O manto se traçando num anseio
Que possa permitir novo cenário
E o canto se moldara necessário
E trago o caminhar, nada receio,
E sigo sem sentir o mundo além
Do quanto poderia e nada vem,
O todo que se tente quando vem
Expressa a solidão enquanto anseio
Vagando sem sentido este cenário
Que possa traduzir ou mesmo além
Viver o quanto agora enfim receio,
Sabendo deste sonho, necessário.
O amor que se fizera necessário,
O tempo não vagasse quando vem
Moldando o dia a dia sem receio
E o todo que pudesse quando anseio
Tramasse no final rude cenário
E nele todo o tempo dita além,
O mundo se desenha e sigo além
Do fato mais comum, e necessário,
O prazo que se finda traz cenário
Diverso do que um dia quando vem
Trouxesse no final o que ora anseio
E mesmo noutro instante enfim receio,
A sorte que deveras já receio,
O mundo sem sentido segue além
E o tempo noutro tanto dita anseio
E marca o quanto fora necessário
Mostrando que em verdade o sonho vem
E toma já de assalto este cenário,
O mundo como fosse algum cenário
Que possa traduzir sem ter receio,
O verso mais audaz que quando vem
Presume na verdade muito além
Do todo que se faça necessário
E gere o quanto possa e mesmo anseio,
O tanto que ora anseio, num cenário,
Deveras necessário, não receio,
E sei do quanto além, meu tempo vem...
MARCOS LOURES
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
domingo, 6 de maio de 2018
NÃO VEJO MAIS SINAIS
Não vejo mais sinais do que se tenta
Deixar noutro caminho simplesmente.
A vida se moldara num repente
Vencendo a solidão mais turbulenta,
A sorte se desenha e quando viva
Expressa o quanto a vida em paz alente
E sei da imensidão do que ora alente
O canto mais audaz que tanto tenta
Vencer enquanto pode manter viva
Uma esperança clara e simplesmente
Ainda que se veja turbulenta
Mudando a direção, neste repente,
O tanto se anuncia e de repente
O quanto se apresenta e nos alente
Tramando uma expressão que é turbulenta
E quando novo dia já se tenta
O todo se anuncia simplesmente
E mostra esta verdade bem mais viva,
E quanto se permite e sei que viva
Uma alma sem temores num repente
Marcando o quanto possa simplesmente
E nisto tendo o sonho aonde alente
A sorte com certeza já se tenta
Embora a vida siga turbulenta,
A senda mais atroz e turbulenta
O canto que se mostre e sempre viva
Numa alma que pudera quando tenta
Saber doutro momento e de repente
O tanto quanto eu queira já me alente
E marque tudo apenas, simplesmente,
E quando se vencesse simplesmente
Ainda em luta atroz e turbulenta
O quanto da esperança agora alente
Mantendo a velha chama sempre viva
E nisto o que se trame em um repente
Expressa o quanto o sonho busca e tenta,
A luta que se tenta simplesmente
Invade e de repente é turbulenta,
Porém a chama viva em paz alente..
MARCOS LOURES
JÁ NÃO COMPARTARIA
Já não comportaria novo tempo
Aonde o que se perde não se veja
E sinto a solidão rondando a casa
No tempo mais atroz onde se encerra
A vida na verdade traz apenas
O quanto poderia ter sem medo,
E quando se derrama a vida em medo
Trazendo a cada espaço um rude tempo
E nisto outro cenário sei apenas
Vagando contra tudo que inda veja
Marcando o que se tente e já se encerra
Tomando com furor inteira a casa,
Ainda quando vejo a velha casa
E nela estas paredes, caos e medo,
Enquanto a solidão além se encerra
O verso dita a fúria deste tempo
E nada após a queda ora se veja
Ou siga noutro passo, sendo apenas.
O tanto que pudera quando apenas
A luta se mostrara em toda a casa
E quando a solidão agora veja
Encontro no final o tosco medo
De quem se desenhara noutro tempo
E agora no vazio enfim se encerra.
O passo num cansaço onde se encerra
A luta sem sentido dita apenas
O tanto se esvaindo em vago tempo
E nisto o que pudera nesta casa
Expressa com razão diverso medo,
Enquanto na verdade o fim se veja,
O todo sem sentido algum não veja
Sequer a fantasia que ora encerra
E vago sem saber se existe medo
E quando imaginasse o fim apenas
O vento ao adentrar a nossa casa
Expressa a imprecisão do velho tempo
E quando já sem tempo nada veja
Ousando nesta casa o quanto encerra
A sorte segue apenas em dor e medo.
Aonde o que se perde não se veja
E sinto a solidão rondando a casa
No tempo mais atroz onde se encerra
A vida na verdade traz apenas
O quanto poderia ter sem medo,
E quando se derrama a vida em medo
Trazendo a cada espaço um rude tempo
E nisto outro cenário sei apenas
Vagando contra tudo que inda veja
Marcando o que se tente e já se encerra
Tomando com furor inteira a casa,
Ainda quando vejo a velha casa
E nela estas paredes, caos e medo,
Enquanto a solidão além se encerra
O verso dita a fúria deste tempo
E nada após a queda ora se veja
Ou siga noutro passo, sendo apenas.
O tanto que pudera quando apenas
A luta se mostrara em toda a casa
E quando a solidão agora veja
Encontro no final o tosco medo
De quem se desenhara noutro tempo
E agora no vazio enfim se encerra.
O passo num cansaço onde se encerra
A luta sem sentido dita apenas
O tanto se esvaindo em vago tempo
E nisto o que pudera nesta casa
Expressa com razão diverso medo,
Enquanto na verdade o fim se veja,
O todo sem sentido algum não veja
Sequer a fantasia que ora encerra
E vago sem saber se existe medo
E quando imaginasse o fim apenas
O vento ao adentrar a nossa casa
Expressa a imprecisão do velho tempo
E quando já sem tempo nada veja
Ousando nesta casa o quanto encerra
A sorte segue apenas em dor e medo.
MARCOS LOURES
ENQUANTO SE PROCURA
Enquanto se procura algum apoio
A vida se perdendo sem motivos
Os olhos no horizonte sem sentido
E o canto não ecoa no vazio,
Meu tempo não traduz o quanto eu quis
Tampouco me traria melhor sorte,
A luta se tramando em rude sorte
O tanto que pudera ser apoio
Agora noutro instante não mais quis
E sei do quanto tenha em tais motivos
O todo desenhado no vazio
E o corte noutro tom se faz sentido,
Meu mundo sem caminho ora é sentido
Nas tantas expressões da dura sorte
E sinto tão somente este vazio
Sem ter sequer a sombra de um apoio,
E nisto não se vendo mais motivos
O tanto na verdade não mais quis.
O mundo que por certo eu tanto quis
Encontra na expressão raro sentido
E bebo cada gole em tais motivos
E nisto se deseja a melhor sorte
Que possa traduzir algum apoio
E deixe no passado este vazio,
O tanto que se quer e vou vazio,
Nos ermos da expressão que nunca quis
O corte se propaga sem apoio
E o tempo noutro engodo sem sentido,
Percebe na verdade a rude sorte
Que possa me trazer velhos motivos.
O quanto se desdenha sem motivos
E o mundo que vivera mais vazio,
Enquanto se anuncia em turva sorte
Expressa na verdade o que eu não quis
E sei do quanto possa sem sentido,
Viver a vida aquém sem ter apoio,
E quando neste apoio, os meus motivos,
Que possam num sentido mais vazio,
Ditando o quanto eu quis em melhor sorte...
MARCOS LOURES
A vida se perdendo sem motivos
Os olhos no horizonte sem sentido
E o canto não ecoa no vazio,
Meu tempo não traduz o quanto eu quis
Tampouco me traria melhor sorte,
A luta se tramando em rude sorte
O tanto que pudera ser apoio
Agora noutro instante não mais quis
E sei do quanto tenha em tais motivos
O todo desenhado no vazio
E o corte noutro tom se faz sentido,
Meu mundo sem caminho ora é sentido
Nas tantas expressões da dura sorte
E sinto tão somente este vazio
Sem ter sequer a sombra de um apoio,
E nisto não se vendo mais motivos
O tanto na verdade não mais quis.
O mundo que por certo eu tanto quis
Encontra na expressão raro sentido
E bebo cada gole em tais motivos
E nisto se deseja a melhor sorte
Que possa traduzir algum apoio
E deixe no passado este vazio,
O tanto que se quer e vou vazio,
Nos ermos da expressão que nunca quis
O corte se propaga sem apoio
E o tempo noutro engodo sem sentido,
Percebe na verdade a rude sorte
Que possa me trazer velhos motivos.
O quanto se desdenha sem motivos
E o mundo que vivera mais vazio,
Enquanto se anuncia em turva sorte
Expressa na verdade o que eu não quis
E sei do quanto possa sem sentido,
Viver a vida aquém sem ter apoio,
E quando neste apoio, os meus motivos,
Que possam num sentido mais vazio,
Ditando o quanto eu quis em melhor sorte...
MARCOS LOURES
ENQUANTO TANTO SONHAS
Enquanto tanto sonhos tu derramas
Ousando pelas ruas, madrugada
A sorte noutro instante imaginada,
Procura na incerteza velhas chamas
E sei que sendo a vida quase nada
A senda mais dorida tanto tramas,
E quando se imaginam nestas tramas
A vida que deveras já derramas
Marcando com angústia o mesmo nada
A sorte ao adentrar a madrugada
Expressa esta verdade quando chamas
Matando uma expressão imaginada,
A luta que pudera imaginada
O verso feito em rudes, meras tramas,
E nisto com certeza quando chamas
O todo de tua alma ora derramas
E bebes cada luz da madrugada
Deixando para trás o não ser nada,
O vento dita o quanto pude e, nada,
A sorte que pudesse imaginada
Agora se adentrando em madrugada
Expressa o que deveras tanto tramas
E quando em plena fúria tu derramas
O tanto que pudesse em tuas chamas,
A vida que deveras tanto chamas,
Os dias entre enganos, neste nada,
Apenas o que tente e já derramas
Na turva imensidão imaginada
Ousando penetrar em rudes tramas
Açoda-me o saber da madrugada,
E quando se traduz em madrugada
A luta que deveras tanto chamas
E vagas entre rudes, tantas tramas,
Deixando como rastro o mesmo nada
A lenda que pudesse imaginada
Expressa a solidão que ora derramas.
E quando tu derramas madrugada
Na sorte imaginada que tu chamas,
Ousando neste nada, matas tramas...
MARCOS LOURE
Ousando pelas ruas, madrugada
A sorte noutro instante imaginada,
Procura na incerteza velhas chamas
E sei que sendo a vida quase nada
A senda mais dorida tanto tramas,
E quando se imaginam nestas tramas
A vida que deveras já derramas
Marcando com angústia o mesmo nada
A sorte ao adentrar a madrugada
Expressa esta verdade quando chamas
Matando uma expressão imaginada,
A luta que pudera imaginada
O verso feito em rudes, meras tramas,
E nisto com certeza quando chamas
O todo de tua alma ora derramas
E bebes cada luz da madrugada
Deixando para trás o não ser nada,
O vento dita o quanto pude e, nada,
A sorte que pudesse imaginada
Agora se adentrando em madrugada
Expressa o que deveras tanto tramas
E quando em plena fúria tu derramas
O tanto que pudesse em tuas chamas,
A vida que deveras tanto chamas,
Os dias entre enganos, neste nada,
Apenas o que tente e já derramas
Na turva imensidão imaginada
Ousando penetrar em rudes tramas
Açoda-me o saber da madrugada,
E quando se traduz em madrugada
A luta que deveras tanto chamas
E vagas entre rudes, tantas tramas,
Deixando como rastro o mesmo nada
A lenda que pudesse imaginada
Expressa a solidão que ora derramas.
E quando tu derramas madrugada
Na sorte imaginada que tu chamas,
Ousando neste nada, matas tramas...
MARCOS LOURE
ALÉM DE ALGUM MOMENTO
Além de algum momento a vida pode
Saber dos meus temores mais concretos
E quando vejo turvos desafetos.
O senso se perdendo noutro passo,
E assim quando expressão em dor eu traço
O medo noutro tanto vem e acode,
O quanto da esperança ora me acode
E o senso noutro instante nada pode
Vestindo o que deveras sei e traço
Tentando fatos novos e concretos
O todo se transforma enquanto passo
Vivendo ou superando desafetos.
Os dias entre enganos, desafetos,
O todo que maltrata e nunca acode
O vento se espalhando a cada passo
E nisto o que tentara não se pode,
O verso se moldando em tais concretos
E deles o que tento a cada traço,
O mundo sem sentido que ora traço
Expressaria além dos desafetos
Traçando entre momentos tão concretos
Em dias mais doridos o que acode
Expressa muito além do se pode
Vivendo a imensidão de cada passo,
No tanto que pudera e já não passo,
O sonho se mostrasse além do traço
E o tanto que viera sei que pode
Deixar pelo caminho os desafetos
E quando a poesia nos acode
Cetins superam logo tais concretos,
E sei dos argumentos tão concretos
Enquanto na expressão dito o que passo
E vejo o que pudera quando acode
E sigo cada linha deste traço
Ousando nos diversos desafetos
E tendo muito mais do que se pode,
A vida tanto pode em tais concretos
Anseios, desafetos onde passo,
Marcando o quanto traço e enfim me acode.
MARCOS LOURE
NÃO TENTO ACREDITR
Não tento acreditar em fantasias
Diversas tempestades me acossando
E o verso noutro tempo se espalhando
Enquanto uma ilusão tanto querias,
Meu mundo que pudera ser mais brando,
Agora se perdendo em rudes dias,
E sei das tempestades, tantos dias,
E neles outras ermas fantasias,
Ainda quando veja um sonho brando
Meu mundo noutro tom ora acossando
E nisto com certeza tu querias
O sonho noutros sonhos espalhando,
O canto pelas ruas se espalhando
E o tanto que moldasse em novos dias
Os ermos quando muito tu querias
Gerando dentro da alma fantasias
E nisso este cenário me acossando
E o mundo não se fez decerto brando,
Meu passo num terreno bem mais brando,
O quanto poderia se espalhando
E nisto uma saudade me acossando
Expressa esta ilusão em rudes dias
E nisto tantas vezes fantasias
Vivendo o quanto em paz sei que querias,
O tanto que deveras mais querias
Um tempo mais suave e mesmo brando
O quanto se anuncia em fantasias
E tento acreditar já se espalhando
E vejo o quanto reste dos meus dias
No todo que pressinto me acossando,
O quanto poderia ora acossando
Quem sabe e no final tu bem querias
Envolta pelas tramas destes dias,
Vagando num cenário que eu quis brando
E nele com certeza se espalhando,
As mais diversas lutas, fantasias,
E quando fantasias acossando
O todo se espalhando qual querias,
O tempo bem mais brando, fantasias.
