Aprendo com a dor e isto me basta,
Não quero mais as preces nem as rezas
Se ainda na verdade tu me prezas
Permita a minha história turva e gasta,
O sonho a cada instante já se afasta
E quando tu me vês logo desprezas
Confessas o teu pejo enquanto pesas
O olhar sobre o cadáver de outra casta.
Não quero mais a voz reconfortante
Apenas o final ora garante
Descanso a quem em vida se fez podre,
O vinho avinagrando mostre que o odre
Deveras nunca teve uma valia,
Alento? Não! Jamais, pois caberia.
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