quarta-feira, 1 de outubro de 2014



A cada novo amanhecer, a ausência do sol que tentei cultivar se torna mais atroz e, a nevasca constante apodrece paulatinamente meus sonhos e sorvendo em gigantescos goles os humores envenenados que exalo, através de cada poro, numa autofagia espúria e nefasta.
Tantas vezes sonhei... Imbecil criança cujo brinquedo – felicidade – se esvaiu em meio a uma imensa montanha de detritos.
Volta e meia, como um fogo fátuo, tento expelir da alma alguma luz. Mas sei que sua base, sua matéria prima se faz com a decomposição dos minhas desvalidas e mortas ilusões.
O tempo, aos poucos, se encurta e a distância da mãe Terra diminui, alento, para meu derradeiro e tão aguardado mergulho...


A cada novo amanhecer, a ausência do sol que tentei cultivar se torna mais atroz e, a nevasca constante apodrece paulatinamente meus sonhos e sorvendo em gigantescos goles os humores envenenados que exalo, através de cada poro, numa autofagia espúria e nefasta.
Tantas vezes sonhei... Imbecil criança cujo brinquedo – felicidade – se esvaiu em meio a uma imensa montanha de detritos.
Volta e meia, como um fogo fátuo, tento expelir da alma alguma luz. Mas sei que sua base, sua matéria prima se faz com a decomposição dos minhas desvalidas e mortas ilusões.
O tempo, aos poucos, se encurta e a distância da mãe Terra diminui, alento, para meu derradeiro e tão aguardado mergulho...


A cada novo amanhecer, a ausência do sol que tentei cultivar se torna mais atroz e, a nevasca constante apodrece paulatinamente meus sonhos e sorvendo em gigantescos goles os humores envenenados que exalo, através de cada poro, numa autofagia espúria e nefasta.
Tantas vezes sonhei... Imbecil criança cujo brinquedo – felicidade – se esvaiu em meio a uma imensa montanha de detritos.
Volta e meia, como um fogo fátuo, tento expelir da alma alguma luz. Mas sei que sua base, sua matéria prima se faz com a decomposição dos minhas desvalidas e mortas ilusões.
O tempo, aos poucos, se encurta e a distância da mãe Terra diminui, alento, para meu derradeiro e tão aguardado mergulho...

A CADA NOVO AMANHECER



A cada novo amanhecer, a ausência do sol que tentei cultivar se torna mais atroz e, a nevasca constante apodrece paulatinamente meus sonhos e sorvendo em gigantescos goles os humores envenenados que exalo, através de cada poro, numa autofagia espúria e nefasta.
Tantas vezes sonhei... Imbecil criança cujo brinquedo – felicidade – se esvaiu em meio a uma imensa montanha de detritos.
Volta e meia, como um fogo fátuo, tento expelir da alma alguma luz. Mas sei que sua base, sua matéria prima se faz com a decomposição dos minhas desvalidas e mortas ilusões.
O tempo, aos poucos, se encurta e a distância da mãe Terra diminui, alento, para meu derradeiro e tão aguardado mergulho...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

ABORTOS



Amigos, perdoem-me, mas me cansei.
Não se trata de depressão, tampouco de solidão ou qualquer coisa do gênero, apenas cansaço e a certeza do dever cumprido.
A vida sem razão é razão para o final da própria. E, embora ainda trabalhe e irei manter meus compromissos, a minha já se foi.
Tentei lutar e buscar algum motivo, mas já não há nem “Minas nem mar” apenas o inferno absoluto do oco, do vazio, da falta de sentido e de perspectiva.
Simplesmente queria ser jogado nas águas do rio e devolver à mãe natura o que foi me ofertado, mas minha podridão é tal que a vigilância sanitária obriga o sepultamento dos restos para o banquete dos vermes, meus eternos e etéreos companheiros.
Somente quero que não haja comunicação tampouco nenhuma marca sobre a sepultura nem a hipocrisia de qualquer velório. Não se gasta vela com defunto irrisório. Ainda que sepultado respirando, quando o ciclo se completar somente desejo o incógnito, a absoluta certeza da incerteza do túmulo, no mais simples e vil féretro, para o mais indigno cadáver.
Despeço-me com um último pedido de perdão. Pelo jamais feito, pelo jamais concluído e, principalmente pelos inúmeros abortos que carrego na alma.]


MARCOS LOURES

terça-feira, 15 de julho de 2014

MODORRA MANHÃ - DE ALOISIO TINOCO

É com muito prazer que publico no meu blog o belo poema do meu grande amigo Dr Aloisio Tinoco

MODORRA MANHÃ

Modorra manhã,
Frio,
Imerso em mim mesmo,
Cravo,flauta,
Viola. violão,
Estrada infinda
Remoendo pensamentos:
Inverno, com certeza...
Os ipês,
Vermelhos, amarelos, roxos,
Isolados,
Em grupos,
Loucos,
Todos florindo,
Talvez achando ser primavera...
Ouço suas vozes:
Tolo!
Estamos sorrindo,
Alegrando seu dia,
Simplesmente...

ALOISIO TINOCO

quinta-feira, 8 de maio de 2014

ATEIA PLATEIA



ATEIA PLATEIA

Não quero mais saber nem mesmo quando
Tampouco se pudesse ser feliz,
A lua, desvairada meretriz,
Por entre mil cometas vai bailando,

O verso feito faca penetrando,
O sonho se perdendo por um triz,
A chama serpenteia e a velha atriz
Esperança entre fúrias se matando.

Resquícios do que fora alguma sorte
Tramitam entre pontas e fagulhas,
As horas entremeiam norte e morte,

O corte perpetua mil agulhas,
E o gozo do cantor se faz ausente
Nas mãos do deus desnudo e impertinente...

MARCOS LOURES