Ecoa dentro da alma o quanto um dia
A sorte desenhasse e assim pudera
Trazer com mais audácia a voz sincera
De quem tanto sonhara e em paz queria,
O mundo se desenha em rebeldia
E o tempo desvendando esta quimera
Marcando o que deveras degenera
Traçando com terror farta agonia,
A vida se transforma em tal estorvo
Rondando cada passo o velho corvo
Crocita, rapineiro e mais voraz,
O mundo desabando pouco a pouco,
O velho coração qual fora um louco
Decerto o que buscara já não traz.
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