Mecânica diversa a vida ditaria
Marcando com ardor a rara maravilha
E quando na verdade a sorte além já trilha
Mostrando o quanto pude em rara fantasia,
Ainda se perdera o sonho em agonia
E nisto outro caminho a luta tenta e brilha,
A cada novo engano apenas a armadilha
E nela o quanto tento ainda moldaria
Expresso com ternura, embora saiba bem
Do quanto não viria e nada mais convém
Senão a mesma face em luto desenhada,
Apenas aprendendo o quanto não mais pude
Morrendo a cada dia a amarga juventude
Seguindo o quanto resta em leda e dura estrada.
-----------------------------x---------------------------
Jamais eu pude crer na sorte mais audaz
E sei do quanto a luta expressa outro cenário,
Meu mundo que imagino apenas temerário
Decerto sem sentido o nada agora traz,
Deixando a solidão, meu canto tenta a paz
Ultrizes e sutis, além do itinerário
Os olhos mais venais e neles o tempo é vário,
Marcantes sensações e sei que sou mordaz,
A vida não pudera além deste momento,
E quando alguma luz após ainda invento
Não tendo outro vestígio apenas sigo só,
Do amor; velho litígio; encontro o mero pó
E sei da tempestade; e sinto num nuance
O quanto mais queria e nada mais alcance.
---------------------------X---------------------
Meu mundo em liberdade expressa o quanto eu quis
E sei que nada houvera apenas o temor
E sinto este vazio ausento no sol-pôr
Traçando no meu céu, o sonho amargo e gris.
Do rumo sem sentido, o passo em cicatriz
E neste desejar o quanto em desamor
Pudesse adivinhar matando cada flor
Trazendo o que pudera e tento ser feliz.
Já não conceberia o rumo sem sentido,
E nada do que tente; expressa o meu sentido
Vestígios de outro tempo imerso em solidão,
A menopausa traz além deste fogacho
O quanto poderia e sei que não mais acho,
Marcando em dura voz, os tempos que virão.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Não trago nos meus olhos esta adaga
E sinto o quanto pude a cada engodo,
A vida traduzindo o imenso lodo
Deveras sem certeza nos afaga,
E sei do quanto possa noutra senda
Ou plaga mais diversa ser feliz,
Vencer esta rudeza enquanto eu quis
O sonho que decerto ora desvenda,
Espalho em verso e fúria esta vontade
Ousando na certeza mais venal,
O dia se aproxima em ritual
E nisto cada passo diz verdade,
Ausento dos meus prantos, sigo só,
Voltando pouco a pouco ao velho pó.
Ainda que pudesse acreditar
Nos tantos e diversos sonhos, trago
O olhar enquanto tento em raro afago
Apenas o cenário a se mostrar,
Não bebo deste raio de luar
E sei que quanto mais luto e divago
Somente o coração ausente e vago
Expressa o que pudera desejar.
Meu mundo se aproxima do final
E tento acreditar num ritual
Enquanto a vida dita a velha forma
O medo sem sentido toma tudo
E quanto mais deveras eu me iludo,
A senda num vazio se transforma.
Receba com carinho cada verso
Que faço e te proponho em mansidão,
Os olhos noutro rumo e direção
A vida desenhando este universo
O quanto poderia e já disperso
Traçando com firmeza a solução
Esbarra nos enganos e virão
Somente o que decerto desconverso,
A luta não cessando num momento
E tantas vezes sonhos eu fomento
Tramando com ternura o que virá,
Meu mundo se aproxima e diz do raro
Caminho; enquanto busco e já declaro
A lida como fosse algum maná.
Já não comportaria a claridade
Nem mesmo o quanto tenho dentro da alma
A sorte vence então a dor e o trauma
E o tempo dita a rara liberdade,
E quanto mais deveras já me agrade
O sonho aonde a vida em paz acalma,
Do rústico cenário cada palma
Traduz o que pudera e ora degrade.
Não vejo mais o mundo de tal forma
E o nada na verdade me transforma
Mudando outro momento dentro em mim,
Meu rumo se ocupando novamente
E sei do quanto possa e se desmente
Matando o que restara ou algo assim.
--------------------------------------
O tempo vicejando aonde um dia
Pudera acreditar noutro momento
E sei o quanto eu possa e mesmo invento
Meu mundo não tivesse esta alegria,
Bastando tão somente o que eu queria
Invisto neste instante o pensamento
Gerando dentro da alma o sentimento
E nisto cada passo mediria
O quanto se alinhando num sentido
Enquanto o meu caminho em paz lapido
Vagando pelo espaço sideral,
O rumo se demonstra a cada instante
Marcando com ternura o que garante
Moldando este momento bem ou mal.
---------------------------------------
1
Já nada mais soubera quem procura
Vencer os dias duros e temidos
O canto se produz em esquecidos
Momentos onde eu vejo esta tortura
E sigo cada passo em tal loucura
E nada mais pudesse em tempos idos
Vestindo esta ilusão em reunidos
Caminhos onde o tempo se emoldura.
Gerando outro cenário aonde um dia
Pudesse acreditar no que viria
Pressinto a cada instante a solução
E neste desenhar a vida trama
Além do que pudesse em leda chama
Viver a mais suave sensação.
2
Viver a mais suave sensação
Do tempo após o tempo perseguido,
O mundo aonde tento e mesmo olvido
Expressa a mais diversa direção,
Meu canto se mostrando em precisão,
O prazo noutro instante consumido,
O corte no final dita o sentido
E sei dos meus alentos que virão,
Reparo cada estrela e sei do encanto
Enquanto novamente em ti garanto
Meu verso sem proveito e sem valia,
3
O tanto quanto pude acreditar
Já nada mais trouxesse a caminhar
Senão esta emoção a cada dia.
Senão esta emoção a cada dia
Pudesse traduzir felicidade
E quantas vezes vejo a realidade
Enquanto o tempo aquém já não teria
Presumo o que meu mundo não veria
E nada mais do quanto se degrade
Pressente a mais suave claridade
E nisto se traduz em harmonia,
Espero algum momento após o todo
E quando no final eu vejo o engodo
Aonde o meu caminho não pudera,
Espreito quando muito outro sinal
Cerzindo outro momento magistral
Alimentando assim a morta fera.
4
Alimentando assim a morta fera
Apenas o vazio se moldando
E o quanto na verdade diz do quando
A sorte noutra face destempera,
O mundo com certeza não se espera
E o tempo se desenha audaz e brando
Vestindo o que pudera se tramando
E nisto meu caminho degenera
O tanto quanto quero ou mesmo existe
Um canto sem destino e sinto triste
Produz a minha noite a cada não,
E o corte na raiz sonega a vida,
A morte há tanto tempo resumida
Expressa a mesma ausente direção.
5
Expressa a mesma ausente direção
E nada mais pudesse se consigo
Vencer o quanto vivo em desabrigo
E novos dias todos moldarão
Meu rumo se presume em sedução
E sei do quanto possa ou mais prossigo
Vestindo a solidão enquanto eu ligo
E muda com certeza esta estação
Não posso acreditar em novo instante
E o canto se aproxima e o fim garante
No tanto quanto possa imaginar
Meu mundo não teria outro cenário
Senão este desenho temerário
Cerzindo outra incerteza a se locar.
6
Cerzindo outra incerteza a se locar
Já não mais poderia ter nas mãos
Os olhos que tocassem velhos grãos
Marcando com ardor cada lugar,
E o verso na verdade ao se moldar
E sei dos dias vagos, mesmo vãos
E sinto outros cenários entre irmãos
Selando o quanto pude caminhar,
Não creio no infinito e não pedisse
O todo revelando esta mesmice
E nela a marca atroz em dor e tédio,
Não quero acreditar nesta emoção
E busco no final a solução
Sabendo quando amor não tem remédio.
Não tendo uma saída ainda que pedisse
A proteção divina ou mesmo alguma sorte,
Sem nada que pudera em paz não mais conforte
O quanto resta na alma e diz desta mesmice,
O vento se aproxima e quando assim desdisse
O tanto que queria e sei do vago norte,
A luta se anuncia e brada e não conforte
O amor se faz audaz, mas gera esta tolice.
E o verso sem sentido, o tempo já renega
O vinho avinagrado, inútil tal adega
E o canto se perdendo em noite inebriante,
A valsa, este bolero, o tango, o tempo rude
A vida na verdade aos poucos desilude
E traça o que pudera e nada mais garante.
A ALMA CATIVA
A dor que se estampasse ainda quando viva
A sorte sem sentido e o medo de seguir
Enquanto a vida nega o bem, este elixir
O todo se aproxima e traz a alma cativa,
Cenário sem igual ainda quando altiva
A luta não descansa e teima aonde vir
Traçando nova estrada e nela o resumir
Da senda mais audaz enquanto eu sobreviva.
Resumos de outros sóis e tardes em mil brumas
Aos olhos mais gentis e nisto além esfumas
Vagando sem saber o quanto eu pude ter
Nas mãos da solidão, meu verso enfastiado,
O tempo se perdendo e sei que teimo e brado
Vencida pelo tempo em fúria a corroer.
-----------------------------X----------------------------
A vida dita regras e obedeço
E quando se traduz em novo senso
O todo com firmeza eu já compenso
E sei deste desenho um endereço,
Quem faz da poesia um adereço
Lutando contra o mar, decerto imenso
No fundo se apresenta e como eu penso
A cada novo engano outro tropeço.
Cerzir com erros tantos o poema
No fundo é se perder em torpe algema
Vagando sem sentido neste mundo,
E quando em alegrias tento a sorte,
Meu verso com firmeza me conforte
Enquanto em tal beleza eu me aprofundo.
A liberdade dita os seus limites
E nisto se apresenta a realidade,
E quanto ultrapassado o todo invade
Dizendo o que deveras necessites,
Ainda quando pude, me acredites
Já nada impediria a claridade,
Somente o que se mostra em qualidade
Expressa o quanto queres e permites
Aprendo a cada dia um pouco mais
E sigo o que pudesse entre cristais
Regendo o meu caminho em clara luz,
O mundo se apresenta de tal forma
E quando não se sabe e se transforma
A mágica sonega e verte em pus.
As uvas estão verdes, pois senhora
E o quanto não se sabe se apedreja
A vida com temor se mostra andeja
E nada do que possa em paz aflora
O corte se aprofunda e me apavora
Apenas o vazio então se veja
E quando na verdade o que se almeja
Distante do que possa não decora,
Apresentando enfim o nada além
Do frágil desenhar que ora contém
Proclama com empáfia o que não cabe,
Bem antes do que o todo já desabe
Apenas no futuro ser ninguém
Quem tanto poderia e nada sabe.
Não quero acreditar neste cenário
Exposto ao mais voraz dos sentimentos
E quando no final vejo os lamentos
De um velho caminhar mais temerário,
Expresso o meu caminho e solitário
Adentro os dias turvos, sofrimentos
E bebo da ilusão, sobejos ventos
Marcando com ternura o itinerário,
Não tento outro momento senão esse
E quanto mais a vida me esquecesse
Jogado nalgum canto do passado,
Apenas semimorto e nada além
O fim ditando o quanto me convém
Ousando esta expressão que tento e brado.
Jamais acreditei noutro sentido
Senão a mesma face entorpecida
A luta se desdenha e marca a vida
Enquanto o meu caminho em paz olvido,
Já não teria mais o que duvido
E sei da solidão quando esta acida
O rumo mais atroz, a despedida,
O sonho noutro tempo consumido.
Meu verso se desenha em falsas luzes
E quando noutro rumo me conduzes
Verás o sentimento mais sofrível,
E o cântico seduz quem mais pudera
Vencer a solidão, diversa fera
E crer no quanto fora mais possível.
Jazendo nos meus olhos a esperança
E vendo o que pudera e não teria
A luta se desenha mais sombria
Enquanto o meu caminho ao nada avança
E sei do quanto tento em tal vingança
A sorte a cada instante desafia
E o mundo se perdendo em serventia
Matando o que inda resta da criança
Vestindo a sensação de ter além
Do medo e da alegria, o quanto vem
Restara dentro em mim, em solidão,
E o trágico momento mais diverso
Tramando o quanto possa a cada verso
Esbarra nesta turva sensação.
E sinto o quanto pude a cada engodo,
A vida traduzindo o imenso lodo
Deveras sem certeza nos afaga,
E sei do quanto possa noutra senda
Ou plaga mais diversa ser feliz,
Vencer esta rudeza enquanto eu quis
O sonho que decerto ora desvenda,
Espalho em verso e fúria esta vontade
Ousando na certeza mais venal,
O dia se aproxima em ritual
E nisto cada passo diz verdade,
Ausento dos meus prantos, sigo só,
Voltando pouco a pouco ao velho pó.
Ainda que pudesse acreditar
Nos tantos e diversos sonhos, trago
O olhar enquanto tento em raro afago
Apenas o cenário a se mostrar,
Não bebo deste raio de luar
E sei que quanto mais luto e divago
Somente o coração ausente e vago
Expressa o que pudera desejar.
Meu mundo se aproxima do final
E tento acreditar num ritual
Enquanto a vida dita a velha forma
O medo sem sentido toma tudo
E quanto mais deveras eu me iludo,
A senda num vazio se transforma.
Receba com carinho cada verso
Que faço e te proponho em mansidão,
Os olhos noutro rumo e direção
A vida desenhando este universo
O quanto poderia e já disperso
Traçando com firmeza a solução
Esbarra nos enganos e virão
Somente o que decerto desconverso,
A luta não cessando num momento
E tantas vezes sonhos eu fomento
Tramando com ternura o que virá,
Meu mundo se aproxima e diz do raro
Caminho; enquanto busco e já declaro
A lida como fosse algum maná.
Já não comportaria a claridade
Nem mesmo o quanto tenho dentro da alma
A sorte vence então a dor e o trauma
E o tempo dita a rara liberdade,
E quanto mais deveras já me agrade
O sonho aonde a vida em paz acalma,
Do rústico cenário cada palma
Traduz o que pudera e ora degrade.
Não vejo mais o mundo de tal forma
E o nada na verdade me transforma
Mudando outro momento dentro em mim,
Meu rumo se ocupando novamente
E sei do quanto possa e se desmente
Matando o que restara ou algo assim.
--------------------------------------
O tempo vicejando aonde um dia
Pudera acreditar noutro momento
E sei o quanto eu possa e mesmo invento
Meu mundo não tivesse esta alegria,
Bastando tão somente o que eu queria
Invisto neste instante o pensamento
Gerando dentro da alma o sentimento
E nisto cada passo mediria
O quanto se alinhando num sentido
Enquanto o meu caminho em paz lapido
Vagando pelo espaço sideral,
O rumo se demonstra a cada instante
Marcando com ternura o que garante
Moldando este momento bem ou mal.
---------------------------------------
1
Já nada mais soubera quem procura
Vencer os dias duros e temidos
O canto se produz em esquecidos
Momentos onde eu vejo esta tortura
E sigo cada passo em tal loucura
E nada mais pudesse em tempos idos
Vestindo esta ilusão em reunidos
Caminhos onde o tempo se emoldura.
Gerando outro cenário aonde um dia
Pudesse acreditar no que viria
Pressinto a cada instante a solução
E neste desenhar a vida trama
Além do que pudesse em leda chama
Viver a mais suave sensação.
2
Viver a mais suave sensação
Do tempo após o tempo perseguido,
O mundo aonde tento e mesmo olvido
Expressa a mais diversa direção,
Meu canto se mostrando em precisão,
O prazo noutro instante consumido,
O corte no final dita o sentido
E sei dos meus alentos que virão,
Reparo cada estrela e sei do encanto
Enquanto novamente em ti garanto
Meu verso sem proveito e sem valia,
3
O tanto quanto pude acreditar
Já nada mais trouxesse a caminhar
Senão esta emoção a cada dia.
Senão esta emoção a cada dia
Pudesse traduzir felicidade
E quantas vezes vejo a realidade
Enquanto o tempo aquém já não teria
Presumo o que meu mundo não veria
E nada mais do quanto se degrade
Pressente a mais suave claridade
E nisto se traduz em harmonia,
Espero algum momento após o todo
E quando no final eu vejo o engodo
Aonde o meu caminho não pudera,
Espreito quando muito outro sinal
Cerzindo outro momento magistral
Alimentando assim a morta fera.
4
Alimentando assim a morta fera
Apenas o vazio se moldando
E o quanto na verdade diz do quando
A sorte noutra face destempera,
O mundo com certeza não se espera
E o tempo se desenha audaz e brando
Vestindo o que pudera se tramando
E nisto meu caminho degenera
O tanto quanto quero ou mesmo existe
Um canto sem destino e sinto triste
Produz a minha noite a cada não,
E o corte na raiz sonega a vida,
A morte há tanto tempo resumida
Expressa a mesma ausente direção.
5
Expressa a mesma ausente direção
E nada mais pudesse se consigo
Vencer o quanto vivo em desabrigo
E novos dias todos moldarão
Meu rumo se presume em sedução
E sei do quanto possa ou mais prossigo
Vestindo a solidão enquanto eu ligo
E muda com certeza esta estação
Não posso acreditar em novo instante
E o canto se aproxima e o fim garante
No tanto quanto possa imaginar
Meu mundo não teria outro cenário
Senão este desenho temerário
Cerzindo outra incerteza a se locar.
6
Cerzindo outra incerteza a se locar
Já não mais poderia ter nas mãos
Os olhos que tocassem velhos grãos
Marcando com ardor cada lugar,
E o verso na verdade ao se moldar
E sei dos dias vagos, mesmo vãos
E sinto outros cenários entre irmãos
Selando o quanto pude caminhar,
Não creio no infinito e não pedisse
O todo revelando esta mesmice
E nela a marca atroz em dor e tédio,
Não quero acreditar nesta emoção
E busco no final a solução
Sabendo quando amor não tem remédio.
Não tendo uma saída ainda que pedisse
A proteção divina ou mesmo alguma sorte,
Sem nada que pudera em paz não mais conforte
O quanto resta na alma e diz desta mesmice,
O vento se aproxima e quando assim desdisse
O tanto que queria e sei do vago norte,
A luta se anuncia e brada e não conforte
O amor se faz audaz, mas gera esta tolice.
E o verso sem sentido, o tempo já renega
O vinho avinagrado, inútil tal adega
E o canto se perdendo em noite inebriante,
A valsa, este bolero, o tango, o tempo rude
A vida na verdade aos poucos desilude
E traça o que pudera e nada mais garante.
A ALMA CATIVA
A dor que se estampasse ainda quando viva
A sorte sem sentido e o medo de seguir
Enquanto a vida nega o bem, este elixir
O todo se aproxima e traz a alma cativa,
Cenário sem igual ainda quando altiva
A luta não descansa e teima aonde vir
Traçando nova estrada e nela o resumir
Da senda mais audaz enquanto eu sobreviva.
Resumos de outros sóis e tardes em mil brumas
Aos olhos mais gentis e nisto além esfumas
Vagando sem saber o quanto eu pude ter
Nas mãos da solidão, meu verso enfastiado,
O tempo se perdendo e sei que teimo e brado
Vencida pelo tempo em fúria a corroer.
-----------------------------X----------------------------
A vida dita regras e obedeço
E quando se traduz em novo senso
O todo com firmeza eu já compenso
E sei deste desenho um endereço,
Quem faz da poesia um adereço
Lutando contra o mar, decerto imenso
No fundo se apresenta e como eu penso
A cada novo engano outro tropeço.
Cerzir com erros tantos o poema
No fundo é se perder em torpe algema
Vagando sem sentido neste mundo,
E quando em alegrias tento a sorte,
Meu verso com firmeza me conforte
Enquanto em tal beleza eu me aprofundo.
A liberdade dita os seus limites
E nisto se apresenta a realidade,
E quanto ultrapassado o todo invade
Dizendo o que deveras necessites,
Ainda quando pude, me acredites
Já nada impediria a claridade,
Somente o que se mostra em qualidade
Expressa o quanto queres e permites
Aprendo a cada dia um pouco mais
E sigo o que pudesse entre cristais
Regendo o meu caminho em clara luz,
O mundo se apresenta de tal forma
E quando não se sabe e se transforma
A mágica sonega e verte em pus.
As uvas estão verdes, pois senhora
E o quanto não se sabe se apedreja
A vida com temor se mostra andeja
E nada do que possa em paz aflora
O corte se aprofunda e me apavora
Apenas o vazio então se veja
E quando na verdade o que se almeja
Distante do que possa não decora,
Apresentando enfim o nada além
Do frágil desenhar que ora contém
Proclama com empáfia o que não cabe,
Bem antes do que o todo já desabe
Apenas no futuro ser ninguém
Quem tanto poderia e nada sabe.
Não quero acreditar neste cenário
Exposto ao mais voraz dos sentimentos
E quando no final vejo os lamentos
De um velho caminhar mais temerário,
Expresso o meu caminho e solitário
Adentro os dias turvos, sofrimentos
E bebo da ilusão, sobejos ventos
Marcando com ternura o itinerário,
Não tento outro momento senão esse
E quanto mais a vida me esquecesse
Jogado nalgum canto do passado,
Apenas semimorto e nada além
O fim ditando o quanto me convém
Ousando esta expressão que tento e brado.
Jamais acreditei noutro sentido
Senão a mesma face entorpecida
A luta se desdenha e marca a vida
Enquanto o meu caminho em paz olvido,
Já não teria mais o que duvido
E sei da solidão quando esta acida
O rumo mais atroz, a despedida,
O sonho noutro tempo consumido.
