segunda-feira, 18 de março de 2013

MIS CAMINOS



MIS CAMINOS

Un heliotropo, a ti, mi corazón,
Repleto de emoción se imaginase
Eterno y más perfecto algún enlace
Trasciendo una sublime sensación,

Tomado por superna admiración,
Un canto en claridad me cambiase,
Y así cuando en ternura me moldase,
Tuviera de un amor, clara expresión,

En compasivos versos, diseñado,
El mundo que he pensado sin defesas,
La vida preparando en paz, sorpresas,

Dejando el sufrimiento en el pasado,
Zozobrante siguiendo eso farol,
Amor, en mis caminos, fuera un sol…

MARCOS LOURES

INÚTEIS VERSOS

INÚTEIS VERSOS

Se são inúteis versos os que eu faço
Falando dos momentos onde o sonho
Domina a realidade, eu me proponho
A crer ser impossível novo passo


E quando vago em vão ganhando o espaço
Por vezes acredito ser risonho
Aquilo que bem sei ser tão medonho,
Errático cometa eu me desfaço


E tento com palavras conduzir
Meu mundo para um manso e bom porvir,
Embora seja engodo o que eu percebo, 


Das tantas heresias, sigo além,
Porém ao pressentir, nada convém
Senão a mesma fantasia em que me embebo.


MARCOS LOURES

PUERTAS CERRADAS



PUERTAS CERRADAS


Puertas cerradas, corazón despierto,
Prosigo imaginando alguna senda
Adonde la esperanza llegue al fin,
Cansado de luchar, sin más sucesos.
Un nuevo día quizás,
Otra mañana más sencilla, otro verso,
Danzando con las estrellas que en mi alma
He cultivado, semillas en un solo casi agreste,
Aunque en cautiverio tantos años,
Prenunciase un justo y buen sendero.
Por cuanto he me esquivado de las miserias,
De las tonterías, normales o no,
La memoria extraña lo nuevo,
Y bebe en el mismo vaso del pasado.
Mismo doloroso, mismo quebradizo,
Hazañas olvidadas, palabras sin sentido,
La libertad lejana y la tempestad tan prójima,
Pero sigo y sé que en algún momento,
El nada se cambiará, y rompiendo las represas
Una sagrada inundación tomará el todo.


MARCOS LOURES

SOBRE AS ONDAS

SOBRE AS ONDAS

Sobre as ondas navego em mar tranqüilo
Deixando estas procelas para trás
A solidão traduz agora a paz,
No mundo que procuro então desfilo.

Ardis que tanto usei nada valendo
A morte da poesia; prenuncio
O espaço em que mergulho está vazio
Beleza se transforma num adendo.

E atento ao que acontece só me resta
Viver o tempo curto que inda sobra
Enquanto o sino ainda não se dobra

Imagem derradeira e tão funesta
Eu canto em liberdade, sem açoites
Dourando em fantasias minhas noites...

MARCOS LOURES

PESADELO

PESADELO

A noite em pesadelo, atribulada
Vencendo os mais complexos temporais
O barco se afastando de algum cais
A morte a cada instante anunciada.

A vida em tal terror já transformada
Diversos infinitos siderais
Vagando por caminhos infernais
Depois de tanta luta, resta o nada...

A sombra do que fomos; nos espreita
A lua sobre as nuvens se deleita
E guarda os raios prata, veste luto.

Assim ao despertar, a morte ronda
Nos lábios no vazio arranco a sonda
E contra a própria vida, a esmo luto...

MARCOS LOURES

EXHAUSTED



EXHAUSTED

Looking at the sky follow exhausted
After having fought a lifetime
I am reluctant and drink the drops of the past,
Death, my friend ultimate
Lying quietly by my side,
Star of my soul, commonplace,
The time it takes and mistreated
I'm not even those who still want more;
Void follows a pariah in the gutters
Thought to be just what comets
That one day return, useless dream.
The dark where I first came, I return to the same
The strengths that kept; gradually loose
And the end muddy and empty, so compose...

CONFRARIA LOURES

ENTRE VENTOS, TEMPESTADES

ENTRE VENTOS, TEMPESTADES

Lutando contra o mar tão perigoso
As ondas entre ventos, tempestades,
Meu barco não suporta as novidades
Aderna sobre as ondas, caprichoso.

Aonde percebera qualquer gozo
Deveras não vislumbro as claridades,
Apenas me tomando falsidades
Mergulho no oceano vaporoso.

