Buscando alguma luz
Aonde nada havia
Sequer a fantasia
Que em nada reproduz
O verso onde reluz
A sorte noutro dia
E sei desta harmonia
Que tanto nos seduz,
Restando quase nada
Do quanto fora outrora
O mundo se apavora
E rompe a velha estrada
Deixando para trás
Meu rumo mais audaz.
2
Bulindo com a sorte
Jamais acreditei
No quanto em leda grei
O mundo me comporte,
Já não mais sendo forte
O medo onde entranhei
O verso eu espalhei
Sem ter sequer um norte.
E desnorteia a lida
Enquanto a despedida
Existe e não desmente
O prazo determina
O quanto em cristalina
Vontade se pressente.
3
Bufões entre os que um dia
Reinando soberanos,
Pudessem sem tais danos
Ousar no que viria,
Tateio e sem magia
A vida dita em planos
Diversos, desumanos
O pouco que inda havia,
Rondando o teu castelo,
Apenas me revelo
E sei que nada existe,
Senão a mesma face
Moldada enquanto trace
A sorte atroz e triste.
4
Burlando qualquer trama
Aonde se escondeu
O mundo outrora meu
Agora em medo e drama,
À parte se reclama
A luta em mero breu,
Versão que se perdeu
No prazo em rude chama,
Acolho mais um verso
E sendo este universo
De tal forma marcado,
O meu caminho esgoto
E sei do amor remoto
Em nada desenhado.
5
Bufando como outrora
A ventania traz
O tempo tão mordaz
Que tanto me apavora,
O luto sem demora
A sorte contumaz,
O corte onde se faz
A vida sem ter hora.
Horripilantemente
Ao menos se apresente
Um dia em tal desvio,
E quando nada vejo
Apenas um desejo
E nele o desafio.
6
Burlesca face traz
Quem tanto quis além
Do muito que contém
O verso mais audaz,
Não quero e não se faz
A sorte em vil desdém
E quando quis alguém
Deixara para trás.
Restauro com o sonho
O quanto em ti componho
Pousando mansamente
Nas sendas mais felizes
E nada contradizes,
Porém a vida mente.
7
Bucólico momento
Em prados verdejantes
E nada mais garantes
Enquanto me atormento,
O passo segue lento
E sei que por instantes
Os ermos delirantes
Expressam sofrimento.
Não pude nem saber
Do quanto o bem querer
Anseia liberdade,
Restauro com meu passo
O quanto quero e traço
E a luz em paz me invade.
8
Bucéfalo, o rocim
Que tanto desejei
E quanto eu esperei
E sei que teve fim,
O mundo de onde vim
Diversa e tola grei
Jamais o proverei
Do quanto quis assim.
Na paz que não redime
No tempo mais sublime
Que não pudera além
De um vago caminhar
Enquanto a divagar
Somente o medo vem.
9
Bujões ora vazios
Trazendo este retrato
Aonde o que constato
Decerto em desvarios,
E sei dos tantos rios
E quando era regato
A vida noutro fato
Previsse desafios.
Restando quase nada
Da sorte desenhada
Nas tramas de quem quer
Ousar e ser feliz,
A vida por um triz,
Não traz um bem sequer.
10
Bustos sublimes; tens
E sei do quanto pude
Viver em atitude
Os dias entre os bens
Sobejos sem desdéns
E nada mais ilude
Quem possa em plenitude
Traçar o quanto vens.
Represando o passado
O verso aonde brado
Não traz qualquer alento,
Dos seios mais perfeitos
Fizesse em paz meus leitos,
Porém nada mais tento.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Bradando contra a sorte
Que tanto desenhara
A vida em nova apara
O preço que suporte,
O mundo traz e aporte
Caminho onde separa
A luta em vã seara
O medo não comporte,
Jamais eu pude crer
No quanto faz doer
Amanhecer nublado,
Depois de tantos dias
Aonde o sol; querias
E o mundo desolado.
2
Braseiro enquanto o trazes
Em vozes dissonantes,
Os dias que adiantes
As sortes noutras fases,
E tanto mais tenazes
Os erros e garantes
Apenas discordantes
Caminhos e os desfazes.
Não pude presumir
Sequer no meu porvir
Um dia mais tranquilo
E quanto se deseja
Aonde a benfazeja
Vontade ora desfilo.
3
Brilhantes conclusões?
Apenas o que possa
Traçar onde se é nossa
A vida que ora expões,
Cerzindo em dimensões
Diversas quando apossa
A sorte além da fossa
Olhares e perdões.
Marcadas para quando
O tempo desabando
Moldasse pelo menos
A mais do que pensara
A vida em tal seara
Em dias mais amenos.
4
Brincar de ser feliz
E ter no olhar tão viva
A sorte que cativa
O tempo aonde o quis,
Vivesse o quanto fiz
E nada mais me priva
Da luta sem ogiva
Do canto por um triz,
Restauro cada engano
E vejo ou tanto dano
Humana decisão,
Versando sobre o sonho,
Apenas recomponho
Meu mundo em amplidão.
5
Brotando deste solo
Aonde cultivasse
A sorte sem impasse
E sem sequer o dolo,
A luta enquanto assolo
O quanto se moldasse
Mostrando a clara face
E sei que não me imolo,
Apresentando além
E tudo o quanto tem
A vida iridescente,
Num rumo sem tormento
O todo quero e tento
Na luz que me apascente.
6
Bravio mar que outrora
Vivera em vã procela
A vida se revela
E gesta desde agora
A luta que me ancora
Enquanto rompe a cela
Além o tempo sela
Corcel que não demora.
Vagando no infinito
Estrelas coletando
E sei do quanto e quando
O mundo em paz eu grito,
Tramando com meu verso
Bem mais que este universo.
7
Brejeira noite quando
Eu encontrei meu bem
E estando sem ninguém
Meu mundo transformando,
Num tempo bem mais brando
Aonde houve desdém
O que deveras tem
Num passo se expressando,
Jamais anunciaste
O quanto em tal contraste
A vida nos guiara,
E sei do quanto pude
Viver em plenitude
A paz sobeja e rara.
8
Brindando em cristalino
Cenário multicor,
O mundo diz amor
E ali nada domino,
Apenas me fascino
E sei deste esplendor
E tanto enquanto for
Somente me alucino,
Destino desnudasse
A vida em desenlace
Profundamente bela,
Molduras tão sublimes
E nisto me redimes
Encanto em ti revela.
9
Blindagem feita em sóis
Diversos, tão enormes
E quanto mais conformes
Apenas tu constróis
O manto em girassóis
E nisto quando dormes
Explodes e transformes
Os rumos em faróis.
Resplandecendo a vida
Aonde a despedida
Jamais se vira ou mesmo
Presumo o que se tenha
E sei quanto convenha
E não mais me ensimesmo.
10
Blefasse noutro instante,
A vida não permite
O mundo onde o limite
No encanto se garante,
E mais do que adiante
O passo onde acredite
No quanto diz palpite
O verso em tom constante.
Restauro meu caminho
E vejo enquanto alinho
Meu passo junto ao teu,
De todos os anseios
Somente em devaneios
O canto se verteu.
Que tanto desenhara
A vida em nova apara
O preço que suporte,
O mundo traz e aporte
Caminho onde separa
A luta em vã seara
O medo não comporte,
Jamais eu pude crer
No quanto faz doer
Amanhecer nublado,
Depois de tantos dias
Aonde o sol; querias
E o mundo desolado.
2
Braseiro enquanto o trazes
Em vozes dissonantes,
Os dias que adiantes
As sortes noutras fases,
E tanto mais tenazes
Os erros e garantes
Apenas discordantes
Caminhos e os desfazes.
Não pude presumir
Sequer no meu porvir
Um dia mais tranquilo
E quanto se deseja
Aonde a benfazeja
Vontade ora desfilo.
3
Brilhantes conclusões?
Apenas o que possa
Traçar onde se é nossa
A vida que ora expões,
Cerzindo em dimensões
Diversas quando apossa
A sorte além da fossa
Olhares e perdões.
Marcadas para quando
O tempo desabando
Moldasse pelo menos
A mais do que pensara
A vida em tal seara
Em dias mais amenos.
4
Brincar de ser feliz
E ter no olhar tão viva
A sorte que cativa
O tempo aonde o quis,
Vivesse o quanto fiz
E nada mais me priva
Da luta sem ogiva
Do canto por um triz,
Restauro cada engano
E vejo ou tanto dano
Humana decisão,
Versando sobre o sonho,
Apenas recomponho
Meu mundo em amplidão.
5
Brotando deste solo
Aonde cultivasse
A sorte sem impasse
E sem sequer o dolo,
A luta enquanto assolo
O quanto se moldasse
Mostrando a clara face
E sei que não me imolo,
Apresentando além
E tudo o quanto tem
A vida iridescente,
Num rumo sem tormento
O todo quero e tento
Na luz que me apascente.
6
Bravio mar que outrora
Vivera em vã procela
A vida se revela
E gesta desde agora
A luta que me ancora
Enquanto rompe a cela
Além o tempo sela
Corcel que não demora.
Vagando no infinito
Estrelas coletando
E sei do quanto e quando
O mundo em paz eu grito,
Tramando com meu verso
Bem mais que este universo.
7
Brejeira noite quando
Eu encontrei meu bem
E estando sem ninguém
Meu mundo transformando,
Num tempo bem mais brando
Aonde houve desdém
O que deveras tem
Num passo se expressando,
Jamais anunciaste
O quanto em tal contraste
A vida nos guiara,
E sei do quanto pude
Viver em plenitude
A paz sobeja e rara.
8
Brindando em cristalino
Cenário multicor,
O mundo diz amor
E ali nada domino,
Apenas me fascino
E sei deste esplendor
E tanto enquanto for
Somente me alucino,
Destino desnudasse
A vida em desenlace
Profundamente bela,
Molduras tão sublimes
E nisto me redimes
Encanto em ti revela.
9
Blindagem feita em sóis
Diversos, tão enormes
E quanto mais conformes
Apenas tu constróis
O manto em girassóis
E nisto quando dormes
Explodes e transformes
Os rumos em faróis.
Resplandecendo a vida
Aonde a despedida
Jamais se vira ou mesmo
Presumo o que se tenha
E sei quanto convenha
E não mais me ensimesmo.
10
Blefasse noutro instante,
A vida não permite
O mundo onde o limite
No encanto se garante,
E mais do que adiante
O passo onde acredite
No quanto diz palpite
O verso em tom constante.
Restauro meu caminho
E vejo enquanto alinho
Meu passo junto ao teu,
De todos os anseios
Somente em devaneios
O canto se verteu.
Bordas desta imensa sorte
Que retrai cada tormento,
E se em ti eu me fomento
Tendo o quanto nos conforte
Vida gera num aporte
O que possa o pensamento
E se vejo algum alento
O meu passo se faz forte,
Nada mais aborte o sonho
Nem tampouco o mais risonho
Desenhar em luz e brilho,
Quantas vezes; quis saber
Das entranhas do prazer
Quando este infinito eu trilho.
2
Botes, barcos vida tenta
Sem temor qualquer o rio
E pudera em desafio
Enfrentar rude tormenta,
A minha alma se alimenta
Do que possa em desvario
E seguindo este pavio
A noção é mais sangrenta.
Restitua cada instante
Entre o quanto se garante
E o jamais poupasse além,
Divergindo do passado
Meu caminho enquanto evado
No final nada contém.
3
Bosques, prados, campos sonho...
Verdejantes sendas; quero
O que possa ser sincero
E meu mundo em paz componho,
Na verdade o mais risonho
Dos anseios eu tempero
Com o quanto além espero
Do momento que proponho.
Restaurar passos além
Do que tanto nos convém
E presume novo encanto,
Sem saber da promissão
Noutro passo se verão
O que possa e ora garanto.
4
Bocejando em tal cansaço
Nada resta do que fomos,
A verdade nega os gomos
E traduz em roto, o laço,
E se teimo enquanto faço
Do meu mundo os vários pomos
Entre tantos já não somos
Nem sequer se veja espaço.
O propósito diz tudo
E se tento enquanto mudo
Meu cenário mais audaz,
A esperança não sossega
E se fosse mesmo cega
Nada deixa para trás.
5
Bole a vida com passado
E transforma o que viria
Numa noite mais sombria
Onde tanto agora evado.
E sabendo que este fado
Trama a cada hipocrisia
O que possa e não veria
Quem transforma em rude enfado.
Ouso mesmo permitir
O que esboça meu porvir
Com suave sensação
De uma noite sem temores,
E decerto aonde fores
Tu verás minha emoção.
6
Boca aberta em beijo e fome
A presença de quem trama
A verdade além do drama
Com certeza sempre some,
E meu mundo não se dome
Nem sequer o quanto exclama
A saudade não reclama
E meu tempo já consome,
Aversões entre demônios
Dias rudes, pandemônios
Esperanças mais sombrias
E se possa de tal forma
Caminhar e se transforma
Tanto amor quanto querias.
7
Bonachão quem se faz mais
Do que pôde em desalento
E se tanto agora tento
Espraiando em novo cais
Não escuto os vendavais
Nem sequer adentro o vento
Vejo quando me alimento
Dos anseios magistrais,
Restaurando cada passo
Onde o mundo sempre traço
Versejar em luz infinda,
A verdade não se marca
Com a vida em sorte parca,
Ou no quanto ela se finda.
8
Bom momento para quem
Sem saber da dimensão
Dos tormentos que virão
Prosseguindo em raro bem,
Na verdade o quanto vem
Expressando a direção
Desta sorte em explosão
Sem saber qualquer desdém,
Na palavra mais sincera
O que tanto nos espera
Conhecesse a plena paz,
Esgotando cada verso
Sobre o mundo agora verso
Vida além o sonho traz.
9
Boquirroto companheiro
Saibas bem do que se tenta
Na palavra mais sedenta
Sem saber de um mensageiro
Visto a sorte e se me esgueiro
Da partilha tão sangrenta
Onde a luta me atormenta
E sonega o meu canteiro,
Bastaria um só momento
E se possa enquanto alento
Dentro da alma esta esperança
A verdade se expressando
Neste passo desde quando
O meu canto além avança.
10
Boquiaberto eu te encontrei
Entre as pedras do caminho
Deste tempo mais daninho
Novo rumo eu desvendei
E sabendo ser a lei
O que possa e se me alinho
Meu cenário eu adivinho
E deveras mergulhei
Nos teus braços, minha amiga
E o que tente e já prossiga
Presumindo algum futuro
Nada mais se permitisse
Mesmo até qualquer crendice
Já nos toma em solo impuro.
Que retrai cada tormento,
E se em ti eu me fomento
Tendo o quanto nos conforte
Vida gera num aporte
O que possa o pensamento
E se vejo algum alento
O meu passo se faz forte,
Nada mais aborte o sonho
Nem tampouco o mais risonho
Desenhar em luz e brilho,
Quantas vezes; quis saber
Das entranhas do prazer
Quando este infinito eu trilho.
2
Botes, barcos vida tenta
Sem temor qualquer o rio
E pudera em desafio
Enfrentar rude tormenta,
A minha alma se alimenta
Do que possa em desvario
E seguindo este pavio
A noção é mais sangrenta.
Restitua cada instante
Entre o quanto se garante
E o jamais poupasse além,
Divergindo do passado
Meu caminho enquanto evado
No final nada contém.
3
Bosques, prados, campos sonho...
Verdejantes sendas; quero
O que possa ser sincero
E meu mundo em paz componho,
Na verdade o mais risonho
Dos anseios eu tempero
Com o quanto além espero
Do momento que proponho.
Restaurar passos além
Do que tanto nos convém
E presume novo encanto,
Sem saber da promissão
Noutro passo se verão
O que possa e ora garanto.
4
Bocejando em tal cansaço
Nada resta do que fomos,
A verdade nega os gomos
E traduz em roto, o laço,
E se teimo enquanto faço
Do meu mundo os vários pomos
Entre tantos já não somos
Nem sequer se veja espaço.
O propósito diz tudo
E se tento enquanto mudo
Meu cenário mais audaz,
A esperança não sossega
E se fosse mesmo cega
Nada deixa para trás.
5
Bole a vida com passado
E transforma o que viria
Numa noite mais sombria
Onde tanto agora evado.
E sabendo que este fado
Trama a cada hipocrisia
O que possa e não veria
Quem transforma em rude enfado.
Ouso mesmo permitir
O que esboça meu porvir
Com suave sensação
De uma noite sem temores,
E decerto aonde fores
Tu verás minha emoção.
6
Boca aberta em beijo e fome
A presença de quem trama
A verdade além do drama
Com certeza sempre some,
E meu mundo não se dome
Nem sequer o quanto exclama
A saudade não reclama
E meu tempo já consome,
Aversões entre demônios
Dias rudes, pandemônios
Esperanças mais sombrias
E se possa de tal forma
Caminhar e se transforma
Tanto amor quanto querias.
7
Bonachão quem se faz mais
Do que pôde em desalento
E se tanto agora tento
Espraiando em novo cais
Não escuto os vendavais
Nem sequer adentro o vento
Vejo quando me alimento
Dos anseios magistrais,
Restaurando cada passo
Onde o mundo sempre traço
Versejar em luz infinda,
A verdade não se marca
Com a vida em sorte parca,
Ou no quanto ela se finda.
8
Bom momento para quem
Sem saber da dimensão
Dos tormentos que virão
Prosseguindo em raro bem,
Na verdade o quanto vem
Expressando a direção
Desta sorte em explosão
Sem saber qualquer desdém,
Na palavra mais sincera
O que tanto nos espera
Conhecesse a plena paz,
Esgotando cada verso
Sobre o mundo agora verso
Vida além o sonho traz.
9
Boquirroto companheiro
Saibas bem do que se tenta
Na palavra mais sedenta
Sem saber de um mensageiro
Visto a sorte e se me esgueiro
Da partilha tão sangrenta
Onde a luta me atormenta
E sonega o meu canteiro,
Bastaria um só momento
E se possa enquanto alento
Dentro da alma esta esperança
A verdade se expressando
Neste passo desde quando
O meu canto além avança.
10
Boquiaberto eu te encontrei
Entre as pedras do caminho
Deste tempo mais daninho
Novo rumo eu desvendei
E sabendo ser a lei
O que possa e se me alinho
Meu cenário eu adivinho
E deveras mergulhei
Nos teus braços, minha amiga
E o que tente e já prossiga
Presumindo algum futuro
Nada mais se permitisse
Mesmo até qualquer crendice
Já nos toma em solo impuro.
Bicho solto contra a fúria
Das diversas tempestades
Onde quer que já degrades
Resta apenas leda incúria
Marco a sorte em tal lamúria
E se tanto não te agrades
Dos anseios, liberdades
Claridades em penúria.
Das penugens da esperança
Avezinha se avizinha
Do que possa o coração
E o meu canto ora se lança
Na certeza toda minha
De uma nova dimensão.
2
Bisbilhota a vida quando
A saudade diz promessa
E o que possa e já tropeça
Noutro passo se tomando,
O meu ar por mais infando
Outra vez não recomeça
E sabendo do que meça
A verdade desabando.
Abrangendo eternidade
Onde tanto a vida invade
Verso sobre o quanto quis,
Semeando dentro da alma
A beleza onde se acalma
E pudera ser feliz.
3
Bilhetes que me deixaste
Ao partires para além
A verdade quando tem
Noutro rumo este contraste
Novamente sonegaste
Teu carinho para alguém
E se possa em tal desdém
Jamais restará uma haste.
Nada pude e se tentasse
Reviver em desenlace
Cada traço de uma vida
Entre tantas, magoada
Ao sentir que resta o nada,
Vejo a porta destruída.
4
Biscateiros do desejo
Corpos nus invadem sonho
E se possa e me proponho
Onde o tanto ora azulejo,
O meu mundo quando o vejo
Possa até ser mais medonho,
Mas no fundo se me enfronho
Sinto o quanto em ti almejo.
Nada mais tivesse assim
O poder de ter em mim
O que tanto fora nosso,
E se tento nova face
O meu mundo não negasse
Quanto resta em vão destroço.
6
Bisonhamente luto
E não possa esta incerteza
Sutilmente sobre a mesa
Noutro engodo atroz e bruto,
Barcos soltos; não reluto
E seguindo a correnteza
Vejo enfim rara nobreza
E o cenário; em paz permuto.
Esquecendo o que se fez
Nesta vaga insensatez
Tez diversa da que um dia
Pude ter e não soubera
Da expressão atroz da fera
Que a tocaia permitia.
7
Biliosa noite em rude
Desvendar tempestuoso
E se possa caprichoso
Cada passo desilude
E mudando de atitude
Entre o rumo pedregoso
E o que visse além do gozo
A saudade é mais que pude.
Nada resta dentro em nós
Nem sequer a mera voz
Discordante do passado,
O meu tempo se anuncia
Na esperança mais sombria
E no verso desolado.
8
Biso o canto quando possa
Transformar felicidade
E o meu rumo ora degrade
Traduzindo esta palhoça
Na incerteza de uma fossa
Noutro caos, a liberdade
Desenhando em tempestade
Esta fonte outrora nossa.
Restaurar cada momento
Onde o mundo eu sempre invento
Num atento caminhar,
Versejando em mansidão
Outros dias me trarão
A vontade de chegar.
9
Bipartida a sorte traça
Momentâneas ilusões
E se tanto agora expões
O caminho é qual fumaça
Nada mais se quer, e escassa
A verdade que compões
Gera em novos turbilhões
O que possa em cada praça
Resumindo a minha história
Noutro tom, mera memória
Remoendo cada fato,
Num instante onde me sinto
Com certeza em puro instinto
O meu mundo; em paz, retrato.
10
Bitolado coração
Só sabendo do que venha
Noutro passo se contenha
E não sabe a dimensão,
Dos momentos, na estação
Onde a luta traz a senha
E pudera quando ordenha
Minha noite em explosão.
Restaurasse após o fato
O que possa e não constato
Desvendando o rude anseio,
Gerações após e nada
A verdade constatada
Traz o quanto nunca veio.