MARCOS LOURES
O VENTO SOBRE AS FOLHAS
O vento sobre as folhas no quintal
Relâmpagos ditando o que virá
E o verso se anuncia num momento
Aonde se tentara pele menos
Viver o quanto reste em mansa paz,
Diverso do que a vida ora me traz.
E sei que na verdade o que se traz
Expresse a solidão neste quintal
Silenciando o sonho, morta a paz,
O todo que decerto não virá
Marcando o quanto fora agora menos,
Gerando noutro instante um bom momento,
E quando se anuncia num momento
O tanto que se mostre e já se traz
Deixando para trás o que foi menos
E agora se espalhando no quintal
Sentindo o quanto possa e até virá
Gerando no final a imensa paz,
O verso que trouxesse a vida em paz,
O quanto se anuncia num momento
Tramando o que se possa e sei virá
Tocando esta esperança que se traz
E ronda as cercas frágeis do quintal
E nisto o que tanto agora é menos,
O sonho se mostrando ora bem menos
E o canto se anuncia em leda paz,
Meu mundo na verdade este quintal
Enquanto na procura de um momento
Encontra o que quisera e não se traz,
Tampouco qualquer dia além virá,
Sabendo do que tanto em dor virá
Meu tempo se transforma e muito menos
Do quanto em esperança a vida traz
Deixasse se antever a mansa paz
E nisto se vivesse este momento,
Quarando este vazio no quintal,
E vejo em meu quintal o que virá
Tramando num momento, pelo menos,
O quanto desta paz, jamais se traz...
MARCOS LOURES
Relâmpagos ditando o que virá
E o verso se anuncia num momento
Aonde se tentara pele menos
Viver o quanto reste em mansa paz,
Diverso do que a vida ora me traz.
E sei que na verdade o que se traz
Expresse a solidão neste quintal
Silenciando o sonho, morta a paz,
O todo que decerto não virá
Marcando o quanto fora agora menos,
Gerando noutro instante um bom momento,
E quando se anuncia num momento
O tanto que se mostre e já se traz
Deixando para trás o que foi menos
E agora se espalhando no quintal
Sentindo o quanto possa e até virá
Gerando no final a imensa paz,
O verso que trouxesse a vida em paz,
O quanto se anuncia num momento
Tramando o que se possa e sei virá
Tocando esta esperança que se traz
E ronda as cercas frágeis do quintal
E nisto o que tanto agora é menos,
O sonho se mostrando ora bem menos
E o canto se anuncia em leda paz,
Meu mundo na verdade este quintal
Enquanto na procura de um momento
Encontra o que quisera e não se traz,
Tampouco qualquer dia além virá,
Sabendo do que tanto em dor virá
Meu tempo se transforma e muito menos
Do quanto em esperança a vida traz
Deixasse se antever a mansa paz
E nisto se vivesse este momento,
Quarando este vazio no quintal,
E vejo em meu quintal o que virá
Tramando num momento, pelo menos,
O quanto desta paz, jamais se traz...
MARCOS LOURES
CALANDO A MINHA VOZ
Calando a minha voz aonde um dia
O sentimento trace o nada após
Ousando acreditar no que jamais
Pudesse ser além de fantasia
A vida se desenha e nada mais
Expresse o que seria a minha voz,
Calando num instante a antiga voz
Que possa traduzir num novo dia
O quanto desejasse e muito mais
Marcando o que viria logo após
E nisto o quanto uma alma fantasia
Expressa o quanto a vida diz jamais,
E mesmo se tentasse onde jamais
O verso se traduz em leda voz
O canto que pudesse em fantasia
Tramasse com certeza um novo dia
Aonde o que vivera logo após
Apenas não viesse nunca mais,
E sei do quanto eu possa mais e mais
Lutando contra o ser e crer jamais
No todo que se perde logo após
E sinto a sutileza desta voz
E nela o decorrer de um claro dia
Exposto ao quanto reste em fantasia,
Meu mundo na verdade fantasia
O tanto que se busque e sei que é mais
Marcando com furor o novo dia
E nisto se anuncia o ser jamais
Enquanto se calasse a minha voz
O nada não veria nem após,
O tanto que se queira mesmo após
A luta que gerasse a fantasia,
Entoa da esperança a sua voz
E nisto o quanto queira sempre mais
Deixasse na verdade o ser jamais
Numa expressão que trace novo dia,
O mundo neste dia e logo após
Traçando o que jamais se fantasia
Quisesse muito mais que mera voz.
MARCOS LOURES
TRAZENDO DO SERTÃO
Trazendo do sertão as velhas marcas
Dos cortes entre tantos espinheiros,
Nesta aridez de um sonho sem sentido
No caminhar exposto ao longo estio,
O vento da esperança mal bafeja
E a fera atocaiada numa espreita
Minha alma tantas vezes nesta espreita
Traduz em arranhões diversas marcas
E traz enquanto o tempo em bafeja
A dura sensação dos espinheiros
E nisto o quanto gere cada estio
Adentra e dilacera algum sentido,
O tanto que presuma e sei sentido
No canto quando pude além da espreita
Marcado pela fome neste estio
Que deixa tão profundas, duras marcas,
E sigo contra tantos espinheiros
Enquanto a solidão ruge e bafeja,
A sórdida expressão que ora bafeja
Deixando cada passo ser sentido
Aonde o meu caminho em espinheiros
Tramando noutro passo a velha espreita
Deixasse as mais diversas tantas marcas
Grassando feito peste neste estio,
Verão que não sossega em ledo estio,
A fúria se desenha e assim bafeja
Traçando no meu corpo suas marcas
E nestas ilusões, perco o sentido,
E vejo o quanto a morte numa espreita
Presume além dos tantos espinheiros,
Adentro sem temor tais espinheiros
E vejo o quanto reste neste estio
A luta sem sentido agora espreita
E trama a solidão que enfim bafeja
Moldando em minha vida um vão sentido,
E nesta angústia sinto velhas marcas,
E quando tu me marcas, espinheiros,
O mundo em dor sentido, traz no estio
A morte que bafeja numa espreita...
MARCOS LOURES
O PASSO MAIS AUDAZ
O passo mais audaz pudesse firme
Traçar o que deveras tanto anseio,
E sei do dia a dia e quando alheio
O todo noutro engano se desenha,
A luta não transcende ao quanto possa
E sei do caminhar entre cascalhos,
A vida se traduz nestes cascalhos,
E o solo que tentasse bem mais firme
Agora na verdade nada possa,
Somente o que talvez gerasse anseio,
O mundo quando o sonho ora desenha,
Persiste noutro rumo e segue alheio,
O todo se aproxima e vejo alheio
O mundo que tentara sem cascalhos,
E o quanto do desejo se desenha
Marcando com furor a voz mais firme
De quem tanto procura em leve anseio
Viver e ter nas mãos o quanto possa,
A vida que deveras sei que possa
Trazer a cada passo, o mais alheio,
Encontra na verdade o quanto anseio
E superando assim rudes cascalhos
No tanto que se faça bem mais firme
O solo se aproxima e se desenha
E quando a solidão tanto desenha
O verso que deveras tanto possa
Tocar esta ilusão, prossigo firme,
E mesmo quando possa e já me alheio
Ainda se presumem nos cascalhos
O quanto sem defesas eu anseio,
O prazo terminando e tanto anseio
O mundo na verdade ora desenha
O sentimento exposto em vãos cascalhos,
E nisto o quanto reste e mesmo eu possa
Vencer o caminhar atroz e alheio
Num passo que jamais seria firme,
O tanto sendo firme mais anseio
E vejo em tom alheio o que desenha
Uma alma que enfim possa além-cascalhos.
MARCOS LOURESO PASS
NÃO TENTARIA A SORTE
Não tentaria a sorte aonde um dia
O vento em tempestade trouxe o caos
Olhando para trás já nada vejo,
Somente algum desejo e nada mais,
O tempo se transforma, mas prossigo,
Ainda que se tente novo cais,
E a vida se anuncia aonde o cais
Gerasse muito além de um novo dia,
E nesta solidão enfim prossigo,
Tentando adivinhar o quanto o caos
Trafega dentro da alma e mostra mais
Que possa desejar e agora vejo,
Meu verso que traduza o quanto vejo,
Ou mesmo na verdade trame o cais
E nele cada passo diz bem mais
Enquanto o meu anseio toma o dia,
Sentindo este bafejo atroz do caos,
Envolto nestas brumas, eu prossigo,
E sei que quando tento e assim prossigo,
Grassando sobre o nada que ora vejo,
Ainda se desenha ao longe o caos
Deixando no passado o velho cais
Que possa traduzir num novo dia
Ou mesmo me trazer o nunca mais,
E sei do quanto possa e tento mais
E sinto tanto quanto onde prossigo
A sórdida presença deste dia
Que tanto se fizera quando o vejo
Grassando no infinito um novo cais
Deixando no passado o velho caos,
E quando me afastando deste caos
Expresse o que desejo muito mais
Encontro a mansidão no raro cais
E bebo cada sonho onde eu prossigo
Vencendo o que deveras não mais vejo,
E bebo desde sonho a cada dia,
O verso dita o dia além do caos,
E quando tudo vejo e muito mais,
O mundo onde eu prossigo trama o cais.
MARCOS LOURES
NÃO SEI SE PODERIA
Não sei se poderia acreditar
Jazendo noutro canto onde qualquer
Vontade se expressasse de tal forma
Que a vida noutro engodo se faria,
E sei do quanto possa a fantasia
E nela o tempo encontro a navegar,
O mundo quando tente navegar
Ou mesmo com desejo acreditar
Enquanto uma alma pura fantasia,
Traçando o quanto queira e ser qualquer
Vivendo o que deveras mais faria
E nisto outra impressão a vida forma,
A sorte na verdade em tosca forma
Não deixa nem sequer o navegar
Enquanto cada verso se faria
E nisto tão somente acreditar
Enquanto a vida segue sem qualquer
Cenário que expressasse a fantasia,
Minha alma na verdade fantasia
E tenta de algum modo nova forma,
E sinto o quanto possa sem qualquer
Momento mais audaz a navegar
E mesmo quanto eu possa acreditar
Meu mundo deste jeito eu não faria.
O quanto se traduz e não faria
O verso que rondando a fantasia
Gerasse no momento o acreditar
E toda a sensação tomando a forma
Do quanto se desenha a navegar
Num ato muito além do ser qualquer,
O tanto que se mostre sem qualquer
Temor na solidão já me faria
Além do que desejo navegar,
E tanto quanto a sorte fantasia,
Ousando perceber a velha forma
Que trace o quanto pude acreditar,
Somente acreditar e ser qualquer
Aonde toda forma se faria
Marcante fantasia a navegar...
MARCOS LOURES
TENTÁCULOS
Tentáculos da vida me tocando,
Rasgando e com ventosas sugam sonhos,
Diversos calabares e eu sozinho
Imerso nos temíveis pesadelos,
Os passos se perdendo no vazio,
E a noite se moldando mais sombria
A vida se desenha tão sombria
E sinto o meu passado ora tocando
Com garras afiadas o vazio
Que imerge nos meus dias, vagos sonhos,
E sei do quanto viva em pesadelos
Morrendo dia a dia, mais sozinho.
O tempo se anuncia onde sozinho,
Encontro a farsa tétrica e sombria
Imersa nos temíveis pesadelos
E quando me aproximo mal tocando
Os tantos delirares dos meus sonhos
Encontro o meu caminho ora vazio,
Sentindo este bafejo, eu vou vazio,
E tanto quanto possa mais sozinho,
Ainda me rondando velhos sonhos
E neles a verdade tão sombria
Do quanto poderia me tocando
Os ermos destes tantos pesadelos,
E quando percebendo pesadelos
Aonde quis a paz, sinto o vazio,
E nele a solidão que me tocando
Expressa o caminhar rude e sozinho
Enquanto a noite desce tão sombria,
O mundo noutra farsa em duros sonhos,
E quando se percebem tantos sonhos
Morrendo a cada instante e os pesadelos
Tornando a minha vida mais sombria,
Olhando sem ter nada num vazio,
O quanto se anuncia tão sozinho
É como a solidão já me tocando,
E sinto me tocando velhos sonhos,
E neles vou sozinho em pesadelos,
A noite no vazio é mais sombria...
MARCOS LOURES
Rasgando e com ventosas sugam sonhos,
Diversos calabares e eu sozinho
Imerso nos temíveis pesadelos,
Os passos se perdendo no vazio,
E a noite se moldando mais sombria
A vida se desenha tão sombria
E sinto o meu passado ora tocando
Com garras afiadas o vazio
Que imerge nos meus dias, vagos sonhos,
E sei do quanto viva em pesadelos
Morrendo dia a dia, mais sozinho.
O tempo se anuncia onde sozinho,
Encontro a farsa tétrica e sombria
Imersa nos temíveis pesadelos
E quando me aproximo mal tocando
Os tantos delirares dos meus sonhos
Encontro o meu caminho ora vazio,
Sentindo este bafejo, eu vou vazio,
E tanto quanto possa mais sozinho,
Ainda me rondando velhos sonhos
E neles a verdade tão sombria
Do quanto poderia me tocando
Os ermos destes tantos pesadelos,
E quando percebendo pesadelos
Aonde quis a paz, sinto o vazio,
E nele a solidão que me tocando
Expressa o caminhar rude e sozinho
Enquanto a noite desce tão sombria,
O mundo noutra farsa em duros sonhos,
E quando se percebem tantos sonhos
Morrendo a cada instante e os pesadelos
Tornando a minha vida mais sombria,
Olhando sem ter nada num vazio,
O quanto se anuncia tão sozinho
É como a solidão já me tocando,
E sinto me tocando velhos sonhos,
E neles vou sozinho em pesadelos,
A noite no vazio é mais sombria...
MARCOS LOURES
NÃO MAIS QUE MERAMENTE
Não mais que meramente a sorte trama
As farsas tão comuns e em vão procuro
Vencer os meus anseios e temores
Sabendo que em verdade nada resta
Sequer o quanto brilha no horizonte
Marcando em amargura agonizante sonho,
E quando na verdade eu tento e sonho,
O mundo se anuncia em rude trama
Presumo o quanto possa no horizonte
E vejo este cenário onde procuro
Tramar alguma luz e nada resta
Vivendo com angústia meus temores.
Procuro nos anseios e temores
Vencer os meus momentos quando sonho
Com toda esta expressão enquanto resta
O tempo mais audaz em rude trama
E sei da sensação que ora procuro
Tomando cada linha do horizonte,
E nisto que se veja no horizonte
O tanto que se creia em vãos temores
Além do que em verdade mais procuro,
Pudesse enveredar enquanto eu sonho,
Buscando no final o que se trama
E sei quanto decerto já não resta,
A vida noutro canto agora resta
E marca com angústia este horizonte
Vagando como aranha sobre a trama
Uma armadilha feita em vãos temores
E quando se aproxima o rude sonho
Somente algum alento, em vão, procuro,
E sei do quanto possa e além procuro
O verso que tentasse e não me resta
Sentindo este abandono quando sonho
E tanto se desenha no horizonte
O brilho destilando tais temores
E a solidão que traça a vaga trama,
O quando que se trama e já procuro
Vivendo tais temores, o que resta,
Expressa no horizonte, o vago sonho...
