Não mais que qualquer fato se repete
E veste o mesmo engano de uma história
Perdida nestes ermos da memória
Que ao nada sem temores me arremete.
Engano sem conserto se reflete
No velho coração de leda escória
Um pária em tal senda mais inglória
Vivendo sempre pela bola sete.
Não quero acreditar, mas a verdade
Explicitando enfim o que degrade
Esbarra nos meus erros contumazes
E possa num instante resumir
O quanto reste tanto de um porvir
Que enquanto se renega não me trazes.
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