Das diversas tempestades
Onde quer que já degrades
Resta apenas leda incúria
Marco a sorte em tal lamúria
E se tanto não te agrades
Dos anseios, liberdades
Claridades em penúria.
Das penugens da esperança
Avezinha se avizinha
Do que possa o coração
E o meu canto ora se lança
Na certeza toda minha
De uma nova dimensão.
2
Bisbilhota a vida quando
A saudade diz promessa
E o que possa e já tropeça
Noutro passo se tomando,
O meu ar por mais infando
Outra vez não recomeça
E sabendo do que meça
A verdade desabando.
Abrangendo eternidade
Onde tanto a vida invade
Verso sobre o quanto quis,
Semeando dentro da alma
A beleza onde se acalma
E pudera ser feliz.
3
Bilhetes que me deixaste
Ao partires para além
A verdade quando tem
Noutro rumo este contraste
Novamente sonegaste
Teu carinho para alguém
E se possa em tal desdém
Jamais restará uma haste.
Nada pude e se tentasse
Reviver em desenlace
Cada traço de uma vida
Entre tantas, magoada
Ao sentir que resta o nada,
Vejo a porta destruída.
4
Biscateiros do desejo
Corpos nus invadem sonho
E se possa e me proponho
Onde o tanto ora azulejo,
O meu mundo quando o vejo
Possa até ser mais medonho,
Mas no fundo se me enfronho
Sinto o quanto em ti almejo.
Nada mais tivesse assim
O poder de ter em mim
O que tanto fora nosso,
E se tento nova face
O meu mundo não negasse
Quanto resta em vão destroço.
6
Bisonhamente luto
E não possa esta incerteza
Sutilmente sobre a mesa
Noutro engodo atroz e bruto,
Barcos soltos; não reluto
E seguindo a correnteza
Vejo enfim rara nobreza
E o cenário; em paz permuto.
Esquecendo o que se fez
Nesta vaga insensatez
Tez diversa da que um dia
Pude ter e não soubera
Da expressão atroz da fera
Que a tocaia permitia.
7
Biliosa noite em rude
Desvendar tempestuoso
E se possa caprichoso
Cada passo desilude
E mudando de atitude
Entre o rumo pedregoso
E o que visse além do gozo
A saudade é mais que pude.
Nada resta dentro em nós
Nem sequer a mera voz
Discordante do passado,
O meu tempo se anuncia
Na esperança mais sombria
E no verso desolado.
8
Biso o canto quando possa
Transformar felicidade
E o meu rumo ora degrade
Traduzindo esta palhoça
Na incerteza de uma fossa
Noutro caos, a liberdade
Desenhando em tempestade
Esta fonte outrora nossa.
Restaurar cada momento
Onde o mundo eu sempre invento
Num atento caminhar,
Versejando em mansidão
Outros dias me trarão
A vontade de chegar.
9
Bipartida a sorte traça
Momentâneas ilusões
E se tanto agora expões
O caminho é qual fumaça
Nada mais se quer, e escassa
A verdade que compões
Gera em novos turbilhões
O que possa em cada praça
Resumindo a minha história
Noutro tom, mera memória
Remoendo cada fato,
Num instante onde me sinto
Com certeza em puro instinto
O meu mundo; em paz, retrato.
10
Bitolado coração
Só sabendo do que venha
Noutro passo se contenha
E não sabe a dimensão,
Dos momentos, na estação
Onde a luta traz a senha
E pudera quando ordenha
Minha noite em explosão.
Restaurasse após o fato
O que possa e não constato
Desvendando o rude anseio,
Gerações após e nada
A verdade constatada
Traz o quanto nunca veio.
Bebo o tempo e se percebes
O que nunca pude ter
Entre cada amanhecer
Outras sendas, velhas sebes,
E se possa e já concebes
Novo claro amanhecer
Entremeio o que saber
No carinho onde o recebes.
Na verdade o verso explica
E a palavra versifica
Meu anseio em tom suave,
Diversificadamente
A saudade não desmente
E permite o sonho em nave.
2
Beijos tantos, noite farta
E jamais me esqueceria
Do meu mundo em poesia
Sem saber sequer se parta,
A verdade não aparta
O que tanto se queria
Da esperança onde alegria
Com meu sonho se reparta,
Jamais tive qualquer medo
De saber onde concedo
Passo rumo ao mais que quis,
Deixo apenas para trás
O que tanto já se faz
Coração bem mais feliz.
3
Bênçãos para quem se fez
Muito mais que meramente,
Outra sorte onde se tente
Sem temer a lucidez,
Vagamente enquanto vês
O cenário ora envolvente
O meu canto displicente
Leva o sonho em que tu crês,
Cravo os olhos no futuro
E se possa e configuro
Cada noite em novo rumo,
Cravejado de esperança
Onde a vida ora me lança
É decerto aonde a aprumo.
4
Bendita sendo a mulher
Que se faz audaz e luta,
Na verdade mais astuta
E moldando como quer,
O que possa e se vier
Com certeza não reluta,
Resistindo à força bruta
Na malícia onde puder.
Não temendo tempestade
Outro passo sempre invade
Com mestrado em artimanhas,
De tal forma mais sutil
Quanto mais o sonho viu,
Mansamente tu me ganhas.
5
Beco mesmo sem saída
Sem saber da dimensão
De outros dias que virão
A esperança dividida
Onde nada mais se olvida
Nem termina desde então
Os caminhos que verão
A certeza desta vida,
Colorindo o meu anseio
Com teu sonho quando veio
Traduzir felicidade
Nada posso e não tivera
Nem sequer a mesma espera
Quando o tempo agora enfade.
6
Belas noites, lua cheia
E o meu verso se aproxima
De quem tanto diz estima
E o caminho em paz rodeia,
Vago enquanto devaneia
A alma além e sempre prima
Pela sorte que sublima
O meu mundo em voz alheia,
Nada mais eu pude enquanto
O desenho em desencanto
Não trouxera em tintas claras
O que pude emoldurar
Nos anseios de um luar
Onde amor tu me declaras.
7
Beldade sem paralelo
A rainha toma a cena
E a certeza se faz plena
Neste mundo em que me anelo,
O cenário onde revelo
A verdade que se acena
E o meu canto a sorte drena
Gera o manto aonde o selo,
Servidões? Pois nunca mais,
E se entranham vendavais
Versos trazem novo encanto,
O meu prazo determina
O que tanto dita sina
E decerto em paz garanto.
8
Beatificando a sorte
De quem pode ter no olhar
A vontade de chegar
E o meu prazo não conforte,
Neste mundo em raro aporte,
A saudade a desnudar
O que possa navegar
Contra o vento atroz e forte,
Venerando outra atitude
Onde o mundo se transmude
E permita qualquer sonho,
Dos meus ermos contumazes
Outros dias tu me trazes
E meu mundo além componho.
9
Beligerante caminho
Entre tantos, mais cruel
Nada vejo em turvo céu
No vazio ora me aninho,
E pudera noutro ninho
Transformar amargo em mel
Ou trazer neste farnel
O que tento ou me avizinho;
Tantas vezes fui vazio
Ou talvez num desafio
Desvarios coletando,
Mas agora que procuro
Mesmo quando esteja escuro
Já não sou deveras brando.
10
Bem-te-vi querida amiga
Numa tarde mais feliz,
E o que tanto ora já quis
Noutro passo em paz prossiga
A palavra sempre abriga
O caminho do aprendiz
E poder sem cicatriz
Alimenta a velha liga.
Não condeno quem se evade,
Mas a força de vontade
Permitindo uma vitória
Trago os olhos no horizonte
E onde quer que a vida aponte
Vejo ali a minha história.
O que nunca pude ter
Entre cada amanhecer
Outras sendas, velhas sebes,
E se possa e já concebes
Novo claro amanhecer
Entremeio o que saber
No carinho onde o recebes.
Na verdade o verso explica
E a palavra versifica
Meu anseio em tom suave,
Diversificadamente
A saudade não desmente
E permite o sonho em nave.
2
Beijos tantos, noite farta
E jamais me esqueceria
Do meu mundo em poesia
Sem saber sequer se parta,
A verdade não aparta
O que tanto se queria
Da esperança onde alegria
Com meu sonho se reparta,
Jamais tive qualquer medo
De saber onde concedo
Passo rumo ao mais que quis,
Deixo apenas para trás
O que tanto já se faz
Coração bem mais feliz.
3
Bênçãos para quem se fez
Muito mais que meramente,
Outra sorte onde se tente
Sem temer a lucidez,
Vagamente enquanto vês
O cenário ora envolvente
O meu canto displicente
Leva o sonho em que tu crês,
Cravo os olhos no futuro
E se possa e configuro
Cada noite em novo rumo,
Cravejado de esperança
Onde a vida ora me lança
É decerto aonde a aprumo.
4
Bendita sendo a mulher
Que se faz audaz e luta,
Na verdade mais astuta
E moldando como quer,
O que possa e se vier
Com certeza não reluta,
Resistindo à força bruta
Na malícia onde puder.
Não temendo tempestade
Outro passo sempre invade
Com mestrado em artimanhas,
De tal forma mais sutil
Quanto mais o sonho viu,
Mansamente tu me ganhas.
5
Beco mesmo sem saída
Sem saber da dimensão
De outros dias que virão
A esperança dividida
Onde nada mais se olvida
Nem termina desde então
Os caminhos que verão
A certeza desta vida,
Colorindo o meu anseio
Com teu sonho quando veio
Traduzir felicidade
Nada posso e não tivera
Nem sequer a mesma espera
Quando o tempo agora enfade.
6
Belas noites, lua cheia
E o meu verso se aproxima
De quem tanto diz estima
E o caminho em paz rodeia,
Vago enquanto devaneia
A alma além e sempre prima
Pela sorte que sublima
O meu mundo em voz alheia,
Nada mais eu pude enquanto
O desenho em desencanto
Não trouxera em tintas claras
O que pude emoldurar
Nos anseios de um luar
Onde amor tu me declaras.
7
Beldade sem paralelo
A rainha toma a cena
E a certeza se faz plena
Neste mundo em que me anelo,
O cenário onde revelo
A verdade que se acena
E o meu canto a sorte drena
Gera o manto aonde o selo,
Servidões? Pois nunca mais,
E se entranham vendavais
Versos trazem novo encanto,
O meu prazo determina
O que tanto dita sina
E decerto em paz garanto.
8
Beatificando a sorte
De quem pode ter no olhar
A vontade de chegar
E o meu prazo não conforte,
Neste mundo em raro aporte,
A saudade a desnudar
O que possa navegar
Contra o vento atroz e forte,
Venerando outra atitude
Onde o mundo se transmude
E permita qualquer sonho,
Dos meus ermos contumazes
Outros dias tu me trazes
E meu mundo além componho.
9
Beligerante caminho
Entre tantos, mais cruel
Nada vejo em turvo céu
No vazio ora me aninho,
E pudera noutro ninho
Transformar amargo em mel
Ou trazer neste farnel
O que tento ou me avizinho;
Tantas vezes fui vazio
Ou talvez num desafio
Desvarios coletando,
Mas agora que procuro
Mesmo quando esteja escuro
Já não sou deveras brando.
10
Bem-te-vi querida amiga
Numa tarde mais feliz,
E o que tanto ora já quis
Noutro passo em paz prossiga
A palavra sempre abriga
O caminho do aprendiz
E poder sem cicatriz
Alimenta a velha liga.
Não condeno quem se evade,
Mas a força de vontade
Permitindo uma vitória
Trago os olhos no horizonte
E onde quer que a vida aponte
Vejo ali a minha história.
Bastaria acreditar
Nos anseios da emoção
E tomando a direção
Timoneiro a nos guiar
Onde possa divagar
As cordas do coração
E trazendo a solução
Enfrentando qualquer mar,
Nada mais se faz presente
Quando a vida em dor frequente
Apresente o fim do jogo,
Não me resta um novo rumo
E se tanto ora resumo,
Na verdade acendo o fogo.
2
Bala que se fez perdida
Num momento em guerra e luta.
Quanto mais já se reluta
Desenhando a torpe vida
Na verdade o que divida
Não traduz a força bruta
Nem sequer a mais astuta
Esperança em vã ferida.
Resta muito ou mesmo nada,
Atravesso a velha estrada
E se tento não consigo,
Desenhar do meu passado
Cada verso enquanto brado
Envolvido em vão perigo.
3
Bandoleira esta saudade
Que não deixa mais em paz
Quem deveras tanto traz
O carinho onde degrade.
Resta pouco em liberdade
E o que fosse mais audaz
Deixa a vida para trás
E decerto desagrade.
Tentaria novo passo
E se tento ou me desfaço
Já não cabem mais mentiras,
Quando muito faz valer
A vontade amanhecer
Neste solo que retiras.
4
Banqueteias com a morte
De quem tanto se fez rude
E o que possa e desilude
Com certeza não conforte.
Vivo o quanto fora forte
E talvez nesta atitude
Mude rumo e latitude,
Mas sonega algum aporte.
Navegar sempre é preciso
Nesse mar onde o matizo
Em diversa dimensão,
Mas se possa ser diverso
Cabe todo este universo
Nalgum frágil coração.
5
Bares noites rumos tais
Onde possa e se deseja
A verdade de bandeja
Desenhando magistrais
Os cenários desiguais
E deveras já poreja
Este tempo que azuleja
E destarte me distrais.
Não pudesse ser a vida
Sem saber da despedida
Nem tampouco do que venha,
O meu mundo em contra-senso
O momento aonde eu penso
Traz deveras cada ordenha.
6
Batalhões em guerra eu vejo
Entre quedas e tormentas
Onde quer e sempre tentas
Enfrentar qualquer desejo,
Um anseio malfazejo
Expressando as mais sangrentas
E se nunca te apascentas,
Resta o sonho em dor e pejo.
Na varanda a lua deita
Argentina luz e enfeita
O que fosse mais sutil,
Nada mais se apresentando
Num cenário sempre brando
Que meu peito agora viu.
7
Barricadas quando as ruas
Enfrentando as multidões
Entre tantas dimensões
Novamente tu cultuas
As vinganças nuas cruas
E os anseios, turbilhões
Entre rumos tu me expões
As palavras onde atuas,
Cravejando em dor e medo
O meu mundo e o desenredo
Feito em tédio e tal loucura,
O que possa ser assim
Traz o sonho dentro em mim
E decerto me tortura.
8
Bandeando para o lado
Onde pesa o coração
Nesta audaz sofreguidão
O meu canto desenhado,
Jogo o tempo onde me evado
E prometo a dimensão
De outros tempos que verão
Tão somente o mesmo enfado,
Nada mais envolveria
Meu amor em galhardia,
Nem tampouco na saudade
Que se fez dura e cruel,
Mas rondando em carrossel,
Todo sonho em paz invade.
9
Bancos desta mesma praça
Onde o tempo não passara,
A verdade se escancara
E meu mundo ali se traça
A saudade que ultrapassa
Qualquer tom em noite rara,
Anuncia o que prepara
E se mostra onde se faça.
Não disfarça e sigo assim
Com teu sonho dentro em mim
Navegando contra a sorte.
Vida segue e sem paragem
Só restando esta miragem
Que decerto me conforte.
10
Barcas entre vendavais
Das procelas da esperança
Onde o todo não alcança
E se quer, decerto mais,
Os meus erros são banais
E o meu passo quando cansa
Desenhando em aliança
O que deixas e me trais.
Nada vejo enquanto pude
Tão somente o mesmo rude
Delirar em dor profana,
A certeza não consiste
Neste olhar atroz e triste.
Onde a vida nos engana.
Nos anseios da emoção
E tomando a direção
Timoneiro a nos guiar
Onde possa divagar
As cordas do coração
E trazendo a solução
Enfrentando qualquer mar,
Nada mais se faz presente
Quando a vida em dor frequente
Apresente o fim do jogo,
Não me resta um novo rumo
E se tanto ora resumo,
Na verdade acendo o fogo.
2
Bala que se fez perdida
Num momento em guerra e luta.
Quanto mais já se reluta
Desenhando a torpe vida
Na verdade o que divida
Não traduz a força bruta
Nem sequer a mais astuta
Esperança em vã ferida.
Resta muito ou mesmo nada,
Atravesso a velha estrada
E se tento não consigo,
Desenhar do meu passado
Cada verso enquanto brado
Envolvido em vão perigo.
3
Bandoleira esta saudade
Que não deixa mais em paz
Quem deveras tanto traz
O carinho onde degrade.
Resta pouco em liberdade
E o que fosse mais audaz
Deixa a vida para trás
E decerto desagrade.
Tentaria novo passo
E se tento ou me desfaço
Já não cabem mais mentiras,
Quando muito faz valer
A vontade amanhecer
Neste solo que retiras.
4
Banqueteias com a morte
De quem tanto se fez rude
E o que possa e desilude
Com certeza não conforte.
Vivo o quanto fora forte
E talvez nesta atitude
Mude rumo e latitude,
Mas sonega algum aporte.
Navegar sempre é preciso
Nesse mar onde o matizo
Em diversa dimensão,
Mas se possa ser diverso
Cabe todo este universo
Nalgum frágil coração.
5
Bares noites rumos tais
Onde possa e se deseja
A verdade de bandeja
Desenhando magistrais
Os cenários desiguais
E deveras já poreja
Este tempo que azuleja
E destarte me distrais.
Não pudesse ser a vida
Sem saber da despedida
Nem tampouco do que venha,
O meu mundo em contra-senso
O momento aonde eu penso
Traz deveras cada ordenha.
6
Batalhões em guerra eu vejo
Entre quedas e tormentas
Onde quer e sempre tentas
Enfrentar qualquer desejo,
Um anseio malfazejo
Expressando as mais sangrentas
E se nunca te apascentas,
Resta o sonho em dor e pejo.
Na varanda a lua deita
Argentina luz e enfeita
O que fosse mais sutil,
Nada mais se apresentando
Num cenário sempre brando
Que meu peito agora viu.
7
Barricadas quando as ruas
Enfrentando as multidões
Entre tantas dimensões
Novamente tu cultuas
As vinganças nuas cruas
E os anseios, turbilhões
Entre rumos tu me expões
As palavras onde atuas,
Cravejando em dor e medo
O meu mundo e o desenredo
Feito em tédio e tal loucura,
O que possa ser assim
Traz o sonho dentro em mim
E decerto me tortura.
8
Bandeando para o lado
Onde pesa o coração
Nesta audaz sofreguidão
O meu canto desenhado,
Jogo o tempo onde me evado
E prometo a dimensão
De outros tempos que verão
Tão somente o mesmo enfado,
Nada mais envolveria
Meu amor em galhardia,
Nem tampouco na saudade
Que se fez dura e cruel,
Mas rondando em carrossel,
Todo sonho em paz invade.
9
Bancos desta mesma praça
Onde o tempo não passara,
A verdade se escancara
E meu mundo ali se traça
A saudade que ultrapassa
Qualquer tom em noite rara,
Anuncia o que prepara
E se mostra onde se faça.
Não disfarça e sigo assim
Com teu sonho dentro em mim
Navegando contra a sorte.
Vida segue e sem paragem
Só restando esta miragem
Que decerto me conforte.
10
Barcas entre vendavais
Das procelas da esperança
Onde o todo não alcança
E se quer, decerto mais,
Os meus erros são banais
E o meu passo quando cansa
Desenhando em aliança
O que deixas e me trais.
Nada vejo enquanto pude
Tão somente o mesmo rude
Delirar em dor profana,
A certeza não consiste
Neste olhar atroz e triste.
Onde a vida nos engana.
Ao menos poderia
Viver outro caminho
E quando além me alinho
Imerso em fantasia
O tempo não traria
Sequer o velho vinho
E o manto mais daninho
Presume a noite fria,
Esqueço cada passo
E sei do quanto traço
Disfarço e tudo bem.
Esbarro nos enganos
E sei dos falsos planos
Que a vida ora contêm.
2
Acredito no futuro?
Muito embora a vide traga
O que invade toda a plaga
E produz este inseguro
Caminhar em rumo obscuro
E na sorte onde divaga
A verdade não afaga
Quem teimasse em solo duro.
O meu passo sem proveito
O momento onde me deito
E o caminho sem sentido,
Do que fora mais audaz
A verdade não se traz
E meu canto é desvalido.
3
Arcando com cada passo
Sem sentido ou norte eu sigo
E se posso quando abrigo
O momento mais escasso,
Navegar contra o cansaço
Sem saber de algum perigo
Onde tanto o que persigo
Presumindo em rude traço.
Traduzisse o verso em paz
E quem sabe deixe atrás
O momento em dor e tédio,
Quanta vez tu deliraste,
Porém dita num contraste
Sonegasse algum remédio.
4
Abre os braços sobre o mundo
Libertário sentimento
E se posso enquanto eu tento
E deveras se aprofundo
O meu passo e sei do imundo
Delirar que não invento
Traduzido em desalento
Onde o mar se faz profundo.
Fossas da alma em abissais
Desenhares quando esvais
E não deixas nem a marca
Do que fora a garantia
Da presença em alegria
E o delírio nos abarca.
5
Ansiedade dita o tom
De quem tanto quis um dia
Feito em luz, ou harmonia
Sem saber do velho som
Da explosão em megaton
Ou traduz em agonia,
E marcando em ironia
O que fosse outrora bom,
Nada mais se vendo após
O meu mundo em rude foz
Desejando novo cais,
Entre os ermos de minha alma
Nem saber da paz me acalma,
E deveras tu me trais.
6
Apresento o verso e vejo
O meu mundo desabando
Coração em contrabando
Pende imerso no desejo
E se posso e sempre almejo
Meu cenário ora inundando
Do momento se moldando
No caminho onde o porejo.
Azulando o céu enquanto
O meu mundo eu tento e canto
Sem saber do quanto venha
A verdade não produz
Onde apenas seja a cruz
O tormento em fogo e lenha.