MARCOS LOURES
NÃO QUERO E NEM TIVESSE NOUTRO INSTANTE
Não quero e nem tivesse noutro instante
O tempo em minhas mãos ou mesmo enquanto
O vento no meu rosto acaricia
E bebe a sensação do quanto possa
Viver entre diversas ilusões
E nisto a minha sorte se desenha,
O tanto que alegria ora desenha
Gerando noutro tempo, um vago instante,
Presume o que pudera e já buscasse
Sabendo da verdade por enquanto
E nisto o quanto tento e nada possa,
Apenas me roçando acaricia,
O sonho que decerto acaricia,
O mundo quando a sorte se desenha
E nisto com certeza sempre possa
Tramar o que se viva noutro instante
E o todo quando vejo por enquanto
Presume muito além das ilusões,
E vendo o meu caminho em ilusões
E sei que esta vontade acaricia
Levando a minha vida agora, enquanto,
O tempo noutro rumo se desenha
Traçando novo sonho a cada instante
E nisto vivo além do que mais possa,
E sei que na incerteza do que possa
Marcar com mais anseio as ilusões,
Vivendo a cada passo um novo instante
E vendo o quanto a sorte acaricia,
Gerando muito além do que desenha
A sorte que se mostra por enquanto,
E a vida sem saber nem mesmo enquanto
Ferisse quem decerto não mais possa
Lutar contra o que tanto se desenha
Perdido entre as diversas ilusões
Enquanto a própria sorte acaricia
Tateia no infinito num instante,
Meu mundo num instante e por enquanto
Somente acaricia o quanto possa
Grassando as ilusões que ora desenha...
MARCOS LOURES
O tempo em minhas mãos ou mesmo enquanto
O vento no meu rosto acaricia
E bebe a sensação do quanto possa
Viver entre diversas ilusões
E nisto a minha sorte se desenha,
O tanto que alegria ora desenha
Gerando noutro tempo, um vago instante,
Presume o que pudera e já buscasse
Sabendo da verdade por enquanto
E nisto o quanto tento e nada possa,
Apenas me roçando acaricia,
O sonho que decerto acaricia,
O mundo quando a sorte se desenha
E nisto com certeza sempre possa
Tramar o que se viva noutro instante
E o todo quando vejo por enquanto
Presume muito além das ilusões,
E vendo o meu caminho em ilusões
E sei que esta vontade acaricia
Levando a minha vida agora, enquanto,
O tempo noutro rumo se desenha
Traçando novo sonho a cada instante
E nisto vivo além do que mais possa,
E sei que na incerteza do que possa
Marcar com mais anseio as ilusões,
Vivendo a cada passo um novo instante
E vendo o quanto a sorte acaricia,
Gerando muito além do que desenha
A sorte que se mostra por enquanto,
E a vida sem saber nem mesmo enquanto
Ferisse quem decerto não mais possa
Lutar contra o que tanto se desenha
Perdido entre as diversas ilusões
Enquanto a própria sorte acaricia
Tateia no infinito num instante,
Meu mundo num instante e por enquanto
Somente acaricia o quanto possa
Grassando as ilusões que ora desenha...
MARCOS LOURES
AO MENOS PODERIA
Ao menos poderia num momento
Vencer os meus anseios corriqueiros
E sinto esta verdade me tomando
Tocando o coração deste mineiro
Que tenta com seus versos ser feliz,
Ousando ser deveras, verdadeiro,
O canto mais audaz e verdadeiro
Traçando todo o passo num momento
Aonde se deseja ser feliz
Enfrenta estes perigos corriqueiros
E sabe dos anseios de um mineiro
Num rumo tão diverso ora tomando,
E quando uma esperança me tomando
Espreita o quanto pode em verdadeiro
Anseio, o sentimento bem mineiro,
Açoda e me traduz em tal momento
Vivendo estes caminhos corriqueiros
E nisto procurasse ser feliz,
Meu tempo de sonhar; busco um feliz,
Caminho que deveras já tomando
Transcende aos mais comuns e corriqueiros
Vagando pelo encanto verdadeiro
Que trace este universo num momento
Moldando esta emoção deste mineiro,
O canto que se mostre num mineiro
Cenário procurando ser feliz
Espalha a vida além por um momento
E gera este delírio me tomando
Vagando entre o que possa verdadeiro,
Traçar sonhos diversos, corriqueiros,
E quando se desejam corriqueiros
Sentires onde entranha este mineiro,
O todo que se mostre verdadeiro,
O canto quando tenta ser feliz,
Deveras todo o mundo ora tomando,
E nisto vivo além deste momento,
O quanto num momento, os corriqueiros
Caminhos já tomando este mineiro,
Num sonho – o ser feliz- mais verdadeiro.
MARCOS LOURES
Vencer os meus anseios corriqueiros
E sinto esta verdade me tomando
Tocando o coração deste mineiro
Que tenta com seus versos ser feliz,
Ousando ser deveras, verdadeiro,
O canto mais audaz e verdadeiro
Traçando todo o passo num momento
Aonde se deseja ser feliz
Enfrenta estes perigos corriqueiros
E sabe dos anseios de um mineiro
Num rumo tão diverso ora tomando,
E quando uma esperança me tomando
Espreita o quanto pode em verdadeiro
Anseio, o sentimento bem mineiro,
Açoda e me traduz em tal momento
Vivendo estes caminhos corriqueiros
E nisto procurasse ser feliz,
Meu tempo de sonhar; busco um feliz,
Caminho que deveras já tomando
Transcende aos mais comuns e corriqueiros
Vagando pelo encanto verdadeiro
Que trace este universo num momento
Moldando esta emoção deste mineiro,
O canto que se mostre num mineiro
Cenário procurando ser feliz
Espalha a vida além por um momento
E gera este delírio me tomando
Vagando entre o que possa verdadeiro,
Traçar sonhos diversos, corriqueiros,
E quando se desejam corriqueiros
Sentires onde entranha este mineiro,
O todo que se mostre verdadeiro,
O canto quando tenta ser feliz,
Deveras todo o mundo ora tomando,
E nisto vivo além deste momento,
O quanto num momento, os corriqueiros
Caminhos já tomando este mineiro,
Num sonho – o ser feliz- mais verdadeiro.
MARCOS LOURES
MEU TEMPO NÃO TRADUZ
Meu tempo não traduz qualquer alento
E sigo o quanto possa ter nas mãos,
Vencendo os dias rudes e vazios
Nos quais o meu caminho fora amargo,
O sonho se desenha e sigo aquém
Do todo que se mostre e se deseja.
Pousando quando a sorte enfim deseja
O tanto que se faça em raro alento,
E nisto o caminheiro segue aquém
Do quanto poderia ter nas mãos
E um tempo onde se mostra o quão amargo
Momento traz os sonhos mais vazios,
E sei dos meus anseios em vazios
Momentos onde possa e se deseja
Tramar além do todo mais amargo
O quanto se fizera em tal alento,
Trazendo esta esperança em minhas mãos
Ao prosseguir decerto muito aquém,
O tanto se desenha enquanto aquém
Do todo que tentara entre os vazios
Mostrara numa angústia as vagas mãos
E nelas o que tanto se deseja
Tentando tatear algum alento
Expondo o coração ao mundo amargo,
Execro com terror o ser amargo,
E busco acreditar, mas vivo aquém,
Do todo que em verdade dite alento
Cansado de correr entre os vazios,
Sem nada que trouxesse em minhas mãos,
Ousando ter nos sonhos, rudes mãos,
E nelas o meu mundo tão amargo,
Enquanto o caminhar já se deseja
E tanto deste sonho sigo aquém
Nos ermos de meus olhos mais vazios
Sem ter sequer saber de algum alento,
O tanto que ora alento em rudes mãos,
Trazendo nos vazios tanto amargo,
Ficando bem aquém de quem deseja...
MARCOS LOURES
E sigo o quanto possa ter nas mãos,
Vencendo os dias rudes e vazios
Nos quais o meu caminho fora amargo,
O sonho se desenha e sigo aquém
Do todo que se mostre e se deseja.
Pousando quando a sorte enfim deseja
O tanto que se faça em raro alento,
E nisto o caminheiro segue aquém
Do quanto poderia ter nas mãos
E um tempo onde se mostra o quão amargo
Momento traz os sonhos mais vazios,
E sei dos meus anseios em vazios
Momentos onde possa e se deseja
Tramar além do todo mais amargo
O quanto se fizera em tal alento,
Trazendo esta esperança em minhas mãos
Ao prosseguir decerto muito aquém,
O tanto se desenha enquanto aquém
Do todo que tentara entre os vazios
Mostrara numa angústia as vagas mãos
E nelas o que tanto se deseja
Tentando tatear algum alento
Expondo o coração ao mundo amargo,
Execro com terror o ser amargo,
E busco acreditar, mas vivo aquém,
Do todo que em verdade dite alento
Cansado de correr entre os vazios,
Sem nada que trouxesse em minhas mãos,
Ousando ter nos sonhos, rudes mãos,
E nelas o meu mundo tão amargo,
Enquanto o caminhar já se deseja
E tanto deste sonho sigo aquém
Nos ermos de meus olhos mais vazios
Sem ter sequer saber de algum alento,
O tanto que ora alento em rudes mãos,
Trazendo nos vazios tanto amargo,
Ficando bem aquém de quem deseja...
MARCOS LOURES
A VIDA NÃO RENEGA
A vida não renega qualquer passo
E trama na verdade o quanto a quero
Sentindo este momento mais audaz
E o tanto quanto possa ser feliz,
O mundo noutro instante já se faz
Grassando a eternidade que buscara,
O gesto mais suave onde eu buscara
A sorte que deveras tanto passo
Trazendo o quanto a vida agora faz
E nisto o todo além que sempre quero,
Marcando com o quanto ser feliz
Num tempo mais suave e mais audaz,
Meu mundo se mostrasse tão audaz
E o quanto se anuncia onde buscara
O todo que me deixe mais feliz
Vagando sobre a sorte quando passo
Vivendo tudo o quanto agora quero
E sei que esta esperança em glória faz,
O verso que alegria quer e faz
Um canto noutro rumo seja audaz,
E mostre a sensação do que mais quero
E nisto todo o tempo se buscara
Grassando esta emoção a cada passo
E tendo uma expressão bem mais feliz,
Aonde se deseja ser feliz
O mundo na verdade agora faz
O todo que pudesse e quando passo
Trazendo este momento mais audaz
E nele o que se quer e se buscara
Traduz o tanto quanto em paz eu quero,
O verso se desenha o mundo e quero
No fundo tão somente ser feliz
Sabendo do que possa e além buscara
A sorte que se mostra e quando faz
O tempo desnudasse um verso audaz
E nisto se traçasse novo passo,
O quanto agora passo e mesmo quero,
Traduz o ser audaz e ser feliz,
No quanto a vida faz e em paz buscara.
MARCOS LOURES
E trama na verdade o quanto a quero
Sentindo este momento mais audaz
E o tanto quanto possa ser feliz,
O mundo noutro instante já se faz
Grassando a eternidade que buscara,
O gesto mais suave onde eu buscara
A sorte que deveras tanto passo
Trazendo o quanto a vida agora faz
E nisto o todo além que sempre quero,
Marcando com o quanto ser feliz
Num tempo mais suave e mais audaz,
Meu mundo se mostrasse tão audaz
E o quanto se anuncia onde buscara
O todo que me deixe mais feliz
Vagando sobre a sorte quando passo
Vivendo tudo o quanto agora quero
E sei que esta esperança em glória faz,
O verso que alegria quer e faz
Um canto noutro rumo seja audaz,
E mostre a sensação do que mais quero
E nisto todo o tempo se buscara
Grassando esta emoção a cada passo
E tendo uma expressão bem mais feliz,
Aonde se deseja ser feliz
O mundo na verdade agora faz
O todo que pudesse e quando passo
Trazendo este momento mais audaz
E nele o que se quer e se buscara
Traduz o tanto quanto em paz eu quero,
O verso se desenha o mundo e quero
No fundo tão somente ser feliz
Sabendo do que possa e além buscara
A sorte que se mostra e quando faz
O tempo desnudasse um verso audaz
E nisto se traçasse novo passo,
O quanto agora passo e mesmo quero,
Traduz o ser audaz e ser feliz,
No quanto a vida faz e em paz buscara.
MARCOS LOURES
NÃO MAIS QUE MERAMENTE
Não mais que meramente quis a sorte
De quem se fez um dia o sonhador
Vagando noutras teias, novo amor,
Que possa e na verdade nos conforte,
Gerando a solidão em rara cor
Marcando com ternura o nosso norte,
E sendo de tal forma sigo ao norte
Grassando o que pudera em melhor sorte
Tentando perceber a bela cor
Do quanto pude um dia sonhador,
Vagar onde decerto me conforte
Certeza de sublime e raro amor,
As tramas mais audazes de um amor,
O vento noutro tom em claro norte
O prazo se transforma e me conforte
Gerando na verdade a bela cor
Mostrando o quanto possa o sonhador,
E sinto esta expressão em clara cor,
O tanto que pudesse noutra cor
Ditar o quanto tenho e deste amor
Moldasse na verdade o sonhador
Que busca inutilmente qualquer norte
Ainda quando tente nova sorte
Ou mesmo algum momento que o conforte,
No canto que deveras me conforte
O verso se mostrando em nova cor,
O tempo num ditame ronda a sorte
E gera o caminho em raro amor,
E nisto se traduza qualquer norte
Que expresse o ser além, um sonhador,
O mundo se anuncia ao sonhador
E gera o que pudesse e me conforte
E tanto quanto veja neste norte
O todo transformando a velha cor
Que traz nas suas tramas raro amor
E nisto outro cenário, em mansa sorte.
O quanto desta sorte, um sonhador,
Pudesse sem amor que inda o conforte
Viver na rude cor de um turvo norte.
MARCOS LOURES
De quem se fez um dia o sonhador
Vagando noutras teias, novo amor,
Que possa e na verdade nos conforte,
Gerando a solidão em rara cor
Marcando com ternura o nosso norte,
E sendo de tal forma sigo ao norte
Grassando o que pudera em melhor sorte
Tentando perceber a bela cor
Do quanto pude um dia sonhador,
Vagar onde decerto me conforte
Certeza de sublime e raro amor,
As tramas mais audazes de um amor,
O vento noutro tom em claro norte
O prazo se transforma e me conforte
Gerando na verdade a bela cor
Mostrando o quanto possa o sonhador,
E sinto esta expressão em clara cor,
O tanto que pudesse noutra cor
Ditar o quanto tenho e deste amor
Moldasse na verdade o sonhador
Que busca inutilmente qualquer norte
Ainda quando tente nova sorte
Ou mesmo algum momento que o conforte,
No canto que deveras me conforte
O verso se mostrando em nova cor,
O tempo num ditame ronda a sorte
E gera o caminho em raro amor,
E nisto se traduza qualquer norte
Que expresse o ser além, um sonhador,
O mundo se anuncia ao sonhador
E gera o que pudesse e me conforte
E tanto quanto veja neste norte
O todo transformando a velha cor
Que traz nas suas tramas raro amor
E nisto outro cenário, em mansa sorte.
