quarta-feira, 7 de setembro de 2011

FILIPA

FILIPA

Não quero nem pudera de outra sorte
Senão a maravilha de poder
Tramar a cada dia este prazer
Que tanto quando invada me conforte,

O mundo se anuncia em raro porte
E vejo quão somente possa crer
Na vária fantasia a se tecer
Moldando com certeza o novo norte,

O prazo determina o quanto resta
Do todo que pudesse e nesta fresta
Filipa traz à vida imensa luz,

O quanto poderia ter nas mãos
Momentos tão diversos, firmes chãos,
E encantos que este sonho reproduz.

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