50411
Ascendo ao quanto tento noutro instante
E a luta se aproxima do final
Ainda que pudesse em desigual
Caminho muitas vezes degradante,
A cada novo sonho se agigante
O tempo desejado, outro degrau
Regendo o que pudesse, menos mal
Verter noutro sentido doravante,
O prazo determina esta sortida
Vontade desdenhando inteira a vida
E mostra a mais sutil vontade enquanto
O todo se aproxima do medonho
Momento aonde o nada hoje componho
E apenas o vazio em mim garanto.
50412
Ascendes ao que possa parecer
Eternamente quando na verdade
A cada novo dia mais degrade
Negando o quanto pôde amanhecer,
O sonho se perdendo posso ver
O quadro se moldando em realidade
Bebendo a mais dorida tempestade
O todo se transforma em desprazer,
Arranco dos meus olhos o cenário
E neste tolo encanto, temerário
Vestira a minha roupa de bufão,
A porta se entreabrindo, nada vindo
Somente este momento atroz e findo
Ditando a mais diversa direção.
50413
Ascendendo ao que possa, imenso véu
Aonde o meu caminho se percebe
Vagando sem sentido algum a sebe
Desenho de outro mundo mais cruel,
Entranho nos meus dias medo e fel
O quanto se produz nada concebe
A lua de meus sonhos já se embebe
Tocando em maravilha um raro céu,
Apenas pude crer noutro segundo
E disto se desenha onde aprofundo
Meu passo sem talvez saber do quanto
O corte se apresenta sem limite
E mesmo que deveras se acredite
A cada novo engano eu me quebranto.
50414
Ascendo aos teus anseios, cumes vários
Das tantas cordilheiras da esperança
E o passo sem sentido nos alcança
Marcando dias turvos, temerários,
Nos ermos de meus cantos, relicários
E os olhos se perdendo em confiança
Aonde poderia uma aliança
Os tempos são deveras meus corsários.
Esqueço do passado e sigo em frente
E nisto cada passo se apresente
Moldando a eternidade de um momento,
Ao pé desta montanha nada traço
Senão cada tormento em vão cansaço
E deste delirar eu me alimento.
50415
Ascendes ao que tanto quis um dia
E chegas ao etéreo sideral
A vida se desenha em ritual
Aonde o quase nada ainda havia
E o preço a se pagar: soberania
O caos se transformando, no geral,
Arcaica melodia em madrigal
A vida se traduz em vilania,
O prazo determina o fim de tudo
E quando no final me desiludo
Esqueço dos meus erros e presumo
A morte da esperança no vazio
E quantas vezes teimo e desafio
Tentando da emoção seu supra-sumo.
50416
Ascendera ao mais diverso do infinito
O pensamento dita a velha rota
E quando a solidão tanto desbota
Apenas um sorriso eu necessito,
Amor que se perdera em tosco rito
A luta se transcende além da cota,
E o manto da alegria ora desbota
E sem sentido algum, vazio eu grito;
Espero após o todo algum albor
E tento novo passo redentor
Dos tantos que pudera no passado,
E quando se aproxima do final
A vida se transforma em desigual
Cenário aonde o nada foi traçado.
50417
Ascendeste ao momento mais supremo
E neste caminhar quase sem rumo,
O quanto poderia e não aprumo
Chegando ao quanto quero e não mais temo,
Nos ermos deste sonho se eu me algemo
O passo resumindo o quanto em sumo
Pudesse desvendar e me perfumo
Dos erros costumeiros ou me esfumo,
Meteórico ocaso em tom sombrio
Ainda quando possa além do rio
Traçar em mar imenso a bela foz,
O prazo determina o quanto pude
Vestindo esta emoção atroz e rude
Deixando para trás o mar feroz.
50418
Ascender ao que tanto desejara
Gestando cada instante em luz imensa
A vida no final sempre compensa
E dominando enfim a noite clara
A sorte noutro rumo se escancara
E nada do que eu tente recompensa
A luta sem porvir, portanto tensa
Sendo emoção deveras bem mais rara,
Acolho cada engano e sigo em frente
Aonde o meu delírio se apresente
Matando o que restara dentro em mim,
Do todo sem sentido esta promessa
Aos poucos noutro encanto recomeça
Traçando além do cais o mar enfim.
50419
Ascenda ao quanto possa esta emoção
E gere com ternura novo passo
Vencendo o que pudera em tal cansaço
Mostrar a inteira vida em profusão,
Apenas outros dias se verão
E nisto o quanto quero e sempre traço
Marcando a vida inteira num compasso
Diverso dos que tanto dizem não,
O velho paraíso prometido
O tanto quanto possa e não lapido
Diamantina sorte de quem ama,
Ainda quando veja após o caos
Momentos entre tantos vis degraus
Mantendo acesa em nós a intensa chama
50420
Ascendera ao que pude num momento
Vencendo os meus temores mais sutis
E o tempo se desenha aonde o quis
E nisto a vida traz o sentimento
Aonde com certeza se me alento
Bebendo desta sorte e tento em bis
Ousar o quanto pude ser feliz
Vivendo sem sequer alheamento
A paz que na verdade nos provém
Do mundo sem saber de algum desdém
Gerando outro caminho em rude face
Prefiro tão somente acreditar
No engano tão diverso e caminhar
Aonde a solidão não se mostrasse.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
50401 a 50410
50401
Aberto o pensamento, espreito o cais
E tento discernir o que inda venha
A vida se aproxima em leda senha
E gera dentro da alma dias banais,
Escuto a solidão aonde esvais
E o tanto quanto pude, frágua e lenha
Ainda quando a dita se desdenha
Fortuna tão diversa diz jamais.
Organizando a vida de tal forma
Que o tanto quanto possa me conforma
Marcando outros momentos além disto,
Percebo a solidão e me alimento
Do tanto sem limites, pensamento
Encara cada passo onde persisto.
50402
Aberto o peito ao quanto inda virá
Amar e ter no olhar nova esperança
Do todo que decerto ainda avança
Gerando tanto enfado desde já,
Pudesse ter nas mãos raro maná
E o tempo desenhado em temperança,
Mas quando a realidade enfim se cansa,
O tanto quanto eu possa a moldará,
Escasseando as noites dentro da alma,
Somente este vazio agora acalma
E gesta o que pudesse redimir.
Ousando novo tempo onde não resta
Sequer desta esperança a mera fresta
Trazendo em minhas mãos o meu porvir.
50403
Abertas velas dizem do futuro
No porto desejado e mais tranquilo
Aonde com ternura ora desfilo
Ousando nesta rota em pleno escuro,
O tempo se mostrasse mais seguro
E nada do que eu possa sem vacilo
Trouxesse a fantasia em raro estilo,
Marcando cada instância em raro apuro.
Esqueço dos meus dias sem sucesso
E quando me aproximo a ti confesso
Os ermos de minha alma sem proveito,
Após cada momento em voz atroz
O que seria então enfim de nós?
Apenas o que tento e mesmo aceito.
50404
Aberta a temporada de emoções
Diversas das que tanto conheci,
O quanto se aproxima assim de ti
Trazendo cada passo aonde expões
Os ritos em propostas, dimensões
Ousando noutro rumo, eu me perdi,
Vagando sem sinal algum aqui
Os ermos tomam novas direções,
Ocasos entre casos, caos e medo
Ainda quando possa em vão concedo
E gero dos engodos novo passo,
Aonde na verdade o que vê
É vida sem sequer saber por que
O tempo se desenha mais escasso.
50405
Aberto ao que virá e ao que não veio
O pensamento traça outro momento
E quando alguma sorte eu alimento
Apenas desvendando este receio
E quando nos teus braços eu rodeio
O todo sem sentido ou provimento
Das lendas do passado, o sedimento
Expressa da emoção tal devaneio.
Arcando com meus erros desde então
Os tempos necessários moldarão
O encanto mais feliz que tanto pude
Após o termo audaz remessas fartas,
Dos dias mais mordazes tu te apartas
Matando o quanto em ti conheço rude.
50406
Aberta esta porteira, nada resta
Senão a mesma face, estupidez
Aonde o tanto amor já se desfez
E apenas o vazio nega a festa
A cada novo tempo o sonho atesta
E marca em consonância o que não vês
E deste desenhar em palidez
A luta sem sentido nada gesta.
Respondes aos meus vários desafios
E sei dos meus amores, desvarios
Enquanto a luta apenas começara,
Assim ao me entranhar neste cenário
O quanto poderia temerário
Domina plenamente a vã seara.
50407
Abertos olhos miram no horizonte
As tantas emoções que já não sinto,
Amor há tanto tempo quase extinto
Da sorte sem saber matando a fonte,
No senso sem igual aonde aponte
Gestando este caminho onde me tinto
Numa explosão sem par, o mesmo instinto
Traduz das ilusões a imensa ponte,
Reparo cada passo e nada tendo
Somente este temor em raro adendo
O ledo caminhar evade o passo
E nisto se presume o nada ser,
Ao quanto poderia parecer
Momento mais sublime agora eu traço.
50408
Aberto o céu deixando nua a lua
Explode em prata imensa divinal,
Ainda quando a vejo sideral
Minha alma sem temores já flutua
Aonde esta beleza se cultua
O preço se desenha bem ou mal,
E o passo se aproxima em ritual
Deitando a luz intensa sobre a rua,
O canto se desdenha e nada traça
Enquanto novo rumo em sorte escassa
Presume o quanto audaz se faz o rumo,
Meu medo não seria em empecilho
E quando no vazio ainda trilho
O todo noutro passo em vão consumo.
50409
Abertos os caminhos de quem ama
A luta não se cansa do porvir
E o medo a se mostrar o quanto vir
E nada manteria a velha chama,
Ainda quando a sorte nos reclama
O passo se presume no sentir
Disperso do cenário a permitir
O todo quando a sorte em vão se trama
Espero a sorte quando não viria
E tanto se pudera a fantasia
O sonho demonstrando realidade
E quando a solidão invade a noite
Embora a tempestade nos açoite
O tempo noutro engano já degrade.
50410
Abertas as fronteiras da esperança
Os erros de quem tanto quis além
Marcando cada dia quando vem
A noite sem sentido nos alcança
E o prazo se demonstra em aliança
Da teimosia sendo algum refém
O ledo caminhar dita o desdém
E o todo sem ternura não avança
Mergulho nos meus erros e te vejo
Ousando muito mais do que um desejo
Cerzindo outro momento em paz e glória
A luta não pudera ser diversa
E quando a própria vida desconversa
A sorte se desenha merencória.
Aberto o pensamento, espreito o cais
E tento discernir o que inda venha
A vida se aproxima em leda senha
E gera dentro da alma dias banais,
Escuto a solidão aonde esvais
E o tanto quanto pude, frágua e lenha
Ainda quando a dita se desdenha
Fortuna tão diversa diz jamais.
Organizando a vida de tal forma
Que o tanto quanto possa me conforma
Marcando outros momentos além disto,
Percebo a solidão e me alimento
Do tanto sem limites, pensamento
Encara cada passo onde persisto.
50402
Aberto o peito ao quanto inda virá
Amar e ter no olhar nova esperança
Do todo que decerto ainda avança
Gerando tanto enfado desde já,
Pudesse ter nas mãos raro maná
E o tempo desenhado em temperança,
Mas quando a realidade enfim se cansa,
O tanto quanto eu possa a moldará,
Escasseando as noites dentro da alma,
Somente este vazio agora acalma
E gesta o que pudesse redimir.
Ousando novo tempo onde não resta
Sequer desta esperança a mera fresta
Trazendo em minhas mãos o meu porvir.
50403
Abertas velas dizem do futuro
No porto desejado e mais tranquilo
Aonde com ternura ora desfilo
Ousando nesta rota em pleno escuro,
O tempo se mostrasse mais seguro
E nada do que eu possa sem vacilo
Trouxesse a fantasia em raro estilo,
Marcando cada instância em raro apuro.
Esqueço dos meus dias sem sucesso
E quando me aproximo a ti confesso
Os ermos de minha alma sem proveito,
Após cada momento em voz atroz
O que seria então enfim de nós?
Apenas o que tento e mesmo aceito.
50404
Aberta a temporada de emoções
Diversas das que tanto conheci,
O quanto se aproxima assim de ti
Trazendo cada passo aonde expões
Os ritos em propostas, dimensões
Ousando noutro rumo, eu me perdi,
Vagando sem sinal algum aqui
Os ermos tomam novas direções,
Ocasos entre casos, caos e medo
Ainda quando possa em vão concedo
E gero dos engodos novo passo,
Aonde na verdade o que vê
É vida sem sequer saber por que
O tempo se desenha mais escasso.
50405
Aberto ao que virá e ao que não veio
O pensamento traça outro momento
E quando alguma sorte eu alimento
Apenas desvendando este receio
E quando nos teus braços eu rodeio
O todo sem sentido ou provimento
Das lendas do passado, o sedimento
Expressa da emoção tal devaneio.
Arcando com meus erros desde então
Os tempos necessários moldarão
O encanto mais feliz que tanto pude
Após o termo audaz remessas fartas,
Dos dias mais mordazes tu te apartas
Matando o quanto em ti conheço rude.
50406
Aberta esta porteira, nada resta
Senão a mesma face, estupidez
Aonde o tanto amor já se desfez
E apenas o vazio nega a festa
A cada novo tempo o sonho atesta
E marca em consonância o que não vês
E deste desenhar em palidez
A luta sem sentido nada gesta.
Respondes aos meus vários desafios
E sei dos meus amores, desvarios
Enquanto a luta apenas começara,
Assim ao me entranhar neste cenário
O quanto poderia temerário
Domina plenamente a vã seara.
50407
Abertos olhos miram no horizonte
As tantas emoções que já não sinto,
Amor há tanto tempo quase extinto
Da sorte sem saber matando a fonte,
No senso sem igual aonde aponte
Gestando este caminho onde me tinto
Numa explosão sem par, o mesmo instinto
Traduz das ilusões a imensa ponte,
Reparo cada passo e nada tendo
Somente este temor em raro adendo
O ledo caminhar evade o passo
E nisto se presume o nada ser,
Ao quanto poderia parecer
Momento mais sublime agora eu traço.
50408
Aberto o céu deixando nua a lua
Explode em prata imensa divinal,
Ainda quando a vejo sideral
Minha alma sem temores já flutua
Aonde esta beleza se cultua
O preço se desenha bem ou mal,
E o passo se aproxima em ritual
Deitando a luz intensa sobre a rua,
O canto se desdenha e nada traça
Enquanto novo rumo em sorte escassa
Presume o quanto audaz se faz o rumo,
Meu medo não seria em empecilho
E quando no vazio ainda trilho
O todo noutro passo em vão consumo.
50409
Abertos os caminhos de quem ama
A luta não se cansa do porvir
E o medo a se mostrar o quanto vir
E nada manteria a velha chama,
Ainda quando a sorte nos reclama
O passo se presume no sentir
Disperso do cenário a permitir
O todo quando a sorte em vão se trama
Espero a sorte quando não viria
E tanto se pudera a fantasia
O sonho demonstrando realidade
E quando a solidão invade a noite
Embora a tempestade nos açoite
O tempo noutro engano já degrade.
50410
Abertas as fronteiras da esperança
Os erros de quem tanto quis além
Marcando cada dia quando vem
A noite sem sentido nos alcança
E o prazo se demonstra em aliança
Da teimosia sendo algum refém
O ledo caminhar dita o desdém
E o todo sem ternura não avança
Mergulho nos meus erros e te vejo
Ousando muito mais do que um desejo
Cerzindo outro momento em paz e glória
A luta não pudera ser diversa
E quando a própria vida desconversa
A sorte se desenha merencória.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
50391 até 50400
391
Não sei do quanto possa o sentimento
E tento novo dia após a queda
Aonde o meu caminho se envereda
E um sonho mais audaz eu alimento,
No quanto poderia o pensamento
Traçar a vida enquanto o passo veda
E gesta esta ilusão enquanto enreda
O tanto quanto pude, alheamento,
Bebendo em tua boca a divindade
E nisto cada passo sempre agrade
A quem se fez aquém da dor e medo
Não tento vicejar qual primavera
Ousando neste passo aonde espera
Apenas um tormento atroz e ledo.
50392
Não tinha esta certeza, mas quem visse
O quanto desta vida se apresenta
Vencendo a solidão, velha tormenta
Marcando com ternura esta mesmice,
A luta na verdade, em tal crendice
Enquanto esta poeira enfim se assenta
A morte noutro fato se incrementa
E deixa para trás o que se disse.
Não resta deste encanto nada mais
Sequer os dias claros quais cristais
E os antros da expressão renego agora,
O medo se apodera em cada passo
Ainda quando o todo ora desfaço
A sorte noutra face me apavora.
50393
Não uso da palavra quando tento
Sentir nova expressão em sonho após
A vida desenhada mais feroz
Roubando da alegria este fomento,
Apenas no passado me atormento
E sei do descaminho em leda foz
Ainda que pudesse ouvir a voz
Embora o coração enfrente o vento,
Acasos entre casos e mentiras
Os passos onde tanto ora interfiras
Marcantes emoções e nada além
Do passo sem saber qualquer destino
E quando no final me desatino
O tempo na verdade nada tem.
50394
Não vejo mais sequer o quanto possa
Vencer a tempestade e ter no olhar
A sorte que pudesse desejar
E dela me entranhar além da fossa,
A melodia viva sendo nossa
Expressa o que tentasse imaginar
E deste mais superno caminhar
A luta noutro fato nos endossa,
E o verso se perdendo sem sentido
Aonde se pensara e não duvido
Esqueço do meu canto em canto alheio,
E após o descaminho aonde pude
Traçar este cenário mesmo rude,
O vento noutro infausto hoje rodeio.
50395
Não zelas por quem tanto te queria
E a vida não traduz felicidade
Ainda quando a sorte nos degrade
Marcando com temor a fantasia,
O todo se presume em agonia
O corte reduzindo a claridade,
A luta se mostrara em qualidade
Diversa que tanto poderia.
Escassas luzes dizem do vazio
E quando novamente eu desafio
O passo se aproxima do final,
Acrescentando o nada ao quanto tenho,
A vida se mostrara em tal empenho
Matando este momento mais venal.
50396
Espero qualquer dia aonde venha
A vida com sorriso mais sutil,
E o quanto da verdade se previu
Ainda com certeza se desdenha,
A luta se transforma em nova senha
E gera o quanto possa ser mais vil,
Ao passo em que meu mundo já não viu
A sorte aonde o nada desempenha
A forte sensação de um novo tempo
Vencendo o quanto houvera em contratempo
E neste desenhar hoje me encampo
Do sonho que pudesse ter nas mãos
Além de meramente toscos grãos
A imensidão de um pleno e raro campo.
50397
Espero a solução que nunca veio
E o corte traduzindo o que carrego
A vida se desenha num nó cego
E trago no meu peito este receio
Ainda que pudesse ser alheio
Ao mar quando em verdade não navego
O transitar demonstra onde trafego
Ousando noutro tanto sem recreio,
Acolho com palavras, atos, versos
Momentos mais sublimes e diversos
E neles desenhara a sorte em paz,
Assim ao mergulhar num raro abismo
Aonde sem caminho eu tento e cismo
A luta no final nada me traz.
50398
Espero amanhecer de uma esperança
Enquanto a vida rege este abandono
E quando na verdade desabono
Meu passo sem sentido algum se cansa
A vida se desenha qual criança
E nisto mergulhando em raro sono,
O tempo se transforma e já me adono
Do quanto poderia em confiança
Nas asas dessa sorte em liberdade
Aonde cada passo sempre agrade
A quem se fez além do sonhador,
Escusas não escuto nem permito
E quando no final sendo finito
O passo de outro engano refletor.
50399
Espero brilhos fartos onde o nada
Expressa o quanto pude e não soubera
Marcando com terror a leda espera
E nisto a vida sempre destroçada,
Acolho com palavra a desvairada
Vontade mais atroz, sem primavera
A vida no final já degenera
E trama a mesma história desolada,
Ainda quando pude ver ao fim
O todo se aproxima então de mim,
Mortalha traduzindo o dia a dia,
A luta não se vendo em tal proveito
O resultado enfim atroz aceito
E o canto noutro canto não viria.
50400
Espero cada lance da partida
E o tempo não permite novo enredo
E quando no final sempre concedo
A sorte a quem deveras já duvida
A luta se desenha em nossa vida
E nisto não se vê qualquer segredo
O passo se transforma em desenredo
E a marca noutra senda diz ferida,
Aproveitando o fato costumeiro
Ainda que pudesse num luzeiro
Traçar o amanhecer em raro sol,
A porta se trancando para a dita
O canto na verdade necessita
Do amor como se fosse algum farol.
Não sei do quanto possa o sentimento
E tento novo dia após a queda
Aonde o meu caminho se envereda
E um sonho mais audaz eu alimento,
No quanto poderia o pensamento
Traçar a vida enquanto o passo veda
E gesta esta ilusão enquanto enreda
O tanto quanto pude, alheamento,
Bebendo em tua boca a divindade
E nisto cada passo sempre agrade
A quem se fez aquém da dor e medo
Não tento vicejar qual primavera
Ousando neste passo aonde espera
Apenas um tormento atroz e ledo.
50392
Não tinha esta certeza, mas quem visse
O quanto desta vida se apresenta
Vencendo a solidão, velha tormenta
Marcando com ternura esta mesmice,
A luta na verdade, em tal crendice
Enquanto esta poeira enfim se assenta
A morte noutro fato se incrementa
E deixa para trás o que se disse.
Não resta deste encanto nada mais
Sequer os dias claros quais cristais
E os antros da expressão renego agora,
O medo se apodera em cada passo
Ainda quando o todo ora desfaço
A sorte noutra face me apavora.
50393
Não uso da palavra quando tento
Sentir nova expressão em sonho após
A vida desenhada mais feroz
Roubando da alegria este fomento,
Apenas no passado me atormento
E sei do descaminho em leda foz
Ainda que pudesse ouvir a voz
Embora o coração enfrente o vento,
Acasos entre casos e mentiras
Os passos onde tanto ora interfiras
Marcantes emoções e nada além
Do passo sem saber qualquer destino
E quando no final me desatino
O tempo na verdade nada tem.
50394
Não vejo mais sequer o quanto possa
Vencer a tempestade e ter no olhar
A sorte que pudesse desejar
E dela me entranhar além da fossa,
A melodia viva sendo nossa
Expressa o que tentasse imaginar
E deste mais superno caminhar
A luta noutro fato nos endossa,
E o verso se perdendo sem sentido
Aonde se pensara e não duvido
Esqueço do meu canto em canto alheio,
E após o descaminho aonde pude
Traçar este cenário mesmo rude,
O vento noutro infausto hoje rodeio.
50395
Não zelas por quem tanto te queria
E a vida não traduz felicidade
Ainda quando a sorte nos degrade
Marcando com temor a fantasia,
O todo se presume em agonia
O corte reduzindo a claridade,
A luta se mostrara em qualidade
Diversa que tanto poderia.
Escassas luzes dizem do vazio
E quando novamente eu desafio
O passo se aproxima do final,
Acrescentando o nada ao quanto tenho,
A vida se mostrara em tal empenho
Matando este momento mais venal.
50396
Espero qualquer dia aonde venha
A vida com sorriso mais sutil,
E o quanto da verdade se previu
Ainda com certeza se desdenha,
A luta se transforma em nova senha
E gera o quanto possa ser mais vil,
Ao passo em que meu mundo já não viu
A sorte aonde o nada desempenha
A forte sensação de um novo tempo
Vencendo o quanto houvera em contratempo
E neste desenhar hoje me encampo
Do sonho que pudesse ter nas mãos
Além de meramente toscos grãos
A imensidão de um pleno e raro campo.
50397
Espero a solução que nunca veio
E o corte traduzindo o que carrego
A vida se desenha num nó cego
E trago no meu peito este receio
Ainda que pudesse ser alheio
Ao mar quando em verdade não navego
O transitar demonstra onde trafego
Ousando noutro tanto sem recreio,
Acolho com palavras, atos, versos
Momentos mais sublimes e diversos
E neles desenhara a sorte em paz,
Assim ao mergulhar num raro abismo
Aonde sem caminho eu tento e cismo
A luta no final nada me traz.
50398
Espero amanhecer de uma esperança
Enquanto a vida rege este abandono
E quando na verdade desabono
Meu passo sem sentido algum se cansa
A vida se desenha qual criança
E nisto mergulhando em raro sono,
O tempo se transforma e já me adono
Do quanto poderia em confiança
Nas asas dessa sorte em liberdade
Aonde cada passo sempre agrade
A quem se fez além do sonhador,
Escusas não escuto nem permito
E quando no final sendo finito
O passo de outro engano refletor.
50399
Espero brilhos fartos onde o nada
Expressa o quanto pude e não soubera
Marcando com terror a leda espera
E nisto a vida sempre destroçada,
Acolho com palavra a desvairada
Vontade mais atroz, sem primavera
A vida no final já degenera
E trama a mesma história desolada,
Ainda quando pude ver ao fim
O todo se aproxima então de mim,
Mortalha traduzindo o dia a dia,
A luta não se vendo em tal proveito
O resultado enfim atroz aceito
E o canto noutro canto não viria.
50400
Espero cada lance da partida
E o tempo não permite novo enredo
E quando no final sempre concedo
A sorte a quem deveras já duvida
A luta se desenha em nossa vida
E nisto não se vê qualquer segredo
O passo se transforma em desenredo
E a marca noutra senda diz ferida,
Aproveitando o fato costumeiro
Ainda que pudesse num luzeiro
Traçar o amanhecer em raro sol,
A porta se trancando para a dita
O canto na verdade necessita
Do amor como se fosse algum farol.
50381 até 50390
50381
Não há qualquer momento além do caos
E nisto se desenha sem temor
Ainda quando a sorte em nova cor
Produz noutro momento estes degraus,
Apenas se mostrassem ledos, maus
E o canto se moldara redentor
Traçando muito além da própria dor
E nisto se desvenda minhas naus.
Pudesse pelo menos ser diverso
Do quanto neste fato sigo imerso
Vestindo este cenário em ilusão
Dos tantos descaminhos vejo a sorte
Dispersa em desconversa que comporte
Os dias mais atrozes que virão.
50382
Não imaginas quanto poderia
Ousar noutro momento em plena paz,
Ainda se pudesse ser capaz
De discernir enfim a fantasia
E nisto todo o sonho ora se adia
E marca com ternura o quanto traz
Da vida sem sentido ou mais audaz
Matando desde sempre a poesia.
Já nada mais permite cada engodo
E apenas entranhando enfim o lodo
Viceja dentro em nós vaga esperança
O canto em desacordo continua
Deitando sobre nós argêntea lua
E assim esta alegria nos alcança.
50383
Não jogue tanta sorte pelo chão
E beba da esperança um pouco mais
Ainda quando além do passo vais
O tempo se mostrara em tal senão
Os sonhos noutro rumo tomarão
Os ermos entre vários vendavais
Vencidos outros vastos madrigais
A vida em avidez e ostentação,
Açoda-me a vontade de saber
O quanto poderia em teu prazer
Audaciosamente ser feliz
E o antro mais atroz onde se vira
A sorte em forma audaz, gera a mentira
E nisto a própria lida contradiz.
50384
Não levo desta vida quase nada
Senão as minhas dores e temores
Os sonhos de outros tantos refletores
Numa expressão atroz já demarcada
Aonde a solidão decerto invada
E seja da maneira como pores
Os tempos entre tantos tentadores
A luta se aproxima em nova estada,
Esgoto meus alentos sem sentido
E sei do quanto possa e não duvido
Das ânsias contumazes e ferozes
Hercúlea fantasia dita a sorte
E nada do que possa me conforte
Nem ouço do passado as ledas vozes.
50385
Não marcas com as garras minha pele
Apenas entranhando o sentimento
E nisto a cada passo outro tormento
Aonde a própria vida nos repele,
O quanto do vazio ora se sele
E quando novo encanto sempre tento,
Apenas caberia um pensamento
Enquanto a solidão ao fim compele,
Esqueço cada passo e mergulhando
No todo sem sentido desde quando
O mundo se fizera mais sutil,
Andeja sensação de quem se fez
Além do quanto pôde em sensatez
Assim o descaminho em mim se viu.
50386
Não necessitas mais de alguma luz
E sei do quanto possa num instante
Vibrando com ternura em consonante
Caminho aonde o nada reproduz
O todo se desenha em corpos nus
E o prazo com certeza se adiante,
E nada do que eu quero hoje garante
Ou mesmo num rompante nos faz jus.
Alheio ao quanto pude e não soubera
Ainda se desenha na alma a fera
E tantas vezes tento outro caminho,
Depois de certo tempo, nada tendo
Apenas o momento em dividendo
E nele sou deveras mais mesquinho.
50387
Nunca olvide cada passo rumo ao quanto
Pudesse imaginar em raro fato,
Aonde o meu cenário em vão resgato
Marcando com terror e desencanto,
Ainda quando muito mal garanto
O todo noutro manto e não retrato
Sequer o que pudesse sem maltrato
Vencer a solidão, temido pranto,
E o verso se implodindo dita o quase
E nisto cada passo se defase
Gerando depois disto a sorte atroz,
A noite se nublando, morta a lua
Apenas o vazio continua
Tocando sem defesas todos nós.
