quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Poder

Poder

Ti tes este poder que me fascina,
Retiras empecilhos do camiño,
No ollar tan delicado que domina
Poderes sen igual; son teu meniño

E busco interminable e rara mina,
Distante dos teus ollos, sen ter niño
A vida por si só xa determina,
A onde encontrarei luz e cariño

No como son feliz en poder crer
Na doce fantasía saber
A carón deste alguén que eu amo tanto ...

Vencer as intemperies, ser máis forte,
Usando o sentimento como norte
Calando desde sempre a dor E o pranto ...

Marcos Loures

Lejos del abismo

Lejos del abismo

El amor que nos libera, y establece la luz,
Dista de los días dolorosos,
Y las líneas en matices más suaves
El tiempo en otro tiempo me lleva,
La vida vencería en contraluz
Las varias e diversas tempestades.
Los pasos con firmeza en sus sentidos,
La canción en otro tono nos seduciendo
Orives de la esperanza, el amor divino,
El mundo tiene en sus manos su propio destino,
Pero solo trace mentiras, desengaños.
Tal vez en la historia futura, renovada,
Podemos presumir gran gloria
De un paso bien más lejos de este abismo...

Marcos Loures

Distante do abismo

Distante do abismo

O amor que nos liberte e trague a luz,
Distante dos meus dias mais doridos,
E os versos entre cortes doloridos,
O tempo noutro tempo me conduz,

A vida não pudesse em contraluz
Traçar dias diversos e fingidos,
Os passos com firmeza em seus sentidos,
A canção noutro tom tanto seduz,

Ourives da esperança, amor divino,
O mundo tem nas mãos o seu destino,
Porém tantas mentiras e egoísmo...

Quem sabe, no futuro, nova história,
Possamos presumir a imensa glória
De um passo mais distante deste abismo...

Marcos Loures

Sólo sé que te amé

Sólo sé que te amé

Buceando en el pasado, y tu retrato, tocando la mente;
amarillento, como las luces antiguas
y los sueños del pasado,
que en un instante, reviví.
Mientras pienso en ti, yo me maltrato,
el amor que deseo, sin provecho,
sólo, vacío y molesto,
me doy cuenta de lo mucho que era ingenuo y necio.
Las cartas que me ha enviado,
todavía las tengo,
la mirada pura y sincera de un adolescente.
La noche embriagante, el vino, las fiestas,
la vida en un arrebato sin límites.
La felicidad entonces urgentemente, la quería,
pero las ilusiones muertas, sin sentido...

marcos loures

Podría vivir un sueño.

Podría vivir un sueño.

Podría, al menos, vivir un sueño,
tal vez mi vida sería diferente,
Por más que una fantasía, tenga en mi alma,
yo camino, la cabeza hacia abajo y estoy triste,
Yo compongo paraísos falsos,
el mundo tan diverso y diferente,
Pero mi alma, tonto, vive
una rutina amarga y decadente.
Jugando con las palabras, soy falso...
Usando las imágenes, donde soy feliz,
Cambiando todos estos matices,
viajo libremente y sigo los vientos.
Pero pronto la realidad viene a la luz,
y la fantasía estúpida, déjame.

MARCOS LOURES

Futur?

Futur?


Parlez sur la manière dont la vie nous réserve,
et rien de plus pourrait être le même que le temps passait et aucun retour.
Mon rêve c'est échappe lorsque il pourrait être le dernier espoir,
et la chanson est répétée dans plusieurs chœurs, mais malheureux.
Fatigué de se battre et l'espoir d'un monde
où certains vont exprimer la justice,
Je crois seulement en ce que jamais serait logique
si le monde connaissait la vraie raison notre présence ici.
La maintenance de la vie et les conditions minimales pour la survie humaine.
Parfois, la tentation est de quitter le champ de bataille et continuer mon chemin,
sans regarder latéralement et pas en avant,
et voir la difformité qui s'accumule chaque jour,
l'image déformée de ce que pourrait être le chef-d'œuvre de la nature
et est devenu son plus grand bourreau.
Il y aura un autre jour?
Où allons-nous?
A la fin ...
Ce suicide absurde, marquée par l'avidité et la stupidité.


Marcos Loures

Future?

Future?

Talk about how this life will bring us,
and nothing else could be the same as time passed and no returned.
My dream is fading away where there might be final hope,
and the song is repeated in many different refrains,
but unfortunate.
Tired of fighting and waiting for a world
where justice expresses something will never
believe that only make sense
if the world knew the real reason we're here.
The maintenance of life
and the minimum conditions for human survival.
Sometimes the temptation is to leave the battlefield
and go my own way without looking
to the sides and not forward,
and I see the deformity that accumulates each day,
the distorted portrayal of what could be
the masterpiece of nature and has become their biggest executioner.
There will be another day?
Far we will go?
By the end...
This senseless suicide, marked by greed and stupidity.

NÃO VALE UM SÓ MOMENTO DE ATENÇÃO

NÃO VALE UM SÓ MOMENTO DE ATENÇÃO

A voz que tanto ordena e mais suplica
Não vale um só momento de atenção,
E sei das desventuras que trarão
A imagem mais nefasta, embora rica,

E quando o nada ser já me complica
Ausente dos meus olhos, direção,
Não posso mais levar a embarcação,
Viagem sem destino sacrifica

E transmitindo assim a voz ao léu,
Pudesse percorrer o imenso céu,
Mas asas não as tenho e porventura

A queda livre nega qualquer chance
Bem antes que este medo venha e alcance
A solução deveras se procura.

UM GESTO EM LEVEZA

UM GESTO EM LEVEZA

Um gesto em tal leveza que pudesse
Trazer algum momento mais eclético,
O quanto se fez tolo e mesmo aético
Não deixa que se pense em qualquer prece,

E tendo o que a verdade me oferece
Por mais atroz ainda e não atlético
O mundo que sonhara em mal genético
Aos poucos tal mortalha já me tece.

Vencida cada etapa nada resta
E a senda que se vê sendo funesta
Talvez inda redima cada crime,

Porquanto a luz apenas ameniza
Passada para a morte é mais precisa,
Sem ter quem alivie ou mesmo estime.

TOM OPACO

TOM OPACO

O tom opaco, dita este cenário
Aonde noutros dias quis marfim,
O amor chegando aos poucos, ledo fim,
Meu rumo se perdendo em vil fadário.

Espero qualquer dia? É necessário
Saber do quanto posso e de onde vim,
Mortalha me recobre e sei que assim
Agrisalhada noite em tal cenário.

Esparsos cantos mortas ilusões
E quando noutros sonhos tu te expões
Desnudando esta face denegrida,

A porta se fechando, e sem futuro,
Ainda que se veja vão e escuro
Restando algum resquício de uma vida...

DESCAMINHOS

DESCAMINHOS

As mãos de quem tocara no meu rosto
Em palidez intensa; fossem mortas
Abrindo do passado velhas portas
Deixando o meu caminho assim exposto,

O quanto do viver há decomposto
E nele com certeza não aportas
Nem mesmo em horas turvas, rotas, tortas
Reacendendo enfim tanto desgosto.

A par dos descaminhos que enfrentara
A morte tão somente semeara
Deixando para trás qualquer sinal

Daquilo que pensara em liberdade
E agora que este mundo em vão degrade
O que restou de nós; bebo o final.

POR SOBRE AS VAGAS AZUIS

POR SOBRE AS VAGAS AZUIS

Sobre as vagas azuis a luz da lua
Deitando a claridade mais audaz,
Assim também a vida agora traz
Beleza sem igual enquanto atua

E tanta maravilha já flutua
E nela cada passo agora faz
Do mundo derradeira e bela paz,
Deslinda esta beleza seminua.

Acrescentando a glória mais sobeja
Ainda que a manhã rara preveja
Enaltecidos brilhos nesta aurora,

Assim em cores várias perfiladas
Adentro o paraíso em alvoradas
E tanta luz em sonho amor aflora...

POR SOBRE O MONTE

POR SOBRE O MONTE

Desponta este luar por sobre o monte
E traça em prata imensa a noite escusa
E quando a solidão adentra e acusa
Matando o que talvez já desaponte

Avermelhado brilho no horizonte
Tornando esta vereda mais confusa,
E nela quando a fonte em luz seduza
Promete do futuro rara fonte,

E sendo assim escravo desta cena
Porquanto se mostrasse bela e plena
A vida traduzindo esta seara

Na qual a maravilha dita a norma
E a cada anoitecer já se transforma
Qual deusa que sobeja semeara...

DOURANDO O AMANHECER

DOURANDO O AMANHECER

Traços de luz dourando o amanhecer
Permitem que se tenha esta visão
Do quanto poderia em procissão
O mundo a cada dia renascer,

E sinto no provável novo ser
As horas que deveras mostrarão
Quem sabe novo rumo ou direção
Depois de tanta dor a entorpecer,

Espúrias madrugadas, noites vãs
Agora ao me perder nestas manhãs
Expondo o que melhor existe ainda

E tanto se percebe insanidade,
Que quando a luz imensa a terra invade,
Nem mesmo a poesia em mim deslinda...

NOTÍCIAS DE OUTRA TERRA

NOTÍCIAS DE OUTRA TERRA

O mar passeia em ondas sobre a areia
Trazendo estas notícias de outras terras
Também quando os desejos tu descerras
Na frágua dos anseios incendeia

A vida enquanto a sorte nos anseia
E muda a direção, logo desterras
E deixas para trás enquanto cerras
As portas desta luz que te rodeia,

As artimanhas todas de uma vida
Mostradas neste instante em que se volta
Gerando em turbulência esta revolta

Aonde se pensara decidida
A sorte de quem tanto quis sentir
As mesmas ilusões de outro porvir...

TRIUNFO

TRIUNFO

Num triunfo divino feito em glória
Jazendo dentro em mim velha mortalha
A sorte muitas vezes não batalha
Sabendo da verdade sempre inglória

E tanto poderia ter vitória
Quem sabe e se perdendo nada valha
Sequer o mesmo corte não espalha
A fúria que é decerto merencória.

Resisto ao não saber do quanto trama
A vida em dolorosa e forte chama
Na ardência contumaz de quem se conhece

A morte bem de perto e não se cala,
Uma alma não se mostra assim vassala
E busca mesmo em vão qualquer benesse.

IMAGENS DO PASSADO

IMAGENS DO PASSADO

Imagens dissolutas do passado,
Medonhas faces dizem o não ser,
E quando pude enfim te conhecer
O mundo novamente iluminado.

Residuais tormentos, duro enfado,
E tudo o que se poder agora ver
Permite tão somente este prazer
Enquanto amor me dá o seu recado,

E sei ser mais feliz enquanto pude
Viver com tal beleza a juventude
E agora agrisalhado pela vida,

Ainda permaneço junto a ti,
E sei de cada gota que sorvi
Por deuses e alquimistas sendo urdida...

À LOUCURA

À LOUCURA

Incita-me à loucura esta vereda
Aonde perfilasse maravilhas
E quando em astros tantos vejo trilhas
Porquanto tanto amor já se conceda,

A pele tão macia fosse seda,
E assim incomparável também brilhas
Enquanto por espaços tu palmilhas
A vida noutro fato me segreda

Divinas luzes trazes neste olhar
E quando posso aos poucos me entranhar
Da farta e tão sutil serenidade,

Persisto enamorado e não renego
O mundo em que meu sonho adentro e emprego
Traçando desde sempre a liberdade...

QUANDO PASSAS

QUANDO PASSAS

A multidão parada quando passas
E desfilando assim tanta beleza,
Desafiando a própria natureza
As ninfas se perdendo em vãs fumaças,

E quando os meus caminhos queres, traças
Seguindo cada passo com firmeza
Amor ao se mostrar em fortaleza
Supera dos temores ameaças.

