quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O DOCE ALENTO

O DOCE ALENTO

Minha alma recebendo o doce alento
Que trazes em teus versos, meu amor.
Tocada pelo intenso sentimento
Percebe um novo dia a se propor,

Na face percebendo o manso vento
Que é feito de esperança em pleno ardor.
Sabendo quanto é belo este momento
Resquícios de meu peito sonhador

Forjando a cada canto um raro dia,
Assisto alvorecer em liberdade,
Captando tua voz na poesia

Anseio poder ter felicidade,
Depois da noite dura, leda e fria
Em paz eu encontrei tranqüilidade...

MARCOS LOURES

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A PLENITUDE IMENSA DE UM ORGASMO

A PLENITUDE IMENSA DE UM ORGASMO

Eu quero-te desnuda em minha cama,
Amor que tantas vezes procurei
Na profusão de gozos, nossa chama,
Delícias e prazeres; encontrei.
Na noite inebriante, louca trama.
Desejos tão vorazes; mergulhei,
Bebendo o teu rocio, amor inflama,
Orgástico caminho eu vasculhei.
Teu homem, minha fêmea delicada,
Pudores esquecidos, bem safados,
Mulher deliciosa num espasmo
Percebo a doce furna que inundada
Permite que vislumbre, sem pecados,
A plenitude imensa de um orgasmo...

MARCOS LOURES

sábado, 9 de novembro de 2013

EMOÇÃO

EMOÇÃO

Esplêndida emoção em verso e brisa
Chegando mansamente, traz o beijo
De quem há tanto tempo eu já desejo
Perfume que este céu aromatiza.
O vento se aproxima e assim me avisa
De toda esta alegria que eu prevejo,
Mostrando um Eldorado em que me vejo
Contigo na manhã que o sonho frisa.
Um sono mais tranqüilo, o vento traz,
Decerto não terei mais pesadelos,
O vento emaranhando os teus cabelos
Delícia de carinho mais audaz,
Apascentando um velho coração,
O vento tão suave da paixão...


MARCOS LOURES

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

LA INMENSIDAD DEL NADA

LA INMENSIDAD DEL NADA

Percibo en tu ausencia la expresión
De viejas novedades sin promesas,
Vacios represados dentro en alma,
Sombríos días dicen de mis sueños.
Me he perdido sin defesas, un demente,
Un mundo imaginario en paz, lejano.
La locura dominando en viejo amor,
Deseos sin sentido, sin provechos,
Amargas ilusiones, versos tristes,
Dibujos sin siquiera una certeza,
La insensata procura, sin respuestas.
Una paliza envuelve la ternura,
Y, increíblemente me calma.
Pero cuando esas verdades se denudan
La inmensidad del nada toma mi alma…


MARCOS LOURES

EM PLENA FESTA

Em brisas, maciez, em plena festa
O canto que enaltece em poesia
O tanto que pudesse e se faria
Enquanto a mesma prece a paz atesta,

Restando do passado a menor fresta
Que gera a mais sublime fantasia,
O verso noutro tom mergulharia
Marcando com ternura o que me resta.

Mecânicas diversas deste encanto
No amor que desde sempre em luz garanto
Vestindo a melhor face da esperança.

No tempo aonde possa perceber
Beleza neste raro amanhecer
Aonde o meu caminho em brilho avança.

MARCOS LOURES

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ANTIGUA SENSACIÓN



Antigua Sensación

La antigua sensación de soledad,
Dibujos de otros tiempos que aun percibo
Viviendo entre tantas sensaciones
Sutiles sensaciones confluyentes.
Despacio, un caminero en noche fría,
Sombrías calles, puertos lejanos.
Luciérnagas en estrellares ensueños,
Boceo entre las cenizas de un pasado inocuo,
Estúpido soñador que se ha perdido
Entre las orillas de esos riachuelos ha tanto sequíos.
La misma sensación de soledad.
La vieja compañera, hermana constante singlando
Todo eso camino, de la cuna hasta el fin…

MARCOS LOURES

UMA ESTRELA

Uma estrela acendendo no meu sonho
Brilhando imensamente toma o céu
E sei do meu caminho em carrossel
Gerando o quanto quero e mais proponho,

O verso que pudesse ser risonho,
O tempo se transforma em raro mel
E o vento de um passado enfim cruel
Expressa o quanto eu quis e ora componho.

