Funérea face exposta da verdade,
A pútrida razão tomando o senso,
E quando em meus espectros paro e penso
Nem mesmo o medo ou pânico inda invade
Ali ao perceber tranqüilidade
Depois de um turbilhão gigante, imenso,
O mar em turvas águas; já convenço
Melhor que o dia a dia se degrade.
Arranco os olhos, roubo este horizonte
Anoitecida trama onde se aponte
O fim indubitável, mas suave.
Demônios ou arcanjos? Tanto faz,
Apenas encontrar enfim a paz
Minha alma, se inda houver, libertária ave.
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