01/07/2011
A amarga castelã dos sofrimentos
Regendo cada sonho em tom diverso
Tramando além do todo no universo
Cenários mais suaves, pensamentos
E quando tendo os olhos mais atentos
Aos poucos noutro rumo desconverso
Ainda que pudesse estando imerso
Enfrento com ternura quaisquer ventos,
Gerando a poesia que se trama
Além do quanto molde em cada chama
O vértice mostrando esta verdade,
Enveredando o passo noutro rumo,
O quanto te desejo ora resumo
E sei que a poesia nos invade.
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
71
Enquanto a realidade; ainda a trazes,
Não posso e nem devesse acreditar
Nas tramas que se fazem ao luar
E nelas outros passos mais audazes,
Além dos meus anseios contumazes,
A senda que se possa desvendar,
A noite desfilando e o delirar,
Encontra no teu corpo, m’as tenazes.
Nas perlas que irradias, quando miras,
Acendes nesta noite belas piras
E o templo das loucuras incendeias,
Trazendo sem temor e sem pudores,
Ainda que eu pudesse aonde fores
Enveredado enfim em tuas teias.
72
Meu mundo se transcorre em devaneio
E nada do que posso ainda trago
Além do velho sonho onde divago
E tento atravessar já sem receio,
O mundo noutro tom quando incendeio,
O corpo que pudera algum afago,
Resumo a solidão em tal estrago
Enquanto a solução tento e rodeio,
No fundo não seria de tal forma
O quanto na verdade se transforma
Gerando o que grassasse em novo canto,
Apenas o meu passo se perdera
E sei da imensidão que ora esquecera
Tramando no final outro quebranto.
73
E quando novos sonhos eu tentasse
Depois de tantos erros vida afora,
A solidão deveras me devora
E o mundo mostra a rude e turva face,
Ainda que pudesse num impasse
Gerando a solidão, a sorte ancora,
No caos que se apresenta sem demora,
O todo noutro instante renegasse,
A luta não se cansa e até por isto,
Deveras, cada dia eu não desisto,
E tento apenas crer no ser possível,
Vencer as mais diversas ironias
E tanto quanto possa e tu querias,
Meu mundo se moldara noutro nível.
74
Porquanto na verdade o mundo gira
E trace a cada ponto outra partida,
Na sorte mesmo quando consumida
A luta se desenha, uma mentira,
O tanto que pudera e se prefira,
O corte anunciando a despedida
Amar talvez me trague uma saída
Ou mesmo noutro instante isto interfira.
Ocasionando a queda logo após,
O quanto se tentara e já sem voz
Eu bebo a imensidão da noite escusa,
E sinto finalmente o que pudera
Gerar a tempestade, esta quimera,
Na face mais diversa e mais confusa.
75
Os dias são deveras tão ferinos
E sei quando pudesse ter além
Do quanto na verdade sempre vem,
Bebendo da sangria em desatinos,
Assim se imaginassem os destinos
De quem se aproximasse e no desdém,
A luta noutro rumo não convém
E sinto ausência em dias cristalinos.
Matando sem defesas o que há tanto
Pudesse adivinhar e quando canto,
Expresso a solidão e nada mais,
Enquanto na verdade o que apresento
Traria esta emoção e o forte vento
Eclode nos diversos temporais.
76
E o passo continua vida afora,
Tentando pelo menos algum cais,
E sei que na verdade são banais
Os ermos quando a sorte em vão se aflora,
Não temo a tempestade que vigora
Nem mesmo os tempos rudes e venais,
Os olhos da morena, sensuais,
A fome do prazer já me devora,
Mas sei que esta ilusão não me pertence,
E quando a solidão trama o non sense
Imensidão expressa este vazio,
Esqueço o quanto pude numa noite
Vestida pela angústia que inda açoite
O sonho que deveras, tento e crio.
77
Nefasta realidade de quem sonha
Em meio aos turbilhões e tempestades.
Ainda que deveras me degrades
A sorte se mostrara tão medonha,
E o quanto deste modo se proponha
Gerasse no vazio o que inda brades
Tentando anunciar felicidades
Aonde a dita fora mais bisonha,
Não quero tão somente mais um gole
Do mundo que deveras quando bole
Eclode em temporal e nada deixa
Senão a mesma face feita em queixa
E o mesmo caminhar ora sem rumo,
Que tanto quanto o medo agora assumo.
78
O cântico diverso que se tente
Vencendo os mais complexos caminhares
E sendo a vida feita em tais lugares
Aonde o mesmo passo é mais frequente
O cadafalso expressa o quanto alente
O verso noutros dias e sonhares,
Enquanto cada rumo tu sondares,
O vento se fizera permanente,
E bebo dos teus lábios, sedução,
Tramando a melodia desde então,
Ousando acreditar no que se faça
Ainda quando a vida se desnuda,
A sorte com certeza tudo muda,
E traz o caçador, uma arma e a caça;
79
Vivenciando acasos entre tantos
Que a vida não transforma em corriqueiro
Caminho, enquanto adentro este espinheiro,
Trazendo dentro da alma meus espantos,
E sei que na verdade velhos cantos
Tramassem o que possa ser inteiro
E bebo deste sonho, o derradeiro,
Vivendo dias claros, calmos, santos.
Não tento acreditar no que talvez,
O tempo noutro instante contrafez
E geste o risco apenas sem defesas,
E tanto quanto pude noutra fase
Agora a solidão que nos atrase
Deixando se antever rudes surpresas.
80
E assim enveredada em tuas teias,
Nessa paixão tão louca e desmedida,
Nessa entrega nua e consentida
Da forma como queres, como anseias.
E o sangue fervilhando em nossas veias,
Co’a força da energia desta vida,
Explode d’uma forma descabida
Rompendo nossos pejos, nossas peias.
E a chama da paixão que s’irradia
A iluminar a noite, seus mil véus,
Asperge pelos céus as chamas suas.
Na força da paixão, dessa magia,
No auge do prazervamos aos céus
E estrelas beijam as nossas carnes nuas.
Edir Pina de Barros
Ao adentrar teu quarto, mansamente,
Tocando com prazer inigualável
O corpo sensual, sublime, amável,
No quanto em tal loucura amor se sente,
Assim quando decerto se apresente
O tanto quanto pude em tão notável
Momento se tramasse o mais louvável
Caminho aonde o sonho ora frequente,
Na fúria das paixões que nos devoram,
Meus barcos em teus cais agora ancoram,
E sigo esta viagem rumo aos Céus,
Retiro com ternura últimos véus,
E a deusa ora desnuda me conclama
Ao todo que traduza anseio e chama.
Enquanto a realidade; ainda a trazes,
Não posso e nem devesse acreditar
Nas tramas que se fazem ao luar
E nelas outros passos mais audazes,
Além dos meus anseios contumazes,
A senda que se possa desvendar,
A noite desfilando e o delirar,
Encontra no teu corpo, m’as tenazes.
Nas perlas que irradias, quando miras,
Acendes nesta noite belas piras
E o templo das loucuras incendeias,
Trazendo sem temor e sem pudores,
Ainda que eu pudesse aonde fores
Enveredado enfim em tuas teias.
72
Meu mundo se transcorre em devaneio
E nada do que posso ainda trago
Além do velho sonho onde divago
E tento atravessar já sem receio,
O mundo noutro tom quando incendeio,
O corpo que pudera algum afago,
Resumo a solidão em tal estrago
Enquanto a solução tento e rodeio,
No fundo não seria de tal forma
O quanto na verdade se transforma
Gerando o que grassasse em novo canto,
Apenas o meu passo se perdera
E sei da imensidão que ora esquecera
Tramando no final outro quebranto.
73
E quando novos sonhos eu tentasse
Depois de tantos erros vida afora,
A solidão deveras me devora
E o mundo mostra a rude e turva face,
Ainda que pudesse num impasse
Gerando a solidão, a sorte ancora,
No caos que se apresenta sem demora,
O todo noutro instante renegasse,
A luta não se cansa e até por isto,
Deveras, cada dia eu não desisto,
E tento apenas crer no ser possível,
Vencer as mais diversas ironias
E tanto quanto possa e tu querias,
Meu mundo se moldara noutro nível.
74
Porquanto na verdade o mundo gira
E trace a cada ponto outra partida,
Na sorte mesmo quando consumida
A luta se desenha, uma mentira,
O tanto que pudera e se prefira,
O corte anunciando a despedida
Amar talvez me trague uma saída
Ou mesmo noutro instante isto interfira.
Ocasionando a queda logo após,
O quanto se tentara e já sem voz
Eu bebo a imensidão da noite escusa,
E sinto finalmente o que pudera
Gerar a tempestade, esta quimera,
Na face mais diversa e mais confusa.
75
Os dias são deveras tão ferinos
E sei quando pudesse ter além
Do quanto na verdade sempre vem,
Bebendo da sangria em desatinos,
Assim se imaginassem os destinos
De quem se aproximasse e no desdém,
A luta noutro rumo não convém
E sinto ausência em dias cristalinos.
Matando sem defesas o que há tanto
Pudesse adivinhar e quando canto,
Expresso a solidão e nada mais,
Enquanto na verdade o que apresento
Traria esta emoção e o forte vento
Eclode nos diversos temporais.
76
E o passo continua vida afora,
Tentando pelo menos algum cais,
E sei que na verdade são banais
Os ermos quando a sorte em vão se aflora,
Não temo a tempestade que vigora
Nem mesmo os tempos rudes e venais,
Os olhos da morena, sensuais,
A fome do prazer já me devora,
Mas sei que esta ilusão não me pertence,
E quando a solidão trama o non sense
Imensidão expressa este vazio,
Esqueço o quanto pude numa noite
Vestida pela angústia que inda açoite
O sonho que deveras, tento e crio.
77
Nefasta realidade de quem sonha
Em meio aos turbilhões e tempestades.
Ainda que deveras me degrades
A sorte se mostrara tão medonha,
E o quanto deste modo se proponha
Gerasse no vazio o que inda brades
Tentando anunciar felicidades
Aonde a dita fora mais bisonha,
Não quero tão somente mais um gole
Do mundo que deveras quando bole
Eclode em temporal e nada deixa
Senão a mesma face feita em queixa
E o mesmo caminhar ora sem rumo,
Que tanto quanto o medo agora assumo.
78
O cântico diverso que se tente
Vencendo os mais complexos caminhares
E sendo a vida feita em tais lugares
Aonde o mesmo passo é mais frequente
O cadafalso expressa o quanto alente
O verso noutros dias e sonhares,
Enquanto cada rumo tu sondares,
O vento se fizera permanente,
E bebo dos teus lábios, sedução,
Tramando a melodia desde então,
Ousando acreditar no que se faça
Ainda quando a vida se desnuda,
A sorte com certeza tudo muda,
E traz o caçador, uma arma e a caça;
79
Vivenciando acasos entre tantos
Que a vida não transforma em corriqueiro
Caminho, enquanto adentro este espinheiro,
Trazendo dentro da alma meus espantos,
E sei que na verdade velhos cantos
Tramassem o que possa ser inteiro
E bebo deste sonho, o derradeiro,
Vivendo dias claros, calmos, santos.
Não tento acreditar no que talvez,
O tempo noutro instante contrafez
E geste o risco apenas sem defesas,
E tanto quanto pude noutra fase
Agora a solidão que nos atrase
Deixando se antever rudes surpresas.
80
E assim enveredada em tuas teias,
Nessa paixão tão louca e desmedida,
Nessa entrega nua e consentida
Da forma como queres, como anseias.
E o sangue fervilhando em nossas veias,
Co’a força da energia desta vida,
Explode d’uma forma descabida
Rompendo nossos pejos, nossas peias.
E a chama da paixão que s’irradia
A iluminar a noite, seus mil véus,
Asperge pelos céus as chamas suas.
Na força da paixão, dessa magia,
No auge do prazervamos aos céus
E estrelas beijam as nossas carnes nuas.
Edir Pina de Barros
Ao adentrar teu quarto, mansamente,
Tocando com prazer inigualável
O corpo sensual, sublime, amável,
No quanto em tal loucura amor se sente,
Assim quando decerto se apresente
O tanto quanto pude em tão notável
Momento se tramasse o mais louvável
Caminho aonde o sonho ora frequente,
Na fúria das paixões que nos devoram,
Meus barcos em teus cais agora ancoram,
E sigo esta viagem rumo aos Céus,
Retiro com ternura últimos véus,
E a deusa ora desnuda me conclama
Ao todo que traduza anseio e chama.
61
Não mais se vendo após a tempestade
Alguma luz que possa nos guiar
Faróis já se perdendo além do mar
Matando com certeza a liberdade,
Ousasse acreditar: felicidade
Ou mesmo noutro tempo a se moldar,
Gerando o quanto pude divagar,
Ainda que se tente a claridade,
Apresentando enfim o que destróis
Deixando no passado meus faróis
Os olhos envolvidos na penumbra,
E quando se imagina já perdido,
O todo num instante é revolvido,
E a claridade enfim já se vislumbra.
62
Não deixe que este mundo te arrastando
Levasse para o fim sem mais defesas,
Seguindo plenamente as correntezas
Talvez veja um momento bem mais brando,
O todo se traduz no como e quando
A luta se moldara em tantas presas
E as cartas espalhadas sobre as mesas
No fato que pudesse desvendando,
Respiro o mesmo anseio que trouxesse
A vida noutro encanto, numa prece,
Ao resumir o quanto sou e um dia,
Franzidas testas, rugas, minhas cãs,
E sei que sem saber dos amanhãs
Restasse tão somente a poesia.
63
Negar o que se tente após o fato
E nisto ser assim o mais sutil
Cenário que se possa e se previu
Tramando o quanto possa e enfim constato,
No cântico diverso ora resgato
Vagando sem sentido algum no hostil,
Momento que traduza este covil,
Trazendo no meu passo o teu retrato,
Apenas poderia ter diverso
O rumo que se fez duro e perverso,
Tramando com firmeza o dia a dia,
Vestindo a mesma farsa que demora
E gera o que pudesse sem ter hora
No rito transformado em agonia.
64
A cantilena segue em noite escura
E nada mais refaça o meu caminho,
Ainda que se possa mais daninho
O mundo não sonegue esta procura,
E sei quando a verdade não perdura
E gera outro momento e me avizinho
Da queda sem sentido, flor e espinho,
A sorte no final nada assegura,
Repare cada estrela e veja bem
O quanto do passado ela contém,
Distante, tão distante da verdade,
Assim também mutável o meu verso
E o que se fez há tempos, desconverso,
Numa expressão de falsa realidade.
65
Não quero e nem tentasse mais um passo,
A sorte se mostrara em rumo falso
E trago dentro da alma o cadafalso,
Gerando o que teimara e não mais traço,
Vestígios do caminho onde desfaço
O tempo e na verdade sem percalço,
O canto noutro instante já realço
Vagando sem saber o ser escasso,
Ao programar meu tempo nada vejo
Senão esta expressão de algum desejo
Distante do que pode em firme voz
Nos ermos de meu sonho, a solidão,
O tempo se moldando em sim e não,
Não deixa que se sinta nada após.
66
Depois de tantos anos, num estilo
Que possa me trazer a própria face,
Ainda que no fato se moldasse
A vida na incerteza de um vacilo,
Aonde me fizeste algum bacilo
O tempo noutro todo me tocasse
E tendo o descaminho em desenlace,
Apenas o vazio ora desfilo.
Falar de amor e crer no que se fala.
Enquanto alma persiste na senzala
Parece e representa hipocrisia,
Nos cálices a farsa se completa,
Ainda que tentasse ser poeta,
O passo em vão lirismo, eu não daria.
66
Somáticas loucuras, nada além,
Nas práticas diversas, sanidade?
Erráticas manhãs e o que me invade,
Tentáculos enormes já contêm,
Não sinto a liberdade e... Tudo bem,
A vida se trancando atrás da grade
E o tempo em podridão já não me agrade,
Apenas o que resta é ser ninguém.
Ocasos entre quedas presumíveis
Os olhos entre tantos vis desníveis
E as velhas e temidas ilusões,
Navego contra tudo o que vier,
Somente desejando esta mulher
Que esconde-se deveras nos porões.
67
Não mais se vendo o quanto deveria
Tramar o meu mergulho noutro mar
Apenas o que pude desejar,
Expressa a sensação de um novo dia,
O corte na verdade me traria
A sorte que eu tentasse divisar
Nas ânsias quando o mundo quis tramar
Além desta diversa fantasia,
O tempo noutro instante, noutro enredo,
Tramando de tal forma o que concedo,
Encontra em solidão a ressonância,
O mundo se fizera de tal forma,
Crisalidando o sonho que transforma
O medo na sofrível elegância.
68
Os passos nesta escada, a vida trama,
E vejo o quanto a sorte não traria
Sequer a mesma face tão sombria,
Enquanto a solidão tanto reclama,
Vagando sem sentido, sorte e drama,
O vento noutro instante resumia
O quanto se procura a cada dia,
Vestindo esta ilusão que se proclama.
Repare bem meus erros; são comuns,
Dos tantos elementos sei que alguns
Resistiriam mesmo quando em nada
A sorte se pudera ser diversa
E tudo noutro instante desconversa
Marcando com terror a velha estrada.
69
Somente o que pudesse ser alheio
Aos tantos variados elementos
E sei do quanto deva em fortes ventos
Ousando na verdade onde receio,
O prazo se traduz aonde veio
Os olhos sem sentido, nos tormentos,
Gerados pelos erros desatentos
De quem se faz atroz em devaneio,
O mundo não coubera em minhas mãos
Nem mesmo os mais constantes sins e nãos
Tramassem novo tempo sem demora,
A vida não espera e sempre traz
O passo que pudera mais audaz,
E nisto cada sonho nos devora.
70
Aos passos mais constantes ou velozes
Os dias entre tantos que tentara,
Na lua imensidão sobeja e clara,
Nos sonhos meus caminhos, nossas vozes,
E dias que pudessem, mesmo atrozes
Ditarem os cenários da seara
Que tanto com prazeres se escancara
E tenta até chegar às minhas fozes,
Não pude resumir em verso e prosa
A sorte que eu quisera majestosa,
Tampouco o que tivesse em tal clarão
E redimensiono o meu caminho,
Sabendo do delírio mais mesquinho
Que traga ao meu tormento, a direção.
Não mais se vendo após a tempestade
Alguma luz que possa nos guiar
Faróis já se perdendo além do mar
Matando com certeza a liberdade,
Ousasse acreditar: felicidade
Ou mesmo noutro tempo a se moldar,
Gerando o quanto pude divagar,
Ainda que se tente a claridade,
Apresentando enfim o que destróis
Deixando no passado meus faróis
Os olhos envolvidos na penumbra,
E quando se imagina já perdido,
O todo num instante é revolvido,
E a claridade enfim já se vislumbra.
62
Não deixe que este mundo te arrastando
Levasse para o fim sem mais defesas,
Seguindo plenamente as correntezas
Talvez veja um momento bem mais brando,
O todo se traduz no como e quando
A luta se moldara em tantas presas
E as cartas espalhadas sobre as mesas
No fato que pudesse desvendando,
Respiro o mesmo anseio que trouxesse
A vida noutro encanto, numa prece,
Ao resumir o quanto sou e um dia,
Franzidas testas, rugas, minhas cãs,
E sei que sem saber dos amanhãs
Restasse tão somente a poesia.
63
Negar o que se tente após o fato
E nisto ser assim o mais sutil
Cenário que se possa e se previu
Tramando o quanto possa e enfim constato,
No cântico diverso ora resgato
Vagando sem sentido algum no hostil,
Momento que traduza este covil,
Trazendo no meu passo o teu retrato,
Apenas poderia ter diverso
O rumo que se fez duro e perverso,
Tramando com firmeza o dia a dia,
Vestindo a mesma farsa que demora
E gera o que pudesse sem ter hora
No rito transformado em agonia.
64
A cantilena segue em noite escura
E nada mais refaça o meu caminho,
Ainda que se possa mais daninho
O mundo não sonegue esta procura,
E sei quando a verdade não perdura
E gera outro momento e me avizinho
Da queda sem sentido, flor e espinho,
A sorte no final nada assegura,
Repare cada estrela e veja bem
O quanto do passado ela contém,
Distante, tão distante da verdade,
Assim também mutável o meu verso
E o que se fez há tempos, desconverso,
Numa expressão de falsa realidade.
65
Não quero e nem tentasse mais um passo,
A sorte se mostrara em rumo falso
E trago dentro da alma o cadafalso,
Gerando o que teimara e não mais traço,
Vestígios do caminho onde desfaço
O tempo e na verdade sem percalço,
O canto noutro instante já realço
Vagando sem saber o ser escasso,
Ao programar meu tempo nada vejo
Senão esta expressão de algum desejo
Distante do que pode em firme voz
Nos ermos de meu sonho, a solidão,
O tempo se moldando em sim e não,
Não deixa que se sinta nada após.
66
Depois de tantos anos, num estilo
Que possa me trazer a própria face,
Ainda que no fato se moldasse
A vida na incerteza de um vacilo,
Aonde me fizeste algum bacilo
O tempo noutro todo me tocasse
E tendo o descaminho em desenlace,
Apenas o vazio ora desfilo.
Falar de amor e crer no que se fala.
Enquanto alma persiste na senzala
Parece e representa hipocrisia,
Nos cálices a farsa se completa,
Ainda que tentasse ser poeta,
O passo em vão lirismo, eu não daria.
66
Somáticas loucuras, nada além,
Nas práticas diversas, sanidade?
Erráticas manhãs e o que me invade,
Tentáculos enormes já contêm,
Não sinto a liberdade e... Tudo bem,
A vida se trancando atrás da grade
E o tempo em podridão já não me agrade,
Apenas o que resta é ser ninguém.
Ocasos entre quedas presumíveis
Os olhos entre tantos vis desníveis
E as velhas e temidas ilusões,
Navego contra tudo o que vier,
Somente desejando esta mulher
Que esconde-se deveras nos porões.
67
Não mais se vendo o quanto deveria
Tramar o meu mergulho noutro mar
Apenas o que pude desejar,
Expressa a sensação de um novo dia,
O corte na verdade me traria
A sorte que eu tentasse divisar
Nas ânsias quando o mundo quis tramar
Além desta diversa fantasia,
O tempo noutro instante, noutro enredo,
Tramando de tal forma o que concedo,
Encontra em solidão a ressonância,
O mundo se fizera de tal forma,
Crisalidando o sonho que transforma
O medo na sofrível elegância.
68
Os passos nesta escada, a vida trama,
E vejo o quanto a sorte não traria
Sequer a mesma face tão sombria,
Enquanto a solidão tanto reclama,
Vagando sem sentido, sorte e drama,
O vento noutro instante resumia
O quanto se procura a cada dia,
Vestindo esta ilusão que se proclama.
Repare bem meus erros; são comuns,
Dos tantos elementos sei que alguns
Resistiriam mesmo quando em nada
A sorte se pudera ser diversa
E tudo noutro instante desconversa
Marcando com terror a velha estrada.
