MINHA PRIMAVERA?
Embora a morte seja a solução,
O velho coração inda gargalha
E exposto sem defesas à navalha,
Envolto nesta mesma escuridão,
Sabendo que meus dias perderão
Sentido enquanto a fúria em vão se espalha,
A torpe sensação mostra a cangalha
E ausente sob os pés, mais qualquer chão,
No grão que a vida nega e não brotasse
Resumo o quanto possa em desenlace
No impasse que tal fato gera em mim.
De fato o fátuo canto se perdendo,
A morte se fazendo em estupendo
Cenário, traz vigor ao meu jardim.
Marcos Loures
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Abortos
Abortos
Por onde olhasse a mesma falsidade,
Arcando com meus erros, sigo aquém,
Do quanto a cada instante me convém,
Enquanto este jamais agora invade,
E bebo sem sentido a tempestade
E nela o que deveras sei que vem,
Restando dentro da alma o velho alguém
Sabendo não haver felicidade,
E quando num patético sorriso
Procuro disfarçar e me matizo
Em tolo ou mesmo até em sonhador,
Esquálida e fadada tentativa
De uma alma que de fato a vida priva
Negando a primavera, aborto em flor.
Marcos Loures
Por onde olhasse a mesma falsidade,
Arcando com meus erros, sigo aquém,
Do quanto a cada instante me convém,
Enquanto este jamais agora invade,
E bebo sem sentido a tempestade
E nela o que deveras sei que vem,
Restando dentro da alma o velho alguém
Sabendo não haver felicidade,
E quando num patético sorriso
Procuro disfarçar e me matizo
Em tolo ou mesmo até em sonhador,
Esquálida e fadada tentativa
De uma alma que de fato a vida priva
Negando a primavera, aborto em flor.
Marcos Loures
INEXEQUÍVEIS
INEXEQUÍVEIS
Desfilo o quanto aos poucos decomponho
Do que pensara haver e jamais fora,
Senão a mesma história perdedora
De um tolo caminhante em rude sonho,
Ousar acreditar, sendo medonho,
A luta se transcorre transgressora
Sem nada, nem a farsa redentora,
Lugar-comum; apenas, e enfadonho.
Resumo minha vida em poucas linhas
E quando noutro tom deveras vinhas,
As vinhas do viver já ressequidas,
Negando o doce vinho da esperança
Enquanto a imensidão do nada avança
Procuro inexequíveis, as saídas...
Marcos Loures
Desfilo o quanto aos poucos decomponho
Do que pensara haver e jamais fora,
Senão a mesma história perdedora
De um tolo caminhante em rude sonho,
Ousar acreditar, sendo medonho,
A luta se transcorre transgressora
Sem nada, nem a farsa redentora,
Lugar-comum; apenas, e enfadonho.
Resumo minha vida em poucas linhas
E quando noutro tom deveras vinhas,
As vinhas do viver já ressequidas,
Negando o doce vinho da esperança
Enquanto a imensidão do nada avança
Procuro inexequíveis, as saídas...
Marcos Loures
Carcaça
Carcaça
Arrasto estas correntes e mergulho
Nas tramas mais temíveis, morte e vida,
Numa ávida vontade em vão vertida,
Restando da montanha, um pedregulho,
E nesta sensação sem ter orgulho
Do quanto se desenha em voz perdida,
A voz de uma pessoa ora aturdida,
Mostrasse o quanto trago neste embrulho,
As vísceras expostas, este ar sombrio,
E quando mesmo insano aqui desfio,
Meus únicos momentos; lucidez,
O pouco que inda houvera de bom senso,
No tétrico cenário onde me adenso
Carcaça embolorada, eis o que vês.
Marcos Loures
Arrasto estas correntes e mergulho
Nas tramas mais temíveis, morte e vida,
Numa ávida vontade em vão vertida,
Restando da montanha, um pedregulho,
E nesta sensação sem ter orgulho
Do quanto se desenha em voz perdida,
A voz de uma pessoa ora aturdida,
Mostrasse o quanto trago neste embrulho,
As vísceras expostas, este ar sombrio,
E quando mesmo insano aqui desfio,
Meus únicos momentos; lucidez,
O pouco que inda houvera de bom senso,
No tétrico cenário onde me adenso
Carcaça embolorada, eis o que vês.
Marcos Loures
Carcaça
Carcaça
Arrasto estas correntes e mergulho
Nas tramas mais temíveis, morte e vida,
Numa ávida vontade em vão vertida,
Restando da montanha, um pedregulho,
E nesta sensação sem ter orgulho
Do quanto se desenha em voz perdida,
A voz de uma pessoa ora aturdida,
Mostrasse o quanto trago neste embrulho,
As vísceras expostas, este ar sombrio,
E quando mesmo insano aqui desfio,
Meus únicos momentos; lucidez,
O pouco que inda houvera de bom senso,
No tétrico cenário onde me adenso
Carcaça embolorada, eis o que vês.
Marcos Loures
Arrasto estas correntes e mergulho
Nas tramas mais temíveis, morte e vida,
Numa ávida vontade em vão vertida,
Restando da montanha, um pedregulho,
E nesta sensação sem ter orgulho
Do quanto se desenha em voz perdida,
A voz de uma pessoa ora aturdida,
Mostrasse o quanto trago neste embrulho,
As vísceras expostas, este ar sombrio,
E quando mesmo insano aqui desfio,
Meus únicos momentos; lucidez,
O pouco que inda houvera de bom senso,
No tétrico cenário onde me adenso
Carcaça embolorada, eis o que vês.
Marcos Loures
SEXTINA 22 DESDENHAS O QUE NÃO VÊS
SEXTINA 22 DESDENHAS O QUE NÃO VÊS
Porquanto se desdenha o que não vês
E trama o que talvez já não coubesse
Esquece cada passo rumo ao tanto
E canto com ternura o quanto quis
Feliz de quem soubera desde então
Na direção do dia em alegria
Ainda poderia em alegria
Talvez na insensatez que agora vês
A solidão se mostra desde então
E tece o que quem sabe já coubesse
E quando por um triz o todo eu quis
Num pranto sem temor, que eu busco tanto,
Numa ávida impressão o muito, o tanto
Ardia dentro da alma esta alegria
Bisando o que se vendo não mais quis
Não fez desta ilusão que agora vês
A prece a cada rota enfim coubesse
E o vão traçando o não, ou mesmo então.
Clamando em solidão e desde então
Meu canto num encanto busca o tanto
Da messe que obedece e já coubesse
Adia esta utopia e da alegria
Além da insensatez que agora vês
Não fiz o que pudera e mesmo quis.
O tanto se aproxima e quando o quis
Marcando a embarcação, sabendo então
Bem mais do se quer e não mais vês
Deixando para trás meu passo tanto
Fazendo da agonia esta alegria
Talvez ainda em nós mesmo coubesse
A senda mais suave que coubesse
Expressa o que deveras já não quis
Marcando com sorrisos a alegria
E sigo este caminho e sei que então
Apenas desenhando o pouco ou tanto
Que embora solitária tu não vês.
E quanto além tu vês e não coubesse
Meu mundo sendo tanto enquanto o quis
Tramasse desde então rara alegria.
MARCOS LOURES
Porquanto se desdenha o que não vês
E trama o que talvez já não coubesse
Esquece cada passo rumo ao tanto
E canto com ternura o quanto quis
Feliz de quem soubera desde então
Na direção do dia em alegria
Ainda poderia em alegria
Talvez na insensatez que agora vês
A solidão se mostra desde então
E tece o que quem sabe já coubesse
E quando por um triz o todo eu quis
Num pranto sem temor, que eu busco tanto,
Numa ávida impressão o muito, o tanto
Ardia dentro da alma esta alegria
Bisando o que se vendo não mais quis
Não fez desta ilusão que agora vês
A prece a cada rota enfim coubesse
E o vão traçando o não, ou mesmo então.
Clamando em solidão e desde então
Meu canto num encanto busca o tanto
Da messe que obedece e já coubesse
Adia esta utopia e da alegria
Além da insensatez que agora vês
Não fiz o que pudera e mesmo quis.
O tanto se aproxima e quando o quis
Marcando a embarcação, sabendo então
Bem mais do se quer e não mais vês
Deixando para trás meu passo tanto
Fazendo da agonia esta alegria
Talvez ainda em nós mesmo coubesse
A senda mais suave que coubesse
Expressa o que deveras já não quis
Marcando com sorrisos a alegria
E sigo este caminho e sei que então
Apenas desenhando o pouco ou tanto
Que embora solitária tu não vês.
E quanto além tu vês e não coubesse
Meu mundo sendo tanto enquanto o quis
Tramasse desde então rara alegria.
MARCOS LOURES
ROMPENDO MINHAS AMARRAS
ROMPENDO MINHAS AMARRAS
Rompendo essas amarras, vejo a sorte
Exposta num sorriso mais atroz,
E nem sufoco mais a rude voz
Sem nada que de fato, me conforte,
Resumo os meus caminhos num só norte,
Buscando no jamais a minha foz,
E sei que não existe nada após,
Do mesmo nada sou, final e aporte.
Rasgando o quanto resta de esperança,
Restando o tanto em luta onde se lança
A farsa que se esconde atrás do todo,
Envolto nas tramoias da existência,
Da carcomida sorte; outra inclemência,
Explicitasse apenas o podre lodo.
Marcos Loures
Rompendo essas amarras, vejo a sorte
Exposta num sorriso mais atroz,
E nem sufoco mais a rude voz
Sem nada que de fato, me conforte,
Resumo os meus caminhos num só norte,
Buscando no jamais a minha foz,
E sei que não existe nada após,
Do mesmo nada sou, final e aporte.
Rasgando o quanto resta de esperança,
Restando o tanto em luta onde se lança
A farsa que se esconde atrás do todo,
Envolto nas tramoias da existência,
Da carcomida sorte; outra inclemência,
Explicitasse apenas o podre lodo.
Marcos Loures
O QUE AINDA SOU
O QUE AINDA SOU
Não quero mais nem mesmo o que me dizes
Envolto em tais redomas, me protejo,
E volto o meu olhar a cada ensejo
Cuidando destas tantas cicatrizes,
Após cada momento em que os deslizes
Expressam sentimento onde me vejo
Marcado pelo riso num lampejo,
Somando novos dias infelizes.
Tecendo esta mortalha noite e dia,
A morte sem saber por quanto adia
A solução que eu sei; ser a mais certa,
E o templo destroçado se revela
Deixando tão somente a velha cela,
Enquanto o que inda sou não mais desperta.
Marcos Loures
Não quero mais nem mesmo o que me dizes
Envolto em tais redomas, me protejo,
E volto o meu olhar a cada ensejo
Cuidando destas tantas cicatrizes,
Após cada momento em que os deslizes
Expressam sentimento onde me vejo
Marcado pelo riso num lampejo,
Somando novos dias infelizes.
Tecendo esta mortalha noite e dia,
A morte sem saber por quanto adia
A solução que eu sei; ser a mais certa,
E o templo destroçado se revela
Deixando tão somente a velha cela,
Enquanto o que inda sou não mais desperta.
Marcos Loures
domingo, 1 de julho de 2012
SEXTINA 21 IMENSA SOLIDÃO
SEXTINA 21 IMENSA SOLIDÃO
Imensa solidão tomando o sonho
E vejo após o nada o simples caos
E sendo costumeiro o velho encanto
De quem sabe viver e busca além
Do todo que deveras não traria
E nada mais pudesse, ou trama a sina,
A vida se desenha noutra sina
E o corte que aproxima enquanto sonho
Vestindo o que deveras me traria
Após o desenhar de um ledo caos
E nisto se aproxima muito além
Do quanto poderia e não me encanto.
A luta sonegando algum encanto
Expressa o que pudera em velha sina
E quando se prossegue muito além
O mundo não trouxera nenhum sonho,
Somente este desenho e nele o caos
Aonde um turbilhão logo traria.
O canto se desenha onde traria
O todo se desnuda em raro encanto
E vence o quanto resta em ledo caos
A luta traz além a antiga sina
E sei do quanto possa em novo sonho
Marcando o que deveras segue além,
Meu mundo se aproxima e segue além
Do quanto poderia e me traria
Ousando para quando em farto sonho
Tramasse o que deveras dita encanto
Moldando o quanto pude nesta sina
Tecer em descaminho além do caos.
Meu tempo desenhando em velho caos
Trazendo uma alegria e muito além
Do quanto poderia em rara sina
Tramar o que esperança me traria
E nisto com certeza eu já me encanto
E sei desta promessa e tento e sonho.
Na noite deste sonho o turvo caos
Negando algum encanto ou mesmo além
Decerto não traria a leda sina.
MARCOS LOURES
Imensa solidão tomando o sonho
E vejo após o nada o simples caos
E sendo costumeiro o velho encanto
De quem sabe viver e busca além
Do todo que deveras não traria
E nada mais pudesse, ou trama a sina,
A vida se desenha noutra sina
E o corte que aproxima enquanto sonho
Vestindo o que deveras me traria
Após o desenhar de um ledo caos
E nisto se aproxima muito além
Do quanto poderia e não me encanto.
A luta sonegando algum encanto
Expressa o que pudera em velha sina
E quando se prossegue muito além
O mundo não trouxera nenhum sonho,
Somente este desenho e nele o caos
Aonde um turbilhão logo traria.
O canto se desenha onde traria
O todo se desnuda em raro encanto
E vence o quanto resta em ledo caos
A luta traz além a antiga sina
E sei do quanto possa em novo sonho
Marcando o que deveras segue além,
Meu mundo se aproxima e segue além
Do quanto poderia e me traria
Ousando para quando em farto sonho
Tramasse o que deveras dita encanto
Moldando o quanto pude nesta sina
Tecer em descaminho além do caos.
Meu tempo desenhando em velho caos
Trazendo uma alegria e muito além
Do quanto poderia em rara sina
Tramar o que esperança me traria
E nisto com certeza eu já me encanto
E sei desta promessa e tento e sonho.
Na noite deste sonho o turvo caos
Negando algum encanto ou mesmo além
Decerto não traria a leda sina.
MARCOS LOURES
VASCULHO RASTROS
VASCULHO RASTROS
Vasculho, no teu corpo, intimidades;
Procuro pelos rastros que deixei.
Encontro velhas marcas de verdade,
Dos tempos que contigo, amor passei.
Teus seios delicados... que saudades,
Teus mares onde, louco, mergulhei.
Aonde desfrutei felicidades,
Prazer era constante, nossa lei.
De tanto que engolimos nossos sonhos,
De tanto que comemos com fartura,
Os dias que passamos, tão risonhos,
A noite sem te ter, quedando escura.
Agora que te encontro, quero mais,
Não te deixo partir, amor, jamais...
MARCOS LOURES
Vasculho, no teu corpo, intimidades;
Procuro pelos rastros que deixei.
Encontro velhas marcas de verdade,
Dos tempos que contigo, amor passei.
Teus seios delicados... que saudades,
Teus mares onde, louco, mergulhei.
Aonde desfrutei felicidades,
Prazer era constante, nossa lei.
De tanto que engolimos nossos sonhos,
De tanto que comemos com fartura,
Os dias que passamos, tão risonhos,
A noite sem te ter, quedando escura.
Agora que te encontro, quero mais,
Não te deixo partir, amor, jamais...
MARCOS LOURES
TUA NUDEZ
TUA NUDEZ
Vontade de sentir tua nudez
Deitada do meu lado, sensual,
Molhando tua pele, tua tez,
Lambendo em teu suor divino sal.
Amar-te novamente e toda vez,
Beijando todo o corpo por igual,
Até perder o senso e a lucidez,
A língua a percorrer, fenomenal...
Vontades me alucinam, meus desejos...
No ardor que nos domina, tanto afago.
Teu toque delicado, doce e mago,
Numa explosão de fogos, nossos beijos
Entorno este querer em chafariz,
Fazendo nossa noite mais feliz...
MARCOS LOURES
X
Vontade de sentir tua nudez
Deitada do meu lado, sensual,
Molhando tua pele, tua tez,
Lambendo em teu suor divino sal.
Amar-te novamente e toda vez,
Beijando todo o corpo por igual,
Até perder o senso e a lucidez,
A língua a percorrer, fenomenal...
Vontades me alucinam, meus desejos...
No ardor que nos domina, tanto afago.
Teu toque delicado, doce e mago,
Numa explosão de fogos, nossos beijos
Entorno este querer em chafariz,
Fazendo nossa noite mais feliz...
MARCOS LOURES
X
O TEU DESEJO
O TEU DESEJO
Quando acendeste em mim o teu desejo,
Minha alma iluminou-se sem perdão;
Na febre que tomaste em cada beijo
Uma verdade escondida por refrão.
Agora que esta sorte não prevejo
Sou vítima, querida tentação,
Além de todo o céu que não mais vejo,
Meu mundo se perdendo em explosão...
Vieste, namorada que sonhei,
Estrela que me guia bem além.
Mudando toda a sorte desta lei
Que diz que a noite triste sempre vem
Depois do dia calmo que passamos,
O certo é que talvez já nos amamos...
MARCOS LOURES
Quando acendeste em mim o teu desejo,
Minha alma iluminou-se sem perdão;
Na febre que tomaste em cada beijo
Uma verdade escondida por refrão.
Agora que esta sorte não prevejo
Sou vítima, querida tentação,
Além de todo o céu que não mais vejo,
Meu mundo se perdendo em explosão...
Vieste, namorada que sonhei,
Estrela que me guia bem além.
Mudando toda a sorte desta lei
Que diz que a noite triste sempre vem
Depois do dia calmo que passamos,
O certo é que talvez já nos amamos...
MARCOS LOURES
TUAS PALAVRAS
TUAS PALAVRAS
Tuas palavras sempre me enlouquecem,
Convidam para a festa mais profana.
As dores nos teus braços já se esquecem
A sorte de te ter jamais engana.
Os meus sentidos todos te obedecem,
Tu és a minha Fada soberana,
As pernas sensuais em rendas tecem
A noite que desejo, amor se explana.
Adentro tuas matas, teus mistérios,
Vasculho ponto a ponto teus segredos.
Amar é nunca ter sequer critérios,
Trazendo para a vida o gozo pleno,
Passeio no teu corpo, sábios dedos,
Molhados, saciando o teu sereno...
MARCOS LOURES
Tuas palavras sempre me enlouquecem,
Convidam para a festa mais profana.
As dores nos teus braços já se esquecem
A sorte de te ter jamais engana.
Os meus sentidos todos te obedecem,
Tu és a minha Fada soberana,
As pernas sensuais em rendas tecem
A noite que desejo, amor se explana.
Adentro tuas matas, teus mistérios,
Vasculho ponto a ponto teus segredos.
Amar é nunca ter sequer critérios,
Trazendo para a vida o gozo pleno,
Passeio no teu corpo, sábios dedos,
Molhados, saciando o teu sereno...
MARCOS LOURES
SIMPLES JOGO
SIMPLES JOGO
Quem pensa que o amor é simples jogo,
Não sabe da potência que ele emana,
Quem brinca sem juízo, com o fogo,
Ardendo totalmente já se engana.
Pois amor nunca admite sequer rogo,
É força que nos doma, soberana.
Nos lagos deste sonho que me afogo
A sorte sem limites, já se explana.
Na chama em que se faz tal sentimento,
Aos poucos nos domina e, assim, clareia.
Teu nome não me sai do pensamento,
Embora me apavore, estou te amando.
A brincadeira agora me incendeia,
Não sei nem responder mais até quando...
MARCOS LOURES
Quem pensa que o amor é simples jogo,
Não sabe da potência que ele emana,
Quem brinca sem juízo, com o fogo,
Ardendo totalmente já se engana.
Pois amor nunca admite sequer rogo,
É força que nos doma, soberana.
Nos lagos deste sonho que me afogo
A sorte sem limites, já se explana.
Na chama em que se faz tal sentimento,
Aos poucos nos domina e, assim, clareia.
Teu nome não me sai do pensamento,
Embora me apavore, estou te amando.
A brincadeira agora me incendeia,
Não sei nem responder mais até quando...
MARCOS LOURES
DESARMÔNICO
DESARMÔNICO
Lavar minha alma e crer que possa ainda
Depositar meu mundo noutro espaço
E quando sem certeza alguma eu traço,
A vida em tom sombrio se deslinda,
Resisto e na verdade a sorte finda
Deixando sem saber o quanto passo
Perdido entre o que possa enquanto eu faço
De um mero imaginar, o que me blinda,
Restasse alguma voz e poderia
Tentar fugir da rústica utopia
Vencida desde sempre e em tom agônico,
Mascaro com palavras o que trago
Resquícios solitários de um estrago
Moldado pelo escasso e desarmônico.
Marcos Loures
Lavar minha alma e crer que possa ainda
Depositar meu mundo noutro espaço
E quando sem certeza alguma eu traço,
A vida em tom sombrio se deslinda,
Resisto e na verdade a sorte finda
Deixando sem saber o quanto passo
Perdido entre o que possa enquanto eu faço
De um mero imaginar, o que me blinda,
Restasse alguma voz e poderia
Tentar fugir da rústica utopia
Vencida desde sempre e em tom agônico,
Mascaro com palavras o que trago
Resquícios solitários de um estrago
Moldado pelo escasso e desarmônico.
Marcos Loures
NADA DE NOVO...
NADA DE NOVO...
Jamais acreditasse ser possível
Mudança que trouxesse uma esperança
E quanto mais além a vida avança
O sonho se faz mesmo inatingível
Um passo que pudesse ser passível
De força e de igualdade ao não se lança
E sem saber de alguma confiança
A humanidade trama o inconcebível,
Vertentes que se mostram congruentes
E nelas afluentes se perdendo,
Riqueza é o que se busca em dividendo
Traçando no nascente seus poentes
Revejo o quanto mostra algum compêndio
E o gado se sujeita ao vilipêndio.
Marcos Loures
Jamais acreditasse ser possível
Mudança que trouxesse uma esperança
E quanto mais além a vida avança
O sonho se faz mesmo inatingível
Um passo que pudesse ser passível
De força e de igualdade ao não se lança
E sem saber de alguma confiança
A humanidade trama o inconcebível,
Vertentes que se mostram congruentes
E nelas afluentes se perdendo,
Riqueza é o que se busca em dividendo
Traçando no nascente seus poentes
Revejo o quanto mostra algum compêndio
E o gado se sujeita ao vilipêndio.
Marcos Loures
Cowboy fora da lei
Cowboy fora da lei
Eu apresento aqui meus versos mortos
E espero que suportes num momento
A velha fantasia que alimento,
Envolta nos desenhos rudes, tortos,
Ainda se procuram novos portos,
Porém quando o passado eu reinvento
Soltando o meu cadáver, bebo o vento,
Trazendo os olhos baços, tão absortos,
Eu sei quanto se faz ora obsoleto
A tentativa espúria de um soneto
Enquanto de concreto nada sei,
O féretro me cabe, mas prossigo,
Tentando no porão, meu calmo abrigo,
Infrinjo de tal forma a nova lei.
Marcos Loures
Eu apresento aqui meus versos mortos
E espero que suportes num momento
A velha fantasia que alimento,
Envolta nos desenhos rudes, tortos,
Ainda se procuram novos portos,
Porém quando o passado eu reinvento
Soltando o meu cadáver, bebo o vento,
Trazendo os olhos baços, tão absortos,
Eu sei quanto se faz ora obsoleto
A tentativa espúria de um soneto
Enquanto de concreto nada sei,
O féretro me cabe, mas prossigo,
Tentando no porão, meu calmo abrigo,
Infrinjo de tal forma a nova lei.