O quanto desta sorte, um sonhador,
Pudesse sem amor que inda o conforte
Viver na rude cor de um turvo norte.
MARCOS LOURES
MEU VERSO
Meu verso ao se trazer em claros tons
Invade este diverso caminhar
E envolto pelas noites mais suaves
Bebendo cada gole de esperança
Marcasse com o sonho a plenitude
Que possa noutro instante imaginar,
O tanto que tentasse imaginar
Na vida feita em raros, belos tons,
O mundo se tocando em plenitude
O verso se desenha ao caminhar
E trama na verdade esta esperança
Em dias mais tranquilos e suaves,
Os passos que pudesse, tão suaves,
O mundo que desejo imaginar
E toda esta vontade em esperança
Permite além da luz em leves tons
O todo que pudera caminhar
E nisto se desenha a plenitude
A vida traz em si tal plenitude
Que tanto nos seduz, ritos suaves,
E sei das emoções no caminhar
Envolto no que possa imaginar
E saiba com certeza mansos tons
E neles tenho viva esta esperança.
E quando se imagina uma esperança
Deixando no caminho a plenitude
E o tempo desenhado em claros tons
E neles outros dias mais suaves
Enquanto se procura imaginar
O mundo se permite caminhar,
E tento na verdade caminhar
Vencendo os desacertos da esperança
E tanto que pudesse imaginar
O verso que se faça em plenitude,
Marcando com momentos mais suaves
O sonho desenhado em raros tons,
E sei dos tantos tons ao caminhar,
E nisto são suave. Na esperança,
Encontro em plenitude o imaginar...
Invade este diverso caminhar
E envolto pelas noites mais suaves
Bebendo cada gole de esperança
Marcasse com o sonho a plenitude
Que possa noutro instante imaginar,
O tanto que tentasse imaginar
Na vida feita em raros, belos tons,
O mundo se tocando em plenitude
O verso se desenha ao caminhar
E trama na verdade esta esperança
Em dias mais tranquilos e suaves,
Os passos que pudesse, tão suaves,
O mundo que desejo imaginar
E toda esta vontade em esperança
Permite além da luz em leves tons
O todo que pudera caminhar
E nisto se desenha a plenitude
A vida traz em si tal plenitude
Que tanto nos seduz, ritos suaves,
E sei das emoções no caminhar
Envolto no que possa imaginar
E saiba com certeza mansos tons
E neles tenho viva esta esperança.
E quando se imagina uma esperança
Deixando no caminho a plenitude
E o tempo desenhado em claros tons
E neles outros dias mais suaves
Enquanto se procura imaginar
O mundo se permite caminhar,
E tento na verdade caminhar
Vencendo os desacertos da esperança
E tanto que pudesse imaginar
O verso que se faça em plenitude,
Marcando com momentos mais suaves
O sonho desenhado em raros tons,
E sei dos tantos tons ao caminhar,
E nisto são suave. Na esperança,
Encontro em plenitude o imaginar...
MARCOS LOURES
O AMOR QUE NA VERDADE SE TRAMASSE
O amor que na verdade se tramasse
Além da falsa imagem que se venda
Da espúria negação do ser sublime
Que possa traduzir a liberdade
E vejo neste olhar belo horizonte
Aonde na verdade a luz desponte,
O tanto que a certeza ora desponte
E nisto esta beleza que tramasse
Vagando sobre o sonho no horizonte
E nele o meu anseio rasga a venda
E vejo com clareza a liberdade
Regendo o amor que possa ser sublime,
E tanto se anuncia o mais sublime
Anseio que por certo ora desponte
Gerando o quanto quero em liberdade
E nisto novo sonho se tramasse
Enquanto a solidão deveras venda
O sonho que negasse um horizonte,
O tempo se traduz neste horizonte
E gera o que se faça mais sublime
Marcando com ternura e rasgue a venda
E quando outro cenário enfim desponte
A sorte sem igual já se tramasse
E nisto traduzisse liberdade,
O passo resumido em liberdade
O prazo que desfaz neste horizonte
A bruma que este medo ora tramasse
Num ato tão sutil quanto sublime
E quando outro caminho ora desponte
A luta noutro rumo não se venda,
E quando se imagina compra e venda
Dos sonhos que tentasse em liberdade
Ainda que outro sol longe desponte
A vida sem sentido no horizonte
Matasse o que se fez tanto sublime
E nada na verdade enfim tramasse,
Assim já se tramasse a rude venda
E sei quanto é sublime a liberdade
E nela este horizonte em paz desponte.
MARCOS LOURES
Além da falsa imagem que se venda
Da espúria negação do ser sublime
Que possa traduzir a liberdade
E vejo neste olhar belo horizonte
Aonde na verdade a luz desponte,
O tanto que a certeza ora desponte
E nisto esta beleza que tramasse
Vagando sobre o sonho no horizonte
E nele o meu anseio rasga a venda
E vejo com clareza a liberdade
Regendo o amor que possa ser sublime,
E tanto se anuncia o mais sublime
Anseio que por certo ora desponte
Gerando o quanto quero em liberdade
E nisto novo sonho se tramasse
Enquanto a solidão deveras venda
O sonho que negasse um horizonte,
O tempo se traduz neste horizonte
E gera o que se faça mais sublime
Marcando com ternura e rasgue a venda
E quando outro cenário enfim desponte
A sorte sem igual já se tramasse
E nisto traduzisse liberdade,
O passo resumido em liberdade
O prazo que desfaz neste horizonte
A bruma que este medo ora tramasse
Num ato tão sutil quanto sublime
E quando outro caminho ora desponte
A luta noutro rumo não se venda,
E quando se imagina compra e venda
Dos sonhos que tentasse em liberdade
Ainda que outro sol longe desponte
A vida sem sentido no horizonte
Matasse o que se fez tanto sublime
E nada na verdade enfim tramasse,
Assim já se tramasse a rude venda
E sei quanto é sublime a liberdade
E nela este horizonte em paz desponte.
MARCOS LOURES
A SOMBRA DO PASSADO
A sombra do passado me acompanha
E tento sem sucesso outro caminho
Sabendo quanto possa ser mesquinho
O mundo se desdenha e nada ganha
Assim se desenhando a dura sanha
Avinagrando sempre o raro vinho,
E quando me inebrio no teu vinho
A sorte que tentara e que acompanha
Gerasse na verdade a rude sanha
Singrando sem saber rude caminho,
E a lida que pensara outrora ganha
Agora gera um passo mais mesquinho,
E tanto quanto eu possa ser mesquinho,
Envolto pelas tramas deste vinho,
Tentando sem sucesso o que se ganha
E sinto na verdade me acompanha
Trazendo sem sentido este caminho
Moldando no terror a rude sanha,
A luta se anuncia e nesta sanha
O quanto perderia, tão mesquinho,
Bebesse noutro tom este caminho,
Vertendo em tuas mãos o raro vinho,
E a luta que deveras me acompanha
Expressa a solidão, e nada ganha,
Ainda quando a sorte se fez ganha,
O todo na verdade dita a sanha
Que possa traduzir e me acompanha
Gerando o quanto o tempo quis mesquinho
Sorvendo cada gota deste vinho,
Negando o quanto possa no caminho,
E sei do que se faça num caminho
Grassando quando a luta se fez ganha
E nisto o que se tenta em raro vinho,
Jamais imaginasse a velha sanha,
E o todo se anuncia tão mesquinho
Enquanto a solidão já me acompanha,
O que ora me acompanha no caminho,
Um ser rude e mesquinho nada ganha,
A dura e torpe sanha estraga o vinho,
MARCOS LOURES
E tento sem sucesso outro caminho
Sabendo quanto possa ser mesquinho
O mundo se desdenha e nada ganha
Assim se desenhando a dura sanha
Avinagrando sempre o raro vinho,
E quando me inebrio no teu vinho
A sorte que tentara e que acompanha
Gerasse na verdade a rude sanha
Singrando sem saber rude caminho,
E a lida que pensara outrora ganha
Agora gera um passo mais mesquinho,
E tanto quanto eu possa ser mesquinho,
Envolto pelas tramas deste vinho,
Tentando sem sucesso o que se ganha
E sinto na verdade me acompanha
Trazendo sem sentido este caminho
Moldando no terror a rude sanha,
A luta se anuncia e nesta sanha
O quanto perderia, tão mesquinho,
Bebesse noutro tom este caminho,
Vertendo em tuas mãos o raro vinho,
E a luta que deveras me acompanha
Expressa a solidão, e nada ganha,
Ainda quando a sorte se fez ganha,
O todo na verdade dita a sanha
Que possa traduzir e me acompanha
Gerando o quanto o tempo quis mesquinho
Sorvendo cada gota deste vinho,
Negando o quanto possa no caminho,
E sei do que se faça num caminho
Grassando quando a luta se fez ganha
E nisto o que se tenta em raro vinho,
Jamais imaginasse a velha sanha,
E o todo se anuncia tão mesquinho
Enquanto a solidão já me acompanha,
O que ora me acompanha no caminho,
Um ser rude e mesquinho nada ganha,
A dura e torpe sanha estraga o vinho,
MARCOS LOURES
JAMAIS SE IMAGINASSE
Jamais se imaginasse qualquer tom
Diverso deste sonho que alimento
E sei que na verdade este tormento
Encontra na esperança um lenitivo
E sinto que mantenho sempre vivo
O tempo de sonhar, um manso alento,
E quando no final já não me alento
E vivo outro caminho em rude tom,
Sensível delirar mantenha vivo
O todo que deveras alimento
E quando se imagina um lenitivo
Apenas adentrasse este tormento,
O mundo se desenha em tal tormento,
E o verso se mostrara em vago alento
Qual fosse no final meu lenitivo,
E sei quanto buscasse neste tom
O mundo aonde o sonho eu alimento
E mesmo sem motivos inda vivo,
O todo que pudera estar bem vivo
No velho coração em tal tormento
Marcando com terror o que alimento
E sinto o quanto possa ter alento
No tempo se mostrando em novo tom
Gerando o quanto quero, um lenitivo,
Buscasse pelo menos lenitivo
No vago caminhar enquanto vivo
A sorte desejada em torpe tom,
O mundo se desenha e no tormento
Bebesse o quanto quero em novo alento
E o sonho fora em paz meu alimento,
Assim quando em verdade me alimento
Do passo que se mostre em lenitivo
O tanto anunciando um raro alento,
Moldando o quanto resta e quero vivo,
Traçando este cenário em vão tormento,
E nisto se perdendo o rumo e o tom,
O quanto noutro tom, vago alimento,
Encontro num tormento, o lenitivo,
Trouxesse sempre vivo um manso alento...
MARCOS LOURES
Diverso deste sonho que alimento
E sei que na verdade este tormento
Encontra na esperança um lenitivo
E sinto que mantenho sempre vivo
O tempo de sonhar, um manso alento,
E quando no final já não me alento
E vivo outro caminho em rude tom,
Sensível delirar mantenha vivo
O todo que deveras alimento
E quando se imagina um lenitivo
Apenas adentrasse este tormento,
O mundo se desenha em tal tormento,
E o verso se mostrara em vago alento
Qual fosse no final meu lenitivo,
E sei quanto buscasse neste tom
O mundo aonde o sonho eu alimento
E mesmo sem motivos inda vivo,
O todo que pudera estar bem vivo
No velho coração em tal tormento
Marcando com terror o que alimento
E sinto o quanto possa ter alento
No tempo se mostrando em novo tom
Gerando o quanto quero, um lenitivo,
Buscasse pelo menos lenitivo
No vago caminhar enquanto vivo
A sorte desejada em torpe tom,
O mundo se desenha e no tormento
Bebesse o quanto quero em novo alento
E o sonho fora em paz meu alimento,
Assim quando em verdade me alimento
Do passo que se mostre em lenitivo
O tanto anunciando um raro alento,
Moldando o quanto resta e quero vivo,
Traçando este cenário em vão tormento,
E nisto se perdendo o rumo e o tom,
O quanto noutro tom, vago alimento,
Encontro num tormento, o lenitivo,
Trouxesse sempre vivo um manso alento...
MARCOS LOURES
NAS TANTAS ILUSÕES
Nas tantas ilusões que a vida traz
O prazo determina o fim do sonho,
E sei da solidão e nada vejo
Senão a mesma fúria do passado
Rondando a minha senda, em fortaleza,
Matando qualquer sonho, frágil presa,
Enquanto se fizera desta presa
O todo que em certeza a sorte traz
O mundo ultrapassando a fortaleza
Ditando o quanto possa e já não sonho,
Marcara cada fase do passado
Enquanto sem futuro algum me vejo.
O mundo que desejo e não mais vejo,
O corte na raiz traçando a presa
Que exposta nestas tramas do passado,
Moldasse o que em verdade já se traz
No engano onde apenas busco e sonho,
Tentando acreditar na fortaleza,
O mar ao invadir a fortaleza
Não deixa que se sinta o quanto vejo
E bebo desta sorte quando sonho,
E tento no final não ser a presa
Que tanto quanto a sorte a morte traz
Deixando uma esperança no passado,
O verso que pudesse em meu passado
Traçar noutro momento a fortaleza
Que possa superar e já se traz
Nas ânsias quando apenas busco e vejo
O todo superando a velha presa
Reinando sem descanso sobre o sonho,
E quando não pudera mais e sonho,
Tentando reviver o meu passado,
O quanto se fizera outrora presa
Já não suporta mais a fortaleza
E bebe cada gole quando eu vejo
Da morte que esperança agora traz,
A vida já não traz o quanto sonho,
E sinto e também vejo o que o passado
Traçado em fortaleza me fez presa...