69
Somente o que pudesse ser alheio
Aos tantos variados elementos
E sei do quanto deva em fortes ventos
Ousando na verdade onde receio,
O prazo se traduz aonde veio
Os olhos sem sentido, nos tormentos,
Gerados pelos erros desatentos
De quem se faz atroz em devaneio,
O mundo não coubera em minhas mãos
Nem mesmo os mais constantes sins e nãos
Tramassem novo tempo sem demora,
A vida não espera e sempre traz
O passo que pudera mais audaz,
E nisto cada sonho nos devora.
70
Aos passos mais constantes ou velozes
Os dias entre tantos que tentara,
Na lua imensidão sobeja e clara,
Nos sonhos meus caminhos, nossas vozes,
E dias que pudessem, mesmo atrozes
Ditarem os cenários da seara
Que tanto com prazeres se escancara
E tenta até chegar às minhas fozes,
Não pude resumir em verso e prosa
A sorte que eu quisera majestosa,
Tampouco o que tivesse em tal clarão
E redimensiono o meu caminho,
Sabendo do delírio mais mesquinho
Que traga ao meu tormento, a direção.
51
Já nada mais coubera além do medo
Apresentando a queda paulatina
E nisto o que deveras me domina
Traduz a forma como ora procedo,
Vivendo desta expressão que desde cedo
Ainda se permita e me alucina
A sorte se desvenda e desatina,
Gerando o que pudera em novo enredo,
Acolho meus pedaços, sigo em frente
E quando na verdade se apresente
O mundo sem sentido, eu sou assim,
Persisto enquanto rude agricultor
Tentando desvendar o quanto amor
Ainda traz a fúria dentro em mim.
52
Mananciais diversos, ritos tais,
E os olhos no passado desde agora,
O quanto noutro instante me apavora
Expressa o que pudesse e muito mais,
Vencido pelos vastos temporais,
A sorte noutro tom não revigora
Quem sabe a solidão e quando aflora
Encontra seus anseios tão venais.
Repare cada farsa e veja o fim,
Do grande sentimento que há em mim,
Porém silenciado pelo não,
As horas são diversas fantasias
E quando no final nada querias,
O temporal eclode em turbilhão.
53
Apraza-me saber de tua dita,
E bebo em homenagem ao que um dia
Pudesse ser o todo que eu queria,
Embora a solidão persista aflita,
O medo noutro rumo já reflita
O que pudesse haver em poesia,
Ou mesmo na verdade esta ironia,
O quanto se deseja necessita.
Ausente dos meus olhos, o horizonte,
Aonde o quase nada já desponte
Apontando a verdade sem temores,
Seguindo com certeza aonde fores
Não deixo no final sequer meu rastro,
E nos caminhos vagos eu me alastro.
54
Não sei se me permito acreditar
Nos erros que deveras são frequentes
E sinto quanto queres e até tentes
Vagando sem saber do céu, do mar.
O manto que pudesse desdobrar
As lutas entre tantas indigentes,
Os passos pelos quais não me orientes
Desvendam o que pude navegar,
A areia que se toca, em plenitude,
O mundo na verdade ora me ilude,
Jazendo no caminho aonde o tempo,
Vencido pela luta sem razão
Gerasse o que se preza em dimensão
Superior ao tosco contratempo.
55
Apresentasse assim o fim do encanto,
No jogo entre meus erros, meus acertos,
Os dias apresentam tais concertos
E neles outros dias, medo e pranto,
Ainda que pudesse o que garanto
Supero com vontade tais apertos
E tento desvendar os teus consertos,
Até que novo dia eu adianto.
Esbarro nos sinais e vejo então
A sorte diluída no vazio,
E sei da mais diversa dimensão
Do quanto poderia e desafio,
Gerando no final a sensação
Desta árida emoção em ledo estio.
56
No ocaso que se faz mais corriqueiro
Encontro tão somente o que sentisse
Vencendo com certeza esta mesmice
Marcando o meu momento derradeiro,
Ainda que se perca, não me esgueiro,
E vivo como a sorte contradisse,
Gerando sem temor qualquer crendice,
Ou tanto da esperança mensageiro,
Poética expressão que na verdade
Traduza o quanto reste e se degrade,
Num fato tão sutil e tão comum,
De todos os meus dias, nada levo,
Sequer este tormento até longevo,
E sou quando percebo só mais um.
57
Os dias se misturam num mosaico
E vejo a solidão quase disforme
A vida com certeza não me informe
Do todo que se fez demais arcaico,
Ainda que se possa ser prosaico,
O leito noutro tempo não conforme
E bebo do que tanto não mais forme
Sabendo o coração ser quase laico,
O verso; o vento veta meu anseio,
Poeta sem sentido quando veio
Bebendo mais um gole da esperança
Que um dia poderia ser bem mais
E agora no vazio transformais
Enquanto o tempo cessa e não avança.
58
Na antiga sinfonia o som da festa
Que há tanto desejei e não viera,
A sólida expressão desta quimera
Quando solidifica o quanto resta,
No temporal sem termo, tudo empesta,
O gesto mais audaz me destempera,
Coloquial caminho em insincera
Versão que na verdade não se empresta,
O peso em minhas costas, o passado,
O verso noutro tom encaminhado,
E a rude consistência do que um dia,
Gerasse novamente este vazio
Bebendo o quanto possa e desafio
O amor que na verdade não viria.
59
Ainda sem saber do quanto pude,
Tentara acreditar noutro momento
E sinto o que deveras sempre tento
Ainda que se mate a juventude,
O vendaval traduz esta atitude
E nisto me completo em desalento,
Seguindo o meu olhar bem mais atento
Do quanto poderia e desilude,
Não vejo mais sentido no que tanges,
Mergulho finalmente no meu Ganges,
Purificando o quanto poderia
Traçar noutro detalhe a minha sorte,
E tendo quem deveras me conforte,
Adentro o que se faça em ironia.
60
Não quero acreditar no que viesse
Diversamente ou tanto em ilusões,
Ainda que se possa quando expões
Trazer o meu caminho em rude messe,
Vestindo o que talvez inda se tece
Nas tramas e nos sonhos, meus porões,
A vida me mais diversas dimensões
O cântico pudera e não se esquece,
O verso sem sentido noutro rumo,
O canto se tramasse e assim resumo
Meu verso sem temor enquanto vejo,
O prazo determina o fim de tudo,
E nisto quantas vezes eu me iludo,
Agrisalhando o que era em azulejo.
Já nada mais coubera além do medo
Apresentando a queda paulatina
E nisto o que deveras me domina
Traduz a forma como ora procedo,
Vivendo desta expressão que desde cedo
Ainda se permita e me alucina
A sorte se desvenda e desatina,
Gerando o que pudera em novo enredo,
Acolho meus pedaços, sigo em frente
E quando na verdade se apresente
O mundo sem sentido, eu sou assim,
Persisto enquanto rude agricultor
Tentando desvendar o quanto amor
Ainda traz a fúria dentro em mim.
52
Mananciais diversos, ritos tais,
E os olhos no passado desde agora,
O quanto noutro instante me apavora
Expressa o que pudesse e muito mais,
Vencido pelos vastos temporais,
A sorte noutro tom não revigora
Quem sabe a solidão e quando aflora
Encontra seus anseios tão venais.
Repare cada farsa e veja o fim,
Do grande sentimento que há em mim,
Porém silenciado pelo não,
As horas são diversas fantasias
E quando no final nada querias,
O temporal eclode em turbilhão.
53
Apraza-me saber de tua dita,
E bebo em homenagem ao que um dia
Pudesse ser o todo que eu queria,
Embora a solidão persista aflita,
O medo noutro rumo já reflita
O que pudesse haver em poesia,
Ou mesmo na verdade esta ironia,
O quanto se deseja necessita.
Ausente dos meus olhos, o horizonte,
Aonde o quase nada já desponte
Apontando a verdade sem temores,
Seguindo com certeza aonde fores
Não deixo no final sequer meu rastro,
E nos caminhos vagos eu me alastro.
54
Não sei se me permito acreditar
Nos erros que deveras são frequentes
E sinto quanto queres e até tentes
Vagando sem saber do céu, do mar.
O manto que pudesse desdobrar
As lutas entre tantas indigentes,
Os passos pelos quais não me orientes
Desvendam o que pude navegar,
A areia que se toca, em plenitude,
O mundo na verdade ora me ilude,
Jazendo no caminho aonde o tempo,
Vencido pela luta sem razão
Gerasse o que se preza em dimensão
Superior ao tosco contratempo.
55
Apresentasse assim o fim do encanto,
No jogo entre meus erros, meus acertos,
Os dias apresentam tais concertos
E neles outros dias, medo e pranto,
Ainda que pudesse o que garanto
Supero com vontade tais apertos
E tento desvendar os teus consertos,
Até que novo dia eu adianto.
Esbarro nos sinais e vejo então
A sorte diluída no vazio,
E sei da mais diversa dimensão
Do quanto poderia e desafio,
Gerando no final a sensação
Desta árida emoção em ledo estio.
56
No ocaso que se faz mais corriqueiro
Encontro tão somente o que sentisse
Vencendo com certeza esta mesmice
Marcando o meu momento derradeiro,
Ainda que se perca, não me esgueiro,
E vivo como a sorte contradisse,
Gerando sem temor qualquer crendice,
Ou tanto da esperança mensageiro,
Poética expressão que na verdade
Traduza o quanto reste e se degrade,
Num fato tão sutil e tão comum,
De todos os meus dias, nada levo,
Sequer este tormento até longevo,
E sou quando percebo só mais um.
57
Os dias se misturam num mosaico
E vejo a solidão quase disforme
A vida com certeza não me informe
Do todo que se fez demais arcaico,
Ainda que se possa ser prosaico,
O leito noutro tempo não conforme
E bebo do que tanto não mais forme
Sabendo o coração ser quase laico,
O verso; o vento veta meu anseio,
Poeta sem sentido quando veio
Bebendo mais um gole da esperança
Que um dia poderia ser bem mais
E agora no vazio transformais
Enquanto o tempo cessa e não avança.
58
Na antiga sinfonia o som da festa
Que há tanto desejei e não viera,
A sólida expressão desta quimera
Quando solidifica o quanto resta,
No temporal sem termo, tudo empesta,
O gesto mais audaz me destempera,
Coloquial caminho em insincera
Versão que na verdade não se empresta,
O peso em minhas costas, o passado,
O verso noutro tom encaminhado,
E a rude consistência do que um dia,
Gerasse novamente este vazio
Bebendo o quanto possa e desafio
O amor que na verdade não viria.
59
Ainda sem saber do quanto pude,
Tentara acreditar noutro momento
E sinto o que deveras sempre tento
Ainda que se mate a juventude,
O vendaval traduz esta atitude
E nisto me completo em desalento,
Seguindo o meu olhar bem mais atento
Do quanto poderia e desilude,
Não vejo mais sentido no que tanges,
Mergulho finalmente no meu Ganges,
Purificando o quanto poderia
Traçar noutro detalhe a minha sorte,
E tendo quem deveras me conforte,
Adentro o que se faça em ironia.
60
Não quero acreditar no que viesse
Diversamente ou tanto em ilusões,
Ainda que se possa quando expões
Trazer o meu caminho em rude messe,
Vestindo o que talvez inda se tece
Nas tramas e nos sonhos, meus porões,
A vida me mais diversas dimensões
O cântico pudera e não se esquece,
O verso sem sentido noutro rumo,
O canto se tramasse e assim resumo
Meu verso sem temor enquanto vejo,
O prazo determina o fim de tudo,
E nisto quantas vezes eu me iludo,
Agrisalhando o que era em azulejo.
41
Apenas represento o que passaste
Em tempos mais bicudos, vida dura,
Ainda que deveras se assegura
A vida como fosse o velho traste,
E sinto que deveras mal notaste,
A senda mesmo ausente ou rude e escura,
No quanto tolamente configura,
Expressa com meu sonho este contraste,
E bebo em tua boca a majestade
De um sonho sem juízo, em liberdade,
Na vastidão do ser quase infinito,
Mas quando acordo e vejo o fim de tudo,
Apenas noutro toque me amiúdo,
Porém de renascer, eu necessito.
42
Navego contra todas as marés
E sei quanto é difícil nestas ondas,
Viver o que deveras correspondas
Sabendo no final quem mais tu és,
E sinto este caminho de viés,
E quando noutra cena tu respondas
Ousando mesmo até quando te escondas,
Marcar os meus caminhos com teus pés,
Apresentando ao fim o sonho em rumo
Diverso ao que pudera e já resumo
Nas tramas mais diversas da esperança,
E sei do meu momento mais cruel,
Vagando sem sentido sempre ao léu
Enquanto o meu olhar, não mais alcança.
43
Amor que se fizera pertinaz
Ao tanto quanto espero e sei que vem,
Deixando nesta farsa o teu desdém
Marcando com ternura o que se faz,
O beijo noutro instante não me traz
Sequer o que esperança inda contém
No tempo traduzido por ninguém
O canto se fizera mais mordaz,
Ao menos pude ver a face exposta
De quem já na verdade se desgosta
E tenta acreditar noutro momento,
A luta se fizera sem descanso,
Procuro em calmaria algum remanso,
E se jamais encontro, eu mesmo invento.
44
O quanto deste todo diz da festa
Que um dia preparasse para o fim
O mundo mais diverso dentro em mim,
Do todo que procuro já se atesta
Quem vive uma emoção à qual se empresta
Traduz o quanto brota em seu jardim,
Chegando mansamente vejo enfim
O mundo quando a sorte enfim se empresta,
Na vida se anuncia amanheceres
Diversos e talvez ao perceberes
O quanto é necessário ser feliz,
Restando muito pouco do passado,
Vivendo o quanto fora anunciado,
Espero tudo aquilo que mais quis.
45
Enquanto tantas vezes fui omisso
Negando o quanto fosse meu somente,
Matando da esperança uma semente,
Um solo sempre inútil, movediço,
O quanto necessito e mesmo viço
Tentando desvendar o que se sente
Trazendo em minhas mãos mais plenamente
O sonho noutro rumo ora cobiço,
Espero o que pudera após a curva,
A vida se transforma e sei que é turva
Esta esperança outra esmeraldina,
No fundo, nada mais se poderia
Ousar além da mera fantasia
Que tanto nos destrói quanto fascina.
46
Não queira acreditar em mais um fato
Diverso do que possa nos trazer
Ao fim de toda a vida algum prazer,
Aonde solidão, sempre a constato,
O mundo sem sentido, mesmo ingrato,
O passo traduzindo o que irei ver,
Nos termos mais diversos, ao conter,
A velha sensação do vão retrato,
Nos templos de um passado mais diverso
Contemplo o que pudesse e me disperso
Tentando acreditar no que se veja,
Ainda tomo um gole de cerveja
E bebo da esperança em conta-gotas
Sabendo das estrelas, semirrotas.
47
Um fétido caminho é o que me espera,
Não mais pudesse a vida nos trazer
Alguma sensação que possa haver
Senão a que deveras degenera,
O olhar desta emoção quase sincera,
O prazo noutro tom a perceber
O quanto poderia padecer
Quem sente a solidão e desespera.
Um erro é consentir no desencanto,
O velho caminheiro noutro canto
Expressaria assim o seu cansaço,
O mundo que renovas e transformas
Agora em mais diversas novas formas,
Não traz do meu passado qualquer traço.
48
Um erro ou mesmo até a solidão,
Escusas de quem ama e não se faz
Ousado no que possa contumaz
Traçar as velhas formas, negação.
Os dias com certeza me trarão
O templo que se fez onde a mordaz
Vontade se pudesse pertinaz,
Gerando novamente esta estação,
Reparo cada anseio e vejo a queda
E nisto o dia a dia se envereda
Matando o quanto tenha de um passado,
Vestígios de um momento que se fora,
Uma alma tantas vezes sonhadora,
Num tempo sem sentido, degradado.
49
Um medo sem sentido e sem por que
A luta se presume desta forma,
E o quanto se tentasse e me deforma,
Traduz o meu caminho e nada vê,
Procuro alguma paz, porém, cadê?
Não tento mais o todo que transforma
Ou mesmo dominando o quanto informa
Matando mansamente o que se crê.
Não peço nem devesse te impedir,
Seguindo cada passo por seguir
Bebendo mais um gole de conhaque,
A vida noutro tom provoca um baque
E quando esta expressão, deveras saque,
Impeças com ternura o que há de vir.
50
A culpa é da balança, avanço o dia,
E bebo mais um gole da esperança,
Ainda que se tente nada alcança
Senão a mesma rota que teria,
A lua se mostrasse mais vadia,
E o gosto do que possa não descansa,
Trazendo no final em contradança
Apenas o retrato em agonia.
Morresse numa esquina ou num motel,
De um tempo mais audaz, mesmo cruel,
Restando em minhas mãos a velha adaga,
A cimitarra traça o teu futuro
E quando na verdade configuro
A vida como fosse imensa praga.
Apenas represento o que passaste
Em tempos mais bicudos, vida dura,
Ainda que deveras se assegura
A vida como fosse o velho traste,
E sinto que deveras mal notaste,
A senda mesmo ausente ou rude e escura,
No quanto tolamente configura,
Expressa com meu sonho este contraste,
E bebo em tua boca a majestade
De um sonho sem juízo, em liberdade,
Na vastidão do ser quase infinito,
Mas quando acordo e vejo o fim de tudo,
Apenas noutro toque me amiúdo,
Porém de renascer, eu necessito.
42
Navego contra todas as marés
E sei quanto é difícil nestas ondas,
Viver o que deveras correspondas
Sabendo no final quem mais tu és,
E sinto este caminho de viés,
E quando noutra cena tu respondas
Ousando mesmo até quando te escondas,
Marcar os meus caminhos com teus pés,
Apresentando ao fim o sonho em rumo
Diverso ao que pudera e já resumo
Nas tramas mais diversas da esperança,
E sei do meu momento mais cruel,
Vagando sem sentido sempre ao léu
Enquanto o meu olhar, não mais alcança.
43
Amor que se fizera pertinaz
Ao tanto quanto espero e sei que vem,
Deixando nesta farsa o teu desdém
Marcando com ternura o que se faz,
O beijo noutro instante não me traz
Sequer o que esperança inda contém
No tempo traduzido por ninguém
O canto se fizera mais mordaz,
Ao menos pude ver a face exposta
De quem já na verdade se desgosta
E tenta acreditar noutro momento,
A luta se fizera sem descanso,
Procuro em calmaria algum remanso,
E se jamais encontro, eu mesmo invento.
44
O quanto deste todo diz da festa
Que um dia preparasse para o fim
O mundo mais diverso dentro em mim,
Do todo que procuro já se atesta
Quem vive uma emoção à qual se empresta
Traduz o quanto brota em seu jardim,
Chegando mansamente vejo enfim
O mundo quando a sorte enfim se empresta,
Na vida se anuncia amanheceres
Diversos e talvez ao perceberes
O quanto é necessário ser feliz,
Restando muito pouco do passado,
Vivendo o quanto fora anunciado,
Espero tudo aquilo que mais quis.
45
Enquanto tantas vezes fui omisso
Negando o quanto fosse meu somente,
Matando da esperança uma semente,
Um solo sempre inútil, movediço,
O quanto necessito e mesmo viço
Tentando desvendar o que se sente
Trazendo em minhas mãos mais plenamente
O sonho noutro rumo ora cobiço,
Espero o que pudera após a curva,
A vida se transforma e sei que é turva
Esta esperança outra esmeraldina,
No fundo, nada mais se poderia
Ousar além da mera fantasia
Que tanto nos destrói quanto fascina.
46
Não queira acreditar em mais um fato
Diverso do que possa nos trazer
Ao fim de toda a vida algum prazer,
Aonde solidão, sempre a constato,
O mundo sem sentido, mesmo ingrato,
O passo traduzindo o que irei ver,
Nos termos mais diversos, ao conter,
A velha sensação do vão retrato,
Nos templos de um passado mais diverso
Contemplo o que pudesse e me disperso
Tentando acreditar no que se veja,
Ainda tomo um gole de cerveja
E bebo da esperança em conta-gotas
Sabendo das estrelas, semirrotas.
47
Um fétido caminho é o que me espera,
Não mais pudesse a vida nos trazer
Alguma sensação que possa haver
Senão a que deveras degenera,
O olhar desta emoção quase sincera,
O prazo noutro tom a perceber
O quanto poderia padecer
Quem sente a solidão e desespera.
Um erro é consentir no desencanto,
O velho caminheiro noutro canto
Expressaria assim o seu cansaço,
O mundo que renovas e transformas
Agora em mais diversas novas formas,
Não traz do meu passado qualquer traço.
48
Um erro ou mesmo até a solidão,
Escusas de quem ama e não se faz
Ousado no que possa contumaz
Traçar as velhas formas, negação.
Os dias com certeza me trarão
O templo que se fez onde a mordaz
Vontade se pudesse pertinaz,
Gerando novamente esta estação,
Reparo cada anseio e vejo a queda
E nisto o dia a dia se envereda
Matando o quanto tenha de um passado,
Vestígios de um momento que se fora,
Uma alma tantas vezes sonhadora,
Num tempo sem sentido, degradado.
49
Um medo sem sentido e sem por que
A luta se presume desta forma,
E o quanto se tentasse e me deforma,
Traduz o meu caminho e nada vê,
Procuro alguma paz, porém, cadê?
Não tento mais o todo que transforma
Ou mesmo dominando o quanto informa
Matando mansamente o que se crê.
Não peço nem devesse te impedir,
Seguindo cada passo por seguir
Bebendo mais um gole de conhaque,
A vida noutro tom provoca um baque
E quando esta expressão, deveras saque,
Impeças com ternura o que há de vir.
50
A culpa é da balança, avanço o dia,
E bebo mais um gole da esperança,
Ainda que se tente nada alcança
Senão a mesma rota que teria,
A lua se mostrasse mais vadia,
E o gosto do que possa não descansa,
Trazendo no final em contradança
Apenas o retrato em agonia.
Morresse numa esquina ou num motel,
De um tempo mais audaz, mesmo cruel,
Restando em minhas mãos a velha adaga,
A cimitarra traça o teu futuro
E quando na verdade configuro
A vida como fosse imensa praga.
31
O quanto se fizera mais bizarro
O amor que na verdade nunca veio,
Trazendo no final o velho anseio
E nisto mergulhando enquanto esbarro
Nos erros costumeiros, e se escarro
Tentando acreditar no que incendeio,
O tempo se voltando em devaneio,
E o verso se anuncia feito em barro.
Da argila que viemos, noutra senda,
Da tétrica ilusão que o sonho venda
A sorte sem saber de paradeiro,
No temporal desnudo a cada infausto,
O dia se transforma em holocausto
E o mundo neste horrível picadeiro.
32
Aperto tuas mãos e sigo em frente,
Ainda que pudesse acreditar
No quanto aprendo mesmo a divagar
Ousando na esperança que se tente,
Persigo com temor o imprevidente
Momento aonde o todo há de brilhar,
Não sei se beberia do luar,
Nem mesmo se do mar siga contente,
Um continente a mais, a minha Atlântida,
Uma palavra atroz, ou mesmo cândida,
Resplandecente sol já não veria,
Somente a velha face do crepúsculo,
Um sonho que pudesse, tão minúsculo,
Gerir dentro do peito a fantasia.