E tendo em mim a glória mais audaz,
E nela meu caminho feito em paz
Permite que se veja divindade,

E assim qual fora mesmo rara déia
Por mais que embevecida esta platéia
É minha com certeza a claridade...

A BELA CABELEIRA

A BELA CABELEIRA

A bela cabeleira sobre o colo,
Negrume em alvos seios bela cena,
E quando a noite dita a mais amena
Beleza sem defesas eu me assolo,

E tomo neste cálice tal vinho
E embebedado enfim por raro sonho,
O quanto ser feliz ora proponho
E sei já não irei jamais sozinho,

Vencidos os meus medos, sigo em frente
E nada me contém nem temporais,
E quero deste encanto e muito mais

Do que deveras pude e se pressente,
A face deste amor em luz imensa
Traduz o que pensara em recompensa...

TUA PELE BRONZEADA

TUA PELE BRONZEADA

Um véu em transparência simplesmente
Recobre a tua pele bronzeada,
A noite assim em prata demonstrada
No quanto em brônzea fronte se apresente

Mergulho nesta insânia e qual demente
Percorro em devaneios esta estrada
E a cada ponto audaz, nova parada
E assim neste delírio o bem consente

E traça novo rumo a quem outrora
Apenas conhecera solidão,
E quando vejo enfim tal explosão

Extrema maravilha me devora,
E tento desvendar cada fronteira
Dos deuses a perfeita mensageira...

LASCÍVIA

LASCÍVIA

Olhar tão provocante me tocando
Lascívia se traduz felicidade,
E quando este desejo mais invade
Meu barco no teu porto se ancorando,

Delírio pouco a pouco devorando,
Sabendo deste sonho que te agrade,
Não respeitando mais algema e grade,
Não quero nem saber aonde e quando,

Apenas mergulhar e sem defesas
Beber das mais profanas correntezas,
Santificando a glória de poder

No altar maravilhoso, esta nudez,
Tocado por completa insensatez
Cada gota divina, enfim, beber...

marcos loures

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

LIBERTAD

LIBERTAD



El precio que pagamos es muy alto,
y la libertad es un bien que se ha ganado
con sangre, sudor, y con las batallas...
Montaña puede ser vista, a lo lejos
La dotación deseada, como sublime,
se encuentra en manos de los campesinos,
a los ojos de la mujer que amo
y los sueños del viejo comunista.
La boca sin dientes desgraciada,
las armas olvidadas en el sótano,
el desierto sangriento de mi alma;
La muerte, en muchas áreas, dispersa,
es una flor que necesita cuidado,
fructificando, finalmente, la libertad...

MARCOS LOURES

TOCANDO A TUA FRONTE

TOCANDO A TUA FRONTE

Tocando a tua fronte mansamente
Percebo este delírio feito em fúria,
Esqueço do passado e sem lamúria
A vida se transforma plenamente,

O amor que tanto quero e já se sente
Enquanto a vida dita alguma incúria,
Não posso permitir a dor. Depure-a
E assim verás o sonho enfim, presente.

Arfantes madrugadas em gemidos,
Prazeres sem limite são sentidos
E neles embarcando a minha nau,

Encontro-me decerto neste instante
Qual fora um raro e belo diamante
Tocado por um raio magistral.

TUA NUDEZ

TUA NUDEZ

Tua nudez reflete este luar
E quando mergulhando em tal beleza
Levado por sublime correnteza
Sem nada que inda possa me domar,

Tocando a tua pele devagar,
A boca se deslinda com destreza
E sendo assim tão farta a nossa mesa,
Banquete se fazendo até fartar.

E quero repetir a cada instante
O prato principal, pois deslumbrante
Momento se tornando ritual,

E tanto que te quero e nunca omito,
Aos poucos penetrando no infinito
Conheço assim de cor o imenso astral...

DESEJOS

DESEJOS

Transborda-se em desejos madrugada
E tanto se percorrem infinitos,
Os dias em prazeres são benditos
E quando se percebe emoldurada

Na senda mais sublime e delicada
Audaciosamente em brados, gritos,
Prazeres decifrados, raros ritos,
A lua se derrama na calçada

E traz a cada instante um brilho farto
Adentra estes umbrais domina o quarto
E transcendendo à própria vida emana

Vontade que somente amor sacia,
E assim ao perpetrar a fantasia
A noite se transcorre soberana...

MEU ALTAR

MEU ALTAR

Aonde fiz altar, teu corpo belo
Trazendo a cada noite nova prece
Enquanto esta loucura assim se tece
Momento mais airoso enfim revelo,

E quando se entranhando traço anelo
E bebo com ternura tal benesse
O amor sem ter juízos obedece
No teu delírio o meu deveras selo,

E sendo teu somente e nada além
O quanto de desejo nos contém
Persiste mesmo após o amanhecer

Adentro os paraísos que me dás
E sei o quanto posso ser audaz
Vicejando esta insânia ao bel prazer.

SEREIA

SEREIA

Erguendo-se desnuda esta sereia
Deitada em minha cama, seminua,
E quando uma alma embebe-se e flutua
A fúria prazerosa me incendeia,

E a lua se derrama prata e cheia,
E quando sobre nós a dama atua
A senda mais audaz já continua
Seara com prazeres se recheia.

E tento desvendar cada mistério
E dele me tornando algum vassalo,
Silente coração já nada eu falo

Domino por segundos este império
E como um cavaleiro enluarado,
Deveras num momento, enamorado...

GENTIL SORRISO

GENTIL SORRISO

Sentindo este gentil sorriso aonde
Convites mais audazes tu me fazes,
Meus dedos, minha boca agora audazes
Descobrem onde um deus sobejo esconde,

Porquanto cada instante o anseio sonde
E adentre por locais tensos, vorazes,
E quanto de prazeres tu me trazes,
No gozo que decerto em brado estronde.

E sei da perfeição deste segundo
Aonde num Olimpo eu me aprofundo
E a sílfide se faz a companheira,

Por mais que temporária esta visão
Valendo qualquer dor esta explosão
Embora a noite, eu saiba, traiçoeira.

SENSUAL

SENSUAL

Nos requebros vorazes dos quadris,
As ânsias em olhares desejosos,
Momentos que adivinho prazerosos,
E sei o quanto a cena quer e diz,

E tendo esta volúpia agora eu quis
Beber dos mais sobejos majestosos
Caminhos que me traguem raros gozos,
Por um momento, ao menos, sou feliz.

E tento desfazer qualquer martírio
Envolto em tal cenário, num delírio
Anseio seios coxas, toques, pernas,

E mesmo que se saiba ser fugaz
O encanto aonde a vida já se faz
Transforma poucas horas em eternas...

MINHA ADEGA

MINHA ADEGA

Na taça primorosa de cristal
O vinho maturado em minha adega,
Aonde esta vontade já se apega
Traçando este momento magistral,

O amor ao conhecer tal ritual,
Porquanto novos rumos, pois navega
Sabendo a divindade desta entrega
Percebe este delírio sem igual,

Na lânguida presença feminina
Enquanto uma alma imersa se fascina
Adentro os paraísos entreabertos,

E assim em festa e dança a noite esvai,
Mal importando a chuva que ora cai,
Porém dentro de mim, vivos desertos...

DEMÊNCIA

DEMÊNCIA

Os corpos entre copos, vinhos, taças
E as noites envolvidas na demência
Aonde poderia a convivência
Gerar as fantasias em que grassas,

Assim ao se encontrar enquanto traças
Momentos mais audazes, a inocência
Deixada para trás, conveniência
Aonde houvera fogos há fumaças,

Incandescente noite em fúria e gozo,
Penetro no cenário majestoso
E bebo em brindes fartos esta orgia

Bacantes desfilando em tal nudez
E toda esta heresia que ora vês
Criada pela insana fantasia...

VINHOS?

VINHOS?

Os vinhos nesta orgia mais banal,
São quase bagaceiras, nada valem,
Bem antes que estes tolos já me calem,
Eu falo e me transtorno, não faz mal,

Pagando o mesmo preço, é tudo igual,
Porquanto as almas toscas se avassalem,
Não tendo mais os colos que me embalem,
Procuro noutra face o ritual,

Sem louros de vitória, sem a glória
Refaço a cada mês a mesma história
Pagando este aluguel para viver,

Se o verso não tem pé nem tem cabeça
Já serve para aquela que endereça
O resta nem precisa me entender...

ORIGINAL CAMINHO

ORIGINAL CAMINHO

Original caminho desengana
Quem tenta procurar alguma senda
Aonde na verdade se desvenda
A face muitas vezes soberana

Daquela que se diz tola e profana
No fundo aos meus desejos não atenda
E pode-se dizer que estando à venda
Não Vale sequer mês, talvez semana.

Peçonha se demais, matando a cobra,
E quando do que nada às vezes sobra
Não serve como alento a quem picara

Assim ao se trazer pura verdade
Nem tudo que se fala aqui te agrade
Diverso caminhar, mesma seara?

APENAS TRAÇOS

APENAS TRAÇOS

Da rara formosura apenas traço
E nada do que pode merecer
Talvez ainda mostre este prazer
Embora na verdade sem espaço

O quanto meu caminho se faz lasso
E o quando não já pode apetecer
Tampouco possa mesmo esmorecer,
Transcende a qualquer dor dita o cansaço

E assim ao me mostrar quase desnudo
Se eu posso ou se não devo mais acudo
E teimo contra a força desumana

A poesia traz e tão somente
O que deveras quis ser a semente,
Mas sei que no final decerto engana...

UNICAMENTE

UNICAMENTE

Unicamente sendo por talvez
Expressar o quanto pude e não refaço
Se o magistral permanecer diz passo
O que a verdade poderá não vês

Se eu sou medonho e no disfarce crês
O meu caminho em podridão eu traço
E no poder que da senzala espaço
Ocupa alcanço a procurar porquês

Não mais liberto ou tentaria ser
O que decerto sonegou prazer
Não vale a pena nem se Deus quisesse

Assim se mudo ou transmudo em prece
O quanto valho e na verdade vejo
Não merecendo nem sequer desejo.

A VIDA SEM MISTÉRIOS

A VIDA SEM MISTÉRIOS

A vida sem mistérios não teria
Sequer esta beleza em que se tenta
Vencer qualquer discórdia, uma tormenta
Que quando não tem fim jamais se adia,

E vendo assim a imensa fantasia
Na qual e pela qual a dor se aumenta
E quanta vez eu vejo e me atormenta
Enquanto traz o medo ou a alegria,

Imensurável tempo em carrossel
Girando eternamente dita o léu
E o véu que assim decerto nos recobre

E trama o que não sendo passa a ser,
Gerando a fonte imensa do prazer
Somente ao existir se faz mais nobre.

The Way impeded.

The Way impeded.

The way many times blocked,
bringing the look of the melancholy
those who dream with a freedom that never come,
and with a love that every time
walked away without leaving marks or no hopes.
The wind is by grabbing away from how much
I still have a dream,
this vain desire for a better life,
where justice survive and to be stronger
than the insane desire of power.
Life could be very different,
the scenes of misery that are repeated every time
demonstrate our size before the God that we want and idealized,
Maybe in the future, people learn to see their brothers,
regardless of differences,
the brother who has left to sacrifice to liberate humanity?
Perhaps then we can walk with head erected
and the heart in celebration.

Marcos Loures

DISTANT VOICE

DISTANT VOICE

Listen to distant voice of the past
calling for the days to come,
showing the necessary force to those who dream,
winning the most diverse elements.
In how much believed in the love that have not come,
and never will know,
losing the route,
entering the desert of a lonely, hopeless.
looking for vestiges of a time
that never lived,
but I bring alive inside the breast,
as if there really
was brand new morning
where it was full night.

Marcos Loures

aşk

aşk
barış, rüya, hakikat ve aynı duygu.
özgürlük
şarkı ve şiir.
insanları bir araya,
af ve gelecek.
yeni bir ufuk ...

