Obscurité
C'est vrai que j'ai péché, je ne discute pas.
J'ai eu tort à poursuivre tes étapes doux.
Tant de fois, j'ai perdu si grossière.
Alors nombreux? Je te cherche en vain ... embrassades
Dans la distance, bouleversé, alors me blesser
Après avoir ainsi à la plus prodigue,
Tu as raison, détruire un fruit pourri,
Poitrine, bien sûr, des liens faibles,
Mais s'il vous plaît, pour la charité
Ne laissez pas cette fin de rêve!
En vain un espérance échappe parfois,
Le combat s'est révélée impoli et vide
La nuit, sans savoir quelque lune
Exprimé ce plus sombre incertitude.
Loures
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Dark
Dark
It is true that I have sinned, I do not discuss.
I was wrong to persecute your gentle step.
So many times, I lost so crude.
And many more? I searched thee in vain ... embraces
In the distance, disturbed, so hurt myself
By having thus at the most profligate,
You're right, destroy a putrid fruit,
Exploded, of course, fragile links,
But I ask, please, for charity
Do not leave this dream will end!
In vain a hope sometimes escapes,
The fight proved to be rude and empty
In the evening without knowing of any moonlight
Expressed this uncertainty darker.
Loures
It is true that I have sinned, I do not discuss.
I was wrong to persecute your gentle step.
So many times, I lost so crude.
And many more? I searched thee in vain ... embraces
In the distance, disturbed, so hurt myself
By having thus at the most profligate,
You're right, destroy a putrid fruit,
Exploded, of course, fragile links,
But I ask, please, for charity
Do not leave this dream will end!
In vain a hope sometimes escapes,
The fight proved to be rude and empty
In the evening without knowing of any moonlight
Expressed this uncertainty darker.
Loures
Sombria
Sombria
É certo que pequei, eu não discuto.
Errei ao perseguir teus mansos passos.
Tantas vezes, perdido fui tão bruto.
Outras tantas? Busquei-te em vãos abraços...
Ao longe, transtornado, então me enluto;
Por ter, assim momentos mais devassos,
Tens razão: destruir um podre fruto,
Rebentará, decerto, frágeis laços,
Mas peço, por favor, por caridade,
Não deixes este sonho se acabar!
Em vão, uma esperança ora se evade,
A luta se mostrou rude e vazia
À noite sem saber de algum luar
Expressa esta incerteza mais sombria.
Loures
É certo que pequei, eu não discuto.
Errei ao perseguir teus mansos passos.
Tantas vezes, perdido fui tão bruto.
Outras tantas? Busquei-te em vãos abraços...
Ao longe, transtornado, então me enluto;
Por ter, assim momentos mais devassos,
Tens razão: destruir um podre fruto,
Rebentará, decerto, frágeis laços,
Mas peço, por favor, por caridade,
Não deixes este sonho se acabar!
Em vão, uma esperança ora se evade,
A luta se mostrou rude e vazia
À noite sem saber de algum luar
Expressa esta incerteza mais sombria.
Loures
Flowering
Flowering
Minerva, in a seductive delirium,
Seeing this woman who walked.
Very rare moment of splendor,
A bird flying, gentle, singing,
In this love so sublime hymn
Sunrise showed impressive
Fragrance and Beauties - uncommon flower
Volcanic wash and raging brightness,
Minerva was delighted to promptly
Sent brighten to your ways ...
Venturing far beyond what you feel.
Beauty made in clusters of affection ...
The immensity of inertia in full glory
Rare sense of sublime flowering
LOURES
Minerva, in a seductive delirium,
Seeing this woman who walked.
Very rare moment of splendor,
A bird flying, gentle, singing,
In this love so sublime hymn
Sunrise showed impressive
Fragrance and Beauties - uncommon flower
Volcanic wash and raging brightness,
Minerva was delighted to promptly
Sent brighten to your ways ...
Venturing far beyond what you feel.
Beauty made in clusters of affection ...
The immensity of inertia in full glory
Rare sense of sublime flowering
LOURES
FLÓREA
FLÓREA
Minerva, num delírio sedutor,
Ao ver esta mulher que caminhava.
Momento de raríssimo esplendor,
Um pássaro a voar, manso, cantava,
Em hinos tão sublimes tal amor
Aurora deslumbrante demonstrava
Belezas e perfumes – rara flor
Vulcânico fulgor em fúria e lava,
Minerva, se encantado, prontamente,
Mandou iluminar os teus caminhos...
Ousando muito além do que se sente.
Beleza feita em cachos de carinhos...
Da inércia a imensidão em plena glória
Da rara sensação sublime e flórea.
LOURES
Minerva, num delírio sedutor,
Ao ver esta mulher que caminhava.
Momento de raríssimo esplendor,
Um pássaro a voar, manso, cantava,
Em hinos tão sublimes tal amor
Aurora deslumbrante demonstrava
Belezas e perfumes – rara flor
Vulcânico fulgor em fúria e lava,
Minerva, se encantado, prontamente,
Mandou iluminar os teus caminhos...
Ousando muito além do que se sente.
Beleza feita em cachos de carinhos...
Da inércia a imensidão em plena glória
Da rara sensação sublime e flórea.
LOURES
Recebo cada flor como se visse
O tanto que mergulho sem defesa
O manto se desenha e sobre a mesa
Procuro o que decerto a vida disse,
E mesmo quando seja uma tolice
A vida nos prepara uma surpresa
E nada do que possa em correnteza
Expressa o quanto viva sem crendice.
A rústica presença de um cenário
Diverso quando o quis mais temerário
Marcando com temor o quanto explora
A luta sem sentido e sem proveito
No todo quanto queira e me deleito
Vivendo sem sentido e sem demora.
O tanto que mergulho sem defesa
O manto se desenha e sobre a mesa
Procuro o que decerto a vida disse,
E mesmo quando seja uma tolice
A vida nos prepara uma surpresa
E nada do que possa em correnteza
Expressa o quanto viva sem crendice.
A rústica presença de um cenário
Diverso quando o quis mais temerário
Marcando com temor o quanto explora
A luta sem sentido e sem proveito
No todo quanto queira e me deleito
Vivendo sem sentido e sem demora.
My companion
My companion
It is my most accurate partner!
All the pain that this life always goes
Most difficult time, more cruel,
In the moon that will never returns,
It is the complete certainty that there is a heaven!
Friend, wherever you are I'm there,
It's all my support, my knapsack!
My dream, never again it will expire!
Sometimes you found me abandoned,
Alone, without a promise for hope.
Life seemed a weight a burden ...
Crawling my pains in a vacuum
The pain at every moment most advanced
While other time I would challenge ...
Loures
It is my most accurate partner!
All the pain that this life always goes
Most difficult time, more cruel,
In the moon that will never returns,
It is the complete certainty that there is a heaven!
Friend, wherever you are I'm there,
It's all my support, my knapsack!
My dream, never again it will expire!
Sometimes you found me abandoned,
Alone, without a promise for hope.
Life seemed a weight a burden ...
Crawling my pains in a vacuum
The pain at every moment most advanced
While other time I would challenge ...
Loures
Minha companheira
Minha companheira
É minha companheira mais fiel!
Toda dor que esta vida sempre dá
Momento tão difícil, mais cruel,
Na lua que jamais retornará,
É a certeza plena que há um céu!
Amiga, onde estiveres, estou lá,
É todo o meu sustento, meu farnel!
Meu sonho, nunca mais, se findará!
Por vezes me encontraste abandonado,
Sozinho, sem promessas de esperança.
A vida parecendo um peso, um fardo...
Rastejo minhas dores no vazio
A dor a cada instante mais avança
Enquanto outro momento eu desafio...
Loures
É minha companheira mais fiel!
Toda dor que esta vida sempre dá
Momento tão difícil, mais cruel,
Na lua que jamais retornará,
É a certeza plena que há um céu!
Amiga, onde estiveres, estou lá,
É todo o meu sustento, meu farnel!
Meu sonho, nunca mais, se findará!
Por vezes me encontraste abandonado,
Sozinho, sem promessas de esperança.
A vida parecendo um peso, um fardo...
Rastejo minhas dores no vazio
A dor a cada instante mais avança
Enquanto outro momento eu desafio...
Loures
HIVER
HIVER
Dans les champs verts, belles fleurs ...
Parfum différentes nuances.
Les abeilles, les oiseaux, beaucoup de couleurs.
Toucher un cœur, le désir triste ...
Dans les cieux sont l'aube grâces
Divines. Dans ces domaines, les villes,
Recherche de pistes où vous êtes
en vain, inutile, vous avez brisé
Une vie sans que vous ayez, n'a pas de sens
Le monde ne permet pas un chant triste.
La nuit, sur ma poitrine s'ouvre,
Éclipse la beauté, le charme refuse.
Mes journées à chercher à ceux qui voulaient
L'hivernage cœur à l'agonie ...
LOURES
Dans les champs verts, belles fleurs ...
Parfum différentes nuances.
Les abeilles, les oiseaux, beaucoup de couleurs.
Toucher un cœur, le désir triste ...
Dans les cieux sont l'aube grâces
Divines. Dans ces domaines, les villes,
Recherche de pistes où vous êtes
en vain, inutile, vous avez brisé
Une vie sans que vous ayez, n'a pas de sens
Le monde ne permet pas un chant triste.
La nuit, sur ma poitrine s'ouvre,
Éclipse la beauté, le charme refuse.
Mes journées à chercher à ceux qui voulaient
L'hivernage cœur à l'agonie ...
LOURES
WINTER
WINTER
In the green fields, beautiful flowers ...
Fragrance of various grades.
Bees, birds, many colors.
Beating a heart, sorrowful missed ...
In the dawn skies are favors
Divine. In these fields, towns,
Looking for trails where you go
In vain senseless, you left
A life without having you has no meaning
The world does not allow a sad song.
At night, in my chest reveals,
Obscures that beauty, charm negates.
My day looking for those who wanted
Wintering the heart in agony ...
LOURES
In the green fields, beautiful flowers ...
Fragrance of various grades.
Bees, birds, many colors.
Beating a heart, sorrowful missed ...
In the dawn skies are favors
Divine. In these fields, towns,
Looking for trails where you go
In vain senseless, you left
A life without having you has no meaning
The world does not allow a sad song.
At night, in my chest reveals,
Obscures that beauty, charm negates.
My day looking for those who wanted
Wintering the heart in agony ...
LOURES
INVERNAÇÃO
INVERNAÇÃO
Nos campos verdejantes, belas flores...
Perfumes de diversas qualidades.
Abelhas, passarinhos, tantas cores.
Batendo um coração, tristes saudades...
Nos céus as alvoradas são favores
Divinos. Nestes campos, nas cidades,
Procuro pelos rastros onde fores
Embalde, sem sentido, tu te evades.
A vida sem te ter, já se amofina,
O mundo não permite um triste canto.
A noite, no meu peito descortina,
Ofusca essa beleza, nega encanto.
Meus dias procurando quem queria
Inverna o coração em agonia...
LOURES
Nos campos verdejantes, belas flores...
Perfumes de diversas qualidades.
Abelhas, passarinhos, tantas cores.
Batendo um coração, tristes saudades...
Nos céus as alvoradas são favores
Divinos. Nestes campos, nas cidades,
Procuro pelos rastros onde fores
Embalde, sem sentido, tu te evades.
A vida sem te ter, já se amofina,
O mundo não permite um triste canto.
A noite, no meu peito descortina,
Ofusca essa beleza, nega encanto.
Meus dias procurando quem queria
Inverna o coração em agonia...
LOURES
EM VÃO
EM VÃO
A vida amanhecendo ensolarada.
Andorinhas, pardais, cantam bom dia,
Nas árvores louvando. A passarada,
Plena satisfação na cantoria!
Um manto de esplendor, de fantasia,
Se espalha na manhã, linda, orvalhada!
O mundo inteiro vive essa alegria,
Na rara sinfonia anunciada,
Porém imensa nuvem cala o sol,
Embora tanta vida se deslinde.
A natureza, bela neste brinde,
Agrisalhando em mim, teu girassol,
Antes que esta manhã se faça minha,
A solidão decerto em vão se aninha...
LOURES
A vida amanhecendo ensolarada.
Andorinhas, pardais, cantam bom dia,
Nas árvores louvando. A passarada,
Plena satisfação na cantoria!
Um manto de esplendor, de fantasia,
Se espalha na manhã, linda, orvalhada!
O mundo inteiro vive essa alegria,
Na rara sinfonia anunciada,
Porém imensa nuvem cala o sol,
Embora tanta vida se deslinde.
A natureza, bela neste brinde,
Agrisalhando em mim, teu girassol,
Antes que esta manhã se faça minha,
A solidão decerto em vão se aninha...
LOURES
Minha esperança
Minha esperança
Altares dos amores que sonhei
Nossas manhãs, cetim, seda e veludo.
Amor que sempre, louco, procurei,
Tuas mãos são promessas. Não me iludo.
O quanto do vazio foi tal grei
No templo do talvez e do contudo,
No teu mundo de sonhos, mergulhei.
Retorno do teu reino, quieto, mudo...
Amar perdidamente, minha sina...
Os versos de ansiedade e de tortura...
A noite simplesmente me alucina.
A sorte que deveras se procura,
Meus olhos se turvando em plena bruma,
Minha esperança aos poucos já se esfuma...
LOURES
Altares dos amores que sonhei
Nossas manhãs, cetim, seda e veludo.
Amor que sempre, louco, procurei,
Tuas mãos são promessas. Não me iludo.
O quanto do vazio foi tal grei
No templo do talvez e do contudo,
No teu mundo de sonhos, mergulhei.
Retorno do teu reino, quieto, mudo...
Amar perdidamente, minha sina...
Os versos de ansiedade e de tortura...
A noite simplesmente me alucina.
A sorte que deveras se procura,
Meus olhos se turvando em plena bruma,
Minha esperança aos poucos já se esfuma...
LOURES
Me gustaría
Me gustaría
Sería un poeta y decirle
Las nubes y la lluvia no traéis
Cuando la noche es mi delicia.
La vida que te ha traído con tonos atrevidos
Las alas que transportan, sin saberlo.
Tu llegada renace en nueva fase
Desde el corazón. Y el trato de leer
En el libro de esperanza, frases dulces.
Quiero dominar los versos proclamando
Encontré la belleza en los ojos.
Deseo conocer la fantasía
Sumergirse durante la noche en una enorme luna
Con lo que más deseo
En el mundo hecho en la paz y poesía…
LOURES
Sería un poeta y decirle
Las nubes y la lluvia no traéis
Cuando la noche es mi delicia.
La vida que te ha traído con tonos atrevidos
Las alas que transportan, sin saberlo.
Tu llegada renace en nueva fase
Desde el corazón. Y el trato de leer
En el libro de esperanza, frases dulces.
Quiero dominar los versos proclamando
Encontré la belleza en los ojos.
Deseo conocer la fantasía
Sumergirse durante la noche en una enorme luna
Con lo que más deseo
En el mundo hecho en la paz y poesía…
LOURES
I wish I could
I wish I could
I wish to be a poet and tell you
From the clouds and rains that does not brings
Where the night is my delight.
Of life that brought you in audacious tones
The wings that carry, without knowing it.
Your coming is reborn in new phase
From the heart. And try to read
In the book of hope, sweet phrases.
I wish to gentle verses declare
That I found beauty in your eyes.
If only knowing the fantasy
Soaking overnight in an immense moon
Bringing the more want
In the world made in peace and poetry ...
LOURES
I wish to be a poet and tell you
From the clouds and rains that does not brings
Where the night is my delight.
Of life that brought you in audacious tones
The wings that carry, without knowing it.
Your coming is reborn in new phase
From the heart. And try to read
In the book of hope, sweet phrases.
I wish to gentle verses declare
That I found beauty in your eyes.
If only knowing the fantasy
Soaking overnight in an immense moon
Bringing the more want
In the world made in peace and poetry ...
LOURES
Je veux
Je veux
Serait un poète et raconter
Nuages et les pluies n'amenez-vous pas
Lorsque la nuit est mon plaisir.
De la vie qui vous a amené dans des tons audacieux
Les ailes qui portent, sans le savoir.
Ton avènement renaît dans la phase nouveau
Du fond du coeur. Et essayez de lire
Dans le livre d'espoir, de expressions douces.
Je voudrais dompter les versets annonçant
J'ai trouvé la beauté dans vos yeux.
Je voudrais savoir la fantaisie
Trempage pendant la nuit dans une immense lune
Apportant plus désir
En monde fait dans la paix et la poésie ...
LOURES
Serait un poète et raconter
Nuages et les pluies n'amenez-vous pas
Lorsque la nuit est mon plaisir.
De la vie qui vous a amené dans des tons audacieux
Les ailes qui portent, sans le savoir.
Ton avènement renaît dans la phase nouveau
Du fond du coeur. Et essayez de lire
Dans le livre d'espoir, de expressions douces.
Je voudrais dompter les versets annonçant
J'ai trouvé la beauté dans vos yeux.
Je voudrais savoir la fantaisie
Trempage pendant la nuit dans une immense lune
Apportant plus désir
En monde fait dans la paix et la poésie ...
LOURES
QUEM ME DERA
QUEM ME DERA
Quem dera ser poeta e te dizer
Das nuvens e das chuvas que não trazes
Da noite onde se encontra o meu prazer.
Da vida que te trouxe em tons audazes
Das asas que carregas, sem saber.
Tua vinda renasce em novas fases
Vindas do coração. E tento ler
No livro de esperanças, doces frases.
Quem dera em mansos versos proclamar
Beleza que encontrei no teu olhar.
Quem dera conhecer a fantasia
Que encharca a noite imensa num luar
Trazendo o quanto mais desejaria
No mundo feito em paz e poesia...
LOURES
Quem dera ser poeta e te dizer
Das nuvens e das chuvas que não trazes
Da noite onde se encontra o meu prazer.
Da vida que te trouxe em tons audazes
Das asas que carregas, sem saber.
Tua vinda renasce em novas fases
Vindas do coração. E tento ler
No livro de esperanças, doces frases.
Quem dera em mansos versos proclamar
Beleza que encontrei no teu olhar.
Quem dera conhecer a fantasia
Que encharca a noite imensa num luar
Trazendo o quanto mais desejaria
No mundo feito em paz e poesia...
LOURES
Qualquer fonte
Qualquer fonte
Negando qualquer fonte que me traga
O quanto na verdade não teria
Vivendo tão somente esta utopia
Na sorte tão diversa quanto vaga,
O tempo quantas vezes nos afaga
Marcante solidão, hipocrisia,
Versando sobre a senda mais sombria,
A mente sem parada em vão divaga,
E o peso de uma eterna vigilância
Trapaças onde possa em elegância
Usar dos sortilégios mais imundos,
Cerzindo em minhas mãos a sensação
Do sangramento imenso e mesmo vão
Por onde se esvaíram nossos mundos.
Loures
Negando qualquer fonte que me traga
O quanto na verdade não teria
Vivendo tão somente esta utopia
Na sorte tão diversa quanto vaga,
O tempo quantas vezes nos afaga
Marcante solidão, hipocrisia,
Versando sobre a senda mais sombria,
A mente sem parada em vão divaga,
E o peso de uma eterna vigilância
Trapaças onde possa em elegância
Usar dos sortilégios mais imundos,
Cerzindo em minhas mãos a sensação
Do sangramento imenso e mesmo vão
Por onde se esvaíram nossos mundos.
Loures
Caminhares
Caminhares
Nos mesmos ou diversos caminhares
Altares espalhados no caminho,
E quando me imagino mais sozinho
Percebo o quanto finge não notares,
Resumos do que possa em tais lugares
Vagando sobre estrelas, mas daninho,
O tanto se mostrando em sangue ou vinho
A vida traz em si mil lupanares.
E possa vez em quando, quanto quis,
A sorte essa sirena meretriz
Atrás do quanto fora e não voltasse,
O verbo se confunde e se transforma
E o bêbado cenário em rude norma,
Tramando o que se fez em tolo impasse.
LOURES
Nos mesmos ou diversos caminhares
Altares espalhados no caminho,
E quando me imagino mais sozinho
Percebo o quanto finge não notares,
Resumos do que possa em tais lugares
Vagando sobre estrelas, mas daninho,
O tanto se mostrando em sangue ou vinho
A vida traz em si mil lupanares.
E possa vez em quando, quanto quis,
A sorte essa sirena meretriz
Atrás do quanto fora e não voltasse,
O verbo se confunde e se transforma
E o bêbado cenário em rude norma,
Tramando o que se fez em tolo impasse.
LOURES
QUASE NADA
QUASE NADA
Já não me caberia ser assim
Na velha presunção do que pudera,
A vida amanhecendo a louca fera
Adormecendo o quanto resta em mim,
Floresce dentro da alma este jardim
Na etérea sensação de primavera
E vejo a solidão, rude quimera,
Rondando o quanto possa ter no fim.
Jamais imaginasse outro momento
E mesmo quando siga mais atento,
Reajo contra a fúria de um instante,
A sórdida presença do que fora,
A velha imagem morta e tentadora
Do quanto em quase nada se adiante.
LOURES
Já não me caberia ser assim
Na velha presunção do que pudera,
A vida amanhecendo a louca fera
Adormecendo o quanto resta em mim,
Floresce dentro da alma este jardim
Na etérea sensação de primavera
E vejo a solidão, rude quimera,
Rondando o quanto possa ter no fim.
Jamais imaginasse outro momento
E mesmo quando siga mais atento,
Reajo contra a fúria de um instante,
A sórdida presença do que fora,
A velha imagem morta e tentadora
Do quanto em quase nada se adiante.
LOURES
HARMONIA.
HARMONIA.
Jamais imaginasse outro momento,
Embora saiba mesmo do que pude
Vivendo a mais completa plenitude
Na qual deveras sonho e mesmo alento,
A solidão se faz em forte vento,
Presumo o quanto reste em atitude
E o velho coração deveras rude
Esquece o dia a dia, sofrimento.
Não mais que o peso imenso da saudade
Enquanto a solidez já se degrade
Esparsa pelos cantos meus escombros,
Olhando meu passado sobre os ombros,
Anseio o quanto veio e não viria,
Tentando pelo menos a harmonia.
LOURES
Jamais imaginasse outro momento,
Embora saiba mesmo do que pude
Vivendo a mais completa plenitude
Na qual deveras sonho e mesmo alento,
A solidão se faz em forte vento,
Presumo o quanto reste em atitude
E o velho coração deveras rude
Esquece o dia a dia, sofrimento.