Marcos Loures
Sem sentido
Sem sentido
Jamais me imaginasse de tal forma
Que o quanto se desfaça num segundo
E quando noutro vão eu me aprofundo
O tempo superasse a velha norma
E o vértice do sonho se transforma
No vórtice, conquanto onde este imundo
Caminho se moldara em mesmo mundo
Que tanto sonegasse uma reforma,
A luta sem descanso se contorna
E a vida em sensação atroz e morna
Convida quem se fez em luz e fogo
Ao mesmo pressentir que ora invalida
Na fúria, a labiríntica saída,
E deixa sem sentido qualquer rogo.
Jamais me imaginasse de tal forma
Que o quanto se desfaça num segundo
E quando noutro vão eu me aprofundo
O tempo superasse a velha norma
E o vértice do sonho se transforma
No vórtice, conquanto onde este imundo
Caminho se moldara em mesmo mundo
Que tanto sonegasse uma reforma,
A luta sem descanso se contorna
E a vida em sensação atroz e morna
Convida quem se fez em luz e fogo
Ao mesmo pressentir que ora invalida
Na fúria, a labiríntica saída,
E deixa sem sentido qualquer rogo.
MEUS ENGANOS
MEUS ENGANOS
Querida se percebes meus enganos,
Por que não reparaste nestes teus?
Os erros cometidos, soberanos,
São trevas que transtornam, negros breus.
Se foges dos princípios , dos teus planos,
Teus olhos vão perdidos, são ateus,
Tu causas, sem saber, os desenganos.
Magoas todo mundo, nega a Deus.
Mas logo tu disfarças, minha amiga,
Achando que ninguém vai reparar.
A tanta gente assim, já desabriga
E causa uma tristeza que é sem par.
Eu posso te dizer: sou imperfeito,
Mas tu és igualzinha, o mesmo jeito...
MARCOS LOURES
Querida se percebes meus enganos,
Por que não reparaste nestes teus?
Os erros cometidos, soberanos,
São trevas que transtornam, negros breus.
Se foges dos princípios , dos teus planos,
Teus olhos vão perdidos, são ateus,
Tu causas, sem saber, os desenganos.
Magoas todo mundo, nega a Deus.
Mas logo tu disfarças, minha amiga,
Achando que ninguém vai reparar.
A tanta gente assim, já desabriga
E causa uma tristeza que é sem par.
Eu posso te dizer: sou imperfeito,
Mas tu és igualzinha, o mesmo jeito...
MARCOS LOURES
SEXTINA 20 RARO TRILHO
SEXTINA 20 RARO TRILHO
O todo desenhado em raro trilho
Pudesse desejar noutro momento
E quando na verdade eu sigo em paz
Ousando com ternura o que viria
Meu mundo se aproxima do final,
E nada mais levasse em minha morte.
O sonho desdenhoso dita a morte
E quanto mais escasso rumo eu trilho
Singrando sem um cais, ledo final,
O mundo se apresenta num momento
E nisto tantas vezes eu viria
Buscando o quanto resta em rara paz.
A sorte desenhando em nós a paz
E nisto desdenhando a própria morte
Além do que em verdade aqui viria
Ditando a realidade em raro trilho
Gerando cada passo num momento
Trazendo a todo instante outro final.
O marco desenhado no final
Expressa o que pudesse vivo em paz
E nisto se percebe no momento
Cabendo com certeza a própria morte
E nessa solidão enquanto eu trilho
Marcando cada passo, aquém viria.
O manto traduzisse o que viria
Tramando o quanto cabe no final
E vendo a solução por onde trilho
Gestando o que pudera ter em paz
Após o quanto quero e sei da morte
Preparo para tal novo momento,
Ainda que se visse num momento
O quanto não pudera nem viria
Rondando o meu caminho, dita a morte
Bem antes que se chegue num final
Espero descansar enfim em paz
Ousando na esperança em ledo trilho.
O quanto sempre trilho em vão momento
Cerzindo nesta paz o que viria
Alcanço o meu final, e bebo a morte.
MARCOS LOURES
O todo desenhado em raro trilho
Pudesse desejar noutro momento
E quando na verdade eu sigo em paz
Ousando com ternura o que viria
Meu mundo se aproxima do final,
E nada mais levasse em minha morte.
O sonho desdenhoso dita a morte
E quanto mais escasso rumo eu trilho
Singrando sem um cais, ledo final,
O mundo se apresenta num momento
E nisto tantas vezes eu viria
Buscando o quanto resta em rara paz.
A sorte desenhando em nós a paz
E nisto desdenhando a própria morte
Além do que em verdade aqui viria
Ditando a realidade em raro trilho
Gerando cada passo num momento
Trazendo a todo instante outro final.
O marco desenhado no final
Expressa o que pudesse vivo em paz
E nisto se percebe no momento
Cabendo com certeza a própria morte
E nessa solidão enquanto eu trilho
Marcando cada passo, aquém viria.
O manto traduzisse o que viria
Tramando o quanto cabe no final
E vendo a solução por onde trilho
Gestando o que pudera ter em paz
Após o quanto quero e sei da morte
Preparo para tal novo momento,
Ainda que se visse num momento
O quanto não pudera nem viria
Rondando o meu caminho, dita a morte
Bem antes que se chegue num final
Espero descansar enfim em paz
Ousando na esperança em ledo trilho.
O quanto sempre trilho em vão momento
Cerzindo nesta paz o que viria
Alcanço o meu final, e bebo a morte.
MARCOS LOURES
VENTO AUDAZ
VENTO AUDAZ
Levanta o teu vestido, o vento audaz,
Expondo as maravilhas que escondias.
Tocado pelo fogo mais voraz
Meus olhos rebrilhando em alegrias.
Percebo em tuas coxas tais magias
Além do que sonhara, muito mais.
O pano que teimoso em que cobrias
Ao vento se mostrou mais incapaz.
Retorno para a casa imaginando,
A cena que avistei em plena rua,
Querendo completá-la; tê-la nua...
Enlaço, nos meus sonhos, tuas pernas,
As mãos te percorrendo e te tocando...
As noites se tornando, ardentes, ternas...
MARCOS LOURES
Levanta o teu vestido, o vento audaz,
Expondo as maravilhas que escondias.
Tocado pelo fogo mais voraz
Meus olhos rebrilhando em alegrias.
Percebo em tuas coxas tais magias
Além do que sonhara, muito mais.
O pano que teimoso em que cobrias
Ao vento se mostrou mais incapaz.
Retorno para a casa imaginando,
A cena que avistei em plena rua,
Querendo completá-la; tê-la nua...
Enlaço, nos meus sonhos, tuas pernas,
As mãos te percorrendo e te tocando...
As noites se tornando, ardentes, ternas...
MARCOS LOURES
SONHOS BENFAZEJOS
SONHOS BENFAZEJOS
Vieste nestes sonhos benfazejos,
Montada em teu cavalo, nua em pelo.
No fogo sedutor dos meus desejos,
Não tenho mais saída e nem apelos.
Roçando minha pele com teus beijos,
Tocando no meu rosto, o teu cabelo.
Os lábios que me tocam, relampejos,
Forrando minhas pernas, teus novelos...
Os sinos repicando, teus sinais,
Na glória do prazer estrela nua.
Imerso nos teus seios, quero mais.
Na fome de te ter, minha alma sua
E vibra nos esteios, catedrais,
Avança e te invadindo, não recua...
MARCOS LOURES
Vieste nestes sonhos benfazejos,
Montada em teu cavalo, nua em pelo.
No fogo sedutor dos meus desejos,
Não tenho mais saída e nem apelos.
Roçando minha pele com teus beijos,
Tocando no meu rosto, o teu cabelo.
Os lábios que me tocam, relampejos,
Forrando minhas pernas, teus novelos...
Os sinos repicando, teus sinais,
Na glória do prazer estrela nua.
Imerso nos teus seios, quero mais.
Na fome de te ter, minha alma sua
E vibra nos esteios, catedrais,
Avança e te invadindo, não recua...
MARCOS LOURES
PRISIONEIRO
PRISIONEIRO
Quem dera prisioneiro em tua cama,
Tomado por desejos quase insanos.
Amara-te nos lençóis, até na lama;
Instintos devorando, tão profanos.
Atado aos teus carinhos, viva chama,
Escravo dos prazeres soberanos.
Certeira sensação em louca trama,
Não permitindo nunca mais enganos.
Na entrega sem limites, com paixão,
Fazendo de teu corpo moradia,
Roubando desta noite a tentação,
Hedônica vontade me domina,
Além de todo o bem que te queria,
Na fome que nos toma, e me alucina...
MARCOS LOURES
Quem dera prisioneiro em tua cama,
Tomado por desejos quase insanos.
Amara-te nos lençóis, até na lama;
Instintos devorando, tão profanos.
Atado aos teus carinhos, viva chama,
Escravo dos prazeres soberanos.
Certeira sensação em louca trama,
Não permitindo nunca mais enganos.
Na entrega sem limites, com paixão,
Fazendo de teu corpo moradia,
Roubando desta noite a tentação,
Hedônica vontade me domina,
Além de todo o bem que te queria,
Na fome que nos toma, e me alucina...
MARCOS LOURES
MONTADO EM MEU CAVALO
MONTADO EM MEU CAVALO
Montado em meu cavalo,o pensamento,
Vagando pelos campos sem destino.
Distante das angústias e tormento
Além do que sonhei ou imagino.
No doce galopar deste momento,
Morena que embalava este menino,
Fazendo meu terreiro, sentimento,
Cabendo em cada canto, em ti me afino.
Da antiga namorada, belos seios.
Em nova sensação tu me revelas.
Cavalo se perdeu sequer arreios,
Galopas noite afora, sem cansaço.
Deitando sobre mim, sequer as selas;
Depois nos entregamos, num abraço...
MARCOS LOURES
Montado em meu cavalo,o pensamento,
Vagando pelos campos sem destino.
Distante das angústias e tormento
Além do que sonhei ou imagino.
No doce galopar deste momento,
Morena que embalava este menino,
Fazendo meu terreiro, sentimento,
Cabendo em cada canto, em ti me afino.
Da antiga namorada, belos seios.
Em nova sensação tu me revelas.
Cavalo se perdeu sequer arreios,
Galopas noite afora, sem cansaço.
Deitando sobre mim, sequer as selas;
Depois nos entregamos, num abraço...
MARCOS LOURES
SEM TINO E SEM JUÍZO
SEM TINO E SEM JUÍZO
Sem tino e sem juízo, me perdendo,
Percebo em tuas pernas, a tenaz
Que aos poucos sempre vai já me retendo.
Fugir eu já nem tento, e quero mais...
Sentindo tua boca me sorvendo,
Do jeito que eu queria e que me apraz.
O fogo, quente lava, vai correndo
Cada vez mais quente e mais audaz...
As marcas de teus dentes nos meus ombros,
Depois de tanto amor, somente escombros.
Reviro-te querida, corpo exposto.
Me enlouquecendo sigo teus caminhos.
Tomado pelas chuvas, teus carinhos,
Numa garoa intensa no meu rosto...
MARCOS LOURES
Sem tino e sem juízo, me perdendo,
Percebo em tuas pernas, a tenaz
Que aos poucos sempre vai já me retendo.
Fugir eu já nem tento, e quero mais...
Sentindo tua boca me sorvendo,
Do jeito que eu queria e que me apraz.
O fogo, quente lava, vai correndo
Cada vez mais quente e mais audaz...
As marcas de teus dentes nos meus ombros,
Depois de tanto amor, somente escombros.
Reviro-te querida, corpo exposto.
Me enlouquecendo sigo teus caminhos.
Tomado pelas chuvas, teus carinhos,
Numa garoa intensa no meu rosto...
MARCOS LOURES
SE POSSÍVEL
SE POSSÍVEL
Eu quero; se possível, mas não é,
Acreditar nalguma coisa além
Do desejar imenso que inda vem
Vestindo com certeza esta má fé.
E nada se produz enquanto até
O preço a se pagar não mais convém
Vencido caminheiro, eu sei também,
Do aquém que se fez tanto em contrapé.
Restauro cada engano e sigo aonde
O tanto noutra face corresponde
Ao canto sem porvir e sem ventura,
Nas artes e desenhos de um passado
O monte pelo tempo destroçado
Expressa o quanto a pressa me amargura.
Marcos Loures
Eu quero; se possível, mas não é,
Acreditar nalguma coisa além
Do desejar imenso que inda vem
Vestindo com certeza esta má fé.
E nada se produz enquanto até
O preço a se pagar não mais convém
Vencido caminheiro, eu sei também,
Do aquém que se fez tanto em contrapé.
Restauro cada engano e sigo aonde
O tanto noutra face corresponde
Ao canto sem porvir e sem ventura,
Nas artes e desenhos de um passado
O monte pelo tempo destroçado
Expressa o quanto a pressa me amargura.
Marcos Loures
SEXTINA 19 FORMOSA MADRUGADA
SEXTINA 19 FORMOSA MADRUGADA
Formosa madrugada em flórea senda
Ascendo ao quanto quis e não veria
Somente o que se tenta após o nada
E o manto recobrindo em esperança
O mundo se apresenta claro e verde
Abrindo este momento em tal futuro.
O quanto se aproxima do futuro
E traz ao meu olhar diversa senda
O todo desenhando neste verde
Cenário o que pudesse e inda veria
Vivendo dentro da alma esta esperança
Após o tempo amargo em quase nada.
Traçar uma alegria após o nada
Deixando o quanto quero no futuro
E a vida se moldara em esperança
E nisto se aproxima desta senda
O tanto quanto possa não teria
Meu campo se desenha sempre verde.
O rumo se aproxima e dita o verde
E o todo na verdade diz do nada
E o marco com firmeza se veria
E nisto ao invadir este futuro
A claridade toca a imensa senda
E a luta se traçasse em esperança
A sorte desenhando uma esperança
Ousando o coração enquanto o verde
Domina tão somente a rara senda
E traça com verdade após o nada
E sei do meu caminho em teu futuro
Aonde outro momento em paz veria.
O tempo na verdade não veria
O quanto representa em esperança
Moldando o quanto quero no futuro,
Um sonho que preserve todo o verde
E o todo traduzindo o mesmo nada
Gestando o que pudesse rara senda.
A luta em nova senda não veria
Depois de quase nada esta esperança
No passo sempre verde, o meu futuro.
MARCOS LOURES
Formosa madrugada em flórea senda
Ascendo ao quanto quis e não veria
Somente o que se tenta após o nada
E o manto recobrindo em esperança
O mundo se apresenta claro e verde
Abrindo este momento em tal futuro.
O quanto se aproxima do futuro
E traz ao meu olhar diversa senda
O todo desenhando neste verde
Cenário o que pudesse e inda veria
Vivendo dentro da alma esta esperança
Após o tempo amargo em quase nada.
Traçar uma alegria após o nada
Deixando o quanto quero no futuro
E a vida se moldara em esperança
E nisto se aproxima desta senda
O tanto quanto possa não teria
Meu campo se desenha sempre verde.
O rumo se aproxima e dita o verde
E o todo na verdade diz do nada
E o marco com firmeza se veria
E nisto ao invadir este futuro
A claridade toca a imensa senda
E a luta se traçasse em esperança
A sorte desenhando uma esperança
Ousando o coração enquanto o verde
Domina tão somente a rara senda
E traça com verdade após o nada
E sei do meu caminho em teu futuro
Aonde outro momento em paz veria.
O tempo na verdade não veria
O quanto representa em esperança
Moldando o quanto quero no futuro,
Um sonho que preserve todo o verde
E o todo traduzindo o mesmo nada
Gestando o que pudesse rara senda.
A luta em nova senda não veria
Depois de quase nada esta esperança
No passo sempre verde, o meu futuro.
MARCOS LOURES
Noutras Batalhas
Noutras Batalhas
Irmãos que percebi noutras batalhas
Envoltos pelas sombras do que há tanto
Marcassem com terrível desencanto
O quanto desejasse enquanto espalhas
Teus cantos pelos cantos em navalhas
Presumo no final rude quebranto
E se traduz somente num espanto
As ermas ilusões, diversas falhas,
Expresso o quanto possa e não teria
Senão a mesma fossa onde, sombria,
Avesso ao que viria quero mais,
Renovo o muito ou pouco que me trazes
Franzinas sensações em tons mordazes
E neles os momentos tão banais.
Marcos Loures
Irmãos que percebi noutras batalhas
Envoltos pelas sombras do que há tanto
Marcassem com terrível desencanto
O quanto desejasse enquanto espalhas
Teus cantos pelos cantos em navalhas
Presumo no final rude quebranto
E se traduz somente num espanto
As ermas ilusões, diversas falhas,
Expresso o quanto possa e não teria
Senão a mesma fossa onde, sombria,
Avesso ao que viria quero mais,
Renovo o muito ou pouco que me trazes
Franzinas sensações em tons mordazes
E neles os momentos tão banais.
Marcos Loures
AONDE ESTÃO?
AONDE ESTÃO?
Amigos que encontrei, já nem consigo
Sequer imaginar por onde estão
O mundo se renova em estação
E sempre vejo em volta o desabrigo,
Apenas noutro tanto se prossigo
Expresso a cada engano a negação
Da farsa desdenhada onde estarão
Os termos do caminho mais antigo,
Negasse o que restara de algum senso
E mesmo noutro mundo quando penso,
Somente me convenço da derrota,
Embora creia até num novo mundo,
Do tosco emaranhado se me inundo,
A fonte ludibria, mas se esgota.
Marcos Loures
Amigos que encontrei, já nem consigo
Sequer imaginar por onde estão
O mundo se renova em estação
E sempre vejo em volta o desabrigo,
Apenas noutro tanto se prossigo
Expresso a cada engano a negação
Da farsa desdenhada onde estarão
Os termos do caminho mais antigo,
Negasse o que restara de algum senso
E mesmo noutro mundo quando penso,
Somente me convenço da derrota,
Embora creia até num novo mundo,
Do tosco emaranhado se me inundo,
A fonte ludibria, mas se esgota.
Marcos Loures
QUANDO PASSAS
QUANDO PASSAS
Espreito de tocaia quando passas,
Desfilas tuas pernas geniais.
Nem percebes mas sempre tu me enlaças
Em teus passos macios, sensuais...
Desfilas as belezas, tantas graças
Vontade de querer-te assim, demais.
Acoito meus desejos, minhas caças,
E sinto não terei amor jamais...
Tu olhas para o nunca, nada sentes...
Os dias se tornando bem mais quentes
E a saia se levanta.. Que calor!
Mas sonhos nada custam, o que fazer?
Somente imaginar em forte ardor.
O dia que não vem, tanto prazer...
MARCOS LOURES
Espreito de tocaia quando passas,
Desfilas tuas pernas geniais.
Nem percebes mas sempre tu me enlaças
Em teus passos macios, sensuais...
Desfilas as belezas, tantas graças
Vontade de querer-te assim, demais.
Acoito meus desejos, minhas caças,
E sinto não terei amor jamais...
Tu olhas para o nunca, nada sentes...
Os dias se tornando bem mais quentes
E a saia se levanta.. Que calor!
Mas sonhos nada custam, o que fazer?
Somente imaginar em forte ardor.
O dia que não vem, tanto prazer...
MARCOS LOURES
AMIGA
AMIGA
Amiga, percebendo que chamaste
Por meu nome no vento que te trouxe,
Em alegria imensa transformaste
Um sonho que jamais pensei ser doce.
A sorte que por certo já banhaste
Muito mais que pensei que um dia fosse;
Quem antes se julgara um simples traste,
Num segundo mais forte iluminou-se.
Amiga assim tocando uma triste alma.
Em benção divinal por certo acalma
Quem antes só sofrera ansiedade.
E assim, pouco a pouco, vai surgindo,
Um dia mais feliz, decerto lindo,
No peito renasceu felicidade...
MARCOS LOURES
Amiga, percebendo que chamaste
Por meu nome no vento que te trouxe,
Em alegria imensa transformaste
Um sonho que jamais pensei ser doce.
A sorte que por certo já banhaste
Muito mais que pensei que um dia fosse;
Quem antes se julgara um simples traste,
Num segundo mais forte iluminou-se.
Amiga assim tocando uma triste alma.
Em benção divinal por certo acalma
Quem antes só sofrera ansiedade.
E assim, pouco a pouco, vai surgindo,
Um dia mais feliz, decerto lindo,
No peito renasceu felicidade...
MARCOS LOURES
SEXTINA 18 AONDE UM DIA...
SEXTINA 18 AONDE UM DIA...
O manto se traçando aonde um dia
A sorte na verdade não trouxesse
Sequer o quanto quero e não mergulho
No lago da esperança ou mesmo além,
A vida não traduz felicidade
E marca o quanto vejo em novo brilho.
O quanto poderia e mesmo brilho
Expressa o que buscara em novo dia
Marcando com a dor, felicidade
E nisto novo rumo se trouxesse
Moldando o meu caminho muito além
Do quanto no vazio ora mergulho.
O tanto se transforma e num mergulho
Gerando o que pudesse e sei do brilho
No tempo desenhando o rumo além
E nada se mostrara a cada dia
E tanto quantas vezes eu trouxesse
E nada mais se diz felicidade.
O canto mais sutil; felicidade
E quando na verdade inda mergulho
E nisto o que deveras mais trouxesse
Gestando este caminho aonde eu brilho
E traça o que pudera em novo dia
Ou nada se mostrasse mesmo além,
O tanto num caminho diz além
E trama o que puder felicidade
Regendo a maravilha de outro dia
E nisto quando além inda mergulho
Trazendo a cada passo um novo brilho
E nisto outra verdade me trouxesse.
O quanto desta vida se trouxesse
Mostrando este caminho e muito além
Negando a cada passo um raro brilho,
A luta traduziu felicidade
E enquanto no vazio em paz mergulho
E o tempo se moldando dia a dia,
A cada novo dia se trouxesse
E sei deste mergulho ou mesmo além
Rara felicidade dita o brilho.
MARCOS LOURES
O manto se traçando aonde um dia
A sorte na verdade não trouxesse
Sequer o quanto quero e não mergulho
No lago da esperança ou mesmo além,
A vida não traduz felicidade
E marca o quanto vejo em novo brilho.
O quanto poderia e mesmo brilho
Expressa o que buscara em novo dia
Marcando com a dor, felicidade
E nisto novo rumo se trouxesse
Moldando o meu caminho muito além
Do quanto no vazio ora mergulho.
O tanto se transforma e num mergulho
Gerando o que pudesse e sei do brilho
No tempo desenhando o rumo além
E nada se mostrara a cada dia
E tanto quantas vezes eu trouxesse
E nada mais se diz felicidade.
O canto mais sutil; felicidade
E quando na verdade inda mergulho
E nisto o que deveras mais trouxesse
Gestando este caminho aonde eu brilho
E traça o que pudera em novo dia
Ou nada se mostrasse mesmo além,
O tanto num caminho diz além
E trama o que puder felicidade
Regendo a maravilha de outro dia
E nisto quando além inda mergulho
Trazendo a cada passo um novo brilho
E nisto outra verdade me trouxesse.
O quanto desta vida se trouxesse
Mostrando este caminho e muito além
Negando a cada passo um raro brilho,
A luta traduziu felicidade
E enquanto no vazio em paz mergulho
E o tempo se moldando dia a dia,
A cada novo dia se trouxesse
E sei deste mergulho ou mesmo além
Rara felicidade dita o brilho.
