Visões maravilhosas, infinitas
E bebo deste encanto sem temor,
Aonde poderia te propor
As noites mais ferozes e bonitas
E quando junto a mim sonho, permitas
Verás quão fabuloso e tentador
Caminho feito em bela e rara flor
Além do que em verdades delimitas.
Aceites o meu mundo e tu terás
Além da fantasia mais audaz
A paz que inebriando nos conquista
E assim ao perceber neste horizonte
O brilho que em ternura se desponte
Amado, o sol imenso em ti se avista.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quarta-feira, 3 de março de 2010
DELÍRIO E FRENESI
Delírio que se mostra em frenesi
Tomando um corpo outrora adormecido
Tocada pelo anseio da libido
Deveras novo mundo conheci
E chego neste instante entregue a ti
Deliciosamente concebido
Momento que julgara amortecido
Prazer incomparável. Recebi.
E desta maravilha feito em gozo,
Caminho se tornou maravilhoso
E a senda que deveras procurava
Agora se tornando mais plausível
O Paraíso enfim é perceptível
Deixando para trás o medo e a trava.
Tomando um corpo outrora adormecido
Tocada pelo anseio da libido
Deveras novo mundo conheci
E chego neste instante entregue a ti
Deliciosamente concebido
Momento que julgara amortecido
Prazer incomparável. Recebi.
E desta maravilha feito em gozo,
Caminho se tornou maravilhoso
E a senda que deveras procurava
Agora se tornando mais plausível
O Paraíso enfim é perceptível
Deixando para trás o medo e a trava.
TOCANDO A MINHA PELE
Tocando a minha pele cada dedo
Percebe sob a saia os meus anseios
Turgência que se aflora em firmes seios
Descobres com prazer todo o segredo
E o mel que tu desejas; já concedo
Sem medos nem pudores, vãos rodeios,
Mergulhas com tesão, penetras veios
O pensamento gira e tece o enredo
Que é feito em noites fartas, prazerosas
De todas as delícias que tu gozas
O gozo se permite a mim também
E nesta troca audaz, tanto poreja
O corpo que deveras te deseja
Felicidade plena ora contém.
Percebe sob a saia os meus anseios
Turgência que se aflora em firmes seios
Descobres com prazer todo o segredo
E o mel que tu desejas; já concedo
Sem medos nem pudores, vãos rodeios,
Mergulhas com tesão, penetras veios
O pensamento gira e tece o enredo
Que é feito em noites fartas, prazerosas
De todas as delícias que tu gozas
O gozo se permite a mim também
E nesta troca audaz, tanto poreja
O corpo que deveras te deseja
Felicidade plena ora contém.
ÊXTASE SUPREMO
Num êxtase supremo me percebo
Desnuda em noite imensa feita em paz,
E toda esta beleza satisfaz
O amor que jamais fora algum placebo,
E quando nos teus lábios méis eu bebo
O toque sensual e tão audaz
Permite muito além do que me traz
Esta formatação que em ti concebo.
Um títere somente fora outrora
Dos víveres diversos da vontade
Agora que te vejo em majestade
O coração em ânsias se demora
E chega à plenitude em gozo farto,
E deste encanto em glória não me aparto.
Desnuda em noite imensa feita em paz,
E toda esta beleza satisfaz
O amor que jamais fora algum placebo,
E quando nos teus lábios méis eu bebo
O toque sensual e tão audaz
Permite muito além do que me traz
Esta formatação que em ti concebo.
Um títere somente fora outrora
Dos víveres diversos da vontade
Agora que te vejo em majestade
O coração em ânsias se demora
E chega à plenitude em gozo farto,
E deste encanto em glória não me aparto.
MOCIDADE
Mocidade! Afastando-se de mim
Somente uma lembrança do que outrora
Fizera em esperança aonde ancora
O barco cujo cais não teve o fim
Que tanto desejara. O meu jardim
Em outras cores mórbidas decora
A realidade atroz que me devora
Sonegando o passado de onde vim.
Mudanças tão comuns em nossas vidas
As ânsias transformadas, despedidas...
E o medo tão somente ora me invade
E morta sem qualquer sinal de glória
Ao apagar das luzes, na memória
Os restos do que fora mocidade...
Somente uma lembrança do que outrora
Fizera em esperança aonde ancora
O barco cujo cais não teve o fim
Que tanto desejara. O meu jardim
Em outras cores mórbidas decora
A realidade atroz que me devora
Sonegando o passado de onde vim.
Mudanças tão comuns em nossas vidas
As ânsias transformadas, despedidas...
E o medo tão somente ora me invade
E morta sem qualquer sinal de glória
Ao apagar das luzes, na memória
Os restos do que fora mocidade...
BEM AMADO
Regaço eu te prometo, bem amado,
Vivendo esta vontade de acolher
Nos braços nosso amor feito em prazer
Momento há tanto tempo desejado,
Perceba quão sobejo o belo prado
Aonde tanto encanto eu posso ver
Deitando o meu olhar a perceber
Cenário com fulgor iluminado
E nestes horizontes mais bonitos
Decifro tais enigmas velhos mitos
E deles desenhando o meu futuro
Bebendo o sortilégio em luz sublime
Além do que desejo ou mesmo estime
Encontro neste amor o que procuro.
Vivendo esta vontade de acolher
Nos braços nosso amor feito em prazer
Momento há tanto tempo desejado,
Perceba quão sobejo o belo prado
Aonde tanto encanto eu posso ver
Deitando o meu olhar a perceber
Cenário com fulgor iluminado
E nestes horizontes mais bonitos
Decifro tais enigmas velhos mitos
E deles desenhando o meu futuro
Bebendo o sortilégio em luz sublime
Além do que desejo ou mesmo estime
Encontro neste amor o que procuro.
IMPUDOR
O quando se fizesse em impudor
Momento desejado, mas temido,
A cada suspirar; ouço o gemido
Aonde se pudesse sedutor
Caminho feito espinho, rosa e cor
Tocando com furor cada sentido,
Ao mesmo tempo em glória sendo urdido
Destino delicado a se compor.
Espreito assim deveras ansiosa
Estrada muitas vezes prazerosa,
Enquanto nos maltrata em luz sombria
Gerando a cada passo outro tropeço
O amor quando desnudo reconheço
Volúpia que em torturas me extasia.
Momento desejado, mas temido,
A cada suspirar; ouço o gemido
Aonde se pudesse sedutor
Caminho feito espinho, rosa e cor
Tocando com furor cada sentido,
Ao mesmo tempo em glória sendo urdido
Destino delicado a se compor.
Espreito assim deveras ansiosa
Estrada muitas vezes prazerosa,
Enquanto nos maltrata em luz sombria
Gerando a cada passo outro tropeço
O amor quando desnudo reconheço
Volúpia que em torturas me extasia.
A VOZ DA POESIA
A voz da poesia é feita em luz
Enquanto de uma treva ainda bebe
E mais do que deveras se percebe
Reflete a realidade em contraluz
Ao passo que inebria nos seduz
Doando a fantasia já recebe
Ignora a burguesia adentra a plebe
E à farta plenitude nos conduz,
Esboça a juventude na anciã
Permite uma ilusão que, temporã
É como se pudesse em dor ou prece
Mudar os nossos rumos e trazer
Mesmo nesta inconstância; grã prazer
Em súmula: esta voz rejuvenesce!
Enquanto de uma treva ainda bebe
E mais do que deveras se percebe
Reflete a realidade em contraluz
Ao passo que inebria nos seduz
Doando a fantasia já recebe
Ignora a burguesia adentra a plebe
E à farta plenitude nos conduz,
Esboça a juventude na anciã
Permite uma ilusão que, temporã
É como se pudesse em dor ou prece
Mudar os nossos rumos e trazer
Mesmo nesta inconstância; grã prazer
Em súmula: esta voz rejuvenesce!
PUDORES
Pudores de menina, os meus temores
Reflorescendo após maturidade
Enquanto a mão macia em fúria invade
Caminhos que conheço, redentores,
E traz em suas ânsias estertores
E neles o delírio em tempestade,
Aumentando o furor feito humidade
Descobrindo estes méis reveladores.
Atrozes as volúpias mais audazes
Ferozes vozes tantas tu me trazes
E nelas tu semeias juventude
Deveras imagino-te desnudo
E mesmo impaciente não ajudo,
Preciso na verdade, quem me ajude...
Reflorescendo após maturidade
Enquanto a mão macia em fúria invade
Caminhos que conheço, redentores,
E traz em suas ânsias estertores
E neles o delírio em tempestade,
Aumentando o furor feito humidade
Descobrindo estes méis reveladores.
Atrozes as volúpias mais audazes
Ferozes vozes tantas tu me trazes
E nelas tu semeias juventude
Deveras imagino-te desnudo
E mesmo impaciente não ajudo,
Preciso na verdade, quem me ajude...
LÁBIOS
Vermelhos lábios sonhos de batom
Beijando quem deveras desejava
O amor em erupção trazendo a lava
Traduz momento em fúria etéreo e bom
Pudesse ter nas mãos o raro dom
De ter a fantasia em que se lava
Enquanto a realidade se afastava
Ditando esta alegria em novo tom
Assim eu poderia ser feliz
Mesmo quando a verdade contradiz
O mundo inebriante qual licor
Transforma totalmente o dia a dia
E quando outra mulher agora cria
Tecida pelas tramas deste amor.
Beijando quem deveras desejava
O amor em erupção trazendo a lava
Traduz momento em fúria etéreo e bom
Pudesse ter nas mãos o raro dom
De ter a fantasia em que se lava
Enquanto a realidade se afastava
Ditando esta alegria em novo tom
Assim eu poderia ser feliz
Mesmo quando a verdade contradiz
O mundo inebriante qual licor
Transforma totalmente o dia a dia
E quando outra mulher agora cria
Tecida pelas tramas deste amor.
MENINA
Voluptuosamente em noite clara
Os rostos se tocando em doce mágica
A vida que pensara amarga e trágica
Em mansa sintonia se declara
Menina se depara com a sorte
Diversa do que outrora fora em dor,
E nesta fantasia em pleno ardor
Encontra quem deveras dê suporte
E a morte dos meus sonhos, afastando
Deixando em seu lugar um brilho intenso
E agora novamente em paz repenso
Futuro se desnuda bem mais brando
E o gozo superando as decepções
Promessas temporãs de bons verões.
Os rostos se tocando em doce mágica
A vida que pensara amarga e trágica
Em mansa sintonia se declara
Menina se depara com a sorte
Diversa do que outrora fora em dor,
E nesta fantasia em pleno ardor
Encontra quem deveras dê suporte
E a morte dos meus sonhos, afastando
Deixando em seu lugar um brilho intenso
E agora novamente em paz repenso
Futuro se desnuda bem mais brando
E o gozo superando as decepções
Promessas temporãs de bons verões.
NOITE AFORA
Um tango ou um bolero noite afora,
Dançando com quem ame; a melodia
Enquanto me domina e assim me guia
A vida com prazer – eu sinto- aflora
E o gosto de teus lábios se demora
Gerando a mais sobeja fantasia
E o tempo se transcorre em alegria,
Vontade de ficar, não ir embora...
E tudo vai girando, o vinho e a dança
A mão sobre o meu seio, anseio alcança
E a moça se entregando mansamente...
O cheiro inebriante do desejo
Nesta umidade intensa em que latejo
À fúria então me dou: de corpo e mente...
Dançando com quem ame; a melodia
Enquanto me domina e assim me guia
A vida com prazer – eu sinto- aflora
E o gosto de teus lábios se demora
Gerando a mais sobeja fantasia
E o tempo se transcorre em alegria,
Vontade de ficar, não ir embora...
E tudo vai girando, o vinho e a dança
A mão sobre o meu seio, anseio alcança
E a moça se entregando mansamente...
O cheiro inebriante do desejo
Nesta umidade intensa em que latejo
À fúria então me dou: de corpo e mente...
O AMOR QUE ME FEZ TANTO
Aonde poderia assim levar
O amor que tantas vezes se fez tanto
Enquanto imaginara sacrossanto
Erguera sob os olhos um altar
Após inverno rígido o nevar
Aos poucos foi gerando o desencanto
E quando ainda teimo ou mesmo canto
Não tenho outro caminho a me guiar
E deixo-me vagar em noite fria,
Ausente do que outrora em poesia
Pudesse declamar, somente vejo
O fim do mensageiro de ilusões
E quando a realidade tu me expões
Maior ainda eu teço o meu desejo.
O amor que tantas vezes se fez tanto
Enquanto imaginara sacrossanto
Erguera sob os olhos um altar
Após inverno rígido o nevar
Aos poucos foi gerando o desencanto
E quando ainda teimo ou mesmo canto
Não tenho outro caminho a me guiar
E deixo-me vagar em noite fria,
Ausente do que outrora em poesia
Pudesse declamar, somente vejo
O fim do mensageiro de ilusões
E quando a realidade tu me expões
Maior ainda eu teço o meu desejo.
CRATERAS
Abrindo esta cratera sob os pés
Daquela que se deu sem perceber
Que a vida muitas vezes dá prazer
Depois somente algemas ou galés
E o barco muitas vezes de viés
Aderna-se em tempestas, posso ver
A fúria de quem tanto me fez crer
No encanto generoso em falsas fés.
À beira da senzala ou de um abismo
Em noite solitária ainda cismo
E espero o cataclismo inevitável
Deixando a poesia assim de lado,
O tempo se mostrando mais nublado
E o solo em aridez; jamais arável.
Daquela que se deu sem perceber
Que a vida muitas vezes dá prazer
Depois somente algemas ou galés
E o barco muitas vezes de viés
Aderna-se em tempestas, posso ver
A fúria de quem tanto me fez crer
No encanto generoso em falsas fés.
À beira da senzala ou de um abismo
Em noite solitária ainda cismo
E espero o cataclismo inevitável
Deixando a poesia assim de lado,
O tempo se mostrando mais nublado
E o solo em aridez; jamais arável.
SOLIDÃO
As mãos procuram pares pelas noites
E tendo a solidão por companheira
Diversa fantasia que se queira
Transforma as ilusões em vis açoites
E quantas vezes sonhos nos transtornam
E deixam cicatrizes mais profundas,
Enquanto em desprazeres tu me inundas
As dores simplesmente aqui retornam;
Escrava de um amor que não se deu
Aquém da fantasia que alimento,
Vivendo a cada dia este tormento
Que sei em realidade todo meu
Não vejo outra saída e o labirinto
Em cores quase fúnebres eu sinto.
E tendo a solidão por companheira
Diversa fantasia que se queira
Transforma as ilusões em vis açoites
E quantas vezes sonhos nos transtornam
E deixam cicatrizes mais profundas,
Enquanto em desprazeres tu me inundas
As dores simplesmente aqui retornam;
Escrava de um amor que não se deu
Aquém da fantasia que alimento,
Vivendo a cada dia este tormento
Que sei em realidade todo meu
Não vejo outra saída e o labirinto
Em cores quase fúnebres eu sinto.
PESQUISO DENTRO DA ALMA
Pesquiso dentro em mim, outros momentos
Aonde conheci felicidade
Em meio às tão freqüentes tempestades
Transformações diversas e tormentos
Deixando como marcas, sofrimentos
E o medo que deveras me degrade
Por tão comuns anseios, a verdade
Fazendo-se em tropeços e lamentos.
Assisto como fosse um filme estúpido
Entremeando cenas; onde, cúpido
Amor se transformando em vão delírio
Depois quando editado pela vida,
Só restando o cenário que se acida
Em meio aos turbilhões, medos, martírios.
Aonde conheci felicidade
Em meio às tão freqüentes tempestades
Transformações diversas e tormentos
Deixando como marcas, sofrimentos
E o medo que deveras me degrade
Por tão comuns anseios, a verdade
Fazendo-se em tropeços e lamentos.
Assisto como fosse um filme estúpido
Entremeando cenas; onde, cúpido
Amor se transformando em vão delírio
Depois quando editado pela vida,
Só restando o cenário que se acida
Em meio aos turbilhões, medos, martírios.
VERSO INTRADUZÍVEL
Arabescos diversos; poderia
Quem ama decifrar se ainda fosse
O gosto do viver bem mais doce
E a noite não mostrasse a face esguia
De quem se transbordando em luz fugaz
Soubesse caminhar contra a tempesta,
Mas quando deste todo o ocaso resta
O amor já não traria o sonho em paz.
E o verso intraduzível feito em trevas
Moldando o que talvez não queira ver
Quem dispare da sorte em vão prazer
Não crê nesta ilusão que em mim tu cevas
E serva da emoção, a alma ferina
Enquanto te maltrata se alucina.
Quem ama decifrar se ainda fosse
O gosto do viver bem mais doce
E a noite não mostrasse a face esguia
De quem se transbordando em luz fugaz
Soubesse caminhar contra a tempesta,
Mas quando deste todo o ocaso resta
O amor já não traria o sonho em paz.
E o verso intraduzível feito em trevas
Moldando o que talvez não queira ver
Quem dispare da sorte em vão prazer
Não crê nesta ilusão que em mim tu cevas
E serva da emoção, a alma ferina
Enquanto te maltrata se alucina.
SONHOS DA MENINA
Voluptuosos sonhos da menina
Que agora se transtorna em duro inverno
Enquanto a fantasia audaz hiberno
Realidade torpe me domina,
Aonde da esperança houvera mina
Um tempo mais bonito, manso e terno,
Agora simplesmente ocaso e inferno
Que a vida cruelmente determina.
Vencida pelas magoas e rancores
Querido se em verdade quando fores
Deixarás estas portas mais fechadas
E as ânsias da mulher que não conheces
Envoltas em memórias, risos, preces;
Há tanto noutras teias desfiadas.
Que agora se transtorna em duro inverno
Enquanto a fantasia audaz hiberno
Realidade torpe me domina,
Aonde da esperança houvera mina
Um tempo mais bonito, manso e terno,
Agora simplesmente ocaso e inferno
Que a vida cruelmente determina.
Vencida pelas magoas e rancores
Querido se em verdade quando fores
Deixarás estas portas mais fechadas
E as ânsias da mulher que não conheces
Envoltas em memórias, risos, preces;
Há tanto noutras teias desfiadas.
O TEMPO NÃO PARA
Quem fora no passado escultural
E tendo as rugas todas do presente
Por mais que a fantasia inda se sente
O medo se transforma em natural
Caminho aonde tanto o bem ou mal
Diverso da emoção que ora se ausente
Traduz degradação e finalmente
A morte aprende a ver cada degrau
Assumo os meus temores e a velhice
Aproximando lépida desdisse
O que esta juventude me ensinara
E quando a vida traz esta verdade
Apenas o vazio ainda invade
Em deplorável noite, fria e amara.
E tendo as rugas todas do presente
Por mais que a fantasia inda se sente
O medo se transforma em natural
Caminho aonde tanto o bem ou mal
Diverso da emoção que ora se ausente
Traduz degradação e finalmente
A morte aprende a ver cada degrau
Assumo os meus temores e a velhice
Aproximando lépida desdisse
O que esta juventude me ensinara
E quando a vida traz esta verdade
Apenas o vazio ainda invade
Em deplorável noite, fria e amara.
A VIDA TRAZ À TONA
Sinceramente a vida traz à tona
Momentos que guardamos em pedaços
E quando ocupam grandes vãos e espaços
Felicidade ou rastros abandona
E a dor quando deveras já se adona
Aperta com firmezas ledos laços
Deixando os caminhares bem mais lassos
E o mundo em pouco tempo se detona.
Uma alma se mostrando em tênue luz
Imagem do passado reproduz
E vive esta ilusão eternamente
E quando a realidade se aproxima,
Assim se modifica todo o clima
E o fim em tempestades se pressente.
Momentos que guardamos em pedaços
E quando ocupam grandes vãos e espaços
Felicidade ou rastros abandona
E a dor quando deveras já se adona
Aperta com firmezas ledos laços
Deixando os caminhares bem mais lassos
E o mundo em pouco tempo se detona.
Uma alma se mostrando em tênue luz
Imagem do passado reproduz
E vive esta ilusão eternamente
E quando a realidade se aproxima,
Assim se modifica todo o clima
E o fim em tempestades se pressente.
CENÁRIO MULTICOR
A antiga majestade em ilusão
Criando este cenário multicor
Propício para o insano e belo amor
Trazendo as alegrias que virão,
E após imensos sóis, farto verão
Eu vejo em meu outono sem calor
O que pensara meu, se decompor
Deixando só resquício e negação.
Aquela garotinha agora sabe
Que tudo se transforma e antes que acabe
Momentos devem ter a plenitude
Sem medos nem pudores, vãs algemas,
Por isso meu amado nada temas,
Vivamos com vigor a juventude.
Criando este cenário multicor
Propício para o insano e belo amor
Trazendo as alegrias que virão,
E após imensos sóis, farto verão
Eu vejo em meu outono sem calor
O que pensara meu, se decompor
Deixando só resquício e negação.
Aquela garotinha agora sabe
Que tudo se transforma e antes que acabe
Momentos devem ter a plenitude
Sem medos nem pudores, vãs algemas,
Por isso meu amado nada temas,
Vivamos com vigor a juventude.
AMANHECER
O sol ao nos trazer bela manhã
Enquanto nos banhando tanto ilude
Ausente de meus olhos, juventude
Felicidade existe? É temporã?
E quanto mais difícil meu afã
Por mais que o tempo às vezes inda mude
Recruto as esperanças e amiúde
Fazendo da alegria um talismã
Percebo quanto é vã esta vontade
A dura realidade tanto enfade
Tornando a minha face rancorosa
Que faço se o jardim já se perdeu
E o mundo aonde o sonho fora meu
Deixando estas daninhas matou rosa.
Enquanto nos banhando tanto ilude
Ausente de meus olhos, juventude
Felicidade existe? É temporã?
E quanto mais difícil meu afã
Por mais que o tempo às vezes inda mude
Recruto as esperanças e amiúde
Fazendo da alegria um talismã
Percebo quanto é vã esta vontade
A dura realidade tanto enfade
Tornando a minha face rancorosa
Que faço se o jardim já se perdeu
E o mundo aonde o sonho fora meu
Deixando estas daninhas matou rosa.
AMOR PRIMAVERIL
O amor primaveril que tanto sonha
A moça quando chega adolescência
Em toda a maravilha, florescência
Depois somente a noite em vão, medonha
Dos toques mais ousados, a vergonha
No olhar do companheiro a penitência
E quando se mostrando em inocência
A vida noutro rumo já se enfronha
E tendo num olhar guardado ainda
Enquanto a realidade se deslinda
Belezas entre farta poesia
O tempo se mostrando mais cruel
Após uma aliança outro papel
E a primavera nunca mais surgia...