33
Oraculasse o dia em que partiste,
Deixando para trás tudo o que fui,
Enquanto esta verdade agora influi,
O mundo se anuncia bem mais triste,
E sei do que pudera e assim consiste
A queda noutro tom enquanto rui
O medo sem sentido, a sorte pui,
E a morte se empolgando tudo assiste.
Se na verdade fomos o que fomos,
Agora percebemos vários gomos
Da mesma desventura em que se dera
A força sem sentido e sem proveito,
Deitando a eternidade eu não aceito
Sequer o renascer da prima espera.
34
Um ato após um ato seja fato
E trague novamente outra versão,
Ainda que pudesse em reversão
Tramar o que deveras mal constato,
O sonho de um poeta, mesmo ingrato,
O canto que repleta o coração,
A vaga e mais distante dimensão,
E o medo que produza o que maltrato.
Repare cada farsa e veja ali
O tanto que pudera e já perdi
Sem mesmo revelar algum nuance
Diverso do que trago no meu peito
E sei que se pudesse ser aceito,
O dia noutro tom a vida alcance.
35
A vida transcorrendo e quando mudo
Expresso outro momento e sigo além
Sabendo que em verdade o que inda vem
Traduz esta ilusão e toma tudo,
O mundo me deixara tartamudo,
A queda na verdade me convém,
Prefiro com certeza ser ninguém
E ter o velho sonho, até miúdo.
E canto por cantar tão livremente
Que nada nesta vida se apresente
E tente me calar, pois sou liberto,
Ainda que se veja a curva após,
Ousando na expressão de minha voz,
O medo do passado ora deserto.
36
Jamais imaginasse que este sonho
Tramasse algum disfarce ou na verdade,
Mudasse com certeza esta igualdade
Que tento e ora decerto mal componho,
O presumível tombo ou enfadonho
Caminho sem saber da liberdade
E nisto o que pudera e já degrade
Expressaria o ser quase bisonho,
A rota se perdera simplesmente
E o tanto que se quer, não mais consente,
O vértice invertido dita a vida,
O medo não traria solução
Expondo desde agora a sensação
Que tanto realçasse esta ferida,
Ainda que a verdade nos agrida,
Impede a mais temida decepção.
37
Marcasse com palavras o que venha,
O manto discernindo esta mortalha,
A vida como um campo de batalha,
A luta neste luto, mais ferrenha,
E sei do que pudera a cada penha
Vencida e desejando o que se espalha
Na sombra que deveras me atrapalha,
Ainda quando sigo o que convenha,
Repare tantos erros e me diga,
Aonde se perdera a sorte amiga,
No ocaso de uma luta sem sentido?
O mundo desabando e já nem ligo,
Usando tal mortalha como abrigo,
O tempo noutro instante resumido.
38
Acendo outro cigarro, e mais um maço,
O presumível câncer me rondando,
Apenas perguntasse como e quando,
Pudesse finalmente neste abraço,
O tanto que traduz o quanto embaço,
Vigio meus enredos desabando
E sigo sem sentido, em contrabando,
O tempo se anuncia mais escasso.
Que faço se no fundo não tem jeito?
A morte, de tal forma, agora aceito,
E deito sobre os mansos funerais,
“Fui poeta, e amei demais na vida”,
Agora se prepara a despedida,
Amigos desta vez, p’ra nunca mais...
39
Psicodélico sonho em realidade
No daime mergulhando me alucino,
E bebo do que possa cristalino
Enquanto a própria senda já se evade,
No templo aonde a vida sempre agrade,
O todo que deveras me fascino,
Grassando como fosse este menino
Que agora engole a plena liberdade,
Em ser ou não poder jamais temesse,
O quanto se fizera e se esquecesse
Nas tramas costumeiras, ou tão raras,
Apenas o que vejo ou já pressinta,
Expressaria a face agora extinta
Das dores que deveras escancaras.
40
Tentando em decassílabos falar
Do quanto poderia e nunca tive,
Ainda que em verdade não retive
Sequer algum momento de luar,
A sorte soerguida a se moldar,
O tempo enquanto tempo sobrevive,
E bebe da expressão que não contive,
Na fúria de um segundo a se mostrar.
Reparto com meus olhos o que vês
E brindo com tamanha insensatez
Deixando a lucidez apavorada,
Se fosse mesmo o cálice sagrado,
O todo que traduzes e que evado,
No fim já não seria quase nada.
O quanto se fizera mais bizarro
O amor que na verdade nunca veio,
Trazendo no final o velho anseio
E nisto mergulhando enquanto esbarro
Nos erros costumeiros, e se escarro
Tentando acreditar no que incendeio,
O tempo se voltando em devaneio,
E o verso se anuncia feito em barro.
Da argila que viemos, noutra senda,
Da tétrica ilusão que o sonho venda
A sorte sem saber de paradeiro,
No temporal desnudo a cada infausto,
O dia se transforma em holocausto
E o mundo neste horrível picadeiro.
32
Aperto tuas mãos e sigo em frente,
Ainda que pudesse acreditar
No quanto aprendo mesmo a divagar
Ousando na esperança que se tente,
Persigo com temor o imprevidente
Momento aonde o todo há de brilhar,
Não sei se beberia do luar,
Nem mesmo se do mar siga contente,
Um continente a mais, a minha Atlântida,
Uma palavra atroz, ou mesmo cândida,
Resplandecente sol já não veria,
Somente a velha face do crepúsculo,
Um sonho que pudesse, tão minúsculo,
Gerir dentro do peito a fantasia.
33
Oraculasse o dia em que partiste,
Deixando para trás tudo o que fui,
Enquanto esta verdade agora influi,
O mundo se anuncia bem mais triste,
E sei do que pudera e assim consiste
A queda noutro tom enquanto rui
O medo sem sentido, a sorte pui,
E a morte se empolgando tudo assiste.
Se na verdade fomos o que fomos,
Agora percebemos vários gomos
Da mesma desventura em que se dera
A força sem sentido e sem proveito,
Deitando a eternidade eu não aceito
Sequer o renascer da prima espera.
34
Um ato após um ato seja fato
E trague novamente outra versão,
Ainda que pudesse em reversão
Tramar o que deveras mal constato,
O sonho de um poeta, mesmo ingrato,
O canto que repleta o coração,
A vaga e mais distante dimensão,
E o medo que produza o que maltrato.
Repare cada farsa e veja ali
O tanto que pudera e já perdi
Sem mesmo revelar algum nuance
Diverso do que trago no meu peito
E sei que se pudesse ser aceito,
O dia noutro tom a vida alcance.
35
A vida transcorrendo e quando mudo
Expresso outro momento e sigo além
Sabendo que em verdade o que inda vem
Traduz esta ilusão e toma tudo,
O mundo me deixara tartamudo,
A queda na verdade me convém,
Prefiro com certeza ser ninguém
E ter o velho sonho, até miúdo.
E canto por cantar tão livremente
Que nada nesta vida se apresente
E tente me calar, pois sou liberto,
Ainda que se veja a curva após,
Ousando na expressão de minha voz,
O medo do passado ora deserto.
36
Jamais imaginasse que este sonho
Tramasse algum disfarce ou na verdade,
Mudasse com certeza esta igualdade
Que tento e ora decerto mal componho,
O presumível tombo ou enfadonho
Caminho sem saber da liberdade
E nisto o que pudera e já degrade
Expressaria o ser quase bisonho,
A rota se perdera simplesmente
E o tanto que se quer, não mais consente,
O vértice invertido dita a vida,
O medo não traria solução
Expondo desde agora a sensação
Que tanto realçasse esta ferida,
Ainda que a verdade nos agrida,
Impede a mais temida decepção.
37
Marcasse com palavras o que venha,
O manto discernindo esta mortalha,
A vida como um campo de batalha,
A luta neste luto, mais ferrenha,
E sei do que pudera a cada penha
Vencida e desejando o que se espalha
Na sombra que deveras me atrapalha,
Ainda quando sigo o que convenha,
Repare tantos erros e me diga,
Aonde se perdera a sorte amiga,
No ocaso de uma luta sem sentido?
O mundo desabando e já nem ligo,
Usando tal mortalha como abrigo,
O tempo noutro instante resumido.
38
Acendo outro cigarro, e mais um maço,
O presumível câncer me rondando,
Apenas perguntasse como e quando,
Pudesse finalmente neste abraço,
O tanto que traduz o quanto embaço,
Vigio meus enredos desabando
E sigo sem sentido, em contrabando,
O tempo se anuncia mais escasso.
Que faço se no fundo não tem jeito?
A morte, de tal forma, agora aceito,
E deito sobre os mansos funerais,
“Fui poeta, e amei demais na vida”,
Agora se prepara a despedida,
Amigos desta vez, p’ra nunca mais...
39
Psicodélico sonho em realidade
No daime mergulhando me alucino,
E bebo do que possa cristalino
Enquanto a própria senda já se evade,
No templo aonde a vida sempre agrade,
O todo que deveras me fascino,
Grassando como fosse este menino
Que agora engole a plena liberdade,
Em ser ou não poder jamais temesse,
O quanto se fizera e se esquecesse
Nas tramas costumeiras, ou tão raras,
Apenas o que vejo ou já pressinta,
Expressaria a face agora extinta
Das dores que deveras escancaras.
40
Tentando em decassílabos falar
Do quanto poderia e nunca tive,
Ainda que em verdade não retive
Sequer algum momento de luar,
A sorte soerguida a se moldar,
O tempo enquanto tempo sobrevive,
E bebe da expressão que não contive,
Na fúria de um segundo a se mostrar.
Reparto com meus olhos o que vês
E brindo com tamanha insensatez
Deixando a lucidez apavorada,
Se fosse mesmo o cálice sagrado,
O todo que traduzes e que evado,
No fim já não seria quase nada.
21
Meu mundo se anuncia de tal forma
Que nada mais permita alguma queda
Senão a mesma face que me veda
O tempo que deveras nada informa,
O gesto refletindo o que transforma
A luta noutro tom, noutra moeda,
A sorte na verdade sempre enreda
E gera o que pudesse em rumo e norma,
Não quero que se veja tão somente
O farto delirar em corpo e mente,
Enquanto a vida trace novos planos,
Os erros são comuns e disto eu sei,
Avanço sem pensar a nova grei,
Embora em costumeiros desenganos.
22
Apenas mais um gole e nada mais,
Este aguaceiro outrora foi o fato
Que trouxe o meu caminho onde constato
Os erros tão diversos e abissais,
Não quero o que decerto transmudais
Tampouco outro momento onde resgato
A sensação sublime de um regato,
Enquanto noutro tom cicatrizais.
Crisalidando a vida de tal sorte
Que tanto poderia vida ou morte,
Apenas liberdade e ser feliz,
O corte na raiz, o medo e o tédio,
O vento noutro rumo, meu remédio,
Além do que pudesse e mesmo fiz.
23
Demônios que acompanham cada passo
Do velho caminheiro, noite afora,
Apenas a verdade me apavora,
E deixo o meu cenário sempre lasso,
Vencido pelo quanto fora escasso
O rumo noutro tom se revigora
E gera o que pudesse sem ter hora,
Somente aperta o nó, diverso laço,
Ouvindo este marulho que me clama,
Apresentando enfim a louca trama
Que possa desvendar qualquer segredo,
O vértice do sonho me arrebata
E a noite noutra face mais ingrata
Expressa o que deveras te concedo.
24
Não queira acreditar em qualquer farsa
Tampouco deuses, bruxas e quimeras,
As sortes entre tantas quando esperas
No fundo a cada dia o tempo esgarça,
O medo não traria o que disfarça
Tampouco renovassem tantas eras
Aonde se perdessem primaveras,
A solidão se torna uma comparsa.
Não mais mereceria qualquer chance
Ainda que no tolo rumo lance
As tantas ilusões tão contumazes,
Após o dia a dia entre cenários
Diversos e por certo temerários,
Os dias entre medos tu me trazes.
25
Não mais amanhecesse dentro em nós
A paz que nos redime, mansamente,
E o tanto que deveras se apresente
Procure noutro tempo a rude voz,
De quem se mostraria qual algoz
Gerando novo sonho, plenamente,
E tanto quanto possa se desmente
No tétrico caminho, aquém e após.
O vento nos tocando, desafia,
A luta noutro tom dita a harmonia
E o verso sem saber, nos une ou mata,
A sensação que possa nos tocar,
Trazendo com certeza algum luar
Ou mesmo a imensidão de uma cascata.
26
Não sei do que se trata e se soubesse
Decerto não faria diferença
A vida ainda quando nos convença
Expressa o que deveras mais pudesse,
A luta se desenha em viva messe,
Encontro nos teus lábios, recompensa,
E sei desta palavra quando imensa,
A sorte noutro tom nada obedece,
Resumos de outros erros, de outros fatos,
E sinto os meus anseios mais ingratos,
Em pratos limpos vejo o meu outono,
Repare cada engano mais frequente
E beba tão somente o que apresente
A vida como fosse um cão sem dono,
27
Somando cada fato no final
O vento não seria simplesmente
A brisa que nos toque e me contente,
Seria na verdade um vendaval,
O canto se aproxima do fatal
Momento aonde o todo não desmente,
E roda sem sentido, a minha mente,
Num ato tantas vezes colossal.
O pranto desfilando no meu rosto,
O quanto deste medo fora exposto
Nos velhos e diversos picadeiros,
Os tétricos ensaios da esperança
A vida com certeza também cansa
Nos dias mais doridos, derradeiros.
28
Organizando a vida de tal jeito
Que nada além do circo que apresento
Trouxesse na verdade o que ora tento
Vestir em fantasia e sempre aceito,
O verso noutro rumo, contrafeito,
O dia se mostrara desatento
E gesta esta ilusão em sofrimento,
O amor já não seria algum defeito.
Restauro tantos dias em vazios
E sei das sensações e desafios
Afio minha faca neste ensejo,
E sigo sem saber qual a razão
Que possa transtornar o coração
Deveras sem juízo e tão andejo.
29
Mereça ou não me esqueça deste caos
E dele novos erros eu veria
Enquanto se resume em ironia
Os dias tão diversos, sempre maus,
Ousasse penetrar, restam degraus,
E o tempo na verdade mostraria
A mesma solidão que desvaria
Bebendo em altos níveis, tantos graus.
Os erros mais comuns e poetizo
Trazendo para o peito sem aviso
Amores que em verdade não cabiam,
As sendas mais sutis e o mais comum
Tramasse dentre tudo ao menos um
Cenário entre os diversos que cambiam.
30
No mesmo rumo segue o tempo enquanto
Procuro pelo menos mansidão,
Agora que se veja a dimensão
Do todo que perdera seu encanto,
Apenas o que possa e não garanto,
Ousando nas esquinas que verão
As coxas e meninas, desde então,
Marcando o que decerto eu agiganto.
Repare cada anseio e veja o fim
Do grande e forte amor que resta em mim
Num turbilhão de gozos e temores,
Seguindo de tal forma aonde fores,
Os sonhos são diversos, disso eu sei,
E ao fim minha esperança rege em lei.
Meu mundo se anuncia de tal forma
Que nada mais permita alguma queda
Senão a mesma face que me veda
O tempo que deveras nada informa,
O gesto refletindo o que transforma
A luta noutro tom, noutra moeda,
A sorte na verdade sempre enreda
E gera o que pudesse em rumo e norma,
Não quero que se veja tão somente
O farto delirar em corpo e mente,
Enquanto a vida trace novos planos,
Os erros são comuns e disto eu sei,
Avanço sem pensar a nova grei,
Embora em costumeiros desenganos.
22
Apenas mais um gole e nada mais,
Este aguaceiro outrora foi o fato
Que trouxe o meu caminho onde constato
Os erros tão diversos e abissais,
Não quero o que decerto transmudais
Tampouco outro momento onde resgato
A sensação sublime de um regato,
Enquanto noutro tom cicatrizais.
Crisalidando a vida de tal sorte
Que tanto poderia vida ou morte,
Apenas liberdade e ser feliz,
O corte na raiz, o medo e o tédio,
O vento noutro rumo, meu remédio,
Além do que pudesse e mesmo fiz.
23
Demônios que acompanham cada passo
Do velho caminheiro, noite afora,
Apenas a verdade me apavora,
E deixo o meu cenário sempre lasso,
Vencido pelo quanto fora escasso
O rumo noutro tom se revigora
E gera o que pudesse sem ter hora,
Somente aperta o nó, diverso laço,
Ouvindo este marulho que me clama,
Apresentando enfim a louca trama
Que possa desvendar qualquer segredo,
O vértice do sonho me arrebata
E a noite noutra face mais ingrata
Expressa o que deveras te concedo.
24
Não queira acreditar em qualquer farsa
Tampouco deuses, bruxas e quimeras,
As sortes entre tantas quando esperas
No fundo a cada dia o tempo esgarça,
O medo não traria o que disfarça
Tampouco renovassem tantas eras
Aonde se perdessem primaveras,
A solidão se torna uma comparsa.
Não mais mereceria qualquer chance
Ainda que no tolo rumo lance
As tantas ilusões tão contumazes,
Após o dia a dia entre cenários
Diversos e por certo temerários,
Os dias entre medos tu me trazes.
25
Não mais amanhecesse dentro em nós
A paz que nos redime, mansamente,
E o tanto que deveras se apresente
Procure noutro tempo a rude voz,
De quem se mostraria qual algoz
Gerando novo sonho, plenamente,
E tanto quanto possa se desmente
No tétrico caminho, aquém e após.
O vento nos tocando, desafia,
A luta noutro tom dita a harmonia
E o verso sem saber, nos une ou mata,
A sensação que possa nos tocar,
Trazendo com certeza algum luar
Ou mesmo a imensidão de uma cascata.
26
Não sei do que se trata e se soubesse
Decerto não faria diferença
A vida ainda quando nos convença
Expressa o que deveras mais pudesse,
A luta se desenha em viva messe,
Encontro nos teus lábios, recompensa,
E sei desta palavra quando imensa,
A sorte noutro tom nada obedece,
Resumos de outros erros, de outros fatos,
E sinto os meus anseios mais ingratos,
Em pratos limpos vejo o meu outono,
Repare cada engano mais frequente
E beba tão somente o que apresente
A vida como fosse um cão sem dono,
27
Somando cada fato no final
O vento não seria simplesmente
A brisa que nos toque e me contente,
Seria na verdade um vendaval,
O canto se aproxima do fatal
Momento aonde o todo não desmente,
E roda sem sentido, a minha mente,
Num ato tantas vezes colossal.
O pranto desfilando no meu rosto,
O quanto deste medo fora exposto
Nos velhos e diversos picadeiros,
Os tétricos ensaios da esperança
A vida com certeza também cansa
Nos dias mais doridos, derradeiros.
28
Organizando a vida de tal jeito
Que nada além do circo que apresento
Trouxesse na verdade o que ora tento
Vestir em fantasia e sempre aceito,
O verso noutro rumo, contrafeito,
O dia se mostrara desatento
E gesta esta ilusão em sofrimento,
O amor já não seria algum defeito.
Restauro tantos dias em vazios
E sei das sensações e desafios
Afio minha faca neste ensejo,
E sigo sem saber qual a razão
Que possa transtornar o coração
Deveras sem juízo e tão andejo.
29
Mereça ou não me esqueça deste caos
E dele novos erros eu veria
Enquanto se resume em ironia
Os dias tão diversos, sempre maus,
Ousasse penetrar, restam degraus,
E o tempo na verdade mostraria
A mesma solidão que desvaria
Bebendo em altos níveis, tantos graus.
Os erros mais comuns e poetizo
Trazendo para o peito sem aviso
Amores que em verdade não cabiam,
As sendas mais sutis e o mais comum
Tramasse dentre tudo ao menos um
Cenário entre os diversos que cambiam.
30
No mesmo rumo segue o tempo enquanto
Procuro pelo menos mansidão,
Agora que se veja a dimensão
Do todo que perdera seu encanto,
Apenas o que possa e não garanto,
Ousando nas esquinas que verão
As coxas e meninas, desde então,
Marcando o que decerto eu agiganto.
Repare cada anseio e veja o fim
Do grande e forte amor que resta em mim
Num turbilhão de gozos e temores,
Seguindo de tal forma aonde fores,
Os sonhos são diversos, disso eu sei,
E ao fim minha esperança rege em lei.
11
Há tanto que pudera simplesmente
Vagar entre as diversas ilusões
E sei que na verdade corações
Procuram o que a vida tanto mente,
Reparo cada passo onde inclemente
As horas que deveras recompões
Traduzem com certeza meus porões
E neles esta queda imprevidente.
Marcasse com temor a fantasia
E o pouco que pudesse e não viria
Matasse em ilusão tudo o que fiz,
O vento noutro rumo em prumo vário,
O manto se fizesse necessário,
Amor se resumisse em cicatriz.
12
Não perguntando mais sequer o quanto
Seria meu caminho ou desafeto,
Apenas me vislumbro onde completo
O temporal que eu busque – desencanto,
Somente o que se faz a cada canto,
Ousando no meu verso predileto,
Ou mesmo nesta sombra onde deleto
Meu tempo sem saber o que eu garanto.
Amortalhada sorte sem sentido,
O todo noutro tom agora olvido
E resta muito pouco ou quase nada,
Da vida que pudesse ser assim,
Viçosamente viva dentro em min
Na história há tanto tempo demarcada.
13
Não vejo qualquer sonho como um porto,
Apenas um alento e nada mais,
O verso que pudesse sem jamais
Viver o quanto resta em rude aborto,
E sei que na verdade desconforto
Traduz o que deveras demonstrais,
Nos erros quando tanto são venais,
Deixando a sensação do encanto morto.
Não quero outro cenário, já me basta,
A vida num momento que desgasta
O prazo mais sutil em prima espera,
O temporal que a vida me trouxesse
O canto sem sentido, a rude messe,
E a morte a cada nova primavera.
14
Apresentando sempre tais escusas
As tantas vidas morrem em segundos
E nisto os velhos passos vagabundos
Gerassem tão somente as mais obtusas
E sei que na expressão enquanto abusas
Vicejas em abismos mais profundos,
Gestando com temor os oriundos
Caminhos entre curvas, deusas, Musas.
Não pude e nem sentisse o que se faz,
A boca escancarada pede paz
E o conto noutro encanto não se expressa
Assim como a verdade se resume
Na farsa mais suave e em teu perfume,
Apenas o vazio teve pressa.
15
Não temo o que viria e de tal forma
O medo não se faz coincidência,
Apenas a verdade em inclemência
Apenas o sentido que a deforma,
O gesto intempestivo, a velha norma,
O corte no passado, impertinência,
O peso de uma velha saliência
E obesa sensação que me transforma,
No caos, no cais, no chão e em vão profano,
Aonde no final me desengano,
Encontro a solidão já sem sentido,
E bebo cada gole do passado,
Vivendo o que pudera quando invado
O tempo noutro instante repartido.
