quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O SER MENINO



O SER MENINO

Trazendo em cada olhar a direção
Que possa nos mostrar a liberdade,
No encanto sem igual quando me invade,
Tramando sem temor, rara emoção,

Dos dias quando em sonhos se farão,
A luta sem temor, fraternidade,
A vida refazendo a humanidade,
Eternizando em luz amor, perdão,

No templo feito em cada ser o encanto
De um mundo sem rancor, sem medo ou pranto,
No tanto que desenha o amor divino,

Vibrando em consonância com a paz,
Amar e perdoar é ser audaz,
Eternizando na alma o ser menino

MARCOS LOURES

LOVE ME THAT HOLDS



LOVE ME THAT HOLDS

Torment secular that terrifies me
Pride comes invade our love.
Who lives life without much delay?
Not sure of nostalgia or bitterness...
Loving who does not love condemning
The take their lives, suffering,
After so much love, the harsh punishment
Serving of nourishment and torment...
I do not see love as delicacy
Nor do I imagine my gift.
Loving who had loved in agony,
Gradually much pain already senses...
Love not comply even the good sense
All I know is without love starves...

MARCOS LOURES

INGRATITUD



INGRATITUD

La ingratitud de quién tuviera el mismo
Desafecto que ahora aun cultivo,
Quejando de tantos desagrados,
En medio a los millares de temores,
Sin embargo, embarco mis soñares
En frágiles barcazas y me engaño,
No habré de negar lo que he vivido,
Tampoco lo que resta por vivir,
Hay tantas e dispersas ilusiones,
Los crímenes que traigo dentro del alma,
Recuerdos variados, miedos, túmulos,
Grises nubes en los cielos del futuro,
Disimuladas imágenes en el horizonte ingrato,
Los besos de serpientes venenosas,
Entre las gentes camino sin saber
Siquiera se otro tiempo he de tener.
Servicios en sevicias, vicios, ocios,
Trazos de locura me asedian,
Vuelvo al que jamás pudiera ayer
Venerando los escombros de una infancia
Sin los beneficios de la esperanza,
Solamente con las nieves frente a mis ojos.
Abalanzando entre vientos, el abismo
Es mi hado, mi destino, mi camino…

MARCOS LOURES

TERRÍVEL SOLIDÃO

TERRÍVEL SOLIDÃO

Afundo-me em terrível solidão
E bebo destas águas poluídas
Quisera em minhas mãos ser como Midas
E ter tanto poder, transformação,

Mas sei que novos dias mostrarão
Aonde se perderam nossas vidas
E todas as imagens destruídas
Ao fogo insustentável da paixão

Serão incineradas, com certeza,
O tempo passa e como correnteza
As pedras ficarão pelo caminho,

Jamais imaginara um fim tão triste,
Mas alma sem remédio ainda insiste
E em sonhos mais felizes eu me aninho.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

ENSANDECIDA

ENSANDECIDA

Gritando inutilmente pelas ruas
Ensandecida busco uma notícia
A solidão se dando em tal sevícia,
Distante dos meus braços continuas

E quando em outras bocas tu flutuas
A morte sem carinho e sem carícia,
A vida sem ter nada que inda vice-a
Espalha sofrimento e nega as luas

Que tanto seduziram nosso sonho,
E quando no passado, saudosa eu ponho
Momentos que jamais esqueceria,

Percebo quanto a vida fora fútil
E sendo sem amor, tão vã e inútil
A luz do amanhecer será sombria.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

ESQUEÇO OS MEUS PROBLEMAS

ESQUEÇO OS MEUS PROBLEMAS

Esqueço dos problemas mais vulgares
Nos braços do meu homem, mensageiro
De um Deus maravilhoso e verdadeiro,
Prazer que tanto bebo em tais altares,

E se, num novo encanto tu notares
O quanto meu amor se faz inteiro
Sabendo ser amante e companheiro
Deixando para trás noites e bares.

Avançamos deveras nossas sendas
Descobres os desejos, sedas, rendas
Vagando por meu corpo sem fronteiras

E sabes muito bem me incendiar
E quando o gozo intenso eu derramar,
Nas fartas convulsões já corriqueiras.


RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

UM PORTO AMENO

UM PORTO AMENO...

Tremia junto a ti, noite terrível
Desprotegida em meio aos temporais,
Buscando um porto ameno, um manso cais
O mundo em derrocada, um ar temível,

Pensara neste amor quase invencível
E agora que percebo estes venais
Momentos entre trevas, vendavais,
Percebo quão a vida é vã, falível.

Pudesse ter ainda uma esperança
Que ao me trouxesse temperança
E luz após enorme tempestade,

Mas vejo, solitária o fim de tudo,
Se quando estou contigo eu não desgrudo,
O medo do que vem, funesto, invade.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

LOUCURAS

LOUCURAS

Visão enfeitiçada pelo deus
Desnudo que se entranha em minha cama,
Debaixo dos lençóis acesa a chama,
Momentos ansiados, teus e meus,

Buscando desde sempre meus Romeus,
A sorte muitas vezes se derrama
E quando a solidão expõe a trama
Traçando nos meus dias tanto adeus,

Agora sucumbida à tal loucura
Depois de muito tempo em vã procura
Encontro o meu caminho junto a ti,

E sei desta delícia permitida
Mudando neste instante a minha vida,
As dores do passado? Eu esqueci.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

SOMENTE O QUE EU NÃO QUEIRA



SOMENTE O QUE EU NÃO QUEIRA

Pudesse ser diversa do que agora
Apresentara em face desairosa
Quem tanto se deseja majestosa
Enquanto em desespero, o nada aflora,

Vestindo a solidão que me apavora,
Espinho sobrepondo a mansa rosa
E a noite dos meus sonhos, nebulosa,
Meu barco no vazio agora ancora,

Depositando o passo no vazio,
Somente o quanto possa em vão recrio
E tento desvairada ser além,

Neste âmago sofrível, temerário,
Seguindo contra todo itinerário,
Somente o que eu não queira, ainda vem...

RITA DECASSIA TIRADENTES REIS

SUPREMA SENSAÇÃO



SUPREMA SENSAÇÃO

O amor que purifica no perdão
Trouxesse para nós uma certeza
Da vida que enfrentando a correnteza
Assume com firmeza a direção

Envolta pelos sonhos que trarão
No templo da esperança tal nobreza
Vagando aonde outrora sem grandeza
O mundo se fizera em decepção

E vejo outro cenário quando entranho
Um mundo mais suave e mais tranquilo,
Enquanto uma alegria em paz desfilo,

Fazendo do liberto amor tamanho,
Um sonho a ser vivido plenamente
Suprema sensação que em luz contente...

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS