Um barco que à deriva segue aquém
Do quanto poderia imaginar,
Sem ter sequer talvez onde ancorar
Apenas o naufrágio, amargo, vem.
Do sonho que tentara cultivar
Somente o teu sorriso de desdém,
O mundo na verdade nada tem
Nem mesmo encontraria o meu lugar.
Das tantas ilusões já nada resta,
A fúria desenhando a mais funesta
Imagem de uma vida sem sentido.
E quando noutro passo me perdendo,
Encontro este vazio em tom horrendo,
Meu sonho nalgum canto, adormecido...
Um comentário:
gracias sensible y dulce poeta por regalarnos tan magistrales y bellas letras, un besin de esta amiga admiradora.
Postar um comentário