7
Arcar com os meus anseios
E tentar a dimensão
Onde os termos moldarão
Tantas vezes velhos veios,
E os meus dias, devaneios.
Noutra rude direção
E se vejo em turbilhão
Outros erros sem rodeios,
Nada mais se aproximasse
Da verdade enquanto o impasse
Não permite um passo a mais,
Incremento cada sonho
Quando vejo o quanto ponho
Entre dias mais banais.
8
Ascender ao quanto veja
O que tanto desejei,
Num caminho aonde a lei
Na verdade benfazeja
Traga mais do que inda seja
A alma rota onde entranhei
O meu mundo e demarquei
A esperança mais andeja.
Na bandeja da emoção
A cabeça irá rolar
E o meu mundo a se mostrar
Na mais torpe dimensão,
Encontrando o desafeto
Onde o rumo não completo.
9
Arco com os meus enganos
E se possa ser assim
Tanto faz o quanto em mim
Desenhasse velhos planos
Onde tanto em rudes panos
Vejo o todo e gero o fim,
No caminho atroz, ruim,
Os meus dias são profanos.
Aprofundo o passo e tento
Contra a fúria deste vento
Outro imenso tom em luz,
Mas deveras nada resta
Tão somente a mera fresta
Que o vazio reproduz.
10
Alameda da esperança
Verso rude ou mesmo audaz,
O que tanto já se faz
Onde o mundo em paz se lança
Ao sentir nesta balança
O que deixo para trás
Outro rústico e tenaz
Desejar não mais avança;
Resumindo em tom suave
O que outrora nos agrave
Desvendando este segredo.
E o vazio do passado
Noutro rumo desenhado
Traz o todo onde procedo.
Viver outro caminho
E quando além me alinho
Imerso em fantasia
O tempo não traria
Sequer o velho vinho
E o manto mais daninho
Presume a noite fria,
Esqueço cada passo
E sei do quanto traço
Disfarço e tudo bem.
Esbarro nos enganos
E sei dos falsos planos
Que a vida ora contêm.
2
Acredito no futuro?
Muito embora a vide traga
O que invade toda a plaga
E produz este inseguro
Caminhar em rumo obscuro
E na sorte onde divaga
A verdade não afaga
Quem teimasse em solo duro.
O meu passo sem proveito
O momento onde me deito
E o caminho sem sentido,
Do que fora mais audaz
A verdade não se traz
E meu canto é desvalido.
3
Arcando com cada passo
Sem sentido ou norte eu sigo
E se posso quando abrigo
O momento mais escasso,
Navegar contra o cansaço
Sem saber de algum perigo
Onde tanto o que persigo
Presumindo em rude traço.
Traduzisse o verso em paz
E quem sabe deixe atrás
O momento em dor e tédio,
Quanta vez tu deliraste,
Porém dita num contraste
Sonegasse algum remédio.
4
Abre os braços sobre o mundo
Libertário sentimento
E se posso enquanto eu tento
E deveras se aprofundo
O meu passo e sei do imundo
Delirar que não invento
Traduzido em desalento
Onde o mar se faz profundo.
Fossas da alma em abissais
Desenhares quando esvais
E não deixas nem a marca
Do que fora a garantia
Da presença em alegria
E o delírio nos abarca.
5
Ansiedade dita o tom
De quem tanto quis um dia
Feito em luz, ou harmonia
Sem saber do velho som
Da explosão em megaton
Ou traduz em agonia,
E marcando em ironia
O que fosse outrora bom,
Nada mais se vendo após
O meu mundo em rude foz
Desejando novo cais,
Entre os ermos de minha alma
Nem saber da paz me acalma,
E deveras tu me trais.
6
Apresento o verso e vejo
O meu mundo desabando
Coração em contrabando
Pende imerso no desejo
E se posso e sempre almejo
Meu cenário ora inundando
Do momento se moldando
No caminho onde o porejo.
Azulando o céu enquanto
O meu mundo eu tento e canto
Sem saber do quanto venha
A verdade não produz
Onde apenas seja a cruz
O tormento em fogo e lenha.
7
Arcar com os meus anseios
E tentar a dimensão
Onde os termos moldarão
Tantas vezes velhos veios,
E os meus dias, devaneios.
Noutra rude direção
E se vejo em turbilhão
Outros erros sem rodeios,
Nada mais se aproximasse
Da verdade enquanto o impasse
Não permite um passo a mais,
Incremento cada sonho
Quando vejo o quanto ponho
Entre dias mais banais.
8
Ascender ao quanto veja
O que tanto desejei,
Num caminho aonde a lei
Na verdade benfazeja
Traga mais do que inda seja
A alma rota onde entranhei
O meu mundo e demarquei
A esperança mais andeja.
Na bandeja da emoção
A cabeça irá rolar
E o meu mundo a se mostrar
Na mais torpe dimensão,
Encontrando o desafeto
Onde o rumo não completo.
9
Arco com os meus enganos
E se possa ser assim
Tanto faz o quanto em mim
Desenhasse velhos planos
Onde tanto em rudes panos
Vejo o todo e gero o fim,
No caminho atroz, ruim,
Os meus dias são profanos.
Aprofundo o passo e tento
Contra a fúria deste vento
Outro imenso tom em luz,
Mas deveras nada resta
Tão somente a mera fresta
Que o vazio reproduz.
10
Alameda da esperança
Verso rude ou mesmo audaz,
O que tanto já se faz
Onde o mundo em paz se lança
Ao sentir nesta balança
O que deixo para trás
Outro rústico e tenaz
Desejar não mais avança;
Resumindo em tom suave
O que outrora nos agrave
Desvendando este segredo.
E o vazio do passado
Noutro rumo desenhado
Traz o todo onde procedo.
Versando sobre o fato
Embora corriqueiro
Do quanto é verdadeiro
O passo que constato
E sei quando desato
A sorte em derradeiro
Anseio e por inteiro
O mundo ora maltrato,
Resgato cada engano
E dano cada passo,
O mundo aonde o traço
Explode em ar profano
E quando enfim me enredo
A vida nega o credo.
2
Vestindo o quanto tenho
No olhar mais indiscreto
E sei do que completo
Enquanto em vão desenho
Moldara o desempenho
E nele o predileto
Cenário hoje é repleto
Do tempo onde me empenho,
Não tive melhor sorte
E nada mais comporte
Quem tenta amanhecer
Depois da noite rude,
O tanto que ilude
Não deixa nada ver.
3
Vagando em tom sombrio
Nas ânsias mais ferozes
E sei do quanto em vozes
Diversas, desvario.
Marcando o desafio
E nele meus algozes
Por vezes tão velozes
Expressam o vazio.
Restando muito ou nada
Jamais me importaria
A sorte moldaria
Ao fim a desolada
Angústia de quem busca
Vencer a sorte brusca.
4
Valendo-me do fato
De ter no olhar o sonho,
Ainda quando o ponho
Além do que constato
Refaço este regato
E o manto mais risonho,
Embora tão medonho
O mundo onde o retrato.
Navego contra a sorte
E nada mais importe
A quem se fez ferino,
O marco sem sinal
Um dia desigual
E nele me alucino.
5
Viola sertaneja
Em tons diversos traz
O canto mais audaz
Aonde o que se veja
Traduz a benfazeja
Sagacidade em paz,
Ainda se desfaz
O quanto em dor preveja.
Não quero novo passo
E quanta vez eu caço
O manto já puído
Apresentar meus erros
E sei dos vãos desterros
Enquanto aquém me olvido.
6
Vasculho cada ponto
E sei do que viria
Na noite mais sombria
Enquanto além aponto
Meu mundo onde desconto
O corte em agonia
E tanto poderia
Vencer em contraponto.
Restando do que sigo
Apenas desabrigo
E nada mais se vira,
Retalhos de uma vida
Já tanto dolorida
Envolta em tal mentira.
7
Vestígios de uma lenda
Ondeiam pensamento
E quanto mais eu tento
Decerto o que se estenda,
Trazendo cada venda
O manto em sofrimento,
Estando mais atento,
No prazo não se entenda.
A morte se aproxima
E sei do quanto estima
Pudesse me salvar,
Mas nada do que tenha
Presume nova ordenha
Do sonho a divagar.
8
Vibrante consonância
Apenas a queria
E sei que a fantasia
Traduz tanta inconstância
Gerando noutra estância
A sorte dia a dia
E o tempo não traria
Sequer qualquer distância.
Resumo em verso e tédio
A vida sem remédio
E o medo que se faz
Depois do que pudera
Traçar em longa espera
O passo mais mordaz.
9
Virulento passado
De quem procura apenas
As horas mais serenas
De um tempo renegado,
Somente neste enfado
Enquanto me envenenas
Também tu me apequenas
E logo assim me evado,
Restaurações de um tempo
Jogado em contratempo
Sem nexo e sem caminhos,
Os olhos se fechando
Num tempo quase infando
Envolto em tons mesquinhos.
10
Vadeio e não consigo
Após o que inda veio
Vencer o devaneio
E ter algum abrigo,
O rumo em que prossigo
A voz ditando um meio
E nisto me incendeio
Sem prazo e nem mais ligo.
Esqueça cada rota
E o tanto agora esgota
O pranto em dor e medo,
Do amor que não viera
A minha primavera
Deveras não concedo.
Embora corriqueiro
Do quanto é verdadeiro
O passo que constato
E sei quando desato
A sorte em derradeiro
Anseio e por inteiro
O mundo ora maltrato,
Resgato cada engano
E dano cada passo,
O mundo aonde o traço
Explode em ar profano
E quando enfim me enredo
A vida nega o credo.
2
Vestindo o quanto tenho
No olhar mais indiscreto
E sei do que completo
Enquanto em vão desenho
Moldara o desempenho
E nele o predileto
Cenário hoje é repleto
Do tempo onde me empenho,
Não tive melhor sorte
E nada mais comporte
Quem tenta amanhecer
Depois da noite rude,
O tanto que ilude
Não deixa nada ver.
3
Vagando em tom sombrio
Nas ânsias mais ferozes
E sei do quanto em vozes
Diversas, desvario.
Marcando o desafio
E nele meus algozes
Por vezes tão velozes
Expressam o vazio.
Restando muito ou nada
Jamais me importaria
A sorte moldaria
Ao fim a desolada
Angústia de quem busca
Vencer a sorte brusca.
4
Valendo-me do fato
De ter no olhar o sonho,
Ainda quando o ponho
Além do que constato
Refaço este regato
E o manto mais risonho,
Embora tão medonho
O mundo onde o retrato.
Navego contra a sorte
E nada mais importe
A quem se fez ferino,
O marco sem sinal
Um dia desigual
E nele me alucino.
5
Viola sertaneja
Em tons diversos traz
O canto mais audaz
Aonde o que se veja
Traduz a benfazeja
Sagacidade em paz,
Ainda se desfaz
O quanto em dor preveja.
Não quero novo passo
E quanta vez eu caço
O manto já puído
Apresentar meus erros
E sei dos vãos desterros
Enquanto aquém me olvido.
6
Vasculho cada ponto
E sei do que viria
Na noite mais sombria
Enquanto além aponto
Meu mundo onde desconto
O corte em agonia
E tanto poderia
Vencer em contraponto.
Restando do que sigo
Apenas desabrigo
E nada mais se vira,
Retalhos de uma vida
Já tanto dolorida
Envolta em tal mentira.
7
Vestígios de uma lenda
Ondeiam pensamento
E quanto mais eu tento
Decerto o que se estenda,
Trazendo cada venda
O manto em sofrimento,
Estando mais atento,
No prazo não se entenda.
A morte se aproxima
E sei do quanto estima
Pudesse me salvar,
Mas nada do que tenha
Presume nova ordenha
Do sonho a divagar.
8
Vibrante consonância
Apenas a queria
E sei que a fantasia
Traduz tanta inconstância
Gerando noutra estância
A sorte dia a dia
E o tempo não traria
Sequer qualquer distância.
Resumo em verso e tédio
A vida sem remédio
E o medo que se faz
Depois do que pudera
Traçar em longa espera
O passo mais mordaz.
9
Virulento passado
De quem procura apenas
As horas mais serenas
De um tempo renegado,
Somente neste enfado
Enquanto me envenenas
Também tu me apequenas
E logo assim me evado,
Restaurações de um tempo
Jogado em contratempo
Sem nexo e sem caminhos,
Os olhos se fechando
Num tempo quase infando
Envolto em tons mesquinhos.
10
Vadeio e não consigo
Após o que inda veio
Vencer o devaneio
E ter algum abrigo,
O rumo em que prossigo
A voz ditando um meio
E nisto me incendeio
Sem prazo e nem mais ligo.
Esqueça cada rota
E o tanto agora esgota
O pranto em dor e medo,
Do amor que não viera
A minha primavera
Deveras não concedo.
Apresentar a senda
Aonde nada havia
Sequer a fantasia
E o medo ora se estenda
Vagando sem contenda
Marcando em ironia
Na turva sintonia
O canto não se entenda
Estenda pelo menos
Da tenda estes venenos
E neles outros tais,
Resumos de uma vida
Já tanto desvalida
Em cânticos mortais.
2
Sofrer e ter aquém
Do passo em reticência
A vida em consciência
Que tanto nos convém
Vestindo o quanto tem
Da mera coincidência
Marcando com ciência
O nada aonde vem,
Espero após o medo
O tanto que concedo
Respaldos mais diversos
E sinto sem saber
O claro amanhecer
Em rotos universos.
3
Negar o que inda reste
Após o meu tormento
E sei do quanto tento
Envolto pela peste
E mesmo quando infeste
Meu tanto em desalento
Denota o pensamento
Em tom bem mais agreste,
Resulto deste lodo
E bebo o lamaçal
Aonde por igual
Meu tanto em cada engodo
Expresse o fim do jogo
De nada vale um rogo.
4
Não quero outro caminho
Senão tão áurea senda
Aonde o que se estenda
Traduza onde me alinho,
Não levo algum espinho
Sequer qualquer contenda,
E quanto mais se entenda
A vida traz o ninho
Diversidade traça
Além desta fumaça
Um tom bem mais suave,
E quando o meu anseio
Traduz no quanto veio
O passo não se trave.
5
Vestígios de uma vida
Perdida e sem alento
O prazo; enquanto eu tento
Curar qualquer ferida,
No pântano divida
Versando contra o vento
E sei do que em momento
Disperso não duvida,
A porta se transcende
E quanto mais depende
Meu rumo deste fato,
Apenas por sentir
O muito que há de vir
O sonho em vão; constato.
6
A sorte num braseiro
Das fráguas, fogaréus
Ousando em vários céus
O quanto além me inteiro.
Tentando um mensageiro
Em dias ledos, véus
Presumem nos ilhéus
O tempo onde ora esgueiro,
Mensagens; codifico
E sei enquanto explico
O prazo sem valia,
Depositando a sorte
Aonde o que conforte
Na morte não veria.
7
Humanidade traz
A face mais atroz
De quem aquém da foz
Deixara para trás
O rumo contumaz
E o prazo dentro em nós
Restando como algoz
A ausência desta paz,
Marcar com pedra e luta
O quanto se reluta
E nada mais se vendo,
Remendas não as quero
E sei do quanto é fero
Um tempo assaz horrendo.
8
Mergulho no planeta
E tento em dimensão
Diversa desde então
O quanto se arremeta,
A luta se intrometa
Nas tramas de um senão
E nesta dimensão
Escute esta trombeta.
Mas quando vês de perto
O tanto quanto alerto
O fato faz o feto,
E sem saber do rumo
Aonde enfim resumo
Meu verso ora incompleto.
9
Apresentar enganos
E crer noutro cenário,
O tempo temerário
A sorte em ledos planos
Os olhos, velhos danos,
O rude e solitário
Atroz itinerário
Em atos desumanos.
Apenas a carcaça
Do quanto a vida traça
Destroça o que restara
De nós no desvalido
Caminho onde divido
Cevando cada apara.
10
Aproximando o canto
Do nada onde se fez
A minha insensatez
E nisto o que garanto
Expressa o desencanto
E tanta estupidez
E sei do quanto crês
No prazo onde me espanto.
Apresentar ao fim
Escusas, quando vim
Vestindo esta esperança.
Meu passo em devaneio
Apenas quando veio
Ao nada enfim me lança.
Aonde nada havia
Sequer a fantasia
E o medo ora se estenda
Vagando sem contenda
Marcando em ironia
Na turva sintonia
O canto não se entenda
Estenda pelo menos
Da tenda estes venenos
E neles outros tais,
Resumos de uma vida
Já tanto desvalida
Em cânticos mortais.
2
Sofrer e ter aquém
Do passo em reticência
A vida em consciência
Que tanto nos convém
Vestindo o quanto tem
Da mera coincidência
Marcando com ciência
O nada aonde vem,
Espero após o medo
O tanto que concedo
Respaldos mais diversos
E sinto sem saber
O claro amanhecer
Em rotos universos.
3
Negar o que inda reste
Após o meu tormento
E sei do quanto tento
Envolto pela peste
E mesmo quando infeste
Meu tanto em desalento
Denota o pensamento
Em tom bem mais agreste,
Resulto deste lodo
E bebo o lamaçal
Aonde por igual
Meu tanto em cada engodo
Expresse o fim do jogo
De nada vale um rogo.
4
Não quero outro caminho
Senão tão áurea senda
Aonde o que se estenda
Traduza onde me alinho,
Não levo algum espinho
Sequer qualquer contenda,
E quanto mais se entenda
A vida traz o ninho
Diversidade traça
Além desta fumaça
Um tom bem mais suave,
E quando o meu anseio
Traduz no quanto veio
O passo não se trave.
5
Vestígios de uma vida
Perdida e sem alento
O prazo; enquanto eu tento
Curar qualquer ferida,
No pântano divida
Versando contra o vento
E sei do que em momento
Disperso não duvida,
A porta se transcende
E quanto mais depende
Meu rumo deste fato,
Apenas por sentir
O muito que há de vir
O sonho em vão; constato.
6
A sorte num braseiro
Das fráguas, fogaréus
Ousando em vários céus
O quanto além me inteiro.
Tentando um mensageiro
Em dias ledos, véus
Presumem nos ilhéus
O tempo onde ora esgueiro,
Mensagens; codifico
E sei enquanto explico
O prazo sem valia,
Depositando a sorte
Aonde o que conforte
Na morte não veria.
7
Humanidade traz
A face mais atroz
De quem aquém da foz
Deixara para trás
O rumo contumaz
E o prazo dentro em nós
Restando como algoz
A ausência desta paz,
Marcar com pedra e luta
O quanto se reluta
E nada mais se vendo,
Remendas não as quero
E sei do quanto é fero
Um tempo assaz horrendo.
8
Mergulho no planeta
E tento em dimensão
Diversa desde então
O quanto se arremeta,
A luta se intrometa
Nas tramas de um senão
E nesta dimensão
Escute esta trombeta.
Mas quando vês de perto
O tanto quanto alerto
O fato faz o feto,
E sem saber do rumo
Aonde enfim resumo
Meu verso ora incompleto.
9
Apresentar enganos
E crer noutro cenário,
O tempo temerário
A sorte em ledos planos
Os olhos, velhos danos,
O rude e solitário
Atroz itinerário
Em atos desumanos.
Apenas a carcaça
Do quanto a vida traça
Destroça o que restara
De nós no desvalido
Caminho onde divido
Cevando cada apara.
10
Aproximando o canto
Do nada onde se fez
A minha insensatez
E nisto o que garanto
Expressa o desencanto
E tanta estupidez
E sei do quanto crês
No prazo onde me espanto.
Apresentar ao fim
Escusas, quando vim
Vestindo esta esperança.
Meu passo em devaneio
Apenas quando veio
Ao nada enfim me lança.
A sorte se transforma como queiras
Já não deixando marcas para trás
O dia que pudera mais audaz
Expressa as gigantescas cordilheiras,
E quanto mais se prenda em vis besteiras
O mundo noutro traço não se faz,
Renasça do passado e sempre em paz
Traduza em alegria tais bandeiras,
Hipocrisia? Amiga. Não percebes
O quanto são diversas tantas sebes
E o tempo não repete cada passo,
O mergulhar no anseio de um futuro
Presume o que deveras asseguro
Enquanto uma esperança além eu traço.
2
Não venho com palavras mais gentis
Tentar te apresentar o que não há
O mundo se desenha aqui ou lá
Conforme cada ser anseia e quis.
Jamais se poderia ser feliz
Enquanto noutro rumo se virá
Apenas o que tanto negará
Reavivando enfim a cicatriz.
Passado se perdendo com o tempo,
E quando se imagina um contratempo
A crise nos ensina em crescimento,
E quantas vezes, vendo o que procuro
A cada novo passo mais seguro
Sabendo ser a dor também cimento.
3
Das águas mais diversas dimensões
Em risos, ritos, lágrimas e vida,
Na sorte muitas vezes destruída
A luta em mais dispersas direções,
E quando tu deságuas e te expões
Na senda muitas vezes dolorida
Ou tanto na incerteza a ser cumprida
Marcando em tempestades os verões,
Aprendo com estios o valor
Do quanto possa ser tão redentor
Ou mesmo ora avassala tudo e leva,
Assim conforme a vida se anuncia,
Aonde vejo a luz vejo a agonia,
Enquanto tudo inunda também ceva.
4
Já não me caberia acreditar
Apenas nos infaustos de quem tenta
Vencer com calmaria uma tormenta
E nada se mostrando em seu lugar.
Cansado de teimar em rude mar,
Nas horas onde a vida desalenta
O marco se anuncia e violenta
Quem tanto poderia acreditar,
Mas tento novo passo aonde o tanto
Traçasse tão somente o que garanto
Presume cada passo rumo ao farto,
E nada do que possa num momento
Traduz o mais completo sentimento
Enquanto deste vago mundo aparto.
