Lavrando com suor cada soneto,
Tentando uma colheita que não vem,
Há tanto que imagino um claro bem
E apenas outro engano enfim, cometo.
E quando no vazio me arremeto,
A sorte desditosa não convém
Sabendo que ao final virá ninguém,
Meu velho coração, das dores – gueto.
Pudesse pelas noites tão geladas
Apenas encontrar nas madrugadas
A sombra de quem tanto desejei.
Meu mundo se perdera e, sem sentido,
A cada novo engano; mais duvido,
Que- além- um grande amor; encontrarei...
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