ESMOLERES DA ESPERANÇA
Transformações estúpidas que traço
Em todas as facetas da matéria.
Na ebulição do sonho em que me faço.
Apátridas poções, negra miséria.
Nas hordas que dominam cada espaço
Os homens se parecem com bactéria.
Na podridão da fome que se espalha,
Devoram as crianças recém natas.
Sórdida proteção de uma batalha
Permite que se esgarcem casas, matas.
No corte tão cruel de uma navalha,
Guerreiros e soldados, casamatas...
Nas mãos dos esmoleres da esperança,
Ganância e servidão voraz, avança...
MARCOS LOURES
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
MEU AGASALHO
MEU AGASALHO
Qual fúnebre mortalha, um agasalho,
Viagem, sortilégio derradeiro.
À campa em que descanso e me agasalho,
Forrado pelo amor mais verdadeiro.
Distante do prazer e do trabalho,
Meu corpo se entregando, vai inteiro...
Amantes delicados e vorazes,
Nos lábios decompostos um sorriso,
Cortantes os insetos, as tenazes,
Minha alma tão longínqua, me hipnotizo,
Estranhas sensações que são fugazes,
Visões que percebi do paraíso...
Do corpo que perdi, a liberdade
Do sonho de viver eternidade...
MARCOS LOURES
Qual fúnebre mortalha, um agasalho,
Viagem, sortilégio derradeiro.
À campa em que descanso e me agasalho,
Forrado pelo amor mais verdadeiro.
Distante do prazer e do trabalho,
Meu corpo se entregando, vai inteiro...
Amantes delicados e vorazes,
Nos lábios decompostos um sorriso,
Cortantes os insetos, as tenazes,
Minha alma tão longínqua, me hipnotizo,
Estranhas sensações que são fugazes,
Visões que percebi do paraíso...
Do corpo que perdi, a liberdade
Do sonho de viver eternidade...
MARCOS LOURES
NA DOCE MANSIDÃO DE MINHA MORTE
NA DOCE MANSIDÃO DE MINHA MORTE
A mão que te procura não se atreve
A mendigar carinhos, orgulhosa.
Quimera que me toma em alva neve,
Perdendo o bom perfume, nega a rosa,
Que o tempo que passamos não preserve
Sequer a tua luz, maravilhosa.
Sou aspas e parênteses, um til,
O resto do que foi um sonho lindo.
A morte tão voraz e mais sutil,
Aos poucos minha porta vai abrindo.
No toque delicado é bem sutil,
E em passos quase rápidos, vem vindo...
Sonego uma esperança, nego a sorte,
Na doce mansidão de minha morte..
MARCOS LOURES
A mão que te procura não se atreve
A mendigar carinhos, orgulhosa.
Quimera que me toma em alva neve,
Perdendo o bom perfume, nega a rosa,
Que o tempo que passamos não preserve
Sequer a tua luz, maravilhosa.
Sou aspas e parênteses, um til,
O resto do que foi um sonho lindo.
A morte tão voraz e mais sutil,
Aos poucos minha porta vai abrindo.
No toque delicado é bem sutil,
E em passos quase rápidos, vem vindo...
Sonego uma esperança, nego a sorte,
Na doce mansidão de minha morte..
MARCOS LOURES
MUITO ALÉM DO QUE EU MEREÇO
MUITO ALÉM DO QUE EU MEREÇO
Se sonho muito além do que mereço,
Talvez seja ilusão, querida amiga.
Um passo bem maior eu obedeço,
Impede que esta dor assim prossiga.
A vida se fazendo em um tropeço,
Não deixa que meu canto crie liga,
Porém se um verso novo eu enalteço,
Meu mundo num segundo trama a viga.
Se faço o dia a dia em esperança,
Traçando a cantoria mais risonha,
No fim da noite espero pela dança
Além de todo o bem que se proponha,
Meu peito de menino, de criança,
Não pára de querer, por isso sonha...
MARCOS LOURES
Se sonho muito além do que mereço,
Talvez seja ilusão, querida amiga.
Um passo bem maior eu obedeço,
Impede que esta dor assim prossiga.
A vida se fazendo em um tropeço,
Não deixa que meu canto crie liga,
Porém se um verso novo eu enalteço,
Meu mundo num segundo trama a viga.
Se faço o dia a dia em esperança,
Traçando a cantoria mais risonha,
No fim da noite espero pela dança
Além de todo o bem que se proponha,
Meu peito de menino, de criança,
Não pára de querer, por isso sonha...
MARCOS LOURES
ÁGUAS PASSADAS
ÁGUAS PASSADAS
Viver amor passado novamente,
Parece uma loucura, minha amiga.
Depois de tanto tempo, mais descrente,
Caminhos que passamos, não prossiga.
Porém comida fria que requente,
Talvez matar a fome inda consiga.
No caso, nova chuva se pressente,
Molhando nossa casa tão antiga.
Um tronco que cortado, brotará,
Quem sabe novos frutos surgirão?
Na chuva intermitente de verão
Sementes já lançadas nascerão.
Granando uma esperança colherá
O resto deste amor florescerá?
MARCOS LOURES
Viver amor passado novamente,
Parece uma loucura, minha amiga.
Depois de tanto tempo, mais descrente,
Caminhos que passamos, não prossiga.
Porém comida fria que requente,
Talvez matar a fome inda consiga.
No caso, nova chuva se pressente,
Molhando nossa casa tão antiga.
Um tronco que cortado, brotará,
Quem sabe novos frutos surgirão?
Na chuva intermitente de verão
Sementes já lançadas nascerão.
Granando uma esperança colherá
O resto deste amor florescerá?
MARCOS LOURES
O MEDO DE MORRER
O MEDO DE MORRER
O medo de morrer que me tocava
Causando em minha vida um fundo corte,
Transmuda-se em desejo bem mais forte
De um jeito que jamais imaginava.
Estúpido; nas ruas ,quando andava
Nas madrugadas frias, cheiro forte
Da podridão de uma alma que recorte
Os sonhos em que, tolo, eu me banhava.
Nos goles da aguardente, confissões,
Esparsas cicatrizes se acumulam,
Invés de porta aberta, paredões;
Em troca de um sorriso, cusparadas.
Somente as podres bocas que me osculam
Se mostram mais amigas, camaradas...
MARCOS LOURES
O medo de morrer que me tocava
Causando em minha vida um fundo corte,
Transmuda-se em desejo bem mais forte
De um jeito que jamais imaginava.
Estúpido; nas ruas ,quando andava
Nas madrugadas frias, cheiro forte
Da podridão de uma alma que recorte
Os sonhos em que, tolo, eu me banhava.
Nos goles da aguardente, confissões,
Esparsas cicatrizes se acumulam,
Invés de porta aberta, paredões;
Em troca de um sorriso, cusparadas.
Somente as podres bocas que me osculam
Se mostram mais amigas, camaradas...
MARCOS LOURES
ESTÚPIDO REFÉM
ESTÚPIDO REFÉM
Sou mais do um simples prisioneiro
Perdido nestas pérfidas batalhas,
O mundo que se mostra carniceiro
Invade com as fétidas navalhas
Rasgando o coração, sangrando inteiro
Pois quando tu me beijas, me retalhas.
Sorrisos que encontrei nestas hienas
Que gozam do martírio de quem sofre,
São máscaras que mostras quando acenas,
Tomando minhas dores, vem de chofre,
No regozijo espúrio finge penas
Teu perfume recende ao próprio enxofre.
Mas nada do que fazes me retém
Da vida sou estúpido refém!
MARCOS LOURES
Sou mais do um simples prisioneiro
Perdido nestas pérfidas batalhas,
O mundo que se mostra carniceiro
Invade com as fétidas navalhas
Rasgando o coração, sangrando inteiro
Pois quando tu me beijas, me retalhas.
Sorrisos que encontrei nestas hienas
Que gozam do martírio de quem sofre,
São máscaras que mostras quando acenas,
Tomando minhas dores, vem de chofre,
No regozijo espúrio finge penas
Teu perfume recende ao próprio enxofre.
Mas nada do que fazes me retém
Da vida sou estúpido refém!
MARCOS LOURES
SENDAS TENEBROSAS
SENDAS TENEBROSAS
Tais sendas que percorro, tenebrosas,
Apenas esperanças inda alvejam
Tentamos espalhar perfeitas rosas
Porém somente cardos já vicejam.
Em mãos que se apresentam, belicosas,
Meus dias, tempestades os negrejam...
Sentindo-me mais frágil e impotente
Lavado em sujas águas, sem destino.
Fingindo tantas vezes ir contente,
Mentindo sobre um céu alabastrino;
Meu barco carregado por corrente
Que leva ao suicídio, desatino...
Roseirais apodrecidos no jardim,
O nada, simplesmente , dentro em mim...
MARCOS LOURES
Tais sendas que percorro, tenebrosas,
Apenas esperanças inda alvejam
Tentamos espalhar perfeitas rosas
Porém somente cardos já vicejam.
Em mãos que se apresentam, belicosas,
Meus dias, tempestades os negrejam...
Sentindo-me mais frágil e impotente
Lavado em sujas águas, sem destino.
Fingindo tantas vezes ir contente,
Mentindo sobre um céu alabastrino;
Meu barco carregado por corrente
Que leva ao suicídio, desatino...
Roseirais apodrecidos no jardim,
O nada, simplesmente , dentro em mim...
MARCOS LOURES
PROFUNDA SENSAÇÃO DE FUNDO CORTE
PROFUNDA SENSAÇÃO DE FUNDO CORTE
Profunda sensação de fundo corte
De adaga putrefata ainda ecoa.
Promessa benfazeja de uma morte
Que vem silenciosa e não perdoa.
Quem dera se tivéssemos a sorte
De um barco abalroado em plena proa.
Talvez não rastejasse esta saudade
De um tempo em não fui simples cativo.
Desilusões perpétuas, dura grade
Moldando minha vida em forte crivo.
Dos sonhos que morreram sem alarde,
Até desta vontade já me privo.
E rondo qual falena,à morte um lume,
Sem lágrimas, sem medos, sem queixume...
MARCOS LOURES
Profunda sensação de fundo corte
De adaga putrefata ainda ecoa.
Promessa benfazeja de uma morte
Que vem silenciosa e não perdoa.
Quem dera se tivéssemos a sorte
De um barco abalroado em plena proa.
Talvez não rastejasse esta saudade
De um tempo em não fui simples cativo.
Desilusões perpétuas, dura grade
Moldando minha vida em forte crivo.
Dos sonhos que morreram sem alarde,
Até desta vontade já me privo.
E rondo qual falena,à morte um lume,
Sem lágrimas, sem medos, sem queixume...
MARCOS LOURES
PÉRFIDO SORRISO
PÉRFIDO SORRISO
Beijando ao mesmo tempo me assassinas
Com pérfido sorriso, tão medonha.
Mal sabes, sendo assim tu me fascinas
Na sensação estranha e tão bisonha
Contaminando assim belas boninas
Na fétida alegria que me enfronha.
De todas as surpresas, fatigado,
Encaro estas estradas mais poentas.
Maldigo a cada instante este meu Fado
Buscando outras histórias bolorentas
Que tirem minha vida deste enfado
Das luzes e penumbras violentas.
O solo movediço em que, assim, piso,
Servindo como alerta, como aviso...
MARCOS LOURES
Beijando ao mesmo tempo me assassinas
Com pérfido sorriso, tão medonha.
Mal sabes, sendo assim tu me fascinas
Na sensação estranha e tão bisonha
Contaminando assim belas boninas
Na fétida alegria que me enfronha.
De todas as surpresas, fatigado,
Encaro estas estradas mais poentas.
Maldigo a cada instante este meu Fado
Buscando outras histórias bolorentas
Que tirem minha vida deste enfado
Das luzes e penumbras violentas.
O solo movediço em que, assim, piso,
Servindo como alerta, como aviso...
MARCOS LOURES
INFERNO EM PARAÍSO
INFERNO EM PARAÍSO
Meus passos fraquejando vão trementes.
Vazios, os meus olhos, vou cansado.
Na boca que me beija uma serpente
Esconde seu veneno que instilado
Domina todo o corpo e toda a mente,
Vagando o tempo todo do meu lado...
Seu beijo que me toca, me incendeia
E forma uma ilusão que, cedo, passa.
Tomando tal veneno em minha veia
Tonteiras e fascínios, viro caça.
A mão que me acarinha, esbofeteia,
Caminho sem ter tréguas à desgraça.
Estou preso à loucura suave e doce,
Inferno em paraíso, como fosse...
MARCOS LOURES
Meus passos fraquejando vão trementes.
Vazios, os meus olhos, vou cansado.
Na boca que me beija uma serpente
Esconde seu veneno que instilado
Domina todo o corpo e toda a mente,
Vagando o tempo todo do meu lado...
Seu beijo que me toca, me incendeia
E forma uma ilusão que, cedo, passa.
Tomando tal veneno em minha veia
Tonteiras e fascínios, viro caça.
A mão que me acarinha, esbofeteia,
Caminho sem ter tréguas à desgraça.
Estou preso à loucura suave e doce,
Inferno em paraíso, como fosse...
MARCOS LOURES
ADOÇANDO A VIDA?
ADOÇANDO A VIDA?
Não falo mais de mel nem de doçura,
Querida, o diabetes aumentou.
Cansado de beber cachaça pura,
Apenas este fel, o quer restou.
Retrato nesta sala, sem moldura,
Nem mesmo a solidão ele curou.
Uma água mole bate até que fura,
Quebrantos sem sentidos, me deixou.
Preciso deste amor, jamais neguei,
É fato que te quero a cada instante.
Não sabes quanto a ti me dediquei,
Não sou, como tu pensas, um farsante.
Porém em tanto amor me adociquei,
Que a vida já passou, sem adoçante...
MARCOS LOURES
Não falo mais de mel nem de doçura,
Querida, o diabetes aumentou.
Cansado de beber cachaça pura,
Apenas este fel, o quer restou.
Retrato nesta sala, sem moldura,
Nem mesmo a solidão ele curou.
Uma água mole bate até que fura,
Quebrantos sem sentidos, me deixou.
Preciso deste amor, jamais neguei,
É fato que te quero a cada instante.
Não sabes quanto a ti me dediquei,
Não sou, como tu pensas, um farsante.
Porém em tanto amor me adociquei,
Que a vida já passou, sem adoçante...
MARCOS LOURES
FALAR DO SONETO? perder tempo...
FALAR DO SONETO? perder tempo...
Falar-te de sonetos e de rimas,
Parece ser inútil, companheira.
Se zombas de quem sabe e discriminas
Mostras uma ignorância verdadeira.
Não quero nem desejo t’as estimas.
Palavra tão ferina, uma besteira.
Desiludida sempre, quando afirmas,
A causa se demonstra assim, inteira.
Quem guarda tanto fel por estandarte
Maltrata quem não quis te magoar.
Atira sem saber, em qualquer parte,
Berrando, vocifera, sem motivos.
Difícil te entender e perdoar,
Soberba nos teus olhos mais altivos...
MARCOS LOURES
Falar-te de sonetos e de rimas,
Parece ser inútil, companheira.
Se zombas de quem sabe e discriminas
Mostras uma ignorância verdadeira.
Não quero nem desejo t’as estimas.
Palavra tão ferina, uma besteira.
Desiludida sempre, quando afirmas,
A causa se demonstra assim, inteira.
Quem guarda tanto fel por estandarte
Maltrata quem não quis te magoar.
Atira sem saber, em qualquer parte,
Berrando, vocifera, sem motivos.
Difícil te entender e perdoar,
Soberba nos teus olhos mais altivos...
MARCOS LOURES
MEUS SONHOS
MEUS SONHOS
Meus sonhos, belas dálias no meu peito,
Eflúvios da paixão indefinidos.
Num átimo buscando ser eleito
De amore que se fazem dos olvidos.
Num límpido segredo,satisfeito,
Eu adormeço a paz de ter sentido
Em esplendor raríssimo e perfeito
Todo o temor que houvera, resolvido.
Caminho pelas sendas florescidas,
Buscando pelas fontes sempre frescas,
Montanhas, cordilheiras gigantescas,
Não ousam impedir as nossas vidas.
No sonho em que esse amor já me enternece
Eu agradeço a Deus, louvor e prece...
MARCOS LOURES
Meus sonhos, belas dálias no meu peito,
Eflúvios da paixão indefinidos.
Num átimo buscando ser eleito
De amore que se fazem dos olvidos.
Num límpido segredo,satisfeito,
Eu adormeço a paz de ter sentido
Em esplendor raríssimo e perfeito
Todo o temor que houvera, resolvido.
Caminho pelas sendas florescidas,
Buscando pelas fontes sempre frescas,
Montanhas, cordilheiras gigantescas,
Não ousam impedir as nossas vidas.
No sonho em que esse amor já me enternece
Eu agradeço a Deus, louvor e prece...
MARCOS LOURES
DIAS FRIOS
DIAS FRIOS
Os dias se passando tão gelados,
As nuvens da tristeza vão se abrindo,
Lembranças de outros dias prateados
Teu rosto mais bonito me sorrindo...
Os sonhos que me tomam são alados
Mas logo a realidade me ferindo,
Secando tantas fontes, morrem prados.
Meu mundo que se fora belo, lindo...
Tua pele macia, em alva neve,
Num delírio feliz, num vôo breve,
Qual fosse uma ilusão que se levanta
Alçando meu desejo ao infinito...
Distante deste olhar, meigo e bonito,
Nem mesmo uma esperança leda; encanta...
MARCOS LOURES
Os dias se passando tão gelados,
As nuvens da tristeza vão se abrindo,
Lembranças de outros dias prateados
Teu rosto mais bonito me sorrindo...
Os sonhos que me tomam são alados
Mas logo a realidade me ferindo,
Secando tantas fontes, morrem prados.
Meu mundo que se fora belo, lindo...
Tua pele macia, em alva neve,
Num delírio feliz, num vôo breve,
Qual fosse uma ilusão que se levanta
Alçando meu desejo ao infinito...
Distante deste olhar, meigo e bonito,
Nem mesmo uma esperança leda; encanta...
MARCOS LOURES
quarta-feira, 4 de julho de 2012
A SOLIDÃO MALTRATA MUITO MAIS
A SOLIDÃO MALTRATA MUITO MAIS
Por mais que o amor maltrate um sonhador,
A solidão machuca muito mais.
Amiga, neste mundo; o desamor,
Acaba com sorriso, e mata a paz.
Se teimo em cada verso, um amador,
A dor já me feriu, e por demais.
Do tempo em que vivia sem calor,
Não quero recordar. Viver jamais...
Por isso minha cara companheira,
Não deixe de querer amar alguém.
Uma esperança, eterna jardineira,
Um dia te fará bela surpresa.
Amor, por mais distante, sempre vem,
Cobrindo a tua vida de beleza....
MARCOS LOURES
Por mais que o amor maltrate um sonhador,
A solidão machuca muito mais.
Amiga, neste mundo; o desamor,
Acaba com sorriso, e mata a paz.
Se teimo em cada verso, um amador,
A dor já me feriu, e por demais.
Do tempo em que vivia sem calor,
Não quero recordar. Viver jamais...
Por isso minha cara companheira,
Não deixe de querer amar alguém.
Uma esperança, eterna jardineira,
Um dia te fará bela surpresa.
Amor, por mais distante, sempre vem,
Cobrindo a tua vida de beleza....
MARCOS LOURES
MAL CONSIGO DORMIR
MAL CONSIGO DORMIR
Mal consigo dormir se não estás
Deitada do meu lado, brasa acesa.
Ardendo em vera chama, amor se faz,
Depois de toda a festa em sobremesa.
Sorvendo assim de ti, sou bem capaz,
De receber o vento que me tesa,
Fazendo tanto amor, querendo mais,
Navego nos teus mares de princesa.
No jogo que incendeia a nossa cama,
Brincando em flamejantes tentações.
Insisto em te querer, fogosa trama,
Nas asas tentadoras das paixões.
Amor em seus matizes, toda a gama,
Explodindo em milhares de emoções...
MARCOS LOURES
Mal consigo dormir se não estás
Deitada do meu lado, brasa acesa.
Ardendo em vera chama, amor se faz,
Depois de toda a festa em sobremesa.
Sorvendo assim de ti, sou bem capaz,
De receber o vento que me tesa,
Fazendo tanto amor, querendo mais,
Navego nos teus mares de princesa.
No jogo que incendeia a nossa cama,
Brincando em flamejantes tentações.
Insisto em te querer, fogosa trama,
Nas asas tentadoras das paixões.
Amor em seus matizes, toda a gama,
Explodindo em milhares de emoções...
MARCOS LOURES
AMOR VERDADEIRO
AMOR VERDADEIRO
Transita o vero amor, matéria fina,
Que, gerado em deslumbres de carinhos,
Retendo a qualidade de bons vinhos,
Em tempo o seu valor se determina.
Calcado em tanta paz, alabastrina,
Valora-se em detalhes, raros linhos,
Mesmo quando defronta com espinhos
Transborda em limpidez, tão cristalina.
Início que se fez luxúria e gozo,
Retoma em mansidão, mais carinhoso,
Um sentimento quase de mormaços.
No doce badalar de calmos sinos,
Depois das tempestades, desatinos,
Toda a suavidade de teus braços...
MARCOS LOURES
Transita o vero amor, matéria fina,
Que, gerado em deslumbres de carinhos,
Retendo a qualidade de bons vinhos,
Em tempo o seu valor se determina.
Calcado em tanta paz, alabastrina,
Valora-se em detalhes, raros linhos,
Mesmo quando defronta com espinhos
Transborda em limpidez, tão cristalina.
Início que se fez luxúria e gozo,
Retoma em mansidão, mais carinhoso,
Um sentimento quase de mormaços.
No doce badalar de calmos sinos,
Depois das tempestades, desatinos,
Toda a suavidade de teus braços...
MARCOS LOURES
EM TEU RASTRO
EM TEU RASTRO
No rastro de teus mágicos perfumes
Espreito no caminho em que prossigo
O resplendor dos passos feitos lumes,
Nas lutas que prevejo, um santo abrigo.
Seguindo qual falena vou aos cumes
Mais tenebrosos plenos de perigo.
Percebo-te voraz em teus queixumes,
Além do que pretendo e não consigo.
Cupido em seus delírios; lança as setas,
Aufere seus desejos, suas metas
E em febre me atingindo, me aquebranta.
Aquém do que sonhara um ermitão,
Tomado por loucuras da paixão,
Um coração tão frágil já se encanta...
MARCOS LOURES
No rastro de teus mágicos perfumes
Espreito no caminho em que prossigo
O resplendor dos passos feitos lumes,
Nas lutas que prevejo, um santo abrigo.
Seguindo qual falena vou aos cumes
Mais tenebrosos plenos de perigo.
Percebo-te voraz em teus queixumes,
Além do que pretendo e não consigo.
Cupido em seus delírios; lança as setas,
Aufere seus desejos, suas metas
E em febre me atingindo, me aquebranta.
Aquém do que sonhara um ermitão,
Tomado por loucuras da paixão,
Um coração tão frágil já se encanta...
MARCOS LOURES
TOSCA SENSAÇÃO
TOSCA SENSAÇÃO
Na tosca sensação de vaga mente,
Refém de lerdos sonhos em volteios.
Sem tréguas que refaçam meus esteios,
Entrego-me aos teus olhos de serpente.