16
Embelezando as ruas, eleições,
Os temporais distantes refletindo
O quanto na verdade fora infindo
E agora num segundo tu me expões,
As horas em sutis composições
E o rito noutro tanto se iludindo
Gerando o que pudera e já traindo,
As sortes em diversas profusões.
Reparo o que se faz e nada vejo,
Somente o quanto tente num ensejo
Diverso do cenário costumeiro,
Os olhos no passado, sem futuro,
O quanto poderia eu asseguro,
Grassando sobre todo este canteiro.
17
Amar a liberdade e prosseguir
Sem ter nada que impeça a caminhada,
Olhando para frente, e da alvorada,
Saber o quanto possa em teu porvir,
Assim enquanto o tempo a resumir
O vento noutra sorte desejada,
A luta se fizera anunciada,
Trazendo o que pudera redimir.
O cântico dos deuses, a verdade,
A luta que se faz em liberdade,
E o medo do que possa nos conter,
Assim somente em tal libertação
Que aprendo a cada dia no perdão
Eu possa desfrutar maior prazer.
18
Jamais abdicaria desta imensa
Vontade que ninguém mais conteria,
E sei quando se mostra noutro dia
A vida como fosse recompensa,
Minha alma na verdade segue intensa,
E cabe dentro dela esta agonia,
Mas sei que no final não haveria
Sequer uma emoção decerto extensa.
Comprovo cada fato noutro fato
E sei do que pudera e se constato
Expresso o meu caminho mais afoito,
A deusa que se entrega, mansa, ao coito,
O vento nos tocando e esta nudez,
Marcando com loucura, a lucidez.
19
Não sinto esta presença e nada diz
O tanto que se perde e não se bebe,
A luta noutro tempo toma a plebe
E tem em si a força geratriz.
O quanto poderia ser feliz,
Sem paradeiro algum em qualquer sebe
O tanto que desejo se recebe
Nas tramas que desenho por um triz,
Nos erros costumeiros do poeta
A vida noutro tom já se completa
E gera o que pudesse ser diverso,
Matando mansamente o dia a dia,
A luta noutro tom não mais traria
Senão a insensatez de um puro verso.
20
Vivendo por saber que no final
O tempo não seria mais aquele
E o todo se mostrasse já sem ele
Vibrando em ressonância desigual,
O medo não traria nova sorte
Tampouco se viera noutro rumo,
O bêbado cenário toma prumo
E o canto noutro tom já me conforte,
Não vejo outro momento desde quando,
O rumo se perdera sem saber
O tanto que pudera mesmo crer,
No quanto se fizera desabando,
O mundo na verdade não sustenta
Em sorte tão amarga e virulenta.
Há tanto que pudera simplesmente
Vagar entre as diversas ilusões
E sei que na verdade corações
Procuram o que a vida tanto mente,
Reparo cada passo onde inclemente
As horas que deveras recompões
Traduzem com certeza meus porões
E neles esta queda imprevidente.
Marcasse com temor a fantasia
E o pouco que pudesse e não viria
Matasse em ilusão tudo o que fiz,
O vento noutro rumo em prumo vário,
O manto se fizesse necessário,
Amor se resumisse em cicatriz.
12
Não perguntando mais sequer o quanto
Seria meu caminho ou desafeto,
Apenas me vislumbro onde completo
O temporal que eu busque – desencanto,
Somente o que se faz a cada canto,
Ousando no meu verso predileto,
Ou mesmo nesta sombra onde deleto
Meu tempo sem saber o que eu garanto.
Amortalhada sorte sem sentido,
O todo noutro tom agora olvido
E resta muito pouco ou quase nada,
Da vida que pudesse ser assim,
Viçosamente viva dentro em min
Na história há tanto tempo demarcada.
13
Não vejo qualquer sonho como um porto,
Apenas um alento e nada mais,
O verso que pudesse sem jamais
Viver o quanto resta em rude aborto,
E sei que na verdade desconforto
Traduz o que deveras demonstrais,
Nos erros quando tanto são venais,
Deixando a sensação do encanto morto.
Não quero outro cenário, já me basta,
A vida num momento que desgasta
O prazo mais sutil em prima espera,
O temporal que a vida me trouxesse
O canto sem sentido, a rude messe,
E a morte a cada nova primavera.
14
Apresentando sempre tais escusas
As tantas vidas morrem em segundos
E nisto os velhos passos vagabundos
Gerassem tão somente as mais obtusas
E sei que na expressão enquanto abusas
Vicejas em abismos mais profundos,
Gestando com temor os oriundos
Caminhos entre curvas, deusas, Musas.
Não pude e nem sentisse o que se faz,
A boca escancarada pede paz
E o conto noutro encanto não se expressa
Assim como a verdade se resume
Na farsa mais suave e em teu perfume,
Apenas o vazio teve pressa.
15
Não temo o que viria e de tal forma
O medo não se faz coincidência,
Apenas a verdade em inclemência
Apenas o sentido que a deforma,
O gesto intempestivo, a velha norma,
O corte no passado, impertinência,
O peso de uma velha saliência
E obesa sensação que me transforma,
No caos, no cais, no chão e em vão profano,
Aonde no final me desengano,
Encontro a solidão já sem sentido,
E bebo cada gole do passado,
Vivendo o que pudera quando invado
O tempo noutro instante repartido.
16
Embelezando as ruas, eleições,
Os temporais distantes refletindo
O quanto na verdade fora infindo
E agora num segundo tu me expões,
As horas em sutis composições
E o rito noutro tanto se iludindo
Gerando o que pudera e já traindo,
As sortes em diversas profusões.
Reparo o que se faz e nada vejo,
Somente o quanto tente num ensejo
Diverso do cenário costumeiro,
Os olhos no passado, sem futuro,
O quanto poderia eu asseguro,
Grassando sobre todo este canteiro.
17
Amar a liberdade e prosseguir
Sem ter nada que impeça a caminhada,
Olhando para frente, e da alvorada,
Saber o quanto possa em teu porvir,
Assim enquanto o tempo a resumir
O vento noutra sorte desejada,
A luta se fizera anunciada,
Trazendo o que pudera redimir.
O cântico dos deuses, a verdade,
A luta que se faz em liberdade,
E o medo do que possa nos conter,
Assim somente em tal libertação
Que aprendo a cada dia no perdão
Eu possa desfrutar maior prazer.
18
Jamais abdicaria desta imensa
Vontade que ninguém mais conteria,
E sei quando se mostra noutro dia
A vida como fosse recompensa,
Minha alma na verdade segue intensa,
E cabe dentro dela esta agonia,
Mas sei que no final não haveria
Sequer uma emoção decerto extensa.
Comprovo cada fato noutro fato
E sei do que pudera e se constato
Expresso o meu caminho mais afoito,
A deusa que se entrega, mansa, ao coito,
O vento nos tocando e esta nudez,
Marcando com loucura, a lucidez.
19
Não sinto esta presença e nada diz
O tanto que se perde e não se bebe,
A luta noutro tempo toma a plebe
E tem em si a força geratriz.
O quanto poderia ser feliz,
Sem paradeiro algum em qualquer sebe
O tanto que desejo se recebe
Nas tramas que desenho por um triz,
Nos erros costumeiros do poeta
A vida noutro tom já se completa
E gera o que pudesse ser diverso,
Matando mansamente o dia a dia,
A luta noutro tom não mais traria
Senão a insensatez de um puro verso.
20
Vivendo por saber que no final
O tempo não seria mais aquele
E o todo se mostrasse já sem ele
Vibrando em ressonância desigual,
O medo não traria nova sorte
Tampouco se viera noutro rumo,
O bêbado cenário toma prumo
E o canto noutro tom já me conforte,
Não vejo outro momento desde quando,
O rumo se perdera sem saber
O tanto que pudera mesmo crer,
No quanto se fizera desabando,
O mundo na verdade não sustenta
Em sorte tão amarga e virulenta.
1
Não perco mais o tempo a procurar
O quanto bem sabia não existe,
O olhar se aproximando, bem mais triste,
Do que pudesse um dia, imaginar,
A vida não mais tendo onde ancorar
O velho coração ainda insiste
E a sorte que pudera, não resiste,
E vaga sem saber qualquer lugar,
Meu sonho se colide com penedos
E sei dos mais constantes desenredos
E cedo, imaginasse algum encanto,
Não tendo nem sequer a referência
Restasse tão somente uma inclemência
E a face mais cruel, ledo quebranto.
2
Marcasse com o sonho o que apresentas
Em ânsias tão diversas, virulentas,
Singrando pelas tramas mais vulgares
Ainda que decerto não notares.
Enfrento as mais temidas, vis tormentas,
E sei que na verdade o que inda tentas
Tramasse com ternura em velhos bares,
Assim como também nos lupanares.
Esqueço-me do quanto fui feliz,
E beijo a meretriz que tanto quis
Na noite sem pudor, temor e pejo,
Apenas mais um gole de saudade
E o vento noutro rumo agora invade
Somente o fim da festa, enfim eu vejo.
3
A bela prostituta, a noite imensa,
Seguindo cada rastro do que um dia
Misture realidade e fantasia
Na sorte que deveras me convença,
O passo numa sorte amarga e tensa,
O canto refinado, uma harmonia,
E tudo o que decerto eu não faria,
E o gozo por suprema recompensa.
Não vejo mais os ermos de uma vida
Jogada sobre as ruas, na avenida
Perdida pelo tempo, hoje morta.
Um cão que apenas ouço em noite escura,
O olhar se perde além, vaga procura,
E o vento bate intenso em minha porta.
4
Ainda que pudesse ser diverso
Do tanto que apresente num momento
A vida se transcende ao próprio verso
E busco no final, meu grande alento,
Sabendo que deveras se disperso
Um novo caminhar em paz; eu tento.
O canto ressoando em meus ouvidos,
Ecoa tua voz em mansidão,
Os dias entre tantos resumidos,
O fardo dita sempre o mesmo não,
Meus sonhos seguem mortos, esquecidos,
Só resta com certeza, árido chão.
Não quero outra palavra que redima,
Tampouco ledo amor em baixa-estima.
5
Não mais se imaginasse qualquer farsa
Além das costumeiras: dia a dia,
O tempo noutro tom já não disfarça
E deixa que se morra a fantasia,
A vida na verdade segue esgarça
E o sonho com certeza não viria.
Bebendo mais um gole, contumaz,
O corte se apresenta e nele entranho,
Vagando sem saber o que se faz
Da vida que pudera enquanto ganho
O rústico momento, ausente paz.
No fim já não me cabe nova sorte
Senão a que traduza o medo e o corte.
6
Um símbolo que possa desvendar
As vagas provisões de quem tentasse
Vencer o que buscasse porfiar,
Ou mesmo desnudando a velha face,
Refém do tempo turvo a se moldar,
Enquanto cada passo me embarace,
No fim a sordidez refaz o fato
E nisto outro cenário se resume
No tanto que deveras mal constato,
E sigo sem saber do teu perfume,
Na noite mais diversa ora retrato
O tênue caminhar que se presume.
Não quero novamente o falso passo
Que leve tão somente ao meu cansaço.
7
De todos os jargões que a vida traz
De tantos elementos que conheço,
O quanto poderia ser capaz
Do tempo sem saber um adereço,
Vigio com ternura quando a paz
Descubra, sem querer, meu endereço.
No fundo sou apenas sentinela
Que a vida noutro tom já disfarçasse
O olhar sem mais proveito se revela
E nisto sei do quanto em desenlace
Moldasse no final a rude tela
E nela toda a vida em turva face;
O corte na raiz, o medo além,
O preço a se pagar não mais convém.
8
Levando para sempre o que inda resta
Da luta sem sentido, sem proveito,
Apenas o caminho nega a festa
E sei que na verdade quando deito,
A luta se traduz enquanto atesta
O velho delirar já contrafeito,
No tempo onde pudera ser feliz,
No encanto tão diverso do que um dia
Ousasse acreditar em fantasia,
E ter o que deveras contradiz.
Sentindo esta verdade o que mais quis,
Agora com certeza não viria,
Sequer um toque a mais em alegria,
Somente a mais dorida cicatriz.
9
Não vejo mais a face de quem tanto
Seguisse passo a passo vida afora,
O mundo se desenha em desencanto
E o corte noutro tempo me apavora,
O vento penetrando em cada canto,
Saudade com certeza me devora,
No pânico em que a vida dita o quanto
O passo sem sentido gera o pranto.
Vestindo esta sofrível ilusão
Encontro tão somente o mesmo não,
E como alimentar uma esperança?
A farsa se desenha a cada instante
E nada mais deveras me garante
Senão cada tormenta onde se lança.
10
Não quero mais viver qualquer momento
Além do que me cabe, pois a vida
Há tanto sem defesas, concebida,
Traduz o quanto reste em desalento,
O tempo na verdade em mau provento,
Resume esta esperança já perdida,
E a luta noutra senda resumida,
O canto sem sentido ainda tento.
Não pude perceber o que traria
Ao mundo qualquer tom em alegria
Senão a mesma face desbotada,
De quem se fez tão rude caminheiro
E agora noutro tempo, derradeiro,
Expressa esta verdade feita em nada.
Não perco mais o tempo a procurar
O quanto bem sabia não existe,
O olhar se aproximando, bem mais triste,
Do que pudesse um dia, imaginar,
A vida não mais tendo onde ancorar
O velho coração ainda insiste
E a sorte que pudera, não resiste,
E vaga sem saber qualquer lugar,
Meu sonho se colide com penedos
E sei dos mais constantes desenredos
E cedo, imaginasse algum encanto,
Não tendo nem sequer a referência
Restasse tão somente uma inclemência
E a face mais cruel, ledo quebranto.
2
Marcasse com o sonho o que apresentas
Em ânsias tão diversas, virulentas,
Singrando pelas tramas mais vulgares
Ainda que decerto não notares.
Enfrento as mais temidas, vis tormentas,
E sei que na verdade o que inda tentas
Tramasse com ternura em velhos bares,
Assim como também nos lupanares.
Esqueço-me do quanto fui feliz,
E beijo a meretriz que tanto quis
Na noite sem pudor, temor e pejo,
Apenas mais um gole de saudade
E o vento noutro rumo agora invade
Somente o fim da festa, enfim eu vejo.
3
A bela prostituta, a noite imensa,
Seguindo cada rastro do que um dia
Misture realidade e fantasia
Na sorte que deveras me convença,
O passo numa sorte amarga e tensa,
O canto refinado, uma harmonia,
E tudo o que decerto eu não faria,
E o gozo por suprema recompensa.
Não vejo mais os ermos de uma vida
Jogada sobre as ruas, na avenida
Perdida pelo tempo, hoje morta.
Um cão que apenas ouço em noite escura,
O olhar se perde além, vaga procura,
E o vento bate intenso em minha porta.
4
Ainda que pudesse ser diverso
Do tanto que apresente num momento
A vida se transcende ao próprio verso
E busco no final, meu grande alento,
Sabendo que deveras se disperso
Um novo caminhar em paz; eu tento.
O canto ressoando em meus ouvidos,
Ecoa tua voz em mansidão,
Os dias entre tantos resumidos,
O fardo dita sempre o mesmo não,
Meus sonhos seguem mortos, esquecidos,
Só resta com certeza, árido chão.
Não quero outra palavra que redima,
Tampouco ledo amor em baixa-estima.
5
Não mais se imaginasse qualquer farsa
Além das costumeiras: dia a dia,
O tempo noutro tom já não disfarça
E deixa que se morra a fantasia,
A vida na verdade segue esgarça
E o sonho com certeza não viria.
Bebendo mais um gole, contumaz,
O corte se apresenta e nele entranho,
Vagando sem saber o que se faz
Da vida que pudera enquanto ganho
O rústico momento, ausente paz.
No fim já não me cabe nova sorte
Senão a que traduza o medo e o corte.
6
Um símbolo que possa desvendar
As vagas provisões de quem tentasse
Vencer o que buscasse porfiar,
Ou mesmo desnudando a velha face,
Refém do tempo turvo a se moldar,
Enquanto cada passo me embarace,
No fim a sordidez refaz o fato
E nisto outro cenário se resume
No tanto que deveras mal constato,
E sigo sem saber do teu perfume,
Na noite mais diversa ora retrato
O tênue caminhar que se presume.
Não quero novamente o falso passo
Que leve tão somente ao meu cansaço.
7
De todos os jargões que a vida traz
De tantos elementos que conheço,
O quanto poderia ser capaz
Do tempo sem saber um adereço,
Vigio com ternura quando a paz
Descubra, sem querer, meu endereço.
No fundo sou apenas sentinela
Que a vida noutro tom já disfarçasse
O olhar sem mais proveito se revela
E nisto sei do quanto em desenlace
Moldasse no final a rude tela
E nela toda a vida em turva face;
O corte na raiz, o medo além,
O preço a se pagar não mais convém.
8
Levando para sempre o que inda resta
Da luta sem sentido, sem proveito,
Apenas o caminho nega a festa
E sei que na verdade quando deito,
A luta se traduz enquanto atesta
O velho delirar já contrafeito,
No tempo onde pudera ser feliz,
No encanto tão diverso do que um dia
Ousasse acreditar em fantasia,
E ter o que deveras contradiz.
Sentindo esta verdade o que mais quis,
Agora com certeza não viria,
Sequer um toque a mais em alegria,
Somente a mais dorida cicatriz.
9
Não vejo mais a face de quem tanto
Seguisse passo a passo vida afora,
O mundo se desenha em desencanto
E o corte noutro tempo me apavora,
O vento penetrando em cada canto,
Saudade com certeza me devora,
No pânico em que a vida dita o quanto
O passo sem sentido gera o pranto.
Vestindo esta sofrível ilusão
Encontro tão somente o mesmo não,
E como alimentar uma esperança?
A farsa se desenha a cada instante
E nada mais deveras me garante
Senão cada tormenta onde se lança.
10
Não quero mais viver qualquer momento
Além do que me cabe, pois a vida
Há tanto sem defesas, concebida,
Traduz o quanto reste em desalento,
O tempo na verdade em mau provento,
Resume esta esperança já perdida,
E a luta noutra senda resumida,
O canto sem sentido ainda tento.
Não pude perceber o que traria
Ao mundo qualquer tom em alegria
Senão a mesma face desbotada,
De quem se fez tão rude caminheiro
E agora noutro tempo, derradeiro,
Expressa esta verdade feita em nada.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Não mais se permitisse qualquer sonho
Além do que compus em noite fria,
A senda mais suave me traria
O que em verdade busco e recomponho,
Não tendo outro momento, o mais risonho,
Expressa todo o tom da poesia
Que nada mais se faça ou poderia
A vida ser um dom mais enfadonho.
Repare cada anseio e cada ocaso,
O tempo não viceja e sei que atraso
Meu passo sem sentido e sem razão,
Não quero que se veja especular
Cenário noutro tom a se mostrar
E nele as noites frias que virão.
92
Jogado dos meus medos o vazio
Que trago e pude mesmo acalentar
Nos tantos desenganos a somar
O tempo que deveras desafio,
E sinto que em verdade o desvario
Domina o quanto pude desejar,
Vestindo o meu anseio devagar
E nisto desfilando em vário rio,
Nas tantas afluências que tocasse
O tempo no vazio se aportasse
E disto o quanto rege nada traz,
Seria de tal forma minha vida,
Jogada sobre um canto, desprovida,
Do quanto se tentasse ser audaz.
93
Eu quero simplesmente o teu carinho,
E nada mais me importa senão isso,
E tendo esta expressão que ora cobiço
Enfim nesta ilusão em paz me alinho,
Ousasse perceber além do espinho
Do solo tantas vezes movediço,
O canto noutro tom, leveza e viço,
Deixando no passado o ser mesquinho,
Agora que deveras se apresenta
A luta noutro tom impertinente
A sorte de tal forma se pressente
Vencendo sem saber cada tormenta,
Não quero dissabores, vou tranquilo,
E em plenos terremotos não vacilo.
94
A cada novo dia bem mais firme
O sonho se progride com ternura
E tanto que se quer e se assegura
No encanto quando o todo reafirme,
Além de novo encanto permitir-me
Eu quero esta expressão clara e mais pura
No tempo resumindo esta brandura,
E ninguém vai decerto ora impedir-me.
O verso noutro instante sem falácia
É como se esta sorte eu encontrasse-a
Marcando o meu caminho com tal paz,
Não quero tão somente a fantasia,
Faz tempo que a procuro. Percebi-a
No enredo mais suave que amor traz.
95
Meu verso procurando algum remanso
Depois de tantos dias, solitário,
O sonho se presume num rosário
Traçando o que deveras mais alcanço,
Realço meu caminho já sem ranço
E vejo deste tempo o necessário
E bebo cada luz deste cenário,
Enquanto mansamente sempre avanço.
Não quero nem sequer outro tormento,
A vida na verdade toma assento
E gera o que se faz em atitude,
Vacante coração em harmonia
Bebesse deste sonho e morreria,
Que a própria sensação do amor ilude.
96
Pudesse desfrutar cada segundo
Dos tantos e diversos sentimentos
E quando na verdade em desalentos
Apenas no vazio eu me aprofundo,
Vestígios deste sonho vagabundo
Aonde se expressassem elementos
Diversos camaradas desatentos
Tramando o que se molde neste mundo,
Reparo os erros quando me aproximo
E vejo a queda após em cada limo
Ainda que enfrentasse o mais espesso,
O tanto quanto a vida se redime
Não traça mais um dia, onde sublime,
O mundo não permite o recomeço.
97
Dispara o coração, taquicardia,
Nas tramas onde o tempo não domina
A sorte que pudera diamantina
Agora no final nada valia,
O medo transformando em arredia
Aquela que em audácia já fascina
E bebe desta fonte cristalina
Marcada pelos tons da poesia.
Não tenho mais certeza do que eu quero,
Apenas poderia ser sincero
E vislumbrar o medo que tu vês
No fim do verso o tempo em abandono
Presume o que em verdade não me adono,
E gera esta completa insensatez.
98
Ainda sendo assim a minha vida,
Nas farpas e nos erros costumeiros
Apenas os momentos derradeiros
Tramando com certeza esta ferida,
No fim de cada sonho, a resumida,
Vontade não traria meus canteiros
Tampouco os dias claros e fagueiros,
Enquanto uma esperança agora agrida.
A minha mão pesando nas palavras
Matando com certeza o que tu lavras
Onde crisalidasse alguma luz
Refém desta terrível realidade,
O quanto se demonstre ora se evade,
E nada no final inda produz.
99
Ainda que em teus braços encontrasse
O colo que procuro sem descanso,
A vida na verdade sem tal ranço
Gerando além do quanto fosse impasse,
Não tento acreditar no quanto trace
A luta sem saber do que eu alcanço
E a cada novo passo mais avanço
Vestindo o que deveras me embarace.
Um átimo e devoras sem pudor
O quanto poderia ser amor
E sei que no final já nada vejo,
Somente sinto enfim o imenso pejo
De quem se fez um dia sonhador
E morre sem saber o quanto almejo.
100
Sozinha e mui silente assim prossigo
Por entre mil caminhos e veredas,
A recordar das horas boas, ledas,
Felizes horas que passei contigo.