A moça quando chega adolescência
Em toda a maravilha, florescência
Depois somente a noite em vão, medonha
Dos toques mais ousados, a vergonha
No olhar do companheiro a penitência
E quando se mostrando em inocência
A vida noutro rumo já se enfronha
E tendo num olhar guardado ainda
Enquanto a realidade se deslinda
Belezas entre farta poesia
O tempo se mostrando mais cruel
Após uma aliança outro papel
E a primavera nunca mais surgia...
terça-feira, 2 de março de 2010
ÂNSIAS FARTAS
Alvíssimas manhãs em ânsias fartas
Iridescente sonho se traduz
Prismático caminho trama a luz
Da qual por vezes sinto que te apartas.
E mesmo quando a sorte assim descartas
A cada nova noite me seduz
Delírio que deveras reproduz
Esplêndidas manhãs antes que partas.
E quando tu retornas à noitinha
Depois de ter ficado tão sozinha
Explodem nos meus olhos raios tantos
E bêbada do amor que me sacia,
Retorno aos braços teus, quanta alegria
Moldando a cada noite mais encantos.
Iridescente sonho se traduz
Prismático caminho trama a luz
Da qual por vezes sinto que te apartas.
E mesmo quando a sorte assim descartas
A cada nova noite me seduz
Delírio que deveras reproduz
Esplêndidas manhãs antes que partas.
E quando tu retornas à noitinha
Depois de ter ficado tão sozinha
Explodem nos meus olhos raios tantos
E bêbada do amor que me sacia,
Retorno aos braços teus, quanta alegria
Moldando a cada noite mais encantos.
O BEM QUERER
Quem sabe noutro dia ou mesmo quando
O amor se fizer calmo eu possa ter
No olhar o mais sublime amanhecer
Aos pouco o horizonte desvendando,
O encanto sem igual se desfraldando
E nele percebendo o bem querer
Que tanto me fizera em vão sofrer
E agora pareados caminhando
Melíferas estradas traduzindo
O dia que se fez bem mais feliz
E nele descobrindo o que mais quis
Momento de ternura sendo infindo
E o verso que se faz com tal ternura
Cessando tantos anos de procura.
O amor se fizer calmo eu possa ter
No olhar o mais sublime amanhecer
Aos pouco o horizonte desvendando,
O encanto sem igual se desfraldando
E nele percebendo o bem querer
Que tanto me fizera em vão sofrer
E agora pareados caminhando
Melíferas estradas traduzindo
O dia que se fez bem mais feliz
E nele descobrindo o que mais quis
Momento de ternura sendo infindo
E o verso que se faz com tal ternura
Cessando tantos anos de procura.
A FORÇA DE UM PRAZER
A força que se emana de um prazer
Dourando a minha tensa caminhada,
Tornando mais tranqüila a longa estrada
Que a cada novo passo me faz ver
A eterna sensação de conhecer
Sabendo desde já que não sei nada,
Ao ver esta delícia, deslumbrada,
Envolta pela luz do bem querer
Esqueço os meus momentos mais cruéis
E bebo da alegria feita em méis
E neles o ferrão não se adivinha.
À parte dos meus erros, sou feliz
E agora que te tenho, o amor condiz
Com a mais bela e rara vinha.
Dourando a minha tensa caminhada,
Tornando mais tranqüila a longa estrada
Que a cada novo passo me faz ver
A eterna sensação de conhecer
Sabendo desde já que não sei nada,
Ao ver esta delícia, deslumbrada,
Envolta pela luz do bem querer
Esqueço os meus momentos mais cruéis
E bebo da alegria feita em méis
E neles o ferrão não se adivinha.
À parte dos meus erros, sou feliz
E agora que te tenho, o amor condiz
Com a mais bela e rara vinha.
BELEZA VERDADEIRA
Beleza que se mostra verdadeira
E traz no olhar o gozo mais presente,
É como se pudesse num repente
Ter da emoção a glória derradeira
E nela além da paz tão costumeira
Esta veracidade que me alente
E o coração assim segue contente,
Por mais que uma ilusão isto não queira.
Fornalhas onde aqueço esta vontade
Que dominando tudo cedo invade
E nela transformada em fogo e frágua
O amor sem ter limites, desce o rio
E quanto mais audaz, bem mais vadio,
E neste mar imenso ora deságua.
E traz no olhar o gozo mais presente,
É como se pudesse num repente
Ter da emoção a glória derradeira
E nela além da paz tão costumeira
Esta veracidade que me alente
E o coração assim segue contente,
Por mais que uma ilusão isto não queira.
Fornalhas onde aqueço esta vontade
Que dominando tudo cedo invade
E nela transformada em fogo e frágua
O amor sem ter limites, desce o rio
E quanto mais audaz, bem mais vadio,
E neste mar imenso ora deságua.
O NOSSO CASO DE AMOR
Simplicidade dita o nosso caso
Aonde nada mais pode trazer
Além do que se quer, e o bem querer
Jamais condenaria a tal ocaso,
E o beijo mais audaz, que tanto aprazo
No encanto mais gostoso de viver
Permite que se possa envelhecer
Vivendo plenamente onde me embaso
E sigo percebendo tal perfume
E nele me entranhando sem temores
Nas ânsias dos meus olhos sonhadores
Tua presença traz além de um lume
Caminho pelo qual quero e prossigo,
Em ti além de amante, o meu amigo.
Aonde nada mais pode trazer
Além do que se quer, e o bem querer
Jamais condenaria a tal ocaso,
E o beijo mais audaz, que tanto aprazo
No encanto mais gostoso de viver
Permite que se possa envelhecer
Vivendo plenamente onde me embaso
E sigo percebendo tal perfume
E nele me entranhando sem temores
Nas ânsias dos meus olhos sonhadores
Tua presença traz além de um lume
Caminho pelo qual quero e prossigo,
Em ti além de amante, o meu amigo.
VOLUPTUOSAMENTE
São bárbaros, medonhos os demônios
Que tanto me perseguem, mas reluto
E quando me entregando ao mais astuto
Percebo esta descarga em meus hormônios
E voluptuosamente não consigo
Deixar de me entregar aos seus caprichos,
Amor conhece bem casas e nichos
E traz a qualquer preço este perigo
Equânime caminho se percorre
Funâmbula esperança se equilibra
E vendo aonde pende a torpe libra
Nem mesmo a fantasia me socorre
E volto o meu olhar para o teu lado
E vejo-te sorrindo. Tão safado...
Que tanto me perseguem, mas reluto
E quando me entregando ao mais astuto
Percebo esta descarga em meus hormônios
E voluptuosamente não consigo
Deixar de me entregar aos seus caprichos,
Amor conhece bem casas e nichos
E traz a qualquer preço este perigo
Equânime caminho se percorre
Funâmbula esperança se equilibra
E vendo aonde pende a torpe libra
Nem mesmo a fantasia me socorre
E volto o meu olhar para o teu lado
E vejo-te sorrindo. Tão safado...
ARTIFÍCIOS DO AMOR
Artifícios que amor tanto me ensina
E desde que me entendo como gente
O quase se adivinha no pressente
E mesmo se incompleto dita a mina
Aonde desaguando esta menina
Num delicado jogo, mas urgente
O amor não se mostrando indiferente
Aos poucos cada estrada determina.
Assisto aos meus anseios em teus gozos
Momentos em que sutis, voluptuosos
Prazeres intercalam várias dores
Olhando o teu retrato reconheço
Do encanto que sonhara este endereço
Trazendo à vida dias sonhadores.
E desde que me entendo como gente
O quase se adivinha no pressente
E mesmo se incompleto dita a mina
Aonde desaguando esta menina
Num delicado jogo, mas urgente
O amor não se mostrando indiferente
Aos poucos cada estrada determina.
Assisto aos meus anseios em teus gozos
Momentos em que sutis, voluptuosos
Prazeres intercalam várias dores
Olhando o teu retrato reconheço
Do encanto que sonhara este endereço
Trazendo à vida dias sonhadores.
O AMOR QUE EU TANTO QUIS
Vaporosas luzes envolvendo
O amor que tanto quis e não sabia
Além da mais sobeja fantasia
Espalha-se deveras estupendo
E quando me percebo em braços fortes,
Atados aos desejos mais profanos
Deixando no passado os desenganos
Só quero é que me toques e confortes
Contigo as tempestades se arrefecem
E tudo o que pensara modifica
Agora me sentindo nobre e rica
Os dias de plebéia já se esquecem
Nas ânsias mais vorazes nossos ritos
Matando os sentimentos vãos, malditos.
O amor que tanto quis e não sabia
Além da mais sobeja fantasia
Espalha-se deveras estupendo
E quando me percebo em braços fortes,
Atados aos desejos mais profanos
Deixando no passado os desenganos
Só quero é que me toques e confortes
Contigo as tempestades se arrefecem
E tudo o que pensara modifica
Agora me sentindo nobre e rica
Os dias de plebéia já se esquecem
Nas ânsias mais vorazes nossos ritos
Matando os sentimentos vãos, malditos.
TUA CHEGADA
O vento anunciando esta chegada
Há tanto desejada em vãos momentos,
E quando me entranhando os sentimentos
Perpetuando em mim uma alvorada
Decerto pelas ruas fui jogada
Assim ao traduzir os sofrimentos
Os olhos mais cruéis, servis e atentos
Bebendo a tempestade em vã lufada.
Argutas emoções, vilões e guerras
No olhar tanto furor q eu inda descerras
Na plena sensação que me atordoa
Eu vejo naufragada uma esperança
E o vento mais atroz chega e balança
Soçobra o que restou desta canoa.
Há tanto desejada em vãos momentos,
E quando me entranhando os sentimentos
Perpetuando em mim uma alvorada
Decerto pelas ruas fui jogada
Assim ao traduzir os sofrimentos
Os olhos mais cruéis, servis e atentos
Bebendo a tempestade em vã lufada.
Argutas emoções, vilões e guerras
No olhar tanto furor q eu inda descerras
Na plena sensação que me atordoa
Eu vejo naufragada uma esperança
E o vento mais atroz chega e balança
Soçobra o que restou desta canoa.
MADRUGADAS
Solenes madrugadas quase insones
E teimo em te querer, mesmo que ausente
O frio que minha alma ainda sente
Buscando por inúteis telefones
Permite que o caminho desabones
Trazendo nos teus olhos a corrente
Atando com delírio este indigente
Coração do qual logo te adones.
Percalços enfrentando em dura estrada
Amante sem ter nunca sido amada
Vasculho os meus guardados e te vejo
Vestindo a fantasia de poeta
A foto rabiscada ou incompleta
Traduz tão fielmente o teu desejo.
E teimo em te querer, mesmo que ausente
O frio que minha alma ainda sente
Buscando por inúteis telefones
Permite que o caminho desabones
Trazendo nos teus olhos a corrente
Atando com delírio este indigente
Coração do qual logo te adones.
Percalços enfrentando em dura estrada
Amante sem ter nunca sido amada
Vasculho os meus guardados e te vejo
Vestindo a fantasia de poeta
A foto rabiscada ou incompleta
Traduz tão fielmente o teu desejo.
AMAR VOCÊ
Acordo de manhã e te preparo
Café com pão e leite, amor e suco
Aonde se fizera quase eunuco
Agora com furor sem desamparo
Encontro o mesmo alguém que no passado
Sabia dominar, satisfazer
E pude novamente enfim rever
Caminho sendo em fúria desbravado.
E beijo tua boca enlanguescida
Usufruindo as sendas da paixão,
E quando se refaz este verão
Percebo renascida aquela vida
Que tanto se fizera divinal,
E ultimamente fora tão banal.
Café com pão e leite, amor e suco
Aonde se fizera quase eunuco
Agora com furor sem desamparo
Encontro o mesmo alguém que no passado
Sabia dominar, satisfazer
E pude novamente enfim rever
Caminho sendo em fúria desbravado.
E beijo tua boca enlanguescida
Usufruindo as sendas da paixão,
E quando se refaz este verão
Percebo renascida aquela vida
Que tanto se fizera divinal,
E ultimamente fora tão banal.
DESTINO...
Compactuando assim com o destino
Que tanto sonegara alguma luz,
Ao mesmo tempo corta e me seduz,
E nele com certeza me alucino
Tivesse em minhas mãos este menino
O mundo se veria em contraluz
E o beijo anunciado reproduz
Delírio feito em pleno desatino.
E tento dessa real felicidade
Apenas o furor ainda invade
O corpo que se deu sem ter perguntas,
E assim em almas gêmeas construído
O amor que na verdade diz libido
Expressando emoções que vagam juntas.
Que tanto sonegara alguma luz,
Ao mesmo tempo corta e me seduz,
E nele com certeza me alucino
Tivesse em minhas mãos este menino
O mundo se veria em contraluz
E o beijo anunciado reproduz
Delírio feito em pleno desatino.
E tento dessa real felicidade
Apenas o furor ainda invade
O corpo que se deu sem ter perguntas,
E assim em almas gêmeas construído
O amor que na verdade diz libido
Expressando emoções que vagam juntas.
UM SONHO DE MENINA
Vedete das divinas passarelas
Um sonho de menina que se acaba
Castelo transformado em simples taba
O furioso príncipe revela
Na embriaguez terrível, fria cela
E o que restou de mim, ora desaba
Da fábula e da lenda não se gaba
O amor se transformou em corruptela
E a tela desenhada há tantos anos,
Agora ao traduzir meus desenganos
Prefaciando a morte que talvez
Permita o renascer em nova vida
E assim após a vaga despedida
O sonho noutro plano se refez.
Um sonho de menina que se acaba
Castelo transformado em simples taba
O furioso príncipe revela
Na embriaguez terrível, fria cela
E o que restou de mim, ora desaba
Da fábula e da lenda não se gaba
O amor se transformou em corruptela
E a tela desenhada há tantos anos,
Agora ao traduzir meus desenganos
Prefaciando a morte que talvez
Permita o renascer em nova vida
E assim após a vaga despedida
O sonho noutro plano se refez.
LUAR
Aonde se fez festa no passado
Agora não consigo vislumbrar
Sequer se existe ainda algum luar
Deitando sobre o olhar apaixonado
Da moça que vivera a fantasia
E agora se despede desta sanha,
Uma alma agrisalhada já me entranha
E nada do que quis encontraria
Exceto este espinheiro no jardim,
Roseiras não têm mais alguma flor
E o beijo deste amado, sedutor
Ainda vive intenso e faz de mim
Menina que se assusta com promessas
Enquanto nova vida recomeças.
Agora não consigo vislumbrar
Sequer se existe ainda algum luar
Deitando sobre o olhar apaixonado
Da moça que vivera a fantasia
E agora se despede desta sanha,
Uma alma agrisalhada já me entranha
E nada do que quis encontraria
Exceto este espinheiro no jardim,
Roseiras não têm mais alguma flor
E o beijo deste amado, sedutor
Ainda vive intenso e faz de mim
Menina que se assusta com promessas
Enquanto nova vida recomeças.
INOCÊNCIA
Voltando a ter nos olhos a inocência
Que o tempo me roubou sem mais escusas
Quisera ser a Musa entre mil Musas,
Porém o amor se fez fosforescência
Fugaz que se perdeu em luz sombria,
E toda sorte apenas fora vã,
E quando se percebe outra manhã
A madrugada então, bem mais se esfria.
Vagando pelos lumes, qual falena
Buscando a direção que nunca veio,
O olhar atormentado, em tal receio,
Uma alma tão miúda se apequena
E o vértice se torna precipício,
Quem dera se eu voltasse desde o início.
Que o tempo me roubou sem mais escusas
Quisera ser a Musa entre mil Musas,
Porém o amor se fez fosforescência
Fugaz que se perdeu em luz sombria,
E toda sorte apenas fora vã,
E quando se percebe outra manhã
A madrugada então, bem mais se esfria.
Vagando pelos lumes, qual falena
Buscando a direção que nunca veio,
O olhar atormentado, em tal receio,
Uma alma tão miúda se apequena
E o vértice se torna precipício,
Quem dera se eu voltasse desde o início.
SOBRE AS FLORES QUE PLANTEI
Pisasse sobre as flores que plantei
Talvez não me causasse mais espanto,
E quando se transforma em tal quebranto
Transgride qualquer norma, regra ou lei
Matando o que deveras cultivei
Mesmo tristonha agora ao ver-te canto
Pensando no passado me agiganto
Arranco do meu peito, o que sonhei.
E neste aborto feito dentro da alma,
A sua morte, amor, agora acalma
Aquela que deveras ‘stá perdida
E o olhar enternecido já não trago,
Praguejo contra a sorte e tomo um trago
Desta aguardente amarga, a minha vida.
Talvez não me causasse mais espanto,
E quando se transforma em tal quebranto
Transgride qualquer norma, regra ou lei
Matando o que deveras cultivei
Mesmo tristonha agora ao ver-te canto
Pensando no passado me agiganto
Arranco do meu peito, o que sonhei.
E neste aborto feito dentro da alma,
A sua morte, amor, agora acalma
Aquela que deveras ‘stá perdida
E o olhar enternecido já não trago,
Praguejo contra a sorte e tomo um trago
Desta aguardente amarga, a minha vida.
RESISTINDO AOS TEMPORAIS
Resisto aos temporais quando percebo
O amor que talvez possa me trazer
Além de simplesmente algum prazer
Um novo amanhecer que ora concebo,
A moça se traduz nesta mulher
Que sabe muito bem aonde possa
Viver a fantasia além da fossa
Aberta por quem nunca mais me quer.
E o peso em minhas costas se alivia
Ao ver o sofrimento de quem tanto
Causando em minha vida desencanto
Agora se esvaindo em agonia.
Mortalha que a vingança nos prepara,
Paixão de forma torta se declara.
O amor que talvez possa me trazer
Além de simplesmente algum prazer
Um novo amanhecer que ora concebo,
A moça se traduz nesta mulher
Que sabe muito bem aonde possa
Viver a fantasia além da fossa
Aberta por quem nunca mais me quer.
E o peso em minhas costas se alivia
Ao ver o sofrimento de quem tanto
Causando em minha vida desencanto
Agora se esvaindo em agonia.
Mortalha que a vingança nos prepara,
Paixão de forma torta se declara.
TU
Tremula em minhas mãos esta bandeira
Que há eu hasteara em vosso nome,
E quando a realidade me consome,
A porta se escancara mais ligeira
Deixando-me antever a turbulência
Que tanto sonegara e não queria,
Aonde quis a paz em harmonia
Apenas percebendo a virulência
Da qual destilas todo o teu vinagre
E tramas os meus ermos mais obtusos
Perdendo a direção, esqueço os fusos
E teimo em procurar algum milagre
Que possa permitir o renascer
Do amor que tanto trouxe em luz ,prazer.
Que há eu hasteara em vosso nome,
E quando a realidade me consome,
A porta se escancara mais ligeira
Deixando-me antever a turbulência
Que tanto sonegara e não queria,
Aonde quis a paz em harmonia
Apenas percebendo a virulência
Da qual destilas todo o teu vinagre
E tramas os meus ermos mais obtusos
Perdendo a direção, esqueço os fusos
E teimo em procurar algum milagre
Que possa permitir o renascer
Do amor que tanto trouxe em luz ,prazer.
TURBULÊNCIAS
Em tantas turbulências vejo a vida
Passando sem ter cais, ancoradouro,
Perdendo há muito tempo o meu tesouro
A sorte vaga estúpida e duvida
Que ainda possa haver felicidade
Ou mesmo uma esperança ao fim de tudo,
Por vezes, sonhadora inda me iludo
Enquanto a poesia chega e invade
O coração mesquinho e maltratado,
Assentando a poeira me permite
Que viva muito além deste limite,
Sem ter noção sequer de algum pecado,
Percorro sendas nobres, paraísos
Em passos mais audazes e precisos.
Passando sem ter cais, ancoradouro,
Perdendo há muito tempo o meu tesouro
A sorte vaga estúpida e duvida
Que ainda possa haver felicidade
Ou mesmo uma esperança ao fim de tudo,
Por vezes, sonhadora inda me iludo
Enquanto a poesia chega e invade
O coração mesquinho e maltratado,
Assentando a poeira me permite
Que viva muito além deste limite,
Sem ter noção sequer de algum pecado,
Percorro sendas nobres, paraísos
Em passos mais audazes e precisos.
MEU GRANDE AMOR
No pânico causado pelo amor
Entardecendo cedo dentro da alma,
O verso que propunha alguma calma
Perdendo totalmente o seu valor,
Esgueiro-me entre pedras e rochedos,
E sinto que o final já se aproxima,
Imenso fogaréu domina o clima
E deixa o coração em tantos medos,
Evito dissonâncias, sigo em frente
E a vida que queria tão harmônica
Ao ter o sofrimento como tônica
Mostrando esta alegria mais ausente
Descreve com perfeita maestria
A morte que deveras chega e guia.
Entardecendo cedo dentro da alma,
O verso que propunha alguma calma
Perdendo totalmente o seu valor,
Esgueiro-me entre pedras e rochedos,
E sinto que o final já se aproxima,
Imenso fogaréu domina o clima
E deixa o coração em tantos medos,
Evito dissonâncias, sigo em frente
E a vida que queria tão harmônica
Ao ter o sofrimento como tônica
Mostrando esta alegria mais ausente
Descreve com perfeita maestria
A morte que deveras chega e guia.
AMOR EM ÊXTASE
Qual fora da esperança uma haste em que
Pudesse confiar após a queda
Pagando com a mesma e vã moeda
Diverso desta cena em que se vê
O amor extasiado em rara luz,
Mas sendo sempre frágil num contraste
Ao fim de certo me legaste
Apenas o vazio ao qual me opus.
Determinando assim o fim da história
Que tanto imaginara alentadora,
Agora ao vê-la assim, enganadora
Imagem tão funesta e merencória
Desdenhando os meus sonhos nada deixa
Senão esta impressão de raiva e queixa.
Pudesse confiar após a queda
Pagando com a mesma e vã moeda
Diverso desta cena em que se vê
O amor extasiado em rara luz,
Mas sendo sempre frágil num contraste
Ao fim de certo me legaste
Apenas o vazio ao qual me opus.
Determinando assim o fim da história
Que tanto imaginara alentadora,
Agora ao vê-la assim, enganadora
Imagem tão funesta e merencória
Desdenhando os meus sonhos nada deixa
Senão esta impressão de raiva e queixa.
MEU AMOR...
Estáticos, meus pés buscam searas
Por onde seguiriam mais suaves,
Enquanto a cada sonho mais agraves
As vidas noutras vias me declaras
E sei diversidade das escaras
Que herdei nos braços teus, quais torpes naves,
A cada novo sonho outros entraves
As horas são terríveis, tão amaras.
