sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SENCILLA FANTASÍA



SENCILLA FANTASÍA

En mágicos momentos percibiste
Amor que muchas veces siempre había,
Tornando más sencilla fantasía,
Dejando sin sentido el ser tan triste,

Aunque algún recuerdo acá persiste,
La vida prosiguiendo, todavía,
Brillando estrella bella que me guía
Lo cuanto se desea y al fin oíste.

Lo canto más sutil enamorado,
Los torbellinos muertos en pasado,
Ahora se presume otras verdades,

Tus brazos, islas lejas,  son mis lazos
Atando otros caminos, mismo escasos,
Reflejen dentro en mí, y en paz invades…

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

ALGÚN CARIÑO



Algún cariño

Recuerdos traigo en alma y nadie está
Diversamente sito mi destino
Movedizas orillas, desatino,
Desarrollando el nada desde acá.

El canto sin anhelos moldará
La suerte que se pierde, amor ladino,
Y en todo desengaño me asesino
Con yermos del que nunca volverá.

Riscando los murales, existencia,
La vida se tornando una excrecencia
Resulta solamente en eso cero,

Entronizando rotas discrepantes,
Buscando alguna paz y no garantes,
Quizás venga algún cariño, al fin, sincero…

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

ESFINGES


ESFINGES

Las sendas que olvidaste, un sitio adonde
Una expresión pudiera ser tranquilla
Dejando en el pasado, sala y silla,
Mi sueño no percibe lo que esconde.

Árbol se destrozando, rama y fronde,
El tiempo nada trace, una matilla
Galope sin cuidado y nadie ensilla,
Un eco se perdió, nada responde.

Mendigas esperanzas abortadas,
Heridas más profundas tatuadas
Yaciendo desde cuando presumí,

Esfinges conocidas o diversas
Y cuando en otra rota ahora versas
Expresas lo que matas hoy en mí…

RITA DE CASSIA TIRADENTES LOURES

ALMAS SIMPLÓRIAS

ALMAS SIMPLÓRIAS

Alguém que veio ao mundo há tantos anos
Devia já saber das armadilhas,
As almas mais simplórias, seus enganos
Comuns, mas não viveste só em ilhas

Os erros com certeza são humanos,
Mas não se entregam sonhos às matilhas,
Se fossem tão pequenos os teus danos...
Erraste de caminho em toscas trilhas

Quebraste a tua cara em mil pedaços,
De ti já não sobraram sequer traços,
E ainda agradeceste, ó imbecil,

O amor, uma arapuca sem tamanho,
O jogo imaginário jamais ganho,
Sobrando para o otário, sempre o grill...

LOURES

OLHAR PARA AS ESTRELAS

OLHAR PARA AS ESTRELAS

Quem dera se eu tivesse ainda a chance
De olhar para as estrelas e senti-las,
Enquanto mil neons; louca, desfilas,
Liberdade fugiu de meu alcance...

Reparo muito bem cada nuance
Que torpe, tantas vezes tu destilas,
Multidão esfaimada, longas filas,
Sem ter algum futuro que afiance

Pergunto-me sem ter qualquer resposta,
De que me vale a imagem decomposta,
Vendida nos bordéis e nas esquinas.

Eu creio tão somente em ti, Senhor,
E faço do meu verso, este louvor,
Somente por palavras me fascinas...

LOURES

NOCTÍVAGO

NOCTÍVAGO

Quem dera se o noctívago poeta
Vagasse pelos sonhos de quem ama,
Quem sabe ao acender alguma chama
Ela teria o amor que em si completa,

Apenas fantasia. A paz concreta
Distante do meu quarto, em nua cama,
Do inverno interminável já reclama,
Não tendo mais esperanças, morta a seta,

Cupido fez ouvidos/mercador,
Deixando para trás o eterno amor
Que um dia imaginei; pura tolice...

A história se repete novamente,
Sem ter quem os meus sonhos já freqüente,
O que julgara claro se desdisse...

MARCOS LOURES

FIM DE ESTRADA

FIM DE ESTRADA

Procuro algum motivo para a vida.
E não encontra nada, nem vestígios,
Preparo dia a dia a despedida,
Evito dissabores e litígios.

A faca nos meus dentes; arranquei,
As garras; aparei, sigo indefeso,
Aguardo o cumprimento desta lei
Com peito carregado, quase obeso.