Não mais que o peso imenso da saudade
Enquanto a solidez já se degrade
Esparsa pelos cantos meus escombros,
Olhando meu passado sobre os ombros,
Anseio o quanto veio e não viria,
Tentando pelo menos a harmonia.
LOURES
Fardo
Fardo
Logrando a velha sorte que lapida
O verso mais audaz reverso e cruz,
Ao menos se desdenha em contraluz
O quanto se fizesse em clara vida,
Rasgando a pele envolta na ferida
O todo que decerto em paz eu pus,
Justificasse assim o que seduz,
Matando desde sempre e sem saída,
Arcar com erros tais e costumeiros
Apodrecendo nus velhos canteiros
Cordeiros que seguissem seu pastor,
O mundo feito em faca, tédio e medo,
No fundo do que possa este degredo
O fardo mais pesado a se compor.
LOURES
Logrando a velha sorte que lapida
O verso mais audaz reverso e cruz,
Ao menos se desdenha em contraluz
O quanto se fizesse em clara vida,
Rasgando a pele envolta na ferida
O todo que decerto em paz eu pus,
Justificasse assim o que seduz,
Matando desde sempre e sem saída,
Arcar com erros tais e costumeiros
Apodrecendo nus velhos canteiros
Cordeiros que seguissem seu pastor,
O mundo feito em faca, tédio e medo,
No fundo do que possa este degredo
O fardo mais pesado a se compor.
LOURES
Mera mente
Mera mente
Não mais que meramente a mente marca
Porções do que se faça parte a parte
E quando na verdade se comparte
A senda mais cruel, meu mundo abarca,
Seria o quanto fosse se esta parca
Loucura não viesse como aparte
A solidão negando a vida uma arte
Que possa em mil dilúvios ser tal arca,
Não quero tão somente o que se tente
Nem mesmo quando seja imprevidente
Ausente dos meus olhos, não desponte,
Ainda que pudesse ver além
O tempo segue sempre muito aquém
Negando o que tentasse ser tal fonte...
LOURES
Não mais que meramente a mente marca
Porções do que se faça parte a parte
E quando na verdade se comparte
A senda mais cruel, meu mundo abarca,
Seria o quanto fosse se esta parca
Loucura não viesse como aparte
A solidão negando a vida uma arte
Que possa em mil dilúvios ser tal arca,
Não quero tão somente o que se tente
Nem mesmo quando seja imprevidente
Ausente dos meus olhos, não desponte,
Ainda que pudesse ver além
O tempo segue sempre muito aquém
Negando o que tentasse ser tal fonte...
LOURES
SOBRE AS PEDRAS
SOBRE AS PEDRAS
Jogado sobre as pedras deste cais
Nos tempos dolorosos e diversos
Pulsando caminhares entre versos
Vagando entre dias desiguais,
Rumando sem sentido, sem jamais,
Ousar momentos livres ou dispersos
Meus sonhos tantas vezes são perversos
Enquanto novos sonhos tu me trais,
Restaurações sublimes da esperança
E o nada noutro tom contrabalança
Grassando sobre os restos do que somos,
Milhares de desejos em mil tomos,
Na rústica loucura que se emana
Na imagem dolorosa e soberana...
LOURES
Jogado sobre as pedras deste cais
Nos tempos dolorosos e diversos
Pulsando caminhares entre versos
Vagando entre dias desiguais,
Rumando sem sentido, sem jamais,
Ousar momentos livres ou dispersos
Meus sonhos tantas vezes são perversos
Enquanto novos sonhos tu me trais,
Restaurações sublimes da esperança
E o nada noutro tom contrabalança
Grassando sobre os restos do que somos,
Milhares de desejos em mil tomos,
Na rústica loucura que se emana
Na imagem dolorosa e soberana...
LOURES
WITHOUT STOPPING
WITHOUT STOPPING
I pursue my love without stopping
On vast walks of my soul
Inside this love, my journey,
At the same time it hurts and so calm.
Feeling your disdain, I despair
And almost giving me senseless,
Missed to the world that no more want.
So much love that always has been.
Avid to know where you went
At the time that you lived other trails
Do not even feel, but causing such wear,
I relive such ragged nostalgia.
I know that nothing remains the fact,
Burned of the drawer that picture ...
LOURES
I pursue my love without stopping
On vast walks of my soul
Inside this love, my journey,
At the same time it hurts and so calm.
Feeling your disdain, I despair
And almost giving me senseless,
Missed to the world that no more want.
So much love that always has been.
Avid to know where you went
At the time that you lived other trails
Do not even feel, but causing such wear,
I relive such ragged nostalgia.
I know that nothing remains the fact,
Burned of the drawer that picture ...
LOURES
SEM TER PARAGEM
SEM TER PARAGEM
Persigo meu amor sem ter paragem
Em vastas caminhadas de minha alma
Por dentro deste amor, minha viagem,
Ao mesmo tempo dói e tanto acalma.
Sentindo teu desdém, me desespero
E quase me entregando, sem sentido,
Ao mundo que perdido não mais quero.
De tanto amor que sempre tem havido.
Ávido de saber por onde andaste
No tempo em que vivias outras trilhas
Nem sinto, mas causando tal desgaste,
Revivo tais saudades maltrapilhas.
Bem sei que nada mais resta do fato,
Queimaste da gaveta esse retrato...
LOURES
Persigo meu amor sem ter paragem
Em vastas caminhadas de minha alma
Por dentro deste amor, minha viagem,
Ao mesmo tempo dói e tanto acalma.
Sentindo teu desdém, me desespero
E quase me entregando, sem sentido,
Ao mundo que perdido não mais quero.
De tanto amor que sempre tem havido.
Ávido de saber por onde andaste
No tempo em que vivias outras trilhas
Nem sinto, mas causando tal desgaste,
Revivo tais saudades maltrapilhas.
Bem sei que nada mais resta do fato,
Queimaste da gaveta esse retrato...
LOURES
SENSELESS WITHOUT TENDERNESS.
SENSELESS WITHOUT TENDERNESS.
A life without sense and without tenderness
The more diverse and painful time
How much could capricious
Undoubtedly to feel what is sought,
My song is translated into bitterness,
Leaving behind the immense pleasure
What can dream beyond the darkness
Trace the pathway me calm and pure,
May very well at this moment
And in the night always comes vacancies
Marking each step toward this end,
Does not want to believe in another scenario,
Do not even the illusion, a mere privateer,
That invades the heart without more brokenness.
LOURES
A life without sense and without tenderness
The more diverse and painful time
How much could capricious
Undoubtedly to feel what is sought,
My song is translated into bitterness,
Leaving behind the immense pleasure
What can dream beyond the darkness
Trace the pathway me calm and pure,
May very well at this moment
And in the night always comes vacancies
Marking each step toward this end,
Does not want to believe in another scenario,
Do not even the illusion, a mere privateer,
That invades the heart without more brokenness.
LOURES
SENSELESS WITHOUT TENDERNESS.
SENSELESS WITHOUT TENDERNESS.
A life without sense and without tenderness
The more diverse and painful time
How much could capricious
Undoubtedly to feel what is sought,
My song is translated into bitterness,
Leaving behind the immense pleasure
What can dream beyond the darkness
Trace the pathway me calm and pure,
May very well at this moment
And in the night always comes vacancies
Marking each step toward this end,
Does not want to believe in another scenario,
Do not even the illusion, a mere privateer,
That invades
LOURES
A life without sense and without tenderness
The more diverse and painful time
How much could capricious
Undoubtedly to feel what is sought,
My song is translated into bitterness,
Leaving behind the immense pleasure
What can dream beyond the darkness
Trace the pathway me calm and pure,
May very well at this moment
And in the night always comes vacancies
Marking each step toward this end,
Does not want to believe in another scenario,
Do not even the illusion, a mere privateer,
That invades
LOURES
Sin sentido y sin ternura.
Sin sentido y sin ternura.
Una vida sin sentido y sin ternura
El tiempo más diverso y doloroso
Cómo podría imaginar
Sin duda sentirse lo que se busca,
Mi canción se traduce en amargura,
Dejando atrás la inmensa alegría
Lo que se puede soñar más allá de la oscuridad
Trace la ruta con la calma y la pureza
Puede muy bien en este momento
Y por la noche siempre viene puesto
Marcando cada instante hacia este fin,
No quiero creer en otro escenario,
Ni siquiera la ilusión, un corsario mero
Que invade el corazón sin más quebrantos…
LOURES
Una vida sin sentido y sin ternura
El tiempo más diverso y doloroso
Cómo podría imaginar
Sin duda sentirse lo que se busca,
Mi canción se traduce en amargura,
Dejando atrás la inmensa alegría
Lo que se puede soñar más allá de la oscuridad
Trace la ruta con la calma y la pureza
Puede muy bien en este momento
Y por la noche siempre viene puesto
Marcando cada instante hacia este fin,
No quiero creer en otro escenario,
Ni siquiera la ilusión, un corsario mero
Que invade el corazón sin más quebrantos…
LOURES
SEM SENTIDO E SEM TERNURA.
SEM SENTIDO E SEM TERNURA.
A vida sem sentido e sem ternura
O tempo mais diverso e doloroso
O quanto poderia caprichoso
Sentir o que decerto se procura,
Meu canto se traduza em amargura,
Deixando para trás o imenso gozo
Que possa além do sonho tenebroso
Traçar a minha senda calma e pura,
Possamos neste instante muito além
Do quanto em noites vagas sempre vêm
Marcando cada passo rumo ao tanto,
Não quero acreditar noutro cenário,
Nem mesmo da ilusão, mero corsário,
Que invade o coração sem mais quebranto.
LOURES
A vida sem sentido e sem ternura
O tempo mais diverso e doloroso
O quanto poderia caprichoso
Sentir o que decerto se procura,
Meu canto se traduza em amargura,
Deixando para trás o imenso gozo
Que possa além do sonho tenebroso
Traçar a minha senda calma e pura,
Possamos neste instante muito além
Do quanto em noites vagas sempre vêm
Marcando cada passo rumo ao tanto,
Não quero acreditar noutro cenário,
Nem mesmo da ilusão, mero corsário,
Que invade o coração sem mais quebranto.
LOURES
LONGE DE TI
LONGE DE TI
Longe de ti percebo a solidão
Verdades e mentiras são falsárias
Amores se viverem sem perdão
Nas dores sempre encontram adversárias
Se não te importas sinto tal tormento
Que quase me enlouqueço sem prazer.
Vivendo por viver já não agüento
Os males que me invadem todo o ser.
Estando junto a ti por outro lado,
Esqueço minhas dores, ressuscito
Amor p’ra ser amor ama o amado
Com gosto, no segundo, do infinito.
Por isso te pretendo como um todo
Sem teu amor, decerto, frio e lodo...
LOURES
Longe de ti percebo a solidão
Verdades e mentiras são falsárias
Amores se viverem sem perdão
Nas dores sempre encontram adversárias
Se não te importas sinto tal tormento
Que quase me enlouqueço sem prazer.
Vivendo por viver já não agüento
Os males que me invadem todo o ser.
Estando junto a ti por outro lado,
Esqueço minhas dores, ressuscito
Amor p’ra ser amor ama o amado
Com gosto, no segundo, do infinito.
Por isso te pretendo como um todo
Sem teu amor, decerto, frio e lodo...
LOURES
QUERENDO O TEU QUERER
QUERENDO O TEU QUERER
Querendo teu amor como te quero
Espero que me queiras afinal
Querer que tanto trago, querer gero;
Em versos dedicando bem e mal.
A mente me remete a manso credo
Vencido pelas tramas do querer
Nas sendas do querer já me enveredo
Embora tantas lutas, vou vencer.
Não pense que compensa essa batalha
Em campos delicados sem peçonha.
Querer quando nos quer a dor espalha
E traz o nosso amor, quando se sonha.
Mas desarmado vou para o teu lado
Somente de querer-te bem, armado...
LOURES
Querendo teu amor como te quero
Espero que me queiras afinal
Querer que tanto trago, querer gero;
Em versos dedicando bem e mal.
A mente me remete a manso credo
Vencido pelas tramas do querer
Nas sendas do querer já me enveredo
Embora tantas lutas, vou vencer.
Não pense que compensa essa batalha
Em campos delicados sem peçonha.
Querer quando nos quer a dor espalha
E traz o nosso amor, quando se sonha.
Mas desarmado vou para o teu lado
Somente de querer-te bem, armado...
LOURES
DESTINO
DESTINO
Destino sempre prega tanta peça,
Embora muitas vezes surpreenda
Na vida quase nada que te impeça
Recebes com carinho em tua tenda.
Porém se amores mostram suas caras,
E mordem como fossem violentos.
Os sonhos mais difíceis anteparas
Em busca dos divinos, bons ungüentos.
Vivendo deste amor qual peregrino
Que trama sem saber do seu caminho.
Amor por ser amor, faz seu destino.
E nele mesmo incrusta fim e ninho.
Ao menos se escutasse minha prece
Mas tolo coração, não obedece!
LOURES
Destino sempre prega tanta peça,
Embora muitas vezes surpreenda
Na vida quase nada que te impeça
Recebes com carinho em tua tenda.
Porém se amores mostram suas caras,
E mordem como fossem violentos.
Os sonhos mais difíceis anteparas
Em busca dos divinos, bons ungüentos.
Vivendo deste amor qual peregrino
Que trama sem saber do seu caminho.
Amor por ser amor, faz seu destino.
E nele mesmo incrusta fim e ninho.
Ao menos se escutasse minha prece
Mas tolo coração, não obedece!
LOURES
PAZ E LOUCURA
PAZ E LOUCURA
Amor, que se fazendo em meus cuidados
Se torna quase sempre um instrumento
De sonhos e de cantos mais velados
Ecoa no meu peito um sentimento.
Divinos os teus rastros que percorro
Amares nunca dantes percorridos
Escapo numa escarpa, monte, morro.
Rochedos dos meus sonhos vãos, perdidos.
Mas, sendo quem não fora, quem me dera
Ser mar e navegar teu coração
Buscando em meu outono, a primavera
Pedindo, nos meus versos, teu perdão.
Amor que me maltrata, mata e cura,
Ao mesmo tempo brilho, paz, loucura...
LOURES
Amor, que se fazendo em meus cuidados
Se torna quase sempre um instrumento
De sonhos e de cantos mais velados
Ecoa no meu peito um sentimento.
Divinos os teus rastros que percorro
Amares nunca dantes percorridos
Escapo numa escarpa, monte, morro.
Rochedos dos meus sonhos vãos, perdidos.
Mas, sendo quem não fora, quem me dera
Ser mar e navegar teu coração
Buscando em meu outono, a primavera
Pedindo, nos meus versos, teu perdão.
Amor que me maltrata, mata e cura,
Ao mesmo tempo brilho, paz, loucura...
LOURES
UMA ESTRELA ACENDENDO
UMA ESTRELA ACENDENDO
Uma estrela acendendo onde começas
Em brisas, maciez, em plena festa.
De tudo que sonhei, nada mais resta,
Senão o meu caminho sem promessas
Estrela que vivendo nas avessas
Transforma meu viver mais enfadonho...
E a vida traduzida em raro sonho.
Abraço tal estrela que não sente
Abraços nem sementes que perfumo,
Esqueço meu caminho, caço o rumo
E nem amar estrela mais consente.
Quem dera se pudesse, ouviu estrela,
E nada conceber senão vivê-la!
LOURES
Uma estrela acendendo onde começas
Em brisas, maciez, em plena festa.
De tudo que sonhei, nada mais resta,
Senão o meu caminho sem promessas
Estrela que vivendo nas avessas
Transforma meu viver mais enfadonho...
E a vida traduzida em raro sonho.
Abraço tal estrela que não sente
Abraços nem sementes que perfumo,
Esqueço meu caminho, caço o rumo
E nem amar estrela mais consente.
Quem dera se pudesse, ouviu estrela,
E nada conceber senão vivê-la!
LOURES
SENSAÇÃO CRUEL
SENSAÇÃO CRUEL
AH! COMO EU PODERIA TE DIZER
DA SENSAÇÃO CRUEL DESSA SAUDADE
DIZER-TE QUE, SEM TI , MELHOR MORRER!
VOU PROCURAR-TE EM TODA CLARIDADE.
JAMAIS EU SABERIA QUEM HÁ DE
INFORMAR A ESSE LOUCO SEM PORQUÊ
EM QUE CANTO, EM QUE RUA NA CIDADE
EM QUE MUNDO ELE SOUBE TE PERDER?
AGORA QUE AS PALAVRAS SÃO NEFASTAS.
AGORA QUE MEU MUNDO JÁ PERDI
QUANTO MAIS ME APROXIMO, MAIS T'AFASTAS
MAIS SINTO A ANGÚSTIA MAIS CRUEL, SORRIR.
SE, QUANTO MAIS DE DOR, MEU PEITO,
ABASTAS;
SUPLICO, POR FAVOR, O AMOR EM TI
AH! COMO EU PODERIA TE DIZER
DA SENSAÇÃO CRUEL DESSA SAUDADE
DIZER-TE QUE, SEM TI , MELHOR MORRER!
VOU PROCURAR-TE EM TODA CLARIDADE.
JAMAIS EU SABERIA QUEM HÁ DE
INFORMAR A ESSE LOUCO SEM PORQUÊ
EM QUE CANTO, EM QUE RUA NA CIDADE
EM QUE MUNDO ELE SOUBE TE PERDER?
AGORA QUE AS PALAVRAS SÃO NEFASTAS.
AGORA QUE MEU MUNDO JÁ PERDI
QUANTO MAIS ME APROXIMO, MAIS T'AFASTAS
MAIS SINTO A ANGÚSTIA MAIS CRUEL, SORRIR.
SE, QUANTO MAIS DE DOR, MEU PEITO,
ABASTAS;
SUPLICO, POR FAVOR, O AMOR EM TI
DESEJADOS
DESEJADOS
Desejados carinhos desta lua...
Infinitos os raios que me dás,
À noite, a esperança que flutua
Me traz a verdadeira e mansa paz...
A visagem serena, bela, nua,
Desta mulher fantástica e voraz,
Que navega meu mar, numa charrua...
Deixando o velho porto atroz, mordaz.
Uma escultura feita em plenitude,
Meu canto de louvor; a ti dedico.
As palavras sementes do que mude
E torne o caminhar alegre e rico,
Amor igual ao meu, somente explico
No todo quanto possa e não me ilude...
Loures
Desejados carinhos desta lua...
Infinitos os raios que me dás,
À noite, a esperança que flutua
Me traz a verdadeira e mansa paz...
A visagem serena, bela, nua,
Desta mulher fantástica e voraz,
Que navega meu mar, numa charrua...
Deixando o velho porto atroz, mordaz.
Uma escultura feita em plenitude,
Meu canto de louvor; a ti dedico.
As palavras sementes do que mude
E torne o caminhar alegre e rico,
Amor igual ao meu, somente explico
No todo quanto possa e não me ilude...
Loures
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
TUAS MÃOS DELICADAS
TUAS MÃOS DELICADAS
Tuas mãos delicadas, tão sensíveis.
Promessas de carinhos e de paz...
Teus passos pelas ruas, inaudíveis,
Flutuas, com certeza! Sou capaz
De naufragar meus sonhos impossíveis
Nos mares que me trazes. Tanto faz
Se, nas estradas loucas, invisíveis
Preciso for voar, serei audaz!
Teus dias se transcorrem graciosos,
A vida; sem teu beijo, desatina...
Os dias se tornando belicosos
Se não estás aqui não há mais mina
Meus olhos te procuram, ansiosos,
E a vida sem limites se extermina...
LOURES
Tuas mãos delicadas, tão sensíveis.
Promessas de carinhos e de paz...
Teus passos pelas ruas, inaudíveis,
Flutuas, com certeza! Sou capaz
De naufragar meus sonhos impossíveis
Nos mares que me trazes. Tanto faz
Se, nas estradas loucas, invisíveis
Preciso for voar, serei audaz!
Teus dias se transcorrem graciosos,
A vida; sem teu beijo, desatina...
Os dias se tornando belicosos
Se não estás aqui não há mais mina
Meus olhos te procuram, ansiosos,
E a vida sem limites se extermina...
LOURES
Cândida
Cândida
Folhas secas, tristonhas, sobre o chão...
Silenciosas tardes, vento frio.
Meu pranto sem limites, coração,
Esperando, seguindo tão vazio...
Tanto tempo perdido, vou em vão...
A chuva me impedindo o claro estio,
Em busca simplesmente do perdão.
Deste nada, total nada, sombrio...
Mas, de repente, brilhos no horizonte...
A Terra se cobrindo de esplendor.
As águas renascendo velha fonte.
A luz iluminando noite escura.
De novo conhecer o que é amor!
Olhos desta mulher, cândida e pura...
LOURES
Folhas secas, tristonhas, sobre o chão...
Silenciosas tardes, vento frio.
Meu pranto sem limites, coração,
Esperando, seguindo tão vazio...
Tanto tempo perdido, vou em vão...
A chuva me impedindo o claro estio,
Em busca simplesmente do perdão.
Deste nada, total nada, sombrio...
Mas, de repente, brilhos no horizonte...
A Terra se cobrindo de esplendor.
As águas renascendo velha fonte.
A luz iluminando noite escura.
De novo conhecer o que é amor!
Olhos desta mulher, cândida e pura...
LOURES
Liberdade
Liberdade
Liberdade! Meu canto te procura
Nas penumbras longínquas, siderais...
A noite terminou bem mais escura,
Espreita negras nuvens colossais.
A dor de amar demais jamais se cura.
Crepúsculos tristonhos, abismais...
Bebendo desta mágoa, sem brandura,
A vida emoldurando catedrais!
Nos dourados veludos, no cetim,
A maciez da pele, veleidade...
Encantamentos, lábio carmesim...
O mel que tua boca já destila,
O canto deste amor à liberdade:
O tempo desdenhando não vacila...
Loures
Liberdade! Meu canto te procura
Nas penumbras longínquas, siderais...
A noite terminou bem mais escura,
Espreita negras nuvens colossais.
A dor de amar demais jamais se cura.
Crepúsculos tristonhos, abismais...
Bebendo desta mágoa, sem brandura,
A vida emoldurando catedrais!
Nos dourados veludos, no cetim,
A maciez da pele, veleidade...
Encantamentos, lábio carmesim...
O mel que tua boca já destila,
O canto deste amor à liberdade:
O tempo desdenhando não vacila...
Loures
COMBATES
COMBATES
Não temo esses combates nem as lutas.
