domingo, 2 de junho de 2013

ALELUYA




Aleluya


Floreciendo entre tinieblas
La podrida faz de una espuria historia,
Sanando con la muerte
Los desgraciados e infelices,
Padre de los condenados
Por la miseria humana,
Por las iglesias voraces.
Florescencia en carnívoras plantas,
Semillas de la tempestad
Que es alimentada por la injusticia,
Por la furia de un poder atroz y mordaz,
Bebiendo de la sucia esperanza,
La más grande aliada de los demonios
Sutiles y cautivos de un bárbaro dios.
En nombre de las naciones,
Religiones y de los poderosos canallas,
Han derramado la sagrada sangre,
En nombre del honor falso y sórdido,
Encarcelando las victimas
De una estúpida sociedad,
Que deturpando las palabras
De un cordero pacifico y jamás pasivo
Carniceros que fomentan las fieras,
Prostituida imagen de los iconos
Dejados como testigos de eso masacre.
En las manos que destrozaron naciones,
Pueblos, culturas,
En nombre de divinidades
En nombre de fronteras,
Servos de los dueños de dios…
Y aun profesan la ley de los más fuertes,
Pastoreando los ingenuos,
Florecida imagen de un cadáver crucificado
Como fuera un estandarte
En las procesiones
Vomitando sobre los mendigos,
Escupiendo en los miserables y hambrientos…
Glorificando los verdugos
Y matando cotidianamente,
Bebiendo la sangre que las heridas
Del pobre galileo,
Escurriendo sobre lo desierto vivo,
Y las oraciones se repiten,
Carcajadas en loores
Hasta el último momento.
Floreciendo esa viperina primavera…

MARCOS LOURES

INVADINDO O CORAÇÃO

 INVADINDO O CORAÇÃO

Alçando em teus carinhos, o infinito,
Bendigo a vida em plena sintonia,
Do amor que há tanto tempo estava escrito,
Dourando a minha vida em alegria,

De tudo o que disser ou que foi dito,
Jamais uma palavra me traria
Um sentimento caro e sei bendito
Que se renova sempre a cada dia.

A tradução perfeita que persigo,
Falando deste amor, audaz e amigo.
Permite festejar com emoção

No teu aniversário a lua é clara
E o amor com toda força se declara
Invadindo feliz, meu coração.

MARCOS LOURES

UNA PASIÓN ESPURIA



Una Pasión Espuria.

De los amores todos
Engodos conocidos
Repetidos errores,
Y la misma ingratitud
Venciendo mis defesas
Las presas en mí piel,
El hiel donde la miel
Tramase algún ferrón,
Enjambres de ilusiones,
Falenas en faroles
Sin norte, naufragando…
Encantos en mazmorras,
Las cárceles que traces,
Coronas espinadas,
Un verso allá perdido,
Siguiendo falsa estrella,
Enverando el nada,
Vergeles en hogueras,
Alondras muertas,
Y nadie que socorra.
Enalteciendo el rudo
Momento en ironía,
Sangrienta noche vana,
La flaca sensación
De una compleja vida
En las teyas traicioneras
De una pasión espuria.


MARCOS LOURES

INSENSATA LAVA

 INTENSA LAVA

O sonho que, em amor, se emoldurava,
Na glória de poder tê-lo vivido,
Fulgura em nossa vida, intensa lava,
Permite conceber desconhecido,

Amor não reconhece qualquer trava,
Domina em mansidão todo sentido.
Nas águas deste sonho alma se lava
Enfrenta qualquer mar desconhecido.

Nas tramas deste amor eu concebi,
O sonho que encontrei, somente em ti,
Amiga e companheira de viagem,

A sorte vai moldando uma roupagem
Capaz de nos cobrir em plena glória
Mudando nosso rumo e nossa história.

MARCOS LOURES

HORMIGUEROS...



Hormigueros…


La brisa matinal
Prenuncia
Un aburrido día
Entre las constantes cortesías
Disfrazando las angustias.
El sol esconde las brumas del alma,
La sonrisa protege, pero no sana,
Pero no calma,
Pero no cambia las borrascas que traigo,
Cultivadas y cenadas como fuesen el pan rutinero.
Las calles llenas de ensimismados caminantes
Rumbo a las viejas novedades
Los jornales estampan las mismas noticias,
Las mismas palabras
Entrelazadas y sin sentido,
Sin nexo, sin futuro,
Lo suicidio, la overdose, la injusticia
Las promesas de los políticos
Y la eterna crisis de una creencia vana.
Mañana, ayer, anteayer, otra era,
Vasta espera por lo nunca,
Otra música,
Otro cantante
Otro espectáculo,
En palcos diversos
Con los repetidos refranes,
Amor, dolor, temor…
Y lo muñeco de la actualidad
Reflejando los envejecidos fantoches
Que siempre caminarán,
Fortunas, riquezas, miseria…
Así caminamos todos
Juntos y solitarios.
Jamás solidarios.
Poder, mujeres, prostitutas,
Y nos vendemos o compramos,
Alquilando un rinconcito
En el Paraíso de una improbable eternidad…

MARCOS LOURES

PLENILÚNIO

PLENILÚNIO


Num êxtase supremo, a lua plena
Prateando horizontes num clarão,
Ao longe, em seus reflexos ela acena
Tomando num segundo esta amplidão.

