redenção enfim se espalha...
TEUS SEIOS
TEUS SEIOS
Teus seios, as delícias que pretendo,
Em busca dos prazeres mais sutis
Vivendo por viver, tão infeliz.
O vento doloroso, me envolvendo...
Em teus seios, prazeres no teu colo,
Dos beijos que te quero, minha amada,
A boca em teu alvéolo marcada,
Em tantas fantasias, me consolo.
As mãos, deliciadas, com carícia,
Percorrem nos teus seios, belas trilhas
E sempre que pretendo, maravilhas,
Em forma desejosa de malícia.
Teus seios delicados, belos pomos,
Cerejas sobre um alvo mavioso,
Licor de tanto amor, assim sedoso,
Aos poucos devorando tantos gomos...
As rosas dos teus seios, sem espinhos,
Plantadas no jardim do meu desejo.
Em cada pétala darei um beijo,
Fazendo dos teus seios, os meus ninhos...
Debaixo desta blusa, transparente,
As sombras delicadas dos teus seios,
Vertendo tanto brilho que, envolvente,
Convida a viajar sem ter receios...
Nas ânsias que devoram meus sentidos,
De ter as fantasias do pecado
As formas dos teus seios, manso prado,
Mergulho em teus perfumes, divididos.
Deitada em minha cama, semi nua,
A deusa que seduzo e me seduz,
Que brilho e fantasia, assim, produz,
Na geminilidade de uma lua!
Teus seios, as delícias que pretendo,
Em busca dos prazeres mais sutis
Vivendo por viver, tão infeliz.
O vento doloroso, me envolvendo...
Em teus seios, prazeres no teu colo,
Dos beijos que te quero, minha amada,
A boca em teu alvéolo marcada,
Em tantas fantasias, me consolo.
As mãos, deliciadas, com carícia,
Percorrem nos teus seios, belas trilhas
E sempre que pretendo, maravilhas,
Em forma desejosa de malícia.
Teus seios delicados, belos pomos,
Cerejas sobre um alvo mavioso,
Licor de tanto amor, assim sedoso,
Aos poucos devorando tantos gomos...
As rosas dos teus seios, sem espinhos,
Plantadas no jardim do meu desejo.
Em cada pétala darei um beijo,
Fazendo dos teus seios, os meus ninhos...
Debaixo desta blusa, transparente,
As sombras delicadas dos teus seios,
Vertendo tanto brilho que, envolvente,
Convida a viajar sem ter receios...
Nas ânsias que devoram meus sentidos,
De ter as fantasias do pecado
As formas dos teus seios, manso prado,
Mergulho em teus perfumes, divididos.
Deitada em minha cama, semi nua,
A deusa que seduzo e me seduz,
Que brilho e fantasia, assim, produz,
Na geminilidade de uma lua!
AMIGOS...?
Nós fomos tão amigos, companheiro,
Tudo acabou
Depois de ter vivido o tempo inteiro
Nada restou
Mas trago uma lembrança deste tempo
Que terminou,
Embora no final só contratempo
Que nos tomou.
Agora que já sei que não tem volta,
Já nada sou.
Não posso te dizer de uma revolta
Que se acalmou.
Te peço que não fales de detalhes
Do que passou.
Permita cicatrizem os entalhes
Onde cortou.
Sigamos nossas vidas simplesmente,
Aonde vou.
O que aconteceu jamais comente
Só se calou.
Uma amizade morta é dolorida
É lágrima rolada dor sentida,
Mas nessa correnteza que é a vida
Nos resta uma saudade tão querida.
Respeite o que passou.
Tudo acabou
Depois de ter vivido o tempo inteiro
Nada restou
Mas trago uma lembrança deste tempo
Que terminou,
Embora no final só contratempo
Que nos tomou.
Agora que já sei que não tem volta,
Já nada sou.
Não posso te dizer de uma revolta
Que se acalmou.
Te peço que não fales de detalhes
Do que passou.
Permita cicatrizem os entalhes
Onde cortou.
Sigamos nossas vidas simplesmente,
Aonde vou.
O que aconteceu jamais comente
Só se calou.
Uma amizade morta é dolorida
É lágrima rolada dor sentida,
Mas nessa correnteza que é a vida
Nos resta uma saudade tão querida.
Respeite o que passou.
NO SALTO DA PANTERA
Cordilheiras gigantes, montes, cumes...
No salto extasiante da pantera,
Num laivo mais sutil, tantos ciúmes...
A febre desejosa da quimera...
Na mão que me açoitava, teus perfumes,
Os vértices, os prumos, minha espera,
Deliro mas não ouves meus queixumes.
Ah! Se tu fosses minha... Quem me dera...
Nos olhos vaticínios indefesos,
Traduzes as visões destes profetas.
Cativos meus amores morrem presos
Nos desejos ferozes, domadora...
Porquanto meus martírios quis ascetas,
A boca não sacia e te procura,
A cada novo beijo, nova cura,
E sempre que te quero mais inteira,
Os olhos revirando, amor aflora
Na noite onde te mostras verdadeira
Desmaias loucos gozos, redentora!