50388
Não passa de um momento o quanto eu quis
Depois da tempestade esta bonança
A vida na verdade não descansa
Mantendo a intensa força geratriz,
A cada ausência sinto a cicatriz
E nesta solidão, desesperança
Marcando cada dia sem mudança
E nada do que possa ainda fiz,
Escudos onde outrora se pudera
Gerar a solução leda quimera
E tanto quanto pude não restara
Sequer a melhor forma de sonhar
Matando cada passo devagar
Aprofundando em nós a rude escara.
50389
Não quero qualquer tom diverso e rude
Ainda quando a vida se fizesse
Do todo noutro fato que entristece
E nisto cada passo já transmude
O rumo sem sentido em plenitude
Ousando na emoção superna prece
Da qual outra razão a sorte tece,
E ao fim sem mais caminho desilude.
Escaldas com teu fel o dia a dia
E nada mais deveras poderia
Quem sabe e só procura ainda um fim
Do caos gerado na alma, a solidão
Expressa dias turvos que virão
Matando o quanto resta dentro em mim.
50390
Não resta do meu mundo quase nada
Sequer a menor sombra de outro fado
E o marco neste todo desdenhado
A sorte com certeza mal traçada,
A luta se desenha e já degrado
A noite que não fora enluarada
O quanto sobrevoa a velha estrada
E o dia não virá ensolarado,
Apenas outro ocaso e nada mais
Exposto aos mais diversos vendavais
Vagando pela noite sem juízo
O rumo desdenhoso se mostrando
E o tempo noutro rumo desde quando
Apenas no vazio eu me matizo.
Não há qualquer momento além do caos
E nisto se desenha sem temor
Ainda quando a sorte em nova cor
Produz noutro momento estes degraus,
Apenas se mostrassem ledos, maus
E o canto se moldara redentor
Traçando muito além da própria dor
E nisto se desvenda minhas naus.
Pudesse pelo menos ser diverso
Do quanto neste fato sigo imerso
Vestindo este cenário em ilusão
Dos tantos descaminhos vejo a sorte
Dispersa em desconversa que comporte
Os dias mais atrozes que virão.
50382
Não imaginas quanto poderia
Ousar noutro momento em plena paz,
Ainda se pudesse ser capaz
De discernir enfim a fantasia
E nisto todo o sonho ora se adia
E marca com ternura o quanto traz
Da vida sem sentido ou mais audaz
Matando desde sempre a poesia.
Já nada mais permite cada engodo
E apenas entranhando enfim o lodo
Viceja dentro em nós vaga esperança
O canto em desacordo continua
Deitando sobre nós argêntea lua
E assim esta alegria nos alcança.
50383
Não jogue tanta sorte pelo chão
E beba da esperança um pouco mais
Ainda quando além do passo vais
O tempo se mostrara em tal senão
Os sonhos noutro rumo tomarão
Os ermos entre vários vendavais
Vencidos outros vastos madrigais
A vida em avidez e ostentação,
Açoda-me a vontade de saber
O quanto poderia em teu prazer
Audaciosamente ser feliz
E o antro mais atroz onde se vira
A sorte em forma audaz, gera a mentira
E nisto a própria lida contradiz.
50384
Não levo desta vida quase nada
Senão as minhas dores e temores
Os sonhos de outros tantos refletores
Numa expressão atroz já demarcada
Aonde a solidão decerto invada
E seja da maneira como pores
Os tempos entre tantos tentadores
A luta se aproxima em nova estada,
Esgoto meus alentos sem sentido
E sei do quanto possa e não duvido
Das ânsias contumazes e ferozes
Hercúlea fantasia dita a sorte
E nada do que possa me conforte
Nem ouço do passado as ledas vozes.
50385
Não marcas com as garras minha pele
Apenas entranhando o sentimento
E nisto a cada passo outro tormento
Aonde a própria vida nos repele,
O quanto do vazio ora se sele
E quando novo encanto sempre tento,
Apenas caberia um pensamento
Enquanto a solidão ao fim compele,
Esqueço cada passo e mergulhando
No todo sem sentido desde quando
O mundo se fizera mais sutil,
Andeja sensação de quem se fez
Além do quanto pôde em sensatez
Assim o descaminho em mim se viu.
50386
Não necessitas mais de alguma luz
E sei do quanto possa num instante
Vibrando com ternura em consonante
Caminho aonde o nada reproduz
O todo se desenha em corpos nus
E o prazo com certeza se adiante,
E nada do que eu quero hoje garante
Ou mesmo num rompante nos faz jus.
Alheio ao quanto pude e não soubera
Ainda se desenha na alma a fera
E tantas vezes tento outro caminho,
Depois de certo tempo, nada tendo
Apenas o momento em dividendo
E nele sou deveras mais mesquinho.
50387
Nunca olvide cada passo rumo ao quanto
Pudesse imaginar em raro fato,
Aonde o meu cenário em vão resgato
Marcando com terror e desencanto,
Ainda quando muito mal garanto
O todo noutro manto e não retrato
Sequer o que pudesse sem maltrato
Vencer a solidão, temido pranto,
E o verso se implodindo dita o quase
E nisto cada passo se defase
Gerando depois disto a sorte atroz,
A noite se nublando, morta a lua
Apenas o vazio continua
Tocando sem defesas todos nós.
50388
Não passa de um momento o quanto eu quis
Depois da tempestade esta bonança
A vida na verdade não descansa
Mantendo a intensa força geratriz,
A cada ausência sinto a cicatriz
E nesta solidão, desesperança
Marcando cada dia sem mudança
E nada do que possa ainda fiz,
Escudos onde outrora se pudera
Gerar a solução leda quimera
E tanto quanto pude não restara
Sequer a melhor forma de sonhar
Matando cada passo devagar
Aprofundando em nós a rude escara.
50389
Não quero qualquer tom diverso e rude
Ainda quando a vida se fizesse
Do todo noutro fato que entristece
E nisto cada passo já transmude
O rumo sem sentido em plenitude
Ousando na emoção superna prece
Da qual outra razão a sorte tece,
E ao fim sem mais caminho desilude.
Escaldas com teu fel o dia a dia
E nada mais deveras poderia
Quem sabe e só procura ainda um fim
Do caos gerado na alma, a solidão
Expressa dias turvos que virão
Matando o quanto resta dentro em mim.
50390
Não resta do meu mundo quase nada
Sequer a menor sombra de outro fado
E o marco neste todo desdenhado
A sorte com certeza mal traçada,
A luta se desenha e já degrado
A noite que não fora enluarada
O quanto sobrevoa a velha estrada
E o dia não virá ensolarado,
Apenas outro ocaso e nada mais
Exposto aos mais diversos vendavais
Vagando pela noite sem juízo
O rumo desdenhoso se mostrando
E o tempo noutro rumo desde quando
Apenas no vazio eu me matizo.
50371 até 50380
50371
A face mais audaz desta emoção
Gerasse novo encanto onde não há
Sequer o quanto pude desde já
Vencer ou ter nas mãos este timão,
Meu canto sem sentido e direção
O corte se aprofunda e tomará
A sorte que deveras tocará
A luta sem porvir nem dimensão,
Escassos dias dizem do que somos
E a vida se traduz em ledos gomos
Ousando na verdade ou mesmo em fé,
Ao ver o descaminho aonde eu pude
Traçar este cenário atroz e rude,
A morte se desdenha em vã galé.
50372
Não pude e não devia acreditar
Sequer nos descaminhos mais ferozes
E sei dos meus cenários noutras vozes
Rondando a minha vida devagar,
Ainda que entranhasse em pleno mar,
Os olhos são deveras meus algozes
E os tempos se desenham tão velozes
Tentando a cada engano um novo altar.
Espero a melhor sorte e sei que o quando
Pudesse ser além e demonstrando
Apenas sortilégios entre ocaso
O rumo sem proveito nem razões
E nisto tantos erros tu me expões
Enquanto o passo aquém do teu atraso.
50373
Não quero acreditar neste impossível
Momento feito em dor e desencanto
Ainda quando a sorte eu adianto
O mundo se mostrasse bem mais crível
O tempo desdenhado em novo nível
O prazo determina o quando e o quanto
O rude caminhar em ledo pranto
Expressa a solidão mais incabível,
Ousasse noutro passo e poderia
Viver o quanto resta em fantasia
Atravessando o tempo e sendo assim
O canto mais suave se desenha
E a vida noutro fato nega ordenha
Dos sonhos que inda trago dentro em mim.
50374
Não alço meus caminhos, queda à vista
O preço a se pagar é muito caro
E quando no final já sem preparo
A sorte com certeza ora desista,
O manto se negando traz e avista
O passo aonde o peso eu escancaro,
Ainda que pudesse ter o faro
Marcando esta emoção sempre benquista,
O peso de uma vida sem razão
Os cantos noutros tempos me trarão
Somente este vazio e nada mais,
Depois do furioso entardecer
A vida sem sentido nem prazer
Exposta aos descaminhos mais banais.
50375
Não busco nem sequer outro momento
Espero apenas isto e nada vem
A sorte se produz em tal desdém
E nisto com terror eu me atormento,
Bebendo a solidão em pensamento
Dos sonhos sou deveras um refém
E o marco se desenha quando tem
O prazo sem sequer algum fomento,
Alheio aos desenganos mais nefastos
Os dias entre tantos sendo gastos
Nos erros costumeiros de quem ama
O tanto quanto acolhe cada passo
Ainda que pudesse sendo escasso
O sonho desejado além do drama.
50376
Não cinzelando a vida de tal forma
Aonde se esculpisse a eternidade,
O passo quando muito se degrade
E a luta a cada engano nos deforma,
A vida sem sentido algum informa
Do quanto poderia e a sorte invade
Rompendo do passado a velha grade
E nisto outro caminho expressa a norma.
Medonha face expondo a fantasia
E o todo sem sentido não traria
Sequer algum alento a quem pudera
Seguir em consonância o seu destino,
Apenas noutro passo eu determino
A dita sem proveito em leda espera.
50377
Não deixe pra depois o quanto agora
É tanto necessário quão urgente
E mesmo que decerto inda se tente
A solidão atroz já nos devora,
E o corte noutro fato me apavora
Gerando o que pudesse num repente
A luta sem sentido não atente
E o medo do seguir não mais demora,
O prazo determina o fim de tudo
E quando com terror me desiludo
Escudos não resolvem tal problema
Ainda quando a vida se apresenta
Na face mais atroz dura tormenta
A poesia apenas nos algema.
50378
Não esperava mais qualquer cenário
Aonde pude crer nesta ilusão
Vestindo a sutileza desde então
O canto noutro rumo é necessário,
O vasto desenhar no itinerário
Diverso dos caminhos que virão
Traçando sem destino a solução
E neste delirar mais temerário,
O prazo determina o fim do sonho
E quando no final nada componho
Reponho os meus anseios noutro enfado,
E o pranto me envolvendo num segundo
Da velha solidão enquanto inundo
Apenas deste altar do amor me evado.
50379
Não falo do que possa acreditar
Nem mesmo do passado reticente
E o quanto da verdade se apresente
Impede qualquer tom a nos tocar,
Pudesse novamente caminhar
E crer noutro cenário impertinente
E o prazo com ternura não se sente
Depois de cada noite em vão lutar.
Reparo os meus erráticos cometas
E quando novo mundo me prometas
Esqueço do passado e neste fato
O caos se desenhando aonde eu pude
Singrar este cenário atroz e rude
Enquanto a dor intensa, enfim retrato.
50380
Não gera novo tempo o mais antigo
Momento aonde a vida se pudera
Traçar dentro do peito a primavera
E nela todo o sonho que persigo,
O corte se transforma em desabrigo
E o tempo desenhando em mim a espera
A sorte no final se degenera
O canto traduzindo este perigo,
A lua se esvaindo num instante
E o pranto no final nada garante
Senão a mesma voz em consistência
Diversa da que tanto pude ver
Sabendo dentro da alma; o esvaecer
Deixando no passado tal ciência.
A face mais audaz desta emoção
Gerasse novo encanto onde não há
Sequer o quanto pude desde já
Vencer ou ter nas mãos este timão,
Meu canto sem sentido e direção
O corte se aprofunda e tomará
A sorte que deveras tocará
A luta sem porvir nem dimensão,
Escassos dias dizem do que somos
E a vida se traduz em ledos gomos
Ousando na verdade ou mesmo em fé,
Ao ver o descaminho aonde eu pude
Traçar este cenário atroz e rude,
A morte se desdenha em vã galé.
50372
Não pude e não devia acreditar
Sequer nos descaminhos mais ferozes
E sei dos meus cenários noutras vozes
Rondando a minha vida devagar,
Ainda que entranhasse em pleno mar,
Os olhos são deveras meus algozes
E os tempos se desenham tão velozes
Tentando a cada engano um novo altar.
Espero a melhor sorte e sei que o quando
Pudesse ser além e demonstrando
Apenas sortilégios entre ocaso
O rumo sem proveito nem razões
E nisto tantos erros tu me expões
Enquanto o passo aquém do teu atraso.
50373
Não quero acreditar neste impossível
Momento feito em dor e desencanto
Ainda quando a sorte eu adianto
O mundo se mostrasse bem mais crível
O tempo desdenhado em novo nível
O prazo determina o quando e o quanto
O rude caminhar em ledo pranto
Expressa a solidão mais incabível,
Ousasse noutro passo e poderia
Viver o quanto resta em fantasia
Atravessando o tempo e sendo assim
O canto mais suave se desenha
E a vida noutro fato nega ordenha
Dos sonhos que inda trago dentro em mim.
50374
Não alço meus caminhos, queda à vista
O preço a se pagar é muito caro
E quando no final já sem preparo
A sorte com certeza ora desista,
O manto se negando traz e avista
O passo aonde o peso eu escancaro,
Ainda que pudesse ter o faro
Marcando esta emoção sempre benquista,
O peso de uma vida sem razão
Os cantos noutros tempos me trarão
Somente este vazio e nada mais,
Depois do furioso entardecer
A vida sem sentido nem prazer
Exposta aos descaminhos mais banais.
50375
Não busco nem sequer outro momento
Espero apenas isto e nada vem
A sorte se produz em tal desdém
E nisto com terror eu me atormento,
Bebendo a solidão em pensamento
Dos sonhos sou deveras um refém
E o marco se desenha quando tem
O prazo sem sequer algum fomento,
Alheio aos desenganos mais nefastos
Os dias entre tantos sendo gastos
Nos erros costumeiros de quem ama
O tanto quanto acolhe cada passo
Ainda que pudesse sendo escasso
O sonho desejado além do drama.
50376
Não cinzelando a vida de tal forma
Aonde se esculpisse a eternidade,
O passo quando muito se degrade
E a luta a cada engano nos deforma,
A vida sem sentido algum informa
Do quanto poderia e a sorte invade
Rompendo do passado a velha grade
E nisto outro caminho expressa a norma.
Medonha face expondo a fantasia
E o todo sem sentido não traria
Sequer algum alento a quem pudera
Seguir em consonância o seu destino,
Apenas noutro passo eu determino
A dita sem proveito em leda espera.
50377
Não deixe pra depois o quanto agora
É tanto necessário quão urgente
E mesmo que decerto inda se tente
A solidão atroz já nos devora,
E o corte noutro fato me apavora
Gerando o que pudesse num repente
A luta sem sentido não atente
E o medo do seguir não mais demora,
O prazo determina o fim de tudo
E quando com terror me desiludo
Escudos não resolvem tal problema
Ainda quando a vida se apresenta
Na face mais atroz dura tormenta
A poesia apenas nos algema.
50378
Não esperava mais qualquer cenário
Aonde pude crer nesta ilusão
Vestindo a sutileza desde então
O canto noutro rumo é necessário,
O vasto desenhar no itinerário
Diverso dos caminhos que virão
Traçando sem destino a solução
E neste delirar mais temerário,
O prazo determina o fim do sonho
E quando no final nada componho
Reponho os meus anseios noutro enfado,
E o pranto me envolvendo num segundo
Da velha solidão enquanto inundo
Apenas deste altar do amor me evado.
50379
Não falo do que possa acreditar
Nem mesmo do passado reticente
E o quanto da verdade se apresente
Impede qualquer tom a nos tocar,
Pudesse novamente caminhar
E crer noutro cenário impertinente
E o prazo com ternura não se sente
Depois de cada noite em vão lutar.
Reparo os meus erráticos cometas
E quando novo mundo me prometas
Esqueço do passado e neste fato
O caos se desenhando aonde eu pude
Singrar este cenário atroz e rude
Enquanto a dor intensa, enfim retrato.
50380
Não gera novo tempo o mais antigo
Momento aonde a vida se pudera
Traçar dentro do peito a primavera
E nela todo o sonho que persigo,
O corte se transforma em desabrigo
E o tempo desenhando em mim a espera
A sorte no final se degenera
O canto traduzindo este perigo,
A lua se esvaindo num instante
E o pranto no final nada garante
Senão a mesma voz em consistência
Diversa da que tanto pude ver
Sabendo dentro da alma; o esvaecer
Deixando no passado tal ciência.
50361 até 50370
50361
A rústica vontade de se ter
Além do quanto pude e não viesse
Fortuna se ditando em nova messe
Traçando dentro da alma o amanhecer
Pudesse desvendar e conhecer
A luta aonde o todo em vão se esquece
Bem antes que o futuro recomece
A sorte se desenha sem querer,
Ocasos deste encanto cristalino
E quando noutro passo eu me declino
Encontro a solidão como um amparo,
E bebo deste cálice: ilusão
Sabendo de outros tempos que virão
E todo o peito em lágrima; escancaro.
50362
A senda procurada e nunca vista
O trago em noite vaga ou mesmo até
Pousando noutro encanto, e sei quem é
Quem canta seu momento e não despista,
Aonde a solidão decerto avista
E bebe da inconstância da maré
Ousando na verdade noutra fé
Palavra tantas vezes mais benquista.
Espero qualquer luz e vejo além
O tanto quanto possa e nunca vem
Marcando com ternura o que teria
A sorte de saber o que não sei
Mudando a cada estrofe a velha lei
Moldada nas entranhas da alegria.
50363
A tanta fantasia aonde eu pude
Vencer os mais diversos desalentos
E sinto com firmeza os pensamentos
E nisto se moldando esta atitude
Aonde na verdade tanto ilude
Adentro sem defesa velhos tentos
E os dias que pudessem mais atentos
Detento da emoção atroz e rude,
Escândalos enquanto a vida dita
A vândala expressão bebe a desdita
E ronda cada passo além do todo,
Depois de certo tempo nada havendo
Destino noutro tanto cego e horrendo
Gerando novamente um torpe engodo.
50364
A única expressa que poderia
Ousar noutro momento ou mesmo após
A vida desenhar dentro de nós
Cenário em dor imensa, em agonia,
E quando se presume novo dia
A luta se apresenta mais feroz
E o canto de quem ama sendo atroz
Gerasse noutro encanto a fantasia.
Vestígios de uma vida sem proveito
E quantas vezes teimo e não aceito
Sequer algum sinal em claro tom,
O todo se renega a cada instante
E mesmo sem sentido se garante
Apenas o vazio, espúrio dom....
50365
A vida se promete além do quanto
O mundo desejara novo enredo
E quando de tal forma eu me concedo
Apenas o não ser inda garanto,
E a cada novo tempo o desencanto
Gestando o quanto pude em tal segredo
Vencido pela audácia deste medo
O caos gerando assim novo quebranto;
Assola-me a vontade de seguir
Ousando noutro passo sem sentido
E o todo se mostrara desprovido
Matando em nascedouro algum porvir
Vivendo de tal forma a solidão
Meus olhos outros campos não verão.
50366
A alma se entregado sem defesas
Não pude controlar meu sentimento
E quando algum instante novo tento
Dos templos do passado somos presas,
E vejo o renascer em incertezas
Gerando o mais complexo pensamento
E disto se moldando alheamento
Tentando preservar as gentilezas,
Surpresas desta vida sem descanso
E quanto mais o tempo em paz alcanço
Esplendorosa sorte se imagina,
No parto renegado, a morte em nós
O rio se perdendo em nova foz,
A vida não seria cristalina...
50367
A barca dos meus sonhos naufragara
Marcando com terríveis ironias
O quanto na verdade não trarias
Nem mesmo sendo a vida agora cara,
A luta enquanto ao nada se prepara
A sorte dita em nós tais heresias
E vago pelas noites duras, frias
A morte se espalhando me escancara,
Acordos sem limites, prazo infindo
O quanto poderia e não deslindo
Domina o sentimento de quem tenta
Vencer o quanto resta dentro em si,
No fim de cada passo eu percebi
A dita tantas vezes mais sangrenta.
50368
A cor dos olhos belos da morena
A luz irradiada pelo encanto
Aonde com fineza o bem garanto
E a sorte desejada em paz acena,
O manto com beleza não condena
E nisto se espalhando além o canto
O rumo se moldara e sem espanto
A luta se mostrando mais serena.
Amar é conceber um novo mundo
E neste desenhar eu me aprofundo
Marcando com ternura o quanto possa,
Ousando perceber tanta meiguice
E nada do que busque contradisse
A sensação da vida inteira e nossa.
50369
A dor de ser tão só e não saber
Sequer algum momento de alegria
E nisto se perdendo a fantasia
A sorte desditosa sem prazer
O quanto poderia conhecer
Do mundo em raros tons, bela harmonia
A luta na verdade não se adia
E gera após o nada algum querer,
Seguindo passo a passo rumo ao todo
A vida não permite algum engodo
E o canto se presume sem sentido
Ainda quando eu possa imaginar
A sorte noutro enredo a me tocar
O todo se apresenta e em vão me agrido.
50370
A esperança domina cada passo
Enquanto poderia acreditar
Nas ânsias mais supremas de um luar
Rondando sem destino pelo espaço
O tempo se aproxima e assim eu traço
O quanto pude outrora imaginar
Gestando a sorte intensa a desnudar
O rumo aonde o tempo fora escasso,
Esqueço qualquer luz e nada vejo
Somente o meu caminho e sendo andejo
Um andarilho sonho dita o rumo,
No canto da esperança sem proveito
No errático cenário eu me deleito
Enquanto os erros todos sempre assumo.
A rústica vontade de se ter
Além do quanto pude e não viesse
Fortuna se ditando em nova messe
Traçando dentro da alma o amanhecer
Pudesse desvendar e conhecer
A luta aonde o todo em vão se esquece
Bem antes que o futuro recomece
A sorte se desenha sem querer,
Ocasos deste encanto cristalino
E quando noutro passo eu me declino
Encontro a solidão como um amparo,
E bebo deste cálice: ilusão
Sabendo de outros tempos que virão
E todo o peito em lágrima; escancaro.
50362
A senda procurada e nunca vista
O trago em noite vaga ou mesmo até
Pousando noutro encanto, e sei quem é
Quem canta seu momento e não despista,
Aonde a solidão decerto avista
E bebe da inconstância da maré
Ousando na verdade noutra fé
Palavra tantas vezes mais benquista.
Espero qualquer luz e vejo além
O tanto quanto possa e nunca vem
Marcando com ternura o que teria
A sorte de saber o que não sei
Mudando a cada estrofe a velha lei
Moldada nas entranhas da alegria.
50363
A tanta fantasia aonde eu pude
Vencer os mais diversos desalentos
E sinto com firmeza os pensamentos
E nisto se moldando esta atitude
Aonde na verdade tanto ilude
Adentro sem defesa velhos tentos
E os dias que pudessem mais atentos
Detento da emoção atroz e rude,
Escândalos enquanto a vida dita
A vândala expressão bebe a desdita
E ronda cada passo além do todo,
Depois de certo tempo nada havendo
Destino noutro tanto cego e horrendo
Gerando novamente um torpe engodo.
50364
A única expressa que poderia
Ousar noutro momento ou mesmo após
A vida desenhar dentro de nós
Cenário em dor imensa, em agonia,
E quando se presume novo dia
A luta se apresenta mais feroz
E o canto de quem ama sendo atroz
Gerasse noutro encanto a fantasia.
Vestígios de uma vida sem proveito
E quantas vezes teimo e não aceito
Sequer algum sinal em claro tom,
O todo se renega a cada instante
E mesmo sem sentido se garante
Apenas o vazio, espúrio dom....
50365
A vida se promete além do quanto
O mundo desejara novo enredo
E quando de tal forma eu me concedo
Apenas o não ser inda garanto,
E a cada novo tempo o desencanto
Gestando o quanto pude em tal segredo
Vencido pela audácia deste medo
O caos gerando assim novo quebranto;
Assola-me a vontade de seguir
Ousando noutro passo sem sentido
E o todo se mostrara desprovido
Matando em nascedouro algum porvir
Vivendo de tal forma a solidão
Meus olhos outros campos não verão.
50366
A alma se entregado sem defesas
Não pude controlar meu sentimento
E quando algum instante novo tento
Dos templos do passado somos presas,
E vejo o renascer em incertezas
Gerando o mais complexo pensamento
E disto se moldando alheamento
Tentando preservar as gentilezas,
Surpresas desta vida sem descanso
E quanto mais o tempo em paz alcanço
Esplendorosa sorte se imagina,
No parto renegado, a morte em nós
O rio se perdendo em nova foz,
A vida não seria cristalina...
50367
A barca dos meus sonhos naufragara
Marcando com terríveis ironias
O quanto na verdade não trarias
Nem mesmo sendo a vida agora cara,
A luta enquanto ao nada se prepara
A sorte dita em nós tais heresias
E vago pelas noites duras, frias
A morte se espalhando me escancara,
Acordos sem limites, prazo infindo
O quanto poderia e não deslindo
Domina o sentimento de quem tenta
Vencer o quanto resta dentro em si,
No fim de cada passo eu percebi
A dita tantas vezes mais sangrenta.
50368
A cor dos olhos belos da morena
A luz irradiada pelo encanto
Aonde com fineza o bem garanto
E a sorte desejada em paz acena,
O manto com beleza não condena
E nisto se espalhando além o canto
O rumo se moldara e sem espanto
A luta se mostrando mais serena.
Amar é conceber um novo mundo
E neste desenhar eu me aprofundo
Marcando com ternura o quanto possa,
Ousando perceber tanta meiguice
E nada do que busque contradisse
A sensação da vida inteira e nossa.
50369
A dor de ser tão só e não saber
Sequer algum momento de alegria
E nisto se perdendo a fantasia
A sorte desditosa sem prazer
O quanto poderia conhecer
Do mundo em raros tons, bela harmonia
A luta na verdade não se adia
E gera após o nada algum querer,
Seguindo passo a passo rumo ao todo
A vida não permite algum engodo
E o canto se presume sem sentido
Ainda quando eu possa imaginar
A sorte noutro enredo a me tocar
O todo se apresenta e em vão me agrido.
50370
A esperança domina cada passo
Enquanto poderia acreditar
Nas ânsias mais supremas de um luar
Rondando sem destino pelo espaço
O tempo se aproxima e assim eu traço
O quanto pude outrora imaginar
Gestando a sorte intensa a desnudar
O rumo aonde o tempo fora escasso,
Esqueço qualquer luz e nada vejo
Somente o meu caminho e sendo andejo
Um andarilho sonho dita o rumo,
No canto da esperança sem proveito
No errático cenário eu me deleito
Enquanto os erros todos sempre assumo.
50351a 50360
50351
A hora mais feliz entre diversas
Expressa o quanto quero e me aproximas
Das sendas mais sublimes, e redimas
Enquanto para além do todo versas,
O quanto poderiam ser dispersas
As sortes noutros ermos, velhos climas,
Do todo desenhando tais estimas
As noites muitas vezes são perversas.
Ouvir o mar que trazes no teu peito
Sentir este momento enquanto aceito
O todo desenhado em tom suave,
Sem nada que pudesse transformar
A vida se mostrando devagar
Liberto coração qual fosse uma ave.
50352
A imagem que inda trago viva em mim
Falando de um momento mais tranquilo
Enquanto a sensação de amor desfilo
O tempo traduzindo o quanto eu vim,
Vagando neste espaço já sem fim,
A sorte que transcendo e assim destilo
Mergulha no passado e sem vacilo
Expressa o que melhor conheço enfim,
Escondo estas vertentes do que fora
A luta tantas vezes sonhadora
Marcada pelo engano e nada além,
O tolo caminhar em noite fria
Aos poucos a promessa se perdia
E nada no lugar ainda vem.
50353
A juventude exposta em carne viva,
Meu tempo se perdera sem razão
E os dias que inda restam me trarão
Esta alma tantas vezes mais cativa,
E quando uma emoção meu peito criva
Ousando noutros dias que virão
Marcando em consonante sensação
A luta mais audaz que sobreviva.
Esqueço dos meus erros e somente
O tanto quanto possa se apresente
Matando a minha luz e nada veio,
Somente o meu caminho se promete
E a vida no final já me arremete
Ao quanto pude ver em vão anseio.
