É com muito prazer que publico no meu blog o belo poema do meu grande amigo Dr Aloisio Tinoco
MODORRA MANHÃ
Modorra manhã,
Frio,
Imerso em mim mesmo,
Cravo,flauta,
Viola. violão,
Estrada infinda
Remoendo pensamentos:
Inverno, com certeza...
Os ipês,
Vermelhos, amarelos, roxos,
Isolados,
Em grupos,
Loucos,
Todos florindo,
Talvez achando ser primavera...
Ouço suas vozes:
Tolo!
Estamos sorrindo,
Alegrando seu dia,
Simplesmente...
ALOISIO TINOCO
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
terça-feira, 15 de julho de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
ATEIA PLATEIA
ATEIA PLATEIA
Não quero mais saber nem mesmo quando
Tampouco se pudesse ser feliz,
A lua, desvairada meretriz,
Por entre mil cometas vai bailando,
O verso feito faca penetrando,
O sonho se perdendo por um triz,
A chama serpenteia e a velha atriz
Esperança entre fúrias se matando.
Resquícios do que fora alguma sorte
Tramitam entre pontas e fagulhas,
As horas entremeiam norte e morte,
O corte perpetua mil agulhas,
E o gozo do cantor se faz ausente
Nas mãos do deus desnudo e impertinente...
MARCOS LOURES
PARA SOL
PARA SOL
Sol que brilhando doma todo o céu,
Reinando sobre os astros,
divinal,
Tomando todo o espaço sideral,
Declina docemente raro véu,
Qual fosse da pantera este
corcel
Vagando sem descanso, busco
aval
E tento refletir o magistral
Caminho desta Sol, ternura e
mel.
Pousando colibri, sigo seus
passos,
E tendo no infinito seus
espaços
Enlaço com ternura cada verso.
Buscando sob os raios desta diva,
A luz eterna e forte, sempre
viva,
Nos braços desta deusa, estar
imerso...
MARCOS LOURES
DE LEUR CROIX
De leurs croix
Je suis tant de non, rien ne me conduit,
Secrets? N'avez pas ni ne veux,
Si ma vie dans les rêves je épices
Que les diable m'emporte si, après tout, la fantaisie.
La bouche qui me crache, que je voulais,
Un baiser plus atroce, audacieux et féroce,
Les fautes que je fais, je génère d'autres,
Laissant dehors une utopie ...
Portant constellent bêtises,
Tirer de l'antique jardin des roses
Et si je laisse seulement des chardons et de bruyères
Je marche cette passe de montagne,
Et en voyant mon seigneur, et porter
Je me demande s'il vos croisements compenser...
Marcos Loures
Je suis tant de non, rien ne me conduit,
Secrets? N'avez pas ni ne veux,
Si ma vie dans les rêves je épices
Que les diable m'emporte si, après tout, la fantaisie.
La bouche qui me crache, que je voulais,
Un baiser plus atroce, audacieux et féroce,
Les fautes que je fais, je génère d'autres,
Laissant dehors une utopie ...
Portant constellent bêtises,
Tirer de l'antique jardin des roses
Et si je laisse seulement des chardons et de bruyères
Je marche cette passe de montagne,
Et en voyant mon seigneur, et porter
Je me demande s'il vos croisements compenser...
Marcos Loures
OS SONHOS DE VENTURA Regina Cnl e Marcos Loures
OS SONHOS DE VENTURA Regina Cnl e Marcos Loures
E os sonhos de ventura
das ilusões passageiras
vão descendo a escadaria
do abismo da poesia
para os abismos do mar...
Regina cnl
das ilusões passageiras
vão descendo a escadaria
do abismo da poesia
para os abismos do mar...
Regina cnl
Meu ninho feito em mar, ondas
sereias
A sorte delirante de um poeta
Que tanto desejara e se
repleta
Trazendo a fantasia em suas
veias,
Tecendo com palavras rudes
teias,
Ousando acreditar no amor qual
meta
Erguendo mil colunas da
incompleta
Palavra que possua quando
creias.
