sábado, 30 de novembro de 2013

ENCORE UN VERRE

ENCORE UN VERRE

Ami, encore un verre et la nuit c'est long,
Le jour tombe sur imposture et lutte.
Plus atroce, la Force lisse et astucieuse,
Le regard est la démonstration en retard vain. 

Alors que certains le plaisir ne s'allonge,
Heureusement une autre parcelle, ou sacré pute
Le monde dans un autre monde calcule,
Traduit le cri d'un bellbird.
Et la nuit entre les esprits et les mensonges,
Rêves qui envahissent chaque table,
Annoncé que l'ensemble retires
Des croquis essentielles exprimées, des empreintes,
Les ruptures de soleil et rideaux le jour clair
Et quand la nuit vient tout déclarer,
Au crépuscule doux ces étoiles ...



MARCOS LOURES

VIEILLE IDÉE

Vieille idée

Je ne peux pas supporter la vieille idée
D'un Dieu qui sacrifient chaque mouton,
L'amour pour éclairer votre étincelle
Il est, en fait, une panacée
 
Les approches de la mort et leurs toiles
Histoire, mais je vais sans Peur
Je sais que je ne vais pas jamais entendu parler,
Lointaines Beautés aspirent à prier 

Je souhaite si je pouvais avoir les yeux,
En plus des rochers, des chardons,
Un reste d'espoir, seul;
 
Pour ce faire, un peu plus loin,
Mais quand vient la nuit envahit et froid,
Tirer sur le poitrine cette graine ...


MARCOS LOURES

RAVENA

RAVENA - derivado de RAVEN

Em ébano a beleza desenhada
Traduz o quanto quis e quero além
Ravena, esta certeza que contém
A sorte noutra face desejada,

E quando o coração em sonhos brada
Vivendo o que pudesse e assim convém
O tanto quanto fora em vão desdém
Agora já não diz quase mais nada.

O mundo se anuncia desde quando
O tempo neste encanto se traçando
Pudesse me trazer felicidade,

E vejo em mansidão a fantasia
Que tanto neste instante poderia
Traçar o quanto amor agora invade.

MARCOS LOURES

ASPIRACIONES

 ASPIRACIONES

Aspiraciones traigan lo que ha tanto
Quisiera conocer con más clareza,
La vida vencerá vana sorpresa
Osando desvendar un claro encanto,
Lo paso que insolente se pensara,
Un oprimido y frágil caminero,
Sabiendo su destino verdadero,
Encuentra la verdad sobeja y rara,
Sin desvarío algún prosigo allá,
Ni mismo rastros dejo en mis estradas,
Las noches prenuncian alboradas,
El sol con más belleza brillará,
Un cielo que se muestre en azuleo,
Una esperanza en luces vivas veo.

MARCOS LOURES 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

UM BELO MAR

UM BELO MAR

Adentro nesta praia um belo mar
Que é feito de esperanças verdejantes
Ao menos vou buscando por instantes
Certezas de poder de novo amar

Alvíssaras em ter e te encontrar
Em sonhos e palavras diamantes
Estrelas que nos tocam radiantes
Audazes as vontades de provar

Da boca que sorrindo faz a festa
Abraça e tanto embala o coração.
Num acalanto manso em que se empresta

A sorte que nos chama, sedução.
Vencendo qualquer medo que aflorasse
Eu sirvo ao nosso amor sem ter disfarce.

MARCOS LOURES

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ESTÚPIDO



ESTÚPIDO


Aunque se perdiera la esperanza
De un nuevo amanecer bien más sencillo,
La suerte desvendando nuevo trillo
Expresa la terrible soledad.
Un oso con sus garras más terribles
Abrázame entre errores y mentiras,
Los ojos de una diosa se espejando
En las honduras tenebrosas de mi alma.
Lo presumido encanto no volviendo,
Lo deseado verso se ha perdido.
Sino la palabra más atroz, ningún sonido refleja mis procuras.
Brujuleas entre los espectros sombríos,
Y mismo así tengo en tus manos
La ultima ilusión.
La vida, eso rompecabezas sin respuestas claras
Nublando lo que un día se hiciera luna.
Cenizas se mezclando con las huellas
Dejadas por un estúpido soñador…

MARCOS LOURES  

A CESAR O QUE É DE CESAR

A Cesar o que a Cesar pertencia,
Justiça não traduz mera vingança
E quando a precisão a vida alcança
Não traz no olhar suave uma agonia,

A morte não redime e nem traria
De novo o que a verdade ao fim já lança,
Mas quando se desenha com pujança
Condenação decerto salvaria.