Cerrando os tristes olhos, te encontrei.
As noites sem carinho são mais brutas,
Nos campos de batalha fui o rei!
Agora que, distante, já relutas;
Agora que, perdido, eu não te achei;
Escondo-me, procuro por permutas,
Feridas que me causas, não curei.
Flamejas nas mortalhas que me deste,
Penetras corações com tuas setas...
A vida passa a ser um simples teste.
Desfolhas, nos teus beijos, toda flor!
Qual Eros, suas flechas prediletas,
Errática esta seta nega o amor...
LOURES
Não temo esses combates nem as lutas.
Cerrando os tristes olhos, te encontrei.
As noites sem carinho são mais brutas,
Nos campos de batalha fui o rei!
Agora que, distante, já relutas;
Agora que, perdido, eu não te achei;
Escondo-me, procuro por permutas,
Feridas que me causas, não curei.
Flamejas nas mortalhas que me deste,
Penetras corações com tuas setas...
A vida passa a ser um simples teste.
Desfolhas, nos teus beijos, toda flor!
Qual Eros, suas flechas prediletas,
Errática esta seta nega o amor...
LOURES
EM TI
EM TI
O sol se transformando em espetáculos!
As praias, belos mares e sereias;
Amor se diluindo, seus tentáculos,
Invadem litoral, quentes areias...
Morenas desfilando. Nos oráculos,
Na febre dos amores me incendeias...
Desejos não seriam mais obstáculos
As dores vão distante e tão alheias,
Caminhos de corais, longas jornadas,
As ilhas tão distantes, este desejo,
Belas paisagens claras e encantadas
O céu em azul pleno, mais risonho,
Num marulho suave o amor, componho
Meu barco, meu amor em ti almejo.
LOURES
O sol se transformando em espetáculos!
As praias, belos mares e sereias;
Amor se diluindo, seus tentáculos,
Invadem litoral, quentes areias...
Morenas desfilando. Nos oráculos,
Na febre dos amores me incendeias...
Desejos não seriam mais obstáculos
As dores vão distante e tão alheias,
Caminhos de corais, longas jornadas,
As ilhas tão distantes, este desejo,
Belas paisagens claras e encantadas
O céu em azul pleno, mais risonho,
Num marulho suave o amor, componho
Meu barco, meu amor em ti almejo.
LOURES
ESTRELA
ESTRELA
Tateando, procuro o teu carinho,
Como se fora náufrago sedento.
Por tanto tempo, pálido, sozinho,
Clamando por teu nome, tudo eu tento,
Aos poucos, sem te ter, tanto definho,
Pois não me sais jamais do pensamento!
Sou pássaro tristonho sem ter ninho,
A chaga penetrante sem unguento.
Angústias acompanham meu desejo.
Quem me dera beijar macia pele
Caminhar por estradas de azulejo,
De ladrilhos dourados, tua trilha...
É beleza sem par que me compele
Estrela que infinita e imensa brilha...
Loures
Tateando, procuro o teu carinho,
Como se fora náufrago sedento.
Por tanto tempo, pálido, sozinho,
Clamando por teu nome, tudo eu tento,
Aos poucos, sem te ter, tanto definho,
Pois não me sais jamais do pensamento!
Sou pássaro tristonho sem ter ninho,
A chaga penetrante sem unguento.
Angústias acompanham meu desejo.
Quem me dera beijar macia pele
Caminhar por estradas de azulejo,
De ladrilhos dourados, tua trilha...
É beleza sem par que me compele
Estrela que infinita e imensa brilha...
Loures
DELIRAR
DELIRAR
Na derradeira noite deste amor
Que nos trouxe tristeza e alegria
A vida se mostrou ao teu dispor,
Em plenas convulsões da fantasia
Dançávamos felizes sem temor
Das horas de torpor, melancolia...
Esquecemos que toda bela flor
Por certo murchará, num triste dia!
Dores antigas matam sentimento.
Nada mais restará senão adeus...
Palavra sem sentido; leva o vento.
Minha alma não se cansa de lembrar
O beijo que trocamos; sonhos meus?
Um louco e mais sublime delirar...
LOURES
Na derradeira noite deste amor
Que nos trouxe tristeza e alegria
A vida se mostrou ao teu dispor,
Em plenas convulsões da fantasia
Dançávamos felizes sem temor
Das horas de torpor, melancolia...
Esquecemos que toda bela flor
Por certo murchará, num triste dia!
Dores antigas matam sentimento.
Nada mais restará senão adeus...
Palavra sem sentido; leva o vento.
Minha alma não se cansa de lembrar
O beijo que trocamos; sonhos meus?
Um louco e mais sublime delirar...
LOURES
NOITE CLARA
NOITE CLARA
Noite clara de amor, imensidão!
Nos céus e nas montanhas tanta alvura...
Nas palavras, no vento, mansidão.
Um sendeiro fantástico em ternura.
Marinhos ventos trazem a paixão
As ondas se rebentam com brandura...
Espumas, calmaria... Na amplidão
A lua se deslinda e a paz depura;
Uma nova sereia traz o mar.
Os cavalos marinhos, os corais,
As águas transparentes, o luar...
Estrelas desfilando; noite mansa,
Amor que se revela e mostra a paz,
E a divindade em vida cedo avança...
LOURES
Noite clara de amor, imensidão!
Nos céus e nas montanhas tanta alvura...
Nas palavras, no vento, mansidão.
Um sendeiro fantástico em ternura.
Marinhos ventos trazem a paixão
As ondas se rebentam com brandura...
Espumas, calmaria... Na amplidão
A lua se deslinda e a paz depura;
Uma nova sereia traz o mar.
Os cavalos marinhos, os corais,
As águas transparentes, o luar...
Estrelas desfilando; noite mansa,
Amor que se revela e mostra a paz,
E a divindade em vida cedo avança...
LOURES
DO SOLO AGRESTE
DO SOLO AGRESTE
Trago as sombras antigas de quimeras,
Caminhando por pedras entre as urzes...
As fontes desejadas, as esperas,
Já se despedaçaram- velhas cruzes...
Derradeiros prazeres, mortas eras,
Invernaram-se inteiros, negam luzes...
Soledades, tristezas, vis crateras;
Em guerra corações, setas, obuses...
Distante do castelo das perfídias,
Uma bela mulher adormecida...
Em volta da tapera, mil orquídeas.
Toda simplicidade da beleza...
Numa última esperança desta vida,
Do agreste solo, surge esta riqueza!
Loures
Trago as sombras antigas de quimeras,
Caminhando por pedras entre as urzes...
As fontes desejadas, as esperas,
Já se despedaçaram- velhas cruzes...
Derradeiros prazeres, mortas eras,
Invernaram-se inteiros, negam luzes...
Soledades, tristezas, vis crateras;
Em guerra corações, setas, obuses...
Distante do castelo das perfídias,
Uma bela mulher adormecida...
Em volta da tapera, mil orquídeas.
Toda simplicidade da beleza...
Numa última esperança desta vida,
Do agreste solo, surge esta riqueza!
Loures
ALUCINAÇÃO
ALUCINAÇÃO
No fundo do oceano revoltoso,
Serpentes, calabares tão terríveis
Abismo tão profundo, tenebroso.
Gigantes monstruosos, invencíveis!
Tanto brilho estrelar, misterioso,
Dos peixes abissais, seres incríveis!
Caminham quais cometas! Glorioso
Mar de fantasmagóricos desníveis...
Céus de estrelas diversas, tão gigantes...
Nas luzes de cometas e quasares,
Universos de cores radiantes!
Amor, no sentimento delirante,
Amantes se iluminam nos luares...
Nas lutas sem igual, alucinantes.
LOURES
No fundo do oceano revoltoso,
Serpentes, calabares tão terríveis
Abismo tão profundo, tenebroso.
Gigantes monstruosos, invencíveis!
Tanto brilho estrelar, misterioso,
Dos peixes abissais, seres incríveis!
Caminham quais cometas! Glorioso
Mar de fantasmagóricos desníveis...
Céus de estrelas diversas, tão gigantes...
Nas luzes de cometas e quasares,
Universos de cores radiantes!
Amor, no sentimento delirante,
Amantes se iluminam nos luares...
Nas lutas sem igual, alucinantes.
LOURES
SEM NINGUÉM
SEM NINGUÉM
Eu ando a mendigar pelas estradas
Buscando por amparo e nada vem...
Ninguém a me sorrir, noites geladas,
Anseio por carinhos, mas ninguém!
As rosas já morreram desfolhadas,
Sentindo este vazio eu quero alguém
As ondas noutras praias derramadas,
Distantes dos meus sonhos. Perco o trem...
Não tenho mais saída, sou revés.
Rastejo pelo mundo, quebro os pés.
A morte, redentora, não se tarda!
Uma esperança frágil inda resta,
Quem sabe ao fim perceba alguma fresta,
Porém sorte maldita, em vão, bastarda...
Loures
Eu ando a mendigar pelas estradas
Buscando por amparo e nada vem...
Ninguém a me sorrir, noites geladas,
Anseio por carinhos, mas ninguém!
As rosas já morreram desfolhadas,
Sentindo este vazio eu quero alguém
As ondas noutras praias derramadas,
Distantes dos meus sonhos. Perco o trem...
Não tenho mais saída, sou revés.
Rastejo pelo mundo, quebro os pés.
A morte, redentora, não se tarda!
Uma esperança frágil inda resta,
Quem sabe ao fim perceba alguma fresta,
Porém sorte maldita, em vão, bastarda...
Loures
VISAGEM
VISAGEM
A nossa casa, amor, já não existe...
Procuro meus quintais, não mais os vejo.
Meu bem, a vida queda-se tão triste!
A morte vem chegando, em seu cortejo!
Um frágil coração jamais resiste
À ausência dolorosa do teu beijo!
Sou pássaro faminto, a dor assiste,
Sou tarde que perdeu seu azulejo!
Vivendo de ilusões cadê a casa
Onde fomos felizes? Sem jardim,
Mergulho esse infinito, sem ter asa.
Meu mundo se perdendo, sem paragem
É quarta feira, cinzas. Mesmo assim
Teu nome irei gritando em vã visagem...
LOURES
A nossa casa, amor, já não existe...
Procuro meus quintais, não mais os vejo.
Meu bem, a vida queda-se tão triste!
A morte vem chegando, em seu cortejo!
Um frágil coração jamais resiste
À ausência dolorosa do teu beijo!
Sou pássaro faminto, a dor assiste,
Sou tarde que perdeu seu azulejo!
Vivendo de ilusões cadê a casa
Onde fomos felizes? Sem jardim,
Mergulho esse infinito, sem ter asa.
Meu mundo se perdendo, sem paragem
É quarta feira, cinzas. Mesmo assim
Teu nome irei gritando em vã visagem...
LOURES
ASAS
ASAS
Esmolei tantas vezes teu carinho!
Meus versos em total monotonia...
Um coração morrendo, pobrezinho,
Espera enfim, nascer de novo, um dia...
Meu velho paletó recende linho,
A chuva no meu peito, nunca estia...
No meu canto, assum preto fez o ninho,
Calada, adormecida, a poesia!
Cinzentas brumas, mares inconstantes,
Derrotado, eu procuro por teu colo.
Um dia fomos lúdicos amantes,
O tempo tão cruel tudo desdisse...
Altos céus; mergulhei, caí ao solo.
Vencendo sem temor qualquer mesmice...
LOURES
Esmolei tantas vezes teu carinho!
Meus versos em total monotonia...
Um coração morrendo, pobrezinho,
Espera enfim, nascer de novo, um dia...
Meu velho paletó recende linho,
A chuva no meu peito, nunca estia...
No meu canto, assum preto fez o ninho,
Calada, adormecida, a poesia!
Cinzentas brumas, mares inconstantes,
Derrotado, eu procuro por teu colo.
Um dia fomos lúdicos amantes,
O tempo tão cruel tudo desdisse...
Altos céus; mergulhei, caí ao solo.
Vencendo sem temor qualquer mesmice...
LOURES
Felicidade
Felicidade
Nossa casa, resquícios dum passado
Cruel, difícil, livre, encantador!
Vivemos tristes mundo amortalhado,
A vida já não tem nenhum valor!
Maldita esta saudade, vou de lado,
Espero por um dia redentor!
De colmo, nossa casa, seu telhado,
Porém era sincero, teu amor.
Num êxtase vivemos nossa história.
Idílico caminho sem volta
O tempo derramando em medo e glória
A noite que nos viu, morrendo aflita,
Em loucos sentimentos, se revolta...
Porém felicidade esta alma grita
Loures
Nossa casa, resquícios dum passado
Cruel, difícil, livre, encantador!
Vivemos tristes mundo amortalhado,
A vida já não tem nenhum valor!
Maldita esta saudade, vou de lado,
Espero por um dia redentor!
De colmo, nossa casa, seu telhado,
Porém era sincero, teu amor.
Num êxtase vivemos nossa história.
Idílico caminho sem volta
O tempo derramando em medo e glória
A noite que nos viu, morrendo aflita,
Em loucos sentimentos, se revolta...
Porém felicidade esta alma grita
Loures
TE QUERO
TE QUERO
As cinzas apagadas; quero o fogo!
Nas chamas destes braços, meus direitos
Eu peço e te repeço, tanto rogo!
Amores que plantei eram perfeitos...
Nas sendas dos meus sonhos, teu olhar...
No mundo que encontrei é um vulcão!
Por tantos universos vou te amar!
Explodes em delírios coração.
Na brasa que trouxeste meu desejo.
Quimeras esquecidas; não mais tenho...
O mundo mais querido e mais ferrenho
Eclode num momento em que a prevejo
Sentidos e carícias relampejo.
Do amor que me alimento e em ti retenho...
LOURES
As cinzas apagadas; quero o fogo!
Nas chamas destes braços, meus direitos
Eu peço e te repeço, tanto rogo!
Amores que plantei eram perfeitos...
Nas sendas dos meus sonhos, teu olhar...
No mundo que encontrei é um vulcão!
Por tantos universos vou te amar!
Explodes em delírios coração.
Na brasa que trouxeste meu desejo.
Quimeras esquecidas; não mais tenho...
O mundo mais querido e mais ferrenho
Eclode num momento em que a prevejo
Sentidos e carícias relampejo.
Do amor que me alimento e em ti retenho...
LOURES
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
"ESTRELA D'ALVA" dueto com EDIR PINA DE BARROS
"ESTRELA D'ALVA
Ah! Esse teu olhar d’Estrela Dalva
luzindo no meu céu de fim de tarde,
que a mim m’invade, sem fazer alarde,
tornando a minha alma leve e alva,
de luz replena - que reflete em barda -
sem pejos, sem pudor, qualquer ressalva
tangendo o corpo meu, que beija e salva,
os fios dos sonhos meus desfia e carda.
A Estrela Dalva habita os olhos teus
e a mim me iluminou, desde o começo,
como se fosse a chama d’uma pira.
Ai, teu olhar profundo olhar que mira
e vira este meu ser do lado avesso
é a luz de meu viver, dos dias meus...
EDIR PINA DE BARROS
Reflexos desta estrela em teu olhar
Sorvendo maravilhas, num clarão,
Mostrando no final farta emoção
Que possa com certeza dominar,
Seguindo cada passo sem parar,
Os dias entre tantos moldarão
A senda mais audaz, raro verão,
Num ato que se tente desvendar,
E tanto quanto a vida se mostrasse,
O todo vence o velho e rude impasse
Mostrando uma saída tão benquista,
Meu mundo neste instante sideral
Transcende ao que pudera o bem e o mal
No amor que na verdade eu não resista...
Loures
Ah! Esse teu olhar d’Estrela Dalva
luzindo no meu céu de fim de tarde,
que a mim m’invade, sem fazer alarde,
tornando a minha alma leve e alva,
de luz replena - que reflete em barda -
sem pejos, sem pudor, qualquer ressalva
tangendo o corpo meu, que beija e salva,
os fios dos sonhos meus desfia e carda.
A Estrela Dalva habita os olhos teus
e a mim me iluminou, desde o começo,
como se fosse a chama d’uma pira.
Ai, teu olhar profundo olhar que mira
e vira este meu ser do lado avesso
é a luz de meu viver, dos dias meus...
EDIR PINA DE BARROS
Reflexos desta estrela em teu olhar
Sorvendo maravilhas, num clarão,
Mostrando no final farta emoção
Que possa com certeza dominar,
Seguindo cada passo sem parar,
Os dias entre tantos moldarão
A senda mais audaz, raro verão,
Num ato que se tente desvendar,
E tanto quanto a vida se mostrasse,
O todo vence o velho e rude impasse
Mostrando uma saída tão benquista,
Meu mundo neste instante sideral
Transcende ao que pudera o bem e o mal
No amor que na verdade eu não resista...
Loures
Négligence
Négligence
La vie sans but, ne se fatigue jamais.
Traduit par des formes célestes et la luminosité.
Entraînant dans son sillage l'espoir.
Après tant de douleur, je m'émerveille;
Avec des yeux qui s'allument chant et la danse.
Je vous vois dans un sentier clair et beau,
La lumière de l'espoir t'a conclu.
Dans un lac, l'amour fine, doux refrain,
Chimères et déguisements, les craintes faux ...
Les délires de femme magique.
Dans le fond, est dévoiler les secrets.
En mer, le cessez-le colère montagne,
Chemins où la chance vous plaît,
Vos rêves imposent vers, de la négligence doux ...
LOURES
La vie sans but, ne se fatigue jamais.
Traduit par des formes célestes et la luminosité.
Entraînant dans son sillage l'espoir.
Après tant de douleur, je m'émerveille;
Avec des yeux qui s'allument chant et la danse.
Je vous vois dans un sentier clair et beau,
La lumière de l'espoir t'a conclu.
Dans un lac, l'amour fine, doux refrain,
Chimères et déguisements, les craintes faux ...
Les délires de femme magique.
Dans le fond, est dévoiler les secrets.
En mer, le cessez-le colère montagne,
Chemins où la chance vous plaît,
Vos rêves imposent vers, de la négligence doux ...
LOURES
Carelessness
Carelessness
Life, wayfarer does not get tired.
Translates into heavenly forms and shine.
By bringing in its wake a hope.
After so much pain, I marvel;
With eyes that light up singing and dancing.
I see you in a clear and beautiful trail,
The light of hope has reached you.
In a lake, fine love, sweet refrain,
Chimeras and disguises, false fears ...
The delusions of magical woman.
In the background, is revealing the secrets.
In the seas the mountains fury cease,
Roads where luck you please,
Your dreams dictating verses; sweet carelessness ...
LOURES
Life, wayfarer does not get tired.
Translates into heavenly forms and shine.
By bringing in its wake a hope.
After so much pain, I marvel;
With eyes that light up singing and dancing.
I see you in a clear and beautiful trail,
The light of hope has reached you.
In a lake, fine love, sweet refrain,
Chimeras and disguises, false fears ...
The delusions of magical woman.
In the background, is revealing the secrets.
In the seas the mountains fury cease,
Roads where luck you please,
Your dreams dictating verses; sweet carelessness ...
LOURES
INCÚRIA
INCÚRIA
A vida, caminheira, não se cansa.
Traduz-se em divinais formas e brilho.
Trazendo no seu bojo uma esperança.
Depois de tanta dor, me maravilho;
Com olhos que iluminam canto e dança.
Percebo-te num claro e belo trilho,
A luz desta esperança já te alcança.
Num lago, fino amor, doce estribilho,
Quimeras e disfarces, falsos medos...
Os mágicos delírios de mulher.
No fundo, desvendando-se segredos.
Nos mares, nas montanhas cessas fúria,
Caminhos onde a sorte te aprouver,
Teus versos ditam sonhos; doce incúria...
LOURES
A vida, caminheira, não se cansa.
Traduz-se em divinais formas e brilho.
Trazendo no seu bojo uma esperança.
Depois de tanta dor, me maravilho;
Com olhos que iluminam canto e dança.
Percebo-te num claro e belo trilho,
A luz desta esperança já te alcança.
Num lago, fino amor, doce estribilho,
Quimeras e disfarces, falsos medos...
Os mágicos delírios de mulher.
No fundo, desvendando-se segredos.
Nos mares, nas montanhas cessas fúria,
Caminhos onde a sorte te aprouver,
Teus versos ditam sonhos; doce incúria...
LOURES
ALVORADA
ALVORADA
Olhos fitos buscando por um sol.
Encontro essa riqueza que deixei.
Em meio aos arquipélagos, atol,
Ilha aonde pensava ser o rei!
Minha boca ansiosa; e te beijei,
Num momento julgava-me farol.
Como é cruel, Meu Pai, a tua lei!
Agora nada existe no arrebol,
Dourados os caminhos que passara,
Inebriei-me, tonto, mas passou...
A joia que dispunha; viva e rara,
Depois desta tormenta, sobrou nada!
Vazio o coração agora vou,
Buscando mergulhar noutra alvorada...
LOURES
Olhos fitos buscando por um sol.
Encontro essa riqueza que deixei.
Em meio aos arquipélagos, atol,
Ilha aonde pensava ser o rei!
Minha boca ansiosa; e te beijei,
Num momento julgava-me farol.
Como é cruel, Meu Pai, a tua lei!
Agora nada existe no arrebol,
Dourados os caminhos que passara,
Inebriei-me, tonto, mas passou...
A joia que dispunha; viva e rara,
Depois desta tormenta, sobrou nada!
Vazio o coração agora vou,
Buscando mergulhar noutra alvorada...
LOURES
Na tua majestade
Na tua majestade
Pensei que conhecesse meus desejos...
Pensei apenas soube dos meus erros
Ao conhecer os campos dos desterros
Onde repousam – néscios- tais lampejos,
Procurei por entranhas e sentidos,
Os vales, cordilheiras, foram vãos.
Pensávamos amores como irmãos
No fundo, sentimentos corrompidos...
Agora que conheço meus anseios
Meus lábios te procuram como um sol...
Meus olhos devorando belos seios,
Na vida, esse delírio já se incrusta,
Eu te amo! E te procuro - um girassol,
Na tua majestade, amada imensa e justa...
Loures
Pensei que conhecesse meus desejos...
Pensei apenas soube dos meus erros
Ao conhecer os campos dos desterros
Onde repousam – néscios- tais lampejos,
Procurei por entranhas e sentidos,
Os vales, cordilheiras, foram vãos.
Pensávamos amores como irmãos
No fundo, sentimentos corrompidos...
Agora que conheço meus anseios
Meus lábios te procuram como um sol...