No salto extasiante da pantera,
Num laivo mais sutil, tantos ciúmes...
A febre desejosa da quimera...
Na mão que me açoitava, teus perfumes,
Os vértices, os prumos, minha espera,
Deliro mas não ouves meus queixumes.
Ah! Se tu fosses minha... Quem me dera...
Nos olhos vaticínios indefesos,
Traduzes as visões destes profetas.
Cativos meus amores morrem presos
Nos desejos ferozes, domadora...
Porquanto meus martírios quis ascetas,
A boca não sacia e te procura,
A cada novo beijo, nova cura,
E sempre que te quero mais inteira,
Os olhos revirando, amor aflora
Na noite onde te mostras verdadeira
Desmaias loucos gozos, redentora!
ESTÁS EM CADA SONHO
Estás em cada sonho
Adentras cada verso,
O mundo mais risonho
Percebo no universo
Que encontro no teu corpo,
Estrela que me guia,
Decerto o belo porto
Que aporto em poesia.
Beijando calmamente
Teus lábios poderei
Saber o que ora sente
Quem faz do amor a lei.
Nos mares de prazer
Que em ti, quero e procuro,
Na sorte de sentir
Cabeça em rodopio,
Estendo o meu porvir,
Nas mãos que fantasio,
Vencendo esta distância
Num átimo eu encontro
Amor que em elegância
Renega o desencontro.
Estrela que me guia,
Em meio aos vendavais,
Do amor em alegria
Eu bebo e quero mais.
Estrela que me guia,
Me leve para o sul,
Nos braços da guria,
A vida sempre azul.
Adentras cada verso,
O mundo mais risonho
Percebo no universo
Que encontro no teu corpo,
Estrela que me guia,
Decerto o belo porto
Que aporto em poesia.
Beijando calmamente
Teus lábios poderei
Saber o que ora sente
Quem faz do amor a lei.
Nos mares de prazer
Que em ti, quero e procuro,
Na sorte de sentir
Cabeça em rodopio,
Estendo o meu porvir,
Nas mãos que fantasio,
Vencendo esta distância
Num átimo eu encontro
Amor que em elegância
Renega o desencontro.
Estrela que me guia,
Em meio aos vendavais,
Do amor em alegria
Eu bebo e quero mais.
Estrela que me guia,
Me leve para o sul,
Nos braços da guria,
A vida sempre azul.
TANTO MIMO
TANTO MIMO
Amor que tanto mimo escusa-se de engano.
Minha alma feita seixo, em águas se lavava.
Qual alga neste mar, nos sonhos flutuava.
A noite que chegou, promete duro dano.
Quem sabe deste amor, se lava em desengano.
Em calmaria audaz traz vulcânica lava.
Na boca, mais mordaz, a faca, em costas, crava.
Amor sabe procela, embarca no oceano...
Vestígios de saudade, a tarde sempre traz.
O rumo do meu verso, a lágrima distrai.
A tarde em minha vida, ao meio dia cai,
De tudo que escrevi, só peço a minha paz.
Não sou mais controverso, aguardo teu recado,
O mar deste universo, espreito da janela.
A cor desta morena ou jambo ou canela.
O mote que me deste, escuro e maltratado
Peço-te não perdoe, espero teu castigo;
A mão anda cansada, estreita, dura, em prece.
Amor que tanto mimo, a lua não merece.
Depois de tanta coisa, eu quero estar contigo.
Um carro em disparada, a rua é tão deserta,
O manto da alvorada, estrelas são a linha.
Amor que se conteve, agora não és minha!
Depois de tanta luta, esqueces minha oferta.
Bendita claridade! Embora esteja escuro.
O vão já se desaba e caio desta ponte.
No meu olhar, distante, aguardo um horizonte.
O chão , depois do tombo, eu sei que é bem mais duro.
Vestígios do que fui, te trago na bandeja.
Da santa guilhotina, o resto sempre é teu.
Na faca que me lambe, o meu amor morreu.
Amor que nunca tive, o pranto não deseja.
Repare nesta estrela... O brilho é muito escasso.
Cometa repentino, espero um novo dia.
Agora, não se esqueça, a velha fantasia.
O mundo me carrega, aguardo um novo passo.
Em verso alexandrino, eu canto esta desdita.
O sol que não raiou, estrela que não veio...
O mundo que restou... Só quero ter teu seio.
A noite me embriaga... A cachaça é maldita!
Amor que tanto mimo escusa-se de engano.
Minha alma feita seixo, em águas se lavava.
Qual alga neste mar, nos sonhos flutuava.
A noite que chegou, promete duro dano.
Quem sabe deste amor, se lava em desengano.
Em calmaria audaz traz vulcânica lava.
Na boca, mais mordaz, a faca, em costas, crava.
Amor sabe procela, embarca no oceano...
Vestígios de saudade, a tarde sempre traz.
O rumo do meu verso, a lágrima distrai.
A tarde em minha vida, ao meio dia cai,
De tudo que escrevi, só peço a minha paz.