Acrescentando o nada ao nada eterno,
O que restou pra mim, o ledo inverno
O inferno que cultivo em desafeto,
O amor não saberia me explicar
Se há rumos mais dispersos do luar
Aquém deste caminho mais dileto.
Por onde seguiriam mais suaves,
Enquanto a cada sonho mais agraves
As vidas noutras vias me declaras
E sei diversidade das escaras
Que herdei nos braços teus, quais torpes naves,
A cada novo sonho outros entraves
As horas são terríveis, tão amaras.
Acrescentando o nada ao nada eterno,
O que restou pra mim, o ledo inverno
O inferno que cultivo em desafeto,
O amor não saberia me explicar
Se há rumos mais dispersos do luar
Aquém deste caminho mais dileto.
UMA DECLARAÇÃO DE AMOR
Augustas madrugadas, não teria
Quem tece a sua teia nas paixões
E quando terminarem os verões
Versões bem diferentes, noite ou dia.
Ainda que me dês melancolia
Os tempos novos; cedo decompões
Aonde se pensara em soluções
Soluço tão sozinha, mas devia
Seguir os meus instintos e tentar
Na ausência desta luz clara solar
Buscar uma acolhida em mansa lua
Que deita-se desnuda sobre mim,
Penetra mansamente este jardim,
E em gozo assim recíproco flutua...
Quem tece a sua teia nas paixões
E quando terminarem os verões
Versões bem diferentes, noite ou dia.
Ainda que me dês melancolia
Os tempos novos; cedo decompões
Aonde se pensara em soluções
Soluço tão sozinha, mas devia
Seguir os meus instintos e tentar
Na ausência desta luz clara solar
Buscar uma acolhida em mansa lua
Que deita-se desnuda sobre mim,
Penetra mansamente este jardim,
E em gozo assim recíproco flutua...
FALAR DO NOSSO AMOR
Superficialidades que me trazes
Em formas de perguntas ou achados,
E dando em falsidade teus recados,
Ainda queres dias mais audazes?
Não posso e nem queria enquanto fazes
Momentos mais felizes, destroçados,
Nas mãos os versos servem quais arados
Lavradora respeita lua e fases.
Assino cada frase com meu sangue
E sei a podridão do charco, mangue
Aonde tu chafurdas; doce amado.
E o quarto de dormir segue sozinho,
Ausente de qualquer luz ou carinho
A solidão traduz terror e enfado.
Em formas de perguntas ou achados,
E dando em falsidade teus recados,
Ainda queres dias mais audazes?
Não posso e nem queria enquanto fazes
Momentos mais felizes, destroçados,
Nas mãos os versos servem quais arados
Lavradora respeita lua e fases.
Assino cada frase com meu sangue
E sei a podridão do charco, mangue
Aonde tu chafurdas; doce amado.
E o quarto de dormir segue sozinho,
Ausente de qualquer luz ou carinho
A solidão traduz terror e enfado.
TE AMO, TE AMO
Choupana aonde um dia fui rainha
Imensas tempestades derrubaram
Os dias entre dias terminaram
Deixando a caminheira mais sozinha
E quando a realidade se avizinha
Terrores que os vazios espalharam
Aos poucos novos sonhos decifraram
E tudo terminando noutra linha,
Desdenho cada passo em falsa luz
E sei quanto é difícil minha cruz
Ausente de esperança, nada vejo
Somente o dissabor que tu me deste,
E o solo se tornou feroz e agreste,
Matando o que restara de um desejo...
Imensas tempestades derrubaram
Os dias entre dias terminaram
Deixando a caminheira mais sozinha
E quando a realidade se avizinha
Terrores que os vazios espalharam
Aos poucos novos sonhos decifraram
E tudo terminando noutra linha,
Desdenho cada passo em falsa luz
E sei quanto é difícil minha cruz
Ausente de esperança, nada vejo
Somente o dissabor que tu me deste,
E o solo se tornou feroz e agreste,
Matando o que restara de um desejo...
DECLARANDO MEU AMOR
Entranho nestes campos, prados belos
E vivo a fantasia que a princesa
Há tanto já perdera e a correnteza
Levara qualquer rei e seus castelos,
Nas mãos apenas tintas são rastelos
É feito com palavras sobre a mesa,
E o beijo que me trouxesse uma beleza
Unindo nossos corpos, falsos elos,
Esgarça-se deveras a emoção
Num lamaçal estúpido e venal,
O amor que tanto qual fora a nau
Perdendo desde sempre a direção
Naufraga noutros portos, noutro cais,
E a ti eu não verei nunca, jamais...
E vivo a fantasia que a princesa
Há tanto já perdera e a correnteza
Levara qualquer rei e seus castelos,
Nas mãos apenas tintas são rastelos
É feito com palavras sobre a mesa,
E o beijo que me trouxesse uma beleza
Unindo nossos corpos, falsos elos,
Esgarça-se deveras a emoção
Num lamaçal estúpido e venal,
O amor que tanto qual fora a nau
Perdendo desde sempre a direção
Naufraga noutros portos, noutro cais,
E a ti eu não verei nunca, jamais...
SAUDADES DE VOCÊ
Rotas imagens dizem do passado
Vivendo desta etérea nostalgia
A sorte muitas vezes desdizia
O amor que tanto quis; abandonado.
Estradas me levando ao mesmo fado
E nele a poesia mostraria
A face inusitada em agonia,
E a vida assim vai dando o seu recado.
Espero alguma luz, mas sei que não
Virá mesmo que eu mude a direção
E tente ancoradouro mais diverso,
E enquanto solitária nada vejo,
Ainda vou mantendo este desejo
Que agora se traduz em triste verso.
Vivendo desta etérea nostalgia
A sorte muitas vezes desdizia
O amor que tanto quis; abandonado.
Estradas me levando ao mesmo fado
E nele a poesia mostraria
A face inusitada em agonia,
E a vida assim vai dando o seu recado.
Espero alguma luz, mas sei que não
Virá mesmo que eu mude a direção
E tente ancoradouro mais diverso,
E enquanto solitária nada vejo,
Ainda vou mantendo este desejo
Que agora se traduz em triste verso.
EU TE AMO!
Florescências das algas no oceano
Formando rara trilha tão brilhosa,
O amor quando demais o tempo glosa
E deixa este sabor mais desumano,
E quando no teu lado eu já me engano
A sorte por ser sempre caprichosa
Explode em cores várias, majestosa,
Prepara numa espreita o corte e o dano.
Assertivas diversas se negando,
O peso em minhas costas, mesmo brando
Arcando com cifoses dentro da alma
E o prazo determina este final,
As algas se exterminam. Sideral
Imagem turbulenta cessa a calma.
Formando rara trilha tão brilhosa,
O amor quando demais o tempo glosa
E deixa este sabor mais desumano,
E quando no teu lado eu já me engano
A sorte por ser sempre caprichosa
Explode em cores várias, majestosa,
Prepara numa espreita o corte e o dano.
Assertivas diversas se negando,
O peso em minhas costas, mesmo brando
Arcando com cifoses dentro da alma
E o prazo determina este final,
As algas se exterminam. Sideral
Imagem turbulenta cessa a calma.
As fantasias
Laceradas carnes da emoção
Há tanto desprezadas pelos cantos
Da casa sem saber dos doces mantos
As fantasias nunca vestirão...
A sorte vai mudando a direção
E os ventos espalhando tolos prantos
Aonde quis sorrisos, só quebrantos
E o peso em minhas costas, turbilhão.
Arestas apontadas já não creio,
O meu amor se faz em tal receio
Que nunca poderia ser mais duro.
E quando me entregando em passo cúpido
Percebo o teu olhar feroz e estúpido
Aquém do homem sincero que procuro.
Há tanto desprezadas pelos cantos
Da casa sem saber dos doces mantos
As fantasias nunca vestirão...
A sorte vai mudando a direção
E os ventos espalhando tolos prantos
Aonde quis sorrisos, só quebrantos
E o peso em minhas costas, turbilhão.
Arestas apontadas já não creio,
O meu amor se faz em tal receio
Que nunca poderia ser mais duro.
E quando me entregando em passo cúpido
Percebo o teu olhar feroz e estúpido
Aquém do homem sincero que procuro.
Nostálgicas manhãs
Nostálgicas manhãs tão friorentas
E os êxtases morrendo no passado,
O beijo tão querido e desejado
Agora se transforma em vãs tormentas
E quando novos passos logo tentas
Deixando o coração abandonado,
O mel que tanto havia destilado
Inquieta poesia; nunca alentas.
E sabes que te quero muito além
Do quanto amor tu tens e me contém
Nos braços como fosse algum corsário.
Mas vendo a realidade mais de perto,
O sonho com certeza já deserto,
Sabendo-te querido um bom falsário.
E os êxtases morrendo no passado,
O beijo tão querido e desejado
Agora se transforma em vãs tormentas
E quando novos passos logo tentas
Deixando o coração abandonado,
O mel que tanto havia destilado
Inquieta poesia; nunca alentas.
E sabes que te quero muito além
Do quanto amor tu tens e me contém
Nos braços como fosse algum corsário.
Mas vendo a realidade mais de perto,
O sonho com certeza já deserto,
Sabendo-te querido um bom falsário.
CANTE EMOÇÕES
Cantem emoções os corações
Diversos em momentos mais ditosos,
Assim os meus caminhos caprichosos
Trarão ao meu olhar as direções
Diversas das que agora tu compões
Em frases e palavras belicosas,
Quisera perpetrar jardins e rosas,
Mas logo se perderam ilusões.
E o fato de não ter e não poder
Desafiando a sorte em desprazer
Trazendo para mim o sofrimento
Descreve a minha sanha pela vida,
E mesmo se inda houvesse uma saída,
O que fazer? Seguir já nem mais tento...
Diversos em momentos mais ditosos,
Assim os meus caminhos caprichosos
Trarão ao meu olhar as direções
Diversas das que agora tu compões
Em frases e palavras belicosas,
Quisera perpetrar jardins e rosas,
Mas logo se perderam ilusões.
E o fato de não ter e não poder
Desafiando a sorte em desprazer
Trazendo para mim o sofrimento
Descreve a minha sanha pela vida,
E mesmo se inda houvesse uma saída,
O que fazer? Seguir já nem mais tento...
Mutilados sonhos
Mutilados sonhos os que trago
Depois de tempestades e borrascas,
Apenas do passado leves cascas
Sequer alguma sombra de um afago.
Errático caminho molda o estrago
E quando mais sacrílego tu lascas
As minhas ilusões; deveras mascas
Os restos de um amor, outrora mago.
Alagando as estradas com meu pranto,
Quisera uma emoção, mas não mais canto
O quanto sem encanto a vida segue,
E tendo sob o olhar caricatura
Da imagem de um amor que se moldura
Por mãos de quem há tanto me renegue.
Depois de tempestades e borrascas,
Apenas do passado leves cascas
Sequer alguma sombra de um afago.
Errático caminho molda o estrago
E quando mais sacrílego tu lascas
As minhas ilusões; deveras mascas
Os restos de um amor, outrora mago.
Alagando as estradas com meu pranto,
Quisera uma emoção, mas não mais canto
O quanto sem encanto a vida segue,
E tendo sob o olhar caricatura
Da imagem de um amor que se moldura
Por mãos de quem há tanto me renegue.
INCOERÊNCIA
Incoerência diz do não poder
Vivenciar a luta que incansável
Desvenda este caminho que intragável
Sonega em minha vida, algum prazer.
Escuto a voz do mar a me dizer
Do sonho mesmo audaz, incomparável,
E o mundo muitas vezes inefável
Permite a derrocada e posso ver
Após estas procelas rotineiras
As dores hasteando tais bandeiras
Emblemas que inda trago dentro em mim,
E vejo tão somente este vazio,
Que é como fosse um passo em desafio
Destinando este amor ao ledo fim.
Vivenciar a luta que incansável
Desvenda este caminho que intragável
Sonega em minha vida, algum prazer.
Escuto a voz do mar a me dizer
Do sonho mesmo audaz, incomparável,
E o mundo muitas vezes inefável
Permite a derrocada e posso ver
Após estas procelas rotineiras
As dores hasteando tais bandeiras
Emblemas que inda trago dentro em mim,
E vejo tão somente este vazio,
Que é como fosse um passo em desafio
Destinando este amor ao ledo fim.
SEIVA
Queria ser a seiva que alimenta
O amor de quem desejo, mas não vê
Resume-se o viver na violenta
Angústia sem motivos nem porque
Descrevo em versos tristes a tormenta
Que enfrento a cada dia, mas não crê
Minha alma sonhadora se apascenta,
Mas sabe bem distante este buquê.
Partícipe de tantas heresias
Enquanto novo mundo tu recrias
Distante dos meus olhos, me maltratas.
Assisto à derrocada e no final,
Repito o mesmo gesto ritual
E as noites são vazias ou ingratas.
O amor de quem desejo, mas não vê
Resume-se o viver na violenta
Angústia sem motivos nem porque
Descrevo em versos tristes a tormenta
Que enfrento a cada dia, mas não crê
Minha alma sonhadora se apascenta,
Mas sabe bem distante este buquê.
Partícipe de tantas heresias
Enquanto novo mundo tu recrias
Distante dos meus olhos, me maltratas.
Assisto à derrocada e no final,
Repito o mesmo gesto ritual
E as noites são vazias ou ingratas.
EM LUA IMENSA
Durante a madrugada em lua imensa
Beijando a claridade que rastreio,
E quando me percebo em raro veio
Encontro finalmente a recompensa
E mais do que talvez cruel e tensa
Na noite abençoada me incendeio
Deixando para trás qualquer receio
A fúria se transforma; tão imensa.
Escuto a tua voz trazida em vento
Na brisa mansa encontro o meu alento
Reflete sobre mim raro luar
Aonde decifrando os seus sinais
Encontro estas respostas magistrais
E vejo ser possível ainda amar.
Beijando a claridade que rastreio,
E quando me percebo em raro veio
Encontro finalmente a recompensa
E mais do que talvez cruel e tensa
Na noite abençoada me incendeio
Deixando para trás qualquer receio
A fúria se transforma; tão imensa.
Escuto a tua voz trazida em vento
Na brisa mansa encontro o meu alento
Reflete sobre mim raro luar
Aonde decifrando os seus sinais
Encontro estas respostas magistrais
E vejo ser possível ainda amar.
BOCA CARMESIM
A boca carmesim beijo e batom,
O siso se perdeu e não sabia
Que tanto merecia a fantasia
E amor pudesse ser além de um dom.
Momento com certeza muito bom
Pintando o meu olhar, farta alegria
E sendo assiduamente em poesia
Escuto a melodia em mesmo tom.
Perceba quantas luzes nesta estrada,
A noite sendo assim enluarada
Permite um raro encanto em farto brilho.
E quando me entranhando em tal caminho.
Meu passo já não é vago e sozinho
Contigo, amor imenso, agora eu trilho.
O siso se perdeu e não sabia
Que tanto merecia a fantasia
E amor pudesse ser além de um dom.
Momento com certeza muito bom
Pintando o meu olhar, farta alegria
E sendo assiduamente em poesia
Escuto a melodia em mesmo tom.
Perceba quantas luzes nesta estrada,
A noite sendo assim enluarada
Permite um raro encanto em farto brilho.
E quando me entranhando em tal caminho.
Meu passo já não é vago e sozinho
Contigo, amor imenso, agora eu trilho.
ROSAS DESPETALADAS
Despetaladas rosas, vis espinhos
Abrolhos nos jardins, tantas daninhas
E quando nos braços tu te aninhas,
Entregue sem defesas aos carinhos
Percebo quanto estamos tão sozinhos
Distante da alegria que continhas
Agora o que restou são lendas minhas
E nelas os anseios são vizinhos.
Descrevo em poesia o sofrimento
E mesmo quando algum momento eu tento
Que possa traduzir qualquer lazer
Eu vejo a inglória senda percorrida
No que pensei um dia fosse vida
E sinto a cada instante já não ser.
Abrolhos nos jardins, tantas daninhas
E quando nos braços tu te aninhas,
Entregue sem defesas aos carinhos
Percebo quanto estamos tão sozinhos
Distante da alegria que continhas
Agora o que restou são lendas minhas
E nelas os anseios são vizinhos.
Descrevo em poesia o sofrimento
E mesmo quando algum momento eu tento
Que possa traduzir qualquer lazer
Eu vejo a inglória senda percorrida
No que pensei um dia fosse vida
E sinto a cada instante já não ser.
PERENES ILUSÕES
Profetas que tentaram perceber
A sorte num oráculo fantástico
O gosto que me resta como um plástico
Deixando sem propósito o prazer
Esconde o que talvez pudesse ser
Além deste momento quando orgástico
Caminho decifrara sendo drástico
O fim que neste instante eu posso ver.
Perenes ilusões? Já não carrego,
O passo quando dado em rumo cego
Permite a qualquer hora algum tropeço.
Felicidade uma ilha tão distante
Caminho muitas vezes torturante,
Imensa recompensa, não mereço.
A sorte num oráculo fantástico
O gosto que me resta como um plástico
Deixando sem propósito o prazer
Esconde o que talvez pudesse ser
Além deste momento quando orgástico
Caminho decifrara sendo drástico
O fim que neste instante eu posso ver.
Perenes ilusões? Já não carrego,
O passo quando dado em rumo cego
Permite a qualquer hora algum tropeço.
Felicidade uma ilha tão distante
Caminho muitas vezes torturante,
Imensa recompensa, não mereço.
LUARES
Luar se despencando sobre a mata
Deslinda maravilhas prateadas,
E quando me encontrava nas calçadas
O amor que se aproxima me arrebata,
E desço a minha vida qual cascata
Tombando sobre pedras disfarçadas
Em anjos cujas asas vão quebradas
E cada novo encanto me maltrata.
Assisto à derrocada da ilusão
E sei que estes espelhos mostrarão
Apenas esta face que se enruga.
Aperta o coração a solitária
Manhã por vezes tola ou temerária
Do imenso labirinto busco a fuga.
Deslinda maravilhas prateadas,
E quando me encontrava nas calçadas
O amor que se aproxima me arrebata,
E desço a minha vida qual cascata
Tombando sobre pedras disfarçadas
Em anjos cujas asas vão quebradas
E cada novo encanto me maltrata.
Assisto à derrocada da ilusão
E sei que estes espelhos mostrarão
Apenas esta face que se enruga.
Aperta o coração a solitária
Manhã por vezes tola ou temerária
Do imenso labirinto busco a fuga.
AONDE SEGUE O CORAÇÃO
Andorinhas partindo neste bando
Aonde também segue o coração
Mostrando a mais completa direção
Enquanto a vida segue assim pesando.
O quadro com ternura decifrando
Demonstra novos tempos que virão
Mudando com certeza esta estação
Num ar bem mais tranqüilo e mesmo brando,
Assim a juventude se esvaindo
E vejo este momento doce e infindo
Qual fosse algum propósito divino
E tendo a concepção mais realista
Da vida ainda que alma tola insista
O medo a cada dia mais domino.
Aonde também segue o coração
Mostrando a mais completa direção
Enquanto a vida segue assim pesando.
O quadro com ternura decifrando
Demonstra novos tempos que virão
Mudando com certeza esta estação
Num ar bem mais tranqüilo e mesmo brando,
Assim a juventude se esvaindo
E vejo este momento doce e infindo
Qual fosse algum propósito divino
E tendo a concepção mais realista
Da vida ainda que alma tola insista
O medo a cada dia mais domino.
SONHOS DENTRO EM MIM
Cinzelando sonhos dentro em mim
O amor não poderia ser granizo,
Mas quando em suas cores me matizo
Sentindo que cheguei ao nada, ao fim.
Explode-se o caminho de onde vim
E tudo se mostrara em tom preciso,
O quadro se desfaz e sem aviso
Aonde cultivar outro jardim?
A porta já cerrada do meu peito,
O olhar deveras frio e insatisfeito
Transmite à solidão sinais medonhos
E quando me embebedo em poesia,
A noite constelada se desfia
Esculturando na alma belos sonhos.
O amor não poderia ser granizo,
Mas quando em suas cores me matizo
Sentindo que cheguei ao nada, ao fim.
Explode-se o caminho de onde vim
E tudo se mostrara em tom preciso,
O quadro se desfaz e sem aviso
Aonde cultivar outro jardim?
A porta já cerrada do meu peito,
O olhar deveras frio e insatisfeito
Transmite à solidão sinais medonhos
E quando me embebedo em poesia,
A noite constelada se desfia
Esculturando na alma belos sonhos.
PASSAGENS
Monstruosos descaminhos traduzindo
A sorte de quem tanto sonhadora
Vencera os dissabores, tradutora
Do tempo que jamais vira luzindo
O quando de desejo fora infindo
E tanto se perdera em sofredora
Senda que desfia a tentadora
Versão do que pensara fosse lindo.
Passagens para a glória: gozo e festa,
Já não regendo a vida que me resta,
Pecado é se perder em vãos imensos,
E tendo em minhas mãos apenas isso,
O amor sem ter remédio ou compromisso
Deixando em minhas mãos os alvos lenços.
A sorte de quem tanto sonhadora
Vencera os dissabores, tradutora
Do tempo que jamais vira luzindo
O quando de desejo fora infindo
E tanto se perdera em sofredora
Senda que desfia a tentadora
Versão do que pensara fosse lindo.
Passagens para a glória: gozo e festa,
Já não regendo a vida que me resta,
Pecado é se perder em vãos imensos,
E tendo em minhas mãos apenas isso,
O amor sem ter remédio ou compromisso
Deixando em minhas mãos os alvos lenços.
PERFUMES...
Perfumes que entranharam minha pele
Denunciando agora este vazio
Aonde se pensara num estio,
A sorte com vigor ora repele
A sonhadora exposta aos vendavais,
Figura caricata que deveras
Deixando para trás as primaveras
Enfrentas estes terrores invernais.
E ascendo ao mais sublime paraíso
Enquanto nos teus braços, mas bem sei
Que estando tão distante desta grei
O passo se tornou mais impreciso
E abismos; vou cavando com meus pés
Mergulho insanamente, de viés...
Denunciando agora este vazio
Aonde se pensara num estio,
A sorte com vigor ora repele
A sonhadora exposta aos vendavais,
Figura caricata que deveras
Deixando para trás as primaveras
Enfrentas estes terrores invernais.
E ascendo ao mais sublime paraíso
Enquanto nos teus braços, mas bem sei
Que estando tão distante desta grei
O passo se tornou mais impreciso
E abismos; vou cavando com meus pés
Mergulho insanamente, de viés...
RAINHA
Rainha que perdeu mui cedo o trono
Jamais me imaginara sendo assim
O príncipe se foi e o querubim
Aos poucos com prazer eu abandono.