Meu verso se desenha em falsas luzes
E quando noutro rumo me conduzes
Verás o sentimento mais sofrível,
E o cântico seduz quem mais pudera
Vencer a solidão, diversa fera
E crer no quanto fora mais possível.
Jazendo nos meus olhos a esperança
E vendo o que pudera e não teria
A luta se desenha mais sombria
Enquanto o meu caminho ao nada avança
E sei do quanto tento em tal vingança
A sorte a cada instante desafia
E o mundo se perdendo em serventia
Matando o que inda resta da criança
Vestindo a sensação de ter além
Do medo e da alegria, o quanto vem
Restara dentro em mim, em solidão,
E o trágico momento mais diverso
Tramando o quanto possa a cada verso
Esbarra nesta turva sensação.
Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras...
CRUZ E SOUZA
As formas mais diversas, claridade
Transformam em belezas sonhos tais
E neles entre tantos derramais
O quanto em maravilha nos invade,
E o todo se transborda enquanto agrade
Vagando sem destino por astrais
Momentos entre espaços sensuais
Traduzem deste sonho a divindade.
Ousasse caminhar por entre brumas
E quando além do cais ainda rumas
Invisto o meu olhar em sentimento,
Na flórea fantasia em senda rara
Meu passo junto ao teu, toma e escancara
E nisto encontro enfim, o meu alento.
2
Para as Estrelas de cristais gelados
As ânsias e os desejos vão subindo,
Galgando azuis e siderais noivados
De nuvens brancas a amplidão vestindo...
Cruz e Sousa
Olhando no horizonte em claros tons
A vida se aproxima do ideal
Sentindo este desejo sem igual,
O todo traduzindo dias bons,
Amar e desenhar em raros dons
Os sonhos deste ser fenomenal,
A lua se desenha em sideral
Caminho entre os sentidos e neons,
Resumos de outras eras, do passado
O quanto poderia imaginado
Vagar sem ter sequer algum tormento.
Meu mundo se aproxima de teus passos
E os versos ocupando tais espaços
Aonde cada sonho eu alimento.
3
Cróton selvagem, tinhorão lascivo,
Planta mortal, carnívora, sangrenta,
Da tua carne báquica rebenta
A vermelha explosão de um sangue vivo.
Cruz e Souza
O cerne já desnudo da questão
Alvissareiro passo rumo ao tanto
Enquanto novo sonho em paz garanto,
Os dias noutros ermos moldarão,
A sorte desenhada desde então,
A sombra se aproxima e não me espanto
Do todo desejado em cada canto,
E nisto meus momentos mostrarão
A lúbrica presença de quem ama
Acesa dentro da alma, a rara chama
Vagando sem destino nem um norte,
Viceja dentro em nós esta aliança
E o quanto se deseja em paz alcança
O mundo que deveras nos conforte.
4
Tua boca voraz se farta e ceva
Na carne e espalhas o terror maldito,
O grito humano, o doloroso grito
Que um vento estranho para és limbos leva.
Cruz e Souza
Bebendo desta espúria tempestade
Adentro as ilusões de quem pudera
Apresentar a vida em louca esfera
E nisto cada encanto já degrade,
O rústico cenário, a morte e a grade,
O olhar da solidão, espúria fera
E o quanto a cada instante degenera
Matando em nascedouro a liberdade,
Ousasse acreditar noutro momento
E quando com firmeza o passo eu tento
Vencido pelos erros de uma vida
Sem nexo sem juízo, tão somente
A luta se mostrara impertinente
E não se vê sequer uma saída.
5
As Águias imortais da Fantasia
Deram-te as asas e a serenidade
Para galgar, subir a Imensidade
Onde o clarão de tantos sóis radia.
Cruz e Souza
A fantasia ronda cada passo
E tento desvendar no etéreo sonho
O quanto ainda possa e até componho
Embora me perceba atroz e escasso,
Vencido pelo engodo, o rumo eu traço
Gestando este cenário onde enfadonho
Meu passo se atropela e em tom medonho
Apenas resta em nós velho cansaço,
Já não comportaria qualquer brilho
A lua que deveras sigo e trilho
Resumos de uma vida sem proveito,
Num átimo eu mergulho em solidão,
E tento acreditar no que virão
Os olhos onde o sonho em paz eu deito.
6
Quisera ser a serpe venenosa
Que dá-te medo e dá-te pesadelos
Para envolverem, ó Flor maravilhosa,
Nos flavos turbilhões dos teus cabelos.
Cruz e Souza
Pudesse desenhar em teus alentos
Os cantos mais sutis e perigosos,
Momentos tantas vezes caprichosos
Rondando o quanto possam pensamentos,
Os ermos de minha alma, meus momentos
Em meio aos descaminhos pedregosos,
Os olhos no passado, belicosos
Os dias entre tantos, meus tormentos,
Não vejo qualquer luz, e sigo alheio
Ao quanto possa e mesmo quando anseio
Desenho a imensidão do nada ser,
E o tempo se aproxima do vazio,
E quanto poderia e desafio
Impede qualquer raro amanhecer.
7
Navego entre os detalhes desta praia
A areia que nos cerca, movediça
E o tanto quanto possa sempre viça
Gerando o desencanto onde se espraia
A lua ao longe segue e já desmaia
Vestindo esta ilusão, vencendo a liça
E o todo num instante se cobiça
Bem antes que o meu passo se distraia,
Invisto cada verso no futuro
E quando noutro passo eu asseguro
A noite entre os momentos mais felizes,
Ascendo em plenitude o quanto pude
Vencer o caminhar e mesmo rude,
Ainda trago as vivas cicatrizes.
8
Não pude e não tentara novo passo
Sequer acreditei no quanto resta
A vida se desenha e traz na fresta
O novo caminhar enquanto o traço,
A noite tenebrosa, o meu cansaço,
A sorte na verdade apenas resta
E a luta sem sentido, mais funesta
Apenas da esperança um raro espaço,
Vertendo em tais tristezas, verso e canto,
Somente o que inda possa, eu mal garanto
E risco estes momentos sem sentido,
Do quanto pude outrora e não teria
Marcando com temor a fantasia,
Aos poucos noutro passo eu dilapido.
9
Aquele que se fez o soberano
Senhor dos sonhos meus, hoje se espalha
E quando o grande amor, fogo de palha
Apenas resta em nós superno dano,
E quantas vezes; tento e desengano
Deixando para trás qualquer batalha,
Somente o que pudera e se atrapalha
Puindo da esperança qualquer plano,
Espero algum alento e sei que enfim,
Somente esta aridez cerca o jardim,
Matando cada flor, nada restara,
E o mundo sem sentido e sem razão
No tempo transformado em solidão,
Marcando com terror esta seara.
10
Não tento imaginar uma saída
Aonde nada diz nem poderia
Do quanto a vida traça em fantasia
A luta sem razão, em vão, perdida.
A porta noutra trama, a despedida,
A sorte não traduz uma alegria
E sei do quanto pude em agonia
Beber a mesma fonte, distraída,
Resumos de outros dias, noites, tardes
E quando com certeza não aguardes
Verás o fim de tudo num segundo.
Mortalha deste amor que prezo tanto
E apenas o vazio hoje eu garanto
Enquanto no não ser eu me aprofundo.
O quanto a vida traz e nada mais pudera
Ousando noutro instante a crer neste infinito
Momento aonde o mundo eu tento mais bonito
E traço dentro da alma a imensa primavera,
Refém desta esperança aonde destempera
E tento na verdade enquanto eu acredito
Resumo do passado e nisto cada grito
Expressa a solidão de quem mais nada espera
A luz que resplandece em verso e num alento
E nisto outro cenário eu busco e mesmo tento
Sentir o vento raro e nisto me trazer
Olhando estes rincões aonde pude um dia
Trazer com emoção meu mundo onde queria
Apenas tão somente um novo amanhecer.
Mudando a noite inteira em lua e sonho,
Assisto ao quanto pude acreditar
Ainda quando pude imaginar
Meu canto em direção ao teu componho,
E o tanto mesmo em vão ao ser risonho
Expressa cada tempo em seu lugar,
Assisto ao que tivera: imenso mar
No dia entre loucuras que proponho,
Meu verso se moldando em tal clareza
A sorte se precisa com destreza
E o vento me espalhando em nova rota,
Ainda quando pude ser além
Da dita que deveras nunca vem,
Meu verso; outro caminho em vão denota.
Trazendo a poesia viva na alma
De quem se fez além de mero sonho,
E o tanto quanto possa e até disponho
No encanto mais sutil que tanto acalma,
Ascendo ao limiar da eternidade
Enquanto bebo o mundo em tal alento,
E sei deste caminho aonde eu tento
Viver a liberdade que me invade,
Depois da imensidade em ilusões,
Espectros tão diversos, prisma e luz,
Ao apogeu a vida nos conduz
E moldas com encanto o quanto expões
Vicejas como etérea primavera,
E em ti toda esperança o tempo gera.
Falasse de um amor que tanto quis
E nada mais tivera após o sonho,
Além do paraíso o quanto ponho
Meu passo noutro rumo. Mais feliz?
Ausentam-se esperanças? Cicatriz
De um erro tantas vezes mais bisonho
E o tanto quanto pude em enfadonho
Cenário se moldando sempre gris.
Apresentando ao passo outro destino
O quanto poderia e mal domino
Expressa esta vontade e nada vem,
Somente o quanto pude em desafio
E o mundo se restando por um fio,
Depois de tanto alento, mais ninguém...
Na lua de Catulo o sonho sertanejo
De um novo e belo tempo em plena liberdade,
Ousando num instante em rara claridade
Desenho a cada instante as tramas do desejo,
E quanto mais além o todo que desejo
A sensação divina aos poucos quando invade
Determinando a sorte e nela a imensidade
E sendo em paz e luz, o canto em brilho almejo.
A terra prometida? Um Éden, Eldorado?
Não há qualquer lugar mais belo que o sertão
E nele se transborda o verso que ora brado,
Tramando no infinito expressa maravilha
E quando se desenha imensa esta emoção,
O coração vibrante em sonhos mis polvilho.
Estou apaixonada por
Letras, acentos e palavras;
Que loucura!
Que poder tem a semântica, a sintaxe
Que nem precisou de um rosto, corpo
Para te inscrever em mim?!
**Flor Bela**
O quanto te conheço e mesmo não te vendo
Sentindo o teu perfume, e nele o amor frequente
É pura poesia o toque ora envolvente
E neste caminhar o sonho em dividendo
Num mundo tanta vez atroz e mesmo horrendo
Presença deste encanto há tanto se apresente
Tornando mais suave encanto de nascente
Aonde outrora fora o sonho algum remendo,
A poesia aflora e doma o mais feroz
Serena o coração de quem se fez algoz,
Amansa e nos liberta, um novo desenhar
Além do quanto pude; um dia, algum lugar
E neste raro intento a voz já se anuncia
No raro e imenso brilho em doce melodia.
Jamais acreditara noutro passo
Imerso entre os diversos versos teus,
Os dias se preparam num adeus
E o quanto poderia além desfaço,
Mergulho sem sentido neste espaço
E sei dos velhos danos, louvo a Deus
E bebo dos cenários mais ateus
Ousando muito além de cada espaço,
Resumos de outros tempos? Nada disso,
Ainda quando possa o que eu cobiço
Vestindo com total clareza o sonho,
Apenas o que pude num momento
Trazendo em alegria o quanto tento
Deixando um rastro onde me ponho.
De luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras...
CRUZ E SOUZA
As formas mais diversas, claridade
Transformam em belezas sonhos tais
E neles entre tantos derramais
O quanto em maravilha nos invade,
E o todo se transborda enquanto agrade
Vagando sem destino por astrais
Momentos entre espaços sensuais
Traduzem deste sonho a divindade.
Ousasse caminhar por entre brumas
E quando além do cais ainda rumas
Invisto o meu olhar em sentimento,
Na flórea fantasia em senda rara
Meu passo junto ao teu, toma e escancara
E nisto encontro enfim, o meu alento.
2
Para as Estrelas de cristais gelados
As ânsias e os desejos vão subindo,
Galgando azuis e siderais noivados
De nuvens brancas a amplidão vestindo...
Cruz e Sousa
Olhando no horizonte em claros tons
A vida se aproxima do ideal
Sentindo este desejo sem igual,
O todo traduzindo dias bons,
Amar e desenhar em raros dons
Os sonhos deste ser fenomenal,
A lua se desenha em sideral
Caminho entre os sentidos e neons,
Resumos de outras eras, do passado
O quanto poderia imaginado
Vagar sem ter sequer algum tormento.
Meu mundo se aproxima de teus passos
E os versos ocupando tais espaços
Aonde cada sonho eu alimento.
3
Cróton selvagem, tinhorão lascivo,
Planta mortal, carnívora, sangrenta,
Da tua carne báquica rebenta
A vermelha explosão de um sangue vivo.
Cruz e Souza
O cerne já desnudo da questão
Alvissareiro passo rumo ao tanto
Enquanto novo sonho em paz garanto,
Os dias noutros ermos moldarão,
A sorte desenhada desde então,
A sombra se aproxima e não me espanto
Do todo desejado em cada canto,
E nisto meus momentos mostrarão
A lúbrica presença de quem ama
Acesa dentro da alma, a rara chama
Vagando sem destino nem um norte,
Viceja dentro em nós esta aliança
E o quanto se deseja em paz alcança
O mundo que deveras nos conforte.
4
Tua boca voraz se farta e ceva
Na carne e espalhas o terror maldito,
O grito humano, o doloroso grito
Que um vento estranho para és limbos leva.
Cruz e Souza
Bebendo desta espúria tempestade
Adentro as ilusões de quem pudera
Apresentar a vida em louca esfera
E nisto cada encanto já degrade,
O rústico cenário, a morte e a grade,
O olhar da solidão, espúria fera
E o quanto a cada instante degenera
Matando em nascedouro a liberdade,
Ousasse acreditar noutro momento
E quando com firmeza o passo eu tento
Vencido pelos erros de uma vida
Sem nexo sem juízo, tão somente
A luta se mostrara impertinente
E não se vê sequer uma saída.
5
As Águias imortais da Fantasia
Deram-te as asas e a serenidade
Para galgar, subir a Imensidade
Onde o clarão de tantos sóis radia.
Cruz e Souza
A fantasia ronda cada passo
E tento desvendar no etéreo sonho
O quanto ainda possa e até componho
Embora me perceba atroz e escasso,
Vencido pelo engodo, o rumo eu traço
Gestando este cenário onde enfadonho
Meu passo se atropela e em tom medonho
Apenas resta em nós velho cansaço,
Já não comportaria qualquer brilho
A lua que deveras sigo e trilho
Resumos de uma vida sem proveito,
Num átimo eu mergulho em solidão,
E tento acreditar no que virão
Os olhos onde o sonho em paz eu deito.
6
Quisera ser a serpe venenosa
Que dá-te medo e dá-te pesadelos
Para envolverem, ó Flor maravilhosa,
Nos flavos turbilhões dos teus cabelos.
Cruz e Souza
Pudesse desenhar em teus alentos
Os cantos mais sutis e perigosos,
Momentos tantas vezes caprichosos
Rondando o quanto possam pensamentos,
Os ermos de minha alma, meus momentos
Em meio aos descaminhos pedregosos,
Os olhos no passado, belicosos
Os dias entre tantos, meus tormentos,
Não vejo qualquer luz, e sigo alheio
Ao quanto possa e mesmo quando anseio
Desenho a imensidão do nada ser,
E o tempo se aproxima do vazio,
E quanto poderia e desafio
Impede qualquer raro amanhecer.
7
Navego entre os detalhes desta praia
A areia que nos cerca, movediça
E o tanto quanto possa sempre viça
Gerando o desencanto onde se espraia
A lua ao longe segue e já desmaia
Vestindo esta ilusão, vencendo a liça
E o todo num instante se cobiça
Bem antes que o meu passo se distraia,
Invisto cada verso no futuro
E quando noutro passo eu asseguro
A noite entre os momentos mais felizes,
Ascendo em plenitude o quanto pude
Vencer o caminhar e mesmo rude,
Ainda trago as vivas cicatrizes.
8
Não pude e não tentara novo passo
Sequer acreditei no quanto resta
A vida se desenha e traz na fresta
O novo caminhar enquanto o traço,
A noite tenebrosa, o meu cansaço,
A sorte na verdade apenas resta
E a luta sem sentido, mais funesta
Apenas da esperança um raro espaço,
Vertendo em tais tristezas, verso e canto,
Somente o que inda possa, eu mal garanto
E risco estes momentos sem sentido,
Do quanto pude outrora e não teria
Marcando com temor a fantasia,
Aos poucos noutro passo eu dilapido.
9
Aquele que se fez o soberano
Senhor dos sonhos meus, hoje se espalha
E quando o grande amor, fogo de palha
Apenas resta em nós superno dano,
E quantas vezes; tento e desengano
Deixando para trás qualquer batalha,
Somente o que pudera e se atrapalha
Puindo da esperança qualquer plano,
Espero algum alento e sei que enfim,
Somente esta aridez cerca o jardim,
Matando cada flor, nada restara,
E o mundo sem sentido e sem razão
No tempo transformado em solidão,
Marcando com terror esta seara.
10
Não tento imaginar uma saída
Aonde nada diz nem poderia
Do quanto a vida traça em fantasia
A luta sem razão, em vão, perdida.
A porta noutra trama, a despedida,
A sorte não traduz uma alegria
E sei do quanto pude em agonia
Beber a mesma fonte, distraída,
Resumos de outros dias, noites, tardes
E quando com certeza não aguardes
Verás o fim de tudo num segundo.
Mortalha deste amor que prezo tanto
E apenas o vazio hoje eu garanto
Enquanto no não ser eu me aprofundo.
O quanto a vida traz e nada mais pudera
Ousando noutro instante a crer neste infinito
Momento aonde o mundo eu tento mais bonito
E traço dentro da alma a imensa primavera,
Refém desta esperança aonde destempera
E tento na verdade enquanto eu acredito
Resumo do passado e nisto cada grito
Expressa a solidão de quem mais nada espera
A luz que resplandece em verso e num alento
E nisto outro cenário eu busco e mesmo tento
Sentir o vento raro e nisto me trazer
Olhando estes rincões aonde pude um dia
Trazer com emoção meu mundo onde queria
Apenas tão somente um novo amanhecer.
Mudando a noite inteira em lua e sonho,
Assisto ao quanto pude acreditar
Ainda quando pude imaginar
Meu canto em direção ao teu componho,
E o tanto mesmo em vão ao ser risonho
Expressa cada tempo em seu lugar,
Assisto ao que tivera: imenso mar
No dia entre loucuras que proponho,
Meu verso se moldando em tal clareza
A sorte se precisa com destreza
E o vento me espalhando em nova rota,
Ainda quando pude ser além
Da dita que deveras nunca vem,
Meu verso; outro caminho em vão denota.
Trazendo a poesia viva na alma
De quem se fez além de mero sonho,
E o tanto quanto possa e até disponho
No encanto mais sutil que tanto acalma,
Ascendo ao limiar da eternidade
Enquanto bebo o mundo em tal alento,
E sei deste caminho aonde eu tento
Viver a liberdade que me invade,
Depois da imensidade em ilusões,
Espectros tão diversos, prisma e luz,
Ao apogeu a vida nos conduz
E moldas com encanto o quanto expões
Vicejas como etérea primavera,
E em ti toda esperança o tempo gera.
Falasse de um amor que tanto quis
E nada mais tivera após o sonho,
Além do paraíso o quanto ponho
Meu passo noutro rumo. Mais feliz?
Ausentam-se esperanças? Cicatriz
De um erro tantas vezes mais bisonho
E o tanto quanto pude em enfadonho
Cenário se moldando sempre gris.
Apresentando ao passo outro destino
O quanto poderia e mal domino
Expressa esta vontade e nada vem,
Somente o quanto pude em desafio
E o mundo se restando por um fio,
Depois de tanto alento, mais ninguém...
Na lua de Catulo o sonho sertanejo
De um novo e belo tempo em plena liberdade,
Ousando num instante em rara claridade
Desenho a cada instante as tramas do desejo,
E quanto mais além o todo que desejo
A sensação divina aos poucos quando invade
Determinando a sorte e nela a imensidade
E sendo em paz e luz, o canto em brilho almejo.
A terra prometida? Um Éden, Eldorado?
Não há qualquer lugar mais belo que o sertão
E nele se transborda o verso que ora brado,
Tramando no infinito expressa maravilha
E quando se desenha imensa esta emoção,
O coração vibrante em sonhos mis polvilho.
Estou apaixonada por
Letras, acentos e palavras;
Que loucura!
Que poder tem a semântica, a sintaxe
Que nem precisou de um rosto, corpo
Para te inscrever em mim?!
**Flor Bela**
O quanto te conheço e mesmo não te vendo
Sentindo o teu perfume, e nele o amor frequente
É pura poesia o toque ora envolvente
E neste caminhar o sonho em dividendo
Num mundo tanta vez atroz e mesmo horrendo
Presença deste encanto há tanto se apresente
Tornando mais suave encanto de nascente
Aonde outrora fora o sonho algum remendo,
A poesia aflora e doma o mais feroz
Serena o coração de quem se fez algoz,
Amansa e nos liberta, um novo desenhar
Além do quanto pude; um dia, algum lugar
E neste raro intento a voz já se anuncia
No raro e imenso brilho em doce melodia.