MARCOS LOURES
TEMPESTADES
TEMPESTADES
Seria muito pouco apenas isso,
O temporal não traz fecundação,
Expressando ruptura traz o não
Transforma este terreno em movediço,
Negando ao solo enfim um novo viço
Marcando a natureza em explosão,
E desde quando em fúria se verão
Somente o mundo atroz que eu não cobiço.
Enquanto a chuva mansa fecundando
O solo noutro tempo desde quando
Semente em paz brotasse, em nova vida.
Porém é necessária a tempestade
Que rompe com o velho e assim degrade
A imagem pelo tempo corroída.
Marcos Loures
Seria muito pouco apenas isso,
O temporal não traz fecundação,
Expressando ruptura traz o não
Transforma este terreno em movediço,
Negando ao solo enfim um novo viço
Marcando a natureza em explosão,
E desde quando em fúria se verão
Somente o mundo atroz que eu não cobiço.
Enquanto a chuva mansa fecundando
O solo noutro tempo desde quando
Semente em paz brotasse, em nova vida.
Porém é necessária a tempestade
Que rompe com o velho e assim degrade
A imagem pelo tempo corroída.
Marcos Loures
Em Pedaços.
Em Pedaços.
Uma palavra apenas que traduza
O sentimento imenso quando bebo
O sonho desenhado, outro placebo,
Enquanto a solidão se faz confusa,
Reparo noutro instante enquanto se usa
A velha sensação do que percebo,
Translado do não ser quanto concebo
Um cais onde a verdade é mais obtusa,
E quando uma expressão em paz se ausenta
A vida se transforma; violenta,
E veste outra faceta mais mordaz,
Não queira acreditar no ser insólito
E quando se queria algum monólito,
Em pedaços o sonho se desfaz;
Marcos Loures
Uma palavra apenas que traduza
O sentimento imenso quando bebo
O sonho desenhado, outro placebo,
Enquanto a solidão se faz confusa,
Reparo noutro instante enquanto se usa
A velha sensação do que percebo,
Translado do não ser quanto concebo
Um cais onde a verdade é mais obtusa,
E quando uma expressão em paz se ausenta
A vida se transforma; violenta,
E veste outra faceta mais mordaz,
Não queira acreditar no ser insólito
E quando se queria algum monólito,
Em pedaços o sonho se desfaz;
Marcos Loures
REFORMAS SOCIAIS?
REFORMAS SOCIAIS?
Exposta pelas ruas, mendicância,
Trazendo neste olhar avermelhado
As marcas de um anseio desenhado
E a farsa social em discrepância
Legado na verdade de outra instância
O tempo se mostrando resguardado
No engano produzido em rude fado,
Expressa em tradição, farta ganância.
Em rotas tão diversas, congruentes,
Maceram-se ilusões, seres dementes,
Emergentes famintos de esperança.
O mundo se apresenta de tal forma
Que a face vergonhosa da reforma,
Poeira em cada olhar, apenas lança.
Marcos Loures
Exposta pelas ruas, mendicância,
Trazendo neste olhar avermelhado
As marcas de um anseio desenhado
E a farsa social em discrepância
Legado na verdade de outra instância
O tempo se mostrando resguardado
No engano produzido em rude fado,
Expressa em tradição, farta ganância.
Em rotas tão diversas, congruentes,
Maceram-se ilusões, seres dementes,
Emergentes famintos de esperança.
O mundo se apresenta de tal forma
Que a face vergonhosa da reforma,
Poeira em cada olhar, apenas lança.
Marcos Loures
OUTRO CENÁRIO?
OUTRO CENÁRIO?
Como é difícil crer noutro cenário
Não sendo essa miséria uma constante
E a cada novo instante se agigante
O quanto se desenha temerário,
Ao menos emoção, velho corsário,
Tomando o dia a dia num rompante
Expressa outro caminho, mais distante,
E o verso se produz imaginário,
Mas quando a realidade volta e toca,
Invés do palacete essa maloca,
Invés de uma princesa, a meretriz,
E tomo mais um copo de aguardente,
Preciso mergulhar urgentemente
E neste engodo eu sei que sou feliz.
Marcos Loures
Como é difícil crer noutro cenário
Não sendo essa miséria uma constante
E a cada novo instante se agigante
O quanto se desenha temerário,
Ao menos emoção, velho corsário,
Tomando o dia a dia num rompante
Expressa outro caminho, mais distante,
E o verso se produz imaginário,
Mas quando a realidade volta e toca,
Invés do palacete essa maloca,
Invés de uma princesa, a meretriz,
E tomo mais um copo de aguardente,
Preciso mergulhar urgentemente
E neste engodo eu sei que sou feliz.
Marcos Loures
Tua Majestade
Tua Majestade
Erguendo o que pudesse e tendo após
Apenas as diversas ilusões
No quanto deveria e não compões
Um mundo sem sentido, errôneo, atroz,
E anda do que reste vivo em nós
Expõe o quanto quero e, de emoções
Dispersas imaginam soluções
E nelas a solidão aumenta a voz,
Evoco outros momentos que passamos,
A fronde não se lembra de seus ramos
E entre alamedas perde a majestade,
Porém na solidão que nos envolve
O que na multidão já se dissolve
Ilude-se e deturpa a realidade.
Marcos Loures
Erguendo o que pudesse e tendo após
Apenas as diversas ilusões
No quanto deveria e não compões
Um mundo sem sentido, errôneo, atroz,
E anda do que reste vivo em nós
Expõe o quanto quero e, de emoções
Dispersas imaginam soluções
E nelas a solidão aumenta a voz,
Evoco outros momentos que passamos,
A fronde não se lembra de seus ramos
E entre alamedas perde a majestade,
Porém na solidão que nos envolve
O que na multidão já se dissolve
Ilude-se e deturpa a realidade.
Marcos Loures
O MAR QUE ME LEVOU
O MAR QUE ME LEVOU
O mar que me levou; levou amor
Nas ondas deste mar sempre vou eu
Vivendo destas águas lavrador
Quem lava minhas mágoas, já morreu...
As bocas que me beijam minha e sua
Os beijos que negastes quem me dá?
Desejo por desejo continua
E te pergunto sempre: quem vem lá?
Lá, por onde vou; tento navegar
Os beijos que me destes nada mais,
Eu tenho tantos sonhos por singrar,
Quisera meu amor, chegar ao cais...
As ondas que me beijam, tanto mar,
Pequenas são ondinas, vão passar...
MARCOS LOURES
O mar que me levou; levou amor
Nas ondas deste mar sempre vou eu
Vivendo destas águas lavrador
Quem lava minhas mágoas, já morreu...
As bocas que me beijam minha e sua
Os beijos que negastes quem me dá?
Desejo por desejo continua
E te pergunto sempre: quem vem lá?
Lá, por onde vou; tento navegar
Os beijos que me destes nada mais,
Eu tenho tantos sonhos por singrar,
Quisera meu amor, chegar ao cais...
As ondas que me beijam, tanto mar,
Pequenas são ondinas, vão passar...
MARCOS LOURES
SEXTINA 17 O SONHO MAIS AUDAZ
SEXTINA 17 O SONHO MAIS AUDAZ
O sonho mais audaz que inda tivesse
Quem tanto se imagina mais feliz
E o corte se aproxima do que eu quis
E nisto o caminhar expressa a prece
E nada do que possa contradiz
O quanto sem sentido a vida tece.
A vida tantas vezes toma e tece
E cada novo tempo se tivesse
Na incerta sedução que contradiz
O coração que um dia foi feliz
E trama como fosse simples prece
O mundo que em verdade eu sempre quis.
O tanto quanto possa e já não quis
A luta noutro rumo o sonho tece
E nada nem sequer um rogo e prece
Ainda que decerto a paz tivesse
Moldando o quanto quero mais feliz
Enquanto o que me resta contradiz
Meu passo contra a fúria contradiz
E trama o que em verdade sempre quis
E mesmo se pudesse ser feliz
Aonde uma ilusão o mundo tece
Regendo cada sonho que eu tivesse
Trazendo ao coração sobeja prece.
Meu verso poderia como em prece,
Mas sei que o dia a dia contradiz
E mesmo que esperança inda tivesse
Vertendo em meu olhar o que mais quis
Assim o meu caminho a vida tece
Tramando outro momento mais feliz.
E sei do quanto possa ser feliz
Quem tenta esta emoção, superna prece
Ultriz momento a vida volve e tece
E o tempo novamente contradiz
Deixando para trás o que mais quis
Enquanto o meu caminho inda tivesse.
Ainda que tivesse o mais feliz
Vivendo o quanto quis em cada prece
A vida contradiz o que inda tece.
MARCOS LOURES
O sonho mais audaz que inda tivesse
Quem tanto se imagina mais feliz
E o corte se aproxima do que eu quis
E nisto o caminhar expressa a prece
E nada do que possa contradiz
O quanto sem sentido a vida tece.
A vida tantas vezes toma e tece
E cada novo tempo se tivesse
Na incerta sedução que contradiz
O coração que um dia foi feliz
E trama como fosse simples prece
O mundo que em verdade eu sempre quis.
O tanto quanto possa e já não quis
A luta noutro rumo o sonho tece
E nada nem sequer um rogo e prece
Ainda que decerto a paz tivesse
Moldando o quanto quero mais feliz
Enquanto o que me resta contradiz
Meu passo contra a fúria contradiz
E trama o que em verdade sempre quis
E mesmo se pudesse ser feliz
Aonde uma ilusão o mundo tece
Regendo cada sonho que eu tivesse
Trazendo ao coração sobeja prece.
Meu verso poderia como em prece,
Mas sei que o dia a dia contradiz
E mesmo que esperança inda tivesse
Vertendo em meu olhar o que mais quis
Assim o meu caminho a vida tece
Tramando outro momento mais feliz.
E sei do quanto possa ser feliz
Quem tenta esta emoção, superna prece
Ultriz momento a vida volve e tece
E o tempo novamente contradiz
Deixando para trás o que mais quis
Enquanto o meu caminho inda tivesse.
Ainda que tivesse o mais feliz
Vivendo o quanto quis em cada prece
A vida contradiz o que inda tece.
MARCOS LOURES
O PREÇO A SE PAGAR.
O PREÇO A SE PAGAR.
Quisera ter somente o que não vem,
O preço de uma vida mais dispersa
E nela o quanto resta desconversa
E traça a mesma face, mal ou bem,
Presumo o que resumo noutro alguém
A mesma solução se faz dispersa
E tanto quanto a vida além já versa
O preço a se pagar não é vintém,
A luta me cansando e sem ter nada
Que possa me traçar uma alvorada
Risonha como há tanto cobiçara,
Ausento-me dos sonhos e mergulho
No mar feito em rochedo e pedregulho
E uma alegria é feita em joia rara.
Marcos Loures
Quisera ter somente o que não vem,
O preço de uma vida mais dispersa
E nela o quanto resta desconversa
E traça a mesma face, mal ou bem,
Presumo o que resumo noutro alguém
A mesma solução se faz dispersa
E tanto quanto a vida além já versa
O preço a se pagar não é vintém,
A luta me cansando e sem ter nada
Que possa me traçar uma alvorada
Risonha como há tanto cobiçara,
Ausento-me dos sonhos e mergulho
No mar feito em rochedo e pedregulho
E uma alegria é feita em joia rara.
Marcos Loures
PLANETA SONHO
PLANETA SONHO
Mergulhando nos sonhos mais bonitos
Abraçando minha deusa tão amada.
Voando por espaços infinitos
Em busca da manhã iluminada;
Os raios deste sol brilhando tanto
Trazendo uma esperança, vivo amor.
Envolto na alegria, enfim te canto
E roubo deste sol todo o calor.
Amada como é bom viver contigo
Sem medo do tormento e da saudade.
Aqui, eu já pressinto, sem perigo,
Eu posso conhecer felicidade.
Amada, vem comigo, eu te proponho,
Na noite viajar, planeta sonho...
MARCOS LOURES
Mergulhando nos sonhos mais bonitos
Abraçando minha deusa tão amada.
Voando por espaços infinitos
Em busca da manhã iluminada;
Os raios deste sol brilhando tanto
Trazendo uma esperança, vivo amor.
Envolto na alegria, enfim te canto
E roubo deste sol todo o calor.
Amada como é bom viver contigo
Sem medo do tormento e da saudade.
Aqui, eu já pressinto, sem perigo,
Eu posso conhecer felicidade.
Amada, vem comigo, eu te proponho,
Na noite viajar, planeta sonho...
MARCOS LOURES
sábado, 30 de junho de 2012
EM BUSCA DA PANTERA
EM BUSCA DA PANTERA
Em busca da pantera dos seus sonhos,
Corcel desesperado alça um vôo
Por sobre tantos mares mais risonhos,
Os sonhos do corcel, cedo eu perdoo...
São sonhos como os meus, minha querida,
Envoltos em total ansiedade...
Esqueço destes males, salvo a vida,
Aguardo tanto sonho, liberdade...
Amor como nas tramas mais sutis,
Não cabe mais nos sonhos do corcel,
Que em toda sua vida sempre quis
Alçar um manso vôo pelo céu...
Pantera mostra as garras delirantes
Amor doma o corcel bem cedo e antes...
MARCOS LOURES
Em busca da pantera dos seus sonhos,
Corcel desesperado alça um vôo
Por sobre tantos mares mais risonhos,
Os sonhos do corcel, cedo eu perdoo...
São sonhos como os meus, minha querida,
Envoltos em total ansiedade...
Esqueço destes males, salvo a vida,
Aguardo tanto sonho, liberdade...
Amor como nas tramas mais sutis,
Não cabe mais nos sonhos do corcel,
Que em toda sua vida sempre quis
Alçar um manso vôo pelo céu...
Pantera mostra as garras delirantes
Amor doma o corcel bem cedo e antes...
MARCOS LOURES
TODA A TRISTEZA...
TODA A TRISTEZA...
Amiga, neste mundo triste e vão,
Toda a tristeza imensa, quase nada,
Matando pouco a pouco o coração,
Na sorte que se mostra abandonada...
As flores espalhadas pelo chão,
Na vida que se foi, despetalada...
Envolto pelas garras, solidão,
Amor, uma palavra assim riscada...
Amiga, me perdoe se não falo
Das coisas tão bonitas desta vida.
Destino se tornou um forte abalo
Trazendo para a vida, a tempestade...
A tarde vai morrendo, a dor cumprida,
Restando tão somente essa amizade...
MARCOS LOURES
Amiga, neste mundo triste e vão,
Toda a tristeza imensa, quase nada,
Matando pouco a pouco o coração,
Na sorte que se mostra abandonada...
As flores espalhadas pelo chão,
Na vida que se foi, despetalada...
Envolto pelas garras, solidão,
Amor, uma palavra assim riscada...
Amiga, me perdoe se não falo
Das coisas tão bonitas desta vida.
Destino se tornou um forte abalo
Trazendo para a vida, a tempestade...
A tarde vai morrendo, a dor cumprida,
Restando tão somente essa amizade...
MARCOS LOURES
VIVENDO POR VIVER
VIVENDO POR VIVER
Vivendo tantas vezes por viver
Vencido por cansaço e sofrimento.
Espelho onde custei reconhecer
As marcas, cicatrizes do tormento.
Não quero mais um porto, nem um cais,
Seguindo minha vida sem timão,
Um sonho, ser feliz, não sonho mais;
O vento derradeiro, furacão...
Não posso mais falar, vou sem sentido...
Em tudo fracassei, isso é verdade.
Meu mundo, num segundo repartido,
O que posso dizer? Sequer saudade...
E surges mansamente e me domina,
A luz, que ao fim do túnel, ilumina...
MARCOS LOURES
Vivendo tantas vezes por viver
Vencido por cansaço e sofrimento.
Espelho onde custei reconhecer
As marcas, cicatrizes do tormento.
Não quero mais um porto, nem um cais,
Seguindo minha vida sem timão,
Um sonho, ser feliz, não sonho mais;
O vento derradeiro, furacão...
Não posso mais falar, vou sem sentido...
Em tudo fracassei, isso é verdade.
Meu mundo, num segundo repartido,
O que posso dizer? Sequer saudade...
E surges mansamente e me domina,
A luz, que ao fim do túnel, ilumina...
MARCOS LOURES
MATIZES DIVERSOS
MATIZES DIVERSOS
Nossas peles retintas dos matizes
Diversos que o desejo preparou,
Roubando toda a cena, como atrizes
Que o tempo, sem saber, emoldurou.
Noites a fio somos mais felizes
No mar que nosso amor nos preparou.
Deitados sob a lua, nas marquises
Promessas que este tempo enclausurou
Nas nossas aventuras qual dementes
Roubando uma verdura destes matos,
Roçando com as bocas, olhos, dentes...
Impérios dos sentidos todos, tantos...
No sacrilégio insano, os meus retratos,
Fazendo nosso amor, imersos... Santos...
MARCOS LOURES
Nossas peles retintas dos matizes
Diversos que o desejo preparou,
Roubando toda a cena, como atrizes
Que o tempo, sem saber, emoldurou.
Noites a fio somos mais felizes
No mar que nosso amor nos preparou.
Deitados sob a lua, nas marquises
Promessas que este tempo enclausurou
Nas nossas aventuras qual dementes
Roubando uma verdura destes matos,
Roçando com as bocas, olhos, dentes...
Impérios dos sentidos todos, tantos...
No sacrilégio insano, os meus retratos,
Fazendo nosso amor, imersos... Santos...
MARCOS LOURES
MANSAMENTE
MANSAMENTE
Roçando minha boca em tua pele,
Aos poucos te despindo, mansamente.
Ao mais louco mergulho tudo impele
E avanço tuas trilhas calmamente...
O vento que te toca e te arrepia,
Na brisa tão suave dos meus lábios,
Em tantas profusões desta alegria
Percebo teus carinhos, loucos, sábios...
Me aventurando tanto pelas trevas
Que mostram belas sendas que procuro,
E peço que em meus mundos tu te atrevas
Trazemos nossas luzes, neste escuro...
Amando tão fremente esqueço os breus
Nos lumes, nas lanternas, todos teus...
MARCOS LOURES
Roçando minha boca em tua pele,
Aos poucos te despindo, mansamente.
Ao mais louco mergulho tudo impele
E avanço tuas trilhas calmamente...
O vento que te toca e te arrepia,
Na brisa tão suave dos meus lábios,
Em tantas profusões desta alegria
Percebo teus carinhos, loucos, sábios...
Me aventurando tanto pelas trevas
Que mostram belas sendas que procuro,
E peço que em meus mundos tu te atrevas
Trazemos nossas luzes, neste escuro...
Amando tão fremente esqueço os breus
Nos lumes, nas lanternas, todos teus...
MARCOS LOURES
QUANDO VEJO
QUANDO VEJO
Caminho por estrelas quando vejo
Os olhos divinais que tanto quis.
Sabendo que vertido meu desejo
Na boca que me fez ser tão feliz...
Montanhas escaladas nos mistérios
Das noites que passamos acordados,
Amores envolvidos sem critérios
Demonstram velhos sonhos decorados...
Amada que me trouxe liberdade
Das fontes que percebo inigualáveis,
Vasculho pelos becos da cidade
Os olhos divinais inalcançáveis...
Divinos sentimentos são capazes
De penetrar amores mais vorazes...
MARCOS LOURES
Caminho por estrelas quando vejo
Os olhos divinais que tanto quis.
Sabendo que vertido meu desejo
Na boca que me fez ser tão feliz...
Montanhas escaladas nos mistérios
Das noites que passamos acordados,
Amores envolvidos sem critérios
Demonstram velhos sonhos decorados...
Amada que me trouxe liberdade
Das fontes que percebo inigualáveis,
Vasculho pelos becos da cidade
Os olhos divinais inalcançáveis...
Divinos sentimentos são capazes
De penetrar amores mais vorazes...
MARCOS LOURES
VIVER APAIXONADO
VIVER APAIXONADO
Viver apaixonado, sem medidas,
Saber que a noite chega e o dia vem
Por mais que sejam duras despedidas
Não se poupar jamais. Não morrer sem
Ter tido tantas lutas aguerridas
Na busca da esperança. Nada zen,
Mas é melhor tentar ter tantas vidas
Quantas vidas a vida sempre tem.
Paixão. Um sentimento intenso e soberano
Que amarga com ternura ou com tortura
Rompendo cada dique e todo plano,
Desfazendo o já feito e refazê-lo
Numa velocidade sem brandura.
E depois demonstrar carinho e zelo...
MARCOS LOURES
Viver apaixonado, sem medidas,
Saber que a noite chega e o dia vem
Por mais que sejam duras despedidas
Não se poupar jamais. Não morrer sem
Ter tido tantas lutas aguerridas
Na busca da esperança. Nada zen,
Mas é melhor tentar ter tantas vidas
Quantas vidas a vida sempre tem.
Paixão. Um sentimento intenso e soberano
Que amarga com ternura ou com tortura
Rompendo cada dique e todo plano,
Desfazendo o já feito e refazê-lo
Numa velocidade sem brandura.
E depois demonstrar carinho e zelo...
MARCOS LOURES
UMA ESPERANÇA EM PURO AMOR
UMA ESPERANÇA EM PURO AMOR
Compondo uma esperança em puro amor,
Destroços rebentando do meu peito.
Abortando em botão matando a flor,
Deveras nada esteve do meu jeito.
Vazio que sobrou, nada compor,
Amor morrendo assim tão imperfeito.
Soçobra meu navio em plena dor.
Do vago que restou, um nada feito.
Mas vejo uma alegria em pleno breu.
Um gosto de ilusão, do sonho meu.
Bonança que se fez da tempestade.
Tocando o coração, fico contente.
Da sensação de paz, mais docemente,
A força benfazeja da amizade...
MARCOS LOURES
Compondo uma esperança em puro amor,
Destroços rebentando do meu peito.
Abortando em botão matando a flor,
Deveras nada esteve do meu jeito.
Vazio que sobrou, nada compor,
Amor morrendo assim tão imperfeito.
Soçobra meu navio em plena dor.
Do vago que restou, um nada feito.
Mas vejo uma alegria em pleno breu.
Um gosto de ilusão, do sonho meu.
Bonança que se fez da tempestade.
Tocando o coração, fico contente.
Da sensação de paz, mais docemente,
A força benfazeja da amizade...
MARCOS LOURES
SEDUÇÃO
SEDUÇÃO
Saber de cada parte, corpo exposto,
Crescendo pouco a pouco, sedução.
Sentindo em tua boca todo o gosto
Deslizo em tua cama, tentação.
Mulher, como é bonito este teu rosto,
Sorriso que se aflora em perdição.
Na gula que te invade, já me encosto
E sinto em teu carinho, a vibração...
A língua me percorre sem segredos,
Aumenta o meu desejo, o teu sabor.
Amor que se faz manso e quer brinquedos
Rompendo estas barragens, tudo inunda.
Deitando levemente um bom torpor
Em sensação diversa e tão profunda...
MARCOS LOURES
Saber de cada parte, corpo exposto,
Crescendo pouco a pouco, sedução.
Sentindo em tua boca todo o gosto
Deslizo em tua cama, tentação.
Mulher, como é bonito este teu rosto,
Sorriso que se aflora em perdição.
Na gula que te invade, já me encosto
E sinto em teu carinho, a vibração...
A língua me percorre sem segredos,
Aumenta o meu desejo, o teu sabor.
Amor que se faz manso e quer brinquedos
Rompendo estas barragens, tudo inunda.
Deitando levemente um bom torpor
Em sensação diversa e tão profunda...