50354
A idônea fantasia de quem ama,
Gerando após o todo novo mundo
E nisto quando mesmo me aprofundo
Tentando reviver a imensa chama
A sorte desenhando o quanto clama
E neste delirar do amor me inundo
Vibrando a cada passo num segundo
Exposto ao que pudesse sem tal drama,
esqueço dos meus erros e prossigo
Vivendo cada tempo ora contigo
Audaciosamente libertário,
Meu canto no teu canto se entranhando
A vida se desnuda desde quando
A dita muda o velho itinerário.
50355
A luta não cessara um só momento
E sei do quanto possa e mesmo até
Ousando noutra face sem a fé
O corte se desenha em vão provento
E quando do passado me alimento
Tentando caminhar ainda a pé
O sol adentra o templo e por quem é
Ao menos outro tempo ainda invento,
Esqueço do abandono feito em luta
E a força se desenha sempre bruta
Escuto a tua voz e nada vejo,
Apenas o receio de outra sorte
E nisto nem o sonho me conforte,
Matando em nascedouro algum desejo.
50356
A marca da pantera em presas, garras
A sorte se desenha após o cais
E nada mais impede os tão venais
Momentos onde tanto já desgarras
E sei dos meus ardores quando escarras
E geras outros tempos desiguais
Os olhos procurando sem jamais
Sentir o quanto queres e me amarras.
Ousasse acreditar noutro segundo
E quando nos teus braços me aprofundo
Resumos de outros dias neste encanto
Aonde o meu momento se aproxima
E sinto com certeza a rara estima
Enquanto no final nada garanto.
50357
A nata da esperança dita o rumo
De quem se fez além de mero sonho
E quando na verdade até proponho
O mundo aonde em paz tento e resumo,
Ainda que pudesse noutro prumo
O canto mesmo até sendo medonho
Expressa cada rito onde componho
O todo sem sentir o raro insumo,
Espero qualquer luz que não viria
E sei da mais temível fantasia
Ao adentrar o cais sem mais defesas,
As dores se aproximam e vagando
No tempo mais atroz, ora nefando
As horas não seriam mais ilesas.
50358
A onda que se transforma na procela
E adentra a minha praia, invade tudo
E quando no final me desiludo
Apenas o vazio se revela
Aprisionado sonho em dura cela
O todo se desenha atroz e mudo,
O canto se mostrasse tão miúdo
E o tanto quanto quero não se atrela
Espero alguma luz que não viria
E nisto se mostrando a noite fria
Aprendo com meus erros e somente
O quanto quis e nada mais pudera
Expressa a solidão, leda quimera
E o coração do nada se alimente.
50359
A porta se trancando não permite
Que eu siga meu caminho em plena paz
O quanto do meu sonho fica atrás
A vida não se traça em tal limite,
Ainda que deveras acredite
No quanto poderia e já se faz
O dia se desenha mais mordaz
E nisto uma esperança ora palpite
Vasculho cada engano de um momento
Aonde mergulhara e sei que tento
Vencer os meus enganos; sendo assim,
O canto se adensando não se cala
Minha alma da alegria uma vassala
Prepara o meu caminho para o fim.
50360
A queda anunciada há tantos anos
Os erros mais comuns de quem procura
Vencer com mansidão qualquer loucura
E sabe dos terríveis desenganos
Os dias que pudera soberanos
A luta em noite amarga e sempre escura,
A sorte tantas vezes nos tortura
E muda sem sentir os velhos planos,
Etérea fantasia diz do quanto
Amar já não traria o raro encanto
Enquanto desfilasse novo rumo,
E o passo sem destino e sem razão
Expressa os dias turvos que virão,
E nisto com certeza em vão me esfumo.
A hora mais feliz entre diversas
Expressa o quanto quero e me aproximas
Das sendas mais sublimes, e redimas
Enquanto para além do todo versas,
O quanto poderiam ser dispersas
As sortes noutros ermos, velhos climas,
Do todo desenhando tais estimas
As noites muitas vezes são perversas.
Ouvir o mar que trazes no teu peito
Sentir este momento enquanto aceito
O todo desenhado em tom suave,
Sem nada que pudesse transformar
A vida se mostrando devagar
Liberto coração qual fosse uma ave.
50352
A imagem que inda trago viva em mim
Falando de um momento mais tranquilo
Enquanto a sensação de amor desfilo
O tempo traduzindo o quanto eu vim,
Vagando neste espaço já sem fim,
A sorte que transcendo e assim destilo
Mergulha no passado e sem vacilo
Expressa o que melhor conheço enfim,
Escondo estas vertentes do que fora
A luta tantas vezes sonhadora
Marcada pelo engano e nada além,
O tolo caminhar em noite fria
Aos poucos a promessa se perdia
E nada no lugar ainda vem.
50353
A juventude exposta em carne viva,
Meu tempo se perdera sem razão
E os dias que inda restam me trarão
Esta alma tantas vezes mais cativa,
E quando uma emoção meu peito criva
Ousando noutros dias que virão
Marcando em consonante sensação
A luta mais audaz que sobreviva.
Esqueço dos meus erros e somente
O tanto quanto possa se apresente
Matando a minha luz e nada veio,
Somente o meu caminho se promete
E a vida no final já me arremete
Ao quanto pude ver em vão anseio.
50354
A idônea fantasia de quem ama,
Gerando após o todo novo mundo
E nisto quando mesmo me aprofundo
Tentando reviver a imensa chama
A sorte desenhando o quanto clama
E neste delirar do amor me inundo
Vibrando a cada passo num segundo
Exposto ao que pudesse sem tal drama,
esqueço dos meus erros e prossigo
Vivendo cada tempo ora contigo
Audaciosamente libertário,
Meu canto no teu canto se entranhando
A vida se desnuda desde quando
A dita muda o velho itinerário.
50355
A luta não cessara um só momento
E sei do quanto possa e mesmo até
Ousando noutra face sem a fé
O corte se desenha em vão provento
E quando do passado me alimento
Tentando caminhar ainda a pé
O sol adentra o templo e por quem é
Ao menos outro tempo ainda invento,
Esqueço do abandono feito em luta
E a força se desenha sempre bruta
Escuto a tua voz e nada vejo,
Apenas o receio de outra sorte
E nisto nem o sonho me conforte,
Matando em nascedouro algum desejo.
50356
A marca da pantera em presas, garras
A sorte se desenha após o cais
E nada mais impede os tão venais
Momentos onde tanto já desgarras
E sei dos meus ardores quando escarras
E geras outros tempos desiguais
Os olhos procurando sem jamais
Sentir o quanto queres e me amarras.
Ousasse acreditar noutro segundo
E quando nos teus braços me aprofundo
Resumos de outros dias neste encanto
Aonde o meu momento se aproxima
E sinto com certeza a rara estima
Enquanto no final nada garanto.
50357
A nata da esperança dita o rumo
De quem se fez além de mero sonho
E quando na verdade até proponho
O mundo aonde em paz tento e resumo,
Ainda que pudesse noutro prumo
O canto mesmo até sendo medonho
Expressa cada rito onde componho
O todo sem sentir o raro insumo,
Espero qualquer luz que não viria
E sei da mais temível fantasia
Ao adentrar o cais sem mais defesas,
As dores se aproximam e vagando
No tempo mais atroz, ora nefando
As horas não seriam mais ilesas.
50358
A onda que se transforma na procela
E adentra a minha praia, invade tudo
E quando no final me desiludo
Apenas o vazio se revela
Aprisionado sonho em dura cela
O todo se desenha atroz e mudo,
O canto se mostrasse tão miúdo
E o tanto quanto quero não se atrela
Espero alguma luz que não viria
E nisto se mostrando a noite fria
Aprendo com meus erros e somente
O quanto quis e nada mais pudera
Expressa a solidão, leda quimera
E o coração do nada se alimente.
50359
A porta se trancando não permite
Que eu siga meu caminho em plena paz
O quanto do meu sonho fica atrás
A vida não se traça em tal limite,
Ainda que deveras acredite
No quanto poderia e já se faz
O dia se desenha mais mordaz
E nisto uma esperança ora palpite
Vasculho cada engano de um momento
Aonde mergulhara e sei que tento
Vencer os meus enganos; sendo assim,
O canto se adensando não se cala
Minha alma da alegria uma vassala
Prepara o meu caminho para o fim.
50360
A queda anunciada há tantos anos
Os erros mais comuns de quem procura
Vencer com mansidão qualquer loucura
E sabe dos terríveis desenganos
Os dias que pudera soberanos
A luta em noite amarga e sempre escura,
A sorte tantas vezes nos tortura
E muda sem sentir os velhos planos,
Etérea fantasia diz do quanto
Amar já não traria o raro encanto
Enquanto desfilasse novo rumo,
E o passo sem destino e sem razão
Expressa os dias turvos que virão,
E nisto com certeza em vão me esfumo.
50341 a 50350
50341
Ainda quando quis felicidade
O tempo sonegara qualquer luz
E o medo se desenha enquanto pus
O passo com ternura e liberdade,
Ao menos esperança ainda agrade
Quem tanto noutro engano reproduz
Cenário mais diverso e não faz jus
Sequer ao quanto quis e se degrade,
Ouvindo à noite, chuvas, temporais
Os dias se repetem e jamais
A vida se presume em avidez,
O quanto quis e nada mais viera
Deixando para sempre a primavera
Matando o quanto a sorte em vão já fez.
50342
Airosa noite imersa em sonho raro
Bebendo deste vinho eu me inebrio
E sei do quanto possa em desafio
No todo aonde o canto em paz declaro,
Meu tempo se apresenta sempre claro
E o passo se traduz em desvario,
O rumo noutro engodo ora desfio
E o parto a cada instante enfim preparo,
Esbarro nos meus erros e sei tanto
Do manto que puíste em tal quebranto
Marcando com ferrenhas ilusões,
Assíduo companheiro da esperança
A vida na verdade ao fim se lança
E nisto novos erros tu me expões.
50343
Aí quando pudesse vir após
A chuva ou mesmo enquanto não nevasse
A sorte se mostrando noutra face
Desenha deste todo; leda foz
E nada se presume dentro em nós
E mesmo que pudesse e se mostrasse
Sem nada que sutil modificasse
O passo noutro rumo, mais atroz,
Esbarro nos enganos de quem sonha
A luta mesmo audaz, sendo enfadonha
Esbarra nos engodos de quem ama,
Mantendo sem sentido e direção
As horas noutro engano me trarão
Apenas o que resta em medo e drama.
50344
A aurora desta vida se perdendo
O tempo não produz novo sinal
E o corte se mostrara sempre igual
Num ato tão feroz porquanto horrendo,
Aos poucos novo rumo se prevendo
E o vento nos tocasse; a pá de cal,
O prazo determina o ritual
E nisto cada riso é mero adendo,
Atento ao que viria e não veio
Alento procurando sem receio
Ao vento me entregando sem defesa,
Assento esta poeira e o fogaréu
Adentra com certeza o ledo céu
Aumento a cada engano esta surpresa.
50345
A brasa que alimenta a imensa frágua
Expressa a sensação do pleno amor,
E quanto mais diverso ainda for
Meu tempo no vazio já deságua,
Apenas tendo na alma a imensa mágoa
O corte se propaga e gera a dor,
Ainda quando o sonho é redentor
A solidão se espalha invadindo água.
Navego sem destino, norte ou rumo
E o quanto do meu sonho não resumo
Ousando muito mais do que podia,
A vida sem sentido não me traz
Sequer o que pudesse haver em paz,
Matando desde já tal poesia.
50346
A cena se repete a cada instante
E o medo se traduz quando mais quero
Um tempo tão suave e até sincero,
Que a vida noutro engano não garante
Ainda que pudesse doravante
Marcar o quanto sonho e não espero
Do canto mais sutil e mesmo austero,
Bebendo o teu olhar tão fascinante.
Esqueço dos meus dias sigo alheio
Ao quanto na verdade inda receio
E tento transformar a luz em rota,
Porém sem ter sequer qualquer alento,
Ao mesmo tempo perco o sentimento
E a natureza em dor e medo brota.
50347
A dor de ser feliz ou mesmo crer
No quanto pude outrora e não sabia
A vida denotando a fantasia
E nela me permito amanhecer,
O corte se transforma em desprazer
E o preço que esta vida cobraria
Deixando adormecer em tez sombria
O passo noutro engodo a se perder,
Esvaio a cada instante e nada resta
Senão a mesma face aonde a festa
Pudesse nos trazer felicidade,
O canto se aproxima do final,
E o tempo se mostrara desigual
Enquanto a própria vida se degrade.
50348
A espera justifica o quanto vale
A sorte de quem tenta ser feliz
E mesmo quando o tempo contradiz
O brilho com certeza nada cale,
Ainda quando o todo me avassale
E gere na esperança o quanto eu quis
O rumo se desenha aonde o fiz
E o verso na verdade invade o vale,
E o rastro dos teus passos eu persigo
E nisto quanto possa estar contigo
Acreditando sempre em nosso sonho,
A luta não cessara nem um pouco
E quando solitário eu me treslouco
A sorte mesmo vaga eu te proponho.
50349
A faca penetrando no meu peito
Amar e ter no olhar outra esperança
E quando a vida ao nada ora se lança
Sozinho sem sentido algum me deito,
E o tempo se transforma em ledo pleito
Aonde se perdera a confiança
E o rústico cenário não alcança
Sequer o quanto pude, satisfeito,
Esbarro nos enganos de quem tenta
Vencer em calmaria esta tormenta
Agigantada noite em dor e pranto,
E quando te percebo junto a mim,
Amor se desenhando traz enfim
O quanto se delira e assim me encanto.
50350
A gente tantas vezes quis um dia
Aonde na verdade o que talvez
Pudesse imaginar quando desfez
Marcasse com terror esta ironia
Da vida que deveras poderia
Traçar o meu caminho e quando vês
O todo se mostrando insensatez
A sorte a cada passo se esvazia,
A luta não se cansa e traz no olhar
Vontade de poder e imaginar
O quanto se apresente de tal forma
Enquanto o verso nega algum proveito
Ao fim de cada instante se revela
A luta mais audaz abrindo a cela
Aonde o meu desejo em paz aceito.
Ainda quando quis felicidade
O tempo sonegara qualquer luz
E o medo se desenha enquanto pus
O passo com ternura e liberdade,
Ao menos esperança ainda agrade
Quem tanto noutro engano reproduz
Cenário mais diverso e não faz jus
Sequer ao quanto quis e se degrade,
Ouvindo à noite, chuvas, temporais
Os dias se repetem e jamais
A vida se presume em avidez,
O quanto quis e nada mais viera
Deixando para sempre a primavera
Matando o quanto a sorte em vão já fez.
50342
Airosa noite imersa em sonho raro
Bebendo deste vinho eu me inebrio
E sei do quanto possa em desafio
No todo aonde o canto em paz declaro,
Meu tempo se apresenta sempre claro
E o passo se traduz em desvario,
O rumo noutro engodo ora desfio
E o parto a cada instante enfim preparo,
Esbarro nos meus erros e sei tanto
Do manto que puíste em tal quebranto
Marcando com ferrenhas ilusões,
Assíduo companheiro da esperança
A vida na verdade ao fim se lança
E nisto novos erros tu me expões.
50343
Aí quando pudesse vir após
A chuva ou mesmo enquanto não nevasse
A sorte se mostrando noutra face
Desenha deste todo; leda foz
E nada se presume dentro em nós
E mesmo que pudesse e se mostrasse
Sem nada que sutil modificasse
O passo noutro rumo, mais atroz,
Esbarro nos enganos de quem sonha
A luta mesmo audaz, sendo enfadonha
Esbarra nos engodos de quem ama,
Mantendo sem sentido e direção
As horas noutro engano me trarão
Apenas o que resta em medo e drama.
50344
A aurora desta vida se perdendo
O tempo não produz novo sinal
E o corte se mostrara sempre igual
Num ato tão feroz porquanto horrendo,
Aos poucos novo rumo se prevendo
E o vento nos tocasse; a pá de cal,
O prazo determina o ritual
E nisto cada riso é mero adendo,
Atento ao que viria e não veio
Alento procurando sem receio
Ao vento me entregando sem defesa,
Assento esta poeira e o fogaréu
Adentra com certeza o ledo céu
Aumento a cada engano esta surpresa.
50345
A brasa que alimenta a imensa frágua
Expressa a sensação do pleno amor,
E quanto mais diverso ainda for
Meu tempo no vazio já deságua,
Apenas tendo na alma a imensa mágoa
O corte se propaga e gera a dor,
Ainda quando o sonho é redentor
A solidão se espalha invadindo água.
Navego sem destino, norte ou rumo
E o quanto do meu sonho não resumo
Ousando muito mais do que podia,
A vida sem sentido não me traz
Sequer o que pudesse haver em paz,
Matando desde já tal poesia.
50346
A cena se repete a cada instante
E o medo se traduz quando mais quero
Um tempo tão suave e até sincero,
Que a vida noutro engano não garante
Ainda que pudesse doravante
Marcar o quanto sonho e não espero
Do canto mais sutil e mesmo austero,
Bebendo o teu olhar tão fascinante.
Esqueço dos meus dias sigo alheio
Ao quanto na verdade inda receio
E tento transformar a luz em rota,
Porém sem ter sequer qualquer alento,
Ao mesmo tempo perco o sentimento
E a natureza em dor e medo brota.
50347
A dor de ser feliz ou mesmo crer
No quanto pude outrora e não sabia
A vida denotando a fantasia
E nela me permito amanhecer,
O corte se transforma em desprazer
E o preço que esta vida cobraria
Deixando adormecer em tez sombria
O passo noutro engodo a se perder,
Esvaio a cada instante e nada resta
Senão a mesma face aonde a festa
Pudesse nos trazer felicidade,
O canto se aproxima do final,
E o tempo se mostrara desigual
Enquanto a própria vida se degrade.
50348
A espera justifica o quanto vale
A sorte de quem tenta ser feliz
E mesmo quando o tempo contradiz
O brilho com certeza nada cale,
Ainda quando o todo me avassale
E gere na esperança o quanto eu quis
O rumo se desenha aonde o fiz
E o verso na verdade invade o vale,
E o rastro dos teus passos eu persigo
E nisto quanto possa estar contigo
Acreditando sempre em nosso sonho,
A luta não cessara nem um pouco
E quando solitário eu me treslouco
A sorte mesmo vaga eu te proponho.
50349
A faca penetrando no meu peito
Amar e ter no olhar outra esperança
E quando a vida ao nada ora se lança
Sozinho sem sentido algum me deito,
E o tempo se transforma em ledo pleito
Aonde se perdera a confiança
E o rústico cenário não alcança
Sequer o quanto pude, satisfeito,
Esbarro nos enganos de quem tenta
Vencer em calmaria esta tormenta
Agigantada noite em dor e pranto,
E quando te percebo junto a mim,
Amor se desenhando traz enfim
O quanto se delira e assim me encanto.
50350
A gente tantas vezes quis um dia
Aonde na verdade o que talvez
Pudesse imaginar quando desfez
Marcasse com terror esta ironia
Da vida que deveras poderia
Traçar o meu caminho e quando vês
O todo se mostrando insensatez
A sorte a cada passo se esvazia,
A luta não se cansa e traz no olhar
Vontade de poder e imaginar
O quanto se apresente de tal forma
Enquanto o verso nega algum proveito
Ao fim de cada instante se revela
A luta mais audaz abrindo a cela
Aonde o meu desejo em paz aceito.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
50301 a 50340
50301
Aéreas ilusões, caminhos tantos
E sei dos meus enganos quando vejo
O todo noutra face e deste andejo
Caminho se desenham tais quebrantos
E nisto se moldando desencantos
Aonde cada passo inda desejo
Marcando o quanto pude noutro ensejo
Vivendo sem sentido pelos cantos,
Apresentando a sorte que pudesse
Traçar noutro momento uma benesse
Vagando sem destino vida afora.
Amor sem ter juízo nega a sorte
E nada mais decerto nos conforte
Enquanto a solidão teima e devora.
50302
Aéticos cenários, vida rude
E o canto se traduz noutro sinal
A vida poderia magistral,
E quando se apresenta tanto ilude
Matando pouco a pouco a juventude
Traçando do vazio um madrigal
Roubando a claridade num venal
Momento com certeza em atitude.
O rústico caminho dita a rota
E o todo quando o posso ora se esgota
Marcando com terror o quanto eu quis
Somando cada perda, na verdade
O todo sem sentir tanto degrade
Gerando dentro da alma a cicatriz.
50303
Aeróbio momento aonde o vida
Transcorre com ternura e dita o fado
E neste desenhar jamais me enfado
E sinto a sorte enquanto não se olvida
O todo noutra face, uma saída
Marcando com brandura este legado,
O dia noutro dia desenhado
Gerando a sorte imensa e presumida.
Amar-te é como ter além de tudo
O quanto na verdade se me iludo
Expresso em verso e paz o raro alento,
Deveras o caminho se desenha
E a vida noutro tempo dita ordenha
Do imenso delirar em provimento.
50304
Aeroplanos vagam pelos céus
E ditam novos rumos a quem sigo
Trazendo a cada pouso um novo abrigo
Vencendo os mais terríveis fogaréus
Os dias entre tantos dizem véus
E neste caminhar tento e consigo
Viver o quanto pude e sei comigo
Os tempos noutros tantos mais incréus.
Resplandecendo a luz desta esperança
Enquanto o meu desejo a ti se lança
Mergulho nos teus braços e me entrego
Ainda quando pude imaginar
A força sem temor do raro amar,
Alimentando em paz, assim meu ego.
50305
Aeroportos dizem da chegada
Assim também da leda despedida
Ousando resumir a nossa vida
Trazendo o quanto vem e logo evada,
A sorte se desenha em escalada
Diversa da que pude e se lapida
A imagem noutro rumo presumida
Marcando com certeza cada estada.
Espero após o todo um novo dia
E nisto meu amor decolaria
Galgando este infinito no teu braço,
E sei do quanto posso ou quanto vejo
No sonho mais audaz, raro desejo,
Meu mundo no teu mundo eu entrelaço.
50306
Arrasto o sentimento enquanto tento
Vencer o dia a dia mais atroz
E o mundo se desenha em rara foz
Traçando outro caminho sem tormento,
Ainda que pudesse ora alimento
A sorte com o tempo vivo em nós
Ousando na esperança mais feroz
Deixando para trás o sofrimento,
E sinto o quanto possa ser assim
Vivendo a plenitude de onde eu vim
Marcando com ternura cada passo,
E o todo se aproxima deste brilho
Aonde cada espaço ora palmilho
E um tempo mais feliz decerto eu traço.
7
Arcando com meus erros e abandono
O tempo não permite nova chance
Ainda quando o todo não se alcance
O passo sem sentido desabono,
E quando outro momento agora eu clono
A vida noutro passo, algum relance
Em sonho mais harmônico se lance
Gerando o quanto quero e em paz me adono.
Esqueço os meus enganos e presumo
A sorte nos teus braços raro sumo
Vagando sem temor além do cais,
E sinto a cada instante o que inda vem
O amor se desenhando sem desdém
Refém dos dias calmos, magistrais.
8
Arpeja dentro da alma a sorte e dita
O quanto traz em sonho a melodia
E o tempo na verdade me traria
Somente a imagem rara e tão bendita
A sorte desenhada se infinita
Expressa muito além da fantasia,
E o passo se traçando em harmonia
Gerando imagem rara e mais bonita
Palpita dentro da alma esta emoção
Fomenta esta paixão, rara fornalha
E o canto noutro rumo ora se espalha
Vagando dentro em nós e se verão
Os dias mais felizes com certeza
Os dados se jogando sobre a mesa.
9
Artelhos congelados, noite fria
A morte se aproxima de quem sonha
A face desdenhosa e mais medonha
Gerando tão somente esta agonia,
Meu passo com certeza não traria
O quanto se desenha e não se oponha
A luta noutra senda agora enfronha
E traça com amor esta harmonia.
Esquivo-me da dor ao te saber
Bebendo em tua boca tal prazer
E nisto me completo totalmente
Assim sem ter temor sequer algum
Dos dois agora resta apenas um,
Um corpo noutro corpo plenamente.
50310
Arranco dos meus olhos tal imagem
Daquela que pudera ser alheia
Ao quanto deste encanto nos rodeia
Tramando com ternura esta viagem
Além do que pensara ser miragem
A vida com certeza se permeia
Do tanto quanto a quero e devaneia
Vestindo esta emoção, sobeja pajem.
No manto desenhado em noite clara
Amor em plenitude se declara
E mostra algum sentido a quem um dia
Pudesse adivinhar outro momento
E nisto com certeza eu me alimento
Do quanto me trouxeste em poesia.
11
Areias movediças concebidas
Na praia sem sentido e sem razão
Os dias na certeza que trarão
Apenas outras luzes resumidas,
Marcando o que deveras já duvidas
E sei deste momento sempre em vão
A sorte se aproxima e a decisão
Transforma para sempre nossas vidas.
O todo se aproxima do infinito
Amor é tudo quanto eu necessito
E sinto ter nas mãos este futuro,
Destarte sendo assim somente teu
Meu canto no teu canto percebeu
O quanto deste encanto eu asseguro.
12
Arranjos tão diversos, motes vários
Momentos mais felizes que concebo
O amor já não seria mais placebo
E nele se presume itinerários
Diversos dos antigos, temerários
E quando nos teus braços eu me embebo
O sonho a cada instante ora percebo
Deixando para trás os adversários,
Vagando nos teus braços sou além
Do quanto na verdade sei que vem
E gero esta emoção em plena luz
O canto se apresenta quando o quis
E sei que tanto sou ora feliz
Seguindo cada passo onde reluz.
13
Arpoas com teus olhos, sentimento
E sigo sem defesas cada passo
Aonde o meu delírio agora eu traço
E neste raro amor eu me alimento,
Vencendo qualquer dor ou sofrimento
Ainda quando envolto no cansaço
Aos poucos o vazio é mais escasso
E o tanto que desejo ora fomento,
Esbanjas alegria a cada olhar
E neste raro sonho a se mostrar
A luz que nos tocando me inebria
Abrindo este portal eu me matizo
No toque mais audaz e mais preciso
Gestado pela rara fantasia.
14
Arcanjos, querubins, sonhos diversos
E tanto quanto possa ser feliz
A vida na verdade sempre diz
Dos vários e sobejos universos
Unindo com firmeza laços, versos
E nisto se presume o quanto eu quis
Sem medo deste céu que ainda gris
Entranha por caminhos tão dispersos,
Aprendo com ternura o que virá
E sei de cada lábio este maná
Criando dentro em nós a eternidade,
Meu mundo se completa no teu mundo
E assim nos teus momentos me aprofundo
Bebendo com brandura e liberdade.
15
Arrisco cada passo rumo ao tanto
E bebo gota a gota esta esperança
Meu canto novamente a ti alcança
E assim o meu futuro em paz garanto
Aonde se pudesse em novo canto
Traçar o quanto quero em confiança
A vida sobrepõe no quanto avança
Moldando com beleza em raro encanto.
Esqueço dos meus erros e presumo
A sorte desenhada em raro sumo
Audaciosamente sigo em ti
O quanto quero e bebo deste sonho.
E sei que mesmo sendo mais tristonho
Meu mundo no teu mundo eu persegui.
16
Aríetes visíveis noutra vila
A sorte de quem ama e se permite
Vencer qualquer temor e sem limite
O canto desenhado em paz desfila
Ainda que pudesse não destila
O medo aonde o todo necessite
Do sonho mais bonito e se acredite
Na paz que na verdade não vacila,
Esqueço dos enganos sigo em ti
O quanto da esperança eu concebi
Ousado caminheiro do futuro,
E o tempo se apresenta em calmaria
A brisa com certeza nos traria
Um porto mais suave e mais seguro.
17
Arcaicas ilusões, momento rude
Aonde o meu caminho se perdendo
Traduz cenário torpe e mesmo horrendo
Ainda quando tudo sempre mude,
Não tendo mais comigo a juventude
O passo noutro rumo diz remendo
Remando contra tudo, não me emendo
Apenas desfilando em plenitude,
Acaso se vieres tu verás
O quanto deste amor traduz em paz
O todo desejado e muito além
Do tanto em sintonia e nisto traço
O sonho com certeza passo a passo
E o mundo mais tranquilo sempre vem.
18
Arisca madrugada sem ninguém
Deitando na sarjeta da esperança
A sorte na verdade já balança
E traça tão somente este desdém,
O quanto na certeza nunca vem
O passo sem destino nada alcança
E o rumo desolado ora me cansa
Marcando cada passo muito aquém,
O todo transformando cada cena
E o tanto quanto possa não condena
E gera outro momento em plena luz,
Assim ao mergulhar sem mais defesas
Dos olhos os meus olhos, meras presas
Teu canto neste instante me conduz.
19
Arestas apontadas sigo em frente
E nada mais permite qualquer queda
A sorte quando em ti hoje se enreda
Marcando com ternura o conseqüente
Caminho aonde o todo sempre tente
Gerando o que deveras já nos seda
E vence com ternura e se envereda
Ousando no final ser plenamente
Do quanto imaginário sei o sol
Que toca a tua pele e qual farol
Conduz esta barcaça ao infinito,
Deveras tanto sonho se presume
E a vida se entranhando chega ao cume
E nisto todo o canto eu necessito.