Jamais acreditara noutro passo
Imerso entre os diversos versos teus,
Os dias se preparam num adeus
E o quanto poderia além desfaço,
Mergulho sem sentido neste espaço
E sei dos velhos danos, louvo a Deus
E bebo dos cenários mais ateus
Ousando muito além de cada espaço,
Resumos de outros tempos? Nada disso,
Ainda quando possa o que eu cobiço
Vestindo com total clareza o sonho,
Apenas o que pude num momento
Trazendo em alegria o quanto tento
Deixando um rastro onde me ponho.
Amar e poder crer na luz do dia
E ter dentro de mim esta certeza
Da sorte desenhada sem surpresa
Aonde todo amor me tocaria,
Vestindo a mais sublime fantasia
E nisto não temer a correnteza
Dos sonhos mais agudos, ser a presa
Ousando neste mundo em poesia.
Resumos de outros tempos, luz e glória
A vida remoendo na memória
Momentos que se foram; voltarão?
A fêmea grita em mim e nada a cala
Um homem desfilando nu na sala
Levando junto a si meu coração.
A força que se emana deste bem
Gerando a cada passo este horizonte
Moldando este caminho que me aponte
O quanto em maravilha a vida tem,
Cansada de lutar? O amor contém
Deveras nos seus passos rumo e ponte
Qual fosse um sol imenso que desponte
Nesta divina luz que agora vem
Raiando dentro da alma de quem sonha
E sabe mesmo em tarde mais tristonha
Da lua feita em paz e claridade,
Por isso é que sabendo deste fato
No amor do Meu Senhor vejo e retrato
O dom desta maior felicidade.
O quanto eu poderia inútil poesia
Falar deste sutil momento em dor e medo
E quando novamente um passo ora concedo
Gerando o que tentara além da fantasia.
O mundo na verdade, aos poucos me traria
O rústico cenário e nele este segredo
Tramando com certeza o quando do degredo
Pudesse ser diverso e mesmo em agonia.
Recebo o teu carinho, amiga e na verdade
O passo sem sentido, aos poucos já degrade
O todo desenhado e nada consumido,
Ainda quando quis felicidade plena
A luta sem certeza, aos poucos me condena
E nisto vejo o tempo, aonde o dilapido.
Não deixe que esta dor querida amiga
Destroce cada sonho que inda trazes
A vida se desenha em tantas fases
E enquanto às vezes fere nos abriga,
A sorte fabulosa que persiga
Ou mesmo se perdendo sem os ases,
As cartas sobre as mesas mais audazes
Demonstram quanto a luta além prossiga.
O sonho desejado e mais querido,
O tempo noutro tempo hoje lapido
E espero uma colheita em amizade,
Do todo que cevara; o mais sublime
Traduz todo este encanto que redime
E traz à caminheira a liberdade.
A força que se emana deste bem
Gerando a cada passo este horizonte
Moldando este caminho que me aponte
O quanto em maravilha a vida tem,
Cansada de lutar? O amor contém
Deveras nos seus passos rumo e ponte
Qual fosse um sol imenso que desponte
Nesta divina luz que agora vem
Raiando dentro da alma de quem sonha
E sabe mesmo em tarde mais tristonha
Da lua feita em paz e claridade,
Por isso é que sabendo deste fato
No amor do Meu Senhor vejo e retrato
O dom desta maior felicidade.
Meu mundo se desenha em amizade
Traçando a cada passo a nova imagem
Que um dia imaginara ser miragem
E agora bem mais alto teime e brade,
O amor quando demais diz liberdade?
Não posso em tão sublime paisagem
Ousando com certeza em nova aragem
Bebendo o quanto quero e mais agrade,
Legado que carrego de outras eras
E nelas outras tantas que temperas
Gerando com ternura amor profundo.
E o peso de uma vida em dores tantas
Ao rumo em que prossegues e garantas
A mais bela razão de todo um mundo.
Feliz aniversário, meu amigo,
O tempo passa e a vida continua
Ousando neste passo sob a lua
E neste desenhar tanto me abrigo,
O quanto poderia e estar contigo
Traduz uma beleza onde flutua
Marcando com razão e se cultua
O todo desenhado que persigo.
A luta eu sei diária e sem descanso
E quando neste instante a ti alcanço
Podendo te abraçar e agradecer.
A vida nos trazendo uma surpresa
Imensa e tão sublime esta beleza
De um ano a mais poder aqui te ter.
Já não me caberia acreditar
Nos ermos de minha alma sem proveito
E quanto deste sonho não aceito
Bebendo cada raio do luar,
Lutando sem saber onde parar
Meu verso se ilumina e vai desfeito
Do todo sem sentido eu me deleito
E traço o tempo inteiro a navegar;
Encontro os meus momentos mais audazes
E sei deste cenário enquanto trazes
Apenas sortilégios, nada mais.
Mergulho no passado e vendo apenas
O quanto na verdade não acenas
E nisto os dias morrem desiguais.
Quando a solidão ronda meu quarto
Imersa em noite escura, opaca e morta
Espero alguém batendo em minha porta,
Porém deste vazio eu não me aparto.
Um homem que pudesse após já farto
Trazer com tal carinho o quanto exorta
O todo desejado e assim se importa
Do quanto em tal prazer tenho e reparto.
Um homem cuja essência feminina
Presume o quanto quero ao ser menina
Após a fúria feita em fêmea e fera.
Que tanto me proteja e já sem medo
Bebendo cada gole que concedo
Além do quanto em vida busque e espera.
Do pouco que inda cabe a quem procura
Vencer os desacordos mais vulgares
Ainda quando ao longe mal notares
A sorte não traria bem ou cura,
O corte se apresenta e se perdura
Marcando com terror os meus altares
E os antros mais audazes, vis lugares
Aos poucos ronda o sonho em tal loucura
E o canto sem sentido nem razões
Aonde tu persistes e compões
Os ermos mais audazes de uma vida
Já tanto diluída entre vazios
E os olhos procurando desafios
A luta se percebe já perdida.
Não pude perceber o quanto quis
Quem tanto se fizera quase um deus,
Os olhos sem destino, num adeus
O tempo se perdendo por um triz
Renasço do passado e sei do gris
Cenário aonde os dias fossem meus
Os cantos se perdendo em apogeus
Diversos do que tanto outrora eu fiz
A faca tem seus gumes, disto eu sei
A sorte dita em morte a própria lei
E o frágil sonhador já não teria
Sequer onde apoiar os pés e a queda
Traduz o descaminho e me envereda
A luta profanando em tal sangria.
Não mais comportaria qualquer sonho
E o pouco que inda resta não traduz
Ainda alguma coisa além da cruz
Nem mesmo o que pudesse e decomponho
Resumos de outras era num medonho
Caminho feito em trevas, nunca em luz
E o quanto poderia reproduz
Apenas o que louco, a ti proponho.
O verso sem sentido, o caos em nós
A luta se demonstra e sei algoz
O engodo; aonde eu tento um novo rumo.
Do errático poeta a menor sombra,
Somente esta verdade que me assombra
Moldando a minha vida em desaprumo.
Eu quero simplesmente um dia ser feliz
E ter em minhas mãos o amor sem ter medida
A vida imaginada há tanto já perdida
Dos sonhos sem futuro, o canto por um triz.
Amar e ter no olhar o quanto mais eu quis
A noite anunciada e nela a despedida
Uma esperança morta; há tanto, envilecida
Jazendo noutro enredo, em turvo e vão matiz.
A fêmea gira em torno das lâmpadas do sonho
E quanto mais o toco, o sinto vão, medonho,
E nada do que eu quero um dia inda terei
A voz já sem cuidado, o tempo, o sonho embarga
Não mais suporto a ausência, imensa e dura carga
Masmorras da esperança? Eu não suportarei...
A divisão permite um novo dia
E nisto se presume a liberdade,
Na força incomparável da amizade
A luta nada doma nem adia,
O ser e caminhar nos mostraria
O quanto neste mundo sempre agrade
E vence com firmeza qualquer grade
Tramando em tal verdade a fantasia.
Amiga, quando estou junto contigo
Aos sonhos mais sublimes eu prossigo
Vencendo os meus temores: solidão.
Na mesma direção, belo caminho
E assim mesmo num tempo tão mesquinho
Momentos fabulosos se verão.
Amar e ser feliz? Quem dera se eu pudesse...
A vida traz somente a mesma solidão
Em bares noites vãs; meus olhos não verão
Sequer o que talvez ainda em paz quisesse.
O tempo se desdenha; inútil qualquer prece
Um átimo e não vejo ainda a solução
Castelos, fantasia, apenas ilusão.
E o canto sem sentido ao longe em vão se expresse.
Amar e ter no olhar quem tanto desejara
Manhã surgindo bela, a vida tenra e rara
Num sol à beira mar, na praia do meu sonho
Um homem que me toque e traga o protetor
Cenário abençoado em tons de claro amor.
Porém somente eu vejo, um mundo atroz, medonho...
Por onde anda o Natal? Já não vê
Sequer algum sentido nesta data
Senão a que em verdade só retrata
A vida sem destino e sem por que.
Procuro uma esperança, mas cadê?
O nó de uma amizade se desata
A fúria se espalhando, fogo em mata
Apenas no supérfluo, o que se crê.
Um Cristo abandonado em qualquer canto
Jogado pelas ruas: fome e dor
Um pária se desnuda e não me espanto
Ao ver a macilenta face exposta
Aonde poderia um redentor,
A humanidade nua e decomposta.
Do amor já sem sentido, outro caminho traço
E tento após a queda um novo amanhecer
Aonde poderia ainda em tal prazer
Saber do que em verdade agora sei escasso.
E quando me percebo; ausente ou vago espaço
No quanto a própria vida insiste em me tolher
Dos sonhos mais sutis; procuro perceber
O quanto me trouxesse ainda o mesmo laço.
Mas sei das minhas vis angústias noite afora
A poesia viva invade, toma e aflora
Ancora o meu anseio e nada mais teria
Senão a velha face atroz e distorcida
Do quanto poderia e morta em plena vida
A sombra da esperança, apenas utopia...
Um tempo aonde o todo imaginável sonho
Trouxesse algum alento e luz a quem caminha
Ousando na esperança e nela o que se alinha
Presume este cenário e nele eu me proponho.
Ousasse acreditar ainda num risonho
Desejo sem igual, a sorte tua e minha
De quem sabendo a vida aos poucos avizinha
O temporal atroz, mordaz duro e medonho.
Uma mulher conhece a solidão de perto
E quando ao longe vendo o mundo que deserto
Bebendo a imensidão da noite que não veio,
Aquela que se fez além de mero ocaso,
Não sei e quando tento aos poucos já me atraso
Seguindo sem destino, em mero devaneio.
A tétrica incerteza em noite sem valia
Ousasse acreditar apenas no vindouro
E quando em vão procuro algum ancoradouro
Encontro tão somente a voz da poesia.
Aonde mergulhasse e nisto não teria
Sequer algum cenário enquanto nascedouro
Da pútrida verdade e nela se me douro
Ainda que pudesse, apenas agonia.
Gerando em consonância; errático cenário
Enquanto se cerzisse um mundo imaginário
A vida moldaria ausência e nada além
Carcaça da ilusão tomando o quanto resta
Da imagem mais mordaz espúria, vã, funesta
Traçando em noite escura um mundo sem ninguém.
Num éter se transforma o quanto pude outrora
Vagando sem sentido em noite sideral
Sinceramente exposto ao ar raro e venal
Minha alma navegando aonde o fim demora.
A sorte em sortilégio o tempo que apavora
Negar o quanto pude em ar torpe e fatal
Ainda que restasse ao peito algum degrau
A queda inusitada expressa qualquer hora.
Ascendo ao quanto fui; lunática expressão
E sei do meu cansaço e trágica emoção
Exposta ao vento e sigo aquém do que devia.
Nos ermos do infinito a voz se perde ao fundo
E quando no silêncio ainda em vão me inundo
O amor já não moldara além desta utopia.
Não posso caminhar contra tal fúria
E vendo a minha sorte desmedida
Aonde poderia haver a vida
Somente se imagina a vaga incúria
A luta se traduz em tal penúria
E a sorte sem sentir qualquer saída
Gerasse a noite em nós, sem despedida
Marcando o dia a dia com lamúria
E nada se desenha após a queda
Pagando esta esperança em vã moeda
Gestada pelo medo e nada mais.
O tempo diz do quanto poderia
Ousar e acreditar noutra utopia
Que em vãos momentos, tola; derramais.
Jogado sobre a roca, imenso e turvo mar
A luta sem derrota e penso no futuro
Somente tendo em mãos os dias que procuro
Sabendo que ao final só possa naufragar.
Espúria fantasia aonde provocar
O sonho sem tormenta em dia mais escuro,
Ainda que sentisse o sonho onde perduro
Marcando o que pudera e tento disfarçar
Não poderei seguir aquém do quanto tenho
E vendo o meu caminho aonde em tolo empenho
Espero tão somente a noite em meus atóis
Vencido pelo sonho e quanto mais destróis
O rumo sem sentido, o barco sem convés
Exposto à tempestade e a fúria das marés.
Não pude acreditar no quanto ainda tento
Vestígios desta vida invalidez completa
E quanto mais ao longe o sonho se repleta
A noite traça o medo e nele o vago vento,
Esqueço o que pudera em pleno sofrimento
E tento acreditar ainda em ser poeta,
Vencido pelo Amor, na entorpecida seta
Do quanto poderia apenas atormento.
Resisto ao vendaval e bebo do vazio
Gestando sem sentido o quanto desafio
Matando dentro da alma o resto que inda trago,
Ainda que pudesse expressa solidão
Tramando com certeza os dias que virão
Negando ao sonhador qualquer carinho e afago.
Um maço de cigarros sobre a mesa
O tempo se resume no jamais
E tento imaginar em dias tais
O quanto a vida imerge em correnteza.
No medo transbordando em incerteza
Diversos os desenhos mais venais
E sinto meus caminhos desiguais
Tentando na verdade não ser presa.
Eclodem quais crisálidas, estrelas
E quando se percebe em glória, o vê-las
Encontro retratada a eternidade.
E o caos gerado em nós não poderia
Vencer o quanto resta em agonia
E o todo noutro infausto nos degrade.
Ainda que pudesse em amizade
Pousar o meu caminho em noite clara
E nisto a imensidão tomando aclara
E traça o quanto tento em liberdade,
E o tempo noutro tempo já se evade
Marcando com ternura esta seara
A luta se desenha e se prepara
Rompendo o que pudesse ser em grade.
O medo se desenha bem distante
Enquanto o dia a dia se garante
Nos ermos de minha alma sonhadora
Diverso do que tanto poderia
Encaro com certeza esta magia
E nela o quanto quero ou mesmo fora.
Já não comportaria acreditar
Nos erros costumeiros de quem sonha
E a vida se desenha mais risonha
Ainda que pudesse em paz amar.
No tolo e sem sentido caminhar
A sorte mesmo atroz, leda e enfadonha
Presume a solidão e assim componha
O quanto desejei sem me notar.
Escoltas mais diversas: sonho e luz
Ainda quando o nada se produz
Vencendo o descaminho mais constante.
Apesar de saber da inútil face
Meu mundo na verdade não mais trace
O que numa emoção toma e garante.
Um dia mais feliz, quem sabe venha
E trague no sorriso deste que amo
O tempo se mostrando a cada ramo
E nisto a solidão percebe a senha,
Vencida pelo engodo, a luz mantenha
O todo quando muito quero e clamo,
Viceja dentro da alma o que inda tramo
E bebo deste sonho em brasa e lenha.
Mergulho nos teus braços sedutores
Seguindo sem pensar por onde fores
Tocada pela mágica esperança
E o cândido cenário só reflete
O mundo que desejo e me compete
E nele meu prazer nunca se cansa.
Não pude e não tentasse mergulhar
No errático desenho desta vida
Marcada pela sorte destruída
Distante do que pude em céu e mar.
A luta a cada instante a se tramar
Ruína da esperança carcomida,
Mergulho sem sentido em desprovida
Vontade de cerzir e de somar.
Amante da emoção maior; amiga,
O corte não impede que prossiga
Seguindo sem temor nova emoção,
A lua dentro da alma rege o sonho
E em cada novo verso que componho
Momentos de amizade moldarão.
Incauta sonhadora; apenas vejo
O mundo sem sentido e sem razão
Os olhos na verdade não trarão
O quanto mergulhasse a cada ensejo,
E sei do teu olhar em azulejo
Cenário aonde os dias moldarão
Apenas novamente algum verão
E nisto cada passo sem desejo.
Estranhas luzes ditam meu futuro
E sei o quanto possa e não procuro
Senão a mesma paz que me entranhasse.
Amar e ser feliz? Já não me basta
A vida se desenha amarga e gasta,
Mostrando com temor a velha face.
Não quero acreditar noutro momento
Aonde em ávida impressão já não pudera
Estar exposta à sorte da pantera
E nela sem sentido me alimento
Amar e caminhar e ir contra o vento
Gerando o que deveras degenera
Espero o que pudesse e destempera
Marcando com terror meu sofrimento.
Perdida sem sentido nem razões
Eu sei do quanto pude e tu me expões
Momentos mais diversos, verso e prosa
Ainda quando quero ser amada
A noite se imagina e desenhada
Desnuda-se divina e majestosa.
O medo se aproxima em cada olhar
Da sorte sem sentido e nem porquês
Ainda quando o sonho se desfez
Pudesse noutro intento caminhar,
Seguindo sem saber onde parar
O todo que em verdade inda não vês
Marcando as minhas dores nesta tez
Aonde desejara outro lugar,
Amante da esperança, tolamente
A luta a cada passo não desmente
O quanto ainda tenho dentro em mim,
Depois de certo tempo em vão repasto,
O corte desenhado agora gasto
Impede esta florada em meu jardim.
Já não mais poderia ainda acreditar
Nos ermos de minha alma aonde se escondendo
O todo traduzido em turvo e vão remendo
Apenas me traria o tolo caminhar
Encontro neste espelho o quanto fui buscar
E neste meu momento a vida em novo adendo
Herdando do passado apenas o que entendo
Qual fosse a fantasia e nela o mergulhar.
A sórdida ilusão invade quem pudera
Traçar a solidão e quando a vida é fera
Tocaia após espreita e o nada por resposta
A luta em justa cena apenas nos contente
E mesmo poderia ainda impertinente
Enquanto se resume a sorte se desgosta.
Meu tempo em noite vaga apenas poderia
Alçar quanto me resta e nada mais podendo
Senão falsa impressão atroz deste remendo
Ditame aonde o mundo expressa esta agonia,
A vida se desenha e nesta fantasia
O mundo se moldara e nada mais entendo
E o tempo se aproxima e nisto não me estendo
Aquém do grande amor e nada mais teria.
Jogada sobre a praia, a sorte dita o prumo
E quanto mesmo quero amor e nisto assumo
O todo desenhado em leve contratempo,
Quebrantos são comuns em quem sonhara tanto
E ao fim deste soneto apenas eu garanto
O mundo que enfrentara alheio e vago tempo.
Augusta maravilha em noite constelada
Gerando etérea luz envolta por neblinas
E neste desenhar o quanto me fascinas
Traduz a minha sorte em rara madrugada,
Após tanto sentir e crer no mesmo nada
Aonde com firmeza em tramas me assassinas
Brumosa senda exposta e nela determinas
A voz de quem pudera e segue aquém cansada.
Vestígios mais sutis de um tempo mesmo rude
E neste caminhar o passo desilude
Trazendo em desamor o quanto pude crer
Bem antes do momento em rara cortesia
No traço mais audaz, o mundo se traria
Ainda imensamente em raro amanhecer.
Deitada em nobre leito a bela dama
Impávida presença em lua clara
O sonho tantas vezes se declara
E nisto outra certeza a vida trama,
Pudesse da emoção em bela chama
Viver esta ilusão imensa e rara
Na perolada estância onde se ampara
O todo desenhando além do drama,
A lívida presença desta que
Meu sonho ora deslinda em noite imensa,
O quanto em teu olhar a vida pensa
E sabe algum sentido e já se vê
Na imaginária noite, apaixonada
Imagem noutra face revelada.
Ascendo ao quanto pude em tempo alheio
Vencida pela angústia e nada além
O todo desenhado não mais vem
E o tempo noutro encanto mal semeio
Vestindo esta ilusão, em devaneio
Após o que pudera sem ninguém
Procuro algum caminho e sigo bem
O mundo onde decerto a paz rodeio.
Já não me caberia melhor sorte
No passo em desafio o que comporte
Não basta pra quem tanto se prometa
Nas vagas do infinito a te buscar
Expressas nos teus olhos o luar
Enquanto o coração, mero cometa.
O amor pudesse ter além da velha esfera
Protótipos de um tempo ainda que venal
Seria muito bom ou mesmo esse ideal
Aonde desenhasse a nova primavera.
O corte quando adentra e a vida destempera
Acréscimos de dor e nada em desigual
Caminho se aproxima e traça em bem ou mal
O medo sem sentido e a solidão tão fera.
Não quero acreditar tampouco necessito
No cais sem sentimento, exposto ao vão granito
E em versos mais sutis no alexandrino sonho
Esbarro no meu erro e vejo o quanto resta
Da sorte sem fartura e mesmo até funesta
Moldando noutro verso o que demais proponho.