5
Quisesse muito além do que persiste
No olhar embevecido de quem sonha,
A vida tantas vezes mais medonha
Aponta outro cenário sempre em riste,
E o quanto do passado inda resiste
Depois do que deveras já se enfronha
Na luta sem sentido enquanto ponha
Meu barco logo após o tempo triste,
Nas tramas mais sutis de quem vivesse
O tanto que pudera e conhecesse
Apenas um segundo feito em paz,
Amar e ter nos olhos dimensão
Do quanto é necessário no perdão
Ser com certeza sempre mais tenaz.
6
Não vejo qualquer sorte que domine
O mundo sem sentido ou mesmo rude,
E quantas vezes; sinto o que inda ilude
O canto aonde o verso me ilumine,
Não tendo outro momento a vida ensine
Com dor e tempestade em atitude
Diversa da que possa em magnitude
E nisto cada engano o determine.
Exausto caminhante de outras eras
E quando na verdade destemperas
Pousando nos anseios mais vorazes,
Apresentar aos olhos o horizonte
E nisto quando a vida nos aponte
Tramando muito além do que ora trazes.
7
Não quero e não pudera de tal forma
Seguir contra a corrente a cada dia,
E nisto o quanto possa e mais veria
Expressa a vida após lenta reforma.
O passo sem compasso me transforma
E marca com temor a hipocrisia
Buscando aonde o tempo em sintonia
Resume o que pudera e se deforma,
Não tendo alguma luz aonde eu veja
A sorte mais sublime e quando seja
O prazo determina o fim de tudo,
Na porta sem saber do que virá
Ousando acreditar aqui ou lá
No todo enquanto aos poucos eu me iludo.
8
Cadenciando o passo rumo ao mundo
Diverso do que tenho ou mais queria,
Marcando com terror a fantasia
Aonde sem certeza em vão me inundo,
E sei do caminhar onde aprofundo
Meus olhos onde o tempo ora se esgueira
Vislumbro no horizonte a cordilheira
E bebo deste chão rude e o fecundo.
Sementes da ilusão não são deveras
Aspectos tão diversos de quimeras
Apenas traduzindo uma esperança
Depois do que se visse e não viesse
A vida se aproxima em torpe messe
E ao nada cada passo ora se lança.
9
Navego sem saber da dimensão
Dos erros contumazes e febris
Do tanto que pudera e sou feliz
Depositando o sonho em explosão,
E nada mais soubera desde então
Ainda quando muito ou pouco eu quis
Meu passo sem sentido ora desfiz
E vejo o sortilégio em profusão.
Aprendendo com tanta hipocrisia
A sorte no final não mais traria
Sequer o que procuro e não percebo,
Amar e ter no olhar além do caos,
Momentos mesmo rudes, ledos maus
Aonde um sonho a mais vira placebo.
10
Não quero divisar com cada engano
E nisto aproximar meu pensamento
Do quanto na verdade tanto tento
E sendo de tal forma ora me dano,
O rústico cenário e não me ufano
Sequer do que pudesse contra o vento
Vivendo o mais profundo desalento
Somente volto ao quanto me profano.
Não tento adivinhar o que não veio,
E sei do descaminho em tal receio
Numa ânsia sem igual, tempestuosa,
A vida se moldara de tal forma
Jardim do meu passado se transforma
Plastificando enfim jasmim e rosa.
Já não deixando marcas para trás
O dia que pudera mais audaz
Expressa as gigantescas cordilheiras,
E quanto mais se prenda em vis besteiras
O mundo noutro traço não se faz,
Renasça do passado e sempre em paz
Traduza em alegria tais bandeiras,
Hipocrisia? Amiga. Não percebes
O quanto são diversas tantas sebes
E o tempo não repete cada passo,
O mergulhar no anseio de um futuro
Presume o que deveras asseguro
Enquanto uma esperança além eu traço.
2
Não venho com palavras mais gentis
Tentar te apresentar o que não há
O mundo se desenha aqui ou lá
Conforme cada ser anseia e quis.
Jamais se poderia ser feliz
Enquanto noutro rumo se virá
Apenas o que tanto negará
Reavivando enfim a cicatriz.
Passado se perdendo com o tempo,
E quando se imagina um contratempo
A crise nos ensina em crescimento,
E quantas vezes, vendo o que procuro
A cada novo passo mais seguro
Sabendo ser a dor também cimento.
3
Das águas mais diversas dimensões
Em risos, ritos, lágrimas e vida,
Na sorte muitas vezes destruída
A luta em mais dispersas direções,
E quando tu deságuas e te expões
Na senda muitas vezes dolorida
Ou tanto na incerteza a ser cumprida
Marcando em tempestades os verões,
Aprendo com estios o valor
Do quanto possa ser tão redentor
Ou mesmo ora avassala tudo e leva,
Assim conforme a vida se anuncia,
Aonde vejo a luz vejo a agonia,
Enquanto tudo inunda também ceva.
4
Já não me caberia acreditar
Apenas nos infaustos de quem tenta
Vencer com calmaria uma tormenta
E nada se mostrando em seu lugar.
Cansado de teimar em rude mar,
Nas horas onde a vida desalenta
O marco se anuncia e violenta
Quem tanto poderia acreditar,
Mas tento novo passo aonde o tanto
Traçasse tão somente o que garanto
Presume cada passo rumo ao farto,
E nada do que possa num momento
Traduz o mais completo sentimento
Enquanto deste vago mundo aparto.
5
Quisesse muito além do que persiste
No olhar embevecido de quem sonha,
A vida tantas vezes mais medonha
Aponta outro cenário sempre em riste,
E o quanto do passado inda resiste
Depois do que deveras já se enfronha
Na luta sem sentido enquanto ponha
Meu barco logo após o tempo triste,
Nas tramas mais sutis de quem vivesse
O tanto que pudera e conhecesse
Apenas um segundo feito em paz,
Amar e ter nos olhos dimensão
Do quanto é necessário no perdão
Ser com certeza sempre mais tenaz.
6
Não vejo qualquer sorte que domine
O mundo sem sentido ou mesmo rude,
E quantas vezes; sinto o que inda ilude
O canto aonde o verso me ilumine,
Não tendo outro momento a vida ensine
Com dor e tempestade em atitude
Diversa da que possa em magnitude
E nisto cada engano o determine.
Exausto caminhante de outras eras
E quando na verdade destemperas
Pousando nos anseios mais vorazes,
Apresentar aos olhos o horizonte
E nisto quando a vida nos aponte
Tramando muito além do que ora trazes.
7
Não quero e não pudera de tal forma
Seguir contra a corrente a cada dia,
E nisto o quanto possa e mais veria
Expressa a vida após lenta reforma.
O passo sem compasso me transforma
E marca com temor a hipocrisia
Buscando aonde o tempo em sintonia
Resume o que pudera e se deforma,
Não tendo alguma luz aonde eu veja
A sorte mais sublime e quando seja
O prazo determina o fim de tudo,
Na porta sem saber do que virá
Ousando acreditar aqui ou lá
No todo enquanto aos poucos eu me iludo.
8
Cadenciando o passo rumo ao mundo
Diverso do que tenho ou mais queria,
Marcando com terror a fantasia
Aonde sem certeza em vão me inundo,
E sei do caminhar onde aprofundo
Meus olhos onde o tempo ora se esgueira
Vislumbro no horizonte a cordilheira
E bebo deste chão rude e o fecundo.
Sementes da ilusão não são deveras
Aspectos tão diversos de quimeras
Apenas traduzindo uma esperança
Depois do que se visse e não viesse
A vida se aproxima em torpe messe
E ao nada cada passo ora se lança.
9
Navego sem saber da dimensão
Dos erros contumazes e febris
Do tanto que pudera e sou feliz
Depositando o sonho em explosão,
E nada mais soubera desde então
Ainda quando muito ou pouco eu quis
Meu passo sem sentido ora desfiz
E vejo o sortilégio em profusão.
Aprendendo com tanta hipocrisia
A sorte no final não mais traria
Sequer o que procuro e não percebo,
Amar e ter no olhar além do caos,
Momentos mesmo rudes, ledos maus
Aonde um sonho a mais vira placebo.
10
Não quero divisar com cada engano
E nisto aproximar meu pensamento
Do quanto na verdade tanto tento
E sendo de tal forma ora me dano,
O rústico cenário e não me ufano
Sequer do que pudesse contra o vento
Vivendo o mais profundo desalento
Somente volto ao quanto me profano.
Não tento adivinhar o que não veio,
E sei do descaminho em tal receio
Numa ânsia sem igual, tempestuosa,
A vida se moldara de tal forma
Jardim do meu passado se transforma
Plastificando enfim jasmim e rosa.
Não pude acreditar e nem tentara
Apenas por sinais cerzir o sonho
E quantas vezes tente eu decomponho
A vida sem sabor em vã seara,
Revejo cada passo e se escancara
O verso aonde tento e sou medonho,
Atentamente busco e já me enfronho
Marcado com o vício o que me ampara;
Escondo dentro da alma algum sinal
Que possa traduzir tão bem ou mal
O preço a se cobrar pela existência,
No mundo sem proveito e sem ciência
O passo desenhado em tom fatal
Não passa de uma mera coincidência.
2
Já não pudesse mais saber da sorte
Em tons rudes e vagos vida afora
E quanto mais a luta desancora
Meu barco se presume sem o norte,
E sendo de tal forma o que comporte
O marco desejado desarvora
E nada do que pude se assenhora
Do manto que jamais tente e conforte,
Não quero penetrar noturnos veios
E os olhos entre tantos devaneios
Os medos consonantes ditam rumos
Diversos do que tanto desejei
E o manto destruído em velha grei
Exprime desta vida os podres sumos.
3
Na parte que me cabe da partilha
Resíduos do quanto fora sonho
Agora noutro passo onde me enfronho
A vida se desenha noutra trilha,
A sorte com certeza já não brilha
Nem mesmo poderia em enfadonho
Cenário desenhar o quanto ponho
Do verso noutro mundo em novel ilha.
Apresentando apenas nova queda
Aonde o pesadelo agora enreda
A sorte se envereda no vazio.
Depositando na alma o tom audaz
Do quanto desejei e nada faz
Apenas desvendando o desvario.
4
Sidéreas impressões do que não veio
Ansiosamente espero o fim de tudo
E sei que na verdade sem receio
Apenas novamente desiludo,
O corte se mostrara e se amiúdo
O passo sem temor e sem anseio,
O verso desenhando e sempre mudo
Meu canto sem saber de algum anseio.
Vagando pelas noites, trevas tantas
E nisto o quanto possa não garantas
Deixando qual resíduo o verso rude,
O manto já puído da esperança
Enquanto a cada instante ao não se lança
Presume a moratória em juventude.
5
Na praça do passado o sonho e o vento
Tocando mansamente os teus cabelos
É como se eu pudesse revivê-los
E agora em destemor a luz eu tento,
O mundo aonde outrora em desalento
Os dias não pudessem em desvelos
Caminhos insensatos sem os zelos
E neles o que possa desatento.
Reduzo cada verso a mais um tempo
Vencido pelo imenso contratempo
Depois de tanto medo e nada mais,
Angustiadamente a marca exposta
Traduz o que talvez fosse a resposta,
Porém não vejo além dos vendavais.
6
O pendular caminho em nova rota,
O prazo delicado determina
A sorte que decerto cristalina
Com toda ingratidão exposta esgota.
Não pude discernir e se denota
A longa solidão que me alucina
E bebo da alegria que domina
E vejo o caminhar além da cota.
Retalhos de esperança sobre a cama,
Vontade sem limites volve e chama
Clamando sem saber do que virá.
Tentando pelo menos nova luz
Ao quanto cada passo me conduz
Presumo o quanto houvera aqui ou lá.
7
Quisesse pelo menos num instante
A senda mais sublime em ilusões
E quantas vezes sei que decompões
O quanto na verdade não garante
A vida noutro passo e doravante
Imersa nas diversas emoções,
E sei das mais doridas sensações
Enquanto cada engodo se adiante.
Não pude acreditar no que veria
E nisto o meu caminho em agonia
Perpetuando o passo após o tombo,
A porta da esperança quando arrombo
Expressa a solidão e nada além
Do quanto na verdade nunca tem.
8
Apenas no começo se reflete
A mesma insensatez que nos domina
A vida noutro passo esta menina
Marcando com carinho e canivete,
O todo se traduz quando repete
E molda com vigor a velha sina,
A mão que se fez leda, uma assassina,
No pouso sem temor já se arremete.
Restauro dos diversos dias sóis
E neles outros tantos que destróis
Resumes no vazio o que se quer,
O preço a se pagar com alto juro
Meu mundo na verdade configuro
Nas tramas mais audazes da mulher.
9
Jamais imaginasse o que não tento
Sequer ao mergulhar em tom atroz
Ainda quando busco vivo em nós
O amor que se traduz em raro alento,
Permite cada passo o sofrimento
E nada se desenha mesmo após
O canto sem sentido em rouca voz
E nisto quando eu busco: alheamento.
Não pude desvendar cada mistério
De um tempo aonde possa e sendo sério
O dano que entranhasse sem proveito,
Matando pouco a pouco o que me resta
A luta sem sentido algum se empresta
Ao canto aonde inútil já me deito.
10
São terminais os dias que passaste
Depositando o medo e nada além
Do quanto na verdade não convém
A quem se fez somente em tal desgaste,
Ainda que viceje o que alegaste
Restando nos meus olhos tal desdém,
A solidão traduz o que ninguém
Pudesse desejar e quebra esta haste.
Capacitar meu passo quando o possa,
Tramando muito mais que campo e roça
Nos palacetes rudes, sertanejos
E sendo de tal forma o dia a dia
Deitando sobre ti a poesia,
Invadem teus redutos, meus desejos.
Apenas por sinais cerzir o sonho
E quantas vezes tente eu decomponho
A vida sem sabor em vã seara,
Revejo cada passo e se escancara
O verso aonde tento e sou medonho,
Atentamente busco e já me enfronho
Marcado com o vício o que me ampara;
Escondo dentro da alma algum sinal
Que possa traduzir tão bem ou mal
O preço a se cobrar pela existência,
No mundo sem proveito e sem ciência
O passo desenhado em tom fatal
Não passa de uma mera coincidência.
2
Já não pudesse mais saber da sorte
Em tons rudes e vagos vida afora
E quanto mais a luta desancora
Meu barco se presume sem o norte,
E sendo de tal forma o que comporte
O marco desejado desarvora
E nada do que pude se assenhora
Do manto que jamais tente e conforte,
Não quero penetrar noturnos veios
E os olhos entre tantos devaneios
Os medos consonantes ditam rumos
Diversos do que tanto desejei
E o manto destruído em velha grei
Exprime desta vida os podres sumos.
3
Na parte que me cabe da partilha
Resíduos do quanto fora sonho
Agora noutro passo onde me enfronho
A vida se desenha noutra trilha,
A sorte com certeza já não brilha
Nem mesmo poderia em enfadonho
Cenário desenhar o quanto ponho
Do verso noutro mundo em novel ilha.
Apresentando apenas nova queda
Aonde o pesadelo agora enreda
A sorte se envereda no vazio.
Depositando na alma o tom audaz
Do quanto desejei e nada faz
Apenas desvendando o desvario.
4
Sidéreas impressões do que não veio
Ansiosamente espero o fim de tudo
E sei que na verdade sem receio
Apenas novamente desiludo,
O corte se mostrara e se amiúdo
O passo sem temor e sem anseio,
O verso desenhando e sempre mudo
Meu canto sem saber de algum anseio.
Vagando pelas noites, trevas tantas
E nisto o quanto possa não garantas
Deixando qual resíduo o verso rude,
O manto já puído da esperança
Enquanto a cada instante ao não se lança
Presume a moratória em juventude.
5
Na praça do passado o sonho e o vento
Tocando mansamente os teus cabelos
É como se eu pudesse revivê-los
E agora em destemor a luz eu tento,
O mundo aonde outrora em desalento
Os dias não pudessem em desvelos
Caminhos insensatos sem os zelos
E neles o que possa desatento.
Reduzo cada verso a mais um tempo
Vencido pelo imenso contratempo
Depois de tanto medo e nada mais,
Angustiadamente a marca exposta
Traduz o que talvez fosse a resposta,
Porém não vejo além dos vendavais.
6
O pendular caminho em nova rota,
O prazo delicado determina
A sorte que decerto cristalina
Com toda ingratidão exposta esgota.
Não pude discernir e se denota
A longa solidão que me alucina
E bebo da alegria que domina
E vejo o caminhar além da cota.
Retalhos de esperança sobre a cama,
Vontade sem limites volve e chama
Clamando sem saber do que virá.
Tentando pelo menos nova luz
Ao quanto cada passo me conduz
Presumo o quanto houvera aqui ou lá.
7
Quisesse pelo menos num instante
A senda mais sublime em ilusões
E quantas vezes sei que decompões
O quanto na verdade não garante
A vida noutro passo e doravante
Imersa nas diversas emoções,
E sei das mais doridas sensações
Enquanto cada engodo se adiante.
Não pude acreditar no que veria
E nisto o meu caminho em agonia
Perpetuando o passo após o tombo,
A porta da esperança quando arrombo
Expressa a solidão e nada além
Do quanto na verdade nunca tem.
8
Apenas no começo se reflete
A mesma insensatez que nos domina
A vida noutro passo esta menina
Marcando com carinho e canivete,
O todo se traduz quando repete
E molda com vigor a velha sina,
A mão que se fez leda, uma assassina,
No pouso sem temor já se arremete.
Restauro dos diversos dias sóis
E neles outros tantos que destróis
Resumes no vazio o que se quer,
O preço a se pagar com alto juro
Meu mundo na verdade configuro
Nas tramas mais audazes da mulher.
9
Jamais imaginasse o que não tento
Sequer ao mergulhar em tom atroz
Ainda quando busco vivo em nós
O amor que se traduz em raro alento,
Permite cada passo o sofrimento
E nada se desenha mesmo após
O canto sem sentido em rouca voz
E nisto quando eu busco: alheamento.
Não pude desvendar cada mistério
De um tempo aonde possa e sendo sério
O dano que entranhasse sem proveito,
Matando pouco a pouco o que me resta
A luta sem sentido algum se empresta
Ao canto aonde inútil já me deito.
10
São terminais os dias que passaste
Depositando o medo e nada além
Do quanto na verdade não convém
A quem se fez somente em tal desgaste,
Ainda que viceje o que alegaste
Restando nos meus olhos tal desdém,
A solidão traduz o que ninguém
Pudesse desejar e quebra esta haste.
Capacitar meu passo quando o possa,
Tramando muito mais que campo e roça
Nos palacetes rudes, sertanejos
E sendo de tal forma o dia a dia
Deitando sobre ti a poesia,
Invadem teus redutos, meus desejos.
Tentando pelo menos
Acreditar no canto
Aonde o que garanto
Presume sem venenos
Momentos mais serenos
E nisto não me espanto
E verso sobre encanto
Em dias quase plenos.
Restauro o que pudesse
E sei da velha messe
Em medos sem farnéis,
Escondo minhas mortes
E quando não comportes,
Espalho enfim teus féis.
2
Apresentar o passo
Diverso de que tenta
Vencer a violenta
Vertente enquanto faço
Meu mundo mesmo escasso
Nas tramas onde venta
O passo se alimenta
Do quanto quero e traço,
Resumos de um passado
Sem medo do futuro,
E nada que asseguro
Encontro do meu lado,
Apenas o meu rumo
Entranha em vão resumo.
3
Na tríade que um dia
Regesse o sentimento,
Amor expresso ao vento
Perdão que se veria
E nos libertaria
Deixando o meu tormento
Diverso do que tento
Em tons de fantasia.
O preço se acumula
E vejo apenas gula
Aonde nada trace
O medo mais sutil,
Enquanto que se viu
Gerasse novo impasse.
4
Não pude e nem talvez
Ainda mais quisesse
Depois da dura prece
O mundo onde tu vês
O quanto agora crês
Ou mesmo quando tece
O rústico parece
Um sonho em sensatez,
Mas nada do que vejo
Pudera em tal ensejo
Trazer o meu anseio,
Nos tempos onde o corte
Produza sempre a morte,
Os dias eu receio.
5
Em vendas, o horizonte
Diverge do que um dia
Pudesse e não teria
O sol onde desponte,
Marcado com a fonte
O tanto em heresia
E sei da fantasia
No quanto desaponte.
Não pude e na certeza
Do prato sobre a mesa
Vazio e sem sinais
De um dia mais tranquilo
Enquanto em vão desfilo
Enfrento os temporais.
6
Mascaro com meu sonho
O medo que não larga
A vida sendo amarga
O passo mais tristonho,
O rumo onde o componho
Na voz que ora se embarga,
Estrada não se alarga,
Cenário ora enfadonho.
Não pude acreditar
Nos erros que cometo,
E quando me arremeto
Nas tramas de um luar,
Tentando outro soneto
Sem nada mais achar.
7
Havendo muito ou nada
Divirjo a cada engano
E sei do quanto dano
O preço em degradada
Imagem desolada
Expressa o ledo plano,
Marcando quando explano
A voz já desgraçada,
Não quis sequer o prumo
E quando me resumo
Nos ermos da esperança.
O prazo não viera
Deixando a leda espera
Aonde o sonho avança.
8
Idolatrando o medo
Não pude adivinhar
O quanto navegar
Em torpe desenredo,
Vagando onde concedo
Pousando devagar
Nas tramas de um lugar
Envolto em vão segredo,
Resplandecente a mente
Expressa o que ora sente
Sem tanto ou quase sem,
A vida não promete
E pinta sempre o sete
Enquanto nada vem.
9
Crivando com o medo
O tanto que se quis
O prazo por um triz,
O mundo em desenredo,
Ainda no degredo
O prato onde não fiz
O rumo num matiz
Que possa e não concedo,
Espero pelo menos
Momentos mais amenos
Ou mesmo mais tranquilos
E sei do quanto expressa
A vida sem promessa
Em tantos vis vacilos.
10
Na porta aonde aporto
O corte sem sentido,
O mundo desvalido
Aos poucos, tento e corto.