MARCOS LOURES
AUSENTE
Ausente do que possa me trazer
Um sonho mais audaz em noite imensa,
A vida sem sentido não percebe
O quanto ora precede a solidão,
E o verso se desenha noutro engodo,
Vagando sem sentido neste engano,
O mundo se mostrara e se me engano
O mundo poderia me trazer
O tanto que se mostre em raro engodo
E a sorte quando a busco, assim, imensa,
O tempo noutro rumo em solidão
A sombra do que fomos mal percebe,
O canto que deveras se percebe
Na essência de uma vida em turvo engano
Desnuda sem sentido a solidão,
E marco com os passos o trazer
De um sonho aonde seja a sorte imensa
O quanto gere enfim o rude engodo
Meu passo se desdenha num engodo
E o tanto que procuro não percebe
A vida que deveras fora imensa
E sei quando em verdade dita engano
Marcando o que pudera te trazer
Nas tramas desta rude solidão,
O todo se anuncia em solidão
E o verso muitas vezes num engodo,
Tentasse outro caminho me trazer
Diverso do que agora se percebe
E gera o sentimento onde me engano
E vivo esta ilusão em dor imensa,
A luta não descansa, sendo imensa,
E o tempo resumindo em solidão
O farto que deveras tanto engano
Marcando com furores meu engodo
E nisto este caminho se percebe
E tento em plena paz, o amor trazer,
O quanto a me trazer em luta imensa
A vida não percebe; solidão,
E forjo novo engodo, velho engano,
MARCOS LOURES
UM DIA SE ANUNCIA
Um dia se anuncia após a farta
Loucura feita em guerra, e busco a paz,
O medo se desenha sem sentido
O corte aprofundado noutro espaço
E o verso se deseja mesmo lasso,
Enlaço o teu caminho em claridade,
E sei do quanto possa em claridade
Vagar onde a verdade fosse farta,
E nisto o que pudesse tanto lasso,
Deixara simplesmente ausente paz,
O prazo declinando e sem espaço
Agora já perdera o seu sentido,
O mundo que pudesse ser sentido
Nas ânsias de quem quer a claridade
Sabendo o caminheiro sem espaço
A solidão imensa, angústia farta,
Negando o que pudera ter em paz
Num mundo que se fez deveras lasso,
O tempo sem saber do quanto é lasso
A trama que angustia e sem sentido
Ousando penetrar em plena paz
E tendo o que se mostre em claridade
Presume o que pudera em noite farta
E nisto se procura algum espaço,
Meu mundo se anuncia e sem espaço
O verso se traduz em sonho lasso,
Do quanto se deseja em sorte farta
E o tempo que não faça mais sentido,
Encontra no final vã claridade,
Que negue em realidade a vida em paz,
Quisera ter nos olhos tanta paz,
E sei que na verdade sem espaço
Meu mundo se renega em claridade
E morre noutro tempo amargo e lasso,
Vivendo o que pudera ter sentido,
Encontro a solidão que sei tão farta,
A lavra fosse farta e nesta paz
O quanto num sentido sem espaço
Traduz no olhar mais lasso, a claridade...
MARCOS LOURES
O TANTO QUE SE FAÇA
O tanto que se faça após a queda
O tempo se anuncia num instante
E vejo o quanto tente noutra face
Marcando com furor a fantasia,
Meu verso no final já não me trouxe
A paz que desejava e não tivera
O todo que deveras eu tivera
Desenha simplesmente a mesma queda
E o tanto na verdade não se trouxe
Gerando o meu anseio noutro instante
E sei do que pudesse a fantasia
Oferecendo à vida esta outra face,
O tanto se desenha em rude face
E nela se presume e não tivera
Sequer o quanto quero e a fantasia
Sonega e preparando nova queda
Espalha todo o sonho num instante
E gera o que se busque e ninguém trouxe
O tanto que a verdade enfim nos trouxe
O passo sem sentido, a velha face,
As cãs tomam meu mundo num instante
E sei do quanto possa e não tivera
E nisto se desenha a rude queda
Marcada pela rude fantasia,
O verso que deveras fantasia
Uma alma sem saber do quanto trouxe
E nisto outro cenário dita a queda
E nada mais moldasse além da face
Atroz que quando em sonhos mal tivera
O todo se transforma neste instante
Meu passo no que possa num instante
Adentra o que buscasse em fantasia,
E vendo o quanto a vida não tivera
Espera simplesmente o que se trouxe,
E vejo na verdade a velha face
Exposta sem sentido à torpe queda,
E mesmo após a queda noutro instante
O verso dita a face em fantasia
O sonho que se trouxe, não tivera...
MARCOS LOURES
MEU CANTO
Meu canto se negando à própria sorte
O vento resumindo este vazio
Enquanto mesmo tento e desafio
O barco naufragando vai sem leme,
Meu mundo se anuncia no final
E o canto se mostrara mais agudo,
O tanto quanto possa em tom agudo
Gerando com certeza a minha sorte
E nisto o que pudera no final
Traduza o dia a dia em tal vazio,
Deixando minha vida ora sem leme
E nisto o quanto veja e desafio,
O mundo se anuncia em desafio,
Vagando aonde o todo fora agudo
E sei do quanto veja e perco o leme
Meu mundo se deixasse à própria sorte
E nada do que possa diz vazio
Deixando qualquer sonho no final,
O canto se transcende e meu final
Expressa o que pudera e desafio,
E nisto o quanto trame este vazio
Moldando outro caminho mais agudo
E quando se anuncia em rara sorte
Meu barco sem timão, ausente leme,
E o tanto quanto possa dita o leme
E sei deste momento num final
Diverso do que possa em rude sorte
E traça o que buscara em desafio,
E sinto o quanto vejo mais agudo
O todo noutro instante, ora vazio.
O mundo se mostrara mais vazio,
E o mundo que não sabe mais seu leme
Naufraga enquanto o corte fosse agudo,
E tanto se anuncia no final
O canto que se faz em desafio,
Gerindo com angústia esta má sorte,
A vida à própria sorte em tal vazio
Expressa o desafio e busca um leme,
Tocando no final um traço agudo.
MARCOS LOURES
AINDA
Ainda quando vejo tatuada
Nesta alma sonhadora esta esperança
Que sei não cicatriza nunca mais
A chaga exposta em luta insaciável
No canto mais audaz que me atormenta
Vivendo a cada dia novo engano,
E sei que na verdade se me engano
A sorte tantas vezes tatuada
Gerando o que pudesse e me atormenta
Negando qualquer forma de esperança
Tragasse este caminho insaciável
Ditando tão somente mais e mais,
O verso que desejo traz a mais
Um sortilégio feito em rude engano,
E sei deste momento insaciável
E nele esta saudade tatuada
Revela este vazio na esperança
Que tanto no final já me atormenta,
A vida por si só tanto atormenta
E molda o que pudera e muito mais
Marcando a ferro e fogo uma esperança
E tento superar o duro engano
Quisera ter nesta alma tatuada
A sorte sem limite, insaciável,
A vida em avidez e insaciável
Ao perceber enfim esta tormenta
Eclode num instante e sei do engano
A força traz a luta tatuada
Nas tramas do que possa e sei bem mais
Vagando no caminho da esperança,
Meu mundo renovando uma esperança
Expressa esta vontade insaciável
Do tempo que se mostre e se me engano
Vivendo o que deveras me atormenta
Não quero nem pudera nunca mais,
Sentir esta vontade, tatuada,
A sorte tatuada em esperança
O mundo sendo a mais, insaciável,
Somente me atormenta em tosco engano.
MARCOS LOURES
NÃO VEJO SOLUÇÃO
Não vejo solução tampouco a quero,
Apenas se desenha o meu caminho
Nas sortes de quem busque adivinhar
A direção dos ventos, das correntes.
E sinto este naufrágio bem mais perto,
E no horizonte o mar vira um deserto,
E quando esta esperança ora deserto,
E tanto quanto tento busco e quero,
Vagando sem sentido o quanto é perto,
Tramando com ternura outro caminho,
Ousando no romper destas correntes
Tentando novo rumo adivinhar,
E sei do quanto pude adivinhar,
E sigo sem sentir o que deserto
Atando nossos sonhos, tais correntes,
Ainda demonstrando o quanto quero
E sei que na verdade o meu caminho
Agora se percebe bem mais perto,
O mundo que tentara e se faz perto,
O verso quando o possa adivinhar
E nada mais se mostre no caminho
Trazendo o quanto busco num deserto
E marque o que eu anseio, teimo e quero,
Rompendo do passado tais correntes,
E sei que na verdade estas correntes
Encontram o que siga e veja perto
Tocando na verdade o que mais quero
E sei do que pudera adivinhar
E tanto se deseja e no deserto
Meu sonho se perdera em vão caminho,
E quando em noite imensa ora caminho
Enfrentando tempestas e correntes
Os olhos procurando no deserto
O mundo que perceba bem mais perto,
E nisto o quanto tente adivinhar
Expressa o que em verdade tanto quero,
O sonho aonde eu quero o meu caminho,
Pudesse adivinhar entre as correntes
O quanto tenho perto, o vão deserto...
MARCOS LOURES
MEU TEMPO SEM TER TEMPO
Meu tempo sem ter tempo se anuncia
E vaga em contratempos tão comuns,
Os erros que acumulo a cada instante
E sei do quanto possa navegar
Tramando o dia a dia enquanto possa
Gerar o meu momento mais feliz
Sabendo quanto possa ser feliz
Quem sonha e seu caminho ora anuncia
Vagando no que tanto tente e possa
Vencer os erros todos, tão comuns
E nisto o que pudesse navegar
Resume num momento a cada instante,
O verso se traduz e num instante
O mundo em minhas mãos me faz feliz
E sei do quanto pude navegar
Tentando cada passo que anuncia
A sorte mais audaz em mais comuns
Anseios onde o todo queira e possa,
A luta que deveras tanto possa
Expressa esta vontade noutro instante
Deixando tais momentos tão comuns
Nas marcas do que dita o ser feliz
E gera o quanto possa e se anuncia
No tanto que desejo navegar
Meu mundo neste instante navegar
E ter o quanto pude e sei que possa
Tramando o que decerto se anuncia
E gera o quanto tente noutro instante
Vagando aonde queira ser feliz
E nisto dias rudes são comuns,
Vencer os erros fartos e comuns,
Tentando no infinito navegar,
E quando se deseja ser feliz,
O mundo que teimara e mesmo possa
Vencer a solidão a cada instante
Gerando o que pudera e se anuncia,
A sorte se anuncia em tons comuns,
Mas muda a cada instante, o navegar,
Grassando aonde possa ser feliz.
MARCOS LOURES
NÃO QUERO ACREDITAR
Não quero acreditar no que de fato
A vida trama e molda sem sentido
O verso noutro passo, resumido,
O canto se mostrando em desacato,
E o peso deste sonho que constato
Expressa o quanto quero e mais duvido,
Ousando imaginar quanto duvido
Do todo noutro engodo, ledo fato,
O prazo se transforma e assim constato,
O tempo que pudera ter sentido,
O sonho quando muito em desacato
É como este universo, resumido.
Meu tempo no vazio resumido
E o canto que se mostre e não duvido,
Produzem na expressão de um desacato
O todo que resume cada fato
E nisto se presume algum sentido,
Enquanto o meu vazio em ti constato,
O canto que deveras não constato,
O sonho que pudesse resumido,
O verso sem juízo e sem sentido,
O quanto deste amor ora duvido,
E o tanto anunciado noutro fato
Expressa o que ora em vão eu desacato,
Meu mundo se tornando em desacato
O todo que tentara e não constato
Marcando com as garras cada fato
E nisto o que pudera resumido
Num tempo quando agora já duvido
Do mundo que não faça algum sentido,
O quanto poderia ser sentido
E tanto desenhasse o desacato,
Grassando sobre o tanto que duvido,
E quando no final vejo e constato
O tanto que tentasse resumido,
O sonho se perdera em rude fato,
O tempo que de fato faz sentido,
O mundo resumido, desacato,
E vejo onde constato, o que duvido...
MARCOS LOURES
NÃO MAIS SE APROXIMASSE
Não mais se aproximasse de meus passos
Os dias que busquei e não soubera
Da velha sensação que nos tomando
Bebesse cada gota deste sangue,
Expondo o dia a dia noutra farsa,
O medo na verdade sempre esgarça.
O quanto deste todo a vida esgarça
Marcando com terror os tantos passos,
E nisto o que pudera além da farsa
O mundo com certeza não soubera
E sei do quanto perco em sonho e sangue
Na rude sensação tudo tomando,
O canto se anuncia e já tomando
O todo sem saber o quanto esgarça
Gerando o meu anseio em fel e sangue
E tanto que pudera noutros passos
Vencido caminheiro não soubera
Sequer do que pudera cada farsa,
O sonho não seria mera farsa?
Respostas que esperança vai tomando
E traça aonde o todo não soubera
Vagando quando a sorte enfim esgarça
E marca com rudeza mansos passos
E trama uma existência em fogo e sangue,
A luta se desenha e perco o sangue
Jorrado sobre o solo feito em farsa
E o tempo sonegando velhos passos,
Ainda cada instante me tomando,
A sorte sem sentido o tempo esgarça
Deixando para trás o que soubera.
O todo que deveras não soubera
O mundo se esvaindo em pus e sangue
O corte que decerto agora esgarça
Ainda que se molde a velha farsa
Aos poucos toda a cena vai tomando
E traça no vazio velhos passos,
E quanto nos meus passos eu soubera
Do todo me tomando, sonho e sangue
A luta em rude farsa, tudo esgarça...
MARCOS LOURES
Os dias que busquei e não soubera
Da velha sensação que nos tomando
Bebesse cada gota deste sangue,
Expondo o dia a dia noutra farsa,
O medo na verdade sempre esgarça.
O quanto deste todo a vida esgarça
Marcando com terror os tantos passos,
E nisto o que pudera além da farsa
O mundo com certeza não soubera
E sei do quanto perco em sonho e sangue
Na rude sensação tudo tomando,
O canto se anuncia e já tomando
O todo sem saber o quanto esgarça
Gerando o meu anseio em fel e sangue
E tanto que pudera noutros passos
Vencido caminheiro não soubera
Sequer do que pudera cada farsa,
O sonho não seria mera farsa?
Respostas que esperança vai tomando
E traça aonde o todo não soubera
Vagando quando a sorte enfim esgarça
E marca com rudeza mansos passos
E trama uma existência em fogo e sangue,
A luta se desenha e perco o sangue
Jorrado sobre o solo feito em farsa
E o tempo sonegando velhos passos,
Ainda cada instante me tomando,
A sorte sem sentido o tempo esgarça
Deixando para trás o que soubera.
O todo que deveras não soubera
O mundo se esvaindo em pus e sangue
O corte que decerto agora esgarça
Ainda que se molde a velha farsa
Aos poucos toda a cena vai tomando
E traça no vazio velhos passos,
E quanto nos meus passos eu soubera
Do todo me tomando, sonho e sangue
A luta em rude farsa, tudo esgarça...