Meus olhos devorando belos seios,
Na vida, esse delírio já se incrusta,
Eu te amo! E te procuro - um girassol,
Na tua majestade, amada imensa e justa...
Loures
MI DELIRIO
MI DELIRIO
Le traigo mi alegría y mi parcela...
El alma se vendió en vanas tendencias...
De las olas navegar en mar bravío
Estos son incendios nunca más veré la luz.
Cariños de una vida en tales heridas
Palpitan en mi sol y en mis angustias,
Las marcas de este mundo sin amor,
El deseo corta los dividendos,
Mi mundo fantástico no permite
Momentos son fanáticos sin gloria...
La muerte de mis sueños, sin funerales,
La canción de la nostalgia está garantizada.
Mi estrella se deshace en un instante,
Y así fomento el argumento solamente falso...
LOURES
Le traigo mi alegría y mi parcela...
El alma se vendió en vanas tendencias...
De las olas navegar en mar bravío
Estos son incendios nunca más veré la luz.
Cariños de una vida en tales heridas
Palpitan en mi sol y en mis angustias,
Las marcas de este mundo sin amor,
El deseo corta los dividendos,
Mi mundo fantástico no permite
Momentos son fanáticos sin gloria...
La muerte de mis sueños, sin funerales,
La canción de la nostalgia está garantizada.
Mi estrella se deshace en un instante,
Y así fomento el argumento solamente falso...
LOURES
IMENSIDÃO
IMENSIDÃO
Tu vais tranquilamente pelas ruas,
Procuro tuas cores, belo outono...
Imagens constelares, claras, nuas,
Meu mundo num delírio em abandono,
As bocas que sonhei sutis e cruas,
Agora não frequentam o meu sono.
Mulheres se passaram, formam luas,
Do destino diverso, eu sou o dono!
Mas eis que minha sorte se revela,
Na curva desta estrada, se avizinha!
A luz que bruxuleia como vela,
Num segundo, em farol já se transforma.
Beleza sem igual, a noite forma,
Surgindo a imensidão intensa e minha.
LOURES
Tu vais tranquilamente pelas ruas,
Procuro tuas cores, belo outono...
Imagens constelares, claras, nuas,
Meu mundo num delírio em abandono,
As bocas que sonhei sutis e cruas,
Agora não frequentam o meu sono.
Mulheres se passaram, formam luas,
Do destino diverso, eu sou o dono!
Mas eis que minha sorte se revela,
Na curva desta estrada, se avizinha!
A luz que bruxuleia como vela,
Num segundo, em farol já se transforma.
Beleza sem igual, a noite forma,
Surgindo a imensidão intensa e minha.
LOURES
MEU DELÍRIO
MEU DELÍRIO
Trago-te meu delírio e meu remendo...
Minha alma se esgotou sem teus pendores...
As ondas que navego, sem as cores,
São lumes que jamais, de novo, acendo...
Carinhos tão chagásicos vivendo,
Palpitam no meu sol, meus estertores...
Martírios deste mundo sem amores,
O corte do desejo em dividendo
Meu mundo não permite fantasia
Fanáticos momentos são inglórios...
A morte dos meus sonhos, sem velórios,
O canto da saudade é garantia.
Meu astro se desfaz num vão momento,
E trama tão somente o falso alento...
LOURES
Trago-te meu delírio e meu remendo...
Minha alma se esgotou sem teus pendores...
As ondas que navego, sem as cores,
São lumes que jamais, de novo, acendo...
Carinhos tão chagásicos vivendo,
Palpitam no meu sol, meus estertores...
Martírios deste mundo sem amores,
O corte do desejo em dividendo
Meu mundo não permite fantasia
Fanáticos momentos são inglórios...
A morte dos meus sonhos, sem velórios,
O canto da saudade é garantia.
Meu astro se desfaz num vão momento,
E trama tão somente o falso alento...
LOURES
TERRÍVEIS EMOÇÕES
TERRÍVEIS EMOÇÕES
Amor que recomeça e não termina,
É feito de terríveis emoções.
É fonte do desejo, minha mina,
Embalde procurando corações.
Escuto tua voz; é minha sina,
A vida vai passando aluviões...
Gorjeio da saudade me alucina,
As pálpebras fechadas nas paixões!
Os olhos baços, tristes te procuram,
Num átimo te encontram; meu cometa,
As dores que provocas não se curam.
A morte se aproxima, mas me engana...
Noutro momento, lúbrica espartana
Deitada em minha cama, se arremeta...
LOURES
Amor que recomeça e não termina,
É feito de terríveis emoções.
É fonte do desejo, minha mina,
Embalde procurando corações.
Escuto tua voz; é minha sina,
A vida vai passando aluviões...
Gorjeio da saudade me alucina,
As pálpebras fechadas nas paixões!
Os olhos baços, tristes te procuram,
Num átimo te encontram; meu cometa,
As dores que provocas não se curam.
A morte se aproxima, mas me engana...
Noutro momento, lúbrica espartana
Deitada em minha cama, se arremeta...
LOURES
QUEM HÁ DE?
QUEM HÁ DE?
Alvorada onde eu busco o meu desejo.
Nos braços das estrelas, adormeço.
O canto que dedicas, não mereço,
O medo de morrer a cada ensejo,
Na palidez tristonha, nada vejo,
A vida me transmuda sem tropeço.
Espero fantasias, adereço,
Em meio a tempestades, final, prevejo...
Nos campos procurando uma açucena,
A cor maravilhosa da verbena
Encanta meus olhares, me alucino...
Por quantas noites, vida em paz se evade,
Amor é sentimento em desatino.
A minha salvação: dizer quem há de?
LOURES
Alvorada onde eu busco o meu desejo.
Nos braços das estrelas, adormeço.
O canto que dedicas, não mereço,
O medo de morrer a cada ensejo,
Na palidez tristonha, nada vejo,
A vida me transmuda sem tropeço.
Espero fantasias, adereço,
Em meio a tempestades, final, prevejo...
Nos campos procurando uma açucena,
A cor maravilhosa da verbena
Encanta meus olhares, me alucino...
Por quantas noites, vida em paz se evade,
Amor é sentimento em desatino.
A minha salvação: dizer quem há de?
LOURES
PRESA
PRESA
Num vestido de chita bem rodado
Caminha a camponesa e me domina.
No tempo que sofri, e foi passado,
Procurando em distas matas, rica mina.
Meu mundo parecia desgraçado,
A lua no meu céu já não domina.
Embalde vasculhei o povoado,
Queria te encontrar, bela menina!
Olhando para o chão, onde buscava,
Não pude discernir tua beleza.
A luz do sol já não iluminava,
Meu mundo resumia-se em tristeza.
Mas, quando mais nada esperava,
Das garras da emoção, fui mera presa...
LOURES
Num vestido de chita bem rodado
Caminha a camponesa e me domina.
No tempo que sofri, e foi passado,
Procurando em distas matas, rica mina.
Meu mundo parecia desgraçado,
A lua no meu céu já não domina.
Embalde vasculhei o povoado,
Queria te encontrar, bela menina!
Olhando para o chão, onde buscava,
Não pude discernir tua beleza.
A luz do sol já não iluminava,
Meu mundo resumia-se em tristeza.
Mas, quando mais nada esperava,
Das garras da emoção, fui mera presa...
LOURES
MEEKNESS
MEEKNESS
Magical lovely, I knew,
In the fremitus divine heart!
Why so fantastical worlds left,
Looking to find the solution
Of the emptiness that were all here,
In chimera ferocious the loneliness.
Longing its mysteries, lost myself
In search of petting your forgiveness!
You are pure, your ways without lapses,
With no marks most atrocious in your past.
For more than have always been unfortunate,
The days you went through, but perfect
Forgive a loving heart.
What in your gentleness already revels ...
Loures
Magical lovely, I knew,
In the fremitus divine heart!
Why so fantastical worlds left,
Looking to find the solution
Of the emptiness that were all here,
In chimera ferocious the loneliness.
Longing its mysteries, lost myself
In search of petting your forgiveness!
You are pure, your ways without lapses,
With no marks most atrocious in your past.
For more than have always been unfortunate,
The days you went through, but perfect
Forgive a loving heart.
What in your gentleness already revels ...
Loures
MANSIDÃO
MANSIDÃO
Magia encantadora; eu conheci,
Nos frêmitos divinos, coração!
Por mundos tão fantásticos saí,
Procurando encontrar a solução
Do vazio que estava todo aqui,
Na quimera feroz, a solidão.
Anseio seus mistérios, me perdi,
À procura do afago em teu perdão!
És pura, teus caminhos sem deslizes,
Sem marcas, que enodassem teu passado.
Por mais que sempre foram infelizes,
Os dias que passaste, mas perfeita
Perdoa um coração apaixonado.
Que em tua mansidão já se deleita...
Loures
Magia encantadora; eu conheci,
Nos frêmitos divinos, coração!
Por mundos tão fantásticos saí,
Procurando encontrar a solução
Do vazio que estava todo aqui,
Na quimera feroz, a solidão.
Anseio seus mistérios, me perdi,
À procura do afago em teu perdão!
És pura, teus caminhos sem deslizes,
Sem marcas, que enodassem teu passado.
Por mais que sempre foram infelizes,
Os dias que passaste, mas perfeita
Perdoa um coração apaixonado.
Que em tua mansidão já se deleita...
Loures
INTO IT.
INTO IT.
Night would bring me your love,
It is adorned marvelous night
Exploding up in the flames, glory!
Anoint my desire, lovely rose,
Dress in clear color heavenly
If delivery to the feast, audacious,
Volcanic, cutting into heat,
In my arms, diluted, vaporous!
On the night of desires and caresses,
Immersed in your delirium and delicacies
Pleasures that into foolishness coating.
Is the sea that, moonlight, calls me,
Orgasmic, fertile and become pregnant,
At the dawn I realize that lively on you.
LOURES
Night would bring me your love,
It is adorned marvelous night
Exploding up in the flames, glory!
Anoint my desire, lovely rose,
Dress in clear color heavenly
If delivery to the feast, audacious,
Volcanic, cutting into heat,
In my arms, diluted, vaporous!
On the night of desires and caresses,
Immersed in your delirium and delicacies
Pleasures that into foolishness coating.
Is the sea that, moonlight, calls me,
Orgasmic, fertile and become pregnant,
At the dawn I realize that lively on you.
LOURES
EM TI.
EM TI.
Noite que me traria teu amor,
É noite engalanada maviosa.
Explode-se nas chamas, esplendor!
Perfuma meu desejo, linda rosa,
Vestido divinal em clara cor
Se entrega no festim, audaciosa,
Vulcânica, desmancha-se em calor,
Em meus braços, dilui-se, vaporosa!
Na noite dos desejos e carícias,
Imerso em teus delírios e delícias,
Prazeres que em loucura revesti.
É mar que, enluarado, me convida,
Orgástico, fecunda e se engravida,
Na aurora que percebo viva em ti.
LOURES
Noite que me traria teu amor,
É noite engalanada maviosa.
Explode-se nas chamas, esplendor!
Perfuma meu desejo, linda rosa,
Vestido divinal em clara cor
Se entrega no festim, audaciosa,
Vulcânica, desmancha-se em calor,
Em meus braços, dilui-se, vaporosa!
Na noite dos desejos e carícias,
Imerso em teus delírios e delícias,
Prazeres que em loucura revesti.
É mar que, enluarado, me convida,
Orgástico, fecunda e se engravida,
Na aurora que percebo viva em ti.
LOURES
O FINAL
O FINAL
Não quero a marca espúria da saudade
Rondando a minha face e corroendo
O quanto poderia ser adendo
E aos poucos com terror já me degrade,
A falsa sensação, a impunidade,
Meu mundo desabando e se perdendo
Na sombra do que tanto concebendo
Expressa o fim de toda a liberdade.
Jamais imaginasse a farsa exposta
E o canto noutro encanto por resposta
Extrai deste momento cada fato,
E após o meu caminho em louca senda
A vida sem sentir tudo desvenda
E apenas o final enfim constato...
Loures
Não quero a marca espúria da saudade
Rondando a minha face e corroendo
O quanto poderia ser adendo
E aos poucos com terror já me degrade,
A falsa sensação, a impunidade,
Meu mundo desabando e se perdendo
Na sombra do que tanto concebendo
Expressa o fim de toda a liberdade.
Jamais imaginasse a farsa exposta
E o canto noutro encanto por resposta
Extrai deste momento cada fato,
E após o meu caminho em louca senda
A vida sem sentir tudo desvenda
E apenas o final enfim constato...
Loures
A SAÍDA
A SAÍDA
No mel de tua boca, pleno gozo,
Nos ventos, meu orgulho de lutar.
Por vezes, meu caminho é pedregoso;
Distantes esperanças, céu e mar...
Vitórias sempre deixam orgulhoso
Quem sempre se perdeu por não amar.
Chamando para a luta este andrajoso
Ao largo das estrelas, ao luar...
Travando mil batalhas contra a sorte,
Espero preservar a minha vida.
O coração boêmio teme a morte.
A juventude ao longe, está perdida,
O amor sobrevivendo ao fundo corte
Renasce em teu olhar; dita a saída...
Loures
No mel de tua boca, pleno gozo,
Nos ventos, meu orgulho de lutar.
Por vezes, meu caminho é pedregoso;
Distantes esperanças, céu e mar...
Vitórias sempre deixam orgulhoso
Quem sempre se perdeu por não amar.
Chamando para a luta este andrajoso
Ao largo das estrelas, ao luar...
Travando mil batalhas contra a sorte,
Espero preservar a minha vida.
O coração boêmio teme a morte.
A juventude ao longe, está perdida,
O amor sobrevivendo ao fundo corte
Renasce em teu olhar; dita a saída...
Loures
THE LIGHT THAT THEY I would bring you.
THE LIGHT THAT THEY I would bring you.
The light that you would fool me,
I did not bring even a faint light.
That I felt homesick risen;
On the wings of love, a firefly!
Carry the little that remains,
The pain, fear, jealousy point of,
Fierce the doubt, be who I am?
Cannot prosecute your perfume,
Forgive me if I can be with you,
My scream no more matter to you.
In the evening, asleep, I cannot,
Knowing how much pain will bring infinite
Not even know if the star shines
As I dictate the time and will be left...
Loures
The light that you would fool me,
I did not bring even a faint light.
That I felt homesick risen;
On the wings of love, a firefly!
Carry the little that remains,
The pain, fear, jealousy point of,
Fierce the doubt, be who I am?
Cannot prosecute your perfume,
Forgive me if I can be with you,
My scream no more matter to you.
In the evening, asleep, I cannot,
Knowing how much pain will bring infinite
Not even know if the star shines
As I dictate the time and will be left...
Loures
A LUZ QUE TE TRARIA.
A LUZ QUE TE TRARIA.
A luz que te traria me enganou,
Não trouxe nem sequer um vago lume.
Saudade que senti ressuscitou;
Nas asas desse amor, um vaga-lume!
Carrego o muito pouco que sobrou,
A dor, o medo, a ponta de ciúme,
A dúvida feroz, ser o que sou?
Não posso perseguir o teu perfume,
Perdoe se não posso estar contigo,
Meu grito nunca mais te importará.
À noite, adormecido, não consigo,
Saber o quanto a dor traga infinita,
Estrela dos nem sei se brilhará
No que me restará e o tempo dita...
Loures
A luz que te traria me enganou,
Não trouxe nem sequer um vago lume.
Saudade que senti ressuscitou;
Nas asas desse amor, um vaga-lume!
Carrego o muito pouco que sobrou,
A dor, o medo, a ponta de ciúme,
A dúvida feroz, ser o que sou?
Não posso perseguir o teu perfume,
Perdoe se não posso estar contigo,
Meu grito nunca mais te importará.
À noite, adormecido, não consigo,
Saber o quanto a dor traga infinita,
Estrela dos nem sei se brilhará
No que me restará e o tempo dita...
Loures
BONANÇA
BONANÇA
Celestiais delírios dum poeta!
Compostos de ilusão e de tormento.
A vida se perdendo em nova meta:
Caminho que me leve o pensamento.
No mundo tantas vezes fui asceta,
Distâncias – percorri - amado vento.
Tentando ser teu arco, fui a seta.
Amor que me deflagra o sentimento!
Ah! Celestes desejos! Fantasias...
Nas telas que pintaste teus arranjos,
Auroras boreais, as poesias...
Por quantas vezes falsos diamantes,
Mas nos teus braços, mansos, calmos, anjos,
Bonança após as lutas me garantes...
LOURES
Celestiais delírios dum poeta!
Compostos de ilusão e de tormento.
A vida se perdendo em nova meta:
Caminho que me leve o pensamento.
No mundo tantas vezes fui asceta,
Distâncias – percorri - amado vento.
Tentando ser teu arco, fui a seta.
Amor que me deflagra o sentimento!
Ah! Celestes desejos! Fantasias...
Nas telas que pintaste teus arranjos,
Auroras boreais, as poesias...
Por quantas vezes falsos diamantes,
Mas nos teus braços, mansos, calmos, anjos,
Bonança após as lutas me garantes...
LOURES
ESTRELA
ESTRELA
Vinda da noite estrela que me guia,
Seu brilho transformando minha vida.
O canto desta noite, fantasia,
A lua não pretende despedida.
Nos olhos dos cometas, ventania,
Minha alma, em desalento, vai perdida.
Silêncio nos amantes, noite fria,
A noite vai morrendo, amanhecida...
Embora tão distante, dos meus braços,
O canto que se escuta, não disfarça.
Teu rosto nos espaços, finos traços...
Coretos alegrando plena praça,
Em gracioso anseio, nada esgarça
A sorte que se mostra em rara graça.
LOURES
Vinda da noite estrela que me guia,
Seu brilho transformando minha vida.
O canto desta noite, fantasia,
A lua não pretende despedida.
Nos olhos dos cometas, ventania,
Minha alma, em desalento, vai perdida.
Silêncio nos amantes, noite fria,
A noite vai morrendo, amanhecida...
Embora tão distante, dos meus braços,
O canto que se escuta, não disfarça.
Teu rosto nos espaços, finos traços...
Coretos alegrando plena praça,
Em gracioso anseio, nada esgarça
A sorte que se mostra em rara graça.
LOURES
LA SOLITUDE
La nuit vient encore une fois, je n'ai trouvé ...
Les rayons du soleil m'a réchauffé ne pas.
La vie se renouvelle, retournent à la poussière
Hasard aime moi et ma oublier ...
Cruel destin dans le noeud désagréable
Les roues de la fortune ont été perdus.
Qui désirait la vie et avait la meule partie
Vous connaissez déjà qu'il n'est pas l'aube.
Au fond est perdu sans adieu ...
Nostalgie que je n'ai jamais avait et Je n'apporterai pas.
La mort vient à tisser sa loi,
Défaire la liberté, réduire la vie ...
Rhume de poitrine imprécise refuse le cierge,
De loin aucun port n'est ont révélé ...
LOURES
La nuit vient encore une fois, je n'ai trouvé ...
Les rayons du soleil m'a réchauffé ne pas.
La vie se renouvelle, retournent à la poussière
Hasard aime moi et ma oublier ...
Cruel destin dans le noeud désagréable
Les roues de la fortune ont été perdus.
Qui désirait la vie et avait la meule partie
Vous connaissez déjà qu'il n'est pas l'aube.
Au fond est perdu sans adieu ...
Nostalgie que je n'ai jamais avait et Je n'apporterai pas.
La mort vient à tisser sa loi,
Défaire la liberté, réduire la vie ...
Rhume de poitrine imprécise refuse le cierge,
De loin aucun port n'est ont révélé ...
LOURES
SOLIDÃO
SOLIDÃO
Noite vem outra vez, me encontra só...
Os raios deste sol não me aqueceram.
A vida se refaz, retorno ao pó
A sorte e meus amores me esqueceram...
Destino tão cruel em rude nó
As rodas da fortuna se perderam.
Quem quis da vida festa e teve a mó
Já sabe que alvoradas não romperam.
No fundo se perdeu, sem despedida...
Saudade que já tive e não trarei.
A morte vem tecendo sua lei,
Desfeita a liberdade, corte em vida...
No peito o frio vago nega a vela,
Ao longe nenhum porto se revela...
LOURES
Noite vem outra vez, me encontra só...
Os raios deste sol não me aqueceram.
A vida se refaz, retorno ao pó
A sorte e meus amores me esqueceram...
Destino tão cruel em rude nó
As rodas da fortuna se perderam.
Quem quis da vida festa e teve a mó
Já sabe que alvoradas não romperam.
No fundo se perdeu, sem despedida...
Saudade que já tive e não trarei.
A morte vem tecendo sua lei,
Desfeita a liberdade, corte em vida...
No peito o frio vago nega a vela,
Ao longe nenhum porto se revela...
LOURES
BEEHIVE
BEEHIVE
The world brought me such an answer,
Peacefully await the outcome.
Lashes go cutting on my back,
In the light of my love, no closure...
If only my luck without slouch
I wish my fate, life in pieces,
The weight of this lifetime, I'm not complaining.
I just wanted to know if you like me!
Bet I have done, I lost sight of.
Love is not a panacea
I do not believe in feeling which resists
The winds and tempests of nostalgia...
The evening of my dreams, clarity
See in your eyes, honey and beehive...
LOURES
The world brought me such an answer,
Peacefully await the outcome.
Lashes go cutting on my back,
In the light of my love, no closure...
If only my luck without slouch
I wish my fate, life in pieces,
The weight of this lifetime, I'm not complaining.
I just wanted to know if you like me!
Bet I have done, I lost sight of.
Love is not a panacea
I do not believe in feeling which resists
The winds and tempests of nostalgia...
The evening of my dreams, clarity
See in your eyes, honey and beehive...
LOURES
COLMENA
COLMENA
El mundo me ha traído esa respuesta,
Calmadamente la espera del resultado.
Látegos que cortando mi espalda,
A la luz de mi amor, no hay cierre...
Si solamente mi suerte queda atrás
Me gustaría que mi destino, la vida en pedazos,
Del peso de esta vida, no me quejo.
¡Yo sólo quería saber si me desea!
Apuesto a que he hecho, perdí de vista.
El amor no es una panacea
Yo no creo en el sentimiento que resiste
A los vientos y tempestas de la nostalgia...
La noche de mis sueños, la claridad
Véase en los ojos, la miel y las colmenas...
LOURES
El mundo me ha traído esa respuesta,
Calmadamente la espera del resultado.
Látegos que cortando mi espalda,
A la luz de mi amor, no hay cierre...
