Quero te salvar de teu naufrágio,
Mas o amor será o meu pedágio,
Teu calor te salvaria mais ágio,
Do horror desse tal presságio!
Sol Figueiredo
Somente mergulhando no vazio
Um náufrago em terríveis abismais,
Encontra o quanto possa sem jamais
Viver o que deveras propicio,
Meu barco se perdendo em desvario,
Enfrenta na verdade os temporais
E tantas barricadas vãs, venais,
Marcando com terror o quanto crio,
Não posso e nem tentasse novo passo,
A vida com certeza se a desfaço
Expressa a solidão de quem tentasse
A sorte mais sublime em perfeição,
Porém a vida sonegando a provisão
Desnuda esta agonia em desenlace...
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