MARCOS LOURES
NESTA VERDADE
Não quero acreditar nesta verdade
Que dizes e procuras macular
O sonho de quem busca noutro instante
A sorte mais diversa a se moldar,
Não perco minha luta, sigo em frente,
E o prazo noutro tom possa viver,
O quanto desejara ora viver,
E sinto já soprar esta verdade
Que possa traduzir o quanto à frente
O mundo se permite macular
Gerando o quanto tento ora moldar,
Grassando pouco a pouco, num instante,
E sei do quanto possa neste instante
Sentir a maravilha de viver
E quando tu vieste macular
Meu sonho sem temor a se moldar
Traria o sentimento da verdade
Que possa prosseguir e sempre em frente,
O tanto que deveras veja à frente
Do passo mais audaz em novo instante
E nada possa mesmo macular
Quem sabe a maravilha de viver
E nisto se desenha esta verdade
Que tente a cada passo ora moldar,
A vida se permite então moldar
O verso que desenhe e siga em frente
Marcando o que pudera na verdade
Deixando para trás o rude instante
E nada do que tente ora viver
Expresse o que pudera macular,
Meu tempo noutro tempo a macular
As tramas do que tento ora moldar
Tocando cada forma do viver
E nisto o que pudera sempre em frente
Grassasse este infinito num instante
E trame cada passo em tal verdade,
A vida na verdade, ao macular,
Meu sonho num instante; vem moldar,
E tentando ir em frente, ora viver...
MARCOS LOURES
MERAMENTE
Não mais que meramente a vida trouxe
Um dia quando vejo sem temores,
E sei da solidão em tais anseios
Marcados pela sorte tão ingrata
E quando esta emoção regendo o passo
Não tento caminhar, apenas resto.
O vento se desenha neste resto
Que um dia sem sentido o tempo trouxe
E sei do quanto possa noutro passo
Viver e crer na sorte e seus temores,
Ainda quando a luta fosse ingrata
Teria com certeza meus anseios,
A senda resumindo tais anseios
No todo que pudera e nisto o resto
Traçando esta vereda mais ingrata
E nela o que pudera e já se trouxe
Fazendo do infinito, seus temores,
Contendo com firmeza o velho passo,
E quando no final, somente passo,
Encontro a solidão e seus anseios
Ousando muito além dos meus temores
Vagando sem cansaço sou o resto
E nada mais pudera enquanto trouxe
A solidão em forma atroz e ingrata,
A luta se moldara mais ingrata
E o verso se traçasse quando passo
Marcando com ternura o que se trouxe
Tentando superar velhos anseios
E crer que na verdade além do resto
Pudesse ter a sorte sem temores,
Porém ao perceber quantos temores
A vida nos traria sendo ingrata,
Meu canto se anuncia como um resto
E nisto rodeando ledos passos,
Encontro tão somente meus anseios
E neles o que o sonho jamais trouxe,
A sorte quando trouxe seus temores
Marcando com anseios, tão ingrata,
Deixara cada passo sendo o resto.
MARCOS LOURES
NÃO QUERO SER APENAS
Não quero ser apenas o que sonha,
Vagando pelas noites invernais,
E nem sentindo o sonho me roçando
Vivendo da esperança que se tenta
Vencendo os descaminhos sem jamais
Ousar noutra vertente em medo e paz.
O quanto do caminho negue a paz
O verso que deveras dita e sonha,
Marcando o quanto sente sem jamais
Traçar momentos rudes e invernais
No quanto se presume e ora se tenta
Sentir esta esperança me roçando,
O tanto que se molde ora roçando
O sonho de uma luta ou mesmo a paz,
E nisto o que pudesse e agora tenta
A vida sem sentido e sei que sonha
Vencendo os erros tantos, invernais,
Tocando o quanto fora, sem jamais.
Meu tempo traduzido no jamais
E a morte mansamente me roçando,
Pousando nos anseios invernais
Marcando em sortilégio a minha paz
O tanto que se queira também sonha
E nada da emoção a vida tenta,
E sei do que pudesse e já se tenta
No canto desenhado no jamais
O rumo que se perde e além já sonha
Uma alma tantas vezes me roçando
Numa expressão que roube a minha paz
Enfrenta desafetos invernais
E sei dos meus momentos invernais
No quanto se pudesse e sei que tenta
Esta alma no caminho sem ter paz
Vagando sem saber sequer jamais
O quanto poderia já roçando
O todo que deseja e mesmo sonha,
E quando já se sonha em invernais
Anseios, vou roçando o que se tenta,
Gerindo sem jamais saber a paz.
MARCOS LOURES
Vagando pelas noites invernais,
E nem sentindo o sonho me roçando
Vivendo da esperança que se tenta
Vencendo os descaminhos sem jamais
Ousar noutra vertente em medo e paz.
O quanto do caminho negue a paz
O verso que deveras dita e sonha,
Marcando o quanto sente sem jamais
Traçar momentos rudes e invernais
No quanto se presume e ora se tenta
Sentir esta esperança me roçando,
O tanto que se molde ora roçando
O sonho de uma luta ou mesmo a paz,
E nisto o que pudesse e agora tenta
A vida sem sentido e sei que sonha
Vencendo os erros tantos, invernais,
Tocando o quanto fora, sem jamais.
Meu tempo traduzido no jamais
E a morte mansamente me roçando,
Pousando nos anseios invernais
Marcando em sortilégio a minha paz
O tanto que se queira também sonha
E nada da emoção a vida tenta,
E sei do que pudesse e já se tenta
No canto desenhado no jamais
O rumo que se perde e além já sonha
Uma alma tantas vezes me roçando
Numa expressão que roube a minha paz
Enfrenta desafetos invernais
E sei dos meus momentos invernais
No quanto se pudesse e sei que tenta
Esta alma no caminho sem ter paz
Vagando sem saber sequer jamais
O quanto poderia já roçando
O todo que deseja e mesmo sonha,
E quando já se sonha em invernais
Anseios, vou roçando o que se tenta,
Gerindo sem jamais saber a paz.
MARCOS LOURES
QUANDO UM DIA
Já nada mais tentasse quando um dia
Vencido pelas tramas do que fosse
A vida sem sentido ou sem razão
Marcada e tatuada pelo fogo
Dos olhos de quem tanto desejei
E agora noutro instante já perdi
O mundo que decerto ora perdi,
O todo se anuncia em novo dia
E o sonho quando muito o desejei
Ainda que em verdade sempre fosse
Tomado pelas ânsias deste fogo
Grassando sem limites a razão,
A via se expressando na razão
De quem por vezes traça o que perdi
Encontra o quanto possa em fúria e fogo
E nisso renovando a cada dia
O tempo mesmo quando além já fosse
Tramando o que tanto desejei,
E o verso que decerto desejei
Nos ermos mais audazes da razão
Enfrentam o caminho aonde fosse
O passo mais suave que perdi,
E nisto o que pudera noutro dia,
Encontro destruído pelo fogo,
Teus olhos num instante feito em fogo
O prazo determina e desejei
O tanto que pudesse noutro dia
E sei que sem motivo e sem razão,
Apenas o caminho ora perdi,
E nele nada mais soubesse ou fosse.
Meu mundo quantas vezes sei que fosse
Apenas o que trama neste fogo
O verso que deveras já perdi,
Tão longe do que outrora desejei
Marcando minha história sem razão
Deixando em sofrimento o novo dia,
E sei que a cada dia o quanto fosse
Mostrasse sem razão imenso fogo,
E o quanto desejei eu já perdi...
MARCOS LOURES
SIMPLESMENTE
Não quero simplesmente o que se faça
Depois de cada engodo vida afora,
O tempo na verdade quando trama
Eclode no que pude perceber
Vagando sem sentido em luta atroz
Ousando noutro instante ser diverso,
E quando mergulhasse em mar diverso
Do todo que deveras tanto faça
A vida se perdendo mesmo atroz
E o vento me levando mar afora,
O corte na verdade a perceber
Eclode no que possa em rude trama,
Acendo na emoção a alma que trama
E bebe da esperança em tom diverso,
E quando se anuncia o perceber
Ousando acreditar no quanto faça
Cenário que se vendo vida afora
O todo não permite tão atroz,
E o passo quando muito mais atroz
Vergando sobre as costas dita a trama
E marca o quanto eu pude vida afora
No tanto que sem nexo e tão diverso
Expressa muito além do que se faça
E dita o quanto pude perceber
A vida que se dera a perceber
O mundo que pudesse ser atroz
E nada do que vejo agora faça
A luta sem sentido que ora trama
Encontra este caminho mais diverso
E segue sem sentido vida afora,
O tanto quanto possa mundo afora
Expressaria o fim e ao perceber
O tanto que se mostre mais diverso
Num tempo tão suave quanto atroz
Marcando o que em verdade sei que trama
Ousando quando a sorte em vão se faça.
O tempo que se faça mundo afora,
O verso que inda trama ao perceber
O mundo sendo atroz é tão diverso.
MARCOS LOURES
DESTE ENCANTO
O quanto deste encanto se aproxima
E toma mansamente a minha casa,
Rondando cada sonho e se trazendo
Um passo para além das cercanias
E vejo em teu olhar o quanto quis
Da vida se trazendo em harmonia
E sinto a todo instante esta harmonia
Que tanto quanto possa me aproxima
Gerando na verdade o que mais quis
E vivo tão somente a imensa casa
Dos sonhos onde possa em cercanias
A eternidade em luzes já trazendo,
O verso se anuncia me trazendo
O todo desejado em harmonia
E vejo assim rondando em cercanias
O sonho que de fato se aproxima
Marcando com ternura a minha casa
E nisto molda além do quanto quis.
O sonho que em verdade tanto quis
O mundo se moldando e me trazendo
O todo que se possa em cada casa
Gerando o meu caminho em harmonia
E nesta imensidão que se aproxima
Ousasse muito além das cercanias,
E quando se presumem cercanias
Dos passos onde o sonho também quis
O verso pouco a pouco se aproxima
E gera o quanto tento me trazendo
O mundo mais sublime em harmonia
Qual fora da esperança, a sua casa,
E quantas vezes entro nesta casa
Ou mesmo nos caminhos, cercanias,
O todo se desenha em harmonia
E vejo com certeza o quanto eu quis
Envolto na esperança e me trazendo
O tanto que de fato se aproxima,
O quanto se aproxima desta casa,
O sonho me trazendo em cercanias
O quanto mais eu quis, em harmonia.
MARCOS LOURES
TER EM MENTE
Jamais o que se possa ter em mente
Produza o resultado quando queira
Vencer o dia a dia de tal forma
E nisto uma emoção além se veja
Gerando o que pudera sem defesas
Traçando o quanto queira sem certezas,
A vida traz em si poucas certezas
E o quanto se deseja toma a mente
Deixando o dia a dia e das defesas
O todo na verdade não se queira,
E sei quando pudesse quando veja
O tempo se moldando desta forma,
O mar que nos meus ermos, já se forma,
Em lágrimas banhando estas certezas
E delas tão somente o que se veja
Tomando toda a paz de nossa mente
Expressa muito além do que ora queira
Quem sabe dos meus sonhos, as defesas,
Ousasse penetrar tantas defesas
E crer no quanto a vida além não forma
Bebendo cada sonho quando o queira,
E nisto se vencendo tais certezas
Encontro o descaminho em cada mente
E nada do que busque ainda veja,
Tentando acreditar enquanto veja
O mundo que se mostre sem defesas
Ainda quando vivo em minha mente.
Transforma o coração em leda forma
E nisto se anunciam as certezas
Que tanto uma alma livre também queira,
A sorte dita o quanto tanto queira
E mostra o que a incerteza agora veja
E sei quando tramasse outras certezas
A farsa que moldasse nas defesas
Do todo que deveras já se forma,
Rondando e penetrando nossa mente,
O quanto em cada mente já se queira
No sonho que se forma também veja
Usando por defesas, tais certezas...
MARCOS LOURES
RAIOS ARGENTINOS
Deitando os raios belos, argentinos,
Imensa em plenilúnio, a deusa nua,
Espalha sobre a Terra esta beleza
E sobre o imenso palco, um espetáculo,
Seguindo cada rastro que ela deixa,
Enamorado eu sonho, um trovador,
E quando o coração do trovador
No olhar bebendo os lumes argentinos,
E nisto uma esperança traz a deixa
E a dama se mostrando, intensa e nua,
Expressa a maravilha no espetáculo
Derrama sobre nós farta beleza,
O quanto se anuncia em tal beleza,
Encanta o seresteiro, o trovador,
Rendido ao que se mostra em espetáculo
Envolto pelos sonhos argentinos,
Percorre a madrugada imensa e nua
E a imagem desta sílfide não deixa,
Ao pontear viola, esta alma deixa,
Embora tanto frio, uma beleza,
Envolta neste julho, a lua nua,
Envolve com abraços, trovador,
E toca com seus dedos argentinos
Grassando sobre a vida este espetáculo,
Rendido ao mais feliz, raro espetáculo,
O coração enleva e o sonho deixa
Que a vida se permita aos argentinos
Anseios que enlevando o trovador
Tocado pelas mãos desta beleza.
Espalha esta nobreza audaz e nua,
A deusa enamora bela e nua,
Expressa em raro brilho este espetáculo,
E o coração de um pobre trovador
Envolto pelos sonhos já não deixa
Tocado tão somente em tal beleza
De sonho e louvores argentinos...
Clamando em argentinos brilhos, nua,
Reinando tal beleza em espetáculo,
Deidade não mais deixa, o trovador...
MARCOS LOURES
Imensa em plenilúnio, a deusa nua,
Espalha sobre a Terra esta beleza
E sobre o imenso palco, um espetáculo,
Seguindo cada rastro que ela deixa,
Enamorado eu sonho, um trovador,
E quando o coração do trovador
No olhar bebendo os lumes argentinos,
E nisto uma esperança traz a deixa
E a dama se mostrando, intensa e nua,
Expressa a maravilha no espetáculo
Derrama sobre nós farta beleza,
O quanto se anuncia em tal beleza,
Encanta o seresteiro, o trovador,
Rendido ao que se mostra em espetáculo
Envolto pelos sonhos argentinos,
Percorre a madrugada imensa e nua
E a imagem desta sílfide não deixa,
Ao pontear viola, esta alma deixa,
Embora tanto frio, uma beleza,
Envolta neste julho, a lua nua,
Envolve com abraços, trovador,
E toca com seus dedos argentinos
Grassando sobre a vida este espetáculo,
Rendido ao mais feliz, raro espetáculo,
O coração enleva e o sonho deixa
Que a vida se permita aos argentinos
Anseios que enlevando o trovador
Tocado pelas mãos desta beleza.
Espalha esta nobreza audaz e nua,
A deusa enamora bela e nua,
Expressa em raro brilho este espetáculo,
E o coração de um pobre trovador
Envolto pelos sonhos já não deixa
Tocado tão somente em tal beleza
De sonho e louvores argentinos...
Clamando em argentinos brilhos, nua,
Reinando tal beleza em espetáculo,
Deidade não mais deixa, o trovador...