Jogado sobre o nada apenas enfrentando
O medo contumaz de quem se fez alheio
Aos sonhos tão comuns e quando devaneio
Procuro outro caminho e vejo o tempo brando
Aonde muita vez pudesse mergulhando
Ousar noutro cenário e nisto até rodeio
Cerzindo este delírio e quando assim anseio
Vagando sem saber o quanto ou mesmo o quando
Não pude imaginar sequer um novo dia
E neste caminhar invado o que teria
No olhar de sonhador, poeta sem destino,
Vencido pelo caos e nada mais me importa
Marcando em consonância a vida em sua porta
E nisto com temor aos poucos me alucino.
Amigos que carrego no meu peito
De velha sonhadora, poetisa
A vida tantas vezes se matiza
E traça este caminho onde deleito
Vencendo o que pudesse agora aceito
O quanto desta sorte sempre avisa
E o rosto vai se expondo sempre à brisa
Embora o meu cantar já contrafeito.
E sinto a tua mão macia, amigo
E quantas vezes tendo o que persigo
Encontro a rara fonte da amizade
Que traz ao meu caminho um farto brilho
E o todo que inda trago, eu compartilho
Gerando dentro da alma a claridade.
Não mais eu poderia acreditar
Nas ânsias de quem busca finalmente
O quanto da existência mesmo mente
E traz outro caminho a se moldar,
No fim de certo tempo a me rondar
Tocando o coração, o sonho e a mente
E nada que pudesse tão premente
Pudesse noutro rumo desenhar
Amiga, ao te encontrar com mansidão
Meus dias noutros tantos erguerão
A imensa maravilha de uma vida
Há tanto sem caminho, em raro cais
E nestes nossos dias desiguais
A luz desta amizade é construída.
Amar e ter além do quanto poderia
Ousar em noite imensa apenas por querer
Vencer o quanto pude e tento amanhecer
Gerando dentro da alma a solução de um dia
A luta se desenha em tal alegoria
O tempo não pudesse e nem mesmo o saber
Gestando dentro em mim o quanto pude crer
Negando o que restara ainda em fantasia.
Eu bebo em tua boca a luz deste insensato
Momento onde cansado; às vezes já constato
O quanto pude ou nunca enquanto mais quisesse.
Da catedral do sonho amor se faz intenso
E neste desenhar, o quanto me convenço
Traduz um verso em rara e mansa, doce prece.
Lutas sem sentido
Não tento descobrir as lutas sem sentido
E nada do que eu possa ainda me permite
Viver o quanto tente aquém deste limite
Há tanto desejado e sei que agora olvido.
No passo sem razão, aonde dilapido
O corte que se vendo e nele se acredite
Gerando abençoado um mundo onde palpite
O termo mais audaz em sonho decidido.
A voz, a violência o tempo e a luta em vão
Ainda quando vejo os dias que virão
Restando ao sonhador uma ancoragem além,
O mundo sem proveito e o passo em contra-senso
Ao menos não pudera e nisto sei que penso
Traçar esta verdade e nela o que convém.
A liberdade ronda quem sonhara
Com todo este esplendor em festa e gozo,
O mundo tantas vezes majestoso
Espalha a sensação suprema e clara
O amor quando demais já se prepara
E traça outro cenário, e caprichoso
Por vezes se mostrando pedregoso
Ou livre e maviosa tal seara.
Deitando em raro prado a fantasia
Do quanto libertário me traria
Somente um novo raio em esperança.
A luta sem sentido já nos cansa,
Mas quando se deseja uma utopia
Amor inigualável; paz alcança.
A luta pelo encanto feito em luz
Já não me cansaria enquanto tento
Vencer a luta contra o sofrimento
Ousando aonde o todo me conduz,
E o passo noutro passo reproduz
Vestindo com ternura um raro alento,
E o mundo desenhando em pensamento
Traçando o que deveras nos seduz.
Espero a liberdade a cada passo
E neste desejar meu mundo eu traço
Nos braços de quem amo; bela rede.
Tecendo outro momento sem igual,
O rumo se mostrando magistral
Bem mais que simples foto na parede.
Amigos quando o tempo nos desnuda
E traz novo momento a cada instante,
O sonho que deveras me agigante
A noite com belezas sempre acuda,
A sorte que pensara tão miúda
A fonte muitas vezes deslumbrante
E o nada se apresenta e segue avante
Vencendo o quanto pude e o tempo muda.
Negando qualquer queda no futuro
O sonho, companheira, eu asseguro
Jamais se negaria a quem se dera
E o tanto que busquei em harmonia
Aos poucos nos teus braços eu teria
Ousando reviver em sublime era.
Meu mundo desabando aonde nada mais
Pudesse acreditar e nem mesmo seguir
Ainda que vivesse e tendo o que há por vir
Imerso num momento e nele demonstrais
Os ermos deste sonho e nele em desiguais
Caminhos; sei do quanto eu possa, um elixir
Ousar em verso e voz, o todo que ao sentir
Trouxesse noite rara em versos mais banais.
Amar e ter certeza, embora seja frágil
Do passo sem proveito, e mesmo quando em ágil
Cenário porventura, ainda se desenha
O tempo diz do vão e nada mais servindo
Aquém do que pudera e neste caos o infindo
Martírio desolando, ousando em velha ordenha.
Não mais me caberia ao menos um momento
E nada do que pude ou mesmo inda tentasse
Vencesse a realidade e neste torpe impasse
O corte se apresenta e nisto sigo sempre atento,
O prazo determina o quanto quero e tento
E molda o que seguisse e nesta velha face
O pouco que inda resta; ao menos já mostrasse
A força sem igual do imenso sentimento
Amar e ter no olhar a sorte mais diversa
E quando a gente busca o todo desconversa
E traça no futuro a sombra que eu buscara,
O canto em harmonia, um risco a mais que encampo
Ousando além da noite um raro pirilampo
Tomando em claridade, a noite imensa e rara.
Amiga, a vida sempre nos permite
Um novo amanhecer mesmo brumoso
E quando se percebe o todo em antegozo
Já não me caberia ainda algum limite,
E o prazo determina o quanto se acredite
Marcando o que pudera em rumo fabuloso,
Espero caminhar e nisto o perigoso
Cenário se repete e a paz sempre palpite.
Escassamente vejo o fim do sonho
E quando novo passo além componho
Invisto sem temor neste momento,
E o tanto que pudera sendo assim,
Vestindo o quanto resta dentro em mim,
Aos poucos nesta lua, amor fomento.
Já nada mais pudera quem teimava
Na luta sem descanso ou sem proveito
E quanto deste tempo sendo aceito
Gestando o coração em sonho e lava,
Minha alma sem sentido algum e escrava
Do quanto noutro tempo em raro leito
Moldando sem temor onde deleito
O corte acentuado rompe a trava.
Vestindo a solidão nada mais tento
Sequer o que pudesse contra o vento
E sendo de tal forma a fantasia
Gerando novamente o quanto pude
Espero outro momento e mesmo rude
A noite com certeza me invadia.
A morte vem rondando mansamente
E toca o quanto pude acreditar
Ousando no momento a se moldar
Toando sem sentidos corpo e mente
O mundo se mostrasse mais descrente
Regendo cada dia e me mostrar
Desnuda fantasia a remontar
O quanto na verdade impunemente.
Invisto cada passo no futuro
E sei do quanto possa e me asseguro
Presumo meus enganos costumeiros
E tento embora tolo viajante
Vencer o quanto possa e se garante
Gestando dentro da alma estes canteiros.
Seguindo cada passo do Senhor
Ousando num amor eterno e claro
Aonde todo instante em paz preparo
E sigo Teus sinais por onde eu for.
Trazendo nos meus olhos, redentor
Cenário desejado, amado e raro,
A cada novo verso a Ti declaro
Meu mundo sem sequer qualquer temor.
Amigo, irmão e Pai, meu companheiro
De todas as batalhas, mesmo rudes
Só peço que deveras mais ajudes
Quem ama teu caminho, o verdadeiro
E segue coração aberto ao vento,
Mantendo em Ti, mais firme o pensamento.
Não quero acreditar nas ânsias de um passado
Aonde o meu caminho há tanto se perdendo
Não deixa que se veja apenas um adendo
E o corte; noutro engodo, espreito lado a lado
Meu canto sem descanso agora anunciado
E o verso sem limite inverso em dividendo
Aos poucos noutra face o quanto se estendendo
Deixando cada engano, acaso abandonado.
Jogado sobre o solo, o medo continua
E bebo deste encanto aonde o nada traz
Senão a mesma voz audaz e até falaz
Deixando para trás o quanto fora a lua,
Espero algum momento e nisto sendo assim,
O medo se traçando expressa então meu fim.
Poder falar da vida enquanto amor
Ousando na palavra sensual,
O quanto imaginara nesta nau
Vencendo esta procela aonde eu for,
Abrasa-me a saudade, sei da dor
E vivo outro momento desigual,
Resumos de meu tempo em sol e sal
Ouvindo a voz de um tempo sedutor.
Jogada sobre as ondas deste mar,
Ainda que pudesse navegar
Naufrago na esperança de quem ama,
A luta não cessando um só segundo
E quando neste passo eu me aprofundo
Enfrento este caminho em lodo e lama.
A dor de uma saudade me invadindo
Tocando dentro da alma de quem sonha
E sei que a vida traça esta medonha
Audácia aonde o tempo fora lindo,
E quanto noutro sonho distraindo
A sorte se transforma e mais bisonha
Além do que em verdade nos proponha
Um tempo sem igual, audaz e infindo.
Já não comportaria outro futuro
E quando vejo a vida e me asseguro
Dos erros contumazes de quem tenta
Saudade de quem foi e não voltara
Deixando a solidão, fria seara
Enquanto uma ilusão, esta alma tenta.
Amigos pela vida eu fui deixando
E nada do que trago diz da sorte
E sem ter quem deveras me conforte
O tempo dentro da alma não é brando.
O sonho no vazio se moldando,
Restando tão somente a minha morte,
A vida já não tendo mais um norte,
Meu mundo noutro engodo se tornando.
Audaciosamente quis saber
Da sorte num suave amanhecer
E nada do que o tempo me dizia
Pudera imaginar novo momento
E quando me perdendo, ainda tento
A luz se torna mera fantasia.
O amor nos conquistando dia a dia
Traduz a cada instante outro cenário
E o quanto fosse outrora temporário
Num mar de rara luz explodiria,
Vagando sem sentido, não teria
O canto mais suave de um canário
Amor ao desenhar o itinerário
Presume o quanto quero e até veria.
O mundo se traduz felicidade
Nos ermos de quem tanto busca e agrade
Vivendo a sensação de plenitude
E nada mais deveras nos mostrasse
A vida superando algum impasse,
E nisso cada sonho nos ajude.
Já não me caberia outra saída
Senão a de tentar felicidade
E nisto vejo em ti a claridade,
Há tanto, desejada e sempre urdida,
A luz que imaginara sendo ungida
No quanto possa imensa liberdade
O mundo se traduz enquanto invade
Com toda esta beleza nossa vida.
Amar e ter no olhar o Paraíso
E quando nos teus olhos eu matizo
Bebendo cada gole da esperança
Meu rumo se aproxima dos teus passos
E embora tantos dias mortos, lassos,
Ao éter da alegria o mundo avança.
Amar e ter nas mãos o quanto pude
Vencendo os meus fantasmas do passado,
A solidão; carrego aqui do lado
E bebo a fantasia mesmo rude,
E o preço do sonhar já desilude
Deixando o coração amargurado
Tramando o que pudera e quando invado
Revejo a já distante juventude.
O amor que imaginara mais presente
Este homem mais audaz, hoje apresente
Bem mais que o mero sonho, ou ilusão.
A trama mais audaz aonde atroz
Já não sossega mais e toma a foz
Domando os desalentos que virão.
Já não suportaria a luz deste momento
Aonde o meu caminho esbarra no passado
E o quanto poderia há tanto abandonado
Gerando no final, apenas meu lamento,
E quando mergulhara além no firmamento,
O canto sem remédio, sem luta, demonstrado
Restando ao caminheiro a sorte de um legado
Ousando muito aquém do mero pensamento.
Viceja dentro da alma o brilho que procuro
E sei do grande amor, deveras mais seguro
E nele cada engano traduz uma partilha,
Vestindo o quanto pude e nada mais convença
O sonho por si só traçando a recompensa
Enquanto o ser feliz, a vida em paz polvilha.
Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.
Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.
Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
Ah los vasos del pecho! Ah los ojos de ausencia!
Ah las rosas del pubis! Ah tu voz lenta y triste!
Cuerpo de mujer mía, persistirá en tu gracia.
Mi sed, mi ansia sin limite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.
PABLO NERUDA
Tocando no teu corpo, em rara espera
Vencendo os meus temores do passado,
O quanto pude crer no imenso prado
Reinando sobre nós a primavera,
A sorte mesmo quando destempera
O dia noutro tanto anunciado,
Resgate de um momento onde me invado
E bebo com ternura o quanto espera,
Ao crer nesta emoção e ver além,
Do quanto com certeza nos convém
Eu sigo cada passo rumo ao tanto,
E vendo em teu olhar a claridade
Enquanto esta emoção deveras brade
Um dia mais tranquilo e em paz garanto.
O mundo se renova a cada instante
E o quanto mais velhusco ou mesmo atroz
Não traça por si só algum algoz
Nem mesmo o mais moderno isto garante,
O todo não traduz o deslumbrante
Em consonância ouvindo a mesma voz
E nada do que possa ser feroz
Expressa o quanto pude doravante,
As ânsias são diversas e presumo
Meu passo no que tento em novo rumo
Mantendo no timão a liberdade,
No caos gerado após o não se ver
A vida desvalida em desprazer
Aos poucos sem sentido algum já brade.
O mundo se renova a cada instante
E o quanto mais velhusco ou mesmo atroz
Não traça por si só algum algoz
Nem mesmo o mais moderno isto garante,
O todo não traduz o deslumbrante
Em consonância ouvindo a mesma voz
E nada do que possa ser feroz
Expressa o quanto pude doravante,
As ânsias são diversas e presumo
Meu passo no que tento em novo rumo
Mantendo no timão a liberdade,
No caos gerado após o não se ver
A vida desvalida em desprazer
Aos poucos sem sentido algum já brade.
O mundo se renova a cada instante
E o quanto mais velhusco ou mesmo atroz
Não traça por si só algum algoz
Nem mesmo o mais moderno isto garante,
O todo não traduz o deslumbrante
Em consonância ouvindo a mesma voz
E nada do que possa ser feroz
Expressa o quanto pude doravante,
As ânsias são diversas e presumo
Meu passo no que tento em novo rumo
Mantendo no timão a liberdade,
No caos gerado após o não se ver
A vida desvalida em desprazer
Aos poucos sem sentido algum já brade.
Enquanto comportasse além do sonho
Um tempo mais feliz imerso em luz
Ao tanto quanto busco e reproduz
Meu mundo noutro passo hoje componho
E vejo a claridade onde proponho
Meu canto se mostrando enquanto o pus
Vencendo esta agonia, leda cruz
Vestindo o que pudesse e assim reponho.
A luta não cessando um só instante
O canto na verdade me adiante
Apenas o que possa e mesmo queira
A lua que ora invade cada quarto
Desenha este cenário que comparto
Traçando a minha sorte derradeira.
Não tento prosseguir nem mais pudera
Apenas conseguindo um novo sonho
Desdita traduzindo o ser medonho
Gerando o que deveras trama a fera
O prazo determina o quanto espera
E bebo deste céu claro e risonho,
Meu canto se mostrara aonde ponho
O tempo sem sentido e destempera.
Alucinadamente nada trago
Senão este cenário frágil, vago
Mergulhos dentro da alma, nada além
Do errático caminho em desventura
E quando a solução não mais perdura
Apenas o vazio me contém.
Pudesse acreditar noutro caminho
Vencendo os dissabores entre as quedas
E quanto noutro passo ainda enredas
Meu mundo se anuncia mais mesquinho,
Apenas o que pude num mansinho
Cenário aonde embora o sol já vedas
Os erros entre as sendas que enveredas
Esquecem tão somente cada espinho.
Espalho com ternura o que se faz
E sei deste momento mais audaz,
Nas ânsias de quem sabe o quanto quer,
E sinto este bafejo da esperança
Enquanto a liberdade em Cristo alcança
No amor que agora sei não ser qualquer.
E ter dentro de mim esta certeza
Da sorte desenhada sem surpresa
Aonde todo amor me tocaria,
Vestindo a mais sublime fantasia
E nisto não temer a correnteza
Dos sonhos mais agudos, ser a presa
Ousando neste mundo em poesia.
Resumos de outros tempos, luz e glória
A vida remoendo na memória
Momentos que se foram; voltarão?
A fêmea grita em mim e nada a cala
Um homem desfilando nu na sala
Levando junto a si meu coração.
A força que se emana deste bem
Gerando a cada passo este horizonte
Moldando este caminho que me aponte
O quanto em maravilha a vida tem,
Cansada de lutar? O amor contém
Deveras nos seus passos rumo e ponte
Qual fosse um sol imenso que desponte
Nesta divina luz que agora vem
Raiando dentro da alma de quem sonha
E sabe mesmo em tarde mais tristonha
Da lua feita em paz e claridade,
Por isso é que sabendo deste fato
No amor do Meu Senhor vejo e retrato
O dom desta maior felicidade.
O quanto eu poderia inútil poesia
Falar deste sutil momento em dor e medo
E quando novamente um passo ora concedo
Gerando o que tentara além da fantasia.
O mundo na verdade, aos poucos me traria
O rústico cenário e nele este segredo
Tramando com certeza o quando do degredo
Pudesse ser diverso e mesmo em agonia.
Recebo o teu carinho, amiga e na verdade
O passo sem sentido, aos poucos já degrade
O todo desenhado e nada consumido,
Ainda quando quis felicidade plena
A luta sem certeza, aos poucos me condena
E nisto vejo o tempo, aonde o dilapido.
Não deixe que esta dor querida amiga
Destroce cada sonho que inda trazes
A vida se desenha em tantas fases
E enquanto às vezes fere nos abriga,
A sorte fabulosa que persiga
Ou mesmo se perdendo sem os ases,
As cartas sobre as mesas mais audazes
Demonstram quanto a luta além prossiga.
O sonho desejado e mais querido,
O tempo noutro tempo hoje lapido
E espero uma colheita em amizade,
Do todo que cevara; o mais sublime
Traduz todo este encanto que redime
E traz à caminheira a liberdade.
A força que se emana deste bem
Gerando a cada passo este horizonte
Moldando este caminho que me aponte
O quanto em maravilha a vida tem,
Cansada de lutar? O amor contém
Deveras nos seus passos rumo e ponte
Qual fosse um sol imenso que desponte
Nesta divina luz que agora vem
Raiando dentro da alma de quem sonha
E sabe mesmo em tarde mais tristonha
Da lua feita em paz e claridade,
Por isso é que sabendo deste fato
No amor do Meu Senhor vejo e retrato
O dom desta maior felicidade.
Meu mundo se desenha em amizade
Traçando a cada passo a nova imagem
Que um dia imaginara ser miragem
E agora bem mais alto teime e brade,
O amor quando demais diz liberdade?
Não posso em tão sublime paisagem
Ousando com certeza em nova aragem
Bebendo o quanto quero e mais agrade,
Legado que carrego de outras eras
E nelas outras tantas que temperas
Gerando com ternura amor profundo.
E o peso de uma vida em dores tantas
Ao rumo em que prossegues e garantas
A mais bela razão de todo um mundo.
Feliz aniversário, meu amigo,
O tempo passa e a vida continua
Ousando neste passo sob a lua
E neste desenhar tanto me abrigo,
O quanto poderia e estar contigo
Traduz uma beleza onde flutua
Marcando com razão e se cultua
O todo desenhado que persigo.
A luta eu sei diária e sem descanso
E quando neste instante a ti alcanço
Podendo te abraçar e agradecer.
A vida nos trazendo uma surpresa
Imensa e tão sublime esta beleza
De um ano a mais poder aqui te ter.
Já não me caberia acreditar
Nos ermos de minha alma sem proveito
E quanto deste sonho não aceito
Bebendo cada raio do luar,
Lutando sem saber onde parar
Meu verso se ilumina e vai desfeito
Do todo sem sentido eu me deleito
E traço o tempo inteiro a navegar;
Encontro os meus momentos mais audazes
E sei deste cenário enquanto trazes
Apenas sortilégios, nada mais.
Mergulho no passado e vendo apenas
O quanto na verdade não acenas
E nisto os dias morrem desiguais.
Quando a solidão ronda meu quarto
Imersa em noite escura, opaca e morta
Espero alguém batendo em minha porta,
Porém deste vazio eu não me aparto.
Um homem que pudesse após já farto
Trazer com tal carinho o quanto exorta
O todo desejado e assim se importa
Do quanto em tal prazer tenho e reparto.
Um homem cuja essência feminina
Presume o quanto quero ao ser menina
Após a fúria feita em fêmea e fera.
Que tanto me proteja e já sem medo
Bebendo cada gole que concedo
Além do quanto em vida busque e espera.
Do pouco que inda cabe a quem procura
Vencer os desacordos mais vulgares
Ainda quando ao longe mal notares
A sorte não traria bem ou cura,
O corte se apresenta e se perdura
Marcando com terror os meus altares
E os antros mais audazes, vis lugares
Aos poucos ronda o sonho em tal loucura
E o canto sem sentido nem razões
Aonde tu persistes e compões
Os ermos mais audazes de uma vida
Já tanto diluída entre vazios
E os olhos procurando desafios
A luta se percebe já perdida.
