Olhando de soslaio vejo o acaso
E nele me entranhando sem defesa
Ainda que tivesse uma surpresa
A vida não respeita qualquer prazo,
E quando em ilusões, eu tento e aprazo
Os dias se envolvendo em incerteza
Deixando tão vazia a minha mesa
Gerando dentro em mim o mero ocaso.
E resolutamente bebo o nada
E nesta face exposta e desdenhada
O que inda me restara? Nada além
Desta inconstante senda; aonde errático
Qual fora algum demente, um ser lunático
Somente o non sense me contém.
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