MARCOS LOURES
UM DIA
Um dia a mais na vida de quem sabe
Vencer os descaminhos mais vorazes
E nisto a vida mostra suas fases
E as garras onde o todo já desabe
E quanto mais precoce o mundo acabe
Maiores os tormentos tão mordazes
E sei dos meus anseios que mordazes
Ditando o que deveras nada sabe
E nisto todo o tempo agora acabe
E marque com angústias vãos vorazes
E toda esta ilusão ora desabe
Matando sem temor as tantas fases,
O corte na raiz impede as fases
E sinto os teus anseios que mordazes
Ditassem o que agora já desabe
E nisto muito pouco ora se sabe
Dos sonhos que pudessem tão vorazes,
Ainda que meu mundo enfim se acabe,
O tanto que pudera e cedo acabe
No canto mais atroz em ledas fases,
Marcando com terror dias vorazes
E neles passos rudes e mordazes,
Gerando o que deveras não se sabe
E deixa quando o todo em nós desabe,
Tentando prosseguir quando desabe
Ou mesmo esta expressão agora acabe
E enfim matando o sonho que se sabe
Vencesse no caminho tantas fases
E nelas entre dias mais mordazes
Vivesse este momentos tão vorazes,
Os olhos na verdade são vorazes
E bebem do que possa e já desabe
No encanto que decerto entre mordazes
Momentos ditam tudo que se acabe
E nisto a vida negue suas fases
Enquanto a solidão de nada sabe.
E o quanto ora se sabe em tais vorazes
Momentos- ledas fases- luz desabe;
Bem quando amor acabe em tons mordazes.
MARCOS LOURES
SEM SENTIDO
O marco de uma vida sem sentido
O tempo desenhando a solidão
E o verso se tramasse e quando ouvido
Meu canto se perdesse em multidão
A vida traz o tanto que duvido,
Causando a mais diversa divisão
E sinto o que se trame em divisão
No quanto este momento foi sentido
E vivo sem saber quando duvido
Do encanto mais cruel da solidão
E nada do que possa a multidão
Tocasse mansamente cada ouvido,
O quanto desejara ser ouvido
E o tanto que se traz em divisão
Expressa além da imensa multidão
O mundo sem saber sequer sentido,
Meu passo noutro engano, a solidão,
Encontra o quanto quero, mas duvido,
Sabendo que em verdade ora duvido
Do tanto que pudesse ter ouvido
E sendo tão diversa a solidão,
Meu tempo se mostra em divisão
E nisto o quanto possa sem sentido
Explode em plenitude, em multidão,
Ainda quando veja a multidão,
Marcando com o passo que duvido,
O vento noutro sonho em vão sentido
Encontra o que pudera ser ouvido
Nas tramas desta rude divisão
Que molde no final a solidão,
E sei que penetrando a solidão,
O passo se produz na multidão
Marcando com terror tal divisão,
E nisso o que pudesse e até duvido
Expressa o quanto fora outrora ouvido
E sei que pelo menos faz sentido,
O todo se sentido em solidão,
Tocando em cada ouvido a multidão,
Expressa o que duvido: divisão...
MARCOS LOURES
UM SÓ SEGUNDO
Jamais se perderia um só segundo
Vagando entre os tormentos que talvez
Por mera insensatez agora vês
Vagando sem destino em rude mundo,
O peso se mostrara em altivez,
Porém meu coração é vagabundo,
O sonho sem limites, vagabundo,
Tentara na verdade este segundo
E o passo sonegado em altivez
Ditando tão somente o que talvez
Jamais se imaginasse neste mundo
E dita o quanto possa e não mais vês,
O risco se aproxima e quando vês
Encontras o destino vagabundo
De quem se imaginasse noutro mundo
E sabe que não vale um só segundo
O tanto que se dita num talvez
Ou mesmo renegasse esta altivez,
O vento se espalhando em altivez
O encanto que deveras sei que vês
E o nada se desenha no talvez,
A luta de quem sabe, vagabundo,
Tentando no que possa num segundo
Trazer em suas mãos inteiro o mundo,
E quando se moldasse novo mundo,
O canto se presume em altivez
E o verso se perdera num segundo
Enquanto na verdade nada vês
Senão a solidão de um vagabundo
Quem sabe uma alegria, ou dor, talvez...
O todo noutro instante, diz talvez,
E o passo se aproxima neste mundo
Do canto mais audaz de um vagabundo
Que possa desenhar em altivez
O que deveras sabes quando vês
E nisto não se perde um só segundo,
A vida num segundo, sem talvez,
Expressa o quanto vês, e sei do mundo,
Que marca em altivez, tão vagabundo...
MARCOS LOURES
PELAS TRAMAS DO INFINITO
Navego pelas tramas do infinito
E busco tão somente alguma estrela
Que possa com certeza ter no olhar
O brilho que remeta à fantasia
Ousando na verdade além do rito
Viver o quanto possa a cada passo,
E sei que na verdade o quanto passo
Expressaria o sonho no infinito,
E o mundo que desenha o raro rito
Mostrasse no caminho cada estrela
E sinto o quanto veja em fantasia
A sorte desenhada em teu olhar.
E no horizonte brilha o belo olhar
E dita as raras teias onde passo
Vivendo tão somente a fantasia
Que possa me levar ao infinito,
E nesta maravilha rara estrela
Expressa da emoção mais claro rito,
O todo se desenha em manso rito
E o peso de uma vida a cada olhar
Expressaria o quanto nesta estrela
Marcasse em esplendores o meu passo,
E toda esta expressão gera infinito
Anseio que pudesse em fantasia
Uma alma enamorada fantasia
O quanto se aproxima em belo rito
E vendo o que se creia no infinito
Agora se desenha em teu olhar
O todo que ultrapasse cada passo
E gere no final a bela estrela
A vida trama em sonhos esta estrela
Que possa num instante, fantasia,
Vagar e ter nas mãos ou noutro passo,
Viver em emoção supremo rito
E nisto repousando em meu olhar,
O sonho que se espalha no infinito,
O quanto do infinito dita a estrela
Que possa num olhar, a fantasia,
Do amor quando num rito dita o passo,
MARCOS LOURES
DA ESPERANÇA
Ouvisse da esperança algum lamento
E tendo no final o nada enfim,
O quanto se desenha num motim
Eclode quantas vezes busco e tento,
Ousando muito além do sentimento,
O mundo desenhado chega ao fim,
E quando se aproxima deste fim,
O tanto que pudera e até lamento,
Marcasse com ternura o sentimento
E todo o quanto busco dita enfim
O verso que tramasse e sei que tento
Atento navegar já sem motim,
A vida preparasse outro motim,
O mundo de tal forma neste fim,
Encontra na verdade o que mais tento,
E sei do meu anseio em tal lamento
E quando outro caminho eu vejo enfim,
Envolvo nos meus olhos, sentimento,
O tanto que trouxera em sentimento
O verso quando a vida traz motim,
Expressa na verdade o quanto enfim
Tramasse sem temores, desde o fim,
E vendo o que restara num lamento,
Ao menos redenção eu busco, tento,
Procuro a solidão e nisto eu tento
Vencer o quanto pude em sentimento
Arcando com a dor deste lamento
E mesmo que inda veja algum motim,
O tempo se anuncia e chega ao fim
Deixando para trás o medo, enfim,
E tanto que se fez e sendo enfim
A vida o que deveras sempre tento,
O passo se resume neste fim,
E nele vejo pleno sentimento,
Marcando o que pudesse ser motim,
Negando o quanto trame este lamento
E sei que ora lamento e trago enfim,
O amor que num motim, decerto eu tento,
No imenso sentimento, início e fim.
MARCOS LOURESDA
O TEMPO
O tempo não traria outra verdade
Tampouco o quanto possa imaginar
O vento quando chega e vem e invade
O tempo desenhando este luar
E a vida bebe toda a claridade
E sei que sou feliz por tanto amar.
O mundo que ensinara o bem amar
Marcando com ternura esta verdade
Encontra na sobeja claridade
O todo que pudera imaginar
Vagando sob os raios do luar
Enquanto o grande sonho em paz invade,
O verso que decerto ora me invade
Traduz a maravilha em bem amar
E o quanto se desenha em tal luar
A vida trama em si tanta verdade
Que possa me mostrar e imaginar
O quanto resplandeça em claridade
E tanto se tentasse a claridade
Que nada mais ousasse enquanto invade
Tocando o que pudesse imaginar
E o sonho desvendando o tanto amar
Que possa no trazer rara verdade
Nas tramas que se embrenham no luar,
E bebo cada raio de um luar
Que pude noutro tanto em claridade
Vagar e traduzir toda a verdade
E nela cada passo agora invade
O muito que desejo em paz amar
E possa muito além imaginar
O todo se permite imaginar
Enveredando sob este luar
A rara maravilha de te amar
E nisto se deseja a claridade
Que aos poucos sem limites já me invade
E trama o quanto traz esta verdade,
E sei que na verdade imaginar
Enquanto nos invade este luar
Permita em claridade enfim te amar...
MARCOS LOURES
AONDE O QUIS
O mundo aonde o quis e se fizera
Além de meramente um tempo audaz,
O quanto da esperança a vida traz
E deixa para trás a rude fera
E nisto uma palavra, se é sincera,
Uma alma mais amiga; satisfaz,
O quanto deste sonho satisfaz
Quem possa traduzir o que fizera
Gerando a sorte rara e mais sincera
Num passo veramente mais audaz,
E o quanto se desenha além da fera
Expressa o quanto o amor cedo nos traz,
E sei deste caminho aonde traz
A sorte que deveras satisfaz
Quem tanto se moldara além da fera,
Ousando em cada sonho que fizera
Da vida este momento tão audaz
Usando da esperança além, sincera,
E o quanto se mostrasse na sincera
Verdade quando a vida em paz nos traz
O canto que pudera ser audaz
E nisto tão somente satisfaz,
Gerando o que se pensa e se fizera
Matando desde início a rude fera,
A luta muitas vezes bem mais fera
Que tudo que imaginas, mas sincera,
Expressa toda a sorte que fizera
O vento tão atroz que a luta traz
Marcando o que deveras satisfaz
Num ato tão suave quanto audaz,
E sei do que pudera sendo audaz,
E mesmo que encontrasse a sorte fera,
O tempo noutro instante satisfaz
E torna a minha vida mais sincera
E o quanto se deseja sempre traz
Além do que este sonho antes fizera,
O quanto já fizera em passo audaz,
O tanto agora traz a rude fera,
Que só por ser sincera, satisfaz...
MARCOS LOURES
O TEU QUINTAL
Meu passo ao invadir o teu quintal
Ainda sendo noite ou mesmo dia,
A luta se transforma bem ou mal.
E o mundo redundasse em fantasia
O quanto se quarasse no varal
Ao menos esperança me traria,
E vendo o que em verdade me traria
Pulando qualquer cerca em teu quintal
Ousando ver as roupas no varal
Do sonho que se mostre a cada dia
No todo quanto possa e fantasia
Um dia que já fora menos mal,
O manto se traduz e deste mal,
O peso de uma vida não traria
Sequer o quanto possa em fantasia
Grassando sobre a relva no quintal
E vendo o quanto tente dia a dia
O vento balançasse este varal,
Estendo uma alegria no varal
E vejo o quanto possa e sigo mal
Tentando compreender um novo dia,
A vida no final já não traria
Sequer a menor sombra no quintal
Matando em nascedouro a fantasia,
Meu mundo quando pode fantasia
E gera o que se faça no varal
Dos sonhos espalhando no quintal
Sementes da ilusão e sei do mal
Que possa traduzir o que traria
O tempo sem remédio em rude dia,
E tanto quanto possa neste dia,
O sonho feito em luz e fantasia
No fundo uma saudade me traria,
E sinto pendurada no varal,
A sorte desejada e bem ou mal,
Regasse com as lágrimas, quintal,
O quanto do quintal a cada dia,
Enquanto tanto mal se fantasia
O sol que no varal a paz traria,
MARCOS LOURES
NÃO POSSO
Não posso e nem tentara ser além
Do mundo mais atroz e nada pude
E quando esta saudade volta, vem,
O tempo tanto marca quanto ilude
E sei que na verdade sou ninguém
Apenas trovador amargo e rude,
E quando na verdade o tempo rude
Determinando a vida ou muito além
O prazo se transita e ora ninguém
Ainda se permite ao que já pude,
E sei do quanto amor agora ilude,
E o medo tão somente o que inda vem,
Meu tempo se perdendo e nada vem,
Embora tantas vezes seja rude
O canto de minha alma quando ilude
Expressa o que pudera e sigo além
Desejo acreditar no quanto eu pude
Embora no final seja ninguém,
O tanto desenhasse este ninguém
Que a vida preparara e quando vem
Traduz o meu anseio e nele pude
Viver este caminho tosco e rude
Ainda que tentasse ir mais além,
A vida nos maltrata enquanto ilude,
O verso que deveras nos ilude
O pranto derramado e mais ninguém
O canto desejado segue além
E o mundo sem sentido ainda vem
Enquanto prosseguindo amargo e rude
O tempo de sonhar; jamais eu pude,
E sei do que em verdade tanto pude
E nisto o caminhar que agora ilude
Marcasse o dia a dia bem mais rude,
E nele o que se veja diz ninguém
Trazendo o que deveras quando vem
Expressa outro caminho, bem além,
E sei que mesmo além, jamais eu pude,
Traçar o quanto vem e tanto ilude
Tornando ser ninguém muito mais rude...
MARCOS LOURES
ALGUM DESCANSO
Procuro algum descanso e na batalha
A vida se desnuda plenamente
E quanto mais se molda e tanto mente
O corte noutro tom além se espalha,
E a poesia trama enquanto atalha
Ousando ver o mundo que não sente
E sei do quanto possa e não mais sente
Quem tanto desejasse e assim batalha
Vencido pelo sonho aonde atalha
A luta sem sentido e plenamente
O verso que pudera agora espalha
Tomando já de assalto enquanto mente,
Meu mundo em decadência sempre mente
E traça o que pudera, mas não sente,
E segue seu caminho onde se espalha
E corta como fúria na batalha
Gerando este vazio plenamente
Aonde uma esperança em vão atalha,
E quando noutro passo a vida atalha
Tentando alguma sorte e já mente
O todo desejado plenamente
Expressa o quanto quer, porém não sente,
E o verso traduzindo o que batalha
Somente no vazio ora se espalha,
E quando a solidão tanto se espalha
Marcando com terror o quanto atalha
A fúria mais atroz, nesta batalha,
Entoa o que deveras sempre mente
E dita o dia a dia que não sente
Sabendo do vazio, plenamente,
E sinto que se molde plenamente
E nada do que possa agora espalha
Vagando sobre o quanto ora se sente
E mesmo quando o tempo em vão atalha
O passo que tentara sempre mente
E nega o que pudesse em tal batalha,
A vida já batalha plenamente
E gera o quanto mente e assim espalha
O passo quando atalha não se sente...