Não pude perceber o quanto quis
Quem tanto se fizera quase um deus,
Os olhos sem destino, num adeus
O tempo se perdendo por um triz
Renasço do passado e sei do gris
Cenário aonde os dias fossem meus
Os cantos se perdendo em apogeus
Diversos do que tanto outrora eu fiz
A faca tem seus gumes, disto eu sei
A sorte dita em morte a própria lei
E o frágil sonhador já não teria
Sequer onde apoiar os pés e a queda
Traduz o descaminho e me envereda
A luta profanando em tal sangria.
Não mais comportaria qualquer sonho
E o pouco que inda resta não traduz
Ainda alguma coisa além da cruz
Nem mesmo o que pudesse e decomponho
Resumos de outras era num medonho
Caminho feito em trevas, nunca em luz
E o quanto poderia reproduz
Apenas o que louco, a ti proponho.
O verso sem sentido, o caos em nós
A luta se demonstra e sei algoz
O engodo; aonde eu tento um novo rumo.
Do errático poeta a menor sombra,
Somente esta verdade que me assombra
Moldando a minha vida em desaprumo.
Eu quero simplesmente um dia ser feliz
E ter em minhas mãos o amor sem ter medida
A vida imaginada há tanto já perdida
Dos sonhos sem futuro, o canto por um triz.
Amar e ter no olhar o quanto mais eu quis
A noite anunciada e nela a despedida
Uma esperança morta; há tanto, envilecida
Jazendo noutro enredo, em turvo e vão matiz.
A fêmea gira em torno das lâmpadas do sonho
E quanto mais o toco, o sinto vão, medonho,
E nada do que eu quero um dia inda terei
A voz já sem cuidado, o tempo, o sonho embarga
Não mais suporto a ausência, imensa e dura carga
Masmorras da esperança? Eu não suportarei...
A divisão permite um novo dia
E nisto se presume a liberdade,
Na força incomparável da amizade
A luta nada doma nem adia,
O ser e caminhar nos mostraria
O quanto neste mundo sempre agrade
E vence com firmeza qualquer grade
Tramando em tal verdade a fantasia.
Amiga, quando estou junto contigo
Aos sonhos mais sublimes eu prossigo
Vencendo os meus temores: solidão.
Na mesma direção, belo caminho
E assim mesmo num tempo tão mesquinho
Momentos fabulosos se verão.
Amar e ser feliz? Quem dera se eu pudesse...
A vida traz somente a mesma solidão
Em bares noites vãs; meus olhos não verão
Sequer o que talvez ainda em paz quisesse.
O tempo se desdenha; inútil qualquer prece
Um átimo e não vejo ainda a solução
Castelos, fantasia, apenas ilusão.
E o canto sem sentido ao longe em vão se expresse.
Amar e ter no olhar quem tanto desejara
Manhã surgindo bela, a vida tenra e rara
Num sol à beira mar, na praia do meu sonho
Um homem que me toque e traga o protetor
Cenário abençoado em tons de claro amor.
Porém somente eu vejo, um mundo atroz, medonho...
Por onde anda o Natal? Já não vê
Sequer algum sentido nesta data
Senão a que em verdade só retrata
A vida sem destino e sem por que.
Procuro uma esperança, mas cadê?
O nó de uma amizade se desata
A fúria se espalhando, fogo em mata
Apenas no supérfluo, o que se crê.
Um Cristo abandonado em qualquer canto
Jogado pelas ruas: fome e dor
Um pária se desnuda e não me espanto
Ao ver a macilenta face exposta
Aonde poderia um redentor,
A humanidade nua e decomposta.
Do amor já sem sentido, outro caminho traço
E tento após a queda um novo amanhecer
Aonde poderia ainda em tal prazer
Saber do que em verdade agora sei escasso.
E quando me percebo; ausente ou vago espaço
No quanto a própria vida insiste em me tolher
Dos sonhos mais sutis; procuro perceber
O quanto me trouxesse ainda o mesmo laço.
Mas sei das minhas vis angústias noite afora
A poesia viva invade, toma e aflora
Ancora o meu anseio e nada mais teria
Senão a velha face atroz e distorcida
Do quanto poderia e morta em plena vida
A sombra da esperança, apenas utopia...
Um tempo aonde o todo imaginável sonho
Trouxesse algum alento e luz a quem caminha
Ousando na esperança e nela o que se alinha
Presume este cenário e nele eu me proponho.
Ousasse acreditar ainda num risonho
Desejo sem igual, a sorte tua e minha
De quem sabendo a vida aos poucos avizinha
O temporal atroz, mordaz duro e medonho.
Uma mulher conhece a solidão de perto
E quando ao longe vendo o mundo que deserto
Bebendo a imensidão da noite que não veio,
Aquela que se fez além de mero ocaso,
Não sei e quando tento aos poucos já me atraso
Seguindo sem destino, em mero devaneio.
A tétrica incerteza em noite sem valia
Ousasse acreditar apenas no vindouro
E quando em vão procuro algum ancoradouro
Encontro tão somente a voz da poesia.
Aonde mergulhasse e nisto não teria
Sequer algum cenário enquanto nascedouro
Da pútrida verdade e nela se me douro
Ainda que pudesse, apenas agonia.
Gerando em consonância; errático cenário
Enquanto se cerzisse um mundo imaginário
A vida moldaria ausência e nada além
Carcaça da ilusão tomando o quanto resta
Da imagem mais mordaz espúria, vã, funesta
Traçando em noite escura um mundo sem ninguém.
Num éter se transforma o quanto pude outrora
Vagando sem sentido em noite sideral
Sinceramente exposto ao ar raro e venal
Minha alma navegando aonde o fim demora.
A sorte em sortilégio o tempo que apavora
Negar o quanto pude em ar torpe e fatal
Ainda que restasse ao peito algum degrau
A queda inusitada expressa qualquer hora.
Ascendo ao quanto fui; lunática expressão
E sei do meu cansaço e trágica emoção
Exposta ao vento e sigo aquém do que devia.
Nos ermos do infinito a voz se perde ao fundo
E quando no silêncio ainda em vão me inundo
O amor já não moldara além desta utopia.
Não posso caminhar contra tal fúria
E vendo a minha sorte desmedida
Aonde poderia haver a vida
Somente se imagina a vaga incúria
A luta se traduz em tal penúria
E a sorte sem sentir qualquer saída
Gerasse a noite em nós, sem despedida
Marcando o dia a dia com lamúria
E nada se desenha após a queda
Pagando esta esperança em vã moeda
Gestada pelo medo e nada mais.
O tempo diz do quanto poderia
Ousar e acreditar noutra utopia
Que em vãos momentos, tola; derramais.
Jogado sobre a roca, imenso e turvo mar
A luta sem derrota e penso no futuro
Somente tendo em mãos os dias que procuro
Sabendo que ao final só possa naufragar.
Espúria fantasia aonde provocar
O sonho sem tormenta em dia mais escuro,
Ainda que sentisse o sonho onde perduro
Marcando o que pudera e tento disfarçar
Não poderei seguir aquém do quanto tenho
E vendo o meu caminho aonde em tolo empenho
Espero tão somente a noite em meus atóis
Vencido pelo sonho e quanto mais destróis
O rumo sem sentido, o barco sem convés
Exposto à tempestade e a fúria das marés.
Não pude acreditar no quanto ainda tento
Vestígios desta vida invalidez completa
E quanto mais ao longe o sonho se repleta
A noite traça o medo e nele o vago vento,
Esqueço o que pudera em pleno sofrimento
E tento acreditar ainda em ser poeta,
Vencido pelo Amor, na entorpecida seta
Do quanto poderia apenas atormento.
Resisto ao vendaval e bebo do vazio
Gestando sem sentido o quanto desafio
Matando dentro da alma o resto que inda trago,
Ainda que pudesse expressa solidão
Tramando com certeza os dias que virão
Negando ao sonhador qualquer carinho e afago.
Um maço de cigarros sobre a mesa
O tempo se resume no jamais
E tento imaginar em dias tais
O quanto a vida imerge em correnteza.
No medo transbordando em incerteza
Diversos os desenhos mais venais
E sinto meus caminhos desiguais
Tentando na verdade não ser presa.
Eclodem quais crisálidas, estrelas
E quando se percebe em glória, o vê-las
Encontro retratada a eternidade.
E o caos gerado em nós não poderia
Vencer o quanto resta em agonia
E o todo noutro infausto nos degrade.
Ainda que pudesse em amizade
Pousar o meu caminho em noite clara
E nisto a imensidão tomando aclara
E traça o quanto tento em liberdade,
E o tempo noutro tempo já se evade
Marcando com ternura esta seara
A luta se desenha e se prepara
Rompendo o que pudesse ser em grade.
O medo se desenha bem distante
Enquanto o dia a dia se garante
Nos ermos de minha alma sonhadora
Diverso do que tanto poderia
Encaro com certeza esta magia
E nela o quanto quero ou mesmo fora.
Já não comportaria acreditar
Nos erros costumeiros de quem sonha
E a vida se desenha mais risonha
Ainda que pudesse em paz amar.
No tolo e sem sentido caminhar
A sorte mesmo atroz, leda e enfadonha
Presume a solidão e assim componha
O quanto desejei sem me notar.
Escoltas mais diversas: sonho e luz
Ainda quando o nada se produz
Vencendo o descaminho mais constante.
Apesar de saber da inútil face
Meu mundo na verdade não mais trace
O que numa emoção toma e garante.
Um dia mais feliz, quem sabe venha
E trague no sorriso deste que amo
O tempo se mostrando a cada ramo
E nisto a solidão percebe a senha,
Vencida pelo engodo, a luz mantenha
O todo quando muito quero e clamo,
Viceja dentro da alma o que inda tramo
E bebo deste sonho em brasa e lenha.
Mergulho nos teus braços sedutores
Seguindo sem pensar por onde fores
Tocada pela mágica esperança
E o cândido cenário só reflete
O mundo que desejo e me compete
E nele meu prazer nunca se cansa.
Não pude e não tentasse mergulhar
No errático desenho desta vida
Marcada pela sorte destruída
Distante do que pude em céu e mar.
A luta a cada instante a se tramar
Ruína da esperança carcomida,
Mergulho sem sentido em desprovida
Vontade de cerzir e de somar.
Amante da emoção maior; amiga,
O corte não impede que prossiga
Seguindo sem temor nova emoção,
A lua dentro da alma rege o sonho
E em cada novo verso que componho
Momentos de amizade moldarão.
Incauta sonhadora; apenas vejo
O mundo sem sentido e sem razão
Os olhos na verdade não trarão
O quanto mergulhasse a cada ensejo,
E sei do teu olhar em azulejo
Cenário aonde os dias moldarão
Apenas novamente algum verão
E nisto cada passo sem desejo.
Estranhas luzes ditam meu futuro
E sei o quanto possa e não procuro
Senão a mesma paz que me entranhasse.
Amar e ser feliz? Já não me basta
A vida se desenha amarga e gasta,
Mostrando com temor a velha face.
Não quero acreditar noutro momento
Aonde em ávida impressão já não pudera
Estar exposta à sorte da pantera
E nela sem sentido me alimento
Amar e caminhar e ir contra o vento
Gerando o que deveras degenera
Espero o que pudesse e destempera
Marcando com terror meu sofrimento.
Perdida sem sentido nem razões
Eu sei do quanto pude e tu me expões
Momentos mais diversos, verso e prosa
Ainda quando quero ser amada
A noite se imagina e desenhada
Desnuda-se divina e majestosa.
O medo se aproxima em cada olhar
Da sorte sem sentido e nem porquês
Ainda quando o sonho se desfez
Pudesse noutro intento caminhar,
Seguindo sem saber onde parar
O todo que em verdade inda não vês
Marcando as minhas dores nesta tez
Aonde desejara outro lugar,
Amante da esperança, tolamente
A luta a cada passo não desmente
O quanto ainda tenho dentro em mim,
Depois de certo tempo em vão repasto,
O corte desenhado agora gasto
Impede esta florada em meu jardim.
Já não mais poderia ainda acreditar
Nos ermos de minha alma aonde se escondendo
O todo traduzido em turvo e vão remendo
Apenas me traria o tolo caminhar
Encontro neste espelho o quanto fui buscar
E neste meu momento a vida em novo adendo
Herdando do passado apenas o que entendo
Qual fosse a fantasia e nela o mergulhar.
A sórdida ilusão invade quem pudera
Traçar a solidão e quando a vida é fera
Tocaia após espreita e o nada por resposta
A luta em justa cena apenas nos contente
E mesmo poderia ainda impertinente
Enquanto se resume a sorte se desgosta.
Meu tempo em noite vaga apenas poderia
Alçar quanto me resta e nada mais podendo
Senão falsa impressão atroz deste remendo
Ditame aonde o mundo expressa esta agonia,
A vida se desenha e nesta fantasia
O mundo se moldara e nada mais entendo
E o tempo se aproxima e nisto não me estendo
Aquém do grande amor e nada mais teria.
Jogada sobre a praia, a sorte dita o prumo
E quanto mesmo quero amor e nisto assumo
O todo desenhado em leve contratempo,
Quebrantos são comuns em quem sonhara tanto
E ao fim deste soneto apenas eu garanto
O mundo que enfrentara alheio e vago tempo.
Augusta maravilha em noite constelada
Gerando etérea luz envolta por neblinas
E neste desenhar o quanto me fascinas
Traduz a minha sorte em rara madrugada,
Após tanto sentir e crer no mesmo nada
Aonde com firmeza em tramas me assassinas
Brumosa senda exposta e nela determinas
A voz de quem pudera e segue aquém cansada.
Vestígios mais sutis de um tempo mesmo rude
E neste caminhar o passo desilude
Trazendo em desamor o quanto pude crer
Bem antes do momento em rara cortesia
No traço mais audaz, o mundo se traria
Ainda imensamente em raro amanhecer.
Deitada em nobre leito a bela dama
Impávida presença em lua clara
O sonho tantas vezes se declara
E nisto outra certeza a vida trama,
Pudesse da emoção em bela chama
Viver esta ilusão imensa e rara
Na perolada estância onde se ampara
O todo desenhando além do drama,
A lívida presença desta que
Meu sonho ora deslinda em noite imensa,
O quanto em teu olhar a vida pensa
E sabe algum sentido e já se vê
Na imaginária noite, apaixonada
Imagem noutra face revelada.
Ascendo ao quanto pude em tempo alheio
Vencida pela angústia e nada além
O todo desenhado não mais vem
E o tempo noutro encanto mal semeio
Vestindo esta ilusão, em devaneio
Após o que pudera sem ninguém
Procuro algum caminho e sigo bem
O mundo onde decerto a paz rodeio.
Já não me caberia melhor sorte
No passo em desafio o que comporte
Não basta pra quem tanto se prometa
Nas vagas do infinito a te buscar
Expressas nos teus olhos o luar
Enquanto o coração, mero cometa.
O amor pudesse ter além da velha esfera
Protótipos de um tempo ainda que venal
Seria muito bom ou mesmo esse ideal
Aonde desenhasse a nova primavera.
O corte quando adentra e a vida destempera
Acréscimos de dor e nada em desigual
Caminho se aproxima e traça em bem ou mal
O medo sem sentido e a solidão tão fera.
Não quero acreditar tampouco necessito
No cais sem sentimento, exposto ao vão granito
E em versos mais sutis no alexandrino sonho
Esbarro no meu erro e vejo o quanto resta
Da sorte sem fartura e mesmo até funesta
Moldando noutro verso o que demais proponho.
Jogado sobre o nada apenas enfrentando
O medo contumaz de quem se fez alheio
Aos sonhos tão comuns e quando devaneio
Procuro outro caminho e vejo o tempo brando
Aonde muita vez pudesse mergulhando
Ousar noutro cenário e nisto até rodeio
Cerzindo este delírio e quando assim anseio
Vagando sem saber o quanto ou mesmo o quando
Não pude imaginar sequer um novo dia
E neste caminhar invado o que teria
No olhar de sonhador, poeta sem destino,
Vencido pelo caos e nada mais me importa
Marcando em consonância a vida em sua porta
E nisto com temor aos poucos me alucino.
Amigos que carrego no meu peito
De velha sonhadora, poetisa
A vida tantas vezes se matiza
E traça este caminho onde deleito
Vencendo o que pudesse agora aceito
O quanto desta sorte sempre avisa
E o rosto vai se expondo sempre à brisa
Embora o meu cantar já contrafeito.
E sinto a tua mão macia, amigo
E quantas vezes tendo o que persigo
Encontro a rara fonte da amizade
Que traz ao meu caminho um farto brilho
E o todo que inda trago, eu compartilho
Gerando dentro da alma a claridade.
Não mais eu poderia acreditar
Nas ânsias de quem busca finalmente
O quanto da existência mesmo mente
E traz outro caminho a se moldar,
No fim de certo tempo a me rondar
Tocando o coração, o sonho e a mente
E nada que pudesse tão premente
Pudesse noutro rumo desenhar
Amiga, ao te encontrar com mansidão
Meus dias noutros tantos erguerão
A imensa maravilha de uma vida
Há tanto sem caminho, em raro cais
E nestes nossos dias desiguais
A luz desta amizade é construída.
Amar e ter além do quanto poderia
Ousar em noite imensa apenas por querer
Vencer o quanto pude e tento amanhecer
Gerando dentro da alma a solução de um dia
A luta se desenha em tal alegoria
O tempo não pudesse e nem mesmo o saber
Gestando dentro em mim o quanto pude crer
Negando o que restara ainda em fantasia.
Eu bebo em tua boca a luz deste insensato
Momento onde cansado; às vezes já constato
O quanto pude ou nunca enquanto mais quisesse.
Da catedral do sonho amor se faz intenso
E neste desenhar, o quanto me convenço
Traduz um verso em rara e mansa, doce prece.
Lutas sem sentido
Não tento descobrir as lutas sem sentido
E nada do que eu possa ainda me permite
Viver o quanto tente aquém deste limite
Há tanto desejado e sei que agora olvido.
No passo sem razão, aonde dilapido
O corte que se vendo e nele se acredite
Gerando abençoado um mundo onde palpite
O termo mais audaz em sonho decidido.
A voz, a violência o tempo e a luta em vão
Ainda quando vejo os dias que virão
Restando ao sonhador uma ancoragem além,
O mundo sem proveito e o passo em contra-senso
Ao menos não pudera e nisto sei que penso
Traçar esta verdade e nela o que convém.
A liberdade ronda quem sonhara
Com todo este esplendor em festa e gozo,
O mundo tantas vezes majestoso
Espalha a sensação suprema e clara
O amor quando demais já se prepara
E traça outro cenário, e caprichoso
Por vezes se mostrando pedregoso
Ou livre e maviosa tal seara.
Deitando em raro prado a fantasia
Do quanto libertário me traria
Somente um novo raio em esperança.
A luta sem sentido já nos cansa,
Mas quando se deseja uma utopia
Amor inigualável; paz alcança.
A luta pelo encanto feito em luz
Já não me cansaria enquanto tento
Vencer a luta contra o sofrimento
Ousando aonde o todo me conduz,
E o passo noutro passo reproduz
Vestindo com ternura um raro alento,
E o mundo desenhando em pensamento
Traçando o que deveras nos seduz.
Espero a liberdade a cada passo
E neste desejar meu mundo eu traço
Nos braços de quem amo; bela rede.
Tecendo outro momento sem igual,
O rumo se mostrando magistral
Bem mais que simples foto na parede.
Amigos quando o tempo nos desnuda
E traz novo momento a cada instante,
O sonho que deveras me agigante
A noite com belezas sempre acuda,
A sorte que pensara tão miúda
A fonte muitas vezes deslumbrante
E o nada se apresenta e segue avante
Vencendo o quanto pude e o tempo muda.
Negando qualquer queda no futuro
O sonho, companheira, eu asseguro
Jamais se negaria a quem se dera
E o tanto que busquei em harmonia
Aos poucos nos teus braços eu teria
Ousando reviver em sublime era.
Meu mundo desabando aonde nada mais
Pudesse acreditar e nem mesmo seguir
Ainda que vivesse e tendo o que há por vir
Imerso num momento e nele demonstrais
Os ermos deste sonho e nele em desiguais
Caminhos; sei do quanto eu possa, um elixir
Ousar em verso e voz, o todo que ao sentir
Trouxesse noite rara em versos mais banais.
Amar e ter certeza, embora seja frágil
Do passo sem proveito, e mesmo quando em ágil
Cenário porventura, ainda se desenha
O tempo diz do vão e nada mais servindo
Aquém do que pudera e neste caos o infindo
Martírio desolando, ousando em velha ordenha.
Não mais me caberia ao menos um momento
E nada do que pude ou mesmo inda tentasse
Vencesse a realidade e neste torpe impasse
O corte se apresenta e nisto sigo sempre atento,
O prazo determina o quanto quero e tento
E molda o que seguisse e nesta velha face
O pouco que inda resta; ao menos já mostrasse
A força sem igual do imenso sentimento
Amar e ter no olhar a sorte mais diversa
E quando a gente busca o todo desconversa
E traça no futuro a sombra que eu buscara,
O canto em harmonia, um risco a mais que encampo
Ousando além da noite um raro pirilampo
Tomando em claridade, a noite imensa e rara.