Veneno me inoculas, ás ardente
Na sôfrega ilusão de meus anseios.
Arrefecendo os sonhos, ledos freios,
Agônico, mergulho em lagos quentes.
Tua sensualidade, doce fúria,
Fomenta nossa noite mais espúria,
Tornando meu desejo tão disforme.
A noite semimorta já não dorme,
Tomada por luxúria, insensatez...
No gozo venenoso em que se fez...
MARCOS LOURES
Na tosca sensação de vaga mente,
Refém de lerdos sonhos em volteios.
Sem tréguas que refaçam meus esteios,
Entrego-me aos teus olhos de serpente.
Veneno me inoculas, ás ardente
Na sôfrega ilusão de meus anseios.
Arrefecendo os sonhos, ledos freios,
Agônico, mergulho em lagos quentes.
Tua sensualidade, doce fúria,
Fomenta nossa noite mais espúria,
Tornando meu desejo tão disforme.
A noite semimorta já não dorme,
Tomada por luxúria, insensatez...
No gozo venenoso em que se fez...
MARCOS LOURES
GUARDADO EM CATEDRAIS
GUARDADO EM CATEDRAIS
Guardado em catedrais que sei imensas,
Um coração se faz em duras datas,
Na vívida lembrança de outras crenças,
Nas hostes doloridas, velhas matas,
As sensações passadas, mais intensas,
No aluvião das dores insensatas...
Focado por mistérios sensuais,
De tempos que se foram, seus enganos.
No olhar vazio, mares abissais
Negando a novidade de outros planos.
Os dias que se foram, nunca mais,
Regendo o seu futuro, soberanos...
Que faço se este amor, um temporão,
Infausta novamente, o coração?
MARCOS LOURES
Guardado em catedrais que sei imensas,
Um coração se faz em duras datas,
Na vívida lembrança de outras crenças,
Nas hostes doloridas, velhas matas,
As sensações passadas, mais intensas,
No aluvião das dores insensatas...
Focado por mistérios sensuais,
De tempos que se foram, seus enganos.
No olhar vazio, mares abissais
Negando a novidade de outros planos.
Os dias que se foram, nunca mais,
Regendo o seu futuro, soberanos...
Que faço se este amor, um temporão,
Infausta novamente, o coração?
MARCOS LOURES
TEMOR
TEMOR
Temor que me invadindo, formidável
Transborda em solidão, velha quimera.
Abrindo no meu peito uma cratera
Na fome e no vazio interminável.
Além do que julgara miserável,
Mordendo devagar, teimosa fera.
Espero a solução que nunca veio,
Envolto nesta treva, sem destino.
Frágil lembrança, tosca de um menino,
Na noite solitária, um vão receio.
O medo ressurgindo, vem a pino;
Nos passos de um amor que inda rastreio.
A boca abandonada se apedreja,
Sonhando com os lábios que não beija...
MARCOS LOURES
Temor que me invadindo, formidável
Transborda em solidão, velha quimera.
Abrindo no meu peito uma cratera
Na fome e no vazio interminável.
Além do que julgara miserável,
Mordendo devagar, teimosa fera.
Espero a solução que nunca veio,
Envolto nesta treva, sem destino.
Frágil lembrança, tosca de um menino,
Na noite solitária, um vão receio.
O medo ressurgindo, vem a pino;
Nos passos de um amor que inda rastreio.
A boca abandonada se apedreja,
Sonhando com os lábios que não beija...
MARCOS LOURES
À AMIZADE - SEXTINA 27
À AMIZADE - SEXTINA 27
Os dias sem te ter vão penitentes,
As horas já não passam; tristes, duras,
Teus braços como raios envolventes
Garantem caminhadas mais seguras,
Teus olhos que me guiam, reluzentes,
Banhando cada passo com ternuras.
Buscando tão somente tais ternuras
Depois de noites tristes, penitentes
Encontro meus caminhos reluzentes
Amaciando estradas frias, duras
As mãos se tornam fortes e seguras
Trazendo estes carinhos envolventes.
Palavras que me dizes, envolventes
Tão plenas de carícias e ternuras
Mostrando soluções bem mais seguras
Redimem almas, velhas penitentes
Embora tantas vezes sejam duras
Permitem alvoradas reluzentes.
Estrelas que me entornas, reluzentes
Quais traços de amizades envolventes
Nas tramas bem mais firmes e mais duras
Tocadas pelos raios de ternuras
Protegem os que foram penitentes,
Passadas com certeza bem seguras.
Amiga com teus braços me seguras
Futuro mostra rotas reluzentes.
As pernas maltratadas penitentes
Atada nos grilhões mais envolventes
Depois de perceber tantas ternuras
Libertam-se das trevas, cruéis, duras.
As marcas mais profundas, sempre duras,
Guiadas por passadas mais seguras
Permitem vislumbrar raras ternuras,
Sentindo os claros brilhos reluzentes
Que chegam com seus raios envolventes,
Trazendo uma alegria aos penitentes.
Outrora penitentes noites duras,
Nos braços envolventes vão seguras
Nos trilhos reluzentes das ternuras...
Os dias sem te ter vão penitentes,
As horas já não passam; tristes, duras,
Teus braços como raios envolventes
Garantem caminhadas mais seguras,
Teus olhos que me guiam, reluzentes,
Banhando cada passo com ternuras.
Buscando tão somente tais ternuras
Depois de noites tristes, penitentes
Encontro meus caminhos reluzentes
Amaciando estradas frias, duras
As mãos se tornam fortes e seguras
Trazendo estes carinhos envolventes.
Palavras que me dizes, envolventes
Tão plenas de carícias e ternuras
Mostrando soluções bem mais seguras
Redimem almas, velhas penitentes
Embora tantas vezes sejam duras
Permitem alvoradas reluzentes.
Estrelas que me entornas, reluzentes
Quais traços de amizades envolventes
Nas tramas bem mais firmes e mais duras
Tocadas pelos raios de ternuras
Protegem os que foram penitentes,
Passadas com certeza bem seguras.
Amiga com teus braços me seguras
Futuro mostra rotas reluzentes.
As pernas maltratadas penitentes
Atada nos grilhões mais envolventes
Depois de perceber tantas ternuras
Libertam-se das trevas, cruéis, duras.
As marcas mais profundas, sempre duras,
Guiadas por passadas mais seguras
Permitem vislumbrar raras ternuras,
Sentindo os claros brilhos reluzentes
Que chegam com seus raios envolventes,
Trazendo uma alegria aos penitentes.
Outrora penitentes noites duras,
Nos braços envolventes vão seguras
Nos trilhos reluzentes das ternuras...
Na flor do meu amor
Na flor do meu amor
Na flor do meu amor: maracujá
As tramas mais diversas envolvendo,
O tanto que se quis em dividendo,
O resto que decerto volverá,
Não quero e nem pudera desde já
Dardeja o que se mostra neste adendo,
E o corte pouco a pouco me envolvendo
Decerto o quanto posso e não virá.
Arroxeado sonho morre cedo,
Quantas vezes; desvendo e me concedo,
No beijo que jamais se fez presente,
Descendo corredeiras e riachos,
Dos nichos dos meus erros, fogos, fachos,
E a fina areia em meu deserto se apresente.
Marcos Loures
Na flor do meu amor: maracujá
As tramas mais diversas envolvendo,
O tanto que se quis em dividendo,
O resto que decerto volverá,
Não quero e nem pudera desde já
Dardeja o que se mostra neste adendo,
E o corte pouco a pouco me envolvendo
Decerto o quanto posso e não virá.
Arroxeado sonho morre cedo,
Quantas vezes; desvendo e me concedo,
No beijo que jamais se fez presente,
Descendo corredeiras e riachos,
Dos nichos dos meus erros, fogos, fachos,
E a fina areia em meu deserto se apresente.
Marcos Loures
PLENILÚNIO
PLENILÚNIO
A noite em plenilúnio, mansa e pálida,
Deleita-se contigo, deusa nua.
Lúbrica fantasia de crisálida
Que em sonhos se entregando, já flutua.
Deitando num remanso, doce e cálida,
Temerosa pressente e enfim recua.
Amar é se entregar, louco sacrário,
Fazendo de outro corpo o seu altar.
No beijo que procura, senso vário,
Derrama-se em deleites ao luar.
Na cama ensangüentada, seu sudário,
A fome e saciedade a se buscar.
Refém deste desejo que a domina,
Mulher incandescendo uma menina...
MARCOS LOURES
A noite em plenilúnio, mansa e pálida,
Deleita-se contigo, deusa nua.
Lúbrica fantasia de crisálida
Que em sonhos se entregando, já flutua.
Deitando num remanso, doce e cálida,
Temerosa pressente e enfim recua.
Amar é se entregar, louco sacrário,
Fazendo de outro corpo o seu altar.
No beijo que procura, senso vário,
Derrama-se em deleites ao luar.
Na cama ensangüentada, seu sudário,
A fome e saciedade a se buscar.
Refém deste desejo que a domina,
Mulher incandescendo uma menina...
MARCOS LOURES
SEXTINA 26 NÃO DEVERIA ACREDITAR...
SEXTINA 26 NÃO DEVERIA ACREDITAR...
Já não mais deveria acreditar
Nos erros de quem tenta nova luz
E o tempo se em verdade não soubesse
Vagando entre as estrelas, constelares
E sei do quanto pude em teus altares
Gerar o meu caminho em liberdade.
Ainda que vivesse a liberdade
E nela inda pudesse acreditar
As sombras mais suaves dos altares
Refletem dos meus sonhos tanta luz,
E sigo entre cenários constelares
Talvez outro momento inda soubesse,
O quanto se pudera e já soubesse
E dita o meu anseio em liberdade
Os dias entre os sonhos constelares
Ainda que eu pudesse acreditar
No canto se moldando em rara luz
Trazendo ao meu olhar raros altares,
A vida se traduz em teus altares
Ainda que em verdade não soubesse
Bebendo cada gota desta luz
E nisto se conhece a liberdade
Ainda que pudesse acreditar
Nos ritos mesmo sendo constelares.
E sei dos meus anseios; constelares
Ousando na esperança em meus altares
E tento a cada instante acreditar
Embora na verdade isto eu soubesse,
Tramando o que pensara em liberdade
E neste caminhar encontro a luz,
A noite semeando em rara luz
Explode nos resumos constelares
E nisto se sentisse a liberdade
Ferrenha no caminho entre os altares
Ainda que talvez mesmo soubesse
Do quanto poderia acreditar.
E sei que acreditar em cada luz
Dizendo o que soubesse em constelares
Momentos nesta luz em tais altares.
MARCOS LOURES
Já não mais deveria acreditar
Nos erros de quem tenta nova luz
E o tempo se em verdade não soubesse
Vagando entre as estrelas, constelares
E sei do quanto pude em teus altares
Gerar o meu caminho em liberdade.
Ainda que vivesse a liberdade
E nela inda pudesse acreditar
As sombras mais suaves dos altares
Refletem dos meus sonhos tanta luz,
E sigo entre cenários constelares
Talvez outro momento inda soubesse,
O quanto se pudera e já soubesse
E dita o meu anseio em liberdade
Os dias entre os sonhos constelares
Ainda que eu pudesse acreditar
No canto se moldando em rara luz
Trazendo ao meu olhar raros altares,
A vida se traduz em teus altares
Ainda que em verdade não soubesse
Bebendo cada gota desta luz
E nisto se conhece a liberdade
Ainda que pudesse acreditar
Nos ritos mesmo sendo constelares.
E sei dos meus anseios; constelares
Ousando na esperança em meus altares
E tento a cada instante acreditar
Embora na verdade isto eu soubesse,
Tramando o que pensara em liberdade
E neste caminhar encontro a luz,
A noite semeando em rara luz
Explode nos resumos constelares
E nisto se sentisse a liberdade
Ferrenha no caminho entre os altares
Ainda que talvez mesmo soubesse
Do quanto poderia acreditar.
E sei que acreditar em cada luz
Dizendo o que soubesse em constelares
Momentos nesta luz em tais altares.
MARCOS LOURES
MEUS CADÁVERES
MEUS CADÁVERES
Arrasto os meus cadáveres e nada
Da face desenhada se apresenta,
A luta demonstrara esta sangrenta
Palavra mesmo em vão deteriorada,
A força que se molda dita estrada
O peso jamais traça ou me apascenta,
Negando qualquer sonho se inocenta
Batalha que se molde destroçada.
Não quero o novo tempo nem tampouco
O grito sem sentido, mero e louco,
Alucinadamente volto ao zero,
E sei da virulência do que vem,
Matando o que se mostre ainda aquém
Do quanto desenhei; e teimo, e quero.
Marcos Loures
Arrasto os meus cadáveres e nada
Da face desenhada se apresenta,
A luta demonstrara esta sangrenta
Palavra mesmo em vão deteriorada,
A força que se molda dita estrada
O peso jamais traça ou me apascenta,
Negando qualquer sonho se inocenta
Batalha que se molde destroçada.
Não quero o novo tempo nem tampouco
O grito sem sentido, mero e louco,
Alucinadamente volto ao zero,
E sei da virulência do que vem,
Matando o que se mostre ainda aquém
Do quanto desenhei; e teimo, e quero.
Marcos Loures
OUTRA NOITE PERDIDA
OUTRA NOITE PERDIDA
Uma noite perdida neste imenso
E turvo caminhar cenário afora,
A fonte se desmancha e o nada aflora
Traçando outro momento em que não penso,
Espinhos sangram medos, me convenço,
Da mesma vergastada desde outrora
E quando me preparo, ao ir-me embora,
Ausente de meus dedos, qualquer lenço.
Respaldos procurados, não há viço,
Somente o mesmo solo movediço
Mortiça madrugada nega o dia,
E bêbado do quanto pude crer
Nefasta criatura eu passo a ver,
Aonde a mais serena buscaria.
Marcos Loures
Uma noite perdida neste imenso
E turvo caminhar cenário afora,
A fonte se desmancha e o nada aflora
Traçando outro momento em que não penso,
Espinhos sangram medos, me convenço,
Da mesma vergastada desde outrora
E quando me preparo, ao ir-me embora,
Ausente de meus dedos, qualquer lenço.
Respaldos procurados, não há viço,
Somente o mesmo solo movediço
Mortiça madrugada nega o dia,
E bêbado do quanto pude crer
Nefasta criatura eu passo a ver,
Aonde a mais serena buscaria.
Marcos Loures
A poesia em mim... SOL FIGUEIREDO e marcos loures
A poesia em mim... SOL FIGUEIREDO e marcos loures
Eu revivi tantos sentimentos,
Ao participar desse momento,
Fez-me encantar muito mais ainda...
Por ver a poesia sempre tão bem vinda!
Embriaguei-me com tantos versos,
Enveredei por rimas, o universo...
Da métrica, um duro estudo...
Com bela poética, contudo!
Eu pensei até que não era verdade,
Essa minha nova realidade,
Em escrever sempre mais poemas...
Será que tenho algum problema,
De só querer versejar um tema?
Expressando sem tais vaidades!
© SOL Figueiredo
Vivendo sem temer o que viria
Beijando a tempestade com fervor,
Deixando no passado alguma dor
Singrando os grandes mares, poesia,
A noite que passara amara e fria,
Renasce com ternura e sem temor
Sagrando cada verso redentor
Marcando com brandura o que haveria,
Momentos que eu vivera, antes nostálgicos,
Imersos em terrores, rudes e álgicos,
Agora renascendo em sutis versos,
Assisto ao mais sublime amanhecer
E nele em cada instante me embeber
Unindo antigos passos tão dispersos.
Eu revivi tantos sentimentos,
Ao participar desse momento,
Fez-me encantar muito mais ainda...
Por ver a poesia sempre tão bem vinda!
Embriaguei-me com tantos versos,
Enveredei por rimas, o universo...
Da métrica, um duro estudo...
Com bela poética, contudo!
Eu pensei até que não era verdade,
Essa minha nova realidade,
Em escrever sempre mais poemas...
Será que tenho algum problema,
De só querer versejar um tema?
Expressando sem tais vaidades!
© SOL Figueiredo
Vivendo sem temer o que viria
Beijando a tempestade com fervor,
Deixando no passado alguma dor
Singrando os grandes mares, poesia,
A noite que passara amara e fria,
Renasce com ternura e sem temor
Sagrando cada verso redentor
Marcando com brandura o que haveria,
Momentos que eu vivera, antes nostálgicos,
Imersos em terrores, rudes e álgicos,
Agora renascendo em sutis versos,
Assisto ao mais sublime amanhecer
E nele em cada instante me embeber
Unindo antigos passos tão dispersos.
MEU VERSO
MEU VERSO
Meu verso, um velho cego e obsoleto,
Qual sombra do passado ledo e tolo,
Embora tantas vezes vá inquieto
Não serve nem sequer mais de consolo.
Esmago cada sonho, um vil inseto,
Semente que se aborta em seco solo.
Jogado sem defesa às duras feras
Em tal canibalismo que me assusta.
Refém das desditosas primaveras
Em látega vontade mais robusta.
Num precipício imenso, vãs crateras,
Além do que pensei; amar me custa.
Meu verso abandonado, pobrezinho,
Morrendo em rima e métrica, sozinho...
MARCOS LOURES
Meu verso, um velho cego e obsoleto,
Qual sombra do passado ledo e tolo,
Embora tantas vezes vá inquieto
Não serve nem sequer mais de consolo.
Esmago cada sonho, um vil inseto,
Semente que se aborta em seco solo.
Jogado sem defesa às duras feras
Em tal canibalismo que me assusta.
Refém das desditosas primaveras
Em látega vontade mais robusta.
Num precipício imenso, vãs crateras,
Além do que pensei; amar me custa.
Meu verso abandonado, pobrezinho,
Morrendo em rima e métrica, sozinho...
MARCOS LOURES
SOLIDÃO NOTURNA
SOLIDÃO NOTURNA
Na solidão noturna me recolho
E vejo tua sombra na parede;
Meu sonho mais esguio, sem ferrolho,
Na boca imaginária mata a sede.
Na sombra um brilho fosco reflete o olho
Num incêndio saudoso, a velha rede.
Procuro, sem sucesso, te tocar,
Apenas o vazio por herança.
Os raios portentosos do luar
Inflam, num momento esta esperança.
Mas nada encontrarei. Só, a brilhar,
Um rastro faiscante, uma lembrança.
No espelho de meu quarto, um vago senso,
Reflete o nosso amor que foi imenso....
MARCOS LOURES
Na solidão noturna me recolho
E vejo tua sombra na parede;
Meu sonho mais esguio, sem ferrolho,
Na boca imaginária mata a sede.
Na sombra um brilho fosco reflete o olho
Num incêndio saudoso, a velha rede.
Procuro, sem sucesso, te tocar,
Apenas o vazio por herança.
Os raios portentosos do luar
Inflam, num momento esta esperança.
Mas nada encontrarei. Só, a brilhar,
Um rastro faiscante, uma lembrança.
No espelho de meu quarto, um vago senso,
Reflete o nosso amor que foi imenso....
MARCOS LOURES
IMERSO EM TANTAS ÂNSIAS
IMERSO EM TANTAS ÂNSIAS
Profundamente imerso em tantas ânsias,
Calejo uma emoção em corpo frágil.
Percebo, nos teus olhos repugnância
Na fuga que encetaste, bem mais ágil.
Nas dores que guardei em leda infância
A sorte que sonhara, simples plágio.
Ao ver-me assim, exposto a tais ruínas,
Do altar que imaginei, amor sincero,
Na luta que bem sei tu abominas
A solidão devora em gesto fero.
Numa ressurreição de antigas minas
Um resto de ilusão que ainda espero.
Os vermes pouco a pouco me tomando
Não sei se aguardarei nem até quando...
MARCOS LOURES
Profundamente imerso em tantas ânsias,
Calejo uma emoção em corpo frágil.
Percebo, nos teus olhos repugnância
Na fuga que encetaste, bem mais ágil.
Nas dores que guardei em leda infância
A sorte que sonhara, simples plágio.
Ao ver-me assim, exposto a tais ruínas,
Do altar que imaginei, amor sincero,
Na luta que bem sei tu abominas
A solidão devora em gesto fero.
Numa ressurreição de antigas minas
Um resto de ilusão que ainda espero.
Os vermes pouco a pouco me tomando
Não sei se aguardarei nem até quando...
MARCOS LOURES
ALÉM DO QUE SONHEI
ALÉM DO QUE SONHEI
Além do que sonhei que já tivesse
Do encanto que se fez contentamento.
É como se deveras, numa prece,
Amor de dores fosse assim isento.
Porém o duro Fado não esquece
Sequer por um segundo ou um momento.
Às ordens deste amor, estou sujeito,
E assim se fazem cantos mais diversos.
Professo mesmo embalde o meu direito
Na busca da alegria nestes versos.
Tu queres e bem sabes que eu aceito
Oferecendo a ti meus universos.
Enganos proferidos sem descanso,
Teu mundo que procuro e não alcanço...
MARCOS LOURES
Além do que sonhei que já tivesse
Do encanto que se fez contentamento.
É como se deveras, numa prece,
Amor de dores fosse assim isento.
Porém o duro Fado não esquece
Sequer por um segundo ou um momento.
Às ordens deste amor, estou sujeito,
E assim se fazem cantos mais diversos.
Professo mesmo embalde o meu direito
Na busca da alegria nestes versos.
Tu queres e bem sabes que eu aceito
Oferecendo a ti meus universos.
Enganos proferidos sem descanso,
Teu mundo que procuro e não alcanço...
MARCOS LOURES
CANTANDO O PLENO AMOR
CANTANDO O PLENO AMOR
Cantando o pleno amor, tão docemente
Em termos que me fazem namorado
Da lua que se explana totalmente
Em brilho, com teu colo prateado.
Percebo uma ousadia mais presente
Num ato que se mostra delicado.
Na sutileza calma deste gesto
Invade meu jardim, clareia as rosas,
Senhora do meu sonho em que eu empresto
As mãos em seus carinhos, desejosas.
Quem veio de outro tempo tão funesto
Se esbalda com delícias perfumosas...
Procuro amada lua em qualquer parte,
Bem certo destes lumes em plena arte.
MARCOS LOURES
Cantando o pleno amor, tão docemente
Em termos que me fazem namorado
Da lua que se explana totalmente
Em brilho, com teu colo prateado.
Percebo uma ousadia mais presente
Num ato que se mostra delicado.
Na sutileza calma deste gesto
Invade meu jardim, clareia as rosas,
Senhora do meu sonho em que eu empresto
As mãos em seus carinhos, desejosas.
Quem veio de outro tempo tão funesto
Se esbalda com delícias perfumosas...
Procuro amada lua em qualquer parte,
Bem certo destes lumes em plena arte.
MARCOS LOURES
DOCE AMIGA DA SAUDADE
DOCE AMIGA DA SAUDADE
Tristeza, doce amiga da saudade,
Vestindo uma pobre alma penitente.
Ressoa desde a minha mocidade
Deitada em minha cama, enlanguescente.
Vivê-la é mais que só fatalidade
Que toca um velho peito tão descrente.
Condiz com cada sonho em minha vida,
Refém de longo tempo em vago riso.
Caminho por vereda mais florida
Ausente do perfume; perco o siso.
Na face em dor intensa, contraída;
Distante do que penso, um paraíso...
Aberto o coração não se renova
Aguarda simplesmente a sua cova...
MARCOS LOURES
Tristeza, doce amiga da saudade,
Vestindo uma pobre alma penitente.