E tendo entre diversos
caminhares
O quanto entre detalhes
desejares
Marcando com cadência cada
verso,
Mergulho no vazio que carrego,
Tateio meus momentos feito um
cego
Perdido grão de areia no
universo...
MARCOS LOURES
GOZO DA ILUSÃO
GOZO DA ILUSÃO
Parturiente gozo da ilusão
Estampa estupidez a cada riso.
Cadáveres que fomos espalhados
Nauseabunda esperança adentra a casa.
Os olhos tocaiando duros sonhos,
O fardo de ser livre e vagabundo.
Qual fora tão somente um vagabundo
Gargalho de teu gozo, uma ilusão,
Somar e dividir inúteis sonhos
Garante pelo menos o meu riso.
No sangue derramado pela casa
Pedaços do que fomos; espalhados.
Os rios entre as pedras espalhados
Ao mar em fardo imenso, um vagabundo,
Na clave que me entranha a velha casa
Fagulha derradeira da ilusão
Preconizando assim, um ledo riso
Matando em nascedouro raros sonhos.
Colecionando assim, erros e sonhos,
Em cortes mais sutis, vão espalhados
Diversas ironias, pranto e riso
No amor quase imbecil e vagabundo
Levaste cada gole de ilusão
Jogando o que restou na nossa casa.
A dor que fez de nós a sua casa
Sabendo maltratar antigos sonhos
Poreja inda resquícios de ilusão.
Momentos esquecidos e espalhados
Meu canto se permite, um vagabundo
Fingindo acreditar esboça um riso.
Quem mesmo em agonia trama um riso
Fazendo do sarcasmo a sua casa
Sem laços, um divino vagabundo
Embaralhando os passos de outros sonhos
Catando os restos todos, espalhados
Inda pretende estúpida ilusão.
Protética ilusão em vasto riso,
Perfumes espalhados pela casa.
No vértice dos sonhos, vagabundo.
MARCOS LOURES
Parturiente gozo da ilusão
Estampa estupidez a cada riso.
Cadáveres que fomos espalhados
Nauseabunda esperança adentra a casa.
Os olhos tocaiando duros sonhos,
O fardo de ser livre e vagabundo.
Qual fora tão somente um vagabundo
Gargalho de teu gozo, uma ilusão,
Somar e dividir inúteis sonhos
Garante pelo menos o meu riso.
No sangue derramado pela casa
Pedaços do que fomos; espalhados.
Os rios entre as pedras espalhados
Ao mar em fardo imenso, um vagabundo,
Na clave que me entranha a velha casa
Fagulha derradeira da ilusão
Preconizando assim, um ledo riso
Matando em nascedouro raros sonhos.
Colecionando assim, erros e sonhos,
Em cortes mais sutis, vão espalhados
Diversas ironias, pranto e riso
No amor quase imbecil e vagabundo
Levaste cada gole de ilusão
Jogando o que restou na nossa casa.
A dor que fez de nós a sua casa
Sabendo maltratar antigos sonhos
Poreja inda resquícios de ilusão.
Momentos esquecidos e espalhados
Meu canto se permite, um vagabundo
Fingindo acreditar esboça um riso.
Quem mesmo em agonia trama um riso
Fazendo do sarcasmo a sua casa
Sem laços, um divino vagabundo
Embaralhando os passos de outros sonhos
Catando os restos todos, espalhados
Inda pretende estúpida ilusão.
Protética ilusão em vasto riso,
Perfumes espalhados pela casa.
No vértice dos sonhos, vagabundo.
MARCOS LOURES
quarta-feira, 7 de maio de 2014
PERDONE ME
Dios me perdone
Padre me perdone si me perdí
En las tormentas de pasión diversas,
Por eso estoy aquí para
Pedir tu perdón, mi Dios.
A tantas tentaciones, siempre cedía,
Ahora me doy cuenta, todo es en vano;
Pregunto, mejor, Padre, para usted
Más bien, por lo menos la atención.