Amiga, a vida sempre nos permite
Um novo amanhecer mesmo brumoso
E quando se percebe o todo em antegozo
Já não me caberia ainda algum limite,
E o prazo determina o quanto se acredite
Marcando o que pudera em rumo fabuloso,
Espero caminhar e nisto o perigoso
Cenário se repete e a paz sempre palpite.
Escassamente vejo o fim do sonho
E quando novo passo além componho
Invisto sem temor neste momento,
E o tanto que pudera sendo assim,
Vestindo o quanto resta dentro em mim,
Aos poucos nesta lua, amor fomento.
Já nada mais pudera quem teimava
Na luta sem descanso ou sem proveito
E quanto deste tempo sendo aceito
Gestando o coração em sonho e lava,
Minha alma sem sentido algum e escrava
Do quanto noutro tempo em raro leito
Moldando sem temor onde deleito
O corte acentuado rompe a trava.
Vestindo a solidão nada mais tento
Sequer o que pudesse contra o vento
E sendo de tal forma a fantasia
Gerando novamente o quanto pude
Espero outro momento e mesmo rude
A noite com certeza me invadia.
A morte vem rondando mansamente
E toca o quanto pude acreditar
Ousando no momento a se moldar
Toando sem sentidos corpo e mente
O mundo se mostrasse mais descrente
Regendo cada dia e me mostrar
Desnuda fantasia a remontar
O quanto na verdade impunemente.
Invisto cada passo no futuro
E sei do quanto possa e me asseguro
Presumo meus enganos costumeiros
E tento embora tolo viajante
Vencer o quanto possa e se garante
Gestando dentro da alma estes canteiros.
Seguindo cada passo do Senhor
Ousando num amor eterno e claro
Aonde todo instante em paz preparo
E sigo Teus sinais por onde eu for.
Trazendo nos meus olhos, redentor
Cenário desejado, amado e raro,
A cada novo verso a Ti declaro
Meu mundo sem sequer qualquer temor.
Amigo, irmão e Pai, meu companheiro
De todas as batalhas, mesmo rudes
Só peço que deveras mais ajudes
Quem ama teu caminho, o verdadeiro
E segue coração aberto ao vento,
Mantendo em Ti, mais firme o pensamento.
Não quero acreditar nas ânsias de um passado
Aonde o meu caminho há tanto se perdendo
Não deixa que se veja apenas um adendo
E o corte; noutro engodo, espreito lado a lado
Meu canto sem descanso agora anunciado
E o verso sem limite inverso em dividendo
Aos poucos noutra face o quanto se estendendo
Deixando cada engano, acaso abandonado.
Jogado sobre o solo, o medo continua
E bebo deste encanto aonde o nada traz
Senão a mesma voz audaz e até falaz
Deixando para trás o quanto fora a lua,
Espero algum momento e nisto sendo assim,
O medo se traçando expressa então meu fim.
Poder falar da vida enquanto amor
Ousando na palavra sensual,
O quanto imaginara nesta nau
Vencendo esta procela aonde eu for,
Abrasa-me a saudade, sei da dor
E vivo outro momento desigual,
Resumos de meu tempo em sol e sal
Ouvindo a voz de um tempo sedutor.
Jogada sobre as ondas deste mar,
Ainda que pudesse navegar
Naufrago na esperança de quem ama,
A luta não cessando um só segundo
E quando neste passo eu me aprofundo
Enfrento este caminho em lodo e lama.
A dor de uma saudade me invadindo
Tocando dentro da alma de quem sonha
E sei que a vida traça esta medonha
Audácia aonde o tempo fora lindo,
E quanto noutro sonho distraindo
A sorte se transforma e mais bisonha
Além do que em verdade nos proponha
Um tempo sem igual, audaz e infindo.
Já não comportaria outro futuro
E quando vejo a vida e me asseguro
Dos erros contumazes de quem tenta
Saudade de quem foi e não voltara
Deixando a solidão, fria seara
Enquanto uma ilusão, esta alma tenta.
Amigos pela vida eu fui deixando
E nada do que trago diz da sorte
E sem ter quem deveras me conforte
O tempo dentro da alma não é brando.
O sonho no vazio se moldando,
Restando tão somente a minha morte,
A vida já não tendo mais um norte,
Meu mundo noutro engodo se tornando.
Audaciosamente quis saber
Da sorte num suave amanhecer
E nada do que o tempo me dizia
Pudera imaginar novo momento
E quando me perdendo, ainda tento
A luz se torna mera fantasia.
O amor nos conquistando dia a dia
Traduz a cada instante outro cenário
E o quanto fosse outrora temporário
Num mar de rara luz explodiria,
Vagando sem sentido, não teria
O canto mais suave de um canário
Amor ao desenhar o itinerário
Presume o quanto quero e até veria.
O mundo se traduz felicidade
Nos ermos de quem tanto busca e agrade
Vivendo a sensação de plenitude
E nada mais deveras nos mostrasse
A vida superando algum impasse,
E nisso cada sonho nos ajude.
Já não me caberia outra saída
Senão a de tentar felicidade
E nisto vejo em ti a claridade,
Há tanto, desejada e sempre urdida,
A luz que imaginara sendo ungida
No quanto possa imensa liberdade
O mundo se traduz enquanto invade
Com toda esta beleza nossa vida.
Amar e ter no olhar o Paraíso
E quando nos teus olhos eu matizo
Bebendo cada gole da esperança
Meu rumo se aproxima dos teus passos
E embora tantos dias mortos, lassos,
Ao éter da alegria o mundo avança.
Amar e ter nas mãos o quanto pude
Vencendo os meus fantasmas do passado,
A solidão; carrego aqui do lado
E bebo a fantasia mesmo rude,
E o preço do sonhar já desilude
Deixando o coração amargurado
Tramando o que pudera e quando invado
Revejo a já distante juventude.
O amor que imaginara mais presente
Este homem mais audaz, hoje apresente
Bem mais que o mero sonho, ou ilusão.
A trama mais audaz aonde atroz
Já não sossega mais e toma a foz
Domando os desalentos que virão.
Já não suportaria a luz deste momento
Aonde o meu caminho esbarra no passado
E o quanto poderia há tanto abandonado
Gerando no final, apenas meu lamento,
E quando mergulhara além no firmamento,
O canto sem remédio, sem luta, demonstrado
Restando ao caminheiro a sorte de um legado
Ousando muito aquém do mero pensamento.
Viceja dentro da alma o brilho que procuro
E sei do grande amor, deveras mais seguro
E nele cada engano traduz uma partilha,
Vestindo o quanto pude e nada mais convença
O sonho por si só traçando a recompensa
Enquanto o ser feliz, a vida em paz polvilha.
Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.
Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.
Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
Ah los vasos del pecho! Ah los ojos de ausencia!
Ah las rosas del pubis! Ah tu voz lenta y triste!
Cuerpo de mujer mía, persistirá en tu gracia.
Mi sed, mi ansia sin limite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.
PABLO NERUDA
Tocando no teu corpo, em rara espera
Vencendo os meus temores do passado,
O quanto pude crer no imenso prado
Reinando sobre nós a primavera,
A sorte mesmo quando destempera
O dia noutro tanto anunciado,
Resgate de um momento onde me invado
E bebo com ternura o quanto espera,
Ao crer nesta emoção e ver além,
Do quanto com certeza nos convém
Eu sigo cada passo rumo ao tanto,
E vendo em teu olhar a claridade
Enquanto esta emoção deveras brade
Um dia mais tranquilo e em paz garanto.
O mundo se renova a cada instante
E o quanto mais velhusco ou mesmo atroz
Não traça por si só algum algoz
Nem mesmo o mais moderno isto garante,
O todo não traduz o deslumbrante
Em consonância ouvindo a mesma voz
E nada do que possa ser feroz
Expressa o quanto pude doravante,
As ânsias são diversas e presumo
Meu passo no que tento em novo rumo
Mantendo no timão a liberdade,
No caos gerado após o não se ver
A vida desvalida em desprazer
Aos poucos sem sentido algum já brade.
O mundo se renova a cada instante
E o quanto mais velhusco ou mesmo atroz
Não traça por si só algum algoz
Nem mesmo o mais moderno isto garante,
O todo não traduz o deslumbrante
Em consonância ouvindo a mesma voz
E nada do que possa ser feroz
Expressa o quanto pude doravante,
As ânsias são diversas e presumo
Meu passo no que tento em novo rumo
Mantendo no timão a liberdade,
No caos gerado após o não se ver
A vida desvalida em desprazer
Aos poucos sem sentido algum já brade.
O mundo se renova a cada instante
E o quanto mais velhusco ou mesmo atroz
Não traça por si só algum algoz
Nem mesmo o mais moderno isto garante,
O todo não traduz o deslumbrante
Em consonância ouvindo a mesma voz
E nada do que possa ser feroz
Expressa o quanto pude doravante,
As ânsias são diversas e presumo
Meu passo no que tento em novo rumo
Mantendo no timão a liberdade,
No caos gerado após o não se ver
A vida desvalida em desprazer
Aos poucos sem sentido algum já brade.
Enquanto comportasse além do sonho
Um tempo mais feliz imerso em luz
Ao tanto quanto busco e reproduz
Meu mundo noutro passo hoje componho
E vejo a claridade onde proponho
Meu canto se mostrando enquanto o pus
Vencendo esta agonia, leda cruz
Vestindo o que pudesse e assim reponho.
A luta não cessando um só instante
O canto na verdade me adiante
Apenas o que possa e mesmo queira
A lua que ora invade cada quarto
Desenha este cenário que comparto
Traçando a minha sorte derradeira.
Não tento prosseguir nem mais pudera
Apenas conseguindo um novo sonho
Desdita traduzindo o ser medonho
Gerando o que deveras trama a fera
O prazo determina o quanto espera
E bebo deste céu claro e risonho,
Meu canto se mostrara aonde ponho
O tempo sem sentido e destempera.
Alucinadamente nada trago
Senão este cenário frágil, vago
Mergulhos dentro da alma, nada além
Do errático caminho em desventura
E quando a solução não mais perdura
Apenas o vazio me contém.
Pudesse acreditar noutro caminho
Vencendo os dissabores entre as quedas
E quanto noutro passo ainda enredas
Meu mundo se anuncia mais mesquinho,
Apenas o que pude num mansinho
Cenário aonde embora o sol já vedas
Os erros entre as sendas que enveredas
Esquecem tão somente cada espinho.
Espalho com ternura o que se faz
E sei deste momento mais audaz,
Nas ânsias de quem sabe o quanto quer,
E sinto este bafejo da esperança
Enquanto a liberdade em Cristo alcança
No amor que agora sei não ser qualquer.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Explode coração em tanto brilho
Traçando com candura o que queria
E bebo em tua boca a poesia
Na qual meu sentimento sempre trilho,
Após este destino de andarilho
Tramando enquanto o nada se faria,
Morrendo pouco a pouco, em novo dia,
Eternidade agora em paz palmilho,
Presumo além do todo o quanto quero
E sei deste sentir claro e sincero
Prazeres tão diversos me entranhando,
Aonde a luta molda simplesmente
O quanto se anuncia e não mais mente,
Meu tempo se desenha bem mais brando.
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Ditosa madrugada; aonde eu pude
Vencer os dissabores, pesadelos,
Momentos que talvez ao revivê-los
A vida tome em paz nova atitude,
Mortalha sendo atroz, audaz e rude,
Segura firmemente estes novelos,
E quando se perdendo sem tais zelos,
O marco desenhado nos transmude.
Gerando apenas sonho e nada mais,
Ousando desfilar além do cais
No cântico suave em tom maior,
Meu mundo junto ao teu, em concordância
A vida se traduz e desde a infância
Estrada para o sonho eu sei de cor.
------------------x--------------------
As tramas desta sorte embaraçadas
E nada mais teria senão isto,
A flor em todo espinho; agora assisto
Espero o renascer em alvoradas
Diversas ilusões, quaisquer estradas,
O tempo sem temor; mas não resisto
E quando noutro ponto ainda insisto
As sortes vão deveras mais vedadas.
Alheio ao desvendar de qualquer mote,
Somente o descaminho já se note
Marcando com temor o dia a dia,
Negar a sensação de ter no olhar
Talvez o que inda possa desfrutar
Sabendo que ao final, nada viria.
---------------------x-----------------------
Esta manhã jamais existiria,
O tempo sem o sol em nuvens tantas
E quanto mais procuras, desencantas
A vida se transforma em agonia,
A luta se apresenta e não viria
Sequer as noites claras, pois espantas
Com teus delírios torpes já quebrantas
Marcando o que pudera e não veria.
Ausento do futuro, morro agora,
Apenas este sonho revigora?
Meu canto sem sentido e sem porquês,
Havia muito além deste desejo,
E quando no final mais nada vejo,
O canto sem apoio se desfez.
----------------------x-----------------------
Não quero outra vida após a vida
Já basta de sofrer cada segundo,
E quando no vazio eu me aprofundo
A estrada imaginada ora perdida,
Medonha tempestade, esta ferida,
O velho coração de um vagabundo,
E quando do vazio enfim me inundo
A própria persistência não debrida,
Anseio pelo menos um momento
E quando vejo a sorte e me atormento
Bebendo deste infausto costumeiro,
Adentro na mortalha que me deste,
E o solo sem futuro, árido, agreste
Matando o que pensara jardineiro.
------------------x-----------------------
Coração disparando no meu peito
Apenas dita o medo e nada mais,
Ainda que se vissem temporais
O todo noutro engodo não aceito,
E o rumo se desenha em novo pleito
Anseio pelos dias magistrais,
Porém em versos tolos e banais
Atocaiada sorte em vão espreito,
Escalo os meus tormentos e percebo
O sonho como fosse algum placebo
E a vida se desdenha um pouco além,
Num cântico sem rumo e sem valia,
A sorte noutro tanto morreria,
E sei que após o sonho, nada vem.
---------------------x---------------------------
Preparo o coração para este engano
E sei das vergastadas mais doridas
Assim ao desenhar diversas vidas
Feridas entre tantas, desumano.
E quando no final eu já me dano,
Encontro as mesmas ledas avenidas
E sinto as vagas noites repartidas,
No tanto quanto eu quis, diverso plano.
Mergulho nos teus braços, teu regaço
E quando se percebe nada traço
Somente o desenredo vivo na alma,
Uma ilusão tomando assim a cena,
A noite sem alento nos condena
E apenas ilusão ainda acalma.
--------------------------x-----------------------
Ousando e caminhando muito além
Do quanto poderia imaginar,
Tentando contra a fúria navegar,
Sabendo o que esperança inda contém,
O rumo se traduz pelo desdém
E aonde imaginasse um raro mar,
Apenas o naufrágio a nos tomar,
E o preço que se paga, eu sei tão bem,
Não pude ser feliz, nem mesmo em sonho,
E o quanto se anuncia tão medonho
Presume o fim de tudo, logo após,
O cântico senil e sem juízo,
Ainda quando posso tento e biso,
Mas sei quanto cerceia – o tempo – a voz.
--------------------------x---------------------
Amor que nasce logo após o medo
Trazendo a lua plena e sertaneja
Aonde cada brilho se deseja
E o tempo já sem tempo ora concedo,
Vivendo o que pudera após degredo
Minha alma sem sentido algum não veja
A dor que na verdade ora poreja
Marcando com terror cada segredo,
Vasculho dentro em mim e nada tendo
Apenas o cenário mais horrendo
Girando em carrossel, repete engano,
Estrelas que julgara fossem minhas,
Palavras tão diversas e daninhas,
Enquanto a cada queda mais me dano.
-----------------------x--------------------
Resumos de outras eras, tão somente
O preço a se pagar não mais permite
O quanto cada fato sem limite
Sonega da esperança esta semente,
A senda mais diversa num repente
Enquanto com terror ora palpite
E trace na esperança o que acredite
Marcando o dia a dia, penitente.
Mergulho neste ocaso e nada levo
Senão este momento mais longevo
Vencido pelo caos e nada além
Depois de certo tempo em medo e dor,
Aonde se pudesse um refletor
Apenas vislumbrando o que não vem...
------------------------x------------------
Já não suporto mais sequer o peso
Da consciência amarga e assim ferida,
No quanto sem saber tanto duvida
Quem busca ser deveras quase ileso,
O canto na garganta segue preso,
A luta noutra face presumida,
A morte a cada instante vejo erguida
E o coração prossegue amargo e teso.
Negando qualquer sorte que inda venha,
Sem ter o que pudesse e me convenha,
Amargas noites ditam meu futuro,
Mortalhas entre enganos, sendo assim,
A vida se anuncia e traz o fim,
E nele tão somente eu me torturo.
--------------------------x---------------------
Se já perdemos tudo o que quisemos
E nada mais restara senão isto,
Ao mesmo tempo luto e enfim desisto,
O mundo noutro caos; nós esquecemos,
E a luta se aproxima e traz os demos
E neles outros tantos; não resisto,
Aprendo a caminhar, e quando insisto
A vida não traria ao mar meus remos,
Numa expressão dolosa e sem valia,
A sorte desnudando a fantasia
A morte se aproxima e não reclame,
Deveras o que pude ver além
Somente esta expressão vaga contém
Das dores e temores, vil enxame.
Traçando com candura o que queria
E bebo em tua boca a poesia
Na qual meu sentimento sempre trilho,
Após este destino de andarilho
Tramando enquanto o nada se faria,
Morrendo pouco a pouco, em novo dia,
Eternidade agora em paz palmilho,
Presumo além do todo o quanto quero
E sei deste sentir claro e sincero
Prazeres tão diversos me entranhando,
Aonde a luta molda simplesmente
O quanto se anuncia e não mais mente,
Meu tempo se desenha bem mais brando.
--------------------x-----------------
Ditosa madrugada; aonde eu pude
Vencer os dissabores, pesadelos,
Momentos que talvez ao revivê-los
A vida tome em paz nova atitude,
Mortalha sendo atroz, audaz e rude,
Segura firmemente estes novelos,
E quando se perdendo sem tais zelos,
O marco desenhado nos transmude.
Gerando apenas sonho e nada mais,
Ousando desfilar além do cais
No cântico suave em tom maior,
Meu mundo junto ao teu, em concordância
A vida se traduz e desde a infância
Estrada para o sonho eu sei de cor.
------------------x--------------------
As tramas desta sorte embaraçadas
E nada mais teria senão isto,
A flor em todo espinho; agora assisto
Espero o renascer em alvoradas
Diversas ilusões, quaisquer estradas,
O tempo sem temor; mas não resisto
E quando noutro ponto ainda insisto
As sortes vão deveras mais vedadas.
Alheio ao desvendar de qualquer mote,
Somente o descaminho já se note
Marcando com temor o dia a dia,
Negar a sensação de ter no olhar
Talvez o que inda possa desfrutar
Sabendo que ao final, nada viria.
---------------------x-----------------------
Esta manhã jamais existiria,
O tempo sem o sol em nuvens tantas
E quanto mais procuras, desencantas
A vida se transforma em agonia,
A luta se apresenta e não viria
Sequer as noites claras, pois espantas
Com teus delírios torpes já quebrantas
Marcando o que pudera e não veria.
Ausento do futuro, morro agora,
Apenas este sonho revigora?
Meu canto sem sentido e sem porquês,
Havia muito além deste desejo,
E quando no final mais nada vejo,
O canto sem apoio se desfez.
----------------------x-----------------------
Não quero outra vida após a vida
Já basta de sofrer cada segundo,
E quando no vazio eu me aprofundo
A estrada imaginada ora perdida,
Medonha tempestade, esta ferida,
O velho coração de um vagabundo,
E quando do vazio enfim me inundo
A própria persistência não debrida,
Anseio pelo menos um momento
E quando vejo a sorte e me atormento
Bebendo deste infausto costumeiro,
Adentro na mortalha que me deste,
E o solo sem futuro, árido, agreste
Matando o que pensara jardineiro.
------------------x-----------------------
Coração disparando no meu peito
Apenas dita o medo e nada mais,
Ainda que se vissem temporais
O todo noutro engodo não aceito,
E o rumo se desenha em novo pleito
Anseio pelos dias magistrais,
Porém em versos tolos e banais
Atocaiada sorte em vão espreito,
Escalo os meus tormentos e percebo
O sonho como fosse algum placebo
E a vida se desdenha um pouco além,
Num cântico sem rumo e sem valia,
A sorte noutro tanto morreria,
E sei que após o sonho, nada vem.
---------------------x---------------------------
Preparo o coração para este engano
E sei das vergastadas mais doridas
Assim ao desenhar diversas vidas
Feridas entre tantas, desumano.
E quando no final eu já me dano,
Encontro as mesmas ledas avenidas
E sinto as vagas noites repartidas,
No tanto quanto eu quis, diverso plano.
Mergulho nos teus braços, teu regaço
E quando se percebe nada traço
Somente o desenredo vivo na alma,
Uma ilusão tomando assim a cena,
A noite sem alento nos condena
E apenas ilusão ainda acalma.
--------------------------x-----------------------
Ousando e caminhando muito além
Do quanto poderia imaginar,
Tentando contra a fúria navegar,
Sabendo o que esperança inda contém,
O rumo se traduz pelo desdém
E aonde imaginasse um raro mar,
Apenas o naufrágio a nos tomar,
E o preço que se paga, eu sei tão bem,
Não pude ser feliz, nem mesmo em sonho,
E o quanto se anuncia tão medonho
Presume o fim de tudo, logo após,
O cântico senil e sem juízo,
Ainda quando posso tento e biso,
Mas sei quanto cerceia – o tempo – a voz.