O amor que eu sinto sempre eu bendigo,
E o lembro ao repisar as alamedas
Por entre os véus de mil cetins e sedas,
Saudosa do teu colo tão amigo.
Sonhei demais! Amei demais! Bem sei
Que a vida não é sonho nem quimera,
Nem mesmo uma eterna primavera.
Sonhei demais, bem sei. Demais amei.
Mas para sempre, amor, amar-te-ei,
E amar-te muito mais eu bem quisera!
INSANIA (II)
O amor que ultrapassando qualquer senso
Gerando a imensidão que nos sufoque
Ainda que deveras sempre enfoque
O caminhar em solo tão imenso,
Não sabes quanto em ti, querida, eu penso,
Cupido, com a seta e com bodoque,
Tocando firmemente me provoque
Grassando este momento agora intenso,
Insânia dominando cada verso
E nisto com certeza a ti eu verso
E bebo desta mágica poção,
Que tanto me inebria e me angustia
Trazendo à minha vida a poesia
Nas tramas indolentes da paixão.
Além do que compus em noite fria,
A senda mais suave me traria
O que em verdade busco e recomponho,
Não tendo outro momento, o mais risonho,
Expressa todo o tom da poesia
Que nada mais se faça ou poderia
A vida ser um dom mais enfadonho.
Repare cada anseio e cada ocaso,
O tempo não viceja e sei que atraso
Meu passo sem sentido e sem razão,
Não quero que se veja especular
Cenário noutro tom a se mostrar
E nele as noites frias que virão.
92
Jogado dos meus medos o vazio
Que trago e pude mesmo acalentar
Nos tantos desenganos a somar
O tempo que deveras desafio,
E sinto que em verdade o desvario
Domina o quanto pude desejar,
Vestindo o meu anseio devagar
E nisto desfilando em vário rio,
Nas tantas afluências que tocasse
O tempo no vazio se aportasse
E disto o quanto rege nada traz,
Seria de tal forma minha vida,
Jogada sobre um canto, desprovida,
Do quanto se tentasse ser audaz.
93
Eu quero simplesmente o teu carinho,
E nada mais me importa senão isso,
E tendo esta expressão que ora cobiço
Enfim nesta ilusão em paz me alinho,
Ousasse perceber além do espinho
Do solo tantas vezes movediço,
O canto noutro tom, leveza e viço,
Deixando no passado o ser mesquinho,
Agora que deveras se apresenta
A luta noutro tom impertinente
A sorte de tal forma se pressente
Vencendo sem saber cada tormenta,
Não quero dissabores, vou tranquilo,
E em plenos terremotos não vacilo.
94
A cada novo dia bem mais firme
O sonho se progride com ternura
E tanto que se quer e se assegura
No encanto quando o todo reafirme,
Além de novo encanto permitir-me
Eu quero esta expressão clara e mais pura
No tempo resumindo esta brandura,
E ninguém vai decerto ora impedir-me.
O verso noutro instante sem falácia
É como se esta sorte eu encontrasse-a
Marcando o meu caminho com tal paz,
Não quero tão somente a fantasia,
Faz tempo que a procuro. Percebi-a
No enredo mais suave que amor traz.
95
Meu verso procurando algum remanso
Depois de tantos dias, solitário,
O sonho se presume num rosário
Traçando o que deveras mais alcanço,
Realço meu caminho já sem ranço
E vejo deste tempo o necessário
E bebo cada luz deste cenário,
Enquanto mansamente sempre avanço.
Não quero nem sequer outro tormento,
A vida na verdade toma assento
E gera o que se faz em atitude,
Vacante coração em harmonia
Bebesse deste sonho e morreria,
Que a própria sensação do amor ilude.
96
Pudesse desfrutar cada segundo
Dos tantos e diversos sentimentos
E quando na verdade em desalentos
Apenas no vazio eu me aprofundo,
Vestígios deste sonho vagabundo
Aonde se expressassem elementos
Diversos camaradas desatentos
Tramando o que se molde neste mundo,
Reparo os erros quando me aproximo
E vejo a queda após em cada limo
Ainda que enfrentasse o mais espesso,
O tanto quanto a vida se redime
Não traça mais um dia, onde sublime,
O mundo não permite o recomeço.
97
Dispara o coração, taquicardia,
Nas tramas onde o tempo não domina
A sorte que pudera diamantina
Agora no final nada valia,
O medo transformando em arredia
Aquela que em audácia já fascina
E bebe desta fonte cristalina
Marcada pelos tons da poesia.
Não tenho mais certeza do que eu quero,
Apenas poderia ser sincero
E vislumbrar o medo que tu vês
No fim do verso o tempo em abandono
Presume o que em verdade não me adono,
E gera esta completa insensatez.
98
Ainda sendo assim a minha vida,
Nas farpas e nos erros costumeiros
Apenas os momentos derradeiros
Tramando com certeza esta ferida,
No fim de cada sonho, a resumida,
Vontade não traria meus canteiros
Tampouco os dias claros e fagueiros,
Enquanto uma esperança agora agrida.
A minha mão pesando nas palavras
Matando com certeza o que tu lavras
Onde crisalidasse alguma luz
Refém desta terrível realidade,
O quanto se demonstre ora se evade,
E nada no final inda produz.
99
Ainda que em teus braços encontrasse
O colo que procuro sem descanso,
A vida na verdade sem tal ranço
Gerando além do quanto fosse impasse,
Não tento acreditar no quanto trace
A luta sem saber do que eu alcanço
E a cada novo passo mais avanço
Vestindo o que deveras me embarace.
Um átimo e devoras sem pudor
O quanto poderia ser amor
E sei que no final já nada vejo,
Somente sinto enfim o imenso pejo
De quem se fez um dia sonhador
E morre sem saber o quanto almejo.
100
Sozinha e mui silente assim prossigo
Por entre mil caminhos e veredas,
A recordar das horas boas, ledas,
Felizes horas que passei contigo.
O amor que eu sinto sempre eu bendigo,
E o lembro ao repisar as alamedas
Por entre os véus de mil cetins e sedas,
Saudosa do teu colo tão amigo.
Sonhei demais! Amei demais! Bem sei
Que a vida não é sonho nem quimera,
Nem mesmo uma eterna primavera.
Sonhei demais, bem sei. Demais amei.
Mas para sempre, amor, amar-te-ei,
E amar-te muito mais eu bem quisera!
INSANIA (II)
O amor que ultrapassando qualquer senso
Gerando a imensidão que nos sufoque
Ainda que deveras sempre enfoque
O caminhar em solo tão imenso,
Não sabes quanto em ti, querida, eu penso,
Cupido, com a seta e com bodoque,
Tocando firmemente me provoque
Grassando este momento agora intenso,
Insânia dominando cada verso
E nisto com certeza a ti eu verso
E bebo desta mágica poção,
Que tanto me inebria e me angustia
Trazendo à minha vida a poesia
Nas tramas indolentes da paixão.
81
Ainda quando vens em noite imensa
Trazer esta esperança a cada olhar,
O todo que pudera desvendar
No tanto que se quer mais cedo vença
As dores e temores de quem pensa
No todo quando pude imaginar
Vestígios de uma vida a se moldar,
Tentando na alegria a recompensa,
Gerasse outro momento aonde pude
Viver a minha dita em plenitude
Sem medo do que venha ou mesmo até,
Singrando este oceano sem temer
O quanto possa tanto me reter,
Variação enorme da maré.
82
Noctâmbulo fantoche na procura
De quem possa trazer algum alento
Enquanto na verdade o pensamento
Expressa além de toda esta amargura,
O verso na verdade me assegura
E traz o quanto possa em claro intento
Vestindo com brandura o pensamento,
Gerar ao fim de tudo uma candura,
Não sei se na verdade ocorrerá
O que desejo e sinto qual maná
Embora na verdade nada reste
Senão a mesma dor que inda carrego,
A vida se transforma e num nó cego,
O tanto que se quer, em vão reveste.
83
Não quero nem saber do medo quando
Mergulho nos anseios deste amor,
Que possa ser deveras redentor,
Ou mesmo noutro instante desabando,
A luta se produz propiciando
Um rumo com ternura e sem rancor
Restando dentro da alma o teu calor
E nisto o meu tormento se faz brando,
Restauro o mesmo quadro quando havia
Nos olhos do poeta a fantasia,
Que o tempo pouco a pouco dilacera,
A sorte se transforma num repente,
E todo este carinho que se sente,
Apaziguasse a vida, amarga fera.
84
Não quero acreditar no tão volúvel
Momento que se faz em tempestade,
Nem mesmo quando a vida se degrade
Gerando algum problema ora insolúvel,
Resplandecente luz neste horizonte
Programa a solução que tanto busco,
Ainda que se veja em lusco fusco
No fim a claridade nos aponte,
Em réstias o caminho se compõe
E vejo noutro fato a dimensão
Do amor que nos causasse a sensação
Na qual toda a alegria a luta expõe,
Repare cada anseio e veja bem
O quanto da emoção amor contém.
85
Nas tantas ironias desta vida,
A sorte mais audaz não pude ter,
E quando noutro tom a merecer
Paisagem que buscara, desprovida,
Ainda quando o passo ora divida
A tétrica vontade do saber
Negando cada dia o amanhecer
Gerando novamente outra ferida,
Ainda que se pense num momento
O quanto possa em nós e eu alimento
Com toda a glória feita na esperança
Buscasse pelo menos um instante
Saber do quanto o mundo me garante
E nisto o meu cenário em paz avança.
86
Inverna dentro da alma o dia a dia
Gerando em tantos erros outro além
E sei que na verdade o que contém
Expressa o quanto possa e não queria,
A luta se desenha e na agonia
O risco se demonstra e sigo aquém
Do quanto deveria e se também
O mundo noutra face moldaria,
Girando contra o todo noutro caos,
O passo derramando em dias maus
Os ermos de minha alma solitária,
Vestígios do que fora solução
Esparramados vejo pelo chão,
E sei desta loucura imensa e vária.
87
Não sei do meu momento mais feliz,
E sigo contra tudo o que pudesse
Marcando este cenário em rara messe,
Vivendo da maneira que mais quis,
O tempo se resulta em cicatriz
E nada mais ao todo se oferece
Senão este vazio que ora esquece
De um céu amargurado, duro e gris,
O peso de uma vida me envergando
O tanto que pudesse desde quando
O canto noutro espaço se perdesse,
Marcando o que virá sem precisão
Os dias com certeza moldarão
Bem mais do que em verdade eu merecesse.
88
Não quero acreditar no que perdi,
Um ermo caminheiro sem descanso
Apenas o vazio quando alcanço
Trazendo neste instante o que há em ti,
Cadenciando o quanto percebi
Nos ermos de um momento aonde avanço
Ou mesmo quando apenas sinto o ranço
Do amor que não soubera em frenesi.
Alhures emoções tão costumeiras
Apresentando espinhos sem roseiras
E a morte como fosse uma bandeira,
Não posso mais lutar, tanto cansaço,
E quando no final o rumo eu traço,
Minha alma da esperança, garimpeira.
89
Passando a minha vida, agora a limpo,
Tramasse qualquer sorte mais diversa,
Porém o tanto quanto desconversa
Expressa a turbulência de um garimpo.
E sei do descaminho aonde adentro
E vago na dispersa consciência
E possa parecer clarividência
Enquanto no não ser eu me concentro.
Arrebentando portas e janelas
Ainda sem saber o que me trazes
A vida se presume em tantas fases
E nelas o que fazes; já revelas.
E embora tantas vezes nos machuque
Ao tolo parecesse mero truque.
90
Nas tantas ilusões que o mundo trama
A sorte não pudesse ser diversa
E sei do quanto a vida sempre versa
Ousando acreditar na frágil chama
O peso de uma luta noutro drama,
Encontra o que deveras desconversa,
E gera a solidão bem mais perversa,
Enquanto o verso gira e nada exclama,
Apresentando apenas o que um dia
Gerasse novamente uma utopia
Ou mesmo outro cenário em falsos tons,
Amar e relegar ao descaminho
E preferir estar sempre sozinho,
Sem beijos, sem carinho e sem batons...
Ainda quando vens em noite imensa
Trazer esta esperança a cada olhar,
O todo que pudera desvendar
No tanto que se quer mais cedo vença
As dores e temores de quem pensa
No todo quando pude imaginar
Vestígios de uma vida a se moldar,
Tentando na alegria a recompensa,
Gerasse outro momento aonde pude
Viver a minha dita em plenitude
Sem medo do que venha ou mesmo até,
Singrando este oceano sem temer
O quanto possa tanto me reter,
Variação enorme da maré.
82
Noctâmbulo fantoche na procura
De quem possa trazer algum alento
Enquanto na verdade o pensamento
Expressa além de toda esta amargura,
O verso na verdade me assegura
E traz o quanto possa em claro intento
Vestindo com brandura o pensamento,
Gerar ao fim de tudo uma candura,
Não sei se na verdade ocorrerá
O que desejo e sinto qual maná
Embora na verdade nada reste
Senão a mesma dor que inda carrego,
A vida se transforma e num nó cego,
O tanto que se quer, em vão reveste.
83
Não quero nem saber do medo quando
Mergulho nos anseios deste amor,
Que possa ser deveras redentor,
Ou mesmo noutro instante desabando,
A luta se produz propiciando
Um rumo com ternura e sem rancor
Restando dentro da alma o teu calor
E nisto o meu tormento se faz brando,
Restauro o mesmo quadro quando havia
Nos olhos do poeta a fantasia,
Que o tempo pouco a pouco dilacera,
A sorte se transforma num repente,
E todo este carinho que se sente,
Apaziguasse a vida, amarga fera.
84
Não quero acreditar no tão volúvel
Momento que se faz em tempestade,
Nem mesmo quando a vida se degrade
Gerando algum problema ora insolúvel,
Resplandecente luz neste horizonte
Programa a solução que tanto busco,
Ainda que se veja em lusco fusco
No fim a claridade nos aponte,
Em réstias o caminho se compõe
E vejo noutro fato a dimensão
Do amor que nos causasse a sensação
Na qual toda a alegria a luta expõe,
Repare cada anseio e veja bem
O quanto da emoção amor contém.
85
Nas tantas ironias desta vida,
A sorte mais audaz não pude ter,
E quando noutro tom a merecer
Paisagem que buscara, desprovida,
Ainda quando o passo ora divida
A tétrica vontade do saber
Negando cada dia o amanhecer
Gerando novamente outra ferida,
Ainda que se pense num momento
O quanto possa em nós e eu alimento
Com toda a glória feita na esperança
Buscasse pelo menos um instante
Saber do quanto o mundo me garante
E nisto o meu cenário em paz avança.
86
Inverna dentro da alma o dia a dia
Gerando em tantos erros outro além
E sei que na verdade o que contém
Expressa o quanto possa e não queria,
A luta se desenha e na agonia
O risco se demonstra e sigo aquém
Do quanto deveria e se também
O mundo noutra face moldaria,
Girando contra o todo noutro caos,
O passo derramando em dias maus
Os ermos de minha alma solitária,
Vestígios do que fora solução
Esparramados vejo pelo chão,
E sei desta loucura imensa e vária.
87
Não sei do meu momento mais feliz,
E sigo contra tudo o que pudesse
Marcando este cenário em rara messe,
Vivendo da maneira que mais quis,
O tempo se resulta em cicatriz
E nada mais ao todo se oferece
Senão este vazio que ora esquece
De um céu amargurado, duro e gris,
O peso de uma vida me envergando
O tanto que pudesse desde quando
O canto noutro espaço se perdesse,
Marcando o que virá sem precisão
Os dias com certeza moldarão
Bem mais do que em verdade eu merecesse.
88
Não quero acreditar no que perdi,
Um ermo caminheiro sem descanso
Apenas o vazio quando alcanço
Trazendo neste instante o que há em ti,
Cadenciando o quanto percebi
Nos ermos de um momento aonde avanço
Ou mesmo quando apenas sinto o ranço
Do amor que não soubera em frenesi.
Alhures emoções tão costumeiras
Apresentando espinhos sem roseiras
E a morte como fosse uma bandeira,
Não posso mais lutar, tanto cansaço,
E quando no final o rumo eu traço,
Minha alma da esperança, garimpeira.
89
Passando a minha vida, agora a limpo,
Tramasse qualquer sorte mais diversa,
Porém o tanto quanto desconversa
Expressa a turbulência de um garimpo.
E sei do descaminho aonde adentro
E vago na dispersa consciência
E possa parecer clarividência
Enquanto no não ser eu me concentro.
Arrebentando portas e janelas
Ainda sem saber o que me trazes
A vida se presume em tantas fases
E nelas o que fazes; já revelas.
E embora tantas vezes nos machuque
Ao tolo parecesse mero truque.
90
Nas tantas ilusões que o mundo trama
A sorte não pudesse ser diversa
E sei do quanto a vida sempre versa
Ousando acreditar na frágil chama
O peso de uma luta noutro drama,
Encontra o que deveras desconversa,
E gera a solidão bem mais perversa,
Enquanto o verso gira e nada exclama,
Apresentando apenas o que um dia
Gerasse novamente uma utopia
Ou mesmo outro cenário em falsos tons,
Amar e relegar ao descaminho
E preferir estar sempre sozinho,
Sem beijos, sem carinho e sem batons...
71
Não deixe que este mundo te devore
Nem mesmo noutro passo mais audaz,
A vida da maneira que ela traz
Também por outro lado não escore
Ao tempo mais sublime comemore
E tenta acreditar no quanto faz
A sorte que se mostre contumaz
E nisto noutro instante nos açore.
Na movediça parte que nos cabe
Ainda que deveras já desabe
Castelo de ilusão mantendo vivo
O quanto poderia e nunca veio,
Aumenta simplesmente o meu receio
Sem mesmo permitir um lenitivo.
72
Já não mais caberia a quem prometa
O tempo que não trace senão isto,
Enquanto em rudimento não insisto
Presenciando a sorte de um cometa
Voltando e quando a vida me arremeta
No tanto quanto possa e até persisto,
Gerando com ternura o já previsto
Cenário aonde o sonho me acometa.
Não sei se poderia acreditar
Ou seja um mero raio de luar
Imensidão da noite em pensamento,
Vagando em constelares emoções
O tanto quanto possa e tu me expões
Trouxesse ao fim de tudo algum alento.
73
Havia na esperança qualquer brilho
Que o tempo com certeza não calasse,
Gerando na verdade algum impasse
Tramando o que pudera e agora trilho,
Ainda que se faça um andarilho,
O luto noutro tom não mais embace
O rumo que deveras se mostrasse
No prazo aonde o sonho ora palmilho,
O preço da esperança é muito caro,
O tanto quanto possa em desamparo
Não mais sustentaria o sonhador,
Nos madrigais e enredos, meus saraus,
Os cantos mais tristonhos, urutaus,
E o fim do pudesse ser amor...
74
Não peço e não tentara de tal forma
Singrar outro caminho senão este,
E quando no final tudo reveste
A sorte sem sentido algum deforma,
A luta noutro tom já não se informa
E o tempo mesmo quando percebeste
Anunciando o fim que concedeste
Gerando a imensidão em rara norma,
Acrescentando o passo ao que viria
Bebendo da mais clara fantasia,
Presença delicada deste amor
Que possa traduzir felicidade
Embora noutro tom sinta a verdade
Como se fosse um brilho redentor.
75
O amor se anunciando como eu quis
Trazendo esta beleza imensurável
Que tanto faz a vida desejável
E deixa o coração bem mais feliz,
Mineiro coração, este aprendiz,
Que busca com certeza o mais amável
Caminho que se fez ora encontrável
No Bosque dos divinos Buritis,
Saber do quanto possa a cada instante
Viver o que deveras me agigante
Deixando para trás a velha insânia,
E tendo no horizonte esta beleza,
Agora que minha alma sem surpresa
Inunda-se de ti, nobre Goiânia...
76
Jamais se perderia algum momento
Meus olhos na procura deste encanto
Vestindo esta ilusão que sem quebranto
Transforma-se no quanto em paz me alento,
Vagando sem sentir o sofrimento
Rumando ao mesmo tempo em claro manto,
E sei do que em verdade não me espanto,
Trazendo em minha voz, a voz do vento,
Há muito o que aprender, e disto eu sei,
A vida se reflete em cada grei
Diversa do que tanto poderia,
Expressas emoção, e disto eu vivo,
Num ser quase feliz, contemplativo,
Refém desta esperança em lenitivo.
77
Apenas mais um sonho que se fora,
Durante tanto tempo sem saber
O quanto poderia ter prazer,
Uma alma tantas vezes sonhadora,
Mergulho no passado e a redentora
Vontade me trazendo o bem querer
De tanto que tentasse amanhecer
Gerando nova sorte, promissora.
O rumo se adianta e vejo bem,
O tanto que se queira e que convém
Ao velho sonhador, louco poeta,
Apresentando a voz em tom suave,
Quisera neste instante ser uma ave
E nisto a minha sorte se completa.
78
Lavando os olhos tristes de saudades
Nos ermos mais doridos que inda pude
Trazer sem merecer uma atitude
Que molde o quanto tento e já me invades,
Não vejo outro momento e as qualidades
Tramando o que se faz em amplitude
E nada se programa além do rude
Cenário que decerto tu degrades.
Não quero mais palavras nem as frases
Que tanto com terror ora me trazes
Falando de momentos que não tive,
Ainda que pudesse ser além
Do todo quando a vida ainda vem
Ou noutro tom apenas já me esquive.
79
Ocasos entre turvas paisagens,
Momentos mais diversos, versos sonho,
E quando noutro tempo enfim proponho
Viver além das vagas, vãs miragens,
E quando no final estas bagagens
Que possa traduzir num tom medonho,
O que inda me restara em enfadonho
Caminho transformasse em vãs visagens.
Perfaço o meu caminho e quando vejo,
O tempo noutro tanto claro ensejo
Expresso uma ilusão, e tão somente,
Ainda que se sinta de tal forma
O rumo noutro tom já se transforma
E a vida sem saber nada apresente.
80
Num dia mais feliz após os sonhos
Perdidos entre trevas e temores
Aonde quer e sei que não te opores
Vivesse meus caminhos mais risonhos,
Os olhos procurando entre bisonhos
Cenários os que possam noutras cores
Moldarem outros tantos, redentores,
Negando os mais doridos e medonhos.
Acrescentando ao canto uma emoção
Que faça deste instante a dimensão
De um mundo que pudera gigantesco,
Não posso acreditar em nova queda,
E sei do quanto a vida se envereda
Matando este espetáculo dantesco.
Não deixe que este mundo te devore
Nem mesmo noutro passo mais audaz,
A vida da maneira que ela traz
Também por outro lado não escore
Ao tempo mais sublime comemore
E tenta acreditar no quanto faz
A sorte que se mostre contumaz
E nisto noutro instante nos açore.
Na movediça parte que nos cabe
Ainda que deveras já desabe
Castelo de ilusão mantendo vivo
O quanto poderia e nunca veio,
Aumenta simplesmente o meu receio
Sem mesmo permitir um lenitivo.
