Caquética verdade infaustamente
Na decomposição traduzo o que ora sinto
O sonho se inda existe, sinto extinto
E o corpo se apodrece lentamente,
Que aos vermes este inerme ser fomente
Num tétrico delírio, mero instinto,
A marca demoníaca; onde tinto
O olhar em turbulência de um demente.
Avanço entre os meus charcos movediços,
Os dias se perdendo sem os viços
Amante das espúrias criaturas
Nos ossos a lembrança em tumular
Caminho de quem tanto quis amar
E agora ressonância onde torturas.
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