--------------------------x---------------------
Amor que nasce logo após o medo
Trazendo a lua plena e sertaneja
Aonde cada brilho se deseja
E o tempo já sem tempo ora concedo,
Vivendo o que pudera após degredo
Minha alma sem sentido algum não veja
A dor que na verdade ora poreja
Marcando com terror cada segredo,
Vasculho dentro em mim e nada tendo
Apenas o cenário mais horrendo
Girando em carrossel, repete engano,
Estrelas que julgara fossem minhas,
Palavras tão diversas e daninhas,
Enquanto a cada queda mais me dano.
-----------------------x--------------------
Resumos de outras eras, tão somente
O preço a se pagar não mais permite
O quanto cada fato sem limite
Sonega da esperança esta semente,
A senda mais diversa num repente
Enquanto com terror ora palpite
E trace na esperança o que acredite
Marcando o dia a dia, penitente.
Mergulho neste ocaso e nada levo
Senão este momento mais longevo
Vencido pelo caos e nada além
Depois de certo tempo em medo e dor,
Aonde se pudesse um refletor
Apenas vislumbrando o que não vem...
------------------------x------------------
Já não suporto mais sequer o peso
Da consciência amarga e assim ferida,
No quanto sem saber tanto duvida
Quem busca ser deveras quase ileso,
O canto na garganta segue preso,
A luta noutra face presumida,
A morte a cada instante vejo erguida
E o coração prossegue amargo e teso.
Negando qualquer sorte que inda venha,
Sem ter o que pudesse e me convenha,
Amargas noites ditam meu futuro,
Mortalhas entre enganos, sendo assim,
A vida se anuncia e traz o fim,
E nele tão somente eu me torturo.
--------------------------x---------------------
Se já perdemos tudo o que quisemos
E nada mais restara senão isto,
Ao mesmo tempo luto e enfim desisto,
O mundo noutro caos; nós esquecemos,
E a luta se aproxima e traz os demos
E neles outros tantos; não resisto,
Aprendo a caminhar, e quando insisto
A vida não traria ao mar meus remos,
Numa expressão dolosa e sem valia,
A sorte desnudando a fantasia
A morte se aproxima e não reclame,
Deveras o que pude ver além
Somente esta expressão vaga contém
Das dores e temores, vil enxame.
A vida se desenha em tal mormaço
E traça o que pudera em tom disperso
E quando para além do sonho eu verso
Apenas o desenho amargo eu traço,
E quando eu poderia; este cansaço
Tomando com temor meu universo
Gerando o que eu temera; mais perverso
Deixando este caminho em luz escasso,
Vagando sem sentido, sigo só,
A luta se desenha e vou sem dó
Do quanto tanto quis e não tivera,
A lua se desenha e noutro céu
As nuvens recobrindo turvo véu,
A solidão expressa esta quimera.
--------------------x----------------
O tanto que pudesse e não veria
A luta se espalhando contra o vento
Ainda quando o sonho eu alimento
A morte se aproxima em agonia,
Assegurando o passo onde queria
O mundo se tramando em desalento
E quando na verdade um passo eu tento
Apenas resta a sombra, alegoria.
Aprendo com meus erros, nada mais,
E vejo os mais diversos temporais
Expresso com meu verso o que inda resta
Aonde imaginara claridade
A vida se transforma e já degrade
Cessando num momento qualquer festa.
-------------------------x------------------
Pudesse me sentir bem mais seguro,
Mas nada do que tento tem sucesso,
E quando para o nada enfim regresso,
O tempo se tornando mais escuro,
O solo onde plantara agora duro
O tanto se traduz e se tropeço
O quanto poderia e te confesso,
Apenas no vazio me asseguro,
Incauto navegante sem timão,
Ausente da esperança, coração
Não traz sequer sorriso ou mesmo brilho,
Sem norte cais ou porto, sigo alheio
E quando a solidão teimo e rodeio,
Somente esta agonia ora palmilho.
-------------------------x---------------------
Legados que inda trago do passado
Montanhas escaladas? Nada disto,
Aos poucos noutro engodo já desisto
E bebo deste sol anunciado,
Vencendo o que pudera desagrado
Ainda quanto quero e sempre insisto
Vestindo esta ilusão, não mais persisto
E vejo o dia a dia degradado,
Legados entre enganos, tão somente
Se tanto na verdade me alimente
O sonho que cultivo sem razão,
As horas noutra frágil direção,
A luta se transforma e plenamente
Apenas outros erros se verão.
-----------------------------x-------------------
Temporal anuncia o fim da tarde
E as nuvens dominando este horizonte
O quanto na verdade desaponte
Transforma o que deveras nos aguarde,
A luta sem sentido não retarde
O passo ultrapassando qualquer ponte,
A morte se desenha e quando aponte,
Mais nada com certeza nos resguarde,
Assisto ao fim de tudo em camarote,
E quanto mais procuro mais se note
O fim desta esperança em ousadia,
Aonde cada instante foi diverso
Ainda sem sentido noutro verso
O mundo nada mais, pois me traria.
----------------x--------------------
Olhando tuas coxas, tuas pernas
A noite desenhando mais sutil,
Vontade se traduz onde se viu
E gera com delírio quando internas
As noites mais vibrantes, mesmo eternas
E bebo com certeza este gentil
Momento sem pudor e assim previu
Palavras sem temores, lindas, ternas.
Assíduo sonhador, mero poeta
A vida num instante se repleta
Ousando com ternura onde não trago
Sequer uma alegria em meu olhar,
Pudesse deste todo descansar
Vivendo pelo menos um afago.
------------------------x---------------------
O trago num cigarro, a noite espessa
A vida sem temor e o que inda vejo
Depois do que deveras mais desejo
O tanto faz girar cada cabeça,
A luta sem ter nada que obedeça
O medo noutro cais, um velho ensejo,
O prazo se esgotando e assim prevejo
Somente o que decerto engano teça
A senda consagrada em luz e brilho,
Negando o quanto venha no futuro,
O passo muito além num tempo escuro,
Caminho sem sentido que agora trilho,
Matilhas entre tantas, invernadas,
Palavras que deveras louca, bradas.
---------------------x---------------------
Arpoas com firmeza cada engano
E trago noutro prazo o que pudesse
Trazendo no final a luta e a prece
E nisto em todo passo mais me dano,
Vencido pelo medo soberano
Ao menos noutro rumo se obedece
A sorte pouco a pouco o tempo esquece
E vejo o quanto eu pude, desumano.
Vestir esta ilusão conforme um dia
Ainda noutra face moldaria
Marcantes e profanos dias sigo,
E tento caminhar contra a maré
E sei do que talvez veja sem fé
Tramando o que pudera estar contigo.
-----------------------x--------------------
Açoda-me o saber em leda farsa
Meu mundo não teria nova chance
E quando no final além avance
A vida se tornara mais esparsa,
Dos sonhos, meretriz, mera comparsa,
Apresentando o quanto em vão se lance
O mundo não traria outro nuance
E o canto sem proveio já se esgarça.
Acirro os velhos ermos dentro da alma
Somente esta mortalha agora acalma
Quem tanto procurara e nada vira,
Aonde me entregara sem ter pressa,
Vazia a própria senda se confessa
Tramando sem sentido esta mentira.
-----------------------------x--------------------
Não pude acreditar num só acorde
Dos tantos que tentara inutilmente
E quando na verdade se apresente
Somente o que teimara e não recorde,
Ainda que se visse, a vida morde
E traz o que deveras é descrente
Gestando com temor o que pressente
E sei quando demais nem mais acorde;
Nefasta face espúria de quem sonha,
Arcando com a sorte mais bisonha
E neste delirar o quanto resta
Expressa este momento em turbulência
Tomando com vigor a consciência
Na vida sem proveito e mais funesta.
-----------------------x---------------------
Ainda quando Amor reinasse em paz
Moldando este caminho, um manso prado
O tempo noutro tanto desenhado
O canto se mostrasse mais audaz,
E quando na verdade o mudo traz
Somente o campo enquanto além evado
O corte tanta vez anunciado
No olhar mesmo dorido e mais mordaz,
Pudesse desenhar com mais afeto,
Mas sei do quanto possa e não completo
Sequer o que tentara inutilmente
Meu tempo de viver tanto iludindo,
O quanto imaginara ser infindo,
Decerto a cada instante toma e mente.
-----------------------x----------------------
Meu carma é prosseguir na imensa luta
E nada se apresente após o fim,
Ausenta-se esperança dentro em mim,
Enquanto cada passo se reluta,
A vida se transforma e mesmo astuta
No tempo sem sentido diz enfim,
O quanto poderia ser assim,
Apenas o temor aquém se escuta.
Regendo cada passo rumo ao nada,
Além da turva noite anunciada
Já não verei sequer o imenso sol.
Domínios tão diversos, abandono
E quando na verdade eu desabono,
Somente a solidão dita arrebol.
----------------------x------------------
Negar a própria luz e ser aquém
Do errático cometa sem juízo
A vida acumulando em prejuízo
Apenas o que tanto ou nunca vem,
Alheio ao caminhar sei do desdém,
E tento imaginar algum sorriso,
Mas quando neste gris eu me matizo
Não tenho no meu sonho mais ninguém.
Ausentam-se palavras, vou sozinho
E sei do quanto possa mais mesquinho
Aprendendo talvez em nova queda,
Meu passo sem ter norte, segue alheio
Ao todo que deveras, não rodeio,
E em trevas a minha alma se envereda.
----------------x------------------------------
O manto consagrado em luz suprema
Transmite tão somente o que desejo
E sei do quanto possa a cada ensejo
E nada do que em vida a vida tema
A luta na verdade dita a gema
E traz o quanto possa e não prevejo,
Anseio com ternura e até dardejo
Ousando no romper de cada algema,
Vencer os meus grilhões, velhas correntes
E quando novo mundo me apresentes
Abrir meu coração e mergulhar,
Sabendo ser diverso e mavioso
O mundo num desenho majestoso,
Traçando para todos, mesmo mar.
------------------------x---------------------
Meu canto se traduz em liberdade
E nela cultivando outro momento
Aonde com certeza busco e tento
Atento caminhar que não degrade,
Ausenta-se do olhar a dura grade,
E nada mais deveras eu lamento,
Vivendo com liberto pensamento
Apenas bebo além a claridade,
O rumo se aproxima e toma a sorte
E nisto com beleza nos conforte
Suprema fantasia em tom audaz,
No quanto fui feliz e não sabia
Viceja dentro da alma a poesia
E o canto se desenha em pura paz.
------------------------x-------------------
Presumo após a queda o que viria
E sei do meu momento em dor e medo,
Ainda quando inútil me concedo
Erguendo o meu olhar em fantasia,
A própria dor deveras me assedia
E bebe cada gole, desde cedo
Mudando para sempre o velho enredo,
O tédio na verdade é o que me guia,
Arcando com enganos, é comum
Depois de certo tempo sou nenhum
E o termo se anuncia em decadência,
Ainda que pudesse ser feliz,
O mundo noutra rota contradiz
E disto tenho enfim plena ciência.
------------------x---------------
E traça o que pudera em tom disperso
E quando para além do sonho eu verso
Apenas o desenho amargo eu traço,
E quando eu poderia; este cansaço
Tomando com temor meu universo
Gerando o que eu temera; mais perverso
Deixando este caminho em luz escasso,
Vagando sem sentido, sigo só,
A luta se desenha e vou sem dó
Do quanto tanto quis e não tivera,
A lua se desenha e noutro céu
As nuvens recobrindo turvo véu,
A solidão expressa esta quimera.
--------------------x----------------
O tanto que pudesse e não veria
A luta se espalhando contra o vento
Ainda quando o sonho eu alimento
A morte se aproxima em agonia,
Assegurando o passo onde queria
O mundo se tramando em desalento
E quando na verdade um passo eu tento
Apenas resta a sombra, alegoria.
Aprendo com meus erros, nada mais,
E vejo os mais diversos temporais
Expresso com meu verso o que inda resta
Aonde imaginara claridade
A vida se transforma e já degrade
Cessando num momento qualquer festa.
-------------------------x------------------
Pudesse me sentir bem mais seguro,
Mas nada do que tento tem sucesso,
E quando para o nada enfim regresso,
O tempo se tornando mais escuro,
O solo onde plantara agora duro
O tanto se traduz e se tropeço
O quanto poderia e te confesso,
Apenas no vazio me asseguro,
Incauto navegante sem timão,
Ausente da esperança, coração
Não traz sequer sorriso ou mesmo brilho,
Sem norte cais ou porto, sigo alheio
E quando a solidão teimo e rodeio,
Somente esta agonia ora palmilho.
-------------------------x---------------------
Legados que inda trago do passado
Montanhas escaladas? Nada disto,
Aos poucos noutro engodo já desisto
E bebo deste sol anunciado,
Vencendo o que pudera desagrado
Ainda quanto quero e sempre insisto
Vestindo esta ilusão, não mais persisto
E vejo o dia a dia degradado,
Legados entre enganos, tão somente
Se tanto na verdade me alimente
O sonho que cultivo sem razão,
As horas noutra frágil direção,
A luta se transforma e plenamente
Apenas outros erros se verão.
-----------------------------x-------------------
Temporal anuncia o fim da tarde
E as nuvens dominando este horizonte
O quanto na verdade desaponte
Transforma o que deveras nos aguarde,
A luta sem sentido não retarde
O passo ultrapassando qualquer ponte,
A morte se desenha e quando aponte,
Mais nada com certeza nos resguarde,
Assisto ao fim de tudo em camarote,
E quanto mais procuro mais se note
O fim desta esperança em ousadia,
Aonde cada instante foi diverso
Ainda sem sentido noutro verso
O mundo nada mais, pois me traria.
----------------x--------------------
Olhando tuas coxas, tuas pernas
A noite desenhando mais sutil,
Vontade se traduz onde se viu
E gera com delírio quando internas
As noites mais vibrantes, mesmo eternas
E bebo com certeza este gentil
Momento sem pudor e assim previu
Palavras sem temores, lindas, ternas.
Assíduo sonhador, mero poeta
A vida num instante se repleta
Ousando com ternura onde não trago
Sequer uma alegria em meu olhar,
Pudesse deste todo descansar
Vivendo pelo menos um afago.
------------------------x---------------------
O trago num cigarro, a noite espessa
A vida sem temor e o que inda vejo
Depois do que deveras mais desejo
O tanto faz girar cada cabeça,
A luta sem ter nada que obedeça
O medo noutro cais, um velho ensejo,
O prazo se esgotando e assim prevejo
Somente o que decerto engano teça
A senda consagrada em luz e brilho,
Negando o quanto venha no futuro,
O passo muito além num tempo escuro,
Caminho sem sentido que agora trilho,
Matilhas entre tantas, invernadas,
Palavras que deveras louca, bradas.
---------------------x---------------------
Arpoas com firmeza cada engano
E trago noutro prazo o que pudesse
Trazendo no final a luta e a prece
E nisto em todo passo mais me dano,
Vencido pelo medo soberano
Ao menos noutro rumo se obedece
A sorte pouco a pouco o tempo esquece
E vejo o quanto eu pude, desumano.
Vestir esta ilusão conforme um dia
Ainda noutra face moldaria
Marcantes e profanos dias sigo,
E tento caminhar contra a maré
E sei do que talvez veja sem fé
Tramando o que pudera estar contigo.
-----------------------x--------------------
Açoda-me o saber em leda farsa
Meu mundo não teria nova chance
E quando no final além avance
A vida se tornara mais esparsa,
Dos sonhos, meretriz, mera comparsa,
Apresentando o quanto em vão se lance
O mundo não traria outro nuance
E o canto sem proveio já se esgarça.
Acirro os velhos ermos dentro da alma
Somente esta mortalha agora acalma
Quem tanto procurara e nada vira,
Aonde me entregara sem ter pressa,
Vazia a própria senda se confessa
Tramando sem sentido esta mentira.
-----------------------------x--------------------
Não pude acreditar num só acorde
Dos tantos que tentara inutilmente
E quando na verdade se apresente
Somente o que teimara e não recorde,
Ainda que se visse, a vida morde
E traz o que deveras é descrente
Gestando com temor o que pressente
E sei quando demais nem mais acorde;
Nefasta face espúria de quem sonha,
Arcando com a sorte mais bisonha
E neste delirar o quanto resta
Expressa este momento em turbulência
Tomando com vigor a consciência
Na vida sem proveito e mais funesta.
-----------------------x---------------------
Ainda quando Amor reinasse em paz
Moldando este caminho, um manso prado
O tempo noutro tanto desenhado
O canto se mostrasse mais audaz,
E quando na verdade o mudo traz
Somente o campo enquanto além evado
O corte tanta vez anunciado
No olhar mesmo dorido e mais mordaz,
Pudesse desenhar com mais afeto,
Mas sei do quanto possa e não completo
Sequer o que tentara inutilmente
Meu tempo de viver tanto iludindo,
O quanto imaginara ser infindo,
Decerto a cada instante toma e mente.
-----------------------x----------------------
Meu carma é prosseguir na imensa luta
E nada se apresente após o fim,
Ausenta-se esperança dentro em mim,
Enquanto cada passo se reluta,
A vida se transforma e mesmo astuta
No tempo sem sentido diz enfim,
O quanto poderia ser assim,
Apenas o temor aquém se escuta.
Regendo cada passo rumo ao nada,
Além da turva noite anunciada
Já não verei sequer o imenso sol.
Domínios tão diversos, abandono
E quando na verdade eu desabono,
Somente a solidão dita arrebol.
----------------------x------------------
Negar a própria luz e ser aquém
Do errático cometa sem juízo
A vida acumulando em prejuízo
Apenas o que tanto ou nunca vem,
Alheio ao caminhar sei do desdém,
E tento imaginar algum sorriso,
Mas quando neste gris eu me matizo
Não tenho no meu sonho mais ninguém.
Ausentam-se palavras, vou sozinho
E sei do quanto possa mais mesquinho
Aprendendo talvez em nova queda,
Meu passo sem ter norte, segue alheio
Ao todo que deveras, não rodeio,
E em trevas a minha alma se envereda.
----------------x------------------------------
O manto consagrado em luz suprema
Transmite tão somente o que desejo
E sei do quanto possa a cada ensejo
E nada do que em vida a vida tema
A luta na verdade dita a gema
E traz o quanto possa e não prevejo,
Anseio com ternura e até dardejo
Ousando no romper de cada algema,
Vencer os meus grilhões, velhas correntes
E quando novo mundo me apresentes
Abrir meu coração e mergulhar,
Sabendo ser diverso e mavioso
O mundo num desenho majestoso,
Traçando para todos, mesmo mar.
------------------------x---------------------
Meu canto se traduz em liberdade
E nela cultivando outro momento
Aonde com certeza busco e tento
Atento caminhar que não degrade,
Ausenta-se do olhar a dura grade,
E nada mais deveras eu lamento,
Vivendo com liberto pensamento
Apenas bebo além a claridade,
O rumo se aproxima e toma a sorte
E nisto com beleza nos conforte
Suprema fantasia em tom audaz,
No quanto fui feliz e não sabia
Viceja dentro da alma a poesia
E o canto se desenha em pura paz.
------------------------x-------------------
Presumo após a queda o que viria
E sei do meu momento em dor e medo,
Ainda quando inútil me concedo
Erguendo o meu olhar em fantasia,
A própria dor deveras me assedia
E bebe cada gole, desde cedo
Mudando para sempre o velho enredo,
O tédio na verdade é o que me guia,
Arcando com enganos, é comum
Depois de certo tempo sou nenhum
E o termo se anuncia em decadência,
Ainda que pudesse ser feliz,
O mundo noutra rota contradiz
E disto tenho enfim plena ciência.
------------------x---------------
Trazendo nos meus olhos o cajado
Enfrento estas escarpas, minha vida
E tento no horizonte o que se acida
E molda outro caminho em mesmo enfado,
Inutilmente tento e já me evado
Do porto aonde outrora a presumida
Palavra não me traz, sendo perdida
A luta sem sentido, amargo Fado,
Amar e ter o senso do infinito
É tudo o que decerto eu necessito,
Embora saiba bem deste vazio,
O canto sem proveito, o verso vago,
E quando noutro rumo ora divago,
Apenas nada falo, silencio.
------------------x-----------------
Somente o que restara e ali ficava
Marcando com dorida intensidade
O quanto se desdenha e na verdade
A vida se presume em mera trava,
O tempo desdenhoso, intensa lava
Que quanto mais venal decerto invade
E gera esta temida tempestade,
E dela uma alma aquém seguindo escrava,
Espero em longa espreita o que viria
E sei que ao fim de tudo esta utopia
Não deixa mais um rastro e sigo em frente,
Ainda quando amar se fez constante
Meu passo no não ser só me garante
A luta que mordaz, já não enfrente.
------------------x-------------------
Meu coração corsário, qual cigano
Vagando sem ter rumo nem destino
E quando noutro passo me alucino
Aos poucos sem defesas eu me dano,
O tempo noutro tempo é desengano
E o medo se anuncia em desatino,
Apenas o que pude; pequenino,
Vencido pelo medo em cada plano,
Austeridade eu busco e nada vejo
Somente o desandar deste desejo
Apresentando enfim outro momento,
A rústica beleza se transforma
E a fera se desenha de tal forma
Moldando cada passo e me atormento.