Ressoa desde a minha mocidade
Deitada em minha cama, enlanguescente.
Vivê-la é mais que só fatalidade
Que toca um velho peito tão descrente.
Condiz com cada sonho em minha vida,
Refém de longo tempo em vago riso.
Caminho por vereda mais florida
Ausente do perfume; perco o siso.
Na face em dor intensa, contraída;
Distante do que penso, um paraíso...
Aberto o coração não se renova
Aguarda simplesmente a sua cova...
MARCOS LOURES
Quem dera...
Quem dera...
Quem dera se pudesse outro pavio
Enquanto a cera espalha fogo e fúria
Na mesma solidão, resta a lamúria,
E o preço quando o pago, desafio.
Cevando em margens áridas, meu rio,
O tanto se perdendo em tal penúria,
E nada do que possa enfim, depure-a,
Marcando o que se ouvisse em tom sombrio,
Alheio aos descaminhos que me trazes,
Ainda quando luto por audazes
Anseios mergulhando no jamais,
Enfrento os desafetos, mas prossigo,
E tento mesmo em canto atroz e antigo
Vencer os ermos dias tão banais...
Marcos Loures
Quem dera se pudesse outro pavio
Enquanto a cera espalha fogo e fúria
Na mesma solidão, resta a lamúria,
E o preço quando o pago, desafio.
Cevando em margens áridas, meu rio,
O tanto se perdendo em tal penúria,
E nada do que possa enfim, depure-a,
Marcando o que se ouvisse em tom sombrio,
Alheio aos descaminhos que me trazes,
Ainda quando luto por audazes
Anseios mergulhando no jamais,
Enfrento os desafetos, mas prossigo,
E tento mesmo em canto atroz e antigo
Vencer os ermos dias tão banais...
Marcos Loures
SILHUETA ESGUIA
SILHUETA ESGUIA
Ao ver a silhueta tão esguia
De quem sempre sonhei, imagem bela.
Percebo que em verdade eu já vivia
Na busca de quem deusa enfim, revela.
Relances maviosos da alegria
Onde um futuro em fausto, amor já sela.
Amor, um velho bruxo, feiticeiro;
Se faz pura magia e forte encanto.
Um sentimento nobre e verdadeiro
Emoldura beleza em breve canto.
Enfronha-se em palavras, sorrateiro,
Pegando de surpresa, um mago espanto.
Ao ver a silhueta tão esguia,
A noite mergulhando em fantasia...
MARCOS LOURES
Ao ver a silhueta tão esguia
De quem sempre sonhei, imagem bela.
Percebo que em verdade eu já vivia
Na busca de quem deusa enfim, revela.
Relances maviosos da alegria
Onde um futuro em fausto, amor já sela.
Amor, um velho bruxo, feiticeiro;
Se faz pura magia e forte encanto.
Um sentimento nobre e verdadeiro
Emoldura beleza em breve canto.
Enfronha-se em palavras, sorrateiro,
Pegando de surpresa, um mago espanto.
Ao ver a silhueta tão esguia,
A noite mergulhando em fantasia...
MARCOS LOURES
MEUS DIAS
MEUS DIAS
Meus dias quando outrora alvissareiros,
Raríssimos troféus de uma esperança.
Promessas de vitória e seus loureiros,
Julgando bem mais forte uma aliança
Primor de velhos sonhos que, guerreiros,
Morreram sem resquícios na lembrança.
No lodo em que emergi, pr’a sempre imundo,
Charneca de meus olhos, falsidades,
No pélago vazio em que me inundo,
Distante de pureza e castidades,
Vagando sem ter rumo pelo mundo,
Apenas me restando tais saudades...
No crocitar de uma alma prisioneira
Somente a solidão é companheira.
MARCOS LOURES
Meus dias quando outrora alvissareiros,
Raríssimos troféus de uma esperança.
Promessas de vitória e seus loureiros,
Julgando bem mais forte uma aliança
Primor de velhos sonhos que, guerreiros,
Morreram sem resquícios na lembrança.
No lodo em que emergi, pr’a sempre imundo,
Charneca de meus olhos, falsidades,
No pélago vazio em que me inundo,
Distante de pureza e castidades,
Vagando sem ter rumo pelo mundo,
Apenas me restando tais saudades...
No crocitar de uma alma prisioneira
Somente a solidão é companheira.
MARCOS LOURES
TEU PERFUME DESEJADO
TEU PERFUME DESEJADO
Sentir o teu perfume desejado,
Tocando em tuas pernas, calmo mar.
Recebo pelo vento o teu recado,
Sentindo esta vontade de ficar.
A vida inteira sempre do teu lado,
E todo o teu carinho desfrutar.
Não vês como eu estou apaixonado?
Deitar o nosso amor sob o luar...
As nuvens passeando em nosso céu,
Formando uma paisagem delicada.
Galopo no teu corpo, qual corcel,
Voltando a ser de novo o teu rapaz,
Sorvendo cada gota iluminada
Que o brilho deste amor, pra sempre, traz...
MARCOS LOURES
Sentir o teu perfume desejado,
Tocando em tuas pernas, calmo mar.
Recebo pelo vento o teu recado,
Sentindo esta vontade de ficar.
A vida inteira sempre do teu lado,
E todo o teu carinho desfrutar.
Não vês como eu estou apaixonado?
Deitar o nosso amor sob o luar...
As nuvens passeando em nosso céu,
Formando uma paisagem delicada.
Galopo no teu corpo, qual corcel,
Voltando a ser de novo o teu rapaz,
Sorvendo cada gota iluminada
Que o brilho deste amor, pra sempre, traz...
MARCOS LOURES
NÃO INVEJES
NÃO INVEJES
Amiga não invejes mais ninguém,
Às vezes um sorriso só disfarça
Do nada tanto nada sempre vem,
Fingindo ser feliz quem já se esgarça;
Vazio sem sequer saber um bem,
Tentando se esconder de uma desgraça
Na busca da alegria, que não tem;
Volúvel e tão frágil se esfumaça...
Assim há tanta gente neste mundo
Que tenta demonstrar felicidade.
Se perdem da verdade em um segundo,
Sorrisos mentirosos, todos falsos,
Distante do que for sinceridade,
Preparam os seus próprios cadafalsos...
MARCOS LOURES
Amiga não invejes mais ninguém,
Às vezes um sorriso só disfarça
Do nada tanto nada sempre vem,
Fingindo ser feliz quem já se esgarça;
Vazio sem sequer saber um bem,
Tentando se esconder de uma desgraça
Na busca da alegria, que não tem;
Volúvel e tão frágil se esfumaça...
Assim há tanta gente neste mundo
Que tenta demonstrar felicidade.
Se perdem da verdade em um segundo,
Sorrisos mentirosos, todos falsos,
Distante do que for sinceridade,
Preparam os seus próprios cadafalsos...
MARCOS LOURES
TEUS OLHOS ME CORTANDO
TEUS OLHOS ME CORTANDO
Teus olhos me cortando qual espada
Penetram no meu peito, são punhais.
Mostrando minha sorte retratada
Em brilhos tão possantes, divinais...
Recebo em teu olhar forças leais
Que invadem toda negra madrugada
Com lumes mais perfeitos, magistrais...
Aquecem mesmo a noite mais gelada...
Olhar que me denota toda a crença
De quem eu aprendi, bem cedo amar
Fazendo em sua chama a diferença.
Rebrilham toda sorte que há em mim,
Além desta beleza de um luar,
Ajudam-me a querer-te tanto assim...
MARCOS LOURES
Teus olhos me cortando qual espada
Penetram no meu peito, são punhais.
Mostrando minha sorte retratada
Em brilhos tão possantes, divinais...
Recebo em teu olhar forças leais
Que invadem toda negra madrugada
Com lumes mais perfeitos, magistrais...
Aquecem mesmo a noite mais gelada...
Olhar que me denota toda a crença
De quem eu aprendi, bem cedo amar
Fazendo em sua chama a diferença.
Rebrilham toda sorte que há em mim,
Além desta beleza de um luar,
Ajudam-me a querer-te tanto assim...
MARCOS LOURES
NEGAR A MINHA SORTE?
NEGAR A MINHA SORTE?
Negar a própria sorte? Quem me dera...
Meu mundo se esvaíra há tantos anos,
E neles outros tantos desenganos
Marcando o que deveras inda espera
A farsa mesmo quando foi sincera
Expressa; no final, somente os danos,
E os passos entre rumos desumanos,
Esperam numa esquina o salto, a fera,
Erguesse alguma luz, mero troféu,
Porém nublado sempre o antigo céu
Em véus mais turbulentos, heresias.
Não quero acreditar que inda trarias
Alguma solução quando não vejo
Sequer o menor traço, nem lampejo.
Marcos Loures
Negar a própria sorte? Quem me dera...
Meu mundo se esvaíra há tantos anos,
E neles outros tantos desenganos
Marcando o que deveras inda espera
A farsa mesmo quando foi sincera
Expressa; no final, somente os danos,
E os passos entre rumos desumanos,
Esperam numa esquina o salto, a fera,
Erguesse alguma luz, mero troféu,
Porém nublado sempre o antigo céu
Em véus mais turbulentos, heresias.
Não quero acreditar que inda trarias
Alguma solução quando não vejo
Sequer o menor traço, nem lampejo.
Marcos Loures
QUAIS ONDAS...
QUAIS ONDAS...
Nas ondas do que eu creio e não veria,
O tempo se anuncia em tal borrasca
Que nada mais pudesse, sendo a casca
Do quanto se tentara em fantasia,
Do vento que se espalha a cada dia,
No tórrido verão, vejo a nevasca,
Deste arvoredo sobra apenas lasca,
E o mundo em paz jamais se volveria,
A fome a cada instante, o medo, o cardo,
E quando o passo eu tento além, retardo,
Marcado pelos erros e disfarces,
As travas são as mesmas, no poder,
A monetária sede de vencer,
Amiga, sem saber também me esgarces.
Marcos Loures
Nas ondas do que eu creio e não veria,
O tempo se anuncia em tal borrasca
Que nada mais pudesse, sendo a casca
Do quanto se tentara em fantasia,
Do vento que se espalha a cada dia,
No tórrido verão, vejo a nevasca,
Deste arvoredo sobra apenas lasca,
E o mundo em paz jamais se volveria,
A fome a cada instante, o medo, o cardo,
E quando o passo eu tento além, retardo,
Marcado pelos erros e disfarces,
As travas são as mesmas, no poder,
A monetária sede de vencer,
Amiga, sem saber também me esgarces.
Marcos Loures
O QUE NOS RESTA A FAZER
O QUE NOS RESTA A FAZER
Os lemes já partidos, sem timão,
O barco se condena e sigo aquém
Do quanto deveria e nunca vem,
Marcado pelos erros que virão.
Enquanto se tentar na embarcação
O mundo que de fato nos convém,
A luta se esvaindo, e vejo bem,
Somente o mesmo tom, farsa, ilusão.
Não quero acreditar mais no que há tanto
Pudesse ser bem claro e se me espanto,
Do pranto que resume minha sorte,
Apenas renascendo em todo corte,
Encontro enganos mil em cada canto,
E espero, mansamente e ausente, a morte.
Marcos Loures
Os lemes já partidos, sem timão,
O barco se condena e sigo aquém
Do quanto deveria e nunca vem,
Marcado pelos erros que virão.
Enquanto se tentar na embarcação
O mundo que de fato nos convém,
A luta se esvaindo, e vejo bem,
Somente o mesmo tom, farsa, ilusão.
Não quero acreditar mais no que há tanto
Pudesse ser bem claro e se me espanto,
Do pranto que resume minha sorte,
Apenas renascendo em todo corte,
Encontro enganos mil em cada canto,
E espero, mansamente e ausente, a morte.
Marcos Loures
MIRAGEM
MIRAGEM
Reflito os meus enganos, outra vez,
E nada do que venha desde outrora
Noutro cenário em paz não corrobora,
Embora outro momento ainda vês,
E saibas que afinal no que tu crês
Aos poucos, dia a dia se evapora,
Restando quase nada e mesmo agora
Restaura-se esta eterna insensatez.
Surfando pelo tempo, um imbecil,
Eclode no que busca e nunca viu,
Um vil tormento dita esta viagem,
E quando se acredita noutro rumo,
Num novo amanhecer; eu não me aprumo,
Sabendo qualquer luz, mera miragem...
Marcos Loures
Reflito os meus enganos, outra vez,
E nada do que venha desde outrora
Noutro cenário em paz não corrobora,
Embora outro momento ainda vês,
E saibas que afinal no que tu crês
Aos poucos, dia a dia se evapora,
Restando quase nada e mesmo agora
Restaura-se esta eterna insensatez.
Surfando pelo tempo, um imbecil,
Eclode no que busca e nunca viu,
Um vil tormento dita esta viagem,
E quando se acredita noutro rumo,
Num novo amanhecer; eu não me aprumo,
Sabendo qualquer luz, mera miragem...
Marcos Loures
IDÊNTICOS UNIVERSOS
IDÊNTICOS UNIVERSOS
Mas, como acreditar na humanidade,
A cada novo tempo; apodrecida,
Imagem de uma antiga refletida
Repete a mesma sorte que a degrade,
Enquanto se fizer felicidade
Nas tramas do poder, cadê saída?
A face noutro espelho refletida,
O novo bebe a velha iniquidade,
E nada novo sinto sob o sol,
Apenas o que possa em vil farol
Traçar um descaminho após diversos,
Convergem para a dura e turva senda,
Aonde cada engodo ora desvenda
Idênticos, em síntese, universos.
Marcos Loures
Mas, como acreditar na humanidade,
A cada novo tempo; apodrecida,
Imagem de uma antiga refletida
Repete a mesma sorte que a degrade,
Enquanto se fizer felicidade
Nas tramas do poder, cadê saída?
A face noutro espelho refletida,
O novo bebe a velha iniquidade,
E nada novo sinto sob o sol,
Apenas o que possa em vil farol
Traçar um descaminho após diversos,
Convergem para a dura e turva senda,
Aonde cada engodo ora desvenda
Idênticos, em síntese, universos.
Marcos Loures
TEU CORPO DESEJADO
TEU CORPO DESEJADO
Teu corpo desejado e tão lascivo,
Deitando em mil carícias violentas,
Num gozo tão terrível e aflitivo,
Em magos sentimentos, me arrebentas.
Teu corpo que possuo, e nisso vivo,
Mostrando estas vontades mais sangrentas,
Hedônico, sedento e convulsivo,
Na força que demonstras e me ostentas...
Num sôfrego fascínio, uma demente,
Um hálito sedento, doce e quente.
Um toque mais audaz, voluptuoso,
Recebo teus carinhos, teus afagos,
Em aguardentes goles, grandes tragos
Que explodem sem limites no teu gozo...
MARCOS LOURES
Teu corpo desejado e tão lascivo,
Deitando em mil carícias violentas,
Num gozo tão terrível e aflitivo,
Em magos sentimentos, me arrebentas.
Teu corpo que possuo, e nisso vivo,
Mostrando estas vontades mais sangrentas,
Hedônico, sedento e convulsivo,
Na força que demonstras e me ostentas...
Num sôfrego fascínio, uma demente,
Um hálito sedento, doce e quente.
Um toque mais audaz, voluptuoso,
Recebo teus carinhos, teus afagos,
Em aguardentes goles, grandes tragos
Que explodem sem limites no teu gozo...
MARCOS LOURES
INCÊNDIOS QUE NOS TOCAM
INCÊNDIOS QUE NOS TOCAM
Lamber-te por inteiro, ser teu homem...
Molhando tua flor tão desejada.
Incêndios que nos tocam e consomem,
Na fúria que te fez por mim amada.
Desnuda-te, perfumas e me domas,
Em teu castelo, invado o teu jardim.
Bebendo gole em gole, tu me tomas
Sorvendo intensamente, até o fim.
Sem mais reservas, deixo-me tragar
Te dando todo amor que mais querias.
Alago com prazeres o teu mar.
Nadando em cada sonho, verso e canto,
Mergulho sem limites, fantasias,
E me entrego, sem rumo, ao teu encanto...
MARCOS LOURES
Lamber-te por inteiro, ser teu homem...
Molhando tua flor tão desejada.
Incêndios que nos tocam e consomem,
Na fúria que te fez por mim amada.
Desnuda-te, perfumas e me domas,
Em teu castelo, invado o teu jardim.
Bebendo gole em gole, tu me tomas
Sorvendo intensamente, até o fim.
Sem mais reservas, deixo-me tragar
Te dando todo amor que mais querias.
Alago com prazeres o teu mar.
Nadando em cada sonho, verso e canto,
Mergulho sem limites, fantasias,
E me entrego, sem rumo, ao teu encanto...
MARCOS LOURES
AMARGURADA
AMARGURADA
A noite que te trouxe, amargurada
Em fantasia imensa e vaporosa,
Deixando minha vida abandonada
Matando em meu jardim jasmim e rosa.
Depois de certo tempo, um quase nada
Traçando uma esperança dadivosa,
A noite se mostrou mais constelada,
Já menos sofredora e dolorosa...
Dormências em meus sonhos mais secretos,
Aos poucos emoções me dominando.
A chuva mansamente em meu deserto,
Encharca uma alegria em seus espaços.
A vida para mim abrindo os braços,
O sol em alvorada vem raiando.
MARCOS LOURES
A noite que te trouxe, amargurada
Em fantasia imensa e vaporosa,
Deixando minha vida abandonada
Matando em meu jardim jasmim e rosa.
Depois de certo tempo, um quase nada
Traçando uma esperança dadivosa,
A noite se mostrou mais constelada,
Já menos sofredora e dolorosa...
Dormências em meus sonhos mais secretos,
Aos poucos emoções me dominando.
A chuva mansamente em meu deserto,
Encharca uma alegria em seus espaços.
A vida para mim abrindo os braços,
O sol em alvorada vem raiando.
MARCOS LOURES
MARCAS DE DIAS DOLOROSOS
MARCAS DE DIAS DOLOROSOS
Meus cabelos tomados pela prata,
As marcas de outros dias dolorosos,
A solidão que conheci já se retrata,
Dos sonhos que morreram, venenosos...
Vida de quem não ama, eu sei; maltrata,
Distante dos caminhos luminosos,
Perdido em ilusão, escura mata,
Somente estes momentos tenebrosos...
Amor que parecera ser bizarro,
Moldando nos teus braços, fino barro
Do qual eu renasci, minha querida.
Do medo que vivera no passado,
Cumprindo minha sina do teu lado;
Salvando, finalmente minha vida...
MARCOS LOURES
Meus cabelos tomados pela prata,
As marcas de outros dias dolorosos,
A solidão que conheci já se retrata,
Dos sonhos que morreram, venenosos...
Vida de quem não ama, eu sei; maltrata,
Distante dos caminhos luminosos,
Perdido em ilusão, escura mata,
Somente estes momentos tenebrosos...
Amor que parecera ser bizarro,
Moldando nos teus braços, fino barro
Do qual eu renasci, minha querida.
Do medo que vivera no passado,
Cumprindo minha sina do teu lado;
Salvando, finalmente minha vida...
MARCOS LOURES
SEXTINA 25 ESTA EMOÇÃO
SEXTINA 25 ESTA EMOÇÃO
Trazendo sempre à baila esta emoção
Ousando na verdade ser feliz
O quanto da esperança não me dita
Servindo ao que pudera noutro instante
E o corte se aprofunda dentro da alma
Matando suavemente em ironia.
O mundo apresentando em ironia
O que pudesse ser pura emoção
No vento que invadindo esta pura alma
Traçando outro caminho mais feliz
E nada poderia neste instante
E sei do quanto o tempo sempre dita,
A luta sem certeza em leda dita
Vencendo o quanto resta em ironia
E nisto se moldara a cada instante
E trama no meu rumo esta emoção
E sei do que pudesse ser feliz
A vida não traria além esta alma,
O canto ao invadir em paz minha alma
E trama o que a expressão deveras dita
E deixa o meu sorriso mais feliz
Marcando com ternura esta ironia
E vivo tão somente da emoção
Moldada num momento em novo instante,
O tanto quanto possa neste instante
Ditame sem igual que toca na alma
De quem se moldaria em emoção
E fala do que possa em rara dita,
Negando o que trouxera em ironia
Tocando levemente o que é feliz
A vida se explodindo faz feliz
O manto desenhando neste instante
E trago dentro da alma esta ironia,
Varia a cada passo noutro instante
E gera o quanto quero em nossa dita
Trazendo com firmeza esta emoção.
O mundo em emoção me faz feliz
E muda a minha dita a cada instante
Matando dentro da alma uma ironia.
MARCOS LOURES
Trazendo sempre à baila esta emoção
Ousando na verdade ser feliz
O quanto da esperança não me dita
Servindo ao que pudera noutro instante
E o corte se aprofunda dentro da alma
Matando suavemente em ironia.
O mundo apresentando em ironia
O que pudesse ser pura emoção
No vento que invadindo esta pura alma
Traçando outro caminho mais feliz
E nada poderia neste instante
E sei do quanto o tempo sempre dita,
A luta sem certeza em leda dita
Vencendo o quanto resta em ironia
E nisto se moldara a cada instante
E trama no meu rumo esta emoção
E sei do que pudesse ser feliz
A vida não traria além esta alma,
O canto ao invadir em paz minha alma
E trama o que a expressão deveras dita
E deixa o meu sorriso mais feliz
Marcando com ternura esta ironia
E vivo tão somente da emoção
Moldada num momento em novo instante,
O tanto quanto possa neste instante
Ditame sem igual que toca na alma
De quem se moldaria em emoção
E fala do que possa em rara dita,
Negando o que trouxera em ironia
Tocando levemente o que é feliz
A vida se explodindo faz feliz
O manto desenhando neste instante
E trago dentro da alma esta ironia,
Varia a cada passo noutro instante
E gera o quanto quero em nossa dita
Trazendo com firmeza esta emoção.
O mundo em emoção me faz feliz
E muda a minha dita a cada instante
Matando dentro da alma uma ironia.
MARCOS LOURES
SENTIMENTOS VÃOS
SENTIMENTOS VÃOS
Meus sentimentos vãos, loucos, terríveis,
Formando assim tão trágicos aspectos,
Percebem teus sorrisos impassíveis,
Distantes de meus males, mais secretos.
Embora parecendo incoercíveis
Meus medos vão tomando todo afeto.
Os sonhos se parecem insensíveis
Não trazem nenhum fato mais concreto.
Um coração se perde nas fanfarras
Dos dias em que fora mais feliz.
Rompendo, no final tantas agarras,
As dores que se foram, dilaceram,
Apenas noutros dias que se esperam,
Amor que bem distante, eu sempre quis...
MARCOS LOURES
Meus sentimentos vãos, loucos, terríveis,
Formando assim tão trágicos aspectos,
Percebem teus sorrisos impassíveis,
Distantes de meus males, mais secretos.
Embora parecendo incoercíveis
Meus medos vão tomando todo afeto.
Os sonhos se parecem insensíveis
Não trazem nenhum fato mais concreto.
Um coração se perde nas fanfarras
Dos dias em que fora mais feliz.
Rompendo, no final tantas agarras,
As dores que se foram, dilaceram,
Apenas noutros dias que se esperam,
Amor que bem distante, eu sempre quis...