Vestindo o grande amor, mera ilusão?
A sorte se ultrapassa em dimensão
E gera novo ser já renascendo

Após o quanto outrora se esvaísse
No tanto que fugisse da mesmice
Deixando para trás o céu horrendo.

MARCOS LOURES

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

UM NOVO PASSO



Ensaiando um novo passo
Rumo ao quanto eu poderia
No momento onde se cria
A verdade eu não desfaço.

O que possa e sempre traço
No meu sonho em utopia
Traz a velha fantasia
Superando algum cansaço;

Resumindo o quanto tenha
Meu caminho sabe a senha
Da emoção que nos complete,

Adormeço em esperança
Quando o sonho sempre avança
E este amor, a paz, reflete.

MARCOS LOURES

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

LAISSANT DERRIÈRE

Laissant derrière

Un éclairage de l'étoile dans mon rêve
Lumineux. immensément prendre le ciel
Et je sais que mon chemin carrousel
Générant voulez et combien plus je propose,
Le verset qui seraient riant,
Le temps devient rare miel
Et le vent d'un passé plus cruel
Exprimer combien je voulais et maintenant composer.
Porter le grand amour, illusion?
Le lot est dépassée en taille
Et crée de nouvelles renaître
Après beaucoup disparu une fois
Dans les deux fuir la monotonie
Laissant derrière lui le ciel horrible.


MARCOS LOURES

BRUMAS


BRUMAS

Las brumas envolviendo mis sentidos,
Un horizonte gris sin paz o mismo
La dicha deseada por quien busca
Momento que jamás conocería,
La fuente más suave, la palabra
Marcando con dulzura donde otrora
Viviera solamente mis errores,
Las ventanas cerradas, el vacío.
Las brumas envolviendo todo verso,
Disperso entre diversas ilusiones
Las heridas profundas, desalientos,
La piel marcada en fuego, en carne viva.
Carnicerías y buitres más feroces,
Las fieras entre risas, carcajadas,
Y el corazón expuesto entre crocitares
Cuchillos y puñales,
Porras y fracturas, nada más.
Tan solo la expresión contumaz
Como fuera una canción antigua,
Singlando desde la niñez hasta el final…

MARCOS LOURES

ENTRE NAUFRÁGIOS

ENTRE NAUFRÁGIOS

La brisa más sencilla, rara fiesta,
Un canto que se haciendo en poesía
Pudiera cambiar en alegría
Lo cuanto de tristezas aun se atesta,
Del pasado la noche tan funesta
Ahora se desnuda en alegría
Volviendo más tranquilla, fantasía,
La suerte redentora, una respuesta,
Mecánicas diversas, todo encanto,
La vida transcurriendo en riso y llanto,
Cubierta con la faz de una esperanza,
El tiempo donde pude percibir
Lo cuanto es necesario nuestra danza
Que pueda entre naufragios, resurgir…


MARCOS LOURES

sábado, 26 de outubro de 2013

INESTABLE AMOR

INESTABLE AMOR

Una expresión de amor inestable y frágil
Trasciendo dentro en alma otra verdad
En la diversidad ruda o sutil
Viviendo por vivir todo momento.
Envuelto por tus brazos, tus tentáculos
Percibo una fatal iniquidad.
Vacancias en tinieblas, lejanías,
Volviendo hasta el nada que has tramado.
Boceo entre rudas olas
Cuando percibo en mis manos
Señales de otros tantos desatinos.
Huellas dejadas entrañadas
En la carnicería más feroce,
Ensueño se cambiando en tempestad,
Dibujos espectrales de la esperanza…