Si solamente mi suerte queda atrás
Me gustaría que mi destino, la vida en pedazos,
Del peso de esta vida, no me quejo.
¡Yo sólo quería saber si me desea!
Apuesto a que he hecho, perdí de vista.
El amor no es una panacea
Yo no creo en el sentimiento que resiste
A los vientos y tempestas de la nostalgia...
La noche de mis sueños, la claridad
Véase en los ojos, la miel y las colmenas...
LOURES
COLMEIA
COLMEIA
O mundo não me trouxe tais respostas,
Aguardo calmamente este desfecho.
Chicotes vão lanhando as minhas costas,
Na luz dos meus amores, nenhum fecho...
Quem dera minha sorte sem desleixo,
Quem dera meu destino, vida em postas,
O peso desta vida, não me queixo.
Queria só saber se tu me gostas!
Apostas que já fiz, perdi de vista.
Amor não é nenhuma panaceia
Não creio em sentimento que resista
Aos ventos e tempestas da saudade...
A noite de meus sonhos, claridade
Encontra em teu olhar, mel e colmeia...
LOURES
O mundo não me trouxe tais respostas,
Aguardo calmamente este desfecho.
Chicotes vão lanhando as minhas costas,
Na luz dos meus amores, nenhum fecho...
Quem dera minha sorte sem desleixo,
Quem dera meu destino, vida em postas,
O peso desta vida, não me queixo.
Queria só saber se tu me gostas!
Apostas que já fiz, perdi de vista.
Amor não é nenhuma panaceia
Não creio em sentimento que resista
Aos ventos e tempestas da saudade...
A noite de meus sonhos, claridade
Encontra em teu olhar, mel e colmeia...
LOURES
Forget my PROBLEMS
Forget my PROBLEMS
I forget the most common problems
In the arms of my girl, messenger
A marvelous God and true,
I drink as much pleasure in such altars,
And if you feel a new charm
How much made my love to all
Knowing be a lover and a companion
Leaving behind nights and pubs.
Really advance our paths
You discover the desires, silks, lace
Wandering through your body without frontiers
And I know very well catch fire
And when the intense joy I shed,
Already commonplace in so many convulsions.
LOURES
I forget the most common problems
In the arms of my girl, messenger
A marvelous God and true,
I drink as much pleasure in such altars,
And if you feel a new charm
How much made my love to all
Knowing be a lover and a companion
Leaving behind nights and pubs.
Really advance our paths
You discover the desires, silks, lace
Wandering through your body without frontiers
And I know very well catch fire
And when the intense joy I shed,
Already commonplace in so many convulsions.
LOURES
Olvidar mis problemas
Olvidar mis problemas
Me olvido de los problemas más comunes
En los brazos de mi mujer, mensajera
Una Diosa maravillosa y verdadera,
Beba el mucho placer en tales altares,
Y si el encanto un notares nuevo
Cómo debe encajar mi amor a todos
Saber ser amante y compañera
Dejando atrás las noches y los bares.
En verdad avanzar en nuestro camino
A descubrir los deseos, las sedas, los cordones
Vagando por tu cuerpo sin fronteras
Y conozco muy bien el inflamarse
Y cuando la alegría intensa derrames
Ya habitual entre tantas convulsiones.
LOURES
Me olvido de los problemas más comunes
En los brazos de mi mujer, mensajera
Una Diosa maravillosa y verdadera,
Beba el mucho placer en tales altares,
Y si el encanto un notares nuevo
Cómo debe encajar mi amor a todos
Saber ser amante y compañera
Dejando atrás las noches y los bares.
En verdad avanzar en nuestro camino
A descubrir los deseos, las sedas, los cordones
Vagando por tu cuerpo sin fronteras
Y conozco muy bien el inflamarse
Y cuando la alegría intensa derrames
Ya habitual entre tantas convulsiones.
LOURES
Queria acreditar na salvação
De um tempo sem juízo e sem valia,
A luta que talvez, eu travaria
Trouxesse com certeza a solução,
Mas sei que na verdade o passo é vão
E o medo se transforma em agonia
A sorte noutro tom revelaria
A mais diversa luta em precisão.
O peso de uma vida sem certeza
Desvenda esta expressão e segue ilesa
Vagando sem destino mar afora,
O canto da sereia inebriante
Meu mundo se transforma enquanto encante
Uma alma que decerto em sonho aflora.
De um tempo sem juízo e sem valia,
A luta que talvez, eu travaria
Trouxesse com certeza a solução,
Mas sei que na verdade o passo é vão
E o medo se transforma em agonia
A sorte noutro tom revelaria
A mais diversa luta em precisão.
O peso de uma vida sem certeza
Desvenda esta expressão e segue ilesa
Vagando sem destino mar afora,
O canto da sereia inebriante
Meu mundo se transforma enquanto encante
Uma alma que decerto em sonho aflora.
La última sinfonía
La última sinfonía
Componiendo la sinfonía final,
Veo el mensajero de la muerte
Negando los sellos de una gran esperanza
Y frente a mí se callara el tiempo
Y simplemente absorbiendo
La furia que la verdad no se contradice
Generando el desajuste y nada más.
Ayudar a quienes convirtió en bufón
La carga de vivir un caos inmenso,
Dónde buques nuevos podría ser
El puerto se ha deshecho en un soliloquio,
Y hacer mi camino en la muerte y dolor
Podrido sueño, mi alabanza...
LOURES
Componiendo la sinfonía final,
Veo el mensajero de la muerte
Negando los sellos de una gran esperanza
Y frente a mí se callara el tiempo
Y simplemente absorbiendo
La furia que la verdad no se contradice
Generando el desajuste y nada más.
Ayudar a quienes convirtió en bufón
La carga de vivir un caos inmenso,
Dónde buques nuevos podría ser
El puerto se ha deshecho en un soliloquio,
Y hacer mi camino en la muerte y dolor
Podrido sueño, mi alabanza...
LOURES
The ultimate symphony
The ultimate symphony
Composing the final symphony,
I see the messenger of that death
By denying the hope strong closures
And in front of me for shut up storms
And just by absorbing them
The fury that the truth does not invalidate
Generating the mismatch and nothing else.
Helping those who became clown
The burden of the living tremendous chaos,
Where further ships could be
The harbor has already come undone in soliloquy,
And I make my way in death and pain
Rotten dream, my praise...
LOURES
Composing the final symphony,
I see the messenger of that death
By denying the hope strong closures
And in front of me for shut up storms
And just by absorbing them
The fury that the truth does not invalidate
Generating the mismatch and nothing else.
Helping those who became clown
The burden of the living tremendous chaos,
Where further ships could be
The harbor has already come undone in soliloquy,
And I make my way in death and pain
Rotten dream, my praise...
LOURES
La dernière symphonie
La dernière symphonie
Composant la dernière symphonie,
Je vois le messager de la mort
Refuser aux scellés ferme espoir
Et devant moi pour arrêter le temps
Et simplement les absorbant
La furie que la vérité ne contredit pas
Génération de la discordance et pas autre chose.
aidant ceux qui sont devenus bouffon
Le fardeau de la vie immense chaos,
Lorsque les nouveaux navires pourraient être
Le port s'est défait dans le soliloque,
Et je fais mon chemin dans la mort et la douleur
Pourrie songe, mon honneur ...
LOURES
Composant la dernière symphonie,
Je vois le messager de la mort
Refuser aux scellés ferme espoir
Et devant moi pour arrêter le temps
Et simplement les absorbant
La furie que la vérité ne contredit pas
Génération de la discordance et pas autre chose.
aidant ceux qui sont devenus bouffon
Le fardeau de la vie immense chaos,
Lorsque les nouveaux navires pourraient être
Le port s'est défait dans le soliloque,
Et je fais mon chemin dans la mort et la douleur
Pourrie songe, mon honneur ...
LOURES
QUEDA
QUEDA
Ocasionando a queda de quem possa
Trazer outra esperança noutro mar,
A senda que pudesse transitar
A vida se perdera em rude fossa
Ao mesmo tempo enquanto nos destroça
A luta não permite descansar
Somente esta semente a se espalhar,
Palavra que percebo jamais nossa.
O manto mais suave, o verso e o veio,
O tanto que pudera e não receio
A fera sem espanto atocaiada,
No fim deste momento mais audaz
A luta sem descanso já se faz
E traz o quanto pude além do nada.
LOURES
Ocasionando a queda de quem possa
Trazer outra esperança noutro mar,
A senda que pudesse transitar
A vida se perdera em rude fossa
Ao mesmo tempo enquanto nos destroça
A luta não permite descansar
Somente esta semente a se espalhar,
Palavra que percebo jamais nossa.
O manto mais suave, o verso e o veio,
O tanto que pudera e não receio
A fera sem espanto atocaiada,
No fim deste momento mais audaz
A luta sem descanso já se faz
E traz o quanto pude além do nada.
LOURES
La peur
La peur
La forte expression de la peur ou ennui
Déclare combien la sortie en fondu
Chemin excentrique s'il est présent
Joué sans signification, ou remède,
Vie comme un bâtiment qui s'effondre,
Le ton irrévérencieux dans un autre coin
Au manteau souvent négligents
Et toute l'intrigue à la fin de ce harcèlement,
A été laissé quelque chose au-delà de la boue,
Le monde m'appelle si souvent
Et une autre histoire qui ne sort pas,
Tout ce que je recueille signification
Plus vraiment exprime ce que l'oubli
Dissimuler finalement assez de peur ...
LOURES
La forte expression de la peur ou ennui
Déclare combien la sortie en fondu
Chemin excentrique s'il est présent
Joué sans signification, ou remède,
Vie comme un bâtiment qui s'effondre,
Le ton irrévérencieux dans un autre coin
Au manteau souvent négligents
Et toute l'intrigue à la fin de ce harcèlement,
A été laissé quelque chose au-delà de la boue,
Le monde m'appelle si souvent
Et une autre histoire qui ne sort pas,
Tout ce que je recueille signification
Plus vraiment exprime ce que l'oubli
Dissimuler finalement assez de peur ...
LOURES
Diversidade
Diversidade
Não mais que meramente quis a sorte
Diversa do que tanto pude outrora,
A sede muitas vezes nos devora
E o tempo sem sentido não comporte,
Ainda quando a vida nos suporte
E a sólida expressão teimando ancora,
O medo anunciando sem ter hora
O todo aprofundando cada corte,
Jamais se imaginasse simplesmente
O quanto seja sempre o que ora mente
Remete ao nada além do velho caos,
E os sonhos naufragando sem ternura,
O todo se mostrara onde tortura
Grassando entre momentos rudes, maus...
Loures
Não mais que meramente quis a sorte
Diversa do que tanto pude outrora,
A sede muitas vezes nos devora
E o tempo sem sentido não comporte,
Ainda quando a vida nos suporte
E a sólida expressão teimando ancora,
O medo anunciando sem ter hora
O todo aprofundando cada corte,
Jamais se imaginasse simplesmente
O quanto seja sempre o que ora mente
Remete ao nada além do velho caos,
E os sonhos naufragando sem ternura,
O todo se mostrara onde tortura
Grassando entre momentos rudes, maus...
Loures
Des moments finals
Des moments finals
Je regarde mes derniers moments;
Dans les mots putride des vieux lits
Instants délicats meurent désagréable
La chance ne comprend pas ou plusieurs des énigmes
Et boire la misère de la réalité
Chemins parmi les rochers et les épines
Marquant ma peau, stigmatisation de ces,
Et la lave versant sur moi,
Bonheur plus intimes est perdu
La vie avait prouvé par une vaine tromperie
En favorisant moi la mort scelle la fin
Et il reproduire ce qui a déjà fait
Une âme parfois rêveur.
Loures
Je regarde mes derniers moments;
Dans les mots putride des vieux lits
Instants délicats meurent désagréable
La chance ne comprend pas ou plusieurs des énigmes
Et boire la misère de la réalité
Chemins parmi les rochers et les épines
Marquant ma peau, stigmatisation de ces,
Et la lave versant sur moi,
Bonheur plus intimes est perdu
La vie avait prouvé par une vaine tromperie
En favorisant moi la mort scelle la fin
Et il reproduire ce qui a déjà fait
Une âme parfois rêveur.
Loures
Ultimate times when
Ultimate times when
I watch to my times when last;
In the expression putrid old plots
Delicate moments die crude
Of fortune does not understand or more puzzles
And drink the sordidness of the true
Roads among rocks and thorns
Marking my skin, such stigmas,
And the lava spilling over me,
Recondite joy is missed
Life had proved vain deception
By encouraging to me the death brings an end
And it reproduces what has already been
A soul sometimes dreamer.
Loures
I watch to my times when last;
In the expression putrid old plots
Delicate moments die crude
Of fortune does not understand or more puzzles
And drink the sordidness of the true
Roads among rocks and thorns
Marking my skin, such stigmas,
And the lava spilling over me,
Recondite joy is missed
Life had proved vain deception
By encouraging to me the death brings an end
And it reproduces what has already been
A soul sometimes dreamer.
Loures
Instantes finales
Instantes finales
Estoy viendo mis últimos momentos;
En palabras pútridas antiguos lechos
Momentos delicados mueren acres
La suerte o no desvendo nuevas adivinanzas
Y beba la miseria de la realidad
Senderos entre las rocas y las espinas
Marcando mi piel, estos estigmas,
Y de la lava vertiendo sobre mí,
Alegría más íntima se perdiendo
Vida se había demostrado ser vana falacia
Al alentar a mí la muerte provoca el fin
Reproduciendo lo que ya ha sido
Un alma algunas veces de ensueño.
Loures
Estoy viendo mis últimos momentos;
En palabras pútridas antiguos lechos
Momentos delicados mueren acres
La suerte o no desvendo nuevas adivinanzas
Y beba la miseria de la realidad
Senderos entre las rocas y las espinas
Marcando mi piel, estos estigmas,
Y de la lava vertiendo sobre mí,
Alegría más íntima se perdiendo
Vida se había demostrado ser vana falacia
Al alentar a mí la muerte provoca el fin
Reproduciendo lo que ya ha sido
Un alma algunas veces de ensueño.
Loures
Jazigos
Jazigos
Jazigos do que fora uma esperança
Sepulcros dos amores mais doridos
Os ermos entre tantos repartidos
A farsa se mostrando em vã fiança,
O vasto delirar de uma criança,
Num charco enlameado e presumido,
Aonde o que pudesse não duvido
Moldasse o quanto toca e me balança,
Não peço nem pudera imaginar
O tempo noutro instante a divagar
Vagares entre olhares e voragem,
Matando o que pudera em podre aragem
A solidão trazendo na bagagem
Sem ter sequer nem como descansar...
Loures
Jazigos do que fora uma esperança
Sepulcros dos amores mais doridos
Os ermos entre tantos repartidos
A farsa se mostrando em vã fiança,
O vasto delirar de uma criança,
Num charco enlameado e presumido,
Aonde o que pudesse não duvido
Moldasse o quanto toca e me balança,
Não peço nem pudera imaginar
O tempo noutro instante a divagar
Vagares entre olhares e voragem,
Matando o que pudera em podre aragem
A solidão trazendo na bagagem
Sem ter sequer nem como descansar...
Loures
Las tormentas
Las tormentas
El sonido de las tormentas que me invaden
Tanto como crudo ya que los temores degradan
Formas más terribles que me compuertas
Me estrecho al vacío que aún traes
Cadáveres descompuestos de la esperanza
Y la renovación en el resplandor de muerte
Sin embargo haciendo un vagabundo
Revisa el brotar de una nueva vida.
Yo soy un canalla y nada más pude
Conociendo el vacío que no he domado
Solamente la división alguna vez resume,
Errante como nada en agonía
Ni dejes tus sombras cuando te vas,
Solamente la muerte, hermoso puerto, mí elixir...
Loures
El sonido de las tormentas que me invaden
Tanto como crudo ya que los temores degradan
Formas más terribles que me compuertas
Me estrecho al vacío que aún traes
Cadáveres descompuestos de la esperanza
Y la renovación en el resplandor de muerte
Sin embargo haciendo un vagabundo
Revisa el brotar de una nueva vida.
Yo soy un canalla y nada más pude
Conociendo el vacío que no he domado
Solamente la división alguna vez resume,
Errante como nada en agonía
Ni dejes tus sombras cuando te vas,
Solamente la muerte, hermoso puerto, mí elixir...
Loures
Thunderstorms
Thunderstorms
The sound of the storms that invading myself
As much crude already the fears degrading
Ways the most terrible I gates
I cling to emptiness that still brings
Corrupted carcasses of hope
And renewing them in death glare
Still making a walker
Revises the sprout for new lifetimes.
I am a pariah and nothing else I could
Knowing the emptiness that I tamed
Just the division was ever sum,
Wandering about as a nothing in anguish
Neither let the shadows when you leave,
Death, beautiful harbor, an elixir...
Loures
The sound of the storms that invading myself
As much crude already the fears degrading
Ways the most terrible I gates
I cling to emptiness that still brings
Corrupted carcasses of hope
And renewing them in death glare
Still making a walker
Revises the sprout for new lifetimes.
I am a pariah and nothing else I could
Knowing the emptiness that I tamed
Just the division was ever sum,
Wandering about as a nothing in anguish
Neither let the shadows when you leave,
Death, beautiful harbor, an elixir...
Loures
JAMAIS
JAMAIS
Pesando sobre as costas feito cruz
O sonho de quem tanto quis e, nada,
A vida noutra face desejada,
O vórtice deveras reproduz,
Meu prazo terminando e quando o pus
Jogado sobre a face desenhada
Da morte tanta vez anunciada
E o corte que se erguendo já faz jus,
Jamais eu mediria o quanto pude
Deixando noutro instante a juventude
Na rude sedução em vão e algia,
Partícipe da orgástica loucura
A sorte que deveras se procura
Decerto em nova face eu não veria.
LOURES
Pesando sobre as costas feito cruz
O sonho de quem tanto quis e, nada,
A vida noutra face desejada,
O vórtice deveras reproduz,
Meu prazo terminando e quando o pus
Jogado sobre a face desenhada
Da morte tanta vez anunciada
E o corte que se erguendo já faz jus,
Jamais eu mediria o quanto pude
Deixando noutro instante a juventude
Na rude sedução em vão e algia,
Partícipe da orgástica loucura
A sorte que deveras se procura
Decerto em nova face eu não veria.
LOURES
Any light
Any light
I perceive any light that can still
Revisiting this concept: death and fear,
Well before the destination does not forget me.
The lot is always showing averse
At some whom still smile even sweetens
By denying that it would be mere farce.
But I cannot see that voice complies.
A throng of dark dreams
And I know how to show the most hideous
Marking and fury burning my skin;
The cut goes deeper at every moment
And the thought that had once stunning
Only when that anticipates repellent.
Loures
I perceive any light that can still
Revisiting this concept: death and fear,
Well before the destination does not forget me.
The lot is always showing averse
At some whom still smile even sweetens
By denying that it would be mere farce.
But I cannot see that voice complies.
A throng of dark dreams
And I know how to show the most hideous
Marking and fury burning my skin;
The cut goes deeper at every moment
And the thought that had once stunning
Only when that anticipates repellent.
Loures
Cualquier luz
Cualquier luz
Percibimos cualquier luz que puede todavía
Rever este concepto: muerte y miedo
Mucho antes de que el destino ya me olvide.
La suerte siempre muestra aversión
Para quién sigue sonríe aún endulza
Negando como fuera mera farsa.
Pero no veo esa voz obedecer.
Tropiezo en una multitud de sueños oscuros
Y yo sé cómo demostrar la más repugnante
Marcación y furia que me queman la piel;
El corte se profundiza en cada momento
Y el pensamiento que fue alguna vez deslumbrante
Solamente cuando veo me rechaza.
Loures
Percibimos cualquier luz que puede todavía
Rever este concepto: muerte y miedo
Mucho antes de que el destino ya me olvide.
La suerte siempre muestra aversión
Para quién sigue sonríe aún endulza
Negando como fuera mera farsa.
Pero no veo esa voz obedecer.
Tropiezo en una multitud de sueños oscuros
Y yo sé cómo demostrar la más repugnante
Marcación y furia que me queman la piel;
El corte se profundiza en cada momento
Y el pensamiento que fue alguna vez deslumbrante
Solamente cuando veo me rechaza.
Loures
Las expectativas
Las expectativas
Mis deseos ásperos y estúpidos
Pensamientos nocivos y serviles
Escaneado dominando la cabeza,
Pero antes seguramente me volveré loco.
Podría tener a la mano lo que yo niego.
Camino de un estúpido desgraciado
Me imagino con mi muerte lo que merezco.
Inconvenientes espinos y falacias
Donde no debería, la audacia vana
Contabilizar los modos más atroces,
Y el sepulcro me espera, sonriente,
Deleite en la expresión de la tumba
Cesando esos tormentos, mis verdugos...
Loures
Mis deseos ásperos y estúpidos
Pensamientos nocivos y serviles
Escaneado dominando la cabeza,
Pero antes seguramente me volveré loco.
Podría tener a la mano lo que yo niego.
Camino de un estúpido desgraciado
Me imagino con mi muerte lo que merezco.
Inconvenientes espinos y falacias
Donde no debería, la audacia vana
Contabilizar los modos más atroces,
Y el sepulcro me espera, sonriente,
Deleite en la expresión de la tumba
Cesando esos tormentos, mis verdugos...
Loures
Expectations
Expectations
My crudest and fools desires
Nefarious thoughts so slavish
Scanning and dominating that head,
But before I will surely go crazy
Could have on the hand what I was negates.
Path of a stupid miserable
Glimpse in my death that I merits.
Difficulties, thorns and fallacies
Where should not, vain audacity
Make up the most atrocious ways,
And the grave is waiting for me, as under,
Pleasure an expressing tomb
Ceasing these torments, my torturers...
Loures
My crudest and fools desires
Nefarious thoughts so slavish
Scanning and dominating that head,
But before I will surely go crazy
Could have on the hand what I was negates.
Path of a stupid miserable
Glimpse in my death that I merits.
Difficulties, thorns and fallacies
Where should not, vain audacity
Make up the most atrocious ways,
And the grave is waiting for me, as under,
Pleasure an expressing tomb
Ceasing these torments, my torturers...
Loures
Em vão
Em vão
Não mais comportaria outro cenário
Envolto pelas trevas do passado
E quando o tempo molda o desregrado
Caminho tanto quanto imaginário,
Meu verso se mostrara temerário
E sei do que deveras já degrado
E bebo a solidão, mesmo calado,
Tentando algum diverso itinerário.
