FILIPA
Não quero nem pudera de outra sorte
Senão a maravilha de poder
Tramar a cada dia este prazer
Que tanto quando invada me conforte,
O mundo se anuncia em raro porte
E vejo quão somente possa crer
Na vária fantasia a se tecer
Moldando com certeza o novo norte,
O prazo determina o quanto resta
Do todo que pudesse e nesta fresta
Filipa traz à vida imensa luz,
O quanto poderia ter nas mãos
Momentos tão diversos, firmes chãos,
E encantos que este sonho reproduz.
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