50320
Arando com o verso a lavra rara
Pousando o sentimento em teu abraço
O mundo que em verdade bebo e traço
A sorte noutro rumo se escancara
E vendo este cenário cara a cara
O quanto poderia ser escasso
Agora se aprofunda noutro traço
E a vida neste fato se prepara
Ainda que pudesse ser alheio
Ao quanto na verdade inda rodeio
Esbaldo-me dos sonhos onde um dia
Pousasse dentro da alma a luz intensa
E nela esta alegria se compensa
Marcando o quanto a ti sempre eu queria.
50321
Atento ao que viria após o nada
Expresso a solidão em absoluto
Caminho aonde tanto já reluto
E a noite nesta cena degradada
Apenas a emoção enquanto invada
E nisto se desenha o velho luto,
O passo mais audaz, e mesmo astuto
Enveredando além na velha estrada,
Esqueço dos meus erros e prossigo
Na curva da saudade, vou contigo
E bebo cada gota de um passado
E nesta maravilha de poder
Tentar adivinhar algum querer
Dos ermos de minha alma enfim me evado.
50322
Atravessando as ruas e avenidas
Tentando novo rumo aonde um dia
O tempo noutro tempo fantasia
Ousando caminhar em novas vidas,
As horas mais audazes, despedidas
O tanto quanto possa e não teria,
Somente este cenário em agonia
E nele novas chagas e feridas,
Ainda quando pude ter nas mãos
Momentos de ilusão, audazes, vãos
Errara a direção e sem proveito,
O mundo desabando em caos e medo,
Aos ermos de minha alma eu já concedo
A sensação atroz onde me deito.
50323
Ativas noites seguem passo e rastro
De quem se fez além de tão somente
Da vida e do sentir rara semente
Vagando pelos céus um divino astro,
Os sonhos do passado já não castro
E quanto mais a vida se alimente
Do sonho ainda vivo e mais presente
Aos ermos do infinito então me alastro,
Escravo das vontades mais audazes
A noite se emoldura enquanto trazes
Os brilhos prateados de tais luas
E nelas entre tantas maravilhas,
As sortes pelas quais decerto trilhas
Expressam raros sóis que ora cultuas.
50324
Atuas como fosses soberana
Reinando sobre todo o pensamento
E quando algum refúgio além eu tento
A vida noutra face desengana,
O tanto quanto possa e se profana
A luta já não tem discernimento
E deixando aflorar o sofrimento
Deveras se desenha desumana.
O canto se espalhando pelos ares
E quando perceberes e notares
Verás o meu olhar a te seguir,
Estrela radiante, noite imensa
Do tanto quanto quero mais convença
Vontade de viver o que há de vir.
50325
Atenciosamente a vida traz
A quem delira um fato a cada instante
De um mundo mais diverso e fascinante
No passo que se mostre mais audaz,
O manto se recobre em rara paz,
E o pranto na verdade não garante
O caos que tanto quis e doravante
Somente se deixando para trás.
O prazo determina o ledo fim
E vivo cada frase estando em mim
A etérea sensação de plenitude,
A noite se adentrando na minha alma,
Nem mesmo a solidão vaga me acalma,
Deveras novo sonho desilude.
50326
Atônito; eu percebo o fim de tudo
E a vida não prossegue após o caos,
Ainda que me restem velhas naus
Ao fim não me concebo e desiludo,
A sorte se afastando e me transmudo
Ousando nos momentos torpes, maus
Faltando como sempre alguns degraus,
O coração expressa um sonho mudo,
Apresentar a luta a cada instante
E ao fim de certo tempo não garante
Sequer o quanto quis e não teria,
Amar sem ter noção de ser amado,
E nisto a vida dita o mesmo fado,
Num misto de terror e de alegria.
50327
Atrelo cada sonho que tivesse
Aos tantos que me deste de presente
A vida noutro rumo se apresente
E nisto se desenha tal benesse,
O quanto deste amor se estabelece
E gera novo fato imprevidente,
O marco se apresenta quando eu tente
O vasto caminhar que me entorpece.
Resumos de outros tantos quando um dia
O tempo noutro cais aportaria
Gerindo cada passo rumo ao farto,
Depois de certo tempo sem ninguém
Apenas o vazio ainda vem
E nisto cada dia em paz reparto.
50328
Atrozes noites vagas, solidão
E o tempo não desenha novo rumo,
Ainda quando mesmo me resumo
Nos ermos que deveras me trarão
Os sonhos mais audazes de um verão
E bebo a fantasia em raro sumo,
O todo noutro fato se me esfumo
Da vida a mais ingrata tradução.
Esqueço cada passo e não tendo
Sequer outro momento, sou remendo
Dos erros em retalhos já tecidos,
E os dias quando os tenho mais presentes
No fundo com terror tu me apresentes,
Caminhos sem sentido, ora perdidos.
50329
Atípicos momentos de uma vida
Jogada pelos cantos, sem defesa
O amor quando nos pega de surpresa
E a sorte noutra face em vão acida
Prepara para além a despedida
Ousando com terrível sutileza
Deixando para trás por sobre a mesa
Apenas ilusão mera, estendida.
As flores no jardim, cada canteiro
Traduz aonde possa e se me esgueiro
Esbarro nos tormentos mais venais,
E bebo em tua boca esta saliva
Que tanto com certeza me cativa
E gera dentro da alma os temporais.
50330
Ativista dos sonhos, o poeta
Pudesse acreditar em cada verso
Traçando dentro da alma este universo
Aonde a vida inteira se repleta,
Palavra onde o tempo já completa
E traça este caminho onde disperso
E nisto mesmo um mundo mais perverso
Expressa a minha senda predileta,
Vestindo a fantasia mais vulgar
O manto se puindo devagar
O corte expondo a chaga de minha alma,
Sangrias entre tantas, noutro engodo
Ainda vejo em mim o velho lodo
E nem a fantasia em paz me acalma.
50331
Autuas com teus ermos meu caminho
E tentas novamente me guiar
Aonde poderia algum luar
Eu vejo o meu cenário mais sozinho,
E sei quando pudera e assim me aninho
Nos cantos onde pude imaginar
O todo se aproxima a divagar
Gerando dos meus sonhos, ledo ninho,
Apresentando enfim a solidão
Expresso os dias tantos que trarão
Apenas no vazio este momento,
E o canto se perdendo sem razão
A vida não encontra a dimensão
Exata que em verdade, sempre tento.
50332
Áureas as sensações que pude crer
E nelas meu tesouro adormecido,
Aos poucos quando o sonho em mim lapido
Traduzo o quanto resta em bem querer,
O passo se traduz noutro prazer
E vejo o teu olhar enternecido,
E o canto que pudesse ser ouvido
Ainda noutro tom a me envolver,
Vasculho cada ponto desta casa
E o tempo a cada instante se defasa
Ousando no vazio após o todo,
Dos sonhos que inda trago, nada resta
Senão a mesma imagem mais funesta
Gerada pelo medo e pelo engodo.
50333
Aurífera expressão de amor e glória
Perdida no passado mais diverso
E quando para além eu desconverso
A sorte se desenha merencória,
Não trago mais sequer nesta memória
O todo desenhado em luz e verso
Perdido nos anseios do universo
A vida se moldando, velha escória,
Espero qualquer sonho que não veio,
E nisto tão somente ora receio
O prazo determina o fim de tudo,
E quantas vezes tive em minhas mãos
Momentos mais felizes, hoje vãos
Porquanto a cada dia mais me iludo.
50334
Autêntico cenário aonde um dia
O sonho poderia ser tranquilo
E quando nos teus braços me perfilo
O tempo na verdade não se adia,
Ainda quando quero em fantasia
O tanto sem destino ora desfilo
E bebo da ilusão em raro estilo
Tentando pelo menos a alegria,
Ousando e com certeza, magoado
O tanto quanto a quero e sei e brado
Ouvindo deste mar a imensidão,
Gerasse dentro da alma simplesmente
O canto que em verdade a vida tente
Traçar como se fosse meu timão.
50335
Autenticar os erros de um passado
Atravessando os ermos de um vazio
Cenário aonde o canto eu desafio
E trago a solidão porquanto evado,
E o tempo noutro tanto desenhado
Gerando tão somente o ledo estio,
Ainda quando possa em desvario
Vencer o dia sempre desolado,
Apresentando além desta desculpa
A sorte que em verdade não esculpa
Sequer o quanto pôde ou mais queria,
No ocaso desta vida, anoitecer
Tomado pelo enorme desprazer
Traçando tão somente esta agonia.
50336
Autista pensamento toma tudo
E bebo a solidão de minha ermida
Trazendo mais aberta esta ferida
E neste caminhar me desiludo,
O rumo que pudesse e não ajudo
A sorte mesmo estando distraída
Do quanto poderia e já duvida
No fundo todo engano agora eu mudo,
Expresso solitário caminhar
E tento noutro tempo mergulhar
Ousando aonde a vida não traria
Sequer qualquer momento em paz e luz,
Aonde meu caminho reproduz
Apenas a vontade amarga e fria.
50337
Aumente o som enquanto a vida passa
E tente perceber outro sentido
Enquanto na verdade dilapido
O todo numa espécie de fumaça
A luta a cada instante mais embaça
O rumo aonde tanto presumido
Cenário se transforma e quando olvido
Adentro sem sentido algum tal praça,
A lua se escondendo em densa bruma
Minha alma sem proveito se acostuma
Aos erros de quem tenta ser feliz,
O tanto quanto um dia pude ver
Agora ao perceber já se perder
Deixando no passado amor que eu quis.
50338
Aumento esta freqüência de emoções
E nelas entranhando o meu caminho
E quantas vezes tento ou adivinho
Os dias onde tanto tu me expões,
As sortes em diversas dimensões
O corte mais atroz, mesmo mesquinho
Bebendo em tua boca o doce vinho
Em festas sem igual, em explosões
Restauro cada passo aonde um dia
Pudesse e com certeza mudaria
O rumo de uma vida sem proveito,
Neste horizonte aberto nada vindo
O quanto poderia ser infindo
Expressa a solidão quando me deito.
50339
Aurora da esperança o sonho em nós
Traduz o quanto pude ou mesmo quis,
E tendo este momento mais feliz,
A sorte desenhando nova foz,
Amar e ser deveras mais feroz
Seguindo cada rastro por um triz,
Expresso a solidão e nada fiz
Senão cada segundo, mesmo após.
O prazo determina o fim de tudo,
E quando no final me desiludo
Encontro a mesma face solitária
De quem se tenta além do mais provável
Caminho quando muito impenetrável
Minha alma, simplesmente leda pária.
50340
Autômatos somente e nada mais
Assim já nos sentimos quando a vida
Expressa a mesma face presumida
Navega entre tantos vendavais,
Pudesse acreditar e se jamais
O tempo dita a sorte construída
Na cândida loucura permitida
Ousando na esperança como um cais.
Espero o desenhar de um novo tempo
Vencendo o mais diverso contratempo
Arcando com enganos costumeiros,
E tanto poderia ser feliz,
Mas quando a vida tanto me desdiz,
Esqueço no passado os meus luzeiros.
Aéreas ilusões, caminhos tantos
E sei dos meus enganos quando vejo
O todo noutra face e deste andejo
Caminho se desenham tais quebrantos
E nisto se moldando desencantos
Aonde cada passo inda desejo
Marcando o quanto pude noutro ensejo
Vivendo sem sentido pelos cantos,
Apresentando a sorte que pudesse
Traçar noutro momento uma benesse
Vagando sem destino vida afora.
Amor sem ter juízo nega a sorte
E nada mais decerto nos conforte
Enquanto a solidão teima e devora.
50302
Aéticos cenários, vida rude
E o canto se traduz noutro sinal
A vida poderia magistral,
E quando se apresenta tanto ilude
Matando pouco a pouco a juventude
Traçando do vazio um madrigal
Roubando a claridade num venal
Momento com certeza em atitude.
O rústico caminho dita a rota
E o todo quando o posso ora se esgota
Marcando com terror o quanto eu quis
Somando cada perda, na verdade
O todo sem sentir tanto degrade
Gerando dentro da alma a cicatriz.
50303
Aeróbio momento aonde o vida
Transcorre com ternura e dita o fado
E neste desenhar jamais me enfado
E sinto a sorte enquanto não se olvida
O todo noutra face, uma saída
Marcando com brandura este legado,
O dia noutro dia desenhado
Gerando a sorte imensa e presumida.
Amar-te é como ter além de tudo
O quanto na verdade se me iludo
Expresso em verso e paz o raro alento,
Deveras o caminho se desenha
E a vida noutro tempo dita ordenha
Do imenso delirar em provimento.
50304
Aeroplanos vagam pelos céus
E ditam novos rumos a quem sigo
Trazendo a cada pouso um novo abrigo
Vencendo os mais terríveis fogaréus
Os dias entre tantos dizem véus
E neste caminhar tento e consigo
Viver o quanto pude e sei comigo
Os tempos noutros tantos mais incréus.
Resplandecendo a luz desta esperança
Enquanto o meu desejo a ti se lança
Mergulho nos teus braços e me entrego
Ainda quando pude imaginar
A força sem temor do raro amar,
Alimentando em paz, assim meu ego.
50305
Aeroportos dizem da chegada
Assim também da leda despedida
Ousando resumir a nossa vida
Trazendo o quanto vem e logo evada,
A sorte se desenha em escalada
Diversa da que pude e se lapida
A imagem noutro rumo presumida
Marcando com certeza cada estada.
Espero após o todo um novo dia
E nisto meu amor decolaria
Galgando este infinito no teu braço,
E sei do quanto posso ou quanto vejo
No sonho mais audaz, raro desejo,
Meu mundo no teu mundo eu entrelaço.
50306
Arrasto o sentimento enquanto tento
Vencer o dia a dia mais atroz
E o mundo se desenha em rara foz
Traçando outro caminho sem tormento,
Ainda que pudesse ora alimento
A sorte com o tempo vivo em nós
Ousando na esperança mais feroz
Deixando para trás o sofrimento,
E sinto o quanto possa ser assim
Vivendo a plenitude de onde eu vim
Marcando com ternura cada passo,
E o todo se aproxima deste brilho
Aonde cada espaço ora palmilho
E um tempo mais feliz decerto eu traço.
7
Arcando com meus erros e abandono
O tempo não permite nova chance
Ainda quando o todo não se alcance
O passo sem sentido desabono,
E quando outro momento agora eu clono
A vida noutro passo, algum relance
Em sonho mais harmônico se lance
Gerando o quanto quero e em paz me adono.
Esqueço os meus enganos e presumo
A sorte nos teus braços raro sumo
Vagando sem temor além do cais,
E sinto a cada instante o que inda vem
O amor se desenhando sem desdém
Refém dos dias calmos, magistrais.
8
Arpeja dentro da alma a sorte e dita
O quanto traz em sonho a melodia
E o tempo na verdade me traria
Somente a imagem rara e tão bendita
A sorte desenhada se infinita
Expressa muito além da fantasia,
E o passo se traçando em harmonia
Gerando imagem rara e mais bonita
Palpita dentro da alma esta emoção
Fomenta esta paixão, rara fornalha
E o canto noutro rumo ora se espalha
Vagando dentro em nós e se verão
Os dias mais felizes com certeza
Os dados se jogando sobre a mesa.
9
Artelhos congelados, noite fria
A morte se aproxima de quem sonha
A face desdenhosa e mais medonha
Gerando tão somente esta agonia,
Meu passo com certeza não traria
O quanto se desenha e não se oponha
A luta noutra senda agora enfronha
E traça com amor esta harmonia.
Esquivo-me da dor ao te saber
Bebendo em tua boca tal prazer
E nisto me completo totalmente
Assim sem ter temor sequer algum
Dos dois agora resta apenas um,
Um corpo noutro corpo plenamente.
50310
Arranco dos meus olhos tal imagem
Daquela que pudera ser alheia
Ao quanto deste encanto nos rodeia
Tramando com ternura esta viagem
Além do que pensara ser miragem
A vida com certeza se permeia
Do tanto quanto a quero e devaneia
Vestindo esta emoção, sobeja pajem.
No manto desenhado em noite clara
Amor em plenitude se declara
E mostra algum sentido a quem um dia
Pudesse adivinhar outro momento
E nisto com certeza eu me alimento
Do quanto me trouxeste em poesia.
11
Areias movediças concebidas
Na praia sem sentido e sem razão
Os dias na certeza que trarão
Apenas outras luzes resumidas,
Marcando o que deveras já duvidas
E sei deste momento sempre em vão
A sorte se aproxima e a decisão
Transforma para sempre nossas vidas.
O todo se aproxima do infinito
Amor é tudo quanto eu necessito
E sinto ter nas mãos este futuro,
Destarte sendo assim somente teu
Meu canto no teu canto percebeu
O quanto deste encanto eu asseguro.
12
Arranjos tão diversos, motes vários
Momentos mais felizes que concebo
O amor já não seria mais placebo
E nele se presume itinerários
Diversos dos antigos, temerários
E quando nos teus braços eu me embebo
O sonho a cada instante ora percebo
Deixando para trás os adversários,
Vagando nos teus braços sou além
Do quanto na verdade sei que vem
E gero esta emoção em plena luz
O canto se apresenta quando o quis
E sei que tanto sou ora feliz
Seguindo cada passo onde reluz.
13
Arpoas com teus olhos, sentimento
E sigo sem defesas cada passo
Aonde o meu delírio agora eu traço
E neste raro amor eu me alimento,
Vencendo qualquer dor ou sofrimento
Ainda quando envolto no cansaço
Aos poucos o vazio é mais escasso
E o tanto que desejo ora fomento,
Esbanjas alegria a cada olhar
E neste raro sonho a se mostrar
A luz que nos tocando me inebria
Abrindo este portal eu me matizo
No toque mais audaz e mais preciso
Gestado pela rara fantasia.
14
Arcanjos, querubins, sonhos diversos
E tanto quanto possa ser feliz
A vida na verdade sempre diz
Dos vários e sobejos universos
Unindo com firmeza laços, versos
E nisto se presume o quanto eu quis
Sem medo deste céu que ainda gris
Entranha por caminhos tão dispersos,
Aprendo com ternura o que virá
E sei de cada lábio este maná
Criando dentro em nós a eternidade,
Meu mundo se completa no teu mundo
E assim nos teus momentos me aprofundo
Bebendo com brandura e liberdade.
15
Arrisco cada passo rumo ao tanto
E bebo gota a gota esta esperança
Meu canto novamente a ti alcança
E assim o meu futuro em paz garanto
Aonde se pudesse em novo canto
Traçar o quanto quero em confiança
A vida sobrepõe no quanto avança
Moldando com beleza em raro encanto.
Esqueço dos meus erros e presumo
A sorte desenhada em raro sumo
Audaciosamente sigo em ti
O quanto quero e bebo deste sonho.
E sei que mesmo sendo mais tristonho
Meu mundo no teu mundo eu persegui.
16
Aríetes visíveis noutra vila
A sorte de quem ama e se permite
Vencer qualquer temor e sem limite
O canto desenhado em paz desfila
Ainda que pudesse não destila
O medo aonde o todo necessite
Do sonho mais bonito e se acredite
Na paz que na verdade não vacila,
Esqueço dos enganos sigo em ti
O quanto da esperança eu concebi
Ousado caminheiro do futuro,
E o tempo se apresenta em calmaria
A brisa com certeza nos traria
Um porto mais suave e mais seguro.
17
Arcaicas ilusões, momento rude
Aonde o meu caminho se perdendo
Traduz cenário torpe e mesmo horrendo
Ainda quando tudo sempre mude,
Não tendo mais comigo a juventude
O passo noutro rumo diz remendo
Remando contra tudo, não me emendo
Apenas desfilando em plenitude,
Acaso se vieres tu verás
O quanto deste amor traduz em paz
O todo desejado e muito além
Do tanto em sintonia e nisto traço
O sonho com certeza passo a passo
E o mundo mais tranquilo sempre vem.
18
Arisca madrugada sem ninguém
Deitando na sarjeta da esperança
A sorte na verdade já balança
E traça tão somente este desdém,
O quanto na certeza nunca vem
O passo sem destino nada alcança
E o rumo desolado ora me cansa
Marcando cada passo muito aquém,
O todo transformando cada cena
E o tanto quanto possa não condena
E gera outro momento em plena luz,
Assim ao mergulhar sem mais defesas
Dos olhos os meus olhos, meras presas
Teu canto neste instante me conduz.
19
Arestas apontadas sigo em frente
E nada mais permite qualquer queda
A sorte quando em ti hoje se enreda
Marcando com ternura o conseqüente
Caminho aonde o todo sempre tente
Gerando o que deveras já nos seda
E vence com ternura e se envereda
Ousando no final ser plenamente
Do quanto imaginário sei o sol
Que toca a tua pele e qual farol
Conduz esta barcaça ao infinito,
Deveras tanto sonho se presume
E a vida se entranhando chega ao cume
E nisto todo o canto eu necessito.
50320
Arando com o verso a lavra rara
Pousando o sentimento em teu abraço
O mundo que em verdade bebo e traço
A sorte noutro rumo se escancara
E vendo este cenário cara a cara
O quanto poderia ser escasso
Agora se aprofunda noutro traço
E a vida neste fato se prepara
Ainda que pudesse ser alheio
Ao quanto na verdade inda rodeio
Esbaldo-me dos sonhos onde um dia
Pousasse dentro da alma a luz intensa
E nela esta alegria se compensa
Marcando o quanto a ti sempre eu queria.
50321
Atento ao que viria após o nada
Expresso a solidão em absoluto
Caminho aonde tanto já reluto
E a noite nesta cena degradada
Apenas a emoção enquanto invada
E nisto se desenha o velho luto,
O passo mais audaz, e mesmo astuto
Enveredando além na velha estrada,
Esqueço dos meus erros e prossigo
Na curva da saudade, vou contigo
E bebo cada gota de um passado
E nesta maravilha de poder
Tentar adivinhar algum querer
Dos ermos de minha alma enfim me evado.
50322
Atravessando as ruas e avenidas
Tentando novo rumo aonde um dia
O tempo noutro tempo fantasia
Ousando caminhar em novas vidas,
As horas mais audazes, despedidas
O tanto quanto possa e não teria,
Somente este cenário em agonia
E nele novas chagas e feridas,
Ainda quando pude ter nas mãos
Momentos de ilusão, audazes, vãos
Errara a direção e sem proveito,
O mundo desabando em caos e medo,
Aos ermos de minha alma eu já concedo
A sensação atroz onde me deito.
50323
Ativas noites seguem passo e rastro
De quem se fez além de tão somente
Da vida e do sentir rara semente
Vagando pelos céus um divino astro,
Os sonhos do passado já não castro
E quanto mais a vida se alimente
Do sonho ainda vivo e mais presente
Aos ermos do infinito então me alastro,
Escravo das vontades mais audazes
A noite se emoldura enquanto trazes
Os brilhos prateados de tais luas
E nelas entre tantas maravilhas,
As sortes pelas quais decerto trilhas
Expressam raros sóis que ora cultuas.
50324
Atuas como fosses soberana
Reinando sobre todo o pensamento
E quando algum refúgio além eu tento
A vida noutra face desengana,
O tanto quanto possa e se profana
A luta já não tem discernimento
E deixando aflorar o sofrimento
Deveras se desenha desumana.
O canto se espalhando pelos ares
E quando perceberes e notares
Verás o meu olhar a te seguir,
Estrela radiante, noite imensa
Do tanto quanto quero mais convença
Vontade de viver o que há de vir.
50325
Atenciosamente a vida traz
A quem delira um fato a cada instante
De um mundo mais diverso e fascinante
No passo que se mostre mais audaz,
O manto se recobre em rara paz,
E o pranto na verdade não garante
O caos que tanto quis e doravante
Somente se deixando para trás.
O prazo determina o ledo fim
E vivo cada frase estando em mim
A etérea sensação de plenitude,
A noite se adentrando na minha alma,
Nem mesmo a solidão vaga me acalma,
Deveras novo sonho desilude.
50326
Atônito; eu percebo o fim de tudo
E a vida não prossegue após o caos,
Ainda que me restem velhas naus
Ao fim não me concebo e desiludo,
A sorte se afastando e me transmudo
Ousando nos momentos torpes, maus
Faltando como sempre alguns degraus,
O coração expressa um sonho mudo,
Apresentar a luta a cada instante
E ao fim de certo tempo não garante
Sequer o quanto quis e não teria,
Amar sem ter noção de ser amado,
E nisto a vida dita o mesmo fado,
Num misto de terror e de alegria.
50327
Atrelo cada sonho que tivesse
Aos tantos que me deste de presente
A vida noutro rumo se apresente
E nisto se desenha tal benesse,
O quanto deste amor se estabelece
E gera novo fato imprevidente,
O marco se apresenta quando eu tente
O vasto caminhar que me entorpece.
Resumos de outros tantos quando um dia
O tempo noutro cais aportaria
Gerindo cada passo rumo ao farto,
Depois de certo tempo sem ninguém
Apenas o vazio ainda vem
E nisto cada dia em paz reparto.
50328
Atrozes noites vagas, solidão
E o tempo não desenha novo rumo,
Ainda quando mesmo me resumo
Nos ermos que deveras me trarão
Os sonhos mais audazes de um verão
E bebo a fantasia em raro sumo,
O todo noutro fato se me esfumo
Da vida a mais ingrata tradução.
Esqueço cada passo e não tendo
Sequer outro momento, sou remendo
Dos erros em retalhos já tecidos,
E os dias quando os tenho mais presentes
No fundo com terror tu me apresentes,
Caminhos sem sentido, ora perdidos.
50329
Atípicos momentos de uma vida
Jogada pelos cantos, sem defesa
O amor quando nos pega de surpresa
E a sorte noutra face em vão acida
Prepara para além a despedida
Ousando com terrível sutileza
Deixando para trás por sobre a mesa
Apenas ilusão mera, estendida.
As flores no jardim, cada canteiro
Traduz aonde possa e se me esgueiro
Esbarro nos tormentos mais venais,
E bebo em tua boca esta saliva
Que tanto com certeza me cativa
E gera dentro da alma os temporais.
50330
Ativista dos sonhos, o poeta
Pudesse acreditar em cada verso
Traçando dentro da alma este universo
Aonde a vida inteira se repleta,
Palavra onde o tempo já completa
E traça este caminho onde disperso
E nisto mesmo um mundo mais perverso
Expressa a minha senda predileta,
Vestindo a fantasia mais vulgar
O manto se puindo devagar
O corte expondo a chaga de minha alma,
Sangrias entre tantas, noutro engodo
Ainda vejo em mim o velho lodo
E nem a fantasia em paz me acalma.
50331
Autuas com teus ermos meu caminho
E tentas novamente me guiar
Aonde poderia algum luar
Eu vejo o meu cenário mais sozinho,
E sei quando pudera e assim me aninho
Nos cantos onde pude imaginar
O todo se aproxima a divagar
Gerando dos meus sonhos, ledo ninho,
Apresentando enfim a solidão
Expresso os dias tantos que trarão
Apenas no vazio este momento,
E o canto se perdendo sem razão
A vida não encontra a dimensão
Exata que em verdade, sempre tento.
50332
Áureas as sensações que pude crer
E nelas meu tesouro adormecido,
Aos poucos quando o sonho em mim lapido
Traduzo o quanto resta em bem querer,
O passo se traduz noutro prazer
E vejo o teu olhar enternecido,
E o canto que pudesse ser ouvido
Ainda noutro tom a me envolver,
Vasculho cada ponto desta casa
E o tempo a cada instante se defasa
Ousando no vazio após o todo,
Dos sonhos que inda trago, nada resta
Senão a mesma imagem mais funesta
Gerada pelo medo e pelo engodo.
50333
Aurífera expressão de amor e glória
Perdida no passado mais diverso
E quando para além eu desconverso
A sorte se desenha merencória,
Não trago mais sequer nesta memória
O todo desenhado em luz e verso
Perdido nos anseios do universo
A vida se moldando, velha escória,
Espero qualquer sonho que não veio,
E nisto tão somente ora receio
O prazo determina o fim de tudo,
E quantas vezes tive em minhas mãos
Momentos mais felizes, hoje vãos
Porquanto a cada dia mais me iludo.
50334
Autêntico cenário aonde um dia
O sonho poderia ser tranquilo
E quando nos teus braços me perfilo
O tempo na verdade não se adia,
Ainda quando quero em fantasia
O tanto sem destino ora desfilo
E bebo da ilusão em raro estilo
Tentando pelo menos a alegria,
Ousando e com certeza, magoado
O tanto quanto a quero e sei e brado
Ouvindo deste mar a imensidão,
Gerasse dentro da alma simplesmente
O canto que em verdade a vida tente
Traçar como se fosse meu timão.
50335
Autenticar os erros de um passado
Atravessando os ermos de um vazio
Cenário aonde o canto eu desafio
E trago a solidão porquanto evado,
E o tempo noutro tanto desenhado
Gerando tão somente o ledo estio,
Ainda quando possa em desvario
Vencer o dia sempre desolado,
Apresentando além desta desculpa
A sorte que em verdade não esculpa
Sequer o quanto pôde ou mais queria,
No ocaso desta vida, anoitecer
Tomado pelo enorme desprazer
Traçando tão somente esta agonia.