72
Já não mais caberia a quem prometa
O tempo que não trace senão isto,
Enquanto em rudimento não insisto
Presenciando a sorte de um cometa
Voltando e quando a vida me arremeta
No tanto quanto possa e até persisto,
Gerando com ternura o já previsto
Cenário aonde o sonho me acometa.
Não sei se poderia acreditar
Ou seja um mero raio de luar
Imensidão da noite em pensamento,
Vagando em constelares emoções
O tanto quanto possa e tu me expões
Trouxesse ao fim de tudo algum alento.
73
Havia na esperança qualquer brilho
Que o tempo com certeza não calasse,
Gerando na verdade algum impasse
Tramando o que pudera e agora trilho,
Ainda que se faça um andarilho,
O luto noutro tom não mais embace
O rumo que deveras se mostrasse
No prazo aonde o sonho ora palmilho,
O preço da esperança é muito caro,
O tanto quanto possa em desamparo
Não mais sustentaria o sonhador,
Nos madrigais e enredos, meus saraus,
Os cantos mais tristonhos, urutaus,
E o fim do pudesse ser amor...
74
Não peço e não tentara de tal forma
Singrar outro caminho senão este,
E quando no final tudo reveste
A sorte sem sentido algum deforma,
A luta noutro tom já não se informa
E o tempo mesmo quando percebeste
Anunciando o fim que concedeste
Gerando a imensidão em rara norma,
Acrescentando o passo ao que viria
Bebendo da mais clara fantasia,
Presença delicada deste amor
Que possa traduzir felicidade
Embora noutro tom sinta a verdade
Como se fosse um brilho redentor.
75
O amor se anunciando como eu quis
Trazendo esta beleza imensurável
Que tanto faz a vida desejável
E deixa o coração bem mais feliz,
Mineiro coração, este aprendiz,
Que busca com certeza o mais amável
Caminho que se fez ora encontrável
No Bosque dos divinos Buritis,
Saber do quanto possa a cada instante
Viver o que deveras me agigante
Deixando para trás a velha insânia,
E tendo no horizonte esta beleza,
Agora que minha alma sem surpresa
Inunda-se de ti, nobre Goiânia...
76
Jamais se perderia algum momento
Meus olhos na procura deste encanto
Vestindo esta ilusão que sem quebranto
Transforma-se no quanto em paz me alento,
Vagando sem sentir o sofrimento
Rumando ao mesmo tempo em claro manto,
E sei do que em verdade não me espanto,
Trazendo em minha voz, a voz do vento,
Há muito o que aprender, e disto eu sei,
A vida se reflete em cada grei
Diversa do que tanto poderia,
Expressas emoção, e disto eu vivo,
Num ser quase feliz, contemplativo,
Refém desta esperança em lenitivo.
77
Apenas mais um sonho que se fora,
Durante tanto tempo sem saber
O quanto poderia ter prazer,
Uma alma tantas vezes sonhadora,
Mergulho no passado e a redentora
Vontade me trazendo o bem querer
De tanto que tentasse amanhecer
Gerando nova sorte, promissora.
O rumo se adianta e vejo bem,
O tanto que se queira e que convém
Ao velho sonhador, louco poeta,
Apresentando a voz em tom suave,
Quisera neste instante ser uma ave
E nisto a minha sorte se completa.
78
Lavando os olhos tristes de saudades
Nos ermos mais doridos que inda pude
Trazer sem merecer uma atitude
Que molde o quanto tento e já me invades,
Não vejo outro momento e as qualidades
Tramando o que se faz em amplitude
E nada se programa além do rude
Cenário que decerto tu degrades.
Não quero mais palavras nem as frases
Que tanto com terror ora me trazes
Falando de momentos que não tive,
Ainda que pudesse ser além
Do todo quando a vida ainda vem
Ou noutro tom apenas já me esquive.
79
Ocasos entre turvas paisagens,
Momentos mais diversos, versos sonho,
E quando noutro tempo enfim proponho
Viver além das vagas, vãs miragens,
E quando no final estas bagagens
Que possa traduzir num tom medonho,
O que inda me restara em enfadonho
Caminho transformasse em vãs visagens.
Perfaço o meu caminho e quando vejo,
O tempo noutro tanto claro ensejo
Expresso uma ilusão, e tão somente,
Ainda que se sinta de tal forma
O rumo noutro tom já se transforma
E a vida sem saber nada apresente.
80
Num dia mais feliz após os sonhos
Perdidos entre trevas e temores
Aonde quer e sei que não te opores
Vivesse meus caminhos mais risonhos,
Os olhos procurando entre bisonhos
Cenários os que possam noutras cores
Moldarem outros tantos, redentores,
Negando os mais doridos e medonhos.
Acrescentando ao canto uma emoção
Que faça deste instante a dimensão
De um mundo que pudera gigantesco,
Não posso acreditar em nova queda,
E sei do quanto a vida se envereda
Matando este espetáculo dantesco.
61
Anseios traduzissem o meu mundo
Diverso do que tanto acreditara
Sabendo da sangria, se prepara,
E bebe do que busco e me aprofundo,
Não tento acreditar nem um segundo
Nas sortes mais diversas da seara
Que agora noutro tom já me escancara
E trama este não ser onde me inundo.
À deriva seguindo meu caminho
Sem nada que transcorra com carinho,
Apenas sordidez e nada mais,
O ventre da esperança nada gere
O sonho na verdade se interfere
Expressa tão somente outro jamais.
62
Quisera acrescentar mais uma frase
Ao tanto que se fez ilusionário,
O verso segue noutro itinerário
E o tempo sem sentido sempre atrase,
E nada do que possa mais defase
Senão esta impressão que o solitário
Traduz tentando um toque solidário
De quem a cada instante nada embase.
O vento em mais diversa direção
O norte se perdera desde então
Marcando com terror e sofrimento
O prazo se extinguira, mas no fundo,
O temporal no qual agora inundo
Reflete o que deveras sempre tento.
63
Esperaria apenas o que versa
Nas tramas mais audazes e ferinas,
Enquanto noutro tom tu te alucinas
A vida encerrando esta conversa,
A luta mesmo quando mais dispersa,
Ao menos sem sentido me azucrinas
E bebo destas fontes cristalinas
Aonde o meu caminho desconversa,
Arcando com enganos do passado,
O tempo se mostrara embolorado
E o vento noutro rumo me levasse
A senda que procuro não existe,
E sei do coração deveras triste,
E nele a solução traduz o impasse.
64
No amor que me entregara sem defesas
Na luta quando o tempo se redime
E o medo quantas vezes dita o crime
E destas ilusões somente presas,
As tramas são decerto nas torpezas
Apenas o que tanto o sonho exprime
Deixando no passado o tom sublime
E segue com vigor tais correntezas,
As sofridas manhãs, os dias rudes,
E tanto sem sentido desiludes
Quem possa acreditar noutro momento,
Assim que meu cenário se desfaça
As barricadas vejo em plena praça
E o tempo mais feliz, ainda invento.
65
Olhando de soslaio vejo a queda
Do todo que se fez além do medo,
E sinto quantas vezes me concedo
Vivendo sem saber o quanto enreda
A vida noutro tom e nada seda
O velho coração já sem segredo,
Matando em desalento e em passo ledo,
A crença do que possa e se depreda.
Acolho os meus enganos, são fatais,
E neles- outros tantos – demonstrais,
Reflexos de uma vida sem proveito,
E quando me anuncias o final,
A morte se transcorre, é natural,
E sinto que afinal, tal sorte, aceito.
66
Repare cada instante e veja bem
O quanto poderia ser miragem
E beba do que possa nesta aragem
Além do quanto tenha e nos convém,
O mundo se entranhando perde o trem,
Deixando no caminho esta bagagem,
E o medo se transforma em tal viagem,
Cabendo tão somente o que não vem,
Alentos? Na verdade são mentiras,
E disto com certeza tu retiras
As tramas mais ferinas e vulgares,
Ainda que deveras mal notares
O fim se expressaria de tal forma
Que mesmo a solidão não se conforma.
67
Tramasse contra tudo e contra todos,
Vencendo ou mesmo até sem ter sucesso,
Ainda quando possa e te confesso,
Os dias entranhassem tantos lodos,
Os sonhos com ternura e com denodos,
O peso de um momento onde o progresso
Traçasse o que pudera e não expresso
Além dos meus diversos vãos engodos.
Acolho cada farsa como fosse
A solução de um tempo que agridoce
Expressa a realidade mais aguda,
E após tempestuosa noite em vão,
O tempo não traria esta emoção
Nem mesmo uma verdade que me acuda.
68
Usando da palavra como uma arma
Não tenho a dimensão do que isto traz
Somente a mesma angústia quando audaz
Expressaria além do velho carma,
O peso de uma vida nos desarma,
O conto noutro instante tanto faz,
E sei do que pudera ser tenaz
E nisto nada mais enfim me alarma,
Senão a sensação do que viria
Após a mais diversa rebeldia
Do velho coração vivo em motim,
Servindo com ternura o que pudesse
Traçando muito além da mera prece
O amor que inda acalento dentro em mim.
69
Arcando com meus dias mais suaves
E neles outros tantos mergulhasse
Meu canto que vencendo algum impasse
Trouxesse a liberdade em raras aves,
Vivenciando o todo sem entraves,
A luta não pudesse e não tentasse
Apenas o que veja e que se trace
Restando a liberdade em raras naves.
Ousasse acreditar nalgum futuro
E mesmo quando enfim eu me asseguro
Do todo que trouxeste em remissão,
Meus dias nos teus dias se aprofundam
Os olhos lagrimando ora se inundam
Mostrando toda a força da emoção.
70
Invades com teus risos o caminho
De quem se fez deveras tão sozinho
Lutando contra a fúria das marés
E sei que verdade por quem és
Já não comportaria mais espinho
Tampouco este cenário tão daninho
Sabendo e acreditando sem galés
O mundo que inda vejo de viés,
Presumo outro cenário que imponente
Expresse o quanto a gente tente e sente
Vestindo esta emoção sem paralelo,
O quanto deste amor se fez mais belo,
Agora noutro passo se apresente,
Enquanto o meu anseio eu te revelo.
Anseios traduzissem o meu mundo
Diverso do que tanto acreditara
Sabendo da sangria, se prepara,
E bebe do que busco e me aprofundo,
Não tento acreditar nem um segundo
Nas sortes mais diversas da seara
Que agora noutro tom já me escancara
E trama este não ser onde me inundo.
À deriva seguindo meu caminho
Sem nada que transcorra com carinho,
Apenas sordidez e nada mais,
O ventre da esperança nada gere
O sonho na verdade se interfere
Expressa tão somente outro jamais.
62
Quisera acrescentar mais uma frase
Ao tanto que se fez ilusionário,
O verso segue noutro itinerário
E o tempo sem sentido sempre atrase,
E nada do que possa mais defase
Senão esta impressão que o solitário
Traduz tentando um toque solidário
De quem a cada instante nada embase.
O vento em mais diversa direção
O norte se perdera desde então
Marcando com terror e sofrimento
O prazo se extinguira, mas no fundo,
O temporal no qual agora inundo
Reflete o que deveras sempre tento.
63
Esperaria apenas o que versa
Nas tramas mais audazes e ferinas,
Enquanto noutro tom tu te alucinas
A vida encerrando esta conversa,
A luta mesmo quando mais dispersa,
Ao menos sem sentido me azucrinas
E bebo destas fontes cristalinas
Aonde o meu caminho desconversa,
Arcando com enganos do passado,
O tempo se mostrara embolorado
E o vento noutro rumo me levasse
A senda que procuro não existe,
E sei do coração deveras triste,
E nele a solução traduz o impasse.
64
No amor que me entregara sem defesas
Na luta quando o tempo se redime
E o medo quantas vezes dita o crime
E destas ilusões somente presas,
As tramas são decerto nas torpezas
Apenas o que tanto o sonho exprime
Deixando no passado o tom sublime
E segue com vigor tais correntezas,
As sofridas manhãs, os dias rudes,
E tanto sem sentido desiludes
Quem possa acreditar noutro momento,
Assim que meu cenário se desfaça
As barricadas vejo em plena praça
E o tempo mais feliz, ainda invento.
65
Olhando de soslaio vejo a queda
Do todo que se fez além do medo,
E sinto quantas vezes me concedo
Vivendo sem saber o quanto enreda
A vida noutro tom e nada seda
O velho coração já sem segredo,
Matando em desalento e em passo ledo,
A crença do que possa e se depreda.
Acolho os meus enganos, são fatais,
E neles- outros tantos – demonstrais,
Reflexos de uma vida sem proveito,
E quando me anuncias o final,
A morte se transcorre, é natural,
E sinto que afinal, tal sorte, aceito.
66
Repare cada instante e veja bem
O quanto poderia ser miragem
E beba do que possa nesta aragem
Além do quanto tenha e nos convém,
O mundo se entranhando perde o trem,
Deixando no caminho esta bagagem,
E o medo se transforma em tal viagem,
Cabendo tão somente o que não vem,
Alentos? Na verdade são mentiras,
E disto com certeza tu retiras
As tramas mais ferinas e vulgares,
Ainda que deveras mal notares
O fim se expressaria de tal forma
Que mesmo a solidão não se conforma.
67
Tramasse contra tudo e contra todos,
Vencendo ou mesmo até sem ter sucesso,
Ainda quando possa e te confesso,
Os dias entranhassem tantos lodos,
Os sonhos com ternura e com denodos,
O peso de um momento onde o progresso
Traçasse o que pudera e não expresso
Além dos meus diversos vãos engodos.
Acolho cada farsa como fosse
A solução de um tempo que agridoce
Expressa a realidade mais aguda,
E após tempestuosa noite em vão,
O tempo não traria esta emoção
Nem mesmo uma verdade que me acuda.
68
Usando da palavra como uma arma
Não tenho a dimensão do que isto traz
Somente a mesma angústia quando audaz
Expressaria além do velho carma,
O peso de uma vida nos desarma,
O conto noutro instante tanto faz,
E sei do que pudera ser tenaz
E nisto nada mais enfim me alarma,
Senão a sensação do que viria
Após a mais diversa rebeldia
Do velho coração vivo em motim,
Servindo com ternura o que pudesse
Traçando muito além da mera prece
O amor que inda acalento dentro em mim.
69
Arcando com meus dias mais suaves
E neles outros tantos mergulhasse
Meu canto que vencendo algum impasse
Trouxesse a liberdade em raras aves,
Vivenciando o todo sem entraves,
A luta não pudesse e não tentasse
Apenas o que veja e que se trace
Restando a liberdade em raras naves.
Ousasse acreditar nalgum futuro
E mesmo quando enfim eu me asseguro
Do todo que trouxeste em remissão,
Meus dias nos teus dias se aprofundam
Os olhos lagrimando ora se inundam
Mostrando toda a força da emoção.
70
Invades com teus risos o caminho
De quem se fez deveras tão sozinho
Lutando contra a fúria das marés
E sei que verdade por quem és
Já não comportaria mais espinho
Tampouco este cenário tão daninho
Sabendo e acreditando sem galés
O mundo que inda vejo de viés,
Presumo outro cenário que imponente
Expresse o quanto a gente tente e sente
Vestindo esta emoção sem paralelo,
O quanto deste amor se fez mais belo,
Agora noutro passo se apresente,
Enquanto o meu anseio eu te revelo.
61
Anseios traduzissem o meu mundo
Diverso do que tanto acreditara
Sabendo da sangria, se prepara,
E bebe do que busco e me aprofundo,
Não tento acreditar nem um segundo
Nas sortes mais diversas da seara
Que agora noutro tom já me escancara
E trama este não ser onde me inundo.
À deriva seguindo meu caminho
Sem nada que transcorra com carinho,
Apenas sordidez e nada mais,
O ventre da esperança nada gere
O sonho na verdade se interfere
Expressa tão somente outro jamais.
62
Quisera acrescentar mais uma frase
Ao tanto que se fez ilusionário,
O verso segue noutro itinerário
E o tempo sem sentido sempre atrase,
E nada do que possa mais defase
Senão esta impressão que o solitário
Traduz tentando um toque solidário
De quem a cada instante nada embase.
O vento em mais diversa direção
O norte se perdera desde então
Marcando com terror e sofrimento
O prazo se extinguira, mas no fundo,
O temporal no qual agora inundo
Reflete o que deveras sempre tento.
63
Esperaria apenas o que versa
Nas tramas mais audazes e ferinas,
Enquanto noutro tom tu te alucinas
A vida encerrando esta conversa,
A luta mesmo quando mais dispersa,
Ao menos sem sentido me azucrinas
E bebo destas fontes cristalinas
Aonde o meu caminho desconversa,
Arcando com enganos do passado,
O tempo se mostrara embolorado
E o vento noutro rumo me levasse
A senda que procuro não existe,
E sei do coração deveras triste,
E nele a solução traduz o impasse.
64
No amor que me entregara sem defesas
Na luta quando o tempo se redime
E o medo quantas vezes dita o crime
E destas ilusões somente presas,
As tramas são decerto nas torpezas
Apenas o que tanto o sonho exprime
Deixando no passado o tom sublime
E segue com vigor tais correntezas,
As sofridas manhãs, os dias rudes,
E tanto sem sentido desiludes
Quem possa acreditar noutro momento,
Assim que meu cenário se desfaça
As barricadas vejo em plena praça
E o tempo mais feliz, ainda invento.
65
Olhando de soslaio vejo a queda
Do todo que se fez além do medo,
E sinto quantas vezes me concedo
Vivendo sem saber o quanto enreda
A vida noutro tom e nada seda
O velho coração já sem segredo,
Matando em desalento e em passo ledo,
A crença do que possa e se depreda.
Acolho os meus enganos, são fatais,
E neles- outros tantos – demonstrais,
Reflexos de uma vida sem proveito,
E quando me anuncias o final,
A morte se transcorre, é natural,
E sinto que afinal, tal sorte, aceito.
66
Repare cada instante e veja bem
O quanto poderia ser miragem
E beba do que possa nesta aragem
Além do quanto tenha e nos convém,
O mundo se entranhando perde o trem,
Deixando no caminho esta bagagem,
E o medo se transforma em tal viagem,
Cabendo tão somente o que não vem,
Alentos? Na verdade são mentiras,
E disto com certeza tu retiras
As tramas mais ferinas e vulgares,
Ainda que deveras mal notares
O fim se expressaria de tal forma
Que mesmo a solidão não se conforma.
67
Tramasse contra tudo e contra todos,
Vencendo ou mesmo até sem ter sucesso,
Ainda quando possa e te confesso,
Os dias entranhassem tantos lodos,
Os sonhos com ternura e com denodos,
O peso de um momento onde o progresso
Traçasse o que pudera e não expresso
Além dos meus diversos vãos engodos.
Acolho cada farsa como fosse
A solução de um tempo que agridoce
Expressa a realidade mais aguda,
E após tempestuosa noite em vão,
O tempo não traria esta emoção
Nem mesmo uma verdade que me acuda.
68
Usando da palavra como uma arma
Não tenho a dimensão do que isto traz
Somente a mesma angústia quando audaz
Expressaria além do velho carma,
O peso de uma vida nos desarma,
O conto noutro instante tanto faz,
E sei do que pudera ser tenaz
E nisto nada mais enfim me alarma,
Senão a sensação do que viria
Após a mais diversa rebeldia
Do velho coração vivo em motim,
Servindo com ternura o que pudesse
Traçando muito além da mera prece
O amor que inda acalento dentro em mim.
69
Arcando com meus dias mais suaves
E neles outros tantos mergulhasse
Meu canto que vencendo algum impasse
Trouxesse a liberdade em raras aves,
Vivenciando o todo sem entraves,
A luta não pudesse e não tentasse
Apenas o que veja e que se trace
Restando a liberdade em raras naves.
Ousasse acreditar nalgum futuro
E mesmo quando enfim eu me asseguro
Do todo que trouxeste em remissão,
Meus dias nos teus dias se aprofundam
Os olhos lagrimando ora se inundam
Mostrando toda a força da emoção.
70
Invades com teus risos o caminho
De quem se fez deveras tão sozinho
Lutando contra a fúria das marés
E sei que verdade por quem és
Já não comportaria mais espinho
Tampouco este cenário tão daninho
Sabendo e acreditando sem galés
O mundo que inda vejo de viés,
Presumo outro cenário que imponente
Expresse o quanto a gente tente e sente
Vestindo esta emoção sem paralelo,
O quanto deste amor se fez mais belo,
Agora noutro passo se apresente,
Enquanto o meu anseio eu te revelo.
Anseios traduzissem o meu mundo
Diverso do que tanto acreditara
Sabendo da sangria, se prepara,
E bebe do que busco e me aprofundo,
Não tento acreditar nem um segundo
Nas sortes mais diversas da seara
Que agora noutro tom já me escancara
E trama este não ser onde me inundo.
À deriva seguindo meu caminho
Sem nada que transcorra com carinho,
Apenas sordidez e nada mais,
O ventre da esperança nada gere
O sonho na verdade se interfere
Expressa tão somente outro jamais.
62
Quisera acrescentar mais uma frase
Ao tanto que se fez ilusionário,
O verso segue noutro itinerário
E o tempo sem sentido sempre atrase,
E nada do que possa mais defase
Senão esta impressão que o solitário
Traduz tentando um toque solidário
De quem a cada instante nada embase.
O vento em mais diversa direção
O norte se perdera desde então
Marcando com terror e sofrimento
O prazo se extinguira, mas no fundo,
O temporal no qual agora inundo
Reflete o que deveras sempre tento.
63
Esperaria apenas o que versa
Nas tramas mais audazes e ferinas,
Enquanto noutro tom tu te alucinas
A vida encerrando esta conversa,
A luta mesmo quando mais dispersa,
Ao menos sem sentido me azucrinas
E bebo destas fontes cristalinas
Aonde o meu caminho desconversa,
Arcando com enganos do passado,
O tempo se mostrara embolorado
E o vento noutro rumo me levasse
A senda que procuro não existe,
E sei do coração deveras triste,
E nele a solução traduz o impasse.
64
No amor que me entregara sem defesas
Na luta quando o tempo se redime
E o medo quantas vezes dita o crime
E destas ilusões somente presas,
As tramas são decerto nas torpezas
Apenas o que tanto o sonho exprime
Deixando no passado o tom sublime
E segue com vigor tais correntezas,
As sofridas manhãs, os dias rudes,
E tanto sem sentido desiludes
Quem possa acreditar noutro momento,
Assim que meu cenário se desfaça
As barricadas vejo em plena praça
E o tempo mais feliz, ainda invento.
65
Olhando de soslaio vejo a queda
Do todo que se fez além do medo,
E sinto quantas vezes me concedo
Vivendo sem saber o quanto enreda
A vida noutro tom e nada seda
O velho coração já sem segredo,
Matando em desalento e em passo ledo,
A crença do que possa e se depreda.
Acolho os meus enganos, são fatais,
E neles- outros tantos – demonstrais,
Reflexos de uma vida sem proveito,
E quando me anuncias o final,
A morte se transcorre, é natural,
E sinto que afinal, tal sorte, aceito.