O rumo aonde aborto
O prazo num olvido
O marco resumido
Aonde não conforto.
Calando o que restasse
Da vida em desenlace
Depois da tempestade
O vento me levando
Somente em contrabando
Enquanto se degrade.
Acreditar no canto
Aonde o que garanto
Presume sem venenos
Momentos mais serenos
E nisto não me espanto
E verso sobre encanto
Em dias quase plenos.
Restauro o que pudesse
E sei da velha messe
Em medos sem farnéis,
Escondo minhas mortes
E quando não comportes,
Espalho enfim teus féis.
2
Apresentar o passo
Diverso de que tenta
Vencer a violenta
Vertente enquanto faço
Meu mundo mesmo escasso
Nas tramas onde venta
O passo se alimenta
Do quanto quero e traço,
Resumos de um passado
Sem medo do futuro,
E nada que asseguro
Encontro do meu lado,
Apenas o meu rumo
Entranha em vão resumo.
3
Na tríade que um dia
Regesse o sentimento,
Amor expresso ao vento
Perdão que se veria
E nos libertaria
Deixando o meu tormento
Diverso do que tento
Em tons de fantasia.
O preço se acumula
E vejo apenas gula
Aonde nada trace
O medo mais sutil,
Enquanto que se viu
Gerasse novo impasse.
4
Não pude e nem talvez
Ainda mais quisesse
Depois da dura prece
O mundo onde tu vês
O quanto agora crês
Ou mesmo quando tece
O rústico parece
Um sonho em sensatez,
Mas nada do que vejo
Pudera em tal ensejo
Trazer o meu anseio,
Nos tempos onde o corte
Produza sempre a morte,
Os dias eu receio.
5
Em vendas, o horizonte
Diverge do que um dia
Pudesse e não teria
O sol onde desponte,
Marcado com a fonte
O tanto em heresia
E sei da fantasia
No quanto desaponte.
Não pude e na certeza
Do prato sobre a mesa
Vazio e sem sinais
De um dia mais tranquilo
Enquanto em vão desfilo
Enfrento os temporais.
6
Mascaro com meu sonho
O medo que não larga
A vida sendo amarga
O passo mais tristonho,
O rumo onde o componho
Na voz que ora se embarga,
Estrada não se alarga,
Cenário ora enfadonho.
Não pude acreditar
Nos erros que cometo,
E quando me arremeto
Nas tramas de um luar,
Tentando outro soneto
Sem nada mais achar.
7
Havendo muito ou nada
Divirjo a cada engano
E sei do quanto dano
O preço em degradada
Imagem desolada
Expressa o ledo plano,
Marcando quando explano
A voz já desgraçada,
Não quis sequer o prumo
E quando me resumo
Nos ermos da esperança.
O prazo não viera
Deixando a leda espera
Aonde o sonho avança.
8
Idolatrando o medo
Não pude adivinhar
O quanto navegar
Em torpe desenredo,
Vagando onde concedo
Pousando devagar
Nas tramas de um lugar
Envolto em vão segredo,
Resplandecente a mente
Expressa o que ora sente
Sem tanto ou quase sem,
A vida não promete
E pinta sempre o sete
Enquanto nada vem.
9
Crivando com o medo
O tanto que se quis
O prazo por um triz,
O mundo em desenredo,
Ainda no degredo
O prato onde não fiz
O rumo num matiz
Que possa e não concedo,
Espero pelo menos
Momentos mais amenos
Ou mesmo mais tranquilos
E sei do quanto expressa
A vida sem promessa
Em tantos vis vacilos.
10
Na porta aonde aporto
O corte sem sentido,
O mundo desvalido
Aos poucos, tento e corto.
O rumo aonde aborto
O prazo num olvido
O marco resumido
Aonde não conforto.
Calando o que restasse
Da vida em desenlace
Depois da tempestade
O vento me levando
Somente em contrabando
Enquanto se degrade.
Um mundo sem crendices?
Apenas ilusão,
E quanto em sedução
Deveras não cobices,
Os erros e tolices
A velha procissão
Marcando em dimensão
Diversa o que tu visses.
Não quero acreditar
Tampouco poderia
Na sorte em agonia
Nas redes de um luar
Que tento desenhar
E nada mais viria.
2
Presumo que viria
Após o temporal,
Gerando sempre igual
O mundo em fantasia,
E nada mais teria
Quem faz do ritual
A sorte mais venal
Ou mesmo esta utopia.
Navegas contra a fúria
Das ondas mais ferozes,
E busca além das vozes
Os tempos sem incúria
E nada mais perdura,
Sequer esta amargura.
3
Vivendo por viver
Sem nada que aproveite
O tanto num deleite
Traduza algum querer,
Ainda possa ver
Quem nada mais aceite
Sequer enquanto deite
O mundo sem prazer,
Jazigo da esperança
O passo aonde avança
A vida sem promessa,
Depois de cada engodo
O tempo dita o todo
Que sempre recomeça.
4
Travando o canto enquanto
O pranto não viera
E sei desta quimera
E nela eu me garanto,
O passo que adianto
A morte numa espera
O vento destempera
E gera novo espanto.
Resplandecendo a vida
Aonde não duvida
Quem tanto porfiara.
Jamais se imaginasse
Assim em tal enlace
O rumo da seara.
5
Na parte mais sutil
Do canto em heresia
O quanto inda viria
Jamais alguém previu,
Vagando em tom mais vil,
O marco a cada dia
Expressa a fantasia
De um tempo mais senil,
Apresentar após
A vida dentro em nós
A queda que presume
O mundo sem saber
Do quanto possa ter
A sorte em tal ciúme.
6
Xamãs que um dia quis
Em desalento atroz,
Agora logo após
Saber que sou feliz,
A vida por um triz
Ousando em novos nós
Permite o mais veloz
Caminho onde me fiz,
Não tento acreditar
Nas tramas do vagar
Sem rumo e sem proveito
Nas teias desta sorte
Que nunca mais comporte
Enfim, quedo e me deito.
7
Marcando com o sonho
O verso que não veio,
A luta em devaneio
O tempo onde proponho,
Vestindo o quanto ponho
Sem ter sequer receio
Do tanto que permeio
Meu canto mais risonho,
Navego contra a fúria
Da vida em tal incúria
Sem nada que alimente,
O verso se apresenta
Após esta tormenta
Por vezes envolvente.
8
Há muito que pudera
Acreditar em sonhos
Diversos dos medonhos
Da vida em rude fera,
Não tento acreditar
Nem mesmo poderia
Ousar na hipocrisia
Apenas a mudar,
O rumo num instante
Sem nada que se veja
Aonde o que poreja
O passo não garante,
Marcante noite vaga
Invade toda plaga.
9
Acolho dos meus dias
Intensas tempestades
E quanto mais degrades
Já nada além verias,
Apenas ironias
E nisto desagrades
Matando as claridades
E nada mais terias,
Somente o que se creia
Além da vida alheia
Em tom suave e brando,
Mas nada do que possa
Traçar nossa palhoça
E o vento a derrubando.
10
Acolho cada engano
E tanto quanto pude
Apenas sendo rude
Levanto o velho pano,
E sei do soberano
Caminho em plenitude
Marcando a juventude
Com todo e ledo plano.
Na porta do meu mundo
O tempo aonde inundo
O verso sem sentido,
Somente o que ora vês
Presume a insensatez
De um tempo dividido.
Apenas ilusão,
E quanto em sedução
Deveras não cobices,
Os erros e tolices
A velha procissão
Marcando em dimensão
Diversa o que tu visses.
Não quero acreditar
Tampouco poderia
Na sorte em agonia
Nas redes de um luar
Que tento desenhar
E nada mais viria.
2
Presumo que viria
Após o temporal,
Gerando sempre igual
O mundo em fantasia,
E nada mais teria
Quem faz do ritual
A sorte mais venal
Ou mesmo esta utopia.
Navegas contra a fúria
Das ondas mais ferozes,
E busca além das vozes
Os tempos sem incúria
E nada mais perdura,
Sequer esta amargura.
3
Vivendo por viver
Sem nada que aproveite
O tanto num deleite
Traduza algum querer,
Ainda possa ver
Quem nada mais aceite
Sequer enquanto deite
O mundo sem prazer,
Jazigo da esperança
O passo aonde avança
A vida sem promessa,
Depois de cada engodo
O tempo dita o todo
Que sempre recomeça.
4
Travando o canto enquanto
O pranto não viera
E sei desta quimera
E nela eu me garanto,
O passo que adianto
A morte numa espera
O vento destempera
E gera novo espanto.
Resplandecendo a vida
Aonde não duvida
Quem tanto porfiara.
Jamais se imaginasse
Assim em tal enlace
O rumo da seara.
5
Na parte mais sutil
Do canto em heresia
O quanto inda viria
Jamais alguém previu,
Vagando em tom mais vil,
O marco a cada dia
Expressa a fantasia
De um tempo mais senil,
Apresentar após
A vida dentro em nós
A queda que presume
O mundo sem saber
Do quanto possa ter
A sorte em tal ciúme.
6
Xamãs que um dia quis
Em desalento atroz,
Agora logo após
Saber que sou feliz,
A vida por um triz
Ousando em novos nós
Permite o mais veloz
Caminho onde me fiz,
Não tento acreditar
Nas tramas do vagar
Sem rumo e sem proveito
Nas teias desta sorte
Que nunca mais comporte
Enfim, quedo e me deito.
7
Marcando com o sonho
O verso que não veio,
A luta em devaneio
O tempo onde proponho,
Vestindo o quanto ponho
Sem ter sequer receio
Do tanto que permeio
Meu canto mais risonho,
Navego contra a fúria
Da vida em tal incúria
Sem nada que alimente,
O verso se apresenta
Após esta tormenta
Por vezes envolvente.
8
Há muito que pudera
Acreditar em sonhos
Diversos dos medonhos
Da vida em rude fera,
Não tento acreditar
Nem mesmo poderia
Ousar na hipocrisia
Apenas a mudar,
O rumo num instante
Sem nada que se veja
Aonde o que poreja
O passo não garante,
Marcante noite vaga
Invade toda plaga.
9
Acolho dos meus dias
Intensas tempestades
E quanto mais degrades
Já nada além verias,
Apenas ironias
E nisto desagrades
Matando as claridades
E nada mais terias,
Somente o que se creia
Além da vida alheia
Em tom suave e brando,
Mas nada do que possa
Traçar nossa palhoça
E o vento a derrubando.
10
Acolho cada engano
E tanto quanto pude
Apenas sendo rude
Levanto o velho pano,
E sei do soberano
Caminho em plenitude
Marcando a juventude
Com todo e ledo plano.
Na porta do meu mundo
O tempo aonde inundo
O verso sem sentido,
Somente o que ora vês
Presume a insensatez
De um tempo dividido.
Não quero outro passo
Nem mesmo um sinal
Do quanto é venal
O mundo que traço
Vencido em cansaço
Vestindo o final
Meu canto fatal
Expressa outro laço,
Galgando o que resta
Da vida funesta
E nesta paisagem,
Mergulho em temor
E como pendor
Marcante miragem.
2
Nas ondas do mar
Mergulhos sem medo
O quanto procedo
E possa sonhar,
Depois navegar
Buscando o segredo
E sei desde cedo
Onde é meu lugar,
Presumo o que visto
E sei que só nisto
Meu tempo se esgota,
A luta sem trégua
Na vida outra légua
Desenha esta rota.
3
Romper com passado
Seguir ao futuro
E quando asseguro
O mundo ao meu lado
Do quanto me evado
Ou mesmo procuro,
Vencer sobre o muro
O verso acanhado,
Nadar e tentar
Apenas a praia
E quando se espraia
Desmaia ao luar,
Resumo da vida
Deveras sofrida.
4
Brincar com a sorte
Que tanto machuca
A noite se educa
No quanto comporte,
E vejo este aporte
E quando caduca
Guardada em cumbuca
Sentença de morte.
Na paz que me cabe
No quanto desabe
Meu mundo sem ter
Sequer o que possa
Na noite em tal fossa
Ver o amanhecer.
5
Num canto sem canto
Num ermo total
O verso em astral
Diverso garanto
E tanto me espanto
Enquanto afinal
A luta é geral,
Em medos e pranto,
Navego em tom cego
Por quanto carrego
Minha alma sem paz,
As ânsias que vês
Sem nada talvez
Moldando o mordaz.
6
Bastando somente
O quanto acorrente
Meu passo sem rumo
E quando me esfumo
Matando a semente
O chão que inclemente
Traduz outro prumo,
Secando este sumo.
Não pude tentar
Sequer navegar
No mar que não vejo,
Ainda que tente
No sol inclemente
Negando o desejo.
7
Quando capacito
Meu passo sem medo
E nisto o degredo
Em tom mais aflito
Apenas permito
Vagar sem enredo
Deixando o que cedo
Num canto, finito.
O prazo se esgota
A vida ora embota
E nada mais vês
Somente o que a sorte
Traduz sem o norte
Total rispidez.
8
Bebendo a esperança
Que tanto se quer
E nada vier
Após o que lança
Na voz onde cansa
Quem sabe a mulher
Enquanto puder
O tanto ora alcança
Restauro o meu passo
E quando o desfaço
Esgarço outro verso,
Não pude e talvez
Ainda o que vês
Deveras disperso.
9
Dos dez mandamentos
De tantas histórias
Em erros e glórias
Enfrento outros ventos,
Nos meus pensamentos
Apenas memórias
E neles vanglórias
São sempre tormentos,
A queda se vendo
Aonde o remendo
Não traz perfeição,
E se me arrependo
O dia revendo
Muda a dimensão.
10
Vestido em farrapos
As horas que vês
E mesmo em porquês
Diversos os trapos,
Refaço o caminho
E tento outro rumo,
E quando consumo
Meu verso daninho
Encontro no espelho
A face da morte
Que tanto se porte
Em vago conselho,
Meu verso se é rude,
Jamais quero e pude.
Nem mesmo um sinal
Do quanto é venal
O mundo que traço
Vencido em cansaço
Vestindo o final
Meu canto fatal
Expressa outro laço,
Galgando o que resta
Da vida funesta
E nesta paisagem,
Mergulho em temor
E como pendor
Marcante miragem.
2
Nas ondas do mar
Mergulhos sem medo
O quanto procedo
E possa sonhar,
Depois navegar
Buscando o segredo
E sei desde cedo
Onde é meu lugar,
Presumo o que visto
E sei que só nisto
Meu tempo se esgota,
A luta sem trégua
Na vida outra légua
Desenha esta rota.
3
Romper com passado
Seguir ao futuro
E quando asseguro
O mundo ao meu lado
Do quanto me evado
Ou mesmo procuro,
Vencer sobre o muro
O verso acanhado,
Nadar e tentar
Apenas a praia
E quando se espraia
Desmaia ao luar,
Resumo da vida
Deveras sofrida.
4
Brincar com a sorte
Que tanto machuca
A noite se educa
No quanto comporte,
E vejo este aporte
E quando caduca
Guardada em cumbuca
Sentença de morte.
Na paz que me cabe
No quanto desabe
Meu mundo sem ter
Sequer o que possa
Na noite em tal fossa
Ver o amanhecer.
5
Num canto sem canto
Num ermo total
O verso em astral
Diverso garanto
E tanto me espanto
Enquanto afinal
A luta é geral,
Em medos e pranto,
Navego em tom cego
Por quanto carrego
Minha alma sem paz,
As ânsias que vês
Sem nada talvez
Moldando o mordaz.
6
Bastando somente
O quanto acorrente
Meu passo sem rumo
E quando me esfumo
Matando a semente
O chão que inclemente
Traduz outro prumo,
Secando este sumo.
Não pude tentar
Sequer navegar
No mar que não vejo,
Ainda que tente
No sol inclemente
Negando o desejo.
7
Quando capacito
Meu passo sem medo
E nisto o degredo
Em tom mais aflito
Apenas permito
Vagar sem enredo
Deixando o que cedo
Num canto, finito.
O prazo se esgota
A vida ora embota
E nada mais vês
Somente o que a sorte
Traduz sem o norte
Total rispidez.
8
Bebendo a esperança
Que tanto se quer
E nada vier
Após o que lança
Na voz onde cansa
Quem sabe a mulher
Enquanto puder
O tanto ora alcança
Restauro o meu passo
E quando o desfaço
Esgarço outro verso,
Não pude e talvez
Ainda o que vês
Deveras disperso.
9
Dos dez mandamentos
De tantas histórias
Em erros e glórias
Enfrento outros ventos,
Nos meus pensamentos
Apenas memórias
E neles vanglórias
São sempre tormentos,
A queda se vendo
Aonde o remendo
Não traz perfeição,
E se me arrependo
O dia revendo
Muda a dimensão.
10
Vestido em farrapos
As horas que vês
E mesmo em porquês
Diversos os trapos,
Refaço o caminho
E tento outro rumo,
E quando consumo
Meu verso daninho
Encontro no espelho
A face da morte
Que tanto se porte
Em vago conselho,
Meu verso se é rude,
Jamais quero e pude.
Não tento outro rumo
Sequer poderia
Na noite vazia
Enquanto consumo,
O passo acostumo
E sei não teria
Sequer fantasia
A vida sem prumo.
Vestindo o vazio
Total desafio
O canto senil,
Meu verso se traz
Além do mordaz
Cenário que o viu.
2
Beber este engano
Em farta promessa
De cada remessa
A vida traz dano
E quando eu explano
O tom que endereça
Ao quanto tropeça
A vida onde ufano,
Vestira meu canto
E quando garanto
Mais nada veria,
Sequer o que tenho,
Fatal desempenho
Matando a alegria.
3
Desta redondilha
As sortes prevejo
E quando em ensejo
Diverso se pilha
Uma alma palmilha
Nas tramas que vejo
E sei do desejo
Sem rumo nem trilha,
Vagando sozinho
Pudera outro ninho
Ou mesmo um momento
Aonde o que trazes
Presumem tenazes
Os olhos que invento.
4
Viver por viver
Sem medo ou sequer
No quanto vier
Algum bel prazer,
Na trama poder
Gerar o que quer
E a vida puder
Tramar o querer,
Não vejo o fastio
Tampouco se o crio
Crivando o passado
Aonde não tive
Meu mundo; contive
O meu vão legado.
5
Na paz que se queira
O tempo redime
E tanto é sublime
Vital cordilheira,
Na luz onde esgueira
A sorte que estime,
Vagando suprime
Além desta beira,
A venda nos olhos
Canteiros, abrolhos
Fatais espinheiros
E os pesos pendendo
Num mundo que horrendo
Versos derradeiros.
6
Acerto o meu passo
E tanto se vendo
O quanto remendo
Dos olhos, cansaço.
Não pude e não traço
O manto em remendo,
O verso provendo
Quem teme este espaço,
Na parte mais forte
Do preço que aporte
Vagando sem rumo.
E tanto pudera
Vencer a quimera,
Marcante consumo.
7
Idolatro o verso
E nele me entranho
Sem medo e em tal ganho
Vagando universo
E quando disperso
Meu medo tamanho
Enquanto ora entranho
Caminho diverso,
Não pude e tentasse
Moldar noutra face
O resto que venha,
Depois do vazio,
Meu mundo eu recrio
Enquanto amor tenha.
8
Marcar com o sonho
O preço que vês
Deixar sensatez
Em fato bisonho,
Toando o medonho
Cenário onde crês
Na fúria que fez
Meu verso tristonho,
Calando no peito
O quanto ora aceito
E vibro sensato,
Despisto este passo
E quando me faço
Apenas constato.
9
Terminando tudo
Do tanto que eu quis
O mundo em tal gris
Deveras transmudo,
E quando não mudo
O quanto desfiz
Jamais fui feliz
E nisto me acudo,
Cerzindo o que reste
Em tom mais celeste
Ou mesmo num nada,
A veste reveste
A sorte negada,
Enquanto me empeste.
10
Na porta da casa
Aonde pudera
Trazer primavera
E o passo se atrasa,
No fogo que abrasa
A luta se espera
E quando tempera
A morte se apraza.
Vestígios do lodo
Aonde quis tanto,
E sei desencanto
E tanto no engodo
O verso presume
A luta em vão lume.
Sequer poderia
Na noite vazia
Enquanto consumo,
O passo acostumo
E sei não teria
Sequer fantasia
A vida sem prumo.
Vestindo o vazio
Total desafio
O canto senil,
Meu verso se traz
Além do mordaz
Cenário que o viu.
2
Beber este engano
Em farta promessa
De cada remessa
A vida traz dano
E quando eu explano
O tom que endereça
Ao quanto tropeça
A vida onde ufano,
Vestira meu canto
E quando garanto
Mais nada veria,
Sequer o que tenho,
Fatal desempenho
Matando a alegria.
3
Desta redondilha
As sortes prevejo
E quando em ensejo
Diverso se pilha
Uma alma palmilha
Nas tramas que vejo
E sei do desejo
Sem rumo nem trilha,
Vagando sozinho
Pudera outro ninho
Ou mesmo um momento
Aonde o que trazes
Presumem tenazes
Os olhos que invento.
4
Viver por viver
Sem medo ou sequer
No quanto vier
Algum bel prazer,
Na trama poder
Gerar o que quer
E a vida puder
Tramar o querer,
Não vejo o fastio
Tampouco se o crio
Crivando o passado
Aonde não tive
Meu mundo; contive
O meu vão legado.
5
Na paz que se queira
O tempo redime
E tanto é sublime
Vital cordilheira,
Na luz onde esgueira
A sorte que estime,
Vagando suprime
Além desta beira,
A venda nos olhos
Canteiros, abrolhos
Fatais espinheiros
E os pesos pendendo
Num mundo que horrendo
Versos derradeiros.
6
Acerto o meu passo
E tanto se vendo
O quanto remendo
Dos olhos, cansaço.
Não pude e não traço
O manto em remendo,
O verso provendo
Quem teme este espaço,
Na parte mais forte
Do preço que aporte
Vagando sem rumo.
E tanto pudera
Vencer a quimera,
Marcante consumo.