Observo embevecido a rara cena,
E bebo a fantasia em profusão
A noite transcorrendo tão serena,
Inundando minha alma de emoção

Expressa a perfeição da natureza,
Desfilando no céu tanta beleza,
Cobrindo com seu manto os tristes breus.

Ao ver este cenário, um aprendiz,
Sabendo só por ser que é tão feliz,
Se rende à Criação de um imenso Deus.

MARCOS LOURES

BUENA DICHA



BUENA DICHA

La cabeza rodando,
El tiempo sin cuando
Nadando o muriendo
Entre rocas y ensueños
Los yermos del alma
La calma lejana
Sangría constante
Avante, sin nadie,
Infaustas nociones
De días sin nexo,
El sexo en desamor,
Placeres engañosos,
Los pasos ruinosos,
Ruidosas locuras,
Amargas farpas
Escarpas trocadas,
Extrañas estradas.
El tiempo revela,
La frágil expresión
De un vano camino,
Un vaso se ha roto,
Las quedas, abismos,
Cataclismos comunes,
Cráteres inmensos,
Los tensos momentos,
Ungüentos inútiles,
Los fútiles deseos,
Demonios segados
Semillas al viento.
La busca del nada,
Sin paz ni descanso.
Ademanes y ofensas,
Tensas y pretensas herejías,
La misma faz
En el espejo quebrado,
La praxis paradojal
De los antiguos deseos
De buena dicha…

MARCOS LOURES

UM DOCE SONHO

UM DOCE SONHO

Amor é doce sonho em que me enlaço,
Um simples repentista sabe bem
Que à noite me entregando, mal disfarço
Vontade – estar contigo – logo vem.

E tendo uma ilusão em cada passo,
Eu sei quanta beleza um amor tem.
Às vezes desta vida, andando lasso,
Espreito da janela e vejo alguém

Andando em solidão calçada afora
E vejo o meu retrato, tempos idos
Que em sonhos e delírios esquecidos.

Quem sabe tanta dor, percebe agora
No canto de uma deusa imaginária
A sorte-companheira solidária...


MARCOS LOURES

ENTRE TINIEBLAS



ENTRE TINIEBLAS


Abriendo alguna puerta
Muertas ilusiones
Canciones sin sentido
Éxitos engañosos,
Dañosas fantasías
En medio a los errores,
Una palabra ruda,
La ayuda del jamás
La fuente hecha en la paz
Que nunca conocí,
Así, un caminero,
Espinos en cantero
De un verdadero charco,
Un cerradero barco
Buscando cualquier puerto,
Sin nadie ni ninguna
Sutil consolación,
Errático satélite
En el inverno atroz,
El hielo adentra venas,
La sangre congelada
La frase sin respuestas,
Expuestos los engodos,
La tentación que ronda,
La honda más terrible,
La cena que se niega,
La escena se explicita
En una imagen rustica,
Guardada entre amarillados
Retratos de una existencia
Anclada entre tinieblas.


MARCOS LOURES

DEPOIS DE TER VAGADO TANTO

 DEPOIS DE TER VAGADO TANTO

Eu quero te sentir bem junto à mim,
Tocar o teu respiro com o meu.
Depois de ter vagado, tanto assim,
Meu mundo no teu mundo se perdeu

E vendo esta beleza sem ter fim,
Preciso me encontrar num sonho teu,
Em noites de delícias, rum e gim,
Dançarmos tempo inteiro: tu e eu.

Poder estar contigo em cada passo
Que dermos; pareados, rumo à glória
Sentindo o teu perfume, enfim te enlaço

Mudando num momento nossa história,
Abrindo então a porta da ilusão
Deixando sempre aberto, o coração...


MARCOS LOURES

sábado, 1 de junho de 2013

DESEJOSO

DESEJOSO

De carinhos sublimes desejoso,
Querendo esta presença iluminada
De tanto que eu vivera receoso,
Encontro nos teus braços, doce Fada
Um mundo mais feliz e venturoso,
Depois de tanto espinho em minha estrada.

Vivendo nosso amor a cada instante,
Dourando nosso dia em fantasia.
Amor que se fazendo mais prestante,
Garante toda a glória que eu queria.
Num sonho que se mostra deslumbrante
Concebo amanhecer divino dia.

Contigo eu sou feliz, isto eu garanto.
Coberto por teus braços, belo manto...

MARCOS LOURES

A LUA

A LUA

A lua se mostrando clara e cheia
Dominando o cenário, nua e bela,
O quanto de magia nos revela,
Enquanto em poesia ela vadeia.

Por mais que a humanidade ainda creia,
Eu vejo com certeza noutra tela
Corcel de um sonhador atrela a sela
E voa pela noite e se incendeia.