------------------------x------------------
Nas praias tão desérticas do sonho,
As ondas entre tantas penedias,
Amores pelos quais tu já virias,
Mas nada mais do quanto em luz componho.
Cenário se transforma em enfadonho
E trama sem sentido fantasias
Marcando cada espaço em árduos dias,
Meu barco noutro mar então eu ponho.
A luz não mais se vendo aonde outrora
Apenas o temor ainda ancora
Navego contra a fúria das marés
E sei que posso mesmo até sonhar,
Mas quão distante estou do raro mar,
E sinto o meu caminho de viés.
------------------------x--------------------
Ao alongar meu passo nesta areia
Ousando muito mais do que pudesse
A via não trouxera sequer messe,
E apenas a saudade me rodeia,
A luta sem destino que incendeia
Ainda nada além do medo tece,
E o quanto poderia e não viesse,
Moldando a lua aquém atroz e alheia,
Vacante sensação de amor em nós
O tanto que pudesse perde a voz
E o vento espalha o verso em medo e caos,
Os sonhos são deveras pesadelos,
E quando posso enfim, após revê-los
Presumo quão inúteis nossas naus.
------------------------x----------------------
Ao menos poderia em piedade
Trazer algum alento ao navegante
Que tanto mar enfrente, e neste instante
Apenas traz o sonho que o degrade,
Ausente do viver a liberdade,
O manto se mostrara doravante,
Gerado pelo caos e flutuante
Meu tempo noutro tanto já se evade.
Vestindo a mera sombra do que eu fora,
Uma alma tantas vezes sonhadora
Já não se mostra mais sequer enquanto
O tempo se desenha sem proveito,
Destarte cada engodo enfim aceito
E bebo o que pudera e não garanto.
------------------------x----------------
Das Musas e das Divas nada mais
Que meras excrescências; vejo agora
E quando a solidão invade e aflora
Marcando com temores desiguais,
As horas entre tantas noutro cais,
A sorte sem juízo nos devora
E o parto na incerteza se demora
Ousando contra os tantos vendavais,
Floresce dentro da alma a juventude
E sei do quanto possa e mesmo ilude
Quem sonha com palavras mais gentis,
Não tendo este momento em claro amor,
Buscando aonde arar o agricultor
Enquanto nada encontra se desdiz.
----------------x----------------
Enfrento estas escarpas, minha vida
E tento no horizonte o que se acida
E molda outro caminho em mesmo enfado,
Inutilmente tento e já me evado
Do porto aonde outrora a presumida
Palavra não me traz, sendo perdida
A luta sem sentido, amargo Fado,
Amar e ter o senso do infinito
É tudo o que decerto eu necessito,
Embora saiba bem deste vazio,
O canto sem proveito, o verso vago,
E quando noutro rumo ora divago,
Apenas nada falo, silencio.
------------------x-----------------
Somente o que restara e ali ficava
Marcando com dorida intensidade
O quanto se desdenha e na verdade
A vida se presume em mera trava,
O tempo desdenhoso, intensa lava
Que quanto mais venal decerto invade
E gera esta temida tempestade,
E dela uma alma aquém seguindo escrava,
Espero em longa espreita o que viria
E sei que ao fim de tudo esta utopia
Não deixa mais um rastro e sigo em frente,
Ainda quando amar se fez constante
Meu passo no não ser só me garante
A luta que mordaz, já não enfrente.
------------------x-------------------
Meu coração corsário, qual cigano
Vagando sem ter rumo nem destino
E quando noutro passo me alucino
Aos poucos sem defesas eu me dano,
O tempo noutro tempo é desengano
E o medo se anuncia em desatino,
Apenas o que pude; pequenino,
Vencido pelo medo em cada plano,
Austeridade eu busco e nada vejo
Somente o desandar deste desejo
Apresentando enfim outro momento,
A rústica beleza se transforma
E a fera se desenha de tal forma
Moldando cada passo e me atormento.
------------------------x------------------
Nas praias tão desérticas do sonho,
As ondas entre tantas penedias,
Amores pelos quais tu já virias,
Mas nada mais do quanto em luz componho.
Cenário se transforma em enfadonho
E trama sem sentido fantasias
Marcando cada espaço em árduos dias,
Meu barco noutro mar então eu ponho.
A luz não mais se vendo aonde outrora
Apenas o temor ainda ancora
Navego contra a fúria das marés
E sei que posso mesmo até sonhar,
Mas quão distante estou do raro mar,
E sinto o meu caminho de viés.
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Ao alongar meu passo nesta areia
Ousando muito mais do que pudesse
A via não trouxera sequer messe,
E apenas a saudade me rodeia,
A luta sem destino que incendeia
Ainda nada além do medo tece,
E o quanto poderia e não viesse,
Moldando a lua aquém atroz e alheia,
Vacante sensação de amor em nós
O tanto que pudesse perde a voz
E o vento espalha o verso em medo e caos,
Os sonhos são deveras pesadelos,
E quando posso enfim, após revê-los
Presumo quão inúteis nossas naus.
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Ao menos poderia em piedade
Trazer algum alento ao navegante
Que tanto mar enfrente, e neste instante
Apenas traz o sonho que o degrade,
Ausente do viver a liberdade,
O manto se mostrara doravante,
Gerado pelo caos e flutuante
Meu tempo noutro tanto já se evade.
Vestindo a mera sombra do que eu fora,
Uma alma tantas vezes sonhadora
Já não se mostra mais sequer enquanto
O tempo se desenha sem proveito,
Destarte cada engodo enfim aceito
E bebo o que pudera e não garanto.
------------------------x----------------
Das Musas e das Divas nada mais
Que meras excrescências; vejo agora
E quando a solidão invade e aflora
Marcando com temores desiguais,
As horas entre tantas noutro cais,
A sorte sem juízo nos devora
E o parto na incerteza se demora
Ousando contra os tantos vendavais,
Floresce dentro da alma a juventude
E sei do quanto possa e mesmo ilude
Quem sonha com palavras mais gentis,
Não tendo este momento em claro amor,
Buscando aonde arar o agricultor
Enquanto nada encontra se desdiz.
----------------x----------------
O amor que a cada instante nos transforma
E nova sensação trama e descreve
Trazendo enquanto a noite dita em neve
Calor que tanto toca e molda a forma,
E quando se transborda; já se atreve
Não segue na verdade lei e norma,
Do quanto existiria nos informa
E o tempo abençoado o sonho ceve.
Cerzindo em rara teia a maravilha
Aonde com certeza tanto brilha
Na constelar imagem, torvelinho
Regendo a cada passo, esta tiara
A lua desenhando a noite clara,
Enquanto nos teus braços eu me aninho.
-------------x--------------------
Diversas dimensões do mesmo dia
Fortuna dita em raios mais diversos
O quanto poderia ter nos versos
A senda que decerto ora me guia,
E quando se inundando em poesia,
Traçando meus momentos onde imersos
Os olhos se apresentam; universos
E neles outros tantos; paz veria.
Nesta infinita imagem luz e tramas
Enquanto com ternura tu reclamas
A viva sensação da eternidade,
Num átimo mergulho nos teus braços
E sinto mais distantes dias lassos
Enquanto esta beleza em luz me invade.
------------------x----------------------
Brandura dita o quanto da verdade
Expressa a maravilha de sentir
O amor ao dominar cada porvir
Deveras noutra face nos agrade,
Fortuna ultrapassando a realidade,
Expressa esta emoção, e sei que ao vir
Jamais se poderia redimir
O engodo que viria e se degrade,
O tempo sem amor já não conta,
Aquém do desenhado desaponta
E trama tão somente a queda e o fim,
Enquanto imaginara novo trilho,
Ainda mais distante não palmilho,
Nem mesmo o coração dita ao que vim.
-----------------x----------------
Um sofrimento mágico e sutil,
Gerado pela ausência de quem quero,
Momento tão diverso amargo e fero
Aonde o mero nada olhar reviu,
Expressa esta saudade e sei que é vil,
O tempo além do tempo e desespero,
No quanto poderia e destempero,
O velho coração atroz, senil.
Porém quando tu voltas noutro instante
Meu sonho em cada luz ora garante
Etérea fantasia em tal segredo,
E qual fosse delírio ou mesmo até
Imensidade feita em brilho e fé
Aos teus carinhos quero e me concedo.
----------------x----------------------
Enlouquecendo além o pensamento
Diversidade feita em luz e sonho,
E quando nos teus braços me componho
Tocando com vigor o sentimento,
Ainda quando muito me alimento
Do passo tantas vezes mais risonho,
Sabendo deste encanto eu te proponho
Bem mais do que pudera num alento,
Encontro cada rastro que deixaste,
A vida noutra face em tal contraste
Traduz uma esperança e sei do quanto,
O amor já poderia nos trazer
Além de qualquer canto, e até prazer
Momento aonde em paz eu me agiganto.
-------------------x-------------------
Cuidasse dos meus dias solitários
Tentando adivinhar novo caminho,
Aquele que se fez sempre sozinho
Teria noutros sonhos rumos vários.
E sei dos desalentos, dos corsários
Do mar que imaginara e se me alinho
Ao quanto não se fora tão mesquinho
Engodos são sutis e imaginários?
Explodem dentro da alma cores tantas
E nestes dias claros me garantas
Apenas o momento aonde eu possa,
Vencer com plenitude cada engodo,
Assim o grande amor, além do todo
Traduz o quanto quero em sorte nossa.
--------------------x-----------------------
Amor quisesse além do mero nicho
Aonde se desenha outro cenário,
Vencendo com seu passo solidário
O olhar enamorado e em paz capricho,
Procuro desdenhar o quanto é rara
Presença deste encanto insuperável
Tornando este caminho inigualável
E assim a sorte imensa se escancara,
Vacante coração tempos atrás
Agora se desenha de tal sorte
Que tendo com ternura quem conforte
Encontra tão somente o que se traz
No sonho desejado por quem ama,
Mantendo da esperança a breve chama.
---------------------x------------------------
Ausência dominando o meu caminho
Aonde tantas vezes se previra
A lida desenhada em verso e lira,
Enquanto do infinito eu me avizinho.
Pudesse ter em paz além do vinho
Brindando com a sorte o que se atira
Nos olhos de quem tanto já prefira
Um canto mais audaz, feito em carinho,
Ribeiras e riachos, noites vãs
E sinto que terei noutras manhãs
Respostas que procuro há tantos anos,
Viceja dentro da alma esta esperança
E quando no final ao nada lança
Esgueiro entre os vazios, trago os danos.
-------------------------x-------------------
O quanto desta vida se quisera
Após adormecida esta esperança
A sina mais diversa não se alcança
Deidade se transforma agora em fera,
Da sílfide moldada em vã quimera
O marco com ardor, temor avança
E sei do quanto pôde em temperança
Trazer o que deveras não se espera.
Acostumado aos erros; sentimento
Enquanto noutro passo, eu só lamento
A vida não traria a juventude
E amarga realidade dita o quanto
Pousasse muito além e assim garanto,
O canto que decerto desilude.
----------------------x--------------------
A morte de um amor representando
O fim de um ciclo aonde fui feliz
Trazendo o que de fato contradiz
Saudade revivendo vez em quando,
Meu tempo de viver, já se negando
O quanto sem certeza ao menos quis,
Vagando noutro porto, este aprendiz,
Aos poucos terminando o que foi brando.
Sonegas as verdades e os enredos
E neles outros tantos mortos, ledos
Apenas congregando a dor e o tédio,
A cura não existe e o lenitivo
Tornando-nos dos sonhos um cativo,
Matando o que pudera ser remédio.
----------------------x--------------------
Ingratas noites vagas entre farpas
E nelas outras tantas perfiladas,
As horas que julgara abençoadas
Enfrentam tempestades, vis escarpas,
Ouvindo muito além o som das harpas
As sortes noutras rotas desenhadas,
Pudesse imaginar novas estradas,
Açudes vão vazios sem as carpas
E nada mais teria no futuro
Somente o que deveras asseguro
E sinto em tal tormenta me tocando,
Meu mundo se desenha em tom diverso
E quantas vezes rumo ao nada eu verso,
Tentando algum momento bem mais brando.
-------------------------x-------------------][
Impérios não resistem ao potente
Senhor que ronda e toma já de assalto
E nisto cada instante ora ressalto
E vejo aonde além luz apresente,
O quanto poderia um penitente
Vencido pelo encanto em sobressalto,
Vagando pelos morros e no asfalto
Gestando este sutil parturiente,
Amor não mais sossega e rouba a cena
Enquanto me apazigua e me envenena
Ao mesmo tempo doma e nos liberta,
Trazendo muito além do que eu podia,
Expressa com certeza esta iguaria
Que enquanto nos domina, nos deserta.
------------------x-------------------
Minha alma compartilha cada espaço
E dita com seus medos e falácias
Ainda que pudesse em vãs audácias
Trazer o quanto quero e mesmo traço,
Em palacetes, ruínas e taperas
A luta não mais cessa e chego ao fim
Na mesma sensação da qual eu vim,
Exposto ao vendaval em noites feras.
Em solilóquio busco uma resposta
E nada se trazendo além do inverno
E quando dentro da alma amor interno,
A face se desenha aquém e exposta,
O manto já puído da ilusão,
Transforma qualquer sim em mero não.
---------------x--------------
Partindo do princípio que este sonho
Jamais se convertera em realidade,
A cada novo instante mais degrade
E nisto outro momento o decomponho,
Ainda quando pude em enfadonho
Cenário desnudar outra verdade,
A senda mais tranquila desagrade
Quem tanto quer um dia mais risonho,
Negando qualquer rumo, o desamor
Transcende ao que pudesse num louvor
Marcando a ferro e fogo em carne viva
Do brilho feito em luz, a vida priva
E sendo esta palavra libertária
Por vezes traz a treva, ou luminária.
---------------------------x-------------------
E nova sensação trama e descreve
Trazendo enquanto a noite dita em neve
Calor que tanto toca e molda a forma,
E quando se transborda; já se atreve
Não segue na verdade lei e norma,
Do quanto existiria nos informa
E o tempo abençoado o sonho ceve.
Cerzindo em rara teia a maravilha
Aonde com certeza tanto brilha
Na constelar imagem, torvelinho
Regendo a cada passo, esta tiara
A lua desenhando a noite clara,
Enquanto nos teus braços eu me aninho.
-------------x--------------------
Diversas dimensões do mesmo dia
Fortuna dita em raios mais diversos
O quanto poderia ter nos versos
A senda que decerto ora me guia,
E quando se inundando em poesia,
Traçando meus momentos onde imersos
Os olhos se apresentam; universos
E neles outros tantos; paz veria.
Nesta infinita imagem luz e tramas
Enquanto com ternura tu reclamas
A viva sensação da eternidade,
Num átimo mergulho nos teus braços
E sinto mais distantes dias lassos
Enquanto esta beleza em luz me invade.
------------------x----------------------
Brandura dita o quanto da verdade
Expressa a maravilha de sentir
O amor ao dominar cada porvir
Deveras noutra face nos agrade,
Fortuna ultrapassando a realidade,
Expressa esta emoção, e sei que ao vir
Jamais se poderia redimir
O engodo que viria e se degrade,
O tempo sem amor já não conta,
Aquém do desenhado desaponta
E trama tão somente a queda e o fim,
Enquanto imaginara novo trilho,
Ainda mais distante não palmilho,
Nem mesmo o coração dita ao que vim.
-----------------x----------------
Um sofrimento mágico e sutil,
Gerado pela ausência de quem quero,
Momento tão diverso amargo e fero
Aonde o mero nada olhar reviu,
Expressa esta saudade e sei que é vil,
O tempo além do tempo e desespero,
No quanto poderia e destempero,
O velho coração atroz, senil.
Porém quando tu voltas noutro instante
Meu sonho em cada luz ora garante
Etérea fantasia em tal segredo,
E qual fosse delírio ou mesmo até
Imensidade feita em brilho e fé
Aos teus carinhos quero e me concedo.
----------------x----------------------
Enlouquecendo além o pensamento
Diversidade feita em luz e sonho,
E quando nos teus braços me componho
Tocando com vigor o sentimento,
Ainda quando muito me alimento
Do passo tantas vezes mais risonho,
Sabendo deste encanto eu te proponho
Bem mais do que pudera num alento,
Encontro cada rastro que deixaste,
A vida noutra face em tal contraste
Traduz uma esperança e sei do quanto,
O amor já poderia nos trazer
Além de qualquer canto, e até prazer
Momento aonde em paz eu me agiganto.
-------------------x-------------------
Cuidasse dos meus dias solitários
Tentando adivinhar novo caminho,
Aquele que se fez sempre sozinho
Teria noutros sonhos rumos vários.
E sei dos desalentos, dos corsários
Do mar que imaginara e se me alinho
Ao quanto não se fora tão mesquinho
Engodos são sutis e imaginários?
Explodem dentro da alma cores tantas
E nestes dias claros me garantas
Apenas o momento aonde eu possa,
Vencer com plenitude cada engodo,
Assim o grande amor, além do todo
Traduz o quanto quero em sorte nossa.
--------------------x-----------------------
Amor quisesse além do mero nicho
Aonde se desenha outro cenário,
Vencendo com seu passo solidário
O olhar enamorado e em paz capricho,
Procuro desdenhar o quanto é rara
Presença deste encanto insuperável
Tornando este caminho inigualável
E assim a sorte imensa se escancara,
Vacante coração tempos atrás
Agora se desenha de tal sorte
Que tendo com ternura quem conforte
Encontra tão somente o que se traz
No sonho desejado por quem ama,
Mantendo da esperança a breve chama.
---------------------x------------------------
Ausência dominando o meu caminho
Aonde tantas vezes se previra
A lida desenhada em verso e lira,
Enquanto do infinito eu me avizinho.
Pudesse ter em paz além do vinho
Brindando com a sorte o que se atira
Nos olhos de quem tanto já prefira
Um canto mais audaz, feito em carinho,
Ribeiras e riachos, noites vãs
E sinto que terei noutras manhãs
Respostas que procuro há tantos anos,
Viceja dentro da alma esta esperança
E quando no final ao nada lança
Esgueiro entre os vazios, trago os danos.
-------------------------x-------------------
O quanto desta vida se quisera
Após adormecida esta esperança
A sina mais diversa não se alcança
Deidade se transforma agora em fera,
Da sílfide moldada em vã quimera
O marco com ardor, temor avança
E sei do quanto pôde em temperança
Trazer o que deveras não se espera.
Acostumado aos erros; sentimento
Enquanto noutro passo, eu só lamento
A vida não traria a juventude
E amarga realidade dita o quanto
Pousasse muito além e assim garanto,
O canto que decerto desilude.
----------------------x--------------------
A morte de um amor representando
O fim de um ciclo aonde fui feliz
Trazendo o que de fato contradiz
Saudade revivendo vez em quando,
Meu tempo de viver, já se negando
O quanto sem certeza ao menos quis,
Vagando noutro porto, este aprendiz,
Aos poucos terminando o que foi brando.
Sonegas as verdades e os enredos
E neles outros tantos mortos, ledos
Apenas congregando a dor e o tédio,
A cura não existe e o lenitivo
Tornando-nos dos sonhos um cativo,
Matando o que pudera ser remédio.
----------------------x--------------------
Ingratas noites vagas entre farpas
E nelas outras tantas perfiladas,
As horas que julgara abençoadas
Enfrentam tempestades, vis escarpas,
Ouvindo muito além o som das harpas
As sortes noutras rotas desenhadas,
Pudesse imaginar novas estradas,
Açudes vão vazios sem as carpas
E nada mais teria no futuro
Somente o que deveras asseguro
E sinto em tal tormenta me tocando,
Meu mundo se desenha em tom diverso
E quantas vezes rumo ao nada eu verso,
Tentando algum momento bem mais brando.
-------------------------x-------------------][
Impérios não resistem ao potente
Senhor que ronda e toma já de assalto
E nisto cada instante ora ressalto
E vejo aonde além luz apresente,
O quanto poderia um penitente
Vencido pelo encanto em sobressalto,
Vagando pelos morros e no asfalto
Gestando este sutil parturiente,
Amor não mais sossega e rouba a cena
Enquanto me apazigua e me envenena
Ao mesmo tempo doma e nos liberta,
Trazendo muito além do que eu podia,
Expressa com certeza esta iguaria
Que enquanto nos domina, nos deserta.
------------------x-------------------
Minha alma compartilha cada espaço
E dita com seus medos e falácias
Ainda que pudesse em vãs audácias
Trazer o quanto quero e mesmo traço,
Em palacetes, ruínas e taperas
A luta não mais cessa e chego ao fim
Na mesma sensação da qual eu vim,
Exposto ao vendaval em noites feras.
Em solilóquio busco uma resposta
E nada se trazendo além do inverno
E quando dentro da alma amor interno,
A face se desenha aquém e exposta,
O manto já puído da ilusão,
Transforma qualquer sim em mero não.
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Partindo do princípio que este sonho
Jamais se convertera em realidade,
A cada novo instante mais degrade
E nisto outro momento o decomponho,
Ainda quando pude em enfadonho
Cenário desnudar outra verdade,
A senda mais tranquila desagrade
Quem tanto quer um dia mais risonho,
Negando qualquer rumo, o desamor
Transcende ao que pudesse num louvor
Marcando a ferro e fogo em carne viva
Do brilho feito em luz, a vida priva
E sendo esta palavra libertária
Por vezes traz a treva, ou luminária.
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