Nós somos, na verdade, sonhadores,
E nisto o imaginário se consiste
Por vezes mais alegre ou mesmo triste,
Traçando no teclado risos, dores.
Criamos sem jardins diversas flores
Na luta pela qual já se resiste,
O verso como uma arma em paz e em riste,
Prismáticos delírios multicores.
Vagamos infinitos dentro em nós,
No insano solilóquio, firme voz,
Gerando paralelos universos.
Vivendo um ideal ou mais sonhando,
Num mundo tantas vezes mais infando,
Usando da esperança em frágeis versos.
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