Ainda vez em quando perco o sono
Pensando noutras flores, no jardim,
E traduzindo o nada de onde vim
Do quadro mal pintado que ora clono.
Desfilo pelas ruas, maquiada
Usando as mesmas máscaras. Portanto
O todo traduzindo o desencanto
E a sorte se perdendo desta estrada
Esgota por si própria este reinado
Há tanto sem sentido, destroçado.
Jamais me imaginara sendo assim
O príncipe se foi e o querubim
Aos poucos com prazer eu abandono.
Ainda vez em quando perco o sono
Pensando noutras flores, no jardim,
E traduzindo o nada de onde vim
Do quadro mal pintado que ora clono.
Desfilo pelas ruas, maquiada
Usando as mesmas máscaras. Portanto
O todo traduzindo o desencanto
E a sorte se perdendo desta estrada
Esgota por si própria este reinado
Há tanto sem sentido, destroçado.
HELIANTO
Rondando como fosse um helianto
Na busca pelo sol que nunca veio,
A mão que tanto quero sobre o seio
Traduz agora duro desencanto
E mesmo solitária ainda canto
E busco qualquer luz, cruel anseio
E sendo tão somente vã, rodeio
O que se demonstrara em louco pranto,
Poeira se assentando e nada tendo,
O amor jamais seria um dividendo
Ao menos, poderia ter na luz
Retratado o universo de quem sonha,
Mas quando a sorte é trágica ou medonha,
Uma alma exposta ao medo verte pus.
Na busca pelo sol que nunca veio,
A mão que tanto quero sobre o seio
Traduz agora duro desencanto
E mesmo solitária ainda canto
E busco qualquer luz, cruel anseio
E sendo tão somente vã, rodeio
O que se demonstrara em louco pranto,
Poeira se assentando e nada tendo,
O amor jamais seria um dividendo
Ao menos, poderia ter na luz
Retratado o universo de quem sonha,
Mas quando a sorte é trágica ou medonha,
Uma alma exposta ao medo verte pus.
SANGRANDO O CORAÇÃO
Sangrando o coração tão doidivanas
Estraçalhado sonho se trasborda,
Vivendo sempre à margem, pela borda
Enquanto mergulhara, tu me enganas
E as noites que queria mais profanas,
Deveras solidão, atraem e a corda
Já rota com a sorte vã discorda
E trama novas sendas desumanas.
Assaz maravilhada no passado,
Agora vejo em ti o disfarçado
Fantoche que assustara esta criança
Amortalhada em lágrimas; sofrida
Matando o que restara nesta vida
Ainda de uma fútil esperança.
Estraçalhado sonho se trasborda,
Vivendo sempre à margem, pela borda
Enquanto mergulhara, tu me enganas
E as noites que queria mais profanas,
Deveras solidão, atraem e a corda
Já rota com a sorte vã discorda
E trama novas sendas desumanas.
Assaz maravilhada no passado,
Agora vejo em ti o disfarçado
Fantoche que assustara esta criança
Amortalhada em lágrimas; sofrida
Matando o que restara nesta vida
Ainda de uma fútil esperança.
OS ASTROS
Pudesse ver os astros que refletes
No olhar enamorado; mas sem ter
Sequer algum momento de prazer
Histórias conhecidas; já repetes.
E nesta solidão tu me arremetes
Depois de tanto tempo a te querer
Mergulho no vazio e te esquecer
Deveras é jogar falsos confetes
Ao menos emoções proporcionadas
Estrelas em fantasmas disfarçadas
Alheia ao teu querer eu poderia,
Mas quando me entranhei em teus carinhos
Os dias solitários tão mesquinhos
Mataram quaisquer luzes. Agonia...
No olhar enamorado; mas sem ter
Sequer algum momento de prazer
Histórias conhecidas; já repetes.
E nesta solidão tu me arremetes
Depois de tanto tempo a te querer
Mergulho no vazio e te esquecer
Deveras é jogar falsos confetes
Ao menos emoções proporcionadas
Estrelas em fantasmas disfarçadas
Alheia ao teu querer eu poderia,
Mas quando me entranhei em teus carinhos
Os dias solitários tão mesquinhos
Mataram quaisquer luzes. Agonia...
ARROUBOS DO DESEJO
Arroubos dos desejos, loucas sanhas
Entregue ao mais feroz dos sentimentos
E quando me percebo mais atentos
Olhares na verdade tu me ganhas
E beijas com ternuras, doces manhas
E sabes desenhar conforme os ventos
Os quadros em que teces pensamentos
Enfronhas vales, rios e montanhas.
Assediando a sorte muitas vezes
Enfrento os temporais, duros reveses
E as reses se espalhando pelo pasto
O tempo soerguendo este castelo
Que ainda extasiada te revelo,
Mesmo sendo este encanto frágil, gasto.
Entregue ao mais feroz dos sentimentos
E quando me percebo mais atentos
Olhares na verdade tu me ganhas
E beijas com ternuras, doces manhas
E sabes desenhar conforme os ventos
Os quadros em que teces pensamentos
Enfronhas vales, rios e montanhas.
Assediando a sorte muitas vezes
Enfrento os temporais, duros reveses
E as reses se espalhando pelo pasto
O tempo soerguendo este castelo
Que ainda extasiada te revelo,
Mesmo sendo este encanto frágil, gasto.
TOCAIAS
Quais lobos em matilha dores vêm
Tocaias traduzindo os sentimentos
Nos quais as feras caçam seus proventos
Não resistindo ao bote, pois ninguém;
Soubesse fosse assim feroz, o bem
Não tinha mais querido novos ventos
Extensas madrugadas, desalentos
E assim mergulho em vão buscando alguém
Que possa saciar o meu desejo,
Amante sem consolo ainda vejo
O fim da minha história em falso brilho.
E quando percebesse algum relance
Por mais que a realidade já me alcance
O olhar extasiado, os sonhos trilho.
Tocaias traduzindo os sentimentos
Nos quais as feras caçam seus proventos
Não resistindo ao bote, pois ninguém;
Soubesse fosse assim feroz, o bem
Não tinha mais querido novos ventos
Extensas madrugadas, desalentos
E assim mergulho em vão buscando alguém
Que possa saciar o meu desejo,
Amante sem consolo ainda vejo
O fim da minha história em falso brilho.
E quando percebesse algum relance
Por mais que a realidade já me alcance
O olhar extasiado, os sonhos trilho.
TER NOS OLHOS
Aonde eu poderia ter nos olhos
Além da derrocada dos meus sonhos
Em vãos tão gigantes e medonhos
Deixando então fluir somente abrolhos.
Estranha-me o querer que não devia
Jamais sobreviver em laços falsos
Vencendo com certeza estes percalços
O quanto ainda resta: fantasia.
Estranhos sentimentos são volúveis
E deles faço a minha caminhada.
A sorte novamente está jogada
Tramando estes vazios insolúveis,
Reveses tão comuns; revejo agora
Enquanto a noite insana nos devora.
Além da derrocada dos meus sonhos
Em vãos tão gigantes e medonhos
Deixando então fluir somente abrolhos.
Estranha-me o querer que não devia
Jamais sobreviver em laços falsos
Vencendo com certeza estes percalços
O quanto ainda resta: fantasia.
Estranhos sentimentos são volúveis
E deles faço a minha caminhada.
A sorte novamente está jogada
Tramando estes vazios insolúveis,
Reveses tão comuns; revejo agora
Enquanto a noite insana nos devora.
COLHEITAS
Planícies que buscava não existem,
Somente estas gigantes cordilheiras,
As alegrias nunca corriqueiras
Temores com certeza em vão persistem,
E as ânsias novamente quando insistem
Espalham pelos céus falsas bandeiras
E nelas as paisagens verdadeiras
Com sonhos mais audazes coexistem.
Acaso se pudesse ter nas mãos
Ainda as esperanças feitas grãos
Colheitas com certeza mais sublimes,
E sei que mesmo quando tu não vês
O amor se imaginando em louca tez
Diversa da que tanto em treva estimes.
Somente estas gigantes cordilheiras,
As alegrias nunca corriqueiras
Temores com certeza em vão persistem,
E as ânsias novamente quando insistem
Espalham pelos céus falsas bandeiras
E nelas as paisagens verdadeiras
Com sonhos mais audazes coexistem.
Acaso se pudesse ter nas mãos
Ainda as esperanças feitas grãos
Colheitas com certeza mais sublimes,
E sei que mesmo quando tu não vês
O amor se imaginando em louca tez
Diversa da que tanto em treva estimes.
NEGAR O SENTIMENTO
Não posso mais negar o sentimento
E mesmo que tentasse disfarçar
A moça se escondendo em meu olhar
Traduz o que talvez fosse um alento
E mesmo que perca um só momento
Distante deste belo e raro mar,
Pudesse novamente tanto amar,
Mas quando vejo o espelho me atormento.
Vivêssemos com paz esta alegria
E toda a sensação se esvairia
Num átimo, mas quero ser feliz
E a moça que deveras se enfeitava
Ao ver a sua imagem em frio ou lava
Realizadamente se desdiz.
E mesmo que tentasse disfarçar
A moça se escondendo em meu olhar
Traduz o que talvez fosse um alento
E mesmo que perca um só momento
Distante deste belo e raro mar,
Pudesse novamente tanto amar,
Mas quando vejo o espelho me atormento.
Vivêssemos com paz esta alegria
E toda a sensação se esvairia
Num átimo, mas quero ser feliz
E a moça que deveras se enfeitava
Ao ver a sua imagem em frio ou lava
Realizadamente se desdiz.
ERMIDA
Tristíssimo retrato de uma vida
Que tantas vezes quis e não sabia
Aonde se encontrava a fantasia
Em vão em luzes falsas concebida.
A morte se aproxima desta ermida
O que restara aos poucos se esvazia
E toda vã e inútil poesia
Traduz somente a dor e a despedida.
Atrevo-me a dizer o que inda sinto
E quando te confesso, às vezes minto
Ou mesmo omito fatos, pois não quero
Que vejas o demônio onde não há
E sorrateiramente desde já
O amor que dediquei, jamais sincero.
Que tantas vezes quis e não sabia
Aonde se encontrava a fantasia
Em vão em luzes falsas concebida.
A morte se aproxima desta ermida
O que restara aos poucos se esvazia
E toda vã e inútil poesia
Traduz somente a dor e a despedida.
Atrevo-me a dizer o que inda sinto
E quando te confesso, às vezes minto
Ou mesmo omito fatos, pois não quero
Que vejas o demônio onde não há
E sorrateiramente desde já
O amor que dediquei, jamais sincero.
RETRATOS DE UMA VIDA
Forjaste este cenário aonde vejo
Retratos de uma vida sem proveito,
E quando noutra estrada sigo o leito
O coração deveras tão andejo
Encontra a provisão do seu desejo
E segue mesmo inglório e insatisfeito
Resiste ao temporal e enfim aceito
Destino tão cruel que ora prevejo.
Esgoto as minhas forças, vou ao chão,
Quem dera se pudesse ser o grão
E refazer a história de outra forma,
Mas quando me percebo distraída
Apenas decifrando a despedida
Realidade atroz já me deforma.
Retratos de uma vida sem proveito,
E quando noutra estrada sigo o leito
O coração deveras tão andejo
Encontra a provisão do seu desejo
E segue mesmo inglório e insatisfeito
Resiste ao temporal e enfim aceito
Destino tão cruel que ora prevejo.
Esgoto as minhas forças, vou ao chão,
Quem dera se pudesse ser o grão
E refazer a história de outra forma,
Mas quando me percebo distraída
Apenas decifrando a despedida
Realidade atroz já me deforma.
TERRÍVEIS VENDAVAIS
Vendavais terríveis assolando
O encanto que pensara persistir
Negando algum prazer em meu porvir
As sortes escapando em árduo bando.
O amor se debandando em contrabando
O gosto sonegado a me mentir
O beijo que jamais pode existir
E a solidão deveras me velando.
Assisto ao meu final desta janela
E quando a derrocada já se sela
Das celas e masmorras soerguendo
O olhar demonstra assim minha nudez
Gerando além do quadro que ora vez
A morte como um nobre dividendo.
O encanto que pensara persistir
Negando algum prazer em meu porvir
As sortes escapando em árduo bando.
O amor se debandando em contrabando
O gosto sonegado a me mentir
O beijo que jamais pode existir
E a solidão deveras me velando.
Assisto ao meu final desta janela
E quando a derrocada já se sela
Das celas e masmorras soerguendo
O olhar demonstra assim minha nudez
Gerando além do quadro que ora vez
A morte como um nobre dividendo.
BRANDAS NOITES
Brandas noites expostas num silêncio
Soturno que traduz o jamais ter,
O amor já demarcado em desprazer
Não vejo quem da glória inda convence-o.
Das ardentias, falsas luminárias
Gerando discrepantes ilusões
E quando em tal nudez chegas e expões
Imagem refletidas; temerárias
Traduzem esta a quem a sorte nega
A chance de lutar e ser feliz.
Uma álgida loucura em cicatriz
Deixando a caminhada tosca e cega
Existe ainda enfim alguma luz?
Somente o que esta lua reproduz...
Soturno que traduz o jamais ter,
O amor já demarcado em desprazer
Não vejo quem da glória inda convence-o.
Das ardentias, falsas luminárias
Gerando discrepantes ilusões
E quando em tal nudez chegas e expões
Imagem refletidas; temerárias
Traduzem esta a quem a sorte nega
A chance de lutar e ser feliz.
Uma álgida loucura em cicatriz
Deixando a caminhada tosca e cega
Existe ainda enfim alguma luz?
Somente o que esta lua reproduz...
IRMÃ DAS DESVENTURAS
Irmã das desventuras, dos receios
Mesquinhos sonhos trago dentro da alma
A solidão deveras dói e acalma
Sabendo decifrar os velhos veios
E sem fazer sequer quaisquer rodeios,
Carrego dentro em mim o medo e o trauma
Falsárias impressões de mansa calma
No fundo uma explosão, fartos anseios.
Escondo-me nas farsas que ora invento
E quando me percebo em tal tormento
Tentando disfarçar a dor mascaro
Com risos mesmo quando tenho infaustos
A vida me ensinando em holocaustos
Sabor tão agridoce exposto ao faro.
Mesquinhos sonhos trago dentro da alma
A solidão deveras dói e acalma
Sabendo decifrar os velhos veios
E sem fazer sequer quaisquer rodeios,
Carrego dentro em mim o medo e o trauma
Falsárias impressões de mansa calma
No fundo uma explosão, fartos anseios.
Escondo-me nas farsas que ora invento
E quando me percebo em tal tormento
Tentando disfarçar a dor mascaro
Com risos mesmo quando tenho infaustos
A vida me ensinando em holocaustos
Sabor tão agridoce exposto ao faro.
SOLIDÃO SIMPLESMENTE
Aonde imaginara algum brasido
Apenas solidão, dura geleira,
E quando a fantasia já se esgueira
Até da minha sorte já duvido,
O amor há muito tempo desvalido
Felicidade chega qual goteira
E devagar a vida costumeira
Traduz o nada ter de uma libido.
O gozo que não tive nem terei,
A sólida figura desta grei
Medonha, mas comum expondo a face
De uma realidade mais cruel,
Encontro a ferroada e esqueço o mel
Prepara o meu terrível desenlace.
Apenas solidão, dura geleira,
E quando a fantasia já se esgueira
Até da minha sorte já duvido,
O amor há muito tempo desvalido
Felicidade chega qual goteira
E devagar a vida costumeira
Traduz o nada ter de uma libido.
O gozo que não tive nem terei,
A sólida figura desta grei
Medonha, mas comum expondo a face
De uma realidade mais cruel,
Encontro a ferroada e esqueço o mel
Prepara o meu terrível desenlace.
ARES SOMBRIOS
Pregando ao vento tanto me fiz sonho
E sei que talvez isso ainda viva
Numa alma muitas vezes pensativa
Trazendo um ar sombrio e até bisonho.
Mulher enamorada quando vê
O mundo desabando ao seu redor
Sabendo a mesma história já de cor
Procura suas sombras, mas cadê?
O rito traz à noite o velho anseio
E traduzindo em dor uma esperança
Na penitente sorte ora se lança
Enquanto exposta ao vento despenteio
Esgotam-se os intentos: ser feliz,
Diversos do que o mundo sempre quis.
E sei que talvez isso ainda viva
Numa alma muitas vezes pensativa
Trazendo um ar sombrio e até bisonho.
Mulher enamorada quando vê
O mundo desabando ao seu redor
Sabendo a mesma história já de cor
Procura suas sombras, mas cadê?
O rito traz à noite o velho anseio
E traduzindo em dor uma esperança
Na penitente sorte ora se lança
Enquanto exposta ao vento despenteio
Esgotam-se os intentos: ser feliz,
Diversos do que o mundo sempre quis.
VENDAVAL
Batendo em minha porta o vendaval
Alerta para quem jamais veria
O olhar desta quimera; fantasia,
Um ato tão vulgar mesmo banal
A sonhadora exposta num varal
Encontra a mais terrível ventania
E enquanto em luz sombria se fazia
O mundo desabando desigual,
Assiste à derrocada de quem tanto
Pensara ter nas mãos suave encanto
E transmudada em nada se perdeu,
Batendo nas janelas, vento frio
É como se pudesse em desafio
Mostrar o que pensara fosse meu.
Alerta para quem jamais veria
O olhar desta quimera; fantasia,
Um ato tão vulgar mesmo banal
A sonhadora exposta num varal
Encontra a mais terrível ventania
E enquanto em luz sombria se fazia
O mundo desabando desigual,
Assiste à derrocada de quem tanto
Pensara ter nas mãos suave encanto
E transmudada em nada se perdeu,
Batendo nas janelas, vento frio
É como se pudesse em desafio
Mostrar o que pensara fosse meu.
AS BÊNÇÃOS DE UM AMOR
As bênçãos de um amor que nunca veio
E o tempo vai passando e quando leva
Uma esperança deixa apenas treva
Moldando imagem torpe de um receio,
Amar e ser feliz; simples falácia
E mesmo que pudesse não mais vejo
Além deste momento que desejo
E sinto ser somente atroz audácia
Escrevo em versos tristes esta carta
Endereçada a quem quiser saber
Quem foi a sonhadora sem prazer
Que agora a vida amarga já descarta
E quando o suicídio eu consumar,
As cinzas espalhadas pelo mar.
E o tempo vai passando e quando leva
Uma esperança deixa apenas treva
Moldando imagem torpe de um receio,
Amar e ser feliz; simples falácia
E mesmo que pudesse não mais vejo
Além deste momento que desejo
E sinto ser somente atroz audácia
Escrevo em versos tristes esta carta
Endereçada a quem quiser saber
Quem foi a sonhadora sem prazer
Que agora a vida amarga já descarta
E quando o suicídio eu consumar,
As cinzas espalhadas pelo mar.
SONHADORA
Eu fui; em vida, o sonho mais perfeito
Que alguém um dia pode imaginar,
A sonhadora morta devagar
Jamais teve este encanto satisfeito,
E o gozo se destoa quando feito
Em mágoa tão difícil de apagar
Espelhando os meus olhos neste mar
Vazia e solitária enfim meu deito.
E pego as minhas tramas de surpresa,
Vagando contra a enorme correnteza
Belezas que não tive; eu imagino
E quando se dobrar último sino,
O coração ainda pleno e a pino
Dos sonhos eternal e louca presa.
Que alguém um dia pode imaginar,
A sonhadora morta devagar
Jamais teve este encanto satisfeito,
E o gozo se destoa quando feito
Em mágoa tão difícil de apagar
Espelhando os meus olhos neste mar
Vazia e solitária enfim meu deito.
E pego as minhas tramas de surpresa,
Vagando contra a enorme correnteza
Belezas que não tive; eu imagino
E quando se dobrar último sino,
O coração ainda pleno e a pino
Dos sonhos eternal e louca presa.
SACIAR O GOZO
Morta de sede busco alguma fonte
Que ainda me permita saciar
O gozo, mas percebo que a vagar
A lua tão distante deste mar
Aonde um dia espero que desponte
O amor que nunca pude desvendar
Aquém da fantasia a amortalhar
Quebrando o que talvez fosse uma ponte
E nada mais resiste ao vendaval,
Encontro o teu retrato amarelado
Mostrando assim a face do passado
Adormecida estrela me faz mal
E quando me retrato em tal vazio,
A sede incontrolável, não sacio.
Que ainda me permita saciar
O gozo, mas percebo que a vagar
A lua tão distante deste mar
Aonde um dia espero que desponte
O amor que nunca pude desvendar
Aquém da fantasia a amortalhar
Quebrando o que talvez fosse uma ponte
E nada mais resiste ao vendaval,
Encontro o teu retrato amarelado
Mostrando assim a face do passado
Adormecida estrela me faz mal
E quando me retrato em tal vazio,
A sede incontrolável, não sacio.
ADENTRANDO A TRISTEZA
Ao ver-me tão chorosa após a festa
Tu não sabias mesmo decifrar
O quanto se transforma em vão luar
A noite que deveras inda resta
Adentrando a tristeza em cada fresta,
Não tendo o que pudesse me encantar
O que se pode enfim comemorar
Senão a realidade mais funesta.
Depressão? Não mesmo meu amado,
A sombra que persegue; do passado,
Não deixa que se veja algum futuro
Depois da menopausa, o inverno vem
E traz sombria imagem, vejo bem
O dia amanhecendo mais escuro.
Tu não sabias mesmo decifrar
O quanto se transforma em vão luar
A noite que deveras inda resta
Adentrando a tristeza em cada fresta,
Não tendo o que pudesse me encantar
O que se pode enfim comemorar
Senão a realidade mais funesta.
Depressão? Não mesmo meu amado,
A sombra que persegue; do passado,
Não deixa que se veja algum futuro
Depois da menopausa, o inverno vem
E traz sombria imagem, vejo bem
O dia amanhecendo mais escuro.
VÁRIOS ENCANTAMENTOS
Encantamentos vários; noite adentro
E quando me percebo mais feliz
A vida num momento amargo diz
Diversa deste gozo e desconcentro
Ocasos se espalhando a cada dia
E o peso dos enganos fere as costas
Por mais que noutros risos sei que apostas
Nos restará somente a poesia
E desditosa sigo pelas tramas
Vorazes que conduzem ao final,
E tento te passar ou bem ou mal
Além do que deveras já reclamas
As verdadeiras faces, mesmo duras
Diversas das que ainda em vão, procuras.
E quando me percebo mais feliz
A vida num momento amargo diz
Diversa deste gozo e desconcentro
Ocasos se espalhando a cada dia
E o peso dos enganos fere as costas
Por mais que noutros risos sei que apostas
Nos restará somente a poesia
E desditosa sigo pelas tramas
Vorazes que conduzem ao final,
E tento te passar ou bem ou mal
Além do que deveras já reclamas
As verdadeiras faces, mesmo duras
Diversas das que ainda em vão, procuras.