MARCOS LOURES
ANJO NOTURNO
ANJO NOTURNO
Anjo noturno em asas deslumbrantes,
Andando nos meus sonhos, brancas ruas.
Os olhos, dois perfeitos diamantes,
As asas descobertas, carnes nuas.
Sementes espalhadas em rompantes.
Um anjo que me entorna bocas cruas,
Em sombras tão bonitas, radiantes...
Mulher que angelical, assim flutuas...
Virando-te do avesso, sexo e gozo,
Na dor transcendental de ser assim
Desejo que se fez voluptuoso,
Ardendo em sonhos loucos,sede e brasa.
Segredo meus anseios, cedo ao sim.
Desfruto de teu corpo, minha casa...
MARCOS LOURES
Anjo noturno em asas deslumbrantes,
Andando nos meus sonhos, brancas ruas.
Os olhos, dois perfeitos diamantes,
As asas descobertas, carnes nuas.
Sementes espalhadas em rompantes.
Um anjo que me entorna bocas cruas,
Em sombras tão bonitas, radiantes...
Mulher que angelical, assim flutuas...
Virando-te do avesso, sexo e gozo,
Na dor transcendental de ser assim
Desejo que se fez voluptuoso,
Ardendo em sonhos loucos,sede e brasa.
Segredo meus anseios, cedo ao sim.
Desfruto de teu corpo, minha casa...
MARCOS LOURES
ILUSÃO FERRENHA
ILUSÃO FERRENHA
Enquanto se procura num enredo
Além do desenredo de uma sorte
Envolta no que tanto desconforte,
O caminhar se faz distante, ledo,
E sei do meu anseio e no degredo
Do todo que pudera e não suporte,
Encontro a solidão, diverso norte,
E nisto alimentasse enfim, tal medo,
Ecoa em cada verso a face escusa
Na sórdida presença que entrecruza
Uma álgida versão do que não venha,
A marca deste ocaso nos persegue
E sei do quanto a vida ora renegue
Embora uma ilusão seja ferrenha.
Marcos Loures
Enquanto se procura num enredo
Além do desenredo de uma sorte
Envolta no que tanto desconforte,
O caminhar se faz distante, ledo,
E sei do meu anseio e no degredo
Do todo que pudera e não suporte,
Encontro a solidão, diverso norte,
E nisto alimentasse enfim, tal medo,
Ecoa em cada verso a face escusa
Na sórdida presença que entrecruza
Uma álgida versão do que não venha,
A marca deste ocaso nos persegue
E sei do quanto a vida ora renegue
Embora uma ilusão seja ferrenha.
Marcos Loures
NUMA PROCURA INSANA
NUMA PROCURA INSANA
Depois de ter passado a vida inteira
Numa procura insana por amor.
Uma ilusão completa costumeira
Forrando este meu peito sonhador.
A sorte nunca foi a companheira
Deixando em suas marcas, sempre a dor.
Inverno vem chegando, vou sem eira
Restando só tristeza a me compor.
Quem dera a juventude retornasse,
Pudesse retornar aos belos dias.
Quem sabe assim amor eu encontrasse...
Mas nada me restou. A vida passa,
Retoma o que me trouxe em fantasias,
Cobrando pelo que me deu de graça...
MARCOS LOURES
Depois de ter passado a vida inteira
Numa procura insana por amor.
Uma ilusão completa costumeira
Forrando este meu peito sonhador.
A sorte nunca foi a companheira
Deixando em suas marcas, sempre a dor.
Inverno vem chegando, vou sem eira
Restando só tristeza a me compor.
Quem dera a juventude retornasse,
Pudesse retornar aos belos dias.
Quem sabe assim amor eu encontrasse...
Mas nada me restou. A vida passa,
Retoma o que me trouxe em fantasias,
Cobrando pelo que me deu de graça...
MARCOS LOURES
SEXTINA 16 SONHO CLARO E AZUL
SEXTINA 16 SONHO CLARO E AZUL
No mar imenso o sonho claro e azul
Tomando com certeza cada espaço
E o todo se transforma e sei do muito
E tento caminhar entre os meus medos
Tecendo esta agonia a cada infausto
O rústico cenário se anuncia.
O quanto cada verso me anuncia
E traça um novo tempo claro e azul
O dia venceria seus infaustos
E a sorte ao mergulhar em cada espaço
Deixando para trás antigos medos
Faria do que eu busco o tanto e o muito,
O manto se desenha e neste muito
O novo que pudera se anuncia
E gera muito além dos velhos medos
E tenta contornar em céu azul
O quanto poderia em tal espaço
Vencer a solidão, meu duro infausto,
A luta se desenha e neste infausto
O pouco se anuncia e dita o muito
Vagando sem sentido neste espaço
E o mundo sem sentido se anuncia
Bebendo com ternura o sonho azul
Marcando com brandura os velhos medos.
Ainda que pudesse em tantos medos
O nada se tramando neste infausto
Cenário aonde o todo outrora azul
Pudesse na verdade ser o muito
Que a vida sem descanso me anuncia
E toma sem sentir o farto espaço,
O quanto a cada engano mais espaço
Tocando mansamente antigos medos
Enquanto a luta trama e se anuncia
Eclode no meu peito cada infausto
E sei do quanto pude pouco ou muito
Num dia que julgara claro, azul.
O todo deste azul tomando espaço
Devendo deste muito aos vários medos
O tanto deste infausto se anuncia.
MARCOS LOURES
No mar imenso o sonho claro e azul
Tomando com certeza cada espaço
E o todo se transforma e sei do muito
E tento caminhar entre os meus medos
Tecendo esta agonia a cada infausto
O rústico cenário se anuncia.
O quanto cada verso me anuncia
E traça um novo tempo claro e azul
O dia venceria seus infaustos
E a sorte ao mergulhar em cada espaço
Deixando para trás antigos medos
Faria do que eu busco o tanto e o muito,
O manto se desenha e neste muito
O novo que pudera se anuncia
E gera muito além dos velhos medos
E tenta contornar em céu azul
O quanto poderia em tal espaço
Vencer a solidão, meu duro infausto,
A luta se desenha e neste infausto
O pouco se anuncia e dita o muito
Vagando sem sentido neste espaço
E o mundo sem sentido se anuncia
Bebendo com ternura o sonho azul
Marcando com brandura os velhos medos.
Ainda que pudesse em tantos medos
O nada se tramando neste infausto
Cenário aonde o todo outrora azul
Pudesse na verdade ser o muito
Que a vida sem descanso me anuncia
E toma sem sentir o farto espaço,
O quanto a cada engano mais espaço
Tocando mansamente antigos medos
Enquanto a luta trama e se anuncia
Eclode no meu peito cada infausto
E sei do quanto pude pouco ou muito
Num dia que julgara claro, azul.
O todo deste azul tomando espaço
Devendo deste muito aos vários medos
O tanto deste infausto se anuncia.
MARCOS LOURES
PERFUME ALUCINANTE
PERFUME ALUCINANTE
Sentir o teu perfume alucinante
Gerado nestes êxtases sem par.
Estar contigo aqui neste rompante
Depor as minhas armas, me entregar
Ao gozo da luxúria deslumbrante
Deste mormaço insano a nos tocar...
Teus frutos, framboesas, mel e cana,
Nessa umidade doce e magistral
De divindade nua e soberana
Rolando nesta chama sensual,
Menina fantasia tão profana,
Um paraíso humano, amor carnal,
Rainha destes sonhos tropicais...
Morena tenho tudo e quero mais...
MARCOS LOURES
Sentir o teu perfume alucinante
Gerado nestes êxtases sem par.
Estar contigo aqui neste rompante
Depor as minhas armas, me entregar
Ao gozo da luxúria deslumbrante
Deste mormaço insano a nos tocar...
Teus frutos, framboesas, mel e cana,
Nessa umidade doce e magistral
De divindade nua e soberana
Rolando nesta chama sensual,
Menina fantasia tão profana,
Um paraíso humano, amor carnal,
Rainha destes sonhos tropicais...
Morena tenho tudo e quero mais...
MARCOS LOURES
QUANDO A SOLIDÃO
QUANDO A SOLIDÃO
Quando uma solidão bater à porta,
Já tão cansado, inerte, assim vencido;
A vida num segundo se reporta
Ao tempo mais distante, percorrido.
Toda a tristeza muda, se conforta,
Nos olhos de quem sabe já ter sido.
O frio temerário que me corta
Acalma-se depois de ter morrido...
Eu levarei teu nome, minha amiga,
E sonhos que se foram, tanto tempo.
Amar não foi somente um passatempo,
Foi o melhor que tive, nada mais.
Se a solidão no peito enfim se abriga,
Um resto de alegria, amor me traz...
MARCOS LOURES
Quando uma solidão bater à porta,
Já tão cansado, inerte, assim vencido;
A vida num segundo se reporta
Ao tempo mais distante, percorrido.
Toda a tristeza muda, se conforta,
Nos olhos de quem sabe já ter sido.
O frio temerário que me corta
Acalma-se depois de ter morrido...
Eu levarei teu nome, minha amiga,
E sonhos que se foram, tanto tempo.
Amar não foi somente um passatempo,
Foi o melhor que tive, nada mais.
Se a solidão no peito enfim se abriga,
Um resto de alegria, amor me traz...
MARCOS LOURES
TRISTONHO
TRISTONHO
Ouvindo-te dizer: como é tristonho!
Percorro velhas ruas, tantos becos...
Do mundo um paradeiro que proponho
Não ouve e nem recebe mais os ecos...
Quem fora uma alegria, um belo sonho,
Jamais se permitiu os repetecos.
Vivendo o frio vento, tão medonho,
Os olhos sem ter lágrimas, vão secos...
Tomado por tristeza e duro tédio,
Sabendo da enfadonha calmaria,
Não vejo nesta vida outro remédio,
De ter uma esperança que prossiga;
O toque mais sagaz desta magia
Que emana de teus braços, minha amiga...
MARCOS LOURES
Ouvindo-te dizer: como é tristonho!
Percorro velhas ruas, tantos becos...
Do mundo um paradeiro que proponho
Não ouve e nem recebe mais os ecos...
Quem fora uma alegria, um belo sonho,
Jamais se permitiu os repetecos.
Vivendo o frio vento, tão medonho,
Os olhos sem ter lágrimas, vão secos...
Tomado por tristeza e duro tédio,
Sabendo da enfadonha calmaria,
Não vejo nesta vida outro remédio,
De ter uma esperança que prossiga;
O toque mais sagaz desta magia
Que emana de teus braços, minha amiga...
MARCOS LOURES
COMO NEGAR?
COMO NEGAR?
Ah! Como vais negar que foste minha
Se a boca está marcada pelo beijo.
Se a vida te desfez e vai sozinha,
Te quero com a força de um desejo.
Se a sorte no meu peito inda me espinha,
Se o tempo se perdeu, e nada vejo,
Se a morte deste amor já se avizinha,
Se nada mais percebo, e o fim prevejo.
Estás em cada verso que proponho,
Estás na fantasia que alimento.
Tu vives na verdade em cada sonho.
Embora noutros corpos me esquecesse,
Tu és o que me resta, o meu alento,
O beijo que me deste, a minha prece...
Baseado em NEGUE
Ah! Como vais negar que foste minha
Se a boca está marcada pelo beijo.
Se a vida te desfez e vai sozinha,
Te quero com a força de um desejo.
Se a sorte no meu peito inda me espinha,
Se o tempo se perdeu, e nada vejo,
Se a morte deste amor já se avizinha,
Se nada mais percebo, e o fim prevejo.
Estás em cada verso que proponho,
Estás na fantasia que alimento.
Tu vives na verdade em cada sonho.
Embora noutros corpos me esquecesse,
Tu és o que me resta, o meu alento,
O beijo que me deste, a minha prece...
Baseado em NEGUE
MAPAS DA MINA
MAPAS DA MINA
Sentindo cada dedo deslizando
Nos mapas desta mina, fonte pura,
Menina descobrindo e revelando
Sofreguidão que toca e me tortura.
Distante, na janela contemplando,
O riso que demarca esta aventura,
Da moça que delira, assim, brincando,
Em mãos que vão macias, com ternura...
Sorvendo cada gota do prazer,
Do rosto que se mostra contorcido,
Entranho escura senda pra sorver
As gotas da enxurrada prometida.
Ao ver esta beleza, convencido:
Não há nada melhor que isto na vida!
MARCOS LOURES
Sentindo cada dedo deslizando
Nos mapas desta mina, fonte pura,
Menina descobrindo e revelando
Sofreguidão que toca e me tortura.
Distante, na janela contemplando,
O riso que demarca esta aventura,
Da moça que delira, assim, brincando,
Em mãos que vão macias, com ternura...
Sorvendo cada gota do prazer,
Do rosto que se mostra contorcido,
Entranho escura senda pra sorver
As gotas da enxurrada prometida.
Ao ver esta beleza, convencido:
Não há nada melhor que isto na vida!
MARCOS LOURES
VALORES DE MERCADO.
VALORES DE MERCADO.
Eu quis vender minha alma p’ro capeta,
O preço que ele paga? Não compensa,
Uma alma de poeta, sem ofensa,
Não vale muita coisa, uma gorjeta,
Enquanto que um pastor, padre ou profeta,
Ou mesmo de algum “mago” que convença
É troço de primeira, é sorte imensa,
E nela Mefistófeles completa.
Faz tempo doutor Fausto era produto
Que tinha alguma fama no reduto,
Mas hoje ninguém quer esses quinhões,
Enquanto um poeta ninguém lê,
Na medicina de fato ninguém crê,
Um pregador carrega dez milhões.
Marcos Loures
Eu quis vender minha alma p’ro capeta,
O preço que ele paga? Não compensa,
Uma alma de poeta, sem ofensa,
Não vale muita coisa, uma gorjeta,
Enquanto que um pastor, padre ou profeta,
Ou mesmo de algum “mago” que convença
É troço de primeira, é sorte imensa,
E nela Mefistófeles completa.
Faz tempo doutor Fausto era produto
Que tinha alguma fama no reduto,
Mas hoje ninguém quer esses quinhões,
Enquanto um poeta ninguém lê,
Na medicina de fato ninguém crê,
Um pregador carrega dez milhões.
Marcos Loures
TOP MODEL.
TOP MODEL.
Não quero misturar alho e bugalho,
Mas vejo inexorável face espúria,
Da vida desenhada em tal incúria,
E de tal forma, tolo, inda batalho,
Mandando para a casa do Barbalho
A farsa do dinheiro, esta luxúria,
Sabendo do meu povo na penúria,
Procuro descobrir e me atrapalho,
O peso de uma história não condiz
Com toda a humanidade, a meretriz,
Que ainda noutro engano se desfaz,
Enquanto em podridão a sorte avança
Falar de grande imagem/semelhança,
Somente se o modelo é Satanás.
Marcos Loures
Não quero misturar alho e bugalho,
Mas vejo inexorável face espúria,
Da vida desenhada em tal incúria,
E de tal forma, tolo, inda batalho,
Mandando para a casa do Barbalho
A farsa do dinheiro, esta luxúria,
Sabendo do meu povo na penúria,
Procuro descobrir e me atrapalho,
O peso de uma história não condiz
Com toda a humanidade, a meretriz,
Que ainda noutro engano se desfaz,
Enquanto em podridão a sorte avança
Falar de grande imagem/semelhança,
Somente se o modelo é Satanás.
Marcos Loures
O ESPETÁCULO CONTINUA...
O ESPETÁCULO CONTINUA...
Perdoe, meu Senhor, virei ateu,
Depois desta vendeta no puteiro
Tomando o dia a dia, e se me esgueiro
A vida, noutra farsa se perdeu,
Amei e respeitei este judeu
Crucificado e exposto qual cordeiro,
Jamais imaginei que por dinheiro,
Canalhice atingisse este apogeu,
Dos tolos peregrinos, romaria,
Do milagreiro, crápula, se erguia
Um monumento sem qualquer vergonha,
Só falta aparecer o mijo santo,
E se vier, garanto não me espanto,
E a culpada de tudo? É a maconha.
Marcos Loures
Perdoe, meu Senhor, virei ateu,
Depois desta vendeta no puteiro
Tomando o dia a dia, e se me esgueiro
A vida, noutra farsa se perdeu,
Amei e respeitei este judeu
Crucificado e exposto qual cordeiro,
Jamais imaginei que por dinheiro,
Canalhice atingisse este apogeu,
Dos tolos peregrinos, romaria,
Do milagreiro, crápula, se erguia
Um monumento sem qualquer vergonha,
Só falta aparecer o mijo santo,
E se vier, garanto não me espanto,
E a culpada de tudo? É a maconha.
Marcos Loures
SEXTINA 15 EXPLODINDO NO PEITO
SEXTINA 15 EXPLODINDO NO PEITO
Ao explodir no peito como espuma
Saudade diz do sonho em leda praia
E o quanto não pudesse em rochas, pedras
Trazendo a solidão para quem ama,
No todo se transforma e nada vejo
Somente o que pudera e não teria.
O quanto deste sonho enfim teria
E nada mais gerasse além da espuma
E nisto quanto mais procuro e vejo
As ondas espalhando sobre a praia
Traçando uma ilusão para quem ama
Deixando este caminho sobre as pedras.
Os dias imagino e adentro as pedras
E nada mais pudera nem teria
E sei do quanto a vida se faz ama
Tramando apenas todo que se espuma
Reflete o sol imenso sobre a praia
E após o que viria nada vejo.
Ainda que pudesse tento e vejo
Alçando este caminho em duras pedras
Buscando descansar em lua e praia
Que sei já não concebo e nem teria
A sorte se desenha qual espuma
E traz a solidão para quem ama,
O medo traduzisse o quanto se ama
E sei deste cenário aonde eu vejo
Meu canto se perdendo em leda espuma
Jogando uma esperança sobre as pedras
E apenas no final tanto teria
A solidão imensa desta praia,
A vida retornando sempre à praia
Negando uma alegria diz quem ama
E o todo que buscara não teria
Sequer o quanto quero e não mais vejo
As horas desenhando sobre as pedras,
Ousando a cada engodo nova espuma.
O quanto desta espuma toca a praia
E explode sobre as pedras, e quem ama
Ainda quando a vejo, eu não teria.
MARCOS LOURES
Ao explodir no peito como espuma
Saudade diz do sonho em leda praia
E o quanto não pudesse em rochas, pedras
Trazendo a solidão para quem ama,
No todo se transforma e nada vejo
Somente o que pudera e não teria.
O quanto deste sonho enfim teria
E nada mais gerasse além da espuma
E nisto quanto mais procuro e vejo
As ondas espalhando sobre a praia
Traçando uma ilusão para quem ama
Deixando este caminho sobre as pedras.
Os dias imagino e adentro as pedras
E nada mais pudera nem teria
E sei do quanto a vida se faz ama
Tramando apenas todo que se espuma
Reflete o sol imenso sobre a praia
E após o que viria nada vejo.
Ainda que pudesse tento e vejo
Alçando este caminho em duras pedras
Buscando descansar em lua e praia
Que sei já não concebo e nem teria
A sorte se desenha qual espuma
E traz a solidão para quem ama,
O medo traduzisse o quanto se ama
E sei deste cenário aonde eu vejo
Meu canto se perdendo em leda espuma
Jogando uma esperança sobre as pedras
E apenas no final tanto teria
A solidão imensa desta praia,
A vida retornando sempre à praia
Negando uma alegria diz quem ama
E o todo que buscara não teria
Sequer o quanto quero e não mais vejo
As horas desenhando sobre as pedras,
Ousando a cada engodo nova espuma.
O quanto desta espuma toca a praia
E explode sobre as pedras, e quem ama
Ainda quando a vejo, eu não teria.
MARCOS LOURES
CAMBISTAS DE DEUS
CAMBISTAS DE DEUS
E tudo se repete e nada vejo
Que possa transformar ou pelo menos
Trazer dias suaves e serenos
Enquanto o quanto mina diz desejo,
A densa sensação que a cada ensejo
Extensa fantasia diz venenos
Quisera ter momentos mais amenos,
Mas nada diferente enfim prevejo,
O cofre abarrotado das igrejas,
Traduzem salvação que tu desejas?
Além da roubalheira dizimista,
Agora se fazendo em mil ofertas
As faces dos canalhas, mais espertas,
De Deus, um pregador se faz cambista.
Marcos Loures
E tudo se repete e nada vejo
Que possa transformar ou pelo menos
Trazer dias suaves e serenos
Enquanto o quanto mina diz desejo,
A densa sensação que a cada ensejo
Extensa fantasia diz venenos
Quisera ter momentos mais amenos,
Mas nada diferente enfim prevejo,
O cofre abarrotado das igrejas,
Traduzem salvação que tu desejas?
Além da roubalheira dizimista,
Agora se fazendo em mil ofertas
As faces dos canalhas, mais espertas,
De Deus, um pregador se faz cambista.
Marcos Loures
Milagre da multiplicação dos bens...
Milagre da multiplicação dos bens...
Livrai-nos de pastor e de padreco
A corja reunida em vis bordéis,
Ousando converter em mil papéis
Usando um estribilho em fúnebre eco,
Milagre se fazendo num boteco,
Igrejas premeditam seus cartéis
Vendem aos anencéfalos fiéis
O mesmo que se produz quando defeco.
Palavra? Que palavra? Deturpada,
Bebida pela massa que, aloprada,
Espera alguma luz que nunca vem,
Semente semeada por Satã?
Repete a mesma história de manhã,
Quem pede bens jamais vos fará bem!
Marcos Loures
Livrai-nos de pastor e de padreco
A corja reunida em vis bordéis,
Ousando converter em mil papéis
Usando um estribilho em fúnebre eco,
Milagre se fazendo num boteco,
Igrejas premeditam seus cartéis
Vendem aos anencéfalos fiéis
O mesmo que se produz quando defeco.
Palavra? Que palavra? Deturpada,
Bebida pela massa que, aloprada,
Espera alguma luz que nunca vem,
Semente semeada por Satã?
Repete a mesma história de manhã,
Quem pede bens jamais vos fará bem!
Marcos Loures
PIOR QUE O DEMÔNIO? É SÓ LIGAR A TELEVISÃO...
PIOR QUE O DEMÔNIO? É SÓ LIGAR A TELEVISÃO...
Falar de cristianismo nesses dias?
Enquanto um vendilhão se faz católico
No evangélico pulha, meteórico
No fundo semeando hipocrisias,
Canalhas entre espúrias fantasias,
Demônio (se existir) se mostra eufórico
Ao ver esse cenário melancólico,
As tramas ditam farsas mais sombrias,
A podre sensação que assim se exala
Adentra pelas casas, pela sala,
Demência coletiva? Um bom diagnóstico.
Multiplicando assim tantas fortunas,
As tramas em milagres são soturnas,
E quem ainda pensa, virando agnóstico.
Marcos Loures
Falar de cristianismo nesses dias?
Enquanto um vendilhão se faz católico
No evangélico pulha, meteórico
No fundo semeando hipocrisias,
Canalhas entre espúrias fantasias,
Demônio (se existir) se mostra eufórico
Ao ver esse cenário melancólico,
As tramas ditam farsas mais sombrias,
A podre sensação que assim se exala
Adentra pelas casas, pela sala,
Demência coletiva? Um bom diagnóstico.
Multiplicando assim tantas fortunas,
As tramas em milagres são soturnas,
E quem ainda pensa, virando agnóstico.
Marcos Loures
TUA BOCA
TUA BOCA
Tua boca desliza mansamente,
Roçando no meu peito, tão voraz...