Dos gêiseres que tanto me aqueciam
Apenas as crateras e o vazio.
Os dias em poesia feneciam

Mortalha que inda trago pesando a alma,
Futuro de um poeta é tão sombrio,
A sorte traiçoeira, ainda acalma...

MARCOS LOURES

TOTAL ANSIEDADE

TOTAL ANSIEDADE

Tomado por total ansiedade
Vencendo os dissabores mais frequentes
Os sonhos entre nuvens, penitentes
Apenas veredicto que se aguarde

Quisera ser mais crível liberdade
A faca carregando entre meus dentes
Momentos mais felizes são urgentes,
Somente a solidão fatal me invade.

Medonha criatura serpenteia
No mar que tantas vezes ancorei,
A sorte se envolvendo em tosca teia

Acasos refletindo o que julgara
Deveras depois disso, nada sei
Somente a morte em vida se declara...


MARCOS LOURES

VENCIDO

VENCIDO

Vencido desde já um tosco espaço
Por onde perambulam almas vãs
Procuro pelas cores das manhãs
Vislumbro tão somente o meu cansaço.

E quando pelas nuvens inda passo
Espreito as alegrias vejo as cãs
O cais sonega a volta de amanhãs
Perdidos nesta noite; em que desfaço

Os nós que me atariam ao viver
E os crivos matariam cada sonho
Ainda que longínquo; não componho

Sequer uma ilusão, pois desprazer
Espalha pelo chão as armadilhas
Sonegando os caminhos onde trilhas...

MARCOS LOURES

domingo, 17 de março de 2013

TROPEL




TROPEL

Caballos galopando en un tropel
Alzando el infinito sideral,
La vida se presenta magistral,
Girando como fuera un carrusel

Por veces deseando el puro miel,
He encontrado tan solo el invernal
Camino que pudiera en desigual
Momento hecho algún barco de papel,

Sin fuerzas he enfrentado correderas,
Palabras que he pensado verdaderas
Al fin se cambiando en un puñal,

Las farpas más profundas, abismales,
El rostro diseñando todos males,
Del gozo no veré jamás, señal.

MARCOS LOURES

MORRER EM PAZ

MORRER EM PAZ

Não creio ser ditoso quem procura
A sorte em meio a vagas ilusões,
Por mais que se protelem soluções
A vida não trará mais esta alvura

Que um dia sonegando a noite escura
Mudara dos meus olhos direções
Tomando num segundo as amplidões
Forjando novo tempo em que a ternura

Pudesse desfiar belos matizes
Cegando os meus atrozes, vãos deslizes
Moldando um claro e raro amanhecer.

Mas sendo tão somente fantasia
A realidade clama e desafia,
Melhor é descansar e em paz morrer...

MARCOS LOURES

BATALHAS

BATALHAS

Meu corpo entre os lençóis deveras lasso
Batalhas que diárias não descansam,
Enquanto estas palavras vãs se lançam,
Pergunto se valeu sequer um passo.

E quando o meu porvir, medonho traço
Os olhos sobre mim nunca se amansam,
Promessas abortadas já se avançam
E o tempo perde rumo e sem compasso

Num pendular tormento a vida plana
Manter a porta aberta, soberana
Não deixa algum momento em liberdade.

As velhas mariposas retornando
E o que pensara outrora fosse brando
Transforma-se em loucura e em vão me invade...

MARCOS LOURES

AMOR ILIMITADO



AMOR ILIMITADO


Amor ilimitado, angelical,
Los sueños enlazados, nuevo encanto,
Dejando sin sentido algún quebranto
Un tiempo se anuncia, sin igual,

En el pecho un sublime carnaval,
Trasciendo en cada instante un bello canto,
Una alborada en paz, así garanto,
El bueno en fin venciendo todo el mal,

Un cielo bien más claro, una esperanza,
Al todo en un segundo amor nos lanza,
E avanza con superna sensación,

Cotidianamente eso delirio,
Tornase sin sentido algún martirio,
Rasgando dulcemente el corazón…

MARCOS LOURES

TEIMOSO CAPITÃO

TEIMOSO CAPITÃO
Seguindo sempre avante enfrento os mares
Teimoso capitão perdendo a nau
Naufrágios entre medos, rondas bares
O rito se mostrando sempre igual,

As velhas poesias seus luares
Moldando este momento triunfal
Aonde o desacerto é tão normal
Friáveis sentimentos são vulgares.

Não posso me deixar levar; contudo,
Embora solitário inda me iludo;
E teimo com meus versos mais ritmados

Soneto com tal veste esfarrapada
Não diz aos meus ouvidos quase nada
E os sonhos entre trevas enterrados... 
 
MARCOS LOURES