Não sou mais controverso, aguardo teu recado,
O mar deste universo, espreito da janela.
A cor desta morena ou jambo ou canela.
O mote que me deste, escuro e maltratado
Peço-te não perdoe, espero teu castigo;
A mão anda cansada, estreita, dura, em prece.
Amor que tanto mimo, a lua não merece.
Depois de tanta coisa, eu quero estar contigo.
Um carro em disparada, a rua é tão deserta,
O manto da alvorada, estrelas são a linha.
Amor que se conteve, agora não és minha!
Depois de tanta luta, esqueces minha oferta.
Bendita claridade! Embora esteja escuro.
O vão já se desaba e caio desta ponte.
No meu olhar, distante, aguardo um horizonte.
O chão , depois do tombo, eu sei que é bem mais duro.
Vestígios do que fui, te trago na bandeja.
Da santa guilhotina, o resto sempre é teu.
Na faca que me lambe, o meu amor morreu.
Amor que nunca tive, o pranto não deseja.
Repare nesta estrela... O brilho é muito escasso.
Cometa repentino, espero um novo dia.
Agora, não se esqueça, a velha fantasia.
O mundo me carrega, aguardo um novo passo.
Em verso alexandrino, eu canto esta desdita.
O sol que não raiou, estrela que não veio...
O mundo que restou... Só quero ter teu seio.
A noite me embriaga... A cachaça é maldita!
NÃO PERCA TEMPO
Amor não perca tempo
Que o nosso passatempo
Se o tempo passa rápido
Esquece-se depois.
Nós dois em pleno ato
Retrato de um retrato
Espelho sem recato,
No fato consumado.
Agora sem demora
Que a noite vai embora
E assim amor aflora
Na flora e no quintal
Formando um elo eterno
Entre o que não mais quero
E o que já mascarei.
Não cobro o que não vem
Mas se eu perder o trem,
Nem mesmo Jaçanã;
Apenas amanhã.
Que o nosso passatempo
Se o tempo passa rápido
Esquece-se depois.
Nós dois em pleno ato
Retrato de um retrato
Espelho sem recato,
No fato consumado.
Agora sem demora
Que a noite vai embora
E assim amor aflora
Na flora e no quintal
Formando um elo eterno
Entre o que não mais quero
E o que já mascarei.
Não cobro o que não vem
Mas se eu perder o trem,
Nem mesmo Jaçanã;
Apenas amanhã.
AÇUCENA
AÇUCENA
Dos lagos onde, ninfa, se banhava
Beleza dessa deusa semi nua.
Num flerte delirante a bela lua
Em toda a densa mata repousava.
Os olhos comovidos e tão ternos
Emocionadamente todo astral
Descia deste espaço sideral
Em mágica beleza mais eternos...
A deusa não sabia deste encanto
E nem se dava conta da beleza
De toda apaixonada natureza
Nesta maravilha, um doce canto...
E Deus ao ver também a bela cena
Num momento de raro e louco amor,
Ao ver a bela deusa, cara flor,
Nos deu toda a beleza da açucena!
Dos lagos onde, ninfa, se banhava
Beleza dessa deusa semi nua.
Num flerte delirante a bela lua
Em toda a densa mata repousava.
Os olhos comovidos e tão ternos
Emocionadamente todo astral
Descia deste espaço sideral
Em mágica beleza mais eternos...
A deusa não sabia deste encanto
E nem se dava conta da beleza
De toda apaixonada natureza
Nesta maravilha, um doce canto...
E Deus ao ver também a bela cena
Num momento de raro e louco amor,
Ao ver a bela deusa, cara flor,
Nos deu toda a beleza da açucena!
PERDÃO QUERIDA
PERDÃO QUERIDA
-Perdão, se em pensamentos te magoei,
Pois este ultraje sei que não mereces.
-Perdão, se quando fiz as minhas preces,
Pela Santa, um instante, eu te troquei...
-Perdão, se nos meu sonhos, apareces
Nas formas em que mais te desejei...
-Perdão, se dos teus olhos eu me afastei,
Antes que deste afeto, tu soubesses...
-Perdão, pelos poemas que não fiz,
Falando deste amor com que sonhei!
-Perdão, mulher se as emoções febris
Guardei-as, para mim, em pensamento
E se busco olvidar-te – agora sei -,
Não consigo esquecer-te, um só momento!
Marcos Coutinho Loures
Perdão se nos caminhos mais distantes,
Meu pensamento em ti, eu não tirei,
Se em tantas fantasias, delirantes,
Acima de mim mesmo, eu te adorei.
Perdão se sempre busco teu olhar,
Na noite mais tristonha e tão vazia.
Perdão se tantas vezes meu cantar,
Teu nome, só teu nome, repetia...
Perdão se não consigo mais conter
O sentimento imenso que me toma.
Só vivo por teu gozo e teu prazer.
Tu és os meus caminhos, tu és Roma.
E sangro uma saudade sem igual.
Distante de teu corpo sensual...