Meus pelos arrepias levemente,
E mostra-se feroz e mais audaz...
Me entrego nos teus braços totalmente,
Além do que pensara ser capaz.
Sentindo tua boca, doce e quente,
Volúpias e desejos amor traz...
E aos poucos devorando cada gota,
Deitada sobre mim, sorriso branco...
A noite em mil carinhos não se esgota,
Te quero sempre mais, amor sou franco,
Depois de tanto tempo, mergulhando,
Te digo, simplesmente, estou te amando!
MARCOS LOURES
Tua boca desliza mansamente,
Roçando no meu peito, tão voraz...
Meus pelos arrepias levemente,
E mostra-se feroz e mais audaz...
Me entrego nos teus braços totalmente,
Além do que pensara ser capaz.
Sentindo tua boca, doce e quente,
Volúpias e desejos amor traz...
E aos poucos devorando cada gota,
Deitada sobre mim, sorriso branco...
A noite em mil carinhos não se esgota,
Te quero sempre mais, amor sou franco,
Depois de tanto tempo, mergulhando,
Te digo, simplesmente, estou te amando!
MARCOS LOURES
VIEMOS DE OUTRAS TERRAS
VIEMOS DE OUTRAS TERRAS
Viemos de outras terras tão distantes,
Marcados pelo ferro dos grilhões.
Nos barcos que viemos delirantes
Na fome e na desgraça em borbotões...
Viemos desses medos, dos farsantes,
Exclusos e vendidos, sem perdões.
Do ventre de outras terras, mais errantes,
Dos quilombos marcantes podridões...
Viemos não em busca de riqueza,
Sangrados em prostíbulos insanos.
Guerreiros libertários soberanos,
Na marca dos terrores, da tristeza,
No gosto da suprema liberdade,
Clamando tão somente uma amizade...
MARCOS LOURES
Viemos de outras terras tão distantes,
Marcados pelo ferro dos grilhões.
Nos barcos que viemos delirantes
Na fome e na desgraça em borbotões...
Viemos desses medos, dos farsantes,
Exclusos e vendidos, sem perdões.
Do ventre de outras terras, mais errantes,
Dos quilombos marcantes podridões...
Viemos não em busca de riqueza,
Sangrados em prostíbulos insanos.
Guerreiros libertários soberanos,
Na marca dos terrores, da tristeza,
No gosto da suprema liberdade,
Clamando tão somente uma amizade...
MARCOS LOURES
HUMANIDADE
HUMANIDADE
Ao ver-te se afastando dos famintos,
Toando um verso frouxo de mentiras.
Amores propagados vão extintos,
A roupa da esperança rota em tiras.
Ao ver-te tão distante das origens,
Destruindo o Evangelho, destroçando.
Numa preservação de velhos bens,
E o novo que surgia já abortando.
Ao ver-te Igreja assim, tão insensível,
Matando pouco a pouco uma esperança.
No Cristo que expuseste o combustível
Que impede amor em paz em aliança.
Tu matas o sentido da amizade,
Negando para nós, a claridade...
MARCOS LOURES
Ao ver-te se afastando dos famintos,
Toando um verso frouxo de mentiras.
Amores propagados vão extintos,
A roupa da esperança rota em tiras.
Ao ver-te tão distante das origens,
Destruindo o Evangelho, destroçando.
Numa preservação de velhos bens,
E o novo que surgia já abortando.
Ao ver-te Igreja assim, tão insensível,
Matando pouco a pouco uma esperança.
No Cristo que expuseste o combustível
Que impede amor em paz em aliança.
Tu matas o sentido da amizade,
Negando para nós, a claridade...
MARCOS LOURES
AMOR PRIMEIRO
AMOR PRIMEIRO
Menino que corria entre bandeiras,
Jogando toda a sorte em laço frouxo.
Depois de tantas horas mais certeiras
O passo se tornando roto e coxo.
Menino entre jaqueiras e quintais,
Olhando sob as saias da morena.
Deitando uma esperança nos varais,
No corpo da menina, a vida acena.
Agora se esqueceu desta criança
E morre de ciúmes sem motivos.
No gosto mais suave da lembrança
Os olhos do moleque sempre vivos...
Amor bateu na porta, um mensageiro,
Safado sem juízo, amor primeiro...
MARCOS LOURES
Menino que corria entre bandeiras,
Jogando toda a sorte em laço frouxo.
Depois de tantas horas mais certeiras
O passo se tornando roto e coxo.
Menino entre jaqueiras e quintais,
Olhando sob as saias da morena.
Deitando uma esperança nos varais,
No corpo da menina, a vida acena.
Agora se esqueceu desta criança
E morre de ciúmes sem motivos.
No gosto mais suave da lembrança
Os olhos do moleque sempre vivos...
Amor bateu na porta, um mensageiro,
Safado sem juízo, amor primeiro...
MARCOS LOURES
INSACIEDADE
INSACIEDADE
Vislumbro uma voraz insaciedade
Tomando a bela forma de mulher.
Levando assim a tal insanidade
Do jeito que puder e que vier.
Pedintes, os teus olhos, me suplicam
Amor como um vulcão que não se aplaca,
Estrelas em teu corpo já salpicam,
Nos olhos desejos uma estaca
Que adentra tua sala, cama e quarto,
Em tal sofreguidão que não descansa.
Até deitar contigo, amor bem farto,
Tu sabes e desejas uma lança
Que vem e te sacia num segundo,
Bebendo o teu prazer no qual me inundo...
MARCOS LOURES
Vislumbro uma voraz insaciedade
Tomando a bela forma de mulher.
Levando assim a tal insanidade
Do jeito que puder e que vier.
Pedintes, os teus olhos, me suplicam
Amor como um vulcão que não se aplaca,
Estrelas em teu corpo já salpicam,
Nos olhos desejos uma estaca
Que adentra tua sala, cama e quarto,
Em tal sofreguidão que não descansa.
Até deitar contigo, amor bem farto,
Tu sabes e desejas uma lança
Que vem e te sacia num segundo,
Bebendo o teu prazer no qual me inundo...
MARCOS LOURES
MIL MONTANHAS
MIL MONTANHAS
Galgando cada parte deste sonho
Vislumbro mil montanhas, belos vales.
Depois deste delírio tão risonho
Debaixo do vestido,saia e xales.
Amor sem sortilégios te proponho,
Não deixo que em mentiras tu me cales,
Vibrando em cada dedo que te ponho,
Gemidos e suspiros, que tu fales...
Num átimo um desejo sem igual
Vencendo uma razão que se perdeu.
Nesta opereta insana e assim carnal,
Rebenta toda a corda, sanidade,
Teu corpo se confunde com o meu
Nos atos que profanas, liberdade...
MARCOS LOURES
Galgando cada parte deste sonho
Vislumbro mil montanhas, belos vales.
Depois deste delírio tão risonho
Debaixo do vestido,saia e xales.
Amor sem sortilégios te proponho,
Não deixo que em mentiras tu me cales,
Vibrando em cada dedo que te ponho,
Gemidos e suspiros, que tu fales...
Num átimo um desejo sem igual
Vencendo uma razão que se perdeu.
Nesta opereta insana e assim carnal,
Rebenta toda a corda, sanidade,
Teu corpo se confunde com o meu
Nos atos que profanas, liberdade...
MARCOS LOURES
SEXTINA 14 NAS ÂNSIAS MAIS COMUNS
SEXTINA 14 NAS ÂNSIAS MAIS COMUNS
O quanto poderia acreditar
Nas ânsias mais comuns de quem procura
Vencer as tempestades, mesmo assim
O tempo não sossega e jamais cessa
A vida se apresenta meio e fim,
O corte na raiz de uma esperança.
Aonde poderia uma esperança
Já não consigo mesmo acreditar
E sei do que me espera em ledo fim
Vencendo o que deveras diz procura
E nada do que possa ainda cessa
E vejo o meu futuro sempre assim.
Ainda que pudesse ser assim,
O mundo se desenha em esperança
O manto sem certeza já não cessa
E a pressa diz do quanto acreditar
No todo que deveras se procura
Apenas desenhando ora meu fim,
O início preconiza então tal fim
E gera o que pudesse ser assim,
E quando a solução já se procura
Marcando com temor esta esperança
O quanto eu poderia acreditar
Trazendo o que este canto invade e cessa.
O mar que nesta areia morre e cessa
O tempo e aproxima do seu fim
Gerando o quanto pude acreditar
Presumo o meu cenário e sendo assim
Traçando o quanto resta em esperança
Ditando o que este mundo já procura
A luta desdenhando uma procura
No fundo não se tenta e não mais cessa
Restando ao sonhador uma esperança
E quando preconizo o duro fim
O todo se desenha sempre assim
E impede que inda possa acreditar.
Pudesse acreditar no que procura
E tendo sempre assim o quanto cessa
Bebendo no meu fim esta esperança.
MARCOS LOURES
O quanto poderia acreditar
Nas ânsias mais comuns de quem procura
Vencer as tempestades, mesmo assim
O tempo não sossega e jamais cessa
A vida se apresenta meio e fim,
O corte na raiz de uma esperança.
Aonde poderia uma esperança
Já não consigo mesmo acreditar
E sei do que me espera em ledo fim
Vencendo o que deveras diz procura
E nada do que possa ainda cessa
E vejo o meu futuro sempre assim.
Ainda que pudesse ser assim,
O mundo se desenha em esperança
O manto sem certeza já não cessa
E a pressa diz do quanto acreditar
No todo que deveras se procura
Apenas desenhando ora meu fim,
O início preconiza então tal fim
E gera o que pudesse ser assim,
E quando a solução já se procura
Marcando com temor esta esperança
O quanto eu poderia acreditar
Trazendo o que este canto invade e cessa.
O mar que nesta areia morre e cessa
O tempo e aproxima do seu fim
Gerando o quanto pude acreditar
Presumo o meu cenário e sendo assim
Traçando o quanto resta em esperança
Ditando o que este mundo já procura
A luta desdenhando uma procura
No fundo não se tenta e não mais cessa
Restando ao sonhador uma esperança
E quando preconizo o duro fim
O todo se desenha sempre assim
E impede que inda possa acreditar.
Pudesse acreditar no que procura
E tendo sempre assim o quanto cessa
Bebendo no meu fim esta esperança.
MARCOS LOURES
PARAÍSOS
PARAÍSOS
Teu sexo perfumado e tão gostoso,
Exposto nesta noite, acesa a chama.
Escondes um segredo mavioso
Na chave deste cofre que reclama.
Recebo em raro aroma, glória plena,
E vago sem destino nos lençóis,
A mão que me acarinha cedo acena,
No gozo deste gosto de mil sóis
Na doce framboesa que desfruto,
Amoras em teus lábios, sedução.
Meus olhos te vasculham, vou astuto;
Tuas romãs divinas, tentações...
Serpente ,te agradeço num sorriso,
A porta que me abriste, paraíso...
MARCOS LOURES
Teu sexo perfumado e tão gostoso,
Exposto nesta noite, acesa a chama.
Escondes um segredo mavioso
Na chave deste cofre que reclama.
Recebo em raro aroma, glória plena,
E vago sem destino nos lençóis,
A mão que me acarinha cedo acena,
No gozo deste gosto de mil sóis
Na doce framboesa que desfruto,
Amoras em teus lábios, sedução.
Meus olhos te vasculham, vou astuto;
Tuas romãs divinas, tentações...
Serpente ,te agradeço num sorriso,
A porta que me abriste, paraíso...
MARCOS LOURES
REAMAR
REAMAR
Inundando esta imensa vastidão
De toda uma esperança, reamar.
Na força da enorme da paixão,
A cada novo sonho te encontrar.
Bebendo desta luz em explosão,
Navego tão profundo e belo mar,
Nos vórtices mais altos, coração,
Sangrando e se entregando sem pensar...
As águas tão distantes da amargura,
Se vão em cachoeiras de prazer.
Na noite tão profusa uma ternura,
Tomando pouco a pouco este meu eu,
Na luta por poder sobreviver,
A força deste amor já me venceu...
MARCOS LOURES
Inundando esta imensa vastidão
De toda uma esperança, reamar.
Na força da enorme da paixão,
A cada novo sonho te encontrar.
Bebendo desta luz em explosão,
Navego tão profundo e belo mar,
Nos vórtices mais altos, coração,
Sangrando e se entregando sem pensar...
As águas tão distantes da amargura,
Se vão em cachoeiras de prazer.
Na noite tão profusa uma ternura,
Tomando pouco a pouco este meu eu,
Na luta por poder sobreviver,
A força deste amor já me venceu...
MARCOS LOURES
SOLITÁRIO
SOLITÁRIO
Cismando pelas ruas, solitário,
Recebo o vento amargo da ilusão...
A vida vai expondo o meu calvário
Formado pelos braços da paixão.
Amar assim demais é temerário,
Dizia a sábia voz do coração.
Amor que não respeita calendário,
Causando a cada dia uma explosão...
Recebo tua carta, marinheira,
Que busca em cada porto uma alegria.
Embora reconheça verdadeira
Esta emoção que dizes em teus versos.
Eu peço meu amor, bem que podia,
Deixar os outros mares tão dispersos...
MARCOS LOURES
Cismando pelas ruas, solitário,
Recebo o vento amargo da ilusão...
A vida vai expondo o meu calvário
Formado pelos braços da paixão.
Amar assim demais é temerário,
Dizia a sábia voz do coração.
Amor que não respeita calendário,
Causando a cada dia uma explosão...
Recebo tua carta, marinheira,
Que busca em cada porto uma alegria.
Embora reconheça verdadeira
Esta emoção que dizes em teus versos.
Eu peço meu amor, bem que podia,
Deixar os outros mares tão dispersos...
MARCOS LOURES
SOLITÁRIO
SOLITÁRIO
Cismando pelas ruas, solitário,
Recebo o vento amargo da ilusão...
A vida vai expondo o meu calvário
Formado pelos braços da paixão.
Amar assim demais é temerário,
Dizia a sábia voz do coração.
Amor que não respeita calendário,
Causando a cada dia uma explosão...
Recebo tua carta, marinheira,
Que busca em cada porto uma alegria.
Embora reconheça verdadeira
Esta emoção que dizes em teus versos.
Eu peço meu amor, bem que podia,
Deixar os outros mares tão dispersos...
MARCOS LOURES
Cismando pelas ruas, solitário,
Recebo o vento amargo da ilusão...
A vida vai expondo o meu calvário
Formado pelos braços da paixão.
Amar assim demais é temerário,
Dizia a sábia voz do coração.
Amor que não respeita calendário,
Causando a cada dia uma explosão...
Recebo tua carta, marinheira,
Que busca em cada porto uma alegria.
Embora reconheça verdadeira
Esta emoção que dizes em teus versos.
Eu peço meu amor, bem que podia,
Deixar os outros mares tão dispersos...
MARCOS LOURES
SEXTINA 13 BEBENDO DA ESPERANÇA
SEXTINA 13 BEBENDO DA ESPERANÇA
Bebendo da esperança cada gole
E tendo esta certeza que me move
O quanto desta vida se comprove
Gerando o que pudesse e não se tenta
Vencendo dentro da alma esta ilusão,
A morte se desenha em vã tormenta.
A noite se anuncia onde a tormenta
Trazendo ao coração a dor em gole
Moldando com terror esta ilusão
E o passo noutro rumo agora move
E sei do quanto possa e mesmo tenta
Quem nada do que teime já comprove.
Amor quando demais não se comprove
Nem mesmo se permite a tal tormenta
E quando outro caminho busca e tenta
Traçando uma emoção de gole em gole
Assim ao infinito o sonho move
E traça no final esta ilusão.
Meu passo se desenha em ilusão
E nada do que busco se comprove
Enquanto o meu caminho além se move
Vagando aonde a sorte diz tormenta
O mundo se anuncia em todo gole
A luta se demonstra e mesmo tenta.
Ainda quando o tempo vem e tenta
Vencer os erros tantos da ilusão
O todo se transforma em mero gole
E o nada a cada passo se comprove
Traçando no final esta tormenta
Que tanto nos fascina quanto move,
O passo quando além do sonho move
E ter este infinito sempre tenta
Marcando em calmaria uma tormenta
Apenas quem se dando em ilusão
No fundo nada mais busque e comprove
Ousando na esperança, um mero gole.
A vida simples gole que nos move
Enquanto já comprove o quanto tenta
Fazendo da ilusão, rara tormenta.
MARCOS LOURES
Bebendo da esperança cada gole
E tendo esta certeza que me move
O quanto desta vida se comprove
Gerando o que pudesse e não se tenta
Vencendo dentro da alma esta ilusão,
A morte se desenha em vã tormenta.
A noite se anuncia onde a tormenta
Trazendo ao coração a dor em gole
Moldando com terror esta ilusão
E o passo noutro rumo agora move
E sei do quanto possa e mesmo tenta
Quem nada do que teime já comprove.
Amor quando demais não se comprove
Nem mesmo se permite a tal tormenta
E quando outro caminho busca e tenta
Traçando uma emoção de gole em gole
Assim ao infinito o sonho move
E traça no final esta ilusão.
Meu passo se desenha em ilusão
E nada do que busco se comprove
Enquanto o meu caminho além se move
Vagando aonde a sorte diz tormenta
O mundo se anuncia em todo gole
A luta se demonstra e mesmo tenta.
Ainda quando o tempo vem e tenta
Vencer os erros tantos da ilusão
O todo se transforma em mero gole
E o nada a cada passo se comprove
Traçando no final esta tormenta
Que tanto nos fascina quanto move,
O passo quando além do sonho move
E ter este infinito sempre tenta
Marcando em calmaria uma tormenta
Apenas quem se dando em ilusão
No fundo nada mais busque e comprove
Ousando na esperança, um mero gole.
A vida simples gole que nos move
Enquanto já comprove o quanto tenta
Fazendo da ilusão, rara tormenta.
MARCOS LOURES
DESEJOS MAIS ARDENTES
DESEJOS MAIS ARDENTES
Sentir em cada toque mais ardente
Desejos que me invadem, tão vorazes.
Vontade de te ter, amar urgente,
Afetas meus sentidos, perco as bases.
Tu és audaciosa, e sempre quente.
Carinhos que me dás, demais audazes.
Na chama que flamejas se pressente
Muito além do que penso são capazes...
Na perfeição completa-se o desejo,
Fascínio que conquista e me domina.
O quanto que te quero em cada beijo
O quanto que me queres, minha amada,
A boca desenhada me alucina,
Tomando minha sorte extasiada...
MARCOS LOURES
Sentir em cada toque mais ardente
Desejos que me invadem, tão vorazes.
Vontade de te ter, amar urgente,
Afetas meus sentidos, perco as bases.
Tu és audaciosa, e sempre quente.
Carinhos que me dás, demais audazes.
Na chama que flamejas se pressente
Muito além do que penso são capazes...
Na perfeição completa-se o desejo,
Fascínio que conquista e me domina.
O quanto que te quero em cada beijo
O quanto que me queres, minha amada,
A boca desenhada me alucina,
Tomando minha sorte extasiada...
MARCOS LOURES
SONHOS DE MENINO
SONHOS DE MENINO
Falando deste sonho de moleque
Que soube ser feliz por certo tempo.
A vida vai se abrindo em frágil leque
E nega, por instantes, passatempo.
Carrego no meu peito tal saudade
Das coisas que não fiz, nem mesmo quis.
Agora a noite impede a claridade,
Mas mesmo assim percebo ser feliz.
Por ter essa morena, amor demais,
Rainha dos meus dias de criança.
Amar é descobrir que a vida traz
Além de uma verdade em aliança
Um canto benfazejo de alegria,
Amor que se faz festa todo dia...
MARCOS LOURES
Falando deste sonho de moleque
Que soube ser feliz por certo tempo.
A vida vai se abrindo em frágil leque
E nega, por instantes, passatempo.
Carrego no meu peito tal saudade
Das coisas que não fiz, nem mesmo quis.
Agora a noite impede a claridade,
Mas mesmo assim percebo ser feliz.
Por ter essa morena, amor demais,
Rainha dos meus dias de criança.
Amar é descobrir que a vida traz
Além de uma verdade em aliança
Um canto benfazejo de alegria,
Amor que se faz festa todo dia...
MARCOS LOURES
MEUS TRISTES OLHOS
MEUS TRISTES OLHOS
Eu trago para ti meus tristes olhos,
Marcados pelas dores do passado,
As flores prometidas, morrem molhos
Meu medo sempre foi bem demarcado.
Pastores colocaram tais antolhos,
Negando uma visão, não tenho lado,
Sobrando a plantação destes abrolhos
Do amor sempre distante, destroçado.
Mas trago meu olhar, Senhor meu Pai,
Apenas o que tenho nesta vida.
Se a tarde em desespero sempre cai,
Amigos que plantei nao os colhi,
Por isso meu amigo, em despedida,
Tu és a redenção que recebi...
MARCOS LOURES
Eu trago para ti meus tristes olhos,
Marcados pelas dores do passado,
As flores prometidas, morrem molhos
Meu medo sempre foi bem demarcado.
Pastores colocaram tais antolhos,
Negando uma visão, não tenho lado,
Sobrando a plantação destes abrolhos
Do amor sempre distante, destroçado.
Mas trago meu olhar, Senhor meu Pai,
Apenas o que tenho nesta vida.
Se a tarde em desespero sempre cai,
Amigos que plantei nao os colhi,
Por isso meu amigo, em despedida,
Tu és a redenção que recebi...
MARCOS LOURES
sexta-feira, 29 de junho de 2012
CADA VERSO
CADA VERSO
Tomando cada verso como espelho
De um dia que sonhara e nunca veio.
Na vida não ouvi sequer conselho,
Seguindo cada passo sem receio.
Um amuleto trago, um céu vermelho,
Usando a liberdade como um meio,
Eu não irei meter o meu bedelho
Aberto o coração, num devaneio...
Do medo em que emergi, nada mais trago
Nem mesmo a solidão traz dor e pranto.
De tudo o que vivi sobrou o estrago
Dos olhos esquecidos sobre a mesa,
Amiga, não permita que este canto
Te torne bem mais frágil e indefesa...
MARCOS LOURES
Tomando cada verso como espelho
De um dia que sonhara e nunca veio.
Na vida não ouvi sequer conselho,
Seguindo cada passo sem receio.
Um amuleto trago, um céu vermelho,
Usando a liberdade como um meio,
Eu não irei meter o meu bedelho
Aberto o coração, num devaneio...
Do medo em que emergi, nada mais trago
Nem mesmo a solidão traz dor e pranto.
De tudo o que vivi sobrou o estrago
Dos olhos esquecidos sobre a mesa,
Amiga, não permita que este canto
Te torne bem mais frágil e indefesa...
MARCOS LOURES
SEXTINA 12 BLINDANDO O MEU CAMINHO
SEXTINA 12 BLINDANDO O MEU CAMINHO
Blindando o meu caminho com a sorte
Que tantas vezes dita a solidão
Os ermos de quem sabe e não reluta
Encontram nos meus olhos o vazio
E sei dos passos vagos noite afora,
Marcando com terror o que foi meu.
O mundo que eu buscara inteiro meu
Já não mais poderia ter a sorte
E nisto se imagina tempo afora
Trazendo no final a solidão
E o quanto resta dita do vazio,
Porém quem mais porfia não reluta.