Minha hora de partir já se aproxima,
Eu sinto o trem chegando à estação
Preparo dos meus sonhos, a obra prima,
Ditames desta insana solidão...

E o fim da longa estrada vã, sombria,
Percebo qual bonança e calmaria...

MARCOS LOURES

DOCES VINHOS



 DOCES VINHOS

Teus lábios entornando um doce vinho
Licores e delícias que propões
Nos braços generosos, teu carinho
Parecem maravilhas, alçapões

Chegando em noite clara, eu já me aninho
E bebo de teu corpo mil poções
No porto dos prazeres, fonte e ninho
Na fome em que se encontram explosões.

No amor que não permite mais censuras
Adentro enquanto em gozo me torturas
E nelas me esbaldando, vou ao Céu.

Adentro teus caminhos, sou corcel
E faço de meus lábios doce açoite
Singrando tuas tocas toda noite...


MARCOS LOURES

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O AMOR VENCE TUDO

 O AMOR VENCE TUDO

Omnia vincit amor - o amor vence tudo.
(Virgílio)

Em todos os momentos mais difíceis
Que passamos na vida, companheira;
Nas guerras que nos trazem bombas, mísseis,
Na luta mais cruel e verdadeira,
Amor sempre será o vencedor
Nada pode vencer o nosso amor!

Quando o cansaço surge ao fim do dia
Nossa alma empoeirada e maltratada
Pelos vários espinhos desta estrada
E quase morta toda a fantasia,

Quando o tempo parece que não corre
A saudade machuca, o mundo cresce,
A noite tenebrosa, aos poucos desce
Vemos que a esperança já se escorre
Deixa-nos, lentamente, em carne viva
O mundo nos matando já nos priva

E impede a caminhada pelas ruas
Mais floridas. Os olhos lacrimejam
Distantes desses sonhos que desejam,
Flores despetaladas, quase nuas.

O sorriso se esconde e não ressurge,
A vida nos parece triste senda.
Vontade de morrer, a tristeza urge,
Felicidade mostra-se uma lenda.
Em meio à tempestade violenta
Toda dor dentro d’alma se arrebenta.

Quando estamos sozinhos, sem um norte,
A solidão renasce como fera,
Invade e nosso mundo nada espera
A não ser este frio e a dura morte.

O amor com toda a força e rebeldia
Aparece e comanda uma mudança
Feita a base do sonho e da alegria
Nos mostra um novo brilho de esperança.
E transformando nossa realidade
Em todos os espaços, santo, invade...

LOURES

MANTENDO A FÉ

MANTENDO A FÉ

O amor que eternamente me acompanha,
Comemorando a vida não se cansa
E quando o bem supremo enfim alcança
Abramos e brindamos com champanha

Mantendo acesa a fé, bela campanha,
A vida que virá será mais mansa,
Trazendo na guaiaca, seta e lança
Cupido vê a luta sendo ganha

E brada com prazer, doce loucura,
Teu corpo emoldurado em minha cama,
A fúria dos desejos já nos chama,

Encharca nossa casa de ternura,
Apague a lamparina, vamos lá,
O céu com lua cheia guiará...

LOURES

PODERIA SER FELIZ

PODERIA SER FELIZ

Sendo um grande favor a quem pensara
Que um dia poderia ser feliz,
O olhar quase calado não desdiz
O quanto deste sonho se declara...

A vida sendo às vezes muito clara,
Estende-se infinita ao aprendiz,
Porém tão limitada ela me diz
Que enquanto acaricia, desampara.

Aparto-me dos sonhos, vago em vão,
Arcaicas melodias que ressoam,
Os pássaros migrantes, longe voam

Levando à tão distante arribação
Aquilo que restara de um poeta,
Somente uma emoção vã e incompleta...


LOURES

MEUS QUINTAIS

MEUS QUINTAIS

Revejo os meus quintais na primavera,
Ilhado neste quarto, apartamento,
O verso que compus, traduz espera,
A salvação virá, qualquer momento.

Resisto bravamente, sorte mera,
E mesmo ser feliz, ainda tento,
Naufrago no teu mar, minha galera,
E busco, vez em quando, um novo invento.

Mas vendo estas paredes no horizonte,
Queria com a vida última ponte
Perdi os velhos elos da corrente

Trancafiado aqui, neste lugar,
Revejo o meu quintal e vou buscar
Algum retrato fusco em minha mente...