Perdoa quem concebe a divindade,
Porém a punição é necessária
Somente não se faça temerária

Nem mesmo o ser humano enfim degrade,
A sorte é variável e sutil,
E nela um mundo em paz jamais se viu.

MARCOS LOURES

sábado, 16 de novembro de 2013

LA MUSE


La Muse

Pour plus qui j'étais et attentionnée ami,
Avec tous mes voeux dans ce monde
Je sais que pour être si complexe et capricieuse,
Pour cela très stupide et vagabond,
La Muse n'est pas seule joie,
Aimeriez-vous tout amour, aveugle et profonde,
Qu'est-ce qu'un millionnaire ou en lambeaux,
Poème délicat, ou encore sales,
La Muse se rendre sans entraves,
Son lit de Baudelaire et Oscar Wilde,
Par le Loures rugueux, faire visite.
Prostituée éternel, douce et coquine,
Il a pris un moment pour être provoqués
Si l'accouchement n'a pas de limite; ce bienheureux ..

Marcos Loures

AMPUTAÇÃO


Amputação

Farsas; fazes. Fases tantas
Dispersas rupturas
Procuro em vão
Vago algo que jamais
Errático e morto talvez,
Nem vês sombras e sobras
Restos do quem fora
E sem futuro algum.
Rum de outro tonel
Ao léu, céus e cortes,
Coortes, cárceres.
Privando-me
Levando o que restara
E não se restaura,
E na farsa que fazes,
As mesmas e velhas
Cenas...
Alheios olhos
E nada mais teria,
Nem viria.
Veria?
Houvera além da curva
A chuva e a lama,
Clamo e nada ouço,
Escorrendo
Para o velho e costumeiro calabouço.
Esgotos aonde esgoto
Es-tocando o coto
De uma velha amputação.
A dos meus sonhos...

MARCOS LOURES

TEARING THE HEART

Tearing the heart

Opening the heart, cutting through the breast
Do not fear the storms or the winds,
Largest definitely sorrows,
The life is demonstrated on each election.
What will come, no doubt, accepted,
Freed from Borderless thoughts,
After the dark days and torments
The love to old fix faults
Print this smile on my face,
Preparing luck with this link
That may last for many years...
Leaving behind trivial mistakes,
My day to come; phenomenal throughput
By healing the most fearsome disappointments...

Marcos Loures

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

POR TANTO AMAR

Por tanto amar

En fantasmas; torbellinos del pasado,
Fervores quiméricos, el aburrimiento y el miedo;
Horrible creó este perfil para que
Las vibraciones insanas en una trama difícil.
Etéreo corazón, encadenado,
El goce de los futuros, ausente, o mentiroso,
En las corrientes inmensas, hundido
El sueño que yo había pensado en ser secreto.
Victorias y triunfos, mis bienes,
La preparación del último adiós sin aliento,
Sin rencor ni los temblores
Ahora que termina ese espectáculo,
Escapo ileso de eso tentáculo que
La opacidad transforma en abundantes colores...

Marcos Loures



MAIS UM COPO

  MAIS UM COPO
 
Amigo, mais um copo e a noite é longa,
O dia se resume em farsa e luta.
A força mais atroz, suave e astuta,
O olhar se demonstrando em vã delonga.
Enquanto algum prazer jamais se alonga,
A sorte noutro enredo, santa ou puta,
O mundo noutro mundo se computa,
Traduz o bigornar de uma araponga.
E a noite entre aguardentes e mentiras,
Os sonhos invadindo cada mesa,
Do todo anunciado o que retiras
Expressa essenciais esboços, rastros,
O sol invade e cega o dia claro,
E quando a noite vem tudo declaro,
No lusco-fusco manso destes astros...
 
MARCOS LOURES

LE TEMPS

LE TEMPS
Le temps, quand exposant les réactions
Plusieurs d'entre vous voulaient qu'à la fois
Parier ces farces les plus sombres
Et si nombreux tu expose moi,
Traiter sur des illusions copieux
Les temps sont en effet à la fois froids
Et quand rien dans la fin m'indique
Les journées entre les dimensions rugueuses.
Les délais entre les couchers de soleil et la démence
Autant qu'elle pouvait savoir l'imprévoyance
Atteste au jour le jour; ton vorace.
Comment lutter contre la monotonie après une autre
Le rêve se rapproche, et si je m'éloigne,
Seulement, la vie porte vide.
 
MARCOS LOURES

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

APÓS AS DORES TANTAS





Após as dores tantas que passei,
Os medos que invadiram minha vida,
Agora que, feliz, eu te encontrei,
Do labirinto, encontro uma saída,
No mar de tanto amor, eu mergulhei
Deixando a dor distante e já vencida.

A luta mais renhida está vencida
Depois de toda dor que aqui passei,
Nos braços de quem amo, eu mergulhei
Razão para viver, o bem da vida.
Percebo finalmente esta saída,
Caminho mais suave que encontrei.

A sorte nos teus braços; encontrei,
Dificuldade imensa foi vencida
E ao vislumbrar, enfim esta saída
Depois da triste estrada que passei
Recebo o vento forte e beijo a vida
Nos lábios deste amor, eu mergulhei.

Em meio a tantas trevas mergulhei,
Sabendo que o caminho eu encontrei
Razão para seguir a minha vida;
A solidão enfim se fez vencida
Nas tramas mais doridas que eu passei
Resume nosso amor, uma saída.

Quem tenta na tempesta uma saída
Já sabe o quanto fundo eu mergulhei,
E todo o vendaval que aqui passei.
Somente após saber que te encontrei
Eu percebi batalha já vencida
E renovei em paz a minha vida.

Uma esperança doura a minha vida
Percebe ao fim do túnel, a saída
Deixando bem distante, de vencida
A chama em que sozinho, mergulhei
Agora meu amor que eu te encontrei,
Concebo o quanto outrora em dor passei.

Depois do que passei em minha vida,
Eu sinto que encontrei uma saída
Em ti eu mergulhei. Guerra vencida.

MARCOS LOURES

NOTRE AMITIÉ

Notre amitié

Je ne voudrais pas savoir plus une confusion
J'écris pour moi et cela me suffit
Pas le temps, mon ami et s'use
La vie dans les illusions plus éloignés.
La transparence dans les jaillissements à coup sûr
Et c'est toujours loin des mes vers
la poésie apporte des rêves, mais elle a tombé
Je ne vais pas rester dans la fosse aux lions ...
Je veux simplement être libres
Ce que je veux être tout en reste du temps
La poésie est un loisir
On ne peut pas détruire une amitié
Pardonnez-moi si me semble lointain,
Mais je voulez la paix complète Je trouve ici ...

Marcos Loures

COM MAIS DE TRINTA



Com Mais de Trinta... Homenageando Elis, Marcos e Paulo...