50336
Autista pensamento toma tudo
E bebo a solidão de minha ermida
Trazendo mais aberta esta ferida
E neste caminhar me desiludo,
O rumo que pudesse e não ajudo
A sorte mesmo estando distraída
Do quanto poderia e já duvida
No fundo todo engano agora eu mudo,
Expresso solitário caminhar
E tento noutro tempo mergulhar
Ousando aonde a vida não traria
Sequer qualquer momento em paz e luz,
Aonde meu caminho reproduz
Apenas a vontade amarga e fria.
50337
Aumente o som enquanto a vida passa
E tente perceber outro sentido
Enquanto na verdade dilapido
O todo numa espécie de fumaça
A luta a cada instante mais embaça
O rumo aonde tanto presumido
Cenário se transforma e quando olvido
Adentro sem sentido algum tal praça,
A lua se escondendo em densa bruma
Minha alma sem proveito se acostuma
Aos erros de quem tenta ser feliz,
O tanto quanto um dia pude ver
Agora ao perceber já se perder
Deixando no passado amor que eu quis.
50338
Aumento esta freqüência de emoções
E nelas entranhando o meu caminho
E quantas vezes tento ou adivinho
Os dias onde tanto tu me expões,
As sortes em diversas dimensões
O corte mais atroz, mesmo mesquinho
Bebendo em tua boca o doce vinho
Em festas sem igual, em explosões
Restauro cada passo aonde um dia
Pudesse e com certeza mudaria
O rumo de uma vida sem proveito,
Neste horizonte aberto nada vindo
O quanto poderia ser infindo
Expressa a solidão quando me deito.
50339
Aurora da esperança o sonho em nós
Traduz o quanto pude ou mesmo quis,
E tendo este momento mais feliz,
A sorte desenhando nova foz,
Amar e ser deveras mais feroz
Seguindo cada rastro por um triz,
Expresso a solidão e nada fiz
Senão cada segundo, mesmo após.
O prazo determina o fim de tudo,
E quando no final me desiludo
Encontro a mesma face solitária
De quem se tenta além do mais provável
Caminho quando muito impenetrável
Minha alma, simplesmente leda pária.
50340
Autômatos somente e nada mais
Assim já nos sentimos quando a vida
Expressa a mesma face presumida
Navega entre tantos vendavais,
Pudesse acreditar e se jamais
O tempo dita a sorte construída
Na cândida loucura permitida
Ousando na esperança como um cais.
Espero o desenhar de um novo tempo
Vencendo o mais diverso contratempo
Arcando com enganos costumeiros,
E tanto poderia ser feliz,
Mas quando a vida tanto me desdiz,
Esqueço no passado os meus luzeiros.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
50201 a 50300
50201
"Nada estará perdido enquanto estivermos em busca"
Santo Agostinho
O quanto se procura traz além
De uma esperança e sonho, outra verdade
E o sonho quando tanto em claridade
Determinando o todo que inda vem,
não deixe que se perca o quanto tem
No canto mais audaz, felicidade,
E sigo sem temer a tempestade
Nem mesmo do vazio sou refém,
O passo se completa a cada dia
Na busca que não cesse; uma promessa
Do todo que deveras se confessa
Gerando novo rumo ou mesmo até
Caminha por cenário tão diverso
Nas mãos tu tens a chave do universo
Enquanto desdenhar o mundo em fé.
2
"É melhor saber que ignorar, mas é melhor ignorar que equivocar-se"
Santo Agostinho.
E mesmo que não saiba o que inda venha
No fundo a luta expressa o dia a dia
E nisto tantas coisas poderia
Ainda desenhar em nova senha,
O todo aonde a vida sempre empenha
Marcando com ternura a fantasia
E gera com certeza outra utopia
Embora na verdade não convenha.
O canto se inebria em voz suave
Ou mesmo com certeza não agrave
O quanto se apresenta e tu não vês,
Mas saiba quanto o engano gera o caos,
E destes vãos momentos outros, maus
Negando erroneamente os teus porquês.
3
"A verdade é o alimento da alma"
Santo Agostinho.
O quanto da verdade dita o rumo
De quem se poderia muito além
Do quanto com certeza inda contém
E nisto cada engodo agora assumo,
Sabendo da existência ser o sumo
O todo se transforma sem desdém
E o tanto num momento nos convém
Traçando o quanto quero e mais presumo.
Espero após a luta esta vitória
Somente esta franqueza dita a glória
E gera outro momento em plena paz,
A sorte se desenha pra quem traz
No olhar mais solidário um passo audaz
Mudando com firmeza a sua história.
4
"Ouve-se o eloqüente com prazer. O sábio, ouve-se com proveito"
Santo Agostinho
O quanto que tu dizes nunca é vão
Nem mesmo serve apenas ao deleite
Enquanto novo rumo assim se aceite
Mudando com certeza a direção
O tempo se desenha e desde então
O todo na verdade se aproveite
E marque com ternura o quanto espreite
Tramando outro futuro outra estação.
Não deixe se perder cada momento
Apenas no que possa em ledo vento
Sem ter desta verdade algum sinal,
O cântico mais belo sem sentido
Condena-se decerto ao vago olvido,
Porém o que transmuda é magistral.
5
"Aprende a ignorar se queres chegar a saber"
Santo Agostinho.
O quanto queres ter após o fato
Expressa o que aproveitas do que vês
E sendo a própria vida em seus porquês
Do todo meramente algum retrato
No fundo o quanto quero e até constato
Diverso muitas vezes, não mais crês
E nisto se consiste a sensatez
Enquanto o meu caminho ora resgato.
Aprendo com a queda e com a dor,
Mas sei do quanto possa o professor
Que teima contra a força da verdade,
No tempo que se perde, noutro engodo
Adentra sem sentir o limo e o lodo
E assim de algum saber decerto evade.
6
"A vocação de ensinar é uma vocação perigosa"
Santo Agostinho.
Cuidar com atenção de quem escuta
O quanto se expressasse em tom sombrio,
A vida se traduz em desafio
E nisto muitas vezes segue bruta,
Palavra tem o dom de ser astuta
E quando se perdendo a rota e o fio,
Polui o que pudesse em limpo rio
E gera a sensação de tosca luta.
Tua verdade pode ser exata,
Porém por outra vez já se constata
Miragem tão somente e nada mais,
O vento que tu trazes se acalenta
Às vezes se transforma em tal tormenta
Marcando com terríveis vendavais.
7
"Sou um bom mestre enquanto continuo sendo um aluno"
Santo Agostinho
O mundo é tão mutável quanto possa
Degenerando e após novo gerando
O que deveras segue em novo bando
Expressa esta verdade além da fossa,
E quando de outro rumo a vida apossa
O todo noutro encanto desenhando
Explode o quanto pode desde quando
A certeza absoluta apenas roça.
O ser e o desejar tanto impreciso
No fundo quantas vezes me matizo
E tento ser diverso do passado,
Renovo a cada passo o meu futuro
E quando me sentira mais seguro
Aí é que decerto eu me degrado.
8
"Entender e não agir é perigoso"
Santo Agostinho
Lavar as tuas mãos e permitir
O quanto se apresenta em temerário
Caminho traduzindo este cenário
Negando uma esperança de porvir,
Apenas no vazio prosseguir
Tramando noutro incauto itinerário
O mundo se mostrasse sempre vário,
Porém é necessário se advertir.
Legando ao que virá somente o caos
Traçando estes momentos rudes, maus
Ao se omitir calando ao que desnuda
O quanto poderia em tanta ajuda
É mais que simplesmente covardia,
Agir com consciência e ter certeza
Da força desta imensa correnteza
Aonde o novo tempo surgiria.
9
"Cada um dá do que tem e transpira do que bebe"
Santo Agostinho
O quanto que se espera na verdade
Nem sempre traduzisse o que inda vem,
E nisto não percebo algum desdém
Apenas constatando a realidade,
A vida se enclausura em leda grade
E muitas vezes sigo sempre aquém
Do quanto com certeza me convém
Embora este cenário desagrade.
A sorte tão mutável diz do fato
Aonde com certeza o que constato
Presume tão somente o quanto tenho,
E mesmo que pudesse ser diverso
Resume minha vida no universo
Enquanto alguma imagem desempenho.
50210
"Ama apaixonadamente o conhecimento"
Santo Agostinho.
Aquele que procura a liberdade
Encontra no saber a chave e trama
Além do que pudesse ser a chama
O todo quando dita e o sonho invade,
Meu passo se desenha em claridade
E nisto venço em paz o duro drama
E quando esta certeza o tempo clama
O canto dita o tom desta verdade.
Amar o conhecer e não fechar
As portas ao que possa ainda vir
É ter com precisão cada porvir
E nisto com firmeza caminhar
Após a tempestade outra procela
A vida não sossega e se revela.
50211
"Não queiras entender para crer; crê para que possas entender. Se não crês, não entenderás"
Santo Agostinho
A fé te permitindo a direção
Do passo rumo ao quanto se entendesse
A vida com certeza percebesse
Os dias que deveras se verão
Os tempos noutro fato em precisão
Ainda que outro tom já merecesse
Produzem quanto nunca se esquecesse
Marcando com firmeza a sensação.
Meu dia se transforma plenamente
Na crença aonde o todo se apresente
Sem dúvida ou temor, trazendo a sorte
Do quanto poderia muito além
E sei que na verdade o que contém
Decerto muitas vezes me conforte.
50212
Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.
Aristóteles
O quanto se repete dia a dia
Transforma a nossa imagem e permite
Ultrapassar decerto algum limite
Gerando além do quanto poderia,
Ousar acreditar na fantasia
E nisto cada passo necessite
Do tanto quanto possa e não evite
Nem creia ser somente uma utopia.
Tornar o excepcional uma rotina
Ao mesmo tempo enquanto nos fascina
Determinando além cada fronteira,
E o tanto quanto possa ser assim
Traduz o que melhor reside enfim,
Moldando cada imagem como queira.
50213
Um bom começo é a metade.
Aristóteles
Ninguém conhece o todo e se presume
Além do que pensara noutro enredo
Ao menos na verdade onde procedo
Inatingível sei o imenso cume,
E quantas vezes mesmo até já rume
Ousando no caminho em desenredo
O quanto se aproxima é sempre ledo
Certeza noutro instante já se esfume.
Mutantes, sei que somos e por isso
O todo muito mais do que cobiço
Permite que se veja a claridade,
Porém sendo intocável plenitude
Ainda quando a vida tanto ilude,
Deveras não chegaste; na metade.
50214
A cultura é o melhor conforto para a velhice.
Aristóteles
O quanto tu carregas em tua alma
Traduz o que melhor confortaria
E nisto o dom maior da fantasia
Deveras tantas vezes nos acalma,
O conhecer da sorte, inteira a palma
Gerasse tão somente uma agonia,
Mas quando se pressente em tanta calma
O que noutro momento é ventania
Esboça a realidade e dita o rumo
E quantas vezes teimo e até resumo
Meu passo no sentido mais suave
O manto se desenha em tom mais claro
E o quanto da verdade hoje declaro
Impede que o meu mundo em vão se agrave.
50215
O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança.
Aristóteles
O tempo multiplica cada engano
E gera no final o incontrolável
O quanto poderia ser palpável
Traduz outro momento em ledo dano,
Assim ao desviar do antigo plano
Num canto tantas vezes deplorável
Além do que pudera imaginável
O marco se anuncia desumano.
Ocasos entre medos e fulgores
Da forma que seguires e onde fores
Destarte teu caminho se perdendo,
Não adianta após o farto estrago
Nem mesmo o que decerto inda divago
Tampouco qualquer sorte ou vão remendo.
50216
No fundo de um buraco ou de um poço, acontece descobrir-se as estrelas.
Aristóteles
Por vezes nas entranhas mais profundas
Desta alma se desenha o diamante
E nisto cada passo se agigante
Enquanto da incerteza tu te inundas,
As sendas mais atrozes oriundas
Dos ermos que pensaste num instante
Mudando este cenário doravante
Tramando perla em águas mais inundas.
Das furnas encontramos o tesouro
E assim a vida dita em turbilhão
O quanto poderia em podridão
No fundo é da esperança o nascedouro,
Estrelas refletidas nesta lama,
A sorte em desvario tanto trama.
50217
O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte.
Aristóteles
O quanto da verdade é tão mutável
E nada dita o todo em absoluto
E quando noutro instante eu já reluto
Tentando desvendar o imaginável,
O mundo se apresenta degradável
E o fato se transforma a cada luto
Mortalha no final gerando astuto
Cenário tantas vezes descartável,
A vida é relativa e de tal forma
Enquanto a cada dia se transforma
As normas não repetem dia a dia,
O todo pode ser nada amanhã
A luta na verdade não é vã,
Porém a plenitude, uma utopia...
50218
"A esperança é o sonho do homem acordado."
Aristóteles
O quanto desta vida ainda espero
Presume uma existência e dita além
Do todo que em verdade sempre vem
E nisto não seria mais austero,
Ainda quando o mundo se faz fero
Regido pelas ânsias do desdém,
O tanto com certeza ora provém
Do todo que procuro e mesmo quero,
Uma esperança traz em si o sonho
Gerando o que deveras mais proponho
Resulta noutro rumo em paz ou não,
É como se tocasse este invisível
Caminho tanta vez imprevisível
E dele novos dias surgirão.
50219
O sábio procura a ausência de dor e não o prazer.
Aristóteles
Hedônico fantoche traz na dor
A face desdenhosa da verdade,
E quanto mais o tempo se degrade
O tanto se reflete sem louvor,
A força se proclama em desamor?
A noite que impedisse a claridade
Matando em nascedouro a liberdade
Impede o bom perfume de uma flor,
O ser sutil expressa a luz em nós
E apenas o prazer se faz feroz
Tomando o pensamento plenamente,
E quando se renega esta aliança
A vida no vazio ora se lança
E a própria imprecisão tudo desmente.
50220
Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura.
Aristóteles
O quanto da loucura se permite
Além de traduzir conhecimento
Expressa o que deveras dita invento
Ultrapassado enfim qualquer limite,
Ainda que deveras se acredite
No quanto da palavra diz fomento
A dúvida presume este alimento
Do qual o perceber já necessite,
Lunático ou talvez mais genial,
Apenas tão somente desigual
Deste senso comum e sem magia,
O quanto se renega e se destrói
O tempo com certeza já corrói
E o novo após a morte volta e cria.
50221
Vou-lhe dizer um grande segredo, meu caro. Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias.
Albert Camus
A cada novo dia se prepara
Na ação, na correção e pensamento
Ao fim que diga sempre em julgamento
Sem medo do que houver nesta seara
A sorte de tal forma se declara
E nisto novo tempo diz alento
Negando por princípio o sofrimento,
E a vida prosseguindo após, mais clara.
No fato deste amar cotidiano
O quanto vencerás sem ter engano
O caos com a total serenidade,
Presume que afinal sigas liberto
Jamais verás em volta este deserto
Sabendo desde sempre a liberdade.
50222
Quando procuro o que há de fundamental em mim, é o gosto da felicidade que eu encontro.
Albert Camus
O ser feliz é tudo o quanto almejo,
Fundamental caminho em redenção,
Os dias mais diversos me trarão
Bem mais do que pudesse algum desejo.
Livrando o coração do medo, e pejo,
Levando com firmeza a embarcação
Ousando em pensamento no timão
Traçando o que afinal tento e prevejo.
Felicidade dita o meu destino
E sei que de tal forma me fascino
Produto da emoção e da alegria,
Por mais que a vida trague alguma dor,
Percebo num amor o redentor
Caminho onde deveras trilharia.
50223
Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade.
Albert Camus
Bem mais do que saber e ser amado,
É ter no amor imenso uma bandeira
E mesmo quando a vida não te queira
O tempo noutro rumo anunciado,
Nos ermos do sentir agora invado
E tendo com certeza a imensa e inteira
Certeza de saber quão verdadeira
A luta pela qual eu sempre brado.
Amar é conhecer felicidade
E nisto cada sonho sempre agrade,
Mesmo que não se torne enfim real,
Dos antros solitários imagino
O tempo em tom suave e cristalino,
Até quando não é consensual.
50224
A imaginação oferece às pessoas consolação por aquilo que não podem ser e humor por aquilo que efectivamente são.
Albert Camus
Vagar entre os diversos pensamentos
Buscando algum momento aonde eu pude
Vencer o meu caminho, mesmo rude
Gerando no final; raros alentos,
E quanto mais distantes sofrimentos
Maior a sensação inda que ilude
Em plena seca/estio neste açude
Encontro da emoção seus alimentos.
Imaginário porto me consola
Embora na verdade o quanto assola
Expressa este vazio quase hilário,
O sonho renegando tal degola
Eu sei que é muito mais que necessário,
Aplaca qualquer rumo temerário.
50225
Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro.
Albert Camus
O quanto se traduz em liberdade
No fato de tentar se descobrir
Gerando com certeza outro porvir
E dele mergulhando em claridade,
Ainda quando a sorte não degrade
O passo no final ao resumir
O tanto quanto possa permitir
Sem ter um descaminho onde se evade.
Uma alma se liberta quando sonha
E vive além da cena que enfadonha
Tornasse corriqueiro o dia a dia,
Neste infinito vivo dentro em nós
O procurar saber ditando a foz
Alçando a mais completa fantasia.
50226
A grandeza do homem consiste na sua decisão de ser mais forte que a condição humana.
Albert Camus
Ao superar as vãs limitações
Que a própria natureza nos impinge
É como desvendar a velha esfinge
Aonde o quanto segues ora expões.
E tendo dentro da alma os turbilhões
Nos quais o pensamento ora se tinge
Além do que procura sempre atinge
Floradas renascendo aos borbotões.
Não se limite apenas ao plausível
Ser infinito é mais do que possível
Num pensamento livre, sem fronteiras
Destarte conseguindo ser maior
Do que já se percebe e até de cor
Ou mesmo superar o que tu queiras.
50227
O homem não é nada em si mesmo. Não passa de uma probabilidade infinita. Mas ele é o responsável infinito dessa probabilidade.
Albert Camus
O quanto se é possível na verdade
Já não conhece algum limite em vida
E sendo todo dia sempre urdida
A estrada que conduz à liberdade
Ousando muito além do que se evade
A luta com certeza é construída
No dia a dia e vejo o que lapida
Gerando nova possibilidade.
O ser que não tem fim traduz o quanto
Após algum momento até garanto
Vencendo os meus temores costumeiros,
E ter este caminho à minha frente
No qual e pelo qual tanto se tente
É como a florescência em meus canteiros.
50228
O heroísmo de pouco vale, a felicidade é mais difícil.
Albert Camus
O ser feliz é tudo o quanto almeja
Uma alma que liberta-se do vago
Caminho; aonde apenas mal divago
E sei do quanto a vida se deseja,
A luta noutro rumo sempre seja
Destarte o quanto quero e assim me afago
Ousando noutro tempo, sei que trago
A sorte tantas vezes mais andeja.
Pudesse adivinhar qualquer alento
Embora na verdade sempre tento
Fazer sem heroísmos dia a dia,
Amar e ter nas mãos o meu futuro
É tudo o quanto e mais procuro
Sabendo que isto sim tem mais valia.
50229
Não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento.
Albert Camus
Já nada justifica esta tortura
Que impinges, indefesos aprendizes
E quando no final já contradizes
Tentando descontar tanta amargura,
A mão que açoita nunca traz a cura,
E gera tão somente outros deslizes
Mudando este cenário de matizes
Traduz no fim de tudo esta loucura.
No olhar tão temeroso da criança
A vida se perdendo em esperança
Gerando novo monstro ou incapaz.
Imagem tua própria, refletida
Marcando em cicatrizes toda a vida,
Tornando sem sentido amor e paz.
50230
Revolto-me, logo existo.
Albert Camus
Ainda trago em mim capacidade
De ter esta revolta e isto liberta
Palavra tantas vezes mais deserta
E nisto outro sentido se degrade,
Não posso suportar jamais a grade,
E mesmo a solidão enfim me alerta
Do quanto a própria luz ora desperta
Quem vive com temor, sem claridade,
Ao crer possível novo dia em paz
Eu vejo da verdade onde se faz
A luta que não cessa nem desisto,
O manto que recobre o meu caminho
Gerando por si mesmo onde me alinho,
Traduz maior razão por que eu existo.
50231
O que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência de si mesma.
Abraham Maslow
O espelho traduzindo quem tu és
Mudando esta visão tão distorcida
Do que julgaras antes tua vida
E nisto se permite outro viés
O tanto quanto possa sem galés
Vencer a luta há tanto sendo urdida
E quando a própria sorte é construída
Ousando conhecer cada revés.
Aos poucos já desnudo se transmuda
E desta forma a sorte dita ajuda
Moldando na verdade o que virá,
Não temas o te olhares frente a frente
Destarte esta visão mais transparente
É tudo o que talvez; já restará.
50232
A ciência é o grande antídoto do veneno do entusiasmo e da superstição.
Adam Smith
O quanto se aprendendo dia a dia
Permite no final felicidade,
O sonho de viver a liberdade
Possível caminhar onde se via
Além do que pudera a fantasia
Singrar com mais fervor realidade,
E o todo se transforma enquanto agrade
A luta sem temor, nem utopia.
Gerando após o caos; nova vertente
E nisto com certeza se apresente
Quem sabe a solução. Alternativa?
Uma alma libertária traduzindo
O quanto se mostrasse mais infindo,
Vencendo a sensação de ser cativa.
50233
O que parece o auge do absurdo numa geração, muitas vezes torna-se o auge da sensatez na seguinte.
Adlai Stevenson
Renova-se decerto o pensamento
E neste ser mutável que nós somos
Fatias tão diversas, outros gomos
Toando como fosse algum alento
Exposto ao que virá em novo vento,
Matando o quanto outrora nós já fomos
É como o refazer de velhos tomos
Gerando no final outro momento.
E saiba renovar-se com o tempo
Assim já não verás qual contratempo
O dia no seu raro amanhecer,
O tempo se traduz a cada instante
O novo se apresente e me garante
Diversa maravilha no meu ser.
50234
O poder corrompe, mas a falta de poder corrompe absolutamente.
Adlai Stevenson
O não poder nem mesmo decidir
O quanto, quando e como conceber
O libertário rumo do teu ser
Negando desde sempre algum porvir,
Não tendo noutro rumo a presumir
E nisto não se crer no teu poder
Vagando sem sentido e se perder
Corrompe o sentimento e o que há de vir.
A liberdade dita esta certeza
E vence com fervor qualquer surpresa,
Gestando o que virá em novo dia,
E assim ao decidires teu futuro
Um passo com firmeza, mais seguro
A vida no final conheceria.
50235
"A imprensa separa o joio do trigo. E publica o joio".
Adlai Stevenson
A dor atrai bem mais do que o sorriso,
E nisto se acredita plenamente,
O quanto na verdade já se atente
Enquanto noutro rumo em vão matizo
O tempo dita além em prejuízo
Do todo onde se invade a nossa mente,
E quando a luta mostra este inclemente
Caminho feito em medo e em vão granizo.
O mundo mais grisalho, mundo cão
Chamando muito além tua atenção
Do que pudesse ser quando tranquilo,
Assim o fel desta alma se alimenta
Vivendo tão somente da sangrenta
Noção tão desumana que destilo.
50236
Não é fácil encontrar a felicidade em nós mesmos e é impossível encontrá-la em outro lugar
Agnes Repplier
Felicidade, um raro diamante
Que existe em nossos ermos tão somente
E quanto mais achá-la já se tente
O passo se transforma num instante
E o nada no final isto garante
Marcando como fosse uma semente
E nisto se pudera plenamente
Seguir outro caminho doravante,
Além da gema rara, o lapidar
É feito com ternura e com vagar
Ousando muitas vezes, destemor.
Destarte ao se entregar sem mais segredos
Os dias envolvendo em seus enredos
Permitem no final raro compor.
50237
A tecnologia só é tecnologia para quem nasceu antes dela ter sido inventada.
Alan Kay
O novo só se dá quando o passado
Ainda vivo trago na memória
Assim ao renovar a velha história
Caminhos do futuro agora invado,
E quando no final em ledo brado
O tempo se mostrando em tanta glória
Gerasse noutro rumo a merencória
Noção do que se veja ultrapassado.
O rústico cenário se apresenta
Deixando para trás qualquer tormenta
E o novo vicejar nos toma inteiro,
Quem sabe do que veio ou que virá
No fundo percebendo aqui ou lá
O renascer diverso do canteiro.
50238
A imaginação é mais importante que o conhecimento.
Albert Einstein
O quanto se liberta em pensamento
Permite muito além do que se pensa,
A vida se tornando sempre imensa
Enquanto outro caminho agora invento,
Presume mais sutil tal provimento
E nisto se apresenta a recompensa
Ousando ter bem mais do que esta intensa
Certeza onde se dá conhecimento,
O passo limitado de quem anda
Perante a imensidão de quem revoa
Sendo imaginação rara canoa
O sonho se desenha além demanda
E traz este infinito para nós
Jamais reconhecendo qualquer foz.
50239
A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.
Albert Einstein
O quanto se liberta em pensamento
Gerando um novo ser superior
E nisto se desenha o raro amor
Enquanto outro caminho agora alento,
Esparso delirar enfrenta o vento
E traça o quanto pode redentor
Vibrando a cada instante onde se por
Gestando com ternura outro momento.
Quem abre a sua vida ao que virá
E nisto descobrindo este maná
Que tanto na verdade me alimenta
Jamais retornará desta viagem
Torna possível crer numa miragem
Paisagem vislumbrada além tormenta.
50240
A tradição é a personalidade dos imbecis.
Albert Einstein
Quem não abrindo o peito ao que virá
Presume ser o dono da verdade
Ao mesmo tempo enquanto se degrade
Jamais outro momento brilhará,
E tendo desta forma desde já
O que julgasse ser a eternidade
Renega de outro sol a claridade
E nunca noutra estrada trilhará,
Não ver o quanto vem e se aproxima
Mantendo inabalável velho clima
Estima tanto o morto que sonega
A vinda do futuro e foge disto,
Se errôneo caminhar ainda insisto
A vida se desenha muda e cega.
50241
O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.
Albert Einstein
Pior do que esta ação; tenha a certeza
É na verdade o quanto não mais viço
E sei do caminhar em movediço
Cenário aonde a vida se faz presa,
O tanto quanto pode a correnteza
Gerando outro momento mais mortiço,
O fato de se ver bem mais omisso
Gestando no final a leda empresa.
Enquanto se é venal e assim desnuda
Uma alma aonde o nada dita ajuda
Permite alguma sorte mais diversa,
Degrau apodrecido de uma escada
A sorte tantas vezes malfadada
Somente para a queda, assim se versa.
50242
O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.
Albert Einstein
O tempo dita o quanto se é possível
Somente com a força do trabalho
O quanto noutro instante se batalho
Tornando cada sonho mais plausível,
Assim ao se entranhar neste visível
Caminho aonde o todo agora espalho
Ainda sendo o mundo bem mais falho
Moldando com certeza um novo nível,
O passo se apresenta com firmeza
A quem vencera sempre a correnteza
Sem medos, simplesmente com a luta.
A força se transforma plenamente
Enquanto este cenário persistente
Sem conhecer descanso, não reluta.
50243
Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.
Albert Einstein
Ainda que pudesse ser diverso
Do quanto se apresenta a cada dia,
A nossa realidade e a fantasia
Gestando no vazio este universo
E quando o meu caminho ora disperso
E o tempo na verdade não adia
Mergulho muito mais que poderia
Ousando com certeza neste verso,
A plena sensação de um novo olhar
Desenha o quanto pude navegar
Sabendo do infinito ou mesmo além,
Mas quando vejo a nossa estupidez
Além do que deveras já se fez
Limite, com certeza, isto não tem.
50244
Detesto, de saída, quem é capaz de marchar em formação com prazer ao som de uma banda. Nasceu com cérebro por engano; bastava-lhe a medula espinhal.
Albert Einstein
O fato de ter sempre a mesma face
Impede o quanto possa ser liberto
E quando a imensidão dita o deserto
O todo noutro rumo desenhasse,
Marcando o que deveras demonstrasse
Ainda sem olhar sequer aberto,
O prazo determina e não desperto
Fechado neste mundo em tal impasse.
Quando é preciso originalidade
O ritmo consonante já degrade
O passo libertário e te asseguro
Apenas o vazio ou nada além
Matando o quanto esta alma ainda tem
Negando desde já qualquer futuro.
50245
O estudo em geral, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido ficar crianças toda a vida.
Albert Einstein
O eterno desenhar de uma procura
Sem ter uma resposta que defina
Abrindo do futuro outra cortina
E nisto se desenha com ternura,
A sorte de tal forma além perdura
E faz desta alma eterna qual menina
Ousando muito mais que determina
Gestando o quanto quero e se assegura.
Buscar uma resposta ou mesmo até
Acreditar no sonho e ter a fé
De um novo amanhecer bem mais diverso
Ousando ter nas mãos a imensidão
Em dias renováveis se trarão
As tantas direções deste universo.
50246
O homem erudito é um descobridor de fatos que já existem - mas o homem sábio é um criador de valores que não existem e que ele faz existir.