LOURES

NO MEU AMOR

 NO MEU AMOR

No meu amor, bengala que me leva
Pelas esquinas, curvas, montes, ruas...
O peito apaixonado sempre neva
As bocas que beijamos sempre cruas.

Escapo da tortura, fuga e treva,
Não busco meus prazeres nessas luas.
O resto do que fomos não me ceva,
O tempo que passamos, noites nuas...

Colhendo as margaridas que plantaste,
Nos medos que me trazem desolado...
Nos ventos que tempestas já fui haste.

As víboras se posam de vestais,
Coroas por viver apaixonado.
Os cernes dos amores canibais...

MARCOS LOURES

MINHA ALMA

MINHA ALMA

Minha alma, velha pária sem repouso,
Esgueira-se entre as pedras das calçadas.
Um sonho mais audaz; por vezes, ouso,
Porém as minhas pernas, tão cansadas.

O pensamento vaga entre ladeiras,
Estúpido poeta; quis amores,
As dores tão comuns e costumeiras
Enquanto os sonhos são frágeis atores...

Procuro na sarjeta algum recanto,
Aonde repousar minha alma inerme,
Até as ratazanas, desencanto,
Expulsam tal espectro, amaro verme...

Só me restam as águas poluídas
E as velhas ilusões apodrecidas...

MARCOS LOURES

THE WALL OF MIRRORS


 
 THE WALL OF MIRRORS

Espelho refletindo noutro espelho
Mosaicos que traduzem o meu rosto,
Em trágico espetáculo se exposto
Traduz ao que em verdade me assemelho.

Na frágil consistência de um conselho,
A vida se invernando, eterno agosto,
Afasto-me das coisas que mais gosto,
E entrego-me ao vazio, de joelho.

As cartas e os recados foram tantos,
Meus medos não bastaram, vou morrer.
E quando isto eu percebo, passo a crer,

Que apenas coletando desenganos,
Fiz nesta vida o imenso mausoléu,
Tentando pelo menos, crer no Céu..

MARCOS LOURES.

FALANDO DE AMOR. audácias...

FALANDO DE AMOR. audácias...

Enquanto quis Fortuna que tivesse
esperança de algum contentamento,
o gosto de um suave pensamento
me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse
minha escritura a algum juízo isento,
escureceu-me o engenho co tormento,
para que seus enganos não dissesse.

Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
a diversas vontades! Quando lerdes
num breve livro casos tão diversos,

verdades puras são, e não defeitos...
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
tereis o entendimento de meus versos!

Luis de Camões


A sorte de poder ter descoberto
Durante os desvarios desta vida
Por vezes tão alheia; vã, perdida
O Amor que mesmo sendo alheio; incerto,

Trazendo algum oásis num deserto
Do qual, mesmo distante uma saída,
Permite que se encontre, distraída,
Aquela a quem desejo aqui por perto.

Por mais que me escravize; intenso Amor,
Enquanto traz em si a liberdade,
A razão de existir estes meus versos,

Está no seu poder transformador,
Trazendo a fantasia à realidade,
Sentimentos, unindo; antes dispersos...

MARCOS LOURES

CAMINHEIRO

CAMINHEIRO

Da vida um caminheiro sem paragem,
Adormecendo, lembro-me de ti,
Relembro cada cena que vivi,
Como se fosse agora, vã miragem...

Reconstruir meus sonhos e seguir
Sorvendo cada gole de esperança.
E quando maltratar-me tal lembrança,
Olhar para o futuro, e no porvir

Saber que este andarilho coração,
Terá algum descanso, finalmente,
Nos braços de outro alguém, ir plenamente
Buscando novo rumo e direção,

Até poder dizer que estou em paz,
Diverso do que fui tempos atrás...

MARCOS LOURES

O CUSTO DA ESPERANÇA

O CUSTO DA ESPERANÇA

O custo da esperança é a tristeza,
Do nada conseguir após a luta,
Ao ter a solidão por sobremesa,
Eu sinto quanto a vida se faz bruta.

Uma alma necessita ser astuta,
Vencendo qualquer forte correnteza,
Porém quando insegura, ela reluta,
Naufraga sem mostrar qualquer destreza.

Versando sobre o quanto que te quis,
Riscando o quadro negro, apago o giz,
E deixo este vazio na parede.

