Atrelo o meu caminho ao mais profundo
Delírio aonde uma alma poderia
Seguir além do passo em ironia
Um pária simplesmente, um vagabundo
E quando deste esgoto eu já me inundo,
A face mais atroz, pois sorriria
E pelo menos tendo a companhia
Dos ratos e dos vermes, novo mundo.
Nos subterrâneos da alma eu me retrato
E vejo humano ser demônio ingrato
Vacante de expressões de divindade,
Mesquinha criatura onde o reflexo
Deixaria Satã, mesmo perplexo,
Na fria consciência que me invade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário