Fabíola
O canto que Fabíola desenhasse
Nos sonhos mais felizes que eu tivera
Ainda se transforma em primavera
Vencendo o quanto possa num impasse,
E quando a vida trama em desenlace
A velha solidão, imensa fera,
A vida que eu concebo, mais sincera,
Aos poucos sem defesas nos tomasse,
E o amor que se anuncia a cada instante
Vagando pelo encanto fascinante
Que tanto me aproxima do infinito
Ousando ser feliz, não temo nada,
E sigo a noite inteira, enluarada,
Ao todo que desejo e necessito.
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