Albert Einstein
Sabedoria é mais que desvendar
Segredos que se escondem, na verdade
O tempo delimita a claridade
E nisto a qualquer hora irá mostrar,
O todo noutro passo a se moldar
Ainda se presume em liberdade
Ousando enquanto a sorte nos invade
E gesta o que pudesse em novo olhar.
O sábio com certeza vendo além
Do quanto poderia e mesmo tem
Escora cada passo rumo ao todo,
E mesmo o que talvez se pressupondo
Aos poucos noutro senso vai expondo
E se permite sempre ao ledo engodo.
50247
Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.
Albert Einstein
A vida se renova e na verdade
Ainda se resume no passado,
E o quanto do meu sonho agora invado
Matando o que deveras não agrade,
O mundo se algemando em tola grade
Vivendo tão somente este engradado
E nisto tantas vezes renegado
O todo quando aos poucos tudo evade.
Irônicos caminhos, mesmo espaço
E assim ainda vejo o velho traço
No escasso amanhecer aonde eu pude
Tentar em novo dia o mesmo engano,
E quando se percebe o mais profano
Desenho repetindo uma atitude.
50248
Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior.
Albert Einstein
Aprisionados entre os tantos meios
Já não conheceremos liberdade,
Apenas o que tanto em claridade
Adentra sem sentido noutros veios,
Os dias entre tantos são alheios
Ao quanto poderia e se degrade,
Apresentando interna/externa grade
Os erros entre sonhos e receios,
O grito libertário não resiste
E aponta este caminho ainda em riste
E nele esta prisão que me acorrenta
Apenas desejando um novo dia,
Um passo para além sendo utopia,
A vida se apresenta em vã tormenta.
50249
O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado.
Albert Einstein
Embora mais diversos nós sejamos
A vida permitindo o mesmo passo
Gerando com certeza o quanto traço
E nisto se mantendo os vários ramos,
Um mundo sem ter servos, donos, amos,
O todo se regendo num compasso
Aonde o quanto possa tento e faço
E nesse desenhar nos entranhamos,
Os atos consonantes, pensamentos
Diversos se mostrando em tais momentos
Apresentando assim democracia
E dela todos nós no mesmo plano
E mesmo quando ausente o soberano
A sorte desigual? Mesma valia...
250
O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego.
Albert Einstein
Liberte-se do quanto a vida dita
E trace com certeza outro futuro
Aonde cada passo eu asseguro
E a sorte na verdade é mais bonita,
O canto quando encanto necessita
De um tempo mais audaz, e mesmo escuro
Cenário se apresenta sobre um muro
Na luta sendo até mera e finita.
O rumo se desenha dia a dia
E nisto se aproxima o que traria
No olhar outro cenário mais suave,
Não faça do egoísmo um aliado,
O canto noutro rumo desenhado
Aos poucos superasse o ledo entrave.
251
A ciência sem a religião é coxa, a religião sem a ciência é cega.
Albert Einstein
A soma do sonhar e do saber
Traduz a eternidade e gera além
Do quanto da verdade nos convém
Gestando desde sempre este prazer,
O todo se aproxima do querer
E nisto não se crendo no desdém
Não posso de tal forma ser refém
Do quanto poderia conceber,
Sem nexo, sem sentido e sem razão
Enquanto novos tempos mostrarão
O fato que julgara ser disperso,
Assim também somente esta ciência
Não gera o conhecer. Na convivência
Expressa a dimensão deste universo.
252
Eu nunca penso no futuro. Ele não tarda a chegar.
Albert Einstein
Não tema o que virá, inevitável,
E nisto a vida traz a cada passo
O quanto do passado me desfaço
E gero noutro caminho mais tocável,
A sorte desenhada até potável
O vento se mostrando aonde escasso
Cenário se apresenta a cada traço
E nisto sei do todo demonstrável.
O rumo não retorna, nem sequer
Ainda quando o todo se quiser
Permite qualquer luta sem sentido,
O tanto quanto possa se apresenta
E vence ou mesmo invade esta tormenta
Num jogo; há tanto tempo decidido.
253
A luta pela verdade deve ter precedência sobre todas as outras.
Albert Einstein
Verdade nos liberta e nos redime
E traça além do quanto poderia
Ousando muito mais no dia a dia
Gerando este cenário em paz, sublime,
Ainda quando a vida nos estime
Ou mesmo noutra face em utopia
Gestasse com ternura a fantasia
O passo com firmeza não se oprime.
Vencer os teus temores; prosseguindo
Num tempo mais feliz, portanto lindo
Acrescentando à vida um pouco além,
Sem nada que temer na intensa luta
Aonde cada passo não reluta
E traz a liberdade que convém.
254
Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade.
Albert Einstein
Deixando para trás o ser humano,
As tantas diferenças entre nós
Gerando a cada passo um novo algoz
E nisto o quanto posso e assim me engano
Enquanto se desfaz em novo plano
O rumo se desdenha mais atroz,
E o tempo se apresenta mais feroz
Causando todo dia um novo dano,
Essencialmente a vida se apresenta
De forma tão venal, mesmo sangrenta
Deixando para trás o quanto dita
A imagem distorcida de um irmão,
O mundo desta forma se faz vão
E a sorte se apresenta mais restrita.
255
A condição dos homens seria lastimável se tivessem de ser domados pelo medo do castigo ou pela esperança de uma recompensa depois da morte.
Albert Einstein
Um Deus que pune e marca cada ser
Com toda a Sua fúria é necessário?
O amor se desenhando num corsário
Traçando sem sentido o bem querer,
E nisto a punição possa trazer
Mudando o rude e ledo itinerário
Transforma o dia a dia em temerário
Caminho sem sentido a percorrer.
Ao mesmo tempo a prenda após a morte
Decerto a tanta gente já conforte,
E traz necessidade de justiça,
E deste imenso prêmio, se alimenta
A louca fantasia mais sedenta
Marcada pelas garras da cobiça.
256
A leitura após certa idade distrai excessivamente o espírito humano das suas reflexões criadoras. Todo o homem que lê de mais e usa o cérebro de menos adquire a preguiça de pensar.
Albert Einstein
O pensamento traça a liberdade
E gera após o caos novo caminho,
E quando neste todo eu me avizinho
Vislumbro o que pudesse em claridade,
Assim enquanto a vida além invade
Deixando para trás cada mesquinho
Momento aonde o todo é mais daninho
Moldando noutro tom, realidade.
Cessando de pensar a morte vem
E deixa para trás com tal desdém
Quem tanto poderia ser diverso,
Vivendo em tal limite nada resta
Senão ao desenhar a curta aresta
Tornando bem menor tal universo.
257
No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade.
Albert Einstein
O quanto se apresenta em dor e pranto
Gerando noutro instante a liberdade
E nisto cada passo agora invade
O tanto noutro fato onde adianto
Meu passo sem temor, medo e quebranto
Gestando dentro da alma a claridade
E nisto se desenha a realidade
Marcando com audácia cada canto;
Em meio aos temporais vejo a saída
Assim se desvendando a nossa vida
Presume a solução em tal tempesta,
Vencendo os descaminhos sigo além
E quando mal percebo o todo vem
E o passo decidido a sorte atesta.
258
Quem nunca errou nunca experimentou nada novo.
Albert Einstein
O medo limitando cada passo
Traduz apenas isso e nada mais,
Quem não provou da vida os vendavais
Expressa o seu caminho sempre escasso,
E quando novo rumo quero e traço
Encontro meus momentos e jamais
Pudesse concordar quando te esvais
Marcando tão somente com cansaço.
Apraz-me conhecer o novo quando
O mundo novamente se regando
Permite o renascer da primavera
Ainda quando estio após já vem,
Da liberdade sigo sempre além
E a vida a cada queda regenera.
259
Existem apenas duas maneiras de ver a vida; Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre.
Albert Einstein
A vida por si só traz o milagre
E nisto eu agradeço a cada instante
O quanto do meu mundo se garante
E sei que meu caminho ora se sagre,
Enquanto o próprio vinho se avinagre
E o tempo se moldando doravante
Mudando este cenário em deslumbrante
Certeza onde deveras nos consagre,
O fato de existir e de poder
Ousar até talvez no bem querer
Gerando nova vida ou novo rumo,
Expressa esta verdade e nada mais
O tempo em dias raros, desiguais
Traçando este momento onde me aprumo.
50260
Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se. Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo.
Albert Einstein
Somente amor traduz a liberdade
E nisto se transforma e se apodera
Domina com certeza a vida fera
E o todo noutra face não degrade
Transforma qualquer sonho em claridade
Matando a cada passo outra quimera,
Assim ao se entranhar já tanto espera
Mudando a mais sutil realidade.
O mundo está nas mãos de quem conhece
O amor e faz da vida tal benesse
Obedecendo sempre ao coração,
Destarte nada teme quem percebe
O encanto deslumbrante desta sebe
Eternizando na alma algum verão.
261
O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de se dominarem a si mesmos.
Albert Schweitzer
O homem feito fera incontrolável
Domina com certeza a Terra inteira
Bem mais do que pudesse ou mesmo queira
Gerando o desalento, deplorável,
O quanto poderia ser arável
Agora se transforma em vã bandeira
E traça imagem rude e traiçoeira
De um tempo noutro engodo demonstrável.
Assim caminha a torpe humanidade
A cada novo passo mais degrade
O todo sem futuro e sem razão,
Matando desde já o que virá
Traçando o desencanto desde já
E nisto se perdendo a direção.
262
A nossa civilização está condenada porque se desenvolveu com mais vigor materialmente do que espiritualmente. O seu equilíbrio foi destruído.
Albert Schweitzer
O passo sem saber onde ancorar
Gerando discordância e nada mais
Não suportando enfim os vendavais
Naufrágio se desenha em alto mar,
O quanto poderia navegar
E o tempo noutros ermos desiguais
Presume o quanto tentas e te esvais
Do senso sem igual a se tornar.
O mundo se transforma e mata o sonho
Trazendo um dia a dia tão medonho
Marcando com terror a humanidade
Destarte nada vendo no futuro
Apenas o vazio eu asseguro
Enquanto a realidade nos degrade.
50263
Só são verdadeiramente felizes aqueles que procuram ser úteis aos outros.
Albert Schweitzer
Felicidade é bem que compartilha
E traça um só caminho para quem
Sabendo do que o mundo ora contém
Desenha com certeza a mesma trilha,
E nisto cada passo logo brilha
Deixando para trás qualquer desdém,
Assíduo caminheiro sempre tem
Supera qualquer queda ou armadilha,
E quando se permite acreditar
No quanto nos sacia o bem de amar
Gestando dentro da alma este infinito,
O mundo se apresenta em tal estágio
Amor trazendo amor e dita em ágio
Imenso o que deveras acredito.
50264
A quem me pergunta se sou pessimista ou otimista, respondo que o meu conhecimento é de pessimista, mas a minha vontade e a minha esperança são de otimista.
Albert Schweitzer
O sonho se permite e nos liberta
E neste desenhar a vida traça
Além da dura imagem mais escassa
A mente deve ser decerto aberta,
E o quanto que virá sempre desperta
E traça em novo tempo o quanto passa
Deixando para trás leda fumaça
Aonde a sorte dita e não deserta.
Uma esperança trama um novo rumo
E neste desenhar eu me acostumo
Tentando um novo prumo em plena paz,
Destarte o caminheiro nada teme
Vencendo esta maré deveras reme
E a vida algum futuro sempre traz.
50265
Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma.
Albert Schweitzer
O envelhecer jamais se vê no rosto
O espelho não traduz o que alma sente
E o tempo noutro tanto não pressente
O quanto com certeza diz desgosto,
E desta forma o passo sendo exposto
Traduz outro momento plenamente
E traça a cada encanto outra semente
O mundo noutro enredo, assim composto.
A vida amadurece quem se dá
E sabe desfrutar deste maná
Tramando no final sabedoria,
Porém quando envilece uma alma rota
Ultrapassando além da última gota
Apenas o vazio se traria.
50266
Não devemos contentar-nos em falar do amor para com o próximo, mas praticá-lo.
Albert Schweitzer
Amor não é somente teoria
É fato e se pratica a todo instante
Somente o quanto quero já garante
Bem mais do que minha alma fantasia,
O gesto mais humano me traria
A sorte como fosse um diamante
E o tempo se moldando doravante
Marcando com ternura o dia a dia,
A vida faz do sonho um alimento
E traça muito além de algum tormento
O quanto se transcende ao próprio sonho,
Amor se aprende sempre o praticando
E o mundo noutro tanto traz o quando
Decerto em plena paz quero e proponho.
50267
A tragédia da vida é o que morre dentro do homem enquanto ele vive
Albert Schweitzer
Não mate uma esperança dentro em ti
E saiba que o futuro diz do grão
E neste caminhar a direção
Traduz o quanto agora presumi,
E sendo de tal forma o que senti
Traçando desde sempre a imensidão
E nisto novos tempos se verão
Ousando no que um dia resumi
Renasce dentro da alma esta alegria
E nela na verdade surgiria
O ser que no final domina o passo
E sinto proveitosa a sorte quando
O mundo noutro encanto se moldando
E nisto novo tempo em mim eu traço.
50268
Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes
Albert Schweitzer
O amar a criação noutro momento
E nisto se permite muito além
Do quanto mesmo a vida nos provém
Gerando o quanto possa o pensamento,
E quando de tal forma amor fomento
Gestando muito mais do que o refém
Do sonho em plenitude e sempre tem
A vida com total discernimento.
O todo se apresenta a cada instante
E assim cada cenário se garante
Apresentando enfim a solução
A sorte se renova a cada passo
E nisto mesmo quando fora escasso
O tempo traz em si a imensidão.
50269
Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única.
Albert Schweitzer
Bem mais do que a palavra um gesto traz
Na coerência o fato mais profundo
E nisto com certeza novo mundo
Traçando o quanto a vida dita em paz
Bem mais do que pudesse ser capaz
O tempo se mostrasse mais fecundo
E tanto poderia quando inundo
Meu sonho de outro tempo mais audaz
O quanto se apresenta na verdade
Gestando dentro em nós o que me invade
Tramando noutro passo o quanto vem
Vencendo com firmeza o dia a dia
Sem ser do destempero algum refém
No amor e na emoção rara alegria.
50270
Não sei qual será o seu destino, mas uma coisa eu sei: os únicos dentre vocês que serão realmente felizes são os que procurarem e encontrarem um meio de Servir.
Albert Schweitzer
O amor é um ato sempre solidário
E neste raro encanto a vida trama
Bem mais do que se fosse mera chama
Moldando com firmeza o itinerário
Embora seja sempre necessário
Ousar além do quanto a vida clama
E ter neste momento o quanto se ama
Jamais se permitindo solitário,
Um passo em consonância gera além
Do quanto na verdade a vida tem
Traçando a plenitude a cada gesto
Destarte ser feliz é permitir
Felicidade imensa no porvir
A quem noutro momento em paz, atesto.
271
Pudesse acreditar noutro caminho
E ver a vida assim como ela fora
A face mais sutil e tentadora
Aonde do tormento me avizinho,
Esbarro a cada passo noutro espinho
E sinto a mão que, outrora protetora
Agora se demonstrar genitora
Do dia mais atroz, mesmo mesquinho;
Revendo os desalinhos sigo em frente
E quanto mais a vida se apresente
Encontro a solução em novo porto,
Aprendo com a dor, e isto se dá
Ainda que pudesse aqui ou lá
Ousar desta esperança um mero aborto.
272
Meu verso não traduz o quanto sentes
E tanto quanto possa resumir
No corte mais atroz, trama o porvir
Em dias tantas vezes penitentes,
Os olhos noutros cantos que frequentes
Os pântanos que eu tente reunir
A sorte sonegando este elixir
A faca se afiando entre meus dentes,
O tempo no vazio me arremete
Apenas carregando um canivete
Enfrento as minhas fúrias. Sensatez?
Ainda quando pude ser feliz
O tempo na verdade contradiz
E todo o meu passado se desfez.
273
Ouvindo a voz de quem jamais esqueço
Pressinto o tempo novo que trará
A sorte desejada e desde já
Amor não mais seria um adereço,
E quantas vezes vejo e reconheço
O passo aonde o nada tocará
A vida sem sentido e moldará
Somente o quanto pude em tal tropeço,
Vestindo a solidão que me legaste
Ainda quando a vida traz desgaste
O pútrido cenário se puindo
O corte sem razão e mesmo aquém
Do todo onde deveras nada tem,
Meu mundo a cada passo descaindo.
274
Ouvindo quem deveras me clamasse
Atento às variantes deste sonho
Aonde cada passo eu recomponho
E nisto a minha sorte sempre ousasse
A vida se apresenta em nova face
E o todo quando tento ou me proponho
Vestindo este cenário mais bisonho
Ainda no vazio me tocasse,
Esqueço cada passo que inda resta
E sei da minha face outrora em festa
Agora mera fresta de um passado
E sinto se esvaindo o quanto pude
Vencer a minha história audaz e rude,
E quando libertado em paz eu brado.
275
Ouvindo o mar tocando a clara areia
A noite se enluara com teu canto
E nisto a cada instante eu adianto
O sonho traduzindo esta sereia,
A sorte que deveras me rodeia
A vida sonegasse o desencanto
E quando me pergunto o todo e o tanto
A luta sem sentido se escasseia.
Espero após a queda o renascer
Da luta desejada ao bel prazer
Marcando com meu sonho o novo dia,
E após a noite em claros tons de prata
Aonde cada passo me arrebata
Manhã ensolarada ressurgia.
276
Ouvindo o teu cantar intensamente
Encontro o meu caminho procurado
E sei do quanto possa e assim invado
O todo aonde a vida se apresente
No corpo desejado e docemente
Bebendo da esperança este legado
Meu canto noutro rumo anunciado
Adentra com firmeza a minha mente,
O quanto racional pudesse ser
Vestindo com ternura o teu prazer
Gerado pelo passo mais infindo,
Esqueço dos meus erros e prossigo
Vivenciando em ti o raro abrigo
E nele um novo mundo; em paz, deslindo...
277
Ouvindo o que pudesse me clamar
Depois de tantos anos, solitário
Amor é muito além do necessário
Vagando sem destino adentrando ar
E sinto a cada raio do luar
O tempo noutro raro itinerário
E o vento dominando o meu fadário
Pudesse simplesmente me encantar,
Escuto a tua voz e sei do quanto
A vida noutro passo e assim garanto
A imensa liberdade que pudera
Depois do longo inverno em vida rude,
Traçar o quanto quero e jamais pude
O renascer em mim da primavera.
278
Ouvindo um violão na madrugada
A sorte se desenha noutro fado
E o quanto deste sonho agora invado
A lua noutra face desenhada,
Enquanto esta esperança adentra a brada
O todo se desenha em tal traçado
Marcando com ternura o desejado
Caminho aonde a vida tanto agrada.
Pressinto após o vento e a tempestade
A vida com brandura e quando agrade
A quem te desejara plenamente,
O mundo se aproxima e me traduz
A imensa claridade, em rara luz
Expondo da esperança esta semente.
279
Ouvindo a velha e doce melodia
De um tempo mais feliz em nossas vidas,
Ainda quando agora tu duvidas
Da sorte que deveras não viria,
Ousando muito além da fantasia
As esperanças ontem já perdidas
As vejo doravante renascidas
E nisto o meu caminho se procria,
Aproximando a sorte de quem tenta
Vencendo com brandura esta tormenta
E nada mais se vendo após o todo,
Amor que na verdade tanto estimo
Supera com audácia o medo, o lodo
Atinge esta montanha em raro cimo.
50280
Ouvindo a voz do tempo e nela sigo
Pousando após o quanto poderia
E sei da imensa luz em alegria
E nisto prosseguindo vou contigo,
Amor servindo sempre como abrigo
A noite com certeza outrora fria
Agora noutro passo me traria
O quanto desejara e até persigo.
Audaciosamente a vida traz além
Do todo quando a sorte nos contém
E gera uma esperança sem igual,
O rumo se aproxima deste encanto
E bebo esta alegria onde garanto
Momento desejado, magistral.
50281
Abrindo o coração a quem viria
Tramando novo sonho sem temores
E quanto mais além querida, fores
Maior será deveras fantasia,
O todo que pudesse em alegria
Trazendo ao paladar raros sabores
Ousando em meu jardim diversas cores
Na florescência rara a cada dia,
Espero a luz imensa que virá
E sei do meu momento e desde já
O tempo se anuncia muito além
Do mais quando se trata deste sonho
E nisto novo passo a ti proponho
E a poesia intensa nos contém.
2
Aprendo com o tempo a desenhar
O olhar de quem se fez maravilhado,
O todo noutro sonho demonstrado
A sorte transformando este lugar,
Nos raios mais diversos de um luar
Aonde com certeza tento e invado
O sonho noutro rumo desenhado
Bebendo em tua boca a me fartar,
Apenas sendo assim o nosso canto
E nisto outro momento em paz garanto
Vencendo os meus tormentos costumeiros,
Apresentando a paz enquanto pude
Tramar ainda viva a juventude
Ao renovar desta alma seus canteiros.
3
Alívios entre guerras e senzalas
As horas se desenham de tal forma
Enquanto a própria vida nos informa
Do quanto sem limites me avassalas,
Adentra o coração, invade as salas
E gera do passado a nova norma
E o todo quando audaz nada deforma
Ainda quando aquém nada me falas,
Esbanjas alegria e sendo assim
O amor domina tudo dentro em mim
E dita este caminho em consonância,
A vida se apodera da esperança
E o passo mais tranquilo já te alcança
No quanto poderia em relevância.
4
Adentro teus caminhos com meu sonho
E bebo cada gole em tua pele
Do quanto ao tanto amor vida compele
E nisto novo tempo em paz proponho,
O mundo que já fora mais bisonho
Agora noutro canto sempre atrele
O rumo e nele o sonho se revele
Marcando o quanto possa e em ti me ponho,
Escalo as cordilheiras da esperança
E o tempo com certeza nos amansa
Deixando para trás o sofrimento,
E quando me espraiando nos teus braços
Os dias mesmo quando são escassos
Traduzem o que agora busco e tento.
5
Aquela que trouxera além do sonho
O quanto quero e mesmo até buscara
Ousando na esperança imensa e rara
Além do que decerto ora proponho,
O dia se mostrara mais risonho
E a sorte noutra face se escancara
Marcando com brandura a noite clara
E a vida noutro rumo em paz eu ponho,
Apresentando a sorte de poder
Vivenciar o todo no prazer
Que possa irradiar em cada olhar
A luta sem descanso, outro momento
E quando com firmeza eu me fomento
Nas ânsias de te ter e te encontrar.
6
Aquém do quanto pude no passado
Agora a vida dita outro momento
E sei do meu caminho enquanto invento
O rumo aonde o todo vi traçado,
O meu cenário sendo assim ousado
Liberta desde já meu pensamento
E quando em teu olhar o acolhimento
Presume o todo enquanto o mundo brado,
Errôneas fantasias; não me dizes
E sei das mais diversas cicatrizes
Deslizes de quem crise sabe bem
O teto da esperança é mais além
E o sonho traduzindo o que contém
Além dos dias vagos de aprendizes.
50287
Aquilo que se fez em tempestade
Agora não permite novo sonho
E o todo se deveras decomponho
Cerceia a cada passo a liberdade
Meu canto noutro rumo enfim se evade
E sei do quanto possa até bisonho
Vagando contra o mar nada proponho
Senão a mais superna claridade,
Olhando para trás eu vejo bem
A vida como fora e quando vem
O tanto quanto quero e nada resta,
Servindo de repasto ao sofrimento
Por vezes outro rumo em vão eu tento
Trazendo dentro da alma a falsa festa.
50288
Aquieta dentro em mim esta esperança
Audaciosamente desenhada
E o quanto do passado ainda brada
Enquanto a vida além sequer avança
O coração depressa não descansa
A sorte noutro rumo diz lufada
E o preço da alegria se degrada
E o manto no final já nada alcança,
Esqueço cada passo e tento ainda
O quanto na verdade não mais blinda
Quem tanto quis além e nada veio,
Seguindo sem saber de algum destino
Aos poucos noutro engodo desatino
E bebo tão somente o vão receio.
50289
Aquece esta alegria um peito aonde
O frio tantas vezes me tomara
E nesta imensidão a noite é rara
E amor a tanto amor já corresponde,
O sonho quando além teima e responde
Gerando dentro em nós o que se ampara
E trama novamente a glória cara
E dela toda a dor enfim se esconde,
Eu bebo em tua boca a sensação
Das noites maviosas que trarão
Cenário feito em paz e, finalmente
Ainda quando o rumo em paz eu tente
Terei o merecido dia em luz,
Assim o meu caminho junto aos teus
Anseios não produz sequer adeus
E o tempo ao eterno nos conduz.
50290
Aquarelas diversas dizem cores
E nelas entranhando esta alegria
Além do que pudera ou mais queria
Seguindo sem sequer ainda opores
Explodem primaveras, raras flores
Regendo com ternura a fantasia
E nisto se presume a melodia
Gerada pelo sonho aonde fores,
Mergulho sem defesa nos teus braços
E os dias quando outrora mais escassos
Agora em profusão trazendo a sorte,
Que tanto desejei a vida inteira
E nisto a cada instante mais te queira
Sabendo neste amor nosso suporte.
50291
Aberto o coração já nada temo
E sei do quanto possa a cada instante
O tempo noutro rumo se agigante
Trazendo ao navegante o barco, o remo,
E quantas vezes sei que em ti me algemo
Vagando sem temor e doravante
O passo com firmeza me adiante
No amor aonde em paz bebo do extremo,
E sito meu cenário no teu passo
E quando noutro momento em luz eu traço
Ousando ser feliz mesmo que a sorte
Não trague nada além do que hoje tenho,
A vida se desenha em raro empenho
E a lida com firmeza nos conforte.
50292
Abrindo este portal do paraíso
O tempo se aproxima e ditando
Um dia com certeza bem mais brando
Aonde com beleza em ti matizo,
A vida se aproxima sem aviso
E o mundo noutro rumo se tornando
Diverso do que outrora fora infando
Perdendo totalmente algum juízo,
Esboços de momentos mais diversos
Agraciando a sorte com os versos
Que esta alma transbordasse a cada instante
Sentindo com ternura o teu perfume
Meu passo para o teu deveras rume
E trama novo tempo fascinante.
50293
Absintos encontrara em cada sonho
Aonde se desenha a paz imensa
E nisto o coração diz recompensa
E trama muito além do que proponho,
O verso na verdade aonde eu ponho
A sorte que decerto me convença
Do quanto cada amor sempre compensa
Quem fora noutro rumo mais tristonho,
A sorte se deslinda a cada olhar
E posso tão somente imaginar
O todo num instante enquanto eu veja
A luta sem descanso e sem ter tréguas
Ainda quando distas tantas léguas
Minha alma se desenha então andeja.
50294
Abrandas com sorrisos os meus dias
E sei do quanto possa além de tudo
E mesmo quando aquém me desiludo
A sorte com certeza moldarias
E nisto se desenha as alegrias
Buscando uma saída se eu transmudo
Meu passo noutro encanto e me amiúdo
Gerando dentro da alma fantasias,
Expondo com sorrisos outros tais
Momentos tantas vezes magistrais
Aproximando em nós a claridade,
O prazo determina o quanto pude
Vencer o descaminho mesmo rude
Enquanto a melodia nos invade.
50295
Abarcas com teus sonhos meu momento
E traças muito além de mera luz
Aonde o meu cenário nos conduz
E nisto se percebe o sentimento
Enquanto outro cenário busco e invento
O todo ao mais exato ora propus
E sei do quanto possa e reproduz
A luta noutro rumo sem tormento,
Meu passo em concordância com o teu
O tempo na verdade já teceu
Eterna melodia em tom sutil,
O quanto se pudera ser feliz
A vida com firmeza enfim nos diz
Do amor que sem surpresa se previu.
50296
Abelha ronda a flor e bebe o sonho
E disto faz a vida em mel e gozo
Caminho tantas vezes caprichoso
Aonde novo encanto eu te proponho,
Vagando pelo mar onde me ponho
E tento neste gesto majestoso
Vencer o descaminho pedregoso
E ter além do céu turvo e medonho,
Brumosa sensação tomando a vida
E quando esta certeza é resumida
Num átimo o tormento enfim afasto,
O tanto que pudera ser diverso
Agora quando tento e em paz disperso
Não deixo mais sequer da dor repasto.
50297
Abranges com teus olhos o futuro
E bebo cada gole aonde eu pude
Traçar com mansa luz a juventude
Aonde todo o sonho eu asseguro,
O mundo que já fora tão escuro
Agora a cada instante se transmude
E mostre tão somente a plenitude
Tornando o dia a dia bem mais puro,
E o fato se transcende noutro rumo
E o quanto do meu mundo em ti resumo
Transforma a sensação a cada passo.
Do todo que num dia se perdeu
O quanto do teu canto agora é meu
E um mundo com beleza em paz eu faço.
50298
Abraços de quem tanto quis um dia
Marcando o meu caminho em consonância
A vida se apresenta em rara estância
E gera dentro em nós tanta harmonia
Pudesse com certeza e te traria
A luta em mais diversa concordância
E nisto se moldando em elegância
Além do que já fora: fantasia.