Que saudades
Das idas e vindas
Pela estrada de chão,
Lamas, tramas diversas,
Erros entre noites desabadas,
Saudades da enxada aos seis anos,
Da escola distante, ausente,
E noutro instante o irmão morto,
Antes de completar o primeiro aniversário,
Sarampo, diarreia, coisas de menino...
Que saudades do fogão à lenha,
Minha mãe cansada
Após ter limpado o chão
De barro batido
E com o estrume bovino
Fazer parecer que pisávamos
Em cristais...
Saudades da voz firme dos donos da terra,
Da voz firme dos donos do país,
Da voz firme dos generais
E seus ascetas.
Setas penetrando pelas janelas,
Entre velas e lamparinas,
O banho de bacia
Com a água da serpentina,
Gambiarra feita no fogão.
Brincar nos quintais
Com pedrinhas ou estilingue
Para poder comer
Um pouco de carne
Além dos domingos.
A face da poliomielite
Devorando os menores,
Bicho papão que o tempo levou...
E ficou na saudade.
Saudade da televisão repartida
Na casa do vizinho até o repórter esso.
Lamparina e trovoada, lamparina noturna,
Com o vento ameaçando o sapé,
Vida boa...
Saudade...
Mas o tempo não tem jeito...
Quem sabe eu me acostumo com a modernidade...

MARCOS LOURES

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O DOCE ALENTO

O DOCE ALENTO

Minha alma recebendo o doce alento
Que trazes em teus versos, meu amor.
Tocada pelo intenso sentimento
Percebe um novo dia a se propor,

Na face percebendo o manso vento
Que é feito de esperança em pleno ardor.
Sabendo quanto é belo este momento
Resquícios de meu peito sonhador

Forjando a cada canto um raro dia,
Assisto alvorecer em liberdade,
Captando tua voz na poesia

Anseio poder ter felicidade,
Depois da noite dura, leda e fria
Em paz eu encontrei tranqüilidade...

MARCOS LOURES

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A PLENITUDE IMENSA DE UM ORGASMO

A PLENITUDE IMENSA DE UM ORGASMO

Eu quero-te desnuda em minha cama,
Amor que tantas vezes procurei
Na profusão de gozos, nossa chama,
Delícias e prazeres; encontrei.
Na noite inebriante, louca trama.
Desejos tão vorazes; mergulhei,
Bebendo o teu rocio, amor inflama,
Orgástico caminho eu vasculhei.
Teu homem, minha fêmea delicada,
Pudores esquecidos, bem safados,
Mulher deliciosa num espasmo
Percebo a doce furna que inundada
Permite que vislumbre, sem pecados,
A plenitude imensa de um orgasmo...

MARCOS LOURES

sábado, 9 de novembro de 2013

EMOÇÃO

EMOÇÃO

Esplêndida emoção em verso e brisa
Chegando mansamente, traz o beijo
De quem há tanto tempo eu já desejo
Perfume que este céu aromatiza.
O vento se aproxima e assim me avisa
De toda esta alegria que eu prevejo,
Mostrando um Eldorado em que me vejo
Contigo na manhã que o sonho frisa.
Um sono mais tranqüilo, o vento traz,
Decerto não terei mais pesadelos,
O vento emaranhando os teus cabelos
Delícia de carinho mais audaz,
Apascentando um velho coração,
O vento tão suave da paixão...


MARCOS LOURES

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

LA INMENSIDAD DEL NADA

LA INMENSIDAD DEL NADA

Percibo en tu ausencia la expresión
De viejas novedades sin promesas,
Vacios represados dentro en alma,
Sombríos días dicen de mis sueños.
Me he perdido sin defesas, un demente,
Un mundo imaginario en paz, lejano.
La locura dominando en viejo amor,
Deseos sin sentido, sin provechos,
Amargas ilusiones, versos tristes,
Dibujos sin siquiera una certeza,
La insensata procura, sin respuestas.
Una paliza envuelve la ternura,
Y, increíblemente me calma.
Pero cuando esas verdades se denudan
La inmensidad del nada toma mi alma…


MARCOS LOURES

EM PLENA FESTA

Em brisas, maciez, em plena festa
O canto que enaltece em poesia
O tanto que pudesse e se faria
Enquanto a mesma prece a paz atesta,

Restando do passado a menor fresta
Que gera a mais sublime fantasia,
O verso noutro tom mergulharia
Marcando com ternura o que me resta.

Mecânicas diversas deste encanto
No amor que desde sempre em luz garanto
Vestindo a melhor face da esperança.