MARCOS LOURES
A DOR QUE NOS HUMILHA
A DOR QUE NOS HUMILHA
A dor que quando vem nos entristece,
Ferindo muitas vezes nos humilha;
Negando ao próprio Deus, calando a prece,
Matando de um amor, a maravilha.
Tanta tristeza e mágoa sempre tece.
Aos corações amantes, em medos, pilha
Uma esperança assim, cedo fenece;
Nem mesmo a fantasia compartilha...
Sozinhos, sem ter rumo, nada vem,
O gosto tão amargo, uma quimera.
Distante do que fora nosso bem,
O sol já se perdendo em falsidade.
Só resta em nosso peito a leda espera
Do brilho salvador de uma amizade.
MARCOS LOURES
A dor que quando vem nos entristece,
Ferindo muitas vezes nos humilha;
Negando ao próprio Deus, calando a prece,
Matando de um amor, a maravilha.
Tanta tristeza e mágoa sempre tece.
Aos corações amantes, em medos, pilha
Uma esperança assim, cedo fenece;
Nem mesmo a fantasia compartilha...
Sozinhos, sem ter rumo, nada vem,
O gosto tão amargo, uma quimera.
Distante do que fora nosso bem,
O sol já se perdendo em falsidade.
Só resta em nosso peito a leda espera
Do brilho salvador de uma amizade.
MARCOS LOURES
segunda-feira, 2 de julho de 2012
HORAS DERRADEIRAS
HORAS DERRADEIRAS
Desfraldam-se desejos, madrugadas,
As horas vão passando, derradeiras,
As fúrias se mostrando arrebatadas,
De todas as insânias, as primeiras.
De todas as vontades vasculhadas,
Loucuras sempre foram as primeiras;
As tramas que traçamos, altaneiras,
Mostrando tuas pernas enlaçadas...
Avanço o território mais gentil,
Tomando cada ponto, na batalha,
Amor vai se mostrando mais sutil,
No corte desejado em que se entalha
As marcas de um querer inebriante,
Saber tuas defesas, doce amante...
MARCOS LOURES
Desfraldam-se desejos, madrugadas,
As horas vão passando, derradeiras,
As fúrias se mostrando arrebatadas,
De todas as insânias, as primeiras.
De todas as vontades vasculhadas,
Loucuras sempre foram as primeiras;
As tramas que traçamos, altaneiras,
Mostrando tuas pernas enlaçadas...
Avanço o território mais gentil,
Tomando cada ponto, na batalha,
Amor vai se mostrando mais sutil,
No corte desejado em que se entalha
As marcas de um querer inebriante,
Saber tuas defesas, doce amante...
MARCOS LOURES
OPULÊNCIAS
OPULÊNCIAS
Teus seios sem recato em opulências,
Entornam tua láctea brancura.
Amor que já se fez sem reticências,
Envolto em duras garras, me tortura.
Discretos os teus gestos de decências,
Fugazes, emergidos em ternura,
Roubando das estrelas florescências
Escrevem meu amor em mão impura.
Sentindo o meu destino em ledo corte,
Sacrários mentirosos e marmóreos,
Engodos em caminhos antes flóreos,
Na presa da mulher feita serpente,
Amar festa impossível, que pressente
Momentos que anunciam minha morte
MARCOS LOURES
Teus seios sem recato em opulências,
Entornam tua láctea brancura.
Amor que já se fez sem reticências,
Envolto em duras garras, me tortura.
Discretos os teus gestos de decências,
Fugazes, emergidos em ternura,
Roubando das estrelas florescências
Escrevem meu amor em mão impura.
Sentindo o meu destino em ledo corte,
Sacrários mentirosos e marmóreos,
Engodos em caminhos antes flóreos,
Na presa da mulher feita serpente,
Amar festa impossível, que pressente
Momentos que anunciam minha morte
MARCOS LOURES
MEUS SONHOS
MEUS SONHOS
Meus sonhos, belas dálias no meu peito,
Eflúvios da paixão indefinidos.
Num átimo buscando ser eleito
De amores que se fazem dos olvidos.
Num límpido segredo,satisfeito,
Eu adormeço a paz de ter sentido
Em esplendor raríssimo e perfeito
Todo o temor que houvera, resolvido.
Caminho pelas sendas florescidas,
Buscando pelas fontes sempre frescas,
Montanhas, cordilheiras gigantescas,
Não ousam impedir as nossas vidas.
No sonho em que esse amor já me enternece
Eu agradeço a Deus, louvor e prece...
MARCOS LOURES
Meus sonhos, belas dálias no meu peito,
Eflúvios da paixão indefinidos.
Num átimo buscando ser eleito
De amores que se fazem dos olvidos.
Num límpido segredo,satisfeito,
Eu adormeço a paz de ter sentido
Em esplendor raríssimo e perfeito
Todo o temor que houvera, resolvido.
Caminho pelas sendas florescidas,
Buscando pelas fontes sempre frescas,
Montanhas, cordilheiras gigantescas,
Não ousam impedir as nossas vidas.
No sonho em que esse amor já me enternece
Eu agradeço a Deus, louvor e prece...
MARCOS LOURES
VENENOSA
VENENOSA
A boca que me beija, venenosa
Transforma cada sonho em pesadelos.
Espinho que brotou em bela rosa,
Medusa em mil serpentes, nos cabelos.
A pele tão macia e veludosa,
Transborda nas escamas, mil novelos,
Quem fora mais bonita e mais cheirosa,
Aos poucos se transforma. Frios gelos...
Do amor que se fizera flamejante
Mulher que se mostrara louca amante,
Tomada num momento por veneno.
Pressinto a languidez de uma serpente,
Matando todo amor que diz que sente,
Da morte sem perdão, um triste aceno...
MARCOS LOURES
A boca que me beija, venenosa
Transforma cada sonho em pesadelos.
Espinho que brotou em bela rosa,
Medusa em mil serpentes, nos cabelos.
A pele tão macia e veludosa,
Transborda nas escamas, mil novelos,
Quem fora mais bonita e mais cheirosa,
Aos poucos se transforma. Frios gelos...
Do amor que se fizera flamejante
Mulher que se mostrara louca amante,
Tomada num momento por veneno.
Pressinto a languidez de uma serpente,
Matando todo amor que diz que sente,
Da morte sem perdão, um triste aceno...
MARCOS LOURES
BELO SONHO
BELO SONHO
Depois de tanto tempo em lama e treva,
Vagando pelo mundo em duro rito,
Vivendo sem carinho em triste leva
Rendido ao pesadelo mais maldito.
Nem mesmo uma esperança se releva
De uma dor retumbando amargo grito,
Sem sonhos e desejos, sem reserva.
O peito empedernido num granito...
Percebo em tua boca mais voraz,
Promessa de outro mundo mais risonho.
Recendes ao perfume tão audaz,
Que trama na luxúria um louco cio.
Deitando nos teus seios, belo sonho,
Tomando um coração antes vazio...
MARCOS LOURES
Depois de tanto tempo em lama e treva,
Vagando pelo mundo em duro rito,
Vivendo sem carinho em triste leva
Rendido ao pesadelo mais maldito.
Nem mesmo uma esperança se releva
De uma dor retumbando amargo grito,
Sem sonhos e desejos, sem reserva.
O peito empedernido num granito...
Percebo em tua boca mais voraz,
Promessa de outro mundo mais risonho.
Recendes ao perfume tão audaz,
Que trama na luxúria um louco cio.
Deitando nos teus seios, belo sonho,
Tomando um coração antes vazio...
MARCOS LOURES
QUANTO VALE UMA AMIZADE
QUANTO VALE UMA AMIZADE
Percebo quanto vale uma amizade
Ao ver a solidão que me devora.
Depois de ter negado a claridade,
Minha alma, sem apoio, sempre chora.
Talvez, quem sabe, nunca seja tarde
Por isso estou pedindo: vem agora,
Mostrando como é boa a liberdade
Sem medo e sem temor, a qualquer hora.
Desculpe este lamento que remeto
Em versos desmedidos e sem métrica.
O que tentei; aborto de um soneto,
Foi para te dizer, querido amigo,
Não deixe que esta vida seja tétrica,
Preciso de teu braço aqui. Comigo...
MARCOS LOURES
Percebo quanto vale uma amizade
Ao ver a solidão que me devora.
Depois de ter negado a claridade,
Minha alma, sem apoio, sempre chora.
Talvez, quem sabe, nunca seja tarde
Por isso estou pedindo: vem agora,
Mostrando como é boa a liberdade
Sem medo e sem temor, a qualquer hora.
Desculpe este lamento que remeto
Em versos desmedidos e sem métrica.
O que tentei; aborto de um soneto,
Foi para te dizer, querido amigo,
Não deixe que esta vida seja tétrica,
Preciso de teu braço aqui. Comigo...
MARCOS LOURES
QUEM PODE RECLAMAR?
QUEM PODE RECLAMAR?
A mão que carinhosa traz amor,
Não deve ser deixada assim de lado,
Nos dedos divinais de um escultor,
Amor parece sempre engalanado...
Perfume que exalado desta flor,
Merece ser por Deus abençoado.
Inundam nossa vida de calor,
Deixando um coração desenfreado.
Mas quando maltratado, o coração,
Não queira que ele trague maciez,
Se feito com respeito e com paixão,
Amor sempre domina e satisfaz,
Porém quando o desprezo toma a vez,
Quem pode reclamar, quem é capaz?
MARCOS LOURES
A mão que carinhosa traz amor,
Não deve ser deixada assim de lado,
Nos dedos divinais de um escultor,
Amor parece sempre engalanado...
Perfume que exalado desta flor,
Merece ser por Deus abençoado.
Inundam nossa vida de calor,
Deixando um coração desenfreado.
Mas quando maltratado, o coração,
Não queira que ele trague maciez,
Se feito com respeito e com paixão,
Amor sempre domina e satisfaz,
Porém quando o desprezo toma a vez,
Quem pode reclamar, quem é capaz?
MARCOS LOURES
BELA FLOR
BELA FLOR
A bela flor de cor tão expressiva,
Inunda o coração de bom perfume,
Te faço esta canção ó sempre-viva
Não deixe que esta dor já se acostume
E venha toda noite, tão altiva
Gerando com certeza o meu queixume,
Minha alma que pretende estar mais viva
Afasta esta tormenta do ciúme...
Brilhando como a lua, areia e mar,
Na noite-imensidão que se aproxima,
Vontade meu amor, de namorar,
Fazendo das estrelas meu colchão,
Voando, vendo a terra lá de cima,
Vivendo coroado de emoção...
MARCOS LOURES
A bela flor de cor tão expressiva,
Inunda o coração de bom perfume,
Te faço esta canção ó sempre-viva
Não deixe que esta dor já se acostume
E venha toda noite, tão altiva
Gerando com certeza o meu queixume,
Minha alma que pretende estar mais viva
Afasta esta tormenta do ciúme...
Brilhando como a lua, areia e mar,
Na noite-imensidão que se aproxima,
Vontade meu amor, de namorar,
Fazendo das estrelas meu colchão,
Voando, vendo a terra lá de cima,
Vivendo coroado de emoção...
MARCOS LOURES
TEU ROSTO
TEU ROSTO
A chuva vai caindo e traz teu rosto
Em todos os lugares, eu te vejo,
Meu mundo está desnudo, estou exposto,
Às tramas tão banais deste desejo...
Procuro me sentar, cadê encosto?
A boca está sedenta do teu beijo,
O sol qual esperança morre, posto;
Nublando todo o céu, finda azulejo...
A chuva recomeça nos meus olhos,
Em gotas que se escorrem deste olhar.
As dores me cegando, são antolhos,
A vida vai mudando pouco a pouco,
O mundo num eterno transformar
Só esta uma saudade... E eu... Tão louco...
MARCOS LOURES
A chuva vai caindo e traz teu rosto
Em todos os lugares, eu te vejo,
Meu mundo está desnudo, estou exposto,
Às tramas tão banais deste desejo...
Procuro me sentar, cadê encosto?
A boca está sedenta do teu beijo,
O sol qual esperança morre, posto;
Nublando todo o céu, finda azulejo...
A chuva recomeça nos meus olhos,
Em gotas que se escorrem deste olhar.
As dores me cegando, são antolhos,
A vida vai mudando pouco a pouco,
O mundo num eterno transformar
Só esta uma saudade... E eu... Tão louco...
MARCOS LOURES
CHOVE EM MIM
CHOVE EM MIM
A noite está tão fria sem te ter...
A chuva vai caindo lentamente,
Quem sabe meu amor pudesse ver
A dor que me transtorna, totalmente...
Se a chuva perceber o bem querer
Trazia a minha amada novamente.
As águas alagando vêm dizer
Que nada me fará bem mais contente...
Meu sofrimento aumenta com a chuva
Que não respeita nada nem ninguém,
A porta escancarada... A visão turva...
Saudades deste bem, que foi enfim,
Razão da minha vida. E sem ninguém,
A chuva não termina. Chove em mim...
MARCOS LOURES
A noite está tão fria sem te ter...
A chuva vai caindo lentamente,
Quem sabe meu amor pudesse ver
A dor que me transtorna, totalmente...
Se a chuva perceber o bem querer
Trazia a minha amada novamente.
As águas alagando vêm dizer
Que nada me fará bem mais contente...
Meu sofrimento aumenta com a chuva
Que não respeita nada nem ninguém,
A porta escancarada... A visão turva...
Saudades deste bem, que foi enfim,
Razão da minha vida. E sem ninguém,
A chuva não termina. Chove em mim...
MARCOS LOURES
UM NOVO ALGUÉM
UM NOVO ALGUÉM
Só quero um novo alguém que possa vir
Depois de tanta chuva, para mim.
Não canso de cantar e repetir,
Preciso de um carinho; amor sem fim...
Que venha sem cobrar e sem pedir,
Os erros cometidos? Sei que sim,
Errei, e não concebo mais mentir,
Agora reconheço tudo enfim...
A solidão que queima e me atormenta
Se fez em versos tristes. Mas agora
Que a noite se promete, a dor se ausenta
E deixa uma esperança em seu lugar,
A vida se renova e se decora,
Do sonho de poder de novo amar...
MARCOS LOURES
Só quero um novo alguém que possa vir
Depois de tanta chuva, para mim.
Não canso de cantar e repetir,
Preciso de um carinho; amor sem fim...
Que venha sem cobrar e sem pedir,
Os erros cometidos? Sei que sim,
Errei, e não concebo mais mentir,
Agora reconheço tudo enfim...
A solidão que queima e me atormenta
Se fez em versos tristes. Mas agora
Que a noite se promete, a dor se ausenta
E deixa uma esperança em seu lugar,
A vida se renova e se decora,
Do sonho de poder de novo amar...
MARCOS LOURES
QUARTO DESERTO
QUARTO DESERTO
Neste quarto deserto; espelho, sombra e luz
Me mostram o contraste entre o que fomos
E o que penso que somos. Minha cruz
Se faz bem mais pesada. Corto em gomos
Os oscilantes sonhos; me confundem
A cada nova noite. Interessante
Perceber como às vezes me perfundem
Com a tua presença, mesmo distante.
Na luz bruxuleante do abajur
As sombras se misturam. Mal percebo
Amor como se fosse neste tour
Dar e retirar tudo o que concebo.
No espelho vejo as rugas à vontade
Tirando, do amor, possibilidade?
MARCOS LOURES
MARCOS LOURES
Neste quarto deserto; espelho, sombra e luz
Me mostram o contraste entre o que fomos
E o que penso que somos. Minha cruz
Se faz bem mais pesada. Corto em gomos
Os oscilantes sonhos; me confundem
A cada nova noite. Interessante
Perceber como às vezes me perfundem
Com a tua presença, mesmo distante.
Na luz bruxuleante do abajur
As sombras se misturam. Mal percebo
Amor como se fosse neste tour
Dar e retirar tudo o que concebo.
No espelho vejo as rugas à vontade
Tirando, do amor, possibilidade?
MARCOS LOURES
MARCOS LOURES
MINHA ESPERANÇA
MINHA ESPERANÇA
Plantei minha esperança no jardim
Das flores mais cheirosas deste mundo.
Batendo uma saudade dentro em mim,
Viajo nos teus braços, num segundo.
Na rosa que colhi, cor carmesim,
Perfume delicado e mais profundo.
Canteiro de ilusões morrendo assim,
Sangrando um coração tão vagabundo...
Somente o teu sorriso brotará
Em meio a tantas plantas sem semente.
Perfume de mulher, de resedá,
Beleza que me fez ser mais contente.
Espalhas teu sorriso o tempo inteiro,
Certeza que valeu fazer canteiro...
MARCOS LOURES
Plantei minha esperança no jardim
Das flores mais cheirosas deste mundo.
Batendo uma saudade dentro em mim,
Viajo nos teus braços, num segundo.
Na rosa que colhi, cor carmesim,
Perfume delicado e mais profundo.
Canteiro de ilusões morrendo assim,
Sangrando um coração tão vagabundo...
Somente o teu sorriso brotará
Em meio a tantas plantas sem semente.
Perfume de mulher, de resedá,
Beleza que me fez ser mais contente.
Espalhas teu sorriso o tempo inteiro,
Certeza que valeu fazer canteiro...
MARCOS LOURES
ABRA A PORTA
ABRA A PORTA
Reflito os mil fulgores desta lua
Que invadiu o teu quarto sem licença
E flagrou-te deitada, toda nua,
Ganhando o teu perfume em recompensa...
Do lado que me cabe desta rua
Não há sequer no mundo que convença
Minha alma a desistir, e continua
Até que meu desejo enfim te vença.
As horas se passando, são eternas,
Os raios do luar, te possuindo...
Quisera ser um deles nestas pernas
Marcando de prazer minha morena
Distante, bem distante vou pedindo,
Abra as portas; te juro... Vale a pena!
MARCOS LOURES
Reflito os mil fulgores desta lua
Que invadiu o teu quarto sem licença
E flagrou-te deitada, toda nua,
Ganhando o teu perfume em recompensa...
Do lado que me cabe desta rua
Não há sequer no mundo que convença
Minha alma a desistir, e continua
Até que meu desejo enfim te vença.
As horas se passando, são eternas,
Os raios do luar, te possuindo...
Quisera ser um deles nestas pernas
Marcando de prazer minha morena
Distante, bem distante vou pedindo,
Abra as portas; te juro... Vale a pena!
MARCOS LOURES
FESTA BOA
FESTA BOA
Tocando nos teus seios, festa boa.
Menina tão sapeca quer brincar.
O pensamento solto sempre voa,
Querendo sempre, sempre, namorar.
A vida vai passando assim, à toa,
Com jeito de querer comemorar.
Estamos, meu amor, mesma canoa,
Cuidado senão pode revirar...
Expondo em transparência, a silhueta
Em formas magistrais, moça bonita.
Percorrendo teu corpo qual cometa,
Meus dedos e os meus lábios cima em baixo.
Meu coração se apressa e já palpita,
No esconde-esconde, rápido; eu me encaixo...
MARCOS LOURES
Tocando nos teus seios, festa boa.
Menina tão sapeca quer brincar.
O pensamento solto sempre voa,
Querendo sempre, sempre, namorar.
A vida vai passando assim, à toa,
Com jeito de querer comemorar.
Estamos, meu amor, mesma canoa,
Cuidado senão pode revirar...
Expondo em transparência, a silhueta
Em formas magistrais, moça bonita.
Percorrendo teu corpo qual cometa,
Meus dedos e os meus lábios cima em baixo.
Meu coração se apressa e já palpita,
No esconde-esconde, rápido; eu me encaixo...
MARCOS LOURES
Falácias...
Falácias...
Amor que se fizera em vã retórica,
A luta sem defesas sendo injusta,
O quanto se desenha e sempre custa
Numa verdade crua, amarga, histórica,
Ainda quando a vira outrora eufórica,
Mercadoria podre não se ajusta
Na farsa que eu pudera, mais robusta,
A imagem sempre igual, vã, diabólica,
E nada se amainasse noutro instante,
E sigo o quanto hercúleo me adiante
Ao ermo que carrego dentro da alma,
Num termo mais cruel e ora absoluto,
Ainda em perspicácia não reluto,
E nada além da audácia inda me acalma.
Marcos Loures
Amor que se fizera em vã retórica,
A luta sem defesas sendo injusta,
O quanto se desenha e sempre custa
Numa verdade crua, amarga, histórica,
Ainda quando a vira outrora eufórica,
Mercadoria podre não se ajusta
Na farsa que eu pudera, mais robusta,
A imagem sempre igual, vã, diabólica,
E nada se amainasse noutro instante,
E sigo o quanto hercúleo me adiante
Ao ermo que carrego dentro da alma,
Num termo mais cruel e ora absoluto,
Ainda em perspicácia não reluto,
E nada além da audácia inda me acalma.
Marcos Loures
Vontade de Fugir
Vontade de Fugir
Vontade de fugir e não deixar
Nem mesmo uma pegada sobre o chão,
Meus erros noutros erros mostrarão
O quanto foi difícil caminhar,
Não tendo nem podendo mais alçar
Enfrento outro cenário em turbilhão,
A morte talvez seja a solução,
Procuro inutilmente o meu lugar,
Vasculho dentro em mim e nada vejo,
Nem mesmo o quanto houvera num lampejo,
Pagando por enganos do passado,
Os dias se transformam em algozes
Medonhos abissais, sonhos ferozes,
O fim se mostra enfim, anunciado.
Marcos Loures
Vontade de fugir e não deixar
Nem mesmo uma pegada sobre o chão,
Meus erros noutros erros mostrarão
O quanto foi difícil caminhar,
Não tendo nem podendo mais alçar
Enfrento outro cenário em turbilhão,
A morte talvez seja a solução,
Procuro inutilmente o meu lugar,
Vasculho dentro em mim e nada vejo,
Nem mesmo o quanto houvera num lampejo,
Pagando por enganos do passado,
Os dias se transformam em algozes
Medonhos abissais, sonhos ferozes,
O fim se mostra enfim, anunciado.
Marcos Loures
NÃO DESISTA
NÃO DESISTA
Quem amor com amor retribuir
Será bem mais feliz; eis a verdade,
No brilho desta luz a reluzir
Segredo para a tal felicidade.
Amar é conceder e repartir,
Acalma toda a dor em tempestade.
Toda a alegria assim a repartir,
Num ato de carinho e de amizade.
Assim a solidão fica distante,
A glória se faz clara e transparente.
Tomando o coração de toda a gente.
Jamais se apaga o brilho radiante
De quem fez de um amor o bem constante.
Por isso não desista, amiga, tente.
MARCOS LOURES
Quem amor com amor retribuir
Será bem mais feliz; eis a verdade,
No brilho desta luz a reluzir
Segredo para a tal felicidade.
Amar é conceder e repartir,
Acalma toda a dor em tempestade.
Toda a alegria assim a repartir,
Num ato de carinho e de amizade.
Assim a solidão fica distante,
A glória se faz clara e transparente.
Tomando o coração de toda a gente.
Jamais se apaga o brilho radiante
De quem fez de um amor o bem constante.
Por isso não desista, amiga, tente.
MARCOS LOURES
NAS ESPIRAIS
NAS ESPIRAIS
Nas espirais, cigarros me consomem,
Pela fumaça, vejo teu semblante,
Fui um dia, talvez, tão inconstante,
Mas as minhas lembranças, fogem, somem...