Um nauta quis fazer da velha dama,
Apenas um satélite sem vida,
Porém meu coração mantém a chama

Caminha pela lua de São Jorge,
Se a multidão vagueia assim perdida,
Eu trago o seu clarão em meu alforje...

MARCOS LOURES

RENASCIMENTO



RENASCIMENTO

Amor que dessa dor fez seu ocaso
Renasce no perdão do novo amor.
A vida não permite tanto acaso,
Se caso novamente amor e dor.

Nos portos do ciúme quando encalha,
Amor não deixa mais um só recado.
Amor quando transforma na batalha,
Aos poucos destruindo o ser amado.

Tem dó de quem amou e agora pede
Amor de quem jamais sofreu de amor.
Amada nada forte nos impede

Receba deste amor, o salvador.
Bem junto dos meus braços, vem morena,
Ao menos por sentir apenas pena...

MARCOS LOURES

PRESENÇA DO QUE FOMOS

PRESENÇA DO QUE FOMOS

Imagem decomposta especular,
A pútrida presença do que fomos,
Desfaz-se em incontáveis, fartos gomos,
Carcaça que inda teimo em cultivar...

Se o féretro se fez há tantos anos,
Insepulta, mantenho tua imagem,
Pois dela, muitas vezes a coragem
Proporciona força em desenganos.

O tempo vai fluindo e nada muda,
Abutres vão rondando, rapineiros,
A pele que desfeita já se gruda

Entranha no meu corpo e me domina,
Recende pelos ares, podres cheiros,
Porém tal heresia me alucina,,,

MARCOS LOURES

NEM PUDESSE ACREDITAR

 NEM PUDESSE ACREDITAR

Não tento e nem pudesse acreditar
Nos ermos de uma vida sem sentido
O tempo noutro tempo consumido
E a sorte não presume o que moldar,

No mesmo e tão diverso caminhar
O quanto ainda resta e não duvido
Expressa este caminho dividido
Nos ermos de quem tanto quis amar.

O vento me tocando mansamente
O verso noutro tanto se apresente
Pausando num tormento sem saber

O prazo determina o fim de tudo
E sendo de tal forma, se eu me iludo
A vida não traria algum prazer.


MARCOS LOURES

RUMO AO NADA

Rondando e em cada passo rumo ao nada
A lenta e mais ferina fantasia
Gerando o que talvez, jamais se via
Na face tanto quanto desolada,

Apenas o que possa e agora invada
O sonho na total melancolia
Gerindo este demônio a cada dia
Propondo tão somente a barricada

E nada se apresenta após o farto
Cenário que deveras se descarto
Jamais encontrarei um similar,

O beijo se expressando qual tormento
E nisto o todo enquanto o não fomento
Tomasse com certeza um vão lugar.

MARCOS LOURES

O TEMPO MAIS FELIZ

O TEMPO MAIS FELIZ


O gosto que transcende uma certeza
Do tempo mais feliz que eu não sabia
Buscando quase sempre uma utopia
Não vira a carta aberta sobre a mesa,

O tempo segue como a correnteza
E o tanto que desejo nunca via
Não fosse a tua bela companhia
Há muito se rompera tal represa

Volúveis emoções, fim se aproxima
E vejo tão somente a dura estima
Que a vida nos ensina e não cala,

Fortuna me deixando para trás
Apenas o vazio, outono traz
E uma alma desta angústia ora é vassala.

MARCOS LOURES

sexta-feira, 31 de maio de 2013

LUZES E TREVAS

LUZES E TREVAS


Mesclo luzes entre trevas
E bebendo a ingratidão
Apresento o quanto cevas
Nesta rude dimensão,
O caminho aonde nevas
Outro tanto em certo chão,
Esperanças mais longevas
Rumam noutra direção.
E embarcando no não ser
Enfrentando o que faz ver
A certeza mais agreste
O meu mundo se aproxima
Do que possa e não se estima
Neste encanto que me deste.

MARCOS LOURES

MERGULHANDO NO VAZIO

MERGULHANDO NO VAZIO

Jogo a vida de tal forma
Mergulhando no vazio
A verdade se deforma
O momento ora recrio,

E sabendo desta norma
O tormento dita estio,
A semente se reforma
No caminho mais vadio,

Coração não mais sabendo
Quando o tempo mesmo horrendo
Recolhesse cada não,

Sigo apenas o que rege
A esperança quase herege
Num etéreo coração.

MARCOS LOURES

NADA TENHO

NADA TENHO



Nada tenho nesta vida
Que permita acreditar
Na certeza da saída
Na vontade do luar,

A verdade que me acida
Outro tanto a desenhar
O que possa em desprovida
Vida sem qualquer lugar,

Navegando sobre as ondas
Onde quer que me respondas
Trazes sonhos mais audazes,

Mas sei bem que nada resta
Vendo a vida pela fresta
Vendo a luta em rudes fases.

MARCOS LOURES