No tempo aonde possa perceber
Beleza neste raro amanhecer
Aonde o meu caminho em brilho avança.

MARCOS LOURES

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ANTIGUA SENSACIÓN



Antigua Sensación

La antigua sensación de soledad,
Dibujos de otros tiempos que aun percibo
Viviendo entre tantas sensaciones
Sutiles sensaciones confluyentes.
Despacio, un caminero en noche fría,
Sombrías calles, puertos lejanos.
Luciérnagas en estrellares ensueños,
Boceo entre las cenizas de un pasado inocuo,
Estúpido soñador que se ha perdido
Entre las orillas de esos riachuelos ha tanto sequíos.
La misma sensación de soledad.
La vieja compañera, hermana constante singlando
Todo eso camino, de la cuna hasta el fin…

MARCOS LOURES

UMA ESTRELA

Uma estrela acendendo no meu sonho
Brilhando imensamente toma o céu
E sei do meu caminho em carrossel
Gerando o quanto quero e mais proponho,

O verso que pudesse ser risonho,
O tempo se transforma em raro mel
E o vento de um passado enfim cruel
Expressa o quanto eu quis e ora componho.

Vestindo o grande amor, mera ilusão?
A sorte se ultrapassa em dimensão
E gera novo ser já renascendo

Após o quanto outrora se esvaísse
No tanto que fugisse da mesmice
Deixando para trás o céu horrendo.

MARCOS LOURES

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

UM NOVO PASSO



Ensaiando um novo passo
Rumo ao quanto eu poderia
No momento onde se cria
A verdade eu não desfaço.

O que possa e sempre traço
No meu sonho em utopia
Traz a velha fantasia
Superando algum cansaço;

Resumindo o quanto tenha
Meu caminho sabe a senha
Da emoção que nos complete,

Adormeço em esperança
Quando o sonho sempre avança
E este amor, a paz, reflete.

MARCOS LOURES

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

LAISSANT DERRIÈRE

Laissant derrière

Un éclairage de l'étoile dans mon rêve
Lumineux. immensément prendre le ciel
Et je sais que mon chemin carrousel
Générant voulez et combien plus je propose,
Le verset qui seraient riant,
Le temps devient rare miel
Et le vent d'un passé plus cruel
Exprimer combien je voulais et maintenant composer.
Porter le grand amour, illusion?
Le lot est dépassée en taille
Et crée de nouvelles renaître
Après beaucoup disparu une fois
Dans les deux fuir la monotonie
Laissant derrière lui le ciel horrible.


MARCOS LOURES

BRUMAS


BRUMAS

Las brumas envolviendo mis sentidos,
Un horizonte gris sin paz o mismo
La dicha deseada por quien busca
Momento que jamás conocería,
La fuente más suave, la palabra
Marcando con dulzura donde otrora
Viviera solamente mis errores,
Las ventanas cerradas, el vacío.
Las brumas envolviendo todo verso,
Disperso entre diversas ilusiones
Las heridas profundas, desalientos,
La piel marcada en fuego, en carne viva.
Carnicerías y buitres más feroces,
Las fieras entre risas, carcajadas,
Y el corazón expuesto entre crocitares
Cuchillos y puñales,
Porras y fracturas, nada más.
Tan solo la expresión contumaz
Como fuera una canción antigua,
Singlando desde la niñez hasta el final…

MARCOS LOURES

ENTRE NAUFRÁGIOS

ENTRE NAUFRÁGIOS

La brisa más sencilla, rara fiesta,
Un canto que se haciendo en poesía
Pudiera cambiar en alegría
Lo cuanto de tristezas aun se atesta,
Del pasado la noche tan funesta
Ahora se desnuda en alegría
Volviendo más tranquilla, fantasía,
La suerte redentora, una respuesta,
Mecánicas diversas, todo encanto,
La vida transcurriendo en riso y llanto,
Cubierta con la faz de una esperanza,
El tiempo donde pude percibir
Lo cuanto es necesario nuestra danza
Que pueda entre naufragios, resurgir…


MARCOS LOURES