Lo que era un salvaje ilimitado
Rechazando conjeturas; nunca bueno,
Un paria sin piso sin tener un borde
Haciendo de las aceras, almohada,
Anticipándose a este último momento,
Espero que Dios todavía me quiera...
Marcos Loures
OUTRO MOMENTO
OUTRO MOMENTO
Jamais imaginasse outro momento
Jamais imaginasse outro momento
Enquanto mal pudera disfarçar
Os erros cometidos, sem pensar,
No quanto poderia em desalento.
Palavra se perdendo solta ao vento,
Remendos do que eu possa confrontar,
Ousando noutra face imaginar
O desvendar da sorte em pensamento.
Jorrando em cada artéria a minha essência,
O todo se tomando sem clemência,
Em eloquência espúria e sem sentido,
Nos ermos que tramasse uma alma vã,
Desdenho sem proveito cada afã
E mesmo do que eu fora ao fim me olvido.
MARCOS LOURES
MARCOS LOURES
SOLITÁRIA NOITE
SOLITÁRIA NOITE
Como falar de amor na
solitária
Noite sem sequer brilhos
de um luar
Abandonado noutro mundo
sem lugar
Onde ancorar a luz
imaginária?
Como falar de amor na
visionária
Vontade sem lugar onde
ancorar
O barco feito do eterno
naufragar
Na sorte sem sentido e
temerária?
Como falar dos sonhos de
um poeta
Que morrem nas esquinas em
cometas
Deitando seus brilhos nas
sarjetas
Da sorte sem sentido, ora
incompleta
Vivendo do que possa sem
sentido
Jogado num oceano
dividido?
MARCOS LOURES
sábado, 19 de abril de 2014
MAIS UM COPO
MAIS UM COPO
Amigo, mais um copo e a noite é longa,
Amigo, mais um copo e a noite é longa,
O dia se resume em farsa e luta.
A força mais atroz, suave e astuta,
O olhar se demonstrando em vã delonga.
Enquanto algum prazer jamais se alonga,
A sorte noutro enredo, santa ou puta,
O mundo noutro mundo se computa,
Traduz o bigornar de uma araponga.
E a noite entre aguardentes e mentiras,
Do todo anunciado o que retiras
Expressa essenciais esboços, rastros,
O sol invade e cega o dia claro,
E quando a noite vem tudo declaro,
No lusco-fusco manso destes astros...
MARCOS LOURES
MARCOS LOURES
THY LIPS
Thy lips
Feeling your lips brushing against me
At the touch of love and desire,
Gradually thousand trips whispering
The language in delicate sweet kiss ...
Be bolder and you dream,
Slowly undress you calmly
So many crazy words, mumble,
In an explosion of colors, suddenly ...
Asking more than the night is over,
Dreaming that dream is already awake.
So much love that did not fit
But anyway, in my dream I propose,
And life is renewed each day,
This love living in fantasy ..
MARCOS LOURES
Feeling your lips brushing against me
At the touch of love and desire,
Gradually thousand trips whispering
The language in delicate sweet kiss ...
Be bolder and you dream,
Slowly undress you calmly
So many crazy words, mumble,
In an explosion of colors, suddenly ...
Asking more than the night is over,
Dreaming that dream is already awake.
So much love that did not fit
But anyway, in my dream I propose,
And life is renewed each day,
This love living in fantasy ..
MARCOS LOURES
quinta-feira, 3 de abril de 2014
OTRO MOMENTO
OTRO MOMENTO
Hubiese otro
momento donde el amor
Volviendo cual
torbellino sin defesas
Generase nuevos
caminos, nuestros sitios
Sin más
temores, sin más herejías ni envidias,
Solamente la
paz necesaria y deseable.
Hubiese otra
mañana, más sencilla,
Mismo con las
nubes contumaces,
Pudiera imaginar
un sol inmenso,
Venciendo todos
los grises,
Trazando incomparable
cielo
Con la más
bella fuente eternizada
En la risa
tranquilla de un improbable amor.
MARCOS LOURES
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