O quanto se mostrasse noutro passo
E sei do amor deveras sem cansaço
Apenas por prazer e luz em nós
O tempo se desenha muito além
E nisto cada passo ora contém
Um sonho mais feliz em plena voz.
50299
Abrasas com teus lábios minha pele
E nisto me enveredo em teus cabelos
Momentos tão divinos de sabê-los
Aonde a própria vida nos compele
E quando junto a ti meu corpo atrele
Marcando com ternura tais novelos
E deste desenhar buscando tê-los
Os dias mais felizes, amor revele.
O prazo determina a eternidade
Do quanto poderia e sei que invade
O coração de quem te amasse além,
Irmanas com sorrisos cada rito
E o tempo mais audaz eu acredito
Enquanto esta alegria agora vem.
50300
Abrisse este caminho ao raro amor
E neste desenhar a vida passa
Gerando muito além do que a fumaça
No quanto poderia te propor,
Ousando noutro encanto sonhador,
Vestindo o que deveras sempre traça
A sorte resumindo outrora escassa
Agora num caminho redentor.
Aumenta a cada instante este desejo
E nisto o meu futuro agora vejo
Resumo de outro tempo junto a ti,
E quando na verdade eu percebi
O todo em ansiedade e sou feliz
Trazendo nos meus olhos quanto a quis.
"Nada estará perdido enquanto estivermos em busca"
Santo Agostinho
O quanto se procura traz além
De uma esperança e sonho, outra verdade
E o sonho quando tanto em claridade
Determinando o todo que inda vem,
não deixe que se perca o quanto tem
No canto mais audaz, felicidade,
E sigo sem temer a tempestade
Nem mesmo do vazio sou refém,
O passo se completa a cada dia
Na busca que não cesse; uma promessa
Do todo que deveras se confessa
Gerando novo rumo ou mesmo até
Caminha por cenário tão diverso
Nas mãos tu tens a chave do universo
Enquanto desdenhar o mundo em fé.
2
"É melhor saber que ignorar, mas é melhor ignorar que equivocar-se"
Santo Agostinho.
E mesmo que não saiba o que inda venha
No fundo a luta expressa o dia a dia
E nisto tantas coisas poderia
Ainda desenhar em nova senha,
O todo aonde a vida sempre empenha
Marcando com ternura a fantasia
E gera com certeza outra utopia
Embora na verdade não convenha.
O canto se inebria em voz suave
Ou mesmo com certeza não agrave
O quanto se apresenta e tu não vês,
Mas saiba quanto o engano gera o caos,
E destes vãos momentos outros, maus
Negando erroneamente os teus porquês.
3
"A verdade é o alimento da alma"
Santo Agostinho.
O quanto da verdade dita o rumo
De quem se poderia muito além
Do quanto com certeza inda contém
E nisto cada engodo agora assumo,
Sabendo da existência ser o sumo
O todo se transforma sem desdém
E o tanto num momento nos convém
Traçando o quanto quero e mais presumo.
Espero após a luta esta vitória
Somente esta franqueza dita a glória
E gera outro momento em plena paz,
A sorte se desenha pra quem traz
No olhar mais solidário um passo audaz
Mudando com firmeza a sua história.
4
"Ouve-se o eloqüente com prazer. O sábio, ouve-se com proveito"
Santo Agostinho
O quanto que tu dizes nunca é vão
Nem mesmo serve apenas ao deleite
Enquanto novo rumo assim se aceite
Mudando com certeza a direção
O tempo se desenha e desde então
O todo na verdade se aproveite
E marque com ternura o quanto espreite
Tramando outro futuro outra estação.
Não deixe se perder cada momento
Apenas no que possa em ledo vento
Sem ter desta verdade algum sinal,
O cântico mais belo sem sentido
Condena-se decerto ao vago olvido,
Porém o que transmuda é magistral.
5
"Aprende a ignorar se queres chegar a saber"
Santo Agostinho.
O quanto queres ter após o fato
Expressa o que aproveitas do que vês
E sendo a própria vida em seus porquês
Do todo meramente algum retrato
No fundo o quanto quero e até constato
Diverso muitas vezes, não mais crês
E nisto se consiste a sensatez
Enquanto o meu caminho ora resgato.
Aprendo com a queda e com a dor,
Mas sei do quanto possa o professor
Que teima contra a força da verdade,
No tempo que se perde, noutro engodo
Adentra sem sentir o limo e o lodo
E assim de algum saber decerto evade.
6
"A vocação de ensinar é uma vocação perigosa"
Santo Agostinho.
Cuidar com atenção de quem escuta
O quanto se expressasse em tom sombrio,
A vida se traduz em desafio
E nisto muitas vezes segue bruta,
Palavra tem o dom de ser astuta
E quando se perdendo a rota e o fio,
Polui o que pudesse em limpo rio
E gera a sensação de tosca luta.
Tua verdade pode ser exata,
Porém por outra vez já se constata
Miragem tão somente e nada mais,
O vento que tu trazes se acalenta
Às vezes se transforma em tal tormenta
Marcando com terríveis vendavais.
7
"Sou um bom mestre enquanto continuo sendo um aluno"
Santo Agostinho
O mundo é tão mutável quanto possa
Degenerando e após novo gerando
O que deveras segue em novo bando
Expressa esta verdade além da fossa,
E quando de outro rumo a vida apossa
O todo noutro encanto desenhando
Explode o quanto pode desde quando
A certeza absoluta apenas roça.
O ser e o desejar tanto impreciso
No fundo quantas vezes me matizo
E tento ser diverso do passado,
Renovo a cada passo o meu futuro
E quando me sentira mais seguro
Aí é que decerto eu me degrado.
8
"Entender e não agir é perigoso"
Santo Agostinho
Lavar as tuas mãos e permitir
O quanto se apresenta em temerário
Caminho traduzindo este cenário
Negando uma esperança de porvir,
Apenas no vazio prosseguir
Tramando noutro incauto itinerário
O mundo se mostrasse sempre vário,
Porém é necessário se advertir.
Legando ao que virá somente o caos
Traçando estes momentos rudes, maus
Ao se omitir calando ao que desnuda
O quanto poderia em tanta ajuda
É mais que simplesmente covardia,
Agir com consciência e ter certeza
Da força desta imensa correnteza
Aonde o novo tempo surgiria.
9
"Cada um dá do que tem e transpira do que bebe"
Santo Agostinho
O quanto que se espera na verdade
Nem sempre traduzisse o que inda vem,
E nisto não percebo algum desdém
Apenas constatando a realidade,
A vida se enclausura em leda grade
E muitas vezes sigo sempre aquém
Do quanto com certeza me convém
Embora este cenário desagrade.
A sorte tão mutável diz do fato
Aonde com certeza o que constato
Presume tão somente o quanto tenho,
E mesmo que pudesse ser diverso
Resume minha vida no universo
Enquanto alguma imagem desempenho.
50210
"Ama apaixonadamente o conhecimento"
Santo Agostinho.
Aquele que procura a liberdade
Encontra no saber a chave e trama
Além do que pudesse ser a chama
O todo quando dita e o sonho invade,
Meu passo se desenha em claridade
E nisto venço em paz o duro drama
E quando esta certeza o tempo clama
O canto dita o tom desta verdade.
Amar o conhecer e não fechar
As portas ao que possa ainda vir
É ter com precisão cada porvir
E nisto com firmeza caminhar
Após a tempestade outra procela
A vida não sossega e se revela.
50211
"Não queiras entender para crer; crê para que possas entender. Se não crês, não entenderás"
Santo Agostinho
A fé te permitindo a direção
Do passo rumo ao quanto se entendesse
A vida com certeza percebesse
Os dias que deveras se verão
Os tempos noutro fato em precisão
Ainda que outro tom já merecesse
Produzem quanto nunca se esquecesse
Marcando com firmeza a sensação.
Meu dia se transforma plenamente
Na crença aonde o todo se apresente
Sem dúvida ou temor, trazendo a sorte
Do quanto poderia muito além
E sei que na verdade o que contém
Decerto muitas vezes me conforte.
50212
Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.
Aristóteles
O quanto se repete dia a dia
Transforma a nossa imagem e permite
Ultrapassar decerto algum limite
Gerando além do quanto poderia,
Ousar acreditar na fantasia
E nisto cada passo necessite
Do tanto quanto possa e não evite
Nem creia ser somente uma utopia.
Tornar o excepcional uma rotina
Ao mesmo tempo enquanto nos fascina
Determinando além cada fronteira,
E o tanto quanto possa ser assim
Traduz o que melhor reside enfim,
Moldando cada imagem como queira.
50213
Um bom começo é a metade.
Aristóteles
Ninguém conhece o todo e se presume
Além do que pensara noutro enredo
Ao menos na verdade onde procedo
Inatingível sei o imenso cume,
E quantas vezes mesmo até já rume
Ousando no caminho em desenredo
O quanto se aproxima é sempre ledo
Certeza noutro instante já se esfume.
Mutantes, sei que somos e por isso
O todo muito mais do que cobiço
Permite que se veja a claridade,
Porém sendo intocável plenitude
Ainda quando a vida tanto ilude,
Deveras não chegaste; na metade.
50214
A cultura é o melhor conforto para a velhice.
Aristóteles
O quanto tu carregas em tua alma
Traduz o que melhor confortaria
E nisto o dom maior da fantasia
Deveras tantas vezes nos acalma,
O conhecer da sorte, inteira a palma
Gerasse tão somente uma agonia,
Mas quando se pressente em tanta calma
O que noutro momento é ventania
Esboça a realidade e dita o rumo
E quantas vezes teimo e até resumo
Meu passo no sentido mais suave
O manto se desenha em tom mais claro
E o quanto da verdade hoje declaro
Impede que o meu mundo em vão se agrave.
50215
O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança.
Aristóteles
O tempo multiplica cada engano
E gera no final o incontrolável
O quanto poderia ser palpável
Traduz outro momento em ledo dano,
Assim ao desviar do antigo plano
Num canto tantas vezes deplorável
Além do que pudera imaginável
O marco se anuncia desumano.
Ocasos entre medos e fulgores
Da forma que seguires e onde fores
Destarte teu caminho se perdendo,
Não adianta após o farto estrago
Nem mesmo o que decerto inda divago
Tampouco qualquer sorte ou vão remendo.
50216
No fundo de um buraco ou de um poço, acontece descobrir-se as estrelas.
Aristóteles
Por vezes nas entranhas mais profundas
Desta alma se desenha o diamante
E nisto cada passo se agigante
Enquanto da incerteza tu te inundas,
As sendas mais atrozes oriundas
Dos ermos que pensaste num instante
Mudando este cenário doravante
Tramando perla em águas mais inundas.
Das furnas encontramos o tesouro
E assim a vida dita em turbilhão
O quanto poderia em podridão
No fundo é da esperança o nascedouro,
Estrelas refletidas nesta lama,
A sorte em desvario tanto trama.
50217
O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte.
Aristóteles
O quanto da verdade é tão mutável
E nada dita o todo em absoluto
E quando noutro instante eu já reluto
Tentando desvendar o imaginável,
O mundo se apresenta degradável
E o fato se transforma a cada luto
Mortalha no final gerando astuto
Cenário tantas vezes descartável,
A vida é relativa e de tal forma
Enquanto a cada dia se transforma
As normas não repetem dia a dia,
O todo pode ser nada amanhã
A luta na verdade não é vã,
Porém a plenitude, uma utopia...
50218
"A esperança é o sonho do homem acordado."
Aristóteles
O quanto desta vida ainda espero
Presume uma existência e dita além
Do todo que em verdade sempre vem
E nisto não seria mais austero,
Ainda quando o mundo se faz fero
Regido pelas ânsias do desdém,
O tanto com certeza ora provém
Do todo que procuro e mesmo quero,
Uma esperança traz em si o sonho
Gerando o que deveras mais proponho
Resulta noutro rumo em paz ou não,
É como se tocasse este invisível
Caminho tanta vez imprevisível
E dele novos dias surgirão.
50219
O sábio procura a ausência de dor e não o prazer.
Aristóteles
Hedônico fantoche traz na dor
A face desdenhosa da verdade,
E quanto mais o tempo se degrade
O tanto se reflete sem louvor,
A força se proclama em desamor?
A noite que impedisse a claridade
Matando em nascedouro a liberdade
Impede o bom perfume de uma flor,
O ser sutil expressa a luz em nós
E apenas o prazer se faz feroz
Tomando o pensamento plenamente,
E quando se renega esta aliança
A vida no vazio ora se lança
E a própria imprecisão tudo desmente.
50220
Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura.
Aristóteles
O quanto da loucura se permite
Além de traduzir conhecimento
Expressa o que deveras dita invento
Ultrapassado enfim qualquer limite,
Ainda que deveras se acredite
No quanto da palavra diz fomento
A dúvida presume este alimento
Do qual o perceber já necessite,
Lunático ou talvez mais genial,
Apenas tão somente desigual
Deste senso comum e sem magia,
O quanto se renega e se destrói
O tempo com certeza já corrói
E o novo após a morte volta e cria.
50221
Vou-lhe dizer um grande segredo, meu caro. Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias.
Albert Camus
A cada novo dia se prepara
Na ação, na correção e pensamento
Ao fim que diga sempre em julgamento
Sem medo do que houver nesta seara
A sorte de tal forma se declara
E nisto novo tempo diz alento
Negando por princípio o sofrimento,
E a vida prosseguindo após, mais clara.
No fato deste amar cotidiano
O quanto vencerás sem ter engano
O caos com a total serenidade,
Presume que afinal sigas liberto
Jamais verás em volta este deserto
Sabendo desde sempre a liberdade.
50222
Quando procuro o que há de fundamental em mim, é o gosto da felicidade que eu encontro.
Albert Camus
O ser feliz é tudo o quanto almejo,
Fundamental caminho em redenção,
Os dias mais diversos me trarão
Bem mais do que pudesse algum desejo.
Livrando o coração do medo, e pejo,
Levando com firmeza a embarcação
Ousando em pensamento no timão
Traçando o que afinal tento e prevejo.
Felicidade dita o meu destino
E sei que de tal forma me fascino
Produto da emoção e da alegria,
Por mais que a vida trague alguma dor,
Percebo num amor o redentor
Caminho onde deveras trilharia.
50223
Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade.
Albert Camus
Bem mais do que saber e ser amado,
É ter no amor imenso uma bandeira
E mesmo quando a vida não te queira
O tempo noutro rumo anunciado,
Nos ermos do sentir agora invado
E tendo com certeza a imensa e inteira
Certeza de saber quão verdadeira
A luta pela qual eu sempre brado.
Amar é conhecer felicidade
E nisto cada sonho sempre agrade,
Mesmo que não se torne enfim real,
Dos antros solitários imagino
O tempo em tom suave e cristalino,
Até quando não é consensual.
50224
A imaginação oferece às pessoas consolação por aquilo que não podem ser e humor por aquilo que efectivamente são.
Albert Camus
Vagar entre os diversos pensamentos
Buscando algum momento aonde eu pude
Vencer o meu caminho, mesmo rude
Gerando no final; raros alentos,
E quanto mais distantes sofrimentos
Maior a sensação inda que ilude
Em plena seca/estio neste açude
Encontro da emoção seus alimentos.
Imaginário porto me consola
Embora na verdade o quanto assola
Expressa este vazio quase hilário,
O sonho renegando tal degola
Eu sei que é muito mais que necessário,
Aplaca qualquer rumo temerário.
50225
Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro.
Albert Camus
O quanto se traduz em liberdade
No fato de tentar se descobrir
Gerando com certeza outro porvir
E dele mergulhando em claridade,
Ainda quando a sorte não degrade
O passo no final ao resumir
O tanto quanto possa permitir
Sem ter um descaminho onde se evade.
Uma alma se liberta quando sonha
E vive além da cena que enfadonha
Tornasse corriqueiro o dia a dia,
Neste infinito vivo dentro em nós
O procurar saber ditando a foz
Alçando a mais completa fantasia.
50226
A grandeza do homem consiste na sua decisão de ser mais forte que a condição humana.
Albert Camus
Ao superar as vãs limitações
Que a própria natureza nos impinge
É como desvendar a velha esfinge
Aonde o quanto segues ora expões.
E tendo dentro da alma os turbilhões
Nos quais o pensamento ora se tinge
Além do que procura sempre atinge
Floradas renascendo aos borbotões.
Não se limite apenas ao plausível
Ser infinito é mais do que possível
Num pensamento livre, sem fronteiras
Destarte conseguindo ser maior
Do que já se percebe e até de cor
Ou mesmo superar o que tu queiras.
50227
O homem não é nada em si mesmo. Não passa de uma probabilidade infinita. Mas ele é o responsável infinito dessa probabilidade.
Albert Camus
O quanto se é possível na verdade
Já não conhece algum limite em vida
E sendo todo dia sempre urdida
A estrada que conduz à liberdade
Ousando muito além do que se evade
A luta com certeza é construída
No dia a dia e vejo o que lapida
Gerando nova possibilidade.
O ser que não tem fim traduz o quanto
Após algum momento até garanto
Vencendo os meus temores costumeiros,
E ter este caminho à minha frente
No qual e pelo qual tanto se tente
É como a florescência em meus canteiros.
50228
O heroísmo de pouco vale, a felicidade é mais difícil.
Albert Camus
O ser feliz é tudo o quanto almeja
Uma alma que liberta-se do vago
Caminho; aonde apenas mal divago
E sei do quanto a vida se deseja,
A luta noutro rumo sempre seja
Destarte o quanto quero e assim me afago
Ousando noutro tempo, sei que trago
A sorte tantas vezes mais andeja.
Pudesse adivinhar qualquer alento
Embora na verdade sempre tento
Fazer sem heroísmos dia a dia,
Amar e ter nas mãos o meu futuro
É tudo o quanto e mais procuro
Sabendo que isto sim tem mais valia.
50229
Não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento.
Albert Camus
Já nada justifica esta tortura
Que impinges, indefesos aprendizes
E quando no final já contradizes
Tentando descontar tanta amargura,
A mão que açoita nunca traz a cura,
E gera tão somente outros deslizes
Mudando este cenário de matizes
Traduz no fim de tudo esta loucura.
No olhar tão temeroso da criança
A vida se perdendo em esperança
Gerando novo monstro ou incapaz.
Imagem tua própria, refletida
Marcando em cicatrizes toda a vida,
Tornando sem sentido amor e paz.
50230
Revolto-me, logo existo.
Albert Camus
Ainda trago em mim capacidade
De ter esta revolta e isto liberta
Palavra tantas vezes mais deserta
E nisto outro sentido se degrade,
Não posso suportar jamais a grade,
E mesmo a solidão enfim me alerta
Do quanto a própria luz ora desperta
Quem vive com temor, sem claridade,
Ao crer possível novo dia em paz
Eu vejo da verdade onde se faz
A luta que não cessa nem desisto,
O manto que recobre o meu caminho
Gerando por si mesmo onde me alinho,
Traduz maior razão por que eu existo.
50231
O que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência de si mesma.
Abraham Maslow
O espelho traduzindo quem tu és
Mudando esta visão tão distorcida
Do que julgaras antes tua vida
E nisto se permite outro viés
O tanto quanto possa sem galés
Vencer a luta há tanto sendo urdida
E quando a própria sorte é construída
Ousando conhecer cada revés.
Aos poucos já desnudo se transmuda
E desta forma a sorte dita ajuda
Moldando na verdade o que virá,
Não temas o te olhares frente a frente
Destarte esta visão mais transparente
É tudo o que talvez; já restará.
50232
A ciência é o grande antídoto do veneno do entusiasmo e da superstição.
Adam Smith
O quanto se aprendendo dia a dia
Permite no final felicidade,
O sonho de viver a liberdade
Possível caminhar onde se via
Além do que pudera a fantasia
Singrar com mais fervor realidade,
E o todo se transforma enquanto agrade
A luta sem temor, nem utopia.
Gerando após o caos; nova vertente
E nisto com certeza se apresente
Quem sabe a solução. Alternativa?
Uma alma libertária traduzindo
O quanto se mostrasse mais infindo,
Vencendo a sensação de ser cativa.
50233
O que parece o auge do absurdo numa geração, muitas vezes torna-se o auge da sensatez na seguinte.
Adlai Stevenson
Renova-se decerto o pensamento
E neste ser mutável que nós somos
Fatias tão diversas, outros gomos
Toando como fosse algum alento
Exposto ao que virá em novo vento,
Matando o quanto outrora nós já fomos
É como o refazer de velhos tomos
Gerando no final outro momento.
E saiba renovar-se com o tempo
Assim já não verás qual contratempo
O dia no seu raro amanhecer,
O tempo se traduz a cada instante
O novo se apresente e me garante
Diversa maravilha no meu ser.
50234
O poder corrompe, mas a falta de poder corrompe absolutamente.
Adlai Stevenson
O não poder nem mesmo decidir
O quanto, quando e como conceber
O libertário rumo do teu ser
Negando desde sempre algum porvir,
Não tendo noutro rumo a presumir
E nisto não se crer no teu poder
Vagando sem sentido e se perder
Corrompe o sentimento e o que há de vir.
A liberdade dita esta certeza
E vence com fervor qualquer surpresa,
Gestando o que virá em novo dia,
E assim ao decidires teu futuro
Um passo com firmeza, mais seguro
A vida no final conheceria.
50235
"A imprensa separa o joio do trigo. E publica o joio".
Adlai Stevenson
A dor atrai bem mais do que o sorriso,
E nisto se acredita plenamente,
O quanto na verdade já se atente
Enquanto noutro rumo em vão matizo
O tempo dita além em prejuízo
Do todo onde se invade a nossa mente,
E quando a luta mostra este inclemente
Caminho feito em medo e em vão granizo.
O mundo mais grisalho, mundo cão
Chamando muito além tua atenção
Do que pudesse ser quando tranquilo,
Assim o fel desta alma se alimenta
Vivendo tão somente da sangrenta
Noção tão desumana que destilo.
50236
Não é fácil encontrar a felicidade em nós mesmos e é impossível encontrá-la em outro lugar
Agnes Repplier
Felicidade, um raro diamante
Que existe em nossos ermos tão somente
E quanto mais achá-la já se tente
O passo se transforma num instante
E o nada no final isto garante
Marcando como fosse uma semente
E nisto se pudera plenamente
Seguir outro caminho doravante,
Além da gema rara, o lapidar
É feito com ternura e com vagar
Ousando muitas vezes, destemor.
Destarte ao se entregar sem mais segredos
Os dias envolvendo em seus enredos
Permitem no final raro compor.
50237
A tecnologia só é tecnologia para quem nasceu antes dela ter sido inventada.
Alan Kay
O novo só se dá quando o passado
Ainda vivo trago na memória
Assim ao renovar a velha história
Caminhos do futuro agora invado,
E quando no final em ledo brado
O tempo se mostrando em tanta glória
Gerasse noutro rumo a merencória
Noção do que se veja ultrapassado.
O rústico cenário se apresenta
Deixando para trás qualquer tormenta
E o novo vicejar nos toma inteiro,
Quem sabe do que veio ou que virá
No fundo percebendo aqui ou lá
O renascer diverso do canteiro.
50238
A imaginação é mais importante que o conhecimento.
Albert Einstein
O quanto se liberta em pensamento
Permite muito além do que se pensa,
A vida se tornando sempre imensa
Enquanto outro caminho agora invento,
Presume mais sutil tal provimento
E nisto se apresenta a recompensa
Ousando ter bem mais do que esta intensa
Certeza onde se dá conhecimento,
O passo limitado de quem anda
Perante a imensidão de quem revoa
Sendo imaginação rara canoa
O sonho se desenha além demanda
E traz este infinito para nós
Jamais reconhecendo qualquer foz.
50239
A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.
Albert Einstein
O quanto se liberta em pensamento
Gerando um novo ser superior
E nisto se desenha o raro amor
Enquanto outro caminho agora alento,
Esparso delirar enfrenta o vento
E traça o quanto pode redentor
Vibrando a cada instante onde se por
Gestando com ternura outro momento.
Quem abre a sua vida ao que virá
E nisto descobrindo este maná
Que tanto na verdade me alimenta
Jamais retornará desta viagem
Torna possível crer numa miragem
Paisagem vislumbrada além tormenta.
50240
A tradição é a personalidade dos imbecis.
Albert Einstein
Quem não abrindo o peito ao que virá
Presume ser o dono da verdade
Ao mesmo tempo enquanto se degrade
Jamais outro momento brilhará,
E tendo desta forma desde já
O que julgasse ser a eternidade
Renega de outro sol a claridade
E nunca noutra estrada trilhará,
Não ver o quanto vem e se aproxima
Mantendo inabalável velho clima
Estima tanto o morto que sonega
A vinda do futuro e foge disto,
Se errôneo caminhar ainda insisto
A vida se desenha muda e cega.
50241
O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.
Albert Einstein
Pior do que esta ação; tenha a certeza
É na verdade o quanto não mais viço
E sei do caminhar em movediço
Cenário aonde a vida se faz presa,
O tanto quanto pode a correnteza
Gerando outro momento mais mortiço,
O fato de se ver bem mais omisso
Gestando no final a leda empresa.
Enquanto se é venal e assim desnuda
Uma alma aonde o nada dita ajuda
Permite alguma sorte mais diversa,
Degrau apodrecido de uma escada
A sorte tantas vezes malfadada
Somente para a queda, assim se versa.
50242
O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.
Albert Einstein
O tempo dita o quanto se é possível
Somente com a força do trabalho
O quanto noutro instante se batalho
Tornando cada sonho mais plausível,
Assim ao se entranhar neste visível
Caminho aonde o todo agora espalho
Ainda sendo o mundo bem mais falho
Moldando com certeza um novo nível,
O passo se apresenta com firmeza
A quem vencera sempre a correnteza
Sem medos, simplesmente com a luta.
A força se transforma plenamente
Enquanto este cenário persistente
Sem conhecer descanso, não reluta.
50243
Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.
Albert Einstein
Ainda que pudesse ser diverso
Do quanto se apresenta a cada dia,
A nossa realidade e a fantasia
Gestando no vazio este universo
E quando o meu caminho ora disperso
E o tempo na verdade não adia
Mergulho muito mais que poderia
Ousando com certeza neste verso,
A plena sensação de um novo olhar
Desenha o quanto pude navegar
Sabendo do infinito ou mesmo além,
Mas quando vejo a nossa estupidez
Além do que deveras já se fez
Limite, com certeza, isto não tem.
50244
Detesto, de saída, quem é capaz de marchar em formação com prazer ao som de uma banda. Nasceu com cérebro por engano; bastava-lhe a medula espinhal.
Albert Einstein
O fato de ter sempre a mesma face
Impede o quanto possa ser liberto
E quando a imensidão dita o deserto
O todo noutro rumo desenhasse,
Marcando o que deveras demonstrasse
Ainda sem olhar sequer aberto,
O prazo determina e não desperto
Fechado neste mundo em tal impasse.
Quando é preciso originalidade
O ritmo consonante já degrade
O passo libertário e te asseguro
Apenas o vazio ou nada além
Matando o quanto esta alma ainda tem
Negando desde já qualquer futuro.
50245
O estudo em geral, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido ficar crianças toda a vida.
Albert Einstein
O eterno desenhar de uma procura
Sem ter uma resposta que defina
Abrindo do futuro outra cortina
E nisto se desenha com ternura,
A sorte de tal forma além perdura
E faz desta alma eterna qual menina
Ousando muito mais que determina
Gestando o quanto quero e se assegura.
Buscar uma resposta ou mesmo até
Acreditar no sonho e ter a fé
De um novo amanhecer bem mais diverso
Ousando ter nas mãos a imensidão
Em dias renováveis se trarão
As tantas direções deste universo.
50246
O homem erudito é um descobridor de fatos que já existem - mas o homem sábio é um criador de valores que não existem e que ele faz existir.
Albert Einstein
Sabedoria é mais que desvendar
Segredos que se escondem, na verdade
O tempo delimita a claridade
E nisto a qualquer hora irá mostrar,
O todo noutro passo a se moldar
Ainda se presume em liberdade
Ousando enquanto a sorte nos invade
E gesta o que pudesse em novo olhar.
O sábio com certeza vendo além
Do quanto poderia e mesmo tem
Escora cada passo rumo ao todo,
E mesmo o que talvez se pressupondo
Aos poucos noutro senso vai expondo
E se permite sempre ao ledo engodo.
50247
Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.
Albert Einstein
A vida se renova e na verdade
Ainda se resume no passado,
E o quanto do meu sonho agora invado
Matando o que deveras não agrade,
O mundo se algemando em tola grade
Vivendo tão somente este engradado
E nisto tantas vezes renegado
O todo quando aos poucos tudo evade.
Irônicos caminhos, mesmo espaço
E assim ainda vejo o velho traço
No escasso amanhecer aonde eu pude
Tentar em novo dia o mesmo engano,
E quando se percebe o mais profano
Desenho repetindo uma atitude.
50248
Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior.