CHAMA ARDENTE

CHAMA ARDENTE


O braseiro traz a chama ardente e que
tornar-me louco à noite no fogo,
E quando isto quer e desejo reclamar,
o seu corpo, sempre esquenta os meus sonhos.
Mulher que muito quer e não se cansa
vendo-a maravilhosamente nua diante de mim,
Com você, eu alcanço o orgasmo, a demonstrar
para sempre e mais, feroz e impetuosa.
Seus seios, minha boca,
tão desejada esta jornada por toda a vida,
Olhando de soslaio para a paisagem
é tudo o que a minha alma ainda quer,
Esfregando a sua pele lentamente, vagando
entre as estrelas e a luz da lua ...

Marcos Loures

ESPERANÇA

ESPERANÇA

Uma esperança vibra enquanto cura
Os medos de um passado ainda vivo
E sei do quanto possa e se me privo
Da sensação afasto esta procura,

E a vida em avidez tanto tortura
Marcando o que pudera ser altivo
Apenas no final eu sobrevivo
Fazendo da esperança uma escultura.

Redundo nos meus dias mais ferozes
E sei do quanto possam tão velozes
Panteras na tocaia me espreitando.

A vida por si só tão traiçoeira
Enquanto além o sonho em vão se queira
Apenas mais suave, o vejo infando.

Alguma Luz

Alguma Luz

A vida que permita alguma luz
Depois de tanto tempo nebuloso,
Por mais que o mundo seja caprichoso,
Uma esperança além sempre conduz,

Condiga ou não se mostre em perfeição,
As rotas divergentes nos confundem,
Porém se os pensamentos já se fundem
Talvez seja o começo da expansão,

Da divindade feita em liberdade
Resultando num belo amanhecer,
E mesmo que eu não possa mesmo o ver
O sonho, sem pudor algum, me invade.

E creio, mesmo tolo, num futuro,
De um solo bem mais fértil e seguro...

Marcos Loures

được hạnh phúc

được hạnh phúc

đạt các dãy núi khác nhau,
bàn chân mệt mỏi,
nhưng linh hồn mới.
Tôi cảm thấy giống như
sau khi trở ngại rất nhiều từ con đường.
Tôi biết rằng cuối cùng,
tôi sẽ được hạnh phúc và đó
là những gì quan trọng với tôi.

marcos loures

NENHUMA SORTE

NENHUMA SORTE

Já não comportaria alguma sorte
A quem se fez diverso e mesmo assim
Procura algum caminho e sei no fim
Da própria solidão que me comporte,

O quanto traduzisse em medo e morte
Tragando todo o sonho dentro em mim
E neste desenhar, tosco estopim
A cada novo instante desconforte,

E o passo rumo ao nada, novamente
Apenas mesmo traço se apresente
Matando uma esperança aonde um dia

Pudesse acreditar noutro momento,
E quando a sorte amarga eu alimento,
Aos poucos também nisto eu morreria.

Marcos Loures

L'ESPOIR

L'ESPOIR

ma vie est perdue à chaque nouvelle étape,
en cherchant une illusion
qui peut au moins atténuer les souffrances
d'un vieux rêveur,
alors navigateur de longue date
qui naufrage au milieu des orages de la vie,
le vers comme un moyen d'être
au moins plus honneur,
en essayant de contenir
cette énorme vague arrive et rage,
mais la rivage lointain,
la jetée et le vent froid de suite.
seulement décadence
plus en plus d'être l'espoir ...

Marcos Loures

Hopeless

Hopeless


my life to losing with each new step,
seeking an illusion that may at least ease
the suffering of one old dreamer,
a long time sailor who was shipwrecked i
n the middle of various storms of life,
the verse as a way to be at least
most honorable,
trying to contain
this enormous wave coming and devastates,
but the distant beach,
the pier and the cold wind absent.
just decaying more and more to be hoping...

marcos loures

Redemption...

Redemption...

The song to softer than listening
to the beat of a lonely heart,
express how much I wanted and in fact, never could.
poetry, dreams...
really illusions completely dominate the scene,
and the end of the spectacle
translates the anguish and nothing more.
love could be different,
the dream more palpable and plausible.
but only emptiness remains
unreachable for a future...
one words more, a new moment.
Who knows, redemption?


Marcos Loures

La luz que te traigas

La luz que te traigas

La luz que te traigas a mí, me engañó,
No he traído ni siquiera un brillo vago,
Me siento nostálgico, y se levantó
sobre las alas del amor, un vuelo tonto.
Yo llevo lo poco que queda, el dolor,
el miedo, la luz que se, me engañó,
No he traído ni siquiera un brillo vago,
No puedo seguir tus perfumes,
desde que te fuiste; la rosa desapareció.
Perdóname si yo no puedo estar contigo,
mi grito, nunca más le molestará
Por la noche, dormido, no creo cuánto eso dolor es infinito
Estrella brillará en tus ojos.
Es lo que me queda en vida...

Marcos Loures

¿Que facer?

¿Que facer?

O amor sempre atropela, o que facer?
Deixar correr o río devagar,
Pensando até no como mo entregar
Se nada diso o amor deixa escoller.

Non tendo moito tempo pra perder,
A morte vén chegando, e vai tomar
Decerto este escenario, sen luar,
Soamente amor quen dá, vive o pracer

O caso é non deixo pra despois,
E vivo imaxinando así nós dous,
Pois todo o que máis quero é ter ao lado

Aquela a quen se fixo enamorada,
Muller que moitas veces endeusada,
Florindo cos seus pasos cada prado ...

Marcos Loures

Delirios

Delirios


¡Delirios celestiales del poeta!
Compuestos de la ilusión y tormento
La vida sin una meta, perdiendo la dirección
Camino destruyendo el pensamiento,
En todo el mundo, el hecho más sorprendente
Señala a las sensaciones más diversas,
Tratando de complementar, ya no queda nada,
El amor me activa simplemente el dolor.
¡Oh! Deseos celestiales!!
Fantasías...
Pantallas, y en los sueños, nada más,
Los colores tan oscuros, borrosos,
Cuántas veces pienso y voy perdido,
Infructuosa búsqueda, los cielos y los ángeles
Para calmar mis tormentos, y nada encuentro...


Marcos Loures

Estrella

Estrella

Estrella que me guía por la vida,
Su brillo transformando mi historia
Invade el pensamiento, la fantasía,
Y negar lo mucho que no tenía sentido.
El centro de varias tormentas,
Mi alma en desesperación sigue solamente,
Silenciando los amantes, perder el rumbo,
En la noche morir despacio abandonado
Lejos de tus brazos, la soledad,
La canción no oculta el dolor,
Y cuando la solución, imprudente, lo intento,
Las tramas enredan cada paso,
Y en la distancia, ajena a mi presencia,
Caminas para el futuro, no mirando hacia atrás

Marcos Loures

MEUS TEMORES

MEUS TEMORES

Escalo os meus temores e procuro
Vencer as tantas fases desta vida,
E quando se presume a despedida
O passo sempre dado ora inseguro,

No tanto quanto quero e não perduro
Felicidade enquanto já perdida
Não deixa nova face sendo urdida
E o caos ainda é tudo o que asseguro

Esbarro nos meus erros e sei bem
Do quanto na verdade nada tem,
Senão a mesma queda a cada passo,

E o quanto noutro rumo ainda houvera
Agora se morrendo em leda fera,
E todo o meu caminho; assim desfaço.

Marcos Loures

ESPERANÇA

ESPERANÇA

O quanto necessito da esperança
E nada mais se traz senão tal medo
Aonde cada dia em vão, concedo
A sorte que deveras nada lança,

Mergulho no vazio e ora se trança
O rústico cenário em desenredo
E o tanto noutro tom, deveras ledo
Apenas o nefasto agora alcança

E o medo costumeiro de quem ama
Sagrando num terror o velho drama
Espalha a tempestade e se faz

Ocaso dentre tantos que eu carrego
E neste caminhar atroz e cego
O passo noutro rumo, mais mordaz.

ML

A MESMA CRUZ

A MESMA CRUZ


Ainda que tivesse alguma luz
Depois da tempestade mais atroz
Ou mesmo o quanto vem momento após
Somente esta verdade me conduz

E gera noutro instante a mesma cruz
Aonde este cenário tão feroz
Expressa o que talvez aumente a voz
E trace a noite escusa onde me pus.

Esvaio em ledo rumo, sem sentido
E quando ainda escuto ou mais duvido
Do todo ou parte mesmo do que eu sinto,

Esbarro nos meus erros e presumo
O fim desta esperança, ledo fumo
Enquanto vejo o sonho agora extinto.

ML

GERANDO APENAS MEDO

GERANDO APENAS MEDO

Meu mundo se perdendo em direção
Gerando apenas medo e nada além
O quanto da esperança não convém
Sequer os dias ledos que virão,

Mesquinhas noites trazem da amplidão
Apenas o sorriso num desdém
Somente o fim de tudo me contém
E o tempo noutro rumo, imprecisão.

A morte me rondando num instante
E o mundo noutra face se adiante
Matando qualquer sonho em nascedouro,

Somente este sorriso sobrevive
E nele o quanto tento e não se prive
Transforma-se decerto em meu tesouro.

ML

SOMBRAS CONTUMAZES

SOMBRAS CONTUMAZES

A luz aonde poderia ainda haver
Esbarra nestas sombras contumazes
E quando algum alento; ainda trazes
Somente se percebe o desprazer,

O nada se esboçando em cada ser
E neste caminhar medos e fases
Diversas da que tanto em rumos fazes
Dispersas do que um dia pude crer,

Escalo os meus anseios e mergulho
No caos aonde vejo cada entulho
Vencido pelo medo e nada mais,

Esgarço os meus desejos neste vago
Cenário aonde o quanto vivo trago
Esboça tão somente os temporais.

ML

OCASO

OCASO

Ocaso tão somente e nada mais,
O quanto inda me resta e sei do fato,
Enquanto alguma luz, se inda a resgato
Imersa nos temidos vendavais,

E o quadro se transforma em desiguais
Cenários onde tanto me retrato
E bebo do caminho e o todo acato
Abrindo da esperança vãos umbrais,

Os erros costumeiros, sonho escasso,
O tempo na verdade não me traz
Senão a mesma voz leda e mordaz

E todo este cenário, hoje eu desfaço.
No fundo o que eu queria, ser feliz,
O mundo a cada instante contradiz...

ML

OS MEDOS TANTOS

OS MEDOS TANTOS

Já nada mais teria quem procura
Vencer os medos tantos quando os vê
E tenta procurar algum por que
Na sorte mais atroz, leda amargura,

E o corte se aprofunda em noite escura
E o todo não consigo e não revê
Senão a mesma face e em nada crê
A vida se desenha sem ternura.

O canto em discordância, a voz se afasta
E o todo numa cena mais nefasta
Esbarra nos meus erros, gera o fim

Aonde poderia haver a glória
Somente a mesma face merencória
Tomando o que inda resta vivo em mim.

Marcos Loures

MEU MUNDO

MEU MUNDO

Meu mundo num instante se derruba
E nada mais permite qualquer sonho,
O quanto do vazio inda componho
E a sorte se transforma e nada aduba,

A vida se perdendo a cada engodo,
O risco aproximando desiguais,
E as tramas entre dias mais venais
Trazendo tão somente o medo e o lodo,

Afasto-me decerto da esperança
E morro a cada passo rumo ao nada,
Aonde poderia desejada

A sorte na verdade não alcança
E marca em discordância o quanto enreda
Tramando tão somente a mesma queda.

ML

REVIVER A PRIMAVERA

REVIVER A PRIMAVERA

A terra em umidade poderia
Trazer a primavera novamente
A quem ainda busque ou mesmo tente
Voltar a reviver um manso dia,

O quanto desta vida em alegria
Perdida noutro rumo plenamente
Traçando com temor o incoerente
Anseio feito em guerra, em agonia,

O todo se perdera num instante
E a sorte se transforma doravante
Tentando apaziguar o quanto espera,

Mas quando a vida traça esta tormenta
E nela nova face me atormenta,
Restando dentro da alma esta quimera.


MARCOS LOURES

OUTRA AGUARDENTE

OUTRA AGUARDENTE

Um copo de conhaque, outra aguardente
E a noite se ultrapassa sem sentido,
O rumo; há tanto tempo já perdido
Embora outro caminho ainda invente

Um riso mentiroso, um prepotente
Momento onde o vazio eu dilapido
E bebo este demônio presumido
Enquanto alguma sorte ainda tente,

Relances tão diversos, ânsias tantas
E nestes desenhares me garantas
Apenas o não ser e nada mais,

Os ecos de minha alma se espalhando
Tomando este cenário ora nefando
Matando o quanto houvera em madrigais.

ML

ALÉM DO CAIS

ALÉM DO CAIS

Já nada mais teria além do cais
E nesta dor intensa, nada resta
Somente a mesma espúria e leda fresta
Vencendo os dias claros e fatais,

Mergulho noutro infausto e bebo mais,
Adentra o coração a imensa fresta
E o risco se desenha enquanto empresta
Os erros tão mordazes, vendavais.

Esbanjo fantasias quando tento
Sentir de uma esperança o manso vento
E nada mais se trama além do fim,

O caos se aproximando a cada passo
E o todo noutro instante já desfaço
E afasto todo sonho, hoje de mim.

MARCOS LOURES

DESVALIDO

DESVALIDO

Porquanto audacioso fora até
Sentir o desvalido compromisso
Do quanto mais desejo e até cobiço
Num mundo já sem crença, rumo ou fé,

E o vândalo caminho desenhado
Nas ânsias de quem tanto quis e, nada,
A sorte noutra face desejada
Bebendo cada gota do passado,

E o canto se perdendo sem sentido,
Apenas outro ocaso e nada mais,
Enfrento os mais diversos vendavais

E sei do meu atalho desvalido,
Esbarro nos meus erros e presumo
Da morte o mais completo e raro sumo.


MARCOS LOURES

OUTRA SAÍDA

OUTRA SAÍDA

Nos bares e nas tramas da sarjeta
A vida não permite outra saída,
E sinto aproximando a despedida
Aonde a própria morte me arremeta,

O sonho noutra face se traduz
E corta na raiz qualquer espera,
O quando na verdade destempera
Marcando em discordância a farta luz

Esvaindo solitário este momento
E nele não se vendo outro detalhe
Enquanto o dia a dia nos retalhe

Ainda alguma sorte inútil, tento
E bebo o fim de tudo num segundo
E apenas do vazio ora me inundo.

MARCOS LOURES

DUVIDAR DA ESPERANÇA

DUVIDAR DA ESPERANÇA


O quanto se duvida da esperança
E marca com tenaz momento em dor
O todo num momento a decompor
Enquanto se presume e nada avança,

A sorte se mostrando sem pujança
Matando o quanto pude em nova flor
Apenas espalhando o dissabor
Aonde o meu caminho não alcança,

A sina se transcorre em pleno ocaso,
E quando cada passo ainda atraso
Bebendo a sordidez, temida sorte,

O quanto pude crer e nada havia
Marcando com terror esta agonia
Sem nada que deveras me conforte.

ml

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

AINDA QUE PUDESSE

AINDA QUE PUDESSE

Ainda que pudesse ter a luz
Depois da tão diversa tempestade,
O quanto da esperança já se evade
E nada na verdade reproduz,

O sonho se mostrando aonde o pus
E nisto se transforma em vã saudade,
O rumo se perdendo quando invade
O cais sem fazer aos sonhos jus.

Aprendo com meus erros e somente
Ainda que decerto um rumo eu tente
O medo se aproxima e dita normas,

Os erros são comuns, e disto eu sei,
Aonde poderia em nova lei
O passo sem sentido tu deformas.

ml

DESALENTO

DESALENTO

No quanto se perdera em desalento
O canto sem sentido ou mesmo até
Vivendo sem saber qualquer maré
Entregue às variantes deste vento,

E o todo quando busco e me atormento
Gerando outro caminho por quem é
Medonho desenhar em leda fé
E neste vago espelho eu só lamento,

O cântico diverso do que um dia
Pudera me trazer em alegria
O canto mais suave e mesmo audaz,

A vida noutro instante nada dita
Senão a mesma voz leda e maldita
Aonde o meu caminho se desfaz.

ml

APENAS SONHO

APENAS SONHO

Extraio do vazio apenas sonho
E o medo se transforma a cada instante
No quanto poderia e se adiante
Apenas um momento mais medonho,

O caos se desenhando e não proponho
Senão a mesma face doravante,
E quando o meu caminho se garante
No tosco delirar tolo e bisonho

Meu mundo se perdendo sem sentido
Somente num instante eu dilapido
Esbarro nos meus dias mais atrozes

E sinto os olhos ledos e ferozes
De quem se poderia ser diverso
Bebendo a imensidão deste universo.

MARCOS LOURES

A VOZ DO VENTO

A VOZ DO VENTO

Ouvir a voz do vento nos umbrais
Chamando para os sonhos, lua e luz
E quando a sorte além já me conduz
Enfrento sem sentidos vendavais,

E bebo desta insânia em dias tais
Enquanto o mesmo nada reproduz
O quanto poderia em contraluz
Gerando dentro da alma os vãos cristais

A face denegrida da memória
Transforma qualquer passo nesta escória
E nada mais permite senão isto,

O mar que imaginara não existe,
O tom deveras ledo, amargo e triste
Durante o descaminho aonde insisto.

ML

O QUANTO TRAGO

O QUANTO TRAGO

Não posso mais conter o quanto trago
Em fúria ou mesmo dor, já que deveras
A vida num instante a destemperas
E neste delirar eu vejo o estrago

E quando no vazio ora me alago
E bebo as mais atrozes, vãs quimeras
Exposto aos meus anseios e quimeras
O corte se aprofunda e apenas vago,

Tentando alguma luz onde sabia
Somente a noite escura, opaca e fria
Medonha madrugada em tempestades,

E o quanto poderia, mas não veio
E o caos se transformando sem rodeio
Aonde num instante tanto evades.

Ml

A VIDA SEM SUPORTE

A VIDA SEM SUPORTE

Não quero mais a sorte desairosa
E nem a fase obtusa que ora passo,
A vida se perdendo em tom escasso,
Matando no botão a bela rosa,

E o quanto poderia majestosa,
Mas noutro caminhar agora eu traço
A falta de beleza, sem espaço,
A sorte se mostrando pedregosa,

Não pude acreditar noutro momento
E quando de tal forma me atormento
Esbarro nos meus erros e não veio

Sequer algum alento onde pudera
Traçar ainda em luz a primavera,
A vida sem suporte e sem esteio.

ML

DOR E TÉDIO

DOR E TÉDIO

Ocasionando a queda aonde um dia
Eu pude acreditar noutro cenário,
O mundo onde eu penetro; imaginário
Renega tão somente a poesia

E o todo noutra face se desfia
Matando o meu caminho necessário
E gera do vazio este corsário
Na noite mais atroz, audaz e fria.

A porta se cerrando e nada traz
Senão a mesma face contumaz
E nela outro momento em dor e tédio,

Aonde pude crer felicidade
Apenas o momento aonde brade
O medo em pleno ocaso, sem remédio.

ml

SIGO AQUÉM

SIGO AQUÉM

Esgoto os meus caminhos, sigo aquém
Do quanto pude ou mesmo imaginara,
A vida se espalhando em tal seara
Enquanto na verdade nada tem,

Sementes costumeiras de um desdém
E nelas outra sorte se prepara
Matando o quanto resta ou se separa
Deixando como história este refém

Olhando para trás já nada vejo,
Somente o mesmo caos a cada ensejo
Vertendo em solidão além do quanto

Pudesse num instante ser diverso,
E quando solto a voz, ledo universo,
Meu erro; num momento em vão, garanto.

ML

A VOZ DA ESPERANÇA

A VOZ DA ESPERANÇA

Ouvindo a voz suave da esperança
Marcada pelos erros mais constantes
E nestes desenhares tu garantes
Ao quanto a vida teima e mesmo lança

Tocando dentro da alma a temperança
E nela outros momentos radiantes
Gerados pelos cantos em instantes
Enquanto a porta aberta em vão avança,

Esvaio em versos tristes, nada além
E o quanto ainda resta ou me convém
Expressa a fantasia aonde eu pude

Vencer os meus temores, meus ardis
E o todo quando em pouco já desfiz
Transcorre na completa solitude.

ML

EU ME ATORMENTO

EU ME ATORMENTO

Zoológicos medonhos, face escusa
E o todo se presume no vazio,
O quanto a cada ausência desafio
E a vida noutra lida se entrecruza

E sei da mesma essência mais confusa
Enquanto o meu caminho eu não recrio,
E o caos se desenhando onde desfio
A leda resistência tão obtusa,

Não posso e nem tentara qualquer dia
Aonde a mera luz já se escondia
Deixando para trás qualquer momento

Embora saiba bem das discordâncias
Aonde se gerassem tais estâncias
E nelas tão somente me atormento.

Marcos Loures

OLHANDO DE SOSLAIO

OLHANDO DE SOSLAIO

Olhando de soslaio nada veio
Nem mesmo alguma luz onde pudera
Ainda desejar a primavera
E sigo a cada instante mais alheio,

O todo se perdendo em vão receio
E o corte desta vida se apodera
Medonha garatuja, esta quimera
Traduz o quanto ainda em vão permeio,

Esbanjo os meus demônios, bebo o fim
E traço esse desenho dentro em mim
Mecânicas diversas, mesmo engodo,

E quando necessito melhor sorte
Sem ter sequer o quanto me suporte
Adentro sem defesas, lama e lodo.

Marcos Loures

OLHANDO PARA TRÁS

OLHANDO PARA TRÁS

Olhando para trás somente vejo
O todo aonde a vida se perdeu,
O quanto se mostrara neste ateu
Momento em dor e mágoa, ledo ensejo,

O rústico cenário onde o desejo
Que um dia imaginara ser tão meu
Há tanto noutro rumo esvaeceu
Deixando para trás o quanto almejo,

Esbarro nos meus dias mais venais
E sei do quanto posso ou quero mais
Toando dentro em mim mera ilusão,

Vagando sem destino, sigo ao nada,
E quando ainda encontro a vaga estrada
Os dias mais atrozes se verão.

Marcos Loures

JOGADO PELOS CANTOS

JOGADO PELOS CANTOS

Jogado pelos cantos desta casa
Apenas o que possa imaginar
Gerado num momento a se traçar
E a vida noutra face tanto abrasa,

Vestindo a solidão, no quanto apraza
Sem ter sequer algum mero lugar,
Esbarro nos meus erros, devagar
E o todo noutra face tudo atrasa,

Vencido pelos erros de quem tenta
Singrar outra vereda mais sedenta
Vibrando com consonância com a sorte,

Desgasto-me decerto em verso e sinto
O quanto deste manto agora extinto
Já não mais poderia e nem conforte.

Marcos Loures

UM TOSCO VÉU

UM TOSCO VÉU

O quanto acreditei e nada vinha
Senão a mesma face mais cruel
E dela se desenha o tosco véu
Na face mais atroz, mesmo mesquinha

E a sorte noutra forma já se aninha
Marcando o quanto pude em carrossel
Girando sem destino, ledo léu
Matando uma esperança outrora minha.

E vejo refletida tal imagem
Enquanto a vida trama tal aragem
Peçonhas entre botes e serpentes,

Nefanda realidade toma a cena
E o quanto na verdade e condena
Enquanto sem descanso me atormentes.