BELO SONHO
Recebeste esta carta que mandara
Enquanto ainda havia um belo sonho,
Imagem que deveras decomponho
E a frágil fantasia desampara.
Ecléticas estradas do prazer
Difícil e complexa caminhada
A trama redundando em quase nada
A vida transcorrendo, posso ver
Sinais do envelhecer no rosto expostos
E quando me percebo em desalento,
Tocada por etéreo sentimento
O tempo sempre cobra seus impostos
E tudo se transforma nesta pasta
Que a cada nova dor mais se desgasta.
Enquanto ainda havia um belo sonho,
Imagem que deveras decomponho
E a frágil fantasia desampara.
Ecléticas estradas do prazer
Difícil e complexa caminhada
A trama redundando em quase nada
A vida transcorrendo, posso ver
Sinais do envelhecer no rosto expostos
E quando me percebo em desalento,
Tocada por etéreo sentimento
O tempo sempre cobra seus impostos
E tudo se transforma nesta pasta
Que a cada nova dor mais se desgasta.
CONTO DE FADAS
Velando sobre o corpo desta Fada
Que agora se transforma em bruxa após
Ouvir da realidade a dura voz
Que tanto nos maltrata quanto enfada,
E o risco de viver expondo cada
Ferida que ganhei em luta atroz
O amor terrível sonho, frio algoz,
Provoca sem saber a derrocada.
Expostas cicatrizes de um passado
Aonde o dia belo imaginado
Morrera sem sentido num senão
Farturas que jamais reconheci,
E agora quando vejo claro em ti
Sinais desta completa decepção.
Que agora se transforma em bruxa após
Ouvir da realidade a dura voz
Que tanto nos maltrata quanto enfada,
E o risco de viver expondo cada
Ferida que ganhei em luta atroz
O amor terrível sonho, frio algoz,
Provoca sem saber a derrocada.
Expostas cicatrizes de um passado
Aonde o dia belo imaginado
Morrera sem sentido num senão
Farturas que jamais reconheci,
E agora quando vejo claro em ti
Sinais desta completa decepção.
BEIJAR TUA BOCA
Beijando a sua boca; fantasia
Cresci sonhando luzes e cometas
E agora que à verdade me arremetas
O mundo desabando a cada estria.
A pele se enrugando me dizia
Destas comuns mentiras e falsetas
Por mais que outros caminhos tu prometas
Realidade estraga a alegoria.
Escondo-me detrás da maquiagem
E sendo mais soturna esta paisagem
Os seios decaídos, filho, aborto...
E assim depois de tanta noite só
Correndo esta criança, sou avó
Aonde encontraria enfim um porto?
Cresci sonhando luzes e cometas
E agora que à verdade me arremetas
O mundo desabando a cada estria.
A pele se enrugando me dizia
Destas comuns mentiras e falsetas
Por mais que outros caminhos tu prometas
Realidade estraga a alegoria.
Escondo-me detrás da maquiagem
E sendo mais soturna esta paisagem
Os seios decaídos, filho, aborto...
E assim depois de tanta noite só
Correndo esta criança, sou avó
Aonde encontraria enfim um porto?
ALMA SEDUTORA
Alma sedutora de quem tanto
Durante a minha vida procurara,
Imagem delicada sendo rara
E ao mesmo tempo másculo este encanto
Aonde mergulhara em louco canto,
Depois de tanta noite onde vagara
No corte aprofundando, dura escara
Invés de fantasia, algum quebranto
E quebrantada em dores eu parira
A sorte que se fez puída em tira
Melíferos caminhos; não soubera
E quando se aproxima o meu outono
Aonde se pensara em abandono
Renasce vigorosa primavera.
Durante a minha vida procurara,
Imagem delicada sendo rara
E ao mesmo tempo másculo este encanto
Aonde mergulhara em louco canto,
Depois de tanta noite onde vagara
No corte aprofundando, dura escara
Invés de fantasia, algum quebranto
E quebrantada em dores eu parira
A sorte que se fez puída em tira
Melíferos caminhos; não soubera
E quando se aproxima o meu outono
Aonde se pensara em abandono
Renasce vigorosa primavera.
ESTAMPANDO NOS OLHOS
Velando por mim mesma e nada mais
Estampando nos olhos o vazio
E quanto mais audaz eu desafio
Os dias entre ventos, temporais
Demonstro a solidão em tons banais
E um novo amanhecer eu fantasio
Voltando a porejar como em rocio
Desejos tão comuns e magistrais.
Mas sei quanto ilusória é minha vida
Ao mesmo tempo a luz traz a despedida
E dela a expectativa tão cruel
Insone muitas vezes eu procuro
Tateio e nada tendo neste escuro,
Aonde se escondera o meu corcel?
Estampando nos olhos o vazio
E quanto mais audaz eu desafio
Os dias entre ventos, temporais
Demonstro a solidão em tons banais
E um novo amanhecer eu fantasio
Voltando a porejar como em rocio
Desejos tão comuns e magistrais.
Mas sei quanto ilusória é minha vida
Ao mesmo tempo a luz traz a despedida
E dela a expectativa tão cruel
Insone muitas vezes eu procuro
Tateio e nada tendo neste escuro,
Aonde se escondera o meu corcel?
CARÍCIAS
Acaricias manso cada seio
E vês nos olhos meus o brilho farto
E quando dos teus olhos eu me aparto
Saudade de teus braços, tanto anseio
Voltar aonde; em paz, me banqueteio
Tristeza a cada dia mais descarto
Enquanto este prazer; bebo e reparto
Descubro da alegria o maior veio,
Não posso discutir quais as razões
Ao mesmo tempo tiras e repões
As esperanças todas e por isso
Tu tens em tuas mãos esta mulher
Que tanto te deseja e bem te quer
Suprema maravilha, eu te cobiço.
E vês nos olhos meus o brilho farto
E quando dos teus olhos eu me aparto
Saudade de teus braços, tanto anseio
Voltar aonde; em paz, me banqueteio
Tristeza a cada dia mais descarto
Enquanto este prazer; bebo e reparto
Descubro da alegria o maior veio,
Não posso discutir quais as razões
Ao mesmo tempo tiras e repões
As esperanças todas e por isso
Tu tens em tuas mãos esta mulher
Que tanto te deseja e bem te quer
Suprema maravilha, eu te cobiço.
ILUSÕES EM GOZOS FEITAS
Celestes ilusões em gozos feitas
Mesquinhas sombras tocam corações
E quando esta verdade aqui me expões
Nos olhos mais tristonhos, te deleitas
Esqueça aquela luz que nunca veio
E trague pelo menos um sorriso,
Um verso mais audaz, claro e conciso
A vida sem temores nem rodeio
Termômetros da sorte, riso e pranto,
Angústias entre gozos e terrores,
Assim por onde quer que sonhadores
Momentos traduzindo medo e encanto
Terás a companhia desta que
Somente o teu olhar ainda vê.
Mesquinhas sombras tocam corações
E quando esta verdade aqui me expões
Nos olhos mais tristonhos, te deleitas
Esqueça aquela luz que nunca veio
E trague pelo menos um sorriso,
Um verso mais audaz, claro e conciso
A vida sem temores nem rodeio
Termômetros da sorte, riso e pranto,
Angústias entre gozos e terrores,
Assim por onde quer que sonhadores
Momentos traduzindo medo e encanto
Terás a companhia desta que
Somente o teu olhar ainda vê.
CUIDAR DO JARDIM
Cuidando do jardim querido amigo
Verás que a rosa surge mais bonita
E a sorte muitas vezes já nos dita
O quanto de alegria que persigo,
Viver é ter nos olhos o perigo,
Uma alma se mostrando mais aflita
Quando a realidade nos conflita
Procuro tão somente algum abrigo.
E sendo eternamente esta menina
Que amor há tanto tempo deslumbrou
Mergulho nesta fonte cristalina
E bebo da ilusão a me fartar,
Esqueço a realidade e assim eu vou
Bebendo cada lágrima do mar.
Verás que a rosa surge mais bonita
E a sorte muitas vezes já nos dita
O quanto de alegria que persigo,
Viver é ter nos olhos o perigo,
Uma alma se mostrando mais aflita
Quando a realidade nos conflita
Procuro tão somente algum abrigo.
E sendo eternamente esta menina
Que amor há tanto tempo deslumbrou
Mergulho nesta fonte cristalina
E bebo da ilusão a me fartar,
Esqueço a realidade e assim eu vou
Bebendo cada lágrima do mar.
DISTANTES DA VERDADE
Há dias em que a gente se percebe
Distante da verdade e quase sonha,
Numa avidez que chega a ser bisonha
Percorre num momento nova sebe
E enquanto esta beleza se concebe
Mergulha na esperança mais risonha
E dela contumaz luz se componha
E rara fantasia nos embebe,
Num copo de cerveja, dança e festa
Menina do passado volta e empresta
As suas alegrias a quem tanto
A vida maltratara e quando agora
Madura realidade me decora
Qual fora esta princesa – morta – canto.
Distante da verdade e quase sonha,
Numa avidez que chega a ser bisonha
Percorre num momento nova sebe
E enquanto esta beleza se concebe
Mergulha na esperança mais risonha
E dela contumaz luz se componha
E rara fantasia nos embebe,
Num copo de cerveja, dança e festa
Menina do passado volta e empresta
As suas alegrias a quem tanto
A vida maltratara e quando agora
Madura realidade me decora
Qual fora esta princesa – morta – canto.
ETÉREAS LUZES
Imensidade traz etéreas luzes
E nelas refletindo o teu olhar,
Ás tantas maravilhas me entregar
No instante em que te vejo e me conduzes,
Metáforas diversas da paixão,
Depois, a realidade em abandono
E quando do destino enfim me adono
Adornam-se outras luzes: solidão.
Quem sabe noutra senda eu poderia
Qual fora alguma estrela perceber
O brilho inusitado do prazer,
Mas quando a noite chega sempre fria
Percebo enfim diversos tons e insistes
Distante dos meus olhos meigos, tristes.
E nelas refletindo o teu olhar,
Ás tantas maravilhas me entregar
No instante em que te vejo e me conduzes,
Metáforas diversas da paixão,
Depois, a realidade em abandono
E quando do destino enfim me adono
Adornam-se outras luzes: solidão.
Quem sabe noutra senda eu poderia
Qual fora alguma estrela perceber
O brilho inusitado do prazer,
Mas quando a noite chega sempre fria
Percebo enfim diversos tons e insistes
Distante dos meus olhos meigos, tristes.
NOS ESPINHOS
Sorrindo neste espelho vejo a moça
Que há tanto se desfez e agora volta
Aonde se fazia em vã revolta
As lágrimas formando imensa poça
Amores que trouxeram juventude,
Primaveris desejos me invadindo,
Um tempo tão sofrido, mas tão lindo
A vida vai passando e nos ilude.
Quisera ser assim o tempo inteiro,
A sorte vai mudando a minha face
A cada nova ruga ou novo impasse
Mudando sempre o tom deste tinteiro.
E agora a moça volta ao mesmo espelho,
Com ela, vez em quando me aconselho...
Que há tanto se desfez e agora volta
Aonde se fazia em vã revolta
As lágrimas formando imensa poça
Amores que trouxeram juventude,
Primaveris desejos me invadindo,
Um tempo tão sofrido, mas tão lindo
A vida vai passando e nos ilude.
Quisera ser assim o tempo inteiro,
A sorte vai mudando a minha face
A cada nova ruga ou novo impasse
Mudando sempre o tom deste tinteiro.
E agora a moça volta ao mesmo espelho,
Com ela, vez em quando me aconselho...
DELÍRIOS
Eternais delírios e cm soluços
Momentos de carícias delicadas,
E a moça revivendo lendas, fadas
Posando sensual, meio de bruços
Espera o seu sublime cavaleiro
Que traga em noite imensa a lua clara,
Enquanto a fantasia se declara
O mundo neste tom tão corriqueiro,
Escola, brincadeiras no recreio
Menina descobrindo a adolescência
Num misto de malícia e de inocência
O toque masculino no seu seio...
Depois, a vida traz a realidade
Maldita Fada esconde a liberdade...
Momentos de carícias delicadas,
E a moça revivendo lendas, fadas
Posando sensual, meio de bruços
Espera o seu sublime cavaleiro
Que traga em noite imensa a lua clara,
Enquanto a fantasia se declara
O mundo neste tom tão corriqueiro,
Escola, brincadeiras no recreio
Menina descobrindo a adolescência
Num misto de malícia e de inocência
O toque masculino no seu seio...
Depois, a vida traz a realidade
Maldita Fada esconde a liberdade...
segunda-feira, 1 de março de 2010
APOETEÓTICA LOUCURA
Quem dera apoteótica loucura
Em fogos de artifício, gozo pleno,
Porém na realidade me sereno,
A moça não permite com candura
E fecha-se com tal rara finura
Bebendo da paixão, doce veneno,
Com gozos magistrais ainda aceno,
Mas fica só nos sarros, pois sou pura.
E o carro se aproxima do motel,
Fingindo não querer destilo fel,
Mas cedo com vontade intraduzível
E aquela menininha não socorre
A virgem ao morrer tomando um porre
Encontra um Paraíso em paz; plausível.
Em fogos de artifício, gozo pleno,
Porém na realidade me sereno,
A moça não permite com candura
E fecha-se com tal rara finura
Bebendo da paixão, doce veneno,
Com gozos magistrais ainda aceno,
Mas fica só nos sarros, pois sou pura.
E o carro se aproxima do motel,
Fingindo não querer destilo fel,
Mas cedo com vontade intraduzível
E aquela menininha não socorre
A virgem ao morrer tomando um porre
Encontra um Paraíso em paz; plausível.
PLENITUDE
Ouvir a voz que invade a poesia
E ter a plenitude de ser fêmea
Sonhar com alma igual ou quase gêmea
Que a qualquer preço sempre encantaria
Mas quando a realidade se desnuda
A moça já não quer somente o sonho,
E quando em pratos limpos isto eu ponho
Deveras ao gerar um “Deus me acuda”
Sentidos demonstrando à flor da pele
Fornalha que incontida se apresenta
A fúria de um delírio é violenta
E ao gozo mais profano me compele.
Mas a moça educada em lendas ternas,
Com toda pudicícia fecha as pernas.
E ter a plenitude de ser fêmea
Sonhar com alma igual ou quase gêmea
Que a qualquer preço sempre encantaria
Mas quando a realidade se desnuda
A moça já não quer somente o sonho,
E quando em pratos limpos isto eu ponho
Deveras ao gerar um “Deus me acuda”
Sentidos demonstrando à flor da pele
Fornalha que incontida se apresenta
A fúria de um delírio é violenta
E ao gozo mais profano me compele.
Mas a moça educada em lendas ternas,
Com toda pudicícia fecha as pernas.
PASSAGEIRO DA AGONIA
Um velho passageiro da agonia
Meu coração naufraga em mar revolto
E quando se mostrara outrora solto
O medo de viver já traduzia,
E assim entre não ter o tanto quero
Pensando no futuro a moça bebe
O gosto tão amargo desta sebe
E teme este desejo mais sincero.
Correndo contra o tempo amadurece
E sabe que não tem onde correr,
O quanto é necessário o se perder
E nele como fosse reza ou prece
Viver o Paraíso nesta vida
Abrindo desde já sua guarida.
Meu coração naufraga em mar revolto
E quando se mostrara outrora solto
O medo de viver já traduzia,
E assim entre não ter o tanto quero
Pensando no futuro a moça bebe
O gosto tão amargo desta sebe
E teme este desejo mais sincero.
Correndo contra o tempo amadurece
E sabe que não tem onde correr,
O quanto é necessário o se perder
E nele como fosse reza ou prece
Viver o Paraíso nesta vida
Abrindo desde já sua guarida.
VENDAVAIS
Vendavais furiosos ditam regras
Aonde poderia crer na paz,
E sei que tanto amor já se desfaz
Enquanto noutros braços já te integras
Discórdias traduzindo o desamor
E nelas vejo assim nosso retrato
E quando noutra senda me retrato
Trazendo à minha vida este fulgor
Diverso do que um dia sonegaste
Entranhando desejos que não vês,
O amor em outro amor vive o talvez
E o nosso se traduz pelo desgaste
E assim ao te trair eu me liberto,
Embora o meu futuro seja incerto.
Aonde poderia crer na paz,
E sei que tanto amor já se desfaz
Enquanto noutros braços já te integras
Discórdias traduzindo o desamor
E nelas vejo assim nosso retrato
E quando noutra senda me retrato
Trazendo à minha vida este fulgor
Diverso do que um dia sonegaste
Entranhando desejos que não vês,
O amor em outro amor vive o talvez
E o nosso se traduz pelo desgaste
E assim ao te trair eu me liberto,
Embora o meu futuro seja incerto.
MANHÃS
Manhãs iluminadas por um sol
Que tanto me mostrara este caminho
No qual um coração segue sozinho,
Mas bebe da alegria, girassol,
E tudo se transforma no arrebol,
Enquanto nos teus braços eu me aninho
Da glória –ser feliz – já me avizinho
Encontrando em teus olhos meu farol,
O norte se transporta nos teus lábios
E neles os benditos astrolábios
Que tanto procurara vida afora,
E ensandecida sigo sem destino
Voracidade aonde desatino
Prazer que a cada toque mais se aflora.
Que tanto me mostrara este caminho
No qual um coração segue sozinho,
Mas bebe da alegria, girassol,
E tudo se transforma no arrebol,
Enquanto nos teus braços eu me aninho
Da glória –ser feliz – já me avizinho
Encontrando em teus olhos meu farol,
O norte se transporta nos teus lábios
E neles os benditos astrolábios
Que tanto procurara vida afora,
E ensandecida sigo sem destino
Voracidade aonde desatino
Prazer que a cada toque mais se aflora.
SOMBRAS
Não deixe que este amor já se esvaeça
Em sombras tão soturnas e vulgares
Por onde, noutras sendas caminhares
Que a vida novamente amores teça,
Mas nunca desta a quem se fez se esqueça
Enquanto noutras tantas encontrares
Momentos prazerosos, vãos altares
O quanto te desejo, reconheça;
E assim mesmo que não sejas mais meu,
O verso mais audaz se concebeu
Nas manhas e delírios de quem tanto
Mergulha nos teus braços sem defesa
E sabe desfrutar cada beleza
E embora vá distante, a ti eu canto.
Em sombras tão soturnas e vulgares
Por onde, noutras sendas caminhares
Que a vida novamente amores teça,
Mas nunca desta a quem se fez se esqueça
Enquanto noutras tantas encontrares
Momentos prazerosos, vãos altares
O quanto te desejo, reconheça;
E assim mesmo que não sejas mais meu,
O verso mais audaz se concebeu
Nas manhas e delírios de quem tanto
Mergulha nos teus braços sem defesa
E sabe desfrutar cada beleza
E embora vá distante, a ti eu canto.
HARMONIA
Os corações tocando em harmonia
Melodioso encanto que inda traz
A doce fantasia mais audaz
Enquanto esta paixão assim porfia.
O tempo não sacia quem delira
E vence a cada dia mais veloz,
O gozo insaciável, pois atroz
Ouvindo bem mais próxima esta lira
Encontro os teus anseios e te afago,
Abrindo esta braguilha acaricio
E deixo que tu sintas meu rocio
Imenso e delirante doce lago,
Assim ao perceber o quanto queres
Entrego-me ao banquete, mil talheres...
Melodioso encanto que inda traz
A doce fantasia mais audaz
Enquanto esta paixão assim porfia.
O tempo não sacia quem delira
E vence a cada dia mais veloz,
O gozo insaciável, pois atroz
Ouvindo bem mais próxima esta lira
Encontro os teus anseios e te afago,
Abrindo esta braguilha acaricio
E deixo que tu sintas meu rocio
Imenso e delirante doce lago,
Assim ao perceber o quanto queres
Entrego-me ao banquete, mil talheres...
DESABROCHANDO A ROSA
Desabrochando a rosa em luz tranqüila
Menina se entregando ao seu amor,
E mesmo que inda trague algum pudor
A sorte contra o medo já destila
Prazer inesgotável prometido,
Num toque mais audaz por sob a saia
E a mão chegando intensa, não se traia
Tomando sem juízo o meu sentido,
E bêbada de luz, umedecida
Abrindo as minhas pernas virginais
No dedo tão suave demonstrais
Em vossas fantasias minha vida
Urdida em fúria intensa, o fogaréu
Levando neste instante para o Céu.
Menina se entregando ao seu amor,
E mesmo que inda trague algum pudor
A sorte contra o medo já destila
Prazer inesgotável prometido,
Num toque mais audaz por sob a saia
E a mão chegando intensa, não se traia
Tomando sem juízo o meu sentido,
E bêbada de luz, umedecida
Abrindo as minhas pernas virginais
No dedo tão suave demonstrais
Em vossas fantasias minha vida
Urdida em fúria intensa, o fogaréu
Levando neste instante para o Céu.
MAR REVOLTO
Revolto mar trazendo esta procela
Que tantas vezes diz a minha vida,
E tendo a minha estrada já perdida
Apenas negação inda revela
O quanto este destino louco sela
A sórdida emoção de quem duvida
Da porta que se cerra sem saída
Vagando em cada beco, outra viela.
A casa dos meus sonhos, meu jardim,
O mundo desabou dentro de mim
E o rosto que este espelho ora traduz
Da moça envelhecida pelo engodo
Recende ao pantanoso e torpe lodo
Sem ter sequer lembranças de uma luz.
Que tantas vezes diz a minha vida,
E tendo a minha estrada já perdida
Apenas negação inda revela
O quanto este destino louco sela
A sórdida emoção de quem duvida
Da porta que se cerra sem saída
Vagando em cada beco, outra viela.
A casa dos meus sonhos, meu jardim,
O mundo desabou dentro de mim
E o rosto que este espelho ora traduz
Da moça envelhecida pelo engodo
Recende ao pantanoso e torpe lodo
Sem ter sequer lembranças de uma luz.
CURVADA AOS TEUS PÉS
Curvada aos pés de quem tanto queria
E sinto que se vai sem dizer nada,
A sorte sobre a mesa está lançada
A vida a cada tempo mais se esfria
Imagem corriqueira da agonia
Em luzes de neon vai disfarçada
Andando sem destino em triste estrada
Deveras tão soturna quão vazia
Esgoto as minhas forças nesta espera
E sei que a cada noite esta quimera
Vestida de ilusões toma o cenário
E aquele que pensara ser só meu
Há muito noutros braços se envolveu
Deixando o coração mais solitário.