66
Repare cada instante e veja bem
O quanto poderia ser miragem
E beba do que possa nesta aragem
Além do quanto tenha e nos convém,
O mundo se entranhando perde o trem,
Deixando no caminho esta bagagem,
E o medo se transforma em tal viagem,
Cabendo tão somente o que não vem,
Alentos? Na verdade são mentiras,
E disto com certeza tu retiras
As tramas mais ferinas e vulgares,
Ainda que deveras mal notares
O fim se expressaria de tal forma
Que mesmo a solidão não se conforma.
67
Tramasse contra tudo e contra todos,
Vencendo ou mesmo até sem ter sucesso,
Ainda quando possa e te confesso,
Os dias entranhassem tantos lodos,
Os sonhos com ternura e com denodos,
O peso de um momento onde o progresso
Traçasse o que pudera e não expresso
Além dos meus diversos vãos engodos.
Acolho cada farsa como fosse
A solução de um tempo que agridoce
Expressa a realidade mais aguda,
E após tempestuosa noite em vão,
O tempo não traria esta emoção
Nem mesmo uma verdade que me acuda.
68
Usando da palavra como uma arma
Não tenho a dimensão do que isto traz
Somente a mesma angústia quando audaz
Expressaria além do velho carma,
O peso de uma vida nos desarma,
O conto noutro instante tanto faz,
E sei do que pudera ser tenaz
E nisto nada mais enfim me alarma,
Senão a sensação do que viria
Após a mais diversa rebeldia
Do velho coração vivo em motim,
Servindo com ternura o que pudesse
Traçando muito além da mera prece
O amor que inda acalento dentro em mim.
69
Arcando com meus dias mais suaves
E neles outros tantos mergulhasse
Meu canto que vencendo algum impasse
Trouxesse a liberdade em raras aves,
Vivenciando o todo sem entraves,
A luta não pudesse e não tentasse
Apenas o que veja e que se trace
Restando a liberdade em raras naves.
Ousasse acreditar nalgum futuro
E mesmo quando enfim eu me asseguro
Do todo que trouxeste em remissão,
Meus dias nos teus dias se aprofundam
Os olhos lagrimando ora se inundam
Mostrando toda a força da emoção.
70
Invades com teus risos o caminho
De quem se fez deveras tão sozinho
Lutando contra a fúria das marés
E sei que verdade por quem és
Já não comportaria mais espinho
Tampouco este cenário tão daninho
Sabendo e acreditando sem galés
O mundo que inda vejo de viés,
Presumo outro cenário que imponente
Expresse o quanto a gente tente e sente
Vestindo esta emoção sem paralelo,
O quanto deste amor se fez mais belo,
Agora noutro passo se apresente,
Enquanto o meu anseio eu te revelo.
30/06/2011
Minha querida, a alegria
Traça rumos tão diversos
E se possa noutros versos
Ver o quanto mais queria
Vejo a sorte dia a dia
E nos ermos mais dispersos
Procurando ora universos
Entremeio em fantasia,
Nada pude contra a sorte
Que talvez mesmo comporte
O que a luta se desenha,
Traduzindo este cenário
Onde tomo o temerário
Caminhar que nos convenha.
Minha querida, a alegria
Traça rumos tão diversos
E se possa noutros versos
Ver o quanto mais queria
Vejo a sorte dia a dia
E nos ermos mais dispersos
Procurando ora universos
Entremeio em fantasia,
Nada pude contra a sorte
Que talvez mesmo comporte
O que a luta se desenha,
Traduzindo este cenário
Onde tomo o temerário
Caminhar que nos convenha.
51
Nas tantas e diversas ilusões
E os dias sempre foram mais sutis,
Enquanto na verdade sendo hostis
Os olhos onde os erros tu me compões,
Não quero e nem pudera em soluções
Diversas deste amor que tanto quis,
Vibrando com ternura por um triz
E nisto sigo além das emoções,
Os cantos entre encantos e temores
Seguindo sem sentido aonde fores
Vencendo os desencantos mais atrozes,
No fim de cada passo novo enredo
E sei do quanto possa e me concedo
Ousando perpetrar diversas fozes.
52
Apresentando sempre a mesma face,
Jamais imaginasse o desconforto
Da vida que gerasse novo aborto
Enquanto no final nada traçasse
Senão esta vergonha em desenlace
Marcando o meu caminho, ledo porto,
E sei do que pudera e semimorto
O rumo tantas vezes se mostrasse,
Agora apresentando o fim do jogo,
Encontro como fosse o Botafogo,
Uma esperança além da realidade,
Mas tanto faz a sorte que viria,
A luta se transcende em poesia
E busco no final, a liberdade.
53
Mineiro, capixaba e carioca,
O coração não sabe mais quem é,
Só sei que na verdade trago em fé,
O quanto esta emoção já me provoca,
Não vou ficar apenas nesta toca,
Nem mesmo de tocaia, pois até
A sorte se desenha do sapé
Ao mais sublime prédio e se desloca.
No fim apenas sinto o verdadeiro
Sentido do que seja brasileiro,
Eterno sonhador, ou quando após
Atemporal cenário que é mutante,
Ouvindo o quanto possa e não garante,
Desaguamos na mesma bela foz.
54
Apresentando o sonho aonde um dia
A luta desvendasse qualquer fato,
O sonho tão somente ora constato
Vibrando com certeza em harmonia,
Meu canto se reflete onde teria
O mais sublime instante e se retrato
O corte aprofundando ora resgato
A mesma senda em paz ou agonia,
Não mais perseverasse nem tentara
Vencer a solidão que é tão amara
Ousando acreditar no que não venha,
A luta se refaz, mas na verdade,
O mundo desnudando a realidade
Escala em mansidão a imensa penha.
55
Nos vórtices que tanto se apresentam
Após os meus enganos costumeiros,
Encontro a solidão dos derradeiros
Cenário onde os olhos não mais tentam
Vencer os que deveras desalentam
Os dias entre rudes espinheiros,
No fundo meus amores vão ligeiros
E as quedas sempre ao fim tanto atormentam.
Não teimo contra a fúria nem pudera
Saber do que em verdade traz nesta era
O sonho mais feliz de um mero anseio,
Soneteando a vida de tal forma
O quanto na verdade se transforma
Expressa a solidão que enfim receio.
56
Não quis nem poderia ousar no sonho
Que trague além do verso mais audaz
A fonte que deveras satisfaz
O rumo aonde o canto sempre ponho,
E sei quando em verdade recomponho
O preço a se pagar seja tenaz
E o manto desvendando o que se faz
Repare no final tão enfadonho,
O verso sendo lúdico ou deveras
Vivendo o turbilhão das novas eras
Permite que se tente alguma luz,
Não sou tempestuoso nem tampouco
Gritasse pelas ruas feito um louco,
O amor, somente amor, pois me conduz.
57
Não mais procuro crer no mais perfeito
Soneto nem num verso redentor,
Somente um velho e rude trovador
Encontro na emoção tudo que aceito,
Ainda que deveras quando deito,
Enfrente tantas vezes dissabor,
O manto da esperança a se compor,
Permite que este sonho seja o pleito,
Não quero, já cansado, outro cenário,
Meu passo muitas vezes solitário,
Já não encontraria este horizonte,
Espero que quem venha no futuro,
Supere este momento que, asseguro,
No fundo, tantas vezes desaponte.
58
Carpindo sobre o corpo da ilusão,
Já nada mais restasse ao trovador
Senão a mesma face interior
Que agora ponteasse um violão,
Tramando sertanejo coração
Qual fosse na verdade a bela flor
Vestígio do que possa um grande amor
Neste formato mesmo de oração,
O vento assobiando uma cantiga
Que traga no meu peito a mais antiga
Versão do grande sonho de Catulo,
O preço a se pagar pelo progresso,
Talvez eu não suporte; e ora confesso,
Transcende ao quanto sinto e mesmo emulo.
59
Nesta incerteza vago sem saber
O quanto inda viria após a queda
Das tramas onde o tempo sempre veda
Gerando o que pudesse o desprazer,
Não quero no caminho padecer
Tampouco se resume e se envereda
Ousando acreditar no quanto seda
A sólida expressão a fenecer.
Tecendo tão somente uma esperança
Não possa acreditar onde se lança
A vida em avidez ou mesmo em tédio,
Ao menos quero o sonho mais feliz
Vivendo o que deveras sempre quis,
E tendo a fantasia por remédio.
60
Opacificas tanto os descaminhos
E neles não permites novo rumo,
Ainda que pudesse eu não resumo,
Sabendo quantos dias são mesquinhos,
Os olhos procurando pelos ninhos,
O canto se perdera sem seu sumo,
E o tempo noutro tom quando me esfumo
Eclode em dias rudes e daninhos.
Não quero ter nas mãos outro momento,
Somente o que deveras hoje aguento
E bebo em solidão, sem sordidez,
Não mais anunciasse o fim de tudo,
E mesmo quando agora desiludo,
O amor inevitável; se refez.
Nas tantas e diversas ilusões
E os dias sempre foram mais sutis,
Enquanto na verdade sendo hostis
Os olhos onde os erros tu me compões,
Não quero e nem pudera em soluções
Diversas deste amor que tanto quis,
Vibrando com ternura por um triz
E nisto sigo além das emoções,
Os cantos entre encantos e temores
Seguindo sem sentido aonde fores
Vencendo os desencantos mais atrozes,
No fim de cada passo novo enredo
E sei do quanto possa e me concedo
Ousando perpetrar diversas fozes.
52
Apresentando sempre a mesma face,
Jamais imaginasse o desconforto
Da vida que gerasse novo aborto
Enquanto no final nada traçasse
Senão esta vergonha em desenlace
Marcando o meu caminho, ledo porto,
E sei do que pudera e semimorto
O rumo tantas vezes se mostrasse,
Agora apresentando o fim do jogo,
Encontro como fosse o Botafogo,
Uma esperança além da realidade,
Mas tanto faz a sorte que viria,
A luta se transcende em poesia
E busco no final, a liberdade.
53
Mineiro, capixaba e carioca,
O coração não sabe mais quem é,
Só sei que na verdade trago em fé,
O quanto esta emoção já me provoca,
Não vou ficar apenas nesta toca,
Nem mesmo de tocaia, pois até
A sorte se desenha do sapé
Ao mais sublime prédio e se desloca.
No fim apenas sinto o verdadeiro
Sentido do que seja brasileiro,
Eterno sonhador, ou quando após
Atemporal cenário que é mutante,
Ouvindo o quanto possa e não garante,
Desaguamos na mesma bela foz.
54
Apresentando o sonho aonde um dia
A luta desvendasse qualquer fato,
O sonho tão somente ora constato
Vibrando com certeza em harmonia,
Meu canto se reflete onde teria
O mais sublime instante e se retrato
O corte aprofundando ora resgato
A mesma senda em paz ou agonia,
Não mais perseverasse nem tentara
Vencer a solidão que é tão amara
Ousando acreditar no que não venha,
A luta se refaz, mas na verdade,
O mundo desnudando a realidade
Escala em mansidão a imensa penha.
55
Nos vórtices que tanto se apresentam
Após os meus enganos costumeiros,
Encontro a solidão dos derradeiros
Cenário onde os olhos não mais tentam
Vencer os que deveras desalentam
Os dias entre rudes espinheiros,
No fundo meus amores vão ligeiros
E as quedas sempre ao fim tanto atormentam.
Não teimo contra a fúria nem pudera
Saber do que em verdade traz nesta era
O sonho mais feliz de um mero anseio,
Soneteando a vida de tal forma
O quanto na verdade se transforma
Expressa a solidão que enfim receio.
56
Não quis nem poderia ousar no sonho
Que trague além do verso mais audaz
A fonte que deveras satisfaz
O rumo aonde o canto sempre ponho,
E sei quando em verdade recomponho
O preço a se pagar seja tenaz
E o manto desvendando o que se faz
Repare no final tão enfadonho,
O verso sendo lúdico ou deveras
Vivendo o turbilhão das novas eras
Permite que se tente alguma luz,
Não sou tempestuoso nem tampouco
Gritasse pelas ruas feito um louco,
O amor, somente amor, pois me conduz.
57
Não mais procuro crer no mais perfeito
Soneto nem num verso redentor,
Somente um velho e rude trovador
Encontro na emoção tudo que aceito,
Ainda que deveras quando deito,
Enfrente tantas vezes dissabor,
O manto da esperança a se compor,
Permite que este sonho seja o pleito,
Não quero, já cansado, outro cenário,
Meu passo muitas vezes solitário,
Já não encontraria este horizonte,
Espero que quem venha no futuro,
Supere este momento que, asseguro,
No fundo, tantas vezes desaponte.
58
Carpindo sobre o corpo da ilusão,
Já nada mais restasse ao trovador
Senão a mesma face interior
Que agora ponteasse um violão,
Tramando sertanejo coração
Qual fosse na verdade a bela flor
Vestígio do que possa um grande amor
Neste formato mesmo de oração,
O vento assobiando uma cantiga
Que traga no meu peito a mais antiga
Versão do grande sonho de Catulo,
O preço a se pagar pelo progresso,
Talvez eu não suporte; e ora confesso,
Transcende ao quanto sinto e mesmo emulo.
59
Nesta incerteza vago sem saber
O quanto inda viria após a queda
Das tramas onde o tempo sempre veda
Gerando o que pudesse o desprazer,
Não quero no caminho padecer
Tampouco se resume e se envereda
Ousando acreditar no quanto seda
A sólida expressão a fenecer.
Tecendo tão somente uma esperança
Não possa acreditar onde se lança
A vida em avidez ou mesmo em tédio,
Ao menos quero o sonho mais feliz
Vivendo o que deveras sempre quis,
E tendo a fantasia por remédio.
60
Opacificas tanto os descaminhos
E neles não permites novo rumo,
Ainda que pudesse eu não resumo,
Sabendo quantos dias são mesquinhos,
Os olhos procurando pelos ninhos,
O canto se perdera sem seu sumo,
E o tempo noutro tom quando me esfumo
Eclode em dias rudes e daninhos.
Não quero ter nas mãos outro momento,
Somente o que deveras hoje aguento
E bebo em solidão, sem sordidez,
Não mais anunciasse o fim de tudo,
E mesmo quando agora desiludo,
O amor inevitável; se refez.
Seguindo o carrossel que a vida trama
A cada engodo vejo outro final
Cerzindo dentro da alma o lamaçal
E nisto se resume medo e drama,
Ainda quando a luta nos reclama
No prelo esta emoção quase banal,
O vértice traduz o desigual
Caminho que deveras não se clama,
O pendular momento em dor e riso,
O tanto que se queira e se matizo
Não faço de minha alma alguma escora,
A queda se aproxima e sei do quanto
Apenas noutro enredo desencanto
O tempo quando a vida se demora.
42
Um cidadão somente e nada mais
Acrescentando o sonho, eis desnudo,
O passo noutro instante quando o mudo
Expressa o que deveras demonstrais,
Os olhos entre tantos desiguais,
Os cantos, preferia estar já mudo,
E sei do meu anseio tartamudo
Marcando com verdades tão banais.
Ousasse acreditar numa igualdade
E sinto que deveras já se evade
Dos olhos o horizonte que não veio,
Recolho meus pedaços e vagando
Nos ermos deste tempo mais infando,
Tramando muito além de algum receio.
43
Reparo cada farsa que se faz
E nisto o que pudera ser além
Do manto quando a sorte sempre vem
Gerando o quanto pude ser mordaz,
O tempo noutro instante contumaz,
A luta sem saber do manso bem
E nisto o quanto sinto traz e tem
A sorte que deveras nada traz,
O verso sem enredo, o medo e o tempo,
Se eu sou em tua vida passatempo,
Aguento esta verdade, mas prossigo,
E tento pelo menos salvação
Ousando noutros dias que virão
Tentando finalmente algum abrigo.
44
Não quero nem saber do que fizeste
Tampouco se me resta alguma luz
Ao nada cada passo me conduz
Gerando este momento em medo e peste,
O vento sem sentido que se geste
Na tétrica ilusão, o amor faz jus
Ao vento que deveras reproduz
O medo pelo qual a vida empeste.
O sonho sem sentido e sem razão
A vida noutro tom e dimensão
Apenas apresenta o sortilégio
De ser o que deveras mais me fira,
Embora se perceba nesta mira
O olhar que traduzisse sacrilégio.
45
Espero qualquer dia que não veio,
Espreito esta alegria, mas cadê?
O mundo na verdade sem por que
Exprime tão somente este receio,
O passo num sentido quase alheio
A sensação do quanto não se vê
E a melodia ousando onde se crê
Na velha tempestade sem recreio.
O carma, o tempo, o rumo, o vento frio,
Aonde poderia e me esvazio
Dos erros que carrego em alma atroz,
No fundo esta verdade me consola,
E a sensação do medo aperta a gola,
Deixando o coração quase sem voz.
46
Recebo nos ensejos mais diversos
As tramas que deveras tu fizeste,
E o tanto que pudera noutro teste
Adentra esta emoção em raros versos,
Não quero acreditar nos tão dispersos
Caminhos que me levem ao agreste
Cenário enquanto o todo já se empreste
Ao turbilhão dos sonhos tão submersos.
E tento acreditar no ser possível
Viver o mundo além e mesmo incrível
Galgando uma esperança mais sutil,
O tempo se desvenda a cada instante
E o mundo noutro rumo se garante
Marcando o quanto o coração previu.
47
Seria apenas turbilhão e medo
Não quero acreditar no que não venha
E quando a vida seja mais ferrenha
Louvando esta emoção que ora concedo,
O passo noutro caminhar procedo
E acendo da esperança a rude lenha,
Vestígios do que tanto me detenha
Ou mesmo deste sonho amargo e ledo.
Repare os meus temores, comuns, sei.
O tempo denegrindo qualquer lei
Encontra a resistência na equidade,
O pensamento ronda cada farsa
E mesmo quando a sorte mal disfarça
Procura no final, a liberdade.
48
Embora te pareça uma mentira
O todo se desvenda num segundo,
E o beijo mais audaz, onde aprofundo,
O sonho que refaz o que eu prefira,
Não meço mais a vida tira a tira
Nem tento este cenário vagabundo,
Meu tempo de outro instante ora oriundo,
Estende para além a velha pira.
Suspiro quando vejo o teu olhar
Noutro caminho e mesmo no horizonte
Ainda que deveras já desponte
Vontade sem igual de tanto amar,
Não peço mais licença e adentro a casa,
Viagem rumo ao todo, agora atrasa.
49
Não mais se permitisse novamente
As normas de uma sorte sem pavio,
E tanto quanto possa ser sombrio,
O verso noutro tom tudo desmente,
O manto mais audaz resplandecente
A luta sem saber do desafio,
E sigo margeando o velho rio,
Buscando no final, o que contente.
Mas nada se apresenta e mesmo assim,
Realço cada passo e chego ao fim,
Ultrapassando matas arredias,
E sei das minhas lutas desde quando
O tempo noutro instante se nublando
Negasse o que deveras me dizias.
50
Não quero ser apenas um bufão
Nem mesmo em tuas mãos, mero brinquedo,
E quando de tal forma, assim procedo,
Protejo o dolorido coração,
Vivendo o quanto possa em tal senão,
Ainda que pudesse em teu segredo
Vibrar a sintonia deste enredo
A sorte traduzisse uma emoção,
Não quero e nem pudera ser aquém
Do tanto que se espalha e me convém,
Convenço-me do fato e me apresento,
Um mero sonhador já tão cansado,
Do tempo noutro instante anunciado,
Jogado sem sentido ao forte vento...
A cada engodo vejo outro final
Cerzindo dentro da alma o lamaçal
E nisto se resume medo e drama,
Ainda quando a luta nos reclama
No prelo esta emoção quase banal,
O vértice traduz o desigual
Caminho que deveras não se clama,
O pendular momento em dor e riso,
O tanto que se queira e se matizo
Não faço de minha alma alguma escora,
A queda se aproxima e sei do quanto
Apenas noutro enredo desencanto
O tempo quando a vida se demora.
42
Um cidadão somente e nada mais
Acrescentando o sonho, eis desnudo,
O passo noutro instante quando o mudo
Expressa o que deveras demonstrais,
Os olhos entre tantos desiguais,
Os cantos, preferia estar já mudo,
E sei do meu anseio tartamudo
Marcando com verdades tão banais.
Ousasse acreditar numa igualdade
E sinto que deveras já se evade
Dos olhos o horizonte que não veio,
Recolho meus pedaços e vagando
Nos ermos deste tempo mais infando,
Tramando muito além de algum receio.
43
Reparo cada farsa que se faz
E nisto o que pudera ser além
Do manto quando a sorte sempre vem
Gerando o quanto pude ser mordaz,
O tempo noutro instante contumaz,
A luta sem saber do manso bem
E nisto o quanto sinto traz e tem
A sorte que deveras nada traz,
O verso sem enredo, o medo e o tempo,
Se eu sou em tua vida passatempo,
Aguento esta verdade, mas prossigo,
E tento pelo menos salvação
Ousando noutros dias que virão
Tentando finalmente algum abrigo.
44
Não quero nem saber do que fizeste
Tampouco se me resta alguma luz
Ao nada cada passo me conduz
Gerando este momento em medo e peste,
O vento sem sentido que se geste
Na tétrica ilusão, o amor faz jus
Ao vento que deveras reproduz
O medo pelo qual a vida empeste.
O sonho sem sentido e sem razão
A vida noutro tom e dimensão
Apenas apresenta o sortilégio
De ser o que deveras mais me fira,
Embora se perceba nesta mira
O olhar que traduzisse sacrilégio.
45
Espero qualquer dia que não veio,
Espreito esta alegria, mas cadê?
O mundo na verdade sem por que
Exprime tão somente este receio,
O passo num sentido quase alheio
A sensação do quanto não se vê
E a melodia ousando onde se crê
Na velha tempestade sem recreio.
O carma, o tempo, o rumo, o vento frio,
Aonde poderia e me esvazio
Dos erros que carrego em alma atroz,
No fundo esta verdade me consola,
E a sensação do medo aperta a gola,
Deixando o coração quase sem voz.
46
Recebo nos ensejos mais diversos
As tramas que deveras tu fizeste,
E o tanto que pudera noutro teste
Adentra esta emoção em raros versos,
Não quero acreditar nos tão dispersos
Caminhos que me levem ao agreste
Cenário enquanto o todo já se empreste
Ao turbilhão dos sonhos tão submersos.
E tento acreditar no ser possível
Viver o mundo além e mesmo incrível
Galgando uma esperança mais sutil,
O tempo se desvenda a cada instante
E o mundo noutro rumo se garante
Marcando o quanto o coração previu.
47
Seria apenas turbilhão e medo
Não quero acreditar no que não venha
E quando a vida seja mais ferrenha
Louvando esta emoção que ora concedo,
O passo noutro caminhar procedo
E acendo da esperança a rude lenha,
Vestígios do que tanto me detenha
Ou mesmo deste sonho amargo e ledo.
Repare os meus temores, comuns, sei.
O tempo denegrindo qualquer lei
Encontra a resistência na equidade,
O pensamento ronda cada farsa
E mesmo quando a sorte mal disfarça
Procura no final, a liberdade.