Pois quisera poder ser um outro homem,
Ser tão menino, embora ser gigante
Ser teu par, teu parceiro, teu amante,
Mas todas as lembranças, matam, comem
O que me restaria, contrafeito
Do que pudesse vida, me restar,
Mas trago em meu cigarro esse defeito:
Tentar caber no brilho do luar,
Tentar fingir que estou mais satisfeito;
Vou tentando obrigar-me a não te amar...
MARCOS LOURES
Nas espirais, cigarros me consomem,
Pela fumaça, vejo teu semblante,
Fui um dia, talvez, tão inconstante,
Mas as minhas lembranças, fogem, somem...
Pois quisera poder ser um outro homem,
Ser tão menino, embora ser gigante
Ser teu par, teu parceiro, teu amante,
Mas todas as lembranças, matam, comem
O que me restaria, contrafeito
Do que pudesse vida, me restar,
Mas trago em meu cigarro esse defeito:
Tentar caber no brilho do luar,
Tentar fingir que estou mais satisfeito;
Vou tentando obrigar-me a não te amar...
MARCOS LOURES
AMOR IMPOSSÍVEL
AMOR IMPOSSÍVEL
Amor quando impossível traz tristeza,
E faz de um sonhador um vago ser;
Nadar assim, ir contra a correnteza,
Depois de tudo sempre faz sofrer.
Um rei sem ter reinado nem princesa
Vai vendo o seu castelo fenecer.
Uma alma tão sozinha, sem defesa
Prefere tantas vezes ir, morrer...
Julgando-se vazia e desprezível,
Fazendo da amargura seu refrão.
Um sonho tão longínquo e impossível
Muitas vezes nos toma todo o chão.
Por isso, minha amiga, só te peço
Teu colo carinhoso; isso eu mereço!
MARCOS LOURES
Amor quando impossível traz tristeza,
E faz de um sonhador um vago ser;
Nadar assim, ir contra a correnteza,
Depois de tudo sempre faz sofrer.
Um rei sem ter reinado nem princesa
Vai vendo o seu castelo fenecer.
Uma alma tão sozinha, sem defesa
Prefere tantas vezes ir, morrer...
Julgando-se vazia e desprezível,
Fazendo da amargura seu refrão.
Um sonho tão longínquo e impossível
Muitas vezes nos toma todo o chão.
Por isso, minha amiga, só te peço
Teu colo carinhoso; isso eu mereço!
MARCOS LOURES
SEM NADA
SEM NADA
Embora me negasse teu amor
Não me sinto, por isso, derrotado.
Nem sempre se encontrou um vencedor
Deixando um sentimento bom de lado.
Guardando esta verdade aonde for
Quem perde pode ser recompensado.
Distante de quem vive em desamor,
Uma esperança brota do passado.
E saibas que isso tudo me faz ver
Que a vida traz lições, querida amada,
O dia sempre irá, pois, renascer,
No brilho de outro sol, noutra alvorada.
Quem tudo nesta vida pensa ter,
Depois de certo tempo, vai sem nada...
MARCOS LOURES
Embora me negasse teu amor
Não me sinto, por isso, derrotado.
Nem sempre se encontrou um vencedor
Deixando um sentimento bom de lado.
Guardando esta verdade aonde for
Quem perde pode ser recompensado.
Distante de quem vive em desamor,
Uma esperança brota do passado.
E saibas que isso tudo me faz ver
Que a vida traz lições, querida amada,
O dia sempre irá, pois, renascer,
No brilho de outro sol, noutra alvorada.
Quem tudo nesta vida pensa ter,
Depois de certo tempo, vai sem nada...
MARCOS LOURES
INVERNOS
INVERNOS
Neste outonal delírio, o meu inverno
Já tanto anunciado e desenhado
Marcando cada sombra de um passado
Na gélida expressão em que me interno,
Vencido pelo ocaso, em pleno inferno,
Presumo o passo atroz e jamais dado,
Restando o quanto fora demonstrado
Apenas num sorriso outrora terno,
Agora em ironia e com sarcástica
Presença nesta cáustica agonia,
E quanto noutro intento se queria,
Palavra se fizera mesmo drástica
Acumulando os erros que ora trago,
Resumo minha vida a cada estrago.
Marcos Loures
Neste outonal delírio, o meu inverno
Já tanto anunciado e desenhado
Marcando cada sombra de um passado
Na gélida expressão em que me interno,
Vencido pelo ocaso, em pleno inferno,
Presumo o passo atroz e jamais dado,
Restando o quanto fora demonstrado
Apenas num sorriso outrora terno,
Agora em ironia e com sarcástica
Presença nesta cáustica agonia,
E quanto noutro intento se queria,
Palavra se fizera mesmo drástica
Acumulando os erros que ora trago,
Resumo minha vida a cada estrago.
Marcos Loures
UM MERO TRASTE
UM MERO TRASTE
Somente o que mascara a mesma história
Gerada pelo imenso medo, eu levo
Meu canto mesmo quando o mal longevo
Expressa na incerteza outra memória,
E sendo tão somente a rota escória
Ao tanto que pudera não me atrevo,
E sigo enquanto a dor; de fato, eu cevo,
Sabendo solidão tão meritória,
Recolho cada parte do que um dia
Ainda se fizera e não teria
Sequer a poesia que moldaste,
Ao menos do que fomos, não mais vejo,
Senão este sinal vago lampejo,
E sou depois de tanto, um mero traste.
Marcos Loures
Somente o que mascara a mesma história
Gerada pelo imenso medo, eu levo
Meu canto mesmo quando o mal longevo
Expressa na incerteza outra memória,
E sendo tão somente a rota escória
Ao tanto que pudera não me atrevo,
E sigo enquanto a dor; de fato, eu cevo,
Sabendo solidão tão meritória,
Recolho cada parte do que um dia
Ainda se fizera e não teria
Sequer a poesia que moldaste,
Ao menos do que fomos, não mais vejo,
Senão este sinal vago lampejo,
E sou depois de tanto, um mero traste.
Marcos Loures
SEXTINA 24 EM DIREÇÃO AO QUANTO VENHA
SEXTINA 24 EM DIREÇÃO AO QUANTO VENHA
Um passo em direção ao quanto venha
E trace com ternura o que se vendo
Transcende ao que inda possa ser assim,
Marcando com ternura o dia a dia
Vertendo esta ilusão em rota e prazo,
A luta não pudera ser diversa.
A senda mais audaz, mesmo diversa
E nisto esta fortuna sempre venha
O mundo dita aquém o tempo e prazo
E quando na verdade sigo vendo
Ousando acreditar num novo dia
Trazendo o que resiste mesmo assim.
Meu passo se desdenha e sendo assim
A face mais audaz, atroz, diversa
Do todo desejado em novo dia
Ainda que a verdade trace e venha
Mudando o que deveras sigo vendo
E nada mais se faz em ledo prazo,
Acordo e percebendo o velho prazo
E nada do que possa ser assim
O mundo noutra face tento vendo
O medo sem sentido em luz diversa
E desta forma a vida sempre venha
Moldando o que teria a cada dia,
O todo se aproxima em raro dia
E dita o que pudesse neste prazo
E quando a realidade sempre venha
Tramando o que persiste e dita assim
Embora a vida seja mais diversa
Do que inda poderia seguir vendo.
Percebo o que talvez ainda vendo
Trouxesse no final um raro dia
E sei desta emoção mesmo diversa
Deixando para trás o velho prazo
E dita o meu destino sempre assim,
Ainda que esta lua nova venha.
E quando sempre venha o que estou vendo
E sendo além e assim o velho dia
A sorte neste prazo é mais diversa.
MARCOS LOURES
Um passo em direção ao quanto venha
E trace com ternura o que se vendo
Transcende ao que inda possa ser assim,
Marcando com ternura o dia a dia
Vertendo esta ilusão em rota e prazo,
A luta não pudera ser diversa.
A senda mais audaz, mesmo diversa
E nisto esta fortuna sempre venha
O mundo dita aquém o tempo e prazo
E quando na verdade sigo vendo
Ousando acreditar num novo dia
Trazendo o que resiste mesmo assim.
Meu passo se desdenha e sendo assim
A face mais audaz, atroz, diversa
Do todo desejado em novo dia
Ainda que a verdade trace e venha
Mudando o que deveras sigo vendo
E nada mais se faz em ledo prazo,
Acordo e percebendo o velho prazo
E nada do que possa ser assim
O mundo noutra face tento vendo
O medo sem sentido em luz diversa
E desta forma a vida sempre venha
Moldando o que teria a cada dia,
O todo se aproxima em raro dia
E dita o que pudesse neste prazo
E quando a realidade sempre venha
Tramando o que persiste e dita assim
Embora a vida seja mais diversa
Do que inda poderia seguir vendo.
Percebo o que talvez ainda vendo
Trouxesse no final um raro dia
E sei desta emoção mesmo diversa
Deixando para trás o velho prazo
E dita o meu destino sempre assim,
Ainda que esta lua nova venha.
E quando sempre venha o que estou vendo
E sendo além e assim o velho dia
A sorte neste prazo é mais diversa.
MARCOS LOURES
EM PASSO RUDE
EM PASSO RUDE
Apenas num rasteiro mundo expresso
O tanto que me inteira no vazio,
Enquanto a cada instante me recrio,
Negando o que não possa, recomeço,
E sei quando de fato enfim tropeço
Vagando sem sentido em tom sombrio,
Marcado pelos ermos deste fio,
No tanto que desejo e não professo,
Marcar a melodia com as farsas
Trapaças costumeiras e disfarças
Em cândidas palavras, ledo engano,
No caos gerado após cada momento,
Embora seja inútil, me alimento
Do quanto em passo rude, eu me profano.
Marcos Loures
Apenas num rasteiro mundo expresso
O tanto que me inteira no vazio,
Enquanto a cada instante me recrio,
Negando o que não possa, recomeço,
E sei quando de fato enfim tropeço
Vagando sem sentido em tom sombrio,
Marcado pelos ermos deste fio,
No tanto que desejo e não professo,
Marcar a melodia com as farsas
Trapaças costumeiras e disfarças
Em cândidas palavras, ledo engano,
No caos gerado após cada momento,
Embora seja inútil, me alimento
Do quanto em passo rude, eu me profano.
Marcos Loures
Dias Daninhos
Dias Daninhos
Mesclando os mais daninhos dias sigo
O pouco que inda possa em leda estada,
E após a morte ser anunciada
Encontro pelo menos meu abrigo,
Restasse alguma luz, mas não persigo,
Depois da tempestade uma alvorada,
A porta que se veja dita o nada,
E aborta o quanto eu quis, matando o trigo,
Envolto pela dor e seus tentáculos,
Eclodem do vazio os espetáculos,
Expresso o quanto resta e nada tenho,
Apenas um detalhe em rude entalhe,
Quando na imensidão meu não se espalhe,
Apresentando o caos, tosco e ferrenho.
Marcos Loures
Mesclando os mais daninhos dias sigo
O pouco que inda possa em leda estada,
E após a morte ser anunciada
Encontro pelo menos meu abrigo,
Restasse alguma luz, mas não persigo,
Depois da tempestade uma alvorada,
A porta que se veja dita o nada,
E aborta o quanto eu quis, matando o trigo,
Envolto pela dor e seus tentáculos,
Eclodem do vazio os espetáculos,
Expresso o quanto resta e nada tenho,
Apenas um detalhe em rude entalhe,
Quando na imensidão meu não se espalhe,
Apresentando o caos, tosco e ferrenho.
Marcos Loures
INFANDO
INFANDO
Alheio aos meus enganos, tento apenas
Vencer os descaminhos e mentiras
Que tanto noutro intento tu me atiras
Enquanto sem defesas me condenas,
Além do que pudesse em mais serenas
Vontades e versões quando desfiras
Palavras sempre sórdidas, retiras
Dos olhos ilusões e o nada acenas.
Eclodem dentro da alma os mesmos ermos
E nada do que possa, enquanto termos
Os temporais em fúria destroçando,
Na fantasia exposta em vã nudez
O quanto na verdade ainda vês
Expressa este momento atroz e infando.
Marcos Loures
Alheio aos meus enganos, tento apenas
Vencer os descaminhos e mentiras
Que tanto noutro intento tu me atiras
Enquanto sem defesas me condenas,
Além do que pudesse em mais serenas
Vontades e versões quando desfiras
Palavras sempre sórdidas, retiras
Dos olhos ilusões e o nada acenas.
Eclodem dentro da alma os mesmos ermos
E nada do que possa, enquanto termos
Os temporais em fúria destroçando,
Na fantasia exposta em vã nudez
O quanto na verdade ainda vês
Expressa este momento atroz e infando.
Marcos Loures
MAL DISFARÇO O SOFRIMENTO
MAL DISFARÇO O SOFRIMENTO
Às vezes mal disfarço o sofrimento
Que trago em minha vida, solidão.
No riso em que proponho e me contento,
As marcas desta dor, do eterno não.
No canto em que vislumbro este lamento,
Resquícios do que fora uma paixão.
Meu mundo se perdendo em tal tormento,
O sonho que já tive morre vão...
Mas finjo com meus versos otimistas,
Contenho minhas lágrimas, sorrio.
Tentando não deixar sequer as pistas
Por onde encontrarás toda a verdade,
Se trago no meu peito imenso frio,
Só resta um doce alento na amizade...
MARCOS LOURES
Às vezes mal disfarço o sofrimento
Que trago em minha vida, solidão.
No riso em que proponho e me contento,
As marcas desta dor, do eterno não.
No canto em que vislumbro este lamento,
Resquícios do que fora uma paixão.
Meu mundo se perdendo em tal tormento,
O sonho que já tive morre vão...
Mas finjo com meus versos otimistas,
Contenho minhas lágrimas, sorrio.
Tentando não deixar sequer as pistas
Por onde encontrarás toda a verdade,
Se trago no meu peito imenso frio,
Só resta um doce alento na amizade...
MARCOS LOURES
VOLTANDO A SER CRIANÇA
VOLTANDO A SER CRIANÇA
De novo retornei a ser criança
Envolto nos teus braços, noite amena,
Depois de ser escravo da lembrança
A sorte benfazeja, amor acena.
No verde dos teus olhos, esperança,
Delícia só se encontra na morena,
Menina, reconheço cada trança,
A flor da minha sorte, uma açucena...
Não falo e nem reclamo da velhice,
Apenas recomeço dia a dia,
Amor que me invadiu sempre me disse
Que o tempo recomeça a cada instante,
Na boca carmesim uma alegria,
No corpo da morena amada amante...
MARCOS LOURES
De novo retornei a ser criança
Envolto nos teus braços, noite amena,
Depois de ser escravo da lembrança
A sorte benfazeja, amor acena.
No verde dos teus olhos, esperança,
Delícia só se encontra na morena,
Menina, reconheço cada trança,
A flor da minha sorte, uma açucena...
Não falo e nem reclamo da velhice,
Apenas recomeço dia a dia,
Amor que me invadiu sempre me disse
Que o tempo recomeça a cada instante,
Na boca carmesim uma alegria,
No corpo da morena amada amante...
MARCOS LOURES
EXTASIADO
EXTASIADO
O vento que te fez em poesia,
Em versos desenhou o nosso amor,
Sorvendo em tua boca esta alegria,
Bebendo de teu corpo, um bom licor.
Fazendo da receita a fantasia,
Do lago que freqüento sem pudor.
Fartando-se do mel que mais queria,
Te trago noite e dia, aonde eu for.
A calda que me dás, gozo e compota,
De todo amor que a gente sempre quer.
Perdendo nos teus braços, rumo e rota,
Encontro com malícia essa mulher,
Banquete bem servido e devorado,
Com fúria e com paixão, extasiado...
MARCOS LOURES
O vento que te fez em poesia,
Em versos desenhou o nosso amor,
Sorvendo em tua boca esta alegria,
Bebendo de teu corpo, um bom licor.
Fazendo da receita a fantasia,
Do lago que freqüento sem pudor.
Fartando-se do mel que mais queria,
Te trago noite e dia, aonde eu for.
A calda que me dás, gozo e compota,
De todo amor que a gente sempre quer.
Perdendo nos teus braços, rumo e rota,
Encontro com malícia essa mulher,
Banquete bem servido e devorado,
Com fúria e com paixão, extasiado...
MARCOS LOURES
Acaso DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e marcos loures
Acaso DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e marcos loures
Num mundo governado pelo acaso
só causa espanto a ordem emergente.
É aceita com surpresa, é vinda ao azo,
mas vem para ordenar! Somente ao crente
não surpreende a ordem, pois qual vaso
está nas mãos de Deus enquanto sente
querer Deus o tornar em certo prazo
num ser mais ordenado, mais coerente
Se Deus deu o primeiro provimento
o último dará também. Convém
confiar nele. O nosso maior bem
é nele caminhar cada momento
Na ordem ver acaso é coisa triste;
é o mesmo que dizer: Deus não existe.
Diógenes Pereira de Araújo
-
Infelizmente a face que se vê
Depositando apenas o sombrio
Expressa o que tanto em vão desfio
Na vida sem sentido e sem por que.
Imagem do que ainda além se crê
Vendida de tal forma em desvario,
Levando ao mais descrente desafio,
Traçando a negação do quanto e se,
O Deus se perde agora nas infames
E mesmo quando em paz queres e clames
Vertiginosamente a humanidade
Escarifica mais as fundas chagas,
E mesmo quando em sonhos; luz tu tragas,
A sórdida comédia inda o degrade.
Num mundo governado pelo acaso
só causa espanto a ordem emergente.
É aceita com surpresa, é vinda ao azo,
mas vem para ordenar! Somente ao crente
não surpreende a ordem, pois qual vaso
está nas mãos de Deus enquanto sente
querer Deus o tornar em certo prazo
num ser mais ordenado, mais coerente
Se Deus deu o primeiro provimento
o último dará também. Convém
confiar nele. O nosso maior bem
é nele caminhar cada momento
Na ordem ver acaso é coisa triste;
é o mesmo que dizer: Deus não existe.
Diógenes Pereira de Araújo
-
Infelizmente a face que se vê
Depositando apenas o sombrio
Expressa o que tanto em vão desfio
Na vida sem sentido e sem por que.
Imagem do que ainda além se crê
Vendida de tal forma em desvario,
Levando ao mais descrente desafio,
Traçando a negação do quanto e se,
O Deus se perde agora nas infames
E mesmo quando em paz queres e clames
Vertiginosamente a humanidade
Escarifica mais as fundas chagas,
E mesmo quando em sonhos; luz tu tragas,
A sórdida comédia inda o degrade.
MINHA LOUCURA
MINHA LOUCURA
Tu és minha loucura, o supra-sumo
De todos os desejos que pressinto.
Viver assim distante é perder rumo,
Deixando meu vulcão quase que extinto.
Mentira se eu disser que me acostumo,
Teu cheiro em cada canto, amor eu sinto,
Te vejo em espirais no leve fumo,
Te bebo em cada gole, meu absinto.
Comer-te doce fruta em cada gomo,
Abrindo tuas belas framboesas.
Meu mundo sem teus laços não retomo,
Cavalo que se vai, sem ter arreios,
Sou rio que se perde em correntezas
Distante de teu colo, de teus seios...
MARCOS LOURES
Tu és minha loucura, o supra-sumo
De todos os desejos que pressinto.
Viver assim distante é perder rumo,
Deixando meu vulcão quase que extinto.
Mentira se eu disser que me acostumo,
Teu cheiro em cada canto, amor eu sinto,
Te vejo em espirais no leve fumo,
Te bebo em cada gole, meu absinto.
Comer-te doce fruta em cada gomo,
Abrindo tuas belas framboesas.
Meu mundo sem teus laços não retomo,
Cavalo que se vai, sem ter arreios,
Sou rio que se perde em correntezas
Distante de teu colo, de teus seios...
MARCOS LOURES
MERO ACASO
MERO ACASO
A cada novo dia me isolando,
Negando algum cenário aonde o verso
Pudesse ser suave, se é perverso
O mundo que buscara outrora, brando,
Enquanto a solidão se emoldurando
Tomando sem limites o universo,
Presumo o que se tente e me disperso
Trazendo o quanto eu vejo desabando,
Bem sei que merecera este final,
Mergulho dentro da alma em abissal
Tormento sem saída, um tosco ocaso,
E necessito apenas algum rumo
Embora em tom sombrio se eu me esfumo
Jogado sempre ao léu, em mero acaso.
Marcos Loures
A cada novo dia me isolando,
Negando algum cenário aonde o verso
Pudesse ser suave, se é perverso
O mundo que buscara outrora, brando,
Enquanto a solidão se emoldurando
Tomando sem limites o universo,
Presumo o que se tente e me disperso
Trazendo o quanto eu vejo desabando,
Bem sei que merecera este final,
Mergulho dentro da alma em abissal
Tormento sem saída, um tosco ocaso,
E necessito apenas algum rumo
Embora em tom sombrio se eu me esfumo
Jogado sempre ao léu, em mero acaso.
Marcos Loures
SEXTINA 23 ENTRE AS TEMPESTAS
SEXTINA 23 ENTRE AS TEMPESTAS
Não tento caminhar entre as tempestas
E sei dos descaminhos que enfrentei
O tanto quanto possa e não teria
Sequer o que pudesse além do cais,
Vencer o que chegasse num momento,
E o todo se desenha neste instante
E quando na verdade a cada instante
Enfrento vendavais, raras tempestas
Seguindo cada passo num momento
E tanto quanto possa eu enfrentei
Chegando mansamente ao raro cais
E neles nada mais busco ou teria,
A sorte desenhando o que teria
Quem vive com firmeza cada instante
E vence sem temor chegando ao cais
Após reconhecer tantas tempestas
E nisto cada passo eu enfrentei
Vivendo sem temor cada momento,
A luta desenhando num momento
Trazendo o quanto possa e não teria
E sei do descaminho onde enfrentei,
A vida se transforma a cada instante
E sei dos meus temores e tempestas
Ousando procurar enfim um cais.
Meu barco procurando além um cais
Ditando cada passo num momento
Embora sejam tantas as tempestas
Meu mundo na verdade não teria
Sequer o que procuro num instante
E nisto o descaminho eu enfrentei,
O quanto do passado ora enfrentei
Tentando tão somente um porto, um cais;
E o mundo se perdendo num instante
Cevando esta alegria em tal momento
E sei que na verdade eu não teria
Senão as velhas duras, vãs tempestas,
E quando nas tempestas enfrentei
Buscando o que teria além do cais
A sorte num momento em raro instante.
MARCOS LOURES
Não tento caminhar entre as tempestas
E sei dos descaminhos que enfrentei
O tanto quanto possa e não teria
Sequer o que pudesse além do cais,
Vencer o que chegasse num momento,
E o todo se desenha neste instante
E quando na verdade a cada instante
Enfrento vendavais, raras tempestas
Seguindo cada passo num momento
E tanto quanto possa eu enfrentei
Chegando mansamente ao raro cais
E neles nada mais busco ou teria,
A sorte desenhando o que teria
Quem vive com firmeza cada instante
E vence sem temor chegando ao cais
Após reconhecer tantas tempestas
E nisto cada passo eu enfrentei
Vivendo sem temor cada momento,
A luta desenhando num momento
Trazendo o quanto possa e não teria
E sei do descaminho onde enfrentei,
A vida se transforma a cada instante
E sei dos meus temores e tempestas
Ousando procurar enfim um cais.