7
Idolatro o verso
E nele me entranho
Sem medo e em tal ganho
Vagando universo
E quando disperso
Meu medo tamanho
Enquanto ora entranho
Caminho diverso,
Não pude e tentasse
Moldar noutra face
O resto que venha,
Depois do vazio,
Meu mundo eu recrio
Enquanto amor tenha.
8
Marcar com o sonho
O preço que vês
Deixar sensatez
Em fato bisonho,
Toando o medonho
Cenário onde crês
Na fúria que fez
Meu verso tristonho,
Calando no peito
O quanto ora aceito
E vibro sensato,
Despisto este passo
E quando me faço
Apenas constato.
9
Terminando tudo
Do tanto que eu quis
O mundo em tal gris
Deveras transmudo,
E quando não mudo
O quanto desfiz
Jamais fui feliz
E nisto me acudo,
Cerzindo o que reste
Em tom mais celeste
Ou mesmo num nada,
A veste reveste
A sorte negada,
Enquanto me empeste.
10
Na porta da casa
Aonde pudera
Trazer primavera
E o passo se atrasa,
No fogo que abrasa
A luta se espera
E quando tempera
A morte se apraza.
Vestígios do lodo
Aonde quis tanto,
E sei desencanto
E tanto no engodo
O verso presume
A luta em vão lume.
Jamais tivera a sorte
De ter após o tanto
O que inda não garanto
Nem mesmo me conforte,
O passo enquanto forte
O verso num encanto
Procuro em qualquer canto
O que me dê suporte.
Enfrentar vendavais
E nisto sei do mais
Que a vida não traria,
Traindo a confiança
Do mundo quando avança
Gerando esta agonia.
2
A vida amestra o sonho
E traz em tom diverso
O quanto quero e verso
Num ato mais bisonho
E tanto o que proponho
Vagando em universo
Atroz e até disperso
Do todo onde me ponho,
Jamais se vendo enfim
O quanto dentro em mim
Não mais pudesse crer,
Nas tramas doentias
As sortes não verias
Sequer no amanhecer.
3
Não vejo qualquer luz
Aonde um dia pude
Tentar a juventude
E nada se produz,
O manto aonde o pus
Trazendo em atitude
O verso mesmo rude
Deixando atrás a cruz,
Restauro com meu verso
A luta onde disperso
Encontro o que não vinha,
Deveras se acumula
A sorte em tanta gula
Por vezes mais daninha.
4
Não tento acreditar
Sabendo a falsidade
De quem tanto degrade
Em mim o vão sonhar,
Já sem qualquer lugar
Apenas velha grade
Traçando a tempestade
Aonde quis luar.
Não quero ou não tentasse
Vencer qualquer impasse
Ou mesmo alguma fonte
Da amarga insensatez
E quando se desfez
Meu mundo nada aponte.
5
Repare cada passo
Envolto em turva treva
A vida aonde leva
Trazendo o que não faço
Deixando o sonho lasso
E a morte quando neva
Tomando em cada leva
O sonho mais escasso,
Representando o jogo
Aonde feito em fogo
Meu canto desabasse,
Na senda mais atroz
Já quase morto após
A vida nada trace.
6
Nas tramas do futuro
No corte mais profundo,
Aonde em vão me inundo
O nada eu configuro,
Bebendo o tempo escuro,
E nisto o vagabundo
Caminho, nega o mundo
E sei do solo duro,
Jamais eu quis viver
O tempo onde o prazer
Trouxesse claridade,
Não tendo outra certeza
Vencer a correnteza
É tudo o quanto agrade.
7
Agraciando o canto
Com toda a sua luz,
O mundo enquanto o pus
Trouxesse raro encanto,
E nada mais garanto
Sequer o que produz,
Vencido em contraluz
O prazo onde me espanto,
Não tento e não teria
Sequer a menor chance
Da vida onde se lance
A sorte em alegria,
Marcando o que inda reste
Em dia mais agreste.
8
Nas tramas de uma sorte
Diversamente exposta,
O mundo não desgosta
Nem mesmo me suporte,
Apenas o que importe
No quanto a vida é posta
Reinando sobre a costa
Do mar que nega o norte,
No simulado prazo
Aonde este descaso
Açoda quem viria,
Versando contra a fúria
Da vida em tal penúria
Sem luz ou poesia.
9
Principiando o passo
Nos termos mais audazes
E quantas vezes fazes
Do mundo outrora escasso,
O verso aonde enlaço
O canto que me trazes
E sei das tantas fases,
E bebo o que não traço,
Acordo sem ninguém
E o quanto ainda vem
Permite qualquer lenda,
Sem ter o que se veja
A luta em vão poreja
Sem nada que desvenda.
10
Na parte que me cabe
O tanto que eu puder
Fazendo sem sequer
O resto quando acabe,
No prazo onde desabe
Sangrando e se vier
A luta num qualquer
Caminho que isto sabe.
Esqueço o sabre e sigo
Vencendo algum perigo
Amortalhando o rude
Delírio de um poeta
Enquanto se completa
A vida que me ilude.
De ter após o tanto
O que inda não garanto
Nem mesmo me conforte,
O passo enquanto forte
O verso num encanto
Procuro em qualquer canto
O que me dê suporte.
Enfrentar vendavais
E nisto sei do mais
Que a vida não traria,
Traindo a confiança
Do mundo quando avança
Gerando esta agonia.
2
A vida amestra o sonho
E traz em tom diverso
O quanto quero e verso
Num ato mais bisonho
E tanto o que proponho
Vagando em universo
Atroz e até disperso
Do todo onde me ponho,
Jamais se vendo enfim
O quanto dentro em mim
Não mais pudesse crer,
Nas tramas doentias
As sortes não verias
Sequer no amanhecer.
3
Não vejo qualquer luz
Aonde um dia pude
Tentar a juventude
E nada se produz,
O manto aonde o pus
Trazendo em atitude
O verso mesmo rude
Deixando atrás a cruz,
Restauro com meu verso
A luta onde disperso
Encontro o que não vinha,
Deveras se acumula
A sorte em tanta gula
Por vezes mais daninha.
4
Não tento acreditar
Sabendo a falsidade
De quem tanto degrade
Em mim o vão sonhar,
Já sem qualquer lugar
Apenas velha grade
Traçando a tempestade
Aonde quis luar.
Não quero ou não tentasse
Vencer qualquer impasse
Ou mesmo alguma fonte
Da amarga insensatez
E quando se desfez
Meu mundo nada aponte.
5
Repare cada passo
Envolto em turva treva
A vida aonde leva
Trazendo o que não faço
Deixando o sonho lasso
E a morte quando neva
Tomando em cada leva
O sonho mais escasso,
Representando o jogo
Aonde feito em fogo
Meu canto desabasse,
Na senda mais atroz
Já quase morto após
A vida nada trace.
6
Nas tramas do futuro
No corte mais profundo,
Aonde em vão me inundo
O nada eu configuro,
Bebendo o tempo escuro,
E nisto o vagabundo
Caminho, nega o mundo
E sei do solo duro,
Jamais eu quis viver
O tempo onde o prazer
Trouxesse claridade,
Não tendo outra certeza
Vencer a correnteza
É tudo o quanto agrade.
7
Agraciando o canto
Com toda a sua luz,
O mundo enquanto o pus
Trouxesse raro encanto,
E nada mais garanto
Sequer o que produz,
Vencido em contraluz
O prazo onde me espanto,
Não tento e não teria
Sequer a menor chance
Da vida onde se lance
A sorte em alegria,
Marcando o que inda reste
Em dia mais agreste.
8
Nas tramas de uma sorte
Diversamente exposta,
O mundo não desgosta
Nem mesmo me suporte,
Apenas o que importe
No quanto a vida é posta
Reinando sobre a costa
Do mar que nega o norte,
No simulado prazo
Aonde este descaso
Açoda quem viria,
Versando contra a fúria
Da vida em tal penúria
Sem luz ou poesia.
9
Principiando o passo
Nos termos mais audazes
E quantas vezes fazes
Do mundo outrora escasso,
O verso aonde enlaço
O canto que me trazes
E sei das tantas fases,
E bebo o que não traço,
Acordo sem ninguém
E o quanto ainda vem
Permite qualquer lenda,
Sem ter o que se veja
A luta em vão poreja
Sem nada que desvenda.
10
Na parte que me cabe
O tanto que eu puder
Fazendo sem sequer
O resto quando acabe,
No prazo onde desabe
Sangrando e se vier
A luta num qualquer
Caminho que isto sabe.
Esqueço o sabre e sigo
Vencendo algum perigo
Amortalhando o rude
Delírio de um poeta
Enquanto se completa
A vida que me ilude.
Jamais se acreditando
Na sorte após a queda
O tempo se envereda
E nunca mais tão brando
O peso transtornando
Quem tanto a sorte seda
E vaga enquanto veda
Meu mundo transformando.
O canto em desafeto
O rumo onde completo
Meu passo sem sentido
De tanto que buscara
Além da noite, a clara
Manhã, desprevenido.
2
Desprevenidamente
O mundo não se fez
Além da insensatez
Que toma corpo e mente
E o quanto não desmente
Nem mesmo quando vês
Presume estupidez
E se torna inclemente.
O prazo determina
O fim de cada engano
E quando em claro dano
A sorte cristalina
Rompendo com terror
O quanto fora amor.
3
Desamor poderia
Trazer este momento
Entregue ao sofrimento
Gerando em agonia
A noite amarga e fria
O mundo exposto ao vento
E quanto mais eu tento
Deveras nada havia,
Nem sorte e nem detalhe
E quando se batalhe
Nas ânsias mais atrozes,
Audaciosamente
Meu canto não desmente
Sequer as velhas vozes.
4
Arcar com conseqüências
E ter além do sonho
O quanto ora proponho
Envolto em indulgências
Os olhos em demências
As sortes que componho
No toque mais bisonho
Em ledas inocências.
Agora o que aproxima
Meu verso do infinito
Traçasse qualquer rito
E mesmo em ledo clima
O vasto canto expressa
A vida sem ter pressa.
5
Não tento acreditar
Nas tramas entre as quais
Tais erros que mostrais
Não deixam navegar,
Apenas vejo o mar
E tento muito mais
Ausentes temporais
Pudesse desejar,
Somando cada engodo
O tempo se fez lodo
E o mundo desabasse,
Traçando com terror
A vida em tal rancor
Em triste desenlace.
6
Capaz de fazer sol?
Mãos quentes do passado
Aonde o desejado
Caminho quer farol
E busca no arrebol
Ainda o desolado
Momento destroçado
Inundando este atol,
Anzóis e mares, versos,
Procuras quase insanas
E logo quando enganas
Vagando por dispersos
Ausento-me de ti
E sei que me perdi.
7
Na tentativa atroz
De ter alguma luz,
Ainda o que produz
Gerando o mesmo algoz
Que trouxe para nós
A morte em corte e pus,
O canto que propus
Rompesse velhos nós,
E o mergulhar no encanto
Aonde o que garanto
Espanto num segundo,
Agindo de tal forma
A vida se transforma
E em nada me aprofundo.
8
Negar o que não vejo
Ou mesmo poderia
Tentar contra a euforia
A sorte de um desejo
Diverso e quando almejo
Apenas fantasia
O mundo em ironia
Tramasse o que dardejo,
Sem hoje e sem manhã
A vida em tal afã
Expressaria o rude
Caminho onde pudera
Apascentar a fera
Que tantos ora me ilude.
9
Restando muito menos
Do que já quis e nada,
Da sorte desenhada
Em dias mais serenos,
Bebendo tais venenos
A luta desejada
A sorte desbravada
Em tempos tão pequenos,
Resulto do que fora
A vida em tentadora
Vertente que não visse,
Depois do quanto possa
A sorte sendo nossa
Não traga esta tolice.
10
Rescaldos pós incêndio
E nada se presume,
Ainda quando o estrume
Expressa este compêndio,
O canto em tal demência
O verso sem saber
Do roto amanhecer
Sem ter qualquer clemência
Navego contra a fúria
Das ondas onde vejo
O tempo que ora almejo
Perdido em vã penúria,
Negar o que se quer
Não traz um bem sequer.
Na sorte após a queda
O tempo se envereda
E nunca mais tão brando
O peso transtornando
Quem tanto a sorte seda
E vaga enquanto veda
Meu mundo transformando.
O canto em desafeto
O rumo onde completo
Meu passo sem sentido
De tanto que buscara
Além da noite, a clara
Manhã, desprevenido.
2
Desprevenidamente
O mundo não se fez
Além da insensatez
Que toma corpo e mente
E o quanto não desmente
Nem mesmo quando vês
Presume estupidez
E se torna inclemente.
O prazo determina
O fim de cada engano
E quando em claro dano
A sorte cristalina
Rompendo com terror
O quanto fora amor.
3
Desamor poderia
Trazer este momento
Entregue ao sofrimento
Gerando em agonia
A noite amarga e fria
O mundo exposto ao vento
E quanto mais eu tento
Deveras nada havia,
Nem sorte e nem detalhe
E quando se batalhe
Nas ânsias mais atrozes,
Audaciosamente
Meu canto não desmente
Sequer as velhas vozes.
4
Arcar com conseqüências
E ter além do sonho
O quanto ora proponho
Envolto em indulgências
Os olhos em demências
As sortes que componho
No toque mais bisonho
Em ledas inocências.
Agora o que aproxima
Meu verso do infinito
Traçasse qualquer rito
E mesmo em ledo clima
O vasto canto expressa
A vida sem ter pressa.
5
Não tento acreditar
Nas tramas entre as quais
Tais erros que mostrais
Não deixam navegar,
Apenas vejo o mar
E tento muito mais
Ausentes temporais
Pudesse desejar,
Somando cada engodo
O tempo se fez lodo
E o mundo desabasse,
Traçando com terror
A vida em tal rancor
Em triste desenlace.
6
Capaz de fazer sol?
Mãos quentes do passado
Aonde o desejado
Caminho quer farol
E busca no arrebol
Ainda o desolado
Momento destroçado
Inundando este atol,
Anzóis e mares, versos,
Procuras quase insanas
E logo quando enganas
Vagando por dispersos
Ausento-me de ti
E sei que me perdi.
7
Na tentativa atroz
De ter alguma luz,
Ainda o que produz
Gerando o mesmo algoz
Que trouxe para nós
A morte em corte e pus,
O canto que propus
Rompesse velhos nós,
E o mergulhar no encanto
Aonde o que garanto
Espanto num segundo,
Agindo de tal forma
A vida se transforma
E em nada me aprofundo.
8
Negar o que não vejo
Ou mesmo poderia
Tentar contra a euforia
A sorte de um desejo
Diverso e quando almejo
Apenas fantasia
O mundo em ironia
Tramasse o que dardejo,
Sem hoje e sem manhã
A vida em tal afã
Expressaria o rude
Caminho onde pudera
Apascentar a fera
Que tantos ora me ilude.
9
Restando muito menos
Do que já quis e nada,
Da sorte desenhada
Em dias mais serenos,
Bebendo tais venenos
A luta desejada
A sorte desbravada
Em tempos tão pequenos,
Resulto do que fora
A vida em tentadora
Vertente que não visse,
Depois do quanto possa
A sorte sendo nossa
Não traga esta tolice.
10
Rescaldos pós incêndio
E nada se presume,
Ainda quando o estrume
Expressa este compêndio,
O canto em tal demência
O verso sem saber
Do roto amanhecer
Sem ter qualquer clemência
Navego contra a fúria
Das ondas onde vejo
O tempo que ora almejo
Perdido em vã penúria,
Negar o que se quer
Não traz um bem sequer.
Jamais imaginara tal cenário
De todas as verdades reticentes
O quanto num momento me apresentes
Moldando muito além do necessário
O canto se fizera solidário
E nele tantas vezes descontentes
Momentos onde apenas desalentes
O verso como fosse algum corsário,
Rasgando com meus olhos o horizonte
Aonde cada passo ora desponte
Aponto o coração e busco a paz,
Depois de tanto tempo em luta rude,
Viver o que pudera e não me ilude
É tudo o quanto resta e satisfaz.
2
Não pude compreender qualquer razão
Ainda que tentasse, na verdade,
O mundo se desmancha e quando evade
Expressa a mesma louca dimensão,
E nada do que tanto se verão
Nos cortes mais sutis, felicidade,
Rompendo do passado a velha grade
Marcando em dissonância a direção.
Jamais imaginei ou mesmo queira
Tentar acostumar a vida inteira
Ao mero desenhar de quem se fez
Na impudica vontade sem temores
E sendo e talvez mesmo aonde fores
Encontrarás somente insensatez.
3
Decálogo da vida em dor e medo,
Presume novas faces, mesmo rosto,
E quanto mais ao nada sigo exposto,
Apenas no não ser meu desenredo,
O mundo se anuncia em tal degredo
E o corto deixa o sonho em tal desgosto,
Vergando dentro da alma o quanto é posto
Moldando o meu caminho em vão segredo.
Alentos entre tantos dias rudes,
E quanto mais presume que tu mudes
A vida desmedida gera o fim,
Ocasionando a queda aonde um dia
Marcasse com temor o quanto havia
Ainda resoluto dentro em mim.
4
Ao menos pude ver algum nuance
Da vida sem proveito, mesmo enquanto
O passo noutro rumo ora garanto
Embora no final já nada alcance
A senda mais diversa tanto canse
Quem sabe no passado onde me espanto
Vagando sem sentido em cada canto,
O marco noutro engodo traz a chance.
Vestindo a minha tétrica loucura,
Jamais o que pudesse me assegura
Somente o desencanto e nada mais,
Destinos tão diversos, mesmo engano
Destarte com certeza se me dano,
Também por outro lado tu me trais.
5
Quisesse qualquer tom em noite escura
Marcando com meu verso o que veria
Deixando para trás a fantasia
Enquanto a solidão tanto perdura,
Na luta traduzida em amargura
O mundo refletindo esta agonia,
O gesto sem alívio me traria
Apenas o que nada me assegura.
Vestígios de outras eras onde a sorte
Pudesse desenhar o que comporte,
E nada mais se vendo do que fomos,
Enquanto te apresento este fantoche
A vida se moldando já deboche
Roubando da esperança únicos gomos.
6
Na sorte aonde o pouco traduzisse
Além do que se vê ou mesmo tente,
A morte noutro rumo penitente
Expressa com certeza esta mesmice,
Agarro com meus olhos a tolice
E vejo o meu anseio impertinente
E nada do que possa e se apresente
Encontra quem deveras já me ouvisse.
Vestindo o meu momento em turvas trevas
Aonde com certeza tu me levas
Não resta dentro em mim qualquer sinal,
Do prazo derramando em dor e tédio,
A vida se mostrara sem remédio
E o pranto determina o tom fatal.
7
Não tente contra a sorte que não veio,
Calando em descaminhos cada passo,
Aonde o meu desejo não mais faço
Encontro o que pudera em tal receio,
O caos se desenhando e se permeio
Meu mundo com teu mundo sempre escasso,
Navego contra a fúria e me desfaço
Tentando traduzir o que ora ateio.
Nas teias do meu tempo de sonhar,
Apenas o que pude desenhar
Jamais se expressaria de tal forma,
A luta sem proveito não presume
O tanto que se fez em vão costume,
E o mundo noutro engano se transforma.
8
Brindando com um cálice em cristal
Ao menos qualquer chance se veria,
O tempo mais feliz em alegria,
O verso desenhando o vago astral,
E quando se pensara tão banal
O canto que se fez em poesia,
Gerando dentro da alma esta euforia
Num fato tão diverso e colossal.
Ascendo ao que pudera e mesmo quis
E sei do quanto fora mais feliz,
Quem sabe noutro engano ou mesmo após
A luta se anuncia de tal jeito
E quando em solidão eu me deleito
O mundo perde então a própria voz.
9
Derramas sobre mim tua esperança
E sei que no final nada terás
O mundo se desenha aquém a paz,
No olhar de quem amasse, mera lança.
E quantas vezes vejo o que me cansa
Num ermo tanto rude quando audaz,
A sorte desejada e contumaz,
Negando com certeza uma aliança.
Resplandecente sol em tom sutil,
O quanto desse encanto se previu
E veste em luz sublime uma alma amarga,
O templo em plenitude faz de mim
A clara juventude de onde vim,
E nada do que possa a vida larga.
10
Análogos caminhos dias tais
E tento acreditar noutro sentido,
Embora cada vez já desvalido
Mortalha que deveras demonstrais,
Resulto dos anseios magistrais
E bebo do cenário onde envolvido
Por ermos delirares vou provido
Dos cantos entre tantos vis jograis,
Resulto deste insulto feito em vida,
Na porta sem saber qualquer saída
A lida se desenha mais cruel,
Vacância dentro da alma de quem tenta
Vencer em calmaria a mais sedenta
Loucura que moldasse um rude véu.
De todas as verdades reticentes
O quanto num momento me apresentes
Moldando muito além do necessário
O canto se fizera solidário
E nele tantas vezes descontentes
Momentos onde apenas desalentes
O verso como fosse algum corsário,
Rasgando com meus olhos o horizonte
Aonde cada passo ora desponte
Aponto o coração e busco a paz,
Depois de tanto tempo em luta rude,
Viver o que pudera e não me ilude
É tudo o quanto resta e satisfaz.
2
Não pude compreender qualquer razão
Ainda que tentasse, na verdade,
O mundo se desmancha e quando evade
Expressa a mesma louca dimensão,
E nada do que tanto se verão
Nos cortes mais sutis, felicidade,
Rompendo do passado a velha grade
Marcando em dissonância a direção.
Jamais imaginei ou mesmo queira
Tentar acostumar a vida inteira
Ao mero desenhar de quem se fez
Na impudica vontade sem temores
E sendo e talvez mesmo aonde fores
Encontrarás somente insensatez.
3
Decálogo da vida em dor e medo,
Presume novas faces, mesmo rosto,
E quanto mais ao nada sigo exposto,
Apenas no não ser meu desenredo,
O mundo se anuncia em tal degredo
E o corto deixa o sonho em tal desgosto,
Vergando dentro da alma o quanto é posto
Moldando o meu caminho em vão segredo.
