quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Antoinete

Antoinete

Antoinete traz no seu olhar
O brilho iridescente que procuro,
E tanto neste encanto configuro
O meu anseio raro em pleno amar,

Trazendo no azulejo céu e mar,
O tempo num encanto raro e puro,
No amor que desejara mais seguro,
A vida mansamente em seu lugar.

E sinto a imensidão neste sorriso
Que é tudo o que de fato mais preciso
E nele me entranhando sem que possa

Sentir a solidão de antigas eras,
Exposto sem defesa às tantas feras,
À frente um turbilhão, a morte, a fossa...

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