Marcos Loures
-Perdão, se em pensamentos te magoei,
Pois este ultraje sei que não mereces.
-Perdão, se quando fiz as minhas preces,
Pela Santa, um instante, eu te troquei...
-Perdão, se nos meu sonhos, apareces
Nas formas em que mais te desejei...
-Perdão, se dos teus olhos eu me afastei,
Antes que deste afeto, tu soubesses...
-Perdão, pelos poemas que não fiz,
Falando deste amor com que sonhei!
-Perdão, mulher se as emoções febris
Guardei-as, para mim, em pensamento
E se busco olvidar-te – agora sei -,
Não consigo esquecer-te, um só momento!
Marcos Coutinho Loures
Perdão se nos caminhos mais distantes,
Meu pensamento em ti, eu não tirei,
Se em tantas fantasias, delirantes,
Acima de mim mesmo, eu te adorei.
Perdão se sempre busco teu olhar,
Na noite mais tristonha e tão vazia.
Perdão se tantas vezes meu cantar,
Teu nome, só teu nome, repetia...
Perdão se não consigo mais conter
O sentimento imenso que me toma.
Só vivo por teu gozo e teu prazer.
Tu és os meus caminhos, tu és Roma.
E sangro uma saudade sem igual.
Distante de teu corpo sensual...
Marcos Loures
ALMA E MATÉRIA
ALMA E MATÉRIA
Alma e matéria
Distintos caminhos
Que a gente percorre
Por vezes sozinhos.
Jazendo uma saudade
Na margem de outro rio,
Querer felicidade
É mais que desafio.
Eu bebo o teu segredo
Segregas os meus sonhos
Amor não diz de medo,
Mergulhos tão risonhos
Metade diz que sim
Metade diz que não
Mas sigo sempre assim,
Nas rendas da paixão.
Cadenciando o passo
Chegando ao infinito
Ganhando cada espaço
Prazer sendo o meu rito.
Você bem poderia
Sentir quanto eu te quero,
Viver esta alegria,
No amor que tanto espero...
Alma e matéria
Distintos caminhos
Que a gente percorre
Por vezes sozinhos.
Jazendo uma saudade
Na margem de outro rio,
Querer felicidade
É mais que desafio.
Eu bebo o teu segredo
Segregas os meus sonhos
Amor não diz de medo,
Mergulhos tão risonhos
Metade diz que sim
Metade diz que não
Mas sigo sempre assim,
Nas rendas da paixão.
Cadenciando o passo
Chegando ao infinito
Ganhando cada espaço
Prazer sendo o meu rito.
Você bem poderia
Sentir quanto eu te quero,
Viver esta alegria,
No amor que tanto espero...
DENTRO DE TI
DENTRO DE TI
Estou dentro de ti
Adentro os teus caminhos
Achando eu me perdi,
Em loucos descaminhos,
Vencendo os teus temores
Pudores e receios,
Embarco meus amores,
Nos olhos, boca e seios,
Recendes ao prazer
Que nada mais importa
A vida a refazer
O sonho em que se aporta
O mundo em doce intenso
Delícias méis e risos,
Amor que sei imenso
Imanta os paraísos
E vamos vida afora
Agora e sempre mais
A vida rememora
Desejo imenso cais
Que é feito no torpor
De um toque benfazejo
Em ato, pleno amor,
Deságuo o meu desejo...
Estou dentro de ti
Adentro os teus caminhos
Achando eu me perdi,
Em loucos descaminhos,
Vencendo os teus temores
Pudores e receios,
Embarco meus amores,
Nos olhos, boca e seios,
Recendes ao prazer
Que nada mais importa
A vida a refazer
O sonho em que se aporta
O mundo em doce intenso
Delícias méis e risos,
Amor que sei imenso
Imanta os paraísos
E vamos vida afora
Agora e sempre mais
A vida rememora
Desejo imenso cais
Que é feito no torpor
De um toque benfazejo
Em ato, pleno amor,
Deságuo o meu desejo...
POR UM MOMENTO
Momentos diversos
De nossas vidas.
Enquanto buscavas
A luz
Eu mergulhava nas
Trevas.
Foste um brilho,
Por um momento
Pensei ser eterno.
De nossas vidas.
Enquanto buscavas
A luz
Eu mergulhava nas
Trevas.
Foste um brilho,
Por um momento
Pensei ser eterno.
VERBOS VAGOS...
Por que não sei falar dessa maneira,
Usando os verbos vagos, virulentos,
É que perdi meu tempo, uma bandeira,
Desfraldada por sobre os excrementos
De quem tentou ferir sobremaneira
A quem amara, em todos os momentos.
A vida me ensinando não temer,
Eu vou correndo sempre, mas por quê?
Quis tragar melodias e senzalas,
Não pude mais conter esse chicote.
Mas as costas lanhadas onde exalas,
Não me deixam sinal, quebrei o pote...
Traduzindo seara, levo malas
Em busca da saída, vou a trote.
Mas queria viver teus novos dias,
Nas nocivas franquezas que medias...