A vida na verdade ora reluta
E sabe do cenário tolo e meu
Deixando no meu peito este vazio
Que possa dominar a própria sorte
Mudando com ternura a solidão
E o tempo se desenha mundo afora,
O quanto me restara, vida afora
Traduz o quanto o passo não reluta
E dita este caminho em solidão
Moldando este cenário todo meu
E a luta desenhando a frágil sorte
Deixando o meu caminho mais vazio.
O dia se tornando mais vazio
Cenário se repete mundo afora
E o quanto poderia ser a sorte
Aos poucos sem defesas já reluta
E o todo imaginado outrora meu
Expressa no final a solidão.
A vida desenhando em solidão
O mundo sem sentido e mais vazio
O tanto quanto pude e não foi meu
Seguindo sem sentido estrada afora
O passo na verdade não reluta
E conta simplesmente com a sorte.
Ainda nesta sorte a solidão
Por vezes não reluta e traz vazio
Deixando vida afora o que quis meu.
MARCOS LOURES
Blindando o meu caminho com a sorte
Que tantas vezes dita a solidão
Os ermos de quem sabe e não reluta
Encontram nos meus olhos o vazio
E sei dos passos vagos noite afora,
Marcando com terror o que foi meu.
O mundo que eu buscara inteiro meu
Já não mais poderia ter a sorte
E nisto se imagina tempo afora
Trazendo no final a solidão
E o quanto resta dita do vazio,
Porém quem mais porfia não reluta.
A vida na verdade ora reluta
E sabe do cenário tolo e meu
Deixando no meu peito este vazio
Que possa dominar a própria sorte
Mudando com ternura a solidão
E o tempo se desenha mundo afora,
O quanto me restara, vida afora
Traduz o quanto o passo não reluta
E dita este caminho em solidão
Moldando este cenário todo meu
E a luta desenhando a frágil sorte
Deixando o meu caminho mais vazio.
O dia se tornando mais vazio
Cenário se repete mundo afora
E o quanto poderia ser a sorte
Aos poucos sem defesas já reluta
E o todo imaginado outrora meu
Expressa no final a solidão.
A vida desenhando em solidão
O mundo sem sentido e mais vazio
O tanto quanto pude e não foi meu
Seguindo sem sentido estrada afora
O passo na verdade não reluta
E conta simplesmente com a sorte.
Ainda nesta sorte a solidão
Por vezes não reluta e traz vazio
Deixando vida afora o que quis meu.
MARCOS LOURES
PELA ESTRADA DA VIDA
PELA ESTRADA DA VIDA
Pela estrada da vida caminhando,
Levando uma alegria benfazeja.
Pergunto-te querida, como e quando
Terás todo este sonho que deseja.
Os dias pelas ruas desfiando,
No céu que te bendisse e te azuleja
Nas cores e nos brilhos te tomando,
Além do que se quer e se preveja...
Amor que te domina e te refaz,
Na aurora desta vida que cumpriste.
Mostrando o sonho intenso e mais voraz,
Calando a velha dor de não ter sido,
Sorrindo quando ocultas o ser triste
Que vai a cada dia, adormecido...
MARCOS LOURES
Pela estrada da vida caminhando,
Levando uma alegria benfazeja.
Pergunto-te querida, como e quando
Terás todo este sonho que deseja.
Os dias pelas ruas desfiando,
No céu que te bendisse e te azuleja
Nas cores e nos brilhos te tomando,
Além do que se quer e se preveja...
Amor que te domina e te refaz,
Na aurora desta vida que cumpriste.
Mostrando o sonho intenso e mais voraz,
Calando a velha dor de não ter sido,
Sorrindo quando ocultas o ser triste
Que vai a cada dia, adormecido...
MARCOS LOURES
TEU NOME
TEU NOME
Eu vi teu nome exposto na manchete
De todos os jornais e nas revistas.
A foto da nudez que se repete
A deusa principal entre os artistas.
Lembrando o carnaval, tanto confete,
Bebendo teu suor, antigas listas.
Nas cenas já mudaste teu esquete,
Dançaste teu amor em outras pistas.
Dormiste no passado, sem futuro,
Mas foste toda minha, não o negues.
Tomamos caipirinhas, chão tão duro...
Embora outros caminhos já navegues,
Na cama que escolhemos, lua cheia...
Teu nome... Foto exposta... Inda clareia...
MARCOS LOURES
Eu vi teu nome exposto na manchete
De todos os jornais e nas revistas.
A foto da nudez que se repete
A deusa principal entre os artistas.
Lembrando o carnaval, tanto confete,
Bebendo teu suor, antigas listas.
Nas cenas já mudaste teu esquete,
Dançaste teu amor em outras pistas.
Dormiste no passado, sem futuro,
Mas foste toda minha, não o negues.
Tomamos caipirinhas, chão tão duro...
Embora outros caminhos já navegues,
Na cama que escolhemos, lua cheia...
Teu nome... Foto exposta... Inda clareia...
MARCOS LOURES
NUNCA É TARDE?
NUNCA É TARDE?
Nunca é tarde.
Arde a tarde
Adunca e fria.
Se espanca o medo
Segredo chega
Arranha a sala
E mostra os dentes.
Se estou não vês
Se vês não vou
Se vou não cabe
Se cabe não sou
Se sou, estou?
Nada...
Sou resto.
Empresto o sorriso
E vejo o retrato
Espelho e pele
Compele a ti.
Amor romã
Que a mão
Me deu
Se busco
Ofusco,tão brusco
No lusco-fusco
Que a tarde traz
Ardendo
A tarde,
Arde.
Quem há de?
Amor...
MARCOS LOURES
Nunca é tarde.
Arde a tarde
Adunca e fria.
Se espanca o medo
Segredo chega
Arranha a sala
E mostra os dentes.
Se estou não vês
Se vês não vou
Se vou não cabe
Se cabe não sou
Se sou, estou?
Nada...
Sou resto.
Empresto o sorriso
E vejo o retrato
Espelho e pele
Compele a ti.
Amor romã
Que a mão
Me deu
Se busco
Ofusco,tão brusco
No lusco-fusco
Que a tarde traz
Ardendo
A tarde,
Arde.
Quem há de?
Amor...
MARCOS LOURES
SEXTINA 11 - UM CANTO DIVERSO
SEXTINA 11 - UM CANTO DIVERSO
O canto se pudera ser diverso
Gerando novo mundo dentro em mim
O corte se aproxima no final
E gera outro momento aonde pude
Vencer o descaminho mais atroz
E nada se fizesse aonde eu quis.
O todo que em verdade sempre quis
E nisto caminhando em tal diverso
Cenário aonde possa mesmo atroz
Vagando o quanto resta dentro em mim
E sei desta ilusão além e pude
Trazer a embarcação neste final,
O passo se aproxima do final
E nada do que tanto sempre eu quis
Gerasse muito mais do que já pude
E quando se aproxima mais diverso
Tramando o quanto resta dentro em mim
Expressa o descaminho mais atroz,
A sorte se aproxima e sendo atroz
Trazendo esta alegria no final
Ainda que vivesse dentro em mim
Ditando o quanto quero ou mesmo quis
Num ato sem sentido e até diverso
Dizendo amor que busco e já não pude.
Apenas na verdade nada pude
Seguindo este caminho em passo atroz
E quando me imagino mais diverso
Meu rumo se mostrando no final
Vivendo com ternura o que mais quis
Trazendo este desejo dentro em mim,
Aprendo com vigor o quanto em mim
Dizendo na verdade o que mais pude
Cerzindo esta alegria aonde eu quis
Embora o mundo seja mais atroz,
Prevendo com certeza este final
Num ato sem sentido ou mais diverso
E quanto estou diverso até de mim
Preparo no final o amor que pude
A sorte mais atroz jamais eu quis.
MARCOS LOURES
O canto se pudera ser diverso
Gerando novo mundo dentro em mim
O corte se aproxima no final
E gera outro momento aonde pude
Vencer o descaminho mais atroz
E nada se fizesse aonde eu quis.
O todo que em verdade sempre quis
E nisto caminhando em tal diverso
Cenário aonde possa mesmo atroz
Vagando o quanto resta dentro em mim
E sei desta ilusão além e pude
Trazer a embarcação neste final,
O passo se aproxima do final
E nada do que tanto sempre eu quis
Gerasse muito mais do que já pude
E quando se aproxima mais diverso
Tramando o quanto resta dentro em mim
Expressa o descaminho mais atroz,
A sorte se aproxima e sendo atroz
Trazendo esta alegria no final
Ainda que vivesse dentro em mim
Ditando o quanto quero ou mesmo quis
Num ato sem sentido e até diverso
Dizendo amor que busco e já não pude.
Apenas na verdade nada pude
Seguindo este caminho em passo atroz
E quando me imagino mais diverso
Meu rumo se mostrando no final
Vivendo com ternura o que mais quis
Trazendo este desejo dentro em mim,
Aprendo com vigor o quanto em mim
Dizendo na verdade o que mais pude
Cerzindo esta alegria aonde eu quis
Embora o mundo seja mais atroz,
Prevendo com certeza este final
Num ato sem sentido ou mais diverso
E quanto estou diverso até de mim
Preparo no final o amor que pude
A sorte mais atroz jamais eu quis.
MARCOS LOURES
quinta-feira, 28 de junho de 2012
SEXTINA 10 JOGADO SOBRE AS PEDRAS
SEXTINA 10 JOGADO SOBRE AS PEDRAS
Jogado sobre as pedras deste cais
Já não comportaria qualquer sonho
E vejo apenas isso, o mais audaz
Momento entre diversos que pudesse
No encanto de quem ama e se transforma
A forma mais vulgar e mais temida.
A sina tantas vezes tão temida
E o mundo se afastando deste cais
O quanto na verdade se transforma
E traz este caminho aonde eu sonho
E quando finalmente se pudesse
Talvez ainda fosse mais audaz
Meu passo noutro rumo quando audaz
Expressa a realidade mais temida
E o todo na verdade já pudesse
Ousar sentir no olhar um manso cais
E nisto com certeza tento e sonho
E a vida noutro engano se transforma,
O manto da ilusão já me transforma
E traça esta certeza mais audaz
E quando me tocando em claro sonho
Aquela que pudesse ser temida
Trazendo com ternura o barco ao cais
Aonde descansar tanto pudesse.
Ainda que meu mundo não pudesse
Enquanto a própria vida nos transforma
Provoca a derrocada aquém do cais
Naufrágio da esperança ainda audaz
E nisto outra verdade mais temida
Gerando após o nada um velho sonho.
E quanto no final encontro um sonho,
E nesta sensação inda pudesse
Tramando esta verdade mais temida
Enquanto o dia a dia se transforma
Num dia mais suave e mesmo audaz
Trazendo em seu olhar o porto e o cais.
O todo deste cais traduz um sonho
Aonde fosse audaz e já pudesse
E sempre se transforma até temida.
MARCOS LOURES
Jogado sobre as pedras deste cais
Já não comportaria qualquer sonho
E vejo apenas isso, o mais audaz
Momento entre diversos que pudesse
No encanto de quem ama e se transforma
A forma mais vulgar e mais temida.
A sina tantas vezes tão temida
E o mundo se afastando deste cais
O quanto na verdade se transforma
E traz este caminho aonde eu sonho
E quando finalmente se pudesse
Talvez ainda fosse mais audaz
Meu passo noutro rumo quando audaz
Expressa a realidade mais temida
E o todo na verdade já pudesse
Ousar sentir no olhar um manso cais
E nisto com certeza tento e sonho
E a vida noutro engano se transforma,
O manto da ilusão já me transforma
E traça esta certeza mais audaz
E quando me tocando em claro sonho
Aquela que pudesse ser temida
Trazendo com ternura o barco ao cais
Aonde descansar tanto pudesse.
Ainda que meu mundo não pudesse
Enquanto a própria vida nos transforma
Provoca a derrocada aquém do cais
Naufrágio da esperança ainda audaz
E nisto outra verdade mais temida
Gerando após o nada um velho sonho.
E quanto no final encontro um sonho,
E nesta sensação inda pudesse
Tramando esta verdade mais temida
Enquanto o dia a dia se transforma
Num dia mais suave e mesmo audaz
Trazendo em seu olhar o porto e o cais.
O todo deste cais traduz um sonho
Aonde fosse audaz e já pudesse
E sempre se transforma até temida.
MARCOS LOURES
BRINQUEDOS DE MOLEQUE
BRINQUEDOS DE MOLEQUE
Mal sabes dos brinquedos do moleque
Que faz neste meu peito um tiro ao alvo.
Aos borbotões caminhos traz em leque,
Em todos eles, sigo e já me salvo
Das dores insensatas da amargura,
Maltrata enquanto trata, mata e cura.
Trazendo o coração em sobressalto,
Prenúncio de um infarto ou de um derrame.
Às vezes quer plantar em quente asfalto
Em outras predispõe sempre ao vexame.
Que faço com as flechas deste arqueiro?
Garoto tão traquinas, feiticeiro...
MARCOS LOURES
Mal sabes dos brinquedos do moleque
Que faz neste meu peito um tiro ao alvo.
Aos borbotões caminhos traz em leque,
Em todos eles, sigo e já me salvo
Das dores insensatas da amargura,
Maltrata enquanto trata, mata e cura.
Trazendo o coração em sobressalto,
Prenúncio de um infarto ou de um derrame.
Às vezes quer plantar em quente asfalto
Em outras predispõe sempre ao vexame.
Que faço com as flechas deste arqueiro?
Garoto tão traquinas, feiticeiro...
MARCOS LOURES
VÍCIOS E PECADOS
VÍCIOS E PECADOS
Tu sabes dos meus vícios e pecados,
Meus erros são enormes, disso eu sei.
Que faço se na lua estão meus fados;
Eu juro, meu amor, até tentei,
Mas nada adiantou, alma cigana
Se perde sem remédios, e se engana
Na busca do infinito, vai sem rumo.
Vagando entre as estrelas, nada tem.
Quem sabe, com o tempo, venha o prumo
E possa me entregar ao nosso bem.
Assim enfim felizes, viveremos
Na paz que precisamos e queremos...
MARCOS LOURES
Tu sabes dos meus vícios e pecados,
Meus erros são enormes, disso eu sei.
Que faço se na lua estão meus fados;
Eu juro, meu amor, até tentei,
Mas nada adiantou, alma cigana
Se perde sem remédios, e se engana
Na busca do infinito, vai sem rumo.
Vagando entre as estrelas, nada tem.
Quem sabe, com o tempo, venha o prumo
E possa me entregar ao nosso bem.
Assim enfim felizes, viveremos
Na paz que precisamos e queremos...
MARCOS LOURES
VENHA E DEVORE
VENHA E DEVORE
Embaraço a visão quando te vejo
Nas ruas caminhando, passos lentos.
Demonstro, de repente meu desejo
Tomando para mim teus pensamentos
Na maçã destas formas, relampejo,
Nos azuis de teus olhos, por momentos
Sinto o poder celeste do azulejo
Num fascínio divino, tantos ventos.
Nos teus lábios trajetos para o céu,
Neste rubor delitos prometidos.
Sangrando meu fascínio abelha e mel,
Fome extasiante desde agora,
Tomando e lacerando meus sentidos,
Eu peço: por favor, venha e devora!
MARCOS LOURES
Embaraço a visão quando te vejo
Nas ruas caminhando, passos lentos.
Demonstro, de repente meu desejo
Tomando para mim teus pensamentos
Na maçã destas formas, relampejo,
Nos azuis de teus olhos, por momentos
Sinto o poder celeste do azulejo
Num fascínio divino, tantos ventos.
Nos teus lábios trajetos para o céu,
Neste rubor delitos prometidos.
Sangrando meu fascínio abelha e mel,
Fome extasiante desde agora,
Tomando e lacerando meus sentidos,
Eu peço: por favor, venha e devora!
MARCOS LOURES
Amor e lágrimas.
Amor e lágrimas.
Não deixe de brincar comigo amor,
As tuas brincadeiras me fazem o mal que necessito.
Por vezes a vontade de morrer
É maior que todo o mar que já chorei.
Não vou ficar me iludindo
Com versos que não sinto,
Cantar amor e felicidade
Quando a alma entra em pânico?
Hipocrisia
E isso é poesia
Vale por um dia
E talvez a vida inteira
Amiga e companheira
Que mente e tanto omite
Que nada mais que se pinte
Nas estrelas deste nosso mar
Que possa me dizer de teu amor
Que morreu sem ao menos começar.
Agora pegue meu braço e vamos dançar
A praça nos espera e não gosta de esperar.
Rodando nessa noite
A noite pede roda
A roda do meu mundo
Segundo que não sinto
Sentindo tua mão
O não prediz o sim,
Assim a noite roda
Nas rodas desta saia
Tanta vida que atrapalha
A morena de dançar
A dança que não sabia
Se viesse ou se veria
Severina como a vida
Severa como a esperança
Que de novo entra na dança
E não para de rodar.
Roda tempo roda mundo
Um coração vagabundo
Procura consentimento
De teu manso sentimento
Sentidos e serventias
Nas serpentinas da alma
Que nada mais acalma
Nem vontade de chegar
Ao sol, ao teu luar
E a emoção que se trama
Deitando na tua cama.
Com vontade de morrer.
Morrer de amor que não veio
No canto desta emboscada
Que, no fundo, deu em nada
A não ser na madrugada
Na mesa deste boteco
Amor fazendo eco
Perdeu o repeteco
Agora?
E agora amor?
MARCOS LOURES
Não deixe de brincar comigo amor,
As tuas brincadeiras me fazem o mal que necessito.
Por vezes a vontade de morrer
É maior que todo o mar que já chorei.
Não vou ficar me iludindo
Com versos que não sinto,
Cantar amor e felicidade
Quando a alma entra em pânico?
Hipocrisia
E isso é poesia
Vale por um dia
E talvez a vida inteira
Amiga e companheira
Que mente e tanto omite
Que nada mais que se pinte
Nas estrelas deste nosso mar
Que possa me dizer de teu amor
Que morreu sem ao menos começar.
Agora pegue meu braço e vamos dançar
A praça nos espera e não gosta de esperar.
Rodando nessa noite
A noite pede roda
A roda do meu mundo
Segundo que não sinto
Sentindo tua mão
O não prediz o sim,
Assim a noite roda
Nas rodas desta saia
Tanta vida que atrapalha
A morena de dançar
A dança que não sabia
Se viesse ou se veria
Severina como a vida
Severa como a esperança
Que de novo entra na dança
E não para de rodar.
Roda tempo roda mundo
Um coração vagabundo
Procura consentimento
De teu manso sentimento
Sentidos e serventias
Nas serpentinas da alma
Que nada mais acalma
Nem vontade de chegar
Ao sol, ao teu luar
E a emoção que se trama
Deitando na tua cama.
Com vontade de morrer.
Morrer de amor que não veio
No canto desta emboscada
Que, no fundo, deu em nada
A não ser na madrugada
Na mesa deste boteco
Amor fazendo eco
Perdeu o repeteco
Agora?
E agora amor?
MARCOS LOURES
A VIDA ME LEVANDO
A VIDA ME LEVANDO
A vida me levando na corrente
Que sempre traz a sorte que Deus quer,
Às vezes infeliz, outras contente,
Na espera do que der, do que vier.
Qual a folha caída em correnteza
Na chuva que não pára de cair,
Levado pela vaga em incerteza
Sem nada que me impeça de seguir.
Sou esmo, sou sem nexo, um eremita
Que teme toda a luz que se aproxima.
A sorte tão distante não se agita
Restando-me buscar somente a rima
Que faça da amizade uma esperança
De noite diferente, em plena dança...
MARCOS LOURES
A vida me levando na corrente
Que sempre traz a sorte que Deus quer,
Às vezes infeliz, outras contente,
Na espera do que der, do que vier.
Qual a folha caída em correnteza
Na chuva que não pára de cair,
Levado pela vaga em incerteza
Sem nada que me impeça de seguir.
Sou esmo, sou sem nexo, um eremita
Que teme toda a luz que se aproxima.
A sorte tão distante não se agita
Restando-me buscar somente a rima
Que faça da amizade uma esperança
De noite diferente, em plena dança...
MARCOS LOURES
NOS TEUS BRAÇOS
NOS TEUS BRAÇOS
Sentir-me enlouquecendo nos teus braços
fosse uma tenaz a me prender.
Rompendo sem limites os espaços
Profundos, delicados, do teu ser...
Vasculho teus caminhos, belos traços.
No amor que a gente gosta de fazer
Unindo nossos corpos, firmes laços
Que explodem num segundo de prazer...
Ouvir a tua voz rouca e macia,
Na lúbrica vontade, entorpecente.
Até que a noite traga um outro dia
Flagrando-te deitado em teu regaço,
E o sol já nos convide novamente
Matando nossa fome, sem cansaço...
MARCOS LOURES
Sentir-me enlouquecendo nos teus braços
fosse uma tenaz a me prender.
Rompendo sem limites os espaços
Profundos, delicados, do teu ser...
Vasculho teus caminhos, belos traços.
No amor que a gente gosta de fazer
Unindo nossos corpos, firmes laços
Que explodem num segundo de prazer...
Ouvir a tua voz rouca e macia,
Na lúbrica vontade, entorpecente.
Até que a noite traga um outro dia
Flagrando-te deitado em teu regaço,
E o sol já nos convide novamente
Matando nossa fome, sem cansaço...
MARCOS LOURES
A CADA INSTANTE
A CADA INSTANTE
Poder te desejar a cada instante
Ardentes, as palavras que me dizes,
Tocando o teu prazer inebriante
Qual fossemos crianças, aprendizes...
Na fome que me torna um navegante,
Buscado a proteção, velhas marquises,
Mergulho no teu corpo, delirante,
E somos como nunca, tão felizes...
Abrindo tua blusa, à luz da lua,
Beijando cada seio, devagar,
Aos poucos vais ficando toda nua...
No fogo do desejo, de repente,
Consigo num segundo desculpar
Àquela seduzida p’la serpente...
MARCOS LOURES
Poder te desejar a cada instante
Ardentes, as palavras que me dizes,
Tocando o teu prazer inebriante
Qual fossemos crianças, aprendizes...
Na fome que me torna um navegante,
Buscado a proteção, velhas marquises,
Mergulho no teu corpo, delirante,
E somos como nunca, tão felizes...
Abrindo tua blusa, à luz da lua,
Beijando cada seio, devagar,
Aos poucos vais ficando toda nua...
No fogo do desejo, de repente,
Consigo num segundo desculpar
Àquela seduzida p’la serpente...
MARCOS LOURES
ENFRENTAR A TRAIÇÃO
ENFRENTAR A TRAIÇÃO
Às vezes é preciso nervos de aço
Para enfrentar assim, a traição...
Parece que perdemos um pedaço
Daquilo que se fora coração...
Sentindo que me negas teu abraço
Depois de termos tido tal paixão
Percebo que da vida, em meu cansaço,
Somente sobrará um triste não...
Agora que te vejo pelas ruas
Andando bar em bar lembro meu bem;
Deitada em minha cama, carnes nuas...
E sinto uma vontade de morrer,
Talvez assim quem sabe, poder ter
A paz que procurei e nunca vem...
Feito baseado em Nervos de Aço Lupiscínio Rodrigues
MARCOS LOURES
Às vezes é preciso nervos de aço
Para enfrentar assim, a traição...
Parece que perdemos um pedaço
Daquilo que se fora coração...
Sentindo que me negas teu abraço
Depois de termos tido tal paixão
Percebo que da vida, em meu cansaço,
Somente sobrará um triste não...
Agora que te vejo pelas ruas
Andando bar em bar lembro meu bem;
Deitada em minha cama, carnes nuas...