Restasse do que eu fora muito pouco,
Apenas sem sentido me treslouco
E risco cada página do futuro
Na agenda sem sentido que me deste,
A morte em plena sorte e reveste
Enquanto uma saída, em vão, procuro...
Loures
Não mais comportaria outro cenário
Envolto pelas trevas do passado
E quando o tempo molda o desregrado
Caminho tanto quanto imaginário,
Meu verso se mostrara temerário
E sei do que deveras já degrado
E bebo a solidão, mesmo calado,
Tentando algum diverso itinerário.
Restasse do que eu fora muito pouco,
Apenas sem sentido me treslouco
E risco cada página do futuro
Na agenda sem sentido que me deste,
A morte em plena sorte e reveste
Enquanto uma saída, em vão, procuro...
Loures
Trotando...
Trotando...
Jamais me calarei, a vida segue,
O sonho mais atroz vence o futuro?
Ainda quando embalde enfim procuro
O quanto se deseja além prossegue,
A vida noutro tanto não consegue
Sabendo ser em vão, um passo escuro,
No caos que tanto queira e me asseguro
Na luta quando a sorte se renegue.
Afasto-me dos erros costumeiros
E sigo cultivando meus canteiros
Embora neste estio, nada brote,
O vento galopando inutilmente
O tempo se mostrando enquanto mente
E o verso que te faço segue em trote...
Loures
Jamais me calarei, a vida segue,
O sonho mais atroz vence o futuro?
Ainda quando embalde enfim procuro
O quanto se deseja além prossegue,
A vida noutro tanto não consegue
Sabendo ser em vão, um passo escuro,
No caos que tanto queira e me asseguro
Na luta quando a sorte se renegue.
Afasto-me dos erros costumeiros
E sigo cultivando meus canteiros
Embora neste estio, nada brote,
O vento galopando inutilmente
O tempo se mostrando enquanto mente
E o verso que te faço segue em trote...
Loures
ABORTOS
ABORTOS
Nos olhos mais atrozes da vingança
A faca entre os meus dentes, medo e cais,
Os sonhos entre vagos temporais
A sorte no vazio ora me lança,
E o tempo quando muito ou nada alcança
Avança sem sentir os invernais
Momentos que deveras demonstrais
Na farsa mais audaz, torpe mudança,
Percebo as mais diversas ilusões
E quando na verdade tu me expões
Afãs inesperados, gozos fartos,
E os passos entre quedas e terrores,
A vida se perdendo sem pudores
Aonde se esperavam vidas, partos...
LOURES
Nos olhos mais atrozes da vingança
A faca entre os meus dentes, medo e cais,
Os sonhos entre vagos temporais
A sorte no vazio ora me lança,
E o tempo quando muito ou nada alcança
Avança sem sentir os invernais
Momentos que deveras demonstrais
Na farsa mais audaz, torpe mudança,
Percebo as mais diversas ilusões
E quando na verdade tu me expões
Afãs inesperados, gozos fartos,
E os passos entre quedas e terrores,
A vida se perdendo sem pudores
Aonde se esperavam vidas, partos...
LOURES
RECEIO
RECEIO
A sólida expressão de medo ou tédio
Expressa o quanto fora evanescente
Excêntrico caminho se apresente
Jogado sem sentido, nem remédio,
A vida desabando feito um prédio,
O canto noutro tom irreverente
O manto muitas vezes displicente
E o todo no final trama este assédio,
Restasse alguma coisa além da lama,
O mundo tantas vezes me reclama
E trama outra saída que não veio,
Apenas o que colho sem sentido
Expressa o que deveras mais olvido
Dissimulando enfim farto receio...
LOURES
A sólida expressão de medo ou tédio
Expressa o quanto fora evanescente
Excêntrico caminho se apresente
Jogado sem sentido, nem remédio,
A vida desabando feito um prédio,
O canto noutro tom irreverente
O manto muitas vezes displicente
E o todo no final trama este assédio,
Restasse alguma coisa além da lama,
O mundo tantas vezes me reclama
E trama outra saída que não veio,
Apenas o que colho sem sentido
Expressa o que deveras mais olvido
Dissimulando enfim farto receio...
LOURES
VERSE SAD
VERSE SAD
Withheld your affection in verse sad
Killing that made us much happier.
The loneliness points me without thinking
And my luck is without a future
A bird dies without feeding
You opened once again scar tissue,
Just one hope still resists
After so much pain and lapses.
My friend, you promise to be still,
What I might be better
Remaining single drop of pleasure,
I see a tomorrow under cloudy
Your face, I still keep in every detail,
Inside the heart, goes retracted...
MCL
Withheld your affection in verse sad
Killing that made us much happier.
The loneliness points me without thinking
And my luck is without a future
A bird dies without feeding
You opened once again scar tissue,
Just one hope still resists
After so much pain and lapses.
My friend, you promise to be still,
What I might be better
Remaining single drop of pleasure,
I see a tomorrow under cloudy
Your face, I still keep in every detail,
Inside the heart, goes retracted...
MCL
Vã tormenta
Vã tormenta
Jamais imaginasse outra faceta
Diversa da que tanto procurei
E quantas noites frias; encontrei,
Ousando na vida qual cometa,
Portanto no passado se arremeta
Domando o que seria a velha lei
Do todo quanto pude e não terei,
Nem mesmo quando a vida mais prometa.
Legados de outros tempos, sigo só,
A sorte renascida desde pó,
Alimentando a fúria de quem tenta
Vencer as mais diversas ilusões
E sei dos meus caminhos e porões,
Enquanto me entranhasse em vã tormenta.
Loures
Jamais imaginasse outra faceta
Diversa da que tanto procurei
E quantas noites frias; encontrei,
Ousando na vida qual cometa,
Portanto no passado se arremeta
Domando o que seria a velha lei
Do todo quanto pude e não terei,
Nem mesmo quando a vida mais prometa.
Legados de outros tempos, sigo só,
A sorte renascida desde pó,
Alimentando a fúria de quem tenta
Vencer as mais diversas ilusões
E sei dos meus caminhos e porões,
Enquanto me entranhasse em vã tormenta.
Loures
SOMBRA MUERTA
SOMBRA MUERTA
La vida está entrando en las sombras muertas
Viuda de un ánima en pena hecha
Y cuando la realidad se deleita
Son varias las vías donde se van
Apertura de las puertas antiguas pasadas
La suerte nunca está satisfecha
La muerte se acerca, como encuentra
Las garras de esos sueños que ahora claman
Horrible caricatura, no voy a traer
Solamente algunos restos de un abrazo
Mordaz de los que nunca me diste amor,
A la sombra del vacío seguir inmerso
Y con el terror del último verso,
Bebiendo la soledad, amiga y hiera.
LOURES
La vida está entrando en las sombras muertas
Viuda de un ánima en pena hecha
Y cuando la realidad se deleita
Son varias las vías donde se van
Apertura de las puertas antiguas pasadas
La suerte nunca está satisfecha
La muerte se acerca, como encuentra
Las garras de esos sueños que ahora claman
Horrible caricatura, no voy a traer
Solamente algunos restos de un abrazo
Mordaz de los que nunca me diste amor,
A la sombra del vacío seguir inmerso
Y con el terror del último verso,
Bebiendo la soledad, amiga y hiera.
LOURES
NEBULOSA
NEBULOSA
Porquanto amordaçado sigo em busca
Do quanto poderia e não viera
A vida se moldando noutra esfera
A sorte se tornando amarga e brusca,
E quando a noite vem atroz e lusca,
O vórtice voraz, a rude fera,
Marcando sem temor a próxima era,
Vencido pela senda que ora ofusca,
Escrúpulos e medos que arremeto,
O por da própria vida num soneto,
Ocasos entre caos e nada além,
Espantalhos vagando noite afora
O sonho sem sentido nos devora
E apenas nebulosa sorte vem.
Loures
Porquanto amordaçado sigo em busca
Do quanto poderia e não viera
A vida se moldando noutra esfera
A sorte se tornando amarga e brusca,
E quando a noite vem atroz e lusca,
O vórtice voraz, a rude fera,
Marcando sem temor a próxima era,
Vencido pela senda que ora ofusca,
Escrúpulos e medos que arremeto,
O por da própria vida num soneto,
Ocasos entre caos e nada além,
Espantalhos vagando noite afora
O sonho sem sentido nos devora
E apenas nebulosa sorte vem.
Loures
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
15/2
Queria acreditar no quanto não viera
E a noite se anuncia em plena tempestade
A farsa desenhada aos poucos já degrade
Marcando com terror o sonho de uma fera.
A luta não traduz além desta quimera
Que tanto quanto possa apenas desagrade
E mate com firmeza a rude liberdade
E o prazo determina o quanto desespera.
Navego contra a fúria imensa deste mar,
E sei do quanto possa enquanto me ancorar
Nos erros mais sutis; vencido navegante
Aonde se perdera a vida num instante
Somente o quanto tento e nada mais me espante
Somente o que tu vês no sonho a divagar...
Queria acreditar no quanto não viera
E a noite se anuncia em plena tempestade
A farsa desenhada aos poucos já degrade
Marcando com terror o sonho de uma fera.
A luta não traduz além desta quimera
Que tanto quanto possa apenas desagrade
E mate com firmeza a rude liberdade
E o prazo determina o quanto desespera.
Navego contra a fúria imensa deste mar,
E sei do quanto possa enquanto me ancorar
Nos erros mais sutis; vencido navegante
Aonde se perdera a vida num instante
Somente o quanto tento e nada mais me espante
Somente o que tu vês no sonho a divagar...
ENTRE RUAS E VIELAS
ENTRE RUAS E VIELAS
Vagando pelas ruas e vielas
Sob o brilho do sol, irradiante,
Depois, esperarei pelas estrelas,
Parceiras desta lua deslumbrante...
No céu a primavera tece telas
De rara claridade. Sou amante
Destas cores, beleza em aquarelas
Mágico sonho-vivo esfuziante...
Delícias em geladas sobremesas
Escorrem pela boca, dão prazer.
Em meio a tantas flores e riquezas,
Entrego-me ao calor e ao doce vento,
Na maravilha imensa de viver
Sem ter nem mais a sombra de um tormento...
Vagando pelas ruas e vielas
Sob o brilho do sol, irradiante,
Depois, esperarei pelas estrelas,
Parceiras desta lua deslumbrante...
No céu a primavera tece telas
De rara claridade. Sou amante
Destas cores, beleza em aquarelas
Mágico sonho-vivo esfuziante...
Delícias em geladas sobremesas
Escorrem pela boca, dão prazer.
Em meio a tantas flores e riquezas,
Entrego-me ao calor e ao doce vento,
Na maravilha imensa de viver
Sem ter nem mais a sombra de um tormento...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
SOMBRAS MORTAS
SOMBRAS MORTAS
A vida se entranhando em sombras mortas
A viuvez de uma alma em dores feita,
E quando a realidade se deleita
Diversos os caminhos em que aportas,
Abrindo do passado velhas portas
A sorte nunca sendo satisfeita
A morte se aproxima enquanto deita
As garras nestes sonhos que ora exortas.
Medonho caricato, eu nada trago
Somente algum resquício de um afago
Mordaz de quem jamais amor me dera,
À sombra do vazio sigo imerso
E usando com terror último verso,
Bebendo a solidão, amiga e fera.
LOURES
A vida se entranhando em sombras mortas
A viuvez de uma alma em dores feita,
E quando a realidade se deleita
Diversos os caminhos em que aportas,
Abrindo do passado velhas portas
A sorte nunca sendo satisfeita
A morte se aproxima enquanto deita
As garras nestes sonhos que ora exortas.
Medonho caricato, eu nada trago
Somente algum resquício de um afago
Mordaz de quem jamais amor me dera,
À sombra do vazio sigo imerso
E usando com terror último verso,
Bebendo a solidão, amiga e fera.
LOURES
Verso triste
Verso triste
Negaste o teu carinho em verso triste,
Matando o que nos fez bem mais felizes.
A solidão aponta o dedo em riste
E faz as minhas sortes meretrizes.
Um passarinho morre sem alpiste,
Abriste novamente cicatrizes,
Somente uma esperança inda resiste
Depois de tantas dores e deslizes.
Amiga, tu prometes inda ser,
O que me poderia ser melhor
Restando simples gota de prazer,
Percebo um amanhã menos nublado,
Teu rosto; ainda guardo e sei de cor,
Dentro do coração vai retratado...
MCL
Negaste o teu carinho em verso triste,
Matando o que nos fez bem mais felizes.
A solidão aponta o dedo em riste
E faz as minhas sortes meretrizes.
Um passarinho morre sem alpiste,
Abriste novamente cicatrizes,
Somente uma esperança inda resiste
Depois de tantas dores e deslizes.
Amiga, tu prometes inda ser,
O que me poderia ser melhor
Restando simples gota de prazer,
Percebo um amanhã menos nublado,
Teu rosto; ainda guardo e sei de cor,
Dentro do coração vai retratado...
MCL
VERSO TRISTE
VERSO TRISTE
Retenido tu amor en el verso triste
Matando lo que nos hizo mucho más feliz.
La soledad me señala sin pensar
Y de mi fortuna no hay futuro
Un pájaro muere sin el alimento
Usted vuelve a abrir las cicatrices,
Sólo una esperanza aún perdura
Después de tanto dolor y fallas.
Mi amiga, usted se compromete a ser aún,
Lo que me podría ser mejor
Restante única gota de placer,
Yo veo un mañana bajo nubes
Tu rostro, todavía me mantengo en cada detalle,
Dentro del corazón, va retratado ...
MCL
Retenido tu amor en el verso triste
Matando lo que nos hizo mucho más feliz.
La soledad me señala sin pensar
Y de mi fortuna no hay futuro
Un pájaro muere sin el alimento
Usted vuelve a abrir las cicatrices,
Sólo una esperanza aún perdura
Después de tanto dolor y fallas.
Mi amiga, usted se compromete a ser aún,
Lo que me podría ser mejor
Restante única gota de placer,
Yo veo un mañana bajo nubes
Tu rostro, todavía me mantengo en cada detalle,
Dentro del corazón, va retratado ...
MCL
Numa sorte diversa da que tive
Procurara um momento mais suave
A verdade no tanto que se entrave
Esperando o que nunca mais contive,
Meu amor quando muito sobrevive
E reduz cada passo nesta grave
Ilusão que permita que se cave
Outro tempo que apenas de amor prive.
Resoluta verdade se desfia
E no fundo o que possa em alegria
Não transcende ao que tanto merecesse
Se não fosse o caminho e já sem esse
Sedutor delirar de quem amasse
Geraria afinal somente impasse.
Procurara um momento mais suave
A verdade no tanto que se entrave
Esperando o que nunca mais contive,
Meu amor quando muito sobrevive
E reduz cada passo nesta grave
Ilusão que permita que se cave
Outro tempo que apenas de amor prive.
Resoluta verdade se desfia
E no fundo o que possa em alegria
Não transcende ao que tanto merecesse
Se não fosse o caminho e já sem esse
Sedutor delirar de quem amasse
Geraria afinal somente impasse.
GLAUBE
GLAUBE
Könnte erkennen, der ignorante Mensch
Die Gegenwart Gottes in seinem Leben,
Vielleicht gab es keine Vertreibung,
Weder die Menge diffus verloren
Dummes Tier, ohne Richtung oder Nase,
Dich selbst anschauend und lesen
Und sieht dennoch nicht, auch wenn es klar ist
Den Schmerz verstärkend, schneiden und weh tun
Das Gleiche ahnungslos tötend
Dass es in ihm Gott gibt, den Erschaffer.
Vielleicht mag er begreifen
Dass in den Händen liegend, die Geschichte selbst,
Verzeihung nahm, ihr Lob,
Birgt die Rettung, im ungeheueren Ruhm...
LOURES
Joerg Feller 14 de Fevereiro de 2012 12:29
in German - auf Deutsch...
Könnte erkennen, der ignorante Mensch
Die Gegenwart Gottes in seinem Leben,
Vielleicht gab es keine Vertreibung,
Weder die Menge diffus verloren
Dummes Tier, ohne Richtung oder Nase,
Dich selbst anschauend und lesen
Und sieht dennoch nicht, auch wenn es klar ist
Den Schmerz verstärkend, schneiden und weh tun
Das Gleiche ahnungslos tötend
Dass es in ihm Gott gibt, den Erschaffer.
Vielleicht mag er begreifen
Dass in den Händen liegend, die Geschichte selbst,
Verzeihung nahm, ihr Lob,
Birgt die Rettung, im ungeheueren Ruhm...
LOURES
Joerg Feller 14 de Fevereiro de 2012 12:29
in German - auf Deutsch...
NAMORO VIRTUAL
NAMORO VIRTUAL
A bosta da internet caiu de novo,
Eu quero te falar, mas não consigo.
Estorvo se transforma em desabrigo.
E aqui sem ter ninguém, teimoso "chovo".
Não posso te dizer conforme o povo
O quase que jamais se faz amigo.
No fundo desdenhoso eu já nem ligo,
Se tenho ou se não sigo quebrando ovo.
Assando esta batata feita amor,
Não posso mais dizer que enfim tou frito
Se eu quero te falar não sei se grito
Ou deixo este caminho e vou propor
Que ligues para mim, meu celular
Aguarda uma resposta. É só ligar...
LOURES
A bosta da internet caiu de novo,
Eu quero te falar, mas não consigo.
Estorvo se transforma em desabrigo.
E aqui sem ter ninguém, teimoso "chovo".
Não posso te dizer conforme o povo
O quase que jamais se faz amigo.
No fundo desdenhoso eu já nem ligo,
Se tenho ou se não sigo quebrando ovo.
Assando esta batata feita amor,
Não posso mais dizer que enfim tou frito
Se eu quero te falar não sei se grito
Ou deixo este caminho e vou propor
Que ligues para mim, meu celular
Aguarda uma resposta. É só ligar...
LOURES
HANDSCHELLEN
HANDSCHELLEN
Joerg Feller
in German - auf Deutsch...
Es scheint so einfach, ein Christ zu sein
Ein ehrlicher Bürger, Steuern zu zahlen,
Vergessend in andere Gesichter zu schauen,
Wird niemals erkennen in welche Richtung
Der Mitte großer Vielfältigkeit folgend
Wo tatkräftige Herzen gemacht werden,
Was ist mit den Armseligen einmal ausgesetzt
Den Münzen, die Rettung garantieren...
Du hast Ekel vor den horrenden Kreaturen,
Die auf dem Gehweg spielten, fast nackt.
Was ist mit Deiner Reise, fortlaufend...
Nach einem Woanders suchend, suchst Du
Nur Lösungen für Deine Probleme,
Ohne sie in Deinen Händen zu erkennen, Deine Handschellen...
LOURES
Joerg Feller
in German - auf Deutsch...
Joerg Feller
in German - auf Deutsch...
Es scheint so einfach, ein Christ zu sein
Ein ehrlicher Bürger, Steuern zu zahlen,
Vergessend in andere Gesichter zu schauen,
Wird niemals erkennen in welche Richtung
Der Mitte großer Vielfältigkeit folgend
Wo tatkräftige Herzen gemacht werden,
Was ist mit den Armseligen einmal ausgesetzt
Den Münzen, die Rettung garantieren...
Du hast Ekel vor den horrenden Kreaturen,
Die auf dem Gehweg spielten, fast nackt.
Was ist mit Deiner Reise, fortlaufend...
Nach einem Woanders suchend, suchst Du
Nur Lösungen für Deine Probleme,
Ohne sie in Deinen Händen zu erkennen, Deine Handschellen...
LOURES
Joerg Feller
in German - auf Deutsch...
RUMOS DIVERSOS
RUMOS DIVERSOS
Embora nossas almas vão contrárias
Em rumos tão diversos, outros fados,
Palavras e paixões imaginárias
Deixando corações tão maltratados.
As nuvens vão passando em cores várias
Porém em duros céus, todos nublados,
A noite se perdendo em noites párias
Legando em seu rastilho, secos prados.
Porém em belos sonhos, junto a ti,
Concebo este prazer que não vivi,
Apenas esperança me consola.
Quem sabe, num momento em viração,
Virás com teu amor ou compaixão,
Dar-me pelo menos uma esmola..
LOURES
Embora nossas almas vão contrárias
Em rumos tão diversos, outros fados,
Palavras e paixões imaginárias
Deixando corações tão maltratados.
As nuvens vão passando em cores várias
Porém em duros céus, todos nublados,
A noite se perdendo em noites párias
Legando em seu rastilho, secos prados.
Porém em belos sonhos, junto a ti,
Concebo este prazer que não vivi,
Apenas esperança me consola.
Quem sabe, num momento em viração,
Virás com teu amor ou compaixão,
Dar-me pelo menos uma esmola..
LOURES
OCASOS ENTRE CASOS
OCASOS ENTRE CASOS
A cabeça rodando
E o tempo se revela
Aonde esta procela
Transcorre em ar infando,
O sol não vejo quando
A morte sempre sela
E traz na dura cela
O tempo já nevando.
Ocasos entre casos
E os dias seguem rasos,
Vazios sem ninguém
Do todo que quisera
Apenas esta fera
Imensa, ainda vem.
LOURES
A cabeça rodando
E o tempo se revela
Aonde esta procela
Transcorre em ar infando,
O sol não vejo quando
A morte sempre sela
E traz na dura cela
O tempo já nevando.
Ocasos entre casos
E os dias seguem rasos,
Vazios sem ninguém
Do todo que quisera
Apenas esta fera
Imensa, ainda vem.
LOURES
A BRISA MATINAL
A BRISA MATINAL
A brisa matinal vem me tocar
Fazendo no meu rosto uma carícia,
Roçando minha pele devagar,
Com toques tão sutis, uma delícia.
Recebo neste vento o teu carinho
E sinto uma alegria sem igual.
Amor quanto adentrou em meu caminho
Da forma mais suave e natural
Mudou a minha história com certeza
Deixando minha vida bem mais leve
Nas águas deste amor, a natureza
Trazendo a mansidão que já me enleve
E faça de meus olhos sonhadores,
Cativos para sempre dos amores...
MARCOS COUTINHO LOURES
A brisa matinal vem me tocar
Fazendo no meu rosto uma carícia,
Roçando minha pele devagar,
Com toques tão sutis, uma delícia.
Recebo neste vento o teu carinho
E sinto uma alegria sem igual.