E sinto que se vai sem dizer nada,
A sorte sobre a mesa está lançada
A vida a cada tempo mais se esfria
Imagem corriqueira da agonia
Em luzes de neon vai disfarçada
Andando sem destino em triste estrada
Deveras tão soturna quão vazia
Esgoto as minhas forças nesta espera
E sei que a cada noite esta quimera
Vestida de ilusões toma o cenário
E aquele que pensara ser só meu
Há muito noutros braços se envolveu
Deixando o coração mais solitário.
LÁGRIMAS
As gotas que despencam deste olhar
Rolando pelo rosto dizem tudo.
O coração agora quieto e mudo
Aonde poderia imaginar
Um sonho como fosse algum altar
Deveras não consigo ou mais me iludo
E sei que se pudesse ter o agudo
Carinho de quem tanto quis amar
Teria outro desfecho a minha história,
Mas quando revivendo em vã memória
Momentos que julgara mais felizes
Encontro tão somente tatuadas
Imagens de uma vida desvairada
Imersa nas mais fundas cicatrizes.
Rolando pelo rosto dizem tudo.
O coração agora quieto e mudo
Aonde poderia imaginar
Um sonho como fosse algum altar
Deveras não consigo ou mais me iludo
E sei que se pudesse ter o agudo
Carinho de quem tanto quis amar
Teria outro desfecho a minha história,
Mas quando revivendo em vã memória
Momentos que julgara mais felizes
Encontro tão somente tatuadas
Imagens de uma vida desvairada
Imersa nas mais fundas cicatrizes.
AMOR IMENSO
Receba com carinho este soneto
Aonde eu te declaro amor imenso
Vivendo a cada instante eu me convenço
Do encanto pelo qual já me arremeto
Aos braços de um encanto que sem par
Expressa uma verdade mais audaz
E quando a realidade aqui me traz
Vestida de esperança a se mostrar
Bem mais do que pensara noutras eras
Vencendo os meus temores pueris
Percebo que deveras sou feliz
No amor que em tanto amor tu recuperas
Destino-me ao saber somente tua
E entrego-me sem medo, à noite, nua.
Aonde eu te declaro amor imenso
Vivendo a cada instante eu me convenço
Do encanto pelo qual já me arremeto
Aos braços de um encanto que sem par
Expressa uma verdade mais audaz
E quando a realidade aqui me traz
Vestida de esperança a se mostrar
Bem mais do que pensara noutras eras
Vencendo os meus temores pueris
Percebo que deveras sou feliz
No amor que em tanto amor tu recuperas
Destino-me ao saber somente tua
E entrego-me sem medo, à noite, nua.
SOL POENTE
O sol poente mostra a minha face,
Enfrentarei a noite em solidão
Distante dos meus olhos o verão
Neblina que uma lua agora embace.
Por mais que novo rumo o sonho trace
Mergulho nesta mesma negação
Aonde se mostrara a direção
Tramando em sordidez o desenlace.
Um eco que se escuta ao longe trama
Este apagar cruel da intensa chama
Da jovem que pensara ser eterna.
No olhar já moribundo da esperança
Apenas a tristeza inda se lança
Estúpida e fugaz, fosca lanterna.
Enfrentarei a noite em solidão
Distante dos meus olhos o verão
Neblina que uma lua agora embace.
Por mais que novo rumo o sonho trace
Mergulho nesta mesma negação
Aonde se mostrara a direção
Tramando em sordidez o desenlace.
Um eco que se escuta ao longe trama
Este apagar cruel da intensa chama
Da jovem que pensara ser eterna.
No olhar já moribundo da esperança
Apenas a tristeza inda se lança
Estúpida e fugaz, fosca lanterna.
NOVA CHANCE
Sangrentas ilusões não alimento,
Seria muito bom ter nova chance,
Mas quando se percebe ao meu alcance
Mais forte se resume então tal vento
E assim retorno ao velho sofrimento
A sorte não passando de um nuance
Enquanto a dor deveras sempre avance
Não tenho nem sequer algum alento
Cadáver do que outrora sonhadora
E tantas vezes tola em tentadora
Loucura que não fiz e nem faria
Exponho agora a face em tom sombrio
E quando o tempo teimo e desafio,
Restando enfim a lágrima e agonia.
Seria muito bom ter nova chance,
Mas quando se percebe ao meu alcance
Mais forte se resume então tal vento
E assim retorno ao velho sofrimento
A sorte não passando de um nuance
Enquanto a dor deveras sempre avance
Não tenho nem sequer algum alento
Cadáver do que outrora sonhadora
E tantas vezes tola em tentadora
Loucura que não fiz e nem faria
Exponho agora a face em tom sombrio
E quando o tempo teimo e desafio,
Restando enfim a lágrima e agonia.
Olhai para os meus olhos
Olhai para os meus olhos e verás
Que tudo não passou de um simples sonho,
Retrato de um passado tão medonho
Aonde se perdendo rumo e paz
Apenas um momento mais fugaz
Que a cada novo encanto recomponho
Ao qual com toda força não me oponho,
Pois mesmo sendo vago satisfaz.
A moça se mostrara em face nua
E exposta como atriz ainda atua
Nos palcos da ilusão, tola palhaça
E a sórdida figura se avizinha,
Enquanto ela prossegue tão sozinha
E o tempo atroz, cruel, deveras passa.
Que tudo não passou de um simples sonho,
Retrato de um passado tão medonho
Aonde se perdendo rumo e paz
Apenas um momento mais fugaz
Que a cada novo encanto recomponho
Ao qual com toda força não me oponho,
Pois mesmo sendo vago satisfaz.
A moça se mostrara em face nua
E exposta como atriz ainda atua
Nos palcos da ilusão, tola palhaça
E a sórdida figura se avizinha,
Enquanto ela prossegue tão sozinha
E o tempo atroz, cruel, deveras passa.
LUCIDEZ?
Não chore por quem tanto se fez fera
Assim eu poderia ter talvez
Algum momento feito em lucidez
Além do que esta vida ainda gera.
Espreito qualquer sorte em vaga espera
Atocaiada presa que ora vês
Tomada por total estupidez
Retrata fielmente esta quimera
A velha prostituta que assim ronda
Botecos e puteiros mais vulgares
Adentra por terríveis lupanares
Por mais que da verdade já se esconda
Espelho nunca mente e já traduz
Esta alma feita em treva, medo e pus.
Assim eu poderia ter talvez
Algum momento feito em lucidez
Além do que esta vida ainda gera.
Espreito qualquer sorte em vaga espera
Atocaiada presa que ora vês
Tomada por total estupidez
Retrata fielmente esta quimera
A velha prostituta que assim ronda
Botecos e puteiros mais vulgares
Adentra por terríveis lupanares
Por mais que da verdade já se esconda
Espelho nunca mente e já traduz
Esta alma feita em treva, medo e pus.
DERROCADA
Cabelos desgrenhados pela rua
Imagem caricata se desnuda
E quando se procura quem acuda
A besta fera inerme continua
E assim a morte chega e compactua
Trazendo a quem precisa sua ajuda
Uma alma sendo pútrida e miúda
Nos braços de uma insânia segue nua.
Assisto a minha própria derrocada
E morta mesmo em vida, não há nada
Que possa restaurar a dignidade
E bêbada em sarjetas adormeço
Marquise se tornando este endereço
Da pária que aos teus olhos se degrade.
Imagem caricata se desnuda
E quando se procura quem acuda
A besta fera inerme continua
E assim a morte chega e compactua
Trazendo a quem precisa sua ajuda
Uma alma sendo pútrida e miúda
Nos braços de uma insânia segue nua.
Assisto a minha própria derrocada
E morta mesmo em vida, não há nada
Que possa restaurar a dignidade
E bêbada em sarjetas adormeço
Marquise se tornando este endereço
Da pária que aos teus olhos se degrade.
UM NOVO SONHO
Às tantas horas tive um novo sonho
Aonde não se fez um pesadelo
Amor quanto queria enfim revê-lo
E mesmo quando ausente eu te componho
Em cena inebriante não me oponho
Ao perceber em ti querido zelo,
Vontade de sentir e de sabê-lo
Por mais que isto pareça tão bisonho.
Os filhos que não tive, a mãe ausente
Apenas o vazio se pressente
Na solidão eterna, a companheira.
A morte é redenção de uma alma espúria
Exposta ao vago não de tanta incúria
Na sórdida ilusão, a mensageira.
Aonde não se fez um pesadelo
Amor quanto queria enfim revê-lo
E mesmo quando ausente eu te componho
Em cena inebriante não me oponho
Ao perceber em ti querido zelo,
Vontade de sentir e de sabê-lo
Por mais que isto pareça tão bisonho.
Os filhos que não tive, a mãe ausente
Apenas o vazio se pressente
Na solidão eterna, a companheira.
A morte é redenção de uma alma espúria
Exposta ao vago não de tanta incúria
Na sórdida ilusão, a mensageira.
A FONTE DO PRAZER
Não pode ser assim a gota d’água
Do quanto desejara e nada existe,
O coração se mostra amargo e triste
Transborda em solidão e assim deságua
Na fonte do prazer agora em mágoa
Apenas solidão chega e persiste
Enquanto a lua a tudo, quieta, assiste
O amor falsificando a luz em frágua
Gerada pelo anseio de uma tonta,
O sol já não conhece e nem desponta
Deixando esta alvorada em vã neblina
E quando me imagino mais feliz,
Verdade em contraluz me contradiz
A glória noutros rumos se destina.
Do quanto desejara e nada existe,
O coração se mostra amargo e triste
Transborda em solidão e assim deságua
Na fonte do prazer agora em mágoa
Apenas solidão chega e persiste
Enquanto a lua a tudo, quieta, assiste
O amor falsificando a luz em frágua
Gerada pelo anseio de uma tonta,
O sol já não conhece e nem desponta
Deixando esta alvorada em vã neblina
E quando me imagino mais feliz,
Verdade em contraluz me contradiz
A glória noutros rumos se destina.
BEBENDO O VINHO DA SAUDADE
O céu que desejara bem mais claro
Em plena escuridão mostra a verdade
E quando bebo o vinho da saudade
O amor que nunca quis, tonta declaro
E sei o gosto frio, quase amaro
Do beijo que traduza falsidade
Enquanto uma alma tola assim degrade
Olhando para o lado: desamparo.
E sei que tantas vezes eu me engano
Levando para a cama um novo dano
Espúria caricata, quase puta.
E sonho com um príncipe safado,
Porém um imbecil enamorado,
Sem prazer algum inda desfruta.
Em plena escuridão mostra a verdade
E quando bebo o vinho da saudade
O amor que nunca quis, tonta declaro
E sei o gosto frio, quase amaro
Do beijo que traduza falsidade
Enquanto uma alma tola assim degrade
Olhando para o lado: desamparo.
E sei que tantas vezes eu me engano
Levando para a cama um novo dano
Espúria caricata, quase puta.
E sonho com um príncipe safado,
Porém um imbecil enamorado,
Sem prazer algum inda desfruta.
MENSAGEIRA
Pudera ser aquela mensageira
Quem um dia imaginara a liberdade,
Porém quando o vazio chega e invade
Na fúria mais audaz e costumeira
A sorte neste instante já se esgueira
Deixando como herança a falsidade
E vago sem destino na cidade
Usando este sorriso qual bandeira,
E bêbada dos sonhos me entrelaço
Em coxas, pernas, dentes, roto o laço
Motéis entre falsários, diamantes,
Escuto estas promessas mentirosas
E a louca enquanto ri e ainda gozas
Desvenda estes mistérios torturantes.
Quem um dia imaginara a liberdade,
Porém quando o vazio chega e invade
Na fúria mais audaz e costumeira
A sorte neste instante já se esgueira
Deixando como herança a falsidade
E vago sem destino na cidade
Usando este sorriso qual bandeira,
E bêbada dos sonhos me entrelaço
Em coxas, pernas, dentes, roto o laço
Motéis entre falsários, diamantes,
Escuto estas promessas mentirosas
E a louca enquanto ri e ainda gozas
Desvenda estes mistérios torturantes.
AMOR TEM DESTAS COISAS
O bem que tanto quis jamais foi meu
Amor tem destas coisas. Vem e volta
E quando se prepara uma revolta
Motim do coração já se esqueceu
E o verso que julgara mais ateu
Enquanto a mão de um sonho não se solta
O encanto sonegando alguma escolta
Vazio do vazio concebeu.
Descreves poesia como fosse
Um sonho mais feliz ou mesmo doce
E sabes que em verdade isto me ilude
Deixando há muito tempo a face em rugas
Mergulho no passado em tolas fugas
Bebendo o vinho amargo, juventude.
Amor tem destas coisas. Vem e volta
E quando se prepara uma revolta
Motim do coração já se esqueceu
E o verso que julgara mais ateu
Enquanto a mão de um sonho não se solta
O encanto sonegando alguma escolta
Vazio do vazio concebeu.
Descreves poesia como fosse
Um sonho mais feliz ou mesmo doce
E sabes que em verdade isto me ilude
Deixando há muito tempo a face em rugas
Mergulho no passado em tolas fugas
Bebendo o vinho amargo, juventude.
AREIA MOVEDIÇA
Aonde imaginei porto seguro
Areia movediça dita norma
E tudo o que criara se deforma
Deixando para trás o que procuro,
Mergulho em falsas luzes neste escuro
Enquanto o nada sempre em vão me informa
Uma alma em trevas feita se conforma
E fica agora atrás do velho muro
Separações comuns na minha vida,
E quando se percebe a despedida
A costumeira voz num até breve
Nas toscas perspectivas, o vazio,
Enquanto a minha sorte eu desafio,
Um sonho mais audaz, ainda atreve.
Areia movediça dita norma
E tudo o que criara se deforma
Deixando para trás o que procuro,
Mergulho em falsas luzes neste escuro
Enquanto o nada sempre em vão me informa
Uma alma em trevas feita se conforma
E fica agora atrás do velho muro
Separações comuns na minha vida,
E quando se percebe a despedida
A costumeira voz num até breve
Nas toscas perspectivas, o vazio,
Enquanto a minha sorte eu desafio,
Um sonho mais audaz, ainda atreve.
SEDENTA
Sedenta; não consigo saciar-me
Nas ânsias de um momento mais audaz,
E quando a realidade já desfaz
O tempo se mostrando em vão alarme
E o gosto do vazio me desarme
Deixando qualquer sonho para trás
Mergulho nesta insânia que, mordaz
Traduz o nada ter; etéreo carme.
Enquanto este poema não traduz
O quanto desejara em farta luz
A moça se desnuda em verso triste,
E assim ao perceber que não virá
O encanto que desejo, desde já
O coração calado não insiste.
Nas ânsias de um momento mais audaz,
E quando a realidade já desfaz
O tempo se mostrando em vão alarme
E o gosto do vazio me desarme
Deixando qualquer sonho para trás
Mergulho nesta insânia que, mordaz
Traduz o nada ter; etéreo carme.
Enquanto este poema não traduz
O quanto desejara em farta luz
A moça se desnuda em verso triste,
E assim ao perceber que não virá
O encanto que desejo, desde já
O coração calado não insiste.
A FÚRIA DE UM DESEJO
Ao perceber insólitas imagens
Dos dias onde outrora padecera
Além do que deveras percebera
Uma alma em loucas sendas, vãs miragens
E quando se entranhando em paisagens
Diversas da que tanto conhecera
Aonde se fez luz não resta cera
Deixando na gaveta tais mensagens
A fúria de um desejo insaciado
O quanto se pensara no passado
Vencidos os meus medos, nada vindo
Perpetuando em chuva o meu temor,
O quadro que pensara sedutor
Aos poucos da memória vai saindo.
Dos dias onde outrora padecera
Além do que deveras percebera
Uma alma em loucas sendas, vãs miragens
E quando se entranhando em paisagens
Diversas da que tanto conhecera
Aonde se fez luz não resta cera
Deixando na gaveta tais mensagens
A fúria de um desejo insaciado
O quanto se pensara no passado
Vencidos os meus medos, nada vindo
Perpetuando em chuva o meu temor,
O quadro que pensara sedutor
Aos poucos da memória vai saindo.
Imagem
Não posso ver somente este perjuro
No qual emaranhada a minha vida
Tecendo a desventura, a decaída
Imagem pela qual vivo e perduro.
Não sendo o que deveras mais procuro
O peso de uma etérea despedida
Fechando qualquer porta, uma saída
Esconde o chão que um dia se fez duro.
E toda esta aridez traduz o nada
Colhido em terra sempre mal lavrada
Cuidada com desprezo e sem o zelo
Que é sempre necessário; a jardineira
Vestindo esta mortalha corriqueira
Matando o nosso amor. Aonde vê-lo?
No qual emaranhada a minha vida
Tecendo a desventura, a decaída
Imagem pela qual vivo e perduro.
Não sendo o que deveras mais procuro
O peso de uma etérea despedida
Fechando qualquer porta, uma saída
Esconde o chão que um dia se fez duro.
E toda esta aridez traduz o nada
Colhido em terra sempre mal lavrada
Cuidada com desprezo e sem o zelo
Que é sempre necessário; a jardineira
Vestindo esta mortalha corriqueira
Matando o nosso amor. Aonde vê-lo?
Morrendo a cada verso
Morrendo a cada verso tão distante
Deste homem que se fez amado algoz
Verdugo da esperança lança a voz
Qual fora um visionário ou um farsante.
Estúpido caminho que adiante
As travas do futuro em tom veloz,
Sabendo que não tenho nada após
Manhã já se abortando a cada instante.
Persigo alguma estrela em noite escura
E quando vejo fútil tal procura
O gosto deste fel tomando tudo,
E mesmo quando ainda em vão me iludo
Acordo sem ninguém e sigo assim
Até que a morte traga um doce fim.
Deste homem que se fez amado algoz
Verdugo da esperança lança a voz
Qual fora um visionário ou um farsante.
Estúpido caminho que adiante
As travas do futuro em tom veloz,
Sabendo que não tenho nada após
Manhã já se abortando a cada instante.
Persigo alguma estrela em noite escura
E quando vejo fútil tal procura
O gosto deste fel tomando tudo,
E mesmo quando ainda em vão me iludo
Acordo sem ninguém e sigo assim
Até que a morte traga um doce fim.
herança
Caminho que me deste como herança
Depois de tantos anos convivendo
Recebo este presente, um dividendo
Cortante feito faca, fria lança.
O amor quando demais jamais alcança
O rumo que deveras não desvendo
E morre pouco a pouco me envolvendo
Deixando triste imagem na lembrança
Mortalha que carrego dentro da alma,
Apenas o vazio ledo trauma
Não deixa que eu perceba novo dia
E quando a morte trama seu enredo,
Aos seus caprichos todos; eu concedo
Bebendo em fartos goles, a agonia.
Depois de tantos anos convivendo
Recebo este presente, um dividendo
Cortante feito faca, fria lança.
O amor quando demais jamais alcança
O rumo que deveras não desvendo
E morre pouco a pouco me envolvendo
Deixando triste imagem na lembrança
Mortalha que carrego dentro da alma,
Apenas o vazio ledo trauma
Não deixa que eu perceba novo dia
E quando a morte trama seu enredo,
Aos seus caprichos todos; eu concedo
Bebendo em fartos goles, a agonia.
abandonada
Uma enjeitada apenas, nada mais,
Assim ao me sentir abandonada
Vestindo esta emoção, desenganada
Restando-me distante de algum cais,
O quanto sonhos foram magistrais
Na busca pela luz de uma alvorada
Deitando farto brilho nesta estrada
Que tanto desejei, raros cristais.
No bosque da esperança nada tendo,
Um anjo que em cantigas, estupendo,
Farsante se proíbe e nada traz
Somente este degredo sem saída,
Ausente encontro molda a despedida
A vida em ironia é tão mordaz.
Assim ao me sentir abandonada
Vestindo esta emoção, desenganada
Restando-me distante de algum cais,
O quanto sonhos foram magistrais
Na busca pela luz de uma alvorada
Deitando farto brilho nesta estrada
Que tanto desejei, raros cristais.
No bosque da esperança nada tendo,
Um anjo que em cantigas, estupendo,
Farsante se proíbe e nada traz
Somente este degredo sem saída,
Ausente encontro molda a despedida
A vida em ironia é tão mordaz.
Estrela
Estrela que entre tantas se revela
A mais sublime e rara em brilho tanto,
E quando aos seus prazeres teimo e canto
Mostrando esta ilusão sobeja e bela,
O amor que da verdade desatrela
E muda a direção, em desencanto
Deixando nos meus olhos farto pranto
Aonde quis a porta, vejo a cela.
Aparto-me deveras da esperança
O sonho noutra festa, teima e dança
Enquanto solidão adentra a sala,
E o vento que em lufadas nega tudo
Deixando o coração calado e mudo
Estrelas sobre nuvens nada fala.
A mais sublime e rara em brilho tanto,
E quando aos seus prazeres teimo e canto
Mostrando esta ilusão sobeja e bela,
O amor que da verdade desatrela
E muda a direção, em desencanto
Deixando nos meus olhos farto pranto
Aonde quis a porta, vejo a cela.
Aparto-me deveras da esperança
O sonho noutra festa, teima e dança
Enquanto solidão adentra a sala,
E o vento que em lufadas nega tudo
Deixando o coração calado e mudo
Estrelas sobre nuvens nada fala.
A sina
Na aspereza do quase e nunca ter
A sina de quem tanto procurara
A noite mais tranqüila e mesmo clara
Expondo-se aos anseios do prazer,
Não pude receber do amanhecer
A luz que tantas vezes se declara
E a sorte se mostrando em corte e escara,
O mundo desabando, eu pude ver.
E tantos terremotos, cataclismos,
Aos pés somente imensos vãos e abismos
Notícias do que tanto desejei
Jamais escutaria, pois eu sinto
Que o amor inebriante como absinto
Não traz felicidade, dura lei.
A sina de quem tanto procurara
A noite mais tranqüila e mesmo clara
Expondo-se aos anseios do prazer,
Não pude receber do amanhecer
A luz que tantas vezes se declara
E a sorte se mostrando em corte e escara,
O mundo desabando, eu pude ver.
E tantos terremotos, cataclismos,
Aos pés somente imensos vãos e abismos
Notícias do que tanto desejei
Jamais escutaria, pois eu sinto
Que o amor inebriante como absinto
Não traz felicidade, dura lei.
Aonde mitigar a desventura
Aonde mitigar a desventura
Que embora costumeira, me maltrata
E quando a realidade já desata
Restando em minhas mãos a vã procura
E quanto mais atroz, assim perdura
A sorte se tornando vil retrata
A vida de uma insana, uma insensata
Que tanto se desnuda em amargura.
