segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Aline

Aline

Ainda que pudesse ter nas mãos
O sonho quando a vida ora desfaça
Do todo que se mostre qual trapaça
Marcando com temor os tantos vãos,

Os dias entre enganos, tantos nãos,
O todo que pudesse e sempre passa,
A luta sem descanso que se faça
Moldando o quanto houvesse em mortos grãos,

O tempo noutro instante não traria
Sequer o quanto vivo em fantasia
E tanto solitário, eu desatine,

Mas quando te percebo e estás aqui
O mundo se resume agora em ti,
Traçando outro momento em paz, Aline...

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