Amor quanto adentrou em meu caminho
Da forma mais suave e natural
Mudou a minha história com certeza
Deixando minha vida bem mais leve
Nas águas deste amor, a natureza
Trazendo a mansidão que já me enleve
E faça de meus olhos sonhadores,
Cativos para sempre dos amores...
MARCOS COUTINHO LOURES
Les correctifs
Les correctifs
Se souvenir, patchs,
où la vie étaient venus,
sans avertissement, r
enversé, laissant seulement ces ruptures ainsi,
atteignant dans la violence,
mes bases.
N'a jamais osé croire dans des fantaisies
et même répéter les nombreuses illusions
terribles de ceux qui cherchent certains intrants,
couper s'approfondit dans la solitude.
La chanson rappelant ce qui s'était passé,
garantirait une changement de l'avenir?
Marcos Loures
Se souvenir, patchs,
où la vie étaient venus,
sans avertissement, r
enversé, laissant seulement ces ruptures ainsi,
atteignant dans la violence,
mes bases.
N'a jamais osé croire dans des fantaisies
et même répéter les nombreuses illusions
terribles de ceux qui cherchent certains intrants,
couper s'approfondit dans la solitude.
La chanson rappelant ce qui s'était passé,
garantirait une changement de l'avenir?
Marcos Loures
Izanagi e Izanami
Izanagi e Izanami
La pareja de generadores de Kamis otros,
Sin embargo cuando se tiene en de Kami de fuego
Izanami moría sin una súplica
Promete venganza y retraiga.
Jurada entonces este bajo mundo,
Pero llegar a ese fin durante tanto tiempo,
Por temor a algún nuevo contratiempo
Izanagi siguió a adentrarse.
Y cuándo fue a ver de Izanami el parto
Demonios y diablos, la traición,
De los vermes la comida misma.
Y hace que lo persiguen, furiosa
Izanagi huyendo, el poder del sol,
Destruye tantos diablos en el camino.
Marcos Loures
La pareja de generadores de Kamis otros,
Sin embargo cuando se tiene en de Kami de fuego
Izanami moría sin una súplica
Promete venganza y retraiga.
Jurada entonces este bajo mundo,
Pero llegar a ese fin durante tanto tiempo,
Por temor a algún nuevo contratiempo
Izanagi siguió a adentrarse.
Y cuándo fue a ver de Izanami el parto
Demonios y diablos, la traición,
De los vermes la comida misma.
Y hace que lo persiguen, furiosa
Izanagi huyendo, el poder del sol,
Destruye tantos diablos en el camino.
Marcos Loures
BELIEVE
Could discover, ignorant human
The presence of God in their lives,
Perhaps there was no abandonment,
Neither the multitude vague lost
Stupid animal, without direction or nose,
Looking at yourself and your read,
Already not you see even if clear
Feeding the pain, cut and hurt
Killing the similar unknowingly
That in him there is the God, the Creator.
Maybe he may conceive
That having in their hands, the story itself,
Took forgiveness, their praise,
Had the salvation, in the immense glory...
LOURES
Could discover, ignorant human
The presence of God in their lives,
Perhaps there was no abandonment,
Neither the multitude vague lost
Stupid animal, without direction or nose,
Looking at yourself and your read,
Already not you see even if clear
Feeding the pain, cut and hurt
Killing the similar unknowingly
That in him there is the God, the Creator.
Maybe he may conceive
That having in their hands, the story itself,
Took forgiveness, their praise,
Had the salvation, in the immense glory...
LOURES
SENDEROS de dónde vengo.
SENDEROS de dónde vengo.
Las orquídeas florecen en el jardín
Me doy cuenta de que todavía hay alguna luz
Brillando alrededor de mí,
Con un peso la vida, una inmensa cruz.
Volver ese camino donde vengo
Y ante nada la vida me conduce,
Yo enciendo la lámpara para guiarme
Revivo cada sueño cual me he opuesto.
Y yo puedo ver a mi hijo
Corriendo a través de la casa de nuevo,
Superando otro obstáculo en paz
La apertura de estos portales en el futuro.
Observando detenidamente, con atención,
Hay vestigios del horizonte más allá de la pared...
Loures
Las orquídeas florecen en el jardín
Me doy cuenta de que todavía hay alguna luz
Brillando alrededor de mí,
Con un peso la vida, una inmensa cruz.
Volver ese camino donde vengo
Y ante nada la vida me conduce,
Yo enciendo la lámpara para guiarme
Revivo cada sueño cual me he opuesto.
Y yo puedo ver a mi hijo
Corriendo a través de la casa de nuevo,
Superando otro obstáculo en paz
La apertura de estos portales en el futuro.
Observando detenidamente, con atención,
Hay vestigios del horizonte más allá de la pared...
Loures
HANDCUFFS
HANDCUFFS
It seems so easy to be a Christian
An honest citizen, pay taxes,
Forgetting to look at other faces,
Will never perceive what direction
Following in the midst of great multitude
Where do hearts are being made,
What about the miserable when exposed
Coins guaranteeing salvation...
You have disgusted of the horrendous creatures,
Played on the sidewalk, almost naked.
What about your journey, continuous...
Looking for elsewhere, you seek
Only solutions for your problems,
Without realizing it in your hands, your handcuffs...
LOURES
It seems so easy to be a Christian
An honest citizen, pay taxes,
Forgetting to look at other faces,
Will never perceive what direction
Following in the midst of great multitude
Where do hearts are being made,
What about the miserable when exposed
Coins guaranteeing salvation...
You have disgusted of the horrendous creatures,
Played on the sidewalk, almost naked.
What about your journey, continuous...
Looking for elsewhere, you seek
Only solutions for your problems,
Without realizing it in your hands, your handcuffs...
LOURES
MINHA ALMA
MINHA ALMA
Minha alma na sarjeta já mendiga
Pedindo por amor ou caridade,
Que aquela a quem amei, ao menos diga
Se resta alguma hipótese ou verdade
Que faça demonstrar em mão amiga,
Ao menos um restolho em claridade,
Deixando que esta vida assim prossiga,
Ficando por consolo uma amizade...
Quem tem uma incerteza como trilha,
Desfrutando dos restos com ardor,
Sugando das goteiras maravilha,
Fazendo-se do nada quase um rei,
Poeira consagrada de um amor,
É tudo o que na vida, em vão, busquei...
MCL
Minha alma na sarjeta já mendiga
Pedindo por amor ou caridade,
Que aquela a quem amei, ao menos diga
Se resta alguma hipótese ou verdade
Que faça demonstrar em mão amiga,
Ao menos um restolho em claridade,
Deixando que esta vida assim prossiga,
Ficando por consolo uma amizade...
Quem tem uma incerteza como trilha,
Desfrutando dos restos com ardor,
Sugando das goteiras maravilha,
Fazendo-se do nada quase um rei,
Poeira consagrada de um amor,
É tudo o que na vida, em vão, busquei...
MCL
AS ÂNSIAS DO DEMÔNIIO
AS ÂNSIAS DO DEMÔNIIO
Marcado pelas ânsias do demônio
Não pude mais seguir tal procissão,
Nos círios e nas lágrimas de então
Agora dentro em mim tal pandemônio,
Ao ser deste Satã um patrimônio,
Não quero mais a dura solidão
Tampouco este silêncio e me ouvirão
Do grande aristocrata ao vil campônio.
Servindo ao grande pai, o majestoso,
Herdando a terra inteira após o fim,
Medonho caricato um querubim,
Andando pelas ruas, pegajoso,
Verá depois de tudo o grande Império
Aonde o despudor dita o critério.
LOURES
Marcado pelas ânsias do demônio
Não pude mais seguir tal procissão,
Nos círios e nas lágrimas de então
Agora dentro em mim tal pandemônio,
Ao ser deste Satã um patrimônio,
Não quero mais a dura solidão
Tampouco este silêncio e me ouvirão
Do grande aristocrata ao vil campônio.
Servindo ao grande pai, o majestoso,
Herdando a terra inteira após o fim,
Medonho caricato um querubim,
Andando pelas ruas, pegajoso,
Verá depois de tudo o grande Império
Aonde o despudor dita o critério.
LOURES
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
DEITADO SOBRE AS SOMBRAS
DEITADO SOBRE AS SOMBRAS
Deitado sobre as sombras do que fui
Encontro esta satânica figura,
E quando se percebe assim ternura,
A morte em minhas veias, segue e flui.
O quanto deste demo sempre influi
No passo que deveras transfigura
Embora te pareça uma loucura,
Revela o que decerto pressinto e rui.
Não pude contra a força mais insana
E tantas vezes alma tão profana
Hedônico demônio me tocara,
Assim ao se sanar a solidão
Nos ermos deste inferno a solução
Cicatrizando o não, dorida escara...
LOURES
Deitado sobre as sombras do que fui
Encontro esta satânica figura,
E quando se percebe assim ternura,
A morte em minhas veias, segue e flui.
O quanto deste demo sempre influi
No passo que deveras transfigura
Embora te pareça uma loucura,
Revela o que decerto pressinto e rui.
Não pude contra a força mais insana
E tantas vezes alma tão profana
Hedônico demônio me tocara,
Assim ao se sanar a solidão
Nos ermos deste inferno a solução
Cicatrizando o não, dorida escara...
LOURES
CAMINHOS
CAMINHOS
Adentro felizmente este caminho
Que leva ao meu querido Satanás
E tenho nesta fúria, a imensa paz,
Da qual e pela qual me fiz daninho,
Erguendo um brinde ao Demo, vou sozinho
E embora na verdade tanto faz,
O quanto me fiz rude e até mordaz,
Sangrando a cada verso, traço o ninho.
Não quero o teu perdão nem mais preciso,
Se a vida sempre traça um prejuízo
De que me vale assim, misericórdia,
O passo mais feroz que inda se dê
Transforma qualquer coisa sem por que
No anseio mais sublime da discórdia...
LOURES
Adentro felizmente este caminho
Que leva ao meu querido Satanás
E tenho nesta fúria, a imensa paz,
Da qual e pela qual me fiz daninho,
Erguendo um brinde ao Demo, vou sozinho
E embora na verdade tanto faz,
O quanto me fiz rude e até mordaz,
Sangrando a cada verso, traço o ninho.
Não quero o teu perdão nem mais preciso,
Se a vida sempre traça um prejuízo
De que me vale assim, misericórdia,
O passo mais feroz que inda se dê
Transforma qualquer coisa sem por que
No anseio mais sublime da discórdia...
LOURES
CARÊNCIA. DUETO COM CLEO ANSELMO
CARÊNCIA.
.
Estou carente de amor
De um colo de uma atenção
Alguém que meu olhe nos olhos
Deslize suas mãos em meus cabelos
E me chame de amor.
Preciso sentir amada
Nem que seja por um instante
Que me seduza na madrugada
E me faça de amante.
Ah! como estou carente de tudo
De afeto e carinho em desilusão
Venha embriagar na minha boca
Não importa que me acha louca
Só não quero ter sua compaixão.
Pode ser até um amor de ilusões
Mas que domine meus sentidos
Mas não me deixe morrer de solidão.
E nessa carência insuportável
você me fará acreditar que nada
existe sem amor, que você veio
pra mostrar o meu caminho.
Você me traz uma paixão que
eu nunca pude descobrir.
Vem me faz acreditar
mostra que um coração
não vive sem carinho.
Me tira dessa solidão,desilusão.
Quem sabe assim viveremos um
mais puro e real amor no coração,
simbolizando a mais pura e bela realeza.
E desta carência serei libertada até os fins.
.
Cléo Anselmo
Silente coração ditando o rumo
Do quanto poderia em sentimento
Viver o que deveras busco e tento
No tanto sem destino que ora assumo,
A vida se entregando, inteiro o sumo,
Encontra em suas mãos o pensamento
E o velho caminheiro, mesmo atento,
Invade o quanto queira e assim consumo,
Vestígios de litígios do passado
Enquanto noutra sorte sei que evado
Invado os meus anseios e pressinto
Ousado caminhar em fogaréus
Deixando a solidão dos vãos ilhéus
Momentos num temor já quase extinto...
LOURES
.
Estou carente de amor
De um colo de uma atenção
Alguém que meu olhe nos olhos
Deslize suas mãos em meus cabelos
E me chame de amor.
Preciso sentir amada
Nem que seja por um instante
Que me seduza na madrugada
E me faça de amante.
Ah! como estou carente de tudo
De afeto e carinho em desilusão
Venha embriagar na minha boca
Não importa que me acha louca
Só não quero ter sua compaixão.
Pode ser até um amor de ilusões
Mas que domine meus sentidos
Mas não me deixe morrer de solidão.
E nessa carência insuportável
você me fará acreditar que nada
existe sem amor, que você veio
pra mostrar o meu caminho.
Você me traz uma paixão que
eu nunca pude descobrir.
Vem me faz acreditar
mostra que um coração
não vive sem carinho.
Me tira dessa solidão,desilusão.
Quem sabe assim viveremos um
mais puro e real amor no coração,
simbolizando a mais pura e bela realeza.
E desta carência serei libertada até os fins.
.
Cléo Anselmo
Silente coração ditando o rumo
Do quanto poderia em sentimento
Viver o que deveras busco e tento
No tanto sem destino que ora assumo,
A vida se entregando, inteiro o sumo,
Encontra em suas mãos o pensamento
E o velho caminheiro, mesmo atento,
Invade o quanto queira e assim consumo,
Vestígios de litígios do passado
Enquanto noutra sorte sei que evado
Invado os meus anseios e pressinto
Ousado caminhar em fogaréus
Deixando a solidão dos vãos ilhéus
Momentos num temor já quase extinto...
LOURES
CONFISSÕES
CONFISSÕES
As minhas confissões, erros, pecados
Jamais me permitiram salvação
Enquanto a vida traça a viração
Volvendo aos meus diversos vãos e enfados,
Não deixo mais sequer meros recados,
Nem tento novos dias, pois virão
Somente os mesmos ledos, sem verão
Inverna a cada dia nestes prados.
Igrejas e demônios poluindo
O quanto poderia ser infindo
Cenário decomposto, sem ternura.
Caminho sem sequer ter um momento
Aonde poderia sem tormento,
Sobrando para mim tanta amargura...
LOURES
As minhas confissões, erros, pecados
Jamais me permitiram salvação
Enquanto a vida traça a viração
Volvendo aos meus diversos vãos e enfados,
Não deixo mais sequer meros recados,
Nem tento novos dias, pois virão
Somente os mesmos ledos, sem verão
Inverna a cada dia nestes prados.
Igrejas e demônios poluindo
O quanto poderia ser infindo
Cenário decomposto, sem ternura.
Caminho sem sequer ter um momento
Aonde poderia sem tormento,
Sobrando para mim tanta amargura...
LOURES
Coubera saber do tanto que rege
A vida em prazer ou mesmo cruel
O tanto a se ver traduz carrossel
E o peso que trago, sozinho se elege,
O marco escancara meu passo de herege
Navego sem rumo penetro este céu
O amor que sonhara; procuro fiel.
Ainda se a vida deveras lateje.
Não pude por certo talvez nem quisesse
Gerando meu passo na farsa em tal messe
Visando o que um dia jamais pude ter
A porta trancada, meu risco afinal,
A luta sangrenta, meu canto final
E nisto se vendo total desprazer.
14/2
Numa sorte diversa da que tive
Procurara um momento mais suave
A verdade no tanto que se entrave
Esperando o que nunca mais contive,
Meu amor quando muito sobrevive
E reduz cada passo nesta grave
Ilusão que permita que se cave
Outro tempo que apenas de amor prive.
Resoluta verdade se desfia
E no fundo o que possa em alegria
Não transcende ao que tanto merecesse
Se não fosse o caminho e já sem esse
Sedutor delirar de quem amasse
Geraria afinal somente impasse.
A vida em prazer ou mesmo cruel
O tanto a se ver traduz carrossel
E o peso que trago, sozinho se elege,
O marco escancara meu passo de herege
Navego sem rumo penetro este céu
O amor que sonhara; procuro fiel.
Ainda se a vida deveras lateje.
Não pude por certo talvez nem quisesse
Gerando meu passo na farsa em tal messe
Visando o que um dia jamais pude ter
A porta trancada, meu risco afinal,
A luta sangrenta, meu canto final
E nisto se vendo total desprazer.
14/2
Numa sorte diversa da que tive
Procurara um momento mais suave
A verdade no tanto que se entrave
Esperando o que nunca mais contive,
Meu amor quando muito sobrevive
E reduz cada passo nesta grave
Ilusão que permita que se cave
Outro tempo que apenas de amor prive.
Resoluta verdade se desfia
E no fundo o que possa em alegria
Não transcende ao que tanto merecesse
Se não fosse o caminho e já sem esse
Sedutor delirar de quem amasse
Geraria afinal somente impasse.
MÃOS CARINHOSAS
MÃOS CARINHOSAS
Gargalha em ironia, a amarga fera
Que em farpas entranhou cada pedaço,
Destruição e inércia, numa esfera.
Do gozo tão mordaz, estardalhaço.
Nesta rede de intrigas, tensa espera,
Apenas o sorriso de um palhaço,
Travestindo de insânia esta quimera
Que mostra em cada corte, adaga e aço.
Das pústulas que espalhas em minha alma,
Postulas vis, hipócritas senzalas.
Enquanto me torturas, nada falas,
Nem mesmo a morte próxima me acalma.
Vergastas de Satã, as minhas sinas
Nas mãos tão carinhosas e assassinas...
Loures
Gargalha em ironia, a amarga fera
Que em farpas entranhou cada pedaço,
Destruição e inércia, numa esfera.
Do gozo tão mordaz, estardalhaço.
Nesta rede de intrigas, tensa espera,
Apenas o sorriso de um palhaço,
Travestindo de insânia esta quimera
Que mostra em cada corte, adaga e aço.
Das pústulas que espalhas em minha alma,
Postulas vis, hipócritas senzalas.
Enquanto me torturas, nada falas,
Nem mesmo a morte próxima me acalma.
Vergastas de Satã, as minhas sinas
Nas mãos tão carinhosas e assassinas...
Loures
Assassin
Assassin
Où si vous voulez plus que simplement une ombre
sur le vieux spectre est hantée la maison,
qui a été une vague d'espoir pour tant diverses
aucune place et aucune explication n'a plausible,
je vois nos traces, des marques indélébiles d'une lutte
sans résultat et sans aucun sens simplement brandissant
le fil du rasoir du sang dans ma maison.
Dans les yeux; de ceux qui me condamnent,
lacèrent les dents, les fureurs qui fera l'exécuteur
réhabiliter la justice pour si contesté,
pas même le sentiment de pitié ou de la colère,
seulement les attentes de la projection indiscutable
que apporte cette regard totalement absorbée refus et l'absence.
Yeux dormants du coyote audience assoiffés et affamés
harcèlement sa victime, ce qui rend les mêmes,
mais légalisé assassiner ...
LOURES
Où si vous voulez plus que simplement une ombre
sur le vieux spectre est hantée la maison,
qui a été une vague d'espoir pour tant diverses
aucune place et aucune explication n'a plausible,
je vois nos traces, des marques indélébiles d'une lutte
sans résultat et sans aucun sens simplement brandissant
le fil du rasoir du sang dans ma maison.
Dans les yeux; de ceux qui me condamnent,
lacèrent les dents, les fureurs qui fera l'exécuteur
réhabiliter la justice pour si contesté,
pas même le sentiment de pitié ou de la colère,
seulement les attentes de la projection indiscutable
que apporte cette regard totalement absorbée refus et l'absence.
Yeux dormants du coyote audience assoiffés et affamés
harcèlement sa victime, ce qui rend les mêmes,
mais légalisé assassiner ...
LOURES
AMANDO SOB AS ESTRELAS
AMANDO SOB AS ESTRELAS
Arrasto-me entre os becos, sorrateiro,
Percurso repetido todo dia.
Se outrora, por amor, me dei inteiro,
O que restou: a noite vaga e fria.
Dos sonhos, um eterno garimpeiro,
Entregue à delicada fantasia,
Se agora entre os esgotos, eu me esgueiro,
Procuro na sarjeta, poesia.
Amando sob estrelas, bebo a lua,
Encontro tua sombra pela rua
E finjo acreditar no grande amor.
Aos poucos, agrisalham-se os cabelos,
Quem dera, teus carinhos inda tê-los,
Do esterco nascerá enfim a flor?
LOURES
Arrasto-me entre os becos, sorrateiro,
Percurso repetido todo dia.
Se outrora, por amor, me dei inteiro,
O que restou: a noite vaga e fria.
Dos sonhos, um eterno garimpeiro,
Entregue à delicada fantasia,
Se agora entre os esgotos, eu me esgueiro,
Procuro na sarjeta, poesia.
Amando sob estrelas, bebo a lua,
Encontro tua sombra pela rua
E finjo acreditar no grande amor.
Aos poucos, agrisalham-se os cabelos,
Quem dera, teus carinhos inda tê-los,
Do esterco nascerá enfim a flor?
LOURES
ENVOLTA NAS DELÍCIAS DO PRAZER
ENVOLTA NAS DELÍCIAS DO PRAZER
Vencer as minhas dúvidas e ter
Nas mãos esta certeza que permita
A vida mais suave e tão bonita
Envolta nas delícias do prazer,
Assim me permitindo mesmo crer
Que toda esta verdade se reflita
Gerando do vazio esta pepita
Que agora lapidada eu possa ver
Diamantino sonho feito em vida
E quando aberta em mim tola guarida
Desprotegida enfim, eu sou feliz
Deixando a solidão que me habitava
Do gozo feito em luz se sou escrava
A liberdade em dor; jamais eu quis.
Vencer as minhas dúvidas e ter
Nas mãos esta certeza que permita
A vida mais suave e tão bonita
Envolta nas delícias do prazer,
Assim me permitindo mesmo crer
Que toda esta verdade se reflita
Gerando do vazio esta pepita
Que agora lapidada eu possa ver
Diamantino sonho feito em vida
E quando aberta em mim tola guarida
Desprotegida enfim, eu sou feliz
Deixando a solidão que me habitava
Do gozo feito em luz se sou escrava
A liberdade em dor; jamais eu quis.
FOGUEIRA
FOGUEIRA
Acende-se no peito esta fogueira
Que tanto me comove e me faz bem,
E quando esta alegria agora vem
Mudando a minha face e a dor se esgueira
Eu sendo tua amante e companheira
Delírios de um amor que nos convém
E tantas emoções ele contém
Como se fosse assim, bela bandeira
Aonde desfraldara uma esperança
E quando se traduz em confiança
Levando com certeza ao mais perfeito
Caminho em que me perco quando estou
E quando tanto amor nos dominou
Em sendas tão suaves, me deleito.