Percebo quanto estúpido é sonhar
E volto a realidade devagar,
Do mar que imaginei sobre a sede...

MARCOS LOURES

CANTEIRO CORAÇÃO

CANTEIRO CORAÇÃO

Amor que se cultiva num canteiro
chamado, tantas vezes, coração.
Decerto quando forte e verdadeiro
granando traz divina sensação

de um mundo mais gostoso, alvissareiro,
que às vezes nos causando inundação,
demonstra toda a luz deste luzeiro,
trazendo por farol, nossa paixão.

Eu quero estar contigo toda noite,
jornada em delicada fantasia.
Bebendo em tua pele esta alegria,

querendo que teu corpo já me acoite,
vem logo que esta noite traz a lua,
deitada em nossa cama, bela e nua...

MARCOS LOURES

A TUA AUSÊNCIA

A TUA AUSÊNCIA

O quanto que sofri por tua ausência...
Sem ter sequer notícias. O vazio
Tomando a minha vida, a penitência
Tornando o dia a dia mais sombrio...

Entregue sem defesas à demência,
Um mundo imaginário; fantasio.
O amor essa terrível excrescência
Num tumular desejo, amaro e frio...

Regendo a minha vida, esta loucura,
De uma insensata busca; sem respostas...
O sonho, como fosse uma ternura

Por vezes me consola, até me acalma...
Mas quando estas verdades estão postas.
A tristeza se apossa de minha alma...

MARCOS LOURES

DOCE ALENTO

 DOCE ALENTO

Minha alma recebendo o doce alento
Que trazes em teus versos, meu amor.
Tocada pelo intenso sentimento
Percebe um novo dia a se propor,

Na face percebendo o manso vento
Que é feito de esperança em pleno ardor.
Sabendo quanto é belo este momento
Resquícios de meu peito sonhador

Forjando a cada canto um raro dia,
Assisto alvorecer em liberdade,
Captando tua voz na poesia

Anseio poder ter felicidade,
Depois da noite dura, leda e fria
Em paz eu encontrei tranqüilidade...

MARCOS LOURES

EMOÇÃO



EMOÇÃO


Esplêndida emoção em verso e brisa
Chegando mansamente, traz o beijo
De quem há tanto tempo eu já desejo
Perfume que este céu aromatiza.

O vento se aproxima e assim me avisa
De toda esta alegria que eu prevejo,
Mostrando um Eldorado em que me vejo
Contigo na manhã que o sonho frisa.

Um sono mais tranqüilo, o vento traz,
Decerto não terei mais pesadelos,
O vento emaranhando os teus cabelos

Delícia de carinho mais audaz,
Apascentando um velho coração,
O vento tão suave da paixão...

LOURES

PATCH

Patch

Recalling, patches,
when life had come without alerts,
overturned,
leaving only these
just as disruptions hitting into violence,
my bases.
I never dared to believe in fantasies
and even repeated
the so many and terrible illusion
of those who seek some contribution,
cut is deepened in solitude.
The song remembering what had happened,
would guarantee any change in the future?

RITA DE CASSIA TIRADENTES LOURES

MI SUEÑO...




Mi sueño…



Vengo de las casas donde error
Tramase un desengaño más temprano,
La fuerza en su sentido deshumano
Expresa soledad, mata la flor.

Angustia destrozando algún amor,
Y cuando sin juicio al fin me ufano,
La dicha cambiando regla y plano,
Olvida en grises cielos su color,

La eternidad se vuelve un vago instante,
Y nada así pudiera aunque espante
Las sombras de los días muertos ya.

El agua más serena se perdió,
Un océano inmenso así secó,
Mi sueño como el mar, se olvidará…

RITA DE CASSIA TIRADENTES LOURES

TERREMOTO...



TERREMOTO…


Aburrida expresión trasciendo en todo
La sensación del nada cuando un día
El mundo se perdiendo ya pudría
Dejar tan solo el gusto de algún lodo.

La sombra de una historia antigua, frágil
La misma soledad traigo conmigo,
Después de tantos años, yo prosigo,
Un diseñar sencillo y no más ágil.

La caída presume otra tortura,
Y nadie volverá sino el tormento,
Un paso más allá, buscando tiento,
Pero la tempestad, vuelve y perdura.

Limosna de esperanza, la tu risa,
De un nuevo terremoto siempre avisa…

RITA DE CASSIA TIRADENTES LOURES