terça-feira, 26 de julho de 2011

TU VENS

As metas que eu pensara já cumpridas,
Há tanto se perderam no caminho
E quando do final eu me avizinho,
Encontro novamente tais feridas.

E sei que na verdade até duvidas,
Porém no roseiral em todo espinho
O fim se aproximando e mais sozinho,
As esperanças vão adormecidas.

O canto em desatino, o verso inútil,
O mundo sem proveito, o canto fútil,
Na incoerência própria de quem sonha,

Do amor sequer um rastro, qualquer lume,
E quando no final eu me acostume,
Tu vens tão delicada quão risonha...

Um comentário:

Silenciosamente ouvindo... disse...

Coloquei este poema (cedido por si através do
Facebook-Marques Irene) no meu blogue
http://sinfoniaesol.wordpress.com
Espero esteja tudo bem.
Muito agradecida.
Um abraço
Irene