terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aída

Aída

Porquanto a nossa vida fora assim
Envolta pelas brumas; quando o sol
Viesse e dominasse este arrebol
A claridade exposta dentro em mim,

De todos os momentos de onde eu vim,
Uma esperança sirva de farol
Grassando sobre o quanto em raro escol
O sonho se transborda e o sinto enfim.

De tantas ilusões, tanta mentira,
A vida pouco dá, muito retira,
Retrata a velha sorte descaída,

Porém uma esperança irradiando
Ousando neste instante me tomando
Nos olhos e no amor da bela Aída...

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