48
Embora te pareça uma mentira
O todo se desvenda num segundo,
E o beijo mais audaz, onde aprofundo,
O sonho que refaz o que eu prefira,
Não meço mais a vida tira a tira
Nem tento este cenário vagabundo,
Meu tempo de outro instante ora oriundo,
Estende para além a velha pira.
Suspiro quando vejo o teu olhar
Noutro caminho e mesmo no horizonte
Ainda que deveras já desponte
Vontade sem igual de tanto amar,
Não peço mais licença e adentro a casa,
Viagem rumo ao todo, agora atrasa.
49
Não mais se permitisse novamente
As normas de uma sorte sem pavio,
E tanto quanto possa ser sombrio,
O verso noutro tom tudo desmente,
O manto mais audaz resplandecente
A luta sem saber do desafio,
E sigo margeando o velho rio,
Buscando no final, o que contente.
Mas nada se apresenta e mesmo assim,
Realço cada passo e chego ao fim,
Ultrapassando matas arredias,
E sei das minhas lutas desde quando
O tempo noutro instante se nublando
Negasse o que deveras me dizias.
50
Não quero ser apenas um bufão
Nem mesmo em tuas mãos, mero brinquedo,
E quando de tal forma, assim procedo,
Protejo o dolorido coração,
Vivendo o quanto possa em tal senão,
Ainda que pudesse em teu segredo
Vibrar a sintonia deste enredo
A sorte traduzisse uma emoção,
Não quero e nem pudera ser aquém
Do tanto que se espalha e me convém,
Convenço-me do fato e me apresento,
Um mero sonhador já tão cansado,
Do tempo noutro instante anunciado,
Jogado sem sentido ao forte vento...
31
Meu canto se espalhasse além do quanto
Pudera imaginar ou mesmo até
Tentando acreditar e tendo fé
No mundo noutro instante que o garanto,
O verso se resume no que canto
Vestindo esta ilusão e por quem é
A sorte se fizera sem galé
Sem medo e sem temor, sem desencanto.
Mas quando me aproximo e vejo enfim
Apenas novamente algum engodo
E o prazo determina o imenso lodo
Que a vida em avidez cerziu em mim,
O sonho se expressara no vazio
E o tempo noutro ocaso, ora desfio...
32
Não mais se imaginasse qualquer ato
E nem sendo diverso do que fora,
Esta alma tantas vezes sonhadora
Expressa o que deveras mal constato,
Bebendo a solidão, tanto maltrato,
Quem sabe noutra senda, a redentora,
Vestindo esta ilusão uma escritora,
Minha alma dita o quanto ora retrato.
Não sou senão lacaio dos seus passos,
E tendo no papel trazer os traços
Que elaborados foram pelo sonho,
Nas minhas agonias e sorrisos,
Os dias noutros erros mais concisos,
Eu sei que nada faço e nem componho.
33
Não conseguindo mais conter os dedos
Em cima do teclado, são libertos,
E quando apresentassem meus desertos
Incertos caminhares tantos ledos,
Os dias refletindo desenredos,
Os olhos procurando sempre abertos,
Por mais que imaginassem mais despertos,
Os tempos trazem mesmo seus segredos.
Os cantos que inda ouvira ao ser criança
A luta sem saber aonde alcança
A rota já perdida no passado,
E o medo do que venha e nos devaste
A velha solidão, de um rude traste,
E o verso noutro tom elaborado.
34
Apresentando sempre alguma forma
De relegar o quanto inda pudesse
À dimensão suave de uma prece,
Que o próprio caminhar tanto deforma,
Espero desvendar o que transforma
A luta noutro tom e não se esquece
Do rígido cenário que merece
Viver a solidão quando se informa,
Meu peso sobre o tempo e sobre o nada
A farsa que eu quisera desvendada,
A mansidão jamais se fez presente,
No quanto em tom diverso o verso avança
Pudesse reviver, mera lembrança,
O tanto que pudera e se apresente.
35
Não mais a vida traz outro momento
E sei do que em verdade não se fez
O mundo numa torpe insensatez
E o beijo não servindo mais de alento,
E quando uma expressão em paz eu tento
O todo no vazio se desfez,
O rumo sem sentido ou lucidez,
E o peso pende quando aumenta o vento.
Nos íngremes caminhos desta senda,
A morte noutro passo se desvenda
Contendas tão sutis, desejo e queda,
Após o mergulhar neste cenário,
O corte tantas vezes temerário
Apenas no final a sorte veda.
36
Um dia nos teus braços, poderia,
Viver o quanto amor nos ensinara,
Vestindo a lua imensa, bela e clara,
Trajando uma esperança de outro dia,
Sentindo o bafejar em harmonia
Deixando para trás qualquer amara
Vontade que em verdade desprepara
E o tempo noutra face mais sombria,
Teu corpo que desnudo mansamente,
Agora num instante se apresente
Na mágica expressão do amor maior,
E mesmo que isto seja uma ilusão,
Transcende ao que desejo em dimensão
No anseio que decerto eu sei de cor.
37
Acolho nos meus braços cada instante
Que amor nos traduzisse em magnitude,
E nisto volto à minha juventude
E eternidade da alma se garante,
Não quero simplesmente o fascinante
Momento aonde o passo que me ilude
Transforme com certeza uma atitude
Grassando este cenário deslumbrante,
Nem mesmo poderia ser diverso
O tanto quanto quero, busco e verso,
No tempo mais feliz que eu não sabia
Do cálice este vinho mais suave,
Vencendo em mansidão qualquer entrave,
Erguendo o meu olhar em calmaria.
38
Não cante o derradeiro adeus, pois vejo
Após a tempestade esta bonança,
E sei que tanta luta sempre cansa,
Mas sinto este pendor mais benfazejo,
E mesmo que, diverso, o tempo o almejo,
Sabendo quanto vale uma esperança
Mantendo os desenganos na lembrança,
Um novo dia é tudo o que desejo.
O canto se reflete dentro da alma
E a sorte não traria senão calma,
O mergulhar no imenso e belo mar,
Aonde tantas vezes quis bem mais
E sei do quanto possa e não te esvais
Resplandecendo sempre em meu olhar.
39
Mais um momento e a vida se refaz,
Eu sinto e na verdade o quanto possa
Traçar noutro segundo a sorte nossa
Vivenciando a glória feita em paz,
Os olhos no futuro a vida traz
O quanto o dia a dia nos endossa,
E bebo esta atitude que se apossa
Do sonho mesmo quando fora audaz,
Não quero teu afeto por querer,
Apenas o que possa no teu ser
Dizer do quanto importa estar aqui,
O rumo tantas vezes se perdendo,
O olhar da despedida mesmo horrendo,
Preserva o quanto é rude, mas vivi.
40
Não mais se apresentasse qualquer tom
De um mundo tão voraz e tão atroz,
A luta se fazendo dentro em nós,
O vento se espalhando, ledo som...
O quanto o grande amor seria bom,
A porta se abriria logo após
E o gesto confirmando a mansa voz
Mostrando ser amor mais do que dom.
Eu vejo nos teus olhos refletidos
Os olhos de quem busca a liberdade,
E nisto ao mergulhar em teus sentidos,
Encontro em consonância o meu querer,
Assim se traduzisse a liberdade
Do mundo noutro mundo a se verter.
Meu canto se espalhasse além do quanto
Pudera imaginar ou mesmo até
Tentando acreditar e tendo fé
No mundo noutro instante que o garanto,
O verso se resume no que canto
Vestindo esta ilusão e por quem é
A sorte se fizera sem galé
Sem medo e sem temor, sem desencanto.
Mas quando me aproximo e vejo enfim
Apenas novamente algum engodo
E o prazo determina o imenso lodo
Que a vida em avidez cerziu em mim,
O sonho se expressara no vazio
E o tempo noutro ocaso, ora desfio...
32
Não mais se imaginasse qualquer ato
E nem sendo diverso do que fora,
Esta alma tantas vezes sonhadora
Expressa o que deveras mal constato,
Bebendo a solidão, tanto maltrato,
Quem sabe noutra senda, a redentora,
Vestindo esta ilusão uma escritora,
Minha alma dita o quanto ora retrato.
Não sou senão lacaio dos seus passos,
E tendo no papel trazer os traços
Que elaborados foram pelo sonho,
Nas minhas agonias e sorrisos,
Os dias noutros erros mais concisos,
Eu sei que nada faço e nem componho.
33
Não conseguindo mais conter os dedos
Em cima do teclado, são libertos,
E quando apresentassem meus desertos
Incertos caminhares tantos ledos,
Os dias refletindo desenredos,
Os olhos procurando sempre abertos,
Por mais que imaginassem mais despertos,
Os tempos trazem mesmo seus segredos.
Os cantos que inda ouvira ao ser criança
A luta sem saber aonde alcança
A rota já perdida no passado,
E o medo do que venha e nos devaste
A velha solidão, de um rude traste,
E o verso noutro tom elaborado.
34
Apresentando sempre alguma forma
De relegar o quanto inda pudesse
À dimensão suave de uma prece,
Que o próprio caminhar tanto deforma,
Espero desvendar o que transforma
A luta noutro tom e não se esquece
Do rígido cenário que merece
Viver a solidão quando se informa,
Meu peso sobre o tempo e sobre o nada
A farsa que eu quisera desvendada,
A mansidão jamais se fez presente,
No quanto em tom diverso o verso avança
Pudesse reviver, mera lembrança,
O tanto que pudera e se apresente.
35
Não mais a vida traz outro momento
E sei do que em verdade não se fez
O mundo numa torpe insensatez
E o beijo não servindo mais de alento,
E quando uma expressão em paz eu tento
O todo no vazio se desfez,
O rumo sem sentido ou lucidez,
E o peso pende quando aumenta o vento.
Nos íngremes caminhos desta senda,
A morte noutro passo se desvenda
Contendas tão sutis, desejo e queda,
Após o mergulhar neste cenário,
O corte tantas vezes temerário
Apenas no final a sorte veda.
36
Um dia nos teus braços, poderia,
Viver o quanto amor nos ensinara,
Vestindo a lua imensa, bela e clara,
Trajando uma esperança de outro dia,
Sentindo o bafejar em harmonia
Deixando para trás qualquer amara
Vontade que em verdade desprepara
E o tempo noutra face mais sombria,
Teu corpo que desnudo mansamente,
Agora num instante se apresente
Na mágica expressão do amor maior,
E mesmo que isto seja uma ilusão,
Transcende ao que desejo em dimensão
No anseio que decerto eu sei de cor.
37
Acolho nos meus braços cada instante
Que amor nos traduzisse em magnitude,
E nisto volto à minha juventude
E eternidade da alma se garante,
Não quero simplesmente o fascinante
Momento aonde o passo que me ilude
Transforme com certeza uma atitude
Grassando este cenário deslumbrante,
Nem mesmo poderia ser diverso
O tanto quanto quero, busco e verso,
No tempo mais feliz que eu não sabia
Do cálice este vinho mais suave,
Vencendo em mansidão qualquer entrave,
Erguendo o meu olhar em calmaria.
38
Não cante o derradeiro adeus, pois vejo
Após a tempestade esta bonança,
E sei que tanta luta sempre cansa,
Mas sinto este pendor mais benfazejo,
E mesmo que, diverso, o tempo o almejo,
Sabendo quanto vale uma esperança
Mantendo os desenganos na lembrança,
Um novo dia é tudo o que desejo.
O canto se reflete dentro da alma
E a sorte não traria senão calma,
O mergulhar no imenso e belo mar,
Aonde tantas vezes quis bem mais
E sei do quanto possa e não te esvais
Resplandecendo sempre em meu olhar.
39
Mais um momento e a vida se refaz,
Eu sinto e na verdade o quanto possa
Traçar noutro segundo a sorte nossa
Vivenciando a glória feita em paz,
Os olhos no futuro a vida traz
O quanto o dia a dia nos endossa,
E bebo esta atitude que se apossa
Do sonho mesmo quando fora audaz,
Não quero teu afeto por querer,
Apenas o que possa no teu ser
Dizer do quanto importa estar aqui,
O rumo tantas vezes se perdendo,
O olhar da despedida mesmo horrendo,
Preserva o quanto é rude, mas vivi.
40
Não mais se apresentasse qualquer tom
De um mundo tão voraz e tão atroz,
A luta se fazendo dentro em nós,
O vento se espalhando, ledo som...
O quanto o grande amor seria bom,
A porta se abriria logo após
E o gesto confirmando a mansa voz
Mostrando ser amor mais do que dom.
Eu vejo nos teus olhos refletidos
Os olhos de quem busca a liberdade,
E nisto ao mergulhar em teus sentidos,
Encontro em consonância o meu querer,
Assim se traduzisse a liberdade
Do mundo noutro mundo a se verter.
21
As horas passam lentas e doridas
Os dias se repetem- tão iguais
E vejo no que tanto transformais
E sinto as minhas mãos já corrompidas,
As sendas são deveras mais compridas
E os erros que repito, são normais,
Mas sei dos meus anseios que, boçais,
Impedem ilusões serem cumpridas,
Não quero agora nada mais senão
A paz que me trouxesse a remissão
Dos tantos desenganos que cometo,
Um velho caminhante sem destino,
Apenas no vazio me ilumino
E faço sem prazer este soneto.
22
A velha cantilena se repete
E o canto não traria melhor sorte
A quem deveras busca e mal comporte
O tanto que se fez a canivete.
O corte aprofundando nos compete
E a torpe ladainha dita o norte
O manto noutro caos já não suporte
O vento que deveras se reflete,
O prazo determina o fim de tudo,
E quando na verdade desiludo,
O todo se transforma em pouco ou nada,
Apenas aprendera outra emoção
Seguindo do vazio desde então
Já destruindo enfim a velha estrada.
23
Não sei o que apresentas e nem posso
Tramar outro momento além do passo
Que tantas vezes tento e mesmo traço
Ousando acreditar num mundo nosso,
Se eu sou e me permito ser destroço
Meu dia se desnuda sempre lasso,
E falta na verdade algum espaço
Vivendo o que pudera em vão me aposso.
Já não me caberia acreditar
Nas farpas nas escarpas nem no mar,
Apenas resumindo o verso em dor,
O transitar do sonho no vazio,
O todo que deveras desafio
Buscando com certeza algum calor.
24
No pendular momento aonde a queda
Expressa o fim do jogo e nada mais,
Os olhos desvendando o que jamais
A sorte noutro tom tanto envereda,
Resumo o meu caminho e a vida seda
Grassando entre diversos temporais,
Navego sem saber e nem se vais
Sabendo do reverso da moeda.
O pânico se espalha, mas no fim,
O tanto que pudera tenho em mim
Qual fora a liberdade de um poeta
Que trame com firmeza cada passo,
Vagando sem sentido além do espaço
Aonde a solidão não mais repleta.
25
O marco que se possa traduzir
Em tempos mais diversos e falazes
Os olhos com certeza tu me trazes
E nisto o quanto quero resumir,
Apenas no momento que há de vir
E não nos dias rudes, velhas fases,
Aonde os tempos sejam mais mordazes
E o canto não pudesse ora abstrair.
Verdugos entre tantos companheiros
E os olhos procurando por momentos
Dispersos entre dias turbulentos
E neles outros tantos, verdadeiros,
No encanto que trouxeste, falsamente,
A vida de tal forma se apresente.
26
Andasse pelas ruas noite afora
Grassando entre sarjetas e porões
Os dias entre os tantos que me expões
Apenas a verdade desancora,
O réptil que arrastando não demora
O tempo se moldando nos senões
Apesar das diversas sensações
Os olhos noutro tom, vida apavora.
O medo de sonhar e ser feliz,
O medo de viver o quanto eu quis,
Acostumado tanto ao mesmo enfado,
Quem dera se pudesse converter
O que inda me restasse por viver
Num ato sem temor em raro agrado.
27
No solfejar do vento na janela
As velhas melodias de outras eras,
E quando na verdade não esperas
O tanto que pudera se revela,
O sonho pouco a pouco desatrela
Os templos que pudesse e não mais geras,
A vida espalha sempre tantas feras,
A solidão expondo sem a tela,
E o prazo delimita o fim de tudo,
E quando na verdade me transmudo
Apenas nova fera se criando,
Assim caminha sempre a humanidade,
O torpe turbilhão que agora invade,
E o mundo que sonhara, desabando...
28
Lavando o que pudesse com presteza,
As velhas avenidas de outros dias,
E sei que na verdade não virias
Trazer o quanto possa sobre a mesa,
O manto noutro tom dita a surpresa
E nele apenas vejo em utopias
As tantas e diversas ironias
E sou no fim de tudo, mera presa.
O quanto se tentara navegar
Ao penetrar no imenso e belo mar,
Deitando meu olhar neste azulejo,
Apenas o que possa resumir
Expressaria o quanto inda há de vir,
Marcando com ternura o que ora vejo.
29
Não quero outro cenário senão este
E sei do quanto a vida fosse assim,
O sonho se espalhando no jardim,
E nele todo o fim já percebeste,
Aonde o quanto resta e concebeste
Expressaria um gole deste gim,
E o mundo se desenha sem ter fim,
E nada do que possa e recebeste,
E sei que caminhando sigo nisto
O todo que deveras mais insisto
Gerando a solidão sem mais defesas,
As tramas são decerto sempre iguais
E os antros onde tanto agora esvais
Presumem no final temíveis presas.
30
Não mais comportaria qualquer chance
Quem sabe da verdade e não se deixa
Levar pelo que possa após a queixa
De quem tanto procura e não avance.
Deste cabelo, belo, uma madeixa,
O vento não passando de nuance,
E o canto que pudera num relance
Trazer esta ilusão, de deusa e gueixa.
Aprendo com teu sonho a ter o meu,
O verso se atingindo no apogeu
Do encanto que deveras se presume,
O amor que na verdade converteu
O tanto quanto pude noutro ardume
E nisto sinto em mim o teu perfume.
As horas passam lentas e doridas
Os dias se repetem- tão iguais
E vejo no que tanto transformais
E sinto as minhas mãos já corrompidas,
As sendas são deveras mais compridas
E os erros que repito, são normais,
Mas sei dos meus anseios que, boçais,
Impedem ilusões serem cumpridas,
Não quero agora nada mais senão
A paz que me trouxesse a remissão
Dos tantos desenganos que cometo,
Um velho caminhante sem destino,
Apenas no vazio me ilumino
E faço sem prazer este soneto.
22
A velha cantilena se repete
E o canto não traria melhor sorte
A quem deveras busca e mal comporte
O tanto que se fez a canivete.
O corte aprofundando nos compete
E a torpe ladainha dita o norte
O manto noutro caos já não suporte
O vento que deveras se reflete,
O prazo determina o fim de tudo,
E quando na verdade desiludo,
O todo se transforma em pouco ou nada,
Apenas aprendera outra emoção
Seguindo do vazio desde então
Já destruindo enfim a velha estrada.
23
Não sei o que apresentas e nem posso
Tramar outro momento além do passo
Que tantas vezes tento e mesmo traço
Ousando acreditar num mundo nosso,
Se eu sou e me permito ser destroço
Meu dia se desnuda sempre lasso,
E falta na verdade algum espaço
Vivendo o que pudera em vão me aposso.
Já não me caberia acreditar
Nas farpas nas escarpas nem no mar,
Apenas resumindo o verso em dor,
O transitar do sonho no vazio,
O todo que deveras desafio
Buscando com certeza algum calor.
24
No pendular momento aonde a queda
Expressa o fim do jogo e nada mais,
Os olhos desvendando o que jamais
A sorte noutro tom tanto envereda,
Resumo o meu caminho e a vida seda
Grassando entre diversos temporais,
Navego sem saber e nem se vais
Sabendo do reverso da moeda.
O pânico se espalha, mas no fim,
O tanto que pudera tenho em mim
Qual fora a liberdade de um poeta
Que trame com firmeza cada passo,
Vagando sem sentido além do espaço
Aonde a solidão não mais repleta.
25
O marco que se possa traduzir
Em tempos mais diversos e falazes
Os olhos com certeza tu me trazes
E nisto o quanto quero resumir,
Apenas no momento que há de vir
E não nos dias rudes, velhas fases,
Aonde os tempos sejam mais mordazes
E o canto não pudesse ora abstrair.
Verdugos entre tantos companheiros
E os olhos procurando por momentos
Dispersos entre dias turbulentos
E neles outros tantos, verdadeiros,
No encanto que trouxeste, falsamente,
A vida de tal forma se apresente.
26
Andasse pelas ruas noite afora
Grassando entre sarjetas e porões
Os dias entre os tantos que me expões
Apenas a verdade desancora,
O réptil que arrastando não demora
O tempo se moldando nos senões
Apesar das diversas sensações
Os olhos noutro tom, vida apavora.
O medo de sonhar e ser feliz,
O medo de viver o quanto eu quis,
Acostumado tanto ao mesmo enfado,
Quem dera se pudesse converter
O que inda me restasse por viver
Num ato sem temor em raro agrado.
27
No solfejar do vento na janela
As velhas melodias de outras eras,
E quando na verdade não esperas
O tanto que pudera se revela,
O sonho pouco a pouco desatrela
Os templos que pudesse e não mais geras,
A vida espalha sempre tantas feras,
A solidão expondo sem a tela,
E o prazo delimita o fim de tudo,
E quando na verdade me transmudo
Apenas nova fera se criando,
Assim caminha sempre a humanidade,
O torpe turbilhão que agora invade,
E o mundo que sonhara, desabando...
28
Lavando o que pudesse com presteza,
As velhas avenidas de outros dias,
E sei que na verdade não virias
Trazer o quanto possa sobre a mesa,
O manto noutro tom dita a surpresa
E nele apenas vejo em utopias
As tantas e diversas ironias
E sou no fim de tudo, mera presa.
O quanto se tentara navegar
Ao penetrar no imenso e belo mar,
Deitando meu olhar neste azulejo,
Apenas o que possa resumir
Expressaria o quanto inda há de vir,
Marcando com ternura o que ora vejo.
29
Não quero outro cenário senão este
E sei do quanto a vida fosse assim,
O sonho se espalhando no jardim,
E nele todo o fim já percebeste,
Aonde o quanto resta e concebeste
Expressaria um gole deste gim,
E o mundo se desenha sem ter fim,
E nada do que possa e recebeste,
E sei que caminhando sigo nisto
O todo que deveras mais insisto
Gerando a solidão sem mais defesas,
As tramas são decerto sempre iguais
E os antros onde tanto agora esvais
Presumem no final temíveis presas.
30
Não mais comportaria qualquer chance
Quem sabe da verdade e não se deixa
Levar pelo que possa após a queixa
De quem tanto procura e não avance.
Deste cabelo, belo, uma madeixa,
O vento não passando de nuance,
E o canto que pudera num relance
Trazer esta ilusão, de deusa e gueixa.
Aprendo com teu sonho a ter o meu,
O verso se atingindo no apogeu
Do encanto que deveras se presume,
O amor que na verdade converteu
O tanto quanto pude noutro ardume
E nisto sinto em mim o teu perfume.
Assinar:
Postagens (Atom)