Num ato de belíssima vontade,
Misturando, sagaz, novas cantigas.
No que não poderemos crer saudade,
Eram senão pedradas mais antigas.
Coram, cegam, feroz realidade.
Queimando como fosses tais urtigas,
As que na alma repetem cantinelas,
As mesmas que quisemos, serem delas...
No meu karma sei pétrea solidão,
Onde navegaria tantos portos.
No dizer sim, queria tanto o não,
Carregando por certo, velhos mortos.
Na melhor melodia que verão,
Perderei tantos rumos, que sei tortos.
Minha lança, lanceta e confraria,
Nos bares e botecos; dê sangria...
Capuccino, cachaça, chá e mate,
Novos sabores, fluidos paladares;
Da vida sempre torta, um arremate.
Nos teus olhos repletos dos altares,
Brilham loucos fantasmas do combate...
Revejo minha triste lucidez
Quem me dera perder a minha vez...
Pus e sangue, mistura delicada,
Que, emanando de todos os meus dedos;
Fazem-me saber, como está errada
A vida que criei de meus segredos.
Quando permiti noite, madrugada,
Deixei armazenados os meus medos...
Num quero nem concebo liberdade,
Vagando pelos parques da cidade...
Nascido nessas terras das Gerais,
No que pude sentir, foi tudo a esmo.
Não temo nem tempestas, vendavais,
Criado, de cedinho, com torresmo.
Em meio a cercanias sem jornais,
Aos olhos dessa noite, sou o mesmo...
De pequeno, nutrido com coragem,
Desse rio, conheço fundo e margem...
Fui ninado com sangue e com melaço,
Rasguei no mundo berro e valentia.
Peito duro, mineiro, ferro e aço,
Criado a tapa, restos, serventia...
Força nos olhos, pernas e no laço,
Por onde acordei, vida sem valia.
Traquinagem, comer sem saber faca,
Beber da fonte, tetas dessa vaca...
Orgasmos madrugada, tua saia...
No canto, no curral, em pleno mato,
Nem sei de mar, vivendo minha praia
Na beira doce, peixes no regato...
Em plena confusão, rabo da arraia,
Na morte fiz carinho, sei dar trato...
Quebrando minha perna, sem ter pena,
De longe, traz as pernas da morena...
Vadio violão foi meu resgate,
No colo dessa serra, serenata...
Saudade faz que mata, dá empate,
Menina, levantei a tua bata...
Preciso, cafuné, que alguém me trate,
Eu quero te lavar nessa cascata.
Jogando nessas pedras da ribeira,
Teu corpo, penetrando-te, mineira...
Costeleta da Serra D´Espinhaço,
Fiz cabelo, bigode e barba, tudo...
Eu quero me deitar no teu cansaço,
Guardando meu diploma, meu canudo,
Em meio a tuas pernas, teu regaço...
Entrando mais calado, saio mudo.
Talvez me guardes todos os mistérios,
Nem temo teus amores, nem venéreos...
Cresci sofrendo tapa e pescoção,
Na lida atroz, enxada e cavadeira.
Nos brejos, sem temer por podridão,
A vida foi completa escarradeira.
Vacina de menino, de peão,
É feita de porrada, a vida inteira...
Das vespas que mordiam, fiz meu mel,
Da lida mais difícil trouxe céu...
Meu medo foi ter medo de lutar,
Não quis compressa, quero bisturi.
Cada ferida nova que brotar,
Capítulo relido que vivi...
Somente meus, serão; velho luar,
Os olhos desse amor que já perdi...
Capricho sem temer, por resultado,
Os cortes que sangrei, apaixonado...
Recebendo a herança mais maldita,
O traste que pariu minha cadeia;
Não queira meu Senhor, que se repita,
A bosta que transcorre em minha veia...
Minha mãe, talvez, fosse mais bonita,
Se não tivesse sido uma sereia...
Que o boto mais pilantra desse mundo,
Safado caboclim, um verme imundo...
Criado sem ter beira nem paragem,
Escravo desde o dia de nascido.
A vida preparou a sacanagem,
Bem no olho dessa serra, fui cuspido.
Quase que me perdi na traquinagem,
Mas, embora isso tudo, fui crescido...
Vômito de mendigo esfomeado,
Coragem coração, fez cadeado...
Meu cigarro da palha mais curtida,
No milharal da vida, colhi nada.
Serei por certo, servo e despedida
Nunca saberei sorte e tabuada,
Mas não reclamo nada dessa vida,
Estou vivo, e se dane essa embolada.
Na poeira joguei nome e meu futuro,
A morte me espreitando trás do muro...
Fiz cósca em cascavel, minha tapera,
Tem as portas abertas para a morte.
Não temo solidão, nem bicho fera;
Eu queimo, em toda curva, a minha sorte.
Cachaça com limão, vida tempera,
Bem no meu coração, de grande porte,
Cravei as verdadeiras, duras, garras.
Não quero mais saber dessas amarras...
Veloz, eu fugirei dessa saudade,
A saudade de nunca mais ter sido.
