NEM SEQUER O QUANTO QUIS
Já não tenho na bagagem
Nem sequer o quanto quis
Corro contra esta miragem,
Levo a vida por um triz,
A palavra sem visagem,
Coração segue infeliz
E adentrando esta barragem
Bebo a sorte e peço bis.
O meu mundo se desanda
A verdade anda de banda
E a certeza já se cala
Outro tanto trago na alma
O que agora ora me acalma
Traz a luta e me avassala.
MARCOS LOURES
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
NADA MAIS
NADA MAIS
Nada mais eu tive em vida
A não ser minha verdade
O que possa sem saudade
Refazendo esta ferida,
A incerteza mais urdida
A palavra que me invade
O momento desagrade
A certeza a ser remida
Vagamente quero o quanto
Fortaleza aonde encanto
Já não traz qualquer retrato,
Do meu passo sem firmeza
A palavra sobre a mesa
O momento em que o retrato.
MARCOS LOURES
Nada mais eu tive em vida
A não ser minha verdade
O que possa sem saudade
Refazendo esta ferida,
A incerteza mais urdida
A palavra que me invade
O momento desagrade
A certeza a ser remida
Vagamente quero o quanto
Fortaleza aonde encanto
Já não traz qualquer retrato,
Do meu passo sem firmeza
A palavra sobre a mesa
O momento em que o retrato.
MARCOS LOURES
MEU REPENTE
MEU REPENTE
Quem me dera um repentista
Eu pudesse na viola
Todo o brilho que se assista
No luar quando consola
Coração de um sofredor
Que cantasse em serenata
A beleza de um amor
Que de tanto amor maltrata,
Sem temer o que virá
Sem sangrar em fantasia
Sendo aqui, sendo acolá
Todo o bem que se queria,
Na expressão mais gloriosa
Sem saber outro caminho,
O perfume dessa rosa
Esquecendo o seu espinho,
A palavra mais bonita
A canção de um passarinho
Que em meu peito, mansa, grita,
Faz do sonho um doce ninho,
Simplesmente poderia
Encontrar neste infinito
Feito em luz e fantasia
Sem saber de um mundo aflito,
Nem areia movediça
Numa praia tão dileta,
Esquecendo da cobiça
No sonhar de algum poeta,
Procurando de repente
Outro tanto que não tive,
Quem amando traz semente,
Neste solo que cultive,
Esperando na colheita
Um sorriso mais amigo,
Cada dia se deleita
Na certeza de um abrigo,
A cigarra sertaneja
Num inverno rigoroso,
Da formiga que peleja
Tenha alento caprichoso,
Tantas vezes fui feliz,
Neste mundo mesmo atroz,
Vou fazendo o que mais quis
Vou soltando a minha voz,
Meus amigos, no meu verso,
Eu procuro ser honesto,
Caminhando no universo
Emoção em rima; empresto,
Não queria na verdade
Num repente em redondilha,
Esquecer felicidade,
Nem tampouco ser uma ilha,
De Catulo Cearense
Quero a forma e a fantasia
Outro sonho em que se pense
Feito em trovas com magia,
Nada mais que outro momento,
Meu amigo e companheiro,
Procurando enquanto tento
Mostrar meu canto mineiro,
Lapidando uma palavra
Que pudesse diamantina,
Vou cevando minha lavra
Sob a lua que fascina
Refletindo toda a prata
Que reflete teu olhar,
Dominando a imensa mata
Onde eu possa caminhar,
Sem temer nem chuva ou vento,
Sem temer uma tocaia,
Libertando o pensamento,
Que a palavra não me traia,
Distraindo quem pudesse
Me mostrar a solução
Quanto amor, amor tivesse
Inundando em
emoção.
Vou saindo de mansinho,
Minha viola guardando,
Trovejando com carinho,
No bornal sigo levando
Tudo aquilo que desejo,
O beijo de uma morena,
O tempo justo de um beijo,
Que, gostoso, me serena,
Se de nada mais reclamo
Com meu verso tão quebrado,
É que trago aqui quem amo,
Por isso eu ando de lado,
E terminando essa história
Que de longa já te cansa,
Toda a luz e toda a glória
Se traduza em esperança...
MARCOS LOURES
PUDIERA
PUDIERA…
Hablase
de otros tiempos más sencillos,
Quizás
aun pudiera imaginar
El mar
en mansedumbre,
Faroles
y sirenas,
Hablase
de una nueva redención
Expuesta
en poesía o mismo en sueños,
La dulce
sensación de un beso amigo,
Los labios
de una diosa, libertad…
Hablase
de momentos más tranquillos,
Atados
mundos,
Rara
intersección
Sin miedos
ni tampoco el desaliño
Que tanto
he percibido en descaminos,
Pudiera
hablar de amor y de cariño,
Un nido
que se ha visto en fortaleza,
Un tiempo
donde crea en la belleza,
Sin la
sorpresa atroz de una miseria,
Pudiera
imaginar el plenilunio
Tomando
eso universo que he perdido,
Un manto
más sublime
Gitano
corazón en un vergel divino.