Meu barco procurando além um cais
Ditando cada passo num momento
Embora sejam tantas as tempestas
Meu mundo na verdade não teria
Sequer o que procuro num instante
E nisto o descaminho eu enfrentei,
O quanto do passado ora enfrentei
Tentando tão somente um porto, um cais;
E o mundo se perdendo num instante
Cevando esta alegria em tal momento
E sei que na verdade eu não teria
Senão as velhas duras, vãs tempestas,
E quando nas tempestas enfrentei
Buscando o que teria além do cais
A sorte num momento em raro instante.
MARCOS LOURES
ALÉM DO FIM
ALÉM DO FIM
Não merecesse além do fim e o cântico
Que trame esta expressão, ledo vazio,
E quando noutro tom em vão desfio
Meu sonho que jamais se fez romântico,
No caos que se desenha, um tom semântico,
O prazo determina o desafio
E sigo sem destino o velho rio,
Amortalhado em fim imenso, atlântico,
Espúrias faces traçam o que há tanto
Surgisse noutro rude desencanto
E quanto de mim mesmo não possuo,
Esvaio nos meus ermos, na sangria,
Que traz a velha farsa e moldaria
Em uno o que pensara ser meu duo.
Marcos Loures
Não merecesse além do fim e o cântico
Que trame esta expressão, ledo vazio,
E quando noutro tom em vão desfio
Meu sonho que jamais se fez romântico,
No caos que se desenha, um tom semântico,
O prazo determina o desafio
E sigo sem destino o velho rio,
Amortalhado em fim imenso, atlântico,
Espúrias faces traçam o que há tanto
Surgisse noutro rude desencanto
E quanto de mim mesmo não possuo,
Esvaio nos meus ermos, na sangria,
Que traz a velha farsa e moldaria
Em uno o que pensara ser meu duo.
Marcos Loures
OCASO E CAOS
OCASO E CAOS
Percebo o fim de tudo e; na verdade,
O ocaso traduzisse o mesmo caos,
Na vida que se perde em tantos graus
Discernes o tormento enquanto brade
Na fúria da mais rude tempestade,
Espreito outros cenários, todos maus,
E sinto sem destino estes degraus
Enquanto a solidão decerto invade,
Restauro outros anseios costumeiros
E mesmo quando veja nos cinzeiros
As sobras do meu mundo em câncer, morte,
Olhando para além trazes mormaços
Enquanto os horizontes toscos, baços,
Não há mais nem um braço que conforte.
Marcos Loures
Percebo o fim de tudo e; na verdade,
O ocaso traduzisse o mesmo caos,
Na vida que se perde em tantos graus
Discernes o tormento enquanto brade
Na fúria da mais rude tempestade,
Espreito outros cenários, todos maus,
E sinto sem destino estes degraus
Enquanto a solidão decerto invade,
Restauro outros anseios costumeiros
E mesmo quando veja nos cinzeiros
As sobras do meu mundo em câncer, morte,
Olhando para além trazes mormaços
Enquanto os horizontes toscos, baços,
Não há mais nem um braço que conforte.
Marcos Loures
SORVENDO O TEU PRAZER
SORVENDO O TEU PRAZER
Tomar-te em conta gotas, maravilhas...
Sorvendo teu prazer, sofreguidão.
Seguindo tuas matas, doces trilhas,
Inebriado e cego de paixão...
As mãos buscam destinos andarilhas,
Fomentam meu desejo, uma emoção.
Deitando meus prazeres, tuas ilhas,
Num ápice transbordam convulsão...
Sentindo o teu calor, beber teu ar,
Riscando no teu corpo relampejos,
Depois tal qual demente naufragar,
Meu mundo salpicado de desejos.
Morrendo na alegria de teus beijos,
Num gozo tão gostoso de provar...
MARCOS LOURES
Tomar-te em conta gotas, maravilhas...
Sorvendo teu prazer, sofreguidão.
Seguindo tuas matas, doces trilhas,
Inebriado e cego de paixão...
As mãos buscam destinos andarilhas,
Fomentam meu desejo, uma emoção.
Deitando meus prazeres, tuas ilhas,
Num ápice transbordam convulsão...
Sentindo o teu calor, beber teu ar,
Riscando no teu corpo relampejos,
Depois tal qual demente naufragar,
Meu mundo salpicado de desejos.
Morrendo na alegria de teus beijos,
Num gozo tão gostoso de provar...
MARCOS LOURES
MÃOS QUE SE PROCURAM
MÃOS QUE SE PROCURAM
As mãos que se procuram, clandestinas,
Derramam seus desejos pelos dedos.
As águas que escorrendo, cristalinas,
Expondo pelas ruas, meus segredos.
Tu tocas mansamente e me dominas,
Provocas entretanto tantos medos.
Beber de tuas fontes, doces minas,
Criando novamente meus enredos...
Amar além de tudo, risco pleno,
Sangrando em mil desculpas os engodos,
As pérolas criadas nestes lodos,
Sorvendo calmamente o teu veneno.
Nos ápices dos gozos sensuais,
As mãos que se procuram, querem mais...
MARCOS LOURES
As mãos que se procuram, clandestinas,
Derramam seus desejos pelos dedos.
As águas que escorrendo, cristalinas,
Expondo pelas ruas, meus segredos.
Tu tocas mansamente e me dominas,
Provocas entretanto tantos medos.
Beber de tuas fontes, doces minas,
Criando novamente meus enredos...
Amar além de tudo, risco pleno,
Sangrando em mil desculpas os engodos,
As pérolas criadas nestes lodos,
Sorvendo calmamente o teu veneno.
Nos ápices dos gozos sensuais,
As mãos que se procuram, querem mais...
MARCOS LOURES
SEMPRE SEM
SEMPRE SEM
Jamais se imaginasse outra vertente
Que um dia poderia traduzir
O quanto se imagina no porvir
Ainda quando a vida possa e tente,
Eclode dentro da alma o penitente
Martírio envolto em erros; prosseguir?
Mal posso a cada instante discernir
Enquanto de mim mesmo sigo ausente,
Restando alguma farsa, ainda espero,
Ousar tentar um dia menos fero,
Na espreita de uma sorte que não vem,
Esgoto meu caminho neste nada,
E sigo sem sentido a podre estada
Na estrada que me leve sempre sem.
Marcos Loures
Jamais se imaginasse outra vertente
Que um dia poderia traduzir
O quanto se imagina no porvir
Ainda quando a vida possa e tente,
Eclode dentro da alma o penitente
Martírio envolto em erros; prosseguir?
Mal posso a cada instante discernir
Enquanto de mim mesmo sigo ausente,
Restando alguma farsa, ainda espero,
Ousar tentar um dia menos fero,
Na espreita de uma sorte que não vem,
Esgoto meu caminho neste nada,
E sigo sem sentido a podre estada
Na estrada que me leve sempre sem.
Marcos Loures
Derradeiro Ato
Derradeiro Ato
Talvez mereça ou mesmo procurasse
O turbilhão que em nada resultara,
A farsa noutro tom se faz mais clara
E nela; o ser esparso dita impasse,
Assim ao procurar tal desenlace,
Um velho engodo volta e se escancara,
Marcando a minha face com a amara
Noção do que inda trago e renegasse,
Não quero ser apenas o vazio,
Porém enquanto o nada aqui desfio,
No fio desta espada, o meu futuro,
E sei dos meus antigos desenganos,
A vida se tramando em podres danos,
Neste derradeiro ato, configuro.
Marcos Loures
Talvez mereça ou mesmo procurasse
O turbilhão que em nada resultara,
A farsa noutro tom se faz mais clara
E nela; o ser esparso dita impasse,
Assim ao procurar tal desenlace,
Um velho engodo volta e se escancara,
Marcando a minha face com a amara
Noção do que inda trago e renegasse,
Não quero ser apenas o vazio,
Porém enquanto o nada aqui desfio,
No fio desta espada, o meu futuro,
E sei dos meus antigos desenganos,
A vida se tramando em podres danos,
Neste derradeiro ato, configuro.
Marcos Loures
DESTERROS
DESTERROS
Derramo os meus pedaços pela rota
Amarga que restara sob os pés
E a vida se percebe de viés
Trazendo em cada engano outra derrota,
Pousando sobre o nada que denota
A morte sem saber sequer quem és
Mereço o quanto tenho, sou invés,
A sorte inutilmente mal se nota.
Escalo meus anseios e presumo,
Mortalha sem sentido, um bom resumo,
Da sórdida presença sobre a Terra,
Não quero outro momento, apenas vejo
No fim bem mais precoce o meu desejo
Enquanto uma esperança se desterra.
Marcos Loures
Derramo os meus pedaços pela rota
Amarga que restara sob os pés
E a vida se percebe de viés
Trazendo em cada engano outra derrota,
Pousando sobre o nada que denota
A morte sem saber sequer quem és
Mereço o quanto tenho, sou invés,
A sorte inutilmente mal se nota.
Escalo meus anseios e presumo,
Mortalha sem sentido, um bom resumo,
Da sórdida presença sobre a Terra,
Não quero outro momento, apenas vejo
No fim bem mais precoce o meu desejo
Enquanto uma esperança se desterra.
Marcos Loures
APODRECENDO EM VIDA
APODRECENDO EM VIDA
Apodrecendo em vida, nada mais,
Meu tempo se esvaindo e não consigo
Sequer qualquer momento e se eu não digo,
Adentro enganos rudes e venais,
Mesclando antigos erros sem jamais
Traçar qualquer diverso e bom abrigo,
Enquanto noutro caos mergulho o umbigo
Palavras são meu mar, meu mundo e cais,
Mas sei do quanto é pouco e me apavora
A sórdida expressão que sem demora
Devora cada instante e mata lento,
O mundo que eu sonhei não existira,
Restara tão somente esta mentira
Embora um novo templo, em vão, invento.
Marcos Loures
Apodrecendo em vida, nada mais,
Meu tempo se esvaindo e não consigo
Sequer qualquer momento e se eu não digo,
Adentro enganos rudes e venais,
Mesclando antigos erros sem jamais
Traçar qualquer diverso e bom abrigo,
Enquanto noutro caos mergulho o umbigo
Palavras são meu mar, meu mundo e cais,
Mas sei do quanto é pouco e me apavora
A sórdida expressão que sem demora
Devora cada instante e mata lento,
O mundo que eu sonhei não existira,
Restara tão somente esta mentira
Embora um novo templo, em vão, invento.
Marcos Loures
MINHA PRIMAVERA?
MINHA PRIMAVERA?
Embora a morte seja a solução,
O velho coração inda gargalha
E exposto sem defesas à navalha,
Envolto nesta mesma escuridão,
Sabendo que meus dias perderão
Sentido enquanto a fúria em vão se espalha,
A torpe sensação mostra a cangalha
E ausente sob os pés, mais qualquer chão,
No grão que a vida nega e não brotasse
Resumo o quanto possa em desenlace
No impasse que tal fato gera em mim.
De fato o fátuo canto se perdendo,
A morte se fazendo em estupendo
Cenário, traz vigor ao meu jardim.
Marcos Loures
Embora a morte seja a solução,
O velho coração inda gargalha
E exposto sem defesas à navalha,
Envolto nesta mesma escuridão,
Sabendo que meus dias perderão
Sentido enquanto a fúria em vão se espalha,
A torpe sensação mostra a cangalha
E ausente sob os pés, mais qualquer chão,
No grão que a vida nega e não brotasse
Resumo o quanto possa em desenlace
No impasse que tal fato gera em mim.
De fato o fátuo canto se perdendo,
A morte se fazendo em estupendo
Cenário, traz vigor ao meu jardim.
Marcos Loures
Abortos
Abortos
Por onde olhasse a mesma falsidade,
Arcando com meus erros, sigo aquém,
Do quanto a cada instante me convém,
Enquanto este jamais agora invade,
E bebo sem sentido a tempestade
E nela o que deveras sei que vem,
Restando dentro da alma o velho alguém
Sabendo não haver felicidade,
E quando num patético sorriso
Procuro disfarçar e me matizo
Em tolo ou mesmo até em sonhador,
Esquálida e fadada tentativa
De uma alma que de fato a vida priva
Negando a primavera, aborto em flor.
Marcos Loures
Por onde olhasse a mesma falsidade,
Arcando com meus erros, sigo aquém,
Do quanto a cada instante me convém,
Enquanto este jamais agora invade,
E bebo sem sentido a tempestade
E nela o que deveras sei que vem,
Restando dentro da alma o velho alguém
Sabendo não haver felicidade,
E quando num patético sorriso
Procuro disfarçar e me matizo
Em tolo ou mesmo até em sonhador,
Esquálida e fadada tentativa
De uma alma que de fato a vida priva
Negando a primavera, aborto em flor.
Marcos Loures
INEXEQUÍVEIS
INEXEQUÍVEIS
Desfilo o quanto aos poucos decomponho
Do que pensara haver e jamais fora,
Senão a mesma história perdedora
De um tolo caminhante em rude sonho,
Ousar acreditar, sendo medonho,
A luta se transcorre transgressora
Sem nada, nem a farsa redentora,
Lugar-comum; apenas, e enfadonho.
Resumo minha vida em poucas linhas
E quando noutro tom deveras vinhas,
As vinhas do viver já ressequidas,
Negando o doce vinho da esperança
Enquanto a imensidão do nada avança
Procuro inexequíveis, as saídas...
Marcos Loures
Desfilo o quanto aos poucos decomponho
Do que pensara haver e jamais fora,
Senão a mesma história perdedora
De um tolo caminhante em rude sonho,
Ousar acreditar, sendo medonho,
A luta se transcorre transgressora
Sem nada, nem a farsa redentora,
Lugar-comum; apenas, e enfadonho.
Resumo minha vida em poucas linhas
E quando noutro tom deveras vinhas,
As vinhas do viver já ressequidas,
Negando o doce vinho da esperança
Enquanto a imensidão do nada avança
Procuro inexequíveis, as saídas...
Marcos Loures
Carcaça
Carcaça
Arrasto estas correntes e mergulho
Nas tramas mais temíveis, morte e vida,
Numa ávida vontade em vão vertida,
Restando da montanha, um pedregulho,
E nesta sensação sem ter orgulho
Do quanto se desenha em voz perdida,
A voz de uma pessoa ora aturdida,
Mostrasse o quanto trago neste embrulho,
As vísceras expostas, este ar sombrio,
E quando mesmo insano aqui desfio,
Meus únicos momentos; lucidez,
O pouco que inda houvera de bom senso,
No tétrico cenário onde me adenso
Carcaça embolorada, eis o que vês.
Marcos Loures
Arrasto estas correntes e mergulho
Nas tramas mais temíveis, morte e vida,
Numa ávida vontade em vão vertida,
Restando da montanha, um pedregulho,
E nesta sensação sem ter orgulho
Do quanto se desenha em voz perdida,
A voz de uma pessoa ora aturdida,
Mostrasse o quanto trago neste embrulho,
As vísceras expostas, este ar sombrio,
E quando mesmo insano aqui desfio,
Meus únicos momentos; lucidez,
O pouco que inda houvera de bom senso,
No tétrico cenário onde me adenso
Carcaça embolorada, eis o que vês.
Marcos Loures
Carcaça
Carcaça
Arrasto estas correntes e mergulho
Nas tramas mais temíveis, morte e vida,
Numa ávida vontade em vão vertida,
Restando da montanha, um pedregulho,
E nesta sensação sem ter orgulho
Do quanto se desenha em voz perdida,
A voz de uma pessoa ora aturdida,
Mostrasse o quanto trago neste embrulho,
As vísceras expostas, este ar sombrio,
E quando mesmo insano aqui desfio,
Meus únicos momentos; lucidez,
O pouco que inda houvera de bom senso,
No tétrico cenário onde me adenso
Carcaça embolorada, eis o que vês.
Marcos Loures
Arrasto estas correntes e mergulho
Nas tramas mais temíveis, morte e vida,
Numa ávida vontade em vão vertida,
Restando da montanha, um pedregulho,
E nesta sensação sem ter orgulho
Do quanto se desenha em voz perdida,
A voz de uma pessoa ora aturdida,
Mostrasse o quanto trago neste embrulho,
As vísceras expostas, este ar sombrio,
E quando mesmo insano aqui desfio,
Meus únicos momentos; lucidez,
O pouco que inda houvera de bom senso,
No tétrico cenário onde me adenso
Carcaça embolorada, eis o que vês.
Marcos Loures
SEXTINA 22 DESDENHAS O QUE NÃO VÊS
SEXTINA 22 DESDENHAS O QUE NÃO VÊS
Porquanto se desdenha o que não vês
E trama o que talvez já não coubesse
Esquece cada passo rumo ao tanto
E canto com ternura o quanto quis
Feliz de quem soubera desde então
Na direção do dia em alegria
Ainda poderia em alegria
Talvez na insensatez que agora vês
A solidão se mostra desde então
E tece o que quem sabe já coubesse
E quando por um triz o todo eu quis
Num pranto sem temor, que eu busco tanto,
Numa ávida impressão o muito, o tanto
Ardia dentro da alma esta alegria
Bisando o que se vendo não mais quis
Não fez desta ilusão que agora vês
A prece a cada rota enfim coubesse
E o vão traçando o não, ou mesmo então.
Clamando em solidão e desde então
Meu canto num encanto busca o tanto
Da messe que obedece e já coubesse
Adia esta utopia e da alegria
Além da insensatez que agora vês
Não fiz o que pudera e mesmo quis.
O tanto se aproxima e quando o quis
Marcando a embarcação, sabendo então
Bem mais do se quer e não mais vês
Deixando para trás meu passo tanto
Fazendo da agonia esta alegria
Talvez ainda em nós mesmo coubesse
A senda mais suave que coubesse
Expressa o que deveras já não quis
Marcando com sorrisos a alegria
E sigo este caminho e sei que então
Apenas desenhando o pouco ou tanto
Que embora solitária tu não vês.
E quanto além tu vês e não coubesse
Meu mundo sendo tanto enquanto o quis
Tramasse desde então rara alegria.
MARCOS LOURES
Porquanto se desdenha o que não vês
E trama o que talvez já não coubesse
Esquece cada passo rumo ao tanto
E canto com ternura o quanto quis
Feliz de quem soubera desde então
Na direção do dia em alegria
Ainda poderia em alegria
Talvez na insensatez que agora vês
A solidão se mostra desde então
E tece o que quem sabe já coubesse
E quando por um triz o todo eu quis
Num pranto sem temor, que eu busco tanto,
Numa ávida impressão o muito, o tanto
Ardia dentro da alma esta alegria
Bisando o que se vendo não mais quis
Não fez desta ilusão que agora vês
A prece a cada rota enfim coubesse
E o vão traçando o não, ou mesmo então.
Clamando em solidão e desde então
Meu canto num encanto busca o tanto
Da messe que obedece e já coubesse
Adia esta utopia e da alegria
Além da insensatez que agora vês
Não fiz o que pudera e mesmo quis.
O tanto se aproxima e quando o quis
Marcando a embarcação, sabendo então
Bem mais do se quer e não mais vês
Deixando para trás meu passo tanto
Fazendo da agonia esta alegria
Talvez ainda em nós mesmo coubesse
A senda mais suave que coubesse
Expressa o que deveras já não quis
Marcando com sorrisos a alegria
E sigo este caminho e sei que então
Apenas desenhando o pouco ou tanto
Que embora solitária tu não vês.
E quanto além tu vês e não coubesse
Meu mundo sendo tanto enquanto o quis
Tramasse desde então rara alegria.
MARCOS LOURES
ROMPENDO MINHAS AMARRAS
ROMPENDO MINHAS AMARRAS
Rompendo essas amarras, vejo a sorte
Exposta num sorriso mais atroz,
E nem sufoco mais a rude voz
Sem nada que de fato, me conforte,
Resumo os meus caminhos num só norte,
Buscando no jamais a minha foz,
E sei que não existe nada após,
Do mesmo nada sou, final e aporte.
Rasgando o quanto resta de esperança,
Restando o tanto em luta onde se lança
A farsa que se esconde atrás do todo,
Envolto nas tramoias da existência,
Da carcomida sorte; outra inclemência,
Explicitasse apenas o podre lodo.
Marcos Loures
Rompendo essas amarras, vejo a sorte
Exposta num sorriso mais atroz,
E nem sufoco mais a rude voz
Sem nada que de fato, me conforte,
Resumo os meus caminhos num só norte,
Buscando no jamais a minha foz,
E sei que não existe nada após,
Do mesmo nada sou, final e aporte.
Rasgando o quanto resta de esperança,
Restando o tanto em luta onde se lança
A farsa que se esconde atrás do todo,
Envolto nas tramoias da existência,
Da carcomida sorte; outra inclemência,
Explicitasse apenas o podre lodo.
Marcos Loures
O QUE AINDA SOU
O QUE AINDA SOU
Não quero mais nem mesmo o que me dizes
Envolto em tais redomas, me protejo,
E volto o meu olhar a cada ensejo
Cuidando destas tantas cicatrizes,
Após cada momento em que os deslizes
Expressam sentimento onde me vejo
Marcado pelo riso num lampejo,
Somando novos dias infelizes.
Tecendo esta mortalha noite e dia,
A morte sem saber por quanto adia
A solução que eu sei; ser a mais certa,
E o templo destroçado se revela
Deixando tão somente a velha cela,
Enquanto o que inda sou não mais desperta.
Marcos Loures
Não quero mais nem mesmo o que me dizes
Envolto em tais redomas, me protejo,
E volto o meu olhar a cada ensejo
Cuidando destas tantas cicatrizes,
Após cada momento em que os deslizes
Expressam sentimento onde me vejo
Marcado pelo riso num lampejo,
Somando novos dias infelizes.
Tecendo esta mortalha noite e dia,
A morte sem saber por quanto adia
A solução que eu sei; ser a mais certa,
E o templo destroçado se revela
Deixando tão somente a velha cela,
Enquanto o que inda sou não mais desperta.
Marcos Loures
domingo, 1 de julho de 2012
SEXTINA 21 IMENSA SOLIDÃO
SEXTINA 21 IMENSA SOLIDÃO
Imensa solidão tomando o sonho
E vejo após o nada o simples caos
E sendo costumeiro o velho encanto
De quem sabe viver e busca além
Do todo que deveras não traria
E nada mais pudesse, ou trama a sina,
A vida se desenha noutra sina
E o corte que aproxima enquanto sonho
Vestindo o que deveras me traria
Após o desenhar de um ledo caos
E nisto se aproxima muito além
Do quanto poderia e não me encanto.
A luta sonegando algum encanto
Expressa o que pudera em velha sina
E quando se prossegue muito além
O mundo não trouxera nenhum sonho,
Somente este desenho e nele o caos
Aonde um turbilhão logo traria.
O canto se desenha onde traria
O todo se desnuda em raro encanto
E vence o quanto resta em ledo caos
A luta traz além a antiga sina
E sei do quanto possa em novo sonho
Marcando o que deveras segue além,
Meu mundo se aproxima e segue além
Do quanto poderia e me traria
Ousando para quando em farto sonho
Tramasse o que deveras dita encanto
Moldando o quanto pude nesta sina
Tecer em descaminho além do caos.
Meu tempo desenhando em velho caos
Trazendo uma alegria e muito além
Do quanto poderia em rara sina
Tramar o que esperança me traria
E nisto com certeza eu já me encanto
E sei desta promessa e tento e sonho.
Na noite deste sonho o turvo caos
Negando algum encanto ou mesmo além
Decerto não traria a leda sina.