Acende-se no peito esta fogueira
Que tanto me comove e me faz bem,
E quando esta alegria agora vem
Mudando a minha face e a dor se esgueira
Eu sendo tua amante e companheira
Delírios de um amor que nos convém
E tantas emoções ele contém
Como se fosse assim, bela bandeira
Aonde desfraldara uma esperança
E quando se traduz em confiança
Levando com certeza ao mais perfeito
Caminho em que me perco quando estou
E quando tanto amor nos dominou
Em sendas tão suaves, me deleito.
BELEZA E SEDUÇÃO
BELEZA E SEDUÇÃO
Ouvindo este marulho num convite
Beleza e sedução do amor que quero
Expondo um sentimento mais sincero
Aonde toda a dor em paz se evite
Amando sem remendos ou limite
É tudo o que desejo e ainda espero
E quando nos teus braços me libero
Sem ter quem me cerceie ou delimite
Entranham-me delírios e delitos
Momentos do passado mais aflitos
Agora se transformam em sorriso,
E assim deixando longe a solidão
Encontro nestes dias que virão
O gozo incontestável, mais conciso.
Ouvindo este marulho num convite
Beleza e sedução do amor que quero
Expondo um sentimento mais sincero
Aonde toda a dor em paz se evite
Amando sem remendos ou limite
É tudo o que desejo e ainda espero
E quando nos teus braços me libero
Sem ter quem me cerceie ou delimite
Entranham-me delírios e delitos
Momentos do passado mais aflitos
Agora se transformam em sorriso,
E assim deixando longe a solidão
Encontro nestes dias que virão
O gozo incontestável, mais conciso.
AMOR ETERNO
AMOR ETERNO
O teu cadáver beijo com brandura,
Afasto então as moscas carpideiras,
As honras usuais e costumeiras,
A campa que te espera é fria e dura.
Depois de tantos anos de procura,
Das esperanças fiz tolas bandeiras,
As horas escorregam, vão ligeiras,
O amor? Não posso crer que exista cura.
Abraço mansamente o corpo inerte,
Bem antes que a verdade me desperte
Eu sonho com momentos que não tive.
Daqui a poucos dias, nada resta
Senão a podridão crua e funesta,
A morta, mesmo assim ainda vive...
Loures
O teu cadáver beijo com brandura,
Afasto então as moscas carpideiras,
As honras usuais e costumeiras,
A campa que te espera é fria e dura.
Depois de tantos anos de procura,
Das esperanças fiz tolas bandeiras,
As horas escorregam, vão ligeiras,
O amor? Não posso crer que exista cura.
Abraço mansamente o corpo inerte,
Bem antes que a verdade me desperte
Eu sonho com momentos que não tive.
Daqui a poucos dias, nada resta
Senão a podridão crua e funesta,
A morta, mesmo assim ainda vive...
Loures
THE ETERNAL LOVE
THE ETERNAL LOVE
Your dead body by gentleness kissing,
I move away then fly mourners,
The usual and customary honors,
The grave that awaits you is cold and hard.
After so many years of searching,
The hopes made stupid flag,
The time slipping, vain light,
The love? I cannot believe there is healing.
I embrace the inert body softly,
Well the truth before to me awake
I dream of moments I did not have.
From here a few days ago, nothing is left
Except the rottenness crude and sinister,
The dead, anyway is still alive ...
LOURES
Your dead body by gentleness kissing,
I move away then fly mourners,
The usual and customary honors,
The grave that awaits you is cold and hard.
After so many years of searching,
The hopes made stupid flag,
The time slipping, vain light,
The love? I cannot believe there is healing.
I embrace the inert body softly,
Well the truth before to me awake
I dream of moments I did not have.
From here a few days ago, nothing is left
Except the rottenness crude and sinister,
The dead, anyway is still alive ...
LOURES
AMO TAL SOLAMENTE A UN DIOS
AMO TAL SOLAMENTE A UN DIOS
Por qué no sigo los pastores o las iglesias,
El amor que siento por Ti, no hay medidas
Las almas sin parar; cansadas,
En el fondo, sin dirección, se han perdido.
Servidas en un banquete en tales bandejas,
Las historias a menudo destruidas,
Batallas infieles, peleas duras.
Las palabras de Jesús son olvidadas...
Ya no soporto escuchar tantos errores,
En un torbellino fantástico de “santos”
Utilizados al comercio del perdón;
Los milagros falsificados, imágenes podridas,
Que tonto estúpido con la curación tal,
Haciendo de la creencia una venta torpe...
LOURES
Por qué no sigo los pastores o las iglesias,
El amor que siento por Ti, no hay medidas
Las almas sin parar; cansadas,
En el fondo, sin dirección, se han perdido.
Servidas en un banquete en tales bandejas,
Las historias a menudo destruidas,
Batallas infieles, peleas duras.
Las palabras de Jesús son olvidadas...
Ya no soporto escuchar tantos errores,
En un torbellino fantástico de “santos”
Utilizados al comercio del perdón;
Los milagros falsificados, imágenes podridas,
Que tonto estúpido con la curación tal,
Haciendo de la creencia una venta torpe...
LOURES
THE HUMANITY
THE HUMANITY
I watch the collapse of this worm
A resident horrendous and worthless
Illegitimate creature, crude and terrible
In the magnificent and ominous agony.
Mistaken and deadly disparity
Generating the stupidest animals
Holding in his hands the deity
Spreads mortality unparalleled
Chaotic destructive insect,
To the womb that bore the curse.
Arrogant stupid, proud silly,
To the brutal nature freak.
What comes after the Apocalypse
The killed crude humanity into eclipse ...
Marcos Loures
I watch the collapse of this worm
A resident horrendous and worthless
Illegitimate creature, crude and terrible
In the magnificent and ominous agony.
Mistaken and deadly disparity
Generating the stupidest animals
Holding in his hands the deity
Spreads mortality unparalleled
Chaotic destructive insect,
To the womb that bore the curse.
Arrogant stupid, proud silly,
To the brutal nature freak.
What comes after the Apocalypse
The killed crude humanity into eclipse ...
Marcos Loures
LA CREACIÓN DEL DEMONIO
LA CREACIÓN DEL DEMONIO
El hombre al crear sus demonios
Conteniendo sus delitos éticos,
Además de controlar muchas hormonas,
En el ataque realizado en grupos, tribus, bandas,
Delimitado por sus pasos en la tierra,
Y el Dios que es vengativo, se convirtió muerto
La verdad es que en amor, mi Dios nos cierra,
Basándose en la amistad, el muelle y el puerto ...
El mal es inherente se controla
Solamente de las garras de terror,
El Padre, que por supuesto es tan precioso,
Siendo el Creador de todo el mundo,
Él nos dejó a todos una lección,
El amor en la plenitud del perdón ...
Marcos Loures
El hombre al crear sus demonios
Conteniendo sus delitos éticos,
Además de controlar muchas hormonas,
En el ataque realizado en grupos, tribus, bandas,
Delimitado por sus pasos en la tierra,
Y el Dios que es vengativo, se convirtió muerto
La verdad es que en amor, mi Dios nos cierra,
Basándose en la amistad, el muelle y el puerto ...
El mal es inherente se controla
Solamente de las garras de terror,
El Padre, que por supuesto es tan precioso,
Siendo el Creador de todo el mundo,
Él nos dejó a todos una lección,
El amor en la plenitud del perdón ...
Marcos Loures
The third message
The third message
In the third message made on slides
The dismembered body of a God,
Showering an instant, spirit, anima.
Laugh is infamous and scoundrels
In semen of the Beast, the solution
Which cannot fail stone unturned
Humanity, crude multitude
Looking at this scenario, shut up and thrives.
Certainly there will a new guide
By saving any or so much of these people,
On the new generation of slaves, saints,
What renewing the history would make is,
A New Jesus Christ, another lamb,
In the old sacrifice, customary ...
LOURES
In the third message made on slides
The dismembered body of a God,
Showering an instant, spirit, anima.
Laugh is infamous and scoundrels
In semen of the Beast, the solution
Which cannot fail stone unturned
Humanity, crude multitude
Looking at this scenario, shut up and thrives.
Certainly there will a new guide
By saving any or so much of these people,
On the new generation of slaves, saints,
What renewing the history would make is,
A New Jesus Christ, another lamb,
In the old sacrifice, customary ...
LOURES
domingo, 12 de fevereiro de 2012
O SILÊNCIO dueto com CLEO ANSELMO
O SILÊNCIO
.
Por quê é tão difícil calar?
Se o silêncio é na maioria das vezes,
a resposta mais precisa?
Não que as palavras não tenham seu valor.
O falar positivo é sempre
bem vindo.
No entanto, há momentos,
em que só o silêncio convém.
Qualquer sílaba em tais
instantes, pode ser catastrófica.
Calar diminui o furor,
acalma evita más interpretações,
bem como grandes confusões.
Além disso, traz grandes
reflexões, possibilita que
o pensamento flua e construa,
bem como ele é a melhor resposta
a qualquer ofensa.
.
Cléo Anselmo
Quem cala, na verdade não diz nada,
Consentimento é feito no consenso
E quando no que sinto tento e penso
Por vezes procurasse nova estrada,
A vida se produz em derrocada
E tanto quanto quero perco ou venço
Com sentimento vário tanto imenso,
A sorte sobre as pedras desenhada,
Não quero tantas vezes o que dizes
Nem mesmo suportar tais cicatrizes
Deslizes entre quedas e terrores,
Pudesse renovar cada momento,
Diverso do que possa ou mesmo tento,
Seguindo outro caminho, onde não fores...
.
Por quê é tão difícil calar?
Se o silêncio é na maioria das vezes,
a resposta mais precisa?
Não que as palavras não tenham seu valor.
O falar positivo é sempre
bem vindo.
No entanto, há momentos,
em que só o silêncio convém.
Qualquer sílaba em tais
instantes, pode ser catastrófica.
Calar diminui o furor,
acalma evita más interpretações,
bem como grandes confusões.
Além disso, traz grandes
reflexões, possibilita que
o pensamento flua e construa,
bem como ele é a melhor resposta
a qualquer ofensa.
.
Cléo Anselmo
Quem cala, na verdade não diz nada,
Consentimento é feito no consenso
E quando no que sinto tento e penso
Por vezes procurasse nova estrada,
A vida se produz em derrocada
E tanto quanto quero perco ou venço
Com sentimento vário tanto imenso,
A sorte sobre as pedras desenhada,
Não quero tantas vezes o que dizes
Nem mesmo suportar tais cicatrizes
Deslizes entre quedas e terrores,
Pudesse renovar cada momento,
Diverso do que possa ou mesmo tento,
Seguindo outro caminho, onde não fores...
Não tento o passado nem mesmo o futuro
E quando procuro talvez nada veja
A sorte que trago deveras sobeja
Encontra o que tento num tempo inseguro.
E quanto pudesse tramar sobre o duro
Cenário que a vida na fonte peleja
E sendo, portanto, fiel alma andeja
O manto recobre caminho em que apuro.
Não vejo talvez e sei que na verdade
O tanto que trago deveras degrade
O passo sutil enquanto nada havia
Somente o vazio cerzindo este fim
Que se desafio traduz quanto vim
Deixando no rastro vital poesia.
E quando procuro talvez nada veja
A sorte que trago deveras sobeja
Encontra o que tento num tempo inseguro.
E quanto pudesse tramar sobre o duro
Cenário que a vida na fonte peleja
E sendo, portanto, fiel alma andeja
O manto recobre caminho em que apuro.
Não vejo talvez e sei que na verdade
O tanto que trago deveras degrade
O passo sutil enquanto nada havia
Somente o vazio cerzindo este fim
Que se desafio traduz quanto vim
Deixando no rastro vital poesia.
Correntes
Correntes
Parece ser tão fácil ser cristão,
Um cidadão honesto; paga impostos,
Esquecendo de olhar para outros rostos,
Jamais perceberá qual direção
Seguir em meio à grande multidão
Aonde os corações vão sendo postos,
E quanto aos miseráveis quando expostos,
Moedas garantindo a salvação...
Tens nojo das horrendas criaturas,
Jogadas nas calçadas, quase nuas.
E a tua caminhada; continuas...
Olhando para alhures, tu procuras
Somente soluções pros teus problemas,
Sem perceber nas mãos, tuas algemas...
LOURES
Parece ser tão fácil ser cristão,
Um cidadão honesto; paga impostos,
Esquecendo de olhar para outros rostos,
Jamais perceberá qual direção
Seguir em meio à grande multidão
Aonde os corações vão sendo postos,
E quanto aos miseráveis quando expostos,
Moedas garantindo a salvação...
Tens nojo das horrendas criaturas,
Jogadas nas calçadas, quase nuas.
E a tua caminhada; continuas...
Olhando para alhures, tu procuras
Somente soluções pros teus problemas,
Sem perceber nas mãos, tuas algemas...
LOURES
HERMÉTICO
Talvez inda restasse alguma luz, quem dera...
O mundo não se vê além do próprio espelho
E quando noutro tanto às vezes me aconselho
Apenas o vazio eu sei que ainda espera.
Sonhara com castelo aonde hoje tapera
O peso do passado envergando o joelho,
O risco de viver, o olhar hoje vermelho,
Quem pode acreditar esquece-se da fera
E quando recriasse o canto noutro tom,
Não tendo para tal sequer caminho e dom,
Errôneo traço exposto ainda não traduz
Hermético delírio esgota o que se fez
E tanto poderia; espúria insensatez
E nela o que se vê recende à morte e pus.
LOURES
Talvez inda restasse alguma luz, quem dera...
O mundo não se vê além do próprio espelho
E quando noutro tanto às vezes me aconselho
Apenas o vazio eu sei que ainda espera.
Sonhara com castelo aonde hoje tapera
O peso do passado envergando o joelho,
O risco de viver, o olhar hoje vermelho,
Quem pode acreditar esquece-se da fera
E quando recriasse o canto noutro tom,
Não tendo para tal sequer caminho e dom,
Errôneo traço exposto ainda não traduz
Hermético delírio esgota o que se fez
E tanto poderia; espúria insensatez
E nela o que se vê recende à morte e pus.
LOURES
AONDE SE ESCONDEU
AONDE SE ESCONDEU
Pelo menos soubesse aonde se escondeu
A estrela que pensara em noite tão escura
Trouxesse lenitivo e tudo se perdura
Gerado tão somente assim em torpe breu.
O corte que se vê; terror já conheceu
A sorte desairosa, a voz que se amargura
Ausente há tanto tempo a glória da ternura
A porta se emperrando, a chave se esqueceu.
E assim a fechadura, a maçaneta, o risco
O peso do viver e nele não arrisco
Somente a mesma queda há tanto repetida,
Degrau após degrau; degrada-se esperança
E quando ao nada além a voz torpe se lança.
Há quanto já perdi razões para esta vida...
LOURES
Pelo menos soubesse aonde se escondeu
A estrela que pensara em noite tão escura
Trouxesse lenitivo e tudo se perdura
Gerado tão somente assim em torpe breu.
O corte que se vê; terror já conheceu
A sorte desairosa, a voz que se amargura
Ausente há tanto tempo a glória da ternura
A porta se emperrando, a chave se esqueceu.
E assim a fechadura, a maçaneta, o risco
O peso do viver e nele não arrisco
Somente a mesma queda há tanto repetida,
Degrau após degrau; degrada-se esperança
E quando ao nada além a voz torpe se lança.
Há quanto já perdi razões para esta vida...
LOURES
Pantanos.
Pantanos.
Los pantanos que la vida me presenta
durante la noche en una gran soledad,
El uso de la falsa luz de una ilusión,
la vida se convierte en tormenta inútil.
Y, cuando un nuevo día lo intentamos,
el tiempo lo dirá cuánto más doloroso
es que el sueño es en vano e incluso nos alienta
otro encanto de un amanecer de tonto.
Y cuando vea el final del mismo,
en las redes de placer, no me engaño,
y vean la realidad siempre es así.
La totalidad perderse en mil pedazos
y donde la idea de fuertes lazos por último
yo no veo nada dentro de mí.
Marcos Loures
Los pantanos que la vida me presenta
durante la noche en una gran soledad,
El uso de la falsa luz de una ilusión,
la vida se convierte en tormenta inútil.
Y, cuando un nuevo día lo intentamos,
el tiempo lo dirá cuánto más doloroso
es que el sueño es en vano e incluso nos alienta
otro encanto de un amanecer de tonto.
Y cuando vea el final del mismo,
en las redes de placer, no me engaño,
y vean la realidad siempre es así.
La totalidad perderse en mil pedazos
y donde la idea de fuertes lazos por último
yo no veo nada dentro de mí.
Marcos Loures
Tears
Tears
The salt that drops down in tears in the face
Who became enamored of that?
The heart so exposed on the skin,
A dream unfortunately abandoned.
Far of those who want, I lose the taste,
Erratically planet, crazy,
A rest from illusion has decomposed,
Leaving in some corner of past...
Would that touched the emotions still
The one whom I loved unnecessarily,
The world will change suddenly
No matter how much older pains still rages,
It would have my eye on a gentle brightness
By shepherding at last, this wanderer...
Marcos Loures
The salt that drops down in tears in the face
Who became enamored of that?
The heart so exposed on the skin,
A dream unfortunately abandoned.
Far of those who want, I lose the taste,
Erratically planet, crazy,
A rest from illusion has decomposed,
Leaving in some corner of past...
Would that touched the emotions still
The one whom I loved unnecessarily,
The world will change suddenly
No matter how much older pains still rages,
It would have my eye on a gentle brightness
By shepherding at last, this wanderer...
Marcos Loures
Désirs plus voraces
Désirs plus voraces
Je m'enfonce dans la plupart des désirs voraces
et espérances intégré dans les,
en jouant beaucoup plus fort ces mémoires
où ils vivaient plusieurs étapes de l'amour,
où si intense; rassasies à volontés
sais pas pourquoi vous allez le long
et je vous ramènerai dans vos yeux
lances délicieusement froid audacieux.
Esclave de la folie, je suis seulement le vôtre,
et lorsque d'autres lunes de,
continue l'épopée d'un amant ...
La jalousie consomme chaque instant,
et attendre ici couché dans la lumière sombre,
mais lorsqu'elle touche, elle me satisfait.
Marcos Loures
Je m'enfonce dans la plupart des désirs voraces
et espérances intégré dans les,
en jouant beaucoup plus fort ces mémoires
où ils vivaient plusieurs étapes de l'amour,
où si intense; rassasies à volontés
sais pas pourquoi vous allez le long
et je vous ramènerai dans vos yeux
lances délicieusement froid audacieux.
Esclave de la folie, je suis seulement le vôtre,
et lorsque d'autres lunes de,
continue l'épopée d'un amant ...
La jalousie consomme chaque instant,
et attendre ici couché dans la lumière sombre,
mais lorsqu'elle touche, elle me satisfait.
Marcos Loures
LA HUMANIDAD
LA HUMANIDAD
Ver la caída de este gusano
Un residente horrible y singular
La criatura espuria, áspera y temible
En la agonía espléndida y fatídica.
Disparidades erróneas y mortales
Generando los animales más estúpidos
Sosteniendo en sus manos la divinidad
Propagación destruye singular
Caóticos insectos destructores,
El vientre que cargó la maldición.
Soberbios necios estúpidos y arrogantes,
El monstruo de naturaleza brutal.
Lo que viene después del Apocalipsis
La humanidad muerta grosera en el eclipse...
Marcos Loures
Ver la caída de este gusano
Un residente horrible y singular
La criatura espuria, áspera y temible
En la agonía espléndida y fatídica.
Disparidades erróneas y mortales
Generando los animales más estúpidos
Sosteniendo en sus manos la divinidad
Propagación destruye singular
Caóticos insectos destructores,
El vientre que cargó la maldición.
Soberbios necios estúpidos y arrogantes,
El monstruo de naturaleza brutal.
Lo que viene después del Apocalipsis
La humanidad muerta grosera en el eclipse...
Marcos Loures
JUSTICE
JUSTICE
Your words they are auspicious,
Jehovah of bastards and unhappy,
In more rustic land mines than you,
In the midst of gang and unclean prostitutes,
I do not see your image European
Neither in your hair blond.
Your life more than an Odyssey,
Fighting against the fears and the sins...
You are also a man and the perfect God,
The nails that disrupt your skin,
The cross, your ultimate and cruel bed,
In the seat of justice compels us...
Draw on this earth humanity,
Ignorant and decaying, is the truth...
LOURES
Your words they are auspicious,
Jehovah of bastards and unhappy,
In more rustic land mines than you,
In the midst of gang and unclean prostitutes,
I do not see your image European
Neither in your hair blond.
Your life more than an Odyssey,
Fighting against the fears and the sins...
You are also a man and the perfect God,
The nails that disrupt your skin,
The cross, your ultimate and cruel bed,
In the seat of justice compels us...
Draw on this earth humanity,
Ignorant and decaying, is the truth...
LOURES
ENQUANTO TUDO
ENQUANTO TUDO
E morre enquanto tudo ainda se mostrasse
Num cenário gentil embora tão falsário
O amor que tanto quis pensara necessário
Aos poucos me mostrou a verdadeira face
E sendo tão cruel gerando um duro impasse
A cada novo não, eu sinto temerário
E tanto poderia além de torpe e vário
Mudar o dia a dia enquanto o nada grasse.
Resíduo desta senda envolta por mistérios
Não sendo tão comum no amor se ver critérios
Império derrotado a morte se aproxima
E tudo o que se quer ainda é ter certeza
Do quanto em violência atroz a correnteza
E tento mesmo quando a fúria não redima
Nem mesmo me traria a luz de um túnel brusco.
Ao ver o meu final, uma esperança eu busco...
LOURES
E morre enquanto tudo ainda se mostrasse
Num cenário gentil embora tão falsário
O amor que tanto quis pensara necessário
Aos poucos me mostrou a verdadeira face
E sendo tão cruel gerando um duro impasse
A cada novo não, eu sinto temerário
E tanto poderia além de torpe e vário
Mudar o dia a dia enquanto o nada grasse.
Resíduo desta senda envolta por mistérios
Não sendo tão comum no amor se ver critérios
Império derrotado a morte se aproxima
E tudo o que se quer ainda é ter certeza
Do quanto em violência atroz a correnteza
E tento mesmo quando a fúria não redima
Nem mesmo me traria a luz de um túnel brusco.
Ao ver o meu final, uma esperança eu busco...
LOURES
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