Marcando
con blandura eso compaso
De una
canción que traiga nuevos días,
La brújula
indicando un norte en paz,
Venciendo
las nevascas, avalanchas,
Bebiendo
el néctar en superna divinidad,
Desarrollando
un solidario rincón,
La luz
invadiendo mi hogar,
La sangre
derramada en las batallas
Trasciendo
la suprema libertad.
Pudiese
aun creer en la esperanza
Danzando
entre tinieblas del pasado,
Pudiera…
Pero
cuando veo la terrible tempestad
Hecha
en egoísmo, guerras, sacrificios,
Las hambrientas
naciones, la muerte sin razones,
Los duros
corazones
Cañones
y metrallas…
Viviendo
los mismos pesadillos
Tramados
por los espectros vivos
De una
constancia imbécil y sórdida,
Despierto
de mis sueños,
Y,
en medio a las calles,
Prosigo
rumbo al futuro…
MARCOS
LOURES
ESTÚPIDA COMEDIA
Estúpida
comedia…
Un
vaso de té,
La fiel
que se perdió,
El canto
de una alondra
Mañanas
del pasado
Ha tanto
deseado,
Ahora
se olvidando
En farsas
diseñadas
La polvorienta
estrada
Mientras
se ha buscado
Un nuevo
y sacro templo
Que el
tiempo destruyo,
Altares
y promesas,
Empiezo
nueva historia,
Mezclando
hiel y gloria,
Los dientes
aguzados
Leoninos
deseos muertos,
Saco
otro cigarro,
Bebo
un aguardiente
Y la
noche se cambia
En fiestas
ilusorias,
Memorias
de otras eras,
Las frases
sin más nexo,
El sexo
prometido,
Las piernas
entrecruzan
Afluencias
al edénico escenario
De un
falso paraíso,
Una carcajada
irónica
Y las
satánicas miradas
En un
horizonte turbio,
Quizás
algún sol,
Quizás
un girasol
Cuando
soy noctámbula falena…
Mariposilla
hipnotizada
En un
suicidio insensato
De una
engañosa escena,
En
el último acto
Bajando
el telón, cerrando
La estúpida
comedia
Llamada
vida…
MARCOS
LOURES
LO QUE ME RESTA...
Lo
que me resta…
Empezando
con errores,
Dolores
que he cebado,
El sueño
desplazado,
Desarrollando
el nada,
Nadie
más pudiera,
La fiera
que mantengo
Renace
en todo engaño,
Daños
entre lodos,
Miedos
y secretos,
Remplazo
viejos rumbos,
La muerte
que sanase
El mundo
tormentoso,
Se ha
olvidado de mí,
La puerta
está cerrada,
La fuente
se ha secado,
El canto
sin respuesta
Expuesto
corazón
Que trama
solamente
Allá
de la soledad
Una vana
palabra
Sin ninguna
razón,
Amor
que en la florada
Abortase
primavera.
Reñidas
ilusiones
Porfían
y sin teyas,
El hilo
destrozado,
Un aire
insoportable,
Brumosa
tarde en alma,
La luna
que no veo,
El cielo
se abastando
De nubes
y vientos borrascosos,
La cumbre
en nieve eterna,
La marca
de las presas
Entrañada
en toda piel.
Me restaría,
quizás,
Una palabra
mansa,
Que allá
nadie alcanza,
Sin anclas,
bebo el mar,
Las olas
revoltosas,
Imposibles
playas,
Una isla
no existe,
Hasta
la soledad me abandona,
Y quédame
tan solo
Restándome
Eso profundo
vacío,
¿Sinónimo
de amor?
MARCOS
LOURES
NADA ALÉM
NADA ALÉM
Nada além do que pudera
Noutro fato ou num anseio
O meu barco segue alheio
Nesta sorte dura e fera,
O momento onde se espera
O que tanto em sonhos veio,
O caminho que rodeio
A palavra mais sincera,
O meu medo se traduz
Nesta fonte e sem a luz
Já não posso crer no fato
Solitário navegante
Minha vida se garante
No que possa e ora constato.
MARCOS LOURES
Nada além do que pudera
Noutro fato ou num anseio
O meu barco segue alheio
Nesta sorte dura e fera,
O momento onde se espera
O que tanto em sonhos veio,
O caminho que rodeio
A palavra mais sincera,
O meu medo se traduz
Nesta fonte e sem a luz
Já não posso crer no fato
Solitário navegante
Minha vida se garante
No que possa e ora constato.