Marcos Loures

A VIDA NOUTRO TEMPO

A VIDA NOUTRO TEMPO


A vida noutro tempo me amargura
Gerando tão somente a solidão
O tempo não traria a solução
E nem sequer bebesse esta ternura.

Felicidade dita o que procura
E gera a mais diversa sensação
Dos dias que deveras não verão
E nisto outro caminho nos tortura.

Jamais eu poderia acreditar
No tempo que se foi e nunca mais
O tempo se moldando em vendavais

Traria o quanto busco num luar.
Crivando de emoções o que se fez
A vida resumindo insensatez.

domingo, 4 de dezembro de 2011

NEFASTA REALIDADE

NEFASTA REALIDADE


Somente o que pudesse ser alheio
Aos passos mais constantes ou vorazes
Enquanto a realidade; ainda a trazes
Meu mundo se transcorre em devaneio

E quando novos sonhos eu rodeio,
Porquanto na verdade tu te atrases
Os dias são deveras mais tenazes
E o passo continua em vão recreio,

Nefasta realidade dita normas
E quantas vezes; tomas e deformas
O cântico diverso aonde eu pude

Vivenciando acasos entre quedas
E neste desenhar tu te enveredas
Tomando com certeza e magnitude.

Marcos Loures

O QUE NOS RESTA

O QUE NOS RESTA


A fome repartida, na verdade,
Jamais seria alguma solução,
Restando à podre e imunda humanidade,
As sobras do que outrora fora pão,

Também não vejo liberalidade,
Nem sonho com a tal revolução
Que trague para o povo a liberdade,
Apenas utopia. A solidão

Se espalha entre os viventes, pobres seres,
Que criam seus fantasmas e os sustentam,
A morte mais comum, os violentam,

Demonstram quão são frágeis os poderes
Dos que se imaginando inatingíveis,
Transformam os humanos em tangíveis...

Marcos Lours

Prosigan

Prosigan

Non teño a menor chance, pero prosiga
E vexo o canto rexe tal perigo
Nas ansias máis atroces e voraces
Aínda cando a vida trae en fases
O soño que deberas non me traes
Ousando noutro intento cando fas
O tempo sen remedio e sen abrigo
Vivindo o que puidera ter comigo.
O traxe se anuncia en carga e medo,
Só o camiño onde procedo
Expresaría a fonte máis fecunda.
O prazo determina o fin de todo,
Sabendo o que poida e ora me ilusos
A sorte noutro instante se afonda.

MARCOS LOURES

PROSSIGO

PROSSIGO

Não tenho a menor chance, mas prossigo
E vejo o quanto rege tal perigo
Nas ânsias mais atrozes e vorazes
Ainda quando a vida traz em fases

O sonho que deveras não me trazes
Ousando noutro intento quando fazes
O tempo sem remédio e sem abrigo
Vivendo o que pudera ter comigo.

O fato se anuncia em fardo e medo,
Apenas o caminho onde procedo
Expressaria a fonte mais fecunda.

O prazo determina o fim de tudo,
Sabendo o quanto possa e ora me iludo,
A sorte noutro instante se aprofunda.

MARCOS LOURES

O RÚSTICO TORMENTO

O RÚSTICO TORMENTO

Meu mundo se perdera tantas vezes
E sei do quanto possa noutro rumo,
Enquanto na verdade me consumo,
Espero esta emoção, diversos meses.

Cerzindo os descaminhos, trago as reses
Ousando num momento onde resumo
O prazo determina o suprassumo
Invadem tantos mares, quais ingleses.

O rústico tormento me assedia,
E vejo tão somente a fantasia
Que nada poderia demonstrar

A sórdida presença do que um dia
Tentara e na verdade não sabia
Sequer como pudera desvendar.

MARCOS LOURES

A QUEDA

A QUEDA

Ocasionando a queda de quem tente
Vencer o mais temível caminhar
Ainda quando vejo este luar
A sorte não se mostra mais frequente,

O canto quanto muito imprevidente
O velho sonho tenta acompanhar
Versando sobre o mundo a navegar
Deixando este cenário impertinente.

Acolho novos rumos, mas me perco,
A vida aperta sempre o velho cerco
E trama deste esterco uma esperança.

Na rumorosa noite solitária
A luta se moldara e o tolo pária
Ao fim sem mais defesa ora se lança.

MARCOS LOURES

MERGULHO NO VAZIO

MERGULHO NO VAZIO


Mergulho no vazio e te procuro
Vagando sem sentido e sem razão
As horas com certeza me trarão
Somente o mesmo fardo amargo e duro,

A luta se travando em pleno escuro
Marcando a mais diversa dimensão
Da hercúlea fantasia sempre em vão
E neste dom sombrio eu me amarguro,

Resplandecendo a vida noutra face
O marco que traduza e mesmo trace
O mundo sem segredos e sem medo,

O prazo determina o fim de tudo
E sei quanto em verdade já me iludo
Trazendo o quanto quero e não mais cedo.

Marcos Loures

NOVO ENREDO

NOVO ENREDO

Ousada sensação de um novo enredo
Vagando pela noite sem temores,
E sei que na verdade aonde fores
O tempo noutra farsa mal concedo,

Vestígios resumindo o mundo ledo
E bebo sem saber tantos rancores
E sinto o desvario em mortas flores
E nada do que possa em paz procedo.

Mecânica expressão em rudimento
O verso que deveras alimento
Expressaria apenas o meu fim,

Vertendo dentro da alma este vazio,
O mundo quando muito o desafio
Espera o que jamais existe em mim.

Marcos Loures

VAZIO

VAZIO


Presumo o quanto venha e nada ganho
Perdido entre diversas utopias,
Enquanto as várias sortes são sombrias
Nos erros costumeiros, o passo estranho,

O verso mais suave desde antanho
Marcasse com temíveis ironias,
Os sonhos que deveras tu desfias
E o peso do passado, tão tacanho.

Neste momento tento outra saída
E vejo a mesma história repetida
Nas ânsias e nos zelos infundados,

Os olhos no horizonte se perdendo,
Aonde se quisera este estupendo
Cenário, já rolaram torpes dados...


Marcos Loures

CERZINDO NOVO RUMO

Cerzindo novo rumo

Não tema cada instante que ora venha
Cerzindo novo rumo ou mesmo o sonho
Que tanto quanto possa mais componho
Tramando sem sentido a dor ferrenha,

Bastando o que decerto me contenha
No canto trago o passo que enfadonho
Presume a minha ausência e proponho
Somente o que a verdade ora desdenha.

Não pude e nem devesse ser assim,
O prazo se esgotando e sei que o fim
Expressará somente esta saudade.

Aonde o que pudesse e não viera
Marcasse com estio a primavera
Negando ao meu caminho a liberdade.

Marcos Loures

ALGUM CAMINHO

ALGUM CAMINHO

Ainda que se tente algum caminho
O verso não traduz o quanto pude
Vivendo esta verdade em atitude
Vagando sem saber quanto é mesquinho.

Meu mundo quando invado e já me alinho
Ao passo mais atroz da juventude
E bebo com sobeja plenitude
Avinagrado e torpe, imundo vinho.

Acrescentando pouco ou mesmo nada,
A luta noutra face desenhada
Espreita o fim de tudo e não mais quero,

Senão esta vereda sem sucesso,
E quando novamente eu recomeço
O mundo não seria mais sincero.

MARCOS LOURES

ARIDEZ

ARIDEZ

Seguindo o mesmo passo rumo a quem
Se faz cordeiro e Pai, Irmão, e traça
A vida muito além do quanto escassa
Traduza o quanto possa e além contém,

O todo se desenha em raro bem
E o mundo que deveras se esfumaça
Enquanto outro futuro a vida faça,
Marcado pelo amor que ainda vem,

Pudéssemos vencer cada desejo,
E assim novo futuro onde prevejo
Sejamos na verdade, como irmãos,

O solo preparado há tanto tempo,
Porém cada ganância um contratempo
Impedindo a eclosão dos nobres grãos...


Marcos Loures

MEU CAMINHO

MEU CAMINHO


Prossigo o meu caminho e sei que ali
O tempo não traria melhor sorte
Sem nada que pudera além e aborte
O tanto quanto quero e já perdi.

O mundo que deveras presumi,
O verso sem sentido e sem aporte
Não tendo solução, aumenta o corte
E trama o que decerto eu percebi.

Já não mais pensaria noutra forma
Da vida que deveras se deforma
E marca com profunda insensatez

O vértice dos sonhos, tão somente
Matando o quanto possa claramente
E sei que na verdade nada vês.

My Breath SAVING MYHEART and marcos loures

‎My Breath

Your love
which i never expected, i cant reach
my life is hard without you
dont go far away from me

I promise
i ll bring your love till i die
i dont want to find a new love
to begin a new story
myself(my love) is all for you

Ohhhhh oh ooo

every inch of my breath
i remind you
dont ever leave me alone
always presence
in my life journey
believe me my love is only for you
is for you, is for you

I ll wait
until the time
when you declare you true love
two souls become one

I understand
my words are merely words
until a day when all become reality

Ohhhhh ohooo

repeat..
every inch of my breath
i remind you
dont ever leave me alone
always presence
in my life journey
believe me my love is only for you
is for you, is for you

Ohhhh ohooo

always presence
in my life journey
believe me my love is only for you
is for you, is for you

backgrd singer
( for you i devote all my life for you
for you i bring you happiness
for you i promise
for you....)

repeat
I promise
i ll bring your love till i die
i dont want to find a new love
to begin a new story
myself(my love) is all for you

Saving MyHeart


The love that mastered at every instant,
Taking all the space and allowing
A time softer and most gentle
Where what I try looming,
I desire each breathe did you bring
And that same I drink and own good pleasure
That would enable to survive,
Facing the customary storms,
My port, my anchor, my ballast
What impedes any sinking lifetime.
Living so only to know how much you may have in your will,
Are you inside me and even where I try to escape,
Your presence in my soul tattooed, scar eternal, divine and painful ...


Marcos Loures

I'VE LOST... Χρύσα Βελησσαρίου and Marcos Loures

I 've lost my metron drowned
Of the Anger, the Fear, the Boredom
In the very bottom of my Stomach…
I've been consoled with materials
Which increase my fat tissue.
What a tragic irony, however!
What disappointing connotations !
How a delicate soul
Can survive in suffocation?
The space inside me
Continually is limited
As the outside is being flooded
By the accumulation of my
Useless unsavory flesh.
My breathing tends to zero.
I often get angry, I keep only
My desire for Chocolate
As an impregnable and invincible tower .

Χρύσα Βελησσαρίου



The universe that I try to absorb giant
for I can see how much
I am and reflected in the speculate image,
only a limited space.
And gradually perceiving how can,
overcome by anguish of want,
the all in a moment now I see,
circumscribed, but searching beyond.
Could still have some way to bring
the immensity that either
I seek or to expand my step into the whole,
or even reduced my desire.
But when perceive myself restricted
and the world inexhaustible,
I resume on the trail inside the soul
and I have nothing,
except what my place,
virtually nothing...

Marcos Loures

TRANSITA O CORAÇÃO

TRANSITA O CORAÇÃO

Transita o coração em rude espaço
Vacância traduzindo uma esperança
No tempo aonde a vida em vão me lança,
O mesmo caminhar que ora desfaço.

O prazo mesmo sendo tão escasso,
A rústica presença desta lança
A morte na verdade não descansa,
E sigo esta vereda passo a passo.

Restando muito pouco ou quase nada
A sorte noutra face descorada
Enfrenta a solidão de quem procura

Apresentando o fim da dura peça
Sem nada que decerto ainda impeça
Sequer o quanto trama tal loucura.

MARCOS LOURES

JORRANDO A POESIA

JORRANDO A POESIA

Jorrando dentro da alma a poesia,
Que nada mais impeça o quanto queira
A luta mesmo sendo a costumeira
No fim transforma a sorte em agonia.