MARCOS LOURES

SANGRIENTAS ILUSIONES



Sangrientas ilusiones

El tiempo de vivir ya no presume
Preguntas entre tantas decepciones
Prosigo en tormentosas noches vanas
Bebiendo las ilusiones sangrientas.
Riesgos en abismales deseares,
Tenaces penetrando todo el ser.
Arcando con terrores ya vividos,
Olvidándome de una caliente expresión
Jugada sobre los cantos de mi hogar,
Viejo nido desplazado y lejano.
Restaría alguna suerte más tranquilla,
Pero solamente camino entre las piedras contumaces
Hasta llegar el fin de eso engodo,
Cambiado en una historia sin sentido o porvenir.
El epilogo se acerca. Lo último escenario
Hasta bajarse el telón…

MARCOS LOURES

BOQUETE



BOQUETE

Esperanza – boquete entre dolores,
Nuevas y antiguas porras marcando la piel
Con sus cicatrices profundas y profanas.
Amores y temblores, arcángeles y demonios.
Son mis laureles, mis caminos, las ramblas y callejuelas
Aceros penetrando mis ojos, transfigurando las ilusiones
Muertas imágenes renacidas entre los tormentos descaminos…
Pero creo en un nuevo tiempo que jamás volverá.
Fomentando la espuria esperanza,
Un boceto de nueva vida, abortada en su esencia…

DIMITRI REIS

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O QUANTO ME CONDENAS

O QUANTO ME CONDENAS

Não mais se apresentando o sentimento
Aonde o meu caminho fora apenas
O tanto que deveras me condenas
Enquanto novo dia sempre tento,

Vestindo o quanto é rude este lamento
Bramindo quando em vão tu me envenenas
As frases entre as quais não mais serenas
Nem mesmo apaziguasse o imenso vento.

Mecânicas diversas desta sorte
Sem ter quanto pudera e me conforte
O marco se transforma em ironia,

E brindo cada passo que pudera
Trazer de novo viva primavera
Embora na verdade nada havia.

MARCOS LOURES

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

NÃO É PROIBIDO PENSAR



Como não é proibido pensar, uma coisa me chama a atenção e me preocupa muito, tanto quanto cidadão como também profissional da saúde.
Vivemos uma situação crônica, porém grave de ausência de atendimento primário de saúde pública no país. Isso é quase uma unanimidade entre os que lidam diretamente ou indiretamente com essa realidade.
A situação é de caos absoluto em mais de 700 cidades do país, ou seja, mais de 10% dos municípios.
Há uma reclamação com relação à falta de investimento público e essa é uma realidade, porém quando o governo resolve atender às justas reivindicações da sociedade,  conclamando a classe médica brasileira a diminuir esse caos pagando cerca de 15 salários mínimos, a resposta do CFM e da classe médica é de, além da negativa de aceitação da proposta, uma “revolta” orquestrada politicamente contra a própria população carente.
A situação é caótica e isso só não vê quem não tem olhos nem sensibilidade ou um mínimo de bom senso.
Acho muito interessante quando se publicam imagens de miseráveis famintos na África que são tocantes e realmente assustadoras.
A realidade das cidades sem atendimento primário de saúde se aproxima dessa realidade, com o agravante de termos recursos e número de profissionais que poderiam minimizar ou mesmo exterminar essa terrível face da injustiça social.
A vinda de médicos estrangeiros quando na negativa dos médicos brasileiros de participarem de uma melhora do atendimento básico de saúde é de vital importância para que essa realidade se modifique.
Mas, a reação da classe médica agredindo os que se dispõem a cumprir esse dever social que ela se nega a cumprir me faz pensar que, numa situação de emergência e essa é a realidade de 700 municípios brasileiros, como seriam recebidos os Médicos Sem Fronteiras e a Cruz Vermelha Internacional.
A morte de crianças e de doentes crônicos pela simples falta de assistência primária é calamitosa, e tão grave quanto a realidade dos famintos africanos.
Será que é esse o país que queremos?
Será que é esse o mundo que queremos?
HUMANITARISMO é isso?
Convido a quem não conhece, dar um pulinho e morar numa dessas cidades durante alguns meses para sentirem essa realidade mais de perto, antes de agredirem quem pode, na negativa da classe médica brasileira, dirimir esse sofrimento.
Será que pediremos REVALIDA aos médicos sem fronteira e à Cruz Vermelha?
A situação é de emergência amigos.
Somente isso...