A saudade feroz, felicidade,
Que nunca mais terei, nem conhecido.
Oprime o peito, face essa verdade,
A de não ter, jamais, nem ser nascido...
Queria, por momento simplesmente,
Um segundo sequer, me sentir gente...
Usando os verbos vagos, virulentos,
É que perdi meu tempo, uma bandeira,
Desfraldada por sobre os excrementos
De quem tentou ferir sobremaneira
A quem amara, em todos os momentos.
A vida me ensinando não temer,
Eu vou correndo sempre, mas por quê?
Quis tragar melodias e senzalas,
Não pude mais conter esse chicote.
Mas as costas lanhadas onde exalas,
Não me deixam sinal, quebrei o pote...
Traduzindo seara, levo malas
Em busca da saída, vou a trote.
Mas queria viver teus novos dias,
Nas nocivas franquezas que medias...
Num ato de belíssima vontade,
Misturando, sagaz, novas cantigas.
No que não poderemos crer saudade,
Eram senão pedradas mais antigas.
Coram, cegam, feroz realidade.
Queimando como fosses tais urtigas,
As que na alma repetem cantinelas,
As mesmas que quisemos, serem delas...
No meu karma sei pétrea solidão,
Onde navegaria tantos portos.
No dizer sim, queria tanto o não,
Carregando por certo, velhos mortos.
Na melhor melodia que verão,
Perderei tantos rumos, que sei tortos.
Minha lança, lanceta e confraria,
Nos bares e botecos; dê sangria...
Capuccino, cachaça, chá e mate,
Novos sabores, fluidos paladares;
Da vida sempre torta, um arremate.
Nos teus olhos repletos dos altares,
Brilham loucos fantasmas do combate...
Revejo minha triste lucidez
Quem me dera perder a minha vez...
Pus e sangue, mistura delicada,
Que, emanando de todos os meus dedos;
Fazem-me saber, como está errada
A vida que criei de meus segredos.
Quando permiti noite, madrugada,
Deixei armazenados os meus medos...
Num quero nem concebo liberdade,
Vagando pelos parques da cidade...
Nascido nessas terras das Gerais,
No que pude sentir, foi tudo a esmo.
Não temo nem tempestas, vendavais,
Criado, de cedinho, com torresmo.
Em meio a cercanias sem jornais,
Aos olhos dessa noite, sou o mesmo...
De pequeno, nutrido com coragem,
Desse rio, conheço fundo e margem...
Fui ninado com sangue e com melaço,
Rasguei no mundo berro e valentia.
Peito duro, mineiro, ferro e aço,
Criado a tapa, restos, serventia...
Força nos olhos, pernas e no laço,
Por onde acordei, vida sem valia.
Traquinagem, comer sem saber faca,
Beber da fonte, tetas dessa vaca...
Orgasmos madrugada, tua saia...
No canto, no curral, em pleno mato,
Nem sei de mar, vivendo minha praia
Na beira doce, peixes no regato...
Em plena confusão, rabo da arraia,
Na morte fiz carinho, sei dar trato...
Quebrando minha perna, sem ter pena,
De longe, traz as pernas da morena...
Vadio violão foi meu resgate,
No colo dessa serra, serenata...
Saudade faz que mata, dá empate,
Menina, levantei a tua bata...
Preciso, cafuné, que alguém me trate,
Eu quero te lavar nessa cascata.
Jogando nessas pedras da ribeira,
Teu corpo, penetrando-te, mineira...
Costeleta da Serra D´Espinhaço,
Fiz cabelo, bigode e barba, tudo...
Eu quero me deitar no teu cansaço,
Guardando meu diploma, meu canudo,
Em meio a tuas pernas, teu regaço...
Entrando mais calado, saio mudo.
Talvez me guardes todos os mistérios,
Nem temo teus amores, nem venéreos...
Cresci sofrendo tapa e pescoção,
Na lida atroz, enxada e cavadeira.
Nos brejos, sem temer por podridão,
A vida foi completa escarradeira.
Vacina de menino, de peão,
É feita de porrada, a vida inteira...
Das vespas que mordiam, fiz meu mel,
Da lida mais difícil trouxe céu...
Meu medo foi ter medo de lutar,
Não quis compressa, quero bisturi.
Cada ferida nova que brotar,
Capítulo relido que vivi...
Somente meus, serão; velho luar,
Os olhos desse amor que já perdi...
Capricho sem temer, por resultado,
Os cortes que sangrei, apaixonado...
Recebendo a herança mais maldita,
O traste que pariu minha cadeia;
Não queira meu Senhor, que se repita,
A bosta que transcorre em minha veia...
Minha mãe, talvez, fosse mais bonita,
Se não tivesse sido uma sereia...
Que o boto mais pilantra desse mundo,
Safado caboclim, um verme imundo...
Criado sem ter beira nem paragem,
Escravo desde o dia de nascido.
A vida preparou a sacanagem,
Bem no olho dessa serra, fui cuspido.
Quase que me perdi na traquinagem,
Mas, embora isso tudo, fui crescido...