Alentos entre tantos dias rudes,
E quanto mais presume que tu mudes
A vida desmedida gera o fim,
Ocasionando a queda aonde um dia
Marcasse com temor o quanto havia
Ainda resoluto dentro em mim.
4
Ao menos pude ver algum nuance
Da vida sem proveito, mesmo enquanto
O passo noutro rumo ora garanto
Embora no final já nada alcance
A senda mais diversa tanto canse
Quem sabe no passado onde me espanto
Vagando sem sentido em cada canto,
O marco noutro engodo traz a chance.
Vestindo a minha tétrica loucura,
Jamais o que pudesse me assegura
Somente o desencanto e nada mais,
Destinos tão diversos, mesmo engano
Destarte com certeza se me dano,
Também por outro lado tu me trais.
5
Quisesse qualquer tom em noite escura
Marcando com meu verso o que veria
Deixando para trás a fantasia
Enquanto a solidão tanto perdura,
Na luta traduzida em amargura
O mundo refletindo esta agonia,
O gesto sem alívio me traria
Apenas o que nada me assegura.
Vestígios de outras eras onde a sorte
Pudesse desenhar o que comporte,
E nada mais se vendo do que fomos,
Enquanto te apresento este fantoche
A vida se moldando já deboche
Roubando da esperança únicos gomos.
6
Na sorte aonde o pouco traduzisse
Além do que se vê ou mesmo tente,
A morte noutro rumo penitente
Expressa com certeza esta mesmice,
Agarro com meus olhos a tolice
E vejo o meu anseio impertinente
E nada do que possa e se apresente
Encontra quem deveras já me ouvisse.
Vestindo o meu momento em turvas trevas
Aonde com certeza tu me levas
Não resta dentro em mim qualquer sinal,
Do prazo derramando em dor e tédio,
A vida se mostrara sem remédio
E o pranto determina o tom fatal.
7
Não tente contra a sorte que não veio,
Calando em descaminhos cada passo,
Aonde o meu desejo não mais faço
Encontro o que pudera em tal receio,
O caos se desenhando e se permeio
Meu mundo com teu mundo sempre escasso,
Navego contra a fúria e me desfaço
Tentando traduzir o que ora ateio.
Nas teias do meu tempo de sonhar,
Apenas o que pude desenhar
Jamais se expressaria de tal forma,
A luta sem proveito não presume
O tanto que se fez em vão costume,
E o mundo noutro engano se transforma.
8
Brindando com um cálice em cristal
Ao menos qualquer chance se veria,
O tempo mais feliz em alegria,
O verso desenhando o vago astral,
E quando se pensara tão banal
O canto que se fez em poesia,
Gerando dentro da alma esta euforia
Num fato tão diverso e colossal.
Ascendo ao que pudera e mesmo quis
E sei do quanto fora mais feliz,
Quem sabe noutro engano ou mesmo após
A luta se anuncia de tal jeito
E quando em solidão eu me deleito
O mundo perde então a própria voz.
9
Derramas sobre mim tua esperança
E sei que no final nada terás
O mundo se desenha aquém a paz,
No olhar de quem amasse, mera lança.
E quantas vezes vejo o que me cansa
Num ermo tanto rude quando audaz,
A sorte desejada e contumaz,
Negando com certeza uma aliança.
Resplandecente sol em tom sutil,
O quanto desse encanto se previu
E veste em luz sublime uma alma amarga,
O templo em plenitude faz de mim
A clara juventude de onde vim,
E nada do que possa a vida larga.
10
Análogos caminhos dias tais
E tento acreditar noutro sentido,
Embora cada vez já desvalido
Mortalha que deveras demonstrais,
Resulto dos anseios magistrais
E bebo do cenário onde envolvido
Por ermos delirares vou provido
Dos cantos entre tantos vis jograis,
Resulto deste insulto feito em vida,
Na porta sem saber qualquer saída
A lida se desenha mais cruel,
Vacância dentro da alma de quem tenta
Vencer em calmaria a mais sedenta
Loucura que moldasse um rude véu.
Poderia de tal sorte
Ver a vida de outro jeito.
O meu rumo ora desfeito
Tendo o quanto em paz comporte
Não traria tanto o corte,
E se possa e mesmo aceito
Desenhar em novo pleito
Este leito onde conforte,
Relegado a qualquer plano
O meu passo em desengano
O meu mundo sem sentido,
E o que pude no passado
Traz o verso desenhado
No que tente ou mesmo olvido.
2
Resta na alma este abandono
E decerto nada venha
Em palavra quando a senha
Mostra a vida já sem dono,
E o meu mundo que inda clono
Na esperança que convenha
Desejando o quanto tenha,
Muito embora trague o sono.
Restaurando cada viga
Desta vida, eu já consiga
Pelo menos no futuro
Perceber que embora a queda
Noutro engodo a vida veda
E meu passo é mais seguro.
3
Vigorosa vida em voz
Solidária em tom suave,
Quando a sorte não agrave
Verso vibra mais veloz,
Ouço o quanto resta em nós
No passeio aonde trave
Meu anseio sem a grave
Sensação do nada após.
Apostando contra o quanto
Não pudesse e nem garanto
Depois disso, simplesmente,
O verdugo me maltrata
A palavra se constata
Abortando uma semente.
4
Lavo os olhos quando o sol
Mergulhando em tantas brumas
Traz as sortes e te esfumas
Noutro canto, em arrebol
Esperança qual farol,
Mergulhando aonde escumas
Muito embora quando aprumas
Veja em mim teu girassol.
Carpideira sorte outrora
Noutras cores se decora
E presume a festa quando
O meu mundo no teu passo
Com certeza quero e traço
Outro canto me entranhando.
5
Vestimentas em tal pele
Onde o néctar produzisse
Muito embora da tolice
Cada passo me repele,
E talvez enquanto atrele
Minha sorte onde a cobice,
No final já nada ouvisse
Nem a voz que se congele,
Prazerosa noite enquanto
O meu passo em verso canto
E desando a procurar,
Quaisquer noites onde a luz
Nos teus olhos reproduz
Tão imenso e belo mar.
6
Na palavra que redima
No caminho sem tropeço
Muito mais do que mereço
Outra sorte toma o clima,
E pudera quando estima
Remontando ao adereço
Deste tanto reconheço
A palavra em doce rima,
Não me esqueço do que um dia
Quanta vez já poderia
Traduzir felicidade,
Mas não tendo outra saída,
A esperança presumida
Pouco a pouco ora se evade.
7
Resistindo muito mais
Do que tanto quis em vida,
Outra voz sem despedida
Quanto muito descontrais,
Nas estâncias magistrais
Ou na sorte ora perdida,
A verdade presumida
Quebra bronzes e cristais.
As carícias e o abandono,
A verdade onde me adono
Do que tanto desejei,
No meu mundo sem sentido
O que possa e inda lapido
Molda na alma a leda lei.
8
Na manhã desesperada
Sem ter nada do que eu quis
O meu passo por um triz
Resumindo a velha estrada
Deixa apenas este nada
E o meu mundo em cicatriz
Num cenário agora gris
Noutra luta embaralhada,
Sendo assim o que se assume
Chega além do mero ardume
E presume qualquer tom,
Meu caminho pela vida
Onde o todo se duvida
Gera os ermos do neon.
9
Esperasse qualquer dia
O que tanto quis outrora
A palavra desancora
Ou gerasse a fantasia,
No que resta e poderia
Na verdade onde apavora,
Esperança desarvora
E transforma em luz sombria,
A versão que se fizera
Noutro olhar, sem a quimera
Na tocaia me espreitando,
Depois disso o que se vê
Numa vida com seu quê
De delírio atroz ou brando.
10
Nas entranhas destas furnas
Outras tantas sigo além
As palavras quando vêm
Trazem farpas mais soturnas,
Nas diversas e diuturnas
Esperanças o que tem
Já não trama mais de alguém
Ânsias claras e noturnas,
Desenhando na nudez
O que tanto quero e vês
Tatuando em nossa pele,
O sentido da maçã
A vontade em louco afã
Quando a fúria nos compele.
Ver a vida de outro jeito.
O meu rumo ora desfeito
Tendo o quanto em paz comporte
Não traria tanto o corte,
E se possa e mesmo aceito
Desenhar em novo pleito
Este leito onde conforte,
Relegado a qualquer plano
O meu passo em desengano
O meu mundo sem sentido,
E o que pude no passado
Traz o verso desenhado
No que tente ou mesmo olvido.
2
Resta na alma este abandono
E decerto nada venha
Em palavra quando a senha
Mostra a vida já sem dono,
E o meu mundo que inda clono
Na esperança que convenha
Desejando o quanto tenha,
Muito embora trague o sono.
Restaurando cada viga
Desta vida, eu já consiga
Pelo menos no futuro
Perceber que embora a queda
Noutro engodo a vida veda
E meu passo é mais seguro.
3
Vigorosa vida em voz
Solidária em tom suave,
Quando a sorte não agrave
Verso vibra mais veloz,
Ouço o quanto resta em nós
No passeio aonde trave
Meu anseio sem a grave
Sensação do nada após.
Apostando contra o quanto
Não pudesse e nem garanto
Depois disso, simplesmente,
O verdugo me maltrata
A palavra se constata
Abortando uma semente.
4
Lavo os olhos quando o sol
Mergulhando em tantas brumas
Traz as sortes e te esfumas
Noutro canto, em arrebol
Esperança qual farol,
Mergulhando aonde escumas
Muito embora quando aprumas
Veja em mim teu girassol.
Carpideira sorte outrora
Noutras cores se decora
E presume a festa quando
O meu mundo no teu passo
Com certeza quero e traço
Outro canto me entranhando.
5
Vestimentas em tal pele
Onde o néctar produzisse
Muito embora da tolice
Cada passo me repele,
E talvez enquanto atrele
Minha sorte onde a cobice,
No final já nada ouvisse
Nem a voz que se congele,
Prazerosa noite enquanto
O meu passo em verso canto
E desando a procurar,
Quaisquer noites onde a luz
Nos teus olhos reproduz
Tão imenso e belo mar.
6
Na palavra que redima
No caminho sem tropeço
Muito mais do que mereço
Outra sorte toma o clima,
E pudera quando estima
Remontando ao adereço
Deste tanto reconheço
A palavra em doce rima,
Não me esqueço do que um dia
Quanta vez já poderia
Traduzir felicidade,
Mas não tendo outra saída,
A esperança presumida
Pouco a pouco ora se evade.
7
Resistindo muito mais
Do que tanto quis em vida,
Outra voz sem despedida
Quanto muito descontrais,
Nas estâncias magistrais
Ou na sorte ora perdida,
A verdade presumida
Quebra bronzes e cristais.
As carícias e o abandono,
A verdade onde me adono
Do que tanto desejei,
No meu mundo sem sentido
O que possa e inda lapido
Molda na alma a leda lei.
8
Na manhã desesperada
Sem ter nada do que eu quis
O meu passo por um triz
Resumindo a velha estrada
Deixa apenas este nada
E o meu mundo em cicatriz
Num cenário agora gris
Noutra luta embaralhada,
Sendo assim o que se assume
Chega além do mero ardume
E presume qualquer tom,
Meu caminho pela vida
Onde o todo se duvida
Gera os ermos do neon.
9
Esperasse qualquer dia
O que tanto quis outrora
A palavra desancora
Ou gerasse a fantasia,
No que resta e poderia
Na verdade onde apavora,
Esperança desarvora
E transforma em luz sombria,
A versão que se fizera
Noutro olhar, sem a quimera
Na tocaia me espreitando,
Depois disso o que se vê
Numa vida com seu quê
De delírio atroz ou brando.
10
Nas entranhas destas furnas
Outras tantas sigo além
As palavras quando vêm
Trazem farpas mais soturnas,
Nas diversas e diuturnas
Esperanças o que tem
Já não trama mais de alguém
Ânsias claras e noturnas,
Desenhando na nudez
O que tanto quero e vês
Tatuando em nossa pele,
O sentido da maçã
A vontade em louco afã
Quando a fúria nos compele.
Esquecendo o que passou
Sem saber da cicatriz
Procurando em mais sutis
Os anseios quando vou,
O meu passo se marcou
Onde o todo sempre quis,
E pudera mais feliz
Ver o tanto quanto sou.
Marcaria em tal compasso
O meu dia claramente,
O que tento e mais avente
Traz o mundo aonde o traço
Na real investidura
Alegria já perdura.
2
Nada mais se aproximando
Do que outrora fosse vida,
A palavra consumida
Ou talvez nos retardando
Todo passo desde quando
Na verdade mal servida
Esperança que advertida
Noutro engodo desabando.
Abarcando em anarquia
O meu canto reticente
O momento onde se sente
O que tento e não veria,
Verso sobre cada engano
E no fim, sempre me dano.
3
Esquecendo a qualquer sorte
O que trace novo fato,
Onde o mundo hoje retrato
De tal forma que o conforte,
Jamais pude neste corte
Desenhar o que constato,
Ao negar o meu regato
Meu momento não transporte,
Desvendar qualquer anseio,
E pudesse neste veio
Envergar um infinito,
E a palavra se perdendo
Noutro tom decerto horrendo
Onde, fútil, teimo e grito.
4
Restaurando do passado
Cada face do que resta
Na palavra mais funesta
Ou no sonho desolado,
Onde o mundo agora invado
Esbarrando em leda fresta
Aparando cada aresta
Trago os olhos neste enfado.
Versejando sobre o sonho
Ou talvez sobre esperança
O que possa e não se lança
Mesmo quando ora proponho,
Desvendasse o mais audaz
Delirar em clara paz.
5
Na palavra que talvez
Gere apenas reticência
Ao saber tal incumbência
Do momento onde te vês,
Desnudando a cada vez
O que possa em inclemência
No vazio esta dormência
Ou na rude insensatez.
Presumindo o quanto existe
Mesmo quando a vida em riste
Arriscasse contra a fúria.
Deste tempo sem proveito,
No final quando me deito
Entranhando tal lamúria.
6
Trago os olhos onde um dia
O meu canto não viera,
Desenhando em primavera
O que espera esta magia
Do momento em vão, teria
Pelo menos numa espera
A emoção que a cada esfera
Bem maior se moldaria,
Na verdade o que me reste
Não trazendo nem celeste
Nem agreste caminhar,
O meu passo se desfila
Onde a sorte não destila
Nem presume o vão lutar.
7
Quero apenas mais um dia
E não precisava mais,
Entre os quantos tu te esvais
Outro tanto se veria,
Na verdade o que teria
Moldaria sem jamais
Esbarrar em siderais
Delirares, poesia.
Nada posso e se pudesse
Mesmo contra qualquer messe,
A medida não traz sorte,
O meu prazo delimita
O que tanto se acredita
E jamais, pois nos conforte.
8
Luto contra o luto em mim
Vagamente sem saber
O que possa do querer
Transformar começo em fim,
No vazio de onde vim,
Esperando o quanto ter
Depois deste parecer
Que trouxesse este estopim.
Maravilhas ou loucuras
Quando tanto te procuras
E não vês qualquer sinal,
Onde fora mais audaz
O passado não me traz
Esperança bem ou mal.
9
Maldições enquanto a vida
Marca com terror e medo,
Onde o passo eu me concedo
No vazio a sorte urdida,
A verdade traz ferida,
Meu anseio segue ledo,
E o que possa noutro enredo
De uma estrada mais comprida,
Vestimenta que se faça
Na palavra enquanto a traça
Corroendo o que me resta,
Desfilando sem saber
Onde possa merecer
No momento em voz funesta.
10
Num calor que não suporta
Nem sequer qualquer alento,
Entranhando na alma o vento
Abro então a velha porta,
E o que tanto o sonho aborta,
Outro passo em tal tormento,
Vagamente o pensamento
Deixa a sorte amarga e torta,
Nada mais se vendo quando
O termômetro marcando
A febril insanidade,
Do meu verso sem caminho,
Sigo em tom duro e mesquinho
Quando a sorte me degrade.
Sem saber da cicatriz
Procurando em mais sutis
Os anseios quando vou,
O meu passo se marcou
Onde o todo sempre quis,
E pudera mais feliz
Ver o tanto quanto sou.
Marcaria em tal compasso
O meu dia claramente,
O que tento e mais avente
Traz o mundo aonde o traço
Na real investidura
Alegria já perdura.
2
Nada mais se aproximando
Do que outrora fosse vida,
A palavra consumida
Ou talvez nos retardando
Todo passo desde quando
Na verdade mal servida
Esperança que advertida
Noutro engodo desabando.
Abarcando em anarquia
O meu canto reticente
O momento onde se sente
O que tento e não veria,
Verso sobre cada engano
E no fim, sempre me dano.
3
Esquecendo a qualquer sorte
O que trace novo fato,
Onde o mundo hoje retrato
De tal forma que o conforte,
Jamais pude neste corte
Desenhar o que constato,
Ao negar o meu regato
Meu momento não transporte,
Desvendar qualquer anseio,
E pudesse neste veio
Envergar um infinito,
E a palavra se perdendo
Noutro tom decerto horrendo
Onde, fútil, teimo e grito.
4
Restaurando do passado
Cada face do que resta
Na palavra mais funesta
Ou no sonho desolado,
Onde o mundo agora invado
Esbarrando em leda fresta
Aparando cada aresta
Trago os olhos neste enfado.
Versejando sobre o sonho
Ou talvez sobre esperança
O que possa e não se lança
Mesmo quando ora proponho,
Desvendasse o mais audaz
Delirar em clara paz.
5
Na palavra que talvez
Gere apenas reticência
Ao saber tal incumbência
Do momento onde te vês,
Desnudando a cada vez
O que possa em inclemência
No vazio esta dormência
Ou na rude insensatez.
Presumindo o quanto existe
Mesmo quando a vida em riste
Arriscasse contra a fúria.
Deste tempo sem proveito,
No final quando me deito
Entranhando tal lamúria.
6
Trago os olhos onde um dia
O meu canto não viera,
Desenhando em primavera
O que espera esta magia
Do momento em vão, teria
Pelo menos numa espera
A emoção que a cada esfera
Bem maior se moldaria,
Na verdade o que me reste
Não trazendo nem celeste
Nem agreste caminhar,
O meu passo se desfila
Onde a sorte não destila
Nem presume o vão lutar.
7
Quero apenas mais um dia
E não precisava mais,
Entre os quantos tu te esvais
Outro tanto se veria,
Na verdade o que teria
Moldaria sem jamais
Esbarrar em siderais
Delirares, poesia.
Nada posso e se pudesse
Mesmo contra qualquer messe,
A medida não traz sorte,
O meu prazo delimita
O que tanto se acredita
E jamais, pois nos conforte.
8
Luto contra o luto em mim
Vagamente sem saber
O que possa do querer
Transformar começo em fim,
No vazio de onde vim,
Esperando o quanto ter
Depois deste parecer
Que trouxesse este estopim.
Maravilhas ou loucuras
Quando tanto te procuras
E não vês qualquer sinal,
Onde fora mais audaz
O passado não me traz
Esperança bem ou mal.
9
Maldições enquanto a vida
Marca com terror e medo,
Onde o passo eu me concedo
No vazio a sorte urdida,
A verdade traz ferida,
Meu anseio segue ledo,
E o que possa noutro enredo
De uma estrada mais comprida,
Vestimenta que se faça
Na palavra enquanto a traça
Corroendo o que me resta,
Desfilando sem saber
Onde possa merecer
No momento em voz funesta.
10
Num calor que não suporta
Nem sequer qualquer alento,
Entranhando na alma o vento
Abro então a velha porta,
E o que tanto o sonho aborta,
Outro passo em tal tormento,
Vagamente o pensamento
Deixa a sorte amarga e torta,
Nada mais se vendo quando
O termômetro marcando
A febril insanidade,
Do meu verso sem caminho,
Sigo em tom duro e mesquinho
Quando a sorte me degrade.
Tanto amor que não tem cura
Tal loucura traz a dor
E se possa redentor
O que tento e se assegura
Numa noite vaga e escura
Envolvido no calor
Que me traz em refletor
Teu olhar com tal brandura,
Nas entranhas desta imensa
Maravilha feita em lua,
A beleza audaz e nua
Todo o engodo já compensa,
Nas palavras mais gentis,
Ser feliz, o que eu mais quis.
2
Verso sobre o que viera
Nas espreitas da ilusão,
A palavra em negação
Sonegando a primavera,
No meu passo em clara espera
Outros tantos se verão
Nesta leda inundação
A verdade destempera.
Nada mais tivesse quando
O meu mundo desabando
Onde a sorte se fez vã,
Bebo os olhos do infinito
Quando enfim invado e grito
Desvendando outra manhã.
3
Nas palavras mais sutis
Nos anseios delicados,
Dias ditam seus recados
Onde tudo contradiz,
Não pudera ser feliz,
Nem tampouco em tantos prados
Desenhar sem mais pecados
Este mundo em tal matiz,
Relegando ao que se fez
Na palavra insensatez,
Cortejando o quanto havia
Dentro da alma de quem sonha
A verdade mais risonha
Desfraldada em poesia.
4
Num instante esta atenção
Desviando de cenário
Moldaria o temerário
Caminhar em solidão,
Mas os dias moldarão
O que possa necessário
E vagando solidário
Bebo a sorte em profusão.
Resta pouco ou quase nada,
Não tivesse tanta sorte
De conter o passo e o corte,
Na esperança amarrotada,
Pelas tramas mais ferozes,
Onde além não vejo as fozes.
5
Num temido caminhar
Entre pedras, tais espinhos,
Dias velhos e daninhos,
Morte toma o seu lugar,
Vagaria devagar
Noutros rumos, velhos ninhos,
Dedilhassem tantos pinhos
Os que possam sempre amar.
