E morto embora ainda em vão respire
Alimentando em mim carnificina
Imagem tão nefasta determina
O sonho que em verdade já se expire.
No quanto este terror ora transpire
A vaga sensação não extermina
Altares erigidos, queda e mina
Nascente aonde o rumo determine
Na frágil sensação de ser humano
A cada nova prece ao soberano
Esgoto esta esperança e me amortalho
Dos ermos de minha alma, vou entregue
Por mais que ainda tente e até renegue
Ao tétrico delírio sigo o atalho.
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