Aos pés de quem um dia se fez meu,
O olhar lacrimejante se perdeu
Numa total loucura e nada mais,
Teu filho que jamais veio ou viria
Alimentando ainda a fantasia
Exposto aos mais terríveis vendavais.
Que embora costumeira, me maltrata
E quando a realidade já desata
Restando em minhas mãos a vã procura
E quanto mais atroz, assim perdura
A sorte se tornando vil retrata
A vida de uma insana, uma insensata
Que tanto se desnuda em amargura.
Aos pés de quem um dia se fez meu,
O olhar lacrimejante se perdeu
Numa total loucura e nada mais,
Teu filho que jamais veio ou viria
Alimentando ainda a fantasia
Exposto aos mais terríveis vendavais.
Meu corpo te procura
Meu corpo te procura e o desalento
Tomando toda a casa, o quarto, a sala,
Saudade vem chegando e nada fala,
Palavra de ilusão perdida ao vento.
E quanto mais desejo e me atormento,
A vida por si só em fúria abala
O amor se desfraldando em vão me cala
Deixando como herança o sofrimento.
Eu quis e merecia ter a glória
De ter além da lua merencória
Sorriso do menino que não veio,
E deito solitária e te procuro,
Imagem tão espúria em leito escuro,
Mas sinto tuas mãos sobre o meu seio.
Tomando toda a casa, o quarto, a sala,
Saudade vem chegando e nada fala,
Palavra de ilusão perdida ao vento.
E quanto mais desejo e me atormento,
A vida por si só em fúria abala
O amor se desfraldando em vão me cala
Deixando como herança o sofrimento.
Eu quis e merecia ter a glória
De ter além da lua merencória
Sorriso do menino que não veio,
E deito solitária e te procuro,
Imagem tão espúria em leito escuro,
Mas sinto tuas mãos sobre o meu seio.
Apenas solidão
As violetas mortas pela casa,
Crisântemos traduzem dores várias
E aonde imaginara as luminárias
Apenas solidão ainda abrasa
Felicidade em sonhos já se atrasa
E as noites sendo amargas; solitárias
As almas em sarjetas, mortas; párias
Desprezo modulado em fúria e brasa.
Calcando as minhas tétricas quimeras,
Afasto o que seriam primaveras
E os lírios amortalham meu jardim.
Não tendo mais o sonho em minhas mãos,
As noites são cruéis e os dias vãos,
Traçando eterno luto que há em mim.
Crisântemos traduzem dores várias
E aonde imaginara as luminárias
Apenas solidão ainda abrasa
Felicidade em sonhos já se atrasa
E as noites sendo amargas; solitárias
As almas em sarjetas, mortas; párias
Desprezo modulado em fúria e brasa.
Calcando as minhas tétricas quimeras,
Afasto o que seriam primaveras
E os lírios amortalham meu jardim.
Não tendo mais o sonho em minhas mãos,
As noites são cruéis e os dias vãos,
Traçando eterno luto que há em mim.
Os beijos que me trazes
Os beijos que me trazes; mel amargo
Neste agridoce encanto, dor e medo,
E quando nos teus braços eu me enredo
Deixando a solidão cruel ao largo,
Caminho para o nada agora embargo
E toda a fantasia eu te concedo,
Decifras deste cofre o seu segredo
E a senda para a vida, em paz, alargo.
Se desvairadamente inda te assusto,
Deitando-se deveras sobre o busto
Ninando este menino que é só meu,
O tanto se transborda, inundação,
E estrelas aos nos ver mergulharão
Gerando imenso sol que em nós nasceu.
Neste agridoce encanto, dor e medo,
E quando nos teus braços eu me enredo
Deixando a solidão cruel ao largo,
Caminho para o nada agora embargo
E toda a fantasia eu te concedo,
Decifras deste cofre o seu segredo
E a senda para a vida, em paz, alargo.
Se desvairadamente inda te assusto,
Deitando-se deveras sobre o busto
Ninando este menino que é só meu,
O tanto se transborda, inundação,
E estrelas aos nos ver mergulharão
Gerando imenso sol que em nós nasceu.
O coração
O coração qual fosse um albatroz
Ganhando os céus percorre vários mares
E faz das esperanças seus altares
Voando em liberdade vai veloz,
E quando a tempestade vem feroz,
Enfrentando estas ondas ganha os ares
E enquanto no meu peito tu posares
Do canto libertário, ouvindo a voz
Tu saberás decerto discernir
Deveras o passado do porvir
E a moça se aprisiona em tuas teias,
Correntes desejadas por quem ama,
E o sol ao rebrilhar em fúria e chama
No tanto que me dás já incendeias.
Ganhando os céus percorre vários mares
E faz das esperanças seus altares
Voando em liberdade vai veloz,
E quando a tempestade vem feroz,
Enfrentando estas ondas ganha os ares
E enquanto no meu peito tu posares
Do canto libertário, ouvindo a voz
Tu saberás decerto discernir
Deveras o passado do porvir
E a moça se aprisiona em tuas teias,
Correntes desejadas por quem ama,
E o sol ao rebrilhar em fúria e chama
No tanto que me dás já incendeias.
A mais perfeita e nobre maravilha
Das dádivas que Deus me concedeu
A mais perfeita e nobre maravilha
É ter o coração que sempre brilha
Por mais que se perceba escuro e breu.
Fantasma há tanto tempo emudeceu
O amor se torna grácil armadilha
Se em glacial estrada ainda trilha
Serei bem mais tranqüila se for meu
O encanto incomparável deste a quem
Entrego toda a luz que amor contém
Sem medos, simplesmente por saber
Que a recompensa tarda, mas não falha,
E quando nos delírios da batalha
Vencemos, pois unidos no prazer.
A mais perfeita e nobre maravilha
É ter o coração que sempre brilha
Por mais que se perceba escuro e breu.
Fantasma há tanto tempo emudeceu
O amor se torna grácil armadilha
Se em glacial estrada ainda trilha
Serei bem mais tranqüila se for meu
O encanto incomparável deste a quem
Entrego toda a luz que amor contém
Sem medos, simplesmente por saber
Que a recompensa tarda, mas não falha,
E quando nos delírios da batalha
Vencemos, pois unidos no prazer.
Teus lábios
Teus lábios decifrando este segredo
Que tantas vezes quis desbravador
E quando se pensava em louco amor,
Apenas novamente este degredo
E quando aos teus carinhos quero e cedo,
Envolta pelos braços de um amor
Num másculo delírio, sou a flor
Tu és meu colibri, suave enredo...
Venceste estas defesas femininas
E quando me vencendo já dominas,
Não vês que te domino plenamente.
Assim nesta batalha em gozo e mel,
Encontro um bom caminho para o Céu
E volto a ser menina novamente.
Que tantas vezes quis desbravador
E quando se pensava em louco amor,
Apenas novamente este degredo
E quando aos teus carinhos quero e cedo,
Envolta pelos braços de um amor
Num másculo delírio, sou a flor
Tu és meu colibri, suave enredo...
Venceste estas defesas femininas
E quando me vencendo já dominas,
Não vês que te domino plenamente.
Assim nesta batalha em gozo e mel,
Encontro um bom caminho para o Céu
E volto a ser menina novamente.
A febre de um desejo
A febre de um desejo insatisfeito
Tornando mais voraz esta quimera
Deitando em solidão na vaga espera
Apenas o vazio dita o leito,
E quando novos sonhos quero e aceito
Pensando na longínqua primavera,
Renasce dentro em mim uma pantera
E a fera se refaz em louco pleito.
Inútil se lutar contra o destino,
E mesmo quando insana, desatino,
Resume-se no não todo o meu mundo.
E em meio aos temporais já se revela
A fêmea que pensara forte e bela
Nas teias deste encanto me aprofundo.
Tornando mais voraz esta quimera
Deitando em solidão na vaga espera
Apenas o vazio dita o leito,
E quando novos sonhos quero e aceito
Pensando na longínqua primavera,
Renasce dentro em mim uma pantera
E a fera se refaz em louco pleito.
Inútil se lutar contra o destino,
E mesmo quando insana, desatino,
Resume-se no não todo o meu mundo.
E em meio aos temporais já se revela
A fêmea que pensara forte e bela
Nas teias deste encanto me aprofundo.
Um frêmito
Um frêmito tomando o corpo inteiro
Convulsas emoções em gozos feitas
Deixando para trás tantas desfeitas
A fonte transcorrendo num ribeiro
E louca de vontades, sinto o cheiro
Das flores quando em mim, forte, deleitas
E quando as minhas ânsias são aceitas
Percebo um gozo pleno e verdadeiro...
Quem dera se isto fosse realidade,
Somente a solidão que ainda invade
Deixando este meu quarto tão escuro,
Distante de algum toque masculino,
Sozinha; eu me masturbo, me alucino
Ausente deste amor que em vão, procuro.
Convulsas emoções em gozos feitas
Deixando para trás tantas desfeitas
A fonte transcorrendo num ribeiro
E louca de vontades, sinto o cheiro
Das flores quando em mim, forte, deleitas
E quando as minhas ânsias são aceitas
Percebo um gozo pleno e verdadeiro...
Quem dera se isto fosse realidade,
Somente a solidão que ainda invade
Deixando este meu quarto tão escuro,
Distante de algum toque masculino,
Sozinha; eu me masturbo, me alucino
Ausente deste amor que em vão, procuro.
Gerânios na janela
Gerânios na janela do meu quarto,
Regando com as lágrimas que trago
Salgando esta esperança sem afago,
Desabo neste sonho atroz e farto.
E quando da alegria em vão me aparto,
Aonde te encontrar; amor, indago
E sem respostas sigo e sinto o estrago
Qual fora a negação de um raro parto.
Abortos que carrego dentro da alma,
Nem mesmo a fantasia ainda acalma
Volúpias que transpiro; são vazias
E quando me percebo novamente,
Olhando estes gerânios, vida ausente
Distante florescer em tardes frias.
Regando com as lágrimas que trago
Salgando esta esperança sem afago,
Desabo neste sonho atroz e farto.
E quando da alegria em vão me aparto,
Aonde te encontrar; amor, indago
E sem respostas sigo e sinto o estrago
Qual fora a negação de um raro parto.
Abortos que carrego dentro da alma,
Nem mesmo a fantasia ainda acalma
Volúpias que transpiro; são vazias
E quando me percebo novamente,
Olhando estes gerânios, vida ausente
Distante florescer em tardes frias.
Doídas desventuras
Doídas desventuras de uma vida
Perdida entre mil sonhos pueris,
E quando se pensara mais feliz,
A sorte descarrila e já vencida
Não tendo nos meus olhos a saída
O tempo galopando esquece o bis
E tudo o que sonhara agora gris
A noite solitária em vaga ermida.
E assim após lutar contra as marés
Correntes; sinto atadas aos meus pés
E o vértice se torna imenso abismo,
Vagando em noites tristes, solitárias
Buscando companhias solidárias
De bar em bar, sem rumo ou nexo, cismo.
Perdida entre mil sonhos pueris,
E quando se pensara mais feliz,
A sorte descarrila e já vencida
Não tendo nos meus olhos a saída
O tempo galopando esquece o bis
E tudo o que sonhara agora gris
A noite solitária em vaga ermida.
E assim após lutar contra as marés
Correntes; sinto atadas aos meus pés
E o vértice se torna imenso abismo,
Vagando em noites tristes, solitárias
Buscando companhias solidárias
De bar em bar, sem rumo ou nexo, cismo.
Buscando-te
Buscando-te querido em toda parte
No anseio de mulher apaixonada
Que tanto perseguira a constelada
E rara madrugada em paz. Tocar-te
E ter nas mãos além do vão descarte
Na vida que se fez em tanto nada
Percebo o ressurgir de uma alvorada
Aonde sol e lua, o amor reparte
Vibrando em companhia de quem sei
Iluminando em glória toda a grei
Permite à sonhadora este segundo
Aonde mais audaz e até feliz,
Tocando a perfeição vive o que quis
E deste amor sublime ora me inundo.
No anseio de mulher apaixonada
Que tanto perseguira a constelada
E rara madrugada em paz. Tocar-te
E ter nas mãos além do vão descarte
Na vida que se fez em tanto nada
Percebo o ressurgir de uma alvorada
Aonde sol e lua, o amor reparte
Vibrando em companhia de quem sei
Iluminando em glória toda a grei
Permite à sonhadora este segundo
Aonde mais audaz e até feliz,
Tocando a perfeição vive o que quis
E deste amor sublime ora me inundo.
Minha alma junto à tua
Minha alma junto à tua em manso lago
Vivendo a placidez deste momento
No qual enamorada já me alento
E bebo a maravilha em farto trago,
E quando deste encanto em paz me alago
Deveras bem distante de um tormento,
O mundo se transforma e o sentimento
Com toda plenitude, agora afago.
Afogo nos teus braços velhas mágoas
Enquanto nos meu colo, tu deságuas
Delírios e desejos de um menino,
E tendo em nossas mãos em chama e paz
A vida num segundo tanto traz
Que vendo esta beleza, eu me fascino.
Vivendo a placidez deste momento
No qual enamorada já me alento
E bebo a maravilha em farto trago,
E quando deste encanto em paz me alago
Deveras bem distante de um tormento,
O mundo se transforma e o sentimento
Com toda plenitude, agora afago.
Afogo nos teus braços velhas mágoas
Enquanto nos meu colo, tu deságuas
Delírios e desejos de um menino,
E tendo em nossas mãos em chama e paz
A vida num segundo tanto traz
Que vendo esta beleza, eu me fascino.
Repartidos sonhos?
Repartidos sonhos? Nunca mais...
O amor se transformando em vã rotina
Matando o que restara da menina
Decepções nestes dias tão iguais,
Onde quis outrora magistrais
Momentos em que a vida se alucina,
Presença tão feliz, diamantina
Agora somos como vegetais
E neste não prazer e sem procura
Num antidepressivo vejo a cura
E a escuridão da noite em pesadelo.
Queria muito além deste jardim,
Um parceiro; demônio e querubim
Porém junto de ti, não posso vê-lo.
O amor se transformando em vã rotina
Matando o que restara da menina
Decepções nestes dias tão iguais,
Onde quis outrora magistrais
Momentos em que a vida se alucina,
Presença tão feliz, diamantina
Agora somos como vegetais
E neste não prazer e sem procura
Num antidepressivo vejo a cura
E a escuridão da noite em pesadelo.
Queria muito além deste jardim,
Um parceiro; demônio e querubim
Porém junto de ti, não posso vê-lo.
Saudade aperta o cerco
Saudade aperta o cerco e não permite
Que eu possa respirar mais livremente,
O gozo desejado estando ausente
O amor já não suporta este limite,
E vive sem ter mais em que acredite
A fantasia estúpida me mente
E tudo se transcorre normalmente
Sem ter um coração que audaz palpite
Escrevo a realidade desta que
Quem olha num repente nada vê
E tenta disfarçar a cada dia
A vida rotineira e sem proveito,
E quando em falsa luz eu te deleito
Minha alma vai sem brilho e poesia.
Que eu possa respirar mais livremente,
O gozo desejado estando ausente
O amor já não suporta este limite,
E vive sem ter mais em que acredite
A fantasia estúpida me mente
E tudo se transcorre normalmente
Sem ter um coração que audaz palpite
Escrevo a realidade desta que
Quem olha num repente nada vê
E tenta disfarçar a cada dia
A vida rotineira e sem proveito,
E quando em falsa luz eu te deleito
Minha alma vai sem brilho e poesia.
noites frias
Em hóstias e mortalhas, noites frias
Momentos de completa insensatez,
Audaciosamente o que tu vês
Diverso deste encanto que querias
A fêmea se entregando às fantasias
Agora com firmeza se desfez
E o gozo que ora exijo sem talvez
Na ausência de carinhos desdizias.
Já não suporto mais as noites brancas,
Sanguíneas emoções, vulgares, francas
Reclamo os meus direitos de mulher
Que tanto se entregou e nunca teve,
E agora mesmo tarde, fria e breve
Satisfação superna exige e quer.
Momentos de completa insensatez,
Audaciosamente o que tu vês
Diverso deste encanto que querias
A fêmea se entregando às fantasias
Agora com firmeza se desfez
E o gozo que ora exijo sem talvez
Na ausência de carinhos desdizias.
Já não suporto mais as noites brancas,
Sanguíneas emoções, vulgares, francas
Reclamo os meus direitos de mulher
Que tanto se entregou e nunca teve,
E agora mesmo tarde, fria e breve
Satisfação superna exige e quer.
as portas ao amor
Os céus abrindo as portas ao amor
Depois de não saber a direção
Deveras novos tempos me trarão
Imagem mais sublime, sem rancor.
Colhendo a preferida e bela flor
Frutificando em glória a plantação
Num equatorial, quente, verão
Um mundo tão suave e sedutor.
Agora ao passear; praças e ruas,
Beleza refletida em plenas luas
Desfilo esta nudez de uma alma insana
E a vida me roubando a cada instante
O que pensara outrora deslumbrante
Até mesmo a esperança já me engana.
Depois de não saber a direção
Deveras novos tempos me trarão
Imagem mais sublime, sem rancor.
Colhendo a preferida e bela flor
Frutificando em glória a plantação
Num equatorial, quente, verão
Um mundo tão suave e sedutor.
Agora ao passear; praças e ruas,
Beleza refletida em plenas luas
Desfilo esta nudez de uma alma insana
E a vida me roubando a cada instante
O que pensara outrora deslumbrante
Até mesmo a esperança já me engana.
NÉVOAS
Das névoas que carrego no meu peito
A velha poesia em romantismo
O amor que se tornando um cataclismo
Quem dera sempre fosse deste jeito,
Sonhando co’a ternura que pleiteio,
Jamais eu poderia ter nas mãos
Momentos que decerto sendo vãos
Provocam tão somente este receio
E assim a moça outrora imaginara
Uma mulher feliz e mais contente
Por mais que a realidade violente
E a fruta da esperança seja amara
Menina adormecida e mesmo aflita
Nos sonhos mais audazes ressuscita.
A velha poesia em romantismo
O amor que se tornando um cataclismo
Quem dera sempre fosse deste jeito,
Sonhando co’a ternura que pleiteio,
Jamais eu poderia ter nas mãos
Momentos que decerto sendo vãos
Provocam tão somente este receio
E assim a moça outrora imaginara
Uma mulher feliz e mais contente
Por mais que a realidade violente
E a fruta da esperança seja amara
Menina adormecida e mesmo aflita
Nos sonhos mais audazes ressuscita.
TURBILHÕES
Sentindo os turbilhões de imensos gozos
Vibrando em minhas mãos, festa e carinho,
No colo do meu homem eu me aninho
Momentos divinas, maravilhosos
Passado em vagos tons mais caprichosos
O amor que se deseja e vai sozinho
Perdendo logo o rumo e sem caminho
Os dias se tornando desastrosos
A dama que se torna a companheira
O sexo se bem feito nos inteira
Ligeiras esperanças, noites belas
E quando em tuas luas adormeço
Encantadora senda reconheço
Enquanto Paraísos me revelas.
Vibrando em minhas mãos, festa e carinho,
No colo do meu homem eu me aninho
Momentos divinas, maravilhosos
Passado em vagos tons mais caprichosos
O amor que se deseja e vai sozinho
Perdendo logo o rumo e sem caminho
Os dias se tornando desastrosos
A dama que se torna a companheira
O sexo se bem feito nos inteira
Ligeiras esperanças, noites belas
E quando em tuas luas adormeço
Encantadora senda reconheço
Enquanto Paraísos me revelas.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
DISTRAÍDA
Pisando distraída sobre as rosas
Que um dia tu cevaste no canteiro
O amor sendo deveras mensageiro
Dos deuses traduzindo em caprichosa
A estrada pela qual sigo orgulhosa
Do encanto que bem sei, o derradeiro
E quando deste todo já me inteiro
A força se mostrando desastrosa...
Perdendo esta noção de rumo e norte
Sem ter qualquer apoio que suporte
A vida não permite qualquer queda
Pagando com um ágio violento,
E se no amor ainda dessedento,
O tempo vai mostrando outra moeda.
Que um dia tu cevaste no canteiro
O amor sendo deveras mensageiro
Dos deuses traduzindo em caprichosa
A estrada pela qual sigo orgulhosa
Do encanto que bem sei, o derradeiro
E quando deste todo já me inteiro
A força se mostrando desastrosa...
Perdendo esta noção de rumo e norte
Sem ter qualquer apoio que suporte
A vida não permite qualquer queda
Pagando com um ágio violento,
E se no amor ainda dessedento,
O tempo vai mostrando outra moeda.
PALAVRA SOLTA AO VENTO
Palavra solta ao vento não reflete
A verdade absoluta que propagas
As contas com certeza foram pagas
E o tempo sei que nunca se repete.
Assim também o amor não me compete
Vivendo eternamente noutras plagas
E enquanto falsamente tu me afagas
Jogando sobre mim qualquer confete,
Eu vejo a derrocada deste sonho
Que ainda tão teimosa recomponho,
Mas sei que não traduz realidade
No olhar enamorado deste verme,
A imagem de um amor que sendo inerme
Retrata a mais completa falsidade.
A verdade absoluta que propagas
As contas com certeza foram pagas
E o tempo sei que nunca se repete.
Assim também o amor não me compete
Vivendo eternamente noutras plagas
E enquanto falsamente tu me afagas
Jogando sobre mim qualquer confete,
Eu vejo a derrocada deste sonho
Que ainda tão teimosa recomponho,
Mas sei que não traduz realidade
No olhar enamorado deste verme,
A imagem de um amor que sendo inerme
Retrata a mais completa falsidade.
ANJOS TORTOS
Humanas formas tomam anjos tontos
E quando se aproximam já refugam,
Enquanto os sonhos morrem ou enrugam
Aonde se pensara quase prontos,
Escrevo em minha vida novos contos
E neles os momentos que me alugam
Tristezas, intempéries chegam, sugam
Não dando nem sequer alguns descontos.
E vejo que o final que se aproxima
Matando o que sobrara em auto estima
Não deixa mais escombro sobre a Terra,
Menina envelhecida antes do tempo,
Somente no caminho o contratempo
Que amor a cada passo já descerra.
E quando se aproximam já refugam,
Enquanto os sonhos morrem ou enrugam
Aonde se pensara quase prontos,
Escrevo em minha vida novos contos
E neles os momentos que me alugam
Tristezas, intempéries chegam, sugam
Não dando nem sequer alguns descontos.
E vejo que o final que se aproxima
Matando o que sobrara em auto estima
Não deixa mais escombro sobre a Terra,
Menina envelhecida antes do tempo,
Somente no caminho o contratempo
Que amor a cada passo já descerra.