Meu tempo noutro tom se verteria
E sei da solidão mais verdadeira
Sangrando a minha alma, quase inteira,
O preço a se pagar não valeria.

Percorro os descaminhos mais audazes
E sei das dissonâncias quando trazes
As fases desta lua em tom sombrio,

O marco mais feroz nada permite
E sei do quanto possa em tal limite,
Porém o desencanto eu desafio.

Marcos Loures

ENQUANTO TE VAIS.

ENQUANTO TE VAIS.

Negociando o tempo de viver
Enquanto poderia ter nas mãos
Além destes momentos torpes, vãos
O todo que pudesse merecer.

A vida num instante a se perder,
Os olhos entre velhos corrimãos
E os ermos geram mortos novos grãos
E nada no futuro a recolher.

Acossa-me esperança, mesmo quando
O luto noutro passo enveredando
Gerando a solidão e nada mais,

Versando sobre o quanto quis e, nada,
A sorte noutra face desenhada
Evada-se e deveras tu te vais.

Marcos Loures

FUNÂMBULO

FUNÂMBULO

Equilibrando a vida simplesmente,
O fato mais audaz nos redimisse
E sei do quanto possa em tal mesmice
Viver o que inda resta, plenamente.

A vida noutro passo se desmente
E bebe tão somente esta crendice
Sabendo no final o quanto ouvisse
Tocando minha sorte imprevidente.

O prazo delimita o quanto quis
E sei do meu anseio e a cicatriz
Agora tatuada nos meus olhos,

Expressa esta colheita que se frustra
E nesta sensação a dor ilustra
Gerando tão somente os vãos abrolhos.

Marcos Loures

O AMOR nos ensina

O AMOR nos ensina

Cismando con pasado máis feliz,
A onde ser querido era normal,
O amor demostrando maxistral,
Non tiña nin sequera a cicatriz

Que tatuado a pel do aprendiz
Maltrato e nos ensina, iso é fatal,
Por máis que poida crer ser inmortal,
O tempo trae decerto un ceo máis gris

Mirando vagamente o meu pasado,
Tomado por tenrura e placidez,
A vida con terríbel acidez

Transforma esta dozura e desprezado
Intento algún refuxio, un manso abrigo
Nos tempos en que amor foi meu amigo ..

El amor nos enseña

El amor nos enseña

Cisma con más feliz pasado,
Donde ser amado fue normal,
El amor demuestra maestría
No era ni siquiera la cicatriz,
tatuaje en la piel de los aprendices,
abusivo, nos enseña, que es mortal,
Por más que pueda creer ser inmortal,
el tiempo hace con nosotros lo que quiera.
Mirando vagamente en mi pasado,
Lleno de calidez y tranquilidad,
La vida, con una acidez terrible,
la dulzura; convierte, manchada,
Intento un refugio, un abrigo apacible,
en los días en que el amor fue mi amigo...

Marcos Loures

Mi gran amor

Mi gran amor

Lasciva y delicada, ella se entrega,
Navegando por diferentes océanos,
Espasmos furiosos y profanos,
Fuego intenso que nos inflama.
Connivencia para instar sobre la arena,
Gemidos y suspiros, casi humanos,
Yo siempre ha cultivado en esos años,
Teniendo el testimonio de la luna llena ...
Y los senos de la diva en mis manos,
Aparta al misterio, en húmedas grutas
Y, como si fueran fuegos artificiales,
Luces abundantes eclosionan; multicolores
En llama de gozo sin vergüenza,
El amor domina este escenario.

Marcos Loures

Morbilidad

Morbilidad

Sé que mi camino está el fin,
Es por eso que descargo en este soneto
Que son los versos del vacío adonde me apuro,
Intentando una flor en un jardín estéril.
La muerte me acecha, dice que sí,
Los errores tan frecuentes día a día,
Fundamentalmente, resta muy poco tiempo, pero prometo que,
Más gradualmente terminaré mis pasos.
Tuvo la oportunidad de soñar
Vagando por las miles de estrellas, las nebulosas,
Las horas tan sutiles y delicadas,
En una firme esperanza, falso embarque.
Pero sé que, al final, no soy nada,
Carne podrida y rota...


Marcos Loures

De Gota Em Gota DIÓGENES PEREIRA DE ARAUJO E marcos loures

De Gota Em Gota DIÓGENES PEREIRA DE ARAUJO E marcos loures

Uma gotinha d´água, Olhar Brilhante,
com uma idéia ousada a incubar,
a uma outra colega, algo exultante,
chamou um dia e pôs-se a argumentar:

"- Ouve, querida, escuta-me um instante
eu tenho algo de ousado a partilhar:
vamos chamar as outras e formar
um mundo d´água, grande e o bastante

para inundar a grande depressão
cavada terra abaixo e é de temer;
se às outras conseguirmos convencer

com água se encherá tal buracão."
E assim se fez: milhões a ajudar,
de gota em gota, assim, formou-se o mar

Diógenes Pereira de Araújo

A praia é feita em cada grão de areia
E assim, nessa união é que se possa,
Além de da sorte tua e minha, a nossa,
Elos fundamentais desta cadeia,

Que unidos, permitindo a força plena,
Que possa transformar todo universo,
Caminho onde contigo, sigo e verso,
E nele outro futuro, a vida acena,

A fúria não vencendo a fortaleza
Se os laços forem lastros uniformes,
Por mais que as ondas venham, são enormes,
A força é suplantada com destreza.

Nesta harmonia em luta convergente,
Um novo amanhecer já se apresente...

sábado, 3 de dezembro de 2011

DE ESPERANZA

DE ESPERANZA

El amor que un día, tonto, pensé,
A las inmersiones un placer ilimitado
Ahora este cuadro se ha roto,
Destruye toda la imagen he pintado.
Satélite irregular, yo he creado,
En el cielo, débilmente iluminado
Viviendo la poesía de tus manos,
Y me pierdo en esa fantasía.
Solamente unos pocos momentos de ilusión,
La vida que no siempre repita,
Y sigo, esperanzado aún.
Quizás en un día u otra vida,
Existe un poco más que un adiós
Y un mundo apacible, maravilloso...

Marcos Loures

Ruses

Ruses

The love the old ruse of wanting,
Explodes into a thousand pieces who resists,
By taking a second every being,
At the same time calms and flickers already
Overcome by the anxieties, of this insane,
I could see that I am nothing,
Delivered to the hindsight of the tyrant,
My life gradually deteriorates,
I wait after rain calm
What may bring me some peace?
But when life and time progressing
I feel in fact incompetent.
And I leave me take by the torrent
Strapped on my feet, steady stream...

AMIGO DIOGENES PEREIRA DE ARAUJO e marcos loures

AMIGO DIOGENES PEREIRA DE ARAUJO e marcos loures

Encontrar um amigo é descobrir
um tesouro e talvez seja até mais;
pois um amigo é sempre alguém que traz
mais consistência a nós: por existir

Um tesouro é inerte e tanto faz
qual sentimento estamos a curtir
Um tesouro não tem como influir
O amigo é diferente: ele é capaz

de se alegrar conosco ou de sofrer
quando estamos sofrendo. Um bom amigo
eu hei de conservar sempre comigo

a fim de me escutar e compreender
a fim de, se eu errar, me aconselhar
e, se eu cair, do chão me levantar

Diógenes Pereira de Araújo

Uma acolhida além de carinhosa,
A mão que pune e ensina a cada engano,
Seguindo com firmeza o mesmo plano,
Mostrando todo espinho junto à rosa,

Por mais que a vida seja caprichosa,
Do risco a cada instante, se eu te explano,
É mais que simplesmente ser humano,
Nesta íngreme alameda, dolorosa.

Amigo não somente nos bendiz,
Por vezes mesmo toca a cicatriz
Reavivando em nós cada ferida,

E assim enquanto a mão em paz segura,
Trazendo tantas vezes a amargura,
Que possa me apontar qual a saída...

NATAL?! - DIOGENES PEREIRA DE ARAUJO e marcos loures

NATAL?!

"Alimentando a fúria da quimera",
o insaciável monstro que é o Ter
impera a propaganda a oferecer
mil produtos; nem sempre ela é sincera:

fazer feliz escapa a sua esfera
e na verdade quer tão-só vender:
mais ter nada acrescenta a nosso ser;
mais ter parece o deus de nossa era

Pobre do pobre, sem ter condição
de dar aos filhos algo substancial
não sorve da riqueza do Natal

que aplacaria toda sua aflição:
"Natal, trouxesse o amor que feito em luz
fizesse em cada ser nascer Jesus""

Diógenes Pereira de Araújo

Nas tantas e diversas faces vejo
A festa aonde o amor se comemora
Sagrado nascimento desde outrora,
Marcando com ternura um nobre ensejo.

Porém quando em verdade o que ora almejo
Afasta-se deveras, me apavora,
A fúria do comércio revigora
Gerando invés de amor, horrível pejo.

E Cristo, vendo tudo, lá do Céu,
À venda este festejo de um Noel
Que toma todo espaço, temerário.

Que um dia transformara o mundo inteiro,
No fim exposto e morto qual cordeiro,
Usado a cada novo aniversário...

Une prière.

Une prière.

Mon ami, comment peut bien sentir
que vous êtes toujours avec moi à chaque instant;
Les jours entre les douleurs sont fréquentes, absent, souvent l'avenir.
Mais lorsque tu es là, sa présence permet
nouveaux rêves, à coup sûr.
Et les peurs quand ils sont contestées
ne reviendra pas, ni ne se répète.
Les angoisses ont été dilués dans les sourires,
la force de l'amitié, apportant ma puissance
plus de tout cela le plaisir.
Moments si doux et précis.
Ne laissez pas ce sort s'en va ;
une amitié est comme une prière ...


Marcos Loures

Nor even a hope...

Nor even a hope...

Night comes again, I stand alone...
The rays of the sun do not warm me.
Life is remaking, I return to the dust;
The luck lovers myself and mine forgotten...
Destiny so cruel and senseless
The wheel of fortune is missed.
Who wanted from celebration life and happiness
Already know that the dawn has not arrived.
Basically was lost no farewell ...
Nostalgia than it has had and not bring.
Death comes spinning its law,
Undone freedom, death in life ...
The cold invades the breast dreamer
Do not even one hope is revealed...

Marcos Loures

O TEU PRAZER

O TEU PRAZER

Tocando a minha pele, o teu prazer
Envolto nos sentidos mais audazes
Deveras quando a sorte tu me trazes
Eu possa noutro passo percorrer,

As sendas mais diversas e querer
Tramar além dos cantos tão fugazes
Encantos delicados e tenazes
sabendo a maravilho de te ter.

Audácia deste sonho, mero engano?
E quando na verdade assim explano
O todo onde feliz eu poderia

Tentar acreditar no quanto veio,
Sabendo deste tempo onde o receio
Domina com certeza o dia a dia.

Respuestas

Respuestas


Del mundo, no traigo otras respuestas,
Espero, tranquilamente este resultado.
En los arneses se arañado mi espalda,
A la luz de mi amor, ninguna antorcha...
Me gustaría que mi suerte no se quede atrás
Aunque sólo sea en el destino, lo vacío.
El peso verga y no estoy usando más mis armas.
Yo solo quería saber si tú me amas.
Apuesto que lo intenté, pero hay perdido,
El amor no es una panacea.
Yo no creo en sentimiento que no resiste a los vientos y tempestades,
la memoria solamente.
En la noche de mis sueños, para encontrar
la claridad de mis ojos, busco tu mirada…

Marcos Loures

Amo tanto...

Amo tanto...

En torbellinos, los fantasmas del pasado,
fervores quiméricos tedio y el temor;
Horrible este perfil creado para ti en un complot
las vibraciones torpes y loco.
Etéreo corazón, encadenado,
el disfrute de los futuros, ausente o distante
Hundido en el sueño que había pensado ser secreto.
Victorias y triunfos, me preparo sus bienes,
sin aliento el último adiós sin amargura ni estremecimiento.
Poner fin a ese espectáculo ahora escapar ileso,
de una serie de tentáculos y la opacidad,
colores abundantes explotan...


