Do amor etéreo que componhas,
Não há sentimento que imponhas,
Que ao teu coração até proponhas,
Ser tão eterno como assim sonhas!
Sol Figueiredo
O sonho se tornara um paradigma
E o tempo desenhando em rara elipse
Aonde se imagina o Apocalipse,
A vida com certeza um vago enigma,
E sei que inda carrego o velho engodo
De quem tanto pudera em consonância
Traçar além da mera e ride estância
No charqueado passo rumo ao lodo,
Vagando em plenitude, atinjo o cimo,
Embora saiba a vida esta falsária,
Que tanto se mostrara solidária
E agora se aprofunda em lama e limo,
Mas sei que no final resta esperança
Pujante fantasia, não se cansa...
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