MARCOS LOURES
QUEM ME RESGATA
QUEM ME RESGATA
Não mais tendo quem resgata
O meu sonho deste vão
Imagino a negação
Renegando a luta ingrata
O que possa e me arrebata
Configura a imensidão
Dos caminhos que verão
A verdade sem bravata,
Não tivesse qualquer sol
Nem sequer em arrebol
Onde tente descansar,
A versão que mais se escuta
Refletindo a intensa luta
Neste vago mergulhar.
MARCOS LOURES
Não mais tendo quem resgata
O meu sonho deste vão
Imagino a negação
Renegando a luta ingrata
O que possa e me arrebata
Configura a imensidão
Dos caminhos que verão
A verdade sem bravata,
Não tivesse qualquer sol
Nem sequer em arrebol
Onde tente descansar,
A versão que mais se escuta
Refletindo a intensa luta
Neste vago mergulhar.
MARCOS LOURES
NEM SEQUER TERIA
NEM SEQUER TERIA
Já não tenho nada nem sequer teria
A verdade toca meu sentir mais nobre
E o momento dita quem em dor recobre
Deixando ao passado velha fantasia
O que possa vivo noutro tom faria
E se tento ao menos o que amor descobre
A incerteza trama mesmo que desdobre
A loucura tanta que o verso traria.
No meu desencanto momentos diversos
Os meus dias seguem a buscar nos versos
O quanto se desenha num anseio rude
E deveras trama noite sem sucesso,
O que vago apenas noutro tom ilude
Minha vida encena tanto retrocesso...
MARCOS LOURES
Já não tenho nada nem sequer teria
A verdade toca meu sentir mais nobre
E o momento dita quem em dor recobre
Deixando ao passado velha fantasia
O que possa vivo noutro tom faria
E se tento ao menos o que amor descobre
A incerteza trama mesmo que desdobre
A loucura tanta que o verso traria.
No meu desencanto momentos diversos
Os meus dias seguem a buscar nos versos
O quanto se desenha num anseio rude
E deveras trama noite sem sucesso,
O que vago apenas noutro tom ilude
Minha vida encena tanto retrocesso...
MARCOS LOURES
QUANDO TIVE PRESSA
QUANDO TIVE PRESSA
Quando tive pressa nada eu encontrei
Nem sequer o quanto tanto desejava
A saudade queima; furiosa lava
Que trama deveras o que imaginei
O meu sonho fosse desejosa lei
Onde o que se queira tanto demonstrava
A verdade aonde tudo que buscava
Traduzia sonhos ou quem mais terei
No vazio apenas a certeza corta
Da palavra solta venta em minha porta
Mutação diversa nela me entranhara
E se posso ou tento caminhar em vão
Na incerteza a sorte tão feroz e cara
Demonstra somente medos que virão.
MARCOS LOURES
Quando tive pressa nada eu encontrei
Nem sequer o quanto tanto desejava
A saudade queima; furiosa lava
Que trama deveras o que imaginei
O meu sonho fosse desejosa lei
Onde o que se queira tanto demonstrava
A verdade aonde tudo que buscava
Traduzia sonhos ou quem mais terei
No vazio apenas a certeza corta
Da palavra solta venta em minha porta
Mutação diversa nela me entranhara
E se posso ou tento caminhar em vão
Na incerteza a sorte tão feroz e cara
Demonstra somente medos que virão.
MARCOS LOURES
NADA PUDE
NADA PUDE
Nada pude e nem tentara
Caminheiro do passado
O meu verso relegado
A verdade se escancara
Quando muita, desampara
O meu mundo em tal traçado
O cenário desolado,
A palavra nos separa.
O meu verso se anuncia
Noutro tanto que se vira
A palavra diz mentira
Onde nada mais se via,
Pouco a pouco se retira
O que fora fantasia.
MARCOS LOURES
Nada pude e nem tentara
Caminheiro do passado
O meu verso relegado
A verdade se escancara
Quando muita, desampara
O meu mundo em tal traçado
O cenário desolado,
A palavra nos separa.
O meu verso se anuncia
Noutro tanto que se vira
A palavra diz mentira
Onde nada mais se via,
Pouco a pouco se retira
O que fora fantasia.
MARCOS LOURES
UN INGENIOSO SUEÑO
UN INGENIOSO SUEÑO
El ingenioso sueño al fin podría
Tramar alguna luz adonde otrora
La suerte sin sentido me devora,
Matando lo que fuera poesía,
La vida se moldando en harmonía,
La risa más honesta se demora
El canto en raro encanto ya se aflora,
Osando presumir una utopía.
La diosa se convierte en libertad,
Envuelta en la superna claridad,
Adiestra en mansedumbre todas fieras,
Sagrados templos hechos en amor,
Dejando sin sentido algún rencor,
Al hombre se mostrar anchas esferas.
MARCOS LOURES
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