E sinto uma vontade de morrer,
Talvez assim quem sabe, poder ter
A paz que procurei e nunca vem...
Feito baseado em Nervos de Aço Lupiscínio Rodrigues
MARCOS LOURES
FALE O QUE QUISER
FALE O QUE QUISER
Pode falar de mim o que quiser.
Qual fosse um marginal sem ter saída,
Meus olhos estarão onde estiver
Esta ilusão do amor, que é tão querida...
Vivendo da maneira que puder,
Sangrando sempre a dor da despedida,
Vibrando neste corpo de mulher
Assim irei levando a minha vida.
A corrente carrega e me transporta
Sem sequer perguntar se sou feliz...
Mas eu prefiro ser a folha morta
Abandonada neste velho rio
Do que ser tão somente um aprendiz
Que morre, devagar, triste e vazio...
MARCOS LOURES
Pode falar de mim o que quiser.
Qual fosse um marginal sem ter saída,
Meus olhos estarão onde estiver
Esta ilusão do amor, que é tão querida...
Vivendo da maneira que puder,
Sangrando sempre a dor da despedida,
Vibrando neste corpo de mulher
Assim irei levando a minha vida.
A corrente carrega e me transporta
Sem sequer perguntar se sou feliz...
Mas eu prefiro ser a folha morta
Abandonada neste velho rio
Do que ser tão somente um aprendiz
Que morre, devagar, triste e vazio...
MARCOS LOURES
SE SOUBESSEM...
SE SOUBESSEM...
Ah! Se soubessem, moços, o que eu sei...
Jamais se deixariam mais levar
Por todos estes sonhos que sonhei
Além desta esperança, naufragar...
Amores são farsantes, eu provei
Do gosto da saudade a me amargar.
Depois de tanto tempo, me entreguei
E somente essa mágoa a me tocar...
Amores mentirosos... Pobres moços...
Afastam-se do sol, buscam infernos.
Acreditam viver raros colossos,
Depois, somente a dor por herança;
Quem quiser se aquecer em pleno inverno,
Esqueça estes amores da lembrança...
MARCOS LOURES
Ah! Se soubessem, moços, o que eu sei...
Jamais se deixariam mais levar
Por todos estes sonhos que sonhei
Além desta esperança, naufragar...
Amores são farsantes, eu provei
Do gosto da saudade a me amargar.
Depois de tanto tempo, me entreguei
E somente essa mágoa a me tocar...
Amores mentirosos... Pobres moços...
Afastam-se do sol, buscam infernos.
Acreditam viver raros colossos,
Depois, somente a dor por herança;
Quem quiser se aquecer em pleno inverno,
Esqueça estes amores da lembrança...
MARCOS LOURES
VAI PERDIDA
VAI PERDIDA
Na caça pela casa que não vem
Depois de tanta curva, verso e lua.
Chegança de mais nada nem ninguém
Apenas a beleza exposta e nua
Na calçada do nada. Pego o trem;
Velha senha esquecida, continua
Estrada tão extrema sem alguém
Deitada sobre as pedras desta rua.
Deixar amor crescer e ser mais forte,
Beirando este caminho já sem volta.
Ao refazer o pão tramando a morte.
Ao se tornar o vinho entorna a vida.
No sangue que não causa mais revolta,
A noite das estrelas vai perdida...
MARCOS LOURES
Na caça pela casa que não vem
Depois de tanta curva, verso e lua.
Chegança de mais nada nem ninguém
Apenas a beleza exposta e nua
Na calçada do nada. Pego o trem;
Velha senha esquecida, continua
Estrada tão extrema sem alguém
Deitada sobre as pedras desta rua.
Deixar amor crescer e ser mais forte,
Beirando este caminho já sem volta.
Ao refazer o pão tramando a morte.
Ao se tornar o vinho entorna a vida.
No sangue que não causa mais revolta,
A noite das estrelas vai perdida...
MARCOS LOURES
SEXTINA 9 MEU CANTO
SEXTINA 9 MEU CANTO
Meu canto se desenha em novo fato
E bebo em fortes goles a esperança
O quanto poderia e nada trago
Vencendo o dia a dia mais dorido,
Meu passo se resume no vazio
E tanto quanto possa noutro rumo.
Seara se desenha em novo rumo
E o quanto poderia neste fato
Gerar além do todo ou do vazio
E nada mais pudesse esta esperança
Apenas num momento dolorido
E deste caminhar meu canto eu trago.
Meu mundo com certeza sempre trago
E sigo sem temor o quanto rumo
E trago este cenário dolorido
Ousando constatar a cada fato
Restando tão somente esta esperança
Tramando o meu cenário mais vazio.
O quanto se imagina este vazio
Trazendo o que deveras tento e trago
Marcando com delírio esta esperança
E quando em direção ao bem eu rumo
Expresso este momento e neste fato
Embora o mundo seja dolorido.
O preço mais salgado e dolorido
Trazendo dentro da alma este vazio
E nisto se constata cada fato
E o medo na verdade não mais trago
Moldando com firmeza um cais, um rumo
E vejo mais distante uma esperança.
Meu tempo desenhado em esperança
Embora o meu momento dolorido
Tramando na verdade um novo rumo
Apenas me sobrando este vazio
E o todo se traduz a cada trago
Mostrando com firmeza um raro fato.
E quando deste fato uma esperança
Ainda mesmo trago dolorido
O sonho em esperança está vazio...
MARCOS LOURES
Meu canto se desenha em novo fato
E bebo em fortes goles a esperança
O quanto poderia e nada trago
Vencendo o dia a dia mais dorido,
Meu passo se resume no vazio
E tanto quanto possa noutro rumo.
Seara se desenha em novo rumo
E o quanto poderia neste fato
Gerar além do todo ou do vazio
E nada mais pudesse esta esperança
Apenas num momento dolorido
E deste caminhar meu canto eu trago.
Meu mundo com certeza sempre trago
E sigo sem temor o quanto rumo
E trago este cenário dolorido
Ousando constatar a cada fato
Restando tão somente esta esperança
Tramando o meu cenário mais vazio.
O quanto se imagina este vazio
Trazendo o que deveras tento e trago
Marcando com delírio esta esperança
E quando em direção ao bem eu rumo
Expresso este momento e neste fato
Embora o mundo seja dolorido.
O preço mais salgado e dolorido
Trazendo dentro da alma este vazio
E nisto se constata cada fato
E o medo na verdade não mais trago
Moldando com firmeza um cais, um rumo
E vejo mais distante uma esperança.
Meu tempo desenhado em esperança
Embora o meu momento dolorido
Tramando na verdade um novo rumo
Apenas me sobrando este vazio
E o todo se traduz a cada trago
Mostrando com firmeza um raro fato.
E quando deste fato uma esperança
Ainda mesmo trago dolorido
O sonho em esperança está vazio...
MARCOS LOURES
RUBRA LUA
RUBRA LUA
A rubra lua deita sobre nós
Seus raios em fulgores maviosos,
Enquanto noutro tom os desejosos
Ardentes olhos buscam rara foz,
Entoas emoções e mesmo após
Os templos desenhados, majestosos,
Presumem dias claros, fabulosos,
Negando o quanto a vida fora atroz,
Atrizes estelares coadjuvam,
Clarões deste infinito nos enluvam
E tornam nossa noite inigualável,
Marcasse consonância a cada instância,
Matando desde já qualquer distância
Num cântico sutil, interminável.
Marcos Loures
A rubra lua deita sobre nós
Seus raios em fulgores maviosos,
Enquanto noutro tom os desejosos
Ardentes olhos buscam rara foz,
Entoas emoções e mesmo após
Os templos desenhados, majestosos,
Presumem dias claros, fabulosos,
Negando o quanto a vida fora atroz,
Atrizes estelares coadjuvam,
Clarões deste infinito nos enluvam
E tornam nossa noite inigualável,
Marcasse consonância a cada instância,
Matando desde já qualquer distância
Num cântico sutil, interminável.
Marcos Loures
Um raro afago
Um raro afago
Espalhas teus brilhantes pelas sendas
Searas onde o tempo se anuncia
Maior do que pudera em fantasia
Enquanto outros momentos tu desvendas,
Nas ânsias mais sutis, vencendo lendas,
Ousando acreditar sem agonia,
A rua se transborda em poesia
E nisto rompes laços, tiras vendas.
Calçando com ternura cada estrada,
Em versos outras tantas quando o nada
Tornara sem sentido o que inda trago,
Versando mais um pouco, ora concebes,
A maravilha em luz de tantas sebes,
E fazes do viver um raro afago.
Marcos Loures
Espalhas teus brilhantes pelas sendas
Searas onde o tempo se anuncia
Maior do que pudera em fantasia
Enquanto outros momentos tu desvendas,
Nas ânsias mais sutis, vencendo lendas,
Ousando acreditar sem agonia,
A rua se transborda em poesia
E nisto rompes laços, tiras vendas.
Calçando com ternura cada estrada,
Em versos outras tantas quando o nada
Tornara sem sentido o que inda trago,
Versando mais um pouco, ora concebes,
A maravilha em luz de tantas sebes,
E fazes do viver um raro afago.
Marcos Loures
Fértil solo
Fértil solo
Sementes que trouxeste em fértil solo
Jogadas pelo vento da esperança
Na mansa sensação onde se lança
O tempo se mostrando sem ter dolo,
E quando num momento além assolo
O verso se moldando em tal fiança
Deixando para trás qualquer lembrança
Nem mesmo uma ilusão sequer; imolo.
Cruzando esta sidérea noite imensa
A vida a cada instante se convença
Da senda mais profícua e proveitosa,
Enquanto outro momento se avizinha,
A etérea sensação de seres minha
Eclode neste instante em que se goza.
Marcos Loures
Sementes que trouxeste em fértil solo
Jogadas pelo vento da esperança
Na mansa sensação onde se lança
O tempo se mostrando sem ter dolo,
E quando num momento além assolo
O verso se moldando em tal fiança
Deixando para trás qualquer lembrança
Nem mesmo uma ilusão sequer; imolo.
Cruzando esta sidérea noite imensa
A vida a cada instante se convença
Da senda mais profícua e proveitosa,
Enquanto outro momento se avizinha,
A etérea sensação de seres minha
Eclode neste instante em que se goza.
Marcos Loures
O cerne da questão
O cerne da questão
Tocando a minha carne, o teu desejo,
No cerne da questão, amor e paz,
E nada do que possa não se faz
Envolto pelas luas que ora vejo,
No encanto mais audaz, claro lampejo,
E sei deste cenário contumaz
E nele o quanto a vida é mais tenaz,
Traçando sem saber o quanto almejo,
Vestida desta lua imensa e bela,
A deusa se desnuda e me revela
Bem mais que algum anseio em seios túrgidos,
Lasciva se entregando sem ter freios,
Adentro o quanto sinto em devaneios,
Momentos de ternura em céus tão fúlgidos.
Marcos Loures
Tocando a minha carne, o teu desejo,
No cerne da questão, amor e paz,
E nada do que possa não se faz
Envolto pelas luas que ora vejo,
No encanto mais audaz, claro lampejo,
E sei deste cenário contumaz
E nele o quanto a vida é mais tenaz,
Traçando sem saber o quanto almejo,
Vestida desta lua imensa e bela,
A deusa se desnuda e me revela
Bem mais que algum anseio em seios túrgidos,
Lasciva se entregando sem ter freios,
Adentro o quanto sinto em devaneios,
Momentos de ternura em céus tão fúlgidos.
Marcos Loures
BRAÇOS TEUS
BRAÇOS TEUS
Morrendo entre os morenos braços teus,
Navego pelo encanto enquanto possa
Fazer do que foi meu; vontade nossa,
Sem medo do que seja algum adeus,
Ressuscitando em ti o mesmo deus
Que um dia transformando o que se apossa
Jamais me reduzisse em mera fossa,
Adoça esta ilusão e enfrento os breus,
Abrasas com as asas de quem ama,
Mostrando o quanto em rastros se fez chama
Clamando por momentos mais felizes,
E nada transcorrera sem magia,
Nem mesmo recusasse a poesia
Que em lábios e delírios tu me dizes.
Marcos Loures
Morrendo entre os morenos braços teus,
Navego pelo encanto enquanto possa
Fazer do que foi meu; vontade nossa,
Sem medo do que seja algum adeus,
Ressuscitando em ti o mesmo deus
Que um dia transformando o que se apossa
Jamais me reduzisse em mera fossa,
Adoça esta ilusão e enfrento os breus,
Abrasas com as asas de quem ama,
Mostrando o quanto em rastros se fez chama
Clamando por momentos mais felizes,
E nada transcorrera sem magia,
Nem mesmo recusasse a poesia
Que em lábios e delírios tu me dizes.
Marcos Loures
O que jamais pude
O que jamais pude
Um vento que nos toque, ardentemente,
Trazendo o quanto fora e não se vira
Depositando as tramas da mentira
E o que inda se percebe em louca mente,
Ousando acreditar no que insistente
Escusa qualquer sonho e mesmo fira
Quem busca na verdade e assim retira
A luta quando insana se apresente,
Restauro os desenganos e presumo
O tanto que pudera em mau resumo,
No rumo sem proveito, ou até rude,
Embora se mostrasse em vento e canto,
Medonha farsa dita o que quebranto
Enquanto o que me reste, eu jamais pude.
Marcos Loures
Um vento que nos toque, ardentemente,
Trazendo o quanto fora e não se vira
Depositando as tramas da mentira
E o que inda se percebe em louca mente,
Ousando acreditar no que insistente
Escusa qualquer sonho e mesmo fira
Quem busca na verdade e assim retira
A luta quando insana se apresente,
Restauro os desenganos e presumo
O tanto que pudera em mau resumo,
No rumo sem proveito, ou até rude,
Embora se mostrasse em vento e canto,
Medonha farsa dita o que quebranto
Enquanto o que me reste, eu jamais pude.
Marcos Loures
Aceito o não, ou o não aceito, aceito?
Aceito o não, ou o não aceito, aceito?
Necessitasse mais de quaisquer erros
Embora do que agora se fez meu
Sentido quando houvera se perdeu,
Deixando para frente meus enterros,
Subindo tais montanhas, altos cerros,
A morte culminando em apogeu,
O canto do que fora padeceu
Dos mesmos desenganos e desterros,
Apelo para tudo e não presumo
O quanto se pudesse neste rumo
No insumo de uma vida sem proveito,
Espero qualquer dia, mas não vem,
Assim seguindo em paz, sendo ninguém,
Encaro com brandura e o não; aceito.
Marcos Loures
Necessitasse mais de quaisquer erros
Embora do que agora se fez meu
Sentido quando houvera se perdeu,
Deixando para frente meus enterros,
Subindo tais montanhas, altos cerros,
A morte culminando em apogeu,
O canto do que fora padeceu
Dos mesmos desenganos e desterros,
Apelo para tudo e não presumo
O quanto se pudesse neste rumo
No insumo de uma vida sem proveito,
Espero qualquer dia, mas não vem,
Assim seguindo em paz, sendo ninguém,
Encaro com brandura e o não; aceito.
Marcos Loures
AINDA MATO NO PEITO E SIGO O JOGO
AINDA MATO NO PEITO E SIGO O JOGO
A pedra que atiraste; agora eu vejo,
Sequer causou estragos no telhado,
Assim embora mesmo amordaçado,
Apregoando as tramas de um desejo,
Pousando no que possa em novo ensejo
Versejo quando trago sempre alado
O velho coração acostumado,
Com todas as facetas de um lampejo.
Esbarro neste barro feito em nós,
Escarro e meu cigarro vem após
As tantas e cruéis vicissitudes,
Não quero, na verdade ser ninguém,
Somente o ser jamais ora convém,
À toa, por sinal, me desiludes.
Marcos Loures
A pedra que atiraste; agora eu vejo,
Sequer causou estragos no telhado,
Assim embora mesmo amordaçado,
Apregoando as tramas de um desejo,
Pousando no que possa em novo ensejo
Versejo quando trago sempre alado
O velho coração acostumado,
Com todas as facetas de um lampejo.
Esbarro neste barro feito em nós,
Escarro e meu cigarro vem após
As tantas e cruéis vicissitudes,
Não quero, na verdade ser ninguém,
Somente o ser jamais ora convém,
À toa, por sinal, me desiludes.
Marcos Loures
MERA APARÊNCIA?
MERA APARÊNCIA?
Acordo com o quanto fui e busco
E nada mais pudesse desde quando
O verso noutro tom se pré-moldando,
O vento mais arisco é sempre brusco,
E mesmo que isto traga o lusco fusco,
Eu quero mergulhar, até nublando
O sonho que de fato vai teimando
Em ser já de antemão, meio patusco.
Erijo o quanto exijo e sigo rastros
Deixados pelos ermos, mortos astros,
Sem lastros, sem virtude nem decência,
E quando no final se faz bom tempo,
Enquanto se desdenha o passatempo
Um novo contratempo? Uma aparência...
Marcos Loures
Acordo com o quanto fui e busco
E nada mais pudesse desde quando
O verso noutro tom se pré-moldando,
O vento mais arisco é sempre brusco,
E mesmo que isto traga o lusco fusco,
Eu quero mergulhar, até nublando
O sonho que de fato vai teimando
Em ser já de antemão, meio patusco.
Erijo o quanto exijo e sigo rastros
Deixados pelos ermos, mortos astros,
Sem lastros, sem virtude nem decência,
E quando no final se faz bom tempo,
Enquanto se desdenha o passatempo
Um novo contratempo? Uma aparência...
Marcos Loures
SEXTINA 8 NESTE SONHO
SEXTINA 8 NESTE SONHO
Invisto o meu futuro neste sonho
E quando meu caminho se fizera
Ousando na certeza de outro tempo
A vida com firmeza não teria
Sequer o que pudesse em noite clara,
Vencer a imensa e rara maravilha.
O olhar que se percebe e maravilha
Trazendo no momento enquanto eu sonho
O todo que em verdade diz da clara
Noção que o tempo nega e já fizera
O tanto quanto possa e não teria
Gerando dentro da alma um novo tempo.
A luta desenhando contra o tempo
O tanto quanto pude em maravilha
E a vida na verdade não teria
Sequer o que pudesse em algum sonho
E deste caminhar tanto fizera
O quanto se queria em vida clara.
A luta se perdendo em rota clara
E nada mais trouxera além do tempo
E neste desenhar tanto fizera
E sei do quanto possa em maravilha
E quando com teus olhos inda sonho
Cenário mais real eu não teria.
Meu mundo na verdade não teria
Sequer o que pudesse em cena clara
E nisto o que inda quero e mesmo sonho
Vencendo por si só avança o tempo
E quando o meu olhar se maravilha
Traduz o quanto pude e não fizera.
A vida transcendendo ao que fizera
Mostrando cada passo onde teria
Somente a mais suave maravilha
E nesta solução a noite clara
Transcende com razão ao próprio tempo
E dita o privilégio deste sonho,
E quando enfim eu sonho já fizera
Do velho tempo o pouco que teria
A noite sendo clara, maravilha.
MARCOS LOURES
Invisto o meu futuro neste sonho
E quando meu caminho se fizera
Ousando na certeza de outro tempo
A vida com firmeza não teria
Sequer o que pudesse em noite clara,
Vencer a imensa e rara maravilha.
O olhar que se percebe e maravilha
Trazendo no momento enquanto eu sonho
O todo que em verdade diz da clara
Noção que o tempo nega e já fizera
O tanto quanto possa e não teria
Gerando dentro da alma um novo tempo.
A luta desenhando contra o tempo
O tanto quanto pude em maravilha
E a vida na verdade não teria
Sequer o que pudesse em algum sonho
E deste caminhar tanto fizera
O quanto se queria em vida clara.
A luta se perdendo em rota clara
E nada mais trouxera além do tempo
E neste desenhar tanto fizera
E sei do quanto possa em maravilha
E quando com teus olhos inda sonho
Cenário mais real eu não teria.
Meu mundo na verdade não teria
Sequer o que pudesse em cena clara
E nisto o que inda quero e mesmo sonho
Vencendo por si só avança o tempo
E quando o meu olhar se maravilha
Traduz o quanto pude e não fizera.
A vida transcendendo ao que fizera
Mostrando cada passo onde teria
Somente a mais suave maravilha
E nesta solução a noite clara
Transcende com razão ao próprio tempo
E dita o privilégio deste sonho,
E quando enfim eu sonho já fizera
Do velho tempo o pouco que teria
A noite sendo clara, maravilha.
MARCOS LOURES
TUA BOCA
TUA BOCA
Tua boca desliza sem juízo
Passando por meu peito, meus cabelos,
Até que vislumbrando o paraíso,
Molhando, devagar, todos os pelos...
Abrindo na volúpia de um sorriso,
Não ouve mais pedidos nem apelos,
De teus dentes, num átimo, matizo
Segredos tão difíceis de contê-los.
Na generosidade desta boca,
Meu sonho prazeroso realizado.
A voz que vai grunhindo, quase louca,
Soltando mil gemidos incontestes,
Rodando o pensamento inebriado,
Começa a retirar as tuas vestes...
MARCOS LOURES
Tua boca desliza sem juízo
Passando por meu peito, meus cabelos,
Até que vislumbrando o paraíso,
Molhando, devagar, todos os pelos...
Abrindo na volúpia de um sorriso,
Não ouve mais pedidos nem apelos,
De teus dentes, num átimo, matizo
Segredos tão difíceis de contê-los.
Na generosidade desta boca,
Meu sonho prazeroso realizado.
A voz que vai grunhindo, quase louca,
Soltando mil gemidos incontestes,
Rodando o pensamento inebriado,
Começa a retirar as tuas vestes...
MARCOS LOURES
GALOPE
GALOPE
Menina fecha os olhos, devaneios;
E sonha com seu príncipe encantado.
As mãos delicadas sobre os seios
Num movimento manso, alucinado...
Depois, vai mansamente e sem rodeios,
Em busca do caminho tão sonhado,
Procura, num segundo os outros meios,
Prazer que tantas vezes foi pecado...
Menina vai se abrindo, sem segredos,
Os olhos revirando. Uma loucura...
Delícias desbravadas pelos dedos,
O príncipe chegando, devagar...
Num gesto de carinho e de ternura,
No delírio, começa a galopar...
MARCOS LOURES
Menina fecha os olhos, devaneios;
E sonha com seu príncipe encantado.
As mãos delicadas sobre os seios
Num movimento manso, alucinado...
Depois, vai mansamente e sem rodeios,
Em busca do caminho tão sonhado,
Procura, num segundo os outros meios,
Prazer que tantas vezes foi pecado...
Menina vai se abrindo, sem segredos,
Os olhos revirando. Uma loucura...
Delícias desbravadas pelos dedos,
O príncipe chegando, devagar...
Num gesto de carinho e de ternura,
No delírio, começa a galopar...
MARCOS LOURES
IMENSO AMOR
IMENSO AMOR
Querida, te falar do imenso amor
Que trago e não consigo disfarçar,
Carrego dentro em mim, tal qual andor;
Num brilho tão difícil de encontrar..
Guardando para sempre o teu calor
Distante de meus olhos, perco o mar,
E morro todo dia; um sonhador.
Ao menos se pudesse te tocar...
A musa dos meus sonhos. Inconstante.
Mal sabe de meus versos, nem me vê.
Amor; um sentimento em que não crê.
Mas saiba que te busco em cada canto;
Em cada novo sonho, em todo instante.
Procuro a tua luz, maior encanto...