MARCOS LOURES
Imensa solidão tomando o sonho
E vejo após o nada o simples caos
E sendo costumeiro o velho encanto
De quem sabe viver e busca além
Do todo que deveras não traria
E nada mais pudesse, ou trama a sina,
A vida se desenha noutra sina
E o corte que aproxima enquanto sonho
Vestindo o que deveras me traria
Após o desenhar de um ledo caos
E nisto se aproxima muito além
Do quanto poderia e não me encanto.
A luta sonegando algum encanto
Expressa o que pudera em velha sina
E quando se prossegue muito além
O mundo não trouxera nenhum sonho,
Somente este desenho e nele o caos
Aonde um turbilhão logo traria.
O canto se desenha onde traria
O todo se desnuda em raro encanto
E vence o quanto resta em ledo caos
A luta traz além a antiga sina
E sei do quanto possa em novo sonho
Marcando o que deveras segue além,
Meu mundo se aproxima e segue além
Do quanto poderia e me traria
Ousando para quando em farto sonho
Tramasse o que deveras dita encanto
Moldando o quanto pude nesta sina
Tecer em descaminho além do caos.
Meu tempo desenhando em velho caos
Trazendo uma alegria e muito além
Do quanto poderia em rara sina
Tramar o que esperança me traria
E nisto com certeza eu já me encanto
E sei desta promessa e tento e sonho.
Na noite deste sonho o turvo caos
Negando algum encanto ou mesmo além
Decerto não traria a leda sina.
MARCOS LOURES
VASCULHO RASTROS
VASCULHO RASTROS
Vasculho, no teu corpo, intimidades;
Procuro pelos rastros que deixei.
Encontro velhas marcas de verdade,
Dos tempos que contigo, amor passei.
Teus seios delicados... que saudades,
Teus mares onde, louco, mergulhei.
Aonde desfrutei felicidades,
Prazer era constante, nossa lei.
De tanto que engolimos nossos sonhos,
De tanto que comemos com fartura,
Os dias que passamos, tão risonhos,
A noite sem te ter, quedando escura.
Agora que te encontro, quero mais,
Não te deixo partir, amor, jamais...
MARCOS LOURES
Vasculho, no teu corpo, intimidades;
Procuro pelos rastros que deixei.
Encontro velhas marcas de verdade,
Dos tempos que contigo, amor passei.
Teus seios delicados... que saudades,
Teus mares onde, louco, mergulhei.
Aonde desfrutei felicidades,
Prazer era constante, nossa lei.
De tanto que engolimos nossos sonhos,
De tanto que comemos com fartura,
Os dias que passamos, tão risonhos,
A noite sem te ter, quedando escura.
Agora que te encontro, quero mais,
Não te deixo partir, amor, jamais...
MARCOS LOURES
TUA NUDEZ
TUA NUDEZ
Vontade de sentir tua nudez
Deitada do meu lado, sensual,
Molhando tua pele, tua tez,
Lambendo em teu suor divino sal.
Amar-te novamente e toda vez,
Beijando todo o corpo por igual,
Até perder o senso e a lucidez,
A língua a percorrer, fenomenal...
Vontades me alucinam, meus desejos...
No ardor que nos domina, tanto afago.
Teu toque delicado, doce e mago,
Numa explosão de fogos, nossos beijos
Entorno este querer em chafariz,
Fazendo nossa noite mais feliz...
MARCOS LOURES
X
Vontade de sentir tua nudez
Deitada do meu lado, sensual,
Molhando tua pele, tua tez,
Lambendo em teu suor divino sal.
Amar-te novamente e toda vez,
Beijando todo o corpo por igual,
Até perder o senso e a lucidez,
A língua a percorrer, fenomenal...
Vontades me alucinam, meus desejos...
No ardor que nos domina, tanto afago.
Teu toque delicado, doce e mago,
Numa explosão de fogos, nossos beijos
Entorno este querer em chafariz,
Fazendo nossa noite mais feliz...
MARCOS LOURES
X
O TEU DESEJO
O TEU DESEJO
Quando acendeste em mim o teu desejo,
Minha alma iluminou-se sem perdão;
Na febre que tomaste em cada beijo
Uma verdade escondida por refrão.
Agora que esta sorte não prevejo
Sou vítima, querida tentação,
Além de todo o céu que não mais vejo,
Meu mundo se perdendo em explosão...
Vieste, namorada que sonhei,
Estrela que me guia bem além.
Mudando toda a sorte desta lei
Que diz que a noite triste sempre vem
Depois do dia calmo que passamos,
O certo é que talvez já nos amamos...
MARCOS LOURES
Quando acendeste em mim o teu desejo,
Minha alma iluminou-se sem perdão;
Na febre que tomaste em cada beijo
Uma verdade escondida por refrão.
Agora que esta sorte não prevejo
Sou vítima, querida tentação,
Além de todo o céu que não mais vejo,
Meu mundo se perdendo em explosão...
Vieste, namorada que sonhei,
Estrela que me guia bem além.
Mudando toda a sorte desta lei
Que diz que a noite triste sempre vem
Depois do dia calmo que passamos,
O certo é que talvez já nos amamos...
MARCOS LOURES
TUAS PALAVRAS
TUAS PALAVRAS
Tuas palavras sempre me enlouquecem,
Convidam para a festa mais profana.
As dores nos teus braços já se esquecem
A sorte de te ter jamais engana.
Os meus sentidos todos te obedecem,
Tu és a minha Fada soberana,
As pernas sensuais em rendas tecem
A noite que desejo, amor se explana.
Adentro tuas matas, teus mistérios,
Vasculho ponto a ponto teus segredos.
Amar é nunca ter sequer critérios,
Trazendo para a vida o gozo pleno,
Passeio no teu corpo, sábios dedos,
Molhados, saciando o teu sereno...
MARCOS LOURES
Tuas palavras sempre me enlouquecem,
Convidam para a festa mais profana.
As dores nos teus braços já se esquecem
A sorte de te ter jamais engana.
Os meus sentidos todos te obedecem,
Tu és a minha Fada soberana,
As pernas sensuais em rendas tecem
A noite que desejo, amor se explana.
Adentro tuas matas, teus mistérios,
Vasculho ponto a ponto teus segredos.
Amar é nunca ter sequer critérios,
Trazendo para a vida o gozo pleno,
Passeio no teu corpo, sábios dedos,
Molhados, saciando o teu sereno...
MARCOS LOURES
SIMPLES JOGO
SIMPLES JOGO
Quem pensa que o amor é simples jogo,
Não sabe da potência que ele emana,
Quem brinca sem juízo, com o fogo,
Ardendo totalmente já se engana.
Pois amor nunca admite sequer rogo,
É força que nos doma, soberana.
Nos lagos deste sonho que me afogo
A sorte sem limites, já se explana.
Na chama em que se faz tal sentimento,
Aos poucos nos domina e, assim, clareia.
Teu nome não me sai do pensamento,
Embora me apavore, estou te amando.
A brincadeira agora me incendeia,
Não sei nem responder mais até quando...
MARCOS LOURES
Quem pensa que o amor é simples jogo,
Não sabe da potência que ele emana,
Quem brinca sem juízo, com o fogo,
Ardendo totalmente já se engana.
Pois amor nunca admite sequer rogo,
É força que nos doma, soberana.
Nos lagos deste sonho que me afogo
A sorte sem limites, já se explana.
Na chama em que se faz tal sentimento,
Aos poucos nos domina e, assim, clareia.
Teu nome não me sai do pensamento,
Embora me apavore, estou te amando.
A brincadeira agora me incendeia,
Não sei nem responder mais até quando...
MARCOS LOURES
DESARMÔNICO
DESARMÔNICO
Lavar minha alma e crer que possa ainda
Depositar meu mundo noutro espaço
E quando sem certeza alguma eu traço,
A vida em tom sombrio se deslinda,
Resisto e na verdade a sorte finda
Deixando sem saber o quanto passo
Perdido entre o que possa enquanto eu faço
De um mero imaginar, o que me blinda,
Restasse alguma voz e poderia
Tentar fugir da rústica utopia
Vencida desde sempre e em tom agônico,
Mascaro com palavras o que trago
Resquícios solitários de um estrago
Moldado pelo escasso e desarmônico.
Marcos Loures
Lavar minha alma e crer que possa ainda
Depositar meu mundo noutro espaço
E quando sem certeza alguma eu traço,
A vida em tom sombrio se deslinda,
Resisto e na verdade a sorte finda
Deixando sem saber o quanto passo
Perdido entre o que possa enquanto eu faço
De um mero imaginar, o que me blinda,
Restasse alguma voz e poderia
Tentar fugir da rústica utopia
Vencida desde sempre e em tom agônico,
Mascaro com palavras o que trago
Resquícios solitários de um estrago
Moldado pelo escasso e desarmônico.
Marcos Loures
NADA DE NOVO...
NADA DE NOVO...
Jamais acreditasse ser possível
Mudança que trouxesse uma esperança
E quanto mais além a vida avança
O sonho se faz mesmo inatingível
Um passo que pudesse ser passível
De força e de igualdade ao não se lança
E sem saber de alguma confiança
A humanidade trama o inconcebível,
Vertentes que se mostram congruentes
E nelas afluentes se perdendo,
Riqueza é o que se busca em dividendo
Traçando no nascente seus poentes
Revejo o quanto mostra algum compêndio
E o gado se sujeita ao vilipêndio.
Marcos Loures
Jamais acreditasse ser possível
Mudança que trouxesse uma esperança
E quanto mais além a vida avança
O sonho se faz mesmo inatingível
Um passo que pudesse ser passível
De força e de igualdade ao não se lança
E sem saber de alguma confiança
A humanidade trama o inconcebível,
Vertentes que se mostram congruentes
E nelas afluentes se perdendo,
Riqueza é o que se busca em dividendo
Traçando no nascente seus poentes
Revejo o quanto mostra algum compêndio
E o gado se sujeita ao vilipêndio.
Marcos Loures
Cowboy fora da lei
Cowboy fora da lei
Eu apresento aqui meus versos mortos
E espero que suportes num momento
A velha fantasia que alimento,
Envolta nos desenhos rudes, tortos,
Ainda se procuram novos portos,
Porém quando o passado eu reinvento
Soltando o meu cadáver, bebo o vento,
Trazendo os olhos baços, tão absortos,
Eu sei quanto se faz ora obsoleto
A tentativa espúria de um soneto
Enquanto de concreto nada sei,
O féretro me cabe, mas prossigo,
Tentando no porão, meu calmo abrigo,
Infrinjo de tal forma a nova lei.
Marcos Loures
Eu apresento aqui meus versos mortos
E espero que suportes num momento
A velha fantasia que alimento,
Envolta nos desenhos rudes, tortos,
Ainda se procuram novos portos,
Porém quando o passado eu reinvento
Soltando o meu cadáver, bebo o vento,
Trazendo os olhos baços, tão absortos,
Eu sei quanto se faz ora obsoleto
A tentativa espúria de um soneto
Enquanto de concreto nada sei,
O féretro me cabe, mas prossigo,
Tentando no porão, meu calmo abrigo,
Infrinjo de tal forma a nova lei.
Marcos Loures
Sem sentido
Sem sentido
Jamais me imaginasse de tal forma
Que o quanto se desfaça num segundo
E quando noutro vão eu me aprofundo
O tempo superasse a velha norma
E o vértice do sonho se transforma
No vórtice, conquanto onde este imundo
Caminho se moldara em mesmo mundo
Que tanto sonegasse uma reforma,
A luta sem descanso se contorna
E a vida em sensação atroz e morna
Convida quem se fez em luz e fogo
Ao mesmo pressentir que ora invalida
Na fúria, a labiríntica saída,
E deixa sem sentido qualquer rogo.
Jamais me imaginasse de tal forma
Que o quanto se desfaça num segundo
E quando noutro vão eu me aprofundo
O tempo superasse a velha norma
E o vértice do sonho se transforma
No vórtice, conquanto onde este imundo
Caminho se moldara em mesmo mundo
Que tanto sonegasse uma reforma,
A luta sem descanso se contorna
E a vida em sensação atroz e morna
Convida quem se fez em luz e fogo
Ao mesmo pressentir que ora invalida
Na fúria, a labiríntica saída,
E deixa sem sentido qualquer rogo.
MEUS ENGANOS
MEUS ENGANOS
Querida se percebes meus enganos,
Por que não reparaste nestes teus?
Os erros cometidos, soberanos,
São trevas que transtornam, negros breus.
Se foges dos princípios , dos teus planos,
Teus olhos vão perdidos, são ateus,
Tu causas, sem saber, os desenganos.
Magoas todo mundo, nega a Deus.
Mas logo tu disfarças, minha amiga,
Achando que ninguém vai reparar.
A tanta gente assim, já desabriga
E causa uma tristeza que é sem par.
Eu posso te dizer: sou imperfeito,
Mas tu és igualzinha, o mesmo jeito...
MARCOS LOURES
Querida se percebes meus enganos,
Por que não reparaste nestes teus?
Os erros cometidos, soberanos,
São trevas que transtornam, negros breus.
Se foges dos princípios , dos teus planos,
Teus olhos vão perdidos, são ateus,
Tu causas, sem saber, os desenganos.
Magoas todo mundo, nega a Deus.
Mas logo tu disfarças, minha amiga,
Achando que ninguém vai reparar.
A tanta gente assim, já desabriga
E causa uma tristeza que é sem par.
Eu posso te dizer: sou imperfeito,
Mas tu és igualzinha, o mesmo jeito...
MARCOS LOURES
SEXTINA 20 RARO TRILHO
SEXTINA 20 RARO TRILHO
O todo desenhado em raro trilho
Pudesse desejar noutro momento
E quando na verdade eu sigo em paz
Ousando com ternura o que viria
Meu mundo se aproxima do final,
E nada mais levasse em minha morte.
O sonho desdenhoso dita a morte
E quanto mais escasso rumo eu trilho
Singrando sem um cais, ledo final,
O mundo se apresenta num momento
E nisto tantas vezes eu viria
Buscando o quanto resta em rara paz.
A sorte desenhando em nós a paz
E nisto desdenhando a própria morte
Além do que em verdade aqui viria
Ditando a realidade em raro trilho
Gerando cada passo num momento
Trazendo a todo instante outro final.
O marco desenhado no final
Expressa o que pudesse vivo em paz
E nisto se percebe no momento
Cabendo com certeza a própria morte
E nessa solidão enquanto eu trilho
Marcando cada passo, aquém viria.
O manto traduzisse o que viria
Tramando o quanto cabe no final
E vendo a solução por onde trilho
Gestando o que pudera ter em paz
Após o quanto quero e sei da morte
Preparo para tal novo momento,
Ainda que se visse num momento
O quanto não pudera nem viria
Rondando o meu caminho, dita a morte
Bem antes que se chegue num final
Espero descansar enfim em paz
Ousando na esperança em ledo trilho.
O quanto sempre trilho em vão momento
Cerzindo nesta paz o que viria
Alcanço o meu final, e bebo a morte.
MARCOS LOURES
O todo desenhado em raro trilho
Pudesse desejar noutro momento
E quando na verdade eu sigo em paz
Ousando com ternura o que viria
Meu mundo se aproxima do final,
E nada mais levasse em minha morte.
O sonho desdenhoso dita a morte
E quanto mais escasso rumo eu trilho
Singrando sem um cais, ledo final,
O mundo se apresenta num momento
E nisto tantas vezes eu viria
Buscando o quanto resta em rara paz.
A sorte desenhando em nós a paz
E nisto desdenhando a própria morte
Além do que em verdade aqui viria
Ditando a realidade em raro trilho
Gerando cada passo num momento
Trazendo a todo instante outro final.
O marco desenhado no final
Expressa o que pudesse vivo em paz
E nisto se percebe no momento
Cabendo com certeza a própria morte
E nessa solidão enquanto eu trilho
Marcando cada passo, aquém viria.
O manto traduzisse o que viria
Tramando o quanto cabe no final
E vendo a solução por onde trilho
Gestando o que pudera ter em paz
Após o quanto quero e sei da morte
Preparo para tal novo momento,
Ainda que se visse num momento
O quanto não pudera nem viria
Rondando o meu caminho, dita a morte
Bem antes que se chegue num final
Espero descansar enfim em paz
Ousando na esperança em ledo trilho.
O quanto sempre trilho em vão momento
Cerzindo nesta paz o que viria
Alcanço o meu final, e bebo a morte.
MARCOS LOURES
VENTO AUDAZ
VENTO AUDAZ
Levanta o teu vestido, o vento audaz,
Expondo as maravilhas que escondias.
Tocado pelo fogo mais voraz
Meus olhos rebrilhando em alegrias.
Percebo em tuas coxas tais magias
Além do que sonhara, muito mais.
O pano que teimoso em que cobrias
Ao vento se mostrou mais incapaz.
Retorno para a casa imaginando,
A cena que avistei em plena rua,
Querendo completá-la; tê-la nua...
Enlaço, nos meus sonhos, tuas pernas,
As mãos te percorrendo e te tocando...
As noites se tornando, ardentes, ternas...
MARCOS LOURES
Levanta o teu vestido, o vento audaz,
Expondo as maravilhas que escondias.
Tocado pelo fogo mais voraz
Meus olhos rebrilhando em alegrias.
Percebo em tuas coxas tais magias
Além do que sonhara, muito mais.
O pano que teimoso em que cobrias
Ao vento se mostrou mais incapaz.
Retorno para a casa imaginando,
A cena que avistei em plena rua,
Querendo completá-la; tê-la nua...
Enlaço, nos meus sonhos, tuas pernas,
As mãos te percorrendo e te tocando...
As noites se tornando, ardentes, ternas...
MARCOS LOURES
SONHOS BENFAZEJOS
SONHOS BENFAZEJOS
Vieste nestes sonhos benfazejos,
Montada em teu cavalo, nua em pelo.
No fogo sedutor dos meus desejos,
Não tenho mais saída e nem apelos.
Roçando minha pele com teus beijos,
Tocando no meu rosto, o teu cabelo.
Os lábios que me tocam, relampejos,
Forrando minhas pernas, teus novelos...
Os sinos repicando, teus sinais,
Na glória do prazer estrela nua.
Imerso nos teus seios, quero mais.
Na fome de te ter, minha alma sua
E vibra nos esteios, catedrais,
Avança e te invadindo, não recua...
MARCOS LOURES
Vieste nestes sonhos benfazejos,
Montada em teu cavalo, nua em pelo.
No fogo sedutor dos meus desejos,
Não tenho mais saída e nem apelos.
Roçando minha pele com teus beijos,
Tocando no meu rosto, o teu cabelo.
Os lábios que me tocam, relampejos,
Forrando minhas pernas, teus novelos...
Os sinos repicando, teus sinais,
Na glória do prazer estrela nua.
Imerso nos teus seios, quero mais.
Na fome de te ter, minha alma sua
E vibra nos esteios, catedrais,
Avança e te invadindo, não recua...
MARCOS LOURES
PRISIONEIRO
PRISIONEIRO
Quem dera prisioneiro em tua cama,
Tomado por desejos quase insanos.
Amara-te nos lençóis, até na lama;
Instintos devorando, tão profanos.
Atado aos teus carinhos, viva chama,
Escravo dos prazeres soberanos.
Certeira sensação em louca trama,
Não permitindo nunca mais enganos.
Na entrega sem limites, com paixão,
Fazendo de teu corpo moradia,
Roubando desta noite a tentação,
Hedônica vontade me domina,
Além de todo o bem que te queria,
Na fome que nos toma, e me alucina...
MARCOS LOURES
Quem dera prisioneiro em tua cama,
Tomado por desejos quase insanos.
Amara-te nos lençóis, até na lama;
Instintos devorando, tão profanos.
Atado aos teus carinhos, viva chama,
Escravo dos prazeres soberanos.
Certeira sensação em louca trama,
Não permitindo nunca mais enganos.
Na entrega sem limites, com paixão,
Fazendo de teu corpo moradia,
Roubando desta noite a tentação,
Hedônica vontade me domina,
Além de todo o bem que te queria,
Na fome que nos toma, e me alucina...
MARCOS LOURES
MONTADO EM MEU CAVALO
MONTADO EM MEU CAVALO
Montado em meu cavalo,o pensamento,
Vagando pelos campos sem destino.
Distante das angústias e tormento
Além do que sonhei ou imagino.
No doce galopar deste momento,
Morena que embalava este menino,
Fazendo meu terreiro, sentimento,
Cabendo em cada canto, em ti me afino.
Da antiga namorada, belos seios.
Em nova sensação tu me revelas.
Cavalo se perdeu sequer arreios,
Galopas noite afora, sem cansaço.
Deitando sobre mim, sequer as selas;
Depois nos entregamos, num abraço...
MARCOS LOURES
Montado em meu cavalo,o pensamento,
Vagando pelos campos sem destino.
Distante das angústias e tormento
Além do que sonhei ou imagino.
No doce galopar deste momento,
Morena que embalava este menino,
Fazendo meu terreiro, sentimento,
Cabendo em cada canto, em ti me afino.
Da antiga namorada, belos seios.
Em nova sensação tu me revelas.
Cavalo se perdeu sequer arreios,
Galopas noite afora, sem cansaço.
Deitando sobre mim, sequer as selas;
Depois nos entregamos, num abraço...
MARCOS LOURES
SEM TINO E SEM JUÍZO
SEM TINO E SEM JUÍZO
Sem tino e sem juízo, me perdendo,
Percebo em tuas pernas, a tenaz
Que aos poucos sempre vai já me retendo.
Fugir eu já nem tento, e quero mais...
Sentindo tua boca me sorvendo,
Do jeito que eu queria e que me apraz.
O fogo, quente lava, vai correndo
Cada vez mais quente e mais audaz...
As marcas de teus dentes nos meus ombros,
Depois de tanto amor, somente escombros.
Reviro-te querida, corpo exposto.
Me enlouquecendo sigo teus caminhos.
Tomado pelas chuvas, teus carinhos,
Numa garoa intensa no meu rosto...
MARCOS LOURES
Sem tino e sem juízo, me perdendo,
Percebo em tuas pernas, a tenaz
Que aos poucos sempre vai já me retendo.
Fugir eu já nem tento, e quero mais...
Sentindo tua boca me sorvendo,
Do jeito que eu queria e que me apraz.
O fogo, quente lava, vai correndo
Cada vez mais quente e mais audaz...
As marcas de teus dentes nos meus ombros,
Depois de tanto amor, somente escombros.
Reviro-te querida, corpo exposto.
Me enlouquecendo sigo teus caminhos.
Tomado pelas chuvas, teus carinhos,
Numa garoa intensa no meu rosto...
MARCOS LOURES
SE POSSÍVEL
SE POSSÍVEL
Eu quero; se possível, mas não é,
Acreditar nalguma coisa além
Do desejar imenso que inda vem
Vestindo com certeza esta má fé.
E nada se produz enquanto até
O preço a se pagar não mais convém
Vencido caminheiro, eu sei também,
Do aquém que se fez tanto em contrapé.
Restauro cada engano e sigo aonde
O tanto noutra face corresponde
Ao canto sem porvir e sem ventura,
Nas artes e desenhos de um passado
O monte pelo tempo destroçado
Expressa o quanto a pressa me amargura.
Marcos Loures
Eu quero; se possível, mas não é,
Acreditar nalguma coisa além
Do desejar imenso que inda vem
Vestindo com certeza esta má fé.