Vômito de mendigo esfomeado,
Coragem coração, fez cadeado...
Meu cigarro da palha mais curtida,
No milharal da vida, colhi nada.
Serei por certo, servo e despedida
Nunca saberei sorte e tabuada,
Mas não reclamo nada dessa vida,
Estou vivo, e se dane essa embolada.
Na poeira joguei nome e meu futuro,
A morte me espreitando trás do muro...
Fiz cósca em cascavel, minha tapera,
Tem as portas abertas para a morte.
Não temo solidão, nem bicho fera;
Eu queimo, em toda curva, a minha sorte.
Cachaça com limão, vida tempera,
Bem no meu coração, de grande porte,
Cravei as verdadeiras, duras, garras.
Não quero mais saber dessas amarras...
Veloz, eu fugirei dessa saudade,
A saudade de nunca mais ter sido.
A saudade feroz, felicidade,
Que nunca mais terei, nem conhecido.
Oprime o peito, face essa verdade,
A de não ter, jamais, nem ser nascido...
Queria, por momento simplesmente,
Um segundo sequer, me sentir gente...
E ÉRAMOS FELIZES
E ÉRAMOS FELIZES
Quantas vezes almas e perdões,
Mentes e sangria...
Boêmia, bares e cerveja.
Bares e mentes, sangue e garrafas.
Aspas e melodias.
MPB e rock, pedra vai rolar.
Amar e cachaça. Canalha e galhardia.
Novas mentiras e danças.
Mansas e agressivas culpas.
Desculpas.
Dez, dez para as duas...
Viva a revolução!!!!
Arroz, feijão, saúde...
Nada mais resta, presta ou investe.
O medo reveste. O filho o fio o medo...
Segredos de um botequim...
Choro e chorinho, esperanças...
Danças e mudanças.
Avanços e remansos.
Revoluções!!!
No fundo éramos felizes...
Quantas vezes almas e perdões,
Mentes e sangria...
Boêmia, bares e cerveja.
Bares e mentes, sangue e garrafas.
Aspas e melodias.
MPB e rock, pedra vai rolar.
Amar e cachaça. Canalha e galhardia.
Novas mentiras e danças.
Mansas e agressivas culpas.
Desculpas.
Dez, dez para as duas...
Viva a revolução!!!!
Arroz, feijão, saúde...
Nada mais resta, presta ou investe.
O medo reveste. O filho o fio o medo...
Segredos de um botequim...
Choro e chorinho, esperanças...
Danças e mudanças.
Avanços e remansos.
Revoluções!!!
No fundo éramos felizes...
NADA ME IMPEDISSE DE SER FELIZ...
Mas nada que me impedisse
De ser feliz.
A não ser o vento triste
Que trouxe amor em bocados
E fazendo dos meus medos
Arremedos e disfarces.
Amor que tem mil faces
Embaça minha visão.
Não me peça mais perdão
Não há bem que se perdure
Mesmo alma que cure
Alma que não se procure.
No boteco da saudade
Tanto gole de conhaque
Vivendo mais de araque
Que da tal felicidade
Que traz sombra
Na verdade
Mas, sinceridade,
Quem não gosta?
Amor sempre se aposta
Embora tanto desgosta
No salto do vira-bosta
No pulo do coração.
Receite amor, seu doutor.
Vais ver quanto que cresce
A sua freguesia.
Amor é vida vadia
Mordendo, depois assopra,
Acalma e depois alopra.
Faz pecado e sacristão,
Na prancha que não surfei
Onde mares naveguei
Onde oceanos passei.
Mas eu não sei nadar!
Por falar em natação
A nada ação
Também dói.
Embora menos um pouco,
Receba a sorte miúda
E tenha a vida graúda
Nas asas dessa paixão.
Da cor de uma graúna
Dureza tem da braúna
Coloque a tua escuna
E parta para o vazio.
Quem sabe no novo cio
O ócio não se desfaça.
Amor é minha cachaça
Embora não saiba amar.
Também eu sou abstêmio!
No reverso da medalha
Amor não me atrapalha
Apenas compensa a pena
Que na pena da saudade
Bateu asas, avoou...
De ser feliz.
A não ser o vento triste
Que trouxe amor em bocados
E fazendo dos meus medos
Arremedos e disfarces.
Amor que tem mil faces
Embaça minha visão.
Não me peça mais perdão
Não há bem que se perdure
Mesmo alma que cure
Alma que não se procure.
No boteco da saudade
Tanto gole de conhaque
Vivendo mais de araque
Que da tal felicidade
Que traz sombra
Na verdade
Mas, sinceridade,
Quem não gosta?
Amor sempre se aposta
Embora tanto desgosta
No salto do vira-bosta
No pulo do coração.
Receite amor, seu doutor.
Vais ver quanto que cresce
A sua freguesia.
Amor é vida vadia
Mordendo, depois assopra,
Acalma e depois alopra.
Faz pecado e sacristão,
Na prancha que não surfei
Onde mares naveguei
Onde oceanos passei.