Marcos Loures

THE LOVE OF A MAN- JOÃO JOSÉ CORREIA e marcos loures

THE LOVE OF A MAN- JOÃO JOSÉ CORREIA e marcos loures


THE LOVE OF A MAN

What's love means
After you throw away
Your old and threadbare jeans
And no walk more by subway

Yet and yours will of young
Wanting to know if is easy
Searching til found
What takes you to be happy

The answer to the question
When all is not golden
You fight like an old lion
Not to make them a burden



OS AMORES DE UM HOMEM

O que o amor significa
Depois de deitares fora
O jeans velho e surrado
E não andares mais de metro

E a tua vontade de jovem
Querendo saber se é fácil
Pesquisar até encontrar
O que te leva a ser feliz

A resposta para a questão
Quando nem tudo é dourado
É lutar como um velho leão
Para não os fazer, um fardo

João José Correia


O tempo modifica o sentimento
Aonde havia fúria, esta bonança
Presume o quanto reste em confiança
Trazendo ao lutador, diverso alento,

O sonho se apresenta sem tormento,
E a placidez do amor quando me alcança
Ao todo pouco a pouco ora me lança,
E desta maravilha me alimento,

O quanto fora outrora tempestade
Agora em mansidão, suave invade,
Trazendo com sorriso esta ventura,

E o todo se mostrando com firmeza,
Enquanto no passado uma incerteza
Mostrava a face instável e insegura...

Marcos Loures.

é um enorme prazer fazer esta parceria contigo meu querido irmão. abraços marcos

Lo que me cayó

Lo que me cayó

Hay tantos infortunios.
Hay que acostumbrarse...
Tropiezos son las vísperas de la victoria,
me recordó cuando vi el mar,
perdiendo me frente al éxtasis hermoso.
Si después de las tormentas me aplomo,
he aprendido que el gran amor es caprichoso.
Usando la luz de la luna hermosa,
beber hasta que esté satisfecho, de la fantasía.
En las diversas vicisitudes de la vida,
si yo pudiera engañarme a mí mismo,
puedo ver que la vida nos enseña, día a día...
Y Dios nos dio las armas para luchar por una idea y la fuerza bruta,
para mí, sólo ha dado la poesía...

Marcos Loures

HECATOMBE

HECATOMBE

Prevendo tão somente esta hecatombe,
A luta não presume algum descanso,
E quando no final ao mar me lanço,
Permito que este sonho agora tombe.

A porta quando muito, o tempo arrombe
E gere do vazio este remanso,
Porém ao perceber o quanto avanço
Apenas dos meus sonhos, vida zombe.

O canto mais audaz já não se ouvindo
O tempo sem ter tempo segue infindo
E mata as esperanças mais audazes.

No quanto o desenredo negue as tréguas
Andando sem sentido tantas léguas
As rotas que procuro; tu desfazes.

MARCOS LOURES

A VIDA DESAFIA

A VIDA DESAFIA

E quando a própria vida desafia
Gerando tão somente a solidão
E nesta mais diversa sensação
O tempo noutro enredo; uma utopia.

O prazo terminando e não se adia
A sorte traz a velha previsão
Dos dias mais doridos que terão
Apenas o sinal desta agonia.

Agilizando o passo, rumo ao quanto
Pudesse de tal forma e se me espanto
Ousando acreditar, acendo o incenso

E sei da mesma audácia de outras eras
E quando no final já destemperas
Somente no vazio ainda eu penso.

MARCOS LOURES

Sangrias

Sangrias

No fim de todo sonho apenas vejo
Sangrias mais diversas e ferrenhas
E quando na verdade mal contenhas
Gerando tão somente o ledo pejo,

A vida noutro tanto não desejo
E quase me alucino quando venhas
E tramas o que agora não empenhas
Marcando com terror este verdejo.

Não pude e nem devesse ter nas mãos
Os ócios mais diversos, rudes grãos
Gerando em solo rude a hipocrisia,

Meu canto sem proveito ora percebes
E quando ao adentrar antigas sebes
Apenas a verdade se veria.


Marcos Loures

Meus Sonhos

Meus Sonhos

Já não pudesse mesmo acreditar
Nas lendas e nos erros do passado,
O canto tão somente quando invado
O sonho que perdera rumo e mar,

Meu pranto nada diz do verbo amar,
Apenas no caminho desolado
A fúria deste tanto destroçado
Tomando calmamente o seu lugar.

Espero pelo menos nova chance
E mesmo quando a vida nos alcance
Marcantes ironias são comuns

Os erros quando os vejo contumazes
Presumem o que tanto agora trazes
Meus sonhos? Quando restam são alguns.

Marcos Loures

DESAFETO

DESAFETO

Preparo tão somente o desafeto
E nisto me reparo mais distante
O tanto que pudera noutro instante,
Agora sem sentido algum, completo.

Meu canto se pudesse o predileto,
Apresentando o fato doravante
E bebo desta sorte delirante
Na face mais atroz do mero inseto.

Esqueço os descaminhos e prossigo,
Ainda quando possa em tal abrigo
Versejo ou me domino, simplesmente.

No eclipse desta vida o fim de tudo,
Apocalipse traça o quanto iludo
Meu sonho que também decerto mente.

MARCOS LOURES

Des roses ...

Des roses ...

Quittant fanées et brumeuse nuit noire, mourant.
La mort, compagne la plus constant
parutout à coup capricieuse.
Revue mon jardin, rose admirablement brillant tout au long,
Des souvenirs dominée chaque instant
d'une vie qui fut autrefois grand.
Cependant cette sécheresse où nous vivons,
la mort des illusions, ne laissant rien,
pas même une sensation de calme et de paix.
Et quand mon histoire terminée,
les douleurs et les rêves de plus lointain,
la tombe, avec des roses, décoré


Marcos Loures

A busca

A busca

Recônditos momentos onde a busca
Transcorre sem sentido ou mesmo em dor,
A luta que pudesse em tal ardor,
No fundo cada passo logo ofusca,

Palavra que ilusão tanto rebusca
E o manto noutro tom enganador,
O verso se exalando em trovador,
Tentando esta certeza, mesmo brusca.

Carpisse esta emoção em tom ferrenho,
E quando na verdade nada tenho,
Desvelos são comuns em quem sonhara,

Meu canto ruminando o tempo inteiro
E sei do meu caminho derradeiro
Tocando a mais diversa e vã seara.


Marcos Loures

Friendship

Friendship


The peace that overcame me right now,
little by little provides my future that I hope will always be radiant,
and at step more firmly and more secure.
By having this friendship that looms,
jumping without fear or rancor by following my ways,
I will forward the happiness I seek.
Sometimes I suspect that they continue
but soon the whole delivery heart,
making the hope, my support
Following of my life strongly,
so I thank you, my friend,
their lives more peaceful and more lightness...

Marcos Loures

Enter the stars and the moon

Enter the stars and the moon


The brazier carries the flame burning and whereas
make me crazy at night on fire,
And when this wants and desire complain,
your body, always heats on my dreams.
Women who so much want and not get tired
seeing beautifully naked before me,
With you, I reach orgasm proves
every forever and more, fierce and fiery.
Your breasts, my mouth,
so much desired a journey all my life,
Looking askance at the landscape
is all that my soul still wants it;
Rubbing your skin slowly, wandering
amongst the stars and the moonlight...

Marcos Loures

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Near me.

Near me.


When you have my love next to me,
I find solutions to problems.
With me is right, do not be afraid,
of sorts happiest, I come,
My chest like an old bird, singing poetry,
and simply breaking; the past,
these chains in search by uncontrolled affection.
Serving our love without measures
and the time by your side, dear.
Moments when I can at last to say that life is full so doing,
taking the heart of this poet,
spilled in my way, your pleasure ...

Marcos Loures

Pudiera

Pudiera

Ojalá descifrar, en el horizonte,
la fuente luminosa que me guía,
sobre todo monte alto, haciendo mí sueño, poesía...
El amor nos une como un puente raro,
a veces, alegría o dolor,
siempre bebiendo de esta fuente
para aclarar mi cuota de fantasía.
Llegando al infinito, iluminado acostándose
sobre la cama, tranquilamente y todo cambia...
La magia del deseo conduce y
trae gran placer para los que aman,
por eso espero por ti:
¡Vamos ahora!

Marcos Loures

CHRISTMAS?

CHRISTMAS?

May have that presence in peace
Who was made Mr., Brother and Father,
But hope is gone now
Supernal wonder, rare and immense,
I do not want or deserve a reward,
Mine step each fall already betraying me
And the time limit where without falls back
My soul in this fight crude and severe,
Christmas brings love to made in light
Make Jesus in every being was born,
And so the freedom in spring
But the fratricidal human being,
Every time a new disappointment,
Powering the fury of the chimera...

Marcos Loures

Es mejor vivir

Es mejor vivir

No me dejes morir, mejor la vida,
aunque olvidada en un cuarto oscuro.
El dolor golpea profundamente los indefensos,
y vence de audaces, los fuertes y los soñadores.
La suerte que he perdido, una herida no pude sofocar,
por lo que mis huesos están expuestos...
El alma será dividida,
roto el pecho, yo soy oscuro...
Esto es simplemente un dolor atroz de mi final,
la perforación en toda noche
y yo soy culpable, para mi propio infortunio.
Tateando, ondeio, buscando em vano.
Finalmente la tomaré en mis brazos,
si yo soy tu carga, tú eres mi hada.

Marcos Loures

Transparencia

Transparencia

Era transparencia pura,
latente en los delirios que descubrí,
Y vi puesto que estaba allí,
la sensación dulce de la inocencia tan rara que,
en cumplimiento pleno, taiga tu amor
y comprendí porque el deseo de amar a ti está ardiendo en profusión,
con elocuencia.
En la locura que domina a los novios,
amantes que se dan sin los límites,
las fronteras ignoradas,
Los días entre los Soles construidos y
cuando las criaturas se reúnen así,
las puertas son siempre abiertas...

Marcos Loures

Folle

Folle


Gratter ma peau, fou,
Compagnie fous: d'un millier astuces
Pendant un moment, les proies, chasse,
La bête dans une monter intense.
Le regard de panthère affamée,
Mon corps avec mes cuisses, simplement des liens,
Sur le dos, vos ongles; tôt effiloché.
Et ainsi toute la nuit et l'aube ...
Remis à telle folie, on ne peut voir,
Le sang versé sur le lit,
Lointain à une lucidité
Rire et murmurer des mots,
Donc bien que votre flamme brûlante,
La joie est à venir en foule ...

Marcos Loures


Marcos Loures

LOVE, LOVE, LOVE

LOVE, LOVE, LOVE

Touching your skin, a shiver,
What was some that care breeze?
The love fully delivered to the heat,
Will be complete without limits
As I was so you control, propitious
that enjoyment riddles, most concise,
And the heart atrocious, ferocious, vagrant,
in the entrails of desires is rooted...
So we are errant pariahs, animals,
Make corners of the our nests
In loving ferociously; insanity...
In a profound ecstasy and something profane,
A cry tearing up the air, nearly human,
Orgasmic madness, fills, invades...

Marcos Loures

MINHA ÁRVORE - DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO e marcos loures

MINHA ÁRVORE




Vou armar uma árvore, escondida
no coração, recôndito de mim.
Será planta odorífera: alecrim,
por faces de pessoas preenchida

Tais faces vou colhê-las no jardim
dos amigos de sempre cuja vida
fazem a minha vida colorida
e perfumada: há rosas e jasmins

Amigos do passado eu ponho ao centro
amigos do presente mais à mão
para incluir a todos na oração:

"Senhor, - que trago aqui também por dentro -,
meu coração, com carga especial
transplanta para o teu neste Natal."