E nada se produz enquanto até
O preço a se pagar não mais convém
Vencido caminheiro, eu sei também,
Do aquém que se fez tanto em contrapé.
Restauro cada engano e sigo aonde
O tanto noutra face corresponde
Ao canto sem porvir e sem ventura,
Nas artes e desenhos de um passado
O monte pelo tempo destroçado
Expressa o quanto a pressa me amargura.
Marcos Loures
SEXTINA 19 FORMOSA MADRUGADA
SEXTINA 19 FORMOSA MADRUGADA
Formosa madrugada em flórea senda
Ascendo ao quanto quis e não veria
Somente o que se tenta após o nada
E o manto recobrindo em esperança
O mundo se apresenta claro e verde
Abrindo este momento em tal futuro.
O quanto se aproxima do futuro
E traz ao meu olhar diversa senda
O todo desenhando neste verde
Cenário o que pudesse e inda veria
Vivendo dentro da alma esta esperança
Após o tempo amargo em quase nada.
Traçar uma alegria após o nada
Deixando o quanto quero no futuro
E a vida se moldara em esperança
E nisto se aproxima desta senda
O tanto quanto possa não teria
Meu campo se desenha sempre verde.
O rumo se aproxima e dita o verde
E o todo na verdade diz do nada
E o marco com firmeza se veria
E nisto ao invadir este futuro
A claridade toca a imensa senda
E a luta se traçasse em esperança
A sorte desenhando uma esperança
Ousando o coração enquanto o verde
Domina tão somente a rara senda
E traça com verdade após o nada
E sei do meu caminho em teu futuro
Aonde outro momento em paz veria.
O tempo na verdade não veria
O quanto representa em esperança
Moldando o quanto quero no futuro,
Um sonho que preserve todo o verde
E o todo traduzindo o mesmo nada
Gestando o que pudesse rara senda.
A luta em nova senda não veria
Depois de quase nada esta esperança
No passo sempre verde, o meu futuro.
MARCOS LOURES
Formosa madrugada em flórea senda
Ascendo ao quanto quis e não veria
Somente o que se tenta após o nada
E o manto recobrindo em esperança
O mundo se apresenta claro e verde
Abrindo este momento em tal futuro.
O quanto se aproxima do futuro
E traz ao meu olhar diversa senda
O todo desenhando neste verde
Cenário o que pudesse e inda veria
Vivendo dentro da alma esta esperança
Após o tempo amargo em quase nada.
Traçar uma alegria após o nada
Deixando o quanto quero no futuro
E a vida se moldara em esperança
E nisto se aproxima desta senda
O tanto quanto possa não teria
Meu campo se desenha sempre verde.
O rumo se aproxima e dita o verde
E o todo na verdade diz do nada
E o marco com firmeza se veria
E nisto ao invadir este futuro
A claridade toca a imensa senda
E a luta se traçasse em esperança
A sorte desenhando uma esperança
Ousando o coração enquanto o verde
Domina tão somente a rara senda
E traça com verdade após o nada
E sei do meu caminho em teu futuro
Aonde outro momento em paz veria.
O tempo na verdade não veria
O quanto representa em esperança
Moldando o quanto quero no futuro,
Um sonho que preserve todo o verde
E o todo traduzindo o mesmo nada
Gestando o que pudesse rara senda.
A luta em nova senda não veria
Depois de quase nada esta esperança
No passo sempre verde, o meu futuro.
MARCOS LOURES
Noutras Batalhas
Noutras Batalhas
Irmãos que percebi noutras batalhas
Envoltos pelas sombras do que há tanto
Marcassem com terrível desencanto
O quanto desejasse enquanto espalhas
Teus cantos pelos cantos em navalhas
Presumo no final rude quebranto
E se traduz somente num espanto
As ermas ilusões, diversas falhas,
Expresso o quanto possa e não teria
Senão a mesma fossa onde, sombria,
Avesso ao que viria quero mais,
Renovo o muito ou pouco que me trazes
Franzinas sensações em tons mordazes
E neles os momentos tão banais.
Marcos Loures
Irmãos que percebi noutras batalhas
Envoltos pelas sombras do que há tanto
Marcassem com terrível desencanto
O quanto desejasse enquanto espalhas
Teus cantos pelos cantos em navalhas
Presumo no final rude quebranto
E se traduz somente num espanto
As ermas ilusões, diversas falhas,
Expresso o quanto possa e não teria
Senão a mesma fossa onde, sombria,
Avesso ao que viria quero mais,
Renovo o muito ou pouco que me trazes
Franzinas sensações em tons mordazes
E neles os momentos tão banais.
Marcos Loures
AONDE ESTÃO?
AONDE ESTÃO?
Amigos que encontrei, já nem consigo
Sequer imaginar por onde estão
O mundo se renova em estação
E sempre vejo em volta o desabrigo,
Apenas noutro tanto se prossigo
Expresso a cada engano a negação
Da farsa desdenhada onde estarão
Os termos do caminho mais antigo,
Negasse o que restara de algum senso
E mesmo noutro mundo quando penso,
Somente me convenço da derrota,
Embora creia até num novo mundo,
Do tosco emaranhado se me inundo,
A fonte ludibria, mas se esgota.
Marcos Loures
Amigos que encontrei, já nem consigo
Sequer imaginar por onde estão
O mundo se renova em estação
E sempre vejo em volta o desabrigo,
Apenas noutro tanto se prossigo
Expresso a cada engano a negação
Da farsa desdenhada onde estarão
Os termos do caminho mais antigo,
Negasse o que restara de algum senso
E mesmo noutro mundo quando penso,
Somente me convenço da derrota,
Embora creia até num novo mundo,
Do tosco emaranhado se me inundo,
A fonte ludibria, mas se esgota.
Marcos Loures
QUANDO PASSAS
QUANDO PASSAS
Espreito de tocaia quando passas,
Desfilas tuas pernas geniais.
Nem percebes mas sempre tu me enlaças
Em teus passos macios, sensuais...
Desfilas as belezas, tantas graças
Vontade de querer-te assim, demais.
Acoito meus desejos, minhas caças,
E sinto não terei amor jamais...
Tu olhas para o nunca, nada sentes...
Os dias se tornando bem mais quentes
E a saia se levanta.. Que calor!
Mas sonhos nada custam, o que fazer?
Somente imaginar em forte ardor.
O dia que não vem, tanto prazer...
MARCOS LOURES
Espreito de tocaia quando passas,
Desfilas tuas pernas geniais.
Nem percebes mas sempre tu me enlaças
Em teus passos macios, sensuais...
Desfilas as belezas, tantas graças
Vontade de querer-te assim, demais.
Acoito meus desejos, minhas caças,
E sinto não terei amor jamais...
Tu olhas para o nunca, nada sentes...
Os dias se tornando bem mais quentes
E a saia se levanta.. Que calor!
Mas sonhos nada custam, o que fazer?
Somente imaginar em forte ardor.
O dia que não vem, tanto prazer...
MARCOS LOURES
AMIGA
AMIGA
Amiga, percebendo que chamaste
Por meu nome no vento que te trouxe,
Em alegria imensa transformaste
Um sonho que jamais pensei ser doce.
A sorte que por certo já banhaste
Muito mais que pensei que um dia fosse;
Quem antes se julgara um simples traste,
Num segundo mais forte iluminou-se.
Amiga assim tocando uma triste alma.
Em benção divinal por certo acalma
Quem antes só sofrera ansiedade.
E assim, pouco a pouco, vai surgindo,
Um dia mais feliz, decerto lindo,
No peito renasceu felicidade...
MARCOS LOURES
Amiga, percebendo que chamaste
Por meu nome no vento que te trouxe,
Em alegria imensa transformaste
Um sonho que jamais pensei ser doce.
A sorte que por certo já banhaste
Muito mais que pensei que um dia fosse;
Quem antes se julgara um simples traste,
Num segundo mais forte iluminou-se.
Amiga assim tocando uma triste alma.
Em benção divinal por certo acalma
Quem antes só sofrera ansiedade.
E assim, pouco a pouco, vai surgindo,
Um dia mais feliz, decerto lindo,
No peito renasceu felicidade...
MARCOS LOURES
SEXTINA 18 AONDE UM DIA...
SEXTINA 18 AONDE UM DIA...
O manto se traçando aonde um dia
A sorte na verdade não trouxesse
Sequer o quanto quero e não mergulho
No lago da esperança ou mesmo além,
A vida não traduz felicidade
E marca o quanto vejo em novo brilho.
O quanto poderia e mesmo brilho
Expressa o que buscara em novo dia
Marcando com a dor, felicidade
E nisto novo rumo se trouxesse
Moldando o meu caminho muito além
Do quanto no vazio ora mergulho.
O tanto se transforma e num mergulho
Gerando o que pudesse e sei do brilho
No tempo desenhando o rumo além
E nada se mostrara a cada dia
E tanto quantas vezes eu trouxesse
E nada mais se diz felicidade.
O canto mais sutil; felicidade
E quando na verdade inda mergulho
E nisto o que deveras mais trouxesse
Gestando este caminho aonde eu brilho
E traça o que pudera em novo dia
Ou nada se mostrasse mesmo além,
O tanto num caminho diz além
E trama o que puder felicidade
Regendo a maravilha de outro dia
E nisto quando além inda mergulho
Trazendo a cada passo um novo brilho
E nisto outra verdade me trouxesse.
O quanto desta vida se trouxesse
Mostrando este caminho e muito além
Negando a cada passo um raro brilho,
A luta traduziu felicidade
E enquanto no vazio em paz mergulho
E o tempo se moldando dia a dia,
A cada novo dia se trouxesse
E sei deste mergulho ou mesmo além
Rara felicidade dita o brilho.
MARCOS LOURES
O manto se traçando aonde um dia
A sorte na verdade não trouxesse
Sequer o quanto quero e não mergulho
No lago da esperança ou mesmo além,
A vida não traduz felicidade
E marca o quanto vejo em novo brilho.
O quanto poderia e mesmo brilho
Expressa o que buscara em novo dia
Marcando com a dor, felicidade
E nisto novo rumo se trouxesse
Moldando o meu caminho muito além
Do quanto no vazio ora mergulho.
O tanto se transforma e num mergulho
Gerando o que pudesse e sei do brilho
No tempo desenhando o rumo além
E nada se mostrara a cada dia
E tanto quantas vezes eu trouxesse
E nada mais se diz felicidade.
O canto mais sutil; felicidade
E quando na verdade inda mergulho
E nisto o que deveras mais trouxesse
Gestando este caminho aonde eu brilho
E traça o que pudera em novo dia
Ou nada se mostrasse mesmo além,
O tanto num caminho diz além
E trama o que puder felicidade
Regendo a maravilha de outro dia
E nisto quando além inda mergulho
Trazendo a cada passo um novo brilho
E nisto outra verdade me trouxesse.
O quanto desta vida se trouxesse
Mostrando este caminho e muito além
Negando a cada passo um raro brilho,
A luta traduziu felicidade
E enquanto no vazio em paz mergulho
E o tempo se moldando dia a dia,
A cada novo dia se trouxesse
E sei deste mergulho ou mesmo além
Rara felicidade dita o brilho.
MARCOS LOURES
TEMPESTADES
TEMPESTADES
Seria muito pouco apenas isso,
O temporal não traz fecundação,
Expressando ruptura traz o não
Transforma este terreno em movediço,
Negando ao solo enfim um novo viço
Marcando a natureza em explosão,
E desde quando em fúria se verão
Somente o mundo atroz que eu não cobiço.
Enquanto a chuva mansa fecundando
O solo noutro tempo desde quando
Semente em paz brotasse, em nova vida.
Porém é necessária a tempestade
Que rompe com o velho e assim degrade
A imagem pelo tempo corroída.
Marcos Loures
Seria muito pouco apenas isso,
O temporal não traz fecundação,
Expressando ruptura traz o não
Transforma este terreno em movediço,
Negando ao solo enfim um novo viço
Marcando a natureza em explosão,
E desde quando em fúria se verão
Somente o mundo atroz que eu não cobiço.
Enquanto a chuva mansa fecundando
O solo noutro tempo desde quando
Semente em paz brotasse, em nova vida.
Porém é necessária a tempestade
Que rompe com o velho e assim degrade
A imagem pelo tempo corroída.
Marcos Loures
Em Pedaços.
Em Pedaços.
Uma palavra apenas que traduza
O sentimento imenso quando bebo
O sonho desenhado, outro placebo,
Enquanto a solidão se faz confusa,
Reparo noutro instante enquanto se usa
A velha sensação do que percebo,
Translado do não ser quanto concebo
Um cais onde a verdade é mais obtusa,
E quando uma expressão em paz se ausenta
A vida se transforma; violenta,
E veste outra faceta mais mordaz,
Não queira acreditar no ser insólito
E quando se queria algum monólito,
Em pedaços o sonho se desfaz;
Marcos Loures
Uma palavra apenas que traduza
O sentimento imenso quando bebo
O sonho desenhado, outro placebo,
Enquanto a solidão se faz confusa,
Reparo noutro instante enquanto se usa
A velha sensação do que percebo,
Translado do não ser quanto concebo
Um cais onde a verdade é mais obtusa,
E quando uma expressão em paz se ausenta
A vida se transforma; violenta,
E veste outra faceta mais mordaz,
Não queira acreditar no ser insólito
E quando se queria algum monólito,
Em pedaços o sonho se desfaz;
Marcos Loures
REFORMAS SOCIAIS?
REFORMAS SOCIAIS?
Exposta pelas ruas, mendicância,
Trazendo neste olhar avermelhado
As marcas de um anseio desenhado
E a farsa social em discrepância
Legado na verdade de outra instância
O tempo se mostrando resguardado
No engano produzido em rude fado,
Expressa em tradição, farta ganância.
Em rotas tão diversas, congruentes,
Maceram-se ilusões, seres dementes,
Emergentes famintos de esperança.
O mundo se apresenta de tal forma
Que a face vergonhosa da reforma,
Poeira em cada olhar, apenas lança.
Marcos Loures
Exposta pelas ruas, mendicância,
Trazendo neste olhar avermelhado
As marcas de um anseio desenhado
E a farsa social em discrepância
Legado na verdade de outra instância
O tempo se mostrando resguardado
No engano produzido em rude fado,
Expressa em tradição, farta ganância.
Em rotas tão diversas, congruentes,
Maceram-se ilusões, seres dementes,
Emergentes famintos de esperança.
O mundo se apresenta de tal forma
Que a face vergonhosa da reforma,
Poeira em cada olhar, apenas lança.
Marcos Loures
OUTRO CENÁRIO?
OUTRO CENÁRIO?
Como é difícil crer noutro cenário
Não sendo essa miséria uma constante
E a cada novo instante se agigante
O quanto se desenha temerário,
Ao menos emoção, velho corsário,
Tomando o dia a dia num rompante
Expressa outro caminho, mais distante,
E o verso se produz imaginário,
Mas quando a realidade volta e toca,
Invés do palacete essa maloca,
Invés de uma princesa, a meretriz,
E tomo mais um copo de aguardente,
Preciso mergulhar urgentemente
E neste engodo eu sei que sou feliz.
Marcos Loures
Como é difícil crer noutro cenário
Não sendo essa miséria uma constante
E a cada novo instante se agigante
O quanto se desenha temerário,
Ao menos emoção, velho corsário,
Tomando o dia a dia num rompante
Expressa outro caminho, mais distante,
E o verso se produz imaginário,
Mas quando a realidade volta e toca,
Invés do palacete essa maloca,
Invés de uma princesa, a meretriz,
E tomo mais um copo de aguardente,
Preciso mergulhar urgentemente
E neste engodo eu sei que sou feliz.
Marcos Loures
Tua Majestade
Tua Majestade
Erguendo o que pudesse e tendo após
Apenas as diversas ilusões
No quanto deveria e não compões
Um mundo sem sentido, errôneo, atroz,
E anda do que reste vivo em nós
Expõe o quanto quero e, de emoções
Dispersas imaginam soluções
E nelas a solidão aumenta a voz,
Evoco outros momentos que passamos,
A fronde não se lembra de seus ramos
E entre alamedas perde a majestade,
Porém na solidão que nos envolve
O que na multidão já se dissolve
Ilude-se e deturpa a realidade.
Marcos Loures
Erguendo o que pudesse e tendo após
Apenas as diversas ilusões
No quanto deveria e não compões
Um mundo sem sentido, errôneo, atroz,
E anda do que reste vivo em nós
Expõe o quanto quero e, de emoções
Dispersas imaginam soluções
E nelas a solidão aumenta a voz,
Evoco outros momentos que passamos,
A fronde não se lembra de seus ramos
E entre alamedas perde a majestade,
Porém na solidão que nos envolve
O que na multidão já se dissolve
Ilude-se e deturpa a realidade.
Marcos Loures
O MAR QUE ME LEVOU
O MAR QUE ME LEVOU
O mar que me levou; levou amor
Nas ondas deste mar sempre vou eu
Vivendo destas águas lavrador
Quem lava minhas mágoas, já morreu...
As bocas que me beijam minha e sua
Os beijos que negastes quem me dá?
Desejo por desejo continua
E te pergunto sempre: quem vem lá?
Lá, por onde vou; tento navegar
Os beijos que me destes nada mais,
Eu tenho tantos sonhos por singrar,
Quisera meu amor, chegar ao cais...
As ondas que me beijam, tanto mar,
Pequenas são ondinas, vão passar...
MARCOS LOURES
O mar que me levou; levou amor
Nas ondas deste mar sempre vou eu
Vivendo destas águas lavrador
Quem lava minhas mágoas, já morreu...
As bocas que me beijam minha e sua
Os beijos que negastes quem me dá?
Desejo por desejo continua
E te pergunto sempre: quem vem lá?
Lá, por onde vou; tento navegar
Os beijos que me destes nada mais,
Eu tenho tantos sonhos por singrar,
Quisera meu amor, chegar ao cais...
As ondas que me beijam, tanto mar,
Pequenas são ondinas, vão passar...
MARCOS LOURES
SEXTINA 17 O SONHO MAIS AUDAZ
SEXTINA 17 O SONHO MAIS AUDAZ
O sonho mais audaz que inda tivesse
Quem tanto se imagina mais feliz
E o corte se aproxima do que eu quis
E nisto o caminhar expressa a prece
E nada do que possa contradiz
O quanto sem sentido a vida tece.
A vida tantas vezes toma e tece
E cada novo tempo se tivesse
Na incerta sedução que contradiz
O coração que um dia foi feliz
E trama como fosse simples prece
O mundo que em verdade eu sempre quis.
O tanto quanto possa e já não quis
A luta noutro rumo o sonho tece
E nada nem sequer um rogo e prece
Ainda que decerto a paz tivesse
Moldando o quanto quero mais feliz
Enquanto o que me resta contradiz
Meu passo contra a fúria contradiz
E trama o que em verdade sempre quis
E mesmo se pudesse ser feliz
Aonde uma ilusão o mundo tece
Regendo cada sonho que eu tivesse
Trazendo ao coração sobeja prece.
Meu verso poderia como em prece,
Mas sei que o dia a dia contradiz
E mesmo que esperança inda tivesse
Vertendo em meu olhar o que mais quis
Assim o meu caminho a vida tece
Tramando outro momento mais feliz.
E sei do quanto possa ser feliz
Quem tenta esta emoção, superna prece
Ultriz momento a vida volve e tece
E o tempo novamente contradiz
Deixando para trás o que mais quis
Enquanto o meu caminho inda tivesse.
Ainda que tivesse o mais feliz
Vivendo o quanto quis em cada prece
A vida contradiz o que inda tece.
MARCOS LOURES
O sonho mais audaz que inda tivesse
Quem tanto se imagina mais feliz
E o corte se aproxima do que eu quis
E nisto o caminhar expressa a prece
E nada do que possa contradiz
O quanto sem sentido a vida tece.
A vida tantas vezes toma e tece
E cada novo tempo se tivesse
Na incerta sedução que contradiz
O coração que um dia foi feliz
E trama como fosse simples prece
O mundo que em verdade eu sempre quis.
O tanto quanto possa e já não quis
A luta noutro rumo o sonho tece
E nada nem sequer um rogo e prece
Ainda que decerto a paz tivesse
Moldando o quanto quero mais feliz
Enquanto o que me resta contradiz
Meu passo contra a fúria contradiz
E trama o que em verdade sempre quis
E mesmo se pudesse ser feliz
Aonde uma ilusão o mundo tece
Regendo cada sonho que eu tivesse
Trazendo ao coração sobeja prece.
Meu verso poderia como em prece,
Mas sei que o dia a dia contradiz
E mesmo que esperança inda tivesse
Vertendo em meu olhar o que mais quis
Assim o meu caminho a vida tece
Tramando outro momento mais feliz.
E sei do quanto possa ser feliz
Quem tenta esta emoção, superna prece
Ultriz momento a vida volve e tece
E o tempo novamente contradiz
Deixando para trás o que mais quis
Enquanto o meu caminho inda tivesse.
Ainda que tivesse o mais feliz
Vivendo o quanto quis em cada prece
A vida contradiz o que inda tece.
MARCOS LOURES
O PREÇO A SE PAGAR.
O PREÇO A SE PAGAR.
Quisera ter somente o que não vem,
O preço de uma vida mais dispersa
E nela o quanto resta desconversa
E traça a mesma face, mal ou bem,
Presumo o que resumo noutro alguém
A mesma solução se faz dispersa
E tanto quanto a vida além já versa
O preço a se pagar não é vintém,
A luta me cansando e sem ter nada
Que possa me traçar uma alvorada
Risonha como há tanto cobiçara,
Ausento-me dos sonhos e mergulho
No mar feito em rochedo e pedregulho
E uma alegria é feita em joia rara.
Marcos Loures
Quisera ter somente o que não vem,
O preço de uma vida mais dispersa
E nela o quanto resta desconversa
E traça a mesma face, mal ou bem,
Presumo o que resumo noutro alguém
A mesma solução se faz dispersa
E tanto quanto a vida além já versa
O preço a se pagar não é vintém,
A luta me cansando e sem ter nada
Que possa me traçar uma alvorada
Risonha como há tanto cobiçara,
Ausento-me dos sonhos e mergulho
No mar feito em rochedo e pedregulho
E uma alegria é feita em joia rara.
Marcos Loures
PLANETA SONHO
PLANETA SONHO
Mergulhando nos sonhos mais bonitos
Abraçando minha deusa tão amada.
Voando por espaços infinitos
Em busca da manhã iluminada;
Os raios deste sol brilhando tanto
Trazendo uma esperança, vivo amor.
Envolto na alegria, enfim te canto
E roubo deste sol todo o calor.
Amada como é bom viver contigo
Sem medo do tormento e da saudade.
Aqui, eu já pressinto, sem perigo,
Eu posso conhecer felicidade.
Amada, vem comigo, eu te proponho,
Na noite viajar, planeta sonho...
MARCOS LOURES
Mergulhando nos sonhos mais bonitos
Abraçando minha deusa tão amada.
Voando por espaços infinitos
Em busca da manhã iluminada;
Os raios deste sol brilhando tanto
Trazendo uma esperança, vivo amor.
Envolto na alegria, enfim te canto
E roubo deste sol todo o calor.
Amada como é bom viver contigo
Sem medo do tormento e da saudade.
Aqui, eu já pressinto, sem perigo,
Eu posso conhecer felicidade.
Amada, vem comigo, eu te proponho,
Na noite viajar, planeta sonho...
MARCOS LOURES
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