Mas eu não sei nadar!
Por falar em natação
A nada ação
Também dói.
Embora menos um pouco,
Receba a sorte miúda
E tenha a vida graúda
Nas asas dessa paixão.
Da cor de uma graúna
Dureza tem da braúna
Coloque a tua escuna
E parta para o vazio.
Quem sabe no novo cio
O ócio não se desfaça.
Amor é minha cachaça
Embora não saiba amar.
Também eu sou abstêmio!
No reverso da medalha
Amor não me atrapalha
Apenas compensa a pena
Que na pena da saudade
Bateu asas, avoou...
A LUA
A lua que eu beijava na calada
Dos sonhos estrelados que tivera,
Ao vê-la toda nua des’perada,
No raio solitário, quem me dera...
Ardendo toda fria, trovoei
Os preconceitos tolos. Encantado,
Em comoção total me apaixonei,
Apesar de eu estar tão afastado...
Aconteceu amá-la louca lua
Sonhava despencada nos meus braços
Nesta beleza clara, bela, nua,
Te tomaria, lua, nos abraços
Em plenilúnio, nova ou na minguante,
Me entregaria a ti, no mesmo instante!
Dos sonhos estrelados que tivera,
Ao vê-la toda nua des’perada,
No raio solitário, quem me dera...
Ardendo toda fria, trovoei
Os preconceitos tolos. Encantado,
Em comoção total me apaixonei,
Apesar de eu estar tão afastado...
Aconteceu amá-la louca lua
Sonhava despencada nos meus braços
Nesta beleza clara, bela, nua,
Te tomaria, lua, nos abraços
Em plenilúnio, nova ou na minguante,
Me entregaria a ti, no mesmo instante!
AMOR E POESIA
Amor que nos transforma em poesia
De mútua esperança minha e tua.
Nas danças misturamos noite e dia,
A vida que dançamos continua.
Da minha que te entrego, meu jardim.
Da tua que recebo, borboleta
Que pousa devagar e vem pra mim,
Enquanto te perfumo, tão dileta...
A minha rima encontro em tua rima
Arrimos de nós mesmos, impossível,
Amor que já se inunda e sempre prima
Por abraçar travesso, o sonho incrível.
Amor que farta em ti derrama em mim,
Inverso e escondido, ri no fim...
De mútua esperança minha e tua.
Nas danças misturamos noite e dia,
A vida que dançamos continua.
Da minha que te entrego, meu jardim.
Da tua que recebo, borboleta
Que pousa devagar e vem pra mim,
Enquanto te perfumo, tão dileta...
A minha rima encontro em tua rima
Arrimos de nós mesmos, impossível,
Amor que já se inunda e sempre prima
Por abraçar travesso, o sonho incrível.
Amor que farta em ti derrama em mim,
Inverso e escondido, ri no fim...
TE ALCANÇAR QUERIDA
Eu quero te alcançar minha querida,
Mas tenho que soltar-me enfim de mim
Largar essa corrente, em despedida,
Matar esse fantasma, até no fim.
O medo que me embala, destruir,
Despir-me disso tudo. Das pesadas
Cascas que sempre estavam a fluir
Nos meus caminhos todos, já largadas.
Trocar essas correntes pelas asas
Que deixem a coragem renascer,
Ousar nos céus, voando sobre casas
Nesse impreciso pulo, reviver...
Eu quero ter o vôo em esplendor
Voando pros teus braços, meu amor!
Mas tenho que soltar-me enfim de mim
Largar essa corrente, em despedida,
Matar esse fantasma, até no fim.
O medo que me embala, destruir,
Despir-me disso tudo. Das pesadas
Cascas que sempre estavam a fluir
Nos meus caminhos todos, já largadas.
Trocar essas correntes pelas asas
Que deixem a coragem renascer,
Ousar nos céus, voando sobre casas
Nesse impreciso pulo, reviver...
Eu quero ter o vôo em esplendor
Voando pros teus braços, meu amor!
ESPERANÇAS
Esperanças sussurro no teu peito
Tentando te tocar no coração.
Achando que talvez traga um efeito
Que faça ser menor a confusão...
Sussurro em teus ouvidos, bem baixinho,
A voz enrouquecida, isso te ouriça,
Percebes como fere o teu espinho,
Passível, lerdo, restas temes liça...
E nada em ti descubro tudo inútil,
E nada mais escuta nada fala,
Parece que te escorre medo fútil
Esqueces e de repente, já se cala...
Que temes quando toco o coração?
Fazer de tanta luta maldição?
Tentando te tocar no coração.
Achando que talvez traga um efeito
Que faça ser menor a confusão...
Sussurro em teus ouvidos, bem baixinho,
A voz enrouquecida, isso te ouriça,
Percebes como fere o teu espinho,
Passível, lerdo, restas temes liça...
E nada em ti descubro tudo inútil,
E nada mais escuta nada fala,
Parece que te escorre medo fútil
Esqueces e de repente, já se cala...
Que temes quando toco o coração?
Fazer de tanta luta maldição?
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