A SOLIDÃO
Na espreita percebendo a solidão
Entranho pela casa mais vulgar
E neste rumo vejo este luar
Trazido sem qualquer explicação
E perco desde sempre a direção
Aonde poderia descansar
O barco sem ter cais para aportar
Aborta a mais feliz navegação.
Persisto em tantos erros, mas bem sei
Que tudo tem seu tempo e mergulhei
Nos ermos de um passado que morreu,
Amando sem juízo sigo assim,
Espero tão somente pelo fim
E bebo sem ter luz, do intenso breu.
Entranho pela casa mais vulgar
E neste rumo vejo este luar
Trazido sem qualquer explicação
E perco desde sempre a direção
Aonde poderia descansar
O barco sem ter cais para aportar
Aborta a mais feliz navegação.
Persisto em tantos erros, mas bem sei
Que tudo tem seu tempo e mergulhei
Nos ermos de um passado que morreu,
Amando sem juízo sigo assim,
Espero tão somente pelo fim
E bebo sem ter luz, do intenso breu.
SEM SAÍDA
Não tenho outra saída senão essa?
A vida não permite mais enganos
E quando desfilara tolos planos
Apenas nos meus olhos a promessa
E tudo ao mesmo instante recomeça
Ao contabilizar enfim os danos
Em pantanosos rumos desumanos
À morte o caminho se endereça.
Ardumes, velhas fráguas? Ilusão.
O quadro se desenha muito bem
E quando alguma coisa não convém
Melhor seguir em outra direção,
Assisto ao meu final de camarote,
Espero a morte dar seu frio bote.
A vida não permite mais enganos
E quando desfilara tolos planos
Apenas nos meus olhos a promessa
E tudo ao mesmo instante recomeça
Ao contabilizar enfim os danos
Em pantanosos rumos desumanos
À morte o caminho se endereça.
Ardumes, velhas fráguas? Ilusão.
O quadro se desenha muito bem
E quando alguma coisa não convém
Melhor seguir em outra direção,
Assisto ao meu final de camarote,
Espero a morte dar seu frio bote.
NÃO PUDE SER FELIZ
Não pude ser feliz e isto é bastante
Pra que eu tente vencer os meus temores
Aonde imaginara belas flores,
Canteiro se destrói no mesmo instante
Futuro? Disfarçado em falso amante
Que tanto prometera seus amores
E deixa tão somente estes rancores
Como se fosse estúpido farsante.
A sorte desdenhando a minha face
Por mais que a fantasia ainda embace
Não posso mais lutar contra a maré,
E assim em lua nova ou noite escura,
Cansada de tentar, tola procura
Lutando inutilmente ainda em pé.
Pra que eu tente vencer os meus temores
Aonde imaginara belas flores,
Canteiro se destrói no mesmo instante
Futuro? Disfarçado em falso amante
Que tanto prometera seus amores
E deixa tão somente estes rancores
Como se fosse estúpido farsante.
A sorte desdenhando a minha face
Por mais que a fantasia ainda embace
Não posso mais lutar contra a maré,
E assim em lua nova ou noite escura,
Cansada de tentar, tola procura
Lutando inutilmente ainda em pé.
DESNORTEADA
Aonde imaginara um novo Norte
Desnorteada vejo o nunca mais,
E sinto serem frágeis e venais
Os olhos de quem penso me conforte.
A seca por não ter nenhum aporte
Transforma estes riachos tão normais
Em traços sem volver, creio jamais
À velha e despreza tola sorte.
Beijara tantas bocas, mas confesso
Que tudo não me trouxe algum progresso
E assim feito a menina que se assusta
Eu sinto a minha vida se esvaindo
E o que pensara outrora ser infindo,
Realidade chega e logo susta.
Desnorteada vejo o nunca mais,
E sinto serem frágeis e venais
Os olhos de quem penso me conforte.
A seca por não ter nenhum aporte
Transforma estes riachos tão normais
Em traços sem volver, creio jamais
À velha e despreza tola sorte.
Beijara tantas bocas, mas confesso
Que tudo não me trouxe algum progresso
E assim feito a menina que se assusta
Eu sinto a minha vida se esvaindo
E o que pensara outrora ser infindo,
Realidade chega e logo susta.
ARMADILHAS
Chamasse pelo nome então terias
O amor que nunca mais daria a alguém
A solidão deveras me convém
Melhor do que estas noites falsas, frias,
As armadilhas tantas que trarias
Nos olhos num mergulho que não vem,
Desdiz a glória tola muito aquém
Do que pensaram toscas fantasias.
Assisto à derrocada na platéia
O amor outrora sacra e bela idéia
Agora se transforma em temporal,
Vagando por estrelas constelares,
Contigo meu amado, se sonhares
Mas bem distante estás. Nenhum sinal.
O amor que nunca mais daria a alguém
A solidão deveras me convém
Melhor do que estas noites falsas, frias,
As armadilhas tantas que trarias
Nos olhos num mergulho que não vem,
Desdiz a glória tola muito aquém
Do que pensaram toscas fantasias.
Assisto à derrocada na platéia
O amor outrora sacra e bela idéia
Agora se transforma em temporal,
Vagando por estrelas constelares,
Contigo meu amado, se sonhares
Mas bem distante estás. Nenhum sinal.
AMANDO LOUCAMENTE
Amando tresloucada e densamente
Quem tanto se mostrou, mas nunca veio
Apenas desenhando este rodeio
Que tanto me fascina quanto mente,
A face desdenhosa da demente
Abrindo o coração exposto em veio,
Mergulho no vazio deste anseio
E o tempo se demonstra amargamente.
Vencidos turbilhões mais insensatos
Guardando na gaveta estes retratos
Que outrora desenharam a beleza
Que o tempo consumiu em fartas rugas,
Uma alma transparente tu alugas
E brincas salteando a correnteza.
Quem tanto se mostrou, mas nunca veio
Apenas desenhando este rodeio
Que tanto me fascina quanto mente,
A face desdenhosa da demente
Abrindo o coração exposto em veio,
Mergulho no vazio deste anseio
E o tempo se demonstra amargamente.
Vencidos turbilhões mais insensatos
Guardando na gaveta estes retratos
Que outrora desenharam a beleza
Que o tempo consumiu em fartas rugas,
Uma alma transparente tu alugas
E brincas salteando a correnteza.
PRAZERES
Análogo ao prazer de ter comigo
O amor que desejara e nunca vinha
Cansada de viver sempre sozinha
Exposta a qualquer forma de perigo,
Se embalde muitas vezes eu prossigo,
Bebendo a solidão em torpe vinha
A sorte noutro canto já se alinha
Algemado futuro que persigo,
Ao estender o olhar neste horizonte
Não vendo sequer sol que inda desponte
Desapontada eu busco outra paragem
Porém a mesma cena se repete
O amor já com certeza não compete
A quem se fez em frágil, torpe aragem.
O amor que desejara e nunca vinha
Cansada de viver sempre sozinha
Exposta a qualquer forma de perigo,
Se embalde muitas vezes eu prossigo,
Bebendo a solidão em torpe vinha
A sorte noutro canto já se alinha
Algemado futuro que persigo,
Ao estender o olhar neste horizonte
Não vendo sequer sol que inda desponte
Desapontada eu busco outra paragem
Porém a mesma cena se repete
O amor já com certeza não compete
A quem se fez em frágil, torpe aragem.
OS MEUS CAMINHOS
Escolho os meus caminhos entre tantos
E sinto ser possível crer na luz
Que quando nos tocando já conduz
Aos raros, divinais fartos encantos
E sinto mais presentes belos cantos
O fardo do passado imensa cruz
Agora bem mais leve mostram nus
Desejos mais audazes pelos cantos
E tanto se fazendo deste pouco
Aonde tresloucada me adivinho
E tendo o teu olhar também tão louco
Em ânsias mais vorazes se entregando,
Bebendo em tua boca um nobre vinho,
O mundo em paz e glória nos levando.
E sinto ser possível crer na luz
Que quando nos tocando já conduz
Aos raros, divinais fartos encantos
E sinto mais presentes belos cantos
O fardo do passado imensa cruz
Agora bem mais leve mostram nus
Desejos mais audazes pelos cantos
E tanto se fazendo deste pouco
Aonde tresloucada me adivinho
E tendo o teu olhar também tão louco
Em ânsias mais vorazes se entregando,
Bebendo em tua boca um nobre vinho,
O mundo em paz e glória nos levando.
HISTÓRIAS DO PASSADO NO PRESENTE
História do passado no presente
Não serve para nada, só maltrata
A face noutro espelho não retrata
Aquilo que se foi e não se sente,
O medo do futuro toma a mente
Que quando em outros laços se desata
Agrisalhando a lua imensa e prata
Nublando o céu sobejo iridescente.
Sou tua e não me importa mais por que
Se cada rosa afasto do buquê
No fim só restarão vários espinhos
Por isso sem perfume a vida traz
Invés de fantasia um ar mordaz
No fim caminharemos mais sozinhos.
Não serve para nada, só maltrata
A face noutro espelho não retrata
Aquilo que se foi e não se sente,
O medo do futuro toma a mente
Que quando em outros laços se desata
Agrisalhando a lua imensa e prata
Nublando o céu sobejo iridescente.
Sou tua e não me importa mais por que
Se cada rosa afasto do buquê
No fim só restarão vários espinhos
Por isso sem perfume a vida traz
Invés de fantasia um ar mordaz
No fim caminharemos mais sozinhos.
OUVIR A TUA VOZ
Ouvindo a tua voz, meu namorado
Eu sinto tanta força que deveras
Enfrento as mais terríveis duras feras
Somente por te ter aqui do lado,
E quando te percebo extasiado
Distante do terror de outras quimeras
Eu sei que mais prazer; querido, geras
Deixando o meu caminho bem tratado,
Viver esta emoção que me transforma
Tomando deste encanto a rara forma
Sem ter nos olhos medo nem receios,
Deitando-te, decerto nos meus seios
Tocando tua pele calmamente
No gozo magistral que a gente sente
Eu sinto tanta força que deveras
Enfrento as mais terríveis duras feras
Somente por te ter aqui do lado,
E quando te percebo extasiado
Distante do terror de outras quimeras
Eu sei que mais prazer; querido, geras
Deixando o meu caminho bem tratado,
Viver esta emoção que me transforma
Tomando deste encanto a rara forma
Sem ter nos olhos medo nem receios,
Deitando-te, decerto nos meus seios
Tocando tua pele calmamente
No gozo magistral que a gente sente
NÃO POSSO CAMINHAR
Não posso caminhar em direção
Aos vendavais que sei e reconheço
O amor não manda aviso ou endereço
E nele estas respostas mostrarão
O quanto é necessária a integração
Que nos protege sempre de um tropeço
A força bem maior desde o começo
Aquela quando é feita em união.
Amado me permita estar contigo
E ser a tua amante, pois consigo
Felicidade imensa de podê-lo
Viver sem ter cobranças ou ciúmes
Se eu sinto no teu corpo bons ardumes
É claro que por ti, todo desvelo.
Aos vendavais que sei e reconheço
O amor não manda aviso ou endereço
E nele estas respostas mostrarão
O quanto é necessária a integração
Que nos protege sempre de um tropeço
A força bem maior desde o começo
Aquela quando é feita em união.
Amado me permita estar contigo
E ser a tua amante, pois consigo
Felicidade imensa de podê-lo
Viver sem ter cobranças ou ciúmes
Se eu sinto no teu corpo bons ardumes
É claro que por ti, todo desvelo.
EMOÇÃO
Melódica emoção nos dita o tempo
E quando se mostrasse em nua imagem,
Decoro com teu corpo esta paisagem
E o vento te desmancha em contratempo.
Em tantos passatempos que conheces
E deles não se cansas sendo lúdico
O amor quando se fez audaz e lúbrico
Trazendo esta emoção qual falsa messe
Não pode ter decerto um bom final
E quando determina esta falência
Atroz se mostraria a decadência
De quem se fez rainha e sensual
E agora no bornal mostra as estrelas
Que um dia ainda pude recebê-las.
E quando se mostrasse em nua imagem,
Decoro com teu corpo esta paisagem
E o vento te desmancha em contratempo.
Em tantos passatempos que conheces
E deles não se cansas sendo lúdico
O amor quando se fez audaz e lúbrico
Trazendo esta emoção qual falsa messe
Não pode ter decerto um bom final
E quando determina esta falência
Atroz se mostraria a decadência
De quem se fez rainha e sensual
E agora no bornal mostra as estrelas
Que um dia ainda pude recebê-las.
AMOR...
Amor se faz; quem sabe, este instrumento
Qual lira que deveras nos encanta
E quando muitas vezes se levanta
Deixando o coração bem mais atento
E mesmo noutro rumo não me assento
Por mais que a sorte seja pouco ou tanta
A solidão decerto já me espanta
E neste quase ser eu me atormento.
Encontro alguns resquícios do que fui
E quando até o escombro queda e rui
Não posso renascer destas ruínas
Só sei que me perdendo ao te encontrar
Inebriada imagem a me tomar
No instante em que distante me fascinas.
Qual lira que deveras nos encanta
E quando muitas vezes se levanta
Deixando o coração bem mais atento
E mesmo noutro rumo não me assento
Por mais que a sorte seja pouco ou tanta
A solidão decerto já me espanta
E neste quase ser eu me atormento.
Encontro alguns resquícios do que fui
E quando até o escombro queda e rui
Não posso renascer destas ruínas
Só sei que me perdendo ao te encontrar
Inebriada imagem a me tomar
No instante em que distante me fascinas.
INSÍPIDOS CAMINHOS
Insípidos caminhos na aridez
De um sonho que deveras esqueci,
E quando rememoro chego a ti
Que tantas emoções teve e desfez,
Assim ao se perder a sensatez
Seara mais diversa percorri
E quando me percebo estou aqui
Vivendo o que me resta em paz, talvez.
Estradas tão distintas, paralelas
Com pontos de comum intercessão
As linhas destas vidas mostrarão
E sendo especulares, já revelas
O quanto do vazio me trouxeste
Deixando o coração bem mais agreste.
De um sonho que deveras esqueci,
E quando rememoro chego a ti
Que tantas emoções teve e desfez,
Assim ao se perder a sensatez
Seara mais diversa percorri
E quando me percebo estou aqui
Vivendo o que me resta em paz, talvez.
Estradas tão distintas, paralelas
Com pontos de comum intercessão
As linhas destas vidas mostrarão
E sendo especulares, já revelas
O quanto do vazio me trouxeste
Deixando o coração bem mais agreste.
ENTRO EM TUA VIDA
Pisando em ovos entro em tua vida
Sabendo da inconstância do querer
E nela renovada posso ver
História muitas vezes mal cumprida,
E sendo estrada longa e tão comprida
Nas margens do caminho do não ser
O quanto que perdi sem poder crer
A morte do prazer tudo invalida
Eu bebo cada gota desta fonte
E mesmo que talvez me desaponte
Preciso o toque audaz, mas cuidadoso
Enfrenta os dissabores tão freqüentes
E quando em outras sendas tu freqüentes
Diverso paladar pro único gozo.
Sabendo da inconstância do querer
E nela renovada posso ver
História muitas vezes mal cumprida,
E sendo estrada longa e tão comprida
Nas margens do caminho do não ser
O quanto que perdi sem poder crer
A morte do prazer tudo invalida
Eu bebo cada gota desta fonte
E mesmo que talvez me desaponte
Preciso o toque audaz, mas cuidadoso
Enfrenta os dissabores tão freqüentes
E quando em outras sendas tu freqüentes
Diverso paladar pro único gozo.
EFEITOS COLATERAIS
Efeitos que bem sei colaterais
De um gozo incomparável que já tive
Lembrança do passado sobrevive
Enquanto em outros braços mergulhais.
Ausentes dos meus olhos quaisquer cais
Por tanto que o viver ainda prive
E a sorte feita agulha invada e crive
A pele em toscos, vagos rituais
Eu lembro de quem fora mais feliz
A moça que pensara um aprendiz
Com toda maestria vos guiava
E agora sem ninguém que me reflita
Seguindo solitária e tão aflita
Ainda nos meus sonhos vossa escrava.
De um gozo incomparável que já tive
Lembrança do passado sobrevive
Enquanto em outros braços mergulhais.
Ausentes dos meus olhos quaisquer cais
Por tanto que o viver ainda prive
E a sorte feita agulha invada e crive
A pele em toscos, vagos rituais
Eu lembro de quem fora mais feliz
A moça que pensara um aprendiz
Com toda maestria vos guiava
E agora sem ninguém que me reflita
Seguindo solitária e tão aflita
Ainda nos meus sonhos vossa escrava.
CHMAR SUA ATENÇÃO
Chamar tua atenção a qualquer preço
O amor que não esteve mais no prelo
Enquanto novo rumo em ti eu selo
Queria por resposta algum apreço
Virando a minha vida assim do avesso
A ti quando em verdade já me atrelo
Prevendo este momento raro e belo
Voltando novamente em recomeço
O corte se prepara em faca fina,
E quando a realidade não fascina
Menina do passado adormecida
Ressurge temerosa e já se espanta
A dor do nunca ser sempre foi tanta
Tomando sem defesas a guarida.
O amor que não esteve mais no prelo
Enquanto novo rumo em ti eu selo
Queria por resposta algum apreço
Virando a minha vida assim do avesso
A ti quando em verdade já me atrelo
Prevendo este momento raro e belo
Voltando novamente em recomeço
O corte se prepara em faca fina,
E quando a realidade não fascina
Menina do passado adormecida
Ressurge temerosa e já se espanta
A dor do nunca ser sempre foi tanta
Tomando sem defesas a guarida.
REALIDADE NUA E CRUA
O que se desejara não cabia
Numa realidade nua e crua
Verdade muitas vezes nos autua
E traz outra impressão por vezes fria
E quando me queria mais vadia
Deitando meu prazer em, mar e lua
A sorte renegando compactua
Gerando terminal melancolia.
Assiduamente leio nos jornais
Desejos mais humanos, sensuais
Perdidos numa morte sem propósito.
E temo por mim mesma quando vejo
O olhar que outrora trouxe algum desejo
Num sentido diverso em vão compósito.
Numa realidade nua e crua
Verdade muitas vezes nos autua
E traz outra impressão por vezes fria
E quando me queria mais vadia
Deitando meu prazer em, mar e lua
A sorte renegando compactua
Gerando terminal melancolia.
Assiduamente leio nos jornais
Desejos mais humanos, sensuais
Perdidos numa morte sem propósito.
E temo por mim mesma quando vejo
O olhar que outrora trouxe algum desejo
Num sentido diverso em vão compósito.
ABANDONO
Jamais me permiti felicidade,
Mas sei que este abandono não traduz
Além dos nossos corpos que ora nus
Permitem que este sonho se degrade,
Aonde poderia haver saudade
E ainda restaria alguma luz
O fundo se mostrando em contraluz
Demonstra tão somente falsidade.
Bem sei que a menopausa traz anseios
E a solidão explode em devaneios
E aonde se mostrara mesmo etéreo
Fogachos destruindo o que restara.
O amor que se fizera sorte rara
Já não resistirá ao climatério.
Mas sei que este abandono não traduz
Além dos nossos corpos que ora nus
Permitem que este sonho se degrade,
Aonde poderia haver saudade
E ainda restaria alguma luz
O fundo se mostrando em contraluz
Demonstra tão somente falsidade.
Bem sei que a menopausa traz anseios
E a solidão explode em devaneios
E aonde se mostrara mesmo etéreo
Fogachos destruindo o que restara.
O amor que se fizera sorte rara
Já não resistirá ao climatério.
RAZÃO PARA VIVER
Nos campos mais fecundos do saber
Amiúde eu percebo o que não sei
E crio por defesa alguma lei
Que trague uma razão para viver.
Trabalhos redundando em nada ter
O quadro se repete em toda grei
Por onde inutilmente caminhei
Na busca incontrolável por prazer.
E assim ao perceber em frio espelho
O quanto não valeu nenhum conselho,
A gata borralheira já morreu
E tudo o que levara à Cinderela
Em tons muito diversos se revela
Aonde quis o brilho, vejo o breu.
Amiúde eu percebo o que não sei
E crio por defesa alguma lei
Que trague uma razão para viver.
Trabalhos redundando em nada ter
O quadro se repete em toda grei
Por onde inutilmente caminhei
Na busca incontrolável por prazer.
E assim ao perceber em frio espelho
O quanto não valeu nenhum conselho,
A gata borralheira já morreu
E tudo o que levara à Cinderela
Em tons muito diversos se revela
Aonde quis o brilho, vejo o breu.
MEU ENGANOS
Atenta aos meus enganos sigo em frente
E sei ser tão difícil coerência
Às vezes vou beirando uma demência
Por outras sou velhusca penitente,
E mesmo que outro tanto ainda invente
Do quanto não percebo a consciência
Ditando com plausível inocência
Mergulho tão constante em luz ausente
Falena se extasia com o brilho
E morre ao perceber o falso trilho
Assim também sou eu, a suicida
Que tanto desejou e nunca teve
O amor jamais nos braços me conteve
Deixando tão vazia minha vida.
E sei ser tão difícil coerência
Às vezes vou beirando uma demência
Por outras sou velhusca penitente,
E mesmo que outro tanto ainda invente
Do quanto não percebo a consciência
Ditando com plausível inocência
Mergulho tão constante em luz ausente
Falena se extasia com o brilho
E morre ao perceber o falso trilho
Assim também sou eu, a suicida
Que tanto desejou e nunca teve
O amor jamais nos braços me conteve
Deixando tão vazia minha vida.
MÁGOAS DE UM PASSADO
As mágoas de um passado tão remoto
Renascem feitas rugas no meu rosto
E assim o falso amor ao ser deposto
Ainda a cada dia mais desboto
Na ausência de quem queira não adoto
Caminho que bem sei já fora exposto
Num tempo mais feliz? Diverso gosto
Sentindo nos meus lábios, sonhos, troto.
Galopes que talvez inda existissem
Meus olhos iludidos nunca vissem
Tampouco se permitem em nudez
Daquela que se fez enamorada,
Retrato em preto e branco não diz nada
Cenário bem diverso do que crês.
Renascem feitas rugas no meu rosto
E assim o falso amor ao ser deposto
Ainda a cada dia mais desboto
Na ausência de quem queira não adoto
Caminho que bem sei já fora exposto
Num tempo mais feliz? Diverso gosto
Sentindo nos meus lábios, sonhos, troto.
Galopes que talvez inda existissem
Meus olhos iludidos nunca vissem
Tampouco se permitem em nudez
Daquela que se fez enamorada,
Retrato em preto e branco não diz nada
Cenário bem diverso do que crês.
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