NOSSO PASSADO
Ainda guardo em mim nosso passado,
Sabendo que em verdade tanto tramas
Os olhos procurando em raras chamas
O sonho que deveras tanto invado,
Mergulho nos momentos onde clama
E sigo cada dia enamorado,
O tanto que se fez enamorado
O coração que vive do passado
E agora na verdade quando clama
Expressa em ousadia as várias tramas
E nisto mansamente agora invado
Enquanto com carinho tu me chamas,
E sinto que de fato quando chamas
Trazendo o peito claro e enamorado,
Vagando sobre os ermos que ora invado
Marcando cada dia do passado
Envolto tão somente por tais tramas
Portais desta esperança que ora me clama
E sinto que em verdade a luz já clama
E nisto com certeza raras chamas
Traçando no caminho além das tramas
O verso que se molde enamorado
Deixando o sofrimento no passado
Enquanto este caminho; em paz, invado,
O tanto que pudera e agora invado,
Marcando em primavera o quanto clama
E gero do que houvera no passado,
E disto se revivem tantas chamas,
As emoções de um sonho enamorado,
Vencendo com ternura tantas tramas,
E sei quando em verdade agora tramas
O tempo que deveras quando invado
Prenunciando o quanto enamorado
O coração expressa o que ora clama
E acende da emoção diversas chamas
Matando o quanto fora um vão passado,
E o tempo já passado em outras tramas
Agora que me chamas, eu invado
Futuro quando clama, enamorado,
MARCOS LOURES
NOVO SONHO
Não mais se imaginasse novo sonho
Envolto nas diversas ilusões
E quando se anunciam emoções
O tanto que desejo em paz componho
E o verso traz o tanto que proponho
E nisto venço rudes sensações,
Ousando ter nas mãos as sensações
Dos dias onde tanto agora sonho
E crer no quanto busco e mais proponho
Ainda quando sejam ilusões
Vagando sobre o todo que componho,
Tentando ter enfim tais emoções,
E o tempo se desenha em emoções
Que possam traduzir as sensações
Do tanto que desejo e mais componho,
E nada do momento enquanto o sonho
Moldasse na verdade as ilusões
Além deste azulejo que eu proponho,
Meu tempo se anuncia onde proponho
O quanto se desenha em emoções
Vestindo as mais diversas ilusões
E tanto quanto trague as sensações
Do manto recobrindo cada sonho,
E nisto mais um verso ora componho,
O mundo que deveras eu componho,
Expresse na verdade o que proponho,
Gerando neste instante o quanto sonho,
E veja as mais diversas emoções
No todo que pudesse em sensações
Traçar além das meras ilusões,
Meu mundo desenhando em ilusões
O vento que no encanto onde o componho
Tramasse as mais diversas sensações
Enquanto outro caminho ora proponho
E nele as mais diversas emoções
Que possam traduzir meu manso sonho,
E quando enfim, eu sonho; as ilusões,
Envoltas emoções tanto componho
E em paz ora proponho sensações...
MARCOS LOURES
NÃO MAIS SE DESENHA
Não mais que meramente se desenha
A vida noutro tom e sei da luta
Que tanto possa ser diversa e bruta
Enquanto a solidão sinto ferrenha,
O mundo que deveras me convenha
Ao largo tão somente ora reluta,
O quanto se tentasse e já reluta
Na farsa que distante ora desenha
Ainda quando o tempo me convenha
O sonho traduzisse inútil luta
E nela a farsa surja mais ferrenha,
Marcando o que pudera em força bruta,
A senda mais complexa, imensa e bruta,
O caos que na verdade em vão reluta
Palavra que expressasse a mais ferrenha
Vontade que deveras se desenha
Mostrando com furor a rude luta
Que tanto nos maltrate e não convenha,
O todo noutro tom já me convenha
E sei da solidão que imensa e bruta
Expressa esta emoção enquanto luta
E mesmo noutro passo ora reluta
E novo amanhecer já se desenha
Mudando a sorte atroz, leda e ferrenha,
A sorte tantas vezes mais ferrenha
E nisto nada mais possa e convenha
A quem esta esperança enfim desenha
Nas tramas onde vença a força bruta
E mesmo sem apoio não reluta
E vence a cada passo a velha luta,
E quando na verdade o tempo luta
E gera esta emoção tanto ferrenha
Enquanto o dia a dia ora reluta
O nada no final jamais convenha
A quem se deu e mesmo em força bruta
Uma esperança após teima e desenha,
A vida se desenha em tanta luta
E mesmo sendo bruta e tão ferrenha,
A paz que nos convenha, não reluta...
MARCOS LOURES
UM DIA MAIS AUDAZ
Um dia mais audaz em meio aos tantos
Que a vida nos prepara sem descanso,
E o quanto sem sentido algum alcanço
Permite tão somente velhos prantos
E sei dos desenganos, desencantos,
Enquanto nesta luta ora me canso,
E sinto o que pudera quando canso
De ver esta expressão em erros tantos
Gerados pelos velhos desencantos
E noutro caminhar não mais descanso
Em meio ao que pudesse, tantos prantos,
O fim que imaginava; enfim alcanço,
Pousando no vazio aonde alcanço
E tanto quanto possa já me canso
Da luta que se mostra em rudes prantos
E os erros cometidos, sei que tantos,
Sem ter sequer direito ao meu descanso
Encontro finalmente desencantos,
Os dias entre rudes desencantos
Ao fim deste caminho nada alcanço
Somente o que pudera e sem descanso
Ainda quando em vão lutando, canso,
Os dias entre os erros fossem tantos
E neles os meus olhos, velhos prantos,
E sei dos meus anseios nestes prantos
Que possam traduzir em desencantos
Os tempos que doridos sejam tantos,
No quanto sem sentido algum alcanço
Marcando o que pudera se me canso
E vejo a solidão e não descanso,
O tanto que pudera e se descanso,
Marcasse com ternura além dos prantos,
Os dias onde em rudes passos canso,
E vejo tão somente os desencantos
E neles , o final, jamais alcanço,
Pois erros na verdade foram tantos.
Os dias entre tantos sem descanso,
A vida que eu alcanço traça em prantos
Os claros desencantos; e assim me canso.
MARCOS LOURES
SEM SENTIDO
Meu passo sem sentido dita o rumo
Dos erros que cometo e não percebo,
O sonho aonde o nada enfim concebo
O canto que pudera e mal resumo,
E quando noutro rastro enfim me esfumo,
A solidão espúria, em vão eu bebo,
E quando no final já nada bebo
Perdendo enfim de vez a rota e o rumo,
O mundo sem sentido quando esfumo
Já não traria o sonho que percebo
E o verso procurando algum resumo
Traduz a solidão que enfim concebo,
O pranto que anuncio e mal concebo,
Esta aguardente amarga que ora bebo,
O todo que em vazios eu resumo,
Meu canto se mostrara e quando eu rumo
Vagando sobre pedras não percebo
Sequer o quanto possa e já me esfumo,
Ousando perceber o quanto esfumo
Nos ermos de meu sonho e assim concebo
O mundo que deveras não percebo,
E nem sequer um gole dele eu bebo,
Trazendo o quanto eu possa neste rumo
E desta sensação mero resumo,
Meu passo noutro instante já resumo
E o mundo quando aquém do sonho esfumo,
Teria na verdade o ledo rumo,
Marcando o dia a dia que concebo
Aonde o meu caminho quando bebo
Nem mesmo com certeza ora percebo,
E sei quando deveras eu percebo,
O tanto que se queira num resumo
O prazo se traduz enquanto bebo
O mais que desejasse e se me esfumo
Procuro os meus sinais e o fim concebo
No tempo anunciado em ledo rumo,
Assim agora rumo e não percebo,
O todo que concebo num resumo,
E em vão se já me esfumo, a morte eu bebo.
MARCOS LOURES
ALGUMA LUZ
Já não me caberia alguma luz
Aonde na verdade me perdi,
E sei o quanto possa desde aqui
Viver o que decerto me conduz
E o mundo desenhado percebi
No tanto quanto possa e em paz seduz,
O tempo noutro tanto não seduz
E versa sobre a força em rara luz
E sei do que em verdade percebi,
Ousando acreditar no que perdi,
E tanto se anuncia e me conduz
Ao todo que não vejo nem aqui,
O sonho se expressasse e sei que aqui
O mundo se anuncia e me seduz,
Mas tanto quanto possa não conduz
Sequer se imaginasse a imensa luz
Que possa traduzir o que perdi
E mesmo sem ter nada eu percebi,
O verso neste enfado percebi
Tentando acreditar e sei que aqui
O todo na verdade se o perdi
Não possa e nem sequer mais me seduz,
Grassando aonde o nada nega a luz
E o prazo no vazio me conduz,
O quanto neste encanto ora conduz
O visionário sonho eu percebi,
Depois do quanto pude em farta luz
Traçar outro caminho desde aqui,
No verso que tampouco me seduz,
Coleto os desenganos, me perdi,
E sei que na verdade o que perdi
Encontraria apenas e conduz
Ao nada quando vendo o que seduz
Enfrenta o quanto um dia percebi,
Gerando outro momento e quando aqui,
Apenas recebesse frágil luz,
O amor que em tanta luz eu já perdi
Sabendo desde aqui o que conduz
Ao tanto eu percebi já não seduz,
MARCOS LOURES
TRAMAS
Ainda quando a vida se apresenta
Nas tramas mais diversas e fugazes
O tempo se anuncia e se pretende
Vencer as tempestades corriqueiras,
O tempo traz no olhar uma esperança
E o mundo trama a sorte que se queira,
E tanto deste sonho a vida queira
No todo que se tente e se apresenta
O sonho entre palavras de esperança
Ainda que traduza as mais fugazes
Vontades no final são corriqueiras,
Porém o amor demais já se pretende.
E vivo cada instante e amor pretende
Vencer os desafetos e não queira
Ousar nas mais diversas, corriqueiras,
Loucuras que esta vida ora apresenta,
E sei do quanto rudes e fugazes
Os olhos que perderam a esperança,
O tanto se transforma em esperança
E gera o que pudesse e se pretende
E nestas ilusões mesmo fugazes
O verso em tal ternura a vida queira
Tocando cada passo que apresenta
Além das emoções tão corriqueiras,
E sei das minhas idas corriqueiras
Ao quanto se fizera da esperança
Negando o quanto possa e se apresenta
Embora outro caminho enfim, pretende,
Quem sabe no final o quanto queira
Embora as emoções morram fugazes,
Palavras que disseste, tão fugazes,
Os dias entre as tramas corriqueiras
E os olhos quando a vida também queira
Tramar num simples passo essa esperança
Que tanto se deseja e se pretende
Enquanto noutro rumo se apresenta.
A vida se apresenta em tons fugazes,
E quanto se pretende. Corriqueiras
As marcas da esperança que se queira...
MARCOS LOURES
AS PEDRAS DO CAMINHO
Jogado sobre as pedras do caminho
Meu sonho se emudece e nada trama
Somente o que deveras dita o drama
De quem se fez agora tão sozinho,
E quando no final somente espinho
Traduz o coração de quem tanto ama,
E sei que verdade o quanto se ama
Expressa a derrocada do caminho,
E nisto o que pudera a todo espinho
Gerasse o quanto a sorte ilude e trama
Marcando com terror o ser sozinho
E disto se desenha o ledo drama,
A vida quando traça apenas drama
E tenta outro momento, além, quem ama,
Encontra o que se vendo ora sozinho
Expressaria o tanto do caminho
Que possa na verdade em clara trama
Tirar da senda a pedra e cada espinho,
Porém ao perceber o frio espinho
E nisto renovando o velho drama
Meu mundo se perdendo agora trama
O quanto se deseja e jamais ama,
Quem sabe o sortilégio de um caminho
E viva o tempo todo mais sozinho,
O quanto se mostrara ser sozinho
E nada se moldasse além do espinho
Trazendo cada curva do caminho,
E nisto se anuncia o rude drama
Que possa transformar mesmo quem ama
E deixa no final a leda trama,
Meu verso na verdade o que ora trama
Expressaria o sonho, mas sozinho,
Jamais encontraria com quem ama
E nisto se cultiva o mero espinho
Grassando sobre o quanto fosse drama
Tornando sem sentido este caminho,
O verso sem caminho, leda trama,
O mundo dita o drama e vou sozinho,
Colhendo cada espinho, e nada se ama...
MARCOS LOURES
Meu sonho se emudece e nada trama
Somente o que deveras dita o drama
De quem se fez agora tão sozinho,
E quando no final somente espinho
Traduz o coração de quem tanto ama,
E sei que verdade o quanto se ama
Expressa a derrocada do caminho,
E nisto o que pudera a todo espinho
Gerasse o quanto a sorte ilude e trama
Marcando com terror o ser sozinho
E disto se desenha o ledo drama,
A vida quando traça apenas drama
E tenta outro momento, além, quem ama,
Encontra o que se vendo ora sozinho
Expressaria o tanto do caminho
Que possa na verdade em clara trama
Tirar da senda a pedra e cada espinho,
Porém ao perceber o frio espinho
E nisto renovando o velho drama
Meu mundo se perdendo agora trama
O quanto se deseja e jamais ama,
Quem sabe o sortilégio de um caminho
E viva o tempo todo mais sozinho,
O quanto se mostrara ser sozinho
E nada se moldasse além do espinho
Trazendo cada curva do caminho,
E nisto se anuncia o rude drama
Que possa transformar mesmo quem ama
E deixa no final a leda trama,
Meu verso na verdade o que ora trama
Expressaria o sonho, mas sozinho,
Jamais encontraria com quem ama
E nisto se cultiva o mero espinho
Grassando sobre o quanto fosse drama
Tornando sem sentido este caminho,
O verso sem caminho, leda trama,
O mundo dita o drama e vou sozinho,
Colhendo cada espinho, e nada se ama...
MARCOS LOURES
TOCAIA
Jamais imaginasse esta tocaia
E o tempo não remoça o coração
Nem mesmo quando a vida enfim se perde
Nas tramas mais diversas, solidão,
O quanto se anuncia noutro instante
Expressa o quanto a vida é negação,
E sei do quanto possa em negação
Ao prepara enfim esta tocaia
Mudando este caminho a cada instante
E nisto resumindo o coração
Atravessando apenas solidão
Encontro o que esperança além já perde,
E sei do quanto a vida mesmo perde
O rumo que pudesse e a negação
Eclode num momento em solidão
E nisto o que se possa em vã tocaia
Marcasse com terror o coração
De quem se fez além por um instante.
O tempo na verdade, um só instante,
Não deixa que se veja o quanto perde
Quem ama e no caminho, o coração,
Ao ver somente dor e negação,
Enfrenta com terror cada tocaia
E nisto bebe a sorte em solidão,
Não quero, com certeza, a solidão,
Nem mesmo o que pudera neste instante
Vagando no caminho em tal tocaia
Sentido de esperança já se perde,
E o mundo na verdade em negação
Atravessando em dor, o coração,
E sei do quanto possa um coração
Que tente ora vencer a solidão
E quando se mostrara em negação
E todo se tramasse noutro instante
E sei da imensidão quando se perde
A vida num assalto em vã tocaia,
A sorte na tocaia, o coração,
O medo que se perde, a solidão,
E o todo noutro instante: negação...
MARCOS LOURES
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