Albert Einstein
Aprisionados entre os tantos meios
Já não conheceremos liberdade,
Apenas o que tanto em claridade
Adentra sem sentido noutros veios,
Os dias entre tantos são alheios
Ao quanto poderia e se degrade,
Apresentando interna/externa grade
Os erros entre sonhos e receios,
O grito libertário não resiste
E aponta este caminho ainda em riste
E nele esta prisão que me acorrenta
Apenas desejando um novo dia,
Um passo para além sendo utopia,
A vida se apresenta em vã tormenta.
50249
O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado.
Albert Einstein
Embora mais diversos nós sejamos
A vida permitindo o mesmo passo
Gerando com certeza o quanto traço
E nisto se mantendo os vários ramos,
Um mundo sem ter servos, donos, amos,
O todo se regendo num compasso
Aonde o quanto possa tento e faço
E nesse desenhar nos entranhamos,
Os atos consonantes, pensamentos
Diversos se mostrando em tais momentos
Apresentando assim democracia
E dela todos nós no mesmo plano
E mesmo quando ausente o soberano
A sorte desigual? Mesma valia...
250
O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego.
Albert Einstein
Liberte-se do quanto a vida dita
E trace com certeza outro futuro
Aonde cada passo eu asseguro
E a sorte na verdade é mais bonita,
O canto quando encanto necessita
De um tempo mais audaz, e mesmo escuro
Cenário se apresenta sobre um muro
Na luta sendo até mera e finita.
O rumo se desenha dia a dia
E nisto se aproxima o que traria
No olhar outro cenário mais suave,
Não faça do egoísmo um aliado,
O canto noutro rumo desenhado
Aos poucos superasse o ledo entrave.
251
A ciência sem a religião é coxa, a religião sem a ciência é cega.
Albert Einstein
A soma do sonhar e do saber
Traduz a eternidade e gera além
Do quanto da verdade nos convém
Gestando desde sempre este prazer,
O todo se aproxima do querer
E nisto não se crendo no desdém
Não posso de tal forma ser refém
Do quanto poderia conceber,
Sem nexo, sem sentido e sem razão
Enquanto novos tempos mostrarão
O fato que julgara ser disperso,
Assim também somente esta ciência
Não gera o conhecer. Na convivência
Expressa a dimensão deste universo.
252
Eu nunca penso no futuro. Ele não tarda a chegar.
Albert Einstein
Não tema o que virá, inevitável,
E nisto a vida traz a cada passo
O quanto do passado me desfaço
E gero noutro caminho mais tocável,
A sorte desenhada até potável
O vento se mostrando aonde escasso
Cenário se apresenta a cada traço
E nisto sei do todo demonstrável.
O rumo não retorna, nem sequer
Ainda quando o todo se quiser
Permite qualquer luta sem sentido,
O tanto quanto possa se apresenta
E vence ou mesmo invade esta tormenta
Num jogo; há tanto tempo decidido.
253
A luta pela verdade deve ter precedência sobre todas as outras.
Albert Einstein
Verdade nos liberta e nos redime
E traça além do quanto poderia
Ousando muito mais no dia a dia
Gerando este cenário em paz, sublime,
Ainda quando a vida nos estime
Ou mesmo noutra face em utopia
Gestasse com ternura a fantasia
O passo com firmeza não se oprime.
Vencer os teus temores; prosseguindo
Num tempo mais feliz, portanto lindo
Acrescentando à vida um pouco além,
Sem nada que temer na intensa luta
Aonde cada passo não reluta
E traz a liberdade que convém.
254
Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade.
Albert Einstein
Deixando para trás o ser humano,
As tantas diferenças entre nós
Gerando a cada passo um novo algoz
E nisto o quanto posso e assim me engano
Enquanto se desfaz em novo plano
O rumo se desdenha mais atroz,
E o tempo se apresenta mais feroz
Causando todo dia um novo dano,
Essencialmente a vida se apresenta
De forma tão venal, mesmo sangrenta
Deixando para trás o quanto dita
A imagem distorcida de um irmão,
O mundo desta forma se faz vão
E a sorte se apresenta mais restrita.
255
A condição dos homens seria lastimável se tivessem de ser domados pelo medo do castigo ou pela esperança de uma recompensa depois da morte.
Albert Einstein
Um Deus que pune e marca cada ser
Com toda a Sua fúria é necessário?
O amor se desenhando num corsário
Traçando sem sentido o bem querer,
E nisto a punição possa trazer
Mudando o rude e ledo itinerário
Transforma o dia a dia em temerário
Caminho sem sentido a percorrer.
Ao mesmo tempo a prenda após a morte
Decerto a tanta gente já conforte,
E traz necessidade de justiça,
E deste imenso prêmio, se alimenta
A louca fantasia mais sedenta
Marcada pelas garras da cobiça.
256
A leitura após certa idade distrai excessivamente o espírito humano das suas reflexões criadoras. Todo o homem que lê de mais e usa o cérebro de menos adquire a preguiça de pensar.
Albert Einstein
O pensamento traça a liberdade
E gera após o caos novo caminho,
E quando neste todo eu me avizinho
Vislumbro o que pudesse em claridade,
Assim enquanto a vida além invade
Deixando para trás cada mesquinho
Momento aonde o todo é mais daninho
Moldando noutro tom, realidade.
Cessando de pensar a morte vem
E deixa para trás com tal desdém
Quem tanto poderia ser diverso,
Vivendo em tal limite nada resta
Senão ao desenhar a curta aresta
Tornando bem menor tal universo.
257
No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade.
Albert Einstein
O quanto se apresenta em dor e pranto
Gerando noutro instante a liberdade
E nisto cada passo agora invade
O tanto noutro fato onde adianto
Meu passo sem temor, medo e quebranto
Gestando dentro da alma a claridade
E nisto se desenha a realidade
Marcando com audácia cada canto;
Em meio aos temporais vejo a saída
Assim se desvendando a nossa vida
Presume a solução em tal tempesta,
Vencendo os descaminhos sigo além
E quando mal percebo o todo vem
E o passo decidido a sorte atesta.
258
Quem nunca errou nunca experimentou nada novo.
Albert Einstein
O medo limitando cada passo
Traduz apenas isso e nada mais,
Quem não provou da vida os vendavais
Expressa o seu caminho sempre escasso,
E quando novo rumo quero e traço
Encontro meus momentos e jamais
Pudesse concordar quando te esvais
Marcando tão somente com cansaço.
Apraz-me conhecer o novo quando
O mundo novamente se regando
Permite o renascer da primavera
Ainda quando estio após já vem,
Da liberdade sigo sempre além
E a vida a cada queda regenera.
259
Existem apenas duas maneiras de ver a vida; Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre.
Albert Einstein
A vida por si só traz o milagre
E nisto eu agradeço a cada instante
O quanto do meu mundo se garante
E sei que meu caminho ora se sagre,
Enquanto o próprio vinho se avinagre
E o tempo se moldando doravante
Mudando este cenário em deslumbrante
Certeza onde deveras nos consagre,
O fato de existir e de poder
Ousar até talvez no bem querer
Gerando nova vida ou novo rumo,
Expressa esta verdade e nada mais
O tempo em dias raros, desiguais
Traçando este momento onde me aprumo.
50260
Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se. Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo.
Albert Einstein
Somente amor traduz a liberdade
E nisto se transforma e se apodera
Domina com certeza a vida fera
E o todo noutra face não degrade
Transforma qualquer sonho em claridade
Matando a cada passo outra quimera,
Assim ao se entranhar já tanto espera
Mudando a mais sutil realidade.
O mundo está nas mãos de quem conhece
O amor e faz da vida tal benesse
Obedecendo sempre ao coração,
Destarte nada teme quem percebe
O encanto deslumbrante desta sebe
Eternizando na alma algum verão.
261
O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de se dominarem a si mesmos.
Albert Schweitzer
O homem feito fera incontrolável
Domina com certeza a Terra inteira
Bem mais do que pudesse ou mesmo queira
Gerando o desalento, deplorável,
O quanto poderia ser arável
Agora se transforma em vã bandeira
E traça imagem rude e traiçoeira
De um tempo noutro engodo demonstrável.
Assim caminha a torpe humanidade
A cada novo passo mais degrade
O todo sem futuro e sem razão,
Matando desde já o que virá
Traçando o desencanto desde já
E nisto se perdendo a direção.
262
A nossa civilização está condenada porque se desenvolveu com mais vigor materialmente do que espiritualmente. O seu equilíbrio foi destruído.
Albert Schweitzer
O passo sem saber onde ancorar
Gerando discordância e nada mais
Não suportando enfim os vendavais
Naufrágio se desenha em alto mar,
O quanto poderia navegar
E o tempo noutros ermos desiguais
Presume o quanto tentas e te esvais
Do senso sem igual a se tornar.
O mundo se transforma e mata o sonho
Trazendo um dia a dia tão medonho
Marcando com terror a humanidade
Destarte nada vendo no futuro
Apenas o vazio eu asseguro
Enquanto a realidade nos degrade.
50263
Só são verdadeiramente felizes aqueles que procuram ser úteis aos outros.
Albert Schweitzer
Felicidade é bem que compartilha
E traça um só caminho para quem
Sabendo do que o mundo ora contém
Desenha com certeza a mesma trilha,
E nisto cada passo logo brilha
Deixando para trás qualquer desdém,
Assíduo caminheiro sempre tem
Supera qualquer queda ou armadilha,
E quando se permite acreditar
No quanto nos sacia o bem de amar
Gestando dentro da alma este infinito,
O mundo se apresenta em tal estágio
Amor trazendo amor e dita em ágio
Imenso o que deveras acredito.
50264
A quem me pergunta se sou pessimista ou otimista, respondo que o meu conhecimento é de pessimista, mas a minha vontade e a minha esperança são de otimista.
Albert Schweitzer
O sonho se permite e nos liberta
E neste desenhar a vida traça
Além da dura imagem mais escassa
A mente deve ser decerto aberta,
E o quanto que virá sempre desperta
E traça em novo tempo o quanto passa
Deixando para trás leda fumaça
Aonde a sorte dita e não deserta.
Uma esperança trama um novo rumo
E neste desenhar eu me acostumo
Tentando um novo prumo em plena paz,
Destarte o caminheiro nada teme
Vencendo esta maré deveras reme
E a vida algum futuro sempre traz.
50265
Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma.
Albert Schweitzer
O envelhecer jamais se vê no rosto
O espelho não traduz o que alma sente
E o tempo noutro tanto não pressente
O quanto com certeza diz desgosto,
E desta forma o passo sendo exposto
Traduz outro momento plenamente
E traça a cada encanto outra semente
O mundo noutro enredo, assim composto.
A vida amadurece quem se dá
E sabe desfrutar deste maná
Tramando no final sabedoria,
Porém quando envilece uma alma rota
Ultrapassando além da última gota
Apenas o vazio se traria.
50266
Não devemos contentar-nos em falar do amor para com o próximo, mas praticá-lo.
Albert Schweitzer
Amor não é somente teoria
É fato e se pratica a todo instante
Somente o quanto quero já garante
Bem mais do que minha alma fantasia,
O gesto mais humano me traria
A sorte como fosse um diamante
E o tempo se moldando doravante
Marcando com ternura o dia a dia,
A vida faz do sonho um alimento
E traça muito além de algum tormento
O quanto se transcende ao próprio sonho,
Amor se aprende sempre o praticando
E o mundo noutro tanto traz o quando
Decerto em plena paz quero e proponho.
50267
A tragédia da vida é o que morre dentro do homem enquanto ele vive
Albert Schweitzer
Não mate uma esperança dentro em ti
E saiba que o futuro diz do grão
E neste caminhar a direção
Traduz o quanto agora presumi,
E sendo de tal forma o que senti
Traçando desde sempre a imensidão
E nisto novos tempos se verão
Ousando no que um dia resumi
Renasce dentro da alma esta alegria
E nela na verdade surgiria
O ser que no final domina o passo
E sinto proveitosa a sorte quando
O mundo noutro encanto se moldando
E nisto novo tempo em mim eu traço.
50268
Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes
Albert Schweitzer
O amar a criação noutro momento
E nisto se permite muito além
Do quanto mesmo a vida nos provém
Gerando o quanto possa o pensamento,
E quando de tal forma amor fomento
Gestando muito mais do que o refém
Do sonho em plenitude e sempre tem
A vida com total discernimento.
O todo se apresenta a cada instante
E assim cada cenário se garante
Apresentando enfim a solução
A sorte se renova a cada passo
E nisto mesmo quando fora escasso
O tempo traz em si a imensidão.
50269
Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única.
Albert Schweitzer
Bem mais do que a palavra um gesto traz
Na coerência o fato mais profundo
E nisto com certeza novo mundo
Traçando o quanto a vida dita em paz
Bem mais do que pudesse ser capaz
O tempo se mostrasse mais fecundo
E tanto poderia quando inundo
Meu sonho de outro tempo mais audaz
O quanto se apresenta na verdade
Gestando dentro em nós o que me invade
Tramando noutro passo o quanto vem
Vencendo com firmeza o dia a dia
Sem ser do destempero algum refém
No amor e na emoção rara alegria.
50270
Não sei qual será o seu destino, mas uma coisa eu sei: os únicos dentre vocês que serão realmente felizes são os que procurarem e encontrarem um meio de Servir.
Albert Schweitzer
O amor é um ato sempre solidário
E neste raro encanto a vida trama
Bem mais do que se fosse mera chama
Moldando com firmeza o itinerário
Embora seja sempre necessário
Ousar além do quanto a vida clama
E ter neste momento o quanto se ama
Jamais se permitindo solitário,
Um passo em consonância gera além
Do quanto na verdade a vida tem
Traçando a plenitude a cada gesto
Destarte ser feliz é permitir
Felicidade imensa no porvir
A quem noutro momento em paz, atesto.
271
Pudesse acreditar noutro caminho
E ver a vida assim como ela fora
A face mais sutil e tentadora
Aonde do tormento me avizinho,
Esbarro a cada passo noutro espinho
E sinto a mão que, outrora protetora
Agora se demonstrar genitora
Do dia mais atroz, mesmo mesquinho;
Revendo os desalinhos sigo em frente
E quanto mais a vida se apresente
Encontro a solução em novo porto,
Aprendo com a dor, e isto se dá
Ainda que pudesse aqui ou lá
Ousar desta esperança um mero aborto.
272
Meu verso não traduz o quanto sentes
E tanto quanto possa resumir
No corte mais atroz, trama o porvir
Em dias tantas vezes penitentes,
Os olhos noutros cantos que frequentes
Os pântanos que eu tente reunir
A sorte sonegando este elixir
A faca se afiando entre meus dentes,
O tempo no vazio me arremete
Apenas carregando um canivete
Enfrento as minhas fúrias. Sensatez?
Ainda quando pude ser feliz
O tempo na verdade contradiz
E todo o meu passado se desfez.
273
Ouvindo a voz de quem jamais esqueço
Pressinto o tempo novo que trará
A sorte desejada e desde já
Amor não mais seria um adereço,
E quantas vezes vejo e reconheço
O passo aonde o nada tocará
A vida sem sentido e moldará
Somente o quanto pude em tal tropeço,
Vestindo a solidão que me legaste
Ainda quando a vida traz desgaste
O pútrido cenário se puindo
O corte sem razão e mesmo aquém
Do todo onde deveras nada tem,
Meu mundo a cada passo descaindo.
274
Ouvindo quem deveras me clamasse
Atento às variantes deste sonho
Aonde cada passo eu recomponho
E nisto a minha sorte sempre ousasse
A vida se apresenta em nova face
E o todo quando tento ou me proponho
Vestindo este cenário mais bisonho
Ainda no vazio me tocasse,
Esqueço cada passo que inda resta
E sei da minha face outrora em festa
Agora mera fresta de um passado
E sinto se esvaindo o quanto pude
Vencer a minha história audaz e rude,
E quando libertado em paz eu brado.
275
Ouvindo o mar tocando a clara areia
A noite se enluara com teu canto
E nisto a cada instante eu adianto
O sonho traduzindo esta sereia,
A sorte que deveras me rodeia
A vida sonegasse o desencanto
E quando me pergunto o todo e o tanto
A luta sem sentido se escasseia.
Espero após a queda o renascer
Da luta desejada ao bel prazer
Marcando com meu sonho o novo dia,
E após a noite em claros tons de prata
Aonde cada passo me arrebata
Manhã ensolarada ressurgia.
276
Ouvindo o teu cantar intensamente
Encontro o meu caminho procurado
E sei do quanto possa e assim invado
O todo aonde a vida se apresente
No corpo desejado e docemente
Bebendo da esperança este legado
Meu canto noutro rumo anunciado
Adentra com firmeza a minha mente,
O quanto racional pudesse ser
Vestindo com ternura o teu prazer
Gerado pelo passo mais infindo,
Esqueço dos meus erros e prossigo
Vivenciando em ti o raro abrigo
E nele um novo mundo; em paz, deslindo...
277
Ouvindo o que pudesse me clamar
Depois de tantos anos, solitário
Amor é muito além do necessário
Vagando sem destino adentrando ar
E sinto a cada raio do luar
O tempo noutro raro itinerário
E o vento dominando o meu fadário
Pudesse simplesmente me encantar,
Escuto a tua voz e sei do quanto
A vida noutro passo e assim garanto
A imensa liberdade que pudera
Depois do longo inverno em vida rude,
Traçar o quanto quero e jamais pude
O renascer em mim da primavera.
278
Ouvindo um violão na madrugada
A sorte se desenha noutro fado
E o quanto deste sonho agora invado
A lua noutra face desenhada,
Enquanto esta esperança adentra a brada
O todo se desenha em tal traçado
Marcando com ternura o desejado
Caminho aonde a vida tanto agrada.
Pressinto após o vento e a tempestade
A vida com brandura e quando agrade
A quem te desejara plenamente,
O mundo se aproxima e me traduz
A imensa claridade, em rara luz
Expondo da esperança esta semente.
279
Ouvindo a velha e doce melodia
De um tempo mais feliz em nossas vidas,
Ainda quando agora tu duvidas
Da sorte que deveras não viria,
Ousando muito além da fantasia
As esperanças ontem já perdidas
As vejo doravante renascidas
E nisto o meu caminho se procria,
Aproximando a sorte de quem tenta
Vencendo com brandura esta tormenta
E nada mais se vendo após o todo,
Amor que na verdade tanto estimo
Supera com audácia o medo, o lodo
Atinge esta montanha em raro cimo.
50280
Ouvindo a voz do tempo e nela sigo
Pousando após o quanto poderia
E sei da imensa luz em alegria
E nisto prosseguindo vou contigo,
Amor servindo sempre como abrigo
A noite com certeza outrora fria
Agora noutro passo me traria
O quanto desejara e até persigo.
Audaciosamente a vida traz além
Do todo quando a sorte nos contém
E gera uma esperança sem igual,
O rumo se aproxima deste encanto
E bebo esta alegria onde garanto
Momento desejado, magistral.
50281
Abrindo o coração a quem viria
Tramando novo sonho sem temores
E quanto mais além querida, fores
Maior será deveras fantasia,
O todo que pudesse em alegria
Trazendo ao paladar raros sabores
Ousando em meu jardim diversas cores
Na florescência rara a cada dia,
Espero a luz imensa que virá
E sei do meu momento e desde já
O tempo se anuncia muito além
Do mais quando se trata deste sonho
E nisto novo passo a ti proponho
E a poesia intensa nos contém.
2
Aprendo com o tempo a desenhar
O olhar de quem se fez maravilhado,
O todo noutro sonho demonstrado
A sorte transformando este lugar,
Nos raios mais diversos de um luar
Aonde com certeza tento e invado
O sonho noutro rumo desenhado
Bebendo em tua boca a me fartar,
Apenas sendo assim o nosso canto
E nisto outro momento em paz garanto
Vencendo os meus tormentos costumeiros,
Apresentando a paz enquanto pude
Tramar ainda viva a juventude
Ao renovar desta alma seus canteiros.
3
Alívios entre guerras e senzalas
As horas se desenham de tal forma
Enquanto a própria vida nos informa
Do quanto sem limites me avassalas,
Adentra o coração, invade as salas
E gera do passado a nova norma
E o todo quando audaz nada deforma
Ainda quando aquém nada me falas,
Esbanjas alegria e sendo assim
O amor domina tudo dentro em mim
E dita este caminho em consonância,
A vida se apodera da esperança
E o passo mais tranquilo já te alcança
No quanto poderia em relevância.
4
Adentro teus caminhos com meu sonho
E bebo cada gole em tua pele
Do quanto ao tanto amor vida compele
E nisto novo tempo em paz proponho,
O mundo que já fora mais bisonho
Agora noutro canto sempre atrele
O rumo e nele o sonho se revele
Marcando o quanto possa e em ti me ponho,
Escalo as cordilheiras da esperança
E o tempo com certeza nos amansa
Deixando para trás o sofrimento,
E quando me espraiando nos teus braços
Os dias mesmo quando são escassos
Traduzem o que agora busco e tento.
5
Aquela que trouxera além do sonho
O quanto quero e mesmo até buscara
Ousando na esperança imensa e rara
Além do que decerto ora proponho,
O dia se mostrara mais risonho
E a sorte noutra face se escancara
Marcando com brandura a noite clara
E a vida noutro rumo em paz eu ponho,
Apresentando a sorte de poder
Vivenciar o todo no prazer
Que possa irradiar em cada olhar
A luta sem descanso, outro momento
E quando com firmeza eu me fomento
Nas ânsias de te ter e te encontrar.
6
Aquém do quanto pude no passado
Agora a vida dita outro momento
E sei do meu caminho enquanto invento
O rumo aonde o todo vi traçado,
O meu cenário sendo assim ousado
Liberta desde já meu pensamento
E quando em teu olhar o acolhimento
Presume o todo enquanto o mundo brado,
Errôneas fantasias; não me dizes
E sei das mais diversas cicatrizes
Deslizes de quem crise sabe bem
O teto da esperança é mais além
E o sonho traduzindo o que contém
Além dos dias vagos de aprendizes.
50287
Aquilo que se fez em tempestade
Agora não permite novo sonho
E o todo se deveras decomponho
Cerceia a cada passo a liberdade
Meu canto noutro rumo enfim se evade
E sei do quanto possa até bisonho
Vagando contra o mar nada proponho
Senão a mais superna claridade,
Olhando para trás eu vejo bem
A vida como fora e quando vem
O tanto quanto quero e nada resta,
Servindo de repasto ao sofrimento
Por vezes outro rumo em vão eu tento
Trazendo dentro da alma a falsa festa.
50288
Aquieta dentro em mim esta esperança
Audaciosamente desenhada
E o quanto do passado ainda brada
Enquanto a vida além sequer avança
O coração depressa não descansa
A sorte noutro rumo diz lufada
E o preço da alegria se degrada
E o manto no final já nada alcança,
Esqueço cada passo e tento ainda
O quanto na verdade não mais blinda
Quem tanto quis além e nada veio,
Seguindo sem saber de algum destino
Aos poucos noutro engodo desatino
E bebo tão somente o vão receio.
50289
Aquece esta alegria um peito aonde
O frio tantas vezes me tomara
E nesta imensidão a noite é rara
E amor a tanto amor já corresponde,
O sonho quando além teima e responde
Gerando dentro em nós o que se ampara
E trama novamente a glória cara
E dela toda a dor enfim se esconde,
Eu bebo em tua boca a sensação
Das noites maviosas que trarão
Cenário feito em paz e, finalmente
Ainda quando o rumo em paz eu tente
Terei o merecido dia em luz,
Assim o meu caminho junto aos teus
Anseios não produz sequer adeus
E o tempo ao eterno nos conduz.
50290
Aquarelas diversas dizem cores
E nelas entranhando esta alegria
Além do que pudera ou mais queria
Seguindo sem sequer ainda opores
Explodem primaveras, raras flores
Regendo com ternura a fantasia
E nisto se presume a melodia
Gerada pelo sonho aonde fores,
Mergulho sem defesa nos teus braços
E os dias quando outrora mais escassos
Agora em profusão trazendo a sorte,
Que tanto desejei a vida inteira
E nisto a cada instante mais te queira
Sabendo neste amor nosso suporte.
50291
Aberto o coração já nada temo
E sei do quanto possa a cada instante
O tempo noutro rumo se agigante
Trazendo ao navegante o barco, o remo,
E quantas vezes sei que em ti me algemo
Vagando sem temor e doravante
O passo com firmeza me adiante
No amor aonde em paz bebo do extremo,
E sito meu cenário no teu passo
E quando noutro momento em luz eu traço
Ousando ser feliz mesmo que a sorte
Não trague nada além do que hoje tenho,
A vida se desenha em raro empenho
E a lida com firmeza nos conforte.
50292
Abrindo este portal do paraíso
O tempo se aproxima e ditando
Um dia com certeza bem mais brando
Aonde com beleza em ti matizo,
A vida se aproxima sem aviso
E o mundo noutro rumo se tornando
Diverso do que outrora fora infando
Perdendo totalmente algum juízo,
Esboços de momentos mais diversos
Agraciando a sorte com os versos
Que esta alma transbordasse a cada instante
Sentindo com ternura o teu perfume
Meu passo para o teu deveras rume
E trama novo tempo fascinante.
50293
Absintos encontrara em cada sonho
Aonde se desenha a paz imensa
E nisto o coração diz recompensa
E trama muito além do que proponho,
O verso na verdade aonde eu ponho
A sorte que decerto me convença
Do quanto cada amor sempre compensa
Quem fora noutro rumo mais tristonho,
A sorte se deslinda a cada olhar
E posso tão somente imaginar
O todo num instante enquanto eu veja
A luta sem descanso e sem ter tréguas
Ainda quando distas tantas léguas
Minha alma se desenha então andeja.
50294
Abrandas com sorrisos os meus dias
E sei do quanto possa além de tudo
E mesmo quando aquém me desiludo
A sorte com certeza moldarias
E nisto se desenha as alegrias
Buscando uma saída se eu transmudo
Meu passo noutro encanto e me amiúdo
Gerando dentro da alma fantasias,
Expondo com sorrisos outros tais
Momentos tantas vezes magistrais
Aproximando em nós a claridade,
O prazo determina o quanto pude
Vencer o descaminho mesmo rude
Enquanto a melodia nos invade.
50295
Abarcas com teus sonhos meu momento
E traças muito além de mera luz
Aonde o meu cenário nos conduz
E nisto se percebe o sentimento
Enquanto outro cenário busco e invento
O todo ao mais exato ora propus
E sei do quanto possa e reproduz
A luta noutro rumo sem tormento,
Meu passo em concordância com o teu
O tempo na verdade já teceu
Eterna melodia em tom sutil,
O quanto se pudera ser feliz
A vida com firmeza enfim nos diz
Do amor que sem surpresa se previu.
50296
Abelha ronda a flor e bebe o sonho
E disto faz a vida em mel e gozo
Caminho tantas vezes caprichoso
Aonde novo encanto eu te proponho,
Vagando pelo mar onde me ponho
E tento neste gesto majestoso
Vencer o descaminho pedregoso
E ter além do céu turvo e medonho,
Brumosa sensação tomando a vida
E quando esta certeza é resumida
Num átimo o tormento enfim afasto,
O tanto que pudera ser diverso
Agora quando tento e em paz disperso
Não deixo mais sequer da dor repasto.
50297
Abranges com teus olhos o futuro
E bebo cada gole aonde eu pude
Traçar com mansa luz a juventude
Aonde todo o sonho eu asseguro,
O mundo que já fora tão escuro
Agora a cada instante se transmude
E mostre tão somente a plenitude
Tornando o dia a dia bem mais puro,
E o fato se transcende noutro rumo
E o quanto do meu mundo em ti resumo
Transforma a sensação a cada passo.
Do todo que num dia se perdeu
O quanto do teu canto agora é meu
E um mundo com beleza em paz eu faço.
50298
Abraços de quem tanto quis um dia
Marcando o meu caminho em consonância
A vida se apresenta em rara estância
E gera dentro em nós tanta harmonia
Pudesse com certeza e te traria
A luta em mais diversa concordância
E nisto se moldando em elegância
Além do que já fora: fantasia.
O quanto se mostrasse noutro passo
E sei do amor deveras sem cansaço
Apenas por prazer e luz em nós
O tempo se desenha muito além
E nisto cada passo ora contém
Um sonho mais feliz em plena voz.
50299
Abrasas com teus lábios minha pele
E nisto me enveredo em teus cabelos
Momentos tão divinos de sabê-los
Aonde a própria vida nos compele
E quando junto a ti meu corpo atrele
Marcando com ternura tais novelos
E deste desenhar buscando tê-los
Os dias mais felizes, amor revele.
O prazo determina a eternidade
Do quanto poderia e sei que invade
O coração de quem te amasse além,
Irmanas com sorrisos cada rito
E o tempo mais audaz eu acredito
Enquanto esta alegria agora vem.
50300
Abrisse este caminho ao raro amor
E neste desenhar a vida passa
Gerando muito além do que a fumaça
No quanto poderia te propor,
Ousando noutro encanto sonhador,
Vestindo o que deveras sempre traça
A sorte resumindo outrora escassa
Agora num caminho redentor.
Aumenta a cada instante este desejo
E nisto o meu futuro agora vejo
Resumo de outro tempo junto a ti,
E quando na verdade eu percebi
O todo em ansiedade e sou feliz
Trazendo nos meus olhos quanto a quis.
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