Diógenes Pereira de Araújo
-

Pudesse ter em paz esta presença
De quem se fez Senhor, Irmão e Pai,
Porém entre os meus dedos já se esvai
Superna maravilha, rara e imensa,

Não quero, nem mereço recompensa,
Meu passo a cada queda já me trai
E o tempo sem limite onde descai
Minha alma nesta luta rude e intensa,

Natal, trouxesse o amor que feito em luz
Fizesse em cada ser nascer Jesus,
E assim a liberdade em primavera,

Porém o fraticida ser humano,
A cada novo instante um desengano,
Alimentando a fúria da quimera...

SINA

SINA


Do amor que se mostrando em sina e fado
Não vejo e nem teria melhor sorte
A vida sonegando esse suporte
Traduz cada caminho aonde evado.

O corpo noutro enredo abandonado
Apenas desenhando o medo e a morte
No enredo que procure o que se importe
Somente o mesmo sonho engabelado.

Pudera desvendar cada mistério
E ter nas mãos além de algum critério
A falsa sensação de ser feliz

O féretro caminha sem que alguém
Traduza o que esperança nos provém,
Porém o próprio tempo a contradiz.

TE AMO, TE AMO!

TE AMO, TE AMO!

Deitada nesta cama de hospital,
Brancos lençóis esconden a ferida
O amor que fóra antano magistral
Esconde os dissabores de unha vida

Que aos poucos vai chegando ao seu final
Esperando silente a despedida
A pena se mostrando capital
Retrata a realidade en van cumprida.

Signos vitais, mentiras encubertas
Oculta por debaixo das cubertas
Aquela que se deu sen máis preguntas,

Súa alma se declina agonizante,
e coa graza divina un belo instante
As nosas estarán, para sempre xuntas ...

Marcos Loures

LUZ DIVINA

LUZ DIVINA

Um sonho que se possa realizar
Nas tramas mais diversas desta vida,
Por tanto que se mostre corroída,
Vagando dia a dia, devagar,

No tempo mansamente procurar
A mesma solução já presumida
E o tempo sem discórdia não duvida
Do quanto é necessário o bem de amar.

Na paz que nos unisse sem adeus,
Existindo a presença deste Deus
Que possa transformar em liberdade

O que nos acorrenta e nos maltrata,
A vida libertária se faz grata,
Enquanto a Luz Divina nos invade.

Marcos Loures

CAMINHOS

CAMINHOS

Mapeias os caminhos que eu tentasse
Vencer com mais denodo ou mesmo fé
E sei do quanto possa ser quem é
Mostrando a verdadeira e rude face.

Ainda que no fim se constatasse
Trazendo a variante da maré
O preço a se cobrar já não dá pé
E o manto noutro tom se embaralhasse.

Jamais acreditei no que não via
E sei do meu cenário em agonia
Marcando com terror o quanto quero

O tempo sem ter tempo de ser mais
Enfrenta sem defesa os vendavais
E bebe deste mundo atroz e fero.


MARCOS LOURES

LOVE YOU

LOVE YOU

In the shrouds of luck, I made my home,
I left, as an epitaph, your smile ...
Ravenous scars, it took the derision
with which vacation, my garden ...
Destroyed roses, weeds,
Sordid, your laughter,
Stabs me, it is morbid and concise;
But I perceive that's how I know you love!
Of nocturnal serpents brings the trails
Devour thy tongues, strong arm,
In the ferocious licks, your affection ...
The furnaces, effulgence’s, I melt.
The subtle sins, we involve,
an easy prey, I search for your nest...

Marcos Loures

Lleno de sueños.

Lleno de sueños.


El alma, lleno de sueños, encontró la paz
en completo vendaval, y afirma la calma.
tocando la serenidad que aporta a mi día,
el templo donde el sueño es más audaz.
Y, aún en la cárcel, yo soy capaz de bucear
en un mar de fantasía.
Banquete sin igual,
que domina esta golosina, me dejando muy satisfecho;
Calmar mi pecho antes feroz,
haciendo el brillo eterno, antes fugaz,
escuchar tu voz suave.
Juro, mi amor, soy capaz de creer
en la eternidad de ese sueño,
que en luna llena, hoy yo escribo...

Marcos Loures

A VIDA TRANSCORRENDO SEM SENTIDO

A VIDA TRANSCORRENDO SEM SENTIDO

Recônditos momentos onde a busca
Transcorre sem sentido ou mesmo em dor,
A luta que pudesse em tal ardor,
No fundo cada passo logo ofusca,

Palavra que ilusão tanto rebusca
E o manto noutro tom enganador,
O verso se exalando em trovador,
Tentando esta certeza, mesmo brusca.

Carpisse esta emoção em tom ferrenho,
E quando na verdade nada tenho,
Desvelos são comuns em quem sonhara,

Meu canto ruminando o tempo inteiro
E sei do meu caminho derradeiro
Tocando a mais diversa e vã seara.

Marcos Loures

TE AMO PARA SIEMPRE.

TE AMO PARA SIEMPRE.


Escuchar la voz de quién regresará,
durante la noche, solitaria.
Es como ver la luz de la lámpara que siento
yo nunca extingue su brillo;
¿Tal vez en otro mundo?
Muerte es sólo temporaria y en esta tierra,
hermosa e imaginativa que es el otro mundo,
en tu mundo se reproducirá;
Y caminaremos juntos por la eternidad,
podemos revivir la felicidad sin miedo ni temores, sin discusiones.
Así, en un paraíso encontrado, el pecho,
sin rencores, siga abierto, escuchando las lecciones más proficuas.

Marcos Loures

O PREÇO A SE COBRAR

O PREÇO A SE COBRAR

Mapeias os caminhos que eu tentasse
Vencer com mais denodo ou mesmo fé
E sei do quanto possa ser quem é
Mostrando a verdadeira e rude face.

Ainda que no fim se constatasse
Trazendo a variante da maré
O preço a se cobrar já não dá pé
E o manto noutro tom se embaralhasse.

Jamais acreditei no que não via
E sei do meu cenário em agonia
Marcando com terror o quanto quero

O tempo sem ter tempo de ser mais
Enfrenta sem defesa os vendavais
E bebe deste mundo atroz e fero.

Marcos Loures

TE QUIERO MÁS ALLÁ.

TE QUIERO MÁS ALLÁ.

Podría ser un poeta y hacer una canción
donde pudiera expresar mi amor.
Buscador de ti, tomado por el encanto
y escuchar tu voz, una especie de alabanza.
Eterna primavera, así que quiero la luz
sin el miedo de vivir, dada la fuerza de este abrazo sin pudor;
quería y frente a los telares de tormenta, apacentando el dolor.
Podría tener, un día, el beso de la que amo,
el sentimiento tranquilo suavemente dulce,
a la luz de este deseo, que ha anunciado en la distancia.
Cómo fose un faro, y siempre quiero buscar,
finalmente realizar el sueño de un niño
quien afirma su felicidad en todos los versos de ese sueño.


Marcos Loures

ILUSÕES

ILUSÕES


Travessas entre ruas tão diversas
Expressas ilusões e não se vêm
As tramas onde a vida com desdém
Traduz o quanto teimas e ora versas.

Seguindo as avenidas mais perversas
O vento desilude o que inda tem
Cercando cada passo, sei que alguém
Pudesse desenhar o que dispersas.

Não tento acreditar e quando seja
A luta resumida na peleja
Queimando minhas mãos, a fúria e o fogo.

O amor não se traduz em mera face,
Ainda que deveras tanto trace
Deixando para trás o velho jogo.

Marcos Loures

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Amándote

Amándote


En balde, vago en tu búsqueda.
La ausencia determina esta locura y,
mientras mis ojos ya la están buscando:
la noche, en plena oscuridad, todo opaca.
Cambiar no podría ser tan agudo,
necesitamos ternura, y un alma como el tuyo,
hermoso y puro que muestre, incluso una esperanza en vano.
El mundo se anuncia de muchas maneras,
aunque no tengo nada más en mi interior,
el sol, yo espero que el venga,
y hacia abajo puede renacer en nuevo día;
hacer de este amanecer la solución
que puede ser nuestra redención.

Marcos Loures

Je t'aime

Je t'aime

Ni laisser aucune marque je puis
Erratiques, je marche le plan astral
et dans les mers je puis
Et tandis je bois la lumière
de clair de lune je puis
La vie est en suivant le calendrier
Poids du passé, mon sort,
alors je recevoir les nouvelles,
des maisons déchiré, et la pourriture
des fruits dans les vergers,
la violente tempête de vent est nécessaire ...
Résister et je ne peux pas cacher,
je puis suivent encore vos pas et j'espère
que je puis en embuscade,
levant les bras dans un piège prête à vous chercher
je puis trouvé des traces de temps en temps,
mais toujours doucement t'aimer ...

marcos loures

Outburst.

Outburst.

Doing, of the sonnet, a vent, where could to imagine
a happiest time without the bitterness of the pain,
fears, and since I will escape the costume
falls to me, even of clown or buffoon.
Wanted joy, I am not,
well before this dream,
in vain, tumbling down.
I reach the farthest tempest and drink,
without affection, the wind,
Only my friend, poetry,
still sees the false freedom.
Have loved, I was not happy?
Well fuck it!
My soul survives without exit.

Marcos Loures

Cazar

Cazar

La caza delicada, deliciosa y delirante
realizada en, fiera, valiente y apacible
Cuando El Jardín me extendió la mano,
tocando su cuerpo, con dulzura,
En las alas de locura y malicia,
tal vez complacer nunca se cansa.
Locuras de la boca,
los avances tan grandes en la agitación, la caricia ...
Tan sólo dos marineros,
hacia el mar; hambrientos de nosotros mismos,
voluntades saciar, una danza deliciosa.
Su cuerpo en mi cuerpo desde que se unió
en lo que queremos, el deseo,
amor en su ritual perfecto ...

Marcos Loures

Para usted

Para usted

Escribo esta carta / poema para quien
quiera amarme, inmediatamente,
El tiempo para vivir es siempre ahora,
y la suerte no es algo que posponer,
Y cuando se llega finalmente es una alegría
Mi mirada hambrienta, implora tener un sueño
y mientras allí, explorar el cielo,
detrás de la hermosa estrella que nos guía ...
Hercúleos, los esfuerzos a fin de sentirse en sus manos,
suave y que muestra toda mi voluntad,
En las frases en que me traen dulzura,
inmerso en la claridad más rara,
el buceo sin pensar en la dirección...

Marcos Loures

Besar tu piel

Besar tu piel

Besar tu piel, y ser el más feliz de los hombres,
eso es mi sueño,
Y cuando la fantasía te propongo,
encontraré el paraíso, lo que busco.
Si siento en tu cuerpo, mi esperanza,
un verso en el amor, finalmente, componer,
Me olvido de eso mundo tan horrible y;
la paz hecha en el placer, tengo contigo,
Deseo tu amanecer, una canción de cuna dulce
en un suave abrazo, a la luz de un sol raro
Así que en medio de la claridad abundante,
conoceré la felicidad completa,
que reinará en todo este resplandor.

Marcos Loures

NÃO QUERO ACREDITAR

NÃO QUERO ACREDITAR

Não quero acreditar, mas mesmo assim
O vento que pudera num instante
Traduz o quanto quero e se garante
Matando o que procuro em mero fim,

Ascendo ao que tentasse e sei de mim,
O marco mais atroz e deslumbrante
A vida noutro tom e doravante
Cerzindo esta verdade morta enfim.

O fardo que carrego enverga o sonho,
E nada deste pouco onde componho
Expressaria a voz de quem se queira

Vestindo a fantasia mais cruel,
Ousando acreditar que no farnel
A sorte seja amiga e companheira.

MARCOS LOURES