MARCOS LOURES
Querida, te falar do imenso amor
Que trago e não consigo disfarçar,
Carrego dentro em mim, tal qual andor;
Num brilho tão difícil de encontrar..
Guardando para sempre o teu calor
Distante de meus olhos, perco o mar,
E morro todo dia; um sonhador.
Ao menos se pudesse te tocar...
A musa dos meus sonhos. Inconstante.
Mal sabe de meus versos, nem me vê.
Amor; um sentimento em que não crê.
Mas saiba que te busco em cada canto;
Em cada novo sonho, em todo instante.
Procuro a tua luz, maior encanto...
MARCOS LOURES
ESTOU AQUI
ESTOU AQUI
Não deixo de pensar um só momento
Naquela criatura que eu amei.
Eu sei que não consigo, mas eu tento,
Amar não pode ser única lei...
Recebo o seu carinho, perco o vento;
A consciência afirma que tentei.
Escuto me chamar... Todo o momento,
Nos versos, nas canções que eu dediquei...
Saudades me tomando não me deixam...
Ah! Quem me dera nunca ter te visto.
Os olhos embotados sempre queixam,
Mas o que posso; Amor, se eu a perdi.
Necessito saber que eu inda existo,
Porém ninguém responde: Estou aqui!
MARCOS LOURES
Não deixo de pensar um só momento
Naquela criatura que eu amei.
Eu sei que não consigo, mas eu tento,
Amar não pode ser única lei...
Recebo o seu carinho, perco o vento;
A consciência afirma que tentei.
Escuto me chamar... Todo o momento,
Nos versos, nas canções que eu dediquei...
Saudades me tomando não me deixam...
Ah! Quem me dera nunca ter te visto.
Os olhos embotados sempre queixam,
Mas o que posso; Amor, se eu a perdi.
Necessito saber que eu inda existo,
Porém ninguém responde: Estou aqui!
MARCOS LOURES
Vencer as tempestades.
Vencer as tempestades.
O desafio sempre fortalece
Dos fios que se atando com firmeza
Renascerá de fato em tal grandeza
A cada novo dia a trama tece,
Não tema e nada existe sendo a prece
A forma de saber com sutileza
Do quanto se desenha esta surpresa,
E após a tempestade o amor não cesse.
Amiga nestas águas turbulentas
Em sábias emoções tu te apascentas
E geras outro dia imerso em paz,
Seguir com quem desejas, sem temer,
É a cada novo instante renascer
O vencedor é sempre o mais tenaz.
Para Thaiani, torcendo para que dê tudo certo, minha amiga.
Marcos Loures
O desafio sempre fortalece
Dos fios que se atando com firmeza
Renascerá de fato em tal grandeza
A cada novo dia a trama tece,
Não tema e nada existe sendo a prece
A forma de saber com sutileza
Do quanto se desenha esta surpresa,
E após a tempestade o amor não cesse.
Amiga nestas águas turbulentas
Em sábias emoções tu te apascentas
E geras outro dia imerso em paz,
Seguir com quem desejas, sem temer,
É a cada novo instante renascer
O vencedor é sempre o mais tenaz.
Para Thaiani, torcendo para que dê tudo certo, minha amiga.
Marcos Loures
MULTIPLICIDADES
MULTIPLICIDADES
Aonde se fez muito agora insisto
No pouco que me resta ou mal restasse,
Deixando este não ser em desenlace,
Apenas o que corte e sei bem disto,
E quando dos enganos eu me disto,
Encontro a solidão quando marcasse
A luta sem sentido, o mesmo impasse,
E nada mais pudesse, mas resisto.
Quando ocasionalmente vejo a sombra
Da sobra do que fui e isso me assombra
Endovenosas tramas transfundidas,
E as traças adentrando nas gavetas,
Enquanto na verdade me arremetas
Às faces mais diversas de outras vidas.
Marcos Loures
Aonde se fez muito agora insisto
No pouco que me resta ou mal restasse,
Deixando este não ser em desenlace,
Apenas o que corte e sei bem disto,
E quando dos enganos eu me disto,
Encontro a solidão quando marcasse
A luta sem sentido, o mesmo impasse,
E nada mais pudesse, mas resisto.
Quando ocasionalmente vejo a sombra
Da sobra do que fui e isso me assombra
Endovenosas tramas transfundidas,
E as traças adentrando nas gavetas,
Enquanto na verdade me arremetas
Às faces mais diversas de outras vidas.
Marcos Loures
EM TEUS CABELOS
EM TEUS CABELOS
Nos teus cabelos flavos, tanto encanto,
Entranho-me em teus laços, serpe audaz,
Saltando em teus novelos, sem espanto;
Minha boca te crava mais voraz.
Exalas tal perfume, frágil santo,
Queimando totalmente minha paz.
Tomado por teu gozo, meu quebranto,
No sacrossanto orgasmo que me traz.
Enroscado em teu corpo, flamejante,
Recebo o teu sorriso de bacante
Em lânguidas fornalhas, teu veneno.
É como se ao tocar purificasse
Mordendo e babujando a minha face,
Desfiladeiro louco e tão ameno...
MARCOS LOURES
Nos teus cabelos flavos, tanto encanto,
Entranho-me em teus laços, serpe audaz,
Saltando em teus novelos, sem espanto;
Minha boca te crava mais voraz.
Exalas tal perfume, frágil santo,
Queimando totalmente minha paz.
Tomado por teu gozo, meu quebranto,
No sacrossanto orgasmo que me traz.
Enroscado em teu corpo, flamejante,
Recebo o teu sorriso de bacante
Em lânguidas fornalhas, teu veneno.
É como se ao tocar purificasse
Mordendo e babujando a minha face,
Desfiladeiro louco e tão ameno...
MARCOS LOURES
ENFADONHOS.
ENFADONHOS.
Um dia fui mineiro, hoje não sou,
A face das montanhas transformada
E a roupa no varal não mais quarada
Expressa o quanto apenas mal restou,
Mal importando enfim sequer se estou
É sempre sem final a antiga estrada
E dela o que se fez resumo em nada,
E o tempo em minhas mãos sempre escoou,
Nos becos e botecos, ai de mim,
Quisera novamente um botequim
E os goles de aguardente meio aos sonhos,
Mas bebo tão somente esta lembrança,
De tanto que se lembra, o tempo cansa,
E torna os horizontes enfadonhos.
Marcos Loures
Um dia fui mineiro, hoje não sou,
A face das montanhas transformada
E a roupa no varal não mais quarada
Expressa o quanto apenas mal restou,
Mal importando enfim sequer se estou
É sempre sem final a antiga estrada
E dela o que se fez resumo em nada,
E o tempo em minhas mãos sempre escoou,
Nos becos e botecos, ai de mim,
Quisera novamente um botequim
E os goles de aguardente meio aos sonhos,
Mas bebo tão somente esta lembrança,
De tanto que se lembra, o tempo cansa,
E torna os horizontes enfadonhos.
Marcos Loures
Máscaras
Máscaras
Não quero mascarar o quanto houvesse
Com farsas e desenhos mal pintados,
Talvez os ermos sonhos destroçados
Expressem no final qualquer benesse,
Nem mesmo tendo o tempo que merece
Os olhos seguem mortos, malfadados,
Os dedos pelos dias engelhados,
Em toda mendicância a alma padece,
Não me entregasse aos erros que costumo
Beber entremeando gozo e sumo,
Quem sabe se mesclasse classes várias,
No fundo se me inundo; imundo, fico.
Raimundo não seria nem um tico
Do quanto imaginara em luminárias.
Marcos Loures
Não quero mascarar o quanto houvesse
Com farsas e desenhos mal pintados,
Talvez os ermos sonhos destroçados
Expressem no final qualquer benesse,
Nem mesmo tendo o tempo que merece
Os olhos seguem mortos, malfadados,
Os dedos pelos dias engelhados,
Em toda mendicância a alma padece,
Não me entregasse aos erros que costumo
Beber entremeando gozo e sumo,
Quem sabe se mesclasse classes várias,
No fundo se me inundo; imundo, fico.
Raimundo não seria nem um tico
Do quanto imaginara em luminárias.
Marcos Loures
Moto contínuo
Moto contínuo
Quem ontem gargalhava agora chora,
E quem chorara outrora hoje gargalha,
“Verdade” é como o fio da navalha,
A cada novo instante ela evapora,
De vez em quando vem a catapora
E espalha qualquer modo de batalha,
Porém logo depois o encanto falha
E a farsa se desenha e vai embora.
E de concreto é feita a realidade,
No rico condomínio, envolvo em grade,
Tentando proteger meu patrimônio,
Mas nada disso traz qualquer certeza
As cartas escondidas, e as da mesa,
O novo sempre mostra algum mecônio.
Marcos Loures
Quem ontem gargalhava agora chora,
E quem chorara outrora hoje gargalha,
“Verdade” é como o fio da navalha,
A cada novo instante ela evapora,
De vez em quando vem a catapora
E espalha qualquer modo de batalha,
Porém logo depois o encanto falha
E a farsa se desenha e vai embora.
E de concreto é feita a realidade,
No rico condomínio, envolvo em grade,
Tentando proteger meu patrimônio,
Mas nada disso traz qualquer certeza
As cartas escondidas, e as da mesa,
O novo sempre mostra algum mecônio.
Marcos Loures
E tudo continua a mesma bosta...
E tudo continua a mesma bosta...
Atemporais anseios, novas formas,
A velha humanidade não tem jeito
E quando se imagina em pleno pleito
O quanto houvera volta e assim reformas,
Filosofias tantas, meras formas,
Existe ou não um Deus, e se é perfeito,
Imagem semelhança? Abrindo o peito,
Respeito, mas de fato nada informas,
Vestígios milenares, erros tais,
Escravidão em faces desiguais,
No fundo a mesma fome e o mesmo engano,
Apresentando assim a antiga peça
Que andando com certeza já tropeça
Atropelando morre em cada humano.
Marcos Loures
Atemporais anseios, novas formas,
A velha humanidade não tem jeito
E quando se imagina em pleno pleito
O quanto houvera volta e assim reformas,
Filosofias tantas, meras formas,
Existe ou não um Deus, e se é perfeito,
Imagem semelhança? Abrindo o peito,
Respeito, mas de fato nada informas,
Vestígios milenares, erros tais,
Escravidão em faces desiguais,
No fundo a mesma fome e o mesmo engano,
Apresentando assim a antiga peça
Que andando com certeza já tropeça
Atropelando morre em cada humano.
Marcos Loures
SEXTINA 7 NAS MÃOS DE UMA AMIGA
SEXTINA 7 NAS MÃOS DE UMA AMIGA
Nas mãos tão dedicadas de uma amiga
Fiel, em sentimentos mais vivazes
A permissão perene que prossiga
Os sonhos mais difíceis e tenazes.
Que a vida assim serene e que consiga
A sorte nos mostrar bem mais capazes.
Meus passos na verdade são capazes
De ter dentro do sonho a velha amiga
E quando esta esperança enfim consiga
Trazer noutros momentos mais vivazes
Os dias com certeza tão tenazes
No canto sem igual que ora prossiga.
A vida de tal forma assim prossiga
E nisto vejo os sonhos mais capazes
E sinto em tuas mãos firmes tenazes
Na sensação suave e mesmo amiga
Firmando com teus olhos mais vivazes
Até que a liberdade em paz consiga.
O quanto se deseja e já consiga
Enquanto a nossa luta assim prossiga
Palavra abençoada, em tons vivazes
Em dias mais suaves e capazes
A luta se demonstra mais amiga
Vencendo estas batalhas tão tenazes.
Os ermos de minha alma são tenazes
E cada novo tempo que eu consiga
Trazer esta esperança mais amiga
Enquanto o caminhar sempre prossiga
Mostrando tais momentos e capazes
Do todo em luas claras e vivazes
Meus olhos em momentos mais vivazes
Tramando este caminho onde tenazes
Momentos desenhados são capazes
E mesmo que a mudança enfim consiga
Traduz esta esperança que prossiga
Na paz tão desejada, clara e amiga.
Por isso minha amiga mais vivazes
Aonde já prossiga em tais tenazes
Momentos que eu consiga, enfim capazes.
MARCOS LOURES
Nas mãos tão dedicadas de uma amiga
Fiel, em sentimentos mais vivazes
A permissão perene que prossiga
Os sonhos mais difíceis e tenazes.
Que a vida assim serene e que consiga
A sorte nos mostrar bem mais capazes.
Meus passos na verdade são capazes
De ter dentro do sonho a velha amiga
E quando esta esperança enfim consiga
Trazer noutros momentos mais vivazes
Os dias com certeza tão tenazes
No canto sem igual que ora prossiga.
A vida de tal forma assim prossiga
E nisto vejo os sonhos mais capazes
E sinto em tuas mãos firmes tenazes
Na sensação suave e mesmo amiga
Firmando com teus olhos mais vivazes
Até que a liberdade em paz consiga.
O quanto se deseja e já consiga
Enquanto a nossa luta assim prossiga
Palavra abençoada, em tons vivazes
Em dias mais suaves e capazes
A luta se demonstra mais amiga
Vencendo estas batalhas tão tenazes.
Os ermos de minha alma são tenazes
E cada novo tempo que eu consiga
Trazer esta esperança mais amiga
Enquanto o caminhar sempre prossiga
Mostrando tais momentos e capazes
Do todo em luas claras e vivazes
Meus olhos em momentos mais vivazes
Tramando este caminho onde tenazes
Momentos desenhados são capazes
E mesmo que a mudança enfim consiga
Traduz esta esperança que prossiga
Na paz tão desejada, clara e amiga.
Por isso minha amiga mais vivazes
Aonde já prossiga em tais tenazes
Momentos que eu consiga, enfim capazes.
MARCOS LOURES
TANTAS VEZES PERDIDO...
TANTAS VEZES PERDIDO...
Moreno carpinteiro, meu amigo.
Tantas vezes perdido em meu caminho,
Na busca por um colo, um bom abrigo,
Julgara-me tristonho e tão sozinho.
Às vezes nem sei mesmo se prossigo,
Por outras, me sentindo um passarinho
Contando tão somente, aqui, contigo,
Recebo o Teu abraço, o Teu carinho...
Quando as carnes cortadas, chagas puras,
Quando os olhos perdidos, sem ter rumo.
Nas esquinas da sorte, só torturas,
O sangue se esvaindo, pobres sumos.
Te percebo companheiro e camarada,
A vida se transforma, abençoada....
Moreno carpinteiro, meu amigo.
Tantas vezes perdido em meu caminho,
Na busca por um colo, um bom abrigo,
Julgara-me tristonho e tão sozinho.
Às vezes nem sei mesmo se prossigo,
Por outras, me sentindo um passarinho
Contando tão somente, aqui, contigo,
Recebo o Teu abraço, o Teu carinho...
Quando as carnes cortadas, chagas puras,
Quando os olhos perdidos, sem ter rumo.
Nas esquinas da sorte, só torturas,
O sangue se esvaindo, pobres sumos.
Te percebo companheiro e camarada,
A vida se transforma, abençoada....
quarta-feira, 27 de junho de 2012
O PODER DA AMIZADE
O PODER DA AMIZADE
Vestido pelo linho da amizade,
Sentindo o calmo vento da esperança,
Bebendo todo o sonho, liberdade,
Atado pelo canto da aliança.
Sabendo da importância da verdade,
No coração pureza de criança,
Ao transbordar assim, sinceridade,
Meu olhar por instantes já te alcança.
Na força que demonstras, minha amiga,
Apoio para os dias infelizes.
Permite que meu passo enfim prossiga
Na busca pelo sonho que eu desejo.
Povoa minha vida em bons matizes,
Amiga. Ser feliz, enfim, prevejo...
MARCOS LOURES
Vestido pelo linho da amizade,
Sentindo o calmo vento da esperança,
Bebendo todo o sonho, liberdade,
Atado pelo canto da aliança.
Sabendo da importância da verdade,
No coração pureza de criança,
Ao transbordar assim, sinceridade,
Meu olhar por instantes já te alcança.
Na força que demonstras, minha amiga,
Apoio para os dias infelizes.
Permite que meu passo enfim prossiga
Na busca pelo sonho que eu desejo.
Povoa minha vida em bons matizes,
Amiga. Ser feliz, enfim, prevejo...
MARCOS LOURES
OPULÊNCIAS
OPULÊNCIAS
Em tua carne doces opulências,
Belezas delicadas, mil delícias...
No brilho de teus olhos, florescências,
Sorrisos que inebriam, as malícias.
Tomando de teu corpo as inclemências,
Nos tentadores sonhos, as sevícias,
Propostas que traduzem indecências
Em lagos de carinho, tais carícias...
Teus seios, tentações maravilhosas.
Tomando a minha boca, quais romãs,
As horas que passamos, tão gostosas,
Em plena sensação de gozo e riso,
Entornam nossos fogos nas manhãs,
Abrindo em tuas sendas, paraíso...
MARCOS LOURES
Em tua carne doces opulências,
Belezas delicadas, mil delícias...
No brilho de teus olhos, florescências,
Sorrisos que inebriam, as malícias.
Tomando de teu corpo as inclemências,
Nos tentadores sonhos, as sevícias,
Propostas que traduzem indecências
Em lagos de carinho, tais carícias...
Teus seios, tentações maravilhosas.
Tomando a minha boca, quais romãs,
As horas que passamos, tão gostosas,
Em plena sensação de gozo e riso,
Entornam nossos fogos nas manhãs,
Abrindo em tuas sendas, paraíso...
MARCOS LOURES
UMA AMIZADE
UMA AMIZADE
Na canção em que louvo uma amizade
Cintilam esperanças sonhadoras.
Meu verso traduzindo uma verdade,
Dourando esta certeza, revigoras.
Passando pela força de vontade
O tempo vai passando, em outras horas.
Resplandece portanto em claridade,
Imagens tão felizes, redentoras...
Mostrando a limpidez deste meu canto,
Que emerge em noite clara, verso e luz,
Pintando nossa vida em tal encanto
Dos astros mais brilhantes, sonhadores,
Além desta vontade reproduz
Mais forte ,em amizade, meus amores...
MARCOS LOURES
Na canção em que louvo uma amizade
Cintilam esperanças sonhadoras.
Meu verso traduzindo uma verdade,
Dourando esta certeza, revigoras.
Passando pela força de vontade
O tempo vai passando, em outras horas.
Resplandece portanto em claridade,
Imagens tão felizes, redentoras...
Mostrando a limpidez deste meu canto,
Que emerge em noite clara, verso e luz,
Pintando nossa vida em tal encanto
Dos astros mais brilhantes, sonhadores,
Além desta vontade reproduz
Mais forte ,em amizade, meus amores...
MARCOS LOURES
SOLIDÁRIO
SOLIDÁRIO
Amigo, há quanto tempo necessito
Falar deste carinho que perdi...
Amor que se fizera tão bendito,
Depois de certo tempo... nem mais vi...
O canto em que louvara, mais bonito,
Perdendo todo encanto. Nada aqui
Senão meu triste olhar que no infinito
Procura pelo amor que recebi.
Na mortalha que cobre, solidão,
Percebo uma esperança de verdade.
Quem teve nesta vida, uma ilusão
Já sabe quanto é bom ter um abrigo,
Depois de toda a fúria, tempestade,
O braço solidário de um amigo...
MARCOS LOURES
Amigo, há quanto tempo necessito
Falar deste carinho que perdi...
Amor que se fizera tão bendito,
Depois de certo tempo... nem mais vi...
O canto em que louvara, mais bonito,
Perdendo todo encanto. Nada aqui
Senão meu triste olhar que no infinito
Procura pelo amor que recebi.
Na mortalha que cobre, solidão,
Percebo uma esperança de verdade.
Quem teve nesta vida, uma ilusão
Já sabe quanto é bom ter um abrigo,
Depois de toda a fúria, tempestade,
O braço solidário de um amigo...
MARCOS LOURES
SOU COMETA
SOU COMETA
Em luzes mais dispersas já floria
O corpo que sonhara, raro brilho.
Em mágicas delícias, harmonia;
De todos os prazeres, vivo trilho...
A pele que me toca, em alegria,
Mandando a solidão para um exílio,
Tal qual, em poesia eu pressentia,
Sem ter jamais sequer um empecilho...
Envolto em vibrações extasiantes,
Meus dias são mais doces, cristalinos.
Tomados pelos límpidos velinos,
Satélite que cerca tal planeta,
Vislumbro novos mundos radiantes,
Seguindo as tuas sendas, sou cometa...
MARCOS LOURES
Em luzes mais dispersas já floria
O corpo que sonhara, raro brilho.
Em mágicas delícias, harmonia;
De todos os prazeres, vivo trilho...
A pele que me toca, em alegria,
Mandando a solidão para um exílio,
Tal qual, em poesia eu pressentia,
Sem ter jamais sequer um empecilho...
Envolto em vibrações extasiantes,
Meus dias são mais doces, cristalinos.
Tomados pelos límpidos velinos,
Satélite que cerca tal planeta,
Vislumbro novos mundos radiantes,
Seguindo as tuas sendas, sou cometa...
MARCOS LOURES
MISTÉRIOS
MISTÉRIOS
A vida é um mistério, disso eu sei,
Muitas vezes sozinhos caminhamos,
Além de todo o sonho que vibrei
Descanso minhas costas, fogos, amos...
Distante do que fora a dura lei,
No mundo em que vivemos, nos amamos,
Mas tanto que em castigos eu sangrei,
Cansado deste rumo que tomamos...
Mas vejo em tua voz, querida amiga,
A sorte que talvez não encontrara
Nos rumos que por vezes eu tomara.
E sinto que isso pode me salvar,
Nesta ternura imensa e tão antiga,
Com tua amizade sempre irei contar...
MARCOS LOURES
A vida é um mistério, disso eu sei,
Muitas vezes sozinhos caminhamos,
Além de todo o sonho que vibrei
Descanso minhas costas, fogos, amos...
Distante do que fora a dura lei,
No mundo em que vivemos, nos amamos,
Mas tanto que em castigos eu sangrei,
Cansado deste rumo que tomamos...
Mas vejo em tua voz, querida amiga,
A sorte que talvez não encontrara
Nos rumos que por vezes eu tomara.
E sinto que isso pode me salvar,
Nesta ternura imensa e tão antiga,
Com tua amizade sempre irei contar...
MARCOS LOURES
SOLUÇÃO - mais um soluço...
SOLUÇÃO - mais um soluço...
Nas torres em suplício, meus enganos;
Soltando minhas mãos, mergulho, tonto...
Os anos se passaram sem ter planos,
Sentindo essa tristeza já me apronto.
E salto sem temer sequer a morte,
Do alto dessas torres mais insanas...
Quem dera conhecer a melhor sorte
Aprisionado em torres tão profanas...
Não vejo outra saída para o caso,
Acaso não pressinto solução.
A vida vai chegando ao triste ocaso,
Apenas o que resta, o coração...
Amor que aprisionara-me na torre,
Em lágrimas sangrentas já se escorre...
MARCOS LOURES
Nas torres em suplício, meus enganos;
Soltando minhas mãos, mergulho, tonto...
Os anos se passaram sem ter planos,
Sentindo essa tristeza já me apronto.
E salto sem temer sequer a morte,
Do alto dessas torres mais insanas...
Quem dera conhecer a melhor sorte
Aprisionado em torres tão profanas...
Não vejo outra saída para o caso,
Acaso não pressinto solução.
A vida vai chegando ao triste ocaso,
Apenas o que resta, o coração...
Amor que aprisionara-me na torre,
Em lágrimas sangrentas já se escorre...
MARCOS LOURES
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