Açodar qualquer momento
Onde a vida eu alimento
Com ternura e com prazer,
O meu mundo noutro rumo,
O que possa e sempre assumo
Permitindo o amanhecer.
6
Tantas vezes acredito
No que pude e não viera,
O meu canto desespera
Noutro passo, atroz e aflito,
O meu verso, o contradito
E se peço a primavera
Noutro tom, em leda esfera
Vejo o tempo ora maldito.
Vestimenta em esperança
Verdejante onde se lança
Presumisse novo dia,
Mas o quanto inda nos resta
Na verdade mata a festa
E o que sobra não veria.
7
Brindo à vida em cada instante
Com meus sonhos mais gentis,
E o que possa e não desdiz
Noutro passo me garante,
Outro enredo deslumbrante,
Em momentos mais sutis,
Vejo a sorte do aprendiz
Onde o tanto não se espante.
Vendo a lua num momento
Entre as brumas no horizonte
E se possa já desponte
O que rege em desalento.
Ando triste, mas decerto
Por instantes me deserto.
8
No desertificar do sonho
Sem prenúncio de alvorada
O que possa traz o nada
E deveras decomponho
O caminho mais bisonho
Ou a sorte engalanada
Na avenida, na esplanada
Outro passo ora enfadonho.
Restaria do que tento
A verdade em desatento
Pelejar contra as marés
Olho a vida de tal forma
Que meu passo não conforma
Mesmo quando além já és.
9
Risco o nome do caderno
Noutra agenda nem sinais
Dos momentos onde esvais
Após tanto e rude inferno,
De tal forma amor interno
E bebendo os vendavais
Não querendo que jamais
Outro rumo dite inverno,
Apresento com meu verso
O que pude e desconverso
Quando a noite se faz dura,
O meu canto sem proveito
O momento onde me deito
Feito em medo ou amargura.
10
Na palavra que redime
Na verdade que não veio,
Onde possa estar alheio
Ao caminho mais sublime,
Nesta sorte o que suprime
Resumindo sem receio
O meu canto e quando anseio
Outro passo não se estime.
Vestimentas da ilusão?
Não me importa a direção,
O meu sonho perde a rota,
No cenário mais audaz
O desenho se desfaz
Quando o sonho ora se esgota.
Tal loucura traz a dor
E se possa redentor
O que tento e se assegura
Numa noite vaga e escura
Envolvido no calor
Que me traz em refletor
Teu olhar com tal brandura,
Nas entranhas desta imensa
Maravilha feita em lua,
A beleza audaz e nua
Todo o engodo já compensa,
Nas palavras mais gentis,
Ser feliz, o que eu mais quis.
2
Verso sobre o que viera
Nas espreitas da ilusão,
A palavra em negação
Sonegando a primavera,
No meu passo em clara espera
Outros tantos se verão
Nesta leda inundação
A verdade destempera.
Nada mais tivesse quando
O meu mundo desabando
Onde a sorte se fez vã,
Bebo os olhos do infinito
Quando enfim invado e grito
Desvendando outra manhã.
3
Nas palavras mais sutis
Nos anseios delicados,
Dias ditam seus recados
Onde tudo contradiz,
Não pudera ser feliz,
Nem tampouco em tantos prados
Desenhar sem mais pecados
Este mundo em tal matiz,
Relegando ao que se fez
Na palavra insensatez,
Cortejando o quanto havia
Dentro da alma de quem sonha
A verdade mais risonha
Desfraldada em poesia.
4
Num instante esta atenção
Desviando de cenário
Moldaria o temerário
Caminhar em solidão,
Mas os dias moldarão
O que possa necessário
E vagando solidário
Bebo a sorte em profusão.
Resta pouco ou quase nada,
Não tivesse tanta sorte
De conter o passo e o corte,
Na esperança amarrotada,
Pelas tramas mais ferozes,
Onde além não vejo as fozes.
5
Num temido caminhar
Entre pedras, tais espinhos,
Dias velhos e daninhos,
Morte toma o seu lugar,
Vagaria devagar
Noutros rumos, velhos ninhos,
Dedilhassem tantos pinhos
Os que possam sempre amar.
Açodar qualquer momento
Onde a vida eu alimento
Com ternura e com prazer,
O meu mundo noutro rumo,
O que possa e sempre assumo
Permitindo o amanhecer.
6
Tantas vezes acredito
No que pude e não viera,
O meu canto desespera
Noutro passo, atroz e aflito,
O meu verso, o contradito
E se peço a primavera
Noutro tom, em leda esfera
Vejo o tempo ora maldito.
Vestimenta em esperança
Verdejante onde se lança
Presumisse novo dia,
Mas o quanto inda nos resta
Na verdade mata a festa
E o que sobra não veria.
7
Brindo à vida em cada instante
Com meus sonhos mais gentis,
E o que possa e não desdiz
Noutro passo me garante,
Outro enredo deslumbrante,
Em momentos mais sutis,
Vejo a sorte do aprendiz
Onde o tanto não se espante.
Vendo a lua num momento
Entre as brumas no horizonte
E se possa já desponte
O que rege em desalento.
Ando triste, mas decerto
Por instantes me deserto.
8
No desertificar do sonho
Sem prenúncio de alvorada
O que possa traz o nada
E deveras decomponho
O caminho mais bisonho
Ou a sorte engalanada
Na avenida, na esplanada
Outro passo ora enfadonho.
Restaria do que tento
A verdade em desatento
Pelejar contra as marés
Olho a vida de tal forma
Que meu passo não conforma
Mesmo quando além já és.
9
Risco o nome do caderno
Noutra agenda nem sinais
Dos momentos onde esvais
Após tanto e rude inferno,
De tal forma amor interno
E bebendo os vendavais
Não querendo que jamais
Outro rumo dite inverno,
Apresento com meu verso
O que pude e desconverso
Quando a noite se faz dura,
O meu canto sem proveito
O momento onde me deito
Feito em medo ou amargura.
10
Na palavra que redime
Na verdade que não veio,
Onde possa estar alheio
Ao caminho mais sublime,
Nesta sorte o que suprime
Resumindo sem receio
O meu canto e quando anseio
Outro passo não se estime.
Vestimentas da ilusão?
Não me importa a direção,
O meu sonho perde a rota,
No cenário mais audaz
O desenho se desfaz
Quando o sonho ora se esgota.
Quantas vezes procurando
Nas entranhas da emoção
Outro tempo, evolução,
Do que fora bem mais brando,
O meu canto se moldando
Numa clara sensação
Tantas vezes negação
Pouco a pouco me ensinando.
O versar sobre o que possa
E talvez ainda queira
Permitindo a verdadeira
Alegria, clara e nossa.
No meu passo sem temor,
O que traga rumo e cor.
2
Levo os olhos para o quanto
Restaria de uma sorte
E se tanto não comporte
O meu passo ora garanto,
No vestir em sonho enquanto
Nada mais tanto conforte
Traduzindo o passo forte
Em qualquer lugar, recanto.
Os erráticos cometas
Da esperança onde prometas
Novos dias, nada além.
O versar sobre o infinito
Outro tempo enquanto aflito
Busco o sonho que não vem.
3
Esperasse qualquer brilho
De uma vida sem proveito
E se possa enquanto aceito
Ter os sonhos e ali trilho
Neste passo um andarilho
Solitário quando deito,
Esperando no meu leito
O que tanto é maltrapilho.
Pária ser que em vã sarjeta
Tendo o nada que arremeta
Ao jamais que procurara,
Nos anseios de uma vida
Tantas vezes presumida,
Mas apenas tão amara.
4
Levaria qualquer sonho
Muito além do que se veja
A verdade benfazeja
Traz o quanto não proponho,
E se possa e decomponho
Na verdade que assim seja,
O meu mundo não dardeja
Num segundo tão bisonho,
Versejar sobre o não ser
E tentar amanhecer
Envolvido nos anseios,
Nada mais se vendo após,
O passado; nega voz,
E os meus dias? Ledos veios.
5
Não coubera ao sonhador
Mais que mera claridade,
Onde fora a liberdade
Em sentido claro, o amor,
Vendo a vida em redentor
Caminhar onde degrade,
Superando qualquer grade
Noutro senso enganador.
Esboçando reações
Entremeio versos, falas
E tampouco quando calas
Sonegando o que propões
Não teria nem um pouco
Deste infausto, incauto e louco.
6
Navegar entre tempestas
Neste mar que não conheço,
Dos anseios o endereço
Rudes rumos quando gestas,
E nas sendas mais honestas
Ou até neste adereço
Cada passo eu reconheço
Adentrando meras frestas.
Festas quando houvesse luz,
Mas deveras nada existe
Meu olhar, decerto triste,
Noutro olhar se reproduz,
Vagamente sei do todo
Onde o mundo traça o lodo.
7
Haveria qualquer chance
De quem fora mais audaz
Encontrar o quanto faz
Neste passo onde se lance,
Ao viver enquanto avance
Deixa a sorte para trás
Almejando não se traz
Nem sequer qualquer nuance.
Vejo apenas cada rastro
Onde tanto ora me alastro
Sem temer qualquer caminho,
No meu canto sem porvir
No momento a resumir
O meu verso ora mesquinho.
8
Não tivesse qualquer canto
Entre os tantos que sonhara
A verdade se escancara
Desenhando este quebranto,
No caminho onde me espanto
A esperança sendo rara,
O meu prazo não ampara
O que teimo e quero tanto.
Nas entranhas desta sorte
Quando muito me comporte,
Mas jamais confortaria,
Os meus erros que acumulo,
Neste olhar em claro pulo,
O meu sonho, montaria.
9
Jamais pude acreditar
Nos meus dias entre enganos,
E os caminhos traçam danos
Sem poder compartilhar
Do que possa navegar,
Entre mares, novos planos,
Onde a vida em ledos anos
Não tivera algum lugar.
Restaria dentro da alma
O que traça e não acalma
Quem se salva da procela.
Acompanha toda queda
E o momento onde se veda
No final já se revela.
10
Basta um dia tão somente
Quando muito outro momento
O meu canto eu alimento
Onde a vida não desmente,
Realçando lentamente
A tortura em pensamento,
Resta apenas este alento
Onde o todo se apresente.
Nada mais teria em nós
Outro rumo traz atroz
O cenário em reticência
Navegar; sei quanto posso
Neste mundo que foi nosso,
E se perde sem ciência.
Nas entranhas da emoção
Outro tempo, evolução,
Do que fora bem mais brando,
O meu canto se moldando
Numa clara sensação
Tantas vezes negação
Pouco a pouco me ensinando.
O versar sobre o que possa
E talvez ainda queira
Permitindo a verdadeira
Alegria, clara e nossa.
No meu passo sem temor,
O que traga rumo e cor.
2
Levo os olhos para o quanto
Restaria de uma sorte
E se tanto não comporte
O meu passo ora garanto,
No vestir em sonho enquanto
Nada mais tanto conforte
Traduzindo o passo forte
Em qualquer lugar, recanto.
Os erráticos cometas
Da esperança onde prometas
Novos dias, nada além.
O versar sobre o infinito
Outro tempo enquanto aflito
Busco o sonho que não vem.
3
Esperasse qualquer brilho
De uma vida sem proveito
E se possa enquanto aceito
Ter os sonhos e ali trilho
Neste passo um andarilho
Solitário quando deito,
Esperando no meu leito
O que tanto é maltrapilho.
Pária ser que em vã sarjeta
Tendo o nada que arremeta
Ao jamais que procurara,
Nos anseios de uma vida
Tantas vezes presumida,
Mas apenas tão amara.
4
Levaria qualquer sonho
Muito além do que se veja
A verdade benfazeja
Traz o quanto não proponho,
E se possa e decomponho
Na verdade que assim seja,
O meu mundo não dardeja
Num segundo tão bisonho,
Versejar sobre o não ser
E tentar amanhecer
Envolvido nos anseios,
Nada mais se vendo após,
O passado; nega voz,
E os meus dias? Ledos veios.
5
Não coubera ao sonhador
Mais que mera claridade,
Onde fora a liberdade
Em sentido claro, o amor,
Vendo a vida em redentor
Caminhar onde degrade,
Superando qualquer grade
Noutro senso enganador.
Esboçando reações
Entremeio versos, falas
E tampouco quando calas
Sonegando o que propões
Não teria nem um pouco
Deste infausto, incauto e louco.
6
Navegar entre tempestas
Neste mar que não conheço,
Dos anseios o endereço
Rudes rumos quando gestas,
E nas sendas mais honestas
Ou até neste adereço
Cada passo eu reconheço
Adentrando meras frestas.
Festas quando houvesse luz,
Mas deveras nada existe
Meu olhar, decerto triste,
Noutro olhar se reproduz,
Vagamente sei do todo
Onde o mundo traça o lodo.
7
Haveria qualquer chance
De quem fora mais audaz
Encontrar o quanto faz
Neste passo onde se lance,
Ao viver enquanto avance
Deixa a sorte para trás
Almejando não se traz
Nem sequer qualquer nuance.
Vejo apenas cada rastro
Onde tanto ora me alastro
Sem temer qualquer caminho,
No meu canto sem porvir
No momento a resumir
O meu verso ora mesquinho.
8
Não tivesse qualquer canto
Entre os tantos que sonhara
A verdade se escancara
Desenhando este quebranto,
No caminho onde me espanto
A esperança sendo rara,
O meu prazo não ampara
O que teimo e quero tanto.
Nas entranhas desta sorte
Quando muito me comporte,
Mas jamais confortaria,
Os meus erros que acumulo,
Neste olhar em claro pulo,
O meu sonho, montaria.
9
Jamais pude acreditar
Nos meus dias entre enganos,
E os caminhos traçam danos
Sem poder compartilhar
Do que possa navegar,
Entre mares, novos planos,
Onde a vida em ledos anos
Não tivera algum lugar.
Restaria dentro da alma
O que traça e não acalma
Quem se salva da procela.
Acompanha toda queda
E o momento onde se veda
No final já se revela.
10
Basta um dia tão somente
Quando muito outro momento
O meu canto eu alimento
Onde a vida não desmente,
Realçando lentamente
A tortura em pensamento,
Resta apenas este alento
Onde o todo se apresente.
Nada mais teria em nós
Outro rumo traz atroz
O cenário em reticência
Navegar; sei quanto posso
Neste mundo que foi nosso,
E se perde sem ciência.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Apresento condolências
E procuro calmamente
Mesmo quando a vida mente
Ter das sortes tais ciências,
E sabendo em reticências
O que possa plenamente
Transformar qualquer demente
Sem saber das conseqüências.
Noutros erros me presumo
E se possa em tal resumo
Transcender ao que desejo,
Nada mais se vendo além
Do que tanto a vida tem,
Marco o medo aonde o vejo.
2
Azulejos deste céu
Entre nuvens, inda quero
O momento mais austero
Outro mundo em fogaréu,
As estrelas, meu farnel,
O cenário aonde espero
Traduzir além do fero
O caminho em carrossel,
Ansiosamente a vida
Traz além da despedida
O que possa ser diverso,
Noutro passo em ledo abono,
Do vazio que me adono
Traduzisse cada verso.
3
Reparando quantas vezes
A palavra me reprime,
No caminho onde sublime
Esperara tantos meses,
Onde quer e sei das reses
E no fim nada mais prime
Pela voz que nos redime,
Expulsando os holandeses
Desta costa da esperança
Entre lindas paisagens
As vontades são miragens
O meu passo já se cansa
E no fundo o que se vê
Já não diz qualquer por que.
4
Aprender e ser assim
O que tanto quis um dia
E se nada mais podia
O meu mundo é tão ruim,
Arruinando dentro em mim
O que versa em agonia
Não traduz em sintonia
O meu canto em claro fim.
Esperasse qualquer brilho
E sabendo aonde eu trilho
Visto os rumos mais atrozes,
E se possam discernir
Os momentos do porvir
Já não tento novas vozes.
5
Na palavra que saneia
No canteiro sem florais
A esperança quer bem mais
Do que tanto sempre anseia,
A verdade adentra a veia
E se o mundo em vão contrais
Outras sortes desiguais
Na palavra que incendeia,
Navegar contra as marés
Furiosas tais procelas
Onde o todo que revelas
Já não traz sequer viés
E o meu passo sem proveito
No final, decerto aceito.
6
Na montanha ou cordilheira
Na verdade que não veio,
O meu canto sem receio
A palavra derradeira
E se tanto ainda queira
Noutro mundo onde rodeio
O momento em devaneio
Revolvendo a vida inteira,
Nada mais se prevenisse
Mesmo quando em tal crendice
O meu canto não se ouvira,
A senzala aonde habito
O que tanto quis bendito
Já não passa de mentira.
7
Não presumo qualquer sorte
Onde o fim se aproximasse
E o caminho em tal impasse
Com certeza não conforte,
E o momento onde reporte
O meu vago desenlace
Na verdade não traçasse
O que possa em ledo norte.
Restaurasse pelo menos
Dias claros e serenos
Depois deste temporal.
Vejo o fim e não consigo
Nem sequer algum abrigo,
Vago em verso mais banal;
8
Presumindo o que se vê
No retrato de um passado
Onde o sonho amarrotado
Já não tendo mais por que,
O meu passo teima e crê
Nos anseios de um recado
No recato desejado,
Busco e sempre, mas cadê?
O mergulho dentro da alma
Tantas vezes nos acalma,
Mas produz revoluções
E sabendo deste fato
Onde quer e me retrato
Novos dias decompões.
9
Na medida quase exata
De quem fora mais audaz
A palavra não se faz
E o caminho ora maltrata
A certeza mais ingrata
O meu canto tão tenaz
Desejando apenas paz,
E a verdade não retrata
Nem sequer o que se tenta
Noutra luta sem tormenta
Desenhando a mansidão,
E se bebo do que houvera
Solidão em leda espera
Traz apenas negação.
10
Na incerteza do caminho
Entre pedras, devaneios
As palavras em receios
O meu canto mais daninho,
Mergulhando onde me alinho
Sei das sortes, ermos veios
E pudera em tais anseios
Outro gole deste vinho.
Nada mais se vendo após
O que tanto gera em nós
A diversa dimensão
Do momento mais suave
E sem nada que me entrave
Percorrendo esta amplidão.
E procuro calmamente
Mesmo quando a vida mente
Ter das sortes tais ciências,
E sabendo em reticências
O que possa plenamente
Transformar qualquer demente
Sem saber das conseqüências.
Noutros erros me presumo
E se possa em tal resumo
Transcender ao que desejo,
Nada mais se vendo além
Do que tanto a vida tem,
Marco o medo aonde o vejo.
2
Azulejos deste céu
Entre nuvens, inda quero
O momento mais austero
Outro mundo em fogaréu,
As estrelas, meu farnel,
O cenário aonde espero
Traduzir além do fero
O caminho em carrossel,
Ansiosamente a vida
Traz além da despedida
O que possa ser diverso,
Noutro passo em ledo abono,
Do vazio que me adono
Traduzisse cada verso.
3
Reparando quantas vezes
A palavra me reprime,
No caminho onde sublime
Esperara tantos meses,
Onde quer e sei das reses
E no fim nada mais prime
Pela voz que nos redime,
Expulsando os holandeses
Desta costa da esperança
Entre lindas paisagens
As vontades são miragens
O meu passo já se cansa
E no fundo o que se vê
Já não diz qualquer por que.
4
Aprender e ser assim
O que tanto quis um dia
E se nada mais podia
O meu mundo é tão ruim,
Arruinando dentro em mim
O que versa em agonia
Não traduz em sintonia
O meu canto em claro fim.
Esperasse qualquer brilho
E sabendo aonde eu trilho
Visto os rumos mais atrozes,
E se possam discernir
Os momentos do porvir
Já não tento novas vozes.
5
Na palavra que saneia
No canteiro sem florais
A esperança quer bem mais
Do que tanto sempre anseia,
A verdade adentra a veia
E se o mundo em vão contrais
Outras sortes desiguais
Na palavra que incendeia,
Navegar contra as marés
Furiosas tais procelas
Onde o todo que revelas
Já não traz sequer viés
E o meu passo sem proveito
No final, decerto aceito.
6
Na montanha ou cordilheira
Na verdade que não veio,
O meu canto sem receio
A palavra derradeira
E se tanto ainda queira
Noutro mundo onde rodeio
O momento em devaneio
Revolvendo a vida inteira,
Nada mais se prevenisse
Mesmo quando em tal crendice
O meu canto não se ouvira,
A senzala aonde habito
O que tanto quis bendito
Já não passa de mentira.
7
Não presumo qualquer sorte
Onde o fim se aproximasse
E o caminho em tal impasse
Com certeza não conforte,
E o momento onde reporte
O meu vago desenlace
Na verdade não traçasse
O que possa em ledo norte.
Restaurasse pelo menos
Dias claros e serenos
Depois deste temporal.
Vejo o fim e não consigo
Nem sequer algum abrigo,
Vago em verso mais banal;
8
Presumindo o que se vê
No retrato de um passado
Onde o sonho amarrotado
Já não tendo mais por que,
O meu passo teima e crê
Nos anseios de um recado
No recato desejado,
Busco e sempre, mas cadê?
O mergulho dentro da alma
Tantas vezes nos acalma,
Mas produz revoluções
E sabendo deste fato
Onde quer e me retrato
Novos dias decompões.
9
Na medida quase exata
De quem fora mais audaz
A palavra não se faz
E o caminho ora maltrata
A certeza mais ingrata
O meu canto tão tenaz
Desejando apenas paz,
E a verdade não retrata
Nem sequer o que se tenta
Noutra luta sem tormenta
Desenhando a mansidão,
E se bebo do que houvera
Solidão em leda espera
Traz apenas negação.
10
Na incerteza do caminho
Entre pedras, devaneios
As palavras em receios
O meu canto mais daninho,
Mergulhando onde me alinho
Sei das sortes, ermos veios
E pudera em tais anseios
Outro gole deste vinho.
Nada mais se vendo após
O que tanto gera em nós
A diversa dimensão
Do momento mais suave
E sem nada que me entrave
Percorrendo esta amplidão.
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